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O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
El próximo 4 de junio Caetano Veloso actuará en Madrid -único concierto en España del brasileño-. Canciones suyas como 'Trilhos urbanos', 'Luz do sol' o 'Trem das cores' -con la voz de Mónica Salmaso- en grabaciones mayoritariamente instrumentales de Gaia Wilmer y Jaques Morelenbaum o compartidas por Marisa Monte con Jorge Drexler ('O leãozinho') y el propio Caetano cantando 'La mer' de Charles Trenet, 'Mais simples' de Wisnik y 'Tarde em Itapoã' de Toquinho y Vinicius de Moraes -con Toquninho- o sus composiciones 'Oração ao tempo' a dúo con António Zambujo, 'Os argonautas a dúo con Carminho, 'Você é linda' y 'Desde que o samba é samba' con Gilberto Gil. Escuchar audio
El guitarrista francés Biréli Lagrène acaba de publicar 'Elegant people', clara referencia a Weather Report, con instrumentales como el que da título al disco obra de Wayne Shorter, 'Anjo de mim' de Ivan Lins o ''Clair' de Gilbert O´Sullivan. Del nuevo disco del portugués António Zambujo 'Oração ao tempo' las canciones 'Pequenos prazeres', 'Palma da mão', 'Foi à noite' de Jobim y Newton Mendonça, 'Oração ao tempo' de (y con) Caetano Veloso y 'Três da madrugada'. Los hermanos Mario y Chico Adnet firman 'Falso antigo' con canciones como 'Fred Astaire do samba' y 'Fake falso' -con Pedro Miranda- o 'Falso baiano' -con Roberta Sá-. Para su disco 'Taracá', Jorge Drexler ha adaptado al español ('Que será que es') la canción del brasileño Gonzaguinha 'O que é, o que é' llevándola al candombe uruguayo. Cierran el pianista Roberto Fonseca y el chelista Vincent Segal con 'Te extraño' de su disco 'Nuit parisienne à La Havane'. Escuchar audio
Fernando Neira se adapta a la Semana Santa para traernos una oración como disco de la semana: "Oraçao ao tempo" de António Zambujo. Además, recibimos la visita de Rubén Pozo que nos presenta su último elepé "50town".
El veterano baterista de Filadelfia Tom Cohen firma el disco 'Embraceable Brazil' con grabaciones de 'Look to the sky' de Jobim, 'Café com pão' de João Donato, 'Tarde' de Milton Nascimento, el samba clásico 'Adeus América' -con la voz de Filó Machado- o 'Bye Bye Brasil' de Menescal y Chico Buarque. Del nuevo disco de António Zambujo 'Oração ao tempo': 'Pequenos prazeres', 'Palma da mão', 'Prescrição', 'Três da madrugada' y 'Oração ao tempo' -con Caetano Veloso-. Y Laura Anglade canta, todas canciones de los años treinta, 'I want to be loved', 'Stairway to the stars' y 'You turned the tables on me'.Escuchar audio
Canciones del nuevo disco de António Zambujo 'Oração ao tempo': 'Pequenos prazeres', 'Regresso à infância', 'Três da madrugada', 'Oração ao tempo' -dúo con Caetano Veloso- y 'Foi à noite' de Jobim y Newton Mendonça. Del guitarrista suizo portugués Tiago Almeida clásicos del fado como 'Prece' y 'Gaivota' de su disco 'Rivages'. Del disco 'Embraceable Brazil', del baterista Tom Cohen, 'Tarde' de Milton Nascimento', 'Bye bye Brasil' de Roberto Menescal y Chico Buarque y 'Brigas nunca mais' de Jobim y Vinicius de Moraes. Y Maria Teresa & Moustaki Quartet con 'Les eaux de mars', 'Tu sais je vais t´aimer' y 'Partager les restes'. Despide la saxofonista Melissa Aldana con 'No pidas imposibles' de Frank Domínguez. Escuchar audio
Preparando-se para apresentar o novo álbum, “Oração ao Tempo”, nos Coliseus de Porto e Lisboa, António Zambujo regressa ao Posto Emissor para falar sobre o dueto com Caetano Veloso, a nova popularidade do cante alentejano ou o empurrão que o musical “Amália” deu à sua carreira. No 274º episódio do podcast da BLITZ, falamos ainda de Kanye West no Algarve e das aventuras de MARO além-fronteiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.
De 'The Classical Album', disco de la cantante brasileña Ithamara Koorax, con el piano de Filipe Bernardo y la guitarra de Rodrigo Lima más una intervención del trombonista Raul de Souza, produccion y arreglos de Arnaldo de Souteiro, 'Iluminada' -con letra de Aldir Blanc se basa en la balada nº1 en sol menor opus 23 de Chopin-, 'Pavane' de Gabriel Fauré, 'O trenzinho do caipira' -de Villa-Lobos con letra del poeta Ferreira Gullar-, 'Serenata in paradise/My reverie' -canciones de los años 30 y 50 sobre melodías de Alexander Borodin y Claude Debussy - y 'Preludio da solidão' -de Villa-Lobos con letra de Herminio Bello de Carvalho-. Caetano Veloso canta 'Mais simples' de Zé Miguel Wisnik y 'Oração ao tempo' de su autoría que da título al nuevo disco de António Zambujo recién editado y en el que el portugués ha incluído 'Foi a noite' de Jobim y Newton Mendonça. Del nuevo disco de Marcelo Callado 'Brado' sus canciones 'Encanto' y 'Cara ou coroa'. Y del saxofonista y clarinetistas Ken Peplowski, que nos dejó en febrero, 'Nice ´n´easy'. Abre y cierra el baterista Tom Cohen con 'Bye bye Brasil' de Menescal y Chico Buarque. Escuchar audio
António Zambujo fala do seu novo álbum "Oração ao tempo"See omnystudio.com/listener for privacy information.
Todas as vidas têm uma banda sonora. Músicas que nos dizem quem somos, que nos põe os pés na terra ou a cabeça no ar. A cada semana um convidado estende-se na nossa chaise longue. Com Miguel Ribeiro
'Mais que amor', canción de Marcos Valle y Paulo Sergio Valle y Leon Ware, en la grabación de Ithamara Koorax y el propio Marcos producida por Arnaldo de Souteiro. Además, Delicatessen ('I had the craziest dream'), Stacey Kent ('The shadow of your smile', 'Carinhoso'), Tierney Sutton ('Modinha'), Caetano Veloso ('Mais simples'), António Zambujo y Caetano Veloso ('Oração ao tempo'), Las Hermanas Caronni ('Oração ao tempo', 'Vals de la la casa'), Flavio Venturini ('Nascente' -con Guilherme Arantes-, 'Espanhola' -con Ivete Sangalo-, 'Bésame' -con Ney Matogrosso-) y Snarky Puppy & The Metropole Orkest ('Only here and nowhere else'). Escuchar audio
António Zambujo ha grabado 'Oração ao tempo', canción de finales de los 70 de Caetano Veloso que va a dar título al próximo disco del portugués, a dúo con el propio Caetano. Y el brasileño ha grabado 'Mais simples', antigua canción de Zé Miguel Wisnik, adelanto de un disco colectivo con composiciones de Wisnik. Por primera vez juntos, el pianista cubano Roberto Fonseca y el chelista francés Vincent Segal firman 'Nuit parisienne à La Havane' con piezas como 'Soul kiss', 'Un homme qui dort' o 'Day'. Del disco 'Minha história', con el que Flavio Venturini quiso celebrar 50 años de carrera, 'Faltando um pedaço' -con Djavan-, 'Bésame' -con Ney Matogrosso-, 'Nascente' -con Guilherme Arantes- y 'Tudo que você podia ser' -con Ana Cañas-. Del disco 'Riviera' de Toco, 'As vezes', 'Carnaval primeiro' y 'Leão Leonardo'. Y 'Round midnight', el clásico de Thelonius Monk, con los pianistas italianos Antonio Faraò -solo- y Enrico Pieranunzi -en trío-.Escuchar audio
Presentado por Lester Cuba, la octava entrega de Actualijazz te ofrece una selección de novedades de las últimas dos semanas. Playlist: – Diz Que Fui Por Aí, Nara Leao; – Oração Ao Tempo, António Zambujo y Caetano Veloso; – Se Acabou, Luca Argel; – Meraviglioso, Celso Fonseca & Tony Canto; – Au Lait, Airelle Besson & Lionel Suarez; – In On It, Pat Metheny; – Seventh Avenue, Mario Morla Quintet; – Go Away Little Boy, Malene Mortensen & Christian Sands.
Há um tipo de críticos, profissionais ou de redes sociais, que é facilmente identificável. Os que começam a dizer mal quando se tem sucesso. António Zambujo sofreu-o na pele
Paris foi uma das etapas da digressão europeia da brasileira Maria Luiza Jobim. A filha de António Carlos Jobim, o célebre autor de "Garota de Ipanema" esteve em concerto no domingo na capital francesa, na sala "New Morning". Com dois álbuns na manga, uma série de eps e singles, e outro trabalho discográfico em preparação, ala acaba de lançar o single "Go, go, go". A artista preparou também uma versão de "La Javanaise" de Serge Gainsbourg que vai interpretar no seu futuro álbum, na companhia do marido, o também músico português António Zambujo, como ela começa por nos contar. Maria Luiza Jobim, filha de António Carlos Jobim, o celebrérrimo autor de "Garota de Ipanema", conhecido como Tom Jobim, já tem no activo dois álbuns (Casa Branca em 2019 e Azul em 2023), vários singles e EPs. Com novo álbum em preparação e um single "Go, go, go" que acaba de sair, a artista fez uma digressão por Portugal, Espanha, França e Inglaterra, acompanhada do seu novo marido, o também músico português, António Zambujo, que ela convidou ao palco para juntos interpretarem algumas músicas. Em conversa com a RFI em Paris a 19 de Outubro, após o seu concerto na sala "New Morning" ela admitiu que esta digressão indicia trabalhos conjuntos futuros entre os dois esposos, um registo em família. Sendo que 'La Javanaise", música do francês Serge Gainsbourg, cantada por Maria Luiza Jobim e António Zambujo, constará do futuro trabalho discográfico da artista brasileira. O concerto parisiense na sala New Morning valeu a 19 de Outubro muitos aplausos a Maria Luiza Jobim, aos seus três músicos, e a António Zambujo. O jovem casal interpretou músicas de cada um dentre eles e, também, em francês, a sua versão de "La Javanaise" de Serge Gainsbourg. Maria Luiza Jobim canta tanto em português como em inglês, língua em que ela foi alfabetizada, comentando inclusive a sua vivência em Nova Iorque e os seus táxis amarelos e arranha céus. Uma artista que pega também, para as suas letras, nos pequenos prazeres da vida como os jogos de vídeo da Nintendo ou acompanhar a Netflix, nos cheiros de cozinha com "sopa de letrinhas". Ela descarta que a sombra do peso do nome do seu pai seja algo de opressor e, por ora, divide a sua vida entre o Rio de Janeiro, no Brasil, e Lisboa, em Portugal. Maria Luiza Jobim Nós temos planos de gravar no meu disco. O Antônio vai participar cantando "La Javanaise", do Serge Gainsbourg. E é isso. Eu venho de uma família muito musical. Então, é uma como se fosse uma continuação disso. Então, é muito familiar para mim, é natural e gostoso. Vi aqui uma música não composta por si, Portugal, que fala precisamente dessa relação entre vocês dois e Portugal no meio. Portugal agora é o seu porto de abrigo ? Portugal, eu acho que para todo brasileiro tem um senso de muita familiaridade... em Portugal a coisa da língua. E agora eu tou-me dividindo entre Lisboa e Rio. Então, sim. E como é que uma casa. Como é que tem sido essa turnê, então? Passando da Península Ibérica, à França, depois Inglaterra... Essa série de concertos, você convidando o António para cantar consigo ? Tem sido maravilhoso para mim. É a primeira vez que eu estou fazendo. Eu já tinha feito duas turnês anteriores em 2023, depois de 2024. Esse é o terceiro ano que eu venho, mas é a primeira vez que eu toco em Madrid. É a primeira vez que eu toco em Paris. É a primeira vez que eu toco em Londres, então tem muita novidade ! Está sendo muito pessoal também. Emocionante, claro, ter a presença do Antônio comigo. Há muito do "Azul" da "Casa Branca" também, dos vários EPs e singles que surgiram, inclusive o novíssimo. Go Go Go. Você recusa escolher? Continua cantando em inglês, português, tem electrónica, tem bossa nova. Como é que é a música da Maria Luiza Jobim? Hahaha Esse eu acho que esse é mais o seu trabalho do que o meu. Definir a minha música eu realmente não saberia dizer, mas eu acho que para mim é muito natural transitar entre essas duas línguas. Eu vivi muito tempo fora, né? Então eu estudei em escola americana, falo inglês desde muito nova. Então, para mim... O 22.º andar, aquele táxi amarelo... É, pois é, aquilo tudo faz parte da minha história. Então é uma escolha artística. Não é de nenhuma forma uma escolha, nem uma estratégia. É sempre uma escolha. No lugar do afecto mesmo da expressão e da busca da verdade nas coisas que eu escrevo, na poesia e às vezes está em inglês, ora está em português. Você comentou que também aprendeu francês e que tinha uma ligação particular com a França e com Paris. Que fascínio é que tem? O que é que vem buscar aqui? Eu sou completamente apaixonada por essa cidade. Acho que como o mundo inteiro é e eu nunca consegui estudar muito francês assim, eu tenho. Eu amo línguas e eu sou uma curiosa. Mas eu não posso dizer que eu estudei realmente francês. Mas consumo muito à cultura francesa. É por isso, inclusive, que eu escolhi gravar, regravar a música do Serge Gainsbourg, que era uma música que eu, porque na versão dele ele tem essa voz muito. Francesa assim é áspera, né, De rouca bem masculina e eu achei que achava que ficaria bonito fazer um dueto com uma voz feminina com uma coisa mais delicada assim. E então, eu adoro essa música. O mais difícil para si é o nome da sua família e o nome do seu pai. Poder fazer uma trajectória pessoal sem que remetam logo para "A Garota de Ipanema" e para Antonio Carlos Jobim. Olha essa pergunta, assim eu... Eu vi que na sua playlist constam várias músicas do seu pai. Claro, né? Sim, eu passei muito tempo sem tocar as músicas do meu pai. E assim, no começo da minha carreira, justamente para eu conseguir me encontrar a minha identidade, minha verdade artisticamente. Mas eu acho que eu venho conseguindo com o tempo. Assim, eu me sinto cada vez mais à vontade nas minhas composições e nos trabalhos que eu faço. É tanto que hoje em dia eu não tenho nenhuma questão em tocar, tocar a obra dele. Sabe que eu sinto que também tem muito de mim ali, da minha história. Então para mim é muito e muito natural. Faz parte, né? São as músicas que eu cresci ouvindo e ouvindo dentro de casa, sabe? E tem uma relação de afecto muito profunda. Então é isso. Se eu toco o dia a dia porque "Dindi" faz um sentido, tem um sentido de muito afecto para mim, sabe? Mas é isso. Eu vou tocar do meu jeito. E eu acho que eu acho que a coisa do sobrenome. Claro que ela abre muitas portas e é maravilhoso. E minha mãe uma vez falou que é a sombra de uma árvore frondosa, sabe? Eu acho que é bonita essa imagem, porque você vive numa sombra, mas é uma sombra linda, sabe assim. Não é uma sombra opressora. É uma sombra que inspira.
Moldado pelas viagens e pelo teatro, Tinta Persona é mais do que um rapper ou um músico. Isso reflete-se no seu álbum de estreia, "PLATEIA", um disco que transborda para lá dos limites do hip-hop.
Aqui está mais Uma Conversa geek, onde cruzamos o limiar do universo cinematográfico. Nessa incursão, nos depararmos com um surpreendente entrelaçamento entre o porvir e o legado dos quadrinhos. Com "Superman 2025", dirigido por James Gunn, e "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos 2025, estrelado por Pedro Pascal, como porta-vozes de um novo paradigma para filmes de super-herói voltamos à Era de Ouro e resgatamos os valores essenciais deste segmento artístico: honestidade, altruísmo, coragem e a incessante busca por conhecimento, elementos que se tornam ainda mais urgentes em tempos de mudança. É hora de ajeitar os santos — digo, as action figures — da estante, enquanto vislumbramos um futuro onde a crítica e a imaginação, oriundas da ficção científica, se encontram para reinventar o caminho da humanidade.| Música: António Zambujo (prod. o Ferreiro e Suno) - Pica do 7 (Blow version)| Site: https://umaconversa.com.br/| Apadrinhe: https://apoia.se/patraodoumaconversa| E-Mail: conversaconosco@gmail.com| Redes Digitais: @1Conversa
António Zambujo tem novo álbum "Cidade" e este fim de semana sobe ao palco do Sagres Campo Pequeno para o apresentar a vivo.
T05 E24 c/ António Zambujo - Half Time Show em Jerez! by bwinPortugal
Hoy, 10 de enero de 2025, nuestros elefantes cumplen 38 años en Radio 3. Lo celebramos con frases de Sir George Martin, John Cage, Aldous Huxley o Jordi Savall y grabaciones de Simone ('Começar de novo'), Henri Salvador ('Ça n´a pas d´importance'), Tony Bennett & Amy Winehouse ('Body & soul'), Isabelle Antena ('Le poisson des mers du sud'), Delicatessen ('In a mellow tone'), Ivan Lins & Metropole Orkest ('Daquilo que eu sei'), Toco ('Zum zum'), Michael Franks ('Rainy day in Tokyo'), Gordon Haskell ('Antonio´s song'), Melody Gardot ('If you love me'), António Zambujo ('Milagrário pesoal'), Elis Regina ('Atrás da porta'), Bernard Lavilliers ('Guitar song') y Rosa Passos ('Zanga zangada').Escuchar audio
The Black Mamba A história do grupo The Black Mamba iniciou-se em 2010, quando formada por Pedro Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais. O nome do grupo veio da inspiração que encontraram no seu som contagiante, que hipnotiza e captura como uma mamba (cobra) negra. A química, aliada à experiência destes músicos, permitiu-lhes percorrer o blues, o soul e o funk em suas raízes. O público português reconheceu de imediato a originalidade do seu trabalho. Considero uma das melhores bandas de soul da atualidade. O primeiro álbum – The Black Mamba – foi editado em 2010, esgotando rapidamente nas lojas e alcançando o 1º lugar no iTunes. Em pouco mais de um ano, após sua tournée de estreia, percorreram o mundo e deixaram a sua marca em concertos ocorridos em vários festivais internacionais. Particularmente bem recebidos no Brasil, o grupo foi muito apoiado pelos fãs, principalmente em São Paulo, no célebre Bourbon Street Music Club. Quatro anos após a edição do seu primeiro trabalho, iniciaram a produção do segundo, Dirty Little Brother (produzido em Lisboa e Nova Iorque e lançado em 2014). Este álbum conta com as colaborações da cantora Aurea, de Antônio Zambujo e Silk (Cais Sodré Funk Connection). O primeiro single foi Wonder Why, uma canção interpretada em dueto com Aurea, que passou e passa por todas as rádios nacionais e mundiais. Em 2015 envolveram-se na sua segunda tournée onde dividiram o palco com Lenny Kravitz, John Legend e Jamie Cullum. 2015 foi também o ano em que a banda voltou ao Brasil, sendo muito festejados pelos fãs e imprensa brasileira. A playlist está fabulosa, aproveite para curtir o vocal soul de Tatanka que é fenomenal. Entre 2016 e 2018 foram anos de vários concertos . Em 2019, editaram o seu terceiro album – The Mamba King Das atuações holandesas surgiu a vontade de trabalhar num novo álbum, que saiu agora em 2024, Last Night In Amsterdam. Em pouco mais de dez anos, a banda tornou-se um dos nomes mais importantes do panorama soul mundial Músicos: Pedro Tatanka: Voz e guitarra Miguel Casais: Bateria Marco Pombinho: Teclado, órgão elétrico e elétrico Rui Vaz: Voz Gui Salgueiro: Teclado e guitarra
Yamandu Costa con Lundgren y con Zambujo.Escuchar audio
Dizem que a nossa perspectiva é parcial por sermos mulheres, por isso chamámos o músico António Zambujo para nos ajudar a responder ao dilema de um ouvinte sobre o impulso do flirt.
A punto de finalizar 2024, nuestro radar ha localizado algunas de las novedades de Jazz vocal aparecidas en los últimos meses que repasamos en este episodio. Playlist: - Al Jarreau: Satin Doll; - Jazzmeia Horn: Happy Livin'; - Kurt Elling: Stars (Endless Stars); - Mario Biondi: Pensiero Stupendo; - Melody Gardot: La Llorona; - Spanish Harlem Orchestra: Cuando Te Vi; - Catherine Russell y Sean Mason: The Best Things Happen While You're Dancing; - Jane Monheit: My Brazil; - Samara Joy: Autumn Nocturne; - Gregory Porter: We Have All The Time In The World; - António Zambujo y Yamandu Costa: Profecia; - Nubiyan Twist: Battle Isn't Over; - Laila Biali: Rocky Mountain Lullaby.
De Beja para Alfama, começou no fado e no teatro musical. No seu percurso, as canções acabariam por se impor e por lhe trazer tantos amigos. Gosta de palcos e mesas cheias, onde junta as pessoas de quem mais gosta.
El trompetista suizo Franco Ambrosetti ha publicado 'Sweet caress', con orquestaciones para cuerdas y vientos del pianista de origen neozelandés Alan Broadbent, y piezas como 'Soul eyes', 'Sweet caress', 'Habanera' y 'Old friends'. El guitarrista brasileño Yamandu Costa ha grabado con el pianista sueco Jan Lundgren 'Galliano' y 'Para aprender a amar'para el disco 'Inner spirits' y con el cantante portugués António Zambujo 'Prenda minha', 'Valsinha', 'Gente humilde', 'Falando de amor' y 'Odeon' para el disco 'Prenda minha'. Despide Airto Moreira con 'Tombo in 7/4'. Escuchar audio
Una composición de Chick Corea, 'You´re everything', es el segundo adelanto, tras 'Moondial', del disco en solitario de Pat Metheny previsto para finales de julio. António Zambujo y Yamandu Costa ('Prenda minha', 'Nervos de aço', 'Falando de amor') y Carminho ('Falando de amor' -con Chico Buarque-, 'Sabiá' -con Fernanda Montenegro-). Del nuevo disco de Michel Camilo y Tomatito, 'Spain forever again', 'Alfonsina y el mar', 'Mambo influenciado', 'Remembrance' y 'Nardis'. Y del homenaje a Naná Vasconcelos, 'Viva Naná', de Fred Soul y Zé Luis Nascimento, la pieza que da título aldisco y 'Dantza'.Escuchar audio
El cantante portugués António Zambujo y el guitarrista brasileño Yamandu Costa firman a dúo 'Prenda minha' del que escuchamos la canción que da título al disco, 'Nervos de aço', 'Valsinha', 'Gente humilde', 'Recuerdos de Ypacaraí' y 'Tristeza do Jeca'. Conexión luso-brasileña también con Carminho cantando a Jobim ('A felicidade', Luiza', 'Falando de amor', 'Modinha'), 'Saudades do Brasil em Portugal' y 'As pedras da minha rua'. Y más portugueses: los añorados Carlos do Carmo y Bernardo Sassetti, piano y voz', con 'Lisboa que amanhece', 'Foi por ela' y 'Retrato'.Escuchar audio
Zé Ibarra, Dora Morelenbaum y Júlia Mestre, tres de los cuatro componentes de Bala Desejo (el cuarto, Lucas Nunes, estaba de gira con Caetano), actuaron en noviembre de 2022 en la Glasshaus de Nueva York: 'Folhetim', 'Muito', 'Lua comanche' y 'Baile de máscaras'. Del último disco del portugués António Zambujo, 'Cidade', las canciones 'Lua', 'Dancemos um slow', 'Ko', 'Nas bocas do mundo' y 'Céu'. Y del último disco de la australiana Sarah McKenzie, 'Without you', las composiciones de Jobim 'Dindi', 'Bonita', 'Wave' y 'Fotografia'. Despide Kyle Eastwood con una grabación sinfónica del tema de la película de su padre 'Gran Torino'.Escuchar audio
É seguramente um dos talentos maiores da composição em língua portuguesa e toda ela é um caminho bonito de música e letra, a tocar e a narrar vistas bonitas.Ao EP A Pele Que Há em Mim, seguiu-se Dá, Casulo, Quarto Crescente e Vai e Vem editado em 2018. Picos e vales é o mais recente trabalho da viagem da compositora, que já escreveu para artistas como Ana Moura, António Zambujo e Sérgio Godinho, entre outros. Já conquistou o Prémio José da Ponte da Sociedade Portuguesa de Autores e celebrou a sua década de trabalho no Coliseu dos Recreios, Lisboa. Nomeada duas vezes para os Globos de Ouro, Márcia iniciou o seu percurso formando-se em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e relata, no seu primeiro livro, alguns dos caminhos que a levaram a ser hoje uma das artistas mais reconhecidas no panorama nacional. Tem um livro maravilhoso que guardo com carinho em minha casa e me conquistou logo pela capa chamado “As estradas são para ir”. E são tanto para ir que tenho N'A Caravana para irmos e a descobrirem, Márcia.Podem seguir a Márcia: https://www.instagram.com/marcia__ig/?hl=enProdução e Agenciamento: Draft Media https://www.draftmediaagency.comMerchandising N'A Caravana: https://loja.ritaferroalvim.com/Obrigada a todos meus patronos por me permitirem fazer o que gosto e beneficiarem e acreditarem nos meus projetos. Um agradecimento especial aos patronos Premium: Rossana Oliveira, Mónica Albuquerque, Raquel Garcia, Sofia Salgueiro, Sofia Custódio, Patrícia Francisco, Priscilla, Maria Granel, Margarida Marques, Ana Moura, Rita Teixeira, Ana Reboredo, Rita Cabral, Tânia Nunes, Rita Nobre Luz, Leila Mateus, Bernardo Alvim, Joana Gordalina Figueiredo, Mónica Albuquerque, Rita Pais, Silvia, Raquel Garcia, Mariana Neves, Madalena Beirão, Rita Dantas, Ana Rita Barreiros, Maria Castel-Branco, Filipa Côrte-Real, Margarida Miguel Gomes, Rita Mendes, Rita Fijan Fung, Luísa Serpa Pimentel, Rita P, Mónica Canhoto, Daniela Teixeira, Maria Gaia, Sara Fraga, Cláudia Fonseca, Olga Sakellarides, Rafaela Matos, Ana Ramos, Isabel Duarte, Joana Sotelino, Ana Telles da Silva, Carolina Tomé, Patrícia Dias, Raquel Pirraca, Luisa Almeida, Filipa Roldão, Inês Cancela, Carina Oliveira, Maria Correia de Sá.
Fernando Alvim recebe o António Zambujo para conversar sobre o álbum de 10 de Novembro - "Cidade" - e as datas da digressão no próximo ano.
04 - Carolina Deslandes - Saia da Carolina2 46.mp3 06 - Fond Zé Amaro & Quim Barreiros - Toma o Yoyo7 38.mp3 07 - José Afonso - Cantar Alentejano1 59.mp3 08 - Fond Limoeiro - Ronda dos Quatro Caminhos8 03.mp3 09 - Dulce Pontes - É tão grande o Alentejo2 13.mp3 10 - Fcond Copituna D'oppidana - Guitarra de Ilusões7 47.mp3 11 - Manel das Nespras - Fui Cagar ao Cemiterio1 40.mp3 12 - Fond Cláudia Martins & Ribeiro & Cristiana - Desgarrada de Partir a Rir10 16.mp3 13 - António Zambujo & Rancho de Cantadores São Bento - Trago Alentejo1 36.mp3 14 - Fond Bento Almeida - O Alentejo de Antigamente7 40.mp3 15 - 4 Mens - Só Queria A Mama Dela1 42.mp3 16 - Fond Grupo Academico Seistetos - Promessa da Caloira5 55.mp3 17 - Emanuel Moura - Fado do Pestarim1 46.mp3 18 - Fond Grupo Academico Seistetos - Vida de Estudante9 53.mp3 19 - Cotovias - Musica Tradicional do Alentejo1 55.mp3 20 - Fond Paulo Praça - Romance de Vila do Conde7 18.mp3 21 - Manuel Lopes - Alentejo de Sonho2 26.mp3 22 - Fond Alentejo - Instrumental9 46.mp3 23 - Traditional - Cante Alentejano1 59.mp3 24 - Fond Paulo Praça - Saudades de Aqui10 45.mp3 25 - Falta Um - Olha a Crise Oh Zé2 06.mp3 26 - Fond Grupo Academico Seistetos - Noites Boémias6 57.mp3 27 - Traditional - Um Cheirinho do Meu Querido Alentejo12 56.mp3 28 - Fond Copituna D'oppidana - Eternas Melodias5 09.mp3 29 - António Zambujo & Rancho de Cantadores Aldeia Nova São Bento - Fui Colher uma Romã3 03.mp3 30 - Fond Paulo Praça - Saudades de Aqui25 21.mp3 31 - Mertola Vila Alentejana - Musica Tradicional do Alentejo2 21.mp3 32 - Fond Cláudia Martins & Ribeiro & Cristiana - Desgarrada de Partir a Rir10 17.mp3 33 - Pilha Galinhas - O papagaio da Rita2 12.mp3 34 - Fond Alentejo - Instrumental29 45.mp3 35 - Tradicional do Alentejo - Sou Moiral2 53.mp3 36 - Fond Limoeiro - Ronda dos Quatro Caminhos28 02.mp3 37 - Grupo mais2 - Stress Alentejano1 56.mp3
04 - Carolina Deslandes - Saia da Carolina2 46.mp3 06 - Fond Zé Amaro & Quim Barreiros - Toma o Yoyo7 38.mp3 07 - José Afonso - Cantar Alentejano1 59.mp3 08 - Fond Limoeiro - Ronda dos Quatro Caminhos8 03.mp3 09 - Dulce Pontes - É tão grande o Alentejo2 13.mp3 10 - Fcond Copituna D'oppidana - Guitarra de Ilusões7 47.mp3 11 - Manel das Nespras - Fui Cagar ao Cemiterio1 40.mp3 12 - Fond Cláudia Martins & Ribeiro & Cristiana - Desgarrada de Partir a Rir10 16.mp3 13 - António Zambujo & Rancho de Cantadores São Bento - Trago Alentejo1 36.mp3 14 - Fond Bento Almeida - O Alentejo de Antigamente7 40.mp3 15 - 4 Mens - Só Queria A Mama Dela1 42.mp3 16 - Fond Grupo Academico Seistetos - Promessa da Caloira5 55.mp3 17 - Emanuel Moura - Fado do Pestarim1 46.mp3 18 - Fond Grupo Academico Seistetos - Vida de Estudante9 53.mp3 19 - Cotovias - Musica Tradicional do Alentejo1 55.mp3 20 - Fond Paulo Praça - Romance de Vila do Conde7 18.mp3 21 - Manuel Lopes - Alentejo de Sonho2 26.mp3 22 - Fond Alentejo - Instrumental9 46.mp3 23 - Traditional - Cante Alentejano1 59.mp3 24 - Fond Paulo Praça - Saudades de Aqui10 45.mp3 25 - Falta Um - Olha a Crise Oh Zé2 06.mp3 26 - Fond Grupo Academico Seistetos - Noites Boémias6 57.mp3 27 - Traditional - Um Cheirinho do Meu Querido Alentejo12 56.mp3 28 - Fond Copituna D'oppidana - Eternas Melodias5 09.mp3 29 - António Zambujo & Rancho de Cantadores Aldeia Nova São Bento - Fui Colher uma Romã3 03.mp3 30 - Fond Paulo Praça - Saudades de Aqui25 21.mp3 31 - Mertola Vila Alentejana - Musica Tradicional do Alentejo2 21.mp3 32 - Fond Cláudia Martins & Ribeiro & Cristiana - Desgarrada de Partir a Rir10 17.mp3 33 - Pilha Galinhas - O papagaio da Rita2 12.mp3 34 - Fond Alentejo - Instrumental29 45.mp3 35 - Tradicional do Alentejo - Sou Moiral2 53.mp3 36 - Fond Limoeiro - Ronda dos Quatro Caminhos28 02.mp3 37 - Grupo mais2 - Stress Alentejano1 56.mp3
Se cumplen 30 años del disco 'Olho de peixe' del compositor, cantante y guitarrista pernambucano Lenine y del percusionista carioca Marcos Suzano del que escuchamos 'Acredite ou não', 'O último pôr do sol', 'O que é bonito', 'Escrúpulo', 'Leão do norte', 'A gandaia das ondas', 'Pedra e areia' y 'Olho de peixe'. Del nuevo disco del portugués António Zambujo, 'Cidade', las canciones 'Lua'. 'Dancemos um slow', 'Ko', 'Sagitário' y '5 minutos de whisky'. Despide el guitarrista Zé Paulo Becker con 'A viagem de volta'. Escuchar audio
Del nuevo disco del portugués António Zambujo, 'Cidade', las canciones 'Dancemos um slow', 'Ko', 'Céu' y 'Lua'. Una grabación que hizo tres meses antes de dejarnos João Donato con el joven Haroldo Bontempo: 'Risada'. El bandolinista Hamilton de Holanda y 'Samurai', disco de canciones de Djavan como 'Capim', 'Sina' o 'Luz' -con la voz del propio Djavan-. Tres de los componentes del cuarteto Bala Desejo, Zé Ibarra, Dora Morelenbaum y Júlia Mestre, en concierto en el Glasshous de Nueva York: 'Folhetim', de Chico Buarque', 'Muito', de Caetano Veloso, 'Lua comanche' y 'Baile de máscaras'. Despedida con Tunico y su 'Saudade do sucupira'. Escuchar audio
É uma das grandes cantoras-compositoras da nova geração de músicos portugueses.Estreia-se de forma maravilhosa em 2011 com ‘The Cherry on My Cake', resultado de quatro anos emigrada a estudar nos Estados Unidos e a cantar e a tocar em bares e restaurantes.Segue-se ‘There's A Flower In My Bedroom', com convidados como Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha.E depois foi sempre de sucesso em sucesso.Em 2017, assina ‘Amar Pelos Dois', que entrega ao irmão para interpretar. Portugal conquista a sua primeira vitória de sempre na Eurovisão.Entretanto fora do mundo musical compõe quatro lindas melodias.O podcast ‘O Avesso da Canção', onde conversa com grandes nomes da música portuguesa sobre a arte da escrita de canções. Lança ainda mini-álbum de canções de embalar. É super discreta, eu acho-a uma querida e vou saber hoje como cabe tanto talento numa pequena Caravana.Comigo a maravilhosa Luisa Sobral.Podem seguir a Luísa Sobral: https://www.instagram.com/luisasobralProdução e Agenciamento: Draft Media https://www.draftmediaagency.comMerchandising N'A Caravana: https://loja.ritaferroalvim.com/Obrigada a todos meus patronos por me permitirem fazer o que gosto e beneficiarem e acreditarem nos meus projetos. Um agradecimento especial aos patronos Premium: Rossana Oliveira, Mónica Albuquerque, Raquel Garcia, Sofia Salgueiro, Sofia Custódio, Patrícia Francisco, Priscilla, Maria Granel, Margarida Marques, Ana Moura, Rita Teixeira, Ana Reboredo, Rita Cabral, Tânia Nunes, Rita Nobre Luz, Leila Mateus, Bernardo Alvim, Joana Gordalina Figueiredo, Mónica Albuquerque, Rita Pais, Silvia, Raquel Garcia, Mariana Neves, Madalena Beirão, Rita Dantas, Ana Rita Barreiros, Maria Castel-Branco, Filipa Côrte-Real, Margarida Miguel Gomes, Rita Mendes, Rita Fijan Fung, Luísa Serpa Pimentel, Rita P, Mónica Canhoto, Daniela Teixeira, Maria Gaia, Sara Fraga, Cláudia Fonseca, Olga Sakellarides, Rafaela Matos, Ana Ramos, Isabel Duarte, Joana Sotelino, Ana Telles da Silva, Carolina Tomé, Patrícia Dias, Raquel Pirraca, Luisa Almeida, Filipa Roldão, Inês Cancela, Carina Oliveira, Maria Correia de Sá.
Vasco Sacramento, diretor da Sons em Trânsito, nasceu em Aveiro em 1977.Frequentou todo o ensino básico e secundário em escolas públicas da cidade de Aveiro até ter ido estudar Direito para a Universidade Católica Portuguesa.Quando estava no último ano do curso sucumbiu de amores por um disco de Goran Bregovic e a sua vida mudou. Começou a interessar-se cada vez mais pelas Músicas do Mundo e a 18 de Novembro de 2002 fundou a Sons em Trânsito. Ao longo destes 19 anos tem dirigido a empresa tornando-a a líder de mercado no agenciamento e management na área da música portuguesa e uma das mais respeitadas produtoras de espetáculos do país. Entretanto, assumiu também a direção artística ou programação de alguns dos mais conceituados e relevantes eventos e festivais do país, vocacionados para a música do mundo e lusofonia, tais como: Festival Sons em Trânsito (desde 2002), Festival Med (de 2005 a 2013), Festival F (desde 2014), Tenda Raízes do Rock in Rio-Lisboa (em 2004), Philips Music World Festival, no Brasil (em 2004), Museu do Oriente em Lisboa (em 2007), entre outros. Mais recentemente, foi o primeiro impulsionador do evento Juntos Por Todos (em 2017), concerto solidário com as vítimas dos fogos florestais, transmitido em directo pela RTP, SIC, TVI e por todas as rádios portuguesas.Obteve a concessão do mítico Cineteatro Capitólio (em 2018), no Parque Mayer, em Lisboa, ao vencer o concurso público lançado pela EGEAC, estando responsável pelo espaço e programação. Foi também responsável pela organização do Festival Regresso ao Futuro (em 2020), a primeira grande iniciativa musical durante o desconfinamento, que marcou o regresso de vários artistas portugueses aos palcos, que atuaram simultaneamente em 24 salas de espectáculos, depois de tantos cancelamentos e reagendamentos e cuja receita de bilheteira reverteu na íntegra para o Fundo de Solidariedade para a Cultura. É ainda manager e gestor da carreira de muitos dos principais artistas portugueses da atualidade, tais como: António Zambujo, Carolina Deslandes, Pedro Abrunhosa, Gisela João, Ana Bacalhau, Agir, Rita Redshoes e D.A.M.A.Convosco o enorme, com quase dois metros de altura, Vasco Sacramento.
El día 2 de febrero es el cumpleaños de Melody Gardot, una cantante estadounidense que nos encanta desde que la descubrimos hace ya unos 15 años. La escuchamos en 'If you love me', 'C´est magnifique' a dúo con António Zambujo, 'There where he lives in me', 'Ave Maria' y 'Moon river' -de su disco 'Sunset in the blue'-, 'These foolish heart could love you', 'Plus fort que nous' y 'Samba em prelúdio' -de su disco con el pianista Philippe Powell 'Entre eux deux-, 'He´s a tramp' -del disco colectivo 'Jazz loves Disney'-, 'Mon fantôme' -del disco de Baptiste Trotignon 'Song song song', 'J´attendrai' -del disco de Ibrahim Maalouf 'Dalida by IM'- y 'Who will comfort me' -de su disco 'The one and only thrill'-. Escuchar audio
Invasão a casa do António Zambujo. Ovos e cascas. Miguel Araújo não tem sentido de orientação! Markl e Miguel estão nas Olaias. Vieram todos com raquetes de ténis. Concerto dos UJOS vai ser um jogo de ténis. Esqueci-me de respirar. Aranhas, osgas, gatos e elefantes.
O Pedro, a Vera, o Vasco e Nuno tiveram de adivinhar qual a idade de António Zambujo e qual a idade de Miguel Araújo! Será que alguém acertou?
Arroz, giraços, patroa, chamadas, microfones, frigideiras, António Zambujo e Miguel Araújo
2 horas de muuuita música, ataques de riso e confissões sobre tudo o que se vai passar em palco no próximo ano!
Arroz, giraços, patroa, chamadas, microfones, frigideiras, António Zambujo e Miguel Araújo
2 horas de muuuita música, ataques de riso e confissões sobre tudo o que se vai passar em palco no próximo ano!
La Orquestra Jazz de Leiria en su disco 'Dez' con el que los músicos portugueses celebraron diez años de existencia: 'Foi Deus', 'Paspalhão' y 'Cupido' -con Luisa Sobral-, 'Marcha do Bairro Alto' y 'Sei de um rio' -con Camané-, 'Contamina-me' -con Miguel Araújo-, 'Pode acabar o mundo' -con Herman José-, 'Don Quixote foi-se embora -con Jorge Palma-, 'Tomás', 'Reader´s digest' y 'I get along without you very well' -con António Zambujo- y 'Dear Joe'. Escuchar audio
Mais à larga: Um espetáculo com César Mourão, antónio Zambujo e Miguel Araújo. Comida e vinho não vai faltarFull2234http://podcastmcr.iol.pt/rcomercial/FXKRJWYV-A9DH-BGC4-W51V-JK36OSPLQRNL.mp3
Un adelanto del disco de voz y piano que Melody Gardot ha grabado con Philippe Powell 'Entre eux deux': 'Plus fort que nous' y 'This foolish heart could love you'. También la escuchamos en dos grabaciones alternativas de 'From Paris with love' y 'C´est magnifique' -dúo con António Zambujo- incluidas en la edición deluxe de 'Sunset in the blue'. Tres brasileños visitan España en mayo: Amaro Freitas ('Sankofa', 'Ayeye', 'Vila bela'), Adriana Calcanhotto ('Ninguém na rua', 'Era só', 'O que temos', 'Corre o munda') y Céu ('Bim bom', 'Paradise'). Escuchar audio