Podcasts about omc

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Notícia no Seu Tempo
Diretor do BC relata vazamentos; ‘Não confiávamos em ninguém'

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 9:37


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (12/08/2026): Em outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará à eleição com candidatos petistas ao governo em 12 unidades federativas, o menor número em todos os ciclos presidenciais com ele à frente desde 1994. Em 2022, foram 13 candidaturas. Em 2002, 25. Neste ano, o PT abriu mão da presença ampla de nomes próprios e montou mais palanques em torno de candidatos aliados, incluindo de siglas do Centrão, como PSD e União Brasil. Aliados de Lula dizem que a estratégia permite atrair alas regionais e esvaziar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Para especialistas, a atual configuração reflete cálculo eleitoral reforçado pela polarização: onde o PT não dispõe de nome competitivo, abre espaço a aliados capazes de fortalecer o palanque presidencial. Política: PT vai com menor força própria em eleições estaduais desde 1994 Economia: Inflação desacelera em julho, mas preço de serviços ainda preocupa Internacional: EUA dizem que seu domínio sobre as Américas não será mais questionado Metrópole: Anac ignorou problemas com a Voepass desde 2020 e puniu inspetor Cultura: Após 34 anos na Alemanha, Alex Flemming volta ao Brasil com exposição sobre guerras e destruiçãoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Boletim Folha
Terremoto na Colômbia derruba prédios e mata mais de cem pessoas

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 4:40


Fachin defende lei sobre salário de juízes e cobra transparência do Judiciário. E China pede para entrar em ação do Brasil contra Estados Unidos na OMC. See omnystudio.com/listener for privacy information.

No pé do ouvido
Terremoto deixa mais de 100 mortos na Colômbia

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 21:42


Hoje, 'No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Abalo chegou a 7,4 na escala Richter e foi sentido em Manaus. Hugo Motta, presidente da Câmara, declara apoio à reeleição de Lula. EUA aceitam discutir tarifaço na OMC. Filme brasileiro é selecionado para o festival de San Sebastián. Meta lança Muse Glimmer, seu novo modelo de código aberto.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícia no Seu Tempo
Governo não tem orçamento para cobrir R$ 105 bi de despesas

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 8:49


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (11/08/2026): Nota técnica da Consultoria de Orçamentos do Senado informa que o governo tem R$ 105,5 bilhões em despesas sem previsão orçamentária para pagamento em 2026, considerando-se gastos programados para o ano e faturas de anos anteriores – os restos a pagar. Os Ministérios da Saúde e da Educação são os mais afetados. Na soma de todas as pastas, o governo tem R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias neste ano (R$ 226,3 bilhões previstos no Orçamento de 2026 e R$ 104,6 bilhões em restos a pagar). Os recursos disponíveis para pagamento, porém, são de R$ 225,4 bilhões, já contabilizado o bloqueio orçamentário em vigor, publicado há 12 dias. Procurado, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que a restrição não é definitiva e pode ser revista para atender a necessidades específicas. Economia: EUA afirmam que estão à disposição para conversar sobre tarifaço Política: Caiado propõe combate a ‘terrorismo doméstico’ e quer Gakiya em ministério Internacional: Terremoto de magnitude 7,4 castiga a Colômbia Metrópole: Canais ilegais no Telegram têm mais de 1 milhão de inscritos Cultura: Rembrandt para ver com lupaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

RW notícias - fique sempre bem informado
Brasil leva tarifaço dos Estados Unidos à OMC

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 3:13


O governo brasileiro acionou a OMC para contestar o tarifaço. Segundo o Brasil, as medidas são discriminatórias, unilaterais e violam compromissos assumidos pelos Estados Unidos na organização. Apesar do pedido de consultas, diplomatas brasileiros não esperam que uma eventual decisão da OMC consiga reverter as tarifas.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.

Rádio Gazeta Online - Podcasts
Boletim Rádio Gazeta Online - 2ª edição (10 de agosto de 2026)

Rádio Gazeta Online - Podcasts

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 3:35


Na segunda edição deste boletim você confere:- Tufão causa enchentes e o cancelamento de quase mil voos em Xangai;- China pede para participar das consultas na OMC contra tarifaço de Trump;- Programa Desenrola Adimplentes começa a operar hoje.O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Beatriz Martins e Maria Eduarda Palermo, do curso de Jornalismo.Escute agora!

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/08/2026 | Michelle Bolsonaro decide disputar o Senado pelo Distrito Federal

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 240:58


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (01): Após desentendimentos com Flávio Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) decidiu disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A confirmação oficial deve ocorrer na convenção do partido, após articulação com Valdemar Costa Neto (PL). Agentes da Polícia Federal trocaram tiros com criminosos que tentavam invadir a área de carga do Aeroporto Internacional de Guarulhos para enviar cocaína à Europa. Os suspeitos abandonaram a droga e fugiram, desencadeando buscas com apoio das polícias Civil e Militar. Com o fim do recesso parlamentar, aliados do presidente Lula (PT) devem pressionar Davi Alcolumbre (União Brasil) para votação da lei de diretrizes orçamentárias. Além do orçamento, governistas preveem embates no Senado sobre o projeto da escala de trabalho 6x1. Em evento em Belo Horizonte, Ronaldo Caiado (PSD) criticou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) por evitarem debates sobre os problemas do país. O pré-candidato afirmou que a polarização desvia o foco das reais demandas da população. O especialista em relações internacionais Igor Lucena analisou no Jornal da Manhã a escalada de conflitos globais e o avanço de um ciclo neorealista entre as potências. O analista também criticou a postura ideológica da política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após reunião de quatro horas com a cúpula do Republicanos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não conseguiu reverter o veto do partido à sua candidatura ao governo de Minas Gerais. O impasse provocou rearticulações políticas no estado e demissões na gestão de Mateus Simões (PSD). A Fifa anunciou a desistência do projeto da Fifa Forward Enterprise, que previa vender participação minoritária dos seus direitos comerciais a investidores privados por US$ 4,2 bilhões. O recuo ocorreu após forte oposição e ameaça de boicote liderada pela Uefa e apoiada por outras confederações. O Republicanos oficializa a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição em São Paulo. O evento reúne aliados da direita e conta com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), além do apoio de 11 partidos. A primeira Feira Literária de Embu das Artes realiza homenagem ao jornalista e radialista Joseval Peixoto no Centro Cultural Mestre Assis. O evento gratuito conta com a presença do prefeito Hugo Prado (Republicanos) e de lideranças locais para celebrar a carreira do comunicador. O pesquisador José Pimenta analisa a decisão do governo Lula (PT) de acionar a OMC contra a sobretaxa de 25% dos EUA. O especialista avalia que a medida funciona como pressão política, mas tem impacto prático limitado na rotina dos exportadores. O cientista político Valdir Pucci analisou a postura dos partidos nas convenções eleitorais. Ele explicou que as legendas têm priorizado a formação de bancadas no Congresso Nacional e adotado cautela antes de fechar alianças com pré-candidatos à Presidência da República. Cerca de 40 mil clientes ainda enfrentam a falta de energia elétrica no Estado do Rio de Janeiro após o forte vendaval de quarta-feira. A demora das concessionárias Light e Enel no restabelecimento do serviço tem provocado prejuízos e protestos de moradores na capital e na Baixada Fluminense. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

METRO TV
Atasi Karhutla, BNPB Siagakan Helikopter Water Bombing & Pesawat OMC - Headline News Edisi News MetroTV 75966

METRO TV

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 1:34


Guna menanggulangi karhutla yang kian masif, Badan Nasional Penanggulangan Bencana (BNPB) memfokuskan Operasi Modifikasi Cuaca (OMC) di wilayah Kabupaten Pulang Pisau dan Kota Palangka Raya. Dua unit helikopter water bombing dan armada pesawat OMC disiagakan secara intensif untuk memancing hujan buatan.

Boletim Folha
Mendonça autoriza investigação de Lulinha sob suspeita de tráfico de influência

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 4:56


Governo Lula diz na OMC que tarifas dos EUA violam regras de comércio internacional. E Uefa aprova boicote à Copa do Mundo em reação a plano da Fifa de vender participação a investidores.See omnystudio.com/listener for privacy information.

PodCast IDEG
Resumo Semanal – 31/07/2026 – Brasil–Argentina, Brasil–EUA, migração, Coreia do Sul, UNESCO e Cisjordânia

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 22:02


Notícia no Seu Tempo
Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 8:27


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (31/07/2026): A pedido da Polícia Federal, o ministro do STF André Mendonça autorizou abertura de inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência no governo por parte do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula (PT). O objetivo do inquérito é investigar se Lulinha vendia acesso ao governo em troca de benefícios financeiros. A suspeita dos investigadores é de tráfico de influência no Palácio do Planalto e no Ministério da Saúde. Lulinha chegou a admitir que viajou a Portugal com despesas pagas por Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para prospectar um negócio de cannabis medicinal. A PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto de “Careca”. A defesa de Lulinha disse considerar “estranha” a investigação, falou em “pesca probatória” e afirmou que o filho do presidente não obteve vantagens por negócios de terceiros com o governo federal Política: Tereza Cristina indica que aceita ser vice de Flávio Bolsonaro Internacional: Imigrantes chegam a nado do Marrocos e invadem cidade espanhola Economia: Aporte de R$ 6,6 bi para BRB pode ser insuficiente, avalia mercado Metrópole: Brasil vai na contramão e casos de aids avançam 20%See omnystudio.com/listener for privacy information.

JORNAL DA RECORD NEWS
Policial aposentado é desarmado e morto pela filha em São Paulo

JORNAL DA RECORD NEWS

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 22:48


Confira no Jornal da Record News desta quinta-feira (30): policial aposentado é desarmado e morto pela filha em São Paulo. Governo pede mediação da OMC após tarifas dos Estados Unidos. E mais: desemprego cai para 5,4% no segundo semestre de 2026.

O Assunto
As armas do Brasil na guerra comercial de Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 36:28


Convidada: Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA). Ao longo de julho, os Estados Unidos anunciaram duas bombas tarifárias contra o Brasil: a primeira de 25%, resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira; a segunda de 12,5%, aplicada contra o Brasil e outros países que, de acordo com o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. O governo brasileiro criticou as medidas e anunciou ações para enfrentar o tarifaço turbinado: na economia interna, prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados; na esfera internacional, levou as sobretaxas para arbitragem da Organização Mundial do Comércio (OMC). Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista a economista Monica de Bolle, que fala diretamente de Washington. Monica analisa que respostas o Brasil pode esperar da OMC e explica outros artifícios que podem ser adotados pelo país: como a Lei de Reciprocidade e até mecanismos legais de retaliação em setores estratégicos para os americanos.

Notícia no Seu Tempo
Inflação vem abaixo do previsto e eleva expectativa de corte de juro

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 8:14


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quarta-feira (29/07/2026): Bancos e analistas passaram a revisar para baixo as previsões para a inflação no ano e reforçaram o indicativo de corte de juros pelo BC, em agosto, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15. O IPCA-15 subiu 0,06% em julho, após avançar 0,41% em junho. Foi a terceira desaceleração do indicador, prévia da inflação “cheia” no mês. O índice acumula alta de 3,51% no ano e, em 12 meses, 4,52%. O resultado ainda está acima do teto da meta perseguida pelo BC, de 4,5%. Analistas dizem que o resultado da inflação pode dar suporte a novo corte da Selic, hoje em 14,25% Dos nove grupos pesquisados, habitação teve a maior variação e o maior impacto, de 0,97% e 0,15 ponto porcentual, respectivamente. Na outra ponta, o grupo alimentação e bebidas registrou a menor variação e o menor impacto, com queda de 0,66%. Política: PSD associa Caiado a Tarcísio e pressiona campanha de Flávio em São Paulo Economia: Trump vai prorrogar decreto de tarifas e sanções ao Brasil Internacional: Terremoto no Japão causa desabamento de shopping, casas e pontes Metrópole: Justiça veta corte de árvores em praça destinada a centro para autistas Cultura: Aos 50 anos de carreira, Djavan é biografado See omnystudio.com/listener for privacy information.

METRO TV
Musim Kemarau Mengancam, Pemerintah Antisipasi Kekeringan & Karhutla - Headline News Edisi News MetroTV 75934

METRO TV

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 1:25


Pemerintah mengantisipasi ancaman kekeringan serta kebakaran hutan dan lahan (karhutla) akibat El Nino yang berhimpit dengan musim kemarau.Berbagai upaya telah disiapkan, termasuk operasi modifikasi cuaca (OMC).

Estadão Notícias
Carlos Andreazza: ‘Lula escolhe Trump como adversário em 2026' | Estadão Analisa

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 58:54


No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 28, Carlos Andreazza fala sobre o presidente Lula e da relação conturbada entre Brasil e EUA. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta segunda-feira, 27, um pedido de consultas aos Estados Unidos no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa do tarifaço imposto por Trump ao País. A decisão foi comunicada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores. O pedido refere-se às duas medidas tarifárias adotadas pelos EUA na semana passada sob a Seção 301 da sua Lei de Comércio de 1974. A primeira, resultante de investigação específica sobre o Brasil, impôs tarifa adicional de 25% ao País. O governo já havia anunciado que acionaria a OMC, que se encontra enfraquecida. Além disso, é estudado o uso da Lei da Reciprocidade — o que não significa, necessariamente, que alguma medida será adotada nesse sentido neste momento. Integrantes da diplomacia ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmaram que o posicionamento foi necessário para que ficasse claro o descontentamento com a medida. A partir de agora, será traçado caminho cuidadoso para identificar formas de aplicação da Lei de Reciprocidade sem que haja riscos para o mercado interno. Além disso, como mostrou o Estadão, o governo Lula quer segurar medidas de reciprocidade até as eleições para não dar palanque ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal desafiante de Lula. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

Resumão Diário
Quaest divulga pesquisas para o governo de MG e PE; Forte terremoto atinge o sul do Japão; Governo do Brasil aciona a OMC contra o tarifaço de Trump; Mega-Sena paga bolada

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 5:55


Quaest em MG: Cleitinho aparece na frente, seguido por Kalil, Patrus e Simões. Quaest em PE: Raquel Lyra tem 43% e João Campos, 37%. Terremoto de magnitude 7,1 atinge Japão, derruba prédios e deixa feridos. Governo Lula aciona OMC contra tarifaço de Trump, diz Itamaraty. Pesquisadora faz vaquinha para bancar parte do doutorado e vira chacota nas redes: 'é a realidade da ciência no país'. Mega-Sena pode pagar R$ 78 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo.

RW notícias - fique sempre bem informado
Brasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos EUA

RW notícias - fique sempre bem informado

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 3:17


Governo brasileiro apresentou um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa é a primeira etapa na busca de uma solução junto ao órgão.

Rádio Gazeta Online - Podcasts
Boletim Rádio Gazeta Online - 2ª edição (28 de julho de 2026)

Rádio Gazeta Online - Podcasts

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 3:17


Na segunda edição deste boletim você confere:- Brasil aciona OMC para contestar tarifaço de Trump;- Gastos de brasileiros no exterior batem recorde no primeiro semestre do ano;- Governo de Omã apresenta proposta de gestão conjunta do Estreito de Ormuz ao Irã. O Boletim Rádio Gazeta Online é um conteúdo produzido diariamente com as principais notícias do Brasil e do mundo. Esta edição contou com a apresentação dos monitores Maria Eduarda Palermo e Thales Faria, do curso de Jornalismo.Escute agora!

Place to Be Nation POP
Video Jukebox Song Of The Day #1093 - "How Bizarre" By OMC

Place to Be Nation POP

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 7:02


Welcome to PTBN Pop's Video Jukebox Song of The Day! Every weekday will be featuring a live watch of a great and memorable music video. On today's episode, Andy Atherton is watching “How Bizarre” by OMC from 1995.   The YouTube link for the video is below so you can watch along! https://www.youtube.com/watch?v=C2cMG33mWVY

Rádio PT
BOLETIM | Governo Lula sustenta falta de justificativa para novo tarifaço dos EUA

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 3:51


Executivo rechaçou os argumentos norte-americanos relativos à proibição de importação relacionadas ao trabalho forçado, destacando que o Brasil é signatário de 66 convenções da Organização Internacional do Trabalho e os EUA, apenas 10. Brasil iniciará trâmites para adotar Lei da Reciprocidade e levará a questão à OMC.Sonora:

O Assunto
O tarifaço de Trump: a negociação e as taxas contra o Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 40:29


Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA). O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

O Antagonista
Análise: Flávio deu de bandeja o discurso da soberania que Lula precisava

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 21:32


Mal o tarifaço foi confirmado, petistas e bolsonaristas passaram a empurrar um para o outro a responsabilidade pela medida, num debate que deve dominar as eleições de 2026.Wilson Lima e Rodolfo Borges analisam por que Flávio Bolsonaro sai politicamente enfraquecido, sobretudo entre o eleitorado independente, apontado pela Quaest como decisivo, e por que Lula, embora seja o responsável formal como presidente, colhe frutos eleitorais da crise.Uma leitura de bastidores sobre a estratégia de Marco Rubio, o tweet que nomeou Lula e o dilema do governo diante da reciprocidade e da OMC esvaziada.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto   de Brasília.     Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.     Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.    Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube.  https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/   Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários!  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #SoberaniaNacional #LulaVsFlávio #AnálisePolítica #PolíticaBrasil #DebatePolítico #Narrativas #BastidoresDaPolítica #Lula #FlávioDino #PodcastBrasil #Notícias #EstratégiaPolítica #Opinião #GeopolíticaNacional

CNN Poder
Tarifaço de Trump vira ativo eleitoral para Lula

CNN Poder

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 51:17


O governo do presidente americano, Donald Trump, confirmou a volta do tarifaço. A notícia é péssima para setores relevantes da economia brasileira. E péssimo para o principal candidato de oposição nas eleições brasileiras deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Primeiro porque seus aliados nos Estados Unidos defenderam a medida como punição ao Brasil pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. E segundo porque Flávio até tentou consertar o erro pedindo que a medida não fosse aplicada. Mas foi ignorado pela Casa Branca. Participam desta edição Caio Junqueira, analista de Política, Thaís Herédia, analista de Economia, Daniel Rittner, diretor editorial de Brasília, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, Roberto Azêvedo, ex-diretor-geral da OMC, e Maurício Moura, professor da Universidade George Washington.

On Strategy
On the Spot with Chris Gallery of Mother and Nick Hirst of Adam&Eve

On Strategy

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 45:42


We talk campaigns from Heinz Ketchup and The New York Times. Chris Gallery is Global CSO at Mother and Nick Hirst is Global Strategy Lead on Mars across OMC at adam&eve, London. Thanks to Tracksuit and System1 for supporting this series.

Market Makers
#382 | TRUMP, CHINA E A GUERRA QUE VAI MUDAR A ECONOMIA MUNDIAL

Market Makers

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 107:32


Trump está desmontando as regras do comércio mundial — e o preço dessa ruptura pode chegar ao Brasil, à economia e aos seus investimentos.Neste episódio do Market Makers, Thiago Salomão e Leopoldo Rosa recebem Roberto Azevêdo, o único brasileiro que já comandou a Organização Mundial do Comércio.Roberto negociou diretamente com Donald Trump, acompanhou de dentro a ascensão da China, os conflitos comerciais entre grandes potências e o enfraquecimento das instituições que organizavam a globalização.A conversa passa por temas como:-Por que Trump e as tarifas mudaram o comércio mundial-O enfraquecimento da OMC e das instituições multilaterais-China, Estados Unidos e a disputa pela nova ordem global-Por que o mundo pode entrar em uma fase mais nacionalista, protecionista e imprevisível-O risco de uma recessão global reorganizar as relações entre países-O verdadeiro peso do Brasil em temas como alimentos, energia, meio ambiente e recursos naturais-A trajetória de Roberto Azevêdo: de engenheiro elétrico a diretor-geral da OMC-Os bastidores de negociações internacionais e da disputa Embraer x BombardierNa sua visão, o Brasil está preparado para ganhar espaço nesse novo mundo ou vai assistir às grandes potências decidirem tudo?Abra sua conta na Binance: https://binance.onelink.me/y874/MMAkersConfira as OFERTAS da Kian: https://oferta.kian.com.br/campanha-marketmakers

James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope Reveals Massive Galaxies, Black Holes, and Star Formation in Early Universe

James Webb Space Telescope

Play Episode Listen Later Jun 27, 2026 8:07


# SEO-Friendly Podcast Episode Description ## James Webb Space Telescope's Latest Discoveries: Galaxy Mergers, Black Holes & Cosmic Mysteries | The Space Cowboy Podcast Saddle up for an exciting journey through the cosmos with The Space Cowboy as we explore the groundbreaking discoveries from the James Webb Space Telescope (JWST). In this episode, we unpack the latest astronomical breakthroughs that are reshaping our understanding of the universe. **Featured Discoveries:**

Sound OFF! with Brad Bennett
Monday 6/22/26 hour 2

Sound OFF! with Brad Bennett

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 37:07


Trying to Talk Soccer, our favorite attorney Chris Dahlberg, birthright citizenship, Iranian soccer ref, metro surge talk with Bob from Duluth, OMC, Iran negotiations, John Coltrane, and more Iran talk...See omnystudio.com/listener for privacy information.

9.56 ABV PODCAST
EP. 280 | CHARCUTERING AROUND WITH OMC

9.56 ABV PODCAST

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 118:35


Join us this week as we sit with content creator OMC! Every time we meet up with the homie OMC better believe we eating good. We snack on a fancy charcuterie board he brought while we talk about content, music, him making an onlyfans, lowriders and much more! Follow him here: https://www.instagram.com/omc956?igsh=eGc4OWRwNTltanJl https://m.youtube.com/@OneManClick/releases?ra=m

Afrique Économie
La difficile mise en application de l'accord de l'OMC pour lutter contre la surpêche

Afrique Économie

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 2:31


Le poisson est la première source de nutrition pour près d'un Africain sur trois. La pêche pourrait représenter plus de 20 millions d'emplois directs et indirects sur le continent d'ici la fin de la décennie. D'où l'importance de protéger les réserves de poissons, aujourd'hui menacées par la surpêche. En 2022, les membres de l'Organisation mondiale du commerce se sont mis d'accord pour mettre fin aux subventions aux pêches les plus nocives. Mais sa mise en œuvre s'avère compliquée… Il aura fallu près de 25 ans de négociations aux membres de l'Organisation mondiale du commerce pour parvenir, en 2022, à un accord sur la fin des subventions à la pêche. En septembre dernier, deux tiers des membres l'ont officiellement ratifié, ce qui a permis son entrée en vigueur. « Historique, souligne la directrice générale adjointe de l'OMC, Jennifer Nordquist. C'est la première fois que nous avons un accord qui se concentre à la fois sur l'aspect économique ET sur la question de l'environnement. L'idée est de lutter contre les subventions néfastes alors que 35 % des réserves mondiales de poissons sont déjà menacées par la surpêche. » Depuis, 120 des 166 membres de l'OMC l'ont adopté, ce qui veut dire qu'ils se sont mis d'accord sur un premier volet concernant l'interdiction des subventions les plus nocives : celles qui, de fait, encouragent la pêche illégale ou non déclarée. Pour aller plus loin, il faudra parler aussi des subventions au carburant ou sur les bateaux, souligne la numéro 2 de l'organisation : « Le chronomètre est lancé, les membres ont 4 ans pour s'entendre sur le deuxième volet de cet accord. En cas d'échec, même la première partie de l'accord pourrait tout simplement disparaître », avertit-elle. À lire aussiMadagascar: à bord avec les Vezo, pêcheurs itinérants menacés par la surpêche « Les pays qui subventionnent fortement la pêche le font au détriment des petits États insulaires » Les négociations se poursuivent donc en coulisses. En attendant, l'OMC aide ses membres à faire respecter l'accord. « Nous avons mis en place un système d'aide financière à destination des économies les moins développées, explique Jennifer Nordquist à RFI. Cela a par exemple permis au Ghana de travailler avec les organisations de pêche locales pour lutter contre la pêche illégale. » Mais les choses ne vont pas assez vite pour le docteur Arvin Boolell, ministre de la Pêche et de l'Économie bleue de la République de Maurice : « Les pays qui subventionnent fortement la pêche le font au détriment des petits États insulaires en développement : cela met une énorme pression sur nos pêcheurs et entraîne l'épuisement des réserves de poissons. C'est pourquoi nous demandons à l'OMC de mettre en œuvre des mesures de suivi et de surveillance. » « Certains aspects du secteur de la pêche ont besoin d'être soutenus » Son homologue et voisin, Wallace Cosgrow, ministre de la Pêche et de l'Économie bleue des Seychelles, voudrait, lui, qu'on prenne mieux en compte les spécificités des États insulaires. « De mon point de vue, certains aspects du secteur de la pêche ont besoin d'être soutenus, particulièrement dans notre cas : quand on parle d'artisans pêcheurs locaux qui contribuent à la sécurité alimentaire de leur communauté », soutient-il. Une aide publique qui, selon lui, n'a pas forcément besoin d'être financière. Cela peut passer par la mise en place d'infrastructures ou une aide logistique à l'échelle locale.  À lire aussiDix choses à savoir sur la surpêche, fléau des océans au fil des siècles

Podcast JR Entrevista
Welber Barral analisa riscos de sanções e o futuro do comércio brasileiro

Podcast JR Entrevista

Play Episode Listen Later Jun 4, 2026 31:25


O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o jurista Welber Barral. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e a disputa tecnológica entre China e Índia no âmbito da OMC.Barral explicou que a inclusão de grupos como o PCC e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras amplia as sanções e cria um “risco sistêmico” para a economia brasileira. Segundo ele, o perigo atinge investidores com relações mesmo que indiretas com essas entidades. “Um investidor estrangeiro, por exemplo, que compre uma empresa no Brasil e essa empresa se abasteça num posto do PCC, ele pode ser processado nos Estados Unidos”, afirmou.O jurista alertou que a medida deve elevar drasticamente os custos de fiscalização, afetando especialmente instituições financeiras e fintechs. “Vai aumentar o custo de compliance, vai aumentar o custo de diligências para comprovar que não há nenhuma relação com essas organizações agora terrorísticas”, disse. Ele lembrou que setores como a mineração são particularmente vulneráveis por ainda carecerem de mecanismos rígidos de controle e transparência.Ao comentar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Barral destacou que a negociação avançou porque a Europa buscou alternativas comerciais às políticas protecionistas de Washington. Ele observou que o agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com a queda imediata de barreiras tarifárias, enquanto o setor industrial nacional deverá se preparar para uma concorrência europeia mais agressiva em áreas como máquinas e equipamentos.Barral também ressaltou sua recente indicação para um painel de arbitragem na OMC (Organização Mundial do Comércio), onde analisará uma disputa entre China e Índia sobre subsídios em carros elétricos e energias renováveis. Para ele, o caso é um marco para a economia do futuro. “A discussão jurídica sobre a validade ou não dessas políticas industriais vai estar em causa e, por isso, vai ser um precedente bastante importante”, declarou.O especialista criticou a lentidão do processo decisório no Brasil, o que pode fazer o país perder oportunidades estratégicas em áreas como a transição energética e a exploração de terras raras. Para Barral, o país precisa de uma estratégia de Estado que supere a polarização política. “Agora é um momento de geoeconomia. É um momento em que a economia se tornou um problema geopolítico”, observou.Ao encerrar a entrevista, o jurista concluiu que o cenário internacional se tornou mais complexo e voltado para a segurança nacional, exigindo que o Brasil profissionalize suas relações externas. “Todo o tema comercial se tornou mais complexo porque ele envolve cada vez mais questões estratégicas”, finalizou, citando que fatores como inteligência artificial e logística marítima agora definem o sucesso das nações.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

Escala en París
Costa Rica: “No permitimos la presencia de militares armados en nuestro territorio”, afirma a RFI el canciller Tovar

Escala en París

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 14:15


El nuevo canciller costarricense, Manuel Tovar, viajó hasta París para participar este miércoles en la reunión ministerial de la OCDE que ha publicado perspectivas económicas alentadoras para Costa Rica, con un crecimiento del 3,5% pese a la coyuntura geopolítica mundial. Manuel Tovar también se refirió a la lucha contra el narcotráfico y a la adhesión a la alianza "Escudo de las Américas" de Donald Trump. Al preguntarle si esta adhesión implica presencia de soldados estadounidenses en territorio costarricense, el ministro fue tajante: "Negativo".  Este año se cumple el quinto aniversario de la entrada de Costa Rica en la OCDE (Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos) con sede en París. Manuel Tovar, que fue representante de Costa Rica ante este organismo, celebra que, pese a la revisión a la baja del crecimiento global por parte de la OCDE del 2'9% al 2'1%, Costa Rica mantenga casi intactas sus perspectivas y siga “liderando las economías OCDE” con unas previsiones para este año del 3,5% del PIB.   Atribuye esta resiliencia a “una política económica consistente” de apertura comercial, atracción de inversión y mejora del clima de negocios, y resume la prioridad económica en “seguir haciendo lo que estamos haciendo, pero hacerlo mejor”, con énfasis en “el desarrollo de capital humano”, porque las empresas llegan por “el capital humano costarricense”. El litigio comercial con Panamá: “Pérdidas millonarias” para el campo Sobre el conflicto con Panamá, califica el cierre del mercado a productos del campo como un proceso que ha causado “mucho dolor a la familia costarricense del sector productivo” y “pérdidas millonarias”, sin “ninguna razón lógica”. Aunque Costa Rica obtuvo un fallo favorable en la OMC, la apelación está bloqueada y el país sigue “en un proceso de diálogo con las autoridades panameñas” para resolver un litigio que “no debería ocurrir entre países y socios hermanos”. El presunto plan de atentado provendría de un grupo “descontento con la política de mano dura” En el ámbito nacional, ante el presunto plan para atentar contra la presidenta, el canciller señala que “lo poco que se sabe” es que provendría de un grupo recluido en la cárcel y “descontento con las medidas de mano fuerte contra el crimen organizado”. El titular de Exteriores escribe la situación como “lamentable, triste y preocupante”, pero espera que sea “un tema aislado, controlado” y “más que una acción ya preparada para ejecutar, una manifestación de descontento”. Respecto al narcotráfico, subraya que Costa Rica “no es un país productor, simplemente es un país que está en el camino” entre el sur y los mercados finales. Plantea que “esto solo se atiende con una cooperación, con un ejercicio colectivo” y que “si no hay demanda, no hay oferta”, por lo que los mercados consumidores “tienen que colaborar conjuntamente”, refiriéndose a Europa y a Estados Unidos. Afirma que el país está “cercándolos” y que “cada vez llega menos droga”, con escáneres en “puertos, aeropuertos, pasos terrestres” para “hacerles la vida más difícil” a las redes criminales. Una nueva cárcel para los narcotraficantes: “un modelo costarricense” Sobre la nueva cárcel, rechaza que copien el modelo Bukele: “No, no estamos construyendo una nueva prisión [para deportados de Estados Unidos]”, sino “una nueva prisión de alta contención” para aislar a los criminales más peligrosos y “limitar el radio de acción para que dejen de delinquir”. Tovar insiste en que es “un modelo costarricense” que toma “buenas prácticas” de otros países, pero “adecuándolo a la realidad costarricense”. El “Escudo de las Américas” de Trump no implica la presencia de soldados Reitera que Costa Rica “es un país sin ejército” y que, aunque participa en iniciativas como el “Escudo de las Américas”, “no permitimos la presencia de militares armados en nuestro territorio”. Preguntado por si esa cooperación implicaría la presencia de soldados estadounidenses en territorio costarricense, su respuesta es tajante: "negativo".  Cualquier funcionario o militar extranjero debe entrar “desarmado” y con aprobación de la Asamblea Legislativa, explica el canciller.  La inseguridad de los exiliados nicaragüenses Sobre los exiliados nicaragüenses, indica que son “aproximadamente 800.000” en un país de 5,3 millones y que “la enorme mayoría” llega buscando “refugio, libertad de expresión” y mejores oportunidades. El canciller reconoce, sin embargo, que Costa Rica tiene “recursos limitados en materia de seguridad” y que algunos se sentirán “más cómodos yendo a vivir a otros países”. La reelección de Chaves no está encima de la mesa Finalmente, sobre la reelección del expresidente Rodrigo Chaves, recuerda que una reforma constitucional es “una posibilidad que la misma Constitución prevé”, pero que hoy no hay mayoría suficiente.  Concluye que “el tema de la reelección (…) no es una prioridad” y que el gobierno está concentrado en “hacer el mejor gobierno posible” bajo la presidenta Laura Fernández: “El futuro lo determinará el futuro mismo”, concluye. #EscalaenParís también está en redes Coordinado por Florencia Valdés, realizado por Robin Cussenod y Hadrien Touraud

Escala en París
Costa Rica: “No permitimos la presencia de militares armados en nuestro territorio”, afirma a RFI el canciller Tovar

Escala en París

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 14:15


El nuevo canciller costarricense, Manuel Tovar, viajó hasta París para participar este miércoles en la reunión ministerial de la OCDE que ha publicado perspectivas económicas alentadoras para Costa Rica, con un crecimiento del 3,5% pese a la coyuntura geopolítica mundial. Manuel Tovar también se refirió a la lucha contra el narcotráfico y a la adhesión a la alianza "Escudo de las Américas" de Donald Trump. Al preguntarle si esta adhesión implica presencia de soldados estadounidenses en territorio costarricense, el ministro fue tajante: "Negativo".  Este año se cumple el quinto aniversario de la entrada de Costa Rica en la OCDE (Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos) con sede en París. Manuel Tovar, que fue representante de Costa Rica ante este organismo, celebra que, pese a la revisión a la baja del crecimiento global por parte de la OCDE del 2'9% al 2'1%, Costa Rica mantenga casi intactas sus perspectivas y siga “liderando las economías OCDE” con unas previsiones para este año del 3,5% del PIB.   Atribuye esta resiliencia a “una política económica consistente” de apertura comercial, atracción de inversión y mejora del clima de negocios, y resume la prioridad económica en “seguir haciendo lo que estamos haciendo, pero hacerlo mejor”, con énfasis en “el desarrollo de capital humano”, porque las empresas llegan por “el capital humano costarricense”. El litigio comercial con Panamá: “Pérdidas millonarias” para el campo Sobre el conflicto con Panamá, califica el cierre del mercado a productos del campo como un proceso que ha causado “mucho dolor a la familia costarricense del sector productivo” y “pérdidas millonarias”, sin “ninguna razón lógica”. Aunque Costa Rica obtuvo un fallo favorable en la OMC, la apelación está bloqueada y el país sigue “en un proceso de diálogo con las autoridades panameñas” para resolver un litigio que “no debería ocurrir entre países y socios hermanos”. El presunto plan de atentado provendría de un grupo “descontento con la política de mano dura” En el ámbito nacional, ante el presunto plan para atentar contra la presidenta, el canciller señala que “lo poco que se sabe” es que provendría de un grupo recluido en la cárcel y “descontento con las medidas de mano fuerte contra el crimen organizado”. El titular de Exteriores escribe la situación como “lamentable, triste y preocupante”, pero espera que sea “un tema aislado, controlado” y “más que una acción ya preparada para ejecutar, una manifestación de descontento”. Respecto al narcotráfico, subraya que Costa Rica “no es un país productor, simplemente es un país que está en el camino” entre el sur y los mercados finales. Plantea que “esto solo se atiende con una cooperación, con un ejercicio colectivo” y que “si no hay demanda, no hay oferta”, por lo que los mercados consumidores “tienen que colaborar conjuntamente”, refiriéndose a Europa y a Estados Unidos. Afirma que el país está “cercándolos” y que “cada vez llega menos droga”, con escáneres en “puertos, aeropuertos, pasos terrestres” para “hacerles la vida más difícil” a las redes criminales. Una nueva cárcel para los narcotraficantes: “un modelo costarricense” Sobre la nueva cárcel, rechaza que copien el modelo Bukele: “No, no estamos construyendo una nueva prisión [para deportados de Estados Unidos]”, sino “una nueva prisión de alta contención” para aislar a los criminales más peligrosos y “limitar el radio de acción para que dejen de delinquir”. Tovar insiste en que es “un modelo costarricense” que toma “buenas prácticas” de otros países, pero “adecuándolo a la realidad costarricense”. El “Escudo de las Américas” de Trump no implica la presencia de soldados Reitera que Costa Rica “es un país sin ejército” y que, aunque participa en iniciativas como el “Escudo de las Américas”, “no permitimos la presencia de militares armados en nuestro territorio”. Preguntado por si esa cooperación implicaría la presencia de soldados estadounidenses en territorio costarricense, su respuesta es tajante: "negativo".  Cualquier funcionario o militar extranjero debe entrar “desarmado” y con aprobación de la Asamblea Legislativa, explica el canciller.  La inseguridad de los exiliados nicaragüenses Sobre los exiliados nicaragüenses, indica que son “aproximadamente 800.000” en un país de 5,3 millones y que “la enorme mayoría” llega buscando “refugio, libertad de expresión” y mejores oportunidades. El canciller reconoce, sin embargo, que Costa Rica tiene “recursos limitados en materia de seguridad” y que algunos se sentirán “más cómodos yendo a vivir a otros países”. La reelección de Chaves no está encima de la mesa Finalmente, sobre la reelección del expresidente Rodrigo Chaves, recuerda que una reforma constitucional es “una posibilidad que la misma Constitución prevé”, pero que hoy no hay mayoría suficiente.  Concluye que “el tema de la reelección (…) no es una prioridad” y que el gobierno está concentrado en “hacer el mejor gobierno posible” bajo la presidenta Laura Fernández: “El futuro lo determinará el futuro mismo”, concluye. #EscalaenParís también está en redes Coordinado por Florencia Valdés, realizado por Robin Cussenod y Hadrien Touraud

CNN Poder
Postura de Trump vira presente eleitoral para Lula

CNN Poder

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 55:14


O governo americano, através do secretário de Estado Marco Rubio, disse que o Brasil não é um país amigo dos Estados Unidos. E daí? Que diferença faz? Os EUA estão ameaçando impor tarifas extras ao Brasil. Também como forma de atacar um meio de pagamento – o Pix – que os americanos acham que é concorrência desleal a empresas deles. Além do âncora da CNN William Waack, participam desta edição Thaís Herédia, analista de Economia, Caio Junqueira, analista de Política, Daniel Rittner, diretor editorial de Brasília, Lourival Sant'Anna, analista de Internacional, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC, e Rafael Favetti, sócio da Fatto Inteligência Política.

PodCast IDEG
Atualiza e Revisa #27 - Carne brasileira na China: Barreiras, Tarifas e Neoprotecionismo

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later May 26, 2026 16:01


O comércio internacional nunca é apenas sobre oferta e demanda. No sistema internacional contemporâneo, tarifas, barreiras sanitárias e fluxos de commodities também funcionam como instrumentos de poder, proteção econômica e pressão diplomática. Neste episódio do Atualiza e Revisa, Luiza Bringel analisa o avanço das exportações brasileiras de carne bovina para a China, a nova política tarifária chinesa e os embargos sanitários aplicados a frigoríficos brasileiros em 2026. Mais do que discutir agronegócio, o episódio mostra como comércio, geopolítica, OMC e diplomacia econômica estão profundamente conectados. Você vai entender: • Como funciona o sistema de cotas tarifárias imposto pela China à carne bovina brasileira • A diferença entre barreiras tarifárias, barreiras não-tarifárias e instrumentos de defesa comercial • O que são medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS/MSF) e por que elas geram disputas na OMC • A distinção entre os acordos SPS e TBT da Organização Mundial do Comércio • O conceito de neoprotecionismo e o uso político do sanitarismo no comércio global • Como a dependência do mercado chinês expõe vulnerabilidades estruturais da pauta exportadora brasileira • O papel da COSBAN, do MAPA e da diplomacia comercial brasileira nas negociações com Pequim • Como o tema se conecta à reprimarização da economia e à assimetria comercial Brasil-China Além disso, o episódio conecta comércio internacional, política externa brasileira, economia política internacional e geografia agrária, sempre com foco no nível de aprofundamento exigido pelo Instituto Rio Branco.

Yadnya Investment Academy
Daily Stock Market News(26-May-2026): Fuel Hikes, Rupee Recovers & US-Iran Deal

Yadnya Investment Academy

Play Episode Listen Later May 26, 2026 15:55


#stockmarket #finance #investing #usiran #crudeoil #rupee #olaelectric #reit #copper #ai #samsung #petrolprice #rbi #trade #businessnewsCatch today's market updates! US and Iran play down imminent deal hopes as Iran demands $12B in frozen assets. In India, the rupee recovers to 95.23/$, and OMC daily losses shrink to ₹600 crore after recent fuel price hikes. We also cover Hindalco's push to end copper imports, Ola Electric's sharp Q1 sales rebound, South Korea's AI wealth warning, and record Q4 distributions by Indian REITs.https://shorturl.at/gM97lHow to Use Artificial Intelligence for Investing - Combo of 5 ebooks00:00 Start01:19 US-Iran Peace Deal Delayed04:53 South Korea Flags AI Wealth Gap06:20 India-US Trade Deal Nears06:46 Indian Rupee Recovers Slightly07:32 Fuel Hikes Trim OMC Losses08:30 Government Accelerates Mine Auctions09:18 India to End Copper Imports10:17 Indian REITs Distribute ₹2,566 Cr10:57 Ola Electric Sees Q1 Rebound11:14 Hitachi Energy Results12:35 Knowledge Section

Talkin' Rock With Meltdown Podcast
Geoff Tate Drops Operation Mindcrime 3

Talkin' Rock With Meltdown Podcast

Play Episode Listen Later May 5, 2026 14:22


Operation Mindcrime is considered a masterpiece by rock fans. Geoff dropped OMC 2 a few years back, and now the completion of the story with Operation Mindcrime 3, which came out Sunday. I had a chance to catch up with him before he plays Saint Andrew's Hall in Detroit on May 9th. What's it like to drop a new album nowadays? How many people had their hands in this project, helping him? He explained how he wrote the songs and how he let some of them marinate for months while he tweaked them to perfection. I also asked him about hiring fairly unknowns to tour with him to bring this music to the fans. "We'', I like to surround myself with people that I like." He went on, "I never want to be in a situation where you're working with people because of contacts." I can understand that. He also talked about touring and keeping his voice in top shape. Enjoy! MeltdownSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

Les Experts
Les Experts : Hausse des taux, alerte sur l'immobilier - 31/03

Les Experts

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 27:15


Ce mardi 31 mars, l'état actuel du marché du crédit immobilier, ainsi que la 14ème Conférence ministérielle de l'Organisation mondiale du commerce qui s'est tenue ce week-end à Yaoundé, ont été abordés par Dorothée Rouzet, cheffe économiste de la direction générale du Trésor, Ronan Le Moal, fondateur d'Épopée Gestion, et Clémentine Gallès, cheffe économiste et stratégiste chez Société Générale Private Banking, dans l'émission Les Experts, présentée par Raphaël Legendre sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au vendredi et réécoutez la en podcast.

La chronique de Benaouda Abdeddaïm
Annalisa Cappellini : Menacée par Trump, l'OMC joue sa survie - 27/03

La chronique de Benaouda Abdeddaïm

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 3:32


Ce vendredi 27 mars, la question visant à savoir si l'OMC est encore vivante à cette époque de guerres commerciales, a été abordée par Annalisa Cappellini dans sa chronique, dans l'émission Good Morning Business, présentée par Laure Closier, sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au vendredi et réécoutez la en podcast.

Noticentro
Reactivan subsidio al diésel; Magna y Premium siguen sin apoyo

Noticentro

Play Episode Listen Later Mar 14, 2026 1:37 Transcription Available


Red de Centros LIBRE para mujeres crecerá a más de mil espaciosSheinbaum propone embajador de México ante la OMCMás información en nuestro Podcast

Focus economia
Riparte il valzer dei dazi

Focus economia

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026


Si riaccende la tensione commerciale globale dopo la decisione della Corte Suprema americana sui dazi: Donald Trump rivendica nuovi margini di manovra e minaccia tariffe ancora più elevate contro i Paesi accusati di pratiche commerciali scorrette, sostenendo di non dover tornare al Congresso per ottenere nuove autorizzazioni. L'amministrazione Usa intende mantenere l'impianto dei dazi già esistenti, riformulandone però la base giuridica per evitare rimborsi alle imprese esportatrici straniere. A Bruxelles cresce l'incertezza: la Commissione europea chiede chiarimenti a Washington sulla possibile introduzione di dazi del 15% per cinque mesi e valuta le contromosse, mentre secondo indiscrezioni l'Ue sarebbe pronta a controdazi fino a 93 miliardi di euro. Anche il Parlamento europeo ha rinviato il voto sull'accordo commerciale Ue-Usa siglato la scorsa estate in Scozia, in attesa di capire le reali intenzioni americane. Intanto il ministro degli Esteri Antonio Tajani, riunito con i partner del G7 commercio, ha discusso a Bruxelles sicurezza delle materie prime critiche e preparazione della ministeriale OMC di Yaoundé, in un contesto internazionale segnato da forte incertezza commerciale e crescente rischio di escalation tariffaria. Trattiamo il tema con Alessandro Plateroti, Direttore editoriale UCapital.com e con Lucio Miranda, Presidente e fondatore di ExportUSA.Confindustria, peggiora lo scenario. Ma per Confcommercio la ripresa si sta consolidandoPeggiora lo scenario economico italiano a inizio 2026 secondo la Congiuntura Flash del Centro studi Confindustria: export e consumi continuano a frenare l'industria, mentre gli investimenti legati al Pnrr hanno sostenuto il Pil nel quarto trimestre 2025 (+0,3%). A gennaio migliorano la fiducia delle famiglie e la dinamica dei servizi, ma la produzione industriale resta fragile e volatile, penalizzata dalla debolezza della domanda interna ed estera e dall'effetto di un dollaro più svalutato. I costi energetici restano elevati, anche se il decreto energia potrebbe ridurli sensibilmente per imprese e famiglie se approvato dalla Commissione Ue. Tornano a salire i costi del credito per le imprese, mentre restano positivi i segnali sugli investimenti in macchinari. L'export mostra andamenti irregolari e una riconfigurazione geografica degli scambi, trainati soprattutto dal farmaceutico verso gli Stati Uniti e dai metalli verso la Svizzera. I consumi restano deboli, con vendite al dettaglio in calo a fine 2025, anche se a inizio anno crescono le immatricolazioni di auto e migliora leggermente la fiducia delle famiglie. Confcommercio vede invece segnali di consolidamento della ripresa grazie a un'inflazione contenuta - stimata all'1,1% annuo a febbraio - che potrebbe sostenere redditi e fiducia. La domanda cresce soprattutto nei servizi di comunicazione, nella cura della persona e nei consumi legati alla casa e al turismo, mentre restano deboli alimentari e mobilità. Il commento è di Alessandro Fontana, direttore del Centro studi di Confindustria.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 20/01/2026 | Tensão entre EUA e União Europeia

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 240:43


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (20): A União Europeia se reúne nesta quinta-feira (22) para discutir as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas a países europeus que se oponham aos planos americanos envolvendo a Groenlândia. Mais tropas da Dinamarca chegaram à Groenlândia na noite desta segunda-feira (19), enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforça seu desejo de anexar o território. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, quer encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). O objetivo da reunião com as cúpulas do Legislativo é destravar a tramitação do texto da PEC da Segurança Pública. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) entrou com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra o ministro do STF Dias Toffoli. O parlamentar questiona a atuação do magistrado no inquérito que apura uma suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master, levantando suspeitas de possível conflito de interesse. Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta terça-feira (20), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que os ataques na Ucrânia precisam acabar e reforçou a posição da União Europeia em defesa do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses como forma de pressionar o presidente Emmanuel Macron a aderir ao chamado “Conselho da Paz”, iniciativa proposta por Trump para a resolução de conflitos globais. A oposição no Senado atingiu, nesta segunda-feira (19), 42 assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a finalidade de investigar o caso do Banco Master. O requerimento, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), tem o apoio de mais da metade do Senado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que “a economia não vai derrotar nem eleger” nenhum candidato, ao comentar o peso dos indicadores econômicos na disputa eleitoral de 2026. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o sistema multilateral criado após a Segunda Guerra Mundial passa por um processo acelerado de erosão. Em entrevista após visita à China, Carney avaliou que organismos como FMI, Banco Mundial e OMC perdem influência, enquanto surge uma nova ordem internacional baseada em acordos setoriais entre países e blocos, com menor protagonismo dos Estados Unidos. Segundo ele, o cenário aponta para mudanças profundas na governança global, no comércio e nas relações diplomáticas. O Tribunal Superior Eleitoral propôs uma mudança relevante na interpretação das regras eleitorais ao indicar que críticas a governos, mesmo com impulsionamento pago, não devem ser consideradas propaganda eleitoral antecipada negativa, desde que não façam menção direta ao processo eleitoral ou a candidatos. A proposta sinaliza uma possível guinada no entendimento do TSE, já que a legislação atual proíbe o impulsionamento de propaganda negativa. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

O Assunto
O acordo UE-Mercosul, e como fica o Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 34:38


Convidado: Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da OMC e presidente da 9G Consultoria. A primeira ata de um acordo entre União Europeia e Mercosul foi assinada em 1995. Depois de várias tentativas e três décadas de negociações, os países da Comissão Europeia deram sinal verde para um acordo final entre os dois blocos. A expectativa é de que a assinatura final seja no próximo sábado, 17 de janeiro. Um tratado histórico, a partir do qual nasce a maior zona econômica do mundo. O pacto envolve 27 países da União Europeia e 4 países do Mercosul, entre eles o Brasil. Juntos, os países envolvidos respondem por 25% de toda a riqueza produzida no planeta. Trata-se de um mercado de 720 milhões de consumidores. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Roberto Azevêdo, brasileiro que participou diretamente das negociações iniciadas ainda na década de 1990. Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Azevêdo responde o que destravou o acordo neste momento e como o Brasil, e os brasileiros, vão ser afetados. Para ele, que dirigiu a OMC entre 2013 e 2020, trata-se de um acordo “ganha-ganha” entre as duas partes. Azevêdo responde também o que muda, na prática, para o agronegócio brasileiro e para os consumidores do país. Por fim, ele avalia como esta é uma chance de o Brasil se reposicionar no comércio mundial.

Meio Ambiente
Entenda o novo mecanismo da UE para taxar emissões de CO2, que abalou a COP30 em Belém

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 5:29


A entrada em vigor de um novo sistema de controle de emissões de gases de efeito estufa dos produtos importados pelos países europeus, com um imposto compensatório, coloca lenha no debate sobre a ambição climática virar instrumento de protecionismo disfarçado. O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM, na sigla em inglês), adotado há dois anos pela União Europeia, passou a operar neste 1º de janeiro de 2026, após uma fase de implementação. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O instrumento passa a taxar as importações de bens industriais altamente emissores de CO2, como aço, alumínio, cimento e fertilizantes, entre outros, quando já não são precificados no país exportador. Este é o caso da maioria das nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, que ainda não dispõem de seus próprios mecanismos para medir e taxar o carbono – instrumentos complexos e onerosos. A perspectiva de entrada em vigor do CBAM foi um dos principais focos de bloqueio da Conferência do Clima de Belém (COP30), depois de causar tensões ao longo do ano entre os europeus e potências emergentes, como China e Índia, grandes produtoras de matérias-primas. Os países do Brics “rechaçaram medidas protecionistas unilaterais, sob pretexto de preocupações ambientais”. “Não dá para definir como um mecanismo só bom para o clima, ou só protecionista. Acho que ele é as duas coisas”, avalia o advogado Lucas Biasetton, especialista em regulações climáticas internacionais. “Mas sempre que a União Europeia impõe alguma nova normativa, ocorre o que chamamos de “efeito Bruxelas”: acaba tendo efeitos indiretos em outros países que se espelham nas normas europeias. Aqueles que exportam para a União Europeia terão que se adaptar e entender que o custo do carbono vai passar a ser considerado.” Passo seguinte do mercado europeu de CO2 A UE argumenta que o CBAM, integrante do plano Fit for 55 de descarbonização do bloco, representa o próximo passo de seu mercado de emissões (EU ETS), pelo qual as indústrias já pagam pelo carbono gerado em suas atividades . O sistema existe há 20 anos, mas previa isenções a alguns dos setores industriais mais emissores. Essas gratuidades agora serão progressivamente canceladas. O novo mecanismo vai aplicar progressivamente aos produtos importados o mesmo preço do CO2 emitido que os europeus já pagam ou passarão a pagar no mercado interno. Também visa evitar o “vazamento de carbono”, ou seja, que as empresas passem a produzir em países onde as regras de emissões são mais brandas. Pierre Leturcq, diretor do programa Desafios Globais do Instituto de Políticas Ambientais Europeias (IEEP), em Bruxelas, salienta que o CBAM vai atingir principalmente as fabricantes do próprio bloco. “Teremos a diminuição das isenções para as indústrias mais poluentes da União Europeia, só que algumas delas são grandes emissoras de CO2 e estão, ao mesmo tempo, muito expostas ao comércio internacional. O aumento do preço do carbono das importações é uma consequência disso”, explica. “Os estudos feitos pela Comissão Europeia mostram que o maior impacto será na própria União Europeia, tanto no preço do carbono, quanto na redução de emissões. No exterior, estes impactos serão marginais.” O mecanismo, inédito no mundo, expõe os limites das instituições multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para lidar com questões relacionadas às finanças climáticas. Em novembro, a presidência brasileira da COP30 instituiu um Fórum Integrado de Clima e Comércio para tentar impulsionar discussões formais entre os países, na tentativa de equilibrar as transações entre, de um lado, nações desenvolvidas que aplicam políticas climáticas cada vez mais restritivas e, de outro, economias que ainda estão se desenvolvendo. Mas a adesão a este novo instrumento, que se soma a outros já existentes, é incerta. “O CBAM não é uma medida ideal, mas é a medida possível, na ausência de acordos setoriais e plurilaterais de redução de emissões para o aço ou o alumínio. Sequer temos um preço mundial do CO2 e provavelmente nunca teremos, porque, para muitos países do mundo, não faz sentido taxar o carbono”, observa Leturcq. Recursos ficarão na UE As críticas ao mecanismo ocorrem num contexto em que o financiamento para as medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa e de adaptação às mudanças do clima nos países pobres continua insuficiente. Ao mesmo tempo, as receitas do novo imposto europeu, estimadas em € 1,4 bilhão por ano, serão incluídas no orçamento do próprio bloco, e não direcionadas a promover a economia de baixo carbono nos países menos desenvolvidos. “Para que o mecanismo seja compatível com o direito internacional e em particular com o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre os países ricos e pobres, ele não pode ser um instrumento para financiar o orçamento europeu. Nós defendemos que os recursos sejam automaticamente direcionados a fundos internacionais de descarbonização”, alega o pesquisador do IEEP. A adaptação ao sistema não é fácil nem para os europeus: o cálculo das emissões é sofisticado e exige dados complexos, para os quais podem ser necessárias infraestruturas específicas. A capacidade de absorver este impacto é desigual entre os países mais e menos avançados, assim como entre as pequenas, médias e grandes empresas. A Comissão Europeia alega que o objetivo do mecanismo é estimular as cadeias altamente emissoras a acelerarem a descarbonização do processo produtivo, inclusive no exterior. Mas a adoção do imposto preocupa os países com forte dependência das exportações para a União Europeia – como Moçambique, que tem o bloco como destino de 85% do seu alumínio. Pierre Leturcq chama a atenção para o risco de a medida se tornar uma variável de ajuste comercial entre a UE e seus parceiros internacionais – um desvio que abalaria a credibilidade do bloco na agenda climática. “É preocupante que a Comissão Europeia deixe a porta aberta para um desligamento entre a adoção progressiva do CBAM e o ritmo da redução das isenções dentro do bloco. Isso é muito importante para que o mecanismo seja, de fato, uma medida climática”, frisa. “Ele não pode ser transformado em mera tarifa aduaneira para proteger as indústrias europeias. Isso seria catastrófico.” Empresas já se adaptam à precificação do CO2 Um relatório publicado em dezembro pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a Climate Finance Asia verificou que grandes empresas de países emergentes expostas ao CBAM já se mobilizam para se adaptar, promovendo transformações tecnológicas que reduzam o seu impacto ambiental. O caso da Petrobras, que implementou um preço interno de carbono para orientar decisões de investimentos, é mencionado. Com o novo mecanismo, a Europa também quer impulsionar a formalização dos dispositivos nacionais de precificação e comércio de carbono. No Brasil, uma das críticas é que o CBAM utiliza metodologias de cálculo próprias já consolidadas no bloco, mas que não necessariamente correspondem à realidade de outros continentes, com configurações climáticas distintas. O potencial de armazenamento de CO2 no solo em países tropicais, por exemplo, é subestimado. Além disso, na impossibilidade de os exportadores oferecerem números confiáveis e equivalentes, a UE adota valores conservadores de emissões – ou seja, produtores estrangeiros podem ser considerados mais poluentes do que de fato são, mas não conseguem comprovar. Brasil quer acelerar mercado regulado de carbono No caso brasileiro, os exportadores terão dificuldades para atestar que utilizam matriz elétrica limpa e poderão ser penalizados. “Esse é o grande problema brasileiro: a energia limpa que a gente produz simplesmente não importa para o volume de emissões que é calculado no Cbam”, destaca Lucas Biasetton. “É natural que, no futuro, quando o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões estiver mais consolidado e as empresas começarem a pagar por certificados de emissões, o Brasil pense em formas de fazer com elas não sejam prejudicadas neste cálculo. Mas isso ainda vai levar tempo.” Em um momento de profunda crise do multilateralismo, o risco de protecionismo climático e a criação de “clubes de carbono”, em que blocos de países com regras e tarifas climáticas próprias comercializam entre si, são preocupações reais, avalia o advogado brasileiro.  “A União Europeia desenhou esse instrumento de uma forma muito unilateral. Alguns países estão começando a criar um imposto de exportação do carbono, para que essa receita fique no seu próprio país. A Índia está em discussões avançadas nesse sentido”, afirma. “Acho que o Cbam é uma consequência natural da decisão da UE de ter um sistema de comércio de emissões, mas o momento em que ele vem é realmente muito ruim e a forma como ele foi construído é muito questionável”, constata Biasetton.

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COMO O MOVIMENTO DE TRUMP MUDA A POLÍTICA NOS EUA | Magna Carta por Ricardo Gomes

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Um panorama direto sobre como a New Left americana e as mudanças econômicas trazidas pela China reconfiguraram a direita nos EUA — do legado Reagan–Friedman ao MAGA/America First. O vídeo aborda: a virada cultural nas universidades, o debate “woke” x valores tradicionais, imigração, desindustrialização, tarifas, e o novo arranjo do Partido Republicano sob Donald Trump. Também compara EUA e Europa, discute os impactos do ingresso da China na OMC, o papel do bipartidarismo e por que a política americana “mudou de eixo” desde o pós-Guerra Fria. __________ Precisa de ajuda para assinar? Fale com nossa equipe comercial: https://sitebp.la/yt-equipe-de-vendas Já é assinante e gostaria de fazer o upgrade? Aperte aqui: https://sitebp.la/yt-equipe-upgrade

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Agricultura y Conagua facilitan regularización de permisos de riego  Operativo Caudal recupera 198 millones de litros de agua robada en Ecatepec  Senado de EU aprueba mantener financiamiento del Gobierno hasta enero  Más información en nuestro podcast

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SEP impulsa respeto a la identidad de género en escuelas

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Les Experts : Euro, protecteur ou faussoyeur de la France ? - 08/10

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Ce mercredi 8 octobre, l'importance de la protection de la France par l'euro, ainsi que l'alerte de l'OMC concernant un recul du commerce mondial de marchandises, ont été abordées par Sylvie Mathérat, économiste, senior advisor du cabinet de conseil et d'audit Mazars, Guillaume Dard, président de Montpensier Arbevel, Stéphane van Huffel, fondateur de SVH Conseil, et Markus Kerber, avocat et professeur de finances publiques à Berlin, dans l'émission Les Experts, présentée par Raphaël Legendre sur BFM Business. Retrouvez l'émission du lundi au vendredi et réécoutez la en podcast.

Chutando a Escada
Brasil sob sanções

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Com tarifaço, vistos como arma e ameaça de novas sanções de Washington, o Brasil virou peça-chave da geopolítica de Trump. Converso com Henrique Menezes (UFPB/INEU) sobre como o tarifaço é uma sanção econômica, o triplo enquadramento (bilateral–regional–global), os impactos no comércio (-18% em agosto), e a resposta via BRICS e OMC. Entenda por que 2026 entrou no radar da política externa norte-americana. The post Brasil sob sanções appeared first on Chutando a Escada.