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Um pulo em Paris
Coletes amarelos voltam às ruas na França contra reforma da Previdência de Macron

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Jan 6, 2023 11:24


O ano de 2023 começou com a perspectiva de forte mobilização social na França pela insistência do presidente Emmanuel Macron em querer aprovar, até o mês de julho, uma reforma da Previdência destinada a aumentar a idade mínima de aposentadoria dos atuais 62 anos para 64 ou 65 anos. Os detalhes do projeto de lei serão apresentados na semana que vem, no dia 10. Mas essa reforma impopular, rejeitada por dois terços da população, segundo uma pesquisa do instituto Ifop, e também por todas as organizações sindicais de trabalhadores do país, evidencia um desgaste importante de Macron perante a opinião pública e sinaliza meses de protestos pela frente. Grupos de coletes amarelos retornam às ruas neste sábado (7) para protestar contra o projeto, o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e da inflação, assim como a falta de votação parlamentar na aprovação do Orçamento de 2023. Motivos para reclamar não faltam, mas ninguém sabe se o movimento vai ganhar força como aconteceu em 2018, quando surgiu, motivado na época pelo aumento dos preços dos combustíveis. Há páginas do Facebook com chamados para passeatas em Paris e outras cidades francesas. Uma outra manifestação, da oposição de esquerda e de organizações estudantis, já está marcada para 21 de janeiro.  A rejeição massiva dos franceses à reforma da Previdência tem múltiplas razões. As condições de vida estão mais difíceis com o retorno da inflação. Os salários estão achatados, a guerra na Ucrânia pesa no moral das pessoas, e os franceses têm notado no cotidiano uma deterioração dos serviços públicos. Em dezembro, os ferroviários fizeram greve no fim de semana do Natal, faltam motoristas de ônibus e metroviários na região parisiense, os hospitais públicos enfrentam a pior crise em décadas, por falta de médicos e enfermeiros. Mas o principal argumento de resistência à reforma é a dificuldade de manter o emprego depois dos 55 anos.  O próprio Ministério do Trabalho admite que só a metade das pessoas – 56% – na faixa etária de 55 a 64 anos permanece empregada na França, um percentual que nos países escandinavos chega a 90% nessas idades. A Alemanha também dá muito mais oportunidades de trabalho aos sêniores. Na França, como historicamente as empresas empurram a pessoa à demissão ou mandam embora na última década da carreira, e elas não encontram mais emprego, mesmo tendo contribuído durante anos para o sistema previdenciário, muitos aposentados vivem com pensões de baixo valor. Para contornar a situação, o ministro do Trabalho, Olivier Dussopt, cogitou criar um "índex" para obrigar as empresas a publicar anualmente o número de pessoas que mantêm empregadas com mais de 55 anos. Na avaliação da opinião pública, soou como conversa para boi dormir. Por que trabalhar mais? O governo diz aos franceses que eles precisam trabalhar por mais tempo para preservar a universalidade do sistema e torná-lo mais justo. Ainda mais em um contexto em que muitos países europeus já aumentaram a idade mínima das aposentadorias para 65 ou até 68 anos. Na proposta, que muitos apontam como ideológica e não técnica, o Executivo promete garantir uma pensão mínima de aposentadoria de € 1.200, que hoje corresponde a 85% do salário mínimo. Isto dá uma ideia do quanto as pensões podem ser minoradas, uma vez que elas sequer alcançam o valor do salário mínimo em vigor.  Governo tenta convencer com apelo a mulheres As autoridades também alegam que a reforma é essencial para fazer justiça às mulheres, que não teriam mais o tempo de licenças usadas para cuidar dos filhos descontadas do tempo de contribuição. Mas especialistas dizem que a maior injustiça, que a reforma não corrige, é que as pensões pagas às mulheres são 40% inferiores às dos homens, por causa da desigualdade salarial crônica ao longo da carreira.  Outro fator de resistência é que já existe uma reforma recente, que entrou em vigor em 2020, aumentando gradualmente o tempo de contribuição para que uma pessoa tenha direito à pensão integral. O calendário de aplicação dessa reforma, aprovada durante a presidência do socialista François Hollande, em 2014, já obriga quem está atualmente no mercado a trabalhar até 65-67 anos se quiser obter o benefício da pensão integral. Em 2035, serão exigidos 43 anos de tempo mínimo de contribuição.  Intenso debate na mídia Durante as negociações, que foram conduzidas pela primeira-ministra Élisabeth Borne, as centrais sindicais tentaram garantir a continuidade de vantagens para quem começou a trabalhar cedo, antes dos 20 anos, e de 15 categorias que beneficiam de regimes especiais de aposentadoria. O projeto de Macron acaba com os regimes especiais, mas promete levar em conta as carreiras longas e manter vantagens para alguns critérios de periculosidade. Professores e trabalhadores do setor nuclear perderiam benefícios.  Neste momento, há intenso debate na mídia e na sociedade sobre a necessidade ou não de se fazer esta reforma. Muitos especialistas dizem que bastava aumentar ligeiramente a contribuição previdenciária para todos, algo em torno de € 4 por mês, que o risco de déficit e desequilíbrio das contas estaria resolvido.  Macron aposta em vencer pelo cansaço, contando que os trabalhadores, com a alta do custo de vida, não poderão abrir mão de vários dias de salário para fazer greve. Para o presidente, o que está em jogo é sua imagem de reformador e este é o trunfo político que ele quer deixar como legado no final de dois mandatos. O governo não tem mais maioria absoluta no Parlamento, então depende da oposição para aprovar a reforma. O partido da direita republicana (LR) sempre defendeu o aumento da idade mínima da aposentadoria para 65 anos em seu programa, e provavelmente votará junto com o governo. Mas vários deputados conservadores já disseram que aumentar de 62 para 64 anos pode ser a proposta que não esticaria demais a corda e poderia vingar no Parlamento. 

Esporte em Discussão
Bate-Pronto - 29/12/2022 - Neymar é EXPULSO por SIMULAÇÃO e gera POLÊMICA; Coutinho PODE CHEGAR ao Corinthians

Esporte em Discussão

Play Episode Listen Later Dec 29, 2022 120:10


O Bate-Pronto desta quinta-feira seguirá atualizando as informações do futebol brasileiro. Na França, Neymar é expulso por simulação e desfalcará PSG no Ano Novo, gerando polêmica. No Corinthians, Philippe Coutinho pode chegar ao clube após pedir liberação para o Aston Villa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Mortes na França reabrem debate sobre xenofobia na Europa

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Dec 27, 2022 2:14


Homem de 69 anos foi preso após matar 3 curdos. Outras 3 pessoas ficaram feridas. O homem de nacionalidade francesa reconheceu que é racista e tem ódio de estrangeiros. Mortes geraram protestos no país.

Saúde
Retrospectiva: 2022, o ano em que a Covid-19 não acabou

Saúde

Play Episode Listen Later Dec 27, 2022 11:21


Cerca de três anos depois do aparecimento do vírus SARS-CoV-2, o futuro da epidemia de Covid-19 continua sendo uma incógnita. Na China, onde a população está menos imunizada por conta de anos de restrições impostas pela política Covid zero, o número de casos aumenta diariamente. Esse contexto favorece o aparecimento de novas variantes, que podem ou não ser resistentes à vacinação e aos medicamentos existentes. Taíssa Stivanin, da RFI A Covid-19 continuou sendo o principal assunto da área da saúde em 2022. O mês de janeiro começou com a explosão das contaminações pela primeira variante da ômicron, a BA.1, em boa parte do mundo. Na França, entre os dias 19 e 20, o país registrou cerca de 297 mil casos positivos. Aliada à vacinação, essa onda epidêmica permitiu imunizar parte da população e diminuir o número de casos graves provocados pela doença. As variantes ômicron do SARS-CoV-2 também são consideradas menos virulentas, como demonstraram muitos estudos. Apesar disso, a Covid-19 ainda pode matar e causar complicações, principalmente em pessoas mais velhas e com patologias associadas. O alerta foi feito pelo virologista americano Michael Diamond, da Universidade de Washington. “A doença continuará provocando formas severas, em não vacinados, imunodeprimidos, e provocará mortes”, ressaltou. O virologista americano lembrou que, em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a França, a população reticente à vacinação contribuirá para o descontrole da epidemia. “A única maneira de lutar contra transmissão é continuar imunizando as pessoas ao redor do mundo, para prevenir potenciais propagações. Caso contrário, teremos novas variantes surgindo de tempos em tempos, por um longo período”, prevê. Guerra na Ucrânia O mês de fevereiro de 2022 foi marcado pelo início da guerra na Ucrânia. A invasão do país, no dia 24, teve um forte impacto no sistema de saúde, que já era deficiente antes da guerra. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 269 ataques atingiram hospitais, clínicas e outras estruturas. Na época, o coordenador da Organização Médicos Sem Fronteiras na Ucrânia, Gustavo Fernandez, contou que as condições de vida da população estavam cada vez mais difíceis. “Tentamos nos manter em contato com os voluntários locais e as pessoas que conhecem bem a situação interna. Também buscamos nos manter próximos dos médicos e dos enfermeiros que continuaram nas cidades e conhecem bem a população para fornecer, no dia a dia, o material para garantir a continuidade dos cuidados médicos”, explicou à RFI. Covid-19 altera funcionamento cerebral Durante o ano de 2022, a Covid-19 continuou sendo o principal assunto da área da saúde. Se as consequências mais trágicas do vírus foram atenuadas com a imunização da população, seja pela vacinação ou pela infecção, seus efeitos a longo prazo ainda são alvo de vários estudos. Um deles, divulgado no início de março pela revista Nature, sugere que o SARS-Cov-2 pode afetar o funcionamento cerebral. A pesquisa, de coautoria do cientista brasileiro Anderson Winkler, revelou que uma infecção pela Covid-19 pode afetar as funções cognitivas e o sistema límbico, que gerencia as emoções, além da memória. As imagens de ressonância magnética dos 785 participantes, com idades entre 51 e 81 anos, foram analisadas por um grupo de pesquisadores antes e depois da contaminação pelo SARS-Cov-2. “Nessas comparações, observamos uma diminuição da espessura do córtex cerebral, em áreas relacionadas à olfação, e também uma diminuição do contraste entre a substância branca, e cinzenta, além do apagamento desse contraste", explicou Anderson à RFI. "Notamos, também, uma diminuição da maneira como as moléculas de água se difundem, o que sugere uma alteração microestrutural no tecido cerebral, mais proeminente no grupo que testou positivo para o coronavírus”. Falta de sono pode afetar imunidade na idade adulta Milhares de estudos científicos importantes são publicados todos os anos e alguns merecem destaque. Um deles é uma pesquisa da cientista francesa Sabine Plancoulaine, do Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Estatísticas de Paris, do Inserm (Instituto de Pesquisas Médicas da França). De acordo com ela, os dados analisados sugerem que crianças que têm períodos de sono mais curtos estariam mais predispostas ao desenvolvimento de patologias inflamatórias. “Podemos imaginar que, se entre dois e cinco anos, as crianças já tinham níveis mais altos de citocinas, se isso continuar na idade adulta, o efeito será cumulativo”, diz a pesquisadora. “Podemos imaginar que, se continuarem a dormir pouco, os níveis de citocina poderiam aumentar cada vez mais e na idade adulta as crianças vão desenvolver patologias associadas à inflamação.” Uma outra pesquisa publicada em agosto de 2022 na revista Nature identificou uma maneira de aumentar a capacidade de memorização dos idosos sem patologias. A equipe do professor Robert Reinhardt selecionou 60 pessoas entre 65 e 88 anos, sem doenças cerebrais que comprometessem a cognição. Elas foram submetidas a sessões diárias de 20 minutos, durante quatro dias consecutivos, de estimulação transcraniana de corrente alternada, TACS (Transcranial alternating current stimulation), em inglês. . Segundo o médico e neurocientista Antoni Valero Cabré, diretor de pesquisa no Instituto do Cérebro do Hospital francês Pitié La Salpetrière, em Paris, os cientistas conseguiram mostrar que a estimulação do lobo parietal, a baixa frequência, a 4 Hz, melhora a chamada memória de trabalho. “O objetivo geral dessas intervenções não é apenas gerar um efeito transitório, que dure poucos minutos, mas torná-lo permanente, de forma a integrar o aumento da memória ao nosso cotidiano, de forma perene. É por essa razão que os autores repetiram o procedimento durante quatro dias, para saber se esse ganho de memória se consolidava no tempo ou não. Além disso, para confirmar a hipóteses, eles testaram novamente os participantes um mês depois”, explicou. Covid longa Uma das reportagens feitas pelo programa Saúde em Dia neste ano de 2022 mostrou como é a vida de pacientes com covid longa. Ela foi realizada no hospital Foch, em Suresnes, na região parisiense, em outubro. A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece a existência da doença desde 2021. A estimativa é que entre 10 e 20% dos contaminados terão sintomas persistentes, que duram mais de quatro semanas. De acordo com o especialista francês Nicolas Barizien, três pistas podem explicar o aparecimento da doença.  “A primeira é: será que o vírus fica no organismo e por isso continua gerando sintomas? A segunda é: será que o vírus provoca uma reação inflamatória? Terceiro: será que desencadeou um processo autoimune, levando o corpo a fabricar anticorpos contra si mesmo? Essas são algumas das pistas da pesquisa fundamental para explicar por que os pacientes continuam tendo os mesmos sintomas tanto tempo após a infecção. Praticamente todo mundo já pegou a Covid hoje, pelo menos uma vez. Podemos ficar mal de 2 a 15 dias, mas na maioria das vezes, passa. Há pessoas que vão continuar tendo sintomas durante anos. Tenho pacientes que já estão entrando no terceiro ano de Covid longa.” Luta contra o câncer O ano de 2022 também foi marcado pela descoberta de novas armas contra o câncer. Entre elas, o surgimento de testes diagnósticos que detectam as células cancerosas no DNA do sangue e o aperfeiçoamento das terapias que permitirão melhorar o prognóstico do paciente. Entre as novidades, também se destacam alguns medicamentos, como os anti-KRAS, um gene que sofre mutação em aproximadamente 90% dos cânceres do pâncreas e 30% dos cânceres do cólon e do pulmão. A individualização dos tratamentos também é uma outra pista desenvolvida nas pesquisas, com a criação de cânceres orgânicos, feitos a partir das células do paciente, e virtuais, processados em programas específicos de bioinformática. “São testes clínicos técnicos e comparativos que avaliam se, quando utilizamos essas novas terapias, temos resultados melhores do que em relação à Quimioterapia, por exemplo”, explicou Fabrice André. Neste final de ano, a Covid-19 é responsável por uma nova onda epidêmica na França. Com o fim das restrições, o país, aliás, vive a tripla epidemia, com hospitais lotados de pacientes com gripe, Covid, e setores pediátricos saturados com crianças com bronquiolite. A rede SOS Médécin, formada por médicos disponíveis 24 horas, que atendem pacientes em domicílio em Paris, informou que nunca recebeu tantas chamadas nos últimos anos 15 anos. Para evitar o caos nos hospitais neste início de  2023, o governo francês faz um apelo para que as pessoas se vacinem contra a gripe e a Covid-19. Bruno Lina, professor de Virologia do Hospital Universitário de Lyon e membro do COVARS, o Comitê de Acompanhamento e Antecipação de Riscos Sanitários do ministério da Saúde Francês, lembra que a única maneira de controlar a epidemia é a vacinação periódica. "Temos a impressão que esse vírus, BQ.1.1, não é responsável por uma retomada epidêmica. Ele parece ser um vírus de transição. Estamos otimistas em relação à epidemia, mas a próxima fase está condicionada ao uso de todas as ferramentas que existem para lutar contra o coronavírus. Se interrompermos a vacinação, se não aderirmos à imunização e às medidas de proteção nos períodos em que o vírus está circulando, estamos expostos à retomada epidêmica. Isso é claro." A explosão dos casos na China neste final de ano, com a diminuição das restrições relacionadas à política Covid Zero, é outro fator que pode gerar o aparecimento de novas variantes e dificulta as previsões em relação à epidemia. Os próximos meses serão decisivos, mas ainda serão necessários muitos anos para afirmar que a Covid-19 se tornou, de fato, uma doença respiratória benigna para a maior parte das pessoas, a exemplo da gripe.

Imigrantes
EP29-Gabriella Dantas: Psicóloga que acompanha imigrantes e vive em Toulouse, na França

Imigrantes

Play Episode Listen Later Dec 24, 2022 67:26


O bate papo de hoje foi com Gabriella Dantas, uma psicóloga que trabalha especialmente com imigrantes. Elaa nos contou como foi sair do Brasil pela primeira vez para viver nos Estados Unidos e sua trajetória profissional desde trabalhos como au pair, passando pela sua vida de estudante até chegar onde está hoje, atendendo imigrantes pelo mundo, e fazendo seu e-book que fala de questões da vida imigratória.  Encontre a Gabriella no instagram: @gabrielladantaspsi Apresentação e produção: Ana Freccia e Liliana Carneiro Edição: Liliana Carneiro Instagram: @imigrantespodcast  E-mail:imigrantespodcast@gmail.com Música: Funk Game Loop- Kevin MacLeod 

Um pulo em Paris
Inflação alta e veganismo fazem franceses mudar de hábitos no Natal

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Dec 24, 2022 12:55


O aumento da inflação impôs mudanças aos franceses naquilo que eles mais apreciam: a boa mesa. Com algumas especialidades a preços astronômicos, pratos típicos dessa época do ano estão sendo substituídos por alternativas mais em conta. O tradicional foie gras, o polêmico fígado gordo de pato ou ganso, dobrou de preço em um ano e está custando a bagatela de € 150 o quilo, cerca de R$ 822.  Esta entrada, que sempre foi associada a um luxo, mas que a maioria das famílias ainda fazia questão de ter na mesa de Natal e no Réveillon, praticamente sai do cardápio. Isto já era uma tendência, devido à forma como as aves são forçadas a se alimentar. A moda, agora, é servir a versão vegana do foie gras, que os chefes de cozinha batizaram de "non gras", uma receita à base de castanhas, manteiga de cacau, óleo de coco, missô japonês, pasta de gergelim, conhaque e uma pitada de trufa, aquele fungo raro que também é um assalto à carteira.  Os chefes de cozinha dão várias ideias de como fazer uma ceia de Natal sem se arruinar. A dica é evitar o salmão selvagem, trocado pela truta, algumas espécies de aves e crustáceos que encareceram acima da conta e substituí-los por outros produtos, principalmente, pelas vieiras, chamadas de noix de Saint-Jacques, abundantes na França neste ano. Com a comida cara, o orçamento para presentes diminuiu e esta é outra tendência de fundo. As lojas estão lotadas, mas é perceptível que os franceses estão privilegiando mais qualidade e menos quantidade, tanto devido à inflação, dos preços proibitivos, quanto por consciência ecológica. Na França, não é comum fazer amigo secreto, mas isso está mudando, justamente para diminuir a quantidade de presentes nas famílias.  Segundo uma pesquisa Ifop, 18% dos franceses não irão oferecer presentes de Natal neste ano, uma alta de 8 pontos em relação ao ano passado. A geração mais jovem tem muito mais consciência da gravidade das mudanças climáticas, sofre com isso e quer se livrar do peso que essa tradição de consumo exagerado e presentes representam.  Nas vésperas do Natal, dá para ver que as pessoas aguardam a temporada de liquidação de inverno, que vai começar em 11 de janeiro. Tem muita mercadoria sobrando nas lojas. Marcas de roupa mais caras diminuíram visivelmente suas coleções. Algumas lojas têm aquela área enorme e poucas peças nos cabides. Os donos de indústrias estão pessimistas: 56% acreditam que 2023 será um ano difícil para o setor da moda na Europa, contra 9% que faziam essa previsão pessimista no ano passado.   A festa das famílias Fala-se muito que os franceses são desgarrados das famílias, mas o Natal é realmente a data em que a grande maioria das pessoas fica em família. Para muita gente, é a única ocasião do ano em que toda a família se reúne: bisavós, avós, pais, filhos, netos e bisnetos. Quem mora fora volta para casa; os aposentados, que costumam mudar para uma região mais ensolarada, ficam com a casa cheia. Por isso, os preparativos para a ceia do dia 24 e o almoço de 25 de dezembro são tão importantes.  As pessoas são capazes de passar de três a cinco horas à mesa, e cada região tem suas tradições. Uma delas é o trou normand, um hábito criado na Normandia. Para aguentar a refeição de duas ou três entradas, prato de peixe, uma ave assada, queijos e sobremesas, bebe-se um copo de Calvados, a cachaça local feita de maçã, entre as etapas, para abrir de novo o apetite. Assim, é garantido que a comilança dure horas.  Depois do Natal, quem tem dinheiro viaja. Alguns vão para as estações de esqui, embora as pessoas prefiram fazer o esqui em fevereiro e passar o Natal e o Ano-Novo mais sossegados. O que está uma dor de cabeça nesses dias é a greve de trens. Greve de trens prejudica viagens A greve dos agentes que controlam as passagens deve tirar de circulação praticamente dois terços dos trens na França, neste fim de semana. Os controladores, independentes de sindicatos, convocaram uma mobilização por aumento de salários, e mais de 200 mil passageiros tiveram suas passagens canceladas. A companhia ferroviária SNCF indenizou os clientes, propondo um vale no valor do dobro da passagem perdida, mas a paralisação estragou o Natal de muita gente. Os carros de locação desapareceram das lojas, os preços das passagens de ônibus e de caronas na plataforma Blablacar foram às alturas, um estresse de última hora que deixou os viajantes irritados. O conflito social só foi resolvido na manhã de sexta-feira (23), depois que o presidente Emmanuel Macron deu uma bronca, na véspera, no presidente da companhia, no ministro dos Transportes, e acusou os grevistas de falta de empatia com a população, ao fazer uma greve no único momento do ano em que as pessoas visitam familiares.  Finalmente, um acordo foi encontrado, e os sindicatos da SNCF suspenderam a greve que também estava prevista para o fim de semana do Ano-Novo. O Natal já está perdido.

Morning Show
MORNING SHOW - 19/12/2022 - Deu tango na Copa do Mundo e quebra pau na França

Morning Show

Play Episode Listen Later Dec 19, 2022 120:14


De Primeira - Futebol Feminino
ESTAÇÃO PFF #012 - Dérbi de Madrid e de Manchester, na Alemanha tudo normal e novo líder na França

De Primeira - Futebol Feminino

Play Episode Listen Later Dec 17, 2022 85:17


Empate importante na Inglaterra, rodada previsível na Alemanha, o dérbi da capital movimentou as coisas na Espanha e o Campeonato Francês tem um novo líder. Amanda Viana e Taís Viviane conversam sobre o que rolou nas grandes ligas europeias no penúltimo episódio de 2022.

De Primeira - Futebol Feminino
ESTAÇÃO PFF #010 - 'Segue o líder' na Alemanha, goleadas a Espanha e a vida dura de PSG e Lyon na França

De Primeira - Futebol Feminino

Play Episode Listen Later Dec 6, 2022 82:02


Na Alemanha, o Wolfsburg segue líder. Goleadas na Espanha, e PSG e Lyon não tem vida fácil, na França. Confira com Taís Viviane e Amanda Viana

O Antagonista
“Na França, é proibido jogar fora alimentos bons para o consumo" | Cortes CD Talks

O Antagonista

Play Episode Listen Later Dec 5, 2022 14:03


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O Antagonista
“Na França, é proibido jogar fora alimentos bons para o consumo" | Cortes CD Talks

O Antagonista

Play Episode Listen Later Dec 5, 2022 14:03


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Podcast Internacional - Agência Radioweb
Greve leva ao cancelamento de 60% dos trens na França

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Dec 2, 2022 2:18


Trabalhadores ferroviários franceses exigem reconhecimento e reajuste salarial. O Giro Internacional é uma parceria da Agência Radioweb e da Rádio França Internacional.

Meio Ambiente
Crise energética impõe transição ecológica às feiras de Natal na França, que serão menos iluminadas

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Dec 1, 2022 9:58


A crise energética impulsionada pela guerra na Ucrânia, que obriga os europeus a economizarem energia nestes meses de frio, não poupa as festas de Natal. Na França, cidades por todo o país são obrigadas a encontrar soluções para diminuir o consumo – em um exercício que tende a instalar práticas mais ecológicas daqui para a frente. Lúcia Müzell, da RFI A troca das lâmpadas incandescentes pelas de LED nas decorações já vinha se generalizando nos últimos anos, mas por razões financeiras. A mudança corta em pelo menos seis vezes o consumo energético, num período em que, em algumas localidades do país, começa a anoitecer por volta de 16h30 no inverno. Neste Natal, cidades grandes e pequenas são obrigadas a diminuir o tempo em que elas ficarão acesas, para cumprir o objetivo fixado pelo governo francês de reduzir 10% da energia consumida, em dois anos. Serão menos horas por dia, por um período mais curto, concentrado no mês de dezembro e não mais de meados de novembro até janeiro. O impacto econômico é baixo, mas o valor simbólico é importante, em um momento em que os franceses baixaram a temperatura das suas próprias casas para fazer a sua parte neste esforço coletivo pela redução do consumo, e que a inflação corrói o poder de compra das famílias. "Eu acho que é muito importante que a gente se preocupe de verdade com o nosso planeta, inclusive no Natal. Acho que foi uma boa ideia”, disse Pauline, turista alemã, enquanto apreciava a avenida Champs Elysées, em Paris, decorada para as festas. "Durante o dia, eu acho que nunca foi necessário ter as luzes. À noite, sim, mas durante o dia não deveria ter." A enfermeira brasileira Priscila Meira, de passagem pela Cidade Luz, concordava. "A gente veio à noite para poder curtir e é realmente muito linda. Em relação ao horário de funcionamento, acho que é justificável, mesmo diminuindo o tempo para o turista”, afirmou. "Acho que é muito válido porque desperta a consciência que nós temos de ter diante da crise que está tendo aqui na cidade e no país”, avalia. "Eu entendo, até porque não faz muita diferença. A gente não fica acordada até 1h da manhã aqui. Está tudo muito bonito e nem percebi que tem menos luz”, complementou a sobrinha de Priscila, Ana Luísa, de 14 anos. Estrasburgo se adapta à ‘sobriedade energética' O desafio foi de peso para a mais famosa feira de Natal da França, a de Estrasburgo, na fronteira com a Alemanha. Administrada por uma prefeita ecologista, a cidade quer dar o exemplo. O evento se repete há 450 anos e atrai mais de 2,5 milhões de visitantes a cada edição, ansiosos para viver o encanto do Natal sob os quilômetros de guirlandas que enfeitam a cidade. Desta vez, porém, eles terão menos tempo para admirar as decorações, que permanecerão montadas por uma semana a menos do que nos anos anteriores. Além disso, a partir de 23h os arranjos luminosos serão desligados, em vez de meia-noite, e o imenso pinheiro natalino será pela primeira vez desligado durante a madrugada. O ano de 2022 terá 20% menos luzes do que o habitual. “De fato, não é fácil. A gente busca um equilíbrio entre responsabilidade e magia. Mas tem soluções que são muito simples: podemos não só colocar menos luzes, como melhor distribuí-las, retirando daqueles lugares onde tem muitas e colocando onde tem poucas”, explicou o responsável pela organização da “Capital do Natal”, Guillaume Libsig. “Nós mantivemos a quantidade de pontos luminosos sobre o pinheiro, mas para compensar, reduzimos os horários em que estarão iluminados. Quando não tiver mais ninguém nas ruas, ele não precisa continuar aceso”, destaca. Libsig não dispõe de dados sobre o consumo – uma auditoria energética inédita da decoração de Natal está sendo realizada. Outra importante fonte de economias é o fim do aquecimento dos 300 estandes da feira, em cumprimento à Lei Clima e Resiliência, adotada pela França em 2021. A nova regra passou a proibir a calefação de espaços ao ar livre, como restaurantes e cafés. "O Natal é um exemplo muito interessante de como podemos fazer as coisas evoluírem. Nós estamos em um período que nos leva a picos de consumo excessivo, mas os verdadeiros valores desta data são a convivialidade, a solidariedade, o encontro em família e com os amigos. São momentos que podemos chamar de ‘naturais', que vêm de uma época muito anterior às telas, em que gostávamos de nos encontrar à luz de velas, como nos contam os nossos avós”, relembra. "Não tem nada a ver com esse excesso de tudo que temos hoje. Então, se vamos até as origens dessa lógica do Natal, é totalmente coerente com a noção de ecorresponsabilidade.” Cidades menores chegam a cancelar ‘luzinhas' Que o digam as pequenas cidades, que esperam pelo fim do ano para participar do tradicional concurso “vilarejos iluminados”. A cidadezinha Les Monts-d'Andaine, por exemplo, tem apenas 1,7 mil habitantes, mas também se adaptou ao contexto nacional. As iluminações não funcionarão mais pela manhã e serão desligadas integralmente às 23h. Mas outras, como Boussy-Saint-Antoine, de 8 mil habitantes, decidiram ser ainda mais drásticas e simplesmente abandonar as decorações que consomem energia neste ano. A escolha foi feita por cerca de 10% dos municípios franceses, segundo a Associação dos Prefeitos da França, diante da perspectiva de um aumento ainda maior nas contas de luz e do gás em 2023. A Agência Francesa para a Transição Ecológica (Adème) ressalta que “qualquer esforço conta”. A expectativa é que as medidas tomadas no contexto excepcional de 2022, que deverá se repetir no próximo ano, agora passem a ser a nova norma – não apenas para responder a uma crise, mas por responsabilidade climática. Os objetivos ambientais da França para 2050 implicam em uma queda de 40% do consumo energético no período, incluindo o fim do uso de fontes não renováveis. Hoje, cerca de 40% dos imóveis franceses ainda são aquecidos a gás.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Crise energética impõe transição ecológica no Natal na França

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Dec 1, 2022 4:31


A crise energética impulsionada pela guerra na Ucrânia, que obriga os europeus a economizarem energia nestes meses de frio, não poupa as festas de Natal. Na França, cidades por todo o país são obrigadas a encontrar soluções para diminuir o consumo.

Um pulo em Paris
Série de casos de violência contra mulheres e meninas expõe falhas de proteção na França

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Nov 25, 2022 9:40


Nas últimas semanas, uma série de casos escabrosos de violências sexistas e sexuais, dois deles envolvendo sequestro, estupro e assassinato de meninas de 12 e 14 anos de idade, na saída da escola, mostram quanto está complicado para a sociedade francesa avançar no respeito e, principalmente, na proteção das mulheres, apesar do ativismo incansável dos grupos feministas.  Quase diariamente, a imprensa francesa relata feminicídios, abusos e agressões cometidos nas circunstâncias mais inacreditáveis, expondo quanto a violência contra as mulheres e meninas ainda é arraigada e afeta toda a sociedade. Os hospitais franceses são palco de violência contra as mulheres, escolas, universidades, o meio artístico e político.   Até a terça-feira passada, o movimento feminista que usa a hashtag #NousToutes (Nós Todas, em tradução livre) nas redes sociais já contabilizava 121 feminicídios – mulheres mortas por seus maridos ou ex-companheiros –, um número quase equivalente ao do ano passado. Em 2021, 122 feminicídios foram registrados em todo o país.  Na quarta-feira (23), uma mulher de 34 anos prestou queixa na delegacia depois de ser estuprada no pronto-socorro de um estabelecimento da rede pública em Paris, o Hospital Cochin. Ela estava em observação, dormindo, depois de sofrer uma queda e bater com a cabeça na calçada. Subitamente, a enfermagem de plantão ouve os gritos dela, que acordou sendo penetrada pelos dedos de um homem de 22 anos. O indivíduo fugiu, mas foi preso uma hora mais tarde. Como ele entrou no pronto-socorro? A história dá um filme. O suspeito acompanhou o atendimento que a mulher recebeu do Samu na calçada onde ela havia caído. Pouco tempo depois dela ser levada para o hospital, o indivíduo telefonou para o Samu fingindo que estava à beira de um coma etílico, mas estava drogado, como as análises comprovaram depois. Os paramédicos levaram, então, o homem para atendimento no mesmo hospital do setor. Ao chegar no pronto-atendimento do mesmo estabelecimento público, ele procurou o quarto da mulher e violentou a paciente. O suspeito premeditou a agressão contra a mulher que tinha visto na rua. O homem detido é um jordaniano que recebeu três ordens das autoridades da Imigração para deixar o território francês e não cumpriu a determinação. A vítima prestou queixa não só por estupro, mas para saber como um paciente pode estar sujeito a agressões dentro de um hospital, um local onde a pessoa vai para ser cuidada. Na França, o hospital público é de todos, não só da população carente.  Este, infelizmente, não é o primeiro caso desse tipo. Em setembro, um sem-teto de 27 anos estuprou uma idosa e uma menor de 15 anos em um hospital de Nanterre, na periferia de Paris. Apesar de haver uma tendência a se misturar os assuntos, seja para estigmatizar estrangeiros ou a pobreza, o denominador comum nesse tipo de violência não é a condição social do agressor, mas, sim, o histórico de relações assimétricas de poder e dominação de homens contra mulheres e meninas.  Violência ginecológica  As denúncias de violências praticadas por médicos e parteiras têm aumentado no país. Nesta semana, o ginecologista francês Emile Darai, que trabalhou durante anos como especialista em endometriose em um hospital público parisiense, foi proibido pela Justiça de atender em consultório particular, meses depois de ter sido afastado de suas atividades no Hospital Tenon. Há cerca de um ano, ele foi indiciado por estupro de menor de 15 anos e violência nos exames ginecológicos realizados em 32 pacientes naquele hospital. Duplamente traumatizadas, devido às dores causadas pela doença e a brutalidade do médico, elas o denunciaram à Justiça. Mas o ginecologista ainda não foi julgado. O caso desse médico é o exemplo típico do homem que ocupa uma posição de poder e se vê fora do alcance da lei: auxiliares e estudantes que ele formou conheciam o comportamento dele com as pacientes, mas não o denunciaram com medo de serem prejudicados na carreira. No cinema, a história se repete O movimento #Me Too, que acaba de completar cinco anos, sem dúvida escancarou a extensão dos abusos. A adesão de artistas, jornalistas e mulheres corajosas de todas as categorias sociais, que revelaram momentos traumáticos de sua intimidade, teve impacto positivo na opinião pública, mas ainda acontecem situações no próprio meio artístico difíceis de entender.  Nesta sexta-feira (25), Dia Internacional de Luta para Eliminação da Violência contra Mulheres, o jornal Libération traz em manchete de capa o caso do jovem ator francês Sofiane Bennacer, 25 anos. Ele é o protagonista do filme "Amandiers", que conta a história de um grupo de teatro francês criado na década de 1960. O longa-metragem estreou na semana passada nos cinemas franceses. Desde outubro de 2021, Bennacer é investigado pela Procuradoria de Mulhouse (leste) por estupros e atos de violência sexual denunciados por quatro ex-namoradas. Na reportagem publicada hoje, mais duas mulheres dizem que também foram vítimas de relações sexuais forçadas e violentas com o ator.  Isso não impediu a diretora do filme, Valeria Bruni-Tedeschi – irmã da cantora e ex-modelo Carla Bruni – de contratar Bennacer para o papel principal do longa. Algumas jovens que trabalhavam na produção, quando souberam da investigação, questionaram a diretora. Mas Tedeschi justificou a contratação do ator alegando o princípio da presunção de inocência. Uma parte do pessoal da produção do filme pediu demissão, por considerar que não é mais possível ignorar várias denunciantes.  Procurada pelo Libération, a diretora não quis se pronunciar. Mas quando uma mulher protege um homem suspeito de estupros repetidos, é um sinal do mal-estar que ainda existe na sociedade sobre essas relações de poder. Deputado denunciado por violência doméstica O deputado Adrien Quatennens, do partido França Insubmissa (LFI), de extrema esquerda, foi denunciado por violência conjugal pela mulher, nesta semana, meses depois de uma deputada da mesma bancada, mas ecologista, ter revelado o caso à imprensa. O casal está em instância de divórcio. Quatennans atuava como líder da bancada de um partido que tem forte compromisso com as causas feministas e só se afastou temporariamente da função depois de muita pressão da mídia e de colegas parlamentares. O padrinho político de Quatennans, Jean-Luc Mélenchon, que disputou a presidência francesa, tentou proteger o afilhado por todos os meios, em uma situação que criou desconforto para a esquerda. O deputado nega as acusações feitas pela ex-mulher. Ele apenas admitiu que deu um tapa na cara dela no calor de uma briga do casal. Até hoje, 80% das mulheres vítimas de violência familiar na França não denunciam os abusos à polícia e 90% das vítimas de estupro não prestam queixa, de acordo com associações feministas. Por causa desse silêncio, apenas 1% dos agressores são condenados nos tribunais. As feministas reconhecem que o poder público melhorou o treinamento de policiais para acolher as denúncias nas delegacias, mas as vítimas são insuficientemente amparadas pela Justiça, principalmente pelo número escasso de juízes.

Cultura
Celebrado na França, romance de senegalês é premiado no Brasil e será lançado depois da Flip

Cultura

Play Episode Listen Later Nov 25, 2022 7:36


Criado em 1903 em homenagem aos irmãos Goncourt, os escritores Jules e Edmond, o Choix Goncourt premia anualmente o melhor romance escrito em língua francesa. Em 2022, 12 universidades públicas do Brasil participaram desse projeto internacional, coordenado pela prestigiosa instituição francesa Prix Goncourt, com apoio da embaixada da França no Brasil. Nesta 4ª edição do prêmio, o laureado foi o romance "La plus sécrète mémoire des hommes", que será traduzido para o português. "Este ano, o Choix Goncourt Brésil aconteceu logo antes da Flip, o que possibilita encontrar escritores e dialogar com os atores do livro no mercado brasileiro", aponta Émilie Audigier, professora e coordenadora do projeto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que participa pela primeira vez da premiação. "O fato do júri estudantil poder assistir à feira literária, coincidindo com as datas da premiação, foi muito importante. Pela primeira vez esse ano, o projeto acontece de forma presencial em Paraty, o que facilita muito os contatos, os diálogos e as possibilidades de interação", diz. Marion Loire, coordenadora do Escritório do Livro na embaixada francesa, explica que a tradução do livro vencedor para o português do Brasil é uma tradição do Goncourt Choix Brésil. "É uma das regras impostas pela Academia Goncourt para os Choix Goncourt internacionais, mas é também uma condição que nos parece fundamental", afirma. "É com a tradução que se alcança um público em geral, maior, e não necessariamente francófono e nem francófilo", avalia Loire. Ela aponta que a tradução é um dos principais eixos da diplomacia da França para promover a literatura do país no Brasil. Um programa favorece a publicação de até 25 títulos por ano, há mais de 25 anos. Entre os quatro finalistas do Choix Brésil de 2022, um já era traduzido, o 'Milwaukee Blues', do Louis-Philippe Dalembert. "O vencedor desse ano, 'La vie sécrète mémoire des hommes', do Mohamed Mbougar Sarr (vencedor do Goncourt 2021 na França), já tem editora no Brasil, mas ainda não posso dizer qual é, e será lançado em 2023 também com apoio da embaixada", conta Loire. O primeiro Goncourt Choix Brésil foi anunciado em 2019 na Feira Internacional do Livro de Paraty – um dos maiores eventos de promoção da literatura no Brasil e um grande parceiro da embaixada da França. Nos dois anos seguintes, a premiação aconteceu online devido à pandemia. Em 2023, será no Congresso Sul-Americano dos Professores de Francês, que vai reunir professores de 24 países da América Latina em Brasília, antecipa Marion Loire.  A professora francesa Émilie Audigier, coordenadora do projeto na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), acredita que o prêmio é muito importante por estimular os leitores e alunos de francês e literatura francófona a ler. "É um desafio; o que está em jogo é a formação de uma leitura crítica. Além disso, essa projeção internacional foi muito importante para os alunos de São Luís do Maranhão", conta. "O evento dinamiza bastante o curso. É um projeto que tem uma vida pela frente justamente por dialogar com o contemporâneo, e também a literatura de hoje que se escreve em língua francesa. Acho fundamental a participação dos jovens que gostam de literatura, mas que nem sempre têm acesso em língua original", sublinha Audigier. Esse ano, 12 universidades brasileiras participaram do Goncourt Choix Brésil. "O projeto permite também valorizar o trabalho dos 36 departamentos de língua e literatura francesa das universidades públicas brasileiras, que são parceiros importantes para os serviços de cooperação educativa linguística, mas também para os serviços de cooperação universitária", diz Marion Loire.  Esse ano, o romance do Mohamed Mbougar Sarr foi escolhido pelos estudantes, mas a deliberação demorou bastante porque não houve consenso, apesar de ter uma maioria dos votos, conta Émilie Audigier. "Na minha opinião, trata-se de um grande romance, que realmente dialoga com diversos gêneros literários como a narrativa policial, a questão de ser um livro dentro de um livro, o escritor dentro de um escritor, e tem essa questão da mis-en-abîme", avalia. "É um livro circular, labiríntico, que vai dialogar com vários tipos de personagens e linguagens, trazendo outras referências literárias; também pelo fato de ser um autor do Senegal, com toda essa relação e o olhar crítico sobre a França e o meio literário francês, além de ser extremamente humorístico e poético. É um livro que tem várias formas de ser lido, e por isso, com certeza, ele seduziu os leitores brasileiros", acredita. Uma das juradas dessa edição 2022 do Goncourt Choix Brésil, a estudante maranhense Jeane Souza Santana, de 23 anos, que participa pela primeira vez do evento, achou que 'La plus sécrète mémoire des hommes' "é extraordinário e tem muitos temas dentro da obra, que é dividida em três partes, como se fossem três livros", argumenta. "O que interessou a maioria de nós [estudantes] foi a forma de escrita, extremamente envolvente, fascinante, muito poética, que utiliza de muita metalinguagem, fazendo descrições precisas dos lugares, além de trazer sempre reflxões sobre os lugares e a pessoas. Ele tem uma narração envolvente, e se utiliza dessa narração, que também nos lembra muito o francês oral", avalia a estudante. Jean Santana conta que foi preciso passar por uma seleção para integrar o júri do Choix Brésil Goncourt, com uma prova oral e escrita sobre a literatura, a experiência e intimidade com a literatura francesa clássica e contemporânea. "Sobretudo foi também avaliado o nosso nível de francês. Em seguida, começamos a fazer reuniões mensais, para discutir as quatro obras finalistas", detalha. "A importância desse processo para mim foi enorme, porque o projeto entra para nos trazer essa nova perspectiva da literatura contemporânea francesa, nos oferece mais intimidade com essas literaturas, e fortalece essa multitude de olhares, porque a literatura se constrói o tempo inteiro, se renova, ela é mágica", afirma.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Nova variante faz casos de covid voltarem a subir na França

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Nov 25, 2022 2:44


Autoridades alertam para a necessidade de retomar vacinação em toda a França. O Giro Internacional é uma parceria da Agência Radioweb e da Rádio França Internacional.

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo
Morar na França: vale a pena? - Episódio - 192

Partiu morar fora - Vagas pelo Mundo

Play Episode Listen Later Nov 24, 2022 59:39


Neste episódio recebemos a Simone e o Flávio do @conexaobonjour. Eles nos contaram da experiência de morar na França e se vale a pena viver no país europeu. Foi uma conversa muito legal e que serve de inspiração para quem pretende viver no exterior e experimentar novas culturas! Apresentação: Cláudio Abdo e Amanda Corrêa — Aproveite para nos seguir em nossas redes sociais: @vagaspelomundo (Instagram) | youtube.com/c/vagaspelomundo | Acesse o nosso site: vagaspelomundo.com.br | Aproveite para dar like, classificar e compartilhar o episódio com mais pessoas!!! Este episódio tem o patrocínio de: America Chip: Você vai viajar para o exterior e quer ficar o tempo todo conectado? Acesse americachip.com e saia do Brasil já com um chip internacional. A America Chip (@americachipoficial) envia o chip para a sua casa antes da sua viagem e você não precisa se preocupar com o Roaming Internacional nem por um segundo. Chip internacional de alta velocidade é com a America Chip! Multivision: Se você quer iniciar sua carreira internacional ou pretende morar e trabalhar em Portugal, você precisa conhecer a Multivision (@multivision_official). A empresa portuguesa atua na área de tecnologia da informação e presta serviços de TI para grandes companhias e o melhor: está contratando novos profissionais da área de TI. Quer saber mais? Acesse https://vagaspelomundo.com.br/vagas/vagas-de-ti-em-portugal/, conheça todas as vagas abertas e envie o seu currículo! Vasco Electronics: o tradutor da Vasco Electronics (@vascoelectronics_portugal) é um equipamento que pode fazer diferença nas suas próximas viagens internacionais. Seja a negócio ou a lazer, não dominar um idioma deixa de ser um problema. O aparelho consegue traduzir 70 línguas e funciona em 200 países com internet vitalícia, ou seja, você só compra o equipamento e sai usando. Aproveite e utilize o nosso cupom de desconto na compra do tradutor: VAGAS5. Acesse o site: https://vasco-electronics.pt/ e conheça mais!

Um pulo em Paris
Mascotes das Olimpíadas de Paris 2024 viram piada ao serem comparados a clitóris gigantes

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Nov 18, 2022 13:19


O momento da apresentação do mascote dos Jogos Olímpicos é sempre muito aguardado. Muitos deles, como o icônico urso Misha, em Moscou-1980, entram para a história ao representar com maestria a competição. Na França, os mascotes de Paris-2024 fizeram rir muitos internautas nesta semana que os compararam a dois clitóris gigantes. “Apresentamos a vocês o Phryge Olímpico e o Phryge Paralímpico, os mascotes de Paris 2024. Esportivos, festeiros e franceses!”, descreveu o comitê olímpico no Twitter, na segunda-feira (14), ao revelar os personagens que representam o evento. Nos comentários, entre internautas que perguntam o que é mascote e outros que expressam sua decepção com o design, muitos comparam os bonecos a dois clitóris. Na verdade, os mascotes representam o barrete frígio, ou barrete da liberdade, uma espécie de chapéu, utilizado por militantes na época da Revolução Francesa de 1789. A própria Marianne, principal símbolo nacional da França, é representada com esse acessório histórico. O presidente do comitê dos Jogos Olímpicos de Paris, Tony Estanguet, explicou que desde que a concepção dos mascotes começou a ser elaborada, descartou-se a possibilidade de um animal, como acontece com a maioria dos personagens nas Olimpíadas. O objetivo, segundo ele, era representar “um ideal”. Por isso, foi feita a escolha pelo chapéu frígio, que o presidente do comitê dos Jogos Olímpicos de Paris vê como um “símbolo de liberdade”. Para ele, os mascotes também levam a ideia de “fazer revolução através do esporte”. Um clitóris como mascote Na imprensa francesa, uma das primeiras reações foi a da jornalista Matilde Meslin, da Slate France, que escreveu no Twitter: “estamos todos de acordo que o mascote não é um chapéu frígio, mas um clitóris, certo?”. Personalidades políticas também não perderam a oportunidade de brincar. “Lembraremos que a França é o primeiro país no mundo que ousa usar um clitóris como mascote para um evento esportivo”, tuitou a porta-voz do Partido Pirata. “Um ideal feminista”, publicou a deputada ecologista Sandrine Rousseau. Das redes sociais, os mascotes chegaram às colunas de opinião de jornais. O diário Libération publicou nesta quinta-feira (17) um editorial sob o título “Viva os Phryges, os mascotes clitóris que valorizam a vulva”. Assinado por Quentin Girard, o texto afirma: “sim, a França é uma mulher (ou gosta de se ver como uma)”. Segundo o jornalista, do ponto de vista anatômico, os mascotes são uma boa notícia “porque agora todo o mundo vai saber o que é um clitóris”. O editorialista escreve que “depois de séculos de invisibilidade e de ausência de representação”, a genitália feminina finalmente veio à tona. Já do ponto de vista político, “não é desagradável que Paris se liberte da representação da fálica torre Eiffel”, reitera. Mesmo tom do lado da revista Le Point, que entrevistou Patrick Clastres, professor de história do esporte da Universidade de Lausanne, na Suíça. “Se o Phryge permitir imprimir no imaginário público o que é um clitóris, então isso será um avanço. Atualmente esse órgão feminino não é suficientemente representado devido à super-representação do falo, símbolo da virilidade masculina”, diz. Criador dos mascotes gosta da comparação A comparação dos Phryges com clitóris também foi bem recebida pelo diretor de design da Paris-2024, Joachim Roncin, responsável pelo conceito dos dois personagens. Em entrevista à plataforma Brut, ele explicou que a ideia, desde o começo, era evitar que os mascotes em formato de chapéu frígio tivessem gênero: “não queríamos que fosse um menino ou uma menina, isso não teve a menor importância”. Ao ser questionado sobre a aparência dos Phryges e sua associaçao a dois clitóris, Roncin saúda a comparação: “Se as pessoas veem um clitóris e se elas reconhecem um clitóris, melhor para elas. Para mim, é muito legal, fico feliz”, diz. Segundo ele, um mascote dos Jogos Olímpicos tem que ser sempre algo novo, instigante, e “cada um é livre para ter sua própria interpretação”.

Podcast Internacional - Agência Radioweb
Brasileiros no exterior já começam a votar para eleger presidente

Podcast Internacional - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 30, 2022 3:02


Eleitores brasileiros que vivem no exterior já começaram a votar. Na França, por exemplo, número de eleitores inscritos mais que dobrou em relação à última eleição. O Giro Internacional é uma parceria da Agência Radioweb e da Rádio França Internacional.

Um pulo em Paris
França se preocupa com possível polarização política de torcedores brasileiros na Copa

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 15:18


A dois dias do segundo turno no Brasil, a campanha eleitoral ganha forte repercussão na Europa. Na França, onde o futebol brasileiro é adorado, questiona-se se a polarização política vai dividir a torcida na Copa do Mundo, que tem início em 20 de novembro. Até que ponto uma disputa eleitoral pode interferir nos esportes e em uma torcida nacional? O jornal esportivo francês L'Equipe aborda as tensões em torno da camisa da Seleção Brasileira de futebol em uma matéria assinada pelo correspondente do diário no Rio, Eric de Frosio. Para o repórter o "verde e amarelo" se tornou, nos últimos anos, “símbolo do nacionalismo exacerbado encarnado por Bolsonaro”. Segundo a matéria, “para promover o patriotismo descomplexado do presidente, seus partidários se apropriaram da camisa da Seleção e da bandeira brasileira”. De fato, a emblemática “amarelinha” também é utilizada como um veículo de propaganda pelo governo. Na época em que era presidente dos Estados Unidos, Donald Trump foi presenteado com a camisa da Seleção. O uniforme também é utilizado por Bolsonaro em alguns de seus comícios de campanha. De Frosio afirma que, a menos de um mês da Copa do Mundo de Futebol, vai ser complicado vestir a camisa amarela da Seleção sem ser visto como um bolsonarista ou “sem ser relacionado a um fascista”. Camisa azul O repórter do L'Equipe entrevistou representantes do Movimento Verde e Amarelo, grupo de torcedores brasileiros fundado em 2008, que lamenta que a camisa da Seleção esteja sendo utilizada para fins políticos. Há meses, muitos brasileiros que se sentem incomodados com a relação das cores da bandeira a bolsonaristas afirmam que pretendem usar a camisa azul para torcer para o Brasil na próxima Copa do Mundo, no Catar. Não apenas torcedores se irritam com essa apropriação política de um símbolo nacional, mas jogadores também. O atacante Richarlisson, do Tottenham, na Inglaterra, manifesta incômodo com essa situação. Segundo ele, a camisa do Brasil, que está perdendo a sua essência, “é a representação de um povo inteiro e não apenas de uma parte da população”. Para encontrar uma solução para essa situação, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou novas versões da camisa da Seleção, nas cores amarelo e azul. No lançamento desse novo modelo, a entidade lembrou, no Twitter, que o objetivo é homenagear a coragem e a cultura de um povo e unir todos os brasileiros. Uma tentativa da CBF de se distanciar da polêmica envolvendo essa apropriação política de símbolos do Brasil, segundo o L'Equipe. Apoio de jogadores a candidatos O apoio de Neymar a Bolsonaro gerou forte polêmica na França. Antes do 1° turno, em 30 de setembro, o atacante do PSG publicou um vídeo no TikTok cantando uma música a favor da reeleição do presidente. No último domingo (23) Neymar participou de uma live com Bolsonaro e prometeu homenageá-lo quando marcar seu primeiro gol na Copa. O jornal Libération é um dos que mais critica a atitude de Neymar. O diário se diz “surpreso” com a manifestação do atacante a favor de Bolsonaro, uma atitude classificada de “esquizofrênica”. “Muitos dos jogadores da Seleção são negros ou pardos, e são os primeiros a ficar indignados, com razão, quando há casos de racismo nos jogos”, diz a matéria. Libé cita algumas das declarações racistas do presidente nos últimos anos e não vê sentido que jogadores brasileiros vítimas de racismo votem em Bolsonaro. O jornal esportivo espanhol El Mundo afirmou que, apesar do apoio acalorado do Neymar a Bolsonaro, o atacante do PSG não votou. O diário descobriu que Neymar não transferiu seu título de eleitor para Paris e seu local de voto continua sendo São Paulo. Já a rádio francesa RMC aponta a falta de cultura política entre alguns jogadores que apoiam Bolsonaro, como Lucas Moura. Em um tuíte, o meio-campista do Tottenham chegou a comparar o socialismo ao nazismo. Entre os jogadores brasileiros na Europa, também há manifestações pró-Lula. É o caso de Paulinho, atacante do Bayer Leverkusen, na Alemanha, que declarou voto no candidato petista. Já o ex-jogador Raí, que mora em Paris e estuda Ciências Políticas na prestigiosa universidade Sciences Po, publicou, no início deste mês, um vídeo em sua conta no Instagram e declarou seu apoio a Lula. Há poucos dias, durante a cerimônia da Bola de Ouro, Raí fez um discurso e evocou o engajamento de seu irmão, Sócrates, pela volta da democracia no Brasil. Ao terminar a homenagem, fez o gesto “L” com a mão, em referência a Lula. Outro apoiador do candidato petista no meio do futebol é Juninho Pernambucano, ex-jogador do Olympique Lyonnais, na França. O ex-craque, que nunca escondeu seu engajamento à esquerda, chegou a participar da propaganda eleitoral de Lula neste ano.

Fluency TV Francês
Descubra alguns direitos (e deveres) que todo trabalhador tem na França - Go Getter Francês

Fluency TV Francês

Play Episode Listen Later Oct 28, 2022 8:40


Lista de Espera | Instagram Fluency TV Francês | Playlist Go Getter Neste episódio do Go Getter version française, nosso podcast voltado para o mundo dos negócios e estudos, vamos conversar um pouco sobre algumas curiosidades relacionadas aos direitos e deveres do chefe com o funcionário no ambiente de trabalho. Se você pensa em trabalhar na França, venha ouvir essas dicas! E lembre-se de acessar nosso portal, FluencyTv.com, e nosso perfil no Instagram, @fluencytvfrances. Lá, você encontra muito conteúdo interessante e 100% gratuito! É isso, on y va? Entre para o nosso grupo do Telegram e não perca nenhuma novidade! Material de Apoio

Rádio BandNews BH
Greve na França 26/10/22

Rádio BandNews BH

Play Episode Listen Later Oct 26, 2022 1:37


O professor do coletivo Terra Negra, Juninho Lopes, comenta sobre os protestos e a greve na França, em decorrência de uma situação de econômica do país. O povo reivindica melhores salários por conta da inflação no país.

Balada musical
A cantora Miki, jovem talento e prodígio da cena musical na França

Balada musical

Play Episode Listen Later Oct 22, 2022 7:01


Nesta edição do Balada Musical, destacamos um jovem talento do pop francês: Miki. A crítica não poupa elogios à cantora, classificada como um prodígio da cena musical. Quando a faixa "Misunderstood" começou a passar nas rádios francesas no primeiro semestre deste ano, todos queriam saber: quem é Miki? De fato, há poucas informações sobre essa jovem cantora até mesmo nos perfis que ela tem nas redes sociais e nas plataformas musicais. O que se sabe é Miki tem apenas 23 anos, cresceu em Luxemburgo, estudou na Inglaterra, passou uma temporada na Coreia do Sul para se conectar às suas origens sul-coreanas, e finalmente resolveu se instalar em Paris, onde aposta em sua carreira. Com inspirações musicais bem variadas - entre o indie rock ao pop japonês - com uma pegada electrofunk bem pronunciada, Miki vem lançando vários singles. O Balada Musical escolheu "Two Years”, lançado em maio deste ano e em destaque na playlist da RFI. Aumente o som! Ouça o podcast clicando no player ou acesse-o no Spotify ou no Deezer.

Um pulo em Paris
França adota pílula do dia seguinte gratuita e ajuda maior para mães que educam filhos sozinhas

Um pulo em Paris

Play Episode Listen Later Oct 21, 2022 10:20


O governo francês adotou nas últimas 48 horas os projetos de lei do orçamento geral do Estado e da Seguridade Social para 2023. A França vai continuar a viver no vermelho, como faz há 40 anos. Mas algumas medidas previstas são favoráveis às mulheres. Para 2023, o governo francês projeta um déficit público de 5% do PIB. Mesmo assim, a maior parte dos ministérios terá um aumento de verbas: € 3,7 bilhões adicionais para a Educação, a mesma quantia para a pasta do Trabalho e mais € 3 bilhões para a Defesa, por exemplo.  Em relação ao orçamento específico da Seguridade Social, que abrange as despesas com o sistema público de saúde, a Previdência, os programas sociais e acidentes do trabalho, área profundamente impactada pela pandemia de Covid-19, as contas continuarão em desequilíbrio, com um déficit de € 7,2 bilhões em 2023, contra € 17,8 bilhões previstos em 2022.  Apesar de o país gastar mais do que a riqueza que produz em um ano, e por isso acumular dívidas, o governo continuará a investir no sistema público hospitalar e em programas de vacinação e prevenção de doenças. A França continuará bancado, de forma praticamente gratuita, médicos, exames de laboratório, de imagem, remédios, tratamento dentário, próteses, aparelhos de surdez, óculos e hospitais, de acordo com o patamar salarial. Essa missão é financiada com a receita dos impostos pagos pelos contribuintes. Estão previstos alguns ajustes, como a retirada de remédios considerados de menor eficácia da lista de reembolso do Ministério da Saúde, mas os hospitais não sofrerão cortes de despesas, como ocorreu em anos anteriores. As mulheres receberam uma atenção especial na elaboração de algumas medidas. A pílula do dia seguinte, que é um contraceptivo de emergência que pode ser usado depois de uma relação sexual desprotegida ou quando o método contraceptivo habitual falha, seja porque o preservativo rompeu ou a pílula anticoncepcional foi esquecida, se tornará gratuita e terá venda livre nas farmácias, a partir de 1° de janeiro.  Segundo a primeira-ministra Élisabeth Borne, um terço das mulheres ainda engravidam sem ter planejado a gestação e o Estado deve estar ao lado delas para evitar essa gravidez. O assunto é tratado como garantia de proteção à saúde da mulher e não pelo viés religioso ou moralidade conservadora, do tipo "a mulher não se cuidou, agora que assuma as consequências".  A partir do ano que vem, os exames de diagnóstico de DST (doenças sexualmente transmissíveis) também se tornarão gratuitos até os 26 anos de idade, para homens e mulheres. As DST têm aumentado no país e a incidência é maior entre jovens. Em um intervalo de dois anos (2017-2019), as infecções por clamídia tiveram um aumento de 41% entre mulheres da faixa etária de 15 a 24 anos, e uma alta de 45% nos homens de 15 a 29 anos. A gonorréia aumentou 21%. É preciso ampliar o diagnóstico para interromper essa curva de crescimento e investir em campanhas para o uso de preservativos. O orçamento público de 2023 ainda prevê uma verba maior para a compra de perucas, para mulheres que fazem tratamento contra o câncer e perdem os cabelos. Para as mulheres que criam filhos sozinhas, a ajuda financeira do Estado, que era concedida até agora até a entrada no 1° ano da escola, foi ampliada até o 5° ano e teve o valor aumentado. Medida de força no Parlamento A aprovação desses projetos de lei aconteceu em uma semana tumultuada para o governo, com a greve da última terça-feira (18) e a prolongada paralisação nas refinarias de petróleo.  O abastecimento nos postos ainda não voltou ao normal. Há filas imensas, já que neste sábado (19) começam as férias de outono em todo o país. Apenas duas de cinco refinarias da TotalEnergies continuam em greve, enquanto nas demais houve acordo. No entanto, serão necessários vários dias para o abastecimento voltar ao normal nos postos de gasolina.  Apesar dessas dificuldades, na quarta e na quinta-feira o governo tentou aprovar os dois projetos orçamentários na Assembleia Nacional. Mas, devido à maioria relativa que possui nessa legislatura e diante de 3 mil emendas apresentadas pela oposição, com o intuito de aumentar as despesas sociais, a primeira-ministra Élizabeth Borne recorreu ao artigo constitucional 49.3, que permite a adoção de projetos do Executivo sem aprovação dos deputados.  Esse recurso, previsto para casos extremos, é politicamente mal visto, por passar por cima do Parlamento. Em resposta à medida de força imposta pelo governo, a coligação de extrema esquerda Nupes e os deputados nacionalistas de extrema direita apresentaram moções de censura contra o governo. Elas serão analisadas na próxima segunda-feira, mas praticamente não têm chance de derrubar a primeira-ministra. A extrema esquerda já avisou não irá votar a moção da extrema direita e vice-versa. Os dois grupos de oposição reagiram apenas para denunciar o que consideram um método antidemocrático do governo. A chefe de governo francesa não deve ter, assim, o mesmo destino que a conservadora Liz Truss, no Reino Unido. Mas a popularidade do governo francês sai arranhada dessa sequência de incidentes. Em um mês, a popularidade do presidente Emmanuel Macron despencou 7 pontos. Ele tem agora 36% de aprovação, segundo uma pesquisa do instituto BVA publicada nesta sexta-feira (21). A premiê Élisabeth Borne recua 10 pontos, mas ainda é mais popular que Macron, com 41% de aprovação.  Danos do populismo  A demissão de Liz Truss não surpreendeu os franceses. Todos sabiam que os cortes de impostos que ela propôs para tirar a economia britânica de um ciclo de inflação e baixo crescimento eram tecnicamente inviáveis, perante a situação das contas públicas no Reino Unido. Ninguém esperava, no entanto, que a correção dos mercados viria tão rápido. Na França, a lição que se tira desta sequência é o que já se sabe há muito tempo: o Brexit foi uma catástrofe para os britânicos. Esse populismo enganoso que tomou conta de vários países na última década ainda não acabou de fazer estragos. Vide o constrangimento da nova primeira-ministra de extrema direita na Itália, Giorgia Meloni, nomeada primeira-ministra na tarde desta sexta, dois dias depois de vazar na imprensa italiana um áudio do aliado Silvio Berlusconi, 86 anos, dizendo que reatou recentemente os laços com o presidente russo, Vladimir Putin, e recebeu de presente de aniversário 20 garrafas de vodka e "uma cartinha gentil" do líder que ameaça a Europa e o mundo com uma guerra nuclear.

Meio Ambiente
"Não há florestas sem cogumelos", diz micologista francês em livro

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 20, 2022 7:02


O outono no hemisfério norte é a estação dos cogumelos, fungos importantes para a biodiversidade ao longo de todo o ano e aliados essenciais de árvores e plantas. Hubert Voiry é micologista do Museu Nacional de História Natural e acaba de lançar o livro “Pas de forêt sans champignon” (Edições Actes Sud), em tradução livre “Não há florestas sem cogumelo”. O especialista chama atenção para o fato de que os cogumelos estão por toda a parte. Nem todos são comestíveis e muitos são venenosos, mas eles são muito úteis para as árvores. “É o funcionamento natural da floresta desde tempos imemoriais. As árvores, é claro, têm raízes grandes, mas também são equipadas com raízes pequenas, modificadas e estendidas pela presença de fungos que podem ir muito mais longe do que uma pequena raiz”, afirma. O especialista explica que, sem essa simbiose, as árvores e os cogumelos não poderiam viver. “É por meio dessas pequenas raízes das árvores, modificadas pela presença de fungos associados, que ocorrem as trocas entre as árvores e os fungos. A árvore fornece açúcares e o fungo fornece água e sais minerais”, diz. Para não interferir nesse equilíbrio, ele destaca a importância de não arrancar um cogumelo. Na hora da colheita, o ideal é cortá-lo na base do pé. A relação entre árvores e fungos, contudo, vai ainda mais longe. Voiry explica que os cogumelos também são agentes de limpeza. “De limpeza e de reciclagem, pois uma vez que a madeira, as folhas e pequenos galhos se decompõem, tudo isso é disponibilizado ao ecossistema. Há toda uma gama de insetos especializados que se alimentam de madeira decomposta. Eles têm uma ação mecânica e uma ação digestiva, e continuam, de certa forma, a decomposição da madeira”, acrescenta. Essenciais para o ciclo da vida, os cogumelos são cada vez mais ameaçados pela seca e o esgotamento do solo vinculado ao uso massivo de produtos fitossanitários. Este ano, devido ao verão muito seco, a estação dos cogumelos será mais curta, tendo começado em setembro. Os biologistas alertam que existem fungos parasitas, patogênicos e tóxicos, que podem causar intoxicação alimentar. Em média, existem seis espécies de champignons para cada espécie vegetal em ambientes naturais. Cuidado com as intoxicações Desde 1° de setembro, mais de 60 casos de intoxicação foram identificados na França. No ano passado, entre 1º de julho e 31 de dezembro, 1.269 intoxicações foram relatadas aos centros de controle de saúde e quatro casos resultaram em morte. Por isso, é preciso observar e conhecer as espécies. O cogumelo comestível (champignon) é livre de colesterol e contêm pequenas quantidades de aminoácidos essenciais e vitaminas do complexo B. No entanto, seu principal valor é como um alimento especial, de sabor delicado, sutil e textura agradável. Com a sua forma redonda, sua cor branca e polpa macia, os famosos cogumelos de Paris estão entre os favoritos na cozinha. Alguns, entretanto, são altamente tóxicos e semelhantes a espécies comestíveis. Na França, farmacêuticos ou a Associação de Micologia ajudam a identificar cogumelos por meio de aplicativos de reconhecimento em celulares, mas há chances de erro. De acordo com os especialistas, o chapéu do cogumelo, a parte superior do fungo, é na verdade o fruto do cogumelo. Mas ele não é uma planta, um vegetal, como se acreditava até meados do século XX. O fungo cresce sem luz, não faz fotossíntese. Pertence, portanto, ao reino dos cogumelos, ao mundo dos fungos. Seu desenvolvimento subterrâneo, na forma de filamentos, o micélio, pode atingir recordes de tamanho. Nos Estados Unidos, apenas uma espécie conhecida com o nome científico de Armillaria foi medida em 10 quilômetros quadrados. Peso total: mais de 400 toneladas. Nada mal para um organismo microscópico.

Podcast Esportes - Agência Radioweb
Futebol Internacional: Rodrygo e Neymar marcam nos clássicos pela Europa

Podcast Esportes - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Oct 17, 2022 2:05


O Real Madrid superou o Barcelona por 3 a 1 e o atacante brasileiro marcou o terceiro gol cobrando pênalti. Na França, Neymar fez o único gol da vitória do PSG diante do Marseille. Na Premier League, Alisson encontra Salah no ataque e o Liverpool passou pelo City por 1 a 0.

Cultura
Exposição na França mostra as primeiras fotografias a cores do Rio de Janeiro

Cultura

Play Episode Listen Later Oct 14, 2022 7:19


Um arquivo inédito com imagens impressionantes daquelas que são, provavelmente, as primeiras fotografias a cores do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em pleno século 19. O tesouro, presente na exposição "Rio em cores e em relevo", em cartaz no Museu do Novo Mundo, em La Rochelle, no oeste da França, saiu direto da coleção do mecenas Albert Kahn e teve curadoria do historiador francês Laurent Vidal, estabelecendo um diálogo histórico com a iconografia e a coleção do museu francês. Em novembro de 1555, o navegador francês Nicolas Durand de Villegagnon inicia uma colônia francesa na entrada da então Baía de Guanabara, construindo o forte de Coligny. Mas por causa das infindáveis disputas entre católicos e protestantes (huguenotes) sobre a natureza da Eucaristia, a tentativa francesa - conhecida como a França Antártica - acabará em meio a conflitos internos, em 1559, e será destruída pelos novos e definitivos colonizadores: os portugueses. Histórias como essa que ligam a França às Américas fazem parte do Museu do Novo Mundo de La Rochelle, no oeste da França. "Essa exposição nasceu de uma ideia do historiador Laurent Vidal de trabalhar, ao mesmo tempo, a fotografia antiga francesa do Brasil, fazendo uma conexão com a coleção de fotos do Museu do Novo Mundo. Considerei essa proposta bastante pertinente, e então buscamos imagens que pudessem servir de suporte para uma exposição do tipo", explica Mélanie Moreau, curadora da mostra e diretora de museus de Arte e de História da cidade de La Rochelle. Conexões "O arquivo do museu Albert Khan nos inspirou, desejando simultaneamente falar sobre a história da fotografia, além de mostrar as primeiras imagens coloridas do Rio e o passado desta cidade que ainda nos inspira, apesar de ter se transformado. Além da possibilidade de criar conexões com as temáticas do Museu do Novo Mundo", diz Moreau. "Na verdade, a ideia não é resgatar essa história, mas apresentá-la. O museu é voltado para as Américas do Norte e do Sul, e existe uma vontade verdadeira de explicar os períodos-chave que marcaram essa história, sejam as primeiras explorações francesas, ou o tráfico negreiro; e, no que diz respeito à América do Sul, o Brasil é um eixo muito importante", diz a curadora francesa.  "Existe essa ideia de explicar que existiu uma tentativa de colonização francesa no Brasil do século 16, uma tentativa que não deu certo, e também o fato do país ter conhecido o tráfico negreiro relativamente tarde, sendo o Brasil um dos últimos países a abolir a escravidão, em 1848. Uma história que nos interessa, porque tem a ver com as temáticas abordadas pelo museu", aponta Moreau. Olhar fotográfico da França sobre o Brasil Para o historiador Laurent Vidal, "esse olhar tem uma verdadeira relação entre a França e a fotografia no Brasil". "O primeiro aparelho fotográfico que chegou ao Rio foi um daguerreótipo francês, em 1840. Em janeiro daquele ano um abade francês fez uma das primeiras fotos do Brasil, neste aparelho que havia sido inventado em 1839", lembra. "A palavra 'fotografia' foi inventada por um francês residente no Brasil, na época na província de São Paulo. E essas fotografias que atualmente apresentamos aqui são as primeiras em cores do Rio de Janeiro", destaca Vidal. "E, entre esses fotógrafos, há muitos franceses ou descendentes de franceses, como Marc Ferrez, que realmente participaram da criação de um olhar francês sobre o Brasil", afirma o historiador. Laurent Vidal destaca alguns momentos marcantes da exposição, "como as fotos em cores que mostram a exuberância da paisagem carioca e como a cidade nasce, a metrópole nascendo em torno desta paisagem". "Em segundo lugar, o acervo mostra o nascimento da metrópole moderna, com suas avenidas, os funcionários etc. E o terceiro ponto, que para mim é talvez o mais importante, são as imagens que mostram justamente aquilo que está desaparecendo, como o universo dos pequenos trabalhadores, o que remete a uma velha história, bem mais antiga, quase colonial. E também as fotos mostram a população preta na cidade. Uma população que, apesar de ser livre, é uma população marginalizada, é um olhar sutil sobre essa população", afirma. Uma iconografia carioca Além disso, o especialista destaca a importância da coleção para a "iconografia carioca". "Essas quase 200 fotografias eram desconhecidas, então é a primeira vez que são apresentadas ao público e é verdadeiramente um conjunto da obra. Forma uma fotografia sobre um Rio [de Janeiro] nascendo, em termos de metrópole moderna, e um Rio que desaparece. E o momento em que se passa de um lado para o outro é fascinante, verdadeiramente fascinante de ver. Eu acho que é um elemento importante na construção da memória carioca", sublinha. Para a secretária de Patrimônio e Museus da prefeitura de La Rochelle, Anna-Maria Spano, "essa história da escravidão aproxima a cidade de La Rochelle ao Rio e ao Brasil, assim como o fato de serem cidades de vocação marítima". "Sou historiadora da cidade, e é muito interessante descobrir lugares que existiam antes e que desapareceram, descobrir o que ocupa atualmente seu lugar. Além disso, reconhecer essa história de transformação social das cidades", aponta. Spano lembra ainda que as semelhanças entre as duas cidades não param por aí: "La Rochelle é também uma cidade de frente para o mar, no meio do Golfo da Gasconha. Sua história começa com o comércio marítimo no século 12, e é uma tradição que continua até os dias de hoje nesta grande marina [de veleiros], uma dos maiores da Europa. É também uma cidade de navegadores, de campeões que deram a volta ao mundo", lembra. A exposição "Rio em cores e em relevo" fica em cartaz no Museu do Novo Mundo de La Rochelle até o dia 3 de abril de 2023.

Saúde
Governo francês propõe enviar futuros clínicos gerais para residência em áreas rurais

Saúde

Play Episode Listen Later Oct 11, 2022 6:56


A falta de médicos em algumas regiões na França preocupa as autoridades de saúde do país. O problema afeta principalmente áreas rurais, mas também atinge cidades. A região de Île-de-France, por exemplo, onde está localizada Paris, é tida como o maior “deserto médico” do país. O termo, traduzido de forma literal, é usado pelos franceses para designar áreas onde há carência de médicos e outros profissionais da saúde. De acordo com a Agência Regional da Saúde, 96,3% dos moradores de Île-de-France moram em locais onde há um número insuficiente de clínicos gerais. A situação não deve melhorar: o número de estudantes que se formam nessa especialidade em Medicina continua insuficiente para atender a demanda. Uma das pistas do governo francês é aumentar em um ano o tempo de estágio dos futuros médicos que pretendem se tornar clínicos gerais. A residência passaria, dessa forma, de três para quatro anos, e esse período  seria validado, de preferência, na zona rural. A ideia, apresentada durante o Conselho de Ministros sobre o orçamento da Seguridade Social francesa, no final de setembro, é vista com maus olhos pela categoria, explica Raphael Presneau, presidente do Sindicato autônomo que representa os médicos-residentes em clínica geral na França. Ele critica a “falta de escolha” embutida na medida, apesar dela não ser obrigatória. Medida gera protestos A proposta levou os médicos residentes franceses às ruas de Paris, no final de setembro. Segundo Presneau, ela pode tornar ainda mais precário o cotidiano dos médicos recém-formados, que, na França, ganham pouco e chegam a trabalhar mais de 24 horas sem repouso. “Nas condições que a proposta está sendo apresentada para a gente, é inaceitável. Não conhecemos os detalhes, quais são as circunstâncias e não há garantias sobre como será o acompanhamento", disse em entrevista à RFI. Na França, todo paciente depende de um clínico-geral para poder se tratar, consultar um especialista ou pedir reembolsos da Seguridade Social para realizar determinados tratamentos relacionados, por exemplo, a doenças crônicas, como o diabetes. Mas faltam profissionais e cerca de 6 milhões de franceses não têm clínico geral. Em Seine Saint Denis, na região parisiense, cerca de 93% da população enfrenta esse problema no cotidiano. Em Paris, a situação é totalmente diferente e contrasta com as dificuldades vividas pelos pacientes de cidades próximas: em cada esquina há um consultório e eles vivem lotados, já que as pessoas vêm de outras cidades buscar atendimento médico na capital. A título de exemplo, um estudo mostrou que há três psiquiatras para cada 100 mil habitantes na região Seine et Marne, a cerca de 50 quilômetros da Paris. Na capital, em contrapartida, existe um “excedente” de 1.119 médicos. Apesar reconhecer a desigualdade no acesso à saúde, o representante do sindicato critica a solução apresentada pelo governo sem que seja definido em detalhes, o conteúdo pedagógico do quarto ano de residência. Ele também teme que a medida se torne obrigatória com o tempo. “Hoje o governo pode alegar que as medidas vão incitar os estudantes a atuar em outras regiões, mas já há parlamentares que defendem a inclusão de uma emenda no projeto de lei do Financiamento da Seguridade Social para transformar a proposta em uma obrigação”, explica. Gerenciar problemas graves sem supervisão Questionado sobre o porquê da recusa dos futuros médicos se instalarem em áreas mais afastadas, Raphael Presneau argumenta que é preciso se lembrar que os residentes ainda estão em formação e precisam de professores para acompanhá-los no cotidiano e em suas práticas. Ele teme que a inexperiência coloque em risco os pacientes. “É fora de questão, para os pacientes e os residentes, ter que gerenciar, sozinhos, uma situação grave sem professor para supervisionar, para nos formar, e com quem trabalhar. Simplesmente não é possível”, diz. “Não é dessa maneira que vamos motivá-los a trabalhar nessas regiões, enviando para locais com condições precárias de atendimento”, declara. Ele reitera que o problema está na pouca quantidade de médicos formados. Há poucas vagas nas faculdades de Medicina e a demanda será, dessa forma, sempre maior do que o número de profissionais habilitados a exercer a profissão. “Mudar de região ou cidade é um projeto de vida. Não podemos simplesmente mudar as pessoas de cidade aos 35 anos. Muitos residentes têm filhos e família, e cônjugues que já têm uma vida profissional estabilizada onde estão”, resume. Mas para Gilles Noel, presidente da associação dos prefeitos de áreas rurais na França, essa medida é essencial para acabar com a desigualdade no acesso à saúde dentro da França. “Há dez milhões de franceses que vivem nas áreas rurais onde o acesso à saúde, podemos dizer, é de qualidade inferior à média do país.” Para atrair os futuros médicos, ele sugere a atribuição, por exemplo, de moradia gratuita para os médicos-residentes. Uma vantagem que, atualmente, não seduz a categoria.

6ª Estrela - Alexandre Lozetti
6ª Estrela #90 - Ajustes, disputas, novidades... Agora é Copa! A euforia é justificada?

6ª Estrela - Alexandre Lozetti

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 64:08


Na França, o Brasil enfrentou Gana e Tunísia para encerrar seu ciclo de amistosos pré-Copa do Mundo. Agora, o próximo compromisso é já no Catar, contra a Sérvia, no dia 24 de novembro. No episódio, Pedro Suaide recebe Bruno Cassucci, Carlos Eduardo Mansur e Raphael Zarko - direto de Paris - para avaliar essa Data Fifa da Seleção. Tite mostrou novidades dentro de campo e, apesar de ter chegado mais perto de algumas respostas, também potencializou algumas dúvidas. Quem é o 9 do Brasil? Vini Jr. é titular? Quantos laterais serão convocados? Das 26 vagas para a Copa, quantas já estão fechadas? Ainda no papo, outros destaques e o resultado dos "experimentos" feitos pelo treinador.

Fluency TV Francês
Profissões na França - Go getter Francês

Fluency TV Francês

Play Episode Listen Later Sep 23, 2022 7:28


Lista de Espera | Instagram Fluency TV Francês | Playlist Go Getter Neste episódio do Go Getter version française, nosso podcast voltado para o mundo dos negócios e estudos, vamos conversar um pouco sobre as profissões na França e quais oferecem melhores salários. Vamos lá? Lembre-se de acessar nosso portal, FluencyTv.com, e nosso perfil no Instagram, @fluencytvfrances. Lá, você encontra muito conteúdo interessante e 100% gratuito! É isso, bora lá? Material de Apoio

Meio Ambiente
Seca, incêndios, tempestades: depois de ‘ver para crer', consciência ambiental cresce na França

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Sep 1, 2022 14:20


Picos de calor mais intensos e próximos, incêndios florestais descontrolados, tempestades devastadoras, prejuízos agrícolas, racionamento de água. A França chega ao fim de um verão histórico, em que vários recordes meteorológicos foram batidos e as consequências das mudanças do clima se tornaram mais visíveis. A sequência de fenômenos extremos levou a conscientização ambiental a aumentar no país – mas isso não significa que todos estejam mais dispostos a mudar de hábitos para proteger o planeta. Lúcia Müzell, da RFI As paisagens amarronzadas pela seca tomaram conta de boa parte do país: em dois meses, a França teve 33 dias de calor além dos padrões. Foi o segundo verão mais quente já registrado. Regiões como a Bretanha, acostumada a uma estação amena e chuvosa, registraram as temperaturas mais altas da história. Trinta mil hectares de florestas viraram fumaça, inclusive em partes do país onde os incêndios florestais não ocorriam. O verão ainda não terminou, mas diferentes pesquisas já mostram um efeito “ver para crer” no país – a consciência ambiental dos franceses cresceu nesses últimos dois meses. Uma delas, do instituto BVA, indica que 21% da população disse ter entendido que as mudanças climáticas já atingem o país – que se somam a outros 66% que já haviam entendido isso antes. Em outra sondagem, da Odoxa, 71% das pessoas declararam que, depois deste verão, temem ser pessoalmente atingidas pelas alterações do clima. O economista ambiental Matthieu Glachant avalia que haverá um antes e um depois do verão de 2022. "Eu acho que foi importante o que aconteceu porque, do nada, a mudança climática se transformou em uma experiência pessoal. Há muito tempo, conhecemos os relatórios do IPCC que nos alertavam sobre tudo isso – até que chegamos no momento em que as previsões se realizaram diante dos nossos olhos”, observa. "Acho que isso provocará um verdadeiro impacto nos cidadãos e, por consequência, nos políticos." “Não conseguia pensar em outra coisa" E foi em plenas férias que os franceses se depararam com essa nova realidade que, segundo os climatologistas, tende a se instalar nos próximos anos. O aumento do calor já transforma o Mediterrâneo em um mar tropical. “É muito preocupante. Já faz tempo que eu tenho uma consciência sobre o clima. Mas esse verão, com essas grandes secas e incêndios, foi horrível. Foi muito pesado para mim”, conta o desenvolvedor Antoine B., 38 anos, que dividiu as férias entre um período no norte e outro no sul do país. "Falo sinceramente: eu só pensava nisso. Com aquele calor o tempo todo, a gente percebe que precisa realmente mudar as coisas.” A preocupação com o planeta leva Antoine a recusar, cada vez mais, confortos como pegar avião ou ligar o ar condicionado, para não “piorar ainda mais as coisas". "Na empresa, eu não consigo cortar o ar condicionado, mas no carro eu só ando de vidros abertos, por mais quente que esteja la fora”, aponta. “Acho que me tornei exagerado, aquela pessoa chata que vai dizer para o outro não andar de avião porque polui. Mas eu acho que chegamos num ponto em que é preciso ser exagerado, porque a mudança do clima está exagerada.” Reações como a dele, entretanto, ainda não são a regra. Entre estar mais consciente e começar a agir, ainda existe um fosso: apenas 41% dos entrevistados pela BVA têm a intenção de aumentar as ações em favor do planeta. Isso pode significar hábitos como usar menos carro, comer menos carne ou aumentar a reciclagem do lixo. "O que vemos muito claramente nos estudos, e há muito tempo, é que apenas o fato de ‘ver' um risco não é suficiente para causar esse efeito de ação. Visualizar chama a atenção, mas para gerar ação é preciso não só estar informado sobre o que é possível fazer, como o que cada categoria de indivíduos pode fazer”, explica o psicólogo social especialista em riscos ambientais Oscar Navarro, da Universidade de Nimes. "Algumas ações são evocadas de maneira muito global. Para que cada um passe para o que chamamos em psicologia de ‘intenção de agir', é preciso que elas correspondam ao que o indivíduo considera que ele pode fazer. São mecanismos complexos dos humanos: passar da intenção para a ação envolve muitas coisas."  Macron de jet ski O vácuo entre o discurso e os atos também inclui as mais altas autoridades de um país. Dias depois de os últimos incêndios florestais serem finalmente controlados no sudoeste da França, o presidente Emmanuel Macron pousou para fotos em um jet ski, durante as férias – uma diversão que consome combustível e simboliza a desconexão, cada vez mais criticada, entre as elites e medidas necessárias para diminuir o impacto humano sobre a Terra. "O exemplo do presidente Macron é muito emblemático sobre o que acontece com a maioria dos cidadãos. Nós todos temos as nossas contradições. Até as pessoas mais sensibilizadas com o meio ambiente terão, em alguns momentos, comportamentos que serão totalmente contrários às suas opiniões”, comenta a professora de desenvolvimento sustentável Mireille Chiroleu Assouline, da Universidade Paris 1 – Sorbonne. "Macron foi um exemplo de comportamento contraditório, paradoxal, tanto em relação aos compromissos dele e da França, como aos esforços que ele está pedindo dos franceses." O psicólogo Oscar Navarro esclarece que, mesmo aqueles que têm plena consciência sobre a realidade das mudanças climáticas pode acabar optando por não fazer a sua parte – ou por não fazer mais do que já faz. “É preciso retirar a ideia de que a ‘negação' é decorrente de uma má vontade. Não: ela é simplesmente um mecanismo psicológico bastante básico que temos, que nos permite nos proteger de todo o sentimento negativo gerado por uma determinada problemática, mas também pelas dificuldades de enfrentá-la e que, tipicamente, nos causa um sentimento de culpa”, afirma. “A psicologia humana tem a particularidade de termos a tendência de nos compararmos uns aos outros o tempo todo. Isso torna as coisas mais difíceis quando, por exemplo, a gente tenta fazer as coisas direito, assumir a nossa parte de responsabilidade, mas percebemos que há tantas outras pessoas, inclusive próximas, que não fazem nada. E aí nos sentimos sempre perdedores, já que os outros continuam aproveitando enquanto eu estou me esforçando”, esclarece. Desigualdade face à crise climática O economista Matthieu Glachant, professor da Mines ParisTech e da London School of Economics, chama atenção para um ponto fundamental: as diferenças entre os pobres e ricos nesta conta do clima. "Tem uma palavra muito importante em mudança climática que é desigualdade. Desigualdade na contribuição à mudança climática, pelo nível de emissões. As pessoas modestas não andam de jet ski nas férias, nem pegam avião para ir para a Tunísia. E tem também a desigualdade em relação à adaptação às mudanças climáticas. Quando somos pobres, não vamos instalar ar condicionado em casa para enfrentar o calor”, frisou. As temperaturas extremas levaram ao racionamento de água em algumas partes do país, algo bastante raro na França. Agora, em meio à crise energética que atravessa a Europa desde a guerra na Ucrânia, as empresas são incitadas a diminuir o consumo de luz. Na volta das férias, Macron advertiu que o tempo da “abundância e da despreocupação” acabou. Essa confluência de fatores tende a levar à adoção de medidas favoráveis ao meio ambiente, como o aumento das energias renováveis. "Economizar energia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa são dois objetivos concomitantes. Podemos, então, esperar que medidas poderão ser tomadas já nos próximos meses”, diz Chiroleu-Assouline, que também é economista. "De qualquer forma, os preços altos da energia levam a maioria dos franceses a economizar – por isso, eu lamento que o governo esteja subvencionando a queda dos preços dos combustíveis nos postos. Isso é contraprodutivo, já que naturalmente os motoristas teriam tendência a economizar combustíveis.” A professora também chama a atenção para a importância de melhorar a eficiência das infraestruturas que já existem na França – um país rico que, até agora, não se preocupava muito com para os pequenos ou grandes desperdícios do dia a dia.  "Percebemos só agora que há vazamentos enormes em diversas redes de abastecimento pela França. Em alguns lugares, chega a ter desperdício de 30% da água”, destaca. "Ou seja, sabíamos que elas existiam, mas como não faltava água, não tomávamos nenhuma medida pra poder consertar esses vazamentos. Como essa, há muitas medidas que podem ser tomadas: quando o sistema é tão ineficaz, fica fácil de agir.” Adaptação na agricultura O verão escaldante levou a prejuízos elevados na agricultura, em especial nas culturas que precisam de muita água, como frutas e legumes. Por trás dos produtores, as seguradoras estão cada vez mais preocupadas com a instabilidade do clima. O verão de 2022 também teve este efeito: alertar sobre as perdas econômicas que estão em jogo para diversos setores. “Vamos começar a construir reservatórios de água para termos quando tivermos anos muito secos? Vamos mudar o tipo de cultura, como a do milho, que rende bastante, à condição de ter bastante água? Há muitas questões colocadas e que precisaremos resolver nos próximos anos, de adaptação”, afirma Glachant. O psicólogo Oscar Navarro sublinha que essa sensação de já estarmos correndo contra o tempo pode acabar dificultando a aceitação, pela população, de tantas mudanças e projetos que estão por vir – não só na França. "O que eu temo é que a gente poderia ter feito projetos com uma escala aceitável no tempo, pelas populações, a exemplo das instalações de energias renováveis. Mas agora, em plena crise, deveremos andar bem mais rápido, instalar novas infraestruras gigantescas, que serão fonte de conflitos, de tensões ou até mesmo de novos problemas ecológicos”, lamenta. "Esse é um risco que eu vejo surgir agora”, adverte.

Estadão Notícias
Protagonismo feminino pode mudar a eleição?

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Aug 30, 2022 27:58


O primeiro debate entre presidenciáveis foi realizado no último domingo, 28, em um pool da Rede Bandeirantes, TV Cultura, portal UOL e o jornal Folha de S. Paulo. Além dos embates entre o atual presidente Jair Bolsonaro, PL, e do ex-presidente Lula, PT, uma resposta de Bolsonaro à jornalista Vera Magalhães repercutiu pelo teor misógino. Na ocasião, apenas as candidatas mulheres foram solidárias à jornalista após a agressão. As duas candidatas à presidência não fugiram dos enfrentamentos, Tebet bateu na tecla da má gestão do atual governo e lembrou das corrupções das administrações petistas. Soraya, se posicionou em relação à misoginia e disse que defende as mulheres em todas as situações de adversidades. Outra questão abordada no debate foi sobre a formação de um Ministério com paridade em relação aos homens. Lula não quis assumir um compromisso em ter 50% de mulheres à frente das pastas, caso seja eleito. Já Tebet assumiu o compromisso. Na França este assunto já é debatido, no atual governo de Emmanuel Macron, 13 mulheres ocupam os cargos mais altos do governo, ante 14 homens. A paridade entre homens e mulheres no primeiro escalão do governo seria fundamental para a melhoria da nossa democracia? Como um presidente pode ser indutor de políticas para mulher? E de que maneira o debate mexe com as estratégias das campanhas a partir de agora? Episódio de hoje do Estadão Notícias debate o assunto com Ana Claudia Farranha, Professora Associada de Direito da Universidade de Brasília, Doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP, e pesquisadora visitante da Universidade de Oklahoma. O Estadão Notícias está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Francielle Oliveira Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

RobCast
O BRASIL NÃO PODE CONFIAR NA FRANÇA

RobCast

Play Episode Listen Later Aug 27, 2022 9:56


00:00 A Brasil Não Pode Confiar Na França 01:34 Semana Da Liberdade Financeira | Rob Correa 01:57 A Treta Das Lagostas Entre Brasil x França 06:55 Para Macron Amazônia É Bem Comum 07:31 Brasil É O País Com Maior Fronteira Com A França 07:59 França Melou A Parceria Comercial Mercosul x Europa 08:13 A França É Uma Ameaça Ao Brasil

Meio Ambiente
Seca recorde na França e racionamento de água obrigam produtores rurais a se adaptarem a condições extremas

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Aug 11, 2022 9:29


Falta d'água potável em uma centena de municípios, lavouras perdidas, incêndios e biodiversidade ameaçada: a seca histórica que atinge a França neste verão exige adaptação da população, dos produtores rurais e ações urgentes do poder público. Com medidas de restrição do uso da água em mais da metade dos departamentos do país, agricultores se antecipam e pensam em mudar o modelo agroecológico e até abrir mão de certas espécies. Instalado há 15 anos no Loir-et-Cher, no sudoeste de Paris, David Peschard jamais viu uma situação parecida. Se por enquanto o agricultor escapou de um corte total de água nas torneiras, ele sabe que as restrições podem se tornar mais corriqueiras no futuro. “Estamos num período de restrição, e não podemos irrigar as culturas no fim de semana. O que nos obriga a trabalhar mais durante a semana para molhar tudo o que for preciso. Mas isso limitará, inevitavelmente, certas lavouras que não vão receber água suficiente”, lamenta. A União Nacional dos Produtores Rurais da França alertou que as más condições de pasto, com as altas temperaturas e a escassez hídrica, podem causar uma redução da produção de leite nos próximos meses.  Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura anunciou que a colheita de milho deve ser 18,5% inferior este ano, em relação ao ano passado. “Infelizmente, sem ser pessimista, há um ensinamento a tirar, o que estamos aprendendo muito lentamente. Podemos ser otimistas e achar que é apenas uma fase e que voltaremos a períodos mais úmidos. Mas, se enfrentarmos essa situação com frequência, será necessário nos adaptarmos rapidamente”, acrescenta Peschard. “O milho, por exemplo, está condenado a não mais ser cultivado na nossa latitude. E como é uma cultura feita para a alimentação animal, poderíamos, num mundo perfeito, consumir menos carne e o substituir pelo sorgo, que precisa de menos água no verão”, conclui o agricultor.    Julho foi o segundo mês mais seco do ano, desde março de 1961. O déficit pluviométrico é de cerca de 84%, em relação ao normal para o período 1991-2020. Setores essenciais já são duramente atingidos, como a agricultura e a pecuária, seja pela dificuldade no plantio do milho destinado à ração animal, que consome muita água, ou pela falta de pastagens para o gado. O governo francês criou um comitê de crise para lidar com a seca e traçar um plano de abastecimento de água nas regiões onde for preciso. A primeira-ministra, Élisabeth Borne, ativou essa unidade interministerial na última sexta-feira (5), diante da "situação histórica pela qual muitos territórios estão passando", anunciou o Palácio de Matignon, sede do governo. Multas Com o nível máximo de alerta em mais de 60 departamentos, muitos franceses estão proibidos de regar gramados, lavar carros ou encher reservatórios. Os controles de restrições de uso da água se multiplicam. Em uma semana, passaram de 2.000 a 4.000 em todo o território. No mesmo período do ano passado eram 400. Uma operação organizada pela guarda ambiental do Escritório Francês da Biodiversidade (PFB) foca nos setores prioritários. Loic Obled é o encarregado das diligências numa estratégia entre as prefeituras e o procurador-geral da República. “A ideia é primeiro sensibilizar e fazer compreender a regulamentação, o que está em jogo e depois fazer controles, de maneira visual. Por exemplo, alguém que lava o seu carro, que irriga onde não é autorizado, seja uma lavoura ou um jardim público”, explica. “Não haverá fiscalização surpresa em propriedades privadas, mas quando há constatação de uma infração, pode haver uma simples advertência a até uma multa, que pode chegar a € 1.500 ou € 3.000, em caso de reincidência”, completa, valores que equivalem a até R$ 15.000.    “O primeiro uso que é privilegiado é água para o consumo humano. Há restrições em outros usos para permitir que a população possa ter água para beber e para o banho”, acrescenta Obled. “No setor agrícola, uma das prioridades é dar de beber aos animais, em relação a outros usos, e esse equilíbrio é feito caso a caso, de acordo com as características territoriais”, completa. Abelhas ameaçadas Enquanto moradores de cidades menores recorrem a caminhões-pipa para se abastecer, os apicultores de Landes, no sudoeste da França, também se adaptam ao calor extremo. Várias colmeias foram queimadas nos recentes incêndios. Além disso, a seca obriga as abelhas a percorrerem vários quilômetros para encontrar um ponto de água, enfraquecendo o metabolismo de toda a colônia. Menos água também significa menos flores, menos néctar e, portanto, menos mel. No jardim de Marc Reynol, apicultor de Chécy, perto de Orléans, as cerca de 30 colmeias foram colocadas à sombra de uma sequoia. “Antes, todas as caixas de abelhas ficavam no sol e hoje procurarmos lugares à sombra, para passar os meses de julho e agosto. Aqui elas estão bem, mas ainda faz 32, 33 graus à sombra”, relata. “Temos que prever tudo. Eu instalo um grande reservatório de 100 litros de água e reabasteço regularmente, duas vezes por semana”, acrescenta o apicultor. Após a vespa asiática em 2020 e a geada destrutiva do inverno de 2021, o clima e os eventos extremos estão, mais uma vez, atacando esses insetos polinizadores, como explica Michel Cambier. “Minhas abelhas têm morrido por causa do gelo. E eu não sou o único. Percebemos que há uma mortandade maior no fim do inverno”, afirma o apicultor. “É que como as estações estão começando mais cedo, a floração começou mais cedo do que no ano passado. Para poder fabricar o mel, as colmeias têm de sair fortalecidas do inverno”, explica. Recorde de produção de sal Mas se para alguns o calor de 40 graus tem sido fonte de preocupação, outros comemoram. É o caso dos produtores de Sal de Guérande, um produto do oceano, do sol, do vento e de práticas tradicionais de extração à mão nos pântanos salgados há milhares de anos.  “É excepcional. Chegam a duas toneladas de sal, o que não é nada mal, já que numa estação normal chegamos 1,3 ou 1,5 tonelada”, compara Jean-François Macé, produtor de sal.  “Eu parei de recolher o sal, na cooperativa muitos colegas também, porque eles têm cotas ou não têm mais lugar para armazenar. Não sei onde vamos colocar tanto sal”, diz. Como a França, muitos países europeus são afetados por essa onda de calor e seca. A escassez de água afeta atualmente 11% da população da União Europeia e 17% do território do bloco.  De acordo com os cientistas, a multiplicação das ondas de calor é uma consequência direta da crise climática. As emissões de gases de efeito estufa aumentam a intensidade, a duração e a frequência de eventos extremos.

Paddockast
LECLERC BATE NA FRANÇA E VERSTAPPEN ENCAMINHA TÍTULO DA F1 2022 | Paddock GP #297

Paddockast

Play Episode Listen Later Jul 28, 2022 101:55


Max Verstappen venceu e deu um duro golpe na Ferrari em Paul Ricard. Charles Leclerc liderava o GP da França quando bateu sozinho na volta 17, dando a liderança e a vitória de bandeja para o holandês campeão mundial, que agora abriu 63 pontos de frente para o monegasco. A Fórmula 1 visita a Hungria antes da pausa do verão europeu, com a Ferrari lamentando outra oportunidade desperdiçada.Victor Martins comanda a atração com André Netto, Gabriel Carvalho e Gabriel Curty.Aproveite para se inscrever no canal do GRANDE PRÊMIO no YouTube e não perder as atrações, incluindo o Paddock GP, que vai ao ar toda segunda-feira e ao vivo.O Paddock GP tem produção de Gabriel Carvalho. A direção é de Rodrigo Berton e o podcast é hospedado no feed da Central 3.

Café com Velocidade
CV780 - Leclerc e a Ferrari perdidos na França

Café com Velocidade

Play Episode Listen Later Jul 26, 2022 110:27


Nesta edição, o Café com Velocidade mergulha a fundo na proposta de ANÁLISE e traz o debate aprofundado: o que acontece na Ferrari? Por que a disputa do título se desenha tão favorável à Red Bull? Qual a distância de performance hoje entre os candidatos ao título? Como se desenha a temporada 2022 às vésperas da pausa de verão da categoria? Tudo isso e muito mais, com a participação dos ouvintes no SUPERchat! Conheça o nosso programa de apoio e ajude o CV a crescer e se manter no ar: http://www.apoia.se/cafecomvelocidade Seja membro deste canal e contribua você também com o Café com Velocidade: https://www.youtube.com/channel/UCXeOto3gOwQiUuFPZOQiXLA/join Não deixe de nos seguir no Twitter @cafevelocidade e no Instagram: @cafe_com_velocidade Escreva para nós no www.cafecomvelocidade.com.br Siga nossos integrantes no Twitter: @thiagoraposo, @camposfb e @botequimgp #Ferrari #Formula1 #GPdaFrança

Motorsport.com Brasil
Podcast Boletim - Sainz LIDERA sexta, mas é PUNIDO na França; veja o DEBATE sobre os TLs em Paul Ricard!

Motorsport.com Brasil

Play Episode Listen Later Jul 22, 2022 76:33


O SEXTA-LIVRE traz as principais repercussões do dia de treinos livres da F1, categoria que neste final de semana desembarca em Paul Ricard, na França, para a 12ª etapa do campeonato de 2022.O programa tem o comentário de Guilherme Longo (@gglongo) e apresentação de Carlos Costa(@ocarlos_costa). Assista ao conteúdo, deixe a sua curtida, comente e também compartilhe com os amigos, lembrando sempre de se inscrever no canal e ativar as notificações para ficar por dentro de todas as nossas novidades! ;D#F1 #F12022 #Motorsport

Café com Velocidade
CV779 - A Fórmula 1 na França: a hora da despedida?

Café com Velocidade

Play Episode Listen Later Jul 22, 2022 117:29


A Fórmula 1 se aproxima de mais uma etapa e com muitas perguntas para serem respondidas:   Como será o duelo entre Ferrari e Red Bull? A Mercedes enfim vai "chegar" na briga? Será mesmo o último GP em Paul Ricard? Ricciardo vai "responder" nas pistas às especulações sobre seu futuro?  E os limites da pista? Serão motivo de polêmica?   Acompanhe e participe do Além da Velocidade em mais uma edição!     Conheça o nosso programa de apoio e ajude o CV a crescer e se manter no ar: http://www.apoia.se/cafecomvelocidade   Seja membro deste canal e contribua você também com o Café com Velocidade: https://www.youtube.com/channel/UCXeOto3gOwQiUuFPZOQiXLA/join   Não deixe de nos seguir no Twitter @cafevelocidade e no Instagram: @cafe_com_velocidade   Siga nossos integrantes no Twitter: @thiagoraposo, @camposfb e @botequimgp   #formula1 #gpdafrança #automobilismo

Motorsport.com Brasil
Podcast Boletim - Rico Penteado aponta o que pode definir sorte de Ferrari e RBR na França | TELEMETRIA

Motorsport.com Brasil

Play Episode Listen Later Jul 21, 2022 53:52


O TELEMETRIA, programa que abre as portas do fim de semana da F1, decifra todos os parâmetros que envolvem a corrida em Paul Ricard, com Rico Penteado, engenheiro brasileiro ex-F1, que esteve no comando nos motores da Renault por quase duas décadas. O programa tem a apresentação de Erick Gabriel (@erickjornalista) e participação de Guilherme Longo (@gglongo). Assista ao conteúdo, deixe a sua curtida, comente na área abaixo e também compartilhe com os amigos, lembrando sempre de se inscrever no canal e ativas as notificações para ficar por dentro de todas as nossas novidades! ;D

Fluency TV Francês
Os tipos de vistos para brasileiros na França - Go Getter Francês #10

Fluency TV Francês

Play Episode Listen Later Jul 15, 2022 8:36


Lista de Espera | Instagram Fluency TV Francês | Playlist Go Getter Francês Neste episódio do Go Getter version française, nosso podcast voltado para o mundo dos negócios e estudos, vamos conversar um pouco sobre como funcionam e quais são os vistos que nós brasileiros podemos tirar para morar ou visitar a França. Mas fique tranquilo, porque estamos aqui para simplificar e te ajudar a entender tudo bem rapidinho! Lembre-se de acessar nosso portal, FluencyTv.com, e nosso perfil no Instagram, @fluencytvfrances. Lá, você encontra muito conteúdo interessante e 100% gratuito! É isso, bora lá? Material de Apoio

Meio Ambiente
Suécia é modelo de política ambiental, mas enfrenta desafio 'de ricos': reduzir o consumo

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jun 29, 2022 23:00


A Suécia é apontada como um país de vanguarda na política ambiental: tem alguns dos objetivos mais ambiciosos do mundo de redução de emissões de gases de efeito estufa e é modelo em aspectos como energias renováveis, reciclagem e bairros sustentáveis. Entretanto, diminuir o impacto do consumo elevado é um desafio – um problema “de ricos” que o governo tenta enfrentar com mais impostos e medidas pioneiras para forçar a sociedade a aprofundar suas mudanças. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Estocolmo Os suecos querem se tornar um dos primeiros do mundo desenvolvido a serem neutros em emissões de carbono até 2045, graças à eliminação dos combustíveis fósseis da sua matriz energética. A capital, Estocolmo, assumiu a missão de chegar a esse objetivo ainda mais cedo, em 2040. Já faz mais de 50 anos que os suecos, tradicionalmente apegados à natureza, acordaram para a crise ambiental, mas foi nas últimas três décadas que o país passou a implementar transformações profundas para fazer a sua parte contra as mudanças do clima. Em poucos anos, a Suécia se tornou um dos campeões mundiais da reciclagem e da valorização energética, num círculo virtuoso que fez o país o país cortar 35% das suas emissões desde a década de 1990. Transformação do calor e do lixo Como parte desta dinâmica, o setor digital entra neste ciclo. Por ser um país frio próximo do Ártico, a Suécia se tornou um hub para gigantes da tecnologia do mundo todo instalarem seus data centers regionais. Se, por um lado, os centros de armazenamento de dados consomem quantidades colossais de energia, por outro, também geram muito calor que, na Suécia, é reaproveitado na rede de calefação urbana. Tornar sustentáveis essas imensas infraestruturas significa não só evitar emissões de CO2, como representa uma fonte de economia para empresas como Microsoft, Google e outras. O país já tem alguns “green data centers” com balanço ambiental positivo. "Os data centers precisam ser altamente refrigerados, para esfriar os processadores e os sistema elétrico. Mas um resfriador é basicamente uma bomba de calor. Nós chegamos a um desenho ideal de resfriador, de forma a captar o calor e encaminhá-lo para a rede de calefação”, explica Fabien Levihn, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Stockholm Exergi, a companhia municipal de energia. "Hoje temos data centers em muitas cidades que recuperam o calor.” Outra fonte para abastecer a rede de calefação é o lixo. Os lixões de material orgânico foram banidos da Suécia há 20 anos: os dejetos alimentares são transformados em adubo agrícola ou biocombustível, depois utilizado para aquecer os imóveis. "As cidades organizaram projetos para o biogás, começaram a coletar o lixo alimentar separadamente, a construir plantas de transformação em biocombustível”, aponta Caroline Steinwig, especialista em tratamento biológico e biocombustíveis do Avfall Sverige, a agência sueca de tratamento de lixo. "E melhoramos o produto final: passamos a remover o CO2 para obtermos a mesma qualidade do gás natural e transformá-lo em combustível para o transporte. Iniciamos essa solução circular, e os ônibus locais passaram a rodar com este biogás.”  Entretanto, apesar de 87% das cidades do país terem sistema de coleta subterrânea e reciclagem dos vários tipos de lixo, persistem lacunas na separação dos dejetos nas residências, empresas e outros organismos. “Não somos perfeitamente circulares. Cerca de 50% do lixo alimentar vai parar no lixo residual, infelizmente, e isso acaba sendo incinerado. Ainda podemos melhorar muito”, indica Steinwig. "Temos muito orgulho do que construímos, uma aprendizagem sobre a importância da separação correta do lixo que vem desde a creche para educarmos os nossos futuros cidadãos a fazer as coisas direito. Globalmente, estamos bem, mas ainda temos muita coisa para fazer”, constata. Aumento das renováveis Uma das metas é atingir uma matriz energética com apenas fontes renováveis até 2040 – o que seria inédito num país desenvolvido. Com 54,6% de sua produção energética assim, sobretudo via hidrelétricas, Estocolmo já é exemplar na União Europeia, onde a média é de apenas 18,9% de energia limpa. Entretanto, o país ainda não encontrou uma solução definitiva para os dias frios, quando é obrigado a completar a demanda com importação de eletricidade dos vizinhos alemães e poloneses – onde é produzida por fontes fósseis. Essas e outras incongruências ajudam a explicar a indignação da jovem militante Greta Thumberg – diante da emergência climática, a estudante prefere chamar a atenção para as falhas, em vez dos avanços no país. A especialista em cidades sustentáveis Sofie Pandis Iveroth, referência sobre o tema, também segue nesta linha crítica. Para a autora, a Suécia só poderá afirmar que está no caminho certo da transição ecológica quando abandonar definitivamente a combustão de petróleo, gás ou lixo. "Não, ainda não estamos vendo um verdadeiro movimento transformador na Suécia. Talvez a guerra na Ucrânia ou outra coisa horrível como essa nos empurre a adiar ainda mais a transição. Mas enquanto nós formos dependentes da combustão e