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En el episodio de hoy hablaremos con una de las escritoras más importantes de la literatura en español: Isabel Allende. En una conversación íntima y llena de inspiración, descubrirás cómo nació La casa de los espíritus, por qué comenzó a escribir cuando estaba cerca de los 40 años y cuál es el secreto detrás de una carrera que ha conquistado a millones de lectores en todo el mundo. Lejos de los mitos sobre la inspiración, Isabel revela que la disciplina, la investigación y la constancia son las verdaderas claves para convertir una historia en una obra inolvidable. Además, abordaremos el origen de su novela Largo pétalo de mar, una historia marcada por el exilio, los refugiados y la búsqueda de un lugar al que llamar hogar. Isabel comparte cómo construye sus personajes, el miedo que siente cada vez que inicia un nuevo libro y la emoción de saber que cada lector encuentra un significado distinto en sus historias. También reflexiona sobre los problemas que más le preocupan del mundo actual, como la violencia, la desigualdad y la injusticia. Un episodio inspirador que abre la puerta a la mente de una de las autoras más influyentes de nuestro tiempo y demuestra que las mejores historias nacen de la disciplina, la sensibilidad y la capacidad de observar el mundo.
Aprenda como os princípios da sabedoria apresentados nas Escrituras permanecem relevantes e transformadores em todas as fases da vida. Observe como a aplicação prática dos ensinamentos de provérbios fortalece relacionamentos, promove maturidade espiritual e contribui para uma vida emocionalmente saudável.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Bom dia!A pílula de hoje, com Renata Dalmolin, mostra por que clareza, direção e consistência sustentam resultados mesmo quando a motivação desaparece.
Abertura dos trabalhos na Amorosidade
Texto Bíblico base deste vídeo: Hebreus 11.32-40Tema: A fé não depende das circunstânciasPregador: Pastor Thiago de Souza Dias
Un tío empieza a ver flashes raros de una compañera que desapareció en el instituto años atrás, y se lía la manta a la cabeza para investigar qué pasó junto a sus antiguos colegas de instituto. El viaje mola, está bien raro y engancha, pero el remate de los últimos diez minutos no cierra tan bien como debería. Depende de lo que le exijas a la película.
#bésameenlanoche Muchas personas viven intentando demostrar constantemente que son valiosas a través de sus logros, su trabajo o su capacidad para resolver problemas. Pero cuando el valor personal depende únicamente del rendimiento, cualquier error puede sentirse como un fracaso.Nos acompañan la Dra. Karla Sánchez, el Dr. Jeffrey Valerio y la Dra. Marian Ángel Vindas, psicólogos, para conversar sobre autoestima, identidad y cómo construir una valoración personal más sana y estable.
¿Tu día se ordena o se desordena según cómo amanece alguien más? Hoy le ponemos nombre a eso: las 5 caras de la dependencia emocional y por qué saber tanto de amor propio no te ha cambiado nada. Autoestima, ansiedad en las relaciones, dependencia emocional, poner límites, paz mental — de eso se trata este espacio. Si es tu primera vez aquí: bienvenida. Que tu paz no dependa de nadie.
En el año 62 d.C., el apóstol Pablo escribió la carta a los Filipenses desde una prisión romana. No desde un retiro espiritual, ni desde un momento de calma pastoral; por el contrario, desde cadenas y con una sentencia incierta. En ese contexto escribió palabras que han sostenido a millones durante veinte siglos: “Regocijaos en el Señor siempre. Otra vez digo: ¡Regocijaos!”. La paz que Dios da no requiere que el entorno sea favorable. Esta no espera a que los problemas se resuelvan, ni a que las personas cambien. Es una paz que sobrepasa todo entendimiento precisamente porque no se explica por las circunstancias. Viene de saber en manos de quién se está, no de saber cómo saldrá todo. Si hoy el entorno no acompaña, si hay incertidumbre o presión que no cede, recuerda: “la paz de Dios no depende de dónde estés, sino de a quién perteneces”. Eso no cambia con las circunstancias. Eso no lo quita ninguna tormenta. La Biblia dice en Filipenses 4:7: "Y la paz de Dios, que sobrepasa todo entendimiento, guardará vuestros corazones y vuestros pensamientos en Cristo Jesús". (RV1960).
Tu futuro financiero no depende de la suerte. Depende de las decisiones que tomas todos los días.En este episodio del Money Mastery Podcast exploramos cómo desarrollar una mentalidad de crecimiento, tomar mejores decisiones financieras y construir una vida con propósito, libertad y riqueza.Si buscas transformar tu relación con el dinero y alcanzar un nuevo nivel en tu vida, este episodio es para ti.
En el año 62 d.C., el apóstol Pablo escribió la carta a los Filipenses desde una prisión romana. No desde un retiro espiritual, ni desde un momento de calma pastoral; por el contrario, desde cadenas y con una sentencia incierta. En ese contexto escribió palabras que han sostenido a millones durante veinte siglos: “Regocijaos en el Señor siempre. Otra vez digo: ¡Regocijaos!”.La paz que Dios da no requiere que el entorno sea favorable. Esta no espera a que los problemas se resuelvan, ni a que las personas cambien. Es una paz que sobrepasa todo entendimiento precisamente porque no se explica por las circunstancias. Viene de saber en manos de quién se está, no de saber cómo saldrá todo.Si hoy el entorno no acompaña, si hay incertidumbre o presión que no cede, recuerda: “la paz de Dios no depende de dónde estés, sino de a quién perteneces”. Eso no cambia con las circunstancias. Eso no lo quita ninguna tormenta. La Biblia dice en Filipenses 4:7: "Y la paz de Dios, que sobrepasa todo entendimiento, guardará vuestros corazones y vuestros pensamientos en Cristo Jesús". (RV1960).
¿Te ha pasado alguna vez que tu paz mental ha quedado secuestrada por una notificación? Esperar ese mensaje que no llega, releer una conversación mil veces buscando significados ocultos o sentir cómo el corazón se acelera ante un simple "escribiendo..." son síntomas claros de una dependencia emocional que nos está consumiendo. En el episodio de hoy analizamos por qué le hemos dado tanto poder a una pantalla y cómo un mensaje se ha convertido, erróneamente, en la validación que necesitamos para sentirnos seguros o valorados. En este episodio aprenderás: La trampa de la disponibilidad: Por qué sentimos que debemos responder al instante y cómo eso alimenta nuestra ansiedad. La interpretación obsesiva: Cómo nuestra mente distorsiona un mensaje neutro basándose en nuestras propias inseguridades. Recuperar el control: Pasos prácticos para dejar de vivir pendiente del teléfono y empezar a vivir en tu propia realidad, fuera del mundo virtual. No permitas que tu felicidad dependa de una burbuja de chat. Es hora de recuperar tu tiempo, tu calma y, sobre todo, tu dignidad. Escucha el episodio completo y empieza a romper las cadenas de la dependencia digital. Disponible en todas las plataformas. #viral #parati #fyp #psicologoemocionalonline #psicologia #saludmental #bienestaremocional #dependenciaemocional #ansiedad #gestionemocional #podcastpsicologia #limites #relaciones #pazmental #desarrollopersonal
"Seu futuro depende de você." Essa frase está em todo lugar — comerciais de banco, músicas, redes sociais. Mas será que ela é verdadeira, ou é uma das causas da ansiedade que consome uma geração inteira?Neste episódio de conclusão da série O Evangelho Segundo Satanás, a partir do Sermão do Monte em Mateus 6, exploramos a diferença entre viver pela ansiedade do controle e viver pela esperança da ressurreição. Com diálogo entre teologia (Agostinho, Heschel, Kierkegaard), ciência (uma pesquisa publicada na Nature sobre ansiedade e incerteza) e a história de Abraão e Ló em Gênesis 13, a mensagem chega a uma conclusão simples: você não foi chamado a controlar o futuro, mas a confiar nele.⏱️ MARCAÇÕES:00:00 – Leitura de Mateus 6:19-34 e introdução05:45 – A ideologia da "futurofilia"10:01 – O que é o tempo? Agostinho e a eternidade24:17 – A ciência da ansiedade: pesquisa sobre incerteza38:33 – Abraão e Ló: olho bom, olho mau49:34 – Viver vs. sobreviver58:02 – A esperança da ressurreição
Aprenda como os princípios da sabedoria apresentados nas Escrituras permanecem relevantes e transformadores em todas as fases da vida. Observe como a aplicação prática dos ensinamentos de provérbios fortalece relacionamentos, promove maturidade espiritual e contribui para uma vida emocionalmente saudável.
Libertópolis PM, jueves 09-07-2026
¿Depende realmente el mercado alcista de la Inteligencia Artificial y los semiconductores? Durante meses hemos oído que las grandes tecnológicas han sido las únicas responsables de las subidas en bolsa. Pero... ¿es realmente así? En este En Portada analizamos los datos que están pasando desapercibidos y explicamos por qué índices menos conocidos, como el Russell Microcap, están empezando a superar silenciosamente a algunos de los grandes protagonistas del mercado. Además, analizamos por qué el dinero se ha concentrado en la tecnología en un contexto marcado por el petróleo ️, los bonos y la incertidumbre geopolítica, y qué señales apuntan a una posible rotación de carteras hacia otros sectores y regiones. ❓ La gran pregunta es: ¿seguirá liderando la Inteligencia Artificial el mercado... o estamos cerca de un cambio de ciclo en favor de sectores más tradicionales y de las bolsas europeas? Como siempre, os leemos en los comentarios. --------------------------------- 00:00 Introducción 01:00 El banquillo del mercado: Índices Russell 03:10 El refugio tecnológico: Petróleo y bonos 04:45 El catalizador: ¿Qué cambiará el mercado? 06:05 Rotación en el Nasdaq: Ladrillos vs Inquilinos 07:40 La verdadera rotación: Acciones europeas 09:15 El indicador clave: S&P Equiponderado --------------------------------- ENLACES DE INTERÉS ⬇️⬇️⬇️ Es la transformación, y no el ciclo, la que nos explica lo que pasa en las bolsas ➡️ https://www.r4.com/articulos-y-analisis/opinion-de-expertos/es-la-transformacion-y-no-el-ciclo-la-que-nos-explica-lo-que-pasa-en-las-bolsas Tecnología, electrificación y recursos naturales: invertir en la transformación del mundo ➡️ https://youtube.com/live/hjSMam3SvdA --------------------------------- 'En Portada' de Renta 4, presentado por Fernando Latienda. Cada semana, las claves que explican la economía, los mercados y el futuro del dinero. ------------------------ SUSCRÍBETE A NUESTRO CANAL Y RECIBE ESTE Y OTROS CONTENIDOS DE INTERÉS Suscríbete a nuestro canal: https://youtube.com/renta4?sub_confir... Y si quieres, también puedes seguirnos en OTROS CANALES: X: https://x.com/Renta4 Facebook: https://www.facebook.com/renta4 Instagram: https://www.instagram.com/renta4banco/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/renta-4/ TikTok: https://www.tiktok.com/@renta4banco Ivoox: https://bit.ly/R4_ivoox Spotify: https://bit.ly/SpotifyR4 O consultar más información en NUESTRAS PÁGINAS WEB: Web: https://www.r4.com Renta 4 Gestora: https://www.renta4gestora.com Blog R4: https://www.r4.com/inversion-para-todos/ #Nvidia #RotacionDeCarteras #SP500 #Russell2000 #SectorTecnologico #Inversion #Acciones #ValueInvesting #Renta4Banco #Renta4 ------------------------------------------------------------------------------------------- Lo expuesto en esta emisión no presenta asesoramiento financiero personalizado. Se informa al inversor de que los instrumentos o inversiones a los que se refiere pueden no ser adecuados para sus objetivos, su situación financiera o su perfil de riesgo. La emisión no constituye una oferta, invitación de compra o suscripción o cancelación de inversiones, ni puede servir de base a ningún contrato o decisión. Se recomienda revisar la información legal de los productos, especialmente las características y los riesgos, antes de tomar decisiones. El Grupo Renta 4 no asume responsabilidad alguna por cualquier pérdida directa o indirecta que pudiera resultar del uso del contenido de esta emisión. Rentabilidades pasadas no garantizan rentabilidades futuras. Renta 4 Banco, S.A., es una empresa domiciliada en Madrid, Paseo de la Habana, 74, 28036 Madrid, teléfono 91 384 85 00. Es una entidad regulada y supervisada por el Banco de España (BdE) y por la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) respecto a los servicios de inversión y auxiliares
00:00 Introducción 00:15 DeepSeek desarrolla su propio chip de IA y muestra que China ya no depende de Nvidia El proyecto busca disminuir la dependencia de la startup china de Nvidia y Huawei, en un movimiento que refleja la nueva competencia por controlar la infraestructura de la inteligencia artificial 01:39 Google respalda a la primera central de fusión nuclear de Europa La alemana Proxima Fusion busca ser la primera compañía en construir una planta de energía comercial bajo esta tecnología, algo importante para Google, que requiere de recursos limpios para sus centros de datos. 03:09 La IA no provoca una "caída generalizada" del empleo, según la OCDE La organización descartó que el mayor uso de la inteligencia artificial haya debilitado el mercado laboral, aunque advirtió que la IA generativa podría estar complicando el ingreso de los jóvenes al empleo
Planejamento da propriedade e o uso eficiente dos recursos disponíveis são fatores importantes para os resultados positivos
Pedro Nascimento defende que investir em defesa é mais do que apenas comprar armamento. Diz que independência europeia é sinal positivo e descarta adesão da Ucrânia à NATO enquanto houve guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Filipenses 2:12-30 Ilustración: Dolor en las articulaciones Lo que estaba sucediendo en el interior estaba afectando lo que se veía por fuera. Pablo continúa desarrollando la enseñanza de los versículos 1-11 a o Jesús se humilló a sí mismo. Jesús obedeció. Jesús sirvió. Jesús se sacrificó. Ahora Pablo dirige su atención a los filipenses y, en esencia, les dice: "Así es como se ve este tipo de vida en la práctica." ORACIÓN 1. Depende del poder de Dios (vv. 12-13) Pablo comienza con un mandato que, al principio, puede parecer confuso: "Ocupaos en vuestra salvación con temor y temblor." El énfasis no está en trabajar para obtener la salvación, sino en vivir y desarrollar las implicaciones y realidades de la salvación que los creyentes ya han recibido. La razón por la que los creyentes pueden obedecer es porque Dios ya está obrando en ellos. La obediencia es la respuesta esperada de un creyente. La vida cristiana requiere esfuerzo, pero no autosuficiencia. Dios está obrando activamente en su pueblo. Dios proporciona tanto el deseo como la capacidad para obedecer. Obedecemos porque Dios ya está obrando en nosotros. Muchos cristianos parecen inclinarse hacia uno de dos extremos: Rendimiento basado en el esfuerzo personal"Todo depende de mí." Pasividad"Dios lo hace todo, así que yo no necesito hacer nada." Pablo rechaza ambos extremos. Dios obra. Nosotros obramos. No en competencia el uno con el otro, sino trabajando juntos. — Ezequiel 36:26-27 "Os daré un corazón nuevo y pondré un espíritu nuevo dentro de vosotros; quitaré de vuestra carne el corazón de piedra y os daré un corazón de carne. Pondré dentro de vosotros mi Espíritu y haré que andéis en mis estatutos y que guardéis cuidadosamente mis decretos." — Juan 15:5 "Yo soy la vid; vosotros los pámpanos. El que permanece en mí, y yo en él, éste lleva mucho fruto; porque separados de mí nada podéis hacer." Ilustración: Pedro y su tiempo devocional ¿Estamos dependiendo del poder de Dios o de nuestro propio esfuerzo? Dios capacita para cumplir aquello que Él mismo manda. No solamente debemos depender del poder de Dios, sino también... 2. Refleja la luz de Dios (vv. 14-18) Ilustración: "La gente de arena" Ahora Pablo pasa de lo que Dios está haciendo dentro de los creyentes a lo que debería hacerse visible a través de ellos. Si Dios realmente está obrando en nosotros, las personas deberían poder notar la diferencia. Lo primero que Pablo aborda son las murmuraciones y las discusiones. La unidad está en el centro de este pasaje. Pablo nos está diciendo que nuestras actitudes y nuestras relaciones tienen mucho que ver con nuestro testimonio. Su visión es que los creyentes sean irreprensibles, inocentes y diferentes en medio de una generación perversa y torcida, resplandeciendo como estrellas en un cielo oscuro. Los cristianos deben distinguirse de la cultura que los rodea. Las quejas y las discusiones debilitan nuestro testimonio. Los creyentes brillan al reflejar la luz de Cristo. La meta no es aislarnos del mundo, sino vivir de manera diferente dentro de él. Los versículos 17-18 son especialmente importantes. Pablo no está cambiando de tema. Se pone a sí mismo como ejemplo. Aunque su vida esté siendo derramada como una ofrenda de libación, él se regocija. Pablo ve el sacrificio como un acto de adoración, no como una pérdida. Ve la obediencia como un motivo de gozo, no como una carga. En muchos sentidos, esto resume el mensaje de Filipenses. — Romanos 12:1 "Así que, hermanos, os ruego por las misericordias de Dios que presentéis vuestros cuerpos en sacrificio vivo, santo, agradable a Dios, que es vuestro culto racional." ¿Cómo cambiaría nuestra vida si viéramos el sacrificio como adoración y no como una incomodidad? — Mateo 5:14-16 "Vosotros sois la luz del mundo. Una ciudad asentada sobre un monte no se puede esconder... Así alumbre vuestra luz delante de los hombres, para que vean vuestras buenas obras y glorifiquen a vuestro Padre que está en los cielos." Preguntas para reflexionar: ¿Qué clase de testimonio producen nuestras actitudes? ¿Somos conocidos más por nuestra gratitud o por nuestras quejas? ¿Se ve una diferencia evidente entre nuestra manera de vivir y la del mundo? Hemos visto que debemos depender del poder de Dios, reflejar la luz de Dios, y en tercer lugar... 3. Demuestra un carácter semejante al de Cristo (vv. 19-30) Pablo concluye esta sección presentando dos ejemplos a los filipenses. Timoteo y Epafrodito no aparecen simplemente como una actualización de viajes. Pablo los presenta intencionalmente para mostrar cómo luce la madurez cristiana en la vida real. Todo lo que ha enseñado ahora queda ilustrado en ellos. Timoteo: Una preocupación semejante a la de Cristo Timoteo sobresale por su sincera preocupación por los demás. Pablo dice que mientras muchos buscan sus propios intereses, Timoteo busca los intereses de Cristo. Su carácter ha sido probado y confirmado mediante un ministerio fiel. La preocupación genuina por los demás refleja el corazón de Cristo. El carácter se demuestra con el paso del tiempo. La fidelidad importa. La humildad pone las necesidades de otros por encima de las nuestras. Timoteo ejemplifica la actitud que Pablo ha estado enseñando a lo largo de todo el capítulo. Epafrodito: Un compromiso semejante al de Cristo Epafrodito demuestra un compromiso sacrificial. Pablo lo describe como: hermano, colaborador, compañero de milicia, mensajero, y servidor. Estuvo a punto de morir mientras servía a Cristo y atendía las necesidades de Pablo. Su vida nos recuerda que seguir a Jesús, en ocasiones, tendrá un costo. Servir fielmente muchas veces requiere sacrificio. El compromiso verdadero se revela cuando obedecer tiene un precio. El reino de Dios avanza mediante personas comunes que sirven fielmente. (CAMP) La iglesia debe honrar a personas como él. Seguir a Jesús vale cualquier riesgo. — Marcos 10:43-45 "El que quiera hacerse grande entre vosotros será vuestro servidor... porque el Hijo del Hombre no vino para ser servido, sino para servir y para dar su vida en rescate por muchos." — Juan 13:14-15 "Pues si yo, el Señor y el Maestro, he lavado vuestros pies, vosotros también debéis lavaros los pies unos a otros. Porque ejemplo os he dado, para que como yo os he hecho, vosotros también hagáis." Preguntas para reflexionar: ¿Nos estamos convirtiendo en personas dignas de ser imitadas? ¿Nos preocupamos sinceramente por las necesidades de los demás? ¿Servimos solamente cuando nos resulta conveniente? ¿Qué sacrificios nos está llamando Cristo a hacer? El carácter piadoso no se forma en un instante. Se demuestra mediante una obediencia fiel y constante a lo largo del tiempo. El punto de Pablo no es simplemente que los creyentes deben esforzarse más. Su punto es que Dios ya está obrando en nosotros. Porque Dios está obrando en nosotros: podemos obedecer con confianza; podemos brillar en medio de un mundo oscuro; podemos reflejar cada vez más el carácter de Cristo. Timoteo y Epafrodito nos recuerdan que la madurez cristiana no es una teoría. Puede verse. Puede modelarse. Puede imitarse. Si alguien te observara durante una semana, ¿vería evidencia de que Dios está obrando en tu vida? ¿Vería dependencia del poder de Dios, la luz de Cristo y un carácter semejante al de Cristo? La obra de Dios en nosotros debe hacerse visible a través de nosotros.
Aprenda como os princípios da sabedoria apresentados nas Escrituras permanecem relevantes e transformadores em todas as fases da vida. Observe como a aplicação prática dos ensinamentos de provérbios fortalece relacionamentos, promove maturidade espiritual e contribui para uma vida emocionalmente saudável.
En el episodio de hoy abordaremos una idea tan polémica como intrigante: ¿es posible engañar a la mente para ayudar al cuerpo a recuperarse?, a través de una conversación que desafía muchas creencias tradicionales sobre la salud, exploraremos cómo los pensamientos, las emociones y la forma en que interpretamos una enfermedad pueden influir en nuestro bienestar. Descubriremos por qué enfocarse únicamente en el dolor podría reforzarlo, cómo cambiar la atención hacia acciones positivas puede modificar nuestra percepción y qué papel juegan la respiración consciente, el optimismo y los hábitos diarios en el proceso de recuperación. Además, conoceremos ejercicios sencillos para romper ciclos mentales negativos y recuperar el control cuando el miedo o la enfermedad parecen dominarlo todo. Un episodio provocador que te hará cuestionar cuánto poder tiene realmente tu mente sobre tu salud.
Romantic Salsa
U.M.E.- U.M.E. Lo de la democracia, a ver, depende (02-07-2026) Más contenido inédito en: https://www.es-tv.es Aportaciones a Raúl: https://www.patreon.com/user?u=40527138 Nº de cuenta: ES75 3018 5746 3520 3462 2213 Bizum: 696339508 o 650325992 Aportaciones a David: https://www.patreon.com/davidsantosvlog Nº de Cuenta: ES78 0073 0100 5306 7538 9734 Bizum: +34 644919278 Aportaciones a Equipo-F: TITULAR: EQUIPO F CUENTA: ES34 1465 0100 9417 5070 9106 C ÓDIGO SWIFT: INGDESMM Conviértete en miembro de este canal para disfrutar de ventajas: https://www.ivoox.com/podcast-un-murciano-encabronao-david-santos-los-audios_sq_f11099064_1.html Canales de U.M.E.: Un murciano encabronao (Anmistiado) https://www.youtube.com/channel/UCnetJQrKgE6M2cuM3z0Y8pQ Raúl U.M.E. (Anmistiado) https://www.youtube.com/@raulu.m.e.canal2720 El Cid murcianizador (Anmistiado) https://www.youtube.com/@ElCidmurciano/ Un murciano encabronao 3 U.M.E. (Anmistiado) https://www.youtube.com/channel/UC5W_DTLvV-B9F2RhV9TCdeQ/videos Raúl U.M.E. Canal 2 (Defunto) Un murciano encabronao 3 U.M.E. (Defunto) Cosicas de Raúl (Defunto) RDM (Defunto) Raúl Viva España (Defunto) Raúl de Murcia (Defunto) Canales de David Santos: David Santos: https://www.youtube.com/c/DavidSantosVlog David Santos directos: https://www.youtube.com/channel/UC9tKe5zFEb6BHVuaYH7qzTw/featured https://www.twitch.tv/davidsantos_oficial/
NESTA EDIÇÃO. Apesar da liderança global na geração renovável, países na América do Sul e Central têm ampliado a dependência de exportações de óleo e gás. Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsídio a diesel importado. Rússia enfrenta escassez de combustíveis. Nova regra para lâmpadas promete economizar mais de 400 TWh até 2040. ***Locução gerada por IA
Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.
Audio, spa_t_norav_2026-06-29_lesson_rb-1987-09-gadlut-adam_n2_p1. Lesson_part :: Daily_lesson 2
Audio, spa_t_rav_2026-06-29_lesson_rb-1987-09-gadlut-adam_n1_p1. Lesson_part :: Daily_lesson 1
América Latina destina entre el 1 y 1.5 por ciento de su PIB a defensa. Una cifra que más allá del gasto en sí, refleja algo más profundo: una región sin industria militar integrada, atrapada en una dependencia tecnológica que limita su capacidad de acción. Mientras el mundo se rearma (Europa por Ucrania, el Pacífico por China, EE.UU. en posición de liderazgo), la región opera con equipamiento obsoleto comprado a proveedores externos cuyos costos de mantenimiento superan su utilidad real.Pero hay un riesgo aún más alarmante que pocas veces se discute: la ciberseguridad. Costa Rica declaró emergencia nacional por ciberataques en 2022. Brasil y México sufrieron brechas en infraestructura crítica. El 60% de las organizaciones latinoamericanas que sufren un ataque termina cerrando operaciones. Mientras tanto la región invierte dieciséis veces menos que Estados Unidos en defensa digital.Hoy, la paradoja se profundiza: América Latina se alinea políticamente con Washington mediante el Escudo de las Américas, pero sin la capacidad de ser un socio real. Depende económicamente de China ¿Puede una región defenderse sin resolver primero qué quiere defender, de quién, y con quién? Lo analizamos con Fabricio Cabrera, Doctor en Seguridad Internacional y presidente del Consejo de Generales de la Reserva del Ejército de Colombia; Nathalie Pabón, politóloga e investigadora en Seguridad y Defensa de la Universidad Nacional de Colombia; y Jorge Mantilla, especialista en conflicto armado y gobernanza criminal de la Universidad de Illinois en Chicago.Enlaces relevantes:International Institute for Strategic Studies (IISS) — Informe sobre gasto militar global 2024-2025Foro Económico Mundial — Global Risk Report: Ciberseguridad en regiones¿Socio o rival? ¿Cómo se alinea América Latina con Estados Unidos? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/socio-o-rival-como-se-alinea-america-latina-con-estados-unidos/¿Por qué estamos ante el fin del orden? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/por-que-estamos-ante-el-fin-del-orden/¿La IA es un riesgo político? ¿O el Estado no la sabe usar? https://dialogopolitico.org/bajo-la-lupa/la-ia-es-un-riesgo-politico-o-el-estado-no-la-sabe-usar/Bajo la Lupa es un podcast de Diálogo Político. Un proyecto de la Fundación Konrad Adenauer.Conducción y realización: Franco Delle Donne | Rombo Podcasts.Visita dialogopolitico.org
Acompanhe a análise detalhada de Mauro Cezar, Juca Kfouri e José Trajano sobre a vitória da Seleção Brasileira e o desempenho de Vinícius Jr. O Posse de Bola debate quem será o substituto de Raphinha na seleção.
Hoy escucharemos al Padre @pablosolislc compartir su reflexión sobre el evangelio del día según San Mateo 6, 19-23 Podcast producido por New Fire (@benewfire). Descubre si tu marca aparece (o no) cuando la IA recomienda soluciones. Únete al reto gratuito de 3 días de HubSpot — regístrate aquí: https://hubs.la/Q04fn0pB0 Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
En este episodio habló del mundo invisible el cual rige el mundo físico, donde las sincronicidades, los milagros, la magia están activamente en movimiento.Depende de nosotros sintonizarnos en esa frecuencia donde la magia es parte de nuestra vida cotidiana. En este episodio exploramos el mundo invisible que da origen al mundo físico. Ese espacio donde las sincronicidades, los milagros y la magia no son casualidades, sino la manifestación de una frecuencia a la que todos podemos acceder. Descubre cómo sintonizarte con esa energía para que la magia deje de ser un evento extraordinario y se convierta en parte de tu vida cotidiana.Todos los domingos en HaruHealing mandamos una herramienta gratuita, aquí te puedes registrar: https://www.haruhealing.mx/practica-semanalEl 28 de junio tendremos un taller de relaciones generosas para transformar la energía de tus vínculos, regístrate aquí. https://www.haruhealing.mx/relacionesgenerosas Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
¿Es posible tener paz cuando la vida no está en calma?En el episodio de hoy reflexionamos sobre las palabras de Jesús en Juan 14:27 y descubrimos que la verdadera paz no depende de la ausencia de problemas, sino de la presencia de Dios en nuestra vida.
Junio 09, 2026 - Cada dia trae consigo su propio afan, preocupacion y problema. Depende de nosotros como reaccionamos ante cada situacion. Entre el viernes y ayer, hemos enfatizado la importancia del gozo; de presentar nuestras peticiones continuamente delante de Dios y de aprender a descansar en El.
¡Bienvenido a un nuevo episodio de Practica la Psicología Positiva!
En Perú, el izquierdista Roberto Sánchez lidera de momento los resultados de las elecciones presidenciales delante de Keiko Fujimori, con una diferencia mínima y un conteo no finalizado. Como la victoria será por pocos votos, los analistas consideran que el ganador o la ganadora tendrá que escuchar seriamente a los que votaron por el otro bando para romper el ciclo de la crisis política. Para el politólogo de la Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Alejandro Mejía, el conteo de votos de la elección de 2026 le recuerda a la de 2021, cuando un porcentaje de décimas (0.6%) separaba al izquierdista y ganador Pedro Castillo, de Keiko Fujimori. “Tener mucho tacto político” El gobierno de Castillo, hoy en prisión, estuvo marcado por la inestabilidad, que habría podido evitarse, según el politólogo, si hubiera tenido tacto político para escuchar al segundo lugar. “El primer mensaje que deben en realidad enarbolar son las banderas de la gobernabilidad, tener mucho tacto político, porque estamos acostumbrados a dejar de lado al segundo lugar, y esto es algo que en el 2021 no se hizo en ningún momento: se mantuvo aislado a las fuerzas políticas que también compitieron, y no fueron parte del gobierno, y terminó acentuando más la crisis política”, analiza. “Entonces, sea Roberto Sánchez, o sea Keiko Fujimori, tiene una labor de autocrítica, pero también pensando en lo que la ciudadanía exige, que es hacer política, negociar, transar con esas fuerzas, pero también tener un gobierno de ancha base, donde se convoque al que quedó en segundo lugar, porque de alguna manera representa las preferencias electorales de un sector de la población que también quiere ciertos cambios y que deben ser incorporados en la agenda pública”, continúa Mejía. Relación con el Congreso La búsqueda de la estabilidad política también dependerá de la relación que tendrá el Ejecutivo con el Legislativo. Tanto Keiko Fujimori como Roberto Sánchez pueden encontrar una buena relación con los legisladores, según el politólogo de la Pontificia Universidad Católica del Perú, Eduardo Dargent. “El candidato Sánchez tiene un número alto de congresistas y tiene posibles aliados que creo le permiten vetar unas vacancias fáciles, pero en la dinámica de desgaste de conflicto tiene mayor peligro, y además, diría, le va a costar más mantener su coalición. Keiko Fujimori tiene más control sobre el Congreso, tiene más número de congresistas, y diría que también más presencia en las instituciones que controlan al Ejecutivo y al Congreso. Entonces no necesariamente es algo bueno, si es que se puede convertir en abusos o persecución de oponentes. Depende cómo uno lo mire”, detalla Dargent. Hoy el izquierdista Roberto Sánchez aventaja a la derechista Keiko Fujimori, con poco más del 95% de las actas escrutadas tras las elecciones presidenciales del domingo. Según la ley, el próximo presidente de Perú deberá asumir el cargo el próximo 28 de julio.
El 16 de junio de 1963, Valentina Tereshkova se convirtió en la primera mujer en viajar al espacio a bordo del Vostok 6. Durante la misión detectó un fallo en el programa de control de la cápsula que hacía que la nave ascendiera en lugar de descender. Lo reportó, los ingenieros corrigieron los datos desde tierra y completó las cuarenta y ocho órbitas del vuelo. La valentía no fue la ausencia del problema; fue no paralizarse ante él. El apóstol Pablo le escribió a Timoteo que Dios no nos ha dado espíritu de cobardía, sino de poder, amor y dominio propio. No le dijo: “espera a sentirte valiente”. Le señaló lo que ya tenía. Por lo tanto, la valentía bíblica no es emocional; es teológica. Se apoya en lo que Dios ya proveyó, no en cómo uno se siente en el momento. Por eso, actúa hoy con lo que ya tienes. La valentía no espera el ánimo; al contrario, confía en el que ya te equipó. La Biblia dice en 2 Timoteo 1:7: "Porque no nos ha dado Dios espíritu de cobardía, sino de poder, de amor y de dominio propio". (RV1960).
En los últimos días han declarado algunos de los acusados más importantes del juicio por la Operación Kitchen: el ex secretario de Estado, Francisco Martínez, el ex ministro del Interior, Jorge Fernández Díaz, el que fuera Director Adjunto de la Policía, Eugenio Pino y el ex comisario, José Manuel Villarejo. Hay una tesis a la que se han sumado gran parte de los investigados en Kitchen… Y es que Kitchen no existe, que lo que existió es una investigación contra Bárcenas y que de ello se aprovecharon algunas personas. ¿Tiene esto sentido por lo que hemos visto y oído durante el juicio? Lo analizamos con el periodista de elDiario.es, Pedro Águeda. *** Episodio relacionado: Hasta la cocina de la corrupción: el gran juicio de la Kitchen *** Episodio relacionado: El Morocho de los cojones *** Envíanos una nota de voz por Whatsapp contándonos alguna historia que conozcas o algún sonido que tengas cerca y que te llame la atención. Lo importante es que sea algo que tenga que ver contigo. Guárdanos en la agenda como “Un tema Al día”. El número es el 699 518 743 *** Un tema Al día es el podcast diario de actualidad de elDiario.es que, en episodios de unos 15 minutos, explica cada día un asunto de actualidad. Está presentado y dirigido por Juanlu Sánchez, subdirector de elDiario.es. Premio Ondas al podcast Revelación, Un tema Al día es el daily líder en Spotify, Apple Podcast, iVoox, Amazon Music o Podimo, según los datos públicos de las plataformas, donde acumula más de 190.000 suscriptores. Ha sido reconocido como “podcast revelación” por Amazon y recomendado como “imprescindible” por Apple.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Menos de dois anos depois da última ocorrência do fenômeno meteorológico El Niño, que contribuiu para as enchentes históricas no Rio Grande do Sul de 2024 e as secas inéditas na Amazônia, o Brasil progrediu no combate a desastres, mas não aprendeu as lições para avançar na resiliência climática. Os impactos de mais um El Niño devem começar a aparecer no país no segundo semestre, estendendo-se até 2027. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A configuração do fenômeno já está instalada nas águas do oceano Pacífico, salienta o doutor em meteorologia José Marengo, membro do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) e coordenador-geral de pesquisas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “Você vê o padrão de aquecimento no Pacífico Tropical, e está claro. O que nós não sabemos ainda é a intensidade”, frisa. “Estamos em início de junho, e fazer uma previsão em junho para um fenômeno cujo pico de intensidade seria mais ou menos novembro, é muito cedo.” Uma das interpretações dos modelos climáticos aponta para um aquecimento de 4°C das águas do Pacífico Central, o que seria um El Niño "super forte". A grande preocupação agora é se 2026 vai bater novamente os recordes globais de altas temperaturas, como tem ocorrido desde 2023. Os efeitos do fenômeno, que se repete no planeta há milhares de anos, são potencializados pelas mudanças do clima. Foi assim que, em 2024, o ano mais quente registrado na história até o momento, a ocorrência do El Niño impulsionou catástrofes climáticas ao redor do mundo. 'El Niño Godzilla' Mas apesar das perspectivas preocupantes, o coordenador do Cemaden rejeita os discursos alarmantes sobre o tema que, segundo ele, contribuem para desacreditar a ciência. “Você escuta na internet os influencers e qualquer pessoa falando sobre ‘El Niño Godzilla', ‘Super El Niño', fazem shows com nuvens caindo e o capeta aparecendo. Nós, cientistas, tentamos participar em todo tipo de debate possível, para convencer a população de que realmente é um fenômeno, mas que não é o fim do mundo”, afirma. Segundo ele, o discurso alarmista sobre o tema pode gerar o efeito contrário do desejado: o de imobilismo dos gestores. “Depende de nosso papel, como seres humanos, para poder enfrentar. Uma das coisas importantes é a percepção de risco de desastre. Não adianta ter os melhores modelos, os melhores supercomputadores, se as pessoas ainda não entendem a mensagem final”, argumenta Marengo. A memória dos recentes desastres no Brasil aumentou a tomada de consciência de governantes, comunidades e populações, principalmente nos estados mais afetados há dois anos. O Rio Grande do Sul acelera a conclusão de obras para combater novas enchentes, e a vizinha Santa Catarina está em alerta climático. Uma série de medidas para enfrentar incêndios florestais estão previstas pelos governos federal e estaduais no centro e norte do país, mas também no Sudeste, onde o maior problema tende a ser as altas temperaturas. Vulnerabilidade continua Entretanto, de forma geral pelo país, Marengo constata que pouco foi feito contra a vulnerabilidade das populações, que determina qual será a proporção de uma tragédia. É também o que afirma a professora de Urbanismo Maria Fernanda Lemos, da PUC-Rio. Membro do IPCC, ela coordenou um capítulo do último relatório do painel da ONU sobre as cidades. “Não adianta eu só focar num problema de drenagem para diminuir o impacto de chuvas intensas se eu não resolver o fato de que as pessoas moram em situações precárias”, ressalta Lemos. “Eu vou atuar sobre aquele alagamento específico naquele lugar, mas outras situações iguais vão se reproduzir pelo território todo, porque as pessoas continuam vulneráveis: continuam tendo que morar em áreas de risco, de maneira informal, sem acesso à tecnologia, à informação”, acrescenta. É por isso que, apesar de avanços importantes, como a adoção do Plano Clima de Mitigação e Adaptação, o Brasil “não aprendeu as lições” da última passagem do El Niño, avalia a especialista. A professora não vê ações transformativas à altura dos desafios, ou seja, que ajudem a diminuir a exposição das pessoas aos riscos climáticos. Maria Fernanda Lemos menciona a redução da precariedade e das desigualdades como um pilar fundamental da adaptação, assim como a educação ambiental e a inclusão das populações na tomada de decisões. “O que há de pior é que a gente continua fazendo cidade, infraestrutura, habitação e saneamento da mesma forma que a gente sempre fez, que não é resiliente, não é adaptado ao clima. E aí só gera mais vulnerabilidade ainda para esses ambientes, que já são muito ameaçados”, lamenta. “Não tem uma visão abrangente do problema. Só no longo prazo é possível fazer uma adaptação que vai ter resultados de fato concretos”, aponta. Para ouvir a entrevista completa, clique no podcast, acima.
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"E, chamando os Seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento." Marcos 12:43-44
#MillonariosEsSuHinchada
Edgard Maciel de Sá, Cauê Rademaker, Phill e Giba Perez analisam a atuação contra o Bolivar, o roteiro repetido de chances perdidas e gols sofridos, as substituições de Zubeldia e os cenários para buscar a classificação para as oitavas na última rodada. DÁ O PLAY!
Hoy hablamos sobre la dependencia emocional, cómo se puede manifestar en nuestras relaciones y por qué muchas veces terminamos buscando en otras personas cosas que necesitamos aprender a darnos a nosotros mismos. Este episodio es una invitación a volver a ti, reconocer tu valor y construir vínculos más sanos desde el amor y no desde la carencia.A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Cómo identificar la dependencia emocional en nuestras relacionesLa importancia de volver a ti y cubrir tus propias necesidadesConstruir relaciones más sanas desde la suficiencia y no desde la carenciaSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:
Hoy te invitamos a soltar la necesidad de aprobación externa y recordar que tu valor no depende de cómo te ve el mundo. A veces olvidamos escucharnos por intentar cumplir expectativas ajenas, pero la verdadera paz comienza cuando aprendes a validarte desde dentro. A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Aprender a dejar de depender de la aprobación externaReconocer tu valor y fortalecer la relación contigoElegir la autenticidad por encima de las expectativas ajenasSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:
¿Alguna vez has sentido que solo puedes mostrarte al mundo cuando estás "perfecta"?En el episodio de hoy, rompo la cuarta pared. Me presento ante vosotros tal cual estoy ahora mismo: con un moño, en chándal y sin una gota de maquillaje. No es descuido, es una declaración de intenciones.A menudo, mis pacientes caen en la trampa de la "felicidad condicionada": “Me querré cuando adelgace”, “Me sentiré segura cuando no tenga este grano”, “Valdré la pena cuando mi físico encaje en el canon”. Hoy usamos mi aspecto como metáfora para entender que:Tú eres tú, independientemente del envoltorio: Tu conocimiento, tu bondad y tu valor no varían según tu peso o tu ropa.La regla de los 3 segundos: Si algo no se puede corregir en tres segundos (como un moco o un resto de comida), no se comenta. Nadie necesita que le recuerden lo que ya ve en el espejo cada mañana.Salud desde el respeto, no desde el odio: No puedes cuidar con amor un cuerpo que desprecias.Un episodio honesto, crudo y muy necesario para todas aquellas personas que están cansadas de pedir perdón por su físico. Porque recuerda: tienes espejos en casa, ya sabes cómo eres; ahora solo falta que aprendas que eso no determina quién eres.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/comiendo-con-maria-nutricion--2497272/support.
Tu crecimiento no depende de qué tan bien lo hiciste hoy. Depende de la fidelidad de Dios. No es instantáneo, es lento, profundo… y muchas veces invisible. Aunque no lo sientas, Dios sigue trabajando en ti.