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Durante muito tempo assumiu-se que estudar homens seria suficiente para entender o corpo humano, hoje sabemos que o sexo e o género influenciam o risco de doenças, a resposta a medicamentos e até aquilo que acontece no consultório médico. Neste episódio especial de Consulta Aberta gravado ao vivo no festival Vodafone Paredes de Coura, Margarida Graça Santos convida a sexóloga Mafalda Cruz pra falar sobre misoginia e as suas consequências para a saúde da mulher no diagnóstico e tratamento. Porque é que não existe uma pílula masculina e porque é não existe um viagra feminino? Porque é que as dores de período intensas e incapacitantes demoraram tanto tempo a ter um diagnóstico? E porque é que só em 2005 é que o clitóris surge nos livros de anatomia? Com muita descontração, ao som das margens do rio na Praia Fluvial do Taboão, com alguns aplausos e latidos pelo meio, as especialista respondem a todas estas perguntas. E destacam ainda a importância da cultura e da educação para que estes temas não sejam esquecidos. “Celebramos 21 anos de clitóris”, recorda, entre risos, a autora do podcast. Ouça aqui o episódio especial. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Por que maternidade e sexualidade ainda parecem incompatíveis?Como se o nascimento de um filho marcasse o fim do desejo. Como se uma mãe precisasse escolher entre o corpo materno e o corpo erótico.Ao engravidar em meio à dúvida sobre a paternidade do primeiro filho, Letícia se sentia "entre a santa e a puta".Mãe de Pedro e Luna, ela não imaginava que teria filhos. A primeira gravidez chegou de surpresa e, enquanto enfrentava o julgamento alheio, Letícia descobriu uma inesperada sensação de vitalidade. Mas tornar-se mãe sozinha e viver um puerpério marcado pelo abandono também lhe revelou que a maternidade é uma função social: um papel cercado de expectativas sobre como uma mãe deve amar, cuidar, trabalhar, parir e, sobretudo, desejar.Foi nesse contexto que nasceu a revolta. E, da revolta, um grito. Um grito dirigido à família, aos amigos e à sociedade: como é possível abandonar uma mulher que acaba de dar à luz? Esse grito tornou-se escrita, teatro, filme, estudos. Neste novo episódio de Maternidade e Separação, falamos sobre patriarcado, sexualidade, violência obstétrica e doméstica e sobre a possibilidade de transformar a experiência vivida em criação artística.Obrigada, Letícia, por mostrar que sustentar o desejo é uma forma de resistência às expectativas sociais.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Fé e sexualidade precisam estar em conflito?Neste episódio, converso com a psicóloga Adriane Mussi (CRP 08/30778) sobre culpa, vergonha, desejo sexual, mitos, autoestima e os impactos que algumas experiências religiosas podem ter na vida íntima. Uma conversa respeitosa sobre sexualidade, saúde emocional e os caminhos possíveis para integrar fé, valores e bem-estar.-MúsicaComposição"Carlos Alberto Gomes e Renato BadecoIntérprete: Renato Badeco
O influenciador Pedro Pacífico, o Bookster, detalha no programa Desculpa Alguma Coisa sua trajetória de descoberta da sexualidade e os desafios da ansiedade. Em conversa com Tati Bernardi, o convidado explica como os livros transformaram sua vida e revela detalhes inéditos sobre seus futuros projetos literários.
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Lisa Vicente é médica ginecologista, obstetra, especialista em sexologia e em literacia para a saúde, divulgadora científica e autora dos livros “O Atlas da V” e “A Revolução da Menopausa”. No seu consultório afirma sentir-se tão motivada a seguir mulheres grávidas, como na menopausa, pessoas trans ou vítimas de violência sexual. E afirma a diversidade de corpos e de identidades como o que é normal na Humanidade. “Não há duas vulvas, nem dois clítoris iguais, não há duas menopausas iguais e cada pessoa tem prazer à sua maneira.” Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Olá notável ouvinte!Você já teve ou conhece alguém que teve dificuldade de abordar a sexualidade com adolescentes?Pois é..mas você não está só! Vamos juntos?Então clica no play e vem com a gente!Vida Longa e Próspera!
As crianças descobrem o corpo muito antes de terem palavras para isso. Tocam-se, fazem perguntas que deixam os adultos desconfortáveis. Onde acaba a curiosidade normal e começa o sinal de alarme?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Sexualidade: Líder, você está pronto para essa conversa?A sexualidade tem sido uma das áreas que mais geram dúvidas, conflitos e questionamentos entre adolescentes e jovens da nova geração. Em um contexto onde identidade, relacionamentos e desejos são temas cada vez mais presentes, muitos líderes se perguntam: como abordar essas questões de forma bíblica, amorosa e relevante?Neste episódio do Multiplique Podcast, recebemos o Pr. Pedro Vercelino para uma conversa franca sobre os desafios da sexualidade no ministério com adolescentes e jovens. Falamos sobre como discipular aqueles que enfrentam lutas e dúvidas nessa área, como responder às perguntas difíceis que surgem no ministério e como unir verdade e amor sem abrir mão de nenhum dos dois.Além disso, refletimos sobre o papel dos líderes e dos pais na formação da identidade dos adolescentes, a importância de criar ambientes seguros para conversas difíceis e como o evangelho oferece esperança e transformação para todos nós.Se você lidera adolescentes, jovens ou voluntários, este episódio vai te ajudar a desenvolver uma visão mais bíblica, pastoral e prática sobre uma das conversas mais importantes da nossa geração.Recursos recomendados:• O Que Deus Tem a Ver com Sexo? — David Riker• Garota Gay, Bom Deus — Jackie Hill Perry• O Coração Explícito do Sexo — Andréa Vargas• Deus é Contra os Homossexuais? — Sam Allberry• Ama Teu Corpo — Nancy Pearcey• Teologia do Corpo — Gregg R. Allison• Sexualidade Santa — Christopher Yuan• O Dilema Gay (livreto Fiel) — John Freeman• O Que Deus Ensina Sobre Homossexualidade — Kevin DeYoungConvidado: @pedrovercelinoMultiplique Podcast — Capacitando líderes para alcançar e discipular a nova geração.
A humorista Ana Arrebentinha é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. A comediante natural de Amareleja, é conhecida pelo seu humor genuíno e sotaque alentejano inconfundível. Recorda com saudade uma infância de grande liberdade, entre o monte, os animais e as apanhas de azeitona e melão com a família. “Fui uma criança muito feliz. Era a menina do meu pai”, afirma. Ana fala sobre as raízes que moldaram o seu caráter e de como o trabalho digno dos seus pais lhe ensinou os valores que ainda hoje a guiam. O sonho de ser humorista parecia distante. Com 17 anos enviou um e-mail ousado para o programa Boa Tarde, da SIC: “Olá, eu sou a Ana e sei mais de 100 anedotas. Possivelmente vai ser mais um e-mail que vão eliminar, mas gostava muito de ir ao vosso programa.” Na primeira vez que entrou no estúdio de televisão percebeu que era aquilo que queria fazer para o “resto da vida.” A humorista reflete ainda sobre a perda do pai e o luto que nunca chegou a fazer, por se ter focado na sua mãe, que sofreu de uma doença grave. “Quando se perde um pai, perde-se a muralha que te protege. Há menos um lugar à mesa, fica um vazio”, explica. A comediante aborda também a sua sexualidade, que assumiu publicamente de forma natural, e sobre como o humor a salvou nos momentos mais difíceis da sua vida. “Cada vez que faço um espetáculo, salva-me.” Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 6 de junho. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.
Berenice Shakti, fisioterapeuta especialista em saúde pélvica e sexualidade, participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre o Dia Internacional da Dignidade Menstrual e discutir pobreza menstrual, acesso à informação, saúde íntima e os impactos do silêncio em torno da menstruação na vida de meninas e mulheres.
Berenice Shakti, fisioterapeuta especialista em saúde pélvica e sexualidade, participou do programa Direto ao Ponto para falar sobre o Dia Internacional da Dignidade Menstrual e discutir pobreza menstrual, acesso à informação, saúde íntima e os impactos do silêncio em torno da menstruação na vida de meninas e mulheres.
Falo a recente decisão do STF na ADI. n. 7847, que declarou inconstitucional lei do Espírito Santo que dava aos pais poder de proibir que seus filhos tenham acesso a atividades pedagógicas sobre gênero/sexualidade. Na mesma sessão o STF também declarou inconstitucional (ADPF. n. 1153) lei de Betim (MG) que proibia "linguagem neutra" nas escolas.Discuto os fundamentos do STF para tomar as 2 decisões, inclusive sobre o abuso legislativo que elas representam.
A sexualidade feminina deixou de ser tabu para muitas mulheres. Mas quando o assunto é câncer, o silêncio ainda prevalece. As mudanças no corpo, a queda de cabelo, os efeitos hormonais e as inseguranças emocionais afetam não só a saúde, mas também a autoestima, a intimidade e a forma como pacientes oncológicas enxergam a si mesmas.Neste episódio, Larissa Britto e Gabriel Muniz discutem como o câncer impacta a sexualidade feminina, os tabus que ainda cercam esse tema e a importância de falar sobre afeto, desejo e acolhimento durante o tratamento. Foto: Frepik / pikisuperstar
Você já pensou em como é importante falar sobre questões de gênero e sexualidade no nosso dia a dia? Pensando nisso, o Projeto Ariadnes é um observatório de mídia, gênero e sexualidade, uma ação extensionista vinculada ao Programa de Incentivo à Diversidade e Convivência (PIDIC-UFOP), que busca desenvolver discussões, produções de conhecimento e críticas no contexto da educação midiática. Para entender melhor essa iniciativa, conversamos com a professora do Departamento de Jornalismo e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFOP, e coordenadora do projeto, Karina Gomes Barbosa.Ficha TécnicaProdução: Giovanna ÁvilaEdição de Texto: Patrícia ConscienteEdição de áudio e sonoplastia: Aurélio Bernardi
No primeiro episódio do podcast O Prazer é Todo Meu, Marta Crawford fala sobre o que ficou por ensinar na escola: sexo, prazer, consentimento e comunicação. Ouça aqui o novo podcast do Expresso. Alguma vez se perguntou porque se sente assim, como dizer “não” ou se deve falar sobre o que o magoa? Associamos a educação sexual apenas a infeções sexualmente transmissíveis, contraceção ou ao funcionamento do corpo. Mas é muito mais do que isso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
"Sexualidade consciente e liderança emocional.".....Marcar atendimento: https://linktr.ee/gisipaz.ayurvedaInstagram: @gisipaz_ayurveda
Falar de sexualidade sem vergonha, com tempo e com conhecimento. 'O Prazer é Todo Meu' é um podcast apresentado por Mafalda Cruz, médica e sexóloga, que questiona o que achamos que sabemos e abre espaço à educação sexual que nunca tivemos. Com especialistas e convidados especiais, desmontam-se mitos à luz da ciência e da experiência clínica. Porque ter informação é ter autonomia para saber escolher, saber dizer sim e saber dizer não, siga o podcast no Expresso ou na sua app preferida e junte‑se à conversa. Todas as semanas, à terça-feira, novos episódios. O primeiro sai dia 21 de abril.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Agora você também pode assistir na íntegra às nossas transmissões na sua plataforma de áudio favorita!Café com Sexologia, domingos, ao vivo, às 20h30 pela Rádio Vibe Mundial 95,7 FM e no instagram instagram.com/cafecomsexologiaVisite o Instituto Paulista de Sexualidade - InPaSex inpasex.com.brEntre em contato e mande sua dúvida: oswrod@uol.com.brWhatsApp: +55 11 98718-4240Siga Oswaldo Rodrigues nas redes sociais:facebook.com/oswaldo.rodrigues.jrinstagram.com/oswrodinstagram.com/cafecomsexologiayoutube.com/oswrod
Estamos no Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, e ganha força o alerta sobre os riscos de tratar a sexualidade de pessoas autistas como tabu. A falta de informação adequada pode ampliar a vulnerabilidade e trazer consequências à saúde. Um estudo publicado na revista científica Trauma, Violence, & Abuse aponta que 40% das pessoas com autismo já foram vítimas de abuso ou violência sexual, dado que evidencia a urgência do tema. Para falar sobre o assunto, o âncora Neneo de Carvalho conversa com a psicóloga especialista em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e mãe atípica, Frínea Andrade, no Canal Saúde desta quarta-feira (8).
Cedo ou tarde, sozinhos ou acompanhados, todos nós temos a necessidade de declarar nossos interesses. Nestes momentos, nada mais natural do que dizer: “gosto disso”, “odeio aquilo”. Estas declarações nos organizam, e através delas podemos nos conhecer e reconhecer como parte de um grupo. Aos poucos, o que era um conjunto de interesses se transforma em uma declaração de identidade: “sou isso”, “não sou aquilo”. A partir daí, os nomes que nos atribuímos – ou que nos são atribuídos – ganham uma nova força. O problema é que ela é dúbia. Neste programa, comentamos a tensão entre desejo e identidade.ParticipantesGabi JacquesRafael LauroRafael TrindadeLinksTexto lidoOutros LinksFicha TécnicaCapa: Felipe FrancoEdição: Pedro JanczurAss. Produção: Bru AlmeidaTexto: Rafael LauroGosta do nosso programa?Contribua para que ele continue existindo, seja um assinante!Support the show
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Vasco Coutinho admite que sempre foi um miúdo “estranho” ou “diferente”, mas hoje confessa estar “tranquilo” com a pessoa que se tornou. Do silêncio e da introspeção vividos num seminário em Roma, quando era muito jovem, à infância inquieta em que se sentiu alvo de insultos de outros miúdos, até a um amor que “correu muito mal” e o deixou em depressão, o percurso foi longo e exigente. “Um dia, a caminho da casa dos meus pais, com a estrada vazia, pensei: ‘Agora dava uma guinada no volante e acabava tudo’”, recorda quando fala da depressão que teve de enfrentar. Neste episódio de Alta Definição, o humorista deixa de lado a personagem Tia Bli, muito popular entre os ouvintes da rádio, para falar abertamente sobre o caminho que percorreu até à afirmação pessoal e à reconciliação com a sua sexualidade. Na conversa conduzida por Daniel Oliveira, fala-se não só da superação das adversidades e da importância do apoio familiar, mas também do papel transformador da fé e da criatividade. Vasco revela como o teatro e a espiritualidade serviram de alicerces para ultrapassar momentos de profunda tristeza. No final do episódio, depois de partilhar toda a sua história de vida, deixa ainda um conselho aos espectadores e ouvintes: “Eu peço desculpa sempre, mesmo quando não tenho razão. Pedir perdão é construtivo. Nós temos sempre culpa de alguma coisa”. O programa foi emitido na SIC a 14 de março e pode ouvir aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Antropóloga, Mestra e Doutora, com Pós-Doutorados pela Unicamp, USP e Columbia University (NY-EUA), Coordenadora de Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, Carolina Pareiras.Só vem!>> OUÇA (88min 23s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Carolina Parreiras Silva possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2005), Mestrado (2008) em Antropologia Social e Doutorado em Ciências Sociais (2015), todos pela mesma universidade.Como parte do doutorado, foi uma das participantes do Summer Doctoral Programme, promovido anualmente pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford (Inglaterra).Tem experiência docente e de pesquisa na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia, Gênero, Sexualidade e estudos de internet, contando com vários artigos e papers publicados em periódicos e livros nacionais e internacionais.De 2013 a 2016, atuou como gestora e consultora para projetos sociais em organização do terceiro setor.Foi pesquisadora de pós-doutorado (bolsista Fapesp) do Departamento de Antropologia, da Universidade de São Paulo - USP (2016 - 2020) e professora colaborado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2017 - 2020).Foi Visiting Scholar no Institute of Latin American Studies (ILAS) da Columbia University in the City of New York (2019 - 2020).Foi pesquisadora de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2021 - 2022).É coordenadora do Comitê Antropologia Digital Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia e também da Anpocs Pública.É também coordenadora de projeto Jovem Pesquisador da Fapesp no Departamento de Antropologia da USP e também do LETEC - Laboratório Etnográfico de Estudos Tecnológicos e Digitais.Finalmente, é pesquisadora colaboradora do departamento de Antropologia da USP e do PPGAS - USP, onde atua como orientadora de mestrado.Lattes: http://lattes.cnpq.br/9058475337040782*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo
Por Pr. David Riker. Mensagem 4 da série "YouthCon 2026". | Gálatas 2:20 | https://bbcst.net/R9543N1
Por Pr. David Riker. Mensagem 4 da série "YouthCon 2026". | Gálatas 2:20 | https://bbcst.net/R9543N1
Traduzido com permissão e em parceria com Desiring God.Produzido por DBVoz StudiosNarrador: Duda BagueraRealização: Ministério Fiel e Voltemos Ao EvangelhoEditor responsável: Vinicius Lima.
Neste episódio, Ivan Monteverde e o Assistente Social Kaic Ribeiro exploram como a heteronormatividade molda nossas percepções de sexualidade, gerando estranhamento e preconceito. Discute-se a construção social da heteronormatividade e suas implicações para a diversidade sexual. Com insights profundos e histórias impactantes, a dupla desafia os ouvintes a refletirem sobre suas próprias percepções, promovendo uma sociedade mais inclusiva e consciente. Sintonize-se para uma discussão enriquecedora e transformadora. Pra saber mais: 45º Encontro Anual da ANPOCS - Estranhamento Sexual – articulação entre trabalho e sexualidade no capitalismo (sinteseeventos.com.br)A heteronormatividade como estranhamento: contribuições marxistas à crítica da sua construção social | Germinal: marxismo e educação em debate (ufba.br)https://www.instagram.com/kaicrib/
rene de paula jr · teu signo está errado??? quando sexualidade, psicanálise, Freud e literatura… #deramruim Qual o meu maior defeito? Eu julgo sem cessar. Não me diz respeito, mas… julgo https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/qual-o-meu-maior-defeito-eu-julgo-sem-cessar-nao-me-diz-respeito-mas-julgo/ How Descartes' Mind-Body Dualism Still Haunts Cognitive Science Today https://www.thecollector.com/rene-descartes-dualism-cognitive-science/ Por que seu signo astrológico provavelmente não é o que você pensa https://www.bbc.com/portuguese/geral-58929879 Trees hold the secret to the deadly plague that ripped through Europe https://newatlas.com/biology/volcanic-eruptions-black-death/ Oliver Sacks Put Himself Into His Case Studies. What Was the Cost? https://www.newyorker.com/magazine/2025/12/15/oliver-sacks-put-himself-into-his-case-studies-what-was-the-cost SPINOZA : POURQUOI ON SE TROMPE (et comment l'éviter) https://youtu.be/Gc5-2UdbjQ0?si=cHAx1GSkDmBNawhd canal do radinho no telegram: http://t.me/radinhodepilha meu perfil no Threads: https://www.threads.net/@renedepaulajr meu perfil no BlueSky https://bsky.app/profile/renedepaula.bsky.social meu twitter http://twitter.com/renedepaula aqui está o link para a caneca no Colab55: https://www.colab55.com/@rene/mugs/caneca-rarissima para xs raríssimxs internacionais, aqui está nossa caneca no Zazzle: https://www.zazzle.com/radinhos_anniversary_mug-168129613992374138 minha lojinha no Colab55 (posters, camisetas, adesivos, sacolas): http://bit.ly/renecolab meu livro novo na lojinha! blue notes https://www.ko-fi.com/s/550d7d5e22 meu livro solo https://www.ko-fi.com/s/0f990d61c7 o adesivo do radinho!!! http://bit.ly/rarissimos minha lojinha no ko-fi: https://ko-fi.com/renedepaula/shopmuito obrigado pelos cafés!!! http://ko-fi.com/renedepaula
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a consultora, oradora e criadora do projeto digital “Espécie Rara Sobre Rodas”, Catarina Oliveira reflete sobre o atual cenário político no país e os desafios na área da inclusão e diversidade perante as alterações geopolíticas mundiais. De que forma o trabalho de uma ativista pode influenciar políticas de inclusão? As propostas legislativas em torno da inclusão deveriam centrar-se onde neste momento? Catarina responde, e sem tabus fala também de amor, de sexualidade, e dos novos desafios da maternidade. E ainda revela as músicas que a acompanham, lê um excerto de um texto de Alice Wong e deixa algumas sugestões culturais. E, no final, deixa uma mensagem só para as pessoas que escutarem este episódio até ao fim. Boas escutas! Excerto lido de: Alice Wong, Disability Visibility: First-Person Stories from the Twenty-first Century Um livro: "Mama Car" de Lucy Catchpole (Autor), Karen George (Ilustrador) Uma Série: "As Mães dos Pinguins" Escolhas musicais: O Rappa - "Pescador de Ilusões" Djamal - "Abram Espaço" Rosalía - "Magnolias" Marisa Monte - "Ainda Bem"See omnystudio.com/listener for privacy information.
Encontro de Casais
Apesar de parecer estar de luto, Pedro está muito animado por receber de volta o comediante e amigo Rafa Rato Pessanha no estúdio. Além de comentarem as notícias mais importantes da semana - entrevista de Manuel João Vieira, encontro entre Donald e Cristiano e o lançamento duma meia da Apple - os dois também conversam sobre latas de atum, ficar sem carta, lesões, sexualidade e os 100 montaditos.(00:00) Intro(00:23) Relação com latas de atum(05:57) Pessanha fica sem carta e carro(11:06) Conceito de brecagem(12:10) PTM contrai duas novas lesões(14:53) Tirar net do quarto para diminuir brainrot(16:08) David Fonseca sai de show de bicicleta(17:28) Behind the scenes de influencers(21:13) PTM e Pessanha questionaram a sua sexualidade em tempos(24:29) Escala de Kinsey, Diagrama de Venn e Análise SWOT(28:22) Análise de entrevista a Manuel João Vieira(36:16) PTM e Pessanha propõem mais medidas para Manuel João Vieira(42:35) Manuel João Vieira tem de facto ângulos interessantes(46:28) CR7 e Trump na Casa Branca(54:11) Novo produto Apple: iPhone Pocket(58:18) PTM é contra acessórios(01:02:20) PTM é contra os 100 montaditos(01:06:16) PTM e Pessanha jogam SongLess(01:11:42) Entusiasmo com debates presidenciais
Penélope Nova é comunicadora, influenciadora digital e ex-apresentadora da MTV Brasil, conhecida por sua irreverência e autenticidade. Marcou uma geração na televisão e, atualmente, conquista seguidores nas redes sociais compartilhando lifestyle, cultura pop e reflexões sobre comportamento, consolidando-se como referência em comunicação digital e influência cultural.Patrocinador: Ajudamos a suavizar as dores do crescimento e aumentar a margem líquida. Clique no link e veja como implementamos isso.Link: https://rebrand.ly/excepcionais-257-programaDisponível no YouTube:Link: https://youtu.be/QtT6-GcSY5k00:00 - Introdução E As Fases Da Vida De Penélope Nova07:18 - MTV, Juventude E A Liberdade Dos Anos 200016:42 - Sexualidade, Tabus E O Papel Da Comunicação Aberta26:37 - Relação Com O Corpo E A Construção Da Autoestima37:11 - Maternidade, Propósito E Transformações Pessoais47:53 - O Peso Das Expectativas E O Processo De Aceitação58:24 - Espiritualidade, Silêncio E Reconexão Interior01:09:15 - A Busca Por Equilíbrio Entre Liberdade E Responsabilidade01:21:38 - Envelhecer Com Verdade E A Beleza Da Vulnerabilidade01:32:44 - Encerramento E Reflexões Sobre Uma Vida AutênticaSiga a Penélope no Instagram: https://www.instagram.com/penelope_novaNos Siga:Marcelo Toledo: https://instagram.com/marcelotoledoInstagram: https://instagram.com/excepcionaispodcastTikTok: https://tiktok.com/@excepcionaispodcast
Neste episódio, leio Sobre a Sexualidade Feminina (1931), um dos textos mais complexos e fascinantes de Freud — e também um dos mais discutidos até hoje. Nele, Freud aprofunda as diferenças entre o desenvolvimento sexual masculino e feminino, questionando a universalidade do complexo de Édipo e revelando o papel decisivo da fase pré-edípica, marcada pela ligação intensa da menina à mãe.Freud afirma: “Foi necessário admitir a possibilidade de que certo número de mulheres se detém na ligação original com a mãe e jamais se volta realmente para o homem.” Essa constatação o leva a rever uma de suas próprias teses centrais: a de que o complexo de Édipo seria o núcleo de todas as neuroses.A partir dessa virada teórica, ele descreve com precisão a transição da menina da mãe para o pai, o papel do complexo de castração, as três possíveis direções do desenvolvimento feminino — renúncia, persistência da masculinidade, ou realização da feminilidade — e a ambivalência entre amor e hostilidade que permeia as relações entre mãe e filha.Freud reconhece que a feminilidade emerge não como simples espelho da masculinidade, mas como um percurso próprio, cheio de rupturas e regressões. “A fase de exclusiva ligação à mãe assume na mulher uma importância bem maior do que no homem”, escreve, propondo uma leitura que se tornaria fundadora para toda a psicanálise posterior sobre o feminino.Um texto denso, histórico e corajoso — onde Freud se aproxima da sombra e da complexidade do que chama de “mistério da feminilidade”.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o "Politicamente Correto". O termo começou a ser usado no século XVIII, nos Estados Unidos, para denotar visões e ações políticas e sociais consideradas “corretas e justas” . Como outros termos, aos poucos passou a ser acionado para defender ou justificar declarações que ofendem e agridem verbalmente pessoas negras, mulheres, pessoas LGBTQIA+, PCD's e outras minorias. Humoristas têm sido grandes opositores do termo, alegando que o politicamente fere a liberdade de expressão. Ouvimos as especialistas Nana Soares, Joana Plaza e Anna Bentes sobre o uso e a desqualificação do termo. ________________________________________________ ROTEIRO Gravação Léo Lins (Humorista): “Tudo fica divertido. Se alguém fala ‘Po, o que aconteceu ali? Um estupro'. Pesado. ‘Que que aconteceu ali? Um estuprito' Divertido. Estuprito? Posso participar um pouquito? Só a cabecita”. Tatiane: Essa fala foi dita pelo humorista Leo Lins pra ser engraçada, mas brincar com estupro, vamos combinar, não tem nenhuma graça. Daniel: Em junho de 2025, Leo Lins foi condenado a 8 anos e meio de prisão por incitação à discriminação contra pessoas com deficiência. A decisão reconheceu que o conteúdo de suas piadas ultrapassa os limites do humor e configura discurso de ódio. Gravação Léo Lins: “Assim como no meu show, também tem avisos: Show de HUMOR, apresentação de stand up Comedy, obra teatral, ficção, você está entrando em um teatro, está no canal do humorista Léo Lins; mas parece que as pessoas perderam a capacidade de interpretar o óbvio”. Tatiane: A frase, que parece apenas uma defesa pessoal, ecoa um discurso mais amplo, uma tentativa de deslegitimar qualquer responsabilização por falas públicas sob a acusação de que vivemos numa “ditadura do politicamente correto”. Daniel: Tenho certeza de que você já ouviu falar neste termo. Nas últimas décadas, o termo “politicamente correto” tem aparecido constantemente no debate político, e no imaginário coletivo atual. Mas afinal, o que ele realmente significa? [INSERT TRILHA] Tatiane: Pra você que ainda não nos conhece, eu sou a Tatiane... Daniel: E eu sou o Daniel. E esse é o Termos Ambíguos, o podcast que mergulha nas palavras e expressões que se tornaram comuns no debate público atual. Tatiane: Este projeto é uma parceria entre o podcast Oxigênio, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, e o Observatório de Sexualidade e Política, o SPW. Daniel: A cada episódio, analisamos termos usados principalmente por vozes de ultra direita que recorrem a essas expressões para “tensionar, inverter e distorcer as disputas políticas”. Hoje, o termo é: politicamente correto. Tatiane: Desde a primeira onda de propagação nos anos 2000, o termo politicamente correto se cristalizou como acusação pronta. No Brasil e em muitos outros países essa expressão é acionada para desqualificar as ditas “patrulhas que se opõem à Liberdade de expressão”, sendo invocado constantemente para defender ou justificar declarações que ofendem e agridem verbalmente pessoas negras, mulheres, pessoas LGBTQIA+, PCD's e outras minorias. Daniel: Por conta disso, nos últimos anos, o termo tem causado muitos embates, especialmente sobre os limites do humor, como no caso recente de Léo Lins. Tatiane: Entretanto, é bom saber que o termo Politicamente Correto não é exatamente uma novidade. Já no século XVIII, nos Estados Unidos, o termo era usado para denotar visões e ações políticas e sociais consideradas “corretas e justas” . Daniel: Mais tarde, no século XX, na União Soviética eram “Politicamente Corretas” as visões e ações que não se desviavam da “linha correta” do Partido Comunista. Joana Plaza: “[...] como politicamente correto mudou de sentido ao longo do tempo. Tatiane: Essa é Joana Plaza, professora do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários, da Universidade Federal de Goiás. Joana Plaza: [...
Michelle Sampaio é uma das psicólogas mais renomadas do país, reconhecida por sua especialidade em sexualidade humana e terapia sexual. Além do atendimento clínico, ela faz parte da diretoria da ABEMSS (Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual) onde também já coordenou o departamento de parafilias, e também é psicóloga voluntária no ProSex (Programa de Estudos em Sexualidade) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Faz um importante trabalho em divulgar questões como p3dofilia e exibicionismo, e em falar da relevância da educação em sexualidade para proteção dos mais vulneráveis da sociedade.#sexualidade #terapia #investigaçãocriminal Assista aos demais programas do Investigação Criminal:https://www.youtube.com/@ICInvestigacaoCriminal
D. Virgínia comenta a decisão do Governo de retirar do guião das aulas de Cidadania os conceitos de Sexualidade e Saúde Sexual.
Onda de Calor – uma série especial da Onda sobre maternidade e sexualidadeMaternidade e sexualidade. O que essas duas palavras têm a ver?À primeira vista, pode até parecer escandaloso colocá-las lado a lado. Mas é justamente esse desconforto que interessa.Antes de tudo, é importante lembrar que sexo, genitalidade e sexualidade não são a mesma coisa. Na psicanálise, a sexualidade vai muito além dos órgãos genitais. Ela está no corpo, no desejo, no afeto, nas fantasias, nos vínculos. Por isso, a maternidade pode ser, sim, uma das formas de expressão da sexualidade feminina.Concepção, gestação, parto, amamentação, cuidados. Como cada fase da maternidade reflete a forma contemporânea de lidar com o corpo e a sexualidade?É isso que queremos também explorar juntas nessa série.Conversamos com seis mulheres que vivem, pensam e trabalham as relações entre maternidade e sexualidade sob diferentes perspectivas. Vem com a gente nessa Onda de Calor!Hoje, para conduzir a conversa, convidei a Tilie, produtora executiva da Onda e convidada dos episódios #44 e #45. Ela entrevista a Dra. Lígia Santos, mãe, ginecologista e assessora da área técnica da saúde da população negra.Juntas, discutiram os impactos da gestação, do parto e do pós-parto na sexualidade, as dores que chegam até o consultório e os desafios atuais em relação à saúde pública.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (28/07) acompanhe a apresentação da aula: “Sexualidade, prazer e direitos: liberdade é cuidado também”, com Nelita Frank - Mestre em Sociedade e Fronteira.
A expurgação quase completa dos conteúdos sobre sexualidade do currículo da disciplina de Cidadania continua a gerar polémica, sendo evidente que esta decisão representa uma vitória para os sectores mais conservadores da sociedade. A promessa de que todos as disciplinas acabarão por ter os seus conteúdos revistos, faz pensar que a revisão do currículo da disciplina de História pode também vir a gerar polémica, na medida em que, ao selecionar o que ensinar (e como ensinar), os programas escolares promovem certas narrativas e omitem outras, gerando tensão entre visões conservadoras e progressistas, com impacto direto nas chamadas guerras culturais. Para perceber o que muda na disciplina de Cidadania, conversamos com a jornalista Joana Pereira Bastos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Fernanda Landeiro é psicóloga, mestre e doutora em Saúde pela UFBA, com ênfase em Terapia Cognitiva e Comportamental, e uma das principais referências em Psicologia Baseada em Evidências no Brasil. Especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade pela USP, possui formações internacionais pelo Beck Institute (EUA), Oxford Cognitive Therapy Centre (Reino Unido) e Albert Ellis Institute (EUA). Com 20 anos de experiência clínica e 15 anos como professora universitária, sua atuação combina rigor científico e prática terapêutica de excelência.00:00 - Intro08:18 - A Infância Como Base dos Vínculos Emocionais16:37 - A Persistência e o Efeito da Repetição no Comportamento24:56 - A Fragilidade Masculina e os Julgamentos Culturais33:15 - A Construção da Identidade e da Autoconfiança41:34 - Relações Tóxicas e o Papel da Reciprocidade49:53 - Amizades Interrompidas e o Medo de se Abrir Novamente58:12 - A Disforia de Gênero e o Sofrimento Psicológico1:06:31 - Sexualidade, Autodescoberta e Julgamento Social1:14:50 - O Papel do Psicólogo na Construção da Identidade1:23:09 - Saúde Mental e a Busca por Aceitação1:31:28 - A Importância de Validar o Sofrimento do OutroFernanda:https://www.instagram.com/fernandalandeiro/Youtube:https://www.youtube.com/excepcionaispodcastSiga:Marcelo Toledo: https://instagram.com/marcelotoledoInstagram: https://instagram.com/excepcionaispodcastTikTok: https://tiktok.com/@excepcionaispodcastPatrocinador:Remessa Online - Envie e receba dinheiro do exterior com taxas mais baixas e sem burocracia.https://www.remessaonline.com.br/?utm_medium=display&utm_source=Excepcionais&utm_campaign=RM_Podcast_Excepcionais_Awareness-2025
Pedro Alves (PSD) recusa uma abordagem "redutora" da disciplina que "levou paz à escola pública". Filipa Pinto (Livre) questiona: o ministro da Educação tem "medo do Chega e pressões do CDS-PP"?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Falo sobre Resolução do TJGPO que, seguindo orientação normativa do CNJ, reconheceu direito de licenças maternidade e paternidade a servidores/juízes que vivem uniões/casamentos do mesmo sexo.
Quase todo mundo tem fantasias sexuais. Muitas pessoas têm fetiches e algumas têm parafilias. Mas e quando o que dá prazer causa sofrimento?Neste episódio, explicamos cada um desses termos e falamos sobre culpa, dependência, julgamento e conflitos internos que surgem quando o que excita também faz sofrer. Conversamos com Juliana Alves, psiquiatra e sexóloga da Unifesp. Link no destaque "Episódios".Você sofre por vontades sexuais que te despertam? Este é um episódio para entender mais — e (se) julgar menos. Comente o que achou!Support the showClique aqui para contribuir com a manutenção do Entrementes!
Chácara Primavera │ Elefante na sala: Sexualidade Líquida by Chácara Primavera
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Rafaela Rolha, psicóloga clínica, conversa com Fernanod Alvim sobre relacionamentos e sexualidade - tabus, preconcepções, ideias erradas, preconceitos...