Brazilian songwriter, composer, arranger, singer, and pianist/guitarist
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Hay artistas que cambian con los tiempos. Otros consiguen algo más difícil: mantenerse fieles a sí mismos mientras todo a su alrededor cambia. En el episodio 241 de El Jazzensor recorremos seis décadas de música a través de las canciones de Joyce Moreno, una de las grandes voces de la música brasileña. Desde sus grabaciones más recientes hasta composiciones que forman parte de la historia de la MPB, descubrimos una obra construida con paciencia, coherencia y una mirada profundamente personal. Escucharemos cómo dialogan el presente y la memoria, la canción de autor y el jazz, la tradición y la modernidad. Aparecen nombres como Elis Regina, Renee Rosnes, Tom Jobim, Gerry Mulligan o Milton Nascimento, pero siempre alrededor de una misma voz. Una trayectoria que demuestra que evolucionar no siempre significa cambiar de dirección. Playlist: – O Mar é Mulher, Joyce Moreno; – Todo Mundo, Joyce Moreno; – Boiou, Joyce Moreno; – Essa Mulher (feat. Joyce Moreno), Renee Rosnes; – Azul Royal, Joyce Moreno & Wanda Sá; – Da Cor Brasileira, Fatima Guedes & Joyce; – Clareana, Joyce. – Feminina, Joyce; – Mistérios, Joyce; – Revendo Amigos, Joyce; – Minha Gata Rita Lee, Joyce & Clara Moreno; – Monsieur Binot, Joyce; – O Chines e a Bicicleta, Joyce; – A História do Samba, Joyce; – Feitio de Oração, Joyce Moreno; – Tema para Jobim (feat. Milton Nascimento), Joyce Moreno.
Salve! This is the preview of our bonus episode exclusive for paid subscribers!Every episode is a different song. This is the song today:"Lígia" (Jobim/Buarque), performed by Tom JobimTom Jobim wrote this song based on a real story about a girl he met in a bar in Rio de Janeiro, who turned out to be his daughter's teacher. They were never in a relationship, but this song reflects the possibility of one, with two different interpretations or endings. One lyric by Tom Jobim was performed by João Gilberto, while the more famous version was written by Chico Buarque, who arguably strengthened the narrative. Tom Jobim recorded this version on his 1976 album Urubu, while Chico recorded it on Sinal Fechado.
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
Salve! This is a preview of our latest bonus episode exclusive for paid subscribers!Every episode is a different song. This is the song today:"A Noite do Meu Bem", written and performed by Dolores DuranDolores Duran is one of the most important figures in Brazilian music. She wasn't just a crooner or a performer, but was also a prolific lyricist, including words written for Tom Jobim. "A Noite do Meu Bem" is probably Duran's biggest hit, with all the lyrics and music written by her, just a few weeks before her passing. That matters greatly because, at the time, very few women had the space or recognition to write. Dolores Duran carved out that role for herself with remarkable talent and presence before tragically dying while sleeping at the age of 29. "A Noite do Meu Bem" was voted one of the 100 Best Brazilian Songs of All Time according to Rolling Stone Brasil. Check for the song's full translation at The Anvil, by Translationsmith.
O Carnegie Hall, em Nova Iorque, é um das casas de show mais prestigiadas do mundo. Tanto que a apresentação dos artistas da Bossa Nova no local, em 1962, tornou-se um marco da música brasileira, projetando mundialmente nomes como Tom Jobim, João Gilberto e Luiz Bonfá. Mesmo aclamada, a apresentação dos bossa novistas foi cheia de gafes, como você confere neste Curta Musical. Ao final, ouviremos o Sexteto de Sérgio Mendes, com Samba de Uma Nota Só, na gravação ao vivo feita no Carnegie Hall.
Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi conversam com Arthur Nestrovski, que fala sobre “Águas de Março – Sobre a Canção de Tom Jobim”, livro lançado pela Editora 34 organizado por Milton Ohata com ensaios do próprio Arthur, Augusto Massi e Walter Garcia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estrella Acosta en haar band Esquina 25 vieren de release van hun nieuwe album ‘Caminos' in het voorjaar van 2026 met een concerttournee, waarmee ze op vrijdag 3 april De Tor in Enschede aandoen. Ze hebben hun horizon verbreed en een breed scala aan Latijns-Amerikaanse muziek laten horen, niet alleen uit Cuba, maar uit heel Zuid-Amerika en het Caribisch gebied. Aanleiding voor TORcast-host Willem Habers om eens in de wereld van Latijns Amerikaanse muziek te duiken. Playlist: Buena Vista Social Club: Chan Chan; Estrela Acosta & Esquina 25: Baila e Son Con Mi Mulata; Estrella Acosta: Mi Tierra Es Asi; Dizzy Gillespie: Manteeca; Tito Puente: Oye Como Va; Dubbelaar: Mongo Santamaria: Afro Blue; John Coltrane quartet: Afro Blue; Antonio Carlos Jobim: Wave; Elis Regina, Antonio Carlos Jobim: Aguas de Março; Josee Koning, Has Vromans, Nelson Maria, Daniel Pezzotti: Desafinado; Izaline Calister: Mi Pais; Estrella Acosta: Que Viva Chango; Astor Piazzolla: Libertango. Beluister deze TORcast Latijns‑Amerikaanse muziek heeft een enorme invloed gehad op de ontwikkeling van de jazz, vooral via ritmes, percussie‑technieken, dansvormen en nieuwe harmonieën. Hieronder vind je een chronologisch en thematisch overzicht. Cuba: de bakermat van Afro‑Cubaanse ritmes Afro‑Cubaanse basis (19e–20e eeuw) Ontstaan uit de mix van Afrikaanse ritmiek (Yoruba, Congo, Arará) en Spaanse melodie/harmonie. Belangrijke vormen: Rumba, Son, Danzón, Mambo, Cha‑cha‑chá. Cruciaal instrument: clave (2–3 / 3–2 patroon), hét ritmische fundament. Cuban Jazz & Latin Jazz (jaren 40–50) Jongeren in Havana en New York vermengen Son, Mambo en jazzharmonie. Sleutelpersonen: Mario Bauzá, Machito, Dizzy Gillespie, Chano Pozo (o.a. Manteca). Ontstaan van Afro‑Cuban Jazz: krachtige blazers, complexe polyrhythms, montuno‑piano. Later (jaren 70–heden) Salsa ontwikkelt zich (Fania All‑Stars, Willie Colón, Celia Cruz). Moderne Cubaanse jazz: Chucho Valdés, Irakere, Gonzalo Rubalcaba, Roberto Fonseca. Brazilië: ritmische rijkdom & zwoele harmonieën Samba (begin 20e eeuw) Afro‑Braziliaanse wortels, ontwikkeld in Rio. Ritmische kenmerken: 2/4 feel, syncopen, grote percussiegroepen. Bossa Nova (jaren 50–60) Intiemere, harmonisch verfijnde stijl (invloed van jazz). Pioniers: João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes. Wereldwijde doorbraak met The Girl from Ipanema (Getz/Gilberto). Harmonieën beïnvloeden jazzpianisten & componisten wereldwijd. MPB en beyond MPB (Música Popular Brasileira): Caetano Veloso, Gilberto Gil, Elis Regina. Moderne Brazilian Jazz: Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Hamilton de Holanda. Argentinië: Tango & Nieuw‑Tango Traditionele Tango (eind 19e–20e eeuw) Ontstaan in Buenos Aires en Montevideo. Melancholisch, dramatisch, bandoneón‑gedreven. Iconische figuur: Carlos Gardel. Nuevo Tango (jaren 50–90) Astor Piazzolla mengt tango met jazz en klassieke muziek. Complexe harmonie en ritmische vrijheid. Invloedrijk in de moderne jazzwereld; talloze jazzarrangementen van Piazzolla's werk. Andere regio's & stijlen Mexicaanse invloeden Bolero, Ranchera, Son Jarocho (bv. La Bamba). Minder directe jazzkruising, maar bolero's worden vaak in jazzsetting gespeeld. Caribisch gebied (Puerto Rico, Dominicaanse Republiek) Plena, Bomba, Merengue, Bachata. Sterk aanwezig in moderne salsa en Latin jazz (bijv. Tito Puente, Eddie Palmieri). De invloed op jazz: een korte lijn door de tijd Jaren 30–40 – Eerste invloeden Duke Ellington en Jelly Roll Morton integreren Latijnse ritmes. Jaren 40–50 – Afro‑Cuban Jazz boom Gillespie & Pozo fuseerden bebop met Cubaanse percussie. Jaren 60 – Bossa Nova in de jazz Stan Getz populariseert Bossa Nova. Pianisten als Bill Evans en Herbie Hancock nemen Braziliaanse harmonieën over. Jaren 70–90 – Salsa & Latin Fusion Latin jazz‑orchestra's (Puente, Palmieri). Jazz musicians integreren samba, baião, MPB en folkloristische ritmes. 2000–heden – Cross‑genre & global jazz Mix van Afro‑Cuban, Brazilian, elektronische muziek, hiphop en jazz. Voorbeelden: Arturo O’Farrill, Miguel Zenón, Hiromi met Latin‑influences, Snarky Puppy (sterke Braziliaanse invloed). Samenvatting in één oogopslag Stijl Land Kernkenmerken Jazzinvloed Son / Rumba / Mambo Cuba Clave ritme, percussie, montuno Basis Afro‑Cuban jazz Samba Brazilië Energieke percussie, 2/4 feel Jazzdrums & ritmiek Bossa Nova Brazilië Zachte groove, rijke harmonie Grote invloed op jazzstandards Tango Argentinië Dramatische melodieën Avant‑garde/fusion via Piazzolla Salsa Cariben Mambo + son + jazz Big band Latin jazz
Em 1962, a Bossa Nova conquista os Estados Unidos e o rádio está lá para registrar este momento histórico da música. Nesta edição, em homenagem ao saudoso radialista e produtor musical Walter Silva, o Picapau, que nasceu em 7 de março de 1933, você vai ouvir uma peça rara que marca aquele momento de consolidação desse estilo musical para além do Brasil. Antes do show com Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Sergio Mendes, Tom Jobim e João Gilberto, que você vai ouvir a partir de uma transmissão feita pela Rádio América de São Paulo, que era do Grupo Bandeirantes de Rádio, acompanhe um trecho de depoimento de Walter Silva ao MIS, Museu da Imagem e do Som, gravado em 1994. O festival de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 21 de novembro de 1962, projetou os artistas brasileiros no cenário internacional. Semanas após a apresentação em Nova Iorque, o mesmo grupo da Bossa Nova se apresenta em Washington e logo depois é recepcionado na Casa Branca pela então primeira-dama Jacqueline Kennedy. A transmissão histórica feita pela Rádio América, que pertencia ao Grupo Bandeirantes, foi feita como uma transmissão de partida de futebol, ao vivo, com a emoção e descrição dos fatos. O áudio do show é do acervo da família de Walter Silva, mantido também pela produtora e viúva do Picapau, Deia Silva. A transmissão vai fazer você voltar no tempo e viajar até a Universidade George Washington, em 1962. Capítulos:00:00 Abertura com contexto do prestígio que a Bossa Nova alcança nos Estados Unidos, em 196201:17 Walter Silva, em depoimento ao MIS, relata a importância dos shows de Bossa Nova, que ganham turnê no Carnegie Hall e na George Washington University. O jornalista explica como foi que conseguiu ir aos Estados Unidos para transmitir essas apresentações05:48 Walter Silva abre a transmissão do show de Bossa Nova nos Estados Unidos, em 1962, pela Rádio América/Bandeirantes. O primeiro a se apresentar é Oscar Castro Neves 16:28 Roberto Menescal e quarteto de Oscar Castro Neves tocam alguns clássicos da Bossa Nova, incluindo O Barquinho23:10 Apresentação do sexteto de Sergio Mendes, que abre executando "Só Danço Samba" 28:07 Tom Jobim é anunciado no palco do show. Após agradecer aos organizadores e à plateia, em inglês, canta "Samba de uma nota só" também em língua inglesa32:22 Tom e sexteto de Sergio Mendes tocam versão instrumental de "Samba de uma nota só"37:55 Tom Jobim e João Gilberto se juntam no palco. Inicialmente interpretam "Só Danço Samba"40:30 João Gilberto canta Corcovado44:28 Desafinado, com João Gilberto47:50 João Gilberto e Tom Jobim interpretam "O Samba da Minha Terra", de Dorival Caymmi51:36 Walter Silva encerra transmissão da apresentação de Bossa Nova, em Washington, no ano de 1962
durée : 00:03:49 - "Les Eaux de Mars", de Tom Jobim à Moustaki - C'est un poème étrange. C'est une des chansons les plus célèbres du monde. C'est une succession de madeleines de Proust sans couplets ni refrain. Une suite d'images sans âges où la tristesse se mêle à l'espoir. C'est un des chefs-d'œuvre d'Antonio Carlos Jobim. Ce sont les Eaux de Mars. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
Não se furtem de furtar momentos fortuitos.Lembrem-se, a historia é escrita pelos generais e consertadas pelos poetas, poetou Fausto Wolff, do alto dos seus quase 2 metros no documentário que Pedro Cézar cometeu para homenagear Manoel de Barros.Esse bagulho de estar vivo quando se avizinha um novo ano é para ser silenciosamente celebrado.Um novo episódio do seu podcast de eleição sai toda terça para lembrar que, apesar de tudo, resistimos e insistimos porque em algum lugar (ou até mesmo em todo lugar!) alguém se importa.Que venha 2026 como a onda que existe apenas nas suas fantasias, intima e intransferível.A trilha é um deleite para os apaixonados do esporte bretão,Luedji Luna com Salty, Spray Water On The Stereo com Turnstyle, My Mind Is A Mountain com Deftones, J'adore le monde com The Limiñanas / Bertrand Belin e, finalizando, Sensitive Kind do J.J. Cale e Vai Levando com Miúcha e Tom Jobim (participação do Chico Buarque)
O mergulho no Brasil em terras portuguesas ganhou nova dimensão com a exposição Complexo Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, com curadoria de José Miguel Wisnik, Milena Britto e Guilherme Wisnik, e projeto cenográfico de Daniela Thomas. A mostra, que reúne obras de arte, filmes, vídeos, documentos e textos, oferece uma oportunidade rara para um “redescobrimento mútuo” dos dois lados do Atlântico, e se distancia de estereótipos, abrindo novas perspectivas de entendimento. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Lisboa “O que nos propomos é oferecer e questionar, como um convite e um desafio ao atravessamento, uma experiência de Brasis”, ressaltou à RFI o ensaísta e músico José Miguel Wisnik. É um convite bem sensorial porque se trata de uma exposição muito colorida, muito intensa de expressão da visualidade brasileira pelas artes, por objetos, por imagens, por fotografias e também por vídeos, diz Wisnik. “Foram feitos seis vídeos, especialmente concebidos para a exposição Complexo Brasil, que tratam de temas como as potências e os impasses do Brasil contemporâneo e suas relações com o passado. Há vídeos sobre a escravidão, Brasília, a Amazônia, a música popular brasileira, a relação do samba com o candomblé e a escola de samba”, afirma Wisnik. “Todos esses elementos formam um conjunto que não é linear nem descritivo do ponto de vista cronológico. Trata-se de algo muito mais sensorial e também conceitual”, explica. “Percorremos esses múltiplos estímulos com uma visão histórica e crítica da formação do Brasil, um país ao mesmo tempo muito desigual e violento em vários aspectos, mas também extremamente rico e plural do ponto de vista de suas expressões culturais”, conclui. O projeto começou a ser concebido há três anos, com o objetivo de apresentar o Brasil ao público português. Desde o início, segundo o diretor do Programa Cultura da Fundação Calouste Gulbenkian, Miguel Magalhães, a equipe tinha uma premissa clara. “Sabíamos que não queríamos uma exposição exótica ou tropical, carregada de estereótipos que costumam compor a imagem do Brasil”, afirmou à RFI. De acordo com Magalhães, a mostra propõe múltiplos olhares sobre o país. “É uma exposição feita de muitos Brasis, começando pelo Brasil anterior à chegada dos portugueses. Ela olha para os povos que já estavam ali, aborda o colonialismo e a escravidão, mas reconhece que o Brasil contemporâneo não se explica apenas pela sua relação com Portugal”, diz. “Complexo Brasil se organiza em três eixos — geografia, história e diversidade cultural. É nessa articulação que tentamos dar conta da complexidade do país. Não é uma exposição de artes visuais, mas uma exposição que usa a arte como uma caixa de ferramentas para ajudar a compreender o Brasil de hoje”, enfatiza. “Um país é uma entidade múltipla” Por que Complexo Brasil? Porque, em muitos sentidos, o Brasil é justamente isso: um conjunto intrincado de biomas, etnias, culturas, línguas, religiões e lógicas sociais, atravessado por desigualdades extremas. Um país marcado também por um permanente vaivém entre sentimentos de inferioridade e superioridade — síndromes que, como lembram os organizadores, brasileiros e portugueses conhecem bem. Esse emaranhado se desdobra em múltiplas camadas nas duas grandes galerias da Fundação Calouste Gulbenkian. Obras de naturezas muito distintas se encontram: peças do século XVII dialogam com produções contemporâneas, em um percurso que reúne artistas brasileiros de várias gerações. Estão representados nomes como Alfredo Volpi, Augusto de Campos, Claudia Andujar, Rosana Paulino, Abdias do Nascimento, Arthur Bispo do Rosário, Hélio Oiticica, Glicélia Tupinambá, Lygia Clark, Lygia Pape, Roberto Burle Marx e Luiz Zerbini, entre outros. Para o músico e curador da mostra, José Miguel Wisnik, Complexo Brasil se inicia com uma antologia de frases sobre o país, recolhidas em diferentes épocas e de autores diversos. “O Brasil é feio, mas gostoso”, a célebre frase atribuída ao escritor modernista Mário de Andrade, reaparece décadas depois nas palavras do compositor e maestro Tom Jobim. "Ele dizia que 'morar nos Estados Unidos é bom, mas é uma merda; morar no Brasil é uma merda, mas é bom' — uma síntese irônica e contraditória que ajuda a traduzir a complexidade do país", lembra. Mantos como fio condutor Os emblemáticos mantos tupinambá, cujos remanescentes hoje se encontram em museus europeus, são — não por acaso — o ponto de partida da exposição Complexo Brasil. Eles funcionam como fio condutor da mostra. Do manto sagrado do povo Tupinambá, do século XVI, devolvido ao Brasil pela Dinamarca no ano passado e presente na exposição por meio de um vídeo especialmente produzido, aos parangolés de Hélio Oiticica, o percurso atravessa diferentes tempos e sentidos. Esse diálogo inclui ainda o Manto Raio de Sol, criação contemporânea da artista e pesquisadora Glicéria Tupinambá, e o extraordinário Manto da Apresentação, de Arthur Bispo do Rosário — obra criada e bordada ao longo de décadas pelo artista negro que passou grande parte da vida internado em uma colônia psiquiátrica. “A gente combinamos de não morrer” “Nós partimos da ideia de um desencobrimento do Brasil, não propriamente de um descobrimento, mas na verdade revisitar o descobrimento desencobrindo todas aquelas dimensões que foram em grande parte apagadas e invisibilizadas neste processo em que europeus tomaram esse imenso território habitado por muitas etnias indígenas e sequestraram e transportaram milhões de escravizados africanos para este território. Tudo isso compõe um conjunto de dimensões complexas, nada é simples no seu processo histórico porque envolve apagamentos e violências, mas envolve ao mesmo tempo, experiências humanas únicas que produziram culturas que estão presentes de maneira muito viva na exposição”, reflete Wisnik. É a partir dos questionamentos das relações entre Brasil e Portugal que a mostra se desdobra, abordando o passado colonial com a apropriação do território indígena, a escravização e tráfico de escravos “postos a funcionar nos "moinhos de gastar gente" que caracterizam, segundo a expressão de Darcy Ribeiro, a máquina de produção colonial no Brasil”. “Em Olhos d'água, Conceição Evaristo escreve a frase que se tornou um símbolo de resistência e luta contra o racismo: 'Eles combinaram de nos matar, mas a gente combinamos de não morrer'”, ressalta. Complexo Brasil, que ocupa as duas galerias do Edifício-Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, começou a ser concebida para marcar o bicentenário da Independência do Brasil, em 2022. O projeto, no entanto, precisou de mais tempo para amadurecer. “Percebemos que aquela celebração se apoiava em um desconhecimento mútuo entre os dois países”, afirma o diretor do Programa Cultura da instituição, Miguel Magalhães. Três anos e meio depois, a exposição chega ao público sem evitar temas sensíveis, como o papel de Portugal na colonização e na escravidão no Brasil. A mostra se insere em um momento delicado da relação entre os dois países, marcado pelo aumento de episódios de xenofobia e racismo contra brasileiros em Portugal. De acordo com dados do Itamaraty, cerca de 513 mil brasileiros vivem oficialmente no país, formando a maior comunidade estrangeira em território português. Com o avanço da agenda anti-imigração, o partido de extrema direita Chega chegou a afirmar que a exposição na Gulbenkian “responsabiliza os portugueses pelos males do Brasil em decorrência da colonização”. Além da exposição, a programação inclui debates, conferências, performances, concertos, workshops e oficinas. Complexo Brasil pode ser visitada até 17 de fevereiro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Milton Teixeira fala sobre o falecimento do cantor Tom Jobim.
Salve! This is a preview of our bonus episode exclusive for paid subscribers!Every episode is a different song. This is the song today:"Carinhoso" written by Pixinguinha and João de BarrosConsidered one of the most important Brazilian songs of all time, "Carinhoso" was written by flutist/saxophonist Pixinguinha in 1917 as an instrumental piece. However, it was not until the 1930s, with added lyrics by João de Barros and a vocal performance by Orlando Silva, that it achieved its acclaim. A perfect combination between musical structure and poetic narrative, "Carinhoso" is the third most recorded Brazilian song, with iconic performances from Elizeth Cardoso, Baden Powell, Tom Jobim, and more. We told the story behind the lyrics, different arrangements, the ahead-of-time structure, and Pixinguinha, who eventually became one of the most revered music composers from Brazil.
O programa Resgatando a Cidadania deste sábado (25) recebeu a pianista, musicista e cantora Amanda Moraes. Natural de Nazaré da Mata, Amanda Moraes, que é cega passou inicialmente pelo Instituto de Cegos Antônio Pessoa de Queiroz; pelo Conservatório Pernambucano de Música, e se formou em Música pela Universidade Federal de Pernambuco. Dona de uma voz melodiosa, que emocionou o público ouvinte da Rádio Folha 96,7FM, Amanda fez apresentações com músicas de Tom Jobim e outros ícones da MPB. O Programa Resgatando a Cidadania vai ao ar todo sábado, a partir do meio-dia, pela Rádio Folha 96,7FM, produzido e apresentado pelo radialista Domingos Sávio.
Paris foi uma das etapas da digressão europeia da brasileira Maria Luiza Jobim. A filha de António Carlos Jobim, o célebre autor de "Garota de Ipanema" esteve em concerto no domingo na capital francesa, na sala "New Morning". Com dois álbuns na manga, uma série de eps e singles, e outro trabalho discográfico em preparação, ala acaba de lançar o single "Go, go, go". A artista preparou também uma versão de "La Javanaise" de Serge Gainsbourg que vai interpretar no seu futuro álbum, na companhia do marido, o também músico português António Zambujo, como ela começa por nos contar. Maria Luiza Jobim, filha de António Carlos Jobim, o celebrérrimo autor de "Garota de Ipanema", conhecido como Tom Jobim, já tem no activo dois álbuns (Casa Branca em 2019 e Azul em 2023), vários singles e EPs. Com novo álbum em preparação e um single "Go, go, go" que acaba de sair, a artista fez uma digressão por Portugal, Espanha, França e Inglaterra, acompanhada do seu novo marido, o também músico português, António Zambujo, que ela convidou ao palco para juntos interpretarem algumas músicas. Em conversa com a RFI em Paris a 19 de Outubro, após o seu concerto na sala "New Morning" ela admitiu que esta digressão indicia trabalhos conjuntos futuros entre os dois esposos, um registo em família. Sendo que 'La Javanaise", música do francês Serge Gainsbourg, cantada por Maria Luiza Jobim e António Zambujo, constará do futuro trabalho discográfico da artista brasileira. O concerto parisiense na sala New Morning valeu a 19 de Outubro muitos aplausos a Maria Luiza Jobim, aos seus três músicos, e a António Zambujo. O jovem casal interpretou músicas de cada um dentre eles e, também, em francês, a sua versão de "La Javanaise" de Serge Gainsbourg. Maria Luiza Jobim canta tanto em português como em inglês, língua em que ela foi alfabetizada, comentando inclusive a sua vivência em Nova Iorque e os seus táxis amarelos e arranha céus. Uma artista que pega também, para as suas letras, nos pequenos prazeres da vida como os jogos de vídeo da Nintendo ou acompanhar a Netflix, nos cheiros de cozinha com "sopa de letrinhas". Ela descarta que a sombra do peso do nome do seu pai seja algo de opressor e, por ora, divide a sua vida entre o Rio de Janeiro, no Brasil, e Lisboa, em Portugal. Maria Luiza Jobim Nós temos planos de gravar no meu disco. O Antônio vai participar cantando "La Javanaise", do Serge Gainsbourg. E é isso. Eu venho de uma família muito musical. Então, é uma como se fosse uma continuação disso. Então, é muito familiar para mim, é natural e gostoso. Vi aqui uma música não composta por si, Portugal, que fala precisamente dessa relação entre vocês dois e Portugal no meio. Portugal agora é o seu porto de abrigo ? Portugal, eu acho que para todo brasileiro tem um senso de muita familiaridade... em Portugal a coisa da língua. E agora eu tou-me dividindo entre Lisboa e Rio. Então, sim. E como é que uma casa. Como é que tem sido essa turnê, então? Passando da Península Ibérica, à França, depois Inglaterra... Essa série de concertos, você convidando o António para cantar consigo ? Tem sido maravilhoso para mim. É a primeira vez que eu estou fazendo. Eu já tinha feito duas turnês anteriores em 2023, depois de 2024. Esse é o terceiro ano que eu venho, mas é a primeira vez que eu toco em Madrid. É a primeira vez que eu toco em Paris. É a primeira vez que eu toco em Londres, então tem muita novidade ! Está sendo muito pessoal também. Emocionante, claro, ter a presença do Antônio comigo. Há muito do "Azul" da "Casa Branca" também, dos vários EPs e singles que surgiram, inclusive o novíssimo. Go Go Go. Você recusa escolher? Continua cantando em inglês, português, tem electrónica, tem bossa nova. Como é que é a música da Maria Luiza Jobim? Hahaha Esse eu acho que esse é mais o seu trabalho do que o meu. Definir a minha música eu realmente não saberia dizer, mas eu acho que para mim é muito natural transitar entre essas duas línguas. Eu vivi muito tempo fora, né? Então eu estudei em escola americana, falo inglês desde muito nova. Então, para mim... O 22.º andar, aquele táxi amarelo... É, pois é, aquilo tudo faz parte da minha história. Então é uma escolha artística. Não é de nenhuma forma uma escolha, nem uma estratégia. É sempre uma escolha. No lugar do afecto mesmo da expressão e da busca da verdade nas coisas que eu escrevo, na poesia e às vezes está em inglês, ora está em português. Você comentou que também aprendeu francês e que tinha uma ligação particular com a França e com Paris. Que fascínio é que tem? O que é que vem buscar aqui? Eu sou completamente apaixonada por essa cidade. Acho que como o mundo inteiro é e eu nunca consegui estudar muito francês assim, eu tenho. Eu amo línguas e eu sou uma curiosa. Mas eu não posso dizer que eu estudei realmente francês. Mas consumo muito à cultura francesa. É por isso, inclusive, que eu escolhi gravar, regravar a música do Serge Gainsbourg, que era uma música que eu, porque na versão dele ele tem essa voz muito. Francesa assim é áspera, né, De rouca bem masculina e eu achei que achava que ficaria bonito fazer um dueto com uma voz feminina com uma coisa mais delicada assim. E então, eu adoro essa música. O mais difícil para si é o nome da sua família e o nome do seu pai. Poder fazer uma trajectória pessoal sem que remetam logo para "A Garota de Ipanema" e para Antonio Carlos Jobim. Olha essa pergunta, assim eu... Eu vi que na sua playlist constam várias músicas do seu pai. Claro, né? Sim, eu passei muito tempo sem tocar as músicas do meu pai. E assim, no começo da minha carreira, justamente para eu conseguir me encontrar a minha identidade, minha verdade artisticamente. Mas eu acho que eu venho conseguindo com o tempo. Assim, eu me sinto cada vez mais à vontade nas minhas composições e nos trabalhos que eu faço. É tanto que hoje em dia eu não tenho nenhuma questão em tocar, tocar a obra dele. Sabe que eu sinto que também tem muito de mim ali, da minha história. Então para mim é muito e muito natural. Faz parte, né? São as músicas que eu cresci ouvindo e ouvindo dentro de casa, sabe? E tem uma relação de afecto muito profunda. Então é isso. Se eu toco o dia a dia porque "Dindi" faz um sentido, tem um sentido de muito afecto para mim, sabe? Mas é isso. Eu vou tocar do meu jeito. E eu acho que eu acho que a coisa do sobrenome. Claro que ela abre muitas portas e é maravilhoso. E minha mãe uma vez falou que é a sombra de uma árvore frondosa, sabe? Eu acho que é bonita essa imagem, porque você vive numa sombra, mas é uma sombra linda, sabe assim. Não é uma sombra opressora. É uma sombra que inspira.
Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, also known as Tom Jobim was a Brazilian composer, pianist, guitarist, songwriter, arranger and singer, and considered as one of the great exponents of Brazilian music.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Ismael Silva, Almirante e Velha Guarda da Portela, Pelado da Mangueira, Aracy de Almeida, Zeca Pagodinho, Elis Regina, Chico Buarque, Alcione, Gilberto Gil, Nara Leâo, Tom Jobim e Dorival Caymmi, Joâo Nogueira, Beth Carvalho, Ney Matogrosso y Maria Bethânia & Gal Costa.Escuchar audio
O palco do Carnegie Hall, em Nova York, recebe neste verão americano mais uma edição da NYO Jazz, a Orquestra Jovem de Jazz dos Estados Unidos. O projeto educativo, ligado à tradicional casa de concertos, já teve como convidadas especiais Dee Dee Bridgewater, uma das maiores cantoras de jazz da atualidade, e Dianne Reeves, ambas vencedoras de múltiplos prêmios Grammy. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York Este ano, quem assume os vocais é Luciana Souza, cantora, compositora e educadora musical nascida em São Paulo e radicada nos Estados Unidos desde os anos 1990. Luciana conta que foi convidada especial de um projeto já tradicional do Carnegie Hall, uma instituição que, além de apresentar grandes concertos e artistas, também mantém um forte braço educativo. “Eles organizam três orquestras – duas sinfônicas e uma big band. Chama-se NYO, a sigla para National Youth Orchestra”, explica. Filha do cantor e compositor Walter Santos e da letrista Teresa Souza, Luciana cresceu imersa em um ambiente musical. Ainda menina, gravava jingles e acompanhava o movimento da música instrumental brasileira. “Meus pais foram muito influentes na música, especialmente em São Paulo”, relembra a cantora. Eles criaram um selo de disco chamado Som da Gente que, durante dez anos, ajudou a impulsionar a música instrumental brasileira – ou, como ela mesma define, “o jazz brasileiro”. Repertório inclui canções de Tom Jobim, Ivan Lins e Vince Mendoza Reconhecida como uma das vozes mais respeitadas da música brasileira fora do país, Luciana Souza traz ao projeto sua vivência única entre o jazz norte-americano e os ritmos brasileiros. Ela vê em Tom Jobim a figura central dessa ponte entre os dois mundos. “Praticamente todo o repertório de música brasileira que a gente está fazendo é baseado no Jobim”, destaca. Entre os clássicos escolhidos para o repertório da turnê está “Chega de Saudade”, eternizada por João Gilberto. O programa ainda inclui a canção “Se Acontecer”, de Ivan Lins e Lenine, além de um novo choro assinado pelo maestro Vince Mendoza, diretor musical da NYO Jazz. Com seis indicações ao Grammy, Luciana já colaborou com nomes como Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Romero Lubambo, Maria Schneider, Danilo Perez, Paul Simon e James Taylor. Mas, segundo ela, o que mais a inspira é ver o jazz renascer nas mãos dos jovens músicos. Para ela, o jazz está longe de ter desaparecido. “O jazz não está morto. Está morto para algumas pessoas, mas para muitos de nós ainda está muito vivo”, afirma. “Tem muita vitalidade na voz desses jovens que vão tocar. Eles são o futuro do jazz.” Turnê da NYO Jazz no Brasil Após as apresentações neste fim de semana (26 e 27 de julho) em Nova York, a NYO Jazz – sob regência do trompetista Sean Jones – embarca para uma turnê pelo Brasil, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. “Esse ano, o foco é a América do Sul, principalmente o Brasil. A gente vai fazer concertos em São Paulo, no Rio e em Manaus”, conta Luciana. A volta ao palco do Carnegie Hall tem um sabor especial. Ela já se apresentou ali em outras ocasiões, mas diz que o convite atual tem um peso simbólico. “É uma honra e uma alegria imensa. Trabalhar com o Carnegie Hall é algo muito prestigioso”, diz Luciana. “Eu acredito profundamente no jazz e estou em um momento da vida em que sigo criando, mas também quero abrir espaço para a nova geração.” Entre o passado glorioso do jazz e seu futuro vibrante, Luciana Souza é ponte, voz e referência.
En películas de Pedro Almodóvar suenan canciones como 'Ne me quitte pas' en la grabación de la cantante brasileña Maysa Matarzazzo ('La ley del deseo'), 'Tonada de luna llena' por Caetano Veloso ('La flor de mi secreto') y 'Cucurrucucú paloma' también por Caetano ('Hable con ella'), 'Por toda minha vida' grabación de Elis Regina & Tom Jobim ('Hable con ella'), 'Raquel' del caboverdiano Baú ('Hable con ella') y 'Tajabone' del senegalés Ismaël Lò ('Todo sobre mi madre' ). Ryuichi Sakamoto con Everton Nelson y Jaques Morelenbaum tocando 'High heels' (de la película de Almodóvar 'Tacones lejanos'), 'The sheltering sky' (de la película de Bernardo Bertolucci 'El cielo protector') y 'Merry Xmas Mr.Lawrence' (de la película de Nagisa Oshima 'Feliz navidad Mr. Lawrence'). David Bowie canta con el Pat Metheny Group 'This is not America' en la película de John Schlessinger 'The falcon and the snowman' y el pianista Bill Evans toca en trío el tema de la película de Robert Altman M.A.S.H. Abre la orquesta de Maria Schneider ('Love theme from Spartacus' que Johnny Mandel escribió para la película de Kubrick 'Espartaco') y lo cierran el pianista Giovanni Ceccarelli, el bajista Ferruccio Spinetti y la cantante Chiara Civello ('Chanson de maxence' que Michel Legrand compuso para 'Les demoiselles de Rochefort').Escuchar audio
durée : 00:25:26 - Musicopolis - par : Anne-Charlotte Rémond - Pendant le 20ème siècle, la musique populaire se développe au Brésil. En marge de la samba-cançao, un nouveau style apparaît, plus intime, moins commercial : la bossa nova. Les chansons de Tom Jobim et de João Gilberto vont bientôt être à l'origine d'un véritable mouvement culturel. - réalisé par : Philippe Petit Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
durée : 00:25:30 - Musicopolis - par : Anne-Charlotte Rémond - Tom Jobim est à la croisée des différents styles musicaux ; il compose de la musique de concert, tout en se faisant un nom dans la musique populaire avec une foule de chansons. Les changements politiques impactent la carrière des musiciens, mais rien n'arrête la vitalité de la MPB ! - réalisé par : Philippe Petit Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
说起巴西音乐,你会想到什么?是热烈奔放的桑巴舞曲,还是清新明快的 Bossa Nova,亦或是一个并没有办法说明白的音乐的集合体?在巴西近现代音乐的历史上,能够看到一道清晰的刻痕。在这道刻痕之前,是所有人知道的 Bossa Nova,而在这道刻痕之后,是一种叫做 Música Popular Brasileira (MPB)的音乐。字面上,这种音乐应该叫“巴西流行音乐”,然而它跟所谓的 Pop Music 完全不同,而它的故事,堪称波澜壮阔。如果想获得部分节目的文字稿,请移步我的小报童:https://xiaobot.net/p/Y4JZ本期节目由黑胶音响品牌【堆石】特约播出。堆石打磨半年推出一款集专业与工艺美学于一身的宝藏单品SS08。这既是一台专业黑胶音响,也是件静静诉说着音乐与美学的艺术品,适合听得见声音细节的金耳朵,也适合有着独特审美的生活家。Why for Jazz专属折扣获取方式:https://e.tb.cn/h.6TtXRFLMzGTzmDj?tk=3dkheAshOGk即日起,在各平台搜索堆石黑胶机进店,向客服报暗号【whyforjazz】获得专属优惠券。堆石|让听黑胶音乐这件事儿变得简单堆石STACKSTONE,专注打造【听得见的艺术品】。我们相信,每一段黑胶音乐都是时光指纹,每一段旋律都值得被郑重聆听,联名丹麦Jamo音响,为你打造沉浸式听觉仪式感。我们认为,音乐本就该轻松享受,堆石黑胶音响唱机,让黑胶不再是高冷收藏,而是你触手可及的日常浪漫。关注堆石STACKSTONEPlaylist of the Show:[00:40] Manha de Carnaval - Luiz Bonfá[02:33] Desafinado - Stan Getz[06:43] The Girl from Ipanema - João Gilberto[19:08] Arrastão - Elis Regina[27:13] Segure Tudo - Martinho Da Vila[32:37] Panis Et Circenses[37:41] Baby - Gal Costa[51:06] Aguas de Março - Elis Regina & Tom Jobim[01:01:11] Acabou Chorare - Novos Baianos
Salve! This is a bonus episode for Brazuca Sounds paid subscribers!Every episode is a different song. This is the song today:"Rapaz de Bem" by Johnny AlfJohnny Alf was once described by the New York Times as "a Black pianist that helped birth Bossa Nova, and his story is rarely told", so today we're talking about a song that arguably inspired the way João Gilberto played his guitar and Tom Jobim's idea for the song "Desafinado". In "Rapaz de Bem", Alf describes the life's priorities of a young man with a humorous reflection. Access the Translatiosmith for a complete lyric analysis. As much as we discussed the song, we also talked about his career and his pioneering role in bossa nova, a term he actually hated .
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Olívia Hime, Tom Jobim, Casuarina, Paulinho da Viola, Edu Lobo, Jorge Mautner y Johnny Alf.Escuchar audio
Na coluna deste domingo (26), o professor Milton Teixeira conta a história da inauguração do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, hoje chamado Aeroporto Tom Jobim
Yoko chante Noël La chanson la plus mystérieuse d'internet Dharni Covers : Biko's Mana : Mama Mia Pentatonix : Bohemian Rhapsody Carolina Eyck : Midsomer Murders Feng E : Bad Guy au ukulele The amazing story of Here comes the sun Sons zarbi : French Fuse : Orcatstra Max Hobbs : Stream GGGGGG guitar Osmund Valentko et sa guitare customisée Le lion est mort à l'otamatone Marc Rebillet : I'm back ! Trucs en vrac : 7 Nation Army & 5e symphonie de Brückner DJ Cummerbund : Funky Rammstein Purée de chips Daft Punk, Earth, Wind & Fire The Dead South : In Hell, I'll be in good company La +BCdM : Joao Gilberto : Samba de uma nota so par Stan Getz & Charlie Byrd - Stacy Kent - Astrud Gilberto - Michel Legrand - Sacha Distel - Sacha Doistel & Ellis Regina - Dean Martin & Caterina Valente - Ella Fitzgerald & Joe Pass - Gabi Gabi La Playlist de la +BCdM : sur le Tube à Walter sur Spotify (merci John Cytron) sur Deezer (merci MaO de Paris) sur Amazon Music (merci Hellxions) et sur Apple Music (merci Yawourt) Vote pour la Plus Belle Chanson du Monde Le son mystère (41'42) : Sim : Duo des dindons Avec : Chris Yukigami Aude David jdlp Pincho Alefto Père de famille Causmic Beast Pop goes the WZA MaO Merci à : Stéphane Didier Aude Chris Crapez Pop goes the WZA Podcasts & liens cités : Tumyxo saison 2 : récit au jour le jour Walter sur BlueSky Walter sur Mastodon Walter sur Instagram Les 100 +BCdM Le générique de fin est signé Cousbou
Estudios Radio AM 750 Alejandro Dolina, Patricio Barton, Gillespi Introducción • Entrada0:01:56 • Novedades musicales de Gillespi0:08:10 Segmento Inicial • Cómo comportarse en las pirá ides de Egipto0:08:50 • Oyentes0:44:02 Segmento Dispositivo • Julia Agripina la Menor0:50:37 • "El Vino Triste" ♫ (Juan D'Arienzo/Manuel Romero, 1939) Canta Alejandro Dolina/Fernando Marzán1:05:25 "No hay vino más triste que aquel que te va a matar." Segmento Humorístico • Protocolo para quedarse a dormir en casa ajena1:09:37 Sordo Gancé / Manuel Moreira • Presentación1:36:58 • "Monte Criollo" ♫ (Homero Manzi/Francisco Pracánico) Azucena Maizani, 1935. • "Cerca de la Revolución" ♫ (Charly García, Piano Bar, 1985) Hello! Unplugged, 1995 • "Samba De Uma Nota Só" ♫ (Tom Jobim, letra de Newton Mendonça , 1959) João, 1961. • "Satin Doll" ♫ (Duke Ellington y Billy Strayhorn, Johnny Mercer, 1953) Canta Ella, 1956. Johnny Hodges And His Orchestra, 1958. • "Qué Amargura!" ♫ (Antonio Cetinic y Antonio Modesto Pernas) Orquesta Varela-Varelita, voz de René Varela, 1953.
durée : 00:58:14 - "Samba do avião" (Antônio Carlos Jobim) (1962) - par : Laurent Valero - "La chanson écrite pour le film italo-brésilien-francais "Copacabana Palace" dans lequel Luís Bonfá, Tom Jobim, João Gilberto jouent leur rôle aux côtés de Claude Rich, Mylène Demongeot, Sylvia Koscina... La chanson est interprété par Jula de Palma avec l'Orchestre de Gianni Ferrio" Laurent Valero
El 8 de diciembre de 1994 murió en Nueva York uno de los artistas más importantes de siglo XX, un músico que dio forma a un género, que lo mimó y que lo enseñó al mundo creando un legado inmortal y eterno para alegría de todos. Ese día, murió Tom Jobim. Antonio Carlos Jobim llevó la música brasileña a EEUU y de allí a medio mundo, en una entrevista en los años 80, Jobim explicó que era esa cosa que tenía su música que fascinaba tanto a la gente. “Mi música viene del entorno que tenemos. La lluvia, el sol, los árboles, los pájaros... los peces”. La música de Jobim, arquitecto de la bossa nova, transformó la escena brasileña dejando el lamento y la tristeza a un lado para renovar la música desde la alegría, el amor y la esperanza. La muerte de Tom Jobim fue una noticia dura que marcó el final de una época. En 1980 nos había dejado el enorme Vinicius de Moraes, en 1982 murió Elis Regina y en 1991 falleció Stan Getz, músicos con los que Jobim había dado forma a su legado. Esta semana queremos recordar su obra, su figura y su importancia tanto en Brasil como en el mundo y para ello nos acompaña nuestro especialista carioca, Arturo Lezcano.
El 8 de diciembre de 1994 murió en Nueva York uno de los artistas más importantes de siglo XX, un músico que dio forma a un género, que lo mimó y que lo enseñó al mundo creando un legado inmortal y eterno para alegría de todos. Ese día, murió Tom Jobim. Antonio Carlos Jobim llevó la música brasileña a EEUU y de allí a medio mundo, en una entrevista en los años 80, Jobim explicó que era esa cosa que tenía su música que fascinaba tanto a la gente. “Mi música viene del entorno que tenemos. La lluvia, el sol, los árboles, los pájaros... los peces”. La música de Jobim, arquitecto de la bossa nova, transformó la escena brasileña dejando el lamento y la tristeza a un lado para renovar la música desde la alegría, el amor y la esperanza. La muerte de Tom Jobim fue una noticia dura que marcó el final de una época. En 1980 nos había dejado el enorme Vinicius de Moraes, en 1982 murió Elis Regina y en 1991 falleció Stan Getz, músicos con los que Jobim había dado forma a su legado. Esta semana queremos recordar su obra, su figura y su importancia tanto en Brasil como en el mundo y para ello nos acompaña nuestro especialista carioca, Arturo Lezcano.
durée : 00:58:14 - "Samba do avião" (Antônio Carlos Jobim) (1962) - par : Laurent Valero - "La chanson écrite pour le film italo-brésilien-francais "Copacabana Palace" dans lequel Luís Bonfá, Tom Jobim, João Gilberto jouent leur rôle aux côtés de Claude Rich, Mylène Demongeot, Sylvia Koscina... La chanson est interprété par Jula de Palma avec l'Orchestre de Gianni Ferrio" Laurent Valero
durée : 01:00:38 - 30 ans après : l'héritage musical d'Antonio Carlos Jobim - par : Aliette de Laleu - Le compositeur et musicien brésilien Antonio Carlos Jobim, dit Tom Jobim, est mort le 8 décembre 1994. 30 ans après, sa musique reste vivante, elle inspire les artistes et continue d'être reprise à travers le monde. Emission hommage avec le musicien Tiago Caetano et l'autrice Isabelle Leymarie. - réalisé par : Max James
Et Emmanuel Plane nous parle de son livre : "J'ai promené le chien de Guy-Man", bourré d'anecdotes !
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Gabriel Moura, MC Marcinho, Chico Sales, Comadre Fulazinha, Think of One, Marco André, Silvério Pessoa, Anna Luisa c/ Pedro Luis & A Parede, Sururu na Roda, Jorge Ben, Astrud Gilberto & Tom Jobim, Gal Costa, Margareth Menezes y Sylvia Telles.Escuchar audio
In this episode, we celebrate the music career of the great Sergio Mendes. As hard as it is to summarise such a long discography, we hopefully brought the essential of Sergio Mendes in 15 songs (Portuguese language-only, nothing personal). We talked about the origins of "Mas Que Nada" and its meaning, personal favourites from Brasil 65 released as Sergio Mendes Trio featuring Wanda Sá and Rosinha de Valença, and his later stardom in the USA under the moniker Sergio Mendes & Brasil 66. We spoke about his partnerships with Halp Albert, Edu Lobo, Tom Jobim, Stevie Wonder, and more. All the songs from this episode are available on our continuous playlist on Spotify: Brazuca Sounds Soundtracks. Get bonus content on Patreon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Salve! This is a bonus episode for Brazuca Sounds paid subscribers!Every episode is a different song. This is the song today:"Inútil Paisagem " by Wanda SáReleased in 1964, Wandá Sá's debut album, "Vagamente" is a bosa nova masterpiece showcasing her incredible voice, surrounded by the soft, charming, and cool arrangements of Roberto Menescal. "Inútil Paisagem", written by Tom Jobim (also known as "Uselles Landscape") was introduced by Wanda Sá on this album and became one of the staples of bossa worldwide. Born on July 1, 1944, this bonus episode celebrates Wanda Sá's 80th birthday and 60 years of the album's release. Get bonus content on Patreon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Daniel Popp présente l'intégrale en 13 CD de son père André Popp et le duo toulousain Tropic Hotel se rêve en pop love tropicale à Rio. André Popp (1924-2014) serait le chaînon manquant entre Olivier Messiaen et la variété, c'est ce que nous explique son fils Daniel Popp, à l'occasion de la sortie de l'intégrale instrumentale de son père, soit 293 titres, 13 CD, entre 1955 et 1976. Note d'intention Daniel Popp (son fils)Réunir pour la première fois dans une intégrale, tous les albums d'André Popp de 1955 à 1976, jamais ou si peu publiés en CD, permet de voir à quel point la musique instrumentale est un élément essentiel de son œuvre de compositeur, arrangeur, chef d'orchestre. Un volant peu connu tant les arrangements qu'il a écrits pour les plus grands, ses chansons à succès qui ont fait le tour du monde, couvrant plusieurs générations, jusqu'à aujourd'hui, ou la série des « Piccolo, Saxo et Cie » ont voilé quelque peu son travail en tant que chef d'orchestre. Car outre le côté avant-gardiste des explorations sonores d'« Elsa Popping et sa Musique Sidérante » qui lui auront collé une image d'« amuseur », ou les musiques qui ont alimenté nombre de génériques de séries d'animation (Colargol, Babar...), et d'une myriade d'émissions de radio ou de télévision (« Les Maîtres du Mystère », « La Tête et les Jambes » entre autres…) et de bandes originales (« Tintin »…), André Popp, album après album, n'aura cessé de creuser un sillon musical qui n'appartient qu'à lui. Souvent nourri d'œuvres composées pour la radio qui fut son conservatoire, dont le bonus inédit, exceptionnel, du CD 13, offre un concert radiophonique dirigé par Popp, lui-même, revisité dans un esprit jazz coloré de joyeuses dissonances. Cette publication en révèle enfin la mesure, l'incroyable variété : une véritable malle aux trésors prenant figure d'œuvre regorgeant d'audace, de malice, de folle créativité musicale, entrecoupée de périodes plus sages, mais toujours élégantes et inventives, dont il est passionnant de constater l'évolution sur une vingtaine d'années. Biographie André PoppLa passion absolue de la musique résume la vie et la carrière d'André Popp. Parfait autodidacte ou presque, génial créateur, il est resté dans l'ombre malgré une œuvre très riche, jalonnée par des tubes internationaux sur fond d'explorations musicales en tous genres. Dès cinq ans, en 1929, il apprend le piano en Vendée, là où réside sa famille. Mais la musique se révèle vraiment à lui, pendant la guerre, quand il remplace l'abbé mobilisé qui tenait l'harmonium dans la chapelle de son pensionnat. Le jeune André joue de l'instrument à tous les offices avec un grand bonheur. Déjà, plutôt que les grands classiques, il préfère écouter Stravinsky ou Messiaen. À la même période, sa première rencontre importante fut Jean Broussolle, futur ‘Compagnon de la chanson' avec lequel il écrit ses premières chansons. C'est encore avec Broussolle, qu'il ose « monter » à Paris à la Libération en 1944, venant de sa Vendée natale. Là, il travaillera comme pianiste dans divers cabarets ou encore au célèbre Théâtre des Trois Baudets à partir de 1949. Sur tous les fronts en 1953, il devient le musicien/producteur de la grande émission du samedi soir sur Paris Inter : « La bride sur le cou ». Véritable laboratoire et conservatoire pour André Popp qui affirmait y avoir fait ses classes d'orchestration, de composition, de direction d'orchestre ! En 1956, Jacques Canetti engage André Popp chez Philips et sa filiale Fontana comme chef d'orchestre et arrangeur. Chez Fontana, sous la direction artistique de Boris Vian, André Popp enregistre en 1956 son premier album instrumental Musiques en tous genres, suivi un an plus tard de Elsa Popping, un album 30 cm réunissant des classiques connus : polkas, java et autres, avec des arrangements avant-gardistes et de nombreux trucages jamais réalisés en studio. Parmi les accompagnements d'artistes chez Philips/Fontana, on découvre ses arrangements ciselés sur mesure pour Jacques Brel avec ‘Quand on a que l'amour', son premier succès, Juliette Gréco et ‘Il n'y a plus d'après', Mouloudji, Zizi Jeanmaire et tellement d'autres, tant son originalité lui vaut de faire partie des arrangeurs « à la mode » ! Puis viendront une kyrielle de chansons dont il écrit les musiques gravées dans toutes les mémoires : les célébrissimes ‘Lavandières du Portugal' en 1955 avec Jacqueline François, ‘La complainte du téléphone' ou ‘De Pantin à Pékin' pour Juliette Gréco, ‘Tom Pillibi', chanté par Jacqueline Boyer, Grand prix de l'Eurovision en 1960, ‘Le chant de Mallory' avec Rachel, quatrième de cette même Eurovision en 1964, ‘Le lit de Lola', ‘Manchester et Liverpool' et ‘Mon amour, mon ami', pour Marie Laforêt. Son plus grand succès comme compositeur restera ‘Love Is Blue' (‘L'amour est bleu') dont le chef d'orchestre Paul Mauriat fera un succès mondial en 1968 et vendra trente millions de disques. ‘La solitude c'est après' pour Claude François, ‘L'amour c'est comme les bateaux' pour Sylvie Vartan ou un autre tube planétaire ‘Song for Anna' joué au départ par Herb Ohta, un guitariste Hawaïen, sont d'autres belles réalisations à l'actif d'André Popp qui a aussi offert des chansons à Petula Clark, Brigitte Bardot, France Gall, Régine, Françoise Hardy, Nana Mouskouri, Nicole Croisille ou encore à la toute jeune Céline Dion à ses débuts. Mais le chef d'œuvre d'André Popp restera à tout jamais « Piccolo, saxo et compagnie », seule œuvre symphonique éducative destinée à la jeunesse, jouée de l'Australie à la Colombie en passant par l'Allemagne, la France… Peu présent dans le monde du cinéma, André Popp composera néanmoins quelques musiques de film, dont « Tintin et le mystère de la toison d'or ». Le théâtre lui ouvrira ses portes grâce à ses orchestrations célèbres d'Irma la douce jouée encore à Broadway le jour de sa mort, ou par ses musiques composées pour nombre de pièces d'André Barsac au Théâtre de l'Atelier. Depuis une décennie, André Popp était heureux d'avoir trouvé en Fred Pallem et son orchestre de jazz « Le Sacre du Tympan », le prolongateur de son œuvre. Fred Pallem qui ne se lasse pas de répéter qu'André Popp symbolise encore aujourd'hui le chaînon manquant entre Olivier Messiaen et la musique de variété.Extrait de « Les Arrangeurs de la Chanson Française : 200 Rencontres » Par Serge ELHAÏK (2017) Éditions Textuel.Titres d'André Popp joués dans l'émission :Les Papillons, Les Lavandières du Portugal, 20 que da ?, Le chant de Mallaury par Tabuley Rochereau (extrait), Manchester & Liverpool demo par David Bowie (extrait), Love is Blue par George Benson et La Polka du Roi.► Coffret 13 CD André Popp L'intégrale instrumentale (1955-1976) (Universal 2024).Facebook - Site - Deezer - YouTube.En 2025 ! Le 8 Mars 2025, concert exceptionnel de Fred Pallem et le Sacre du Tympan Big Band « 100 ans de Popp et de jazz » dans le cadre du centenaire du compositeur André Popp, Radio France, Studio 104. Puis nous recevons Tropic Hotel pour la sortie de l'album Tum Tum Bossa. Un travail d'adaptation en français de poésies brésiliennes issues de la bossa nova des années 60 (Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra, Adoniran Barbosa…) au plus proche du sens et de la sonorité d'origine : Tropic Hotel, c'est un homme (Frédéric Jean, ex-Hyperclean) et une femme (Sandra Campas) qui jouent et chantent face à face le discours amoureux. Partis de la forme brute de la bossa, le Tropic Hotel n'hésite pas à s'aventurer sur les sentiers électriques de la pop exotica et nous entrainent dans un véritable « road movie musical. » Ce sont des histoires d'amour. D'abord celle de Sandra et Frédéric.En 2014, alors élève au Conservatoire de Jazz de Montauban, Sandra rencontre Frédéric. Le week-end, ils se retrouvent dans une petite cabane perdue au fond des bois pour jouer de la bossa nova nus. S'inspirant des surréalistes, ils s'essaient à des adaptations à partir de jeux littéraires. Sandra chante en brésilien et Frédéric interprète ce qu'il entend en français. Ils appellent cela des « bossas sourdes ». Fin 2016, Sandra se lance dans des adaptations, au plus proche du sens et de la sonorité d'origine. Il apparaît évident que c'est ce qui restitue le mieux la poésie crue de ces textes brésiliens des années 60. Au printemps 2017, ils décident alors de les partager sur scène. Frédéric fait quelques propositions d'arrangements plus électriques et peu à peu se dessine le répertoire, nouvel havre pour ces poèmes d'amour. On laisse la cabane pour le Tropic Hotel. Titres interprétés au grand studio- Je ne suis plus toi et moi (voce e eu) Live RFI- Viens, extrait de l'album voir le clip- Petite Valse Live RFI.Line Up : Sandra Campas, chant, Frédéric Jean, guitare.Son : Benoît Letirant.► Album Tum Tum Bossa (Velvetica Music 2024).- Site - Facebook - Instagram - Spotify.
Daniel Popp présente l'intégrale en 13 CD de son père André Popp et le duo toulousain Tropic Hotel se rêve en pop love tropicale à Rio. André Popp (1924-2014) serait le chaînon manquant entre Olivier Messiaen et la variété, c'est ce que nous explique son fils Daniel Popp, à l'occasion de la sortie de l'intégrale instrumentale de son père, soit 293 titres, 13 CD, entre 1955 et 1976. Note d'intention Daniel Popp (son fils)Réunir pour la première fois dans une intégrale, tous les albums d'André Popp de 1955 à 1976, jamais ou si peu publiés en CD, permet de voir à quel point la musique instrumentale est un élément essentiel de son œuvre de compositeur, arrangeur, chef d'orchestre. Un volant peu connu tant les arrangements qu'il a écrits pour les plus grands, ses chansons à succès qui ont fait le tour du monde, couvrant plusieurs générations, jusqu'à aujourd'hui, ou la série des « Piccolo, Saxo et Cie » ont voilé quelque peu son travail en tant que chef d'orchestre. Car outre le côté avant-gardiste des explorations sonores d'« Elsa Popping et sa Musique Sidérante » qui lui auront collé une image d'« amuseur », ou les musiques qui ont alimenté nombre de génériques de séries d'animation (Colargol, Babar...), et d'une myriade d'émissions de radio ou de télévision (« Les Maîtres du Mystère », « La Tête et les Jambes » entre autres…) et de bandes originales (« Tintin »…), André Popp, album après album, n'aura cessé de creuser un sillon musical qui n'appartient qu'à lui. Souvent nourri d'œuvres composées pour la radio qui fut son conservatoire, dont le bonus inédit, exceptionnel, du CD 13, offre un concert radiophonique dirigé par Popp, lui-même, revisité dans un esprit jazz coloré de joyeuses dissonances. Cette publication en révèle enfin la mesure, l'incroyable variété : une véritable malle aux trésors prenant figure d'œuvre regorgeant d'audace, de malice, de folle créativité musicale, entrecoupée de périodes plus sages, mais toujours élégantes et inventives, dont il est passionnant de constater l'évolution sur une vingtaine d'années. Biographie André PoppLa passion absolue de la musique résume la vie et la carrière d'André Popp. Parfait autodidacte ou presque, génial créateur, il est resté dans l'ombre malgré une œuvre très riche, jalonnée par des tubes internationaux sur fond d'explorations musicales en tous genres. Dès cinq ans, en 1929, il apprend le piano en Vendée, là où réside sa famille. Mais la musique se révèle vraiment à lui, pendant la guerre, quand il remplace l'abbé mobilisé qui tenait l'harmonium dans la chapelle de son pensionnat. Le jeune André joue de l'instrument à tous les offices avec un grand bonheur. Déjà, plutôt que les grands classiques, il préfère écouter Stravinsky ou Messiaen. À la même période, sa première rencontre importante fut Jean Broussolle, futur ‘Compagnon de la chanson' avec lequel il écrit ses premières chansons. C'est encore avec Broussolle, qu'il ose « monter » à Paris à la Libération en 1944, venant de sa Vendée natale. Là, il travaillera comme pianiste dans divers cabarets ou encore au célèbre Théâtre des Trois Baudets à partir de 1949. Sur tous les fronts en 1953, il devient le musicien/producteur de la grande émission du samedi soir sur Paris Inter : « La bride sur le cou ». Véritable laboratoire et conservatoire pour André Popp qui affirmait y avoir fait ses classes d'orchestration, de composition, de direction d'orchestre ! En 1956, Jacques Canetti engage André Popp chez Philips et sa filiale Fontana comme chef d'orchestre et arrangeur. Chez Fontana, sous la direction artistique de Boris Vian, André Popp enregistre en 1956 son premier album instrumental Musiques en tous genres, suivi un an plus tard de Elsa Popping, un album 30 cm réunissant des classiques connus : polkas, java et autres, avec des arrangements avant-gardistes et de nombreux trucages jamais réalisés en studio. Parmi les accompagnements d'artistes chez Philips/Fontana, on découvre ses arrangements ciselés sur mesure pour Jacques Brel avec ‘Quand on a que l'amour', son premier succès, Juliette Gréco et ‘Il n'y a plus d'après', Mouloudji, Zizi Jeanmaire et tellement d'autres, tant son originalité lui vaut de faire partie des arrangeurs « à la mode » ! Puis viendront une kyrielle de chansons dont il écrit les musiques gravées dans toutes les mémoires : les célébrissimes ‘Lavandières du Portugal' en 1955 avec Jacqueline François, ‘La complainte du téléphone' ou ‘De Pantin à Pékin' pour Juliette Gréco, ‘Tom Pillibi', chanté par Jacqueline Boyer, Grand prix de l'Eurovision en 1960, ‘Le chant de Mallory' avec Rachel, quatrième de cette même Eurovision en 1964, ‘Le lit de Lola', ‘Manchester et Liverpool' et ‘Mon amour, mon ami', pour Marie Laforêt. Son plus grand succès comme compositeur restera ‘Love Is Blue' (‘L'amour est bleu') dont le chef d'orchestre Paul Mauriat fera un succès mondial en 1968 et vendra trente millions de disques. ‘La solitude c'est après' pour Claude François, ‘L'amour c'est comme les bateaux' pour Sylvie Vartan ou un autre tube planétaire ‘Song for Anna' joué au départ par Herb Ohta, un guitariste Hawaïen, sont d'autres belles réalisations à l'actif d'André Popp qui a aussi offert des chansons à Petula Clark, Brigitte Bardot, France Gall, Régine, Françoise Hardy, Nana Mouskouri, Nicole Croisille ou encore à la toute jeune Céline Dion à ses débuts. Mais le chef d'œuvre d'André Popp restera à tout jamais « Piccolo, saxo et compagnie », seule œuvre symphonique éducative destinée à la jeunesse, jouée de l'Australie à la Colombie en passant par l'Allemagne, la France… Peu présent dans le monde du cinéma, André Popp composera néanmoins quelques musiques de film, dont « Tintin et le mystère de la toison d'or ». Le théâtre lui ouvrira ses portes grâce à ses orchestrations célèbres d'Irma la douce jouée encore à Broadway le jour de sa mort, ou par ses musiques composées pour nombre de pièces d'André Barsac au Théâtre de l'Atelier. Depuis une décennie, André Popp était heureux d'avoir trouvé en Fred Pallem et son orchestre de jazz « Le Sacre du Tympan », le prolongateur de son œuvre. Fred Pallem qui ne se lasse pas de répéter qu'André Popp symbolise encore aujourd'hui le chaînon manquant entre Olivier Messiaen et la musique de variété.Extrait de « Les Arrangeurs de la Chanson Française : 200 Rencontres » Par Serge ELHAÏK (2017) Éditions Textuel.Titres d'André Popp joués dans l'émission :Les Papillons, Les Lavandières du Portugal, 20 que da ?, Le chant de Mallaury par Tabuley Rochereau (extrait), Manchester & Liverpool demo par David Bowie (extrait), Love is Blue par George Benson et La Polka du Roi.► Coffret 13 CD André Popp L'intégrale instrumentale (1955-1976) (Universal 2024).Facebook - Site - Deezer - YouTube.En 2025 ! Le 8 Mars 2025, concert exceptionnel de Fred Pallem et le Sacre du Tympan Big Band « 100 ans de Popp et de jazz » dans le cadre du centenaire du compositeur André Popp, Radio France, Studio 104. Puis nous recevons Tropic Hotel pour la sortie de l'album Tum Tum Bossa. Un travail d'adaptation en français de poésies brésiliennes issues de la bossa nova des années 60 (Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra, Adoniran Barbosa…) au plus proche du sens et de la sonorité d'origine : Tropic Hotel, c'est un homme (Frédéric Jean, ex-Hyperclean) et une femme (Sandra Campas) qui jouent et chantent face à face le discours amoureux. Partis de la forme brute de la bossa, le Tropic Hotel n'hésite pas à s'aventurer sur les sentiers électriques de la pop exotica et nous entrainent dans un véritable « road movie musical. » Ce sont des histoires d'amour. D'abord celle de Sandra et Frédéric.En 2014, alors élève au Conservatoire de Jazz de Montauban, Sandra rencontre Frédéric. Le week-end, ils se retrouvent dans une petite cabane perdue au fond des bois pour jouer de la bossa nova nus. S'inspirant des surréalistes, ils s'essaient à des adaptations à partir de jeux littéraires. Sandra chante en brésilien et Frédéric interprète ce qu'il entend en français. Ils appellent cela des « bossas sourdes ». Fin 2016, Sandra se lance dans des adaptations, au plus proche du sens et de la sonorité d'origine. Il apparaît évident que c'est ce qui restitue le mieux la poésie crue de ces textes brésiliens des années 60. Au printemps 2017, ils décident alors de les partager sur scène. Frédéric fait quelques propositions d'arrangements plus électriques et peu à peu se dessine le répertoire, nouvel havre pour ces poèmes d'amour. On laisse la cabane pour le Tropic Hotel. Titres interprétés au grand studio- Je ne suis plus toi et moi (voce e eu) Live RFI- Viens, extrait de l'album voir le clip- Petite Valse Live RFI.Line Up : Sandra Campas, chant, Frédéric Jean, guitare.Son : Benoît Letirant.► Album Tum Tum Bossa (Velvetica Music 2024).- Site - Facebook - Instagram - Spotify.
De Xuxa a Tom Jobim, o multiartista Gringo Cardia já trabalhou com grandes personalidades, mas seu olhar sensível enxerga muito além De Xuxa a Tom Jobim, de Cássia Eller a Pedro Cardoso, o multiartista Gringo Cardia já trabalhou com uma vasta gama de personalidades, seja como designer, cenógrafo ou diretor. Responsável por alguns dos videoclipes e capas de discos mais impactantes da história nacional, como o icônico "O Segundo Sol", de Cássia Eller, Gringo encontrou um espaço em sua concorrida agenda para bater um papo com o Trip FM. “Nunca acreditei na arte para poucos. O papel do artista é falar com todos, e não com uma turma de intelectuais. Tudo já está criado na natureza, nas pessoas, nas ruas, mas para ser um artista visual você precisa saber ver. Meu papel é de observador, de tradutor, quase como um psicólogo visual”, reflete. Na conversa com Paulo Lima, ele falou sobre a potência da cultura popular, o conceito de fracasso, a importância da educação e as dificuldades de administrar a Spetaculo, uma escola de arte e tecnologia para jovens da periferia do Rio de Janeiro. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2024/07/66916d7c0f852/interna.jpg; CREDITS=; LEGEND=Ellie Kurttz; ALT_TEXT=] Trip FM. Gringo é um apelido, baseado na sua aparência física, mas tem também aí um atributo, não tem? A questão do olhar de fora, daquele que enxerga o que os outros não estão vendo? Gringo Cardia. Mais do que ser artista, o meu trabalho é de observador. Tudo já está criado na natureza, no mundo, nas pessoas, nas ruas, no pipoqueiro, mas para ser um artista visual você precisa saber ver. Meu papel é ser um tradutor. Já trabalhei de Tom Jobim a Xuxa porque sempre tive muita curiosidade. Eu acho que a gente precisa valorizar as pessoas e não ter preconceito. O Brasil é do cult ao popular. Tudo que tem público é porque tem sinergia com a alma do povo. Meu trabalho é quase de um psicólogo visual, de mostrar as pessoas para o mundo. Qual o segredo de juntar o elegante como o popular? O principal é ter respeito pelas pessoas. Ver um trabalho de arte popular e olhar como se estivesse no Moma e não porque é moda, mas é preciso entender que aquilo tem valor. Nunca acreditei na arte para poucos. O papel do artista é falar com as pessoas, e não com a turma de intelectuais. Esse pessoal é importante para fazer a nossa cabeça na escola, mas é uma bolha. Conhecimento é não perder o olhar de criança, quando você fica com o olhar de adulto já está velho. A arte tem o papel de educar? A geração que nasceu depois da explosão da computação, nasceu com a noção de que a imagem fala tudo, mas a imagem não fala tudo. A imagem atrai os olhos para depois você pensar. O olhar bate, vai no coração, e depois chega na cabeça. Tudo o que eu aprendi para sensibilizar as pessoas através da arte, eu descobri, tem que servir ao conhecimento e de uma maneira que seja construtiva para o mundo. Tudo é para educar.
Recordando a Carlos Lyra, que nos dejó en diciembre, y que hubiera cumplido mañana 91 años: Carlos Lyra ('Carioca de algema', 'Lá vou eu'), Gal Costa ('Coisa mais linda'), Nara Leão ('Você e eu'), María Bethânia ('Minha namorada', 'Primavera'), Tom Jobim ('Samba do carioca'), Joyce ('Maria moita'), Leila Pinheiro ('Sabe você), Caetano Veloso ('Quando chegares'), Nana Caymmi ('Canção que morre no ar'), Carlos Lyra ('Se é tarde me perdoa'), Beth Carvalho ('Feio não é bonito'), Emilio Santiago ('Lobo bobo'), Leny Andrade ('Influência do jazz'), Mônica Salmaso ('E era Copacabana') y Carlos Lyra & Paul Winter ('Quem quiser encontrar o amor').Escuchar audio
This is a preview for our paid subscribers at Patreon. Subscribe now: patreon.com/brazucasoundsIn episode #63 we discussed the 50th anniversary of Elis & Tom, released in 1974. Elis Regina completed 10 years at Philips, and the record label offered a gift to celebrate the occasion. She chose to record an album performing songs by Tom Jobim featuring the maestro himself. Recorded in Los Angeles, the album rejuvenated bossa-nova, which was slowly beginning to die in the water. Elis Regina conquered all the prestige that she never had despite her popularity, and Tom Jobim achieved mainstream success that he never came close to having in Brazil despite his prestige. The album "Elis & Tom" was recently the subject of a documentary, "Elis e Tom, Só Tinha de Ser com Você", with rare and unseen images from the recording sessions. On this podcast, we're gonna expand on that, with all the backstory about one the greatest albums of Brazilian music history.Access our playlist Brazuca Sounds Podcast Soundtrack. Get bonus content on Patreon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Hay canciones que lo cambian todo, la vida de sus autores, la de sus intérpretes y la de los oyentes. En 1964 un experimento musical dio como resultado The Girl From Ipanema, una canción eterna que frenó la conquista mundial de los Beatles y que elevó la bossa nova a una nueva categoría.Firmado por Stan Getz y Joao Gilberto, el disco cuenta también con Tom Jobim al piano, y autor también de las canciones, y presenta al mundo a Astrud Gilberto, la joven mujer de Joao. Astrud llegó de casualidad al proyecto y el éxito de los dos temas que cantó la convirtió en una estrella.Esta semana invitamos al Sofá Sonoro a Arturo Lezcano para adentrarnos en la historia de este disco y de sus personajes para entender cómo se gestó este histórico disco y que supuso para sus intérpretes, que volvieron a coincidir en nuevos proyectos en los siguientes años.
Hay canciones que lo cambian todo, la vida de sus autores, la de sus intérpretes y la de los oyentes. En 1964 un experimento musical dio como resultado The Girl From Ipanema, una canción eterna que frenó la conquista mundial de los Beatles y que elevó la bossa nova a una nueva categoría.Firmado por Stan Getz y Joao Gilberto, el disco cuenta también con Tom Jobim al piano, y autor también de las canciones, y presenta al mundo a Astrud Gilberto, la joven mujer de Joao. Astrud llegó de casualidad al proyecto y el éxito de los dos temas que cantó la convirtió en una estrella.Esta semana invitamos al Sofá Sonoro a Arturo Lezcano para adentrarnos en la historia de este disco y de sus personajes para entender cómo se gestó este histórico disco y que supuso para sus intérpretes, que volvieron a coincidir en nuevos proyectos en los siguientes años.
'Águas de março', de Antonio Carlos Jobim, en grabaciones en portugués, inglés ('Waters of march') o francés ('Eaux de mars') del propio Jobim, João Gilberto, David Byrne y Marisa Monte, Al Jarreau y Oleta Adams, Stacey Kent, Jil Caplan y Christophe J., Rosa Passos, Cassandra Wilson, Leny Andrade, Luciana Souza, Elis Regina y Tom Jobim, Quatuor Ébène con Stacey Kent y Marcos Valle, Mina y Georges Moustaki. Escuchar audio
Kirk digs into the work of master composer Antônio Carlos Jobim via his timeless 1974 duet with Elis Regina on his song "Águas de Marçco," known Stateside as "The Waters of March." He's joined by special guest Frederico Barros, Professor of Musicology at Federal University of Rio De Janeiro.Written by: Antônio Carlos JobimPerformed by: Jobim and Elis ReginaAlbum: Elis & Tom (1974)Listen/Buy via SongwhipALSO DISCUSSED:"The Girl From Ipamena" and "Desefinado" by Tom Jobim from Getz/Gilberto, 1964"Corcovado (Quiet Night of Quiet Stars)," "Triste," and "Bigras Nunca Mais" by Jobim from Elis & Tom, 1974 and Getz/Gilberto, 1964"Felicidade" by Jobim recorded by Vince Maggio and Mark Colby from Reunion, 1999Chega de Saudade by Jobim as recorded by the Dizzy Gillespie Sextet----LINKS-----SUPPORT STRONG SONGS!Paypal | Patreon.com/StrongsongsFred's Brazilian music playlist on Spotify and YouTube Music (Notes on each song further down)MERCH STOREstore.strongsongspodcast.comSOCIAL MEDIAIG: @Kirk_Hamilton | Threads: @Kirk_HamiltonNEWSLETTERhttps://kirkhamilton.substack.com/subscribeJOIN THE DISCORDhttps://discord.gg/GCvKqAM8SmOUTRO SOLO PLAY-A-LONG:https://soundcloud.com/kirkhamilton/strong-songs-outro-music-no-soloSTRONG SONGS PLAYLISTSSpotify | Apple Music | YouTube MusicSHOW ARTTom Deja, Bossman Graphics--------------------MARCH 2024 WHOLE-NOTE PATRONSRobyn MetcalfeBrian TempletCesarBob TuckerCorpus FriskyBen BarronCatherine WarnerDamon WhiteKaya WoodallJay SwartzMiriam JoySEAN D WINNIERushDaniel Hannon-BarryChristopher MillerJamie WhiteChristopher McConnellDavid MascettiJoe LaskaKen HirshJezMelanie AndrichJenness GardnerDave SharpeSami SamhuriJeremy DawsonAccessViolationAndre BremerDave FloreyMARCH 2024 HALF-NOTE PATRONSLauren KnottsDave KolasHenry MindlinMonica St. AngeloStephen WolkwitzSuzanneRand LeShayMaxeric spMatthew JonesThomasAnthony MentzJames McMurryEthan LaserBrian John PeterChris RemoMatt SchoenthalAaron WilsonDent EarlCarlos LernerMisty HaisfieldAbraham BenrubiChristopher BrunoChris KotarbaCallum WebbLynda MacNeilDick MorganBen SteinSusan GreenSean MurphyThirteen71Alan BroughRandal VegterGo Birds!Robert Granatdave malloyNick GallowayHeather Jjohn halpinPeter HardingDavidJohn BaumanMartín SalíasStu BakerSteve MartinoDr Arthur A GrayCarolinaGary PierceMatt BaxterLuigi BocciaE Margaret WartonCharles McGeeCatherine ClauseEthan BaumanKenIsWearingAHatJordan BlockAaron WadeJeff UlmDavid FutterJamieDeebsPortland Eye CareCarrie SchneiderRichard SneddonDoreen CarlsonDavid McDarbyWendy GilchristElliot RosenLisa TurnerPaul WayperBruno GaetaKenneth JungAdam StofskyZak RemerRishi SahayJason ReitmanAilie FraserRob TsukNATALIE MISTILISJosh SingerAmy Lynn ThornsenAdam WKelli BrockingtonVictoria Yumino caposselaSteve PaquinDavid JoskeBernard KhooRobert HeuerDavid NoahGeraldine ButlerMadeleine MaderJason PrattAbbie BergDoug BelewDermot CrowleyAchint SrivastavaRyan RairighMichael BermanLinda DuffyBonnie PrinsenLiz SegerEoin de BurcaKevin PotterM Shane BordersDallas HockleyJason GerryNathan GouwensLauren ReayEric PrestemonCookies250Damian BradyAngela LivingstoneSarah SulanDiane HughesMichael CasnerLowell MeyerStephen TsoneffJoshua HillWenGeoff GoldenPascal RuegerRandy SouzaClare HolbertonDiane TurnerTom ColemanDhu WikMel DEric HelmJonathan DanielsMichael FlahertyCaro Fieldmichael bochnerNaomi WatsonDavid CushmanAlexanderChris KGavin DoigSam FennTanner MortonAJ SchusterJennifer BushDavid StroudBrad CallahanAmanda FurlottiAndrew BakerAndrew FairL.B. MorseBill ThorntonBrian AmoebasBrett DouvilleJeffrey OlsonMatt BetzelNate from KalamazooMelanie StiversRichard TollerAlexander PolsonEarl LozadaJustin McElroyArjun SharmaJames JohnsonKevin MorrellColin Hodo--------------------FRED'S PLAYLIST NOTES:1 x 0 - traditional choro, Pixinguinha playing sax and sort of inventing “Brazilian counterpoint” - in the second part of this piece, when it modulates to G major, you'll hear the sax play a rhythmic figure important to Aquarela do Brasil (see below);Espinha de Bacalhau - choro, played by an orchestra that was created with the aim of playing Brazilian music in the manner of American Big Bands;O Relógio da Vovó - the Trio Surdina was comprised of musicians who worked at the Radio Nacional (where Jobim would also work as an arranger) and whose compositions and way of playing were fundamental to the development of “modern” Brazilian music - yes, Desafinado!;Aquarela Brasileira - Radamés Gnattali was an arranger at Radio Nacional and this arrangement of Ary Barroso's Aquarela do Brasil is kind of an inflexion point - the story is (always) more complicated, but the TL;DR is its importance lies in the use of samba rhythm in the orchestral parts, not only in the percussion section, as was previously usual (attention to the long notes in the melody accompanied by the same chromatic figure played by the tenor sax in 1 x 0 above);Copacabana - there are two versions of the song here, both sung by Dick Farney (Sinatra's influence on him is pretty clear). The first one was arranged by Radamés Gnattali and was a huge hit at the turn of the 1940s to the 50s. The song is kind of a symbol of the stylistic change from live music in cassinos (closed by the government in 1948) to small clubs in Copacabana where Bossa Nova and Samba-jazz would eventually be born;Copacabana (second version) - also sung by Dick Farney, but recorded much later (couldn't find the exact date) now in complete Bossa style - I thought it could be interesting to be able to compare both versions;Chega de Saudade - João Gilberto's 1959 recording of Chega de Saudade. Considered by practically everyone interested in music at that time as sounding absolutely novel and unprecedented: the singing, the lyrics, the arrangement, the guitar playing. Kind of Bossa Nova's inaugural moment, the song has kind of a choro form and I once saw Jobim say in an interview that he had the idea when he saw his mother's housemaid singing the choro Sonoroso and he thought something like “well, it seems people can remember a long melody and all these lyrics, after all…”;Chega de Saudade - following the commentary I made about Chega de Saudade and the choro, here a 1963 version - right in the period where it was all happening - by the old-school mandolinist Jacob do Bandolim;Estamos Aí - sung here by Leny Andrade in her debut album, totally positioned as “Modern Popular Music”, as they would define it, it shows very clearly the new style that was emerging - the whole scat singing section in the middle is really pointing to jazz and the lyrics talk about Bossa Nova itself;Rapaz de Bem - Johnny Alf is one of the unsung heroes and precursor of Bossa Nova: the singing, the harmonic language, the compositional aesthetics… it was all there;Embalo - a typical example of what was called samba-jazz back then;Influência do Jazz - by one of the early Bossa Nova composers, Carlos Lyra, the song talks about how samba was influenced by jazz in a somewhat ambivalent manner and has acquired sort of a symbolic, manifesto-like status - we hear a younger Elis Regina singing it here, in the famous program/series O Fino da Bossa;Preconceito - two versions, first Orlando Silva's old school version (1941), then João Gilberto singing the same song years later (2003) and doing his thing;Aos Pés da Cruz - one of the classic João Gilberto recordings. I added it to the playlist just because it's so beautiful;Elis' first recording of Águas de Março is interesting because the guitar “levada” is sort of middle ground between the “modern samba” that will be so characteristic of her band's playing and the more subdivided earlier style of playing samba;Coisa N. 1 - Moacir Santos was also an arranger (they were called maestros, actually) at Rádio Nacional, where Jobim, Radamés, the Trio Surdina guys and many other important musicians worked. Moacir was the only black maestro of the time and had studied with classically-trained composers like Guerra-Peixe (also a maestro at Rádio Nacional) and H. J. Koellreutter (German composer who fled Germany during the rise of the Nazis and is credited as having introduced dodecaphonism in Brazil). He wrote the “Coisas” (Things) and numbered them as if they were “Opus 1”, “Opus 2” etc. Moacir is an entire chapter in itself and unfortunately one can't find the original 1966 recording of the Coisas on Spotify, which used practically all important “modern” musicians living in Rio de Janeiro at the time. This recording was made in 2001 with Moacir's approval and is true to the original arrangement, though the solos were improvised by the musicians;O Mestre Sala dos Mares - written by Elis' contemporaries João Bosco and Aldir Blanc, we first listen to Bosco's recording of this samba, more in the traditional style, with percussion, cavaquinho, 7-string guitar and all, and then Elis' version with most of the band that recorded Elis & Tom - sorry for insisting with the comparison thing, but I think it's instructive and it takes a lot of examples to start grasping some subtleties;É Com Esse Que Eu Vou - first listen to Elis' version and then the traditional one. This is carnival music, really, and they did this wonderful modern, samba-jazzy version;Como Nossos Pais - another, arguably as important, side of Elis. From 1976, this is perhaps her most famous recording and serves here to show that her repertoire was considerably wider than samba. People get really moved by this recording (understandably, at least to my Brazilian ears) and despite the stylistic differences, this is also the same core band we hear in Elis & Tom.
Quer participar do Clube de Conversação? Visite https://portuguesewitheli.com/cah E aqui está o monólogo para seu proveito! Dizem que quando um não quer, dois não brigam. Acho que é verdade. Mas sabe, quando o negócio é gosto musical, o caldo pode entornar rapidinho. Tenho três amigos com quem sempre viajo. E gostamos de viajar de carro. Durante o trajeto, ouvimos músicas para passar o tempo, mas nunca fomos muito longe. Esse mês calhou de todos estarmos de férias, então fizemos as malas e colocamos o pé na estrada. Dos meus amigos, o único que é fã de bossa-nova sou eu. Júlio é amarrado em sertanejo. A Marina é a roqueira de plantão e o Pedro... ele adora funk. Eca, eu sei, música de má qualidade. Mas como se diz, gosto não se discute. Na nossa viagem, a escolha da trilha sonora foi uma discussão acalorada. Eu queria colocar os sucessos de Tom Jobim que embalaram a minha juventude. A Marina disse logo que era música de velho. Ela preferia os acordes da guitarra do Iron Maiden. “Que bossa-nova e rock que nada!” disse Júlio. “A gente vai ouvir é Marília Mendonça!” E o Pedro queria requebrar até o chão com funk, se desse, claro. Depois de muita falação, chegamos a um meio-termo: a gente dividia a duração da viagem por quatro e o resultado seria o número de horas que cada um tocaria a música de que gosta. A primeira hora e meia foi uma tortura. Eu pensava que funk era ruim, mas sertanejo é bem pior. São uns homens com voz de taquara rachada, super desafinados, cantando músicas com letras estúpidas que exaltam a bebedeira e a traição. Não admirava que Júlio fosse solteiro e depressivo. Quando chegou a hora do rock da Marina, pelo menos deu para aguentar. O batuque da bateria e a melodia das letras pelo menos têm mais variedade. E como cantavam em inglês, eu não fazia ideia do que diziam... e era melhor assim. E as músicas tinham uma pegada mais dançante, que era agradável de acompanhar. Não era bom, mas aprazível. Em seguida, foi o funk do Pedro. Gente, como é que alguém gosta daquilo? Não é querendo esnobar não, mas que música de baixa qualidade! E ainda tinha uma parte que tentaram dar um verniz de sofisticação para o funk e fizeram um acústico que ficou passável, mas ainda assim eu não tenho saco para isso. Depois da hora e meia de tortura, finalmente tinha chegado a minha vez. Ia escutar os acordes do violão de João Gilberto e... quando começou a tocar Chega de Saudade, o Pedro bateu no meu ombro e disse: chegamos. Todos eles saíram do carro mais rápido do que um relâmpago. Eu ia sair também, mas sabe? Eu ia curtir a minha hora e meia de bossa-nova. E fiquei lá. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
In episode #58, we continue our celebration of albums released 50 years ago in 1973. This year we made specials about the albums released by João Donato, Marcos Valle, Tom Jobim, Gal Costa, Secos e Molhados, and more. Now is the time to discuss some of the most overlooked albums from 1973, from the brilliant debuts of Luiz Melodia and Gonzaguinha (pictured) to the crazy Northeast psychedelia of Satwa, the rural braziliana of Elomar, samba-rock makers Wando, and Marku, the resurgence of Tom Zé, the almost-forgotten work of Os Tincoãs, and the soul-gospel-psychedelic-funk of Cassiano's second album. All songs are available following our playlist on Spotify "Soundtrack: Brazuca Sounds". Get bonus content on Patreon Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.