1999 studio album by Natiruts
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O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
Rua das Pretas, proyecto musical con sede en Lisboa del brasileño Pierre Aderne, publica el disco 'Povo Brasileiro' una relectura simbólica de las rutas Atánticas con músicos caboverdianos, portugueses y brasileños y canciones en su mayoría música de Moacyr Luz y letras de Aderne: 'Um menino chamado Brasil', 'Nossa terra é o mar', 'Capoeira é minha escola', 'Alafim', 'Oxalá é quem manda' y la canción que le da título. Del disco 'Filhos de Vila', del pianista Amílton Godoy y el armonicista Gabriel Grossi, 'Bachianinha nº1' de Paulinho Nogueira, 'Batida diferente' de Mauricio Einhorn y Durval Ferreira, 'Lôro' de Egberto Gismonti y 'Chovendo na roseira' de Jobim -que Tierney Sutton canta en inglés con el título de 'Double rainbow'-. Cierra el guitarrista Biréli Lagrène con 'Anjo de mim' de Ivan Lins. Escuchar audio
Alexandre Garcia comenta declarações de Celso Amorim sobre ataque ao Irã, e outros desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
O canal iberista El Trapezio promoveu a conversa virtual em torno do livro Sinfonia barroca: o Brasil que o povo inventou (Ateliê de Humanidades Editorial, 2025), de Rubem Barboza Filho. Conversaram com o autor Pablo González Velasco (coordenador do El Trapezio) e André Magnelli.Conheça e adquira os livros:. Tradição e artifício: iberismo e barroco na formação americana. Sinfonia barroca: o Brasil que o povo inventouVocê também pode adquirir o Combo dos dois livros com desconto.Site do Ateliê: https://ateliedehumanidades.com/atelie-de-humanidades-editorial/Loja Amazon: https://www.amazon.com.br/stores/page/4A09B436-63CE-4455-8398-583CA37B7F27?channel=ateliedehumanidades.
Nosso convidado de hoje é o Escritor , Pesquisador , Poeta Cordelista Guttemberg Pereira que nos trás uma grande colhida de pesquisas e conhecimentos sobre o Poeta Leandro Gomes de Barros o Paraibano pai da literatura de cordel e dos folhetos de cordéis que por muito tempo foram responsáveis pela instrução , informação , lazer e conhecimento do Povo Brasileiro.Inscreva-se em nosso Canal , deixe um Like é importante seu apoio para que o Youtube entenda que nosso conteúdo é legal.INSTAGRAM: https://encurta.ae/vPQJQTIK TOK: https://encurta.ae/r5py5KWAI: https://encurta.ae/Le3grFACEBOOK: https://encurta.ae/AR3LTSPOTIFY: https://encurta.ae/Yie2vCONTATO: https://encurta.ae/buDV7#podcast #nordeste #cultural
O Supremo Tribunal Federal condenou oito integrantes do núcleo de comando da tentativa de golpe que resultou nos ataques de 8 de janeiro. Em pauta, os votos dos ministros em defesa da democracia, a divergência de Luiz Fux, a pressão por anistia no Congresso e as ofensivas externas contra a soberania nacional.É sobre esse e outros assuntos que o Visões Populares conversa com a jurista e advogada Carol Proner, fundadora da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e integrante do Grupo Prerrogativas.“Foi, até certo ponto, dentro do possível, um julgamento exemplar e pedagógico para evitar novas investidas golpistas, mesmo nas formas mais sutis de mobilização”, afirma Proner.
Lula e o ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, divulgaram um vídeo com o título “Do lado do povo brasileiro”. A publicação é considerada propaganda do governo federal, o que pode configurar violação à Constituição.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Os Imigrantes no Espiritismo e O Genoma do Povo Brasileiro M&R#31 Bruno Tavares e Cesar Perri
Sophia Chablau e Theo da banda Uma Enorme Perda de Tempo concederam entrevista ao Farol Brasil para falar sobre o seu show interrompido por conta do apoio ao povo palestino.
O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) publicou a seguinte mensagem no X sobre o anúncio feito por Donald Trump a respeito da taxação de produtos brasileiros. “Povo Brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz Coloque o seu agradecimento ao Presidente Donald Trump abaixo e vamos rumo à lei Magnistky!Obrigado, presidente Trump - Torne o Brasil livre de novo - Nós queremos a lei Magnistky!”Horas depois, Eduardo Bolsonaro usou a tarifa para pressionar o Congresso por anistia “ampla, geral e irrestrita”. Felipe Moura Brasil e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Salve, camaradas!José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde (2007-2010), concedeu entrevista ao Manhã Brasil. Ele analisou o problema das OS's, a "fritura" de Nísia e a importância do SUS e da vacinação para o povo brasileiro.Ouça agora!
Salve camaradas, No episódio de hoje entrevistamos Gilmar Mauro, conversamos sobre socialismo, agroecologia, desastre ambiental, capitalismo, agronegócio, reforma agrária, direito a terra.
Elísio Lopes Júnior é o roteirista e dramaturgo responsável por levar aos palcos a obra de Itamar Vieira Junior, Torto Arado. O musical estreou em Salvador e chegou a São Paulo com os ingressos esgotados, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O espetáculo, que busca extrair o máximo da história narrada nas páginas […] O post Elísio Lopes Júnior: ‘Torto Arado é uma oportunidade de conhecer o Brasil e o povo brasileiro' apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
A data relembra a morte de Zumbi dos Palmares em 1695 e agora faz parte do calendário nacional. Antes da promulgação da Lei nº 14.759, em dezembro de 2023, pelo presidente Lula, a folga do trabalhador dependia de leis municipais ou estaduais. Militant Macaé Partido dos Trabalhadores destacam as conquistas e os desafios a serem superados pela valorização e pelos direitos da população negra. Sonoras:
A coordenadora da Frente Parlamentar Antirracista na Câmara dos Deputados, a deputada Dandara do PT de Minas, celebra a aprovação do projeto de lei que amplia a reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas em concursos públicos de 20% para 30% nesta terça, 19. A deputada destaca a importância das ações afirmativas para combater o racismo e promover a igualdade racial, defendendo que a presença de mais pessoas negras não apenas no serviço público, mas nos bancos das universidades, contribui para uma sociedade mais justa e eficiente. Segundo a parlamentar, o aumento da percepção do racismo no Brasil, pode ser atribuído à crescente conscientização sobre o tema e ao acirramento político.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Lula quer confiscar alguns bilhões do povo brasileiro; MPCE entra na Justiça para que Estado reforme Delegacia de Nova Russas (CE) em situação precária; nova etapa do CNH Popular oferta 25 mil habilitações gratuitas no Ceará; polícia militar apreende drogas em Monsenhor Tabosa, no Ceará.
Salve, camaradas Nesse episódio vamos falar sobre o desejo da maioria do povo trabalhador pelo fim da escala 6 x 1.
“Muitas vezes, numa mesma família, a gente tem uma criança desnutrida e um adulto obeso. E por que isso se dá?”, questiona a apresentadora e cozinheira Bela Gil “A única resposta que a gente tem é ultraprocessados, porque são produtos palatáveis, gostosos, fáceis de fazer, não demandam muito acesso a outras necessidades básicas como água, […] O post Bela Gil: ‘Povo brasileiro está morrendo pela boca' apareceu primeiro em Rádio Brasil de Fato.
Alguns eventos são tão avassaladores e mudam tão radicalmente a maneira de vermos o mundo que, mesmo antes de acabarem, já são considerados históricos.Foi assim com a Covid, que deixou 700 mil mortos somente no Brasil e inoculou em todos o medo das pandemias. A enchente do Rio Grande do Sul segue no mesmo caminho.Primeiro, porque alterou a percepção de risco que os brasileiros têm de eventos climáticos extremos. Segundo, pelo seu gigantismo.Um estado inteiro ficou debaixo d'água. Um país inteiro se mobilizou para ajudar.Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Apoie o jornalismo Vigilante: https://bit.ly/planosdeassinatura Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta quarta-feira (24/04/2024): No momento em que economistas debatem o desequilíbrio das contas públicas e seus efeitos para o País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a visão de que despesas com educação, saúde e programas sociais são “gastos”. Segundo ele, “tudo no Brasil é gasto” e “a única coisa que parece investimento é o superávit primário”. Na semana passada, o governo mudou as metas fiscais para os próximos anos, passando a prever superávit primário somente em 2026. Ontem, Lula anunciou que o governo está “preparando aumento de salário para todas as carreiras” do funcionalismo. Em março, a arrecadação federal atingiu recorde de R$ 190,6 bilhões. Apesar da alta de 7,22% acima da inflação, analistas dizem que a perspectiva para os próximos meses é incerta. E mais: Economia: ‘Tenho toda paciência do mundo', diz Lula sobre sucessão no BC Metrópole: Invasores ‘sequestram' casas e prédios na região de Perdizes e Pacaembu Política: Enquanto bônus a juízes avança, projeto que acaba com supersalários está parado Internacional: Lula elogia oposição da Venezuela por apoiar um único candidato Caderno 2: Mel Lisboa vive Rita Lee em peça inspirada em autobiografiaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Rodrigo Pacheco (PSD-MG; foto), o presidente do Senado Federal, esteve ao lado de Lula no evento que o governo federal arrumou na capital mineira nesta quinta-feira, 8 — na primeira visita ao estado desde as eleições de 2022.O discurso de Pacheco, feito de improviso (uma raridade), roubou a cena e o colocou como o mais novo aliado do presidente no estado.“Temos um presidente que legitimamente eleito com 60 milhões de votos…Quem não votou em Lula deve aceitar o resultado das urnas”, disse Pacheco, sob aplausos de apoiadores de Lula que estão no centro de convenções onde se realiza a reunião.Em outro momento, a defesa de Lula foi ainda mais enfática:“O meu papel como cidadão mineiro, senador por Minas Gerais, como presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, a minha obrigação e dever cívico é de ajudar o presidente Lula a governar esse país e dar solução aos problemas de Minas Gerais e do país.”Ele esteve sentado à esquerda de Lula — à direita do presidente estava o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), em outra cena incomum — dado o antagonismo entre o petista e o governador do Novo. Pacheco até parabenizou o governador por “estar junto e unido em busca de uma solução comum”.Leia mais aqui; assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais. Link do canal: https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Aqui você encontra os bastidores do poder e análises exclusivas. Apoie o jornalismo independente assinando O Antagonista | Crusoé: https://hubs.li/Q02b4j8C0 Não fique desatualizado, receba as principais notícias do dia em primeira mão se inscreva na nossa newsletter diária: https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Nenhuma pergunta é mais urgente de ser respondida que “quem é o povo brasileiro?”. Precisamos entender o que significa ser brasileiro, o que nos amalgama. A mistura de etnias, nacionalidades e culturas legou ao Brasil um povo que carece de explicação, que ainda está por ser descoberto. Pare de se olhar no espelho, apenas sente e escute mais um episódio do ValeteCast.
O que faz de nós um povo? Nesse último Ponto de Partida do ano eu gostaria de falar de comunhão. Daquilo que temos em comum e a gente vem esquecendo num momento que os grupos políticos fazem questão de demarcar as diferenças e ignorar o que nos aproxima. Dê uma assinatura do Meio de presente: https://bit.ly/3RgIQxW Faça uma assinatura premium do Meio: https://bit.ly/3Xtyufg Faça o curso de IA com Pedro Doria: https://bit.ly/3Tfm6Rz See omnystudio.com/listener for privacy information.
Live do Conde! A Lula, com carinho: povo brasileiro deseja boa recuperação ao presidente by TV 247
Na terça-feira (26), o general Augusto Heleno, que comandou o GSI de Bolsonaro, depôs na CPI do 8 de janeiro. O Foro de Teresina comenta as novas evidências sobre o envolvimento de militares na tentativa de golpe. O programa também discute a aprovação do marco temporal no Senado e a pressão que o governo deve sofrer do Centrão enquanto Lula se recupera de uma cirurgia. Escalada: 00:00 1º bloco: 03:56 2º bloco: 25:09 3º bloco: 38:24 Kinder Ovo: 49:12 Correio Elegante: 50:17 Créditos: 55:39 Acesse os links citados neste episódio: https://piaui.co/foro272 Envie sua mensagem para o Correio Elegante no nosso e-mail: forodeteresina@revistapiaui.com.br Ouça a série ALEXANDRE aqui: https://pod.link/1698428396 Bloco 1: Síndrome do AI-5 Com um depoimento repleto de contradições, o general Heleno se esquivou das acusações de conivência com o golpismo. Mas a atuação dos militares no submundo bolsonarista tem sido elucidada, inclusive por documentos, como a nota intitulada “Às instituições e ao Povo Brasileiro”, assinada pelo então comandante do Exército Freire Gomes e os comandantes da Marinha, almirante Almir Garnier dos Santos, e da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Junior. Bloco 2: A toque de caixa Num recado claro ao STF, o Senado aprovou com agilidade o projeto de lei a favor do marco temporal das terras indígenas. Agora, o projeto vai para sanção de Lula, que pode vetá-lo integralmente. Bloco 3: Jogo de cintura Nesta sexta-feira (29), Lula passa por uma cirurgia no quadril que deve deixá-lo em licença médica até semana que vem. Durante sua recuperação, o presidente ficará despachando do Alvorada e precisará continuar negociando para saciar os apetites do Centrão. Enquanto isso, Janja, a primeira-dama, pode experimentar algum protagonismo nas conversas políticas. Ficha técnica: Apresentação: Fernando de Barros e Silva, Ana Clara Costa, Thais Bilenky e Marcos Nobre Coordenação geral: Évelin Argenta Direção: Mari Faria Edição: Tiago Picado e Évelin Argenta Produção: Maria Júlia Vieira Apoio de produção: Bia Ribeiro Produção musical, finalização e mixagem: João Jabace e Luis Rodrigues Música tema: Wânya Sales e Beto Boreno Identidade visual: João Brizzi Ilustração: Fernando Carvall Teaser (Foro Privilegiado): Mari Faria Distribuição: Maria Júlia Vieira Coordenação digital: Bia Ribeiro Checagem: João Felipe Carvalho Para falar com a equipe: forodeteresina@revistapiaui.com.br Acesse os links citados neste episódio: https://piaui.co/foro272 Envie sua mensagem para o Correio Elegante no nosso e-mail: mailto:forodeteresina@revistapiaui.com.br Ouça a série ALEXANDRE aqui: https://pod.link/1698428396
ALERTA AO POVO BRASILEIRO de Bezerra de Menezes 04/09/23 YouTube: Raio diamante
Problemas culturais e, sobretudo, estruturais, tornam a Educação um dos principais problemas para o desenvolvimento do Brasil, o que reflete também para a agropecuária e o dia a dia do produtor rural
Políticos reagiram à fala do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que defende frente Sul-Sudeste contra o Nordeste. Em nota oficial, o Consórcio Nordeste disse que Zema tem uma “leitura preocupante do Brasil”. Sonora: - Humberto Costa (Senador do Brasil PT/PE) [51'']
Quem defende você é o PT ⭐
Programa de análise da conjuntura brasileira e latino-americana, produzido pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos, com a participação de Elaine Tavares, Beatriz Paiva e Márcio Farias. Nessa edição debatendo o tema Povo Brasileiro, nas pegadas de Darcy Ribeiro.
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“Pesquisa Genial/Quaest mostra a voz do mercado: querem juros na estratosfera e arrocho fiscal suicida”, denuncia Gleisi Hoffmann. 95% de 82 executivos defendem juros extorsivos de Campos Neto a 13,75%. Sonora: Marcio Pochmann (Economista) [52'']
A comemoração acontece em Brasília nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro. No dia 13, às 19h, terá ato político com presença do presidente Lula no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Sonoras: José Genoíno (Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do PT) [54''] Rui Falcão (Deputado federal PT/SP e ex-presidente nacional do PT) [1'01''] Ricardo Berzoini (Ex-deputado federal e ex-presidente nacional do PT) [59''] Gleide Andrade (Secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT) [52'']
Segunda-feira, 2 de janeiro de 2023: Já se respira um ar diferente no Brasil. Muita coisa aconteceu desde o Natal, quando estávamos em recesso. Perdemos o Pelé, morreu o papa emérito, o Jair fugiu e o Lula assumiu. No episódio de hoje, vamos dar as nossas boas-vindas ao ano de 2023 com esperança e alegria!SAIBA MAIS: https://primeiro.cafe/APOIE: https://apoia.se/primeirocafe Como ouvir o Primeiro Café ao vivo? - Baixe o aplicativo do Spreaker (logo da estrela)!Acesse o site primeiro.cafe/noar às 8h da manhã. Em podcast, estamos em todos os tocadores. ÁUDIOS:Hora do Jair - Maderada Brasil Adriana Calcanhotto: https://twitter.com/lacalcanhotto/status/1608908688324194304?s=48&t=DmAeASQXqYp01Dl1o6oB9A Edu Krieger: https://www.instagram.com/edukrieger/
Bom dia 247: o Brasil é do povo brasileiro (25.11.22) by TV 247
Ivan Moré e José Guilherme conversam sobre tópicos que movimentam o Brasil na atualidade. A Copa do Mundo do Catar pode reestabelecer a união do povo brasileiro? A polêmica envolvendo Casagrande e Neymar é um resquício do nosso processo democrático? A revolução do digital vive o seu auge? Assista ao episódio e descubra as respostas.
A importância da participação popular na construção de um plano de governo, especialmente neste momento que vive o Brasil, é tema de entrevista com a deputada federal e secretária Nacional de Formação do PT, Maria do Rosário e o ex-prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Tadeu. Os desafios para elaborar a plataforma que acolheu os anseios do povo brasileiro também é destaque. Foram mais de 13 mil sugestões enviadas. Jornal PT Brasil: ao vivo, de segunda a sexta, às 9h. No ar: radio.pt.org.br
O deputado federal André Janones avaliou a repercussão do anúncio de Lula de que o Auxílio Emergencial de R$ 600,00 será permanente, caso seja eleito. Além disso, o papel das redes e a importância da presença na internet nas eleições é destaque na entrevista. Jornal PT Brasil: ao vivo, de segunda a sexta, às 9h. No ar: radio.pt.org.br
O deputado federal e ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT/MG), afirma que a fome é inaceitável em qualquer lugar do mundo. Ananias lembra que o Brasil é um país continental, que pode produzir alimentos o ano inteiro e possui a maior reserva de água do mundo. Além disso, fala, da importância da integração das políticas públicas para beneficiar os brasileiros e brasileiras. Jornal PT Brasil: ao vivo, de segunda a sexta, às 9h. No ar: radio.pt.org.br
“O conhecimento, quando dividido, nunca esgotado, mas sempre multiplicado”. Renan Quevedo tomou a mais difícil e feliz das decisões quando deixou a agência de publicidade onde trabalhava para alugar um carro e viajar pelo Brasil com um propósito: encontrar lugares, pessoas e histórias, e dividir tudo isso com o resto do mundo. Com o “Novos para nós”, ele cataloga e dá visibilidade para a arte popular brasileira e seus protagonistas.
No TvPT NA CÂMARA desta segunda-feira (7) o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (PT/MG) recebe a secretária das Mulheres do PT, Anne Moura, a secretária LGBT do PT, Janaína Oliveira, a secretária da Juventude do PT, Nádia Garcia, e o secretário de Combate ao Racismo do PT, Martvs Chagas, para falar sobre os 42 anos do PT - Em defesa do povo brasileiro. radio.pt.org.br
Para a ex-presidenta Dilma Rousseff, a privatização da Eletrobras é um assalto completo aos brasileiros e brasileiras. radio.pt.org.br
11/01/2021 - Bandeirantes Acontece
No TvPT NA CÂMARA desta segunda-feira (13), o líder da Bancada, deputado Bohn Gass (PT/RS), recebe os(as) deputados(as) federais Erika Kokay (PT/DF), Rosa Neide (PT/MT), Henrique Fontana (PT/RS), Pedro Uczai (PT/SC), Reginaldo Lopes (PT/MG) e Rogério Correia (PT/MG), para falar sobre "Resistência parlamentar em defesa do povo brasileiro". Marque na sua agenda e acione a notificação. Assista aqui na TvPT a partir das 19h. radio.pt.org.br
Em entrevista a rádio do Rio Grande do Sul, Lula explica como o governo Bolsonaro é responsável pelo alto preço dos combustíveis, pela inflação e pela fome, que assolam o povo brasileiro. radio.pt.org.br
O Instituto Datafolha divulgou sua mais recente pesquisa que explica o crescente comportamento agressivo e descompensado de Bolsonaro. Segundo o estudo: “Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro para 2022 e marca 58% a 31% no 2º turno”. radio.pt.org.br
Flavio Renegado - Salve Lula, salve o povo brasileiro. Salve Jorge, salve o santo guerreiro. by Partido dos Trabalhadores (as)