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História Preta
Luiz Gama | 5. Novo Alexandre

História Preta

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 37:44


Expulso do Exército, Luiz Gama se infiltra na burocracia do Império e aprende as leis e o direito por dentro. Quinze anos depois, usa esse conhecimento contra o Estado... e paga o preço.APOIE Este episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores.  Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta  ou orelo.cc/historiapreta Chave Pix: historiapreta@gmail.com LOJA Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história. FICHA TÉCNICA Pesquisa e roteiro: Thiago André Apresentação: Thiago André Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas: Editora Unicamp, 1999. CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. GAMA, Luiz. Carta a Lúcio de Mendonça. São Paulo, 25 jul. 1880. In: LIMA, Bruno Rodrigues de (org.). Luiz Gama: obras completas. v. 8: Liberdade, 1880-1882. São Paulo: Hedra, 2021. pp. 59-68. GOMES, Laurentino. Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. v. 1. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. LIMA, Bruno Rodrigues de. Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. São Paulo: Contracorrente, 2024. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

Convidado
Nina Laisné transforma o museu num teatro de resistências visuais e sonoras

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 17:36


Neste programa, vamos conhecer o universo da artista francesa Nina Laisné que está em exposição no FRAC Franche-Comté, em Besançon, entre 14 de Junho e 3 de Janeiro. A retrospectiva chama-se “Un monde renversé” [“Um mundo derrubado” ou “virado do avesso”] e mostra obras que propõem outras formas de ver o mundo e que esbatem as fronteiras entre teatro, música, cinema e arte contemporânea. O mundo de Nina Laisné situa-se na intersecção entre as artes performativas e as artes visuais. As suas instalações têm uma dimensão teatral e as suas criações para a cena também se deixam contaminar pelas artes plásticas. Com a exposição “Un monde renversé”, Nina Laisné transformou o museu num vasto palco onde o público pode ver o mundo a partir de outros pontos de vista, incluindo alguns ângulos escondidos da Historia, da Arte e da História da Arte. Nina Laisné interessa-se por personagens, comunidades e minorias situadas à margem das narrativas oficiais e trabalha a partir de arquivos, repertórios musicais antigos e lendas populares para construir "contra-narrativas" que questionem a História que nos é ensinada nas escolas e nos museus. Também tem aprofundado questões relacionadas com colonialismo, identidade e metamorfose. É este o mundo que ela leva ao FRAC Franche-Comté, em Besançon. “'Un monde renversé' significa olhar para o mundo de outro ponto de vista, ao contrário, de forma diferente, inversa (…) Nesta exposição reunimos muitas obras de várias épocas, quase dez anos, e o mais óbvio, ao reunir tudo, foi falar de minorias, de hibridação, de coisas que realmente são a essência do meu trabalho, mas que eu não percebia assim tão frontalmente. Esta oportunidade de apresentar todas estas obras juntas realmente muda a forma de ler, de receber essa mensagem. E claro, no meu mundo, sempre tem um espaço muito grande, uma importância muito grande para narrativas diferentes, narrativas contrárias, coisas que sempre ficam na sombra dos relatos oficiais, figuras marginais ou figuras que foram apagadas, silenciadas”, conta à RFI. Nos últimos anos, a artista nascida em 1985 ganhou maior projecção em França e no estrangeiro graças ao seu trabalho em palco, nomeadamente com as colaborações com o coreógrafo francês François Chaignaud -“Romances inciertos, un autre Orlando” (2017) e “Ultimo Helecho” (2025) - que combinam canto, dança e música instrumental. Além das artes performativas, Nina Laisné é também artista plástica, música, fotógrafa, cineasta e apaixonada pela História. As suas pesquisas artísticas envolvem o estudo de arquivos históricos de diversos formatos que vão do século XV ao XIX, mas também a procura de músicas antigas, mitos populares e lendas esquecidas que depois transforma em experiências visuais, sonoras, imersivas, poéticas e políticas. Em Besançon, através de instalações, vídeos, esculturas, fotografias, livros, gravuras, pinturas e dispositivos sonoros, Nina Laisné propõe uma viagem por universos onde mito, memória, identidade, tradição, história e ficção se entrelaçam. Às vezes não se sabe onde fica a fronteira a realidade e a ficção. Às vezes, a lenda é a base para criar novas ficções. No centro deste “mundo revirado” e da sua investigação artística há lendas populares, tradições orais e repertórios musicais ancestrais que revisitam figuras híbridas ou em permanente transformação. É o caso do projecto “A mulher ursa”, que ela tem desenvolvido com a escritora Célia Houdart, a partir de lendas e tradições ouvidas em terras portuguesas, nomeadamente junto das adufeiras de Monsanto. Numa das salas do FRAC, além do adufe, há gravuras, livros, fotografias, arquivos sonoros e um vídeo que serve de prólogo ao filme que Nina Laisné está a escrever com Célia Houdart. A figura da “mulher ursa” acaba por questionar fronteiras entre humano e animal, mas também os próprios mecanismos intemporais que definem quem pertence e quem permanece à margem. “Estamos a escrever um filme de ficção que vai acontecer na zona de Monsanto, essa linda região da fronteira com a Espanha. É um lugar quase mitológico, por ser uma aldeia muito antiga, que tem uma história bem complexa, com muitas camadas, muitos níveis de história e também mitologia própria. Também apareceu essa tradição das adufeiras de Monsanto, um grupo de mulheres que tocam adufe e que também cantam. Eu gosto de chegar neste lugar e mudar um pouco a tradição, virar um pouco a história para abrir a outras mitologias, convidar outras histórias da Península Ibérica e, neste lugar, mudar um pouco o repertório, chegar com novas letras e também fazer aparecer nessa ficção a figura da mulher ursa, que seria uma mulher selvagem que convive com animais da montanha e, aos poucos, se aproxima dessa aldeia e começa a criar uma relação com o grupo de adufeiras”, descreve a artista. Nina Laisné vai à procura dos arquivos esquecidos ou censurados, de iconografias marginais, de relatos de resistência e vai destapando os silêncios da historiografia oficial. É o que acontece na sala que acolhe duas obras inéditas: uma extensão em grande formato da instalação “Na maré cheia, lá no meio da mata. Na maré baixa, surge a resistência” (2026) e a nova instalação “Portulanos virados” (2026). A primeira é constituída por duas pinturas em grande escala, frente a frente, que fazem uma releitura das imagens do Brasil colonial. Vemos escravos a trabalharem na vasta paisagem a preto e branco e vemos montanhas de vermelho-sangue, a cor extraída do pau-brasil, a invadirem a tela. No meio, estão os “Portulanos virados”, ou seja, 16 violinos abertos dentro dos quais a artista desenhou os tais “portulanos” (mapas de navegação) em que se vêem figuras da resistência à escravatura e ao colonialismo. “O problema é que, além de não falarmos do que aconteceu, também apagámos e silenciámos toda a memória das grandes figuras de resistência. Houve revoltas por todo o lado no Brasil, mas só se apresenta a dominação, a humilhação, coisas de violência. Só agora, nestes últimos dez anos, é que historiadores do Brasil começaram a recuperar essas histórias e a identificar gente - para além do Luís Gama e do Zumbi dos Palmares que já são ícones no Brasil - como Maria Filipa de Oliveira, que atacava barcos portugueses e franceses, ou também Zacimba Gamba que foi uma princesa da Etiópia que foi escravizada e que envenenava proprietários de fazendas. Houve muitas coisas de resistência e de criar quilombos e também as crenças de matriz africana, todas essas festas populares que hoje em dia são bem fortes no Brasil, mas que fora dessa fronteira são totalmente silenciadas”, explica. Nina Laisné quis lembrar também o papel de França na exploração do pau-brasil. “Já sabemos que Portugal foi muito importante nesta história e a responsabilidade é muito grande, mas nunca se fala da responsabilidade também da França na primeira época do coloniaismo. A França também foi nessas costas para roubar esse pau-brasil que foi muito usado para pinturas de tela e também na fabricação de arcos de violino”, recorda, sublinhando que o pau-brasil era comercializado pela sua capacidade tintorial e também para a produção de arcos para instrumentos de corda.  O título “Un monde renversé” é também uma referência a um libreto barroco do compositor Estienne Moulinié e ilustra, desde logo, a importância que a música tem na vida da artista transdisciplinar. Nesta exposição, há, de facto, repertórios das tradições ibéricas, brasileiras, venezuelanas e italianas, de tempos idos e de outros mais recentes. Uma das obras mais impressionantes no FRAC é a monumental “Arca ostinata” (2021), concebida em parceria com o músico Daniel Zapico e que reproduz, de forma imersiva, um pouco do espectáculo com o mesmo nome. A instalação é musical e transforma um  instrumento de música barroca, a teorba, numa construção escultórica em grande escala, decorada por criaturas fantásticas. “É verdade que esta exposição é muito musical porque, fora das imagens, a minha primeira linguagem seria a música. Especificamente, podemos falar da música tradicional, da música folclórica e da música antiga. A música antiga, para mim, é muito interessante quando tem algo popular e colectivo, seja do século XVI ou XVII. Comecei a trabalhar, a colaborar com muita gente, muitos músicos que trabalham também para recuperar músicas sobre instrumentos históricos, como a teorba, que é um instrumento europeu de corda pulsada da família do alaúde. Tem um braço muito grande, quase dois metros e é um instrumento muito híbrido, muito fascinante pelo som. Com o músico Daniel Zapico, com quem pensamos essa obra, quisemos ampliar e abrir novas portas do repertório para não ficarmos fechados no repertório barroco, e quisemos propor novas leituras de folclore sul-americano, português, italiano e também mais contemporâneo”, acrescenta Nina Laisné. A música também é basilar nas obras “esas lagrimas son pocas” (2015), “Marisol/Mariluz” (2015), “En présence” (2013) e “Frati Uccelli” (2023). Em todas, mais uma vez, há várias camadas de significados, muitos jogos de percepção, questionamentos e, sobretudo, o cruzamento de diferentes disciplinas artísticas. “Un monde renversé” é uma viagem ao labirinto teatral de várias artes, mas é também uma reflexão sobre a capacidade de a arte dar voz aos que dela foram excluídos. Algures entre arquivo e ficção, entre investigação histórica e criação poética, entre provocação e jogo, Nina Laisné constrói uma “cartografia da resistência”, um lugar mais inclusivo e assumidamente político, onde passado e presente se vêem com outros olhos. “O meu trabalho faz parte dessa resistência colectiva. Conecto-me a diversas resistências do passado para crescer e fabricar novos movimentos aqui, no mundo presente”, conclui. A exposição “Nina Laisné, un monde renversé” está patente de 14 de Junho a 3 de Janeiro de 2027.

Histórias para ouvir lavando louça
Humilhada por uma professora por ser faxineira, ela deu a volta por cima através da escrita

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later May 28, 2026 10:12


A Aline cresceu no morro vendo a mãe se dividir em dois empregos para sustentar três filhos sozinha. Desde muito cedo ela aprendeu que sobreviver vinha antes dos sonhos.Ela parou de estudar aos 13 anos para trabalhar no farol. Enquanto vendia coisas nos semáforos, aprendia também a se proteger dos perigos que cercavam meninas pobres e negras desde cedo demais.Mais tarde, já com seu primeiro filho, ela consegue o primeiro emprego como faxineira depois de voltar a estudar pelo EJA, equilibrando os R$410 do salário entre aluguel, fraldas, leite e a vizinha que cuidava do filho pequeno. Mesmo enfrentando preconceito e assédio, ela seguia trabalhando com dignidade nas faxinas. Fazia questão de sorrir enquanto limpava banheiros, como quem tentava provar para si mesma que nenhum trabalho deveria diminuir alguém.Quando começou a trabalhar em uma creche, como auxiliar de limpeza, os traumas da infância voltaram. Via crianças negras e atípicas sendo excluídas das rodas, ignoradas pelas professoras, tratadas como invisíveis. Ela não conseguia fingir que não via.Até que, durante uma reunião de professores, ela sugeriu uma brincadeira para as crianças. A resposta de uma das professoras veio em forma de humilhação: “Cala a boca! Você não tem pedagogia”.Aquilo doeu fundo na Aline, mas foi também o dia em que ela decidiu que voltaria para aquela escola como professora.Sem dinheiro para faculdade, virou passista da Vai-Vai para pagar os estudos. Trabalhava como faxineira durante a semana, fazia shows à noite e vendia produtos em feiras nos finais de semana. Tudo isso enquanto criava o filho sozinha e tentava sobreviver a um relacionamento que repetia diariamente que ela era burra demais para conseguir se formar.Até que ela conseguiu. Entrou na Universidade Zumbi dos Palmares, se formou em pedagogia e voltou para a mesma creche que foi humilhada. Dessa vez, como professora.Ali, a Aline entendeu que podia transformar dor em acolhimento, e foi isso que fez dentro das salas de aula.Mais tarde, após o nascimento do filho com síndrome de Down, precisou deixar a escola novamente, mas não largou a pedagogia e transformou essa nova dor em literatura. Escreveu livros infantis com protagonismo negro e viu suas obras viajarem o mundo, serem reconhecidas em universidade fora do Brasil.A faxineira silenciada dentro de uma escola hoje ensina justamente aquilo que mais faltou para ela durante a vida toda: afeto e pertencimento.

ABCinema con Blow Out
Festival di Cannes 2026 - Palmares e considerazioni finali

ABCinema con Blow Out

Play Episode Listen Later May 27, 2026 24:22


È stato un bellissimo festival, vinto da un grande film. Vi raccontiamo a mente fredda le nostre considerazioni sull'edizione e su cosa ci ha raccontato del cinema del presente e del futuro.

Radiosul.net
Programa - O Campo em Notícia 23 05 2026

Radiosul.net

Play Episode Listen Later May 23, 2026 61:24


- Bioinsumos entram em fase de consolidação no agro e já movimentam até R$ 6 bi por ano - Sentença anula demarcação quilombola conduzida em Palmares do Sul - Noz-pecã mira safra de até 8 mil toneladas após abertura da colheita da safra - Leilão de Pepro comercializa 39,4 mil toneladas de arroz com casca - Enologia de precisão avança no Brasil e transforma a produção de vinhos - São Borja é escolhida como sede da 39ª Fenovinos em 2027 - Febrac reforça representação dos criadores em novo ciclo de gestão - Emoção marca celebração da grande campeã da raça Holandesa na Fenasul Expoleite - Cabanheiro do Futuro reúne cerca de 50 crianças e incentiva novas gerações na ovinocultura - Livro sobre origem das abelhas conquista público e ultrapassa fronteiras - Pai e filha conduzem julgamento das búfalas na Fenasul Expoleite - Integrantes do NESPro falam sobre pecuária de corte para estudantes do ensino técnico agrícola - ABCB entrega certificado de associado especial à UFRGS e ao Gebu E mais: Previsão do tempo, cotações e agenda Entrevista: Graziela Morais, gerente de Marketing de Cultivos na BASF Soluções para Agricultura

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later May 19, 2026 65:56


Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later May 19, 2026 65:56


Olá, ouvintes do Fronteiras no Tempo! Estamos de volta com mais um episódio do Historicidade. Neste episódio temos a honra de receber o Jeferson Fernando Celos, doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia. Durante a entrevista, a discussão aprofunda-se na forma como o Direito se manifesta na prática, na realidade concreta, e como a luta social, especialmente a luta pela terra e a dos quilombos, serve para atualizar, questionar e confrontar o Direito, alargando seu foco e suas possibilidades. Jefferson aborda a importância de uma consciência crítica da realidade social, um aspecto ético que não nega o ser humano e a técnica jurídica orientada por esses princípios. Este episódio é um convite à reflexão sobre a historicidade do Direito e a persistente luta pela ressignificação dos quilombos, um tema de extrema relevância para compreendermos as dinâmicas sociais e jurídicas do Brasil. Artes do Episódio: C. A. Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO HISTORICIDADE O Historicidade é o programa de entrevistas do Fronteiras no Tempo: um podcast de história. O objetivo principal é realizar divulgação científica na área de ciências humanas, sociais e de estudos interdisciplinares com qualidade. Será um prazer poder compartilhar o seu trabalho com nosso público. Preencha o formulário se tem interesse em participar. Link para inscrição: https://forms.gle/4KMQXTmVLFiTp4iC8 Saiba mais do nosso convidado Jeferson Fernando Celos Jefferson Selos é doutor em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia, mestre em Direito pela Unesp Franca e bacharel em Direito pela mesma instituição. Atualmente, ele atua como advogado no Sindicato dos Professores de São Paulo (APOESP) e é um renomado pesquisador nas áreas de teorias críticas do direito, direitos humanos, movimentos sociais e quilombos. Currículo Lattes e-mail: celos.jeferson@gmail.com Instagram: jefersoncelos Instagram: jfcelos.consultor.juridico Facebook: Jeferson Fernando Celos Produção do Convidado Jefferson Selos nos apresenta seu mais recente trabalho, o livro "Luta pela Ressignificação dos Quilombos: dos primórdios à resistência quilombola, julgamento da ADI 3239". A obra, fruto de sua tese de doutorado, explora a complexa relação entre o Direito e a luta social, com foco na trajetória dos quilombos no Brasil. Indicações de referências sobre o tema abordado Site da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq): https://conaq.org.br GOMES, Rodrigo Portela. Constitucionalismo e quilombos: famílias negras no enfrentamento ao racismo de Estado. 2.ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2020. GALLARDO, Helio. Teoria crítica: matriz e possibilidade de direitos humanos. Tradução de Patrícia Fernandes. São Paulo: Editora Unesp, 2014. MACHADO, Antônio Alberto. Teoria do direito, hoje. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2024. MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. 5.ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. 2.ed. Brasília: Fundação Palmares; Rio de Janeiro: Or Editor Produtor, 2002. NASCIMENTO, Beatriz. O conceito de quilombo e a resistência cultural negra. In: RATTS, Alex. Eu sou atlântica: sobre a trajetória de vida de Beatriz Nascimento. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo; Instituto Kuanza, p. 117-125, 2007. SÁNCHEZ RUBIO, David. Miradas críticas en torno al derecho y la lucha social: confluências com América Latina. Madrid: Dykinson S.L.: 2023. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo: Historicidade #61 A luta pela ressignificação dos Quilombos. Locução: Marcelo de Souza Silva, Jeferson Fernando Celos e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 19/05/2026. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=66984&preview=true Expediente Produção Geral: C. A. e Beraba; Artes do episódio: C. A.; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Marcelo Beraba Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Edimilson Borges, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian SpenglerSee omnystudio.com/listener for privacy information.

História Preta
Luiz Gama | 4. Sonhos Ancestrais

História Preta

Play Episode Listen Later May 18, 2026 31:49


Luiz Gama inventa a própria liberdade com papéis roubados e parte em busca da mãe perdida no Império. Mas é numa cela militar, em 1854, que tudo o que ele sabe vai virar do avesso pra sempre.APOIE Este episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores.  Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta  ou orelo.cc/historiapreta Chave Pix: historiapreta@gmail.com LOJA Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história. FICHA TÉCNICA Pesquisa e roteiro: Thiago André Apresentação: Thiago André Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas: Editora Unicamp, 1999. CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. GAMA, Luiz. Carta a Lúcio de Mendonça. São Paulo, 25 jul. 1880. In: LIMA, Bruno Rodrigues de (org.). Luiz Gama: obras completas. v. 8: Liberdade, 1880-1882. São Paulo: Hedra, 2021. pp. 59-68. GOMES, Laurentino. Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. v. 1. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. LIMA, Bruno Rodrigues de. Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. São Paulo: Contracorrente, 2024. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

Braincast
Bro Tax: quanto custa parecer homem?

Braincast

Play Episode Listen Later May 16, 2026 99:50


No Braincast 633, Carlos Merigo, Cris Dias, Hiago Vinícius, Ken Fujioka e Bia Fiorotto discutem a Bro Tax: o pedágio simbólico que transforma produtos comuns em objetos aceitáveis para homens inseguros com cuidado, higiene, saúde ou prazer. O papo passa por Liquid Death, a água com estética de caveira e atitude; pela brasileira Dane-se; pelos lenços umedecidos “de homem” da Dude Wipes; pelo Man Cereal, cereal com proteína, creatina e slogan sobre “recuperar as bolas”; e por marcas que transformam sabonete, maquiagem, protetor solar, barba, skincare e até café da manhã em performance de masculinidade. A pergunta é: isso é branding brilhante, diferenciação em categorias sem graça ou só mais um jeito de vender insegurança masculina em embalagem preta fosca? Também tem Qual é a Boa com documentários sobre Paul McCartney e Martin Scorsese, podcast sobre Palmares, ciência, Cinemático, Love Cabaré, Liderança Subversiva e Momento Faustão. 04:58 PAUTA 07:59 Água com atitude 12:46 Da Pink Tax à Bro Tax 14:23 Exemplos Dude Wipes e Man Cereal 16:29 Challenger brands e exageros 19:37 Protetor solar Slather 22:04 Masculinidade frágil e consumo 26:23 Produtos masculinos na prática 32:24 Economia da atenção 33:04 Marca desafiante vira líder 34:54 Warpaint e maquiagem masculina 37:16 Insegurança como negócio 37:56 Pressão estética nos homens 39:53 Água premium e luxo 41:34 Identidade e códigos de gênero 42:53 Axe Click e propaganda datada 46:41 Campanhas masculinas que funcionam 48:10 Restaurantes com atitude 49:38 Barbearias e experiência forçada 52:10 Ritual de loja e constrangimento 54:16 Storytelling demais nas marcas 56:08 Masculinidade simples e básica 01:03:13 QUAL É A BOA 01:03:55 Documentário Paul McCartney 01:06:15 Mr Scorsese na Apple 01:09:15 Cupom IA em Curso 01:12:14 Podcast Vida Palmarina 01:17:08 Bluey e Paternidade 01:18:24 Naruhodo com Paleontóloga 01:22:17 Rooster na HBO 01:25:31 Magic Love Cabaré 01:29:32 Podcast Liderança Subversiva 01:32:00 Momento Faustão 01:33:57 Confundindo Cris Dias 01:38:42 Despedida e Beijos -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios!

Debate da Super Manhã
Alfabetização - o desempenho do Estado e do Grande Recife

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 48:38


Debate da Super Manhã: Etapa fundamental da educação básica, a alfabetização de crianças, jovens e adultos segue como um dos principais termômetros da qualidade do ensino em Pernambuco, especialmente na região do Grande Recife. Dados mais recentes revelam um cenário marcado por avanços pontuais, mas também por desigualdades persistentes que desafiam gestores públicos e educadores. No debate desta sexta-feira (24), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os convidados sobre os resultados recentes em avaliações educacionais, as políticas públicas e iniciativas, os fatores que influenciam o desenvolvimento educacional, além dos avanços e desafios da educação inicial em Pernambuco. Participam a superintendente da Educação Infantil e Anos Iniciais da Secretaria Estadual de Educação, Juliana Oliveira; a dirigente de Educação de Palmares e membro da Diretoria Executiva da Undime-PE, Elizângela Maria das Neves; e a jornalista Mirella Araújo, titular da Coluna Enem e Educação do Jornal do Commercio.

História Preta
Luiz Gama | 3. Via Crucis

História Preta

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 30:20


Luiz Gama tinha dez anos quando foi vendido como escravo pelo próprio pai. Nascido livre, escravizado ilegalmente. Esse episódio reconstrói sua via crucis do Cais do Valongo ao cativeiro em São Paulo.APOIE Este episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores.  Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta  ou orelo.cc/historiapreta Chave Pix: historiapreta@gmail.com LOJA Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história. FICHA TÉCNICA Pesquisa e roteiro: Thiago André Apresentação: Thiago André Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas: Editora Unicamp, 1999. CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. GAMA, Luiz. Carta a Lúcio de Mendonça. São Paulo, 25 jul. 1880. In: LIMA, Bruno Rodrigues de (org.). Luiz Gama: obras completas. v. 8: Liberdade, 1880-1882. São Paulo: Hedra, 2021. pp. 59-68. GOMES, Laurentino. Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. v. 1. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. GRAHAM, Richard. Nos tumbeiros mais uma vez? O comércio interprovincial de escravos no Brasil. Afro-Ásia, Salvador, n. 27, pp. 121-160, 2002. LIMA, Bruno Rodrigues de. Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. São Paulo: Contracorrente, 2024. REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês em 1835. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.   APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

19ehole
2026 - Hole 109: Wie kies jij als ambassadeur voor je automerk?

19ehole

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 61:05


Heren 3 teamuitje dit weekend. We waren niet compleet dus hebben Peter ingehuurd om mee te spelen zaterdag. Peter en Paul tegen Martijn en Rogier op Haviksoord. Mooie bosbaan tegen een zeer schappelijk voorspeeltarief en het potje was spannend tot en met de laatste hole.Zondag heren 3 tegen heren 4 op Amelisweerd. Greens waren heerlijk snel de dag nadat de hoofdklasse langs was geweest. Een geslaagde oefendag en we gingen met een goed gevoel de baan af.Door de laatste dagen van onze Trackmanchallenges is er ook nog getraind op de range.Indian Open op DLF Country Club stond weer garant voor veel bogeys (en erger). Fijn om te zien als amateur. Chacarra leek lang zijn titel van vorig jaar te verdedigen, maar een dubbel bogey op 18 van Alex Fitzpatrick was alsnog genoeg voor zijn eerste win.Op de PGA Tour in Texas een mooi verhaal op het Childrens Hospital Houston Open: Gary Woodland won zijn 5e toernooi, maar wel na veel moeilijke jaren. Nicolai Hojgaard stelde met een 2e plek zijn uitnodiging voor de Masters veilig.In de korte ronde: Palmares en Ombria, schoenen in het Houston Open, Tiger, Dewi Weeber, fietsen, YGT, schoonmaken van wedges en vul alvast de Fantasy League van de Masters app in. Raad de Speler is een man met een verhaal. 0:00 - 18:46 Eigen golf18:46 - 38:00 Professioneel golf38:00 - 1:00:36 Korte Ronde1:00:36 - 1:01:06 Raad de Speler

Rádio Ufal
Abraçando a Serra: Mulheres de Axé ocupam o Quilombo dos Palmares em ato de resistência e memória

Rádio Ufal

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 2:01


Mãe Miriam reforçou que o solo da Serra foi "batizado com o sangue de pessoas escravizadas"

Rádio Ufal
Abraçando a Serra: Mulheres de Axé ocupam o Quilombo dos Palmares em ato de resistência e memória

Rádio Ufal

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 2:24


Mãe Neide lembrou que a fundação do Quilombo dos Palmares deve-se a uma mulher: a princesa Aqualtune

Rádio Ufal
Abraçando a Serra: Mulheres de Axé ocupam o Quilombo dos Palmares em ato de resistência e memória

Rádio Ufal

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 2:07


Liderança de Terreiro e estudante da Ufal, mãe Odara falou da emoção de participar do ato

Regionaljournal Zentralschweiz
Marco Odermatt gewinnt erstmals Riesenslalom in Beaver Creek

Regionaljournal Zentralschweiz

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 5:10


Marco Odermatt gewinnt nach der Abfahrt auch den Riesenslalom in Beaver Creek. Der Nidwaldner schliesst damit zwei Lücken in seinem ohnehin schon grossen Palmares. Weiter in der Sendung: · Der Verein «Freunde des Hirschpark» kämpft für den Erhalt des Hirschparks beim Luzerner Kantonsspital.

Vida em França
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Vida em França

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Em directo da redacção
Calixto Neto transforma o palco num “quilombo” com a peça “Bruits Marrons”

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 20:33


O coreógrafo brasileiro Calixto Neto apresentou o mais recente trabalho, “Bruits Marrons”, no Festival de Outono de Paris, entre 7 de Outubro e 21 de Novembro. O espectáculo resgata o legado musical e humano do compositor afro-americano Julius Eastman e inspira-se nos quilombos, as comunidades livres criadas nas matas por escravos fugitivos. Nesta peça, o palco é “o quilombo de Calixto Neto”, um espaço de liberdade e de afirmação, onde uma comunidade de artistas negros e queer “lambem feridas” da história e “se fortalecem” para enfrentar o mundo, contou o coreógrafo à RFI. RFI: Qual é a história de “Bruits Marrons”? “'Bruits Marrons' é uma peça que é um encontro de vários artistas da dança e da música em torno de um diálogo e de uma música do Julius Eastman, que é um compositor afro-americano que morreu em 1990 e que criou um corpo de trabalho belíssimo, incrível. Ele vem da música clássica minimalista.‘Bruits Marrons' acaba sendo um diálogo com esse músico, especialmente com uma música do Julius, que é Evil Niger, numa ideia de criar uma comunidade tanto para Julius, quanto para a música de Julius. A gente na nossa pesquisa entendeu ou interpretou uma certa solidão desse compositor na época dele porque ele era um homem negro, gay, evoluindo numa sociedade muito branca, muito heteronormativa, um músico solitário no meio em que ele evoluía. A gente quis criar essa comunidade de pessoas racializadas, imigrantes, queers e, para além disso, expandir o lugar de onde essa música vem, uma música clássica, minimalista - que é como ela é classificada hoje em dia, mesmo que existam algumas controvérsias entre os músicos e musicistas - mas trazer para essa música também uma família de outros sons, de outros ruídos, de outros barulhos que podem compor a escuta para que quando essa música chegue nos nossos ouvidos a gente já tinha dado uma família para ela.” Falou em ruídos. O título é “Bruits Marrons”. O que é que quer dizer este título? Qual será depois, em português, o equivalente? “No caso de ‘Bruits Marrons', a língua francesa tem essa subtileza de permitir um duplo sentido para a palavra ‘marron'. Em português seria ‘Ruído Marron' ou, no duplo sentido da palavra em francês, poderia ser também ‘ruído quilombola'. O que acontece é que 'marron', em francês, além da cor, também designa as pessoas que estavam em situação de escravidão e que fugiam do sistema de escravidão nas plantações e se embrenhavam nas matas e criavam essas comunidades autónomas e livres, onde tinham suas vidas e trabalhavam.” É o equivalente dos quilombos no Brasil? "Exactamente, é o equivalente dos quilombos. É uma peça que é inspirada dos quilombos e, especialmente, da reflexão que a gente tem hoje em dia em torno do uso dessa palavra no Brasil. No Brasil, a gente usa essa palavra de forma mais actualizada para as comunidades de pessoas racializadas, de pessoas negras, em vários contextos. A gente não tem mais o sistema de escravidão no Brasil, mesmo que ainda exista, em alguns contextos, o que a gente chama de escravidão moderna, mas a palavra quilombo é usada em vários contextos de ajuntamento de pessoas negras, que seja formal ou informalmente, por vários motivos: para estudar, para festejar, para se cuidar, para celebrar a cultura. Então, por exemplo, lá em São Paulo tem um lugar mítico para a comunidade negra que se chama Aparelha Luzia, que é um centro cultural, um lugar de festas, um lugar de encontro de associações que foi criado pela ex-deputada Érica Malunguinho, que é uma mulher negra, trans, que saiu de Pernambuco e que em algum momento se muda para São Paulo e fez lá a sua vida. Esse é um lugar que chamam de quilombo urbano. Eu, na minha juventude, há alguns anos, quando morei com dois outros amigos negros e gay em Recife, a gente chamava à nossa casa de quilombo. Então, tem esse sentido de um espaço de emancipação que a gente cria autonomamente e que a gente actualiza hoje em dia, mesmo que o uso dessa palavra, a comunidade em si, a função dela seja actualizada. Dito isso, existem também, hoje, as comunidades remanescentes quilombolas, que são essas terras onde as pessoas que fugiram da escravidão criaram as suas comunidades e que reclamam até hoje a posse dessas terras, como as comunidades indígenas brasileiras. Então, existe essa reflexão em torno dessa palavra, de criar uma comunidade que seja em torno do som, em torno do ruído, como o ruído é um incómodo para a harmonia dos ouvidos e isso era um pouco o que Julius representava: era um homem negro num meio muito branco, um homem gay num meio muito heteronormativo e ele era um homem gay muito frontal com a sua identidade sexual e, numa das várias entrevistas que ele deu, ele disse que só desejava na vida ‘poder ser 100% gay, 100% negro, 100% músico', 'gay to the fullest, black to the fullest, musician to the fullest'". Aquilo que se passa em palco, a comunidade que reúne em palco, corpos queer, corpos negros, corresponde a esta ideia de se poder ser “100% gay, 100% negro e 100% músico”?  Esta peça tem um cunho de reparação e daí este grupo que juntou em palco? “Na verdade, esta peça tem uma temporalidade extensa. Encontrei [a música de] Julius, em 2019, no estúdio, alguém estava usando a música de Julius e houve esse encontro auditivo em que eu ouvi e meio que me apaixonei pela música dele. Em 2022, eu tive a oportunidade de começar um trabalho em torno dessa música, do trabalho dele, e na época eu queria trabalhar em torno do ‘Evil Nigger' e do ‘Crazy Nigger', mas nessa época eu tive a intuição de trabalhar só com pessoas negras porque eu queria entender qual é essa solidão de estar num meio em que a gente é sempre o único, em que a gente sempre está acompanhado de, no máximo, mais duas pessoas na sala. Foi uma aposta meio intuitiva e criou dentro do grupo uma sensação de segurança e de apaziguamento mesmo das histórias e das referências, de onde vem, o que é muito precioso e muito raro num ambiente de trabalho. Para a criação da peça, eu continuei com essa aposta, especialmente no que concerne à escolha da pessoa que toca a música porque, em 2025, mesmo com essa quantidade imensa que a gente tem de conservatórios, é uma missão hercúlea encontrar um pianista negro que tem uma formação sólida ou suficiente para tocar Julius Eastman. Hoje em dia, é praticamente impossível encontrar na Europa. Eu não sei se em Londres talvez a gente tenha mais, mas na França e na Bélgica, que foi onde concentrei mais as minhas pesquisas em 2022, foi uma tarefa muito difícil. Agora, para 2024, 2025, eu tive a ajuda de uma amiga pesquisadora, musicista, que tem uma pesquisa em torno da música de Julius e conhece alguns músicos e musicistas que se interessam pelo universo do Julius. Ela indicou-me algumas pessoas, mas, no geral, mesmo contando com pessoas da música, falei com pessoas de conservatórios, o teatro onde eu sou associado também me ajudou nessa busca, mas encontrar um pianista negro hoje em dia em França é uma tarefa possível, mas bem difícil." O piano é uma personagem, entre aspas, central na peça. É quase como a fogueira ou o batuque à volta do qual se reúnem as comunidades? “Pois é, a gente quis que o piano virasse um personagem dentro da estrutura da peça, às vezes, um objecto que pela imobilidade dele, acaba-se impondo no espaço. A gente pode atribuir várias imagens, mas, às vezes, eu penso que ele é um caixão que a gente está carregando com todo o cuidado e cantando essa música que é entre um lamento e uma canção de ninar. Às vezes, é um personagem que compõe uma estrutura sonora junto com a gente, num momento de explosão e de raiva. Às vezes é o centro da caldeira, como fala Isabela [Fernandes Santana] no começo da peça. Às vezes, é a lava ou o fogo em torno do qual a gente está girando e evocando o universo.” Até que ponto o piano ajudou a conceber os diferentes quadros de dança que variam entre a união muito forte e o êxtase e a libertação total dos corpos? Como é que criou a narrativa coreográfica da peça? “Teve um duplo trabalho. Primeiro, existiam duas imposições. Uma é a imposição da música em si porque eu decidi que a música entraria na sua integralidade, eu gostaria de propor ao público a escuta dessa música na sua inteireza - o que não foi o caso em 2022, quando era mais um jazz em torno dos universos que a música atravessa. Tem uma outra imposição, que é o objecto piano, que é um objecto imenso. Ele é imponente, ele é grande e ele ocupa o espaço. O piano não é como uma caixa de madeira que a gente muda de um lado para o outro e que está tudo bem assim. Ele tem uma carga histórica, ele tem uma carga simbólica e espacial que a gente não tem como se desenvencilhar dele. Em paralelo a essas duas imposições, existia o meu desejo de trabalhar com essa comunidade matérias que fossem em torno da alegria, em torno da criação de outros sons, uma travessia de uma floresta - que é uma cena inspirada da minha visita ao Quilombo dos Palmares, no Brasil - uma explosão raivosa e essa ideia de deslocamento desse objecto que, para mim, retoma uma tradição que a gente tinha no Brasil, no final do período da escravidão e no pós-escravidão, dos homens que carregavam o piano. As pessoas que, no processo de mudança carregam o piano, eram pessoas especializadas nisso, que tinham uma cadência específica para andar nas ruas não pavimentadas da cidade e há uma classe trabalhadora específica, com um universo musical também específico, ligado à cadência do passo. Essa é uma história que eu ouvi há muitos anos, quando eu estudava teatro, e que ficou na minha cabeça, até porque há uma expressão que a gente tem no Brasil, que são os carregadores de piano, que são as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de um processo. Por exemplo, eu ouvi essa expressão num podcast de análise da situação económica do Brasil, em que o analista dizia que as pessoas que vão carregar o piano, as pessoas que vão carregar o peso mais pesado de uma mudança e de uma decisão para uma mudança económica, são as pessoas mais fragilizadas, as pessoas mais expostas. Então, tinha esse desejo de trazer o piano para estas histórias que a gente está contando, que ele pudesse ser um obstáculo que a gente atravessa, que ele pudesse ser talvez até um dos performers que dança com a gente e que produz esses ruídos, para além da música.” O que está neste momento a preparar?  “A gente acabou de estrear a peça, houve apresentações no Teatro de Cergy-Pontoise, que é o teatro onde estou em residência até 2026. Depois, apresentámos em Bruxelas, na Bienal de Charleroi Dance e agora no MC93. A gente está preparando a tournée da peça, com algumas apresentações, e alguns projectos ligados à minha residência do Points Communs. Tem um outro projeto com o CCN de Grenoble ligado à tradição do carnaval e à ideia da noção de gambiarra.” O que é a gambiarra? “Gambiarra são essas reparações, esses consertos improvisados para problemas reais. A imagem clássica da gambiarra no Brasil é consertar uma havaiana quebrada com um prego. É uma tradição muito comum na nossa sociedade, ao ponto de ter virado uma estética em si, é quase um jeito de pensar as coisas, um jeito de pensar a solução de problemas. A gente não vai reparar ali na base da coisa, mas a gente vai deixar com um pedaço de fita, com um prego, a coisa em estado de uso e a gente vai usar desse jeito. É um objecto de pesquisa para mim, há muitos anos, desde o meio do meu mestrado. A Shereya também fez um mestrado no mesmo lugar que eu, lá em Montpellier e é também um objecto de pesquisa para ela.” A Shereya que é outra coreógrafa e bailarina... “Ela é uma bailarina de ‘Bruits Marrons' e coreógrafa também. A gente tem uma parceria em vários outros trabalhos, ela entra em um outro trabalho meu, a ‘Feijoada'. Quando eu fui chamado pelo CCN de Grenoble para fazer esse projecto com comunidades que vivem em torno do CCN, eu tive a ideia de fazer um carnaval - porque vai acontecer no período do carnaval - então, vai ser o nosso carnaval improvisado no CCN de Grenoble. Há um outro projecto para 2027 que vai ser um solo e uma plataforma de encontros com outros trabalhos em torno da ideia da Travessia Atlântica e é inspirado no nome do meu bairro, o bairro onde eu cresci, que se chama Jardim Atlântico. É também um diálogo com a minha história, com a história da minha mãe que era bailarina, e essas histórias de migração entre um lado do Atlântico e um outro lado.” Esta é a segunda vez que conversamos, a primeira foi também no âmbito do Festival do Outono, quando apresentou ‘Il FAUX' , em 2023. A ideia que tenho é que a sua pesquisa anda sempre em torno do racismo, da História, da escravatura, dos corpos negros permanentemente ameaçados. Por que é que faz questão de levar estes temas para cima do palco e até que ponto é que o seu palco é o quilombo para os “carregadores do piano” serem reparados? “Na verdade, isso é uma prática que não planeei que ia acontecer assim. No começo do meu percurso, quando criei a minha primeira peça fora do mestrado, 'oh!rage', eu estava saindo de um mestrado em que eu passei dois anos numa instituição de ensino francesa e em que não tive a oportunidade de cruzar com nenhum professor, nenhum artista ou mesmo pessoas que estavam ali em torno do festival Montpellier Danse, não encontrei artistas negros, talvez um ou dois. Isso marcou-me muito porque eu tenho uma formação em teatro no Brasil, tenho um longo percurso na companhia da Lia Rodrigues, em que comecei a me dar conta que o leque de referências nesses espaços, tanto o espaço académico quanto o espaço profissional de Lia Rodrigues era quase exclusivamente branco e o mestrado Exerce [Montpellier] serviu para confirmar isso. Então, em 2018, quando eu criei o ‘oh!rage', fiz a aposta de dialogar apenas com criadores, com pensadores, com artistas visuais, da dança, de teatro negros, da comunidade negra - muito inspirado também do programa Diálogos Ausentes do Itaú Cultural de 2016. Fazendo essa aposta em 2018, eu me deparei - porque eu tinha um letramento racial tardio porque isso não foi uma questão na minha formação, na minha família - deparei-me com um universo de criação que me alimenta imensamente. Eu, junto com outras pessoas, com outros artistas, também experimento, experiencio, no meio das artes e na vida real, situações de subalternidade que me são impostas. Então, eu entendo a arte como um espaço de discussão do que atravessa a sociedade nos dias de hoje. Eu não acho que isso é uma ferida que esteja apaziguada e curada. Pelo contrário, ela demanda ainda reflexão, ela demanda um olhar específico, ela é muito presente, é uma chaga aberta. Eu tento fazer da arte um espaço de diálogo, de abrir uma discussão em torno disso mesmo e sempre dialogando com outros artistas que trazem as suas referências nesse sentido para criar esse espaço de emancipação, de liberdade mesmo. Esse é o meu quilombo, o palco é meu quilombo, a minha comunidade ‘marron', um espaço de autonomia e de liberdade. E nesse espaço de autonomia e liberdade a gente vai louvar os nossos, celebrar as nossas criações e lamber as nossas feridas juntos. Em alguns momentos, a gente vai abrir esse espaço e receber pessoas, como em outras peças como ‘Feijoada', que é uma peça em torno da generosidade e do gesto. Em outras peças, a gente vai estar entre a gente, celebrando as nossas existências entre a gente e lambendo as nossas feridas antes de se fortalecer para o resto do mundo.”

Programa Reggae pelo Reggae
Programa RpR - 3ª - Frei Caneca FM - 06 - Epecial Consiência Negra

Programa Reggae pelo Reggae

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 59:24


Nesta edição, o Reggae pelo Reggae dedica sua energia para celebrar o mês da Consciência Negra, trazendo reflexões sobre identidade, ancestralidade e luta na diáspora africana. Memis Etiópia e DJ Bobe conduzem uma viagem que parte das raízes do movimento negro organizado — como o MNU e a Terça Negra — atravessa o pan-africanismo de Marcus Garvey e destaca o papel do reggae como música de enfrentamento, memória e educação política.A edição revisita marcos essenciais, como o Quilombo dos Palmares e suas grandes lideranças — Ganga Zumba, Dandara e Zumbi — revelando Palmares como uma nação organizada que por mais de um século resistiu e propôs um outro modelo de mundo, baseado em autonomia, coletividade e liberdade.No segundo bloco, o programa recebe Valdir Afonjah, uma das maiores referências do reggae pernambucano, para um bate-papo sobre negritude, espiritualidade, resistência e sua trajetória desde Negra Magia (1988) até as novas gerações de artistas que seguem reinventando a música negra no Brasil.

The Real News Podcast
Zumbi dos Palmares: Brazil's hero of Black resistance

The Real News Podcast

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 6:03


Nov. 20 is Black Consciousness Day in Brazil. A day celebrating the struggle of Black organizations, people, and movements in Brazil. Celebrating the ongoing fight against racism. And, above all, celebrating the history of Brazil's most historic Black leader: Zumbi dos Palmares. He was leader of the great Palmares Quilombo, present-day Alagoas, an autonomous state built by escaped slaves in the 1600s.Palmares would last for roughly a century. It would grow to a population of tens of thousands of people spread out over 11 towns in the forested mountains and hillsides of northeastern Brazil. And they would defend it time and time again against attacks by the Portuguese colonial army. BIG NEWS! This podcast has won Gold in this year's Signal Awards for best history podcast! It's a huge honor. Thank you so much to everyone who voted and supported. And please consider signing up for the Stories of Resistance podcast feed on Spotify, Apple Podcasts, Spreaker, or wherever you listen. And please take a moment to rate and review the podcast. A little help goes a long way.The Real News's legendary host Marc Steiner has also been in the running for best episode host. And he also won a Gold Signal Award. We are so excited. You can listen and subscribe to the Marc Steiner Show here on Spotify or Apple Podcasts.Please consider supporting this podcast and Michael Fox's reporting on his Patreon account: patreon.com/mfox. There you can also see exclusive pictures, video, and interviews. Written and produced by Michael Fox.Resources:Culture, Land and Resistance: Brazilians Celebrate Black Consciousness Day‘Existing and resisting': Black quilombo communities fight for land, rights in BrazilBlack Consciousness Day in BrazilBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/the-real-news-podcast--2952221/support.Help us continue producing radically independent news and in-depth analysis by following us and becoming a monthly sustainer.Follow us on:Bluesky: @therealnews.comFacebook: The Real News NetworkTwitter: @TheRealNewsYouTube: @therealnewsInstagram: @therealnewsnetworkBecome a member and join the Supporters Club for The Real News Podcast today!

Rádio UESC
Herança de Palmares (Radiodrama)

Rádio UESC

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 12:42


Este radiodrama é uma livre adaptação literária de uma das versões da história de Zumbi dos Palmares, retirada do blog “Associação de Capoeira Filhos de aruanda” e foi produzido para celebrar o Dia da Consciência Negra, como uma data de reflexão e memória da luta do povo negro.Direção e roteiro literário por Kelly FernandesAssistente de roteiro por Emanuel SouzaRoteiro técnico: Nadja Dandara Garrido, Isac Figueiredo e Kauê SantanaCaptação Sonora: Luis Reis e Fabrício GomesEdição e mixagem: Paula MastiqueErrata - Arte Visual : Kauê SantanaNarração: Maria Eduarda FerreiraOrientação de Eliana Albuquerque e Priscila ChequerElenco: Dandara: Samara MariaZumbi: Ítalo Artur Cerqueira Aqualtune: Juliana CarvalhoMestre: Antônio FigueiredoSabina: Júlia MolfiKiari: Maria Rita Aragão Parteira: Kelly Fernandes Infiltrado: Danilo sacramento Narradora: Maria Eduarda Ferreira

UFOP CAST
REPORTAGEM ESPECIAL: Lei de Cotas ampliação do acesso e da representatividade negra na universidade

UFOP CAST

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 20:24


Em celebração ao Dia Nacional do Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra, a Rádio UFOP, apresenta a reportagem especial “Lei de Cotas ampliação do acesso e da representatividade negra na universidade”. Nesta produção, falamos sobre Consciência Negra e as políticas afirmativas que vêm transformando o perfil das instituições de ensino e ampliando o espaço da população negra no ensino superior: as cotas raciais. Acesse nossas redes sociais e confira como a implementação dessa política redefine o acesso à educação.Ficha TécnicaProdução:Maria Cecília Marques e Mileyde Gomes Edição de Texto: Elis CristinaEdição de áudio e sonoplastia: Eduardo Rodrigues

Beyond the Breakers
Episode 159 - Padre Eterno

Beyond the Breakers

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 58:43


This week it's the tale of the Portuguese galleon Padre Eterno, launched in the Bay of Guanabara in 1663. More the story of a ship that did wreck at some point and the world she inhabited rather than a nuts-and-bolts 'shipwreck' yarn. The Sameer Project Sources: Blackburn, Robin. The Making of New World Slavery: From the Baroque to the Modern, 1492 - 1800. Verso, 1998. Camenietzki, Carlos Ziller. “O galeão Padre Eterno.” BN Digital Brasil. https://bndigital.bn.gov.br/dossies/historia-da-ciencia/o-galeao-padre-eterno/Costa, Fernando Dores. A Guerra da Restauração, 1641 - 1668 (Temas de História de Portugal. Livros Horizonte, 2004. Gomes, Laurentino. Escravidão, Volume I: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. GloboLivros, 2019. Lara Mesquita, João. “Padre Eterno: maior navio do século 17 no Brasil.” Mar Sem Fim, 13 Jan 2020. https://marsemfim.com.br/maior-navio-do-mundo-no-seculo-17-foi-construido-no-brasil/Marcolin, Neldson. “Por mares sempre navegados.” Pesquisa, vol. 189, Nov 2011. https://revistapesquisa.fapesp.br/por-mares-sempre-navegados/Russell-Wood, A. J. R. The Portuguese Empire, 1415 - 1808: A World On The Move. Johns Hopkins University Press, 1998.https://lisboa-e-o-tejo.blogspot.com/2019/06/padre-eterno.htmlEls Segadors (Catalan National Anthem) referenced in the episodeSupport the show

Radiomundo 1170 AM
La Tertulia de Colección - "Monumento a Francisco Espínola en San José", "Fernando Savater en la Feria del Libro de San José" y "Palmares de Rocha corren peligro de extinción"

Radiomundo 1170 AM

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 55:18


En esta Tertulia de Colección:La primer mesa fue emitida originalmente el 2 de noviembre de 2012 con Juan Grompone, Matilde Rodríguez Larreta, Mauricio Rosencof y Carlos Maggi. El primer tema fue "Monumento al escritor Francisco Espínola en San José". El segundo tema fue "Fernando Savater en la Feria del Libro de San José y dio una charla: "Educar en defensa propia".La segunda mesa fue emitida originalmente el 20 de setiembre de 2013 con Juan Grompone, Matilde Rodríguez Larreta, Mauricio Rosencof y Carlos Maggi y el tema fue "Palmares de Rocha corren peligro de extinción".

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #53: Sonia Guimarães

Naruhodo

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 86:14


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora Associada do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Mestra em Física Aplicada e Doutora PhD em Materiais Eletrônicos, Inventora e Ativista, Sonia Guimarães.Só vem!>> OUÇA (86min 14s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Sonia Guimarães possui graduação em Licenciatura Ciências - Duração Plena pela Universidade Federal de São Carlos, mestrado em Física Aplicada pelo Instituto de Física e Química de São Carlos - Universidade de São Paulo e doutorado (PhD) em Materiais Eletrônicos - The University Of Manchester Institute Of Science And Technology.Atualmente é Professora Associada I do Instituto Tecnológico da Aeronáutica ITA do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial DCTA.Experiência de pesquisa na área de Física Aplicada, com ênfase em Propriedade Eletroóticas de Ligas Semicondutoras Crescidas Epitaxialmente, atuou principalmente nos seguintes temas: crescimento epitaxial de camadas de telureto de chumbo e antimoneto de índio por difusão, processamento, obtenção e caracterização de dispositivos fotocondutores e sensores de radiação infravermelha.Professora de Física Experimental do 1o e 2o anos das engenharias: elétrica, computação, estruturas de aeroportos, mecânica de aviões, aeronáutica e aeroespacial.Tem experiência na área de Ensino de Física aplicando a Metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas/Projetos ABP (PBL em inglês), utilizando as ferramentas computacionais: Tracker, Arduino e Mathematica. E de Ensino de Física Experimental para Engenheiros, com ênfase em ensiná-los a escrever artigos científicos.Palestrante nos temas: incentivo às meninas para optarem por ciências exatas, tecnologias e engenharias em suas carreiras, revolução digital e as profissões do futuro, empreendedorismo, acolhimento, autoconhecimento e foco para alcançar nossos objetivos e realizar nossos sonhos.Luta contra o racismo e discriminação de gênero, e palestras motivacionais para quem está sendo vítima destes crimes.Membra da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros - ABPN, Presidenta da Comissão de Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão - JEDI da Sociedade Brasileira de Física - SBF, Conselheira Fundadora da AFROBRAS, ONG mantenedora da Universidade Zumbi dos Palmares, Conselheira do Conselho Municipal Para a Promoção de Igualdade Racial - COMPIR, da prefeitura da cidade de São José dos Campos, Conselheira Editorial da Revista Ensino Superior.T1. PEDIDO DE PATENTE deferido, e CARTA DE PATENTE registrada, portanto além de cientista agora é inventora de técnica de produção sensores de radiação infravermelha.Está na lista das 100 Pessoas Inovadoras da América Latina de 2023, criada pela Bloomberg Línea. Em 2025 se tornou uma das 15 Mulheres mais Poderosas do Brasil, pela revista FORBES.Lattes: http://lattes.cnpq.br/3737671551535600*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Rádio PT
[Tv Elas Por Elas] - 23/07 | Aula 3: “Mulheres Negras em Defesa da Memória de Palmares”

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 23, 2025 19:30


No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quarta-feira (23/07) acompanhe a apresentação da aula: "Ancestralidade e envelhecimento: a força das mulheres idosas negras", com Lenny Blue de Oliveira - Advogada ativista racial e co-fundadora do MNU.

Rádio PT
[Tv Elas Por Elas] - 22/07| Aula 2: “Mulheres Negras em Defesa da Memória de Palmares”

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 26:25


No 'TV Elas Por Elas Formação' desta terça-feira (22/07) acompanhe a apresentação da aula: "Festival Latinidades e Mude com Elas - Interseccionalidade de Gênero e Raça no mercado de trabalho", com doutora em História Social e Ativista Giselle dos Anjos Santos.

Rádio PT
[Tv Elas Por Elas] - 21/07 | Aula 1: “Mulheres Negras em Defesa da Memória de Palmares”

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 21, 2025 21:55


No 'TV Elas Por Elas Formação' desta segunda-feira (21/07) acompanhe a apresentação da aula: “Mulheres Negras em Defesa da Memória de Palmares”, com Laila Talita, Integrante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/UFAL).

O Antagonista
Cortes do Papo - Enquanto Barroso canta, o povo dança

O Antagonista

Play Episode Listen Later May 26, 2025 8:58


O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, foi gravado soltando a voz, mais uma vez. Dessa vez, viralizou nas redes sociais um vídeo que mostra o ministro do Supremo cantando na casa do presidente do iFood, Diego Barreto. O episódio ocorreu na última quinta-feira, 22, em São Paulo.A reunião foi marcada sob o pretexto de apoiar o programa de ação afirmativa para ingresso na magistratura.A iniciativa envolve o Conselho Nacional de Justiça (CNJ – presidido atualmente por Barroso), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a Universidade Zumbi dos Palmares.Após a divulgação do vídeo, o STF afirmou que o evento foi organizado pela iniciativa privada, visando levantar recursos para que candidatos negros possam conseguir bolsas na magistratura. O Ifood é um dos interessados em uma ação que tramita no Supremo e trata da existência de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e as empresas responsáveis pelas plataformas. Felipe Moura Brasil e Duda Teixeira comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Não espere mais, assine agora e garanta 2 anos com 30% OFF - últimos dias.   2 anos de assinatura do combo O Antagonista e Crusoé com um super desconto de 30% adicional* utilizando o voucher 10A-PROMO30 Use o cupom 10A-PROMO30 e assine agora:  papo-antagonista (https://bit.ly/promo-2anos-papo)   (*) desconto de 30% aplicado sobre os valores promocionais vigentes do Combo anual | Promoções não cumulativas com outras campanhas vigentes. | **Promoção válida só até o dia 31/05 

Lausanne Movement Podcast
Autism and Faith: Finding God's Glory in Neurodiversity [Bonus Episode from the God on the Move Podcast]

Lausanne Movement Podcast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2025 40:12 Transcription Available


We're doing something different in this special episode—bringing you a feature from our friends at the God on the Move podcast. God on the Move Podcast shares inspiring stories of faithful believers from the global church and will encourage you in your own faithful obedience to God's global mission. We will soon be switching to a new rhythm of releasing a Lausanne Movement Podcast episode every second week, with God on the Move publishing in the weeks between. We hope that this new rhythm allows you to enjoy both Podcasts. Follow this link to God on the Move, where you can find links to your favourite podcasting platform and subscribe so you won't miss it when their episodes drop - https://lausanne.org/podcast-series/god-on-the-move   God on the Move Show Notes  In this week's episode of 'God on the Move', Mainor Mora shares his inspiring journey connecting autism and faith. Mainor, a Bible translator from Costa Rica, opens up about his experiences of discovering his own autism after his son's diagnosis and how he navigated this new reality through scripture and acceptance. This episode dives deep into his ministry work in Equatorial Guinea and Mexico, his struggles and successes, and his sincere belief in God's purpose in neurodiversity. Mainor also discusses his book 'Jesus, the Samaritan Woman and Autism', community efforts, and how churches can be more inclusive of neurodiverse individuals. Join us to hear a powerful testament of vulnerability, understanding, and God's glory revealed through autism. Mainor Mora Rodríguez is passionate about learning, service, and inclusion. Born in Palmares, Costa Rica, he overcame early challenges with speech and social interaction, finding solace in books and later in basketball. A career-ending injury led to a deep faith journey, shaping his mission to serve others. He has worked in Bible translation projects in Guinea, Ecuatorial, and Mexico and has trained indigenous leaders and translators. As the author of Jesus, the Samaritan Woman, and Autism, he advocates for greater inclusion of autistic individuals in the church, believing that a true Christian community embraces and empowers every person's unique gifts. Vivian Eberle-Cruz, Originally from Puerto Rico, has served in Mexico with SIL Global since 2000 alongside her husband. She is passionate about editing and translating exegetical resources for indigenous translators and linguistic publications, including dictionaries in Mexican languages and Spanish. She also helps lead the Potatoes Project, an initiative fostering self-awareness and unity in a multicultural community to glorify God in relationships. She enjoys interpreting and bridging connections between friends who speak different languages in her spare time.

UU Church of Annapolis Podcast

Come learn the story of the Quilombo dos Palmares, a story of love, community and resistance against all odds. Let us call on the heroes, sheroes and ancestral spirits together! Join UUCA every Sunday: In-person or Zoom https://www.uuannapolis.org/ Support Us: Donate

El Podcast de Yiyo & Choché
Palmares: un pueblo para hacer amigos

El Podcast de Yiyo & Choché

Play Episode Listen Later Jan 29, 2025 57:28


Para los que fuimos a palmares... un podcast del recuerdo

La libre antenne
Libre antenne - Sportif malvoyant au palmares impressionnant, Pierrot consacre sa vie au surf

La libre antenne

Play Episode Listen Later Dec 20, 2024 23:36


Au cœur de la nuit, les auditeurs se livrent en toute liberté aux oreilles attentives et bienveillantes d'Olivier Delacroix. Pas de jugements ni de tabous, une conversation franche, mais aussi des réponses aux questions que les auditeurs se posent. Un moment d'échange et de partage propice à la confidence pour repartir le cœur plus léger.

Estação Brasil
064 - Quilombos: história, cultura e resistência

Estação Brasil

Play Episode Listen Later Nov 29, 2024 54:20


Olá, ouvintes! Neste episódio, falamos sobre a a importância da formação de quilombos para a história do Brasil. E dentro dessa temática, discutimos: o que é um quilombo? Por qual razão os quilombos eram formados? Eles eram apenas espaços de resistência? E qual a história de Palmares? O que os historiadores sabem a respeito da maior comunidade de fugitivos de toda a história das Américas? Se você gostar do conteúdo do episódio, considere tornar-se um apoiador e/ou contribuir de alguma forma para manter o Estação no ar. Pix: estacaobrasilfm@gmail.com Ou torne-se membro em: apoia.se/estacaobrasilfm

Debate da Super Manhã
CONSCIÊNCIA NEGRA NAS EMPRESAS

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Nov 21, 2024 56:33


Debate da Super Manhã: Pela primeira vez no Brasil, o Dia Nacional da Consciência Negra, em 2024, é celebrado como feriado em todos os estados. 20 de novembro marca a data da morte do líder quilombola, Zumbi dos Palmares, figura histórica conhecida como símbolo de resistência e de luta do Quilombo de Palmares, em Alagoas. No debate desta quarta-feira (20), o comunicador Tony Araújo conversa com as nossas convidadas sobre questões ligadas ao racismo: as ações de conscientização, o empoderamento dos negros, o combate ao racismo estrutural e a responsabilidade sobre a discriminação. Participam a advogada especializada em Compliance Antidiscriminatório e Litigância Estratégica e CEO do Instituto Enegrecer, Manoela Alves, a advogada, doutora em Serviço Social, consultora em Diversidade, Equidade e Inclusão, pesquisadora em Branquitude, Gênero e Sexualidade; e cofundadora do Instituto Ella Criações Educativas, Ana Helena Passos, e a pedagoga, mentora, consultora e treinadora em Diversidade e Inclusão, Dayse Rodrigues.

Rádio PT

A data relembra a morte de Zumbi dos Palmares em 1695 e agora faz parte do calendário nacional. Antes da promulgação da Lei nº 14.759, em dezembro de 2023, pelo presidente Lula, a folga do trabalhador dependia de leis municipais ou estaduais. Militant Macaé Partido dos Trabalhadores destacam as conquistas e os desafios a serem superados pela valorização e pelos direitos da população negra. Sonoras:

Rádio PT

O Café PT desta quarta-feira (20) conversa com João Jorge Rodrigues, presidente da Fundação Cultural Palmares, sobre o processo de reconstrução da fundação e políticas de promoção da cultura brasileira.

Rádio PT

O Café PT desta sexta-feira (1º) conversa com Boaz Mavoungou, professor, escritor e chefe da divisão internacional da Fundação Cultural Palmares, sobre as origens da discriminação racial no Brasil.

Encyclopedia Womannica
Best Of: Gayl Jones

Encyclopedia Womannica

Play Episode Listen Later Sep 4, 2024 7:14 Transcription Available


This back to school season, we're bringing back some of our favorite Womanica episodes you might have missed. Today's Womanican is Gayl Jones (1949-present). She is a prolific author celebrated for her writing about Black womanhood, slavery, and the African Diaspora. She disappeared from public life by choice until very recently, when she reappeared in words with her 2021 novel, “Palmares.”  For Further Reading: “The Best American Novelist Whose Name You May Not Know”  “She Changed Black Literature Forever. Then She Disappeared.”  “The Best American Novelist to Disappear (And Come Back) Twice” This month, we're heading back to school – and we're taking you along with us! For all of September, we'll be bringing back some of our favorite Womanica episodes you might have missed. You'll hear me – and some talented guest hosts – share both iconic and under-appreciated stories. But there's a twist... each week is dedicated to a different school subject. This week: Women you should be learning about in literature classes! History classes can get a bad rap, and sometimes for good reason. When we were students, we couldn't help wondering... where were all the ladies at? Why were so many incredible stories missing from the typical curriculum? Enter, Womanica. On this Wonder Media Network podcast we explore the lives of inspiring women in history you may not know about, but definitely should. Every weekday, listeners explore the trials, tragedies, and triumphs of groundbreaking women throughout history who have dramatically shaped the world around us. In each 5 minute episode, we'll dive into the story behind one woman listeners may or may not know–but definitely should. These diverse women from across space and time are grouped into easily accessible and engaging monthly themes like Educators, Villains, Indigenous Storytellers, Activists, and many more. Womanica is hosted by WMN co-founder and award-winning journalist Jenny Kaplan. The bite-sized episodes pack painstakingly researched content into fun, entertaining, and addictive daily adventures. Womanica was created by Liz Kaplan and Jenny Kaplan, executive produced by Jenny Kaplan, and produced by Grace Lynch, Maddy Foley, Brittany Martinez, Edie Allard, Lindsey Kratochwill, Adesuwa Agbonile, Carmen Borca-Carrillo, Taylor Williamson, Sara Schleede, Paloma Moreno Jimenez, Luci Jones, Abbey Delk, Hannah Bottum, Lauren Willams, and Adrien Behn. Special thanks to Shira Atkins. Original theme music composed by Miles Moran. Follow Wonder Media Network: Website Instagram Twitter See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reckon True Stories
Imani Perry: What Do We Owe of Ourselves as Black Writers?

Reckon True Stories

Play Episode Listen Later Aug 27, 2024 51:34


On the latest episode of Reckon True Stories, Deesha Philyaw and Kiese Laymon are joined by MacArthur Genius and National Book Award Winner Dr. Imani Perry to discuss genre, personal stories and the ethical commitment to those we write about, the utilization of craft to bring the reader close to the experience and the body, the body as political, Black women and silence, mobility, music, and mothering.  They ask the question of what we owe of ourselves as writers — and particularly Black writers— to our audience, and they explore what it looks like to maintain boundaries, to self-preserve, and to rest. In Kiese's words, he calls it learning “the art of not just no, but not now.” Kiese praises Dr. Perry on how she has never written the same kind of book twice, and in this episode, she talks about her inspirations, how she chooses what to write towards, and what questions she is consistently leaning into in her work. Reading List: Authors, Stories, and Books Mentioned South to America (Imani Perry) Breathe: A Letter To My Sons (Imani Perry) Prophets of the Hood: Politics and Poetics in Hip Hop (Imani Perry) Looking for Lorraine: The Radiant and Radical Life of Lorraine Hansberry (Imani Perry) May We Forever Stand: A History of the Black National Anthem (Imani Perry) Percival Everett A Dangerously High Threshold for Pain (Imani Perry) Alice Walker Nikky Finney “She Changed Black Literature Forever. Then She Disappeared.” (Imani Perry, New York Times 2021) “‘Palmares' Is An Example Of What Grows When Black Women Choose Silence” (Deesha Philyaw, Electric Literature 2021) Palmares (Gayl Jones) Robert Stepto Hazel Carby Zora Neale Hurston Katherine Dunham Moms Mabley 1000 Words (Jami Attenberg) Lessons for Survival: Mothering Against “The Apocalypse” (Emily Raboteau) How To Live Free In A Dangerous World: A Decolonial Memoir (Shayla Lawson) A Mercy (Toni Morrison) Listening List: Nina Simone Miles Davis “Nobody's Supposed To Be Here” (Deborah Cox) More from Deesha Philyaw and Kiese Laymon:  The Secret Lives of Church Ladies (Deesha Philyaw) Heavy (Kiese Laymon) Long Division (Kiese Laymon) How to Slowly Kill Yourself and Others in America: Essays (Kiese Laymon) City Summer, Country Summer (Kiese Laymon & Alexis Franklin) Ursa Short Fiction podcast (Deesha Philyaw & Dawnie Walton) Produced by Ursa Story Company in partnership with Reckon.  Hosted by Deesha Philyaw & Kiese Laymon Show Producers: Dawnie Walton & Mark Armstrong Associate Producer: Marina Leigh Episode Editor: Kelly Araja Reckon Editor In Chief: R.L. Nave Reckon Deputy Editor: Michelle Zenarosa Audience Director: Katie Johnston Creative Strategist: Abbey Crain Sr. Social Producer: Sid Espinosa

História Preta
Palmares | 1B. Rainha Jinga

História Preta

Play Episode Listen Later Aug 26, 2024 15:25


No século XVII,  buscando por escravos, os portugueses levantaram guerras contra os reis da África Central. Muitos se curvaram, outros ficaram pelo caminho e poucos conseguiram resistir à invasão. Uma delas foi Jinga, Rainha de Ndongo e Matamba.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

Encyclopedia Womannica
Adversaries: Dandara dos Palmares

Encyclopedia Womannica

Play Episode Listen Later Aug 14, 2024 4:35 Transcription Available


Dandara dos Palmares (c. 1654-1694) was a warrior in colonial Brazil. She grew up in a quilombo, fought in numerous battles, and led female armies throughout her life, fighting against colonial forces.  For Further Reading: Dandara dos Palmares Dandara: A Feminist Face of Palmares Described as a heroine, Dandara, Zumbi's wife, has a biography surrounded by uncertainty This month we're talking about adversaries. These women fought against systems, governments and – sometimes each other to break barriers in their respective fields. They did unthinkable and sometimes unspeakable things to carve out their place in history. History classes can get a bad rap, and sometimes for good reason. When we were students, we couldn't help wondering... where were all the ladies at? Why were so many incredible stories missing from the typical curriculum? Enter, Womanica. On this Wonder Media Network podcast we explore the lives of inspiring women in history you may not know about, but definitely should. Every weekday, listeners explore the trials, tragedies, and triumphs of groundbreaking women throughout history who have dramatically shaped the world around us. In each 5 minute episode, we'll dive into the story behind one woman listeners may or may not know–but definitely should. These diverse women from across space and time are grouped into easily accessible and engaging monthly themes like Educators, Villains, Indigenous Storytellers, Activists, and many more. Womanica is hosted by WMN co-founder and award-winning journalist Jenny Kaplan. The bite-sized episodes pack painstakingly researched content into fun, entertaining, and addictive daily adventures. Womanica was created by Liz Kaplan and Jenny Kaplan, executive produced by Jenny Kaplan, and produced by Grace Lynch, Maddy Foley, Brittany Martinez, Edie Allard, Lindsey Kratochwill, Adesuwa Agbonile, Carmen Borca-Carrillo, Taylor Williamson, Sara Schleede, Paloma Moreno Jimenez, Luci Jones, Abbey Delk, Hannah Bottum, Lauren Willams, and Adrien Behn. Special thanks to Shira Atkins. Original theme music composed by Miles Moran. Follow Wonder Media Network: Website Instagram Twitter See omnystudio.com/listener for privacy information.

História Preta
Palmares | 6. Depois do Fim

História Preta

Play Episode Listen Later Jun 24, 2024 37:11


Depois da derrota de Palmares no Outeiro do Barriga, Zumbi foge com seus aliados e tenta reorganizar a resistência. Mas seu esforço parece em vão, seu destino já estava selado.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

História Preta
Palmares | 5. Barriga Acabou

História Preta

Play Episode Listen Later Jun 3, 2024 37:35


Em uma década, Palmares se recupera, tornando-se maior e mais forte, espalhando medo e insegurança entre os senhores de engenho de Pernambuco. Mas um bandeirante experiente e implacável está determinado a pôr um ponto final nessa história de resistência.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

História Preta
Palmares | 4. Deus das Guerras

História Preta

Play Episode Listen Later May 20, 2024 31:19


Zumbi assume a liderança de Palmares e transforma o quilombo em um assentamento militar imbatível. Mas um antigo inimigo reaparece disposto a pôr sua fama à prova.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

O Assunto
Almirante Negro: o debate sobre o heroísmo de João Cândido

O Assunto

Play Episode Listen Later May 6, 2024 26:14


Em 1910, João Cândido Felisberto liderou a Revolta da Chibata, um levante contra a aplicação de castigos físicos aos marinheiros, em sua maioria negros, e virou referência para o movimento negro. Mais de 100 anos depois, um projeto de lei tenta incluir o marinheiro, conhecido como Almirante Negro, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria – ao lado de nomes como Zumbi dos Palmares, Zilda Arns e Chico Mendes. O texto já foi aprovado no Senado, mas enfrenta resistências na Câmara dos Deputados. Em abril, o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, enviou carta à Comissão de Cultura da Câmara com críticas ao projeto. O documento diz que "além do justo pleito de revogação da prática repulsiva do açoite", os marinheiros que participaram da revolta "buscavam, deliberadamente, vantagens corporativas e ilegítimas", e que "[...] resta notável diferença entre reconhecer um erro e enaltecer um heroísmo infundado". Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Bernardo Mello Franco, colunista do jornal "O Globo" e comentarista da rádio CBN, sobre o debate no Congresso em torno do heroísmo de João Cândido e os significados da carta assinada por Olsen. Também participa o historiador Álvaro Pereira do Nascimento, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que explica o papel da Revolta da Chibata para a modernização da Marinha e fala sobre a importância da figura de João Cândido.

História Preta
Palmares | 3. Acordo de Paz

História Preta

Play Episode Listen Later May 6, 2024 31:26


Depois de ser derrotado por forças coloniais, Gana Zumba precisa tomar uma decisão: fazer um acordo de submissão com o inimigo ou assistir Palmares ser varrido para sempre da história.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

História Preta
Palmares | 2. Negros do Palmar

História Preta

Play Episode Listen Later Apr 15, 2024 33:34


Após décadas resistindo às forças coloniais, Palmares agora enfrenta seu maior desafio: um sertanista experiente e implacável, determinado a destruir a comunidade em troca de uma generosa recompensa.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com

Encyclopedia Womannica
Disappearing Acts: Gayl Jones

Encyclopedia Womannica

Play Episode Listen Later Apr 4, 2024 6:28


Gayl Jones (1949 - present) is a prolific author celebrated for her writing about Black womanhood, slavery, and the African Diaspora. She disappeared from public life by choice until very recently, when she reappeared in words with her 2021 novel, “Palmares.”  For Further Reading: “The Best American Novelist Whose Name You May Not Know”  “She Changed Black Literature Forever. Then She Disappeared.”  “The Best American Novelist to Disappear (And Come Back) Twice” Historically, women have been told to make themselves smaller, to diminish themselves. Some have used that idea to their advantage, disappearing into new identities. For others, a disappearance was the end to their stories, but the beginning of a new chapter in their legacies. This month we're telling the stories of these women: we're talking about disappearing acts. History classes can get a bad rap, and sometimes for good reason. When we were students, we couldn't help wondering... where were all the ladies at? Why were so many incredible stories missing from the typical curriculum? Enter, Womanica. On this Wonder Media Network podcast we explore the lives of inspiring women in history you may not know about, but definitely should. Every weekday, listeners explore the trials, tragedies, and triumphs of groundbreaking women throughout history who have dramatically shaped the world around us. In each 5 minute episode, we'll dive into the story behind one woman listeners may or may not know–but definitely should. These diverse women from across space and time are grouped into easily accessible and engaging monthly themes like Educators, Villains, Indigenous Storytellers, Activists, and many more. Womanica is hosted by WMN co-founder and award-winning journalist Jenny Kaplan. The bite-sized episodes pack painstakingly researched content into fun, entertaining, and addictive daily adventures. Womanica was created by Liz Kaplan and Jenny Kaplan, executive produced by Jenny Kaplan, and produced by Grace Lynch, Maddy Foley, Brittany Martinez, Edie Allard, Lindsey Kratochwill, Adesuwa Agbonile, Carmen Borca-Carrillo, Taylor Williamson, Sara Schleede, Paloma Moreno Jimenez, Luci Jones and Abbey Delk. Special thanks to Shira Atkins.Original theme music composed by Miles Moran.Follow Wonder Media Network: Website Instagram Twitter See omnystudio.com/listener for privacy information.

História Preta
Palmares | 1. Negros da mata

História Preta

Play Episode Listen Later Apr 1, 2024 37:07


No século XVII, 40 pessoas escravizadas fogiram de um engenho na cidade de Porto Calvo e fundaram uma comunidade de ex-escravizados na Serra da Barriga. Porém, a chegada dos Holandeses em Pernambuco põe a seguraça deles em riscoAPOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.FICHA TÉCNICAPesquisa e roteiro: Thiago André e Jerônimo CruzApresentação: Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosDesenho de Som: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoNos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBIBLIOGRAFIAGOMES, Flávio dos Santos. De olho em Zumbi dos Palmares: histórias, símbolos e memória social. In: De olho em zumbi dos palmares: histórias, símbolos e memória social. 2011. LARA, Silvia Hunold. Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação. Edusp, 2021.NASCIMENTO, Rômulo Luiz Xavier; FIUZA, Bruno. Palmares: Os escravos contra o poder colonial. Editora Terceiro Nome, 2019.  APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com