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O jipe Perseverance encontra possíveis bioassinaturas na superfície de uma rocha e dá mais um motivo para que a missão de retorno de amostras de Marte não seja cancelada. As análises sobre a habitabilidade marciana é uma vertente dos estudos na área, que buscam responder: quais são as condições encontradas no planeta hoje e como ele já deve ter sido no passado? O episódio faz parte de um conjunto de reportagens sobre A busca por vida extraterrestre e se essa estaria esquentando. A série é desenvolvida por Danilo Albergaria, bolsista do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. Este episódio contou com a participação de Gabriel Gonçalves Silva (pós-doutorando na UNISINOS), Fernanda Jamel (doutoranda – USP e MIT), Roberta Vincenzi (pós-doutoranda no IO-USP) e Isabella Gaião (doutoranda – USP). [Introdução] Danilo: No primeiro episódio da série que trata da astrobiologia, aqui no podcast Oxigênio, a gente falou da alegação de detecção de uma possível bioassinatura num planeta fora do sistema solar. Uma bioassinatura é um sinal produzido por seres vivos – um possível vestígio de atividade biológica. Mas essa notícia de um potencial sinal de vida num exoplaneta não foi a única ocasião em que uma possível bioassinatura em um ambiente extraterrestre gerou manchetes no ano passado. Em setembro de 2025, a NASA anunciou um resultado que foi descrito pela agência aeroespacial americana como: “pode bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte”. A novidade foi um estudo publicado na revista Nature que apontou a existência de uma “potencial bioassinatura” numa rocha marciana – sim, uma pedra em Marte, coletada e analisada pelo jipe Perseverance, da NASA. A rocha marciana tem algumas características que aqui na Terra são encontradas em rochas que exibem rastros deixados por micróbios. Mas ainda não dá para saber se essas características encontradas na pedra marciana tiveram origem em atividade biológica ou se foram formadas por processos naturais sem o envolvimento de seres vivos. Os equipamentos do jipe, por melhores que sejam, não conseguem produzir resultados claros o suficiente para que os cientistas tirem essa dúvida. Para distinguir se os sinais encontrados são biogênicos (ou seja, foram originados por atividade biológica) ou se são abióticos (ou seja, sem o envolvimento de seres vivos), é preciso trazer as amostras para a Terra. Eu sou Danilo Albergaria, jornalista e historiador pesquisando a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida no universo. Neste episódio, vou conversar com quatro cientistas associados ao Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo para entender um pouco melhor de quê se trata essa possível bioassinatura e o que sabemos sobre se Marte pode ou não pode oferecer condições para a existência de vida, ou se já pode em algum momento do passado distante. [Vinheta] Danilo: Vamos começar pelo que a gente sabe sobre esses resultados anunciados com grande entusiasmo pela NASA no ano passado. O jipe Perseverance está em Marte desde 2021 explorando a região de uma cratera chamada Jezero. A gente sabe que Marte teve água líquida em sua superfície há mais de 3,5 bilhões de anos, e essa cratera já foi um lago nesse passado remoto. Só para vocês terem uma ideia dessa região marciana, para atravessar essa cratera, de borda a borda, é preciso percorrer 45 quilômetros, pouco mais do que a distância entre Campinas e Jundiaí ou de Jundiaí a São Paulo. Em uma parte da borda da cratera existem marcas características de um delta de um rio que desaguava ali. Foi nas margens do leito desse rio, medindo 400 metros de margem a margem, que o jipe encontrou algumas rochas interessantes em julho de 2024. Em uma delas, o Perseverance identificou compostos orgânicos, moléculas compostas de carbono, e o mais importante: marcas que foram apelidadas de “pintas de leopardo”, que são manchas mais claras do que o restante da rocha, circundadas por linhas bem mais escuras. A rocha é formada principalmente de argila e lodo, materiais que costumam preservar rastros de vida microbiana, e fazem da rocha algo tipicamente encontrado no fundo de rios. Essas marcas, as “pintas de leopardo”, são compostas de fosfato de ferro e sulfeto de ferro. Aqui na Terra, esses compostos são associados a rastros químicos causados por reações produzidas por microrganismos em rochas. Essas foram as pistas analisadas para ver se as manchas poderiam ter sido geradas por micróbios há bilhões de anos. O Gabriel Gonçalves Silva é pós-doutorando na UNISINOS, químico associado ao Laboratório de Astrobiologia da USP, e estuda geobiologia. Eu pedi para ele me explicar por que esses sinais foram considerados possíveis vestígios de vida microbiana passada em Marte neste último estudo feito pelos pesquisadores da NASA. Gabriel: Eles analisaram uma amostra que se chama de mudstone, que seria algo como uma rocha formada de uma antiga lama. Marte é muito rico em ferro e foi observado principalmente nessa rocha pequenos pontinhos que eles observaram com mais detalhes e nele foi encontrado o ferro que a gente chama de ferro mais reduzido, que é o ferro 2+, que é interessante porque contrapõe ao ferro que a gente encontra mais em Marte, que é o ferro 3+, que é aquele que tem a cor de ferrugem. E não só essas manchinhas apresentavam principalmente um mineral, que é a vivianita, que é um fosfato de ferro II e a greigita, que é um sulfeto de ferro II. O ferro II na Terra, por exemplo, pode ser formado por processos na ausência de vida ou na presença de microrganismos. Eles conseguiram observar que não havia nessas rochas nenhum indício de grandes mudanças de pH nem de temperatura, mas junto da vivianita e da greigita tinha matéria orgânica. Na Terra, a gente sabe que a matéria orgânica pode acoplar reações onde a oxidação da matéria orgânica resulta na redução do ferro e aí, pela presença de sulfeto e do fosfato, a formação desses minerais. Porém, eles observaram que, por mais que a vivianita possa se formar em condições de temperatura, pressão e pH próximos do que nós consideramos normais, geralmente a formação de sulfeto de ferro dependeria de uma temperatura mais alta, então não só a oxidação da matéria orgânica, levando à redução do ferro, necessitaria de outros elementos para a formação desse mineral, desse sulfeto de ferro II. E graças a observações da composição ali da rocha, ausência de fosfato de alumínio, ausência de outros componentes, eles perceberam que não houve nem aquecimento, nem uma mudança drástica de pH durante esse processo de formação desses minerais. Isso faz com que a causa mais provável para a formação desses minerais, pelo menos se a gente pensasse na Terra, seria a ação da vida como nós conhecemos. Danilo: Vamos entender um pouco mais da química envolvida na produção das “pintas de leopardo”. Algumas bactérias formam minerais usando e transformando compostos químicos, como diferentes tipos de óxidos de ferro, formados por ligações entre ferro e oxigênio. O chamado ferro II (um íon de ferro) é muito importante para atividade biológica porque se liga facilmente ao oxigênio – por exemplo, ele é fundamental para o transporte do oxigênio no nosso sangue por meio da hemoglobina. A Fernanda Jamel, doutoranda no AstroLab da USP e que fez parte de suas pesquisas atuais no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), explica a química da formação dos minerais encontrados na rocha marciana como possível explicação biológica, comparando com o que acontece na Terra. Fernanda: Aqui a gente tem formação de vivianita com bactérias que usam o ferro III, o óxido de ferro III, e transforma em ferro II. Por isso que a gente fala que é a redução de ferro. Então, quando as bactérias fazem isso, ela libera o ferro II no ambiente ao redor e aquilo ali vai formando camadas, vai se ligando com o que tem ali, e vai formando camadas que vão se mineralizando. A greigita também, da mesma forma, só que seria bactérias redutoras de sulfato, elas usam o sulfato como receptor de elétrons, o SO4, e elas produzem H2S, que é sulfeto de hidrogênio. E aí esse sulfeto reage com o ferro II disponível no sedimento. Depois vão formando essa combinação de sulfeto de ferro que vai se formando em greigita também dessa mesma forma, no sentido de que isso vai se expandindo: vem de um núcleo e vai se expandindo ao redor.” “É difícil dizer que existe um padrão exatamente igual a esse que a gente encontrou em Marte, mas esses nódulos que se formaram são condizentes com formações que a gente encontra aqui.” Danilo: Além dos compostos orgânicos, os instrumentos do Perseverance também identificaram, na região em que a rocha foi encontrada, alguns compostos químicos ricos em enxofre, ferro oxidado ou ferrugem, e fósforo. Se micróbios existiram ali, esses compostos podem ter fornecido fontes de energia para o metabolismo desses microrganismos, reforçando a hipótese de origem biológica para os vestígios. Porém, o fato de que esses vestígios podem ter sido formados por vida microbiana não quer dizer que dê para descartar outros processos que não envolvam seres vivos – também chamados de processos abióticos. Os próprios autores do artigo que avalia a possível origem biológica das “pintas de leopardo” propõem alguns processos abióticos como explicações alternativas. Até agora, as alternativas abióticas, sem o envolvimento da vida, não parecem muito promissoras para explicar as marcas nas rochas, mas ainda não dá para descartá-las. Talvez estejam faltando algumas peças do quebra-cabeças para uma explicação abiótica convincente. O Gabriel de novo vai nos ajudar a entender isso. Gabriel: Eles tentaram investigar o máximo possível de reações na ausência de vida, e nenhuma que nós conhecemos hoje poderia sustentar esse tipo de reação. Isso não quer dizer que a vida é sempre necessária para que essas reações aconteçam. A gente pode estar ignorando alguma coisa. Pode não estar percebendo alguma coisa. Podem existir reações que a gente não estudou hoje e que poderia estar fomentando essa formação desses minerais na ausência de vida, ou até mesmo as grandes escalas – a gente está falando aí de bilhões de anos – poderiam permitir que houvesse a formação desses minerais na ausência de vida. Mas de tudo que a gente conhece hoje, essa condição de formação de fosfato de ferro II, formação de sulfeto de ferro II acoplado à presença de matéria orgânica, como nós conhecemos, seria mais bem explicado pela ação da vida. Então eles fizeram um estudo muito minucioso de várias hipóteses. E a que melhor responde hoje é a ação da vida, em contrapartida a reações abióticas, sem a presença de vida. Danilo: É justamente pela possibilidade de que as “pintas de leopardo” tenham sido formadas por mecanismos abióticos, sem o envolvimento de seres vivos, que os sinais são classificados de “potenciais bioassinaturas”. Ou seja, podem ter sido, como podem não ter sido causados por seres vivos. Para que uma potencial bioassinatura seja considerada um sinal de vida inequívoco, é preciso estabelecer com segurança a sua origem biológica e descartar os mecanismos plausíveis que não envolvam processos biológicos em sua formação – ou seja, é preciso eliminar essas hipóteses abióticas alternativas. É uma barra bem alta, difícil de ser alcançada. Para complicar, os instrumentos a bordo do Perseverance são versões miniaturizadas, simplificadas, de ferramentas que se usa em laboratórios terrestres para buscar bioassinaturas de vida do passado remoto da Terra, como o espectroscópio Raman. Gabriel: Para quem tem um olho um pouco mais treinado nessas questões científicas, quando a gente observa, por exemplo, no próprio artigo, os espectros Raman que foram publicados, a gente leva um pouco de susto, porque a gente vê que são dados muito ruidosos, que isso tem a ver com a forma com que a amostra é tratada lá no espaço. O laser não é tão preciso. O aumento não é tão grande. Você tem a grande influência da iluminação natural. Isso faz com que o espectro fique extremamente ruidoso e dificulta a análise daquilo que se espera estar sendo estudado. Se esse material pudesse ser trazido para a Terra num ambiente muito mais controlado, a gente poderia trabalhar com lasers com focos muito menores, ou seja, na escala de micrômetros, com uma precisão muito grande do que está sendo selecionado para ser estudado. E aí a gente tem alternativas: trocar lasers, trocar aparatos para garantir que o ruído seja minimizado e outros efeitos que atrapalham possam ser minimizados. [música] Danilo: Da forma como eu e o Gabriel falamos, pode parecer que o Perseverance é um aparelho meio limitado, mas a verdade é que o jipe é uma grande realização da engenharia. O Gabriel me explicou que os engenheiros e cientistas da NASA bolaram soluções muito criativas para poder, por exemplo, em um único espectro separar a fluorescência de raio-X, que permite saber a composição elementar do material analisado, da difração de raio-X, que dá uma informação da estrutura cristalográfica dos minerais – ou seja, permite ver a organização interna dos átomos nas amostras. Apesar da criatividade, esses mini-aparelhos que o jipe carrega nem de longe se comparam com os dos laboratórios aqui na Terra. Por exemplo, o espectroscópio Raman que o Gabriel mencionou e que tem lá no AstroLab, ocupa boa parte de uma sala ao lado do laboratório, enquanto que as dimensões do SHERLOC, o instrumento que inclui o Raman no Perseverance, tem 26cm de comprimento por 20cm de largura (isso porque o SHERLOC carrega ainda outros instrumentos, como a câmera WATSON… sim, os cientistas são bons em dar nomes para os aparelhos… Elementar). Se der para trazer essas amostras para o nosso planeta, daria para trabalhar com radiação síncrotron, por exemplo, que consegue focar e fazer esse tipo de análise em escalas nanométricas. E também fazer a observação de microscopia eletrônica, onde a gente vai ver a estrutura daquela amostra com aumentos entre mil e dez mil vezes. Por isso, o jipe vem colhendo amostras que poderão, no futuro, ser trazidas para cá e analisadas em laboratório. É a única maneira de eliminar algumas incertezas e filtrar as hipóteses da origem das possíveis bioassinaturas. A missão de retorno dessas amostras estava em desenvolvimento pela NASA, mas extrapolou as estimativas de custo iniciais, chegando a 11 bilhões de dólares, e agora está cancelada devido aos cortes profundos no orçamento da NASA propostos pelo governo de Donald Trump. Mas um detalhe mostra que o caro, em ciência, é quase sempre barato quando comparado com gastos militares. Os 11 bilhões previstos para o desenvolvimento de toda a missão de retorno de amostra são os mesmos 11 bilhões que os Estados Unidos gastaram só nos primeiros seis dias de ataques ao Irã entre fevereiro e março deste ano. [música] Danilo: Com os cortes no orçamento, a situação atual da NASA é complicada, para dizer o mínimo, por isso ainda não dá para saber quando e se vamos um dia analisar as tais “pintas de leopardo” em laboratório e distinguir se elas são biogênicas ou se foram formadas por processos abióticos. Mas dá para saber muita coisa sobre as condições que Marte oferece – e não oferece – para a existência da vida, além das condições que o planeta enferrujado já deve ter oferecido a possíveis seres vivos num passado muito distante. A Isabella Gaião e a Roberta Vincenzi, pesquisadoras associadas ao Laboratório de Astrobiologia da USP, vão me ajudar a entender melhor se Marte é ou já foi habitável um dia. Elas estudam um mesmo microrganismo, a bactéria Staphylococcus nepalensis. O micróbio é adaptado a ambientes hipersalinos, repletos de sal, como as lagoas de Araruama, no estado do Rio de Janeiro, onde elas encontraram essa espécie de bactéria em meio a outros microrganismos que sobrevivem a concentrações de sal nocivas à maior parte dos seres vivos. A superfície de Marte está cheia de sais que são nocivos à vida, como sulfato de magnésio e o perclorato de magnésio. Esses sais são muito mais nocivos do que o cloreto de sódio que predomina nos oceanos terrestres. A Roberta explicou porque esses sais são tão prejudiciais à vida. Roberta: Os principais danos dos percloratos, na verdade, são dois. Eles são muito oxidantes, mas hoje, e essa era uma das principais preocupações na época da descoberta desses sais lá, mas hoje, do que a gente entende, aparentemente, se você pega a parte termodinâmica do negócio, não é tão relevante o fato de eles serem oxidantes, mas eles são extremamente caotrópicos. E esse vai ser um conceito bastante importante para a gente entender os problemas da vida nessas soluções, porque um agente caotrópico é aquele agente que tem o potencial de desestabilizar macromoléculas. Macromoléculas são basicamente tudo que a vida precisa para existir, como proteínas, lipídios, material genético. Então, se você tem agentes caotrópicos em uma solução, essas moléculas que precisam se manter em determinada forma vão ter dificuldade de permanecer assim. E a gente sabe que a forma dessas macromoléculas hoje estão intimamente ligadas à função que elas exercem. Então, quando a gente tem esses agentes caotrópicos, é basicamente uma função de desestabilizar a vida como a gente conhece ali. E esses sais são extremamente caotrópicos. Danilo: A Isabella também me ajudou a entender como a caotropicidade desses sais pode desestruturar o arranjo de grandes moléculas orgânicas, como as proteínas. Isabella: Basicamente um agente caotrópico é qualquer coisa química que desestruture macromoléculas. Aí o que seriam macromoléculas? Qualquer molécula importante para a vida. Então a vida é baseada em células. Células têm principalmente proteínas, que é o arranjado de várias moléculas orgânicas ali e que elas se rearranjam de uma forma 3D. Então, a forma 3D de uma proteína é muito importante para ela executar a função. E função de proteína é tudo. Tudo que envolve uma célula funcionar, você precisa de uma proteína ali trabalhando para ela funcionar. E para essa proteína funcionar, ela tem que estar na forminha dela 3D, ela não pode ser uma linha, ela tem que ter três dimensões. E agentes caotrópicos vão quebrar esse 3D. E se você quebra esse 3D e ela fica, por exemplo, linear, uma proteína, aí ela não tem mais função. Se ela não tem função, a célula não funciona. Se uma célula não funciona, a vida por si não funciona. Danilo: Como a Roberta já tinha mencionado, os percloratos da superfície marciana desestruturam a química da vida não só por serem caotrópicos, mas também por serem oxidantes. Roberta: Porque quando a gente fala que um composto ele é muito oxidante ou muito oxidativo, significa que ele reage muito fácil com outras coisas ao redor. Então, aquela estrutura que a Isabela falou, que precisa ser mantida, dessas proteínas, para que elas funcionem, quando você tem algo que é muito reativo ao redor… Isso também, ela vai reagir com esse agente oxidativo, que no caso é esse sal, e quando ela reage assim, todas as outras ligações que ela tem para manter essa estrutura específica, para ela funcionar, podem se desorganizar também, e isso vai prejudicar a função, seja das proteínas, como também dos lipídios, por exemplo, que são aquelas gorduras que constroem a membrana biológica das células, que é muito importante para manter um ambiente interno, mas também os próprios materiais genéticos, o DNA e o RNA, que são essenciais pra manter e passar a informação da vida como a gente a conhece. Danilo: a bactéria que a Roberta e a Isabella estudam gosta de alta concentração de sal. É, por isso, considerada um extremófilo, uma espécie adaptada a condições extremas em que a maioria dos seres vivos terrestres não teria condição de sobreviver. Extremófilos que se dão bem com alta concentração de sal são chamados de halófilos. Os halófilos são importantes para entender a possibilidade da existência de vida hoje em Marte. Caso a vida tenha um dia existido no planeta vermelho, ela poderia, talvez, ter se adaptado para sobreviver em bolsões de água debaixo da superfície, algo que provavelmente existe segundo os modelos mais aceitos da estrutura de Marte. Isabella: Mas existem locais na Terra em que de alguma forma a água evaporou demais e concentrou muito sal, então a gente tem um aumento dessa concentração comparado com o mar. E existem principalmente microrganismos nesses ambientes que se adaptaram e desenvolveram para esse tipo de ambiente. Então eles têm uma resposta ao sal, NaCl, cloreto de sódio, diferente dos que vivem no mar, por exemplo. Então eles resistem a concentrações maiores. Roberta: E isso seria interessante porque, como a gente falou, qualquer tipo de água líquida presente em Marte seria o que a gente chamaria de uma salmoura. Então, teria uma concentração alta de sal dissolvida nesses ambientes. Portanto, qualquer tipo de vida presente ali deveria ser capaz de lidar com isso, ou seja, a gente poderia chamar de halófilo. Danilo: esses bolsões subterrâneos de água têm a vantagem de estarem protegidos da alta radiação ultravioleta que castiga a superfície marciana. O nó é que deve haver outras barreiras para a sobrevivência de microrganismos nesses bolsões. A Roberta começa explicando isso e a Isabella depois completa a explicação. Roberta: Porque é possível. Se a gente tem água líquida, as reações são possíveis. Mas a gente vai ter diversas outras características. …desses ambientes que continuam sendo problemáticos. Um deles é, por exemplo, a própria disponibilidade de água que você vai ter numa solução aquosa com muita concentração de sal. Quando você tem uma solução com muita concentração de sal, as moléculas de água estão ligadas ao íon. Então, ela não está disponível para reação. Apesar da água estar líquida, você tem muito mais dificuldade de a reação acontecer. E a gente precisa de reação para que a vida aconteça. Isabella: Ela acabou de introduzir um termo extremamente importante, que ela só não deu o nome, mas é extremamente importante para esse tipo de pesquisa, que é a atividade da água. É o quanto de água está disponível para a vida reagir, para as reações acontecerem e a vida conseguir acontecer. Hoje, é meio arbitrário, esse número vai de zero a um, é um número, enfim, mas a gente sabe que a vida consegue sobreviver até 0,6 de atividade da água. Abaixo disso, não. E aí, quanto maior a atividade da água, ou seja, mais próximo de um, mais água disponível tem. Quanto menor, mais água está retida. Ela está ali, mas ela está se fazendo ligação com outro grupo químico, no caso, o que ela falou, são os sais. Então, os sais estão ligando com aquela água, ela não está disponível para a reação. Então, quanto mais sal, mais você tem a diminuição da atividade da água e menor chance de ter água disponível ali para a vida poder fazer reações químicas. Danilo: Então, no índice de 0 a 1 de atividade da água, a vida consegue existir se este índice estiver acima de 0.6, aproximadamente. O índice estimado de atividade da água nos aquíferos subterrâneos em Marte é 0.57 – ou seja, a bola bate na trave, mas não entra. [música de transição] Danilo: A atividade da água no passado remoto de Marte era, provavelmente, muito acima do mínimo requerido para a existência de vida. Se a superfície de Marte parece hoje inabitável, há mais de 3,5 bilhões de anos o planeta pode ter oferecido condições mais amenas à vida, especialmente a microbiana. O Gabriel publicou recentemente, como primeiro autor e junto com outra pesquisadora do AstroLab – a Ana Paula Schiavo, uma especialista em microrganismos halófilos – um estudo na conceituada revista internacional Astrobiology. Eles exploraram como o lago que existia na cratera Jezero há mais de 3,5 bilhões de anos pode ter sido habitável, pois deve ter sido rico em um íon de ferro capaz de proteger microrganismos da radiação ultravioleta. Ele mesmo explicou esse trabalho interessantíssimo para este podcast. Gabriel: Cada vez mais a gente descobre que Marte é muito mais heterogêneo do que a gente pensa como uma coisa uniforme. Existiam lagos onde você tinha pH muito baixo, que a gente tem uma ideia disso, principalmente por esses depósitos, como sulfatos de magnésio ou sulfatos de ferro, como mineral jarosita, detectado por satélites que orbitam Marte. A presença de jarosita demonstra que essa água, em algum momento, era extremamente abundante de ferro III e extremamente ácida, condições onde a gente possui vida aqui na Terra. Então a gente queria demonstrar que Marte tinha semelhanças com a Terra mas tinha algumas características também que eram um pouco diferentes. E poxa, Marte também estava recebendo uma grande quantidade de radiação do Sol, e eu falo principalmente da radiação ultravioleta, que é aquela que a camada de ozônio protege hoje em dia. Mas ainda assim, a gente tem um pouco de ultravioleta que chega por isso que a gente precisa passar protetor solar. E a gente pensou no ferro como também um protetor solar. Já havia estudos que demonstravam que o próprio solo marciano, por ser muito rico em ferro (por isso, aquela cor de ferrugem) ele já é capaz de proteger fisicamente organismos que eventualmente poderiam estar presentes ali no planeta. A gente queria poder quantificar essa proteção, principalmente nesses lagos. Danilo: Usando algumas leis químicas que já são bem conhecidas, os pesquisadores do AstroLab desenvolveram um modelo matemático para tentar estimar qual seria o efeito protetivo do ferro em solução nos lagos que existiam no passado remoto de Marte. Pela composição das rochas encontradas no que era o fundo, o assoalho desses lagos, já sabia que eles poderiam ser ricos em ferro. Os pesquisadores do AstroLab fizeram experimentos em laboratório testando o quanto microrganismos poderiam sobreviver com diferentes taxas de radiação ultravioleta e soluções com mais e menos íons de ferro. Eles compararam os resultados dos experimentos com o modelo matemático e viram que o modelo era capaz de prever com uma boa precisão qual seria o efeito protetivo do ferro contra o ultravioleta. Gabriel: E aí, com isso, a gente pôde modelar como esses lagos poderiam proteger a vida, pelo menos a vida como nós a conhecemos. Aí, claro, a gente tem que assumir várias questões. Por exemplo, a gente não sabe quais eram as concentrações de ferro nesse ambiente. Se existia vida ou não, qual seria a resistência dessa vida naturalmente ao ultravioleta, mas usando exemplos da Terra, a gente conseguiu demonstrar que lagos com pouco ferro, em algumas profundidades relativamente rasas na casa de alguns centímetros, até alguns poucos metros, esse ferro já seria capaz de proteger a vida como nós conhecemos. Então esses lagos marcianos poderiam estar protegidos dessa ação do ultravioleta do Sol. Mesmo não tendo uma camada de proteção de camada de ozônio, ainda assim a vida como nós conhecemos poderia se desenvolver nesse tipo de ambiente que a gente sabe que existiu no passado marciano. Danilo: Se o ouvinte quiser saber um pouco mais sobre esse estudo, pode dar uma olhada na matéria que eu publiquei na Folha de S. Paulo no final do ano passado, com o título “Novo modelo simula condições de habitabilidade de antigos lagos de Marte”. Vamos deixar o link da matéria e do artigo do Gabriel na descrição do episódio. [música de transição] Danilo: A gente viu que a superfície de Marte é inóspita para a vida como a gente a conhece, mas resta alguma esperança de que os aquíferos subterrâneos marcianos sejam habitáveis. Agora, para encontrar água embaixo da superfície, em grande quantidade e com potencial para ser habitável, a gente vai ter que ir para bem mais longe, lá na vizinhança dos planetas gigantes gasosos. No próximo episódio o assunto vai ser as luas de Júpiter e Saturno que têm grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo. Essas luas geladas têm se tornado o assunto mais quente da astrobiologia quando se trata da procura por condições e ingredientes para a vida no sistema solar. O roteiro, pesquisa, produção e narração foram feitos por mim, Danilo Albergaria; a revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone. Os entrevistados foram o Gabriel Gonçalves Silva, a Fernanda Jamel, a Roberta Vincenzi e a Isabella Gaião. A edição do episódio foi da Carolaine Cabral. As músicas são do Blue Dot Sessions, são Creative Commons. E esse podcast foi produzido com o apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no universo, o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP.
Antigamente os exércitos não usavam mísseis, drones ou outros aparatos tecnológicos de guerra. Existiam apenas soldados e quanto mais soldados, maior era a probabilidade do exército vencer a guerra.Lembro de alguns textos bíblicos que falam de exércitos como a areia do mar. Algo realmente assustador.Com o intuito de amedrontar o inimigo uma técnica muito interessante foi desenvolvida e é utilizada até os dias de hoje na organização da tropa. E que técnica é essa? Tão somente colocar os maiores à frente da tropa.A ideia serve para amedrontar os inimigos. Ao verem um exército de gigantes, eles tremeriam diante de um adversário tão poderoso. Você deve lembrar da história de Golias, um gigante filisteu que aterrorizou os exércitos de Israel. A ideia é por aí.Mas veja também o que diz o Salmo 68, nos versos 7 e 8: "Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto, a terra tremeu; também os céus gotejaram na presença de Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel."Leio esse verso e o salmista diz que Deus deve ir à frente. Percebe como isso é poderoso? Nós, os menores e mais fracos vamos atrás. Escondidos e protegidos pela sombra do poderoso e eterno Deus. Isso é incrível!!!Quem vai na frente então? Não assuma esse lugar. Chame Deus para ir à frente! Deseje ir escondido atrás do Senhor. É o melhor e mais seguro lugar.
A realidade da escravidão no Espírito Santo é muito mais complexa do que se imagina e vai além dos relatos de violência. Existiam relações familiares. O livro "Retratos da Escravidão em Itapemirim-ES: uma análise das famílias escravizadas entre 1831 e 1888" (editora Praia) é resultado de uma trajetória de pesquisa iniciada ainda na graduação pela historiadora Laryssa Machado, natural de Marataízes, no Sul do Estado, região próxima à Itapemirim, cenário central do livro. “Nos acostumamos a falar sobre os cativos como seres inanimados, sem vontade, sem vida, marionetes nas mãos dos senhores. Porém, ao nos debruçarmos sobre os documentos, vemos que cada escravo era um ser humano que, na medida do possível, estabelecia estratégias sociais. E as famílias são uma dessas estratégias”, explica.
Há cerca de duas décadas, a ilha de Santa Maria, nos Açores, iniciou uma transformação lenta, mas decisiva no panorama tecnológico e geo-estratégico do Espaço. A presidente da câmara municipal da Vila do Porto, Bárbara Chaves, destaca o papel crucial da ilha como plataforma para o sector espacial, sublinhando a importância do equilíbrio entre inovação e sustentabilidade ambiental. O sector espacial em Santa Maria começou há cerca de 20 anos de forma modesta, com uma unidade móvel destinada ao controlo e rastreio do foguetão Ariane, que partia da Guiana Francesa. Com o tempo, essa estrutura temporária evoluiu para uma instalação fixa com impacto relevante na ilha."Esta evolução foi gradual (...) transformou-se numa estrutura fixa em que já se conseguiu criar postos de trabalho, desenvolver outras tecnologias e consolidar a posição geoestratégica de Santa Maria", recordou Barbara Chaves, presidente da Câmara Municipal da Vila do Porto.A autarca destacou a importância da estação Galileu e o papel da Agência Espacial Europeia que possibilitaram a criação de novos serviços, como o rastreio de hidrocarbonetos e protocolos com autoridades marítimas. Este desenvolvimento levou à criação do actual Teleporto, uma infra-estrutura de referência internacional."Tudo isto fez com que aquele espaço se tornasse realmente neste Teleporto, que é o que existe actualmente", sublinhou.Nos últimos anos, a Câmara Municipal tem colaborado activamente com o sector, inclusive com a Agência Espacial Portuguesa, apoiando projectos como o Space Rider e disponibilizando meios logísticos e humanos."Fazemos um acompanhamento muito próximo com as actividades da Estrutura de Missão dos Açores para o Espaço-EMA- (...) damos o nosso pessoal e os nossos meios."Contudo, Bárbara Chaves frisou que esse apoio está condicionado ao respeito pelos critérios ambientais e pela qualidade de vida local. "Desde que os projectos respeitem as questões ambientais e a qualidade de vida dos marienses, nós estamos disponíveis para ajudar. Caso contrário, seremos os principais opositores", admitiu. A presidente da Câmara Municipal da Vila do Porto reconheceu que, inicialmente, houve resistência por parte da população, principalmente quando se discutia a possibilidade de se instalar uma base de lançamento de foguetões, considerada demasiado ambiciosa para a escala da ilha."No princípio deste processo foi complexo. Existiam muito mais pessoas contra do que a favor. As pessoas não sabiam o que era."É o caso de Marco Andrade, vendedor ambulante, que ainda desconhece as vantagens da instalação do porto espacial na ilha de Santa Maria. "Nós não sabemos se [este ptrojecto) vai trazer benefícios para a gente", confessou.Embora existam preocupações — sobretudo ambientais e com o possível aumento populacional — há uma aceitação crescente e um debate mais informado junto de alguns marienses que acreditam no impacto positivo desta iniciativa na economia local. Ainda assim, Bárbara Chaves garante que o desenvolvimento espacial só terá apoio se respeitar os princípios de sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida dos moradores. "É ponto assente que, se os investimentos não estiverem acompanhados de preocupações ambientais, nós não apoiaremos", reitera. A ilha de Santa Maria, nos Açores, vai receber em 2027 a aterragem do primeiro voo do Space Rider, o futuro veículo não tripulado da Agência Espacial Europeia.
Joana Seixas é um rosto bem conhecido da televisão e uma das atrizes portuguesas mais comprometidas a usar a voz em prol de diversas causas humanitárias, como a crise climática ou a defesa por um cessar-fogo em Gaza. A atriz considera que as novas vozes femininas que afirmam ter sofrido assédio sexual são a ponta do iceberg da sociedade. Muito crítica do silêncio perante as várias injustiças, Joana considera que estar em cima do muro a assistir a atentados aos direitos humanos “molda o caráter das pessoas para a apatia”. No arranque de 2025, a atriz regressa à televisão no ‘remake' da novela “Ninguém Como Tu”, agora em série, na pele da vilã Luiza Albuquerque, a personagem representada há vinte anos por Alexandre Lencastre. Ouçam-na na primeira parte desta conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ok, certo, devem ter vindo muitas coisas na sua mente quando você leu o título deste episódio. Existiam diversas maneiras de se fazer esse podcast (ou melhor, diversos podcasts que poderiam ter esse nome), mas acredito que nós fomos para caminhos mais inesperados e interessantes do que nós mesmos achávamos que iríamos. No Eventual Ocultismo de hoje nós discutimos por que o gamer detesta tanto "política" em jogos, mas parece não considerar temas como, por exemplo, guerra, políticos, falamos de jogos que de fato querem debater política, em oposição a jogos que abordam temas políticos mesmo sem se posicionar, debatemos a moralidade de se consumir certos tipos de obras claramente opostas ao que nós acreditamos, e abordamos a tão temida "guerra cultural" que tanto propaga a suposta "lacração no mundo dos games". Links mencionados: Mario the Idea VS Mario the Man - https://youtu.be/SOceYlhCwjs Does Call of Duty Believe in Anything? - https://youtu.be/FtCV421T52s Mandem e-mails com comentários para umeventualocultismo@gmail.com Participantes: Pedro Santos e Vítor Batista Músicas: Snake Eater (Cynthia Harrel - Metal Gear Solid 3 OST); Main Title (Deus Ex OST)
No XdC Doc, Guilherme Dias e PH Lutti Lippe pesquisam um tema a fundo e trazem o conteúdo em uma pegada mais documental, mas com comentários sobre os eventos abordados. Em pauta: o nascimento dos videogames no pontapé inicial da primeira geração de consoles domésticos. A ideia brilhante de Ralph Baer com o Odyssey, a estratégia visionária de Nolan Bushnell com o Pong, o primeiro sistema de jogos eletrônicos da Nintendo e todo um clima de protótipo em torno desses sistemas. Apoie O X do Controle: orelo.cc/xdocontrole Contato: contato@xdocontrole.com Siga o @xdocontrole nas outras redes: https://linkme.bio/xdocontrole MARCAÇÕES DE TEMPO (00:00) - Abertura (01:12) - Boas-vindas (03:12) - Ralph Baer e o primeiro console (14:12) - A Atari e o Pong (19:37) - TV Tennis Electrotennis (22:07) - A linha Coleco Telstar (26:32) - Color TV-Game, o primeiro console Nintendo (31:38) - Existiam portáteis? Mais ou menos (35:11) - Uma geração bagunçada (46:41) - Encerramento
Levítico: Santidade ao Senhor - 12.1-8: A purificação do parto ”Quando se completarem os dias da sua purificação pelo nascimento de um menino ou de uma menina, ela trará ao sacerdote, à entrada da tenda do encontro, um cordeiro de um ano para o holocausto e um pombinho ou uma rolinha para a oferta pelo pecado.“ Levítico 12:6 NVI A passagem apresenta instruções acerca da purificação depois do parto. 1. Uma mulher era cerimonialmente impura depois de dar a luz a um filho por causa do fluxo de sangue. 12.2 2. A impureza não estava no parto em si mesmo, mas no sangue que era derramado no episódio. 3. Provavelmente, o que estava em jogo era uma questão sanitária, mas também religiosa. 4. A menstruação da mulher também era considerada impureza. 12.2 5. Os filhos homens nascidos deveriam ser circuncidado no oitavo dia. 12. 3 6. Existiam regras de purificação diferentes, para os diferentes sexos. 12.5 7. Uma oferta deveria ser apresentada depois do período de purificação. 12.6 A passagem tem dois referentes importantes no N.T. ”Uma mulher, que padecia de hemorragia por doze anos, chegou por trás dele e tocou na borda do seu manto, porque dizia a si mesma: “Se eu apenas tocar no seu manto, serei curada”. Jesus, voltando‑se, a viu e disse: ― Tenha coragem, filha, a sua fé curou você! Naquele momento, a mulher foi curada.“ Mateus 9:20-22 NVI * Jesus torna puro todos os impuros que se aproximam dele em arrependimento e fé. * O seu sacrifício é suficiente para nos aproximarmos de Yahweh. * Não precisamos mais de rituais cerimoniais de purificação. * A ênfase do texto está na obediência. Jesus obedeceu: ”Quando completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram‑lhe o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ser concebido no ventre. Então, quando completou o tempo da purificação deles, de acordo com a lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá‑lo ao Senhor — como está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” — e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a lei do Senhor: “duas rolinhas ou dois pombinhos”.“ Lucas 2:21-24 NVI * Jesus obedeceu toda a lei de Deus. Isso significa: * Os seus seguidores devem obedecer também. * A sua obediência trouxe justiça aos salvos. A sua justiça é que nos capacita a sermos justos. Não existe nenhuma parte da lei de Deus que não deve ser observada ou admirada. Somos purificados pelo sacrifício de Jesus, logo, somos capacitados para obedecer as suas leis.
O problema é mais comum do que parece no país e muitas vezes afeta pessoas que jamais imaginaríamos. Conversamos com algumas dessas vítimas e descobrimos como saíram dessa situação - seus nomes aqui são fictícios e suas vozes foram alteradas por segurança. Também ouvimos a advogada de imigração Danuzia Pontes, que explica existirem alternativas de visto para quem sofre esse tipo de violência. Saiba o que a imigrante que sofre violência doméstica na Austrália pode fazer
Uma lista de algumas sequências que muita gente não conhecia ou fazia questão de esquecer, inclusive os diretores. Dê o play e surpreenda-se!
Antes de existirem as modernas bandas pop ou rock, existiam as bandas filarmónicas. Existiam e existem, pois estão mais vivas que nunca!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Edição de 29 de Dezembro 2022
Por Tiago Cordeiro No dia 9 de janeiro de 1822, o presidente do Senado da Câmara, José Clemente Pereira, pronunciou um eloquente discurso. Pediu ao príncipe regente, dom Pedro de Alcântara, que ignorasse o chamado da metrópole, exigindo seu regresso a Lisboa, e ficasse no Brasil. Clemente era maçom. E agia de acordo com dois manifestos lançados em dezembro do ano anterior. Um deles tinha a assinatura de José Bonifácio. O outro, do frei Francisco de Jesus Sampaio. Bonifácio, um dos maiores expoentes da vida política da colônia, também pertencia à maçonaria. Assim como frei Francisco, orador da loja maçônica Comércio e Artes. Era na cela do religioso, no Convento de Santo Antônio, que se reuniam os líderes do movimento pela permanência de dom Pedro — e pela libertação do domínio português. Algumas horas mais tarde, o regente anunciou que desobedeceria a seu pai — o rei de Portugal, dom João VI — e permaneceria deste lado do Atlântico. Aquela data, 9 de janeiro, entraria para a história como o Dia do Fico. Oito meses depois, no dia 7 de setembro, dom Pedro declararia nossa independência. Foi assim, com discursos públicos inflamados e movimentos de bastidores, que a maçonaria assumiu um papel fundamental na transformação da colônia em império. Quando voltou das margens do Ipiranga, em São Paulo, para o Rio de Janeiro, no dia 12 de outubro de 1822, Pedro foi recebido com festa e aclamado o primeiro imperador do Brasil. A celebração ocorreu na mesma loja Comércio e Artes. Àquela altura, os principais líderes da nova nação eram integrantes da maçonaria. O Grande Oriente do Brasil — entidade à qual até hoje está subordinada a maioria dos templos maçônicos brasileiros — havia sido fundado apenas quatro meses antes. ORIGEM NEBULOSA A primeira loja maçônica de que se tem notícia por aqui é a Reunião, fundada no Rio de Janeiro em 1801. Alguns pesquisadores maçons, no entanto, acreditam que a história da irmandade no Brasil talvez seja ainda mais antiga. O problema é que não existem registros da suposta atividade anterior a 1801, já que a ordem vivia na clandestinidade. Naqueles tempos, a maçonaria brasileira não só era secreta como precisava fugir da perseguição portuguesa. “Muitas das informações e dos segredos (...) eram transmitidos apenas oralmente, não existindo documentos para uma melhor fundamentação dos fatos”, escreve Celso Ávila Júnior no livro A Maçonaria Baiana e Sua História. Ávila defende a tese de que a ordem, naquele momento, atuava nos porões de associações literárias. E acredita que uma loja maçônica chamada Cavaleiros da Luz já estava em atividade no ano de 1797. A existência desse templo, supostamente localizado na povoação da Barra, em Salvador, jamais foi comprovada. Mas existe um documento datado de 1798 que parece fazer referência a ela. Trata-se de uma carta de Rodrigo de Souza Coutinho, então ministro da Coroa portuguesa, enviada a Fernando José de Portugal e Castro, governador da Bahia: “Sua Majestade [a rainha de Portugal, dona Maria I] manda remeter (...) a inclusa denúncia de várias pessoas que parecem infectas de princípios jacobinos; e ordena (...) que Vossa Senhoria, tomando todo o conhecimento do fato, proceda contra elas com a maior severidade”. O denunciante, Manoel Antônio de Jesus, dizia que, ao pé do Forte de São Pedro, havia uma casa onde um grupo se reunia para falar de liberdade e promover banquetes — dois conhecidos hábitos maçônicos. Pode ser, ainda segundo historiadores ligados à ordem, que a maçonaria brasileira também já estivesse relativamente organizada em outras localidades do Nordeste. “Existiam agrupamentos secretos, em moldes mais ou menos maçônicos, funcionando como clubes ou academias, mas que não eram lojas”, afirmam José Castellani e William Almeida de Carvalho em História do Grande Oriente do Brasil. “É o caso, por exemplo, do famoso Areópago de Itambé, fundado por Arruda Câmara, ex-frade carmelita, em 1796, na raia das províncias de Pernambuco e da Paraíba. Seja como for, é cert --- Send in a voice message: https://anchor.fm/malhete-podcast/message
Se você chegou agora, pare tudo que está fazendo e escute a parte 1 desse episódio. Quando Anni Hindocha e Shrien Dewani se conheceram, suas almas pareciam que estavam destinadas a se encontrarem. Ambos com o mesmo histórico familiar, a mesma cultura enraizada e os mesmos costumes. Os pais de ambos amaram o encontro e apoiaram o casal desde o início. No entanto, nada nesse caso é o que parece. Existiam segredos tão bem guardados que precisou que um deles morresse para serem revelados. Mesmo sendo um caso resolvido, até hoje deixou todo mundo com muito mais perguntas do que respostas. Entao se preparem, porque hoje eu vou contar a história de Anni Ninna Hindocha e seu marido Shrien Dewani.
O Crime Mania está de volta. Obrigada à todos que nos apoiaram durante as nossas férias forçadas. Quando Anni Hindocha e Shrien Dewani se conheceram, suas almas pareciam que estavam destinadas a se encontrarem. Ambos com o mesmo histórico familiar, a mesma cultura enraizada e os mesmos costumes. Os pais de ambos amaram o encontro e apoiaram o casal desde o início. No entanto, nada nesse caso é o que parece. Existiam segredos tão bem guardados que precisou que um deles morresse para serem revelados. Mesmo sendo um caso resolvido, até hoje deixou todo mundo com muito mais perguntas do que respostas. Entao se preparem, porque hoje eu vou contar A história DE Anni Ninna Hindocha e seu marido Shrien Dewani.
Carlos Oliveira é co-fundador e presidente executivo da Fundação José Neves que quer tornar Portugal numa sociedade de conhecimento, até 2040. E coloca um conjunto de ferramentas ao nosso dispor... à borla! Somos Todos Estranhos - o meu testemunho sincero sobre a ansiedade, os medos e as obsessões com as quais me deparei ao longo da vida. Mas não é um livro para o choradinho, é uma partilha às vezes difícil, mas bem-humorada e sem drama, porque para haver comédia é preciso haver tragédia. Links diretos para encomendas: - https://www.fnac.pt/Somos-Todos-Estranhos-Ate-Percebermos-que-isso-e-Normal-Antonio-Raminhos/a9300336#ficheResume - https://www.bertrand.pt/livro/somos-todos-estranhos-antonio-raminhos/24645877 - https://www.wook.pt/livro/somos-todos-estranhos-antonio-raminhos/24645877
Esse episódio é patrocinado por Seven Kings Burgers N'Beers! @sevenkingsburger! A Inglaterra não nasceu da noite pro dia. Existiam sete reinos na Ilha Britânica antes dos Vikings invadirem a região e forçarem uma união dos antigos rivais contra um inimigo em comum. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi o período dos Sete Reinos da Inglaterra. Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahora - PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.com Apresentação: Prof. Vítor Soares Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre) Edição: Victor Portugal.
Temporada 7 do Quadro Fale com a UNIFAL do projeto A voz da ciência. Respondido pelo Gabriel Felipe, estudante do curso de ciências sociais da UNIFAL-MG. Mande você também suas dúvidas aqui nos comentários ou no direct do Instagram @avozdaciencia. Estamos na Rádio Federal FM101,3 não deixe de acompanhar! http://www.radiofederalfm.com.br/ https://linktr.ee/avozdaciencia
Faaaala, guitarrista!Nosso bate-papo de hoje é com o brother Marcelo Massan, grande guitarrista que um acreditou que cada país tinha os seus próprios Beatles.
Rezemos juntos com São José os 3 meses de oração! Peça a sua graça! Reze com confiança! Novena do livro 3 Meses com São José de autoria do Padre Luís Erlin, publicado pela Editora Ave-Maria Compartilhe esta novena para que mais pessoas possam estar conosco em oração Inscreva-se no canal para que você possa receber mais orações e rezar com a gente! 19 de dezembro Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado de Cristo. (Mateus 1,16) Meu nome é José. Sou natural de Nazaré, uma cidade pequena da região da Galileia. Agora, vou contar um pouco da minha história; espero que ela ajude todas as pessoas que desejam ser fiéis ao Deus de misericórdia. Sou carpinteiro de profissão, desde a minha adolescência, e ganhava meu sustento com a fabricação de móveis encomendados. Eu era judeu praticante, pois creio no Deus único e esperava o Salvador, que nos libertaria. Minha descendência é a de Davi, uma das tribos de Israel, do povo que Deus escolheu para se revelar. Nosso povo nasceu com Abraão, nosso patriarca maior. Desde o surgimento do povo até meu nascimento, foram 42 gerações. Fui prometido em casamento a Maria, jovem doce e singela, que amo imensamente. Maria morava no Templo, e foram os sacerdotes que arranjaram nosso noivado. Existiam vários pretendentes para o matrimônio com Maria, mas os sacerdotes reuniram todos os candidatos e deram a cada um de nós um ramo. Só que o meu floresceu miraculosamente. Por essa razão, fui o escolhido. Mas hoje eu sei... Não foram os sacerdotes, mas a providência infinita de Deus que me elegeu. Não olhe seu passado como algo que não lhe pertence mais. Ele pertence sim, sobretudo porque é, graças a ele, que você chegou aonde está hoje. Oração final para todos os dias da Novena Oração a São José pela minha família Deus Pai, que, por obra do Espírito Santo, fecundaste o seio virginal de Maria e escolheste São José para ser o pai adotivo de Jesus e o guardião da Sagrada Família, eu te louvo por teu amor incondicional por mim, por minha família e por toda a humanidade. Senhor, é a tua providência que tudo rege; eu creio que a minha vida e a de todos os meus familiares estão em tuas mãos, cumpra-se em nós, segundo a tua vontade. Deus Pai, eu te peço que São José seja o protetor da minha família, e que, por intercessão dele, nenhum mal crie residência em nosso lar; que ele olhe e vele por nossas necessidades e que nunca nos falte o sustento diário; que o espírito de divisão jamais habite em nosso meio; que em nossa casa reinem a harmonia, a concórdia e o respeito e que essas virtudes possamos aprender com José, Maria e Jesus. Lembro-me agora dos membros da minha família [dizer os nomes...] e os coloco no Coração Casto de São José, para que sejamos abençoados neste momento, durante toda a nossa vida e na hora de nossa morte. Eu confio, amo e espero, assim como teu servo, São José. Amém! Para colaborar com este apostolado - doações espontâneas chave pix: patriciaemusica@gmail.com conta corrente Caixa Federal Patrícia A. O. Acosta Agência 0320 conta corrente: 38.496-6 Deus abençoe! * Siga-me no Spotify: Patrícia Acosta Reza Comigo https://open.spotify.com/show/5g3hfEmlT7dFU8fHINzICx?si=SWxA8JBDQCWGMo7OFveStg * Siga também meu canal culinário: PATRÍCIA ACOSTA COZINHA COMIGO https://youtube.com/channel/UCHDY_NbYq67YEpv9QYUL9Gw * Siga-me no Instagram: @patríciaacostarezacomigo https://www.instagram.com/patriciaacostarezacomigo * Página no Facebook: Patrícia Acosta Reza Comigo https://business.facebook.com/patriciaacostarezacomigo
SACADAS DO PROVEDOR O post Existiam outras opções de roteamento quando comecei apareceu primeiro em Allan Caldas.
Você certamente já ouviu um tio dizendo "na minha época não existia nada dessas coisas", e neste episódio, Ricardo Guelfi, Adriana Morales e Bruna Paz rebatem esse argumentam e provar que nós existíamos e que você, se não é hoje, pode ter sido LGBTIA+ em encarnações anteriores. - Procurando os links citados? Aqui vai: .Samba enredo da Mangueira de 2019 https://youtu.be/IJjUDwDeRuU .História do índio Tibira https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55462549 .Entrevista do Direito de Ser para o Observatório G https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/como-o-espiritismo-enxerga-a-orientacao-sexual-de-cada-sujeito - Gostou, desgostou, quer nos contar sua história? Entre em contato: direitodeser@feal.com.br radioboanova.com.br @tvmundomaior @radioboanova 11 99643-3827 (whatsapp)
Como a história da nação indígena transformou o panorama político e social que ainda persiste? O apresentador Reinaldo Gottino contextualiza a situação dos povos nativos brasileiros através da história, do descobrimento até os dias atuais. A chegada dos portugueses, as doenças, a escravidão e o extermínio do povo que, mesmo sendo habitante natural da terra descoberta em 1500, só começou a ganhar força e direitos a partir da constituição de 1988.
Agora não tem jeito, você, ouvinte fiel do ArgCast, vai voltar no tempo, e certamente se orgulhar ou arrepender profundamente por negociações de seus quadrinhos ou brinquedos da infância e adolescência. Daniel HDR, Rogério DeSouza, Ivo Hell Kleber, Gustavo Brauner, Andy Nakamura e Julio Cruz lembram destas negociações bem/mal sucedidas, à ponto de admitirem o nome do episódio! VENDI = ME ARRENPENDI – SE ENCONTRAR = VOU CHORAR é um episódio que mostrará que: – Uma revista com páginas grudadas nem sempre é um defeito de fábrica; – Nunca existirá uma caixa de ovos feita de isopor grande o suficiente; – Por mais belas que fossem as capas da Playboy, a molecada de hoje nem sabe quem são aquelas mulheres; – Como enganar (ou não) um camelô hipster; – Qual é o vilão da Marvel que sempre passa a mão nos outros; – Existiam discos das trilhas sonoras de novela antes dos anos 1980; – Quem compra gato por lebre as vezes troca gato por rato;
(ENG) Online Language Exchange (https://onlinelanguageexchange.com/) began in April 2020 when the global pandemic canceled all of the language exchange events in Dublin. So two guys from Dublin teamed up to connect and build an online community of language learners through structured and dynamic conversational practise on a fun and friendly platform. Brian Heavey and his team from Language Exchange Ireland have been hosting language exchanges for over 9 years and pre-COVID there were 3 weekly events in Dublin and one in Cork. Dáire Bermingham has been running Language Exchange Switzerland for 5 years and is operating out of 4 cities. Since starting the online events in April there have been close to 10,000 people connecting from all over the world (literally!) and the community is growing fast with a really positive vibe. The system ensures everyone gets an equal amount of time to practise speaking their target language. You are placed into small groups (2-6 people) with native speakers and you speak 10mins of your language then 10mins of your target language. You are then moved to another group with different people to do the same again. We had a special talk with Brian Heavey, the founder of Online Language Exchange, in which he could explain in detail how the meetings work. He also gave us some tips about the language learning process and, as always, he gave us a cultural tip at the end of the episode. (PT) Online Language Exchange (https://onlinelanguageexchange.com/) começou em Abril de 2020 quando o uma pandemia global cancelou todos os eventos de intercâmbio de idiomas em Dublin. Desta forma, 2 rapazes de Dublin decidiram se conectar e criar uma comunidade online para aprendizes de idiomas através de uma prática estruturada e dinâmica em uma plataforma divertidade e amigável. Brian Heavey e seu time do Language Exchange Ireland estiveram organizando enventos para troca de idiomas por 9 anos antes da pademia de 2020. Existiam 3 eventos semanais em Dublin e 1 em Cork. Dárie Bermingham também havia organizado eventos de troca de idiomas na Suiça por 5 anos, operando em mais de 4 cidades. Desde o início dos eventos online, em Abril, mais de 10000 pessoas foram conectadas pelo mundo e a comunidade está crescendo de forma rápida e com uma vibe bem positive. O sistema garante que cada participante tenham uma quantidade de tempo igual para praticar seu idioma alvo. Você é colocado em grupos pequenos (2-6 pessoas) com falantes nativos e você deverá falar por 10 minutos no seu idioma e depois por 10 minutos no idioma que está aprendendo. Você é então deslocado para outro grupo, onde deverá fazer a mesma coisa novamente. Nós tivemos uma conversa muito agradável com o Brian Heavey, o fundador do Online Language Exchange, na qual ele pode explicar em detalhes como os encontros online funcionam. Ele também nos deu algumas dicas de como aprender novos idiomas e, ao final, como sempre, nos deu uma dica cultural. Instagram do Online Language Exchange: https://www.instagram.com/onlinelanguageexchange Siga-nos nas redes sociais: Facebook: https://www.facebook.com/diversilingua/ Instagram: https://www.instagram.com/diversilingua/ Youtube: https://bit.ly/2Uq5eYT Sugestões: diversilingua@gmail.com --- Send in a voice message: https://anchor.fm/diversilingua/message
A curta "Rastro" alerta para outra pandemia: o plástico. Vicente Wallenstein fala sobre o papel educativo da arte e da situação complicada em que vivem muitos artistas: "Não sabem o que fazer à vida". See omnystudio.com/listener for privacy information.
Assim que a ameaça da pandemia se tornou real, a máscara se tornou a principal ferramenta para se proteger do coronavírus e com isso, houve uma busca urgente pela compra deste produto. E pensando nessa alta demanda, muitos começaram a importar as máscaras da China à medida que a doença ia tomando conta de muitos países e o produto ia acabando em falta em diversos estabelecimentos. Mas a essa altura do campeonato, ainda vale a pena importar este produto para revenda?A importação de máscaras da China neste momento é viável pois é um produto durável, com valor barato no mercado de vendas e desde que a crise começou na China, mais precisamente em janeiro, o país precisa de máscaras e tanto o Brasil como outros países, exportaram o produto para aquele país. Isso até o momento que a China passou a suprir a falta de estoque e passou a importar para outros países como por exemplo na Itália, onde o vírus entrou de maneira violenta. Em meados de março, vendo oportunidade de lucro com a importação de máscaras, o preço do produto começou a subir, principalmente com o aumento de infectados em determinados lugares. No início de abril, o preço começou a cair pois praticamente todo mundo fabricava máscaras descartáveis. Hoje o Brasil está com custo 0 para importação de máscaras, porém, não há possibilidade de saber ao certo se é um negócio lucrativo mas, ainda tem boa saída. O que está mudando é a questão de empresas certificadas para produzir esse item. Isto quer dizer que muitas que faziam a produção não seguindo os padrões corretos de produção, foram impedidas de continuar a produzir para importação. Existiam muitas empresas, mas a partir do momento que foi passado o pente fino sobraram apenas 14 para continuar sua produção com o selo de certificação. O Brasil demorou muito tempo para tomar providências em relação a isso, ou seja, verificar quais empresas estavam dentro dos padrões legais para ter o certificado e continuar produzindo as máscaras descartáveis. Isso aconteceu quando a ANVISA forneceu uma lista das empresas que são proibidas para continuar produzindo. Enfim, vale a pena continuar importando máscaras e se o importador tiver capital para investir, as máscaras é uma saída para um produto com alta demanda, porém, é preciso ter o pé no chão e observar o mercado de importação. Na área médica as independente de pandemias ou não, máscaras sempre serão usadas, isto quer dizer que sempre serão vendidas.
Ludopédio em Casa #15 com Observatório da Discriminação Racial no #Futebol Conheça o conteúdo do maior portal de divulgação científica sobre futebol da América Latina: https://www.ludopedio.com.br/ Ludopédio convida Marcelo Carvalho, idealizador do Observatório da Discriminação Racial no Futebol para conduzir o programa especial sobre racismo e futebol. O programa ainda terá a presença da jornalista Julia Belas, o ex-árbitro Marcio Chagas e o pesquisador ludopédico Marcel Tonini. Confira alguns momentos da conversa: JULIA BELAS Cada vez mais pessoas tem prestado atenção e se posicionado. Não consigo mais ficar calada. Existe um conceito chamado interseccionalidade, você não tem como falar apenas sobre racismo sem considerar mulheres negras, LGBT, trans… Não tem como abordar racismo sem abordar essas outras vozes que não são ouvidas. Pras mulheres fica ainda mais restrito, porque ganham menos, têm menos espaço na mídia e precisam aproveitar pra manter a carreira delas.Você pode até falar sobre as dificuldades, como é ser mulher, como é ser mãe, quando vai racializar ainda é difícil, porque as pessoas não se posicionam tanto… Essa pluralidade que ainda não é vista... Tá crescendo, mas também na hora de avançar. É um debate que demorou tanto para ser feito, que eu não consigo enxergar após a pandemia como isso vai conseguir ser abafado. Talvez seja um pouco otimista da minha parte, porque são anos e anos abafando o assunto, mas não consigo enxergar as pessoas se calando. É um bom pensamento pro futuro Você não consegue pensar em racismo, sem pensar na mulher negra. MARCEL TONINI As pessoas sempre me perguntam se o racismo aumentou [por conta da divulgação dos dados e do aumento de casos registrados pelo Observatório], mas eu entendo que estão é tendo mais visibilidade, inclusive com contribuição da imprensa. Não significa que não existiam casos de racismo. Existiam, mas hoje temos um outro olhar sobre esses dados. Temos de transformar essa ação em vontade coletiva. Por que não manter essa luta constante? MARCIO CHAGAS A CBF é oportunista. Em cima de alguns casos, compra e banca uma propaganda midiática, mas não tem um trabalho efetivo de combate. O Marcelo nunca foi abordado pra falar sobre o trabalho que realiza. A CBF não tem interesse em combater. É outra entidade que adota um discurso da meritocracia. Sabe quantos árbitros negros no Brasil tem apitando? O futebol brasileiro adota um discurso de democracia racial e até de alienação. Não colabora quase em nada para a consciência racial. Até me surpreendeu alguns brasileiros que jogam no exterior. Parece que temos de importar o debate. Os jogadores poderiam contribuir de maneira efetiva, não só com faixa e camiseta. MARCELO CARVALHO A gente consegue ver uma mudança, mas a maioria das manifestações são peça de marketing. Elas têm uma importância porque mostram quem tem coragem de se manifestar. Num segundo momento, vamos querer que tenham um posicionamento mais contundente. Por isso nasceu a última campanha: "poderia ser eu". Para que tivessem um posicionamento um pouco mais forte. Nasce com a ideia de falar do genocídio da população negra. Que a cada 23 min morre um negro no Brasil. Isso é subir um pouco o tom.
Olá. Eu sou o Professor Fabio Flores e este é o quadro Precisava Ouvir Isso. Hoje eu venho aqui te contar uma história entre um pai e um filho. Esta história se passou nos momentos finais da vida de um pai. Este pai tinha 46 anos e o seu filho apenas 19. O pai estava hospitalizado. Em fase terminal de uma doença degenerativa. Em um determinado dia este pai pediu a sua esposa que no próximo dia em que fosse ao hospital para fazer visita... levasse pra ele um relógio bem antigo que ficava guardado na gaveta do guarda-roupas. E assim a mulher dele fez. Daí quando o filho chegou para visitar o pai já bem debilitado ele chamou o filho pra bem perto dele e disse: Filho, este relógio aqui vai ser seu. Talvez seja a melhor herança que eu possa deixar pra você. Este relógio pertenceu ao seu bisavô. Este relógio está em nossa família a mais de 100 anos. E ele vai ser seu. Você só precisa fazer 3 coisas antes pra se tornar o dono deste relógio. O filho emocionado disse: Pai, eu faço qualquer coisa pra merecer este relógio que é tão especial pra você. E o pai também emocionado disse: Obrigado meu filho. Obrigado por ter carinho por mim e por este presente que vou te dar. E o filho pergunta: Então pai... o que eu preciso fazer para merecer este presente? E o pai respondeu: Eu quero que você leve este relógio ali naquele bar em frente a este hospital e diga que quer vender. Ofereça para as pessoas que estão lá e veja quanto elas pagam por este relógio. E o filho sem questionar foi lá executar a missão que o pai deu. Depois de 40 minutos ele voltou e disse: Pai, eu mostrei pra todo mundo lá e o máximo que disseram que pagariam é 30 reais. O pai ouviu o que o filho disse e deu a segunda missão. Então agora eu quero que você vá até a relojoaria do shopping e ofereça pro dono da loja. Não ofereça pra vendedor. Ofereça ao dono da loja este relógio. E o filho foi lá e realizou o pedido do pai. E no dia seguinte disse pro pai que o dono da relojoaria teria oferecido 100 reais. Então o pai deu a ele a terceira e última missão. Agora então eu quero que você ofereça o relógio ao dono do museu lá perto de casa. Procure ele nas primeiras horas da manhã e ofereça o relógio e depois me diga quanto ele ofereceu. E assim o filho fez. Chegou lá antes de o museu abrir e ofereceu o relógio. O dono do museu ficou com os olhos brilhando diante do relógio e irradiando alegria disse que aquele relógio era de uma safra rara. Existiam no mundo apenas 100 exemplares daquele relógio. Disse que algo assim não tem preço... de tão raro que era. Me aconselhou a não vender pois eu tinha em mãos uma verdadeira jóia. Mas se por acaso eu quisesse me desfazer do relógio procurasse ele em primeira mão, pois ele pagaria até 100 mil reais no relógio. Então o filho voltou o mais rápido que pode até o hospital e disse ao pai o que o dono do museu disse. E o pai esboçando um sorriso discreto falou pro filho exatamente assim... Filho, a herança que tenho pra te deixar não é o relógio nem os 100 mil que ele pode valer. A herança que vou te deixar é esta lição. Não fique irritado por não te darem o valor que você merece. Ninguém vai te dar o valor certo enquanto estiver no lugar errado. Quem sabe o teu valor é quem te aprecia, nunca fique em um lugar que não combina contigo. Não seja a pérola dos porcos. Conheça o seu valor! O relógio já é seu. Ele pode valer até 100 mil reais... mas escolher os lugares e as pessoas que são tão valiosos quanto você... Ah isso não tem preço. Isso tem valor! E essa é a minha herança pra você meu filho. E a pergunta que eu te deixo hoje é a seguinte: Você reconhece o seu valor? Você está com pessoas que reconhecem o seu valor? Pensa nisso... Esta foi a dica de hoje. Se você acredita que mais alguém precisava ouvir isso, compartilhe esta mensagem. Se quiser conhecer mais dicas, procure no YouTube o Canal Precisava Ouvir Isso. Forte abraço e até... até a sua vitória.
Olhar dentro da arca é o mesmo que olhar para nossas imperfeições. Existiam ali três elementos, cada um com um significado especifico: As tabuas da lei, nos mostram nossa incapacidade de atingir o alto padrão de Deus. A vara de Arão que floresceu, nos mostra a rebeldia e insubmissão. O maná, nos lembra a murmuração perante o que Deus nos Deus. Quando abrimos a arca e vemos esses elementos, nos sentimos condenados, mas quando o sangue é aspergido sobre o propiciatório, Deus olha e não vê nossa falha mas vê Cristo e isso nos leva a um relacionamento com Ele.
Geralmente por trás da frase “eu não consigo” existe um “eu ainda não quero”. Todo padrão de comportamento tem uma história, um ganho e um propósito. Ter clareza sobre a história que contamos sobre o nosso comportamento, que tipo de ganho acreditamos ter ao agir assim e principalmente porque nos propomos a agir assim... ter clareza sobre estas 3 questões nos coloca no comando de nossas escolhas. Quem não sabe responder a estas questões acaba se resumindo a escravidão de um hábito ou um vício. Eu tenho um familiar que fumou por muitos anos e nestas tantas décadas ele fumou muitos maços de cigarro diariamente. Por algumas vezes ele tentou parar de fumar e sempre retomava ao vício. Quando perguntado sobre o porque ele não parava de fumar ele sempre respondia: “Eu não consigo”. Quando na verdade este “eu não consigo” era com certeza um “eu ainda não quero”. Eu decidi ajudar este familiar a abandonar o vício quando ele me pediu ajuda. Ele sabendo que eu era um programador neurolinguistico me perguntou se tinha alguma maneira dele se livrar do cigarro. E a busca dele pela libertação do vício tinha um motivo muito forte. Ele viu um amigo morrer vítima de um câncer de laringe. Decidi ajudar ele começando por um papo sobre as 3 perguntas chaves que explicam o hábito. Qual era a história? Qual era o ganho? E qual era o propósito. Foram longos papos aparentemente informais até ele encontrar as respostas nele mesmo. Eu não o aconselhei. Apenas fiz ele mergulhar em suas memórias e extrair das camadas mais profundas destas memórias e sentimentos a explicação para o vício. E ele descobriu muitas respostas. Por exemplo... Fumar pra ele tinha história. Ele aprendeu vendo os filmes de faroeste que homem que fumava demonstrava poder. Ele aprendeu em filmes românticos que fumar era sensual. Ele aprendeu na própria família que fumar fazia do adolescente um homem. Era uma espécie de ritual de passagem. Existiam boas histórias que justificavam o ato de fumar. Ele acreditava que fumar trazia um ganho. Fumar trazia pra ele paz. Ele acreditava que o cigarro era relaxante. Este era o ganho que ele buscava em cada cigarro fumado. Fumar pra ele tinha um propósito. Ele se propunha a fumar para se manter magro. Ele tinha a crença que o cigarro ajudava ele a conter a ansiedade. E com a ansiedade contida ele não comeria em excesso. Ao final de nossa conversa ele percebeu que o “Eu não consigo” parar de fumar. Na verdade era “eu ainda não quero parar de fumar”. Toda vez que ele tentava parar ele voltava ao vício simplesmente porque de só tinha a perder parando de fumar. Daí começamos a conversar sobre o que ele queria ganhar. O que ter uma vida livre do cigarro traria pra ele. Ele descobriu muita coisa. Ele revelou que gostaria de ter um hálito melhor, roupas com cheiro de amaciante e não mais roupas fedendo a cigarro, ele percebeu que poderia ter uma capacidade aeróbica melhor e isso poderia fazer com que ele pudesse brincar com os netos sem se cansar. Que ele poderia ver os netos crescerem e quem sabe conhecer os bisnetos. Ele foi enumerando feliz e emocionado por tudo aquilo que ele poderia ganhar. Neste momento ele chorou. Ele chorou e tirou do bolso da camisa o maço de cigarros que estava pela metade. Ele pegou o maço e levou até o lixo. Ainda com olhos cheios de lágrimas ele disse. Você estava certo. Eu ainda não queria. Por isso eu dizia que não conseguia parar. E agora eu te digo. Muito obrigado! Você me libertou deste falso amigo que tanto me fazia mal. Foi um dia muito especial pra mim também. Tão especial que transformei em mensagem pra você. E venho aqui te convidar a mudar as frases no seu dia a dia. Toda vez que for dizer que não consegue. Experimente dizer que “ainda não quer”. O peso desta frase pode ser o combustível que você precisa pra começar um processo de mudança.
Nesse episódio nº 23 da primeira temporada, onde debatemos sobre a relação dos desenhos animados com a nossa sociedade. Até que ponto o momento da sociedade influência na criação desse conteúdo? Existiam valores diferentes ou semelhantes com os de agora? Temos como fazer um paralelo entre eles, ou simplesmente compará-los baseados na nossa nostalgia e gostos pessoais? Junte-se a nós e venha refletir sobre esses e outros questionamentos no MIDCast. Participantes: Victor Sousa - http://www.twitter.com/erro500 Kiko Masuda - http://www.twitter.com/kiko_masuda Carlos Voltor - http://www.twitter.com/carlosvoltor Julia Caetano - http://www.twitter.com/Caetanoliaju Edgar de Souza - http://www.twitter.com/edgardesouza Comentado durante o episódio Podcitário #31 sobre polêmicas = http://bit.ly/2IoGbyn Abertura de 'A Princesa e o Cavaleiro' = http://bit.ly/2DBYAJh MIDCast S01E20 - O poder dos Anos 90 = http://bit.ly/midcast-s01e20 Tem algum feedback sobre o episódio? E-mail: podcastmid@gmail.com Twitter: @podcastmid Instagram: @podcastmid Facebook: fb.me/podcastmid Edição: Victor Sousa Arte de Capa: Victor Sousa
Existiam séries antes da Neflix? Nesse episódio polêmico, a bancada do Buraco Negro vem falar qual foi a primeira série que cada um começou a assistir, falar mal de Friends e principalmente como a "Paga Nois" começou a mudar tudo o que conhecemos. Diz pra gente comentando aí: Qual é sua série favorita? Qual série ficou de fora dessa discussão?ENTRE NO NOSSO GRUPO DO TELEGRAM!http://bit.ly/TelegramBuracoNegroTopzera da Semana:Livro - Entre Bardos e Druidashttp://bit.ly/TopzeraBardoseDruidasEstilo Musical - Lo-Fi / Low Fidelityhttp://bit.ly/TopzeraLOFICerveja - Brewdog Punk IPAhttp://bit.ly/TopzeraPunkIPAHQ - Repetecohttp://bit.ly/TopzeraHQRepetecoSAIA DE CASA E TOME SUA DOSE DIÁRIA DE VITAMINA D E CAMINHE SOB A LUZ DO SOL!Nos siga em nossas redes sociais:Facebook:https://www.facebook.com/podcastburaconegro/Instagram:https://www.instagram.com/podcastburaconegro/Twitter:https://twitter.com/BuracoNegroRealSpotify:http://bit.ly/SpotifyBuracoNegroSkoob (Livros):http://bit.ly/SkoobBuracoNegroFilmow (Filmes e Séries):http://bit.ly/FilmowBuracoNegroEdição e Capa: Chewe Filmshttps://www.facebook.com/CheweFilmsBancada:Jonathan Leandro (Jopa)Instagram: @jopa97Rafael MorandiInstagram: @rafafmorandiCaio LopesInstagram: @caioolopesMichael NascimentoInstagram: @michael_wnRenan CarapiáInstagram: @reenanjc
No PBX (parceria Expresso/ Radar) de Março, o filme de Manuel Mozos, “Ramiro” e a nostalgia de uma certa Lisboa que ainda resiste. Abrimos o livro que tanto inspirou o cinema: Solaris do polaco Stanislaw Lem. E na música, depois das novidades, recordamos The Blue Nile com Let’s go out tonight para lembrar o homem que durante tantos anos convidou Lisboa a sair à noite.
Agora não tem jeito, você, ouvinte fiel do ArgCast, vai voltar no tempo, e certamente se orgulhar ou arrepender profundamente por negociações de seus quadrinhos ou brinquedos da infância e adolescência. Daniel HDR, Rogério DeSouza, Ivo Hell Kleber, Gustavo Brauner, Andy Nakamura e Julio Cruz lembram destas negociações bem/mal sucedidas, à ponto de admitirem o nome do episódio! VENDI = ME ARRENPENDI - SE ENCONTRAR = VOU CHORAR é um episódio que mostrará que: - Uma revista com páginas grudadas nem sempre é um defeito de fábrica; - Nunca existirá uma caixa de ovos feita de isopor grande o suficiente; - Por mais belas que fossem as capas da Playboy, a molecada de hoje nem sabe quem são aquelas mulheres; - Como enganar (ou não) um camelô hipster; - Qual é o vilão da Marvel que sempre passa a mão nos outros; - Existiam discos das trilhas sonoras de novela antes dos anos 1980; - Quem compra gato por lebre as vezes troca gato por rato; E os links? Pois se você garimpar bastante no seu sebo de gibis preferido, vai certamente achar ele entre os encalhes do Yongblood e os formatinhos da morte do Superman. Ouça no Player, ou baixe pelo clicando na imagem abaixo (a identificação da prateleira) ou no nosso profile no SOUNDCLOUD.
Nos anos 60, Existiam dois motivos para os meninos de Jundiaí usarem smoking: O Baile das Debutantes no Clube Jundiaiense e as festas particulares de 15 anos das meninas da sociedade. A produção começava muitas semanas antes, principalmente para os meninos que, além de tratar de serem convidados, tinham ainda que se virar para arranjar um Smoking. Chegava o grande dia e, as meninas caindo de chique com seus lindos e BRANCOS VESTIDOS LONGOS e os meninos fazendo de tudo para agradar com seus CURTOS TERNOS PRETOS TRANSFORMADOS EM SMOKING, a maioria deles, era uma adaptação caseira no terno preto forrando a gola do paletó com cetim o que, no escuro, enganava bem. Íamos, todos deselegantes, mas íamos. Afinal, o sucesso da festa dependia da gente, pois sem meninos não havia dança! O ano era 1968 e, o legal na época era passar um final de semana em Santos e ir ao Clube Caiçara, na Boate que era animada por Paulinho Costa e seu irmão Eduardo. Achávamos o máximo entrar naquele ambiente escuro sob o efeito da luz negra iluminando os pôsteres, lâmpadas coloridas piscando e a luz estroboscópica deixando ainda mais alucinante o som maravilhoso saído de gravadores de rolo Akai e distribuído por varias caixas ligadas a um amplificador Gradiente de 120 watts por canal! Dançávamos e ouvíamos musicas que jamais imaginamos existir misturadas as que conhecíamos através da Radio Excelsior de São Paulo. Cada seleção durava meia hora. Uma com musica pra dançar solto e paquerar e outra, com musicas lentas e românticas, para dançar juntinho com as paqueras sob o efeito somente das luzes negras. Logo a moda pegou e as festas legais de 15 anos em Jundiaí passaram a ser animadas no estilo da Boate do Caiçara. Nada mais “In”. Com certeza, cada uma dessas festas acabou marcada por um fato inesquecível para alguém. Um romance novo, um namoro acabado, porres... A seleção de hoje, com musicas lentas, relembra todas as festas de 15 anos daquele tempo. Foi com esse som e nesse ambiente mágico e apaixonante descrito acima que vivemos os primeiros momentos românticos de nossas vidas e que formou muitos casais. Não interessa se continuaram juntos ou não... Vivemos aquele momento. 01-Alive & Kicking | Tighter, Tighter 02-Jane Birkin & Serge Gainsbourg | Je TÁime Moi Non Plus 03-The Chi – Lites | Oh Girl 04-Herman Hermit’s | End Of The World 05-Earls Grant | The End 06-Louis Armstrong | What A Wonderful World 07-Ray Charles | Yesterday 08-Iveys | maybe Tomorrow 09-The Marmalade | Maybe Tomorrow 10-Bee Gees | I Started A Joke 11-Jose Feliciano | Don’t Let The Sun Catch You Crying 12-Bread | make With You 13-The Carpenters | Close To You 14-Elton John | Your Song 15-Carole King | It’s Too Late 16-Lettermen | Hurt So Bad 17-Frankie Valli & The Four Seasons | Can’t Take My Eyes of You 18-The Jackson Five | Never Can Say Goodbye 19-The Stylistcs | Betcha By Golly, Wow 20-Eddie Holman | Hey There Lonely Girl 21-The Delfonics | La La Means I Love You 22-Tower of Power | You’re Stll A Young Man 23-Todd Rundgren | Hello It’s Me 24-Sergio Mendes & Brasil 66 | The Look Of Love 25-Dionne Warwick | I’ll Never Fall In Love Again 26-Diana Ross & The Supremes | One Day We’ll Be Together