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Saúde
Lipedema: saiba mais sobre a doença confundida com obesidade e celulite

Saúde

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 6:13


O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, que afeta principalmente mulheres e é caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e braços. A patologia, apesar de comum, ainda é pouco diagnosticada e costuma ser confundida com obesidade ou celulite. A falta de tratamento adequado prolonga o sofrimento das pacientes. Taíssa Stivanin, da RFI em Paris Segundo a cirurgiã vascular Nathassia Domingues, uma das principais características do Lipedema é o padrão desigual de distribuição da gordura. A parte superior do corpo pode permanecer relativamente fina, mas pernas e quadris apresentam aumento de volume resistente a dietas e exercícios físicos. “É uma alteração que muitas mulheres já tinham, mas não sabiam que era um problema, e ele acabava sendo perpetuado. Trata-se de uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pelo acúmulo de gordura, principalmente nas pernas, de forma desproporcional”, explica Nathassia Domingues. “É uma gordura doente, inflamatória. Geralmente, são mulheres que acabam sendo rotuladas, com coxas e quadris mais largos e cintura mais fina. Muitas descrevem essa desproporção como a sensação de serem uma pessoa da cintura para cima e outra da cintura para baixo”, acrescenta. Além do aspecto estético, a condição costuma provocar sintomas físicos, como dor, sensação de peso, inchaço, cansaço e sensibilidade ao toque. Hematomas espontâneos também são comuns. O diagnóstico é clínico e depende da avaliação de um profissional com experiência na doença. Ainda assim, há grande desconhecimento, inclusive entre médicos. "Há alguns exames que nos auxiliam, nos direcionam, mas não dá para fechar o diagnóstico de lipedema e sim para complementação de outros diagnósticos diferenciais. Gravidez e menopausa podem ser gatilhos A origem do lipedema envolve fatores genéticos e hormonais, e a estimativa é de que cerca de 12% das mulheres tenham a doença. A puberdade, a gravidez e a menopausa são descritas como possíveis gatilhos para o agravamento dos sintomas. “Os gatilhos para a piora dos sintomas geralmente estão ligados às fases da vida da mulher em que há oscilação hormonal. Isso acontece na menarca, na primeira menstruação, durante a gravidez, na menopausa ou em tratamentos com influência hormonal”, explica a cirurgiã vascular. O quadro pode estar associado a outras condições, como varizes, que estão presentes em cerca de metade das pacientes, embora nem sempre haja comprometimento vascular. O tratamento visa controlar a doença e melhorar a qualidade de vida, adotando uma alimentação equilibrada, com restrição de alimentos considerados inflamatórios — como glúten, açúcar, álcool, ultraprocessados. Atividade física ajuda a combater sintomas A prática de atividade física também é recomendada, especialmente exercícios de baixo impacto, como hidroginástica, natação e caminhada na água. “O tratamento não envolve uma única solução específica. Muitas mulheres chegam buscando, por exemplo, a lipoaspiração, dizendo: ‘tire essa gordura, porque a dor incomoda muito e limita a qualidade de vida'", explica a cirurgiã. "É importante entender que se trata de uma doença sem cura. Muitas pacientes são acompanhadas de forma conservadora, ou seja, com tratamento clínico, sem necessidade de cirurgia. Inclusive, hoje, muitos cirurgiões plásticos também concordam com essa abordagem, destacando a importância de desinflamar essa gordura”, explica. A fisioterapia, com técnicas específicas de drenagem linfática, pode contribuir para aliviar sintomas. O uso de meias ou leggins de compressão entre outras terapias também ajuda a controlar o desconforto e a dor. A utilização de canetas emagrecedoras é alvo de estudos, mas ainda sem indicação formal para o lipedema. A falta de informação também abre espaço para tratamentos alternativos, com promessas de resultados rápidos. A especialista alerta para a importância de acompanhamento médico e pede cautela com soluções “milagrosas” divulgadas nas redes. A cirurgiã reitera que existem muitas soluções médicas que ajudam a minimizar o desconforto. "As pacientes descrevem o diagnóstico e tratamento como 'libertador'", resume a especialista.

Medicos Hands-on
Qualquer ALTERAÇÃO na BOCA que dure mais de 15 dias deve ser INVESTIGADA para descartar o CANCER!

Medicos Hands-on

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 111:52


Professor Doutor Celso Lemos cirurgião dentista especializado em estomatologia professor associado da Faculdade de Odontologia da USPDr Alexandre Bezerra dos Santos médico cirurgião de cabeça e pescoço doutor pelo HCFMUSPO quanto cancer mais comum em homens no Brasil é o câncer de boca. São estimados mais de 15500 casos novos por ano. A mortalidade está diminuindo, porém em casos avançados, tem mortalidade de 50%. Infelizmente em torno da metade dos casos que chegam para tratamento estão em estado avançado o que compromete muito a sobrevida. Na maioria das vezes esse cancer é facilmente diagnosticado por ser na cavidade oral: ao sinal de alguma alteração na boca por 15 dias como aftas, o dentista ou o médico deve ser procurado. Importante ressaltar que quando a afta ou úlcera passa a ser dolorosa o cancer ja esta avançado e profundo. Existem lesões potencialmente neoplasicas que podem ser detectadas pelo dentista e nesse momento o paciente deve ser encaminhado para tratamento. O tabagismo e o etilismo são as maiores causas de cancer de boca e língua. O Brasil tem um gráfico descendente de tabagistas por politicas de prevenção. O cigarro sem filtro, de palha, aumenta a ingestão de substâncias tóxicas e aumento da temperatura da boca causando micro lesões pelo calor, potencializando o aparecimento do cancer. O Narguilé equivale a fumar 3 maços de cigarro durante uma cessão comunitária de fumo. Os VAPs podem causar lesões na boca, porém não se sabe se elas estão associadas com cancer. O álcool é considerado um carcinógeno completo e o cancer de boca esta associado ao consumo excessivo. Não há dose segura, porém, quanto maior a ingesta maior a chance de desenvolver o cancer. Importante ressaltar que associação de cigarro com álcool potencializa o aparecimento do cancer de boca. Outro fator causador do cancer de boca é o v'rus HPV. Alguns subtipos do HPV são ontogônicos que causam cancer de boca e colo de útero. As lesões esbranquiças de boca como o papiloma não são ontogônicas e uma vez tratada o paciente esta curado. Ao redor de 70% dos canceres de orofaringe não aparentes estão associados ao HPV. Eles causam verrugas especialmente nas amígdalas e base da língua onde o vírus se desenvolve. Este cancer acomete pacientes mais jovens, classe média alta com múltiplos parceiros sexuais; nessa população o HPV é a principal causa de cancer na orofaringe. Geralmente é um tumor muito agressivo, se espalha rápido, porém responde melhor aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O tumor causado pelo HPV pode ser prevenido por vacina; a população vacinada atualmente é de 8 a 12 anos de idade para prevenção. Em tese, pessoas de todas idades devem ser vacinadas. O sexo protegido também é uma forma importante de prevenção. A família deve ser conscientizada para vacinação porque muitos pais acham que uma vez vacinada a criança ganha liberdade sexual. O cancer de lábio é causado principalmente pela luz solar. Em países tropicais onde as pessoas podem ficar muitas horas expostas a luz solar deve-se prestar atenção no exame bucal. Outro fator cancerigeno é a higiene oral inadequada o precária. As doenças bucais crônicas podem estar associadas à doenças sistêmicas. O desenvolvimento de bactérias deve ser evitado através da remoção do filme dental duas a tres vezes ao dia pela escovação e fio dental. O sangramento gengival esta associado ao acúmulo de filme dental por higiene inadequada. A boca das pessoas, especialmente aqui no Brasil, tem traumas repetitivos por dentes quebrados, raízes residuais e próteses mal adaptadas. Com a introdução do flúor a saúde bucal melhorou muito a saúde das crianças com redução das caries. As próteses bucais tem que ser revistas com frequência para ajuste e evitar o trauma bucal. Os hábitos alimentares também causam lesões bucais com excesso de carboidratos, ultraprocessados,, etc. Estes são mais fatores associados do que causais para cancer de boca.

Dia a dia com a Palavra
Você já se sentiu amargo?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later May 24, 2026 1:18


A amargura não é uma emoção, mas o resultado de emoções não tratadas. Literalmente a amargura significa "amargo". É a condição final, é o que as emoções não tratadas produzem.Quando alguém fica "amargo", é porque passou a ser controlado pelas emoções não tratadas. Geralmente se torna uma pessoa intolerante, de difícil conversa, dura com as palavras.Veja o que diz o Salmo 73 nos versos 21 e 22: "Quando o meu coração estava cheio de amargura e o meu íntimo se comoveu, eu estava embrutecido e sem entendimento; era como um animal diante de ti."O próprio salmista diz que ele tinha se tornado "como um animal" diante do Senhor. Que expressão forte!Imagino que ninguém queira ser amargo. Você pode se tornar assim diante da falta de tratamento. Por isso, tratar as emoções é algo tão importante na vida. Se não tratar as emoções, corre sério risco de ser dominado por elas.Você pode fazer terapia, tomar remédio, mas só Jesus pode curar suas emoções. Não espere chegar no nível da amargura. Trate antes! Trate cada emoção! Trate todas as emoções! Trate seu coração com Deus.

Dia a dia com a Palavra
Você se afasta daquilo que é mau?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later May 11, 2026 1:26


A oração é uma prática espiritual que muita gente faz todos os dias. De forma geral, as pessoas têm a tendência de ser repetitivas com as palavras que usam e me preocupo com isso, afinal, a oração é relacionamento.Veja o que diz o Salmo 71 no verso 4: "Livra-me, Deus meu, das mãos do ímpio, das garras do homem injusto e cruel."Este salmo aborda um tema muito comum nas orações que é o pedido de proteção contra o mal. Geralmente pedimos ao Senhor que nos livre do mal, de forma genérica. "Livra-nos do mal!" Sim, foi Jesus quem nos ensinou a orar assim.O salmista fala do homem injusto e cruel, que também é uma expressão genérica. Este homem do salmo não tem nome. O salmista não fala de alguém em específico, mas de uma possibilidade, que sem dúvidas, é real.O mal está por aí, ele é genérico mesmo. Não tem um rosto específico e nem uma placa no peito dizendo quem ele é. Contudo, há também um alerta importante. Existe o mal que não é genérico. Falo do mal que você conhece e sabe detalhes. Sobre este mal você não deve apenas fazer orações, você deve se afastar. Para este tipo de mal, além das orações, você precisa tomar atitude.O Senhor é quem nos guarda e quem nos livra de todo mal, tenha ele um nome ou não. Contudo, se você vê o mal em seu dia a dia, decida não andar com ele e nem se relacionar com ele. Essa parte é sua responsabilidade.

Presente Diário
Acusações

Presente Diário

Play Episode Listen Later May 5, 2026 3:26


Devocional do dia 05/05/2026 com o Tema: Acusações Você já assistiu a um julgamento na hora em que são feitas as acusações contra o réu? Geralmente, é um momento muito tenso, pois, a partir disso, iniciam-se as argumentações a favor e contra o acusado. Provas são apresentadas, embates acontecem. Leitura Bíblica: Oseias 4.1-3 Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Mas, se alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo (1Jo 2.1, NAA).See omnystudio.com/listener for privacy information.

SistemaPet - Criador
Tecnologia na Profissionalização do Criador

SistemaPet - Criador

Play Episode Listen Later May 1, 2026 66:15


Geralmente criadores não utilizam tão bem as tecnologias disponíveis para melhorar a sua criação.Entretanto vamos conversar com 3 criadores de sucesso que tem no uso constante de tecnologias modernas, incluindo IA, automatizações e muito mais no seu dia a dia.Venha e veja como essas tecnologias podem revolucionar e facilitar a vida de um criador altamento profissional.Vão estar conosco os seguintes criadores convidados:Vera Annechina - Canil D´Áché Kennel - https://dachesammys.com/Carlos Capilar - Canil Don Odé - https://canildonode.com.br/André uis de Oliveira - Canil Copacabana Bostons - https://copacabana.vet.br/Realização Sistemapetsistemapet.com/criador

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

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Saiba como seu prédio pode produzir menos lixo. Compostagem, coleta seletiva e reciclagem específica são opções que podem fazer parte do dia a dia do condomínio. Com a pandemia, a maior parte das pessoas ficou mais em casa, pediu mais comida por delivery e, consequentemente, passou a gerar mais lixo dentro de seus domicílios. Em condomínios, há ações que podem ser adotadas por moradores, síndicos e funcionários para administrar melhor o lixo e, até, diminuir a quantidade de resíduo produzido. Sugerir medidas mais sustentáveis não precisa ser uma iniciativa restrita ao síndico. É interessante que os moradores do prédio também proponham discussões e tragam ideias de soluções em assembleia. Geralmente, é preciso um investimento inicial, seja de tempo ou dinheiro. Então, a pessoa tem que chegar com uma proposta mais concreta na reunião, escolher o momento certo de trazer a discussão e saber defender essa pegada ambiental. A coleta seletiva é uma das soluções implantadas nos prédios para destinar corretamente os resíduos do condomínio, separando o lixo orgânico do lixo reciclável. O passo a passo para a implementação da coleta seletiva inclui orientar os moradores e funcionários de limpeza e contratar uma empresa de coleta ou buscar parceria com cooperativas para a retirada do lixo. Além da coleta seletiva básica, há outros itens que podem ser separados e descartados corretamente. Dentre eles, pilhas e baterias, lixo eletrônico, cápsulas de café, buchas de plástico, restos de cigarro e óleo de cozinha. A administração do condomínio pode entrar em contato com empresas, instituições ou cooperativas que separam e destinam esses resíduos corretamente. Para o lixo orgânico, a compostagem é uma solução. O processo constitui na transformação dos resíduos como cascas de ovos, frutas, legumes, verduras e borras de café em fertilizante e adubo orgânico, o que não só gerencia melhor o lixo, mas também diminui a produção dele. A compostagem coletiva traz benefícios diversos. O adubo natural produzido pode ser utilizado pelos moradores para o plantio em hortas urbanas individuais ou coletivas do condomínio, além de servir para o paisagismo das áreas comuns. Implantar ações de sustentabilidade gera um senso de comunidade que traz benefícios significativos à convivência entre os moradores. Fontes (texto e créditos): https://www.netiontelecom.com.br/como-produzir-menos-lixo https://ecoconsciente.com.br/produzir-menos-lixo/ https://arimo.com.br/blog/bem-estar/como-produzir-menos-lixo-cinco-passos-para-ajudar-nessa-reducao https://gooutside.com.br/6-maneiras-bem-simples-para-voce-produzir-menos-lixo/ https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2021/10/saiba-como-seu-predio-pode-produzir-menos-lixo.shtml?utm_source=sharenativo&utm_medium=social&utm_campaign=sharenativo Imagem (créditos): https://www.netiontelecom.com.br/como-produzir-menos-lixo Trilha sonora (créditos): https://www.youtube.com/watch?v=BMQZt4i21w8 Peder B. Helland - A Dream Peder B. Helland.

Mensagens | Igreja Amor e Cuidado
Quando você se sente desvalorizado| Bp. Marcelo Toschi

Mensagens | Igreja Amor e Cuidado

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 76:52


Você serve, se doa, mas ninguém te vê? Jesus também passou por isso. Descubra 4 verdades para quando você se sente desvalorizado, invisível e não reconhecido.

Presente Diário
Exaltem!

Presente Diário

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 3:38


Devocional do dia 25/03/2026 com o Tema: Exaltem! A palavra exaltar não é muito usada em nossos diálogos do dia a dia. Geralmente, costumamos ouvi-la mais em momentos de culto na igreja. Mas você sabe o que ela significa? Quando exalto alguém, estou colocando-o num lugar elevado, erguendo-o, tornando-o grande. Leitura Bíblica: Salmo 145.1-3 Exaltem o SENHOR, o nosso Deus! Prostrem-se diante do estrado dos seus pés! Ele é santo! (Sl 99.5)See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reportagem
Professora brasileira leva teatro paulistano à universidade em Paris e amplia repertório dos alunos

Reportagem

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 7:15


A autora, diretora e atriz brasileira Viviane Dias vem despertando o interesse dos estudantes da Universidade Paris 8 com um curso acadêmico dedicado ao teatro brasileiro. A partir de figuras do teatro nacional, das ressonâncias modernistas e de referenciais decoloniais, ela apresenta a inventividade da cena paulista a alunos que pouco conhecem da riqueza cultural do país. Em sua segunda edição, a formação voltou a lotar rapidamente as 40 vagas disponíveis e deve permanecer na grade universitária no próximo ano letivo, fortalecendo o intercâmbio artístico entre o Brasil e a Europa. O curso integra o Departamento de Artes, Filosofia e Estética da Universidade Paris 8 e reúne estudantes de teatro, cinema, artes plásticas e filosofia. Para Viviane Dias, a iniciativa surgiu do desejo de apresentar aos jovens franceses outras referências para além do repertório europeu tradicional.  “A gente fala das invenções do Teatro de São Paulo, das invenções de linguagem”, explica. “Fazemos um caminho que começa desde o modernismo, nesse primeiro momento em que se buscou uma arte emancipada da Europa. Em que foram formuladas questões mais próprias da cultura brasileira. Seguimos até o momento em que essas ideias acabaram se materializando na cena por meio do José Celso e do Teatro Oficina, que é uma grande referência, e que oferecem uma cena completamente diferente do que eles estão habituados a ver.”  Segundo a professora, muitos alunos buscam o curso justamente porque sentem “saturação” de referências tradicionais e precisam de novos estímulos. “Normalmente, eles vêm de formações muito logocêntricas. Tento deslocar um pouquinho essa percepção”, conta.  Perspectiva decolonial e o ensino do Sul Global  A professora ressalta que compreender melhor a produção do Sul Global é fundamental para jovens que, no futuro, atuarão em novas cenas culturais da Europa. Nesse sentido, autores como o contemporâneo Ailton Krenak, o modernista Oswald de Andrade e artistas como Tarsila do Amaral têm gerado grande interesse entre os estudantes. “Eles têm poucas referências sobre o Brasil, e quando têm, é muito raso, às vezes o clichê do Brasil, do carnaval”, afirma. “É importante falar do Brasil e mostrar que a gente é ótimo para fazer festa, mas a gente também é excelente em fazer teatro, cinema e artes visuais.  Além disso, a gente produz pensamento, que é muito interessante e pode nos ajudar a pensar melhor o século 21”, afirma Viviane Dias. Alunos veem o curso como abertura de horizontes  Entre os inscritos está Kayij Baku‑Carlos, de 18 anos, estudante de Cinema e francês de origem angolana. Ele considera essencial compreender outras tradições artísticas para construir sua identidade profissional. “Aqui na França, muitas vezes, quando aprendemos História na escola recebemos, inevitavelmente, um ponto de vista mais eurocêntrico e francocêntrico”, diz.  “Na universidade, somos expostos a diferentes percursos culturais ligados à arte de vários países. Preciso ampliar meu olhar e entender como esse trabalho é feito em outros lugares. Como sou angolano por parte de pai, pensei que o curso poderia me ajudar a compreender melhor uma parte da minha cultura e da minha herança lusófona, de um país PALOP”, conclui o jovem.  Para Ryod Caldas, de 19 anos, estudante de Teatro, o impacto é semelhante: “Quase nunca vemos o que acontece fora do nosso próprio país. Geralmente ouvimos falar de Shakespeare e dramaturgos europeus. Explorar outras referências amplia nossa visão e nossas inspirações”.  A única brasileira da turma, Mayara Marçal, de 25 anos, destaca a importância de mostrar à universidade que há interesse por temas ligados ao Brasil e a outros continentes.  “Aqui a gente costuma estudar muito autores franceses. Quando vi que tinha um curso na grade curricular ministrado por uma professora brasileira, um curso de descolonização do teatro, eu achei incrível! É uma forma de mostrar para a universidade que a gente se interessa por professores de outros países, por aulas que falem sobre arte de outros continentes, não só da França”. Um curso em Paris e São Paulo ao mesmo tempo  O alcance do trabalho fez com que a formação chamasse a atenção da pós-graduação em Artes Cênicas da USP. Com isso, o curso será oferecido simultaneamente na Universidade Paris 8 e na ECA‑USP, em parceria com o professor Ferdinando Martins – algo inédito, segundo Viviane.  “É a primeira vez que um curso dedicado às invenções cênicas brasileiras contemporâneas é oferecido ao mesmo tempo em uma universidade parisiense e na USP”, afirma.  Para ela, essa articulação reflete um espírito do século 21 de ampliação de caminhos possíveis e inovadores para a educação. “Vivemos entre mundos e espaços, mas ainda somos muito caretas na nossa maneira de pensar processos pedagógicos. Espero que eu possa fazer mais pontes entre as coisas do Brasil e daqui. Eu também faço uma pesquisa de criação. Eu sou uma artista e pesquisadora. As duas coisas são importantes e andam juntas na minha vida”, conclui Viviane Dias.

Podcasts FolhaPE
Elevadores em condomínios

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 19:17


Todo condomínio é obrigado a ter elevador? Pode ter condomínio que um bloco tem e outros não? E quem paga a manutenção nesses casos? Geralmente é uma empresa que faz? Como são os contratos? Se houver dano aos elevadores, quem paga? E a questão do elevador de serviço? É esse nome mesmo que chama? Criança sozinha pode? E cachorro? E se ficar preso? Qual o procedimento? Para responder essas e outas questões sobre elevadores em condomínios, o âncora Jota Batista conversa com o advogado especialista em Direito Condominial, Yuri Oliveira.

Devocional Diário
Existe algo impossível para Deus?

Devocional Diário

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 1:59


““Eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Acaso alguma coisa é difícil demais para mim?” Jeremias 32:27 NVT Existe algo impossível para Deus?Geralmente quando sonhamos temos como parâmetro, as condições e poder que temos hoje para alcançá-los. Em outras situações, até sonhamos com algo distante da nossa realidade, mas na primeira dificuldade, muitos de nós desistíamos de continuar pelo medo do processo. Não há nada impossível para Deus! Quando passamos a sonhar por aquilo que Ele pode fazer, incluído-o em todas as etapas do processo, não há nada e nem ninguém, que poderá nos impedir de receber a graça de Deus em nos abençoar. Sonhe, não baseado no que você pode fazer, mas no que Deus pode fazer, caminhe na companhia do Senhor, que te fará ter segurança de alcançar e não desistir.Sonhe com Deus, caminhe com Deus!Pensamento do dia:Com quem você tem caminhado?Oração: Senhor, nos ajude a sonhar os teus sonhos, caminhando contigo em toda etapa das nossas vidas e das nossas conquista.Em nome de Jesus, amém !Que você tenha hoje um dia abençoado!Por Ubiratan Paggio#devocionaisdiarios#deusfalacomigo #NadaÉImpossivel#SonhosDeDeus#ubiratanpaggio@ubiratanpaggio@ubiratan.paggio

Bem Estar
Puberdade: um guia para esclarecer as principais dúvidas dos adolescentes

Bem Estar

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 28:35


A puberdade é a fase da vida em que diversas modificações ocorrem no corpo de meninos e meninas até que se tornem adultos. Nas meninas, ela inicia quando as mamas começam a nascer e nos meninos é marcada pelo aumento no volume dos testículos. Geralmente as meninas entram na puberdade antes dos meninos, mas não existe uma regra. Até porque tudo depende da ação dos hormônios e cada pessoa tem o seu tempo próprio. Além das mudanças físicas, que são impulsionadas pelas alterações nos sistemas reprodutor e endócrino, essa fase também traz muitas questões emocionais. No episódio de hoje, a gente elencou as principais dúvidas dos adolescentes. Nossa convidada é a uroginecologista Priscila Matsuoka, que tem uma experiência de décadas no consultório acompanhando e respondendo essas questões. E é autora do livro Crescimento-Aventura, um guia com informações confiáveis para adolescentes, pais e mães sobre a puberdade.

Viaje na CBN - Edson Ruy
Família de brasileiros é expulsa de voo da Air France após "downgrade"; entenda

Viaje na CBN - Edson Ruy

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 14:56


Recentemente foi destaque no noticiário a informação de um casal de brasileiros e seus dois filhos que foram retirados de um voo da Air France após um downgrade da classe Executiva para a Econômica Premium. O caso ocorreu no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, na quarta-feira (14). Depois de pagar um valor de R$ 9.973 pelo upgrade de quatro passagens para a classe superior, os brasileiros foram informados que, por causa de um assento quebrado, uma passageira precisava fazer o downgrade. A situação provocou confusão e eles foram retirados da aeronave.Em nota, a Air France disse que o assento estava quebrado e "decidiu desembarcar um grupo de quatro passageiros indisciplinados". Ao voltar para o Brasil, a família estava saindo de Milão, na Itália, com escala em Paris e, por fim, Salvador. Durante o check-in, a companhia ofertou um upgrade da classe econômica premium para a classe executiva, no valor de 399 euros cada, totalizando 1.596 euros.Reportagem do site "UOL" traz que mudanças de assento podem acontecer. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), companhias aéreas chegam a vender 10% a mais de assentos do que são capazes de atender. Geralmente, isso faz com que alguém mude de classe ou seja realocado em uma próxima viagem. Aérea pode fazer downgrade (realocar passageiros para classe inferior), mas deve oferecer algum tipo de compensação. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor e da resolução nº 400 da Anac, a pessoa só não recebe compensação se for por motivo de segurança.Nesta edição do Viaje na CBN, o comentarista Edson Ruy fala sobre o assunto.

Café com Tulipa
CT 3576 - Alimento para Vida

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 2:58


Todos nós temos necessidades materiais que precisam ser supridas. mas há uma outra necessidade com a qual precisamos nos preocupar. Geralmente estamos muito focados e preocupados com nossas necessidades sentidas, físicas, temporais, mas deveríamos nos preocupar com nossas necessidades espirituais. Suprir nossas demandas materiais tem um efeito temporário, mas suprir as necessidades espirituais produz resultados perenes. Nossa vida terrena é curta, mas nossa existência é infinita. Devemos nos esforçar por prover para nossa saúde espiritual, muito mais do que investimos em nossas carências materiais. Jesus é o alimento para nossa vida eterna, precisamos dele.

Colunistas Eldorado Estadão
Mulheres Reais #177 Cuidado com quem vende bem-estar: não é creminho que resolve saúde mental

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 10:13


O falso bem-estar é a nova fronteira da desinformação. O que deveria ser um conceito para melhorar a vida das pessoas virou isca de marketing para ganhar dinheiro. E não tem área que não escape do bombardeio de marcas, influencers e coaches prometendo soluções rápidas para eliminar o estresse e a ansiedade, levar sua autoestima para a Lua e dar um “up” na sua qualidade de vida. Geralmente com frases motivacionais, mas às vezes também com discursos indignados de autoajuda como o que escutei outro dia no Instagram: “Amiga, eu não acho que está te faltando motivação, disciplina, a melhor dieta, o melhor treino. Está te faltando ser OBCECADA, maluca, doente pelo seu autodesenvolvimento.” Então tá. Nada como uma obsessãozinha para transformar de vez a saúde mental em produto... Porque o problema é que, além das lorotas e mais lorotas, tem sempre alguém tentando te vender algo. Chazinho para imunidade baixa, pozinho contra desequilíbrio hormonal, solução mágica para todo tipo de problema. E, claro, sem qualquer comprovação científica. O Mulheres Reais é apresentado por Carolina Ercolin e Luciana Garbin e está disponível semanalmente em todas as plataformas de áudio.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Dia a dia com a Palavra
Segura na mão de Deus

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 1:22


Você ainda dá a mão?Ter sido conduzido pelos pais ou responsáveis pela mão é algo comum na história de todo mundo. Geralmente, durante a caminhada, os pais vão orientando sobre perigos ou coisas que precisam da atenção dos filhos.O tempo vai passando, e dar a mão é algo que passa a incomodar a alguns. Foi assim com você? Ficar mais velho traz essa ideia de poder caminhar sozinho, sem a supervisão de um adulto.Mas olha que coisa interessante o salmo 25 no verso 5 diz: "Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia."Leio o salmo e o que escuto é um adulto falando em alta voz: Senhor, me dê a sua mão e me ajude a caminhar! Sim, esse pra mim é o significado mais direto do verso. O salmista não quer ir sozinho. Ele quer ser guiado, direcionado. Ele não quer a independência, mas a dependência.Às vezes o que te afasta de Deus é o orgulho de querer caminhar sozinho, ou a opinião das pessoas sobre isso, ou até mesmo a vergonha de ser chamado de "crente". Mas nada disso é importante. A caminhada é sua! Seja responsável por ela!Peça a mão de Deus para atravessar as dificuldades da vida. Fazer isso não tem nada de infantil. Pelo contrário, exige muita maturidade!

Rádio Escafandro
151: Playboys do tráfico

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 60:17


Longe das favelas, fora do alcance da polícia que mata pelas costas, existe uma classe especial de traficantes. Os transportadores de drogas. Geralmente são jovens, ricos que entram no crime pela aventura, fazem milhões e raramente são pegos.Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2023, apontou o perfil dos réus processados por tráfico de drogas no Brasil. A maioria dos acusados tem no máximo 30 anos , cursou somente até o ensino fundamental e é composta por pessoas não brancas. Um terço das abordagens que levou essas pessoas a serem acusadas foi motivado por um "comportamento suspeito" notado durante o patrulhamento da polícia.Esse "perfil" do traficante brasileiro foi perpetuado por novelas, imprensa, e, em especial, operações policiais - que valem-se desse imaginário do traficante para a promoção de massacres e assassinatos sem direito a julgamento nas periferias.Mas, muito longe das favelas e do ambiente da "guerra às drogas", estão criminosos que movimentam quilos de cocaína e enormes quantias em dinheiro. No livro Nobres traficantes (Zahar), o jornalista Bruno Abbud conta como jovens ricos entram para o tráfico em busca de adrenalina, e como eles recebem um tratamento muito diferente da polícia e do judiciário - mesmo quando são pegos.Mergulho mais fundoNobres traficantes: Histórias da elite no crime (link para compra)Entrevistado do episódioBruno AbbudJornalista e escritor, autor de Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (Zahar).Ficha técnicaProdução e edição: Matheus Marcolino.Leitura adicional: Priscila PastreMixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

FAMÍLIA DOS QUE CREEM
Missionário em Empresas - Podcast Ser Família (Episódio 5)

FAMÍLIA DOS QUE CREEM

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 55:46


Geralmente, achamos que as empresas são lugares fechados para os missionários. Mas essa não é a realidade do pastor Fabio Fontoura, nosso convidado do podcast Ser Família desta semana. Há anos ele tem desenvolvido um trabalho de capelania onde tem abertura para a evangelização, oração e aconselhamento dentro de empresas de grande a pequeno porte. Não perca essa conversa em que ele explica como começou esse trabalho, os testemunhos de conversão e milagres que tem presenciado e o campo missionário inexplorado. Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Giovana Madalosso (parte 1): “Escrevo a partir do que me persegue, me amedronta, me assombra, mas também do que me fascina. Geralmente tudo ao mesmo tempo”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Oct 24, 2025 72:58


Giovana Madalosso é uma das vozes mais interessantes da literatura brasileira da última década. Os seus livros agarram logo à primeira página e misturam tragédia e comédia com personagens femininas muito fortes. O último romance, “Batida Só”, que acaba de ser publicado em Portugal pela Tinta da China, partiu de uma aflição de saúde que a escritora viveu com a filha e que as levou numa romaria entre vários hospitais. O livro conta a história de uma jornalista que sofre uma tentativa de violação e passa a sofrer do coração e a ter uma batida cardíaca indomável, selvagem, errante, com arritmias que a colocam em risco de vida. Um médico aconselha-a evitar emoções fortes, a sentir menos, como parte do tratamento. Será que podemos viver sem sentir emoções fortes? Será uma forma de passar ao lado da vida? Ouçam-na nesta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
Amazônia: a equação delicada entre preservação e combate à pobreza

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 36:25


A realização da próxima Conferência do Clima da ONU em Belém do Pará (COP30) aproximará, pela primeira vez, os líderes globais de uma realidade complexa: a de que a preservação ambiental só vai acontecer se garantir renda para as populações locais. Conforme o IBGE, mais de um terço (36%) dos 28 milhões habitantes da Amazônia Legal estão na pobreza, um índice superior à média nacional. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém e Terra Santa (Pará) Ao longo de décadas de ocupação pela agricultura, mineração e extração de madeira, incentivadas pelo Estado, instalou-se na região o imaginário de que a prosperidade passa pelo desmatamento. O desafio hoje é inverter esta lógica: promover políticas que façam a floresta em pé ter mais valor do que derrubada.    Os especialistas em preservação alertam há décadas que uma das chaves para a proteção da floresta é o manejo sustentável dos seus recursos naturais, com a inclusão das comunidades locais nessa bioeconomia. Praticamente 50% do bioma amazônico está sob Unidades de Conservação do governo federal, que podem ser Áreas de Proteção Permanente ou com uso sustentável autorizado e regulamentado, como o das concessões florestais.  A cadeia da devastação começa pelo roubo de madeira. Depois, vem o desmatamento da área e a conversão para outros usos, como a pecuária. A ideia da concessão florestal é “ceder” territórios sob forte pressão de invasões para empresas privadas administrarem, à condição de gerarem o menor impacto possível na floresta e seus ecossistemas.   Essa solução surgiu em 2006 na tentativa de frear a disparada da devastação no Brasil, principalmente em áreas públicas federais, onde o governo havia perdido o controle das atividades ilegais. A ideia central é que a atuação de uma empresa nessas regiões, de difícil acesso, contribua para preservar o conjunto de uma grande área de floresta, e movimente a economia local. Os contratos duram 40 anos e incluem uma série de regras e obrigações socioambientais, com o aval do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A madeira então recebe um selo de sustentabilidade emitido por organismos reconhecidos internacionalmente – o principal deles é o FSC (Forest Stewardship Council).  Atualmente, 23 concessões florestais estão em operação pelo país. "Qualquer intervenção na floresta gera algum impacto. Mas com a regulamentação do manejo florestal e quando ele é bem feito em campo, você minimiza os impactos, porque a floresta tropical tem um poder de regeneração e crescimento muito grandes”, explica Leonardo Sobral, diretor da área de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), parceiro do FSC no Brasil.     "O que a gente observa, principalmente através de imagens de satélite, é que em algumas regiões que são muito pressionadas e que têm muito desmatamento no entorno, a única área de floresta que restou são florestas que estão sob concessão. Na Amazônia florestal sobre pressão, que é onde está concentrada a atividade ilegal predatória, existem florestas que estão na iminência de serem desmatadas. É onde entendemos que as concessões precisam acontecer, para ela valer mais em pé do que derrubada”, complementa.  Manejo florestal em Terra Santa Na região do Pará onde a mata é mais preservada, no oeste do Estado, a madeireira Ebata é a principal beneficiada de uma concessão em vigor na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, entre os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa. Numa área de 30 mil hectares, todas as árvores de interesse comercial e protegidas foram catalogadas. Para cada espécie, um volume máximo de unidades pode ser extraído por ano – em média, 30 metros cúbicos de madeira por hectare, o que corresponde a 3 a 6 árvores em um espaço equivalente a um campo de futebol. A floresta foi dividida em 30 “pedaços” e, a cada ano, uma área diferente é explorada, enquanto as demais devem permanecer intocadas.   O plano prevê que, três décadas após uma extração, a fatia terá se regenerado naturalmente. "Para atividades extrativistas como madeira, a castanha do Brasil ou outros produtos que vem da floresta, a gente depende que ela continue sendo floresta”, afirma Leônidas Dahás, diretor de Meio Ambiente e Produtos Florestais da empresa. "Se em um ano, a minha empresa extrair errado, derrubar mais do que ela pode, eu não vou ter no ano que vem. Daqui a 30 anos, eu também não vou ter madeira, então eu dependo que a floresta continue existindo.”   Estado incapaz de fiscalizar Unidades de Conservação A atuação da empresa é fiscalizada presencialmente ou via satélite. A movimentação da madeira também é controlada – cada tora é registrada e os seus deslocamentos devem ser informados ao Serviço Florestal Brasil (SFB), que administra as concessões no país.  "Uma floresta que não tem nenhum dono, qualquer um vira dono. Só a presença de alguma atividade, qualquer ela que seja, já inibe a grande parte de quem vai chegar. Quando não tem ninguém, fica fácil acontecer qualquer coisa – qualquer coisa mesmo”, observa Dahás.  A bióloga Joice Ferreira, pesquisadora na Embrapa Amazônia Oriental, se especializou no tema do desenvolvimento sustentável da região e nos impactos do manejo florestal. Num contexto de incapacidade do Estado brasileiro de monitorar todo o território e coibir as ilegalidades na Amazônia, ela vê a alternativa das concessões florestais como “promissora” – embora também estejam sujeitas a irregularidades. Os casos de fraudes na produção de madeira certificada não são raros no país.   “Você tem unidades de conservação que são enormes, então é um desafio muito grande, porque nós não temos funcionários suficientes, ou nós não temos condições de fazer esse monitoramento como deveria ser feito”, frisa. “Geralmente, você tem, em cada unidade de conservação, cinco funcionários.”  Em contrapartida do manejo sustentável, a madeireira transfere porcentagens dos lucros da comercialização da madeira para o Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o SFB, que distribuem os recursos para o Estado do Pará e os municípios que abrigam as Flonas, como são chamadas as Florestas Nacionais.   Populações no interior da Amazônia sofrem de carências básicas O dinheiro obrigatoriamente deve financiar projetos de promoção do uso responsável das florestas, conservação ambiental e melhora da gestão dos recursos naturais na região. Todo o processo é longo, mas foi assim que a cidade de Terra Santa já recebeu mais de R$ 800 mil em verbas adicionais – um aporte que faz diferença no orçamento da pequena localidade de 19 mil habitantes, onde carências graves, como saneamento básico, água encanada e acesso à luz, imperam.  "Quase 7 mil pessoas que moram na zona rural não têm tem acesso à energia elétrica, que é o básico. Outro item básico, que é o saneamento, praticamente toda a população ribeirinha e que mora em terra firme não têm acesso à água potável”, detalha a secretária municipal de Meio Ambiente, Samária Letícia Carvalho Silva. "Elas consomem água do igarapé. Quando chega num período menos chuvoso, a gente tem muita dificuldade de acesso a água, mesmo estando numa área com maior bacia de água doce do mundo. Nas áreas de várzea, enche tudo, então ficam misturados os resíduos de sanitários e eles tomam aquela mesma água. É uma situação muito grave na região.”   Com os repasses da concessão florestal, a prefeitura construiu a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, distribuiu nas comunidades 50 sistemas de bombeamento de água movido a energia solar e painéis solares para o uso doméstico. A família da agente de saúde Taila Pinheiro, na localidade de Paraíso, foi uma das beneficiadas. A chegada das placas fotovoltaicas zerou um custo de mais de R$ 300 por mês que eles tinham com gerador de energia.    "Antes disso, era lamparina mesmo. Com o gerador, a gente só ligava de noite, por um período de no máximo duas horas. Era só para não jantar no escuro, porque era no combustível e nós somos humildes, né?”, conta. "A gente não conseguia ficar com a energia de dia."  A energia solar possibilitou à família ter confortos básicos da cidade: armazenar alimentos na geladeira, carregar o celular, assistir televisão. Um segundo projeto trouxe assistência técnica e material para a instalação de hortas comunitárias. A venda do excedente de hortaliças poderá ser uma nova fonte de renda para a localidade, que sobrevive da agricultura de subsistência e benefícios sociais do governo.  "A gente já trabalhava com horta, só que a gente plantava de uma maneira totalmente errada. Até misturar o adubo de maneira errada a gente fazia, por isso a gente acabava matando as nossas plantas”, observa. “A gente quer avançar, para melhorar não só a nossa alimentação, mas levar para a mesa de outras pessoas."  Acesso à água beneficia agricultura Na casa de Maria Erilda Guimarães, em Urupanã, foi o acesso mais fácil à água que foi celebrado: ela e o marido foram sorteados para receber um kit de bombeamento movido a energia solar, com o qual extraem a água do poço ou do próprio rio, com bem menos esforço braçal. No total, quase 50 quilômetros de captura de água pelo sistema foram distribuídos nas comunidades mais carentes do município.    O casal completa a renda da aposentadoria com a venda de bebidas e paçoca caseira para os visitantes no período da estação seca na Amazônia, a partir de agosto. O marido de Maria Erilda, Antônio Conte Pereira, também procura fazer serviços esporádicos – sem este complemento, os dois “passariam fome”.  "Foi um sucesso para nós, que veio mandado pelo governo, não sei bem por quem foi, pela prefeitura, não sei. Mas sei que foi muito bom”, diz Pereira. "Não serviu só para nós, serviu para muitos aqui. A gente liga para as casas, dá água para os vizinhos, que também já sofreram muito carregando água do igarapé, da beira do rio." Urupanã é uma praia de rio da região, onde o solo arenoso dificulta o plantio agrícola. No quintal de casa, os comunitários cultivam mandioca e frutas como mamão, abacaxi e caju. O bombeamento automático da água facilitou o trabalho e possibilitou ampliar o plantio de especiarias como andiroba e cumaru, valorizados pelas propriedades medicinais. "Para muitas famílias que ainda precisavam bater no poço, foi muito legal. A gente conseguiu manter as nossas plantas vivas no verão”, conta Francisco Neto de Almeida, presidente da Associação de Moradores de Urupanã, onde vivem 38 famílias.  'Fazer isso é crime?' A prefeitura reconhece: seria difícil expandir rapidamente a rede elétrica e o acesso à água sem os recursos da madeira e dos minérios da floresta – outra atividade licenciada na Flona de Saracá-Taquera é a extração de bauxita, pela Mineração Rio do Norte.    Entretanto, o vice-prefeito Lucivaldo Ribeiro Batista considera a partilha injusta: para ele, o município não se beneficia o suficiente das riquezas da “Flona”, que ocupa um quarto da superfície total de Terra Santa. Para muitos comunitários, a concessão florestal e a maior fiscalização ambiental na região estrangularam a capacidade produtiva dos pequenos agricultores.  "Existe esse conflito. Hoje, se eu pudesse dizer quais são os vilões dos moradores que estão em torno e dentro da Flona, são os órgãos de fiscalização federal, que impedem um pouco eles de produzirem”, constata ele, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD), de centro-direita. "E, por incrível que pareça, as comunidades que estão dentro da Flona são as que mais produzem para gente, porque é onde estão os melhores solos. Devido todos esses empecilhos que têm, a gente não consegue produzir em larga escala”, lamenta. A secretária de Meio Ambiente busca fazer um trabalho de esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer nos arredores da floresta protegida. Para ela, a concessão teria o potencial de impulsionar as técnicas de manejo florestal sustentável pelas próprias comunidades dos arredores de Sacará-Taquera. Hoje, entretanto, os comunitários não participam desse ciclo virtuoso, segundo Samária Carvalho Silva.    “Eles pedem ajuda. ‘Fazer isso não é crime?'. Eles têm muito essa necessidade de apoio técnico. Dizem: 'Por que que eu não posso tirar a madeira para fazer minha casa e a madeireira pode?'", conta ela. "Falta muito uma relação entre esses órgãos e as comunidades”, avalia.    Há 11 anos, a funcionária pública Ilaíldes Bentes da Silva trabalhou no cadastramento das famílias que moravam dentro das fronteiras da Flona – que não são demarcadas por cercas, apenas por placas esparsas, em uma vasta área de 440 mil hectares. Ela lembra que centenas de famílias foram pegas de surpresa pelo aumento da fiscalização de atividades que, até então, eram comuns na região.  "Tem muita gente aqui que vive da madeira, mas a maioria dessas madeiras eram tiradas ilegalmente. Com o recadastramento, muitas famílias pararam”, recorda-se. “Para as pessoas que vivem dessa renda, foi meio difícil aceitar, porque é difícil viver de farinha, de tucumã, de castanha e outras coisas colhidas nessa região do Pará.” Kelyson Rodrigues da Silva, marido de Ilaíldes, acrescenta que “até para fazer roça tinha que pedir permissão para derrubar” a mata. “Hoje, eu entendo, mas tem gente que ainda não entende. O ribeirinho, para ele fazer uma casa, tem que derrubar árvore, e às vezes no quintal deles não tem. Então eles vão tirar de onde?”, comenta. “Quando vem a fiscalização, não tem como explicar, não tem documento.” Espalhar o manejo sustentável A ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa, salienta que para que o fim do desmatamento deixe de ser uma promessa, não bastará apenas fiscalizar e punir os desmatadores, mas sim disseminar as práticas de uso e manejo sustentável da floresta também pelas populações mais vulneráveis – um desafio de longo prazo.  “Não adianta chegar muito recurso numa comunidade se ela não está preparada para recebê-lo. Muitas vezes, as empresas chegam como se não houvesse nada ali e já não tivesse um conhecimento, mas ele existe”, ressalta. “As chances de sucesso vão ser muito maiores se as empresas chegarem interessadas em dialogar, interagir e aumentar as capacidades do que já existe. Isso é fundamental para qualquer iniciativa de manejo sustentável ter sucesso”, pontua a pesquisadora.   Um dos requisitos dos contratos de concessão florestal é que a mão de obra seja local. A madeireira Ebata reconhece que, no começo, teve dificuldades para contratar trabalhadores só da cidade, mas aos poucos a capacitação de moradores deu resultados. A empresa afirma que 90% dos empregados são de Terra Santa.  “No início da minha carreira em serraria, eu trabalhei em madeireiras que trabalhavam de forma irregular. Me sinto realizado por hoje estar numa empresa que segue as normas, segue as leis corretamente”, afirma Pablio Oliveira da Silva, gerente de produção da filial. Segundo ele, praticamente tudo nas toras é aproveitado, e os resíduos são vendidos para duas olarias que fabricam tijolos. Cerca de 10% da madeira é comercializada no próprio município ou destinada a doações para escolas, centros comunitários ou igrejas.  Na prefeitura, a secretária Samária Silva gostaria de poder ir além: para ela, a unidade de beneficiamento de madeira deveria ser na própria cidade, e não em Belém. Da capital paraense, o produto é vendido para os clientes da Ebapa, principalmente na Europa.   “O município é carente de empreendedorismo e de fontes de renda. A gente praticamente só tem a prefeitura e a mineração”, explica. “Essas madeireiras, ao invés de ter todo esse processo produtivo aqui... ‘Mas o custo é alto. A gente mora numa área isolada, só tem acesso por rios e isso tem um custo'. Mas qual é a compensação ambiental que vai ficar para o município, da floresta? Essas pessoas estão aqui vivendo, o que vai ficar para elas?”, indaga. Foco das concessões é conter o desmatamento O engenheiro florestal Leonardo Sobral, do Imaflora, constata que, de forma geral no Brasil, as comunidades locais não se sentem suficientemente incluídas nas soluções de preservação das florestas, como as concessões. Uma das razões é a falta de conhecimento sobre o que elas são, como funcionam e, principalmente, qual é o seu maior objetivo: conter o desmatamento e as atividades predatórias nas Unidades de Conservação.  Em regiões carentes como no interior do Pará, esses grandes empreendimentos podem frustrar expectativas. “São problemas sociais do Brasil como um todo. Uma concessão florestal não vai conseguir endereçar todos os problemas”, salienta.    Esses desafios também simbolizam um dos aspectos mais delicados das negociações internacionais sobre as mudanças climáticas: o financiamento. Como diminuir a dependência econômica da floresta num contexto em que faltam verbas para atender às necessidades mais básicas das populações que vivem na Amazônia? Como desenvolver uma sociobioeconomia compatível com a floresta se as infraestruturas para apoiar a comercialização dos produtos não-madeireiros são tão deficientes?   “O recurso que chega do financiamento climático pode ser muito importante para fazer a conservação. Nós temos um exemplo bem claro, que é do Fundo Amazônia”, lembra Joice Ferreira. “Agora, nós temos ainda uma lição a aprender que é como fazer esse link com as comunidades locais, que têm o seu tempo próprio, os seus interesses próprios. Ainda não sabemos como fazer esse diálogo de forma justa.” Entre os projetos financiados pelo Fundo Amazônia, alguns destinam-se especificamente a melhorar as condições sociais das populações do bioma, como os programas da Fundação Amazônia Sustentável e o Sanear Amazônia.   Na COP30, em Belém, o Brasil vai oficializar uma proposta de financiamento internacional específico para a conservação das florestas tropicais do planeta, inspirada no Fundo Amazônia, mas incluindo um mecanismo de investimentos que gere dividendos. A ideia central do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é prever recursos perenes para beneficiar os países que apresentem resultados na manutenção e ampliação das áreas de mata preservadas.  “Somos constantemente cobrados por depender apenas de dinheiro público para essa proteção, mas o Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa uma virada de chave”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, em um evento em Nova York, em meados de setembro. “Não é doação, e sim uma iniciativa que opera com lógica de mercado. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro", complementou a ministra. * Esta é a segunda reportagem de uma série do podcast Planeta Verde da RFI na Amazônia. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro. 

GameFM » Debug Mode – Podcast
A ORIGEM BRASILEIRA DE DEAD BY DAYLIGHT - Debug Mode #555 - Podcast

GameFM » Debug Mode – Podcast

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 272:25


É curioso ver que o quão popular se tornaram os jogos de terror assimétricos. Geralmente com 1 killer e 4 sobreviventes, temos uma gama imensa de jogos (e muitas vezes licenciados). Nesse episódio batemos um papo sobre a origem brasileira do gênero assim como seus principais jogos. Confira!

Colunistas Eldorado Estadão
Mulheres Reais #164 E-mails às 6h, calls seguidos, jornada à noite: bem-vindos ao ‘dia de trabalho infinito'

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Sep 1, 2025 13:26


Quantas horas você trabalha por dia? Antigamente era mais fácil responder a essa questão. Geralmente a carga de trabalho estava relacionada ao tempo em que o funcionário permanecia no local de trabalho. E, se levasse muito trabalho pra casa, geralmente era motivo para parentes e amigos reclamarem. Com a tecnologia e o trabalho remoto, essa resposta, no entanto, foi ficando mais complexa. O podcast é apresentado por Carolina Ercolin e Luciana Garbin e está disponível em todas as plataformas de áudioSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Café com Tulipa
CT 3403 - Tempo

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Jun 14, 2025 3:03


Será que podemos protelar a preocupação com nossa saúde espiritual, com nosso relacionamento com Deus? Geralmente pensamos que sempre teremos tempos para Deus no futuro. Esta atitude é bem o contrário do que a Escritura no orienta. Muitas vezes na Escritura encontramos a exortação para aproveitarmos o nosso tempo, hoje, pois nosso futuro é incerto. Não é sábio desperdiçar o nosso tempo pensando que no futuro teremos melhores oportunidades para investir em nosso relacionamento com Deus. Hoje é o tempo apropriado para você buscar ao Senhor.

Devocionais Pão Diário
Devocional Pão Diário | Deus Fala Conosco

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Apr 12, 2025 2:28


Leitura Bíblica Do Dia: 1 SAMUEL 3:3-10 Plano De Leitura Anual: 1 SAMUEL 19–21; LUCAS 11:29-54  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Recebi um telefonema de um número desconhecido. Geralmente, deixo essas chamadas irem para a caixa postal, mas resolvi atender. Alguém me perguntou se eu tinha um minuto para ele compartilhar uma curta passagem bíblica. Citou Apocalipse 21:3-5 sobre como Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima…”. Falou sobre Jesus, como Ele era nossa garantia e esperança. Disse-lhe que já tinha Jesus como meu Salvador pessoal. Mas ele não queria “testemunhar” para mim. Em vez disso, ele apenas perguntou se podia orar comigo. E orou, pedindo a Deus para me dar coragem e força. Essa chamada me lembrou de outra “chamada”, quando Deus chamou o menino Samuel no meio da noite (1 SAMUEL 3:4-10). Três vezes Samuel ouviu a voz, pensando que era o sacerdote Eli. Na última vez, seguindo as instruções de Eli, Samuel percebeu que Deus o chamava: “Fala, pois teu servo está ouvindo” (v.10). Da mesma forma, Deus pode estar falando conosco. Precisamos “atender”, o que pode significar investir mais tempo em Sua presença e ouvir Sua voz. Então, pensei na “chamada” de outra forma. E se nós formos o mensageiro das palavras de Deus para os outros? Podemos sentir que não temos como ajudar as pessoas. Mas, conforme Deus nos guia, podemos ligar para um amigo e perguntar: “Tudo bem se eu orar com você hoje?”  Por: KENNETH PETERSEN 

30:MIN - Literatura - Ano 7
516: Por que ler best-sellers?

30:MIN - Literatura - Ano 7

Play Episode Listen Later Jan 24, 2025 45:17


Vale a pena ler best-sellers, afinal? Será que eles são livros incríveis ou publicações com a escrita fraca? Geralmente, vemos a discussão dentro desses opostos, mas é possível pensar para além do binarismo. Arthur Marchetto, Cecilia Garcia Marcon e Vilto Reis discutem o que são best-sellers, o que essa categoria quer dizer, a construção do mercado editorial & muito mais. Então, aperta o play e conta pra gente: você lê best-sellers? -- Links ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoie o 30:MIN⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga a gente nas redes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Já apoia? Acesse suas recompensas⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠Entre no Clube de Fantasia de Vilto Reis!

Bem Estar
Basocelular: o câncer de pele mais comum no Brasil

Bem Estar

Play Episode Listen Later Dec 4, 2024 24:40


Você já ouviu falar em câncer de pele BASOCELULAR? Conhece alguém que já teve? Pois ele representa 70% dos cânceres de pele no Brasil. E é importante identificar logo porque, mesmo sendo menos agressivo e crescer lentamente, o câncer basocelular pode ser mutilante, especialmente se estiver localizado no rosto. Geralmente parece uma espinha que não cicatriza, vai e volta e às vezes sangra. Mas também pode surgir de outras formas. No Podcast de hoje você vai aprender como identificar e quais as opções de tratamento. Quem conversa com a gente é a doutora Vanessa Mussupapo que faz parte da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Mundo Freak
Eco-Horror: Quando a Natureza se Torna Assustadora | MFC 531

Mundo Freak

Play Episode Listen Later Nov 14, 2024 75:11


Geralmente o termo Eco-Horror refere-se a narrativas que exploram as consequências desastrosas da exploração e da destruição do meio ambiente, muitas vezes apresentando a natureza como uma força vingativa ou como um agente de justiça.  O gênero se alimenta do medo do desconhecido e das consequências irreversíveis das ações humanas, como a poluição, a deflorestação e a extinção de espécies. Filmes como "A Noite dos Mortos-Vivos" (1968) e "A Caverna" (2005) e obras literárias como "O Fogo da Inveja" de H.P. Lovecraft e "A Floresta" de Richard Adams, entre outros, estabelecem as bases para essa vertente, abordando a fragilidade da relação entre humanos e a natureza. Com o aumento da conscientização sobre as mudanças climáticas e os desastres ambientais, o Eco-Horror se tornou uma forma poderosa de criticar a exploração desenfreada e de refletir sobre as consequências éticas e existenciais da interação humana com o planeta. No episódio de hoje, nossos investigadores Andrei Fernandes, Ananda Mida e Jey Carrillo convidam Raphael Fernandes para falar mais sobre a vertente que também serve como ferramenta de alerta sobre os perigos da desconexão entre os seres humanos e a natureza, que convida o público a refletir sobre suas próprias ações e suas repercussões no mundo natural. Este episódio é um oferecimento Uma Penca - Plataforma online que oferece a estrutura completa para quem deseja vender produtos de moda e lifestyle. Acesse o Site e Monte a sua Loja: Uma Penca ALGUMAS OBRAS CITADAS: Lista Eco-Horror Horrorizadas Natureza Macabra: Fungos - Silvia Moreno-Garcia Gótico Botânico - Algernon Blackwood, Charlotte Perkins Gilman, e outros. Monstro do Pântano - DC Comics O império das Aranhas (1977) Colony - Knifepoint Horror Podcast O Mistério da Falha de Amigara - Junji Ito Despertar e Laços de Sangue - Octávia Butler

Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
WELLINGTON MUNIZ (CEARÁ) | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Nov 11, 2024 278:10


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DUDA NAGLE Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 24, 2024 185:45


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
FABÍOLA REIPERT Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 22, 2024 180:40


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MAURICIO GASPERINI (ex-Rádio Táxi) Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 21, 2024 86:01


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ALDINE MULLER Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 20, 2024 77:39


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MYLLA CHRISTIE | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 19, 2024 119:25


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GERALDO LUÍS | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 8, 2024 206:41


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SONIA ABRÃO | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 6, 2024 182:05


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JULIANA BARONI | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 4, 2024 141:31


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
FAFY SQUEIRA | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Oct 2, 2024 182:05


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LEÃO LOBO | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Sep 17, 2024 101:33


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MARCOS CHIESA (BOLA) | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Sep 13, 2024 201:21


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
LUÍS RICARDO | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Sep 12, 2024 200:51


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O Assunto
A disputa pela Câmara e as moedas de troca

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 11, 2024 32:19


Geralmente, a sucessão pelo comando das mesas nas duas casas do Congresso ganha tração depois das eleições municipais. Mas, neste ano, a dança das cadeiras começou mais cedo. Elmar Nascimento (União-BA), amigo pessoal e favorito de Arthur Lira (PP-AL), ficou para trás e, agora, o presidente da Câmara sinaliza apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta, por sua vez, entrou na jogada ao ser lançado por Marcos Pereira (também do Republicanos-SP), que abdicou da própria candidatura. E Elmar, após ser preterido, está se aproximando de outro deputado com chances de vencer, Antonio Brito (PSD-BA), nome que mais agrada ao governo Lula – que promete não se meter na disputa. Nesse jogo de poder, a carta mais valiosa na mesa é a promessa de pautar a votação do PL da Anistia, que perdoa os crimes cometidos durante o ataque golpista de 8 de janeiro. Para analisar todos os bastidores da disputa na Câmara e no Senado – onde a vitória de Davi Alcolumbre (União-AP) é tida como favas contadas – Natuza Nery conversa com Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da rádio CBN e da GloboNews.

Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
SILVIO BRITO | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Sep 10, 2024 170:49


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
RONNIE VON | Podcast Papagaio Falante

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Play Episode Listen Later Sep 8, 2024 207:22


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
ZEZEH BARBOSA | Podcast Papagaio Falante

Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França

Play Episode Listen Later Aug 25, 2024 164:59


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Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França
ADRIANA LESSA | Podcast Papagaio Falante

Podcast Papagaio Falante | Sérgio Mallandro & Luiz França

Play Episode Listen Later Aug 22, 2024 151:30


Podcast Papagaio Falante é um bate papo com o Sérgio Mallandro e Renato Rabelo. Toda terça-feira e quarta-feira. Geralmente as 20:30h! Acesse o site da Rede Supermarket! (somente para o Rio de Janeiro) https://redesupermarket.com.br/ Sérgio Mallandro: @serginhomallandro Renato Rabelo: @ren.atorabelo Direção: Silas Vervloet @Silasdirector Gravado nos estúdios AGR PODCAST ESTÚDIOS Barra da Tijuca , Rio de Janeiro ,Brasil. @agrpodcastestudio447

Podcast : Escola do Amor Responde
2866# Escola do Amor Responde (no ar 31.07.2024)

Podcast : Escola do Amor Responde

Play Episode Listen Later Jul 31, 2024 26:52


Neste episódio, Liliane, de 43 anos, disse que namora há pouco mais de um ano. O companheiro tem 35 anos de idade. Ela é evangélica e ele, por sua vez, católico. Geralmente, ela que decide tudo no relacionamento. Ele diz que a ama, mas nunca demonstra em atitudes, apenas com as palavras. A aluna também comentou que sempre que os dois saem juntos ela percebe que ele olha para outras mulheres. Ademais, Liliane compartilhou várias coisas que ela tem observado, inclusive, que eles têm gostos contrários e opiniões diferentes. Na oportunidade, Renato e Cristiane falaram amplamente sobre essa situação e, sobretudo, o que é preciso fazer para que um relacionamento dê certo. Em ´pé de guerra' Ademais, outra aluna, Karina, se casou aos 18 anos, quatro anos após o início do relacionamento. Contudo, desde o começo, o esposo dela vem dando sinais de que não iria melhor, mas ela acreditou que sim, já que ela mesma mudou por causa dele. No entanto, no primeiro ano de casamento, ele pediu para se separar, mas eles superaram. Logo adiante, ele a traiu. Karina a perdoou. Acontece que, atualmente, o casal está em “pé de guerra”. A aluna está decepcionada e disse que ela acreditou que ele era o ‘único homem do mundo'. Karina pediu ajuda sobre o que fazer. Bem-vindos à Escola do Amor Responde, confrontando os mitos e a desinformação nos relacionamentos. Onde casais e solteiros aprendem o Amor Inteligente. Renato e Cristiane Cardoso, apresentadores da Escola do Amor, na Record TV, e autores de Casamento Blindado e Namoro Blindado, tiram dúvidas e respondem perguntas dos alunos. Participe pelo site EscoladoAmorResponde.com Ouça todos os podcasts no iTunes: rna.to/EdARiTunes    

Mundo Freak
A Internet está Morta | MFC 499

Mundo Freak

Play Episode Listen Later Apr 4, 2024 81:01


A teoria de que a internet está morta é um pensamento que circula online, levantando a ideia de que a maior parte da internet hoje é controlada por bots e informação gerada de forma automática, manipulados por algoritmos para favorecer certos resultados de busca, deixando de lado a atividade humana.  Os que defendem a teoria acreditam que esses bots são criados de propósito para influenciar algoritmos e direcionar as pesquisas de consumidores. No caso, nós mesmos. Além disso, alguns sugerem que agências governamentais utilizam esses bots para influenciar a opinião pública, o chamado "gaslighting" por inteligência artificial. Geralmente, é dito que essa mudança aconteceu em 2016 ou 2017. A teoria tem chamado atenção porque muitos dos fenômenos observados são mensuráveis, como o aumento do tráfego de bots. No entanto, a ideia de que tudo isso é uma conspiração tem sido criticada como um pensamento paranoico por alguns, mesmo que existam preocupações legítimas sobre o tráfego de bots e a integridade da Internet.  No episódio de hoje, os investigadores Andrei Fernandes, Déborah Cabral, Jey Carrillo, Hell e Ira Croft revelam: a internet realmente está morta? Mundo Freak Ao Vivo

Endörfina com Michel Bögli
#344 Raquel Farcioli

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Mar 7, 2024 117:09


Ela nasceu em São Bernardo do Campo. Dos 9 aos 17 anos de idade morou em um sítio da família na cidade de Promissão, interior de São Paulo. Lá jogou futebol e andou bastante de bicicleta. Ao ingressar na faculdade, parou totalmente com qualquer atividade física. Formou-se, começou a trabalhar e conheceu seu marido. Após o nascimento do filho, optou em dedicar-se integralmente à maternidade. No final de 2018, quando ele já tinha quase dois anos, decidiu voltar a cuidar da sua saúde e foi aqui que o esporte entrou em sua vida. Começou com a corrida, depois competiu algumas provas de triathlon e por fim, em 2021, o diagnóstico de um doença auto imune a fez reencontrar uma relação especial com a bicicleta e desde então, não parou mais de pedalar. Participou de brevets de até 1.000 km, é recordista do Caminho da Fé, campeã do Rock Mountain Games Gravel de 2022, campeã do Brasil Ride e do Giro D'Italia Brasil na categoria e-bike, vice campeã do MTB 12h solo, campeã do Bikingman e do Across Andes de 2023. Não importa o tipo da bicicleta, ela se tornou uma ativista da modalidade e uma propagadora do estilo de vida esportivo. Não importa a linha de chegada, para ela o esporte transforma vidas e é para todos! Conosco aqui a veterinária, ciclista apaixonada e campeã que adora um desafio, e para quem não há limites. A são-bernardense Raquel Farcioli Parizi. Inspire-se! SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se.   Um oferecimento da @pinkcheeksbrasil Você sabe qual a diferença entre os raios solares UVA x UVB e a LUZ AZUL? A Pink Cheeks explica: Geralmente nós observamos apenas a informação FPS nas embalagens dos protetores solares, que diz respeito apenas aos raios solares UVB, entretanto o sol emite diferentes radiações que também merecem nossa atenção. O UVA por exemplo, penetra mais fundo na pele e por isso os efeitos do UVB acabam por ser mais perceptíveis, pois atingem camadas mais superficiais, causando vermelhidão e ardência. Já o UVA por entrar mais na pele, atinge a derme, causando diminuição de produção de colágeno e elastina e aumentando as chances de se desenvolver o indesejável câncer de pele. No Brasil existe uma legislação que exige que a proteção UVA seja no mínimo ⅓ da proteção UVB. Mas os protetores da Pink Cheeks excedem essa recomendação, fornecendo ainda mais proteção. O Pink Stick, por exemplo, tem FPS 90 e FPUVA 70. Enquanto a produção de UVB está mais presente entre 11h e 13h, o UVA está presente o dia todo das 5h da manhã até as 18h e está presente também em dias nublados. E a famosa luz azul? É a luz visível, proveniente da iluminação por lâmpadas artificiais, como luz do celular, computador e televisão. Por ser uma radiação de médio poder energético, consegue atingir camadas intermediárias da pele e é responsável por desencadear diferentes danos. Você já sabe: proteção solar, sempre! A Pink Cheeks está com você e em todos os movimentos. Tem alguma dúvida ou quer saber mais dicas? Entre em contato com a Pink Cheeks. www.pinkcheeks.com.br/endorfina Utilize o cupom ENDORFINAPINK e ganhe um desconto. Um oferecimento de @BOVEN_ENERGIA. Quer reduzir até 30% dos gastos de energia de sua empresa? Fale com a Boven! Há mais de 10 anos no mercado, é líder na migração de empresas para o mercado livre de energia.   Com uma equipe especializada e tecnologia de ponta, a Boven oferece as melhores soluções energéticas para o seu negócio, reduzindo custos sem necessidade de investir em equipamentos.   Não deixe sua empresa ficar para trás, descubra as vantagens de ser livre com a Boven.   De energia, a Boven entende! boven.com.br