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O ministro dos Negócios Estrangeiros defende a postura da ministra e do Governo na negociação da reforma laboral e critica o PS por aplicar um "radicalismo cândido". See omnystudio.com/listener for privacy information.
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No recapitulativo desta semana em África, o destaque vai para Moçambique onde na madrugada do sábado passado, foi morto o bispo de Quelimane por indivíduos armados na sua residência. Este assassínio provocou uma onda de choque em todos os quadrantes no país e também no seio do Vaticano, o Papa Leão XIV tendo apela ao "fim dos actos violentos" em Moçambique. Na quarta-feira, o Presidente moçambicano garantiu que as autoridades do seu país iriam esclarecer o que a igreja moçambicana qualificou de "crime gravíssimo". Entretanto, na quinta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), anunciou a detenção de três suspeitos no âmbito da investigação sobre este assassínio. Após um primeiro interrogatório judicial, as autoridades decidiram mantê-los em detenção preventiva. Também na actualidade de Moçambique, estes últimos dias, o país continuou a monitorar o regresso progressivo dos moçambicanos vítimas de violências xenófobas na África do Sul. No começo da semana, chegou mais um grupo cujos relatos são de momentos de terror. Noutro quadrante, ao longo destes últimos dias, a RFI e um conjunto de outros órgãos de comunicação social, em coordenação com o consórcio "Forbidden Stories", publicou uma série de reportagens sobre a situação de Cabo Delgado. Um dos aspectos que indagaram foi o elo entre a exploração das riquezas da região, a corrupção, os abusos dos direitos humanos e a insurgência armada que afecta o extremo norte de Moçambique desde 2017. Micael Pereira, jornalista do Expresso em Portugal que participou nesta investigação, considerou que o extremismo presente naquela zona é também o reflexo das desigualdades aí persistentes. Outro dos jornalistas envolvidos nesse inquérito, Tomás Queface, do Zitamar News, explicou que a concentração das forças moçambicanas e ruandesas junto dos projectos de gás deixa outras zonas vulneráveis, permitindo aos insurgentes financiar-se através da exploração das minas de ouro. Noutra actualidade, em Angola, no final da semana passada, a subcomissão de candidaturas ao IX Congresso Ordinário do MPLA, no poder em Angola, anunciou a validação da candidatura de João Lourenço à presidência do partido, após a aprovação de um pouco mais de 98% das cerca de 11 mil subscrições que sustentam o seu dossier. O anúncio da validação desta candidatura mereceu resposta por parte dos restantes candidatos à presidência do MPLA que não descartam uma acção judicial. Também na actualidade angolana, Manuel Augusto, antigo ministro das relações exteriores de 2017 a 2020, faleceu no final da semana passada aos 68 anos numa unidade hospitalar de Luanda. Formado em Direito Internacional Público e especializado em direito diplomático, Manuel Augusto exerceu o essencial da sua carreira nessa área. Após a sua morte, foram numerosas as homenagens à acção que conduziu pelo seu país. Em São Tomé e Príncipe, entra-se progressivamente em período de pré-campanha. Depois de seis responsáveis políticos, nomeadamente o Presidente cessante, terem apresentado a sua candidatura para as presidenciais previstas a 19 de Julho, as autoridades fizeram um primeiro balanço do número de eleitores recenseados e habilitados a votar no próximo escrutínio. Na Guiné-Bissau, depois de o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel dizer esta semana que a CPLP está a empenhar-se para o regresso da normalidade constitucional na Guiné-Bissau, Fernando Vaz, porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, fez na quarta-feira uma advertência diplomática ao Estado português, vincando que o seu país "não se vergará a exames de bom comportamento". Para finalizar não podíamos deixar de mencionar o arranque na passada quinta-feira do Mundial 2026 de futebol no Canada, Estados Unidos e México. Uma competição na qual a equipa cabo verdiana vai-se estrear-se neste 15 de Junho em Atlanta contra a equipa espanhola. Em entrevista à RFI, o seleccionador dos Tubarões Azuis, Bubista, falou do orgulho de representar o país nesta competição em que participa pela primeira vez.
Depois de Donald Trump, Vladimir Putin. O episódio desta semana do podcast Diplomatas olhou para o que saiu da visita da semana passada do Presidente dos Estados Unidos a Pequim e para mais uma viagem do chefe de Estado da Rússia à capital da República Popular da China, na quarta-feira. Carlos Gaspar e Luís Tomé analisaram os objectivos estratégicos dos líderes políticos das três potências e reflectiram sobre os avisos de Xi Jinping a Trump sobre Taiwan, território autónomo que o Governo chinês reivindica como parte integrante do país. O investigador e o professor e director do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa, convidado desta semana do Diplomatas, discutiram ainda o mais recente capítulo sobre a utilização da base das Lajes pelos EUA durante os ataques contra o Irão. Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, diz que o Governo português autorizou o uso da base militar nos Açores antes ainda de ter sido informado do assunto e os ministros Paulo Rangel e Nuno Melo defendem a posição de Portugal. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Enquanto a polémica em torno da Base das Lajes continua a agitar o debate político, as declarações de Marco Rubio — apresentando Portugal como exemplo de submissão incondicional aos EUA — expõem o Governo às críticas da oposição. Daniel Oliveira considera que Portugal foi “apresentado como um exemplo de falta de exigência”, enquanto Francisco Mendes da Silva questiona a autenticidade do escândalo, lembrando que o PS sempre respeitou o costume diplomático atlântico. Luís Montenegro apresenta a sua moção de recandidatura à liderança do PSD declarando que “o não é não” ao chamado Bloco Central, equiparando PS e Chega. Na reforma laboral, o debate sobre se o Governo se entenderá com o PS ou com o Chega levanta questões incómodas sobre o papel da oposição socialista e a utilidade crescente da extrema-direita no jogo parlamentar. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 19 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou esta quarta-feira o “comportamento intolerável” do ministro isrelita Ben-Gvir e o tratamento infligido aos activistas da flotilha, detidos em águas internacionais, quando tentavam entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e romper o bloqueio israelita ao território. O vídeo de Ben-Gvir suscitou reacções da diplomacia de vários países europeus, incluindo de Portugal. Luís Montenegro e Paulo Rangel consideram a acção “inaceitável” e o primeiro-ministro defende a suspensão parcial do acordo com Israel.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, acusa o Governo de ter colocado Portugal "perante uma humilhação à escala planetária", depois de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, ter dito que Portugal aceitou a utilização da base das Lajes antes ainda de ter sido informado do assunto. As declarações do secretário de Estado norte-americano, já contrariadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, vão levar os socialistas a chamar Paulo Rangel ao Parlamento.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Portugal e a Guerra no Mundo. O que mudou com o ataque ao Irão. A posição de Portugal no conflito. Os impactos económicos e políticos da guerra. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na Grande Entrevista com Vítor Gonçalves.See omnystudio.com/listener for privacy information.
María Corina Machado esteve em Portugal e reuniu-se com Luís Montenegro e Paulo Rangel. Em entrevista, defende a atuação de Donald Trump e a entrega do Nobel da Paz. José Carlos Duarte é o convidado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O investigador luso-belga Joseph Figueira Martin foi libertado na terça-feira, 7 de Abril, após quase dois anos de detenção na República Centro-Africana, na sequência de uma mediação diplomática liderada por Portugal com o apoio da Bélgica e de instituições europeias. O caso, marcado por acusações contestadas e condições de detenção severas, termina com um desfecho humanitário, embora persistam dúvidas sobre os contornos da detenção. A libertação de Joseph Figueira Martin, detido desde Maio de 2024 na República Centro-Africana (RCA), foi anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, perante a Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, numa comunicação que classificou como uma “batalha difícil” de quase dois anos. O chefe da diplomacia portuguesa destacou o esforço concertado de várias instituições nacionais e internacionais: “Houve aqui um trabalho conjunto muito grande. Isto deve-se ao esforço de todos os órgãos de soberania, dos serviços diplomáticos, das Forças Armadas e também das autoridades belgas, que trabalharam connosco em estreita cooperação.” Paulo Rangel sublinhou, ainda, a relevância das condições humanitárias na decisão final: “A situação humanitária era de facto muito difícil. As condições de detenção eram extremamente duras. Foi essa a razão pela qual lhe foi concedida uma medida de clemência.” Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros português, foram realizadas “várias missões discretas” com o objectivo de garantir a libertação do investigador. Joseph Figueira Martin tinha sido capturado no sudeste da RCA por forças associadas ao grupo Wagner, permaneceu detido em Bangui durante mais de 22 meses, incluindo em instalações descritas como severas. Em Novembro de 2025, foi condenado a 10 anos de trabalhos forçados por alegados crimes contra a segurança do Estado, acusações sempre rejeitadas pela família. O eurodeputado socialista português Francisco Assis saudou o desfecho, destacando o papel da diplomacia portuguesa e das instituições europeias: “Foram feitas várias diligências, sobretudo pelos governos de Portugal e da Bélgica. Essa acção diplomática bem-sucedida permitiu alcançar este resultado, que nos deixa profundamente satisfeitos.” Francisco Assis considerou que o Parlamento Europeu actuou de forma adequada: “O Parlamento Europeu fez o que tinha que fazer, pugnou pelo respeito pelos direitos humanos e pela defesa dos cidadãos europeus. Agiu de forma responsável e correcta.” O eurodeputado português salientou, ainda, o carácter humanitário da decisão das autoridades centro-africanas: “Houve uma atitude de clemência que saudamos. Este é o momento para celebrar a libertação, não para fazer outras avaliações.” A decisão de libertar o antropólogo aconteceu depois da tomada de posse do Presidente da RCA para um novo e terceiro mandato, o que, segundo Paulo Rangel, poderá ter facilitado o gesto, embora enquadrado num compromisso previamente assumido de considerar razões humanitárias após o encerramento do processo judicial. O caso mobilizou a União Europeia, levantando preocupações quanto à segurança de cidadãos europeus em regiões instáveis e ao papel crescente de actores externos, como a Rússia, na região. Ainda assim, Francisco Assis relativizou leituras geopolíticas mais amplas: “Este caso é um caso em si mesmo. É positivo quando razões humanitárias prevalecem.” Joseph Figueira Martin encontra-se actualmente sob observação no hospital militar em Lisboa, depois de ter regressado a Portugal a bordo de um avião militar. Apesar do desfecho, permanecem por esclarecer as razões exactas da sua detenção e os termos concretos do acordo que conduziu à sua libertação, num processo que expôs fragilidades mas também a capacidade de resposta diplomática europeia.
O ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros esteve mesta manhã no Parlamento para uma audição na comissão de Assuntos Europeus, onde Paulo Rangel garantiu o respeito pelos critérios do acordo entre Portugal e os EUA na utilização da Base das Lajes, na ilha Terceira. Isto depois do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ter estado ao telefone com Rangel para agradecer a "cooperação económica e de defesa".See omnystudio.com/listener for privacy information.
A crise no abastecimento de gás do Qatar e do Irão está a colocar Moçambique no centro do interesse internacional como alternativa energética. Enquanto isso, Cabo Verde enfrenta escassez de gás butano, e a Guiné-Bissau agrava tensões diplomáticas com Portugal após declarações do órgão de transição. Em Angola, o julgamento do caso dos “espiões russos” foi adiado, ao mesmo tempo que preocupações climáticas em Moçambique e protestos sociais em São Tomé e Príncipe marcam a actualidade africana. O bloqueio do gás vindo do Qatar e do Irão está a levar muitos países a olharem para Moçambique e para a sua produção de gás natural liquefeito como uma alternativa viável para o abastecimento desta matéria prima essencial. Segundo o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano, Moçambique não está preparado para o interesse internacional crescente no gás natural liquefeito existente no país, o maior projecto africano de gás que se localiza na Bacia do Rovuma. Por seu turno, a ministra das Finanças moçambicana, Carla Louveira, assegura que o governo acompanha com atenção e preocupação a evolução do conflito no Médio Oriente, transmitindo uma mensagem de confiança na capacidade de resposta nacional. No que diz respeito a Cabo-Verde, o Presidente da República pediu esclarecimentos às petrolíferas e ao Governo sobre a escassez de gás butano em várias ilhas de Cabo Verde que tem provocado longas filas em diferentes postos de combustíveis. Por enquanto, José Maria Neves afirmou que as únicas informações que tem sobre a ruptura de gás no país são aquelas que passam na imprensa e pediu esclarecimentos às petrolíferas e ao governo. Na Guiné Bissau o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão criado pelos militares para substituir as competências do Parlamento insurgiu-se contra o que considera de “hostilidade deliberada” e “diplomacia de conluio de corredor” de Portugal. O órgão guineense visa todo o Governo português, mas com ênfase no Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel. Segundo Fernando Vaz, porta-voz do CNT Portugal deve saber que o golpe de Estado é uma realidade e que a Guiné-Bissau é agora gerida pelo CNT e pelo Alto Comando Militar. Em Angola, foi adiado para 14 de Abril o julgamento do chamado caso dos "espiões russos", envolvendo dois cidadãos nacionais e dois russos, designadamente acusados de terrorismo e espionagem. Segundo o advogado de defesa David Guz, este adiamento teve como base a submissão de questões prévias no arranque da audiência. Ainda sobre este julgamento e na opinião do presidente da Associação Justiça, Paz e Democracia de Angola, Serra Bango, o processo ocorre num momento particularmente sensível, após os tumultos de Julho, sublinhando que “é preciso que a acusação apresente provas concretas e não meras especulações”. Esta Semana em África ficou marcada igualmente com as preocupações climáticas vindas de Moçambique. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) apresentou, em Maputo, o relatório sobre o estado do clima relativo ao último ano. Um documento apresentado pelo climatologista Isaías Raiva, onde se destaca um aumento generalizado das temperaturas e da intensidade da precipitação no país. Por fim centramos as atenções para São Tomé e Principe onde o nosso correspondente Maximino Carlos nos relata que as estradas degradadas são motivo de protestos de moradores de várias comunidades de São Tomé e Príncipe. A população denuncia promessas não cumpridas e exploração de recursos. O Governo promete retomar obras e prestar esclarecimentos.
Paulo Rangel (que foi criticado pelos golpistas da Guiné-Bissau), António José Seguro (que não consegue nomear a sua equipa) e José Luís Carneiro (que foi à Venezuela) são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Por não estar capaz de garantir a navegação no Estreito de Ormuz, Trump pediu ajuda a países europeus da NATO, mas obteve um “não” como resposta. Sem surpresa, passou a ameaçar a própria NATO de passar “um mau bocado”, repetindo que Putin não tem medo da Aliança, se os Estados Unidos não estiverem empenhados. À procura de perceber até que ponto esta chantagem revela uma fragilidade, conversamos com Jorge Botelho Moniz, comentador da SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de mais de duas semanas de guerra, os Estados-membros da União Europeia já não estão interessados em discutir a legalidade dos ataques dos Estados Unidos da América e Israel contra o Irão que arrastaram o Médio Oriente para um novo conflito regional. A principal preocupação dos 27, por agora, é manter-se à margem desta guerra, apesar das tentativas (e ameaças) de Donald Trump para os envolver numa operação que a maioria concorda foi lançada ao arrepio da lei internacional. O líder da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, segue a posição dos restantes países da UE e diz que Portugal não se vai envolver nesta guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miguel Sousa Tavares comenta os dias de conflito no Médio Oriente: "a guerra vai abranger o mundo inteiro, com reflexos na economia mundial e vai ser trágica para países mais pobres". Sublinha ainda as diferenças para outras guerra com "o uso da IA no planeamento e na execução das operações militares". Sobram ainda criticas duras para Paulo Rangel por causa das Lajes e não só: "Os EUA estão a utilizar a base à revelia das condições que o governo português impôs e o Governo aceita". O cronista deixa elogios à politica externa de Espanha da qual confessa sentir "inveja", lança uma questão a José Luís Carneiro e conclui o podcast a lembrar a obra de António Lobo Antunes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sem condenar diretamente o ataque a território iraniano, o MNE esclarece que preferia a via diplomática. Paulo Rangel garante que a oposição foi consultada pelo executivo sobre utilização das Lajes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As maternidades às pinguinhas não funcionam, mas as pessoas ainda não se convenceram de que não podem ter uma urgência à porta de casa. E foi Paulo Rangel a levantar a polémica das Lajes?See omnystudio.com/listener for privacy information.
"A base das Lajes foi oferecida para a guerra de Trump contra o Irão. A forma como o ministro Paulo Rangel se referiu ao acordo das Lajes e à paragem dos aviões americanos para a guerra no Irão dá-nos todas as razões para acreditar que o Governo português nem foi informado e que Trump trata os Açores como o seu quintal", assim escreveu Ana Sá Lopes que analisa as últimas horas e as parcas palavras do Governo de Portugal neste episódio do Soundbite.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Catarina Louro, do PS, defende que MNE deve esclarecimentos e PS vai chamar Paulo Rangel ao Parlamento. Pedro Correia, do Chega, diz que Portugal não precisa de ser informado. O que diz o protocolo?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Abrimos o recapitulativo desta semana em África com Moçambique com as intempéries que provocaram mortíferas cheias essencialmente no sul do país. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, para além de mais de uma dezena de mortos só nestes últimos dias e mais de 700 mil pessoas afectadas, o balanço muito provisório da época chuvosa é de pelo menos 123 mortos desde Outubro. Ao longo destes últimos dias, as autoridades tentaram acudir às pessoas que se encontram bloqueadas devido às cheias, com grandes dificuldades pelo meio, como chegou a reconhecer Benvinda Levy, primeira-ministra de Moçambique. Neste quadro já por si difícil, a situação epidemiológica também piorou comparativamente com o ano passado, com um recrudescimento de doenças diarreicas e casos de paludismo. Perante a ausência de sinais de abrandamento das intempéries, o governo deu conta da sua apreensão face à possível ruptura da Barragem de Senteeko, na África do Sul, com possíveis consequências em alguns distritos das províncias e Maputo e Gaza na região do sul do país. Relativamente desta vez a São Tomé e Príncipe, num acórdão datado de 15 de Janeiro, o Tribunal Constitucional apontou violações da Constituição no decreto presidencial de 6 de Janeiro de 2025 demitindo o governo então dirigido por Patrice Trovoada, da ADI, e que depois foi substituído pelo actual primeiro-ministro Américo Ramos, pertencente a uma outra ala do mesmo partido. Reagindo na segunda-feira a este acórdão do Tribunal Constitucional, Patrice Trovoada declarou-se "disponível para voltar à governação do país". Por seu turno, o actual chefe do governo, Américo Ramos, questionou o 'timing' do acórdão, 12 meses depois da demissão do anterior governo. Sobre a disponibilidade de Patrice Trovoada regressar ao poder, ele sublinhou que o acórdão não tem efeitos retroactivos. Refira-se entretanto que a ADI de Patrice Trovoada anunciou esta semana que vai submeter ao parlamento no próximo dia 27 de Janeiro, uma moção de censura contra o actual Governo são-tomense, alegando que “não tem demonstrado habilidade sustentável à governação”. Ao ser auscultado nesta sexta-feira pelo Presidente da republica sobre os pleitos eleitorais deste ano, as presidenciais de Julho e as legislativas de Setembro, a ADI considerou que no caso de a sua moção de censura ser aprovada, poderia colocar-se a necessidade de antecipar a data das legislativas. Em Cabo Verde, a actualidade esteve igualmente virada para calendários eleitorais, com o Presidente José Maria Neves a anunciar as legislativas para 17 de Maio e as presidenciais para o dia 15 de Novembro, sendo que uma eventual segunda volta fica reservada para o dia 29 de Novembro. No Uganda, depois de o Presidente Yoweri Museveni, no poder desde 1986, ter sido declarado vencedor das presidenciais da semana passada com mais de 70% dos votos, a tensão não tende a diminuir no país, com observadores e oposição a denunciar resultados forjados e um clima de violência. Esta semana, o filho do Presidente e chefe do exército ameaçou de morte o principal adversário do pai nas presidenciais, Bobi Wine, que em em entrevista concedida à RFI, disse "ter que se esconder". Relativamente desta vez à Guiné-Bissau, a presidência da CPLP assumida por Timor-Leste na sequência da suspensão da Guiné-Bissau quer que uma missão a Bissau “se realize rapidamente”. Em declarações recolhidas pela agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Bendito dos Santos Freitas, sublinhou tratar-se de um "assunto prioritário". A perspectiva desta missão da CPLP que já vinha sendo discutida desde Dezembro, mas também uma série de pronunciamentos feitos nomeadamente pelo Presidente de Cabo Verde que apelou nestes últimos dias à libertação de todos os presos políticos, mas também pelo chefe da diplomacia portuguesa Paulo Rangel que deu conta da sua preocupação com a situação da Guiné-Bissau após a desestabilização militar de Novembro do ano passado, ou ainda pela eurodeputada socialista Marta Temido para quem se vive uma grave quebra do estado de direito naquele pais, irritaram em Bissau. O porta-voz do governo interino guineense, Fernando Vaz, foi sem rodeios. Respondendo às criticas lançadas pelo governo guineense, o chefe de estado cabo-verdiano, desmentiu qualquer "tentativa de ingerência" nos assuntos internos da Guiné-Bissau. Reagindo igualmente às declarações do actual poder de Bissau, o eurodeputado socialista Francisco Assis afastou qualquer "complexo neocolonialista" por parte de Portugal. Entretanto, relativamente desta vez à Republica Centro-Africana, o Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira uma resolução apelando às autoridades do bloco a imporem sanções específicas aos responsáveis pela detenção do luso-belga Joseph Figueira Martins naquele país. Os eurodeputados solicitam também o envio de uma missão à RCA para avaliar a situação daquele humanitário, preso desde Maio de 2024 e condenado em Novembro passado a 10 anos de trabalhos forçados. Em Angola, o parlamento aprovou na quinta-feira em votação final, a lei sobre o estatuto das ONGs, com os votos contra da UNITA que considerou que o diploma restringe a liberdade de associação. Em entrevista à RFI, Zola Álvaro, activista e Presidente da Associação Cívica -Handeka- referiu que esta lei vai dificultar o trabalho das ONGs. No Senegal, estes últimos dias foram de celebração, depois da vitoria da equipa nacional na final do CAN 2025 no passado fim-de-semana em Marrocos contra a equipa da casa. Apesar de esta vitória ficar marcada pela polémica da saída de campo de certos jogadores senegaleses em protesto contra uma decisão do arbitro nos minutos finais do jogo, prevaleceu o espírito festivo em Dacar.
Paulo Rangel declarou guerra à desinformação nas comunidades portuguesas, na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros. Jornal Luso-Americano elege portugueses que marcaram 2025 e vão estar em destaque este ano.
A campanha eleitoral começou, com candidatos e comitivas a apelarem ao voto de norte a sul. Mas, ainda antes de começar o período oficial, a campanha foi abalroada pela operação dos EUA na Venezuela. Os candidatos presidenciais tomaram logo posições, com Ventura a ser o único a destoar na condenação da violação do direito internacional. Já o Governo português, pela voz de Paulo Rangel, acredita nas intenções “benignas” da administração Trump. Na Comissão Política desta semana analisamos essas reações e também o início do período oficial de campanha. Com Vitor Matos, João Pedro Henriques e Liliana Valente. A ilustração é de Carlos Paes, com ajuda de IA, e a sonorização é de Tomás Delfim e João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste programa, olhamos para alguns dos temas que mais marcaram as nossas emissões desta semana, com destaque para a actualidade na Guiné-Bissau, dias depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de Novembro, véspera da suposta divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de Novembro. Os resultados acabaram por não ser divulgados pela CNE devido ao alegado confisco, por “homens armados”, das actas e equipamentos. Esta quinta-feira, o Chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Africana para as eleições gerais de 23 de Novembro na Guiné-Bissau, Filipe Nyusi, disse que há resultados da votação e “vencedor” do escrutínio e declarou que os resultados devem ser publicados. Em resposta, José Paulo Semedo, representante da candidatura do ex-Presidente, Umaro Sissoco Embaló, acusou o antigo Presidente de Moçambique de interferência. Recordo que há uma semana, a União Africana suspendeu a Guiné-Bissau dos seus órgãos, alegando a instabilidade política que se vive no país. Na terça-feira, numa comunicação à imprensa, sem direito a perguntas, o porta-voz do presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Idriça Djaló, anunciou que não tem condições de continuar com o processo eleitoral, por confisco de equipamentos e actas por “homens armados” no dia 26 de Novembro. Na quarta-feira, a candidatura de Fernando Dias, que reclama vitória nas presidenciais, acusou a CNE de colaboração com o golpe de Estado que afirma ser encenado, como forma de inviabilizar o processo eleitoral. Por outro lado, exigiu à Comissão Nacional de Eleições a convocação da plenária do órgão para que os resultados eleitorais sejam declarados “o mais rápido possível”. Há uma semana, perante o Parlamento, o primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, afirmou que o golpe na vizinha Guiné-Bissau foi uma “farsa” e exigiu que as eleições interrompidas pelo golpe fossem autorizadas a prosseguir. Também o antigo Presidente da Nigéria Goodluck Jonathan acusou o ex-presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, de encenar uma espécie de “golpe cerimonial” para se manter no poder e questionou como é que Embaló conseguiu falar com os meios de comunicação durante a alegada detenção. Na segunda-feira, houve uma reunião entre uma missão de alto nível da CEDEAO e as autoridades de transição. De notar que Guiné-Bissau também foi suspensa da CEDEAO na sequência do alegado golpe militar de 26 de Novembro. A delegação da CEDEAO que foi a Bissau não tinha os presidentes de Cabo Verde, Senegal, Togo e Serra Leoa. À saída do encontro com a delegação da CEDEAO, o recém-empossado ministro dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira, falou sobre “uma reunião muito positiva”. Para 14 de Dezembro ficou marcada uma cimeira da CEDEAO em que se vai falar sobre a Guiné-Bissau. Por outro lado, a delegação da CEDEAO não se reuniu com nenhuma figura da sociedade civil, segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, nem com Fernando Dias, obrigado a estar escondido e que reivindica a vitória nas presidenciais, nem com Domingos Simões Pereira, que continua detido. Quanto à CPLP, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que os chefes da diplomacia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, se vão reunir nos próximos dias e apelou a um regresso “imediato à normalidade constitucional” na Guiné-Bissau e à libertação de todos os cidadãos detidos, inclusive “pessoas que tinham intervenção política e cívica de grande relevo”. No domingo, foi anunciado o novo Governo de transição, liderado pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, e que conta com 23 ministros, incluindo cinco militares e nomes do executivo deposto entre os nomeados. João Bernardo Vieira é o novo titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, ele que foi e candidato às últimas eleições presidenciais e que avançou para a corrida eleitoral como independente com críticas do seu partido, o PAIGC, que decidiu apoiar outro candidato, Fernando Dias. Na quinta-feira, o Presidente de transição, general Horta Inta-A, exonerou Fernando Gomes do cargo de Procurador-Geral da República e nomeou para o lugar Tdjane Baldé, que era presidente do Tribunal de Contas. As mudanças ocorreram no mesmo dia em que foi anunciada a dissolução do Conselho Superior de Magistratura do Ministério Público durante os 12 meses previstos para durar a transição no país. Também na quinta-feira, foi anunciada a criação de um Conselho Nacional de Transição, com competências de fiscalização dos órgãos que a Constituição conferia ao parlamento. Também esta semana, várias organizações da sociedade civil guineense rubricaram em Bissau um “Pacto Social” para exigir o regresso à legalidade constitucional, a publicação dos resultados eleitorais e a libertação dos presos políticos. O pacto foi subscrito por quadros técnicos, académicos, partidos políticos, organizações religiosas, sindicatos, líderes tradicionais, organizações juvenis e das mulheres e a Ordem dos Advogados. Moçambique: Recuos no megaprojecto de gás em Cabo Delgado e desaparecimento preocupante de activista Na terça-feira, a TotalEnergies esclareceu que o megaprojecto de gás em Cabo Delgado, norte de Moçambique, vai continuar sem o financiamento do Reino Unido e dos Países Baixos e adiantou que os restantes financiadores vão garantir essa parte, equivalente a 10% do total. Porém, o governo ainda não foi notificado, de acordo com o porta-voz do executivo. Em Moçambique, o activista e apresentador de televisão Sismo Eduardo está desaparecido há dez dias. A situação foi denunciada às autoridades governamentais na cidade de Nampula pela Rede Moçambicana dos Defensores dos Direitos Humanos, que exige esclarecimentos urgentes sobre o caso e apela a uma investigação transparente. Angola: Adalberto Costa Júnior reeleito para a presidência da UNITA Em Angola, no domingo, Adalberto Costa Júnior foi reeleito a presidente da UNITA, com 91% dos votos contra 9% obtidos por Rafael Massanga Savimbi, filho do líder fundador do partido. Adalberto Costa Júnior falou em “honra renovada” para continuar a liderar a UNITA.
Paulo Rangel destaca que legado mais importante de de Francisco Pinto Balsemão é na “liberdade de imprensa”.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Paulo Rangel (que fez tudo bem), Mário Centeno (que andou sempre em melodrama) e os manifestantes pró-Palestina (que estão a violar a lei) são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ministro dos Negócios Estrangeiros reconheceu nas Nações Unidas a existência de um Estado palestiniano. Paulo Rangel tentou apaziguar Israel, exigindo “a libertação de todos os reféns, incluindo nacionais”, mas o governo de Telavive continua a afirmar-se “desapontado” com a diplomacia de Lisboa. Portugal alinhou com o Reino Unido, a França, a Bélgica, a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá numa acção diplomática de grande alcance. Esta segunda-feira, discute-se na ONU a solução dos dois Estados. Neste episódio, conversamos com o comentador de política internacional da SIC Rui Cardoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Portugal reconheceu oficialmente, neste domingo, o Estado da Palestina. O anúncio foi feito pelo ministro das relações exteriores português, Paulo Rangel. Reino Unido Austrália e Canadá fizeram o mesmo anúncio aumentando a pressão internacional para a criação de um país independente palestino./ 140 países reconhecem o Estado Palestino.
Apesar de Paulo Rangel ter anunciado uma coligação com CDS e IL, negociações ainda decorrem. Ainda assim, Luís Filipe Menezes, candidato a um quarto mandato em Gaia, está confiante numa parceria com os liberais. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ministro dos Negócios Estrangeiros destaca o papel diplomático que Leão XIV pode ter num mundo em conflito. Paulo Rangel entende que a principal missão do novo Papa é a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Paulo Rangel foi o convidado especial de uma Vichyssoise onde se discutiram os recentes desenvolvimentos em torno do caso de Pedro Nuno Santos e as prestações televisivas dos principais líderes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros e cabeça de lista da AD no Porto, defende que o socialista está a tentar esconder que sempre “pertenceu à ala esquerda radical do PS”. “É a identidade”See omnystudio.com/listener for privacy information.
O ministro dos Negócios Estrangeiros desafia o PS a abster-se na moção de confiança ao Governo numa altura em que, ao lado do Chega, não dá condições de governabilidade à Aliança Democrática.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Semana frenética em Washington com uma mudança de política por parte da administração de Donald Trump sobre as tarifas. Se em janeiro ainda havia muitas pessoas a duvidar da palavra do novo Presidente dos EUA sobre todas as suas promessas, a verdade é que Trump cumpriu logo a 1 de fevereiro, com o lançamento de tarifas à China, México e Canadá, com estas últimas suspensas por 30 dias. Mas já vêm mais a caminho. Medidas e ameaças num terramoto que ainda agora começou. Ricardo Costa e Ângela Silva moderam a 07 de fevereiro o Expresso da Meia-Noite composto por Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, Raquel Vaz-Pinto, cientista política, Pedro Siza Vieira, ex-ministro da Economia, e Nuno Rogeiro, analista da SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Observador testemunhou em Maputo o apoio ao candidato derrotado nas presidenciais. Mondlane acusa o Governo português de mentir e cola-o à Frelimo. João Porfírio e Pedro J Castro, em Moçambique.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miguel Sousa Tavares analisa os acontecimentos que desencadearam os incidentes em Lisboa e considera que o comunicado da PSP depois da morte de um suspeito baleado pela polícia, pode ter sido um dos factores que exaltou os ânimos. O cronista diz que o texto reflete uma "cultura de desresponsabilização" que alastra e defende que se procure conhecer melhor os bairros problemáticos. Na polémica que envolve Paulo Rangel e altas patentes militares, Sousa Tavares critica ministros que se querem pôr "em bicos dos pés" e uma "falta de humildade" contida. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nos bairros sensíveis toda a gente é suspeita? São legítimos os discursos de incitamento ao ódio? O mau feitio de Paulo Rangel: há problemas com os militares? Ou é uma tontaria criar um caso, como diz o PM?
Federico entrevista al eurodiputado portugués Paulo Rangel por el asalto al Poder Judicial de Sánchez y sus socios.