Podcasts about primeira guerra mundial

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Best podcasts about primeira guerra mundial

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Papo de Cinema
#270 :: Spider-Noir

Papo de Cinema

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 38:17


Disponível no Prime Video, Spider-Noir é mais uma aposta derivada do universo do Homem-Aranha, desta vez apostando em uma atmosfera inspirada nos filmes policiais clássicos e no imaginário pulp. A produção rapidamente chamou atenção por sua estética sombria, pelo cenário histórico e pela presença de Nicolas Cage no papel principal, retomando uma versão do personagem que já havia conquistado fãs em outras mídias.Na trama, um investigador mascarado enfrenta uma galeria de criminosos em uma Nova York marcada pelos efeitos da Primeira Guerra Mundial e pela Grande Depressão dos anos 1930. Entre conspirações, corrupção e ameaças que se espalham pelas ruas da cidade, o protagonista precisa lidar com um passado que insiste em retornar.Neste episódio do Podcast Papo de Cinema, os editores do site Robledo Milani e Victor Hugo Furtado falam sobre Spider-Noir.

Conversa de Câmara - Música clássica como você nunca ouviu!
Seis acordes monumentais, enigmáticos e arrebatadores de Sibelius na Quinta Sinfonia

Conversa de Câmara - Música clássica como você nunca ouviu!

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 84:35


Poucas obras na história da música conseguem unir natureza, espiritualidade e inovação como a Quinta Sinfonia de Jean Sibelius. Composta entre 1914 e 1919, em meio às turbulências da Primeira Guerra Mundial e ao aniversário de 50 anos do compositor, esta sinfonia tornou-se um marco da música finlandesa e mundial.O ponto culminante está nos seis acordes finais: monumentais, separados por silêncios que parecem suspender o tempo. Não são apenas notas — são golpes de eternidade, ecos de paisagens nórdicas, respirações cósmicas que deixam o ouvinte em estado de contemplação. Sibelius descreveu sua inspiração como se “Deus lançasse mosaicos do céu” e ele tivesse que descobrir o padrão.A sinfonia nasce da visão de cisnes voando sobre os lagos de Ainola, sua casa. O tema das trompas, majestoso e expansivo, traduz esse voo em música. É a natureza transformada em som, um hino à vida e à liberdade.Ao mesmo tempo, a obra dialoga com o restante do ciclo sinfônico de Sibelius: contrasta com a sombria Quarta, antecipa a clareza da Sexta e a síntese da Sétima. A Quinta é, portanto, um portal — uma ponte entre o desespero e a transcendência, entre o humano e o eternoApresentado por Aarão Barreto e Aroldo Glomb (cada semana um é o "pai da criança") Apoie o Conversa de Câmara. Seja nosso padrinho: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/conversadecamara⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg, Rafael Hassan, Danilo Coelho, Rochester Rodrigues Gama e Valder Cavalcante Magalhães Jr.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | UMA VOZ SOLITÁRIA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later May 13, 2026 4:00


LEITURA BÍBLICA DO DIA:  2 CRÔNICAS 18:9-16 PLANO DE LEITURA ANUAL: 2 REIS 17–18; JOÃO 3:19-36  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Em Paris, a Conferência de Paz encerrou a Primeira Guerra Mundial, mas o marechal francês Ferdinand Foch observou amargamente: “Isso não é paz. É um armistício de uns 20 anos”. A visão de Foch contradizia a opinião popular de que era a “guerra que acabaria com todas as guerras”. Pouco mais de 20 anos depois, estourou a Segunda Guerra Mundial. Foch estava certo. Centenas de anos antes, Micaías, profeta de Deus em sua época, profetizou muitos perdas terríveis para Israel (2 CRÔNICAS 18:7). Em contraste, 400 dos falsos profetas do rei Acabe profetizavam vitória: “Veja, todos os profetas prometem vitória para o rei”, disseram a Micaías. “Concorde com eles e também prometa sucesso” (v.12). Ele respondeu: “direi apenas o que meu Deus ordenar” (v.13). Micaías profetizou que Israel seria “espalhado pelos montes, como ovelhas sem pastor” (v.16). E ele estava certo. Os arameus mataram Acabe e o exército fugiu (vv.33-34; 1 Reis 22:35-36). Como Micaías, os cristãos compartilham uma mensagem que contradiz a opinião popular. Jesus disse: “Ninguém pode vir ao Pai senão por mim” (JOÃO 14:6). Muitos não gostam dessa mensagem porque ela parece excludente. No entanto, a mensagem reconfortante que Cristo traz é inclusiva. Ele acolhe todos os que se voltam para Ele.  Por:  TIM GUSTAFSON  

Viracasacas Podcast
RT Comentado 57 - Operação Nêmesis (Parte 1)

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 21:37


No fim da Primeira Guerra Mundial, os responsáveis pelo genocídio armênio fugiram. Nenhum foi punido. O mundo seguiu em frente, mas alguns sobreviventes não conseguiram. Foi criada a Operação Nêmesis: uma campanha clandestina para caçar e executar os perpetradores que a justiça internacional se recusou a julgar. No topo da lista: Mehmed Talat Paxá, o ministro que assinou as ordens de deportação de mais de um milhão de pessoas. Neste episódio, contamos como um sobrevivente chamado Soghomon Tehlirian encontrou Talat em Berlim, atirou nele na rua, e foi levado a julgamento num processo que se tornou um tribunal sobre o genocídio armênio. 

Modus Operandi
#313 - Henri Landru: o assassino de viúvas

Modus Operandi

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 76:51


No início do século XX, um golpista francês buscava alternativas para conseguir dinheiro à qualquer custo. Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, ele se aproveitou do grande número de viúvas para seduzir e enganá-las. E não parou por ali. Essa é a história de Henri Landru, o assassino de viúvas.***Use o cupom MODUSOPERANDI40 para ter 40% de desconto na sua primeira compra de produtos após entrar para o Clube. Você contrata o Clube e já recupera esse valor na hora economizando no seu primeiro saco de ração ou nos medicamentos. *Promoção válida até 30/06/2026. Desconto de 40% limitado à primeira compra após a contratação do plano “Clube Petlove”. Não cumulativo. Consulte o regulamento no site.https://bit.ly/481gUXX | Publi〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi

História FM
233 Adolf Hitler: a trajetória e a queda do Führer

História FM

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 84:50


A trajetória de Adolf Hitler está diretamente ligada às profundas crises políticas, econômicas e sociais que marcaram a Alemanha nas primeiras décadas do século XX. Veterano da Primeira Guerra Mundial, Hitler emergiu no cenário político em meio ao colapso da República de Weimar, mobilizando ressentimentos nacionalistas, antissemitismo e discursos de restauração nacional. À frente do Partido Nazista, construiu uma base de apoio que lhe permitiu chegar ao poder em 1933, consolidando rapidamente uma ditadura baseada na eliminação de opositores, no controle da sociedade e na propaganda de massas. Seu governo esteve no centro da deflagração da Segunda Guerra Mundial e da implementação de políticas genocidas, incluindo o Holocausto, que resultaram em níveis extraordinários de destruição e violência. A história de Hitler revela não apenas a ação de um líder, mas também as condições que tornaram possível a ascensão e a sustentação de um regime totalitário.Convidamos Lorena Niwa para analisar a formação política de Hitler, sua ascensão ao poder, os mecanismos de controle e mobilização do regime nazista e os desdobramentos de seu governo no contexto da Alemanha e da história mundial, com participação especial do professor Francisco César Ferraz.Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iclesrodrigues⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠PIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Adquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠CLICANDO AQUI⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Colabore com nosso trabalho em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠apoia.se/obrigahistoria⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Quer mais desconto? O cupom HISTORIAFM dá 10% de desconto para cliente recorrente, 15% pra cliente novo, e comprando no Pix entre hoje e amanhã você leva mais 5%! Acesse o site pelo link https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM e aproveite! #insiderstore

Artes
História inédita de português na Guerra Civil de Espanha publicada em França

Artes

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 21:22


Alberto de Oliveira Martins foi um anónimo que se deixou levar pelos ventos da história e que, no final da sua vida, decidiu contar o que viveu com a ajuda de uma velha máquina de escrever que o filho lhe ofereceu. Alberto nasceu em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial, viveu a chegada da ditadura, combateu o franquismo na guerra civil de Espanha, foi preso num campo de internamento em França na Segunda Guerra Mundial e esteve detido nas prisões salazaristas em Portugal. Tudo isso escreveu nas suas memórias no final dos anos 80. Quarenta anos depois, o seu filho, Joaquim, partilhou o texto com o historiador Victor Pereira que foi à procura dos rastos desta história invulgar. O resultado é um livro intitulado “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” [“Os Cadernos de Alberto. Do Porto à Guerra de Espanha”] que vai ser publicado em Maio em França, pela editora Chandeigne & Lima, e sobre o qual estivemos à conversa com Victor Pereira. RFI: Do que fala o livro “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” ? Victor Pereira, Autor e historiador: “Há mais de um ano, Joaquim de Oliveira Martins veio ter comigo dizendo que o pai tinha combatido durante a Guerra de Espanha e que tinha combatido na coluna Durruti, uma coluna dirigida pelo próprio Durruti, que foi um dos mais célebres anarquistas espanhóis. Disse-me que o pai dele tinha combatido lá e que no fim da vida, isto é, no fim dos anos 80, ele tinha escrito não propriamente um livro, mas umas Memórias que, depois, ele me emprestou para eu ler. É um relato fantástico de uma vida que começa em 1915 no Porto e cujas Memórias acabam em 1943,1944, quando regressa a Portugal. O que eu fiz foi convencer - e não foi muito difícil -a Anne Lima da editora Chandeigne & Lima para publicar este texto, que é inédito e há muito poucas obras sobre a participação de portugueses na Guerra de Espanha.   O que eu fiz foi ir aos arquivos em Portugal, em Espanha e em França para tentar encontrar rastos da vida dele, pensando que ele tinha vivido várias aventuras pouco comuns. Encontrei documentos, nomeadamente no Arquivo da Guerra Civil de Espanha, em Salamanca, e fui encontrando várias coisas sobre ele. Muitas vezes, eram coisas que não parecem importantes, como recibos de consulados portugueses em Espanha, e fui conseguindo conferir o que ele dizia porque ele escreveu 40, 50 anos depois e a memória distorce um pouco os eventos. Então, o livro é feito das memórias dele e de uma introdução minha que é bastante longa que é uma introdução biográfica com o que eu consegui encontrar nos arquivos nos vários países para compreender o percurso pouco comum dele.” Há dois textos no mesmo livro: o texto de Alberto de Oliveira Martins, que ele escreveu como testemunho autobiográfico, e a investigação do historiador Vítor Pereira sobre este anónimo... “É isso mesmo. São dois textos. Começa com o meu, mais ou menos 200 páginas, baseado no texto dele, nos arquivos, nas memórias de pessoas que combateram na Guerra de Espanha. Ele combateu numa frente em Aragão, com milicianos que vinham de Barcelona. Li muitas coisas sobre esse combate à volta de Saragoça, onde ele esteve mais. Depois, ele tem o que aconteceu com milhares de espanhóis quando os republicanos foram perdendo a guerra e houve a Retirada, isto é, a entrada de 475.000 pessoas que atravessaram a fronteira entre a Catalunha espanhola e a francesa. Ele faz parte desse milhares de pessoas e é internado num campo de internamento em França. Depois regressa a Portugal e é preso no Aljube. Então, eu vou também contando a história dele, a história de outras pessoas, nomeadamente portugueses, que combateram na Guerra de Espanha e também das pessoas que foram presas durante os anos 1940, 41 em Portugal - no Aljube e em Caxias. Depois, há o texto dele, que começa na infância até quando ele tem mais ou menos 30 anos.” A história de Alberto de Oliveira Martins também ilustra um ângulo morto da História? A história dos portugueses que lutaram na guerra civil de Espanha não é uma história muito conhecida, pois não? “Não é muito conhecida. Foram menos de dez portugueses que escreveram sobre a guerra que eles fizeram e, muitas vezes, são Memórias muito politizadas, o que é bastante normal. Há Memórias de um comunista, há Memórias de um anarquista, alguns textos biográficos de pessoas republicanas. São pessoas mais cultas que contam isto do ponto de vista da mobilização política.” Pode dizer-nos nomes? “Por exemplo, o anarquista Manuel Firmo, o comunista Francisco Ferreira, o Jaime Cortesão, o Jaime de Morais. Foram textos que foram publicados desde os anos 70 até há pouco tempo, como o texto de Jaime de Morais que foi publicado pela Cristina Clímaco e Heloísa Paulo. Mas, no caso de Alberto, ele já está em Espanha e é bastante por acaso que ele vai começar a guerra. Então, ele não tem uma visão muito politizada e, por exemplo, quando se compara com outros textos de memórias de espanhóis, franceses ou de outras pessoas que combateram na guerra, eles têm uma visão muito ideológica. Alberto conta muito a vida quotidiana dos combatentes, o esforço para comer não muito mal, as brincadeiras entre soldados, como eles ouviam a rádio. É o relato da guerra por um homem, isto é, ele não faz um grande discurso sobre a guerra, ele conta o seu quotidiano de combatente. Então, são muito poucos os relatos [de portugueses] sobre esta guerra, ainda menos por pessoas não politizadas e que não estão a tentar legitimar o que eles fizeram ou não fizeram. É um relato do quotidiano.” Na introdução, o Victor Pereira escreve que “ele não parte para Espanha em nome de um ideal antifascista”, mas “é apanhado pela guerra quando já está em Espanha”. Por outro lado, quando está na guerra, ele não faz dos soldados heróis e até fala da confraternização com soldados do campo adversário. Isto vai ao encontro do que acaba de dizer, não é? “Sim, sim. Muitas vezes há muito essa imagem da Guerra de Espanha que foi uma guerra que mobilizou as opiniões públicas ocidentais em França, Portugal. Na minha introdução, falo sobre como é que a Guerra de Espanha também foi uma guerra quase interna a Portugal. Podemos realçar quando, em Julho de 1937, há uma tentativa de atentado a Salazar que falha e o objectivo das pessoas que tentaram matar Salazar era para tentar enfraquecer o campo nacionalista espanhol porque Salazar foi um grande apoio desde o início aos insurrectos espanhóis e a Franco. O Alberto de Oliveira Martins não tem essa visão politizada. Por exemplo, há uma parte onde ele escreve que quando começou a guerra civil, havia uma aldeia que estava do lado nacionalista e a aldeia ao lado estava do lado republicano e os combatentes dos dois lados conheciam-se pessoalmente. Por vezes, odiavam-se há vários anos, até há várias décadas, mas o que ele conta é que, por vezes, há jovens soldados que estavam muito perto uns dos outros e o que eles fizeram foram pactos dizendo: ‘Olha, não vamos matar ninguém. Vamos atirar para o ar. Assim, os nossos oficiais pensam que nós estamos a combater'. Às vezes, até falavam uns com os outros e faziam estes pactos de paz muito localizados. Isso não aparece tanto nos outros textos porque o que aparece é uma luta de vida e de morte entre o fascismo e antifascismo. Então, ele foca coisas que muitas vezes não são focadas nas memórias da Guerra de Espanha.” Mas de que lado lutou Alberto de Oliveira Martins? “No início, quando ele está em Espanha, ele não tem sorte, como aconteceu a milhares de pessoas. Ele encontra-se num comboio que vai até Saragoça. Saragoça foi tomada pelos militares rebeldes que depois vamos chamar os franquistas. Eles querem imobilizá-lo no campo dos franquistas e ele foge. Algumas semanas depois, ele encontra-se com o próprio Durruti, um dos chefes dos anarquistas que impediu os militares de tomarem o poder em Barcelona. Em 19 e 20 de Julho de 1936 há luta nas ruas de Barcelona, o Durruti e outros camaradas da CNT (do Movimento Anarquista) conseguem domar a tentativa de golpe de Estado e, a partir de 24 de Julho vão milhares de catalães e anarquistas até Saragoça para tentar libertar Saragoça, que tinha sido ocupado pelos militares. Ora, ele estava numa aldeia onde chega o Durruti e o Durruti dá-lhe uma arma e ele vai seguir e vai combater durante quase três anos. A coluna Durruti vai ser uma das mais conhecidas da guerra de Espanha e ele vai combater durante três anos em Aragão, depois na Catalunha. Como é um jovem de 1m80, bastante esperto, bastante ágil, que toda a gente considera que espanhol, ele vai participar em acções de sabotagem no curso de guerrilhas. Então, ele vai combatendo, ainda que ele não tenha ido para combater. Foi a guerra que foi ter com ele. Estando na guerra, ele combate até ao fim, até Janeiro de 1939.” Temos noção de quantos portugueses participaram nesta Guerra Civil Espanhola? “Isso é muito difícil. Há, desde os anos 80, alguns estudos, nomeadamente do César Oliveira, também de Cristina Clímaco sobre o exílio português em França e em Espanha. Há vários números, por vezes 500, vai subindo até 2.000, alguns estudos até falam em mais, e estou a falar do lado dos republicanos, aqueles que ajudaram a República espanhola a lutar contra as tropas franquistas.  Muitas vezes fala-se em alguns milhares, 2.000, talvez mais. Um dos grandes problemas - como no caso do Alberto que nunca é referido como português e o nome dele aparece em castelhano nos arquivos - nas listas de nomes ninguém pode saber se são portugueses. Talvez muitos mais portugueses tenham combatido durante a Guerra de Espanha, mas eram considerados espanhóis e havia antes da guerra mais de 20.000 até 30.000 portugueses que estavam a trabalhar na Galiza, na Extremadura, na Andaluzia, sobretudo. Então, houve provavelmente muitos portugueses que combateram e nós não sabemos. Depois temos os portugueses que estão em Espanha, os voluntários que foram combater do lado do Franco. São os chamados ‘Viriatos' e na literatura histórica aparece que foram 8.000, 10.000, alguns até dizem 20.000. Há alguns anos, um militar português, Varela Gomes, disse que provavelmente não eram assim tantos, provavelmente eram 2.500. Por isso, o problema da quantificação é um problema ainda em aberto. Imagino que vão ser precisos muitos anos para saber melhor.” Falou na busca de de arquivos, na recolha de rastos, de memórias. Eu suponho que tenha sido um processo rico em surpresas. Como é que foi esse percurso que o levou a viajar entre a França, a Espanha e Portugal? “Então, foi como um detective, como um polícia. Eu tinha o texto dele, eu sabia que ele foi preso duas vezes nos anos 30, em Espanha, que foi expulso uma vez para Portugal em 1934. Eu sabia que ele tinha sido preso pela PVDE, isto é, a polícia política portuguesa antes da PIDE, e a partir daí fui procurando arquivos de documentação. O mais óbvio era o processo dele no arquivo da PIDE, na Torre do Tombo, em Lisboa, o que era um processo complicado no sentido que ele é preso quando regressa a Portugal em 1940 e, obviamente, ele não vai dizer a verdade à polícia política porque se dissesse a verdade seria enviado para o Tarrafal, o campo de internamento que foi criado em 1936 e para onde foram enviados opositores republicanos, opositores comunistas, anarquistas. A partir de 1930 e 1940, todos os portugueses que foram presos e que tinham combatido na Guerra de Espanha foram enviados para o Tarrafal em condições muito difíceis e alguns morreram em Cabo Verde. Então, obviamente que ele mente e, para mim, era uma fonte complicada, porque eu sei à partida que ele vai mentir. O que ele diz nas Memórias permite compreender isto. Depois, ele conta que em 1932 e 1936 ele vive em Espanha, faz uns biscates, vai mudando muitas vezes de sítio e isso foi uma missão que foi muito demorada. Vi toda a documentação sobre os consulados portugueses em Barcelona, em Sevilha, em Córdoba, em sítios onde eu sabia que ele tinha passado. Para mim, foi uma grande alegria quando, um dia, vendo um conjunto de recibos que eram as ajudas que os consulados portugueses davam a portugueses indigentes ou com poucos meios, reconheci a assinatura dele no recibo! Depois fui vendo vários recibos e, muitas vezes, eram recibos de cinco pesetas, 12 pesetas, o que era bastante pouco dinheiro, mas consegui saber onde ele estava e em que dia. Em Espanha, estive também no arquivo mais importante para qualquer historiador da Guerra Civil que é o Arquivo de Salamanca, que agora se chama o Centro de Documentação da Memória Histórica de Salamanca. O que se passou é que quando as tropas de Franco chegavam a uma cidade ou a uma aldeia, eles iam logo buscar os arquivos dos sindicatos, dos partidos políticos, das câmaras e quando as câmaras eram de esquerda, republicanas, ficavam com toda a documentação e depois enviavam para Salamanca. Em Salamanca, havia pessoas, muitas vezes militares e outros, que liam toda a documentação e faziam fichas: ‘um tal foi chefe do sindicato da CNT, outro foi socialista e foi presidente da Câmara tal, combateu em tal milícia'.  Fizeram fichas que depois permitiam às forças de repressão do Franco encontrarem as pessoas quando estavam em Espanha, julgá-las, prendê-las e, às vezes, executִá-las. Nós não podemos esquecer que o Franco organizou uma repressão duríssima durante a guerra e, ainda depois da guerra, houve dezenas de milhares de espanhóis que foram mortos. Foi ali que encontrei, por exemplo, as notas da Coluna Durruti sobre os milicianos que eram pagos e encontrei várias vezes o nome dele [Alberto de Oliveira Martins]. Depois fui a Córdoba, onde ele tinha sido preso, fui a Valência e encontrei documentos, em alguns sítios não encontrei nada, mas pelo menos tentei. Ele também esteve em França num campo de internamento e, em França, encontrei algumas coisas sobre o internamento dele. Muitas vezes, quando se faz uma biografia, faz-se uma biografia de uma pessoa conhecida que deixa muitos documentos ou deixa muitos rastos. Neste caso, foi ter alguma imaginação para encontrar um rasto dele em documentos que podem parecer pouco importantes, mas que se tornaram muito importantes e pertinentes para compreender a trajectória dele.” Na introdução, fala sobre o texto como “raro e precioso”, “único” até. O que é que este relato de Alberto de Oliveira Martins tem de tão especial para o fascinar ao ponto de lhe dedicar vários meses de investigação? “Em primeiro, é que temos muito poucos relatos de portugueses que combateram na Guerra de Espanha, apesar da importância que foi a Guerra de Espanha e da importância que teve em Portugal. Só isto é importante. Depois, o Alberto de Oliveira Martins emigrou para Espanha e quase não conhecemos nada sobre a emigração dos portugueses em Espanha, quando os portugueses, eram 30.000 em 1930. Havia muita emigração temporária, sazonal, de pessoas do Alentejo, do Algarve, que iam para Espanha. É uma coisa que conhecemos muito mal. Ele também participou numa campanha das vindimas em França em 1934 e eu nunca tinha lido nada sobre portugueses em França nas vindimas. O que é muito importante é que, muitas vezes, quando conhecemos essa história dos emigrantes ou dos combatentes, muitas vezes temos a visão do Estado quando há pessoas que são presas, julgadas, temos relatos do polícia, do juiz, do cônsul. Para mim era muito rico porque era uma pessoa que falava da vida dele na primeira pessoa. Eu podia saber o que ele pensava, porque é que ele tinha feito isto, tinha feito aquilo. É o que nós chamamos, em História, a história dos subalternos, dos pobres, dos operários, das mulheres pobres, dos migrantes. Temos muito poucos relatos na primeira pessoa porque as pessoas não escrevem e muitas pessoas não sabiam escrever. Este é um caso raro de um português nascido em 1915, que emigra, que combate, que está em França no início da Segunda Guerra Mundial e que é um dos raros a escrever e nós conseguimos ter um rasto desse documento.” É resgatar a voz histórica de um anónimo? “Sim, ele é um anónimo e, muitas vezes, a História é feita com reis, rainhas, Salazar, Marcello Caetano, Mário Soares, Álvaro Cunhal. O que me interessou muito foi escrever a vida de um anónimo. Nas minhas próprias investigações sobre a emigração portuguesa em França, eu já tinha visto o nome dele numa lista que eu tinha encontrado no arquivo da PIDE sobre os portugueses presos que se encontravam em campos de concentração em França em 1940. Eu vi dezenas de nomes e quando comecei a leitura apercebi-me que esse nome me dizia qualquer coisa. Para mim é muito importante porque é um anónimo que fala na primeira pessoa. Não são outras pessoas que falam por ele, que escrevem sobre a vida dele. Por isso, foi muito importante para mim, para a editora e para o filho que me deu o texto que nós pudéssemos publicar o texto dele.”

Convidado
Aprovação da resolução sobre a escravatura é "um processo gradual de descolonização mental"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 28:22


A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira uma resolução que declara a escravatura como o "Crime mais grave contra a Humanidade" e defende o princípio de reparações históricas. Sobre os 193 Estados-membros da ONU, uma maioria de 123 votou a favor desta iniciativa lançada pelo Gana em nome da União Africana. 52 Estados, entre os quais países europeus como a França, o Reino Unido, Espanha e Portugal, antigos colonizadores, optaram pela abstenção, enquanto três outros países, os Estados Unidos, Israel e a Argentina votaram contra a resolução que, apesar de não ser vinculativa, abre a via para reparações, pedidos de desculpas, compensações para os descendentes das vítimas, restituição de obras de arte e objectos com significado documental, espiritual ou simbólico que foram pilhados. Reconhecida como "Crime contra a Humanidade" em 1998 pelo Tribunal Penal Internacional e em seguida pela ONU em 2001, a escravatura e o tráfico de seres humanos escravizados envolveu, segundo estimativas da UNESCO, 15 a 20 milhões de africanos que foram deportados para a América e as Caraíbas entre os séculos XV e XIX. Apesar de os países que colonizaram e praticaram o tráfico de seres humanos escravizados reconhecerem paulatinamente este passado, a França tendo votado em 2001 uma lei qualificando a escravatura como "Crime contra a Humanidade", enquanto o antigo Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa pediu desculpa pela colonização em 2023, sobra muito caminho por percorrer. Para Benigna Zimba, historiadora moçambicana especialista da História da escravatura, o passo dado ontem é de grande importância. RFI: O que representa a resolução votada ontem na Assembleia Geral da ONU? Benigna Zimba: Esta aprovação de uma resolução com este conteúdo é um passo extremamente grande e eu diria, de uma dimensão quase que incalculável, porque nós estamos a falar de escravização. Este conceito, que é também relativamente novo, durante décadas, sempre viemos falando de escravos e são as próprias Nações Unidas que nos levaram a este passo de uma certa "Humanização" de todo este processo. A partir de agora, todo aquele crime, tudo aquilo que está ligado ao processo que nós, durante muitos anos, chamamos de escravização, de tráfico de escravos, de tráfico de pessoas, passa a ter o estatuto de crime agravado a nível mundial. Está certo que aqui em África e é em África onde nós temos a maior incidência para aquilo que a partir de agora é considerado como crime agravado. Mas este crime só se agrava com a intervenção dos outros intervenientes, para onde os escravos foram e eram levados. E aqui permitam-me que volte de novo, um pouco atrás. O primeiro passo que as Nações Unidas deram, não o primeiro, um dos passos importantes que as Nações Unidas deram neste processo que permite hoje que coloquemos este crime como um dos mais agravados para toda a Humanidade, foi precisamente esta conceptualização sobre a maneira de olhar para o assunto. Permitiu que nós passássemos a falar realmente de pessoas humanas, aquelas que em algumas enciclopédias, em alguns escritos, ainda não tinham estatuto de pessoa, passassem a ter o estatuto de pessoa e, tendo estatuto de pessoa, já lhes permite que elas possam entrar dentro de um quadro jurídico-legal que possa ser assumido e tratado como pessoa. De 2024 para 2025, a União Africana decretou todo um ano de "justiça e reparação" para este tipo de crimes. E agora este crime tem um quadro legal porque é um crime contra uma pessoa e não uma mercadoria, que é assim que era considerado. Isto é de uma importância incalculável. RFI: A escravatura foi já considerada Crime contra a Humanidade pela justiça internacional em 1998 e também foi reconhecida como Crime contra a Humanidade pela ONU em 2001. O que é que o facto de considerar que é o "Crime mais grave contra a Humanidade" acrescenta? Benigna Zimba: Acrescenta precisamente esta expressão "mais grave". E estas convenções de 1998 e 2001 não tinham este aspecto em que o escravo não era mera mercadoria especial, mas era pessoa humana. Então, quando nós já 2022 para cima, não foi exactamente num único momento, mas foi um momento gradual, relativamente rápido que nós passamos a ter este conceito. Tanto assim que a própria UNESCO também mudou o nome: já não é a "rota do escravo", mas a "rota de pessoas escravizadas". E trata-se também de assuntos sobre racialização, racismo agravado e etc. Um pouco neste contexto. Então, quando se diz que é o mais grave ou extremamente agravado, isto dá-nos a oportunidade de olhar e contextualizar historicamente de uma outra maneira. Quer dizer que se você escravizou, se você se tornou alguém escravizado, isto significa que a eventual forma de criminalizar este crime tem um quadro jurídico, mas também agravado. Tem penalizações com maior gravidade, é todo um contexto legal, jurídico e histórico. Coloca-se que aqueles que estiveram envolvidos, tanto pessoas individuais, instituições -pessoas individuais, não são muitas- nós estamos a falar aqui de sistemas económicos, de países para países. Estamos a falar de um quadro de colonização, nós estamos a falar de um sistema complexo, que é político, que é económico e social, com bases ideológicas fortes, que sustentaram todo este sistema da escravização e da venda de pessoas escravizadas a vários níveis, interno, intercontinental, internacional, etc. Então, quando nós chegamos a um ponto em que as Nações Unidas, que são a instituição e o organismo máximo que tem a palavra e o poder para dizer isto, nós atingimos um ponto analítico de máxima e extrema importância, permite-nos a nós também estudiosos, estudar este fenómeno de uma outra maneira, abordá-lo de uma outra maneira, e as eventuais "comissões de verdade e Justiça" que vão existindo cada vez mais ao nível dos países e a nível regional, principalmente em África, já tivemos uma nas Maurícias que praticamente cumpriu a sua missão, já tivemos uma parecida, no entanto ligada à escravização, mas de uma certa maneira ligada a estes fenómenos que na África do Sul, são os países expoentes máximos. Neste sentido, permite que outros países também possam começar politicamente a abordar este aspecto. Aqui não se trata de estar a apontar dedos acusadores. Pelo menos não é essa a perspectiva que eu, como estudiosa, defendo. Eu defendo a perspectiva analítica, segundo a qual permite uma interacção diferente entre aqueles que foram os actores do processo de escravização e os que foram escravizados. E permite colocar os termos justiça e reparação num outro quadro interactivo mais positivo. RFI: Relativamente à questão das reparações, fala-se, por exemplo, de um pedido de desculpas formais, compensações para os descendentes das vítimas, políticas de luta contra o racismo, restituição de bens culturais e espirituais. Como é que encara precisamente este processo de restituição e de reconhecimento do que foi a escravatura? Benigna Zimba: Indo ao fundo da questão que é a escravatura, agora considerada como crime mais agravado com este quadro todo ele complexo, há uma outra maneira de conversar entre as partes envolvidas. Primeiro, não olhar, não apontar. Era isto que eu estava a dizer. Não apontar o dedo acusador. Esta não é melhor forma de interagir, mesmo que seja considerado o crime mais agravado, mas uma forma interactiva, onde é possível e onde realmente se justifica, que não é a maior parte dos casos, reparações financeiras devidamente identificadas, justificadas e que não criem lugar e espaço para outros problemas que normalmente o dinheiro costuma provocar. As instituições, sob o ponto de vista de arquivos, documentos, objectos de arte, que é uma parte substancial de um legado cultural que acabou indo para fora, principalmente do continente africano, nestas condições, de todo o processo de escravização e tráfico de seres humanos escravizados que se encontra a abordagem, primeiro "sentar de igual para igual". Quando digo "entre aspas", quero dizer que deve se olhar como ser humano. Não somos nós, não sou eu, Benigna Zimba, que fui escravizada. Eu estou a falar em memória dos antepassados que sofreram isto. Mas quando alguém olha para mim ainda neste patamar, é isto que dificulta a interacção. E a agravação do crime chama uma maior responsabilidade daqueles que têm toda esta herança da colonização e do processo de escravatura. Chama a uma maior responsabilidade, porque, afinal de contas, não foi só levar alguém. Isto é o crime mais grave que pode existir em toda a Humanidade no âmbito dos sistemas políticos e, assim sendo, permite também que a África, os antigos colonizados, também tenham formas mais interactivas e mais positivas de olhar para esta questão. Pode parecer pouco, mas a restituição dos documentos, isto é extremamente importante. Se o documento pertence a um determinado país, então que volte para lá. Se este monumento, este objecto de arte, deve ir para lá. Se há um acordo entre as partes que isto deve ser restituído, vai ser restituído, Não vai restituir a pessoa que morreu durante o tráfico transatlântico. Mas vai restituir uma parte de todo um processo que criou toda esta mentalidade colonial. É um processo gradual de descolonização mental por parte dos antigos colonizados e também dos antigos colonizadores, para que sentem numa mesa onde os dois têm as mesmas cadeiras, o mesmo patamar, isto é, que poderá fazer com que se possa olhar para uma forma de restituição, construção económico-cultural com base numa reconstrução cultural, por assim dizer, da própria Humanidade. RFI: Como é que encara o facto de esta resolução não ser vinculativa? Esta é uma resolução que, concretamente, corre o risco de ficar por aí e não ser seguida de efeitos, uma vez que não é obrigatória. Benigna Zimba: Este tem sido um dos grandes assuntos. Eu não diria problema. Tem a ver com a natureza das próprias Nações Unidas. Hoje em dia, muito do que está escrito nas Nações Unidas, as nações não cumprem. Para este caso depende muito, principalmente dos próprios países, que são, "as vítimas". A União Africana decretou praticamente um ano e, para mim, um ano não é praticamente nada. Se olharmos para trás, o que é que foi feito neste ano da "reparação e justiça" neste sentido? Em termos palpáveis, eventualmente criaram-se bases para passos seguintes, mas não é tempo suficiente para que todas as nações africanas tenham aquilo que em inglês se diz "awareness", que tenham consciência e seja o momento oportuno. Debatem-se com tantos constrangimentos para o desenvolvimento económico e cultural, para que possam olhar para este assunto com a devida atenção. Então, aqui é mesmo uma questão de contexto e de oportunidade e nós podermos dizer já existe este instrumento tal e qual quando surgiram as abolições da escravatura. Para o caso do Império colonial português, houve várias abolições. Havia decretos de abolição que muitos dos traficantes de escravos nunca chegaram a conhecer e eles achavam que estavam dentro da legalidade, porque eles tinham papéis. Eles faziam este comércio. Então, quando surgem estes documentos, o papel da disseminação, o papel da normatização, o papel da conscientização, é o faz com que os Estados estejam politicamente interessados e cria mecanismos para que isto seja uma norma. Para que isto seja adquirido, para que isto seja uma prática, depende muito de nós. Também não interessa estar somente no papel, interessa é a maneira como nós encontramos criativamente, positivamente, uma maneira de implementar, porque o instrumento está lá e se ele não é vinculativo legalmente, nós temos aqui uma base para o torná-lo vinculativo legalmente. Há alguém acima das Nações Unidas neste sentido que pode falar para as nações? Não tem. RFI: Evocou precisamente Portugal. Portugal fez parte dos países europeus que se abstiveram durante a votação de ontem. Qual é a sua reacção? Benigna Zimba: Aqui é um pouco difícil dizer quais seriam os motivos. Portugal é um país soberano e Portugal é aquele que, nos tempos que já lá vão, teve um dos maiores, senão o maior império colonial em termos de tempo, foi o maior império colonial de todos os tempos, extensão também, se olharmos para os continentes que abrangeu ao mesmo tempo num determinado período histórico. O país terá tido as suas razões, que não cabe a mim, na qualidade de moçambicana, eventualmente fazer algum juízo e eu seria um pouco cautelosa em comentar esta questão. Em alguns momentos históricos, os países podem não sentir-se em condições de se pronunciar sobre determinados eventos. Portugal foi um dos que mais escravos fez. As abolições de Portugal levaram vários tempos. Eventualmente, Portugal ainda não tenha encontrado as palavras e o momento para subscrever algo de tamanha envergadura, onde ele próprio, como antigo país colonizador, esteve envolvido. Então também não estou aqui a defender Portugal. Mas gostaria de ser o mais neutra e cautelosa possível e respeitar a posição de Portugal que certamente como país idóneo que é e com excelentes relações que tem com os antigos países colonizados, terá os seus motivos para ter tomado esta posição. RFI: Também houve três países que se pronunciaram contra esta resolução. Os Estados Unidos fazem parte dos países que votaram contra, apesar de nos próprios Estados Unidos, a questão da escravatura ser de facto, também uma questão essencial. Há textos de lei também que estão na gaveta à espera de serem aprovados para também haver esse reconhecimento. Como é que encara esse voto contra dos Estados Unidos? Benigna Zimba: Talvez para os Estados Unidos seja relativamente mais fácil a nossa compreensão. Nós estamos aqui, do lado de fora do teatro jurídico, ali dentro. Nós olhamos para os Estados Unidos do hoje, para o papel que têm dentro e fora do seu território. Seria relativamente um pouco mais fácil entender o voto contra dos Estados Unidos à luz daquilo que tem sido a sua política. E não estamos a falar nada contra, não estamos a criticar, simplesmente estamos a olhar para o papel dos Estados Unidos hoje. Para ir hoje ou daqui a alguns dias, para os Estados Unidos, vai ser necessário pagar um visto de 15.000 Dólares, em moeda moçambicana é um milhão de Meticais. Isto é uma restrição imediata e são 50 países envolvidos. Países lusófonos estão nesta lista. Estaremos vedados a ir para lá eventualmente. Os que estão lá vão ter que encontrar um meio relativamente rápido de voltar para as suas terras, por causa da falta de mobilidade que irá existir. Então, temos elementos palpáveis da actual política interna e externa dos Estados Unidos que nos abre uma janela para entendermos por que eventualmente não concordar com esta qualificação. E eles, concordando, estariam no lugar de concordar com um grande processo dos Estados Unidos que aconteceu por causa do tráfico das escravaturas. A Carolina do Sul de hoje não existiria sem o tráfico de escravos e o tráfego também triangular. Aqueles que não pararam na América do Sul. Estamos a falar do Brasil, que é um autêntico continente e seguiram depois para as Américas, para os Estados Unidos. Uma boa parte da população que é conhecida como afro-americana, não existiria se não fosse esta escravatura, este tráfico dinâmico para lá. Então a posição dele, a ter sido eventualmente mais clara e mais transparente, dizem que não concordam. Os Estados Unidos são soberanos e tiveram a coragem de dizer que não. Nestes acórdãos internacionais, à medida que o tempo vai passando, nós temos hoje "muitas guerras no prato" que nos fazem entender muito melhor como surgiu uma Primeira Guerra Mundial, como surgiu uma Segunda Guerra Mundial. É-nos mais fácil este entendimento e o entendimento também de cada país neste teatro. Então, neste momento, para mim, é fácil entender a posição dos Estados Unidos. Acho que eles foram corajosos, foram transparentes, falaram que não, que não concordam, porque eles fazem parte disto. Não têm como. Isto teria algumas implicações, eventualmente, sob o ponto de vista do respeito das normas do Direito Internacional, que aparentemente neste momento não estão a respeitar. Eles defendem-se da maneira como eles se defendem. RFI: Outro país que também votou contra esta resolução é Israel. E aí coloca-se nomeadamente a questão da concorrência das memórias, que é falada já há muito tempo. Benigna Zimba: No teatro político, Israel e Estados Unidos, neste momento, pelo menos da porta para fora, são aliados. Pode ser uma aliança temporária, mas são aliados. Podem ter os seus pontos de desacordo, mas são aliados. E grandes aliados para determinados propósitos. Então é muito fácil perceber, na minha opinião, porque é que os Estados Unidos, votando contra, também Israel vota contra. Pode ter havido até um pré-consenso, que é o que muitas vezes acontece quando se trata de votação para este tipo de acordos. E estes são países, tanto Israel como Estados Unidos, nós não estamos aqui a falar da memória popular, não estamos aqui a falar de heranças, de tradições, etc, estamos a falar de sistemas políticos que estão ali no poder neste momento. É isto que conta ali no teatro das Nações Unidas. Não é um voto popular, não é uma voz que se está a levantar. Eventualmente também Portugal terá sido cauteloso ao colocar-se como neutro ou abster-se. Nós temos que olhar aquilo que é o hoje, os interesses políticos e de expansão e de territorialização e de afirmação do poderio político e monopólio a nível internacional. Onde é que estão os principais focos e como é que eles olham para algo do passado que, se eles aprovassem, não estaria a colocá-los numa situação extremamente complicada se eles aceitassem que isto é o "crime mais grave"? Eventualmente iriam ter que aceitar amanhã que a invasão a um determinado país também é o crime mais grave. É claro que eles não vão votar a favor. RFI: Mas para falarmos, por exemplo, de um argumento que foi ouvido durante a sessão de ontem, que foi expressado nomeadamente pelo Reino Unido, era a questão de recusar estabelecer uma hierarquia entre os Crimes contra a Humanidade. Julga que aí está-se de facto a estabelecer uma hierarquia e que isto está a prejudicar outras memórias que, por exemplo, têm a ver com o genocídio dos judeus na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, ou outros acontecimentos trágicos da história da Humanidade? Benigna Zimba: Eu não percebi porque é que o Reino Unido colocou esta questão de hierarquização. Não concordo com este termo por uma razão muito simples: as Nações Unidas estão a partir do princípio de que isto é realmente generalizado. Não há continente neste planeta Terra que, directa ou indirectamente, não tenha sido afectado pelo tráfico de pessoas escravizadas. Nesse sentido, nós estaríamos a globalizar positivamente este fenómeno. Ela aconteceu em todo lugar. Também temos genocídios, infelizmente, em muitos países do mundo. Mas este é um ponto comum e, de certo modo, de partida. E foi este ponto que fez também que muitos se desenvolvessem à custa do subdesenvolvimento do outro. E hoje somos chamados de países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. E essas conotações duram décadas. Nunca se sai daí. Então, ao globalizar este crime, eu penso que aqui não se deve estabelecer hierarquia. Porquê hierarquizar? Eu confesso que eu não entendi. Eles também fizeram parte. Os primeiros abolicionistas foram os britânicos. Então todos estes países estão dentro deste contexto e são as maiores potências hoje. Então, respondendo de novo à questão, eu não concordo com esta questão da hierarquização. Foi colocado com base numa determinada constatação. Foi bem fundamentado. Era difícil fundamentar melhor, porque também quem faz a fundamentação tem heranças que estão dentro deste processo. Isto é um pouco complicado. Eu de facto não concordo que este termo seja objecto de discussão. Isto desvia os focos daquilo que as Nações Unidas querem atingir e as Nações Unidas também sabem que vão ter dificuldades, que isto simplesmente leva anos. Pode levar décadas, mas em algum momento nós temos que ter a capacidade de cada vez mais que o tempo passa, de utilizar estes instrumentos para que nós possamos fazer jus a tal verdade e justiça que se quer atingir.

Conversa de Câmara - Música clássica como você nunca ouviu!
Faltou uma mão, mas sobrou música: o concerto mais ousado de Ravel

Conversa de Câmara - Música clássica como você nunca ouviu!

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 52:09


Como um compositor perfeccionista, elegante e levemente teimoso transformou uma limitação física em uma das obras mais intensas do século XX?Neste episódio, mergulhamos no Concerto para Piano em Ré Maior para a Mão Esquerda, de Maurice Ravel — uma peça que soa como se fosse tocada por dez mãos, mas nasce inteira de apenas uma.Aqui, a gente passeia pela vida nada convencional de Ravel, seu humor afiado, suas frustrações no Conservatório de Paris e o impacto profundo da Primeira Guerra Mundial em sua música. Depois, entramos de cabeça na obra: da introdução sombria digna de filme noir ao final explosivo com ecos de jazz, passando por momentos de lirismo elegante e ironia sonora.O episódio destrincha as quatro grandes seções internas do concerto, explica como Ravel cria a ilusão sonora da “mão invisível” e mostra por que essa obra vai muito além de um desafio técnico. É música como narrativa, arquitetura e comentário histórico — tudo ao mesmo tempo.Se você gosta de música clássica explicada sem pedantismo, com contexto histórico, análise acessível e uma pitada de humor inteligente, este episódio é para você.Coloque os fones, respire fundo e descubra como uma única mão pode carregar um universo inteiro de som.#MauriceRavel #ConcertoParaMaoEsquerda #MusicaClassica #PodcastMusical #HistoriaDaMusica #AnaliseMusical #MusicaClassicaExplicada #PianoClassico #ConcertoParaPiano #RavelPodcast #MusicaDoSeculoXX #CompositoresClassicos #JazzNaMusicaClassica #PodcastCultural #EducacaoMusical #MusicaErudita #ObrasClassicas #PodcastDeMusica #CulturaMusical #HistoriaDaArteApresentado por Aroldo Glomb com Aarão Barreto na bancada. Seja nosso padrinho: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/conversadecamara⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ RELAÇÃO DE PADRINS Aarão Barreto, Adriano Caldas, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Fernando Ricardo de Miranda, Leonardo Mezzzomo,Thiago Takeshi Venancio Ywata, Gustavo Holtzhausen, João Paulo Belfort , Arthur Muhlenberg e Rafael Hassan.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | O FILHO TAMBÉM SE LEVANTA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 4:15


Leitura bíblica do dia: ECLESIASTES 1:1-11 Plano De Leitura Anual:  GÊNESIS 1–3; MATEUS 1  O primeiro romance de Ernest Hemingway apresenta amigos que bebem juntos após participarem da Primeira Guerra Mundial. Marcados pela devastação da guerra, eles tentam lidar com a dor por meio de festas, aventuras e boêmia. Sempre há álcool para entorpecer a dor. Ninguém é feliz. No livro O sol também se levanta (Bertrand Brasil, 2014), Hemingway refere-se ao livro de Eclesiastes (1:5). Nele, o rei Salomão chama-se de “o Mestre” (v.1) e observa: “Nada faz sentido” (v.2) e questiona: “O que as pessoas ganham com todo o seu árduo trabalho”? (v.3). Salomão viu como o Sol nasce e se põe, o vento sopra para lá e para cá, os rios correm sem parar para um mar jamais satisfeito (vv.5-7). E, por fim, tudo é esquecido (v.11). Tanto Hemingway quanto o livro de Eclesiastes confrontam--nos com a futilidade de viver apenas para esta vida. No entanto, o rei entrelaça brilhantes conselhos divinos em seu livro. No Senhor há esperança contínua e verdadeira, vemos como realmente somos e também como Deus é. Salomão afirmou: “tudo que Deus faz é definitivo” (3:14), e nisso reside nossa grande esperança, pois Deus nos concedeu a dádiva de Seu Filho, Jesus. Longe de Deus, estamos à deriva num mar infinito e sempre insatisfeito. Por meio de Jesus, o Seu Filho ressuscitado, reconciliamo-nos com Deus e descobrimos o nosso significado, valor e propósito. Por: TIM GUSTAFSON 

Brasil Paralelo | Podcast
1914: O NATAL MAIS INACREDITÁVEL DA HISTÓRIA

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 10:06


TRÉGUA DE NATAL DE 1914: em meio à lama, ao frio e ao terror das trincheiras na França, soldados britânicos e alemães viveram um dos episódios mais impressionantes da Primeira Guerra Mundial. Na véspera de Natal, canções atravessaram a “terra de ninguém”, mãos se apertaram onde antes havia tiros, e por algumas horas a guerra foi suspensa por um gesto espontâneo de humanidade. Neste vídeo, você vai entender: Como a Primeira Guerra Mundial se transformou num impasse mortal de trincheiras; Por que o inverno de 1914 foi tão cruel para os soldados; O que aconteceu na noite em que “Noite Feliz / Silent Night” ecoou entre inimigos; Como surgiram as confraternizações, a troca de presentes e até partidas de futebol; O que as ordens superiores fizeram para impedir que isso se repetisse; E o que a Trégua de Natal revela sobre a natureza humana — e sobre a distância entre decisões de gabinete e a realidade de quem sangra na linha de frente.

PodCast IDEG
Fio da Meada #9 – De Guilherme II a Maria da Penha: direitos humanos, migração e guerra

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 14:39


No Fio da Meada de hoje, Adler Silva puxa um fio que começa no Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos, passa pela Convenção Americana (Pacto de San José da Costa Rica) e chega às grandes dinâmicas contemporâneas de migração forçada, refúgio e conflitos internacionais. O episódio explica, com calma e método, como funciona o sistema regional da OEA, suas bases jurídicas e institucionais, e as diferenças fundamentais entre a Comissão Interamericana e a Corte Interamericana de Direitos Humanos — sempre com atenção especial aos pontos que mais aparecem no CACD. Ao longo do caminho, o fio conecta casos emblemáticos, como Maria da Penha vs. Estado Brasileiro, às responsabilidades dos Estados soberanos em matéria de direitos humanos, ao princípio da subsidiariedade e aos limites da jurisdição internacional. Mas o fio não para aí. A discussão avança para o fenômeno das migrações forçadas, diferenciando refugiados e deslocados internos, analisando dados recentes do ACNUR e aterrissando no marco jurídico brasileiro, com destaque para a Lei nº 9.474/1997 e a Declaração de Cartagena. Por fim, o episódio amplia o olhar para a História Internacional, revisitando as causas estruturais da Primeira Guerra Mundial: a ascensão da Alemanha unificada, a Weltpolitik de Guilherme II, a corrida armamentista, o sistema de alianças e o encadeamento diplomático que levou a Europa à Grande Guerra — numa leitura clássica, ancorada em Henry Kissinger.

Escuta Essa
Corrida

Escuta Essa

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 45:35


Disputamos corrida desde que o mundo é mundo, então sabíamos o que ia acontecer quando inventaram o carro. Hoje descobrimos como eram as primeiras corridas e o que aconteceu quando alguém decidiu fazer uma que ia de Pequim a Paris, sem estradas adequadas e com carros frágeis e antiquados. Também discutimos como a percepção do piloto de corridas mudou ao longo do tempo, dos engenheiros aos profissionais do século 21. Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast semanal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Todas as quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito, é a vez de um contar um causo para o outro.Não deixe de enviar os episódios para aquela pessoa com quem você também gosta de compartilhar histórias e aproveite para mandar seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais, ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!…NESTE EPISÓDIO-A fantástica história da corrida Pequim-Paris foi contada com detalhes no livro “The Race to the Future”, de Kassia St. Clair.-O caso da corrida entre nobres russos e germânicos apostando corridas de carro dias antes do início da Primeira Guerra Mundial é contado no livro “The Last Motor Race of the Tsarist Russian Empire”, do estoniano Rene Levoll. -Outros detalhes do início da história dos automóveis é detalhada no livro “Story of the Automobile”, de H.L. Barber, publicado em 1917. -A percepção pública da morte dos pilotos foi estudada na tese “Racing heroes and grieving widows: A study of the representation of death in motorsport”, de Jean-Simon Demers na Universidade de Ottawa. -A história de Niki Lauda e sua disputa pelo título da Fórmula 1 contra James Hunt, um representante da visão romântica do piloto de corridas, é muito bem contada no filme Rush, de 2013. …AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em aded.studio para não perder nenhuma novidade.

Granum Sinapis
Esperança em face à morte

Granum Sinapis

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 29:14


Na véspera do Natal de 1915, Albert Einstein recebeu uma carta vinda da lama das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. O remetente era Karl Schwarzschild — físico, astrônomo, soldado. Dentro, rabiscos quase ilegíveis, escritos entre explosões e febres. Entre aquelas linhas, Einstein encontrou algo extraordinário: a primeira solução exata para suas equações da relatividade geral.Mas o que ele não sabia era que o autor já havia morrido.Morrido com o corpo queimado por gás tóxico e a alma aflita pela própria descoberta: a “singularidade” — o que hoje chamamos de *buraco negro*. Um ponto onde o tempo se curva sobre si mesmo, o passado e o futuro se tocam e até a luz parece prisioneira.A morte se parece um pouco com isso: um limite invisível, o medo de ser tragado pela escuridão. “Venit nox” — vem a noite, dizia Jesus. E, de fato, a noite vem para todos nós. Mas a fé transforma essa mesma frase.Porque Cristo desceu até o buraco negro da morte — e explodiu ali dentro uma luz mais forte que mil sóis.A Ressurreição foi a explosão divina que quebrou a gravidade da morte, abrindo uma passagem para a eternidade.O túmulo vazio é a prova de que a noite não é o fim — é apenas o instante que antecede o amanhecer.E é por isso que os cristãos, desde os tempos antigos, aprenderam a *zombar da morte. A véspera de Todos os Santos — o antigo *All Hallows' Eve — nasceu como um riso sagrado diante da escuridão.Não se trata de negar o mal, mas de proclamá-lo vencido. De afirmar que os demônios foram derrotados, que o medo foi acorrentado, e que o amor é o único poder que permanece.Por isso, diante da morte, o cristão não se desespera: ele espera.Sabe que “vem a noite”, mas pede com fé: “Mane nobiscum, Domine — fica conosco, Senhor, porque o dia declina.”E escuta, em resposta, a voz do próprio Cristo: “Aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.”

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | A SABEDORIA QUE PRECISAMOS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Oct 8, 2025 3:11


LEITURA BÍBLICA DO DIA: PROVÉRBIOS 4:10-19 PLANO DE LEITURA ANUAL: ISAÍAS 30–31; FILIPENSES 4   Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Em seu livro A Grande Gripe (Intrínseca, 2020), John M. Barry conta sobre a epidemia da gripe espanhola de 1918. Revela que as autoridades sanitárias anteciparam um surto maciço. Temeram que a Primeira Guerra Mundial trouxesse novos vírus com milhares de soldados amontoados cruzando fronteiras. Mas esse conhecimento foi inútil para impedir a devastação. Líderes poderosos incitaram a guerra e a violência. Os epidemiologistas estimam que 50 milhões de pessoas morreram da gripe, somando-se a 20 milhões de mortos da carnificina da guerra. Provamos repetidamente que o nosso conhecimento humano jamais será suficiente para nos resgatar do mal (PROVÉRBIOS 4:14-16). Embora tenhamos acumulado conhecimento e percepções notáveis, ainda não conseguimos parar a dor que infligimos uns aos outros. Não podemos interromper “o caminho dos perversos” que, tolo e repetitivo, leva à “absoluta escuridão”. Apesar de nosso melhor conhecimento, não temos realmente ideia do que nos “faz tropeçar” (v.19). É por isso que devemos obter “sabedoria e […] ter discernimento” (v.5). A sabedoria nos ensina o que fazer com o conhecimento. E precisamos desesperadamente da verdadeira sabedoria que vem de Deus. Nosso conhecimento é insuficiente, mas a sabedoria divina provê o que precisamos.  Por: WINN COLLIER 

Freud Que Eu Te Escuto
Psicanálise e Telepatia (1921)

Freud Que Eu Te Escuto

Play Episode Listen Later Sep 16, 2025 39:04


Neste episódio, lemos um dos textos mais singulares de Freud: “Psicanálise e Telepatia”, escrito em 1921 mas publicado apenas em 1941, já após a morte do autor. Freud não o destinara à publicação — apresentou-o apenas a um círculo íntimo de colaboradores. Quando veio a público, foi sob este título, com cortes que preservavam a identidade de pacientes.“Não é seguro que o maior interesse pelo ocultismo envolva perigo para a psicanálise. Pelo contrário, seria de esperar simpatia entre aquele e esta. (…) A psicanálise não tem interesse em defender a autoridade da ciência com o próprio sacrifício. Ela mesma se acha em oposição a tudo o que é limitado convencionalmente.”O texto traz a tensão entre psicanálise e ocultismo, em um tempo marcado pela crise de valores após a Primeira Guerra Mundial. Freud relata casos em que profecias, médiuns e experiências ditas “ocultas” aparecem, interpretando-os como formações ligadas ao desejo inconsciente e à transmissão psíquica, e não a poderes sobrenaturais.“Vejo apenas uma forma de escapar à conclusão imposta por esse caso. (…) É possível que a paciente tenha desenvolvido uma paramnésia, introduzindo detalhes significativos a partir de seu inconsciente. Então, desapareceria o fato que nos impõe tão sérias conclusões.”Entre ceticismo e fascínio, Freud revela sua ambivalência diante desses fenômenos, mas nunca deixa de reafirmar a psicanálise como método de investigação rigorosa do inconsciente.

Vida em França
Série televisiva retrata “o extraordinário percurso da comunidade portuguesa de França”

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 23, 2025 22:32


“O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” é uma série documental em oito episódios que fala sobre os portugueses e lusodescendentes de hoje em França, mas também recorda os que fugiram de Portugal no século XVI, os que combateram na Primeira Guerra Mundial e os que participaram na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. A série é realizada por Carlos Pereira, director do mais conhecido jornal das comunidades por terras francesas, o LusoJornal, e está a ser difundida na RTP Internacional, ficando disponível online. RFI: “Por que é que a série se chama ‘O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França'? O que é que este percurso tem de tão extraordinário? Carlos Pereira, Realizador de “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França”: “Eu acho que este percurso é, de facto, é extraordinário. A grande massa dos portugueses que chegaram nos anos 50, 60, não sabia ler, não sabia escrever. Eram, no melhor dos casos, iletrados, mas numa grande parte eram analfabetos e conseguindo dar a volta à situação, trabalhando muito, conseguiram impor-se e estar em França como se fosse quase em Portugal. Eu acho que este percurso é mesmo um percurso extraordinário. E depois, ao trabalhar sobre este percurso, apercebi-me que isto já vinha de antes dos portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial, que estiveram na Segunda Guerra Mundial e que fizeram um trabalho importante também de resistência durante a ocupação nazi. Procurando ainda melhor, vimos que já os judeus portugueses que chegaram cá durante a Inquisição fizeram um trabalho impressionante de integração em França. Iniciei aí este percurso que inicia no século XVI e que chegou até hoje.” Quantos portugueses e lusodescendentes é que vivem hoje em França? Ainda são uma “comunidade invisível” como outrora ficou conhecida? “Essa pergunta já responde, de facto, que é uma comunidade invisível, isto é, nós não sabemos dizer o número exacto de portugueses que moram em França. Hoje ninguém tem estes números. Isto é sintomático. Nem Portugal tem estes números, nem também França tem estes números, portanto não sabemos. É uma comunidade muito grande que está em todo o lado. Encontramos os portugueses na política, nas associações, no desporto, na cultura, os empresários... Agora, o número exacto, quantos somos, não sabemos responder a essa pergunta.” Muitas vezes os políticos falam em um milhão, um milhão e meio de portugueses em França... “Ouve-se de tudo. Fala-se entre um milhão e duzentos mil e um milhão e quinhentos mil. Já aí entra esta diferença que é bastante grande, mas estima-se que esta comunidade ande por aí. Há muitos lusodescendentes que não têm a nacionalidade portuguesa, que não estão registados, que podiam ser portugueses a qualquer momento. E depois também há as mulheres e os maridos de portugueses que também podiam ser portugueses a qualquer momento se fossem pedir a nacionalidade e isto faria certamente números muito maiores.” Como é que surgiu a ideia de fazer esta série documental? “Era importante contar esta história. O que nós fazemos no LusoJornal regularmente é contar esta história, a história contemporânea de portugueses que moram em França. Não há nada ou há muito pouco registado em vídeo, isto é, não há muitos documentários sobre os portugueses de França.” Há os documentários do realizador José Vieira. “Pois houve alguns documentários do José Vieira, mas há muito poucos documentários sobre os portugueses de França e são muito sobre a história, sobre ‘o salto', sobre antes do ‘salto' ou depois do ‘salto' e não tanto sobre os portugueses de hoje e eu quis dar a minha contribuição. Propus à RTP, a RTP também queria fazer um trabalho sobre isto, apareci num bom momento, na boa altura, a compra estabeleceu-se, fizemos este acordo e a série foi feita em oito episódios por enquanto. Espero que haja uma segunda série, era importante que se retratasse este percurso e, sobretudo, que se fizesse uma fotografia actual de uma comunidade enorme, como já dissemos, mas que é tão desconhecida em Portugal e em França. Ainda recentemente, neste último episódio sobre os judeus, houve muita gente que me ligou e que me disse que não conhecia esta história, nem portugueses nem franceses.” Qual é essa história dos judeus portugueses em França? “Os judeus saíram de Portugal durante a Inquisição e uma parte pequena, apesar de tudo, veio instalar-se em França, onde também não podia haver a prática judaica. O rei Henrique II decide permitir a instalação deles em Bordéus - ou na faixa entre Bordéus, Hendaye e Bayonne - dizendo que eles também não são judeus, porque tinham sido convertidos à força em Portugal, cristãos novos, e arranjando ali alguns argumentos decide autorizá-los a ficar. Dali foram-se expandindo no país inteiro e deram um primeiro-ministro Pierre Mendès France, o Georges Mendel, os irmãos Pereira, isto é, desenvolveram os caminhos-de-ferro em França, as termas, fizeram aqui impérios e depois chegou a Segunda Guerra Mundial e veio estragar um pouco esta comunidade já que muitos deles foram deportados e mortos. Ficaram uma sinagoga portuguesa em Paris, outra em Bordéus e outra em Bayonne, onde se pratica ainda agora o rito português que é um rito muito específico, embora já não sejam portugueses a ocupá-las ou muito poucos a frequentá-las e são os judeus da África do Norte que, entretanto, sendo também sefarditas, embora pratiquem um rito diferente, foram-se habituando a praticar o rito português, já que estas sinagogas obrigam, por estatuto, que se siga o rito português até ao fim dos tempos. Depois ficou um cemitério judeu em Bordéus e o primeiro cemitério judeu em Paris que ainda hoje é possível visitar se for pedida autorização ao consistório. Eu visitei e filmei. Ainda ficaram alguns rastos desta comunidade e eu acabo o documentário no Josué Ferreira, que é um lusodescendente que acabou por ser a primeira mulher rabina a ser ordenada em França e que depois mudou de nome e de sexo e agora é Josué Ferreira e é rabino na comunidade liberal em Montpellier. É um lusodescendente que se converteu ao judaísmo e hoje é um rabino.” Outro episódio, difundido em Junho, chama-se “Lusodescendentes e politicamente implicados em França”. O que é que representam estes luso-eleitos no mapa político francês em termos de números e em termos de visibilidade da própria emigração portuguesa? “Segundo a Cívica, portanto, a associação dos autarcas de origem portuguesa, há por volta de 8.000 autarcas de origem portuguesa. Este número também não é fácil de verificar. No LusoJornal verificámos uma boa parte, uns 80%, e este número não deverá andar muito longe daí. Isto chega-se lá através dos nomes, mesmo se depois há os Costas que até poderão ser espanhóis. Ou então, por exemplo, uma autarca que tinha o apelido francês devido ao casamento, mas que é portuguesa. Portanto, 8.000 representam muito e os portugueses - repito - chegaram cá praticamente analfabetos. Eles não conheciam o sistema francês e descobriram tudo. Houve aqui todo um trabalho de afirmação, digamos assim. Há os autarcas, depois há os deputados. Há quatro deputados actualmente na Assembleia Nacional Francesa e nós entrevistámos dois deles. Depois, entrevistámos os presidentes de câmara, vereadores em Paris, na região parisiense, mas também em Clermont-Ferrand, onde há uma comunidade grande portuguesa e há, aliás, uma deputada de lá. No fim, na altura em que filmámos, uma lusodescendente tinha chegado ao Parlamento português: era a Nathalie Oliveira e ela conta também esse percurso de como é que fazendo um percurso no PS francês, ela acabou por ser eleita deputada em Portugal, apesar de muitas dificuldades. Era o retorno, no fundo, da moeda, era o regressar a Portugal enquanto deputada.” Há outro episódio que tem como título “Associações Portuguesas de França - Uma teia de Influências”. Qual é que tem sido a importância do movimento associativo português em França? E por que é que de 900 associações portuguesas no final dos anos 90, hoje há muito poucas? “Hoje há muito menos associações portuguesas em França porque o problema hoje não é o mesmo. Nos anos 70 e 80, ainda não havia internet, ainda não havia redes sociais, ainda não era possível ver a televisão portuguesa em França e, por isso, as pessoas juntavam-se numa associação e a associação era o terreno que eles constituíam aqui. Hoje, isso já não é preciso, isso já não é prioridade. As pessoas iam a uma associação muitas vezes encontrar trabalho, encontrar casa, encontrar mulher ou marido, até nos grupos de folclore. Isso hoje já não é uma prioridade e, portanto, muda-se muito os objectivos e há muitas associações que não se souberam adaptar e que vão certamente acabar. Há muitas que já acabaram. Eu escolhi apenas grandes associações que fazem a diferença, já que evidentemente eu não podia entrevistar 900 e tal associações.” Quantas associações há hoje? “Não sei e esse é também um problema. É que nós não sabemos exactamente o número de associações que existem em França. Em França, é muito fácil criar uma associação, isto é, duas pessoas juntam-se e vão declarar a associação. Demora três ou quatro dias e custa 20 e tal euros. Há muitas associações que depois existem no papel e não existem na prática. Enfim, é completamente impossível dizer o número de associações portuguesas que há em França. Agora, eu escolhi umas oito ou nove e escolhi aquelas que se impuseram mais, ou porque construíram edifícios enormes que estão actualmente a dinamizar e a ceder às próprias Câmaras Municipais ou então, como em Dijon e em Clermont-Ferrand, ou a associação de Pontault-Combault que faz um festival enorme todos os anos que é já uma festa da própria cidade, embora seja organizada por uma associação portuguesa. Isso acontece em Clermont-Ferrand também. Também escolhi a Associação de Nanterre porque organiza uma feira de produtos portugueses e aqui há também esta dimensão comercial ou de promoção regional de produtos endógenos num outro país. Escolhi a associação O Sol de Portugal que foi a primeira associação juvenil a ser criada em França, é uma associação em Bordéus que tem a particularidade de até agora nunca nenhum homem a ter dirigido e sempre foi dirigida por mulheres e tem experimentado, de há uns anos para cá, uma nova fórmula que é uma co-presidência. Portanto, actualmente há três mulheres a presidir a esta associação.” De todos os episódios, quais são aqueles que mais o marcaram? “Eu gostei muito de realizar os episódios sobre a Resistência e sobre os judeus, já que eu tinha feito uma sinopse inicial e ela acabou por ser completamente alterada. Isto é, eu fui aprendendo tanta coisa nova durante a própria realização que fui alterando. Esses dois marcaram-me muito. Portugal é um país neutro na Segunda Guerra Mundial e afinal eu entrevistei famílias de pessoas que foram fuziladas devido a serem resistentes, de pessoas que foram levadas num comboio para campos de concentração alemães e morreram no comboio, deitaram-nos do comboio abaixo. Isto é, aprendi muito em relação a estes dois episódios um pouco mais históricos. O episódio sobre o fado eu gostei muito de o ter realizado. Há um mundo fadista português aqui. Eu mostrei esse mundo fadista e gostei bastante. E depois todos os outros. Gostei dos empresários, do desporto, da cultura. Esses ainda não passaram, ainda vão passar agora. São episódios muito engraçados que mostram coisas novas e o importante é que eu agora receba mensagens de gente que me diga ‘Nunca vi isto assim, com este olhar'. Um olhar global, digamos assim. Aprendi muito. Fico contente por saber isso e por ter conseguido dar esta imagem global e de levar coisas novas que as pessoas não sabiam.” Vamos a esse universo fadista em França. Que universo é? “É um universo muito feminino, mas isto é a circunstância do tempo porque houve já mais homens a cantar fado no passado, mas actualmente é um universo muito feminino e, portanto, eu fui buscar uma cantora que é a Mónica Cunha, que aprendeu a cantar em Portugal e que veio para cá dar aulas de português e acabou por se impor aqui também enquanto fadista. Também fui buscar uma jovem que já nasceu cá, que nunca viveu em Portugal e que, à força de corrigir o sotaque, ela impõe-se no meio fadista aqui como uma grande fadista, a Jenyfer Raínho. Fui buscar uma francesa, a Lizzie, que não tem absolutamente nada a ver com Portugal e que um dia viu na televisão uma reportagem, viu alguém a cantar e disse ‘Eu adoro esta música'. Hoje ela fala um português perfeito e canta muito bem. Fui buscar pessoas que vêm de outros horizontes, isto é, da bossa nova, por exemplo, como é o caso da Tânia Raquel Caetano e que se aproximou a seguir do fado. Fui buscar um músico como o Philippe de Sousa, que viveu até muito pouco tempo em Portugal, mas que é um fadista, ou melhor, ele toca viola inicialmente, depois descobre a guitarra de fado e hoje leva essa guitarra de fado a outros universos do jazz, portanto com outras músicas, de outros horizontes menos convencionais e isso interessou-me muito. Pelo meio, há o Jean-Luc Gonneaud, um especialista de fado, francês, que um dia foi a Lisboa, já há muitos anos, porque fez um estágio em Lisboa e apostou com um irlandês que iam cantar um fado. No dia em que iam cantar, o irlandês disse que não ia. Ele foi e cantou o fado ‘O Marceneiro'. Desde aí ele é muito conhecido no mundo fadista em Portugal também, e  muitas vezes assume esta ponte entre a França e Portugal.” Fala-se muito nas histórias de sucesso de empresários portugueses... Também as aborda... “O meu objectivo não era ficar naqueles empresários que nós já conhecemos todos e que são empresários de sucesso. Eu fui à procura de nova gente e encontrei, por exemplo, o Michel Vieira, em Lyon, que ninguém conhece e é o maior empresário português de França. Ele já nasceu cá porque os pais vieram para cá, o pai era bate-chapas, a mãe era mulher-a-dias e resolveram instalar-se aqui por mero acaso. Ele conta a história no filme. Ele fez um CAP, que é um diploma de base a seguir à quarta classe, e aprendeu a ser electricista. Andou a trabalhar nas obras e não gostou, disse que tinha muito frio, voltou à escola e resolveram propor-lhe uma especialização em electrodomésticos. Ele começa a reparar máquinas de lavar a louça e a roupa e, a partir daí, entra numa empresa ainda estagiário, vai crescendo, chega a chefe técnico, chefe comercial, depois director-geral e compra a empresa ao patrão. A empresa devia ter uns 12 milhões de euros naquela altura e ele começa a comprar outras empresas e comprou uma por 500 milhões de euros - é até hoje o único empresário sem sequer o 12° ano a obter um crédito de 500 milhões de euros. E se tudo funcionar bem, como ele espera, agora em 2025 ele vai chegar ao fim do ano e vai ter mil milhões de volume de negócios. Portanto, será o maior empresário português em França a entrar no grupo das 300 maiores empresas francesas. É uma história impressionante. Ele costuma dizer: 'Só foi possível por eu ser português, porque eu não estou a ver como é que vão dar um crédito a uma pessoa assim que chega e que não tem estudos nenhuns, que vem pedir um crédito de 500 milhões de euros, é só mesmo por eu ser português e eles reconhecerem o facto de ser trabalhador.'” O Carlos Pereira também aborda os portugueses no mundo cultural francês... “Em relação à cultura, o meu objectivo não é de contar os portugueses que estão a dominar os centros culturais ou teatros aqui em Paris porque essa é uma história que já muita gente conhece. Fui buscar pessoas que estão em horizontes muito diversos. É muito difícil fazer um episódio como este sobre a cultura ou sobre o desporto, já que há tanta gente a fazer cultura, a fazer desporto em domínios diferentes. Fui buscar uma realizadora, a Cristelle Alves Meira, fui buscar um coreógrafo que tem uma companhia em Bayonne que está a funcionar muito bem, o Fábio Lopes, foi buscar um pianista, Ricardo Vieira... Isto é, fui buscar várias pessoas a trabalharem em ramos diferentes e juntei-as de maneira a mostrar precisamente a diversidade, sem ser um catálogo onde se mostra tudo. Há muita gente que infelizmente não consegui pôr, mas o objectivo era mostrar que há gente em várias áreas. Mostrei isso também no desporto. Não queria falar só sobre futebol. Isso é um grande erro, pensar que os portugueses de França são todos adeptos de futebol e fazem todos futebol. Há portugueses em muitas outras áreas, no futebol também, é evidente, mas os portugueses dominam o futsal francês, há modalidades mais pequeninas, como o bilhar, os matraquilhos e a pelota basca que tem uma federação portuguesa que nasceu em França. A minha ideia era mostrar a diversidade e não tanto fazer um inventário de quem faz o quê.” A série “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” pode ser vista no site da RTP.

Rádio Escafandro
142: Heil Trump

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Jul 9, 2025 57:01


Neste episódio de podcast apontamos as semelhanças e diferenças entre Donald Trump e Adolf Hitler,  e comparamos o início de seus respectivos governos.Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha se viu completamente destruída. A república recém-criada teve de enfrentar uma hiperinflação e múltiplas tentativas de golpe de Estado.Nesse contexto de crise política e de representação, surgiram grupos radicais de extrema direita. E o líder de um desses grupos, um homem que já soava ridículo para muitos, ascendeu ao poder prometendo fazer a Alemanha grande novamente. Ele passou a perseguir opositores e minoras, enfraqueceu as instituições, e definiu o inimigo número um do povo alemão: os judeus.Quase 100 anos depois, os Estados Unidos elegeram como seu novo presidente um homem considerado ridículo por parte da nação e do mundo. Ele assumiu prometendo trazer o país de volta às glórias, vem perseguindo as instituições democráticas, e definiu que os imigrantes são o inimigo a ser derrotado na América.A Alemanha de Hitler e os Estados Unidos de Trump tem muitas semelhanças, mas muitas diferenças também. É sobre isso o episódio 142 da Rádio Escafandro.Mergulhe mais fundoFaces do Extremo: o Neofascismo nos EUA 1970-2010 (link para download)Entrevistada do episódioTatiana PoggiDoutora em história e professora de História Contemporânea na Universidade Federal Fluminense (UFF). Integra o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o Marxismo (Niep-Marx), o Laboratório de História Econômico-Social (Polis) e a Rede Direitas História e Memória.Episódios relacionados#79: Os pobres de direita e o futuro da política#126: O futuro (?) com Trump#132: Bilionazis#139: Manual prático para saída à esquerdaFicha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariProdução, direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

Scicast
Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero - parte II (SciCast #651)

Scicast

Play Episode Listen Later Jul 5, 2025 84:30


Achou que a Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conflito global? Achou errado, freund! A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) é considerada, por diversos autores, como a primeira guerra global, pois envolveu potências europeias com vastas áreas coloniais. Motivada por disputas de território e, sobretudo, interesses econômicos, a amplitude e descontinuidade geográfica do conflito determinou a existência de uma multiplicidade de espaços operacionais com características próprias. Calce suas botas, atenda ao pedido de Sua Alteza e embarque no conflito que remodelou o mundo, no final do séc XVIII. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://instagram.com/scicastpodcast Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Fernando Malta, Anderson Couto, Maria Oliveira, Matheus Silveira, Willian Spengler Citação ABNT: Scicast #651: Guerra dos 7 anos. Locução: Fernando Malta, Anderson Couto, Maria Oliveira, Matheus Silveira, Willian Spengler. [S.l.] Portal Deviante, 05/07/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-651 Imagem de capa: Por James Grant - This file is from the Mechanical Curator collection, a set of over 1 million images scanned from out-of-copyright books and released to Flickr Commons by the British Library.View image on FlickrView all images from bookView catalogue entry for book., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=41435666 Para apoiar o Pirulla, use o Pix abaixo: pirula1408@gmail.com Em nome de Marcos Siqueira (primo do Pirulla) [caption id="attachment_65160" align="aligncenter" width="300"] QR code PIX[/caption] https://www.youtube.com/watch?v=BecoooBM7ME&t=2170s Site: https://www.pirulla.com.br/ Carta colaborativa: ciência pela integridade da informaçãoFormulário para indicação de apoio Referências e Indicações Scicast#475 - A Grande Guerra do Norte: Rússia x Suécia Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero – Origens (SciCast #646) Sugestões de literatura: AUDOIN-ROZEAU, Stéphane. As grandes batalhas da História. São Paulo: Larrouse, 2009. CUMMINS, Joseph. As maiores guerras da História. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012. CROMPTON, Samuel W. 100 guerras que mudaram a história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. FLINT, Keith. Honours of War: Wargames Rules for the Seven Years’ War. Oxford: Osprey Publishing, 2015. (Osprey Wargames) FERRARI, Ana C. Guerra: impérios coloniais e lutas modernas. São Paulo: Duetto Editorial, 2011. GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: conflitos mundiais através dos tempos. São Paulo: M.Books, 2005. MARSTON, Daniel. The Seven Years’War. Oxford: Osprey Publishing, 2001. (Essential Histories v. 006) OVERY, Richard. A história da guerra em 100 batalhas. São Paulo: Publifolha, 2015. Sugestões de filmes: Barry Lyndon (1975) General Hadik (2023) O Grande Rei (1942) Sugestões de vídeos: Para gostar de História e Geografia - Guerra dos Sete Anos Geo-História - A Guerra dos Sete Anos: A Primeira Guerra Mundial? O mosquete britânico Brown Bess Sugestões de links: https://www.academia.edu/31339348/A_Guerra_dos_Sete_Anos_um_conflito_de_dimens%C3%B5es_globais Sugestões de games: Assassin’s Creed Rogue See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcasts do Portal Deviante
Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero – parte II (SciCast #651)

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Play Episode Listen Later Jul 5, 2025 84:30


Achou que a Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conflito global? Achou errado, freund! A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) é considerada, por diversos autores, como a primeira guerra global, pois envolveu potências europeias com vastas áreas coloniais. Motivada por disputas de território e, sobretudo, interesses econômicos, a amplitude e descontinuidade geográfica do conflito determinou a existência de uma multiplicidade de espaços operacionais com características próprias. Calce suas botas, atenda ao pedido de Sua Alteza e embarque no conflito que remodelou o mundo, no final do séc XVIII.

Escuta Essa
Ases

Escuta Essa

Play Episode Listen Later Jun 4, 2025 41:22


O que um dos maiores torneios de tênis do mundo e uma banda de rock brasileira têm em comum? Ambas escolheram seus nomes homenageando pioneiros da aviação que combateram nos céus da Primeira Guerra Mundial. Neste episódio falamos de como Roland Garros e Manfred Von Richtofen, o Barão Vermelho, ajudaram a revolucionar a aviação, se tornaram ícones populares de seus países e tentaram manter vivas as ideias de heroísmo, romantismo, honra e da “bela morte” durante a guerra mais sangrenta que o mundo havia visto até então.Este é mais um episódio do Escuta Essa, podcast semanal em que Denis e Danilo trocam histórias de cair o queixo e de explodir os miolos. Todas as quartas-feiras, no seu agregador de podcasts favorito, é a vez de um contar um causo para o outro.Não deixe de enviar os episódios do Escuta Essa para aquela pessoa com quem você também gosta de compartilhar histórias e aproveite para mandar seus comentários e perguntas no Spotify, nas redes sociais , ou no e-mail escutaessa@aded.studio. A gente sempre lê mensagens no final de cada episódio!...NESTE EPISÓDIO-A Cochinchina existe e é bem bonita, fica no sul do Vietnã []-O relato do encontro Isadora Duncan com Roland Garros foi descrito em “Ma Vie”, a autobiografia da bailarina.-No livro “Sob o céu das Valquírias”, o historiador Delmo de Oliveira Arguelhes fala sobre os conceitos de heroísmo e honra nos pilotos de caça da Primeira Guerra Mundial. Delmo foi convidado do podcast História FM para falar da sua pesquisa.-Há também um episódio com Delmo de Oliveira Arguelhes para falar apenas sobre o Barão Vermelho. É lá que ele fala da especulação de que o Manfred Von Richtofen assassinado no famoso crime brasileiro não seja da mesma família do piloto da Primeira Guerra. -É possível ler sobre a história de Manfred Von Richtofen na biografia “O Barão Vermelho”, de J. Eduardo Caamaño.-Em 1999, o médico alemão Henning Allmers publicou no The Lancet o seu estudo do histórico médico de Manfred Von Richtofen em que concluiu que ele não estava apto para voar na época de sua morte....AD&D STUDIOA AD&D produz podcasts e vídeos que divertem e respeitam sua inteligência! Acompanhe todos os episódios em aded.studio para não perder nenhuma novidade.

Scicast
Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero - Origens (SciCast #646)

Scicast

Play Episode Listen Later May 31, 2025 89:11


Achou que a Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conflito global? Achou errado, freund! A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) é considerada, por diversos autores, como a primeira guerra global, pois envolveu potências europeias com vastas áreas coloniais. Motivada por disputas de território e, sobretudo, interesses econômicos, a amplitude e descontinuidade geográfica do conflito determinou a existência de uma multiplicidade de espaços operacionais com características próprias. Calce suas botas, atenda ao pedido de Sua Alteza e embarque no conflito que remodelou o mundo, no final do séc XVIII. Patronato do SciCast: 1. Patreon SciCast 2. Apoia.se/Scicast 3. Nos ajude via Pix também, chave: contato@scicast.com.br ou acesse o QRcode: Sua pequena contribuição ajuda o Portal Deviante a continuar divulgando Ciência! Contatos: contato@scicast.com.br https://twitter.com/scicastpodcast https://www.facebook.com/scicastpodcast https://instagram.com/scicastpodcast Fale conosco! E não esqueça de deixar o seu comentário na postagem desse episódio! Expediente: Produção Geral: Tarik Fernandes e André Trapani Equipe de Gravação: Fernando Malta, Anderson Couto, Maria Oliveira, Matheus Silveira, Willian Spengler Citação ABNT: Scicast #646: Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero - Origens. Locução: Fernando Malta, Anderson Couto, Maria Oliveira, Matheus Silveira, Willian Spengler. [S.l.] Portal Deviante, 31/05/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-646 Imagem de capa: Por Sayer, Robert, 1725-1794 -- Cartographer ;Anville, Jean Baptiste Bourguignon d', 1697-1782 -- CartographerRobert de Vaugondy, Didier, 1723-1786 -- Cartographer - a file already in Wikimedia Commons (http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchdetail.cfm?imageID=434522), Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=34878452 Referências e Indicações Scicast#475 - A Grande Guerra do Norte: Rússia x Suécia Sugestões de literatura: AUDOIN-ROZEAU, Stéphane. As grandes batalhas da História. São Paulo: Larrouse, 2009. CUMMINS, Joseph. As maiores guerras da História. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012. CROMPTON, Samuel W. 100 guerras que mudaram a história do mundo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. FLINT, Keith. Honours of War: Wargames Rules for the Seven Years’ War. Oxford: Osprey Publishing, 2015. (Osprey Wargames) FERRARI, Ana C. Guerra: impérios coloniais e lutas modernas. São Paulo: Duetto Editorial, 2011. GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: conflitos mundiais através dos tempos. São Paulo: M.Books, 2005. MARSTON, Daniel. The Seven Years’War. Oxford: Osprey Publishing, 2001. (Essential Histories v. 006) OVERY, Richard. A história da guerra em 100 batalhas. São Paulo: Publifolha, 2015. Sugestões de filmes: Barry Lyndon (1975) General Hadik (2023) O Grande Rei (1942) Sugestões de vídeos: Para gostar de História e Geografia - Guerra dos Sete Anos Geo-História - A Guerra dos Sete Anos: A Primeira Guerra Mundial? O mosquete britânico Brown Bess Sugestões de links: https://www.academia.edu/31339348/A_Guerra_dos_Sete_Anos_um_conflito_de_dimens%C3%B5es_globais Sugestões de games: Assassin’s Creed Rogue See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Guerra dos 7 Anos, a Guerra Mundial Zero – Origens (SciCast #646)

Podcasts do Portal Deviante

Play Episode Listen Later May 31, 2025 89:11


Achou que a Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conflito global? Achou errado, freund! A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) é considerada, por diversos autores, como a primeira guerra global, pois envolveu potências europeias com vastas áreas coloniais. Motivada por disputas de território e, sobretudo, interesses econômicos, a amplitude e descontinuidade geográfica do conflito determinou a existência de uma multiplicidade de espaços operacionais com características próprias. Calce suas botas, atenda ao pedido de Sua Alteza e embarque no conflito que remodelou o mundo, no final do séc XVIII.

Inteligência Ltda.
1520 - GENOCÍDIO ARMÊNIO: FILIPE FIGUEIREDO E HEITOR LOUREIRO

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later May 3, 2025 120:29


FILIPE FIGUEIREDO e HEITOR LOUREIRO são historiadores. Eles vão bater um papo sobre o genocídio ocorrido na Armênia durante a Primeira Guerra Mundial, considerado uma das piores babáries do Séc. XX. O Vilela confirma a veracidade da afirmação, mas diz que o Dilúvio foi pior.JOGOS DO APOCALIPSE | LIGUE OS PONTOS & ACORDES - Rogério Vilelahttps://jamboeditora.com.br/produto/jogos-do-apocalipse/Linha de óculos do Vilela:https://www.dutyotica.com.br/duty-by-vilela.htmlSeja membro do canal!!https://www.youtube.com/channel/UCWZoPPW7u2I4gZfhJBZ6NqQ/join

História em Meia Hora
Guerra de Trincheiras

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Apr 26, 2025 31:03


A parte mais cruel da Primeira Guerra Mundial foi narrada em cartas por pessoas que viveram o conflito. Alegando não só todo o sofrimento, mas também o fim de sua própria humanidade. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Guerra de Trincheiras.-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal no YouTube, e assista o História em Dez Minutos!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja!www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- CLARK, Christopher. Os Sonâmbulos: Como a Europa foi à Guerra em 1914. São Paulo: Companhia das Letras, 2013- HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: O breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995- FERRO, Marc. A Grande Guerra: 1914-1918. São Paulo: Paz e Terra, 1992.- KEEGAN, John. A Primeira Guerra Mundial. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000

SBS Portuguese - SBS em Português
Notícias da Austrália e do Mundo | Sexta-feira 25 de abril

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 10:22


Dezenas de milhares de pessoas celebram o Anzac Day neste 25 de abril na Austrália, para homenagear os soldados mortos em Galípoli, na Primeira Guerra Mundial, e em outras batalhas. Autoridades condenam e investigam grupo que emitiu vaias durante cerimônia aborígene na programação do Anzac Day em Melbourne. Marcha dos Vivos reúne milhares de pessoas no 80º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Polêmica em Portugal pela decisão do governo de adiar celebrações de 25 de abril, alegando luto pelo papa Francisco. No Brasil, presidente Lula sanciona leis de proteção às mulheres.

Professor HOC
O FANTASMA DO VIETNÃ: A GUERRA OCULTA E AS OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS

Professor HOC

Play Episode Listen Later Apr 21, 2025 18:30


No vídeo de hoje vamos explorar uma história ao mesmo tempo intrigante e assustadora, envolvendo as famosas operações psicológicas, ou "psyops". Durante a Guerra do Vietnã, soldados do Viet Cong eram aterrorizados por uma voz fantasmagórica, que supostamente vinha do além, implorando que abandonassem o combate. Essa gravação, conhecida como Ghost Tape Number 10, fazia parte da Operação Alma Errante, uma estratégia americana para minar o moral inimigo usando suas crenças culturais mais profundas contra eles.Vamos entender como essa operação foi conduzida, o impacto psicológico devastador que teve sobre os soldados norte-vietnamitas, e como a guerra psicológica se desenvolveu desde a Primeira Guerra Mundial até os dias de hoje. Exploraremos outras estratégias fascinantes, como transmissões musicais por helicópteros americanos, promessas de assistência médica para famílias inimigas, e táticas soviéticas como a infame Operação INFEKTION, que espalhou teorias conspiratórias sobre a AIDS.Psyops continuam presentes na guerra moderna, desde os conflitos no Oriente Médio até a guerra híbrida russa. Seja no Vietnã ou na Ucrânia, passado ou presente, EUA ou Rússia, as operações psicológicas permanecem um aspecto obscuro, porém crucial, da estratégia militar global.Não perca essa história impressionante e cheia de detalhes assustadores!

Ilustríssima Conversa
Arlene Clemesha: Judaísmo vive crise de consciência com genocídio em Gaza

Ilustríssima Conversa

Play Episode Listen Later Apr 12, 2025 53:27


Arlene Clemesha, professora de história árabe da USP, é uma das mais conhecidas vozes críticas à ofensiva militar de Israel em Gaza e, de forma mais geral, ao sionismo, a ideologia política de defesa do Estado judeu no Oriente Médio. Em "Marxismo e Judaísmo: História de uma Relação Difícil", o foco da sua análise, no entanto, é outro: a historiadora se volta a como movimentos marxistas e socialistas lidaram com a questão judaica até as vésperas da Primeira Guerra Mundial, período em que o antissemitismo tinha feições diferentes e o sionismo, menos força. Na entrevista, Clemesha fala sobre as transformações do antissemitismo nos séculos 19 e 20 e defende que a necessária condenação desse tipo de preconceito não deve ser usada para silenciar críticos de Israel. A pesquisadora diz considerar que o país está cometendo um genocídio de palestinos na Faixa de Gaza e explica por que pensa que a solução de um só Estado, que una israelenses e palestinos, pode até ser o caminho mais simples para a paz na região —lembrando que, hoje, qualquer proposta parece completamente irrealizável. Israel nega as acusações de genocídio contra palestinos. Em defesa na Corte Internacional de Justiça, o país declarou que uma guerra trágica está em curso na Faixa de Gaza, não um genocídio, e que acusar Israel desse crime é uma leitura distorcida do direito internacional. Definição de antissemitismo da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto) Declaração de Jerusalém sobre o Antissemitismo Produção e apresentação: Eduardo Sombini Edição de som: Raphael Concli See omnystudio.com/listener for privacy information.

Inteligência Ltda.
1421 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL: FLAVIO MORGENSTERN

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Jan 17, 2025 175:05


FLAVIO MORGENSTERN é analista político, escritor e conservador. Flavio é adepto do lema “conservadorismo é o novo sexy”. Ele vai bater um papo sobre a Primeira Guerra Mundial. O Vilela não foi pra guerra porque foi dispensado do exército por excesso de acne.

História em Meia Hora
Primeira Guerra Mundial - História em Dez Minutos

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Jan 10, 2025 10:58


LINK PARA O CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@profvitorsoares Pessoal, você que me acompanha aqui no História em Meia Hora pode me acompanhar EM VÍDEO AGORA! O "História em Dez Minutos" faz parte do meu canal no YouTube: História com Prof. Vítor Soares. O primeiro episódio eu vou compartilhar por aqui, mas os próximos estarão exclusivamente no YouTube, tá bom? Se você quiser aprender mais história em vídeo ou se só quiser ajudar o meu trabalho a crescer, acesse o canal, se inscreva, deixe um like, comenta qualquer coisa e ativa o sininho. Isso faz uma diferença tremenda. Importante deixar claro que nada vai mudar no História em Meia Hora! Todos os sábados às 5h da manhã você pode ouvir os episódios normalmente. Inclusive, os episódios estarão disponibilizados também no YouTube, no mesmo canal! Muito obrigado! SE INSCREVA: https://www.youtube.com/@profvitorsoares

História em Meia Hora
Trégua de Natal

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Dec 21, 2024 33:03


E se eu te contar que no meio da Primeira Guerra Mundial, os dois lados pararam de lutar pra comemorar o Natal? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Trégua de Natal. - Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão": https://amzn.to/4a4HCO8 Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) REFERÊNCIAS USADAS: - HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos - O breve século XX - 1914-1991. São Paulo: Cia das Letras, 1997.  - ENGLUND, Peter. A beleza e a dor: uma história íntima da Primeira Guerra Mundial. São Paulo: Cia das Letras, 2014

Brasil-Mundo
Ator brasileiro estreia peça off-Broadway em Nova York

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Dec 14, 2024 5:00


Após percorrer os palcos brasileiros, o ator Ivo Müller traz "Rilke, One Million Words” (“Rilke, Um Milhão de Palavras", em tradução livre para o português) para uma turnê em Nova York. A produção off-Broadway é uma adaptação do monólogo do artista, que ficou em cartaz no Brasil durante cinco anos e promete provocar reflexões sobre identidade, imigração e outras questões que ecoam ao longo dos séculos. O espetáculo estreia em 3 de janeiro. Cleide Klock, correspondente em Los AngelesA peça cria uma ponte entre o ator do presente e o poeta do passado. Esse poeta é Rainer Maria Rilke (1875-1926), escritor que nasceu em Praga, na República Tcheca, numa época em que a cidade vivia sob a dominação do Império Austro-Húngaro. Para alguns, Rilke é considerado austríaco, por outros é visto como alemão."Eu aproveitei que já trabalhava com o Rilke para trazer isso para minhas questões de identidade nos Estados Unidos", diz Ivo Müller. "Eu tenho um nome muito alemão, só que eu não sou alemão, eu sou brasileiro. Aqui nos Estados Unidos você ouve muito 'você não tem cara de brasileiro', porque o brasileiro é um estereótipo", conta o ator.No enredo está a história de um escritor que luta para criar suas poesias e só consegue se expressar por meio de cartas. É por elas que o ator navega para enfrentar os próprios desafios em terras estrangeiras e trazer questões universais e atemporais, como o processo criativo e a sensação de não pertencimento.“Rilke tinha essa questão de identidade e se confundia muito, claro. Aquele era um período que envolvia guerras e ele viveu a Primeira Guerra Mundial. Mas parece que essas histórias se repetem. Agora, com o governo Trump querendo mandar milhões de imigrantes de volta, esse amálgama todo que faz a gente ser imigrante e eu uso isso", explica o ator brasileiro. "Esse poeta que nasceu no século retrasado, mas que a obra reverberou no século passado, se encontra com este ator que está vivendo no presente, para falar de questões de amor, do processo artístico, sobre identidade, que são tópicos que continuam ressoando no mundo de hoje", destaca Müller.A fascinação do brasileiro por Rilke começou quando lecionava em uma escola pública no Brasil. Na biblioteca, ele descobriu vários exemplares do livro "Cartas a um Jovem Poeta", publicado em 1929. Müller começou a usar os textos em suas aulas e, mais tarde, criou dois shows: "Cartas a um Jovem Poeta", que percorreu o Brasil de 2010 a 2013, e uma versão revisada intitulada "Rilke", que ficou em cartaz entre 2018 e 2020. Agora, "Rilke, One Million Words” é uma readaptação para o público dos Estados Unidos.“No Brasil, nos anos 50, teve o movimento do Augusto de Campos que trouxe Rilke de uma maneira muito forte, de volta com a tradução da Clarice Lispector, do Paulo Rónai Cecí. As escolas de teatro, todas mandam ler 'Cartas a um Jovem Poeta', e Rilke é muito conhecido no Brasil por isso, é incrível. Aqui nos Estados Unidos, ele é menos conhecido. Então, existe um trabalho maior para divulgar. Uma diferença também é que eu estou me colocando mais na peça. Aqui é Rilke e Ivo e Ivo e Rilke", diz o ator.Ivo Müller nasceu em Santa Catarina, mas construiu a maior parte de sua carreira na dramaturgia no eixo Rio-São Paulo, onde, além de teatro, fez filmes, séries e novelas. Há cinco anos, o ator mora em Los Angeles e viaja com frequência ao Brasil para participar de produções audiovisuais. Neste ano, fez parte do elenco do longa “Barba Ensopada de Sangue", de Aly Muritiba, e, em 2023, estreou "Proof Sheet", do diretor Richard Kilroy, ainda sem título em português e inédito no Brasil.A peça "Rilke, One Million Words” ficará em cartaz em Nova York de 3 a 25 de janeiro, de quinta a sábado, no Torn Page, um edifício histórico que já foi lar dos atores hollywoodianos Geraldine Page e Rip Torn. Sem patrocínio para a produção, o ator recorreu à prática comum nos Estados Unidos de levantar recursos para projetos culturais em plataformas de financiamento coletivo, conhecidas no Brasil como vaquinhas virtuais. O catarinense ganhou o apoio de artistas que, assim como ele, tentam a carreira em Hollywood. Uma das doações veio do consagrado ator Wagner Moura.Mas, mesmo sem ainda alcançar o valor mínimo para o resgate, Müller já garante a turnê em Nova York e planeja levá-la para outras cidades americanas, como Los Angeles. Em agosto de 2025, ele se apresenta em Edimburgo, na Escócia, onde acontece o maior festival de teatro do mundo.

ONU News
Nações Unidas marcam Dia da Memória de Todas as Vítimas da Guerra Química

ONU News

Play Episode Listen Later Nov 30, 2024 1:08


Uso do armamento na Primeira Guerra Mundial provocou matou mais de 100 mil mortes e afetou 1 milhão; ONU promete continuar ações para manter viva a memória das vítimas.

História FM
185 Brasil na Primeira Guerra Mundial: os meandros da participação brasileira

História FM

Play Episode Listen Later Nov 11, 2024 89:08


Após ataques de submarinos alemães a embarcações brasileiras em 1917, o Brasil, que mantinha uma posição neutra, decidiu entrar na Primeira Guerra Mundial. Pressionado internamente, o país se aliou oficialmente aos países da Tríplice Entente — Inglaterra, França e Rússia. A participação brasileira foi bastante modesta, mas gradativamente recebe mais atenção dos historiadores. Convidamos Francisco Quartim de Moraes e Livia Claro para falar sobre os meandros da participação brasileira na Primeira Guerra Mundial. BEST SELLER WEEK! Só nesta semana os produtos mais vendidos da Insider têm descontos especiais. Use o cupom HISTORIAFMBF para 15% de desconto ou acesse https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFMBF #insiderstore

Professor HOC
ARMAS BIOLÓGICAS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL | Professor HOC

Professor HOC

Play Episode Listen Later Oct 10, 2024 19:32


No vídeo de hoje, você vai mergulhar em uma das ameaças mais alarmantes e pouco discutidas da atualidade: as armas biológicas. Vamos além das bombas nucleares e abordamos como avanços tecnológicos, incluindo a inteligência artificial, estão facilitando a criação de patógenos sintéticos mortais. O vídeo explora o impacto global que pandemias, como a COVID-19, tiveram sobre a humanidade e como essa experiência foi apenas um teste para algo potencialmente muito mais devastador. Você vai entender por que especialistas temem que armas biológicas possam se tornar ainda mais perigosas que as nucleares e por que o mundo precisa se preparar. Com exemplos históricos que vão desde a Primeira Guerra Mundial até experimentos soviéticos e ataques bioterroristas, o vídeo revela como esses patógenos mortais foram usados no passado e como podem ser utilizados no futuro. Mais do que uma discussão técnica, o conteúdo coloca em perspectiva os riscos que enfrentamos e a vulnerabilidade da sociedade atual. Assista agora e descubra por que a próxima grande ameaça global pode não ser visível a olho nu.

Podcast Cinem(ação)
#568: O tal do Expressionismo Alemão

Podcast Cinem(ação)

Play Episode Listen Later Aug 30, 2024 94:37


Depois do Tratado de Versalhes, que formalizou o fim da Primeira Guerra Mundial, o povo alemão se viu sob pesadas reparações de guerra, a perda de territórios e severas restrições militares, mergulhando ainda mais no caos político. No meio de tudo isso, os artistas começaram a expressar seus sentimentos de angústia, medo e alienação. Esse movimento artístico, que mais tarde ficou conhecido como Expressionismo Alemão, tornou-se um dos mais importantes da história da arte, sobretudo do cinema.Foi a partir do Expressionismo Alemão que muitas tendências que conhecemos hoje começaram a surgir. Artistas foram influenciados e passaram a aplicar conceitos muito característicos do movimento, que mais tarde se tornaram pontos em comum de outros gêneros e culturas cinematográficas.Hoje, Rafael Arinelli recebe Fabiana Lima (Cinemafilia), Bel Petit e Pedro Amaro (Clacast) para falar sobre o Expressionismo Alemão. Como esse movimento aparece? O que ele significa? Como influenciou o cinema noir e o horror gótico de Hollywood? Como seus efeitos se espalharam globalmente, deixando uma marca profunda no cinema mundial?É um papo que passa pela história do mundo e da arte, debruçando-se sobre questões às vezes pouco tangíveis, mas que, com o distanciamento temporal, nos ajudam a entender como chegamos até aqui. Coloque seu fone e venha fazer essa viagem no tempo conosco, direto para os anos 20!• 03m53: Pauta Principal• 1h08m44: Plano Detalhe• 1h26m53: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Feed: https://bit.ly/cinemacaofeed• Apple Podcast: https://bit.ly/itunes-cinemacao• Android: https://bit.ly/android-cinemacao• Deezer: https://bit.ly/deezer-cinemacao• Spotify: https://bit.ly/spotify-cinemacao• Amazon Music: https://bit.ly/amazoncinemacaoAgradecimentos aos patrões e padrinhos: • André Marinho• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Lima• Eloi Xavier• Gabriela Pastori• Guilherme S. Arinelli• Gustavo Reinecken• Katia Barga• Thiago Coquelet• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• Facebook: https://bit.ly/facebookcinemacao• Twitter: https://bit.ly/twittercinemacao• Instagram: https://bit.ly/instagramcinemacao• Tiktok: https://bit.ly/tiktokcinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de apenas R$5,00, você terá acesso a vantagens incríveis. E o melhor de tudo: após 1 ano de contribuição, recebe um presente exclusivo como agradecimento! Não perca mais tempo, acesse agora a página de Contribuição, escolha o plano que mais se adequa ao seu estilo e torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Fabi): Filme: Estranhos Prazeres• (Fabi): Filme: Terra Estrangeira• (Fabi): Filme: Nunca fui santa• (Bel): Filme original: Nosferatu• (Bel): Filme: Nosferatu• (Bel): Série: O Indomável• (Pedro): Clipe: Otherside - Chili Peppers• (Pedro): Livro: De Caligari a Hitler• (Pedro): Filme: Chime• (Rafa): Filme: Zona de interesseEdição: ISSOaí

História FM
176 Aviação de Caça: a história do combate nos céus

História FM

Play Episode Listen Later Aug 12, 2024 67:47


Tendo sido usado pela primeira vez em combate na Primeira Guerra Mundial, o avião se tornou um instrumento essencial em todas as guerras do século XX e XXI. Sua história é marcada pelas experimentações, pela atuação de pilotos cujos nomes entraram para a história e pelos avanços tecnológicos constantes que marcam o mundo militar diante das necessidades de superação dos adversários, sejam eles reais ou potenciais. Convidamos o Prof. Delmo Arguelhes para nos contar a história da aviação de caça e seus mais de cem anos de evolução tecnológica. Conheça as Tech T- Shirts da Insider. Depois que você usa, você não quer voltar atrás! Use o cupom HISTORIAFM ou acesse https://creators.insiderstore.com.br/HistoriaFM

MotherChip - Overloadr
MotherChip #487 - Destiny 2 e a Bungie, SNK vs. Capcom: SVC Chaos, Conscript e Nintendo World Championships: NES Edition

MotherChip - Overloadr

Play Episode Listen Later Aug 7, 2024 102:32


Apesar do momento delicado de Destiny 2, devido à situação na Bungie, a narrativa que começou a ser construído no primeiro Destiny, dez anos atrás, teve sua culminação na expansão A Forma Final. Para falar um pouco de como foi essa experiência e da situação da Bungie no geral, tivemos a companhia da Bruna Penilhas, atualmente do Playground Brasil e do X do Controle. Também falamos de SNK.vs. Capcom: SVC Chaos, que ganhou um relançamento recente, Conscript, que é um survival horror ambientado na Primeira Guerra Mundial, e o Nintendo World Championships: NES Edition.Participantes:Bruna PenilhasJessica PinheiroHeitor De PaolaAssuntos abordados:00:00 - Mudanças de temperatura e Olimpíadas11:00 - Destiny 2 e a Bungie46:00 - Overwatch 259:00 - SNK vs. Capcom: SVC Chaos1:11:00 - Conscript1:26:00 - Nintendo World Championship: NES EditionVai comprar jogos na Nuuvem? Use o link de afiliado do Overloadr! Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

E o Resto é História
A Primeira Guerra foi uma tragédia evitável?

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Jul 31, 2024 45:49


Há 110 anos, no dia 28 de Julho de 1914, teve início a Primeira Guerra Mundial, que viria a provocar milhões de mortos, a uma escala nunca vista. E o mais estranho: foi uma guerra que ninguém desejouSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Professor HOC
COMO A 1ª GUERRA EXPLICA A 3ª GUERRA MUNDIAL | Professor HOC

Professor HOC

Play Episode Listen Later Jul 28, 2024 19:38


O que a Primeira Guerra Mundial tem a ver com os tempos de hoje? Estamos repetindo a história? Neste vídeo, faço uma análise aprofundada dos paralelos entre a Primeira Guerra Mundial e os eventos contemporâneos. Examinamos como as tensões políticas e sociais que culminaram no conflito global há mais de um século podem estar se repetindo na atualidade, sugerindo a possibilidade de um novo período de conflitos.

História em Meia Hora
Batalha do Somme

História em Meia Hora

Play Episode Listen Later Jun 1, 2024 30:34


Esse episódio tem apoio da Audible! Uma batalha da Primeira Guerra que uniu C. S. Lewis, H**ler e Tolkien! Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Batalha de Somme. - Acesse e cadastre-se! Conteúdo pra quem gosta de Tolkien e história: ⁠audible.com.br/ep/valfenda Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora Compre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"! https://www.loja.literatour.com.br/produto/pre-venda-livro-historia-em-meia-hora-grandes-civilizacoesversao-capa-dura/ Compre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão": https://amzn.to/4a4HCO8 Compre nossas camisas, moletons e muito mais coisas com temática História na Lolja! www.lolja.com.br/creators/historia-em-meia-hora/ PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares. Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) REFERÊNCIAS USADAS: - CLARK, Christopher. Os Sonâmbulos: Como a Europa foi à Guerra em 1914. São Paulo: Companhia das Letras, 2013 - HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: O breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 - FERRO, Marc. A Grande Guerra: 1914-1918. São Paulo: Paz e Terra, 1992. - KEEGAN, John. A Primeira Guerra Mundial. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2000

Favas Contadas
As primeiras cervejarias do país

Favas Contadas

Play Episode Listen Later May 21, 2024 18:57


Em 1912, era fundada a Fábrica de Cervejas Germânia. Quatro anos mais tarde, depois da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha, mudou de nome. Foi assim que nasceu a Portugália. Conheça a história das primeiras cervejarias do país neste episódio do podcast Favas Contadas. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/casal-mistrio/message

SBS Portuguese - SBS em Português
Anzac Day: Austrália honra os soldados que lutaram na primeira guerra mundial - Anzac Day: Austrália honra os soldados que lutaram na primeira guerra mundial

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Apr 24, 2024 1:34


O feriado Anzac Day, celebrado neste dia 25 de abril em toda a Austrália e na Nova Zelândia, tem um significado histórico importante que vai além do aniversário da chegada das tropas australianas em Gallipoli, Turquia, no ano de 1915. É o dia que os australianos e neozelandeses relembram e prestam homenagem ao milhares de soldados que serviram e morreram na Primeira Guerra Mundial. - O feriado Anzac Day, celebrado neste dia 25 de abril em toda a Austrália e na Nova Zelândia, tem um significado histórico importante que vai além do aniversário da chegada das tropas australianas em Gallipoli, Turquia, no ano de 1915. É o dia que os australianos e neozelandeses relembram e prestam homenagem ao milhares de soldados que serviram e morreram na Primeira Guerra Mundial.

SBS Portuguese - SBS em Português
Anzac Day: Austrália honra os soldados que lutaram na primeira guerra mundial - Anzac Day: Austrália honra os soldados que lutaram na primeira guerra mundial

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Apr 24, 2024 1:34


O feriado Anzac Day, celebrado neste dia 25 de abril em toda a Austrália e na Nova Zelândia, tem um significado histórico importante que vai além do aniversário da chegada das tropas australianas em Gallipoli, Turquia, no ano de 1915. É o dia que os australianos e neozelandeses relembram e prestam homenagem ao milhares de soldados que serviram e morreram na Primeira Guerra Mundial. - O feriado Anzac Day, celebrado neste dia 25 de abril em toda a Austrália e na Nova Zelândia, tem um significado histórico importante que vai além do aniversário da chegada das tropas australianas em Gallipoli, Turquia, no ano de 1915. É o dia que os australianos e neozelandeses relembram e prestam homenagem ao milhares de soldados que serviram e morreram na Primeira Guerra Mundial.

#MulherDeFibra
Gertrude Vanderbilt Whitney

#MulherDeFibra

Play Episode Listen Later Apr 18, 2024 3:18


Gertrude Vanderbilt Whitney foi uma escultora, mecenas e colecionadora de artes norte-americana. Fundou o Whitney Museum, um dos mais famosos museus de Nova Iorque. Na epoca em que Gertrude Vanderbilt nasceu em 1875, seu sobrenome era diretamente ligado a uma das maiores fortunas dos EU. Interessada por artes plásticas desde a infância, G. estudou tanto em Paris como em NY para aperfeiçoar seu ofício. Ao decidir seguir uma carreira como escultora, Gertrude foi ridicularizada pela família e pelo marido. GV iniciou sua carreira profissional sob pseudônimos. A primeira exposição usando seu próprio nome foi em 1910, após diversas críticas positivas e quase uma década de carreira. Durante a Primeira Guerra Mundial, Gertrude dedicou muito de seu tempo e dinheiro à caridade, fundando e administrando um hospital para feridos em Paris. Diiversas esculturas e gravuras de soldados foram produzidas por Gertrude nessa época. Sua fortuna lhe permitia ajudar artistas em cujo talento acreditava, adquirindo suas obras e usando de sua influência para alavancar suas carreiras. Como muitos de seus protegidos eram artistas modernistas ousados, era raro que galerias e museus quisessem expor suas obras. Por isso, em 1914, GV fundou o Whitney Studio: um espaço de exibição para obras modernistas. Em 1929, Gertrude ofereceu mais de 500 obras de seu acervo como uma doação para o Metropolitan Museum; a administração conservadora do museu recusou o presente. No ano seguinte, GV inaugurou sua própria instituição: o Whitney Museum. Iniciado com o acervo de artistas rejeitados pelos grandes museus e galerias, ignorados pelos acadêmicos e desprezados pelos críticos, hoje o Whitney Museum é um dos mais populares de Nova Iorque e do mundo. GV também lutou por avanços na carreira de mulheres, promovendo exposições individuais para artistas e incluindo-as sempre no catálogo de exposições coletivas. Gertrude Vanderbilt faleceu em 1942, aos 67 anos, e seu museu segue firme, forte e próspero.

Devocionais Pão Diário
O desafio das estrelas | Devocional Pão Diário

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Feb 23, 2024 2:57


Leitura bíblica do dia: Salmo 8 Plano de leitura anual: Números 7-8; Marcos 4:21-41; No início do século 20, o poeta italiano F. T. Marinetti lançou o Futurismo, um movimento artístico que rejeitou o passado, zombou das ideias tradicionais de beleza e glorificou as máquinas. Em 1909, Marinetti escreveu seu Manifesto Futurista, no qual declarou “desprezo pelas mulheres”, elogiou “o golpe com o punho”, e afirmou: “Queremos glorificar a guerra”. O manifesto conclui: “De pé, no topo do mundo, lançamos mais uma vez o nosso insolente desafio às estrelas!”.  Cinco anos após esse manifesto, eclodiu a inglória Primeira Guerra Mundial. Marinetti morreu, em 1944, e as estrelas ainda estão em seu lugar, sem tomar conhecimento dele.  O rei Davi cantou poeticamente sobre as estrelas com uma perspectiva dramaticamente diferente e escreveu: “Quando olho para o céu e contemplo a obra de teus dedos, a lua e as estrelas que ali puseste, pergunto: Quem são os simples mortais, para que penses neles? Quem são os seres humanos, para que com eles te importes?” (Salmo 8:3-4). Essa pergunta não é de descrença, mas de surpreendente humildade. Davi sabia que o Deus Criador do vasto cosmos nos percebe e nota cada detalhe sobre nós: o bom, o ruim, o humilde, o insolente, até mesmo o absurdo.  É inútil desafiar as estrelas. Antes disso, elas nos desafiam a louvar o nosso Criador.  Por: Tim Gustafson

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Giro Histórico #3 Histórias de Natal das Grandes Guerras Mundiais

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Dec 19, 2023 17:58


No terceiro episódio do Fronteiras no Tempo: Giro Histórico, o seu museu de grandes novidades traz dois temas relacionados. No primeiro Marcelo Beraba nos conta sobre como as comemorações de Natal interromperam uma batalha na Primeira Guerra Mundial. Na sequência, Willian Spengler relata como a força aérea alemã no final da Segunda Guerra Mundial passou a lançar missões de ataque desesperados contra as forças aéreas dos aliados. Arte da Capa   Arte da Capa: Beatriz Molina Financiamento Coletivo   Ajude nosso projeto! Você pode nos apoiar de diversas formas: PADRIM  – só clicar e se cadastrar (bem rápido e prático) https://www.padrim.com.br/fronteirasnotempo PIC PAY [https://app.picpay.com/user/fronteirasnotempo]– Baixe o aplicativo do PicPay: iOS / Android PIX: [chave] fronteirasnotempo@gmail.com INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE   O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Selo saberes históricos   Agora o Fronteiras no Tempo tem o selo saberes históricos. O que é este selo? “O Selo Saberes Históricos é um sinal de reconhecimento atribuído a:● Práticas de divulgação de saberes ou produções de conteúdo histórico ou historiográfico● Realizadas em redes sociais ou mídias digitais, voltadas para públicos mais amplos e diversificados● Comprometidas com valores científicos e éticos.”Saiba mais: https://www.forumsabereshistoricos.com/ Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Giro Histórico #3 Histórias de Natal das Grandes Guerras Mundiais. Locução Cesar Agenor F. da Silva, Marcelo de Souza Silva e Willian Spengler e Manuel Macías. [S.l.] Portal Deviante, 19/12/2023. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=61065&preview=true Expediente Produção Geral e Hosts: C. A., Marcelo Beraba e Willian Spengler. Arte do Episódio: Beatriz Molina. Edição: C. A. Material Complementar Podcast Fronteiras no Tempo #45 Primeira Guerra Mundial  Link https://warfarehistorynetwork.com/article/hanna-reitsch-the-reichenberg-project-germanys-kamikazes/ Livros HERNANDÉZ, Jesús. Histórias Desconhecidas da Segunda Guerra Mundial. Lisboa: Matéria Prima Edições, 2017. ARTHUR, Max. Vozes esquecidas da Primeira Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. BEST, Nicholas. O maior dia da história. Como a primeira guerra mundial terminou. São Paulo: paz e Terra, 2009. CLARK, Christopher. Os sonâmbulos: como eclodiu a Primeira Guerra Mundial. FERGUSON, Niall. O Horror da Guerra. São Paulo: Planeta, 2014. FERRO, Marc. A Grande Guerra, 1914-1918. Lisboa: Edições 70, 2008. GAMA, Arthur Oscar. A marinha do Brasil na Primeira Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Capemi, 1982. HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia das Letras, 1995. HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. SOUNDHAUS, Lawrence. Primeira Guerra Mundial: História Completa. São Paulo: Contexto, 2013. Trabalhos de Divulgação Científica CHALTON, Nicola; MacARDLE; A história do século XX para quem tem pressa. Rio de Janeiro: Valentina, 2017. GARCIA, Bruno; SCARRONE, Marcelo (org). Dossiê Primeira Guerra Mundial: o fim de uma era. Revista de História da Biblioteca Nacional. ano 9, n.106, jul., 2014. PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL: Resumo (série fatos históricos). Amazon, 2018. E-book.   Podcasts Notas Históricas #2 (Scicast #172 Especial): Tensão na Belle Époque – Bolero de Ravel SciCast #262: Os “Ismos” da Política 2 – Nacionalismo e Nazi-Fascismo Como os submarinos foram usados nas grandes guerras? – 28 Auroran (Spin #445 – 29/01/19) Fronteiras no Tempo #14 – Partilha da África Fronteiras no Tempo #23: Revolução Russa Trilha sonora utilizada Birds – Corbyn Kites Wolf Moon – Unicorn Heads We Wish You A Merry Christmas - DJ Williams We Wish You a Merry Christmas (Instrumental Jazz) - E's Jammy Jams We Wish You a Merry Christmas (Jazz) - E's Jammy Jams Dance, Don't Delay de Twin Musicom e Hip Hop Christmas de Twin Musicom é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Fonte: http://www.twinmusicom.org/song/303/dance-dont-delay Artista: http://www.twinmusicom.org Madrinhas e Padrinhos  Alexsandro de Souza Junior, Aline Lima, Allen Teixeira Sousa, Anderson Paz, André Luiz Santos, Andre Trapani Costa Possignolo, Artur Henrique de Andrade Cornejo, David Viegas Casarin, Elisnei Menezes de Oliveira, Ettore Riter, Flavio Henrique Dias Saldanha, Klaus Henrique De Oliveira, Luciano Abdanur, Manuel Macias, Rafael Machado Saldanha, Ramon Silva Santos, Renata Sanches, Ricardo Augusto Da Silva Orosco, Rodrigo Olaio Pereira, Thomas Beltrame, Tiago Nogueira e Wagner de Andrade AlvesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

História FM
156 França na Segunda Guerra: ocupação, colaboracionismo e resistência

História FM

Play Episode Listen Later Dec 11, 2023 151:00


Em 1940 a França foi invadida pela Alemanha Nazista. Disposto a se vingar pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, Hitler consegue um enorme sucesso em sua invasão, que teve êxito em pouco tempo graças às eficientes táticas usadas pelos invasores e pelos erros cometidos pelos defensores. O país é então dividido, e o resultado disso foi um complexo cenário de, por um lado, colaboracionismo engajado com os invasores e, por outro lado, diferentes formas de resistência. Essa complexidade se reflete em quão sensíveis são os debates sobre o período de ocupação e sobre o governo colaboracionista situado em Vichy ainda hoje na França. Convidamos Franciele Becher para discutir sobre a história da invasão, colaboracionismo, resistência e o legado desse período para a França.

E o Resto é História
Quando é que os europeus começaram a fumar?

E o Resto é História

Play Episode Listen Later Sep 20, 2023 42:48


Uma breve história da introdução do tabaco na Europa, e da importância da Primeira Guerra Mundial na globalização do consumo dos cigarros. E ainda: o monopólio do tabaco em PortugalSee omnystudio.com/listener for privacy information.

História FM
133 Genocídio Armênio: história e disputas políticas no presente

História FM

Play Episode Listen Later Apr 24, 2023 108:51


Durante a Primeira Guerra Mundial o contexto belicista e violento que atingia escalas poucas vezes vistas na história serviu de pretexto para que o preconceito contra os armênios no seio do Império Otomano aflorasse e desembocasse não apenas em algum tipo de violência regular de um povo contra o outro, mas em um genocídio. Por alguns anos os armênios do império sofreram prisões, torturas e execuções, e os impactos desse processo resultaram em uma diáspora armênia por diversas partes do mundo, além de uma recusa da Turquia em admitir o genocídio, não reconhecido por muitos países pelo mundo. Convidamos o Prof. Heitor Loureiro para explicar como foi o processo de genocídio empreendido pelo Império Otomano contra os armênios, as consequências dele e as disputas do presente em torno desse episódio.