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Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

Jorge Borges
Como a Revolut quer implodir a banca

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 15:05


Fundada em julho de 2015 em Londres por dois imigrantes do Leste Europeu — o russo Nik Storonsky e o ucraniano Vlad Yatsenko —, a Revolut nasceu de uma frustração partilhada: as comissões ocultas e a ineficiência da banca tradicional nas transações internacionais. Uma década volvida, tornou-se a empresa tecnológica privada mais valiosa da Europa, avaliada em 75 mil milhões de dólares, com 68,3 milhões de clientes em todo o mundo, e mais de 2,1 milhões em Portugal. O percurso da Revolut é, ao mesmo tempo, a história de uma rutura radical com os modelos financeiros do século XX e a crónica de como uma startup pode, em dez anos, aproximar-se dos maiores bancos do mundo.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 06/07/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Flávio diz que Lula quer tarifas / Brasil fora da Copa

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 303:05


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (06): Em meio à escalada de tensão diplomática, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom contra o Palácio do Planalto diretamente de Washington. Flávio afirmou que o governo petista é o "único interessado" na aplicação da sobretaxa de 25% contra produtos brasileiros. Reportagem de Marco Viana. A Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026. Em partida disputada nos Estados Unidos, neste domingo (5), o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1. Em Brasília, noruegueses celebraram os dois gols do do camisa 9 do Manchester City em pleno solo brasileiro. O Brasil registrou um aumento estarrecedor de 125% nas notificações de violência contra crianças e adolescentes em um intervalo de cinco anos, de acordo com levantamento da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). O Palácio do Planalto corre contra o tempo e finaliza a redação de uma Medida Provisória ou Projeto de Lei com urgência constitucional focado na renegociação de dívidas rurais de produtores afetados por quebras de safra e extremos climáticos. A Venezuela confirmou que pelo menos 3 mil pessoas morreram e outras 16.000 ficaram feridas em decorrência do duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 que assolou a costa norte e central do país. Mais de 4 mil socorristas internacionais, incluindo equipes enviadas por nações vizinhas, correm contra o tempo nos escombros na tentativa de localizar sobreviventes. Reportágem de Luca Bassani. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desponta na liderança isolada na primeira pesquisa Datafolha detalhada para a eleição ao Palácio dos Bandeirantes em 2026, alcançando 46% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. A Câmara dos Deputados pode colocar em votação definitiva em plenário, ainda nesta semana, o Projeto de Lei que endurece severamente as punições para crimes de misoginia — definidos como o ódio, a aversão ou a manifestação de desprezo contra as mulheres. A guerra no Leste Europeu registrou uma violenta escalada na madrugada desta segunda-feira (6). Em uma ofensiva aérea massiva, as forças militares lideradas pelo presidente Vladimir Putin dispararam mísseis balísticos contra a capital ucraniana, Kiev. Cerca de 30 prédios residenciais foram destruídos e 14 pessoas mortas. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) corre contra o relógio para cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O prazo de 48 horas estipulado pelo ministro Alexandre de Moraes para a entrega de todo o arsenal registrado em nome do ex-mandatário se esgota nesta segunda-feira (6). Após o senador Jaques Wagner (PT-BA) se afastar do cargo para conter desgastes de imagem provocados pela deflagração da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana (PT-CE) foi definido como o nome consensual para assumir a liderança da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Expresso - Eixo do Mal
Um balanço, a PSU e uma estranha sintonia no leste europeu

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 50:23


A CGTP fala numa adesão em massa, já o Governo refere-se ao mesmo tema com o termo residual. Contra o pacote laboral, uma nova greve geral fez-se sentir um pouco por todo o país, ficando até marcada por uma manifestação que resultou em desacatos com as forças de autoridade. Qual foi, afinal, a real adesão dos portugueses à greve? Em cima da mesa de debates está também os contornos da nova prestação apresentada por Montenegro (a PSU) e o, provável, encontro entre os Presidentes em Guerra, Zelensky e Putin.Ouça o comentário de Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes na versão podcast do programa Eixo do Mal, emitido na SIC Notícias a 4 de junho. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Guerra Fria
Entre nazis, drones e diplomacia: o tabuleiro explosivo da guerra no Leste Europeu

Guerra Fria

Play Episode Listen Later May 31, 2026 20:32


Enquanto a guerra na Ucrânia regista novos desenvolvimentos, o presidente iraniano entrega uma carta de demissão ao líder supremo Khamenei, alegando falta de poderes efetivos e expropriação de competências pela Guarda Revolucionária. Na Arménia, a uma semana de eleições decisivas, Putin intensifica a pressão económica com ameaças de corte no gás e proibição de importações, comparando o caminho europeu de Erevan ao da Ucrânia. Nuno Rogeiro analisa os sinais de uma nova fase de apoio militar americano a Kiev, enquanto José Milhazes alerta para a tensão entre a Ucrânia e a Polónia após a homenagem a figuras nacionalistas ligadas a massacres de judeus e polacos. No Mar Negro, os ucranianos preparam uma ofensiva com drones de inteligência artificial enquanto a logística russa começa a dar sinais de colapso, com a Crimeia a racionar combustível. Ouça a análise dos comentadores no Guerra Fria em podcast, emitido na SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Geografia em Meia Hora
Grupo A da Copa - Geopolítica em Campo

Geografia em Meia Hora

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 67:15


Baixe o material deste episódio: https://forms.gle/WbkeDvbax7AzuMgP6Você está ouvindo o Geografia em Meia Hora, um podcast dedicado a analisar o mundo dentro e fora de campo. Por aqui, geopolítica, história e cultura e atualidades são exploradas a fundo, revelando as relações de poder que movem o planeta.E para quem deseja uma visão ainda mais aprofundada sobre a geopolítica mundial e assuntos da atualidade - seja você estudante, educador, professor ou entusiasta - considere apoiar o nosso podcast. Nossos assinantes têm acesso a aulas e materiais exclusivos dentro do curso Geopolítica e Atualidades, um conteúdo riquíssimo e aprofundado.Acesse: terranegra.online/cursos ou clique no link: https://hotm.io/U1RD9oRSeu apoio é fundamental para que possamos continuar esse trabalho.Neste episódio do podcast Geopolítica em Campo, analisamos as conexões entre o futebol e a geopolítica no Grupo A da Copa do Mundo de 2026, explorando as trajetórias de México, África do Sul e Coreia do Sul. Iniciamos no lendário Estádio Azteca, discutindo sua importância histórica como o único palco de três aberturas mundiais e revisitando a icônica rivalidade entre Argentina e Inglaterra, marcada pela Guerra das Malvinas e pelo papel de Margaret Thatcher no fortalecimento do futebol inglês. Além das quatro linhas, abordamos o dinamismo econômico mexicano através do fenômeno do near-shoring no contexto do USMCA e o uso estratégico da migração como ferramenta de negociação diplomática. A viagem segue para a África do Sul, onde relembramos o legado cultural da Copa de 2010 e o uso do esporte, especialmente o rugby, na unificação de uma nação marcada pelo Apartheid sob a liderança de Nelson Mandela. Discutimos as profundas desigualdades sociais representadas pelo elevado coeficiente de Gini do país e sua posição oscilante no BRICS, agora influenciada pelas tensões no Mar Vermelho que revitalizam as rotas comerciais pelo Cabo da Boa Esperança.Na Coreia do Sul, exploramos o contraste entre o sucesso global do seu soft power, personificado pelo K-pop e pela indústria da beleza, e os graves desafios demográficos. Com a menor taxa de natalidade do planeta, o país investe maciçamente em IA e robótica militar para garantir a defesa na fronteira com o Norte. Por fim, analisamos o confronto da repescagem europeia entre Dinamarca e República Tcheca, tratando do interesse geopolítico na Groenlândia, da corrida por terras raras e da ascensão de movimentos de extrema-direita e euroceticismo no Leste Europeu.Bom episódio!

Regras do Jogo - Holodeck
Utopia e videogames no Leste Europeu | RdJ #246

Regras do Jogo - Holodeck

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 120:32


Neste episódio, Fernando e Anderson conversam sobre o artigo The Landscape of Durance: Utopianism and Eastern Europe in Video Games, de Daniil Leiderman, artigo que analisa os jogos S.T.A.L.K.E.R: Shadows of Chernobyl (2007), Metro 2033 (2010), Papers, Please (2013), This War of Mine (2014) e Workers & Resources: Soviet Republic (2021), que exploram o tema da Europa Oriental como um espaço experimental concebido para testar a capacidade de ação ética do jogador. Ajude a financiar o Holodeck Design no Apoia.se e Orelo.cc ou fazendo doações pelo PicPay. Siga o Holodeck Design no Twitter, Facebook, Instagram e TikTok e entre no grupo para ouvintes do Telegram! Nossos episódios são gravados ao vivo em nosso canal na Twitch e YouTube, faça parte também da conversa. Participantes Fernando Henrique Anderson do Patrocínio Cupons de Desconto regrasdojogo – 10% Descontos em todas as camisas da Veste Esquerda. Músicas: Persona 5 – Beneath The Mask lofi chill remix

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 24/02/2026 | 1ª EDIÇÃO: 3ª Guerra Mundial já começou? / Investigada passa mal na CPMI do INSS | 2ª EDIÇÃO: Zelensky pede que Trump fique ao lado da Ucrânia

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 302:22


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (24): O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (23) que o líder da Rússia, Vladimir Putin, já teria iniciado uma “Terceira Guerra Mundial”. Segundo Zelensky, há diferentes interpretações sobre o tema, mas a ofensiva russa representaria um conflito de escala global, com a principal questão sendo até onde Moscou pretende avançar e como impedir essa expansão. A depoente Ingrid Pikinskeni Morais Santos não retornou à sessão da CPMI do INSS após um intervalo na oitiva realizada no Senado Federal. Segundo nota da presidência da comissão, ela apresentou um mal-estar e foi avaliada pela equipe médica da Casa, o que levou à suspensão dos trabalhos. Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador e assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares, uma das entidades que estão sob investigação da CPMI. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (23) que o Instituto Butantan “forneceu esperança” ao Brasil durante a pandemia da Covid-19. A declaração foi feita durante cerimônia em comemoração aos 125 anos da instituição, realizada na Zona Oeste da capital paulista, na qual o governador destacou os avanços científicos e o papel estratégico do Butantan na saúde pública. O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Brasil foi o país mais beneficiado do mundo com as novas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em São Paulo, durante evento na Fiesp, e se refere à tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos EUA, que entra em vigor nesta terça-feira (24). O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um apelo direto ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao pedir que o líder norte-americano “permaneça ao nosso lado”. A declaração foi dada em entrevista à CNN Internacional, nesta segunda-feira (23), véspera do quarto aniversário da guerra no Leste Europeu. O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Interpol anunciaram nesta segunda-feira (23) a criação de uma força integrada sul-americana para combater organizações criminosas, com foco especial no tráfico internacional de drogas. O grupo atuará exclusivamente na América do Sul e será coordenado e financiado pelo Brasil, por meio da Polícia Federal e do próprio ministério. O relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro e representantes de bancos investigados devem prestar contas diretamente à comissão, em Brasília, sem qualquer tratamento diferenciado. Gaspar criticou a possibilidade de depoimentos fora da CPMI e disse ser contrário ao que chamou de “depoimento marmita”, reforçando que não pode haver distinção entre investigados VIPs e não VIPs. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (23) que verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, só podem ser pagas a membros do Poder Judiciário e do Ministério Público quando houver previsão expressa em lei aprovada pelo Congresso Nacional. A decisão também restringe a atuação do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, que passam a poder apenas regulamentar benefícios já previstos em lei, com base de cálculo, percentual e teto claramente definidos. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Arquivo Misterio
Enforcada por um crime que não cometeu | Reyhaneh Jabbari

Arquivo Misterio

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 25:32


Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/01/2026 | Festas de réveillon pelo mundo / Discursos de Xi Jinping, Putin e Lula

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 241:49


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quinta-feira (01): A festa da virada na Avenida Paulista contou com a presença de milhares de famílias de todo o Brasil. O evento de Réveillon também teve a maior queima de fogos sem som da história. A chegada de 2026 foi celebrada ao redor do mundo, com espetáculos dignos de drones, queima de fogos e atrações especiais. Confira os principais shows dos países em comemoração ao Réveillon. Segundo um estudo, a renda real dos norte-americanos caiu cerca de 12% nos últimos anos, no contexto em que o presidente Donald Trump negou a ciência do clima e retirou incentivos da energia limpa. Acompanhe a repercussão do tema com a comentarista Patrícia Costa. A economia do Brasil cresceu mais de 3% nos últimos anos. No entanto, a inflação, que estava dentro da meta no início de 2025, acelerou nos meses seguintes e forçou o Banco Central a manter a taxa Selic no maior patamar em quase 20 anos. Reportagem: Soraya Lauand. A China encerrou uma série de manobras militares com munição real aos arredores de Taiwan. O anúncio coincide com o discurso de fim de ano do mandatário Xi Jinping, que reafirmou o compromisso com a “reunificação da pátria”. Na sua mensagem de fim de ano, o presidente Lula comemora os resultados do mercado de trabalho em 2025. O mandatário ressaltou a diminuição da taxa de desemprego para o nível mais baixo da série histórica, além de exaltar o aumento da renda da população. Reportagem: Igor Damasceno. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o seu discurso anual de Ano Novo para motivar as tropas que atuam na Ucrânia. Já o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirma que está a 10% de entrar em um acordo para pôr fim à guerra no Leste Europeu. Reportagem: Luca Bassani. O ministro Edson Fachin deseja implementar um código de ética no STF em 2026, mas a medida divide as opiniões no Supremo. Na sessão de encerramento, o magistrado defendeu o diálogo sobre o tema com os colegas em busca de transparência e rigor técnico. Reportagem: Misael Mainetti. O Congresso Nacional tem o PL da Dosimetria e a derrubada de vetos como pautas prioritárias para 2026. O presidente Lula vai precisar fortalecer a base com o Parlamento, a fim de buscar mais governabilidade no Brasil. Reportagem: José Maria Trindade. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, começa 2026 incerto se irá de fato concorrer à Presidência da República. Por enquanto, Tarcísio decide adotar cautela e afirma estar focado na reeleição ao governo do estado. Reportagem: Beatriz Manfredini. O ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e autorizou apenas a cirurgia eletiva indicada pela perícia da Polícia Federal. Reportagem: Igor Damasceno. A cientista política Luana Tavares conversou com o programa Jornal da Manhã desta quinta-feira (01) para falar sobre as expectativas para as eleições de 2026. O presidente Lula deve apostar em pautas de apelo social no primeiro semestre para tentar a reeleição. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 31/12/2025 | RJ tem maior Réveillon do mundo / Protesto contra acordo UE-Mercosul

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 242:11


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (31): A festa da virada de ano no Rio de Janeiro recebeu o prêmio de maior réveillon do mundo. A expectativa é de que 2,5 milhões de pessoas passem o dia 31 de dezembro na Praia de Copacabana. Reportagem: Taís Brito. Prestes a celebrar o réveillon, a Prefeitura do Rio de Janeiro montou um esquema de segurança que conta com a presença de 3.500 policiais. O Coronel Marcelo de Menezes conversou com a Jovem Pan para detalhar os preparativos para a festa da virada de ano de Copacabana. Reportagem: Rodrigo Viga. Confira a programação completa da festa da virada de ano na Avenida Paulista, que terá a corrida de São Silvestre, além de apresentações musicais e queima de fogos. O evento terá uma operação especial no transporte e na segurança. Reportagem: Fabrizio Neitzke. O Partido Progressistas está marcando reuniões em São Paulo com políticos em potencial que possam disputar o Palácio dos Bandeirantes em 2026. A sigla demonstra insatisfação com a gestão de Tarcísio de Freitas. Reportagem: Beatriz Manfredini. Segundo um estudo da FGV, o réveillon na Avenida Paulista vai movimentar mais de R$1,1 bilhão e uma ação da Polícia Militar em conjunto com a Guarda Civil Metropolitana vai mobilizar um grande número de agentes para garantir a segurança. A Jovem Pan conversou com o secretário municipal de Segurança Urbana Orlando Morando para analisar a virada de ano. Os produtores rurais da Polônia bloquearam importantes rodovias em protesto com a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O tratado entre os blocos está em negociação há mais de 20 anos. Reportagem: Soraya Lauand. Por conta dos problemas de saúde, a Polícia Federal decidiu adiar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre os itens encontrados no cofre do Palácio do Alvorada. Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, vai ter que explicar ao STF a suposta violação da proibição do uso das redes sociais. Um editorial da revista britânica The Economist defende que o presidente Lula não deveria correr à reeleição em 2026. Segundo a publicação, apesar do Brasil demonstrar resiliência das instituições democráticas, o país “merece escolhas melhores”. O Tribunal Superior do Trabalho acatou a situação dos Correios e postergou o pagamento de R$702 milhões em débitos trabalhistas. Apesar do TST considerar legal e não abusiva a greve da estatal, os funcionários devem retornar imediatamente aos serviços. Reportagem: Igor Damasceno. O ministro do STF Alexandre de Moraes não autorizou Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle e sogro de Jair Bolsonaro, a visitar o ex-presidente durante o período de internação. O magistrado citou as regras do ambiente hospitalar e a falta de segurança no local. Reportagem: Igor Damasceno. A guerra no Leste Europeu passa por um momento de recrudescimento, após a Ucrânia ter atacado com drones um porto e um gasoduto na região do Mar Negro, pertencente à Rússia, região de Tuapse. Reportagem: Luca Bassani. Os EUA anunciaram novas sanções contra o Irã e a Venezuela pelo comércio de drones entre os dois países. O departamento do tesouro norte-americano sancionou dez indivíduos e organizações. Reportagem: Fabrizio Neitzke O programa Jornal da Manhã desta quarta-feira (31) conversou com o professor de direito internacional Manuel Furriela sobre as expectativas do cenário global em 2026, em meio ao conflito entre os EUA e Irã, além da escalada de tensão entre Donald Trump e Nicolás Maduro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Governo do Estado de São Paulo
Sonora: Tradições de SP e culturas coreana, francesa e do leste europeu: as celebrações da Agenda Viva SP

Governo do Estado de São Paulo

Play Episode Listen Later Aug 13, 2025 2:56


Sonora: Tradições de SP e culturas coreana, francesa e do leste europeu: as celebrações da Agenda Viva SP by Governo do Estado de São Paulo

Economia
‘Tsunami branco': Península Ibérica é porta de entrada de cocaína na Europa

Economia

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 5:13


Após sucessivos recordes de apreensões de drogas nos últimos anos, a Península Ibérica se consolida como uma das portas de entrada de entorpecentes na Europa. A rota, que já era conhecida das autoridades pelo tráfico de cannabis do Marrocos, transformou-se em um canal para as importações de cocaína provenientes da América do Sul. Em 2023, foram apreendidas na Espanha 142 toneladas da droga, contra 59 toneladas no ano anterior. Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris Enquanto os cartéis mexicanos buscam mercado na América do Norte, os que atuam na Tríplice Fronteira, formada por Brasil, Paraguai e Argentina, focam na clientela dos países europeus, explica Olavo Hamilton, pós-doutor em Direito na Universidade de Brasília. "A localização geográfica, principalmente do nordeste do Brasil em relação à Europa, facilita essa nova rota, principalmente de cocaína, para a França, para a Europa Central e para o norte da Europa", diz. "Geralmente essa droga parte por via marítima ou aérea. A entrada na Europa é pela Península Ibérica, onde você tem grandes portos e há uma facilidade linguística e de comunicação entre os traficantes", completa. "Tsunami branco" "Um tsunami branco", compara o ministro do Interior francês Bruno Retailleau, preocupado com "a ameaça existencial" que este tráfico representa para a França. O "Escritório Central de Repressão ao Tráfico de Drogas" francês calcula que 200 mil pessoas atuem no tráfico de drogas no país, onde as apreensões de cocaína atingiram um recorde nos seis primeiros meses do ano: 37,5 toneladas contra 25,8 toneladas, no primeiro semestre de 2024, representando um aumento de 45%.  Olavo Hamilton explica porque o combate ao tráfico de cocaína é tão difícil. "Na década de 1980, o tráfico de cocaína era concentrado em poucos cartéis, organizações muito fáceis de identificar. Hoje, você tem uma rede maior de tráfico de drogas e esse poder é muito descentralizado", afirma. "Às vezes, em um estado do Brasil você tem até oito facções atuando todas na distribuição de drogas. É impossível combater o tráfico vindo dessas organizações pulverizadas na América Latina inteira", conclui.   Se o número de pontos de venda física de drogas caiu no território francês para 2.729, em comparação com 4.034 no fim de 2020, outras estratégias permitem escoar a mercadoria, incluindo o uso de apartamentos para aluguel de curta temporada e sistemas de cofres escondidos com chaves contendo drogas.  A queda de preços, resultado do aumento da produção, e a entrega mais fácil e abrangente por aplicativos também explicam os números recordes. "Antes, o tráfico de drogas era geralmente controlado por poucas famílias. Hoje, temos uma proliferação de locais de venda de drogas", analisa Marie Jauffret-Roustide, socióloga do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica. "Estudos disponíveis mostram que esse aumento do número de traficantes intensificou a violência associada às drogas, visto que há muito mais disputas pela manutenção do mercado", acrescenta.  Violência ligada ao tráfico de drogas cresce na França Na França, a violência ligada ao comércio ilegal de entorpecentes tem aumentado em cidades de médio porte. No ano passado, houve 367 homicídios ou tentativas de homicídios relacionados ao narcotráfico, em 173 cidades.  A criminalidade levou as autoridades do Gard, no sul do país, a implementarem medidas como toque de recolher em alguns bairros da cidade de Nîmes.  Para a pesquisadora Marie Jauffret-Roustide, combater as drogas exige enfrentar a desigualdade social. "Se combatêssemos as desigualdades sociais e de saúde, oferecendo a esses jovens a oportunidade de se integrarem à sociedade e acessarem empregos formais, é claro que eles escolheriam essas profissões em vez de entrarem para o tráfico de drogas", diz. "Há realmente muito trabalho a ser feito sobre a questão das desigualdades sociais em bairros populares", completa. PCC na Europa Entre diversas redes que operam para controlar esse comércio lucrativo, a organização mais conhecida é o PCC brasileiro, o Primeiro Comando da Capital, apontado como responsável pela onda de cocaína que invadiu a Europa nos últimos anos.  De uma tonelada de folha de coca, extrai-se aproximadamente um quilo de cocaína pura, que será vendida por US$ 35 mil na Europa, segundo investigação do jornal argentino La Nación. Leia tambémGarimpo e tráfico são foco de viagem de Macron à Guiana Francesa, onde Comando Vermelho e PCC ganham terreno A organização, que conta com mais de 100 mil membros, também estabeleceu ligações com a Ndrangheta calabresa, máfias do Leste Europeu e a máfia nigeriana Black Axe. De acordo com os cálculos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ligado ao Ministério Público Federal no Brasil, o tráfico de drogas rende ao PCC quase R$ 4,9 bilhões por ano.   O combate ao crime organizado na Tríplice Fronteira enfrenta dificuldades como a falta de recursos e a corrupção de muitos políticos, agentes de alfândega e policiais, além da escassez de efetivo.  França intensifica a repressão Na França, uma lei aprovada em junho prevê uma série de medidas repressivas para os envolvidos com o tráfico de drogas. Para incentivar a denúncia de redes criminosas, réus processados por crimes violentos agora podem ter suas penas reduzidas em até dois terços. A proteção de vítimas e testemunhas foi reforçada. Inquilinos envolvidos no tráfico de drogas poderão ser despejados mais facilmente. As autoridades também aumentaram a repressão a conteúdo online relacionado à venda de drogas. Além disso, presídios de segurança reforçada estão sendo construídos para receber traficantes. 

DW Brasil Notícias
A Europa está se preparando para o pior?

DW Brasil Notícias

Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 17:33


Um plano inédito na União Europeia: o bloco vai armazenar bens essenciais, como alimentos, água, combustível e medicamentos em caso de crises futuras, como pandemias, desastres naturais, apagões, ameaças nucleares ou químicas. Mas o principal alerta pode estar no leste do continente, mais precisamente a partir da Rússia. Afinal, o que está por trás da iniciativa europeia para se precaver?

Vox Vampyrica
Emil Cioran, Vampyros e outros seres fantásticos

Vox Vampyrica

Play Episode Listen Later Jun 10, 2025 22:26


O tom impactante e avassalador do niilismo para não deixar um único sistema ou constructo de pé muitas vezes é a ante sala de experimentarmos nosso próprio sensorial e um estado gnósico sem paralelos... o que nos leva a clara visão, olhar adamantino e um dos tópicos mais preciosos do termo Dragão entre os povos dos Balcãs, não é mesmo?E sem dúvida Emil Cioran e suas obras podem nos oferecer uma visão do abismo como nenhum autor jamais conseguiria. Debaixo de seu estilo decadent avec elegance oculto no sotaque transilvânico temos muito a aprender com ele e sua obra esconde nuances...Seguimos a jornada sob as asas poderosas do Dragão, amparados na mítica eslava deste contexto, razoavelmente inédita no Brasil e em conteúdo em idioma português. Hoje é a vez das linhagens do Dragão na bruxaria tradicional dos Balcãs e através do Leste Europeu...

Vox Vampyrica
As Linhagens do Dragão...

Vox Vampyrica

Play Episode Listen Later May 30, 2025 24:36


Seguimos a jornada sob as asas poderosas do Dragão, amparados na mítica eslava deste contexto, razoavelmente inédita no Brasil e em conteúdo em idioma português. Hoje é a vez das linhagens do Dragão na bruxaria tradicional dos Balcãs e através do Leste Europeu...

Feijoada Completa
Sequelas do Zika Vírus; leste europeu; bebês reborn; jazz no CCBB

Feijoada Completa

Play Episode Listen Later May 23, 2025


Vox Vampyrica
Nascidos Dragão, um olhar inédito na Bruxaria dos Balcãs!

Vox Vampyrica

Play Episode Listen Later May 21, 2025 21:07


É hora de falarmos dos nascido dragões na bruxaria tradicional dos Balcãs e através do Leste Europeu... xamãs, Vampyros, Anjos Caídos e muito mais... em uma pauta inédita no Brasil!

O Mundo Agora
Ataques de Trump podem levar Europa a um naufrágio geopolítico

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Mar 3, 2025 5:26


Os efeitos do tsunami político gerado pelo catastrófico encontro no Salão Oval da Casa Branca entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, mais o vice norte-americano James David Vance, podem ir muito além da guerra russo-ucraniana. Um destes efeitos pode ser o naufrágio geopolítico da chamada Europa Ocidental. Flávio Aguiar, analista políticoComecemos pelo começo. A Europa é tida e lida como o berço das chamadas Cultura e Civilização Ocidentais, desde os tempos da Grécia e da Roma antigas.Um dos derivados contemporâneos destes conceitos foi o Bloco Ocidental, criado depois do fim da Segunda Guerra Mundial, liderado pelos Estados Unidos e constituído por seus aliados na Europa Ocidental, o Canadá, e, na sua franja distante, por países como Austrália, Nova Zelândia, a China Nacionalista (Taiwan) e, de certo modo, até pelo ex-inimigo Japão.O Bloco Ocidental confrontava o Mundo Comunista, formado pela hoje extinta União Soviética (URSS) e seus satélites no Leste Europeu, a República Popular da China, o Vietnã do Norte, que acabou incorporando seu co-irmão do Sul em 1975, Cuba a partir de 1959, mais alguns países comunistas, como a hoje também extinta Iugoslávia, a Romênia e a Albânia, que não eram satélites da URSS. Os demais países, na América Latina, na África, na Ásia e na Oceania, eram “áreas em disputa”, com forças políticas pendendo para um ou outro lado.Este Bloco Ocidental tinha e tem um braço armado, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que confrontava o Pacto de Varsóvia, liderado pela URSS. Com a extinção desta, em 1991, o Bloco Ocidental ampliou sua influência para o Leste Europeu.A OTAN estendeu o alcance de sua ação, tornando-se uma espécie de força policial atuante em conflitos como nos Bálcãs Europeus, no Norte da África e até no Oriente Médio. Por fim, passou a ter por alvo a Federação Russa, que herdou da URSS o maior arsenal nuclear mundial.Emergência da União EuropeiaEconomicamente, o Bloco passou a enfrentar também o crescente poderio da China Comunista e sua influência em escala mundial. Paralelamente, a Europa viu a emergência e ampliação da União Europeia, sob a liderança de países da Europa Ocidental, como Alemanha, França e Itália, uma promessa de paz e prosperidade num continente martirizado e destruído por duas guerras mundiais no século 20.O cartão de visitas do Bloco Ocidental compreendia o regime capitalista, a democracia eleitoral, a liberdade cultural e nos costumes sociais, e muitas vezes a proteção econômica da social-democracia europeia. É verdade que nem sempre este cartão correspondia à realidade, dado que os Estados Unidos e seus aliados seguidamente patrocinaram, apoiaram ou conviveram comodamente com ditaduras sanguinárias na América Latina, na África, na Ásia e na Oceania.Mais recentemente, os Estados Unidos e seus aliados se empenharam no apoio ao governo da Ucrânia contra a invasão russa.Mas o encontro da sexta-feira no Salão Oval foi a demonstração de como o Bloco está mudando sua natureza, para dizer o mínimo. Ele não tem mais uma liderança; tem um patrão, Donald Trump, assessorado por um feitor, JD Vance. Dedo em riste, o patrão dita o que os seus ex-aliados, hoje súditos, devem ou não pensar, sentir e fazer. A estes cabe abaixar as orelhas e obedecer às ordens.Surpresa? Nem tanto. Afinal, aquele patrão vem se comportando como os antigos reis europeus ao tempo das grandes navegações. Quer anexar territórios, comprando-os ou ocupando-os, nomear e renomear acidentes geográficos, criar balneários de luxo em terras devastadas por seus auxiliares, como em Gaza, e agora obter concessões comerciais e econômicas explorando as terras raras da Ucrânia como pagamento pelos serviços militares a ela prestados.Quanto ao Zelensky, ficou pendurado no pincel da guerra que está destruindo seu país, com as promessas de apoio por parte de uma União Europeia enfraquecida, acossada por sua extrema direita insuflada por uma das big techs, a de Elon Musk, que apoiam o novo monarca absoluto de Washington. Uma União que se vê ameaçada de afogar-se no redemoinho da irrelevância geopolítica.Este é o novo “design” projetado pelo monarca absoluto da Casa Branca para o antigo Bloco Ocidental, que pode transformar-se em algo parecido com o cercadinho onde um hoje ex-presidente também autoritário fazia prédicas para seus fãs e crentes. .

Entendendo a Notícia
# 831 - ESTADOS UNIDOS E UNIÃO EUROPEIA ATACAM SOBERANIA DE PAÍSES DO LESTE EUROPEU

Entendendo a Notícia

Play Episode Listen Later Dec 19, 2024 24:11


Tema de abertura de Claudio Zaidan no programa Bandeirantes Acontece.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Mesmo com OPEP adiando aumento de produção, demanda menor de fim de ano deve limitar preços do petróleo

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 27, 2024 13:42


Conflitos no Oriente Médio e Leste Europeu seguem no radar do mercado

Sem Moderação
Mil dias de guerra: quais as perspectivas para o futuro no Leste Europeu?

Sem Moderação

Play Episode Listen Later Nov 20, 2024 24:25


Passaram mil dias. Quase três anos desde o momento em que a Rússia invadiu território ucraniano. Com avanços e recuos, territoriais e negociais, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky continuam a medir forças. Com o bloco europeu e norte-americano de olhos postos na guerra, o que se pode esperar da escalada do conflito? Ouça a análise de Daniel Oliveira e de Francisco Mendes da Silva na versão podcast do programa Antes Pelo Contrário, emitido na SIC Notícias a 19 de novembro.See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
17 de Setembro de 2024 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Sep 17, 2024 19:59


O que realmente os jovens moçambicanos esperam destas eleições de 9 de outubro? Quénia e Alemanha assinam importante acordo de trabalho e migração. Alemanha faz controlo transfronteiriço contra imigração ilegal. Tempestade Boris mata na Europa Central e de Leste

99Vidas - Nostalgia e Videogames
99Vidas 634 - Grand Theft Auto IV (GTA 4)

99Vidas - Nostalgia e Videogames

Play Episode Listen Later Sep 6, 2024 96:32


Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre "GTA IV", jogo lançado em 2008 pela Rockstar Games, sendo o primeiro da série a estrear na geração do Xbox 360 e PlayStation 3. Ele se destaca pela abordagem mais realista e séria em comparação aos títulos anteriores da franquia, como "GTA: San Andreas" e "GTA: Vice City". O jogo foca na história de Niko Bellic, um imigrante do Leste Europeu que chega a Liberty City em busca de uma nova vida. A principal diferença de "GTA IV" é o tom mais maduro, tanto na narrativa quanto na jogabilidade, que é mais pesada e realista. A física, por exemplo, é bastante influenciada pelo uso da engine Euphoria, que trouxe mais autenticidade às colisões e movimentos. Em contraste, os jogos anteriores são mais focados em elementos exagerados, como missões absurdas e a liberdade quase sem limites. Enquanto "San Andreas" oferecia um mundo vasto e repleto de customizações, "GTA IV" apresenta uma cidade mais densa, porém com menos opções de personalização, focando mais na imersão e no desenvolvimento de personagens. Ainda assim, é um dos melhores jogos da franquia? Essa é mais uma edição da nossa série Remake! = ALURA | Estude na Alura e tenha acesso a mais de 1.500 CURSOS! Acesse o nosso link e ganhe 15% de desconto http://alura.tv/99vidas

Dev Sem Fronteiras
Engenheiro de Sistemas Aeronáuticos em Liubliana, Eslovênia - Dev Sem Fronteiras #148

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 29:23


O Diego se formou em Engenharia Mecânica na UNESP de Bauru, e fez mestrado em Engenharia Aeronáutica no ITA. Após trabalhar com projetos que foram desde o desenvolvimento de instrumentação a testes navais com plataformas de petróleo, miniaturas de cascos de navios e propulsores, o Diego passou outros seis anos na Embraer, antes de mudar de área para trabalhar com aeronaves não-tripuladas. A seguir, depois de trabalhar em uma startup ligada a entregas com drones, ele e sua esposa concluíram que seria uma boa ideia eles se mudarem, junto com a filha pequena, para o exterior. Neste episódio, o Diego conta como quase foi morar na Itália antes de se mudar para a Eslovênia, e explora as semelhanças, diferenças e surpresas de se morar e trabalhar em uma terra que, na verdade, não fica no Leste Europeu. Fabrício Carraro, o seu viajante poliglota Diego Monteiro, Engenheiro de Sistemas Aeronáuticos em Liubliana, Eslovênia Links: Programa de Especialização em Engenharia da Embraer Conheça a Formação Aprenda a programar em Python com Orientação a Objetos da Alura e mergulhe em uma das linguagens mais em voga no mercado.  TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões. #7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/ Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo!  Produção e conteúdo: Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/ Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/ Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

Estadão Notícias
A perpetuação de Putin no poder e seu efeitos para o mundo

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Mar 19, 2024 28:53


Vladimir Putin foi eleito para um novo mandato, que o consolidará como líder mais longevo desde a Revolução da Rússia. A votação de três dias encerrada neste domingo, 17, ocorreu em um ambiente rigidamente controlado, sem alternativas reais a Putin, que venceu com maioria esmagadora dos votos. Putin obteve quase 10 pontos percentuais a mais do que na última eleição, em 2018, e o Kremlin deve retratar esse resultado como um sinal de apoio à invasão da Ucrânia, embora nenhum candidato crítico à guerra tenha sido autorizado a concorrer. Kiev e aliados europeus, por outro lado, denunciam a votação como ilegítima. Apesar do controle do Kremlin, a reta final da eleição foi marcada por um protesto silencioso dos apoiadores de Alexei Navalny, o líder opositor que morreu em prisão do Ártico um mês antes da votação. A ONG que monitora os direitos políticos na Rússia, OVD-Info, registrou pelo menos 74 prisões em 17 cidades da Rússia nesta reta final das eleições. Muitas estariam ligadas ao protesto. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse neste domingo que Putin está “embriagado pelo poder”. Também no Leste Europeu, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia disse em nota que “a eleição presidencial russa não é legal, livre e justa”.  Na mesma linha, o Reino Unido disse que a Rússia demonstra não ter interesse em encontrar um caminho para paz ao criticar a realização de eleições em solo ucraniano. E aproveitou para reafirmar o apoio a Kiev. Afinal, quais os sinais para o futuro após a eleição de Vladimir Putin? O pleito russo pode indicar um tensionamento na relação com o ocidente? No ‘Estadão Notícias' de hoje, vamos conversar com Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da UNIFESP e autora do livro "A reconfiguração do poder global em tempos de crise". O ‘Estadão Notícias' está disponível no Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google podcasts, ou no agregador de podcasts de sua preferência. Apresentação: Emanuel Bomfim Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Gabriela Forte  Sonorização/Montagem: Moacir BiasiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Genial Podcast
Gustavo Loyola, na Conversa com Zé Márcio, sobre o Governo Lula: "É um Dilma 3"

Genial Podcast

Play Episode Listen Later Mar 2, 2024 33:35


Neste encontro entre o economista-chefe da Genial, José Márcio Camargo, e Gustavo Loyola, doutor em economia e sócio-diretor da Tendências Consultoria, você fica inteirado sobre os temas e debates mais importantes da economia e da política do nosso país e do mundo. A Conversa com Zé Márcio vai ao ar todo sábado, às 14h. Ative as notificações e acompanhe os principais desafios políticos e econômicos do mundo na opinião de especialistas.

Resumão Diário
JN: inflação dentro da meta, Lewandowski no Ministério da Justiça e Lavagem do Bonfim em Salvador

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jan 12, 2024 5:25


A inflação brasileira fica dentro da meta do Conselho Monetário Nacional depois de dois anos. O presidente Lula anunciou o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A polícia descobriu que um estrangeiro assassinado em Santos era um mafioso do Leste Europeu. Um delegado de Goiás é suspeito de estuprar uma jovem trans. No Equador, bandidos ainda mantêm reféns dezenas de agentes penitenciários. Na apresentação como novo técnico, Dorival Junior disse que a seleção tem a obrigação de voltar a vencer. Em Salvador, a Lavagem Do Bonfim reuniu mais de um milhão de devotos.

Roda Viva
Roda Viva | Roberto Giannetti da Fonseca | 30/10/2023

Roda Viva

Play Episode Listen Later Oct 31, 2023 95:26


O #RodaViva entrevista o economista e empresário Roberto Giannetti da Fonseca.  Ele é ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), no governo de Fernando Henrique Cardoso, e ex-diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP. Ele acaba de lançar o livro "Penúltimas Memórias", com bastidores da política e da economia do país.    No Roda Viva, o economista vai contar algumas dessas histórias e também avaliar o cenário atual do país, com as recentes discussões sobre a reforma tributária, as medidas necessárias para incrementar o setor produtivo e os efeitos das guerras no Oriente Médio e Leste Europeu. Com apresentação da jornalista Vera Magalhães, a bancada será composta pelos jornalistas Ricardo Balthazar; Mariana Barbosa, colunista do jornal O Globo; Carlos Alberto Sardenberg, âncora da rádio CBN; Célia de Gouvêa Franco; e Itamar Montalvão, editorialista do jornal O Estado de S. Paulo. As ilustrações são do cartunista Luciano Veronezi. #TVCultura #Política #Brasil #Israel #Palestina #Hamas #RobertoGiannettidaFonseca

Notícias Agrícolas - Podcasts
Movimentações no Leste Europeu derrubaram o trigo em Chicago, que puxou junto soja e milho

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Aug 29, 2023 25:05


Daqui para frente, analista acredita em mais força negativa para a soja diante da proximidade da colheita dos EUA

CNN MUNDO
Na linha de frente: jornalistas da CNN reportam a guerra na Ucrânia in loco

CNN MUNDO

Play Episode Listen Later Aug 4, 2023 45:34


Neste episódio, Roberto Nonato expõe o cenário atual da guerra entre Rússia e Ucrânia ao lado de Américo Martins, enviado especial para a Ucrânia, e de Mathias Brotero, repórter que acompanhou o mês inicial do conflito diretamente do Leste Europeu.  Américo Martins passou por Kiev, capital da Ucrânia, e depois ficou baseado em Kharkiv, segunda maior cidade do país, a 40km da Rússia. De lá, visitou Izium, totalmente destruída pela guerra; esteve em trincheiras em Kupiansk, local inicialmente tomado por Moscou e depois recuperado pela Ucrânia; e um posto avançado a 700m da fronteira com a Rússia, onde vivenciou o dia a dia dos soldados que se arriscam na linha de frente.  Já Mathias Brotero estava em Kiev no dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou o que ele chamava de “operação militar especial” no território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022. O repórter também passou alguns dias na Polônia, acompanhando a crise migratória gerada pela fuga de milhões de refugiados. Apresentação: Roberto Nonato e Américo MartinsProdução: Bruna SalesEdição: Raphael Henrique

Mundo Freak
Lendas e Mitos do Leste Europeu | MFC 437

Mundo Freak

Play Episode Listen Later Jan 12, 2023 62:32


O leste europeu é uma região muito diversificada, com várias culturas e povos diferentes formando países muito curiosos e culturalmente ricos. Tratar das lendas e folclore destes povos é uma experiência ampla, uma vez que poderíamos falar por dias de diferentes boas histórias que eles contam. Por conta disso, o episódio de hoje é um recorte geral que conta também com alguns dos principais mitos da região. Hoje os povos que habitam o leste europeu são, em sua maioria, Católicos Ortodoxos ou Católicos Romanos, e muito de seus costumes e cultura foi perdido, pois antes da chegada do cristianismo, seu conhecimento era passado pela tradição oral. Logo, a maior parte das fontes escritas foram feitas por cristãos contando lendas e demonizando deuses e diferentes entidades, mudando parte das histórias. No episódio de hoje, nossos investigadores Andrei Fernandes, Rafael Jacaúna, Marcos Keller e Ira Croft irão além e falarão um pouco melhor sobre seus seres mitológicos e

Petit Journal
BP 332 - Privadagate; oleoduto parado no leste europeu

Petit Journal

Play Episode Listen Later Aug 10, 2022 37:39


Os professores Daniel Sousa e Tanguy Baghdadi voltam ao seu feed para tratar dos assuntos mais importantes da Política Internacional e da Economia nas últimas 24 horas, e falam sobre o assunto que mobilizou as atenções nos EUA hoje: os documentos jogados por Trump na privada. (Sim, é real) Além disso, falamos sobre o incentivo à produção de chips nos EUA; ao acidente na Crimeia que levou preocupação ao mundo; ao lançamento de um satélite por Rússia e Irã; ao corte no fluxo de petróleo russo para o leste europeu; o tédio de Macron; as previsões da OCDE; as ameaças polonesas; e a apreensão do avião de um oligarca pelos EUA no… Cazaquistão! Quer conhecer nossos cursos e aulas gratuitas? Acesse www.petitcursos.com.br Se você quiser contribuir com o nosso projeto em reais, acesse: https://escute.orelo.audio/petit/apoios Se você vive no exterior: https://www.patreon.com/petitjournal Prefere fazer o Pix? A chave é o e-mail: petitjournal.pj@gmail.com Que tal um PicPay? Link: picpay.me/daniel.henrique.sousa Quer apoiar pelo Youtube? Clique em “Valeu”, logo abaixo do vídeo e deixe seu apoio Aos nossos apoiadores, nosso muitíssimo obrigado!

Abertura de Mercado
Petróleo volta ao nível de antes da guerra na Ucrânia com temor de recessão

Abertura de Mercado

Play Episode Listen Later Aug 5, 2022 20:33


O petróleo chegou ao mesmo patamar de antes da pandemia e da guerra no Leste Europeu, após queda generalizada no preço das commodities devido ao temor do mercado de uma recessão global.  Apresentado por Thaís Herédia Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.

Let's Talk New York
#121 Ela saiu do Brasil pra estudar.. na Letônia

Let's Talk New York

Play Episode Listen Later Jul 24, 2022 39:37


Desde criança, Priscila Leite Pozzoco sempre soube que queria ser médica. Quando ela e o namorado começaram a viajar e ela descobriu que o mundo era muito grande, decidiu que estudaria Medicina - fora do Brasil. Depois de muita pesquisa, ela aplicou para uma faculdade na Letônia, no Leste Europeu. No episódio de hoje, vocês vão conhecer mais da história dela - como foi a decisão de estudar medicina na Letônia, a preparação para a mudança e como tem sido a vida no exterior como estudante. Ela não falava inglês, não teve apoio da família e foi atrás de juntar dinheiro para atingir seu objetivo. LINKS DO EPISÓDIO Instagram da Priscila - @pripozzoco

E Tem Mais
Rússia x Ucrânia: conflito no Leste Europeu redesenha cenário geopolítico

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Jun 27, 2022 27:02


Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um balanço dos efeitos de quatro meses da ofensiva militar da Rússia na Ucrânia e dos possíveis impactos do processo para a adesão ucraniana à União Europeia. O bloco europeu reconheceu a candidatura da Ucrânia a integrante do grupo de nações do continente, mas o processo de entrada do país na União Europeia ainda depende de uma longa série de etapas. O gesto acirra a tensão com o governo russo de Vladimir Putin, que se opõe a esse movimento de aproximação e enfrenta sanções de potências ocidentais. Ao mesmo tempo, as forças russas intensificam as ações militares para consolidar as conquistas no leste da Ucrânia e buscam alternativas para contornar os impactos econômicos das sanções internacionais. Para descrever como as movimentações políticas e militares em torno do conflito na Ucrânia redesenham o cenário geopolítico, participam deste episódio o editor de Internacional da CNN Brasil Marcelo Favalli e o pesquisador de relações internacionais Arthur Moura, especialista em Rússia e Ucrânia. Com apresentação de Carol Nogueira, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir o E Tem Mais no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.

E Tem Mais
Gás da Rússia: disputa econômica acirra tensões da guerra na Ucrânia

E Tem Mais

Play Episode Listen Later May 2, 2022 18:28


Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um balanço das reações ao corte do fornecimento de gás da Rússia para a Bulgária e a Polônia e dos rumos da guerra na Ucrânia, que já dura mais de dois meses. A estatal russa Gazprom decidiu suspender o envio de gás para países da União Europeia que não pagarem pelo combustível em rublos, como o governo da Rússia havia determinado para conter a desvalorização da moeda do país, que teve a economia atingida pela sanções internacionais impostas após o início da invasão à Ucrânia. A decisão acendeu o alerta para um possível desabastecimento de energia em parte da Europa e acirrou as tensões entre a Rússia e países do Ocidente em meio a uma nova fase do conflito no Leste Europeu, marcada pelos combates na região do Donbass, no leste da Ucrânia. Para traçar um panorama do atual cenário de disputas políticas e econômicas que envolvem a guerra na Ucrânia, participa deste episódio o analista de política internacional da CNN Brasil Lourival Sant'Anna. Com apresentação de Carol Nogueira, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir o E Tem Mais no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.

Abertura de Mercado
Inflação é maior problema do mundo hoje

Abertura de Mercado

Play Episode Listen Later Apr 8, 2022 15:42


Os preços dos alimentos no mundo bateram novo recorde, levados pela guerra no Leste Europeu. O alerta é da ONU (Organização das Nações Unidas), que mostra que inflação em 12 meses já acumula alta de 34%. O dado traz um alarme importante, já que indica que o mundo inteiro está sofrendo de um mal que, antes, parecia se concentrar em países emergentes. Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yasbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.

E Tem Mais
Um mês da guerra na Ucrânia: conflito acirra tensões e redefine quadro global

E Tem Mais

Play Episode Listen Later Mar 24, 2022 32:34


Neste episódio do E Tem Mais, Carol Nogueira apresenta um balanço das reações e dos impactos do período de um mês desde o início da guerra na Ucrânia. O conflito já acumula um saldo de centenas de civis mortos e mais de 3,5 milhões de refugiados. A Rússia diz que a ação militar prossegue dentro do previsto e tem atingido os objetivos definidos. Já a Ucrânia reforça os apelos por ajuda internacional e afirma que seguirá resistindo aos avanços da invasão russa. As tentativas de negociação para um possível cessar-fogo esbarram na exigência da Rússia por uma redefinição do mapa da região e no aprofundamento das tensões internacionais diante da ofensiva militar russa no Leste Europeu. Para descrever os desdobramentos políticos e econômicos de um mês de guerra na Ucrânia, participam deste episódio o editor de política internacional da CNN Brasil Renan de Souza e o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, da ESPM. Com apresentação de Carol Nogueira, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir o E Tem Mais no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.

AnimaSom
#49 - Ucrânia, Crunchyroll, Funimation, salários no Japão e mais

AnimaSom

Play Episode Listen Later Mar 11, 2022 121:32


Neste episódio, Paulo Martini e Celbi Pegoraro falam sobre: >> [02:35] Plataforma de streaming Funimation começa a mover todo seu conteúdo para o Crunchyroll; >> [23:11] Discussões salariais de animadores no Japão chega ao parlamento do país; >> [33:30] Ucrânia: animação, história e mercado; >> [1:54:42] e as DICAS CULTURAIS: >> Easter Cartoon Out Of Context | Perfil do Twitter com cenas de animações do Leste Europeu: https://twitter.com/EasternOoC >> Compilado de Curtas Animados produzidos na Ucrânia entre 1927 e 1929! | Assista no Vimeo: https://vimeo.com/639155197 >> MAVKA THE FOREST SONG | Assista ao trailer do longa animado ucraniano no Youtube: https://bit.ly/374Tswb --- Apoie o AnimaSom, contribuindo mensalmente com a produção de novos episódios: catarse.me/AnimaSom. Obrigado!

Podcast Metanoia
#450 - Guerra Mundial! Será? | #Drops031

Podcast Metanoia

Play Episode Listen Later Mar 3, 2022 12:14


Estamos diante de uma guerra no Leste Europeu entre Russia e Ucrânia. Quanto da sua energia e do seu tempo você tem dedicado para saber das notícias sobre o assunto? O quanto você tem dedicado de energia em conversas sobre esse tema? Existe uma guerra acontecendo debaixo do nosso nariz. Ela é bem mais profunda e perigosa, mas muitos de nós estão alienados quanto a isso! Não estamos falando da guerra da Ucrânia, mas a guerra na nossa mente que inclusive leva países como a Russia e a Ucrânia as guerras visíveis. Vem com a gente conhecer um pouco mais de perto o que essa guerra significa e o que você pode fazer a respeito. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/podcast-metanoia/message

Durma com essa
Uma semana de guerra: o avanço militar, as sanções e a diplomacia

Durma com essa

Play Episode Listen Later Mar 2, 2022 16:36


A “invasão total” prevista pela Ucrânia não ocorreu em uma semana de guerra, mas a Rússia continua avançando pelo território do país vizinho. Enquanto isso, as sanções econômicas contra o governo de Vladimir Putin crescem. Nas Nações Unidas, a Assembleia-Geral condenou a investida militar russa, enquanto as partes envolvidas conversam sobre um possível cessar-fogo. O “Durma com essa” desta quarta-feira (2) resume o que aconteceu desde 24 de fevereiro no conflito do Leste Europeu. O repórter especial João Paulo Charleaux fala sobre o grande comboio russo que está a caminho de Kiev, capital ucraniana. E a redatora Mariana Vick fala sobre o carnaval de 2022 no Brasil e seus possíveis impactos na pandemia de covid-19.

Durma com essa
Extratos da semana do nazismo no debate público

Durma com essa

Play Episode Listen Later Feb 11, 2022 7:58


A defesa feita por um comunicador e um deputado da descriminalização do nazismo no Brasil. O repúdio às declarações. O programa de renegociação de dívidas de financiamento estudantil. O nascimento do União Brasil. A tensão no Leste Europeu. E mais.Links para as matérias citadas: • Podcast ‘Flow': do sucesso de audiência à demissão de Monark: https://bit.ly/3rJ6veI • ‘Nazismo passou por um processo de normalização pública': https://bit.ly/3rLyRoO • O que esperar do União Brasil, o partido do bilhão em 2022: https://bit.ly/3uHR1cG • Bolsonaro e o perdão de dívidas estudantis com o Fies: https://bit.ly/3Bhw2yJ • O que os europeus pensam sobre uma guerra na Ucrânia: https://bit.ly/34ybhTz Acesse a Gama Revista e leia a nova edição da Semana a partir de domingo: https://gamarevista.com.br

Durma com essa
Extratos da semana dos recordes da ômicron

Durma com essa

Play Episode Listen Later Jan 21, 2022 6:18


O maior registro de casos de covid no Brasil desde o início da pandemia. A aprovação pela Anvisa da Coronavac para aplicação em crianças e adolescentes. A morte de Elza Soares. A erupção do vulcão em Tonga. E mais.Links para as matérias citadas:• Qual papel a Coronavac pode ter na vacinação infantil: https://bit.ly/3KA6b9F • A tentativa do governo do Rio de Janeiro de reciclar as UPPs: https://bit.ly/3IqxSQ9 • Elza, uma estilista da canção que foi do samba ao experimental: https://bit.ly/3IpYXTB • Tonga: incomunicável e desabastecida após a erupção: https://bit.ly/3Is3GEe • A escalada militar da Rússia no Leste Europeu, passo a passo: https://bit.ly/3AtbOSf

Durma com essa
A alta nos alertas de desmatamento. E o contínuo efeito boiada

Durma com essa

Play Episode Listen Later Jan 18, 2022 15:20


A área sob alerta de desmatamento na Amazônia em 2021 foi a maior em uma década, segundo o monitoramento por satélite feito pelo instituto de pesquisa Imazon. O levantamento reúne informações que buscam, ao longo do ano, alertar a fiscalização e barrar a destruição ilegal da floresta. O “Durma com essa” de terça-feira (18) fala sobre o esvaziamento de órgãos ambientais responsável por essas ações sob o presidente Jair Bolsonaro, que na segunda-feira (17) citou a redução nas multas como um avanço de seu governo a empresários do agronegócio num evento do Banco do Brasil. O episódio também tem a participação do redator Marcelo Roubicek, que fala sobre o impacto da variante ômicron nas cadeias de produção e distribuição de produtos no mundo, e do repórter especial João Paulo Charleaux, que comenta a escalada de tensão entre a Rússia e outros países do Leste Europeu.

Podcast irmaos.com
481: Uma brasileira na Hungria – Jetlag 030

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Oct 19, 2021 58:08


A Nayara foi parar no Leste Europeu para fazer seu mestrado e acumular histórias para contar aqui no Jetlag.

Podcast irmaos.com
Uma brasileira na Hungria – Jetlag 030

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Oct 19, 2021 58:08


A Nayara foi parar no Leste Europeu para fazer seu mestrado e acumular histórias para contar aqui no Jetlag.

Podcast irmaos.com
481: Uma brasileira na Hungria – Jetlag 030

Podcast irmaos.com

Play Episode Listen Later Oct 19, 2021 58:08


A Nayara foi parar no Leste Europeu para fazer seu mestrado e acumular histórias para contar aqui no Jetlag.