Podcasts about tivemos

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Z2 Talks
MARAVILHOSA MARATONA DO RIO | RUN THE NEWS! | EP66

Z2 Talks

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 20:52


Que final de semana bonito amigos, Maratona do Rio foi linda, foi sucesso, e teve gente da Z2 correndo desde o pro até o amador! Tivemos também Ironman feminino em Hamburg, Xtreme Triathlon, recorde do Gout Gout e quem sabe o retorno do Running Nerd? Então sem mais delongas... RUN THE NEWS!---------------------------------------------Victor Castello Branco - VCBhttps://www.instagram.com/victorcastellobrancoz2Ricardo Favoretto - Running Nerdhttps://www.instagram.com/rifavorettoPaulo Puccinelli - Dochttps://www.instagram.com/paulo.puccinelli---------------------------------------------00:00 Intro01:40 Maratona do Rio10:59 Running Nerd11:20 Inforunning17:39 Dica do Doc19:31 Outro20:24 Bloopers---------------------------------------------#running #corrida #runthenews #news #maratona #noticias #runningnerd #z2performance #z2talks #alwayschasing

3x9? 27
[9_as vozes] desenhos, desígnios e outras visões

3x9? 27

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 70:34


Uma das coisas de que mais gostamos quando gravamos estas conversas de podcast é de receber olhares de presente. Coisas que nunca tínhamos visto e agora passamos a ver. É de ganhar amigos, também. Ou de ouvir contar boas histórias. Gostamos de pensar juntos, em directo, de partilhar essas imagens que os nossos olhos passaram a ver depois de ouvir outra pessoa a falar.Tivemos a sorte de conseguir todas estas coisas numa bela conversa com o Mário Linhares. O Mário desenha, desenha muito e muito bem. Desenhar é a sua vocação e é muito feliz por poder fazê-lo todos os dias. O Mário também é apaixonado pela Palavra, pelas escrituras. E foi muito belo ficarmos a perceber que são as imagens bíblicas e as histórias que por lá se passam que inspiram o jeito do Mário desenhar. Foi nesse âmbito que o Mário fez a sua tese de doutoramento na faculdade de Belas artes, com o título: O Espiritual no desenho, dos textos bíblicos ao desenho quotidiano.Foi esse trabalho o nosso ponto de partida, mas, como sempre acontece nas boas conversas, o ponto de chegada é sempre inesperado. Dou já uma pista: vamos chegar ao bairro do Zambujal e vocês vão mesmo querer conhecê-lo. Confiem em mim….

Flow Games
NOVO GOD OF WAR ANUNCIADO E INCRÍVEL GAMEPLAY DE WOLVERINE - #FGN #228

Flow Games

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 123:03


State of Play abriu os trabalhos da Summer Game Fest 2026 e agora vamos repercutir os principais anúncios. Tivemos um gameplay incrível de Wolverine e a revelação do spin-off de God of War com Faye, além de diversos outros anúncios que prometem um setembro recheadíssimo de jogos para os fãs de PlayStation.Vem conferir o Flow Games News de hoje!

Chicotadas
Needle play, podolatria, age play e sploshing: nossas práticas favoritas II (Clube dos Apoiadores #15)

Chicotadas

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 99:13


Que dia ótimo para ser um apoiador! No episódio de hoje, nos reunimos para conversar sobre algumas das práticas favoritas de quem nos apoia. Cada pessoa inscrita teve a chance de contar mais, dar detalhes e ideias de uma prática que curte muito: o papo passou por needle play, ou jogos com agulhas, podolatria, o fetiche em pés e prática de adoração de pés, age play, jogos de idades, um tipo de interpretação de papéis e sploshing ou WAM, pra quem curte se lambuzar e fazer bagunça com uma variedade de itens, dos gosmentos aos escorregadios. Você curte alguma dessas práticas ou quer saber mais sobre elas? Vem escutar esse papo divertido e cheio de exemplos e histórias! *Tivemos algumas questões com a captação de áudio. Como cada um grava com o microfone que tem disponível, acontece da qualidade oscilar nos episódios do clubes. Avisos de gatilho:- Trecho sobre agulhas e sangue: 5:54 a 27:46.- Trecho sobre age play (também falamos de corruption e age sexual com CNC): 50:54 a 1:06:42. Equipe: Ada @aleneouada de CuritibaParticipantes: Ary @oieusouary de São Paulo, Morena @a_deusa_morena de SP, Dolly Aura de Montes Claros/MG @dollyfreakkk, Melissa Lovelace @melissalovelacecd de sp, Sol @princes0l.knk de Jundiaí/SP.Voz da vinheta: Lui Castanho @luicastanho de SP Para participar do próximo encontro, apoie em https://apoia.se/chicotadasNossos links: https://chicotadas.com.br/Gravado em 3 de maio de 2026. A vitrine do episódio é uma arte com colagens de fotos. O fundo da imagem conta com fotos recortadas de uma mão segurando uma seringa, para exemplificar o needle play, um pé, para simbolizar a podolatria, uma mamadeira, para simbolizar o age play e uma mão tocando em um slime, para simbolizar o sploshing. No centro, o nome das práticas abordadas neste episódios em letra lilás sobre fundo vermelho. No canto inferior esquerdo, o título do episódio: Clube dos apoiadores #15, Minha prática favorita II, em vermelho sobre fundo amarelo claro. Na parte superior e inferior da imagem, marca d'água com o arroba do insta e a logo principal do podcast em amarelo claro. Minutagens: 2:20 Introdução5:02 Avisos de gatilho 5:54 Ary e Needle Play (jogos com agulha e jogos de perfuração)Citados: base RACK, blood play (jogos com sangue).20:21 Dúvida do Sol sobre PREP e prevençãoVídeo Uno @sentomesmo: https://www.instagram.com/p/DADxYrBPs9j/Destaque sobre needle: https://www.instagram.com/stories/highlights/18048095200804047/26:05 Áudio extra sobre eficácia de PREP em caso de needle play, fala citada de @doutormaravilha 27:46 Morena e podolatriaCitados: massagem, trampling, objetificação, dominação com podo, crushing, meias, chuteiras, chulé, Melissa e sapatos de salto, retifismo (fetiche em sapatos), crossdressing. 48:35 Recado do Apoia.se https://apoia.se/chicotadas  50:54 Dolly Aura e age playCitados: BDSM Test, quirofilia, vulnerabilidade, role play, brat, CNC, corruption, Ary e festa age com atividades (pintura, torta na cara, doces etc.), Sol e pet play e paralelos entre jogos de interpretação de papéis.Episódios com foco em age play:- Episódio regular #26, Age Play: Jogos de Idades no BDSM- Chicotinho #21, Chicopapo: Kitty Kaninchen 1:06:42 Melissa Lovelace e sploshing / WAM (wet and messy)Citados: BBB, slime, torta na cara, ovada, humilhação, possíveis alimentos e substâncias para uso, crushing, age, punição e funishment, UMD ponto net (Ultimate Messy Directory), food play.Vídeo sobre sploshing + BBB: https://www.instagram.com/reel/DV9hFAUDrha/  1:32:32 Últimos conselhos- Livro “100 Fetiches”, André Medeiros Martins. 1:35:20 Aftercare  1:37:31 @luicastanho de São Paulo e erros de gravação Nossos links: https://chicotadas.com.br/

Pre-Bet Show - Betano.pt
O FUTURO É PORTUGUÊS! | DE PARIS AO CAMPEONATO DO MUNDO

Pre-Bet Show - Betano.pt

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 51:05


O PSG conquistou a Liga dos Campeões e os portugueses estiveram no centro de mais uma noite histórica. Analisamos o segredo do sucesso da equipa parisiense, o papel de Nuno Mendes, João Neves e Vitinha, e aquilo que esta conquista pode representar para o futuro.Com o Campeonato do Mundo no horizonte, perguntamos: será esta uma das melhores seleções portuguesas de sempre? Debatemos as opções de Roberto Martínez, o impacto que João Félix ainda pode ter e os portugueses que têm tudo para entrar no melhor onze da competição.Tivemos ainda espaço para comparar João Neves e Declan Rice, analisar o futuro do Arsenal após o título inglês, construir o nosso melhor onze da época internacional e lançar as nossas dicas bem audazes de mercado, para os grandes internacionais.E porque este é o último episódio da temporada, fica até ao fim para conheceres as novidades que temos preparadas para o futuro, que começa já na próxima semana.

Galiza...algo máis
Galiza...Algo Máis (30-05-26)...con Andrés Magán

Galiza...algo máis

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 58:10


Programa emitido o sábado 30 de maio en Sants 3 Radio. Tivemos ao debuxante e músico vigués Andrés Magán. Tamén tivemos As Novas, Movendo Marcos e o Deporte Galego.

PART-TIME MILFS
Primeiras vezes pós-parto, pedido de madrinha e ranking de Influencers

PART-TIME MILFS

Play Episode Listen Later May 24, 2026 46:34


A melhor amiga, primeira subscritora do Patreon e manager a tempo parcial sentou-se novamente no lugar da convidada - e foi exatamente o caos que estávamos à espera.Neste episódio falámos abertamente sobre as primeiras vezes depois do parto ( essas e outras ), a sogra da belém que chegou onde ninguém imaginava…, e tentámos manter a poker face enquanto a Marta disparava os takes mais polémicas que este podcast já ouviu….Tivemos também o momento mais emocionante e wholesome deste podcast ❤️ O episódio mais bombástico de sempre? Muito provavelmente.A Hiwell é uma plataforma digital que liga pessoas a psicólogos qualificados para fazer terapia online de forma prática, segura e acessível.→ HIWELL•⁠ ⁠Podem usar o código: MILFS20   •⁠ ⁠Link: https://hiwell.app/parttimemilfss-● REDESMadalena Mateus →   / mariamadalenamateus  Belém Silva →   / belembsilva   Part-Time Milfs →   / parttimemilfs  ● CONTACTOS:→ belembastossilva@gmail.com→ mariamadalenamateus@gmail.com

Podcast JR Entrevista
Ministra das Mulheres defende ação conjunta no combate ao feminicídio

Podcast JR Entrevista

Play Episode Listen Later May 21, 2026 34:29


A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é a ministra da Mulher, Márcia Lopes. À jornalista Vanessa Lima, ela fala sobre o combate à violência contra a mulher, os primeiros resultados do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, políticas de proteção às vítimas, violência digital, igualdade salarial e medidas voltadas à autonomia econômica das mulheres.Durante a entrevista, a ministra avaliou como “bastante positivo” o balanço dos primeiros 100 dias do pacto nacional. Segundo ela, pela primeira vez representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo se reuniram para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, analisando legislações, políticas públicas e o funcionamento do sistema de Justiça.“Tivemos a possibilidade de reunir os três poderes para analisar o que tem sido feito e o que tem dado certo. É uma atitude ousada de sentar para analisar, para reparar e reconhecer onde tem falhas e onde tem erros”, afirmou a ministra.Márcia Lopes afirmou que o governo federal tem buscado reproduzir essa articulação em estados e municípios. Ela destacou que o Ministério da Justiça realizou uma operação que prendeu mais de 6.000 agressores com mandados de prisão em aberto e citou avanços legislativos, como mudanças no uso de tornozeleiras eletrônicas e o reconhecimento das doulas como profissionais de saúde, medida que, segundo ela, ajuda no combate à violência obstétrica.A ministra também afirmou que o Judiciário passou a atuar de forma mais rápida na concessão de medidas protetivas. De acordo com ela, pedidos que antes levavam entre 10 e 15 dias agora são entregues em até 48 horas. Ela ainda mencionou a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, centros de referência e cuidotecas em parceria com universidades para garantir mais autonomia às mulheres.Ao tratar da violência digital, a ministra celebrou o novo decreto que obriga plataformas de internet a removerem conteúdos de nudez ou intimidade sem o consentimento da vítima em tempo recorde.“Foi um golaço nosso e de todos os poderes. No caso de conteúdo íntimo, a mulher atingida entra em contato com a plataforma e ela tem duas horas para retirar esse conteúdo do ar. Isso dá um alívio, pois a exposição tem levado inclusive ao suicídio”, destacou Márcia Lopes.Ao falar sobre prevenção, a ministra defendeu a educação como ferramenta central para mudar a cultura de violência. Segundo ela, o governo regulamentou o programa “Maria da Penha vai à escola”, que prevê a inclusão do tema nas disciplinas da educação básica, do ensino fundamental ao ensino médio.A ministra também citou investimentos no fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, com ampliação de delegacias especializadas 24 horas, salas lilás e da Patrulha Maria da Penha.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

Convidado
Cinema angolano à procura de um lugar ao sol no Festival de Cannes

Convidado

Play Episode Listen Later May 16, 2026 15:39


O cineasta Mawete Paciência e o produtor e actor Kayaya Júnior integraram uma delegação privada angolana ao Festival de cinema de Cannes. Eles estiveram nos estúdios da RFI para comentar os resultados da sua visita ao certame do sul da França e para abordar a produção angolana da sétima arte. O actor e produtor Kayaya Júnior e o cineasta Mawete Paciência comentaram com a RFI os resultados dos respectivos encontros no Festival de cinema de Cannes. Mawete Paciência começa por admitir que se trata da sua primeira vez neste prestigioso certame de cinema. Mawete Paciência: É a minha primeira vez. Cannes é uma terra de estreias, não é?   Epa! É uma terra... É aquela coisa do tipo "Queria muito poder chegar cá nesta terra, queria muito poder conhecer esta cidade, queria muito poder estar cá nesta altura deste evento". Então são muitos anos à espera por uma oportunidade de trabalhar para podermos cá chegar. No entanto, está a ser muito bom para mim, está a ser maravilhoso. Enfim, todos os dias que saímos para as ruas temos estado a colher, a ver coisas diferentes, a perceber a dimensão deste evento, como ela movimenta a cidade em si. Então está a ser uma experiência magnífica mesmo !   Mas foi necessário prepará-lo. Isto foi longo, custoso, demorado também. Mas lá chegaram. Qual era o propósito mesmo de vir até cá? Kayaya Júnior:   Olha, o propósito da verdade é simples é a vontade de profissionais ligados ao sector do cinema, do audiovisual, em querer descobrir caminhos, em querer perceber como é que as coisas funcionam, como é que as dinâmicas funcionam para nós podermos, quem sabe, num futuro próximo, termos uma presença mais consolidada aqui no Festival de Cannes. O Festival de Cannes está a fazer 79 anos, 79 edições. São muitos anos de experiência. E nós sentimos que também temos um lugar aqui, temos um espaço. Então, de forma particular, privada, cada um de nós com os nossos recursos, o Mawete  é profissional de cinema e televisão. O Malef também. Eu faço produção, trabalho em rádio, televisão e sou actor. Então também mostrei interesse nesta ideia de vir descobrir o Festival de Cannes. Então começámos a trabalhar já há algum tempo atrás, em criar condições para podermos estar aqui. Não estamos aqui a título oficial. Vamos lá, se assim se pode dizer, de forma política. Mas estamos aqui, enquanto angolanos que querem descobrir como é que podemos, no próximo ano, nas próximas edições, marcar uma presença mais consolidada, tal como eu disse.   Há várias formas possíveis. Se calhar talvez um pavilhão próprio, no futuro ?   Quem sabe ! Estarmos numa varanda como esta, também a expor os nossos produtos, a produção nacional, a produção angolana, as nossas narrativas que há muitas e ainda bem que tem havido muitas produções. Nós, no primeiro dia, no dia de montagens e no primeiro dia do festival, já conseguimos fazer alguns contactos. Tivemos algumas reuniões com produtoras, com distribuidoras, por exemplo, falámos com a Loco Films, que é uma distribuidora francesa, falámos com a  K Movie Entertainment, que é uma distribuidora da Coreia do Sul, e o interesse manifestado por eles ao verem o que nós fazemos, porque nós trouxemos alguns trailers de produções do Mawete e do Malef, do Bumbo Negro do Ngouabi Silva, que também são angolanos e também produzem e eles mostraram interesse, pelo menos mostraram curiosidade. Foi possível também já ter uma abordagem com uma equipa, uma delegação do Canadá com a escola de cinema que está em Paris, a Escola Internacional de Cinema. Tivemos uma boa conversa também com a realizadora americana, produtora realizadora, que é a Carole Copeland, que já se mostrou interessada e disponível para fazer uma formação ou presencial ou online connosco com Angola. Então é assim se nós conseguirmos sair daqui com uma ideia de como podemos trazer a produção nacional à produção angolana nas próximas edições, já terá valido a pena.   Quais são os nomes que, apesar de tudo, ainda continuam a ecoar aqui do cinema angolano? Penso ainda em Zézé Gamboa, penso ainda em Dom Pedro. São esses nomes que vêm de forma corriqueira, que são citados pelos vossos interlocutores. O que é que já se conhece de Angola no cinema aqui?   É assim: eu não consegui ainda perceber se há algum conhecimento ou não nas abordagens que temos estado a fazer. Acho que não houve ainda nenhuma referência. Há um cinema angolano que tenha passado por aqui, o que quer dizer que houve uma paragem, houve uma pausa. E estes interregnos, claro, apagam muita coisa, não é? Eu penso que a última vez que Angola teve profissionais aqui foi em 2007, se não estou em erro. E de lá para cá não houve mais ninguém a participar. Nós viemos a título particular, mas viemos com o sentimento de que o que nós conseguirmos descobrir, vamos partilhar com Angola. Para que, para o ano, se calhar, em vez de estarem aqui três profissionais, estejam aqui seis, nove ou doze, sei lá. E que tragamos as nossas bandeiras, a nossa produção, para poder mostrar porque nós estamos a fazer exactamente isso. Estamos com os nossos tablets e temos estado a abordar os stands, os pavilhões e os profissionais a mostrar: "Olha, conhece isto? Tem curiosidade sobre Angola? Veja isto." E a reacção tem sido muito positiva.   E então, o cinema aqui, há cinema do mundo todo. No pouco tempo que ficaram cá, conseguiram ver outras propostas, por exemplo, cinema africano ? Conseguiram lidar com outras pessoas? O que é que conseguiram fazer? Mawete Paciência:   Temos estado a conhecer muita gente, Conhecemos um realizador e produtor sul-africano africano e conversámos rapidamente. Porque aqui percebemos uma coisa, aqui em Cannes, tudo é muito rápido, as coisas são muito dinâmicas, então temos estado a conhecer pessoas no sector, temos estado a conhecer africanos. Vamos agora fazer aí a visita no espaço. O espaço africano agora criado. Enfim, já estivemos lá. Vamos voltar agora aqui, para então chegarmos até ao cinema africano. Tivemos há pouco tempo com o realizador e produtor africano também antes de virmos cá à rádio. No entanto, temos aquilo que disse e muito bem nosso objectivo aqui é, na verdade, virmos conhecer um pouquinho, fazermos um networking, vermos como é que podemos nos próximos anos também fazermos parte desta corrida, estarmos aqui expostos, trazermos aqui os nossos conteúdos. Então é muita coisa nova para nós. Está sendo uma experiência boa porque estamos a absorver, não é, boas informações, estamos a colher aqui no Cannes, enfim, no festival nesse contexto ? Então acreditamos, nós que ainda temos tempo, ainda vamos a tempo de conversarmos mais, de conhecermos mais pessoas. E esse é o nosso grande objectivo aqui mesmo.   Pedir-vos -ia então que levantassem um pouco o véu sobre os projectos em que estão envolvidos e que estão a fazer. Se calhar começaria por si, Kayaya Júnior:. Pode apresentar-nos um pouco as obras em que já esteve implicado e aquelas em que pretende apostar ?   Eu, enquanto actor, tenho participado ultimamente, nos últimos quatro, cinco anos, mais activamente e voltando um bocadinho ao passado, eu fiz uma participação na primeira co-produção Portugal Angola Angola/Portugal, do realizador Jorge António. Também já trabalhei com a Maria João Ganga, com o Zezé Gamboa, em produções mais antigas. Ultimamente estou no filme que está agora a ser disponibilizado para o mundo, que é o "Perverso" do Mawete Paciência que já esteve no Festival da Suécia da Cinema África. Esteve também num festival na Hungria. Já foi apresentado em Portugal em Setembro do ano passado e estamos agora a trabalhar na possibilidade de ir a Moçambique. Também já esteve em São Tomé. Para além disso, também participei no filme de uma Films, que é uma curta sobre a problemática de um mercado que em Luanda o mercado muito famoso que é o mercado da Mabunda. Então o Malé Filmes produziu o filme que é "A Faca e o Peixe", que é um filme que já esteve o ano passado no Festival de Marselha, foi apresentado no Festival de Marselha e outros filmes que tem estado também a participar, como por exemplo o Pequenos Sonhos de um Guabi Silva cataléptico do Bumbo Negro, que são realizadores angolanos e mais recentemente estamos em fase de rodagem de uma série assinada também pelo Mawete, que é "O preço da verdade", que é uma série com algum problema social muito grande. A abordagem de problemas sociais.   Então tem um pé na televisão e no cinema, não é?   Está a ser produzida com o objectivo de ser apresentado para a televisão ou para as plataformas, mas poderá ser também apresentado em cinema. E enquanto produtor, eu estou, tal como eu, quase toda a gente que trabalha em cinema em Angola, numa área ou noutra, faz um bocado de tudo. Os actores acabam também sem produtores associados porque às vezes facilitam o trabalho logístico de uma produção através dos seus conhecimentos, através do seu apoio, do seu interesse. Então, eu acho que estar aqui no Festival de Cannes dá-nos uma visão muito mais alargada daquilo que nós temos que realmente fazer. O que é que temos que fazer para trazer, para tirar as nossas produções de Luanda? Porque o que nós precisamos em Angola é que os filmes saiam do Luanda e sejam vistos.   Precisam do mercado !   Precisamos do mercado, precisamos de ter oportunidade de mostrar. E é excatamente isso que nós viemos à procura fazer estes contactos para mostrar o nosso trabalho. Tivemos um breve encontro com um jornalista norte-americano que tem uma revista dedicada ao cinema e em cinco minutos de conversa ele ficou tão interessado que automaticamente fez logo questão de fazer ali uma nota. Lá está, se nós não tivemos a oportunidade de ir a estes mercados, estas feiras de conteúdos, estes eventos com a dimensão como um festival de Cannes, nós nunca poderemos dar nos a conhecer, porque viemos de forma muito intermitente, não é? Angola esteve aqui em 2007. De 2007 para cá nunca mais teve ninguém. Então este é o recado que nós vamos levar. Este é o desafio que nós queremos levar também para as nossas autoridades, principalmente para a cultura e para o turismo. Porque isto é turismo também. E agora nós temos um grande movimento à volta do desenvolvimento do turismo em Angola. Então vamos levar esta experiência e tentar partilhar com essas entidades para ver se para o ano nós estamos aqui com uma presença mais bonita, mais consolidada, mais dinâmica em Angola. Que se oiça música angolana aqui nos corredores do Festival de Cannes.   Então fizemos muita referência a um projecto seu em curso, Mawete Paciência. Pode-nos levantar um pouco o véu sobre do que é que se trata? Sobre o que é que versa o seu filme? Mawete Paciência:    Pois é, dentro de vários filmes que eu tenho, tem aí aproximadamente seis filmes. Tenho uma mini série, tenho algumas co-produções com países como Argentina, Brasil. Fiz agora em São Tomé um filme. Tenho também co-produção com México. No entanto, eu tenho filme que é "O Perverso", que já estaremos a ano passado e neste ano estamos agora a trabalhar a série, que é uma série televisiva que vai trazer conflitos nos lares. Como sempre, trazer problemas novos porque o nosso conceito de produção é mesmo identificar os nossos problemas, não é? Problemas que acontecem no nosso país e que acabam sendo transversais.   São os perversos, as pessoas tóxicas, é isso ?   Pode ser. Você vê, no entanto, na verdade, que é o seriado que nós vamos trazer, vai estar aí aproximadamente com 25 capítulos, não é? Trazendo todas essas histórias que acabei aqui falando, enfim, as nossas histórias, a nossa identidade, porque nós precisamos levar isso. Precisamos mostrar ao mundo quem nós somos. Angola é um país que eu sinto. Nós não nos mostramos muito ao mundo. Nós não temos uma presença muito fraca para o mundo. Então precisamos então activar esse lado. Precisamos, porque eu digo assim o mundo também não, não vai poder-nos localizar assim, do nada, se nós não nos mostrarmos efectivamente, criarmos algum barulho. Não é que desperte a atenção, nós não vamos ser localizados de nada. Então há esta vontade, É esta força toda que trabalhando nos nossos conteúdos. Enfim. E este é um seriado que acreditamos, nós que eu acredito, temos estado a fazer com muito gosto, de forma a podermos não produzir algo que se fixou por Angola, mas que vá para o mundo, que esteja disponível. Nas plataformas, nem que for para o YouTube. Quem sabe talvez conseguirmos outras plataformas de streaming e poderemos então colocar lá este conteúdo, inserir os conteúdos ? Acreditamos nisso. Nós acreditamos que o empresariado angolano precisa ser um pouco mais incentivado, porque tudo isso que nós temos estado a fazer tem sido por um esforço particular e não tem sido pelas nossas próprias lutas.   É mesmo, também, alguma forma de inconsciência ?!   Sim, de inconsciência. Timidamente vão aparecendo uma ou outra empresa a disponibilizar um pouquinho, mas nós, olhando para esse universo, olhando para esta realidade, começamos a perceber que o cinema não é um cinema mesmo muito para fazer. Cinema é uma industria e para fazer o cinema requer mesmo este pensamento do empresariado. Olhar aquilo como uma indústria e não olhar aquilo como uma mera diversão. Não é aonde ele pode colocar qualquer coisa, não. No entanto, esta visão, este conceito que nós estamos a beber aqui, estamos a ver aqui claramente. Nós vamos partilhar em Angola. Vamos replicar em Angola a informação e poder talvez começar a atiçar. E nós temos de atiçar um pouquinho mais o empresariado local, começar a perceber que é possível fazer alguma coisa que chegue até aqui. É possível, porque para um filme, chegar até aqui implica uma logística, implica uma mecânica, implica qualidade, implica um investimento e muita das vezes, os investimentos nós não conseguimos tirar do nosso Estado, do Estado. Nós não conseguimos ter esses investimentos e mesmo privado, quem nós vamos ter que contar para conseguirmos, talvez nas próximas edições, estarmos aqui com um produto que realmente nos dignifica e que possamos olhar e dizer "Viva Angola! Estamos presentes em Cannes, um festival de Cannes vai ser bom para nós". Vamos trabalhar para isso.   Muito obrigado a ambos. Resta me desejar vos um bom festival de Cannes. Obrigado por terem vindo até aqui. Kayaya Júnior:   Queria só deixar mais uma nota, porque é fundamental e nós também temos estado a trabalhar sobre isso. Eu já fiz algumas participações em anos anteriores em produções portuguesas e eu acredito que até parece estranho. Tão próximos que nós somos, mas não temos histórias contadas sobre nós. Então, eu creio que é fundamental começarmos a pensar neste intercâmbio. A primeira co-produção Portugal Angola foi feita em 92 do Jorge António e de lá para cá, não creio que tenha havido muito mais. Então é também o objetivo encontrar, por exemplo, caminhos que nos levem a essas coproduções, porque as nossas histórias, as nossas narrativas, acabam por se interligar numa intersecção qualquer do Oceano Atlântico, por exemplo. E é isso, pronto, vamos estar disponíveis, estamos disponíveis. Bem hajam e voltem sempre. Mawete Paciência: Obrigado, Obrigado mesmo pelo convite e é uma honra fazermos parte deste momento que é marcante para nós também.

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Chicotadas
#54 Especial Dia das Mães: Explicando para um Baunilha #07 com Dora, a mãe da Roxy e Gabi Dias

Chicotadas

Play Episode Listen Later May 10, 2026 101:36


Por esse especial de Dia das Mães vocês não esperavam, hein? O episódio de hoje é um “explicando para um baunilha” com ninguém mais ninguém menos que a Dora, a mãe da Roxy. A Ada, a Roxy e a Gabi Dias conversam com ela sobre maternidade e quebra de ciclos, como é ser mãe de uma fetichista, sexualidade aos 64, biodança e toque, as dúvidas dela sobre o BDSM e a comunidade e, é claro, algumas histórias inusitadas sobre o nosso universo! Vem ouvir que tá divertido e emocionante!Participantes: Ada @aleneouada, Roxy @roxylust, Gabi Dias @gabidays23, DoraVoz da vinheta: Morena de São Paulo/SP @a_deusa_morena*Este episódio foi gravado em estúdio em 05/05/2026. Tivemos algumas questões com a qualidade da entrega de áudio e vídeo do estúdio, esperamos que na próxima gravação isso seja resolvido.Apoie o Chicotadas! https://apoia.se/chicotadas  Form para envio de dúvidas e feedbacks: https://forms.gle/x3HUheP52BkALn989 Nossos links: https://chicotadas.com.br/Confira nosso Instagram: www.instagram.com/chicotadaspodcast A vitrine do episódio é uma arte com foto. O fundo é lilás com padrão de desenhos de sorvete de baunilha em roxo. Ao centro da imagem, uma foto da Dora, a mãe da Roxy: ela é uma mulher branca, loira, de 64 anos, que usa blusa verde e está com uma expressão de assustada, com as mãos no rosto. No alto da imagem, o número e título do episódio (#54: Explicando Para Um Baunilha #07: Dora, a mãe da Roxy) em roxo e vermelho. Ao centro, sobre a foto da Dora, a frase em destaque “Especial Dia das Mães”. Na parte superior e inferior da imagem, marca d'água com o arroba do nosso insta @chicotadaspodcast e a logo principal do podcast (uma onda sonora posicionada para lembrar uma onda sonora) em preto.Minutagens:2:05 Introdução e autodescriçãoEpisódios com a Gabi: Chicotinho 11, Chicotinho 16, Chicotinho 17, episódio regular 39, clube dos apoiadores 14.6:17 Sobre a DoraCitados: biodança, entendimento e exploração da sexualidade, educação familiar repressora, não perpetuar isso na criação das filhas, aprender a dizer não, separação de casamento longo, uso de aplicativos, encontros e homens solteiros aos 50/6028:39 Maternidade e mudança da narrativaCitados: quebrar o ciclo na próxima geração, criação das filhas, Nossa Senhora da Mãe Moderna, Milly Lacombe, culpa e maternidade, biodança e o estímulo do toque e do afeto, cabeça aberta e evolução pessoal, Donald Winnicott e o conceito de "mãe suficientemente boa", frase atribuída a Clarice Lispector, primeira reação a ter uma filha fetichista e não monogâmica, aprendizado com a Barbara45:34 O BDSM: contato, entendimento e aprendizadoCitados: Rita Von Hunty/Guilherme Terreri, violência, prazer, palavra de segurança, predadores, gostar de dor, a importância e o poder do "não", BDSM saudável, red flags e a comunidade, percepções da comunidade, identificação de pessoas perigosas e referências, figura do facilitador/spotterVídeo do Dia da Comunidade: https://www.instagram.com/p/DX-ZnBsu8sX/1:09:46 Recado do Apoia.se https://apoia.se/chicotadas1:12:02 Experiência pessoal, relatos e histórias divertidasCitados: estimulador de mamilos com sucção, plug de rabinho, hitachi/varinha mágica, educação sexual, masturbação, vibradores e sugadores, diálogo com as filhas.1:26:29 Conselhos para as mães de fetichistas que estão ouvindo1:31:44 Nossas Chicotadas- Série Grace and Frankie, Netflix- Livro Em Agosto nos Vemos, Gabriel García Márquez - Livro O Amor nos Tempos do Cólera, Gabriel García Márquez - Série A Man on the Inside/Um Espião Infiltrado, Netflix- Filme Mary & Max - Uma Amizade Diferente- Jogo Magicraft- Filme O Diabo Veste Prada- Podcast Vertigem com Guilherme Terreri https://www.youtube.com/watch?v=fW4q85alXtg1:38:30 Aftercare1:40:20 Erros de gravaçãoNossos links: https://chicotadas.com.br/

Café Brasil Podcast
LíderCast 412 - Renato Bontempo- O mundo dos Podcasts

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later May 8, 2026 78:45


A prosa hoje é com Renato Bontempo, o cumpadre que está à frente do Bicho de Goiaba e CastNews, duas iniciativas voltadas à produção de podcasts. Diretamente de Minas, Renato traz sua visão de apaixonado pela mídia. Renato falou de suas iniciativas, seu livro sobre produção de podcasts e as experiências com esse formato. Tivemos a oportunidade de falar sobre a história do podcast no Brasil, nossas ideias a respeito e o que pode vir a acontecer com essa mídia. Se você curte podcasts, vai curtir essa prosa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Lidercast Café Brasil
LíderCast 412 - Renato Bontempo- O mundo dos Podcasts

Lidercast Café Brasil

Play Episode Listen Later May 8, 2026 78:45


A prosa hoje é com Renato Bontempo, o cumpadre que está à frente do Bicho de Goiaba e CastNews, duas iniciativas voltadas à produção de podcasts. Diretamente de Minas, Renato traz sua visão de apaixonado pela mídia. Renato falou de suas iniciativas, seu livro sobre produção de podcasts e as experiências com esse formato. Tivemos a oportunidade de falar sobre a história do podcast no Brasil, nossas ideias a respeito e o que pode vir a acontecer com essa mídia. Se você curte podcasts, vai curtir essa prosa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: PTS defende economia azul e descentralização

Convidado

Play Episode Listen Later May 8, 2026 10:00


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta décimas primeiras legislativas contam com cinco formações políticas, entre elas o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), que concorre em seis dos 13 círculos eleitorais. Jónica Brito Tavares, líder do PTS, defende a diversificação da economia através da economia azul e a descentralização do desenvolvimento entre as ilhas. O partido propõe ainda o reforço da transparência, a melhoria dos serviços públicos, a valorização da diáspora e uma aposta na prevenção das alterações climáticas e no reforço da participação cívica. O partido afirma que não concorre para governar, mas para eleger deputados. Qual é o objectivo político concreto nestas eleições? Estas eleições são eleições para eleger deputados. A figura do Governo e do Primeiro-Ministro é consequência dos resultados dessas eleições. Por isso, o PTS tem uma mensagem que é concorrente a deputados para os assentos parlamentares de que Cabo Verde dispõe: os 72 lugares. Apresentam-se como um partido jovem. Que medidas propõe o PTS para responder ao desemprego jovem em Cabo Verde? Propomos a valorização da mão-de-obra jovem. Hoje temos jovens que, apesar de terem uma formação académica sólida, não se revêem no retorno do investimento que fizeram nas suas vidas, que lhes permita viver. Falamos da valorização, da diversificação de opções de emprego, de oportunidades concretas, transparentes e iguais para todos. Uma maior aposta na formação? A educação sempre foi um factor de mudança de vida na história de Cabo Verde e hoje não é diferente. Os jovens apostam cada vez mais na formação, mas também entendemos que esta formação deve ser direccionada para a realidade do país. Formações no âmbito da economia azul. Fala-se tanto da zona económica exclusiva, da economia azul, mas não se apresenta um plano concreto de como a população de Cabo Verde, principalmente sendo uma população jovem, beneficiará desta economia azul. Quais são os entraves para o desenvolvimento da economia azul? No país, temos jovens pescadores que ainda trabalham de forma bastante artesanal, enfrentando enormes dificuldades para garantir um rendimento digno. É uma actividade que continua a exigir muito sacrifício, com pouca valorização e limitado apoio técnico e financeiro. Por outro lado, existem também jovens empresários que procuram inovar e empreender em áreas ligadas aos desportos aquáticos e à economia do mar. No entanto, muitos acabam por desistir a meio do caminho devido à falta de atenção, acompanhamento e apoio efectivo por parte do Governo cabo-verdiano, sobretudo no que diz respeito à criação de garantias, acesso a financiamento e condições para ampliar o seu campo de actuação. O PTS propõe o fim desta burocracia? O Parlamento é um lugar onde se pode questionar e exigir transparência e exigir que as promessas eleitorais não fiquem pelo período de campanhas eleitorais. Que saiam do papel e cheguem a cada canto de Cabo Verde, de Santo Antão à Brava. Face à dependência do turismo e das remessas enviadas pelos imigrantes: como é que pode Cabo Verde diversificar a economia? A economia azul é uma das opções. O cabo-verdiano sente falta de aproveitar melhor o mar que tem. Temos acordos internacionais e há países que tiram proveito do nosso mar. Mas qual é a percentagem de cabo-verdianos que está, de facto, a beneficiar deste território que temos? Falamos também da diversificação económica e da aposta na produção nacional. A dependência externa tem constituído um bloqueio ao potencial de desenvolvimento de Cabo Verde. Defendemos uma forte aposta na agricultura. Hoje, temos pessoas formadas e com capacidade para impulsionar este sector. Fala-se muito do digital, e essa deve ser uma aposta estratégica de Cabo Verde. Quando pensamos no digital, pensamos em tecnologia, inovação e modernização. Acreditamos que a aposta na tecnologia, em benefício da agricultura, da pecuária, da transformação industrial e até do turismo verde sustentável - que hoje já apresenta alguma dinâmica em ilhas como Santo Antão e Santiago - ainda não tem recebido a devida atenção e equidade por parte dos sucessivos governos. Apesar dos avanços no sector dasaúde, persistem desigualdades entre ilhas. Que soluções defende o PTS para garantir um acesso equitativo? Os avanços neste sector são visíveis. No entanto, o facto de existir uma forte centralização no Hospital Nacional, na Praia, tem criado limitações, sobretudo devido à condição arquipelágica do país. As dificuldades inerentes às deslocações para aceder a estes serviços acabam por sobrecarregar a estrutura nacional de saúde. Temos conhecimento de que já foram apresentadas, por duas vezes, propostas para a construção de um novo hospital nacional. Contudo, isso, por si só, não basta. É necessário descentralizar os serviços de saúde e levá-los a outras ilhas, apostando em infra-estruturas equivalentes e com o mesmo nível de qualidade em ilhas com capacidade para acolhê-las. O objectivo deve ser criar uma rede mais equilibrada e acessível, especialmente em regiões estrategicamente mais próximas de outras ilhas. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Que modelo defende o PTS para descentralizar o poder em Cabo Verde? Falamos aqui de dar mais poder às ilhas, através da criação de instituições e agências que possam trabalhar, com base em estudos e dados concretos, para uma melhor redistribuição do rendimento. Defendemos também a criação de uma agência voltada para o equilíbrio territorial, que tenha como missão promover maior justiça territorial e criar oportunidades mais equitativas entre as ilhas. Sabemos que a dimensão e as particularidades de cada ilha deverão ser tidas em conta nesse processo. O PTS defende a descentralização política, económica e social, para que todas as ilhas se sintam parte integrante do desenvolvimento do país. Os transportes continuam a ser um grande desafio em Cabo Verde. Que propostas apresenta o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade para melhorar a mobilidade entre as ilhas? Defendemos uma maior transparência no sector. Ao longo dos anos, têm-se verificado várias situações relacionadas com processos de privatização que, na prática, não têm dado uma resposta eficaz. No final das contas, acaba por ser o financiamento público a cobrir as falhas deixadas pelos operadores privados, que não conseguem responder de forma adequada às necessidades do país. Para nós, é fundamental que o Estado assuma um papel central neste sector. Acreditamos que o sector privado é importante em qualquer economia, mas, no caso de Cabo Verde, o Governo deve reconhecer que a ligação interilhas é uma questão de sobrevivência para a população cabo-verdiana. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade para apoiar a diáspora cabo-verdiana? A diáspora cabo-verdiana é a nossa 11.ª ilha. Temos mais cabo-verdianos fora do país do que dentro dele. Por isso, defendemos o mapeamento da diáspora e uma diplomacia orientada para a protecção e valorização das comunidades cabo-verdianas no exterior. Falamos também da capacidade diplomática de Cabo Verde para negociar melhores condições de integração dos nossos emigrantes, sobretudo num contexto internacional em que a migração enfrenta crescentes tentativas de limitação, contrariando esta ideia de cidadão global com a qual o cabo-verdiano sempre se identificou. Defendemos ainda que a diáspora tenha um papel mais activo e representativo nas estruturas e instituições nacionais. Propomos a criação de um conselho de concertação social que integre representantes da diáspora e defendemos que o projecto do Conselho Nacional das Comunidades deixe de estar apenas no papel e passe efectivamente à prática. O objectivo é garantir que a nossa emigração esteja integrada não só fora do país, mas também na vida institucional e no desenvolvimento de Cabo Verde. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas defende o partido para lidar com este flagelo? Cabo Verde é particularmente vulnerável às alterações climáticas devido à sua condição insular. Tivemos recentemente um episódio que demonstrou que o país não está imune a este flagelo. Propomos medidas de prevenção, sobretudo para reduzir o impacto das mudanças climáticas e evitar que estas continuem a representar tragédias para o povo cabo-verdiano. Devemos apostar em melhores condições de habitação e no aumento do rendimento das famílias, para que as pessoas possam preparar-se melhor para estas calamidades. Falo, por exemplo, de medidas concretas para combater a erosão dos solos e proteger o território nacional. Perante os actuais conflitos internacionais, nomeadamente a guerra no Médio Oriente, qual deve ser o posicionamento de Cabo Verde? Cabo Verde deve ontinuar a trabalhar com os parceiros, no sentido de reforçar a nossa diplomacia, mas, essencialmente, ter em conta que é preciso fazer um trabalho em casa, ouvindo os cidadãos para aproveitar sempre da melhor forma as questões externas. Cabo Verde não tem um posicionamento ou enquadramento directo, mas acreditamos que está claro: a história mundial mostra-nos que a paz é sempre o melhor caminho. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios que se colocam a Cabo Verde? E de que forma podem ser enfrentados? A transparência e a boa governação são desafios fundamentais. É também necessário aproximar os cidadãos da vida política, sobretudo num país em que os dados estatísticos mostram que quase 50% da população se abstém de votar. Isso revela que muitos eleitores já não acreditam que o seu voto tenha o devido peso ou impacto nas decisões do país. Por isso, é essencial reforçar a confiança nas instituições e promover uma maior participação cívica. A dimensão humana nunca deve ser esquecida. O PTS  defende uma política centrada nas pessoas, em que o objetivo coletivo também respeite e represente as individualidades inerentes à condição humana.

Economia dia a dia
“Tivemos dias em que gastámos mais de €30 mil em gasóleo”, recorda administrador da Tecfil, três meses depois da tempestade "Kristin"

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later May 5, 2026 16:47


Meses depois da passagem da tempestade “Kristin”, que deixou um rasto de destruição na região de Leiria, há empresas que continuam longe da normalidade e ainda a lidar com os efeitos diretos da falta de eletricidade e dos prejuízos acumulados. Na Marinha Grande, a Tecfil foi uma das mais afetadas. Em fevereiro, a empresa já tinha alertado para o impacto financeiro de operar com geradores e sem ligação à rede. Mas o que mudou desde então e até que ponto é possível recuperar de um choque desta dimensão? A análise é do gerente Paulo ValinhaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Alegria de viver
Episódio em directo 112 (c/ Bruno Martins e José Pedro Santos de José Pinhal Post-Mortem Experience)

Alegria de viver

Play Episode Listen Later May 4, 2026 55:36


Tivemos a honra de receber Bruno Martins e José Pedro Santos, vocalista e baterista do projecto José Pinhal Post-Mortem Experience. Falámos sobre a história incrível e única de José Pinhal, os concertos nos coliseus que vão marcar o fim deste projecto, outros projectos do Bruno e do José Pedro (Bruno de Seda e Prestes) e outras coisas.Sigam José Pinhal Post-Mortem Experience: https://www.instagram.com/josepinhalpmexperience/Bruno de Seda: https://www.instagram.com/brunodeseda/José Pedro Santos: https://www.instagram.com/goodjosepedro/

Sabedoria Arcana
88 - Mitos Arturianos

Sabedoria Arcana

Play Episode Listen Later May 1, 2026 78:43


Desta vez o podcast Sabedoria Arcana vai tratar de temas históricos como o Santo Graal, o Rei Arthur e outros afins! Tivemos a participação do amigo Renato Pessanha em um bate papo com o Adílio Jorge Marques!

mitos desta tivemos santo graal rei arthur
Café & Corrida
01:59:30 É O NOVO RECORDE MUNDIAL da MARATONA!

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 14:48


Surreal e histórico! Tivemos dois recorde mundiais em Londres, no masculino e feminino, dois tempos abaixo de 2 horas no masculino, três homens correndo abaixo do recorde anterior, a melhor estreia dos 42 km no masculino, o fim da dinastia Ki, recorde no número de participantes da prova e de brasileiros na prova.O Corrida no Ar News é produzido diariamente e postado por volta das 6 da manhã.

Consulta Aberta
A educação sexual que nunca tivemos: prazer, consentimento e comunicação com Marta Crawford

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 55:52


No primeiro episódio do podcast O Prazer é Todo Meu, Marta Crawford fala sobre o que ficou por ensinar na escola: sexo, prazer, consentimento e comunicação. Ouça aqui o novo podcast do Expresso. Alguma vez se perguntou porque se sente assim, como dizer “não” ou se deve falar sobre o que o magoa? Associamos a educação sexual apenas a infeções sexualmente transmissíveis, contraceção ou ao funcionamento do corpo. Mas é muito mais do que isso.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Papa Leão XIV em Angola: "Os escuteiros estão ávidos, todos querem ouvir e ver o Papa"

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 11:06


A visita do Papa Leão XIV a Angola, entre 18 e 21 de Abril, está a mobilizar milhares de fiéis e voluntários por todo o país. Entre eles, os escuteiros católicos que assumem um papel central na organização e segurança dos principais momentos da deslocação do Sumo Pontífice, que inclui passagens por Luanda, Muxima e Saurimo. Em entrevista à RFI, o coordenador da Associação dos Escuteiros Católicos de Angola, Gilberto Gil Lopes, revelou a dimensão do dispositivo montado: “Vamos participar com 11.414 escuteiros no total”. O trabalho dos escuteiros será essencialmente de apoio logístico e segurança, sobretudo ao longo dos percursos do Papa. “Vamos fazer um cordão humano nas ruas. O Papa vai passar com o papamóvel (…) os escuteiros vão fazer o trabalho do cordão humano nesse perímetro para o povo não ir para a estrada”. Além disso, os voluntários terão várias outras funções: “vamos também fazer o acolhimento das pessoas que se dirigem aos espaços de celebração, indicar como é que chegam, ajudar com água, com os cadeirantes, apoiar na saúde (…) apoiar os alojamentos, os transportes”. Para garantir o bom funcionamento da operação, foram realizados vários momentos de formação. “Tivemos cinco encontros preparatórios, dois online e três presenciais. Fizemos também simulacros”, afirmou Gilberto Gil Lopes. A preparação incluiu não só questões logísticas, mas também comportamentais e de gestão de risco: “quem é o Papa, como é que nos devemos comportar num encontro como esse com tanta gente (…) a gestão de risco, uma visão de 360 graus e ver possíveis riscos”. A coordenação com as autoridades também tem sido fundamental. “Tivemos várias reuniões (…) para alinhar tudo: percurso, zonas mais críticas, abordagem de cada um, o limite da autoridade de cada um”, acrescentou coordenador dos Escuteiros Católicos de Angola Apesar de Angola já ter recebido visitas papais no passado, o entusiasmo mantém-se elevado, sobretudo entre os mais jovens. “É diferente”, reconheceu Gilberto Gil Lopes, lembrando que muitos escuteiros já participaram na visita de Bento XVI, mas há também uma nova geração envolvida. “Os escuteiros estão ávidos (…) todos querem ouvir, ver o Papa passar”, sublinhando o impacto simbólico do momento: “para nós também é uma renovação da nossa fé, uma renovação da nossa espiritualidade, um encontro com a nossa Igreja”. O responsável deixa ainda algumas recomendações práticas para quem pretende assistir: “chegar cedo (…) levar água, protector solar (…) e vir com alegria”. O Papa Leão XIV desloca-se a Angola, de 18 a 21 de Abril, a visita deverá pôr em evidência as temáticas sociais defendidas pelo líder da Igreja Católica: um país rico em petróleo e minerais, mas marcado por profundas desigualdades, onde cerca de um terço da população vive abaixo do limiar internacional de pobreza. Leão XIV deverá insistir na gestão equitativa dos recursos e no combate à corrupção. O Papa desloca-se à capital Luanda, nas margens do Oceano Atlântico, símbolo de contrastes onde coexistem bairros de luxo e bairros de lata, bem como ao santuário mariano de Muxima, principal local de peregrinação nacional, e ainda a Saurimo (leste).

Vida em França
“Salon/Ensaio”: Uma alternativa intimista para se criar e mostrar arte "em casa"

Vida em França

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 15:07


Em Paris, um casal de artistas transformou o seu apartamento-atelier num espaço alternativo e intimista onde se cruzam diferentes artes uma vez por mês. O projecto chama-se “salon/ensaio”, começou há dois anos e nasceu da vontade de se reinventar os "salons" franceses dos séculos XVIII e XIX. Neste programa fomos até ao 14° “salon/ensaio” de Ângelo Ferreira de Sousa e Olivia Gutherz. Um refinado instrumento de música barroca, a viola da gamba, a acompanhar mornas cabo-verdianas foi uma das mais recentes criações nascidas e apresentadas no “salon/ensaio”. O “salon” é um “ensaio” artístico imaginado  por Ângelo Ferreira de Sousa e Olivia Gutherz e que começou há dois anos no apartamento-atelier-estúdio do casal. Inspirados nos “Salons” franceses dos séculos XVIII e XIX, Ângelo e Olivia abriram as portas de casa para deixar entrar a arte sem o peso das convenções. Neste espaço intimista é assim alcançada uma proximidade entre os artistas e o público que esboça algo que Ângelo Ferreira de Sousa descreve como “revolucionário”. “Salon é esta tradição francesa dos séculos XVIII e XIX de reunir artistas, escritores, intelectuais na sala de estar de alguém. É o que nós fazemos aqui visto que isto é o nosso ‘atelier-logement', quer dizer que é um atelier atribuído pela Câmara de Paris a músicos e aproveitámos esta oportunidade que nos deu a Câmara para organizar o salon. O salon é um evento artístico que se organiza uma vez por mês, que reúne, pelo menos, dois artistas: pode ser um músico e um escritor, pode ser um performer vindo das artes visuais e um músico... Já houve um pouco de tudo ao longo destas 14 edições. A ideia é produzir e consumir esses produtos com muita proximidade, sem uma grande moldura pesada que afasta o público e o artista. Achamos que essa proximidade pode fazer toda a diferença e pode ser até revolucionária”, descreve o anfitrião do "salon/ensaio". Cada “salon/ensaio” é um exemplar único e conjuga, por exemplo, música com artes visuais, literatura, performance ou outra proposta. Ângelo é artista plástico, performer e tradutor literário. Olivia é música e vem da tradição de música barroca, mas tem explorado a música improvisada no "salon" com os seus convidados. A melodia da sua viola barroca já faz parte do espírito deste estúdio da Rua Piat. “Tivemos vontade de fazer as nossas performances, experimentar, partilhar com o público e também poder convidar outros artistas para mostrarem o seu trabalho nesta proximidade. Este espaço também nos inspirou porque é uma grande sala quadrada, insonorizada, e estamos obrigados a estar perto uns dos outros, sentados no chão. Além disso, o meu instrumento, a viola da gamba que é um instrumento da época barroca,  não é um instrumento potente em termos de som e as melhores condiçoes para ser ouvido é na intimidade, na proximidade. Quanto mais próximos estivermos, mais ouvimos as cores e as nuances diferentes. Foi toda esta mistura de condições que nos deu a vontade de organizar estas reuniões”, conta Olivia Gutherz. A artista sublinha que outra das notas fundamentais do “salon” é o facto de haver sempre pessoas novas, oriundas de vários países e que trazem esse mundo para o atelier. “Vivemos numa grande cidade, com imensas pessoas muito diferentes, mas são bastante raros os momentos em que nos encontramos numa sala, em que não conhecermos as pessoas, mas partilhamos algo”, descreve. No “salon/ensaio” número 14, Olivia Gutherz actuou ao lado do cantor e cravista português Jorge Silva, numa noite em que se celebrou “a festa das independências" dos países africanos de língua oficial portuguesa. Houve filmes apresentados por Raquel Schefer, professora de cinema na Universidade Sorbonne-Nouvelle, e debate em torno do pai das independências da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral. Também houve mornas imortalizadas por Cesária Évora que foram interpretadas por Jorge Silva, que tem também raízes cabo-verdianas.   “Foi muito espontâneo. A Olivia contactou-me, perguntou se eu tinha músicas em crioulo que eu quisesse cantar. Eu perguntei se ela tinha guitarrista porque em Cabo Verde cantam mais com guitarra, ela disse que não, mas que tinha a viola da gamba. Fizemos uma coisa assim muito natural e foi muito bonito. Mostrar músicas cabo-verdianas ou africanas com um instrumento dito barroco como é a viola da gamba acho mesmo excelente mostrar estes dois mundos. É mesmo um salão em que se pode abrir novos horizontes”, conta Jorge Silva. O público são os amigos que trazem um amigo também e que também trazem uns comes e bebes para animar o prólogo da noite. Ana Rita Rodrigues assistiu a todas as edições desde o começo e também cantou em dois “salons”: num deles fez uma homenagem a José Afonso por ocasião do 25 de Abril e num outro propôs uma viagem cantada até ao Brasil. Para ela, o “salon” é, por excelência, o lugar onde o artista está com o público. “Estamos com o público à nossa volta e é como se estivéssemos a cantar em casa com um grupo de amigos. Corresponde perfeitamente ao meu estilo, à minha concepção do que é a música. A música não é só um espectáculo, é também uma partilha. É como estar em casa”, explica a cantora. "É como estar em casa", mas uma casa de portas abertas para o mundo. Raquel Estrócio é outra presença habitual do “salon”. “É sempre uma troca muito rica de imensas formas de colaborações. As trocas depois e antes, durante as 'soirées', são extremamente enriquecedoras. Acho que nos descobrimos a nós ao ouvir as outras pessoas e nestas trocas. As ideias surgem também aí: outras ideias para outros salons”, diz a arquitecta paisagista. Em Maio, já está agendado novo “salon/ensaio”, este espaço alternativo e caseiro onde se tenta fazer e mostrar arte de forma intimista, a uma escala mais humana e sem espartilhos institucionais.

Consulta Aberta
A Educação Sexual que Nunca Tivemos: oiça aqui o trailer do novo podcast do Expresso 'O Prazer é Todo Meu'

Consulta Aberta

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 1:54


Falar de sexualidade sem vergonha, com tempo e com conhecimento. 'O Prazer é Todo Meu' é um podcast apresentado por Mafalda Cruz, médica e sexóloga, que questiona o que achamos que sabemos e abre espaço à educação sexual que nunca tivemos. Com especialistas e convidados especiais, desmontam-se mitos à luz da ciência e da experiência clínica. Porque ter informação é ter autonomia para saber escolher, saber dizer sim e saber dizer não, siga o podcast no Expresso ou na sua app preferida e junte‑se à conversa. Todas as semanas, à terça-feira, novos episódios. O primeiro sai dia 21 de abril.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Mineiros do Sul intensificam mobilização em Brasília por aposentadoria especial

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 7:25


Representantes dos sindicatos dos mineiros de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul estão em Brasília em uma mobilização pela aprovação de um Projeto de Lei Complementar que trata da aposentadoria especial para trabalhadores da mineração de carvão. A proposta visa assegurar condições diferenciadas de aposentadoria, levando em conta os riscos e a insalubridade característicos da atividade. A comitiva reúne lideranças sindicais da região Sul, que cumprem agenda na capital federal com o objetivo de sensibilizar parlamentares e reforçar a relevância da pauta para a categoria. O movimento destaca a necessidade de reconhecimento legal das condições enfrentadas diariamente pelos mineiros, como a exposição a agentes nocivos e o trabalho em ambientes de alta periculosidade. Direto de Brasília, o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores na Extração de Carvão do Sul do País, Genoir José dos Santos, o Foquinha, atualizou as informações sobre o andamento do projeto durante entrevista ao Cruz de Malta Notícias desta quinta-feira (9). Segundo ele, a mobilização está concentrada no Projeto de Lei Complementar 66, de autoria da deputada Ana Paula, que trata especificamente dos trabalhadores da mineração de carvão dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “O projeto já foi aprovado na Comissão de Previdência e agora está na Comissão de Finanças e Tributação. Tivemos uma reunião muito produtiva com o relator, deputado Zé Neto, que apresentou parecer favorável e destacou a importância da proposta dentro do contexto da transição energética”, explicou. Foquinha também ressaltou o compromisso assumido pelo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Merlong Solano, de pautar o projeto assim que ele chegar oficialmente ao colegiado. “Ele garantiu que não vai engavetar a proposta e que irá colocá-la em discussão com os parlamentares”, afirmou. Apesar da expectativa de avanço imediato, o projeto ainda passa por análise do impacto financeiro na Previdência. De acordo com o dirigente sindical, o custo será baixo, já que o número de trabalhadores do setor não chega a 3 mil no Sul do país. Ele argumenta ainda que os mineiros já contribuem de forma diferenciada ao sistema previdenciário. “No trabalho em subsolo, a contribuição chega a 47,5%. Um trabalhador que recebe R$ 5 mil, por exemplo, contribui com mais de R$ 2 mil por mês. É uma realidade diferente de outras categorias”, destacou. Para as lideranças, a aposentadoria especial é uma questão de justiça diante das condições extremas da atividade. A reivindicação também se apoia na Lei 14.299/2022, que garante a continuidade da extração de carvão para geração de energia até 2040, inserindo o debate no contexto da transição energética. “Estamos dentro da lei, discutindo um direito que precisa ser reconhecido. Nossa atividade é de risco máximo e precisa de um tratamento adequado”, concluiu Foquinha.

Convidado
Tiago Rodrigues: “É imperativo sonhar” e questionar o mundo a partir de Avignon

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 15:57


A 80ª edição do Festival de Avignon decorre de 4 a 25 de Julho e tem, no cartaz, um enorme ponto de interrogação para destacar a importância de questionar o mundo através da arte. O tema acabou por surgir "de uma forma bastante livre", conta Tiago Rodrigues, o director do festival, que apresentou, esta quinta-feira, a programação no Théâtre du Rond-Point, em Paris. Foi aí que conversámos com o encenador e dramaturgo português sobre os nomes que preenchem uma edição em que, mais do que nunca, “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”. Tiago Rodrigues é o artista português que dirige um dos mais prestigiados festivais de teatro do mundo e que este ano cumpre a 80ª edição. Desta vez, a linha de força de Avignon está estampada no cartaz do evento: de um fundo amarelo solar sobressai um enorme ponto de interrogação. A força das dúvidas e dos questionamentos talvez seja a chave para entrar no espírito de Avignon, a cidade-teatro que abre portas para o mundo durante os dias do festival. Tiago Rodrigues assume que “o questionamento” acabou por se impor como um tema natural desta edição porque todos os espectáculos e eventos programados deixam no ar perguntas que são antídotos contra as “respostas simplistas” que “criam a violência” dos tempos que correm. O encenador e dramaturgo sublinha que juntar pessoas no mesmo espaço para fazerem perguntas através da arte “é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro”. Talvez por isso, o teatro é hoje ainda mais urgente e “claro que não está em vias de extinção”, avisa. Aos comandos do festival desde 2023 e reconduzido para um segundo mandato até 2030, Tiago Rodrigues alerta que “é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia”, exemplificando com o medo que o assola quando vê artistas como o libanês Ali Chahrour a viver sob bombardeamentos em Beirute. Mas vamos à programação do festival, que divulgámos esta quarta-feira depois da apresentação no espaço La FabricA, em Avignon. Um dia depois, Tiago Rodrigues foi ao Théâtre du Rond-Point, em Paris, para a conferência de imprensa do lançamento desta edição e a RFI teve a oportunidade de falar com ele. Começámos por abordar os nomes lusófonos e o director do festival apontou, desde logo, a artista brasileira Carolina Bianchi como “a grande revelação nos últimos anos no teatro mundial”, lembrando que ela foi a grande aposta de Avignon em 2023 (o primeiro ano programado por Tiago Rodrigues). A encenadora, actriz e escritora vai estrear em Avignon o terceiro capítulo da trilogia "Cadela Força", três anos depois de ali ter apresentado o primeiro capítulo, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, que ganhou o Leão de Prata da Bienal de Veneza. Por outro lado, haverá dois dias de maratona teatral de 10 horas em que as três peças poderão ser vistas de seguida: “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. Sobre os também brasileiros Christiane Jatahy e Wagner Moura, que vão apresentar “Um Julgamento – Depois do Inimigo do Povo”, Tiago Rodrigues lembra que “Christiane Jatahy é uma artista muito amada pelo público do festival” e que, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, “neste momento, o actor brasileiro mais conhecido no mundo” e que regressa ao teatro 16 anos depois “com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor”. Nesta edição, acabam por ser poucos os artistas lusófonos, mas fica a promessa que, depois de portugueses, cabo-verdianos e brasileiros terem estado em edições anteriores, “os artistas moçambicanos, angolanos e guineenses” também merecem ter o seu palco em Avignon. Continuando o seu projecto de convidar línguas para o festival, depois do inglês, espanhol e árabe, Tiago Rodrigues justifica a escolha, este ano, da língua coreana como “uma vontade de viajar até longe”. Daí que um quarto da programação seja constituída por artistas da Coreia do Sul e uma das convidadas de honra, que inspira dois espectáculos, é a Nobel da Literatura Han Kang. De resto, mais de metade dos projectos são dominados por artistas mulheres com “propostas absolutamente extraordinárias”. Na entrevista, o director do Festival de Avignon mostrou-se, ainda, muito “preocupado com o que está a acontecer em Portugal, nomeadamente em Lisboa”, algo que descreveu como “uma espécie de cerco à liberdade de criação” e “um grande abandono da verdadeira democratização” do acesso às artes e à criação. RFI: Na apresentação da programação, o Tiago Rodrigues falou na vontade de que o festival seja uma “festa de questionamentos” e o cartaz apresenta um grande ponto de interrogação. Quais são as linhas de força que cosem as entrelinhas desta edição e até que ponto o questionamento é uma delas? Tiago Rodrigues: “O questionamento foi uma forma bastante livre de darmos um tema a este festival, de relembrarmos ao público que este festival - que faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo - ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, perguntar o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival. Hoje, quando defendemos a importância das artes, do teatro, da dança na vida das pessoas, muitas vezes dão-nos a entender que estamos a defender qualquer coisa que está em vias de extinção ou qualquer coisa que é antiga e que estamos a tentar ainda fazer sobreviver não se sabe bem porquê, quando o que nós defendemos é uma coisa absolutamente essencial e cheia de futuro que é a possibilidade de nos reunirmos em sociedade, pessoas juntas fisicamente no mesmo espaço para fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte. E é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos a nós, os artistas, mas também ao público, que é isso que nós fazemos aqui. Num mundo onde estamos cheios de más respostas - poucas respostas mas más na maioria dos casos - respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas, nós queremos colocar as boas perguntas. Perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência. Eu acho que as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que duplica a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita, esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos.” Há três artistas brasileiros em destaque nesta edição: Carolina Bianchi, Christiane Jatahy e Wagner Moura. Comecemos por Carolina Bianchi, que foi revelada no primeiro ano de Tiago Rodrigues à frente do Festival de Avignon, em 2023. O que nos traz Carolina Bianchi? “Carolina Bianchi foi uma aposta do festival em 2023, na primeira edição que eu programei, porque acreditava que seria um grande acontecimento para o teatro europeu e mundial descobrir o trabalho de Carolina Bianchi que era um trabalho que estava muito discretamente escondido na cidade de São Paulo, que não rodava muito, que não era muito conhecido mesmo no Brasil. Tivemos a oportunidade de a desafiar a começar um projecto, uma trilogia. Ela sonhava fazer uma trilogia com três espectáculos consagrados à questão da violência e, sobretudo, a violência sobre as mulheres. O primeiro episódio é consagrado a essa violência na história da arte e na performance. O segundo no teatro e o terceiro na literatura mas como também a escrita pode ser uma forma de libertação, de emancipação. Ao ouvir essa ideia, dissemos imediatamente: ‘Vem fazer o primeiro espectáculo no Festival de Avignon'. O que aconteceu a seguir é do conhecimento geral. Carolina Bianchi, depois desse espectáculo, ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival. Criou o segundo capítulo entretanto, “Brotherhood”, e nós tínhamos combinado há muito que ela encerraria esta trilogia de novo em Avignon. A grande sorte que temos é que encerra com um espectáculo que será absolutamente fenomenal, “Uma Luz Cordial”, mas também conseguimos preparar, pela primeira vez, a hipótese de ver a trilogia seguida. São dez horas de teatro, uma grande aventura que tem ocupado esta artista durante quase cinco ou seis anos da sua vida e vamos poder ver não só a estreia mundial do último capítulo da trilogia, mas também, pela primeira vez, toda a trilogia seguida no Festival de Avignon, com cerca de 20 intérpretes brasileiros liderados por esta grande artista. É uma grande revelação dos últimos anos no teatro mundial.” E em relação a Christiane Jatahy, que já esteve em Avignon, e Wagner Moura, o que é que eles trazem ao festival? “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos, com as suas adaptações de repertório e desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica, televisiva, neste momento é, sobretudo, talvez o actor brasileiro mais conhecido no mundo com a nomeação ao Oscar, com o Globo de Ouro que ganhou e com a Palma de Ouro em Cannes que ganhou pelo filme “O Agente Secreto”. E é muito comovente ver Wagner Moura regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de actor. Aqui, Christiane Jatahy e Wagner Moura escreveram juntos, inspiraram-se no “Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen, autor norueguês, e pegando na história do “Inimigo do Povo”, onde o protagonista acabou de anunciar que as águas de uma vila termal estão contaminadas e, portanto, ao salvar a saúde das pessoas, condenou economicamente essa cidade, ele é acusado de ser inimigo do povo. O que vemos nesta peça é que imediatamente a seguir a esta história há um julgamento e nesse julgamento há vários testemunhos, nomeadamente o do Dr. Stockmann, interpretado por Wagner Moura e escrito por Wagner Moura com Christiane Jatahy, que defende que não é inimigo do povo, pelo contrário, enquanto outros defendem que ele é inimigo do povo. Será o público a decidir o resultado deste julgamento e o espectáculo tem dois finais em função da decisão do público.” Em termos de lusofonia, não há muitos mais nomes lusófonos. Porquê? “Porque o Festival de Avignon é uma página em branco onde nós tentamos responder às mesmas questões com respostas diferentes todos os anos. Evidentemente, a língua portuguesa, nem que seja pela minha presença na direcção do festival, tem estado mais presente do que no passado na história do Festival de Avignon, com artistas portugueses, cabo-verdianos e brasileiros também. Este ano, a presença da língua portuguesa está defendida por duas grandes artistas brasileiras e no futuro voltará a estar defendida por, não sei, artistas angolanos, moçambicanos, guineenses, porque não? Portanto, a língua portuguesa tem essa riqueza de poder ter artistas, nomeadamente no teatro e na dança, que merecem ser descobertos e mostrados no Festival de Avignon. Certamente que a cena lusófona - e não só lusófona, também a cena especificamente portuguesa - continuará a ter presença no Festival de Avignon. Este ano não tem, porque nem todos os países podem estar todos os anos no festival. Há países, por exemplo, como a Coreia do Sul, que, através do convite à língua coreana como língua convidada, este ano regressa ao Festival de Avignon depois de 25 anos de ausência. Há 25 anos que não havia um artista coreano no festival. O mundo é grande, o festival também é muito grande, mas não é tão grande como o mundo. E, portanto, embora gostássemos de fazer um festival que tivesse artistas de todos os países do mundo todos os verões, esse sonho terá que ficar para mais tarde. Por agora, queremos ter todos os artistas do mundo, mas um festival de cada vez.” Até porque o Tiago Rodrigues foi reconduzido até 2030 na direcção do festival, não é? “Tenho a grande sorte de ter sido reconduzido para um segundo mandato que começará após este festival. Este é o meu último festival do primeiro mandato, mas estou já a preparar os próximos quatro festivais até 2030. Sem dúvida que até 2030 não faltarão artistas de língua portuguesa.” O que é que o incitou a convidar a língua coreana? “A vontade de viajar até longe esteve na origem deste convite à língua coreana. É a quarta língua que convidamos para o Festival de Avignon. Começámos com o inglês, depois com o espanhol, duas línguas globais, mas de origem europeia. A terceira língua foi o árabe, uma língua de origem não europeia, mas muito presente na Europa e muito presente em França, onde é a segunda língua mais falada. Portanto, estas três línguas, por serem globais e também, por uma certa proximidade, por serem línguas que nos dizem coisas quando somos público do Festival de Avignon, que é um público maioritariamente francês, e o internacional que é maioritariamente europeu, merecia ser provocado pela distância. Então, começámos a procurar as línguas asiáticas que poderia ser interessante propor e percebemos que a língua coreana, sendo uma língua que só é falada numa península, é também uma espécie de 'soft power' através do K-pop, da música popular, através do 'K-drama', as séries televisivas coreanas que são muito populares no mundo inteiro...” Da Prémio Nobel da Literatura... “Da Prémio Nobel da Literatura. Mas por trás dessa presença global, há um grande desconhecimento, por exemplo, do teatro e da dança da Coreia, portanto, fomos pesquisar. Fomos muitas vezes à Coreia do Sul, a várias cidades, descobrimos muitos artistas e compusemos aquilo que corresponde a um quarto da programação do festival, com artistas coreanos. Há muito teatro, muito teatro documentário, muita dança, muitas formas tradicionais como o pansori ou outras formas populares de circo, de música, de teatro, de dança, mas actualizadas com uma leitura contemporânea. E também a literatura porque Han Kang [Prémio Nobel da Literatura] estará no Festival de Avignon, será uma das figuras centrais do festival. Haverá uma grande leitura de partes do seu romance, dirigida por Julie Deliquet, pela actriz Isabelle Huppert e pela actriz coreana Hyeyoung Lee, que juntas lerão, em francês e em coreano, partes do romance de Han Kang em presença da própria Han Kang. Haverá espectáculos que adaptam outros romances de Han Kang. E haverá também encontros e entrevistas públicas com a Prémio Nobel e ela será uma das grandes presenças da língua convidada.” Há uma artista lusodescendente, percussionista da cena electro-pop francesa Lucie Antunes, que faz um espectáculo com Mathilde Monnier, uma presença conhecida em Avignon. São duas mulheres fortes, "guerreiras", como o nome de um dos álbuns de Lucie Antunes. Também está programada Rébecca Chaillon, que faz igualmente espectáculos muito fortes. Nesta edição, há mais mulheres a dirigirem projectos do que homens. Qual é a mensagem subjacente? “É a mensagem natural de que não é difícil fazer uma programação que eu considero de grande, grande, grande qualidade, tendo uma grande maioria de mulheres à frente dos projectos. Não queremos passar outra mensagem que aquela de dizer que deveria ser perfeitamente normal haver muitas programações em muitos festivais do mundo onde há uma maioria de mulheres, porque há enormemente artistas mulheres que fazem projectos absolutamente extraordinários. A mensagem termina aí e depois as conclusões são tiradas pelas pessoas. Foi sem esforço que chegámos a uma programação maioritariamente feminina e por pura paixão pelo trabalho proposto por estas artistas. Quando fomos fazer as contas no final, porque gostamos sempre de poder perceber até que ponto é que estamos a respeitar a nossa vontade de paridade, percebemos que estávamos muito para lá da paridade. E ainda bem que sim, porque artistas como por exemplo Lucie Antunes e Mathilde Monnier, que vão colaborar nesse espectáculo “Silence”, são grandes artistas. Uma vem pela primeira vez ao Festival de Avignon, a Lucie, e a Mathilde Monnier é a artista - depois do fundador do festival Jean Vilar - que mais vezes se apresentou no Festival de Avignon. Mas temos também toda uma geração de grandes encenadoras francesas, como Rébecca Chaillon, Jeanne Candel, Marion Siéfert, Tiphaine Raffier, que vêm marcar presença no festival e mostrar como uma boa parte da pujança, da qualidade e da diversidade do teatro francês passa pelas encenadoras.” No seu primeiro ano na direcção do Festival de Avignon, em 2023, disse-nos que quando se vem a Avignon pela primeira vez, sai-se transformado. Que utopias ainda faltam cumprir em Avignon? No mundo tão complicado em que vivemos hoje, ainda é possível sonhar? “Não só é possível, como é imperativo sonhar num mundo onde parecemos cercados por uma tremenda e terrível má notícia a cada dia. Eu hoje, nesta apresentação, pude mencionar o choque com que vi as mensagens expressas por Ali Chahrour, um artista libanês que esteve no ano passado no festival e que está neste momento em Beirute sob bombardeamentos, e pude exprimir a minha perplexidade, o meu medo, o meu choque e, ao mesmo tempo, perante isto, é absolutamente imperativo sonhar, concretizar os sonhos e propor sonhar a outros. É por isso que nós falamos desta ideia de questões no festival. Questões podiam ser aqui um sinónimo de sonho. No Festival de Avignon eu diria que há ainda muitas coisas que eu gostaria de conseguir fazer até 2030. A batalha essencial, que é aquela que dá sentido ao facto de acompanharmos a criação artística, de defendermos a liberdade artística, de procurarmos meios para os artistas poderem trabalhar, é de conseguir completar, aperfeiçoar, prolongar a aventura do acesso democrático às artes. A democratização do acesso à criação continua a ser a enorme aventura não só em Avignon, mas no mundo inteiro e - porque estou a falar em português - preocupa-me muito o que está a acontecer em Portugal, em muitas cidades, nomeadamente em Lisboa, onde é completamente inesperado o que é uma espécie de cerco à liberdade de criação, ingerências políticas, mas também um grande abandono da verdadeira democratização. O acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso. Se fosse fácil, não era um serviço público. A cultura é um serviço público porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar.”

As Cunhãs
Tretas da semana: intrigas na União Progressista, o adeus da Loura ao PT e a pressão sobre Lula

As Cunhãs

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 76:37


Tivemos um daqueles episódios típicos de um delicioso "Sururu das Cunhãs", quentinho e delicioso. A começar pelas idas e vindas da federação União Progressista, que ora pende para o lado governista, ora se declara de oposição. Desta vez, a ofensiva veio do lado dos neo-ciristas Capitão Wagner e Roberto Cláudio, que anunciaram em entrevista que controlarão a federação e acusaram o grupo de Camilo Santana (PT) de aplicar o maior blefe da história política do Ceará. No episódio, vocês vão entender o porquê.  Também falamos sobre os últimos dias para a tomada de decisão final da deputada federal Luizianne Lins para sair do PT. Ela está de malas prontas para a Rede Sustentabilidade e pode ser candidata ao Senado pela nova sigla.  Outras mudanças partidárias, como a migração do grupo político do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, de saída do União Brasil para o PSD, também entraram na pauta.  Os resultados das pesquisas sobre o governo Lula também foram analisados, com a ajuda do especialista em marketing político, Harley Dias (@harleydiasmkt).  Por fim, como estamos na semana em que rememora os 62 anos do golpe militar no Brasil, recebemos contribuições da professora do curso de História e pesquisadora da UFC, Ana Rita Fonteles, pra explicar um pouco por que a nossa sociedade tende tanto ao autoritarismo e como combater isso.  A Kamila aproveitou para divulgar o IV Ciclo de Debates Ditadura Brasileira Novos Olhares, que vai acontecer do dia 8 ao dia 10 de abril, no Campus do Benfica, da Universidade Federal do Ceará. Mais informações sobre o evento podem ser vistas no link https://ppgh.ufc.br/pt/sts-iv-ciclo-debates/.  Bora ouvir tudinho, que tá recheado de verdade! Ah, e não esquece de acompanhar o nosso Instagram pra ver todas as atualizações sobre o novo Quiz das Cunhãs, que vai acontecer no dia 10 de abril, na Estação das Artes, no centro de Fortaleza. Se você estiver na cidade, não pode perder! É de graça e você ainda pode ganhar prêmios. Para apoiar o podcast: apoia.se/ascunhaspodcast; PIX para a chave ascunhaspodcast@gmail.com; ou pelo Orelo.cc/ascunhasProdução: Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila FernandesEstúdio de gravação: Pro ProduçõesApoio nas redes sociais: Ponto IndieTrilha sonora: Barruada Gagá (Breculê)

Convidado
Francês ganha espaço nas escolas primárias de Angola

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 8:40


Actualmente, cerca de 12% dos angolanos falam francês, uma percentagem mais expressiva nas zonas fronteiriças com a RDC e o Congo, bem como em Cabinda, onde a língua é mais falada entre a população escolarizada. Ainda assim, o francês continua a ser uma língua estrangeira minoritária, muito atrás do português - falado por mais de 70% da população - do inglês e das línguas nacionais. É neste contexto que o Governo angolano decidiu reforçar, numa reforma adoptada em Junho de 2025, o ensino do francês no ensino primário, uma medida que, segundo o director-geral do Instituto Nacional de Avaliação e Desenvolvimento da Educação, Diasala Jacinto André, visa responder a razões geográficas, diplomáticas e educativas, sublinhando que a intenção é que, no ano lectivo de 2027/2028, o ensino do francês seja generalizado em todas as escolas. Por que razão foi implementado o projecto de ensino do francês no ensino primário em Angola? O projecto surge no âmbito da regulamentação da docência no terceiro ciclo do ensino primário, em particular na quinta e sexta classes, mas, acima de tudo, está também ligado ao Programa de Transformação Curricular, como resposta à necessidade de atender à procura e ao interesse em massificar as principais línguas de comunicação internacional em todo o sistema de ensino em Angola, tal como recomenda a Lei de Bases do Sistema de Educação em Angola. E como é que esta decisão foi recebida pela população? A introdução da língua francesa no sistema de ensino em Angola não foi uma novidade, mas é uma inovação a introdução no ensino primário, neste caso na quinta e sexta classes, e em geral, foi bem acolhida pela população. Este projecto já foi testado em algumas escolas. Qual foi o balanço e como será aplicado nas restantes? A língua francesa está integrada no plano de estudos como componente curricular reservada à coadjuvação, com dois tempos lectivos semanais em cada uma das classes da quinta e sexta classes, perfazendo 120 horas anuais. Esta disciplina está a ser introduzida de forma gradual. Começámos no ano lectivo 2024/2025 e alargámos gradualmente para o presente ano lectivo de 2025/2026. Ainda não temos a disciplina generalizada na totalidade. O que é que isto exige? Por um lado, a formação e preparação de professores que vão assumir a leccionação desta disciplina nestas classes; por outro, a preparação e produção de material didáctico. Há professores suficientes? Vão receber apoio de países francófonos, como, por exemplo, a França, no que se refere à formação de docentes? Temos professores em formação. Não prevemos receber professores de outros países, embora tenhamos, na vizinhança norte e leste de Angola, países francófonos. Não devemos recrutar nem solicitar apoio de professores de outros países. Temos um cronograma de implementação da disciplina que prevê a formação de professores. Docentes que já estão no sistema têm sido adaptados, porquanto actuam essencialmente no primeiro ciclo do ensino secundário, e serão adaptados para actuarem no ensino primário, enquanto continuamos na modalidade de formação inicial, preparando novos professores para assumirem a disciplina no ensino primário. Em quantas escolas está, neste momento, a ser leccionado o francês e quando pensam que estará generalizado em todas as escolas angolanas? O plano operacional de implementação deste programa prevê a generalização no ano lectivo 2027/2028. Neste momento, temos cerca de 126 escolas a implementar a disciplina, embora algumas que inicialmente prevíamos não tenham conseguido criar condições para a formação. Ainda assim, o balanço é positivo. Esta decisão revela que Angola se aproxima mais da francofonia, o país aderiu à Organização Internacional da Francofonia em 2018 como membro observador, numa altura em que, no mundo global, o inglês é a língua prioritária? Esta decisão tem algumas razões fundamentais. Uma delas é a razão geográfica: Angola faz fronteira com dois países de língua francesa, RDC e Congo Brazaville, que têm o francês como língua oficial, havendo proximidade entre os povos fronteiriços e uma troca permanente que exige facilidade de comunicação. Há também uma razão multilateral: o facto de Angola participar em diversas organizações e conferências internacionais e regionais em que a língua de trabalho é o francês. Assim, potenciar os alunos que passam pelo sistema de educação angolano, aprendendo as línguas francesa e inglesa, confere-lhes uma valência adicional, dominando pelo menos duas línguas estrangeiras. Ou seja, o francês estará ao mesmo nível que o inglês? É esse o objectivo — apostar no multilinguismo? Sim. Essa é a intenção. Já temos o inglês no ensino secundário e o francês, e pretendemos potenciar também o inglês no ensino primário. Isto ainda não começou, mas está previsto. Tendo em conta o apoio e a cooperação bilateral decorrentes da adesão de Angola à Organização Internacional da Francofonia, tivemos apoio técnico e financeiro da cooperação francesa, o que facilitou e acelerou a introdução da língua francesa no terceiro ciclo do ensino primário. A intenção é potenciar os alunos no domínio tanto da língua inglesa como da língua francesa. Não há aqui uma intenção da França de impor o ensino do francês ao inglês nas escolas angolanas? Não. Angola é um Estado soberano. Numa altura em que a França tem algumas dificuldades em países francófonos, não se estará a virar para Angola para manter a sua zona de influência? Talvez essa pergunta devesse ser dirigida às autoridades francesas. Da nossa parte, estamos a fazer algo que está em conformidade com a política educativa angolana: o francês e o inglês já são línguas estrangeiras no sistema educativo angolano. O que estamos a fazer é alargar este ensino - que até agora se concretizava apenas no ensino secundário - ao ensino primário. Tal como acontece com a língua francesa, pretendemos também, nas classes iniciais do ensino primário, introduzir o ensino da língua inglesa. Angola participa activamente em organizações africanas, como a Francofonia. É também uma forma de o país procurar uma liderança na África Central e Austral? Com certeza. Se tivermos em conta, por exemplo, a nossa participação nas instituições da UNESCO a nível regional, fazemos actualmente parte da sub-região P5, correspondente à África Central, cujo grupo está sediado nos Camarões, onde a língua de trabalho é o francês. Tivemos, inclusivamente, no último mandato, ao nível da direcção da Internacional da Educação, um quadro angolano. É também nossa intenção, com o domínio da língua francesa, potenciar a inserção de quadros angolanos nestas organizações regionais e multinacionais. Há também uma componente económica? O objectivo é reforçar a relação com países vizinhos francófonos? Sendo da área da educação, posso responder sobretudo pelos objectivos educativos e do sistema de educação. Porém, no mundo globalizado, isto tem uma valência importante, pois permite também o acesso ao mercado de trabalho por parte dos alunos que frequentam o sistema educativo angolano. Ao nível regional, o domínio de línguas internacionais e estrangeiras facilita o acesso ao conhecimento. Trata-se, portanto, de uma mais-valia, um capital que o sistema está a proporcionar aos seus educandos.

Esportes
Ekitité é o mais novo carrasco da seleção brasileira e revela inspiração para fazer gol da vitória

Esportes

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 6:00


A derrota para a França esfriou a empolgação brasileira para a Copa do Mundo. Esta foi a primeira vez que o técnico do Brasil, Carlo Ancelotti, enfrentou uma equipe europeia desde que assumiu o comando da seleção brasileira, em maio do ano passado. É bem verdade que o Brasil entrou em campo desfalcado de alguns jogadores que são considerados titulares. Além do resultado do amistoso disputado em Boston, nos Estados Unidos, o desempenho apresentado em campo preocupou a torcida brasileira. Marcio Arruda, da RFI em Paris Apesar de ter perdido a partida por 2 a 1, o treinador italiano da seleção confia no esquema de jogo com quatro atacantes e um meio de campo mais defensivo. “Se tivermos de avaliar a seleção com quatro atacantes, a equipe teve um bom equilíbrio porque o Ederson fez apenas uma defesa difícil. A verdade é que tomamos gols em dois contra-ataques com pouca vigilância defensiva dos jogadores de trás. Na frente, o desempenho está muito bom porque o trabalho defensivo de todos foi satisfatório. E é por isso que eu falo do único chute perigoso que parou no Ederson. A equipe estava bem equilibrada”, afirmou o treinador do Brasil. Além de citar o sistema defensivo brasileiro, Ancelotti falou quantos zagueiros pretende convocar para a Copa. “Os zagueiros estão mais ou menos definidos. Nesta data-Fifa, temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez. Vamos avaliar nem tanto a condição física, mas como eles se comportam com o grupo. É claro que todos os três têm qualidades para estar na Copa do Mundo. Para a Copa, vamos convocar quatro ou cinco zagueiros. Também vamos levar em conta que um desses zagueiros pode, em algum jogo, atuar como lateral-direito”, revelou Ancelotti. O técnico do Brasil demonstrou satisfação com o futebol que os atacantes Vini Jr. e Raphinha têm apresentado. “Raphinha jogou bem, mas depois teve um problema no fim do primeiro tempo e tivemos de tirá-lo da partida. O Raphinha teve oportunidades e se movimentou bem sem a bola. O Vini é perigoso; ele pode não ter marcado, mas um atacante que sempre pode fazer gol. O trabalho feito pelos dois está muito bom”, analisou o treinador italiano. No entanto, quem tem feito um ótimo trabalho é a França. Antes do amistoso, o técnico Didier Deschamps elogiou a seleção brasileira. Mas quando o árbitro apitou o início da partida, a França mostrou que tem muita determinação e obediência tática, além de diversos jogadores de útima qualidade. A vitória da atual vice-campeã mundial sobre o Brasil deixou a torcida e a imprensa francesas empolgadas. As opções ofensivas da França deixam os franceses sonhando com o tricampeonato em Copas. Ekitiké, o carrasco francês da vez Autor do segundo gol francês no amistoso, o atacante Hugo Ekitiké revelou ter se inspirado no camisa 10 e companheiro de seleção Kylian Mbappé. “Construímos um bom contra-ataque onde o Olise se deu bem em cima do defensor. Ele teve qualidade para passar a bola para mim. Na hora não temos muito tempo para pensar, mas lembrei do primeiro gol do jogo, quando o Mbappé deu uma cavadinha. Então, eu tentei fazer o mesmo e funcionou", revelou. Hugo Ekitiké entrou para a galeria de carrascos franceses da seleção brasileira, que inclui nomes de peso, como Zinedine Zidane, Michel Platini e Thierry Henry. Esta vitória em 2026 colocou fim ao jejum francês de 15 anos sem vitória em jogos contra o Brasil. "Tivemos o prazer de conquistar uma grande vitória neste clássico contra uma grande seleção. Sempre estive pronto para este tipo de jogo de futebol. É um confronto que eu assistia na infância e acho que todo mundo também assistia na televisão. Então, sou muito grato pelo que aconteceu e vou continuar trabalhando. Temos outra partida e o tempo passa muito rápido”, declarou o francês Ekitiké, que atualmente defende as cores do Liverpool. A seleção francesa vota a campo no domingo (29) em Landover para enfrentar a Colômbia também em jogo amistoso de preparação para a Copa.  Gosto amargo O Brasil também tem outro jogo. A seleção volta a campo na terça-feira, dia 31 de março, desta vez na Flórida, para encarar a Croácia. A última vez que as duas equipes se enfrentaram, o resultado teve um gosto amargo para o Brasil. Na Copa de 2022, a seleção foi eliminada nos pênaltis para os croatas. Porém, o histórico é favorável à equipe pentacampeã mundial. Foram cinco jogos até momento, sendo que o Brasil conquistou três vitórias e colecionou dois empates. Autor do gol em cima dos croatas na última Copa, Neymar não foi convocado por Ancelotti. Questionado sobre a ausência do camisa 10 do Santos, o treinador não falou muito sobre o assunto e foi direto ao ponto. “Agora temos de falar a respeito dos jogadores que estão aqui e que deram tudo em campo. Eles trabalham muito e estou bem satisfeito. Agora a gente vai se preparar para o próximo jogo contra a Croácia”, disse o técnico sem mencionar qualquer jogador brasileiro. Carlo Ancelotti acredita que o Brasil não é inferior a nenhuma seleção. “Podemos competir contra as melhores equipes do mundo. E disso eu não tenho dúvida. Então, estou convencido que brigaremos na Copa do Mundo com toda a nossa energia.” Mais uma vez, Carlo Ancelotti deixou claro que ainda não definiu os 26 jogadores brasileiros que irão para a Copa do Mundo. A lista, que será divulgada no próximo dia 18 de maio, pode ter novidades. “Novidades? Eu não sei. Temos de olhar para os próximos dois meses, quando as competições pelo mundo mostrarão os jogadores que podem estar com a seleção brasileira na Copa do Mundo. Há muita concorrência em todas as posições”, afirmou o treinador italiano. Leia tambémBrasil garante vaga no mundial de 2026 e país segue como único a disputar todas as Copas do Mundo Antes de estrear no Mundial contra o Marrocos, no dia 13 de junho, a seleção disputará dois amistosos: o primeiro será no dia 31 de maio contra o Panamá, no Maracanã, principal estádio do Rio de Janeiro. O segundo está marcado para 6 de junho contra o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos. A 23ª Copa do Mundo será disputada entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O Brasil, maior vencedor em Copas com cinco títulos, vai em busca do hexacampeonato. Um sonho que os brasileiros perseguem desde 2006.

Podcast Amassando o Aro
Amassando o Aro 459

Podcast Amassando o Aro

Play Episode Listen Later Mar 21, 2026 80:08


A seleção brasileira, mais uma vez, não vai para o mundial feminino de basquete. Não há surpresa nisto. Não vamos desde 2014. Neste ponto, ir seria a surpresa. Mas o problema é que era muito possível. Tropeçamos nos nossos próprios pés, mas nem tudo é ruim. Claro que começamos pela NBB e passamos os principais jogos, como a vitória do Flamengo em cima do Pinheiros que havia acabado de acabar ao começarmos a gravar. Tivemos também a grande vitória do Unifacisa em cima do Brasilia. Mas nem tudo são flores e precisamos falar da falta de pagamento para os atletas do Fortaleza Basquete Cearense. Cenas que não imaginamos que poderiam acontecer na NBB, com as suas garantias financeiras antes de começar a temporada. Mas claro, nem tudo sai como o planejado e os times tiveram situações financeiras complicadas durante a temporada. Caso do Carcalion e da perda de um dos patrocinadores do Rio Claro. Aproveitamos também para comemorar a classificação do Flamengo para as semis do BCLA. Ainda podemos ter uma final brasileira. Entremos na LBF que mesmo com poucos jogos, tivemos a chance de ver os primeiros jogos no nordeste brasileiro, incluindo ai, claro o jogo entre Salvador e Sport. Mas a LBF não pode ainda funcionar a plenos pulmões, já que a seleção brasileira disputava o pré mundial em Wuhan. E não foi do jeito que a gente gostaria. As derrotas para Bélgica e China eram esperadas. Claro que endurecer com a China nos amistosos foi ótimo, mas ainda assim, sabíamos que seria difícil ganhar delas, ainda mais em casa. Mesmo com ambas já classificadas para o Mundial. As duas vagas restantes no grupo ficaria então entre Brasil, Mali, Tchequia e Sudão do Sul. O inesperado começou com a boa vitória de Mali sobre a Tchequia. Isso deixou o Brasilc om problemas. E os problemas foram sentidos quando Brasil perdeu para a Tchequia. Um jogo ganhável. Mas sofremos de terceiros quartos muito fracos no mundial. As vezes estendidos para o quarto quarto também. Mas nos terceiros quartos o Brasil parecia desesperado, arremessando rápido, forçando passes por cima para Kamilla e não jogando com as suas forças. Mesmo as vitórias sobre Sudão do Sul e Mali (em um bom jogo da equipe) não ajudaram e o Brasil acabou em quinto no grupo e fora do mundial. Fica a lição que mesmo com a evolução recente da categoria ainda estamos abaixo na base e no preparo das atletas. As condições estão longe das ideias, times aparecem e somem no ano seguinte, e com isso a base vai tendo de se mudar e procurar novos locais. Ainda falta estrutura, falta base e falta quem saiba colocar o molho brasileiro nesta salada. Temos boas jogadoras, com estrada nas mais diferentes praças. Mesmo as mais novas já jogaram na europa, na NCAA. Nossa técnica é americana, com experiência, mas ainda não chegamos no ponto para jogar de igual com os times europeus. A estrada é longa, estamos no caminho certo, mas precisamos de mais apoio e de mais tempo. Falamos também da semana da Euroleague, do acerto verbal da WNBA com a liga para a nova CBA e, claro, da NBA, com o Cade machucado, Lakers dizendo que quer se credenciar ao título e muito mais. Então não perde tempo, aperte o play e vem com a gente.

Terraço Econômico
SUPER QUARTA DE OLHO NO ORIENTE MÉDIO - CURADORIA #027

Terraço Econômico

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 16:56


Tivemos no dia da gravação deste episódio uma Super Quarta de Juros, que é quando os EUA e o Brasil decidem sobre a taxa básica de juros. Sem surpresas, o tema que puxou o assunto foi o caos no Oriente Médio.FONTES QUE EMBASAM O EPISÓDIO:Federal Reserve: FOMC press release - https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/files/monetary20260318a1.pdf Banco Central do Brasil: Comunicado COPOM - https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/21055/nota 

Diário Mágicko
PA #51 – Dinheiro Energizado!

Diário Mágicko

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 113:59


Aí Sim! Começamos 2026 com uma super live de Magia Financeira e agora vamos à parte 2! Na elaboração do episódio anterior ficamos impressionados com a qualidade dos relatos! Tivemos uma verdadeira aula enquanto elaborávamos o roteiro e nos demos conta de um fato engraçado: não conseguimos, sequer, mencionar os pontos que nos estimularam a abordar esse tema no Páginas Abertas. As ideias eram tantas, e as discussões tão importantes, que ela serviram como uma espécie de base preliminar para os assuntos que queremos tratar! Se no episódio anterior falamos sobre a relação do indivíduo com dinheiro, sobre a ressignificação dos nossos recursos, ganho de autonomia na administração e gerência, e maior consciência sobre seus fluxos, nesse episódio trataremos sobre formas de tornar o dinheiro mais valorizado. Por que você já sabe: uma mesma quantia possui valores completamente diferentes - não para pessoas diferentes, para a mesma pessoa! E a gente vai explorar isso. Também falaremos sobre contas, dívidas e cobranças. Como lidar com o vermelho? O que se pode ou não fazer? Pega sua planilha e bora preencher uns números… — Envie seu relato!

Pre-Bet Show - Betano.pt
A ANÁLISE AOS CLÁSSICOS E CHAMPIONS

Pre-Bet Show - Betano.pt

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 59:25


Fim de semana de grandes jogos em análise: o SL Benfica x FC Porto e também o duelo entre SC Braga e Sporting CP, com impacto direto na luta pelo título. Olhámos para os oitavos da UEFA Champions League e deixámos as nossas previsões: quem vai passar à próxima fase? Tivemos ainda tempo para montar o melhor XI atual da Champions... um discussão com muita audácia à mistura.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_26 VARzim

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 74:04


Três pontos na bagagem e seguimos em frente. A Académica foi à Póvoa de Varzim vencer por 1-0, mas vamos ser claros: o resultado foi muito melhor do que a exibição.Tivemos uma primeira parte para esquecer, sem história de parte a parte. Para quem esteve no estádio, o único ponto positivo desses primeiros 45 minutos foi mesmo o pôr do sol, porque futebol viu-se muito pouco. No segundo tempo, as coisas complicaram-se. O Sinisterra entrou e, logo no primeiro minuto em campo, saiu lesionado — a quem desejamos, claro, as melhoras e uma recuperação rápida.A equipa não reagiu bem à saída dele e permitiu que o Varzim subisse as linhas. O golo do Joãozinho chegou a ser festejado, mas o VAR salvou-nos após longos minutos de espera. A anulação desse golo acabou por ser o ponto de viragem: o Varzim quebrou animicamente e a Briosa acordou, culminando no golo da tarde — uma obra de arte do Edson Farias, digna de Puskas - que, aliada a uma boa capacidade defensiva, garantiu uma vitória fundamental.No episódio de hoje, analisamos este triunfo na Póvoa, passamos em revista a classificação da Liga 3 e fazemos a antevisão ao jogo com o Mafra. É um adversário que vem a Coimbra num momento negativo e com sede de pontos, por isso a concentração terá de ser total.Hoje, a moderação fica a cargo de Guilherme Imperial, com a participação do José David Lopes (a meia distância e em direto). Temos ainda um convidado especial, diretamente da Alemanha: Nuno Oliveira.

Um Milkshake Chamado Wanda
ISSO É CUNTY OU GAG? com Alanitcha e Chico Felitti- #716

Um Milkshake Chamado Wanda

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 79:09


No Wanda de hoje, Chico Felitti e Alanitcha decidem com Samir, Marina e Dan o que é CUNTY e o que é GAG atualmente. Assunto importantíssimo e viral, galera!! KkkkkkAh! Lembra daquele programa com o Marcelinho do BBB? Que íamos exibir hoje? Não iremos mais. Tivemos problemas inesperados com relação à autorização da participação do ex-BBB no podcast Wanda. Lamentamos muito. Mas garantimos que hoje vocês vão ver um programa tão legal quanto, tá?LOTUSGente que faz playlist com nome de músicaTweets do tipo “saiba que eu tenho uma opinião sobre isso”Quem fala “rede vizinha”IbuprofenoSugestão para melhorar texto com IAMERYLOTUSTrend do drone na RocinhaMERYL@luconevVídeos cafonas de IATrailer de Is God IsO Testamento (Globoplay)FAÇA PARTE DO CLUBINHO WANDA!Episódios extras toda segunda e sexta a partir de R$10!Apoiase: https://apoia.se/podcastwandaOrelo: https://orelo.cc/wandahttps://linktr.ee/podcastwandaQuer mandar seu caso pra gente? Mande um desabafo, uma rapidinha ou dilema para o e-mail redacao@papelpop.com. Coloque qualquer coisa com "Wanda" no assunto!Episódio #716 apresentado por:@phelipecruz@eusousamir@santahelena@alanitcha@chicofelitti@daanrProdução:Julia Gomes (julia@papelpop.com / @g0mesjulia)Edição / Captação:Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas)Toda quarta-feira, 20h, ao vivo no Youtube e em todas as plataformas de streaming.

Galiza...algo máis
Galiza...Algo Máis (28-02-26)...con Aeronave Adolecente

Galiza...algo máis

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 57:17


Programa emitido o sábado 28 de febreiro dende Sants 3 Ràdio. Tivemos con nós ao músico galego Aeronave Adolescente. Tamén tivemos As Novas, un novo capítulo da Fresadora e O Deporte Galego.

Flow Games
A SITUAÇÃO COMPLICADA do XBOX e a NOVA GERAÇÃO de POKÉMON EM PORTUGUÊS - #FGN #214

Flow Games

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 193:42


No final da semana passada vimos a mudança inesperada na liderança do Xbox. Tivemos a aposentadoria de Phil Spencer, a saída de Sarah Bond e a entrada da nova presidente, Asha Sharma, mas parece que muitos conflitos estavam acontecendo nos bastidores. E como fica o futuro do Xbox? Também tivemos agora na sexta-feira o anúncio da décima geração de Pokémon com Ventos e Ondas. SIM! A série principal de Pokémon virá para Nintendo Switch 2 com legendas em português brasileiro!Vem conferir estes e outros destaques no Flow Games News de hoje!

Flow Games
O GOD OF WAR MAIS MAL AVALIADO DA HISTÓRIA E SONY FECHA A BLUEPOINT - #FGN #213

Flow Games

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 179:28


Vindo num shadow drop depois de um dos State of Play mais hypados de todos os tempos, God of War: Sons of Sparta prometeu trazer as origens de Kratos e seu irmão, Deimos em um jogo 2D estilo Metroidvania. Porém, o lançamento surpresa revelou um jogo pouco polido, abaixo das exigências dos fãs da saga. Tivemos também o fechamento da Bluepoint Games, um dos estúdios mais queridos para remasterizações. E o que a PlayStation Studios estava fazendo com eles?De última hora: comentamos a saída de Sarah Bond e a aposentadoria de Phil Spencer. Nova CEO assumiu a chefia do Xbox. O que vem por aí?Vem conferir no Flow Games News de hoje!

Mamilos
Ordem mundial em colapso? Geopolítica, coerção e escalada de conflitos | Mamilos #543

Mamilos

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 75:40


Acompanhar as notícias internacionais nos deixa com o stress de conviver com um alarme permanente disparado, com a sensação de que as regras que deveriam impedir a escalada estão sempre correndo atrás dos fatos. No #535, a gente usa a estética do jogo War pra organizar o caos: ameaça, coerção, pressão territorial, agressão limitada, guerra — como essas ferramentas estão sendo usadas, por quem, onde e o que elas revelam sobre a crise do multilateralismo. A partir desse cenário vamos para a grande questão do momento: estamos vivendo uma transição ou uma ruptura da ordem internacional? O que está em jogo e como países médios (como o Brasil) se defendem quando o tabuleiro e as regras do jogo mudam? Tivemos o privilégio de receber para essa conversa:Lucas Leite — professor de Relações Internacionais da FAAP; pesquisador (INCT/NEU); doutor em RI; Natália Fingerman — professora de RI (ESPM); coordena núcleo de estudos e negócios africanos; mestrado em Sussex; doutorado na FGV; Passa um café, respira e vem entender melhor o mundo em boa companhia. Vamos juntos!

REVILcast
Nossas impressões de Resident Evil Requiem (ft. EvilHazard e RE: Project) - REVILcast #45

REVILcast

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 96:02


SIM! Nós jogamos Resident Evil Requiem! Tivemos a oportunidade de testar por 3 horas o aguardado nono título numerado da franquia. Além das impressões do REVIL, a galera do EvilHazard e do RE: Project também teve a oportunidade de jogar. Neste REVILcast, ouça integrantes das três comunidades que se reuniram para discutir sobre o assunto. Felipe Turesso conduz a conversa enquanto Fred Hiro, Joe (EvilHazard) e Nico Carmo (RE Project) contam como foram as suas experiências. Afie o seu machado, pegue a magnum e dê o play no cast! Dica: ouça com fone de ouvido! APRESENTAÇÃO: Felipe Turesso PARTICIPANTES: Fred Hiro Joe Wesker Nícolas Carmo EDIÇÃO: Fer Vinhas

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
Ventura é a melhor cola política que alguma vez tivemos?

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 6:12


Uma cola poderosíssima. Consegue colar do mesmo lado da barricada políticos tão distantes como Paulo Portas e Cavaco e Catarina Martins ou António Filipe. E um debate ainda pode mudar as eleições?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bate Pé
Beijar de olhos abertos, Os Beckham- ser Mãe de menino, Parar para ajudar carro? Casas que já tivemos, Pessoas que não usam ciclovia, Truque para ser persuasivo, Final da história da mota

Bate Pé

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 44:21


Já beijaram de olhos abertos? Esperemos que não. Esperamos também que não sejam aquelas pessoas que beijam mesmo diretamente a face, com beijo de avó. Mas se forem também está tudo bem. Entretanto, resolvemos o caso da mota barulhenta das 23h, falamos sobre ser mãe de menino e ainda alguma macadaREDES SOCIAISMafalda Castro: / mafaldacastro Rui Simões: / ruisimoes10 Bate Pé instagram: / batepeclips Bate Pé Tiktok: / bate.pe APOIOSEste podcast tem o apoio do ActivoBank

Flow Games
CLAIR OBSCUR é o JOGO DO ANO e LEON REVELADO em RESIDENT EVIL REQUIEM - #FGN #206

Flow Games

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 152:16


Tivemos um recorde no The Game Awards 2025 — Clair Obscur: Expedition 33 levou nada menos do que nove prêmios. O jogo da Sandfall Interactive conquistou fãs pelo mundo todo não só pela qualidade do enredo e mecânicas, mas pela própria história dos seus desenvolvedores, que saíram da Ubisoft para criar o seu jogo dos sonhos. Também tivemos um número de anúncios, com algumas surpresas como não um, mas dois Tomb Raiders, novos Star Wars, mas também a tão esperada revelação de Leon S. Kennedy em Resident Evil Requiem. Vem conferir todas estas novidades no Flow Games News de hoje!

Bocadinhas
Bocadinhas 145 - Quase Tivemos um Tema

Bocadinhas

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 62:19


Hoje Lucas e Marcelo QUASE falam de uma coisa, mas acabam falando de várias outras.⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Edição: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Daniel Bayer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Arte da Capa: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Daltrinador

Dunamis Hangout
Como Escolher a Pessoa Certa? Com Jefferson e Suellen | EP. 123

Dunamis Hangout

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 51:53


Descrição: Já está no ar o segundo episódio da série gravada na Dunamis Conference 25! Tivemos uma conversa com Jefferson e Suellen sobre como cultivar relacionamentos.Confira o episódio completo e compartilhe com seus amigos e familiares!

Dunamis Hangout
Como Cultivar um Lugar para a Presença de Deus? Com Paulo Vicente | EP. 122

Dunamis Hangout

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 59:23


Já está no ar o primeiro episódio da série gravada na Dunamis Conference 25! Tivemos uma conversa com Paulo Vicente sobre como cultivar a presença de Deus.Confira o episódio completo e compartilhe com seus amigos e familiares!

Derivado Cast
ALIEN: EARTH EP #8: A REVOLTA DOS HÍBRIDOS COM GOOD NERD

Derivado Cast

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 20:59


ACABOU! Chega ao fim a primeira temporada da série Alien: Earth e essa aqui é o melhor bate-papo da internet. Muito bem-vindo a Alien: Earth Ep #8: A Revolta dos Híbridos com Good Nerd. É isso mesmo, para o season finale nosso querido amigo Pedro Good Nerd chegou com tudo e agora é hora de entender como fica a Wendy lá na Terra do Nunca, que já tem dois Xenomorfos e algumas outras criaturas hostis. Tivemos o aguardado confronto entre o Sintético Kirsh e o Ciborgue Morrow, além da cruel realidade que o Boy Kavalier teve que digerir. Vem com a gente descobrir o que o Noah Hawley preparou para gente nesta conclusão. Alien: Earth Ep #8: A Revolta dos Híbridos com Good Nerd.

O Assunto
O diário do julgamento de Bolsonaro – parte 5: a condenação

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 12, 2025 49:43


Convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília, Gustavo Binenbojm , prof. Faculdade de Direito da UERJ, e Oscar Vilhena, prof. Faculdade de Direito da FGV-SP. Pela primeira vez na história, um ex-presidente é condenado por crimes contra a democracia. Por 4 votos a 1, a 1ª Turma do STF condenou Jair Bolsonaro, e outros 7 réus por 5 crimes. A pena imposta ao ex-presidente é de 27 anos e 3 meses de prisão. Além de Bolsonaro, foram condenados Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e candidato a vice na chapa derrotada). Neste episódio, Natuza Nery recebe três convidados: Reynaldo Turollo Jr, repórter do g1 em Brasília, Gustavo Binenbojm , prof. Faculdade de Direito da UERJ, e Oscar Vilhena, prof. Faculdade de Direito da FGV-SP. Repórter do g1 que acompanhou de dentro do STF todas as sessões do julgamento, Turollo explica como foram os votos que levaram à condenação de Bolsonaro e dos outros réus. Ele relata o clima entre os ministros no dia seguinte ao voto de Luiz Fux - único dos magistrados a pedir a absolvição do ex-presidente. Ele conta como foi feita a definição das penas e o que acontece a partir de agora. Quem desenha os significados políticos e históricos da condenação é Oscar Vilhena. “Tivemos a prevalência da lei sob a barbárie”, diz o professor. Vilhena analisa as pressões internas por anistia e a ameaça externa vinda dos EUA – Donald Trump chamou a condenação de “terrível” e o secretário de Estado americano prometeu resposta à decisão. O professor conclui: “a partir de hoje, quem tem compromisso com a democracia tem que estar mais atento do que nunca”. Depois, Natuza Nery recebe Gustavo Binenbojm para falar dos argumentos jurídicos apresentados por Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. É ele quem sinaliza como os quatro ministros que votaram pela condenação, analisaram “o filme” golpista, enquanto Fux apontou fatos isolados para justificar seu pedido de absolvição.

Rede Geek podcasts
Conversa Com Gigantes - Carlos Eduardo Sedeh da Samm

Rede Geek podcasts

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 64:19


Tivemos o prazer de receber Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, que recentemente integrou a prestadora Samm e construiu uma estrutura de fibra óptica com mais de 7 mil km, cobrindo 161 municípios. Sob sua liderança, a empresa se transformou em um verdadeiro hub de conectividade e data center edge B2B. Além de liderar o setor, o Carlos é vice-presidente da TelComp, influenciando políticas públicas essenciais para o mercado de telecom. Neste episódio, vamos entender como a Samm está conduzindo a expansão regional, integrando tecnologia de ponta (como a parceria com a Equinix), e desenhando um futuro de alta performance para o setor.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Passaporte Orlando
Passaporte Orlando Ep. 252 - Disney Abu Dhabi e Notícias de Julho/2025

Passaporte Orlando

Play Episode Listen Later Jul 31, 2025 167:29


Olá amigos! Vamos lá para mais um episódio de notícias com tudo que rolou nos últimos meses e as próximas novidades dos parques de Orlando. Tivemos muitas notícias e acontecimentos para os amantes de parques temáticos, como o anúncio de um novo parque Disney em Abu Dhabi, fechamentos de atrações clássicas do Magic Kingdom pra […]

Donos da Razão
#316 - Tivemos uma DR no meio da mudança

Donos da Razão

Play Episode Listen Later Jul 9, 2025 44:26


Temos uma novidade: estamos mudando de casa. No meio da nossa arrumação encontramos um jogo de cartas para casal e resolvemos usá-lo pela primeira vez no episódio.

MotherChip - Overloadr
MotherChip #528 - Os eventos de meio do ano e os jogos que se destacaram

MotherChip - Overloadr

Play Episode Listen Later Jun 13, 2025 170:40


Os eventos do meio do ano acabaram. Tivemos a Summer Game Fest, State of Play e Xbox Showcase junto de outras transmissões, como PC Gaming SHoow, Days of the Devs e Latin America Games Showcase. Foi uma batelada de jogos e aqui nesta edição a gente destacou os que mais nos chamaram a atenção, junto de impressões gerais dos eventos.Participantes:Jeje PinheiroHeitor De PaolaAssuntos abordados:04:00 - Impressões dos eventos de meio do ano10:00 - Resident Evil Requiem34:00 - Mudang: Two Hearts36:00 - Final Fantasy Tactics: The Ivalice Chronicles43:00 - Phase Zero45:00 - Lego Voyagers48:00 - At Fate's End50:00 - Felt That: Boxing53:00 - Acts of Blood56:00 - Into the Unwell58:00 - Love Eternal1:01:00 - Relooted1:04:00 - There Are No Ghosts At the Grand1:08:00 - Tire Boy1:11:00 - Hirogami1:16:00 - Big Walk1:19:00 - Eagle Knight Paradox1:22:00 - The Requiem of Shadows1:24:00 - Keeper1:29:00 - Desktop Explorer1:32:00 - Hela1:36:00 - Clockwork Revolution1:41:00 min - Tenet of the Spark1:45:00 - Crisol Theather of Idols1:46:00 - No I'm Not a Human1:50:00 - Your Virtous and Holy Heretic1:52:00 - Is this Seat Taken1:55:00 - My Arms Are Longer Now1:57:00 - Bloodstained the Scarlet Engagement2:01:00 - Dimhaven The Lost Source2:05:00 - Nioh 32:08:00 - Ground Zero2:10:00 - Persona 4 Revival2:16:00 - Sacrifire2:19:00 - Sonic Crossworld2:24:00 - Pragmata2:30:00 - The Bureau of Fantastical and Arcane Affairs2:32:00 - Am I Nima2:33:00 - Prison of Husks2:36:00 - Ministry of OrderLinks citados:- Camise do Overloadr n'As BaratasVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr!Use nosso link de filiado ao fazer compras na Amazon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.