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Gabinete de Guerra
"A defesa da Ucrânia é, de facto, a defesa de toda a Europa"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 11:45


Miguel Baumgartner, especialista em relações internacionais, acredita que a Europa tem de acordar e ajudar a Ucrânia, já que defender o país contra Moscovo é, no fundo, defender a sua própria Europa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Podem as tropas da Coreia do Norte alterar o rumo da guerra?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 9:01


Coronel José do Carmo destaca que a integração de norte-coreanos liberta tropas russas. Sublinha que Moscovo tem vantagem negocial e que o Irão é uma ditadura militar liderada por fanáticos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
"O discurso russo sobre terrorismo não faz qualquer sentido"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 9:13


Bruno Cardoso Reis rejeita as acusações russas de terrorismo contra a Ucrânia. Para o historiador, Moscovo faz pior todos os dias e procura silenciar o legítimo direito de Kiev se defender.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Cabo Delgado: ofensiva militar dispersa insurgência e agrava pressão sobre civis

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 12:22


A insurgência em Cabo Delgado entrou numa nova fase, caracterizada por ataques mais dispersos, maior mobilidade dos grupos armados e crescente pressão sobre as populações civis. A ofensiva lançada pelas forças moçambicanas e ruandesas contra o principal reduto insurgente alterou a dinâmica do conflito, mas também abriu novas frentes de violência, numa altura em que a crise humanitária se agrava e a Rússia volta a manifestar disponibilidade para apoiar militarmente Moçambique. Depois de vários meses de relativa contenção da actividade insurgente, Cabo Delgado assiste a uma nova escalada da violência. Os dados das Nações Unidas apontam para um aumento significativo dos ataques durante Junho, mas, mais do que o número de incidentes, preocupa a transformação da própria natureza do conflito. Para o jornalista Tomás Queface, que acompanha a evolução da insurgência no terreno, "a segunda metade de 2026 inicia com a intensificação dos ataques", num cenário que contrasta claramente com o primeiro semestre do ano, período em que os insurgentes se encontravam "muito contidos, particularmente nos distritos de Macomia e Quissanga", reduzindo significativamente as acções contra civis. A mudança coincide com a ofensiva desencadeada pelas forças moçambicanas, apoiadas por militares ruandeses, contra as florestas de Catupa, em Macomia, consideradas o principal santuário operacional da insurgência. Segundo o jornalista, sempre que os grupos armados são pressionados naquele reduto repetem uma estratégia já observada desde o início da guerra: dispersam combatentes por diferentes zonas da província para obrigar as forças governamentais a dividir meios e efectivos. "Foi exactamente isso que aconteceu", afirma. Desde o início de Julho, registaram-se movimentações para o sul e para o norte da província, alargando a presença insurgente a distritos como Ancuabe, Meluco, Montepuez, Muidumbe e Macomia. A dispersão territorial trouxe igualmente uma alteração das tácticas. Ao contrário do que sucedia nos primeiros meses do ano, os insurgentes passaram a actuar sobre os principais corredores rodoviários, interrompendo a circulação, raptando passageiros e exigindo resgates. "Essa é uma das principais fontes de financiamento", explica Tomás Queface, referindo-se aos ataques na EN380, principal eixo rodoviário da província, e na R98, entre Montepuez e Mueda. Paralelamente, os grupos armados intensificaram a presença em zonas mineiras de Meluco e Montepuez, onde procuram controlar circuitos ligados à exploração de ouro e pedras preciosas, outra importante fonte de receitas da insurgência. A conjugação destes factores demonstra que, apesar da pressão militar, os insurgentes continuam a preservar capacidade logística e financeira. Apesar da ofensiva governamental, Tomás Queface considera precipitado concluir que a insurgência esteja enfraquecida. "Eu poderia dizer que é uma adaptação", sustenta. Na sua leitura, não existem, até ao momento, indicadores que permitam avaliar os danos efectivos provocados pela operação militar nas estruturas do grupo. Pelo contrário, a rapidez com que os insurgentes redistribuíram efectivos por vários distritos sugere que continuam a possuir capacidade operacional significativa e um planeamento previamente preparado para responder a este tipo de ofensivas. Mesmo que as forças governamentais consigam consolidar o controlo da floresta de Catupa, o jornalista admite que o resultado poderá não ser o fim da insurgência, mas apenas a deslocação das suas bases para outras áreas menos pressionadas. Em paralelo com a evolução militar, Moscovo voltou a manifestar disponibilidade para apoiar Moçambique no combate ao terrorismo. A possibilidade é encarada com cepticismo. Tomás Queface recorda que a Rússia já tentou afirmar-se em Cabo Delgado através do Grupo Wagner, em 2019, experiência que terminou num fracasso, e lembra que promessas semelhantes voltaram a ser feitas em 2023, durante a visita do ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov. "Desta vez também não há qualquer indicação concreta de que esse apoio venha a materializar-se", afirma. Na sua perspectiva, a forte presença de investimentos ocidentais ligados aos projectos de gás natural torna improvável uma intervenção militar russa. "Acredito que nem a TotalEnergies nem a ExxonMobil aceitariam uma presença militar russa naquela província", observa, acrescentando que a guerra na Ucrânia limita igualmente a capacidade operacional de Moscovo. Ao mesmo tempo, o Governo moçambicano procura reforçar a autonomia das suas forças. Segundo Tomás Queface, o Presidente Daniel Chapo já manifestou a intenção de reduzir progressivamente a dependência das tropas ruandesas, numa estratégia que visa assegurar o controlo da província através das capacidades nacionais. Essa opção reflecte também a preocupação de evitar que Cabo Delgado se transforme num palco de disputa entre diferentes potências internacionais. Enquanto prosseguem as operações militares, a situação humanitária continua a deteriorar-se. A redução da assistência alimentar por parte do Programa Mundial de Alimentação está a obrigar milhares de deslocados a regressar prematuramente às suas aldeias, apesar da persistência da insegurança. Para Tomás Queface, trata-se de um desenvolvimento particularmente preocupante. "Isso pode deixar as populações vulneráveis aos grupos insurgentes, mas também permitir que certos jovens sejam recrutados com base em promessas de dinheiro", alerta. O jornalista observa ainda uma alteração no comportamento das populações: ao contrário dos anos anteriores, muitas famílias abandonam temporariamente as aldeias durante os ataques, regressando poucos dias depois por não encontrarem melhores condições nos centros de acolhimento. Na avaliação de Tomás Queface, a resposta do Estado continua fortemente condicionada pela necessidade de proteger os grandes investimentos internacionais. "O Governo procura primeiro garantir protecção aos projectos de investimento internacional", afirma. Essa opção ajuda a explicar por que razão zonas como Palma permanecem fortemente protegidas, enquanto distritos como Macomia, Muidumbe, Meluco ou Ancuabe continuam a oferecer maior liberdade de movimentos aos insurgentes.

Guerra Fria
“Os moderados no Irão estão entre a espada e a parede: dependem da boa vontade dos EUA e são ameaçados pela Guarda Revolucionária”

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 28:06


A guerra na Ucrânia expande-se para novos tabuleiros geopolíticos. Os ataques ucranianos no Mar Cáspio levantam questões sobre uma possível fusão entre o conflito com a Rússia e as tensões com o Irão. Teerão ameaça Kiev com mísseis de longo alcance, enquanto a divisão entre moderados e radicais no regime iraniano complica as negociações com Washington. Na frente diplomática, Zelensky chega à Casa Branca na terça-feira com objetivos concretos: mais sistemas Patriot, um regime de associação reforçado com a NATO e um convite formal para Donald Trump visitar Kiev. Nuno Rogeiro considera que “não há coincidências” entre os movimentos ucranianos no Cáspio e a aproximação a Washington. José Milhazes mantém-se pessimista quanto a avanços negociais, apontando que Putin “repetiu sempre a mesma coisa”. Surpreendeu o presidente do Cazaquistão, ao questionar publicamente as razões do conflito perante Putin, numa declaração que Nuno Rogeiro classifica como “extremamente importante” e que revela um desgaste crescente entre os aliados de Moscovo. Ouça a análise dos comentadores no Guerra Fria, emitido na SIC a 26 de julho. *A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da ImpresaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Putin garante que está a vencer a guerra, mas há cada vez mais sinais de que a Rússia está a pagar um preço insustentável

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 20:50


Enquanto o Kremlin insiste numa narrativa de vitória, a realidade no terreno e dentro da própria Rússia conta uma história bem diferente. No Guerra Fria em podcast, José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam a polémica em torno de Konstantinovka, as contradições de Vladimir Putin sobre o controlo da cidade e o simbolismo estratégico que Moscovo lhe atribui. O episódio explica ainda como os ataques ucranianos às refinarias e infraestruturas energéticas estão a provocar perdas económicas sem precedentes, agravando a escassez de combustível e expondo fragilidades cada vez mais difíceis de esconder. Pelo meio, a propaganda procura justificar a crise com argumentos improváveis, enquanto até a Igreja Ortodoxa apresenta a pobreza como um caminho para a felicidade. Por fim, os dados das sondagens oficiais revelam uma queda inédita da popularidade de Putin desde o início da guerra, alimentando dúvidas sobre a resistência do regime, apesar de o Presidente russo continuar longe de enfrentar uma ameaça imediata ao poder.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Será que Trump está a mudar de lado a favor da Ucrânia?

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 22:49


A guerra na Ucrânia entrou numa nova fase de intensidade, com Kiev a apostar numa estratégia de desgaste progressivo da capacidade militar e económica russa. Nos últimos dias, mísseis ucranianos atingiram refinarias estratégicas, estaleiros navais na Crimeia e uma fábrica de titânio em Volgogrado, enquanto a destruição de pontes na região de Luhansk visa cortar linhas de abastecimento russas. Do lado russo, a propaganda oficial esforça-se por apresentar os ataques de drones às portas de Moscovo como exercícios de treino para a defesa antiaérea, numa narrativa cada vez menos credível perante a opinião pública. No plano interno russo, crescem os sinais de tensão, com um veterano do Donbass a publicar um vídeo ameaçando que o exército poderá voltar as armas contra o Kremlin, tendo sido detido 11 dias depois. No Médio Oriente, os movimentos anti-iranianos multiplicam-se: o Líbano renegociou as condições de presença israelita no seu território, o Iraque lançou uma operação anticorrupção com recurso a forças treinadas pela NATO, e sinais de mudança surgem também nas ruas de Beirute, onde cartazes pró-Irão foram substituídos por outros com a mensagem “O Líbano primeiro”. O Guerra Fria foi exibido na SIC a 28 de junho. A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
Guerra na Ucrânia: as noites brancas e negras de Kiev

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 21:30


O “traumatismo ucraniano” continua a ser o centro das atenções da Europa, que não pode fazer o mesmo que os países árabes face a Gaza e esperar que terceiros tomem as rédeas da situação militar. Enquanto isso, Moscovo quer alargar a chantagem político-militar a outros países, sobretudo à Arménia, que foi a votos no passado dia 7. Agora é a pressão russa através da chamada “União Económica Euro-Asiática”, que entrou em vigor em 2015, tendo como membros, além da Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Bielorússia e Arménia. Ouça a análise de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 2 de junho. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
“A Ucrânia manteve em segredo o desenvolvimento de uma nova economia: diz-se que cerca de 10% da população trabalha nas indústrias de defesa”

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 96:20


Enquanto a Ucrânia surpreende com uma série de ataques devastadores a alvos russos de alto valor, incluindo a destruição de uma mega base de drones em Donetsk, Putin congela em plena conferência económica de São Petersburgo sem conseguir explicar a queda abrupta das receitas russas do petróleo e gás. Em Portugal, a eleição para o Conselho de Segurança da ONU é celebrada como um triunfo da diplomacia portuguesa, enquanto o Presidente da República apela ao regresso dos jovens emigrantes durante as comemorações do 10 de junho, no Luxemburgo. Nas relações ibéricas, a número dois do governo de Sánchez critica o pacote laboral português, enquanto o Presidente da Câmara de Badajoz defende uma aliança económica, à imagem do Benelux, entre Portugal e Espanha, com especial destaque para o eixo Badajoz-Sines. Na Arménia, decorrem eleições legislativas decisivas para o equilíbrio de forças no Cáucaso, com Moscovo a tentar desacreditar o processo eleitoral. Nuno Rogeiro entrevista ainda Peter Nilsson, diretor da divisão aeroespacial da Saab, sobre o futuro dos caças de combate e o impacto dos drones na guerra moderna. Ouça a análise no Leste/Oeste em podcast, emitido a 7 de junho na SIC Notícias. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da ImpresaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
O “infeliz ministro”, a humilhação de Trump, o código laboral e a palavra odiosa: “Se me chamarem idoso fico pior que estragado”

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later May 21, 2026 26:43


Miguel Sousa Tavares comenta a atualidade, com destaque para a política externa e as visitas de Trump e Putin à China. Entende que o Presidente dos EUA foi humilhado por Xi Jinping e que os chefes de Estado de Moscovo e Washington foram a Pequim numa "posição de inferioridade". Sobre a polémica da autorização portuguesa nas Lajes, acha que o Governo "se saiu muito mal" depois das palavras de Rubio. Falamos ainda do futuro e da possibilidade de não se cometerem erros do passado (com criticas a Cavaco Silva). O cronista do Expresso defende que se aposte nos jovens em vez de aumentar as pensões dos "velhos" (e não idosos - palavra que "cheira a doença"). Na discussão sobre o pacote laboral sobram criticas para os sindicatos, o Governo (que omitiu o tema no programa eleitoral), o PS ( falta uma "posição clara" a Carneiro) e o Presidente ("falou antes de tempo, quando disse que não aceitaria uma reforma sem o ok da UGT"). See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
"Trump quer arrancar acordo favorável aos EUA"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later May 19, 2026 14:05


O Coronel-General Marco Serronha afirma que a estratégia dos EUA é estrangular o Irão economicamente. Garante que Moscovo atinge infra-estruturas criticas por não conseguir avançar na linha da frente.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
China: “Império do Meio” passou a “patamar superior” ao qual “todos batem à porta”

Convidado

Play Episode Listen Later May 19, 2026 11:39


Quatro dias depois de Donald Trump, Vladimir Putin chega esta terça-feira a Pequim, onde vai ser recebido, quarta-feira, pelo Presidente chinês Xi Jinping.  Os líderes chinês e russo já se trataram publicamente como “velhos amigos”, mas a Rússia está altamente dependente, a nível económico, da China, o primeiro comprador do petróleo russo sob sanções internacionais. Simbolicamente, as duas visitas com poucos dias de intervalo confirmam Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, considera José Palmeira, especialista em Relações Internacionais e com quem conversámos sobre o tema. Menos de uma semana depois de Donald Trump ter sido recebido com pompa e circunstância em Pequim, Vladimir Putin chega esta terça-feira à China para se encontrar com Xi Jinping, descrito como um “bom amigo de longa data”, e para reafirmar a robustez das relações sino-russas. Trump foi o primeiro Presidente americano a deslocar-se à China desde 2017, Vladimir Putin vai cumprir a 25.ª visita, de acordo com a diplomacia chinesa. No espaço de um ano, todos os líderes das grandes potências do planeta foram a Pequim, como os do Brasil, da Índia, do Canadá, da União Europeia, de França, da Alemanha, de Itália, do Reino Unido e de Espanha. Agora, a visita de Trump e de Putin, intercalada de apenas quatro dias, confirma o estatuto de Pequim como estando num “patamar superior”, a quem “todos batem à porta”, resume José Palmeira, director da licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho, em Portugal. No fundo, “a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio”. Do outro lado, a China “tem beneficiado das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções”, deixando Moscovo altamente dependente, a nível económico deste que é o primeiro comprador das energias russas sob sanções internacionais. Por outro lado, Vladimir Putin leva na bagagem o dossier do gasoduto “Força da Sibéria 2” que, se for fechado, pode ligar a Rússia à China via Mongólia. Também em cima da mesa, de acordo com a presidência russa, está “a troca de opiniões sobre as grandes questões internacionais e regionais”. Pode a Rússia usar a sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia e desbloquear a situação no Estreito de Ormuz? Estas são algumas das questões sobre as quais falámos com o nosso convidado José Palmeira. RFI: O que está em jogo nesta visita de Vladimir Putin à China, apenas quatro dias depois de Xi Jinping ter recebido Donald Trump? José Palmeira, Director da Licenciatura em Relações Internacionais da Universidade do Minho: “Eu diria que em causa estão questões bilaterais, mas também globais. A China cada vez se assume mais como uma superpotência. A visita recente de Donald Trump evidenciou isso mesmo. A China e os Estados Unidos colocam-se no mesmo patamar em termos de poder global, com uma diferença: é que a China considera-se a potência em ascensão e os Estados Unidos são vistos como uma potência em declínio. A referência que XI Jinping fez a Tucídides simboliza isso mesmo. Relativamente à Federação Russa, é verdade que, nos últimos anos, houve uma aproximação muito significativa. Essa relação é nomeada como sendo uma parceria especial e, no ponto de vista bilateral, a China tem beneficiado sobretudo das importações de gás natural e de petróleo, num contexto em que a Federação Russa está a ser objecto de sanções e, portanto, precisa de ter alternativas para exportar hidrocarbonetos. Isso tem sido útil quer à Federação Russa quer à China, que está a fazer uma compra a preço muito mais reduzido do que aquele que seria o preço de mercado. Por outro lado, a China lida, neste momento, com uma Rússia debilitada em função da guerra que a Rússia está a desenvolver na Ucrânia, onde está a empregar muitos meios militares e onde está a ter muitas baixas. A situação económica da Federação Russa também é bastante difícil neste momento e a China pode ser um aliado importante para Moscovo, na medida em que, de um plano económico, lhe permite sair desse tal bloqueio.” De certa forma, Moscovo quer ter garantias quanto ao facto de que a Rússia ocupa ainda um lugar privilegiado com a China? “O que é que nós tínhamos até há pouco tempo? Tínhamos uma Rússia que é uma potência militar, mas que no plano económico tem ficado debilitada, e tínhamos uma China que era o contrário, que era uma potência económica, mas ainda não tinha capacidade militar, sobretudo no plano nuclear equiparado à Rússia (tem armas nucleares, é verdade, mas o número de ogivas da Federação Russa é muito superior). E o que é que estamos a assistir? Estamos a assistir que a China está também no plano militar a assumir-se como uma potência cada vez mais completa, enquanto a Federação Russa, no plano militar, está a ficar bastante debilitada com o conflito e como já não era uma potência económica no mesmo patamar, acaba por ficar numa situação de inferioridade. A China é conhecida como Império do Meio e, no fundo, está-se a assumir também como uma potência acima da Federação Russa e num patamar equivalente aos Estados Unidos. E, portanto, isto quer no plano interno para XI Jinping, quer no plano externo, coloca a China, de facto, como uma potência que nunca teve este esplendor. Isto para Pequim não deixa de ser uma excelente notícia.” Por que é que a China não usa da sua influência para tentar travar a guerra na Ucrânia? “Essa é uma dúvida de que não temos propriamente uma resposta objectiva. Podemos criar cenários. Será que à China lhe interessa uma Rússia debilitada para poder continuar a tirar partido, por exemplo, dos hidrocarbonetos russos a um preço muito inferior ao de mercado? Será que a Rússia, por seu turno, continuando este conflito desta forma, vai tentar junto da China alguma reabilitação via não só da China, mas também dos BRICS (porque são, no fundo, a única alternativa que Rússia tem)? É isto que é o isolamento que o Ocidente lhe tem vetado. É verdade que este isolamento é muitas vezes, de certa forma, diluído, porque Donald Trump quer ter uma relação com Putin e quer criar aqui um certo equilíbrio com o intuito de mediar o conflito na Ucrânia, mas não tem conseguido até agora alcançar esse objectivo. Pode ser que mais tarde seja a China a aparecer com uma chave para a solução do conflito. Aliás, esta ambiguidade da China mantém-se também em relação ao Médio Oriente. Embora tenha uma boa relação com o Irão, não tem tido um papel activo no Médio Oriente, mas já teve no passado: a China reatou as relações entre o Irão e a Arábia Saudita, por exemplo. Será que vai emergir também como um desbloqueador do conflito, até porque também está a ser afectada pelo bloqueio do estreito de Ormuz? Portanto, há aqui várias questões onde a China não tem sido assertiva. Eu diria que a única matéria onde a China foi assertiva foi em relação a Taiwan, onde na recente visita [de Donald Trump] vincou bem que é um assunto interno e que não admite que os Estados Unidos ou qualquer país interfira.” Fala-se na construção de um gasoduto que ligue a Rússia e a China, através da Mongólia. Seria uma alternativa à via marítima oriunda do Médio Oriente, da qual a China acaba por também estar dependente. O conflito no Irão poderá fazer com que as possibilidades deste gasoduto se concretizar sejam ainda maiores? “Eu diria que, apesar de tudo, a China é muito prudente, isto é, a China não quer ficar dependente da Federação Russa também em termos desse tipo de abastecimentos. Agora, pode ser que o gasoduto seja interessante porque, sobretudo em situações de crise, uma boa relação com a Rússia garante sempre essa alternativa. Mas, apesar de tudo, a política chinesa é uma política de diversificação. Isto é, a China tem várias alternativas em termos de abastecimento e, nesse sentido, para a China é muito positivo ter essa possibilidade. Em caso de crise no Médio Oriente, a Federação Russa dará garantias, mas a China nunca quererá, penso eu, ficar muito dependente do Kremlin. A China quer ter uma política autónoma em matéria de política económica, tecnológica e a diversificação é a sua principal estratégia. Agora, poderá haver avanços nessa iniciativa relativamente ao gasoduto porque pode ser uma alternativa positiva para Pequim.” Tanto a China como a Rússia acabariam por, de certa forma, ganhar com a guerra no Médio Oriente? “Eu diria que o enfraquecimento dos Estados Unidos interessa a Pequim e a Moscovo. Agora, há aqui um problema que afecta mais a China do que a Rússia. É que a China, apesar de tudo, depende bastante do preço de mercado dos combustíveis e, estando esses preços em alta, isso é uma má notícia para Pequim. Agora, é verdade também que a China é um actor global e, nesse sentido, se os outros países da economia global estiverem mal, isso vai afectar também as exportações chinesas e a China não quer isto. Portanto, no curto prazo, o conflito pode não afectar a China, mas no médio e longo prazo afecta também a China que vai querer que o conflito no Médio Oriente termine e que o Estreito de Ormuz deixe de estar bloqueado. Portanto, também fará alguma pressão no sentido de o Irão não prolongar este braço-de-ferro muito tempo. Interessa também à China que o Irão saia desta guerra não derrotado, na medida em que é um aliado importante. Aliás, a China tem um número de aliados cada vez maior na região, lá está, no âmbito da sua política de diversificar. A China quer ter compradores em todo o lado e, na sua perspectiva de importador de energia, quer também ter países que lhe vendam essa energia e de uma forma o mais diversificada possível.” Para terminarmos, ligando estas duas visitas em menos de uma semana de líderes de potências mundiais a uma outra potência mundial, qual é a principal conclusão que se tira da visita de Trump à China e qual é a principal expectativa desta visita de Putin? “A China coloca-se aqui num patamar superior em que é objecto do interesse das duas potências. Uma maior, é verdade, uma super que são os Estados Unidos e outra que é uma superpotência militar, mas não tanto económica, que é a Rússia. E com isso vê-se como o líder desejado, o líder ao qual todos batem à porta. No caso concreto da Rússia, aquilo que certamente Vladimir Putin pretenderá é receber apoio da China daqueles equipamentos que são de duplo uso, que são vendidos alegadamente com objectivos civis, mas podem ter utilização militar. No plano económico, naturalmente, interessa à Rússia continuar a escoar o seu petróleo e gás natural para a China e também alargar as relações em todos os domínios que poderão ser úteis. Por exemplo, neste momento não é só o bloqueio económico, também há um bloqueio cultural e um bloqueio desportivo e é muito interessante para toda a cultura russa, que é muito vasta, e para os grupos desportivos russos poderem desenvolver a sua as suas práticas no território chinês ou no espaço mais amplo dos BRICS. E nesse sentido, a China funciona como um pivô.” Em relação ao aos Estados Unidos, qual é que foi a conquista desta visita de Trump? Conseguiu o que queria? “Ainda não estamos muito esclarecidos sobre aquilo que Trump terá conseguido. A priori, não conseguiu grande coisa, isto é, conseguiu levar uma comitiva, sobretudo constituída por líderes de empresas tecnológicas, e ainda não está muito claro em que é que isso resultou, porque foram anunciadas a compra por Pequim de alguns Boeings, mas, de qualquer forma, esse número não é confirmado por ambas as partes, os tais 200. E é verdade que Donald Trump especulou que a visita correu muito bem e foi um sucesso, mas isso não está dado como garantido. Vamos ver se é possível ou não que a China exerça alguma influência relativamente ao conflito no Médio Oriente porque Donald Trump já mostrou que não quer voltar a atacar o Irão, quer é um acordo diplomático. Mas para isso é preciso cedências e até agora estas cedências ainda não foram alcançadas. Vamos ver se Pequim exerce alguma influência nesse sentido ou não.”

Gabinete de Guerra
“Estratégia do Irão é desgastar os Estados Unidos”

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later May 18, 2026 11:21


Liliana Reis afirma que programa nuclear iraniano é questão mal resolvida que impossibilita acordo. Fala na incapacidade de Kiev e de Moscovo para ganhar vantagens que permitam ganhos nas negociações.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Taiwan perde espaço, Moscovo arde, NATO entra em alerta, a nova ordem mundial acelera

Guerra Fria

Play Episode Listen Later May 17, 2026 20:59


No Guerra Fria desta semana, Nuno Rogeiro e José Milhazes analisam as consequências geopolíticas do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, destacando o impacto direto sobre Taiwan, que surge como um dos principais perdedores estratégicos num contexto de reforço da chamada “ambiguidade estratégica” norte-americana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia intensifica-se, com a Rússia a lançar milhares de drones, bombas guiadas e mísseis contra território ucraniano, enquanto Kyiv responde com ataques em profundidade contra infraestruturas militares, industriais e energéticas no Oblast de Moscovo, na Crimeia e noutras regiões russas. Nesta emissão de 17 de maio, na SIC, Nuno Rogeiro e José Milhazes acompanham ainda o aumento da tensão no Mar Báltico, onde a NATO reforça presença militar perante a atividade naval russa e o crescimento da sensação de ameaça entre os países do leste europeu e escandinavos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
Trump e Xi reescrevem equilíbrios globais enquanto a guerra se intensifica da Ucrânia ao Golfo

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later May 17, 2026 92:09


No Leste/Oeste desta semana, Nuno Rogeiro analisa as consequências geopolíticas do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, destacando o impacto direto sobre Taiwan, que surge como um dos principais perdedores estratégicos num contexto de reforço da chamada “ambiguidade estratégica” norte-americana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia intensifica-se, com a Rússia a lançar milhares de drones, bombas guiadas e mísseis contra território ucraniano, enquanto Kyiv responde com ataques em profundidade contra infraestruturas militares, industriais e energéticas no Oblast de Moscovo, na Crimeia e noutras regiões russas. Nesta emissão de 17 de maio, na SIC Notícias, Nuno Rogeiro acompanha ainda o aumento da tensão no Mar Báltico, onde a NATO reforça presença militar perante a atividade naval russa e o crescimento da sensação de ameaça entre os países do leste europeu e escandinavos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leste Oeste de Nuno Rogeiro
Putin confessa derrota? O discurso que ninguém esperava na Parada da Vitória

Leste Oeste de Nuno Rogeiro

Play Episode Listen Later May 10, 2026 96:30


Num programa de análise geopolítica marcado pela atualidade internacional, o analista Nuno Rogeiro percorreu os principais focos de tensão global: o impasse no Golfo Pérsico, onde o Irão respondeu — de forma considerada insuficiente pelos EUA — à proposta de paz americana, transmitida através do Paquistão; os confrontos navais no Estreito de Ormuz, com ataques a contratorpedeiros americanos e a petroleiros iranianos; a guerra na Ucrânia, onde uma alegada trégua de três dias decretada por Moscovo foi violada com dezenas de ataques registados; e a Parada da Vitória russa, descrita como uma "mini parada" humilhante, sem aliados de relevo presentes e com a sombra de Prigojin a ressurgir nas ruas de São Petersburgo. Em paralelo, foram analisadas as movimentações da NATO na Europa, a crise política no Reino Unido com a ascensão do partido de Nigel Farage, o encontro entre Trump e Lula da Silva, e um surto viral a bordo de um navio de cruzeiro que a OMS garantiu não ser o início de uma nova pandemia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
02h Dia da Vitória: Moscovo sob fortes medidas de segurança

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 9, 2026 7:27


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Noticiário Nacional
0h Há acordo entre Moscovo e Kiev para uma trégua de 3 dias

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 8, 2026 11:52


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Diplomatas
Alemanha rearma-se e “vai ser a principal potência europeia no domínio estratégico e militar”

Diplomatas

Play Episode Listen Later May 7, 2026 35:28


Um ano depois de Friedrich Merz ter assumido o cargo de chanceler na Alemanha, o episódio desta semana do podcast Diplomatas tem como tema principal os planos e a estratégia de rearmamento da principal potência económica da União Europeia. Carlos Gaspar e Alberto Cunha analisaram o contexto político, económico e geopolítico que sustenta o objectivo alemão de ter o “maior Exército convencional” até 2030, numa era de retraimento militar dos Estados Unidos na Europa e de alteração das relações da Alemanha com a Rússia e com a China. Convidado desta semana no Diplomatas, o professor auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa avaliou ainda as dificuldades e desafios internos do Governo CDU-SPD, num cenário de consolidação do apoio popular à AfD, de extrema-direita. Carlos Gaspar reflectiu ainda sobre os problemas da Rússia e de Vladimir Putin na guerra da Ucrânia, em vésperas das comemorações russas, em Moscovo, do Dia da Vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi, no final da II Guerra Mundial. Por fim, os investigadores do IPRI comentaram os últimos capítulos do conflito no Médio Oriente, nomeadamente a decisão da Administração Trump de suspender a missão naval de escolta de navios mercantes no estreito de Ormuz, ao fim de menos de dois dias de tensões na via marítima com o Irão. Se tiver alguma pergunta para Teresa de Sousa e Carlos Gaspar ou sugestão de tema para debate no Diplomatas, envie um email para antonio.lima@publico.pt ou podcasts@publico.pt. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
23h Moscovo avisa representações diplomáticas para saírem de Kiev

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 6, 2026 11:51


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Convidado
Ucrânia/Rússia: "Este cessar-fogo não tem como objectivo o fim da guerra"

Convidado

Play Episode Listen Later May 6, 2026 8:23


A Ucrânia acusou esta quarta-feira, 6 de Maio, a Rússia de violar o cessar-fogo unilateral anunciado por Kiev, ao lançar uma vaga de ataques aéreos contra várias cidades ucranianas. Segundo as autoridades, foram utilizados 108 drones de combate e três mísseis. Perante esta situação, Kiev apelou aos parceiros internacionais para reforçarem a pressão sobre Moscovo  e aumentarem o apoio à Ucrânia. Este episódio ocorre num contexto de anúncios divergentes de cessar-fogo. Na segunda-feira, Moscovo declarou uma trégua para assinalar as celebrações da vitória na Segunda Guerra Mundial, a 9 de Maio, enquanto Kiev afirmou que cessaria as hostilidades dois dias antes. Para a professora de Relações Internacionais da Universidade do Minho, Sandra Dias Fernandes, estes desenvolvimentos indicam que a Rússia não demonstra interesse numa solução de paz. Que significado tem este cessar-fogo anunciado pela Rússia nesta altura? A Rússia, por altura desta celebração - o dia 9 de Maio, que é cada vez mais importante na simbologia russa - assinala a vitória sobre a Alemanha nazi no final da Segunda Guerra Mundial. Convém lembrar que esta data difere da celebrada pelos restantes aliados, que comemoram a 8 de Maio, devido à diferença horária com Moscovo. Temos, assim, celebrações a 8 de Maio na Europa Ocidental e a 9 de Maio na Rússia. Este tipo de cessar-fogo tem sido recorrente desde o início da guerra na Ucrânia: a Rússia decreta-o unilateralmente e, depois, a Ucrânia responde de forma semelhante. No entanto, trata-se sempre de tréguas muito frágeis e de curta duração. Esta situação permite sobretudo à Rússia reforçar, internamente, a importância do 9 de Maio, ao mesmo tempo que mantém acusações recíprocas sobre quem viola o cessar-fogo. Na verdade, não valorizaria excessivamente estas quebras, porque se trata de um cessar-fogo circunstancial, destinado apenas a assinalar esta data simbólica - a chamada Grande Guerra Patriótica - que hoje é utilizada pela propaganda russa para enquadrar a guerra na Ucrânia. A Rússia rejeita a paz ao não respeitar este cessar-fogo, como afirmou o Presidente ucraniano? Essa afirmação deve ser enquadrada num contexto mais amplo. É visível que a Rússia não pretende a paz, e este cessar-fogo não tem como objectivo criar condições para o fim da guerra. É meramente circunstancial. Não visa alterar significativamente a frente de batalha, sobretudo numa fase em que a Rússia não tem conseguido ofensivas decisivas que lhe permitam sair do impasse em que se encontra desde 2023. A Ucrânia conseguiu, pela primeira vez, inverter parcialmente o equilíbrio, favorecendo um certo congelamento da linha da frente. Não creio que este episódio deva ser interpretado como algo determinante para o conjunto da guerra. O facto de a Rússia não querer a paz é algo que se evidencia desde 2022. A Rússia continua a recusar um cessar-fogo efectivo.Moscovo mantém exigências territoriais, nomeadamente em Donetsk. Esse cenário poderá vir a concretizar-se? Esse cenário pode vir a ser possível, mas depende de dois factores essenciais: vontade política e condições operacionais no terreno. Continuamos num impasse em que a Rússia não se assume como parte mais fraca do ponto de vista militar. O tempo tem-lhe sido favorável, permitindo-lhe manter esta situação de “nem ganhar nem perder”, o que contribui para a instabilidade no continente europeu. Há, contudo, sinais de algum desgaste interno - não tanto ao nível de contestação política, mas sobretudo nas condições de vida da população. O aumento de impostos e a pressão sobre pequenas e médias empresas têm agravado esse descontentamento. Além disso, estima-se que entre 20% e 30% do orçamento russo esteja actualmente afecto à defesa, o que também gera tensões internas. Isso poderá, eventualmente, levar Moscovo a procurar um entendimento. Ainda assim, o cessar-fogo associado ao 9 de Maio não deve ser visto como um passo sério nesse sentido. O conflito na Ucrânia começa a ter impacto na imagem de Vladimir Putin e nas eleições que estão previstas para o mês de Setembro?  Não terá consequências políticas relevantes. A Rússia não é uma democracia no sentido pleno. As eleições são controladas, tanto ao nível do processo eleitoral como do próprio sistema político. Trata-se, na prática, de um sistema consolidado de poder, com características próximas de um regime de partido único, baseado em lealdades. Não existe uma alternativa real a Putin, e o sistema está estruturado em torno da sua liderança há mais de duas décadas. Mesmo que haja alguma variação nos resultados, estes continuarão a ser elevados. Não há, neste momento, um risco político significativo para o Presidente russo. Este cessar-fogo unilateral pode ter sido uma manobra política da Ucrânia? Se há algo que se pode destacar na actuação da Ucrânia é a inteligência estratégica com que tem gerido esta relação assimétrica - quase de David contra Golias. A forma como respondeu ao cessar-fogo russo demonstra precisamente isso. Trata-se de uma jogada política que visa expor a falta de credibilidade da Rússia. Nesse sentido, foi uma decisão eficaz. Pode também ser uma forma de pressionar a comunidade internacional, numa altura em que a atenção se deslocou para o Médio Oriente? Sem dúvida, mas não lhe chamaria uma manobra - antes uma continuidade do esforço diplomático. Trata-se de uma diplomacia em tempo de guerra, e isso é fundamental ter em conta. A Ucrânia tem desenvolvido uma estratégia diplomática muito activa para não deixar cair o conflito no esquecimento. E este tipo de episódios serve precisamente para voltar a captar a atenção internacional. É verdade que o conflito no Médio Oriente tem relegado a guerra na Ucrânia para segundo plano. Por isso, estes momentos são oportunidades para recentrar o foco num conflito de grande intensidade em território europeu. Além disso, há também uma dimensão estratégica importante: a Ucrânia tem demonstrado disponibilidade para partilhar tecnologia, nomeadamente no domínio dos drones, que se tornaram centrais nos conflitos actuais - incluindo no Médio Oriente.

Guerra Fria
Irão, Ucrânia e o jogo das superpotências: é esta a crise geoestratégica do século?

Guerra Fria

Play Episode Listen Later May 3, 2026 23:53


Os conflitos na Ucrânia e no Irão dominaram a análise de Nuno Rogeiro e José Milhazes nesta noite de domingo. No caso iraniano, as negociações com Washington permanecem num impasse, com Teerão a recusar incluir o dossiê nuclear nas conversações, enquanto os Estados Unidos a consideram condição inegociável. No terreno ucraniano, Kiev regista sucessos táticos assinaláveis. No plano político e diplomático, a Europa debate-se com uma crescente falta de coesão face à Rússia, com líderes como o português Luís Montenegro a defenderem o diálogo e o regresso da Rússia à cena internacional, enquanto a italiana Giorgia Meloni alerta para iniciativas que possam beneficiar Moscovo. Este é mais um Guerra Fria a assinalar e analisar os momentos históricos que vivemos, ouça aqui a versão do programa em podcast. Esta emissão aconteceu a 3 de maio na SIC Notícias. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Do Estreito de Ormuz ao coração da Rússia, o mundo entra numa fase de guerra híbrida sem controlo

Guerra Fria

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 25:23


O Irão prepara uma guerrilha naval que pode bloquear o comércio global, a Ucrânia recupera iniciativa no terreno e Moscovo enfrenta pressão militar, económica e interna, num cenário em que tensões regionais se interligam e aumentam o risco de escalada entre grandes potências. Perceba tudo neste Guerra Fria, com José Milhazes e Nuno Rogeiro. Washington avalia contramedidas, incluindo o uso de meios aéreos para neutralizar a chamada “frota invisível” iraniana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia entra numa nova fase, com Kyiv a intensificar ataques em profundidade e a demonstrar capacidade operacional renovada, enquanto Moscovo aumenta a pressão militar para alcançar ganhos políticos antes de momentos internos decisivos. O programa analisa ainda sinais de fragilidade na Rússia, desde dificuldades económicas a quebras de popularidade de Vladimir Putin. No plano global, cruzam-se tensões no Médio Oriente, disputas estratégicas entre grandes potências e dinâmicas de guerra híbrida, num contexto marcado por incerteza e crescente instabilidade internacional. O Guerra Fria foi emitido a 19 de abril na SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Um dia no Mundo
As eleições no próximo domingo são na Hungria

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 3:43


Estas eleições são o teste principal, seguido em toda a Europa, como em Washington e Moscovo. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diplomatas
“NATO 3.0”: EUA “autorizam Europa a ter Exército próprio para se defender da Rússia”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 37:16


O episódio desta semana do podcast Diplomatas foi dedicado à análise dos discursos dos principais líderes políticos norte-americanos e europeus na 62.ª Conferência de Segurança de Munique, nomeadamente Marco Rubio, Friedrich Merz, Volodymyr Zelensky, Ursula von der Leyen, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Mark Rutte. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar tiraram lições do evento na Alemanha para reflectir sobre o actual estado das relações transatlânticas, destacando também a intervenção do subsecretário de Defesa dos EUA, Elbridge Colby, na reunião de ministros da Defesa da NATO, e a visita de Rubio à Hungria, para apoiar a campanha eleitoral de Viktor Orbán. No âmbito das tensões com Moscovo, no contexto da guerra na Ucrânia, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA também assinalaram os 80 anos volvidos do “longo telegrama” do antigo embaixador dos EUA George Kennan, que estabeleceu as bases para a estratégia de “contenção” da então União Soviética durante a Guerra Fria. Houve ainda tempo para responder a uma pergunta enviada por um ouvinte do Diplomatas sobre a influência do Projecto 2025, da ultraconservadora Heritage Foundation, na governação de Donald Trump, e sobre os próximos passos até às eleições intercalares norte-americanas, agendadas para Novembro. Por fim, falou-se de Jesse Jackson, figura de proa da luta pelos direitos civis nos EUA, que morreu no domingo, aos 84 anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Rússia "já tem outros objetivos na Ucrânia"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 11:16


Especialista Rui Vilar considera que Moscovo quer mais do que concepções territoriais e "Ucrânia já deve estar a ceder" quanto à entrega de terras: "A Rússia está a sentir-se com força".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conversas à quinta - Observador
O Domínio da Guerra. “Quais são os pontos que queremos exigir a Moscovo?”

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 26:03


Para o Major-General Arnaut Moreira é importante a Europa perceber que condições tem de impor à federação russa. Aborda ainda a maneira como os EUA conseguiram, no espaço de um ano, alienar a Europa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diplomatas
Política Externa e de Defesa: o que esperar do Presidente Seguro?

Diplomatas

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 30:55


No episódio desta semana do podcast Diplomatas, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram as ideias e o pensamento político de António José Seguro no campo da Política Externa e de Defesa, procurando projectar os planos e as prioridades do próximo Presidente da República no campo da diplomacia. Com a guerra na Ucrânia a aproximar-se do seu quarto aniversário, a jornalista do PÚBLICO e o investigador do IPRI-NOVA recuperaram os últimos desenvolvimentos do conflito, quer na mesa das negociações, quer no terreno, para reflectir sobre os capítulos seguintes, envolvendo Kiev, Moscovo, Bruxelas e Washington. Neste âmbito, anteciparam quatro importantes eventos agendados para os próximos dias: a reunião de ministros da Defesa da NATO; o retiro dos líderes do Conselho Europeu sobre Competitividade; a reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia; e o início da 62.ª Conferência de Segurança de Munique. No final do programa houve tempo para três notas breves sobre a mais recente crise política no Reino Unido, os resultados das eleições no Japão e a condenação do magnata dos media e activista pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Rússia força negociações e expõe fragilidade da Europa

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 9:54


Para o coronel José do Carmo, Moscovo não mudou objetivos e usa guerra para se impor no terreno. Já a Europa revela fragilidade militar e política nas negociações.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
"Os Estados Unidos estão ao lado de Moscovo, claramente"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 11:16


EUA, Rússia e Ucrânia sentam-se em Abu Dhabi. Major-General João Vieira Borges acusa a comunidade internacional de "não reagir" aos ataques contra Kiev. "Os Estados Unidos estão ao lado de Moscovo".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
O que é preciso para travar Moscovo?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 9:01


Bruno Cardoso Reis admite que os ataques à Ucrânia mostram que Putin não respeita Trump. O historiador defende a resposta dura da Casa Branca sobre mais sanções e reforço militar à Ucrânia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Ucrânia. “É difícil perceber como vamos sair deste impasse”

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 8:35


Francisco Pereira Coutinho afirma que Trump subestimou o conflito na Ucrânia ao achar que Moscovo se contentaria com os territórios ocupados. E como está a relação da Venezuela com os Estados Unidos?See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
9 de Janeiro de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 20:00


Governo moçambicano anuncia falta de verbas para o 13.º salário. Funcionários públicos reagem com indignação. Cidadão turco detido em Moçambique após pedido de extradição da Turquia vai aguardar julgamento em liberdade, mas caso continua nos tribunais. No norte da Tanzânia, novas reservas de caça para turismo estão a deslocar comunidades Maasai.

DW em Português para África | Deutsche Welle
8 de Janeiro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 20:00


Angola parece estar novamente envolvida na mediação da República Democrática do Congo, mas analistas duvidam que consiga resultados concretos. Medida inédita em Quelimane: o edil Manuel de Araújo exonerou, de uma só vez, 37 funcionários do Conselho Autárquico. Um navio de guerra russo esteve em São Tomé e Príncipe sem o conhecimento do Parlamento.

Gabinete de Guerra
Apreensão de petroleiros: prejudica relação EUA-Rússia?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 14:33


O Major-General João Vieira Borges alerta para o risco diplomático "sério" entre Washington e Moscovo. Acrescenta ainda que a situação na Venezuela permanece "instável" e "imprevisível".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Será possível criar zona verdadeiramente desmilitarizada na Ucrânia?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 17:15


Bruno Cardoso Reis afirma que EUA não fazem pressão contra a Rússia, tornando pouco provável cedências de Moscovo. No Médio Oriente, plano de paz com foco em Gaza não tem Cisjordânia em consideração.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Ucrânia. Afinal, qual é o papel da União Europeia e da NATO?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 22, 2025 8:32


Francisco Proença Garcia afirma que Moscovo fomenta divisão da UE, elogia a postura de Macron e questiona onde andam Costa e von der Leyen. No Médio Oriente, "Netanyahu tem sido um sobrevivente". See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conversas à quinta - Observador
Cinco Continentes. Paz a qualquer preço na Ucrânia?

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 37:31


Numa altura em que decorrem negociações entre Rússia e Ucrânia, o que fará Trump se Moscovo recusar um cessar fogo? Bruno Cardoso Reis analisa ainda o que muda na nova estratégia de segurança dos EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
"Sem Donbass, não há acordo possível para Moscovo"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 15:48


Ana Cavalieri afirma que Rússia mantém pressão militar e rejeita tréguas que favoreçam Ucrânia. No Médio Oriente, alerta para atrasos no cessar-fogo e tentativa do Hamas de preservar poder no terreno.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Estados Unidos da América são aliados de Moscovo?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 6:38


Coronel José do Carmo admite que a Rússia sente que tem na Casa Branca um aliado. Ainda no Médio Oriente, não acredita que algum país democrático consiga forçar o desarmamento do Hamas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Gabinete de Guerra
Rússia está pronta para guerra contra a Europa?

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 15:39


Com o escalar do conflito, impõe-se a questão: estará Moscovo preparado para enfrentar o Ocidente? Ainda o reaparecimento de Serguei Lavrov: é “guerra psicológica” divisora? A análise de Luís Tomé.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Diplomatas
“A Rússia não está em posição de ameaçar e, muito menos, de fazer a guerra contra a Europa”

Diplomatas

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 32:50


O tema principal do episódio desta semana do podcast Diplomatas voltou a ser a guerra na Ucrânia. Teresa de Sousa e Carlos Gaspar analisaram o que saiu (e o que não saiu) das negociações entre Vladimir Putin, Presidente da Rússia, e Steve Witkoff, representante do Governo dos Estados Unidos, em Moscovo, relativas ao plano de Donald Trump para acabar com o conflito. A jornalista do PÚBLICO e investigador do IPRI-NOVA conversaram ainda sobre a viagem de três dias de Emmanuel Macron, Presidente de França, à República Popular da China, olhando para os objectivos estratégicos franceses e europeus. Por fim, os dois analistas debruçaram-se sobre o golpe de Estado na Guiné-Bissau, que resultou na deposição do Presidente, Umaro Sissoco Embaló, e na suspensão no processo eleitoral no país africano, e reflectiram sobre a posição que Portugal e a Europa devem assumir. Texto de António Saraiva LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
3 de Dezembro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 20:00


Após golpe, Guiné-Bissau deverá ter que deixar presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Angola: União na UNITA tem de ser "na prática e não no discurso", diz analista. Encontro entre Putin e Witkoff em Moscovo terminou sem acordo.

Noticiário Nacional
5h Guerra Ucrânia. Enviado dos EUA reúne-se com Putin em Moscovo

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 7:40


Conversas à quinta - Observador
Domínio da Guerra. Moscovo-Europa. "Há um padrão de provocação a escalar"

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 21:40


O Major-General Arnaut Moreira fala num "planeamento claro" dos incidentes de aparente sabotagem sobre o sistema ferroviário da Polónia, linha onde circula material enviado pela Europa para a Ucrânia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Sargento na Cela 7
Episódio 4: Portugal não é Moscovo | A Eleição Mais Louca de Sempre

O Sargento na Cela 7

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 30:22


Faltam menos de duas semanas para as eleições presidenciais quando o impensável acontece: a comitiva de Mário Soares é atacada numa visita à Marinha Grande. O candidato é atingido e, ainda no local, faz um dos discursos mais marcantes da campanha: “Portugal é uma terra de liberdade, não é Moscovo!”. A agressão pode mudar o rumo da corrida eleitoral, e o novo slogan inventado pela máquina de Soares também vai ajudar o candidato e ficar para a História das eleições em Portugal: “Soares é fixe!”. Em Lisboa, a três dias das eleições, Freitas do Amaral também há de “temer pela vida”, mas de forma muito diferente: quase é engolido pela multidão entusiástica que o espera para um comício junto à Fonte Luminosa. A euforia é tanta que os homens mais próximos de Freitas começam a acreditar que podem ganhar à primeira volta. "A Eleição Mais Louca de Sempre" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Gonçalo Waddington e tem banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir semanalmente os episódios de "A eleição mais louca de sempre" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Piratinha do Ar
Episódio 4: Portugal não é Moscovo | A Eleição Mais Louca de Sempre

Piratinha do Ar

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 30:22


Faltam menos de duas semanas para as eleições presidenciais quando o impensável acontece: a comitiva de Mário Soares é atacada numa visita à Marinha Grande. O candidato é atingido e, ainda no local, faz um dos discursos mais marcantes da campanha: “Portugal é uma terra de liberdade, não é Moscovo!”. A agressão pode mudar o rumo da corrida eleitoral, e o novo slogan inventado pela máquina de Soares também vai ajudar o candidato e ficar para a História das eleições em Portugal: “Soares é fixe!”. Em Lisboa, a três dias das eleições, Freitas do Amaral também há de “temer pela vida”, mas de forma muito diferente: quase é engolido pela multidão entusiástica que o espera para um comício junto à Fonte Luminosa. A euforia é tanta que os homens mais próximos de Freitas começam a acreditar que podem ganhar à primeira volta. "A Eleição Mais Louca de Sempre" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Gonçalo Waddington e tem banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir semanalmente os episódios de "A eleição mais louca de sempre" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt. See omnystudio.com/listener for privacy information.

SBS Portuguese - SBS em Português
Voto deste domingo decide se a Moldávia se vira para a Europa ou para Moscovo

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 3:27


As eleições parlamentares no pequeno país entre a Ucrânia e a Romênia elegerá o governo que irá decidir se o país fica ao lado da Europa que se arma ou da Rússia expansionista de Putin.

DW em Português para África | Deutsche Welle
4 de Setembro de 2025 – Jornal da Noite

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 20:00


Guiné-Bissau: O mandato do Presidente Sissoco Embaló termina hoje, mas ele assegura que vai continuar em funções até à posse do vencedor das eleições. Moçambique: Primeiro caso de mpox na província de Cabo Delgado. Portugal chora os mortos da Tragédia de ontem no elevador da Glória em Lisboa. 26 países anunciaram estar dispostos a enviar soldados para a Ucrânia, num possível cenário de pós-guerra.

DW em Português para África | Deutsche Welle
26 de Agosto de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 26, 2025 20:00


Em Moçambique, investigador afirma que ministro da Defesa está a tentar esconder as lacunas das forças de segurança de Moçambique em defender Cabo Delgado. "MC Bandeira" acredita que Nampula será o bastião do partido político ANAMOLA. A famosa banda musical são-tomense dos irmãos CALEMA foi distinguida como "embaixadores da CPLP". Zelensky discute sanções a Moscovo com enviado de Trump.