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Oxigênio
#223 – Existe vida nos oceanos das luas geladas?

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 38:58


Algumas das luas de Júpiter e Saturno têm sido objetos de interesse da astrobiologia há tempos. Novas missões estão a caminho para explorar alguns desses satélites e procurar  condições de habitabilidade que podem estar em grandes oceanos debaixo da superfície. Aqui na Terra, o estudo de organismos que vivem e se reproduzem em ambientes considerados extremos, os extremófilos, pode ajudar a entender como a vida pode se adaptar a condições de temperatura extremamente baixa, entre outros estressores. Para tratar do tema, o repórter Danilo Albergaria conversou com as pesquisadoras Amanda Bendia e Maria Eduarda Nascimento, ambas do Instituto Oceanográfico da USP, Rosaly Lopes, da NASA e Douglas Galante, do Instituto de Geociências, também da USP. Este é o terceiro episódio de uma série produzida pelo Danilo, com apoio do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. _________________ Roteiro Danilo: Nos dois primeiros episódios do podcast Oxigênio dedicados à astrobiologia, falamos da busca por vida em exoplanetas e em Marte. Desde os anos 60, Marte foi o objeto que mais capturou as atenções dos cientistas interessados em entender se a vida pode ter surgido e  persistido em outros lugares do sistema solar. Mas esse panorama tem mudado nas últimas décadas. Desde as missões Galileo e Cassini, algumas das luas que orbitam Júpiter e Saturno entraram no rol de mundos com potencial de oferecer condições habitáveis à vida como a conhecemos. Novas missões espaciais estão a caminho ou em fase final de preparação para explorar algumas das luas dos gigantes gasosos. Entre os seus objetivos está entender melhor as potenciais condições de habitabilidade nos grandes oceanos debaixo da superfície dessas luas – ou seja, os cientistas querem saber se esses lugares oferecem condições suficientes para que seres vivos sobrevivam. Nesse episódio, eu entrevistei quatro cientistas que trabalham direta ou indiretamente com isso. Com eles, vamos explorar o que sabemos – e o que ainda não sabemos – sobre as luas geladas do sistema solar. Será que pode existir vida nesses lugares? É isso o que muita gente que pesquisa astrobiologia quer saber. [Vinheta] Danilo: Algumas das missões mais importantes da exploração espacial do presente e do futuro próximo estão destinadas às luas de Júpiter e Saturno. Vamos falar primeiro das que vão explorar a vizinhança de Júpiter.  A sonda JUICE, acrônimo para “explorador das luas geladas de Júpiter” em inglês, foi lançada pela ESA (a agência espacial europeia) em 2023 para explorar Ganimedes, Calisto e Europa, três das quatro luas de Júpiter chamadas de galileanas. O quarteto foi observado pela primeira vez há mais de 400 anos por Galileu Galilei. A não ser pela nossa própria Lua, nenhuma lua do sistema solar é visível a olho nu. Galileu foi o primeiro a observar as luas de Júpiter usando um telescópio, invenção recente que tinha sido aprimorada por ele. As luas galileanas de Júpiter são relativamente grandes. Embora ainda sejam objetos bem menores do que a Terra, Ganimedes e Calisto são um pouco maiores do que a nossa Lua, enquanto a  Europa é um pouco menor. A quarta lua, a Io – um verdadeiro inferno vulcânico, e que não estava no radar de estudos da missão de 2023 como as demais, é praticamente do mesmo tamanho da nossa Lua.  A JUICE está a caminho do sistema joviano, ou seja, Júpiter e suas luas, mas ainda se encontra na vizinhança da Terra. Ela deve se aproximar de novo de nós para pegar embalo com a gravidade do nosso planeta, que vai estilingar a sonda para o sistema solar externo. A JUICE deve chegar aos arredores de Júpiter em julho de 2031. Outra sonda, a Europa Clipper, da NASA, foi lançada em outubro de 2024 para investigar, como o nome sugere, a lua Europa, a mais interessante das luas de Júpiter. A estilingada da Europa Clipper, ao passar perto da Terra, vai acontecer um pouco depois da passagem da JUICE – vai ser em dezembro de 2026, mas a Clipper deve chegar antes à vizinhança de Júpiter, em abril de 2030. A Clipper vai orbitar Júpiter e passar bem pertinho da superfície de Europa umas 50 vezes. Além das duas missões ocidentais, a China está planejando lançar uma sonda em 2029 para chegar a Júpiter em 2035 e explorar as luas Calisto e Ganimedes. Por que tanto interesse nessas grandes luas de Júpiter? Como eu já indiquei no começo do episódio, existem muitos indícios e evidências indiretas de que Europa, Calisto e Ganimedes têm enormes oceanos debaixo de uma espessa superfície gelada. A estimativa é de que cada uma dessas três luas tenha corpos de água líquida maiores do que todos os oceanos terrestres. Conversei sobre isso com o Douglas Galante, professor do Instituto de Geociências da USP e um dos pioneiros da astrobiologia no Brasil – ele é vice-coordenador do AstroLab, da USP, o primeiro laboratório dedicado à pesquisa em astrobiologia no país, fundado em 2011 por Douglas, pelo químico Fabio Rodrigues, atual coordenador do laboratório, e pelo Ivan Paulino-Lima, que hoje é pesquisador na NASA. Douglas: Uma coisa sempre interessante quando a gente pensa nessas luas geladas que eu sempre falo é que a gente adora falar que a Terra é o planeta água, algo que ficou popularizado, e a gente esquece de pensar que nessas luas de Júpiter e Saturno a gente tem mais água do que aqui na Terra. É em cada uma delas. Então a gente é muito presunçoso. Europa, os modelos mostram que ela pode ter um oceano de 100 quilômetros de profundidade. A gente não consegue imaginar o que são 100 quilômetros. O ponto mais profundo aqui na Terra, da Fossa das Marinas, são 11 quilômetros. Imagina 10 vezes mais. Danilo: Ganimedes, a maior lua de todo o sistema solar, deve ter um oceano seis vezes maior do que todos os oceanos da Terra combinados. Mas esses enormes corpos de água líquida não estão na superfície das luas, e sim debaixo de superfícies congeladas que podem chegar a centenas de quilômetros de espessura. Júpiter está cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e o frio a essa distância do Sol impossibilita a existência de água líquida na superfície das luas. O Douglas chamou a atenção para o fato de que essas luas estendem possível habitabilidade para além da região em que a Terra orbita, mais próxima do Sol e que permite água líquida na superfície. Douglas: Mas o que eu acho super interessante, que eu sempre coloco, é que as luas dão um indicativo de habitabilidade que é maior do que a gente conhecia. Quando a gente olha os conceitos de habitabilidade tradicionais, que definem a zona de habitabilidade estelar, que é a presença de água líquida na superfície, as luas são ambientes crípticos que obtêm energia para manutenção da água líquida a partir da interação gravitacional com seus planetas hospedeiros. Danilo: Ok, mas se a superfície é gelada demais para ter água líquida, como esses oceanos podem existir? A explicação é a seguinte: o decaimento radioativo dos elementos que formam o núcleo das luas gera calor considerável de forma mais ou menos constante, parecido com o que acontece com o núcleo da Terra. Mas isso é só parte da explicação. Entra, então, o chamado “aquecimento de maré”. Conforme a lua se desloca na órbita do planeta gigante, a atração gravitacional do planeta não é uniforme: como a órbita não é circular, mas elíptica (ou “ovalada”), as luas às vezes estão um pouco mais perto e às vezes um pouco mais longe do planeta. Isso produz um efeito de “estica e puxa” que estica e comprime a lua, e isso gera calor entre as suas camadas internas. Também entra aí o fato de que as órbitas de Ganimedes, Io e Europa estão em ressonância, ou seja, enquanto a Io completa uma volta, a Europa completa duas, e a Ganimedes, quatro, o que aumenta a excentricidade de suas órbitas (ou seja, estica um pouco a elipse). Nesse processo, a própria variação na distância entre as luas gera uma interação gravitacional que contribui para o efeito de aquecimento de maré. Além disso, a provável presença de sais nos oceanos faz com que o ponto de congelamento diminua, mantendo a água em estado líquido. A JUICE e a Europa Clipper serão importantes para entender melhor as superfícies das luas e colher dados indiretos que indiquem algumas características desses oceanos, incluindo informações sobre se eles oferecem condições habitáveis para a vida como a conhecemos. Água líquida é uma das condições necessárias. Mas como os cientistas vão fazer para saber o que mais pode haver nesses oceanos?  [Música] Danilo: Para entender como os cientistas vão fazer para saber mais sobre as luas geladas, eu conversei com a Rosaly Lopes, que é diretora de ciências planetárias do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ela teve atuação importante na missão Galileo, que explorou as luas de Júpiter entre 1995 e 2003.  Rosaly: Eu trabalhei na missão Galileo e a missão Galileo foi que descobriu que a Ganimedes e a Europa tinham oceanos de água líquida debaixo de uma crosta de gelo, principalmente Europa. Aí o pessoal fica muito entusiasmado porque Europa, nós sabemos que tem calor no interior, tem sinais de criovulcanismo, criovulcanismo é o vulcanismo que traz essa água líquida do interior para a superfície. E são três coisas essenciais para existir vida, vida como a nossa: água, energia, como calor, como vulcanismo, e material orgânico. Nós não sabemos muito sobre o material orgânico em Europa. Sabemos mais em Encélado e Titã, por exemplo. Eu também trabalhei na missão Cassini. Mas a missão que está indo agora para a Europa vai estudar justamente os depósitos da superfície para ver se é material orgânico ou não. Danilo: Encélado e Titã são luas de Saturno, e a Cassini foi a missão da NASA que explorou o sistema saturniano entre 2004 e 2017. Vamos falar delas daqui a pouco. Por ora, o que a Rosaly falou sobre possível criovulcanismo (ou vulcanismo gelado) em Europa é importante porque pode ser um dos mecanismos pelos quais parte do oceano do interior poderia ser expelida em enormes plumas de vapor de água e gelo. Não é algo completamente diferente de vulcões expelindo o magma do manto terrestre para a superfície. A Europa Clipper carrega instrumentos capazes de fazer medições que vão ser usadas para distinguir se essas plumas contêm material vindo do oceano profundo ou de pequenos reservatórios mais próximos da superfície. As pistas de criovulcanismo na superfície incluem anomalias de temperatura em determinadas regiões – mais quentes do que o esperado – além da presença de características que lembram fluxos de erupções ou de derretimento de geleiras aqui na Terra. Aliás, junto com a ausência de crateras de impacto de grande porte, isso indica que a superfície de Europa é jovem, devendo ter entre 50 e 100 milhões de anos. Em comparação, a superfície de Marte e da nossa Lua, formadas há bilhões de anos, tem muitas dessas grandes crateras, o que indica que a superfície não se renova. Ao examinar a superfície de Europa com a Clipper, os cientistas vão poder fazer inferências sobre seu interior. Mas a sonda não vai pousar na superfície da lua. Em vez disso, ela vai orbitar Júpiter e fazer 44 rasantes sobre Europa.  Douglas: Na verdade, ela não vai nem orbitar a Lua, ela vai ficar fazendo flybys em volta da Lua, vai fazer rasantes na Lua, e quando ela faz esses rasantes, ela faz uma série de imagens de alta resolução, faz medidas espectroscópicas para medir a composição, mas ela não vai, de fato, acessar diretamente o potencial oceano líquido que existe ali debaixo. E daí todo mundo pergunta, mas porque a gente não simplesmente pousa na superfície da Lua, faz um furo, mede a água e vê o que tem ali e pega um atum europeano, sei lá. Então isso é uma coisa complicada, porque o oceano de Europa tem 100 km de profundidade. A crosta, a gente fala que é uma crosta fina, mas fina, de 10 km de espessura. A gente tem que lembrar que as calotas polares aqui no nosso planeta têm de 4 a 4,5 quilômetros de profundidade.  Danilo: Pesquisadores estão explorando a potencial habitabilidade de oceanos de subsuperfície das luas analisando os seres vivos encontrados em condições muito adversas, extremas. A Amanda Bendia é professora do Instituto Oceanográfico da USP e coordenadora do ExtreMar, o Laboratório de Extremófilos Marinhos do instituto. Extremófilos são microrganismos capazes de viver em condições extremas e a Amanda é especialista em extremófilos marinhos de ilhas vulcânicas da Antártida. Lá existem fumarolas submarinas habitadas por micróbios adaptados a um ambiente com variação extrema de temperatura. Ela destaca o problema de conceber como microrganismos poderiam se adaptar às pressões muito altas que o oceano de Europa deve ter.  Amanda: Aqui na Terra, falando de extremófilos, a gente já encontrou vida nos mais extremos possíveis, desde a profundidade máxima do oceano até a mais alta atmosfera. Só que a profundidade máxima do nosso oceano é perto de 11 quilômetros, que fica naquela região das fossas marianas. Em Europa, é estimado que o ponto mais fundo seja ali perto de 100 quilômetros, então é 10 vezes quase mais profundo do que a nossa maior profundidade. Então, é um desafio a gente tentar entender como uma forma de vida ali poderia sobreviver a uma alta pressão como essa. Danilo: A Maria Eduarda Nascimento é doutoranda orientada pela Amanda, também no Instituto Oceanográfico da USP. A pesquisa dela envolve criar modelos computacionais para entender como possíveis comunidades de microrganismos poderiam subsistir no interior de oceanos de subsuperfície de luas geladas por meio de quimiolitoautotrofia – que é um nome sofisticado para descrever como alguns micróbios aqui na Terra se alimentam de compostos inorgânicos – como minerais e rochas – sem precisar de oxigênio e da luz do Sol. Os oceanos das luas geladas podem estar em contato com um interior quente e isso, dependendo dos elementos e compostos disponíveis, pode sustentar vida microbiana quimiolitoautotrófica. A gente vai falar disso daqui a pouco, porque a Maria também conversou comigo sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Maria: Ela tem o REASON, que é um radar para ver o quão grande é essa crosta de gelo e a estrutura. Ele tem um magnetômetro que é pela deformação no campo magnético que a gente sabe que tem um oceano, que a água salgada do mar acaba mexendo nesse campo eletromagnético, que a gente sabe que os elétrons da água salgada criam essa deformação no campo. Então a gente tem esse, que daí vai dizer quanto profundo é, vai dizer quão realmente muito profundo é. Qual é a salinidade? Vai ter um espectrômetro de massa também na Europa Clipper, então vai analisar esses gases na atmosfera por espectrometria. Danilo: A Clipper não vai ter como procurar diretamente por sinais de vida, buscando bioassinaturas, mas vai ser capaz de colher dados que vão poder indicar se o oceano é habitável ou não. Morando há décadas nos Estados Unidos, a Rosaly fala das bioassinaturas no inglês, biosignatures. Ela também falou sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Rosaly: Tem um que nós chamamos MASPEX, que é um espectrômetro de massa. Ele vai poder analisar gases perto de Europa. Se tiver pluma trazendo material do interior, isso vai ser uma beleza. Se não tiver pluma, aí depende de quanto material deve ter saído do interior. Também tem um Surface Dust Analyzer, que pode analisar partículas de poeira, dust é poeira. E existem sempre em todos os planetas e luas pequenos impactos de micrometeoritos e que estão colocando para fora partículas da superfície de Europa. Então, esse instrumento vai analisar a composição dessas partículas. E também, se tiver pluma no interior, colocando material para a superfície, também esse instrumento vai ser muito importante.  Nós vamos saber, por exemplo, mais sobre a espessura da crosta de gelo, se tem plumas trazendo material do interior para a superfície, se tem depósitos dentro da crosta de gelo que são, digamos, líquidos, que em vez de estar abaixo no oceano, estão mais perto da superfície. Está saindo algum material e nós sabemos que tem composição e cor diferente em umas regiões que chamam de Chaos Terrains, regiões caóticas, onde mais material veio do interior. E poder analisar a composição desse material, se tem material orgânico ou não. Então, [a sonda] vai também nos dizer muito mais sobre a lua Europa. Mas não é uma missão para detectar a vida, nem biosignature. Danilo: Diferentemente da Clipper, a JUICE (lançada pela ESA, a agência espacial europeia) não vai prospectar somente Europa, mas também Ganimedes e Calisto. Na verdade, o foco principal da missão da agência espacial europeia é a maior lua de todo o sistema solar, Ganimedes, a única que tem campo magnético próprio. A sonda vai orbitar essa grande lua, mirando entender sua estrutura interna, buscando mais informações sobre a extensão de sua crosta gelada, o volume de seu oceano, e caracterizar seu campo magnético. A sonda também vai fazer rasantes sobre Europa e Calisto para identificar locais mais interessantes para o pouso de futuras missões. O objetivo declarado da missão é entender as condições de habitabilidade oferecidas pelas três luas jovianas. Mas, claro, as luas de Júpiter não são as únicas que interessam para a astrobiologia. [Música] Danilo: Orbitando Saturno estão dois mundos que vêm chamando a atenção dos pesquisadores interessados na busca por vida fora da Terra há décadas: Titã e Encélado. Titã é a maior lua de Saturno – no sistema solar, ela só é menor do que a Ganimedes. Vamos falar de Titã daqui a pouco. Encélado é uma lua pequena – ela ainda tem tamanho mais do que suficiente para, com a própria gravidade, ter se tornado um objeto redondo, mas tem 15% do diâmetro da nossa Lua. A superfície dela, congelada, quase inteiramente branca com detalhes azulados, foi observada de perto pela primeira vez em 1980 e 81 quando as sondas Voyager visitaram o sistema saturniano. Se já era intrigante, Encélado se tornou um dos objetos mais interessantes do sistema solar com os indícios de que ela, também, possui um oceano de subsuperfície. A sonda Cassini, que começou a explorar o sistema de Saturno em 2004, observou Encélado ejetando plumas de materiais que devem compor esse oceano. Em três oportunidades, em 2008, 2012 e 2015, a Cassini deu rasantes – a uns 50 quilômetros de distância da superfície de Encélado – passando pelas plumas para analisar o que tinha ali. A Rosaly, que trabalhou na missão, falou um pouco sobre os achados. Rosaly: Encélado, o que é muito interessante é que esse líquido está em contato direto com o interior, a crosta do interior, porque foram detectados sais na pluma. Então, quer dizer que esse material está vindo direto do oceano. E nós sabemos que o oceano está em contato com o interior, que tem material orgânico também, sílica. Então, esse material está vindo direto do oceano até a superfície e você pode, digamos, colher esse material, voar pela pluma e colher o material.  Danilo: Com a Cassini, descobrimos indícios de que o oceano de Encélado tem materiais orgânicos e os seis elementos químicos essenciais para a vida: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Eu também pedi para a Amanda explorar um pouco mais o que sabemos do oceano de Encélado a partir das plumas. Ela vai mencionar algo muito importante: as fontes hidrotermais.  Amanda: lá em Encélado é legal que tem umas plumas que são ejetadas em direção à superfície. E aí a Cassini passou de rasante nessas plumas que ficam geralmente ali no Polo Sul, de Encélado, e detectaram partículas de sílica. Esse tipo de partícula só poderia ser formado em temperaturas altas. Então, eles começaram aí uma discussão de que teriam fontes hidrotermais no fundo do oceano de Encélado. Isso é muito entusiasmante, porque a vida aqui na Terra, uma das grandes hipóteses, que é uma das mais aceitas pela comunidade científica, é que a vida teria se originado em fontes hidrotermais do oceano primitivo da Terra. Porque tem todos esses componentes químicos que geram um gradiente químico. A vida poderia obter energia, produzir energia a partir desse gradiente. Danilo: Até a década de 1970 ninguém sabia da existência das fontes hidrotermais no fundo dos oceanos terrestres. A crosta terrestre tem fissuras. Quando essas fissuras estão no assoalho oceânico, a água entra em contato com o magma próximo, o que gera verdadeiras chaminés, fumarolas. Nessas fontes, na escuridão do fundo oceânico, ecossistemas inteiros existem graças a microrganismos que conseguem produzir sua própria matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, como compostos de enxofre, nitrogênio e ferro. A Amanda e a Maria falaram um pouco deles. Amanda: Tem não só micro-organismos bem específicos desses ambientes, mas até animais associados, porque os microrganismos sustentam a vida nesses locais, porque eles fazem um tipo de metabolismo que chama quimiossíntese. Que é um tipo de metabolismo que a gente tem todas as evidências de que era o metabolismo das primeiras formas de vida que existiram aqui. Eles conseguem obter energia a partir desses compostos químicos à base de enxofre, por exemplo. E aí, a partir dessa energia, eles conseguem fixar o CO2, que nem as plantas fazem a partir da luz. Fixam CO2 para produzir as moléculas orgânicas, eles conseguem, a partir da energia dessas rochas, desses compostos inorgânicos, fixar esse carbono e produzir, sintetizar essas moléculas orgânicas, então são produtores primários do fundo do oceano que sustentam a vida nesse oceano profundo. Então essas fontes hidrotermais são como se fossem oásis para essa vida de ambiente extremo em mar profundo. Maria: Eles estão lá respirando nitrogênio, respirando ferro, outros elementos. Então eles demonstram que essas similaridades, considerando o tempo também, por exemplo, Enceladus acredita que esse oceano esteja mais ou menos presente há um bilhão de anos, é tempo para a vida conseguir se adaptar a esse ambiente. Então, é plausível imaginar que se a gente tem um substrato quimiossintético, como por exemplo para a nossa vida aqui nas fontes hidrotermais, é plausível a gente imaginar que nesses outros mundos, onde existem essas condições alienígenas parecidas com o que a gente tem aqui, também exista vida.  Danilo: Além disso, o metano está entre os materiais orgânicos detectados em Encélado. Isso é mais um motivo para entusiasmo com o potencial de habitabilidade do oceano de Encélado. Amanda: Mas o legal do metano é que eles viram que provavelmente naquela camada fria de gelo tem clatrato de metano nas fissuras. Porque tem vários modelos que mostram a formação desse tipo de clatrato de metano, que são moléculas de metano que em volta tem moléculas de água congeladas, resumindo. E aqui na Terra a gente tem condições de oceano profundo e de subsuperfície pela alta pressão. Em temperatura baixa, a gente também tem hidrato de metano, que é abundante em algumas regiões de mar profundo, em subsuperfície. E aí, aqui na Terra, a gente tem nessas regiões de subsuperfície, eventualmente esse clatrato de metano pode vir mais em direção à superfície e exsudar esse metano. E a gente tem uma rica diversidade de arqueias que conseguem utilizar esse metano, arqueias e bactérias também, mas a gente vê que tem especificamente arqueias que conseguem metabolizar esse metano, consumir esse metano, são chamadas de metanotróficas. E aí é um grupo que hoje a gente já sabe que está espalhado na Terra, em todas as regiões de exsudação de metano, e que é muito adaptado a conseguir… Utilizar esse metano para obter energia nesses ambientes. Então a gente sabe que o metano também é um indicativo superlegal como uma fonte de energia para um possível metabolismo metanotrófico. [Música] Danilo: Eu não consigo decidir qual dessas luas é a mais interessante, mas eu sei que primeira a ter despertado minha curiosidade desde que li o livro Pálido Ponto Azul, do astrônomo Carl Sagan, é Titã. Então, vamos, finalmente, falar dela, a maior lua de Saturno. Titã foi observada pela primeira vez pelo astrônomo holandês Christian Huygens, com um telescópio que ele mesmo projetou, em 1655. Essa, que é a segunda maior lua do sistema solar, tem uma característica muito peculiar: Titã tem uma atmosfera muito espessa, e é tão densa que a pressão atmosférica em sua superfície é 50% maior do que a da Terra. Quando a sonda Voyager 1 passou pelo sistema saturniano em 1980, pela primeira vez os seres humanos puderam ver que a atmosfera de Titã oculta a superfície no espectro da luz visível. A Voyager também conseguiu caracterizar a atmosfera, composta principalmente de nitrogênio, com traços de metano e a presença de algo que vem semeando a imaginação de muita gente: moléculas orgânicas complexas. A sonda Cassini levou consigo um módulo nomeado em homenagem ao Christian Huygens. Quando a Cassini chegou perto de Titã, ela soltou a Huygens em direção à lua. Em janeiro de 2005, a Huygens desceu pela atmosfera muito densa de Titã, abriu um paraquedas e pousou. Por pouco mais de uma hora, a Huygens conseguiu fazer imagens da superfície, confirmando uma suspeita antiga dos astrônomos: como a Terra, Titã tem líquido estável na superfície. Mas não é água. Com temperatura média por volta de 180 graus Celsius negativos, a superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos, ou seja, matéria orgânica. São lagos de metano e etano em estado líquido. Chove metano em Titã. Como? O Douglas explica. Douglas: Nessas temperaturas, o etano e o metano que fazem a atmosfera já conseguem ser condensados. Todo mundo já viu aqui um botijão de cozinha, de butano, butano propano, que dentro do botijão o gás está líquido. Você abre a torneirinha ali, a mangueira, sai líquido. E ele prontamente, quando chega na atmosfera, ele expande e forma gás. Então, quando você comprime gases, eles podem condensar e se tornar líquidos. Eles mudam de fase. A mesma coisa acontece lá. Com a alta pressão lá, a pressão é duas vezes a pressão aqui da Terra. E baixa temperatura, eles condensam, formam líquido. Então, ela tem oceanos, rios, lagos de metano e etano. E lentamente esse metano e etano vão evaporando, indo para a atmosfera. Na alta atmosfera eles se condensam de novo e formam nuvens. E essas nuvens podem chover ou nevar metano e etano. Então você tem um ciclo hidrológico, metanológico, completo de ciclagem de metano e etano na superfície.  Danilo: Quando esse material orgânico abundante em Titã interage com a radiação ultravioleta do Sol, ela forma polímeros orgânicos – moléculas compostas de cadeias muito extensas de carbono e hidrogênio. O Sagan deu o nome de tolinas para essas macromoléculas orgânicas muito abundantes em Titã. Douglas: Além disso, tem essas tolinas que formam hidrocarbonetos mais complexos. Por isso que normalmente o próprio [Carl] Sagan dizia isso: Titã pode não ser o melhor lugar para a vida como a gente conhece, mas pode existir alguma coisa de vida como a gente não conhece. Acima de tudo ela é um excelente laboratório de química prebiótica, porque você tem esse monte de moléculas orgânicas se formando, se complexificando e interagindo que pode dar os primeiros passos. Então grande parte das missões para ir para Titã ou para estudar Titã estão relacionadas com essa parte de química prebiótica. Esse é o principal argumento. Mas a própria missão que talvez vá em 2028, a Dragonfly, ela tem a proposta de procurar as duas coisas, de procurar resquícios, presença de água líquida, porque existe alguma água na superfície, mas normalmente na forma de gelo, ela vai buscar esse gelo e buscar por eventuais sinais de vida como a gente conhece, vida baseada em célula, coisas que a gente conhece. Danilo: A Dragonfly é uma missão da NASA em fase final de preparação. É uma espécie de drone do tamanho de um carro pequeno que vai explorar Titã. Deve até mesmo ser capaz de fazer pequenos voos pela atmosfera da lua. O lançamento da Dragonfly está previsto para julho de 2028 e a ela deve chegar em Titã em 2034. O que ela poderia encontrar lá, que seja de interesse astrobiológico? Será que Titã não poderia ter algum tipo de vida muito diferente da terrestre, com um maquinário bioquímico diferente? Douglas: A gente não conhece nada aqui na Terra que viva e que tenha metabolismo nessas temperaturas baixas, mas é cogitado. A Dragonfly também vai procurar por indícios de vida como a gente não conhece, algum desequilíbrio químico, alguma bioassinatura termodinâmica que possa indicar algum tipo de vida como a gente não conhece.  Danilo: Procurar pelo tipo de vida que a gente conhece, a terrestre, já é um desafio – se é que algo do tipo da vida terrestre existe fora da Terra. Um desafio ainda maior é procurar por vida como a gente não conhece. Tem muita coisa que a gente não sabe sobre a própria vida terrestre – como ela surgiu, por exemplo. Mas isso é o que sabemos que não sabemos – em outras palavras: é o desconhecido conhecido. Quando falamos em vida como não conhecemos, deve haver um espaço ainda maior de possibilidades que ignoramos e que nem sequer conseguimos conceber. É uma forma de ignorância dupla: nem sequer sabemos o que não sabemos. No próximo episódio, vamos voltar para a nossa vizinhança do sistema solar e olhar para um planeta gêmeo da Terra: Vênus. Ambos têm praticamente o mesmo tamanho, mas Vênus é um verdadeiro inferno, com uma superfície quente a ponto de derreter chumbo. Seria possível haver qualquer coisa viva lá? Na superfície, muito provavelmente não. Mas nas nuvens mais altas, a temperatura é bem mais amena. Em 2020, cientistas alegaram ter detectado fosfina, que aqui na Terra é produzida por seres vivos, uma possível bioassinatura nas nuvens altas de Vênus. Isso reacendeu o interesse astrobiológico no nosso vizinho infernal e novas missões estão em desenvolvimento para explorar a atmosfera ultradensa de Vênus. A pesquisa, o roteiro, a produção e a narração foram feitas por mim, Danilo Albergaria. A revisão do episódio foi da Simone Pallone, coordenadora do Oxigênio. A edição de áudio é do Guilherme Lopes, aluno do curso de Midialogia e estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, a Cocen. As vinhetas do Oxigênio foram criadas por Elias Mendez. Este podcast foi produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, para divulgação do projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se gostou deste episódio, indique para seus amigos e amigas. [VINHETA DE ENCERRAMENTO]    

Mundo Empresarial com Diego Maia
Perguntas em vendas: fazer perguntas certas vale mais do que decorar scripts | Podcast de Vendas do Diego Maia

Mundo Empresarial com Diego Maia

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 6:59 Transcription Available


Na Ceste Brno
25|12|21| Klára Helánová |Svátky pokoje

Na Ceste Brno

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 31:05


Vánoce jsou chvíle, kdy každý potřebuje zažívat klid - pokoj - ne jen rodiče, kteří mají malé děti a jsou vyčerpaní. Ale i my dospělí, kteří zažíváme různé strasti, nemoci, nebo jsme sami.Všichni máme k dispozici Boží pokoj. Je pro nás všechny. Kde a jak ho máme najít?Izajáš 8, 21 - 23. ²¹Lid potom bude bloudit zemí zbědovaný a hladový. Zoufalý hladem pohlédne vzhůru a bude zlořečit svému králi i svému Bohu. ²²Pohlédne na zemi a hle – soužení a tma, děsivé černo a bezvýchodná temnota! ²³Soužená země však nezůstane v tmách. Tak jako dříve ponížil zemi Zabulon a zemi Neftalí, tak nakonec oslaví při cestě k moři, za Jordánem, Galileu pohanů.Izajáš 9, 1 - 5¹Lid, který chodil v temnotách, veliké světlo uvidí,těm, kdo žili v zemi stínu smrti, světlo zazáří. ²Rozmnožil jsi tento národ, jeho radost jsi rozhojnil,a tak se radují před tebou, jako se radují při sklizni,jako se veselí vojáci, když se dělí o kořist. ³Rozlámeš jho, jež ho tížilo, prut šlehající jeho ramenoi hůl jeho utiskovatele jako při midiánské porážce.⁴Veškerá obuv válečná i roucha krví zbrocenábudou určena k spálení, budou pohlcena plameny.⁵Vždyť se nám narodilo dítě, byl nám dán syn;na jeho ramenou spočine vláda a bude nazýván:Podivuhodný rádce, Mocný Bůh,Otec věčnosti, Kníže pokoje.

Artes
Novo disco de Lina é uma declaração de amor ao piano e ao fado

Artes

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 26:05


A cantora portuguesa Lina tem um novo disco intitulado “O Fado”, criado em cumplicidade e parceria com o pianista Marco Mezquida. Este é um álbum só com voz e piano, um instrumento que tão bem se acorda com a poesia e com o fado. Este é também um trabalho que homenageia o piano que, no percurso de Lina, sempre foi "um instrumento muito presente, quase como uma mãe". Em entrevista à RFI, Lina descreve o disco como “uma dança de borboletas” por ser “tão livre, tão espontâneo, tão orgânico” e simplesmente “genuíno”. Fado e poesia são notas maiores no trabalho que Lina vem desenvolvendo nos últimos anos, com “Lina_Raül Refree” (2020), "Fado Camões" (2024), “Terra Mãe” (2025) e “O Fado”. Em todos, Lina abraça uma forma livre de sentir o Fado, despojada de espartilhos, aberta e atenta ao mundo de hoje. Lina e Marco Mezquida passaram por Paris para a promoção do disco “O Fado” e estiveram na RFI a falar connosco e a interpretar dois temas ao vivo. RFI: O disco “O Fado” que fez com Marco Mezquida é um disco de fado só com voz e piano, sem guitarra portuguesa. Porquê? Lina: “Não é só um disco de fado. Tem outras músicas. Tem uma música brasileira, vai também para a América do Sul com a língua espanhola. No fundo, o que nós quisemos foi encontrar pontos semelhantes em algumas músicas do nosso conhecimento que tivessem relacionadas com o fado. Mas sim, eu considero que seja um disco de fado, apesar de não ter os instrumentos tradicionais do fado, mas a própria Amália também cantou ao som do piano do Alain Oulman nos anos 60. Chama-se ‘O Fado' pelo facto de eu ter feito a música para esta letra da Florbela Espanca que se intitula ‘O Fado', não é necessariamente um carimbo ou dizer que isto é o fado, não é isso. Chama-se ‘O Fado' precisamente porque nó lançámos um EP antes de Setembro, com quatro músicas, e na altura o single foi ‘O Fado'. Então, achámos que para manter a coerência, para não fazer aqui grandes confusões, mantivemos o nome, o mesmo nome da música, ‘O Fado'.” Até que ponto o piano é um instrumento que melhor se acorda com a poesia? “Eu acho que o piano é um instrumento que é muito bom de sentir em qualquer área musical, em qualquer estilo musical. Eu comecei a cantar desde muito pequenina, com dez anos, ao piano, portanto, o piano sempre foi aquele instrumento que esteve sempre ao meu lado nas aulas de canto. É sempre o piano que nos acompanha nas aulas de coro e de formação musical. O piano está sempre lá, portanto, sempre foi um instrumento muito presente, quase como uma mãe.” Sempre a acompanhar... “Exactamente.” Como se deu esse encontro com o Marco Mezquida? “Nós conhecíamo-nos através das redes sociais. Conhecíamos o trabalho um do outro, mas nunca tínhamos estado juntos e houve um dia que eu estava a cantar no Clube de Fado e está uma mesa na primeira fila com três pessoas. Era um casal e uma criança muito pequenina e chamou-me imenso a atenção porque estavam muito admirados e super embevecidos com o fado e com aquilo que se estava a passar com os músicos, com a guitarra portuguesa, o Ângelo Freire ( era ele que estava a tocar também). Sentia-se essa admiração. Depois, mais tarde, vi que alguém tinha colocado na sua página e que tinha que tinha identificado o Clube de Fado. E por acaso vi e me apercebi que era o Marco Mezquida. O Marco em seguida escreve nos comentários: ‘Noutra vida gostava de ser fadista'. Depois, mandei uma mensagem, estivemos juntos no dia porque ele tinha ido a um festival em Lisboa, eu fui também assistir a este concerto e falámos. Dissemos que gostaríamos de trabalhar em conjunto e esta oportunidade surgiu em Janeiro deste ano.” Foi “o fado”? “O fado, foi o destino.” [Risos] Como imaginaram este trabalho? “Na verdade, eu comecei a tentar perceber que músicas é que eram justas para a forma de tocar do Marco, que fados é que poderiam se encaixar na forma dele tocar. É que ele é muito virtuoso e é muito sensível. Aliás, vão poder ver depois a forma como ele toca, como ele abraça o piano, os dedos dele são a extensão do instrumento, é como se ele fizesse parte. E eu ia-lhe mostrando... Eu também lhe pedi para mandar uma lista de músicas que ele gostava que eu cantasse. E foi assim que nós chegámos a um acordo de 12 músicas, 12 fados, 12 canções que estão neste neste álbum. Fizemos a gravação do EP em Janeiro, numa tarde. Todas as músicas foram gravadas sem edição, ao vivo, sem cortes e depois metade do álbum gravámos em Setembro, também em duas tardes.” Ou seja, foi um processo relâmpago e o próprio lançamento também foi muito rápido, não é? “Sim, foi porque na altura em que lançámos o EP eram só quatro músicas. A Galileu, que é a editora, propôs-se gentilmente a lançar, a editar logo o EP e depois correu tão bem que decidimos fazer um álbum inteiro.” “Vamos então aos temas. Por exemplo, em termos de repertório tradicional, se não estou em erro, têm uma nova leitura do “Fado da Defesa” ou de “Gota de Água”. Que significam para si estes fados? Foi a Lina que escolheu? “Fui eu que escolhi o ‘Fado da Defesa'. É muito especial para mim porque é um fado tradicional. Aliás, é o único fado tradicional que existe neste álbum. Eu quando digo fado tradicional, para as pessoas que não percebem, há vários fados tradicionais onde se pode encaixar uma nova poesia. Ou seja, eu posso fazer um poema para aquela melodia daquele fado tradicional, por exemplo, o ‘Estranha Forma de Vida' que é um fado que quase toda a gente conhece é o nome do poema, mas o fado tradicional é o fado bailado. Portanto, eu agora fui encontrar uma letra para o fado bailado e vou cantar aquele poema, como foi o caso do ‘Labirinto' do ‘Fado Camões'. É exactamente a mesma melodia, o fado tradicional do fado bailado, mas com outra poesia. É esta a particularidade dos fados tradicionais que normalmente não têm refrão e os que tem refrão chamam-se fado-canção. Aí a distinção entre o fado tradicional e o fado-canção. ‘Gaivota' é um fado-canção, é um hit, mas, na verdade não é um fado tradicional. A melodia é de um fado-canção.” Porquê, então, a escolha destes dois fados, o “Fado da Defesa” e o “Gota de Água”? “O ‘Fado da Defesa' é criação da Maria Teresa de Noronha. Na altura, quando foi gravado em disco, a última estrofe não cabia porque eram as rotações, não sei especificamente explicar essa parte, mas o fado era tão comprido que tiveram de cortar a última estrofe. Então, o meu padrinho do fado, o meu padrinho de coração José Pracana, guitarrista que eu tive a oportunidade de conhecer e de estar com ele em concertos e ter sido convidada por ele para estar na casa dele nos Açores, ofereceu-me esta última estrofe e eu decidi colocá-la aqui neste álbum. A ‘Gota de Água', do Flávio Gil, que eu já tinha gravado na minha outra vida, como Carolina porque, como sabem, eu comecei com dois álbuns editados pela Sony, mas com outro nome, Carolina. Na verdade, o meu nome é Lina, mas há pessoas que ainda me continuam a chamar Carolina porque acham que é diminutivo. Lina é mesmo o meu nome de nascença.” A Lina também assina composições de Florbela Espanca, Miguel Torga... Há pontes e histórias entre esses diferentes poemas? “Na verdade, eu vou guardando, eu vou lendo alguns poemas e há um que eu gosto e guardo. ‘O Fado' fui encontrá-lo por acaso, nas minhas notas do telefone, naqueles dias em que uma pessoa olha para apagar umas quantas notas. E fui vendo, vendo e encontrei, deparei-me com este poema, já nem me lembrava dele. Não sei, não há coincidências, não é? Quando vi este poema, pensei porque não musicá-lo? Decidi então fazer a melodia. O mesmo aconteceu para o Miguel Torga. Eu acho que quando encontro poemas de que gosto e os fados tradicionais não se encaixam no poema, eu decido fazer a melodia. O Marco Mezquida faz os arranjos, também ajudou na parte melódica do ‘Confidencial' de Miguel Torga, sobretudo na parte instrumental e na parte do solo, o que obviamente elevou a música que estava numa fase embrionária, mas sim, partem de mim essas criações.” Também temos textos em castelhano. O que é que fez que  “El Rosario de Mi Madre” e “No Volveré” tivessem o seu espaço e a sua alma dentro deste disco? “No fundo, como eu estava a gravar um álbum com um músico que não é português - ele é menorquino, mas vive em Barcelona - estar ao lado de alguém que está a tocar e que não é português e que provavelmente há expressões e frases que não entende ou não percebe exactamente aquilo que eu digo enquanto canto, achei muito bonito poder também cantar algo na língua dele para haver essa partilha, essa comunicação também. Foram essas as minhas duas escolhas. A ‘No Volveré' foi o Marco Mezquida que me enviou umas quantas, mas eu só consegui escolher essa porque eu tinha que encontrar algo que se assemelhasse ao fado, algo na sua composição ou na sua estrutura, no seu tema, como ‘El Rosario de Mi Madre', ‘Devolve-me o terço da minha mãe, leva tudo, mas devolve-me o terço...' É muito do fado, não é?” Quando ouvimos o disco, passamos por “Algemas”, “Ausência em Valsa”, “Não é fácil o Amor”, “Fado da Defesa”, “No volveré” ...  A melancolia é uma força que varre o disco. O fado tem mesmo de ser triste? “É um estado de espírito que nós todos gostamos muito de ter. Gostamos de estar tristes, de nos sentir tristes e chorar. Somos muito saudosistas e nós gostamos desse estado de espírito. Acho que nós somos um bocadinho assim.” É entao mesmo uma linha de  força do disco? “A melancolia é universal. Eu acho que não é só portuguesa. Eu acho que melancolia é universal. Todas as pessoas entendem este estado de espírito, há povos que são mais do que outros, mas não quer dizer que todos saibam sentir a melancolia.” Melancolia, fado... Se tivesse de definir em poucas palavras o disco, o que diria? “É interessante porque eu canto fado há mais mais de 25 anos e com o Marco Mezquida não tenho de pensar se é fado, se não é fado, se estou a fazer bem ou se estou a fazer mal. É tão livre e tão espontâneo e tão orgânico que vamos atrás um do outro. É quase uma dança de borboletas. Não sei explicar. É tão genuíno. É tão fácil. É fácil trabalhar com o Marco. Portanto, para mim é um disco fácil.” Lançou este álbum no mesmo ano em que lançou também "Terra Mãe", uma parceria com o músico irlandês Jules Maxwell. No ano passado, lançava "Fado Camões” e, em  2020, Lina_Raül Refree… Todos eles têm em comum uma outra maneira de encarar o fado, com paisagens sonoras mais contemporâneas, mais livres. Como é que a Lina descreve o trabalho que tem feito nestes últimos anos? “Eu gosto de explorar e gosto, sobretudo, de fazer parcerias, de conhecer novos músicos, novas formas de fazer música, novas visões musicais, mas também encontrar aqui pontos comuns ao fado e influências sobre ele. Encontrei, obviamente, no ‘Terra Mãe', que não é um disco de fado, mas que vai buscar um pouco à forma de cantar irlandesa das senhoras que se chama Sean-nós e é muito identico ao fado essa instrumentação. No fundo, são canções só com voz e é muito idêntico. O Jules Maxwell foi também ao Clube de Fado que é uma casa de fados onde eu canto há 19 anos.” E que nunca deixou... “Que nunca deixei. O Jules Maxwell identificou essas senhoras que cantavam antigamente, esse estilo musical da Irlanda e que é muito semelhante, também cheio de melancolia e com coloraturas na voz, mas sem instrumentação, sem guitarra portuguesa.” Tem feito essa volta ao mundo com estes projectos novos, em que realmente consegue desprender-se de convenções mais associadas ao fado, mas continua - e isso é muito bonito - fiel ao Clube de Fado. “É verdade.” Porquê? “Para já é um lugar onde eu me sinto confortável, em casa, exactamente como a minha segunda casa. Depois, o ambiente que nós temos entre colegas fadistas e músicos... A toda a hora encontramos vários colegas que estão nas outras casas de fado e que passam e dizem boa noite e estão lá um bocadinho connosco. Assistem-nos, assistem ao fado, trocam ideias e mostram músicas uns aos outros. Acho isto bastante natural. Uma tertúlia quase. E depois também acho interessante, por exemplo, ainda ontem e anteontem estive lá e estavam dois casais, um que tinha estado no concerto em Roterdão e que tinha ido ver o concerto do ‘Fado Camões' em Roterdão e outros de Dortmund que também tinham estado no concerto. É curioso, é muito interessante. Ou então perguntam onde é que eu vou estar? E eu também pergunto de onde é que é... Há, assim, esta comunicação...” É uma casa de encontros também? Onde encontra as parcerias musicais? “Sim. Não há melhor sítio que o Clube de Fado que é onde eu estou a cantar. Obviamente que para mim é muito bom poder manter-me ali no Clube de Fado há tantos anos.” Eu ia-lhe perguntar se tem um novo projecto na manga, mas tendo em conta que este ano já lançou dois, se calhar a pergunta é demasiado ousada... “Por acaso tenho! Até tenho dois! Mas não posso falar, não posso dizer nada ainda. Aproveitem estes dois. O que nós queremos também fazer é saborear estes dois projectos, explorar também porque é completamente diferente quando se grava em estúdio e depois quando se passa para o palco e para o público.” Até porque há toda uma cenografia nos seus concertos, bastante minimalista e muito pensada, não é? “Sim, mas neste caso com o Marco Mezquida é eu e ele e nada mais. Houve um jornalista do ‘El País' que lhe chamou ‘Fado Câmara'. E é. Simples, o mais mais acústico possível e sem grandes adornos. Cru, basicamente. Piano e voz.”

Cultura
Fotógrafo brasileiro expõe dia a dia de favela carioca nos corredores da Sorbonne

Cultura

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 6:25


Baterista, DJ, professor de História e fotógrafo, Yan Carpenter, de 31 anos, saiu do Brasil pela primeira vez para expor suas imagens na Sorbonne ArtGallery, o espaço dedicado à arte na icônica universidade parisiense. Ele venceu um projeto que oferece uma residência em Paris para artistas de outros países e expõe sua mostra Giro nos Acessos no festival Photo Days, que acontece em diversos locais da capital francesa até o dia 30 de novembro. Tatiana Ávila, da RFI em Paris Com sorriso aberto e orgulhoso dessa primeira mostra internacional, Yan Carpenter recebeu a reportagem da RFI nos corredores da galeria Soufflot, no campus Panthéon Sorbonne, no 5º distrito de Paris. Natural do Rio de Janeiro e tendo nascido e crescido em bairros pobres da cidade, ele falou sobre autoestima, visibilidade de pessoas negras e contou um pouco da sua trajetória até a exposição na França, que marca também sua primeira viagem para fora do Brasil. “No colégio juntei com meus melhores amigos e fizemos uma bandinha. Eu comecei dentro da música porque eu achei nos shows, nos ensaios e nas apresentações, uma forma de me sentir visível. Essa banda me deu muito conhecimento sobre a rua, e nos intervalos dos shows eu pegava a câmera do fotógrafo para mexer, o que foi despertando o meu interesse”, disse ele, que, com o fim da banda, vendeu a bateria e comprou uma câmera fotográfica. A partir daí, ele conta que aprendeu sozinho e que acabou ganhando uma nova profissão. Segundo Yan, há alguns anos, a falta de referências fez com que ele se lançasse numa busca individual. “Eu sempre falo de autoestima porque hoje eu me acho um cara bonito, inteligente, mas 15, 20 anos atrás, isso era muito difícil, porque a autoestima do preto não estava em voga. A gente não via semelhantes nas ruas, e eu descobri que aprender por mim mesmo era uma forma de me tornar mais valioso e de desmistificar um pouco as pessoas. Porque eu me enxergava sempre muito pequeno perante os outros justamente por não me sentir dentro dos conceitos”, contou. De Guadalupe para Paris O fotógrafo falou ainda como conquistou a residência no projeto que o trouxe para Paris. “Foi uma sucessão de acontecimentos desde 2020. Eu comecei a minha carreira dentro da moda, eu cobrava R$ 50 por ensaio, mas eu não era um profissional que chamava a atenção para as pessoas me pagarem. E quando eu fiz 25 anos, eu saí de casa e fui trabalhar numa hamburgueria (fazendo as fotos como trabalho extra), mas quando veio a pandemia eu não podia mais encontrar as pessoas e fazer minhas fotos. Isso me quebrou muito. Como eu morava na favela do Rio das Pedras e trabalhava na Barra da Tijuca, eu ia andando fazendo fotos. Nisso, eu me descobri fazendo foto da rua, de 2019 para 2020, porque eu vi que eu conseguia dar o peso que eu não conseguir dar para o rosto das pessoas. Porque o meu problema com a moda era que eu via sinais nos rostos das pessoas e eu queria muito ressaltar isso, porque isso conta histórias sobre elas. E eu via que na rua eu podia fazer isso sem as pessoas reclamarem”, lembrou. “Um dia eu fiz uma foto em um ônibus, que se chama ‘O avião do trabalhador', e a ela se tornou viral. Teve 15 mil curtidas, a Folha de S.Paulo me ligou, eu fui parar na capa do UOL, da Galileu e tudo começou a acontecer. Nessa semana eu conheci a Carol Maluf, que se tornou a minha agente em São Paulo. Ela é mecenas, foi vice-diretora da MTV e me patrocinou”, contou ele, dizendo que a partir do patrocínio, fez sua primeira exposição em São Paulo, quando vendeu todas as 28 obras, o que marcou definitivamente sua vida. “Eu passei a viver das minhas fotos, não confortavelmente, mas nunca mais precisei trabalhar em empregos secundários ou terciários”, conta. Depois veio o contato com Sandra Hegedüs, fundadora do Sam Art Project, que esteve no Brasil e que o escolheu como seu candidato para vir a Paris. Após vencer outros artistas, Yan foi o escolhido para passar um mês na Cidade Luz, com suas fotos expostas na Sorbonne. Sorbonne Art Gallery e Photo Days A mostra de Yan Carpenter acontece graças a uma parceria da Sorbonne ArtGallery com o Photo Days, um festival que promove exposições de fotos em lugares clássicos, mas também em locais insólitos de Paris. Em sua sexta edição e realizado uma vez por ano, o evento tem como foco a cena emergente internacional, oferecendo a jovens artistas um espaço de visibilidade e diálogo. Yann Toma, diretor artístico e curador da Sorbonne ArtGallery, explica que o espaço, situado dentro da universidade, “é um lugar comandado e administrado por artistas e para os artistas”. Ele falou sobre a oportunidade de abrigar a mostra Giro nos Acessos. “Aqui, com Yan Carpenter, estamos nessa inter-relação com a sua geração, já que ele é muito próximo dos artistas de rua, com sua energia, com o fato de nunca ter saído da favela antes. Ele chega a Paris com essa energia de autenticidade incrível e, evidentemente, com seus registros fotográficos diretos, que para nós são muito significativos, sobretudo em relação à nossa parceria com o Photo Days”, destacou Toma. Parceria com o Brasil Yann Toma destacou ainda mais uma parceria com o Brasil, que acabou rendendo muitos frutos, especialmente no âmbito da sessão cruzada do Brasil na França. “Temos uma parceria a qual prezamos muito, que surgiu por meio do Photo Days, com o Initial Labo, um laboratório fotográfico que trabalha diretamente com os artistas, como se fazia antigamente em um laboratório de fotografia analógica. Há esse espírito da fotografia analógica, mas evidentemente com uma dimensão digital. Esse laboratório é dirigido por Denise Zanet, uma especialista em fotografia, além de colecionadora de obras fotográficas. Ela promove trabalhos muito singulares que unem fotografia plástica, fotografia de reportagem e, de forma mais ampla, fotografia artística. Ela acompanha tudo isso no contexto do Ano França-Brasil, em relação com a Embaixada do Brasil na França e também diretamente no Brasil". Explicou Toma, ressaltando ainda a possibilidade de trabalhar, junto ao laboratório, em formatos que vão muito além dos moldes tradicionais, respondendo às aspirações dos artistas. No site do Photo Days é possível encontrar um mapa de Paris onde estão indicados todos os locais de exposições, disponíveis até 30 de novembro. A exposição de Yan Carpenter na Sorbonne ArtGallery é gratuita com ingressos disponíveis para serem baixados também direto na página oficial do evento. 

Branding em Tudo
#163 - Marcas que conversam vendem mais (com Flávia Rosário – Manychat)

Branding em Tudo

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 48:08


Quando foi que a gente imaginou que poderia conversar com uma marca e ela responder de forma humanizada e personalizada?Neste episódio do Branding em Tudo Podcast, Galileu Nogueira recebe Flávia Rosário, General Manager da Manychat no Brasil, para um papo sobre o poder do marketing conversacional — uma das maiores transformações no jeito de fazer marketing e construir marca hoje.Inclusive, você ganha 30 dias de Manychat Pro usando o cupom "GALILEU" ao cadastrar sua conta no link - https://manychat.com/pt/creators?utm_source=influencer&utm_medium=Brazil&utm_campaign=galileu&utm_content=yt

Escuta Essa
Coincidências

Escuta Essa

Play Episode Listen Later Jul 23, 2025 41:28


Uma história do único romance de Edgar Allan Poe se tornou realidade mais de 40 anos depois. Já seria curioso de qualquer forma, mas a coincidência é tamanha que é difícil pensar em qualquer explicação. E é geralmente como nos sentimos quando damos de cara com coincidências pouco prováveis. Por que elas acontecem? Por que nos fascinam? E por que seria ainda mais estranho se elas não acontecessem?Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast semanal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Todas as quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito, é a vez de um contar um causo para o outro.Não deixe de enviar os episódios do Escuta Essa para aquela pessoa com quem você também gosta de compartilhar histórias e aproveite para mandar seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais , ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!...NESTE EPISÓDIO-A BBC tem uma matéria com mais detalhes sobre o canibalismo “profetizado” por Edgar Allan Poe.-O caso R vs Dudley and Stephens estabeleceu o princípio de que a necessidade não é uma defesa válida para o homicídio e até hoje é estudado no Direito. -Aqui é possível ver a primeira página do jornal em que o mesmo homem aparece duas vezes: numa matéria e numa acusação de roubo de carteira.-Um estudo de Kerry Gray fala de como Dostoiévski usa a coincidência para criar suspense e desenvolver sua narrativa sobre destino.-O livro "Futility, or the Wreck of the Titan", de Morgan Robertson, foi lançado em 1898, 14 anos antes do naufrágio do Titanic.-Os livros “Fluke”, de Joseph Mazur e “The Improbability Principle”, de David J. Hand, discutem as coincidências sob a perspectiva da matemática e da psicologia. -O pesquisador de literatura de horror Oscar Nestarez escreveu sobre a origem e a recepção do romance “A Narrativa de Arthur Gordon Pym” na Galileu.-Existe um verbete na Wikipédia com mais detalhes matemáticos do Paradoxo do Aniversário citado no episódio.…AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em aded.studio para não perder nenhuma novidade.

Scicast
Carne cultivada (SciCast #652)

Scicast

Play Episode Listen Later Jul 13, 2025 100:21


Carne cultivada é o novo paradigma na ciência de alimentos que estamos lidando nesta década. Empresas de diversos portes, tanto startups quanto grandes conglomerados alimentícios, estão investindo milhões de dólares nas primeiras unidades de cultivo de carne ao redor do mundo. O produto, também chamado de carne artificial, in vitro ou sintética, tende a resolver muitos problemas e riscos na cadeia da proteína animal ou poderia trazer novos problemas? Mas afinal, o que é esse produto? Tem algum risco de consumirmos essa carne? Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://instagram.com/scicastpodcast Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Gustavo Rebello, Yasmin Pussente, Lenin Machado, Celina Decol Citação ABNT: Scicast #652: Carne Cultivada. Locução: Tarik Fernandes, Marcelo de Matos, Gustavo Rebello, Yasmin Pussente, Lenin Machado, Celina Decol. [S.l.] Portal Deviante, 01/08/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-652 Imagem de capa: Liudmila Chernetska/Getty Images. Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2022/04/helen-jacintho-o-que-e-carne-cultivada-em-laboratorio/ Para apoiar o Pirulla, use o Pix abaixo: pirula1408@gmail.com Em nome de Marcos Siqueira (primo do Pirulla) [caption id="attachment_65160" align="aligncenter" width="300"] QR code PIX[/caption] https://www.youtube.com/watch?v=BecoooBM7ME&t=2170s Site: https://www.pirulla.com.br/ Referências e Indicações Sugestões de filmes: Meat of the Future (2020) da Liz Marhall que acompanha o trabalho do Dr. Uma Valeti, cofundador da Memphis Meats (hoje Upside Foods), explorando o surgimento da agricultura celular como uma solução sustentável para a produção de alimentos. Disponível em algumas plataformas de streaming como o Tubi. Sugestões de links: Florida e Alabama proibem carne cultivada: https://apnews.com/article/florida-lab-grown-meat-ban-1613765b1750119ff265fb3c5c56e2aa Itália proibiu carne cultivada a despeito da UE ainda não decidir: https://www.bbc.com/news/world-europe-67448116 Sugestões de games: Cyberpunk 2077 (2020), não é o tema principal do jogo, mas o jogo se passa em um futuro onde a comida sintética e cultivada é comum devido à escassez de recursos naturais. Em Night City, há menções a "carne sintética" e alimentos artificiais vendidos por corporações, refletindo um mundo onde a carne cultivada poderia ser a norma. A série animada derivada, Cyberpunk: Edgerunners (Netflix), também toca nesse tema indiretamente. REFERÊNCIAS: [1]: PAVAN, Bruno. Com produção recorde e queda de preço, consumo de carne bovina volta a crescer no Brasil. Portal Dinheiro Rural, 08 jul. 2024. Disponível em: . Acesso em 06 fev. 2025. [2]: SARTORELLO, Silvio. Estudo da demanda de carnes bovina, suína e de frango pela população brasileira durante o período da pandemia de Covid-19. 2024. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. [3]: AGROBAND. Abate de bovinos chegou 38,6 milhões em 2024, aponta relatório de Safras. Portal Band.com.br, 10 jan. 2025. Disponível em: . Acesso em 06 fev. 2025. [4]: FICHER, Alison. Carne de laboratório! JBS abala indústria mundial ao anunciar tecnologia capaz de produzir carne real sem precisar abater animais. Portal CPG, Click Petróleo e Gás, 14 ago. 2024. Disponível em: . Acesso em 10 fev. 2025. [5]: BUENO, Maria Eduarda Campa; ISSAKOWICZ, Juliano. Estratégias de mitigação de metano entérico em ruminantes: uma revisão. Desenvolvimento Rural Sustentável: Novas Perspectivas, v. 1, p. 66-86, 2024. [6]: REYNOL, Fabio. Pesquisa avalia emissão de metano por bovinos. Portal Agência Fapesp, 13 fev. 2015. Disponível em: . Acesso em 10 fev. 2025. [7]:GALILEU, Redação. Emissão de metano por gado é medida do espaço pela primeira vez. Portal Galileu, 03 mai. 2022. Disponível em: . Acesso em 10 fev. 2025. [8]: DE OLIVEIRA, Carlos André Dantas; DE MENDONÇA, Lidiane Pinto. Carne cultivada: uma alternativa sustentável. Revista Meio Ambiente e Sustentabilidade, v. 12, n. 24, p. 42-56, 2023. [9]: WIENER-BRONNER, Danielle. Carne de laboratório não envolve abate e abre debate se pode ser considerada halal ou kasher; entenda. Portal CNN Brasil, 28 jun. 2023. Disponível em: . Acesso em 26 fev. 2025. [10]: DOS SANTOS, Ane Iara Machado et al. Um estudo sobre a Prasada: o alimento como um fenômeno cultural, o elo entre o mundo material ao espiritual. Latitude, v. 14, n. 1, p. 162-185, 2020. [11]: [5]: TECNOCARNE, Redação. Regulamentação da carne cultivada: qual é o cenário atual?. Portal Food Connection, 16 ago. 2024. Disponível em: . Acesso em 14 mar. 2025. [12]: BRASIL. Resolução - RDC Nº 839, de 14 de dezembro de 2023. Dispõe sobre a comprovação de segurança e a autorização de uso de novos alimentos e novos ingredientes. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Brasília, 14 dez. 2023. Disponível em: . Acesso em 14 mar. 2025. [13]: SEIBERT, Gabrielle Antunes et al. Carne Cultivada: Tendências na Utilização de Scaffolds Vegetais para Estruturação. Trabalho de Conclusão de Curso do curso apresentado ao Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, vol. 1. 80 p. Universidade Federal de Santa Catarina. 2023. [14]: CNN. China suspende importação de carne bovina de três frigoríficos brasileiros. Portal CNN Money, 03 mar. 2025. Disponível aqui: . Acesso em 17 mar. 2025. [15]: OFFICE, Governor’s. Governo Gianfort bans lab-grown meat in Montana. State of Montana Newsroom, 13 mai. 2025. Disponível aqui: . Acesso em 19 mai. 2025. [16]: https://www.yahoo.com/lifestyle/articles/lab-grown-salmon-got-fda-090300636.htmlSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
“Santa Maria é uma Plataforma Estratégica para o Sector Espacial nos Açores”

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 4, 2025 7:18


Há cerca de duas décadas, a ilha de Santa Maria, nos Açores, iniciou uma transformação lenta, mas decisiva no panorama tecnológico e geo-estratégico do Espaço. A presidente da câmara municipal da Vila do Porto, Bárbara Chaves, destaca o papel crucial da ilha como plataforma para o sector espacial, sublinhando a importância do equilíbrio entre inovação e sustentabilidade ambiental. O sector espacial em Santa Maria começou há cerca de 20 anos de forma modesta, com uma unidade móvel destinada ao controlo e rastreio do foguetão Ariane, que partia da Guiana Francesa. Com o tempo, essa estrutura temporária evoluiu para uma instalação fixa com impacto relevante na ilha."Esta evolução foi gradual (...) transformou-se numa estrutura fixa em que já se conseguiu criar postos de trabalho, desenvolver outras tecnologias e consolidar a posição geoestratégica de Santa Maria", recordou Barbara Chaves, presidente da Câmara Municipal da Vila do Porto.A autarca destacou a importância da estação Galileu e o papel da Agência Espacial Europeia que possibilitaram a criação de novos serviços, como o rastreio de hidrocarbonetos e protocolos com autoridades marítimas. Este desenvolvimento levou à criação do  actual Teleporto, uma infra-estrutura de referência internacional."Tudo isto fez com que aquele espaço se tornasse realmente neste Teleporto, que é o que existe actualmente", sublinhou.Nos últimos anos, a Câmara Municipal tem colaborado activamente com o sector, inclusive com a Agência Espacial Portuguesa, apoiando projectos como o Space Rider e disponibilizando meios logísticos e humanos."Fazemos um acompanhamento muito próximo com as actividades da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço-EMA- (...) damos o nosso pessoal e os nossos meios."Contudo, Bárbara Chaves frisou que esse apoio está condicionado ao respeito pelos critérios ambientais e pela qualidade de vida local. "Desde que os projectos respeitem as questões ambientais e a qualidade de vida dos marienses, nós estamos disponíveis para ajudar. Caso contrário, seremos os principais opositores", admitiu. A presidente da Câmara Municipal da Vila do Porto reconheceu que, inicialmente, houve resistência por parte da população, principalmente quando se discutia a possibilidade de se instalar uma base de lançamento de foguetões, considerada demasiado ambiciosa para a escala da ilha."No princípio deste processo foi complexo. Existiam muito mais pessoas contra do que a favor. As pessoas não sabiam o que era."É o caso de Marco Andrade, vendedor ambulante, que ainda desconhece as vantagens da instalação do porto espacial na ilha de Santa Maria. "Nós não sabemos se [este ptrojecto) vai trazer benefícios para a gente", confessou.Embora existam preocupações — sobretudo ambientais e com o possível aumento populacional — há uma aceitação crescente e um debate mais informado junto de alguns marienses que acreditam no impacto positivo desta iniciativa na economia local. Ainda assim, Bárbara Chaves garante que o desenvolvimento espacial só terá apoio se respeitar os princípios de sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida dos moradores. "É ponto assente que, se os investimentos não estiverem acompanhados de preocupações ambientais, nós não apoiaremos", reitera. A ilha de Santa Maria, nos Açores, vai receber em 2027 a aterragem do primeiro voo do Space Rider, o futuro veículo não tripulado da Agência Espacial Europeia. 

Horizonte de Eventos
Horizonte de Eventos - Episódio 79 - A Busca Por Vida Em Europa

Horizonte de Eventos

Play Episode Listen Later May 7, 2025 71:04


Muito bom dia, boa tarde e boa noite queridos ouvintes, meu nome é Sérgio Sacani, sou editor do blog Spoace Today e do canal Space Today no Youtube e trago para vocês mais uma edição do podcast Horizonte de Eventos.E no programa de hoje!!! Vamos mergulhar fundo na missão Europa Clipper da NASA, uma jornada audaciosa até a lua gelada de Júpiter, Europa! Descobriremos por que este mundo distante, com seu vasto oceano escondido sob uma crosta de gelo, é um dos lugares mais promissores para buscar sinais de vida extraterrestre no nosso Sistema Solar. Exploraremos a história fascinante de sua descoberta, desde Galileu até as sondas Voyager e Galileo, entenderemos a geologia única de sua superfície e o incrível fenômeno do aquecimento de maré que pode manter seu oceano líquido. Detalharemos os objetivos científicos da Clipper, seus instrumentos de ponta, os desafios monumentais que ela enfrenta, como a radiação intensa de Júpiter, e o que a possível descoberta de um ambiente habitável – ou até mesmo vida – significaria para a humanidade. Preparem-se para uma viagem aos confins do Sistema Solar em busca de respostas para a pergunta: estamos sozinhos?Então você já sabe, se prepara, chegou a hora da ciência invadir o seu cérebro!!!!Olá, entusiastas do cosmos e mentes curiosas! Sejam bem-vindos a mais uma jornada pelo universo aqui no nosso podcast. Hoje, vamos embarcar em uma das aventuras científicas mais empolgantes do nosso tempo, uma viagem a um mundo distante, gelado, mas que pulsa com a promessa de descobertas extraordinárias. Falaremos sobre a missão Europa Clipper da NASA, uma sonda espacial destinada a desvendar os segredos de Europa, uma das luas mais intrigantes de Júpiter. Por que tanto interesse nesse pequeno mundo coberto de gelo, orbitando um gigante gasoso a centenas de milhões de quilômetros da Terra? A resposta é tão simples quanto profunda: Europa pode abrigar vida.Imaginem só: sob uma crosta espessa e congelada, cientistas acreditam existir um vasto oceano de água salgada, um oceano global que pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos. E onde há água líquida, calor e os ingredientes químicos certos, a possibilidade de vida, como a conhecemos ou talvez de formas que nem imaginamos, torna-se real. A missão Europa Clipper não vai pousar em Europa, nem perfurar o gelo em busca direta de organismos. Sua missão é investigar se as condições para a vida realmente existem por lá. É uma missão de reconhecimento astrobiológico, uma busca pela *habitabilidade* de um mundo alienígena.No grande palco do Sistema Solar, onde planetas rochosos, gigantes gasosos e inúmeras luas dançam em uma coreografia cósmica regida pela gravidade, a busca por vida além da Terra sempre fascinou a humanidade. Por muito tempo, Marte, o planeta vermelho, foi o principal foco dessa busca, com suas evidências de água passada e uma atmosfera tênue. Mas as descobertas das últimas décadas nos mostraram que a vida pode ser mais resiliente e adaptável do que pensávamos, prosperando em ambientes extremos aqui mesmo na Terra, como nas profundezas escuras e pressurizadas dos nossos oceanos, perto de fontes hidrotermais vulcânicas. E isso abriu nossos olhos para outros candidatos potenciais no Sistema Solar, lugares frios e distantes do Sol, mas que poderiam ter fontes internas de calor e água líquida escondida. Europa emergiu como um dos principais candidatos nessa nova fronteira da astrobiologia.

Aprenda em 5 Minutos
Você precisa de tédio. Entenda aqui o porquê #139

Aprenda em 5 Minutos

Play Episode Listen Later Apr 10, 2025 9:33


Eu sei, é difícil lidar com a ideia de ficar sem fazer nada, parado, olhando pro teto. No mundo de hoje, com uma oferta cada vez maior de distração e diversão, parece mesmo impossível a ideia de ficar inativo. Em outras palavras, desaprendemos a lidar com o tédio.Mas isso tá errado. Faz mal. E nesse episódio eu conto o porquê. Sabia que o tédio pode ser útil pra resolver coisas que você não consegue dar conta? Até mesmo para se tornar mais produtivo, embora pareça estranho a ideia de chegar a qualquer lugar sem se mexer. Ouça, comente e compartilhe!===========================APRENDA EM 5 MINUTOS é o podcast sobre coisas que você nem sabia que queria saber. Os episódios são roteirizados e apresentados por Alvaro Leme. Jornalista, mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA-USP e criador de conteúdo há vinte anos, ele traz episódios sobre curiosidades dos mais variados tipos. São episódios curtos, quase sempre com 5 minutos — mas alguns passam disso, porque tem tema que precisa mesmo de mais um tempinho.Edição dos episódios em vídeo: André Glasnerhttp://instagram.com/andreglasnerDireção de arte: Dorien Barrettohttps://www.instagram.com/dorienbarretto66/Fotografia: Daniela Tovianskyhttps://www.instagram.com/dtoviansky/Narração da vinheta: Mônica Marlihttps://www.instagram.com/monicamarli/Siga o APRENDA no Instagram: http://instagram.com/aprendapodcasthttp://instagram.com/alvarolemeComercial e parcerias: contato@alvaroleme.com.br============================Quer saber mais? Confira as fontes que consultei enquanto criava o episódio- É bom ficar entediado? Os benefícios inimagináveis de não fazer nada para a mentePor Flávia Tomaello, Em La Nacion (via O Globo)- O valor do tédio: por que crianças precisam evitar a “agenda lotada”?Por Alessandro Fernandes, Vida Simples- Você prefere levar choques a ficar sozinho com seus pensamentos?Luciana Galastri, Galileu

Branding em Tudo
Bem-vindos ao Novo Branding Em Tudo Podcast

Branding em Tudo

Play Episode Listen Later Apr 8, 2025 3:35


Eu, Galileu, mudei. Minha empresa, a Galileo Branding, mudou. E com o Branding Em Tudo Podcast não seria diferente - ele também mudou.Esse é mais um marco e você faz parte disso.Terça-feira, dia 08 de Abril de 2025, vai ao ar o primeiro episódio desta nova temporada. Se inscreva aqui para não perder.#branding #podcastdebranding #brandingemtudo #brand #GalileuNogueira #GalileoBranding

Livros da Piça
"Monstro" | Rui Sinel de Cordes

Livros da Piça

Play Episode Listen Later Apr 1, 2025 184:31


Bem-vindos ao primeiro episódio da terceira temporada ou aos 12 primeiros episódios da terceira temporada se preferirem dividir este em pequenos episódios de 15 minutos.Depois de três episódios de extremamente desagradável aqui estamos nós a oferecer três horas a analisar a primeira parte da autobiografia do licenciado em ciências da comunicação pela Universidade Autónoma Rui Sinel de Cordes. É redundante? Se calhar. Mas já tínhamos gastado 24,20€ e, para nós, isso é um preço demasiado alto para abdicar de conteúdo, por mais recesso que seja. Quem é Rui Sinel de Cordes? Nas palavras dele: é um rei, um goat, um monstro do stand up. Nas nossas palavras: é um rei, um goat, um monstro do stand up. Se é assim que ele se define, ou se é assim que ele se define a partir da maneira que outros o definem, não o vamos contrariar. Fiquem a conhecer os meandros do show business português e o preço que a alma de uma pessoa paga quando enfrenta o nosso podre sistema de star system. A evolução intelectual de alguém que mudou para sempre a comédia nacional. Primeiro quando enfrentou corajosamente deficientes, André Sardet, Malato e Eunice Muñoz e depois, quando nos pôs todos a reflectir sobre as grandes ameaças que a Humanidade enfrenta, como o wokismo, o satanismo, a luta contra as alterações climáticas e os confinamentos. Tudo isto sustentado na obra de pensadores como Platão, Sócrates, Galileu, Kant, Sartre, John Stuart Mill, Bukowski, Hank Moody, etc.São três horas ou 300 páginas a falar de boémia, batalhas judiciais, beefs, encontros com o paranormal. É sobretudo a batalha de um homem para se convencer a si próprio de que é o campeão e que só poderia ser o campeão caso contrário não escreveria tanto sobre quanto é um campeão.Em breve conteúdo exclusivo no patreon: https://www.patreon.com/c/jcdireitaReacts e vídeos exclusivos no youtube: https://youtube.com/@livrosdapicaInstagram: https://www.instagram.com/livrosdapica/twitter: https://twitter.com/livrosdapicaimagem: https://www.instagram.com/tiagom__/Genérico da autoria de Saint Mike: https://www.instagram.com/prod.saintmike/

Gambiarra Board Games
GBG Turno de Comentários #096 - Jogos que mereciam ganhar o Spiel Portugal

Gambiarra Board Games

Play Episode Listen Later Feb 3, 2025 99:12


No 96º episódio do Turno de Comentários, programa do podcast Gambiarra Board Games, Gustavo Lopes recebe novamente Cristielle (Tipo War Podcast) e Jean Lopes para julgar os jogos que mereciam ganhar o Spiel Portugal dessa vez, a premiação Jogo do Ano de Portugal. - Link da Campanha no Catarse: https://www.catarse.me/gambiarra_board_gamesEdição - Fabs Fabuloso e Gustavo Lopes. Capa - Gustavo Lopes . Artigo do Daniel de Barros na revista Galileu: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/tubo-de-ensaios/coluna/2024/08/pensar-e-gostoso-pelo-fim-do-preconceito-contra-o-prazer-intelectual.ghtml Quer comprar jogos por um precinho bacana e contribuir com o Gambiarra Board Games? Acessa https://bravojogos.com.br/ e utilize o cupom GAMBIARRANABRAVO Confira as fotos dos jogos em nosso instagram instagram.com/gambiarraboardgames E-mail para sugestões: contato@papodelouco.com papodelouco.com Apoio Acessórios BG: https://www.acessoriosbg.com.br BGSP: https://boardgamessp.com.br/ Bravo Jogos: https://bravojogos.com.br/ Aroma de Madeira: https://www.aromademadeira.com.brAbertura: Free Transition Music - Upbeat 80s Music - 'Euro Pop 80s' (Intro A - 4 seconds)Jay Man - OurMusicBoxhttps://www.youtube.com/c/ourmusicboxTrilha: Music Credit: OurMusicBox (Jay Man)Track Name: "2 Legit"Music By: Jay Man @ https://ourmusicbox.com/Official "OurMusicBox" YouTube Channel: http://www.youtube.com/c/ourmusicboxLicense for commercial use: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0) https://creativecommons.org/li....censes/by/4.0/legalcMusic promoted by NCM https://goo.gl/fh3rEJ

Valle de Deus
Ep. 95 - Playlist da Minha Vida com Zinho

Valle de Deus

Play Episode Listen Later Jan 11, 2025 110:22


É possível conhecer uma pessoa através das músicas que marcaram sua trajetória até aqui? Se pudesse tocar ou cantar essas músicas isso seria incrível, não?! Esse é o 6º Episódio da nossa Série *Playlist da Minha Vida* inspirada no Podcast "A Playlist da Minha Vida" com a Fernanda Torres (https://deezer.page.link/BN9q7AxW6mb6ckL57). Nesse episódio vamos conhecer um pouco mais do nosso amigo Zinho (https://www.instagram.com/comunicador_zinho/), que é comunicador e está a frente do nosso Podcast Shekinah (https://www.instagram.com/podcast.shekinah/), entre outros projetos, dentro da Radio JRM Gospel (https://www.instagram.com/radiojrm/), nosso grande irmão no trabalho de Evangelização nas Redes Sociais! Isso é só um grande pretexto para falarmos um pouco de nós mesmos com aquilo que gostamos muito: música, suas influências e Deus em nossas vidas! A playlist da minha vida (Valle de Deus): Canções que contam minha história até aqui ! Escolhi 7 canções! INFÂNCIA Cresci ouvindo ao lado do meu pai sertanejo, Tião Carreiro e Pardinho, Tônico e Tinoco, etc.. Na igreja , na catequese, tinha uma canção que me marcou, com minha catequista Valdinéia do Carlinhos,... 1-Um certo Galileu https://youtu.be/Zp2T5sDkMVc?si=emex6iH1oORIo11B ADOLESCÊNCIA Época boa, do namoro, mandar cartinhas, flertes, chaveco, palavras que nem são usadas mais kkk Foi quando conheci minha amiga, namorada e esposa ! E com certeza não poderia faltar na minha playlist, nossa canção! 2-Fã Cristian e Cristiano https://youtu.be/G4r4muzTNC0?si=7P3Md6Yt0AVqvGdE JUVENTUDE Casado novo, ingressei no ministério Missão e Resgate na comunidade São João Batista! 3- A minha vida é do Mestre (Irmão Lázaro) https://youtu.be/1RfbF5-6qPk?si=bD-qLtoKBiIKWXp7 4- Utopia (Pe Zezinho) https://youtu.be/U9FzLbOxOQc?si=Fakj3NZ27GAicGyZ TORNAR SE PAI Quando me tornei pai, essa era uma canção que não podia ouvir, até hoje na verdade! 5- Pai (Fábio Jr) https://youtu.be/as2ybd4DjVw?si=LxvbCOtL15eQtHoO MEU ENCONTRO REAL COM JESUS Essa canção mudou minha vida por completo; eu estava perdido e fui encontrado,ela foi resposta para minha oração sincera: 6- Sonda me , usa me (Aline Barros) https://youtu.be/zUOaDzTmpNA?si=jcwlcM9R1I4Ir81Z O QUE ESTOU VIVENDO HOJE ? Tem uma frase que eu sempre digo em casa,nos momentos bons e também nos momentos não tão bons ! “Deus é bom o tempo todo, E em todo Tempo Deus é bom !” Essa é uma canção, mais do que uma canção, uma oração em gratidão a Deus ! 7- Bondade de Deus (Isaías Saad) https://youtu.be/b5DN9mPxMEI?si=qrQDWtqelOVPECRC Nossos apoiadores no projeto de evangelização: Agência CravoJr (https://www.instagram.com/agenciacravojr/) Jornal Itanews (https://www.instagram.com/jornalitanews/) Fato Contabilidades (https://www.instagram.com/tinacavani/ e https://www.instagram.com/luciafabinho/) DD Refrigerações (https://www.instagram.com/ddrefrigeracoes) Jeitim Mineiro (https://www.instagram.com/jeitimmineiro/) Discão Instrumentos (https://www.instagram.com/discaoinstrumentos/) Arte Sacra em Metais (https://www.instagram.com/artesacrametais/) Podcast Valle de Deus: “Um vale pra se encontrar com Deus.” Onde estamos: Spotify: https://open.spotify.com/show/0LkeR9c4ZN84CdqGJKdxn8?si=94da7e86182f480a Deezer: https://deezer.page.link/HqrPpvTfakbMN7CM9 Google Podcasts: Valle de Deus (google.com) Também estamos nas redes sociais: Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100071140611986 Instagram: https://www.instagram.com/vallededeus/ Tiktok: https://www.tiktok.com/@podcastvallededeus?lang=pt-BR Twitter: https://twitter.com/valledeus YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCCfjdSrdS6ZUetl6YqmSulA/playlists

Gambiarra Board Games
GBG Turno de Comentários #095 - Cinco anos de colecionismo

Gambiarra Board Games

Play Episode Listen Later Dec 16, 2024 82:06


No 95º episódio do Turno de Comentários, programa do podcast Gambiarra Board Games, Gustavo Lopes recebe Anderson Butilheiro (#saiuRio1808) e Sandro Campagnoli (Boards & Burgers) para falar sobre os últimos cinco anos de colecionismo e o que mudou do episódio que gravamos em 2020 para agora. Falamos sobre quais eram os critérios e como hoje eles mudaram, sobre as coleções dentro da coleção que se desfizeram e as prioridades daqui para frente. - Link da Campanha no Catarse: https://www.catarse.me/gambiarra_board_gamesEdição - Fabs Fabuloso e Gustavo Lopes. Capa - Gustavo Lopes . Artigo do Daniel de Barros na revista Galileu: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/tubo-de-ensaios/coluna/2024/08/pensar-e-gostoso-pelo-fim-do-preconceito-contra-o-prazer-intelectual.ghtml Quer comprar jogos por um precinho bacana e contribuir com o Gambiarra Board Games? Acessa https://bravojogos.com.br/ e utilize o cupom GAMBIARRANABRAVO Confira as fotos dos jogos em nosso instagram instagram.com/gambiarraboardgames E-mail para sugestões: contato@papodelouco.com papodelouco.com Apoio Acessórios BG: https://www.acessoriosbg.com.br BGSP: https://boardgamessp.com.br/ Bravo Jogos: https://bravojogos.com.br/ Aroma de Madeira: https://www.aromademadeira.com.brAbertura: Free Transition Music - Upbeat 80s Music - 'Euro Pop 80s' (Intro A - 4 seconds)Jay Man - OurMusicBoxhttps://www.youtube.com/c/ourmusicboxTrilha: Music Credit: OurMusicBox (Jay Man)Track Name: "2 Legit"Music By: Jay Man @ https://ourmusicbox.com/Official "OurMusicBox" YouTube Channel: http://www.youtube.com/c/ourmusicboxLicense for commercial use: Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0) https://creativecommons.org/li....censes/by/4.0/legalcMusic promoted by NCM https://goo.gl/fh3rEJ

Economia dia a dia
Vem aí o sistema de satélites europeu Iris²: no que consiste e para que serve?

Economia dia a dia

Play Episode Listen Later Dec 16, 2024 4:02


O Iris² consiste num conjunto de 290 satélites de pequena dimensão que vão ser colocados na órbita terrestre a poucos quilómetros de distância da superfície do marSee omnystudio.com/listener for privacy information.

vinte mil léguas
T3 | Ep.11: Elogio à leveza: episódio final

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Jun 24, 2024 50:08


Final de temporada. Uma história chinesa de dois mil anos atrás e um passeio pela vida do Galileu, da juventude à velhice. Entramos em seus dois maiores livros, o "Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo" e o "Discurso sobre as duas novas ciências". Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.Assine a newsletter que acompanha cada episódio em https://www.livrariamegafauna.com.br/Conheça o kit de produtos da temporada, com cartaz, bolsa e caderneta: https://www.livrariamegafauna.com.br/produto/kit-vinte-mil-leguas-3a-temporada/ Acesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep.10: Nada se vê: Johannes Kepler

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Jun 17, 2024 51:59


Neste episódio, falamos do tímido, sonhador e amável astrônomo que viu o que ninguém mais via, e que levou um ghosting do Galileu. E do que as orelhas do marido da Anna Kariênina têm a ver com a nova ciência do século XVII. Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Conheça o kit de produtos da temporada, com cartaz, bolsa e caderneta: https://www.livrariamegafauna.com.br/produto/kit-vinte-mil-leguas-3a-temporada/ Entrevistado:Júlio VasconcelosAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/ Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep.9: O julgamento: aboliu-se o céu?

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Jun 10, 2024 52:48


Um episódio que acompanha o julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição. Ou melhor: um episódio que acompanha as muitas imagens que já foram feitas e que ainda se fazem em torno do julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição. Com trechos da leitura da peça "A vida de Galileu", de Bertolt Brecht, feita por Walderez de Barros.Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.A leitura da peça de Bertolt Brecht e a conversa com a atriz Walderez de Barros e a tradutora e editora Christine Röhrig aconteceram no Teatro Oficina. Tudo foi gravado e está disponível no Youtube da Megafauna: https://www.youtube.com/watch?v=hxTWsFef7oY Assine a newsletter que acompanha cada episódio em https://www.livrariamegafauna.com.br/Conheça o kit de produtos da temporada, com cartaz, bolsa e caderneta: https://www.livrariamegafauna.com.br/produto/kit-vinte-mil-leguas-3a-temporada/Acesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/ Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep.8: A curiosidade matou a cigarra

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Jun 3, 2024 52:47


Quando se pensa, hoje, em Galileu Galilei, uma das primeiras coisas que vem à cabeça é a sua relação com a Igreja. Neste episódio, você vai ouvir a história preferida do papa Urbano VIII, escrita por ninguém menos que Galileu. E vai acompanhar Galileu em Roma, mostrando o telescópio para os seus grandes pares nas investigações científicas: os jesuítas.Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Entrevistado:Thomás HaddadAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/ Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep.7: Astrologia: uma ciência antiga

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later May 27, 2024 41:17


Galileu era astrônomo. E astrólogo. Essas duas maneiras de interpretar os céus foram aos poucos se afastando. Entra em cena um novo personagem: Pico della Mirandola. Ele será o guia deste episódio, para investigar o que aconteceu quando a astrologia e a astronomia se separaram.Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Entrevistada: Bia MachadoAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/ Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep. 5: A alegria dos peixes: experimentos

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later May 13, 2024 40:54


Galileu jovem, antes de saber o que é um telescópio e de ver as luas de Júpiter, olha para os movimentos que acontecem na Terra. Um lustre balança na catedral. Pedras de chumbo são lançadas da Torre de Pisa. Elas caem ou não caem ao mesmo tempo? E foram ou não foram de fato lançadas do alto da torre? Isso, e uma história de dois sábios chineses e um rio cheio de peixes.Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Entrevistado:Júlio VasconcelosAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/ Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

PLANETA: O Podcast do Líder com Carlos Hoyos
#173 - O Galileu: O Maior Líder De Todos Os Tempos Com Marcelo Simonato

PLANETA: O Podcast do Líder com Carlos Hoyos

Play Episode Listen Later May 7, 2024 51:06


Convido você a ouvir um episódio especial do nosso podcast Líder De Elite, onde exploramos a vida e as lições de liderança de uma das figuras mais influentes da história: O Galileu. Neste episódio, Marcelo Simonato se junta a nós para um diálogo enriquecedor sobre como os ensinamentos de Jesus se aplicam à liderança contemporânea. Este é certamente um dos episódios mais impactantes! Não perca a chance de entender como princípios milenares continuam relevantes no mundo dos negócios e da liderança de hoje! Pontos Chave ◾ Conceitos antigos ainda vitais na liderança moderna. ◾ Inspirado em um curso de liderança Cristã nos EUA. ◾ Projeto "O Galileu" guardado até o momento certo. ◾ Livro sobre Jesus sem proselitismo, focado na liderança. ◾ Perspectiva única adiciona frescor ao estudo da liderança. ◾ "O líder de AZ": uso prático do livro em desenvolvimento corporativo. ◾ Uso do livro para autoavaliação e aprimoramento pessoal. ◾ Importância da anotação e reflexão pessoal na leitura. ◾ Jesus como um exemplo de preparação e aprendizado contínuos. ◾ Liderança envolve navegar por altos e baixos, mantendo o foco na visão. ◾ Decisões difíceis são essenciais para uma liderança eficaz. ◾ Histórias bíblicas aplicadas para resolver conflitos e ensinar liderança. ◾ Papel do conselheiro em apoiar a governança e perpetuação empresarial. ◾ Conselheiros devem ter uma visão ampla de negócios, além de suas especialidades. ◾ Objetivos pessoais e profissionais se alinham para impactar a sociedade. Esperamos que essas insights inspirem você a liderar com mais eficácia e sabedoria. Aproveite o episódio e deixe que as lições de um dos maiores líderes da história informem e transformem sua prática de liderança. Marcelo Simonato é brasileiro com mais de 30 anos de experiência, destacando-se em grandes empresas nacionais e internacionais. Formado em Admin. de Empresas, possui MBA em Finanças Empresariais pela FGV e em Gestão Empresarial pela La Salle University of Philadelphia-USA. Tem um histórico significativo em cargos de liderança, atuando como Diretor de Operações e CFO. É Conselheiro Certificado pelo IBGC, Conselheiro Consultivo pela Board Academy e Celint, e ocupa posições em diversos Conselhos Consultivos e de Administração em empresas como ILUMI materiais elétricos, RMQD, EAG e IPB do Brasil. Já foi membro do Conselho Fiscal do Banco de Alimentos e do Conselho de Administração de empresas como Petrocoque e Unicarbono, além de Presidente do Conselho Fiscal da Fundação NTTDATA. Simonato também é associado ao Instituto Êxito de Educação e Empreendedorismo e formado como mentor pelo Instituto Oxford em Madrid. Tem ampla experiência em Joint Ventures, M&A's, negociações, contratações, gestão empresarial, estudo e implantação de novas unidades de negócio e formação de times de alta performance em todo o Brasil. Além disso, é escritor e palestrante na área de liderança e gestão empresarial. https://marcelosimonato.com/ https://www.linkedin.com/in/marcelosimonato/ #liderança⁠ ⁠#podcast⁠ ⁠#liderdeelite #ogalileu #bestseller

vinte mil léguas
T3 | Ep. 4: A história do marceneiro gordo e outras ilusões de óptica

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later May 6, 2024 42:13


Filippo Brunelleschi e seus amigos de Florença fazem um marceneiro acreditar que se tornou outra pessoa. E atualizam técnicas de pintura que dão a ilusão de profundidade num quadro plano. Tudo isso vai levar, no fim das contas, a Galileu e a suas descobertas com o telescópio.Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Entrevistado:Luciano MigliaccioThomas HaddadAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

hist tudo siga outras realiza gordo ilus trilha floren galileu filippo brunelleschi instituto serrapilheira
vinte mil léguas
T3 | Ep. 3: Um universo policêntrico

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Apr 29, 2024 42:50


Conheça a noite mais emocionante da história da ciência: Galileu, com seu telescópio, avista as luas de Júpiter. O episódio vai revelar a importância dessa descoberta, e vai também te levar até a Lua, junto ao personagem Astolfo, do livro "Orlando Furioso", de Ludovico Ariosto. Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Acesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep. 2: Mensageiro das estrelas

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Apr 22, 2024 42:10


Galileu está de cama e sem dinheiro. Uma maravilhosa invenção surge em Veneza e se transforma em uma chance para ele mudar de vida. São muitos os nomes desse objeto que aproxima aquilo que está distante: "óculos de longa vista", "tubo óptico", ou, simplesmente, "telescópio". Neste episódio, você vai olhar para a Lua como se fosse a primeira vez e conhecer um pouco do Galileu hoteleiro, astrólogo e designer gráfico. E ouvir sobre uma das páginas mais alegres da história da ciência. Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Entrevistado:Thomas HaddadAcesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

vinte mil léguas
T3 | Ep. 1: Galileu está nu

vinte mil léguas

Play Episode Listen Later Apr 15, 2024 37:40


Um episódio sobre escrever e enviar cartas no Renascimento. Sobre contar as horas. E sobre se vestir para o trabalho que você quer, não o que você tem. Encontramos Galileu Galilei em seu jardim, cuidando das plantas e pensando na filha, que está no convento. Vinte Mil Léguas vai ao ar toda segunda-feira, apresentado por Leda Cartum e Sofia Nestrovski. Trilha original de Fred Ferreira. Realização da Livraria Megafauna, com apoio do Instituto Serrapilheira e da Vita Investimentos.https://www.livrariamegafauna.com.br/>Acesse: https://www.livrariamegafauna.com.br/pra-ver-e-ouvir/podcasts/vinte-mil-leguas-terceira-temporada/Siga nas redes: @livrariamegafaunaEntre em contato: podcast@livrariamegafauna.com.br

Rádio Escafandro
111: Finalmente os ETs. Ou não.

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Apr 3, 2024 70:35


Em 2017, um objeto astronômico diferente de tudo o que a gente já tinha visto antes passou perto da terra: o Oumuamua. Ele tinha uma velocidade maior do que o normal, não tinha uma cauda como os cometas, nem poeira, como os asteroides. Por tudo isso, astrônomos concluíram que o Oumuamua era o primeiro objeto de fora do sistema solar identificado por telescópios humanos. Mas, para um astrofísico em particular, ele poderia ser ainda mais interessante. Poderia ser o resto de um objeto tecnológico criado por alguma civilização extraterrestre. A partir dessa história, este episódio mergulha na astrobiologia. Um campo de estudo que tenta entender como a vida surgiu aqui, para buscar por vida alienígena Episódios relacionados: #21 – Robôs, bactérias e o futuro da humanidade41 – Não culpe o meteoro #41 – Não culpe o meteoro#42 – A vida, o universo e tudo o mais Avi Loeb Astrofísico, professor da universidade de Harvard, diretor do projeto Galileu, que busca por indícios de vida inteligente extraterrestre. Douglas Galante Professor doutor do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo. Trabalha nas áreas de Geobiologia, Astrobiologia e Ciências Planetárias. Osvaldo Frota Pessoa Júnior Professor livre-docente do Departamento de Filosofia, FFLCH, USP, especialista em filosofia da neurociência e filosofia da mente. Sávio Torres de Farias Biólogo, professor da Universidade Federal da Paraíba, vem desenvolvendo trabalhos sobre origem do sistema biológico, com ênfase na organização biológica do Ultimo Ancestral Universal Comum. Ficha técnica Apoio de edição: Matheus Marcolino. Mixagem de som: Vitor Coroa. Trilha sonora tema: Paulo Gama. Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari. Direção, roteiro e edição: Tomás Chiaverini

Duprat Cast
COMO OBTER CONHECIMENTO? PQ A CIÊNCIA SURGIU? COMO USA LA? #284

Duprat Cast

Play Episode Listen Later Mar 6, 2024 56:56


eja aluno da minha pós-graduação clicando no link: https://drdupr.at/pos Neste vídeo, mergulho nas raízes do conhecimento científico, explorando como a ciência evoluiu desde Copérnico até os dias atuais. Vamos discutir a importância de entender como a ciência surgiu e como usá-la em nosso dia a dia. Assista para aprender sobre a história fascinante de Galileu, Boyle, Bacon e descubra como o século XVII desempenhou um papel crucial na transformação do nosso entendimento. Se você se pergunta sobre as diferentes formas de aprender e como aplicar o conhecimento científico, este vídeo é para você! Siga-me no Instagram: https://drdupr.at/ig 00:00 - Introdução 02:55 - A construção do conhecimento 06:19 - Copérnico: Revolução Científica 10:12 - Galileu: Realidade Objetiva 18:44 - Experimento & a História do vácuo 23:28 - Robert Boyle: Sociedade científica 28:20 - Filosofia Mecanicista 31:00 - Isaac Newton: O príncipio é matemática 32:59 - Robert Hooke: Microscópio 36:15 - Francis Bacon: Conhecimento é poder 39:05 - Pensamento Crítico 43:20 - Análise Subjetiva 46:00 - Conclusão 50:23 - Caso clínico: Vitor #ciencia #consciência #mente #historia #suplementos #casoclínico #galileu #humanidade #evoluçao #medicinanatural

Biblioteca Pamplona
19 - Fé cristã e ciência: os dois livros de Deus

Biblioteca Pamplona

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 47:21


Nesse episódio Pedro Pamplona fala sobre fé cristã e ciência usando a metáfora dos dois livros de Deus a partir da leitura do Salmo 19. Um conteúdo voltado para você refletir como cristianismo e ciência se relacionam e como devemos interpretar e relacionar a Bíblia com a investigação da natureza. Prepare-se para repensar sua visão sobre o Big Bang! Escute, reflita e compartilhe! Livros indicados: - Surpreendido pelo sentido: https://amzn.to/46USHjN - Ciência e Religião: https://amzn.to/43vQacT - Terra Plana, Galileu na prisão e outros mitos...: https://amzn.to/3K4SNf4 - O territórios da ciência e da religião: https://amzn.to/3K7vBg3 Ingressos para apresentação de Marco Telles em Fortaleza: https://linkme.bio/abraaoc1 Sorteio de 5 ingressos no instagram @emprologos Seja um assinante da nossa comunidade exclusiva Biblioteca Pamplona + e receba conteúdo exclusivo e aprofundado, participe dos episódios enviando sugestões de temas e opiniões em áudios e faça parte do nosso grupo no telegram: https://pay.hotmart.com/P79270596X

Roda Viva
Roda Viva | Laerte Coutinho | 13/03/2023

Roda Viva

Play Episode Listen Later Mar 14, 2023 96:22


O #RodaViva desta segunda-feira (13) entrevista a cartunista Laerte Coutinho. Laerte foi uma das criadoras da revista de quadrinhos Balão e é autora da revista Piratas do Tietê. Publicou trabalhos em veículos como O Pasquim, o Bicho, além dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo. Também participou da redação de programas históricos da televisão, como TV Pirata, TV Colosso e Sai de Baixo. É vencedora de inúmeros prêmios por seus diversos trabalhos e é ainda cofundadora da Associação Brasileira de Transgêneros. A bancada de entrevistadores será formada por Marina Caruso, editora-chefe da revista Ela, do jornal O Globo; Andreza Delgado, diretora criativa na Perifacon; Caê Vatiero, jornalista da Abraji e cofundador do Transfobia em Dados; Luiza Monteiro, editora-executiva da revista Galileu, da editora Globo; e Silas Martí, editor de cultura da Folha de S. Paulo. A edição conta com o cartunista Jean Galvão, marcando o início do rodízio de cartunistas convidados no programa, a fim de continuar o legado do chargista Paulo Caruso. A apresentação do programa é de Vera Magalhães.

Boletim de Tecnologia
Perderemos nossos empregos para o ChatGPT?

Boletim de Tecnologia

Play Episode Listen Later Jan 20, 2023 43:49


O ChatGPT, inteligência artificial gerativa da OpenAI, foi lançada em novembro de 2022 e deixou todos de boquiaberto: ela cria textos coerentes a partir do nada. Nossos empregos, de quem vive da escrita, estão ameaçados? Oferecimento O Manual agora tem carimbos! Feitos em parceria com a Burocrata Carimbos, são quatro modelos bonitos e úteis. Veja todos eles e compre os seus. Apoie o Manual pelo preço de um cafezinho Na última semana, o Manual ganhou dois novos apoiadores: Luiz Denis Graça Soares e Luiz Andreto.. Obrigado! Gosta do podcast? Se puder, apoie o nosso trabalho e ajude a mantê-lo no ar. A assinatura custa apenas R$ 9 por mês via Catarse ou PicPay, ou menos de R$ 0,30 por dia. Se preferir, assine com desconto no plano anual por Pix, a partir de R$ 99. Ah, e uma novidade: agora os apoiadores/assinantes do Manual têm acesso a um clube de descontos. Confira os detalhes. Indicações culturais Ghedin: O filme Aftersun (MUBI), de Charlotte Wells. Jacque: A playlist “Rancor, sim, senhor” (Spotify). Links citados na conversa Meu trabalho em risco (coluna do Ghedin). Ser otimista ao ver o ChatGPT exige criatividade (coluna da Jacque). A revolução das máquinas de conteúdo. Meu robô, minhas regras, na Galileu. A IA escritora da Cnet já está publicando erros bem bobos, na Futurism.

Café Brasil Podcast
Cafezinho 539 - A bela tragédia

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Nov 7, 2022 11:38


Cafezinho 539 – A bela tragédia “Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das ações a que elas incitam, ou obrigam. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Aquela verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é profundamente indiferente pra nós. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo, pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos – das interrogações. E como responder-lhe?” Quem escreveu esse texto foi Albert Camus, em O Mito de Sísifo. Já Rubem Alves escreveu assim: “Nietzsche, no seu livro O nascimento da tragédia, observou que os Gregos tinham um agudo senso da tragédia.  Para eles, a tragédia permanecia tragédia até o fim, não tinha um final feliz.  Os Cristãos, ao contrário, não sabem o que é tragédia. No final das contas tudo se resolve para melhor no outro mundo. E ele se pergunta: Sendo assim possuídos por esse sentimento trágico da vida, por que é que os Gregos não se suicidaram? E a sua resposta foi: Porque eles conquistaram a tragédia pela beleza. A tragédia continuava tragédia. Nada havia que a amenizasse. Mas a beleza a transfigurava. A beleza a tornava suportável! Mais do que isso: era mesmo possível amar a tragédia o que explica as razões por que o povo voltava sempre ao teatro para sofrê-las de novo! Se não me engano, num dos versos das Elegias de Duino, Rilke diz que o Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir.” Entendeu? Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir. Continuo a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=fLzydv2MwjA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

Cafezinho Café Brasil
Cafezinho 539 - A bela tragédia

Cafezinho Café Brasil

Play Episode Listen Later Nov 7, 2022 11:38


Cafezinho 539 – A bela tragédia “Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogação é mais premente do que outra qualquer, concluo que a resposta depende das ações a que elas incitam, ou obrigam. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Aquela verdade não valia a fogueira. Qual deles, a Terra ou o Sol gira em redor do outro, é profundamente indiferente pra nós. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo, pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos – das interrogações. E como responder-lhe?” Quem escreveu esse texto foi Albert Camus, em O Mito de Sísifo. Já Rubem Alves escreveu assim: “Nietzsche, no seu livro O nascimento da tragédia, observou que os Gregos tinham um agudo senso da tragédia.  Para eles, a tragédia permanecia tragédia até o fim, não tinha um final feliz.  Os Cristãos, ao contrário, não sabem o que é tragédia. No final das contas tudo se resolve para melhor no outro mundo. E ele se pergunta: Sendo assim possuídos por esse sentimento trágico da vida, por que é que os Gregos não se suicidaram? E a sua resposta foi: Porque eles conquistaram a tragédia pela beleza. A tragédia continuava tragédia. Nada havia que a amenizasse. Mas a beleza a transfigurava. A beleza a tornava suportável! Mais do que isso: era mesmo possível amar a tragédia o que explica as razões por que o povo voltava sempre ao teatro para sofrê-las de novo! Se não me engano, num dos versos das Elegias de Duino, Rilke diz que o Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir.” Entendeu? Belo é o trágico que contemplamos sem que ele possa nos destruir. Continuo a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=fLzydv2MwjA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

Rádio Comercial - O Homem que Mordeu o Cão, Temporada 3

Uma jola com Galileu! Full4202http://podcastmcr.iol.pt/rcomercial/ZFR5F4QB-UQKV-UYJI-FN89-22AKK0G17Y7G.mp3

Pediatracast - Pediatria & Filhos
O negacionismo nos dias de hoje | Pediatracast | #EP179

Pediatracast - Pediatria & Filhos

Play Episode Listen Later Jun 12, 2022 29:54


Atualmente, vivemos uma crise da verdade! O negacionismo ganha novamente espaço e coloca em cheque preceitos básicos e já sedimentados pela ciência no mundo. Esse movimento se apresenta travestido de polêmicas, por isso é importante tomar cuidado com ele. Neste episódio do “PediatraCast”, falaremos sobre o perigo das atitudes negacionistas para a sociedade e, principalmente, para as crianças. Quer saber mais sobre o desenvolvimento dos seus filhos? Siga o “PediatraCast” nas redes sociais: @pediatracast Acessando o link abaixo, você pode compor o conteúdo usado na pauta deste episódio: Denial: When it helps, when it hurts - Mayo Clinic Negacionismo: o perigo do pensamento negacionista l Telavita Não existe limite para o negacionismo e o charlatanismo no Brasil | Unicamp Negacionismo tira da população a oportunidade de viver melhor, diz professor da USP - Instituto Butantan Denialism: what is it and how should scientists respond? | European Journal of Public Health | Oxford Academic (oup.com) Desde o tempo de Galileu, negação da ciência passou do campo religioso para o político, diz astrofísico - BBC News Brasil The danger of denialism: lessons from the Brazilian pandemic | Bulletin of the National Research Centre | Full Text (springeropen.com) Science Denial and COVID Conspiracy Theories: Potential Neurological Mechanisms and Possible Responses | Dementia and Cognitive Impairment | JAMA | JAMA Network

Glocal - Encurtando distâncias!
Galileu & Jesus | GLOCAL Podcast EP01T10

Glocal - Encurtando distâncias!

Play Episode Listen Later Apr 14, 2022 62:07


Provavelmente, a história que você conhece sobre quem foi Galileu Galilei é aquela que declara a inimizade entre ciência e fé. Mas, mesmo sendo um grande cientista, ele também foi um amante da interpretação bíblica. Depois de dois anos sem encontros presenciais, a Glocal volta com uma pergunta: como será que Galileu lia a Bíblia? Marcelo Cabral, doutorando em Filosofia na Unicamp e gerente editorial da ABC², vai tentar responder essa pergunta e mostrar uma outra perspectiva do antigo dilema sobre a relação entre ciência e fé.

Intervalo de Confiança
Episode 121: InfC # 121 - Galileu Galilei

Intervalo de Confiança

Play Episode Listen Later Apr 7, 2022 24:01


Hoje é dia do "Influencers da Ciência", um Spin-Off do podcast "Intervalo de Confiança". Neste programa trazemos o nome de Influencers que de fato trouxeram algo de positivo para a sociedade, aqueles que expandiram as fronteiras do conhecimento científico e hoje permitiram o desenvolvimento de diversas áreas. físico e engenheiro Galileo di Vincenzo Bonaulti de Galilei, mais conhecido como Galileu Galilei. Galileu é um dos fundadores do que entendemos como ciência moderna, defensor de várias ideias que na época chocaram a opinião religiosa vigente, como o Heliocentrismo, pelo qual sofreu perseguição até o final de sua vida. Seus estudos ampliaram como nunca antes nosso conhecimento sobre o Universo e sobre o nosso pequeno, pálido e azul planeta (que, sim, não é plano). A Pauta foi escrita por Ale Galdino. A edição foi feita por Leo Oliveira e a vitrine do episódio por Júlia Frois. A coordenação de redação é de Tatiane do Vale e a gerência de projetos de Kézia Nogueira. de As vinhetas de todos os episódios foram compostas por Rafael Chino e Leo Oliveira. 

Pr. Neil Barreto
O galileu

Pr. Neil Barreto

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 41:15


Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
Pr. Ariovaldo Ramos
O galileu

Pr. Ariovaldo Ramos

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 41:15


Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
En guàrdia!
El judici a Galileu

En guàrdia!

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 56:24


En guàrdia!
El judici a Galileu

En guàrdia!

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 56:24


Igreja Batista Nações Unidas

Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
Igreja do Recreio
O galileu

Igreja do Recreio

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 41:15


Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
Igreja do Recreio
O galileu

Igreja do Recreio

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 41:15


Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

galileu wander gomes
Igreja do Recreio
O galileu

Igreja do Recreio

Play Episode Listen Later Mar 13, 2022 41:15


Por Pr. Wander Gomes. https://bbcst.net/R8107N

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