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EL MIRADOR
EL MIRADOR T06C117 Astronomía con Fernando Ortuño. ¿Y si el corazón de la Vía Láctea no fuera un agujero negro? (19/02/2026)

EL MIRADOR

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 11:20


Tradicionalmente, se ha creído que un agujero negro supermasivo conocido como Sagitario A habita en el centro de nuestra galaxia, actuando como un "monstruo" que devora todo a su paso. Sin embargo, un nuevo estudio realizado por investigadores de Argentina, Italia, Colombia y Alemania propone que este núcleo podría ser en realidad una gigantesca y densa bola de materia oscura. Este modelo alternativo explicaría con mayor precisión por qué ciertas nubes de gas no fueron destruidas al pasar cerca del centro y cómo se mueven las estrellas de tipo S, como la estrella S2, que viaja a unos asombrosos 30.000 km/s. La clave para resolver este misterio científico reside en observar el próximo movimiento de S2 y la presencia o ausencia del anillo de fotones, un fenómeno lumínico que solo un agujero negro produciría.

Oxigênio
#213 – Curupira: da floresta à COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 42:54


O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi.  ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará.  Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade.  Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial.  Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos.  Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso.  Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e  desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem.  Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos.  Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso.  Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar.  Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso  Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro  na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa  para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho,  para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói.   Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo.   Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas  de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele  retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia.  Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza.  Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida.  Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia.   Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias.  Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira?  Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta.  Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta.  Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária.  Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro?   Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia.  Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza.  Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto,  não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta.  Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia?  Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza.  Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável.  Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi.  A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau. 

Mercado Abierto
Un sector tradicionalmente defensivo ahora es de los más volátiles para invertir

Mercado Abierto

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 6:36


Con un euro fuerte o tensiones geopolíticas que siguen presionando con aranceles, por el momento, todo parece indicar que la incertidumbre acompañará a este sector en el corto plazo

EL MIRADOR
EL MIRADOR T06C106 Raticos arqueológicos. Los primeros pobladores de América (04/02/2026)

EL MIRADOR

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 10:34


Tradicionalmente, la comunidad académica ha respaldado la tesis de que el poblamiento se produjo a través del puente de Beringia, una franja terrestre de 100 kilómetros surgida hace 40.000 años tras el descenso del nivel del mar durante las glaciaciones. Este fenómeno permitió el tránsito de grupos nómadas en dos grandes fases: una oleada inicial hace 30.000 años y una posterior, hace 14.000 años, asociada a la cultura Clovis y su especializada tecnología de caza de megafauna. La arqueóloga María Haber explica que en los últimos trabajos hay datos que tambalean esas teorías porque podrían haber llegado a América también navegando de isla a isla. Estudios genéticos y biológicos, particularmente el análisis de la gallina araucana en el sur de Chile, vinculan su origen con Oceanía, lo que refuerza la posibilidad de contactos transoceánicos. Estos datos plantean que los antiguos pobladores pudieron poseer capacidades de navegación avanzadas, permitiendo el acceso al continente a través del Pacífico desde la Polinesia.

A hombros de gigantes
A hombros de gigantes - El genoma de los materiales - 01/02/2026

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 48:50


Los materiales son el tejido de nuestra civilización y marcan el límite de nuestras capacidades: desde el hormigón de nuestros edificios a los semiconductores que permiten la inteligencia artificial, pasando por los compuestos ligeros empleados en la exploración espacial. Tradicionalmente, su descubrimiento ha sido un proceso lento y laborioso, a menudo por puro azar. Pero desde hace unos años, es posible diseñarlos a la carta gracias a iniciativas como el "Materials Project", una especie de genoma de la materia. Hemos entrevistado a Paula Alvaredo, profesora de ciencia y tecnología de los materiales en la universidad Carlos III. Con José Manuel Torralba hemos conocido las características y normativas del acero y las soldaduras utilizados en la construcción de las líneas ferroviarias, y las principales amenazas que sufren. En EEUU, ya está todo preparado en el Centro Espacial Kennedy para el lanzamiento de la misión Artemisa II, la primera misión tripulada alrededor de la Luna. Jesús Martínez Frías nos ha explicado la importancia de nuestro satélite desde el punto de vista de los recursos y de la exploración espacial. Eva Rodríguez nos ha informado del mapa celeste más completo de la materia. Imágenes del telescopio James Webb han permitido reconstruir con un detalle sin precedentes el entramado invisible que sostiene la arquitectura del cosmos. Hemos informado del Premio BBVA Fronteras del Conocimiento en Tecnologías de la Información y la Comunicación para los ingenieros belgas Joan Daemen y Vincent Rijmen por diseñar el sistema criptográfico que protege la seguridad de dispositivos electrónicos y conexiones digitales en todo el mundo, y del estudio sobre Cultura Científica de la Fundación BBVA. Escuchar audio

A hombros de gigantes
A hombros de gigantes - El genoma de los materiales - 01/02/2026

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 48:50


Los materiales son el tejido de nuestra civilización y marcan el límite de nuestras capacidades: desde el hormigón de nuestros edificios a los semiconductores que permiten la inteligencia artificial, pasando por los compuestos ligeros empleados en la exploración espacial. Tradicionalmente, su descubrimiento ha sido un proceso lento y laborioso, a menudo por puro azar. Pero desde hace unos años, es posible diseñarlos a la carta gracias a iniciativas como el "Materials Project", una especie de genoma de la materia. Hemos entrevistado a Paula Alvaredo, profesora de ciencia y tecnología de los materiales en la universidad Carlos III. Con José Manuel Torralba hemos conocido las características y normativas del acero y las soldaduras utilizados en la construcción de las líneas ferroviarias, y las principales amenazas que sufren. En EEUU, ya está todo preparado en el Centro Espacial Kennedy para el lanzamiento de la misión Artemisa II, la primera misión tripulada alrededor de la Luna. Jesús Martínez Frías nos ha explicado la importancia de nuestro satélite desde el punto de vista de los recursos y de la exploración espacial. Eva Rodríguez nos ha informado del mapa celeste más completo de la materia. Imágenes del telescopio James Webb han permitido reconstruir con un detalle sin precedentes el entramado invisible que sostiene la arquitectura del cosmos. Hemos informado del Premio BBVA Fronteras del Conocimiento en Tecnologías de la Información y la Comunicación para los ingenieros belgas Joan Daemen y Vincent Rijmen por diseñar el sistema criptográfico que protege la seguridad de dispositivos electrónicos y conexiones digitales en todo el mundo, y del estudio sobre Cultura Científica de la Fundación BBVA. Escuchar audio

Seguridad Vial y Educación Vial con RiveKids
P731 Ética, Evitabilidad y Protección a la Víctima con José Luis Ayestarán

Seguridad Vial y Educación Vial con RiveKids

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 13:45


Ética, Evitabilidad y Protección a la Víctima con José Luis Ayestarán CESVIMAP (Centro de Experimentación y Seguridad Vial de MAPFRE). En esta entrega especial desde el Congreso de Investigación de Accidentes de Tráfico de CESVIMAP 2025, tenemos el honor de conversar con José Luis Ayestarán, perito de accidentes de tráfico y una de las figuras con mayor trayectoria y ética profesional en el sector. Con una carrera que comenzó en estas mismas instalaciones en 1985, José Luis nos ofrece una perspectiva única sobre cómo ha evolucionado la reconstrucción de siniestros y hacia dónde se dirige la legislación española. De 1985 a 2025: Cuatro décadas de evolución en CESVIMAP José Luis inició su andadura en CESVIMAP (Ávila) en el año 85, antes de trasladarse a Galicia para combatir la alta siniestralidad de la época. Recuerda aquellos inicios como una etapa pionera: no había escuelas, ni normativa, ni formación reglada para peritos. Hoy, en 2025, el panorama ha cambiado radicalmente: • Formación especializada: Existen universidades y programas de posgrado (como el de la Universidad Politécnica de Madrid, donde José Luis ha sido ponente). • Referente continuo: CESVIMAP sigue siendo el faro que se adelanta a las circunstancias, apostando por la investigación de vanguardia para peritos, policías y Guardia Civil. El concepto de "Evitabilidad": Más allá de la culpabilidad Un tema central de la entrevista es la evitabilidad. Tradicionalmente, la peritación se centraba en buscar al "causante" del accidente. Sin embargo, la normativa europea y española han evolucionado hacia la protección total del lesionado, el consumidor y el peatón. ¿Qué es la evitabilidad? Es el estudio técnico que determina si un conductor, aunque no haya cometido una infracción y el peatón haya cruzado por un lugar indebido, podría haber evitado el atropello. No se trata solo de hacer una "reconstrucción bonita", sino de analizar si existía margen de maniobra para impedir el daño. La protección a los menores de 14 años José Luis destaca un cambio fundamental introducido por la Ley 35/2015 (en vigor desde el 1 de enero de 2016). En España, bajo esta ley: • Responsabilidad cero para el menor: Un niño menor de 14 años nunca es responsable civil de sus daños. Si un conductor circula correctamente y un niño irrumpe en la vía, la aseguradora debe cubrir el 100% de los daños del menor. • El matiz en caso de fallecimiento: Si el menor fallece, la compañía no suele responder de la misma forma ante los padres, ya que se considera que existe una negligencia en la vigilancia por parte de los progenitores. • Capital protegido: La justicia busca garantizar que las indemnizaciones aseguren el futuro del niño y no sean malgastadas por los tutores. España en el mapa internacional de la investigación Tras dirigir un gabinete pericial con intervenciones en países como Inglaterra, Costa Rica o Portugal, José Luis analiza el nivel de España frente al resto del mundo: • Estados Unidos: Están muy avanzados debido a la responsabilidad penal. Un despiste que en España conlleva 3 o 4 años de cárcel, en EE.UU. puede suponer 20 años. Esto genera una inversión masiva en reconstrucción privada. • Nivel Nacional: España cuenta con gabinetes privados de altísimo nivel y equipos de fuerzas de seguridad (ERAD, DIRAD y equipos periféricos) que dominan tecnologías de vanguardia, situándose muy por encima de otros países europeos y latinoamericanos. Pasión y Altruismo: Herramientas para el futuro José Luis subraya que, aunque la administración no siempre dota de medios suficientes a las policías locales, muchos agentes se forman por amor propio, dedicando su tiempo libre y vacaciones a la especialización. Para apoyar esta labor, el equipo de José Luis ha desarrollado dos libros de seguridad vial para niños basados en física y matemáticas. Estos libros incluyen: • Códigos QR que dan acceso a una página de cálculos de accidentes de forma gratuita. • Herramientas de cálculo que permiten a policías sin recursos determinar velocidades basadas en huellas de frenada, deformaciones o el desplazamiento de un peatón. Hasta aquí el programa de hoy del podcast de seguridad vial y educación vial. ¿Quieres escuchar episodios anteriores sobre seguridad en moto? • P138 100 tramos más peligrosos para motoristas https://go.ivoox.com/rf/72292314 • P154 Hugo de 14 años muere en el campeonato Europeo de motociclismo. https://go.ivoox.com/rf/73574655 • P176 Motos sin ITV https://go.ivoox.com/rf/75543112 • P262 Seguridad Vial en moto No me llames paquete https://go.ivoox.com/rf/93733543 • P289 Caídas en quad o moto y la importancia de la equipación adecuada. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101146657 • P300 Seguridad vial en moto en el Dakar https://go.ivoox.com/rf/101515123 • P327 Seguridad vial en moto, formación conducción, compra de equitación y exigir la retirada de guardarraíles asesinos https://go.ivoox.com/rf/105221622 • P376 seguridad vial en moto, episodio 5 del verano de seguridad en Onda Cero https://go.ivoox.com/rf/114152759 • P470 La seguridad vial en moto a debate https://go.ivoox.com/rf/126752010 • P566 chaleco airbag moto para la atgc https://go.ivoox.com/rf/135729959 • P557 4000 motos en la manifestación motera por la seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/134812092 • P601 charla de seguridad vial en la concentración motorista La Leyenda en Cantalejo https://go.ivoox.com/rf/137929200 • P610 motoristas maltratados por Juan Carlos toribio en la concentración La Leyenda https://go.ivoox.com/rf/139115892 • P656 que sucede con la seguridad de los motoristas https://go.ivoox.com/rf/149781060 ¿Quieres escuchar episodios anteriores sobre seguridad en Euro NCAP? • P22 Seguridad infantil en Euro NCAP 2020 https://go.ivoox.com/rf/60410726 • P31 La seguridad infantil de los 7 coches ensayados en Euro NCAP 2020 https://go.ivoox.com/rf/63999896 • P119 En AutoFM hablamos del origen de lo que hoy es Euro NCAP https://go.ivoox.com/rf/70766776 • P192 Hyundai Ioniq 5 en Euro NCAP https://go.ivoox.com/rf/77624794 • P200 El coche más seguro para niños según Euro NCAP https://go.ivoox.com/rf/79810679 • P278 ¿Qué es EuroNCAP? https://go.ivoox.com/rf/97118681 • P320 Seguridad EuroNCAP en el Lexus RX https://go.ivoox.com/rf/104093361 • P325 Cupra en Euro NCAP seguridad made in Spain https://go.ivoox.com/rf/104841125 • P353 Euro NCAP y la seguridad de nuestros vehículos https://go.ivoox.com/rf/111970962 • P413 Etiquetas de seguridad en EuroNCAP https://go.ivoox.com/rf/121984964 • P426 BMW Serie 5 en EuroNCAP https://go.ivoox.com/rf/121989858 • P525 el coche más seguro en euro ncap 2023-24 https://go.ivoox.com/rf/132581951 • P617 euro ncap deepal s07 https://go.ivoox.com/rf/143237685 • P619 Xpeng pasa por Euro NCAP https://go.ivoox.com/rf/143237909 • P621 NIO EL6 en EuroNCAP https://go.ivoox.com/rf/143595669 • P655 Euro NCAP Jaecoo 7 https://go.ivoox.com/rf/149781056 ¿Quieres escuchar episodios anteriores sobre patinetes eléctricos (VMP) y su influencia en la educación vial y seguridad vial? • VMP o los patinetes eléctricos (13-11-2020) https://go.ivoox.com/rf/58970634 • P29 200€ de multa a los patinetes que circulen por la acera (19-1-2021) https://go.ivoox.com/rf/63999858 • P39 El 80% de los accidentados en patinete eléctrico iban sin casco. https://go.ivoox.com/rf/64652023 • P88. En la sección de RiveKids dentro de AutoFM hablamos de atropellos de niños con patinete eléctrico VMP https://go.ivoox.com/rf/68488690 • P134 Tráfico dice que se va a poner duro con patinetes y bicicletas https://go.ivoox.com/rf/71998645 • P205 certificado para VMP y manual de características del patinete eléctrico https://go.ivoox.com/rf/81250012 • P222 Normativa del patinete eléctrico en Onda Cero https://go.ivoox.com/rf/86695954 • P228 El patinete eléctrico no es un juguete en Auto FM https://go.ivoox.com/rf/87765635 • P329 lista de patinetes eléctricos certificados por la DGT https://go.ivoox.com/rf/105222377 • P449 Se prohíbe el patinete eléctrico en el metro de Bilbao https://go.ivoox.com/rf/124482727 ¿Quieres escuchar episodios anteriores sobre cómo la DGT afronta la educación vial y seguridad vial? • P47 La DGT recauda más de un millón de euros al día en multas https://go.ivoox.com/rf/65042824 • P68 2.880 conductores fueron denunciados dos o más veces en un mismo año por no llevar el cinturón de seguridad. https://go.ivoox.com/rf/66793732 • P72 La otra cara del rescate en carretera. DGT https://go.ivoox.com/rf/67030950 • P78 ¿Por qué nos denuncia la DGT en España? https://go.ivoox.com/rf/67470851 • P85 los tribunales anulan la mitad de las multas que pone la DGT. https://go.ivoox.com/rf/68027004 • P189 Cómo adelantar con seguridad https://go.ivoox.com/rf/76818386 • 6 puntos por usar el móvil al volante y más cambios de la DGT. https://go.ivoox.com/rf/60394281 • P383 ¿Hay que abrochar el cinturón de seguridad incluso sin ocupantes en las plazas traseras? https://go.ivoox.com/rf/115775880 • P444 Ocurrencias de la DGT en 2024 https://go.ivoox.com/rf/124103189 • P559 estrategia de país en la seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/134812303 • P447 Propuestas de la DGT para bajar fallecidos en carretera https://go.ivoox.com/rf/124482117 • P456 La DGT incumple la promesa de retirar la Ley de tráfico si aumentaban los fallecidos https://go.ivoox.com/rf/124862871 • P494 La DGT frena los cambios del carnet de conducir https://go.ivoox.com/rf/130588417 • P538 En un accidente no se multiplica el peso como dice la DGT https://go.ivoox.com/rf/133370042 • P559 estrategia de país en la seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/134812303 • P564 la seguridad en los adelantamientos https://go.ivoox.com/rf/135729856 • P633 La DGT controla a los conductores profesionales https://go.ivoox.com/rf/144450395 • P569 la DGT hace campanas de buenismo con los patinetes https://go.ivoox.com/rf/135730039 ¿Quieres escuchar episodios anteriores del podcast de educación vial y seguridad vial? • P6 Coronavirus y Seguridad Vial https://go.ivoox.com/rf/49513283 • P169 Seguridad vial en Onda Cero https://go.ivoox.com/rf/74292123 • P125 ¿Isofix en un SsangYong Rodius? Y mucha más seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/71289331 • P196 Seguridad vial para bebés prematuros y CIPSEVI https://go.ivoox.com/rf/78652365 • P168 Sin ruedas no hay seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/74292023 • P182 La educación vial en El Enfoque, Onda Madrid https://go.ivoox.com/rf/76018355 • P7 Mascarillas y guantes son al coronavirus lo que el cinturón de seguridad y los SRI a la violencia vial https://go.ivoox.com/rf/50038459 • P197 Estudio sobre la inseguridad vial en el contenido de las series en Capital Radio https://go.ivoox.com/rf/78897119 • P565 la mayoría de gente no usa el cinturón de seguridad https://go.ivoox.com/rf/135729932 • P561 4 de cada 10 conductores dan positivo en drogas https://go.ivoox.com/rf/134812530 • P541 La DGT no sabe dónde hay más de 650 millones de euros https://go.ivoox.com/rf/133580231 ¿Quieres escuchar episodios anteriores del podcast de seguridad vial en el Dakar? • P290 Lluvia torrencial, helicópteros que no pueden volar y buggies en medio de riadas. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101146767 • P291. Señalización de accidentes en la carrera más dura del mundo. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101146815 • P295 Exceso de velocidad, radar, sanción y distancia de frenado. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101147162 • P297 Muere atropellado por conseguir la mejor foto. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101514720 • P302 El Dakar 2023 da una lección de seguridad vial. La velocidad no mata, matan otras cosas. Seguridad vial Dakar https://go.ivoox.com/rf/101515334 • P301 Seguridad Vial con Manolo Plaza en el Dakar y en la vida. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101515325 • P300 La seguridad vial en moto en el Dakar y en las carreteras españolas. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101515123 • P294 Cansancio y fatiga extrema en competición. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101147100 • P296 ¿Es más seguro un chasis tubular? Biomecánica del impacto y aceleraciones en la seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101514635 • P288 Arco antivuelco o jaula de seguridad. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/100776113 • P293 Hans. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101146904 • P292. Pos seguridad después de un vuelco o un accidente ¿qué hacer?. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101146866 • P287 Arnés vs cinturón de seguridad. Seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/100775999 • P299 Conducir sin luna en la seguridad vial Dakar 2023 https://go.ivoox.com/rf/101515049 • P298 Fallece atropellado un aficionado que estaba viendo el Dakar 2023. Seguridad vial dentro y fuera de la competición https://go.ivoox.com/rf/101514818 • P430 Prologo Dakar 2024, seguridad vial https://go.ivoox.com/rf/122182887 • P438 Etapa 10 Dakar 2024 competición vs vida real en la señalización https://go.ivoox.com/rf/123338733 • P435 Etapa 5 Dakar 2024, la fatiga https://go.ivoox.com/rf/122440640 • P440 Etapa de descanso Dakar 2024 los twit de la DGT https://go.ivoox.com/rf/123339096 • P439 Etapa 11 Dakar 2024 adelantamientos extremos https://go.ivoox.com/rf/123338820 • P436 Atropello de un espectador en el Dakar 2024 https://go.ivoox.com/rf/122440725 • P434 Etapa 4 seguridad jurídica y excesos de velocidad en el Dakar 2024 https://go.ivoox.com/rf/122440464 • P431 Etapa 1 Dakar 2024, espectador atropellado https://go.ivoox.com/rf/122229047 • P432 Etapa 2 Dakar 2024, jaula de seguridad y Carles Falcón https://go.ivoox.com/rf/122229139 • P433 Etapa 3 Dakar 2024, los 3 impactos de un accidente https://go.ivoox.com/rf/122440325 “El verdadero viaje es el que termina como comenzó, con felicidad e inocencia” Feliz viaje hasta el próximo programa. _______________________________________

Daniel Ramos' Podcast
Episode 507: 26 de Diciembre del 2025 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Hoy es tendencia¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 25, 2025 4:10


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2025“HOY ES TENDENCIA”Narrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================26 de DiciembreDios está con nosotros"La virgen quedará encinta y tendrá un hijo, al que pondrán por nombre Emanuel" (que significa: "Dios con nosotros") Mateo 1: 23En 1865, William Chatterton Dix, un hombre de negocios que vivía en Escocia, enfermó gravemente y tuvo que guardar cama durante varios meses. Al borde de la muerte, William empezó a reflexionar sobre la identidad de Jesús y la relevancia de la fe. Mientras meditaba, escribió un poema que más adelante se convirtió en una canción de Navidad: ¿Qué niño es este?* La mejor respuesta a esa pregunta la encontramos al inicio del Evangelio de Mateo, cuando el evangelista señala que el nacimiento de Jesús fue el cumplimiento de las palabras de Isaías: «"La virgen quedará encinta y tendrá un hijo, al que pondrán por nombre Emanuel" (que significa: "Dios con nosotros")» (Mateo 1: 23).Tradicionalmente, muchos de nosotros vemos el nacimiento de Jesús como el inicio de una gran historia, pero en realidad la encarnación se encuentra justo en el medio de la historia de la redención. En el Edén, cuando nuestros primeros padres pecaron y quedaron separados de Dios, él los buscó. Varios siglos después, el mismo Dios anunció sus planes de estar con nosotros (ver Éxodo 25: 8). Y cuando Gabriel le anunció a María que de ella nacería el Hijo de Dios, la promesa se hizo realidad. Ahora Dios estaba con nosotros.¿Pero cómo podemos lidiar con el hecho de que Jesús ascendió al cielo hace dos mil años? Curiosamente, Mateo no solo comienza diciéndonos que, en Jesús, Dios está con nosotros, sino que las últimas palabras de su Evangelio son: «Por mi parte, yo estaré con ustedes todos los días, hasta el fin del mundo» (Mateo 28:20). De manera que todo el libro de Mateo es un gran «sándwich» teológico que comienza y termina aseverándonos que, no importa lo que pase, Dios está con nosotros y lo estará «hasta el fin del mundo».Hace algún tiempo leí la historia de una pareja que estaba quitando los adornos de Navidad. Cuando casi habían terminado, el esposo le preguntó a su esposa: «¿Ya quitaste el pesebre?». La señora contestó: «No. Pienso dejarlo frente a la casa todo el año. Con lo mal que está el mundo, creo que necesitamos recordar que Dios todavía está con nosotros». No sé cómo está tu mundo en estos momentos, pero quiero que sepas que Dios está contigo. ¿Quién de tu entorno necesita hoy recibir esa buena noticia? 

CBN Vitória - Entrevistas
ES registra maior volume de atividades turísticas da década em outubro de 2025

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 15:44


O Espírito Santo registrou, em outubro deste ano, o maior volume de atividades turísticas da última década, superando todos os resultados do estado desde janeiro de 2014. Tradicionalmente considerado um período fora da alta temporada, o mês reúne fatores positivos como feriados, clima favorável e menor concorrência com outros destinos. Ainda assim, em 2025, o desempenho foi além das expectativas: o crescimento em relação a setembro foi de 3,6%, colocando o Espírito Santo como o segundo estado que mais avançou no turismo no país no período. No acumulado de 2025, a alta chega a 4,6%.Em entrevista à CBN Vitória, o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, analisa os números e explica os impactos desse resultado para o setor. Ouça a conversa completa!

Meditaaccion
No.217 - Ronroneo de gato para dormir

Meditaaccion

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 60:32


La historia del gato doméstico comienza hace miles de años, cuando los felinos salvajes se acercaron por primera vez a los asentamientos humanos. Tradicionalmente se creía que esto ocurrió en el Creciente Fértil (Siria-Líbano-Israel), hace unos 7.500–9.500 a.C., cuando en Chipre se encontró el esqueleto de un humano enterrado junto a un gato. Se pensaba que los agricultores dieron la bienvenida a estos cazadores de roedores cerca de los graneros. Sin embargo, investigaciones genéticas recientes han cambiado la película: hoy sabemos que los gatos domésticos[...] ¡Que lo disfrutes! ✅ Si desean sumarse a IVOOX solo tienen que suscribirse o darle el botón del corazoncito ❤️ y comentar : https://www.ivoox.com/podcast-meditaaccion_sq_f1707851_1.html ✅ Si nos sigues en Apple Podcast, ahora nos puedes ayudar a calificar con 5 estrellas ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️. Por favor ayúdanos a llegar a más personas. Tu calificación o Me gusta❤️ no te tomara mas de 10 segundos y ayudará a llegar a más personas. Gracias de antemano!!! Puedes visitarnos en nuestro Sitio Web, para ver el articulo completo: Web: https://meditaaccion.com Síguenos en el canal informativo de Telegram: https://t.me/meditaaccion Síguenos Instagram: https://www.instagram.com/meditaaccion_podcast/ e-Mail: contacto@meditaaccion.com

Aparici en Órbita
Aparici en Órbita s08e16: La domesticación de los gatos

Aparici en Órbita

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 16:39


En el siglo XXI las mascotas por antonomasia son los perros y los gatos. El perro es el animal doméstico más antiguo, remontándose su relación con los humanos a antes de la revolución neolítica. Todas las demás especies domesticadas, tanto animales como vegetales, tienen que ver con el proceso de sedentarización y con el paso de una sociedad de cazadores y recolectores a las sociedades de pastores y agricultores. ¿Dónde encajan los gatos en todo esto? Tradicionalmente se les ha asociado al control de plagas, especialmente de ratas y ratones en un mundo en el que se estaba empezando a acumular el grano proveniente de la agricultura. En el programa de hoy os contamos qué nos dicen la genética y la arqueología sobre este proceso: veremos que el gato es un habitante relativamente tardío de las sociedades humanas, y que su origen se puede localizar en el norte de África y el Próximo Oriente. Los egipcios, y más tarde los romanos, tuvieron mucho que ver con su domesticación, pero su historia completa todavía está por escribir. Si os interesa la historia de los animales domésticos en el programa ya os hemos contado cosas sobre los perros (en los capítulos s04e18 y s07e07) y los caballos (en el episodio s04e07). Podéis repasarlos para aprender más sobre lo muy variados que han sido los procesos de domesticación de las diversas especies. Este programa se emitió originalmente el 18 de diciembre de 2025. Podéis escuchar el resto de audios de Más de Uno en la app de Onda Cero y en su web, ondacero.es

A hombros de gigantes
Más cerca - La ciencia de Mortadelo y Filemón - 03/12/2025

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 10:22


El humor es una herramienta de divulgación muy poderosa y a menudo subestimada. Tradicionalmente, la ciencia se percibe como algo serio y solemne y el humor actúa facilitando conceptos y eliminando barreras de entrada que muchas personas puedan sentir ante temas complejos. Y si hay unos magos del humor en nuestro país han sido los inolvidables Mortadelo y Filemón, los personajes creados por el añorado Francisco Ibáñez. En la Casa de la Ciencia de Sevilla se puede visitar la exposición "La Ciencia de Mortadelo y Filemón. Crónicas disparatadas de la investigación en España" un viaje por las últimas décadas de la ciencia del Consejo Superior de Investigaciones Científicas. En "Más cerca" (Radio 5) hemos hablado con Pura Fernández, vicepresidenta Adjunta de Cultura Científica del CSIC. Escuchar audio

A hombros de gigantes
Más cerca - La ciencia de Mortadelo y Filemón - 03/12/2025

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 10:22


El humor es una herramienta de divulgación muy poderosa y a menudo subestimada. Tradicionalmente, la ciencia se percibe como algo serio y solemne y el humor actúa facilitando conceptos y eliminando barreras de entrada que muchas personas puedan sentir ante temas complejos. Y si hay unos magos del humor en nuestro país han sido los inolvidables Mortadelo y Filemón, los personajes creados por el añorado Francisco Ibáñez. En la Casa de la Ciencia de Sevilla se puede visitar la exposición "La Ciencia de Mortadelo y Filemón. Crónicas disparatadas de la investigación en España" un viaje por las últimas décadas de la ciencia del Consejo Superior de Investigaciones Científicas. En "Más cerca" (Radio 5) hemos hablado con Pura Fernández, vicepresidenta Adjunta de Cultura Científica del CSIC. Escuchar audio

Radiomundo 1170 AM
La Sobremesa - Hombres en la cocina: ¿es algo cotidiano o una excepción?

Radiomundo 1170 AM

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 45:56


Tuvimos una Sobremesa que surgió en estos mismos corredores hace unos días en una previa de la tertulia. Dos de los invitados, son compañeros de tertulia junto a Eleonora, (quien volvió a la conducción de La Sobremesa), intercambiaban datos sobre como hacer una fondue en un campamento y de allí derivó en “hombres que cocinan”. Tuvimos un tercer invitado que también es un gran cocinero y que está casado con la conductora de esa tertulia, Romina, y que en este mismo lugar se ha declarado neófita en la cocina.  Nos pareció que La Sobremesa podía zambullirse en este tema: hombres cocineros de la cotidiana y no solo de asados. Tenemos varias preguntas: ¿hacen las compras, cocinan y luego dejan la cocina limpia y ordenada?Tradicionalmente y en muchas culturas, la cocina doméstica diaria ha sido asociada al rol femenino, mientras que el rol del chef profesional (la cocina diferenciada o de prestigio) ha sido predominantemente masculino.A pesar de los avances hacia la equidad de género, la participación masculina en el trabajo doméstico no remunerado (incluida la cocina) sigue siendo significativamente menor que la femenina en muchos países. La incursión de algunos hombres en la cocina cotidiana es vista como "colaboración" o "ayuda" más que como un reparto de responsabilidades. A veces, enfrentan estereotipos culturales que asocian las labores domésticas con una supuesta "feminización" o las desacreditan. La cocina, como espacio doméstico, actualmente se convierte en un escenario donde se negocian y se transforman las identidades de género y las relaciones de poder dentro del hogar. Recibimos a dos contertulios de En Perspectiva y un amigo de la casa: Juan Erosa, Pablo Díaz e Iván Kirichenko.

Cierre de mercados
Cierre de Mercados: 29/09/2025

Cierre de mercados

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 53:59


Los inversores parecen mantener la confianza en la recta final del mes de septiembre. Tradicionalmente suele ser el peor mes para las bolsas pero este año parece que no va a ser así.. con lo que ahora muchos se preguntan si llegará el “susto” en octubre. De momento, el oro sigue renovando máximos históricos tras superar los 3.800 dólares por onza mientras todo el mundo mira lo que puede pasar en EEUU, que está a un paso del cierre si republicanos y demócratas no logran llegar a un acuerdo sobre el gasto. La fecha límite es este miércoles 1 de octubre.. y si no hay acercamiento entre las partes, EEUU se acerca a un cierre de gobierno que podría dejar a miles de trabajadores federales en la calle y que podría poner incluso en riesgo la publicación de cifras tan relevantes como el informe de empleo previsto para el viernes 3 de octubre. Este será el último dato de paro que habrá encima de la mesa antes de la reunión de la Fed y por eso es tan determinante. En Europa, al Ibex 35 le está costando mantener los 15.300 puntos. El análisis de Wall Street con Diego Puertas, de Serenity Markets.

A hombros de gigantes
Más cerca - Ahora y en un futuro, las ciencias, las artes y las letras también se escriben en femenino y en plural - 10/09/25

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Sep 10, 2025 8:03


Tradicionalmente, la historia de la ciencia se ha contado desde una perspectiva masculina, lo que ha invisibilizado la contribución de innumerables mujeres. A menudo, su trabajo fue relegado a las sombras, atribuido a sus colegas o maridos, o simplemente ignorado debido a las barreras sociales, educativas y profesionales. Y cuando nos referimos a ellas, lo hacemos sobre todo a científicas de tiempos pasados que ya no están entre nosotros. Jakiunde, la Academia de las Ciencias, de las Artes y de las Letras del País Vasco, en colaboración con el Real Jardín Botánico-CSIC ha organizado en Madrid la exposición "26 Mujeres en las ciencias, artes y letras". En Más cerca" (Radio 5) hemos hablado con María Teresa Tellería, primera presidenta del Real Jardín Botánico en su historia y organizadora de la muestra. Escuchar audio

A hombros de gigantes
Más cerca - Ahora y en un futuro, las ciencias, las artes y las letras también se escriben en femenino y en plural - 10/09/25

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Sep 10, 2025 8:03


Tradicionalmente, la historia de la ciencia se ha contado desde una perspectiva masculina, lo que ha invisibilizado la contribución de innumerables mujeres. A menudo, su trabajo fue relegado a las sombras, atribuido a sus colegas o maridos, o simplemente ignorado debido a las barreras sociales, educativas y profesionales. Y cuando nos referimos a ellas, lo hacemos sobre todo a científicas de tiempos pasados que ya no están entre nosotros. Jakiunde, la Academia de las Ciencias, de las Artes y de las Letras del País Vasco, en colaboración con el Real Jardín Botánico-CSIC ha organizado en Madrid la exposición "26 Mujeres en las ciencias, artes y letras". En Más cerca" (Radio 5) hemos hablado con María Teresa Tellería, primera presidenta del Real Jardín Botánico en su historia y organizadora de la muestra. Escuchar audio

Margarita en La Mujer Actual
Bienestar tras la fiebre y cuidado capilar natural

Margarita en La Mujer Actual

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 22:20


Después de haber pasado por una fiebre tifoidea, es importante cuidar el bienestar general, apoyar al hígado y reforzar el sistema inmune para recuperar energía y equilibrio. Tradicionalmente, se recomienda iniciar con paños fríos para ayudar al cuerpo y después abrigar la zona, favoreciendo una sensación de alivio.En la herbolaria, algunas plantas y complementos utilizados son: Cardo Mariano, Hepatonic, Equinácea, Curcumina, Jengibre, Moringa, Linaza de Canadá, Levadura de Cerveza, Hierbas Suecas y Mezcla Especial de 6 Hongos.Además, compartimos una fórmula casera para el cabello: un tónico con romero, menta y vinagre de manzana, ideal para mantenerlo fuerte y fresco, ayudando también a combatir la caspa de forma natural. Crestomatía, Grupo Fórmula. Este video es una obra original del Grupo Fórmula, extracción del programa de Janett Arceo y La Mujer Actual. Publicado el día Miércoles 03/Septiembre/2025. Las opiniones y promociones vertidas en este programa son responsabilidad de quien las dice. Foto de @freepik.

CorrerPorSenderos | El podcast de trail-running
#171. ¿Frio o calor para recuperar? Dos estudios recientes

CorrerPorSenderos | El podcast de trail-running

Play Episode Listen Later Aug 20, 2025 23:24


Tradicionalmente, habíamos asumido que la "crioterapia" (i.e., frío, sea a través de agua, hielo u otro formato) era el mejor "recuperador". Y sí es cierto que detiene la inflamación. Pero es que la inflamación (hinchazón, calor, rubor, dolor) es necesaria para reconstruir los tejidos dañados y hacerlos más fuertes. De hecho, en un par de estudios recientes se ve que el frío reduce flujo sanguíneo y resíntesis proteica en los músculos dañados por el ejercicio y que el baño caliente permite recuperar fuerza y potencia más rápido que el baño templado. Otro par de estudios recientes evidencian que la sauna por infrarrojos post-sesión es también una herramienta de calor útil para acelerar la recuperación. Post-Exercise Cooling Lowers Skeletal Muscle Microvascular Perfusion and Blunts Amino Acid Incorporation into Muscle Tissue in Active Young Adults https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40249909/ Hot water immersion: Maintaining core body temperature above 38.5°C mitigates muscle fatigue https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37747708/ --- Este podcast no me da dinero y sí me cuesta tiempo, esfuerzo y el pago del hosting. Si quieres apoyarlo, sígueme en https://www.instagram.com/correrporsenderos/ Puedes contactarme por ahí y enviar dudas/ sugerencias.

Entre Amigos
LA IGLESIA SEMINARIO

Entre Amigos

Play Episode Listen Later Jul 26, 2025 21:40


La vocación al servicio pastoral parece estar en crisis. Los seminarios cada vez tienen menos estudiantes y las iglesias buscan pastores. Tradicionalmente el cristianismo ha capitalizado en la formación integral de sus pastores. Desde sus comienzos el llamado a servir ha sido seguido por el riguroso estudio y desarrollo de carácter cristiano y disciplina espiritual. Y si bien, el llamado divino hacia al pastor, no había un pastor que no recibiera educación formal. Hoy conversamos con dos pastores interesados en la formación académica de sus futuros colegas. Brenton Smith es pastor de Park Community Church Forest Glen y Rodrigo Moreno de la Iglesia Cristiana “La Vid”, ambos en Chicago y ambos con un interés en que las iglesias locales lideren la formación de nuevos pastores. Nuestros amigos, creen que las escuelas de teología, los seminarios e institutos bíblicos son importantes, pero que las iglesias necesitan dar un paso adelante en formar nuevos pastores, nuevos líderes ministeriales que continúen difundiendo el Evangelio.Dona a Radio Moody: https://give.moodyradio.org/radio-moody/See omnystudio.com/listener for privacy information.

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano
Conoce los matrimonios con fecha de vencimiento

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 27:06


Tradicionalmente cuando se piensa en matrimonio es “hasta que la muerte los separe”, pero hay unas nuevas relaciones que le ponen fecha límite y renuevan contrato. ¿Funcionan estos nuevos matrimonios? Ana Pau y Gabriel de ‘Matrimonios por Siempre' nos lo explican hoy.¡Vivir en armonía y disfrutar el presente es encontrar el verdadero Placer de Vivir! Disfruta el podcast en Uforia App, Apple Podcasts, Spotify, ViX y el canal de YouTube de Uforia Podcasts, o donde sea que escuches tus podcasts. ¿Cómo te sentiste al escuchar este Episodio? Déjanos tus comentarios, suscríbete y cuéntanos cuáles otros temas te gustaría oír en #porelplacerdevivir 

A hombros de gigantes
A hombros de gigantes - Las células, y no los genes, son los verdaderos "arquitectos maestros" que construyen los organismos - 20/07/25

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Jul 19, 2025 55:50


Tradicionalmente, la biología ha explicado que el genoma es el libro de la vida, el manual de instrucciones para la construcción del organismo. El ADN cobró una importancia capital tras el descubrimiento de su estructura por Watson y Crick. Pero frente al gen egoísta propuesto por Richard Dawkins, el investigador ICREA en la universidad Pompeu Fabra, Alfonso Martínez Arias, sostiene que lo que nos define son nuestras células. Hemos entrevistado a este destacado investigador ICREA en la universidad Pompeu Fabra, referencia internacional en el campo de la biología del desarrollo y autor del libro “Las arquitectas de la vida: Cómo la nueva ciencia celular está reescribiendo la historia del ser humano”, publicado por Paidós. Con Montse Villar hemos analizado el cometa interestelar 3I/Atlas que está cruzando nuestro vecindario cósmico, el tercero descubierto hasta la fecha. José Luis Trejo nos ha hablado de una investigación muy interesante que ha descubierto el crecimiento de nuevas neuronas en el hipocampo del cerebro humano adulto, una región crucial para la memoria y el aprendizaje. María González Dionis nos ha contado un estudio sobre la presencia en la Antártida de bacterias superresistentes, diseminadas por aves migratorias. En nuestra "Historia de la ciencia", Nuria Martínez Medina ha trazado la biografía del francés Romé de L'Isle, considerado el padre de la cristalografía, la ciencia que estudia los cristales y sus formas. Y con Eulalia Pérez Sedeño hemos recordado la figura de Laura Rodríguez Dulanto, la primera mujer que logró estudiar medicina en Perú y la primera médico cirujana del país andino., y Escuchar audio

A hombros de gigantes
A hombros de gigantes - Las células, y no los genes, son los verdaderos "arquitectos maestros" que construyen los organismos - 20/07/25

A hombros de gigantes

Play Episode Listen Later Jul 19, 2025 55:50


Tradicionalmente, la biología ha explicado que el genoma es el libro de la vida, el manual de instrucciones para la construcción del organismo. El ADN cobró una importancia capital tras el descubrimiento de su estructura por Watson y Crick. Pero frente al gen egoísta propuesto por Richard Dawkins, el investigador ICREA en la universidad Pompeu Fabra, Alfonso Martínez Arias, sostiene que lo que nos define son nuestras células. Hemos entrevistado a este destacado investigador ICREA en la universidad Pompeu Fabra, referencia internacional en el campo de la biología del desarrollo y autor del libro “Las arquitectas de la vida: Cómo la nueva ciencia celular está reescribiendo la historia del ser humano”, publicado por Paidós. Con Montse Villar hemos analizado el cometa interestelar 3I/Atlas que está cruzando nuestro vecindario cósmico, el tercero descubierto hasta la fecha. José Luis Trejo nos ha hablado de una investigación muy interesante que ha descubierto el crecimiento de nuevas neuronas en el hipocampo del cerebro humano adulto, una región crucial para la memoria y el aprendizaje. María González Dionis nos ha contado un estudio sobre la presencia en la Antártida de bacterias superresistentes, diseminadas por aves migratorias. En nuestra "Historia de la ciencia", Nuria Martínez Medina ha trazado la biografía del francés Romé de L'Isle, considerado el padre de la cristalografía, la ciencia que estudia los cristales y sus formas. Y con Eulalia Pérez Sedeño hemos recordado la figura de Laura Rodríguez Dulanto, la primera mujer que logró estudiar medicina en Perú y la primera médico cirujana del país andino., y Escuchar audio

Capital
Radar Empresarial: ¿Será Ernie de Baidu la nueva Deep Seek?

Capital

Play Episode Listen Later Jun 30, 2025 4:17


En la edición de hoy del Radar Empresarial, ponemos la lupa sobre la más reciente actualización de Baidu en relación con su sistema de inteligencia artificial: Ernie. Esta herramienta da un giro importante en su evolución, ya que a partir de ahora se convertirá en una plataforma de código abierto, siguiendo la línea de iniciativas similares como ChatGPT o DeepSeek. Voceros de Baidu han indicado que este proceso de apertura se implementará de manera progresiva y tiene como propósito fomentar una mayor equidad competitiva en el sector tecnológico. Este movimiento pone en alerta a dos actores clave del mercado: OpenAI y Anthropic, que deberán seguir de cerca cada avance del modelo Ernie. Baidu ha tenido que replantear su enfoque empresarial para llegar a este punto. Tradicionalmente, la compañía se había caracterizado por mantener un enfoque cerrado respecto al desarrollo de software, pero tras observar el éxito de DeepSeek, decidió apostar por una estrategia más abierta. Ernie tiene su origen en 2019, cuando Baidu comenzó a explorar modelos de aprendizaje profundo capaces de entrenarse mediante múltiples tareas secuenciales. El desarrollo continuó hasta 2023, cuando se lanzó oficialmente Ernie Bot, el primer asistente conversacional de la empresa. Este sistema, cuyo nombre completo es "Representación Mejorada mediante la Integración de Conocimientos", tenía muchas similitudes con ChatGPT, aunque su debut no estuvo exento de polémica. Hubo críticas por el uso de demostraciones pregrabadas y por una posible conexión con laboratorios vinculados al Ejército Popular de Liberación, lo que generó una caída en sus acciones y escepticismo sobre el proyecto. No obstante, Baidu persistió y en marzo de 2025 presentó Ernie 4.5, un modelo que ofrece prestaciones comparables a DeepSeek R1, pero con un coste significativamente menor. Según Robin Li, cofundador de la empresa y firme creyente en el potencial transformador de la inteligencia artificial, la meta es facilitar el acceso a estas tecnologías para desarrolladores de todo el mundo. Si su visión se materializa, Ernie podría convertirse en un actor disruptivo dentro del ecosistema de IA global.

Jefillysh: Ciencia Simplificada
La Microbiota de los Bebés

Jefillysh: Ciencia Simplificada

Play Episode Listen Later Jun 24, 2025 45:14


¿Qué sabemos sobre la microbiota de los bebés? ¿Los bebés nacen realmente estériles? En este video exploramos uno de los debates más fascinantes y actuales de la ciencia: cuándo comienza la colonización microbiana en los seres humanos. Tradicionalmente se creía que el feto se desarrollaba en un ambiente libre de microorganismos, pero nuevas investigaciones sobre la microbiota prenatal sugieren que la exposición a bacterias podría comenzar incluso antes del nacimiento. Analizamos las evidencias a favor y en contra de esta teoría, desde el análisis de placenta y líquido amniótico hasta estudios genómicos de alto impacto.Además, abordamos cómo el tipo de parto —vaginal o cesárea— influye en la composición inicial del microbioma del bebé, así como el impacto de la lactancia materna, el uso de antibióticos, la alimentación temprana y el entorno en el que se cría. La microbiota infantil no solo afecta la digestión, sino que tiene un rol clave en el desarrollo del sistema inmune, la prevención de enfermedades autoinmunes, las alergias, e incluso la salud mental a largo plazo. Un desequilibrio en esta etapa crítica puede dejar huellas para toda la vida.Este video es esencial para quienes se interesan en la salud infantil, la microbiología humana, la medicina preventiva y la influencia del microbioma en el desarrollo temprano. Si querés saber cómo los microorganismos modelan la salud desde el nacimiento, y qué implicaciones tiene esto en la pediatría, la obstetricia y la nutrición, este contenido te va a sorprender. Ideal para profesionales de la salud, padres, estudiantes de biomedicina y amantes de la ciencia.#MicrobiotaBebés #MicrobiomaInfantil #PartoYCesárea #MicrobiotaPrenatal #SaludIntestinal #MicrobiotaYSistemaInmune #DesarrolloTemprano #MicroorganismosYSalud #MicrobiologíaHumana #LactanciaYMicrobiota #Ciencia2025 #SaludBebés #NacimientoYMicrobioma

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar
Lo chabacano de los 18 millones en chacabanas

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar

Play Episode Listen Later May 29, 2025 29:57


La desesperación de los likes como poco debe  estar reduciendo el cerebro de una parte de la población que apenas lee los titulares y que no tiene referentes informativos. Eso se agrava por el interés tanto del oficialismo como de la oposición política y hasta el empresariado de generar titulares.Desde la semana pasada estoy recibiendo mensajes de personas que quieren que hable de las adquisiciones de chacabanas por 18 millones de pesos que hace la cancillería dominicana dentro de las actividades de la próxima cumbre iberoamericana de la que el país es sede.Personalmente busqué la licitación y no encontré ninguna irregularidad en los precios. Quizás pueda llamar la atención la cantidad de camisas adquiridas para el personal de servicio pero eso se estila en eventos de esta naturaleza.Tradicionalmente el país sede regala una camisa por día a sus invitados. Esto incluye a jefes de estado y de gobierno, cancilleres y otros ministros si los hubiera.No sé cuánto costaron las chacabanas de la cumbre que se realizó en Punta Cana por allá por el 2002 pero podríamos solicitarlo por ley de libre acceso.En esa ocasión los regalos de chacabanas, incluso un vestido chacabana para las primeras damas que tenían una agenda aparte fue tema informativo.En el caso de que hubiera una sobrevaluación del costo de las camisas quizás llamaría la atención pero no es asi.Yo me compré un vestido chacabana de lino  en el 2022 donde Juan de Dios y me costó 15 mil pesos. Una camisa para mi hijo me costó 12 mil. Eso mismo cuesta en la cotización actual aunque no se que empresa tiene la responsabilidad.Quizás pueda encontrarse un poco cara las de mezcla de algodón en cinco mil pesos pero eso cuesta una camisa decente.Es evidente que mucha de la gente que ha tomado el tema para hablar cáscara nunca ha estado en una cumbre y no conoce la logística de choferes, escoltas y asistentes que se mueven antes, durante y después de un evento como ese y quizás la cancillería deba explicarlo aunque no sé si vale la pena.

Zen Trading Magazine
ZTM Ed. 96 ¿Los bonos siguen siendo el refugio seguro que prometen?

Zen Trading Magazine

Play Episode Listen Later May 22, 2025 4:25


Tradicionalmente, los bonos se consideran activos de refugio por su estabilidad frente a la volatilidad del mercado. Sin embargo, la situación actual pone en duda esa percepción. Las tensiones comerciales de EE. UU. han hecho caer tanto a bonos como a acciones, lo que ha generado desconfianza en estos instrumentos. La venta masiva de bonos ha aumentado sus rendimientos, lo que encarece el crédito y puede frenar el crecimiento económico. Se especula que China y fondos apalancados están entre los vendedores. La Reserva Federal podría intervenir para estabilizar el mercado, pero el panorama sigue incierto.

En Perspectiva
La Mesa de Análisis Internacional - Martes 20.05.2025 - Parte 1

En Perspectiva

Play Episode Listen Later May 20, 2025 40:37


La Mesa Internacional con Susana Mangana, Leo Harari y Gonzalo Pérez del Castillo. *** La gira del presidente Donald Trump por el Golfo Pérsico, que culminó el fin de semana pasado, marcó un giro significativo en la política exterior de Estados Unidos en Oriente Medio. Tradicionalmente, Israel ha sido considerado uno de los aliados más cercanos de Washington en la región. Sin embargo, en esta ocasión Trump optó por avanzar en cuestiones clave como el acuerdo nuclear con Irán, la situación en Siria y Yemen, y la relación con los países del Golfo, sin consultar ni coordinar con el primer ministro israelí, Benjamín Netanyahu. Esta decisión generó tensiones y cuestionamientos sobre el futuro de la alianza entre Estados Unidos e Israel. Por su lado, Trump considera a los países del Golfo como lugares confiables —y con una riqueza considerable— para hacer negocios. "El nacimiento de un Medio Oriente moderno ha sido obra de los propios habitantes de la región, de personas que están aquí, que han vivido aquí toda su vida y que han desarrollado sus propios países soberanos, han perseguido sus propias visiones y han trazado sus propios destinos". ¿Qué consecuencias puede tener esta movida de Trump? ¿Abrirá nuevas oportunidades de diálogo entre Estados Unidos y países tradicionalmente enfrentados a Israel, como Irán o Qatar? ¿Cómo repercutirá en el equilibrio de poder en Medio Oriente?

Aparici en Órbita
VuFyuM s07e26: Oleksandr Sharkovski, pionero de la teoría del caos + Insectos para estudiar las poblaciones de animales

Aparici en Órbita

Play Episode Listen Later Apr 2, 2025 24:19


Hoy os traemos dos temas muy diferentes. En la primera parte del programa Santi García Cremades nos habla de uno de los precursores de la teoría del caos: el matemático ucraniano Oleksandr Sharkovski, que dedicó toda su carrera a estudiar cuándo aparece el caos y qué lo caracteriza. Os explicamos su contribución más famosa: el teorema de Sharkovski, que dice que si un sistema tiene un ciclo de periodo tres, podemos garantizar que tendrá ciclos de cualquier otra longitud, para otros valores de los parámetros. En las décadas posteriores se comprobó que este tipo de comportamiento (la presencia de ciclos de duraciones muy diferentes) es típica de los sitemas caóticos. En la segunda parte del programa, Alberto Aparici nos habla sobre cómo estudiar los animales que viven en un cierto ecosistema. Tradicionalmente lo que se ha hecho es hacer expediciones al lugar de interés, y de forma muy meticulosa apuntar qué animales se han observado durante la incursión. El procedimiento se puede mejorar, analizando por ejemplo las heces que los animales han dejado (que son prueba de que estuvieron ahí, aunque no los hayamos visto), o instalando cámaras. Pero en los últimos años la genética está permitiendo utilizar métodos mucho más ingeniosos: ¿y si usamos *los insectos* para saber qué animales hay en un ecosistema? Los insectos pican a los animales, o se alimentan de sus heces o sus cadáveres. Gracias a las modernas técnicas de análisis genético quizá podamos estudiar un ecosistema entero simplemente capturando algunas decenas de insectos de la manera adecuada. Y, en el futuro, quizá ni eso: tal vez baste con analizar el aire. Este programa se emitió originalmente el 6 de marzo de 2025. Podéis escuchar el resto de audios de Más de Uno en la app de Onda Cero y en su web, ondacero.es

Radio Bilbao
Vandalismo en Bizkaia, ¿ha cambiado?, ¿va en aumento?

Radio Bilbao

Play Episode Listen Later Mar 17, 2025 19:48


Durante estos últimos años el vandalismo ha sido en nuestro territorio un problema persistente, con incidentes que abarcan desde daños a vehículos hasta actos vandálicos en espacios públicos. Pero ¿es el vandalismo un fenómeno que va más allá de la mera destrucción física? Tradicionalmente, se asocia con actos como pintar grafitis, romper coches o quemar mobiliario urbano. Sin embargo, una reflexión más profunda nos lleva a cuestionar si otras conductas también pueden considerarse vandálicas. Abrimos una mesa de debate entre ayuntamientos y asociaciones 

El sutil arte de hacer pareja
¿Porqué el hombre ecoge hacia abajo y la mujer hacia arriba?

El sutil arte de hacer pareja

Play Episode Listen Later Mar 7, 2025 37:19


Tradicionalmente el hombre escoge personas de su nivel y hacia abajo y las mujeres hacia arriba basados en comportamientos ancestrales de dinámicas de pareja que hoy en día ya no aplican en el mundo actual, pero que se siguen dando. Necesitamos concientizar que el mundo ha cambiado y que las relaciones también deben cambiar, hoy podemos tener relaciones más profundas y muy diferentes a las que tenían nuestros padres y abuelos, pero no lo podemos lograr mientras sigamos escogiendo de esta forma.

Podcast – Radio Maria Panama
Semana de oración por la unidad de los cristianos – Lunes 20 enero 2025

Podcast – Radio Maria Panama

Play Episode Listen Later Jan 21, 2025 48:44


Tradicionalmente se celebra en esta fecha, entre las festividades de la confesión de San Pedro y de la conversión de San Pablo. Esta semana surgió como una iniciativa, en un momento en el que las confesiones cristianas oraban juntas para lograr la plena unidad de la Iglesia. Por ello, orar por la unidad de todos los cristianos, es […] L'articolo Semana de oración por la unidad de los cristianos – Lunes 20 enero 2025 proviene da Radio Maria.

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar
Omar Fernandez desplaza a Leonel en aceptación electoral.

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar

Play Episode Listen Later Jan 16, 2025 29:28


Que haya contradicciones en el contenido de una encuesta no es raro porque el cuestionario no amarra una pregunta a la otra, pero la publicación de la primera encuesta de AC Media de este año está llena de curiosidades. He dicho varias veces que la población llana no maneja la institucionalidad solo la disfruta, pero… La más llamativa es que una población que en el 80 por ciento desconoce una reforma constitucional tenga al mismo tiempo la capacidad de evaluar al administrador del Banco del Estado como el funcionario mejor valorado. Tradicionalmente los líderes de la banca tienen un perfil de sonoridad moderada y sucede que solo el contador de turistas, David Collado, supera en aceptación al Administrador del Reservas. Qué Collado que está en campaña por la presidencia de la República desde el 2016 aparezca como el más aceptado no es noticia excepto para Carolina Mejía que parece estar viendo el juego desde los bleachers. Que en el PLD Abel Martínez sea el más aceptado tampoco es noticia porque debe ser, en este momento,  uno de los peledeístas más conocidos en un partido que ha perdido el rumbo. El PLD apenas alcanza un 16% de preferencia exactamente la mitad de lo que la encuesta le da a la FP. El PRM está cómodo pero no convincente con una ventaja de 10% sobre la FP. El sueño de una reunificación de los herederos de Bosch está plasmado como la posible alianza con mas favorabilidad. El 34% aspira a eso. Pero sin duda el dato más llamativo de la encuesta está en la percepción de lo que pasa en la Fuerza del Pueblo. El partido fundado por Leonel Fernández y que como acrónimo lleva su propio nombre está soltando en banda a su propio líder y parece encaminarse al relevo encarnado en su heredero personal que es su hijo. Si bien al interior del partido la fuerza del padre establece una distancia saludable y el 54% prefiere a LF como posible candidato presidencial frente a un 43 de su hijo; al exterior ocurre lo contrario. En la población general donde el padre tiene una alta tasa de rechazo el hijo llega al 54 y el padre se queda en un 35.En la FP no hay nadie más como en el merengue de Ramón Orlando. Hemos dicho que el 28 será el entierro del liderazgo político conocido en el país pero el relevo puede estar lleno de sorpresas.

Hoy por Hoy
Ministerio de ciencia y tecnología | Los desafíos de la universidad (I)

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Nov 28, 2024 23:22


Nuño Domínguez, hoy solo al frente del Ministerio, explica en qué consiste la protonterapia contra el cáncer, que ya funciona en dos hospitales privados españoles y pronto lo hará en 11 públicos. También nos cuenta el hackeo al que lleva dos semanas sometido el INIA, el Instituto Nacional de Investigación Agraria y Alimentaria. Ese es un ataque al sistema científico y universitario español que llega de fuera, pero ¿qué hay de los desafíos que llegan de dentro? Hablamos del caso del catedrático de la universidad de Granada José Antonio Lorente, que, después del documental fantasioso sobre el origen genético de Colón, ha cancelado sine die la rueda de prensa prometida en la que revelaría datos sobre sus investigaciones. Pero hace veinte años que se esperan esos datos. Su actitud daña el prestigio de la universidad española, como también lo daña la actitud de Juan Manuel Corchado, el rector de la Universidad de Salamanca, cuyas prácticas fraudulentas han quedado acreditadas. Hablamos con el catedrático de genética de la Universidad de Salamanca José María Díaz Mínguez para preguntarnos si su caso es excepcional o un síntoma de problemas más generales de la universidad. Díaz Mínguez cree que "hemos estado confundiendo medios y fines. Tradicionalmente los científicos trabajábamos, investigábamos, obteníamos resultados y cuando esos resultados eran de la entidad y envergadura suficiente y además tenían una sólida base experimental o documental, se publicaba. ¿Qué ocurre ahora? Que desde hace unos años, ha entrado la fiebre de de evaluar a todo el mundo por el peso de su currículum. Es decir, 60 publicaciones son mejores que 40 y 40 es mejor que 20 y 2000. El mejor que 100, evidentemente. Pues ya está. Lo único que importa es el número de publicaciones que uno consigue. Este es un criterio absurdo, porque si nos dejamos guiar por eso, la historia de los grandes científicos se nos vendría abajo. Isaac Newton y el padre de mi disciplina, Mendel, no fueron los que más publicaron de su tiempo ni muchísimo menos. Eso sí, publicaron las obras más relevantes. Gregor Mendel, con tan solo un artículo que no leyó casi nadie le bastó para fundar una ciencia."Las editoriales depredadoras y la valoración de los artículos al peso son solo algunos de los problemas de la universidad española, que se enfrenta a una grave situación de infrafinanciación y a problemas endémicos de endogamia y corruptelas. La semana que viene, volvemos al asunto. 

Final Level Cast
#250 - Expectativas The Game Awards 2024

Final Level Cast

Play Episode Listen Later Nov 27, 2024 86:27


Apoie o UP no Orelo: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠clique aqui!⁠⁠⁠ O The Game Awards é a premiação dos videogames mais comentada do mundo - se é a mais importante ou querida a gente deixa para torcida. Tradicionalmente, nessa época do ano, nos reunimos para comentar, torcer, reclamar e, principalmente, questionar todos os detalhes do Domingão do Keighleyzão. Dessa vez não seria diferente! Neste episódio, Dan Schettini, Cardoso, Marcellus Vinícius e Tayná Garcia comentam suas expectativas e impressões sobre os indicados ao TGA 2024. O nosso muito obrigado a: Marcus Vinicius Freitas, André Felipe, Henrique Fernandes Veri Marques, Vitor Ludwig, Alice Brites, Tatiana Macedo, Lucas Calixto, Marquinhos Maia, Rodrigo, Thiagoo Castilho, Caio Barcelos, Luan Germano, Guilherme Magalhães, Paulo Felisbino, Marcelo Bonato, Filipovisky De La Fuente, Agmar, Samuel Ribeiro de Oliveira, Pedro C., Matheus, Felipe Veloso, Arthur Luiz, Marcus Buzette, Giancarlo, Rafael Ramalli da Silva, Lucas Brum, Rafael Silva, Bruno Giordano Paiva Lima, Regis Fernando Gonçalves de Freitas, Anne Verrino, Rafael Yabiku, Guilherme Shuto, Fabricio Reis, Gustavo Furlanetto, andre juck, Venigma, Demétrius, Arthur Valladão, Daniel Baumgratz, Bruno Hatto, João Henrique, Bruno Anken, Akemi Nakamura, Helio Cannone, Andre Benia, Davi, Jonathan, Vitor Araujo e Breno Bezerra Bluhm, Rafael Ranulfo! Siga o UP:Orelo | Twitter | Twitch | Instagram | Discord Contato comercial: contato@somosup.com

Signos VitalES: Tu PodCast De Salud
Desconstrucción Para RECONSTRUIR Un Nuevo Cuidado | Signos VitalES: Tu PodCast de Salud

Signos VitalES: Tu PodCast De Salud

Play Episode Listen Later Nov 11, 2024 83:07


Desconstrucción Para RECONSTRUIR Un Nuevo Cuidado para los Adultos MayoresEn este nuevo episodio de Signos VitalES: Tu Podcast de Salud, nos embarcamos en un viaje de transformación y esperanza con el tema "Deconstrucción para RECONSTRUIR un Nuevo Cuidado Para Los Adultos Mayores".Tradicionalmente, la longevidad se ha visto como una etapa de declive y dependencia, donde el envejecimiento se asocia con la pérdida de autonomía y la necesidad de cuidados intensivos. Sin embargo, la NUEVA Longevidad desafía esta perspectiva, promoviendo una visión más activa, saludable y significativa de la vida en la tercera edad.En este episodio contamos con la valiosa participación de la Psicóloga Clínica Jennifer Pérez Rivera, quien nos guiará a través de estrategias innovadoras que no solo mejoran la calidad de vida de nuestros mayores, sino que también honran su dignidad y su legado.

Esto no es un noticiero
Saskia Niño de Rivera pide el indulto para Alejandro Cerpa.

Esto no es un noticiero

Play Episode Listen Later Sep 27, 2024 3:27


Saskia Niño De Rivera –cofundadora de Reinserta y directora de Penitencia– nos habla del llamado al presidente de México, Andrés Manuel López Obrador, para que le concediera el indulto a Alejandro Cerpa, un hombre injustamente condenado a 45 años de prisión, procesado sin pruebas ni testigos por el asesinato de un comandante.  Fue gracias a una entrevista realizada en el programa Penitencia que Víctor, quien sí habría participado en los hechos, declaró sobre la inocencia de Alejandro, quien fue acusado de utilizar el taxi con el que trabajaba para participar en un robo donde el policía resultó muerto.  "(El indulto) Lo podría dar Claudia Sheinbaum el primer día de su gobierno. Tradicionalmente lo hacen los presidentes en el último día de su gobierno" "Es momento de salvar vidas (...) y ojalá que así sea" menciona Saskia Niño De Rivera Programa transmitido el 27 de septiembre de 2024. Escucha el Noticiero de Nacho Lozano, en vivo de lunes a viernes de 1:00 p.m. a 2:00 p.m. por el 105.3 de FM. Esta es una producción de Radio Chilango.

Vida Estoica
87. La Vida de Seneca Pt.2

Vida Estoica

Play Episode Listen Later Aug 1, 2024 29:00


Los dos rasgos más destacados de la explicación estoica del alma son estos: primero, el alma es corpórea; en segundo lugar, el alma humana adulta es racional en el sentido de que todas sus operaciones implican el uso de la razón y un monismo psicológico.  Aunque Séneca aprecia las imágenes platónicas que presentan el alma como “más elevada” que las cosas corporales, está plenamente comprometido con la visión estoica de que el alma es un cuerpo.  La discusión sobre esta cuestión es, en su opinión, algo académica y, por lo tanto, no tan saludable como los temas elevados sobre la virtud que a menudo prefiere. Pero la Carta 106 explica por qué debemos pensar en el alma como un cuerpo. Sólo los cuerpos actúan sobre algo, causan efectos; por tanto, el alma debe ser cuerpo. Tradicionalmente, se considera que la filosofía estoica tiene tres fases: temprana Zenón, Cleantes, Crisipo, media Panecio y Posidonio y tardía Séneca, Epicteto y Marco Aurelio.  Patreon: https://www.patreon.com/VidaEstoica Síguenos en nuestras redes sociales:  Instagram: https://www.instagram.com/vidaestoicaoficial Facebook: https://www.facebook.com/VidaEstoicaOficial Tik Tok: https://www.tiktok.com/@vidaestoicaoficial

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar
Ayer cayeron mil pesos de agua

Sin Maquillaje, Altagracia Salazar

Play Episode Listen Later Jul 5, 2024 29:34


Las lluvias del 18 de noviembre del año pasado constituyeron la cifra récord de precipitación en el país con acumulados de de 431 milímetros. Esas precipitaciones  superaron el record establecidos por el huracán George del 22 de septiembre del 1998 cuando cayeron 409 milímetros en 24 horas. George dejó un saldo de 283 muertos y 263 mil damnificados. El balance de las lluvias de ayer es de hasta 217 milímetros en cuatro horas y el punto de mayor intensidad  fue la zona colonial. La tormenta Beryl del 2018 acumuló hasta 283 milímetros y el cuarto lugar en lluvias acumuladas fue noviembre del 2022 cuando se acumularon 266 milímetros. El registro de ayer es 50 milímetros menos que noviembre del 22 cuando todos y todas nos sorprendimos por el fenómeno fuera de la temporada ciclónica. Es evidente que autoridades y ciudadanía tienen que prepararse para estos nuevos fenómenos a los que no se puede dar la trazabilidad de un ciclón tropical que normalmente se hace desde que se forman en el atlántico africano. Tradicionalmente tormentas y ciclones se forman cerca de las islas de Cabo Verde y de allí ingresan al Caribe sea por el norte o por el sur. A partir de las tormentas Olga y Noel que se formaron fuera de la estación ciclónica y frente a las costas de Santo Domingo se puede observar un cambio en el régimen de lluvias y una extraña concentración en la capital dominicana. Y la concentración en Santo Domingo es relevante porque George acumuló lluvias en todo el territorio nacional pero noviembre del año pasado y del 22 lo hicieron en la capital y ayer pasó lo mismo. Ese no es un tema de especulación sino de estudio. Para quienes preguntan porqué ahora se inunda la Zona Colonial los números lo explican todo. Ayer la zona colonial concentró en 4 horas la mitad de lo que George acumuló en el país en 24. Si yo fuera el gobierno que está gastando una fortuna en una campaña para promover el orgullo doméstico, lo hiciera en enseñar a la población a entender este nuevo fenómeno que seguro no parará.

Infusión Espiritual de la Semana
Religión vs Espiritualidad

Infusión Espiritual de la Semana

Play Episode Listen Later Jun 11, 2024 41:02


Tradicionalmente somos educados que la espiritualidad y religión son la misma cosa. Sin embargo, los Kabbalístas nos retan a verlo de una manera diferente. En términos kabbalístico, la espiritualidad es inclusivo y la religión puede ser exclusivo, la espiritualidad es universal y la religión es para un grupo específico de personas, la religión es ritualista y la espiritualidad es consciente.  Únete a Esther Naor y Esther Royo para explorar más de cuál es la diferencia y cómo podemos adoptar una forma de vida conscientemente creyente.#religion #versus #espiritualidad #inclusivo #universal #conscientes #caminoespiritual #herramientas #espiritualidad #kabbalah #conciencia #sabiduria #elevartuconciencia #autoayuda #crecimiento #kabbalahcentre #centrodekabbalah #podcast #podcastenespanol #infusionespiritualdelasemana

Podcast de Juan Ramón Rallo
¿Por qué Bitcoin no se ha disparado de precio tras el halving?

Podcast de Juan Ramón Rallo

Play Episode Listen Later Jun 8, 2024 12:03


El pasado 19 de abril se produjo un nuevo 'halving' en la historia de Bitcoin. Tradicionalmente se nos ha dicho que el halving tiende a impulsar su precio sustancialmente al alza: menor oferta y misma demanda, mayor precio. Pero esta vez no ha sucedido con claridad. ¿Por qué?Este vídeo está apadrinado por Binance, el mayor exchange global. Hazte miembro en: https://plus.acast.com/s/juanrallo. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Estadão Notícias
O que o resultado do PIB diz sobre os rumos da economia

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jun 5, 2024 21:17


Puxada pelo setor de serviços, a economia brasileira acelerou e cresceu 0,8% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2023. O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, dia 4. O desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses deste ano ficou dentro do esperado pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, cujo intervalo variava de alta de 0,4% a 1,2% e veio um pouco acima da mediana das previsões, que era de avanço de 0,7%. Na análise pelo lado da oferta, o setor de serviços cresceu 1,4%, puxado pelo comércio, que registrou alta de 3%. A indústria encolheu 0,1%. Tradicionalmente com resultados positivos no início do ano, a agropecuária avançou 11,3%. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,5% e foi beneficiado pela força do mercado de trabalho, diante do cenário de baixo desemprego e aumento da renda, e pelos impulsos fiscais, como o pagamento dos precatórios, além do reajuste real do salário mínimo. Apesar do bom início de ano, os números da economia brasileira devem ser afetados pela tragédia no Rio Grande do Sul. Uma análise ainda preliminar da Tendências indica que o impacto das enchentes que atingiram o Estado deve tirar 0,3 ponto do crescimento brasileiro em 2024. Afinal, como devemos enxergar esse aumento de 0,8% no PIB do país? Quais são os prognósticos para a economia brasileira até o fim do ano? No ‘Estadão Notícias' de hoje, vamos conversar sobre o assunto com Silvio Campos Neto, sócio e economista da Tendências Consultoria. O ‘Estadão Notícias' está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Radio Platja d'aro, Informe Enigma
Una puerta abierta: Psicofonías 2 - Episodio exclusivo para mecenas

Radio Platja d'aro, Informe Enigma

Play Episode Listen Later May 25, 2024 15:51


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Tradicionalmente, la forma más habitual en la que los muertos se comunicaban con nosotros era a través de los sueños; en este contexto vistos como una especie de limbo, de umbral que nos permite acceder a otros planos de existencia. Sin embargo, a medida que la tecnología fue avanzando los fallecidos aprendieron a comunicarse a través del sonido y las grabaciones. En esta segunda parte volveremos a escuchar grabaciones psicofonicas.Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Informe Enigma. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/277207

mixxio — podcast diario de tecnología
Desfase eléctrico global

mixxio — podcast diario de tecnología

Play Episode Listen Later May 24, 2024 18:20 Transcription Available


⚡ Los cortes energéticos amenazan la producción de electrónica en Vietnam. El gobierno ha pedido a Foxconn y otros gigantes industriales que reduzcan un 30% su consumo eléctrico. Llevan varios años con la hidroeléctrica cayendo por la sequía, y buscan importar masivas cantidades desde la vecina Laos.

Expresso de las Diez
Utensilios de cocina que pueden dañar tu salud - El Expresso de las 10 - Vi. 17 Mayo 2024

Expresso de las Diez

Play Episode Listen Later May 17, 2024


Tradicionalmente se han utilizado en la cocina muchos materiales que actualmente o bien están en desuso o se limita su uso a nivel de restauración. El motivo es que con el desarrollo de la tecnología alimentaria y la ingeniería de nuevos materiales se han creado utensilios de cocina con nuevos componentes más resistentes, higiénicos y seguros para tratar los alimentos. Los materiales influyen en la seguridad alimentaria, la velocidad de cocción y el resultado final.Existen nuevos componentes que logran envases y menaje de cocina resistentes tanto a temperaturas de congelación como a horneados por lo que en este podcast de El Expresso de las 10 escucharás a nuestra experta en Ciencia de los alimentos, la Dra. Lea Valderrama que nos ayuda a conocer los riesgos de algunos materiales utilizados para cocinar y las mejores alternativas.

EL HUMANO ES UN ANIMAL
279 | Nuevas reglas del Miss Universo 2024

EL HUMANO ES UN ANIMAL

Play Episode Listen Later May 6, 2024 51:16


Hola, soy Jóse Rafael Guzmán y bienvenidos a un nuevo episodio de "El Humano es un Animal". Hoy vamos a hablar de un tema que ha estado en boca de todos últimamente: las nuevas reglas del Miss Universo. ¿Pueden creerlo? ¡Estamos haciendo historia en vivo desde Los Ángeles! Las nuevas normativas de Miss Universo han dado un giro completo a lo que conocíamos. Ahora, las participantes pueden ser mujeres casadas, divorciadas, con hijos o incluso embarazadas. ¿No es increíble? Esto rompe con el estereotipo clásico de la soltera perfecta y joven que dominaba el concurso desde sus inicios. Otra regla revolucionaria es la eliminación del límite de edad que estaba fijado entre los 18 y 28 años. Ahora, cualquier mujer mayor de 28 años puede competir. Esto abre la puerta a una diversidad impresionante de candidatas, mostrando que la belleza no tiene edad. Imaginen la riqueza de experiencias y historias que estas mujeres traerán al escenario. ¡Es un cambio monumental! Hablemos del impacto de estas normas. Tradicionalmente, Miss Universo ha sido un escaparate de estándares de belleza específicos y, muchas veces, inalcanzables para la mayoría de las mujeres. Con estas nuevas reglas, el concurso está enviando un mensaje poderoso: la belleza es diversa y multifacética. Esto no solo enriquece el concurso, sino que también ofrece un espejo más realista de la sociedad en la que vivimos. Estas modificaciones también plantean preguntas interesantes sobre la relevancia de los concursos de belleza en nuestra sociedad moderna. ¿Están evolucionando en la dirección correcta? ¿Qué papel juegan en la configuración de las normas sociales sobre la belleza y la feminidad? En este episodio, también tendremos la oportunidad de hablar con expertos en el tema como Silvia Patricia, para entender la profundidad de estas reglas inclusivas. Queremos entender cómo los expertos ven el futuro de los concursos de belleza. Así que no te desconectes, porque vamos a profundizar en cómo estas nuevas reglas no solo están cambiando un concurso, sino también reflejando cambios más amplios en nuestra cultura global. Gracias por estar aquí, y recuerda, la belleza es tan diversa como nosotros mismos. ¡Hasta la próxima! --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/joserguzman/support

Comiendo con María (Nutrición)
1690. Las especias tradicionales.

Comiendo con María (Nutrición)

Play Episode Listen Later Jan 16, 2024 19:17


Una seguidora me escribe:"Hola María!! He empezado a escuchar tus podcasts hace relativamente poco y me encantan!! Enhorabuena! Me gustaría, si fuera posible, que hicieras uno enfocado a las especias (no el de just spices) si no a las tradicionales. Qué combinaciones son buenas para según qué comidas, “poderes” de combinar algunas de ellas… etc. Gracias de antemano!!

El Club de Inversionistas con Hyenuk Chu
Masculinidad y feminidad en las finanzas | GROW ep. 010 - parte 3 con Joselyn Quintero

El Club de Inversionistas con Hyenuk Chu

Play Episode Listen Later Nov 30, 2023 47:39


Bienvenido a GROW, un espacio de entrevistas con Hynuk Chu. ¿Alguna vez te has preguntado qué tienen que ver las finanzas con la masculinidad y la feminidad? Pues bueno, la verdad es que esa relación es compleja y multifacética. Tradicionalmente, los hombres han sido vistos como el sostén de la familia, responsables de brindarle seguridad financiera. Las mujeres, por otra parte, han sido vistas como cuidadoras, responsables de administrar el hogar y criar a los hijos. Estos roles tradicionales han generado una serie de expectativas financieras tanto para hombres y mujeres. En los últimos años se ha producido un alejamiento de estos roles de género tradicionales. Las mujeres ingresan cada vez más a la fuerza laboral y ocupan puestos de liderazgo. Los hombres también están asumiendo más responsabilidades de cuidado. Este cambio en los roles está provocando a su vez un cambio en las expectativas financieras de hombres y mujeres. Descubre más sobre este apasionante tema en la tercera parte de esta conversación con Joselyn Quintero, especialista en neurofinanzas, quien además fue speaker de SHIFT 2023.

El Club de Inversionistas con Hyenuk Chu
Masculinidad y feminidad en las finanzas | GROW ep. 010 - parte 2 con Joselyn Quintero

El Club de Inversionistas con Hyenuk Chu

Play Episode Listen Later Nov 27, 2023 30:56


Bienvenido a GROW, un espacio de entrevistas con Hynuk Chu. ¿Alguna vez te has preguntado qué tienen que ver las finanzas con la masculinidad y la feminidad? Pues bueno, la verdad es que esa relación es compleja y multifacética. Tradicionalmente, los hombres han sido vistos como el sostén de la familia, responsables de brindarle seguridad financiera. Las mujeres, por otra parte, han sido vistas como cuidadoras, responsables de administrar el hogar y criar a los hijos. Estos roles tradicionales han generado una serie de expectativas financieras tanto para hombres y mujeres. En los últimos años se ha producido un alejamiento de estos roles de género tradicionales. Las mujeres ingresan cada vez más a la fuerza laboral y ocupan puestos de liderazgo. Los hombres también están asumiendo más responsabilidades de cuidado. Este cambio en los roles está provocando a su vez un cambio en las expectativas financieras de hombres y mujeres. Descubre más sobre este apasionante tema en la segunda parte de esta conversación con Joselyn Quintero, especialista en neurofinanzas, quien además fue speaker de SHIFT 2023.

The Unlimited Spanish Podcast: Aprende español | Habla español | Learn Spanish | Speak Spanish | TPRS

  Hoy, en este superepisodio: ·      Voy a hablar de la misteriosa Noche de San Juan, que se celebra en Cataluña. Bueno, no sé si muy misteriosa, pero es interesante. ·      Un punto de vista relacionado con la Noche de San Juan. ·      Y, por último, hablaré sobre leer en voz alta y sus beneficios. Por cierto, estoy haciendo una prueba con este episodio. Estoy grabando de pie. He leído que puede ser mejor para grabar. ¡Empecemos! LA NOCHE DE SAN JUAN Ah… Viene el verano y con ella un día muy especial, o al menos una noche muy especial. La Noche de San Juan. Este acontecimiento se celebra especialmente en Cataluña.  Tradicionalmente, se dice que es la noche más corta del año. Hay una expresión un poco más culta para ello: el solsticio de verano. No tienes que aprenderla, pero es bueno que te suene. También existe el solsticio de invierno, que como es lógico es la noche más larga del año. Este día se sitúa muy cerca del día de Navidad. Recuerdo cuando era pequeño que esperaba la noche de San Juan con muchas ganas. ¿Por qué? Porque se acababa la escuela, y era libre durante 3 meses, hasta septiembre. Imagínate para un niño lo que significa. 3 meses de libertad sin ir a la escuela. Yendo a la playa, a la piscina, jugando con los amigos, etc. Y todo esto empezaba con una fiesta. Un aspecto muy típico de la noche de San Juan son los petardos. Todo el mundo compra y los utiliza en esta noche. La expresión que se utiliza es: “tirar petardos”. Por ejemplo: “¿Vamos a tirar petardos esta noche?” Los niños también pueden tirar petardos, ya que hay petardos que tienen poca potencia. Aun así, es bueno que los adultos estén cerca. Por tanto, es una noche ruidosa, sobre todo a partir de las 10 de la noche hasta las 2 más o menos. También hay cohetes, y resulta bastante interesante. Un aspecto negativo es el efecto que produce en los perros. Ya debes saber que a los perros no les gusta el ruido fuerte.  A Nona, mi perrita, no le gustan nada los petardos. Ella tiene miedo y me busca para estar conmigo. ¡Menos mal que solo es una noche! En la noche de San Juan se come un postre muy típico. Este postre se llama coca o Coca de San Juan y la verdad es que está muy bueno. Mi preferido es de nata. También hay otra cosa muy peculiar para este día: las hogueras. Las hogueras son fuegos que se hacen de forma controlada y que forman parte de la celebración. Normalmente, se queman muebles viejos u otras cosas. Por tanto, puedes ver varios fuegos en varios sitios de un pueblo o de una población. No te asustes porque esto forma parte de la fiesta… ¡No hay ninguna revuelta o revolución! Mi padre se llama Juan, pasada esta noche, viene San Juan. Es un día festivo donde normalmente suele haber una reunión familiar y se come un poco más de coca.   Get the text on my website: https://unlimitedspanish.com/podcasts/