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Tudo o que sabemos ainda é muito pouco para a dimensão da palavra, porque somos humanos e frágeis, mas antes de tudo, sós. Escute o episódio da semana. Obrigado.
A encenadora, actriz e escritora brasileira Carolina Bianchi regressou ao Festival de Avignon para estrear “Uma Luz Cordial”, o último capítulo da "Trilogia Cadela Força" aqui iniciada em 2023. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também à "expressão do prazer", conta-nos a artista que neste espectáculo confronta o público com “o enigma” que atravessa a peça e que envolve teatro, literatura e sexualidade. Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo vão também fazer dois dias de maratona teatral de 10 horas com as três peças seguidas da trilogia, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”. Carolina Bianchi encerrou a trilogia iniciada em Avignon com “Uma Luz Cordial”, um espectáculo que leva para o palco a violência do acto de escrever e o mistério da sua própria sexualidade. Esta é “uma luz atrelada à expressão da violência”, mas também “à expressão do prazer”, conta-nos a artista que foi buscar o título da peça a um poema que lhe é fundamental: “My Life Had Stood a Loaded Gun”, de Emily Dickinson, em que a imagem de uma arma carregada lhe evoca o potencial explosivo de uma poeta a escrever. Além do novo espectáculo, Carolina Bianchi e a sua companhia Cara de Cavalo retomam toda a trilogia nesta 80ª edição do Festival de Avignon e o público poderá ver, no mesmo dia, “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” [que a revelou aos palcos europeus e com o qual conquistou o Leão de Prata da Bienal de Veneza em 2025], “The Brotherhood” e “Uma Luz Cordial”. A maratona teatral de 12 e 13 de Julho, na Opéra Grand Avignon, dura diariamente cerca de dez horas, um gesto movido pelo desejo de “aventura total”, em referência à "obra de arte como aventura total” do artista Alberto Greco, de quem também fala em palco. “A Noiva e o Boa Noite Cinderela”, o primeiro capítulo, arrasta o público para o inferno das violações e dos feminicídios. “The Brotherhood”, o segundo capítulo, mergulha-nos nas alianças masculinas que têm dominado a história da arte e do teatro e verbaliza o fascínio por esses mestres da arte e da violência. Agora, “Uma Luz Cordial”, o terceiro capítulo, tenta fintar a brutalidade da criação artística e faz a literatura irromper em todo o espaço cénico. Diluem-se novamente fronteiras entre teatro e poesia, entre ficção e real, entre autor e alter ego. Carolina Bianchi vai desaparecendo de cena para reaparecer “nas vozes” de autoras como Hilda Hilst e Emily Dickinson. Não se pense que este último capítulo vem curar alguma dor porque, ela avisa em palco, “a dor não passa” e “não há salvação”. Há, no entanto, uma luz ao fundo do túnel, a tal “luz cordial”, ainda que corresponda ao disparo de uma arma no poema “My Life Had Stood a Loaded Gun”. O teatro radical de Carolina Bianchi, que deixa enigmas e não dá respostas, que leva para o palco a complexidade e a perplexidade do mundo, que leva à tona tanto a parte maldita quanto a parte poética da criação, está no Festival de Avignon até 12 de Julho. RFI: Como é que nos pode apresentar este terceiro capítulo que fecha a trilogia “Cadela Força”? Carolina Bianchi, Autora e encenadora da trilogia teatral “Cadela Força”: “Uma Luz Cordial é um trabalho que vai na direcção da escrita, sobre o acto de escrever. Então, ele é, na verdade, eu me colocando ali também, nesta travessia deste espectáculo, como a escrita em si, o meu corpo está muito mais fora de cena do que nos outros trabalhos da trilogia. Acho que também tem essa questão: a de uma escritora que está desaparecendo, que está se tornando pura escrita. Por tocar nesse assunto da escrita, acho que forma um triângulo muito importante com outras duas coisas, que é a imaginação e a sexualidade. Aí, para mim, surge uma equação do enigma desta terceira parte, que é o que atravessa este último capítulo, estas três palavras que não se conseguem mais dissociar, a escrita também como uma possível expressão da sexualidade e é não só falar sobre a sexualidade, mas a escrita como expressão de uma sexualidade. Acho que, sobretudo, é também muito importante dizer: a literatura como forma de prazer.” Há uma poesia de Emily Dickinson essencial na peça, que fala em "uma luz cordial" em que "a arma tem o poder de matar, mas não de morrer". Por que chamou ”Uma Luz Cordial” ao terceiro capítulo? “Esse é o meu poema preferido da vida. Emily Dickinson traz uma possibilidade de ler esse poema - porque é o que eu digo também no trabalho: é difícil chegar a uma conclusão sobre como analisar um poema de Emily Dickinson. E essa é a coisa mais bonita sobre essa autora, que trabalha com enigmas, com espaços de puro mistério na sua escrita, na sua poesia. Acho que essa imagem de uma arma carregada que, para mim, pode ser a imagem da poeta a escrever, é uma das imagens mais bonitas que a poesia já trouxe para o meu imaginário. Aí vem essa frase ‘Uma luz cordial' que está no poema e ela essa sentença para descrever o momento do disparo da arma. Então, o tempo todo ela está trazendo nesse poema esses dois lados de uma arma que também é uma arma que é uma expressão de violência e, ao mesmo tempo, quando o disparo é descrito como uma luz cordial isso também traz outra imagem sobre essa arma, que é uma imagem de vida, uma imagem de sorriso, uma imagem de prazer, uma imagem de iluminação que é muito forte.” Em “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” a principal inspiração era a artista italiana Pippa Bacca, violada e assassinada em trabalho. Em “The Brotherhood”, inspirava-se também na dramaturga Sarah Kane que dizia que “não há amor sem violência” e que explorava os temas do amor e da violência. Agora, as suas musas são Hilda Hilst e Emily Dickinson. Porquê falar através da voz destas artistas mulheres e porquê levar de forma tão franca a literatura para o teatro? “Tem uma coisa que eu acho que é importante dizer. A Pippa Bacca, para mim, ela não foi tanto uma inspiração como a minha relação com a Sarah Kane, talvez com outras dessas autoras. Acho que a Pipa Baca tinha uma coisa ali de um mistério do qual eu precisava, era quase a atracção de um detective que eu acho que é um pouco diferente. Nestes dois outros trabalhos, quando Sarah Kane aparece, quando vem a Emily, a Hilda e outras vozes também, para mim tem um aspecto de um encontro que é um encontro onde você se sente pertencente a um lugar ou onde você tenta pertencer a um lugar onde encontra essas outras autoras, onde você se sente menos sozinha, onde você tem um lugar onde se reconhece numa história. Acho que isso acontece muito com a Sarah Kane na ‘Brotherhood', alguém que fez espectáculos extremamente violentos, que sofreu também muitas consequências, boas e ruins, dessa dramaturgia sem concessões que ela fazia. Agora, nesta terceira, o ponto onde a coisa ainda fica mais profunda é a questão de elas serem alter egos. Quando eu falo dessa escritora que morreu e que agora aguarda nesse outro espaço essa hora de voltar, para mim, esse virar escrita também significa dissolver-se em alter egos. A minha voz já não é essa voz central, a voz está espalhada, está tudo espalhado, estilhaçado. Tudo ali é duplo. Também vem essa ideia da fantasmagoria em si, que eu também falo nos outros capítulos. Para mim, essa fantasmagoria chega no seu ápice na trilogia, que é a ideia de que nem sequer essa voz é a voz que agora é a mais ouvida. Essa voz precisa de se dissolver em alter egos e o da Emily Dickinson - que ocupa um lugar muito importante na minha vida, na minha história, com a literatura, com a escrita - aparecem também nesse chamado para seguir escrevendo.” Também interroga o próprio sacrifício da escrita e a violência que é escrever? “Sim, interroga, mas também é um lugar de prazer. Para mim, é muito importante afirmar essa palavra neste último capítulo, que eu acho que também é uma palavra que pouca gente esperava que fosse aparecer aqui. Há uma questão de associação entre a literatura e o prazer e, por isso, também a gente está associando com a questão da sexualidade, porque eu estou trazendo uma sexualidade que também se está colocando como uma grande desorganização, como um grande enigma o tempo todo. Aqui, isso está mais endereçado do que nunca. Então, é um corpo que está ali fervendo, que é o corpo da escritora, que é o corpo da escrita, que é um corpo que também está revelando uma expressão sexual muito forte.” Por isso é que traz esse corpo colectivo da sexualidade para o palco, com os actores da sua companhia Cara de Cavalo? “Sim, sim, porque eu acho que tem ali mesmo uma pergunta sobre como se manifesta essa sexualidade no espectáculo, sem ser a sexualidade de estar atrelada ao real ou o sexo real no palco ou a representação. Não me interessa essa pergunta. Nesta peça, para mim, interessa-me falar como manifestar essa sexualidade que está atrelada ao acto de escrever. É uma sexualidade que vem da palavra e uma sexualidade que está atrelada à leitura. Ela é uma sexualidade que é o tabu da leitura, que limites são esses também que a literatura explode o tempo todo e que para o teatro é mais complicado. Então, acho que tem uma tensão aí entre teatro e literatura, entre o acto de ler e de você também não poder escapar dessa literatura. Acho que tem muitas coisas aí onde esse fio vai dando um nó mesmo.” Nessa “dramaturgia sem concessões”, em que leva também a sexualidade para o palco, recorre a uma obra que a escritora Hilda Hilst escreveu para fintar o pedido do editor que queria uma obra que vendesse muito. A Carolina coloca em cena uma marioneta a representar uma criança manipulada por dois adultos e durante 20 minutos ela fala da sua prostituição infantil. É uma das cenas mais fortes desta peça. Porquê esta cena? “Porque o meu desejo era colocar um livro dentro da peça. Ali a gente tem um livro que é ‘O Caderno Rosa de Lori Lamby' e acho que tem uma questão que ainda traz neste livro particular que é uma resposta a uma determinada maneira que o mercado editorial trabalha, que eu acho muito forte, porque ele é um livro sobre escrita. É uma menina que escreve o tempo todo e é o que a marioneta faz também em cena, ela escreve o tempo todo. Então, uma menina que escreve o tempo todo, inspirada pelo pai, que é um escritor que tem problemas também para vender os seus próprios livros. Inspirada pelo que ela ouve das conversas ao redor, das coisas que lê, ela começa a escrever esse relato. Acho que tem uma coisa que eu acho muito bonita que é, primeiro, uma questão do tabu, um tabu enorme que é a imaginação sexual de uma criança, porque não é só uma questão de abuso, acho que tem ali uma questão ou outra que é o que uma criança imagina quando escreve e isso é uma coisa que toca todo o mundo. Todos nós já fomos crianças. Todos nós sabemos que é uma imaginação que ainda não está tão moldada pelos limites, pelos tabus. Ela narra uma questão extrema nesse contacto dessa imaginação, tem um caminho extremo que a Hilda percorre, porque ela sabe que isso vai provocar algo ali, nesse tabu, com o jeito que a gente percebe essas situações. Ao mesmo tempo, tem uma coisa da escrita dela que é extremamente poética, que tem humor, que é uma coisa que você vê nos outros livros dela que eu acho muito importante. Acho que tem uma coisa desse choque também que isso provoca, que eu acho que é curioso também, que vem na cena seguinte mais explicitamente, que é uma cena que é “O Caderno do Cu do Sapo Liu Liu”, onde a gente tem o inverso, que é o grande escritor que escreve coisas terríveis, violentíssimas e é considerado um génio. Ele é considerado um Rimbaud. A gente está aqui na França, a terra de Georges Bataille, de Marquês de Sade, e é interessante como Hilda Hilst é tão chocante.” É por ser mulher? “Eu acho que o facto de ser mulher também faz ser mais chocante. O facto de ela ser mulher, o facto de ela ter escrito esse livro quando ela tinha 60 anos, mas eu acho que não vem a ser uma questão para mim pessoalmente. Eu não sei se isso é uma questão para quem lê isso e fica completamente perturbado, mas para mim, as questões dela ali, em relação à literatura, aos não limites que a literatura pode operar, são muito interessantes para mim.” Apesar da violência relatada por si e pelas mulheres de que fala, apesar de toda a vulnerabilidade, a trilogia chama-se Cadela Força. Agora que temos a trilogia completa em palco, por que é que a chamou assim? “Essas duas palavras não têm um significado específico quando colocadas em par. Elas não estão nem se dando adjectivo no português brasileiro, elas são palavras que não se estão completando, elas são realmente duas palavras jogadas ali. Acho que tem uma coisa sobre essa sonoridade que elas produzem, sobre as milhares de imagens que essas duas palavras podem produzir em contacto com os materiais da peça. E elas também têm um enigma delas, um segredo.” Na peça diz que “não há salvação”, que “não passa a dor”. Lemos que “o teatro é uma armadilha, que a literatura é uma armadilha e que talvez ainda esteja na mala do carro”, em referência à violação que sofreu e que conta no primeiro capítulo da trilogia. Quem viu os capítulos um e dois poderia esperar uma espécie de salvação no capítulo três ou, pelo menos, que o teatro fosse uma forma de reconstrução para si e, através de si, para outras mulheres. Não foi? “Não. E acho que quem esperava isso de mim assim estava muito equivocado. Para mim, é impossível pensar no teatro como salvação. Eu acho que já estou anunciando isso desde o princípio. Esse lugar de que o artista é alguém que precisa conceder esperança à sociedade, respostas à sociedade, conclusões de perguntas que são impossíveis, é um delírio e uma alucinação porque os artistas não têm essa responsabilidade. O que me interessa é justamente esse mistério do teatro. O teatro começa como um ritual dionisíaco, os rituais dionisíacos eram cheios de violência, cheios dessa violência poética que opera no fundamento da história do teatro. Então, eu acho que o teatro é um lugar onde ele precisa operar na chave do mistério, da instabilidade, não como salvação de nada.” Nas entrevistas que fizemos, em 2023 e em 2025, sobre os capítulos anteriores da trilogia, dizia-nos que “A Noiva e o Boa Noite Cinderela” falava da “antecâmara do inferno já com um pé no inferno”, que “Brotherhood” era “acordar no purgatório” e tentar perceber o que significa “situar-se no teatro depois de voltar do inferno”. E neste terceiro capítulo? “Esse capítulo, a gente chega na citação do 'Paraíso' de Dante Alighieri, esse momento onde tem uma imagem do paraíso que é muito linda, em que ele começa a ver esses espíritos, essas imagens de luz. Quase como chega um ponto ali onde, depois de ele se entender incapaz de seguir escrevendo, ele já se perdeu ali do Virgílio que encontrou uma outra musa que é a Beatriz que agora tem a palavra. Acho que tem alguma coisa nessa transformação onde a luz aparece, para mim, atrelada a uma expressão de violência que está no poema da Emily Dickinson, que também abre esse lugar de onde também há esse prazer da literatura que aparece. Esse lugar onde a literatura vai dominando tudo, onde essa ficção vai dominando tudo. É essa conexão que eu faço com o paraíso, com esse lugar onde a violência não pára, onde a violência não se resolve, mas ela chega a outras formas.” Não há salvação, mas há uma luz cordial? “Mas lembre-se que à luz cordial é o disparo da arma.” Fecha a trilogia no sítio onde a começou, no Festival de Avignon. Mostra o terceiro capítulo, mas também os dois anteriores. Já alguma vez representou dez horas seguidas e por que é que decidiu fazer algo quase sobre-humano? “Nunca representei por dez horas seguidas. Sobretudo, acho que nada me teria preparado, mesmo se tivesse feito. Não, nada me teria preparado para fazer isso, porque acho que essas dez horas são dez horas muito específicas, muito desse universo onde há aí uma consequência de se fazer algo depois do primeiro capítulo e eu acho que é isso que a gente vai estudar juntos. O que é que isso muda na nossa leitura de espectáculos que as pessoas já viram? Como eles vão ler esses espectáculos agora com esse efeito presente e contínuo? O que acontece? O que acontece com o teatro? O que acontece com a performance? O que acontece com a literatura quando se leva isso, essa experiência, que é uma experiência extrema? Tem uma frase num dos textos de ‘Uma Luz Cordial', onde eu estou-me referindo a um outro artista que é o Alberto Greco, um artista argentino, e ele diz que acredita na obra de arte como aventura total. Para mim, isso resume muito bem este gesto. Então, para si, é uma obra de arte total? “Não, aventura total. Não sei se é uma obra de arte total o que nós fazemos, mas eu acredito que o desejo de fazer essa obra tem a ver com esse desejo pela aventura total.” A trilogia ajuda a pensar o impensável. Verbaliza a violência, apropria-se da linguagem da violência para desconstruir o sistema em que ela se baseia. Ao fazê-lo, também não alimenta o sistema em que “Somos todos brotherhood”? Não há maneira de quebrar o ciclo? “Acho que não. Eu não saberia dizer. Acho que não. Acho que esse ciclo talvez vai ser um ciclo que vai demorar muito para ser quebrado. Onde estamos agora no mundo, o que a gente está vendo acontecendo ao redor do mundo, esse conservadorismo extremo, esse fascismo extremo que está em toda parte, que está no mundo das artes também, eu não vejo ainda uma saída desse ciclo. Sinto muito., mas espero que exista um dia. Não sei se eu vou estar aqui para assistir isso, mas…” Foram vários anos a escrever, a interpretar, a representar, a sofrer também com esta trilogia que agora fecha. Olhando para trás, o que é que representou para si e o que gostaria que ela deixasse junto de quem a viu? “Eu acho que é uma coisa enorme. Mesmo assim, eu nunca vou conseguir, talvez nem nesta encarnação, ter distanciamento suficiente para ver tudo o que isso representou na minha vida, na vida das pessoas que trabalham comigo ou ainda de quem acompanhou o trabalho. Agora eu estou muito próxima, ainda estou muito aqui para entender qualquer coisa sobre isso. Eu sei que as mudanças que isso faz na minha vida são imensas. A minha vida foi completamente transformada e transtornada por esse trabalho, mas eu sinto isso assim, eu sinto que eu estou aqui, eu estou dentro dele ainda. Talvez no ano que vem eu consiga já ter um pouco mais de distanciamento para entender, porque agora eu só consigo dizer que isso mexeu em tudo. E eu estou ainda no meio desse furacão.” O furacão que também afectou o público e, se calhar, a história do teatro contemporâneo? “Tomara que sim. Eu nunca consigo afirmar muito esse tipo de coisas. Não sei. Tomara que sim. Tomara que tenha afectado muita gente. Eu acho fez algo, com certeza, com este contexto, mas eu preciso de distanciamento mesmo para entender o que foi feito, o que mexeu.”
O Autores e Livros desta semana convida os ouvintes a mergulharem em histórias de suspense, mistério, ficção reflexiva e poesia, em uma edição que reúne autores brasileiros e estrangeiros em torno de temas como justiça, memória, violência, tecnologia e condição humana. O programa abre com uma entrevista com o escritor Humberto Pimentel sobre o romance “Morte na fronteira”. Na obra, um ex-perito criminal e advogado se envolve em uma investigação marcada por segredos, dilemas éticos e ambiguidades morais. O autor fala sobre a construção da narrativa e sua experiência no sistema de justiça, que inspirou o livro. Em destaque também, o thriller psicológico “Até que a morte se disfarce”, de Danilo Quartiero Filho, e “O menino que desenhava as sombras”, da italiana Oriana Ramunno, romance que combina ficção histórica e investigação policial em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial. O programa apresenta ainda “Iluminadas”, de Lauren Beukes, thriller que mistura serial killer e viagens no tempo. Nas dicas de leitura, “Biotecnosfera: uma experiência de sociedade”, de Lucas Araújo, reflexão ficcional sobre o futuro da humanidade, e “Filosofia com aroma de café: reflexões de mãe e filha”, de Lúcia Helena e Isabella Galvão, obra que aproxima a filosofia das experiências cotidianas. A poesia encerra a edição com o quadro Entrelinhas, dedicado a “Da Poesia”, coletânea que reúne a produção poética de Hilda Hilst, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira.
Entre 4 e 25 de julho, o sul da França volta a se transformar em um dos principais epicentros das artes cênicas do mundo com a 80ª edição do Festival de Avignon, sob a direção do português Tiago Rodrigues. À frente do evento desde 2023, ele propõe um método: "fazer perguntas", "sustentar dúvidas" e "recusar respostas fáceis" num tempo de "discursos violentos". É também o retorno de Wagner Moura aos palcos, um reencontro com o teatro que acontece no maior festival do gênero no mundo. A imagem escolhida para o cartaz oficial desta edição do Festival de Avignon sintetiza a intenção de Tiago Rodrigues: um enorme ponto de interrogação. Tiago Rodrigues explica que “o questionamento foi uma forma bastante livre de nós darmos um tema a este festival, de relembrarmos o público que este festival faz muito trabalho sobre a sua história, sobre o seu arquivo, ao chegar à 80ª edição, queria estar muito concentrado também no presente e no futuro, e perguntar, agora, o que é que vamos fazer nos próximos 80 anos de festival? Essa é uma das perguntas que nos interessa”. A proposta, segundo ele, não é retrospectiva, mas prospectiva, um deslocamento do olhar para o que ainda pode ser construído. Esse gesto se desdobra na própria definição do papel do festival. Para Rodrigues, trata-se de “fazer perguntas juntos, mas fazer perguntas através da arte”, lembrando que “é isso que o festival faz há 80 edições e queríamos relembrar-nos nós, os artistas, mas também o público, que é isso que nós fazemos aqui num mundo onde estamos cheios de más respostas, poucas respostas, mas más na maioria dos casos, respostas violentas, respostas simplistas, respostas pouco informadas”. Leia tambémDezenas de igrejas se convertem em teatros na 'Cidade dos Papas' durante o Festival de Avignon Nesse contexto, o festival se coloca como espaço de fricção e elaboração coletiva, onde “queremos colocar as boas perguntas, perguntas às vezes complexas, perguntas também com prazer, perguntas com dúvida, perguntas que permitam o debate em vez de respostas que criam a violência”, já que, segundo ele, “as artes podem ter esta função e certamente um festival onde vêm pessoas do mundo inteiro e se reúnem numa cidade que dobra a sua população no momento do festival para acolher o mundo inteiro que a visita. Esse é o momento em que podemos fazer perguntas juntos”. Leia tambémWagner Moura estreia em maior encontro de artes cênicas do mundo ao lado de destaques da cena brasileira A dimensão política dessa proposta se articula também a uma reflexão sobre o acesso à cultura. Rodrigues afirma que “o acesso democrático às artes não é um exercício populista, uma flor que se põe na lapela nos dias de festa. É um trabalho quotidiano que deve permitir o acesso fácil à criação exigente, criação de grande qualidade, feita em liberdade e à qual todas e todos devem ter acesso”. E conclui: “se fosse fácil, não era um serviço público, é um serviço público, a cultura, porque não é fácil de fazer. É preciso tempo, é preciso investimento e é preciso sonhar”. É nesse cenário que a presença brasileira ganha centralidade nesta edição histórica. Entre os destaques está a diretora e dramaturga Christiane Jatahy, que retorna ao festival com um novo trabalho - Um Julgamento - Depois de O Inimigo do Povo - ao lado do ator Wagner Moura, com texto de Jatahy, Moura e Lucas Paraizo, marcando também o retorno do ator ao teatro, após 16 anos dedicados ao cinema e à televisão, período em que se tornou uma das figuras brasileiras de maior projeção internacional. Ao comentar o retorno de Jatahy ao festival, Rodrigues sublinhou a relação de longa data entre a artista e Avignon, bem como a força do novo projeto que ela apresenta ao lado de Wagner Moura. Segundo ele, “Christiane Jatahy é já uma artista muito amada pelo público do festival, muito conhecida em França, uma encenadora que também é muito conhecida do público lusófono, seja no Brasil, seja em Portugal, e que tem marcado as cenas europeias nos últimos anos com as suas adaptações do repertório”. Rodrigues destaca ainda o caráter inédito da parceria artística apresentada nesta edição: “desta vez, pela primeira vez, trabalha com Wagner Moura, que decide voltar ao teatro 16 anos depois. Ele tem vivido a sua aventura cinematográfica e televisiva e neste momento é talvez o ator brasileiro mais conhecido no mundo”. Para o diretor, o reencontro de Moura com o palco tem um peso simbólico particular, sobretudo pela forma como se articula com o trabalho da encenadora brasileira. Sobre o projeto, Rodrigues reforça a dimensão de retorno ao essencial do ofício do ator: “é muito comovente ver Wagner Moura a regressar ao teatro com essa vontade de quem regressa à essência do trabalho de ator”. De volta ao festival Jatahy descreve esse retorno a Avignon como profundamente significativo, especialmente por ocorrer sob a direção de Rodrigues. Ela afirma que “é muito importante, muito legal pra mim e muito significativo estar voltando para Avignon agora sob a direção do Tiago Rodrigues, que é um artista que eu tenho muita relação, um amigo e alguém que eu respeito muito, e eu fico muito feliz de estar dentro da programação criada por ele e pela Magda [Bizarro, mulher do diretor e co-fundadora, a seu lado, da Cia Mundo Perfeito]”. Para a diretora, o contexto atual amplia ainda mais o alcance simbólico de sua participação, já que “essa volta está conectada também à união de três festivais, o Festival de Avignon, o Festival de Edimburgo e o Holland Festival, que escolheram este ano uma artista, um trabalho para apoiar e para juntar forças para que esse trabalho possa ter sido realizado”. Leia tambémTeatro: Christiane Jatahy revisita fantasmagorias de 'Hamlet' em Paris com seu maquinário de revolução e desejo No centro da criação está o reencontro artístico com Wagner Moura, que, segundo ela, carrega uma longa expectativa compartilhada: “vem também com uma outra parceria muito significativa com ele, que é um ator com quem eu tenho uma relação de muito tempo e é muito tempo que a gente deseja fazer um trabalho juntos”. O projeto nasce dessa convergência, como ela define, “é um trabalho muito sobre o nosso encontro e sobre as coisas que a gente tem vontade de falar”. A peça, que se estrutura em torno da ideia de julgamento e da "crise contemporânea da verdade", parte de uma inquietação contemporânea sobre verdade e política. Jatahy explica que “a gente entra na questão do julgamento, a gente leu muitas coisas, a gente pensou muitas coisas, e para mim sempre é muito importante que o trabalho esteja numa reflexão, numa conexão, lançando perguntas sobre o que a gente está vivendo hoje”. Ela acrescenta que “claro que é sempre um aspecto íntimo e pessoal, mas também é político, porque não tem como separar uma coisa da outra”, situando o trabalho num campo em que a criação artística se confunde com a leitura crítica do presente. Essa dimensão se radicaliza na própria estrutura dramatúrgica da peça, que se relaciona diretamente com a obra “O Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen. Jatahy descreve o projeto como “um desdobramento de O Inimigo do Povo, uma possibilidade de continuidade dessa peça”, como se o personagem Thomas Stockmann “fosse à cena, fosse ao teatro, pedir a possibilidade de ter a sua defesa e de ter a sua reparação, e essa decisão vai caber ao público”. Nesse movimento, a obra transforma o espectador em instância de julgamento, deslocando o eixo tradicional da representação teatral. Leia tambémFestival de Avignon: 'A Noiva e o Boa Noite Cinderela', ou como explodir no próprio corpo as fronteiras do teatro A outra grande presença brasileira no festival é a artista e encenadora Carolina Bianchi, que retorna a Avignon após sua revelação em 2023. Agora, ela apresenta o terceiro capítulo de sua trilogia “Cadela Força”, intitulado “Uma Luz Cordial”, além de propor uma maratona que reúne os três trabalhos em sequência. Diretora brasileira lançada pelo festival volta a Avignon Ao lado desse reencontro, o diretor Tiago Rodrigues também destacou o percurso de Carolina Bianchi, que regressa a Avignon após o impacto de sua participação em 2023. Rodrigues relembra a presença e o desdobramento internacional da artista: “o que aconteceu a seguir é do conhecimento geral, Carolina Bianchi depois desse espetáculo ganha o Leão de Prata da Bienal de Veneza, torna-se uma artista que faz todas as cenas europeias e mundiais, é revelada por esse festival”. Sobre o novo projeto apresentado no festival, o diretor destaca a ambição dramatúrgica da artista brasileira: “ela sonhava fazer uma trilogia com três espetáculos consagrados à questão da violência, sobretudo da violência contra as mulheres”. Bianchi define esse retorno como o fechamento de um ciclo longo de investigação: “é muito, muito emocionante estar voltando para Avignon, sobretudo encerrando a trilogia, chegando em julho para estrear o último capítulo desse grande ciclo, que tomou muitos anos de trabalho, de estudos e de investigação”. Ela descreve a estrutura do projeto como algo em constante expansão, no qual “são três peças independentes, mas que são atravessadas por perguntas que vão se acumulando, que vão se borrando, que vão se confundindo, voltando, gerando novas questões”, configurando um campo de criação em que as fronteiras entre obras se tornam porosas. O novo capítulo, explica ela, desloca o foco para o próprio ato de escrever. “Uma Luz Cordial é uma peça sobretudo sobre a escrita, sobre esse lugar de onde a gente escreve”, afirma, acrescentando que se trata de um trabalho que poderia inclusive anteceder os demais, pois “é uma peça que fala sobre essa escritura, esse escrever que vem com toda essa carga, com o peso de todos esses assuntos, tentando dar forma a todos esses enigmas”. Nesse ponto, emerge o núcleo mais radical de sua proposta: a escrita como zona de violência e desorganização. Bianchi afirma que “essa violência da última peça é uma violência da escritura, da literatura, um encontro dessa violência da literatura que não tem os mesmos limites da violência do teatro”. Nesse processo, entram em cena as vozes de outras autoras como forma de desestabilização do próprio eu criador: “aparecem essas escrituras de outras autoras, como Hilda Hilst e Emily Dickinson, como alter egos dentro da minha escritura”, num movimento em que "o sujeito que escreve se fragmenta e se multiplica para seguir criando". Leia tambémTeatro: Destaque brasileiro no Festival de Avignon, Carolina Bianchi traz estupro e feminicídio em cena marcada por 'combate' A trilogia culmina ainda numa experiência de apresentação integral de 10 horas seguidas na Ópera de Avignon, pensada como uma espécie de teste final do próprio projeto. A artista explica que “a ideia é apresentar os três capítulos em sequência, como uma grande maratona”, algo que transforma a obra em uma experiência contínua, na qual “é como se a gente estreasse uma quarta coisa, porque a trilogia não é só assistir aos trabalhos separadamente, mas ver como eles se contaminam entre si”. Leia tambémAvignon: maior festival cênico do mundo abre suas portas com homenagem ao Brasil em mostra paralela O Festival de Avignon 2026 se estrutura como um espaço de cruzamento entre artistas, linguagens e geografias, reunindo 47 espetáculos no programa oficial, o chamado IN, com 300 apresentações ao todo e 30 criações inéditas, o que representa 64% da programação. A edição inclui ainda 80 debates e encontros com 49 artistas de dez países, e pela primeira vez na história do festival a maioria dos artistas do IN é feminina, enquanto 67% dos participantes estreiam no evento. Mais de 136 mil ingressos estão disponíveis. Entre julgamento e escrita, entre democracia e linguagem, entre teatro e performance, Avignon 2026 se desenha como um território de fricção contínua, onde, como sugere sua direção artística, "o essencial não é responder, mas sustentar perguntas". Leia também'Impossível fazer um teatro que não seja humanista': Olivier Py se despede do Festival de Avignon História de encontros e criações Fundado em 1947 por Jean Vilar, o Festival de Avignon, tornou-se, ao longo das décadas, um espaço emblemático para o teatro e as artes cênicas. Desde sua primeira edição, ele é um ponto de encontro artístico que recebe artistas do mundo inteiro e apresenta uma programação ousada e inovadora. Sob a direção de Tiago Rodrigues, o festival reforçou sua abertura internacional, valorizando artistas de diversas culturas e estimulando o intercâmbio cultural. Essa orientação se materializa na valorização de línguas convidadas, como o inglês em 2023, o espanhol em 2024 e o árabe em 2025, além do Brasil como país convidado de honra no ano passado. Ingressos A bilheteria do Festival de Avignon 2026 começa em etapas para acomodar o grande volume de procura e garantir uma experiência de compra mais fluida: a inscrição para reservar um intervalo de compra online abriu em 24 de março, e a venda por faixas de horário acontece de 13 a 18 de abril, com cada comprador recebendo um link e duas horas para efetuar a compra dentro de sua janela específica — esse sistema ajuda a evitar a saturação do site oficial. A partir de 18 de abril, a bilheteria online do Festival de Avignon será aberta sem horário específico e dentro do limite de lugares disponíveis, a partir das 10h no endereço fnacspectacles.com e, em seguida, a partir das 13h no festival-avignon.com. Novos ingressos serão disponibilizados toda quarta-feira, às 10h. Os preços dos ingressos variam conforme o espetáculo, mas tradicionalmente a programação oficial do festival cobra valores entre cerca de €10 e €45 (entre R$ 60 e R$ 270) por apresentação, com categorias distintas de acordo com o tamanho do espetáculo e a localização das poltronas; há também ofertas de tarifas reduzidas, geralmente entre €7 e €25 (entre R$ 41 e R$ 150), para públicos jovens, estudantes, pessoas com menos de 26 anos ou em situação de desemprego, mediante apresentação dos comprovantes exigidos pela organização.
Episódio 753 de Dias Úteis, um podcast que lhe oferece um poema pela manhã, de segunda a sexta-feira. Por vezes também à tarde, nem sempre apenas poesia. Ainda não tinha passado por aqui este magnífico "Obscénica", de Hilda Hilst, com versão portuguesa (Orfeu Negro, 2014) e ilustrado por André da Loba. A escolha e a voz são da nossa amiga Raquel Bulha. Pode receber todos os episódios subscrevendo de forma gratuita em todas as plataformas de podcast (Apple, Google, Amazon e muitas outras) e contar com conteúdo adicional seguindo as nossas páginas no Facebook, Instagram e YouTube. Se gosta dos nossos conteúdos, por favor avalie nestas plataformas e partilhe com os seus amigos. Apesar de gratuito, se nos quiser apoiar e ajudar a melhorar este projecto pode fazê-lo em https://www.patreon.com/diasuteispodcast . Este podcast é uma produção da Associação de Ideias, tem música original de Marco Figueiredo e voz de introdução de José Carlos Tinoco. A concepção e edição são de Filipe Lopes.
Nesta quarta-feira, 22 de outubro, no teatro Sesc Silvio Barbato tem apresentação do curta "OSMO” do diretor Pablo Gonçalo. A obra cinematográfica é baseada em um conto de Hilda Hilst, uma das grandes escritoras da literatura brasileira.
Originalmente exibido em 23.06.2020. Hilda Hilst foi poeta, ficcionista e dramaturga brasileira reconhecida com prêmios, como Jabuti e Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e é considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século 20..Hilda Hilst inspirou a tese de doutorado “Sob o Sol de Hilda Hilst e Georges Bataille”, da pós-doutoranda do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Aline Leal, e o filme Unicórnio, dirigido pelo cineasta Eduardo Nunes. Hilda Hist é o tema da Ciência e Letras. // CRÉDITOS: APRESENTAÇÃO E ROTEIRO RENATO FARIAS// PRODUÇÃO E ASSISTÊNCIA DE CONTEÚDO CHRISTÓVÃO PAIVA// EDIÇÃO FELIPE RODRIGUES// DIREÇÃO DE ESTÚDIO CINTIA ALBUQUERQUE//DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA DANIEL NEVES//TÉCNICO DE SOM MARCITO VIANNA//DIREÇÃO GERAL RODRIGO PONICHI//DIREÇÃO ARTÍSTICA DÉBORA GARCIA// COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO YASMINE SABOYA//COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO LUCIANA SOUZA// PRODUÇÃO EXECUTIVA RAPHAEL UCHÔA//COORDENAÇÃO TÉCNICA BEN-HUR MACHADO//COORDENAÇÃO DE FINALIZAÇÃO PABLO FRENCH//PRODUÇÃO PLANO GERAL FILMES// REALIZAÇÃO CANAL SAÚDE***E-mail: canalsaude.podcasts@fiocruz.brNão deixe de acompanhar as redes sociais do Canal Saúde.Twitter: twitter.com/canalsaudeInstagram: instagram.com/canalsaudeoficialFacebook: facebook.com/canalsaudeoficialYouTube: youtube.com/canalsaudeoficialO Canal Saúde Podcasts reúne alguns programas do Canal Saúde produzidos para televisão, que ganharam sua versão apenas em áudio. Equipe: Gustavo Audi / Valéria Mauro / Marcelo Louro
Acontecem no Recife, durante quatro dias, encontros entre música, cinema, teatro e dança a partir da união de importantes forças da cena cultural da cidade: o Coletivo Gambiarra, o Som na Rural e o multiartista Helder Vasconcelos, convidado a integrar essa roda. É assim que nasce o projeto itinerante Polifonia, que entre a próxima quinta-feira (27) e domingo (30), passará por Chão de Estrelas, Poço da Panela, Praça da Várzea e Praça do Arsenal, trazendo projeções de espetáculos teatrais e shows, reunindo nomes como Maciel Salu, Isaar, Fabiana Pirro, Orun Santana, Lívia Falcão, Regente Joaquim e outros grandes nomes da arte pernambucana. Para falar sobre ‘Polifonia' a âncora Patrícia Breda conversou com Olga e Cláudio Ferrario do Gambiarra, nesta quarta-feira (26). Durante o bate-papo Olga Ferrario explicou que a iniciativa nasceu inspirada pela ideia de que o encontro de múltiplas vozes e linguagens pode ser uma das mais poderosas ferramentas de emancipação do pensamento, liberdade de expressão e criação coletiva. Nos campos da linguística e da música, essa multiplicidade é conceitualmente chamada de Polifonia, que acaba dando nome ao projeto. A programação audiovisual e teatral contará com projeção de espetáculos como Opá, uma missão, com Lívia Falcão, Obscena - um encontro com Hilda Hilst, com Fabiana Pirro, Martelada, com Claudio Ferrario, e Avós, com Olga Ferrario, todos realizados com o coletivo Gambiarra. Dentro da programação musical, Helder Vasconcelos traz apresentações convidando Orun Santana, Regente Joaquim, Maciel Salu e Boi Marinho com Isaar. Tudo gratuito e ao ar livre, ocupando os espaços públicos da cidade com muita efervescência criativa. A abertura do projeto acontece nesta quinta (27) na Praça de Chão de Estrelas, às 18h, com a projeção do espetáculo “Opá - uma missão”, da atriz Lívia Falcão e Coletivo Gambiarra. Em seguida Helder Vasconcelos convida Orun Santana. O Polifonia conta com o Incentivo do SIC – Sistema de Incentivo à Cultura, da Fundação de Cultura Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura da Cidade do Recife; e com o apoio da Uninassau, sob produção geral e executiva de Pollyanna Melo.O evento é gratuito. Confira no @cineteatrogambiarra a programação completa, ou acesse a entrevista no canal do YouTube da Folha de Pernambuco.
Você já parou pra pensar que todos nós acumulamos um acervo pessoal durante a vida? Neste episódio vamos apresentar como funciona o arquivamento e a musealização de acervos pessoais de escritores e pessoas influentes na história literária e cultural do Brasil. Você vai descobrir as características e particularidades do trabalho de arquivamento e tratamento de acervos pessoais, em particular de pequenas-grandes bibliotecas, com livros que foram adquiridos e utilizados por importantes escritores brasileiros. Nós conversamos com gestores, arquivistas e pesquisadores que atuam diretamente em arquivos e acervos abrigados em museus. Você vai escutar entrevistas com a Roberta Botelho, coordenadora técnica do Centro de Documentação Cultural “Alexandre Eulalio” (Cedae/Unicamp); o Marcelo Tápia, poeta, ensaísta e tradutor, que dirigiu por quinze anos a rede de museus-casa da cidade de São Paulo; a Aline Leal, pesquisadora em práticas arquivísticas, processos e procedimentos de escrita, com foco nas marginálias da biblioteca da escritora Hilda Hilst; o Max Hidalgo, professor associado na Universidade de Barcelona e estudioso do acervo bibliográfico do poeta Haroldo de Campos e o Pedro Zimerman, coordenador do museu do livro esquecido, formado em Psicologia pela USP. Este episódio é parte da pesquisa do Trabalho de Conclusão de Curso na Especialização em Jornalismo Científico do Labjor/Unicamp da aluna Lívia Mendes Pereira e teve orientação do professor doutor Rodrigo Bastos Cunha. As reportagens deste trabalho também foram publicadas no dossiê “Museus” da Revista ComCiência, que você pode ler na página comciencia.br. Mayra: Você já parou pra pensar que todo mundo constrói um acervo pessoal durante a vida? Essas coisas que guardamos em casa: nas gavetas, em armários, em estantes... são objetos diversos e especiais que contam um pouco da nossa própria história de vida e de quem somos. Lidia: “E quem sabe, então O Rio será Alguma cidade submersa Os escafandristas virão Explorar sua casa Seu quarto, suas coisas Sua alma, desvãos” Lívia: Nessa música, “Futuros Amantes”, do cantor e compositor Chico Buarque, que você provavelmente já ouviu tocar por aí e que você ouviu a declamação de alguns versos, é apresentada uma imagem da cidade do Rio de Janeiro submersa pela água do mar. Milênios depois dessa suposta inundação, é imaginada uma cena em que os escafandristas, mergulhadores que investigam o fundo do mar, encontrariam alguns vestígios espalhados pela casa de um casal apaixonado. Esses vestígios seriam cartas, poemas e fotografias, tudo aquilo que a gente costuma guardar como lembranças. Na música, esse acervo pessoal que sobreviveu ao alagamento funciona como a chave para decifrar os vestígios de “uma estranha civilização”. Mayra: E é exatamente isso que os acervos pessoais fazem na vida real. Quando sobrevivem ao tempo e às intempéries, eles revelam nossos traços de personalidade, nossa trajetória pessoal, acadêmica, profissional. Eles contam histórias dos lugares que foram percorridos, daquilo que gostamos e das mudanças no percurso histórico que vivemos. O acervo pessoal também pode refletir nossas escolhas, aquilo que escolhemos guardar ou descartar. Lívia: Já que eles carregam tanta informação, esses acervos devem estar disponíveis para serem acessados. É esse o trabalho que os profissionais em arquivos, fundos e museus fazem com acervos pessoais importantes. Eles permitem acessar um material que contém memórias da história política, social e artística de nosso país. Lidia: “Sábios em vão Tentarão decifrar O eco de antigas palavras Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de estranha civilização” Lívia: E sou a Lívia Mendes. Eu sou linguista e esse episódio foi resultado do meu Trabalho de Conclusão de Curso na Especialização em Divulgação Científica no Labjor da Unicamp. Mayra: E sou a Mayra Trinca, que conheci a Lívia nesse mesmo curso de especiali...
Para fembots, femcels e as literais cadelas, hoje o Esqueletos traz hoje uma seleção especial de recomendações para quem pretende passar o carnaval trancado em casa, desde reality shows malucos até literatura erótica.Comentado durante o podcast:01:34 - Acompanhante Perfeita (2025, Dir: Drew Hancock)19:29 - Kiss of the Damned (2012, Dir: Alexandra Cassavetes)26:20 - Piranha 3D (2010, Dir: Alexandre Aja)38:10 - Severance (Série)54:10 - Survivor (Reality Show)01:14:57 - Grafted (2024, Dir: Sasha Rainbow)01:20:21 - Tentáculos (1998, Dir: Stephen Sommers)01:28:48 - Bitch (2017, Dir: Marianna Palka)01:36:00 - Pornô Chic, livro de Hilda HilstLista de filmes de terror de verão: https://letterboxd.com/zcomluiz/list/terror-de-verao/ Apresentado por:Luiz Machado - @machadolueJoão Neto - @jonetoooAlvaro de Souza - @alllvarusdesouzaConfira o nosso site: https://www.esqueletosnoarmario.com/@esqueletosgays no Twitter e InstagramVisite o mural do apoia.se/esqueletosgays para ouvir episódios exclusivos.Nossos perfis no Letterboxd são:https://letterboxd.com/zcomluiz/https://letterboxd.com/alvarosouza/https://letterboxd.com/netodojo/
Per Magnus Johansson och Mikaela Blomqvist samtalar om den brasilianska författaren Hilda Hilst. Ett arrangemang i Brasilianska ambassadens monter på Bokmässan 2024.
Entre muitas exclamações, risadas e poemas de cor, fizemos leituras deliciosas de poetas mulheres, Drummond, Hilda Hilst, trocamos sobre o que é ler poesia, o que é ter poesia no cotidiano, poemas de amor, a força do teatro, a poesia na canção brasileira. Zélia cantou Hilda Hilst, Mel leu Rita Lee. Uma noite muito especial! Leituras: Poesia Como Arte Insurgente – Lawrence Ferlinghetti Elisa Lucinda – a importância dos encontros presenciais Ana Cristina Cesar – A Teus Pés / Inéditos e Dispersos / Poética Ana Martins Marques – Da Arte das Armadilhas Arruda – pasta salva no instagram Carlos Drummond de Andrade – A Bunda, que Engraçada Poema do avô de Zélia Duncan Matilde Campilho – O último poema do último príncipe (Jóquei) Adélia Prado – para Carlos Drummond de Andrade / Com Licença Poética Hilda Hilst – poemas e canções de Zeca Baleiro (Zélia canta) Ana Estarregui – Dança Para Cavalos (Circulo de Poemas) Claudia Barral – Cais Angelica Freitas – Canções de Atormentar Audre Lorde – Geração 2 Maya Angelou – Insignificâncias / Ainda Assim eu me levanto Natalie Dias – Eles Não te Amam Como Eu (Circulo de Poemas) Wislawa Szymborska – sobre o teatro Luiz Tatit – Sofia Caetano Veloso – Ca Já Rita Lee – Luz del Fuego Washington (ouvinte) lê Alice Ruiz – Devia Ser Proibido Drummond – O Homem e as Viagens Antonio Cícero – Guardar Ledusha - Felicidade
Hilda Hilst foi uma poeta, dramaturga, pornógrafa... enfim, escritora brasileira. Muito à frente de seu tempo, e aproveitando da riqueza e liberdade de uma situação familiar pouco usual, ela vive como quer durante boa parte do século XX. Conheça essa história de uma mulher fundamental. Patrocinador: drinko --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/aovivoemuitopior/message
Ao vivo na Casa de Francisca para o Festival Feminino em 21 maio de 2024 Com Patricia Palumbo, Felipe Catto e Assucena. Uma performance poética a partir da perspectiva e do olhar da mulher sobre seu próprio corpo, seu estar no mundo e a liberdade de ser o que é. Uma seleção de textos e poemas sobre o desejo e o erotismo. O padrão como discurso de poder. Manifesto Corpo Liberto - Assucena Poemas de Hilda Hilst, Maria Isabel, Ana Cristina Cesar, Safo, Angélica Freitas, Fernando Pessoa, Lana Del Rey, Rupi Kaur, Ricardo Domeneck, Anne Sexton, Maya Angelou. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/peixe-voador/message
Ubiratan Brasil conta todos os detalhes da peça 'As Aves da Noite', escrita por Hilda Hilst, em cartaz em São Paulo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Um episódio pra distrair da mesquinharia, pra trazer alento, pra chamar um vento bom. ë urgente um barco no mar! Leituras catadas no Instagram: Hemingway, Tatiana Nascimento, Hilda Hilst, Manuel Bandeira, Cacaso, postagens de Michaela Schmaedel, Baudelaire, Drummond, Wally Salomão. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/peixe-voador/message
A curadora da 22ª edição da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, Ana Lima Cecilio tem 20 anos de experiência no mercado editorial de ponta a ponta, de editora a livreira. Foi ela, por exemplo, quem trouxe a tetralogia italiana de Elena Ferrante ao Brasil, editou obras importantes de Balzac e selecionou os títulos a serem lidos pelos clubes de livros mais pops dos últimos tempos. Mas, acima de tudo, Cecilio sempre foi uma grande leitora. Ainda muito pequena, na infância, descobriu o mundo dos livros ao ver os pais, médicos, usarem qualquer tempinho de folga para mergulhar na leitura. E foi assim, em casa, aos 11 anos, que se encantou de vez e totalmente pela poesia. Ela conta essa história na edição do Podcast da Semana desta semana em que o assunto é poesia. "Eu tinha uns 11 anos, foi mais ou menos quando Leminski morreu, e eu me apaixonei de um jeito louco ao entender essa facilidade da poesia. A gente tem um preconceito de achar que a poesia são as redondilhas, os sonetos e aquela ordem trocada, que é difícil entender poesia, mas depois do modernismo brasileiro — e principalmente depois que você passa por essa geração da poesia marginal — a poesia é um estalo. A rima só vem confirmar uma coisa que você já estava vendo", afirma na conversa. Conhecedora profunda da obra da Hilda Hilst, ela mostra entusiasmo pela poesia feita no Brasil hoje. "É um momento muito rico, eu consigo ver uma geração de poetas", afirma e cita nomes como Ana Martins Marques, Marília Garcia, Bruna Mitrano, Fabiano Calixto e Rodrigo Lobo Damasceno. Segundo a curadora, essa geração tem em comum uma visão para o cotidiano mas também consegue falar de grandes temas políticos. Na entrevista, Cecilio fala ainda sobre a relação da poesia brasileira com a MPB, "Quando alguém fala para mim que não gosta de poesia, eu pergunto você não ouve Chico, Caetano?", diz —, sobre a ponte que pode fazer com o humor, e sobre como é uma boa porta de entrada para a literatura. "As pessoas têm um preconceito com poesia, é mais inalcançável que é muito difícil, mas ela é um bom começo para quem quer ler e não sabe por onde começar", afirma. "Procure esse poetas contemporâneos, são pessoas que vão te dar a mão." Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima
In today's flashback, an outtake from Episode 762, my conversation with author John Keene about his poetry collection Punks, which won the National Book Award for Poetry in 2022. The episode first aired on March 9, 2022. Keene is a writer, translator, professor, and artist who was named a MacArthur Fellow in 2018. In 1989, Keene joined the Dark Room Writers Collective, and is a Graduate Fellow of the Cave Canem Writers Workshops. He is the author of Annotations, and Counternarratives, both published by New Directions, as well as several other works, including the poetry collection Seismosis, with artist Christopher Stackhouse, and a translation of Brazilian author Hilda Hilst's novel Letters from a Seducer. Keene is the recipient of many awards and fellowships--including the Windham-Campbell Prize, the Whiting Foundation Prize, the Republic of Consciousness Prize, and the American Book Award. He teaches at Rutgers University-Newark. *** Otherppl with Brad Listi is a weekly literary podcast featuring in-depth interviews with today's leading writers. Available where podcasts are available: Apple Podcasts, Spotify, YouTube, etc. Subscribe to Brad Listi's email newsletter. Support the show on Patreon Merch @otherppl Instagram TikTok Email the show: letters [at] otherppl [dot] com The podcast is a proud affiliate partner of Bookshop, working to support local, independent bookstores. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Esse foi o aviso que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo recebeu em dezembro de 1975 –na lista dos intelectuais visados pela ditadura estavam ainda Cesar Lattes e Hilda Hilst, como diz ao TUTAMÉIA o professor da Unicamp. O alerta veio menos de dois meses depois do assassinato de Vladimir Herzog, e Belluzzo não hesitou: depois da ceia de Natal, partiu para o exílio, que acabou durando cerca de um ano. Na época, o economista assessorava a direção do MDB, dava palestras em sindicatos, denunciava a política imposta pela ditadura. Aliás, tinha se colocado na oposição desde primeiro de abril de 1964, quando tinha 21 anos –formou-se no ano seguinte. Naquele dia, cruzou com o direitista filho de direitista Miguel Reale Jr. no pátio da faculdade de direito da USP, no largo São Francisco. Trocaram ideias de forma exaltada. “Por causa da discussão, fui dias mais tarde interrogado num IPM (inquérito policial militar), por um militar que se instalou na faculdade”, conta ao TUTAMÉIA nesta entrevista realizada em 22 de março de 2024. Na conversa, ele conta de sua ligação com Ulysses Guimarães, destacando a importância do “conciliador radical” no processo de resistência democrática e de derrubada da ditadura militar. “Conciliador radical” é também como ele caracteriza o presidente Lula. Para Belluzzo, “o bloqueio que estão fazendo contra as políticas desenvolvimentistas de Lula é muito grande. É como um time que está no ataque, mas precisa enfrentar uma forte retranca”. O depoimento integra uma série de entrevistas sobre o golpe militar de 1964, que está completando sessenta anos. Com o mote “O que eu vi no dia do golpe”, TUTAMÉIA publica neste mês de março mais de duas dezenas de vídeos com personagens que vivenciaram aquele momento, como Almino Affonso, João Vicente Goulart, Anita Prestes, Frei Betto, Roberto Requião, Djalma Bom, Luiz Felipe de Alencastro, Ladislau Dowbor, José Genoíno, Roberto Amaral, Guilherme Estrella, Sérgio Ferro e Rose Nogueira. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena. Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
John Keene (winner of a 2018 Windham Campbell Prize for Fiction) talks with Prize Director Michael Kelleher about Mohamed Mbougar Sarr's 2021 Prix Goncourt-winning novel The Most Secret Memory of Men, the joys of a shaggy dog story, the power of the sublime, and the limits of knowledge.Reading list: The Most Secret Memory of Men by Mohamed Mbougar Sarr, tr. by Laura Vergnaud • Blackouts by Justin Torres • Bound to Violence by Yambo Ouologuem • Roberto Bolaño • Clarice LispectorJohn Keene is a writer, translator, professor, and artist who was named a MacArthur Fellow in 2018. His latest book, Punks: New and Selected Poems, won the 2022 National Book Award for Poetry. In 1989, Keene joined the Dark Room Writers Collective, and is a Graduate Fellow of the Cave Canem Writers Workshops. He is the author of Annotations, and Counternarratives, both published by New Directions, as well as several other works, including the poetry collection Seismosis, with artist Christopher Stackhouse, and a translation of Brazilian author Hilda Hilst's novel Letters from a Seducer. Keene is the recipient of many awards and fellowships—including the Windham-Campbell Prize, the Whiting Foundation Prize, the Republic of Consciousness Prize, and the American Book Award. He teaches at Rutgers University-Newark. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoicesSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
John Keene (winner of a 2018 Windham Campbell Prize for Fiction) talks with Prize Director Michael Kelleher about Mohamed Mbougar Sarr's 2021 Prix Goncourt-winning novel The Most Secret Memory of Men, the joys of a shaggy dog story, the power of the sublime, and the limits of knowledge. Reading list: The Most Secret Memory of Men by Mohamed Mbougar Sarr, tr. by Laura Vergnaud • Blackouts by Justin Torres • Bound to Violence by Yambo Ouologuem • Roberto Bolaño • Clarice Lispector John Keene is a writer, translator, professor, and artist who was named a MacArthur Fellow in 2018. His latest book, Punks: New and Selected Poems, won the 2022 National Book Award for Poetry. In 1989, Keene joined the Dark Room Writers Collective, and is a Graduate Fellow of the Cave Canem Writers Workshops. He is the author of Annotations, and Counternarratives, both published by New Directions, as well as several other works, including the poetry collection Seismosis, with artist Christopher Stackhouse, and a translation of Brazilian author Hilda Hilst's novel Letters from a Seducer. Keene is the recipient of many awards and fellowships—including the Windham-Campbell Prize, the Whiting Foundation Prize, the Republic of Consciousness Prize, and the American Book Award. He teaches at Rutgers University-Newark.
Temos esta semana a relação epistolar de Luiz Pacheco com os filhos na reedição de Cartas na Mesa; a poesia reunida de Hilda Hilst e Sebastião Alba; o Hotel Savoy, de Joseph Roth, que teve a edição original há precisamente cem anos; e uma história concisa e equilibrada do conflito israelo-palestiniano da autoria do historiador inglês Michael Scott-Baumann. Boas leituras.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ubiratan Brasil indica a peça 'Hilda e Caio', em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. No início da década de 70, muito jovem e perseguido pela ditadura civil-militar, Caio Fernando Abreu exila-se na residência campestre de Hilda Hilst, já com mais de 40 anos. Ela propõe o exílio na Europa ao escritor, que questiona a razão de ter se tornado alvo do regime só por ter “ido às passeatas ver a Norma Bengell naqueles vestidos magníficos do Dener”. A resposta só poderia ser a sua literatura francamente homoerótica. Caio então decide parar de escrever. A convivência real entre dois dos mais importantes escritores brasileiros do século XX é o ponto de partida para os diálogos ficcionais do espetáculo, escrito e dirigido por Kiko Rieser.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Episódio 753 de Dias Úteis, um podcast que lhe oferece um poema pela manhã, de segunda a sexta-feira. Por vezes também à tarde, nem sempre apenas poesia. Ainda não tinha passado por aqui este magnífico "Obscénica", de Hilda Hilst, com versão portuguesa (Orfeu Negro, 2014) e ilustrado por André da Loba. A escolha e a voz são da nossa amiga Raquel Bulha. Pode receber todos os episódios subscrevendo de forma gratuita em todas as plataformas de podcast (Apple, Google, Amazon e muitas outras) e contar com conteúdo adicional seguindo as nossas páginas no Facebook, Instagram e YouTube. Se gosta dos nossos conteúdos, por favor avalie nestas plataformas e partilhe com os seus amigos. Apesar de gratuito, se nos quiser apoiar e ajudar a melhorar este projecto pode fazê-lo em https://www.patreon.com/diasuteispodcast . Este podcast é uma produção da Associação de Ideias, tem música original de Marco Figueiredo e voz de introdução de José Carlos Tinoco. A concepção e edição são de Filipe Lopes.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Me falaram de um deus.Eu chorava na quietudedos dias sós. A irmã morta sorriao riso pálido dos santos. Me falaram de um deus.Deus em branco.Deus que faz de flores, pedras.E de pedras, compreensão. Deus amargurado.Chora e gemena quietude dos dias sós. Consolo.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Que não se leve a sério este poemaPorque não fala de amor, fala de pena.E nele se percebe o meu cansaçoRestos de um amor antigo e de sargaço. Difícil dizer amor quando se amaE na memória aprisionar o instante.Difícil tirar os olhos de uma chamaE de repente sabe-los na constante E mesma e igual procura. E de repenteEsquecidos de tudo que já viramSonharem que são olhos inocente Ah, o mundo que os meus olhos assistiram…Na noite com espanto eles se abriram.Na noite se fecharam, de repente.
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Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Me falaram de um deus.Eu chorava na quietudedos dias sós. A irmã morta sorriao riso pálido dos santos. Me falaram de um deus.Deus em branco.Deus que faz de flores, pedras.E de pedras, compreensão. Deus amargurado.Chora e gemena quietude dos dias sós. Consolo.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Uma mulher suspensa entre as linhas e os dentes.Antiqüíssima ave, marionete de penasAs asas que pensou lhe foram arrancadas.Lavado de luzes, um deus me movimenta.Indiferente. Bufo.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Poemas aos Homens do nosso tempo Amada vida, minha morte demora.Dizer que coisa ao homem,Propor que viagem? Reis, ministrosE todos vós, políticos,Que palavra além de ouro e trevaFica em vossos ouvidos?Além de vossa RAPACIDADEO que sabeisDa alma dos homens?Ouro, conquista, lucro, logroE os nossos ossosE o sangue das gentesE a vida dos homensEntre os vossos dentes.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Descansa.O Homem já se fezO escuro cego raivoso animalQue pretendias.
Toma Aí um Poema: Podcast Poesias Declamadas | Literatura Lusófona
Hilda de Almeida Prado Hilst foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Ela nasceu em São Paulo em 1930 e faleceu em 2004, aos 74 anos. ►► Apoie pequenas editoras. Compre livros de autores independentes! https://loja.tomaaiumpoema.com.br/ _________________________________ Por que me fiz poeta?Porque tu, morte, minha irmã,No instante, no centroDe tudo o que vejo. No mais que perfeitoNo veio, no gozoColada entre eu e o outro.No fossoNo nó de um íntimo laçoNo haustoNo fogo, na minha hora fria. Me fiz poetaPorque à minha voltaNa humana ideia de um deus que não conheçoA ti, morte, minha irmã,Te vejo.
No terceiro episódio do podcast Livros no Centro, trazemos duas histórias: ambas tratam das memórias e dos afetos que os livros mobilizam na trajetória de leitores, escritores e livreiros. A primeira narra o reencontro do engenheiro Sérvulo Barros com uma obra que havia pertencido a sua família – o caso se passou no sebo e livraria Lima Barreto, no Rio de Janeiro, e contou com uma ajudinha do cantor e compositor Martinho da Vila. Já a segunda se passa em São Paulo, no começo dos anos 2000, quando Marcelo Maluf, na época um escritor em início de carreira, conheceu uma de suas principais referências literárias, uma grande autora brasileira. Foi com ela que Marcelo entrou numa espécie de cabo de guerra por uma edição raríssima – e recebeu conselhos de escrita tão valiosos quanto.O Livros no Centro é apresentado por Rita Palmeira, curadora da Megafauna, por Flávia Santos, coordenadora da loja, e por nossos livreiros. No episódio “Encontros e reencontros”, o Melvim Brito é o livreiro que participa da conversa. A cada episódio, trazemos histórias de leitores, escritores e livreiros, com entrevistas, bate-papos e, claro, muitas dicas de leitura.Agradecemos especialmente ao Martinho da Vila, Lídia Costa e Fernando Quintino. O podcast Livros no Centro é realizado pela Livraria Megafauna e tem distribuição do Uol. Livros citados no episódio: A menina e a lua inventada, Iris Barros (Autografia)A invasão do mar, Júlio Verne (fora de catálogo)Cantares de perda e predileção, Hilda Hilst (em Da poesia, Companhia das Letras )O jardim selvagem, Lygia Fagundes Telles (em Os contos, Companhia das Letras)A imensidão íntima dos carneiros, Marcelo Maluf (Faria e Silva)Os últimos dias de Elias Ghandour, Marcelo Maluf (Faria e Silva)Um exu em Nova York, Cidinha da Silva (Pallas)Quando o sol aqui não mais brilhar: a falência da negritude, Castiel Vitorino Brasileiro (N-1)Só garotos, Patti Smith (Companhia das Letras, Alexandre Barbosa de Sousa)Verdade tropical, Caetano Veloso (Companhia de Letras)Lavoura arcaica, Raduan Nassar (Companhia das Letras)Um copo de cólera, Raduan Nassar (Companhia das Letras)Menina a caminho, Raduan Nassar (Companhia das Letras)Lua na jaula, Ledusha (Todavia)Helena Ignez, atriz experimental, Pedro Guimarães e Sandro de Oliveira (Edições Sesc São Paulo)Luz del Fuego, Javier Montes (Fósforo, trad. Silvia Massimini Felix)Underground: Luiz Carlos Maciel, Claudio Leal (org.) (Edições Sesc São Paulo)Lições, Ian McEwan (Companhia das Letras, trad. Jorio Dauster)Febre de cavalos, Leonardo Padura (Boitempo, trad. Monica Stael)O negro visto por ele mesmo, Beatriz Nascimento (Ubu)
Uma pornochanchada sobre a República brasileira. Uma literatura não histórica, mas histérica, escrita por uma autora que vê a ficção como o gozo da liberdade. Estou falando de “O Presidente Pornô” (Companhia das Letras), primeiro romance de Bruna Kalil Othero. Nele, Bruna incorpora em seu personagem principal, o Segundo-Sarnento Bráulio Garrazazuis Bestianelli, mandatário de um país chamado Plazil, aspectos de todos os homens que já passaram pela presidência do Brasil. Sublinho: homens. O romance é dedicado “às presidentas que vieram e que virão”. É a imaginação, a criatividade, a recusa da literatura domada e realista que permite à autora carregar nas tintas das baixarias públicas e imaginar as sacanagens privadas da política. O caminho para achar o equilíbrio num trabalho marcado pelos excessos, pelo escracho, foi um dos assuntos do papo que bati com a escritora. Bruna também escreveu livros como “Carne”, uma reunião de ficções”, e “Oswald Pede a Tarsila que Lave Suas Cuecas”, um dos seus três títulos de poesia. Mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal de Minas Gerais, também é professora e faz doutorado na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Na conversa nós passamos por essa experiência fora do país. Bruna ainda falou, dentre outras coisas, sobre a transgressão na arte, a admiração por Hilda Hilst e a necessidade de nos preocuparmos com a alfabetização artística das pessoas. A foto de Bruna usada na arte do podcast foi feita por Mauro Figa. * Aqui o caminho para a newsletter da Página Cinco: https://paginacinco.substack.com/'
A música e a poesia são paralelas que eventualmente se encontram no infinito da música brasileira. Zeca Balero esculpiu a sonoridade de Hilda Hilst até que ficasse perfeita na boca de divas da nossa canção. Caetano Veloso decodificou o poema visual de Augusto de Campos em um poema musical. Dori Caymmi casou a solidão bucólica de Fernando Pessoa em Portugal com o balanço do mar tropical brasileiro.Estes são alguns exemplos do que você vai ouvir pelos próximos minutos, pois poemas musicados são o tema do Travessia desta semana. Aqui na Central 3.
Hilda de Almeida Prado Hilst, mais conhecida como Hilda Hilst, foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. WikipédiaNascimento: 21 de abril de 1930, Jaú, São PauloFalecimento: 4 de fevereiro de 2004, Campinas, São PauloPrêmios: Ordem do Mérito CulturalCônjuge: Dante Casarini (de 1968 a 1980)Pais: Apolônio de Almeida Prado Hilst, Bedecilda Vaz Cardoso --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/message Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/support
Neste fantasioso e divertido poema infantil, Hilda Hilst nos convida a imaginar uma monstra, e a refletir sobre o que são os monstros em cada um de nós. De: Hilda Hilst Ilustrações: Ixchel Estrada Editora: Companhia das Letrinhas ____ O Histórias de Pai Para Filha é um podcast que agrada a pais e filhos, com histórias produzidas, escritas ou adaptadas por mim, um pai coruja que quer ensinar à sua filha o gosto pelas histórias e pela língua portuguesa. Siga meu perfil no Instagram @pablouch e acompanhe o podcast também pelo Youtube (www.youtube.com/historiasdepaiparafilha) --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/depaiparafilha/message
Hilda de Almeida Prado Hilst, mais conhecida como Hilda Hilst, foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. WikipédiaNascimento: 21 de abril de 1930, Jaú, São PauloFalecimento: 4 de fevereiro de 2004, Campinas, São PauloCônjuge: Dante Casarini (de 1968 a 1980)Pais: Apolônio de Almeida Prado Hilst, Bedecilda Vaz CardosoPrêmios: Ordem do Mérito CulturalFormação: Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP) --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/message Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/support
É lícito me dizeres, que Manan, tua mulher Virá à minha Casa, para aprender comigo Minha extensa e difícil dialética lírica? Canção e liberdade não se aprende Mas posso, encantada, se quiseres Deitar-me com o amigo que escolheres E ensinar à mulher e a ti, Dionísio, A eloquência da boca nos prazeres E plantar no teu peito, prodigiosa Um ciúme venenoso e derradeiro. “Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio” é um dos capítulos do livro “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão” (1974), de HILDA HILST.
Para celebrar o Dia Mundial da Poesia, a Rádio Companhia traz um bate-papo sobre o livro “Morda meu coração na esquina”, que reúne a poesia completa de Roberto Piva. Apresentada pela poeta e editora Alice Sant'Anna, a conversa se dá entre o crítico literário Alcir Pécora, organizador da obra de Piva, e a professora de literatura brasileira pela USP, Eliane Robert Moraes. Além disso, o episódio conta com a participação especial de Omar Salomão, Martha Nowill, Eucanaã Ferraz e Tainá Müller lendo poemas de Waly Salomão, Paulo Mendes Campos, Vinicius de Moraes e Hilda Hilst.
Hilda de Almeida Prado Hilst, mais conhecida como Hilda Hilst, foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Wikipédia --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/message Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/josemar-barboza-da-costa/support
No Autores e Livros – Dose Extra dessa semana, a equipe do Autores e Livros aproveita que 14 de fevereiro é o dia do Valentine´s Day ou Dia de São Valentim e traz algumas dicas de leitura bem românticas para quem quer aproveitar a data. Tradicionalmente, o Dia dos Namorados é celebrado aqui no Brasil em 12 de junho, mas o Valentine's Day, considerado o Dia Internacional do Amor, vem se tornando cada vez mais popular por aqui. A data é comemorada em muitos países no mundo todo como Estados Unidos, Itália, Japão e até na vizinha Argentina. É mais uma oportunidade para que as pessoas demonstrem seus sentimentos de maneira positiva, por meio de cartões, flores, chocolates e, claro, livros. Confira abaixo a relação dos títulos comentados nesta edição do Autores e Livros Dose Extra: • Todo amor - Vinicius de Moraes • Biografia involuntária dos amantes – João Tordo • Um Caso Mortal: Histórias de Amor Inesperadas da Rainha do Crime - Agatha Christie • Os Sete Maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid • Cartas para Anna: ou crônicas de um amor que não deu certo - Léo Luz • De amor tenho vivido: 50 poemas - Hilda Hilst
Leitora voraz de poesia contemporânea, Renata Ettinger traz como principais influências para o seu terceiro livro, "A mesma vida é outra", autores como Ana Martins Marques e Eucanaã Ferraz. Também cita nomes como Adélia Prado, Hilda Hilst, Adília Lopes e Adriane Garcia. Nascida em Itabuna, na Bahia, Renata é publicitária e arteterapeuta, mas “fala pelos poemas” desde os 12 anos. Já publicou os livros “GRITO: silêncios ecoando em minha voz” (2020), “Oito Polegadas” (2018) – uma coletânea lançada com os poetas Mário Garcia Jr., Nalini Vasconcelos e Ricardo Guedeville - e “Um eu in verso” (2002), todos de forma independente. Além de escrever, durante o período de isolamento social Renata realizou o projeto “Quarentena com Poema (QCP)”, em que compartilhou um poema em áudio por dia com amigos e interessados em poesia. Foram 215 dias consecutivos de poesia para ouvir e sentir, com mais de 70 autores contemplados. Depois, Renata criou o podcast “Trago Poemas”, iniciativa que caminha para o segundo ano em formato semelhante ao QCP. Ambos podem ser conferidos nas principais plataformas de streaming. Twitter: https://twitter.com/manumayrink Instagram: https://instagram.com/manumayrink Canal no Telegram: https://t.me/alguemviumeusoculos Facebook: https://www.facebook.com/alguemviumeuoculos/ PIX: manumayrink@gmail.com
Caio F, como era conhecido, era um contista e cronista de mão cheia. Jornalista cultural de um tempo onde o bom repertório fazia diferença, ainda que nem sempre valorizado (como descobrimos no livro "Cartas", editora Aeroplano, que está esgotado). Ele foi amigo de Hilda Hilst e vencedor de três prêmios Jabuti. Nasceu em 12 de setembro de 1948, em Santiago do Boqueirão, no Rio Grande do Sul, e morreu em 25 de fevereiro de 1996 em Porto Alegre. Recentemente, a casa onde viveu teve a demolição interrompida. Num país como o Brasil onde o apagamento artístico é regra, a gente brinda as pequenas vitórias e atravessa os agostos. Mas esse é um podcast de poesia e, por mais que a produção de Caio Fernando Abreu não fosse centrada no gênero, pinçamos um poema publicado no Suplemento Literário de Minas Gerais nos anos de 1970.
Welcome to the CodeX Cantina where our mission is to get more people talking about books! Was there a theme or meaning you wanted us to talk about further? Let us know in the comments below! The dive into madness! With my Dog Eyes by Hilda Hilst up for discussion. Our copy was translated by Adam Morris. Hilda Hilst Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=MQZ8uonKylY&list=PLHg_kbfrA7YCak6HZRba65noqOEFHWOAW ✨Do you have a Short Story or Novel you'd think we'd like or would want to see us cover? Join our Patreon to pick our reads.
Welcome to the CodeX Cantina where our mission is to get more people talking about books! Was there a theme or meaning you wanted us to talk about further? Let us know in the comments below! Let's talk about "Crassus Agonicus". Warning now: not for the faint of heart. Lots of items related to private spaces. But, that might need to be assumed when you say you're looking at a Hilda Hilst work! Our copy was translated by Julia Powers and Lívia Drummond. Hilda Hilst Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=MQZ8uonKylY&list=PLHg_kbfrA7YCak6HZRba65noqOEFHWOAW ✨Do you have a Short Story or Novel you'd think we'd like or would want to see us cover? Join our Patreon to pick our reads.
"Anotem este nome: Lygia Fagundes. Será o de uma grande novelista." Foi isso que anunciou o crítico do jornal Folha da Manhã, em novembro de 1938, pouco após a publicação de “Porão e Sobrado”, o primeiro do livro da escritora, morta semana, aos 103 anos. A previsão do sucesso de Lygia feita pelo crítico estava correta. A escritora é uma das autoras mais reconhecidas da língua portuguesa e uma das imortais da Academia Brasileira de Letras, a ABL, instituição da qual ela era exclusiva desde 1985. Autora de sucessos como "Ciranda de Pedra e "As Meninas", Lygia foi celebrada em vida com quatro Jabutis, o principal prêmio literário do Brasil, e com um Camões, o maior da língua portuguesa. ficção no Brasil. O Expresso Ilustrada desta semana relembra a vida e a carreira da escritora, além de explicar a importância de suas obras para a literatura nacional. O programa ouviu Luisa Destri, especialista em literatura brasileira e coautora de "Eu e Não Outra - A Vida Intensa de Hilda Hilst", Lúcia Telles, neta da escritora, e Júliãn Fuks, fã de Lygia e autora do premiado "A Resistência". "Existe uma grande precisão vocabular, uma construção de sentido muito específico e rica [nas obras de Lygia]", disse Fuks. "Ela deixa livros magníficos, particularmente os contos, algo que tem muita força, uma qualidade. Em tempos recentes, os contos perdidos têm um espaço muito mais interessado em romances, narrativas grandes, mas Lygia é uma grande expoente dos contos fantásticos nacionais." Com novos problemas todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação é da Marina Lourenço, que também assina o roteiro com Carolina Moraes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Nos 20 anos de “Durante aquele estranho chá”, o episódio da Rádio Companhia desta semana fala sobre a obra e sua autora, Lygia Fagundes Telles. * A notícia da morte de Clarice, a primeira vez que leu Machado, uma tarde com Mário de Andrade, uma lembrança de Sartre e Simone de Beauvoir comendo castanhas de caju, a imagem do apartamento cheio vendo desabrochar o cinema novo, a amizade com Hilda Hilst. * Esses são só 5 dos 21 textos de “Durante aquele estranho chá”, uma coletânea de memórias e reflexões de Lygia Fagundes Telles, que voltou às livrarias recentemente e é mais uma preciosidade do nosso baú. * Para conversar sobre a autora e as nuances de sua obra, a Rádio Companhia recebe Luiz Bueno, escritor e professor de literatura da UFPR, e Socorro Acioli, escritora, jornalista e também professora de literatura. * Apresentação e edição: Paulo Júnior
John Keene is the author of Punks: New & Selected Poems, available from The Song Cave. Keene is a writer, translator, professor, and artist who was named a MacArthur Fellow in 2018. In 1989, Keene joined the Dark Room Writers Collective, and is a Graduate Fellow of the Cave Canem Writers Workshops. He is the author of Annotations, and Counternarratives, both published by New Directions, as well as several other works, including the poetry collection Seismosis, with artist Christopher Stackhouse, and a translation of Brazilian author Hilda Hilst's novel Letters from a Seducer. Keene is the recipient of many awards and fellowships--including the Windham-Campbell Prize, the Whiting Foundation Prize, the Republic of Consciousness Prize, and the American Book Award. He teaches at Rutgers University-Newark. *** Otherppl with Brad Listi is a weekly literary podcast featuring in-depth interviews with today's leading writers. Launched in 2011. Books. Literature. Writing. Publishing. Authors. Screenwriters. Etc. Available where podcasts are available: Apple Podcasts, Spotify, Stitcher, iHeart Radio, etc. Subscribe to Brad Listi's email newsletter. Support the show on Patreon Merch @otherppl Instagram YouTube Email the show: letters [at] otherppl [dot] com The podcast is a proud affiliate partner of Bookshop, working to support local, independent bookstores. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do caderno Na Quarentena desta sexta-feira (20/11/20)See omnystudio.com/listener for privacy information.