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Cuando Alemania ganó el Mundial de 2014, el gasto de sus aficionados subió un 75% al día siguiente de cada victoria. Con ese dato, cualquiera firmaría que el fútbol es un motor económico. Pero hay otro dato que lo desmonta todo y que apenas se cita: dos horas. Exactamente lo que duró, medido por investigadores, el subidón de felicidad de los alemanes tras cada triunfo. España acaba de ganar su segunda estrella y, como en cada Mundial, ya suenan las promesas de siempre: que si el consumo, que si medio punto de PIB. En 2006 el Gobierno italiano llegó a poner esa cifra sobre la mesa tras la victoria de su selección, en pleno ajuste presupuestario con Bruselas. Un estudio publicado en 2024 en el Oxford Bulletin of Economics and Statistics comprobó la promesa con datos de la OCDE, y el resultado incomoda: los campeones del mundo tienden a crecer menos al año siguiente de la victoria, y con frecuencia menos que el país al que derrotaron en la final. Hay más. Un trabajo clásico del Journal of Finance analizó las bolsas de 39 países y encontró que caer eliminado hunde el mercado un 0,5% al día siguiente, pero ganar no lo mueve prácticamente nada. El fútbol opera sobre el ánimo, no sobre el bolsillo. Lo que Keynes llamaba espíritus animales. España ya vivió esto: levantó la copa en 2010 con el paro rozando el 20% y dos años después pedía el rescate bancario a Bruselas. Entonces, si el consumo es gasto adelantado, el PIB ni se inmuta y la alegría dura una sobremesa, ¿qué es exactamente lo que gana un país cuando gana un Mundial? Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, com 55,94%, representa mais do que a continuidade na Presidência de São Tomé e Príncipe. Para o analista Olívio Diogo, o resultado traduz uma derrota política de Patrício Trovoada, fragiliza a liderança do ADI e abre caminho para uma reconfiguração do panorama partidário, num contexto marcado pela elevada abstenção e pelo desafio de restaurar a confiança nas instituições. RFI: Que leitura faz desta vitória de Carlos Vila Nova e do significado político deste resultado? Olívio Diogo: É preciso dizer que a primeira coisa de que se fala, quando se comenta esta eleição presidencial, é dar um grande parabéns ao povo são-tomense. O povo são-tomense mostrou, mais uma vez, de forma inequívoca, que é uma população que, apesar das dificuldades que enfrenta, é muito pacífica na forma como encara os resultados eleitorais. Foi, como disse e como manifestou a comunidade internacional, uma eleição que decorreu de forma transparente, livre e completamente pacífica. Este é o primeiro aspecto que devemos retirar destes resultados eleitorais. Este resultado revela claramente que o Presidente Carlos Vila Nova não foi avaliado eleitoralmente pelo seu mandato. O que aconteceu foi, sim, uma manifestação clara contra o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada, que indicou Nito d'Abreu como o seu candidato. A população disse claramente não a esse candidato. Disse claramente não à atitude e à posição de Patrício Trovoada em relação ao partido e ao país, nomeadamente ao seu constante afastamento do país e ao discurso que tem vindo a fazer. A população aproveitou esta eleição para manifestar o seu descontentamento relativamente a essa situação. Esta é uma derrota para o antigo primeiro-ministro Patrício Trovoada? Exactamente. Esta é uma derrota clara e inequívoca para Patrício Trovoada. A população que foi às urnas foi dizer-lhe claramente que esta é uma derrota política para ele. Nito d'Abreu é um candidato que não é do ADI, mas sim um candidato pessoal de Patrício Trovoada. Foi ele quem o indicou, sem consultar o partido, sem ouvir os órgãos competentes e sem permitir que o partido pudesse avaliar essa candidatura. Foi uma aposta exclusivamente sua e essa aposta saiu derrotada. Consequentemente, esta foi também uma derrota clara para Patrício Trovoada nestas eleições. O apoio de Patrício Trovoada a Nito d'Abreu pesou na derrota do candidato da ADI, o partido sai politicamente fragilizado? O partido sai muito fragilizado destas eleições. E a actual direcção do partido sai completamente fragilizada. É preciso dizer que este resultado vem reforçar a posição de Américo Ramos, que tem vindo a desenvolver todas as acções necessárias para assumir a direcção do partido. Ele sai bastante reforçado. Com este resultado eleitoral, Américo Ramos passa a ter todas as condições para assumir a liderança do partido, porque não acredito que o ADI continue a aceitar uma governação feita a partir do exterior, como Patrício Trovoada tem feito até agora. Ele encontra-se fora do país e continua a dirigir o partido. Isto não pode continuar. O partido não tem sustentabilidade nestas condições. É assim que estas eleições ficam marcadas: Carlos Vila Nova conquista um novo mandato e, simultaneamente, o ADI, sob a liderança de Patrício Trovoada, sai mais fragilizado. Penso que chegou o momento de as pessoas dizerem claramente que o ADI precisa de uma nova direcção, de uma nova liderança, de uma nova perspectiva e de uma nova metodologia de trabalho para o futuro. Será que, até Setembro, às próximas eleições, o ADI tem tempo para repensar e até mesmo reestruturar o partido? Não, essa reestruturação já tem vindo a ser desencadeada. É preciso perceber uma coisa: o Patrício Trovoada continua a ser presidente do partido, mas não está no país. Ele não foi obrigado a sair nem pediu asilo político; saiu por sua livre vontade. Ainda assim, pretende continuar a conduzir o partido para as eleições a partir do exterior. Neste momento, o presidente do partido praticamente abandonou a sua presença no país, continuando, no entanto, a dirigir o ADI a partir de fora. Esta forma de governação do partido, que considero uma situação de ingovernabilidade, leva naturalmente a um reajuste da estrutura partidária e da própria liderança. É preciso dizer também que muitos militantes do ADI que apoiavam Patrício Trovoada sentiram-se lesados pelo facto de ele ter escolhido Nito d'Abreu, uma personalidade sem trajectória política relevante e sem experiência significativa na administração pública, para candidato à Presidência da República. Esse factor também contribuiu para que este resultado eleitoral se verificasse. É preciso também falar da questão da abstenção. Temos de ser muito claros relativamente a esse aspecto. Há dois ou três fatores que podem explicar a elevada abstenção nestas eleições; O primeiro tem naturalmente a ver com a imigração. Muitas pessoas que emigraram continuam inscritas nos cadernos eleitorais. Como sabe, esta foi a primeira eleição em que não houve um processo tradicional de inscrição eleitoral. A actualização foi feita automaticamente com base nos dados do registo civil. Assim, todos os cidadãos que já tinham completado 18 anos passaram automaticamente a integrar os cadernos eleitorais e a poder exercer o seu direito de voto. Este aspeto é importante porque muitas das pessoas emigradas ainda não actualizaram os seus dados, permanecendo inscritas, embora já não residam no país. Outro factor importante é o facto de muitas pessoas, neste momento, não se identificarem com os políticos do país. Cada vez mais se verifica um afastamento entre os cidadãos e a classe política. Isso ficou também evidente nestas eleições. As pessoas deixaram de acreditar na forma como os políticos actuam e encontraram na abstenção uma forma de manifestar esse descontentamento. Foi isso que também aconteceu. Esta reduzida afluência às urnas pode retirar força política à vitória de Carlos Vila Nova? Não creio que isso não lhe retire força política. Não lhe retira força política por uma razão muito simples: a partir do momento em que é eleito Presidente da República, passa a exercer todas as funções que a Constituição lhe atribui. Foi eleito Presidente da República e, independentemente da taxa de abstenção, exercerá plenamente essas funções. Portanto, a abstenção não lhe retira legitimidade nem força política. Contudo, deve levá-lo a reflectir sobre aquilo que foi a sua actuação durante os últimos cinco anos. A sua governação pode, efectivamente, ter contribuído para que uma parte significativa do eleitorado optasse pela abstenção. Que desafios mais urgentes esperam agora Carlos Vila Nova neste segundo mandato, tanto no plano interno como nas relações internacionais? O primeiro desafio que Carlos Vila Nova tem, no meu entender, é perceber rapidamente que a sua eleição aconteceu ontem. Todas as alianças políticas que fez com os outros partidos para efeitos da sua candidatura terminaram com o acto eleitoral. A partir do momento em que tomar posse, vai ser o Presidente de todos os são-tomenses. Todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma, independentemente da sua opção política. Esse é o primeiro grande desafio. O segundo desafio prende-se com as relações bilaterais do país. As nossas relações internacionais têm estado bastante fragilizadas ao longo dos últimos tempos, sobretudo com países como Angola, Portugal e outros parceiros estratégicos. É importante que Carlos Vila Nova encontre mecanismos para reforçar essas relações, porque, como sabemos, São Tomé e Príncipe é um país insular, sem ligações terrestres a qualquer outro Estado. Por isso, é fundamental fortalecer as relações bilaterais com os nossos parceiros internacionais, para que delas resultem benefícios concretos para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida da população. Outro grande desafio para Carlos Vila Nova vai ser transmitir uma imagem de tranquilidade e de unidade nacional. Durante esta campanha eleitoral assistiu-se à divulgação de mensagens marcadas pelo ódio, pela raiva e até por intenções de vingança. Tudo isso deve agora ser ultrapassado. Somos todos são-tomenses e aquilo que todos desejamos é que o nosso país continue a melhorar, para que todos possam viver felizes nesta terra, que é um verdadeiro paraíso. Falava da campanha, marcada por crispação política, por boicotes e também por desinformação. Que sinais considera importantes observar nos próximos dias para avaliar a estabilidade política e institucional de São Tomé e Príncipe? É verdade que houve boicotes e, como referi, esses boicotes podem estar relacionados com os níveis de abstenção. Trata-se de manifestações de descontentamento por parte da população, que não devem ser ignoradas. O Presidente da República terá de encontrar um espaço de diálogo apropriado para transmitir uma mensagem clara aos cidadãos, restaurando a confiança nas instituições políticas, nos partidos e na própria Presidência da República. Esse será também um passo importante para reforçar a estabilidade política e institucional do país. Esta eleição pode representar o fim de um ciclo político e dar início a uma nova configuração do poder em São Tomé e Príncipe? Sim, naturalmente. Aquilo que aconteceu nestas eleições aponta para uma nova configuração do mosaico político e eleitoral em São Tomé e Príncipe. Neste momento, temos o MCI, partido liderado por Delfim Neves, que, na minha perspectiva, saiu politicamente reforçado. O candidato apoiado por este partido obteve um desempenho superior ao que muitos esperavam. É importante recordar que a candidatura de Carlos Vila Nova contou com o apoio de várias forças políticas e que, no próprio ADI, muitos dirigentes e militantes não apoiaram de forma clara a candidatura de Nito d'Abreu. Poucos foram os que manifestaram um apoio efectivo ao candidato, o que também é reflexo do trabalho político desenvolvido pelo MCI e pelos restantes partidos que apoiaram Carlos Vila Nova. Por outro lado, partidos como o MLSTP/PSD, o MDFM e outras forças políticas terão agora de fazer uma avaliação profunda da sua situação política. O MLSTP/PSD, como sabemos, atravessa também um momento de fragilidade, muito por causa da indefinição demonstrada ao longo deste processo eleitoral. Espera-se que consiga redefinir a sua posição e preparar-se para os próximos desafios políticos. Quanto ao ADI, a grande questão passa por saber que caminho vai seguir. Não sei se conseguirá renovar a sua liderança com Américo Ramos ou se continuará sob a direcção de Patrício Trovoada, que sofreu uma derrota política muito significativa nestas eleições. Se Patrício Trovoada continuar a liderar o partido, considero que será muito difícil evitar uma nova derrota nas próximas eleições legislativas.
Lionel Scaloni se refirió a la carga histórica del partido contra Inglaterra y afirmó: “¿Qué podemos hacer nosotros con todo lo que pasó hace años atrás? Es inútil, forma parte de nuestra historia todo lo que pasó, triste, pero yo no me puedo poner acá a decir que es más que un partido”. Y agregó: “Hay gente que ha sufrido mucho. La realidad es que es un partido de fútbol con las connotaciones que tiene, porque es un gran rival y nada más”.Alejandra Monteoliva se refirió al operativo de seguridad para el partido entre Argentina e Inglaterra y afirmó: “No se va a poder entrar ni con botellas ni con ningún elemento, ya sea una remera, una bandera, lo que fuera, que contenga algún mensaje provocativo. Mensaje político, mensaje de odio, mensaje de intolerancia racial, religiosa”. Y agregó: “Bandera argentina sí, por supuesto, o bandera inglesa, sí, pero nada que contenga un mensaje que pueda provocar algún tipo de situación”.Consultada específicamente por las Islas Malvinas, Monteoliva confirmó que tampoco se permitirá el ingreso de banderas, remeras o imágenes alusivas: “Exactamente, porque es contenido político. Se estableció que no puede haber contenido político en elementos que tengan contenido político visible o mensajes con algún tipo de intolerancia”. Y explicó que la decisión se tomó “al identificar que es un partido sensible”.Adrián Ravier se refirió a los dichos de Javier Milei sobre Margaret Thatcher y afirmó: “Las palabras del presidente creo que fueron sacadas de contexto. Lo que él valora en Margaret Thatcher tiene que ver con el plan de estabilización, la baja en la inflación y una parte de su ideología económica”. Además, sostuvo: “Esto no invalida el hecho de que el presidente Milei, con mucho liderazgo, está tratando de recuperar las Malvinas todos los días”.Juan Cantarella afirmó que en los últimos dos años cerraron diez empresas del sector autopartista y sostuvo: “Una situación de normalización y apertura también era necesaria porque un sector exportador como el automotriz tenía total incertidumbre sobre los cumplimientos que iba a poder darle a los clientes del exterior”. Sin embargo, advirtió: “En los últimos quince años hubo sesenta empresas que bajaron la persiana, en los últimos dos hubo diez. Y lo que estamos viendo es que puede haber más”.Rodrigo De Paul se refirió a la semifinal contra Inglaterra y afirmó: “Somos muy receptivos a toda esa energía que nos manda la gente”. Y agregó: “Un partido único, una semifinal de Copa del Mundo contra un gran rival, contra una gran selección. Muy motivados, con muchas ganas de jugar”.Alexis Mac Allister habló sobre Diego Maradona y afirmó: “Inspirarse sobre lo que hizo Diego es complicado. Llevar a cabo las cosas que él hacía dentro de una cancha es prácticamente imposible. Quizás solo Leo puede hacerlo”. Y agregó: “Para nosotros Diego es una bandera muy importante para el país y ojalá que podamos hacer algo parecido a lo que ha hecho Diego”.Julián Álvarez le dejó un mensaje a los hinchas y sostuvo: “Agradecerles de todo corazón. Sabemos que están siempre apoyando, alentando, disfrutando de todos estos momentos”. Y aseguró: “Nosotros vamos a dejar todo adentro de la cancha como lo hacemos siempre para intentar dejar a Argentina en lo más alto y llevar alegría a todo el pueblo”.Thomas Tuchel analizó a la Selección Argentina y afirmó: “No entran en pánico cuando van perdiendo. Su forma de jugar es muy cohesionada; se basa en muchos patrones repetitivos. Se conocen bien”. Y agregó: “Tienen la experiencia de haber ganado títulos importantes juntos. Es un rival difícil de batir, especialmente en un Mundial, pero estamos preparados para dar la batalla”
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O segundo dia da visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, à Síria ficou marcado por uma dupla explosão nas imediações do hotel onde estava hospedado. Apesar do incidente, o programa oficial decorreu sem alterações, incluindo a realização do fórum empresarial franco-sírio. Macron tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria desde o início da reaproximação diplomática entre Paris e Damasco. Para além da dimensão política, a visita evidencia também um forte interesse económico: a França procura assegurar uma posição de destaque no futuro mercado da reconstrução síria, estimado em mais de 216 mil milhões de dólares. João Henriques, vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico, em Portugal, considera que esta visita, marcada por uma forte componente económica, traduz igualmente o compromisso diplomático da França e, em sentido mais amplo, da Europa para com a Síria. O Presidente francês tornou-se o primeiro líder de um grande país da União Europeia a deslocar-se à Síria. Qual é a importância desta visita? A visita de Emmanuel Macron à Síria assinala um importante compromisso diplomático, desde logo por parte da França. A intenção passa por envolver também a Europa neste compromisso com o novo Governo sírio, promovendo a estabilidade regional e criando condições para uma maior abertura à cooperação económica e à reconstrução do país. Ao mesmo tempo, esta visita pode ser entendida como um gesto simbólico de reforço da legitimidade e da liderança do actual Presidente sírio. Este segundo dia da visita de Emmanuel Macron a Damasco ficou marcado por duas explosões, que fizeram vários feridos. Estes acontecimentos demonstram que a Síria continua a enfrentar graves problemas de segurança? Sem dúvida. A segurança interna continua a ser uma enorme preocupação na Síria. Ainda não existem muitos detalhes sobre estas explosões, mas tudo indica que possam ter tido também uma dimensão simbólica. Contudo, o principal desafio continua a ser a presença do Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, que mantém capacidade para desestabilizar o país e fragilizar os seus alicerces de segurança. Este episódio demonstra igualmente que Damasco continua a ser um ponto vulnerável, o que representa uma preocupação permanente para as actuais autoridades sírias. No passado mês de Março, peritos da ONU afirmavam que o país continua a enfrentar desafios no caminho para uma governação inclusiva e para o Estado de direito. Em que ponto se encontra actualmente a Síria? Se a Síria pretende alcançar uma verdadeira normalização diplomática com a Europa e, eventualmente, com os Estados Unidos, terá de apresentar garantias credíveis por parte das autoridades de Damasco. Essas garantias passam, sobretudo, pelo respeito pelos direitos humanos, pelo funcionamento da justiça e pelo fortalecimento do Estado de direito. São precisamente estas questões que continuam a alimentar as reservas de muitos sectores europeus e norte-americanos relativamente ao restabelecimento pleno das relações diplomáticas. Ainda há muito trabalho a fazer a nível interno antes que esse progresso possa reflectir-se positivamente nas relações da Síria com os países que pretendem apoiar a sua reconstrução. Essa falta de garantias continua também a dividir os países europeus? Sim. No seio da Europa continuam a existir posições muito diferentes. Há quem não acredite que um antigo dirigente ligado a grupos classificados internacionalmente como terroristas tenha alterado verdadeiramente o seu percurso e possa hoje assumir-se como um factor de estabilidade interna e regional. Essa desconfiança mantém-se e continua a influenciar o debate político europeu. Muitos consideram que as mudanças não podem ser avaliadas apenas pelas declarações das novas autoridades e que será necessário tempo para comprovar a sua consistência. A França parece acreditar mais nessa evolução. Emmanuel Macron afirmou que pretende reforçar a cooperação económica e apoiar a reconstrução do país, fazendo-se acompanhar por representantes de várias empresas francesas, nomeadamente CMA CGM e ToltalEnergies. Que oportunidades oferece actualmente a Síria aos interesses franceses? A Síria oferece um potencial significativo para o desenvolvimento de relações económicas e comerciais. No entanto, esse potencial só poderá concretizar-se plenamente se a situação interna evoluir para um cenário de maior estabilidade. É precisamente esse o argumento utilizado pelos sectores que se opõem a esta aproximação: consideram prematuro investir, enquanto persistirem dúvidas sobre a segurança e a evolução política do país. Essa oposição existe também em França e reflecte igualmente as reservas que continuam presentes noutros países europeus. Que impacto poderá ter a participação francesa na reconstrução de sectores como o turismo, a agricultura, a indústria, a energia ou as obras públicas? Naturalmente que Emmanuel Macron não avançou para esta missão sem ter presente essa dimensão económica. A reconstrução da Síria representa uma oportunidade importante para empresas francesas em vários sectores estratégicos. Ao mesmo tempo, Macron enfrenta dificuldades políticas internas e procura também afirmar a influência internacional da França. Esta aproximação à Síria permite-lhe reforçar o papel francês na região, mas também procurar benefícios económicos para o país. Trata-se, por isso, de um desafio simultaneamente diplomático, económico e político. Nesta visita, com uma forte componente económica, são esperados acordos com empresas francesas, incluindo nos sectores dos transportes, da energia e da aviação. Emmanuel Macron procurou antecipar-se ao encontro entre o Presidente sírio e o Presidente dos Estados Unidos? Em parte, sim. A visita de Emmanuel Macron reforça um processo que já vinha sendo desenvolvido através da reabertura de canais diplomáticos com Damasco. Os Estados Unidos continuam cautelosos relativamente à situação de segurança e às garantias políticas oferecidas pelas novas autoridades sírias. Ainda assim, esta iniciativa francesa poderá abrir caminho a um maior envolvimento norte-americano, sobretudo numa altura em que Washington já admitiu aliviar ou levantar parte das sanções impostas à Síria. Para os Estados Unidos, esta poderá também representar uma oportunidade para reforçar a sua influência no Médio Oriente, numa estratégia que já tem sido visível através do aprofundamento das relações com vários países do Golfo. Julgo que Donald Trump tenderá a privilegiar uma lógica de custo-benefício e, nesse contexto, poderá considerar que uma aproximação à Síria serve os interesses estratégicos norte-americanos. Nesse sentido, os Estados Unidos parecem estar, por agora, a acompanhar uma dinâmica que foi iniciada sobretudo pelos europeus. E nomeadamente pela França... Exactamente. A França está, neste momento, a assumir a dianteira desse processo de reaproximação diplomática.
Vida Eterna. Respuestas desde la Ciencia | Dr. Manuel Sans Segarra
¿Pueden los sueños ser algo más que simples imágenes creadas por el cerebro? ¿Es posible acceder a niveles más profundos de conciencia mientras dormimos?En este vídeo, el Dr. Manuel Sans Segarra responde a preguntas sobre los sueños, la intuición, la precognición y la relación entre la conciencia y la supraconciencia. A partir de experiencias reales compartidas por los asistentes, explora por qué algunas personas aseguran haber soñado acontecimientos antes de que ocurran y qué papel podrían desempeñar los sueños en nuestra comprensión de la realidad.
Fausto Spotorno, economista, analizó en Infobae el ritmo de la recuperación económica y afirmó: "Lo peor ya pasó. Ahora tampoco creo que vamos a salir disparados como el chicotazo para adelante, ¿no? Me imagino que vamos a ver una recuperación gradual". Consultado por la morosidad, señaló que es un tema a seguir de cerca y agregó: "Te está dando la señal de que esto está tardando en recuperarse", aunque aclaró que "volvió a crecer en mayo" después de haberse estancado en abril. Y concluyó: "Te das cuenta que la salida es más lenta de lo que uno hubiera querido".Spotorno, se refirió en Infobae a la relación entre bancos y billeteras virtuales y explicó: "No están desconectados los bancos de la billetera virtual. O sea, cuando una billetera virtual te da un crédito a vos, se lo tomó previamente un banco". El economista advirtió que "a la larga, si esto crece mucho, podrías tener un problema con los bancos", pero remarcó que no es la situación actual: "Hoy lo que vemos es que es más un problema de consumo que el sistema financiero, porque el sistema financiero sí está seguro". Y concluyó: "Puede ser un problema de rentabilidad para el sistema financiero, pero no es un problema serio para el sistema financiero".Diego Santilli, jefe de Gabinete, cuestionó en LN+ con Luis Majul las críticas de la oposición al Gobierno y sostuvo: "Ahora sacamos el súper RIGI, que son para inversiones que no existen en la Argentina. Más de mil millones de dólares. Entonces digo, la ley penal juvenil, por favor, Luis. Todo el mundo la resolvió, menos la gente". Ante la repregunta de Majul sobre si la gestión anterior no había resuelto esos temas, Santilli respondió: "Exactamente. Basta del chamuyo. La gente no aguanta más el chamuyo, porque con el chamuyo no come. Con el chamuyo le matan a un pibe. Con el chamuyo no se resuelven las situaciones diarias. Con el chamuyo la inflación sigue galopando". Y concluyó: "Es diálogo para tener acuerdos, acuerdos que nos saquen a la Argentina hacia adelante y que logremos las reformas estructurales. Y tenés un presidente que está dispuesto a hacer todas las reformas necesarias para que la Argentina salga adelante".Carlos Bianco, ministro de Gobierno bonaerense, comparó en Infobae la gestión de Alberto Fernández con la de Javier Milei. Consultado sobre si la economía actual está peor que en 2023, afirmó: "Por supuesto". Y ante la pregunta de si Alberto Fernández tuvo mejor gestión que Milei, sostuvo: "En algunas cosas sí, en otras cosas no. ¿Había más inflación? Claro, es un dato de la realidad. Ahora, ¿la situación productiva era peor o mejor que ahora? Era mejor, claramente". Y agregó: "La industria estaba mucho mejor, la construcción estaba mucho mejor, el comercio estaba mucho mejor, que son los sectores que le dan empleo al 50% de los argentinos. Ahora, yo no te digo que no había problema. Te estoy diciendo que no era la catástrofe productiva que estamos teniendo hoy".Diego Santilli, jefe de Gabinete, cargó en LN+ contra Axel Kicillof y afirmó: "Axel Kicillof fue el peor ministro de Economía en Argentina, nos dejó un desastre con YPF. Es el peor gobernador de la historia de la provincia de Buenos Aires, el que menos plata le dio a la provincia que gobierna". Y agregó: "Es el grupo que nos llevó a la pobreza extrema en el país. Cincuenta y cuatro por ciento de pobres, veinte por ciento de indigentes. Pero ¿de qué están hablando?".
Venâncio Mondlane acaba de ser eleito presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, Anamola, por unanimidade dos delegados presentes no momento da votação na primeira Convenção Nacional do partido que foi realizado em Nampula, no norte de Moçambique. Em entrevista à RFI, Venâncio Mondlane afirmou que o Anamola pretende tornar-se, até 2029, "o maior partido político da história democrática de Moçambique" e defendeu, ainda, a criação de uma "Escola Anamola" para formar quadros nas áreas da governação e das novas tecnologias. Questionado sobre o processo de diálogo nacional inclusivo e a gestão do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, o líder do Anamola acusa-o de promover a exclusão política e de ignorar denúncias de violência contra membros do Anamola. Mondlane confirmou, ainda, que pretende candidatar-se às eleições presidenciais de 2029. RFI: Esta eleição à presidência do Anamola era previsível. Era o único candidato à presidência do partido que fundou em Agosto do ano passado e que presidia interinamente. Portanto, não foi uma surpresa para si. Venâncio Mondlane: É verdade que era a única candidatura, mas havia sempre duas possibilidades: a de votar em branco ou votar na única candidatura disponível. E aí podiam acontecer duas hipóteses: ou ser eleito ou não ser eleito. Fui o único candidato exactamente porque durante o período da submissão de candidaturas não houve uma manifestação de candidaturas alternativas, mas claramente nós tínhamos um regulamento que permitia que qualquer membro do partido, independentemente do escalão que se encontrasse, podia concorrer livremente, porque não haviam termos de referência draconianos que criassem qualquer espécie de impedimento. E quais são as linhas estratégicas do Anamola? Primeiro, queremos, até 2029, ser o maior partido político de toda a história democrática de Moçambique. Segundo, queremos continuar - porque já o fazemos - a liderar a propositura de políticas públicas para o país. Três, queremos continuar a liderar também as iniciativas legislativas, isto é, propostas submetidas para o Poder Legislativo que já lideramos neste momento. Quatro, queremos continuar a ser o partido mais moderno, mais tecnológico e inovativo do país. Cinco, neste momento, há uma nova configuração política em Moçambique e o único partido verdadeiramente de massas de Moçambique é o Anamola. E nós queremos continuar a ocupar esse espaço. Por último, em termos daquilo que é o nosso projecto para Moçambique, queremos fazer a correcção de um erro histórico de 50 anos, que é tornar Moçambique um país verdadeiramente democrático, um Estado que promove as liberdades e o respeito pelos direitos humanos. E queremos também aquilo que se chama de ‘rule of law'. Quer dizer, queremos uma economia baseada essencialmente num Estado de direito democrático que permita a livre concorrência, a liberdade dos empresários e permita também a redução da carga de impostos e de taxas. A carga fiscal, que é draconiana, está a O país prepara-se para eleições autárquicas em 2028 e eleições gerais em 2029. Quais são os planos do Anamola para as autárquicas? Há alguma hipótese do partido ser eleito? Hipóteses bastante grandes e muito substanciais. Curiosamente, durante algum tempo, fomos cognominados como um partido do Facebook, das redes sociais. Mas nos últimos meses essa tese caiu por terra. Já ninguém a defende. Portanto, nós estamos implantados em todo o território nacional e não só nas zonas urbanas e suburbanas, mas até nas zonas rurais. Nós temos uma implantação muito forte. Isso significa o quê? Significa que estamos disponíveis a concorrer em todas as autarquias. Portanto, nós temos agora, mais ou menos, 65 autarquias em Moçambique e vamos concorrer em todas. Neste momento, a nossa crença, por aquilo que tem sido a retroalimentação que vem das bases, temos condições de ganhar a maior parte das autarquias em Moçambique. No seu primeiro discurso após a eleição à liderança de Anamola disse: "Uma vitória eleitoral é fácil. A coisa mais importante é preparar-nos tecnicamente, psicologicamente e emocionalmente para podermos fazer a transformação do que o país precisa”. Na prática, o que é que isto quer dizer? Quer dizer que nós temos que preparar os nossos quadros para o trabalho técnico, tecnocrata, que é a essência da governação. A solução é exactamente a parte mais forte do manifesto que eu apresentei: a escola Anamola. Queremos formar quadros em várias matérias, pilares fundamentais da governação, mas também com uma componente extremamente interessante que são as tecnologias de informação e comunicação. Temos neste momento alguns consultores e simpatizantes que estão fora de Moçambique, já temos acordos firmados para passarem a ser também docentes, consultores e conselheiros desta escola. É nesta escola que temos um plano de uma formação intensiva de dois anos que nos permite projectar que, até 2028, vamos ter capacidade de técnicas e humanas no partido, capazes de fazer uma gestão de acordo com o nosso discurso político. Abriu mão das bandeiras que ergueu no período das eleições gerais de Outubro de 2024, eleições cujos resultados não reconhece? Foi um percurso que nós atravessámos, em que nós, transitoriamente, tivemos que assumir um acordo de uma parceria política para fazer uma frente política para aquele momento, aquela circunstância em concreto. Logicamente que depois houve vários episódios - que não vale a pena aqui falar - que nos levaram, auscultando o público, os eleitores e os próprios membros do meu projecto político, que tínhamos que avançar para um projecto político original, genuíno. Então, neste momento, o meu foco, o foco dos nossos membros seguidores, é exactamente neste projecto jovial que é o partido Anamola. Mas para que é que serve o diálogo nacional inclusivo? A gestão de Daniel Chapo é mais aberta à oposição do que era à anterior? O diálogo político inclusivo é uma iniciativa fenomenal. Tudo partiu, em Novembro de 2024, com uma carta que eu escrevi ao antigo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em que eu fazia uma proposta de uma agenda para um debate nacional alargado sobre as bases do futuro de Moçambique. Foi essa carta que serviu de base para aquilo que foram as linhas mestras daquilo que veio a ser conhecido como acordo político. É por isso que, apesar do Anamola estar excluído da comissão técnica que está a fazer a gestão, a recolha dessas propostas de reformas, nós apresentamos a nossa proposta de reformas. Um documento com pouco mais de 400 páginas onde mostramos o que é que pretendemos em termos de reforma fiscal, eleitoral, política, da Constituição e várias áreas. Nós submetemos a este organismo do qual nós estamos excluídos. Agora, em relação a esta terceira parte, Daniel Chapo, eu penso que vai ficar na história, como aquele que concretizou o sinistro da muralha do diálogo em Moçambique. Não restam dúvidas. E os números falam por si. Portanto, não vou fazer politiquice. O Anamola, em menos de um ano de existência, foram assassinados 56 membros seniores do partido. Isto nunca aconteceu em nenhuma fase da história democrática desse país, mesmo nos períodos que havia hostilidades militares entre o Governo e a Renamo, nunca aconteceu. 56 pessoas foram assassinadas e isto está a acontecer com Daniel Chapo. Este é o primeiro ponto. O segundo ponto é que nós, logo depois do registo do nosso partido, apresentamos uma proposta ao próprio Daniel Chapo em que sugerimos a integração do Anamola dentro da comissão técnica que está a gerir o diálogo. E fundamentamos a razão e ainda apresentamos uma proposta de revisão da lei que operacionaliza o diálogo político. Nós apresentámos isso. Ele nunca respondeu em mais de sete meses. Isto mostra claramente que é uma pessoa fechada, que é uma pessoa que, até certo ponto, está apadrinhando a exclusão do Anamola e a exclusão de outras forças políticas. E mais grave do que isso: que está apadrinhando, ainda mais, a violação de direitos humanos graves. Nós submetemos ao próprio Presidente da República um relatório detalhado sobre os casos de violência grave que o nosso partido, os membros do nosso partido sofreram. São cerca de 450 casos graves de violação de direitos humanos. Ele nunca respondeu em sete meses, nunca. Sobre essa questão, em parceria com outros meios de comunicação social, a RFI publicou uma série de reportagens denominadas “Mozambique Exposed”. Nessa investigação foi possível constatar uma relação entre o desaparecimento ou morte de jornalistas e membros da oposição, desde Outubro de 2024, e o envolvimento das forças de segurança moçambicanas. Concorda com esta ligação? Efectivamente, há mão das Forças Armadas moçambicanas nestas mortes, nestes desaparecimentos? Eu estou plenamente de acordo. E não estou de acordo apenas do ponto de vista político, os números também o dizem. Temos um jornalista que também fazia parte do nosso projecto político, que é o Arlindo Chissale, que fez um trabalho fenomenal, educativo, sobre a estrutura da fraude que aconteceu em Moçambique. Ele desapareceu misteriosamente em Cabo Delgado. Ele vivia em Cabo Delgado e Nampula e nós submetemos várias denúncias sobre este caso. Nota-se claramente que o modus operandi em que o Arlindo Chissale desapareceu, foi torturado… A 07 de Janeiro de 2025. Exactamente. O modus operandi é factual e mostra claramente que são as forças de defesa e segurança, as forças especiais da força de defesa e segurança, que o fazem. Há uma força especial, muito concreta, da polícia que executa esse tipo de operações: o Grupo de Operações Especiais e, também, o SERNIC está envolvido nisto. Portanto, eu estou plenamente de acordo. Plenamente de acordo por aquilo que observei. Plenamente de acordo por aquilo que nós testemunhamos dentro do nosso projecto político e também pelas várias sensibilidades e figuras insuspeitas de Moçambique que dizem a mesma coisa. Admite candidatar-se, voltar a candidatar-se à Presidência da República em 2029? Sem sombra de dúvida. Quanto a isso, não vou ter rodeios. Vou dizer claramente que sim, porque neste momento, tudo o que me foi transmitido pelos membros do partido, os eleitores, a população em geral - nós temos estado constantemente em contacto permanente com o povo - aquilo que é o aconselhamento, as recomendações que vêm, todas elas, indicam de que nós temos que avançar para a candidatura presidencial.
A França enfrenta uma intensa vaga de calor, com temperaturas acima dos 40 graus em várias cidades. Mais de 800 escolas encerraram portas e as autoridades recomendam à população que evite deslocações desnecessárias, privilegiando o teletrabalho sempre que possível. As dificuldades em manter os edifícios frescos durante episódios de calor extremo voltam a expor as fragilidades de uma parte significativa do parque imobiliário francês, alerta Emmanuel Lourenço, engenheiro civil e perito qualificado em desempenho térmico. O parque imobiliário está preparado para lidar com temperaturas cada vez mais elevadas? De um modo geral, considera-se que uma parte significativa do parque imobiliário, em particular os edifícios construídos antes de 2008, não está plenamente preparada para responder ao aumento progressivo das temperaturas exteriores sem recurso a sistemas de climatização. Esta realidade decorre, em grande medida, do enquadramento regulamentar vigente à data da sua construção. Com a implementação do Sistema de Certificação Energética passou a existir requisitos mínimos mais exigentes ao nível do desempenho térmico dos edifícios. Este enquadramento normativo implicou a adopção de soluções de construção mais eficientes, nomeadamente ao nível do isolamento térmico, da envolvente opaca, da qualidade dos envidraçados e do controlo das trocas térmicas com o exterior. Assim, os edifícios construídos antes desse período tendem a apresentar um comportamento térmico menos eficiente, sendo mais susceptíveis aos ganhos de calor no Verão e às perdas térmicas no Inverno. Como consequência, registam-se maiores níveis de desconforto térmico no interior das habitações. Ou seja, nos períodos mais quentes a casa torna-se excessivamente quente e, nos períodos mais frios, excessivamente fria… Exactamente. Isso afecta a qualidade dos espaços interiores e o bem-estar dos ocupantes. Além disso, conduz a um aumento do consumo energético, uma vez que obriga à utilização permanente de sistemas de climatização, quer para arrefecimento no Verão, quer para aquecimento no Inverno. De que forma é possível alcançar um equilíbrio na construção, ou seja, utilizar materiais que funcionem tanto no Verão como no Inverno? Todos os materiais podem ser adequados para ambas as estações. A questão fundamental reside na forma como são integrados no projecto. Nos edifícios novos, esse equilíbrio deve ser assegurado desde a fase de concepção. Nos edifícios mais antigos, é necessário estudar cada caso individualmente, identificando oportunidades de melhoria que permitam reduzir a dependência dos sistemas de climatização. É essencial adoptar uma abordagem integrada e criteriosa. Deve ser considerada a orientação solar do edifício, o tipo de utilização prevista, a selecção dos vidros e as respectivas propriedades térmicas, bem como o tipo de isolamento e as soluções arquitectónicas adoptadas. Por exemplo, grandes superfícies envidraçadas orientadas a sul podem representar uma vantagem durante o Inverno, aproveitando os ganhos solares para aquecer naturalmente os espaços interiores. No entanto, durante o Verão, podem originar um sobreaquecimento significativo se não forem devidamente protegidas. Por isso, é indispensável uma articulação eficaz entre arquitectura e engenharia. Nem sempre é um processo simples, mas tem-se assistido a uma evolução muito positiva nesta área. Qual é o custo de não adaptar o parque imobiliário às temperaturas extremas? O custo pode ser muito elevado. Em alguns edifícios, a adaptação é particularmente complexa devido a características arquitectónicas específicas, condicionantes patrimoniais ou limitações financeiras. Tomando um exemplo extremo, não faria sentido aplicar um sistema conhecido como “capoto” - nas paredes exteriores de um castelo histórico. Nesses casos, é necessário recorrer a soluções alternativas, normalmente pelo interior, embora nem sempre seja possível eliminar completamente as pontes térmicas. A reabilitação térmica dos edifícios é um processo complexo, mas que tem vindo a ser concretizado com sucesso em muitas situações. No entanto, a componente financeira continua frequentemente a ser o principal factor de decisão. Como devem ser pensadas as novas construções para responder às ondas de calor, que, segundo os especialistas, serão cada vez mais frequentes? No actual contexto das alterações climáticas, as novas construções devem ser concebidas com base em princípios de elevada eficiência energética e resiliência térmica, de forma a responder adequadamente a fenómenos extremos, como as ondas de calor. O Sistema de Certificação Energética tem desempenhado um papel importante na melhoria do desempenho dos edifícios, promovendo a adopção de soluções construtivas mais eficientes. Estas passam pela utilização de isolamento térmico de maior qualidade, materiais com melhor comportamento face às variações de temperatura e técnicas construtivas adequadas. Naturalmente, as soluções variam de país para país, em função das condições climáticas locais. No entanto, o objectivo é sempre o mesmo: assegurar melhores condições de conforto térmico interior, reduzindo a dependência dos sistemas de climatização, tanto no Verão como no Inverno. Esta semana, em França, as autoridades decidiram encerrar escolas e privilegiar o teletrabalho porque alguns edifícios não oferecem condições para acolher pessoas durante o calor extremo. Que soluções existem para arrefecer edifícios já construídos? Existem dois tipos de soluções: passivas e activas. As soluções passivas exigem uma análise detalhada de cada edifício e incluem intervenções como a melhoria do isolamento térmico, a substituição de elementos construtivos e a optimização do desempenho da envolvente. As soluções activas são normalmente mais rápidas de implementar e, em alguns casos, menos dispendiosas. Incluem sistemas de climatização, ventilação mecânica e outros equipamentos destinados a controlar a temperatura interior. Em França, muitos edifícios foram concebidos sobretudo para responder às necessidades de aquecimento durante o Inverno. É comum encontrar sistemas de aquecimento em edifícios antigos e recentes. No entanto, muitos desses edifícios não dispõem de sistemas adequados para arrefecer os espaços interiores durante os períodos de calor intenso. No futuro, deverão ser privilegiadas construções próximas de espaços verdes? Começam a surgir jardins em coberturas e edifícios. Poderá essa ser uma das soluções? Sem dúvida. Os espaços verdes contribuem para a redução da temperatura nas zonas urbanas e ajudam a mitigar o efeito de ilha de calor. É importante que as cidades integrem cada vez mais áreas verdes distribuídas pelos diferentes bairros, e não apenas concentradas em alguns grandes parques. A substituição de superfícies impermeáveis, como o betão e o asfalto, por solos permeáveis e vegetação favorece a evapotranspiração, um processo natural que contribui para o arrefecimento do ambiente. As coberturas ajardinadas são também uma solução interessante. Além de melhorarem o conforto térmico do edifício, ajudam a reduzir a necessidade de utilização de sistemas de climatização. Naturalmente, implicam um investimento adicional, sobretudo ao nível estrutural, devido ao peso acrescido. No entanto, quando analisamos o ciclo de vida útil do edifício e os benefícios a longo prazo, trata-se de uma solução que pode revelar-se bastante vantajosa.
"No Yogurt for the Dead", de Tiago Rodrigues & NTGent, esteve no Grand Palais, em Paris, de 18 a 20 de Junho. A peça foi escrita pelo dramaturgo e encenador português a partir dos últimos dias do pai, o jornalista Rogério Rodrigues, e do bloco de notas que ele deixou com a frase “Os mortos já não comem iogurte”. Esta é uma peça íntima e universal sobre um filho que se despede do pai com uma obra de arte. Este é também “um ensaio - colectivo - perante o adeus”, nas palavras da actriz Beatriz Brás, com quem fomos falar, na última noite no Grand Palais. Depois de ter dado volta ao mundo e estreado há mais de um ano na Bélgica, a peça “No Yogurt for the Dead”, do também director do Festival de Avignon, esteve, durante três noites, no majestoso Grand Palais, em Paris. Ao centro, uma pequena montanha branca, duas camas de hospital, quatro actores, duas barbas, um caderno, alguns cigarros, umas centenas de espectadores e telhados de vidro monumentais a cobrirem toda a cena. Ali se passou do riso ao pranto, do canto ao silêncio. Um ritual colectivo de despedida ou, como nos diria, depois, Beatriz Brás, uma espécie de “ensaio da despedida” de nós próprios e dos nossos entes queridos. Depois da homenagem à avó Cândida em “By Heart”, depois de um poema de amor à companheira em “Le Choeur des Amants”, depois da evocação poética à filha em “ La Distance”, em “No Yogurt for the Dead” o público de Tiago Rodrigues regressa a um lugar que já lhe é familiar. O título da peça, “No Yogurt for the Dead”, vem de um caderno de Rogério Rodrigues (“Barba Longa” no espectáculo) que o filho (“Barba Curta”) lhe levou, a seu pedido, para escrever uma reportagem sobre o que se passava no hospital. “A sua última reportagem”. No final, o caderno praticamente só tinha essa frase. Uns tempos depois, nascia o espectáculo, algures entre entre ficção e diário íntimo, entre peça de teatro e reportagem cantada pelas vozes de Beatriz Brás, Manuela Azevedo e Lisah Adeaga, acompanhadas pela guitarra discretamente omnipresente de Hélder Gonçalves. Aproveitámos a passagem por Paris desta peça para conversarmos com uma das actrizes, Beatriz Brás que, com Manuela Azevedo, vai trocando de barbas e vestindo a pele de um pai e a de um filho. RFI: Como é que nos poderia descrever esta peça? Beatriz Brás, Actriz em “No Yogurt for the Dead”: “É uma peça sobre a mortalidade e sobre como é que nós resolvemos e fazemos as pazes com a partida de alguém, com a nossa própria partida também. Muitas vezes, quando vemos partir alguém, o adeus não foi preparado. Eu acho que esta peça é sobre a preparação para esse adeus, o facto de esse adeus nunca ser perfeito e um bocado fazer as pazes com o facto de sermos humanos. Erramos, mas, no fundo, há a possibilidade de, através da arte, nos despedirmos, através da poesia, através da arte, neste caso deste espectáculo que o Tiago, apesar de ele dizer muitas vezes que isto não é um espectáculo sobre o pai e sobre ele, ou seja, só sobre ele e sobre a história dele com o pai, acaba por ser uma maneira, a meu ver, de ele fazer as pazes com a turbulência que foi a relação deles e que a doença do pai permitiu dar um fim diferente e que este espectáculo também vem dar um fim diferente.” É uma história íntima, mas também universal? “Exactamente. Eu acho que todos nós nos revemos neste ensaio perante o adeus. Isso é a primeira coisa. E também aquilo que eu estava a dizer há bocado: o adeus nunca foi preparado e então parece que ensaiamos na nossa cabeça como é que poderá ser este fim? E na questão da turbulência também acho que há relações familiares complicadas, que nos desafiam - a maioria delas, diria até. Então, eu acho que é uma coisa que o Tiago, ao falar do pai dele, possibilita-nos a nós de também nos vermos naquela história.” A Beatriz interpreta os papéis do pai e do filho. Como é que vestiu toda essa carga simbólica? “Bom, essa carga simbólica nunca lá esteve. Da parte do Tiago, ele sempre nos aligeirou esse peso, do género: ‘Isto não tem de ser uma coisa sobre mim, não sintam demasiado pudor com a história por ser uma coisa pessoal'. Portanto, ele tentou sempre retirar qualquer tipo de peso. Mas é claro que há essa herança, essa questão de ser uma história pessoal e o facto de trocar os papéis é um pouco um exercício de se pôr no lugar de um e no lugar do outro a meu ver. Foi um exercício que surgiu muito naturalmente.” Já estava escrito ou foram vocês que criaram? “Não. O Tiago escreve sempre durante o processo. É uma qualidade dos processos de criação do Tiago, o que é óptimo para nós porque nos dá imensa liberdade para propor coisas e para o espectáculo se ir inventando ao longo do tempo. Portanto, como ele não sabia bem quem é que ia desempenhar o Barba Longa, o Barba Curta, o Tiago ou o Rogério, íamos experimentando, entre eu e a Manuela [Azevedo], até que: ‘E se fôssemos trocando estes papéis?' E ficou assim esta troca de papéis também um bocadinho à boleia desta questão do ensaio, não é? Ora tu fazes de mim, ora eu faço de ti. Vamos lá experimentar o que é isto de fazer uns dos outros e de se pôr nos sapatos uns dos outros'. E foi assim que ficou.” A própria peça é um ensaio. Não sabemos se estamos numa reportagem cantada, se estamos numa peça de teatro... “Pois, isto é uma reportagem sobre o final da vida do Rogério. É uma reportagem que tem tanto de ficção como de documental. Como a própria Lisa, a narradora da história, diz no início: ‘é uma reportagem que está sempre a deambular entre o teatro e o jornalismo'... E o diário íntimo? “E o diário íntimo. Não sabemos aquilo que é verdadeiro ou não. Mas claro que muitas das coisas são inspiradas na vida real do Tiago e da relação com o pai dele, da vida do pai dele, a Teresa Torga, todo aquele artigo que é lido e tudo o mais, as canções, o poema escrito pelo pai do Tiago. Portanto, há muita coisa que é real, que é verdadeira, mas há muita outra que também é ficcional e que eu acho que também é um bocadinho a qualidade dos espectáculos do Tiago, ele gosta sempre de misturar, gosta sempre de desafiar os limites daquilo que é a ficção.” Temos teatro, temos jornalismo, temos música. Qual é o papel da música nesta peça? A música que só se cala mesmo no fim porque há sempre as notas da guitarra eléctrica e as vossas vozes... “Sim. Isto não era para ter tanta música, este espectáculo. Não, de todo. Até que chegámos a um momento em que a Manuela canta a Teresa Torga e experimenta ir para cima da montanha e o Tiago diz: ‘Bom, a partir de agora isto tem de ser um musical'. E começa a escrever a pensar em musicar as letras. O Hélder foi para as férias de Natal muito preocupado porque tinha de criar as músicas para Janeiro, que foi a estreia [2025]. A música não era para ter um impacto tão grande, mas acabou por se revelar muito importante. E também acho que serve um bocado este imaginário das alucinações, do caminho até à morte, de um caminho solitário, meio deambulatório, onde há fantasmas e figuras da morte que nos visitam, figuras do passado, figuras do presente. E tudo se mistura. A lucidez começa a ficar um bocadinho mais... Bom, a própria ficção começa a entrar na realidade, se quisermos. E, portanto, acho que a música serve não só para dar um tom meio melancólico ao espectáculo -e doce ao mesmo tempo, uma melancolia doce, eu diria - mas também para dar corpo a este lado mais fantasmagórico e de alucinação e do desconhecido que é a morte, na verdade, e que nos toca a todos.” A Beatriz canta também “Com que voz”. Como é que surgiu este fado na peça? “Bem, eu já não me recordo sinceramente como é que isto surgiu. O Tiago sabe que eu gosto muito de cantar fado...” Já cantou em “Na Medida do Impossível”... “Exactamente. Bom, falamos que a Teresa Torga era fadista, que gostava de cantar fado e acho que todo esse imaginário já lá estava. Este é um fado que o Tiago gosta muito e acabou por surgir a ideia de aparecer este fado também como imaginário do próprio Rogério, não é? O Jacques Brel, o fado, são tudo repertórios que ele gostava e que acho que servem o espectáculo e que servem estas figuras, estes tais fantasmas que o vão visitando no hospital.” Inclusivamente aparece um adufe que é da música tradicional de Trás-os-Montes... “Exactamente porque o Rogério era de Trás-os-Montes e a Manuela, a uma dada altura, propôs trazer este instrumento que é tradicional de lá, então, fez todo o sentido. Também acho que é uma peça muito portuguesa, com muitas referências portuguesas, e na música também está presente.” A peça é portuguesa, mas o título é “No Yogurt for the Dead”. De onde vem este título? E porquê em inglês? “Porque o próprio Rogério escreveu ‘No Yogurt for the Dead' no seu caderno. Esse tal caderno onde só existem rabiscos. Curiosamente, o Rogério tinha escrito em inglês e foi assim que ficou.” Qual é a história do iogurte? “Como o próprio espectáculo conta, o Rogério não gostava de iogurtes. O próprio título da reportagem que ele escolheu foi ‘No Yogurt for the Dead'. Esta questão do iogurte é uma nova paixão que o Rogério teve no hospital e que só começou a gostar quando estava no hospital e, portanto, é quase como uma metáfora para a sua nova personalidade no hospital, porque foi também no hospital e foi através da doença que se possibilitou uma reaproximação com o filho, com os entes queridos dele. É quase como ele próprio diz – ‘Pareço um miúdo, só quero dar amor e beijinhos. Já não me reconheço e gosto de iogurtes. Eu que nem gostava de iogurtes.' Portanto, é como se surgisse uma nova personalidade no Rogério, que, para quem vê, para quem observa, também deve ser estranho, não é? Quando o Tiago, o ‘Barba Curta', diz: ‘Não pareces tu, pai', há uma certa estranheza. O que é que é isto agora? Mas acho que também é essa nova personagem que ele tem no hospital e que gosta de iogurtes, que permite escrever um novo capítulo para a sua despedida.” Até que ponto é que esta peça sugere que contar histórias é uma tentativa de vencer a morte? Até porque ele morre várias vezes durante a peça... “Eu não sei se é uma tentativa de vencer a morte, não sei se é resistir à morte. Sim, talvez. Não diria resistir, no sentido em que não a podemos combater, é uma inevitabilidade, mas transforma sim, isso sim há resistência, porque transforma a maneira como nos relacionamos com ela, a maneira como a memória é criada deste pai, por exemplo. Ele está a transformar a memória que tem do pai ao escrever de outra maneira a sua partida, ao inventar novas maneiras da sua partida. E então penso que é uma maneira de apaziguar a dor, talvez, ou de, pelo menos, partilhar a dor com o público e de dizermos: ‘Ok, estamos todos aqui. Às vezes, a coisa não corre bem. Às vezes, é imperfeito, mas todos nos identificamos que há sempre uma caneta preta por trazer.' É a tal caneta preta que o Tiago traz no fim, isto é, no sentido em que há sempre uma coisa que poderia ser dita e nós todos nos relacionamos com isso, mas ao pô-lo em palco, talvez nos sintamos mais acompanhados nessa melancolia, nessa partida.” Em vez de uma entrega total à saudade e à tragédia tão portuguesas, há ali muito humor. O que é que o humor também traz a esta despedida? “Eu acho que o humor é essencial neste espectáculo porque senão seria uma coisa muito triste e muito insuportável. É uma das características dos espectáculos do Tiago é este balançar entre a tragédia e o humor. Ele fá-lo muito bem porque é sempre para aguentarmos a próxima facada, digamos assim, a próxima dor, é preciso respirar, rir um bocadinho. Toda a tragédia tem uma certa possibilidade de riso. Eu acho que o humor traz uma certa esperança à dor. Eu acho que é essa a nota final que fica. É claro que há dor, claro que há sofrimento, mas podemo-nos também rir disso e, em conjunto, z sorrir perante a partida de alguém, perante o vazio.” Vamos agora à nossa despedida. Trabalha com o Tiago Rodrigues há algum tempo, fez também com ele ‘Na Medida do Impossível'. Como é trabalhar com o director do Festival de Avignon e correr mundo fora com as peças que criou com ele, ele que tem tanto amor pelas palavras, pela liberdade artística e também, penso eu, vo-las dá? “É um prazer enorme trabalhar com o Tiago. Cada vez que trabalho com ele, como eu disse, a escrita é feita durante o processo de criação, portanto, isto dá muita liberdade aos actores. Ele convoca-nos para a própria criação, portanto, eu que tenho um passado em que criei a minha própria companhia e tudo isso, revejo-me muito nisso, identifico-me muito com esse método de trabalho em que todos estamos a contribuir para a criação. O Tiago tem sempre, apesar do estatuto de director do Festival de Avignon - que claro, está sempre muito ocupado e com as suas mil tarefas e mil emails por responder - a verdade é que ele preserva sempre uma leveza que eu invejo. É uma leveza de fazer do teatro a coisa mais fácil do mundo. Estamos a uma semana de estrear, ainda falta texto e ele diz: ‘Temos imenso tempo, uma semana é imenso tempo, podemos mudar o espectáculo todo!'. Claro que ele diz isto em tom de brincadeira, mas a verdade é que ele preserva sempre este sentido de humor, esta leveza perante o que estamos a fazer e, sobretudo, eu sinto que ele confia muito nos actores e na equipa com quem trabalha. Aliás, ele próprio diz, muitas vezes, que, mais do que ser um bom actor, ele chama pessoas com quem ele gosta de estar. Eu acho que isso se sente nos espectáculos dele e no processo. São também leves, como esta música, que é este tom melancólico, sorridente. Eu acho que também foi assim. E doce. Acho que também são assim os espectáculos e os processos de criação do Tiago.”
Jaume Segalés y su equipo analizan los temas de actualidad y comentan la agenda cultural. Hoy en Km0, tras repasar la actualidad informativa y deportiva, profundizamos en los siguientes asuntos:Bloom! Gestión de carrera en tecnología desde la experiencia y la evidencia Libro que despliega una metodología práctica y estratégica sobre el sector tecnológico y carreras STEM diseñada principalmente para mujeres con el objetivo de servir de ayuda para gestionar su trayectoria profesional como si fuera un proyecto de negocio. Combina los más de 20 años de experiencia de la autora en gigantes tecnológicos con más de 200 referencias académicas posteriores a 2021 para validar sus hipótesis con datos rigurosos. Implica una guía para que el lector a encuentre su propósito y desactiva las creencias limitantes más comunes del sector técnico (como el síndrome del impostor) mediante herramientas como la terapia cognitiva. También plantea que potenciar el talento femenino en tecnología no es solo un debate de equidad, sino un motor indispensable para el crecimiento económico y la innovación corporativa. Entrevistamos a su autora, la experta en el entorno digital experta digital Mariana Hernández-Delfino G. Galáctica Eclipse Experience 2026 El próximo miércoles 12 de agosto acontecerá el eclipse total de Sol que vamos a poder ver en parte de España y, especialmente bien, en Galáctica Eclipse Experience 2026. Se trata de un evento científico-cultural diseñado para brindar una experiencia organizada, educativa, segura y de alta calidad en torno a este espectacular e inusual fenómeno astronómico. Ubicado en Arcos de las Salinas (Teruel), Galáctica es el Centro de Difusión y Práctica de la Astronomía impulsado por el Centro de Estudios de Física del Cosmos de Aragón (CEFCA). Un complejo que se puso en marcha en abril de 2023 con el objetivo de acercar la astronomía a los ciudadanos mediante instalaciones orientadas a la divulgación científica, a la observación astronómica y a la educación ambiental y cultural. Durante dos días, jueves 11 y miércoles 12 de agosto, el centro Galáctica va a ser un espacio de encuentro excepcional, para todos los públicos, en el que van a converger ciencia, divulgación, música, gastronomía y observación astronómica. Todo ello con la participación de destacados expertos nacionales e internacionales, representantes de agencias espaciales, divulgadores científicos y público procedente de diversos países en el mayor centro astronómico ubicado dentro de la franja de totalidad del eclipse. Entrevistamos a Nacho Pérez, director y encargado de la divulgación científica de Galáctica.Quiosco del siglo XXI Entrevistamos a Miguel Sanz, joven emprendedor que ha revolucionado este ámbito con su proyecto Kioskalia, Organiza firmas de libros, sube recomendaciones a sus redes sociales y vende productos alternativos reorientando el negocio para paliar los efectos del descenso sostenido de las ventas de la prensa escrita, especialmente tras la pandemia de covid-19. Su puesto se encuentra en pleno barrio Salamanca de Madrid. Exactamente, en el número 45 de la calle José Ortega y Gasset. Hace 11 años, mientras estudiaba, decidió adquirirlo tras enterarse de que se traspasaba. Un quiosco orientado a convertirse en un punto de encuentro cultural.
A diáspora guineense enviou uma carta ao Presidente francês, Emmanuel Macron, pedindo a retirada da Legião de Honra atribuída a Umaro Sissoco Embaló, alegando que o mandato do antigo Presidente da Guiné-Bissau foi marcado por violações da Constituição, repressão política e enfraquecimento das instituições democráticas. Braima Mané, economista e um dos mais de 50 signatários da iniciativa, afirma que a manutenção da condecoração contradiz os valores da democracia, dos direitos humanos e do Estado de direito que a França diz defender. O que é que pretendem com esta iniciativa? Pretendemos alertar as autoridades francesas para o facto de Umaro Sissoco Embaló não reunir as condições morais e políticas compatíveis com uma distinção como a Legião de Honra. Consideramos que a sua actuação política foi contrária aos valores que esta condecoração simboliza. É por essa razão que consideram que uma pessoa com este percurso não deve continuar a ser detentora da Legião de Honra francesa? Exactamente. Não é uma carta contra a pessoa de Umaro Sissoco Embaló; é uma carta em defesa de um princípio. Como guineenses, aspiramos ao programa maior sonhado por Amílcar Cabral, que ainda não se concretizou porque certas pessoas continuam a bloquear o processo de democratização da Guiné-Bissau. É necessário consolidar as instituições para, depois, lançar o país num verdadeiro processo de desenvolvimento. Entendemos que não se pode premiar quem viola esses princípios. Na carta falam de uma deriva autoritária. Quais são os acontecimentos mais graves que demonstram essa degradação do Estado de direito na Guiné-Bissau nos últimos anos? Entre 2020 e 2026, Umaro Sissoco Embaló manteve-se no poder para além do limite constitucional. Desde que assumiu funções, registaram-se episódios recorrentes de perseguição e até de tortura de activistas, adversários políticos e deputados. Assistimos também à captura de instituições da República, nomeadamente do Supremo Tribunal de Justiça. Todas as instituições passaram a servir exclusivamente os seus interesses. Nas últimas eleições, por exemplo, o candidato da plataforma PAI-Terra Ranka- Domingos Simões Pereira- foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais sem qualquer fundamento legal. Existem ainda relatos e imagens de pessoas torturadas e até assassinadas. Temos também o episódio recente do alegado golpe de Estado, que consideramos ter sido um simulacro destinado a evitar a transferência do poder e a rejeitar a lógica democrática. Os seis anos de Sissoco Embaló demonstram comportamentos que não são aceitáveis numa democracia. No caso concreto da Guiné-Bissau, o país e o povo foram sequestrados por uma organização criminosa que se apresenta como força política, mas que, do nosso ponto de vista, não o é. Tudo isto acontece com a conivência de sectores militares. Não se trata apenas de uma questão política. Como avalia a situação de Domingos Simões Pereira e o impacto que ela tem na democracia do país? O engenheiro Domingos Simões Pereira, goste-se ou não da sua orientação política, destaca-se como uma das figuras com maior apego à democracia. Apresenta-se a eleições, vence eleições, mas não o deixam governar. Isto acontece porque sabem que, se lhe permitirem governar um mandato completo, a situação da Guiné-Bissau poderá mudar. A Guiné-Bissau é um dos poucos países em desenvolvimento que reúne praticamente todas as condições para prosperar, mas não o consegue porque está sequestrado. As pessoas que tentam concretizar o ideal de Amílcar Cabral e um projecto de desenvolvimento para o país acabam sistematicamente bloqueadas e impedidas de avançar. A carta refere alegadas irregularidades nas eleições presidenciais de 2025. Que elementos sustentam essas acusações? As irregularidades ocorreram a dois níveis. Antes das eleições, o Supremo Tribunal de Justiça, que é a mais alta instância judicial do país, não decidiu as candidaturas com base na lei. Esse foi, justamente, o mecanismo utilizado para afastar o principal adversário político de Sissoco Embaló. O próprio Sissoco Embaló não esperava que Fernandes Dias da Costa vencesse as eleições. No entanto, venceu, em grande medida graças ao apoio de Domingos Simões Pereira e da sua plataforma política. Pela primeira vez na jovem democracia guineense, um candidato venceu as eleições presidenciais à primeira volta. Toda a gente sabia o que estava a acontecer. Estiveram presentes observadores internacionais, representantes da União Africana e da CPLP. As eleições na Guiné-Bissau apresentam um paradoxo: são normalmente processos tranquilos, transparentes e civilizados. O povo aderiu a um projecto político e eles sabem que perderam. O problema é que dispõem das armas e têm utilizado esse poder para impedir a concretização da vontade popular. O que aconteceu a Domingos Simões Pereira não tem sustentação legal. Não se trata de uma detenção judicial; trata-se de um sequestro. São homens armados que actuam sob orientação de Sissoco Embaló, a partir do estrangeiro, com o objectivo de neutralizar ou afastar Domingos Simões Pereira da cena política. Como explica a reacção da comunidade internacional perante esta situação? É inegável que existe uma certa fadiga por parte da comunidade internacional relativamente à situação da Guiné-Bissau. A CEDEAO, na sua configuração actual, não tem capacidade nem credibilidade suficientes para resolver o problema. A própria organização atravessa dificuldades, agravadas pelo afastamento dos três países do Sahel. Tudo isto contribuiu para uma certa normalização da crise guineense. Foi criado um Conselho Nacional de Transição e adoptada uma nova Constituição sob o silêncio, ou até alguma conivência, da comunidade internacional? Sim. E isso não se aplica apenas às organizações africanas. Refiro-me também à União Africana, à CPLP e, em particular, a Portugal e ao Brasil, que deveriam desempenhar um papel mais activo junto das restantes organizações internacionais, nomeadamente da União Europeia. Existe uma preocupante indiferença. O maior perigo é o risco de resignação colectiva. Essas organizações acabam por dialogar com entidades que consideramos ilegais e inconstitucionais. Quem integra esse Conselho Nacional de Transição? Militares e sectores derrotados nas últimas eleições. Trata-se, no fundo, de um conselho dos derrotados. Quanto à nova Constituição, entendemos que foi encomendada por Sissoco Embaló quando este já exercia funções à margem da Constituição vigente. A elaboração constitucional é uma competência que pertence aos deputados. O objectivo é, mais uma vez, neutralizar os opositores, nomeadamente Domingos Simões Pereira, regressar triunfalmente à Guiné-Bissau, participar no simulacro eleitoral previsto para Dezembro e consolidar definitivamente um regime autocrático. É também por causa desse receio que enviam esta carta? O objectivo principal desta carta é demonstrar que a conduta e as práticas de Umaro Sissoco Embaló não são compatíveis com os valores de honra que a França procura representar. Mas existem também dois objectivos complementares. O primeiro é alertar a comunidade internacional para a gravidade da situação na Guiné-Bissau. O segundo é chamar a atenção para a necessidade de actuar antes das eleições. Se a situação continuar a deteriorar-se, existe o risco de uma escalada da violência. A eurodeputada portuguesa do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, pediu sanções contra a Guiné-Bissau. O que esperam dessa iniciativa? O Parlamento Europeu aprovou uma resolução, por larga maioria, condenando aquilo que considera ter sido um golpe e recomendando à Comissão Europeia a adopção de medidas, incluindo sanções. Contudo, nada aconteceu até agora. As sanções podem ser instrumentos muito eficazes. Essas pessoas dependem da possibilidade de viajar e de manter relações internacionais para procurarem afirmar alguma legitimidade. Além disso, existem mecanismos de financiamento que devem ser revistos. É necessário limitar todas essas fontes de apoio. Já receberam alguma resposta do Presidente francês a esta carta? Ainda não recebemos qualquer resposta. Estamos a aguardar. Gostaria de acrescentar que não ficaremos por aqui. Pretendemos dirigir iniciativas semelhantes às autoridades de Cabo Verde, uma vez que aquele país também condecorou Umaro Sissoco Embaló com a Medalha Amílcar Cabral. Tencionamos igualmente desenvolver diligências junto das autoridades portuguesas.
En el folio número 9 del informe de la UCO sobre las cloacas del PSOE aparece el que es, a mi juicio, el documento más elocuente. Y lo es ya desde el enunciado que lo encabeza: Incumplimientos… dice… incumplimientos. Fíjate todo lo que la palabra sugiere, que subtexto tan profundo, cuántas connotaciones. Si hay incumplimiento es porque hubo compromiso o al menos una voluntad declarada de colaboración. El documento es en realidad una relación de quejas que Leire Díez eleva a su jefe, Santos Cerdán. No dice 'vías muertas', 'callejones sin salida', 'puertas cerradas', dice incumplimientos y si un documento de esa naturaleza termina en la mesa del secretario de Organización es porque él era el jefe del sicariato y porque quizás podía exigir una reparación. Si hay incumplimientos y así se destacan, y se enumeran con minucioso detalle es porque ha habido cumplimientos. Porque al igual que en la administración se toparon con servidores públicos honrados o al menos temerosos de la ley, también los hubo cómplices, sumisos, inmorales o amorales. Fíjate este pasaje inmortal del mismo documento Incumplimientos: Supuestamente el fiscal iba a llamar al abogado de Villareio y esta llamada no se ha producido. IMPORTANTE: "Villarejo tiene las pruebas que demostrarían la corrupción de Marchena".Esto es una cloaca. Exactamente esto
Haber visto estos días, desde la distancia, la primera pre-regata de la Copa América en Cagliari produce una sensación extraña. Casi irreal. Como si todo lo vivido hace año y pico en Barcelona hubiera sido un sueño. Un ‘déjà vu' reciente que parece pertenecer ya a otra época. Y lo peor es precisamente eso: que no hace tanto tiempo. Que todavía cuesta asumir que la competición deportiva y tecnológica más importante del mundo de la vela ya no esté en España. Cagliari arrancó espectacular. Italia ha entendido perfectamente lo que significa tener la Copa América. Ambiente, ciudad volcada, imágenes impresionantes, repercusión internacional y una sensación clara de oportunidad aprovechada. Exactamente lo que Barcelona tuvo en sus manos y dejó escapar incomprensiblemente. Porque más allá de debates políticos o ideológicos, lo que ocurrió en Barcelona demuestra una vez más la poca visión y la escasa ambición de muchos dirigentes públicos cuando se trata de proyectos de largo recorrido. La ciudad había conseguido algo histórico, ambiente en la fachada marítima y repercusión popular, sino además convencer a equipos, patrocinadores y organizadores de que Barcelona era el lugar ideal para continuar. El empresariado catalán lo tenía claro, sus políticos, no. Barcelona lo tenía todo. Infraestructuras, clima, mar, impacto mundial, retorno económico y una imagen global difícilmente repetible, que le venía muy bien a la ciudad en los tiempos que corren. Los equipos querían seguir. La organización estaba satisfecha. Pero una vez más aparecieron los políticos de mirada corta, más preocupados por sus sillones que por entender el enorme beneficio colectivo que supone albergar un evento de esta magnitud. Y duele especialmente porque en España ya habíamos vivido algo parecido. Valencia también tuvo la Copa América y acabó perdiéndola en su día por el exceso contrario: una ambición política descontrolada que terminó explotando. Barcelona, en cambio, la ha dejado escapar justo cuando tenía consolidado el modelo perfecto. Ni una cosa ni la otra. Siempre el mismo error: convertir el deporte en rehén de la política. Resulta inevitable pensar lo que supondría hoy seguir teniendo la Copa América en Barcelona. La ciudad habría continuado ocupando portadas internacionales, consolidando empleo, turismo de calidad, industria náutica y proyección global. Habría reforzado además una transformación marítima que apenas empezaba a dar sus frutos. Pero todo eso se tiró literalmente por la borda. Y mientras aquí seguimos debatiendo si merece la pena o no apostar por grandes acontecimientos, Italia no tardó ni un segundo en entender la oportunidad. Cagliari ha sido solo el principio de lo que los italianos quieren convertir en un gran proyecto nacional alrededor de Nápoles 2027. Ellos sí van a aprovecharlo. La sensación final es inevitable: nos hemos quedado con las ganas. La Copa América pasó por Barcelona como pasa un gran barco por el horizonte. La vimos, la disfrutamos, incluso llegamos a tocarla. Pero fuimos incapaces de retenerla cuando todavía estaba a nuestro lado. ÍGUENOS Web: http://tripulante18.com Twitter: https://twitter.com/SolerAlberti https://twitter.com/18Tripulante Instragram: https://www.instagram.com/jaume.soler/?hl=es Facebook: https://bit.ly/3eB3dDP
“O mundo não pode continuar com a política da inimizade.” É desta forma que o Presidente de Cabo Verde enquadra a realização da Cimeira das Nações Crioulas, que decorre entre 28 e 30 de Maio, na cidade da Praia. Numa altura marcada por guerras, intolerância e profundas desigualdades, José Maria Neves defende um novo humanismo assente no diálogo, na cooperação e na valorização das identidades crioulas. O que representa esta Cimeira das Nações Crioulas num momento em que o mundo atravessa tantas tensões e conflitos? Essencialmente, este é um espaço de encontro. Vivemos num mundo disruptivo, de rupturas. Há muitas guerras, muitos confrontos e alguma desumanidade. Nós queremos recuperar a ideia do encontro, do diálogo, da busca de soluções negociadas e da cooperação para o desenvolvimento. As nações crioulas são nações que resultam de encontros entre culturas, entre povos, e mostram que o diálogo é possível. Precisamos de criar um movimento que defenda um novo humanismo. É por isso que estamos a realizar este encontro: para discutirmos, sobretudo, os novos caminhos para o futuro. Quantos países participam nesta primeira cimeira? Estarão presentes mais de três dezenas de países. A sessão de abertura contará com intervenções do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do presidente da Aliança das Civilizações, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Miguel Ángel Moratinos e do Presidente de Portugal, António José Seguro, De que forma é que a cooperação entre as nações crioulas pode traduzir-se em ganhos concretos nas áreas da cultura, educação e economia? Nós vamos mostrar a enorme riqueza cultural das nações crioulas e isso contribui não só para o desenvolvimento das economias criativas, mas também para o crescimento económico e para a competitividade dos diferentes espaços. O que se pode ver nas nações crioulas é talento, criatividade, resiliência e uma enorme disponibilidade para as trocas. Ao realizarmos uma cimeira em que mostramos não só o percurso histórico das nações crioulas, mas também toda a sua riqueza cultural, as suas potencialidades económicas e os recursos disponíveis para que as pessoas vivam com mais dignidade, estamos naturalmente a criar uma cultura voltada para o desenvolvimento humano, para o crescimento económico e para o progresso. As línguas crioulas continuam, em muitos casos, a enfrentar dificuldades de reconhecimento institucional. Esta cimeira poderá contribuir para reforçar essa valorização? Espero que sim. No caso de Cabo Verde, o consenso tem sido difícil. Desde a Claridade, ou mesmo antes, com o movimento literário protagonizado, por exemplo, por Pedro Cardoso e Eugénio Tavares, houve um esforço de dignificação do crioulo. Depois, o próprio movimento da Claridade, com Baltasar Lopes da Silva, também ele filólogo, escreveu sobre a língua cabo-verdiana. Há hoje um novo momento de valorização da língua cabo-verdiana. Mas não tem sido fácil alcançar consenso, sobretudo por causa da riqueza do crioulo cabo-verdiano, que assenta na existência de várias variantes. Essa pluralidade dificulta um pouco, pelo menos no plano das ideias, a padronização da língua cabo-verdiana. Mas espero que, com este debate, com este encontro, com as discussões que vão ter lugar e com as perspectivas que se abrem para novos debates e novos temas relacionados com o crioulo, a língua cabo-verdiana possa afirmar-se cada vez mais. Cabo Verde pode afirmar-se como uma referência diplomática e cultural no espaço crioulo internacional? A ideia é precisamente essa: criar um movimento. Um pequeno Estado, como é o caso de Cabo Verde, tem de liderar pelo exemplo. Cabo Verde é um país que tem a ambição de ser útil à comunidade internacional. Nós podemos mostrar que o mundo, quando assente no racismo, na violência e nos confrontos, tem de encontrar novos caminhos. E as nações crioulas mostram um pouco esses caminhos. São povos que vieram de várias origens e que formaram outras culturas, outras nações. Independentemente da violência ou das rupturas iniciais, o importante é o caminho que foi feito no sentido de esses países e dessas nações criarem novas pontes de diálogo e espaços de entendimento. O não-racismo, a não-violência - estes encontros acabam por mostrar que há novas possibilidades, outras formas de viver. Nós podemos olhar para a dignidade da pessoa humana e não assentar o mundo no racismo, na violência, nas guerras e num confronto permanente. Penso que este é o contributo das nações crioulas e Cabo Verde pode liderar esse movimento. Não há alternativa: existem outras formas de viver e outras formas de pensar. A cooperação solidária para o desenvolvimento é possível. A cimeira surge também como uma mensagem política em defesa do diálogo e da paz? Exactamente. Temos de perceber que não podemos continuar com a política da inimizade. Achille Mbembe escreve precisamente sobre a política da inimizade, que se aproxima, de certa forma, da biopolítica de que fala Foucault. O que queremos aqui é mostrar que é preciso respeitar o outro e abandonar uma perspectiva permanente de intolerância, destruição ou eliminação do outro. Portanto, a amizade, o diálogo, a paz e a cooperação são fundamentais. O que encontramos hoje é uma grande desigualdade nos termos de intercâmbio. Mas devemos construir intercâmbios entre os Estados, entre o Norte e o Sul, em novas bases - bases mais igualitárias, com mais tolerância e com os olhos postos na dignidade da pessoa humana.
El Gran Premio de Canadá dejó una carrera mucho más interesante de lo que podía parecer sobre el papel. Montreal volvió a poner sobre la mesa varios de los temas que están marcando esta temporada: estrategias arriesgadas, errores de equipos grandes, luchas en pista al límite y una Mercedes cada vez más fuerte, pero también cada vez más tensionada internamente. Y es un buen tema de conversación en este segundo episodio del Podcast Técnica Fórmula 1. McLaren se equivoca La carrera empezó torcida incluso antes de apagarse los semáforos. Dos vueltas de formación, dudas con la meteorología y hasta siete coches apostando por neumáticos intermedios en una pista que nunca llegó a mojarse lo suficiente. La decisión fue especialmente llamativa en McLaren, que partía desde una posición demasiado competitiva como para jugarse tanto en una apuesta tan extrema. El equipo británico parecía necesitar una lluvia inmediata para justificar la elección. Pero la lluvia no llegó. Los intermedios ofrecieron cierta confianza en los primeros metros, al calentarse antes que los neumáticos de seco, pero rápidamente comenzaron a sobrecalentarse. La sensación de “flotar” con la goma y la pérdida de rendimiento obligaron a los pilotos a deshacer la apuesta inicial, comprometiendo la carrera desde muy pronto. El error estratégico fue solo una parte del mal fin de semana de McLaren. Oscar Piastri protagonizó una acción muy discutible en la horquilla al tocar a Alexander Albon, mientras Lando Norris acabó abandonando por problemas de fiabilidad. Para un equipo que llega como vigente campeón, la suma de fallos estratégicos, errores de pilotaje y problemas mecánicos empieza a ser demasiado costosa en una temporada donde cada punto puede pesar al final. Mercedes empieza a vivir su propio duelo interno Mientras McLaren se complicaba solo, Mercedes volvía a ocupar el centro deportivo del Gran Premio. La batalla entre Kimi Antonelli y George Russell fue uno de los grandes focos del fin de semana, tanto en la Sprint como en la carrera del domingo. Hubo defensas duras, ataques por el exterior, bloqueos, radios encendidas y maniobras al límite. Pero también hubo algo que la Fórmula 1 necesita conservar: carreras de verdad. La acción más comentada llegó en la secuencia de curvas 1 y 2 del Circuit Gilles Villeneuve, donde Antonelli intentó atacar a Russell por el exterior. El británico defendió la posición con firmeza, aprovechando la trazada interior y la naturaleza estrecha de esa zona del circuito. Antonelli protestó por radio, pero la maniobra se movió dentro de los márgenes de una defensa dura y legítima. Uno de los debates más importantes. Ahí aparece uno de los debates centrales de esta F1: si se reglamenta cada centímetro de una maniobra, se corre el riesgo de vaciar de sentido el propio acto de adelantar. En Canadá hubo agresividad, sí, pero también control. No hubo un volantazo deliberado ni una acción claramente antideportiva. Hubo un piloto defendiendo y otro intentando pasar por una zona difícil. Exactamente lo que debería ser una carrera. Antonelli volvió a confirmar que Mercedes tiene entre manos un talento enorme. Con solo 19 años, muestra ritmo, agresividad y una capacidad de aprendizaje impropia de su edad. El sábado se excedió en algunos momentos; el domingo entendió mejor dónde atacar y cómo medir el riesgo. Russell, por su parte, demostró experiencia y dureza competitiva, aunque su abandono en la vuelta 30 dejó su carrera en nada y le provocó un enfado monumental, después sancionado por dejar elementos del coche en una zona comprometida. El duelo interno de Mercedes empieza a tomar forma. Antonelli empuja con fuerza, Russell no está dispuesto a ceder y el equipo tendrá que gestionar una tensión que puede ser tan peligrosa como valiosa. Porque, si se controla, puede elevar el nivel del equipo. Si se desborda, puede empezar a costar puntos. Canadá dejó también una crítica clara a la realización televisiva. Hubo banderas amarillas, incidentes y momentos estratégicos importantes que apenas se mostraron con claridad. En una F1 que quiere vender mejor su producto, la cobertura no estuvo a la altura de lo que sucedía en pista. La sensación final es que la categoría sigue teniendo problemas, pero también que hay motivos para el optimismo. Cuando los coches pueden seguirse, cuando los pilotos se ven obligados a gestionar energía y recuperar posiciones con inteligencia, la acción aparece. El super clipping sigue siendo una sombra, pero Canadá enseñó que, debajo de todas las capas técnicas, todavía hay carreras. Y eso, para la Fórmula 1 actual, ya es bastante. Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
Alemania lleva dos años consecutivos con el PIB en contracción. 200.000 empresas cerradas en 2024. Las plantas industriales que sostenían el milagro europeo apagándose una a una. Y la respuesta política es más Estado, más deuda, más gasto público. Exactamente lo que Bastiat diagnosticó en 1850. Pero el problema no es solo alemán. España aparece en los titulares como el nuevo motor de Europa, y los números del crecimiento suenan bien. El problema es lo que no dicen: más empleo, menos producción por trabajador. Un modelo que añade cuerpos, no valor. En este episodio analizo por qué España no puede sustituir a Alemania, qué tiene Europa encima de la mesa que ha decidido no jugar, y cómo un continente que inventó la termodinámica y la mecánica cuántica ha terminado produciendo tres modelos de inteligencia artificial mientras Estados Unidos produce cuarenta. El diagnóstico es correcto. La voluntad, ausente. Y la factura, ya sabemos quién la va a pagar. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Desde el Congreso Nacional BNI México 2026 en Chihuahua, una conversación con Simón Cohen — CEO de Henco Global y Shark de Shark Tank México — justo después de bajar del escenario. Simón nos habla sin rodeos sobre lo que busca antes de invertir en un negocio, cómo rodearte de la gente correcta puede ser tu mejor estrategia y por qué el día que dejas de aprender empieza la decadencia. "No estás solo. Cuando estás rodeado de gente buena que te inspira, puedes lograr cosas extraordinarias." Exactamente el tipo de ideas que hacen del Congreso Nacional una experiencia que ningún empresario debería perderse. ¡Nos vemos en el próximo congreso en Oaxaca 2027!
Em Cabo Verde, a descentralização do poder continua a marcar o debate político, nomeadamente na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente. Marco Cruz, professor universitário e autor do livro "Cabo Verde Entre o Partidarismo e a Esperança de Descentralização" defende a adopção de um roteiro gradual e faseado para a descentralização e regionalização, sublinhando que só desta forma o país conseguirá combater o fenómeno do “feudalismo partidário”. Quando se fala em regionalização, um dos argumentos mais utilizados contra esta reforma é o custo. Na sua opinião, esse argumento faz sentido? Eu comecei por falar de descentralização, até para não dar a ideia de que se trata de algo muito complexo. A ideia é precisamente chegar à regionalização, mas eu defendo uma abordagem pragmática. Temos de começar pela descentralização administrativa. Isto não implica grandes custos. O Governo já tem delegados, funcionários e representações ministeriais em cada ilha. É nesse sentido que devemos caminhar: atribuir mais competências às ilhas e permitir que as pessoas possam decidir até determinado nível. É aí que começaria a verdadeira descentralização. E quais seriam os benefícios dessa descentralização faseada? Com este Estado hipercentralizado, o que está a acontecer é que muitos jovens estudam, qualificam-se e regressam às suas ilhas cheios de competências, mas acabam por encontrar poucas oportunidades de decisão. A ilha de São Vicente, por exemplo, já foi uma ilha com grande dinâmica. Hoje, mesmo quem integra a administração pública sente limitações enormes. Um delegado ou responsável local percebe rapidamente que tem pouca margem de decisão. Não consegue desenvolver programas ou planear a actividade da sua instituição porque tudo depende de autorizações vindas do centro. O resultado é que as pessoas entendem que, para progredirem profissionalmente, têm de sair da ilha. Cabo Verde vive num regime de forte centralismo, que acaba por promover uma descapitalização dos recursos humanos nas ilhas. Essa partilha de poder não vai gerar conflitos entre o Governo central e as regiões? Naturalmente, isso exige aprendizagem. O primeiro-ministro tem de aprender a conviver com um certo nível de poder das ilhas. O Governo central mantém as suas competências e as ilhas terão as delas. É um novo paradigma e requer maturidade política. No modelo que proponho, não se trata de uma ruptura abrupta que possa tornar o Estado disfuncional. Por isso defendo um roteiro progressivo de descentralização. Começaríamos pela descentralização administrativa, com o Governo a transferir gradualmente mais competências para as delegações nas ilhas. Mais tarde, essas estruturas poderiam começar também a desenvolver programas regionais, alinhados com a visão do Governo. Numa fase seguinte, os responsáveis nas ilhas poderiam deixar de ser nomeados directamente pelo Governo e passar a ser indicados pelos deputados eleitos por cada ilha. Isso permitiria uma maior legitimidade política e um alinhamento mais forte entre as decisões executivas e os representantes locais. É um modelo progressivo e responsável. Concretamente, que impacto poderá esse roteiro progressivo ter nas ilhas? A ideia é criar, gradualmente, uma verdadeira capacidade administrativa e técnica nas ilhas. À medida que os delegados, representações ministeriais e institutos ganham mais responsabilidades, também aumentam a sua capacidade de planear e executar políticas públicas. Chegará um momento em que poderão desenvolver programas e projectos regionais de acordo com a estratégia do Governo. Isso permitirá criar quadros qualificados capazes de pensar o desenvolvimento das ilhas, algo que actualmente ainda é muito limitado. Mas isso permitiria resolver os problemas de forma mais rápida? Exactamente. As decisões passariam a ser tomadas por pessoas que vivem nas ilhas, conhecem melhor a realidade local e têm maior capacidade para agir rapidamente. Isso criaria uma dinâmica muito mais forte no desenvolvimento das ilhas. Considera que se devia realizar um referendo sobre a regionalização e descentralização? Eu considero que a descentralização e a regionalização não devem ser vistas como uma opção facultativa. Não devemos transformar isto numa dúvida permanente, deixando apenas para a população decidir se quer ou não. É preciso liderança política firme para avançar com este processo. Não tenho dúvidas de que existem actores políticos que não têm interesse na descentralização, porque isso implicaria perder poder. Para mim, trata-se de uma urgência nacional. Cabo Verde pode implementar este modelo de forma responsável e, em cinco anos, alcançar avanços significativos. O país tem de decidir: quer continuar centralizado durante mais 50 anos ou quer dar um salto no desenvolvimento? Existe energia e capacidade nas ilhas, mas, se continuarmos assim, vamos continuar a perder recursos e talento. Porque é que existe tanta resistência ao avanço da regionalização? Para mim, o centralismo em Cabo Verde funciona quase como uma ideologia. É uma força muito enraizada. Podemos falar de uma herança da colonização? Sim, em certa medida. Basta olhar para a quantidade de quadros qualificados das outras ilhas que estão concentrados na Praia. Muitas dessas pessoas poderiam desenvolver um trabalho importante nas suas próprias ilhas, caso existisse autonomia suficiente para criar iniciativas locais. É necessário que Cabo Verde confie mais nas ilhas e lhes permita emanciparem-se até determinado nível. Naturalmente, continuará a existir um Governo central para matérias como defesa, diplomacia e relações internacionais. Mas as ilhas precisam de ter maior capacidade de iniciativa e desenvolvimento próprio. Mas como se explica, então, esta recusa em avançar? Trata-se de medo de perder poder? É uma luta entre o MpD e o PAICV? Existe, de certa forma, uma elite política, empresarial e profissional que já se habituou a este modelo centralizado. Com a descentralização, muita coisa mudaria. O orçamento do Estado teria de ser distribuído de forma diferente pelas ilhas, e o poder central perderia algum controlo. Há também uma cultura de controlo muito forte. Em vez de ser facilitador, o Estado assume frequentemente uma postura excessivamente centralizadora. Quando tudo depende de autorização para as questões mais simples, o país perde dinamismo. Por isso considero urgente mudar esta mentalidade. O desafio não está na complexidade nem nos custos. O verdadeiro desafio é existir liderança política - homens e mulheres de Estado - capazes de dar este passo. A descentralização representaria um novo momento para Cabo Verde. Permitiria criar um verdadeiro governo multinível e combater aquilo que muitos já vêem como um fenómeno de "feudalismo partidário". Hoje, muitas vezes, o partido acaba por ser o verdadeiro centro do poder. E, para mim, é isso que está a limitar o desenvolvimento de Cabo Verde.
Desde el Congreso Nacional BNI México 2026 en Chihuahua, una conversación breve pero contundente con Juan Lombana, Google Expert y uno de los ponentes más esperados del evento. Antes de subir al escenario, Juan comparte por qué la inteligencia artificial ya no es opcional para tu negocio y quién es tu verdadero rival en esta nueva era. "No es la inteligencia artificial la que te va a quitar tu chamba. Es tu competencia." Exactamente el tipo de ideas que hacen del Congreso Nacional una experiencia que ningún empresario debería perderse. ¡Nos vemos en el próximo congreso en Oaxaca 2027! ▹ Página Oficial: https://www.bnimexico.com ▹ Facebook: https://www.facebook.com/BNIMexico ▹ Instagram: https://www.instagram.com/bnimexico/
"Les Roches Rouges" do francês Bruno Dumont é produzido pela portuguesa Rosa Filmes, a obra rodada essencialmente no sudeste francês, perto de Cannes, aborda temas de uma infância neste cenário de escarpas vermelhas, junto ao Mar Mediterrâneo. A película estreia na Quinzena dos cineastas. O produtor Joaquim Sapinho comentou à RFIa obra e este certame, em curso até 23 de Maio. Temos o privilégio de acolher de novo o Joaquim Sapinho da Rosa Filmes. Boa tarde! Bem vindo a mais uma edição do Festival de Cinema de Cannes. Estamos juntos para falar, nomeadamente do filme "Les Roches Rouges" de Bruno Dumont, com quem já tinham colaborado no passado. E é a Rosa Films, então produtora principal por detrás desta obra. Exacto. Nós tínhamo-nos conhecido no "L'Empire" e éramos co-produtores e quando chegou a oportunidade de fazer este filme, lá estávamos nós a querer colaborar e a ajudar. Mas as dificuldades de produção do filme obrigaram nos a nós a passar a produtores principais, porque todas as dificuldades de dinheiro e também de coordenação.... O realizador queria filmar este verão que passou. E, pela primeira vez na história das relações cinematográficas dos dois países, fez-se um filme em França com uma equipa inteiramente portuguesa. É muito ao contrário, habitualmente ! É sempre ao contrário. Portanto, foi uma coisa absolutamente mágica. Quando nós tomamos conta da produção, ficou uma arquitectura com filmagem em França. Filmagem em Portugal é filmagem em Itália. Mas toda a produção é portuguesa e os outros "partners" italianos, franceses e espanhóis ficaram apenas a ajudar. Portanto, foi uma experiência única. Nós já tínhamos vivido esta experiência com o filme do Magalhães, que tinha rodagens em Portugal. No ano passado ! Com filmagens em Espanha e tinha filmagens nas Filipinas e também do lado espanhol. Tinha corrido tudo mal. Mandámos a equipa portuguesa depois nas Filipinas também correu mal. Mandámos também a equipa portuguesa. Portanto, aqui foi o mesmo. Foi só continuar esta estratégia, Se os outros não conseguem fazer, nós conseguimos. E então o filme é de facto rodado essencialmente no sul de França, na região onde nós nos encontramos um bocadinho, também em Itália, mas também em Portugal !? O filme também teve uma parte rodado em Portugal e é sempre este prazer de fazermos filmes cosmopolitas em que quer à produção quer às histórias, retratam esta Europa que nós amamos e não apenas a ideia de nacionalismos em que toda a gente está separada. Bruno Dumont que já teve também projectos cá em Cannes no passado, já teve prémios cá, por exemplo, com "La vie de Jésus", "L'Humanité". Agora é um filme muito sobre a infância ou sobre uma parte do litoral do sul de França, onde a fotografia tem um papel absolutamente descomunal ! Eu acho que é só olhar à volta no sítio onde estamos a fazer esta conversa aqui em Cannes e ver este mar esmeralda. O que é que há de tão especial em Saint Raphaël ? É que para lá do mar esmeralda há umas rochas vermelhas. O filme em português chama se "Escarpas Vermelhas". Encontramos um título muito bonito em francês "Les Roches Rouges". Porque, digamos, é este espaço mágico, esta jóia que é a cor azul. Mas do lado da infância. Ou seja, é um filme sobre crescer, sobre como é que se cresce. Sobre as violências de crescer e sobre os amores também. É um filme... Sobre o bem e o mal? O bem e o mal., mas é um rapaz e uma rapariga que estão apaixonados. Fazem uma escapadela para Itália no comboio, mas têm só cinco anos. Portanto, o que é fascinante aqui é que nós somos humanos, logo a partir do momento em que nascemos e começamos a crescer apaixonados e a viver riscos. Portanto, é um filme, como direi? A dizer que a vida é apaixonante e que vale a pena correr riscos. E não lhe parece que eles eram, de facto, todos bastante precoces ? Teriam cerca de cinco anos. Efectivamente viajam juntos. Ele, de forma muito fácil, acaba por passar por cima do portão para ir ter com a namorada. Ele está muito determinado, não é o rapaz? O Géo está determinado ! Ele está determinado. E o que é bonito é que porque é que o filme também é "Les Roches Rouges" ? Não é apenas uma questão plástica. É porque essas rochas são umas rochas em que em França se faz uns saltos muito arriscados. E ele está sempre a demonstrar o seu valor saltando dessas rochas vermelhas. Saltos para mergulho ! Para mergulhar e, portanto, é um filme que defende a ideia de viver como uma ideia apaixonada. É uma ideia em que não podemos, digamos, estar esmagados pelo medo para viver, mas de que é possível viver com intensidade. E aqui o americano Carlos Alfonso Coral deve ter tido um papel preponderante em relação à questão da imagem, de captar este litoral e estas escarpas vermelhas? Ele é um director muito sensível, muito poético, tem trabalhado essencialmente com o Roberto Minervino, que tem tido também os filmes aqui em Cannes. Mas e vive neste momento em Los Angeles. Ele é do México e, claro, ficou. Nunca tinha estado aqui na Côte d'Azur. E estas cores e esta dramaticidade do filme, evidentemente, permitiram-lhe a ele também responder, dando estas cores e essa dramaticidade ao cinema. Que sabor tem, então, esta estréia aqui na Quinzena dos Cineastas com este filme ? A Rosa Filmes, desde 2016 tem sempre um filme seleccionado em Cannes. Nem sei se haverá outra produtora no mundo ? Desde 2016, portanto vamos para 11 anos, não é? Todos os anos sempre um filme, e já tivemos vários filmes em que éramos nós os produtores principais, mas estes dois últimos também, quer com o Magalhães, com o Gael Garcia Bernal, realizado pelo Lav Diaz, quer agora com este filme do Bruno Dumont isto se repete. Portanto, não há outra palavra. É um prazer ! Eu acho que Cannes é um festival em que a paixão pelo cinema se sobrepõe a tudo, a todas as outras questões. E toda a gente se sente atraída por isto e, portanto, é o sítio certo para mostrar os filmes que nós fazemos. E a nossa imagem de marca também está ligada a Cannes. Então e esta septuagésima nona edição do Festival interessa-o ? Se sim, que mais lhe interessa aqui neste certame? Eu acho que há um realizador francês extraordinário. Eu acho que é o grande jovem realizador francês que é o Arthur Harari e é a sua terceira longa metragem. Também ganhou o Oscar de melhor Argumento no ano passado. Está em competição nas longas metragens, na selecção principal ! Sim, na selecção principal, nas longas metragens. E é esse filme de que foi argumentista ganhou também a Palma de Ouro há dois anos. Eu acho que o grande realizador francês agora da Nova geração é este filme. Será o filme mais entusiasmante para ver. Muitos filmes franceses, precisamente na competição, Se calhar mais do que é habitual, portanto, também se calhar provar a boa forma do cinema hexagonal, neste momento, o que é que acha ? Muitos filmes franceses e também muitos actores e actrizes franceses nos filmes estrangeiros. Exactamente. Até em filmes estrangeiros, japoneses, austríacos ! Portanto, é uma grande... Eu acho que a França é o centro do cinema europeu e pouco a pouco está a tornar-se também o centro do cinema, porque a gente vê que os Óscares estão a copiar o modelo. Este modelo europeu de Cannes e portanto temos todos que nos adaptar uns aos outros. Mas dá me a impressão que este nosso modelo do cinema europeu que tem como centro a França e Cannes, é o que está mais vivo neste momento. E finalmente, o cinema português. No meio desta dinâmica toda, como é que o vê nesta altura? Eu bem sei que é sempre complicado. É sempre a mesma dificuldade de acesso a financiamentos. No entanto, surgem sempre propostas que vão singrando internacionalmente, não é? Dou-lhe o meu exemplo vou filmar este ano em África. Fazer um filme sobre Angola. Eu acho que vai ser o primeiro filme em que um português vai fazer o ponto de vista do outro ponto de vista dos movimentos de independência e não um filme nostálgico sobre "Ah, que pena, Portugal perdeu África". Há uns filmes que são mais engraçados a falar desse assunto, outros mais dramáticos, outros mais melancólicos. Eu não estou interessado nisso. Estou interessado é o "como é que foi este conflito e qual é o ponto de vista do outro" ? E, portanto, vou fazer um filme pela primeira vez sobre como é que os movimentos de independência se confrontavam connosco. Mas o meu ponto de vista ainda é mais complexo. Esse confronto connosco era de portugueses com portugueses. Toda a gente tinha o mesmo bilhete de identidade. Portanto, tentar ter um ponto de vista que ajude a que Portugal possa viver com o seu passado, de outra maneira. E vão rodar também na África Equatorial, nomeadamente. A dinâmica do cinema português está em cada filme que é feito. E de quem é o argumento ? É meu. É uma história extraordinária que eu descobri, já ando a preparar o filme há cerca de dez anos, porque descubro um dia um folheto em francês sobre cinco mulheres que tinham sido presas. Não pelos portugueses lá em Angola, mas sim pela UPA, que era um movimento rival que depois se transformou no FNLA. E essas mulheres são presas e depois são mortas. Portanto, é uma tragédia enorme. E, portanto, é a primeira vez que acontece. Cinco mulheres entram na guerrilha e entram. Vêm do Congo, no quadro do MPLA, entram em Angola e depois vão ser atacadas pela UPA e vão ser mortas. E portanto é contar esta tragédia do que é que estava a acontecer de complexo dentro dos movimentos de libertação. Quando eu descobri estas mulheres, a lider chama-se Deolinda Rodrigues. Ela é actualmente o símbolo da mulher angolana. Há um dia feriado que é o dia em que ela foi morta, esta Deolinda Rodrigues. E eu, desde que conheci esta personagem, esta pessoa, este fantasma, tomou posse de mim e passei a viver obcecado com esta história. E, portanto, filmá-la. E também libertar me deste fantasma.
En este episodio de The Milk Check en Español, Diego, Yara y Miguel analizan uno de los mercados lácteos más inciertos de los últimos años. El equipo conversa sobre la limitada disponibilidad de leche en algunas regiones de Estados Unidos, la fuerte demanda de leche ultrafiltrada, el sólido mercado de exportación de quesos y por qué el mercado de leche descremada en polvo sigue desconectado de los fundamentos tradicionales. También hablan sobre el incremento en los costos de flete, la creciente necesidad de SMP en México, el cambio en el comportamiento de compra de los clientes al construir inventarios de seguridad y cómo las tensiones geopolíticas, negociaciones comerciales y la volatilidad global están impactando los mercados lácteos alrededor del mundo. Desde NFDM y quesos hasta fletes, futuros y comercio internacional, este episodio cubre los factores más importantes que están definiendo el mercado lácteo actual. ¿Tienes preguntas? Nos encantaría escucharlas. Envíalas abajo y podríamos responderlas en el pódcast. Pregúntale a The Milk Check Diego Carvallo: Buenas tardes a todos nuestros queridos clientes y, proveedores. Los saludamos desde la ciudad de San Luis, donde estamos Miguel, yo, y Yara esta semana reuniéndonos con el equipo para reuniones de estrategia y análisis de mercado. Y bueno, bienvenidos al pódcast de esta semana. Estamos a mediados del mes de mayo con muchísima incertidumbre, muchísimas, eh, comentarios y preguntas sobre el mercado. Yara Morales: Sí, saludos a todos. Miguel Aragón: Así es, sí nos estamos reuniendo aquí en nuestra reunión trimestral, viendo, tratando de, ver la bola de cristal, pero no, no, no, no, está, está- no aparece, no aparece. Yara Morales: Sí, yo creo que las mismas preguntas que nosotros tenemos las tienen todos los clientes y los proveedores también. La verdad, es una incertidumbre todo lo que está pasando con el mercado. Es un año de verdad muy a-atípico, muy diferente a todos los años. O sea, ya, ya muchos clientes hasta nos dicen: «Pues ya no me sirven las referencias que tenemos de todos los estadísticas que teníamos anteriormente». La verdad, ya no, no. Ha sido un año muy difícil para todos. Así es. Diego Carvallo: Si quieren, podemos comenzar hablando un poquito de, de la parte de fluidos y después pasar a, a los productos. Eh, así entendemos un poquito cómo, cómo se sienten los fundamentos. Em, bueno, hemos tenido varias reuniones con el equipo de fluidos y, eh, a pesar de que el número de producción de, de leche de Estados Unidos sigue estando bastante bien, eh, seguimos teniendo un crecimiento bastante sano en la producción de leche, em, estamos viendo, eh, que para el medio del spring flush, que estamos actualmente, no pareciera haber sobrantes de leche, eh, a descuentos tan significativos como lo que había en los años anteriores. Y, eh, eh, la verdad es que ha creado algo de, eh, dudas, algo de preocupación, sobre todo para el equipo de fluidos, porque en estos momentos usualmente estamos viendo la, las cargas de leche descontadas a, a unos descuentos muy importantes y este año no ha sido el caso. Entonces, eh, hay mucha discusión y mucha, eh, como conversaciones sobre la demanda, sobre todo la demanda de lo que son, eh, las cargas ultrafiltradas, que está muy, muy fuerte esa demanda y pareciera que las plantas todavía tienen más capacidad para absorber leche. Em, por el otro lado, la parte de la crema sí está bastante larga, hay bastante producto disponible, pero lo que es la ultrafiltrada y la leche líquida, pareciera que con toda la capacidad nueva que agregamos este año, em… Hay suficiente planta para absorber ese crecimiento. Miguel Aragón: Así es, así es. Eh, un comentario importante que nos hacían los-nuestros compañeros es el de que en estos tiempos las– usualmente las cargas se compran o se mueven a descuento y este año no, se están moviendo a la par, lo cual está causando una incertidumbre bastante alta en el mercado. Diego Carvallo: Si, si ese es el caso ahora en el pleno flush, pues el mercado debería sentirse muy ajustado una vez salgamos del flush. Exacto. Y entremos en periodos de baja producción. Miguel Aragón: Exactamente. Eso lo, lo estamos empezando a ver en, en, en el mercado de futuros, eh, por lo pronto en el lado de lo queso. No sabemos qué tanto se ajuste, pero nos da algo de, de, de pausa ahí de- Sí. Yara Morales: Porque si siguen, este, mandando la leche para la clase uno, que es para toda la leche fortificada, para lo que es el, el, el yogur griego y, y lo que es el cottage, pues la verdad es que mucha leche se va a ir para allá. Eh, va a estar todavía muy escasa. Clase uno y clase tres. Diego Carvallo: Clase tres. Mhm. Exactamente. Clase uno y clase tres. Es importante aclarar también que e-e-ese panorama que estábamos describiendo es sobre todo lo que es, eh, al este de las montañas, de los Rockies. Todo lo que es California y la costa oeste, sí tengo entendido que hay bastante leche. Hay bastante leche. Que la leche sigue bien larga. Sí, así es. De hecho, uno, ayer coment– eh, estaba en plática con un-uno de nuestros proveedores y nos decían que tienen suficiente leche para las plantas de queso, en, por lo menos en California. Eh, y lo que comentabas, Diego, definitivamente esto se está viendo para el lado este y para el, el, de hecho, plantas en el centro del suroes– en el sureste. Sí, sí. El caso de la costa este ha estado muy ajustado de hace muchos años. Bueno, este año, eh, ese nivel, ese tightness, esa falta de leche, se ve aún más, eh, pronunciada. Em, bueno, con eso podemos entonces hacer como un, un cambio y empezar a hablar un poquito más de los, de los subproductos. Eh, Miguel, ¿quieres hablar un poquito de la parte de quesos antes de entrar en, en los polvos? Sí, sí. De hecho, ah, es, el– aunque el mercado doméstico sigue teniendo suficiente producto para la demanda que tenemos, el mercado de exportación es completamente otro tema. Eh, más que u– esta semana estamos viendo algo de movimiento en los mercados de Asia y, este, y Oceanía, con la, una demanda que se está incrementando. Miguel Aragón: Ojo, cuando eso es, esos mercados se llevan bastante producto. Habían estado algo dormidos, eh, las últimas Seis semanas, ocho semanas. Pero estamos viendo que ahora al parecer la están ya buscando producto otra vez. Eso tal vez nos va a poner algo de, de restricciones de producto para México, Centroamérica, Suramérica, porque al parecer lo pagan mejor, eh- Estados Unidos es el país más competitivo en este momento para lo que son quesos, ¿no? Sigue siendo el más competitivo. Así es, así es. Aunque hay algo de, de sobre todo mozzarella, de, de, de– hubo algo de producción en Europa, pero no, seguimos siendo los más competitivos, Diego Carvallo: sobre todo en los cheddar. Ya, ya, ya. Okey, interesante. ¿Y si están viendo, eh, en lo que va de año un aumento en todo lo que son exportaciones a esas regiones? Sí, todo, Miguel Aragón: sí, los, los mercados a los que hemos exportado siguen creciendo, sigue creciendo la demanda. Eh, aún no podemos ver, eh, cómo, se desparrama la demanda o cómo, cómo se– cuándo es más demanda y menos demanda, porque ha sig– ha seguido creciendo constantemente. ¿Y Diego Carvallo: cuál es, eh, tu outlook para el resto del año? ¿Estás– tú sientes que el mercado ha conseguido un soporte bastante claro y que la demanda puede mantener los precios actuales o, o sientes más bien que en algún momento podemos volver a caer? No, la, creo que Miguel Aragón: estamos en un, en un, tenemos un piso. Ya. Y aunque hemos creído que vamos a estar en un rango, al contrario, creemos que tal vez, eh, el mercado empiece a tratar de, de, de, de subir un poco, de apuntar para arriba- De romper esa resistencia. De romper esa resistencia hacia arriba. Pero, ah, todo depende cómo, cómo siga la demanda doméstica, porque eso es lo que nos va, nos va a marcar Diego Carvallo: la pauta. ¿Y el tema de la guerra en Irán está afectando en algo la demanda de los clientes de ustedes en el sureste asiático? Miguel Aragón: Definitivamente, definitivamente. De hecho, tuvimos algo de cargas nosotros que, que anduvieron dando vueltas. Hasta en la India teníamos cargas que, que iban a, a Arabia Saudita, eh, y nos, nos afecta a nosotros, pero está afectando a todos los productores también. Eh, y es un mercado por varias cosas. U-una, porque no podemos entrar, pero otra, la más importante, es porque las aseguradoras no nos están asegurando las cargas que van para ese mercado. Nadie las asegura y si no las aseguran El mercado claro no puede, no puede tomarlo, no puede tomar ese producto Es demasiado riesgo. Ya, Diego Carvallo: ya, ya. Miguel Aragón: Imagínate Yara Morales: el transporte, cómo se está incrementando también Diego Carvallo: con todo eso. Eso es lo siguiente, eso es lo siguiente. Es un tema que vamos a hablar también, que está afectando sobre todo a los productos más económicos, porque representan un porcentaje más alto del, del costo del producto. Sé que ahorita todo el mundo quiere hablar mucho de nonfat, así que si quieren pasamos un poquito a hablar ese tema- Nos dedicamos al nonfat. Que es el más complicado en este momento. Eh, mira, en pocas palabras, yo diría, en este momento estamos viendo un mercado que está de cierta manera desconectado entre lo que es lo, lo que estamos viendo en los fundamentos con lo que estamos viendo en la realidad del mercado físico. Los fundamentos, eh, apuntan y todos los reportes del USDA apuntan a que hay un crecimiento en la producción de nonfat, hay un crecimiento en la producción de SMP y hay inventarios relativamente sanos. Sin embargo, lo que estamos viendo en el mercado spot, en el mercado actual, es algo bastante distinto. Y puede ser por algunos factores como los de los recalls que tuvimos, eh, ¿cómo se dice un recall en español? La- Reclamos. Un reclamo de producción que tuvimos durante los últimos meses que ajustaron el mercado, pero la realidad es que el mercado spot, el mercado físico actualmente sigue estando sumamente ajustado. Hay muy poco producto, la mayoría de las plantas siguen completamente sobrevendidas. Eh, los traders y revendedores tienen muy poco inventario en mano. Y también vemos ese mismo patrón desde el punto de vista de los clientes. La mayoría de los clientes siguen todavía bastante cortos de producto y necesitan may-mayor, mayor volumen para saciar sus inventarios de seguridad y su producción. Entonces, eh, yo diría, en el corto plazo todavía vemos un mercado bastante bien sostenido, pero creemos que una vez pase el spring flush, después de estos dos próximos dos meses, deberíamos ver una mejor correlación entre lo que es el mercado físico o el CME Cash y el mercado de futuros. Y creemos que principalmente el CME Cash debería hacer gran parte de ese trabajo para llegar a un nivel más cercano a donde están los futuros. Es decir, creemos que debería haber cierta, eh, corrección y consolidación en un nivel posiblemente cercano a, a los cuatro mil quinientos, cuatro mil seiscientos, para de ahí poder buscar, eh, opciones de moverse para más arriba o mantenerse firme el resto del año. Sí somos, eh, creyentes de que el resto del año el polo va a seguir bastante ajustado, pero no creemos que nos podamos mantener en los precios que estamos actualmente, que son dos dólares treinta por libra, que es un precio en el que ya empezamos a ver que la demanda se frena un poco Okey. Em, todo lo que son MPC, eh, MPC setenta y MPC ochenta han seguido mucho ese patrón en el que el mercado está muy ajustado, no hay suficiente producto y hay mucha demanda que ha venido de sports nutrition, de otras aplicaciones a buscar, eh, sustitutos en el mercado del MPC. Em, Yarita, cuéntanos un poquito cómo has visto tú la demanda, cómo has visto a tus clientes en México, eh, ¿cuál es la expectativa de mercado desde el punto de vista del cliente mexicano? Yara Morales: Bueno, la, la verdad es que con toda la escasez que hubo en los primeros meses y que no podíamos surtirles la leche, porque todos los proveedores nos agarraron sin inventario y a México lo agarraron sin inventario. Afortunadamente, ya a partir de marzo, abril, ya empezaron a recibir producto. Entonces, ahorita los clientes en México tengo entendido que ya tienen un poquito más de inventario. Aparte, pues están cerrando contratos, eh, se está comprando SMP de, de Europa, los que tienen cupo y el producto va a empezar a llegar ya en mayo y son precios más competitivos. Los precios tan altos, los, eh, clientes finales, pues obviamente tienen una resistencia ya a pagar estos precios tan altos y empezaron a utilizar la leche fresca, que había bastante, ¿verdad? Este, podían encontrar hasta de cuatro pesos por litro. Ahorita ya no hay, se está escaseando. Todo el norte de México, ya la leche fresca está escaseando demasiado. Ahorita hay un poco más en el centro, que es donde también hay bastante producción de leche fresca, pero va a llegar el momento, como ya a finales de junio, julio, que empieza a escasear la leche fresca. Entonces, definitivamente va a haber una necesidad de leche descremada. Aparte de las formulaciones, pues ya las tienen con la leche descremada. Y la verdad es que todavía sigue habiendo, este, demanda. Ya no igual como en un principio que estaba todo mundo desesperado tratando de conseguir y recibir algo, pero de cualquier manera sigue la demanda, sigue todavía los clientes tratando de conseguir producto. Diego Carvallo: Y es difícil que no vengan a comprar a Estados Unidos. Por eso, por eso yo soy de la creencia que el mercado se va a mantener bastante firme por el resto del año, porque las importaciones de Europa sabemos que va a ser un volumen limitado, menos de diez mil toneladas, posiblemente para todo el año. Eh, si hay poca leche bronca en México, no van a tener otra opción que o, o consumir menos o, o venir a comprar a Estados Unidos, en pocas palabras. Entonces, eh, sí, yo creo que eso debería dar soporte. Debería marcar al menos un piso en los precios de, del nonfat. Quería Miguel Aragón: a-adherir un poco una reseña. En el– ahora que estuvimos en Chicago atendiendo el ADPI, estuvimos juntas con algunos, ah, productores de, de, de comida aquí en Estados Unidos y nos comentaban algo que tal, tal vez quisiera ver ustedes qué opinan. Eh, muchos Yo era de la creencia que nada más en México compraban al día, por decirlo así, y, y no había contratos largos. Resulta que en Estados Unidos era la misma situación y con varias de las empresas que nos juntamos nos dijeron: es que ahora estamos tratando de decidir si contratamos toda la segunda mitad del año, eh, a estos precios o nos esperamos. Es la gran cuestión ahí con las empresas que estuvimos platicando dentro de Estados Unidos. Y eso era nonfat Diego Carvallo: también o queso también. Nonfat. Ajá. Principalmente. Nosotros hemos visto exactamente ese mismo patrón. Los clientes en Estados Unidos tenían inventario al día, tenían una carga de, que tenían que utilizar esta semana y a la semana siguiente les llegaba otra carga y no tenían inventario. Ahora la tendencia es comenzar a construir inventario de seguridad, proteger para al menos dos o tres meses para protegerse de que una carga esté demorada o que no haya producto. Así es, exactamente. Miguel Aragón: Creo que Diego Carvallo: es una reseña muy Miguel Aragón: interesante Diego Carvallo: que, no la había Miguel Aragón: visto yo Diego Carvallo: y se ve ahora. Y eso resulta en demanda adicional, porque eso a la final, cuando todos los clientes de Estados Unidos, muchos, tratan de crear inventario de seguridad a la misma vez, cuando el mercado está muy ajustado, crea un crecimiento en la demanda que no es artif– no es orgánico, pero sí crea una subida en la Miguel Aragón: demanda. Así es. Y creo que alarga esta, esta cuestión que estamos viendo ahora. Está ajustado. Sí, Yara Morales: y lo hemos estado viendo con los clientes de México, los queseros, los que tienen plantas de queso, que han querido cuando menos tener la seguridad de que van a tener el producto, por eso pagan los precios. Entonces, han estado comprando con precios hasta meses adelantados. Y es, y era algo que no se veía. ¿Por qué? Pues porque estamos tan cerca que pueden llevarse el producto, pues en una semana o dos semanas y ya tienen la leche. Pero ahorita con esta escasez, pues la verdad que prefieren cerrar contratos largos, aunque sean meses más adelantados. Diego Carvallo: Correcto, correcto. Un punto también importante mencionar es el costo, cómo está afectando el mercado los altos costos de combustible y de flete, sobre todo para productos económicos. Hace poco estuvimos cotizando algunas cargas de permeato a México y a diferentes partes de Asia, y el costo del flete ha subido muchísimo. Eh, es algo que también está afectando a muchos clientes y viene dado a raíz del conflicto en Asia. Eh, ¿cómo está afectando eso a, a su, a la demanda de queso? Miguel Aragón: Definitivamente nos está afectando porque en, en, como saben, manejamos, eh, tres líneas de queso nosotros. Manejamos el queso de primera, eh, que tal vez es el que no, no refleja tanto, eh, el, el incremento en flete, pero lo refleja, pero lo puede absorber un poco más. Pero en el producto, ah, grado B que decimos nosotros, que se supone que era un poco más barato, eh, sí le afecta porque es un producto más barato. Y ahora el producto, eh, que manejamos para reproceso, que es el producto barato, es el producto para extender la proteína en el queso, eh, para hacer más queso, sobre todo queso análogo, ahí sí se sintió fuerte el i-el impacto del flete, porque a veces son– o sea, ha subido cuatro o cinco centavos por libra de diferentes lugares. Depende de, depende de la geografía de Estados Unidos, de donde estemos mandando el queso y es donde más nos ha afectado. Totalmente. En el Diego Carvallo: producto más barato. Igual que- Y, y no solo es en fletes marítimos, sino en fletes terrestres. La parte del transporte en camión en Estados Unidos ha subido mucho. Nosotros solíamos pagar cuatro o cinco centavos para mover una carga de California a El Paso. Hoy en día ese precio está cercano a los seis, o sea, ha subido un cerca de un 20 % En, en la– cuando movemos Miguel Aragón: produ– movemos queso de, de, de Washington a, a El Paso, estábamos pagando trece centavos la libra. Hoy día diecisiete centavos, a veces dieciocho centavos. Y de-dependiendo también si, si se empieza a mover algo como de, digamos, de, del sur, de, de, del suroeste, cuando empieza a moverse mucho melón o cosas así, o cuando viene la temporada de árboles de Navidad, depende de la temporada, esto va, va a incrementarse aún más. Sí. Yara Morales: Igual que el refrigerado. El refrigerado se estaban pagando doce centavos y ahorita ya están cerca de dieciocho centavos. Entonces sí ha Miguel Aragón: subido bastante. Sí, sí, sí, nos está afectando en el queso, en la, en el movimiento del queso y en el movimiento de la mantequilla, definitivamente. Yara Morales: También. El Diego Carvallo: último tema que nos ha preguntado mucho la gente. Cuéntenos un poquito sobre el tratado de libre comercio y qué expectativas hay ahora que se vuelve a negociar entre Estados Unidos y México Bueno, Yara, tú ya has escuchado porque- La verdad, Yara Morales: hay mucha incertidumbre, hay muchas preguntas. Eh, ahora en junio que viene la revisión, pues, mmm, son varios, varios factores, ¿no? Se viene el, la revisión del Tratado de Libre Comercio y se viene el Mundial de fútbol en los tres países. Entonces todo el mundo anda como que muy alterado con todo eso, porque no saben, no sabemos qué es lo que vaya a pasar, no sabemos cómo se vaya a, a mover ese Tratado de Libre Comercio, si se va a renegociar, qué porcentajes pudieran darse o si vamos a quedar en cero, que es lo que todo mundo pretende, porque pues es la economía de México. La economía de México realmente necesita ese Tratado de Libre Comercio. Y, este, y yo creo que todos, porque para todos es un beneficio, ¿no? Inclusive para Estados Unidos. Entonces hay mucha incertidumbre, ¿no? La verdad, mmm, yo pregunto y ando investigando y todos mis clientes pues no saben qué es lo que vaya a pasar. Miguel Aragón: Así es. Y nos está… esta incertidumbre nos afecta día a día, eh, sobre todo con México por la cuestión del tipo de cambio, porque sale un encabezado y se dispara el dólar, eh, sale otro encabezado y se fortalece el peso. Es cuestión de todos los días, todos los días, este, y las, la cuestión política nos, nos, sí nos está afectando bastante. No, Diego Carvallo: no hay certidumbre. Miguel Aragón: Claro. Eh, pero una cosa superimportante que, que, que creo que está, eh, afectando algo lo del tratado y muchas otras cosas es que se nos vienen las elecciones primarias en, en, aquí en noviembre- Estados Unidos. Estados Unidos. Y a eso tú sabes que- Es muy importante. Es muy importante, porque hay que mover el, el, el, el, el, el, lo que piensa el público. Claro, hay que ganar los votos. Y hay que ganar los votos y aquí vamos a ver si se va a hacer cosas para, para tratar de tener algún efecto sobre eso. Y muchas veces no tiene nada que ver con México, Diego Carvallo: obviamente, también las de Irán, pero el mercado, básicamente, yo creo que va a mantener mucha volatilidad, va, va a haber mucha incertidumbre y, eh, las, las monedas van a tener, obviamente, como resultado una variación bastante violenta. Los bancos nos afectan. Exactamente. Yara Morales: Sí. ¿ Diego Carvallo: Qué otro punto importante? Definitivo, Yara Morales: definitivo. Ay, pues yo creo que todo esto es bien interesante. Vamos a ver qué sucede. Este, no sé qué otra cosa podemos Diego Carvallo: manejar. Voy a estar, yo voy a estar en Antad la próxima semana. Eh, lastimosamente, esta vez no me van a poder acompañar Yara y Miguel Pero yo voy a estar en Antalas, así que con mucho gusto, eh, me, me encantaría conocer y encontrarme con algunos de nuestros clientes estando allá. Así que no duden en, en contactarnos. Así es, así es. Desafortunadamente, Miguel Aragón: yo Diego Carvallo: no Miguel Aragón: voy. Sí. Ah, pero yo voy a estar en, en, en Alimentec, en Bogotá, creo que es. Entonces, si alguien nos está viendo en Colombia o que vaya a estar en Alimentec, por ahí estamos. Excelente, excelente. Que Yara Morales: por cierto también va a haber elecciones en Colombia. Miguel Aragón: También. Así es. Sí, Yara Morales: también va a haber elecciones en Colombia. Hay que ver cómo, cómo se- Más volatilidad. Se ve todo. Más volatilidad todavía. Más Diego Carvallo: gasolina al fuego, sí. Bueno, mil gracias a todos. Gracias, Miguel y Yara. Gracias. Gracias, gusto en Yara Morales: saludarlos a todos. Bye
Vale, vamos a desgranar esto. Hoy nos enfrentamos a lo que, bueno, probablemente sea la carga psicológica más silenciosa y pesada de nuestra eram hablo de la trampa de la comparación moderna. Hoy en día, esa sensación persistente de no ser suficiente, eh, de ir siempre un paso por detrás del resto del mundo parece casi universal. Totalmente. Da la impresión de que sin importar el esfuerzo o los logros que uno vaya acumulando, la línea de meta siempre se aleja un poco más. se desplaza constantemente. Sí, exacto. Así que para entender exactamente de dónde viene esta frustración estructural y lo más importante, cómo escapar de ella, hoy vamos a realizar un análisis a fondo de un material que la verdad yo considero realmente revelador y lo es sin duda. Se trata de un extracto clave del influyente libro 12 reglas para vivir del psicólogo Jordan B. Peterson. En concreto, nos vamos a sumergir de lleno en la regla número cuatro, la de compararse con quién uno era. Esa misma la premisa dice literalmente, compárate con quién eras ayer, no con quién otro es hoy. Y la misión de este inmersión de hoy es desarticular el mecanismo. Claro. La misión de este análisis a fondo es desarticular desde la raíz toda esa mecánica psicológica y neurológica que empuja a la mente de forma casi inevitable hacia la envidia y la insatisfacción. Eso es. Queremos explorar cómo la propia percepción visual miente constantemente, literalmente como el cerebro censura al mundo que nos rodea y a partir de ahí trazar un plan de escape utilizando lo que el texto llama el interés compuesto del progreso personal. Es un texto fascinante porque entrelaza, a ver, entrelaza la biología evolutiva con la psicología clínica, pero al final ofrece herramientas increíblemente pragmáticas para reorganizar el día a día. Muy pragmáticas, sí. Nada de conceptos abstractos, inalcanzables. Ya. Y para que quede claro desde el principio que este no es el típico análisis predecible y aburrido. Vamos a adelantar que la clave maestra para entender toda esta frustración diaria incluye a un gorila invisible. Un gorila, sí. Y a un mimo cantando la canción Endless Love con un par de manoplas de horno puestas. Suena a locura absoluta. Madre mía, suena a delirio total. Pero prometo a quien nos esté escuchando que es una conexión que tiene todo el sentido del mundo cuando se examina de cerca. Lo tiene, lo tiene. Para empender el síndrome del héroe local. Las fuentes explican que la psiqui humana no evolucionó para el mundo en el que vivimos hoy. Claro, el desfase evolutivo. Eso es. Antiguamente, cuando la inmensa mayoría de la población vivía en entornos rurales, en tribus o en pueblos pequeños, destacar en algo era una meta estadísticamente razonable. Había un rey del baile local, una genio de las matemáticas en la escuela de la comarca o el mecánico estrella del pueblo al que todos respetaban. Estas personas eran los héroes locales y sus cerebros recibían una recompensa biológica constante por ello. Y esa recompensa biológica es fundamental para entender el problema real de hoy. No estamos hablando de una simple palmadita en la espalda a nivel social. No, no estamos hablando de neuroquímica pura, específicamente de la serotonina. El cerebro humano poseae en su base una especie de digamos calculadora ancestral, una calculadora de estatus, ¿verdad? Exacto. Es un sistema de control maestro muy antiguo a nivel evolutivo que evalúa de forma ininterrumpida nuestra posición en la jerarquía social local. Ya cuando esta calculadora percibe que el entorno valora a un individuo que es competente y respetado en su comunidad, pues libera serotonina. Este neurotransmisor es el que hace que uno se sienta seguro, permite caminar erguido, reduce la ansiedad y aporta una sensación de calma existencial. Y el sistema funcionaba a la perfección porque el grupo de control era pequeño. Claro, de unas 100 o 200 personas como máximo. Pero a ver, siendo justos, y yo creo que esto es algo que mucha gente se preguntará, ¿no? Es esa presión evolutiva por competir y destacar algo útil. Es decir, si el ser humano no se comparara con los mejores de su entorno y no sintiera esa punzada de envidia o ambición, quizá la especie seguiría viviendo en las cavernas. Fíjate que esa es una distinción crucial. La competencia es el motor del progreso. Sin duda alguna. El texto no ataca la competencia en sí. El problema no es la brújula, ¿vale? El problema es que hemos introducido esa brújula en un campo magnético artificial enorme que la ha vuelto completamente loca. Y ahí es donde el contraste moderno resulta devastador. El mundo hiperconectado, eso es la migración masiva a las grandes urbes y sobre todo la omnipresencia de internet han erradicado esa paz local. Las jerarquías sociales en las que el cerebro intenta competir ya no son pirámides de tamaño humano, son inabarcables. Ahora son como un rayo láser hiperconectado que abarca el planeta entero. Pensemos en alguien joven que tiene un talento excepcional tocando la guitarra. Un genio de uno entre un millón. Exactamente. Históricamente este chaval habría sido la leyenda absoluta de su región. Hoy, al abrir una red social, descubre en 3 segundos que es solo uno más entre 50 prodigios idénticos o incluso superiores. Es brutal. La escala de la competencia ha mutado de una forma que esa calculadora de serotonina simplemente no puede procesar y por defecto ante esa inmensidad el cerebro nos sitúa en el fondo de la jerarquía global. Claro, el estanque se ha vuelto tan inmenso que todos nos sentimos como Plankoncton. Tal cual como Plankton. Y el texto señala que esta hiperconexión con es básicamente la gasolina perfecta para una voz crítica destructiva que todos albergamos. Ese crítico interno se alimenta de esta exposición global y vaya si se alimenta. Nos convence de que la vida es un juego de suma cero. Si alguien en el otro extremo del mundo tiene éxito, nosotros somos unos fracasados. Nos susurra que la mediocridad absoluta es nuestro estado natural. Sí, anula cualquier victoria. Porque como ahora mismo es posible encontrar en internet a alguien más rico, más atractivo, más en forma o más inteligente, De forma instantánea, cualquier logro personal que requerió meses de sudor parece repentinamente minúsculo. Es una dinámica verdaderamente demoledora. Lo fascinante aquí es como la psicología social reciente intentó lidiar con este colapso de la autoestima y cómo el autor del texto destroza esa supuesta solución. Ah, sí, la parte de las ilusiones. Eso es. Durante décadas, muchos expertos recomendaron la creación de lo que llamaban ilusiones positivas. La primisa era que, como la realidad objetiva de no ser el mejor del mundo, nada. Era demasiado dolorosa. La gente debía proteger su ego cultivando una autoimagen artificialmente inflada. Vamos a autoengañarse. Básicamente aconsejaban refugiarse bajo el paraguas de una mentira reconfortante para no colapsar psicológicamente. El análisis que estamos abordando rechaza esta idea de forma categórica y con razón. Argumenta que es una filosofía profundamente pesimista y cínica, ya que asume que la realidad es tan intrínicamente insoportable que la única forma de habitarles mediante la ficción. Claro, es que vivir en una ficción para soportar el peso del mundo no genera ninguna resiliencia, genera una fragilidad extrema ante cualquier fracaso real. Es equivalente a intentar curar una fractura de hueso tomando analgésicos y fingiendo que el hueso no está roto. Absolutamente. Ahora bien, si ese juego de la comparación, tal y como está montado hoy en día, es una trampa mortal y siempre se termina perdiendo, la gran pregunta que surge es bastante lógica. ¿Porque seguimos jugando? Exacto. ¿Por qué la mente humana se empeña en seguir jugando. ¿Por qué seguimos intentando medirnos con ese rayo láser global? Aquí es donde el texto introduce un cambio de paradigma total. Y es que simplemente estamos midiendo mal la estructura misma de la realidad. Caemos en la ilusión del tablero único. Eso es efectivamente ese crítico interno del que hablabas prospera gracias a la ilusión del juego único. Consigue convencernos de que la existencia es una sola competición unidimensional y lineal, donde el éxito se mide bajo un solo criterio. mente el poder adquisitivo, la fama o el estatus en redes sociales. Pero la realidad empírica es que la vida es una enorme multiplicidad de facetas. Hay infinidad de juegos disponibles en los que participar. Incontables. Existe el juego de ser una figura legal implacable, el juego de ser un artesano que restaura muebles antiguos o el juego de ser alguien volcado en la enseñanza. La gran ventaja evolutiva de esta multiplicidad es que si alguien fracasa estrepitosamente en una disciplina o descubre que esa dinámica le resulta tóxica, siempre conserva la libertad absoluta de cambiar de tablero y probar en otro ecosistema diferente. O mejor aún, como plantea la fuente, si uno no encuentra un juego en el que encaje, tiene la capacidad realmente nuevo. Y ahí es donde entra tu ejemplo favorito. Totalmente. Aquí es donde entra el ejemplo más surrealista de todo el material. Relata la anécdota de un concurso de talentos local donde apareció un participante haciendo de mimo. Pero no un mimo cualquiera. No, no, no era la típica Imitación aburrida en una plaza. Era un mimo meticulosamente caracterizado al estilo del legendario Marcel Marshow. El individuo sube al escenario, se sella la boca con cinta adhesiva plateada y con una seriedad pasmosa se enfunda dos gruesas manoplas de horno en las manos. Es una imagen tremenda. Acto seguido, utiliza esas manoplas de cocina a modo de marionetas para interpretar un dúo increíblemente dramático y sincronizado de la famosa balada Endless Love. Es visualmente absurdo, completamente absurdo. Pero encierra una lección vital. Cuando la originalidad es radicalmente individual y peculiar, el ser humano se sale del sistema de clasificación habitual. Es imposible comparar a ese individuo porque nadie más en el planeta Tierra estaba compitiendo en la categoría de mimos dramáticos cantando baladas con accesorios de cocina. Es una anécdota cómica, pero el trasfondo analítico es verdaderamente brillante. Demuestra que la hiperespecialización y la individualidad son antílotos directos contra la homogeneización del estatus global. Claro, te sales de la Exacto. Para aterrizar esto en la vida de una persona que nos pueda estar escuchando mientras va a la oficina o mientras hace la compra, el texto propone sustituir la visión de la vida como una carrera de 100 m lisos por la de un decatlón completo. Un Decathlon, esa es una alagogía estupenda. Una evaluación holística y madura de la existencia implica equilibrar múltiples frentes: el desarrollo profesional, la estabilidad familiar, la lealtad a las amistades, el compromiso con las aficiones, la salud mental y física. Son muchas pistas de atletismo a la vez. En un Decathlon, lo estadísticamente normal es ser sobresaliente en el lanzamiento de jabalina, mediocre en el salto de longitud y bastante torpe en la carrera de vallas. Nadie es perfecto en todas y cada una de las disciplinas. Y el problema fundamental es que el crítico interno hace trampa en esta competición. Lo que hace es aislar una sola de esas disciplinas del Decathlon, digamos, el éxito financiero. Luego escoge al mejor atleta del mundo en esa disciplina hiperespecífica y nos golpea en la cara con la comparación directa. y omite todo el contexto. Esa estrella inalcanzable a la que el crítico interno obliga a admirar podría estar liderando una empresa multimillonaria. Sí, pero al mismo tiempo podría estar atravesando un divorcio sumamente destructivo o sufriendo un aislamiento crónico o lidiando con adicciones severas. Es el clásico error de comparar los propios bastidores que están llenos de cables sueltos, improvisaciones y tomas falsas con la película final de la vida de los demás. Una película perfectamente evitada, iluminada y con banda sonor épica. Y aquí es donde la cosa se pone realmente interesante, fíjate, porque el autor da un salto vertiginoso desde la filosofía y la psicología social y nos sumerge de lleno en la neurofisiología de la visión. Esto es fascinante. Básicamente nos explica cómo nuestros propios ojos participan de forma activa en esta trampa de la comparación. Y para ilustrarlo, recupera el legendario experimento del gorila invisible, el de Daniel Simmons, el mismo, diseñado por el psicólogo cognitivo Daniel Simons. Para quien no lo conozca, el experimento consiste en un vídeo donde aparecen seis personas en una sala pequeña. Tres de ellas llevan camisetas blancas impolutas y las otras tres llevan camisetas negras. Y se están moviendo. Sí, se mueven de forma caótica en círculo pasándose un par de balones de baloncesto. La instrucción que se da a los espectadores antes de darle al play es directa y engañosamente simple. Les dicen, "Cuenten exactamente cuántos pases hace el equipo de la camiseta blanca e ignoren los pases del equipo de negro. Una tarea de atención selectiva clásica. La gente se concentra profundamente, sigue los balones con la mirada y al terminar el vídeo, la inmensa mayoridad da la respuesta correcta, que suele ser 15 pases. Pero el clímax del experimento llega inmediatamente después. Exacto. Cuéntalo tú porque es increíble. El investigador felicita a los participantes por su excelente nivel de atención y con total naturalidad les hace una segunda pregunta. Les dice, "¿Y qué opinan del gorila?" Y la gente se queda en blanco. La reacción general es de desconcierto absoluto. La de los participantes asegura tajantemente que no había ningún gorila en el vídeo, pero al reproducir el material por segunda vez, ahora sin la tarea de contar los pases, el resultado es sobrecogedor. Aparece de la nada. Justo en el segundo 25 del vídeo, una persona disfrazada con un traje de gorila de cuerpo entero entra caminando lentamente en la escena, atraviesa el grupo de jugadores, se detiene justo en el centro de la pantalla, se golpea el pecho mirando fijamente a la cámara y sale caminando por el lado opuesto. Es que está ahí un buen rato. Permanece en escena casi 10 segundos y un asombroso 50% de los observadores no registra su presencia en absoluto la primera vez. Es escalofriante pensar que algo tan enorme y tan absolutamente fuera de lugar pueda ser borrado de nuestra percepción de esa manera. Para quienes no superan la prueba, yo he leído que las sensaciones de incredulidad total llegan a pensar que les han cambiado la cinta por otra diferente en el segundo visionado. Yo quedé sorprend la primera vez que vi los datos. Si conectamos esto con el panorama general de nuestro análisis de hoy, la revelación científica es de una importancia colosal. El fenómeno se denomina ceguera por falta de atención sostenida. Ceguera por falta de atención o como se acuñó en rigurosos estudios alemanes sobre la percepción, el término es halalten de un ofxamites blind. Madre mía, con el alemán. Sí, impronunciable. Pero lo que esta condición demuestra, sin lugar a dudas, es que la visión humana no es una cámara de vídeo que graba pasiva y objetivamente el mundo. El sistema visual es una herramienta metabólicamente carísima. Gasta mucha energía. Procesar información visual en alta resolución requiere una cantidad enorme de recursos cerebrales. Para no colapsar y evitar morir de agotamiento, el cerebro funciona como un depredador. Literalmente solo vemos aquello a lo que apuntamos de forma activa y todo lo demás se descarta, se censura, se borra proactivamente para ahorrar recursos. El gorila negro se confunde con las camisetas negras que el cerebro tenía la orden estricta. de ignorar. O sea, que el acto de ver no consiste simplemente en abrir los ojos y recibir luz, sino en filtrar el 99% de la realidad. Vemos estrictamente lo que valoramos o lo que perseguimos en un momento determinado. Así es. Y las implicaciones vitales de este mecanismo fisiológico son formidables. Si el objetivo supremo de una persona está distorsionado por esa comparación global tóxica de la que hablábamos antes, digamos, si su meta es alcanzar el estatus prefabricado de un magnate de internet, su cerebro ajusta sus filtros visuales para rastrear solo esas métricas. Exactamente. Como consecuencia, esa persona se vuelve fisiológicamente ciega a las oportunidades reales de mejora que tiene a su alcance. Se vuelve ciega a las relaciones significativas que la rodean o a sus propios talentos innatos. Pasa el gorila y no lo ve. Esa ceguera no es un fallo del cerebro. Es la máquina funcionando perfectamente según los parámetros que se le han introducido. Por lo tanto, la conclusión lógica y radical de todo esto es que para cambiar lo que vemos en el mundo tenemos que intervenir de raíces nuestros sistemas de valores. Tonina, sí, que la vida es en realidad un decatlón de múltiples facetas y que nuestros ojos editan la realidad en tiempo real basándose en nuestras metas. ¿Cómo se desactiva al crítico interno en el día a día? ¿Cuál es el plan de acción concreto que propone el material original? La respuesta central, el verdadero antídoto de la regla número cuatro, exige un cambio drástico de métrica. Implica desconectar por completo la vista de los resultados de los demás y establecer al propio yo del ayer como el único estándar de válido y legítimo. Compárate con quién eras ayer. Eso es es un reajuste completo de la mira del francotirador interno. El texto insiste en que al principio es imperativo apuntar muchísimo más bajo. Apuntar bajo. Hay que deconstruir esa ambición grandiosa y aplastante que nos paraliza ante la inmensidad del internet y transformarla en metas minúsculas, casi ridículamente manejables. Para visualizar esto, recuerdo que el material utiliza una metáfora excelente. Propone analizar la propia existencia como si fuera una casa que necesita reformas urgentes. Una gran metáfora. La reacción natural que está alimentada por ese crítico interno global es sentarse en medio del caos, mirar las revistas de decoración de lujo, desesperarse porque la casa no es una mansión espectacular en la costa y como resultado no hacer absolutamente nada. Parálisis por análisis. Totalmente. El enfoque diametralmente opuesto que se propone es levantarse, buscar el rincón más pequeño y manejable de esa casa en y preguntar a ver qué cosa concreta, por minúscula que sea, puedo limpiar o arreglar hoy que esté bajo mi control inmediato. Cosas bajo control, muy importante. Puede ser algo tan mundano como ordenar la montaña de cartas que lleva un mes sobre la mesa, hacer la cama al levantarse o reparar esa bisagra de un armario de la cocina que lleva 6 meses atascada. Y es vital detenernos aquí para entender por qué esto funciona desde un punto de vista psicológico y neurológico. Porque, no nos equivoquemos, es Esto no es un simple consejo de bricolaje motivacional, no, no es ordenar el cuarto y ya está. Hay un concepto germánico fascinante que captura esta esencia. La palabra es tagwk. Tagwork no se traduce simplemente como trabajo. Se refiere a la labor diaria y concreta que justifica tu día, a la artesanía de lo cotidiano. No se trata de construir una catedral gótica en 24 horas, sino de tallar tu pequeño bloque de piedra hoy. Y encajarlo bien. Eso es. Cuando alguien repara esa bisagra rota del armario, no. Solo está arreglando un trozo de madera y metal. Esa puerta atascada actuaba como un microestresón silencioso en su vida. Es verdad. Cada mañana, al intentar abrirla para coger una taza y notar la resistencia, el cerebro registraba un pequeño fallo, una minúscula derrota que drenaba una fracción de dopamina. Al arreglarla, se elimina un obstáculo físico y se inyecta una microdosis de orden en el sistema nervioso. Se trata de tomar las riendas de 500 de estas pequeñas decisiones diarias. Son esas microvictorias las que empiezan a silenciar de verdad al crítico interno, porque de repente ya no estás compitiendo contra un multimillonario de la tecnología que sale en una portada, estás compitiendo contra tu propia inercia de ayer y estás ganando. Exactamente. Y el resultado de encadenar estas microvictorias es lo que podríamos llamar el interés compuesto de la psicología. Su pequeño ecosistema un 1% mejor de lo que lo encontró por la mañana. Los resultados se acumulan matemáticamente. Es una bola de nieve. Una mejora diaria sostenida durante 3 años. No produce un cambio lineal, produce una transformación exponencial que vuelve una vida completamente irreconocible. Además, hay un corolario hermoso a todo esto. A ver, a medida que la persona mejora su entorno inmediato y su salud mental se estabiliza, su base se vuelve más sólida. Desde esa base más alta, los objetivos que se plantea se elevan de forma natural y orgánica, sin la angustia previa. Y recordando la lección fisiológica del goril invisible, como nuestra visión rastrea aquello que valoramos al establecer metas más sanas y progresivas, las oportunidades en En el mundo exterior comienzan a materializarse. Claro, la ceguera desaparece gradualmente, los filtros se ajustan. Es como conducir un coche de noche en medio de una tormenta con el parabrisas lleno de barro. Arreglar la bisagra del armario es como encender los limpiaparabrisas por primera vez. Muy buena imagen. De repente te das cuenta de que la carretera no era tan recta ni tan estrecha como parecía y que había multitud de desvíos y caminos panorámicos que antes eran literalmente invisibles bajo la suciedad. Es un cambio de paradigma absoluto en la forma de vivir totalmente. Bueno, para ir recogiendo todo lo que hemos puesto sobre la mesa, creo que la inmersión profunda de hoy nos deja lecciones tremendamente sólidas. Yo estoy seguro de que sí. Hemos arrancado analizando el peligro neurológico de esa jerarquía global moderna, ese rayo láser de internet que atrofia nuestro sistema de recompensas y nos hace sentir insignificantes ante el mundo. Luego hemos encontrado una vía de escape al comprender que la existencia no es un examen tipo test con una sola respuesta correcta, es un decathlon vasto y con complejo donde siempre existe la posibilidad de bueno, de inventar reglas propias como nuestro amigo el mismo, el mismo de las manoplas. Hemos diseccionado la asombrosa mecánica del goril invisible, descubriendo que nuestros ojos funcionan como cazadores implacables que solo nos muestran el trofeo que hemos decidido buscar. Y finalmente hemos trazado el mapa de salida, la táctica innegociable del interés compuesto, asumiando la labor diaria del Tabwork y utilizando únicamente al yo de ayer como el único juez legítimo de nuestro avance. Al final, el hilo conductor que une todas estas disciplinas, la biología, la psicología, la neurología, es una conclusión profundamente empoderadora sobre nuestro papel en el mundo. El análisis demuestra que no somos meros receptores pasivos de información. No somos víctimas. No, no somos víctimas de un entorno hostil. Somos constructores activos de la realidad. La arquitectura misma de nuestra percepción se moldea en base a dónde decidimos enfocar nuestra atención y nuestra voluntad cada día. Y para cerrar Queremos proponer un pensamiento final para dejar macerando en la mente de quien nos escuche una reflexión expansiva basada estrictamente en esa cruda realidad biológica de la visión que acabamos de explorar. Adelante. Pensemos profundamente en esto. Si el propio cerebro humano censura activamente el entorno recortando y borrando enormes porciones de la realidad para proyectar únicamente aquello que encaja con nuestras ambiciones o miedos actuales, entonces experimentar el mundo como un lugar asfixiante oscuro y plagado de competidores imbatibles, no es un reflejo preciso de la realidad objetiva, no es una verdad inamovible del universo. Plantea una hipótesis fascinante. Sugiere que esa sensación de agobio existencial es simplemente la evidencia técnica de que el motor de búsqueda interno de nuestro cerebro está operando con las palabras clave equivocadas. Así es. ¿Qué pasaría si el simple y silencioso acto de decidir valorar el progreso personal por encima del estatus social ajeno tuviera la capacidad real de alterar la forma física tangible y palpable del mundo que se despliega ante nosotros cada mañana al despertar. Si cambiar la meta interna revela la existencia de inmensos gorilas invisibles, cuántas oportunidades latentes, cuánta belleza oculta y cuántos caminos inexplorados están justo ahora cruzando por delante, esperando pacientemente a que se deje de vigilar la vida del vecino para poder volverse reales. Es algo que merece mucha reflexión. Muchísima. Gracias por acompañar este análisis a fondo. Ha sido un recorrido intelectual espectacular por los mecanismos más profundos de nuestra propia mente. Hasta la próxima inmersión.
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Sé lo que tengo que hacer. Y aun así no lo hago. Si alguna vez te has dicho eso, este episodio es para ti. Hoy no vamos a hablar de técnicas de productividad. Vamos a hablar de lo que realmente separa a las personas que son consistentes de las que empiezan, se caen, retoman, y vuelven a caer. Para recibir la clase "De la intención al hábito", escríbeme la palabra HABITO por
Los hombros son una de las partes más importantes a la hora de entrenar fuerza, no solamente a nivel estético, sino también a nivel funcional, esta palabra que ahora le encanta usar a todo el mundo, sencillamente porque para casi todos los ejercicios de tren superior, vas a tener que usar los hombros, así que necesitas unos hombros para empezar sanos, que te permitan moverte, y fuertes, para que te permitan realizar los ejercicios no solamente para los mismos hombros sino para el resto de músculos. Y además, volviendo al tema estético, los hombros son una zona de especial interés tanto para las mujeres, como para los hombres, porque a los hombres les da un aspecto más amplio y a las mujeres comparativamente unos hombros más anchos te hacen ver la cintura más estrecha. Pero de todos las decenas o quizás cientos de ejercicios que podemos hacer para unos hombros fuertes y bonitos, solo necesitas estos 3. Las diferentes zonas del hombro Para empezar, hay que entender que el hombro está dividido en 3 zonas, aunque algunas teorías apuntan a que en realidad se divide en hasta 7 zonas, pero como aquí somos muy clásicos vamos a entender este concepto de 3 zonas: La zona frontal, la zona media o lateral y la zona trasera. De ahí que si queremos un buen trabajo para los hombros tengamos que hacer 3 ejercicios, uno para cada zona. De estas 3 zonas, las más importantes son la zona lateral, porque es la que te va a dar más amplitud y la zona posterior porque es la que va a complementar el trabajo de tu espalda y además de lado te puede dar un aspecto más bonito para tus brazos. La menos importante sería la zona frontal, no porque sea menos importante sino porque cuando hacemos cualquier tipo de ejercicio de empuje (es decir, de alejar algo de nosotros), ya vamos a estar trabajando la zona frontal. Entonces en muchos casos la zona frontal no necesita más trabajo. Y por esa razón en muchos entrenamientos de la academia, si hacemos estos 3 ejercicios, el último es el de la zona frontal, a diferencia de lo que suele hacer la gente habitualmente que es poner este ejercicio como el primer ejercicio, yo me gusta más ponerlo al final. Y como me gusta más ponerlo al final, voy a empezar por el primer ejercicio para tener unos buenos hombros y es un ejercicio para la porción lateral, que son elevaciones laterales. Todo lo que sea llevar el brazo lejos de mi lateralmente. Puedes hacerlo como quieras, pero mi forma favorita es hacerlo con una polea. Elevaciones laterales en polea Si solo tengo una polea puedo hacer primero un brazo y luego el otro, pero si tengo una máquina dual, prefiero trabajar con los 2 brazos a la vez (simplemente por ahorrar tiempo) y además, aunque se puede hacer de pie o tumbado, prefiero hacerlo tumbado porque tienes más estabilidad, y cuanto más estabilidad más capacidad de producir fuerza. Este ejercicio de estar tumbado que puede ser en un banco pero también podría ser en el suelo me gusta llamarlo elevaciones mariposa porque se parecen un poco a las elevaciones mariposa con mancuernas, solo que con polea. Pero con polea me gustan más porque lo que consiguen las poleas es ofrecerte más resistencia cuando más fuerte eres y menos resistencia cuando más débil eres. En otras palabras, ajustan el movimiento, a lo que tú eres capaz de hacer, cosa que las mancuernas por ejemplo que es la versión más usada, no consigue, porque con las mancuernas cuando tienes los brazos en cruz es cuando más te pesan las mancuernas y es justo cuando tus hombros son más débiles, así que no sería lo más eficiente. No digo que no funcione, solo digo que puestos a escoger, prefiero que el ejercicio me ofrezca más resistencia cuando más fuerte soy y me ofrezca menos cuando más débil soy. Y eso me lo dan las poleas. Pero si no tienes poleas, una alternativa muy válida sería hacer elevaciones laterales con mancuernas. De hecho, si quieres usar mancuernas y tener una curva de resistencia parecida a las poleas, puedes trabajar con una sola mancuerna, en lugar de 2, e inclinar tu cuerpo. Pero no inclinarlo hacia el lado de la mancuerna como hace todo el mundo, porque esto hace peor aún el ejercicio, sino inclinarte hacia el lado contrario o tumbarte sobre un banco inclinado. Esto consigue exactamente lo mismo que las poleas, solo que te obliga a trabajar primero un brazo y luego el otro. Y si quieres trabajar ambos brazos a la vez aunque pierdas esta ventaja de la curva de resistencia, mi versión favorita es hacer las elevaciones laterales sentado o incluso mejor, con el pecho apoyado en el respaldo de un banco para tener más estabilidad. Y con este ejercicio ya tendríamos la parte lateral del hombro cubierta. Hazlo con mancuernas, con polea, a una mano, a 2 manos, como te de la gana, o como te permita el equipamiento que tengas. Elevaciones posteriores de hombro El siguiente ejercicio es un ejercicio para la zona posterior de los hombros. Esta zona posterior de los hombros es curiosa porque técnicamente pertenece a la espalda, y cualquier ejercicio que hagas de espalda ya la va a trabajar. El ejercicio más utilizado son los típicos pájaros, pero a mi no me gusta hacerlos de forma completamente horizontal, sino más bien diagonal porque es el mejor plano de trabajo para esta zona. Pero aquí ocurre lo mismo que antes, que las mancuernas en los pájaros me ofrecen más resistencia cuando más débil soy, por eso aquí también me gusta más usar poleas. En concreto me gusta más usar un ejercicio que yo le puse el nombre de X-flyes. Porque es como trazar una X con las poleas. Y esto lo puedes hacer de pie, o de pie con el pecho apoyado, pero la forma que más estable me encuentro es hacerlas tumbado boca abajo en un banco. Exactamente igual que harías los pájaros con mancuernas pero haciéndolos con poleas. Pero de nuevo, si no tienes poleas, las mancuernas siguen siendo una buena opción, así que no te fustigues por ello. Press de hombro high incline El tercer y último ejercicio para tener unos buenos hombros es la porción frontal y aquí es donde metería el típico press de hombros. Pero ojo, aquí hay varias cosas que mencionar. Para empezar, el press militar tiene el problema de que no todo el mundo tiene la movilidad necesaria en el hombro para colocar la barra sobre la cabeza, y eso es un problema porque esas personas acaban compensando el ejercicio con la zona lumbar, así que el press militar nunca lo recomiendo. Así que, si voy a hacer un press de hombro, las 2 mejores opciones o que más me gustan, son, o bien un press sentado, pero sin tener el respaldo completamente vertical, con lo que sería un press muy inclinado y esto te permite hacer el ejercicio sin necesitar demasiada movilidad. Y esto lo puedes hacer con barra o con mancuernas, aunque suelo preferir hacerlo con barra porque colocarse es más fácil. Si lo haces con mancuernas, cuando usas mancuernas relativamente grandes llevarlas hasta los hombros es un poco más jodido, y con la barra es más fácil. Si que es verdad que las barras no suelen ser muy ergonómicas, y una mejor opción sería usar una barra suiza, que yo no tengo y en la mayoría de gimnasios tampoco la tienen, pero otra opción es hacer un press vikingo. Yo en mi gym con la máquina de palancas lo puedo hacer y en muchos gyms tienen también la opción de hacerlo y si no, cualquier press de hombro en máquina va a ser parecido, porque aquí lo bueno es que normalmente puedes usar un agarre neutro que es mucho mejor para trabajar esa zona del hombro frontal. Y una versión bonus que voy a dar para trabajar esta zona del hombro, especialmente para personas que no pueden poner los brazos sobre la cabeza, y esto lo he usado mucho con pintores, mecánicos y gente que del sobre uso los tendones del hombro los tienen muy delicados y les duele poner el brazo sobre la cabeza, es hacer un press inverso. Es un press horizontal, como un press de pecho, pero con las palmas de las manos mirando hacia arriba en lugar de mirar hacia abajo. Esto hace que el hombro se reclute más porque se pega más el brazo a ti y tienes un buen recorrido para contraer el hombro. Y aquí de nuevo me gusta más hacerlo en polea por la comodidad, pero sino tienes acceso a esta versión puedes hacer un press con mancuernas normal sobre un banco plano solo que con las palmas de las manos mirando hacia arriba. Es como unas elevaciones frontales pero involucrando solo del codo hacia arriba que es lo que cuenta para trabajar el hombro. Origen
Entre abril y mayo con dos ajustes en fila, la gasolina súper pasará de ₡633 a ₡715, en tanto que la regular (plus) subirá de ₡628 a ₡695. El incremento más sentido y con mayor repercusión será el del diesel que tendrá un subidón de ₡136 que romperá la barrera de los ₡700. Exactamente de ₡565 a ₡701. Es el viento de cola que nos llega del Estrecho de Ormuz o, mejor dicho, de la decisión de nuestro aliado estratégico el señor Donald Trump y su mayor y más cercano amigo el israelí Benjamín Netanyahu, que al entrar en guerra con Irán el 28 de febrero no escucharon las advertencias de los expertos que anticiparon el escenario que hoy tenemos delante. El de los precios al alza de los hidrocarburos en el mundo entero. En consecuencia el Fondo Monetario Internacional advierte de “lo impensable”. Y lo impensable es, por ahora, una posible recesión mundial este mismo 2026. Conversamos con el economista Gerardo Corrales.
Irene Montero y Gabriel Rufián se reúnen en Barcelona para delinear la estrategia de la "nueva" izquierda. ¿Qué proponen? Exactamente lo mismo de siempre: fobia a los beneficios empresariales, controles de precios y ataques a Mercadona. Todo ello mientras reconocen que sus políticas de vivienda han fracasado pero se niegan a rectificar. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Por Yaiza Santos Debe tener cuidado siempre un periódico del desfase horario que hay entre las palabras que pronuncia Trump en su noche, porque pueden quedar deshechas en el kiosco de la mañana. Pensar, además, que Trump sabe lo que dice cuando dice civilización es no entender la naturaleza del presidente. Puede decir lo que quiera –¡él mismo ha contribuido a que las palabras no se puedan tener en cuenta!–: no se le debe escuchar.Estamos en un alto el fuego precario, repiten sin cesar los periódicos, incidiendo en el adjetivo. Pues claro. Todas las treguas son precarias, ¡la vida es precaria! Le molesta profundamente ese resabio en la prensa, que ni siquiera admite la niebla que acompaña a todas las guerras.Hay cosas, lo dijo cuando Adamuz y lo vuelve a decir, que puede que no se sepan nunca. Y sin embargo ahí estamos, como el primer día, prendidos de la misma orgía de causas y responsabilidades. El periodista no tiene la obligación de saber, sino de hacer las preguntas pertinentes.Ocuparse de Jésica es inevitable porque es parte de su trabajo; el gran reto es, claro, ¡llegar de Jésica al cielo! Y hay cosas que ni Geppetto ni Claude pueden hacer, como poner, una junto a otra, la imagen de la enviudada Jesi junto a la desparpajada Claudia Montes. ¿Qué ve ahí la IA? No ve nada.Hablando de inteligencia artificial, comentó el artículo de Jessica Grose en el Times y remitió al vídeo de Arcadio en motocicleta. El gran cambio que implanta el deepfake: hacer verosímil algo que no existió. Exactamente igual que las novelas. Propuso, por tanto, en lugar de demandas colectivas y gritos apocalípticos, una saludable adaptación cognitiva, la misma que por otra parte se necesitó con la invención de la imprenta. Y que nunca se olvide lo que lleva repitiendo veinte años: todo en internet es falso hasta que no se demuestre lo contrario.En contra de las opiniones mayoritarias, se mostró a favor del millón de Aena y de mover el Guernica.Y fue así que Espada yiró. Bibliografía: - Sergio del Molino, "El millón de Aena", El País. - Jaime Santirso, "Cómo remediar un desastre nuclear a base de chuletas", ABC. - Jessica Grose, "Deepfake Nudes Are Haunting America's Teens", The New York Times. - Para ver: Grizzly Man. - Banda sonora. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Cómo mejorar con IA el negocio en 2026 (clase gratuita): https://landing.tekdi.education/clase-gratuita-tekdi-podcast-jm.html Agenda una llamada para entrar en TEKDI: https://calendly.com/tekdi_negocios/sesion-1a1
Llama a tu madre. Hazle UNA pregunta: "Mamá, ¿a qué me dedico?" Y escucha. Sin interrumpir. Sin corregir. Sin poner los ojos en blanco. Porque lo que tu madre te diga es EXACTAMENTE lo que el mercado entiende de ti. Si después de escucharte hablar de tu negocio cientos de veces ella no sabe explicarlo... ¿cómo esperas que lo entienda alguien que ve tu web 8 segundos? Inspirado en los principios de Obviously Awesome de April Dunford, en este episodio vemos: ✅ El "museo de los horrores" — lo que dicen las madres cuando no entienden tu negocio ✅ "Hace algo con ordenadores" — cuando tu mensaje es demasiado técnico ✅ "Vende cursos por internet" — cuando te comparan con Udemy a 12,99€ ✅ "Ayuda a empresas con... cosas" — cuando no tienes una idea central clara ✅ El test de las 3 preguntas para analizar la respuesta de tu madre ✅ Cómo reescribir tu presentación hasta que tu madre la pueda repetir Si tu madre puede repetirla, tu mercado también puede entenderla.
¿Sabías que hay un lago en Finlandia con la misma forma que el país? Es una maravilla natural que puedes ver en los mapas finlandeses. ¡Es como ver una mini versión del país justo en el agua! Si alguna vez estás revisando mapas de Finlandia, este lago es definitivamente un hallazgo genial. Vamos a explorar esto y otros datos interesantes para alegrar tu día. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
¿Sabías que ir de compras activa el sistema de recompensa del cerebro y puede hacernos sentir bien? Esto se debe principalmente a la liberación de dopamina, el químico asociado al placer y la motivación. Según el dicho, el dinero no trae felicidad, ¡pero al parecer gastarlo sí! Claro, al menos, ¡hasta que revisemos las cuentas! ¡Exactamente! Hoy en día, aunque muchas personas compran en línea, trabajar en una tienda sigue siendo un trabajo muy común e importante. En este tipo de trabajo, el contacto con los clientes es constante y la comunicación es clave. Por eso, si eres inmigrante en un país angloparlante o trabajas en un lugar turístico, hablar o entender inglés puede marcar una gran diferencia. Hoy te brindamos vocabulario y frases para saludar, ayudar con productos, cobrar y despedir al cliente con profesionalismo. ¿Estás listo para abrir la caja? ¡Vamos a comenzar el turno! Let's begin the shift! Recuerda que todos los recursos para este episodio, incluyendo la transcripción, la tabla de vocabulario y ejercicios para repasar el aprendizaje, están disponibles en nuestro sitio web. Haz clic en este enlace para ver todos los recursos para este episodio: https://inglesdesdecero.ca/253 ----- Dale “me gusta” a nuestra página en Facebook: https://www.facebook.com/inglesdesde0/ ----- Síguenos en Instagram: https://www.instagram.com/ingles.desde.cero/ ----- Suscríbete en YouTube: https://www.youtube.com/@inglesdesdecero145 ----- Aprende inglés con nativos que se formaron en su enseñanza. ¡Visita nuestro sitio web, https://inglesdesdecero.ca/ para inscribirte y seguir todas nuestras lecciones! __No dejes pasar esta oportunidad con Shopify y regístrate para un período de prueba por solo un dólar al mes en shopify.mx/desdecero Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Hacer click aquí para enviar sus comentarios a este cuento.Juan David Betancur Fernandezelnarradororal@gmail.comHabia una vez un Dios que como gran el Gran Arquitecto del cosmos se enfrentaba a un dilema profuendo. Sabía que incluso Él, con todo su poder y su infinita imaginación, era incapaz de crear y conjurar un entretenimiento que no terminara aburriendo a un alma después de un millón de años. Ese era el periodo mínimo que muchas almas pasarían en su paraís. Aquel Paraíso, con sus nubes de algodón y arpas doradas, inevitablemente se volvería el lugar más monótono del universo ya que en el deambular de todas las almas siempre esta el deseo de cambio en algún momento. Ese cambio que rejuvenece y muchas veces le da razón a la existencia. Por otro lado, al mirar hacia el Abismo, a aquel lugar que disenaria y construiría para que las almas no justas vivieran y aprendieran sus lección tenía sus propios retos. El tenía un corazón compasivo y un sentido de la justicia que le determinaba cada uno de sus actos. Cómo podría condenar a los frágiles humanos —seres de vidas tan cortas y mentes tan limitadas— a un fuego perpetuo. Como podría el un ser omnipotente y omnipresente permitir que un débil humano con solo escasos anos de experiencia de vida recibiera un castigo infinito por un pecado finito por el simple hecho de romper alguna leyes que no eran de ninguna manera a prueba de fallas. Todo su diseño tenía un grave defecto. Por pequeño que fuera el castigo Simplemente rompía las leyes de la balanza cósmica; incluso el roce de una espina, multiplicado por la eternidad, se volvería una tortura insoportable y que más decir de aquel castigo que tiene que ver con fuego y maltrato físico. El entendía que el infierno era simplemente ilógico e irracional. Así que, con un chasquido de sus dedos de luz, el Creador diseñó un gran truco de magia.Se dice que forjó dos reinos mágicos exactamente iguales. Exactamente iguales donde . El Cielo y el Inframundo fueron esculpidos con la misma piedra suave, llenos de jardines tranquilos, brisas con la temperatura perfecta y un confort absoluto para el descanso eterno. Por esta razón en el Infierno no habria lagos de lava ni demonios; apenas una cómoda ambientación donde nada duele y nada molesta. Todo bien definido y claro para que las almas que allí llegaran como castigo se pudieran acomodar plácidamente. Los prados, las salas de estar y las habitaciones serian pulcramente diseñadas para que no generaran nunca en toda la eternidad ni el más mínimo desconfort. Pero si así era el infierno como seria su contraparte. . En el Cielo, los prados serian iguales, las salas de estar y las habitaciones iguales a las del inframundo. No habría nada, absolutamente nada que las diferenciara de las de el mundo de abajo Pero para aquellos que no fueran Dios, esto es una gran inquietud. Si los dos son exactamente igual de acogedores y pulcros para sus futuros habitantes ¿dónde reside la condena y dónde está la gloria?El truco estaba no en el lugar y más bien dentro de aquellos que vivirían en los 2 lugares supuestamente antagónicos. La magia la puso en la mente de los habitantes, tejiendo un velo de ilusión sobre ambos reinos.A los desterrados y castigado para ir al Inframundo les implantó un espejismo en la memoria: les hizo creer que arriba, en el cielo, se está celebrando el banquete más espectacular y delicioso de la eternidad, que todos allí viven en plenitud con todos los aspectos de su vida haciendo parte de un eterno festin de actividades gloriosas. Que la música celestial los acompañaría constantemente y que la presencia de Dios estaría allí para llenarlos con plenitud, casi como si los ángeles fueran parte de un coro celestial y un grupo encargado de el entretenimiento constante. . Y así, cómodamente sen
Se reivindica: si "Joaquín Sabina o Joan Manuel Serrat" dicen lo que quieren, pues él es "igual de libre que ellos". Este miércoles, 18 de marzo, Pitingo estrena en el Circo Price de Madrid un espectáculo de una magnitud como pocos. Veintiún artistas en el escenario "de todas las partes del mundo" arroparán al gran cantaor flamenco. El creador de la Soulería vuelve a mostrar su talento para la fusión de géneros, un gran gesto de humildad ante el arte mismo. Pitingo pasó por la sección 'No te Equiwokes' de La Trinchera de Llamas hace unos días. Iba de camino a los ensayos de este nuevo montaje, Pitingo y punto. Al darle la bienvenida al programa, bromeaba: "La verdad es que yo no me equiwoco". Y es que Pitingo ha plantado cara a los intentos de cancelación que ha sufrido y en redes sociales es batallador contra todo lo que huela a woke, progre o políticamente correcto. Su nuevo disco es un homenaje a Carlos Vives, Juan Luis Guerra, Gloria Estefan o Jon Secada. Nos contaba que ha estado mucho tiempo viviendo en Latinoamérica, conviviendo con México, Santo Domingo, Costa Rica, Puerto Rico...". Pitingo se reivindica como mestizo, "hijo de gitano y guardia civil" y en esta nueva aventura musical lo pone en valor: "Hay gente americana, gente latinoamericana, de todo tipo de razas. Gitanos, no gitanos, mulatos, afroamericanos, afroespañoles, de todo, la verdad. Y estoy feliz y son mi familia". Es un planteamiento muy 'no te equivoques', ahora que quieren enfrentarnos con nuestros hermanos mexicanos, le preguntamos. "Exactamente", dice, "eso es lo que nos quieren imponer, el que fueron exterminados. No: si estuviesen exterminados, no estarían cantando ahí conmigo. Somos hermanos", comenta. El artista dice que no se mete en algo que ocurrió "hace 400 años", pero sí sabe "que tenemos muchísimo en común y que la gente de Latinoamérica nos ama de verdad. Hay una parte pequeña que ha generado hispanofobia, porque yo lo he vivido allí y te hacen esas preguntas, pero son los menos, te lo puedo asegurar". Y concluye: "Lo que hacemos en el escenario es que vean que tenemos muchísimo más en común, culturalmente, históricamente, musicalmente". Sobre la conquista dice "lo único que sí sé es que históricamente es bueno, que allí casi todos los apellidos son españoles, que tienen un idioma que compartimos, que es el español, maravilloso, y una cultura maravillosa, son católicos, cristianos. Y vuelvo a repetir: nos adoran y nosotros a ellos. Voy continuamente a México y es falso que nos odien".La cancelación en Murcia Nos cuenta que desde el Ayuntamiento de Murcia orquestaron una campaña "pagada", porque "salió por todos lados y te dabas cuenta de que los perfiles eran todos creados el mismo día", para que su actuación fuera un fracaso, "intentaron hacer un boicot". Por suerte, dice Pitingo, "tengo un público muy fiel y la plaza de toros se llenó hasta la bandera". Comenta: "Ahora todo el mundo es fascista. Sí, aquí en España somos todos fachas, fascistas y me duele, porque esa es una palabra que tiene una importancia muy grande, muy dura. Ha hecho mucho daño, como el comunismo. En cuarenta y cinco años que tengo no la había escuchado de esta manera, para insultar. Me da pena". Con humor, comenta: "Pero bueno, hay que bregar con ello". Y más en un gremio que intenta no salirse del tiesto. Se reivindica: si "Joaquín Sabina o Joan Manuel Serrat" dicen lo que quieren, pues él es "igual de libre que ellos". Y aunque Madrid "fue quien me levantó", dice, "de Madrid al cielo", con este espectáculo tiene ya cerrada una gira: "luego haremos América, Latinoamérica y Europa, por todos lados". Un directo que conecta con la emoción desde lo mínimo, lo íntimo, a la fiesta con palmas y guitarras.
Daniel Iriarte, analista especializado en seguridad global, ha explicado en 'Hora 25' por qué Irán quiere alargar la guerra en Oriente Medio y cómo piensa hacerlo
Se ha hablado mucho de las similitudes entre Sánchez y Trump, pero es que la cosa se les está yendo de las manos. Exactamente el mismo día en el que Trump anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre los OVNIS, Sánchez anuncia que va a desclasificar documentos secretos sobre el 23F. Dicen que es una cortina de humo, pero a mí que la información salga a la luz me parece bien, si algo sorprende es que haya periodistas en contra, como diciendo: "¡No nos despisten con información valiosa mientras nos estamos metiendo con Sánchez!". Pero si algo me preocupa realmente es que Trump y Sánchez se acaben liando en este 'crossove' y acaben diciendo que Tejero venía de Ganímedes o que aquel objeto volante de Florida era, en realidad, el resplandeciente ego de Sánchez, caminito de Dominicana.Puestos a desclasificar, Feijóo ha desclasificado también el documento secreto sobre su negociación con Abascal. Pero esto no es una cortina de humo, esto debe ser luz sobre la niebla.En cualquier caso, las similitudes entre Trump y Sánchez no terminan con la desclasificación de documentos para tapar las malas encuestas. Hay tantas que lo que empieza a preocuparme es que Sánchez se ponga a llamar a 'Las mañanas de la 1' haciéndose pasar por es un señor de Segovia que admira al presidente, por su belleza, su intelecto y sus firmes hombros, especialmente dotados para sostener el peso de un país, ¡oh, Atlas de Tetuán!Aunque en España el tal John Barron tendría su propio programa. A Sánchez le basta con sus perrillos falderos para no tener ni que llamar a ningún sitio. Hablando de perrillos, recuerdo ahora que en la última campaña el presidente se apropió del apelativo ese de 'Perro Sánchez'. Se enorgullecía, por tanto, de ser un hombre-perro. Bien: no sé si Sánchez será el último déspota. Pero lo que me queda claro es que fue el primer 'therian'.
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El 16 de febrero de 1936 (con segunda vuelta el 1 de marzo), se dio una amplia victoria del Frente Popular, pacto electoral formado por Izquierda Republicana, Unión Republicana, PSOE, PCE y otras fuerzas de izquierdas (incluida ANV en algunas provincias), frente a unas formaciones de derecha que no fueron capaces de establecer alianzas electorales generalizadas. Inmediatamente, se conformaría un gobierno presidido por Manuel Azaña, constituido por miembros de su propio partido (Izquierda Republicana), Unión Republicana y algún independiente. Excepto en la circunscripción de Bizkaia capital, en Araba y Gipuzkoa fue necesario realizar una segunda vuelta
====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church12 de Febrero¿Madera que corta las piedras?«EL SEÑOR LE DA FUERZA A SU PUEBLO; EL SEÑOR LO BENDICE CON PAZ» (SALMO 29:11).Viajar a Machu Picchu, en Perú, es vivir un sueño impresionante. La vista se pierde en la inmensidad de las montañas altísimas en un gran valle verde. Las ruinas de esta ciudad milenaria se hallan incrustadas en la cima de un pico montañoso a 2.400 metros de altura. ¿Pensaste alguna vez que esta civilización habitaba normalmente a una altura equivalente a la de un edificio de 857 pisos? Y allí tenían 172 casas, una municipalidad, huertas, templos y plazas. Eso sin mencionar que las plantaciones agrícolas parecen deslizarse por las laderas y casi se pierden precipicio abajo. ¡Es alucinante! Y pensar que todo eso se realizó en la fase más gloriosa del Imperio inca, allá por el siglo XV.Lo que más me sorprendió de este viaje fue ver las toneladas de piedras cuidadosamente recortadas en cubos para apilar, que servían para armar paredes y muros. ¿Cómo pudieron recortar así las piedras? Todos esos ladrillos naturales hechos de rocas puras fueron moldeados con madera. Si nunca viste una madera que corta granito, prepárate porque los incas lograron esta proeza.Los guías turísticos del lugar cuentan que, para hacer tantos bloques de piedra, los constructores solo utilizaban madera y agua: se hacían agujeritos en la roca y, en esos espacios, se introducían pedazos de madera mojada. Usando técnicas locales de enfriamiento, se congelaba el agua y, como aumentaba de tamaño al pasar de estado líquido a sólido, se multiplicaba la presión interna. Como resultado, la piedra se rompía al medio y se formaban pedazos más pequeños y fáciles de manipular. ¿Se construyó una ciudad entera gracias a la fuerza del hielo dentro de la roca? ¡Exactamente! Quedé con la boca abierta al pensar en el poder de la madera congelada. ¿Y quién dice que un lápiz no puede partir una montaña?No tengas miedo hoy de enfrentar tus mayores desafíos. Si Dios está contigo, ni las piedras serán más fuertes que la «presión protectora» que viene del cielo. Por sí solo, el ser humano es una simple ramita frente a la durísima roca; sin embargo, con Cristo es posible hasta cortar nuestros grandes problemas al medio. ¿Qué tal?Permite que Jesús haga maravillas en ti y a través de ti. Con un compañero así, ni las piedras serán invencibles.
Gracias por ver mis episodios, me gustaría que me puedas dejar tu comentario sobre que te ha parecido este episodio de espiritualidad. Además quiero contarte que yo soy tarotista y si te gustaria tener una lectura de tarot conmigo personalizada, puedes ingresar a www.chofitv.com o en www.chofitv.com.ec Mis redes sociales de Chofitv Youtube: https://www.youtube.com/@ChofiTVInstagram : https://www.instagram.com/chofitvoficial/Tiktok: chofitvoficial
Trump quiere que las casas más baratas: ¿qué propone exactamente? by Andres Gutierrez
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Para analizar el abultado triunfo en segunda vuelta del Presidente electo José Antonio Kast sobre Jeannette Jara; y qué esperar del próximo gobierno y los mea culpa que deberán hacerse en la izquierda, el rector de la Universidad Diego Portales Carlos Peña conversó con Angélica Bulnes e Iván Valenzuela en una nueva edición del Rat Pack de Mesa Central.
Durante el Tiempo de Adviento pedimos de mil maneras con oraciones y con cantos despierta Señor tu poder ven a salvarnos Tú eres el Mesías esperado de los pobres. Hoy cantamos a gritos con más fuerza ven Señor JESÚS, VEN QUE TE ESPERAMOS porque todavía no reina en este mundo la justicia y la paz que prometian los profetas. Señor ayúdanos a tomar conciencia de que somos nosotros los responsables de hacer visible la justicia para que reine la paz entre nuestros hermanos, cuanto más trabajemos por la justicia la paz y el bienestar de los hermanos que sufren sembrando la esperanza a nuestro alrededor tanto más y mejor vivimos el programa que nos marca el Adviento a través de la Liturgia para prepararnos a la Navidad y sobre todo para construir un mundo mejor. Eres Tu el que ha de venir o esperamos a otro.? Cuéntenle a Juan lo han visto y oído, los ciegos ven, los leprosos quedan sanos, los sordos oyen, los muertos resucitan y una vida nueva llega a los pobres. Exactamente se pregunta hoy el mundo: Eres tu el cristiano esperado o tendremos que esperar a otro que no hable tanto de Cristo sino que lo demuestre con hechos concretos de amor, solidaridad de perdón de respeto por la vida del hermano y su dignidad. Eres tu el cristiano esperado que se compromete con la la causa del pobre que lucha contra toda la injusticia y la mentira que tiene la humildad y la sinceridad de reconocer su falta de compromiso sus pecados contra el Hermano y enmendarse antes de hacer justicia por las faltas ajenas. Eres tú el cristiano esperado vestido de sencillez como Juan Bautista Sincero humilde y de vida auténtica y transparente? Eres tú el Cristiano esperado para servir con generosidad allí donde los hermanos han sufrido alguna desgracia irreparable? Eres tú ese cristiano que a ejemplo del Mesías esperado vive su vida como el que pasó haciendo el bien a todos? Eres ese cristiano que está atento para orientar a quien viene en busca de consuelo y encaminarlo hacia el encuentro con el Dios de todo consuelo a través de su Palabra. Eres tú el cristiano que el mundo espera para creer en el Cristo que predicas? Eres tu ese cristiano o tendremos que esperar a otro que realmente viva según las bienaventuranzas y no defraude nuestras esperanzas con sus actitudes. Y eres tú ese cristiano que con sencillez de vida transmite con su bondad y gentileza la alegría prometida en la Liturgia de hoy. O por el contrario tendremos que esperar a otro que no sea como tú. Espero que tengamos buenas respuestas a esta tarea que nos presenta la Liturgia de esta tercera Semana de Adviento. Que responderemos a quien nos pregunta eres tú ese cristiano que necesita el mundo de hoy? O TENEMOS QUE ESPERAR A OTRO? Feliz en esta Semana que nos acerca más a la feliz llegada del Salvador del mundo quien se hace uno de nosotros para hacernos uno con El. Hna. Maria Ruth Radio Paulinas Boston
El Fútbol Club Barcelona vuelve al Camp Nou y el partido de reestreno será contra el Athetic Club de Bilbao. Tiene cierto morbo después de un verano protagonizado por el culebrón Nico Williams.