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As sombras poéticas de Regina Pessoa estreiam-se no teatro. Aquela que é uma das mais célebres figuras do cinema de animação contemporâneo português e europeu desenhou um carnaval de animais para o espectáculo musical "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] que está no Festival Off Avignon. A obra foi criada por Erik Satie há mais de um século e era composta por peças musicais com textos surrealistas. Agora, Regina Pessoa desenhou um bestiário inquieto e radical, inspirada pelo impacto das alterações climáticas. "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] é apresentada como uma ֶópera de bolso visual e é feita a partir de um trabalho de 1914 do compositor e pianista francês Erik Satie. Mais de um século depois, chega ao Festival Off Avignon uma adaptação encenada por Hervé Tougeron, com composição musical de Catherine Verhelst e ilustrações de Regina Pessoa. Erik Satie desenhava com notas musicais, Regina Pessoa desenha com sombras inquietas. Originalmente, as peças falavam, de forma surrealista, de actividades de lazer da burguesia do início do século XX, como, por exemplo, a caça, o golfe, o ténis e o jogo da cabra-cega. Agora, Regina Pessoa partiu de uma das maiores preocupações do século XXI, as alterações climáticas, para imaginar e desenhar animais em poses e planos inesperados, que adoptam “um certo radicalismo nas suas atitudes porque já não têm nada a perder”. RFI: Como é que descreve esta obra “Sports et Divertissements”? Regina Pessoa, Realizadora de cinema de animação: “Foi algo que eu quis mais surpreendente, fresco e, de certa forma, reinventar o meu trabalho porque já tenho uma carreira, estou nos 56 anos e, às vezes, uma pessoa precisa de dar uma mexida, sobretudo, porque eu tive uma doença grave, recente, e senti essa necessidade de me reinventar, até para reganhar confiança porque essa doença abalou a minha autoconfiança.” Reconhecemos que é a Regina Pessoa quem fez estes desenhos porque tem um estilo quase inconfundível no mundo da animação. É a primeira vez que trabalha, entre aspas, para o teatro? “É a primeira vez. A proposta surgiu... Como eu disse, eu tive uma doença grave e é claro que isso abala fisicamente e psicologicamente. Eu tinha um projecto, e tenho, de fôlego, mas achei que iria exigir de mim uma energia e uma força emocional que eu ainda não tinha restabelecido e, por coincidência, recebi várias encomendas de trabalho de curta duração. Isso permitiu manter-me artisticamente activa e permitiu-me também algo importante que era um desapego, de certa forma, emocional com o projecto. Um desses projectos foi precisamente ‘Sports et Divertissements'. Foi uma companhia francesa dedicada ao ‘spectacle vivant' que me pedia uma série de ilustrações sobre as peças ‘Sports et Divertissements' de Erik Satie, que são 19 peças com canto lírico - porque no ano passado foi o centenário da morte do Erik Satie e eles queriam essas ilustrações para projectar durante a sua actuação musical. Eu gostei muito do projecto. Era um projecto mais leve, era um projecto engraçado. As peças do Erik Satie têm letras, para o tal canto lírico, para serem cantadas e as letras são pequenas histórias completamente absurdas e ‘Dada'. O projecto era mal pago e, normalmente eu diria que não, mas era muito interessante e as pessoas eram muito simpáticas e eu resolvi aceitar e pensei: eu posso fazer o que me apetecer e apeteceu-me fazer animais como personagens.” As peças de Erik Satie, esses poemas breves, não falam em animais. Como é que se lembrou dos animais e como é que escolheu os animais para cada poema? “Foi algo que me veio à cabeça ao assumir essa liberdade. Não sei porquê, vá-se lá saber, a inspiração tem dessas coisas. Apeteceu-me usar animais e acho que veio, talvez, de uma das peças que é ‘collin-maillard', que é ‘a cabra-cega'. Eu resolvi fazer esse jogo de palavras e imagem, porque em português esse jogo é a cabra-cega e eu apeteceu-me fazer uma cabra com uma venda nos olhos. Acho que foi esse, aliás, o primeiro desenho que eu fiz. Foi esse. Foi a partir daí que resolvi fazer todos com animais.” Há uma qualquer memória folclórica do mundo rural português neste carnaval dos animais da Regina Pessoa? “Eu não o conheço a não ser pelo nome dos jogos e das lengalengas. Um dos jogos, brincadeiras de criança é precisamente a cabra-cega. Mas eu lembro-me de outra, de algumas lengalengas, daquela quando se tem que escolher alguém num grupo. Havia uma que era: ‘Meu rim, meu rato, não tens bota nem sapato. Quem morreu foi o meu rato.' Há muitas lengalengas que falam de animais e é, se calhar, isso que também influenciou.” Lengalengas portuguesas? “Portuguesas.” Os desenhos voltam a um estilo de gravura expressionista, com contrastes, sombras, uma dimensão quase psicológica nos animais, mas também muita irreverência. Reconhecemos a sua linha, o seu estilo. Como é que se inspirou para estes desenhos antropomórficos? “Neste momento, a minha grande preocupação existencial são as alterações climáticas. Eu acho que era isso que deveria estar no centro da reflexão colectiva e não estas distracções que temos porque é tão flagrante as alterações climáticas cada ano mais acentuadas. Isso deveria ocupar-nos, unir-nos nesse combate e não é o que está a acontecer. No entanto, as maiores vítimas são os animais que não têm culpa nenhuma. São vítimas inocentes. Então, também talvez seja uma das razões que eu resolvi usar animais como personagens e usá-los numa atitude que a minha sensação era que os animais estão a dizer: ‘Eu não tenho nada a perder'. Daí essa atitude radical porque os animais são assim, não é? São honestos na sua crueldade e na sua fidelidade, também na lealdade. Eu explorei essa atitude de honestidade animal ao máximo que eu podia, um certo radicalismo nas suas atitudes de que eles não têm nada a perder como o mundo está. E depois, além disso, este colectivo, o que eles gostariam que eu tivesse feito era animações, mas não tinham orçamento para isso. O orçamento que eles tinham daria para meia dúzia no máximo de ilustrações e não para 19 como eu fiz. Como eles gostariam de animações, eu tentei transmitir movimento aos animais e eles estão como um ‘snapshot' do movimento. Eles estão implicitamente em movimento.” É diferente desenhar para o cinema e desenhar para uma projecção que vai interagir com actores e com músicos ao vivo? “Não faço ideia porque não vi o espectáculo, portanto não sei. Não faço ideia como é que funciona. Apenas posso confiar no relato da equipa de músicos que me encomendou o trabalho, que funcionou muito bem e que as pessoas gostaram muito das ilustrações que eu fiz, que mesmo estando paradas, parecia que estavam a mexer. E depois ponho-me a pensar se não será melhor assim porque se houvesse movimento, se houvesse animação, penso que a atenção do espectador iria perder-se entre a projecção em movimento e a actuação dos músicos que é o centro de interesse, não é? Portanto, se calhar é melhor que sejam ilustrações e não animações para potenciar a atenção na música, que é o centro da peça ou das peças, não é?” Mas a sua ilustração também está no centro da peça. Em 1914, quando a obra foi foi feita por Erik Satie, a obra associava a música e os desenhos de Charles Martin e o autor falava, de forma poética e irónica, em “publicação constituída por dois elementos artísticos: o desenho e a música. A parte do desenho é figurada por traços. A parte da música por pontos, pontos negros.” Ora, o desenho é tão importante quanto a música, não é? “Num filme é isso que acontece. Muitas vezes, esquecemos a banda sonora que está presente, é invisível, mas está tão presente como a imagem. Calculo que na visão deste colectivo que me encomendou os trabalhos, isso também seja assim. Será como um filme ao vivo, digamos, composto pela imagem e pela música, embora eu ache que, neste caso, como eles estão a actuar ao vivo, a música será o factor mais importante. Mas é como um filme, é composto pela parte sonora e pela parte visual.” Um espectáculo de teatro é, por definição, efémero, mas aqui há uma parte que fica que são os seus desenhos. As suas ilustrações estão feitas e vão ficar, não é? “Sim e de tal forma que, quando eu acabei a encomenda, gostei muito dos meus animais e estou a desenvolver um outro projecto. Gostei de trabalhar e de desenvolver este bestiário e estou a desenvolver agora um projecto meu de filme, não tem nada a ver com a encomenda que recebi, é algo novo, mas os personagens são animais e as alterações climáticas estão implícitas. O pesadelo vivo que é o mundo neste momento a nível das alterações climáticas em que vivemos e que os animais são as principais vítimas foi o que me motivou a fazer todo este trabalho.” Nesse pesadelo de que fala no que toca às alterações climáticas, a arte, a ilustração, o teatro podem ter um papel com mais impacto do que o trabalho propriamente político? “Não sei se com mais impacto. Eu não tenho qualquer perfil panfletário político. Não tenho esse perfil, gostaria de ter, mas não tenho. O que eu sei fazer é desenhar, tentar transmitir conteúdos ou mensagens através dos meus desenhos, das minhas composições. Portanto, essas são as minhas armas que eu sei usar, se eu soubesse usar outras, usaria outras. Mas como sei usar isto e só sei usar isto, é isso que eu estou a tentar. Eu penso que esse é o papel da arte ou de qualquer meio: usar com honestidade as armas que se possui para alertar ou denunciar ou chamar a atenção para a urgência deste momento em que vivemos. Antes, a arte e a cultura eram reservadas a um nicho elitista e, neste momento, está muito mais democratizado, portanto, tem possibilidades de alcançar um espectro mais largo de público. Penso que a arte e a cultura podem alertar, podem ser úteis na denúncia e no alertar desta emergência, tal como outras áreas, mas nós somos artistas, é isto que sabemos fazer e acho que devemos reflectir sobre isto através dos nossos trabalhos, das nossas criações.” A Regina Pessoa está habituada aos festivais de animação, nomeadamente o Festival de Annecy, em França. Recentemente também esteve no Festival de La Rochelle, mas o Festival de de Avignon é algo novo? “É a primeira vez que trabalhos meus estão num festival de teatro de artes performativas. Eu e o Aby [Feijó] somos um duo, uma parceria, uma parelha criativa e nós sempre tentámos, com o nosso trabalho, cruzar públicos. Um dos exemplos é que sempre que acabamos um filme, organizamos uma exposição, como nós fazemos curtas-metragens e as curtas-metragens têm um mercado muito limitado, fazendo uma exposição, alargamos o espectro do público. Por outro lado, para tirar o filme do ecrã, porque o público vai ver uma exposição, não é o mesmo necessariamente que ver um filme. É a primeira vez que trabalhos meus estão no Festival de Avignon, mas não é a primeira vez que temos esse tipo de atitude de cruzar públicos e gostava que isso acontecesse mais vezes.”
Que canção é Um Conhé Certinhos?
Carlos Iribarren | Tras un primer capítulo dedicado a los mejores sinfonistas portugueses de los siglos XIX y XX, hoy completamos nuestra serie con la segunda entrega, donde podemos escuchar las obras de 3 autores: el contemporáneo Luis Cipriano y 2 compositores que forman parte del panteón de ilustres de la música orquestal lusa, Fernando Lopes-Graça y Joly Braga Santos. Su música es realmente emotiva y contiene momentos con una tensión dramática que estamos seguros de que te va a conmover. Carlos y Mario comentan las obras y detalles de las vidas de estos 3 autores para que nos acompañes en un nuevo episodio sinfónico de Hoy Toca, el programa de Clásica FM que te quiere sorprender.
Entre 36 a 38 horas: este é o tempo que desde bebés até aos 11 anos, as crianças levam semanalmente nas creches e escolas em Portugal. O que está por trás destes números?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sobre um conjunto de fontes que documenta um momento de formação sobre a integração da Inteligência Artificial (IA) no ensino, apresentando projetos pedagógicos de diversos grupos de docentes. O texto detalha a aplicação de ferramentas como o ChatGPT, Gamma, NotebookLM e GeoGebra na criação de recursos didáticos personalizados, abrangendo áreas desde a matemática e ciências naturais até à poesia e educação especial. As apresentações focam-se na melhoria da aprendizagem através de metodologias ativas, como a aula invertida, e na resolução de desafios logísticos, como a otimização de espaços escolares. Além das aplicações práticas, os docentes refletem sobre as implicações éticas, a necessidade de regulamentação interna nas escolas e a importância da literacia digital. Em suma, as fontes ilustram o esforço colaborativo para modernizar o sistema educativo, equilibrando a inovação tecnológica com o pensamento crítico e o humanismo.
Colóquio "Migrações Portuguesas" quer emigração no centro das políticas públicas. Conhecer, investigar e difundir: precisa-se, propostas para a diáspora do Movimento 230 vão a votos a 29 de Maio. Edição Paula MachadoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Natália Nunes e Pedro Miranda, do Gabinete de Proteção Financeira da DECO, juntaram-se para falar sobre as maiores dificuldades que as famílias portuguesas estão a atravessar. Entre dicas e alertas, falamos sobre poupança, contas bancárias e crédito e ainda do flagelo dos casino e outras plataformas de jogo online. Acompanhe a DECO: https://deco.pt/decopode/ https://www.instagram.com/decoassociacao/ https://www.facebook.com/AssociacaoDECO https://www.linkedin.com/company/decoassociacao
Com base no relatório da European Schoolnet que examina o estado atual da infraestrutura digital escolar e das tecnologias educativas em dezassete sistemas de ensino europeus. O documento foca-se na implementação de sistemas de informação de estudantes (ESIS) e de gestão de aprendizagem, destacando como a pandemia acelerou a digitalização nas escolas. A análise aborda questões críticas de soberania digital e a crescente influência do setor privado na educação formal através de ferramentas tecnológicas. Adicionalmente, o texto explora a integração emergente da inteligência artificial para personalizar o ensino e otimizar a gestão administrativa escolar. O estudo fundamenta-se num inquérito realizado em 2026, oferecendo uma visão detalhada sobre o controlo e a governação destes recursos tecnológicos.
Um diagnóstico nacional revela que o ensino superior em Portugal adota a inteligência artificial mais depressa do que consegue regulá-la. O que significa isto para professores, alunos e escolas?
Depois dos filmes, vamos meter ao contrário títulos de músicas portuguesas. Será que o Paulo e a Ana acertam?
Depois de uma semana que trouxe sorrisos ao futebol português com resultados muito positivos das equipas nacionais nas competições europeias queremos ouvir o seu comentário às prestações de Sporting, Braga e Porto e voltamos também as atenções para a Seleção Nacional. Hoje, o selecionador, por volta do meio-dia e meia hora, Roberto Martinez, que esta semana deu uma entrevista às rádios, anuncia os convocados para a operação que vai preparar o Mundial dos Estados Unidos e do México.See omnystudio.com/listener for privacy information.
99?% da água que chega às nossas torneiras continua segura para consumo. E assim vai continuar a ser? E o que está a ser feito para proteger e valorizar este recurso essencial?
Na segunda volta das presidenciais, António José Seguro e André Ventura enfrentam-se num país polarizado. Fora de Portugal, a primeira volta ficou marcada por cerca de 95% de abstenção, consequência do voto presencial. O candidato do partido de extrema-direita, Chega, foi o mais votado entre os poucos que participaram, mas com apenas 29 mil votos. O historiador Victor Pereira relativiza o resultado e alerta para a normalização de ideias extremistas no debate público. A segunda volta das eleições presidenciais portuguesas coloca frente a frente António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, e André Ventura, líder do Chega, partido de extrema-direita, num contexto de polarização. Fora de Portugal, a primeira volta ficou marcada por uma participação baixa, cerca de 95% de abstenção, devido ao voto ser presencial. Entre os poucos que votaram, André Ventura ficou em primeiro, um resultado muito comentado, mas pouco representativo do conjunto da diáspora. Para compreender melhor o que esta segunda volta revela sobre o país e sobre a vida fora dele, entrevistámos o historiador Victor Pereira, especialista na emigração portuguesa e na história social contemporânea. Para o investigador, a campanha ficou marcada por acontecimentos recentes e pela forma como os candidatos encenaram o seu papel. “A segunda volta está muito marcada pela tempestade”, afirma, referindo-se ao impacto sentido “sobretudo na região Leiria”. Segundo Victor Pereira, foi sobretudo nesse contexto que se evidenciaram “dois tipos de temperamento, dois tipos de presidentes diferentes”. De um lado, descreve André Ventura como alguém que “foi muito rapidamente a Leiria e colocou-se um pouco num palco a entregar água”, apresentando-se como “um presidente muito interventivo e que faz ele próprio”. Do outro, aponta António José Seguro como alguém “numa postura mais tradicional”, “a pedir e a incentivar o governo, as sociedades a trabalhar”, o que, na leitura do historiador, expôs “duas formas de pensar o papel do Presidente da República em Portugal”. A segunda volta, diz, acabou por girar em torno dessa diferença. “Um mais interventivo e outro mais de árbitro e de controlar a actividade do governo”, resume. E acrescenta que, no caso de André Ventura, se notou “querer mais uma vez modificar as estruturas do estado português e a forma como se faz política”, apontando para uma ambição de ruptura com o que se consolidou “mais ou menos desde os anos 80 em Portugal”. No que toca à diáspora, Visto Pereira rejeita a ideia de uma viragem esmagadora da emigração para a extrema-direita. Dizer que o Chega conquistou os eleitores emigrantes, é usar “uma palavra muito forte”, sublinha. E insiste na escala real do resultado: “Acho que é sempre bom relembrar que o André Ventura obteve 29.000 votos.” Para o historiador, o número é reduzido não só tendo em conta os inscritos, mas também perante o universo total de portugueses no estrangeiro: “É muito pouco comparado com 1.700.000 inscritos e é muito pouco comparado com o universo do português tá lá fora.” Victor Pereira explica que o efeito político do resultado não está na dimensão, mas na leitura pública que se impôs. “O que o Ventura conseguiu, é mais ou menos um assalto, conseguiu de facto chegar em primeiro lugar”, afirma. E recorda que o próprio líder do Chega repetiu, sem ser contrariado, a ideia de ter vencido no estrangeiro: “Ele tinha sido eleito, tinha chegado em frente na diáspora, o que é verdade.” No entanto, sublinha: “Chegar à frente com 29.000 votos é 1,65% dos inscritos. É muito pouco.” O historiador nota ainda que este resultado foi interpretado, em Portugal, de forma distorcida. “Muitas pessoas dizerem que a emigração tinha voltado maioritariamente para André Ventura”, refere, considerando que isso é “em parte verdade, mas em grande parte falso”. A razão é simples: “O partido dos imigrantes é abstenção e de longe.” Questionado sobre se esta segunda volta pode representar um ponto de viragem democrático, Victor Pereira diz que “ainda é muito cedo para o dizer”, mas reconhece que há sinais relevantes. Um deles é a normalização de ideias extremistas no debate público. “No debate presidencial o André Ventura falou-se obviamente da emigração”, recorda, e “falou mais ou menos da grande substituição”, descrevendo-a como “essa ideia que existe em França, que há um complô para substituir a população europeia”. Para o historiador, o que mais impressiona é que “ele disse isso” e que “ninguém não corrigiu”, quando se trata de um conceito que “há 15 anos apenas a neonazis diziam de forma escondida”. Victor Pereira considera que este é um dos principais efeitos do Chega: “Ele conseguiu impor ideias” que antes estavam confinadas em sectores marginais e que, agora, “passam no debate sem chocar ninguém”. E sublinha a rapidez com que isso aconteceu em Portugal: “Foi preciso várias décadas em França, por exemplo, meia dúzia de anos, e aqui André Ventura conseguiu impor ideias, em sete anos". Quanto às razões da ascensão do partido, Victor Pereira sugere que a pergunta pode ser invertida. “Podemos mudar a pergunta e perguntar por que é que isso aconteceu tão tarde em Portugal”, afirma, lembrando que durante décadas o país foi “quase o último país a conhecer uma extrema direita forte”. Mas, diz, “Portugal de facto agora já não é uma excepção”, e está “sintonizado com França, com Espanha, com Itália, com Hungria”. Ao mesmo tempo, aponta para factores internos: “A taxa de abstenção é mais ou menos 40%”, e “sempre houve uma parte significativa da população portuguesa que não vota”, porque “não encontrava candidatos” ou porque “achavam que o voto deles não fazia diferença”. Finalmente, ao falar do 25 de Abril e do medo que hoje atravessa o debate político português, Victor Pereira aponta um contraste importante. “Poucas pessoas idosas votam nesta extrema direita”, afirma. Ao contrário do que sucede noutros países, em Portugal “as pessoas mais idosas não votam no Chega”, porque muitas “sabem muito bem que Portugal não está pior e está bem melhor”. Para o historiador, o que está em causa é também uma falha de transmissão histórica: “Parece que dentro das famílias não houve uma transmissão do que é e do que foi Portugal”, nem sequer do medo diário que se sentia durante o Estado Novo, “ter medo de falar num café”, ou da pobreza e desigualdade de décadas passadas. Sem essa memória, conclui, torna-se mais fácil aceitar “um discurso irreal sobre um país que nunca existiu”.
David de Jesus Mourão-Ferreira (1927-1996) constitui uma das figuras mais relevantes e multifacetadas da literatura portuguesa do século XX. Poeta, ensaísta, crítico literário, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário, Mourão-Ferreira deixou uma marca indelével na cultura portuguesa através da sua vasta obra e da sua intervenção crítica. Este artigo analisa exaustivamente a sua origem, influências literárias, desenvolvimento artístico, contributos inovadores e a influência que exerceu e continua a exercer nas letras portuguesas. Particular atenção é dedicada à sua relação com o movimento presencista, à sua colaboração com Amália Rodrigues no universo do fado, à sua atuação como professor e crítico literário, e ao legado que deixou para as gerações futuras de escritores e estudiosos da literatura portuguesa.
Um podcast escrito e produzido por Arthur Vacher, luso-descendente, traça a história de uma amizade entre três rapazes homossexuais que os aproxima das raízes portuguesas e os ajuda a enfrentar as dificuldades do dia a dia. Três rapazes gays, com vinte e poucos anos, de origem portuguesa, trabalham juntos num dos grandes armazéns de Paris. Aqui começa uma história que os vai levar não só a descobrir o verdadeiro sentido da amizade, mas também a reabilitar as raízes portuguesas muitas vezes envoltas em preconceito e discriminação. Esta história é contada na primeira pessoa por Arthur Vacher, no podcast “Les Portugayz”, que vai no terceiro de cinco episódios. Em entrevista à RFI, Arthur, acompanhado por Adrien Deleu Pinto, protagonista também desta história, falaram sobre a importância dos amigos, numa altura em que vivemos cada mais sozinhos e isolados, especialmente numa grande cidade como Paris. Arthur Vacher: "Sim, é tanto sobre amizade quanto sobre solidão. É, como dizer... Percebi ao escrever esta história que nós os três partilhávamos uma grande tristeza, uma grande solidão em relação à nossa vida em geral, mas também em relação ao mundo gay, que às vezes nos isolou uns dos outros, uns com os outros e uns contra os outros. Então, ter amigos é algo muito precioso. Permite superar essa solidão que podemos atravessar na vida, que toda a gente pode atravessar. E, foi por isso, que quis contar esta história" Adrien Deleu Pinto: "É verdade que do que precisávamos, creio eu, tanto o Arthur quanto o Joseph e eu, era de ter amizades gays. E aconteceu de nós três partilharmos também a cultura portuguesa, o que foi um pouco a cereja no topo do bolo. Foi isto que solidificou o trio. E isso aconteceu num momento das nossas vidas, de nós os três, em que realmente precisávamos disso. Por isso, fico muito emocionado que o Arthur tenha se apropriado disso para transformar num podcast" Arthur Vacher: "Não precisamos estar bem para ter um amigo. Para ser amado. E foi isso que compreendemos ao apoiar-nos uns aos outros. Estávamos lá. E só porque eu estava mal e ligava para o meu amigo Adrien ou para o Joseph, e tinha apenas uma conversa com eles, isso já tornava a minha vida um pouco mais fácil" Os três rapazes formaram então um clube de cinema português e rapidamente se tornaram amigos próximos, uma experiência que conta a ambiguidade e dificuldade de distinguir a amizade da sedução nas comunidades homossexuais e como essa certeza e necessidade de amigos se tornou uma pedra angular da relação entre os três. Arthur Vacher: "Eu estava a passar por um período bastante difícil e, na verdade, a prioridade não era encontrar o amor da minha vida ou de ter uma vida sexual. Essas eram coisas secundárias para mim naquele momento. E a amizade, esses gestos, essa ternura que não é sexual, mas que é algo totalmente diferente... Para mim, isso permitiu emancipar-me dessa depressão, mas também partilhar momentos muito ternos, ter muito amor para dar e também para receber dos meus amigos." Adrien Deleu Pinto: "Acho que, nas comunidades gays, já existe frequentemente a noção de "família escolhida", porque precisamos nos reencontrar com pessoas que se sentiram rejeitadas nalgum ponto das suas vidas. Mas, além disso, no contexto da nossa amizade, eu tinha acabado de perder a minha avó portuguesa, que era um pouco o meu pilar pessoal e o meu pilar dessa cultura. E, por isso, acho que quando nós os três nos encontramos, houve uma necessidade de reinvestir tudo o que ela me tinha transmitido e de recriar uma família com o Arthur e o Joseph." A ideia de documentar esta amizade singular surgiu logo no espírito de Arthur que foi gravando alguns momentos partilhados, mas a quebra do laço com Joseph levou a alguma hesitação. Adrien, que é protagonista e intervém mesmo no podcast, diz que fica emocionado com a forma como Arthur refaz o percurso desta afinidade. Adrien Deleu Pinto: "Originalmente, era um projeto que queríamos levar adiante os três, mas não sabíamos exactamente como. E depois, bem, a vida fez com que o trio se desfizesse. O Arthur fazia muita questão de contar esta história e, na época, eu não via exactamente como fazê-lo porque estava decepcionado com o fim do trio. Conversámos sobre isso e sentimos os dois que ele precisava contar a história na primeira pessoa. E, no final de contas, acho que isso também nos fez evoluir na nossa amizade, porque há coisas... enfim, ele fala de nós de uma forma que nunca tínhamos falado antes. Conheci o ponto de vista dele sobre situações passadas. Mas o que eu gosto na nossa amizade é que não nos tornamos amigos de imediato e que houve justamente uma espécie de ambiguidade no início, antes de percebermos que não era aquele tipo de vínculo que queríamos investir. E é porque passamos por isso que esta amizade existe e é tão forte hoje. Mas, naquela época, nunca tínhamos discutido isso completamente, e foi super interessante ver as coisas que partilhámos. Fico muito tocado com a forma como ele fala dessa amizade" Para além de restituir a confiança no outro, esta amizade entre os três rapazes veio também despertar, reconciliar e recriar a ligação a Portugal às vezes esquecida, outras vezes dolorida e marcada pela discriminação como é muitas vezes relatado pelos portugueses e descendentes de portugueses em França. Arthur Vacher: "Portugal, para mim... houve momentos no recreio da escola em que me diziam "tu és peludo", "os teus avós são operários ou porteiros". Enfim, eu era estigmatizado. Da mesma forma, a minha homossexualidade foi estigmatizada, mas agora existe em França uma imagem mais moderna e precisa de Portugal. Mas, na verdade, o que conto no podcast é que a nossa amizade permitiu remendar tudo isso. Ou seja, a cultura portuguesa, que eu imaginava um pouco distante da cultura gay... bem, nós divertimo-nos ligando as duas coisas. Eu falava há pouco com o Adrien; explicava que o nosso terceiro amigo, Joseph, não era apenas de origem portuguesa, mas também crente, e por isso ele divertia-se a pôr Nossas Senhoras por todo o lado e fazíamos desenhos coloridos com as imagens. Ele decorava as imagens com cores vibrantes e chamativas, então elas tornavam-se quase ícones queer" Adrien Deleu Pinto: "Ainda não o fizemos muito, mas, por exemplo, guardei muitas roupas da minha avó e sempre dissemos que um dia teríamos de fazer drag. Mas justamente subvertendo alguns estereótipos portugueses, havendo essa reapropriação. No ano passado, fomos a Portugal juntos pela primeira vez, e é também uma forma de colorir esse país com a nossa amizade, de descobrir as coisas de outra forma. No caso do Arthur, a sua família ainda está bastante enraizada em Portugal. Já eu, a geração da minha mãe e dos meus tios vai lá pouco. Então, há uma necessidade de recriar isto tudo. E foi realmente a nossa amizade que reabriu esse canal." Arthur Vacher: "Eu saí do armário, contei que era homossexual à minha avó e ela parou de falar comigo durante seis meses, um ano, mais ou menos. Ela utilizou a religião para me dizer que não era bom, que não queria que o neto dela fosse assim. E, por isso, esta amizade com o Joseph e o Adrien foi uma forma de eu dizer a mim mesmo: 'Ah, então Portugal pode existir na minha forma de viver'". O podcast “Les Portugayz” está disponível em todas as plataformas streaming e é publicado mensalmente na revista "Regards".
O "Papo de Bola" desta semana faz uma comparação entre o futebol brasileiro e português. Se as equipas disputassem a mesma competição nacional, quais seriam os seus objetivos? O César Mayrinck está na condução do programa!
No próximo domingo, 18 de janeiro, os portugueses vão às urnas em Portugal, para elegerem o substituto de Marcelo Rebelo de Sousa, que tomou posse como Presidente da República em março de 2016. A este propósito, conversámos com Sara Fernandes, Conselheira das Comunidades Portuguesas na Austrália. Nesta entrevista, Sara apela ao voto dos portugueses residentes na Austrália, explica como funciona o processo de votação no país e reflete sobre o papel que espera que o próximo Presidente da República venha a desempenhar em representação das comunidades portuguesas na Austrália.
Aproxima-se um possível acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia? Zelensky e Trump encontram-se na Flórida para tentar um acordo, enquanto que no terreno houve um cessar-fogo na zona da central nuclear de Zaporijia. O balanço de poder mundial parece desequilibrado, com Putin, Xi Jinping e Trump mais próximos do que seria de esperar. Zelensky acusa a China de utilizar satélites para ajudar a Rússia na guerra, mas os chineses rejeitam a ideia. Neste momento, o país oriental está preocupado com a situação de Taiwan, com receio de que se separe oficialmente da República da China. Em Itália, Giorgia Meloni teve palavras muito duras sobre os EUA e a subserviência da Europa aos americanos a nível de defesa. A Europa tenta reagir e reforçar a sua defesa. Ainda o reconhecimento da Somalilândia por Israel e o possível ataque dos EUA à Venezuela. Estes e outros temas da atualidade internacional são analisados neste episódio do Leste/Oeste em podcast. O programa foi emitido na SIC Notícias a 28 de dezembro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ex-ministro da Defesa alerta que envio de tropas portuguesas para a Ucrânia depende da vontade Moscovo e que contrato de coprodução de drones entre Portugal e Ucrânia é vatantajoso para ambos. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Guilherme Duarte é convidado do programa desta semana, com o humorista a irritar-se com todas as pessoas que defendem a teoria de que um café curto é mais forte que um normal ou longo: "Vejamos, um café longo é um café que já foi curto, tem a mesma cafeína. E irrita-me que as pessoas assumam essa ideia do café curto sem se questionarem um pouco". José de Pina volta a temas que já fazem parte do seu historial, como André Rieu, com Luís Pedro Nunes a deixar fortes críticas a atual música portuguesa, em comparação com outras brasileiras: "Os nossos artistas andam com falta de testosterona?", questiona. Já Luana do Bem aponta o dedo às lojas de capas de telemóveis: "Há uma em cada esquina e eu não entendo. Será que os portugueses usam assim tanto? Nem servem como presente". Com moderação de Pedro Boucherie Mendes, o Irritações foi emitido a 19 de dezembro, na SIC Radical. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IASee omnystudio.com/listener for privacy information.
Uma iniciativa da Erasmus Student Network. O objetivo é promover o intercâmbio cultural e combater o isolamento dos alunos em mobilidade. Edição de Cláudia Costa
Participaram dirigentes de 22 associações na iniciativa organizada pelo jornal "As Noticias" . Balanço e projetos com João Noronha, Carla Barreto e Jorge Conde. Edição Paula Machado
O Ensaio Geral desta semana conta com duas figuras internacionais em destaque: uma entrevista ao Prémio Nobel da Literatura Abdulrazak Gurnah e à fotógrafa norte-americana Annie Leibovitz, que tem uma exposição, aqui ao lado em Espanha. Inclui também uma visita à exposição sobre a dupla de arquitetos Aires Mateus, a nova mostra da Casa Fernando Pessoa e sugestões de livros como presente de Natal, por Guilherme d'Oliveira Martins.
Neste episódio falamos do viajante neerlandês Jan Huygen van Linschoten (1563-1611), que publicou uma extensa descrição do império português na Ásia. Tentamos perceber o seu percurso, como obteve as suas informações e a importância da sua obra na expansão colonial dos Países Baixos.Sugestões de leitura:1. Itinerário, viagem ou navegação de Jan Huygen van Linschoten para as Índias Orientais ou Portuguesas. Ed. Arie Pos e Rui Manuel Loureiro. Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1997.2. Nuno Vila-Santa - "A Spy or a Go-between? Jan Huygen van Linschoten, the Itinerario and the Rise of Dutch Overseas Expansion (1583–1611)" in Knowledge Exchanges Between Portugal and Europe. Routledge, 2025. Disponível online: https://www.jstor.org/stable/jj.16148238.9-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, Miguel Vidal, NBisme, Oliver Doerfler;Alessandro Averchi, Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carla Pinelas, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, É Manel, Francisco, Hugo Picciochi, João Cancela, João Carreiro, João Pedro Tuna Moura Guedes, Jorge Filipe, José Beleza, Luís André Agostinho, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, Ana Sofia Agostinho, André Abrantes, Andre de Oliveira, André Silva, António Farelo, António J. R. Neto, António Silva , Bruno Luis, Carlos Afonso, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Catarina Ferreira, Diogo Freitas, Eugenia Capela, Fábio Videira Santos, Francisco Fernandes, Gn, Gonçalo Pedro, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Félix, João Ferreira, Joao Godinho, João Mendes, João Pedro Mourão, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, Luis Colaço, Mafalda Trindade, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Simões, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0Edição de Marco António.
Nos setores mais digitais, como a Informação e Comunicação, a Inteligência Artificial já é quase rotina. Ainda assim, o Instituto Nacional de Estatística destaca que há áreas onde a tecnologia ainda parece distanteSee omnystudio.com/listener for privacy information.
"Viemos por um tempo, ficamos a vida toda" é o titulo do livro da Federação das Associações Portuguesas na Suécia escrito por Rita Cruz .Disponível em Portugal ,a obra vai ser lançada na Suécia. Edição Paula Machado.
Presidente da StartUp Portugal garante que empreendedores portugueses têm uma vantagem face a outros empresários, uma vez que, como o território nacional é pequeno, começam os negócios a pensar na internacionalização.
Depois da queda de agosto, as exportações cresceram 14,3% face ao mesmo mês do ano passado. As importações também subiram, mas menos (9,4%)See omnystudio.com/listener for privacy information.
Primeiro Congresso das Associações Portuguesas no Reino Unido dia 22.É organizado pelo jornal português As Notícias. Próximas jornadas sobre pensões franco-portuguesas talvez para o ano. Edição Isabel Gaspar Dias
A maior operação humanitária da história foi travada em alto mar pelas forças israelitas, como esperado. Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte foram presos. O que se segue? Este é o tema do ‘Crime e Castigo' desta semana, um podcast diferente com Paulo João Santos e Sérgio A. Vitorino, apresentado por Rita Fernandes Batista e com edição de Cláudio Martins.
Quarta-feira, 23 de julho de 2025.
Edição de 12 Julho 2025
"Onda gigante" ou "nuvem rolo"? Fenómeno raro avistado nas praias portuguesas997cc63b-9155
Francisco Sena Santos entrevista, direto de Portugal, a arqueóloga Filipa Rodriges, uma das dirigentes do projeto que descobriu um crânio com 400 mil anos e dimensão igual ao homem de agora, nas grutas do Almonda, cem quilômetros para norte de Lisboa.
Nesta conversa comprovei minha percepção de que em nosso planeta não existem fronteiras. Ao remover todos os bloqueios históricos e ideias equivocadas que nos afastam de culturas, povos, idiomas e crenças diferentes, podemos de fato abraçar terras estrangeiras que nos acolhem e viver integralmente as belezas de uma jornada de patriotismo global. Convido a todos para conhecer David Saunders, um inglês com espírito livre, fez uma carreira lindíssima nas Organizações das Nações Unidas, gerenciando importantes projetos em diversas áreas para o desenvolvimento econômico e social, integração e bem-estar de populações no Sudão do Sul, Albania, Cazaquistão, Bosnia e Herzegovina, Kenia, Malasia, Uganda, Oman, Qatar, Paquistão, Brasil entre outros. Depois dessa breve introdução, nos resta sentar com calma e curiosidade para tentar aprender lições de resiliência, humildade, sagacidade e empatia de quem viveu 500 anos em seus reluzentes 60, agora aposentado em terras Portuguesas se dedica aos prazeres refinados dos jogos de tabuleiro, a mesa de bilhar, uma boa cerveja na pressão e a conversar com seus amigos multi-nacionais. Neutralidade, simplicidade, amizades e bons relacionamentos e identificar o mito que afasta da missão são chaves para o sucesso sempre. Venha navegar pelas ondas das nações distantes dos eixos turísticos para entender o que é de fato ser Expatriado, trabalhar, viver, entregar-se a rotina de países exóticos, entender o significado da palavra missão, quando e onde o valor das coisas simples amplificam o significado do bem-estar individual e coletivo. (EN) LIVING ABROAD, FROM EMPLOYEE TO RETIRED In this conversation I confirmed my perception that Earth hasn’t had borders. By removing all historical bias and mistaken ideas which separate one from another cultures, peoples, languages and beliefs, we can truly embrace foreign lands that welcome us and fully experience the beauty of a journey of global patriotism. I invite everyone to meet David Saunders, a British with a free spirit, who made an outstanding career in United Nations, managing important projects in various areas for economic and social development, integration and well-being of populations in South Sudan, Albania, Kazakhstan, Bosnia and Herzegovina, Kenya, Malaysia, Uganda, Oman, Qatar, Pakistan, Brazil, among others. After this brief introduction, we can only sit down relaxed and curious to try to learn lessons of resilience, humility, sagacity and empathy from someone who lived 500 years in his shining 60s, now retired in Portuguese lands, dedicating himself to refined pleasures of board games, pool table, good draft beers and chatting with his multinational friends. Come sailing the waves of nations far from the tourist hubs to understand what it really is living as an expatriate, working, dedicating yourself to the routine of exotic countries, understanding the meaning of “mission”, when and where the value of simple things amplifies the meaning of individual and collective well-being. Neutrality, simplicity, friendships and good relationships and identifying the myth that takes you away from your mission are always keys to success. Acompanhe o Tábula Rasa nas redes sociais:– Facebook– Instagram– LinkedIn– Threads– X/Twitter– YouTube Ouça o Tábula Rasa nos principais agregadores:- Spotify- Apple Podcasts- Deezer- Amazon Music- PocketCasts O Tabula Rasa é produzido pela Rádiofobia Podcast e Multimídia e publicado pela Rádiofobia Podcast Network.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O Vaticano marcou a data para o início do conclave. A Espanha declarou emergência nacional no maior apagão da história. Cidades portuguesas estão sem luz há mais de doze horas. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, reconheceu demora na apuração das fraudes contra segurados do INSS, mas negou omissão. E, nos 60 anos da Globo, Renata Vasconcellos e William Bonner mostraram os preparativos do grande show de comemoração, no Rio.
“Pode confirmar que a sua organização não trabalha com entidades associadas a partidos comunistas, socialistas ou totalitários, ou a qualquer partido que defenda crenças antiamericanas?” No episódio desta semana do podcast Diplomatas tentámos perceber a lógica desta e das outras 35 perguntas que o Governo dos Estados Unidos enviou a diversas faculdades portuguesas, incluindo o Instituto Superior Técnico, assim como da decisão da Administração Trump de congelar 2,2 mil milhões de fundos federais para a Universidade de Harvard por recusar a sua “lista de exigências”. E a reacção do Governo português aos questionários ideológicos foi acertada ou tímida? Regressando ao tema do momento na frente internacional, a jornalista Teresa de Sousa e o investigador Carlos Gaspar voltaram a olhar para os últimos desenvolvimentos da guerra tarifária e para o posicionamento que a União Europeia vai ter de assumir na grande competição geopolítica entre os EUA e a República Popular da China. E reflectiram ainda sobre o que os bombardeamentos russos à Ucrânia em Dia de Ramos nos dizem em relação à estratégia negocial de Vladimir Putin sobre o conflito e sobre as movimentações em Washington, em Paris, em Roma e em Teerão relacionadas com o programa nuclear do Irão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Embaixada norte-americana em Lisboa enviou inquérito a instituições nacionais sobre políticas de igualdade e inclusão, mas também sobre relações com a China. Dias antes tinha avisado que terminavam os apoios a faculdades que tinham em curso o programa “American Corner”, que promovem a interação entre o público local e os EUA, através de workshops, palestras ou orientação para quem quer estudar no país. Neste episódio, conversamos com a jornalista Isabel Leiria.See omnystudio.com/listener for privacy information.
¡Suscríbete!¿Ya compraste mi libro?Archipiélago Histórico es un podcast sobre historia del Caribe y latinoamérica creado y dirigido por el historiador puertorriqueño Ramón A. González-Arango López. Acompáñame a desmitificar el Caribe y las Américas. En el siguiente enlace encontrarás en dónde seguir el podcast y como apoyarme: archipielagohistorico.com♪ ''Lo que nos une'' (pieza musical en el intro y outro) utilizada con el consentimiento expreso de su compositor e intérprete, José Gabriel Muñoz.El arte de logotipo de Archipiélago Histórico fue hecho por Roberto Pérez Reyes: https://linktr.ee/robertocamuy
Um ano e três meses após ser aprovada no parlamento, a legalização da eutanásia em Portugal está à espera de regulamentação.