Podcasts about Depende

1998 studio album by Jarabe de Palo

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Depende

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Libros para Emprendedores

¿Alguna vez has tenido en tu equipo a alguien que hace mal su trabajo y has preferido no decírselo? ¿Has salido de una reunión mordiéndote la lengua, pensando que esto no iba a salir bien, y aun así dijiste "venga, vamos a intentarlo"? Esto no va solo de jefes con despacho: toca también a clientes, colaboradores y socios. En este episodio resumimos Franqueza Radical (Radical Candor, 2017), de Kim Scott, directiva que lideró equipos en Google y dio clases de gestión en Apple. Su tesis: ser buen jefe no depende del carisma ni del poder. Depende de que te importe de verdad cada persona de tu equipo y de que confrontes los problemas de frente, las dos cosas a la vez. El error de gestión más caro casi nunca lo comete el jefe que grita, sino el que se calla para no hacer daño a alguien que le cae bien. En el libro lo llaman empatía ruinosa, y Kim Scott lo vivió en su propia empresa con un empleado, Bob, encantador pero con un trabajo pésimo, al que calló durante diez meses hasta que el resto del equipo la ultimató. El resultado fue un despido sin ninguna oportunidad de mejorar y una empresa que terminó cerrando. Cuando tú callas un problema, no estás siendo amable con quien falla: estás siendo injusto con todos los que sí cumplen. En este episodio vas a llevarte: ✅ Por qué la empatía ruinosa (callarte para no herir) hace más daño que la crítica más dura ✅ El mapa de los cuatro cuadrantes para saber si estás siendo franco, ruinoso, agresivo o manipulador ✅ La anatomía de la conversación de Sheryl Sandberg a Kim Scott en Google: elogio específico, claridad progresiva y crítica al comportamiento, nunca a la persona ✅ Por qué en tu equipo conviven "rocas" y "superestrellas", y por qué ascender a una roca puede ser un castigo ✅ La rueda de siete pasos para que los resultados salgan sin que tengas que dar una sola orden Este episodio abre un nuevo bloque de cuatro semanas dedicado a liderazgo y gestión de personas, después del bloque anterior centrado en sistemas de negocio. La semana que viene seguimos con la otra cara de la moneda: aprender a escuchar de verdad.

Convidado
Ser mulher no Afeganistão é sobreviver e resistir “na sombra”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 9:02


Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa.   “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina?  “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas?  Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”

Su Presencia Radio
La alegría que no depende del día - 180 grados con Lion Heart

Su Presencia Radio

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 57:51


Ayudar a los adolescentes a entender que, según la Biblia, la alegría verdadera es mucho más profunda que estar sonriendo, riéndose o teniendo un buen día. La alegría cristiana tiene su fuente en Dios y puede permanecer incluso en temporadas difíciles. Esto no significa fingir que todo está bien, ignorar la tristeza o hacer como si los problemas no dolieran. La Biblia muestra que una persona puede atravesar dificultades reales y, aun así, conservar esperanza, confianza y alegría en Dios. El programa busca enseñarles a distinguir entre la emoción momentánea de "estar feliz" y el gozo que nace de saber quién es Dios, confiar en Él y recordar sus promesas.

De Costas Para a Plateia
S9E04 - Eng. Paulo Marques - Mobilidade Urbana e prevenção rodoviária (EP108)

De Costas Para a Plateia

Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 53:23


Ride Safe Portugal — Mobilidade urbana e prevenção rodoviária, com Eng. Paulo MarquesUma estrada mais segura não se constrói apenas depois de um acidente. Constrói-se antes.Neste episódio de Ride Safe Portugal, recebemos o Eng. Paulo Marques, da Câmara Municipal de Cascais, para falar sobre mobilidade urbana, prevenção rodoviária e sobre o papel que as cidades podem desempenhar na redução do risco e na proteção de quem utiliza diariamente a estrada.Falamos sobre a evolução da mobilidade em Cascais, os desafios de conciliar peões, ciclistas, automobilistas e transportes, e sobre as decisões de infraestrutura que podem ajudar a prevenir acidentes antes de eles acontecerem.Mas também falamos de comportamento, respeito e responsabilidade. Porque a estrada é um espaço partilhado — e a segurança não depende apenas de quem conduz, de quem pedala ou de quem caminha. Depende de todos.O que pode uma cidade fazer hoje para termos estradas mais seguras amanhã?Este é um episódio sobre prevenção, mas sobretudo sobre uma ideia simples: a melhor forma de evitar um acidente é não esperar que ele aconteça.

Inteligência Ltda.
012 - HOLLYWOOD DEPENDE DAS FRANQUIAS ANTIGAS? + NOVO BLADE + WARHAMMER

Inteligência Ltda.

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 127:12


AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do AFONSO TRESDÊ e do ANDRÉ GORDIRRO, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela é um nerd tão preguiçoso que só tem os Pokémon Go que aparecem na sua casa

Convidado
RDC eleva para 1.801 número de mortes por Ébola

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 12:11


Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país.  Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte).  O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e  gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se  não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”

Instrucciones Para Florecer
EP131 - Vivir en paz - Marta (Tata) Vargas - María José Ramírez Botero

Instrucciones Para Florecer

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 61:42


Mi invitada a este episodio es Tata Vargas quien nos va a compartir sus instrucciones para vivir en paz • ¿Qué creencia sobre ti mismo o sobre la vida podrías empezar a cuestionar hoy para vivir con más paz? • ¿Hay alguna situación que has estado intentando controlar y que quizás te está invitando a soltar? • Si la paz no dependiera de que todo cambiara afuera, ¿qué podría empezar a cambiar dentro de ti? • ¿De dónde nace realmente la paz: de las circunstancias o de nuestra manera de relacionarnos con ellas?   Tata nos invita a: -       Ir limpiando capas de tu pasado -       No tragar para adentro -       Hacerse su camino -       Leer mucho -       No definirte por tus identidades -       Desarrollar tu independencia -       Aprender a volar -       Irte metiendo por las puertas que se te van abriendo -       Ir entrando a los portales que se te van abriendo y entrar con curiosidad -       Tener curiosidad para entrar en diferentes puertas que se te van abriendo -       Cultivar la gratitud -       Enriquecer tu mundo interno -       No buscar las respuestas por fuera -       Leer libro de Bruce Lipton de la Biología de las emociones -       Abrir tu portal hacia adentro para explorar tu mundo interno -       Transforma tu mente limitada para armonizar tu vida -       No crees que te tienes que mantener ocupada y apagar incendios -       La insatisfacción interna hace ruido, escúchalo -       Identificar la pieza que falta -       Tener ojos de aprendiz -       Ser innovador -       No normalizar la insatisfacción -       No quedarte en la queja -       No hay culpa lo que hay es responsabilidad -       Cambiar como experimentas las circunstancias -       Los hechos no se pueden cambiar -       No quedarte en el porque -       Hacerte preguntas poderosas -       Preguntarte: ¿Para qué me está pasando esto? -       Escuchar tu parte sabia -       Lo difícil que pasa también es un portal -       Darte cuenta que te tienes que redireccionar, mirar para otro lado -       Mirar que otras puertas se están abriendo cuando otras se cierran -       No dar por hecho cosas -       Identificar tus creencias limitantes -       Tu herencia ancestral está en tu ADN sobre tus creencias -       Al menos el 70% de nuestras creencias son limitante: la vida es difícil -       El subconsciente asocia todo de manera literal -       Creamos nuestras creencias con base en lo que vivimos los primeros 7 años de vida -       Somos papa y mama si o si porque ha estado en tu colectivo desde que naces -       El 97% que recibes es lo no verbal -       Pregúntate: ¿Cuánto cuesta vivir mal, y cuanto ganarían si empiezan a vivir bien? -       Mirarte adentro y también afuera -       Eres parte del colectivo -       Darte cuenta que la mente que te limita no es tuya y tienes derecho a limpiar la casa -       En tu yo verdadero habita tu paz -       La paz se nutre de tomar consciencia -       La mente consciente es la mente del deseo -       La fuerza de voluntad se agota -       Vivir la vida desde el ¿Y si si? -       Dejemos de vivir en el mundo del y si no y abrir el portal del y si si -       El otro mundo es aquí y ahora -       Y si si me aceptan y si si puedo ser yo y si si me va bien -       Definir qué quieres con claridad -       Tener consciencia de lo que no que no quieres -       Es diferente moverte para evitar el malestar que para ir hacia el bienestar -       Para vivir el único propósito es vivir en Mayúscula: Y si vivo -       Que cuando me encuentre la muerte me encuentre viviendo -       Siga abriendo portales -       Elegir vivir -       Las células o se están defendiendo de un entorno agresivo con tus emociones negativas o están viviendo cuando hay amor en tu mundo interno -       No desconocer las dificultades pero elegir poner paz en mi organismo -       Experimentar la paz y el amor -       Ser consciente de la mente colectiva -       En lugar del miedo suma paz interna real al campo colectivo -       Si experimentas paz real interna que ya está ahí se puede aportar a tu colectivo -       Pregúntate: ¿Cómo aportas paz a tu entorno? -       Aportar paz -       Depende de ti y no lo que pasa afuera -       Modifica la conversación -       Pon el enfoque en lo bello de tu vida -       Has una lista de todos tus éxitos en tu vida -       No poner el enfoque en lo que falta -       Tomar la decisión de limpiar tu casa interior -       Sentir la paz -       Aportarte paz a ti que te permite tomar mejores decisiones -       Elegir como actuar ante las situaciones -       Acceder a tus recursos internos -       Todos tenemos el derecho de nacimiento a tener todos los recursos internos -       Inspirarte con las otras personas -       Desprogramar tu mente limitada -       Regresar a tu misma -       Nuestro ADN es a imagen y semejanza de Dios ese es tu diseño original -       No ponerte la etiqueta de: Yo soy ansiosa -       Cambia como hablas de ti -       Tú no eres ansioso, estas ansioso por algo pasajero -       Quitarte las etiquetas negativas como de depresión -       Ver el cáncer como una condición y no como algo tuyo -       Ver a los otros con compasión -       Definir una acción concreta para avanzar -       Actuar diferente para cambiar -       Darle espacio al milagro -       Darme el empujoncito aun si nos da temor -       Preguntarme que vengo haciendo más de los mismo -       Preguntarte: eso que voy a hacer me trae paz a mí? -       Que dicha vivir sueños que no sabíamos que teníamos -       Quítate la etiqueta que eres ansiosa -       Date cuenta que la ansiedad es pasajera -       Tomar acción -       Busca algo distinto de lo que vienes haciendo ahora y mira en otra dirección -       Encontrar tu respuesta -       Recuperar tu balance de tu parte femenina con la masculina -       Ser más femenina contigo misma -       Episodio producido por @SantiagoRios - Mil Palabras  Página Web www.mariajoseramirez.co  Instagram MajoRamirezBotero  LinkedIn https://www.linkedin.com/in/mariajoseramirezbotero/  Facebook María José Ramírez

Psicovivir - Alberto Barradas
La fidelidad no depende de la biología, sino de tus decisiones

Psicovivir - Alberto Barradas

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 2:26


En este episodio reflexiono sobre una pregunta que genera mucho debate: ¿el ser humano nació para ser monógamo? Hablo de la atracción, la neurociencia, el compromiso y de por qué sentir deseo por otras personas no es lo mismo que ser infiel. Una conversación sobre la diferencia entre los impulsos, las decisiones y el tipo de relación que decido construir.Si esta reflexión te dejó más preguntas que respuestas, cumplió su propósito. Nos seguimos escuchando en el próximo episodio.

365 con Dios
4 Ago - Promesa 216 | La paz que no depende de las circunstancias

365 con Dios

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 65:46


Todos queremos que la tormenta termine para sentir paz. Pero Dios ofrece algo mucho más profundo: una paz que permanece aun cuando el ejército sigue alrededor. David no escribió este salmo después de la batalla, sino en medio de ella. Rodeado de enemigos, pudo decir: “El Señor es mi luz, mi salvación y mi fortaleza.” Su confianza no nacía de un problema resuelto, sino de un Dios presente. Quizá hoy tu “ejército” sean las preocupaciones, un diagnóstico, una deuda, una crisis familiar o una respuesta que aún no llega. La promesa de Dios es que su presencia puede sostener tu corazón aunque las circunstancias todavía no cambien. La paz de Dios no depende de que el problema desaparezca; depende de a quién le entregas el problema mientras sigue ahí. Hoy, antes de escuchar al miedo, escucha la voz de Dios. ¿Cuál es ese “ejército” que hoy necesita rendirse a la presencia de Dios? Te leo en los comentarios y oraré por ti. Las lecturas son: 2 Crónicas 35:1 - 36:23 1 Corintios 1:1-17 Salmo 27:1-6 Proverbios 20:20-21 www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

Vida Estoica
141. Por Qué Duele Tanto Que Te Comparen

Vida Estoica

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 16:55


Que te comparen no duele solamente porque alguien prefiera a otra persona. Duele porque la comparación convierte tu existencia en una evaluación. Dejas de ser visto por lo que eres y empiezas a ser medido por la distancia entre tú y alguien más.Puede pasar entre hermanos, compañeros de trabajo, amigos, parejas, o frente a una versión idealizada de alguien que apenas conoces. Uno tiene mejores resultados, otro avanza más rápido, alguien parece tener más disciplina, más reconocimiento, más estabilidad. Y surge una pregunta que casi nunca se dice en voz alta: ¿qué tiene esa persona que a mí me falta?La comparación mete una medida externa dentro de tu propia conciencia. Ya no revisas tu conducta para saber si actuaste bien, sino para saber si estás por encima o por debajo de alguien más. Tu esfuerzo deja de valer por lo que significa para ti y empieza a depender del lugar que ocupa dentro de una jerarquía que ni siquiera elegiste.El problema no es notar que otras personas tienen cualidades o resultados distintos. La vida está llena de diferencias. El problema empieza cuando conviertes esas diferencias en un juicio sobre tu propia dignidad.Desde la filosofía estoica que trabajó Crisipo, el valor de una persona no depende del reconocimiento ni del resultado que otros puedan verle desde afuera. Depende de la calidad de su juicio y de cómo usa aquello que sí está bajo su control. Alguien puede superarte en resultados externos sin superarte necesariamente en carácter.Pero cuando aprendiste a verte a través de los ojos de otros, cualquier comparación termina teniendo autoridad sobre ti. Un comentario familiar, una preferencia, una crítica, el éxito de alguien más, todo puede sentirse como una sentencia sobre quién eres.Por eso las comparaciones viejas siguen doliendo años después. Tal vez alguien te presentó como el menos inteligente, el menos disciplinado, el que nunca llegó a donde se esperaba de él. Y aunque esa conversación terminó hace mucho, la medida se quedó instalada dentro de ti.Desde entonces puedes pasarte la vida tratando de demostrar que esa evaluación estaba mal. Trabajas, compites, acumulas resultados, buscas reconocimiento, pero tu esfuerzo sigue girando alrededor de esa misma autoridad externa. Ya no avanzas por convicción propia, sino para corregir la opinión de alguien más.La comparación también deforma cómo ves tu propio éxito. Hace que una victoria tuya se sienta insuficiente si otra persona logró más. Convierte el progreso en frustración y la admiración en resentimiento. A veces ni siquiera te deja reconocer tus propias capacidades, porque siempre parece haber alguien más adelante.Pero una vida medida con criterios ajenos nunca encuentra un punto fijo. Siempre va a existir alguien con más dinero, más atención, más oportunidades. Si tu valor depende de estar en primer lugar, tu tranquilidad va a depender de una competencia que nunca se acaba.El estoicismo propone regresar a una medida propia. No se trata de aislarte de toda opinión ni de negar tus límites. Se trata de preguntarte si estás usando bien lo que sí depende de ti: tu juicio, tu intención, tu disciplina, el carácter que vas construyendo con tus decisiones.Esa medida no te va a garantizar ser superior a nadie. Te ofrece algo más importante: dejar de necesitar serlo.Cuando entiendes que tu valor no se decide por comparación, el éxito de otros deja de ser automáticamente una acusación contra ti. Puedes admirar sin sentirte menos, aprender sin humillarte, reconocer las diferencias sin tomarlas como una condena.La comparación no siempre revela quién eres. Muchas veces solo revela la medida que aceptaste sin cuestionarla.Y mientras sigas creyendo que tu valor necesita ser confirmado desde afuera, cualquier persona va a poder decirte cuánto vales.Patreon: ⁠https://www.patreon.com/VidaEstoica⁠WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaC8jMeLo4hiC8664i02Síguenos en nuestras redes sociales: Instagram: https://www.instagram.com/vidaestoicaoficial⁠Facebook: ⁠https://www.facebook.com/VidaEstoicaOficial⁠Tik Tok: ⁠https://www.tiktok.com/@vidaestoicaoficial⁠ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Creando Líderes
Tu efectividad depende de tu actitud Luis Costa , PARTE 1

Creando Líderes

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 79:35


En este inspirador audio, Luis Costa, una de las figuras más emblemáticas del network marketing, comparte lecciones invaluables sobre cómo la actitud puede ser la clave para construir un negocio exitoso y trascender en la vida, y lograr tus sueños..

Radio Rioja
Una tesis confirma que la resiliencia varietal de la vid frente a factores ambientales, como el cambio climático, no depende de un único rasgo ni es uniforme

Radio Rioja

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 5:11


Una tesis doctoral confirma que la resiliencia varietal frente a factores ambientales como el cambio climático no depende de un único rasgo ni es uniforme, ya que una misma variedad puede mostrar comportamientos contrastantes dependiendo del parámetro evaluado.

Radio Rioja
Una tesis confirma que la resiliencia varietal de la vid frente a factores ambientales, como el cambio climático, no depende de un único rasgo ni es uniforme

Radio Rioja

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 5:11


Una tesis doctoral confirma que la resiliencia varietal frente a factores ambientales como el cambio climático no depende de un único rasgo ni es uniforme, ya que una misma variedad puede mostrar comportamientos contrastantes dependiendo del parámetro evaluado.

365 con Dios
27 Jul - Promesa 208 | La batalla que dejas en manos de Dios ya no depende de tus fuerzas

365 con Dios

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 68:10


Hay batallas que nunca fueron diseñadas para que las ganaras con tus fuerzas. Quizá hoy el enemigo no lleva espada. Tal vez se llama ansiedad, deudas, un diagnóstico, un hijo lejos de Dios, un matrimonio en crisis o una puerta que no termina de abrirse. Y aunque el miedo sea real, Dios te recuerda lo mismo que le dijo a Josafat: ”¡No tengan miedo! Porque la batalla no es de ustedes, sino de Dios.” (2 Crónicas 20:15) Lo más sorprendente es que Dios no les pidió quedarse en casa. Les dijo: “Tomen sus posiciones”. Es decir: permanece donde Dios te puso, sigue obedeciendo, sigue caminando… pero deja de cargar una guerra que solo Él puede ganar. Hay momentos en los que la mayor demostración de fe no es pelear más fuerte, sino confiar más profundamente. Cuando Judá llegó al campo de batalla encontró algo inesperado: Dios ya había peleado por ellos. Si Dios ya está delante de ti, ¿por qué vivir como si estuvieras solo? Hoy entrega esa carga. Descansa en Su dirección. Obedece un paso a la vez y deja que Dios haga lo que ninguna fuerza humana puede lograr. La batalla que pones en las manos de Dios deja de depender de tus fuerzas y comienza a depender de Su poder. ¿Qué batalla necesitas dejar hoy completamente en las manos de Dios? Escríbela en los comentarios. Estaré orando por ti. Las lecturas son: 2 Crónicas 19:1 - 20:37 Romanos 10:14 - 11:12 Salmo 21:1-13 Proverbios 20:4-6 _____________________ 00:00 Intro Promesa 00:43 Promesa 208 16:36 2 Crónicas 19:1 - 20:37 36:45 Romanos 10:14 - 11:12 42:27 Salmo 21:1-13 49:18 Proverbios 20:4-6 52:27 Testimonios www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

365 con Dios
24 Jul - Promesa 205 | El amor que jamás te soltará

365 con Dios

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 66:40


Hay días en los que sentimos a Dios muy cerca… y otros en los que el silencio parece ensordecedor. Hay días en los que la oración fluye… y otros en los que solo nos quedan lágrimas. Hay días en los que creemos con facilidad… y otros en los que hasta respirar cuesta. Y es precisamente para esos días que Romanos 8 fue escrito. Pablo no promete una vida sin problemas. Promete algo mucho más poderoso: que no existe absolutamente nada capaz de separarte del amor de Dios. Ni una enfermedad. Ni una pérdida. Ni una traición. Ni una temporada de ansiedad. Ni tus peores preguntas. Ni tus peores días. El amor de Dios no cambia cuando cambia tu circunstancia. A veces creemos que Dios nos ama más cuando todo sale bien, y menos cuando la vida se desmorona. Pero el amor de Dios nunca ha dependido de cómo amanezca tu historia. Depende únicamente de quién es Él. Quizá hoy no sientas su presencia… pero su amor nunca ha dependido de tus emociones. Quizá hoy estés esperando una respuesta… pero el silencio jamás ha sido sinónimo de abandono. Quizá hayas tropezado otra vez… pero si hay un corazón arrepentido, siempre habrá un Padre dispuesto a levantarte. Hoy quiero recordarte esta verdad: Puedes sentirte lejos de Dios, pero jamás podrás estar fuera del alcance de su amor. Que esta promesa abrace tu corazón. Las lecturas son: 2 Crónicas 11:1 - 13:22 Romanos 8:26-39 Salmo 18:37-50 Proverbios 19:27-29 ________________________ 00:00 Intro Promesa 00:43 Promesa 205 16:21 2 Crónicas 11:1 - 13:22 32:33 Romanos 8:26-39 42:25 Salmo 18:37-50 47:46 Proverbios 19:27-28 50:43 Testimonios www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

FM Mundo
#ElGranMusical | Claudia Gonzáles. "Todo depende de ti", un espacio para apropiarte de tu vida

FM Mundo

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 12:57


#ElGranMusical | Claudia Gonzáles. "Todo depende de ti", un espacio para apropiarte de tu vida by FM Mundo 98.1

espacio depende claudia gonz
Unity Vision en Ciencia y Fe
La paz no depende del mundo, depende de la mirada

Unity Vision en Ciencia y Fe

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 4:19


Sinopsis¿Y si la paz nunca hubiera dependido de que el mundo cambiara, sino de la manera en que aprendemos a mirarlo?En este episodio de Inspirado en Un Curso de Milagros, el Rev. Gustavo Alberto nos invita a descubrir que el verdadero campo de batalla no está afuera, sino en nuestra percepción. A través de una reflexión profunda y contemporánea, comprenderemos por qué quienes contemplan el conflicto encuentran conflicto, mientras que quienes eligen ofrecer paz comienzan a transformar su experiencia del mundo.Este episodio explora cómo un solo Pensamiento de Dios puede disipar el miedo, convertir el juicio en compasión y revelar que el cielo no es un lugar lejano, sino un estado de conciencia disponible aquí y ahora.Una invitación a cambiar la mirada para descubrir que, cuando el amor ocupa el lugar del miedo, la paz deja de ser una posibilidad y se convierte en una presencia inevitable.

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano
Isabel Allende: no todo depende de la inspiración

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 9:22


En el episodio de hoy hablaremos con una de las escritoras más importantes de la literatura en español: Isabel Allende. En una conversación íntima y llena de inspiración, descubrirás cómo nació La casa de los espíritus, por qué comenzó a escribir cuando estaba cerca de los 40 años y cuál es el secreto detrás de una carrera que ha conquistado a millones de lectores en todo el mundo. Lejos de los mitos sobre la inspiración, Isabel revela que la disciplina, la investigación y la constancia son las verdaderas claves para convertir una historia en una obra inolvidable. Además, abordaremos el origen de su novela Largo pétalo de mar, una historia marcada por el exilio, los refugiados y la búsqueda de un lugar al que llamar hogar. Isabel comparte cómo construye sus personajes, el miedo que siente cada vez que inicia un nuevo libro y la emoción de saber que cada lector encuentra un significado distinto en sus historias. También reflexiona sobre los problemas que más le preocupan del mundo actual, como la violencia, la desigualdad y la injusticia. Un episodio inspirador que abre la puerta a la mente de una de las autoras más influyentes de nuestro tiempo y demuestra que las mejores historias nacen de la disciplina, la sensibilidad y la capacidad de observar el mundo.

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Autoestima para tu vida
Cómo mantener la calma cuando tu paz depende de alguien más

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Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 16:45


¿Tu día se ordena o se desordena según cómo amanece alguien más? Hoy le ponemos nombre a eso: las 5 caras de la dependencia emocional  y por qué saber tanto de amor propio no te ha cambiado nada. Autoestima, ansiedad en las relaciones, dependencia emocional, poner límites, paz mental — de eso se trata este espacio. Si es tu primera vez aquí: bienvenida. Que tu paz no dependa de nadie.

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071426-La paz que no depende del entorno

Un Minuto Con Dios

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 1:24


En el año 62 d.C., el apóstol Pablo escribió la carta a los Filipenses desde una prisión romana. No desde un retiro espiritual, ni desde un momento de calma pastoral; por el contrario, desde cadenas y con una sentencia incierta. En ese contexto escribió palabras que han sostenido a millones durante veinte siglos: “Regocijaos en el Señor siempre. Otra vez digo: ¡Regocijaos!”. La paz que Dios da no requiere que el entorno sea favorable. Esta no espera a que los problemas se resuelvan, ni a que las personas cambien. Es una paz que sobrepasa todo entendimiento precisamente porque no se explica por las circunstancias. Viene de saber en manos de quién se está, no de saber cómo saldrá todo. Si hoy el entorno no acompaña, si hay incertidumbre o presión que no cede, recuerda: “la paz de Dios no depende de dónde estés, sino de a quién perteneces”. Eso no cambia con las circunstancias. Eso no lo quita ninguna tormenta. La Biblia dice en Filipenses 4:7: "Y la paz de Dios, que sobrepasa todo entendimiento, guardará vuestros corazones y vuestros pensamientos en Cristo Jesús". (RV1960).

🟡 MONEY MASTERY PODCAST | Por Daniel Rodriguez
¿Por Qué Unos Se Hacen Ricos y Otros No?

🟡 MONEY MASTERY PODCAST | Por Daniel Rodriguez

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 49:13


Tu futuro financiero no depende de la suerte. Depende de las decisiones que tomas todos los días.En este episodio del Money Mastery Podcast exploramos cómo desarrollar una mentalidad de crecimiento, tomar mejores decisiones financieras y construir una vida con propósito, libertad y riqueza.Si buscas transformar tu relación con el dinero y alcanzar un nuevo nivel en tu vida, este episodio es para ti.

Psicología en un Minuto
1246 - Cuando todo depende de un mensaje

Psicología en un Minuto

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 1:10


¿Te ha pasado alguna vez que tu paz mental ha quedado secuestrada por una notificación? Esperar ese mensaje que no llega, releer una conversación mil veces buscando significados ocultos o sentir cómo el corazón se acelera ante un simple "escribiendo..." son síntomas claros de una dependencia emocional que nos está consumiendo. En el episodio de hoy analizamos por qué le hemos dado tanto poder a una pantalla y cómo un mensaje se ha convertido, erróneamente, en la validación que necesitamos para sentirnos seguros o valorados. En este episodio aprenderás: La trampa de la disponibilidad: Por qué sentimos que debemos responder al instante y cómo eso alimenta nuestra ansiedad. La interpretación obsesiva: Cómo nuestra mente distorsiona un mensaje neutro basándose en nuestras propias inseguridades. Recuperar el control: Pasos prácticos para dejar de vivir pendiente del teléfono y empezar a vivir en tu propia realidad, fuera del mundo virtual. No permitas que tu felicidad dependa de una burbuja de chat. Es hora de recuperar tu tiempo, tu calma y, sobre todo, tu dignidad. Escucha el episodio completo y empieza a romper las cadenas de la dependencia digital. Disponible en todas las plataformas. #viral #parati #fyp #psicologoemocionalonline #psicologia #saludmental #bienestaremocional #dependenciaemocional #ansiedad #gestionemocional #podcastpsicologia #limites #relaciones #pazmental #desarrollopersonal

Libertópolis - Ideas con valor
El aumento de los precios depende principalmente del gobierno

Libertópolis - Ideas con valor

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 116:53


Libertópolis PM, jueves 09-07-2026

Notícias Agrícolas - Podcasts
A rentabilidade da atividade leiteira depende cada vez mais da eficiência produtiva, alerta especialista

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 14:39


Planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos disponíveis são fatores importantes para os resultados positivos

Gabinete de Guerra
"Europa mais forte militarmente depende menos dos EUA"

Gabinete de Guerra

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 11:25


Pedro Nascimento defende que investir em defesa é mais do que apenas comprar armamento. Diz que independência europeia é sinal positivo e descarta adesão da Ucrânia à NATO enquanto houve guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano
¿Y si tu salud depende más de tu mente de lo que crees?

Por el Placer de Vivir con el Dr. Cesar Lozano

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 7:35


En el episodio de hoy abordaremos una idea tan polémica como intrigante: ¿es posible engañar a la mente para ayudar al cuerpo a recuperarse?, a través de una conversación que desafía muchas creencias tradicionales sobre la salud, exploraremos cómo los pensamientos, las emociones y la forma en que interpretamos una enfermedad pueden influir en nuestro bienestar. Descubriremos por qué enfocarse únicamente en el dolor podría reforzarlo, cómo cambiar la atención hacia acciones positivas puede modificar nuestra percepción y qué papel juegan la respiración consciente, el optimismo y los hábitos diarios en el proceso de recuperación. Además, conoceremos ejercicios sencillos para romper ciclos mentales negativos y recuperar el control cuando el miedo o la enfermedad parecen dominarlo todo. Un episodio provocador que te hará cuestionar cuánto poder tiene realmente tu mente sobre tu salud.

New Gen Salsa Radio Show
Ahora Depende De Ti - Otto Duniel Ferreiro (2026)

New Gen Salsa Radio Show

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 4:21


Romantic Salsa

Podcasts epbr
América do Sul lidera em renováveis, enquanto depende cada vez mais de petróleo I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 4:18


NESTA EDIÇÃO. Apesar da liderança global na geração renovável, países na América do Sul e Central têm ampliado a dependência de exportações de óleo e gás. Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsídio a diesel importado. Rússia enfrenta escassez de combustíveis. Nova regra para lâmpadas promete economizar mais de 400 TWh até 2040. ***Locução gerada por IA

BEN-YUR Podcast
thiago guimarães e por que friends é uma farsa

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 116:36


Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago  ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.

Cabalá: Lecciones Diarias | mp3 #kab_spa
Rabash. La grandeza de la persona depende de la medida de su fe en el futuro. 9 (1987) (01.05.2002) [2026-06-29]

Cabalá: Lecciones Diarias | mp3 #kab_spa

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 110:20


Audio, spa_t_rav_2026-06-29_lesson_rb-1987-09-gadlut-adam_n1_p1. Lesson_part :: Daily_lesson 1

Cabalá: Lecciones Diarias | mp3 #kab_spa
Rabash. La grandeza de la persona depende de la medida de su fe en el futuro. 9 (1987) [2026-06-29]

Cabalá: Lecciones Diarias | mp3 #kab_spa

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 58:39


Audio, spa_t_norav_2026-06-29_lesson_rb-1987-09-gadlut-adam_n2_p1. Lesson_part :: Daily_lesson 2

Dialogo Politico | Podcast
¿Puede América Latina defenderse?

Dialogo Politico | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 22:34


América Latina destina entre el 1 y 1.5 por ciento de su PIB a defensa. Una cifra que más allá del gasto en sí, refleja algo más profundo: una región sin industria militar integrada, atrapada en una dependencia tecnológica que limita su capacidad de acción. Mientras el mundo se rearma (Europa por Ucrania, el Pacífico por China, EE.UU. en posición de liderazgo), la región opera con equipamiento obsoleto comprado a proveedores externos cuyos costos de mantenimiento superan su utilidad real.Pero hay un riesgo aún más alarmante que pocas veces se discute: la ciberseguridad. Costa Rica declaró emergencia nacional por ciberataques en 2022. Brasil y México sufrieron brechas en infraestructura crítica. El 60% de las organizaciones latinoamericanas que sufren un ataque termina cerrando operaciones. Mientras tanto la región invierte dieciséis veces menos que Estados Unidos en defensa digital.Hoy, la paradoja se profundiza: América Latina se alinea políticamente con Washington mediante el Escudo de las Américas, pero sin la capacidad de ser un socio real. Depende económicamente de China ¿Puede una región defenderse sin resolver primero qué quiere defender, de quién, y con quién? Lo analizamos con Fabricio Cabrera, Doctor en Seguridad Internacional y presidente del Consejo de Generales de la Reserva del Ejército de Colombia; Nathalie Pabón, politóloga e investigadora en Seguridad y Defensa de la Universidad Nacional de Colombia; y Jorge Mantilla, especialista en conflicto armado y gobernanza criminal de la Universidad de Illinois en Chicago.Enlaces relevantes:International Institute for Strategic Studies (IISS) — Informe sobre gasto militar global 2024-2025Foro Económico Mundial — Global Risk Report: Ciberseguridad en regiones¿Socio o rival? ¿Cómo se alinea América Latina con Estados Unidos? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/socio-o-rival-como-se-alinea-america-latina-con-estados-unidos/¿Por qué estamos ante el fin del orden? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/por-que-estamos-ante-el-fin-del-orden/¿La IA es un riesgo político? ¿O el Estado no la sabe usar? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/la-ia-es-un-riesgo-politico-o-el-estado-no-la-sabe-usar/Bajo la Lupa es un podcast de Diálogo Político. Un proyecto de la Fundación Konrad Adenauer.Conducción y realización: Franco Delle Donne | Rombo Podcasts.Visita dialogopolitico.org

Posse de Bola
#647: Seleção depende de Vini Jr. na Copa? Mauro Cezar, Juca e Trajano analisam Brasil x Haiti

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 89:45


Acompanhe a análise detalhada de Mauro Cezar, Juca Kfouri e José Trajano sobre a vitória da Seleção Brasileira e o desempenho de Vinícius Jr. O Posse de Bola debate quem será o substituto de Raphinha na seleção.

¿Qué Haría Jesús?
Evangelio de hoy: Vie 19 jun - "Depende de la mirada"

¿Qué Haría Jesús?

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 8:35


Hoy escucharemos al Padre @pablosolislc compartir su reflexión sobre el evangelio del día según San Mateo 6, 19-23 Podcast producido por New Fire (@benewfire). Descubre si tu marca aparece (o no) cuando la IA recomienda soluciones. Únete al reto gratuito de 3 días de HubSpot — regístrate aquí: https://hubs.la/Q04fn0pB0 Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

Universo Sorpréndeme
Por arte de magia

Universo Sorpréndeme

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 35:40


En este episodio habló del mundo invisible el cual rige el mundo físico, donde las sincronicidades, los milagros, la magia están activamente en movimiento.Depende de nosotros sintonizarnos en esa frecuencia donde la magia es parte de nuestra vida cotidiana. En este episodio exploramos el mundo invisible que da origen al mundo físico. Ese espacio donde las sincronicidades, los milagros y la magia no son casualidades, sino la manifestación de una frecuencia a la que todos podemos acceder. Descubre cómo sintonizarte con esa energía para que la magia deje de ser un evento extraordinario y se convierta en parte de tu vida cotidiana.Todos los domingos en HaruHealing mandamos una herramienta gratuita, aquí te puedes registrar: https://www.haruhealing.mx/practica-semanalEl 28 de junio tendremos un taller de relaciones generosas para transformar la energía de tus vínculos, regístrate aquí. https://www.haruhealing.mx/relacionesgenerosas Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Pastor Domingo Guzmán
La paz que no depende de las circunstancias

Pastor Domingo Guzmán

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 5:31


¿Es posible tener paz cuando la vida no está en calma?En el episodio de hoy reflexionamos sobre las palabras de Jesús en Juan 14:27 y descubrimos que la verdadera paz no depende de la ausencia de problemas, sino de la presencia de Dios en nuestra vida.

Visión Para Vivir
La paz de Dios en Filipenses 4 III

Visión Para Vivir

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 30:00


Junio 09, 2026 - Cada dia trae consigo su propio afan, preocupacion y problema. Depende de nosotros como reaccionamos ante cada situacion. Entre el viernes y ayer, hemos enfatizado la importancia del gozo; de presentar nuestras peticiones continuamente delante de Dios y de aprender a descansar en El.

Noticias de América
Perú: Gane quien gane, no podrá gobernar sin escuchar “al segundo lugar”, dicen especialistas

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 2:23


En Perú, el izquierdista Roberto Sánchez lidera de momento los resultados de las elecciones presidenciales delante de Keiko Fujimori, con una diferencia mínima y un conteo no finalizado. Como la victoria será por pocos votos, los analistas consideran que el ganador o la ganadora tendrá que escuchar seriamente a los que votaron por el otro bando para romper el ciclo de la crisis política.   Para el politólogo de la Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Alejandro Mejía, el conteo de votos de la elección de 2026 le recuerda a la de 2021, cuando un porcentaje de décimas (0.6%) separaba al izquierdista y ganador Pedro Castillo, de Keiko Fujimori. “Tener mucho tacto político” El gobierno de Castillo, hoy en prisión, estuvo marcado por la inestabilidad, que habría podido evitarse, según el politólogo, si hubiera tenido tacto político para escuchar al segundo lugar. “El primer mensaje que deben en realidad enarbolar son las banderas de la gobernabilidad, tener mucho tacto político, porque estamos acostumbrados a dejar de lado al segundo lugar, y esto es algo que en el 2021 no se hizo en ningún momento: se mantuvo aislado a las fuerzas políticas que también compitieron, y no fueron parte del gobierno, y terminó acentuando más la crisis política”, analiza. “Entonces, sea Roberto Sánchez, o sea Keiko Fujimori, tiene una labor de autocrítica, pero también pensando en lo que la ciudadanía exige, que es hacer política, negociar, transar con esas fuerzas, pero también tener un gobierno de ancha base, donde se convoque al que quedó en segundo lugar, porque de alguna manera representa las preferencias electorales de un sector de la población que también quiere ciertos cambios y que deben ser incorporados en la agenda pública”, continúa Mejía. Relación con el Congreso La búsqueda de la estabilidad política también dependerá de la relación que tendrá el Ejecutivo con el Legislativo. Tanto Keiko Fujimori como Roberto Sánchez pueden encontrar una buena relación con los legisladores, según el politólogo de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Eduardo Dargent. “El candidato Sánchez tiene un número alto de congresistas y tiene posibles aliados que creo le permiten vetar unas vacancias fáciles, pero en la dinámica de desgaste de conflicto tiene mayor peligro, y además, diría, le va a costar más mantener su coalición. Keiko Fujimori tiene más control sobre el Congreso, tiene más número de congresistas, y diría que también más presencia en las instituciones que controlan al Ejecutivo y al Congreso. Entonces no necesariamente es algo bueno, si es que se puede convertir en abusos o persecución de oponentes. Depende cómo uno lo mire”, detalla Dargent. Hoy el izquierdista Roberto Sánchez aventaja a la derechista Keiko Fujimori, con poco más del 95% de las actas escrutadas tras las elecciones presidenciales del domingo. Según la ley, el próximo presidente de Perú deberá asumir el cargo el próximo 28 de julio.

Un Minuto Con Dios
060526-Valentía que no depende del ánimo

Un Minuto Con Dios

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 1:27


El 16 de junio de 1963, Valentina Tereshkova se convirtió en la primera mujer en viajar al espacio a bordo del Vostok 6. Durante la misión detectó un fallo en el programa de control de la cápsula que hacía que la nave ascendiera en lugar de descender. Lo reportó, los ingenieros corrigieron los datos desde tierra y completó las cuarenta y ocho órbitas del vuelo. La valentía no fue la ausencia del problema; fue no paralizarse ante él. El apóstol Pablo le escribió a Timoteo que Dios no nos ha dado espíritu de cobardía, sino de poder, amor y dominio propio. No le dijo: “espera a sentirte valiente”. Le señaló lo que ya tenía. Por lo tanto, la valentía bíblica no es emocional; es teológica. Se apoya en lo que Dios ya proveyó, no en cómo uno se siente en el momento. Por eso, actúa hoy con lo que ya tienes. La valentía no espera el ánimo; al contrario, confía en el que ya te equipó. La Biblia dice en 2 Timoteo 1:7: "Porque no nos ha dado Dios espíritu de cobardía, sino de poder, de amor y de dominio propio". (RV1960).

El Ritmo de la Mañana
La moral relativa, depende el bien y el mal de cada persona

El Ritmo de la Mañana

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 7:48 Transcription Available


Semper Fiat
¡Ahora resulta que tu fe depende de un evangelizador en internet!

Semper Fiat

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 2:18


© Copyright. Estos audios están protegidos por las leyes de Derechos de Autor.Para permisos, contactarme en:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.semperfiat.com

Palavra Amiga do Bispo Macedo
O Selo do Espírito Santo depende da oferta do ofertante... - Meditação Matinal 26/05/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later May 26, 2026 17:28


"E, chamando os Seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento." Marcos 12:43-44

GE Fluminense
GE Fluminense #531 - Mais do mesmo em 2026: Flu vence, mas não depende só de si na Libertadores

GE Fluminense

Play Episode Listen Later May 20, 2026 44:26


Edgard Maciel de Sá, Cauê Rademaker, Phill e Giba Perez analisam a atuação contra o Bolivar, o roteiro repetido de chances perdidas e gols sofridos, as substituições de Zubeldia e os cenários para buscar a classificação para as oitavas na última rodada. DÁ O PLAY!

Despertando Podcast
Cuando tu felicidad depende de alguien más - Día 177 Año 5

Despertando Podcast

Play Episode Listen Later May 18, 2026 5:24


Hoy hablamos sobre la dependencia emocional, cómo se puede manifestar en nuestras relaciones y por qué muchas veces terminamos buscando en otras personas cosas que necesitamos aprender a darnos a nosotros mismos. Este episodio es una invitación a volver a ti, reconocer tu valor y construir vínculos más sanos desde el amor y no desde la carencia.A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Cómo identificar la dependencia emocional en nuestras relacionesLa importancia de volver a ti y cubrir tus propias necesidadesConstruir relaciones más sanas desde la suficiencia y no desde la carenciaSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:

Despertando Podcast
Tu valor no depende de la opinión ajena - Día 172 Año 5

Despertando Podcast

Play Episode Listen Later May 13, 2026 5:36


Hoy te invitamos a soltar la necesidad de aprobación externa y recordar que tu valor no depende de cómo te ve el mundo. A veces olvidamos escucharnos por intentar cumplir expectativas ajenas, pero la verdadera paz comienza cuando aprendes a validarte desde dentro. A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Aprender a dejar de depender de la aprobación externaReconocer tu valor y fortalecer la relación contigoElegir la autenticidad por encima de las expectativas ajenasSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:

Joven Verdadera
Caminando con disciplina

Joven Verdadera

Play Episode Listen Later May 5, 2026


Tu crecimiento no depende de qué tan bien lo hiciste hoy. Depende de la fidelidad de Dios. No es instantáneo, es lento, profundo… y muchas veces invisible. Aunque no lo sientas, Dios sigue trabajando en ti.