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Em directo da redacção
Israel: Padre católico cabo-verdiano tenta deixar Jerusalém

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 11:23


Israel e o seu aliado americano desencadearam no sábado uma guerra contra o Irão. Desde então o território israelita é alvo, também, de ataques tanto por parte do Irão como da milícia xiita libanesa do Hezbollah. Uma instabilidade que leva à fuga de populações a partir do Estado hebreu. É o caso do clérigo cabo-verdiano Ricardo Monteiro que equaciona deixar Israel e Jerusalém quanto antes. O padre Ricardo Monteiro, da diocese cabo-verdiana do Mindelo chegou a Jerusalém há quatro meses para prosseguir os seus estudos. Com o desencadear da guerra israelo-americana contra o Irão e consequentes retaliações de Teerão, mas também da milícia xiita libanesa Hezbollah este clérigo católico admite que desde o fim de semana passado tudo mudou no terreno e, por ora, tenta deixar quanto antes esta região do mundo. Até aqui tudo mudou, realmente. Estávamos numa rotina. Não obstante o ambiente que já sabemos que é próprio desta zona de tensão. Mas sabíamos que qualquer hora e momento poderia começar uma guerra entre esses países. Porém, tudo mudou porque com as sirenes das 08h15 do sábado, tivemos que suspender todos as actividades ordinárias. No meu caso as aulas, e nos manter em casa vigilantes por causa do início da guerra. Porque de imediato se lançou as informações necessárias e se decretou o tempo de emergência e portanto se disse que a guerra tinha começado. Portanto, temos que tomar as devidas precauções. Pessoalmente, fiquei apreensivo e não sabia bem o que fazer, se tinha que me ausentar do país, se tinha que ficar. E assim as pessoas não sabiam o que fazer no momento. Entretanto, agora, com o andar do tempo, vemos que a guerra continua. Os ataques continuam quase a toda a hora. E realmente o aconselhável é que quem puder também sair dessa região que saia. E é, portanto, suspender as coisas porque não se sabe até quando. Gostaria de fazer. Gostaria de sair, pelo menos por uma fase. Daí, de Jerusalém, para ficar em porto seguro ? Sim, sim. Normalmente estou a tratar de tudo para que eu possa realmente ausentar e normalmente já está tudo tratado com a embaixada. Espero somente do dia e da hora para podermos sair do país. Porque o espaço aéreo continua encerrado. Portanto, se tiver de sair de Israel terá de ir, imagino, por via terrestre até o Egipto, até um território vizinho, não é? Exactamente. As duas possibilidades são Egipto ou Jordânia, que estão abertas ainda As fronteiras terrestres que se pode ser não se podem entrar, mas se pode sair para poder apanhar o voo, a partir desses países. Mas o mais provável neste momento é o Egipto. Vamos ver se tudo se orienta por este lado. Ouve-se falar muito de alertas devido a mísseis que podem vir a ser interceptados. As pessoas é suposto irem para abrigos. Como é que é o dia a dia então do refúgio? No caso destes muitos ataques e de estarem a tocar as sirenes? Exacto. Normalmente, quando há a aproximação de um míssil justamente aqui em Jerusalém, as sirenes tocam. Tu recebes de imediato uma mensagem de alerta no teu telemóvel para quem tem o número de Israel. E de imediato tens que estar atento. Normalmente na aplicação também de alerta, podes ver mais ou menos onde irá cair os restos do míssil interceptado. Portanto, algumas regiões, algumas casas mais oficiais se presume que têm bunkers já previstos. Ou também para a população também está dividida em zonas. Os bunkers estão já preparados. Eu até agora não tive nenhuma necessidade de recorrer a esta alternativa porque em nenhum momento restos de mísseis ou mesmo mísseis caíram perto ou na zona onde estou por causa da prevenção. Eu estou numa zona muito segura e, portanto, não tenho tido essa necessidade. Mas isto é tudo disponível, está tudo muito organizado. As autoridades municipais e temos todas as informações em caso de perigo; o que fazer? Os israelitas ou as pessoas que moram em Israel assistiram ao desencadear desta guerra? O que é que eles lhe dizem. Acha que as pessoas estão a apoiar de facto, as autoridades que decretaram a guerra contra o vizinho Irão ? Sendo que, por o terem feito a milícia xiita do Hezbollah a partir do Líbano, está atacar também Israel. Portanto, ao fim e ao cabo, Israel está a ser avisado por dois actores simultâneos. Sim, normalmente aqui em Israel temos essas duas partes, pessoas que apoiam e que são a favor destes ataques e pessoas também que não aceitam ou que são contra esses ataques. Vamos encontrar isso mesmo entre os hebreus mais ortodoxos. Existe sempre essa divisão. Aqueles que apoiam esta guerra, que apoiam, que acham justa esta intervenção, outros que nem por isso. Que acham que isso é um exagero, que estamos a criar conflito com outros países. Mas nesta região sempre é uma característica. Ao longo dos séculos, sempre. Esta zona foi uma zona de conflito e Israel já está habituado. E as pessoas aqui estão, vêm isso de forma natural. Como eles enfrentam essa crise, enquanto nós, que somos estrangeiros. Estamos um pouco espantados e procurando meios e estar sempre alerta. Eles não levam uma vida normal. Você tem que ir na rua. Você tem que fazer alguma coisa. Fazem porque já estão habituados. E estas fronteiras já desde o ano passado sabíamos desde aquele conflito de fronteira com o Líbano. Eu tive a oportunidade, no mês de dezembro, de visitar estas zonas perto do Líbano e da Síria. São zonas mesmo perigosas porque mesmo antes de esta guerra já existiam conflitos. O conflito nestas zonas é permanente e, portanto, são zonas que às vezes nós não damos conta. Mas está lá o conflito. E agora sim, com o contexto assim favorável, aproveitam sempre para intensificar e poder também atingir um ao outro. Porque esses dois países fazem fronteiras, não são amigos, não têm relações. Acha que a mesma perceção para muitos israelitas, que o inimigo, mesmo existencial, é o Irão e que, portanto, seria necessário de facto visar o Irão por o Irão pretender mesmo acabar com o Estado de Israel ? Na minha humilde opinião, é aquilo que eu fui ouvindo essa inimizade existir. Este perigo é algo que sempre é patente. Existe porque não são amigos, porém acreditamos. Muitos aqui já são mais esclarecidos. Sabem que por detrás desta razão, existem muitas outras razões a nível político, social, económico mesmo. E também agora nesta situação, porque sabemos que neste momento, daqui a pouco vamos entrar no tempo das eleições aqui em Israel. Tudo isso serve um pouco para apresentar um novo panorama e, portanto, acredito que há muita coisa por detrás. Só vindo aqui e conhecendo as realidades é que se pode compreender parcialmente essa história, porque é muita coisa complicada e sabemos que o Irão. Sim, é um perigo para Israel. E sabemos também que Israel não ama o Irão porque sempre Irão se posicionou contra o estado hebraico. Porém, as formas e os contornos que isso vai tomando é que reflecte mais a intenção do indivíduo que guia o país do que a intenção do povo que representa este país. Porque muitos sectores receiam de facto uma invasão terrestre do Líbano por parte de Israel, já que as autoridades do Líbano não conseguem de facto impedir que o Hezbollah continue a disparar mísseis contra Haifa, nomeadamente. Acho que aí em Israel as pessoas acham que enviar tropas para o Líbano poderá vir a acontecer ? Eu acredito que com o andar do tempo isso poderá acontecer, porque tem uma razão que eles alegam. Os hebreus alegam que é uma razão de base, que acho que é muito frágil, mas eles assumem essa posição porque biblicamente, a Terra prometida aos hebreus realmente vai para além da fronteira que Israel tem. Vai para além, vai até ao Líbano. Portanto, acreditam que esse território é deles, que foi usurpado e, portanto, vão usar sempre esse critério para o realizar. Mas é um critério frágil, porque, mesmo biblicamente estudando, vêmos que esse território nunca foi uniforme. Sempre houve conflitos aqui. Às vezes ia até um certo sítio, outras vezes não, dependendo dos líderes e, portanto, não é de todo sustentável. Porém, é o que eles querem mesmo alargar cada vez mais esse território. Entramos na lógica de "a galinha, o ovo. Quem é que chegou primeiro" ? Foram os palestinianos, foram os judeus ? Exactamente. É toda uma dinâmica bastante perigosa. Esteve aí quando havia ainda a questão do conflito, também na Faixa de Gaza. Nessa altura já era complicado aí a situação ? Sim, eu cheguei, já isto tinha acontecido, já tinha Faixa de Gaza. Eu cheguei em outubro do ano passado. Ainda estava quente porque nunca cessou os problemas na Faixa de Gaza até agora. Encontrámos militares naquela fronteira. Nós não podíamos acessar aquela terra aqui, por exemplo, o Patriarca de Jerusalém já lá foi, com todas as tratativas diplomáticas necessárias e sempre que ele traz notícias, um pouco devastadoras, porque realmente aquela zona quase que já não existe, está totalmente destruída. Continua a lançar aquilo que podemos dizer ofensivas aquele território. E eu quando cheguei, ainda encontrei isso. E ainda existe. Ainda é patente essa história, infelizmente. E o que tem? Porque enquanto existir o Hamas, enquanto existir esse poder, eles estarão sempre lá a defender aquelas fronteiras. E contra o Estado de Israel. Dizia que vai tentar de facto sair. Como é que equaciona o seu futuro? O senhor estava de facto a estudar. Precisaria de concluir os seus estudos, portanto imagino que precise prazo de voltar para aí, não é? Exactamente. Normalmente as aulas estão suspensas. A minha missão aqui é o estudo e também o contacto com as zonas bíblicas. Portanto, estando tudo suspendido por um tempo indeterminado e dado o risco que existe... Nós vivemos aqui normalmente, mas acredito que a iminência do perigo sempre está. Não sabemos onde é que esta guerra vai parar, Então eu pretendo ausentar me e reavaliar se no futuro próximo devo regressar para continuar; se num futuro mais longínquo, regressar quando estiver mais controladas e ver ? Porque aqui nessa zona, quem vem para aqui também tem que estar preparado para tudo isto. A instabilidade é permanente e eu acredito que terei que reavaliar e ver o que é mais importante neste momento, até para a minha caminhada como presbítero. Saber onde é que Deus quer que eu esteja para realizar a sua vontade. Está ligado a alguma diocese cabo verdiana ? Sou diocesano da Diocese de Mindelo, em Cabo Verde. É quarta feira, vai tentar sair nas próximas horas ? Talvez hoje já não dá, mas amanhã de certeza. Entre a tarde e depois de amanhã vamos ver. Eu farei de tudo. E também o pessoal diplomático aqui das embaixadas são muito susceptíveis de nos ajudar e de certeza terão já uma solução. Há embaixada cabo-verdiana aí ? Há consulado cabo-verdiano. Temos o consulado, mas sempre eu tento também através da Embaixada de Portugal, também.

Convidado
Médio Oriente: Analista afirma que “não há uma única razão para os ataques ao Irão"

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 8:59


No quarto dia do conflito no Médio Oriente, o exército israelita anunciou, esta terça-feira, o envio de forças terrestres para o sul do Líbano, depois de ter confirmado ataques aéreos simultâneos sobre Teerão e Beirute. Face à retaliação iraniana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou a saída do pessoal diplomático não essencial e das respectivas famílias do Iraque, da Jordânia e do Bahrein, como medida de precaução perante o agravamento da situação na região. Em entrevista à RFI, João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, analisa os objectivos estratégicos em jogo e sustenta que “não há uma única razão para estes ataques ao Irão”. Qual é o objectivo desta guerra? O objectivo desta guerra tem sido dúbio no discurso de Donald Trump. Tem havido diferentes cenários. Poderíamos dizer que o objectivo da guerra foi, até, mais por imposição de Israel: a queda do regime e, naturalmente, no seguimento disso, a criação de condições para que a liderança passasse para uma figura - não vou dizer imposta por Israel ou pelos Estados Unidos - mas para uma figura mais consensual e que alinhasse naturalmente nos propósitos de Israel e dos Estados Unidos. A outra ideia era decapitar completamente o regime, o que não aconteceu, embora ele tenha sido em parte já removido. Estou a falar da liderança iraniana. Mas não há, objectivamente, uma única razão para que estes ataques à República Islâmica do Irão estejam a acontecer. Vimos agora Ali Larijani [secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional] a dizer que não vai ceder a qualquer tipo de reforma. Ali Larijani é o homem com quem Donald Trump poderia negociar, o que leva a pensar que toda esta ofensiva não será capaz de derrubar este regime estruturado e autoritário… Não, não vai acontecer. Porque, se nós verificarmos o perfil dos nomes que são apontados como principais candidatos, o regime teocrático vai manter-se. E nenhum deles vai alinhar com cedências a Israel e aos Estados Unidos. Poderá haver, e há, elementos de uma linha mais branda, mas há determinados pontos que são comuns. Portanto, não há nenhuma cedência aos interesses do Ocidente. São essencialmente interesses de natureza económica e, naturalmente, a preservação de alguma influência política e até securitária na região, que tem estado a ser protagonizada por Israel. Vários Estados, como a Finlândia, a Noruega e a Colômbia, denunciaram um “ataque ilegal”. A Rússia fala em “agressão”. O Senegal condena o uso da força e países como a Suíça, a Irlanda e a Espanha pedem o respeito pelo direito internacional. Os Estados Unidos e Israel falam em “ataques preventivos”. Um ataque destes deveria ter sido lançado com a luz verde do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Absolutamente. Este ataque, desde logo, deveria ter sido discutido, votado e eventualmente aprovado no Congresso norte-americano. Isso não aconteceu. A nível macro, as Nações Unidas deveriam ter uma voz activa nesta decisão bilateral, incluindo também Israel. Isto vai, de facto, contra aquilo que são as normas do direito internacional, que não contempla este tipo de intervenção. Trata-se, objectivamente, de uma agressão a um Estado soberano. E a Europa no meio disto tudo? A classe política europeia está dividida. De um lado, há aqueles que afirmam peremptoriamente que esta iniciativa - norte-americana e israelita - faz todo o sentido, porque estão a tentar decapitar as intervenções de um país que é considerado atentatório das liberdades e da paz. E há outros que defendem que tudo isto vai contra aquilo que é o direito internacional instituído e que já deixou de haver regras, porque há um protagonista chamado Donald Trump que decide de sua livre iniciativa, desrespeitando as instituições. O Irão retaliou, atacando não só cidades israelitas e bases norte-americanas, mas também alvos noutros Estados do Golfo, nomeadamente na Arábia Saudita, invocando a legítima defesa. Estes ataques são legais? Aqui volta a haver uma divisão, porque se trata de uma violação da soberania. Mas há o outro lado, que defende a tese iraniana: trata-se de um acto de legítima defesa, porque não estão a atacar a soberania desses países; estão a atacar território - entre aspas - norte-americano que se encontra nesses países. Estou a falar de bases militares que estão nesses países, incluindo Omã, que se disponibilizou para mediar o conflito. E as pessoas perguntam: se Omã está a querer mediar o conflito, porque é atacado? É atacado exactamente porque as forças ocidentais se encontram instaladas nesses territórios. E vai acontecer o mesmo no futuro. Eles vão continuar - estou a falar do Irão e, eventualmente, dos seus aliados, o Hezbollah e, mais a nível regional, os Houthis no Iémen - a atacar as bases norte-americanas. Mas é também uma forma de fazer pressão sobre os Estados Unidos para pararem com a ofensiva? Essa pressão, julgo, não vai ter grande sucesso junto de Donald Trump e, mais ainda, de Benjamin Netanyahu. Os Estados do Golfo poderão também invocar legítima defesa para responder aos ataques iranianos? Não acredito nessa possibilidade. Haverá manifestações públicas de ataque, manifestações de descontentamento e declarações relativas a uma agressão que não deveria ter acontecido, de qualquer maneira. A reacção dos Estados do Golfo perante os ataques iranianos é uma reacção perfeitamente legítima e constitui um motivo de discussão ao nível do direito internacional. O alastramento desta ofensiva já é visível entre Israel e o Líbano. De acordo com o último balanço, os ataques israelitas causaram 52 mortos e mais de 150 feridos. É real o risco de um conflito global? O conflito regional já existe. O risco global não é desejável. E eu, pessoalmente - e muitos analistas - não acreditamos que este conflito se globalize. Até porque, vejamos: o Hezbollah, a partir do Líbano, enviou mísseis para o norte de Israel. A reacção de Telavive é considerada normal e legítima. E isso provocou, de imediato, por parte do Presidente libanês, uma reacção dirigida naturalmente ao Hezbollah, para terminarem com essas agressões. E para entregarem as armas… Exactamente. O Hezbollah vai continuar a ser um apoio para o Irão. Não é crível que estes ataques sejam interrompidos. O Hezbollah vai continuar a atacar território israelita. Ainda sobre o Irão, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 2 de Março, que não hesitaria em enviar tropas norte-americanas para o Irão. Donald Trump, que sempre se opôs às guerras, poderá enviar homens para o terreno? Homens para o terreno - como se diz, botas no terreno - é improvável. Até porque os Estados Unidos não estão a confrontar-se com um Estado como a Venezuela. A questão do Irão é bem diversa, muito arriscada e muito perigosa. Para já, porque estão mais preocupados - os Estados Unidos e Israel - em eliminar fisicamente determinadas figuras do que em trazê-las para o seu território para depois serem julgadas. Quais são os impactos desta guerra no Médio Oriente? Impactos económicos? Fala-se já do preço do petróleo, que disparou, e do encerramento do Estreito de Ormuz. A China é o principal país impactado? A China está preocupada, embora ainda não se tenha manifestado de forma contundente, e a Rússia também condenou os ataques. O preço do petróleo já vai na casa dos 100 dólares por barril. O Estreito de Ormuz foi fechado. Todavia, há a possibilidade de haver, por parte dos Estados Unidos, uma acção para eliminar esta intervenção iraniana no Estreito de Ormuz. De qualquer maneira, a China vai contribuir decisivamente para que haja um abrandamento e para que o Estreito de Ormuz seja reaberto. Mas a troco de contrapartidas; terá de ser negociado. A China vai continuar a resolver o problema com a importação de petróleo e gás, mas, naturalmente, vai sofrer as consequências também ao nível dos preços. Esta situação, dentro de dias, começará a fazer-se sentir, com os efeitos do encerramento do Estreito de Ormuz, e estou naturalmente a falar da economia a nível mundial.

Más de uno
Las similitudes entre Trump y Sánchez

Más de uno

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 2:02


Se ha hablado mucho de las similitudes entre Sánchez y Trump, pero es que la cosa se les está yendo de las manos. Exactamente el mismo día en el que Trump anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre los OVNIS, Sánchez anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre el 23F. Dicen que es una cortina de humo, pero a mí que la información salga a la luz me parece bien, si algo sorprende es que haya periodistas en contra, como diciendo: "¡No nos despisten con información valiosa mientras nos estamos metiendo con Sánchez!". Pero si algo me preocupa realmente es que Trump y Sánchez se acaben liando en este 'crossove' y acaben diciendo que Tejero venía de Ganímedes o que aquel objeto volante de Florida era, en realidad, el resplandeciente ego de Sánchez, caminito de Dominicana.Puestos a desclasificar, Feijóo ha desclasificado también el documento secreto sobre su negociación con Abascal. Pero esto no es una cortina de humo, esto debe ser luz sobre la niebla.En cualquier caso, las similitudes entre Trump y Sánchez no terminan con la desclasificación de documentos para tapar las malas encuestas. Hay tantas que lo que empieza a preocuparme es que Sánchez se ponga a llamar a 'Las mañanas de la 1' haciéndose pasar por es un señor de Segovia que admira al presidente, por su belleza, su intelecto y sus firmes hombros, especialmente dotados para sostener el peso de un país, ¡oh, Atlas de Tetuán!Aunque en España el tal John Barron tendría su propio programa. A Sánchez le basta con sus perrillos falderos para no tener ni que llamar a ningún sitio. Hablando de perrillos, recuerdo ahora que en la última campaña el presidente se apropió del apelativo ese de 'Perro Sánchez'. Se enorgullecía, por tanto, de ser un hombre-perro. Bien: no sé si Sánchez será el último déspota. Pero lo que me queda claro es que fue el primer 'therian'.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_24 Episódio de meia-distância

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 40:14


Exactamente 22 anos depois caía a noite na capita portuguesa e a Académica regressava ao Restelo para tentar uma vitória. O número de golos foi o mesmo, mas a distribuição não foi a melhor. Há 22 anos foram 5 para nós e zero para o Belenenses, desta vez O Belenenses venceu por 3-2. Neste que é um episódio especial, só com remates de meia distância vamos ouvir o que os nossos comentadores de serviço Ricardo Goucha e Guilherme Imperial tem a dizer sobre este jogo, o andamento do campeonato e vamos fechar com uma antevisão à recepção ao União de Santarém. Episódio conduzido por José David Lopes.

Más Noticias
Las similitudes entre Trump y Sánchez

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Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 2:03 Transcription Available


Se ha hablado mucho de las similitudes entre Sánchez y Trump, pero es que la cosa se les está yendo de las manos. Exactamente el mismo día en el que Trump anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre los OVNIS, Sánchez anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre el 23F. Dicen que es una cortina de humo, pero a mí que la información salga a la luz me parece bien, si algo sorprende es que haya periodistas en contra, como diciendo: "¡No nos despisten con información valiosa mientras nos estamos metiendo con Sánchez!". Pero si algo me preocupa realmente es que Trump y Sánchez se acaben liando en este 'crossove' y acaben diciendo que Tejero venía de Ganímedes o que aquel objeto volante de Florida era, en realidad, el resplandeciente ego de Sánchez, caminito de Dominicana.Puestos a desclasificar, Feijóo ha desclasificado también el documento secreto sobre su negociación con Abascal. Pero esto no es una cortina de humo, esto debe ser luz sobre la niebla.En cualquier caso, las similitudes entre Trump y Sánchez no terminan con la desclasificación de documentos para tapar las malas encuestas. Hay tantas que lo que empieza a preocuparme es que Sánchez se ponga a llamar a 'Las mañanas de la 1' haciéndose pasar por es un señor de Segovia que admira al presidente, por su belleza, su intelecto y sus firmes hombros, especialmente dotados para sostener el peso de un país, ¡oh, Atlas de Tetuán!Aunque en España el tal John Barron tendría su propio programa. A Sánchez le basta con sus perrillos falderos para no tener ni que llamar a ningún sitio. Hablando de perrillos, recuerdo ahora que en la última campaña el presidente se apropió del apelativo ese de 'Perro Sánchez'. Se enorgullecía, por tanto, de ser un hombre-perro. Bien: no sé si Sánchez será el último déspota. Pero lo que me queda claro es que fue el primer 'therian'.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/mas-noticias--4412383/support.

Convidado
Daniel Chapo: “O terrorismo e o clima não se resolvem apenas com bilateralismo”

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 15:10


No rescaldo da 39.ª Cimeira da União Africana, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, fez um balanço “bastante positivo” da liderança angolana da organização, alerta os desafios das mudanças climáticas ao nível do continente e lembra que áfrica tem de se fazer representar no Conselho de Segurança da ONU. RFI Português: Que balanço faz desta 39.ª Cimeira da União Africana? Presidente de Moçambique, Daniel Chapo: Faço uma análise bastante positiva, porque a 39.ª Cimeira da União Africana concentrou-se muito sobre questões relacionadas com infra-estruturas e, sobretudo, a questão da água a nível do continente. Concretamente, sobre a Presidência angolana [da União Africana], faço um balanço bastante positivo, porque o Presidente João Lourenço fez um esforço extraordinário para ver se conseguimos alcançar a paz, por exemplo, no Leste da República Democrática do Congo, para além de várias frentes que abriu para questões de paz e segurança, que é uma das grandes preocupações dos países ao nível do continente africano. Outro aspecto bastante importante está relacionado com os desafios das mudanças climáticas. Todos nós, ao nível do continente, estamos mais solidários. É uma matéria na qual África tem que continuar a se fazer sentir a nível mundial. O outro aspecto bastante importante é assento para o continente africano no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Inclusive, aconteceu uma reunião à margem da cimeira da União Africana, precisamente para preparar uma posição africana em relação ao próximo secretário-geral das Nações Unidas - o mandato de António Guterres termina em Dezembro de 2026. Seria importante que a África estivesse alinhada não só para a corrida ao secretário-geral das Nações Unidas, mas também na representação no Conselho de Segurança? É um ponto extremamente importante para o continente africano. O Presidente João Lourenço fez esse trabalho durante o seu mandato. Nós, como África, conseguimos fazer sentir a nossa voz ao nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Setembro do ano passado, quando estivemos em Nova Iorque. Como países africanos temos que nos organizar para que África também se faça sentir. Achamos que chegou o momento das Nações Unidas fazerem uma reforma, que passa além do secretário-geral das Nações Unidas, pela questão relacionada com o assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A questão dos golpes de Estado é uma temática que há muitos anos assola África e que foi novamente relembrada nesta cimeira, também é uma questão que o preocupa? Preocupa-me bastante e quero elogiar mais uma vez o Presidente João Lourenço, no seu discurso do fim do mandato, deixou de uma forma muito clara e condenou, deixou palavras muito duras e necessárias, de que não podemos normalizar os golpes de Estado ao nível do continente africano. E ultimamente, o que tem acontecido é que as pessoas golpeiam, acontecem golpes e depois nós normalizamos. Portanto, somos países de direito democrático. Temos realizado eleições de cinco em cinco anos e achamos que é extremamente importante, como africanos, continuarmos a respeitar os princípios que regem as nossas constituições dos países, mas também os princípios da União Africana. Os povos africanos têm direito de escolher os seus líderes e continuarem a trabalhar e não haver golpes de Estado. Estou bastante impressionado com a forma como o Presidente João Lourenço condenou e achamos que, como líderes africanos, este caminho que temos que seguir. A água e saneamento são prioridades desta nova presidência rotativa da União Africana. Este é um dossier crítico para África. Especificamente em Moçambique, qual é a situação? É um dossier extremamente crítico não só para Moçambique, mas para todo continente africano. Por uma razão muito simples, o maior desafio que nós temos são as infra-estruturas para a retenção da água, para o tratamento de água para termos água potável e questões relacionadas com o saneamento, que é extremamente importante para evitarmos as doenças. Em Moçambique, concretamente, estamos neste momento a sofrer de cheias e inundações. Tivemos também o ciclone Gezani que afectou, portanto, o país. Foram cerca de 800.000 pessoas deslocadas para os centros de acomodação temporária. Se nós tivéssemos recursos financeiros para a construção de barragens, a construção de vias que possam realmente conter o curso das águas, seria uma grande solução. Mas também quero falar uma coisa muito importante: as mudanças climáticas são uma realidade ao nível do mundo. É uma coisa que eu tenho dito em todos os encontros internacionais ligados às mudanças climáticas e à justiça climática, a justiça ambiental. A questão climática é mundial. Mas Moçambique é um dos países que mais sofre as consequências das alterações climáticas. O seu país ainda não recuperou das inundações e já estava a ser fustigado por um ciclone. Em que ponto é que está a justiça climática que tanto se fala nestas cimeiras? Infelizmente, da palavra à acção ainda falta muito caminho. Eu tenho dito isso em todos os encontros internacionais e como campeão africano para a gestão de desastres a partir da União Africana, também o voltei a fazer sentir essa voz. Se realmente o mundo reconhecesse que a África, em particular Moçambique, não polui quase nada, mas, dada a localização geográfica, sofre ciclicamente de cheias e inundações, ventos ciclónicos, tinha que haver aqui compensação - isso é que seria uma verdadeira justiça climática - para que Moçambique pudesse construir essas infra-estruturas para a gestão das águas, barragens, etc. Temos projectos, temos planos, mas os recursos financeiros que temos neste momento não são suficientes. Se o mundo fosse solidário e percebesse esta questão da justiça climática, poderíamos realmente ter financiamento daqueles que poluem mais para aqueles que poluem menos, como o caso de Moçambique, mas que infelizmente sofrem mais as consequências. Mesmo assim, Moçambique tem evoluído, tem melhorado a nível de sistemas de alerta e a população também já se encontra mais consciente das recomendações, dos alertas das autoridades, porque efectivamente, a nível de mortos, o número tem vindo a diminuir. Sim, sem margem de dúvidas, os números falam. Em 2000, aconteceram as cheias na província de Gaza, que tiveram uma magnitude menor do que estas cheias de 2026, mas tivemos cerca de 700 mortos e mais de 2.000 pessoas desaparecidas. Estas cheias de 2026, tiveram uma magnitude maior do que as 2000 e tivemos um número menor de desaparecidos. E em termos também de mortos, tivemos um número muito menor. Estou a falar de cheias que aconteceram no mesmo espaço, em épocas diferentes. Vamos melhorando cada vez mais e agora tivemos o [ciclone] Gezani. Se não tivesse havido o aviso prévio, se não tivesse havido alerta e as populações não tivessem assumido aquilo as medidas de prevenção para que não houvesse consequências graves, tenho certeza absoluta que o Gezani teria causado danos maiores. Causou danos menores porque a população moçambicana já está em alerta para estas situações e obedece. Ainda temos desafios porque ainda temos populações que, infelizmente, não obedecem. Mas quando comparamos o que acontecia antes e o que acontece hoje em termos de consequência, a situação moçambicana está a melhorar bastante. Eventualmente em Adis Abeba, procurou apoios para a reconstrução do país após inundações e após ciclone, nomeadamente na Cimeira Itália-África? Sim, conseguimos fazer vários contactos a partir da União Africana e a União Africana garantiu-nos que continua a mobilizar recursos, para que haja um apoio na fase de reconstrução. Na cimeira Itália-África, voltamos a agradecer o apoio que temos recebido da União Europeia e dos seus países membros. Nesta fase, as populações estão deslocadas, vão regressando paulatinamente às casas, mas ainda temos os centros de acomodação. Mas temos certeza absoluta que depois vamos precisar reconstruir o país. E os parceiros também responderam positivamente. Neste momento, tanto os parceiros de cooperação internacionais como os nacionais estão a se preparar para podermos trabalhar juntos por forma a reconstruímos o país, depois desta fase em que nos encontramos. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse-se muito preocupado com a situação em Cabo Delgado. Especificamente, que estratégias o seu governo está a adoptar para proteger os civis, para garantir a segurança? E quais são as grandes dificuldades que o governo moçambicano tem para acabar com o terrorismo, com a insurgência naquela região do país? Neste momento, o que posso garantir é que a situação da segurança é relativamente melhor do que estava antes. Digo isto porquê? Porque quando aconteceram os primeiros ataques em 2017, estes homens terroristas chegaram a ocupar várias vilas nos distritos da zona norte da Província de Cabo Delgado. A título de exemplo, a vila de Macomia, a vila de Mocímboa da Praia estavam totalmente ocupadas. Quando digo que está relativamente melhor é porque, neste momento em que estamos a falar, não há nenhuma vila da província de Cabo Delgado que esteja ocupada. As instituições públicas continuam a trabalhar, as populações estão nas vilas, mas têm havido ataques esporádicos dos terroristas, principalmente nas aldeias vizinhas das vilas, ao no nível do distrito de Mocímboa da Praia, distrito de Macomia, é esta que é a grande preocupação. Quando fazem esses ataques esporádicos, tem havido deslocação das populações. Então, quando há um disparo ou um ataque, as populações acabam se deslocando. E, felizmente, mais uma vez temos tido uma grande ajuda das agências das Nações Unidas e outros parceiros continuam e conseguem dar o apoio às populações quando se deslocam. Mas, o país precisa de mais ajuda? Neste momento, temos ajuda da União Europeia, que está a trabalhar connosco. Mas também continuamos a trabalhar com as forças do Ruanda, ao nível do terreno, e as nossas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Agora, no que toca realmente à assistência às populações, nós achamos que as ajudas são sempre necessárias. As agências das Nações Unidas e os parceiros de cooperação estão no terreno, continuam a trabalhar e nós também continuamos a trabalhar, de várias formas, para que possamos encontrar a solução para este assunto do terrorismo em Cabo Delgado. Mas é um assunto complexo. O terrorismo não é um fenómeno só de Moçambique, é um fenómeno global e internacional. À semelhança do que falava no início sobre a justiça climática, se o mundo se apercebesse que o terrorismo é um fenómeno global que tem que ser estancado, nós tínhamos que nos unir como mundo e trabalhar para terminar com esses fenómenos terroristas, à semelhança das mudanças climáticas que afectam todo o mundo, embora com focos de incidência em certos pontos do mundo.   A importância do multilateralismo que tanto se fala nos dias de hoje, com este mundo cada vez mais fragmentado e numa evolução, transformação alucinante. Exactamente. Eu acho que o multilateralismo é extremamente importante, mas, hoje em dia, há quem se concentre só nas questões bilaterais, não está preocupado com o multilateralismo e isto pode perigar o futuro deste planeta Terra. As mudanças climáticas e o terrorismo são fenómenos globais, aos quais não se responde só com situações bilaterais. E podia dar vários outros exemplos que mostram que o multilateralismo é extremamente importante ao nível do planeta Terra, para a resolução de vários desafios que o mundo tem. Vê com preocupação as ameaças que têm sido dirigidas à classe jornalística em Moçambique? Isto preocupa-me bastante. Quando aconteceu o atentado a um jornalista na província de Manica, fiz questão de reagir, logo, a condenar, porque Moçambique é um país de direito democrático, que respeita os direitos humanos. Moçambique é um país de liberdades, tem liberdade de imprensa como lei, tem liberdade de imprensa como um princípio a ser respeitado para podermos construir este Moçambique e outro aspecto bastante importante é que Moçambique é um país que defende a liberdade de expressão. Para mim é extremamente importante trabalhar com a imprensa, porque a imprensa não só comunica, não só informa, mas forma a sociedade moçambicana. Daí que as ameaças jornalistas são actos a condenar veementemente, para podermos construir um país de liberdade, que é o futuro que todos nós precisamos para, juntos como moçambicanos, desenvolvermos o país.

Podcast de Juan Merodio
#1069: La IA casi nunca busca exactamente lo que el usuario escribe (un estudio lo confirma)

Podcast de Juan Merodio

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 18:10


Cómo mejorar con IA el negocio en 2026 (clase gratuita): https://landing.tekdi.education/clase-gratuita-tekdi-podcast-jm.html Agenda una llamada para entrar en TEKDI: https://calendly.com/tekdi_negocios/sesion-1a1

Radio Bilbao
Exactamente hoy, 90 años de las elecciones del 36, ¿qué aprendimos en el territorio?

Radio Bilbao

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 23:46


El 16 de febrero de 1936 (con segunda vuelta el 1 de marzo), se dio una amplia victoria del Frente Popular, pacto electoral formado por Izquierda Republicana, Unión Republicana, PSOE, PCE y otras fuerzas de izquierdas (incluida ANV en algunas provincias), frente a unas formaciones de derecha que no fueron capaces de establecer alianzas electorales generalizadas. Inmediatamente, se conformaría un gobierno presidido por Manuel Azaña, constituido por miembros de su propio partido (Izquierda Republicana), Unión Republicana y algún independiente. Excepto en la circunscripción de Bizkaia capital, en Araba y Gipuzkoa  fue necesario realizar una segunda vuelta 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 514: 12 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para adolescentes - ¨La vuelta al mundo en 365 días¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 4:11


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church12 de Febrero¿Madera que corta las piedras?«EL SEÑOR LE DA FUERZA A SU PUEBLO; EL SEÑOR LO BENDICE CON PAZ» (SALMO 29:11).Viajar a Machu Picchu, en Perú, es vivir un sueño impresionante. La vista se pierde en la inmensidad de las montañas altísimas en un gran valle verde. Las ruinas de esta ciudad milenaria se hallan incrustadas en la cima de un pico montañoso a 2.400 metros de altura. ¿Pensaste alguna vez que esta civilización habitaba normalmente a una altura equivalente a la de un edificio de 857 pisos? Y allí tenían 172 casas, una municipalidad, huertas, templos y plazas. Eso sin mencionar que las plantaciones agrícolas parecen deslizarse por las laderas y casi se pierden precipicio abajo. ¡Es alucinante! Y pensar que todo eso se realizó en la fase más gloriosa del Imperio inca, allá por el siglo XV.Lo que más me sorprendió de este viaje fue ver las toneladas de piedras cuidadosamente recortadas en cubos para apilar, que servían para armar paredes y muros. ¿Cómo pudieron recortar así las piedras? Todos esos ladrillos naturales hechos de rocas puras fueron moldeados con madera. Si nunca viste una madera que corta granito, prepárate porque los incas lograron esta proeza.Los guías turísticos del lugar cuentan que, para hacer tantos bloques de piedra, los constructores solo utilizaban madera y agua: se hacían agujeritos en la roca y, en esos espacios, se introducían pedazos de madera mojada. Usando técnicas locales de enfriamiento, se congelaba el agua y, como aumentaba de tamaño al pasar de estado líquido a sólido, se multiplicaba la presión interna. Como resultado, la piedra se rompía al medio y se formaban pedazos más pequeños y fáciles de manipular. ¿Se construyó una ciudad entera gracias a la fuerza del hielo dentro de la roca? ¡Exactamente! Quedé con la boca abierta al pensar en el poder de la madera congelada. ¿Y quién dice que un lápiz no puede partir una montaña?No tengas miedo hoy de enfrentar tus mayores desafíos. Si Dios está contigo, ni las piedras serán más fuertes que la «presión protectora» que viene del cielo. Por sí solo, el ser humano es una simple ramita frente a la durísima roca; sin embargo, con Cristo es posible hasta cortar nuestros grandes problemas al medio. ¿Qué tal?Permite que Jesús haga maravillas en ti y a través de ti. Con un compañero así, ni las piedras serán invencibles. 

Despierta tu Alma con Chofi
REPITE ESTAS 6 PALABRAS Y OBTEN Exactamente Lo Que Quieres CON LA LEY DE ATRACCION | EP 362

Despierta tu Alma con Chofi

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 22:39


Gracias por ver mis episodios, me gustaría que me puedas dejar tu comentario sobre que te ha parecido este episodio de espiritualidad. Además quiero contarte que yo soy tarotista y si te gustaria tener una lectura de tarot conmigo personalizada, puedes ingresar a www.chofitv.com o en www.chofitv.com.ec  Mis redes sociales de Chofitv Youtube: https://www.youtube.com/@ChofiTVInstagram : https://www.instagram.com/chofitvoficial/Tiktok: chofitvoficial

Convidado
"Tribunal Constitucional é responsável" pela crise que se vive em São Tomé

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 8:09


Em São Tomé e Príncipe, desde que o Tribunal Constitucional declarou inconstitucional o decreto do Presidente Carlos Vila Nova, que demitiu o Governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada, em Janeiro de 2025, o país mergulhou numa crise política sem precedentes. Esta segunda-feira, 2 de Fevereiro, 29 deputados são-tomenses, reunidos sob protecção policial, destituíram a presidente do Parlamento e exoneraram os cinco juízes do Tribunal Constitucional, através de resoluções aprovadas por unanimidade, decisões que o próprio Tribunal Constitucional acabou por declarar, mais tarde, inconstitucionais. Em entrevista à RFI, o antigo chefe do executivo são-tomense, Gabriel Costa, alerta para o caos político que se vive no país e acusa o Tribunal Constitucional de ser o principal responsável por esta situação. No passado mês de Janeiro, o Tribunal Constitucional declarou inconstitucional o decreto do Presidente Carlos Vila Nova, que demitiu o Governo do primeiro-ministro Patrice Trovoada, em Janeiro de 2025, mergulhando o país numa crise política sem precedentes. Um ano depois, esta decisão faz sentido? O Tribunal Constitucional não tem competência para sindicar os actos de natureza política do Presidente da República nem do Governo. Esses actos não são susceptíveis de serem declarados inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional, de maneira nenhuma. Não faz sentido. Quando os tribunais não estão ao serviço da democracia nem do Estado de Direito, põem-se a jeito. Este tipo de decisão retira toda a credibilidade ao Tribunal Constitucional e abre espaço para todo este imbróglio que mergulha, uma vez mais, o país na confusão. E depois há ainda a coincidência desta decisão. As pessoas não são parvas. Considera que esta decisão foi tomada tendo em conta o calendário eleitoral, com a marcação das eleições? Exactamente. Que garantias se dão quando se utilizam as instituições para um determinado fim que não tem nada a ver com as suas competências, acabando por mergulhar o país num caos? Com todo o respeito, os juízes estiveram muito mal. O ADI avançou com uma moção de censura contra o Governo do primeiro-ministro Américo Ramos, uma moção de censura que acabou por ser anulada. A democracia está em causa em São Tomé e Príncipe? [A democracia] sai beliscada, e as pessoas não se apercebem do mal que fazem ao país e à democracia com estes expedientes. Porque estamos, cada vez mais, depois de toda essa história do 25 de Novembro de 2022 [quatro homens tomaram de assalto o quartel das Forças Armadas, na capital de São Tomé, numa alegada tentativa de golpe de Estado, de onde resultaram quatro mortos], numa encruzilhada terrível. Até agora não foram julgadas as pessoas responsáveis por esse massacre, esse crime hediondo. O que é que nós transmitimos à sociedade? O que é que o mundo pensa de nós? Que somos um Estado falhado. Nesta segunda-feira, 2 de Fevereiro, deputados são-tomenses destituíram a presidente do Parlamento, Celmira Sacramento, acusando-a de violar as leis  e o bom nome do Parlamento, demitiram cinco juízes do Tribunal Constitucional e elegeram um novo presidente da Comissão Eleitoral. Horas mais tarde, o Tribunal Constitucional declarou inconstitucional a convocatória e anulou as deliberações… No meu entender, o Tribunal Constitucional é o principal responsável por esta situação (…) Nós não pensamos o país. Hoje, São Tomé vive uma crise energética sem precedentes, há falta de água. Temos uma série de problemas que são prementes, que os representantes do povo têm vocação para solucionar ou para encontrar soluções para essas questões. Os governantes, em vez de estarem a resolver e a encontrar soluções para os problemas da população, perdem tempo com guerras políticas? Não estamos a pacificar a sociedade nem estamos a criar condições para que haja o entendimento necessário, indispensável, para que o essencial daquilo que preocupa esta população seja resolvido. Foi para isso que essas pessoas foram eleitas. Uma deputada do ADI agrediu o antigo presidente do Parlamento, Delfim Neves, com uma pedra na cabeça. Que imagem se envia desta casa que trabalha para o povo? Isto é uma amostra da intolerância que existe no país. Estas pessoas tinham obrigação, pelas funções que ocupam, de representar o povo. Esta situação revela um sinal muito preocupante de intolerância, podendo levar o país - numa altura em que se aproxima um ambiente pré-eleitoral - para uma situação de alguma conturbação. Que comportamento se espera do chefe de Estado Carlos Vila Nova e do primeiro-ministro Américo Ramos perante esta crise política? São duas figuras que devem garantir e regular o bom funcionamento das instituições. Um grupo de deputados do MLSTP veio agora pôr em causa a maioria absoluta da ADI. Esta postura agudiza ainda mais o caos político que se vive no país? Não são os deputados. É preciso ver que há uma espécie de cisão no seio do ADI. A designação de Américo Ramos como primeiro-ministro causou alguma turbulência ao nível dessa maioria absoluta. Mas eu acho que a crise no interior do ADI tem afectado o conjunto do país, porque um partido que ganha as eleições legislativas com maioria absoluta, que tinha um presidente com afinidades políticas, um antigo militante e dirigente do ADI, a priori tinha condições criadas para uma governação com alguma sustentabilidade, com toda a chance de poder realizar o seu programa político. Não foi o que se verificou no nosso Governo. O Governo liderado por Américo Ramos tem condições para se manter no poder? As eleições estão marcadas e talvez o que tenha retirado o argumento ao ADI - que tinha introduzido uma moção de censura - foi o facto de o Presidente da República ter marcado eleições. No meu entender, eles ficaram sem argumentos, uma vez que, quando são marcadas eleições, não é possível dissolver a Assembleia. As eleições estão marcadas, terão lugar em Julho; seis meses antes das eleições - as normas são claras nessa matéria - não se pode dissolver a Assembleia. Qual é que deve ser aqui o papel dos partidos da oposição? Os partidos da oposição devem estar todos de acordo e devem colocar o país eem primeiro lugar.  Relativamente à questão da governação, isto está tão mal que alguém com dois olhos na cara, que pense efectivamente no país e que não esteja com outras intenções, só pode ter uma conduta: Devemos entendermo-nos sobre o que é essencial para salvar o nosso país, para tentar tirá-lo do atoleiro em que se encontra. E os actores políticos são responsáveis, tanto quem estava no pode, como quem está na oposição. Toda a gente tem a sua quota-parte de responsabilidade nisto. Isso deveria impelir-nos a ter uma outra atitude. Ninguém tem soluções mágicas ou miraculosas. Desenganem-se. Não venham com histórias. Já se experimentou tudo. Se não se puser de lado o egoísmo e as agendas pessoais, nós não vamos lá. A mim, o que me preocupa são estes sinais de intolerância e de alguma violência verbal e física. Era preciso reconciliar esta nação consigo própria, com os seus filhos.

Convidado
Angola: Lei das ONG "constitui violação do direito à liberdade de associação"

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 9:14


O Parlamento angolano aprovou, nesta quinta-feira, 22 de Janeiro, em votação final, a lei sobre o estatuto das ONG, com os votos contra da UNITA, que considerou que o diploma restringe a liberdade de associação. Em entrevista à RFI, Zola Álvaro, activista e presidente da Associação Cívica Handeka, refere que esta lei vai dificultar o trabalho das ONG e reintroduz o espírito de controlo, o que constitui uma violação do direito à liberdade de associação.   O MPLA, partido no poder em Angola, considera que esta lei “reafirma o princípio do Estado de direito”. Este diploma salvaguarda os direitos das ONG em Angola? Discordamos todos a esse nível. Tanto as organizações da sociedade civil como os 72 deputados da UNITA -que votaram contra - e as duas abstenções. Uma posição diferente da dos deputados do MPLA, que votaram a favor [do diploma]. Primeiro, há um conjunto de preocupações em torno da aprovação desta lei, principalmente quando é aprovada num contexto pré-eleitoral, com toda essa celeridade, e quando tenta ressuscitar normas já declaradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional angolano. No Acórdão n.º 447/17, que revogou o Decreto Presidencial n.º 74/15, a [lei das ONG] tenta claramente introduzir este espírito de controlo através de uma lei ordinária, o que constitui uma violação material do direito à liberdade de associação. O Governo angolano refere que esta lei confere às ONG um quadro jurídico “claro, moderado e equilibrado”. Não era necessário preencher este buraco na lei? Claro que não. A lei estabelece um conjunto de barreiras burocráticas que asfixiam [as ONG], com obrigatoriedades. O artigo 19 contém um conjunto de exigências, como é o caso de relatórios mensais exaustivos. Essas medidas desviam os recursos e o tempo que deviam ser dedicados ao apoio directo às populações mais vulneráveis. Depois, há ainda o artigo 22, que fala sobre a não exportação do capital já doado pelas organizações. Isso retira toda a confiança do doador, porque, na definição, construção e arquitectura de projectos, pode haver excedentes, e esses excedentes têm de ser devolvidos ao doador, conforme as exigências contratuais. Ao existir uma lei doméstica que proíbe essa garantia, vai, certamente, retirar toda a confiança do doador nesse processo de aprovação de projectos locais. O executivo refere ainda que esta lei vai permitir o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo… Até agora, não há registos, nem qualquer decisão judicial, de que uma associação angolana esteja envolvida em branqueamento de capitais ou em financiamento do terrorismo. Essa preocupação expressa na lei pode ser legítima, mas não se trata de uma questão de prevenção. Não, é de facto, uma questão de controlo das organizações. Trata-se de uma forma de o Governo controlar a liberdade e a autonomia das associações? Há aqui um aproveitamento nesse sentido, porque Angola já dispõe de um conjunto de dispositivos normativos próprios que previnem o branqueamento de capitais, a corrupção e o financiamento do terrorismo. A UNITA, o principal partido da oposição no país, votou contra, alertando para o facto de esta lei restringir a liberdade de associação. A partir de hoje, o trabalho das ONG fica mais difícil? Fica muito mais difícil a partir de agora, porque temos de entender que a intenção fundamental desta lei é, de facto, impedir que as associações continuem a operar com o mesmo nível de autonomia. Esta lei confere poder ao Governo, principalmente no que diz respeito ao encerramento das organizações. Isso demonstra, de facto, o rosto e as pretensões da aprovação desta lei. Quais são as outras mudanças que serão implementadas com esta lei, relativamente ao trabalho das ONG? Os artigos 7.º e 34.º permitem ao órgão decisor -ou seja, a um órgão com poder administrativo - propor onde os projectos devem ser executados e exigir a manutenção de registos dos beneficiários efectivos e de outras pessoas que controlam ou estejam a gerir essas organizações. Ora, as organizações identificam, elas próprias, os espaços adequados para a implementação dos seus projectos. Se existe um órgão administrativo que vai redefinir onde os projectos devem ser executados, isso já não é uma questão de autonomia das organizações. Trata-se de a administração política decidir, efectivamente, onde as organizações devem realizar ou executar as suas actividades. Isso retira, de alguma maneira, a capacidade de decisão própria, a autonomia e a vontade das organizações. Outra grande preocupação prende-se com a obrigação de as organizações partilharem o registo dos beneficiários dessas mesmas actividades. Basta pensarmos, por exemplo, numa associação como a Kutakesa, com objectivos claros de protecção de defensores de direitos humanos, que tem na sua base de dados um conjunto de defensores perseguidos pelo Governo angolano. Já vemos aqui, de facto, uma situação extremamente delicada, em que a instituição que vai monitorizar o exercício das associações exige, efectivamente, uma base de dados desses beneficiários de protecção. Aqui há, de forma clara, má-fé, tanto do proponente como do legislador, ao retirar, de facto, às organizações a autonomia e a capacidade de preservar a identidade dos beneficiários, muitos dos quais têm sido alvo de graves violações de direitos humanos, sendo que o grande prevaricador tem sido o próprio Governo angolano. A proposta de lei sobre a disseminação de fake news (notícias falsas) foi aprovada na generalidade e será agora apreciada na especialidade. Esta lei ajusta-se à realidade de Angola? Não, não se ajusta. Na verdade, o que acontece é que estamos próximos de um processo eleitoral e, ao longo dos últimos anos, tem sido criada, de alguma forma, uma arquitectura, um conjunto de propostas de lei que visam restringir o espaço cívico, limitar as acções das organizações da sociedade civil e a actuação de pessoas individuais, activistas, defensores de direitos humanos e outras iniciativas. Isto faz parte de um pacote legislativo que visa limitar o exercício das organizações da sociedade civil e a iniciativa de cidadãos em torno do próprio processo eleitoral. Há uma tentativa de limitar a liberdade de expressão e de informação? Exactamente. O executivo procura garantir que, durante um processo eleitoral, sejam asfixiadas todas as iniciativas das organizações da sociedade civil, principalmente com esta lei das fake news. Serve também para restringir, de facto, o nível de actuação da imprensa privada e dos defensores de direitos humanos. No entanto, são conhecidas as ameaças que representam as fake news, as notícias falsas. Qual seria o caminho para lutar contra esta ameaça? No contexto angolano, o maior disseminador de informações falsas que circulam na imprensa é o próprio Governo de Angola, através da manipulação da imprensa pública, nomeadamente a TPA, Televisão Pública de Angola, ou a TV Zimbo, estação de televisão privada, que funciona como uma televisão alegadamente alternativa. A televisão pública e os jornais públicos são a maior fonte de desinformação existente e, não apenas isso, são também a principal fonte de manipulação do debate público nacional. Assim, a grande preocupação deveria incidir, de facto, sobre essas fontes já claramente identificadas de desinformação. Poderia existir um mecanismo próprio, assente num espaço de concertação efectiva com a sociedade, sobre a necessidade de legislar contra a desinformação e as fake news. Este tem sido um debate internacional, mas existem mecanismos específicos para os sectores que devem ser alvo dessa preocupação legítima. Que mecanismos seriam esses? Esse processo passaria necessariamente por uma transformação tanto da imprensa pública como da privada, bem como pelo envolvimento da academia e das organizações da sociedade civil. No entanto, tudo isso exigiria vontade política. A maior parte das disposições constantes da proposta de lei visam, na prática, silenciar a imprensa privada e todos os outros intervenientes nos espaços públicos. Nos últimos anos, em Angola, sobretudo através das redes sociais, surgiram fontes alternativas de informação. Vivemos num país onde o acesso à informação, especialmente a informação de interesse público, tem sido cada vez mais escasso. Os meios de comunicação públicos praticamente não informam sobre matérias de interesse público. Assim, os angolanos recorrem a fontes alternativas, que são precisamente aquelas que estão na base da preocupação do proponente da lei -neste caso, o Presidente da República- ao propor um diploma que visa restringir o exercício dessas fontes alternativas de informação. Silenciar essas fontes? O objectivo é claro: silenciar essas fontes, silenciar, de facto, também as pessoas de bem que têm, de alguma forma, tentado informar a sociedade.

La Diez Capital Radio
El Remate; 5 mil millones españoles en trenes en el exterior... (19-01-2026)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 208:46


# EL REMATE: La voz que marca las mañanas. Cada mañana, cuando la ciudad despierta y las noticias comienzan a fluir, hay una voz que marca la diferencia. Una voz que no se conforma con repetir titulares, que no acepta la superficialidad como norma, que se niega a confundir velocidad con rigor. Esa voz es la de Miguel Ángel González Suárez, director y conductor de El Remate, el programa estrella que define las mañanas en La Diez Capital Radio. En un panorama mediático saturado de ruido y fragmentación, donde la inmediatez parece haber desterrado la reflexión y el titular ha sustituido al análisis, El Remate representa algo distinto. Bajo la dirección de González Suárez, este espacio se ha consolidado como un oasis de pensamiento crítico, un lugar donde la actualidad no se persigue frenéticamente, sino que se interpreta con criterio y se explica con profundidad. ¿Qué hace que El Remate sea el programa de referencia matinal en 2026? La respuesta está en su director. Miguel Ángel González Suárez ha construido un espacio donde la política, la economía, la sociedad y la cultura se abordan sin filtros ni concesiones. No hay espacio para los discursos vacíos ni para el postureo mediático. Aquí se analiza lo que ocurre, se interpreta lo que significa y se anticipan los escenarios que nos esperan. Porque entender la realidad, como insiste González Suárez cada mañana, es el primer paso para poder transformarla. El programa no está solo. Acompañado por analistas, expertos y colaboradores de prestigio, González Suárez teje cada día una conversación imprescindible para quienes no se conforman con la superficie de la información. Es un periodismo hecho para una audiencia exigente, que valora la credibilidad por encima del espectáculo, la profundidad por encima de la prisa, la cercanía sin renunciar jamás a la excelencia. En El Remate no se sigue la actualidad. Se la interpreta. Y esa diferencia, aparentemente sutil, lo cambia todo. Porque seguir los hechos es tarea de noticiarios; interpretarlos, comprenderlos, situarlos en su contexto histórico y político, eso requiere criterio, independencia y, sobre todo, honestidad intelectual. Exactamente lo que Miguel Ángel González Suárez aporta cada mañana a los micrófonos de La Diez Capital Radio. La información de calidad no es un lujo, es un derecho. Esta premisa, que guía cada emisión de El Remate, cobra especial relevancia en un año como 2026, donde los desafíos políticos, económicos y sociales exigen ciudadanos bien informados, capaces de discernir entre el ruido y la señal, entre la propaganda y el análisis fundamentado. Por eso, cada mañana, miles de oyentes sintonizan El Remate. Porque saben que encontrarán algo más que noticias: encontrarán comprensión. Porque confían en una voz que no les habla desde la superioridad, sino desde el compromiso con la verdad. Porque Miguel Ángel González Suárez ha logrado lo más difícil en el periodismo contemporáneo: crear un espacio donde la audiencia no es tratada como consumidora pasiva de información, sino como interlocutora activa de una conversación fundamental sobre nuestro presente y nuestro futuro. El Remate es más que un programa de radio. Es el inicio del día informativo para quienes exigen excelencia. Es la cita matinal imprescindible. Es, en definitiva, la prueba de que el periodismo de calidad no solo es posible, sino absolutamente necesario. --- **El Remate** Dirigido y conducido por Miguel Ángel González Suárez Cada mañana en La Diez Capital Radio Participa: 627 60 21 84 Escúchanos: www.ladiez.es *La actualidad que importa, explicada con criterio.*

El Show de Andrés Gutiérrez Podcast
Trump quiere que las casas más baratas: ¿qué propone exactamente?

El Show de Andrés Gutiérrez Podcast

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 43:37


Trump quiere que las casas más baratas: ¿qué propone exactamente? by Andres Gutierrez

La Diez Capital Radio
El Remate; el tren aéreo en el norte de Tenerife (16-01-2026)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 210:19


# EL REMATE: La voz que marca las mañanas. Cada mañana, cuando la ciudad despierta y las noticias comienzan a fluir, hay una voz que marca la diferencia. Una voz que no se conforma con repetir titulares, que no acepta la superficialidad como norma, que se niega a confundir velocidad con rigor. Esa voz es la de Miguel Ángel González Suárez, director y conductor de El Remate, el programa estrella que define las mañanas en La Diez Capital Radio. En un panorama mediático saturado de ruido y fragmentación, donde la inmediatez parece haber desterrado la reflexión y el titular ha sustituido al análisis, El Remate representa algo distinto. Bajo la dirección de González Suárez, este espacio se ha consolidado como un oasis de pensamiento crítico, un lugar donde la actualidad no se persigue frenéticamente, sino que se interpreta con criterio y se explica con profundidad. ¿Qué hace que El Remate sea el programa de referencia matinal en 2026? La respuesta está en su director. Miguel Ángel González Suárez ha construido un espacio donde la política, la economía, la sociedad y la cultura se abordan sin filtros ni concesiones. No hay espacio para los discursos vacíos ni para el postureo mediático. Aquí se analiza lo que ocurre, se interpreta lo que significa y se anticipan los escenarios que nos esperan. Porque entender la realidad, como insiste González Suárez cada mañana, es el primer paso para poder transformarla. El programa no está solo. Acompañado por analistas, expertos y colaboradores de prestigio, González Suárez teje cada día una conversación imprescindible para quienes no se conforman con la superficie de la información. Es un periodismo hecho para una audiencia exigente, que valora la credibilidad por encima del espectáculo, la profundidad por encima de la prisa, la cercanía sin renunciar jamás a la excelencia. En El Remate no se sigue la actualidad. Se la interpreta. Y esa diferencia, aparentemente sutil, lo cambia todo. Porque seguir los hechos es tarea de noticiarios; interpretarlos, comprenderlos, situarlos en su contexto histórico y político, eso requiere criterio, independencia y, sobre todo, honestidad intelectual. Exactamente lo que Miguel Ángel González Suárez aporta cada mañana a los micrófonos de La Diez Capital Radio. La información de calidad no es un lujo, es un derecho. Esta premisa, que guía cada emisión de El Remate, cobra especial relevancia en un año como 2026, donde los desafíos políticos, económicos y sociales exigen ciudadanos bien informados, capaces de discernir entre el ruido y la señal, entre la propaganda y el análisis fundamentado. Por eso, cada mañana, miles de oyentes sintonizan El Remate. Porque saben que encontrarán algo más que noticias: encontrarán comprensión. Porque confían en una voz que no les habla desde la superioridad, sino desde el compromiso con la verdad. Porque Miguel Ángel González Suárez ha logrado lo más difícil en el periodismo contemporáneo: crear un espacio donde la audiencia no es tratada como consumidora pasiva de información, sino como interlocutora activa de una conversación fundamental sobre nuestro presente y nuestro futuro. El Remate es más que un programa de radio. Es el inicio del día informativo para quienes exigen excelencia. Es la cita matinal imprescindible. Es, en definitiva, la prueba de que el periodismo de calidad no solo es posible, sino absolutamente necesario. --- **El Remate** Dirigido y conducido por Miguel Ángel González Suárez Cada mañana en La Diez Capital Radio Participa: 627 60 21 84 Escúchanos: www.ladiez.es *La actualidad que importa, explicada con criterio.*

Conectando Puntos
Episodio 249: La jaula de hierro algorítmica

Conectando Puntos

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 40:38


Tras un largo silencio que parece haber suspendido el tiempo mismo, regresamos para constatar que, aunque nosotros nos detuvimos, la inercia del mundo y sus automatismos no lo hicieron. ¿Es posible que estemos habitando ya el interior de una estructura invisible que prioriza la eficiencia sobre la libertad? ¿Hemos cruzado ya el punto de no retorno donde los algoritmos no solo nos asisten, sino que nos gobiernan sin darnos una explicación? Conexiones imposibles y un poco de filosofIA para esta vuelta a los escenarios que tanta ilusión nos hacía. Recordemos que todo acaba y todo empieza en el Episodio 248: El punto de no retorno algorítmico: El antecedente directo donde se plantea el umbral en el que perdemos el control sobre sistemas esenciales. Estos son los contenidos para seguir conectando puntos: Bulletin of the Atomic Scientists – Doomsday Clock: El Reloj del Apocalipsis no es una mera herramienta simbólica; es un recordatorio que hemos pasado por alto durante demasiado tiempo. Desde 1947, científicos de primer nivel evalúan anualmente cuán cerca estamos de la medianoche, esa destrucción catastrófica que representaba inicialmente solo amenazas nucleares. Lo que nos fascina del episodio es cómo este reloj ha evolucionado para incluir amenazas que los abuelos de estos científicos jamás contemplaron: inteligencia artificial, cambios climáticos, biología disruptiva. En 2025, por primera vez en 78 años, el reloj se posicionó a 89 segundos de la medianoche. Un único segundo de diferencia respecto a 2024, pero un gesto que dice todo: la IA no es una amenaza futura, está aquí, ahora, acelerando riesgos que ya parecían irremontables. AESIA – Agencia Española de Supervisión de la Inteligencia Artificial: España ha impulsado un organismo dedicado exclusivamente a supervisar la IA. La AESIA es una institución con poder real para exigir explicabilidad, para inspeccionar sistemas de riesgo alto, para establecer que los algoritmos no pueden ser cajas negras perpetuas. Comenzó operaciones en 2025 cuando Europa aprobaba su directiva sobre IA. Lo que el episodio subraya es algo crucial: la regulación llega tarde. Mientras AESIA inspecciona sistemas nuevos, más de mil algoritmos médicos antiguos siguen operando sin cumplir esos requisitos de transparencia. Civio – Sentencia BOSCO y Transparencia Algorítmica: Una organización de vigilancia ciudadana llevó al Tribunal Supremo español un caso que iba a cambiar algo fundamental: el acceso al código fuente de BOSCO, el algoritmo que decide quién recibe ayuda eléctrica y quién no. Durante años, el Gobierno argumentó seguridad nacional, propiedad intelectual, secretos comerciales. El Supremo ha dicho que no. La sentencia de 2025 estableció jurisprudencia: la transparencia algorítmica es un derecho democrático. Los algoritmos que condicionan derechos sociales no pueden ser opacos. Por primera vez, un tribunal de alto nivel reconoce que vivimos en una «democracia digital» donde los ciudadanos tienen derecho a fiscalizar, a conocer, a entender cómo funciona la máquina que decide sobre sus vidas. BOSCO era apenas un ejemplo. La sentencia abre la puerta a exigencias de transparencia sobre cualquier sistema que use la administración pública para decisiones automatizadas. Es pequeño, increíblemente importante, y probablemente insuficiente. Reshuffle: Who Wins When AI Restacks the Knowledge Economy – Sangeet Paul Choudary: Este libro es exactamente lo que necesitábamos leer antes de grabar este episodio. Choudary no habla de cómo la IA automatiza tareas; habla de cómo la IA remodela el orden completo de cómo trabajamos, cómo nos coordinamos, cómo creamos valor. «Reshuffle» no es un catálogo de miedos; es un análisis de cómo nuevas formas de coordinación sin control centralizado están emergiendo. El libro conecta con lo que discutimos sobre la opacidad: no es solo que los algoritmos sean opacos, es que están reorganizando estructuras organizacionales enteras. Choudary habla de empresas que ya no saben quién es responsable de qué porque las máquinas coordinan sin necesidad de consenso humano. Es Max Weber acelerado a velocidad de red neuronal. The Thinking Game – Documental sobre Demis Hassabis y DeepMind: Un documental que filma la persecución de una obsesión: Demis Hassabis pasó su vida entera buscando resolver la inteligencia. The Thinking Game, producido por el equipo que creó AlphaGo, muestra cinco años dentro de DeepMind, los momentos cruciales en que la IA saltó de juegos a resolver problemas biológicos reales con AlphaFold. Lo que duele ver aquí es que Hassabis resolvió un problema de 50 años en biología y lo open-sourceó. La pregunta incómoda es: ¿cuántos otros Hassabis están dentro de laboratorios corporativos con incentivos inversos, guardando secretos? The Thinking Game es un retrato de lo que podría ser si el impulso científico ganara sobre el extractivo. Recomendamos verlo antes de cualquier conversación sobre dónde está realmente el avance en IA. Las horas del caos: La DANA. Crónica de una tragedia: Sergi Pitarch reconstruye hora a hora el 29 de octubre de 2024, el día en que la DANA arrasó Valencia. Lo que hace diferente a este libro es que no solo cuenta lo que sucedió; documenta lo que no se hizo, quién fue responsable de silenciar advertencias, qué decisiones fueron tomadas en salas oscuras mientras miles quedaban atrapados. Es una crónica periodística larga en el estilo norteamericano de investigación profunda. Lo conectamos al episodio porque la tragedia de Valencia es un espejo: sistemas con algoritmos que debían predecir, equipos de emergencia que debían comunicar, protocolos que debían activarse. Pero hubo silencios, opacidades, dilución de responsabilidad. Exactamente lo que sucede cuando los algoritmos fallan sin que nadie sepa quién paga el precio. Pitarch escribe para que las víctimas no caigan en el olvido y para que la siguiente tragedia no se repita con la misma negligencia. Anatomía de un instante: Serie basada en el libro de Javier Cercas, que examina el 23-F español, el golpe militar de 1981, pero lo hace como psicólogo de la historia: ¿qué es lo que convierte a un hombre en héroe en un instante crucial? Lo traemos aquí porque el libro trata sobre cómo nuestros sistemas, nuestras instituciones, nuestras estructuras de poder están sostenidas por momentos impredecibles, por acciones individuales que los algoritmos no pueden modelar. La IA promete predecibilidad, certeza, orden. Cercas nos recuerda que la historia es una disciplina de lo impredecible, que los instantes que nos definen no salen de una ecuación. Una nota final: Gracias por estar aquí. Un año después, sin Delorean, sin viaje temporal, pero con la certeza de que mientras buscábamos retroceder, el mundo siguió avanzando. Eso era el verdadero experimento: comprobar si podíamos volver a conectar puntos después de doce meses de que los algoritmos siguieran escribiendo el guión. La respuesta es sí. Pero la pregunta más incómoda permanece: ¿sabemos realmente dónde estamos en esa jaula de hierro? ¿O solo acabamos de darnos cuenta de que hay paredes? Para contactar con nosotros, podéis utilizar nuestra cuenta de twitter (@conectantes), Instagram (conectandopuntos) o el formulario de contacto de nuestra web conectandopuntos.es. Nos podéis escuchar en iVoox, en iTunes o en Spotify (busca por nuestro nombre, es fácil). Créditos del programa Intro: Stefan Kanterberg ‘By by baby‘ (licencia CC Atribución). Cierre: Stefan Kanterberg ‘Guitalele's Happy Place‘ (licencia CC Atribución). Foto: Creada con IA ¿Quieres patrocinar este podcast? Puedes hacerlo a través de este enlace La entrada Episodio 249: La jaula de hierro algorítmica se publicó primero en Conectando Puntos.

Artes
O universo criativo das ilustrações infantis de Catarina Sobral

Artes

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 8:25


A ilustradora portuguesa Catarina Sobral foi recentemente premiada com o "Purple Island", um dos quatro prémios do Nami Concours 2026, o concurso internacional de livro ilustrado da ilha de Nami, na Coreia do Sul. A distinção reconheceu o seu trabalho no livro "As Pessoas São Esquisitas", escrito por Victor D. O. Santos. Com um percurso marcado por diversas vitórias, incluindo o Prémio Internacional de Ilustração da Feira do Livro Infantil de Bolonha, Catarina Sobral é considerado uma das mais premiadas autoras de livros ilustrados em Portugal. Em entrevista, a ilustradora partilha o processo criativo das suas obras e reflecte sobre o universo das crianças e a importância de uma linguagem acessível sem perder a profundidade. Como é que foi a experiência de receber o prémio "Purple Island" no Nami Concours 2026? Foi muita boa. Gosto particularmente deste concurso, porque é muito internacional, eclético nas linguagem gráficas que premeia. E convidam sempre os vencedores para passar uma semana na ilha, onde fazem uma exposição incrível, com objectos tridimensionais, a partir das ilustrações dos livros, ao mesmo tempo que têm uma programação para o público infantil com oficinas, espectáculos de teatro, etc. Este festival internacional é dedicado à ilustração e aos livros para crianças. "As Pessoas São Esquisitas", editado em Portugal pela Orfeu Negro, foi o livro distinguido. Como é que foi o processo de ilustração deste livro? E do que é que fala? O livro é uma espécie de sátira às incoerências dos adultos. O narrador, que é uma criança, comenta esquisitices que vai observando em miúdos e graúdos, mas a maioria das que ele identifica são, de facto, as dos adultos. Muitas vezes parecem-lhe esquisitices porque não tem o filtro que a nossa socialização nos impõe e que nos faz olhar com naturalidade para algumas coisas que, se virmos bem, não são muito lógicas. Mas o livro é também uma ode a ser-se esquisito, no sentido de ser-se diferente e não procurar seguir padrões. O texto foi escrito pelo Víctor [D. O. Santos], ele contactou-me por e-mail e propôs-me a colaboração. Nós trabalhámos juntos no projecto do princípio ao fim, com o designer Daniel Cabral, que também escreve e ilustra. Portanto, éramos três profissionais do álbum ilustrado. Depois, propusemos o projecto a várias editoras. Em Portugal, quem publicou foi a Orfeu Negro, mas o livro também já foi publicado no Brasil, no Canadá, no México, na Bélgica... Está vendido para várias línguas: persa, grego, coreano, catalão… E como se desenrola o processo criativo? Primeiro, tento procurar a linguagem que melhor espelha aquilo que o texto me inspira. Este é um texto cómico, por isso queria que as personagens tivessem um pouco de humor. Mas não queria que fosse exagerado ou caricatural. Não queria que fosse demasiado "querido" também. A personagem principal tem um melhor amigo, que é um cão. E, no final, ficamos sem perceber se quem está a narrar a história é a criança ou o cão. Então, começo por fazer umas primeiras ilustrações. Muitas vezes, já esboço a cores para procurar a linguagem, o vocabulário, como são as personagens, os ambientes, a paleta de cores, as perspectivas, o tipo de pincéis que vou usar, a profundidade… Se vou pintar em camadas ou não, quantos planos vou ter… E vou explorando isso até chegar a um resultado satisfatório. Chego normalmente a duas ou três ilustrações iniciais e, depois, quando a linguagem está definida, quando acho que já responde ao que o texto inspira, começo a fazer as outras. Uma coisa que acrescentei neste livro foram os "easter eggs". Como o tema é a esquisitice, o livro também tem detalhes curiosos que os leitores podem descobrir em cada página, como uma banana a sair de uma chaminé, um guarda-chuva couve, um King Kong no Chrysler Building, um camelo num bairro residencial... Há muitos pormenores cómicos, coisas que estão fora do sítio, e que os leitores podem procurar. Não têm nenhuma relação com o texto, são só esquisitices visuais.   Isso exige ao leitor uma certa atenção... Exactamente. E depois, temos a última ilustração, que não tem texto mas que nos surpreende e propõe um significado diferente daquele que estávamos à espera. Essa última imagem, resultou também de um processo de reflexão entre nós os três. Tivémos de "partir pedra” em conjunto para resolver o final, sem usar texto. Não sei se é um spoiler, mas é importante dizer que a nossa personagem principal também é esquisita, e também poderia ser alvo de análise por alguém que olhasse para ele como ele olha para os outros. Quando se trabalha para crianças, o processo criativo tende a ser mais exigente? Eu diria que sim, é mais exigente. Devemos pensar em todas as audiências. Não se trata de simplificar a linguagem, isso infantiliza o público, mas de permitir que o livro também chegue às crianças, sem perder a profundidade. Um bom livro ilustrado tem de parecer bom também para os adultos. Não deve ser estereotipado nem restritivo. Deve ter em conta a experiência das crianças mas também pode ter camadas de leitura e assim atrair os adultos. Um livro que se redescobre de cada vez que se pega nele é um bom livro. Acho que esse é o desafio. Mas, claro, escrever um romance será certamente muito exigente, não acho que se deva comparar. Sei que há uma exigência específica quando se trabalha para a infância porque temos de ter em conta que as crianças observam, sentem e descobrem o mundo de forma totalmente diferente de nós, quem se lhes dirige. Quem escreve para adultos já parte de uma experiência parecida à do leitor. São outras preocupações, claro. A Catarina é uma das autoras portuguesas mais premiadas no campo do livro ilustrado. Em 2014, venceu o Prémio Internacional de Ilustração da Feira do Livro Infantil de Bolonha com o livro "O Meu Avô". Em 2024, venceu o Prémio Nacional de Ilustração pelo livro "Fantasmas, Bananas e Avestruzes" e, como já foi mencionado, já havia recebido prémios em 2007 na Coreia do Sul. Quando se é uma das autoras mais premiadas, sente o peso disso no momento de criar? Já senti mais. Quando passei a ser jurada de alguns concursos e a assistir mais frequentemente aos debates sobre os critérios de escolha dos júris de prémios, percebi que há critérios objectivos, mas há também uma grande parte de subjectividade. Quando a qualidade de uma ilustração já é muito boa, e há imensa gente talentosa na ilustração hoje em dia, as escolhas acabam por ser um pouco subjectivas. Há uma diferença clara entre o que é mau e o que é bom, entre o mediano e o bom, mas dentro do "muito bom" acaba por ser sempre uma escolha mais pessoal. Onde vai buscar a inspiração para o seu trabalho? Normalmente, procuro inspiração em outras obras de arte, não necessariamente nas artes visuais, mas na arte, de uma forma geral. O dia-a-dia também pode inspirar, os desenhos das crianças sem dúvida… Ainda assim, a arte e a ilustração, são o que mais me inspira. Neste momento, está a desenvolver algum projecto novo? Sim. Acabei de apresentar um espectáculo de teatro em Lisboa, que inclui ilustrações manipuladas ao vivo, e que foi escrito por mim. E agora, tenho alguns livros novos previstos para este ano, que ainda não comecei a fazer, mas já estão encomendados. A Catarina também teve um programa de rádio. O universo das crianças é algo que a fascina? Sim, para mim, escrever ou desenhar para crianças, fazer rádio ou espectáculos de teatro para a infância, tem as mesmas premissas. O que muda é o meio, mas há processos e linhas de orientação que são muito semelhantes. Para mim, a ideia de síntese é muito importante. E também a de escrever ou desenhar a partir das emoções. Porque ao ser sintética e ao partir das emoções vou comunicar com as crianças através de algo que é essencial, que está na raiz, eliminando o que é acessório. E esta perspectiva universaliza o objecto artístico, não infantiliza, abre-o a diferentes interpretações permitindo que seja desfrutado por várias audiências. Ao ser suficientemente aberto e livre, o objecto artístico pode ser interpretado de forma mais pessoal. Cada leitor, espectador ou ouvinte pode identificar-se com aquela experiência ou história à luz das suas próprias vivências.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 509: 03 de Enero del 2026 - Devoción matutina para adolescentes - ¨La vuelta al mundo en 365 días¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 4:32


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church03 DE ENEROUN TRAGO DE AGUA«Acuérdate del día sábado para santificarlo» (Éxodo 20:8, NVI)Hoy es sábado y nuestro viaje será a la iglesia. Piensa en un camión cisterna que transporta toneladas de combustible y que, inexplicablemente, se detiene en medio de la ruta por falta de combustible en su propio tanque. ¿No sería absurdo que el conductor se ocupe de miles de litros para tantos otros vehículos, pero se olvide de su propio camión?Piensa en otro caso: el mejor ortodoncista de la ciudad tiene el don estético de arreglar los dientes de sus clientes; sin embargo, su sonrisa da miedo, pues su boca está llena de desordenadas rocas puntiagudas terroríficas de las cavernas.Por último, el dueño del mejor restaurante de la región invita a sus amigos a una cena especial en su casa, pero descubre que no tiene sal ni aceite. Sería incomprensible una distracción así ¿verdad?Por eso existe la iglesia. ¿Sabías eso? Exactamente para recordarnos que también necesitamos recibir del cielo lo que muchas veces queremos dar a los demás. Cuando vamos a la casa de Dios, nos detenemos, después de una subida cansadora, para tornar un refrescante trago de agua fría que viene directamente de jesús, la Roca eterna; es como encontrar una gasolinera al final de una curva cuando el automóvil ya había comenzado a toser con el combustible de reserva. Por eso, me encanta ir a la iglesia cada sábado, Allí descansamos, escuchamos, nos alimentamos, nos hidratamos el alma, y salimos reconfortados hacia otra semana en la carretera de la vida.Si hasta Jesús mismo iba a la iglesia, ¿no necesitaremos nosotros mucho más de este momento sin igual? Es mejor aun cuando encontramos amigos que también desean ir al mismo destino que nosotros.Ese fue el caso de Elías, que vio que no estaba solo cuando muchas personas tampoco adoraban a aal. Pablo soportó una noche en la cárcel cantando como si estuviera en la ducha, porque Silas estaba junto a él para darle fuerzas. Tú también tienes en la iglesia amigos de fe que te ayudan a ver más allá.¿Y entonces? ¿Vamos a encontrarnos con Dios en su casa? Siempre saldrás diferente después de esta pausa. Tu ánimo para resistir las tentaciones cobrará más fuerza. Y lo mejor será detenernos para imaginar el cielo al que llegaremos cuando este viaje termine. ¿Qué fe parece?Ah, y cuando vuelvas de la iglesia, lee el Salmo 91. ¡Es increíble! 

Convidado
Guerra na Ucrânia: avanços diplomáticos em Berlim, mas impasses persistem

Convidado

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 9:39


Terminam dois dias de negociações em Berlim, sobre a guerra na Ucrânia. Volodymir Zelensky reuniu-se, na capital alemã, com dirigentes europeus e emissários de Donald Trump. As negociações entre o presidente ucraniano e os emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner permitiram alcançar várias pontos, disse Zelensky, que em nome do seu país, acrescentou: "fomos ouvidos". Por outro lado, os dirigentes europeus comprometem-se a mobilizar uma força multinacional para apoiar o exército ucraniano. Tudo parece portanto estar a progredir no sentido de se alcançar um acordo de cessar-fogo. Mas algumas questões ficam por responder.  Os líderes dos principais países europeus assinaram um documento conjunto que estabelece, entre outros, a mobilização de uma força multinacional para apoiar o exército ucraniano, limitado actualmente a 800 mil militaires. A força multinacional, composta por nações voluntárias, conta com o apoio de Washington. Será vocacionada também para a segurança do espaço aéreo e marítimo ucraniano. Não se trata da primeira vez que os dirigentes europeus debatem esta questão de uma força internacional, mas a proposta parece estar a concretizar-se. O director da licenciatura em Relações Internacionais na Universidade do Minho, José Palmeira, considera que se trata de um sinal encorajador. José Palmeira: Eu diria que sim. Estão em cima da mesa as garantias de segurança da Ucrânia. Isto é, a partir do momento em que fica vedada a sua entrada na Aliança Atlântica (NATO), que lhe permitiria ficar protegida pelo artigo quinto, a ucrânia quer, como contrapartida, que lhes sejam oferecidas garantias de segurança e, designadamente pelos Estados Unidos. RFI: Tanto que a questão da integração da Ucrânia na NATO está excluída. Conforme os interesses da Rússia.  Exactamente. E a alternativa que a Ucrânia coloca, uma vez que não integram a NATO, são as garantias de segurança, similares às do ponto 5 da NATO. E quem é que poderá dar essas garantias? Os Estados Unidos. E aparentemente, os Estados Unidos terão evoluído no sentido de dar essa garantia. É verdade que os Estados Unidos dizem que não colocam tropas no terreno nem no apoio à Ucrânia, mas aí a Europa jogará um papel fundamental. Nesse aspecto, a Ucrânia terá alcançado o seu objectivo. Resta saber se o Kremlin aceita esta formulação e se poderemos estar próximo de um acordo nesse ponto. RFI: O que se sabe concretamente das garantias de segurança concedidas pelos Estados-Unidos a Kiev? A Ucrânia já foi atacada em 2014 com a anexação da Crimeia e mais tarde no Donbass em 2022. Embora existisse um compromisso que fazia com que as potências mundiais, como os Estados Unidos, potências europeias e a própria Rússia, protegeriam à Ucrânia em caso de agressão, uma vez que, na base desse entendimento, a Ucrânia cedeu as armas nucleares que estavam no seu território. Mas essas garantias de segurança não foram suficientes, como se nota. Nesse sentido, a posição dos Estados Unidos é importante, mas não basta uma posição da actual administração. Convém que seja o próprio Congresso dos Estados Unidos a aprovar. Para que numa futura administração não haja uma alteração do quadro da segurança ucraniana. RFI: Tudo parece estar a concordar no sentido de progressos em vista de um acordo de paz. Mas o documento assinado pelos dirigentes europeus omite totalmente a questão das concessões territoriais da Ucrânia reclamadas pela Rússia. Isto quererá dizer que os dirigentes europeus vão continuar a evitar esta questão sensível?  Essa é a questão central. Em teroria, a Ucrânia aceita perder território de facto, não de direito. Mas apenas o território que a Federação Russa conseguiu ocupar e não aquele que reivindica para além disso, na região do Donbass. Resta saber até que ponto esse aspecto vai ou não ser um factor que bloqueia o acordo com a Federação Russa. É verdade que estão a ser avançadas várias possibilidades para esse território ainda não conquistado pela Federação Russa. Criar ali uma espécie de uma zona intermédia que não seja nem russa nem ucraniana. Fala-se numa zona económica para aquela região. Sem influência directa nem da Rússia nem da Ucrânia. Não sei até que ponto vai a criatividade dos negociadores para criar uma solução que seja aceitável, quer pela Ucrânia, quer pela Federação Russa. Mas se isso acontecer, naturalmente que a questão que se vai colocar é o levantamento das sanções. E, aparentemente, nem a União Europeia nem o Reino Unido estão dispostos a levantar sanções porque há uma violação do direito internacional. Diferente é a posição dos Estados Unidos que, aparentemente estarão dispostos a retomar as relações com a Federação Russa. RFI: Sobre esta questão, Volodymyr Zelensky afirmou que "ainda existem questões complexas, particularmente as que dizem respeito aos territórios. Continuamos a ter posições muito diferentes dos Estados Unidos". Parece que o entrave vem de Washington. Concorda com esta visão? Aparentemente, a posição da Casa Branca é mais favorável àquilo que defende a Federação Russa, que é o objetivo que a Ucrânia entregue à Federação Russa os territórios que ainda não ocupou no Donbass. Os Estados Unidos, estão a forçar um acordo que passe por essa cedência também. RFI:  Os próximos passos e assuntos que ficam por resolver prendem-se com a questão do congelamento dos activos russos. Os europeus não chegaram a acordo sobre esta questão. São vários os países, aliás, desfavoráveis a esta questão. Para além da Bélgica, a Itália, Bulgária e Malta enviaram uma carta à Comissão Europeia para advertir sobre as consequências financeiras e jurídicas negativas da utilização destes bens russos como base para apoios financeiros à Ucrânia. Como vê a evolução desta proposta? Já houve uma evolução no sentido de que o congelamento já foi aprovado. O que não foi aprovado ainda é usar as verbas congeladas para apoiar a Ucrânia. Aí é que de facto há divergências, porque países como a Bélgica, onde estão a maior parte desses activos, têm receio de que amanhã um tribunal declare que a Rússia tem direito a aceder a essas verbas. E a Bélgica é que teria que indemnizar a Federação Russa. Portanto, aquilo que a Bélgica alega é que só aceita essa solução se implicar a solidariedade da União Europeia. Ainda não houve, de facto, esse avanço. De qualquer forma, para além dessa questão, eu acrescentaria um objectivo que a Federação Russa pretende também. É que a Ucrânia e a comunidade internacional não reclamem em tribunais internacionais a alegada violação do direito humanitário por parte das forças russas que invadiram a Ucrânia. RFI: Isto é uma exigência por parte da Rússia? Exactamente. A Rússia quer que qualquer queixa seja levantada nos tribunais internacionais, designadamente no Tribunal Penal Internacional. RFI: E os dirigentes europeus estão dispostos a ceder a esse pedido? Não estão dispostos, como é óbvio. Mas os Estados Unidos aparentemente poderiam secundar esta posição russa, porque Donald Trump quer é um acordo de paz a qualquer preço, praticamente.

Mesa Central - RatPack
Carlos Peña: “El triunfo de Kast es exactamente el revés del fracaso del proyecto del Presidente Boric”

Mesa Central - RatPack

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 25:28


Para analizar el abultado triunfo en segunda vuelta del Presidente electo José Antonio Kast sobre Jeannette Jara; y qué esperar del próximo gobierno y los mea culpa que deberán hacerse en la izquierda, el rector de la Universidad Diego Portales Carlos Peña conversó con Angélica Bulnes e Iván Valenzuela en una nueva edición del Rat Pack de Mesa Central.

Radio Rut | Jesus en mi Vida Diaria
DOMINGO III ADVIENTO 0 DOMINGO DEL GAUDETE Ciclo A para el 14 de Diciembre 2025-26

Radio Rut | Jesus en mi Vida Diaria

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 29:29


Durante el Tiempo de Adviento pedimos de mil maneras con oraciones y con cantos despierta Señor tu poder ven a salvarnos Tú eres el Mesías esperado de los pobres. Hoy cantamos a gritos con más fuerza ven Señor JESÚS, VEN QUE TE ESPERAMOS porque todavía no reina en este mundo la justicia y la paz que prometian los profetas. Señor ayúdanos a tomar conciencia de que somos nosotros los responsables de hacer visible la justicia para que reine la paz entre nuestros hermanos, cuanto más trabajemos por la justicia la paz y el bienestar de los hermanos que sufren sembrando la esperanza a nuestro alrededor tanto más y mejor vivimos el programa que nos marca el Adviento a través de la Liturgia para prepararnos a la Navidad y sobre todo para construir un mundo mejor.  Eres Tu el que ha de venir o esperamos a otro.? Cuéntenle a Juan lo han visto y oído, los ciegos ven, los leprosos quedan sanos, los sordos oyen, los muertos resucitan y una vida nueva llega a los pobres. Exactamente se pregunta hoy el mundo: Eres tu el cristiano esperado o tendremos que esperar a otro que no hable tanto de Cristo sino que lo demuestre con hechos concretos  de amor, solidaridad  de perdón de respeto por la vida del hermano y su dignidad. Eres tu el cristiano esperado que se compromete con la la causa del pobre que lucha contra toda la injusticia y la mentira que tiene la humildad y la sinceridad de reconocer su falta de compromiso sus pecados contra el Hermano y enmendarse antes de hacer justicia por las faltas ajenas. Eres tú el cristiano esperado vestido de sencillez como Juan Bautista Sincero humilde y de vida auténtica y transparente? Eres tú el Cristiano esperado para servir con generosidad allí donde los hermanos han sufrido alguna desgracia irreparable? Eres tú ese cristiano que a ejemplo del Mesías esperado vive su vida como el que pasó haciendo el bien a todos? Eres  ese cristiano que está atento para orientar a quien viene en busca de consuelo y encaminarlo hacia el encuentro con el  Dios de todo consuelo a través de su Palabra.  Eres tú el cristiano que el mundo espera para creer en el Cristo que predicas? Eres tu ese cristiano o tendremos que esperar a otro que realmente viva según las bienaventuranzas y no defraude nuestras esperanzas con sus actitudes. Y eres tú ese cristiano que con sencillez de vida transmite con su bondad y gentileza la alegría prometida en la Liturgia de hoy. O por el contrario tendremos que esperar a otro que no sea como tú. Espero que tengamos buenas respuestas a esta tarea que nos presenta la Liturgia de esta tercera Semana de Adviento. Que responderemos a quien nos pregunta eres tú ese cristiano que necesita el mundo de hoy?  O TENEMOS QUE ESPERAR A OTRO?   Feliz en esta Semana que nos acerca más a la feliz llegada del Salvador del mundo quien se hace uno de nosotros  para hacernos uno con El.   Hna. Maria Ruth  Radio Paulinas Boston

Em directo da redacção
Jovens LGBT querem ser ouvidos pelo governo em Moçambique

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 11:45


“Moçambique é um espaço marcado por várias atitudes anti-LGBT” no mercado de trabalho, alerta o antropólogo Anésio Manhiça, autor do estudo “Nhonguistas e Criativos LGBT+: Práticas de Negócios e Segurança para Jovens na Área Metropolitana de Maputo”. O jovem pede que o Diálogo Nacional Inclusivo em Moçambique abranja pessoas LGBT, que se implementem leis antidiscriminatórias no espaço de trabalho e que o governo reconheça associações que defendem os direitos LGBT. RFI: O estudo “Nhonguistas e Criativos LGBT+: Práticas de Negócios e Segurança para Jovens na Área Metropolitana de Maputo” cruza economia, estudos de género e a realidade do mercado de trabalho moçambicano, a partir de entrevistas e de dados recolhidos entre Abril e Agosto de 2024, junto de 148 participantes. A obra mostra como a exclusão e a violência empurram muitos jovens da comunidade LGBT+ para sectores económicos alternativos. Esta obra distingue dois perfis dominantes, nhonguistas e criativos. O que são? Anésio Manhiça, Antropólogo e artista: “Quando tentámos focar-nos nos diferentes perfis de empreendedores que existem na área metropolitana de Maputo, vimos que, olhando para a comunidade LGBT, primeiro temos um grupo que são intermediários, que chamamos de nhonguistas, que são pessoas que primeiro vivem do mercado informal, intermediando a venda de diferentes produtos informais, usando o telemóvel para fazer fotografias e conectar os fornecedores de produtos com os clientes que nem sempre estão na cidade de Maputo, às vezes estão em Nampula, em Pemba. Então, estes são intermediários. Mas também temos outros intermediários que encontramos dentro das instituições, que são aquelas pessoas que usam da sua posição de poder e vão garantindo que no processo de contratação de serviços vão tendo pessoas que são da sua rede de confiança e, por via disso, ganham também uma comissão pelo processo da intermediação. Por outro lado, sabemos muito bem que o espaço criativo é onde as pessoas LGBT se sentem com maior conforto para expressar aquilo que é a sua identidade de género, expressão de género e a sua orientação, e acaba sendo um espaço predominante para o grupo LGBT. Por isso, temos os nhonguistas e os criativos que são os dois mundos em que encontramos as pessoas LGBT a nível do auto-emprego na área metropolitana de Maputo.” Até que ponto é que a homofobia limita o potencial económico dos jovens LGBT em Moçambique? “O que nós vimos é que Moçambique é um espaço marcado por várias atitudes anti-LGBT. Temos políticos com atitudes anti-LGBT, temos um Estado que é ambíguo em relação à questão LGBT, não se posiciona no processo de promoção destes direitos, o que por si só acaba influenciando o sector privado moçambicano, fazendo com que as empresas, as multinacionais se posicionem como neutras, não promovendo por receio de como é que será a sua relação com o Estado, fazendo com que muitos jovens, muitas pessoas LGBT, acabem não acedendo ao mercado de trabalho no espaço formal. Temos agora um caso em que uma pessoa LGBT publicou em sua conta Instagram que se sentiu totalmente excluído no processo de recrutamento, teve boas notas no processo de selecção, mas no momento de iniciar o trabalho, simplesmente disseram que não, que tinha que vir uma outra pessoa, que não era a pessoa que eles queriam. Por si só temos este sector privado que acaba sendo excludente por causa da postura do Estado em relação aos direitos LGBT. Por outro lado, temos a dificuldade de acesso ao crédito. Olhando para a banca, em que temos várias pessoas LGBT, que não têm um trabalho fixo e não podem pagar um crédito porque geralmente o banco fica confortável quando temos pessoas com trabalho fixo. Então, essa exclusão das pessoas LGBT faz com que também não acedam ao crédito bancário. Depois temos toda a conduta em termos sociais de vários actores, que acaba enfraquecendo pessoas LGBT a singrarem no auto-emprego, a singrarem no mercado formal de trabalho.” Apesar de todas essas exclusões e barreiras, emergem mesmo assim novas formas de negócio? “Exactamente porque, enquanto isso, há vários actores que se devem tornar criativos. Vimos na pesquisa que algumas das pessoas LGBT no espaço criativo acabam até realçando aquilo que são os seus tiques: se são homens, os seus tiques femininos para se legitimarem como bons na moda, bons em fazer make up, bons na cozinha, para tornarem esse espaço o seu espaço para ganhar a vida, o seu espaço legítimo para o auto-emprego. Vão surgindo formas criativas para as pessoas LGBT se sustentarem e viverem com as possibilidades que existem.” Será que se pode repensar a economia moçambicana a partir das margens ou ainda é muito prematuro falar disso porque a sociedade moçambicana ainda não está preparada para aceitar plenamente as margens? “Agora, actualmente, com o Diálogo Nacional Inclusivo em Moçambique, temos a maior parte das pessoas LGBT em diferentes grupos focais porque estamos a desenvolver uma outra pesquisa. E em diferentes grupos focais que fomos desenvolvendo, há esta demanda por parte das pessoas LGBT por leis antidiscriminatórias, por uma lei que é totalmente clara, que não haja discriminação às pessoas LGBT no espaço de trabalho, mas também no processo de ensino. Mas neste todo o processo, para além de leis, há uma expectativa de que este processo garanta uma acção social, uma consciência cívica. No entanto, eu entendo que a questão LGBT em Moçambique ainda é marcada por estas antagonias. Há defensores ainda em número muito reduzido e pessoas que simplesmente são neutras.” Relativamente à questão do Diálogo Nacional Inclusivo que está na agenda política, até que ponto é que a população LGBT consegue emergir neste diálogo nacional? O que seria preciso fazer e até que ponto é uma janela de oportunidades para a comunidade LGBT? “É uma oportunidade para que as pessoas LGBT participem, de facto, num espaço político que vá além de políticas de saúde, que vá pensando em políticas económicas, na questão eleitoral... É uma oportunidade para vincar aquilo que são as suas percepções, mesmo que nem todas elas sejam consideradas, mas é uma oportunidade para as colocar no espaço público. Já estamos a ver vários grupos de jovens que tendem a se juntar em grupos que não são exclusivamente LGBT para colocar aquilo que são as suas demandas, as suas perspectivas. Vejo o movimento LGBT de líderes de associações querendo se unir a nível nacional para que, numa só voz, consigam colocar aquilo que a comunidade quer.” O que é que a comunidade LGBT quer em termos políticos? O que pedem, neste momento, ao governo moçambicano? “São duas coisas com base na questão da legalização da pauta do movimento, que é garantir que a agenda LGBT é considerada. Isso passa por o governo reconhecer associações que se apresentam, que se querem registar como organizações de defesa de direitos LGBT, o que não vem acontecendo. O outro lado tem que ver com a questão de leis antidiscriminatórias. Colocar claro na lei do trabalho a não discriminação em função de orientação sexual, para que isto fique claro, para que haja esta lei que incentive um espaço mais justo. Também tem tudo que ver com políticas claras para garantir uma consciencialização, garantir que o cidadão saiba o que é, o que são, a expressão de identidade de género, o que são orientações sexuais, para que realmente tenham noção do que é esta diversidade, para que exista paulatinamente uma normalização pública dessa diversidade. Até então, são estas demandas que temos visto.” Falou numa nova pesquisa que está neste momento a fazer. Quer explicar-nos em que consiste? “Sim. Com base no Diálogo Nacional Inclusivo, estamos a fazer vários encontros com actores LGBT e é para vermos como é que as pessoas LGBT se estão a engajar politicamente neste momento político importante, que demandas estão a colocar e que transformações sociais estão a conseguir alcançar. Então, estamos nesta fase, neste processo de análise, de obtenção de dados, de encontros, de inquéritos para melhor perceber.” Daí sairá provavelmente um relatório? “Sim, vamos lançar um dossier mais geral, onde temos a questão da juventude em Moçambique, em diferentes ângulos, associado à empregabilidade, à política. E teremos um capítulo especial para a questão do engajamento político da juventude LGBT neste contexto de crise política em Moçambique.” Quando será publicado? “Para o próximo ano, em Setembro.”

Artes
Novo disco de Lina é uma declaração de amor ao piano e ao fado

Artes

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 26:05


A cantora portuguesa Lina tem um novo disco intitulado “O Fado”, criado em cumplicidade e parceria com o pianista Marco Mezquida. Este é um álbum só com voz e piano, um instrumento que tão bem se acorda com a poesia e com o fado. Este é também um trabalho que homenageia o piano que, no percurso de Lina, sempre foi "um instrumento muito presente, quase como uma mãe". Em entrevista à RFI, Lina descreve o disco como “uma dança de borboletas” por ser “tão livre, tão espontâneo, tão orgânico” e simplesmente “genuíno”. Fado e poesia são notas maiores no trabalho que Lina vem desenvolvendo nos últimos anos, com “Lina_Raül Refree” (2020), "Fado Camões" (2024), “Terra Mãe” (2025) e “O Fado”. Em todos, Lina abraça uma forma livre de sentir o Fado, despojada de espartilhos, aberta e atenta ao mundo de hoje. Lina e Marco Mezquida passaram por Paris para a promoção do disco “O Fado” e estiveram na RFI a falar connosco e a interpretar dois temas ao vivo. RFI: O disco “O Fado” que fez com Marco Mezquida é um disco de fado só com voz e piano, sem guitarra portuguesa. Porquê? Lina: “Não é só um disco de fado. Tem outras músicas. Tem uma música brasileira, vai também para a América do Sul com a língua espanhola. No fundo, o que nós quisemos foi encontrar pontos semelhantes em algumas músicas do nosso conhecimento que tivessem relacionadas com o fado. Mas sim, eu considero que seja um disco de fado, apesar de não ter os instrumentos tradicionais do fado, mas a própria Amália também cantou ao som do piano do Alain Oulman nos anos 60. Chama-se ‘O Fado' pelo facto de eu ter feito a música para esta letra da Florbela Espanca que se intitula ‘O Fado', não é necessariamente um carimbo ou dizer que isto é o fado, não é isso. Chama-se ‘O Fado' precisamente porque nó lançámos um EP antes de Setembro, com quatro músicas, e na altura o single foi ‘O Fado'. Então, achámos que para manter a coerência, para não fazer aqui grandes confusões, mantivemos o nome, o mesmo nome da música, ‘O Fado'.” Até que ponto o piano é um instrumento que melhor se acorda com a poesia? “Eu acho que o piano é um instrumento que é muito bom de sentir em qualquer área musical, em qualquer estilo musical. Eu comecei a cantar desde muito pequenina, com dez anos, ao piano, portanto, o piano sempre foi aquele instrumento que esteve sempre ao meu lado nas aulas de canto. É sempre o piano que nos acompanha nas aulas de coro e de formação musical. O piano está sempre lá, portanto, sempre foi um instrumento muito presente, quase como uma mãe.” Sempre a acompanhar... “Exactamente.” Como se deu esse encontro com o Marco Mezquida? “Nós conhecíamo-nos através das redes sociais. Conhecíamos o trabalho um do outro, mas nunca tínhamos estado juntos e houve um dia que eu estava a cantar no Clube de Fado e está uma mesa na primeira fila com três pessoas. Era um casal e uma criança muito pequenina e chamou-me imenso a atenção porque estavam muito admirados e super embevecidos com o fado e com aquilo que se estava a passar com os músicos, com a guitarra portuguesa, o Ângelo Freire ( era ele que estava a tocar também). Sentia-se essa admiração. Depois, mais tarde, vi que alguém tinha colocado na sua página e que tinha que tinha identificado o Clube de Fado. E por acaso vi e me apercebi que era o Marco Mezquida. O Marco em seguida escreve nos comentários: ‘Noutra vida gostava de ser fadista'. Depois, mandei uma mensagem, estivemos juntos no dia porque ele tinha ido a um festival em Lisboa, eu fui também assistir a este concerto e falámos. Dissemos que gostaríamos de trabalhar em conjunto e esta oportunidade surgiu em Janeiro deste ano.” Foi “o fado”? “O fado, foi o destino.” [Risos] Como imaginaram este trabalho? “Na verdade, eu comecei a tentar perceber que músicas é que eram justas para a forma de tocar do Marco, que fados é que poderiam se encaixar na forma dele tocar. É que ele é muito virtuoso e é muito sensível. Aliás, vão poder ver depois a forma como ele toca, como ele abraça o piano, os dedos dele são a extensão do instrumento, é como se ele fizesse parte. E eu ia-lhe mostrando... Eu também lhe pedi para mandar uma lista de músicas que ele gostava que eu cantasse. E foi assim que nós chegámos a um acordo de 12 músicas, 12 fados, 12 canções que estão neste neste álbum. Fizemos a gravação do EP em Janeiro, numa tarde. Todas as músicas foram gravadas sem edição, ao vivo, sem cortes e depois metade do álbum gravámos em Setembro, também em duas tardes.” Ou seja, foi um processo relâmpago e o próprio lançamento também foi muito rápido, não é? “Sim, foi porque na altura em que lançámos o EP eram só quatro músicas. A Galileu, que é a editora, propôs-se gentilmente a lançar, a editar logo o EP e depois correu tão bem que decidimos fazer um álbum inteiro.” “Vamos então aos temas. Por exemplo, em termos de repertório tradicional, se não estou em erro, têm uma nova leitura do “Fado da Defesa” ou de “Gota de Água”. Que significam para si estes fados? Foi a Lina que escolheu? “Fui eu que escolhi o ‘Fado da Defesa'. É muito especial para mim porque é um fado tradicional. Aliás, é o único fado tradicional que existe neste álbum. Eu quando digo fado tradicional, para as pessoas que não percebem, há vários fados tradicionais onde se pode encaixar uma nova poesia. Ou seja, eu posso fazer um poema para aquela melodia daquele fado tradicional, por exemplo, o ‘Estranha Forma de Vida' que é um fado que quase toda a gente conhece é o nome do poema, mas o fado tradicional é o fado bailado. Portanto, eu agora fui encontrar uma letra para o fado bailado e vou cantar aquele poema, como foi o caso do ‘Labirinto' do ‘Fado Camões'. É exactamente a mesma melodia, o fado tradicional do fado bailado, mas com outra poesia. É esta a particularidade dos fados tradicionais que normalmente não têm refrão e os que tem refrão chamam-se fado-canção. Aí a distinção entre o fado tradicional e o fado-canção. ‘Gaivota' é um fado-canção, é um hit, mas, na verdade não é um fado tradicional. A melodia é de um fado-canção.” Porquê, então, a escolha destes dois fados, o “Fado da Defesa” e o “Gota de Água”? “O ‘Fado da Defesa' é criação da Maria Teresa de Noronha. Na altura, quando foi gravado em disco, a última estrofe não cabia porque eram as rotações, não sei especificamente explicar essa parte, mas o fado era tão comprido que tiveram de cortar a última estrofe. Então, o meu padrinho do fado, o meu padrinho de coração José Pracana, guitarrista que eu tive a oportunidade de conhecer e de estar com ele em concertos e ter sido convidada por ele para estar na casa dele nos Açores, ofereceu-me esta última estrofe e eu decidi colocá-la aqui neste álbum. A ‘Gota de Água', do Flávio Gil, que eu já tinha gravado na minha outra vida, como Carolina porque, como sabem, eu comecei com dois álbuns editados pela Sony, mas com outro nome, Carolina. Na verdade, o meu nome é Lina, mas há pessoas que ainda me continuam a chamar Carolina porque acham que é diminutivo. Lina é mesmo o meu nome de nascença.” A Lina também assina composições de Florbela Espanca, Miguel Torga... Há pontes e histórias entre esses diferentes poemas? “Na verdade, eu vou guardando, eu vou lendo alguns poemas e há um que eu gosto e guardo. ‘O Fado' fui encontrá-lo por acaso, nas minhas notas do telefone, naqueles dias em que uma pessoa olha para apagar umas quantas notas. E fui vendo, vendo e encontrei, deparei-me com este poema, já nem me lembrava dele. Não sei, não há coincidências, não é? Quando vi este poema, pensei porque não musicá-lo? Decidi então fazer a melodia. O mesmo aconteceu para o Miguel Torga. Eu acho que quando encontro poemas de que gosto e os fados tradicionais não se encaixam no poema, eu decido fazer a melodia. O Marco Mezquida faz os arranjos, também ajudou na parte melódica do ‘Confidencial' de Miguel Torga, sobretudo na parte instrumental e na parte do solo, o que obviamente elevou a música que estava numa fase embrionária, mas sim, partem de mim essas criações.” Também temos textos em castelhano. O que é que fez que  “El Rosario de Mi Madre” e “No Volveré” tivessem o seu espaço e a sua alma dentro deste disco? “No fundo, como eu estava a gravar um álbum com um músico que não é português - ele é menorquino, mas vive em Barcelona - estar ao lado de alguém que está a tocar e que não é português e que provavelmente há expressões e frases que não entende ou não percebe exactamente aquilo que eu digo enquanto canto, achei muito bonito poder também cantar algo na língua dele para haver essa partilha, essa comunicação também. Foram essas as minhas duas escolhas. A ‘No Volveré' foi o Marco Mezquida que me enviou umas quantas, mas eu só consegui escolher essa porque eu tinha que encontrar algo que se assemelhasse ao fado, algo na sua composição ou na sua estrutura, no seu tema, como ‘El Rosario de Mi Madre', ‘Devolve-me o terço da minha mãe, leva tudo, mas devolve-me o terço...' É muito do fado, não é?” Quando ouvimos o disco, passamos por “Algemas”, “Ausência em Valsa”, “Não é fácil o Amor”, “Fado da Defesa”, “No volveré” ...  A melancolia é uma força que varre o disco. O fado tem mesmo de ser triste? “É um estado de espírito que nós todos gostamos muito de ter. Gostamos de estar tristes, de nos sentir tristes e chorar. Somos muito saudosistas e nós gostamos desse estado de espírito. Acho que nós somos um bocadinho assim.” É entao mesmo uma linha de  força do disco? “A melancolia é universal. Eu acho que não é só portuguesa. Eu acho que melancolia é universal. Todas as pessoas entendem este estado de espírito, há povos que são mais do que outros, mas não quer dizer que todos saibam sentir a melancolia.” Melancolia, fado... Se tivesse de definir em poucas palavras o disco, o que diria? “É interessante porque eu canto fado há mais mais de 25 anos e com o Marco Mezquida não tenho de pensar se é fado, se não é fado, se estou a fazer bem ou se estou a fazer mal. É tão livre e tão espontâneo e tão orgânico que vamos atrás um do outro. É quase uma dança de borboletas. Não sei explicar. É tão genuíno. É tão fácil. É fácil trabalhar com o Marco. Portanto, para mim é um disco fácil.” Lançou este álbum no mesmo ano em que lançou também "Terra Mãe", uma parceria com o músico irlandês Jules Maxwell. No ano passado, lançava "Fado Camões” e, em  2020, Lina_Raül Refree… Todos eles têm em comum uma outra maneira de encarar o fado, com paisagens sonoras mais contemporâneas, mais livres. Como é que a Lina descreve o trabalho que tem feito nestes últimos anos? “Eu gosto de explorar e gosto, sobretudo, de fazer parcerias, de conhecer novos músicos, novas formas de fazer música, novas visões musicais, mas também encontrar aqui pontos comuns ao fado e influências sobre ele. Encontrei, obviamente, no ‘Terra Mãe', que não é um disco de fado, mas que vai buscar um pouco à forma de cantar irlandesa das senhoras que se chama Sean-nós e é muito identico ao fado essa instrumentação. No fundo, são canções só com voz e é muito idêntico. O Jules Maxwell foi também ao Clube de Fado que é uma casa de fados onde eu canto há 19 anos.” E que nunca deixou... “Que nunca deixei. O Jules Maxwell identificou essas senhoras que cantavam antigamente, esse estilo musical da Irlanda e que é muito semelhante, também cheio de melancolia e com coloraturas na voz, mas sem instrumentação, sem guitarra portuguesa.” Tem feito essa volta ao mundo com estes projectos novos, em que realmente consegue desprender-se de convenções mais associadas ao fado, mas continua - e isso é muito bonito - fiel ao Clube de Fado. “É verdade.” Porquê? “Para já é um lugar onde eu me sinto confortável, em casa, exactamente como a minha segunda casa. Depois, o ambiente que nós temos entre colegas fadistas e músicos... A toda a hora encontramos vários colegas que estão nas outras casas de fado e que passam e dizem boa noite e estão lá um bocadinho connosco. Assistem-nos, assistem ao fado, trocam ideias e mostram músicas uns aos outros. Acho isto bastante natural. Uma tertúlia quase. E depois também acho interessante, por exemplo, ainda ontem e anteontem estive lá e estavam dois casais, um que tinha estado no concerto em Roterdão e que tinha ido ver o concerto do ‘Fado Camões' em Roterdão e outros de Dortmund que também tinham estado no concerto. É curioso, é muito interessante. Ou então perguntam onde é que eu vou estar? E eu também pergunto de onde é que é... Há, assim, esta comunicação...” É uma casa de encontros também? Onde encontra as parcerias musicais? “Sim. Não há melhor sítio que o Clube de Fado que é onde eu estou a cantar. Obviamente que para mim é muito bom poder manter-me ali no Clube de Fado há tantos anos.” Eu ia-lhe perguntar se tem um novo projecto na manga, mas tendo em conta que este ano já lançou dois, se calhar a pergunta é demasiado ousada... “Por acaso tenho! Até tenho dois! Mas não posso falar, não posso dizer nada ainda. Aproveitem estes dois. O que nós queremos também fazer é saborear estes dois projectos, explorar também porque é completamente diferente quando se grava em estúdio e depois quando se passa para o palco e para o público.” Até porque há toda uma cenografia nos seus concertos, bastante minimalista e muito pensada, não é? “Sim, mas neste caso com o Marco Mezquida é eu e ele e nada mais. Houve um jornalista do ‘El País' que lhe chamou ‘Fado Câmara'. E é. Simples, o mais mais acústico possível e sem grandes adornos. Cru, basicamente. Piano e voz.”

GENIAL
Este lago en Finlandia tiene exactamente la forma de Finlandia

GENIAL

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 12:31


¿Sabías que hay un lago en Finlandia con la misma forma que el país? Es una maravilla natural que puedes ver en los mapas finlandeses. ¡Es como ver una mini versión del país justo en el agua! Si alguna vez estás revisando mapas de Finlandia, este lago es definitivamente un hallazgo genial. Vamos a explorar esto y otros datos interesantes para alegrar tu día. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Tatxe Baloncesto
Aristóteles Mercadal

Tatxe Baloncesto

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 52:35 Transcription Available


Desde muy pequeño, Aristóteles Mercadal encontró en el deporte un lenguaje propio. Empezó como tantos, corriendo detrás de un balón de fútbol, pero pronto descubrió que el baloncesto era algo más que una actividad: era un espacio para crecer, equivocarse, levantarse y aprender a mirar la vida desde otro ángulo. Su formación deportiva fue transversal—del atletismo al tenis, del pádel al ajedrez—pero siempre con el balón naranja marcando el ritmo. Esa mirada amplia, enriquecida por distintas disciplinas, es la misma que hoy inspira su visión de liderazgo: entender que la base sólida se construye desde la diversidad de experiencias y desde la humildad de empezar por lo esencial.Su recorrido como jugador, desde La Salle Mahón hasta clubes de Barcelona y Mallorca, le enseñó el valor de la constancia y la capacidad de adaptación. No se trata solo de llegar lejos, sino de entender por qué uno avanza. En la vida y en la empresa sucede lo mismo: cambiar de equipo, afrontar nuevos entornos, asumir responsabilidades distintas… Todo ello requiere disciplina, autoconocimiento y una dosis saludable de valentía. Esa etapa como jugador fue la que moldeó su mentalidad y le preparó para su verdadera vocación: formar y liderar desde la pista.Cuando dio el paso hacia los banquillos, lo hizo con la misma honestidad con la que un profesional madura en su carrera: entendiendo que saber no es suficiente, que el dominio técnico necesita tiempo, formación continua y una actitud abierta. Aristóteles es el ejemplo de que un formador se hace, no se improvisa. Su trayectoria como entrenador—desde categorías mini hasta equipos de élite, pasando por programas de detección de talento, selecciones autonómicas y proyectos internacionales—demuestra que el liderazgo sostenible se construye con paciencia, responsabilidad y visión a largo plazo. Exactamente igual que en cualquier organización que aspire a crecer con coherencia.Además, su trabajo con jóvenes jugadoras y jugadores revela una sensibilidad fundamental: la capacidad de detectar potencial y acompañarlo sin prisas. En un mundo acelerado, donde queremos resultados inmediatos, Aristóteles defiende la importancia de la progresión, de los detalles invisibles, de la formación integral. Del mismo modo que en una empresa, liderar no es presionar, sino guiar; no es imponer, sino descubrir; no es exigir sin medida, sino marcar un camino posible. La creatividad ante las limitaciones, la planificación rigurosa, la búsqueda del propósito… todo ello forma parte de su método, aplicable dentro y fuera de la cancha.Hoy, con todos nosotros, Aristóteles Mercadal.Síguenos en las redes sociales y déjanos tu opinión o preguntas:* X https://x.com/tatxeorg* Instagram https://www.instagram.com/tatxeorg/* Youtube https://www.youtube.com/@tatxeY escúchanos en todas las plataformas:* Redcircle https://redcircle.com/shows/0762ebc0-c95f-478e-a740-2e45dc2e4b90* Spotify https://open.spotify.com/show/1Cg3HSfS6EZN0FAQj9rKwF* Ivoox https://www.ivoox.com/podcast-tatxe_sq_f11192874_1.html* Apple Podcast https://podcasts.apple.com/es/podcast/tatxe/id1541904347Estamos en tatxe.orgSupport this podcast at — https://redcircle.com/tatxe/exclusive-content

Vida em França
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Em directo da redacção
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Mercado Abierto
Educación Financiera | Cuando hablamos de cripto, ¿de qué hablamos exactamente?

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Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 10:32


Hoy nos detenemos en un glosario de estos términos de la mano de Javier Cuervo, docente de UNIE Universidad.

Convidado
A “fome é uma realidade” entre milhares de deslocados no norte de Moçambique

Convidado

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 10:49


Em Moçambique, milhares de pessoas refugiaram-se no distrito de Eráti, em Nampula, no norte do país, depois de ataques registados entre 10 e 17 de Novembro no distrito de Memba. Entre os deslocados, há relato de mortes devido à fome. O activista social e dos direitos humanos Gamito dos Santos, director da Associação Kóxukhuru, em Nampula, admite que “a situação de fome é uma realidade” e alerta que “o governo não está a mostrar capacidade suficiente para dar resposta à situação humanitária”. A Associação Kóxukhuru, em Nampula, lançou uma campanha de angariação de donativos para ajudar os milhares de deslocados dos mais recentes ataques terroristas em Memba. No terreno, “a fome é uma realidade”, explica Gamito dos Santos, director da associação, que fala em cerca de 70.000 pessoas a necessitarem de ajuda urgente. O activista também alerta que é necessária a abertura de um centro de deslocados na cidade de Nampula, para além dos existentes em Eráti e Namialo. Gamito dos Santos avisa, ainda, que “não é seguro voltar” ao distrito de Memba. RFI: A Associação Kóxukhuru lançou uma campanha para angariar donativos. Quer falar-nos da iniciativa? Gamito dos Santos, director da Associação KÓXUKHURU: “Estamos envolvidos nessa situação de ajuda humanitária para os deslocados de Memba e Eráti e estamos a trabalhar na mobilização de recursos, sejam eles financeiros, como em géneros alimentícios ou mesmo em vestuário, para apoiar os deslocados que estão neste momento a necessitar de todo o tipo de apoio por causa dessa situação de terrorismo que assola ao distrito de Memba”. Como é que está a situação? Há muitos relatos de fome no terreno... “A situação nos dois distritos - estou a falar de Memba e Eráti - a situação de fome é uma realidade, como é notório, porque esta situação do terrorismo chegou de uma forma desprevenida, em que a população não estava preparada para encarar esta situação. E nós estamos a falar de um período em que a maior parte daquela população pratica a agricultura e este é o período propício, em Nampula, para começar a limpeza dos campos, para fazer a sementeira nos próximos dias, que poderá chover assim que puder. É nesta senda que a fome é uma realidade naquele território e naquela situação porque a população não tem outra fonte de sobrevivência senão a agricultura e, em Memba, um pouco de pesca. Então, deslocando-se de Memba para Eráti, uma vez que eles praticam a pesca e a agricultura, são forçados a deixar todas as actividades, todos os seus bens, todos os seus pertences, para procurar refúgio ou algum lugar que lhes possa conceder alguma segurança. Quando chegam naquele lugar, o número de deslocados é muito maior, tanto que o governo não está, neste presente momento, a mostrar capacidade suficiente para dar resposta à situação de apoio humanitário naqueles locais.” Estamos a falar de quantos deslocados e quantas pessoas que poderão estar sujeitas a esta situação de fome? “Neste momento, no centro de deslocados de Eráti, estamos a falar de cerca de 58.000 pessoas, segundo os dados que recolhemos no terreno, assim como em parceria com algumas organizações não governamentais, estamos todos no terreno para fazer todo levantamento possível. No centro de deslocados de Namialo, estão lá cerca de 10.000 pessoas também, fica a cerca de 80 quilómetros da cidade de Nampula. Então, totalizando, estamos a falar de 68.000 deslocados que neste presente momento estão a necessitar de apoio de todos os quadrantes.” Mas não há três centros no distrito de Eráti? “Sim. São 58.000 pessoas em todos os três centros de Eráti. Em Namialo, no distrito de Meconta, há três centros também, onde estão 10.000 pessoas. Em Nampula, não temos um centro oficial, mas as pessoas continuam a chegar e algumas estão sendo alojadas com os seus familiares e os outros estão à deriva porque não têm onde parar, porque estão à procura de refúgio e acabam procurando por pessoas conhecidas para serem alojados. Neste presente momento, nós como sociedade civil, estamos com contactos permanentes com as autoridades para que se crie também um centro permanente em Nampula cidade.” Ou seja, está a pedir às autoridades para criar este centro porque há pessoas na rua? “Exactamente. Há pessoas na rua. Há pessoas que estão a viver com pessoas desconhecidas e isto pode provocar também algum caos nos próximos dias. Então, estamos mesmo a exortar as autoridades governamentais para que criem um centro aberto em Nampula para alojar as pessoas que estão em Nampula e que não têm onde ficar.” Voltando à questão da fome e da crise alimentar, há notícias de que há pessoas, nomeadamente crianças, a morrer. Quer falar-me sobre isso? “Sim. Neste presente momento, nós não temos dados confirmados, mas há relatos, sim. Há crianças a morrer por causa da fome. Para além da questão da fome, há pessoas que estão a morrer por cansaço porque, de Memba a Eráti, as pessoas estão a deslocar-se a pé, por longas distâncias. E neste recurso de deslocamento a pé e por causa de cansaço, algumas pessoas acabam lançando os seus filhos nas matas. Nós temos algumas pessoas que estão a relatar isto, que nas matas há crianças perdidas, há famílias perdidas, sobretudo também pessoas portadoras de deficiência que não conseguem alcançar os centros de acolhimento.” O que é que o Governo está a fazer para tentar resolver a situação? “Neste presente momento, a única acção do governo que é notória aqui é a campanha que foi lançada pelo governador da província de Nampula de angariação de alimentos que, até ontem, a Assembleia da República abriu as portas e doou cerca de 60 toneladas de alimentos. O próprio governador já mobilizou os empresários locais para doarem alguns alimentos. Esta é a única actividade que nós estamos a notar ao nível do governo de Nampula. O Governo anunciou ontem a retoma da população no distrito de Memba porque, segundo ele, as condições estão criadas para as populações voltarem aos seus lugares de proveniência, mas nós, como sociedade civil, não concordaríamos tanto com esse discurso, porque nós precisamos de ter muita cautela por causa da situação de tensão que se vive no distrito de Memba porque acreditamos que existem focos de terroristas naquele local.” Ou seja, não é seguro voltar? “Exactamente, não é seguro voltar. Nós não aconselharíamos às autoridades de avançarem com essa incursão de devolver a população aos locais de proveniência e intensificaríamos a angariação de donativos para apoiar estas famílias para que elas possam ficar mais tranquilas nos lugares onde estão, enquanto se preparam os lugares da sua proveniência para que retornem lá com a maior tranquilidade e a maior segurança possível.” Em Julho, foi noticiado que 46,7% das crianças em Nampula já sofriam de desnutrição crónica. A situação então piorou ainda mais? “De certa forma, isso é verdade, isso é uma realidade. Nós vamos ter Nampula a aumentar a situação da desnutrição crónica por este deslocamento de um lado para o outro. Tanto que o governador de Nampula já havia lançado uma campanha de redução da situação de desnutrição crónica e acreditamos que, com esta situação do terrorismo, vamos elevar o índice de desnutrição crónica, seja em crianças, seja em adolescentes, porque estamos a ver pessoas que se vão alimentar de qualquer maneira só com o intuito de manter apenas o estômago, não vão escolher o que elas podem comer, vão ser forçadas a comer tudo o que por algum momento lhes vier à frente. Então, estamos a dizer que Nampula é a maior província com desnutrição crónica e vamos ter esta situação cada vez mais a agravar-se.” Também houve relatos de refugiados e requerentes de asilo estrangeiros que estavam abrigados no centro de Maratane, em Nampula, que além de denunciarem fome e redução de assistência por parte do Programa Alimentar Mundial, por exemplo, também denunciaram uma suposta discriminação por parte dos moçambicanos e a proibição do uso da terra para a agricultura de subsistência. Confirma? “Sim, confirmo. Tanto que eu trabalhei no centro de refugiados de Maratane. Fui para lá para viver 'in loco' nessa altura que havia estas situações de relatos em que os refugiados reclamavam desta situação de terras que estavam sendo proibidas, porque o governo cedia as terras sem conversar efectivamente com os nativos. Sabemos que em Moçambique, a lei defende que a terra é propriedade privada do Estado, mas nem por isso o Estado tem que atribuir sem conversar efectivamente com os nativos. E o que acontecia é que entrava em colisão entre os refugiados e os nativos donos, herdeiros da terra e aí os refugiados eram forçados a abandonar as terras. Daí que havia esta confusão. Trabalhámos lá, confirmámos esse incidente e estamos a trabalhar com a Direção Provincial de Terra e Ambiente para ver se é possível haver uma negociação entre as comunidades e os refugiados.” Ou seja, a situação ainda não está resolvida? “Não está resolvida, não.” Como é que vê os próximos tempos? O que é mais urgente fazer? “O mais urgente - olhando na perspectiva do terrorismo - o mais urgente, neste momento, é colocar o país seguro. Não é só Nampula, ns estamos a falar de todo o país em que, nos últimos momentos, está-se tornar uma realidade a questão da insegurança. Não estamos a falar só do terrorismo, mesmo a criminalidade está semeada em Moçambique de tal forma que já é perigoso investir em Moçambique. Tanto que a maior parte dos investidores estão a fechar as suas empresas, voltando para seus países de origem. Então, a prioridade das prioridades, é que o governo tem que trabalhar na questão de segurança para garantir que os investidores voltem a investir em Moçambique. Segundo, se garantir a segurança, aí vamos colocar também a população a voltar às suas providências e aí elas vão poder tomar as suas actividades normais, estamos a falar na questão da agricultura, para que eles intensifiquem a produção e produtividade. Nesta produção e produtividade, o governo tem que incentivar, tem que investir, tem que financiar, patrocinar a população para que melhore a forma de praticar a agricultura. Ao invés de praticarmos de cabo curto, que coloque uma agricultura mecanizada para que essa população melhore a prática da agricultura.”

El Larguero
El Sanedrín de El Larguero | Nico Williams y el morbo de su presencia en el Camp Nou: "El recibimiento le tiene que dar exactamente igual"

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Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 28:08


El Fútbol Club Barcelona vuelve al Camp Nou y el partido de reestreno será contra el Athetic Club de Bilbao. Tiene cierto morbo después de un verano protagonizado por el culebrón Nico Williams. 

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Cómo usa exactamente Nike la IA en su negocio

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Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 24:42


TEKDI: Te Enseñamos y Acompañamos en el a usar la IA, la automatización y el marketing RESULTADOS EN MENOS DE 90 DÍAS ► Programas de acompañamiento y planes de formación a medida con un tutor a tu lado, mentorías de seguimiento, sesiones prácticas de trabajo online y mucho más. ►►►⁠https://tekdi.education/⁠ 

Es la Mañana del Fin de Semana
Ecología para todos: ¿Qué son exactamente las setas?

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Play Episode Listen Later Nov 1, 2025 15:32


El profesor Miguel del Pino da la bienvenida al otoño dedicando su espacio a las setas, ¿qué son? Lo descubrimos, ¡no te lo pierdas!

LorenaGarciaTerrazas/La salida es hacia adentro 💗
NADIE PUEDE AMARTE EXACTAMENTE COMO NECESITAS, PORQUE ÉSE ES TU TRABAJO

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Play Episode Listen Later Oct 29, 2025 19:50


Nadie puede amarte exactamente como tú necesitas, porque nadie está viviendodentro de ti.Nadie siente lo que tú sientes. Nadie carga tus miedos, tus recuerdos, tus inseguridades.Nadie ha pasado por las noches en que dudaste de ti, ni conoce el peso exacto de tus silencios.Nadie puede leer tus pensamientos con la precisión con la que tú mismo podríasescucharte, si te detuvieras un momento…

Frecuencia Paranormal
RELATOS DEL SISMO DE 2017 EN CDMX: Algo me habló entre los escombros

Frecuencia Paranormal

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 19:29


¿Alguna vez te has preguntado que se siente estar atrapado entre los escombros de un edificio derrumbado debido a un sismo? Esto es lo que nos explica Cristian, quien vivió las horas más angustiosas de su vida al sufrir los estragos del sismo del 19 de Noviembre de 2017 en la Ciudad de México, el cuál, por una escalofriante coincidencia, sucedió 32 años después del aterrador terremoto que aconteció exactamente el mismo día, pero del año 1985.Aquella tarde del 19 de Septiembre de 2017 Cristian estaba en su casa, en un edificio ubicado en el barrio de La Condesa. Exactamente a la 1:14 PM el horror comenzó: Un sismo de 7.1 en la escala Richter azotó la Ciudad de México.Debido a los movimientos tan violentos el edificio en el que estaba Cristian se derrumbó, dejándolo atrapado entre los escombros.El miedo, el dolor, la incertidumbre lo invadió en medio de aquel horrible caos. Incapaz de moverse, y por ende, salir del sitio en el que estaba atrapado lo único que pudo hacer es limitarse a esperar a que fuera rescatado.Pero... entre todo esto... él vivió un suceso sumamente escalofriante e inexplicable... y es que una voz desconocida comenzó a llamarlo, ayudándole a mantener la calma... pero... ¿de quién era aquella misteriosa voz?▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬Relatos del Sismo de 2017 en la Ciudad de México: Escalofriante Testimonio del Terremoto de 2017 | Frecuencia Paranormal FP - Podcast de Terror► Lugar de los hechos : Ciudad de México► Fecha : 19 de septiembre de 2017► Experiencia compartida por : Cristian▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬Te invitamos a seguirnos en todas nuestras redes sociales. Publicamos más contenido aterrador por allá:► YouTube: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► Facebook: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► TikTok: https://www.tiktok.com/@frecuencia__paranormal► Instagram : https://www.instagram.com/frecuencia.paranormal► Twitter : https://x.com/FrecParanormal► Contacto para Prensa / Negocios (Únicamente):contacto.frecuenciaparanormal@gmail.com▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬¿Tienes un relato que te gustaría compartir en esta Frecuencia?Envíalo a: frecuencia.paranormal.oficial@gmail.como a nuestro WhatsApp: (+52) 3313328094 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Frecuencia Paranormal
RELATOS DEL SISMO DE 2017 EN CDMX: Algo me habló entre los escombros

Frecuencia Paranormal

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 19:29


¿Alguna vez te has preguntado que se siente estar atrapado entre los escombros de un edificio derrumbado debido a un sismo? Esto es lo que nos explica Cristian, quien vivió las horas más angustiosas de su vida al sufrir los estragos del sismo del 19 de Noviembre de 2017 en la Ciudad de México, el cuál, por una escalofriante coincidencia, sucedió 32 años después del aterrador terremoto que aconteció exactamente el mismo día, pero del año 1985.Aquella tarde del 19 de Septiembre de 2017 Cristian estaba en su casa, en un edificio ubicado en el barrio de La Condesa. Exactamente a la 1:14 PM el horror comenzó: Un sismo de 7.1 en la escala Richter azotó la Ciudad de México.Debido a los movimientos tan violentos el edificio en el que estaba Cristian se derrumbó, dejándolo atrapado entre los escombros.El miedo, el dolor, la incertidumbre lo invadió en medio de aquel horrible caos. Incapaz de moverse, y por ende, salir del sitio en el que estaba atrapado lo único que pudo hacer es limitarse a esperar a que fuera rescatado.Pero... entre todo esto... él vivió un suceso sumamente escalofriante e inexplicable... y es que una voz desconocida comenzó a llamarlo, ayudándole a mantener la calma... pero... ¿de quién era aquella misteriosa voz?▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬Relatos del Sismo de 2017 en la Ciudad de México: Escalofriante Testimonio del Terremoto de 2017 | Frecuencia Paranormal FP - Podcast de Terror► Lugar de los hechos : Ciudad de México► Fecha : 19 de septiembre de 2017► Experiencia compartida por : Cristian▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬Te invitamos a seguirnos en todas nuestras redes sociales. Publicamos más contenido aterrador por allá:► YouTube: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► Facebook: https://www.youtube.com/FrecuenciaParanormal► TikTok: https://www.tiktok.com/@frecuencia__paranormal► Instagram : https://www.instagram.com/frecuencia.paranormal► Twitter : https://x.com/FrecParanormal► Contacto para Prensa / Negocios (Únicamente):contacto.frecuenciaparanormal@gmail.com▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬¿Tienes un relato que te gustaría compartir en esta Frecuencia?Envíalo a: frecuencia.paranormal.oficial@gmail.como a nuestro WhatsApp: (+52) 3313328094 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Radio Sevilla
El consejero de Justicia sobre la vía judicial abierta en la crisis de los cribados de cáncer de mama: "Los objetivos de la Fiscalía y de la Junta son exactamente los mismos: aclarar, resolver y corregir"

Radio Sevilla

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 6:44


Entrevista en Hora 14 Andalucía al consejero de Justicia de la Junta de Andalucía, José Antonio Nieto, sobre las dos vías judiciales abiertas en torno a la crisis de los cribados de cáncer de mama en la comunidad 

Mañanas BLU con Néstor Morales
"Población sigue exactamente igual a pesar del cese al fuego": alerta colombiana de MSF en Gaza

Mañanas BLU con Néstor Morales

Play Episode Listen Later Oct 24, 2025 8:34


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En Perspectiva
La Mesa TIC - Martes 14.10.2025 - ¿Qué es exactamente la Identidad Digital y en qué se diferencia de nuestra "identidad real" o física?

En Perspectiva

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 63:09


La Mesa TIC - Martes 14.10.2025 - ¿Qué es exactamente la Identidad Digital y en qué se diferencia de nuestra "identidad real" o física? by En Perspectiva

Saldremos mejores
SALDREMOS DEL TRUMPISMO | 5X05

Saldremos mejores

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 54:28


Los primeros españoles de la flotilla vuelven a España y denuncian vulneración de los derechos fundamentales. Exactamente mejorcita, Israel demostrando una vez más que puede proceder como quiera sin repercusión internacional ahora que se han cumplido dos años del famoso 7 de octubre. En cifras: más de 66.000 personas han muerto, de las cuales alrededor de 17.000 son niños y niñas, 170.000 han resultado heridas y en Gaza persiste una grave crisis humanitaria con hambruna declarada y miles de desplazamientos por los bombardeos y la destrucción constante.En España, el Gobierno de Pedro Sánchez ha anunciado este viernes su intención de impulsar una reforma constitucional para incluir el derecho al aborto en la Carta Magna española, con la finalidad de "consagrar la libertad y la autonomía de las mujeres en clara respuesta a la ofensiva de PP y VOX. España se convertiría en el segundo país en incluir este derecho en su Carta Magna. El tema del día lo dedicamos al trumpismo español. Porque esto va más allá de una figura, es un movimiento y una forma de actuar. Para ello nos acompaña Eduardo Rubiño, portavoz adjunto de Más Madrid en el Ayuntamiento, activista por los derechos de las personas LGTBI.

Radio Bilbao
¿Qué son exactamente las cláusulas “no show” y por qué siguen dando problemas?

Radio Bilbao

Play Episode Listen Later Sep 25, 2025 26:12


¿En qué situaciones tendrás derechos y en cuáles estarán en riesgo? El programa 'Hoy por Hoy Bilbao-Bizkaia' sitúa la realidad del consumo en el centro de su cita con la audiencia de Radio Bilbao. Una sección para analizar los últimos casos que ayuden al consumidor a defenderse o a plantear cuestiones al sector comercial

Hoy por Hoy
Claves del día | Berna González Harbour: "Feijóo tiene un plan tan detallado de lo que va a derogar y demoler, que nadie sabe exactamente qué va a construir."

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 1:19


Feijóo trabaja con esmero en esa enmienda a la totalidad, pero basar tu futuro en la destrucción del contrario no es suficiente tarjeta de presentación. En el otro lado, Pedro Sánchez y los suyos, incluido el Fiscal General del Estado, quieren resistir. Ese es el proyecto y el día a día de la política se ha convertido en es derribar o resistir. Entre todos, la democracia se va degradando en España y rebajando a una práctica en la que es imposible avanzar porque de lo que se trata es de demoler o aguantar.

CONOCE  AMA Y VIVE TU FE
Episodio 1148: ¿Nos Mintió El Papa Francisco Sobre Informe De La Misa Tradicional? Traditionis Custodes |Luis Román

CONOCE AMA Y VIVE TU FE

Play Episode Listen Later Jul 10, 2025 23:27


Envíame un mensajeLa periodista Diane Montagna ha revelado en exclusiva un informe inédito de la Congregación para la Doctrina de la Fe que arroja dudas sobre el argumento central del motu proprio «Traditionis Custodes». El documento demuestra que la mayoría de los obispos no apoyaba suprimir «Summorum Pontificum» y alertaba de consecuencias negativas para la unidad de la Iglesia. Exactamente lo contrario de lo que se dijo.Support the show YouTube Facebook Telegram Instagram Tik Tok Twitter

MENTOR360
Presentaciones Efectivas, Cómo Aplicarlas - re:INVÉNTATE con Luis Ramos

MENTOR360

Play Episode Listen Later Jun 12, 2025 42:43


En este episodio de PowerSkills, abordamos las 10 situaciones más críticas donde una presentación puede catapultar o destruir tu carrera profesional. ¿Te has quedado en blanco cuando tu jefe te pide que presentes sin aviso? ¿Has visto cómo proyectos inferiores consiguen presupuesto mientras el tuyo muere en comités? ¿Sabes qué decir exactamente cuando tienes que comunicar un fracaso o competir por una promoción? La realidad es brutal: el 67% de las decisiones ejecutivas se toman en los primeros 5 minutos de una presentación. No importa cuánto sepas si no sabes comunicarlo cuando más importa. En este episodio aprenderás: ✅ El script exacto para conseguir €500K de presupuesto ✅ Cómo presentar un fracaso y salir fortalecido - la técnica que Microsoft usó con Windows Phone ✅ La estructura para competir por una promoción hablando del futuro, no del pasado ✅ Cómo manejar a escépticos, crisis, clientes furiosos y las temidas "presentaciones sorpresa" ✅ 10 scripts palabra por palabra para las situaciones más críticas de tu carrera No te hablo de teoría. Te digo qué decir EXACTAMENTE cuando tu carrera está en juego.Recuerda: No es lo que sabes, es cómo lo presentas. La diferencia entre el éxito y el fracaso profesional a menudo se decide en 15 minutos de presentación.Déjanos ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ para ayudarnos a llegar a más personas con este contenido transformador: re:INVÉNTATE en Spotify y Apple Podcasts.¿Tienes preguntas o quieres compartir tus progresos en el desarrollo de este PowerSkill? Etiquétame en Instagram (@librosparaemprendedores) en una stories o deja tus comentarios y opiniones sobre este episodio.✨ ¡Hoy comienza tu re:Invención!

¡Buenos días, Javi y Mar!
08:00H | 03 JUN 2025 | ¡Buenos días, Javi y Mar!

¡Buenos días, Javi y Mar!

Play Episode Listen Later Jun 3, 2025 1:00


En punto de la mañana, esto es Cadena 100. Bueno, yo antes pensaba que para comer bien había que hacer dieta y pasar hambre, pero un día hice clic y me di cuenta de que lo que hay que hacer es comer sano y equilibrado. Exactamente, Javi, con el seguro igual. Si pensabas que un buen seguro de hogar sería carísimo y tendrías que pagar por coberturas que no necesitas, pues haz clic y con Verti podrás elegir las coberturas que realmente necesitas y gestionarlo todo desde su app. Así que además que sepas que te regalan 100 € al cambiarte. Haz clic, pasa tu seguro de hogar a Verti y llévate hasta ...

24 horas
Manuela Carmena, exalcaldesa de Madrid: "La política parlamentaria ahora es exactamente igual que la que se hacía en el siglo XIX"

24 horas

Play Episode Listen Later May 23, 2025 23:51


Manuela Carmena, abogada y exconcejala del Ayuntamiento de Madrid, ha visitado el informativo '24 horas de RNE' con Lalo Tovar para presentar su libro 'Imaginar la vida. Cuatro décadas transformando lo público'. La jueza analiza la situación de las instituciones sociales y lo complicado que es su evolución: "Me preocupa muchísimo que la manera en la que llevamos a cabo la política parlamentaria ahora, es exactamente igual que la que se hacía en el siglo XIX", afirma. Enfatiza en la manera de hacer discursos en la actualidad, "en la que se busca ver quién dice la gracieta del bobo", "una actividad de odio con el adversario político", por eso se pregunta: ¿Qué sentido tiene ahora una manera de hacer política a base de discursos? Para Carmena, la gestión no se explica en un discurso, sino "escuchando a las personas afectadas por una situación", "me encantaría que las reuniones de los políticos, las pudieran escuchar los ciudadanos y participar en ellas", propone. Sobre su experiencia en la alcaldía de Madrid, reconoce que le pareció muy interesante, aunque le "permitió conocer lo absurdo que era la manera de hacer política", concluye. Escuchar audio

¡Buenos días, Javi y Mar!
09:00H | 28 ABR 2025 | ¡Buenos días, Javi y Mar!

¡Buenos días, Javi y Mar!

Play Episode Listen Later Apr 28, 2025


Estamos ya casi en mayo. Sí, estamos en mayo ya. Estamos ya casi en el Día de la Madre. Ay, sí, es verdad. Sí, sí, sí, prepárate. Eso hay que tenerlo pendiente. Te pasa lo mismo todos los cumpleaños. Todos los cumpleaños. El tuyo es en febrero, ¿verdad? Exactamente. Bueno, con un solazo por delante, empezamos la última semana de abril, los últimos días de abril sin nubes y sin lluvia y con el termómetro además muy de finales de abril, que se agradece. A los que tuvieran programado un viaje a Roma para la semana que viene, lo mejor es que se vayan haciendo la idea de que no van a poder ver la ...

¡Buenos días, Javi y Mar!
08:00H | 02 ABR 2025 | ¡Buenos días, Javi y Mar!

¡Buenos días, Javi y Mar!

Play Episode Listen Later Apr 2, 2025


Un pie por la cara mía esta noche por el Skype. Nada lo puedo yo hacer, es que a veces que escribir nunca las hacen bien, no querrás saber de mí. Si no puedo entender lo tonta que fui. Es cuestión de tiempo y fe. Mil años con otros mil más. Son suficientes para amar. Estoy aquí queriéndote, ahogándome. Entre fotos y cuadernos, entre cordones y recuerdos que estoy yo diciéndome, cambiándome. Un pie por la cara mía esta noche. Estoy aquí. Shakira, en Buenos días Javi Mar. Exactamente, en Cadena 100 a las ocho en punto de la mañana. Bueno, Luz, tengo ganas de hacer planes. A la playa o descubrir ...

¡Buenos días, Javi y Mar!
09:00H | 01 ABR 2025 | ¡Buenos días, Javi y Mar!

¡Buenos días, Javi y Mar!

Play Episode Listen Later Apr 1, 2025


Lovefool. Cardigans. En Buenos días Javi Mar. Son. Tiri tiri tiri. Bueno, son las nueve de la mañana. Exactamente y esto es Cadena 100. A mí esto me suena, Luz. Te suena Javi, te suena seguro, ¿cómo no te va a sonar si es Línea Directa? Lo que igual no te suena tanto es que el seguro de coche en Línea Directa está entre los mejor valorados en España. Así que si estás pensando en cambiar tu seguro de coche, en Línea Directa te mejoran el precio directamente. Llama al 917 700 700 o entra en lineadirecta.com. Línea Directa, el valor de ser directo. Sí señor, a las 9:01 de la mañana, buenos días ...

Medita.cc
2025-03-12 Renueva tu fe eucarística

Medita.cc

Play Episode Listen Later Mar 12, 2025 28:57


Exactamente en el momento de la fracción del Pan, los de Emaús reconocen al Señor. No al ver su rostro ni al oír su voz. Hagamos nosotros igual: el misterio de humildad infinita de la Sagrada Eucaristía ha de ser un tema constante de nuestra reflexión. Porque nunca accederemos a tocar su profundidad.