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Ana Trigo Morais aponta falhas sistémicas nos biorresíduos e no vidro. Ismael Rienda destaca a inação de décadas e o incumprimento crónico das metas de preparação para a reciclagem.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A redução dos resíduos é um dos grandes desafios do combate à poluição, em especial por microplásticos, que afetam solos, oceanos, ecossistemas e a saúde humana. Na gestão do lixo orgânico, o baixo índice de biodegradabilidade das embalagens freia a expansão da compostagem, inclusive nas grandes economias desenvolvidas. Um país como a França gera 10 milhões de toneladas de lixo orgânico que poderia ser transformado em adubo orgânico e usado na fertilização dos solos. Mas na hora de recolher esse material das casas ou empresas, a maioria é desperdiçada: apenas 17% é coletado, e uma quantidade insignificante está embalada corretamente, com material biodegradável. Ao entrar em contato com resíduos orgânicos, na presença de oxigênio e umidade, a embalagem compostável se decompõe, sendo "consumida" pelos microrganismos presentes nesse ambiente. Nas usinas de revalorização, a triagem do plástico não compostável encarece o serviço, de modo que, de um total de quase 800 plataformas de compostagem no país, apenas 91 aceitam receber o lixo das famílias. Porção pequena de embalagens “É realmente muito, muito limitado, visto que existem apenas três aplicações autorizadas: cápsulas de café, saquinhos de chá e etiquetas de frutas e legumes, além de sacolas para resíduos orgânicos, que são tolerados, embora não constem tecnicamente da lista europeia”, explica Emmanuelle Gastaldi, professora associada da Universidade de Montpellier e considerada uma das maiores especialistas da França sobre o tema. A pesquisadora integra uma equipe que, há cinco anos, busca soluções concretas para reduzir o impacto ambiental das embalagens alimentares. "Se você for a outros países, como a Itália, encontrará embalagens de massa, de papel-toalha e muitas outras aplicações." O exemplo italiano Na Europa, a Itália é o melhor exemplo nessa questão questão, que se tornou cultural no país: 72% do lixo orgânico das famílias é coletado e levado à compostagem. Na sequência, Noruega, Dinamarca, Luxemburgo e Alemanha promovem uma coleta moderada, entre 30% e 56%. Já em Portugal, Polônia ou Grécia, menos de 10% do lixo é encaminhado a um centro de revalorização. "A Itália consome relativamente poucos alimentos ultraprocessados. Creio que há uma ligação direta entre a forma como nos alimentamos e como lidamos com os resíduos”, afirma Gastaldi. "Quando se consome apenas alimentos ultraprocessados, tende-se a não refletir muito sobre essas questões: tudo gira em torno da embalagem que, no fim das contas, será simplesmente incinerada”, observa. Prioridade europeia à reciclagem A pesquisadora salienta que, ao contrário do que possa parecer, o custo das embalagens biodegradáveis não é o maior empecilho para o avanço da cadeia. A União Europeia optou por privilegiar as políticas de reciclagem e o reutilização dos resíduos, em vez da compostagem, considerada um nicho específico e limitado da gestão de resíduos. Assim, a Regulamentação Europeia sobre Embalagens obriga que, a partir de 2030, todas as embalagens que circulam no bloco sejam recicláveis. Neste contexto, Gastaldi lamenta que o desenvolvimento da cadeia da compostagem, carente de investimentos em pesquisa, tenha sido deixado em segundo plano. "Hoje, fabricantes asiáticos têm demonstrado interesse nesses tipos de materiais e estão produzindo, porque não enfrentam as mesmas limitações que nós. O risco é que esse setor específico seja impedido de se sustentar e evoluir”, ressalta. "Há muitas questões em torno do desenvolvimento de materiais que chamamos de barreira, para as atmosferas modificadas. O aspecto mais complexo das embalagens de alimentos não é embalar pós, farinhas ou alimentos secos, que podem ser armazenados praticamente em qualquer lugar”, complementa a professora.
O LibriCast é o Podcast da Biblioteca Central da Unifor com temas variados e convidados com conhecimento no tema proposto. A moda vai muito além das tendências e da expressão pessoal: ela também nos convida a refletir sobre consumo, sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Neste episódio do LibriCast, recebemos a professora Luciana França, do curso de Design de Moda da Unifor, para conversar sobre moda circular, reciclagem têxtil e os desafios de construir uma indústria da moda mais sustentável. Uma discussão sobre inovação, consumo consciente e o futuro do vestir.Dá o play e vem com a gente!Apresentação: Valeska Sousa e Katiuscia DiasConvidada: Profa. Luciana Franca
Todos os dias, toneladas de cabelos cortados em salões de beleza vão parar no lixo – quando, na realidade, poderiam servir de matéria-prima para diversos produtos. Uma start-up francesa transformou um projeto de dois estudantes em uma fábrica, que hoje emprega 20 pessoas e recicla até 20 mil quilos de cabelos por mês. Se os pêlos de animais podem ser utilizados, por que não os de humanos? Há sete anos, essa dúvida instigou o interesse de dois estudantes de administração em Clermont-Ferrand, no centro da França, quando eles descobriram que 4 mil toneladas de cabelos eram jogadas fora todos os anos no país. James Taylor e Clément Baldellou então perceberam que uma matéria-prima natural como essa teria um alto potencial de substituir a fibra plástica – portanto, derivada do petróleo –, com uma série de usos na indústria. Os dois se lançaram no desafio de criar a primeira cadeia de reciclagem de cabelos do mundo. "Vendo as propriedades desse material, achamos que era uma grande pena desperdiçá-lo. Decidimos encarar um desafio louco: coletar cabelos de salões de cabeleireiro e usá-los para criar diversas soluções inovadoras e eficientes”, explica Taylor, cofundador da Capillum, à RFI. Tapete de cabelos contra poluição por óleo O projeto começou com um tapete biodegradável que pode ser usado para absorver poluição por óleo nos solos, no mar ou nos rios. O cabelo, formado basicamente pela proteína queratina, tem a capacidade natural de agregar gordura. "Devido à sua estrutura escamosa, o cabelo absorve óleos naturalmente. É por isso que lavamos o nosso cabelo”, complementa. "Ele reage da mesma forma com hidrocarbonetos. Conseguimos criar um material capaz de absorver até 26 vezes o seu peso em hidrocarbonetos, o que é muito interessante.” Convencer os cabeleireiros a coletar e guardar os fios, em vez de jogá-los no lixo, foi mais fácil do que imaginavam. Muitos profissionais relataram ser cada vez mais cobrados pelos clientes a adotar padrões ecorresponsáveis, como oferecer shampoos e tinturas menos químicos e se preocupar com aspectos como eficiência energética e o destino do lixo gerado pelo serviço. Casaco é o último lançamento Hoje, quase 6 mil salões são parceiros em toda a França, e a atuação se expandiu para os países vizinhos Bélgica e Luxemburgo. Com tanto cabelo, a empresa desenvolveu outros produtos: criou almofadas e acaba de lançar um casaco forrado com fibra capilar. Os modelos tradicionais costumam usar materiais sintéticos, à base de petróleo, ou penas de ganso. Na agricultura, uma cobertura de solo feita com cabelo humano faz sucesso em projetos de reflorestamento na França. "Para nós, humanos, não tem cheiro nenhum, mas para os animais da floresta, como os veados, tem cheiro de humanos. Isso faz com que eles se afastem e não ataquem as árvores jovens que são plantadas em um reflorestamento. Tem um efeito dissuasivo”, indica Taylor. “Pode até parecer engraçado, mas, na verdade, em média, 70% das árvores são perdidas nos primeiros três anos após o plantio de uma floresta.” O produto se tornou o carro-chefe da Capillum, com 500 mil exemplares vendidos em sete meses nas principais redes de lojas especializadas do país.
"Reciclar é importante. Mas reciclar certo é indispensável!". Nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", o comentarista Marco Bravo traz como destaque que a reciclagem não começa no caminhão, nem na associação, nem na mesa de triagem. Ela começa dentro de casa, no momento em que cada pessoa decide onde vai colocar o seu resíduo. E é justamente aí que mora um dos grandes desafios ambientais das cidades: muita coisa que chega como “reciclável” não deveria estar ali. Eletrônicos, embalagens de remédios, restos contaminados, objetos quebrados e materiais misturados acabam indo parar nas mãos dos catadores, que precisam separar, limpar, avaliar e, muitas vezes, descartar aquilo que chegou errado.
Jacinto RodriguesSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A gestão de resíduos urbanos e do plástico descartado estão no centro de um problema crescente à escala mundial e Moçambique não é excepção. A incapacidade de dar resposta ao volume de lixo produzido expõe fragilidades estruturais e ambientais. Fenómenos como chuvas intensas ou falhas nos canais de drenagem aceleram o problema. No centro desta crise está o plástico, um material omnipresente e cada vez mais difícil de gerir, agravado por um sistema de produção e consumo que dificulta qualquer solução eficaz. Em Maputo, basta chover com intensidade para que o problema dos resíduos urbanos se revele à superfície: canais de drenagem entupidos, ruas inundadas e toneladas de lixo arrastadas em direcção aos rios e ao oceano. O plástico assume papel central nesta problemática da gestão de resíduos urbanos. O problema não está apenas na falta de civismo ou de infra-estruturas, mas num sistema que produz lixo difícil - ou impossível - de reciclar. “Num único produto […] tem-se vários tipos de plástico, o que torna a reciclagem muito desafiadora e até insustentável”, deixando uma parte significativa destes resíduos sem destino eficaz e mais propensa a acumular-se no ambiente e a ser arrastada para rios e oceanos, alerta Sharon Clésia, assistente de projectos e ponto focal do aplicativo KOLEKT na AMOR - Associação Moçambicana de Reciclagem. A omnipresença do plástico tem consequências directas nos ecossistemas e na saúde humana. “Acaba, de facto, forçosamente no nosso prato”, diz, referindo-se ao percurso dos resíduos que, sem tratamento adequado, chegam aos oceanos e entram na cadeia alimentar sob a forma de microplásticos. Embora mais visível em grandes centros urbanos, o problema estende-se a todo o país. “Eu diria que é igual no país todo. Contudo, os volumes variam consoante o nível de poder de compra”. Mesmo em zonas remotas, a situação é alarmante: “Vimos a presença de resíduos sólidos no mangal de uma forma escandalosa”, explicou a jovem engenheira ambiental, após projectos realizados em regiões como Inhambane. As consequências são múltiplas. Em meio urbano, incluem inundações provocadas pelo entupimento de sistemas de drenagem. Já nos ecossistemas naturais, o impacto é devastador: “O plástico nos mangais […] sufoca o ecossistema” e afecta espécies que dependem destes habitats. “Certos animais confundem pequenos pedaços de plástico com alimento […] e, por meio da cadeia alimentar, vão parar ao prato dos seres humanos.” Perante este cenário, a técnica da AMOR não hesita: “É uma bola de neve […] que precisa ser travada, porque, ao contrário, caminhamos para um precipício, para uma crise de saúde pública.” Uma das respostas encontradas pela AMOR foi a criação do sistema das “moedas azuis”, que incentiva a recolha de resíduos através de compensação financeira: “Colocamos um valor económico como forma de incentivo para a recolha desses resíduos sólidos”. O modelo é simples: por cada quilograma de resíduos entregue, há um pagamento variável consoante o tipo de material. A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando campanhas tradicionais de limpeza foram interrompidas. “Pensámos que era mais interessante estimular aquelas pessoas que estavam sem trabalho […] com um preço simbólico” e o resultado surpreendeu: “Em cinco semanas tivemos mais de 300 toneladas de resíduos recolhidos.” Desde então, o projecto evoluiu, incorporando tecnologia digital através da aplicação KOLEKT e alargando o seu alcance com financiamento internacional. “Passámos de uma fase experimental para uma estratégia que funciona”, afirmou.
Entre os dias 27 e 29 de março, o Museu do Amanhã recebeu a Expo Favela Innovation Rio de Janeiro, evento que busca dar destaque a empreendedores e artistas das comunidades. No setor de moda, o reaproveitamento criativo foi protagonista, transformando o que seria lixo em peças de alto padrão. A reportagem traz as iniciativas de Anna Oliveira (@atelieannaoliv), Silvinha Oliveira (@retalhoscariocas) e Patrícia Nunes (@pathy.jeans), que provam a potência da economia circular nas periferias.Reportagem: Maria Clara TorresEdição: Thiago Kropf
Entrou em vigor, este mês, um sistema que vai motivar toda a gente a reciclar mais! Consiste em pagar mais por latas e garrafas e, mais tarde, se se lembrar, ver devolvido esse valor em talão!See omnystudio.com/listener for privacy information.
Reciclagem na Apple com o apoio da iServices https://iservices.pt/ Toda a informação do Podcast em https://ahoradamaca.wordpress.com/ Escreva-nos para horadamaca@icloud.com
Jacarandás não sobreviveram a canções dos ativistas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio falei sobre o concerto da Rosalía, reciclagem e o novo sistema de depósito e reembolso.
A partir de 10 de abril, comprar bebidas em garrafas de plástico e latas com o símbolo “Volta” passa a implicar o pagamento de um depósito de 10 cêntimos por embalagem, valor que pode ser recuperado no momento da devolução. O novo Sistema de Depósito e Reembolso arranca em todo o país com milhares de máquinas instaladas em supermercados e pretende incentivar a reciclagemSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Podcasts de Ecologia/Composições musicais/Natureza Ecology Podcasts/Musical Compositions/Nature
A Cidade do México gera cerca de 13 mil toneladas de lixo diárias e, desde 2018, investe em usinas modernas de separação, visando reduzir resíduos em aterros. A cidade é líder na reciclagem de PET (64%), utiliza programas como o "Mercado de Trueque" para trocar recicláveis por alimentos e proíbe plásticos de uso único, enfrentando desafios na informalidade da coleta. Principais iniciativas e dados:Gestão de Resíduos: Uma fábrica automatizada separa 300 toneladas de lixo por dia, convertendo-as em combustível, além de reciclar papel, plástico e vidro.Líder em PET: O México recicla 64% das garrafas PET, superando os EUA e a União Europeia, com uma indústria que emprega milhares.Mercado de Trueque: Programa educativo que troca materiais recicláveis por produtos agrícolas locais, atraindo milhares de pessoas mensalmente.Proibição de Plásticos: Desde 2018, há restrições para plásticos de uso único (sacolas, talheres, canudos).Infraestrutura: Inauguração de infraestruturas sustentáveis, como ciclovias feitas de plástico reciclado, destacando a economia circular. Apesar dos avanços, a cidade enfrenta o desafio de lidar com a grande quantidade de resíduos plásticos e a necessidade de apoiar os catadores na economia informal. Texto (créditos/adaptado): internetFundo musical (créditos): Inner Light - Kevin MacLeod Audio Library - Free Music (música grátis)https://www.youtube.com/watch?v=mcdrcVQRES4&list=PLKCo4y0JbV2ZrcJeKQgSWg_93QYAAjpCX&index=193Imagem (créditos): https://dialogue.earth/pt-br/poluicao/371082-lixo-plastico-mexico-catadores-risco/Reciclagem de resíduos sólidos em Xalapa, estado de Veracruz, México. A fábrica processa centenas de quilos de plástico todos os dias (Imagem: Alamy)
Logística reversa nacional é case de sucesso e tem atuação ativa dos produtores rurais
Reforma tributária pode desestimular setor da reciclagem.
Neste episódio do podcast do Energy Center da MIT Technology Review Brasil, Luiz Mandarino, Diretor de Operações do Energy Center, e o jornalista Thomaz Gomes analisam os desafios emergentes da reciclagem de baterias de veículos elétricos, a partir do caso da China, hoje o mercado mais avançado e mais pressionado pela eletrificação em larga escala. Ao longo do podcast, os anfitriões contextualizam o crescimento acelerado do mercado global de reciclagem de baterias, impulsionado pela adoção massiva de veículos elétricos, e apresentam dados que evidenciam a dimensão do desafio. Alguns deles são, volumes crescentes de baterias chegando ao fim da vida útil, pressões sobre a cadeia de suprimentos de minerais críticos e a necessidade urgente de estruturar sistemas eficientes de logística reversa. O episódio se aprofunda no porquê a China se tornou o epicentro dessa discussão, destacando o papel dos subsídios governamentais na última década, a maturidade da frota elétrica e o surgimento dos primeiros gargalos regulatórios, ambientais e econômicos. Mandarino detalha os principais obstáculos técnicos da reciclagem, como a complexidade química das baterias, a falta de padronização entre fabricantes, os riscos ambientais e a ainda limitada viabilidade econômica em muitos mercados. A conversa também explora os modelos atualmente adotados pela indústria, como o uso em cascata das baterias para aplicações estacionárias e os processos de reciclagem para recuperação de metais críticos como lítio, níquel, cobalto e manganês. São discutidos ainda os riscos do mercado informal, os impactos ambientais da reciclagem inadequada e a importância de marcos regulatórios robustos para garantir segurança, rastreabilidade e qualidade. Por fim, o episódio analisa as perspectivas futuras do setor, destacando o papel estratégico de grandes fabricantes, startups de climate tech, novas tecnologias de reciclagem, modelos de economia circular e a necessidade de integrar a reciclagem como parte central da estratégia corporativa da indústria automotiva e energética. O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
Neste episódio do podcast do Energy Center, da MIT Technology Review Brasil, Luiz Mandarino, Diretor de Operações do Energy Center, e o jornalista Thomaz Gomes dão continuidade à série especial Climate Techs to Watch, analisando a Cyclic Materials, startup canadense que desenvolveu um processo inovador de reciclagem de terras raras a partir de ímãs utilizados em tecnologias críticas. Ao longo da conversa, os anfitriões contextualizam o papel estratégico das terras raras na transição energética, com destaque para aplicação em motores de alta eficiência, turbinas eólicas, veículos elétricos e sistemas avançados de geração de energia limpa. Esses materiais ainda apresentam taxas globais de reciclagem inferiores a 2%, o que amplia a pressão sobre cadeias de suprimento concentradas e ambientalmente sensíveis. Mandarino explica como a Cyclic Materials se insere nesse cenário ao propor um novo modelo de “mineração urbana”, baseado em hubs logísticos e processamento descentralizado. A solução permite reduzir custos logísticos, diminuir a pegada ambiental do refino e mitigar riscos geopolíticos associados à forte concentração da produção e do refino de terras raras na China, hoje responsável por cerca de 90% da fabricação de ímãs e pela maior parte do processamento global. O episódio também aprofunda a dimensão geopolítica do tema, e aborda como Estados Unidos, União Europeia, Canadá e outros países vêm se mobilizando para diversificar o acesso a minerais críticos. A reciclagem surge, nesse contexto, como uma alternativa estratégica para garantir segurança energética, autonomia industrial e resiliência das cadeias produtivas em um cenário marcado por tensões comerciais e disputas tecnológicas. Além da análise global, a conversa destaca o posicionamento do Brasil, com o avanço de iniciativas voltadas à pesquisa, extração e scale-up de tecnologias para terras raras, incluindo projetos em Poços de Caldas (MG). Também são debatidos os principais desafios para a expansão desse tipo de solução, como a reorganização das cadeias logísticas reversas, a necessidade de parcerias industriais e o alto volume de capital exigido por deep techs e hard techs. O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
Foi lançada em Dezembro, em Angola, a REEDUCA – Rede de Educação Ambiental Angolana para a Prevenção, Redução, Reutilização e Reciclagem do Resíduo Plástico, uma iniciativa conjunta da Agência Nacional de Resíduos e da EcoAngola. A rede tem como objectivo reforçar a educação ambiental no país e promover uma gestão mais sustentável do lixo plástico. Dara Correia, coordenadora do projecto pela EcoAngola, explicou à RFI que o REEDUCA visa criar uma intervenção estratégica a nível nacional para mitigar os impactos do resíduo plástico. “O projecto é a nível nacional e teve como piloto a cidade de Luanda, entre Outubro e Dezembro. A intenção é expandir a rede para outras províncias”, afirmou. Na prática, o projecto começou com a elaboração de um diagnóstico que envolveu diferentes intervenientes do sector da gestão de resíduos, desde cooperativas de catadores a empresas especializadas. Em seguida, foram realizadas formações direccionadas a públicos distintos, incluindo líderes de cooperativas, catadores individuais e professores do ensino primário. Além das formações, o projecto promoveu uma campanha digital de sensibilização sobre prevenção, redução e reciclagem de resíduos plásticos. O lançamento da rede culminou num seminário com 72 participantes do sector, onde se enfatizou que a implementação efectiva da economia circular em Angola depende da união entre os diferentes intervenientes. Segundo a coordenadora do projecto, a educação ambiental é fundamental para mudar comportamentos. “Ainda estamos numa fase embrionária de consciencialização. É necessário um trabalho contínuo de educação ambiental no país”. O problema do plástico em Angola, de acordo com Dara Correia, é visível e urgente: “O plástico demora anos a decompor-se e transforma-se em microplásticos. Já se encontram resíduos plásticos nos peixes que consumimos e nos ambientes costeiros. É um problema que afecta a saúde e o meio ambiente de todos. Todos devemos mudar as nossas atitudes diárias”.
Policiais do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc) apreenderam 109 quilos de cocaína armazenados em um galpão de reciclagem em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, na quinta-feira (11). Os agentes chegaram ao local após um trabalho de inteligência que apontava o uso do imóvel como ponto de depósito e distribuição de entorpecentes.
Apesar de ser o país mais avançado em práticas de integração de catadores, faltam reconhecimento e infraestrutura para a categoria
O plástico tem mil e uma possibilidades. Inclusive, dar mais lucro para a indústria do petróleo – matéria-prima essencial para sua produção. No segundo episódio da série especial “Habitat do plástico”, nossa equipe foi até o centro da Terra para entender a origem do plástico, e por que ela explica tanta coisa sobre o processo de dominação dele sobre outros materiais.A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
A diretora de comunicação do Eletrão, Ana Matos, explica que apesar dos portugueses terem feito progressos na reciclagem, o país ainda está longe de cumprir as metas europeiasSee omnystudio.com/listener for privacy information.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (18/11/2025): O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ignorou alerta da própria AGU, que apontou o sindicato que tem na diretoria José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula, como um dos principais envolvidos em suspeitas de descontos ilegais a aposentados do INSS. O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi-FS) aparece em um processo interno da AGU, de 2024 que listou 9 “principais” entidades com “aumento significativo” de queixas judiciais sobre descontos não autorizados. A AGU afirmou que o documento não tinha objetivo de identificar fraudes e não levantou elementos suficientes para providências. E mais: Economia: Grupo Fictor e investidores árabes fazem oferta pelo banco Master Política: Esquema usou operação que lavou dinheiro do PCC, diz PF Metrópole: Presidência da COP propõe pacote de medidas para pontos polêmicos Internacional: Candidato conservador arranca como favorito para 2º turno no ChileSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Junto do avanço da tecnologia cresce também um desafio: o lixo eletrônico. Com a COP 30 se aproximando, o tema volta aos debates sobre sustentabilidade e economia circular. No episódio de hoje do Podcast Canaltech, a repórter Elisa Fontes conversa com Fernando Rodrigues, gerente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE). Ele explica como funciona o processo de reciclagem de eletrônicos no Brasil, os avanços do setor e as responsabilidades de cada ator nessa cadeia — do consumidor às empresas fabricantes. Você também vai conferir: Google e Epic propõem acordo que pode reabrir Android a lojas rivais; iPhone dobrável não terá Face ID; Vazam detalhes de câmera do Galaxy S26 Ultra; Huawei lança celular ultrafino com 2x mais bateria que o iPhone Air; Tera se mantém no topo dos SUVs mais vendidos do Brasil. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Marcelo Fischer e contou com reportagens de Cláudio Yuge, Vinícius Moschen e Paulo Amaral, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quando recicladas, as embalagens podem virar matéria prima para transformação de cerca de 38 artefatos homologados, além de assegurar mais sustentabilidade para o agronegócio
Boletim da ALMG - Edição n.º 6263
Texto cria o Dia Estadual do Campo Limpo, para conscientizar a população sobre a destinação correta das embalagens vazias de defensivos.
As mudanças eleitorais chegaram pelo voto jovem e pela abstenção. Estudo pós-eleitoral do ICS-ICTE concluiu que se inverteu a tendência de crescimento do ‘voto de última hora’. Foi para a abstenção que o PS mais perdeu e foi na abstenção que AD e Chega mais pescaram votos para crescer eleitoralmente. Em relação às presidenciais, as intenções de voto mostram que Gouveia e Melo vai buscar votos a quase todos os partidos, enquanto que Mendes, Ventura e Seguro estão muito dependentes dos eleitorados partidários. See omnystudio.com/listener for privacy information.
No programa de hoje do CoutoCast, eu, Eduardo Couto, falo sobre a reciclagem e a sua cadeia no Brasil e, também, sobre o racismo nos estádios brasileiros.Antes de ouvir não esqueça de Assinar o Feed do Blog e receber todos os conteúdos ou o Feed do CoutoCast no seu agregador! Não esqueça de seguir o CoutoCast no Twitter e Instagram!
Encontro vai durar dez dias e reunirá 176 países.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
As associadas Fernanda Balieiro e Luisa Rossit conversam com Diego Bartolo, cofundador e CSMO na Incentiv, sobre leis de incentivo e, especificamente, sobre a Lei de Incentivo à Reciclagem e outras oportunidades fiscais para o meio ambiente. O episódio aborda, de forma objetiva, o que são leis de incentivo, quem pode se beneficiar com elas, quais são os critérios para propor projetos e quais são as oportunidades para pessoas físicas e jurídicas neste âmbito.
Sua pílula de impacto diária está no ar!Reciclagem é importante, mas não resolve um sistema que continua produzindo lixo em escala industrial. Tá na hora de repensar antes de reciclar.Conversas Sustentáveis:Spotify: Conversas Sustentáveis - Educando, Inovando e Conectando para um mundo melhor.Site: https://www.conversassustentaveis.coInstagram: Instagram (@conversassustentaveis)LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/conversassustentaveis/Wagner Lopes:LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/wagner-lopes-06301a64/Instagram: Instagram (@wslopes)
Onde você coloca uma roupa rasgada que não usa mais? E os sapatos, o que fazer quando ficam em mau estado? Na Europa, desde o começo do ano, é proibido colocar têxteis e calçados no lixo comum – mas apesar da boa intenção, a medida continua a ignorar o impacto das indústrias de fast fashion no continente. Em 1º de janeiro de 2025, entrou em vigor na União Europeia uma nova diretiva que proíbe os cidadãos de não realizarem a coleta seletiva do vestuário. Apenas tecidos molhados ou usados na construção civil devem ser descartados com o lixo orgânico, direto para incineração.Já as camisetas furadas e os tênis deteriorados devem ser colocados em pontos de coleta – de onde partirão, em tese, para a reciclagem.“Ainda tem muita roupa e têxteis em geral que são simplesmente jogados no lixo”, salienta Louise Curran, professora de Comércio Internacional da TBS (Toulouse Business School) e especialista na moda sustentável. “As pessoas não sabem a que ponto eles podem ser reaproveitados, ou pensam que se está um pouco estragado, ninguém mais vai querer usar. Perdemos um pouco o hábito se consertar, e as jovens gerações mal sabem costurar um botão.”Outro problema é que, há anos, a reciclagem enfrenta dificuldades para se desenvolver na Europa. Na Bélgica, por exemplo, as associações que recuperam as roupas já não davam conta dos volumes cada vez maiores de peças jogadas fora – no ano passado, subiram 17%, algo jamais visto, relata Franck Kerckhof, diretor-adjunto da federação Ressources.“É claro termos uma obrigação de coleta seletiva dos têxteis é bem-vindo positivo”, diz. “Porém colocaram a carroça na frente dos bois: adotaram essa obrigação antes de implementar um plano para financiá-la. Hoje, são os atores da economia social e solidária que se encarregam da coleta seletiva – e eles não têm vocação de bancar a gestão do lixo dos cidadãos.”Fast fashion sob pressãoEste até poderia ser um “bom problema”, se a qualidade das peças recuperadas nos pontos de coleta não fosse cada vez pior. Com a valorização dos produtos de segunda mão na última década, os consumidores agora tendem a descartar apenas as roupas que não conseguem revender em plataformas especializadas.Para piorar o quadro, grande parte do vestuário que vai parar no lixo é, originalmente, de baixa qualidade e feita com materiais impossíveis de reciclar, como poliéster e acrílico.“Isso está no foco do problema: a atuação dos produtores e, em especial, os de fast fashion e ultra fast fashion. Em resumo: é preciso urgentemente regular esse mercado e que os produtores assumam uma parte dessa responsabilidade sobre como a cadeia deve funcionar desde o como, com a escolha dos tecidos, até o fim da vida de uma peça”, clama Kerckhof.O diretor-adjunto da Ressources defende a adoção de um "ecoimposto" para financiar o destino final destas roupas, a exemplo dos que já existe para vários outros setores como baterias, produtos eletrônicos e pneus. Mas a solução não é tão simples num momento em que o mercado europeu é invadido pelas plataformas de ultra fast fashion chinesas, como Temu e Shein, salienta Curran.“Do ponto de vista logístico, tentar controlar todos esses pequenos pacotes que chegam da Ásia é extremamente complicado. Estamos falando de milhões de pacotes por dia, e não tem como esperar que a alfândega abra cada um e verifique onde e como foram feitos”, indica. “Então, vai ser preciso que as marcas queiram contribuir.”UE aposta em garantir melhor qualidade das marcas do blocoAté o momento, a Comissão Europeia tem preferido pressionar as fabricantes do bloco a adotarem melhores práticas e garantir que elas sejam aplicadas, em vez de impor novos impostos que tornariam a concorrência ainda mais dura com os produtos asiáticos.“As grandes marcas de fast fashion, como H&M, Zara e até Primark, melhoraram muito na transparência da cadeia de produção. Ainda não são perfeitas, mas temos à disposição muitos sites com informações sobre o que é de onde vêm o que estamos comprando, inclusive quanto usou de água, a taxa de reciclabilidade”, afirma a especialista. “Já a ultra fast fashion continua extremamente opaca, o que leva as fast fashion a afirmarem que não estão mais conseguindo concorrer nestas condições.”A pesquisadora britânica participa do projeto Twin Seeds sobre as cadeias globais de valor à luz da crise climática. Ela observa ainda que países produtores de matérias-primas naturais, como o Brasil com o algodão, poderão se beneficiar do eventual aumento da regulamentação sobre o setor têxtil na Europa.“O algodão é uma matéria-prima natural que pode ser reciclada se for monofibra, ou seja, se não estiver misturada com elastano, poliéster ou outro. Ele tem a grande vantagem de não ter origem na indústria fóssil”, frisa. “O Brasil talvez tenha aí uma oportunidade, nesta nova concepção de roupas mais ecorresponsáveis e respeitosos do meio ambiente, se um dia conseguirmos chegar lá.”
O plástico tem sido posto como parte da nossa comodidade. Quantos milhões de embalagens (em plástico) acomodam os iogurtes ou a água que usamos? Eles servem para uns instantes de consumo, ciclo de utilização mínimo e depois – lixo. Começou essa semana em Busan, na Coreia do Sul, a rodada final da negociação de um tratado que pretende colocar fim à poluição por plásticos. Para a ONU essa é uma “oportunidade histórica” para proteger o planeta, que “está sendo afogado na poluição plástica”.
Os fãs da Marvel estavam eufóricos com a chegada de Deadpool & Wolverine aos cinemas. Não por acaso, lotaram os cinemas e o filme, em sua semana de estreia, já ultrapassou a marca de US$ 500 milhões arrecadados mundialmente!O filme devolve a Hugh Jackman o papel de Wolverine depois de 7 anos de sua última aparição em Logan e finalmente promove o encontro entre dois dos herois mais carismáticos da Marvel. Tudo isso envolto em uma história tímida, repleta de fan service e cheia de piadas duvidosas.Deadpool & Wolverine certamente incorporaram o lema de "filme de bonequinho" e parecem não se importar em posicionar a obra como um produto midiático, com pouca (ou nenhuma) profundidade e entregando para os fãs reencontros que parecem ser mais um serviço de reciclagem.Pois bem, hoje Rafael Arinelli recebe Victor Russo (Filmes e Filmes), Nathalie Alves (Escrocríticas) e Rodrigo Basso (Leitor Cabuloso) para discutir o significado de um filme como Deadpool & Wolverine. Como esta obra se encaixa no MCU? Qual a função prática de produzir um filme centrado apenas no entretenimento? O que isso significa para o cinema como um todo? E como os fãs têm recebido o filme?Ajeite sua roupa feita de neoprene, couro sintético e lycra, nas cores amarelas e vermelhas, pegue suas espadas e venha preparado para ouvir um podcast com spoiler e cheio de informação.• 04m30: Pauta Principal• 1h21m57: Plano Detalhe• 1h40m06: EncerramentoOuça nosso Podcast também no:• Feed: https://bit.ly/cinemacaofeed• Apple Podcast: https://bit.ly/itunes-cinemacao• Android: https://bit.ly/android-cinemacao• Deezer: https://bit.ly/deezer-cinemacao• Spotify: https://bit.ly/spotify-cinemacao• Amazon Music: https://bit.ly/amazoncinemacaoAgradecimentos aos patrões e padrinhos: • André Marinho• Anna Foltran• Bruna Mercer• Charles Calisto Souza• Daniel Barbosa da Silva Feijó• Diego Lima• Eloi Xavier• Gabriela Pastori• Guilherme S. Arinelli• Gustavo Reinecken• Katia Barga• Thiago Coquelet• William SaitoFale Conosco:• Email: contato@cinemacao.com• Facebook: https://bit.ly/facebookcinemacao• Twitter: https://bit.ly/twittercinemacao• Instagram: https://bit.ly/instagramcinemacao• Tiktok: https://bit.ly/tiktokcinemacaoApoie o Cinem(ação)!Apoie o Cinem(ação) e faça parte de um seleto clube de ouvintes privilegiados, desfrutando de inúmeros benefícios! Com uma assinatura a partir de apenas R$5,00, você terá acesso a vantagens incríveis. E o melhor de tudo: após 1 ano de contribuição, recebe um presente exclusivo como agradecimento! Não perca mais tempo, acesse agora a página de Contribuição, escolha o plano que mais se adequa ao seu estilo e torne-se um apoiador especial do nosso canal! Junte-se a nós para uma experiência cinematográfica única!Plano Detalhe:• (Basso): Série: O Urso• (Basso): Podcast: Caquitas• (Nathalie): Filme: Love Lies Bleeding• (Victor): Filme: Santa Maud• (Victor): Filme: Greice• (Victor): Filme: O Mal Não Existe• (Victor): Mostra: Amor ao Cinema• (Rafa): Youtube: Fittipaldi BrothersEdição: ISSOaí Design
O objetivo é fortalecer a estruturação de cooperativas e associações de catadoras e catadores e incentivar a reciclagem e a melhoria da gestão de resíduos sólidos no País. Sonoras:
O helicóptero da RECORD flagrou um incêndio de grandes proporções, que tomou conta de uma montanha de sucata acumulada na área externa de uma empresa de reciclagem, localizada no bairro Colônia, extremo leste da capital paulista. As chamas começaram na manhã desta quinta-feira (2). Veja também nesta edição do JR 24 Horas: Mulher investigada por levar o tio morto em agência bancária é solta no Rio de Janeiro.
Quando, em Portugal, há 50 anos, em uma quinta feira de abril, como hoje https://folha.com/0jrw4cet Are we on the road to civilisation collapse? https://www.bbc.com/future/article/20190218-are-we-on-the-road-to-civilisation-collapse How Big Business Broke Recycling (And Blamed You) https://youtu.be/JK1BfPw7lnQ?si=Q3VAcjZrp1kBHjID Cocaína contamina de maneira preocupante baía de Santos (SP), afirma pesquisador https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/04/cocaina-contamina-de-maneira-preocupante-baia-de-santos-sp-afirma-pesquisador.shtml Sebastião Salgado na Revolução dos Cravos: Veja fotos inéditas que ... Read more
Representantes de 175 países, especialistas, organizações e lobistas da indústria realizam uma nova etapa de negociações das Nações Unidas de um tratado global contra a poluição dos plásticos – um derivado do petróleo onipresente na vida moderna. Ao mesmo tempo em que se tornaram banais, os plásticos ameaçam ecossistemas e atrasam o caminho para a redução do uso de fontes fósseis no mundo. Lúcia Müzell, da RFI Brasil em ParisA quarta rodada de diálogos, de um total de cinco, acontece em Ottawa, no Canadá. Nesta fase, a expectativa é os países conseguirem enxugar o texto que é negociado há quase dois anos. Até aqui, o processo tem sido marcado por fortes oposições entre os países produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, e os que desejam a adoção de um pacto internacional para limitar o consumo e a produção de determinados plásticos, como a maioria dos europeus. Um acordo final vinculante é esperado na reunião que ocorrerá em novembro, na Coreia do Sul."O tratado é muito longo, detalhado, e tem muitos elementos que ainda estão em aberto. Nós fazemos um apelo aos países para que tratem com a devida urgência a questão da poluição plástica e possam encaminhar os consensos com mais velocidade”, disse o gerente de políticas públicas da WWF-Brasil, Michel Santos, que está em Ottawa. "Acreditamos que é possível. Nós temos visto posturas muito positivas nesse sentido, inclusive do Brasil, que chega com uma postura mais propositiva e proativa, fazendo jus a um país que vai receber o G20 este ano e a COP30 no ano que vem.”O plástico, um dos materiais mais baratos para o uso em diversas indústrias, é encontrado desde em utensílios da vida cotidiana até em produtos médicos, de higiene e na alimentação, que o leva à corrente sanguínea de seres humanos e animais. Na natureza, os microplásticos – as menores partículas em que eles podem ser produzidos ou transformados, inferiores a 5 milímetros – poluem o meio ambiente, em especial os oceanos e solos, e causam problemas de saúde aos seres vivos.Hoje, o mundo fabrica 460 milhões de toneladas de plásticos por ano – mas esse número pode triplicar até 2060, se nenhuma ação mais efetiva para reduzi-los for adotada no âmbito internacional. Com frequência, o uso do polímero virgem sai mais barato do que reciclar o resíduo.“Existem diversos tipos de plásticos e não estamos aqui demonizando e querendo proibir todos. Queremos trabalhar pelo banimento daqueles que não têm reciclabilidade, os chamados plásticos problemáticos, os de uso único”, ressalta Santos. "O plástico durável é muito utilizado e trouxe avanços à sociedade”, afirma.Apoio para os países em desenvolvimentoO secretário nacional do Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, representa o Ministério do Meio Ambiente nas reuniões. Ele avalia que o acordo estará bem encaminhado se, no Canadá, os países conseguirem chegar a definições claras sobre quais os tipos de plásticos devem ser limitados. Disso dependerá o grau de flexibilidade dos países resistentes a um tratado internacional ambicioso.“Mas a gente precisa ter um trabalho interseccional sobre financiamento também”, pondera o secretário."Não adianta a gente falar de um acordo internacional e deixar para discutir a questão da capacitação, da transferência de tecnologia, financiamento privado e público, em especial para os países que têm maior dificuldade. A gente precisa de uma abordagem um pouco mais sistêmica, pensando como apoiar prefeituras pelo mundo a estruturarem bons sistemas de gestão, como reduzir a quantidade de embalagens, tirar as que não tem reciclabilidade ou têm um alto custo para a reciclagem”, explica Maluf.Brasil ainda não tem lei para restringir plásticosO Brasil é um ator importante neste universo – além de ser produtor de petróleo, a matéria-prima do produto, também é o quarto maior consumidor do mundo de plásticos. Entretanto, apenas uma parte insignificante disso, 1,3%, é reciclada, conforme levantamentos da WWF e da organização americana Center for Climate Integrity . O índice é bastante inferior à média global de reciclagem, que já é baixa, de somente 9%.Já a taxa de reciclagem pós-consumo – ou seja, o plástico descartado pelos consumidores, como as embalagens – chega a 25,6% no Brasil. O desempenho é positivo na comparação com outras economias em desenvolvimento, mas ainda é distante do percentual verificado nos países da União Europeia (40%).Sem reaproveitamento suficiente, cerca de 325 mil toneladas de plástico vão parar no mar a cada ano no Brasil, segundo a organização internacional Oceana, que combate o problema. Atualmente, dois projetos de lei tramitam no Congresso para limitar estes danos: o PL 2.524/2022 visa banir os plásticos de uso único, como sacolinhas e canudos, e o PL 1.874/2022 estimula a economia circular de forma mais vasta no país, incluindo a reciclagem.Consenso internoEntretanto, a questão da redução da produção permanece delicada, devido ao peso da indústria petroquímica na economia do país. Nesse sentido, está em discussão em Ottawa a adoção de metas mínimas de reciclabilidade dos plásticos fabricados e a diminuição dos aditivos tóxicos utilizados no processo.Já a cadeia da reciclagem, que emprega quase 1.000 catadores, por muito tempo se opunha à imposição de redução da produção, mas agora vê com bons olhos a evolução do debate social sobre o tema.“A gente conseguiu construir a nossa posição [internamente]. Nas últimas reuniões, os ministérios das Minas e Energia e da Indústria ainda tinham visões diferentes. Nesse meio tempo, tivemos mais de 10 reuniões conjuntas e construímos uma posição mais consensual, junto à Casa Civil, e viemos aqui para o mundo tenha um acordo”, indica Adalberto Maluf. "O mundo não pode esperar: precisamos de um tratado global que reduza a poluição plástica urgentemente – e não pode passar do fim desse ano”, defende o secretário.
Por meio da solução de Consulta COSIT 11/2024, a Receita Federal vedou o creditamento de PIS e COFINS pelas despesas com reciclagem. Vamos analisar essa posição do Fisco?
A demanda por carros elétricos não para de crescer. Com isso, se intensifica também a corrida pelas matérias-primas para criação de baterias, parte mais importante do veículo. O problema é que a fabricação dessas peças gera impactos negativos ao meio ambiente. Para piorar, os números de reciclagem de baterias ao redor do mundo continuam muito tímidos.Como lidar com esse problema? É o que procuramos entender com a ajuda de Amilton Botelho, doutor em Engenharia Química e pesquisador na área de reciclagem de baterias de veículos elétricos. Será que estamos perto uma alternativa viável às baterias de íons de lítio, as mais comuns do mercado? Para saber a resposta, dá o play e vem com a gente!ParticipantesThiago MobilonPaulo Higa Josué de Oliveira Amilton Botelho Mande seu recadoGrupos da Caixa Postal do Tecnocast:Telegram: t.me/caixapostaltecnocastWhatsApp: tbnet.me/caixapostaltecnocast Você pode mandar comentários (inclusive em áudio, vai que você aparece no Tecnocast?), dúvidas, críticas e sugestões. Participe!Se preferir, você pode se comunicar conosco pela Comunidade e através do e-mail tecnocast@tecnoblog.net.CréditosProdução: Josué de OliveiraEdição e sonorização: Ariel Liborio Arte da capa: Vitor Pádua
Promoção Black Ninja KaBuM! O KaBuM! traz novamente a campanha que você esperava: Black Ninja KaBuM, com até 70% de desconto e em até 10x sem juros no cartão de crédito para dar aquele upgrade no seu setup com produtos incríveis. Tem placas de vídeo, teclados, notebooks e muito mais. Válido até 23/08. Confira aqui: https://canalte.ch/blackninja No mundo atual, os produtos eletrônicos conquistam consumidores com embalagens plásticas ou de papel, feitas para chamar a atenção de quem está comprando. O problema é que, depois que o produto é aberto, essas embalagens são descartadas, muitas vezes, de forma incorreta, podendo causar danos irreparáveis ao planeta e à nossa própria saúde. Para explicar pra gente como esse descarte pode ser feito de forma consciente e responsável, eu recebo hoje aqui no Podcast Canaltech o Nilson Maestro, presidente da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos. Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast. Vote no Canaltech no Prêmio Ibest 2023: https://app.premioibest.com/ Conheça o Porta 101. Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @Canaltech nelas todas. Entre em contato pelo nosso e-mail: podcast@canaltech.com.br Entre no Canaltech Ofertas. Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Igor Almenara, Durval Ramos, Paulo Amaral, Felipe Demartini e Douglas Ciriaco. Edição por Vicenzo Varin. A revisão de áudio é da dupla Gabriel Rimi e Samuel Oliveira. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta segunda-feira (20), o presidente anunciou o retorno do programa Mais Médicos, numa versão repaginada em relação àquele que entrou em vigor na gestão Dilma Rousseff, em 2013. E não foi a primeira repaginada do terceiro mandato. O governo federal relançou o Minha Casa Minha Vida com novidades e começou a pagar o novo Bolsa Família, no valor mínimo de R$ 600. Para detalhar o que os programas têm de diferente e o que motiva a volta dessas marcas petistas, Natuza Nery conversa com Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN. Neste episódio: - Bernardo destaca o aspecto “vale a pena ver de novo” do terceiro mandato de Lula (PT): na falta de uma “marca nova” para esta gestão e diante de uma relação mais difícil com o Congresso e a oposição, o presidente investe em um “passado mais cor de rosa do que realmente era”; - Ele destaca a especificidade do Mais Médicos, que foi lançado no mandato de Dilma e alvo de muitas críticas pelas entidades da categoria. Na nova versão do programa, Lula "reage às críticas do bolsonarismo” e prioriza médicos brasileiros; - O jornalista explica também que o modelo seguido pelo presidente é o do mandato Lula 2 – e como o governo busca evitar ser associado ao governo Dilma. "A fórmula é a mesma”, afirma Bernardo, em relação ao período de 2007 e 2010. “É a ideia que o Estado tem papel importante na economia”.