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A autora guineense Lizidória Mendes vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O livro fala sobre a emancipação da mulher, mas também sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] e imagina “uma nova mulher guineense” numa “Guiné-Bissau em construção”. Neste programa conversamos com a guineense Lizidória Mendes, de 28 anos, que vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O evento vai ser acompanhado por uma exposição de pinturas da artista plástica guineense Cálida Erinaide, inspiradas nas personagens do livro. “Sentimentos e Razão” conta a história da jovem Malia que sonha com uma carreira académica, que luta contra o peso das construções sociais no seu país e que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Esta é uma história sobre a emancipação da mulher guineense e sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] na Guiné-Bissau, mas também sobre uma outra forma de olhar para a mulher “não a partir do corpo, mas do que ela pensa”. O livro também fala sobre o que Lizidória Mendes resume como “uma Guiné-Bissau em construção”, onde se imagina “a nova mulher guineense” que respeita as suas raízes, mas também as questiona e reajusta. A autora quer acreditar no poder simbólico e até sagrado da literatura e deseja que “daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné”. RFI: Poderia fazer-nos uma curta apresentação deste livro? Lizidória Mendes, Autora de “Sentimentos e Razão”: “O livro ‘Sentimentos e Razão' é um romance que falou basicamente da masculinidade na perspectiva guineense, sobretudo na sua fase mais embrionária, e também falou, através da personagem principal que é a Malia, da emancipação da mulher. De uma forma geral, para o enredo do livro, nós conseguimos ver que a Malia não é uma extracção da verdadeira mulher guineense, mas sim uma reescrita do que a mulher guineense deve-se tornar, tirando todas as construções sociais que ela é imposta de seguir, como ter a sua vida cronometrada, ter os seus desejos, entre aspas, controlados pelas expectativas sociais. Ao olhar para a Malia, as pessoas não conseguem ver uma mulher guineense com base nas tradições e culturas, mas se nós formos ver, hoje em dia, as possibilidades que as mulheres podem ter daqui a cinco anos, dez anos, nós podemos ter uma mulher guineense com expressão da Malia ou mais ainda.” O que é que a Malia tem da Lisidória? “Bom, essa é uma pergunta que eu posso dizer que as pessoas me têm feito. E aqui também não vou ser, entre aspas, mentirosa, porque nós não podemos dissociar a arte do artista. Para mim, a arte sempre tem um ponto de partida. Para mim, para reescrever a nova mulher guineense, se o ponto de partida deve ser a partir de mim, que seja, e a Malia pode ter alguma coisa da Lisidória porque a Lisidória é a autora. Além disso, nada mais.” O livro conta a história de Malia, uma jovem guineense que quer estudar e chegar até ao mestrado em França, que luta pela sua emancipação, mas que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Quer explicar-nos porquê este feminismo nos moldes ocidentais não se pode adaptar à cultura guineense? Lemos, por exemplo, que há tradições na Guiné-Bissau que “para muitas mulheres são redes de apoio, onde o Estado não é capaz de garantir a segurança”. Certas tradições não são contraditórias com o feminismo? “Ao dizer que isto é contraditório, leva-nos mais para um debate epistemológico porque o feminismo é o que é dentro de uma realidade em que nasceu. Outras coisas também podem ser dentro das suas próprias realidades. Eu não nego que o feminismo é um projecto sustentável e bom para as mulheres, é muito bom, mas o facto de nós não querermos importar um feminismo, não quer dizer que nós não o podemos reinventar dentro das nossas comunidades para resolver os nossos problemas. O debate que eu trouxe no livro, como algumas pessoas estão, entre aspas, a falar que eu sou antifeminista e tal, o facto de não ser feminista não quer dizer que a pessoa é antifeminista. Eu acho que amanhã [16 de Setembro] já serei socióloga e daqui a alguns dias serei especialista em estudos de género, portanto, é a minha área de estudo. O meu projecto de mestrado repousa basicamente nisto da participação política das mulheres, mas o meu problema epistemológico é: será que o feminismo é universal? Respondo que não. Em todas as comunidades, as mulheres têm as suas próprias realidades. Entretanto, pensar que a cultura é sinónimo de repreensão, não é verdade. Também o Ocidente tem algumas práticas que deixam as mulheres nos segundos planos. O que é que eu nego? É importante nós vermos a realidade das mulheres com base nas suas realidades, criarmos mecanismos de protecção, não trazer modelos que não têm nada a ver com as suas realidades. É essa visão que eu tento trazer no livro. Eu nego a universalidade das coisas, é por isso que a Malia não é universal. Para mim, a vida é feita do específico para o colectivo, nós não podemos pensar a vida do colectivo para o específico. É basicamente essa interpretação e não tem nada a ver com antifeminismo. E eu, enquanto especialista de género, eu respeito muito as lutas feministas, são as lutas que eu estudo, mas eu defendo lutas locais. Por exemplo, na Guiné-Bissau, trabalhei sobre outras formas de organização, no caso, as ‘mandjuandades', que são organizações associativas na Guiné-Bissau que repousam mais nas questões de solidariedade económica e também nas questões geracionais, mas são organizações que surgiram antes das lutas feministas. E nós temos isso na Guiné-Bissau, são ‘mandjuandades', e o feminismo guineense poderia ser chamado de ‘mandjuandade'. Não é necessariamente o que nós vamos fazer que obrigatoriamente deve ser chamado de feminismo porque o feminismo é uma denominação, é nome, é epistemológico. Dentro das outras comunidades também pode existir uma outra coisa e aqui quero ressaltar: eu não sou antifeminista, pelo contrário.” Também aborda os constrangimentos sociais e o que se espera da mulher na Guiné-Bissau. Ficamos a questionar se a mulher tem espaço para ser livre na Guiné-Bissau. Isso também transparece no livro? “Sim, transparece no livro. O meu problema aqui é quando as pessoas vão pensar a opressão da mulher. Por exemplo, os colegas que vão fazer trabalhos em África, sobretudo nos países da África Ocidental, muitas das vezes vêem a opressão das mulheres nessas regiões como se a opressão nasceu basicamente em África, mas a questão da opressão, a questão da desigualdade, não tem cor, é universal. Agora, tentar atribuir a identidade de opressão, de desigualdade, para uma determinada comunidade, é errado. Sobretudo, por exemplo, quando alguns antropólogos vão fazer os trabalhos em zonas de África e tal, e as categorias que eles utilizam muitas das vezes não têm nada a ver. Por exemplo, tratam certas categorias como se fossem homogéneas, mas na Guiné-Bissau não existe homogeneidade. Mesmo ao falar, por exemplo, do patriarcado, há sociedades que são matrilineares, em que os filhos pertencem às mulheres e não aos homens. Então, para mim, eu acho que é importante nós fazermos trabalho epistemológico baseado nos contextos porque nós temos realidades muito bem construídas, mas muitas das vezes ao irmos ao terreno, nós utilizamos categorias ocidentais, conceitos ocidentais para denominar estas realidades. Entretanto, o que é que acontece? Os conceitos acabam por sobrepor a realidade. O que nós devemos fazer é reverter a situação. Fazer um trabalho de terreno e com base nesse trabalho de terreno, construirmos os problemas. Mas as pessoas já saem daqui com hipóteses e chegam lá só para confirmar, o que eu acho errado.” Há outro conceito que me parece central no livro, que é a constatação de uma masculinidade rígida, a “matchundadi”, que impossibilita os homens de viverem e de aceitarem a sua vulnerabilidade. Por que é que é algo tão central no livro e até que ponto também é uma questão política e mostra como é a própria sociedade bissau-guineense? “Eu diria até que ponto isto é epistemológico porque é muito intencional a repetição da palavra ‘matchundadi' no livro. Como eu disse, os assuntos tratados neste livro são embrionários. De uma forma geral, o conceito de ‘matchundadi' no livro não é desenvolvido. Os personagens vão dizendo: ‘Ah, tu estás a fazer à tua matchundadi e não sei o quê.' Mas aqui entra a questão e aqui centra-se o debate: até que ponto a matchundadi guineense é masculinidade e não virilidade? Porque muitas das vezes as pessoas acham que tudo o que é matchundadi guineense é virilidade. O que é que as pessoas denominam como matchundadi na Guiné-Bissau? É virilidade: mostrar a força, fazer abuso de poder. Aquilo é virilidade. Matchundadi é mais baseada nos valores de proteger, de prover, de ser uma pessoa com carácter. É o que ensinam em diferentes etnias, sobretudo através dos rituais, como o fanado.” O que é o "fanado"? “O fanado é uma espécie de ritual de iniciação tanto para mulheres, em certas etnias, como para homens também. Vou ressaltar aqui: excisão e fanado são duas coisas diferentes. Fanado é mais assente na questão da transmissão dos valores e tal. Entretanto, como eu tinha dito, todos os conceitos e debates vieram neste livro de uma forma embrionária. No segundo volume terá mais desenvolvimento. Mas, como eu disse, ‘matchundadi' aparece neste primeiro livro, mas até que ponto é político, mas sobretudo, epistemológico? O que é que as pessoas percebem como 'matchundadi'? É esse debate que eu quero trazer, apesar de o romance não dever ter este objectivo de trazer ao debate as coisas, mas, para mim, no contexto em que nós vivemos, é necessário.” Vai haver um segundo volume? Quando será lançado? “Sim, porque o meu livro original, ‘Sentimentos e Razão', tinha cerca de 500 e tal páginas, só que, na revisão, algumas pessoas me perguntaram: ‘Publicar um livro de 500 páginas na realidade guineense, quem vai ler?' Foi nisto que surgiu a ideia de diminuir, de recompor os cenários e saiu este primeiro volume. Agora vai ter o segundo volume e o terceiro volume em que eu vou trazer todas as histórias. Eu estabeleci uma meta de até final de Novembro estar disponível porque eu tenho que fazer ajustes, fazer a edição, fazer a impressão. Não sei, mas eu acho que até final de Dezembro vai estar disponível só o segundo, porque depois eu tenho que me concentrar no projecto do meu segundo livro.” Vai haver um outro livro? “Sim, o meu segundo intitulado ‘M'pili'. Inclusive já fiz o trabalho etnográfico, entrevistas, observações, procura de arquivos.” E é sobre o quê? “É mais um tema baseado na nossa memória colectiva porque o tema ‘m'pili' é muito patente na nossa sociedade, inclusive foi cantado pelo José Carlos Schwarz. Retrata mais as dinâmicas pós-independência, sobretudo a relação de poder e, sobretudo, também a relação de género.” O que quer dizer “m'pili”? “A m'pili', por exemplo, na língua pepel, m'pili' significa mulher - se não me engano, não tenho certeza - mas é um nome mais derivado da etnia manjaco e pepel.” Regressando ao livro “Sentimentos e Razão”, o amor é um tema também central, mas é um amor romântico, idealizado, que ocupa um enorme espaço na vida da personagem principal. Este tipo de amor não colide com a noção de desejo, de corpo e de liberdade? “É verdade. Tudo que a Malia pensa é idealizado porque a sua realidade é outra, mas também há um facto muito importante. No enredo, de uma forma geral, nós não conseguimos caracterizar a Malia. Praticamente a Malia aparece no livro sem corpo. Nós conseguimos só caracterizar a Malia através do que ela pensa e através do que ela faz, mas ninguém consegue saber se a Malia é branca, se é preta, se tem um corpo muito bem definido ou não. E aqui levanta-se um debate: será que as relações que nós mantemos com mulheres devem ser a partir do corpo ou a partir da mente? Porque durante muito tempo a mulher sempre foi resumida ao corpo. Por isso é que no meu livro ninguém consegue caracterizar a Malia. A Malia sempre construiu as suas relações a partir do que ela pensa, a partir do que ela prega, a partir do que ela sente. A Malia não aparece como uma personagem física dentro do livro e há alguns críticos que ja criticaram isto: ‘Como é que as pessoas vão ler o livro sem saber as características físicas da personagem?' Não é obrigatório a mulher ser conhecida a partir do seu corpo. É possível a mulher ser conhecida a partir da sua voz, a partir do que ela pensa, a partir da sua ideologia. Basicamente é isto. Por isso é que o centro da Malia é o desejo. Nós devemos normalizar também essa questão dos homens, ou melhor, a sociedade admirar a mulher a partir dos seus desejos, sem, no entanto, tocar.” O que é que este livro também conta sobre a Guiné-Bissau? “Eu resumiria isso numa única palavra. Uma Guiné-Bissau em construção porque daqui a cinco anos precisamos de mulheres como a Malia, que vai respeitar as suas raízes, o seu fulcro cultural, mas também questionando as coisas que não estão bem dentro desse fulcro cultural porque para mudarmos nós não precisamos de desfazer-nos da nossa cultura. O que é que nós precisamos? É reajustar porque todas as culturas têm partes nefastas e são estas partes nefastas que a Malia pede para serem reajustadas porque ela só cabe dentro da sua cultura. Sair da Guiné-Bissau, escolher viver em Portugal ou em França ou em outra parte do mundo, ela nunca vai pertencer àquele espaço. O seu verdadeiro espaço é o seu país. Então, para que ele viva no seu país de uma forma tranquila, precisa do reajuste.” Para viver no seu país é preciso condições e a Guiné-Bissau não tem estabilidade política, social e económica. Como é que olha para a Guiné-Bissau actualmente? “Eu, enquanto autora, digo que nenhum artista deve ser neutro, por mais que sejamos neutros enquanto artistas, a nossa arte deve falar sobretudo ao lado do povo. E eu reafirmo isto que a Guiné-Bissau não está bem, está longe de estar bem. Ao olhar só pelo cenário político, o que é que nós devemos fazer? É cada um contribuir da sua forma, mas contribuir da nossa forma não quer dizer que sejamos neutros. Para mim, é deixando de ser neutro que nós podemos contribuir para sair desta situação porque eu acho que sair da Guiné-Bissau e estar a viver num outro país não é o caminho porque nós saímos com a expectativa de que um dia o cenário mude, mas se nós temos essa expectativa, quem é que vai mudar o cenário? Devemos ser nós.” Quanto ao livro “Sentimentos e Razão - Korson ku roson”, porquê este título e o que é que ele significa? “O título “Korson ku roson” é em crioulo e eu quis mantê-lo assim. Para mim, é algo que me lembra quem eu sou e de onde eu saí. Não importa em que línguas o meu livro seja traduzido, sempre vou pedir que mantenham “Korson ku roson”, a língua guineense que agora chamam de crioulo. ‘Sentimentos e razão' porque eu sempre tive a crença que o mundo existe, mas tendo uma linha ténue que divide duas dimensões: o que nós sentimos e o que nós pensamos. Ou fazemos as nossas escolhas através do que o nosso coração manda ou através do que a nossa cabeça manda. Eu resumo o mundo, a vida, nestas duas dimensões.” Este é o seu primeiro livro. Primeiro tinha feito uma versão em língua portuguesa e agora sai em francês. É um passo importante para si? “Sim, sim. Este é o meu primeiro livro, digamos assim, oficial, mas, desde os meus 14 anos, eu já vinha escrevendo muitas coisas. Antes de publicar este livro, eu já tinha participado em outras produções literárias, sobretudo antologias. Eu participei na Antologia de Poetas da CPLP ‘Rotas de Camões'. Participei também na equipa que escreveu a primeira telenovela guineense. Outros poemas que eu fiz foram publicados por jornais como Nô Pintcha, sobretudo ‘Simplesmente Menina Africana', ‘Labareda de Queda' e alguns que já não me lembro porque, hoje em dia, eu escrevo mais crónicas e romances do que poemas. Mas este, em especial, é o meu primeiro livro, ‘Sentimentos e Razão'. A primeira versão eu publiquei em 2025, tornou-se logo ‘best seller' na Guiné-Bissau e depois fizemos a publicação em Portugal e em Paris também lançámos a versão portuguesa num evento da comunidade brasileira na Maison du Brésil. Depois foi traduzido.” Traduzir para francês e chegar a um outro público que, se calhar, não está tão familiarizado com a Guiné-Bissau, que se calhar mal conhece a Guiné-Bissau, também é importante? “Para mim é muito importante. Eu soube desta importância, sobretudo, no processo da revisão do livro, em que eu recebi muitas sugestões, por exemplo, de traduzir algumas expressões crioulas para o francês. Eu não traduzi porque, para mim, para o livro ser traduzido deve poder manter a sua essência, porque a tradução, só em si, já é um problema, na minha concepção, porque a tradução é interpretar e, muitas das vezes, algumas nuances numa certa língua dificilmente encontram uma tradução certa numa outra língua. Então, para mim, enquanto guineense e, entre aspas, escritora, eu não queria ver o meu livro neste ângulo de ver traduzidas as expressões crioulas. Para mim, é um caminho, quando um francês ler o meu livro e encontrar a expressão ‘matchu' e ‘kuma', ele que procure saber o que é que aquilo significa. No livro, nós vamos encontrar um mapa da Guiné-Bissau. Então, para mim, a literatura serve para isso, para fazer o nosso país viajar sem, no entanto, deslocar-se, mas assim fazer as pessoas que vão ler deslocarem-se para conhecerem a realidade. Foi o que aconteceu com muitos dos meus colegas da universidade que já leram o livro e estão com curiosidade e alguns já conseguem pronunciar algumas palavras em crioulo. Então, é isto que me deixa orgulhosa, além de ser importante a tradução do meu livro.” Esta quarta-feira é o dia da defesa do seu mestrado em Sociologia em Paris, algo que a personagem Malia, no início do livro, quando é adolescente, apresenta como um sonho. Tem um peso especial conjugar a defesa do mestrado com o lançamento deste livro? É simbólico? “Talvez seja simbólico de uma forma indirecta. Alguém me chamou a atenção, um artista muito renomado, que me disse: ‘Olha, eu li o teu livro, eu gostei muito, mas eu vejo muito a Malia em ti. Tens que tomar muito cuidado porque as palavras têm poder, sobretudo a arte é sagrada. O que tu escreves, amanhã acontece. Será que este livro levou-te a Paris ou foi Paris que te levou ao livro?' Eu acredito que foi o livro que me trouxe a Paris porque eu escrevi isto antes de sonhar que eu conseguiria a bolsa para vir estudar cá. Mas, se a arte é sagrada e as palavras também são sagradas e tudo o que nós escrevemos há-de acontecer, eu desejo que daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné.”
Por respeto a lo que fue aquel 27 de hace 100 años, Pepe Rubio quería empezar con poesía y también por respeto y homenaje a todas las mujeres del 27 que no aparecieron en la foto. Hoy, en el primer 'Generación 2027', una mujer poeta, novelista, ensayista y editora , y que cuando le piden que se defina siempre responde: leo, escribo y edito. Es Luna Miguel.El 16 de diciembre de 1927, en el Ateneo de Sevilla, un grupo de poetas se fotografió con motivo del tricentenario de la muerte de Góngora. Aquella foto se considera el momento fundacional de lo que hoy conocemos como la Generación del 27. Cien años después, desde este momento hasta el 16 de diciembre de 2027, queremos que, cada miércoles, pasen por Hoy por Hoy escritores, músicos, pintores, cineastas y todo tipo de artistas que hoy lo están rompiendo y podrían ser miembros del 27 del siglo XXI
REPETICIÓN | Vuelve a escuchar el programa con Arancha Moreno y Alfonso Cardenal.
Principais assuntos do episódio:Crise na ImigraçãoComo combater a p0rnografi@Fiducia Suplicans e Igreja CoptaOdisseia de Christopher Nolan Clube dos Poetas mortos Escândalo no Sínodo sobre a SinodalidadeAs políticas de natalidade funcionam?Como ler pode ajudar os pais na educaçãoA lei das redes sociais e o chat control
Laura Piñero entrevista a Gonzalo Escarpa, director de "Laboratorio de Creación" y creador del 'Censo Nacional de Poetas', un registro nacional gratuito para saber cuántas personas escriben poesía actualmente en España y crear una comunidad en torno a la poesía en nuestra lengua.
Esta noche dedicamos el Faro de Verano a 'Historias de poesía'Laura Piñero charla con Juan Gómez Alemán, artista y director de la acción artística "La Saca Nocturna", una marcha realizada en Madrid para conmemorar los 90 años del asesinato de Federico García Lorca y en homenaje a otros represaliados de la Guerra Civil.Entrevistamos a Gonzalo Escarpa, director de "Laboratorio de Creación" y creador del 'Censo Nacional de Poetas', un registro nacional gratuito para saber cuántas personas escriben poesía actualmente en España y crear una comunidad entorno a la poesía en nuestra lengua. Noemí Sabugal y el biólogo Álex Aguilar repasan la historia de la caza de ballenas en España, desde la Edad Media hasta la captura de la última ballena en aguas españolas en 1985, poco antes de la moratoria internacional que prohibió la caza comercial.El actor Víctor Clavijo, repasa su trayectoria personal y profesional, desde su infancia en Cádiz, sus años estudiando Derecho en Granada y el descubrimiento definitivo de su vocación como actor, hasta sus experiencias en teatro, cine y televisión. Y conversamos con la poeta, actriz y divulgadora cultural Alejandra Martínez de Miguel, conocida en redes como @alemardemi. A partir de la figura y el legado de Federico García Lorca, Alejandra reflexiona sobre su relación con la poesía, el papel de las redes sociales en la difusión cultural, la importancia de los clásicos en la formación de nuevos lectores y su forma de llevar la palabra escrita al escenario. Además leemos textos de Lorca y una exclusiva composición propia de Alejandra.
Alechandro Zambros romanas „Čilės poetas“. Vertė Aistė Kučinskienė, išleido leidykla „Rara“.Šiame romane vienas žymiausių Čilės rašytojų Alechandras Sambra pasitelkdamas keturis itin tikrovei artimus veikėjus švelniai, komiškai, bet ir su aistra nagrinėja kartų skirtumus, šiuolaikinio vyriškumo ir tėvystės labirintus, nenuspėjamus momentus, sudaužančius ar, priešingai, sujungiančius poras, stebuklingą skaitymo ir rašymo patirtį. Čilės poetas – romanas apie neįprastų formų šeimas, į vienį jungiamas meilės ir žmonių, ieškančių pritapimo, grožio, tiesos ir prasmės. Knygos ištraukas skaito aktorius Giedrius Arbačiauskas. (S)
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A Flip deste ano, com curadoria da Rita Palmeira, acertou em cheio ao homenagear a poeta das poetas e dos poetas, Orides Fontela.Ela é reconhecida pela concisão e complexidade de suas poesias, que nos convocam a ler junto com ela e percorrer sua subjetividade. Você já conhecia a Orides ? Eu não.Apresentação: Lilia SchwarczDireção: Newman CostaEdição: Pedro OliveiraRoteiro: Luiz Fujita Jr e Lilia SchwarczRedes: Tainah MedeirosRealização: Baioque Conteúdo
¿La poesía te da flojera o sientes que es solo para intelectuales del siglo XVIII? En este episodio de Todo que ver, Fernando, Andrea y Chile Armando reciben a Poli, artista multidisciplinaria y filósofa, para derribar el mito de que la poesía es aburrida.Hablamos de todo: desde por qué le huimos a las clases de español, hasta el análisis de si las letras de Bad Bunny, Ricardo Arjona o los videos de Las Perdidas pueden considerarse arte poético. Además, debatimos sobre la serie de Emily Dickinson y Poli nos comparte su secreto para "entrenar la mirada" y encontrar poesía en la calle, en los memes y en lo cotidiano.¡Quítate el estigma, ponte los audífonos y acompáñanos en este viaje!Producido por Chez Audiovisual
„Su juodesniu humoru mums, lietuviams, yra šiek tiek problemų“, – sako poetas Gintaras Grajauskas. Pasak jo, humoras yra vienas akivaizdžiausių intelekto požymių, tačiau kūryboje juokauti rizikinga – vienas perskaitęs gali nukristi po stalu, kitas įsižeisti.Kitą savaitę Kretingos rajone vyks akademinis seminaras-stovykla „Literatūros salos“, kasmet suburiantis lietuvių literatūros studentus, doktorantus ir mokslininkus. Šių metų seminaras, kurio tema „Komizmo kodai“, skirtas humoro formoms literatūroje ir kultūroje aptarti. Urtė Karalaitė domisi, kuo šis įrankis kultūroje yra išskirtinis ir kokias ribas gali trinti.
Kaune atidaroma paroda „Nuojauta atplaukiančios nakties“, pirmą kartą sujungianti poetės Janinos Degutytės laiškus su queer istorijos, feministinės minties ir meninės vaizduotės artefaktais.Poetas, rašytojas Alvydu Šlepiku dalinasi prisiminimais apie poetą, eseistą ir kritiką Aidą Marčėną.Vyriausybė pritarė planui atlikti kompleksinius Vilniaus arkikatedros mokslinius tyrimus ir patikrinti hipotezes dėl galimos Vytauto Didžiojo palaikų buvimo vietos.Jurgio Kubiliaus pasaulio muzikos naujienos.Ved. Donatas Šukelis
"Depois de nove meses atravessando a escuridão, seis pessoas pousaram no planeta vermelho às 14h32, horário de Greenwich. A transmissão foi vista por quase metade da população da Terra.Esperava-se uma frase histórica para esse momento.Havia equipes trabalhando nisso havia anos. Poetas, cientistas, estrategistas de comunicação, filósofos, linguistas, historiadores, roteiristas. A primeira frase em Marte precisava estar à altura do feito da espécie, caber nos livros, nos murais das escolas, nos monumentos, nos arquivos das futuras colônias. "_Áudio artigo da coluna de Fred Gelli para a Fast Company Brasil: https://fastcompanybrasil.com/coluna/em-2046-a-humanidade-chegou-a-marte-numa-sexta-feira/Ficha Técnica: Narração: Fred Gelli / Trilha Original, Captação, Edição de áudio: Felipe Habib - Oitooto estúdio / Comunicação, Mkt e Marca: Luiza Magalhães, Bruno Cesar e Marcelo Cândido / Assessoria: Flávia Nakamura / Fast Company Brasil: Mari Castro.
Nos trasladamos al Parque del Retiro para cumplir con nuestra cita anual en la Feria del Libro de Madrid. Allí nos encontramos con Benjamín Prado. El escritor y periodista nos presenta Qué estoy haciendo aquí (Ed. Alfaguara), sus memorias, que giran en torno a sus amistades en el mundo de la literatura. Luego, Ignacio Elguero nos propone una selección de lecturas, pequeña pero diversa, espigada de entre los muchos títulos que podemos encontrar en las 366 casetas de la feria: Ortega y Gasset, antes Lista (Ed. Abada Editores), peculiarísimo libro de Carlos Alberdi, Me he fumado la vida (Ed. Visor), antología poética de Ángel Guinda y en Primera persona (Ed. Anagrama), colección de once narraciones autobiográficas de Margarita García Robayo.En su sección, Sergio C. Fanjul trae de invitada a la escritora y traductora Mercedes Cebrián, con la que hablamos del humor, una de las señas de su obra literaria y tema que vertebra la presente edición de la feria del libro. Terminamos el programa junto a nuestro colaborador Mariano Peyrou, que celebra nuestro paso por el parque recomendándonos varios poemarios cuyos títulos remiten al mundo vegetal: Cenizas de flor (Ed. Plataforma de Poetas por Teruel), del poeta chino Huang Fan y Ramas de mirto en la ciudad eterna (Ed. Visor) de la española Carmen Palomo Pinel.Escuchar audio
Episódio de número 323 da palestra virtual da Reunião de Estudos do Evangelho do Grupo Espírita "Irmão Áureo" - 06/06/2026Reflexões sobre o tema "JESUS E RESPONSABILIDADE", com base na CAP. 12 do livro: JESUS E ATUALIDADE, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco. BIBLIOGRAFIA:- Livro: Jesus e Atualidade - Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, Cap. 12 – “Jesus e Responsabilidade” - disponível em: https://www.usetupa.com.br/Livros/L-Jesus-e-Atualidade_.pdf- Livro: Livros dos Espíritso - Allan Kardec - Livro Terceiro - Cap. 10 - Lei de Liberdade - questões 843 e 844 - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Lde/LdeP3C10.htm#Q843a850- Livro: Revista Espírita - Ano X — Agosto de 1867 - A responsabilidade moral - Louis Nivard - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TKP/Re67/Ago/Re67AgoA10.htm- Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor - Leon Denis - cap. 22 - O Livre Arbítrio - disponível em: https://www.espiritualidades.com.br/Artigos/D_autores/DENNIS_Leon_tit_Obras/DENIS_Leon_tit_O_Problema_do_Ser_do_Destino_e_da_Dor_texto_completo.pdf- Livro: Encontro Marcado — Emmanuel - Cap. 53 - Livres, mas responsáveis - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Enm/Enm53.htm- Livro: Estude e viva — Emmanuel / André Luiz - Lição 25.1 - Nas crises da direção - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier / Waldo Vieira - disponível em:https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Eev/Eev25.1.htm- Livro: Religião dos Espíritos — Emmanuel - Cap. 34 - Responsabilidade e destino - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em:https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Rde/Rde34.htm- Livro: Livro da Espeprança — Emmanuel - Cap. 83 - Setor Pessoal - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Le/Le83.htm- Livro: Monte Acima — Emmanuel - Cap. 83 - Setor Pessoal - Emmanuel - - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Ma/Ma07.htm- Livro: Mãos Unidas — Emmanuel - Cap. 33 - Dever e Compromisso - Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Mu/Mu33.htm- Livro: Apostilas da Vida — André Luiz - Cap. 3 - Caridade do Dever - André Luiz -psicografia de Francisco C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Apv/Apv03.htmPoesia Final: Deus Conta Contigo - Maria Dolores - do livro: Poetas redivivos — Autores diversos — psicografia de F. C. Xavier - disponível em: https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Pr/Pr110.htm
Músicos que se transforman en ilustradores, científicos que escriben poesía y editores que organizan encuentros de manga. En nuestro último día en la feria del libro seguimos buscando propuestas originales y estas nos llevan, por ejemplo, a retomar el tándem Roberto Malo-Javi Blanco. Ambos presentan estos días su nuevo proyecto conjunto, que nace de un relato de Roberto y Javi convierte en una perturbadora visión en la que el terror no puede ocultar la belleza de los trazos y el acertado uno de un solo color sobre el banco y negro, el rojo. Con ellos hablamos esta tarde de su nueva colaboración. Otra fusión interesante es la que Javier Sancho hace de su trabajo en el mundo de la ciencia y su poesía. Galaxias, materiales y conceptos se cuelan en sus versos y nos permiten acceder a una visión onírica de lo científico o tal vez a una visión científica en la poesía y unificándolas, el humor. Lo aclaramos con Javier en el programa de hoy. Y mientras la feria se acerca a su final, nosotros empezamos a preparar nuevas citas, como Ultimate Manga, de la que hoy se ha presentado el cartel y que se celebrará en Zaragoza a partir del 11 de septiembre.
In this converesation she tell us that: "Poetas are always puting atention" and when we are struggling to writer, it is good to tell yourself: "Let me pick up where I am now" and "I will meet you where I am now".
Grabación de los poemas que Trafulla Teatro interpretó el las IX Jornadas poéticas de Torrero, el pasado 14 de mayo 2026 Créditos (Autora / poema / Voz): 1. Sara Teasdale (San Luis, USA, 1884-Nueva York 1933) – Vendrán lluvias suaves – (Voz: Daniel Morabito) 2. Wislawa Szymborska (Polonia, 1923 – 2012 -Nobel Literatura 1996-) - Wietnam – (Voz: Trafulla, coral) 3. Diane di Prima (Nueva York, 1934-2020) – Carta revolucionaria núm. 40 – (Voz: Lola Orti) 4. Roque Dalton (El Salvador, 1935-1975) – ‘Alta hora de la noche' – (Voz: José Luis Hernández) 5. Luis García Montero (Granada, 1958) – Democracia – (Voz: Elisa Berna) 6. Karmelo C. Iribarren (San Sebastián, 1959) – ‘Los viejos camaradas' y ‘En la frontera' – (Voz: Elena Parra) 7. Ángela Figuera (Bilbao, 1902 – Madrid 1984) – No quiero - (Voz: María José Sampietro) 8. Benjamín Prado (Madrid, 1961) – No me cuentes tu vida – (Voz: José Luis Hernández) 9. Manuel Vilas (Barbastro, 1962) – El inmaduro – (Voz: Pilar Julián) 10. Mahmud Darwish (Palestina, 1941-2008) – Carnet de identidad – (Voz: Manuel Alcaine) Ambientación musical: 1 – Filip Jelinek, 2 – Charles Guitare, 3 – Regis V.Gronoff, 4 – Ba Daresh (Jamendo-licencia C.C.n.c) Montaje: Manuel Alcaine
(Grabación de los poemas interpretados por Trafulla Teatro en las IX Jornadas poéticas de Torrero-14 mayo 2026) De entre las muchas poetas que tenemos por esta tierra, para este espacio hemos seleccionado solamente doce, es arriesgado hacer una criba así, lo sabemos, teniendo en cuenta que ponemos voz solo a uno de sus poemas. No pretendemos hacer una lista, ni decir quien de ellos o ellas es mejor. El modesto fin que perseguimos es acercarnos a su voz poética, ese latido vital que nos emociona e interpela. Prometemos hacerlo con muchas más, la poesía aragonesa actual es todo un lujo. Créditos (Autor/poema/voz): 1 - Elisa Berna (Zaragoza, 1978) – Dejar la casa – (Voz: Elisa Berna) 2 - Álvaro Alcaine – (Barbastro, Huesca, 2001) – Vulnerant omnes, ultima necat - (Voz: Daniel Morabito) 3.1 -Olga Bernad (Zaragoza, 1969) – Miliciana – (Voz: Lola Orti) 3.2 -Olga Bernad (Zaragoza, 1969) – Todo – (Voz: Elisa Berna) 4 - Ángel Gracia (Zaragoza. 1970) – Carpe Diem – (Voz: José Luis Hernández) 5 - Francisco López Serrano (Épila, Zaragoza, 1960) – de ‘El extraño en que habito – (Voz: Pilar Julián) 6 - Estela Puyuelo (Huesca, 1976) - ¿Princesa en apuros? – (Voz: María José Sampietro) 7 - Carmen Ruiz Fleta (Zaragoza, 1978) – Que no te escondas – (Voz: Lola Orti) 8 - Almudena Vidorreta (Zaragoza, 1986) – Injerto – (Voz: Daniel Morabito) 9 - Carmen Aliaga (Zaragoza, ?) – de ‘Jaula de grillos' – (Voz: María José Sampietro) 10 - Inés Ramón (Buenos Aires, Argentina, 1962) – Sin culpa – (Voz: Elena Parra) 11 - María Pilar Benítez Marco (Zaragoza, 1964) – Do – (Voz: Manuel Alcaine) 12 - Omar Fonollosa (Zaragoza, 2000) – Los niños no ven féretros – (Voz: José Luis Hernández) Ambientación musical: Lzn02 y Raúl Grillo – Jamendo (Licencia C.C.n.c.) Montaje: Manuel Alcaine
¿Alguna vez sentiste que el sistema intentaba apagar tu voz? Hoy en VOZ EN OFF nos ponemos de pie sobre los escritorios para analizar a fondo "La Sociedad de los Poetas Muertos".
En este penúltimo programa de la Segunda Temporada de #EntreCasualRetro, le damos con todo gracias a #VamosaAmérica, #GorilasenlaNiebla, #CuandoHarryConocióaSally, #CampodeSueños y #SociedaddelosPoetasMuertos. Cada uno de estos títulos ha dejado una huella imborrable porque no sólo siguen estando presentes sino siguen dandonos algo de que aprender sobre nosotros y el mundo.
Janko Kráľ: rebelde entre poetas o poeta entre revolucionarios. Juegan con nosotros.
En el capítulo 8 de Desde el libero, Entre poetas te veas, nos dejamos llevar por el elixir de la poesía: esa que deslumbra, conmueve y transforma, pero que también invita a preguntarnos cómo acercarnos a ella sin empacharnos.Nuestro conductor Jorge F. Hernández recibe a dos invitados de lujo: María Baranda y Hernán Bravo Varela, quienes lo acompañan en una conversación que deambula entre versos, lecturas y reflexiones sobre el oficio poético, el poder del lenguaje y las múltiples formas de habitar la poesía.Porque la poesía no solo se lee: también se escucha, se conversa y se comparte.Por si este encuentro poético no fuera suficiente, también te presentamos
Prasidėjus 62-ajam „Poezijos pavasariui“ paskelbta geriausia vaikų poezijos knyga – ja tapo Jono Liniausko „Žvaigždžių garažas“.Kuo ypatingas Klaipėdos radiofonas, savo darbą pradėjęs 1936-aisiais?LRT KLASIKA pristato Lietuvos kompozitorių sąjungos paskelbto Geriausių Lietuvos kompozitorių 2025 metų kūrinių penkioliktuką. Šiandien susipažįstame su Žibuoklės Martinaitytės kūriniu „Unda unda Inundare“ violončelei ir fortepijonui.Klaipėdos šokių mokyklos CODA ugdytinė, vienuolikmetė Elzė Levickaitė – pasaulinio baleto konkurso „Youth America Grand Prix“ Amerikoje finalininkė.Ved. Marius EidukonisNuotr. aut. Romas Sadauskas-Kvietkevičius
Episódio 620 de Dias Úteis, um podcast que lhe oferece um poema pela manhã, de segunda a sexta-feira. Por vezes também à tarde, nem sempre apenas poesia. Está para muito breve a edição de "Arestas", o novo livro de Sílvia M. Vasconcelos, pela On Y Va. Enquanto isso não acontece, desvendamos um pouco com com este magnífico "Poetas" na voz da autora. Pode receber todos os episódios subscrevendo de forma gratuita em todas as plataformas de podcast (Apple, Google, Spotify e muitas outras) e pode contar com conteúdo adicional seguindo as nossas páginas no Facebook, Instagram e YouTube. Se gosta dos nossos conteúdos, por favor avalie nestas plataformas e partilhe com os seus amigos. Apesar de gratuito, se nos quiser apoiar a melhorar este projecto pode fazê-lo em https://www.patreon.com/diasuteispodcast . Este podcast é uma produção da Associação de Ideias, tem música original de Marco Figueiredo e voz de introdução de José Carlos Tinoco. A concepção e edição são de Filipe Lopes.
A Radio Latina dedicou uma emissão especial do programa MusicArte ao universo da poesia contemporânea, no âmbito do evento Primavera dos Poetas – Luxemburgo, com a participação de Sónia da Silva, jornalista cultural, membro fundadora da Primavera dos Poetas – Luxemburgo e responsável pela tradução para francês dos poemas de José Carlos Barros, poeta convidado em representação de Portugal.Informações no site do organizador.Créditos da foto: @Alfredo Cunha.
1ª PARTE -El Principado prepara una nueva normativa, que modifica el Decreto 93/2013 que regula los servicios de temporada en las playas, para gestionar los chiringuitos en nuestros arenales.El Gobierno asturiano, que quiere que entre en vigor en la Semana Santa del año que viene, dice que la regulación no pretende acabar con ningún negocio, sino preservar la costa. Pero los dueños de los chiringuitos, con el respaldo del PP y de Vox, denuncian que se les obligará a cerrar en pleno verano a medianoche, que tendrán que desmontar fuera de temporada los elementos no permanentes o que sufrirán nuevas limitaciones al número de plazas de aparcamiento.¿Es necesaria esta nueva regulación?¿Podría hacerse de otra manera? Se lo preguntamos a los diputados y diputadas que participan en la tertulia de "Asturias al día" desde la Junta General del Principado. -Lidia Fernández, de FSA-PSOE-Sandra Camino, de PP-Carolina López, de Vox-Covadonga Tomé, del Grupo Mixto (Somos)-Adrián Pumares, del Grupo Mixto (Foro), ha excusado su presencia 2ª PARTE --El turno de la entrevista política en el parlamento asturiano le llega esta semana a Covadonga Tomé, diputada del Grupo Mixto en representación de Somos. 3ª PARTE --La Caravana de Poetas vuelve HOY, VIERNES, y mañana a Santalla d’Ozcos con talleres de escritura, presentación de libros con intervención artística en directo, velada de poesía, recital poético y micro abierto.-Ainhoa Janices, coordinadora del proyecto poético Caravana de Poetas. --Mieres acoge desde HOY y hasta el domingo la edición número 30 de La Folixa na Primavera. Llan de Cubel, Nando Agüeros o los irlandeses Dervish encabezan las actuaciones musicales de este año.-Nuria Ordóñez, concejal de Festejos de Mieres.
Mirė vienas ryškiausių Lietuvos moderniosios muzikos kūrėjų, kompozitorius, pedagogas Osvaldas Balakauskas. Pokalbis su Lietuvos kompozitorių sąjungos pirmininku Mantautu Krukausku ir muzikologe dr. Rūta Stanevičiūte.Alytaus miesto teatras trečiadienįj kviečia į premjerą „Dairosi dievas nuo kalno“. Spektaklis kviečia atsigręžti į žodį – jo prasmę, reikšmę ir galią. Poetinę viziją pagal Justino Marcinkevičiaus ir Sigito Gedos eiles pristato režisierius Albertas Vidžiūnas. Spektaklio repeticiją stebėjo kolega Andrius Baranovas.Valstybinio Šiaulių dramos teatro vadovo pareigas laimėjo Nomeda Šatkauskienė, nuo 2021 metų rugpjūčio ėjusi Valstybinio Šiaulių dramos teatro meno vadovės pareigas. Pokalbis apie ateities teatro viziją.Tęsiame pažintis su „Metų knygos rinkimuose dalyvaujančiomis knygomis. Šiandien susipažįstame su poezijos kategorijoje nominuotu Gintaro Bleizgio eilėraščių rinkiniu „Šešėlių upė“. Poetas jį vadina savo gyvenimo knyga, o į tris scenas suskirstytojoje knygoje bando pamatyti tai, kas slypi už daiktų, gamtos, medžių, žolės, upės. Su poetu kalbasi Marius Eidukonis.Ved. Gerūta Griniūtė
Arrancamos el programa de hoy pendientes de la actualidad local, con la mirada puesta en la finalización de las obras de estabilización del talud del Cerro de los Poetas, una actuación ya concluida según ha confirmado el alcalde Sergio Velasco, y seguimos muy atentos a lo que está ocurriendo a esta hora, como la visita del delegado territorial de Agricultura, Pesca, Agua y Desarrollo Rural de la Junta en Córdoba, Francisco Acosta, que participa en una jornada informativa en la cooperativa vitivinícola La Purísima para trasladar a los agricultores las ayudas directas aprobadas tras las borrascas de principios de año; además, nos hacemos eco de la ampliación del mercadillo de los retales de los viernes, con la autorización de un sábado extra al mes entre abril y julio para apoyar a los vendedores ambulantes, y completamos la primera parte con estos y otros asuntos antes de recibir en el programa a la psicóloga Almudena López, de Alegra Centro de Psicología, que nos hablará del aumento de consultas relacionadas con el uso de las redes sociales entre los más jóvenes. Cerramos con Kike Urdiales y su sección Más de Una canción.
.Poetas solares. .Última morada do sem-abrigo. .Palavras pejadas de asteriscos. .A peste da palavra ‘desafio'. .Resignificação do ‘sentar' no funk brasileiro. .Argos e Pavão. .Astúcia e tesão. .Bricolage ao domingo. ..Coxa de Atena.. .O sol é um pai ausente. ---- O menino está aqui: Substack: robertogamito.substack.com Twitter: twitter.com/RobertoGamito Instagram: www.instagram.com/robertogamito Facebook: www.facebook.com/robertogamito Youtube: bit.ly/2LxkfF8 Threads: www.threads.com/@robertogamito
Quem foram nossas primeiras poetas? Neste episódio, as escritoras Ana Rüsche e Lubi Prates conversam com a colunista Bruna Beber sobre a antologia Inesquecíveis: Quatro Séculos de Poetas Brasileiras (Bazar do Tempo), que as duas organizaram e acaba de chegar às livrarias. O livro reúne perfis e uma seleção de poemas de trinta grandes poetas brasileiras desde o século 18, algumas ainda pouco conhecidas. As convidadas falam dos desafios da pesquisa, da importância das autoras em seu tempo e de como o machismo apagou a história das poetas pioneiras em nosso país. Apoio: Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451 Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451
La invasión musulmana del año 711 supuso un punto de inflexión para la comunidad judía que se había asentado mucho tiempo antes en la península ibérica. Tras un siglo de persecución inclemente por parte de los monarcas visigodos, que tras convertirse al catolicismo en el III Concilio de Toledo pasaron a ver en los judíos un «enemigo interno», la llegada de las tropas de Tariq ibn Ziyad la sintieron como una auténtica liberación. Las leyes visigodas imponían bautismos forzosos y prohibiciones sobre sus ritos, lo que empujó a esta minoría a recibir a los nuevos conquistadores con los brazos abiertos. Colaboraron incluso en la guardia y administración de ciudades importantes como Córdoba y Sevilla. Bajo el dominio islámico, la situación de los judíos quedó regulada por la dhimma, un pacto de protección que, si bien les otorgaba un estatus legal inferior y les obligaba al pago de impuestos especiales, les garantizaba libertad de culto, autonomía jurídica y seguridad física. Este marco legal permitió que los judíos se integraran en la vida económica y administrativa de Al-Andalus. Había judíos en todos los estratos sociales: en la agricultura, la artesanía, el comercio y también cerca de los emires como consejeros. Surgieron incluso figuras importante como Jasdáy ben Saprut, médico y diplomático de Abderramán III, o Samuel ha-Naguid, más conocido como Nagrela, que llegó a ser visir en la Granada de los ziríes. Esta influencia política siempre estaba sujeta al favor de los gobernantes y al recelo de la población musulmana, que en ocasiones organizaba violentos pogromos como el de Granada en el año 1066. Este periodo se suele idealizar como la edad de oro del judaísmo en España. Pero en Al Andalus nunca existió una cultura judía propiamente dicha. Lo que se produjo fue una asimilación de los judíos por parte de la cultura musulmana imperante. Los intelectuales judíos adoptaron el árabe como lengua y eso permitió a muchos prosperar y acceder a los textos clásicos de Grecia y Oriente que se traducían en Córdoba. En ese caldo de cultivo aparecieron algunos genios. Poetas y filósofos como Salomón ben Gabirol, matemáticos como Abrahán Bar Hiyya y, por encima de todos, Maimónides. Este último, aunque desarrolló buena parte de su obra en Egipto tras huir de la intolerancia almohade, representó la cumbre del esfuerzo por armonizar la fe revelada con la razón aristotélica en su célebre “Guía de los perplejos”. Pese al esplendor cultural, la realidad social estuvo lejos de la convivencia idílica que el romanticismo creo en torno a Al Andalus. La tolerancia en aquella época era una forma de resignación ante un mal necesario, nunca el respeto por la diversidad tal y como lo entendemos hoy. Tanto en Al Andalus como en los reinos cristianos de la península, más que convivencia armoniosa entre las tres religiones del libro, hubo coexistencia forzada por las circunstancias. En Al Andalus esa coexistencia acabó repentinamente con la llegada de las dinastías norteafricanas, almorávides y almohades, a partir del siglo XI. Su rigorismo islámico puso fin la permisividad de los primeros siglos colocando a los judíos andalusíes ante el brete de convertirse al islam o huir a los reinos cristianos del norte. La mayor parte escogió lo segundo. En el siglo XIII en la Granada nazarí solo se practicaba el islam y el judaísmo hispano ya se había desplazado por completo a los reinos de Castilla, Aragón y Portugal. En El ContraSello 0:00 Introducción 3:52 Los judíos de Al Andalus 29:31 “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R 1:09:25 Tesla vs Edison 1:17:43 La comuna de París Bibliografia: “Breve historia de los judíos en España” de Paloma Díaz-Mas - https://amzn.to/4rrEo09 “Los judíos en España” de Joseph Pérez - https://amzn.to/4qPx2lY “Historia de los judíos en España” de Adolfo de Castro - https://amzn.to/40ldMBO “Al Andalus imaginada” de Adrián Llobell Grimalt - https://amzn.to/4s602Hf · Canal de Telegram: https://t.me/lacontracronica · “Contra el pesimismo”… https://amzn.to/4m1RX2R · “Hispanos. Breve historia de los pueblos de habla hispana”… https://amzn.to/428js1G · “La ContraHistoria del comunismo”… https://amzn.to/39QP2KE · “La ContraHistoria de España. 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Retomamos nuestras conversaciones sobre películas, en esta oportunidad abordamos un clásico de los 90's, la Sociedad de los Poetas Muertos, conversamos con Carlos MoreLi, sobre libertad, responsabilidad en la adolescencia.
Edgar Hita está nervioso, mañana es un día especial y pero tiene mucho material para hoy. Con Luismi Pérez hablamos del viento. Repasamos la prensa, la actualidad deportiva y nos detenemos en la contraportada. Cerramos el programa con un grabófono de Adriana Mourelos cargado de política porque ayer hubo Congreso.
Un poema de Navidad de Mauricio I. Pérez
Esta semana, temos na estante o ensaio “Imaginação: Cores, Deuses, Viagens e Amores”, de Francisco Louçã; o terceiro volume da “Conta-Corrente”, de Vergílio Ferreira; contos de Clarice Lispector em “A Legião Estrangeira”; e a reedição (aumentada) de “O Silêncio dos Poetas”, de Alberto Pimenta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
La originalidad es el reto que hoy nos proponemos al reunir en nuestro estudio a poetas que publican obras que por distintos motivos llaman nuestra atención. Antologías ficticias de escritores imaginados que escriben coplas y seguidillas, publicaciones bilingües de autores chinos en un homenaje a Aragón o poetas que se unen en torno a un tema común, la violencia sobre las mujeres, en una antología que nace en Teruel. Son los poemarios que hoy ponemos sobre la mesa en la torre de Babel con Marcos Castillo Monsegur que firma “Luciérnagas”, una obra que define como una antología apócrifa de la nueva poesía popular aragonesa. Ricardo Díaz Pellejero traduce “Cenizas de flor” del poeta chino Huang Fan en una edición bilingüe de la plataforma de Poetas por Teruel, colectivo responsable de nuestra tercera propuesta de hoy “Nosotras”, una antología de autoras que escriben sobre una de las grandes tragedias de hoy y de siempre, la violencia sobre las mujeres.
Brenda Lozano, Escritora
Professor da Letras-USP foi um dos selecionados e recebeu o convite da Associação de Chinesa de Escritores para apresentar seu trabalho no evento
La especialista en literatura de Oriente Medio y traductora Luz Gómez edita una antología especial de nuevas mujeres poetas palestinas. Excepto con dos de ellas, la primera que abre el libro que está desaparecida y de Hiba Abu Nada asesinada con su familia en un bombardeo israelí, con las demás sigue teniendo relación directa a través de las redes, sobre todo de Facebook, plataforma en la que la memoria y los escritos de la cultura palestina se están recopilando. Hablamos con Luz y escuchamos también los poemas de Ghada Shafii “Momentos Aplazados” en la voz de Montse Soto, Hala Shrouf “Mi espíritu ya no come nada” en la voz de Consol Saenz, Neama Hassan “Apuntes de Gaza” en la voz de Marta Orquin y Hind Joudah “Una poeta en tiempos de guerra” en la voz de Rosa de Diego. Escuchamos la música de creadoras palestinas, libanesas y tunecinas: RACHA RIZK- Bia Wala Bik; RIMA KHCHEICH- El Shayyalin; TEREZ SLIMAN- Snoring Moon; MARCEL KHALIFE + OUMAIMA KHALIL- Asfour; TANIA SALEH- Matrah; EMEL- Merrouh; SOUAD MASSI- HurtEscuchar audio
Podcast Mayhem 32 - Com Raph Arrais - Rumi e os Poetas da Alma https://projetomayhem.com.br/ O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/4PxD2En3N6k Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem. Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana. Faça parte do projeto Mayhem: https://www.catarse.me/tdc
Leí en alguna parte que la noticia de la concesión del Nobel a Miguel Ángel Asturias se hizo pública mientras un grupo de escritores celebraba una Azuaré en un barco en aguas del Támesis. Entre ellos estaba Pablo Neruda, que del zoponcio que sufrió tuvo que ser asistido por un médico.
En este episodio de Tercera Vuelta hablamos de Un Poeta, una película colombiana que despierta preguntas sobre la figura del poeta en nuestra cultura. Ricardo Silva aporta la mirada crítica, analizando el equilibrio entre sátira y compasión en la historia. Alejandro Gaviria, por su parte, conecta con la tradición de los poetas antioqueños y comparte su visión como narrador y lector cercano a esa herencia.
As Luísa prepares to begin law school, her brother Henrique shares his advice about who she should live with.
¿Qué sucede cuando la genialidad y la locura bailan al borde del abismo? ¿Cuando el talento más puro se consume en excesos, rebeldía y una profunda soledad? ¿Y cuando todo esto además, está acompañado de alcohol, drogas y una muerte trágica o misteriosa? Hoy vamos a adentrarnos en un universo literario tan oscuro como brillante.Vamos a hablar de “Poetas malditos”Una producción de El Grupo Muy Importante@elgrupomuyimportanteProducción EjecutivaDaniela Ormazábal y Federico CapocciEdición, montaje y música originalFederico CapocciAsistencia de Producción Camila NapoletanoSuscríbete a nuestro Patreon para contenido exclusivo y sorpresashttps://www.patreon.com/cosasmuyimportantesConviértete en un seguidor de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/cosas-muy-importantes-historia-curiosa--4353665/support.
En el siglo XII surgieron en el sur de Francia una serie de poetas músicos que vivían en las cortes de señores y príncipes y cantaban su amor por damas de alta alcurnia, a las que soñaban conquistar.