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O golpe de Ventura a Montenegro que acabou com a reforma laboral

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Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 12:15


André Ventura e Luís Montenegro negociaram até à hora da votação. Foi uma negociação longa que levou a um adiamento da votação por meia hora, mas está rejeitada a reforma laboral do Governo na generalidade porque o Chega se juntou à esquerda e votou contra a proposta de lei. O diploma foi rejeitado com os votos contra do Chega, do PS, Livre, PCP, Bloco, PAN e JPP, apesar dos votos a favor do PSD, da IL e do CDS-PP. E agora?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Parlamento português aprova Lei da Nacionalidade mais restritiva

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 3, 2026 11:58


A Assembleia da República Portuguesa aprovou nesta quarta-feira alterações à Lei da Nacionalidade. Os critérios de acesso à cidadania portuguesa são mais restritivos. O sociólogo e historiador Manuel Dias dos Santos considera que as alterações representam um “recuo” e “o discurso oficial é uma falácia”. A Assembleia da República Portuguesa aprovou alterações à Lei da Nacionalidade. Os critérios de acesso à cidadania portuguesa são mais restritivos. A legislação foi aprovada com os votos favoráveis da direita e extrema-direita (do PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega) e 64 votos contra, do PS, Livre, Bloco de Esquerda, PCP e PAN. O JPP absteve-se. Entre outras alterações, para os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) o tempo mínimo de residência legal para pedir naturalização aumenta de cinco para sete anos. Para os restantes estrangeiros, o prazo passa a ser de dez anos. Mas o diploma ainda tem de ir ao Palácio de Belém. O Presidente da República, António José Seguro, tem três opções: promulgar a lei, vetá-la politicamente devolvendo-a ao Parlamento, ou suscitar nova fiscalização preventiva da constitucionalidade junto do Tribunal Constitucional. O sociólogo e historiador Manuel Dias dos Santos considera que as alterações representam um “recuo” e “o discurso oficial é uma falácia”.   O Manuel Dias dos Santos é sociólogo e historiador, como olha para as alterações à Lei da Nacionalidade recentemente aprovada no Parlamento português? É interessante, de facto, que as alterações estejam a ser lidas numa perspectiva de uma nova lei da nacionalidade, quando eu acho que a lei da nacionalidade é a lei da nacionalidade e só pode sofrer alterações. Mas a ideia é que parece que se quer uma nova lei da nacionalidade, uma roupagem completamente diferente. Há ganhos que eu acho que Portugal mostrava também uma maturidade, podemos dizer, política, não na perspectiva partidária, mas na perspectiva cidadã, um ganho político extraordinário. Essas alterações são um verdadeiro recuo quando nós todos temos plena consciência que há grupos que saem nitidamente prejudicados e há outros que vão continuar a ser beneficiados. Tem a ver, de facto, também com aspectos que muito se fala, que é a questão dos laços históricos, das relações humanas entre Portugal e esses mesmos grupos. Mas depois, com esse tipo de alterações, todo esse discurso oficial passa a ser uma falácia. Porque vejamos, nós temos o caso dos descendentes dos judeus em Portugal, que beneficiaram da lei da nacionalidade como nenhum outro grupo beneficiou e fazia recurso ao mesmo. E grupos que até têm uma relação histórica, como o povo do Bangladesh, da Índia, porque andamos por lá, Portugal andou por lá a fazer história, e como se diz, as ondas que levam também trazem. Para não falar já no caso dos países africanos, em que muitos dos casos há pessoas em determinadas idades que deviam ter ao abrigo da lei da nacionalidade, a legitimidade para alcançarem a nacionalidade portuguesa e não estarem a ser constrangidas quase que permanentemente por instituições burocráticas como o caso da AIMA. Todas essas alterações encaminham-se para uma dimensão de controlo administrativo e policial, de um aspecto que deveria ser pensado como um direito que deve ser alargado para não fazer aquilo que as pessoas gostam muito, que é a integração, mas a pertença ao espaço nacional. Eu acho que o que a lei da nacionalidade deve buscar sempre é trazer pertença a quem solicita se tornar cidadão de um país. Não é integrar as pessoas, as pessoas não são massas ou objectos para serem integrados dentro de uma caixa ou qualquer outra coisa, precisam é de uma aceitação como membros de facto dessa comunidade. Eu acho que essas alterações à lei da nacionalidade caminham no sentido contrário. O que é que terá motivado esta procura de alteração à lei da nacionalidade? Eu acho que tem a ver mais com uma construção de uma percepção falsa de que a nacionalidade portuguesa está banalizada e pode ser atribuída por “toma lá dá cá aquela palha” a qualquer pessoa, o que não é verdade. E a prova mais inequívoca de que não é verdade, os instrumentos burocráticos para dar resposta cabal e por via administrativa a quem solícita a nacionalidade em Portugal têm prazos que são sistematicamente violados sem consequências, quando se as pessoas tivessem recursos e capacidade jurídica, muitas delas tornar-se-iam cidadãos portugueses por incapacidade do Estado português de dar respostas em tempo útil conforme a lei determina por via do consentimento tácito. Esta questão, esta alteração, não vai melhorar essa capacidade de resposta que os serviços burocráticos do Ministério da Justiça, dos registos centrais que têm de cuidar disso, devem ter. O tempo que se demora para tomar qualquer decisão à volta da atribuição da nacionalidade, com excepção do caso dos descendentes das judiarias portuguesas, que foi um processo claramente político e por isso nem sequer o crivo, podemos dizer, burocrático esteve ali presente, não há mais nenhum tipo de cidadãos, creio eu, com excepção também das elites políticas das antigas colónias portuguesas, que se tornaram todos esses cidadãos portugueses apesar de serem cargos de responsabilidade política nos seus próprios Estados, tiveram um processo tão célere como qualquer outra pessoa que solicitou a nacionalidade não teve. Então, o que eu vejo é justamente esses aspectos que não vão melhorar, e passam uma mensagem securitária para justificar o sistemático “soundbite” de insegurança, insegurança, insegurança. A nacionalidade portuguesa não é um pastel de nata que está ali à esquina onde qualquer pessoa pode ir e comê-lo. Essa perspectiva foi falsamente alimentada e cria imensos constrangimentos depois para pessoas que decidem fazer a vida em Portugal, porque sentem que aqui é um lugar de pertença para elas, muitas vezes até sem consciência histórica de que há uma ligação com este mesmo país. Vieram cá muito na busca de solução da sua vida pessoal e depois encontram cá um espaço. Apesar de ser sempre um condicionamento de rejeição mais exterior a eles do que eles, nunca rejeitam o país nem o modo como se vive no país, antes pelo contrário o abraçam. Eu continuo a dizer que Portugal tem imensa sorte, tem uma integração por via da nacionalidade de muita gente que não nasceu em Portugal mas que sente este país como o seu, Que encontrou aqui, de facto, o seu lugar apesar de continuar a haver hostilidade, porque há a ideia do português puro. Eu não sei bem o que é isso, é como falar de raças puras em cães, os cães são sempre de algum cruzamento. O Governo, através do ministro da presidência, disse que houve uma conversa com os países membros da CPLP. Qual é que terá sido essa conversa? Imagina? Eu acho interessante essa ideia da conversa com os países da CPLP, mas não me estranha que algumas convergências também restritivas à obtenção da nacionalidade são construídas muitas vezes pelo comportamento das elites políticas desses mesmos Estados. E porquê? Porque o acesso dos cidadãos que saem desses países para Portugal e a obtenção da nacionalidade é um elemento de protecção para os mesmos aos abusos e desvarios dessas elites desses mesmos países. Mas vejo claramente o Estado angolano a concordar com todas essas barbaridades da alteração à lei da nacionalidade para que os angolanos tenham maior dificuldade em aceder à nacionalidade angolana, como vejo o Estado guineense ou vejo o Estado moçambicano a corroborar claramente com isso. O caso do Brasil é diferente porque há um acordo, também de forma diferente, e isso tem a ver também com as elites que controlam o poder do Estado. Para os casos de Angola-Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Cabo Verde, há mesmo uma atitude, podemos dizer de continuidade colonial, para permitir que esses instrumentos se coloquem como elementos que regulem o fluxo de saída dos seus cidadãos dos seus países para Portugal e que possam alcançar a cidadania portuguesa. Porque é um elemento de protecção, claramente, porque esses mesmos Estados já não podem tratar esses cidadãos de qualquer forma, porque passam a ser membros de um Estado integrado numa comunidade que é a comunidade europeia e os cuidados são outros, mas esse consentimento é mais fácil. Também a acontecerem essas alterações, que são alterações a todos os títulos que deviam merecer um repúdio por parte desses mesmos Estados nacionais. Esta é uma lei que foi aprovada pela direita e extrema-direita. Se no futuro vier a existir um Governo que não seja como este, pode haver um volta-face na situação? Eu acho que faz todo sentido, porque, como eu já salientei, essas alterações foram feitas com base na criação de uma suspeição, que não se justifica e que não é verdade. É só olhar para as estatísticas da atribuição da nacionalidade portuguesa e cai por terra a ideia da banalização do acesso à nacionalidade, não é? Por isso, essa narrativa é uma narrativa não sustentável, mas que quando se tem maioria ou se consegue convergência para obter a aprovação de leis, não se está a ter em conta o primado da lei, mas o primado da força de maioria. É uma lei, claramente, do meu ponto de vista, profundamente autoritária. Já basta toda a história da humanidade do que é que as leis com dimensão autoritária trazem ou o que é que elas, no fundo, representam em termos de ensaio social, não é? Eu acho que um pormenor que importa enfatizar no meio desse processo é a pouca reacção, no geral, da parte de imensos grupos que são defensores das dignidades, dos direitos e das garantias, inclusive alguns grupos profissionais, que tiveram um papel de ausência, de silêncio, enquanto decorria todo esse triste espectáculo. Eu não ouvi quase nada de reacção da Ordem dos Advogados, por exemplo, em Portugal, não ouvi reacções da comunidade cristã em Portugal, sejam eles católicos, protestantes ou baptistas. Porque a questão da nacionalidade não é uma questão que possa ser vista na perspectiva de decisão dos partidos, não é? Ela tem uma dimensão política para a construção ou não da cidadania e alterações dessas diminuem, de facto, a dimensão cidadã das pessoas. Não só os nacionais, mas também aqueles que aspiram, porque encontraram aqui o seu lugar, fazer parte dessa comunidade de forma plena, não é? Não é a integração, como o discurso é muitas vezes apresentado. E quase que ficaram isolados nessa luta, regra geral, associações de afrodescendentes que são portugueses, mas que sentiram e sabem muito bem o que representam essas alterações. É triste perceber como há uma auto-exclusão por parte de atores sociais fundamentais nesse país, que em outros momentos tiveram um papel extraordinário com aquilo que o 25 de Abril trouxe, para pensar que Portugal se queria. Parece que esse Portugal que se queria ficou na utopia, enquanto um Portugal que toda a gente achou que estava enterrado, mostra que sempre esteve bem vivo, só estava à espera da altura certa para renascer.

Expresso - Expresso da Meia-Noite
Que impacto teve a tempestade na campanha para Belém?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 47:16


A tragédia destes dias, com epicentro em Leiria, espalhou-se por várias regiões com cheias como há muito não se via. A discussão instalou-se, o Governo foi acusado de ter demorado a reagir. As várias populações desesperam com a falta de energia, água e telecomunicações. No meio de tudo isto a campanha eclipsou-se. No Expresso da Meia-Noite, com moderação de Bernardo Ferrão, são convidados Jean Barroca, secretário de Estado da Energia; Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna do PS; João Almeida, ex-secretário de Estado da Administração Interna e deputado do CDS-PP; e António Gomes, diretor-geral da GFK Metris. Ouça o debate emitido na SIC Notícias a 6 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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Marques Mendes e as mortes na saúde: o candidato que poupa a ministra

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Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 11:29


O candidato presidencial Marques Mendes defendeu, nesta quinta-feira, que devem ser dadas explicações sobre mortes alegadamente devido a atrasos no socorro, em primeiro lugar pela direcção executiva do SNS, que acusou de "estar desaparecida em combate". Sem comentar os pedidos de demissão da ministra da Saúde por parte da oposição, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP admitiu que também Ana Paula Martins, "se entender", poderá dar "uma palavra de explicação" sobre estas mortes, que considerou "chocantes". Marques Mendes não quer descolar-se do Governo nesta campanha?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Ventura e Gouveia e Melo na frente. É assim tão surpreendente?

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Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 12:02


A menos de dois meses das eleições presidenciais, a nova sondagem ICS/Iscte feita para a SIC/Expresso, coloca André Ventura, apoiado pelo Chega, e Henrique Gouveia e Melo empatados com 18% das intenções directas de voto e mais bem colocados para passar a uma provável segunda volta. No entanto, com 16%, Luís Marques Mendes, que conta com o apoio do PSD e do CDS-PP, surge em empate técnico com os outros dois candidatos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Conversa
#402 Autárquicas 2025: PSD vence, PS perde terreno e Chega desilude

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 31:56


Explicador
Palestina. CDS-PP assume "divergência forte" com o Governo

Explicador

Play Episode Listen Later Sep 22, 2025 14:22


O deputado João Almeida entende que reconhecer o Estado palestiniano enquanto o Hamas governa Gaza é um erro. No entanto, o deputado diz que é normal haver diferentes posições entre o CDS e o PSD.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Explicador
Cidadania sem sexualidade e finanças: o que está em causa?

Explicador

Play Episode Listen Later Jul 21, 2025 15:11


Pedro Alves (PSD) recusa uma abordagem "redutora" da disciplina que "levou paz à escola pública". Filipa Pinto (Livre) questiona: o ministro da Educação tem "medo do Chega e pressões do CDS-PP"?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Emissão Especial
“Para CDS a Nação está muito melhor do que estava há 1 ano”

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Jul 17, 2025 3:04


Na intervenção de Paúlo Núncio no debate do Estado da Nação, líder parlamentar do CDS-PP elogia a proposta de descida do IRC e diz que "é um marco na economia portuguesa" See omnystudio.com/listener for privacy information.

Explicador
O que podemos esperar do novo Programa de Governo?

Explicador

Play Episode Listen Later Jun 13, 2025 19:01


Marina Gonçalves (PS) considera que o Programa de Governo representa uma aproximação à agenda do Chega. Paulo Núncio (CDS-PP) estava a grande aposta do Executivo na reforma do Estado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Portugal: “A instabilidade está à porta!”

Convidado

Play Episode Listen Later May 19, 2025 8:06


A Aliança Democrática -AD- coligação formada por PSD e CDS-PP, venceu as eleições legislativas antecipadas em Portugal. A coligação liderada por Luís Montenegro elegeu 86 deputados. No entanto, o que torna este escrutínio histórico foi a ascensão da extrema-direita, com o Chega a eleger 58 deputados, o mesmo número do PS, quando ainda faltam apurar os votos da emigração. Em entrevista à RFI, a investigadora e professora universitária no campo das Artes Performativas, Paula Varanda, comentou os resultados, alertando que “a instabilidade está à porta!". A Aliança Democrática, coligação formada por PSD e CDS-PP, venceu as eleições legislativas antecipadas em Portugal. A coligação liderada por Luís Montenegro elegeu 86 deputados. No entanto, o que torna este escrutínio histórico foi a ascensão da extrema-direita, com o Chega a eleger 58 deputados, o mesmo número do PS, numa altura em que os resultados da emigração ainda por apurar, o líder socialista, Pedro Nuno Santos, anunciou a sua demissão.No meio do descalabro generalizado dos partidos da esquerda portuguesa, que estará em minoria na próxima legislatura, o Livre foi a excepção, vendo o número de deputados crescer em 50%, passando de quatro para seis. Outra das surpresas deste processo eleitoral foi o surgimento de uma nova força política no Parlamento Nacional: o JPP (Juntos Pelo Povo), que elegeu um deputado.RFI: Que análise faz destes resultados eleitorais? Paula Varanda: Se olharmos para os resultados dos três partidos mais votados, o que posso dizer é que, pessoalmente, não estou completamente surpreendida, mas, obviamente, estou muito desiludida e triste com estes resultados, pelo que eles significam em termos de como as pessoas desvalorizam questões que, para mim, são fundamentais.A transparência, a seriedade da profissão política, o projeto político de quem se propõe tomar em mãos os desígnios do país e a conjugação das diferentes necessidades das várias pessoas que vivem em Portugal, além da relação de Portugal com o exterior. E como nós, em Portugal, pelo menos na maioria dos votos dados aos dois partidos, se juntarmos os dois partidos da AD e do Chega, vimos sendo denunciadas múltiplas questões ao longo desta brevíssima legislatura de um ano, que inclusive levaram à concretização destas eleições antecipadas.Afinal, essas questões não foram suficientes ou não foram evidentes para a maioria do eleitorado português, que deu a maioria a esses partidos, onde essas questões foram altamente discutidas e divulgadas pela comunicação social. Portanto, eu, nesse sentido, fico triste. Como digo, não surpresa, mas efetivamente preocupada, porque o que motiva as pessoas a votarem é a maledicência, as mentiras, os discursos rápidos, quase slogans, que não têm nada por trás, não têm ideias políticas e não têm seriedade na perspectiva de governação e de inclusão do que é o nosso país, um país de diversidade, onde muitos direitos foram conquistados nos últimos 50 anos e que agora vemos sofrer um grande retrocesso. Eu vejo isso com muito temor e tristeza, de fato, esses valores retrocedendo. Porque quando temos uma votação tão expressiva num partido como o Chega, temos de perceber que esses valores da democracia que tínhamos são altamente desvalorizados neste momento.O crescimento da AD não é surpreendente, inclusive na perspectiva de que uma facção da direita pretendia, através disso, dar estabilidade ao país. Essa é a sua visão de estabilidade.RFI: E em relação à descida do PS?Paula Varanda: Penso que o PS não conseguiu chegar às pessoas da melhor maneira, isso é óbvio. Como grande partido que é, não conseguiu desenvolver táticas de comunicação com uma grande diversidade e abrangência do país, e há setores onde não chega. Também, claro, está muito próximo da governação dos últimos anos. Os resultados que temos hoje em termos da situação de Portugal também refletem o que foi a governação do PS. Não posso deixar de acrescentar, no entanto, que foi uma governação que teve a recuperação da troika e depois o impacto da pandemia de Covid. E, de fato, penso que, nesse sentido, o PS não conseguiu chegar às pessoas com aquilo que considero ter sido um trabalho desenvolvido ao longo de quase 10 anos, focado no desenvolvimento do país, crescimento, controle do déficit e na sensibilização e educação para a cidadania e para a diversidade, que considero fundamentais para a democracia no país.RFI: Se olharmos para o lado esquerdo da Assembleia, vemos que há partidos que perderam um número considerável de deputados, mas depois há uma surpresa: o LIVRE, que cresceu 50%...Paula Varanda: É verdade, o LIVRE está de parabéns! Fez uma excelente campanha. Acompanhei o partido em vários momentos e de várias formas de fazer campanha e debater as suas ideias. O LIVRE posicionou-se de maneira muito clara, defendendo que, para ser LIVRE, é preciso respeitar a liberdade dos outros, é preciso democracia, é preciso um sistema nacional de saúde que funcione, é preciso habitação pública, e é preciso educação e cultura para toda a sociedade. Fez uma excelente campanha, procurando dar confiança ao eleitorado, de que estava verdadeiramente comprometido com uma política para as pessoas, uma política de trabalho, não uma política panfletária; uma política de construir, resolver e promover soluções que dessem resposta às questões que preocupam as pessoas e o país.RFI: Falando ainda dos pequenos partidos, há uma surpresa que é o Juntos Pelo Povo, um partido regional de origem na Madeira. É uma surpresa conseguir este assento na Assembleia?Paula Varanda: Sim. Na Madeira, como sabemos, há alguns anos, é fundamental haver maior diversidade partidária e maior movimento das pessoas no âmbito da cidadania e do seu envolvimento político. Portanto, o aparecimento de um novo partido com um deputado é um sinal de que a sociedade civil está a procurar alternativas à maioria, que não tem trazido grandes mudanças para a Madeira.RFI: Com a AD a ganhar estas eleições, quais são as perspectivas para o próximo Governo?Paula Varanda: Bem, é claro que a AD terá como perspetiva dar continuidade a medidas que ficaram muito imediatamente interrompidas, não é? Porque teve uma legislatura curtíssima. Agora, não podemos esquecer que a AD cresceu e um dos seus oponentes também cresceu, que é o Chega, e que nem o Chega nem outros partidos da oposição vão deixar em branco a situação ainda por esclarecer, a incompatibilidade de funções do primeiro-ministro e o benefício próprio através da empresa que tem, e que é incompatível com o seu cargo, e que, aliás, levou até onde estamos. Portanto, a instabilidade está aí à porta. Claro que será uma expectativa da AD consolidar e demonstrar que, efetivamente, os portugueses têm confiança. É um fato que recebeu esses votos e essa confiança, mas na Assembleia não será assim tão pacífico. As questões vão voltar a ser levantadas e a AD tem opositores muito fortes. A instabilidade está aí à porta.

Emissão Especial
25 de Abril. CDS: "É isto que anima o voto na AD"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 9:37


Paulo Núncio, líder do CDS-PP, afirma que o Governo da AD garantiu um crescimento acima da média com excedente orçamental e sublinha: "É isto que assusta as oposições".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Explicador
AD x PAN: Nuno Melo é "porta-voz" de Montenegro?

Explicador

Play Episode Listen Later Apr 14, 2025 14:05


Pedro Fidalgo Marques acusa o primeiro-ministro de enviar um substituto para debater com o PAN. João Almeida desvaloriza o tema e considera que o presidente do CDS-PP tem direito a ir a debate.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
Montenegro quer fugir aos debates televisivos com todos?

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Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 7:40


O porta-voz do Livre afirmou esta quinta-feira que só debate com a coligação PSD/CDS-PP se for representada por Luís Montenegro, e criticou os partidos e as televisões por estarem a aceitar os moldes propostos pelo primeiro-ministro. Em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, Rui Tavares afirmou que "só debaterá com Luís Montenegro" e não com o líder do CDS-PP, porque Nuno Melo, ao contrário dos restantes líderes partidários, "não é candidato a primeiro-ministro". Porque Luís Montenegro não quer ir a debate com o Bloco de Esquerda, Livre e PAN?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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O que quer Montenegro ao pôr tantos ministros nas listas?

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Play Episode Listen Later Mar 27, 2025 10:30


A coligação de direita do ano passado perdeu um parceiro: o PSD irá às legislativas de Maio aliado apenas ao CDS-PP na Aliança Democrática, com excepção do círculo dos Açores – o que poderá levantar problemas por parte do PPM. Além dessa alteração, há também mudanças nas lideranças das listas de candidatos a deputados do PSD. Luís Montenegro regressa ao seu distrito de origem, Aveiro, para encabeçar a lista de candidatos do PSD às legislativas de 18 de Maio, deixando o primeiro lugar da lista por Lisboa para o seu ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (que ocupara o segundo lugar há um ano). Montenegro deixa claro nas listas qual será a composição do novo Governo?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Conversa
#386 ESPECIAL FIM DE ANO 2024 - Donald Trump, Zelensky, Milei, António Costa São As Figuras do Ano?

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Dec 29, 2024 137:03


Mais um ano que acaba, mais um Episódio Especial do Podcast Conversa, como sempre com Cláudio Fonseca; Rafael Vieira do Podcast Universitário  @vieirarafael8  e Fernando Cabral do Jornal O Diabo.A política marcou o ano, com várias eleições, como a Eleição de Donald Trump nos EUA, os resultados de Javier Milei na Argentina ou de Lula no Brasil. A sobrevivência do Governo de Luís Montenegro em Portugal, com a polarização da política portuguesa levada a cabo sobretudo por partidos como o Bloco de Esquerda de Mariana Mortágua ou o Chega de André Ventura, o que faz com que o PS fique refém do discurso extremado à esquerda e a direita portuguesa, como o PSD; CDS-PP e a Iniciativa Liberal, fique a ter que balançar naquilo que é o senso comum, mas que mesmo isso não é possível, assim como vemos no caso da polícia no Martim Moniz em Lisboa. É o fim do Ano e jáSegue o Podcast Conversa no Instagram. Não te esqueças de subscrever e deixar like no vídeo, ajuda muito o canal. Também disponível no Spotify e Apple Podcasts.

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Madeira: A teimosia de Albuquerque vai levar a eleições a cada seis meses?

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Play Episode Listen Later Dec 9, 2024 6:50


O Orçamento da Madeira para 2025 foi chumbado nesta segunda-feira na Assembleia Regional com os votos contra de PS, Chega, JPP, IL e PAN, deixando isolados PSD e CDS-PP, que votaram favoravelmente. É o primeiro acto de uma crise política que deverá culminar na próxima semana com a aprovação da moção de censura apresentada pelo Chega e com a queda do executivo madeirense. Perante este cenário de ingovernabilidade, a região já se prepara para novas eleições antecipadas, nas quais Miguel Albuquerque pretende participar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Explicador
A disciplina de cidadania deve ser revista?

Explicador

Play Episode Listen Later Oct 21, 2024 18:02


Paulo Núncio, do CDS-PP garante que partido não quer acabar com a disciplina, só quer revê-la. Já Isabel Ferreira, deputada do PS, acusa Luís Montenegro de ter um "discurso ultra conservador".See omnystudio.com/listener for privacy information.

E o vencedor é...
Portugal não chega e Nuno Melo escava até Olivença

E o vencedor é...

Play Episode Listen Later Sep 16, 2024 22:23


O que poderão trazer as declarações de Nuno Melo para a relação ibérica? Afinal, seja como ministro ou como deputado do CDS-PP, parece que só se enterra. Ainda, é preciso ensinar a fazer o 'pisca'?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Madeira: a palavra do Chega volta a valer zero

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Play Episode Listen Later Jul 5, 2024 6:43


À segunda foi de vez. O programa do XIV Governo Regional da Madeira foi esta quinta-feira aprovado graças à abstenção de três deputados do Chega e do deputado único da IL e aos votos favoráveis de PSD, CDS-PP e PAN, o que afasta a possibilidade de novas eleições antecipadas que já pairava no horizonte. PS e JPP votaram contra, tal como a deputada Magna Costa, do Chega. O impasse na política madeirense terminou com o Chega a deixar cair a exigência de substituição, no imediato, de Miguel Albuquerque para passar a exigir uma renúncia caso o líder do executivo madeirense seja acusado pelo Ministério Público no processo em que é arguido por suspeitas de corrupção. Ainda há alguma razão para confiar na palavra do Chega quando o partido volta a dizer uma coisa e a fazer outra?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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25 de Novembro: de que tem medo o PS?

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Play Episode Listen Later Jun 12, 2024 8:25


A Assembleia da República vai passar a assinalar anualmente o 25 de Novembro de 1975, como acontece com o 25 de Abril. A proposta do CDS-PP, feita através de um projecto de deliberação, foi aprovada nesta terça-feira com os votos a favor de PSD, Chega e IL. Socialistas, bloquistas, comunistas e Livre votaram contra e o PAN absteve-se. De que tem medo o PS?See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Madeira: A coligação frankenstein não passou e o valor do CDS disparou

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Play Episode Listen Later May 29, 2024 9:31


Apesar da aliança entre o PS e JPP, Miguel Albuquerque conseguiu recuperar o apoio parlamentar do antigo parceiro CDS-PP e foi convidado para formar governo. Um acordo que permitiu ao PSD chegar à audiência com o representante da República com mais um deputado do que a frente formada entre socialistas e JPP. See omnystudio.com/listener for privacy information.

A Arte de Errar
A Arte de Errar -Episódio 16 - Francisco Camacho CDS PP

A Arte de Errar

Play Episode Listen Later May 20, 2024 35:00


@francisco_fcamacho , jurista, 30 anos, líder da @juventudepopular , a juventude do @cds_pp e futuro pai (babado) é o próximo convidado de A Arte de Errar. Uma conversa política, sobre o CDS e o seu regresso (ao Parlamento e ao Governo), sobre o passado do partido e o seu futuro.Mas esta foi também uma conversa sobre o País e a forma como as mais novas gerações o percecionam, num registo leve e informal como são as conversas do nosso podcast.Nesta conversa, houve tempo para falarmos de Habitação, de Imigração e de como Portugal pode vir a ser em 2028 se existir margem para o atual Governo cumprir a presente legislatura. Uma conversa imperdível. Como sempre.Um podcast de Rodrigo Alfaiate e Francisco Mota Ferreira. 

E o vencedor é...
Procura-se: identidade do CDS-PP

E o vencedor é...

Play Episode Listen Later Apr 21, 2024 21:06


Quando é que CDS terá coragem de ir a eleições sozinho? Partido vive crise de identidade e tenta manter-se à tona da democracia. Costa de laçarote rumo a Bruxelas e uma caneca fiscal? Não, só um shot.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Emissão Especial
PS: "Discurso do CDS não surpreende"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Apr 21, 2024 7:04


João Paulo Rebelo, que representou o PS no congresso do CDS-PP diz que não ficou surpreendido com o discurso de Melo e recorda que o 25 de Novembro não se compara ao 25 de Abril.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Emissão Especial
Nuno Melo: "O CDS não foi muleta"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Apr 20, 2024 28:05


Num discurso no Congresso do CDS-PP, este sábado, o líder do partido, Nuno Melo, afirma que "é tempo de crescer" e garante que na AD "nem o CDS foi muleta, nem o PSD foi barriga de aluguer".See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
Passos Coelho humilhou Portas ou acaba a limpar-lhe a imagem?

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Play Episode Listen Later Apr 16, 2024 10:17


Nesta entrevista ao Observador, Pedro Passos Coelho revela que durante o seu governo com o CDS-PP a troika "a partir de certa altura percebeu que havia um problema com o CDS" e "passou a exigir cartas assinadas por Paulo Portas", mostrando a falta de confiança que existia no antigo líder do CDS. Passos está a fazer um ajuste de contas com o passado ou a preparar o terreno para a sua corrida a Belém?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
13H - Paulo Núncio eleito líder da bancada parlamentar do CDS-PP

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Apr 2, 2024 11:02


Edição de Miguel Bastos

Podcast Conversa
10 de Março, a Noite Eleitoral Mais Hollywoodesca - Artigo no Jornal O Diabo

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Mar 19, 2024 2:13


A noite das eleições foi também a noite dos Óscares e confesso que não troco por nada ter estado 7h em directo no Youtube e a acompanhar esta montanha russa de emoções, pois ficou provado que a realidade supera sempre, mas sempre a ficção. Estas eleições deram as mesmas sensações de estar a ver um episódio de House of Cards, ou filmes como Jogos de Poder ou Idos de Março, foi muita emoção, foi muita matemática ao longo do noite, foi fazer especulações, um turbilhão que acho que o sono não veio justamente por causa dessa adrenalina. Entramos nesta eleição com a dúvida de como é que o PS ficaria nesta eleição, qual seria o efeito de Pedro Nuno Santos, mas também perceber se a AD conseguia ter um bom resultado. Temos eleições após uma dissolução do Parlamento que tinha uma maioria absoluta do PS, mas uma vez mais a nuvem da Corrupção pairou sobre o PS. Então quero comparar 2024 com 2011. Em 2011, onde Pedro Passos Coelho e o PSD venceram as eleições, o PS teve 74 deputados, em 2024 tem 77, ainda sem a contagem dos círculos fora de Portugal. Em 2011 o PS teve 1.568.168 votos e 28,06%, em 2024: 1.759.998 votos e 28,66%, as semelhanças estão lá, mas Pedro Nuno Santos consegue um resultado melhor, e no entanto em 2011 Sócrates tinha a desculpa da hipocrisia da Extrema-Esquerda em ser a moleta da Direita e o resgate financeiro da Troika, Pedro Nuno Santos tinha a corrupção e a incompetência. Já o PSD perdeu efectivamente gás comparando com 2011. AD teve em 2024 1 811 027 votos, em 2011 só o PSD teve 2.159.742 votos e 108 deputados, agora foram 77 o CDS-PP teve 653.987 votos, 24 deputados, agora 2. Sempre disse que era fã de Luís Montenegro, voltava da escola e ficava a vê-lo nos debates parlamentares a ser um mestre do debate e da oratória, e infelizmente não vimos esse Montenegro de volta, esse carisma e liderança. Temos ainda o fenómeno do ADN que em 2022 teve 10.911 votos e em 2024: 100.051 votos. Campanha anti Agenda 2030 dá tanto voto? Ah então cuidado, porque se eu fundo partido vou ter mais que isso com a minha agenda anti-woke, não me tentem! Nestas eleições temos 2 vencedores: Livre e Chega, que são talvez o futuro de cada campo político, e quando digo futuro, não digo que sejam alternativas, mas sim partidos que vão querer condicionar o tempo todo o seu espaço político. Tivemos o Livre durante a campanha toda a pedinchar uma federalização da Esquerda no Parlamento, e vemos agora André Ventura a pedinchar uma coligação no Parlamento, dizendo ao PSD com quem se devem ou não coligar. André Ventura neste momento tem o rei na barriga e o poder está-lhe a subir à cabeça, mas isso é porque tem as fileiras a pedirem-lhe lugares e ministérios para distribuir pela clientela.

Emissão Especial
Nuno Melo: "A AD venceu as eleições"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Mar 11, 2024 3:37


​Nuno Melo mostra-se convicto na vitória da AD. O presidente do CDS-PP, deixa vários elogios a Luís Montenegro e manifesta-se satisfeito com o regresso do CDS à assembleia.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Legislativas em Portugal: "Agora é tempo de Montenegro e de Pedro Nuno Santos"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 11, 2024 13:55


Portugal foi ontem a votos no âmbito das legislativas antecipadas convocadas pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência da demissão do socialista António Costa do cargo de Primeiro-ministro em Novembro, após terem sido levantadas contra ele suspeitas de corrupção que ainda estão a ser indagadas. As eleições deste domingo foram marcadas pela derrota do PS que passou de uma maioria absoluta para um pouco mais de 28% dos votos, praticamente lado a lado com a coligação Aliança Democrática do PSD e do CDS-PP que, segundo os resultados já apurados, venceu as eleições com um pouco mais de 29% dos escrutínios, o que lhe dá apenas uma maioria relativa.Em terceiro lugar ficou o partido de extrema-direita Chega que conquistou um pouco mais de 18% dos votos e que se apresenta doravante como um potencial fiel da balança na vida política portuguesa.Em entrevista à RFI, Adelino Maltez, professor catedrático de Ciência Política do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa analisou os resultados destas eleições.RFI: O voto no Chega é um voto de protesto ou é um voto de convicção?Adelino Maltez: É um voto. E não arranja modelos, porque se eu comparar o Chega com o irmão dele francês, União Nacional, neste momento em França, este grupo de extrema-direita existe com uma tradição de 100 anos. O Chega é uma novidade. Uma coisa com cinco anos não vem de nenhuma tradição organizativa da direita radical ou da extrema-direita que existisse antes do 25 de Abril ou na primeira fase do Abrilismo. Isto é uma novidade. Tem uma liderança, até pela idade correspondente a essa qualidade. É dissidente do PSD e, portanto, conquistou o seu espaço na política portuguesa. E agora, vamos ver como é que correm as coisas. Ele aspira a ser uma terceira força que acabe com o bipartidarismo dominante em Portugal. É uma boa intenção, mas ainda está longe disso, porque os grandes partidos portugueses mostraram que eram muito resilientes e que tinham penetração em todo o território nacional. O PSD e o PS, não lhes aconteceu o que aconteceu a partidos deste género noutros países da Europa Ocidental. O Chega mostrou pela primeira vez isso. Só não elegeu deputados em Bragança. De resto, Açores, Madeira, Faro, Alentejo. Norte, Sul, está a caminhar para poder levar o sistema político português a ter um novo pólo. Potencialmente, que é o que já chega. Não parece ser um vento que passa. Vai persistir.RFI: O Chega elegeu bastantes deputados, nomeadamente no Sul de Portugal e também no Alentejo, que tradicionalmente era mais esquerdista. Como é que se pode analisar estes resultados? Adelino Maltez: Isso são filmes a pôr o Alentejo a rimar com reforma agrária, quando os grandes partidos que conquistaram eleições, quer o PS quer até ao PSD, já tinham essa posição há muitos e muitos anos. O PCP não era a força dominante no Alentejo. Portanto, o Chega demonstrou que consegue ser um partido urbano, consegue ser um partido rural, consegue ser um partido do Sul, do centro e das ilhas. Consegue ter uma dimensão nacional. É a primeira vez que o conquistou. Nada é definitivo, mas tem aqui um programa para se consolidar. E o Chega é muito frágil, precisa de ter opinadores, precisa de ter pensamento próprio, precisa de dizer que é um bocadinho mais do que o André Ventura. Portanto, o Chega tem muito trabalho a fazer para poder atingir a dimensão de permanência do PSD e do Partido Socialista. Pronto, temos tudo. Temos o Rui Tavares (do Livre), que também fez um trabalho excelente de multiplicação do seu projecto. Mantemos o PAN, o PCP ainda tem bandeira, o Bloco de Esquerda, a mesma coisa. Portanto é um espaço bastante pluralista, competitivo. E essa coisa da governabilidade, a maior parte das democracias da Europa são democracias "consociativas". Os eleitorados fragmentados não são símbolo da falta de qualidade da democracia, antes pelo contrário. E as maiorias relativas são o normal numa democracia ocidental. Portanto, cada um tem que mostrar o que vale permanentemente. Nesse sentido, o acto eleitoral correu muito bem, menos na questão dos emigrantes. Devemos ter mais cuidado nisso, porque senão sentem-se marginalizados. RFI: Relativamente ao desempenho do Partido Socialista, há quem aponte o dedo a António Costa relativamente a esta derrota. Isto prende-se com a actuação de Costa ou com o desempenho de Pedro Nuno Santos?Adelino Maltez: Os números passaram de 40 e tal para quase 30. Foi perder, não é? Quer dizer, António Costa desleixou-se de escolher os melhores para serem ministros e números dois. Desleixou-se porque pensou que ainda estava na primeira fase do Governo e que bastava uma entrevista dele, um discurso, para recuperar erros de governo e falta de política pública quanto ao fenómeno da corrupção, quanto à degradação da saúde, da educação, etc. Portanto, um homem só não consegue vencer estes desafios. Foi o que se verificou. Agora, isso não significa que houvesse um ódio, uma onda social, contra o António Costa, antes pelo contrário.  Desempenhou e ainda vai continuar a desempenhar uma função que é reconhecida pelos portugueses. E os resultados não foram uma derrota esmagadora. Foi ela por ela.RFI: Há quem também aponte o dedo a Marcelo Rebelo de Sousa, que tem sido apontado como quem andou a tentar fazer com que o seu partido voltasse ao poder e, no fundo, ganhou a aposta, mas por uma unha negra.Adelino Maltez: Não. Os Presidentes portugueses, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, quando vão para Belém, deixam o cartão partidário para trás. É injusto dizermos isso de Marcelo. Como Marcelo é muito interventivo no plano do discurso, até parece que a Constituição lhe dá assim muitos poderes para este efeito. O Presidente da República em Portugal, Marcelo e os antecessores, são notários do regime. O que eles vão é subscrever a escritura que dá um momento de primazia ao Parlamento sobre o presidente. Portanto, nós temos um sistema semipresidencial. Só se houvesse uma crise institucional grave é que o Presidente tinha intervenção, nomeadamente usando aquilo a que chamamos a "bomba atómica" (dissolução do parlamento e convocação de legislativas antecipadas). Agora não é tempo de Marcelo. Agora é tempo de Montenegro e de Pedro Nuno Santos.RFI: Mencionou o voto emigrante. Ainda se está à espera dos resultados dos círculos eleitorais fora de Portugal que representam quatro deputados. Dados os resultados que foram apurados até agora, julga que pode haver uma mudança significativa?Adelino Maltez: Julgo que não. Em termos de preferências, julgo que devia haver uma mudança significativa, para pelo menos 40, nunca quatro. Portanto, isto passava para um esforço de mobilização pedagógica e de dizer aos emigrantes que vale a pena votar, porque podem decidir. O que nós estamos a dizer é que com quatro deputados vocês não interessam para nada, é só para fazer uns discursos no 10 de Junho. Portanto, é muito pouco para aquilo que é a realidade da emigração portuguesa.RFI: Entretanto, estamos num cenário em que a AD tem neste momento uma posição maioritária, mas não tem maioria absoluta. Luís Montenegro (cabeça de lista da AD) disse que "não e não" ao Chega. Mas julga que esta possibilidade de haver um acordo com o Chega está de fora? Adelino Maltez: Não. Eu julgo que os políticos têm palavra. Muita gente duvidou do que Montenegro dizia sobre o assunto e ele reafirmou-o ainda ontem. Vamos ter um governo de maioria relativa, até simbolicamente, entrando no número de deputados do PSD, considerando que pelo menos 2 são do CDS. O PSD e o PS vão ter o mesmo número de deputados. Portanto, acho que está tudo dito. Têm que mostrar o que valem a partir do governo. Portanto, significa que o PS não foi esmagado, não houve nenhuma goleada. Até há formalmente um empate entre o PS e o PSD.RFI: Qual é a margem de manobra de um governo de maioria relativa? Adelino Maltez: Pode ser muita, se tiver muita qualidade no governo e se conseguir mostrar que estão ali para fazer reformas. O Cavaco Silva (Primeiro-ministro de 1985 a 1995, antes de se tornar Presidente da República entre 2006 e 2016) começou com maioria relativa e depois transformou-se numa máquina de maiorias absolutas. Depende da disponibilidade de bons nomes e de pessoas com vocação para a política que existam na sociedade, que podem não ser inscritos no PSD, mas que querem mostrar que têm uma ideia sobre determinadas políticas públicas. E este governo não vai ter tempo para pensar muito. Vai ter que resolver o problema imediatamente -como ele promete, em 60 dias- da saúde. E vai ter que ter uma coisa chamada também "sorte". Sorte na política europeia e sorte no discurso. Depende. Tem que criar confiança que vá além dele, a partir de agora. RFI: O PS já garantiu que vai ser partido de oposição e isto poderá expressar-se, nomeadamente, no voto da lei mais importante do ano, o Orçamento Geral do Estado. Que estratégia é que poderia ser adoptada pelo PS, pelo Chega que gostaria de participar no Governo e que já disse que poderia ser também um factor de bloqueio no Parlamento? E que estratégia poderia ser adoptada pela AD? Adelino Maltez: Se o governo tiver prestígio, nessa altura, chumbar o orçamento, convocar novas eleições, o PSD poderia ganhar as eleições. Eles também têm medo disso, os opositores. Dava o exemplo de Cavaco Silva que reforçou claramente a sua votação depois de incidentes, na altura, desencadeados pelo partido (PRD) de Ramalho Eanes e o PSD esmagou os adversários eleitoralmente. Cuidado. Deitar abaixo um Governo tem custos para quem o deita abaixo. Depende das circunstâncias. RFI: Olhando retrospectivamente para o período que Portugal acaba de conhecer, a campanha eleitoral, qual acha que foi o desempenho, por exemplo, da comunicação social durante todo este processo? Adelino Maltez: Há uma coisa que é a comunicação social, olhar de forma isenta e procurar a informação última sobre a matéria. A comunicação social foi impecável. Não temos jornais partidarizados no sentido de declararem para que lado é que vão votar. A chamada comunicação social interpretativa, os comentadores, sobretudo das televisões, revelaram muito que não tinham representantes de vários sectores importantes da sociedade portuguesa. Portanto, deviam ter o cuidado de ter comentadores comunistas, comentadores pró-Chega, um comentador católico. Estão muito dependentes dos jogos de corte que tentam pôr um funil e tentam ser missionários de determinado número de estados de espírito. Mas isso não é a comunicação social, é uma parcela que é mais barata de produzir, que é o comentador, o "Achismo". Não esqueçamos que aqui, dado o exemplo do Marcelo Rebelo de Sousa, nós entregamos as noites de domingo ao Marques Mendes ou ao Paulo Portas. Não há aqui espaços opinativos plurais. RFI: Quais são os cenários, a seu ver, mais plausíveis neste momento em Portugal?Adelino Maltez: Que este Governo vai resultar. Como português, e adepto deste regime competitivo, gostaria que acontecesse. Vai dar tempo ao PS para se distinguir e portanto, vai introduzir aqui elementos competitivos que são necessários para a democracia poder funcionar. E vai obrigar o Chega a deixar de ser o senhor André Ventura. Tem que mostrar mais valores, coisa que não fez até agora. 

Podcast Conversa
Como criar uma boa campanha eleitoral. Artigo no Jornal O Diabo 23 de Fevereiro 2024.

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Mar 5, 2024 2:42


Dizem os órgãos de comunicação social que na próxima semana é que começa a campanha eleitoral, como se os portugueses não estivessem já em pré-aviso de eleições, mas se os jornalistas ficam felizes em serem eles a dar o tiro de partido, por mim está tudo bem, levem a medalhinha de participação. Qual é a definição de “uma boa campanha eleitoral?” É uma campanha que cumpriu objectivos? Que os superou? Que foi divertida e marcante? Qual é a definição? Para mim uma boa campanha é aquela que cumpriu os resultados propostos, tudo o resto é bónus. Uma campanha eleitoral tem custos e a gestão tem que ser feita com mãos de ferro, dinheiro da campanha é da campanha, não é para pagar gelados aos filhos dos amigos do candidato. Tudo o que não está orçamentado não existe, só com orçamento, que é para não acontecer com as campanhas que o PS faz onde o derrape financeiro é garantido. Reparem, se uma campanha não sabe gerir o seu próprio dinheiro que varia entre 500 mil euros a 2 milhões de euros, como vai gerir esta malta o país? Sempre em défice? Não! Pois o exemplo começa por dentro. É importante definir qual é a eleição a que nos propomos, pois as eleições não são todas iguais e não têm os mesmos propósitos e nem todos os partidos podem verdadeiramente tirar resultados. Quando estamos no cenário de eleições legislativas nos distritos do interior o rácio de distribuição de mandatos (deputados) só vai dar para dois partidos terem deputados, com alguma sorte uma terceira força política quando vamos a sul. Mas nos círculos fora Portugal Continental e Ilhas só um partido faz um pleno ou os deputados são distribuídos em número igual para apenas dois partidos. Vamos fazer o cenário para as Eleições Legislativas 2024. Nesta introdução importa dizermos o que temos de base e objectivos. Temos 2 milhões em dinheiro para gastar com a campanha. O nosso objectivo é ganhar as eleições. Assim importa definir a nossa estratégia em vários pontos: 1. A escolha dos cabeças de lista é essencial. Queremos ter o partido connosco? Ou só vamos premiar aqueles que estiveram em campanha connosco? Este ponto é mesmo importante, pois não queremos estar em campanha com contra-torpedeiros a fazerem campanha contra nós, por mais estranho que seja, há sempre quem faça mal ao seu partido só para que as pessoas da lista que venceu a liderança do partido não tenha acesso ao poder, isso acontece hoje em dia com o PSD e Iniciativa Liberal, tal como no passado aconteceu com o PSD e com o CDS-PP (só assim se justifica que tenha desaparecido do Parlamento).

Expresso - Eixo do Mal
Passos Coelho e a imigração, Paulo Núncio e o aborto, Emmanuel Macron e a defesa da Europa: está o jogo baralhado

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Mar 1, 2024 49:57


Pedro Passos Coelho chegou esta semana à campanha da AD com declarações que aproximaram o partido do protecionismo nacionalista de André Ventura. A semana continuou e Paulo Núncio, vice-presidente do CDS-PP e candidato a deputado por Lisboa nas listas da Aliança Democrática , manteve o registo ao pedir um novo referendo ao aborto perante a necessidade, nas palavras do candidato, de "reverter as políticas de esquerda". Já Emmanuel Macron, com objetivos diferentes, apelou também à proteção, mas da Ucrânia e com os meios humanos dos diferentes países da NATO. Está o jogo da política nacional e do xadrez diplomático baralhado? Qais as suas intenções? A análise desta semana, sem Clara Ferreira Alves, conta com Daniel Oliveira, Pedro Marques Lopes e Luís Pedro Nunes. Ouça o Eixo do Mal emitido a 29 de fevereiro na SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
"Lei e desordem": a nova série da AD sobre os polícias

Soundbite

Play Episode Listen Later Feb 20, 2024 10:12


Questionado, nesta terça-feira, sobre a manifestação dos polícias em frente ao Teatro Capitólio na noite do debate entre o líder do PSD e o do PS, o líder do CDS-PP, Nuno Melo, ao contrário do que tinha feito Montenegro, criticou directamente a acção dos agentes: “O que ontem aconteceu não respeita a lei e a ordem. E eu lamento. As polícias estiveram mal". A Aliança Democrática fala a duas vozes? Ou até a três?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leituras sem Badanas
Paulo Portas - "A história já está feita, mas ainda não está escrita."

Leituras sem Badanas

Play Episode Listen Later Feb 7, 2024 59:10


Paulo Portas nasceu em 1962. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, onde leccionou História do Pensamento Político, em 1996. Fundou o semanário «O Independente» do qual foi diretor. Foi presidente do CDS/PP entre 1998 e 2005 e, desde 2007, foi Deputado à Assembleia da República nas legislaturas de 1995, 1999, 2002, 2005, 2009 e 2011, tendo sido membro das Comissões Parlamentares dos Negócios Estrangeiros e de Defesa. Foi líder do Grupo Parlamentar do CDS/PP de 1999 a 2001. Foi Vice-Primeiro-Ministro (2013-2015) e, anteriormente, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do XX Governo (2011-2013). Declara-se um viciado em livros. Livros mencionados: Caminho para a Servidão, Friedrich Hayek; Despertar dos Mágicos, Jacques Bergier e Louis Pauwels; Triunfo dos Porcos, George Orwell; Consequências Económicas da Paz, John Maynard Keynes; Do Espírito das Leis, Montesquieu; Hitler and Stalin: Parallel Lives, Alan Bullock; 18 Lectures on Industrial Society, Raymond Aron; Blake and Mortimer, Edgar P. Jacobs, Jean Van Hamme, Jean Dufaux; Conto Maltese, Hugo Pratt; Tintin, Hergé; Astérix, Albert Uderzo, René Goscinny; O Barulho das Coisas ao Cair, Juan Gabriel Vásquez; Mi Vida, Leon Trotsky; O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura; Como Poeira ao Vento, Leonardo Padura; As Três Mortes de Lucas Andrade, Henrique Raposo; Trilogia M - O Filho do Século; O Homem da Providência; Os Últimos Dias da Europa, Antonio Scurati; O Infinito num Junco, Irene Vallejo; Alguém Falou Sobre Nós, Irene Vallejo; L'affaire Moro, Leonardo Sciascia; O Dia da Coruja, Leonardo Sciascia; Roma Sou Eu, Santiago Posteguillo; Os Prisioneiros da Geografia, Tim Marshall; O Futuro da Geografia, Tim Marshall; Os Engenheiros do Caos, Giuliano da Empoli; O Mundo de Ontem, Stefan Zweig; Uma História de Xadrez, Stefan Zweig. Edição de som: Tale House Qualquer dúvida ou ideia: leiturasembadanas@leya.com

Expresso - Comissão Política
Quem fecha a porta a quem nos Açores

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Feb 6, 2024 41:23


Os açorianos votaram e escolheram a coligação PSD-CDS-PPM para continuar a governar a região autónoma. O PS reconheceu a derrota, mas dividiu-se sobre o que fazer a seguir. O PSD tenta chamar os socialistas à responsabilidade para não ter de abrir a porta ao Chega, que quer entrar no governo. Este é o cenário nos Açores, mas que se cruza com uma crise política na Madeira e a pré-campanha para as legislativas nacionais de 10 de março. Na edição desta semana da Comissão Política, concentramo-nos nos Açores, ainda que tudo se cruze num tempo político que não dá para folgas. Ouça o novo episódio da Comissão Política.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Conversa
A Aliança Democrática: Uma Mudança de Página para Portugal, com toques do Passado? - Artigo Jornal O Diabo

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Jan 12, 2024 5:14


No último domingo, as paredes da Alfândega do Porto ecoaram com os aplausos e as palavras determinadas dos líderes do PSD, CDS-PP e PPM durante a assinatura do acordo da Aliança Democrática. Este evento marcou não apenas a renovação de uma coligação política, mas também a promessa de uma alternativa sólida ao Partido Socialista (PS), que tem governado Portugal nos últimos oito anos. Neste artigo, mergulharemos nas nuances desse evento e exploraremos as visões e prioridades delineadas pela Aliança Democrática para as eleições legislativas de 10 de março de 2024.

Podcast Conversa
#361 A Nova Aliança Democrática (AD) os Desafios para as Eleições

Podcast Conversa

Play Episode Listen Later Jan 9, 2024 19:36


A Nova Aliança Democrática (AD) os Desafios para as Eleições. O que é a AD? À semelhança com a Aliança Democrática de 1979 o PSD o CDS-PP e o PPM juntam-se mais uma vez irem a votos juntos. Luís Montenegro (PSD), Nuno Melo (CDS-PP) e Gonçalo Da Câmara Pereira (PPM), este último já cá esteve no Podcast Conversa a conversar com o Cláudio Fonseca, reuniram-se na Alfândega da Fé no Porto para assinarem o memorando de entendimento da coligação, que conta com um conjunto de independentes, na cerimónia Miguel Guimarães, ex-bastonário da Ordem dos Médicos discursou e colocou a tónica nas críticas ao estado do SNS em Portugal. Serão estes 3 partidos suficientes para derrotar o socialismo e fazer com que um Governo de Direita governe Portugal com um hipotético apoio da Iniciativa Liberal de Rui Rocha, mas sem colagens ao Chega de André Ventura? Tudo dependerá do resultado das eleições legislativas de 10 de Março e de Marcelo Rebelo de Sousa.

A Arte de Errar
A Arte de Errar - Episódio 11 - Manuel Monteiro

A Arte de Errar

Play Episode Listen Later Jan 8, 2024 35:39


Manuel Monteiro é o próximo convidado de A Arte de Errar. Ex-líder do @cds_pp de quem foi o seu mais jovem presidente, com 29 anos, desfiliou-se do partido para criar a Nova Democracia. Uma experiência que, o próprio reconhece, não correu bem. Voltou recentemente ao CDS/PP e tem feito o caminho para que o seu partido de sempre volte a ter relevância nacional. Professor universitário, presidente do Instituto Adelino Amaro da Costa, um think tank ligado ao CDS, falou connosco sobre o seu percurso, o seu passado e, naturalmente, os seus erros. E de como o CDS soube fazer política de forma diferente, mais virada para as pessoas e menos para os interesses.Quando esta conversa foi gravada, nenhum dos presentes adivinharia que a crise política seria uma realidade, que as eleições legislativas voltariam a repetir-se já em março e que o CDS faria uma coligação com o PSD. Temas que, naturalmente, ficaram ausentes desta conversa, mas onde se falou muito sobre a direita, os partidos e a política mas também sobre o futuro de Portugal e dos Portugueses.Uma conversa a não perder…

Soundbite
Alianças, negas e “pedinchices” à direita

Soundbite

Play Episode Listen Later Nov 28, 2023 10:42


O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, defendeu uma coligação pré-eleitoral com o PSD, mas sublinhou que o seu partido não tem medo de ir a votos sozinho. Está em formação uma grande coligação de centro-direita? E a Iniciativa Liberal perde por ficar de fora?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Leituras sem Badanas
Ana Rita Bessa - "Vai sempre haver espaço para uma boa história"

Leituras sem Badanas

Play Episode Listen Later Nov 22, 2023 64:09


Ana Rita Bessa é licenciada em economia e o seu percurso profissional passa por várias empresas ao longo de 25 anos. Foi Deputada à Assembleia da República, pelo CDS-PP, acompanhando as áreas da Saúde, Educação e Ciência. Atualmente é CEO da LeYa. Livros mencionados: Os Maias, Eça de Queirós; Visões da Economia Social, Vol. II, Sector 3 e Fundação Ageas; Apneia, Tânia Ganho; As Benevolentes, Jonathan Littell; O Ano do Pensamento Mágico, Joan Didion; This Is Water, David Foster Wallace. Qualquer dúvida ou ideia: leiturasembadanas@leya.com

Emissão Especial
Crise Política. Como é que os partidos à direita vão organizar-se para as eleições?

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Nov 10, 2023 24:07


PSD diz que Mário Centeno perdeu legitimidade como governador do BdP. IL tem como objetivo tirar PS do poder. CDS-PP não espera convites dos sociais-democratas. Chega só aceita integrar o Governo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Emissão Especial
CDS: "Este é o melhor cenário para o país"

Emissão Especial

Play Episode Listen Later Nov 7, 2023 3:57


O presidente do CDS considera que Costa se demite "por factos que afetam todo o Governo". Nuno Melo, ao falar do CDS-PP, defende que é importante haver "memória na Política".See omnystudio.com/listener for privacy information.

SBS Portuguese - SBS em Português
Abre em Portugal a corrida para suceder em 2026 ao popular presidente Marcelo Rebelo de Sousa

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Aug 30, 2023 4:04


A direita abre a batalha pela sucessão daqui dois anos, enquanto a esquerda ainda não toca no assunto. Luís Marques Mendes, do PSD, admitiu a possibilidade. Paulo Portas, ex-líder do CDS-PP, também é cotado.

popular abre sousa corrida em portugal psd cds pp paulo portas presidente marcelo rebelo
A Arte de Errar
A Arte de Errar - Episódio 4 - António Pinheiro Torres

A Arte de Errar

Play Episode Listen Later Jun 29, 2023 27:25


António Pinheiro Torres, advogado e ex-deputado eleito nas listas do PSD de 2002 a 2005, foi o convidado do nosso 4º episódio.   Desafiámos o António a falar da sua infância e da relação tardia que criou com Deus e de que forma é que esta descoberta acabou por influenciar positivamente a sua vida e a sua carreira. Uma conversa onde a família, um elemento central na vida do António, esteve sempre presente, com este a lembrar alguns episódios de vida enquanto marido e enquanto pai de quatro filhos.   Na parte mais política do podcast, abordámos temas como a decisão do antigo Presidente da República Jorge Sampaio em dissolver a Assembleia da República, cujos deputados do PSD e do CDS/PP constituíam a maioria do Parlamento, uma decisão que levou à queda do governo de Pedro Santana Lopes, em 2004.    Ainda sobre este período – que Pinheiro Torres não hesita em classificar de “golpe de Estado constitucional” – conversámos sobre como esta decisão impactou na vida do António, na altura deputado independente eleito pelo PSD. Falámos também sobre a sua experiência e opinião pessoal de ser deputado e ainda abordámos temas recentes como os casos do governo e a polarização actual do mundo e como esta polarização está a levar à radicalização em cada um dos lados da barricada.    Uma conversa diferente e a todos os níveis imperdível, com muitas mensagens e lições de vida.   Um Podcast de Rodrigo Alfaiate e Francisco Mota Ferreira.

Convidado Extra
“Ler dá vocabulário e leva a pensar mais e melhor”

Convidado Extra

Play Episode Listen Later Jun 2, 2023 42:17


A economista Ana Rita Bessa, ex-deputada do CDS-PP, especialista em Educação, é CEO do Grupo Leya e fala de livros, escritores e do programa que o seu Grupo leva à 93ª Feira do Livro de LisboaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

P24
O que levou a IL a rasgar o acordo parlamentar nos Açores? E haverá eleições?

P24

Play Episode Listen Later Mar 9, 2023 18:56


Durante o plenário da assembleia regional desta quarta-feira, a Iniciativa Liberal (IL) rompeu o acordo de incidência parlamentar que suporta o Governo dos Açores, apanhando de surpresa PSD, CDS-PP e PPM, os partidos que integram o executivo. Os liberais anunciaram fim do acordo de apoio ao governo de Bolieiro e garantem votar a favor de uma moção de censura. Neste P24 ouvimos o correspondente do PÚBLICO nos Açores, Rui Pedro Paiva.

P24
Açores: um modelo para o futuro da direita ou um acordo para não mais repetir?

P24

Play Episode Listen Later Feb 20, 2023 17:10


As possíveis alianças pós-eleitorais voltaram a debate, motivadas pela sondagem que dá uma maioria de direita na Assembleia da República. E com a direita em reconfiguração, a inédita situação dos Açores é encarada como um laboratório político que pode dar pistas para o que aí vem. No arquipélago, o PSD foi o segundo partido mais votado nas regionais de 2020, atrás do PS, mas coligou-se com CDS-PP e PPM para fazer governo e assinou acordos de incidência parlamentar com Iniciativa Liberal (IL) e Chega para garantir a maioria no parlamento açoriano. Neste P24 ouvimos o correspondente do PÚBLICO na Região Autónoma dos Açores, Rui Pedro Paiva.

Atlantic Talks
Paulo Portas - Atlantic Talks

Atlantic Talks

Play Episode Listen Later Jun 29, 2020 43:47


Paulo Portas é uma das figuras maiores da história do CDS-PP, foi ministro da Defesa com Durão Barroso, e ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro com Pedro Passos Coelho. Afastado da vida política ativa desde 2016, é Professor em universidades espalhadas pelo mundo, consultor no setor privado e tem um espaço de comentário da TVI. Neste terceiro episódio das Atlantic Talks, fala sobre a divisão e a crispação na sociedade americana, o papel dos EUA e China na ordem mundial e o impacto da digitalização nos sistemas políticos.

The Pep Talk Podcast
EP05. Adolfo Mesquita Nunes

The Pep Talk Podcast

Play Episode Listen Later Jun 27, 2020 44:24


Ao quinto episódio do ThePepTalkPodcast, conversámos com mais um "filho da terra".  Adolfo Mesquita Nunes, apesar de ter nascido em Lisboa, cresceu na Covilhã e desde cedo que terá despertado a sua consciência política.  Já em Lisboa, enquanto estudante de Direito, desenvolveu essa mesma consciência a par do seu percurso partidário enquanto membro da Juventude Popular. Mais tarde, chegou a vice-presidente do CDS-PP e desempenhou funções enquanto Secretário de Estado do Tursimo. Em 2017, sentindo o apelo de regresso às origens, foi candidato à Câmara Municipal da Covilhã, onde desempenha o seu cargo de vereador e em 2019, a ILGA Portugal atribuiu-lhe o prémio Arco-Íris pelo seu papel na luta contra a discriminação em função da orientação sexual. Conversámos sobre o seu percurso político, sobre como ter crescido entre o interior e a capital terá afectado a sua percepção do mundo e da forma como vê, até aos dias de hoje, o desenvolvimento da Covilhã enquanto cidade e pólo de atracção turística.  Obrigado por se juntarem a nós em mais um episódio do nosso podcast. - ThePepTalkPodcast