1998 studio album by Jarabe de Palo
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Periodista independiente muestra como vital servicio en Cuba parece depender cada vez más del dinero que tengan los cubanos.
Lo que sientes por alguien no define la calidad de tu relación, pero lo que decides hacer con lo que sientes si es algo que definirá la calidad de tu relación.Mucha gente confunde amar mucho con amar bien, pero el amor no alcanza para tener una buena relación. Las emociones no sostienen una relación, pero las buenas decisiones si lo hacen. Elegir comunicarte en lugar de agredir, escuchar en lugar de defenderte, elegir quedarte en lugar de huir, son ejemplos de decisiones correctas sobre emociones negativas.
Lo que sientes por alguien no define la calidad de tu relación, pero lo que decides hacer con lo que sientes si es algo que definirá la calidad de tu relación.Mucha gente confunde amar mucho con amar bien, pero el amor no alcanza para tener una buena relación. Las emociones no sostienen una relación, pero las buenas decisiones si lo hacen. Elegir comunicarte en lugar de agredir, escuchar en lugar de defenderte, elegir quedarte en lugar de huir, son ejemplos de decisiones correctas sobre emociones negativas.
São Tomé e Príncipe foi a votos no passado domingo, nomeadamente para eleger 55 deputados. Nesta segunda-feira, a Comissão Eleitoral anunciou resultados preliminares colocando o MLSTP, na oposição, em posição dianteira, mas com uma vantagem de apenas algumas centenas de votos em relação à ADI no poder, havendo agora indicação de que estariam numa situação de quase empate. A abstenção, o apelo ao boicote do escrutínio, os critérios para a indigitação de um governo e o futuro relacionamento institucional com quem irá governar, foram alguns dos assuntos que a RFI abordou em entrevista exclusiva nesta terça-feira com o Presidente São-Tomense, Carlos Vila Nova. RFI: Qual é a avaliação que faz da forma como decorreram as eleições? Carlos Vila Nova: É um exercício que se vai tornando cada vez mais frequente em São Tomé e Príncipe. Há cerca de 35 anos, optámos por viver em democracia e temos feito de cada acto eleitoral uma forma de consolidar a democracia em São Tomé. Nos últimos actos eleitorais, felizmente, vamos melhorando. Prevaleceu a serenidade neste concretamente, no dia 27 de Setembro. Penso que optou-se por muito mais mensagens do que outro tipo de comunicação. Por vezes a comunicação costuma ser mais folclórica, mais músicas, enfim. Há várias formas e em todas elas, o apelo à serenidade e à estabilidade. Portanto, foram panos de fundo que me deixaram bastante agradado. E quando vejo por parte dos observadores também que para São Tomé e Príncipe, não foram poucos, que quase os requisitos todos foram cumpridos e que, portanto, a transparência também faz parte, a Comissão Eleitoral Nacional já se pronunciou, embora não seja sua competência definir os mandatos. Já se pronunciou, o que mostra também celeridade. Também há algum profissionalismo e os meus apelos também têm sido sempre neste sentido e estou positivamente agradado com o acto eleitoral. RFI: Apesar dos apelos para uma grande participação dos eleitores. Estas eleições foram marcadas por uma abstenção de mais de 62%. Como é que interpreta este dado? Carlos Vila Nova: Bom, aí já não há regozijo. Pelo contrário, os apelos foram muitos, mas também, se recuarmos a actos eleitorais anteriores, a abstenção, sempre foi muito elevada. É verdade, desta vez ultrapassou. Mas quando nós olharmos para aquilo que é todo o processo eleitoral, nós olhamos para os progressos que temos feito em matéria de consolidação dos dados eleitorais. Repare que nas eleições presidenciais de 19 de Julho foi quando nós conseguimos fazer uma reconciliação entre os registos eleitorais, os dados existentes de forma electrónica com a Comissão Eleitoral Nacional. Nas presidenciais detectou-se um bocado mais de problemas técnicos e essa parte foi melhorada. Mas eu creio que a emigração também afectou. Não tenho a certeza, mas é algo que nesta legislatura vamos ter que trabalhar muito, entrar na lei eleitoral, fazer melhorias. Eu próprio pedi aos nossos parceiros da União Europeia que recebi para nos acompanharem neste processo, porque, ao que tudo indica, nem toda a movimentação emigratória para fora de São Tomé e Príncipe tomou-se em conta e os registos continuam nos cadernos eleitorais em São Tomé. Isto já é de si um motivo. E depois, politicamente, também houve apelos. Isto é antidemocrático. Deixe-me dizer-lhe que não vejo como é que alguém em perfeito estado normal, possa fazer apelo à abstenção. Portanto, não só é antidemocrático, mas é incorrer em erro enganar pessoas, eleitores. Nem todos nós temos o mesmo discernimento, mas temos de lidar com a questão. E nós vamos lidar positivamente com a questão. Eu tenho esperança que nesta legislatura conseguiremos, porque as forças políticas activas entenderam que não é um apelo que se faça. Tanto é que todos eles apelaram à votação em massa. Não aconteceu. Vamos lidar com a questão. Vamos olhar para ele e tentar corrigir para que os próximos actos sejam melhores. RFI: Precisamente, falou do apelo ao boicote a estas eleições. Pensa que Patrice Trovoada pode tirar algum benefício político desta situação? Carlos Vila Nova: Bom, eu nem consideraria boicote, porque quando num acto eleitoral um partido político quer boicotar, não é desta forma. Portanto, eu olho para os partidos políticos, para os seus dirigentes, para os seus representantes e não vejo a pessoa que falou. Portanto, não, não me diz nada. RFI: Ontem, a Comissão Eleitoral Nacional deu os primeiros resultados. São resultados provisórios destas eleições. E desde então, os partidos políticos têm andado a especular sobre o número de mandatos que têm, respectivamente. Inicialmente falou-se do MLSTP estar à frente e de ter mais mandatos do que a ADI. Depois, evoluiu para um empate e agora é um quase empate. Como é que avalia a forma como actuaram estes partidos políticos desde ontem? Carlos Vila Nova: Com alguma precipitação. Mas pronto, não vou entrar em muitos pormenores quanto a isso. Mas reconheço que com alguma precipitação da parte e de outra. Na mensagem que eu fiz à Nação, apelei à serenidade. A serenidade também diz aguardar calmamente pelo anúncio dos resultados. Eles ainda não são oficiais. A Comissão Eleitoral fez o seu papel, anunciou e nota-se que realmente há uma aproximação entre dois dos principais partidos. Há uma diferença. Respeitei. Agora cabe ao Tribunal Constitucional de facto, quem tem a competência de validar não só os mandatos, o vencedor das eleições e a partir deste momento, trabalharemos na Constituição, na formação e na organização de todas as instituições que foram democraticamente eleitas para que elas entrem em funcionamento. Falo da Assembleia Nacional, a sua composição, e dos governos. Sobretudo o Governo central, que é uma emanação directa do resultado das eleições. Portanto, eu penso que nos próximos dias, há um prazo legal a cumprir, o Tribunal Constitucional vai se pronunciar e a partir daí nós saberemos exactamente quem é o vencedor. Quais são os mandatos distritais, nacionais, para então constituirmos os órgãos democraticamente eleitos. RFI: Não receia que, dado o nervosismo que há entre certos partidos políticos, possa haver também alguma suspeita em relação ao Tribunal Constitucional que, ao longo deste processo, foi acusado de alguma parcialidade política? Carlos Vila Nova: Tem sido comum. Mas repare que eu dou-lhe um exemplo: qualquer cidadão individual ou, digamos, qualquer entidade individual ou colectiva, mas que encontra resposta nos culpados, que os terceiros são sempre os culpados dos seus problemas. Não é verdade. A lei não existe só quando ela nos é favorável. Ela existe para com serenidade, aceitarmos as decisões dos tribunais. E quando não concordamos, temos que encontrar espaço para recorrer e interpretar. Mas tudo quanto vier a acontecer, para responder directamente à sua pergunta, nada disso não poderá ser resolvido se continuarmos com o espírito aberto. O engajamento para o diálogo. Resolve-se tudo isso. Portanto, as suspeições, elas podem existir, mas é preciso respeitar as instituições e agirmos com base nas decisões que são de lei. RFI: Neste processo todo, tendo em conta que há um quase empate, pelo menos por enquanto, tem havido contactos políticos entre as várias forças para construir eventuais coligações para formar governo. Como é que vê precisamente esta perspectiva? Quais vão ser os seus critérios para aceitar uma ou outra coligação para governar? Carlos Vila Nova: Vejo como bom tom essa aproximação entre os partidos. Portanto, demonstra algum espírito de concertação e de diálogo que é bom. Não quer dizer que todos os contactos sejam traduzidos em resultados concretos. Pela minha parte, acompanho desde já com muita atenção. Se puder influenciar alguma coisa, todos os partidos sabem que estou à disposição para o fazer, mas a entrada em acção do Presidente da República é exactamente quando tiver o anúncio oficial dos dados, convidar o partido vencedor, ter uma conversa e pedir -eu sempre disse- a sustentabilidade do Parlamento. Ela tem que ser garantida. Antes de nomear o próximo governo, não é de todo factível que o próximo governo, no primeiro embate, seja um governo praticamente com os pés na rua. Não faz sentido. Nós não estaríamos a promover aquilo que todos apelamos, que é a estabilidade, um princípio de coesão nacional, um princípio de diálogo onde as pessoas conversem, tragam os problemas e pensem todos o país. Eu não vi nenhuma força política desde as eleições de 19 de Julho para as presidenciais e agora em Setembro, que não usasse um slogan que reflectisse ou colocasse São Tomé e Príncipe em primeiro lugar. Todos. E então temos que na prática demonstrar isso. Portanto, o próximo governo será uma emanação da sustentabilidade parlamentar que me for garantida. RFI: O que espera do futuro governo com o qual vai trabalhar, senhor Presidente? Carlos Vila Nova: Lealdade institucional. A primeira das condições. Espírito aberto para o diálogo permanente. Disponibilidade para trabalhar e coragem para reformar. Vamos ter que, de facto, introduzir muitas reformas para melhorar o funcionamento do país e a capacidade, ao nível da Assembleia, de se discutir honestamente, com sinceridade, as grandes questões do país. E não escondo, inclusive, a possibilidade de a revisão constitucional neste quadro, nesta legislatura. Através do diálogo. RFI: Uma das reformas que enunciou como sendo prioritárias quando tomou posse para o seu novo mandato foi precisamente a Justiça. Como é que encara essa reforma? Carlos Vila Nova: A justiça, de facto, tem sido meu denominador comum durante cinco anos. Foi onde eu mais intervim. Foi onde eu mais trabalhei, foi onde eu mais contribuí. Continuarei. Cheguei a fazer conselhos de Estado temáticos sobre a Justiça. Reuniões de alto nível. Várias delas. Mas repare. Ela é tão transversal, ela é tão importante para o Estado de Direito democrático e para a atracção de investimentos no nosso país que todos nós temos que nos dedicar. E foi também com bastante satisfação que eu vi nos programas e nas mensagens de muitos partidos políticos também o apelo à contribuição para melhorar a Justiça. Portanto, conto com o próximo governo para que juntos possamos melhorar ainda mais. Não é uma situação que pontualmente há um assunto concreto que se resolva. Ela é abrangente. Nós vamos ter que abordar de forma que ela seja mais célere, ela seja mais justa e que ela possa, sobretudo, ser mais orientada para a solução dos problemas, para o bem do país e do seu povo e dos investimentos. RFI: Tem havido muitos problemas aqui em São Tomé e Príncipe, nomeadamente no que tange ao fornecimento da electricidade, à saúde, ao acesso a água potável. O que é que pensa que se pode fazer juntamente com o futuro novo governo? Carlos Vila Nova: Sabe se ao longo desses anos tivéssemos pensado o país mais, digamos, nas pessoas, muitos destes problemas estariam resolvidos, porque São Tomé e Príncipe, como Estado, não é diferente de qualquer outro Estado. A nossa dimensão territorial não retira a capacidade de sermos um Estado com todas as suas instituições, todos os seus dados estatísticos, Mas a verdade é que há descontinuidade governativa. Houve diferentes interrupções, um factor que nos prejudicou bastante nos últimos anos. Em democracia, já temos conseguido uma estabilidade governativa melhor. Os últimos governos têm cumprido o seu mandato. Espero que este também o faça e que haja uma continuidade das acções do Estado. Eu recordo-me já com alguns dirigentes da oposição, com dirigentes ainda do actual governo, ter pedido uma lista de todos os projectos em curso, sobretudo no domínio das infra-estruturas, no domínio da saúde e da educação, para que, de facto, nós olhemos um bocado mais para dentro e não termos aquele apetite de criar coisas novas quando temos coisas em curso e que podem resolver o problema das pessoas. Isto é um primeiro passo. O segundo é preciso adaptar os recursos disponíveis às necessidades mais prioritárias das pessoas, das populações e do país. E é possível. A energia em concreto é algo que ao longo destes anos todos não conseguimos resolver. Mas é por aí. Não pode haver uma divergência de fundo entre as diferentes forças. O facto de eu estar na oposição, eu não posso estar contra um programa que o governo que está no poder queira fazer e que vá resolver o problema. Tenho que encontrar a forma de dar a minha contribuição. Eu também costumo dizer que o poder crítico dos cidadãos não deve ser usado para bloquear. Ele deve ser usado para construir. E é isso que eu espero. Sem a transição energética, este país não dará passos nenhuns. Sem olharmos devidamente para a saúde, repare, o nosso sistema Nacional de Saúde não é propriamente o que está em causa. É olharmos para o sector, porque o sistema que eu até considero bom em termos sustentabilidade económico-financeira e social para garantir. Este sistema a educação, nós temos índices muito bons, internacionalmente reconhecidos, mas será que a qualidade do ensino é aquela que desejamos? Portanto, são coisas que, dentro do poder, fora do poder, as forças políticas, que são o alicerce da democracia, têm que encontrar pontos de convergência para nós podermos avançar neste processo. RFI: Todo o país tem recebido o apoio do FMI e do Banco Mundial, que também fazem, preconizações. Até que ponto é que o futuro governo não vai estar bastante condicionado pelas preconizações das instituições internacionais? Carlos Vila Nova: Temos parceiros multilaterais que nos têm acompanhado ao longo desses anos, assim como os bilaterais. Há um conjunto, um quadro próprio que temos que respeitar para que possamos continuar a ter esses parceiros ao nosso lado. Não creio que qualquer que seja o governo que venha, que ponha directamente em causa, pode rever, pode encontrar outros mecanismos e, como digo, pode e deve sempre conversar. Se fechámos as portas do diálogo, então aí não avançaremos para lado nenhum. E este diálogo tem que ser com os parceiros e internamente também. Eu velarei para que internamente se abra um novo capítulo na história deste país, que é um diálogo mais permanente, mais sincero, mais directo. E depois, a partir daí, encontrarmos pontos de convergência para termos uma estratégia que possa pôr o país na rota do desenvolvimento. RFI: Por fim, senhor Presidente, qual é o seu apelo neste momento político que o país está a viver? Carlos Vila Nova: Serenidade, Confiança. O futuro é nosso. Depende de nós. Vamos construí-lo.
Qualidade do leite depende de manejos adequados para a saúde e bem-estar animal
El tema sobre la mesa.28 de septiembre del 2026.– El huracán Polo impacta doble en Baja California y Sinaloa-Sonora mientras Rachel afecta simultáneamente Jalisco, Colima y Michoacán, exponiendo las tres fallas estructurales del sistema mexicano de atención a desastres: prevención previa insuficiente —comunidades en zonas de riesgo que nadie desalojó—, refugios identificados pero sin insumos ni equipamiento real, y una reconstrucción que históricamente nunca llega completa ni a tiempo, como lo demuestran Acapulco tres años después de Otis y comunidades del Istmo de Tehuantepec con sismos de 2017 aún sin reconstruir. La desaparición del FONDEN dejó un boquete que su sustituto no llena: el Fondo Nacional para Desastres tiene 19,430 millones de pesos para todo el año y el Fondo de Prevención apenas 246 millones —una cantidad calificada como insuficiente para tragedias de escala mayor— sin la agilidad operativa del fideicomiso original. El único avance real es la comunicación de alertas: Conagua y Protección Civil informan con precisión horaria, a diferencia del tuit tardío con el que López Obrador anunció la llegada de Otis, aunque el reto cultural persiste porque los ciudadanos siguen cruzando vados en creciente pese a las advertencias.
Rabobank publicó su World Pork Map 2026. Lo leí 2 veces. Hay un número que ordena todo el documento: China concentraba el 43% de las importaciones mundiales de cerdo en 2021. En 2025 concentra el 23%.El reporte describe el nuevo mapa. En las siguientes lineas te explicaré que veo para nuestra querida región LATAM.Primera conclusión: diversificar destinos no basta si el producto sigue siendo commodity.Brasil hizo lo que Rabobank recomienda. Cuando China dejó de comprar, salió a buscar mercados. Filipinas creció más de 30% en 2025 y ya es su primer destino. Brasil superó a Canadá y es el tercer exportador mundial. Todo eso en 3 años. Y aun así pierde USD 27,66 por cerdo con el mejor índice productivo del mundo. Cambiar de comprador resuelve el destino del volumen. No resuelve el precio del volumen. Eso solo lo resuelve la captura de valor y ahí Brasil todavía no llega.Segunda conclusión: la sanidad cambió de unidad. Ya no vale el país libre, vale la zona libre.China, Japón y Filipinas aceptan hoy la regionalización. China firmó con España, Japón con Francia, Filipinas con Polonia. Un brote ya no cierra el país completo. Eso baja el castigo por un problema sanitario y sube el premio para quien tiene trazabilidad y zonificación funcionando. Perú entró a Singapur con eso. Paraguay entró a Filipinas con eso. Bolivia avanza en Santa Cruz con eso. Cada certificación sanitaria vale más hoy que hace 5 años porque el mercado se fragmentó y cada puerta cuenta.Tercera conclusión: Europa se retira y Estados Unidos ocupará su lugar en todos los mercados, incluidos los nuestros.Rabobank dice que la Unión Europea perderá el liderazgo exportador por regulación ambiental, salud, bienestar animal y costos. Estados Unidos tomará ese lugar. Eso significa que Latinoamérica competirá contra el cerdo estadounidense en Asia, en México y en su propio mercado. Ecuador ya firmó el TLC. Colombia ya lo tiene. Competir con Estados Unidos en costo es una carrera perdida. Competir en cercanía, frescura, producto adaptado al consumidor local y marca es la única carrera que podemos ganar.Cuarta conclusión, y esta es mía, no de Rabobank.En un mundo con menos comercio y más vendedores, el mercado interno vuelve a ser el activo más seguro. Latinoamérica consume 20 kilos por persona cuando Europa consume 35. Esa brecha no depende de China ni de Filipinas ni de aranceles. Depende de nosotros. Rabobank cierra su reporte con una frase que suscribo: el éxito depende menos de capturar un mercado dominante y más de gestionar bien un portafolio. Yo agrego que el primer activo de ese portafolio es el consumidor de nuestro país!Y esto conecta con algo que quiero que sepas!!Quedan menos de 2 meses para la VII Edición del 333 Experience Congress México en Guadalajara. Los espacios Oro y Diamante se agotaron en tiempo récord. Ahora viene el trabajo de cerrar las últimas entradas para quienes quieren vivir esta experiencia de educación y networking.Ya te lo dije antes. Cada mañana me levanto con una fuerza enorme por lo que estamos logrando con esta plataforma. Cada año se fortalecen lazos de confianza entre personas que después crean negocios, generan empleo y hacen crecer empresas. Es exactamente el portafolio del que habla Rabobank, construido persona a persona.La semana pasada llevé la misma metodología a la región donde nací, con un solo objetivo: devolver a mi tierra todo lo que aprendí en estos años. Los resultados fueron increíbles. Es difícil dimensionar lo que genera un encuentro basado en la economía de la experiencia hasta que lo ves ocurrir. Es lo que registró Florencia en el Renacimiento y hoy lo vivimos en la porcicultura.Si todavía no tienes tu entrada, este es el momento. El mapa del cerdo cambió y las decisiones que vienen se toman mejor en la misma sala que las personas correctas.Gracias por tu lectura y por acompañarme cada semana.A tu lado en el mercado del cerdo,Reinaldo Cubillos
O Caixa de Música é exibido na TV Novo Tempo de segunda a quinta às 18h e, aos sábados, às 12h.Curta e siga o Caixa de Música nas redes sociais: Instagram: https://www.instagram.com/caixademusica/Facebook: https://www.facebook.com/CaixadeMusica/X: https://x.com/caixademusic
Se les llena la boca con conceptos grandilocuentes y misiones trascendentales. Apelan a la libertad de expresión e información, al cuarto poder, al papel de contrapeso que el periodismo debe asumir, pero todo es de boquilla. O más bien es selectivo, se ejerce contra algunos, pero a otros se les permite campar a sus anchas haciendo lo que les venga en gana y sin un solo reproche. A uno le escudriñan hasta las entretelas, del otro ignoran todas sus andanzas, cuando no las blanquean a la vista de todos. Becario: @jackiller74 Min. 01 Seg. 58 – Intro Min. 09 Seg. 11 - Una profesión, dos varas de medir Min. 14 Seg. 17 - Él no tiene la culpa de nada Min. 26 Seg. 27 - ¡Oh, la libertad de expresión! Min. 36 Seg. 25 - Errores veraniegos Min. 45 Seg. 10 - Sensaciones e informaciones contradictorias Min. 52 Seg. 59 - El tiro por la culata Min. 60 Seg. 38 - Oportunidad de autocrítica perdida Min. 68 Seg. 07 - Lo que se debe hacer, pero no se hace Min. 77 Seg. 58 - Despedida Tedeschi Trucks Band (Oakland, CA 09/09/2016) Don't Know What It Means Don't Drift Away These Walls Leavin' Trunk Ali Crying Over You I Pity The Fool Anyhow Keep On Growing Grateful Dead & Neil Young - Forever Young (San Francisco, CA 03/11/1991)
Todo paciente que agenda e não aparece, sem desmarcar a tempo, carrega um custo invisível. Aquele horário não volta. Neste episódio, Dr. Lorenzo Tomé trata do no-show e parte de uma constatação simples: a maioria dos médicos nunca mediu a própria taxa. Num exemplo ilustrativo, uma taxa de 15% sobre 100 pacientes por mês, com consulta de R$600, representa mais de R$100 mil por ano deixados de faturar. Ele mapeia três obstáculos que impedem o médico de agir: tratar o no-show como fatalidade do mercado, a resistência da secretária a mudar o processo, e o medo de parecer mercenário ao cobrar antecipadamente. O episódio traz como a alta gastronomia e a hotelaria resolveram esse mesmo problema, e por que a medicina não pode copiar a solução da mesma forma: as normas dos conselhos regionais de medicina exigem devolução do valor caso o paciente solicite. A saída de Lorenzo não depende de reter dinheiro. Depende de vínculo, construído a partir do contato que se inicia antes mesmo da consulta presencial. O background do Dr. Lorenzo Tomé Lorenzo Tomé é médico radiologista formado pela UFMG, fundador e CEO da SD Escola de Negócios Médicos, escola especializada em estruturação de negócios médicos, com receita recorrente e acompanhamento longitudinal através dos Planos de Acompanhamento. Com mais de 500 médicos capacitados, desenvolveu uma metodologia própria que combina gestão, marketing, vendas, finanças e tecnologia aplicados à prática clínica. É autor do livro Além do Jaleco e atua como professor de médicos em diferentes especialidades, ajudando-os a construir negócios sustentáveis, éticos e alinhados com o propósito de cuidar. Aplique para a Sessão Estratégica SD! Uma conversa com nossa equipe para mapear onde o seu negócio está hoje e quais são os próximos passos mais estratégicos, avaliado nos cinco pilares: gestão, marketing, vendas, finanças e tecnologia. Você sai com um diagnóstico da sua situação atual e um comparativo em relação aos mais de 500 médicos que já passaram pela SD Escola. Sem compromisso, mediante aplicação, com vagas limitadas. Entre na Comunidade SD no WhatsApp e tenha conteúdo gratuito todos os dias sobre negócios médicos. Assista esse episódio também em vídeo no Youtube no nosso canal Saúde Digital Podcast! Acesse os episódios anteriores! SD376 - Sazonalidade não existe. O que existe é falta de previsibilidade SD375 - Quem não tem estratégia faz parte da estratégia de alguém SD374 - O médico que sabota o próprio plano de acompanhamento! Música: Declan DP - Climb Music © Copyright Declan DP 2018 - Present. https://license.declandp.info | License ID: DDP1590665
️ ESTACIÓN GNG | Volvemos a soñar con los Premios iVoox 2026 Estación GNG nació con una idea muy sencilla: compartir música, compañía, alegría y buen rollo. Un programa hecho desde la radio, pero que gracias al podcast ha conseguido llegar cada día a oyentes de muchísimos lugares. Año tras año hemos ido creciendo, siempre con nuestra filosofía de “Paz y música”, mezclando novedades, grandes éxitos de siempre, artistas nacionales e internacionales, recuerdos, historias, entrevistas y, sobre todo, mucha cercanía con quienes estáis al otro lado. Y iVoox ha sido una parte importantísima de este camino. En 2023 terminamos 9.º en los Premios iVoox de Música. En 2024 subimos hasta el 6.º puesto. Y en 2025 vivimos algo que jamás olvidaremos: Estación GNG consiguió el 2.º puesto, subiéndose al podio entre los podcasts musicales más apoyados. Ahora llega 2026… y empiezan a sentirse de nuevo esos nervios. ❤️ Las votaciones de los Premios iVoox 2026 están cada vez más cerca y nos haría una ilusión enorme poder volver a tocar pelo, volver a luchar por estar entre los primeros y, por qué no, conseguir subir al podio por segundo año consecutivo. Pero sabemos perfectamente que esto no depende solamente de nosotros. Depende de vosotros. De cada persona que escucha el programa mientras trabaja, conduce, desayuna o simplemente necesita un rato de música y compañía. De quienes descargáis cada programa, lo compartís, nos escribís y lleváis tantos años creciendo junto a nosotros. Cuando llegue el momento os pediremos vuestro voto. No porque necesitemos un premio para seguir haciendo radio, sino porque sería precioso comprobar, una vez más, hasta dónde puede llegar una pequeña gran familia unida alrededor de la música. Seguimos. Seguimos soñando. Y este año… vamos a intentar volver al podio. Gracias por hacer grande Estación GNG. Paz y música, siempre. ❤️
¿Y si una persona no hubiera dejado de tener talento, sino que simplemente estuviera en el lugar equivocado?Esta es una de las ideas que nos deja la conversación con Leticia Villegas, Head of Talent de Zurich Insurance. Hablamos de talento, sí. Pero también de reinvención, de inteligencia artificial, de liderazgo y de nuestra capacidad para seguir aprendiendo cuando pensamos que ya llegamos tarde.A veces el potencial aparece justo después del “no sé si voy a poder”.Para Leticia, el talento tiene que ver con capacidades, actitud, curiosidad y ganas de aportar. Pero introduce algo que nos parece especialmente interesante: el contexto. Porque una misma persona puede brillar en un lugar y pasar desapercibida en otro.Claves que nos deja la conversaciónEl talento necesita un buen lugar donde crecer. El potencial importa, pero el contexto también. Hay entornos que consiguen que las personas crezcan, se atrevan y den mucho más de sí.Las personas cambian. Sus carreras también. La movilidad interna permite encontrar nuevos retos y seguir creciendo sin que evolucionar profesionalmente signifique necesariamente marcharse.La experiencia ya no lo explica todo. Los años cuentan, pero también la curiosidad, la adaptación y las ganas de seguir aprendiendo en un entorno que cambia cada vez más rápido.La IA también va de personas. La tecnología puede hacer muchas cosas. Probar, hacerse buenas preguntas y decidir qué queremos hacer con ella sigue dependiendo de nosotros.El potencial necesita acompañamiento. Dar una nueva responsabilidad es solo el principio. Para crecer en un nuevo rol también hacen falta apoyo, confianza y espacio para aprender.Y quizás ahí esté una de las reflexiones más interesantes de la conversación.Antes de preguntarnos si alguien tiene talento, podríamos preguntarnos qué estamos haciendo para que pueda demostrarlo.Te invitamos a escuchar la conversación completa con Leticia Villegas en Humanos con Recursos. Una charla para mirar el talento desde otro lugar y pensar qué tipo de organizaciones estamos construyendo para hacerlo crecer.¿Quieres liderar mejor y generar un impacto positivo en las personas y en tu organización?El cambio también empieza por ti.En el MBA INUSUAL no vienes solo a aprender sobre liderazgo. Vienes a cuestionarlo, practicarlo y transformarte para liderar de otra manera.Descubre lo que nunca aprenderás en una escuela de negocios.Te esperamos.
Bienvenido a la sesión de cine del sábado por la mañana del 12 de septiembre de 2026 del retiro de fin de semana en línea "The Way", que explora el tema "Milagros consistentes: Tu vida depende de ello".En esta sesión, David Hoffmeister ofrece profundos comentarios sobre una película protagonizada por una joven cuya fe sencilla e inquebrantable da lugar a acontecimientos extraordinarios. A través de esta parábola cinematográfica, David ilumina los principios fundamentales de Un Curso de Milagros, enfatizando que los verdaderos milagros son un cambio de percepción más que un cambio en la forma física. El comentario guía a los oyentes a mirar más allá de las ilusiones del ego sobre la enfermedad, la muerte y la autonomía personal, revelando cómo una devoción constante a la oración y al Espíritu Santo despierta a la mente a su poder innato y a su realidad eterna.La sesión finaliza con un Salón de Música Mística (Mystical Music Lounge).Estos encuentros se llevarán a cabo durante todo el verano, hasta septiembre de 2026, e incluirán comedia, enseñanzas, películas, música, paneles de conversación y sesiones de preguntas y respuestas en vivo con David Hoffmeister.Inscríbete gratuitamente en El Camino aquí:https://programas.elcristoenti.com/courses/el-camino-del-misticoSi deseas conocer más sobre David Hoffmeister y los eventos de Living Miracles, visita:https://www.elcristoenti.com/eventosFecha de grabación: en línea, sábado 12 de septiembre de 2026Follow us on:YouTube:https://www.youtube.com/DavidHoffmeister https://www.youtube.com/@LivingMiraclesFacebook:https://www.facebook.com/ACIM.ACourseInMiracles Learn more about David & Living Miracles:https://circle.livingmiraclescenter.org/eventsLearn more about A Course in Miracles:https://ACIM.bizDavid's Spanish YouTube Channel is: https://www.youtube.com/channel/UCP9Gw00CldPUmiu43y7fdWwDavid's Portuguese YouTube Channel is:https://www.youtube.com/@davidhoffmeisterucem
Bienvenido a la sesión de apertura del 11 de septiembre de 2026 del retiro en línea de fin de semana «El Camino», que presenta una introducción al tema del fin de semana: "Milagros consistentes. Tu vida depende de ello", a cargo de David Hoffmeister y Kirsten Buxton.Este episodio explora el profundo cambio de una percepción turbulenta y egoísta a una conciencia estable y recta, Guiada por el Espíritu Santo. A través de parábolas cercanas y de profundas enseñanzas metafísicas, David y Kirsten ilustran la naturaleza involuntaria de los milagros y la belleza de confiar en la providencia divina en la vida cotidiana.Estas reuniones se llevan a cabo durante todo el verano hasta septiembre de 2026 e incluyen comedia, enseñanzas, películas, música, paneles de discusión y sesiones de preguntas y respuestas en vivo con David Hoffmeister. Regístrese gratis en The Way aquí: https://programs.the-christ.net/courses/the-way-of-the-mystic Si desea obtener más información sobre los eventos de David Hoffmeister y Living Miracles, visite https://circle.livingmiraclescenter.org/events Fecha de grabación: en línea, viernes 11 de septiembre de 2026Follow us on:YouTube:https://www.youtube.com/DavidHoffmeister https://www.youtube.com/@LivingMiraclesFacebook:https://www.facebook.com/ACIM.ACourseInMiracles Learn more about David & Living Miracles:https://circle.livingmiraclescenter.org/eventsLearn more about A Course in Miracles:https://ACIM.bizDavid's Spanish YouTube Channel is: https://www.youtube.com/channel/UCP9Gw00CldPUmiu43y7fdWwDavid's Portuguese YouTube Channel is:https://www.youtube.com/@davidhoffmeisterucem
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Esa frase de Marta Parella terminó convirtiéndose en el título de este episodio porque resume buena parte de nuestra conversación.¿Podemos ser mujeres seguras en algunos ámbitos de nuestra vida y aceptar migajas en otros? ¿Por qué repetimos ciertos patrones de pareja? ¿Qué tienen que ver los límites, los celos, el miedo a quedarnos solas y la dificultad para priorizarnos con nuestra autoestima?Marta comparte además su propia historia: después de crecer dentro de los Testigos de Jehová, casarse muy joven y construir una vida alrededor de determinados roles, a los 31 años decidió empezar de nuevo.Hablamos de pareja, autoestima, amistades, límites, dependencia y de una pregunta enorme: ¿quién sos cuando dejás de vivir en función de los demás?
Bom dia!A pílula de hoje mostra por que disciplina, ritmo sustentável e decisões conscientes constroem resultados mais sólidos do que picos de produtividade.
Andrea Villarroel habla conmigo sobre ansiedad, maternidad, exigencia y ese cansancio de intentar hacerlo todo perfecto. Totalmente, detrás de una mujer que parece poder con todo también puede existir miedo, culpa y una necesidad enorme de control. En esta conversación descubrimos algo poderoso: su valor no depende de sus hijos, su pareja, su éxito ni de la aprobación de los demás. Dale play y comparte este episodio con alguien que necesite recordar dónde está su verdadero poder.
Aimar Bretos entrevista a Sira Rego, ministra de Infancia y Juventud, tras la comparecencia de Sánchez por la crisis de Ceuta
'El Meollo' de 'Hoy por Hoy' de este miércoles 2 de septiembre. El programa dirigido por Aimar Bretos trata los temas sociales de que no ocupan las portadas de los periódicos pero que nos afectan de igual manera. Con Patricia Fernández de Lis, Sara Canals, Pepe Rubio y Nuño Domínguez.Además, iniciamos la sección 'Generación 2027' con Pepe Rubio y la entrevista a la autora y editora Luna Miguel
En este episodio hablamos de... - Los sorpresivos decesos de famosos... ¿Qué pasó? - ¿Miley Cyrus la heredera del country? - Dollywood no es un mito... - Spiderman la película ¿buena? ¿mala? Depende como la veas... - Canelo Álvarez tiene un desafío para ti... aunque es un poco contradictorio - Rocky Horror Picture Show + Home Alone + It + Tim Curry - En México quieren importar maestros ¿por? SI ES LO QUE MÁS HAY ¿adoctrinamiento? - Titanic: La peor película ? Te damos unos datos #QueEstaPasandoTV Síguenos y busca nuestros videos en YT y otras redes
31 de agosto 2026 - ¿De qué depende el futuro de Bogotá? / El riesgo de viviendas en zonas de ladera by Javeriana919fm
Likutei Torá Rosh Hashaná
¿Alguna vez has tenido en tu equipo a alguien que hace mal su trabajo y has preferido no decírselo? ¿Has salido de una reunión mordiéndote la lengua, pensando que esto no iba a salir bien, y aun así dijiste "venga, vamos a intentarlo"? Esto no va solo de jefes con despacho: toca también a clientes, colaboradores y socios. En este episodio resumimos Franqueza Radical (Radical Candor, 2017), de Kim Scott, directiva que lideró equipos en Google y dio clases de gestión en Apple. Su tesis: ser buen jefe no depende del carisma ni del poder. Depende de que te importe de verdad cada persona de tu equipo y de que confrontes los problemas de frente, las dos cosas a la vez. El error de gestión más caro casi nunca lo comete el jefe que grita, sino el que se calla para no hacer daño a alguien que le cae bien. En el libro lo llaman empatía ruinosa, y Kim Scott lo vivió en su propia empresa con un empleado, Bob, encantador pero con un trabajo pésimo, al que calló durante diez meses hasta que el resto del equipo la ultimató. El resultado fue un despido sin ninguna oportunidad de mejorar y una empresa que terminó cerrando. Cuando tú callas un problema, no estás siendo amable con quien falla: estás siendo injusto con todos los que sí cumplen. En este episodio vas a llevarte: ✅ Por qué la empatía ruinosa (callarte para no herir) hace más daño que la crítica más dura ✅ El mapa de los cuatro cuadrantes para saber si estás siendo franco, ruinoso, agresivo o manipulador ✅ La anatomía de la conversación de Sheryl Sandberg a Kim Scott en Google: elogio específico, claridad progresiva y crítica al comportamiento, nunca a la persona ✅ Por qué en tu equipo conviven "rocas" y "superestrellas", y por qué ascender a una roca puede ser un castigo ✅ La rueda de siete pasos para que los resultados salgan sin que tengas que dar una sola orden Este episodio abre un nuevo bloque de cuatro semanas dedicado a liderazgo y gestión de personas, después del bloque anterior centrado en sistemas de negocio. La semana que viene seguimos con la otra cara de la moneda: aprender a escuchar de verdad.
Este episodio forma parte de una selección para los días de verano de EL PAÍS Audio. En un momento en que la vivienda se ha convertido en una de las grandes preocupaciones de los españoles, para muchos jóvenes el principal obstáculo no es pagar la hipoteca, sino reunir el ahorro inicial que exige el banco. Las donaciones de padres a hijos para comprar vivienda alcanzaron un récord en 2025, reflejando hasta qué punto el acceso a un piso depende ya de que tu familia tenga dinero.
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Próximos shows
Ayudar a los adolescentes a entender que, según la Biblia, la alegría verdadera es mucho más profunda que estar sonriendo, riéndose o teniendo un buen día. La alegría cristiana tiene su fuente en Dios y puede permanecer incluso en temporadas difíciles. Esto no significa fingir que todo está bien, ignorar la tristeza o hacer como si los problemas no dolieran. La Biblia muestra que una persona puede atravesar dificultades reales y, aun así, conservar esperanza, confianza y alegría en Dios. El programa busca enseñarles a distinguir entre la emoción momentánea de "estar feliz" y el gozo que nace de saber quién es Dios, confiar en Él y recordar sus promesas.
AFFONSO SOLANO é escritor de fantasia e TIAGO REX um super-herói da vida real. Eles são os âncoras do programa de cultura pop do Inteligência Ltda., e vão comentar, junto do Vilela, do AFONSO TRESDÊ e do ANDRÉ GORDIRRO, as notícias recentes do cinema e da cultura pop. Já o Vilela é um nerd tão preguiçoso que só tem os Pokémon Go que aparecem na sua casa
Todos queremos que la tormenta termine para sentir paz. Pero Dios ofrece algo mucho más profundo: una paz que permanece aun cuando el ejército sigue alrededor. David no escribió este salmo después de la batalla, sino en medio de ella. Rodeado de enemigos, pudo decir: “El Señor es mi luz, mi salvación y mi fortaleza.” Su confianza no nacía de un problema resuelto, sino de un Dios presente. Quizá hoy tu “ejército” sean las preocupaciones, un diagnóstico, una deuda, una crisis familiar o una respuesta que aún no llega. La promesa de Dios es que su presencia puede sostener tu corazón aunque las circunstancias todavía no cambien. La paz de Dios no depende de que el problema desaparezca; depende de a quién le entregas el problema mientras sigue ahí. Hoy, antes de escuchar al miedo, escucha la voz de Dios. ¿Cuál es ese “ejército” que hoy necesita rendirse a la presencia de Dios? Te leo en los comentarios y oraré por ti. Las lecturas son: 2 Crónicas 35:1 - 36:23 1 Corintios 1:1-17 Salmo 27:1-6 Proverbios 20:20-21 www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Que te comparen no duele solamente porque alguien prefiera a otra persona. Duele porque la comparación convierte tu existencia en una evaluación. Dejas de ser visto por lo que eres y empiezas a ser medido por la distancia entre tú y alguien más.Puede pasar entre hermanos, compañeros de trabajo, amigos, parejas, o frente a una versión idealizada de alguien que apenas conoces. Uno tiene mejores resultados, otro avanza más rápido, alguien parece tener más disciplina, más reconocimiento, más estabilidad. Y surge una pregunta que casi nunca se dice en voz alta: ¿qué tiene esa persona que a mí me falta?La comparación mete una medida externa dentro de tu propia conciencia. Ya no revisas tu conducta para saber si actuaste bien, sino para saber si estás por encima o por debajo de alguien más. Tu esfuerzo deja de valer por lo que significa para ti y empieza a depender del lugar que ocupa dentro de una jerarquía que ni siquiera elegiste.El problema no es notar que otras personas tienen cualidades o resultados distintos. La vida está llena de diferencias. El problema empieza cuando conviertes esas diferencias en un juicio sobre tu propia dignidad.Desde la filosofía estoica que trabajó Crisipo, el valor de una persona no depende del reconocimiento ni del resultado que otros puedan verle desde afuera. Depende de la calidad de su juicio y de cómo usa aquello que sí está bajo su control. Alguien puede superarte en resultados externos sin superarte necesariamente en carácter.Pero cuando aprendiste a verte a través de los ojos de otros, cualquier comparación termina teniendo autoridad sobre ti. Un comentario familiar, una preferencia, una crítica, el éxito de alguien más, todo puede sentirse como una sentencia sobre quién eres.Por eso las comparaciones viejas siguen doliendo años después. Tal vez alguien te presentó como el menos inteligente, el menos disciplinado, el que nunca llegó a donde se esperaba de él. Y aunque esa conversación terminó hace mucho, la medida se quedó instalada dentro de ti.Desde entonces puedes pasarte la vida tratando de demostrar que esa evaluación estaba mal. Trabajas, compites, acumulas resultados, buscas reconocimiento, pero tu esfuerzo sigue girando alrededor de esa misma autoridad externa. Ya no avanzas por convicción propia, sino para corregir la opinión de alguien más.La comparación también deforma cómo ves tu propio éxito. Hace que una victoria tuya se sienta insuficiente si otra persona logró más. Convierte el progreso en frustración y la admiración en resentimiento. A veces ni siquiera te deja reconocer tus propias capacidades, porque siempre parece haber alguien más adelante.Pero una vida medida con criterios ajenos nunca encuentra un punto fijo. Siempre va a existir alguien con más dinero, más atención, más oportunidades. Si tu valor depende de estar en primer lugar, tu tranquilidad va a depender de una competencia que nunca se acaba.El estoicismo propone regresar a una medida propia. No se trata de aislarte de toda opinión ni de negar tus límites. Se trata de preguntarte si estás usando bien lo que sí depende de ti: tu juicio, tu intención, tu disciplina, el carácter que vas construyendo con tus decisiones.Esa medida no te va a garantizar ser superior a nadie. Te ofrece algo más importante: dejar de necesitar serlo.Cuando entiendes que tu valor no se decide por comparación, el éxito de otros deja de ser automáticamente una acusación contra ti. Puedes admirar sin sentirte menos, aprender sin humillarte, reconocer las diferencias sin tomarlas como una condena.La comparación no siempre revela quién eres. Muchas veces solo revela la medida que aceptaste sin cuestionarla.Y mientras sigas creyendo que tu valor necesita ser confirmado desde afuera, cualquier persona va a poder decirte cuánto vales.Patreon: https://www.patreon.com/VidaEstoicaWhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaC8jMeLo4hiC8664i02Síguenos en nuestras redes sociales: Instagram: https://www.instagram.com/vidaestoicaoficialFacebook: https://www.facebook.com/VidaEstoicaOficialTik Tok: https://www.tiktok.com/@vidaestoicaoficial Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Hay batallas que nunca fueron diseñadas para que las ganaras con tus fuerzas. Quizá hoy el enemigo no lleva espada. Tal vez se llama ansiedad, deudas, un diagnóstico, un hijo lejos de Dios, un matrimonio en crisis o una puerta que no termina de abrirse. Y aunque el miedo sea real, Dios te recuerda lo mismo que le dijo a Josafat: ”¡No tengan miedo! Porque la batalla no es de ustedes, sino de Dios.” (2 Crónicas 20:15) Lo más sorprendente es que Dios no les pidió quedarse en casa. Les dijo: “Tomen sus posiciones”. Es decir: permanece donde Dios te puso, sigue obedeciendo, sigue caminando… pero deja de cargar una guerra que solo Él puede ganar. Hay momentos en los que la mayor demostración de fe no es pelear más fuerte, sino confiar más profundamente. Cuando Judá llegó al campo de batalla encontró algo inesperado: Dios ya había peleado por ellos. Si Dios ya está delante de ti, ¿por qué vivir como si estuvieras solo? Hoy entrega esa carga. Descansa en Su dirección. Obedece un paso a la vez y deja que Dios haga lo que ninguna fuerza humana puede lograr. La batalla que pones en las manos de Dios deja de depender de tus fuerzas y comienza a depender de Su poder. ¿Qué batalla necesitas dejar hoy completamente en las manos de Dios? Escríbela en los comentarios. Estaré orando por ti. Las lecturas son: 2 Crónicas 19:1 - 20:37 Romanos 10:14 - 11:12 Salmo 21:1-13 Proverbios 20:4-6 _____________________ 00:00 Intro Promesa 00:43 Promesa 208 16:36 2 Crónicas 19:1 - 20:37 36:45 Romanos 10:14 - 11:12 42:27 Salmo 21:1-13 49:18 Proverbios 20:4-6 52:27 Testimonios www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Hay días en los que sentimos a Dios muy cerca… y otros en los que el silencio parece ensordecedor. Hay días en los que la oración fluye… y otros en los que solo nos quedan lágrimas. Hay días en los que creemos con facilidad… y otros en los que hasta respirar cuesta. Y es precisamente para esos días que Romanos 8 fue escrito. Pablo no promete una vida sin problemas. Promete algo mucho más poderoso: que no existe absolutamente nada capaz de separarte del amor de Dios. Ni una enfermedad. Ni una pérdida. Ni una traición. Ni una temporada de ansiedad. Ni tus peores preguntas. Ni tus peores días. El amor de Dios no cambia cuando cambia tu circunstancia. A veces creemos que Dios nos ama más cuando todo sale bien, y menos cuando la vida se desmorona. Pero el amor de Dios nunca ha dependido de cómo amanezca tu historia. Depende únicamente de quién es Él. Quizá hoy no sientas su presencia… pero su amor nunca ha dependido de tus emociones. Quizá hoy estés esperando una respuesta… pero el silencio jamás ha sido sinónimo de abandono. Quizá hayas tropezado otra vez… pero si hay un corazón arrepentido, siempre habrá un Padre dispuesto a levantarte. Hoy quiero recordarte esta verdad: Puedes sentirte lejos de Dios, pero jamás podrás estar fuera del alcance de su amor. Que esta promesa abrace tu corazón. Las lecturas son: 2 Crónicas 11:1 - 13:22 Romanos 8:26-39 Salmo 18:37-50 Proverbios 19:27-29 ________________________ 00:00 Intro Promesa 00:43 Promesa 205 16:21 2 Crónicas 11:1 - 13:22 32:33 Romanos 8:26-39 42:25 Salmo 18:37-50 47:46 Proverbios 19:27-28 50:43 Testimonios www.wenddyneciosup.comSígueme en mis redes como @wenddyneciosup--Distribuido por: Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
#ElGranMusical | Claudia Gonzáles. "Todo depende de ti", un espacio para apropiarte de tu vida by FM Mundo 98.1
Sinopsis¿Y si la paz nunca hubiera dependido de que el mundo cambiara, sino de la manera en que aprendemos a mirarlo?En este episodio de Inspirado en Un Curso de Milagros, el Rev. Gustavo Alberto nos invita a descubrir que el verdadero campo de batalla no está afuera, sino en nuestra percepción. A través de una reflexión profunda y contemporánea, comprenderemos por qué quienes contemplan el conflicto encuentran conflicto, mientras que quienes eligen ofrecer paz comienzan a transformar su experiencia del mundo.Este episodio explora cómo un solo Pensamiento de Dios puede disipar el miedo, convertir el juicio en compasión y revelar que el cielo no es un lugar lejano, sino un estado de conciencia disponible aquí y ahora.Una invitación a cambiar la mirada para descubrir que, cuando el amor ocupa el lugar del miedo, la paz deja de ser una posibilidad y se convierte en una presencia inevitable.
En el episodio de hoy hablaremos con una de las escritoras más importantes de la literatura en español: Isabel Allende. En una conversación íntima y llena de inspiración, descubrirás cómo nació La casa de los espíritus, por qué comenzó a escribir cuando estaba cerca de los 40 años y cuál es el secreto detrás de una carrera que ha conquistado a millones de lectores en todo el mundo. Lejos de los mitos sobre la inspiración, Isabel revela que la disciplina, la investigación y la constancia son las verdaderas claves para convertir una historia en una obra inolvidable. Además, abordaremos el origen de su novela Largo pétalo de mar, una historia marcada por el exilio, los refugiados y la búsqueda de un lugar al que llamar hogar. Isabel comparte cómo construye sus personajes, el miedo que siente cada vez que inicia un nuevo libro y la emoción de saber que cada lector encuentra un significado distinto en sus historias. También reflexiona sobre los problemas que más le preocupan del mundo actual, como la violencia, la desigualdad y la injusticia. Un episodio inspirador que abre la puerta a la mente de una de las autoras más influyentes de nuestro tiempo y demuestra que las mejores historias nacen de la disciplina, la sensibilidad y la capacidad de observar el mundo.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
¿Tu día se ordena o se desordena según cómo amanece alguien más? Hoy le ponemos nombre a eso: las 5 caras de la dependencia emocional y por qué saber tanto de amor propio no te ha cambiado nada. Autoestima, ansiedad en las relaciones, dependencia emocional, poner límites, paz mental — de eso se trata este espacio. Si es tu primera vez aquí: bienvenida. Que tu paz no dependa de nadie.
En el año 62 d.C., el apóstol Pablo escribió la carta a los Filipenses desde una prisión romana. No desde un retiro espiritual, ni desde un momento de calma pastoral; por el contrario, desde cadenas y con una sentencia incierta. En ese contexto escribió palabras que han sostenido a millones durante veinte siglos: “Regocijaos en el Señor siempre. Otra vez digo: ¡Regocijaos!”. La paz que Dios da no requiere que el entorno sea favorable. Esta no espera a que los problemas se resuelvan, ni a que las personas cambien. Es una paz que sobrepasa todo entendimiento precisamente porque no se explica por las circunstancias. Viene de saber en manos de quién se está, no de saber cómo saldrá todo. Si hoy el entorno no acompaña, si hay incertidumbre o presión que no cede, recuerda: “la paz de Dios no depende de dónde estés, sino de a quién perteneces”. Eso no cambia con las circunstancias. Eso no lo quita ninguna tormenta. La Biblia dice en Filipenses 4:7: "Y la paz de Dios, que sobrepasa todo entendimiento, guardará vuestros corazones y vuestros pensamientos en Cristo Jesús". (RV1960).
Tu futuro financiero no depende de la suerte. Depende de las decisiones que tomas todos los días.En este episodio del Money Mastery Podcast exploramos cómo desarrollar una mentalidad de crecimiento, tomar mejores decisiones financieras y construir una vida con propósito, libertad y riqueza.Si buscas transformar tu relación con el dinero y alcanzar un nuevo nivel en tu vida, este episodio es para ti.
Libertópolis PM, jueves 09-07-2026
En el episodio de hoy abordaremos una idea tan polémica como intrigante: ¿es posible engañar a la mente para ayudar al cuerpo a recuperarse?, a través de una conversación que desafía muchas creencias tradicionales sobre la salud, exploraremos cómo los pensamientos, las emociones y la forma en que interpretamos una enfermedad pueden influir en nuestro bienestar. Descubriremos por qué enfocarse únicamente en el dolor podría reforzarlo, cómo cambiar la atención hacia acciones positivas puede modificar nuestra percepción y qué papel juegan la respiración consciente, el optimismo y los hábitos diarios en el proceso de recuperación. Además, conoceremos ejercicios sencillos para romper ciclos mentales negativos y recuperar el control cuando el miedo o la enfermedad parecen dominarlo todo. Un episodio provocador que te hará cuestionar cuánto poder tiene realmente tu mente sobre tu salud.
Romantic Salsa
Acompanhe a análise detalhada de Mauro Cezar, Juca Kfouri e José Trajano sobre a vitória da Seleção Brasileira e o desempenho de Vinícius Jr. O Posse de Bola debate quem será o substituto de Raphinha na seleção.
Hoy escucharemos al Padre @pablosolislc compartir su reflexión sobre el evangelio del día según San Mateo 6, 19-23 Podcast producido por New Fire (@benewfire). Descubre si tu marca aparece (o no) cuando la IA recomienda soluciones. Únete al reto gratuito de 3 días de HubSpot — regístrate aquí: https://hubs.la/Q04fn0pB0 Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Junio 09, 2026 - Cada dia trae consigo su propio afan, preocupacion y problema. Depende de nosotros como reaccionamos ante cada situacion. Entre el viernes y ayer, hemos enfatizado la importancia del gozo; de presentar nuestras peticiones continuamente delante de Dios y de aprender a descansar en El.
Hoy hablamos sobre la dependencia emocional, cómo se puede manifestar en nuestras relaciones y por qué muchas veces terminamos buscando en otras personas cosas que necesitamos aprender a darnos a nosotros mismos. Este episodio es una invitación a volver a ti, reconocer tu valor y construir vínculos más sanos desde el amor y no desde la carencia.A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Cómo identificar la dependencia emocional en nuestras relacionesLa importancia de volver a ti y cubrir tus propias necesidadesConstruir relaciones más sanas desde la suficiencia y no desde la carenciaSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales:
Hoy te invitamos a soltar la necesidad de aprobación externa y recordar que tu valor no depende de cómo te ve el mundo. A veces olvidamos escucharnos por intentar cumplir expectativas ajenas, pero la verdadera paz comienza cuando aprendes a validarte desde dentro. A lo largo de estos 4 años de Despertando Podcast, hemos compartido episodios que les han ayudado muchísimo, y hoy queremos traerles de vuelta todas esas herramientas que han resonado con ustedes y cambiado sus mañanas ☀️.En este episodio hablamos de:Aprender a dejar de depender de la aprobación externaReconocer tu valor y fortalecer la relación contigoElegir la autenticidad por encima de las expectativas ajenasSi quieres conocer más de Despertando Podcast síguenos en nuestras redes sociales: