Podcasts about saramago

Portuguese writer and 1998 Nobel Literature lareate

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  • Jun 18, 2026LATEST
saramago

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Venganzas del Pasado
La venganza será terrible del 17/06/2026

Venganzas del Pasado

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026


Alejandro Dolina, Patricio Barton, Gillespi Introducción • 0:00:00 Apertura por los cuarenta años del programa • 0:01:13 Bromas sobre ocurrencias, muletillas e incorporación de “imbécil” Segmento Inicial • 0:03:33 Próximas presentaciones en Rosario, El Cairo y La Trastienda • 0:09:28 Funciones de La noche extraviada en Córdoba • 0:09:58 Hábitos antes buenos y ahora malos • 0:12:26 Cepillarse los dientes después de comer • 0:14:24 Despertadores con sonidos de la naturaleza • 0:16:53 Hacer la cama apenas uno se levanta • 0:20:59 Uso de almohadas y posturas para dormir • 0:24:48 Sacarse los zapatos al entrar a casa • 0:27:08 Hábitos antes malos y ahora buenos • 0:27:24 Garabatear mientras se escucha a alguien • 0:28:42 Dormir con perros y gatos en la cama • 0:32:32 Dejar la ropa usada sobre una silla • 0:34:24 Masticar chicle con ruido y hacer globos • 0:36:10 Meterse al agua después de comer • 0:37:58 Comidas picantes y supuestos beneficios • 0:42:10 Rechazo general al informe y ataque humorístico a la lechuga Oyentes • 0:45:14 Mensajes sobre juegos del programa, cartas manuscritas, recuerdos y pedidos • 0:54:14 Créditos de producción y equipo técnico Segmento Dispositivo • 0:57:31 Oficios y trabajos de escritores famosos antes o junto a la literatura • 0:58:23 Chejov médico y Tolstói en el ejército • 1:01:08 Kafka empleado de seguros y Agatha Christie enfermera • 1:02:46 Lewis Carroll matemático y Mark Twain impresor, piloto y minero • 1:04:48 Nabokov entomólogo y Joyce bancario, pianista y cantante • 1:06:46 Dickens en fábrica, Saramago herrero y administrativo • 1:08:18 Borges, biblioteca e historia del inspector de aves y conejos • 1:10:52 Elección musical: La mariposa por Gardel Segmento Humorístico • 1:15:42 Informe sobre la lancha colectiva en el Delta • 1:16:56 Patrón, marinero y tareas a bordo • 1:18:53 Distribución de pasajeros y riesgos de tormenta • 1:21:14 Caídas al agua y pedido de parada • 1:24:40 Choques, niebla y viaje con animales • 1:27:44 Comer, viajar parado y ubicación de salvavidas • 1:32:13 Falla del motor, auxilio y límites del recorrido • 1:36:30 Idea de barcos de pasajeros a Rosario y Mar del Plata Sordo Gancé / Manuel Moreira • 1:40:06 Presentación del segmento musical • 1:40:44 “Barrio Viejo” ♫ • 1:42:56 “My Dark Sweet Lady” ♫ • 1:47:29 “Satin Doll” ♫ • 1:49:15 “En este punto del mapa” ♫ • 1:50:26 Cierre y agradecimiento (Resumen generado automáticamente con IA, puede contener errores)

Vale a pena com Mariana Alvim
T4 #51 Sara Duarte Brandão

Vale a pena com Mariana Alvim

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 48:39


A Sara é uma autora da nova geração, poeta e romancista, com forte ligação às artes, à educação e à criação comunitária. Já várias vezes premiada, um talento que veio a este podcast falar também de alguns livros especiais. Uma conversa que vale a pena ouvir, e de onde tiramos mais recomendações de boas leituras.Os livros que recomendou:Como um Pedaço de Terra Virgem, Virgínia Dias;Cravo, Maria Velho da Costa;A Caverna, Saramago;Luanda, Lisboa, Paraíso, Djaimilia Pereira de Almeida.Alguns dos livros que escreveu:A Geração dos Bancos de Madeira CriÁrvore;Descolonizar o Sujeito Poético;Quem Tem Medo dos Santos da Casa.Outras referências:Um texto da escritora Maria Velho da Costa: lido pela Sara Barros Leitão, RTP Play;As Pequenas Memórias, Saramago;A Dor Fantasma, Rafael Galo.Recomendei:África (para sempre) Minha, Marta Silva Martins;Misericórdia, Lídia Jorge;A Correspondente, Virginia Evans;Amor Estragado, Ana Bárbara Pedrosa;A Correspondente, Virginia Evans.O que ofereci:O Nervo Ótico, Maria Gainza.Os livros aqui:www.wook.pt

TEATRA
Joaquim Arena | #158

TEATRA

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 58:28


Joaquim Arena, escritor luso-cabo-verdiano, jornalista e músico, foi o mais recente convidado do TEATRA. Com uma vida marcada por um estado de viagem constante, o autor encontra no quotidiano e nos acasos da vida a inspiração para a ficção. Habituado aos romances, partilha nesta conversa o desafio que foi estrear-se no teatro com o Projeto PANOS, do Teatro Nacional D. Maria II. Na conversa com Mariana Maia de Oliveira, reflete sobre o processo de criação de 'O Meu Pai Carlitos', uma peça escrita para jovens que aborda o misterioso desaparecimento de um homem adulto que vive no espectro do autismo, e revela o quão surpreendente foi ver o seu texto transposto para o palco por uma nova geração de adolescentes que se exprimem através do teatro. Houve ainda tempo para falar sobre o seu percurso literário, influências marcantes, desde Saramago a Baltasar Lopes, da assessoria ao ex-presidente da República a Cabo Verde, processos de criação e da primeira memória que guarda de quando chegou a Lisboa de barco, com apenas 5 anos. Uma conversa para ouvir na íntegra, nas plataformas digitais. Sugestão Cultural:

Alice
Un romanzo, un racconto, una poesia

Alice

Play Episode Listen Later May 30, 2026 58:51


Come dice Saramago, «la poesia è iniziare, e non capirci niente. Iniziare e andare e tornare e andare di nuovo, in un movimento incessante che ci fa continuamente mettere in discussione quello che leggiamo per trovarvi un significato». Più in generale, la letteratura è movimento: movimento di occhi sulla pagina, ma anche movimento di idee, di cervelli in cortocircuito. In questa nuova puntata di “Alice” esploriamo la scrittura che si fa viaggio attraverso un romanzo, una raccolta di racconti e un'antologia di poesie.La ragazzina (Feltrinelli) di Valeria Parrella ci porta in Francia per conoscere la figura di Giovanna D'Arco – una personalità storica ma attuale, una santa ma anche una ragazza dal volto umano. Un romanzo che evoca sia vicende accadute, sia un immaginario artistico, sociale e politico che non smette mai di percorrere nuove strade.La raccolta di racconti È di te che si parla (Guanda) di Marco Vichi ci riporta in Toscana. Al confine tra autobiografia e invenzione, Marco Vichi ci narra con acutezza, ironia e un briciolo di disperazione una mitologia familiare in cui in tanti possono rispecchiarsi. E infine Poesie da viaggio (Crocetti), a cura di Jovanotti e da Nicola Crocetti – questo il titolo della raccolta di versi che ci consiglia oggi il critico Roberto Galaverni. In questo libro, come scrive Jovanotti nell'introduzione, «non c'è una mappa, è un viaggio in lungo e in largo, è una festa di poeti alla quale siete tutti invitati».

Dias Úteis
”Contigo en otra parte”, de Lauren Mendinueta, lido pela autora (repost)

Dias Úteis

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 1:16


Episódio 747 de Dias Úteis, um podcast que lhe oferece um poema pela manhã, de segunda a sexta-feira. Por vezes também à tarde, nem sempre apenas poesia. Continuamos a ter do prazer de receber autores que nos confiam as suas obras antes de serem públicas. Amanhã, a partir das 18h, na Fundação Saramago, em Lisboa, a Lauren Mendinueta apresenta o seu mais recente livro "Se o amor fosse possível" (Labirinto, 2023). Dessa edição bilingue, a escritora lê-nos o original de "Contigo en otra parte". A tradução dos poemas para português é de Sara F. Costa, que também estará presente na apresentação para uma performance com Carlos Barretto (Contrabaixo) e Edouard Rambourg (Saxofone). Pode receber todos os episódios subscrevendo de forma gratuita em todas as plataformas de podcast (Apple, Google, Amazon e muitas outras) e contar com conteúdo adicional seguindo as nossas páginas no Facebook, Instagram e YouTube. Se gosta dos nossos conteúdos, por favor avalie nestas plataformas e partilhe com os seus amigos. Apesar de gratuito, se nos quiser apoiar e ajudar a melhorar este projecto pode fazê-lo em https://www.patreon.com/diasuteispodcast .
  Este podcast é uma produção da Associação de Ideias, tem música original de Marco Figueiredo e voz de introdução de José Carlos Tinoco. A concepção e edição são de Filipe Lopes.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Apr 11, 2026 72:04


Ouça aqui a segunda parte da conversa com o comentador e cronista Pedro Marques Lopes, que revela aqui os pormenores da sua grande guinada profissional e pessoal, por altura da Troika. E dá conta de que é um cantor e um ator frustrado, um sonho da juventude nunca realizado “por falta de coragem”. Sobre o futuro, afirma que não descarta a ideia vir a candidatar-se a um cargo político. Depois partilha algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto do livro “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de José Saramago, e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas! See omnystudio.com/listener for privacy information.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
A realidade a tropeçar em si própria

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 50:22


Que a guerra não nos afaste dos assuntos domésticos comezinhos e candentes: o congresso em que o PS entrou a ameaçar romper com o PSD e de que saiu disponível para convergências com o Governo; o relatório de segurança interna, com números para todo o tipo de narrativas: um aumento alarmante das violações e uma diminuição clara da criminalidade violenta; os diferentes conselhos a Montenegro sobre a necessidade de reformas: com o Chega (Passos Coelho) ou sem o Chega (Cavaco); e a polémica da leitura obrigatória no secundário. Mas depois, inevitavelmente, há a guerra, com o aumento dos combustíveis e das prestações da casa, e o fluxo permanente de declarações de Trump, contradizendo-se a cada dia que passa. Como acompanhar a realidade se a realidade tropeça em si própria a todo o instante?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Livros da semana: Abril, Jesus, fascismo e palavras

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 6:45


Esta semana, temos na estante “Em Torno de Abril – 25 Anos que Mudaram Portugal (1961 / 1986)” , de José Miguel Sardica; em tempo pascal há “A História de Jesus para Pessoas com Pressa”, de Anthony Le Donne; folheamos a reedição de “O Fascimo Nunca Existiu”, de Eduardo Lourenço; e perscrutamos segredos linguísticos com “As Raízes da Língua - A história de 50 palavras portuguesas”, de Marco Neves.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contraditório
A Constituição ainda nos protege ou só serve para comemorações?

Contraditório

Play Episode Listen Later Apr 3, 2026 44:39


Lei da nacionalidade aprovada; RASI mostra assaltos e crimes a subir; 50 anos da Constituição; Polémica Saramago e dois anos de governo de Montenegro. Entre política e ironia, a semana em debate.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Irritações
Vendedores imobiliários, Andrew Tate em Macau, livros de BD proibidos, Saramago, e pessoas que bronzeiam

Expresso - Irritações

Play Episode Listen Later Apr 3, 2026 55:05


No episódio desta semana, Luís Pedro Nunes, depois de atacar a mais recente partilha feita por Andrew Tate, numa visita a Macau, fala sobre a onda de partilhas feitas por vários agentes imobiliários, nas novas abordagens com as suas tentativas de venda: "Eu acho que o marketing português no setor ainda é um caso de análise. (...) Mas já há quem diga que é a melhor profissão do mundo". José de Pina lamenta a situação em torno das proibições aos livros de BD, nos Estados Unidos, e aponta ao dedo à situação da retirada de obras de Saramago do ensino: "É só porque era apoiante do PCP? Pois isto tem um nome - wokismo de direita". Já Luana do Bem, depois de falar sobre 'mezinhas' para curar doenças, mostra-se chateada com as pessoas que bronzeiam demasiado depressa. Com moderação de Pedro Boucherie Mendes, o Irritações foi emitido a 3 de abril, na SIC Radical. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IASee omnystudio.com/listener for privacy information.

Portugalex
Alunos devem ler Saramago ou Quim Barreiros?

Portugalex

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 3:36


Coelho da Páscoa não vai a Oeiras.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pop Up
Saramago: obrigatório ou realmente lido?

Pop Up

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 40:43


A possibilidade de ter o Nobel da Literatura como opcional no 12.º ano é a desculpa perfeita para falarmos de leituras na adolescência e aulas de português no Pop Up desta semana.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Fora do Baralho
Rever Constituição é um drama? E a pouca vergonha de Ventura

Fora do Baralho

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 38:25


Direita quer rever, esquerda contra, PSD ignora para já: Ventura quer ser levado a sério com mais um incidente, desta vez nos 50 anos da Constituição? E ainda o caso Saramago e o novo diretor da PJ.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A História do Dia
Ensaio sobre a retirada de Saramago

A História do Dia

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 15:41


Saramago pode sair das leituras obrigatórias no 12.º ano. Flexibilidade ou perda de referências? Análise com o professor Carlos Reis.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta
Acesso à universidade? Não é preciso saber “nem o mínimo”

Ainda Bem que Faz Essa Pergunta

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 4:50


Os reitores estão contra os novos testes de acesso à universidade. Será que afasta ainda mais alunos? E ainda, Saramago já estava esquecido e “renasceu” com polémica? See omnystudio.com/listener for privacy information.

Antena Aberta
A possibilidade da obra de José Saramago deixar de ser leitura obrigatória no ensino

Antena Aberta

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 47:28


Concorda com a possibilidade de retirar Saramago das leituras obrigatórias no 12.º ano? Porquê? A escola deve privilegiar clássicos consagrados ou abrir mais espaço a autores alternativos e contemporâneos? A obrigatoriedade de certas leituras ajuda ou afasta os alunos da literatura?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ideias Feitas
Saramago à força!

Ideias Feitas

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 6:11


Alberto Gonçaves comenta a indignação perante a hipótese de os livros de José Saramago passarem a ser facultativos no 12.º ano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vida Cotidiana
#189 - Ensaio sobre a cegueira

Vida Cotidiana

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 1:24


O filósofo e escritor Maycon de Souza apresenta uma reflexão profunda sobre a obra Ensaio sobre a Cegueira, do Nobel de Literatura José Saramago. Neste episódio, Maycon analisa os elementos filosóficos e sociais presentes na narrativa, explorando a simbologia da cegueira branca, o colapso moral das instituições e o que a obra revela sobre a natureza humana quando as estruturas da civilização entram em crise.A partir de uma leitura crítica e reflexiva, o filósofo discute como a obra ultrapassa os limites da ficção e funciona como um experimento social sobre ética, poder, comportamento coletivo e fragilidade moral. A análise também aborda como Saramago constrói personagens sem identidade nominal para representar a própria sociedade, ampliando o alcance simbólico da narrativa.Se você se interessa por filosofia, literatura que provoca reflexão e análise de grandes obras, este conteúdo oferece uma interpretação profunda e acessível de um dos romances mais impactantes da literatura contemporânea.

Convidado
António Lobo Antunes: O escritor que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio”

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 12:45


António Lobo Antunes foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". As palavras são de Dominique Nédellec, tradutor em França daquele que foi um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea e que morreu, esta quinta-feira, aos 83 anos. Ana Lima, editora e parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, explica que António Lobo Antunes é “um dos autores portugueses mais conhecidos em França” e “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas”. A morte de António Lobo Antunes, esta quinta-feira, marca o desaparecimento de uma das figuras maiores da literatura portuguesa contemporânea. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina em 1969 e especializou-se em Psiquiatria, mas optou pela escrita a tempo inteiro em 1985. Foi aos 37 anos que publicou o seu primeiro romance, “Memória de Elefante”, em 1979, ano em que também lançou “Os Cus de Judas” e iniciou a sua revolução na literatura portuguesa pós-25 de Abril. A guerra colonial atravessou toda a sua obra, a partir da sua passagem por Angola entre 1971 e 1973 ao serviço do Exército colonial como médico. A sua forma de escrever e de explorar a condição humana no que tem de mais “terrível, cómico, ridículo e comovente” percorreu, como “um rio, uma tempestade”, os seus mais de três dezenas de romances, no entender de Dominique Nédellec, tradutor de António Lobo Antunes em França nos últimos quase 15 anos. O tradutor acrescenta que ele foi um escritor “radical”, revolucionário, que “desmontou tudo” e “inventou um estilo próprio, uma língua sem equivalente". “Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional. Ele inventou um estilo próprio, conseguiu elaborar uma língua sem equivalente", resumiu. Lobo Antunes foi , sem dúvida, “um dos autores portugueses mais conhecidos em França”, sublinha Ana Lima, parceira da Livraria Portuguesa & Brasileira, em Paris, falando em “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes”, ao lado de nomes como Fernando Pessoa e José Saramago. A editora fala de um escritor de “um grande modernismo”, com “um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente” e “sem compromisso”.   Dominique Nédellec: "Não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio” RFI: O que representa António Lobo Antunes para a literatura portuguesa e mundial contemporânea? Dominique Nédellec, Tradutor de António Lobo Antunes: “O trunfo maior de Lobo Antunes foi este jeito de fazer uma revolução estilística. Ele frequentemente dizia que ninguém escrevia como ele, nem sequer ele próprio. Eu acho que ele desmontou tudo, foi um golpe terrível no estilo normal, habitual, tradicional,  e ele inventou um estilo próprio, uma língua super tensa, uma língua que parece ao mesmo tempo um rio, uma tempestade, que mistura as histórias, que mistura os planos temporários, em que os mortos têm a mesma importância que os vivos, em que os mortos estão sempre a chegar, a falar, a participar na vida dos vivos. Ele conseguiu elaborar uma língua sem equivalente, carregada de sentimentos e da experiência humana no que tem de terrível, de cómico, de ridículo, de comovente. Para mim, o Lobo Antunes é isto tudo.” Como foi traduzir toda esta “experiência humana” no que tem de mais complexo? “É uma experiência única também porque exige um mergulho total na obra dele para ouvir principalmente. São livros que devem ser lidos com o ouvido. É muito sensorial, chama a atenção de todos os sentidos. Então, tentar traduzir a riqueza do estilo dele exige muito tempo, paciência, perseverança também. O paradoxo é que traduzir exige uma lentidão imensa para agenciar todo aquele esquema muito complexo, mas o objectivo final é que a última leitura seja tão fácil e tão fluida e rápida como no original. No dia a dia, eu avanço passo a passo, muito lentamente e só fico contente quando, no final, na altura da última leitura, eu recupero aquela naturalidade, aquela fluidez da mistura que ele consegue e da pungência do estilo dele. É uma tarefa complicada, mas ao mesmo tempo muito gratificante porque não é todos os dias que se tem a sensação de se traduzir um génio.” Dos livros que traduziu de António Lobo Antunes ou da sua obra em geral, qual é aquele que mais o tocou pessoalmente? “Há um que realmente faz a súmula de tudo o que ele sabe fazer e dos temas de predileção do autor. Se calhar seria ‘Até que as Pedras se Tornem Mais Leves que a Água” porque está lá tudo ao mesmo tempo. Está lá ‘Os Cus de Judas' com o tema da guerra em Angola, o que foi obviamente fundamental para ele, mas é um livro que vai muito mais longe do que ‘Os Cus de Judas'. Tem uma mestria, um domínio total da técnica que ele elaborou ao longo dos anos. Então, para mim é uma soma, realmente é uma obra-prima total e para quem nunca leu o Lobo Antunes está lá tudo com uma virtuosidade ímpar.” António Lobo Antunes fala da guerra colonial e dos seus fantasmas de uma forma muito particular e, também, se calhar, revolucionária. Quer falar-nos sobre sobre esse tema e outros que atravessem a obra dele? “Bom, obviamente é central na vida dele e na obra dele. E, aliás, é possível reparar que são temas que voltaram sempre na cabeça dele e tem imagens ou episódios que se encontram logo em ‘Os Cus de Judas', mas que também se encontram contados nas cartas que enviou para a mulher durante a guerra e que voltam nos últimos livros. Ou seja, na vida toda houve episódios que nunca conseguiu eliminar, que ficaram lá para sempre gravados na cabeça dele, na vida dele, no corpo dele. Ele conseguiu fazer desta matéria-prima traumatizante o motivo de uma obra e através destes temas conseguiu dar uma dimensão diferente daquela tragédia. Este tema alimentou a obra dele, mas também queria salientar que é preciso não limitar a obra do Lobo Antunes à guerra e a Angola. Depois, cada vez mais, ficou longe dos primeiros volumes muito autobiográficos e cada vez mais aprofundou uma pesquisa estilística. Também queria que as pessoas entendessem que há humor, há muito humor na obra dele, humor negro, mas também humor burlesco, há coisas muito divertidas, sem cinismo, humor também leve. Há de tudo, obviamente e também é uma das marcas dele passar de uma coisa leve e engraçada e infantil, pueril até, a uma coisa gravíssima ou negra ou deprimente. É aquela fornalha toda sem equivalente.” Por que é que António Lobo Antunes não teve o Prémio Nobel da Literatura? “Eu acho que, se calhar, porque é demasiado fora das categorias normais, não é liso o suficiente se calhar. É demasiado abrupto, demasiado inclassificável, demasiado exigente com ele próprio. Ele nunca fez nada para facilitar o acesso dos leitores à obra dele. É demasiado radical, se calhar. Se calhar é esta a explicação. Nos últimos anos, foi sempre complicado perceber o raciocínio dos júris do Prémio Nobel, mas não temos de chorar por isso. Até seria uma marca de nobreza porque claro que ele merecia o prémio, mas será que o prémio merecia o Lobo Antunes? Não tenho a certeza porque ele estava acima disto tudo.” Falou na “sensação de traduzir um génio”. E a pessoa? Como é que era António Lobo Antunes? “Também foi uma surpresa para mim porque fui sempre avisado que ele era uma personagem complicada, abrupta, mas comigo foi sempre de uma grande ternura, uma grande generosidade. Acho que ele gostava do meu trabalho e ele repetiu isso várias vezes, em privado, mas também em público e foi sempre um incentivo e uma honra enormes. Eu lembro-me desta ternura, era capaz de dar uma piscadela, um abraço forte e são as imagens que vou lembrar.” Quais foram os livros de Lobo Antunes que traduziu em França? “Eu traduzo-o desde 2011, ou seja, quase 15 anos, e acabo de entregar a décima tradução de Lobo Antunes, que é o ‘Dicionário da linguagem das Flores'. Os nove anteriores fui eu que traduzi. Comecei com ‘O Meu Nome é Legião' e desde então fui eu a traduzi-lo.”   Ana Lima: António Lobo Antunes é “uma presença em praticamente todas as livrarias francesas” RFI: O que representa António Lobo Antunes nas livrarias em França? Ana Lima, Parceira da Librairie Portugaise & Brésilienne: “António Lobo Antunes é, pelo menos em França, um dos autores mais conhecidos do século XX e início do século XXI e talvez o que conseguiu que a literatura portuguesa, com Fernando Pessoa e Saramago, tivesse uma presença em praticamente todas as livrarias francesas, as grandes e as independentes. É um dos autores mais conhecidos portugueses, mesmo se não foi necessariamente lido pelos que o conhecem, e os autores contemporâneos portugueses, também traduzidos em França actualmente, muitos também se reivindicam dele. Portanto, há um contínuo e há uma presença dele bastante importante.” Qual é o ADN que compõe a literatura de António Lobo Antunes que faz dele um dos grandes autores do século XX e XXI? “Antes de mais, foram umas temáticas muito importantes sobre a guerra colonial, sobre o Portugal pós-25 de Abril, sobre uma descrição da sociedade sempre sem compromisso, sempre com uma visão entre ironia e uma visão muito clara que era, às vezes, um bocado feroz e também um tipo de escrita que é um fluxo de consciência permanente, um texto sempre a fluir, que era uma maneira de escrever um bocado nova na literatura portuguesa, que teve um impacto muito grande, um grande modernismo.” Que livros de António Lobo Antunes recomenda? “Desde logo ‘Os Cus de Judas' que foi mesmo um marco na literatura portuguesa, o ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas', ‘A Morte de Carlos Gardel'. Quer dizer, há assim estes que eu pessoalmente gostei muito e que foram importantes para mim. Agora, ele produziu muito, muito. Aconselho a ler tudo, mas se se tiver que ler alguns é ‘Os Cus de Judas', ‘Fado Alexandrino', ‘O Regresso das Caravelas' e talvez ‘A Morte de Carlos Gardel'. Mas isso é a minha escolha.” Por que é que ele nunca chegou a ter o Prémio Nobel da Literatura? “Isso é uma história bastante complicada. O Saramago teve o Prémio Nobel, sabe-se que era um bocado uma competição no prémio entre os dois. O Saramago teve o prémio e foi o primeiro Prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa e antes que se desse outro sabíamos que íamos esperar um bocadinho, portanto era uma questão de tempo, o que é uma injustiça porque de língua portuguesa há autores enormes, também brasileiros que não tiveram e que deveriam ter tido.”

Resposta Pronta
"António Lobo Antunes reinventou dimensão poética da ficção"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 8:00


Francisco José Viegas recorda "picardia" entre Lobo Antunes e Saramago, considera-a "importante". Escritor e jornalista diz que "sem picardias, pequenas polémicas e controvérsias não vale a pena vir".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vale a pena com Mariana Alvim
T4 #33 Mia Tomé

Vale a pena com Mariana Alvim

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 40:53


A Mia Tomé é uma artista da voz, também atriz e cantora. E acrescento: que “miúda” gira. Adorei esta conversa, que fica connosco e influencia em bom. Oiçam. Vale mesmo a pena.Os livros que escolheu:O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago;100 songs, Bob Dylan;Viver nas Ruínas do Capitalismo, Anna Lowenhaupt Tsing;Frankenstein, Mary Shelly.Outras referências:As Pequenas Memórias, Saramago;Herbarium, Emily Dickinson.O álbum que lançou: Há um Herbarium no Deserto.O poema de Bob Dylan que a Mia leu:“Simple Twist of Fate”, do álbum Blood on Tracks.O que ofereci:Eu Canto e a Montanha Dança, Irene Sola.Os livros aqui: www.wook.pt

Jorge Borges
Ler é Poder: Conhecimento e Capital Humano em Saramago

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 12:02


O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa celebra o centenário de José Saramago em Mafra, na Escola Secundária, destacando o seu legado. Ao ler Memorial do Convento, enfatiza o esforço humano na construção. Defende que a leitura expande o vocabulário, combatendo a intolerância e o empobrecimento das ideias.

Mondolivro
Mondolivro - Editora Record e a parceria com o Prêmio José Saramago

Mondolivro

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 1:31


No episódio de hoje, Afonso Borges destaca o Prêmio José Saramago, uma das principais premiações literárias em língua portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

il posto delle parole
Claudio Trognoni "Aracne" António Franco Alexandre

il posto delle parole

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 20:01


Claudio Trognoni"Aracne"António Franco AlexandreEdizioni Ensemblewww.edizioniensemble.itFinalmente in Italia l'opera di António Franco Alexandre, uno dei maggiori poeti portoghesi contemporanei.Questo volume rappresenta la prima opera di António Franco Alexandre a essere tradotta e pubblicata in Italia. Il dato è sorprendente, se si pensa alla non trascurabile fortuna che la letteratura di un paese in fin dei conti periferico nel mercato editoriale mondiale come il Portogallo ha conosciuto presso il pubblico italiano, anche quello più ampio, e che in buona parte si deve al binomio Fernando Pessoa (visto principalmente attraverso la lente di Antonio Tabucchi) – José Saramago. Il dato assume ancor di più i contorni della singolarità se è vero che, assieme al XVI secolo, il XX secolo è unanimemente ritenuto il secolo d'oro della poesia portoghese, e che António Franco Alexandre è considerato da una consistente parte della critica patria come uno tra i maggiori poeti portoghesi viventi.António Franco Alexandre (Viseu, 1944) è una delle più importanti voci poetiche del Portogallo contemporaneo. Ha studiato matematica e filosofia in Francia e negli Stati Uniti. Rientrato in patria nel 1975 dopo la dittatura, è stato professore di filosofia presso la Facoltà di Lettere dell'Università di Lisbona. Rivelatosi come poeta negli anni '60, ha pubblicato tredici raccolte di versi, riunite oggi nel volume Poemas, recentemente pubblicato dalla casa editrice Assírio & Alvim. Le sue opere sono state tradotte in francese e in spagnolo.Claudio Trognoni  (Roma, 1985) insegna lingua e traduzione portoghese e ha tradotto in italiano opere di autori come Al Berto, Fernando Cabral Martins, Pedro Eiras e David Machado. Si occupa anche di narrativa del XX secolo, di traduttologia e dello studio delle politiche linguistiche nei paesi lusofoni. È membro del Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias dell'Università di Lisbona e collabora con il settore culturale dell'Ambasciata del Portogallo a Roma.Questo libro è stato pubblicato nell'ambito della Linha de apoio à tradução e edição (LATE), promossa dalla Direção Geral do Livro e dos Arquivos (DGLAB) e dal Camões, I.P.Si ringrazia per il contributo anche la Cattedra Agustina Bessa-Luís dell'Università di Roma Tor Vergata.Diventa un supporter di questo podcast: https://www.spreaker.com/podcast/il-posto-delle-parole--1487855/support.IL POSTO DELLE PAROLEascoltare fa pensarehttps://ilpostodelleparole.it/

Nuestro flamenco
Nuestro flamenco - Poesía de autor y flamenco (III) - 20/11/25

Nuestro flamenco

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 58:39


La poesía de Borges, Juan Ramón Jiménez, José Saramago, San Juan de la Cruz, Lorca, Muñoz Rojas y G. A. Bécquer en las voces de Carmen Linares, Vicente Soto, Esperanza Fernández, Enrique Morente, Camarón, Miguel Poveda y José Valencia.Escuchar audio

Podcast Página Cinco
#204 – Escritores sem capa: papo com Ricardo Viel

Podcast Página Cinco

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 54:41


Rosa Montero, Javier Cercas, Dulce Maria Cardoso, Juan Gabriel Vásquez, Bernardo Carvalho, Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Milton Hatoum, Tatiana Salem Levy e Djaimilia Pereira de Almeida. Foi com esse admirável time de autores que o jornalista Ricardo Viel se encontrou para, mais do que entrevistas, bater longos papos. Ricardo queria conhecer melhor essas pessoas, compreender como elas lidavam com a escrita, o que pensavam de assuntos caros ao mundo literário. Uma pergunta recorrente: a literatura serve para algo? Agora essas conversas profundas chegam aos leitores no livro “Sobre a Ficção – Conversas com Romancistas”, publicado pela Companhia das Letras. Diretor de comunicação da Fundação José Saramago, Ricardo é brasileiro, mas vive desde 2013 em Lisboa. Ele é também autor de “Um País Levantado em Alegria”, “Simuladores de Vuelo” e “La Revolución Amable”, além de ser um dos organizadores de “Com o Mar por Meio”, que reúne cartas trocadas entre Jorge Amado e Saramago, e um dos editores de “Saramago: Os Seus Nomes”. É com Ricardo o papo desta edição do podcast. * Aqui o caminho para a newsletter da Página Cinco: https://paginacinco.substack.com/

Te lo spiega Studenti.it
Letteratura postmoderna: caratteristiche, autori e temi

Te lo spiega Studenti.it

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 2:28


Storia e temi della letteratura postmoderna, caratteristiche e autori della corrente letteraria che si sviluppa dopo la Seconda guerra mondiale.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Zeferino Coelho (parte 2): “As fórmulas são úteis. Mas provavelmente não dão boa literatura. Escolho estar do lado dos livros”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Aug 9, 2025 86:39


Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o editor Zeferino Coelho, co-fundador da Caminho, assegura que ao longo da vida tem estado sempre do lado do livro e dos seus autores, em vez de seguir fórmulas que, a seu ver, dão bons resultados, mas provavelmente não dão boa literatura. Além da amizade com Saramago, fala aqui da relação próxima com vários outros escritores, que se tornaram seus cúmplices, como Sophia de Mello Breyner Andresen, Mia Couto, Alexandra Lucas Coelho, Patrícia Portela ou Joana Bértholo. E chega a partilhar o momento em que mandou parar as máquinas da gráfica, a pedido da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen, para se alterar uma só palavra no poema “As ondas”. Depois explica porque é que acha que Sophia não foi devidamente compreendida e valorizada enquanto pensadora, além do reconhecimento da beleza da sua poesia. Zeferino Coelho aproveita ainda para ler um texto de Sophia, fala da sua relação com a escritora Ana Maria Magalhães, sua mulher e co-autora da colecção “Uma Aventura”, que já vendeu cerca de 9 milhões de exemplares na Caminho. Depois partilha algumas das músicas que o acompanham e revela as tantas coisas que prepara para editar em breve. Aos 80 anos, Zeferino mostra-se preocupado com o estado do mundo, e apostado em continuar a intervir na sociedade através da literatura. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Zeferino Coelho (parte 1): “Está a preparar-se tudo para uma nova Guerra Mundial. Temos que nos manter lúcidos. Sinto que a estupidez subiu ao poder”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Aug 8, 2025 94:34


Cresceu numa aldeia do norte, em Paredes, num país conservador, salazarista, com as janelas fechadas para o mundo. Em casa não tinha livros, mas logo aos 13 anos descobre o gosto pela leitura nas carrinhas da biblioteca itinerante da Gulbenkian, que lhe define a vida inteira. Comunista, viveu na clandestinidade na luta antifascista e, no final dos anos 70, integra a fundação da Caminho. É o único editor de uma obra de língua portuguesa distinguida com o Prémio Nobel da Literatura, uma distinção atribuída a José Saramago, em 1998. Na sua família de autores tem ainda 8 Prémios Camões. Nunca mais esquece a alegria do momento que fez o país crescer “três centímetros”. Eterno curioso, aos 80 anos não planeia reformar-se, e afirmar querer publicar e ler livros até ao fim. Ouçam-no nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ideias Feitas
"Lembrar Saramago, o grande saneador"

Ideias Feitas

Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 6:12


Alberto Gonçalves evoca os 50 anos dos saneamentos no "Diário de Notícias".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bibliotequeando
176 - Caín - José Saramago - El Viejo Testamento Cómo Nunca Lo Habías Escuchado

Bibliotequeando

Play Episode Listen Later Jul 28, 2025 58:28


¿Qué pasa cuando el narrador es ateo, y la Biblia es reescrita con sarcasmo y crítica? En Caín, Saramago usa la figura del hermano maldito para recorrer las escenas más crueles del Antiguo Testamento. El resultado es una acusación literaria contra el poder divino y sus silencios.www.linktr.ee/bibliotequeando Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Bibliotequeando
176 - Caín - José Saramago - El Viejo Testamento Cómo Nunca Lo Habías Escuchado

Bibliotequeando

Play Episode Listen Later Jul 28, 2025 58:28


¿Qué pasa cuando el narrador es ateo, y la Biblia es reescrita con sarcasmo y crítica? En Caín, Saramago usa la figura del hermano maldito para recorrer las escenas más crueles del Antiguo Testamento. El resultado es una acusación literaria contra el poder divino y sus silencios.www.linktr.ee/bibliotequeando

Más de uno
Leeré (karaoke)

Más de uno

Play Episode Listen Later Jul 13, 2025 3:57


Cuando coja vacaciones, leeré. No me deis mas el coñazo, y leeré. En la casa de la playa, Ocupando tu toalla, Saramago, Némirovsky, leeré. En la hora de la siesta, leeré. Madrugando con la fresca, leeré. ‘Verbolario', recomiendo. Y un best seller de aeropuerto, Freddie Forsyth y Vallejo, leeré. Leeré, leeré, porque soy un cultureta. Leeré, leeré, algo breve de Skármeta. UUHHHH UHHHHHH, Luis Landero, Siri Hustvedt, leeré. Ha sacado un libro nuevo, HouellebecqYo me bebo un poemita Bertol Brecht VargasLLos, Clarín, Marías, Martin Gaite, Manuel Vilas. Qué bien Kafka y sus manías, leeré. Leeré, leeré, Seré guay y estimulante.Leeré, leeré, GafaChoflas Influencer.UUUUHHHH UUUUHHHHH, Anhelado tiempo libre, leeré. Me entra un mail desde el trabajo, pasaré.Es urgente, y un carajo, mire usted. Estoy con Camilla Läckberg,que Fjällbacka está que arde. No me hables, qué pesados, leeré. Leeré, leeré, Ishiguro, Salman Rushdie. Leeré, leeré,Henry Miller, Patri Highsmith Cuando llegue el tiempo libre, leeré. 

La Cultureta
Leeré (karaoke)

La Cultureta

Play Episode Listen Later Jul 13, 2025 3:57


Cuando coja vacaciones, leeré. No me deis mas el coñazo, y leeré. En la casa de la playa, Ocupando tu toalla, Saramago, Némirovsky, leeré. En la hora de la siesta, leeré. Madrugando con la fresca, leeré. ‘Verbolario', recomiendo. Y un best seller de aeropuerto, Freddie Forsyth y Vallejo, leeré. Leeré, leeré, porque soy un cultureta. Leeré, leeré, algo breve de Skármeta. UUHHHH UHHHHHH, Luis Landero, Siri Hustvedt, leeré. Ha sacado un libro nuevo, HouellebecqYo me bebo un poemita Bertol Brecht VargasLLos, Clarín, Marías, Martin Gaite, Manuel Vilas. Qué bien Kafka y sus manías, leeré. Leeré, leeré, Seré guay y estimulante.Leeré, leeré, GafaChoflas Influencer.UUUUHHHH UUUUHHHHH, Anhelado tiempo libre, leeré. Me entra un mail desde el trabajo, pasaré.Es urgente, y un carajo, mire usted. Estoy con Camilla Läckberg,que Fjällbacka está que arde. No me hables, qué pesados, leeré. Leeré, leeré, Ishiguro, Salman Rushdie. Leeré, leeré,Henry Miller, Patri Highsmith Cuando llegue el tiempo libre, leeré. 

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Livros da semana: mulheres, Zé Povinho, Agustina e ficção

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Jul 12, 2025 6:42


Esta semana temos na estante “A Corte das Mulheres”, de André Canhoto Costa; o álbum “Zé Povinho nos dias de hoje, a comemorar os 150 da figura icónica criada por Rafael Boldalo Pinheiro; “As Casas da Vida de Agustina”, em que a filha Mónica Baldaque volta a escrever sobre a mãe; e “Máquinas de Ficção”, de Paulo José Miranda, com crónicas do primeiro vencedor do Prémio Saramago.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Alberto Mayol en medios
CAP 384 República de las Letras Antofagasta - Caín, José Saramago

Alberto Mayol en medios

Play Episode Listen Later Jun 25, 2025 57:01


Qué diablo de Dios es éste que, para enaltecer a Abel, desprecia a Caín. Su novela más sorprendente y polémica. Saramago nos regaló una cruda y humorística parodia del gobierno del Cielo.Si en El Evangelio según Jesucristo José Saramago nos dio su visión del Nuevo Testamento, en Caín regresa a los primeros libros de la Biblia. En un itinerario heterodoxo, recorre ciudades decadentes y establos, palacios de tiranos y campos de batalla de la mano de los principales protagonistas del Antiguo Testamento, imprimiéndole la música y el humor refinado que caracterizan su obra.Caín pone de manifiesto lo que hay de moderno y sorprendente en la prosa de Saramago: la capacidad de hacer nueva una historia que se conoce de principio a fin. Un irónico y mordaz recorrido en el que el lector asiste a una guerra secular, y en cierto modo, involuntaria, entre el creador y su criatura.

Conversas à quinta - Observador
A Vida em Revolução. João Soares, parte II: “Quem derrotou o PCP nas ruas e nas urnas foi o PS. O resto é treta”.

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 41:52


“O PCP não levou arquivos para Moscovo”, mas controlava a comissão de extinção da PIDE, que “estava um bocadinho em regime de regabofe”. A carga de pancada dos PIDES no aeroporto. O conselho do avô: “À frente dos PIDES não se chora”. A coragem física de Mário Soares e Salgado Zenha. Spínola e a “matança da Páscoa, uma coisa de doidos”. O DN de Saramago, “uma coisa do pior que se possa imaginar”. E o grande negócio com o livro “O Triunfo dos Porcos”. Segunda parte da conversa com João Soares.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Sandra Duarte Cardoso (parte 2): “Não andem distraídos. Defendamos a democracia. Se dissermos adeus à liberdade, o que é que fica?”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later May 24, 2025 73:36


Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a médica veterinária Sandra Duarte Cardoso recorda uma das viagens mais especiais da sua vida, ao Quénia, onde conheceu os últimos rinocerontes de uma espécie. E critica a obsessão da sociedade com a imagem, em particular com a pressão feita sobre o corpo das mulheres. “Não há nada mais sexy do que uma mulher confiante e inteligente. A autoestima é um superpoder.” E ainda partilha as músicas que a acompanham, lê um excerto do livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago, e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Il podcast di Piergiorgio Odifreddi: Lezioni e Conferenze.
Odifreddi: incontri ravvicinati, da Cossiga e il Dalai Lama a Eco e Saramago

Il podcast di Piergiorgio Odifreddi: Lezioni e Conferenze.

Play Episode Listen Later May 21, 2025 13:14


Salone del Libro - Torino (15/05/25)

Because Everyone Has A Story - BEHAS with Daniela
Encontrando Voz en Tierras Extranjeras - La Transformación de un Escritor Migrante - Luis Alejandro Ordóñez : 160

Because Everyone Has A Story - BEHAS with Daniela

Play Episode Listen Later Apr 15, 2025 30:52 Transcription Available


El momento en que Luis Alejandro Ordóñez llegó a Chicago marcó un giro decisivo en su vida creativa. Aunque había escrito durante sus años en Venezuela, fue este cambio geográfico el que transformó la escritura de una actividad secundaria a su identidad principal. Como politólogo que trabajaba en Venezuela y enseñaba a nivel universitario, la migración lo obligó a replantearse su identidad profesional y a adentrarse más en los círculos literarios, comenzando con un evento literario en español durante su primer mes en Chicago. “Fue aquí donde eso se convirtió en lo principal”, explica, capturando un cambio profundo que muchos inmigrantes creativos viven, pero que pocos articulan con tanta claridad.Luis Alejandro es un escritor venezolano que vive en Estados Unidos desde 2008. Es autor de las novelas Aquí no encontrarás a Weeping Sally, Si me muero, abre estos archivos, El último New York Times y del libro de relatos Play. También ha editado las antologías Los mecanismos del instante y Con la urgencia del instante. Entre 2021 y 2022 fue mentor en el Writers Mentorship Program de LatinX in Publishing. Estudió Estudios Políticos en la Universidad Central de Venezuela.Lo que distingue el proceso de Lusi Alejandro es su practicidad — siempre lleva una libreta para anotar ideas, separando la inspiración de la ejecución. Sus novelas nacen de momentos inesperados: una referencia a Saramago inspiró The Last New York Times, mientras que el clima cambiante de Chicago dio origen a You Won't Find Weeping Sally.“Sé más intuitivo y menos lógico”, aconseja — una sabiduría que resuena tanto en los creativos como en los inmigrantes que aprenden a confiar en sus instintos en territorios desconocidos.La oficina de Luis Alejandro Ordóñez: www.laoficinadeluis.comSend BEHAS a text.Support the showTo Share - Connect & Relate: Share Your Thoughts and Shape the Show! Tell me what you love about the podcast and what you want to hear more about. Please email me at behas.podcats@gmail.com and be part of the conversation! To be on the show Podmatch Profile Thank you for listening - Hasta Pronto!

Ponto Final, Parágrafo
Episódio 82: João Céu e Silva: «O Lobo Antunes, enquanto escritor, deixou de existir há três anos, deixou de escrever. A demência era notícia e tinha de estar na biografia»

Ponto Final, Parágrafo

Play Episode Listen Later Feb 10, 2025 73:15


Começou a carreira no Jornalismo na Política, mas quando esta deixou de o interessar, virou a agulha para a Cultura e há 25 anos que se dedica a ela. Entrevistou grandes escritores durante dezenas de horas, suportou o ego de muitos deles. Depois de oito longas viagens, João Céu e Silva publica uma versão aumentada de «Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes» (Contraponto, 2024), onde revela, nas primeiras páginas, o estado de saúde do escritor português, que sofre de demência. O jornalista explica, em entrevista a Magda Cruz, que era um desejo do próprio Lobo Antunes ter um novo livro com as suas entrevistas e que uma biografia atualizada não podia ignorar essa informação.Numa entrevista que vai além da polémica em torno do livro, João Céu e Silva conta como foi entrevistar grandes vultos da Literatura, como Saramago, Patrick Modiano e Salman Rushdie.Neste episódio dopodcast«Ponto Final, Parágrafo», João Céu e Silva faz uma radiografia da Cultura portuguesa e explica que não consegue compreender o atraso na abertura da futura Biblioteca António Lobo Antunes, em Lisboa, prometida em 2022.Considera contribuir no Patreon para ter acesso a episódios bónus, crónicas e novas rubricas: patreon.com/pontofinalparagrafoContacto do podcast: pontofinalparagrafo.fm@gmail.comSegue o Ponto Final, Parágrafo nas redes sociais: Instagram, Twitter e FacebookProdução, apresentação e edição: Magda CruzGenérico: Nuno ViegasLogótipo: Gonçalo Pinto com fotografia de João Pedro Morais

Más de uno
Saramago, Billie Eilish, Valencia

Más de uno

Play Episode Listen Later Nov 9, 2024 3:37


El Criticón de La Cultureta Gran Reserva ha vuelto a leer a Saramago, que es un señor con gafa amplia que le colma el corazón de dicha e hincha su rutina lectora nocturna diaria con literatura expansiva tridimensional construida sobre todo aunque no sólo a partir de la acumulación literaria de pinceladas. Esa experiencia, y alguno de los pasajes que ha leído en el librazo ‘Levantado del suelo' del Nobel portugués en Alfaguara, le han recordado el luto espantoso de Valencia. Descansen en paz los fallecidos, intenten por favor los sobrevividos habitar en una paz relativa construida entre todos. Al margen de esto, siempre le queda tiempo al Criticón para disfrutar del talento musical instagramero de la gente, de la voz de Billie Eilish, de la vida cultural cultureta. 

La Cultureta
Saramago, Billie Eilish, Valencia

La Cultureta

Play Episode Listen Later Nov 9, 2024 3:37


Saramago, Billie Eilish, Valencia

La Cultureta
Saramago, Billie Eilish, Valencia

La Cultureta

Play Episode Listen Later Nov 9, 2024 3:37


El Criticón de La Cultureta Gran Reserva ha vuelto a leer a Saramago, que es un señor con gafa amplia que le colma el corazón de dicha e hincha su rutina lectora nocturna diaria con literatura expansiva tridimensional construida sobre todo aunque no sólo a partir de la acumulación literaria de pinceladas. Esa experiencia, y alguno de los pasajes que ha leído en el librazo ‘Levantado del suelo' del Nobel portugués en Alfaguara, le han recordado el luto espantoso de Valencia. Descansen en paz los fallecidos, intenten por favor los sobrevividos habitar en una paz relativa construida entre todos. Al margen de esto, siempre le queda tiempo al Criticón para disfrutar del talento musical instagramero de la gente, de la voz de Billie Eilish, de la vida cultural cultureta. 

Podcast Noviembre Nocturno
"El hombre que plantaba árboles", de Jean Giono (Reeditado)

Podcast Noviembre Nocturno

Play Episode Listen Later Nov 7, 2024 55:17


Esta noche tenemos el privilegio de reeditar uno de los relatos más conmovedores de la literatura del siglo XX. "El Hombre que plantaba árboles" de Jean Giono. Nueva locución y sonorización para la historia de Eleazar Bouffier, el campesino que repobló en la soledad de lo Alpes todo un universo de árboles. Los antiguos pueblos del mundo creían que nuestros bosques eran los representantes de la vida dentro del cosmos, su densidad, crecimiento, proliferación, generación y regeneración. Su resurrección inagotable era el equivalente a la inmortalidad. Los bosques y las selvas, las espesuras frondosas de la tierra fueron dadas como esposas al sol por los druidas. Fueron los primeros lugares consagrados al culto de los dioses. Y en las ramas de los árboles se suspendían las ofrendas… José Saramago dijo de nuestro relato de esta noche, que era una indiscutible proeza en el arte de contar. Su autor, Jean Giono, envió esta historia en 1953 a un concurso de la revista estadounidense Riders Digest. En un principio los editores rechazaron la historia, que fue finalmente publicada por la revista Vogue. En el cuento, se habla de las proezas de un pastor de las regiones más inhóspitas de Francia, Eleazar Bouffier, que tiempo después, se convertiría en todo un fenómeno de la cultura ecologista. Esta es su historia. Fotografia de portada de Sebastiao Salgado. Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Radiocable.com - Radio por Internet » Audio
Saramago se enteró de su Nobel a punto de coger un avión, Doris Lessing volvía de la compra y Sartre lo rechazó| SOBREMESA CAFETERA

Radiocable.com - Radio por Internet » Audio

Play Episode Listen Later Oct 10, 2024 0:01


En este episodio de la Sobremesa Cafetera, el Nobel de literatura 2024 nos da pie al equipo cafetero a charlar con Pilar del

The Course
Episode 131 - Victoria Saramago: "This is the challenge that I want to tackle right now."

The Course

Play Episode Play 58 sec Highlight Listen Later Aug 15, 2024 28:20 Transcription Available


Associate Professor Victoria Saramago of the Department of Romance Languages and Literatures grew up fascinated by storytelling. From wanting to be a fiction writer to now an academic who studies novels, she digs into the relations between literature, cultures, and the perception of environmental change, environmental humanities, and energy.  Listen to Professor Saramago's career journey of bringing her passion from Brazil to the US and continues to teach, research, and mentor students in her role as a UChicago professor. 

Más de uno
Sólo quiero leer

Más de uno

Play Episode Listen Later Jun 29, 2024 3:52


Karaoke: Hey, solo en la playa, De vacaciones. Gracias a Dios.  Viene mi mujer, quiere un paseo, le digo que no: sólo quiero leer, Sólo quiero leer.Volver a textos de Proust y ser feliz con Chejov, darle a lo mainstream con Carmen Posadas o Annie Ernaux, Comerme a Dickens, A Twain, Le Carré, Murakami, Bernard  Shaw…Splash!!!La multitud. Carnes al aire, doscientas mil tablets, solazo a rabiar y tu ahí en la sombra, remoto y tranquilo, releyendo a Clarín,terminando un Camus. Los niños quieren jugar, tú dices siempre que sí…Tienes un tocho del gran Saramago que es tu souvenir. Ni Gloria Fuertes ni JD, Busca un hueco para Auster.Resiste muchacho, piensa en cultureta, deja el iPhone y coge a la Bovary, pon Cortázar y Brontes y Cela…Lee a Dikinson Emily. Lo lailo lo lai lia…

La Cultureta
Sólo quiero leer

La Cultureta

Play Episode Listen Later Jun 29, 2024 3:52


Karaoke: Hey, solo en la playa, De vacaciones. Gracias a Dios.  Viene mi mujer, quiere un paseo, le digo que no: sólo quiero leer, Sólo quiero leer.Volver a textos de Proust y ser feliz con Chejov, darle a lo mainstream con Carmen Posadas o Annie Ernaux, Comerme a Dickens, A Twain, Le Carré, Murakami, Bernard  Shaw…Splash!!!La multitud. Carnes al aire, doscientas mil tablets, solazo a rabiar y tu ahí en la sombra, remoto y tranquilo, releyendo a Clarín,terminando un Camus. Los niños quieren jugar, tú dices siempre que sí…Tienes un tocho del gran Saramago que es tu souvenir. Ni Gloria Fuertes ni JD, Busca un hueco para Auster.Resiste muchacho, piensa en cultureta, deja el iPhone y coge a la Bovary, pon Cortázar y Brontes y Cela…Lee a Dikinson Emily. Lo lailo lo lai lia…

Nuestro flamenco
Nuestro flamenco - Poesía de autor y su presencia en el cante (V) - 04/04/24

Nuestro flamenco

Play Episode Listen Later Apr 3, 2024 57:49


Quinto capítulo de la serie dedicada a la poesía de autor y su presencia en el flamenco con las voces de Sonia Miranda y Esperanza Fernández sobre textos de José Ángel Valente y José Saramago.Escuchar audio