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Arena de Ideias
Arena de Ideias #98 | Pesquisas de opinião e a divergência nas urnas

Arena de Ideias

Play Episode Listen Later Dec 1, 2022 61:22


Mudança repentina na intenção de voto? Recusa em responder às pesquisas? Abstenção? O que houve no primeiro turno das #Eleições2022? Após a apuração, foi observado que alguns institutos de pesquisas apresentaram estimativas fora da margem de erro máxima estipulada. Na Internet, o assunto dominou as redes sociais. No Senado, pode ser instalada uma CPI para investigar os órgãos responsáveis pelas pesquisas de intenção de voto. Como construir uma nova relação com o eleitorado brasileiro no segundo turno? Para discutir sobre o assunto, receberemos o cientista político Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Brasilis, no #ArenaDeIdeias desta quinta-feira (13). A importância do voto evangélico também é assunto nesse episódio. Manuela Löwenthal, doutoranda em Ciências Sociais e pesquisadora do Observatório Evangélico, estará conosco. A apresentação é de Liliane Pinheiro, diretora-executiva da Oficina Consultoria.

Podcast Política - Agência Radioweb
Abstenção cai e presidente do TSE pede fim das agressões às urnas

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 31, 2022 2:33


No balanço final do TSE sobre as eleições, o presidente do tribunal Alexandre de Moraes, ressaltou que é o momento de deixar de desfiar do processo eleitoral.

O Assunto
Taxa de abstenção: a incógnita final

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 22:33


Mais de 32 milhões de brasileiros não compareceram ao 1º turno, número que representa quase 21% do total de aptos a votar. “É um problema para a sociedade”, considera o cientista político Antonio Lavareda, convidado de Renata Lo Prete neste episódio. Na avaliação dele, não é natural que tantos abdiquem de participar do “principal momento da democracia”. Professor colaborador da Universidade Federal de Pernambuco e presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), Lavareda explica como, em uma reta final tão acirrada, a abstenção se tornou variável de peso, e por que ela tem potencialmente mais impacto sobre o desempenho de quem está na frente - no caso da disputa presidencial, Lula (PT), que aparece com 5 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no Datafolha divulgado nesta quinta-feira. Lavareda discute o papel da gratuidade do transporte público, ampliada no 2º turno, para garantir o exercício do voto aos eleitores mais vulneráveis. “Tirar dinheiro do bolso para votar afasta compulsoriamente muitos brasileiros da urna”, diz. E recomenda olhar com especial atenção para o comparecimento no Sudeste e no Nordeste: “A abstenção pode alterar profundamente o desenvolvimento dos fatores políticos de um país”.

O Assunto
Taxa de abstenção - a incógnita final

O Assunto

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 22:33


Mais de 32 milhões de brasileiros não compareceram ao 1º turno, número que representa quase 21% do total de aptos a votar. “É um problema para a sociedade”, considera o cientista político Antonio Lavareda, convidado de Renata Lo Prete neste episódio. Na avaliação dele, não é natural que tantos abdiquem de participar do “principal momento da democracia”. Professor colaborador da Universidade Federal de Pernambuco e presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), Lavareda explica como, em uma reta final tão acirrada, a abstenção se tornou variável de peso, e por que ela tem potencialmente mais impacto sobre o desempenho de quem está na frente -no caso da disputa presidencial, Lula (PT), que aparece com 5 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no Datafolha divulgado nesta quinta-feira. Lavareda discute o papel da gratuidade do transporte público, ampliada no 2º turno, para garantir o exercício do voto aos eleitores mais vulneráveis. “Tirar dinheiro do bolso para votar afasta compulsoriamente muitos brasileiros da urna”, diz. E recomenda olhar com especial atenção para o comparecimento no Sudeste e no Nordeste: “A abstenção pode alterar profundamente o desenvolvimento dos fatores políticos de um país”.

5 Fatos
"Efeito manada" pode diminuir abstenções no domingo

5 Fatos

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 24:31


A cientista política Marcela Machado explica que as campanhas buscam, nos últimos dias antes das eleições, a participação de personalidades políticas e artistas para provocar o chamado "efeito manada" entre os eleitores indecisos.  Nesta sexta-feira (28) os candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) participam do último debate antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (30).  Ouça o podcast e saiba mais notícias da reta final das campanhas dos presidenciáveis. E ainda, as novidades da novela Elon Musk e Twitter, a ameaça nuclear da Coreia do Norte, o divórcio de Gisele Bundchen e a final da Copa Libertadores.   Produção e roteiro: Camila Olivo, Ramara Rech, Rodrigo Tammaro, André Pinheiro, Bruna Sales e Ricardo GouveiaEdição de áudio e sonorização: Cláudio Cuca

Rádio Escafandro
BÔNUS: O nó da abstenção

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Oct 24, 2022 14:30


Uma conversa rápida sobre pesquisas eleitorais, sobre os riscos da abstenção e sobre as chances improváveis de Bolsonaro se reeleger no dia 30 de outubro. Entrevistado do episódio Davi Carvalho Cientista social, divulgador científico e criador do canal do Youtube e do perfil do Instagram Política na Cabeça. É doutorando em Ciência Política na Unicamp, com estágio doutoral no Center for Brain, Biology and Behavior - CB3 da Universidade de Nebraska-Lincoln, EUA. Ficha técnica: Trilha sonora tema: Paulo Gama Mixagem: João Victor Coura Design das capas: Cláudia Furnari Concepção, apresentação, roteiro, e edição: Tomás Chiaverini

E Tem Mais
Taxa de abstenção: como o total de eleitores ausentes pode influenciar as eleições

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Oct 24, 2022 22:15


Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um panorama das dúvidas sobre o possível impacto da abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A parcela de eleitores que deixaram de votar no primeiro turno, em 2 de outubro, chegou a quase 21% e atingiu o maior patamar desde 1998. Desde que o país voltou a realizar eleições diretas para presidente, em 1989, quando houve segundo turno, menos eleitores compareceram às urnas em relação ao primeiro turno. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou prefeituras do país a conceder transporte urbano gratuito em 30 de outubro, data do segundo turno, em uma tentativa de diminuir a abstenção. Com a expectativa de uma disputa apertada na corrida presidencial, o número de ausentes pode ser decisivo para o resultado das eleições. Para descrever como a abstenção pode afetar os planos dos candidatos ao Planalto, participam deste episódio os cientistas políticos Antonio Lavareda e Deysi Cioccari. Com apresentação de Carol Nogueira, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir o E Tem Mais no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.

Podcast Política - Agência Radioweb
Eleitores indecisos e abstenções serão decisivos no domingo

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 24, 2022 2:02


Os eleitores que ainda decidiram o voto e aqueles que não irão votar podem ser decisivos nas eleições do próximo domingo. Na faixa dos indecisos, a região sudeste tem o maior peso. A região concentra 42% dos eleitores deste ano e é onde os dois candidatos à presidência focam as atenções na reta final da campanha.

Direto do Planalto Central com Raul Canal

Crônicas do cotidiano apresentadas pelo comunicólogo Raul Canal.

WW – William Waack
Abstenção preocupa campanhas de Lula e Bolsonaro

WW – William Waack

Play Episode Listen Later Oct 19, 2022 50:55


O WW de terça-feira (18) aborda uma questão que preocupa as duas campanhas eleitorais: a abstenção. No primeiro turno, a taxa de eleitores que não compareceram às urnas foi a maior desde 1998. Os dois candidatos, Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estão focados em diminuir esse número. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que prefeituras podem oferecer transporte gratuito no dia do segundo turno. Waack e os analistas falam também sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender a monetização de canais de apoiadores de Bolsonaro. As medidas do TSE atingem também Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente.

CNN Poder
Abstenção preocupa campanhas de Lula e Bolsonaro

CNN Poder

Play Episode Listen Later Oct 19, 2022 50:55


O WW de terça-feira (18) aborda uma questão que preocupa as duas campanhas eleitorais: a abstenção. No primeiro turno, a taxa de eleitores que não compareceram às urnas foi a maior desde 1998. Os dois candidatos, Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estão focados em diminuir esse número. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que prefeituras podem oferecer transporte gratuito no dia do segundo turno. Waack e os analistas falam também sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender a monetização de canais de apoiadores de Bolsonaro. As medidas do TSE atingem também Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente.

15 Minutos - Gazeta do Povo
Eleições: a luta contra as abstenções

15 Minutos - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Oct 13, 2022 17:28


*) Será que algum dos dois candidatos à Presidência pode ser mais prejudicado se o alto nível de abstenção for mantido no segundo turno das eleições? Este episódio do podcast 15 Minutos analisa o assunto. O convidado é o Rodolfo Costa, da equipe de República da Gazeta do Povo. ***Ficha técnica: ‘15 minutos', podcast de notícias da Gazeta do Povo #Apresentação e roteiro: Márcio Miranda; direção de conteúdo: Rodrigo Fernandes; equipe de produção: Maria Eduarda Scroccaro montagem: Leonardo Bechtloff; estratégia de distribuição: Marcus Ayres.

Podcast Política - Agência Radioweb
Abstenção cresceu em todas as eleições presidenciais desde 1989

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 11, 2022 2:16


De acordo com o TSE, 20,9% do eleitorado brasileiro não compareceu as urnas no primeiro turno das eleições de 2022. Significa dizer que mais de 32 milhões de eleitores que estavam aptos não compareceram às urnas no dia 2 de outubro.

CBN Vitória - Entrevistas
Eleições: o que explica a alta abstenção do eleitorado? Cientista político analisa

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Oct 6, 2022 17:26


A quantidade de capixabas que nem sequer saiu de casa para votar no último domingo (2) bateu recorde. A taxa de abstenção no Espírito Santo ficou em 20,79% e foi a maior em eleições gerais desde 2002, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso significa que um em cada cinco eleitores aptos não foi às urnas. Considerando todas as eleições (gerais e municipais) desde o ano 2000, a abstenção deste ano só perde para a de 2020, quando foram escolhidos prefeitos e vereadores. Naquele ano a taxa ficou em 24%. No Brasil, a abstenção chegou a 20,89%, o equivalente a 31 milhões de eleitores. Esse foi o maior índice de ausentes desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não foram às urnas. Em entrevista à CBN Vitória, o cientista político João Gualberto fala sobre o tema!

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Acic prepara nova campanha com objetivo de reduzir o número de abstenções no 2º turno

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Oct 5, 2022 10:45


O resultado da Campanha “Vote em Candidatos do Sul”, promovida pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Fórum de Entidades de Criciúma (Forcri), com apoio dos veículos de comunicação da região, foi considerado positivo. O Sul elegeu no último domingo, 2, três deputados federais e oito estaduais, mantendo a representatividade na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e na Câmara dos Deputados. Para o segundo turno das eleições, as entidades estão nos ajustes finais para lançar uma nova campanha que visa diminuir o número de abstenções. No 1º turno mais de 1 milhão de eleitores não compareceram, o que representa 18,4% do eleitorado catarinense. “Agora vamos desenvolver a campanha para que o pessoal compareça a votação, que não votem em branco, não anulem seu voto. Voltamos a reforçar, aqueles que tem mais de 70 anos e menos de 18 anos, não estão obrigados a votar, mas nós pedimos encarecidamente que votem”, destacou o presidente da Acic, Valcir José Zanette, durante entrevista ao Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira, dia 5 de outubro. Candidatos do Sul eleitos (por ordem alfabética): Deputados Federais: 3 Daniel Freitas (PL) Julia Zanatta (PL) Ricardo Guidi (PSD) Deputados Estaduais: 8 Estener Soratto (PL) Jessé Lopes (PL) José Milton Scheffer (PP) Júlio Garcia (PSD) Pepê Colaço (PP) Rodrigo Minotto (PDT) Tiago Zilli (MDB) Volnei Weber (MDB)

Rádio Gaúcha
Aeronave cai no Guaíba, RS tem maior abstenção dos últimos 32 anos e mais destaques - 04/10/22

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Oct 4, 2022 5:10


Até a tarde de hoje, os bombeiros seguiam realizando buscas pelo piloto da aeronave de pequeno porte que caiu na noite passada no Guaíba, na zona sul de Porto Alegre. O primeiro turno das eleições teve a maior abstenção dos últimos 32 anos no Rio Grande do Sul para cargos estaduais. O ex-candidato à Presidência da República Ciro Gomes, do PDT, anunciou que acompanha a decisão do partido de apoiar Lula no segundo turno da disputa presidencial. Uma reunião entre o prefeito Sebastião Melo e vereadores defende a volta do passe livre garantido nas eleições. Há pelo menos 10 dias, um grupo de moradores do bairro Natal, em Gravataí, convive com torneiras vazias em diferentes horários do dia. Mais notícias em gzh.com.br

Jornal da CUT Brasil
Abstenção recorde: 31 milhões de brasileiros não votaram nas eleições 2022

Jornal da CUT Brasil

Play Episode Listen Later Oct 3, 2022 12:05


Parcela da população que se absteve deve ser conscientizada sobre a responsabilidade de participar do processo democrático de escolha sobre o futuro do país sobre suas próprias vidas, explica dirigente da CUT

exame
Eleições: abstenção bate recorde, mas brancos e nulos caem

exame

Play Episode Listen Later Oct 3, 2022 4:06


Apresentação: Laura Pancini. O Flash de hoje destaca os resultados do primeiro turno e como o mercado deve reagir. Leia as notícias mais importantes do dia em tempo real

Podcast Política - Agência Radioweb
TSE destaca baixo índice de nulos e brancos e alta abstenção

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 3, 2022 2:34


Ao fazer um balanço final, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes chamou a atenção para o baixo índice de votos nulos e brancos que ficou em 4,20%, e acredita que seja um dos motivos para as filas nas sessões eleitorais.

Reportagem Observador
Multa leve não impede abstenção no Brasil

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Oct 1, 2022 1:56


Chuva intensa no último dia de campanha. Nesta sexta-feira, Lula da Silva deixa o apelo: "Saiam de casa e votem". Reportagem dos enviados especiais do Observador ao BrasilSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Hoje no Rio
A abstenção e os indecisos podem mudar o resultado da eleição

Hoje no Rio

Play Episode Listen Later Sep 29, 2022 10:32


Faltando poucos dias para as eleições, fica a pergunta ainda pode haver mudanças no resultado nas majoritárias? Cláudio Castro tem se solidificado na liderança, podendo vencer em 1º turno, mas uma alta abstenção pode levar a corrida para o 2º turno. E, em coisas do Brasil, ajudando Jair Bolsonaro e Marcelo Freixo.Enquanto isso, o alto número de indecisos para Senador, pode ser prejudicial a Romário, que tem eleitor solidificado. Quem ganha é Clarissa e André Ceciliano que podem crescer nos próximos dias, mas é muito difícil que o ex-jogador saia perdendo. Mas isso já aconteceu anteriormente no Rio.

WW – William Waack
A análise sobre o número de abstenções nas eleições

WW – William Waack

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 41:45


O WW de hoje aborda um número que nenhuma pesquisa eleitoral consegue captar, e que pode decidir se as eleições deste ano vão para o segundo turno ou não: a abstenção. Cerca de 20% das pessoas aptas a votar não compareceram às urnas nas últimas eleições. Se isso se repetir neste ano, quem tem mais a perder é o candidato Lula (PT). Isso porque o perfil de abstenção é de quem tem menos escolaridade - e de acordo com pesquisas de intenção de votos, esse eleitor vota mais no petista. O jantar entre Lula e empresários do Esfera Brasil também é tema da roda de análise. Esta edição fala ainda sobre o fracasso da Rússia na conquista do espaço aéreo ucraniano.

CNN Poder
A análise sobre o número de abstenções nas eleições

CNN Poder

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 41:45


O WW de hoje aborda um número que nenhuma pesquisa eleitoral consegue captar, e que pode decidir se as eleições deste ano vão para o segundo turno ou não: a abstenção. Cerca de 20% das pessoas aptas a votar não compareceram às urnas nas últimas eleições. Se isso se repetir neste ano, quem tem mais a perder é o candidato Lula (PT). Isso porque o perfil de abstenção é de quem tem menos escolaridade - e de acordo com pesquisas de intenção de votos, esse eleitor vota mais no petista. O jantar entre Lula e empresários do Esfera Brasil também é tema da roda de análise. Esta edição fala ainda sobre o fracasso da Rússia na conquista do espaço aéreo ucraniano.

Jovem Pan Maringá
Em quem votar ou não? Abstenção em 2018 foi de quase 20%

Jovem Pan Maringá

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 61:42


Destaque desta edição pode ser a maior incógnita dessa eleição é a taxa de abstenção. E quem serão os eleitores que mais vão faltar aos locais de votação no domingo. Se a maioria dos eleitores que deixarem de votar forem pró-Bolsonaro, há uma chance real de lula vencer no 1º turno. Se ocorrer o oposto, a disputa irá ao 2º turno em 30 de outubro de 2022. Em geral, a abstenção da eleição 2018 ficou na casa de 20%. Além disso, há os votos brancos e nulos. E justamente por isso em todas as manifestações a respeito dessa situação tanto o presidente Bolsonaro quanto lula que protagonizam a polarização e brigam diretamente pela eleição, fala que o eleitor deve ir votar no domingo e escolher um candidato. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/jovem-pan-maring/message

15 Minutos - Gazeta do Povo
Como a abstenção pode afetar as eleições

15 Minutos - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Sep 26, 2022 15:50


*) Na reta final da campanha, um tema tem sido focado especialmente em uma das campanhas: a abstenção de eleitores. É sobre isso que fala este episódio do podcast 15 Minutos. O convidado é Wesley Oliveira, repórter da editoria de República da Gazeta do Povo em Brasília. ***Ficha técnica: ‘15 minutos', podcast de notícias da Gazeta do Povo #Apresentação e roteiro: Márcio Miranda; direção de conteúdo: Rodrigo Fernandes; equipe de produção: Maria Eduarda Scroccaro montagem: Leonardo Bechtloff; estratégia de distribuição: Marcus Ayres.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Ultradireita vence na Itália em eleições com recorde de abstenção

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Sep 26, 2022 2:28


A coligação de direita liderada pela sigla Irmãos da Itália deve ser a mais votada nas eleições parlamentares da Itália neste domingo.

Estadão Notícias
O voto útil, o ‘voto envergonhado' e a abstenção

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Sep 23, 2022 34:45


Jair Bolsonaro (PL) aproveitou os holofotes que teria em dois importantes eventos internacionais para fazer campanha. No velório da Rainha Elizabeth II, na Inglaterra, o presidente subiu na sacada da embaixada brasileira e discursou para apoiadores, onde criticou a esquerda e disse que vencerá a eleição no primeiro turno. O mesmo se repetiu na Assembléia-Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. Enquanto o mundo usou o espaço para mostrar preocupação em relação à guerra na Ucrânia, Bolsonaro resolveu criticar seus adversários e promover seu governo. Já no Brasil, o presidente confirmou sua participação no debate do Estadão/Rádio Eldorado, em parceria com SBT, CNN, Terra, Nova Brasil e Veja, no sábado (24). Enquanto isso, o líder das pesquisas, Lula (PT), ainda não disse se comparecerá ao embate. A possível recusa do petista virou alvo de ataques de seus adversários. Por outro lado, a campanha de Lula voltou suas forças à tentativa de convencer o eleitor de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) a mudar o seu voto em favor do petista, visando uma vitória em primeiro turno. Um evento com a presença de Caetano Veloso, Chico Buarque e Anitta, está sendo preparado para convencer esse eleitor. O grupo ganhou o reforço do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que divulgou uma nota defendendo o voto “pró-democracia”. Esses são os assuntos que guiam nossa conversa do “Poder em Pauta” com os jornalistas que acompanham o dia a dia da política. Participam no episódio de hoje do Estadão Notícias, Pedro Venceslau, de São Paulo, e Felipe Frazão, diretamente da capital federal. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte. Sonorização/Montagem: Moacir Biasi.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Brasil-Mundo
Com fechamento de seções eleitorais, brasileiros na Itália fretam até ônibus para poder votar

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Sep 21, 2022 8:57


Nestas eleições presidenciais de outubro, os eleitores brasileiros no exterior são mais numerosos e enfrentam mais dificuldades para poder votar. O Tribunal Superior Eleitoral revelou que houve um crescimento forte do eleitorado brasileiro no exterior, em comparação à 2018. Em 2022, serão 697.078 eleitores aptos a votar fora do país, 40% a mais que há quatro anos. No entanto, o Itamaraty reduziu a quantidade de seções eleitorais fora do Brasil. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma Há eleitores brasileiros domiciliados nos cinco continentes, mas os países com maior número de votantes são: Estados Unidos (108.624), Japão (30.671), Portugal (30.431), Itália (20.972) e Alemanha (17.555). Nas eleições presidenciais há quatro anos, foram abertas 33 seções de votação em municípios diferentes das cidades onde estão sediadas as Embaixadas e Consulados brasileiros. Segundo o Itamaraty, isso serviu para “facilitar a cidadãos que residem em localidades distantes das sedes das repartições diplomáticas ou consulares o exercício de seus direitos cívicos”. Das 33 seções 'fora da sede' realizadas em 2018, 22 foram abertas pela primeira vez. Brasileiros na Itália Segundo o Instituto Nacional de Estatística Italiana (ISTAT), 50.666 brasileiros residem na Itália (dados de janeiro de 2021). A maioria (13.977) vive da região da Lombardia, no norte, onde está a cidade de Milão. Em segundo lugar está a região do Lácio, onde fica a capital Roma, que conta com 6.117 residentes brasileiros. Seguem o Vêneto (5.628), o Piemonte (4.896), Emilia Romagna (4.012) e a Toscana (3.852). A decisão do governo do Brasil de reduzir as seções eleitorais no exterior causa transtornos para muitos brasileiros que vivem na Itália. Este ano no país serão mantidas as sessões de votação nas duas sedes de jurisdições consulares, respectivamente em Milão, no norte, e em Roma, no centro do país. No entanto, foram suspensos outros dois locais de votação, um na cidade de Mestre/Veneza e o outro em Florença. Essas duas sessões fazem parte da daquelas que foram abertas pela primeira vez para as eleições presidenciais de 2018. Questionado pela RFI sobre o motivo que levou o governo brasileiro a reduzir os locais de votação no exterior, o Consulado do Brasil em Roma respondeu que “a decisão foi tomada pelo Cartório eleitoral do Exterior, em Brasília, e comunicada ao Ministério das Relações Exteriores”. A pergunta sobre quanto custa organizar seções eleitorais em Roma e Milão, o Consulado em Roma afirmou que “a informação está centralizada no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília”. A resolução prejudica os brasileiros que vivem no Vêneto e na Toscana, regiões do nordeste e centro do país com grande concentração de eleitores que antes contavam com locais de votação mais próximos. O mineiro Edson Silvério Cruz, 51 anos, vive na Itália desde o ano 2000. Ele mora em Florença, na região central da Toscana, e trabalha em uma agência de viagens e turismo. No setor turístico, domingo é um intenso dia de trabalho. “Para a gente conseguir tirar neste dia uma licença de folga não é fácil, entendeu? E tentar justificar isso para nossos chefes, é bem constrangedor.” diz Edson. Despesa por conta do cidadão À RFI, o Consulado do Brasil em Roma informou que: “Durante as eleições presidenciais, as cidades de Milão e Roma terão cada uma um único local de votação com diversas urnas. A jurisdição de Milão cuida das oito regiões do norte e a de Roma é responsável pelas 12 regiões do centro e do sul do país”. Os brasileiros que vivem distantes de Milão ou Roma têm que viajar pagando as próprias despesas para poder votar. Nas redes sociais, muitos eleitores brasileiros na Itália protestam contra a falta de auxílio dos consulados para o transporte até a seção de votação. Alguns estão organizando grupos para fretar ônibus e reduzir o custo da viagem para poder votar. É o caso dos brasileiros que vivem na Toscana. No ônibus fretado de Florença para Roma, cada passagem de ida e volta custa € 26, cerca de R$ 150. O preço é bem mais barato, considerando que só a passagem de ida e volta de trem custa cerca de € 90, quase R$ 500. Edson vai viajar de Florença para capital italiana no ônibus fretado pelos brasileiros. A distância entre as duas cidades é de 275 km, portanto 550 km ida e volta. Ele faz as contas: “Se não fosse essa possibilidade de o grupo de brasileiros ter organizado os ônibus para Roma, não sei se eu poderia ir votar. Além do valor da passagem de trem, é preciso passar quase um dia em Roma. Portanto, você tem que almoçar e que lanchar. Isso significa que a despesa de ida e volta de trem custaria mais de € 100, uns R$ 600. Isso tudo do meu bolso. Sem contar que, se eu não obtiver a licença para me ausentar, não serei remunerado pelo dia de trabalho”. Segundo Edson, o governo deveria ter mantido a seção de votação em Florença para facilitar milhares de eleitores brasileiros. “Quando me comunicaram, me senti como se eu tivesse sido deixado de lado. É como se eu não fosse um cidadão brasileiro também. Eu não vejo nada de mais trazer a urna para Florença, como foi em 2018. Nas eleições passadas tivemos a oportunidade de votar aqui.” Abstenção por motivos financeiros A professora Nair Aparecida Pires, 56 anos, vive na Itália desde 1994 e mora na cidade de Treviso, na região Vêneto, no nordeste do país. Segundo ela, o que está acontecendo é um desrespeito com o eleitor que já tinha transferido o título para Veneza/Mestre. “Na verdade, o consulado tinha orientado e aconselhava que a gente fizesse a transferência do título para Veneza. Agora o que resulta é que as pessoas daqui transferiram o título a seção eleitoral de Veneza, mas vão ter que votar em Milão. Isso acarreta o desgaste físico e financeiro. Porque não é pertinho e é muita despesa” explica a professora. Segundo ela, muitos brasileiros não vão votar por motivos financeiros. “Tenho dois filhos que votariam, mas a viagem de três pessoas da mesma família do Vêneto para Milão só com o objetivo de votar é uma despesa alta demais. Portanto, sou a única da família que vai votar. Tenho amigas brasileiras na mesma situação.” Direito e dever do voto Nair lembra que no Brasil expressar a preferência por um candidato através do voto é um direito, mas votar é obrigatório, portanto um dever. “O Brasil é um país democrático, porém o voto no Brasil não é tão democrático. O voto não é só um direito, é um dever. Portanto, sendo dever, as autoridades competentes têm a obrigação e fazer com que o cidadão tenha facilidade para poder votar. Porque é um dever, é uma obrigação.” A professora ressalta que é possível justificar a ausência do voto, mas muitas pessoas querem votar e não têm condições. Segundo ela, pode ser uma supressão do direito. “Dificultar a votação significa impedir o direito do cidadão de expressar sua escolha por um candidato. Portanto, a supressão de um direito democrático. Essa é a minha opinião e também de tantos brasileiros com quem eu tenho conversado.” “Medo de represálias” Junto com um grupo de brasileiros indignados com a redução das seções de votação na Itália, Nair lançou uma campanha na internet pedindo que a situação seja repensada e que as instituições levem em conta, em nome da inclusão, as mais diversas situações familiares e as despesas de viagem.  “A petição foi feita com o objetivo de ajudar a comunidade brasileira. Não foi com o objetivo de favorecer nenhum e nem outro candidato. Porque não é questão de partido, é questão de direito, direito e dever de voto. É para poder ajudar a comunidade a resolver as dificuldades, para poder participar desse momento cívico”, insiste.  Segundo a professora, muitos brasileiros não participaram da iniciativa porque temem represálias. “Muitas vezes as pessoas ficam com medo de assinar a petição. Muitos brasileiros que vivem aqui dizem que temem que a assinatura possa comprometê-los pessoalmente e que seus familiares possam sofrer represálias. Eles dizem: 'sabe como é, a gente está vivendo um momento tão difícil no Brasil'". Nair lamenta profundamente o temor dos brasileiros de se manifestar. “É terrível porque se nós vivemos em democracia não temos que ter medo de manifestar a nossa opinião. Sobretudo quando a nossa opinião vai ao encontro de um exercício cívico. O primeiro muro que temos que abater é o medo de falar, o medo de assinar uma petição. Não podemos ter medo de se manifestar e de pretender dos nossos governantes, dos nossos representantes, o que é o direito do povo. E também para que eles escutem a voz do povo, que veja as dificuldades do povo. Porque eles estão trabalhando para nós, não o contrário”.

Brasil-Mundo
Com fechamento de seções eleitorais, brasileiros na Itália fretam até ônibus para poder votar

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Sep 21, 2022 8:57


Nestas eleições presidenciais de outubro, os eleitores brasileiros no exterior são mais numerosos e enfrentam mais dificuldades para poder votar. O Tribunal Superior Eleitoral revelou que houve um crescimento forte do eleitorado brasileiro no exterior, em comparação à 2018. Em 2022, serão 697.078 eleitores aptos a votar fora do país, 40% a mais que há quatro anos. No entanto, o Itamaraty reduziu a quantidade de seções eleitorais fora do Brasil. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma Há eleitores brasileiros domiciliados nos cinco continentes, mas os países com maior número de votantes são: Estados Unidos (108.624), Japão (30.671), Portugal (30.431), Itália (20.972) e Alemanha (17.555). Nas eleições presidenciais há quatro anos, foram abertas 33 seções de votação em municípios diferentes das cidades onde estão sediadas as Embaixadas e Consulados brasileiros. Segundo o Itamaraty, isso serviu para “facilitar a cidadãos que residem em localidades distantes das sedes das repartições diplomáticas ou consulares o exercício de seus direitos cívicos”. Das 33 seções 'fora da sede' realizadas em 2018, 22 foram abertas pela primeira vez. Brasileiros na Itália Segundo o Instituto Nacional de Estatística Italiana (ISTAT), 50.666 brasileiros residem na Itália (dados de janeiro de 2021). A maioria (13.977) vive da região da Lombardia, no norte, onde está a cidade de Milão. Em segundo lugar está a região do Lácio, onde fica a capital Roma, que conta com 6.117 residentes brasileiros. Seguem o Vêneto (5.628), o Piemonte (4.896), Emilia Romagna (4.012) e a Toscana (3.852). A decisão do governo do Brasil de reduzir as seções eleitorais no exterior causa transtornos para muitos brasileiros que vivem na Itália. Este ano no país serão mantidas as sessões de votação nas duas sedes de jurisdições consulares, respectivamente em Milão, no norte, e em Roma, no centro do país. No entanto, foram suspensos outros dois locais de votação, um na cidade de Mestre/Veneza e o outro em Florença. Essas duas sessões fazem parte da daquelas que foram abertas pela primeira vez para as eleições presidenciais de 2018. Questionado pela RFI sobre o motivo que levou o governo brasileiro a reduzir os locais de votação no exterior, o Consulado do Brasil em Roma respondeu que “a decisão foi tomada pelo Cartório eleitoral do Exterior, em Brasília, e comunicada ao Ministério das Relações Exteriores”. A pergunta sobre quanto custa organizar seções eleitorais em Roma e Milão, o Consulado em Roma afirmou que “a informação está centralizada no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília”. A resolução prejudica os brasileiros que vivem no Vêneto e na Toscana, regiões do nordeste e centro do país com grande concentração de eleitores que antes contavam com locais de votação mais próximos. O mineiro Edson Silvério Cruz, 51 anos, vive na Itália desde o ano 2000. Ele mora em Florença, na região central da Toscana, e trabalha em uma agência de viagens e turismo. No setor turístico, domingo é um intenso dia de trabalho. “Para a gente conseguir tirar neste dia uma licença de folga não é fácil, entendeu? E tentar justificar isso para nossos chefes, é bem constrangedor.” diz Edson. Despesa por conta do cidadão À RFI, o Consulado do Brasil em Roma informou que: “Durante as eleições presidenciais, as cidades de Milão e Roma terão cada uma um único local de votação com diversas urnas. A jurisdição de Milão cuida das oito regiões do norte e a de Roma é responsável pelas 12 regiões do centro e do sul do país”. Os brasileiros que vivem distantes de Milão ou Roma têm que viajar pagando as próprias despesas para poder votar. Nas redes sociais, muitos eleitores brasileiros na Itália protestam contra a falta de auxílio dos consulados para o transporte até a seção de votação. Alguns estão organizando grupos para fretar ônibus e reduzir o custo da viagem para poder votar. É o caso dos brasileiros que vivem na Toscana. No ônibus fretado de Florença para Roma, cada passagem de ida e volta custa € 26, cerca de R$ 150. O preço é bem mais barato, considerando que só a passagem de ida e volta de trem custa cerca de € 90, quase R$ 500. Edson vai viajar de Florença para capital italiana no ônibus fretado pelos brasileiros. A distância entre as duas cidades é de 275 km, portanto 550 km ida e volta. Ele faz as contas: “Se não fosse essa possibilidade de o grupo de brasileiros ter organizado os ônibus para Roma, não sei se eu poderia ir votar. Além do valor da passagem de trem, é preciso passar quase um dia em Roma. Portanto, você tem que almoçar e que lanchar. Isso significa que a despesa de ida e volta de trem custaria mais de € 100, uns R$ 600. Isso tudo do meu bolso. Sem contar que, se eu não obtiver a licença para me ausentar, não serei remunerado pelo dia de trabalho”. Segundo Edson, o governo deveria ter mantido a seção de votação em Florença para facilitar milhares de eleitores brasileiros. “Quando me comunicaram, me senti como se eu tivesse sido deixado de lado. É como se eu não fosse um cidadão brasileiro também. Eu não vejo nada de mais trazer a urna para Florença, como foi em 2018. Nas eleições passadas tivemos a oportunidade de votar aqui.” Abstenção por motivos financeiros A professora Nair Aparecida Pires, 56 anos, vive na Itália desde 1994 e mora na cidade de Treviso, na região Vêneto, no nordeste do país. Segundo ela, o que está acontecendo é um desrespeito com o eleitor que já tinha transferido o título para Veneza/Mestre. “Na verdade, o consulado tinha orientado e aconselhava que a gente fizesse a transferência do título para Veneza. Agora o que resulta é que as pessoas daqui transferiram o título a seção eleitoral de Veneza, mas vão ter que votar em Milão. Isso acarreta o desgaste físico e financeiro. Porque não é pertinho e é muita despesa” explica a professora. Segundo ela, muitos brasileiros não vão votar por motivos financeiros. “Tenho dois filhos que votariam, mas a viagem de três pessoas da mesma família do Vêneto para Milão só com o objetivo de votar é uma despesa alta demais. Portanto, sou a única da família que vai votar. Tenho amigas brasileiras na mesma situação.” Direito e dever do voto Nair lembra que no Brasil expressar a preferência por um candidato através do voto é um direito, mas votar é obrigatório, portanto um dever. “O Brasil é um país democrático, porém o voto no Brasil não é tão democrático. O voto não é só um direito, é um dever. Portanto, sendo dever, as autoridades competentes têm a obrigação e fazer com que o cidadão tenha facilidade para poder votar. Porque é um dever, é uma obrigação.” A professora ressalta que é possível justificar a ausência do voto, mas muitas pessoas querem votar e não têm condições. Segundo ela, pode ser uma supressão do direito. “Dificultar a votação significa impedir o direito do cidadão de expressar sua escolha por um candidato. Portanto, a supressão de um direito democrático. Essa é a minha opinião e também de tantos brasileiros com quem eu tenho conversado.” “Medo de represálias” Junto com um grupo de brasileiros indignados com a redução das seções de votação na Itália, Nair lançou uma campanha na internet pedindo que a situação seja repensada e que as instituições levem em conta, em nome da inclusão, as mais diversas situações familiares e as despesas de viagem.  “A petição foi feita com o objetivo de ajudar a comunidade brasileira. Não foi com o objetivo de favorecer nenhum e nem outro candidato. Porque não é questão de partido, é questão de direito, direito e dever de voto. É para poder ajudar a comunidade a resolver as dificuldades, para poder participar desse momento cívico”, insiste.  Segundo a professora, muitos brasileiros não participaram da iniciativa porque temem represálias. “Muitas vezes as pessoas ficam com medo de assinar a petição. Muitos brasileiros que vivem aqui dizem que temem que a assinatura possa comprometê-los pessoalmente e que seus familiares possam sofrer represálias. Eles dizem: 'sabe como é, a gente está vivendo um momento tão difícil no Brasil'". Nair lamenta profundamente o temor dos brasileiros de se manifestar. “É terrível porque se nós vivemos em democracia não temos que ter medo de manifestar a nossa opinião. Sobretudo quando a nossa opinião vai ao encontro de um exercício cívico. O primeiro muro que temos que abater é o medo de falar, o medo de assinar uma petição. Não podemos ter medo de se manifestar e de pretender dos nossos governantes, dos nossos representantes, o que é o direito do povo. E também para que eles escutem a voz do povo, que veja as dificuldades do povo. Porque eles estão trabalhando para nós, não o contrário”.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Número de abstenções deve ser baixo nestas eleições

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022


Boletim da ALMG - Edição n.º 5471

Podcast Política - Agência Radioweb
Número de abstenção deve cair com o fim da pandemia

Podcast Política - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Sep 8, 2022 1:55


Em 2020 os eleitores ausentes — que historicamente giram em torno de 20% do total — ficaram na média em 30%, e em algumas cidades chegaram a 37%.

Conteúdo Brasil
Aumento no número de eleitores aptos para votar não diminui preocupação com abstenção e votos nulos

Conteúdo Brasil

Play Episode Listen Later Aug 31, 2022 1:52


Estadão Notícias
Por que as abstenções vem crescendo nas eleições?

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jul 6, 2022 27:26


As campanhas de Lula e Jair Bolsonaro estão preocupadas com algo que tem sido tendência nas últimas eleições: o alto índice de abstenção do eleitorado. Desde 2006, esse número só vem crescendo, e chegou à marca de 30 milhões de pessoas que não foram às urnas votar no atual presidente ou no seu adversário na época, Fernando Haddad (PT), em 2018. Um levantamento do Instituto Votorantim, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast, mostra que o desinteresse do brasileiro pelo voto cresce de forma lenta, gradual e consistente, sobretudo no Sudeste e nas maiores cidades do País. A taxa de eleitores que não foram às urnas nesta região passou de 17,2% para 21,6% no período entre 2006 e 2018.  Diante desse cenário, instituições de defesa do voto, artistas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem se engajado em campanhas para incentivar a politização das pessoas e mostrar a importância de escolher um representante nas urnas. O TSE, recentemente, lançou uma peça publicitária para atrair os jovens de 16 e 17 anos a tirar o título de eleitor. No Estadão Notícias desta quarta-feira, vamos falar sobre como as abstenções mexem com as eleições brasileiras, e o desafio das campanhas eleitorais em conquistar esses eleitores, com o cientista político Bruno Silva, pesquisador do Laboratório de Política e Governo da Unesp e diretor do Voto Consciente. Ouvimos também a organização Politize! e o projeto Meu, seu, nosso voto, cocriado pelo Instituto Aurora, Instituto Nossa Causa e Escola da Política. O Estadão Notícias está disponível no Spotify,Deezer,Apple Podcasts,Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Gabriela Forte e Ramiro Brites Montagem: Moacir Biasi See omnystudio.com/listener for privacy information.

Never by the Book
Own Your Flaws. Own Your Life. With Megan Absten

Never by the Book

Play Episode Listen Later Jun 11, 2022 42:18


Megan Absten is a former U.S. Paralympic Track & Field Athlete.  After losing her left arm in an ATV accident at the age of 14, she struggled with maintaining her mental health.  After many years of grief and healing and wondering ‘why me,' she's learned to own the body she's in. She approaches her disability with candor, humor, and practicality, using her experience and outlook to help others find hope and self-acceptance. We've titled this session with one of Megan's favorite mantras: Own Your Flaws. Own Your Life. @MeganAbsten InstagramYouTube: https://www.youtube.com/c/meganabsten/

TSF - Fórum TSF - Podcast
Fórum TSF: Chegou a hora de lidar a sério com o problema da abstenção?

TSF - Fórum TSF - Podcast

Play Episode Listen Later May 23, 2022


REC - Repórteres em Construção
41 – Jovens atores políticos: da abstenção ao ativismo

REC - Repórteres em Construção

Play Episode Listen Later May 7, 2022 21:27


Nunca tantos foram tão educados, andaram tantos anos na escola, tiveram acesso a tanto conhecimento. Mas, e depois? Que fazem com isso? Da ação consciente e militante à apatia curiosa, como é que juventude muda o mundo e constrói os amanhãs que deseja? Neste programa participaram Joana Barros e Verónica Oliveira, do Instituto Politécnico de […]

Convidado
Vitória de Macron: Abstenção e os votos na extrema-direita "estragaram a festa"

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 25, 2022 10:02


O centrista Emmanuel Macron foi reeleito, este domingo, Presidente de França, obtendo 58,55% dos votos na segunda volta das eleições, contra 41,45% obtidos por Marine Le Pen, a candidata de extrema-direita. No discurso de vitória, Emmanuel Macron prometeu responder à raiva de quem votou na extrema-direita e ao silêncio de quem não votou no seu programa eleitoral.  Anna Martins, chefe adjunta do ministro francês da Coesão Territorial e das Relações com as Coletividades Territoriais, mostra-se satisfeita com a vitória de Emmanuel Macron, porém admite que a abstenção e os votos obtidos pela extrema direita "estragaram a festa". RFI: Que análise faz da vitória de Emmanuel Macron? Anna Martins: Apesar de estar muito feliz com o facto de Emmanuel Macron ter ganho as eleições, reconheço que o facto de haver uma grande taxa de abstenção e de muitos franceses terem votado em Marine Le Pen estragou um bocadinho a festa. Sentimos que não houve uma adesão ao programa do candidato Macron, que muitas pessoas não votaram porque não se identificavam com o programa dos candidatos. Nesta eleição, verificou-se ainda uma “barragem” democrática republicana, que eu só posso evidentemente saudar e agradecer, mas que não resulta numa adesão política. Uma das minhas decepções é que não houve debate sobre o que deverão ser estes próximos cinco anos. A guerra na Ucrânia, a campanha que começou muito tarde acabaram por deixar algumas questões para trás. No discurso de vitória, Emmanuel Macron prometeu responder à raiva de quem votou na extrema-direita, levando em conta “as suas dificuldades”, assim como a quem votou nele para travar Marine Le Pen. A mesma promessa foi feita em 2017. Cinco anos depois, a extrema-direita obtém o melhor resultado, em cinquenta anos de tentativas para chegar ao poder. Marine Le Pen fala em “vitória esmagadora”. O que é que falhou? Falhou a comunicação. Houve mensagens que não foram passadas da melhor forma, algumas frases que também ecoaram de forma muito violenta. Está a referir-se à comunicação de Emmanuel Macron? Algumas palavras foram mal escolhidas, na minha opinião, ou pelo menos ecoaram no povo francês de forma negativa. Foram falhas de comunicação, mas ele também está a pagar o facto de ser uma pessoa honesta. Ele é muito franco e, por vezes, a frontalidade pode ferir as pessoas que não recebem a mensagem de forma positiva. Macron que chegou a ser acusado de ser o Presidente dos ricos.... Sim. Essa foi a imagem que o marcou desde 2017 por vir de um meio económico, por ter trabalhado num banco, mas há sempre críticas na história de qualquer candidato. Uns são criticados por estarem no sistema político já há trinta anos, não é o caso dele, ele é criticado por razões económicas. É preciso referir que ele não era o candidato com maior património, mas sim Valérie Pécresse. Ainda sobre o que falhou, Marine Le Pen optou por uma estratégia diferente da que tinha antes. Maquilhou bastante o programa para se fazer passar por uma candidata que já não é da extrema-direita, ela agora recusa ser identificada como tal, maquilhando também as suas medidas para não assustar tanto como tinha assustado no passado. O resultado também é devido a essa estratégia que, parcialmente, funcionou. Mas se no passado se dizia que os militantes da extrema-direita vinham do mundo rural e operário, estes resultados mostram que há outras franjas do eleitorado a votar hoje em Marine Le Pen. Que comentário lhe merece o novo mapa eleitoral da França que vota em Le Pen? Ela que venceu na Guadalupe e Martinica. Os votos obtidos por Marine le Pen no território do ultramar, vou começar por aí, são votos que eram do Mélenchon na primeira volta. O que noto é que eleitores que votaram na extrema-esquerda, na primeira volta agora, na segunda volta, votaram na extrema-direita, constatando que uma ponte pode ser feita entre as duas extremidades, o que é muito preocupante. No que se refere ao mapa eleitoral francês, acho que as coisas estão a mudar um pouco. Os jovens que têm menos estudos votam na extrema-direita e quem tem mais estudos vota em Emmanuel Macron. Estamos diante de duas franjas de eleitorado, uma que percebe rapidamente que as medidas que são propostas pela candidata Marine Le Pen são muito simplistas, escondem por vezes a realidade económica, social e  política, que é real. Há uma parte dos jovens, mas não só- os franceses de maneira geral- que vai muito facilmente acreditar nas fake news, em medidas simplistas e demagógicas, como foram algumas das medidas de Marine Le Pen. A candidata nem sequer explicou como é que iriam ser financiados os seus projectos. A fractura que eu vejo é mesmo sobre o nível de informação de uma primeira franja e também, do outro lado, de uma capacidade em entender -ou pelo menos interessar-se por assuntos que são muito mais complexos do que parece. Aliás, o debate da segunda volta mostrou um Presidente a tentar explicar de forma pedagógica, que alguns diriam arrogante, assuntos complicados e a dizer que algumas das medidas propostas por Marine Le Pen não poderão ser aplicadas. E do outro lado, tínhamos a candidata de extrema-direita que simplificou, dando erros até nos números que avançava. Fala-se numa fractura entre a França urbana e a França rural, numa fractura etária. Vários analistas afirmam que a França nunca esteve tão dividida, falam em três Franças. Ontem à noite, Jean Luc Mélenchon pediu aos franceses para votarem nele nas legislativas, falou numa terceira volta que permitiria sancionar o novo inquilino do Eliseu. Há quem equacione uma união à esquerda. Eric Zemmour apelou a uma união à direita.  Não obstante à vitória de Emmanuel Macron, o partido ‘République en Marche' parte com grandes dificuldades para as legislativas. Que cenário se pode vir a desenhar? Posso dizer, de forma quase certa, que o Presidente não terá a mesma maioria que teve em 2017. Uma maioria quase absoluta que lhe permitiu levar a cabo as reformas políticas sem qualquer dificuldade no parlamento. Este ano vai ser diferente. É difícil saber se o Mélenchon vai conseguir obter assim tantos votos, até porque as eleições presidenciais são diferentes das legislativas.  As presidências são eleições personificadas, o Mélenchon arrecadou muitos votos na pessoa dele, agora quando se vai votar no deputado de uma certa circunscrição é muito diferente. Não há aquela vontade de votar numa pessoa que é o presidente do partido, é um pouco diferente. Ele vai conseguir mais deputados, isso é certo, mas espero que o partido ‘Les Républicains' consiga ter um grupo mais forte do que teve no passado, conseguindo fazer uma aliança com o governo para contrabalançar o número reduzido de deputados do partido ‘République en Marche'. Nos próximos dias, Emmanuel Macron vai anunciar o nome do próximo ou da próxima primeira-ministra. Quem seria a pessoa certa para serenar o país até às legislativas? Ele já tinha dado algumas indicações, tinha dito que o primeiro-ministro teria também a pasta da ecologia. De forma muito pragmática, terá de ser um homem ou uma mulher que tenha essa vertente ecológica, uma vez que essa pasta é muito importante para o país. Parece-me muito complicado estar a designar um primeiro-ministro sem saber a cor política que terá a Assembleia porque não podemos governar sem a Assembleia. Portanto, há informações que dão conta que Jean Castex poderia ser nomeado de novo para esperar até às legislativas. Há também outros rumores que estão a dizer que poderá haver uma dissolução da Assembleia da República, mais cedo, para saber qual será a cor da maioria parlamentar e, portanto, em consequência nomear um governo que possa enquadrar-se nessa maioria porque vai haver também um equilíbrio no governo com diferentes cores políticas. Há algumas interrogações, em termos de calendário, mas também ordem para determinar a cor do governo e também da maioria. Teremos novidades no final da semana ou talvez no início da semana que vem. A abstenção nesta segunda volta fixou-se nos 28%. Desde 1969 que não se registava um número tão elevado. O que é que Emmanuel Macron precisa de fazer para voltar a unir o país? A abstenção foi colossal porque tivemos eleitores que não votaram porque não se identificavam com nenhum dos candidatos, mas também porque há um desinteresse dos franceses pela política, pela falta de opções políticas. Emmanuel Macron terá a responsabilidade de governar nos próximos cinco anos, mas terá que preparar as eleições em 2027 porque ele não se vai poder candidatar de novo. Ele já tem dois mandatos sucessivos, por isso ele vai ter que preparar a associação dele, no partido ‘République en Marche', mas também vai ter de trabalhar com os partidos de oposição para tentar devolver credibilidade aos partidos tradicionais, que ele próprio quase matou em 2017. Porque se não houver um candidato forte, da parte dele, em 2027 será um tapete vermelho para a extrema-direita. Ele vai ter de trabalhar o partido dele, mas também os partidos tradicionais para que possam de novo propor alternativas credíveis ao povo francês. 

Resposta Pronta
"Tudo pode acontecer. Abstenção é decisiva". A análise de Paulo Sande às eleições francesas

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Apr 24, 2022 7:26


A abstenção "beneficia claramente Marine Le Pen", antevê especialista em assuntos europeus. "Macron é um presidente muito odiado", com uma "impressionante pouca popularidade entre os jovens" See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Decepção de jovens deve elevar abstenção nas eleições francesas

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Apr 22, 2022 5:55


Jovens franceses reclamam de falta de diálogo com Macron e Le Pen e ameaçam alta abstenção no domingo.

Convidado
Presidenciais francesas: abstenção e votos em branco determinantes na segunda volta

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 22, 2022 11:36


Último dia de campanha eleitoral para as presidenciais francesas do próximo domingo. Na corrida ao Eliseu estão dois candidatos: Emmanuel Macron presidente-candidato do República em Marcha e Marine Le Pen candidata da União Nacional. As últimas sondagens apontam para uma vantagem de Emmanuel Macron com 54% dos votos contra 46% para Marine Le Pen. Todavia, o resultado de domingo depende em muito das intenções de voto do terceiro classificado na primeira volta, Jean-Luc Mélenchon, da abstenção e ainda dos votos em branco.  Analisamos os cenários em cima da mesa nesta segunda volta com Victor Pereira, investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. “Ao que parece e as sondagens apontam para esse cenário, Emmanuel Macron será reeleito. Esta campanha da segunda volta parece menos movimentada do que tinha sido a precedente, em 2017, onde houve os ‘Macron Leaks', surpresas e o debate que foi mais agressivo e com uma Marine Le Pen a mostrar uma certa incapacidade a lidar com uma figura presidencial de seriedade, conhecimento ao fundo das informações que tem que saber.  Esta nova campanha parece-me mais tradicional, com cada candidato a tentar mobilizar os seus próprios apoiantes e sobretudo do lado de Macron, temendo que as pessoas certas de que Macron vai ganhar, optem por não ir votar, subindo bastante o volume da abstenção. Também o “piscar de olho” às pessoas que não votaram neles [na primeira volta], como é o caso do eleitorado de Jean-Luc Mélenchon com os seus mais de 20%, que é um eleitorado bastante importante e, sobretudo, com uma indicação de voto de Mélenchon que é clara para ele, mas não é assim tão clara para outros. Ele disse que ninguém deveria votar Marine Le Pen, mas nunca disse de forma clara que as pessoas deveriam votar no Emmanuel Macron. Então, vê-se que Emmanuel Macron falou, várias vezes, de temas que ele pouco fala, por exemplo, da ecologia. Já falando de um primeiro-ministro que trataria dos assuntos da ecologia e da planificação ecológica.  A Marine Le Pen seguindo o caminho que já era o dela desde já há algum tempo, realçando a preocupação social, o poder compra, a protecção social e a defesa dos trabalhadores com um programa que, no entanto, para vários observadores, fica pouco claro e com medidas que talvez não sejam assim tão acertadas para proteger socialmente a população que vive em França". Houve, entre a primeira volta das presidenciais e a segunda volta, uma mudança de estratégia na campanha. Foram os resultados da primeira volta que acordaram o presidente-candidato para que na segunda volta estivesse no terreno e para que, efectivamente, conseguisse recuperar os votos de Jean-Luc Mélenchon? Falamos de uma percentagem muito elevada de eleitores que pode decidir esta segunda volta.  "Totalmente. Emmanuel Macron, sendo Presidente da República e presidente do Conselho da União Europeia num momento em que há uma guerra na Ucrânia, empregou pouco tempo na campanha.  De facto, agora, ele está plenamente na campanha. Ele chegou à frente [nos resultados da primeira volta das presidenciais], mas podemos pensar o seu resultado ao contrário: houve quase 70% da população que não voltou por ele. Isto é, um ex-presidente que não consegue reunir à volta dele 70% do eleitorado, o que é muito. Agora era preciso tentar convencer a pessoas que não votaram nele e algumas pessoas que votaram em partidos que são contra ele, que é o caso da Frente Nacional [actualmente União Nacional] ou da França Insubmissa de Jean-Luc Mélenchon.  Também há aqui uma questão importante, a legitimidade. Isto é, o que ele [Emmanuel Macron] pode temer é poder vir a ser mal-eleito. Imaginando que apenas vença com 51% ou 52% [da votação], o que seria pouco perante uma candidata como Marine Le Pen, e que a taxa de abstenção seja muito alta, faz com que ele neste processo tenha pouca legitimidade.  O que mudou muito durante esta campanha é que Jean-Luc Mélenchon, que foi um bocadinho a surpresa [da primeira volta], falou logo de uma “terceira volta”, que são as legislativas. Vão ser em Junho e um dos desafios de Emmanuel Macron é, não apenas ganhar estas eleições, mas depois, ganhar uma maioria em Junho". Dizem as sondagens que a abstenção será elevada e é provável também a existência de muitos votos em branco. Estes, representam uma população que, de alguma forma, manifesta não estar de acordo com os candidatos que estão a concorrer ao Eliseu. O que é que o vencedor pode fazer com estes dados?  “Já houve casos de eleições onde a abstenção foi muito alta. Foi por exemplo o caso em 1969 com Georges Pompidou, porque houve dois candidatos do centro e da direita que foram à segunda volta. Não havia ninguém da esquerda e grande parte do eleitorado da esquerda não votou e a abstenção foi muito alta. Isto não impediu  Pompidou de ter a legitimidade de ser presidente e de desenvolver a política que ele pensava melhor para o país.  Essa falha eventual de legitimidade vai ser importante nas legislativas, porque isto pode ser o ponto fraco dele [Emmanuel Macron]. Pessoas como o Jean-Luc Mélenchon, a Frente Nacional [actualmente União Nacional], a direita tradicional de Os Republicanos que teve um resultado muito baixo e também do Partido Socialista dificilmente vão falar nessa falta de legitimidade. Agora, nesta nova campanha [para as legislativas de Junho], se a abstenção agora for muito alta, muitos votos em branco, isso talvez vá condicionar a escolha estratégica do próximo primeiro-ministro. Muito provavelmente o actual primeiro-ministro vai demitir-se e ele vai nomear um novo primeiro-ministro ou uma nova primeira-ministra. Vai ser importante para ele conseguir um candidato no qual tenha confiança, que responda aos anseios do eleitorado que votou Macron e que seja capaz de ir além do seu próprio partido, dos seus apoiantes e de abranger uma franja maior da sociedade”. Há 20 anos, em França, aparecia a cara do Jean Marie Le Pen ao lado do Jacques Chirac. 20 anos depois a extrema-direita está banalizada, orgulhosa de si própria, retocada ‘dos diabos' que a assombravam. Pode, efectivamente, a extrema-direita chegar ao poder em França ou é a eterna imagem de ‘morrer à sede na beira da praia'? "Ainda não sabemos o resultado de domingo e as sondagens têm sempre muita dificuldade em conhecer bem os resultados da extrema-direita. O que vai muito provavelmente acontecer é uma ‘guerra' na União Nacional, o partido de Marine Le Pen. Já é a terceira vez que ela é candidata, o debate parece não ter convencido, muitas pessoas realçaram o facto que lhes parece que Marine Le Pen não quer governar, quer ser oposição mas não pretende governar.  Portanto, muito provavelmente, nas próximas semanas vai haver uma ‘guerra' dentro da Frente Nacional [actualmente União Nacional]. Uma coisa que mostra que há um mal-estar na Frente Nacional [actualmente União Nacional] é que muitos quadros importantes do partido deixaram o partido de Marine Le Pen, fazendo muitas vezes juízes negativos sobre a própria Marine Le Pen. A própria sobrinha, Marion Maréchal Le Pen, muitas vezes apresentada como a sua sucessora, também deixou o partido, o que torna a resposta à pergunta mais difícil, porque não sabemos bem que extrema-direita vamos ter daqui a cinco anos". Se, no domingo, Marine Le Pen vencer as eleições é por mérito próprio ou por demérito de Emmanuel Macron?  Ou será, também, por culpa da própria esquerda e da direita tradicional que não se souberam organizar para este escrutínio? Qual é a sua opinião? "Não é o cenário mais provável, mas o principal mérito de Marine Le Pen é chamar-se Le Pen, que é um mérito bastante limitado, no sentido que ela granjeou a fama e a reputação do pai. Ela tentou ‘desdiabolizar' o partido, banalizá-lo... nem sei se o mérito foi dela ou da parte dos media que agora dão a palavra a pessoas que têm um discurso muito radical. Parece-me que é mais uma influência da transformação do campo mediático.  Se ela ganhar será um fracasso não apenas do Emmanuel Macron, pelos cinco anos do Governo, mas também de uma classe política francesa. Desde os anos 80 que a Frente Nacional tem resultados muito importantes e desde essa altura que os homens políticos e as mulheres políticas dizem que isto é um sinal de angústia, de mal-estar, de um problema entre a classe política francesa e a população. Por isso acho que seria um fracasso de dezenas até de centenas de pessoas neste país".  Mas também não há aqui um problema da direita tradicional e da esquerda, porque na verdade, olhando para os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, se a esquerda se tivesse unido teria conseguido passar à segunda volta.  "Sim, mas a esquerda francesa, como várias esquerdas na União Europeia, é muito dividida, há divisões muito fortes e históricas. A esquerda francesa sempre foi dividida". Se Emmanuel Macron vencer [as eleições presidenciais] é porque efectivamente a maioria dos franceses aprova a sua governação ou é porque a maioria dos franceses prefere um mal menor? "Não me parece que a maioria concorde com o programa dele e que apoie as ideias que ele tem para o futuro e o que ele fez. Se ele ganhar é porque muitas pessoas, nomeadamente da esquerda e da direita dita republicana, votaram nele porque nunca votariam em Marine Le Pen e vêem nele um mal menor".

Reportagem
Desmotivados para o 2° turno, jovens franceses se dividem entre bloqueio da extrema direita e abstenção

Reportagem

Play Episode Listen Later Apr 21, 2022 6:46


Eles têm menos de 30 anos e representam o futuro da França, segundo os próprios candidatos à presidência. No entanto, não escondem a decepção com os partidos políticos tradicionais e podem novamente protagonizar uma grande abstenção nas urnas no próximo domingo (24). Outros pretendem atender à convocação de barrar a extrema direita e votar no presidente Emmanuel Macron, mesmo insatisfeitos com o seu governo. A RFI saiu às ruas de Paris para ouvir a opinião e a expectativa de jovens eleitores. Daniella Franco, da RFI Mais de 40% dos eleitores franceses com menos de 34 anos não votaram no primeiro turno da eleição presidencial francesa, no dia 10 de abril - a faixa etária com maior taxa de abstenção no pleito. No segundo turno, o fenômeno pode se repetir, principalmente porque o candidato preferido da juventude francesa, Jean-Luc Mélenchon, do partido da esquerda radical França Insubmissa, está fora da disputa. Mélenchon obteve o terceiro lugar no primeiro turno, com 21,95% dos votos, ficando por pouco atrás de Marine Le Pen, que conseguiu 23,15%. Se dependesse dos jovens, Mélenchon teria desbancado até mesmo o presidente-candidato Emmanuel Macron (27,84%) e ficado em primeiro lugar. Na faixa etária de 18 a 24 anos, o candidato da esquerda radical obteve 31% dos votos; 34% entre os eleitores de 25 a 34 anos. Mas como será que os jovens votarão no segundo turno? Poucos são os que irão às urnas por convicção. As opiniões se dividem entre o voto útil, para barrar a extrema direita, e a abstenção, já que na França o voto não é obrigatório. É o caso de Meissa, de 19 anos, apostou em Mélenchon no primeiro turno e diz que a decepção com o resultado foi tão grande, que já decidiu se abster no domingo. “Na minha opinião, Macron está afundando a França, foi isso o que vimos nos últimos anos. E eu não gosto do programa da Marine Le Pen, ela é muito extremista. As pessoas dizem que vão votar no candidato ‘menos pior', mas para mim não tem condições. Eu não quero nenhum dos dois como presidente e prefiro nem votar”, diz. Ao lado dela, a amiga Nawelle discorda desta atitude. A estudante se diz insatisfeita com o resultado do primeiro turno e atribui a responsabilidade aos abstencionistas. “O voto deveria ser de interesse de todos. Mas os jovens na França não se implicam na política, pensam ser uma preocupação apenas das pessoas mais velhas. E é o contrário, escolher seu representante tem um forte impacto na sociedade”, afirma Nawelle, que apostou em Mélenchon no primeiro turno e vai votar em Macron “para evitar Marine Le Pen”. Hazir, de 21 anos, também não esconde a decepção por Mélenchon não ter passado para o segundo turno. Por isso, a motivação para votar no domingo, não é das maiores. “Quando eu vi os resultados do primeiro turno, não me animei a votar no segundo. Não queria dar meu voto para Macron, e muito menos para Le Pen. Mas, nos últimos dias, tenho acompanhado as discussões nas redes sociais e estou pensando em votar no Macron, porque ter uma presidente de extrema direita é inaceitável", diz. Contra a extrema direita Apesar de lamentar a derrota de Mélenchon, para William, de 22 anos, não há dilema. Segundo ele, o principal objetivo agora é impedir que Marine Le Pen seja a próxima presidente da França. "É importante ir votar para que a extrema direita não vença, especialmente para mim, que sou minoria. Tenho medo do que pode acontecer conosco se Marine Le Pen chegar ao poder. Por isso é necessário nos mobilizarmos e votarmos no Macron, mesmo sem estar de acordo com seu programa e insatisfeito com o seu governo", explica o jovem negro. O discurso é o mesmo de Margaux, de 28 anos, que escolheu o candidato ecologista Yannick Jadot no primeiro turno e vai votar no “menos pior” no próximo domingo. “Pelo menos Macron respeita o Estado de direito e vai preservar as instituições, o que não é o caso de Marine Le Pen. Então, eu prefiro manter o status quo do que ir em direção a um sistema antidemocrático”, justifica. Por outro lado, Margaux faz duras críticas à campanha e à atitude dos candidatos que passaram para o segundo turno. “A maioria das pessoas do meu círculo irão às urnas no domingo, mas o problema é que elas não se sentem representadas. Achamos que a campanha foi de baixo nível, teve muita polêmica sobre imigração e acabamos não falando sobre ecologia, por exemplo, uma grande preocupação nossa”, aponta. Voto por convicção Mas nem todos os jovens lidam com o dilema do voto útil. Viken, de 20 anos, apostou no conservador Jean Lassalle no primeiro turno e, no próximo domingo, vai votar em Macron por convicção. “Eu sei que tem muita gente chateada de ter que fazer isso para barrar a Le Pen, mas eu quero votar no Macron por convicção. Ele não prejudicou muito a minha família, então, tudo bem”, avalia. No entanto, o estudante lamenta que os candidatos, em geral, não tenham conseguido conversar com os jovens. Para ele, isso justifica a abstenção entre os menores de 34 anos. "Eu não deixei de ir votar no primeiro turno, mas compreendo quem tomou essa decisão. Acredito que os jovens não foram suficientemente mobilizados ou levados em consideração. Apenas Mélenchon conversou com os jovens, os outros candidatos deixaram a juventude de lado”, aponta. A falta de interesse dos candidatos pelos jovens repercute nas novas gerações. As amigas Inaya, de 17 anos, Ingrid e Christelle, ambas de 15 anos, ainda não têm idade para votar. Mas, para elas, ir às urnas "não serve para nada".  "Nos bairros populares de Paris e em outras grandes cidades como Marselha, Toulouse, Lille, foi Mélenchon quem venceu, mas ele foi eliminado no primeiro turno. E isso não é justo. Nós, por exemplo, queríamos que Mélenchon ganhasse. Mas pouco importa o que pensamos. Os presidentes não estão nem aí para a gente. Eles fazem o que bem entendem e fim", afirma Inaya, citando como exemplo o projeto de Marine Le Pen de proibir o véu no espaço público. "Se ela ganhar, meu Deus! Estou ferrada! Vai ser o fim para mim", diz ela apontando para seu hijab. Já Ingrid expressa sua revolta com a escolha de Macron pela maioria dos franceses. "Eu realmente não entendo. Tinha tanta gente reclamando dele, dizendo que seu governo nos maltratou, etc, mas no final, vamos acabar com mais cinco anos da mesma coisa. Se eu pudesse votar, sinceramente, não iria às urnas no segundo turno", afirma. Diabolização da extrema direita Para Mayeul, de 27 anos, se abster no próximo domingo é impensável. Ele apostou no ultraconservador Eric Zemmour no último 10 de abril e vai votar em Marine Le Pen no segundo turno. No entanto, ele discorda em classificar seu posicionamento como extrema direita, preferindo o termo "patriota". “Acredito que, como eu, há muitas pessoas que são contra essa atual política de imigração, que abre as portas para mais estrangeiros e não se concentra naqueles que já estão aqui e que talvez estejam passando por dificuldades. Mas as mídias impõem a necessidade de ajudar todo mundo, o que é uma coisa boa, mas não é possível”, pontua. Mayeul não poupa críticas à imprensa francesa, a quem atribui a manipulação dos eleitores e a diabolização de Zemmour e Le Pen. Para ele, o mutirão da frente republicana para evitar o voto na extrema direita é “uma besteira”. “Essa barragem é algo que já vimos há cinco anos e não me surpreende que isso volte a ocorrer. As pessoas não se dão nem ao trabalho de ler os programas dos candidatos. Os franceses agem frequentemente como se fossem gado, porque alguém ou as mídias lhes disseram para fazer isso ou aquilo. Eles não querem perder tempo conhecendo as propostas. Mas, para mim, isso não é perda de tempo. Eu penso que se soubermos votar, podemos evitar cinco anos de sofrimento”, defende. 86% dos eleitores sabem em quem votarão Por enquanto, todas as pesquisas de intenção de voto continuam apontando para a reeleição de Macron. Mais de 70% dos eleitores afirmam que irão votar no domingo, entre os quais 86% já fizeram sua escolha. No entanto, especialistas são céticos sobre a participação dos jovens e apostam em uma alta abstenção entre os eleitores com menos de 30 anos no próximo domingo. 

Um pulo em Paris
Eleição presidencial francesa: Le Pen se aproxima de Macron nas pesquisas e incertezas marcam último dia de campanha

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Apr 8, 2022 12:32


Essa pode ser a eleição presidencial francesa mais incerta dos últimos anos. O suspense devido ao crescimento da líder da extrema direita Marine Le Pen nas pesquisas, à previsão de recorde de abstenção, além do apelo de candidatos pelo voto útil, marca o último dia de campanha antes da votação de domingo (10). Daniella Franco, da RFI As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que a diferença diminui entre o presidente Emmanuel Macron (República em Marcha), que tenta se reeleger, e a líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen (Reunião Nacional). Divulgada na tarde desta sexta-feira (8), a projeção do Instituto Harris Interactive Toluna aponta que Macron tem 27% das intenções de voto, contra 24% de Le Pen. Em terceiro lugar, chega o candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa), com 18%. O outro representante da extrema direita, Eric Zemmour, está em quarto lugar, com 8,5% dos votos, seguido da conservadora Valérie Pécresse (Os Republicanos), com 8%. Apelo ao voto útil No entanto, as pesquisas também mostram que o grande volume de eleitores indecisos – cerca de 32% – pode mudar o rumo dos resultados e trazer surpresas. Não é à toa que alguns candidatos vêm apelando ao voto útil, principalmente Jean-Luc Mélenchon e Marine Le Pen. Extremamente fragmentada, a esquerda francesa teve dificuldades para mobilizar o eleitorado e concentrar os votos em uma candidatura única. Para tentar encontrar um representante de todas as orientações, militantes chegaram a organizar as chamadas “primárias populares” no final de janeiro, que deu vitória à ex-ministra Christiane Taubira. No entanto, os outros candidatos progressistas se recusaram a aceitar a proposta. No total, a esquerda tem seis representantes nessa eleição presidencial francesa. O mais popular deles é Jean-Luc Mélenchon, que concentra entre 17% e 18% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas. Em seguida, entre os candidatos progressistas, está o ecologista Yannick Jadot, que tem 5% das intenções de voto. Ele é seguido do comunista Fabien Roussel (3%), da socialista Anne Hidalgo (2%), de Nathalie Arthaud, do partido Luta Operária (1%) e o representante do partido anticapitalista Philippe Poutou (1%). Observando essa divisão, Mélenchon vem tentando convencer os eleitores de esquerda a abandonarem o voto por convicção, em candidatos sem chance de ir para o segundo turno, em prol de uma escolha por orientação ideológica. A estratégia tem dado certo: o líder do partido França Insubmissa deu um salto nas pesquisas nas últimas semanas, passando do quinto para o terceiro lugar e desbancando Zemmour e Pécresse. Quem também aposta no voto útil é Marine Le Pen. Em segundo lugar nas pesquisas, ela vem diminuindo a diferença de pontos com Macron. A líder do Reunião Nacional vem apelando aos eleitores da direita e principalmente de Zemmour. Analistas políticos apostam que, caso Le Pen obtenha parte dos votos dos ultraconservadores, ela poderia até chegar em primeiro lugar no primeiro turno. Abstenção deve ser a grande vencedora As pesquisas também apontam para uma provável abstenção recorde no domingo. Alguns institutos calculam que 30% dos eleitores da França não deva ir votar – algo inédito em um primeiro turno de uma eleição presidencial no país. De fato, o cansaço com a classe política, a provável repetição do cenário de 2017 -  Macron e Le Pen no segundo turno –, além do desgosto com o atual governo, desmotivam os eleitores. Esse, aliás, é um dos motivos que levam o chefe de Estado francês a recuar nas pesquisas. Macron não conseguiu se desvencilhar da imagem de “presidente dos ricos”, e vem acumulando críticas pelo mau gerenciamento da crise dos 'coletes amarelos', as contradições das medidas adotadas durante a pandemia, a queda do poder aquisitivo da população mais desfavorecida nos últimos anos e a proposta de passar para 65 anos a idade mínima para a aposentadoria. Outro fator que pode mudar o rumo dos resultados é a desconfiança dos eleitores nas pesquisas de intenção de voto. Principalmente após o trauma de 2002, quando o então candidato da extrema direita Jean-Marie Le Pen conseguiu, ao contrário do que apontavam todas as sondagens, desbancar o socialista Lionel Jospin, e ir para o segundo turno. Outras votações que tiveram resultados inesperados nos últimos anos – como o referendo do Brexit, as eleições de 2016 nos Estados Unidos que deram a vitória ao Donald Trump – também incitam essa desconfiança nas pesquisas de intenção de voto na França. De fato, se os indecisos e os abstencionistas resolverem se mobilizar no próximo domingo, o resultado pode trazer surpresas. E alguns analistas já não descartam a hipótese de Marine Le Pen ser a próxima presidente da França.

DW em Português para África | Deutsche Welle
4 de Março de 2022 – Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Mar 4, 2022 19:55


Forças russas atingem maior central nuclear da Europa. Uma explosão seria "10 vezes maior do que Chernobyl", alerta chefe da diplomacia ucraniana. Abstenção de Angola e Moçambique sobre invasão russa é "bastante ponderada", diz especialista ouvida pela DW. Em Moçambique, RENAMO acusa forças de segurança de fomentar informações falsas sobre ressurgimento da Junta Militar.

RFM - Informação Privilegiada
ENTREVISTA À ABSTENÇÃO EM PORTUGAL

RFM - Informação Privilegiada

Play Episode Listen Later Feb 1, 2022 4:08


Mais um conceito abstracto: a Abstenção-em-Portugal fala, na primeira pessoa, da dificuldade em perder volume.

JE Notícias
"Especial Legislativas". Projeções apontam para abstenção abaixo da registada em 2019 | O Jornal Económico

JE Notícias

Play Episode Listen Later Jan 30, 2022 0:39


A abstenção atingiu um valor recorde de 51,4% nas últimas legislativas em 2019.

Renascença - Conversas Cruzadas

José Alberto Lemos, Nuno Botelho e Eduardo Baptista Correia na análise do risco da abstenção, debate Costa Vs Rio e tensão Nato Vs Rússia.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Governo Sombra: “Com taxa de abstenção prevista entre 70% e 80% nas presidenciais, está tudo em aberto”

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Jan 16, 2021 54:56


Outra vez fechados e com os números da pandemia fora de controlo, o recente confinamento pode ter um papel na eleição do próximo Presidente da República. O candidato presidencial, Vitorino Silva, alertou, já em setembro de 2020, para a falta de sensatez na realização de eleições durante o inverno (altura mais aguda para o contágio). E a previsão confirma-se. Ricardo Araújo Pereira afirma que uma possível alteração de data esbarra na Constituição, já Pedro Mexia defende que por se tratar de uma reeileição cujo resultado parece certo, com o alargamento do universo eleitoral aos portugueses residentes no estrangeiro e ainda a pandemia, o efeito conjunto destas variáveis pode aumentar a abstenção a níveis nunca vistos e ter influência nos resultados. João Miguel Tavares reforça que em Portugal há uma resistência histórica em fazer diferente. O programa, moderado por Carlos Vaz Marques, foi transmitido na SIC Notícias no dia 15 de Janeiro See omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícia no Seu Tempo
Metrópole: Japão identifica nova cepa de vírus em brasileiros, abstenções na Fuvest crescem na pandemia

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jan 11, 2021 3:01


Confira os destaques do caderno Metrópole do Estadão desta segunda-feira (11/01/21)See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Expresso da Manhã
O que podemos esperar de umas presidenciais que ameaçam bater o recorde de abstenção?

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 3, 2020 16:05


Ricardo Costa e Ângela Silva debatem o peso da abstenção, falam da campanha de Marcelo e dos outros candidatos, analisam a força que podem ter os debates televisivos e olham para as dificuldades do próximo mandato presidencial See omnystudio.com/listener for privacy information.

Passando a Limpo
Abstenção surpreende e bate recorde de não votantes

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later Nov 30, 2020 54:50


Passando a Limpo: O percentual de brasileiros que deixou de votar no segundo turno das eleições municipais de 2020 chegou a 29,47%, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitora, ministro Luís Roberto Barroso. A bancada desta segunda-feira (30) - composta por Jamildo Melo, Igor Maciel e Ivanildo Sampaio - debateu o assunto com a colunista Eliane Cantanhêde.