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Os apoios do Governo focam no IRS e nos idosos enquanto os transportes exigem eficiência. E ainda, o jogo soma 3.000€ apostados por adulto com risco de vício.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Entrevistamos a Rosa Montero, Premio El Ojo Crítico Especial, que presenta Un día en la vida de Clarita (Alfaguara), una novela atravesada por la humillación, el maltrato laboral y la violencia cotidiana, pero contada también desde el humor y la ironía.Clarita está a punto de jubilarse después de treinta años trabajando en un banco. Ha aprendido a hacerse pequeña, a pasar inadvertida y hasta a hablarse a sí misma con la misma violencia con la que otros la han tratado. A través de su último día de trabajo, Rosa Montero se pregunta cuánto de lo que creemos ser ha sido construido por la mirada de los demás, qué hay detrás de esas crueldades aparentemente banales y cómo funciona la cadena de la humillación.Repasamos la actualidad cultural con el Premio Tusquets de Novela, concedido a Marta Borraz por Las leopardas, y nos acercamos a la nueva edición del Barcelona Gallery Weekend, con 25 galerías, 38 exposiciones y más de 50 artistas.También hablamos con Marcela Vélez, directora artística del Festival de las Ideas, que comienza en Madrid tras una semana marcada por la controversia alrededor de su patrocinio y la posterior retirada de Allianz.Nos fijamos además en la propuesta del Ministerio de Trabajo para regular el uso de la inteligencia artificial generativa en las relaciones laborales del sector artístico.En nuestra cita semanal con las artes escénicas, Laia Oliver nos presenta Libres, dirigida por Andrés Lima, una obra que recupera la historia de Mujeres Libres, la organización fundada en 1936 por trabajadoras anarquistas que llegó a reunir a más de 20.000 afiliadas.Jonay Armas vuelve a regalarnos una nueva pieza musical creada para El Ojo Crítico a partir de un juego de rol " Troika" y nos despedimos del artista Peter Max, figura del arte psicodélico de los años sesenta, fallecido a los 88 años.Escuchar audio
This week the Troika began a multi-part examine of Operation Gladio, a secret NATO-led operation to "stay behind" and be sure that Boris the Bullet-Dodger didn't get us! (IE: Russia)We also discuss, ad-hoc committees and our mischievous friend, NATE-O!Enjoy!
Neste programa, conversamos com Marta Lança, a autora de “Essas pessoas na sala de jantar”, um livro que conta as histórias de uma vida escrita entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e outras geografias, tendo como fio condutor as mudanças de casa e os encontros com novas pessoas que enchem salas de jantar transformadas em lugares de resistência e comunidades de pensamento e de arte. Este é o seu segundo livro, depois de “infinitas-pessoas-mais-uma”, ambos editados na Tigre de Papel. Marta Lança é jornalista, escritora, programadora cultural e também coordena o portal Buala, uma plataforma dedicada à cultura e ao pensamento sobre o Sul Global. O livro “Essas pessoas na sala de jantar” é como uma casa, ou melhor, uma sala de jantar repleta de amigos e reinventada a cada nova morada entre três continentes. Mas não é “uma sala de jantar auto-satisfeita”, não. É um convite à viagem, à partilha e aos novos sabores, com pratos cheio de histórias e portas abertas, com sorrisos e cumplicidades, algures em prédios onde – podemos ler – “nos desenrascamos uns aos outros, e dispensamos ovos e coentros, em que crescemos juntos”. Foi a partir das sucessivas mudanças de casa para “outro bairro, às vezes outra cidade, ou continente” que a autora quis “encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias”. Através da sua história pessoal, conta o que viu nos países onde viveu, observando com “um olhar para dentro e para fora” capaz de arrombar quartos fechados e mentes quadradas. Esta é uma história de encontros, de “geografias afectivas múltiplas” e é também um diário de bordo de um mundo em risco de extinção e de um outro a cimentar-se, num “tempo saturado de estímulos e de tecnofascismo” e em que os ecrãs substituíram livros e o brincar na rua. Escrito com muito humor, o livro é também uma forma de transmissão da memória, offline, um registo proustiano em busca de um tempo perdido em que tanto se ganhou e tanto se foi perdendo. Às memórias pessoais da protagonista, às suas histórias de amizades, de amores, de viagens e experiências noutros países, misturam-se os grandes acontecimentos que marcaram a História e a política do pós-25 de Abril em Portugal até aos dias de hoje no mundo. Tudo acompanhado pelo ritmo dos filmes, dos livros e da banda sonora que também escreveram esses anos. A partir de Lisboa, Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, Baixo Alentejo, as histórias são acompanhadas por reflexões sobre as injustiças sociais, o racismo, as cidades segregadas, o capitalismo desenfreado, a crise da habitação, a especulação insaciável e as rendas insustentáveis, a ecologia em crise, a pobreza, as sempiternas lutas das mulheres e muitas e variadas e repetidas opressões. São também histórias de lugares de resistência, de salas de jantar transformadas em comunidade de pensamento e de arte. A autora lembra como foi crescer numa Lisboa arrastada pela especulação imobiliária, o que foi a “Geração à Rasca” nos tempos da Troika e lembra que “o fascismo nunca desapareceu no país dos brandos costumes”. Depois, recorda como “ter vinte e um anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Em Cabo Verde, reconheceu “a personalidade telúrica dos habitantes vulcânicos" que tinha conhecido em menina nos Açores, “mas o mais difícil de erradicar permanece: as mentalidades, a anos-luz de descolonizar”. Segue-se Luanda, “mal tinha desembrulhado o grogue, o veludo e a calabaceira de Cabo Verde e partia de novo, desta vez para uma grande metrópole africana da qual afinal não sabia quase nada”. Em Luanda compreendeu que “a mesma cidade onde se luta para conseguir comer ou para facturar milhões, toda a hora é hora de celebrar a vida, porque a toda a hora se pode morrer.” Em Maputo, o que mais conquistou o seu “coração rebelde eram os concertos de hip-hop, agregadores de jovens desejosos de mudar a sociedade restrita e opressora”, como Azagaia que “confrontava o regime e a geração da independência” com, por exemplo, a música “Quem vendeu a minha pátria?”. No Rio de Janeiro, surge a pergunta: “Como se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência?”, onde “a desigualdade continua a ser a espinha dorsal da vida urbana brasileira.” A resposta começa, talvez, nos baile funk na Zona Norte, “uma das maiores expressões da resistência cultural, social e identidade das periferias brasileiras”. Mais tarde, o refúgio no Baixo Alentejo, em Portugal, onde uma casa no campo é a possibilidade de “pequenos lugares engendrarem utopias”. Porém, mesmo aí, “a terra é colonizada e posta a render” e nos cafés se percebe “como muita gente desistiu e se deixou manipular pelo populismo e abandono”. No final, regressa às raízes para cuidar de quem dela cuidou e de quem dela cuidará, confessa. Consciente de fazer “parte da paisagem da desigualdade montada”, ao longo dessas viagens entre os três continentes, a narradora nunca esquece “o Atlântico que devolve continuamente a memória do terror e da sobrevivência”. Também omnipresente, de viagem em viagem, a comida, das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne nos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, passando pelo amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, sem esquecer o acarajé no Rio e a Cozinha Ocupação. Afinal, “poucas coisas unem tanto as pessoas como partilhar uma refeição”. A inspirar as suas páginas sente-se a busca e um enorme respeito pela liberdade, partindo de uma personagem-arquétipo a que chamou Júlia e que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”. Era uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros". "Essas pessoas na sala de jantar" talvez seja "o mapa poético" de Marta Lança, esboçado a partir da "força de todas as que foram reprimidas". Marta Lança: "Aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer" RFI: Do que fala este livro? Marta Lança, Autora de “Essas pessoas na sala de jantar”: “Este livro compila várias crónicas de diversos momentos da minha vida. Quando estava a pensar o que é que ligaria estas histórias, achei que seria o mínimo denominador comum a questão de mudar. Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de geografia emocional e de trabalhos, entre eles tem esta questão de cada um que se passa num determinado tempo e espaço. Começa com a casa onde cresci, a casa dos pais, a casa de onde parti para a vida e depois são sucessivas casas como ponto de partida: várias em Lisboa, várias depois com a vida profissional, em que fui viver para os países africanos onde também se fala português, como Cabo Verde, Angola, Moçambique. Depois o Brasil e o regresso a Lisboa, sendo Lisboa também em vários bairros, em vários tempos. Isso é o que coordena. Depois, fala de muitas outras coisas. Cada história tem os seus universos, alguns vão-se repetindo, mas é basicamente um livro que tem a ver com o crescer, com o tornar-se uma mulher, tornar-se adulta, e tem esse lado um pouco confessional, autobiográfico - mesmo assim, tentando não expor muito os outros - mas é o devir adulto. Basicamente, é um livro que tem a ver com o crescimento.” Por que é que decidiu chamar-lhe “Essas pessoas na sala de jantar”? “Porque sempre gostei muito dessa canção de 'Os Mutantes', um grupo brasileiro de movimento Tropicália. A canção chama-se ‘Panis et Circenses', tem a ver com uma crítica à ditadura militar brasileira. É muito irónico porque enquanto se está a distribuir pão e circo, essa classe média que está entretida na sala de jantar, ocupada em manter-se, em nascer e morrer, e que fica numa certa passividade enquanto o mundo explode, enquanto há uma série de injustiças, há uma classe média que está muito contente com a sua vidinha de privilégio. Então, trouxe este título para falar também dessa tensão que eu própria sinto entre o meu meio, esse meio pequeno-burguês de Lisboa que teve acesso à educação, saúde a seguir ao 25 de Abril. Portanto, somos essa primeira geração em liberdade que pôde uma série de coisas e, ao mesmo tempo, o que é que fazemos com isso? Então, também tem essa questão de tentar politizar-me e ter atenção à abertura para outras realidades do mundo e da minha própria cidade e ter uma participação não passiva, sendo que há esse dentro e fora da sala de jantar. Acho que é uma canção que traduz muito essa vontade também de trazer poesia para a vida, um outro olhar, não aquele convencional, e por isso a escolhi como título.” O espaço casa tem um lugar central, mas essas casas vão sendo criadas em diferentes países. Quase parece um paradoxo porque a casa é algo aparentemente estável, seguro, e aqui as suas casas são resultado de viagens e cada cidade é como uma nova casa. Até que ponto é que as casas e as cidades são personagens centrais neste livro? “São porque têm um lado de dentro de casa, mas não muito. Então, dentro de casa porque aconteceu que quase todas estas casas, como os leitores vão ver, foram casas partilhadas, casas colectivas onde viviam outras pessoas. Desde o início com a família, o núcleo duro, etc, e depois os amigos, os namorados e, hoje em dia, as casas com crianças quando estamos a criar filhos. Na partilha de casa, sempre achei muito interessante, como uma espécie de laboratório social, como é que as pessoas habitam uma casa, como é que pessoas, além de mim, tornam a casa um lugar habitável, um lugar acolhedor, mas um lugar onde há conflitos com a divisão de espaço, divisão de tarefas. Foi interessante que a minha vida suscitou ver várias maneiras de habitar a casa porque fui partilhando casa com pessoas diferentes ao longo da vida e sendo que essas outras cidades, outros bairros, também traziam sempre um microcosmos de realidades diferentes. Então, não são cenários, são participantes dessa observação de costumes, de ponto de partida para ver o que está à volta da casa. Aliás, o livro parte desse interior da casa, mas depois vai muito para fora, sai logo. A narradora - que sou eu - acaba por estar mais interessada no que se passa fora. Tenho algumas observações sobre o dentro de casa, mas o mais interessante será mesmo essa etnografia de ambientes à volta dessas casas, do bairro, dos sistemas políticos, dos assuntos que inquietam naquele momento, como se cristalizasse um certo tempo de observação. É por aí que interessa, é como a casa ser um mirante, um ponto de observação do exterior.” Vamos às casas nas diferentes cidades. Por exemplo, Lisboa. Lisboa não é apenas a cidade bonita e multicultural onde cresceu, onde ia ao ballet da Gulbenkian, ao cinema, aos bares do Bairro Alto dançar kizomba e ouvir Os Tubarões. Foi também a cidade onde um rapaz cabo-verdiano, Alcino Monteiro, foi espancado até à morte por um bando de skins no Dia de Portugal, em 1995, um cenário que se repetiria. Olha para este ódio racial que reverbera ainda na própria cidade. Quer-me falar sobre Lisboa? “Sim, é interessante ter ido buscar esse exemplo porque essa linha de cor que atravessa a cidade de Lisboa, essa colonialidade ainda estamos a vivê-la, não é? Crescer nos anos 80, numa cidade que estava a urbanizar-se, é o meu ponto de partida: era ali a zona de Carnide, depois assistir ao fenómeno do Colombo, toda essa Lisboa que se queria tornar uma cidade europeia, com a entrada na União Europeia, o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o realojamento dos bairros mais auto-construídos, etc, mas que obviamente foi criando para as margens, foi marginalizando, tornando periféricas uma série de realidades socioculturais e económicas de tornar muitos bairros empobrecidos e pessoas empobrecidas em que a linha de cor coincide. Ou seja, são as pessoas racializadas que acabam por ter esse estigma que vinha de um país a seguir ao 25 de Abril, ainda com uma grande carga colonial, racista, foi mantendo, se calhar um pouco mais com um certo pudor, sendo que agora, com a ascensão da extrema-direita e todo este populismo e instrumentalização do ressentimento voltou a sair à carga e ainda mais estigmatizou estes territórios, estas pessoas, e no livro vou falando desses momentos. De facto, o ódio racial foi um momento definidor quando aconteceu esse assassinato do Alcino Monteiro num bairro que eu frequentava, o Bairro Alto, que eu frequentava com os meus amigos. Para nós, que éramos novos, sentir esse medo nas ruas, ali no centro da cidade, e perceber: ‘Afinal isto é terrível. Há pessoas que são um alvo muito mais declaradamente de uma purga, dessa motivação do ódio.' E acho que isso nunca deixou de existir em Lisboa, aliás, culminou no ano passado com a morte do Odair Moniz, e vamos vendo como a cidade evolui e não resolve essas suas feridas sociais de ódio. E, portanto, acho que isso atravessa de alguma forma o livro. Eu, no lugar de também de um certo activismo anti-racista, mas como é que uma jovem lisboeta branca vai percebendo essas injustiças. Também entrei por aí de uma forma, não aprofundando muito, mas dando a entender que isso é uma realidade que só não vê quem não quer. Podemos estar num certo meio protegidos, mas somos cúmplices desse estado de coisas se mantivermos essa passividade. Portanto, temos de denunciar.” Vamos agora a Paris. Conta que “ter 21 anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Foi para lá estudar, viveu na Cité Universitaire. Fala daquele momento, mas também na continuação das lutas sociais até hoje, com os Coletes Amarelos, as revoltas suburbanas na sequência também do assassínio de jovens de pele negra, a mobilização contra a ascensão da extrema-direita. Que lugar tem para si Paris? “Nessa tal geografia de afectos e de crescimento, Paris foi muito importante porque foi esse tal embate político. A minha relação com Paris no livro é no ano de 1997, 98, eu era uma jovem estudante de Erasmus em Paris. E teve esse papel de perceber como o mundo é enorme, como as lutas sociais são muito mais vastas do que a partir de Lisboa e também de perceber que há uma esquerda muito organizada e disseminada nas universidades, nas manifestações e isso foi muito importante de assistir, de acompanhar, de testemunhar esse fervor. Quanto mais organização, até de contestação, também mais se sentia essa tensão de uma cidade a uma escala muito maior do que Lisboa. Eu conto uma manifestação dos ‘chomeurs' [desempregados] que me impressionou muito, a forma muito combativa e muito radical de confrontar a polícia, etc, e depois Paris sempre continuou a ser uma meca da esquerda europeia com essas outras lutas que se seguiram e mais do que nunca, agora, com a situação política da Europa e de França em particular. Acho que é um bom barómetro da temperatura social, continua a ser.” Viveu também em Cabo Verde, que diz que se tornou em “um país exemplar no contexto africano”, graças ao empenho, ao valor atribuído à educação. Diz ainda que o mais difícil de erradicar permanecem “as mentalidades a anos-luz de descolonizar”. Quer falar-nos um pouco sobre Cabo Verde e a sua experiência? “Cabo Verde foi também uma transição enorme na minha vida. Ir viver para uma ilha pequenina como São Vicente e fazer uma revista com jovens cabo-verdianos e perceber as questões deles, algumas frustrações e muita vontade de participar, de ter opinião. Então, foi uma experiência que eu acarinho muito. De facto, viver nos sítios, trabalhar nos sítios, ajuda-nos muito a compreender essas tais relações, a sair do postal turístico das férias na ilha do Sal ou da Boavista em que a pessoa não percebe muito mais para além de que é um país maravilhoso, cheio de morabeza, etc. Ao trabalhar com jovens e ao ouvir os artistas, ao fazer também jornalismo de muita escuta, fez com que eu entendesse que há uma grande questão identitária. Portanto, isto é Cabo Verde de 2004, é claro que muitas coisas mudaram, mas havia ali muitas conversas sobre a questão da crioulidade, da situação atlântica de Cabo Verde cultural, da mestiçagem, todas essas heranças de ‘somos mais africanos, somos mais europeus', toda essa indefinição, que é uma discussão interessante, mas depois, no dia-a-dia, sentia-se que ainda havia um certo racismo em relação a pessoas do continente africano, muito pejorativamente chamados de mandjacos, como se isso fosse um insulto a uma etnia da costa da África, guineense, etc, e sobretudo a geração mais velha tinha um certo preconceito com a questão das pessoas mais negras. Falo também nessas manifestações, de alguns comentários, de algumas tradições como os Mandingas no Carnaval do Mindelo. E acho que sim, há uma mentalidade ainda muito colonizada que vai-se percebendo também em coisas mais recentes. Por outro lado, há uma juventude que reivindica o lado pan-africanista, a herança de Amílcar Cabral como os grandes valores da independência, tudo isso, mas é, mais uma vez, perceber que o contexto de um país é muito mais complexo do que a gente pensa no início. “Mal tinha desembrulhado o grogue” - estou a citá-la – “o veludo e a calabaceira de Cabo Verde", partiu de novo, desta vez para "uma grande metrópole africana, da qual, afinal, quase nada conhecia”. Luanda é a cidade onde "a toda a hora é hora de celebrar a vida porque a toda a hora se pode morrer”. Quer falar-nos sobre Luanda? “Luanda, essa grande cidade! Foi incrível conhecer Luanda nesse momento que saía há poucos anos de longuíssima guerra civil e ir trabalhar na área da cultura, das artes, em que estava tudo por fazer, havia uma alegria, um entusiasmo, e foi mesmo extraordinário também partilhar casa no bairro da Maianga, uma casa que já é histórica nas lendas urbanas, que é o Sete e Meio. Era um apartamento que dividíamos entre artistas angolanos e eu e uma amiga portuguesa que também trabalhávamos na Trienal de Luanda. Morava lá o Kiluanji Kia Henda, o Orlando Sérgio, o Yonamine, o Ihosvanny, artistas que estavam em grande força na sua carreira como artistas visuais, e o Orlando que é um actor na área do teatro e cinema. Então, era um ponto agregador da cidade, onde fazíamos muitos jantares, muitas conversas na nossa varanda, que também tinha um ponto de observação para as transformações urbanas da própria cidade de Luanda. E sim, é uma cidade de contradições, não é? Nessa altura - já não é a realidade actual - havia muita gente a fazer dinheiro porque o petróleo era, de facto, a economia muito efervescente, o crescimento económico era incrivelmente alto e acelerado, mas sabemos que isso depois não se traduziu em melhorias na qualidade de vida do povo angolano, que hoje em dia está bastante sufocado, numa crise enorme. Eu, como estrangeira, mas tentando viver como angolana no dia-a-dia, andar de candongueiro, depois também fiquei lá a trabalhar como professora, ouvi muitas histórias e o que mais me fascinava eram as biografias das pessoas. As pessoas tinham histórias de vida incríveis e apetecia cartografar tudo e escrever tudo, mas depois a realidade era tão veloz e alucinante que era difícil. Então, esses dois textos no livrinho sobre a Luanda dessa época são muito fragmentados, mas era um espelho da própria cidade, dessas vozes todas, dessas contradições e também um grande carinho nas pessoas e, ao mesmo tempo, uma brutalidade porque é a lei da sobrevivência.” Em Maputo, foi a música e o ímpeto do hip-hop, nomeadamente as letras do Azagaia, que a conquistaram, ele que tantas denúncias fez contra o regime, contra inclusivamente a geração da independência, contra a exploração do povo, contra o neocolonialismo português. Mais uma vez a atenção e a observação acutilantes da Marta… “Gostei muito de ir aos concertos do Azagaia. Foi um privilégio poder ir a vários concertos de hip-hop. Também já tinha frequentado muito o rap angolano, gostava muito também. Na altura, em Angola, ouvia muito o MCK, depois o Luaty Beirão também voltou à cidade e outros. Havia um grande movimento de hip-hop que era um grande escape de denúncia política. Então, era uma forma de entender o que é que os jovens estavam a pensar sobre a sua situação. Maputo é uma cidade extremamente musical, havia muitos concertos, muita música ao vivo nos bares e acho que é um dos pontos mais fortes que eu retenho: essa cidade musical. O Azagaia, além de, na altura, me ter chamado a atenção pelas letras tão interessantes, depois, tudo o que suscitou quando ele morreu, o cortejo fúnebre, a repressão e os tumultos todos que houve em Maputo e Matola e na Beira a seguir à morte dele… Aliás, eu tinha escrito esse texto antes de o Azagaia morrer e depois acrescentei mais isso como um questionamento também sobre a geração que fez a independência e a herança que deixou ao país como está actualmente, que ainda tem tanta juventude urbana descontente porque não tem muitos horizontes de expectativa para poder ficar no país com uma vida digna.” Também viveu no Rio de Janeiro e começa por falar de um baile funk em que questiona "como é que se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência". O que representou para si o Rio de Janeiro? “Comecei o texto com esse episódio do baile funk porque também tive a sorte de poder frequentar as comunidades faveladas da Zona Norte do Rio de Janeiro. E sim, são zonas da cidade, territórios muito permeáveis à violência, seja do tráfico de droga, seja da própria polícia. Na altura, havia operações de pacificação dos morros e, no entanto, eram sempre bastante ameaçadoras para a população trabalhadora dessas comunidades. E havia uma banalização dessa violência que acho que todos sabemos com os filmes e as notícias que nos chegam. Portanto, é viver numa guerra aberta e isso é muito desgastante para os moradores. Depois conto também como é que algumas figuras, como um estudante de mestrado, se sentia uma excepção no seu contexto de jovem negro, periférico, pobre, mas como as políticas de discriminação positiva, as quotas, são muito importantes no contexto do Brasil para furar essa repetição da pobreza e, portanto, também como é que a partir dali se estava a pensar a questão da cidade, do asfalto e da periferia, todas essas divisões de uma sociedade tão classista, tão racista… Algumas opções vão-se repetindo ao longo dos textos, mas com novos figurantes e novas reflexões, penso eu.” Acaba por haver alguns temas e até injustiças que se repetem ou que dialogam entre as cidades onde viveu? “Exacto e a procura da alegria, que citou, é mesmo uma força de resistência nestes lugares, não é uma alegria alienante, é uma alegria que tem o seu peso, da sua dor, dessas feridas todas da história, da história da escravatura, da história da pobreza, e, ao mesmo tempo, a capacidade de ‘estamos aqui, continuamos, sobrevivemos e transformamos a dor em alegria, uma alegria de não nos vão apagar, aqui continuamos'. Essa lição dessa alegria sobrevivente, para uma europeia, é mesmo importante, porque eu acho que em Portugal, por exemplo, se cultiva muito o lamento, o queixume, mas é um queixume que depois não muda nada, é um queixume quase de apaziguamento. Acho que esses países, como eu digo, abaixo do Equador, nos davam uma lição de vida nesse sentido que é: ‘Vamos para a frente, resistimos' e, cada vez mais, confrontacionais e a desejarem uma outra vida com todo o seu sentido crítico. Portanto, é uma alegria que também traz a crítica ao estado de coisas.” Outro aspecto é a comida, que de viagem em viagem também é omnipresente, seja na sala de jantar, seja na rua, no café, no restaurante. Das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne da casa dos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, em Lisboa, ao amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, ao acarajé no Rio e à Cozinha Ocupação… Escreve: “Poucas coisas unem tantas pessoas como partilhar uma refeição”. Porquê tanto sabor neste livro? “Muito bem visto! E também o grande ensopado de borrego no Alentejo!” É verdade, não falámos do Alentejo, mas também é bom deixar aos leitores a possibilidade de descobrir outras geografias e sabores… “Exactamente. A refeição partilhada é também ligada à ideia das pessoas na sala de jantar que estão a partilhar o seu momento, a distribuição de comida, a vontade de experimentar coisas novas e como cada lugar também com os seus sabores, porque é uma forma de convívio, não é? E esse é outro grande tema do livro: o convívio entre pessoas diferentes e uma refeição pode pôr na mesma mesa pessoas de realidades muito diferentes e estarem unidas pelo prazer de comer, de descobrir e também como os novos sabores traziam novas realidades. Quando estou a apontar para esses frutos tropicais, estou a aprender novos léxicos e novas realidades e, portanto, quis trazer essas diversas comidas.” Esses sabores não são só gustativos, também há os sabores auditivos, porque a música também está muito presente no livro. É como uma banda sonora em pano de fundo… “É porque a música também é uma forma de conhecermos realidades novas. Acho que todos nós temos sempre as nossas músicas electivas. Por exemplo, ouvir música em Angola ou Moçambique ou Brasil, é a partir das letras e das sonoridades que nos trazem as tais outras realidades. E depois também as músicas que nos formaram, a nossa forma de olhar o mundo e de viver a História é feita das partilhas das universidades, das leituras, dos filmes, mas muito a partir da música. A música tem um pendor educativo, formativo muito forte em todos nós e eu queria prestar essa homenagem a tudo o que a música trouxe à minha vida, só que era difícil estar a escolher entre tantas músicas e tantos autores e então fui referindo de acordo com o que eu ia ouvindo em cada fase de vida.” Num dos capítulos fala do “Lobo da Mata” e conta um episódio terrível. Recorda a francesa Gisèle Pelicot quando disse que “a vergonha tem de mudar de lado” e também escreve, “nos anos 90 a consciência feminista era de nicho e o ‘girl power' era mais slogan do que força colectiva” e que ainda hoje “em vários países, ser mulher continua ser quase um acto ilegal”. Porque decidiu escrever o “Lobo da Mata” e falar sobre a sua própria história? “Porque nós criamos mais empatia, relação com um assunto, quando nos implicamos nele, e todas as mulheres, sem excepção, terão histórias de abusos, desconfortos no mínimo, e situações em que se sentiram com medo ou discriminadas pelo facto de serem mulheres. Acho que temos a sorte de estarmos em países onde há alguma protecção, mas até precisamente pela Gisèle Pelicot em França, sabemos como histórias tão hediondas podem estar aqui ao voltar da esquina. Eu queria trazer algumas reflexões feministas porque, tal como a música, o feminismo também é uma forma de conhecer, de aprender muito para tentar ambicionar um mundo onde haja mais igualdade nas questões de género, mas mais do que a igualdade, acredito num feminismo que não é necessariamente a luta pelo poder, mas é outra forma de convivência entre as pessoas que não passe por esta competição, por estas relações de poder, por este ímpeto bélico e destrutivo que o mundo patriarcal nos tem proporcionado e por ele chegámos aqui, a este estado de coisas tão devastador e sem futuro quase. E, portanto, o feminismo seria uma grande opção entre homens e mulheres de outro tipo de comunhão, de partilha, de uma paz social que poderia vir através do feminismo. Esse ‘Lobo da Mata' é uma história na Caparica, na adolescência. Não é uma história que seja assim o grande trauma porque eu quis também passar esse lado, de como eu encontrei as minhas ferramentas para viver com isso e para transformar essa história numa espécie de alívio e de força pessoal, mas claro que cada mulher lida com isso de maneiras diferentes, com os seus próprios traumas e fantasmas. Mas acho que sim, acho que foi importante escrevê-la, não no sentido terapêutico, mas para partilhar alguns episódios que todas temos e, depois, a partir daí, o que é que suscitou como preparação para a vida porque qualquer mulher terá passado por isso.” Fala numa mulher no livro que é uma personagem-arquétipo daqueles tempos. Chamou-lhe Júlia que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”, uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros. A força de todas as que foram reprimidas.” O que é feito dessa Júlia? Este livro é esse “mapa poético”? “Sim, acho que sim. Essa Júlia é um arquétipo, não é uma pessoa real, mas sim um conjunto dessas vontades todas reprimidas e de alguém que pôde experimentar, pôde errar, pôde implicar-se em cada situação e fazer com que as coisas aconteçam, sair da tal sala de jantar auto-consolada para que a vida nos aconteça porque não podemos estar só à espera de uma mudança se não nos implicarmos nela. Essa Júlia ainda está aqui presente, pelo menos tenho-a comigo, como alguém que me faz lembrar: ‘Olha, aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer.' E é preciso celebrar essa liberdade de circulação, de podermos ser quem queremos, de podermos até mudar em qualquer fase de vida para procurar essa pessoa que nos vamos tornando em cada momento, mas não ficar a achar que isso é garantido porque as liberdades nunca estão garantidas. É também essa inquietação. A Júlia é essa inquietação que me persegue e que certamente outras pessoas se identificarão com ela.”
This week the Troika discuss several cases in the past of Government UFO Disinformation, most notably one of our favorite topics: Majestic 12. We also discuss rollerblades, Ron Desantis' level of intelligence or idiocy, and other random nonsense - enjoy.
260803PC Die Grünen leben im Wolkenkukusheim? Von wegen!Mensch Mahler am 03.08.2026Die jüngste Urabstimmung der Grünen in Baden-Württemberg beschäftigte sich mit Palantir, der umstrittenen Analyse-Software des US-Investors und Demokratieverächters Peter Thiel. Ich habe natürlich zugestimmt, Palantir durch eine nationale Software zu ersetzen. Es geht um polizeiliche Überwachung. Der Aufschrei war groß. Wieder mal die weltfremden Grünen, die keine Alternative zur Ami-Software haben. Jetzt müssen die, die Grünen mit hämischen Kommentaren verachten, mal kurz die Luft anhalten. Denn unser Ministerpräsident heiß Cem Özdemir. Er hat den Rüstungskonzern Hensoldt in Oberkochen besucht. Und interessante Neuigkeiten in Sachen Überwachungssoftware mitgebracht. Die Kernbotschaft: „Wir stellen uns als nationales Palantir auf!“ Hensoldt sieht sich in der Lage, zusammen mit Partnern – etwa der Digital-Sparte der Schwarz-Gruppe, bekannt als Discounter Lidl und IBM – der Landesregierung eine Alternative zur Polizeisoftware Gotham – ganz ohne die Ami-Marktführer Palantir – zu liefern. Und wieder kläffen die Wadenbeißer, die sich auf die Wirtschaftsgrünen im Südwesten eingeschossen haben: IBM? Das doch auch ein Ami-Konzern! Aber die Beteiligung von IBM Deutschland mit Sitz in Ehningen bei Stuttgart bedeutet keine Einschränkung der nationalen oder europäischen Souveränität. Ein wichtiger Schritt, um sich von der Bevormundung US-Amerikas abzukoppeln. Wir können das auch!Die Grünen – zugegeben in ihrer Anfangszeit eine pazifistische Partei – hat die Zeichen der Zeit längst erkannt. So lange die Welt so gefährlich sei wie heute, „müssen wir in der Lage sein, uns zu schützen“, so Özdemir in Oberkochen. Bei den Grünen sieht er hierfür keinen Nachholbedarf. Er habe schon vor den Gaslieferungen aus Russland gewarnt, als SPD und CDU noch auf die Nord-Stream-Leitungen setzten. Der vielgescholtene und verspottete – in meinen Augen völlig verkannte – Robert Habeck hatte schon vor der russischen Vollinvasion in der Ukraine Waffenlieferungen für das überfallene Land gefordert; selbst die CDU war damals noch dagegen.Die verstärkten Investitionen in die Rüstungsindustrie können die Autoindustrie nicht ersetzen. Hat auch keiner gesagt. Aber immerhin beschäftigen Rüstungskonzerne wie Airbus und Hensoldt, Mittelständler und Startups in der Branche allein in Baden-Württemberg 42.000 Menschen. Trumpf in Ditzingen, Zeiss und Hensoldt in Oberkochen bilden eine Troika, die für die Weltwirtschaft Einzigartiges leistet. In Oberkochen werden die entscheidenden Komponenten für die Lithografie-Maschinen hergestellt, mit denen das niederländische Unternehmen ASML die Halbleiterindustrie der Welt versorgt. Alle bedeutenden Halbleiter-Hersteller der Welt – Intel in den USA, Samsung in Südkorea und TSMC in Taiwan – sind angewiesen auf diese Großgeräte, deren Geheimnis in der Winzigkeit ihrer inneren Strukturen liegt. Komplexeste Halbleiter in der Größe eines Daumennagels. Das kann weltweit nur Baden-Württemberg. Und wer regiert im Ländle seit 15 Jahren? Die Wirtschaftsgrünen, die allen anderen Parteien in dieser Frage haushoch überlegen sind. Von wegen rückwärtsgewandt. Die Spötter des Veggie – Days sollten einmal ganz still sein und schauen, was die von ihnen bevorzugten Parteien in Richtung Zukunftstechnologie auf den Weg gebracht haben. Ich höre eine lange und absolute Stille. Doch nein – da krakelt noch einer. Ein Vertreter der alternativen Fakten. Klappe halten, sechs, setzen. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Welcome back! This week the Troika discuss various McDonalds related affairs. We also discuss recent sci-fi movies, not being good at things at work (on purpose) and Grimace Anubis - enjoy!
We reviewed Troika! by Melsonian Arts Council once before — but we hadn't played it yet. Now we have. Does actually playing it change anything? (Yes. And no.) Jesse, Matty, and Chris dig into what it's actually like to sit down at the table with an acid fantasy OSR system, whether rules-light games are good for new players, and the eternal question: if story is all that matters, why try different games at all? Also: Matty fixed D&D 5e combat, Jesse ran vampires into emotional ruin, and someone pulls out a Labyrinth goblin field guide. Music by Karl Casey @ White Bat Audio
13 years ago when Ireland went back onto the global money markets to borrow money after the Troika departed. it cost the State €8bn per annum to pay interest on that borrowed money. NTMA says that amount is set to rise again notably as global rates are set to get and stay higher. A lot to discuss with Frank O'Connor, the Chief Executive of the NTMA.
A bull-bodied hero eats twenty people's worth of fondant in one fistful, and asks for one thing: a sausage. They're illegal in Troika. He's offering money.
Gormer pulls a gas mask out of the door in his forehead. Moth's fashion sense becomes an Art Nouveau gas filter. A small egg-shaped man hustles them out of eleven silver.Part 6 of our Troika! one-shot on The Jaunty Mantis. The party rides the elevator up through floors none of them asked for, solving puzzles that didn't need to exist.CastJesse as Gormer the UnderbursarMatty as Darlo Tik'l, Red Priest (currently cursed to swear)Anna as MothChris as Game MotherFind us
Roll to ignore the cats. The tiger can tell you really want to pet it, so it's ignoring you harder. Part 7 of our Troika! one-shot on The Jaunty Mantis. The elevator gets four new passengers, the attendant makes an extremely poor choice, and a tiny knight in painted armor enters the party's life and never leaves. Cast Jesse as Gormer the UnderbursarMatty as Darlo Tik'lAnna as MothChris as Game MotherFeaturing the silent stylings of Sir Two StampsFind us
O acordo entre os EUA e o Irão deixa Donald Trump numa posição de derrota clamorosa. Daniel Oliveira considera que “o Irão cedeu apenas na vaidade de Trump”, com o Estreito de Ormuz a regressar ao estado anterior à guerra sem garantias sobre mísseis balísticos ou o financiamento do Hezbollah. Em Portugal, Luís Montenegro e André Ventura ainda não chegaram a acordo quanto à reforma laboral. Daniel Oliveira viu no líder do Chega uma enorme excitação para viabilizar “o maior ataque feito aos trabalhadores desde a Troika”. Francisco da Silva defende que o Chega segue um teatro negocial semelhante ao da Geringonça, conseguindo ganhos de causa simbólicos sem travar o essencial da reforma. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 16 de junho. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.
Get your thetan meters out folks, it's time to talk Xenu! This week the Troika delve into Xenu, the original bad guy for the good ole' hardworking folks over at Scientology. We also discuss manila envelopes, trapper keepers, and more. Enjoy?!?!?!
Nos visitan Oleya y Andrey de Muñeca Rusa, para hablar del disco debut de estos xixoneses, llamado "Año soviético". Nos dará tiempo de saber de donde vienen, y sobre todo, a donde quieren ir en los próximos tiempos... Y además, todo este percal... Metallica, Sota Kaballo Rey, Rockvera - Asociación Monorock, Beast Inside, Jero Ramiro BANDA, Turbulento, Umbilikal D.B, Against The Waves, MADBALL, Iconic, Hellfest Open Air Festival, Iron Maiden, Ritmo Vudú, Troika y la Creedence Clearwater Revival.
Darlo rolls double sixes. The oops table opens. From there, things only get worse. Welcome to The Jaunty Mantis — a podcast of creative questions for curious gamers. This is Part 5 of our Troika! one-shot at the Blanc Mange & Thistle, where three strangers share a hotel room on the eve of the Feast of the Chiliark. In this episode: a demonic puddle on the stairwell, an experimental burning, and a curse the Red Priest will be living with for the rest of the night. Cast - Jesse as Gormer the Underbursar, Sorcerer of the Eighth Door - Matty as Darlo Tik'l, Red Priest - Anna as Moth - Chris as Game Mother
Durante décadas, geriu a rede de intermediários de crédito num dos maiores bancos portugueses. Viu o boom de 2000 a 2008, com créditos a 100% e prazos de 40 anos. Viu o colapso de 2008, a Troika, os anos de Euribor negativa e o choque de 2022. E hoje, com o Banco de Portugal a anunciar novas regras para apertar o acesso ao crédito à habitação, sentei-me com ele para perceber uma coisa: já vimos este filme antes?
This week the Troika delve into the Shogun of male-pattern baldness, Yakub.We also discuss Duran Duran, Spongebob, and more. Enjoy!
Moth picks a fight with an owl. Everyone else suffers the consequences. Plus: Darlo discovers his new favorite hobby, Gormer's combat strategy is "wave knife around hopefully," and the staircase ahead has a problem the party is not prepared for. The session-one finale of our Troika! Numinous Edition mini-campaign. Session 2 incoming.CAST - Jesse as Gormer the Underbursar (Sorcerer of the Academy of Doors) Matty as Darlo Tik'l (Red Priest) Anna as Moth (Abyssal Myth Crusher) Chris as Game Mother (GM) SYSTEM - Troika! Numinous Edition by Daniel Sell, published by the Melsonian Arts Council. Buy the game: https://www.melsonia.com/ We are not affiliated with the Melsonian Arts Council. Played for the love of weird fantasy. ABOUT THE JAUNTY MANTIS - A podcast of creative questions for curious gamers. We play, review, and argue about tabletop roleplaying games.
A staircase mural of beaked figures, serrated keys, and a horde of screaming demons. Two knowledge rolls. Both fail. The party concludes everything is fine. Spoiler: it is not.Episode 3 of our Troika! Numinous Edition mini-campaign.SYSTEM - Troika! Numinous Edition by Daniel Sell, published by the Melsonian Arts Council. Buy the game: https://www.melsonia.com/ We are not affiliated with the Melsonian Arts Council. Played for the love of weird fantasy.CAST - Jesse as Gormer the Underbursar (Sorcerer of the Academy of Doors) Matty as Darlo Tik'l (Red Priest) Anna as Moth (Abyssal Myth Crusher) Chris as Game Mother (GM)ABOUT THE JAUNTY MANTIS - A podcast of creative questions for curious gamers. We play, review, and argue about tabletop roleplaying games.
This week the Troika discuss the American freelance writerJoseph Daniel Casolaro, better known as "Danny" Casolaro and the mysterious cirumstances behind his "suicide." We also discuss lost lego pieces and lego collections, homeless horses, and so on.Enjoy.
Darlo bonds with his new roommates the only way he can: by demanding the most inedible pickled vegetable on the menu and sharing it with them. Plus: a herbal beverage best described as "Jagermeister, but vodka," and a hotel festival that involves shooting fireworks at neighboring rooftops. Episode 2 of our Troika! Numinous Edition mini-campaign.CAST: Jesse as Gormer the Underbursar (Sorcerer of the Academy of Doors) Matty as Darlo Tik'l (Red Priest) Anna as Moth (Abyssal Myth Crusher) Chris as Game Mother (GM)SYSTEM: Troika! Numinous Edition by Daniel Sell, published by the Melsonian Arts Council. Buy the game: https://www.melsonia.com/We are not affiliated with the Melsonian Arts Council. Played for the love of weird fantasy.ABOUT THE JAUNTY MANTIS: A podcast of creative questions for curious gamers. We play, review, and argue about tabletop roleplaying games.
A door-wizard with disastrous luck, a death-priest who'd rather be elsewhere, and a swamp-mystic with a mission walk into a hotel. It's the only room left. They're sharing it. Episode 1 of our Troika! Numinous Edition mini-campaign. Character creation, the first stat-roll catastrophe, and the most reluctant agreement to share a drink in podcast history.Jesse as Gormer the Underbursar (Sorcerer of the Academy of Doors) Matty as Darlo Tik'l (Red Priest) Anna as Moth (Abyssal Myth Crusher) Chris as Game Mother (GM) Troika! Numinous Edition by Daniel Sell, published by the Melsonian Arts Council. Buy the game: https://www.melsonia.com/ We are not affiliated with the Melsonian Arts Council. Played for the love of weird fantasy. ABOUT THE JAUNTY MANTIS A podcast of creative questions for curious gamers. We play, review, and argue about tabletop roleplaying games.
This week the Troika finish their examination of the Patterson-Gimlin Film, a huge hoa...x, yeah, but maybe not? We're not sure. Enjoy!
The episode where we talk about how weird we got, and all the fun we had playing both official and unofficial Troika! adventures! We combined both of these together because honestly, there's nothing exciting about waiting a week to get an episode under ten minutes!Content Warnings: Adult Language, Adult Situations, ProfanityHarm is Harm and HarmGM John is GM JohnSteve is SteveRoy is RoyAmes is AmesObie is ObieThis actual play podcast recording is a Real Play Games Podcast production; Melsonian Arts Council is responsible for the Troika! ruleset and the Blancmange & Thistle starter adventure from the book that we ran, but is in no way responsible for the awful things committed by characters within nor the insane side-chatter we got into. Go to www.melsonia.com or click the link in our show notes and buy lots of their things to help make up for how weird and rowdy we got with their material. The Supermarket at the End of Reality is an independent production by The Gonzo GM and is not affiliated with the Melsonian Arts Council, and you can find the adventure at thegonzogm.itch.iohttps://www.melsonia.com/?ref=realplaygamespodOur theme song, Whimsical Journey Rhythm Quest, is performed by Mrisrayilli and used under a commercial license that includes synch licensing.If you want to reach out to the Real Play Games Podcast, feel free to email us at realplaygamespodcast@gmail.com or reach us on Tumblr under RealPlayGamesPodcast or on Bluesky @realplaygamespod.bsky.social. If you'd like to help support the show, as well as get early access to episodes, exclusive episodes, and behind-the-scenes looks at how we make our adventures, head on over to www.patreon.com/realplaygamespod and become a Patron today! Thanks for listening!Support the show
Three will enter, and ideally, the same amount will leave! With a ticket for a free sample of Dr. Apollinaire's Custard Delights gripped tightly in their appendages, three brave souls enter (but do not work) together to achieve the goal of getting that goddamned custard. One of them may or may not commit war crimes during the process, we're still unsure.Content Warnings: Adult Language, Adult Situations, Gore (, clubbing, impalement, stabbing), Gross Stuff (spit), Profanity, ViolencePeugot Rifter is ObieMoonpie is HarmGeorgie Jameson is AmesThis actual play podcast recording of The Supermarket at the End of Reality is a Real Play Games Podcast production;The Supermarket at the End of Reality is an independent production by The Gonzo GM and is not affiliated with the Melsonian Arts Council, and you can find the adventure at thegonzogm.itch.io. Melsonian Arts Council, who are in no way responsible for any of our bullshit behavior, produces the Troika! role-playing game, and you can find that and so much more at their webstore! Go to www.melsonia.com or click the link in our show notes and buy lots of their things to help them keep producing wonderful and weird roleplaying games in the future!https://www.melsonia.com/?ref=realplaygamespodOur theme song, Whimsical Journey Rhythm Quest, is performed by Mrisrayilli and used under a commercial license that includes synch licensing.If you want to reach out to the Real Play Games Podcast, feel free to email us at realplaygamespodcast@gmail.com or reach us on Tumblr under RealPlayGamesPodcast or on Bluesky @realplaygamespod.bsky.social. If you'd like to help support the show, as well as get early access to episodes, exclusive episodes, and behind-the-scenes looks at how we make our adventures, head on over to www.patreon.com/realplaygamespod and become a Patron today! Thanks for listening!Support the show
Meredith Levine is a Fanthropologist, studying fans and fandom and doing strategic audience development research and strategy work at the intersection of Hollywood and the Creator Economy. She is also the VP of Audience Development at SuperBam, helping media companies adapt their back catalog and currently airing content for social digital video distribution. Prior to SuperBam and her consultancy, Meredith worked in strategy at Theorist Media and in fandom research at Troika and ZEFR. Meredith has her M.A. in Critical Media Studies with an emphasis in Fan Studies from UCLA, and has spent time as a professor and guest lecturer of Fan Studies at USC, Emerson, UCLA, and the University of Colorado, Boulder.
What do a poorly-made dwarf, a member of Miss Kinsey's Dining Club, and a parchment witch have in common? Find out as these three traverse the perilous and dadaist halls (and lifts, and stairwells) of the Blancmange & Thistle. Bring a vomit bag.Content Warnings: Adult Content, Adult Language, Butt Stuff, Gore (evisceration, stabbings), Gross Stuff (licking, revolting eating habits, sticky stuff), Profanity, ViolenceStodge is RoyAmelamenthana is HarmSir Grisl Peeorridge is SteveTroika!, the other world's favourite role-playing-game, is produced by Melsonian Arts Council, a wonderful independent publisher of fantastic games and other diversions, and you can find their full catalog of oddments and joys for purchase at www.melsonia.com! If you'd like to purchase through them as well as support the show at no additional cost to you, you can also use the affiliate link in our show notes!https://www.melsonia.com/?ref=realplaygamespodOur theme song, Whimsical Journey Rhythm Quest, is performed by Mrisrayilli and used under a commercial license that includes synch licensing.If you want to reach out to the Real Play Games Podcast, feel free to email us at realplaygamespodcast@gmail.com or reach us on Tumblr under RealPlayGamesPodcast or on Bluesky @realplaygamespod.bsky.social. If you'd like to help support the show, as well as get early access to episodes, exclusive episodes, and behind-the-scenes looks at how we make our adventures, head on over to www.patreon.com/realplaygamespod and become a Patron today! Thanks for listening!Support the show
This week the Troika are back with a multi-part examination of the Patterson-Gimlin film, the most controversial and well-known "evidence"(LOL) of Bigfoot. We also discuss Package Stores, the Pope and more, enjoy!
Ninjas, ninjas, ninjas, they're all Stu wants to talk about these days. This week on the Vintage RPG Podcast, we're dodging shuriken in order to keep talk about shinobi, both generally and somewhat specifically regarding the Night of the Ninja RPG. Also a follow-up on the Worlds of TSR art book and a plug for Graham Barey's excellent graphic novel/Troika supplement Black Orb. * * * Links! Games People Play ninja episode The Revenge of the Ninja soundtrack Black Orb (it comes with the Troika booklet!) * * * Instagram? Old news. Join the Vintage RPG Newsletter! That's where all the cool kids are now! Stu's book, Monsters, Aliens, and Holes in the Ground is for sale now! Buy it! Patreon? Discord? Cool RPG things to buy? All the Vintage RPG links you need are right here in one place! Like, Rate, Subscribe and Review the Vintage RPG Podcast! Edited by the one and only R. Alex Murray. Send questions, comments or corrections to info@vintagerpg.com. Available on iTunes, Google Podcasts, iHeartRadio, Spotify, YouTube and your favorite podcast clients. The Vintage RPG illustration is by Shafer Brown. Follow him on Twitter. Tune in next week for the next episode. Until then, may the dice always roll in your favor!
A dish best served orange and bicycle, we play a couple of quick games of the other world's favourite RPG, Troika! A grand time was had by all, and the mental scars prove it. Enjoy two helpings starting April 24th!Troika!, the other world's favourite role-playing-game, is produced by Melsonian Arts Council, a wonderful independent publisher of fantastic games and other diversions, and you can find their full catalog of oddments and joys for purchase at www.melsonia.com! If you'd like to purchase through them as well as support the show at no additional cost to you, you can also use the affiliate link in our show notes!https://www.melsonia.com/?ref=realplaygamespodOur theme song, Whimsical Journey Rhythm Quest, is performed by Mrisrayilli and used under a commercial license that includes synch licensing.If you want to reach out to the Real Play Games Podcast, feel free to email us at realplaygamespodcast@gmail.com or reach us on Tumblr under RealPlayGamesPodcast or on Bluesky @realplaygamespod.bsky.social. If you'd like to help support the show, as well as get early access to episodes, exclusive episodes, and behind-the-scenes looks at how we make our adventures, head on over to www.patreon.com/realplaygamespod and become a Patron today! Thanks for listening!Support the show
Santiago González comenta el espectáculo de los ministros quitándose la palabra para atacar al juez Peinado y defender a Begoña Gómez.
This week the Troika finish their brief detour into Frauds and Con artists. This time it's the man who SOLD THE EIFFEL TOWER TO two PEOPLE, Victor Lustig. We also discuss wizard vans, oxy clean, and so on. Enjoy. (don't buy any mega structures).
Ouça aqui a segunda parte da conversa com o comentador e cronista Pedro Marques Lopes, que revela aqui os pormenores da sua grande guinada profissional e pessoal, por altura da Troika. E dá conta de que é um cantor e um ator frustrado, um sonho da juventude nunca realizado “por falta de coragem”. Sobre o futuro, afirma que não descarta a ideia vir a candidatar-se a um cargo político. Depois partilha algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto do livro “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de José Saramago, e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! See omnystudio.com/listener for privacy information.
This week, in an abbreviated episode, the Troika begins an examination of more than a few fraudsters! We begin with Cassie Chadwick, the bane of Andrew Carnegie. We also discuss beer dynamics and baseball and Chuck Norris' horrible ouevre (RIP). Enjoy.
This week, three of Congress's sharpest legal minds requested a deposition with Hillary Clinton, took a victory selfie beforehand, and proceeded to get absolutely folded in half by a 77-year-old woman before the first hour was up. A masterclass in prosecutorial precision, just not theirs.Kristi Noem, widely regarded as one of the great strategic communicators of her generation, spent $220 million explaining to America how great she was, and was rewarded accordingly. Her successor is a former MMA fighter who once attempted to resolve a Senate hearing in the parking lot. The transition of power is going smoothly.Elsewhere, the United States and Israel are conducting a perfectly normal military operation in Iran, the Arab coalition that was supposed to hate this idea is on board, and Trump is simply working through a to-do list that happens to include regime change in three countries.David also attempted to prove his humanity to a children's video game and was denied. Thrice. The monkey was not a bird. Better luck next time.
For sixty years Washington and Havana have been having a geopolitical tango fuelled by obsession and ideology. The island nation of Cuba has been a socialist splinter in the finger of the Florida coastline, its regime infecting the region. Now, with the toppling of Nicolás Maduro and Venezuelan oil tightly controlled by the US, Cuban President Miguel Díaz-Canel could be next. To get into the finer details of the US's new found dominance in the Caribbean, Venetia is joined by The Telegraph's foreign reporter, Lily Shanagher.Plus, former national security advisor John Bolton, voices the need for regime change in Venezuela, Iran and Cuba. Coining the phrase ‘Troika of Tyranny' in 2018, Bolton has had Cuba in his sights for many years as a rogue state. So what should happen next in the region? John Bolton lays bare the truth about Trump's decision making and the need for swift action.Producer: Peter ShevlinExecutive Producer: Louisa Wells► Sign up to our most popular newsletter, From the Editor. Look forward to receiving free-thinking comment and the day's biggest stories, every morning. telegraph.co.uk/fromtheeditorContact us with feedback or ideas:@venetiarainey@RolandOliphant Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Luke is a podcaster and Twitch streamer who hosts Fortnite Talk Show, in which he jumps into random Fortnite channels and chats with his fellow players like a talk show. He also hosts the show STORES, a podcast about the universal experience of going to stores.We sat down for a science-fantasy adventure in Troika!, a science-fantasy roleplaying game where you and your cosmopolitan group of fellow travellers explore the ends of the multiverse.A skeleton buys a house. It goes badly from there.THELUKEMAN: https://linktr.ee/thelukemanSTORES: https://www.youtube.com/@storesthepodcastTROIKA!: https://www.troikarpg.com/MOON'S SHOT: https://signalstation.itch.io/moons-shotHOUSE ON LICH LANE: https://unchartedworlds.itch.io/lich-laneAUTOMATOWN: https://shamaeimagines.itch.io/automatownALL MY FANTASY CHILDREN: https://moonshotpods.com/all-my-fantasy-children/PARTY OF ONE DISCORD: https://discordapp.com/invite/SxpQKmKSUPPORT JEFF ON PATREON: https://www.patreon.com/jeffstormerFOLLOW JEFF ON TWITCH: https://www.twitch.tv/gmjeffstormerTHEME SONG: Mega Ran feat. D&D Sluggers, “Infinite Lives,” RandomBeats LLC, www.megaran.comSupport this podcast at — https://redcircle.com/party-of-one-podcast/donationsAdvertising Inquiries: https://redcircle.com/brands
This week the Troika continue their scattered investigation into Richard John Bingham, Lord Lucan. We also discuss the Pittsburg Steelers and more...enjoy>?
HAPPY NEW YEAR!I forgot to post last week's episode, so you get a DOUBLE FEATURE.After learning about Kwanzaa, let's learn about a gambling royal whackadoo. This week the Troika begins their multi-party foray into Lord Lucan himself, Richard John Bingham. While Ryan and the Other Steve bitch about Poker being chance vs. skill, Steve tells the tale of gambling and wealth. Enjoy!
This week, Kate Molleson explores the life and music of Sergey Prokofiev – a composer whose imagination shaped some of the most vivid music of the 20th century. From childhood stories in rural Ukraine to bold experiments at the St Petersburg Conservatory, from revolutionary Russia to the bright lights of New York, and finally to his dramatic homecoming, Prokofiev's journey is full of ambition, upheaval and colour. We hear music that tells tales – fairytales, fantasies and fragments of real life – revealing a composer who never stopped dreaming.Troika (from Lieutenant Kijé Suite, Op. 60) Cinderella Suite, Op. 87 The Winter Bonfire, Op. 122: IV–VIII Music for Children, Op. 65: Nos. 1–9 Peter and the Wolf, Op. 67 Four Études, Op. 2 Autumnal Sketch Piano Concerto No. 1 in D flat major, Op. 10 The Ugly Duckling, Op. 18 Cinderella Suite No. 1, Op. 107: IV. Fairy Godmother and Winter Fairy Symphony No. 1 in D major, Op. 25 'Classical' Seven, They Are Seven, Op. 30 Scythian Suite, Op. 20: I–II Old Grandmother's Tales, Op. 31: Nos. 1–4 Overture on Hebrew Themes The Love of Three Oranges: Suite Five Songs Without Words Violin Concerto No. 2 in G minor, Op. 63: II. Andante assai Le Pas d'acier Suite, Op 41a: I, II The Prodigal Son, Op. 46, Scene 1: IV–VIII Romeo and Juliet: Dance of the KnightsPresented by Kate Molleson Produced by Ellie Ajao for BBC Audio Wales & WestFor full track listings, including artist and recording details, and to listen to the pieces featured in full (for 30 days after broadcast) head to the series page for Sergey Prokofiev (1891-1953) https://www.bbc.co.uk/programmes/m002n9nvAnd you can delve into the A-Z of all the composers we've featured on Composer of the Week here: http://www.bbc.co.uk/programmes/articles/3cjHdZlXwL7W41XGB77X3S0/composers-a-to-z
Die minister van internasionale betrekkinge en samewerking, Ronald Lamola, het bevestig Suid-Afrika skakel met verskeie ambassades weens kommer oor Amerika se optrede in die G20. Lamola het in 'n onderhoud met SABC News beklemtoon Suid-Afrika, as 'n stigterslid van G20 en deel van die Troika, vra nie 'n boikot deur ambassades nie. Hy moedig lande aan om Washington DC te betrek en multilateralisme en G20-beginsels te steun:
1) People help the People. Mentre a Gaza i palestinesi lottano con la tempesta Byron, in Israele un gruppo di famiglie prova a tendere una mano. (Ayelet Lerman - Gaza Support Network) 2) Gli scomparsi della Siria. Nel paese che prova a guardare avanti, centinaia di famiglie stanno ancora cercando i propri cari spariti nel buco nero della dittatura. (Emanuele Valenti) 3) Stati Uniti, sulla guerra in Ucraina Trump non vuole perdere tempo, né con Zelensky né con gli europei. Ma nemmeno tra i repubblicani sono tutti convinti della sua dottrina. (Roberto Festa) 4) Dopo 12 anni, il Portogallo torna in piazza con il primo sciopero generale dai tempi delle Troika. Tre milioni di persone in strada contro una riforma che rende il lavoro più precario. (Goffredo Adinolfi - univ. Lisbona) 5) Il primo social media ban del mondo. In Australia milioni di bambini e ragazzi under 16 non possono più creare un account sui social network. (Stefano Girola) 6) World Music. Dal Portogallo Lina, l'artista di Porto che fa rivivere il fado. (Marcello Lorrai)
This week on the Troika we discuss Yamashita's Gold, a legend about stolen gold and the people who might have it, had it, or still live off of having it today. We also discuss various other topics, that's all I got this week because I have an awful cold. YAMASHITA'S COLD.Enjoy?!
Chasing Tone - Guitar Podcast About Gear, Effects, Amps and Tone
Brian and Richard are back for Episode 591 of the Chasing Tone Podcast - Did JHS just break a pedal paradigm and has Brian invented a new type of electric guitar?Blake has traveled back in time to the land of 56kb Internet so Brian and Richard are back in control. Brian has caught the illness that everyone else has and Richard has a remedy. Did you see the new JHS "Troika" delay pedal? The guys are really keen to discuss some of the unusual and interesting features and design choices. Brian drops a hint about something nerdy and circuit related which may or may not be comparable to Netflix. IK Multimedia have released the ToneX in a new format and it inspires the chaps to come up with a whole new product. Richard wishes to bring Brian to Englandshire for Christmas. Are gear influencer's not as influential as they once were? With the change in Youtube's algorithms and the shape of the gear industry seeming to have shifted the guys discuss this in the context of a recent video from friend of the show, Henning Pauly. Brian makes a shocking and frankly deeply disturbing guitar announcement. Big Beans, Wasp Misidentification, The Team of Jake, Bloody mince pies, Widdle widdle strum strum, a Burdensome burden, it's all in this week's Chasing Tone!We are on Patreon now too!Support the show (https://www.patreon.com/chasingtonepodcast)Awesome Courses and DIY mods:https://www.guitarpedalcourse.com/https://www.wamplerdiy.com/Youtube:https://www.youtube.com/@chasingtonepodcastFind us at:https://www.wamplerpedals.com/https://www.instagram.com/WamplerPedals/https://www.facebook.com/groups/wamplerfanpage/Contact us at: podcast@wamplerpedals.comBetween The StatesBetween the States is a podcast where no topic is off-limits. Hosted by...Listen on: Apple Podcasts SpotifySupport the show
The Finest Hour: How the Assassination Attempt Secured Reaganomics and the Rise of the Baker-Deaver Troika.Max Boot discusses how on March 30, 1981, just 69 days into his administration, Ronald Reagan was shot after giving a speech in Washington and came very close to death. Boot describes the event as Reagan's "finest hour," as Reagan behaved heroically, maintaining his composure and humor, famously joking with doctors, "I hope you're all Republicans," and telling Nancy, "Honey, I forgot to duck." The immediate political benefit was a huge boost in popularity and a massive increase in the prospects for his first budget, which included tax and spending cuts (Reaganomics). Reagan's great strength was convincing people to see the world as he wished it to be, persuading himself that dramatically cutting taxes and raising defense spending would eliminate the budget deficit, though this proved incorrect as budget deficits grew. Reagan was a "great leader but a poor manager," requiring highly capable people to manage for him, particularly Jim Baker. Boot considers appointing Jim Baker as White House Chief of Staff Reagan's most important decision, creating the Troika structure with James Baker, Ed Meese, and Mike Deaver. Another significant first-term achievement was Reagan's appointment of Sandra Day O'Connor to the Supreme Court in August 1981, fulfilling a campaign promise to appoint a woman.
This week, the Troika begin to discuss the 20th president of the United States: James A. Garfield. We also make terribly childish jokes about how much he loved Lasagna and hated Mondays, because you know we 'bout that low hanging fruit. Also, russian cars.Enjoy.
In episode 286 of The Batman Universe Podcast, Ian (@ibmmiller) and BJ (@bjshea33) take a look… The post The Batman Universe Podcast Episode 286: Batman – Knightfall – Troika appeared first on The Batman Universe.
This week the Troika discuss the Asama-Sansō incident, a hostage crisis and police standoff that happens in 1972 Japan. We also discuss, the Eagles, Metallica, and other old-head topics of interest to our addled minds. Enjoy.
It's Wormtide! Will our friends Sizedomatier, Camulus, and Rider Spice survive to return to the surface, their sins washed away by their tribulations? Or will they be buried beneath a tide of angry shrimple? Tune in to this week's exciting episode to find out!