Podcasts about censo

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Latest podcast episodes about censo

El Faro
El Faro | Gonzalo Escarpa, creador del 'Censo Nacional de Poetas'

El Faro

Play Episode Listen Later Aug 18, 2026 16:29


Laura Piñero entrevista a Gonzalo Escarpa, director de "Laboratorio de Creación" y creador del 'Censo Nacional de Poetas', un registro nacional gratuito para saber cuántas personas escriben poesía actualmente en España y crear una comunidad en torno a la poesía en nuestra lengua. 

Mañanas BLU con Néstor Morales
Pereira avanza en censo de damnificados por terremoto: estima 35.000 familias afectadas

Mañanas BLU con Néstor Morales

Play Episode Listen Later Aug 18, 2026 11:40


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SBS Spanish - SBS en español
Programa | SBS Spanish | Australia registra participación digital récord en Censo Nacional 2026

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 56:28


Programa 13/08/26: Australia registra una participación digital récord en el Censo Nacional 2026. España finaliza el ejercicio aéreo Pitch Black. Venezuela y la oposición inician conversaciones de transición, y en deportes, Western United pierde su licencia en la A-League por crisis económica.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Spanish - SBS en español
Noticias SBS Spanish | El censo se llevará a cabo esta noche, martes 11 de agosto en todo el país

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 10:35


Boletín 11/08/26: El gobierno busca tranquilizar a la población y asegurarles que el censo será seguro, tras los recientes casos de bots de IA descontrolados y filtraciones de datos en grandes organizaciones.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Spanish - SBS en español
Programa | Spanish | Australia advierte sobre multas a quienes que no cumplan con el Censo

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 54:30


Programa 7/8/26: El gobierno australiano advierte que se impondrán multas de 364 dólares al día a quienes no llenen el formulario del Censo, y de 3.640 dólares a quienes incurran en información falsa. Escucha el programa de este domingo.

SBS Portuguese - SBS em Português
Programa ao Vivo | 9 de agosto

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Aug 9, 2026 50:00


Assistente social Deize Lima, de Melbourne, conta como enfrentou o diagnóstico de esclerose múltipla e construiu uma rede de apoio na Austrália. Jogadores brasileiros e portugueses da Juventus e Palermo de passagem por Perth também terão de participar do Censo australiano em 11 de agosto. Passaportes pedidos nos consulados brasileiros de Lisboa, Porto e dos Estados Unidos voltarão a ser impressos no Brasil. A Ponte 25 de Abril completa 60 anos como a travessia mais movimentada sobre o rio Tejo. O Teatro Amazonas e o Theatro da Paz recebem o reconhecimento de Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO.Assistente social Deize Lima, de Melbourne, conta como enfrentou o diagnóstico de esclerose múltipla e construiu uma rede de apoio na Austrália. Jogadores brasileiros e portugueses da Juventus e Palermo de passagem por Perth também terão de participar do Censo australiano em 11 de agosto. Passaportes pedidos nos consulados brasileiros de Lisboa, Porto e dos Estados Unidos voltarão a ser impressos no Brasil. A Ponte 25 de Abril completa 60 anos como a travessia mais movimentada sobre o rio Tejo. O Teatro Amazonas e o Theatro da Paz recebem o reconhecimento de Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO.

Hoy por Hoy
Hoy por hoy Noticias | Del censo de menores migrantes por parte de la Policía en Ceuta al giro de la derecha de América Latina

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 174:21


Miles de menores siguen en las calles de Ceuta mientras la Policía trabaja en censarlos a todos. El Gobierno central trata de gestionar el reparto de los menores entre las diferentes CCAA con la conformidad del PP, que carga contra el ejecutivo central por la gestión de la crisis. El Guardia Civil que mató a su expareja lo hizo por venganza, tras haber sido expulsado del cuerpo por denuncias anteriores. Y América Latina culmina su giro a la derecha con la toma de posesión de Abelardo De la Espriella en Colombia.

SBS Portuguese - SBS em Português
Até jogadores brasileiros e o português de passagem pela Austrália terão que responder ao censo

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 4:59


Juventus e Palermo fazem amistoso em Perth em 11 de agosto. Assim como todo o estafe de sua equipe presente no país, Francisco Conceição, Arthur, Bremer e Douglas Luiz, da gigante de Turim, terão que responder ao levantamento do governo australiano. Todos que estiverem na Austrália em 11 de agosto, incluindo astros internacionais do esporte e da música, deverão preencher.Juventus e Palermo fazem amistoso em Perth em 11 de agosto. Assim como todo o estafe de sua equipe presente no país, Francisco Conceição, Arthur, Bremer e Douglas Luiz, da gigante de Turim, terão que responder ao levantamento do governo australiano. Todos que estiverem na Austrália em 11 de agosto, incluindo astros internacionais do esporte e da música, deverão preencher. —-Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.

SBS Spanish - SBS en español
Census 2026: Why does the government ask these questions, and what happens to my personal details? - SBS Examines | Censo 2026: ¿Por qué el gobierno hace estas preguntas y qué sucede con mis datos personales?

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 10:20


Your answers won't impact your visa status, your child's education, or your rights in Australia — but they're important to help understand your community. - Tus respuestas no afectarán tu estatus migratorio, la educación de tus hijos, ni tus derechos en Australia, pero son importantes para comprender mejor a tu comunidad.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Portuguese - SBS em Português
Programa ao Vivo | 26 de julho

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 55:53


Ela é Miss e assistente social na Austrália: Maria Heneghan compete e promove a cultura baiana em Queensland. Como dados do Censo criam oportunidades de negócios para falantes da língua portuguesa. A ascensão do PIX do Brasil e a ira americana. Ampliação das doações de órgãos em Portugal começa em cinco hospitais. Conheça Mavi Brilhante, brasileira de 13 anos que levou sua voz às mesas de negociações da ONU.Ela é Miss e assistente social na Austrália: Maria Heneghan compete e promove a cultura baiana em Queensland. Como dados do Censo criam oportunidades de negócios para falantes da língua portuguesa. A ascensão do PIX do Brasil e a ira americana. Ampliação das doações de órgãos em Portugal começa em cinco hospitais. Conheça Mavi Brilhante, brasileira de 13 anos que levou sua voz às mesas de negociações da ONU.Para ouvir, clique no botão 'play' desta página.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.

SBS Spanish - SBS en español
2026 Census: What you need to know to ensure you're counted - Vida en Australia | Censo 2026: lo que necesitas saber para asegurarte de que te incluyan

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 9:51


The 2026 Census is on Tuesday 11 August and every person in Australia on this night must be counted. Census data is used to understand where we live, the languages we use at home (including Auslan), the support we need and how Australia is changing as a nation. Being counted helps ensure your community, culture and beliefs are represented. Here's what you need to know about completing the Census for your household. - El censo de 2026 tendrá lugar el martes 11 de agosto y se debe contar a todas las personas que se encuentren en Australia esa noche. Los datos del censo se utilizan para entender dónde vivimos, los idiomas que utilizamos en casa (incluido el auslan), el apoyo que necesitamos y cómo Australia está cambiando como nación. El hecho de que te cuenten ayuda a garantizar que tu comunidad, cultura y creencias estén representadas. Esto es lo que necesitas saber para completar el censo de tu hogar.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YoutubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Portuguese - SBS em Português
Organizações brasileiras usam dados do Censo da Austrália para planejar ações para a comunidade

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 12:31


Dados colhidos pelo Censo da Austrália são utilizados por negócios, organizações sem fins lucrativos e órgãos do governo para promover ações voltadas à comunidade. Com auxílio de empreendedores e filantropos, trouxemos exemplos de como as estatísticas geradas podem ser aplicadas na prática no dia a dia da comunidade e culminar em oportunidades para falantes da língua portuguesa.Dados colhidos pelo Censo da Austrália são utilizados por negócios, organizações sem fins lucrativos e órgãos do governo para promover ações voltadas à comunidade. Com auxílio de empreendedores e filantropos, trouxemos exemplos de como as estatísticas geradas podem ser aplicadas na prática no dia a dia da comunidade e culminar em oportunidades para falantes da língua portuguesa.

SBS Portuguese - SBS em Português
O que você sabe sobre o Censo da Austrália?

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 17:49


Vem ai, dia 11 de agosto o Censo 2026 da Austrália. Os dados são coletados online e também por papel em algumas regiões. Todos devem participar, sejam cidadãos ou pessoas em vistos temporários. Nós conversamos com brasileiros e uma portuguesa que contam como foi a experiência de participar desta coleta de dados do governo em anos anteriores.Vem ai, dia 11 de agosto o Censo 2026 da Austrália. Os dados são coletados online e também por papel em algumas regiões. Todos devem participar, sejam cidadãos ou pessoas em vistos temporários. Nós conversamos com brasileiros e uma portuguesa que contam como foi a experiência de participar desta coleta de dados do governo em anos anteriores.

SBS Portuguese - SBS em Português
Programa ao Vivo | 19 de julho

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 55:09


Oito estudantes de Goiânia campeões de um dos maiores torneios de robótica sediado em Sydney, a importância do Censo de 2026 para a comunidade de língua portuguesa e a capoeira adaptada do grupo We Are Ginga. Também apresentamos a história de uma fotografia de pássaros transformada em sinfonia premiada em Cannes. De Portugal, chegam reportagens sobre os 50 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e a crise dos viticultores do Douro antes das vindimas deste ano.Oito estudantes de Goiânia campeões de um dos maiores torneios de robótica sediado em Sydney, a importância do Censo de 2026 para a comunidade de língua portuguesa e a capoeira adaptada do grupo We Are Ginga. Também apresentamos a história de uma fotografia de pássaros transformada em sinfonia premiada em Cannes. De Portugal, chegam reportagens sobre os 50 anos do Parque Natural da Serra da Estrela e a crise dos viticultores do Douro antes das vindimas deste ano.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.

SBS Spanish - SBS en español
Censo 2026 | Analista explica la importancia de responder el Censo y cómo se utiliza esta información.

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 17:26


El Censo 2026 se llevará a cabo en Australia el 11 de agosto. Todos los ciudadanos australianos, estudiantes internacionales, titulares de visas temporales y visitantes que se encuentren en el país ese día deberán responderlo.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Spanish - SBS en español
Programa | Spanish | Verbena Rooftop le pone ritmo y sabor latino al invierno de Melbourne

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 53:35


Programa 14/7/26: Verbena Rooftop, es un festival gratuito que tendrá lugar este fin de semana. También hablamos del Censo en Australia y de la crisis política que ha escalado en Cuba. Además, tenemos lo mejor de la jornada deportiva.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíEn redes: síguenos en Facebook e Instagram.

SBS Portuguese - SBS em Português
2026 Census: What you need to know to ensure you're counted - Censo 2026: tudo o que você precisa saber para participar e garantir que a sua comunidade seja representada

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 13:00


The 2026 Census is on Tuesday 11 August and every person in Australia on this night must be counted. Census data is used to understand where we live, the languages we use at home (including Auslan), the support we need and how Australia is changing as a nation. Being counted helps ensure your community, culture and beliefs are represented. Here's what you need to know about completing the Census for your household. - O Censo de 2026 será realizado no dia 11 de agosto, terca-feira, e todas as pessoas que estiverem na Austrália nessa noite serão contabilizadas. Os dados coletados são utilizados para compreender onde vivemos, quais idiomas falamos em casa (incluindo a Auslan, língua australiana de sinais), quais são as necessidades da população em relação a serviços e assistência e como a Austrália está mudando como nação. Participar do Censo ajuda a garantir que a sua comunidade, cultura e crenças sejam representadas. Veja aqui o que você precisa saber para preencher o Censo da sua residência.O Censo de 2026 será realizado na terça-feira, 11 de agosto, e todas as pessoas que estiverem na Austrália nessa noite deverão ser contabilizadas. Os dados coletados ajudam a compreender onde vivemos, quais idiomas falamos em casa (incluindo a Auslan, a língua australiana de sinais), quais são as necessidades da população em relação a serviços e assistência e como a Austrália está mudando como nação.Participar do Censo ajuda a garantir que sua comunidade, cultura e crenças estejam representadas. Veja o que você precisa saber para preencher o Censo da sua residência.

Eslovaquia hoy, Magazín sobre Eslovaquia
Noticias y tema del día (3.7.2026 16:30)

Eslovaquia hoy, Magazín sobre Eslovaquia

Play Episode Listen Later Jul 3, 2026 6:55


Empezaremos hablándoles de la composición de las familias eslovacas en función de su composición étnica, por estudios, religión y lugar de asentamiento con la portavoz del Censo de Población y Viviendas que hasta el día de hoy siguen publicando datos y estudios sobre dichas cifras. A continuación, les hablaremos del hecho que una gran parte de los eslovacos con estudios universitarios dispone de una formación superior a la que realmente se le solicita para su puesto de trabajo. A pesar de que es una tendencia europea, analizaremos por qué ocurre esto en nuestro país, en Eslovaquia.

Hoy por Hoy
Las 8 de Hoy por Hoy | El PP niega que haya acusado al Gobierno de fraude electoral o de alterar el censo

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 16:30


El PP niega que hablar de fabricar votantes y de "ingeniería electoral" sea acusar al Gobierno de pretender fraude electoral o 'pucherazo'. Los populares rechazan ahora una ley de 2022 que se aprobó en el Congreso y que ha concedido la nacionalidad a 1 millón de nietos de exiliados españoles que viven en el extranjero. De ellas, 300.000 están registradas, algo que no implica directamente que vayan a votar. La cifra de solicitudes de migrantes que han pedido la regularización es de 1.170.000, un dato que adelante la Ser. En Andalucía, PP y Vox apuran las horas para alcanzar un acuerdo antes de la segunda votación de investidura que se celebra hoy. 

El podcast de Francisco Marhuenda
La alteración del censo electoral

El podcast de Francisco Marhuenda

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 2:23 Transcription Available


«Las dos leyes de la memoria no solo eran innecesarias, sino que perseguían la ruptura de la sociedad y el frentismo político»

Tertulia de Federico
Tertulia de Federico: Un plan para reventar el censo electoral

Tertulia de Federico

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 87:17


Federico analiza con Carlos Cuesta, Marhuenda y Rosana Laviada las medidas de Sánchez encaminadas a alterar el censo electoral.

Hoy por Hoy
Las 8 de Hoy por Hoy | El PP insinúa que el Gobierno altera el censo electoral con el voto de los españoles del extranjero

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 16:23


El PP insinúa que el Gobierno altera el censo electoral con el voto de los españoles del extranjero, a pesar de que cuando Feijóo era presidente de la Xunta de Galicia fue a Buenos Aires a buscar apoyo. Vox celebra que los populares se unan a su discurso, en plenas negociaciones para el Gobierno de Andalucía. La ultraderecha redobla su presión y pide suspender el voto por correo a quienes viven fuera de España, lo que afecta a 2,7 millones de personas. En Andalucía, el presidente en funciones, Juanma Moreno Bonilla, perdió la primera votación de investidura con el voto en contra de Vox que sigue condicionando su apoyo a la prioridad nacional. En EE.UU. la Corte Suprema tumba una de las medidas estrella anrtiinmigración de Trump y reconoce el derecho de los hijos de los migrantes irregulares a adquirir la nacionalidad. 

Hoy por Hoy
Hoy por Hoy | De Feijoo acusando al Gobierno de alterar el censo electoral a la sorpresas del Mundial

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 160:53


Feijoo ha acusado al gobierno de alterar el censo electoral, después de que 2,4 millones de latinoamericanos hayan sido naturalizados por la ley de nietos, que permite obtener la nacionalidad a los descendientes de exiliados. Por otro lado, hoy termina el plazo de solicitud de regularización extraordinaria que impulsó el Gobierno. Asimismo, el juez Pedraz imputa a la presidenta de la SEPI, Belén Guada, y a 24 personas más en el caso Leire. Del mundial de fútbol, Alemania y Holanda han sido eliminadas en dieciseisavos y Brasil sufrió para eliminar a Japón. 

Podcast de La Hora de Walter
02 23-06-26 LHDW Jairo Fdez: La manipulación del censo para votar sigue en aumento, ojo a Argentina, Venezuela y Cuba

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 24:42


02 23-06-26 LHDW Jairo Fdez: La manipulación del censo para votar sigue en aumento, ojo a Argentina, Venezuela y Cuba

Podcast de La Hora de Walter
02 23-06-26 LHDW Jairo Fdez: La manipulación del censo para votar sigue en aumento, ojo a Argentina, Venezuela y Cuba

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 24:42


02 23-06-26 LHDW Jairo Fdez: La manipulación del censo para votar sigue en aumento, ojo a Argentina, Venezuela y Cuba

SBS Portuguese - SBS em Português
Ministra de Assuntos Multiculturais critica Pauline Hanson querer 'país monocultural' | Notícias 19 de junho

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 8:14


Ministra para Assuntos Multiculturais, Anne Aly, critica discurso de Pauline Hanson sobre Austrália “monocultural” e diz que fala reforça divisão e falta de propostas. Líderes religiosos alertam que medo de discriminação pode levar australianos a não declararem sua religião no Censo de 2026. Vice-presidente dos EUA, JD Vance, pede que Israel pare de criticar acordo entre Estados Unidos e Irã e defende continuidade das negociações em curso. A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer contra a suspensão da Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Portugal vai disponibilizar fisioterapia em casa com tablets e inteligência artificial, permitindo acompanhamento remoto dos pacientes. Brasil enfrenta Haiti na Copa de 2026 sem Neymar, e Portugal busca primeira vitória na fase de grupos.

24 Horas | Showcast - La mañana informativa
Irregularidades en censistas: "Es un mínimo que no opaca toda la operación logística"

24 Horas | Showcast - La mañana informativa

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 19:40


Ignacio Irarrázaval, director del Centro de Políticas Públicas UC, destacó que, si bien son hechos graves, el Censo 2024 tuvo una logística comparable "a contratar a todo el personal de la Armada por tres meses",

Podcast de La Hora de Walter
02 03-06-26 LHDW Jairo Fdez nos cuenta que el Gobierno está adulterando el censo para sus intereses. Nadie hace nada

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 37:10


02 03-06-26 LHDW Jairo Fdez nos cuenta que el Gobierno está adulterando el censo para sus intereses. Nadie hace nada

Podcast de La Hora de Walter
02 03-06-26 LHDW Jairo Fdez nos cuenta que el Gobierno está adulterando el censo para sus intereses. Nadie hace nada

Podcast de La Hora de Walter

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 37:10


02 03-06-26 LHDW Jairo Fdez nos cuenta que el Gobierno está adulterando el censo para sus intereses. Nadie hace nada

Governo do Estado de São Paulo
Sonora : Natália Resende - Secretária do Meio Ambiente,Infraestrutura e Logistica - Censo Rural amplia acesso ao saneamento básico em áreas historicamente excluídas

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later May 29, 2026 0:24


Natália Resende - Secretária do Meio Ambiente,Infraestrutura e Logistica - Censo Rural amplia acesso ao saneamento básico em áreas historicamente excluídas

Noticentro
Lluvias en CDMX dejaron el equivalente a seis Estadios Banorte llenos de agua

Noticentro

Play Episode Listen Later May 26, 2026 1:47 Transcription Available


Más de 20 estados seguirán bajo lluvias este martes Coyoacán inicia censo vehicular por Mundial 2026Descubren extraño pulpo azul en las islas GalápagosMás información en nuestro podcast#grc

Semilla Monterrey
Números 1 | Primer censo

Semilla Monterrey

Play Episode Listen Later May 25, 2026 65:20


Serie: En el desiertoSi deseas saber sobre los horarios, la ubicación de nuestras reuniones y mas, te invitamos a descargar nuestra app dando clic en el siguiente enlace: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://subsplash.com/semillademostazamty/app⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.semillamonterrey.com

Noticentro
FIFA revela detalles de la inauguración del Mundial 2026

Noticentro

Play Episode Listen Later May 9, 2026 1:50 Transcription Available


Coyoacán realiza censo vehicular para facilitar la movilidad de residentes  Nuevo León concluirá ciclo escolar el 19 de junio  Edomex reporta más de 880 denuncias por fraude y llamadas maliciosas  Más información en nuestro podcast#grc

Universo de Misterios
1952 - Censo Planetario Galáctico: ¿Qué tipo de mundo abunda más allá del Sol? - Episodio exclusivo para mecenas

Universo de Misterios

Play Episode Listen Later May 2, 2026 60:37


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! 1952 - Censo Planetario Galáctico: ¿Qué tipo de mundo abunda más allá del Sol? TLMSSL2C ¿Cuál es el tipo de planeta más común en la galaxia? Durante la última década, los astrónomos creyeron tener una respuesta razonable a esa pregunta. Pero una nueva investigación nos dice que hay que actualizar la idea que se tenía. Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Preguntas y Respuestas con el Pastor Carlos Stahl
Episodio 363 - ¿Porqué Dios deja que David escoja su castigo cuando realiza el censo?

Preguntas y Respuestas con el Pastor Carlos Stahl

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 22:01


El Pastor Carlos Stahl aborda el tema sobre porqué David pudo escoger sus consecuencias luego de realizar el censo en Israel.

Radio Praga - Español
Irán y el largo camino de vuelta a Chequia | El tradicional censo de murciélagos | La babybox número 92

Radio Praga - Español

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 29:10


Irán y el largo camino de vuelta a Chequia | El tradicional censo de murciélagos | La babybox número 92 | Conos Praga: los trdelník triunfan en Venezuela

Rádio Escafandro
154: Hoje é dia de gospel, bebê

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 70:12


De acordo com o Censo de 2022, um a cada quatro brasileiros é evangélico. Durante os anos 1980, porém, essa situação era bem diferente. Só 6% da população se dizia evangélica, e poucas coisas eram consideradas mais caretas pela geração jovem e roqueira do que “ser crente”. Isso começou a mudar em 1989, quando uma igreja decidiu apostar no rock como uma estratégia inovadora de evangelização. Sob forte influência da cultura evangélica norte-americana, a Igreja Renascer em Cristo revolucionou a música religiosa brasileira e introduziu uma nova palavra no vocabulário fonográfico: gospel. Levantamentos especializados apontam que a música gospel representa 20% do mercado fonográfico nacional. E esse mercado consumidor, de mais de 47 milhões de pessoas, começou a ser construído quando um jovem músico baiano e um ex-figurão da publicidade da TV Globo ajudaram a emplacar uma banda de rock gospel.O episódio 154 de Escafandro mergulha na história da música gospel, conta como esse gênero musical dominou o Brasil, e como isso ajudou a religião evangélica a se espalhar por todo o país. Mergulhe mais fundoDiscípulos, o novo podcast da Rádio Guarda-ChuvaDiscoteca BásicaEpisódios relacionados#124: Os falsos gringosEntrevistados do episódioAntonio AbbudPublicitário e bispo da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.Paulinho MakukoMúsico. Baterista e vocalista da banda Katsbarnea. Ricardo AlexandreJornalista, escritor, documentarista, e roteirista do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Autor de “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”. Apresentador do podcast Discoteca Básica. Ficha técnicaProdução, reportagem e edição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo GamaDesign das capas dos aplicativos e do site: Cláudia FurnariDireção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

Primera Plana: Noticias
México se convierte en el principal socio comercial de EE.UU.

Primera Plana: Noticias

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 5:13


En 2025, las importaciones de Estados Unidos desde México reportaron su mayor registro al ascender a 534 mil 873.5 millones de dólares, de acuerdo con la Oficina del Censo estadounidense. Claudia Sheinbaum manifestó que las Fuerzas Armadas son garantía para que México decida de forma independiente en un cambiante orden mundial que pone en riesgo la independencia de las naciones. El Tren Suburbano que irá de Buenavista al Aeropuerto Internacional Felipe Ángeles AIFA estará funcionando antes de Semana Santa, además el proyecto se encuentra en etapa final. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Oxigênio
#213 – Curupira: da floresta à COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 42:54


O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi.  ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará.  Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade.  Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial.  Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos.  Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso.  Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e  desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem.  Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos.  Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso.  Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar.  Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso  Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro  na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa  para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho,  para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói.   Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo.   Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas  de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele  retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia.  Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza.  Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida.  Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia.   Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias.  Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira?  Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta.  Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta.  Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária.  Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro?   Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia.  Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza.  Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto,  não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta.  Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia?  Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza.  Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável.  Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi.  A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau. 

Podcast do PublishNews
408 - Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico

Podcast do PublishNews

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 71:40


No podcast do PublishNews conversamos sobre o Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico, uma iniciativa da Quadrinhopédia em parceria com o Comitê Nacional de Quadrinhos e o coletivo Quadrinistas Uni-Vos. O projeto fez um mapeamento de todas as pessoas que trabalham e atuam com quadrinhos e/ou humor gráfico no Brasil. Para falar um pouco sobre esta importante pesquisa, Lucio Luiz é jornalista, roteirista de quadrinhos e pesquisador acadêmico e fundador da Quadrinhopédia e Paloma Diniz, ilustradora para livros, revistas, HQs, audiovisual e animações, discutem as motivações por trás do censo, os desafios enfrentados pelos profissionais, a necessidade de valorização e profissionalização da categoria. Além disso, são abordados estereótipos e barreiras que dificultam a inclusão de diversos grupos no mercado de quadrinhos. Você pode baixar o censo aqui: https://quadrinhopedia.com.br/wp-content/uploads/censo2025.pdfEste é um episódio 408 do Podcast do PublishNews do dia 10 de fevereiro de 2026 e gravado no dia 9. Eu sou Fabio Uehara e não se esqueça de assinar a nossa newsletter, nos seguir nas redes sociais: Instagram, Linkedin, Facebook e TikTok. Todos os dias com novos conteúdos para você. E também nos siga no YouTube ou no Spotify, onde você pode comentar, dar sugestões até 5 estrelas. E agora Lucio Luiz e Paloma DinizIndicações:Fun home - Alison Bechdel (Todavia) https://todavialivros.com.br/livros/fun-homeQuando Nasce a Autoestima?- Regiane Braz e Jefferson (Trem fantasma) https://editoratremfantasma.com.br/produto/quandonasce/História em Quadrinhos: essa desconhecida arte popular - Thierry Groensteen (Marca de Fantasia) https://www.marcadefantasia.com/livros/livros.html

Expresso - Expresso da Manhã
De quanta injustiça ainda é feito um país que divide o seu povo por castas? O Censo na Índia vai procurar respostas

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 19:33


A Índia é fortemente marcada por uma diversidade cultural, linguística e religiosa e daí advém uma significativa desigualdade social e económica. Há igualmente assimetrias territoriais no desenvolvimento do país a que as políticas públicas devem procurar dar resposta. Problema: há já quinze anos que a Índia não publica dados estatísticos que ajudem a corrigir a rota, onde sejam evidentes os desvios no país mais populoso do mundo. Porque hoje é domingo, espreitamos a revista do Expresso e encontramos um trabalho da jornalista Mara Tribuna sobre o censo que vai, finalmente, avançar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Julia en la onda
El Gabinete: El bulo planetario de que regularizar inmigrantes modifica el censo

Julia en la onda

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 44:16


Con Ignasi Guardans, Carolina Bescansa y Víctor Guillot, repasamos la actualidad de la semana con los funerales por las victimas de accidente en Adamuz, las explicaciones de Óscar Puente en el senado, la regularización de inmigrantes y el 'no' a la revalorización de las pensiones y el escudo social de PP, Vox y Junts en el Congreso.

Brassagem Forte
#309 - A Hora Ácida - Sidra Selvagem pt. 1

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 51:19


No primeiro Hora Ácida de 2026, Henrique Boaventura recebe Diego Simão, da Cervejaria e Sidreria Cozalinda, para abrir o universo da sidra sob uma ótica técnica, prática e sem amarras. A conversa parte de um dado provocador do Censo da Cerveja Caseira 2025 e avança para um convite direto: fermentar mais coisas além da cerveja.Neste episódio, você vai entender o que define uma sidra, conhecer as principais escolas sidreiras (França, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos) e, principalmente, mergulhar no papel do terroir, da maçã e do suco no resultado final. O papo aprofunda temas como doçura, acidez, taninos, carbonatação e estrutura, além de discutir a realidade brasileira, a padronização histórica da sidra industrial e o surgimento de uma cena artesanal mais diversa.Na parte prática, Diego destrincha o caminho mais viável para quem quer produzir sidra em casa: a escolha do suco integral, a leitura correta do rótulo, as diferenças entre suco retificado e integral, o impacto dos conservantes e como Brix e acidez variam ao longo do ano, mesmo em sucos industrializados. Um episódio essencial para quem quer começar — ou aprofundar — sua relação com a sidra antes de entrar de vez no tema da fermentação, que fica para a próxima parte da série.

Noticentro
Refugio Franciscano tendrá acceso a animales asegurados

Noticentro

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 1:38 Transcription Available


Infonavit sanea más de cuatro millones de créditos impagables Detectan cheques por más de 74 mil dólares en cruce fronterizo de TijuanaEl primer ministro sueco anunció el envío de tropas a GroenlandiaMás información en nuestro podcast

Brassagem Forte
#306 - Resultado do Censo da Cerveja Caseira Brasileira 2025

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 57:26


No episódio de hoje, apresentamos o Resultado do Censo da Cerveja Caseira Brasileira 2025, a maior pesquisa já realizada sobre quem faz cerveja em casa no país. Henrique Boaventura e Ludmyla Almeida recebem Jamal Awadallak (Beer School) para destrinchar os dados: perfil dos cervejeiros, renda, barreiras de entrada, evolução do hobby, estilos favoritos, comportamento por região, densidade per capita e as tendências que devem moldar o futuro da produção caseira.Um episódio técnico, completo e essencial para quem faz cerveja, ensina, pesquisa ou simplesmente vive o hobby intensamente.

Angu de Grilo
Feminicídios, pobreza em queda #313

Angu de Grilo

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 99:49


Boa terça, angulers! Abrimos o #313 comentando a última semana devastadora em que uma sequência de tentativas e feminicídios chocaram as mulheres brasileiras. Na sequência, falamos da redução da pobreza e da extrema pobreza. Segundo o IBGE, é o menor índice desde 2012. E comentamos dados do Censo sobre o perfil urbanístico e de acessibilidade nas favelas e comunidades brasileiras. Por fim, os pop-ups da semana: ciclone no sul do país; a crise na família Bolsonaro; e a decisão de Gilmar Mendes que altera a Lei do Impeachment para ministros do STF. Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza

Noticentro
¡Más agua para el Edomex! Perforan pozos en Tlalnepantla

Noticentro

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 1:24 Transcription Available


¡Sin luz! Tlaquepaque tendrá corte de energía por 7 horas este viernes  La meta es que la inversión privada llegue al 25% del PIB: Ebrard Veracruz amplía apoyo a damnificados por lluvias de octubre  Más información en nuestro Podcast

Vortex
Vortex 104 - Pérolas da lista do IBGE, a invasão dos Noahs e brasileiros com nome de anime

Vortex

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 53:33


No Vortex de hoje @odeiopepe e @katbarcelos discutem a lista de nomes mais estranhos do país, divulgada pelo IBGE e tentam entender por que existem mais Zoros que Katiuchas no Brasil.Desconto especial nos planos usando o nosso link no Nordvpn: https://nordvpn.com/vortexpodou CUPOM: VORTEXPODAcesse o link do Vortex e ganhe 15% de desconto na sua matrícula na Alura: https://www.alura.com.br/vortexou CUPOM: VORTEXHost: Katiucha Barcelos. Instagram: @katbarcelos | Twitter/X: @katiuchaCo-Host: Pedro Pinheiro. Instagram: @odeiopepe | Twitter/X: @OdeioPePeInstagram: @feedvortexBluesky: @feedvortex.bsky.sociaTwitter: @feedvortexTiktok: @feedvortexReddit: r/feedvortexGrupo paralelo não-oficial do Vortex no telegram: https://t.me/fidivortexEsse grupo é dos ouvintes, para os ouvintes e pelos ouvintes. Não temos qualquer afiliação oficial ou responsabilidade por QUALQUER COISA falada neste grupoLink do post do episódio nas redes sociais:InstagramTwitterLinks comentados no episódio:Physical: Asia The Traitors (UK)Do our names push us towards certain jobs?Doug Bowser – Wikipédia, a enciclopédia livreA mudança de nome de Macauley CulkinNomes no Brasil Carnaval, Deus e Bosta: IBGE revela os nomes mais inusitados (e bizarros) dos brasileirosPode chamar Joelho? Veja quais os nomes mais "absurdos" do Brasil, segundo o IBGENeymar, Naruto e Maconha: veja os nomes e sobrenomes mais bizarros registrados pelo Censo do IBGE46 fãs de Zelda tiveram filhos chamados Linkos fãs de Nárnia já tiveram 1641 filhos chamados AstlanProdução: Thyara Castro, Bruno Azevedo e Aparecido SantosEdição: Joel SukeIlustração da capa: Brann Sousa

O Assunto
Casamento infantil: a violência que ninguém vê

O Assunto

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 23:15


Convidada: Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana. A lei brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos, mas dados divulgados pelo Censo revelam que 34 mil crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos vivem em algum tipo de união conjugal. Nesse grupo, quase 8 em cada 10 são meninas, segundo os números do IBGE. Meninas que, na maioria das vezes, deixam de estudar para cuidar de afazeres domésticos. Os indicadores são baseados em informações fornecidas pelos próprios moradores que responderam ao Censo – e não têm comprovação legal. No entanto, outros números reforçam a existência deste problema na sociedade brasileira: o país ocupa o 6º lugar no ranking global de casamentos infantis, segundo dados de 2023 da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana, organização da sociedade civil que há mais de 30 anos atua para garantir os direitos de crianças e adolescentes. Mariana lista os vários indicadores que reforçam os dados do Censo e traça um perfil das vítimas de casamento infantil no Brasil. Ela também aponta o que pode ser feito para reverter essa situação, que tira de crianças e adolescentes direitos básicos. E fala da necessidade da criação de políticas públicas para proteger menores de casamentos fora da lei.