Podcasts about registramos

  • 24PODCASTS
  • 31EPISODES
  • 28mAVG DURATION
  • 1MONTHLY NEW EPISODE
  • Feb 12, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026


Best podcasts about registramos

Latest podcast episodes about registramos

Oxigênio
#213 – Curupira: da floresta à COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 42:54


O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi.  ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará.  Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade.  Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial.  Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos.  Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso.  Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e  desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem.  Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos.  Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso.  Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar.  Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso  Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro  na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa  para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho,  para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói.   Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo.   Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas  de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele  retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia.  Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza.  Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida.  Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia.   Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias.  Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira?  Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta.  Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta.  Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária.  Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro?   Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia.  Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza.  Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto,  não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta.  Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia?  Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza.  Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável.  Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi.  A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau. 

TUTAMÉIA TV
"O mundo precisa saber o que acontece nas prisões de Israel", diz jornalista violentada

TUTAMÉIA TV

Play Episode Listen Later Jan 3, 2026 38:03


TUTAMÉIA apresenta entrevista da jornalista alemã Anna Liedtke, de 25 anos, que foi sequestrada por militares de Israel quando participava da Flotinha da Liberdade e levada para prisões das forças de ocupação em Gaza, onde sofreu violência sexual. Ela denunciou o caso na Conferência Internacional de Defesa dos Prisioneiros Político, no dia 21 de dezembro, em Paris. Na semana passada, falou novamente sobre o caso à agência Comra Wire –entrevista que agora reproduzimos com a devida autorização.Este 31 de dezembro é também o Dia dos Jornalistas Palestinos. Registramos nossa solidariedade e homenagem à coragem, à resistência e à determinação dos profissionais de mídia que atuam em Gaza para levar ao mundo a verdade sobre os crimes de Israel. E apresentamos documento distribuído hoje pelo gabinete de imprensa do governo palestino (Hamas) com o balanço da violência enfrentada pelos trabalhadores da comunicação na Palestina.Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...

Leonardo Kurcis
AMPLIE SUA PERCEPÇÃO

Leonardo Kurcis

Play Episode Listen Later Aug 13, 2024 18:30


Registramos com admiração a percepção aguda dos provadores de café ou vinho o ouvido apurado dos antigos mecânicos, sem recursos hoje disponíveis, regulavam os motores.  Muitos sem o recurso da visão conseguem identificar cores de certos objetos pelo tato. Isso evidencia que os nossos sentidos podem alcançar níveis de percepção superiores. Pelo treino é possível melhorarmos nossa percepção e alcançarmos benefícios para nossa vida.

Manuel López San Martín
Artículo 19 revela que durante sexenio de AMLO van 3 mil 408 agresiones contra la prensa - 10 julio 2024.

Manuel López San Martín

Play Episode Listen Later Jul 10, 2024 8:50


En entrevista para MVS Noticias con Manuel López San Martín, Leopoldo Maldonado, Director Regional para México y Centroamérica del artículo 19, habló sobre la libertad de expresión e información, derechos pendientes frete a situación crítica de violencia y censura. Maldonado, expresó su preocupación por la grave situación de la libertad de expresión e información en el país. ¿Cuántas agresiones a la prensa van en el sexenio de AMLO? El Director Regional para México y Centroamérica del artículo 19 subrayó la escalada alarmante de violencia hacia la prensa, con un registro de 3 mil 408 agresiones durante este sexenio, un 62 por ciento más que en el gobierno anterior con Enrique Peña Nieto. Leopoldo Maldonado señaló que estas agresiones ocurren con una frecuencia preocupante, cada 14 horas en promedio, y que la mitad de ellas provienen de autoridades públicas, lo que denota una responsabilidad directa del Estado en garantizar la seguridad de los comunicadores. ¿Cuántas campañas de desprestigio contra la prensa van en el sexenio de AMLO? "Registramos en lo que va del sexenio 248 campañas de desprestigio contra la prensa, provenientes tanto del Gobierno Federal como de gobiernos locales y hasta de actores políticos de oposición", detalló Maldonado, destacando la gravedad de un discurso de descalificación que contribuye al clima de hostilidad hacia los medios. El director de Artículo 19 criticó la falta de avances significativos en los mecanismos de protección para periodistas, mencionando casos de comunicadores que llevan años en el mecanismo sin ver resultados efectivos en la investigación de sus agresores. "Los recursos siguen siendo insuficientes y hay una falta de aplicación uniforme de protocolos contra delitos en las Fiscalías estatales, lo que limita la capacidad de la sociedad para acceder a información de interés público", concluyó Maldonado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Protagonistas de la Economía Colombiana
"Registramos un incremento de 9% en la participación de mercado de las lavadoras"

Protagonistas de la Economía Colombiana

Play Episode Listen Later Mar 12, 2024 1:53


La marca coreana LG es una de las más populares en Colombia en materia de electrodomésticos. Sus dispositivos abarcan todos los segmentos, desde productos como lavadoras, neveras o equipos de sonido, hasta aires acondicionados para el hogar.

Protagonistas de la Economía Colombiana
“El año pasado registramos un tráfico de más de 20,4 millones de personas”

Protagonistas de la Economía Colombiana

Play Episode Listen Later Mar 8, 2024 1:20


Los centros comerciales son de los espacios más recorridos por los colombianos. El tráfico de estos lugares, que mide el número de visitas que hacen las personas, puede ser superior al de aeropuertos como el de Rionegro. Camilo Ángel, gerente general de Unicentro Bogotá, aseguró que registraron un tráfico de 20,4 millones de personas durante el año pasado.

História Presente
Notas sobre Historiadoras #9 - Natalie Zemon Davis

História Presente

Play Episode Listen Later Nov 8, 2023 4:57


Esse episódio do Notas sobre Historiadoras é singela homenagem do LPPE/UERJ a historiadora Natalie Davis, que faleceu recentemente, no dia 21 de outubro de 2023. Registramos aqui nossa admiração e nossos agradecimentos pela enorme contribuição. Apresentação: Angela Roberti. Abertura e encerramento: Júlia Crelier Roteiro: Ingrid Ladeira Edição: Pétrin Ribeiro. Arte da capa: Patrick Dansa. Vinheta: Leonardo Pereira. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/lppe/message

arte esse apresenta notas ribeiro abertura natalie davis registramos natalie zemon davis
Agro em Dia
Show Rural Coopavel 2023 uma feira com grandes personalidades, conhecimento e oportunidades

Agro em Dia

Play Episode Listen Later May 4, 2023 74:10


Nesse Episódio estivemos em uma das maiores feiras do Brasil - Show Rural (Coopavel) 2023 - Registramos alguns momentos e fizemos questão de compartilhar todo esse aprendizado com vocês Agronaltas. Se ainda não inscrito, se inscreva e ative as notificações Acesse nossas redes sociais e fique por dentro dos próximos lançamentos! Instagram : @agroemdiapodcast Tik&Tok : @agroemdiapodcast

Podcast Corrida Perfeita ®
Resumo Semanal #18 | 13/06/22

Podcast Corrida Perfeita ®

Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 18:31


Nem o frio intenso atrapalhou a Maratona de Porto Alegre, que teve a participação de pelotão do CP,  vitórias memoráveis e outras histórias... Este é o principal destaque do nosso resumo semanal de 13/06/2022! E mais: ainda nesta edição, você vai ter dicas de corrida, novidades do Corrida Perfeita e giro por várias outras provas, como a Meia Maratona de Campinas e a Meia de Curitiba...  Ouça até o final para saber o que rola nos destaques da nossa semana. Assista também ao vídeo deste resumo semanal no Youtube - https://cperfeita.run/kki8 Se liga nos destaques deste episódio: 01:09 - Novidades do Corrida Perfeita: Corrida Perfeita na Maratona do Rio! Se você é nosso aluno(a), acesse os Grupos do Telegram - https://cperfeita.run/grupos 02:30 - Calendário de provas do Corrida Perfeita 2022 - https://cperfeita.run/provas2022 02:43 - Provável participação do CP na SP City! Pelotão sub-4 com o @bariatricomaratonista 03:47 - Promoções de vestuário na Centauro e site da Nike repletos de tênis com descontasso no nosso app de Cashback - https://cperfeita.run/ziz7 05:28 - Review: Fone de Condução Óssea HAYLOU PurFree(BC01) - https://cperfeita.run/gyk7 05:59 - Correr com celular na mão: isso pode?- https://cperfeita.run/e2vv 06:28 - Como ele baixou 11 min nos 10km - https://cperfeita.run/9m39 06:47 - Como incentivar seu parceir@ a correr? - https://cperfeita.run/goix 07:42 - Maratona de Porto Alegre com frio de 6 graus e 15 mil pessoas 09:19 - Registramos a Maratona de POA! 11:11 - Medal Monday: nossos atletas nas provas do Brasil e exterior 15:07 - Podcast inspirador com Gustavo Benvenutti - https://cperfeita.run/z0rt 15:21 - Como a Dayane saiu dos 5 para os 10km em dois meses, com direito a pódio!  --- > Treine com assessoria do Corrida Perfeita:  https://cperfeita.run/fkrf

Ahora Dicen
Macagno: "La primera semana de Enero registramos una ocupación del 81,2%"

Ahora Dicen

Play Episode Listen Later Jan 12, 2022 9:37


Luis Macagno en comunicación con Ahora Dicen para Futurock FM

enero ocupaci primera semana registramos ahora dicen
RADIOGRAFÍA
Empresas peruanas y venezolanas invertirán 19 millones de dólares en Panamá

RADIOGRAFÍA

Play Episode Listen Later Apr 30, 2021 16:20


Panamá, 30 de abril de 2021.El viceministro de Comercio,Juan Carlos Sosa reiteró en RadioGrafía que siete Zonas Francas se están desarrollando en el país. “Todas han arrancado, ya sea en remodelaciones o construcción”.Sosa sostuvo que “la semana pasada en la Comisión de Zona Franca se aprobó 2 empresas internacionales, las cuales invertirán 19 millones de dólares". Visitamos sus galeras de más de 100 kilómetros cuadrados. Son países suramericanos (Perú y Venezuela), que se dedicarán a la producción de bebidas y gaseosas.“Son empresas serias que se establecerán en mes de agosto. Se está viendo la confianza en nuestro país”, acotó el vocero del MICI.Señala que Panamá Este está desarrollado un polo de desarrollo orientado al sector manufacturero."El poder del negocio de Panamá siempre ha sido de servicio por lo que buscamos desarrollar un polo manufacturero", destacó.Además informó que empresas multinacionales se están estableciendo en Panamá, procedentes de Estados Unidos, Europa y Asia.“Con pandemia y todo hemos podido registrar 32 empresas multinacionales dentro del régimen SEM. Registramos 17. 4 empresas por año vs el histórico que se habìa reflejado, 11.9. Estamos en un ritmo acelerado, por el arriba del 46%”.

Así las cosas
Nunca registramos precandidatos en Guerrero y vamos a impugnar: Morena

Así las cosas

Play Episode Listen Later Mar 26, 2021 14:45


“Vamos a impugnar y a solicitar juicio político a los siete consejeros del INE" aseguró Marcial Rodríguez y advirtió movilizaciones de militantes

Radio Fitness Revolucionario
Diez Causas por las que No Pierdes Peso

Radio Fitness Revolucionario

Play Episode Listen Later Mar 20, 2021 11:04


Estancarse en la pérdida de peso es frustrante, pero estos estancamientos son también oportunidades de aprendizaje. A continuación resumo diez causas frecuentes por las que no pierdes peso y algunas ideas prácticas para superarlas. 1. Estás perdiendo pero no te das cuenta Tu peso fluctúa día a día por multitud de factores: nivel de hidratación, glucógeno, contenido del estómago, retención de líquido, ciclo menstrual... Si te pesas una vez a la semana y no ves variación podrías pensar que no has bajado nada. Para mejorar el seguimiento recomiendo pesarse a diario y calcular el peso medio de la semana. Al comparar la media semanal se suavizan las fluctuaciones diarias y podrás ver el progreso real. Evaluar el progreso por el peso medio semanal evita ser engañado por las fluctuaciones diarias Esto es especialmente relevante tras las pérdidas rápidas de las primeras semanas. Además, si estás entrenando fuerza (y deberías), ganarás masa muscular. Esto te ayudará a quemar más grasa, pero la pérdida de peso total será menor. Si pierdes dos kilos de grasa y ganas un kilo de músculo la báscula solo reflejará una pérdida total de 1 kilo de peso, a pesar de que es muy buen progreso. Sin embargo, alguien que no entrene fuerza quizá pierda dos kilos de grasa y además uno de músculo. Al mirar la báscula se pondría muy contento (¡3 kilos menos!), a pesar de ser un resultado mucho peor. Recuerda además que el peso es solo una métrica más de progreso, no necesariamente la principal. Otro ejemplo: si empiezas a suplementar con creatina es normal ganar 1-2 kg en poco tiempo (estudio, estudio), pero no es grasa, simplemente agua. 2. Comes más de lo que piensas La mayoría subestima las calorías que ingiere  (estudio, estudio, estudio, detalle), y la diferencia es especialmente grande en las personas con más sobrepeso (estudio, estudio). Muchos estudios observan desviaciones de entre el 20 y el 50%. Claramente no somos conscientes de este error, porque seguimos reportando menos calorías aunque sepamos que van a ser verificadas después (estudio) o aunque nos paguen por mejorar la precisión (estudio). Nos engañamos con mucha facilidad. Incluso los dietistas subestiman sus calorías en un 10% (estudio). Es menos de la mitad que el resto de la población, pero sigue siendo un error suficientemente grande como para producir estancamiento. ¿Cuáles son los errores de cálculo más frecuentes? Subestimamos las porciones. Lo que nos parece 100 gramos de arroz son en realidad 150. Recordamos los alimentos que nos hacen quedar bien (espinaca y kale) pero tendemos a olvidar aquellos de los que nos sentimos menos orgullosos (como los donuts). Contamos las cien calorías de la ensalada pero no las trescientas del aderezo. Registramos el café pero no las tres cucharadas de aceite de coco y la mantequilla (por eso no recomiendo el café bulletproof). No contamos las calorías líquidas. Nuestros mecanismos que señalizan saciedad son poco influenciados por las calorías líquidas, por eso es mejor reducirlas (estudio, estudio, estudio) No consideramos los pequeños snacks que tomamos durante el día. ¿Cómo minimizar este error? Compra una pesa como esta y registra durante una semana todo lo que comes, con apps como myfitnesspal o FatSecret. 3. No basas tu dieta en comida real Las calorías importan, pero también su origen. La comida real (alimentos frescos mínimamente procesados) tiene muchos beneficios respecto a los alimentos más procesados: Es más saciante, y facilita por tanto el control calórico. Su digestión requiere más energía, lo que reduce las calorías finalmente absorbibles. Es más densa nutricionalmente, y los micronutrientes también participan en la señal de saciedad (detalle). El resultado es que al basar la alimentación en comida real se pierde peso con más facilidad (estudio). Las dietas basadas en alimentos frescos facilitan la pérdida de peso,

Entrevista Federal
Dante Spinetta: “La música es sangre, es mi familia”

Entrevista Federal

Play Episode Listen Later Nov 5, 2020 59:32


En una nueva emisión de la Entrevista Federal de la que participaron periodistas de distintas emisoras de la Radio Pública de todo el país hablamos con Dante Spinetta. Desde. LRA 7 Córdoba  Gonzalo Puig le consultó al músico y cantante sobre la forma de componer las canciones. “La sexualidad en la música que hago está, pero cambiaron las formas de decir las cosas. El mundo cambió, hay algunas canciones que dejé de tocar. El contexto social es otro y cambió la cabeza. Siempre para nosotros la mujer es la reina, tuve una madre muy presente” “La música es sangre, es mi familia. Es un lenguaje, aprendí a expresarme a través de la música. Mi abuelo cantaba tango todos los días. Mi viejo (Luis Alberto Spinetta)  estaba todo el día con la guitarra el casa. Muchas veces digo cosas con la música que no puedo decir de otra forma”, contó Dante Spinetta tras la pregunta de Adriana Minn, de LT 14 Gral. Urquiza Paraná E. Ríos.  Juan Pablo Sosa de LRA 15 Tucumán consultó sobre su último trabajo “Niguiri Sessions”.  “Registramos un recital realizado junto a la banda en febrero de este año en donde se logra transmitir la energía de una formación”. La pandemia. “Con el encierro y la cuarentena todos bajamos un cambio y comenzamos a valorar más las cosas. El disco que voy a hacer ahora será mejor que el de antes”, expresó Spinetta luego de la consulta de Andrea Miranda de LRA 11 Comodoro Rivadavia y de Daniel Etman LRA 2 Viedma . "Compuse muchas ideas, pero me está constando, es un momento en donde estamos muy sencibles", remarcó luego “Posiblemente no tendremos show hasta el año que viene por la pandemia, hay miles y miles de familias que viven del mundo del espectáculo. Seremos los úlitmos en volver a recuperar nuestro trabajo. Todos nos tenenmos que poner más creativos”, contó el músico despúes de la pregunta de Eduargo Fabrega de Nacional Rock.  “Cuando arranqué el rap era visto cómo una moda que iba a pasar. Todavía la gente no lo entendía y sufrimos mucha violencia. Cuando tocamos en un comienzo lo temas de rap en festivales de rock la gente nos tiraba cosas”, recordó el músico tras la pregunta de Juan Ignacio De Pian, de LRA 03 Santa Rosa. Desde LRA 25 Tartagal Salta , Sofía Cruz le preguntó al artista sobre la canción “Soltar”.  “Venía de un desamor muy fuerte, fue un momento muy duro en mi vida”. “Con la primera plata que gané me compre una guitarra”, contó el cantante después de la consulta de Carina Bravo LV 8 Radio Libertador Mendoza 9. "Mi viejo siempre decía que a las guitarras hay que hacerlas sonar". Por último Gimena Contreras  de LRA 10 Ushuaia consultó sobre el legado en el rock.    

Así lo hacemos
210. Así registramos marcas

Así lo hacemos

Play Episode Listen Later Sep 18, 2020 62:26


¿Cómo es el proceso de registrar una marca? Hoy en día registrar una marca es un proceso que se puede hacer online y que sería sencillo sino fuera por la basura de web desde la que se tiene que hacer. ¡Vamos cómo se hace!

marcas registramos
Informe Chile Podcast
La violencia de los mercaderes en La Moneda. Diario 26/06/2020

Informe Chile Podcast

Play Episode Listen Later Jun 27, 2020 13:51


Registramos en pocos minutos la historia de un día en que se evidencio la violencia en las calles, en el día Internacional de las Víctimas de Tortura y del Natalicio de Salvador Allende el Gobierno parece entusiasmado en un espejismo de éxito contra el virus que no para.

Topa Pensar?
O que é #justiça? #32

Topa Pensar?

Play Episode Listen Later Jun 22, 2020 9:11


O episódio discorre sobre o conceito de justiça em três perspectivas. Campo do conhecimento da filosofia, o termo aparece positivado no Novo Código de Processo Civil em seu artigo 6.o. O jusfilósofo e processualista Tannus Neto enfatiza a justiça como necessidade de cooperação entre os sujeitos processuais, seguindo o que preconiza o Novo Código de Processo Civil. #TopaPensar recebe nova contribuição do Prof. José Jorge Tannus Neto, advogado e professor de Direito. Registramos os nossos agradecimentos à contribuição ao canal! Que podemos seguir firmes na luta por justiça no direito processual, atém da vida! Twitter/Blog/Podcast: Topa Pensar

Topa Pensar?
Topa Pensar democraticamente? #18

Topa Pensar?

Play Episode Listen Later May 9, 2020 15:19


O episódio, ao perfilhar a urgência da atitude responsável de dúvida que freie as fake news, propõe uma disposição de ânimo para desconfiar com um olhar socialmente inclusivo, portanto democrático. #TopaPensar recebe a contribuição do Prof. Dr. Silvio Beltramelli Neto, professor do Programa de Pós-Graduação em Direito, mestrado acadêmico e também da graduação, na PUC Campinas. Sua contribuição com o clássico Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) destacando a questão da democracia é um brinde ao pensamento. Registramos os nossos agradecimentos e anunciamos também o seu canal do youtube com conteúdos imperdíveis: https://www.youtube.com/channel/UC6E6q3zX7qqjhLt_f_whcRQ Instagram: @silviobeltramelli

Topa Pensar?
Que armas temos para vencer o medo? #8

Topa Pensar?

Play Episode Listen Later Apr 30, 2020 9:22


Informação, instrução, diálogo, planejamento e humildade são armas apresentadas por José Jorge Tannus Neto para a superação do medo. #TopaPensar recebe a contribuição do Prof. José Jorge Tannus Neto, advogado e professor de Direito, o qual homenageia seu avô, o falecido e renomado desembargador José Jorge Tannus. Registramos os nossos agradecimentos à contribuição ao canal! Que podemos seguir firmes na luta por uma sociedade melhor!

Irmãos Prezia | Canada para Brasileiros | Podcast por Caio Prezia e Guilherme Prezia
PODCAST 167 - Prepare-se para a grande mudança! (Canadá)

Irmãos Prezia | Canada para Brasileiros | Podcast por Caio Prezia e Guilherme Prezia

Play Episode Listen Later Apr 19, 2020 49:55


Acabamos de colocar no um podcast MUITO importante sobre como conseguir emprego no Canadá frente a esse novo panorama econômico mundial.Tudo no mercado de trabalho Canadense está mudando e numa velocidade rápida!.Acontece que a maior parte das pessoas não está seguindo esse ritmo de mudanças.Os desempregados do futuro são aqueles que HOJE não estão mudando de atitude e estratégia!Neste podcast nós listamos regras básicas que você deve seguir para navegar neste ‘mar revolto’. O podcast de hoje é principalmente indicado para quem está sério (a) e comprometido a ir pro Canadá e conseguir um emprego que garanta imigração.Nós temos 15 anos de experiência ajudando brasileiros a ter sucesso no Plano Canadá e sabemos como te ajudar no Plano Canadá.Chegou a hora de você depositar sua confiança em quem realmente entende do assunto. E o mais importante: nós somos ISENTOS. Não temos parcerias e também não aceitamos anúncios de empresas do mercado de intercâmbio e imigração.E não é à toa que temos hoje a MAIOR audiência sobre Plano Canadá. Nosso canal no Youtube já passou de 210 MIL inscritos. Registramos também mais de 400 MIL seguidores (as) no Facebook (www.facebook.com/irmaosprezia/) e nossas 3 contas de Instagram contabilizam hoje mais de 100 MIL followers.Além disso, oferecemos a proposta mais HONESTA e JUSTA do mercado: o nosso produto pago - a Área VIP - oferece Garantia de 30 dias. Ou seja: nós confiamos tanto em nosso trabalho que decidimos oferecer reembolso para todos aqueles que não ficarem 100% satisfeitos. Pergunta: quem neste mercado oferece reembolso total? Resposta: somente os Irmãos Prezia.

O Pipoqueiro
#15 - Maternidade II

O Pipoqueiro

Play Episode Listen Later Apr 7, 2020 106:34


"Uma mãe ganha um bebê! Mas o que ela perde?!  Você já parou pra pensar nisso? Nesta segunda parte do Episódio abrimos nossos corações, experiências e emoções sobre as águas fundas e profundas do puerpério. Trazemos relatos não apenas de perdas simbólicas, relacionais e profissionais do processo de tornar se mãe, mas também de perdas gestacionais. Pura emoção! Registramos o amor por nossas crias numa cápsula do tempo nessa frequência que ainda está cheia de "cheirinho de mãe". Junto com a dor de muitas perdas, estamos nos (re) conhecendo na potência máxima e plural de amar sem medida. Vem se emocionar com a gente! Foto de: Ivete Siqueira. 

CPR
Colombia protesta 6

CPR

Play Episode Listen Later Nov 28, 2019 9:02


Registramos el cacerolazo sinfónico, con músicos y cacerolas en el Parque de los Hippies. En el séptimo día de protestas, asistimos al cacerolazo sinfónico, una convocatoria para músicos y estudiantes de música que llegaron con sus instrumentos a otro punto importante de las protestas, el Parque de los Hippies. Así suena un cacerolazo musical. Grabado y publicado el miércoles 27 de noviembre de 2019 en Bogotá.

CPR
Colombia protesta 2

CPR

Play Episode Listen Later Nov 24, 2019 4:28


Crónica sonora del día 23 de noviembre. Protestas, represión y testimonios.Grabamos la movilización por el centro de Bogotá, incluida la represión a manifestantes pacíficos. Registramos los helicópteros monitoreando la ciudad. Y recolectamos testimonios en el caceroleo en Parkway, inlcuidos los de una niña con las ideas bien claras.

CPR
Protestas en Colombia

CPR

Play Episode Listen Later Nov 23, 2019 7:06


El jueves 21 de noviembre hubo un paro general que inició una ola de protestas en toda Colombia. Registramos sonidos y testimonios de las manifestaciones en Bogotá. Una caminata por el Parkway de Bogotá nos encuentra con los cacerolazos el segundo día de protestas en Colombia. Registramos los cantos, los cacerolazos y preguntamos por qué se reclama.

PodPensar
PodPensar #22 - UbaldiPod=16 - Do Separatismo à União

PodPensar

Play Episode Listen Later Sep 23, 2019 70:39


Pensadores! Mais um UbaldiPod... Ofertamos a vocês mais um capítulo do livro A Lei de Deus. Neste episódio vamos ouvir a voz deste pensador acerca do caminho que precisamos percorrer, saindo da condição de apartados para a de unidos. Refletir quanto a nossa postura diante da vida, do todo e de Deus sabendo que todos nós podemos entender, por nós mesmos, se fizermos como Ubaldi: lendo a Lei de Deus que está inscrita nos fenômenos da nossa existência. E se todo o Mundo (con)vive em harmonia, regida por esta mesma Lei, compete-nos a ela compreender e atender, e nisto está toda a nossa felicidade, a felicidade possível neste plano no qual ainda nos encontramos. Estamos com muitas novidades neste programa mas, dentre eles, vamos dar um nome: Maurício Crispim do Instituto IBBIS. Bom, por aí vocês podem imaginar o que vem por aí! E como a gente não consegue segurar, vamos adiantar: nosso próximo UbaldiPod é bem especial, justamente porque gravamos com o Maurício Crispim! Aguardem! E já que estamos falando de coisas boas, que tal adquirir a coleção completa do professor Pietro Ubaldi com um descontão? Então não deixe de ouvir este UbaldiPod e descubra como! Registramos ainda, com muito carinho, a participação do nosso irmão Márcio Araújo que já retornou ao Plano Espiritual mas que permanece conosco, mesmo de lá, e de cá no nosso coração. No ar para cada um de vocês, com carinho, mais um PodPensar da Série Pietro Ubaldi, nosso UbaldiPod! Links relacionados a este UbaldiPod: Curso Ondas de Transformação I - Aula 07 https://www.youtube.com/watch?v=Mr55cSqN5Wc Uma visão oriental dos campos mentais: http://www.prout.org/por/chap1.htm Onde adquirir a coleção (Livraria Virtual do Instituto Pietro Ubaldi) http://www.ipubookstore.com.br/ Site do Instituto Pietro Ubaldi http://www.pietroubaldi.org.br/

Suposta Leitura
17. Surfista Prateado - Parábola, de Stan Lee e Moebius

Suposta Leitura

Play Episode Listen Later Jan 23, 2019 19:42


Registramos nossa humilde homenagem a Stan Lee com este podcast sobre Surfista Prateado - Parábola, minissérie escrita por ele e ilustrada por Moebius. Compre a HQ: https://amzn.to/2WccFCs Participantes: Lucas Mota || www.twitter.com/mrlucasmota || www.instagram.com/mrlucasmota Anna Raíssa Guedes || twitter.com/annarraissa Contrate nossos serviços: Lucas Mota - www.supostoescritor.com/p/leitura-critica.html Anna Raíssa - annaguedes.strikingly.com/ Livros escritos pelo Lucas e editados/revisados pela Raíssa: amzn.to/2DaefNS Assine nosso feed: www.feeds.feedburner.com/supostaleitura Estamos no spotify: open.spotify.com/show/5HfKT2Mlu5I…WQQc26wqi43rVcYg

ra stan lee hq bola livros compre guedes moebius surfista prateado registramos lucas mota
PodPensar
PodPensar #39 - Especial "Recordações com a Família de Clóvis Tavares" - Série UbaldiPod - Participação Especial: Irmã Aíla Pinheiro

PodPensar

Play Episode Listen Later Jan 3, 2017 85:00


Especial "Recordações com a Família de Clóvis Tavares" - Participação Especial: Irmã Aíla Pinheiro Um dia inesquecível com a família Tavares! E ponto (já que certas coisas - e acontecimentos - não são passíveis ou possíveis de serem descritos, portanto, vamos ao que viemos). Neste UbaldiPod Especial você conhecerá um pouco mais da intimidade e experiências do Professor Pietro Ubaldi a partir dos comentários da doce "Hildinha" (como se dirigia Chico Xavier a Hilda Tavares, esposa de Clóvis Tavares) e seu filho Flávio Mussa Tavares. Clóvis Tavares, que gozou por mais de 30 anos da amizade íntima de Chico Xavier, legou-nos suas memórias desta convivência na obra "Trinta anos com Chico Xavier" e outros livros como "Amor e Sabedoria de Emmanuel" e "Mediunidade dos Santos". Personalidade ímpar, teve papel fundamental na vinda e vida de Pietro Ubaldi no Brasil, e neste episódio você tomará conhecimento de algumas vivências dessas duas personalidades. Se você ainda não conhece Clóvis Tavares, veja um pouco de sua história aqui: http://www.escolajesuscristo.org.br/p/sobre-o-fundador.html Agora, imaginem vocês que seguindo os passos iluminados destes trabalhadores do Cristo, numa oportunidade única, iríamos presenciar algo impensado: buscar maiores informações acerca do Professor Pietro Ubaldi e Clóvis Tavares junto a Família Tavares ao mesmo momento em que estavam recebendo a Irmã Aíla Pinheiro! Neste dia, em verdade, a Irmã Aíla estaria vivenciando, mais uma vez, algo que acredita profundamente: o diálogo inter-religioso. Atendia ao convite feito pela Família Tavares para falar na Escola Jesus Cristo - fundada em 27 de outubro de 1935 - por Clóvis Tavares. Naquela ocasião escolheu ela falar sobre "As Cartas de Paulo" (que você poderá ouvir na Rádio Escola Jesus Cristo clicando aqui: https://www.mixcloud.com/escolajesuscristo/as-cartas-de-paulo/). Sugerimos que ouça, porque entenderá melhor alguns comentários feitos neste UbaldiPod, já que ela praticamente dá continuidade na exposição comentando Corintios 12:12. Registramos aqui, novamente, nosso profundo agradecimento à Hilda, Flávio, Pedro e toda a Família Tavares que nos receberam sem distinção, fazendo-nos sentir algo da pureza de sentimentos e a vivência das virtudes decorrentes do contato com estas nobres almas que são Clóvis e Pietro. .................................................................................................................................................................................................... Envie sua opinião, pergunta ou Alô para: contato@portalpensar.org ou pelo nosso whatsapp: 21 96518-9204 .................................................................................................................................................................................................... Nosso site: http://www.portalpensar.org/ .................................................................................................................................................................................................... Pagina do Facebbok: https://www.facebook.com/portalpensar.org/ .................................................................................................................................................................................................... Perfil Ubaldi Brasil https://www.facebook.com/profile.php?id=100009648189763 .................................................................................................................................................................................................... Nosso Canal no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCmFU9C9KhyG0Zh2Ee2jVCXQ ....................................................................................................................................................................................................

Irmãos Prezia | Canada para Brasileiros | Podcast por Caio Prezia e Guilherme Prezia

AVISO IMPORTANTE: na segunda-feira, dia 19 de setembro de 2016, nós iremos abrir inscrições para a Área VIP - nosso famoso guia / comunidade sobre estudo, trabalho e vida no Canadá. Para receber o link de assinatura basta entrar pra minha lista de emails: planocanada.com Chegamos a 100 (CEM!) edições do podcast do Canada para Brasileiros! A primeira edição foi publicada em 2010 - ou seja, nosso podcast já tem 6 anos de idade! Até brinquei com meu irmão Guilherme: precisamos entrar pro 'Guinness Book' como sendo o programa sobre Canadá que está há mais tempo no ar! Registramos ainda mais um recorde: temos a maior comunidade sobre Canadá no Facebook, com mais de 360 MIL seguidores!. Segredo Revelado: Nessa edição comemorativa nós iremos revelar um grande segredo que guardamos por quase 8 anos. Sim - há algo importante sobre minha vida (e de meu irmão Guilherme) que nós iremos contar em detalhes nesse podcast. Sem estragar a surpresa, irei dar duas dicas sobre o nosso segredo: 1) tem tudo haver com imigração para o Canadá. 2) é um grande exemplo de SUPERAÇÃO, PERSISTÊNCIA E POSITIVIDADE. *se você faz parte da Área VIP, provavelmente você já sabe o que iremos revelar. Ouça agora nosso podcast e descubra o nosso segredo Promoção Nessa edição nós revelamos ainda o nomes dos 3 vencedores da promoção que fizemos em comemoração às 100 edições do podcast. Os vencedores serão presenteados com assinatura da Área Vip, que inclui acessos livre aos nossos guias best sellers sobre Estudo, Trabalho e vida no Canadá. A assinatura dá acesso ainda a nossa COMUNIDADE PRIVADA no Facebook. Ouça agora nosso podcast e descubra quem são os 3 ganhadores da promoção E não se esqueça: na segunda-feira, dia 19 de setembro de 2016, iremos abrir inscrições para a Área VIP. Para receber o link de assinatura basta entrar pra minha lista de emails: planocanada.com

Ano Bissexto
Ano Bissexto #069 – Quando registramos coisas demais

Ano Bissexto

Play Episode Listen Later Mar 9, 2016 4:03


Quando registramos coisas demais.

quando coisas demais registramos ano bissexto
GLOBAL HITS CON ARMANDO_PLATA
GLOBAL HITS # 62 CON ARMANDO PLATA ULTIMA PARTE LAS 50 CANCIONES DE 2015

GLOBAL HITS CON ARMANDO_PLATA

Play Episode Listen Later Jan 8, 2016 56:51


Bienvenidos al cuarto y último programa especial con las 50 canciones del 2015 según Global Hits. CHEERLEADER CON OMI fue # 1 en 30 países entre ellos Estados Unidos Australia, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Suráfrica, Australia y Francia. Las distintas versiones en video suman cerca de 850 millones de visualizaciones en redes sociales y es una de las canciones emblemáticas del 2015.GENTE DE ZONA consolido su imagen con LA GOZADERA junto a Mar Anthony. Tiene sobre 200 millones de transmisiones en plataformas de video, ha sido # 1 en España, # 1 En Estados Unidos en estaciones de radio tropical según Bilboard y top 10 en varios países de América Latina. Otra de las 50 canciones del 2015 según Global Hits es HEY MAMA del DJ Francés David Guetta y NICKY MINAJ, la rapera más influyente en la cultura estadounidense, según el New York Times. También interviene el DJ Holandés Afrojack. HEY MAMA es un éxito comercial certificado como platino en Australia, Canadá, Dinamarca, Alemania, Inglaterra, Italia, España, Suecia y Estados Unidos. Sus diferentes versiones en video se acercan a las 600 millones de visitas en YouTube.SORRY de la estrella canadiense JUSTIN BEABER fue otra de las grandes canciones del 2015. Salió al mercado al mismo tiempo que HELLO de ADELE y por eso llego al # 2 de Australia, Bélgica y Estados Unidos, sin embargo fue # 1 en 15 países como Canadá, Dinamarca, México, España, república checa, Suecia y discotecas de Norteamérica. Las diferentes versiones de SORRY acumulan sobre 670 millones de reproducciones de video en diferentes plataformas digitales.El Tropical House tuvo su mejor momento en 2015 con LEAN ON de Major Lazer, DJ SNAKE y la cantante de Dinamarca MO. LEAN ON es un refinado trabajo de música electrónica y un tributo a la cultura de la india. LEAN ON se convirtió en un fenómeno mundial figurando en el top 10 de 87 naciones. Tiene el record de la mayor cantidad de reproducciones de audio en Spotify con más de 650 millones. Sus diferentes versiones de video superan 1.060 millones de transmisiones en Vevo. Tiene sobre 20 certificaciones de platino en 12 países.Nuestro invitado ahora es el colombiano J Balvin con GUINZA, una mixtura de música y moda. BALVIN le dio un giro a su sonido de reguetón con un poco de SOCA logrando un efecto más contagioso. En 2015 ganó el Grammy por ahí vamos como mejor canción urbana y rompió el record latino de YouTube con GUINZA, 2 millones de visualizaciones en 24 horas. Por varias semanas GUINZA fue # 1 de la música latina en Estados Unidos y varias regiones de Latinoamérica.La crítica está encantada con el talento como compositor e intérprete del canadiense THE WEEKEND y su sencillo CAN'T FEEL MY FACE, NO PUEDO SENTIR MI CARA, con un sonido inspirado en el mítico Michael Jackson. De hecho hablan que puede ser su sucesor. La revista Rolling Stone la declaro como la mejor canción del 2015. Ha figurado en el top 20 de 95 países. Fue # 1 en Estados Unidos por varias semanas según A Charts, fue top de Global hits y acumula 460 millones de visitas en plataformas de video.Registramos ahora otro Global Hit con La estrella de la música urbana canadiense DRAKE, quien logro con HOTLINE BLING llegar al # 2 en Estados Unidos y Australia, # 3 en Canadá e Inglaterra y # 4 en México. HOTLINE BLING es disco de platino en 8 territorios y sus videos superan 350 millones de transmisiones electrónicas en las redes sociales.WHAT DO YOU MEAN de JUSTIN BEAVER debuto directamente en el # 1 de estados unidos según Top 40 charts y fue # 1 en 23 naciones más, top 2 en, Italia y México, top 3 en Francia y España, tiene certificación de platino en 15 países y ha sido visto 700 millones de veces en plataformas de video.SUGAR de la banda estadounidense MAROON FIVE. Tiene una nominación al premio Grammy por mejor actuación de un dúo o grupo. Su video basado en la película Wedding Crashes tiene más de mil millones de reproducciones en Vevo, ha sido certificado con platino en 10 mercados del mundo, # 1 en corea del sur, Venezuela, México, Líbano, Israel y eslovaquita # 2 en república dominicana, Canadá y Estados Unidos, Top 40 en 79 naciones.CAMA INCENDIADA el noveno Álbum de estudio de MANA funciono bien y reafirmo porque a pesar del tiempo se mantiene como una de las bandas emblemáticas del pop rock en Español. CAMA INCENDIADA fue # 1 en Argentina, México, España y Estados Unidos según Top 40 charts, y el sencillo LA PRISION obtuvo buena rotación en algunas regiones de América Latina.Desde el momento en que salió al mercado al final de octubre de 2015 rompió todos los records en transmisiones electrónicas y ventas digitales. Luego de 5 años de ausencia ADELE regreso con HELLO como número uno en 25 países y cuatro semanas más tarde era #1 en 45 naciones más en un fenómeno mediático sin precedentes y a las 9 semanas el video de HELLO llega a mil millones de visitas en las plataformas de streaming.

GLOBAL HITS CON ARMANDO_PLATA
GLOBAL HITS # 62 PROMO

GLOBAL HITS CON ARMANDO_PLATA

Play Episode Listen Later Jan 7, 2016 1:03


Bienvenidos al cuarto y último programa especial con las 50 canciones del 2015 según Global Hits. CHEERLEADER CON OMI fue # 1 en 30 países entre ellos Estados Unidos Australia, Dinamarca, Holanda, Inglaterra, Suráfrica, Australia y Francia. Las distintas versiones en video suman cerca de 850 millones de visualizaciones en redes sociales y es una de las canciones emblemáticas del 2015.GENTE DE ZONA consolido su imagen con LA GOZADERA junto a Mar Anthony. Tiene sobre 200 millones de transmisiones en plataformas de video, ha sido # 1 en España, # 1 En Estados Unidos en estaciones de radio tropical según Bilboard y top 10 en varios países de América Latina. Otra de las 50 canciones del 2015 según Global Hits es HEY MAMA del DJ Francés David Guetta y NICKY MINAJ, la rapera más influyente en la cultura estadounidense, según el New York Times. También interviene el DJ Holandés Afrojack. HEY MAMA es un éxito comercial certificado como platino en Australia, Canadá, Dinamarca, Alemania, Inglaterra, Italia, España, Suecia y Estados Unidos. Sus diferentes versiones en video se acercan a las 600 millones de visitas en YouTube.SORRY de la estrella canadiense JUSTIN BEABER fue otra de las grandes canciones del 2015. Salió al mercado al mismo tiempo que HELLO de ADELE y por eso llego al # 2 de Australia, Bélgica y Estados Unidos, sin embargo fue # 1 en 15 países como Canadá, Dinamarca, México, España, república checa, Suecia y discotecas de Norteamérica. Las diferentes versiones de SORRY acumulan sobre 670 millones de reproducciones de video en diferentes plataformas digitales.El Tropical House tuvo su mejor momento en 2015 con LEAN ON de Major Lazer, DJ SNAKE y la cantante de Dinamarca MO. LEAN ON es un refinado trabajo de música electrónica y un tributo a la cultura de la india. LEAN ON se convirtió en un fenómeno mundial figurando en el top 10 de 87 naciones. Tiene el record de la mayor cantidad de reproducciones de audio en Spotify con más de 650 millones. Sus diferentes versiones de video superan 1.060 millones de transmisiones en Vevo. Tiene sobre 20 certificaciones de platino en 12 países.Nuestro invitado ahora es el colombiano J Balvin con GUINZA, una mixtura de música y moda. BALVIN le dio un giro a su sonido de reguetón con un poco de SOCA logrando un efecto más contagioso. En 2015 ganó el Grammy por ahí vamos como mejor canción urbana y rompió el record latino de YouTube con GUINZA, 2 millones de visualizaciones en 24 horas. Por varias semanas GUINZA fue # 1 de la música latina en Estados Unidos y varias regiones de Latinoamérica.La crítica está encantada con el talento como compositor e intérprete del canadiense THE WEEKEND y su sencillo CAN'T FEEL MY FACE, NO PUEDO SENTIR MI CARA, con un sonido inspirado en el mítico Michael Jackson. De hecho hablan que puede ser su sucesor. La revista Rolling Stone la declaro como la mejor canción del 2015. Ha figurado en el top 20 de 95 países. Fue # 1 en Estados Unidos por varias semanas según A Charts, fue top de Global hits y acumula 460 millones de visitas en plataformas de video.Registramos ahora otro Global Hit con La estrella de la música urbana canadiense DRAKE, quien logro con HOTLINE BLING llegar al # 2 en Estados Unidos y Australia, # 3 en Canadá e Inglaterra y # 4 en México. HOTLINE BLING es disco de platino en 8 territorios y sus videos superan 350 millones de transmisiones electrónicas en las redes sociales. WHAT DO YOU MEAN de JUSTIN BEAVER debuto directamente en el # 1 de estados unidos según Top 40 charts y fue # 1 en 23 naciones más, top 2 en, Italia y México, top 3 en Francia y España, tiene certificación de platino en 15 países y ha sido visto 700 millones de veces en plataformas de video.SUGAR de la banda estadounidense MAROON FIVE. Tiene una nominación al premio Grammy por mejor actuación de un dúo o grupo. Su video basado en la película Wedding Crashes tiene más de mil millones de reproducciones en Vevo, ha sido certificado con platino en 10 mercados del mundo, # 1 en corea del sur, Venezuela, México, Líbano, Israel y eslovaquita # 2 en república dominicana, Canadá y Estados Unidos, Top 40 en 79 naciones.CAMA INCENDIADA el noveno Álbum de estudio de MANA funciono bien y reafirmo porque a pesar del tiempo se mantiene como una de las bandas emblemáticas del pop rock en Español. CAMA INCENDIADA fue # 1 en Argentina, México, España y Estados Unidos según Top 40 charts, y el sencillo LA PRISION obtuvo buena rotación en algunas regiones de América Latina.Desde el momento en que salió al mercado al final de octubre de 2015 rompió todos los records en transmisiones electrónicas y ventas digitales. Luego de 5 años de ausencia ADELE regreso con HELLO como número uno en 25 países y cuatro semanas más tarde era #1 en 45 naciones más en un fenómeno mediático sin precedentes y a las 9 semanas el video de HELLO llega a mil millones de visitas en las plataformas de streaming.