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„Kdykoli se cokoli přejmenovává, svědčí to o těch, kdo přejmenovávají. Vždycky jde o to, co ta doba považuje za důležité,“ myslí si historik Michal Stehlík.
Análise pós-jogo da partida entre Vasco x Bahia, válida pela 3ª rodada da Série A. O Bahia conquista mais um triunfo fora de casa na Série A, dorme na vice liderança e comemora excelente início na competição. Vem com a turma conferir a análise do Esquadrão. Estão neste programa Fábio Hermano e Ravel Pinheiro. Na […]
O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Bruno Mesquita, Matheus Andrade, Pedro Dep e Letícia Marques analisam o confronto contra o Vasco, em São Januário, e projetam os próximos desafios do Alvinegro dentro e fora de campo.
Január nie je hluché obdobie, práve naopak. Ľudia sú extrémne citliví na cenu, porovnávajú viac než kedykoľvek predtým a ak niečo akútne potrebujú, zľava ide bokom. Do toho vstupuje ChatGPT s reklamami, Temu, ktoré dobehlo Amazon, a LinkedIn, ktorý sa nenápadne stáva zdrojom pre umelú inteligenciu. A áno, aj obyčajné veci ako recenzie, doprava zdarma či duplicitný obsah môžu rozhodnúť, či e-shop porastie alebo sa potichu stratí. Kto chce pochopiť, čo dnes reálne hýbe e-commerce a marketingom, ten by mal ísť hlbšie.
A.J. Christian - Online előadás, 2026. február 4.
Filmbarátok Podcast #319 (Január 2026) 210 perc Beszélgetnek: Sorter, Gergő, freddyD Téma: -Felvezető (00:00:00) -Borítókép (00:08:30) -Nép akarata sorsolás (00:19:04) -Villámkérdés (00:22:15) -28 évvel később - A csonttemplom (00:42:50) -Greenland – Az új menedék (01:22:25) -Jó kutya (01:54:46) -A nagy fogás [The Rip] (02:14:36) -Nincs más választás (02:33:05) -A parfüm: Egy gyilkos története [SPOILERES] (02:47:40)
A Világtalálkozóban ezen a héten Babaitis Jorgosz Andreasz, ismertebb nevén Lil Frakk rapper és Ungváry Krisztián történész, egyetemi oktató, borász voltak Kadarkai Endre vendégei.
„Veď veľmi draho ste boli kúpení! Oslávte teda Boha svojím telom.“ 1. list Korintským 6:20 Niektorí členovia cirkevného zboru v Korinte mali nesprávny postoj k hriechu. Najprv mu dovolili, aby ovládal ich myšlienky. Neskôr sa stal pánom ich tela. Keď dovolíme, aby vládla stará prirodzenosť, kresťana to vedie do hriechu a trápenia. Je dôležité mať […] Hans Erik Nissen
"Problemas na cobertura do futebol de mulheres" é o tema da quarta rodada do ciclo de leitura do grupo CEPCOM (Crítica da Economia Política da Comunicação) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para fundamentação teórica do projeto de iniciação científica (Pibic/UFAL-2025-2026) "Os problemas da espacialização, da estruturação e da mercantilização do futebol de mulheres no Brasil: Análise exploratória da cobertura midiática e das receitas da União Desportiva Alagoana na Série A2 do Campeonato Brasileiro (2021-2024)".Este episódio discute os artigos "Mulher, Mídia e Esportes: A Copa do Mundo de Futebol Feminino Sob a ótica dos portais de notícias pernambucanos" (Januário; Veloso; Cardoso, 2016); e, "Mulheres no futebol: Alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva" (MAZO; BALARDIN; BATAGLION, 2020). Os textos foram apresentados, respectivamente, por Ítalo Lins (estudante de Psicologia) e Maria Victória Oliveira (estudante de Jornalismo; com comentários do orientador do projeto, prof. Anderson Santos.ReferênciasJANUÁRIO, S. B.; VELOSO, A. M. dá C.; CARDOSO, L. C. F. Mulher, Mídia e Esportes: A Copa do Mundo de Futebol Feminino Sob a ótica dos portais de notícias pernambucanos. Revista Eptic, São Cristóvão, v. 18, n. 1, p. 168-184, jan./abr. 2016.MAZO, J. Z.; BALARDIN, G. F.; BATAGLION, G. A. Mulheres no futebol: Alterações no regulamento da Conmebol e espaço na mídia televisiva. Caminhos da História, Montes Claros, v. 25, n. 1, p. 58-73, jan./jun. 2020. DOI: https://doi.org/10.38049/issn.2317-0875v25n1p.58-73.
„Nemám väčšiu radosť, ako keď počujem, že moje deti chodia v pravde.“ 3J 1:4 Keď som bol malý, mal som papagája menom Popcorn. Bol to fantastický vták. Stál som pár metrov od jeho klietky, otvoril som dvierka a zavolal som ho po mene. On priletel a posadil sa mi na rameno. Tak som s ním chodil […] Greg Laurie
Magyar Péter azt ígéri, ezer kistelepülésre hangosbemondóval juttatják el Lázár János romákról szóló mondatait Januárban megtorpant az index, amin sokak szerint a választás múlik Több mint egymilliárd forintot kap a választások előtt a Szuverenitásvédelmi Hivatal Fizetés nélküli szabadságra ment a Kecskeméti Járási Hivatal fideszes vezetője, hogy ne legyen összeférhetetlen a kampányolás a képviselő-jelöltségével Így lehet mégis egy összegben megkapni a 13. és 14. havi nyugdíjat: minden a Magyar Postán múlik 2,9 milliárd forinttal támogatta a kormány a BioTech Usa beruházási programját Az Egyesült Államok nem készül további katonai erőt alkalmazni Venezuelában Kulcsszerepet játszanak az algoritmusok a tartalomfogyasztásban A MÁV szerint csak egy eladó, lerobbant üdülő az, amit Hadházy csókoskastélynak nevezett A beruházások éve lehet 2026 a magyar kkv-knak A Liverpool egy laza hatossal jött be a Bajnokok Ligája harmadik helyére, a Real az alapszakasz nagy vesztese Izland nagyon régen indult, a németek a címvédőn át érkeznek – kialakultak az elődöntők a férfi kézi Eb-n Távozik az eső és vele együtt az enyhülés is A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Minden, amit a januári rezsistopról tudni lehet Vesztegetéssel gyanúsítják a dunaújvárosi alpolgármestert, aki a gyanú szerint havi 500 ezer után 5 milliót kért egy cégtől Hosszú árnyékot vet az infláció, ezermilliárdos teher húzza vissza a gazdaságot Jó csapatot ígért és a verseny mellett tett hitet Kapitány István Szijjártó Péter szerint olyat mondott ki az Európai Unió, amit még soha Elkészült a "börtönfotó" Karácsony Gergelyről, a főpolgármester maga tette közzé Kritikus állapotban a magyar otthonok Luxemburg felszólította Zelenszkijt, hogy ne adjon ultimátumokat Ukrajna EU-csatlakozásával kapcsolatban Ismét Magyarországot támadta az uniós biztos, aki szerint nem lehet, hogy egyetlen ország vétója akadályozza meg az EU-s tagállamok politikáját Ma már tizenkét magyar egyetem van a világ legjobb öt százalékában Pécsi Ármin: Kiütöttük az Arsenalt, de Liverpoolban én még nyugodtan tudok sétálni NB II-es rivális középpályásával kötött előszerződést a Vasas Ausztráliában mindeközben csúcsra jár a nyár A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Magyar Péter azt ígéri, ezer kistelepülésre hangosbemondóval juttatják el Lázár János romákról szóló mondatait Januárban megtorpant az index, amin sokak szerint a választás múlik Több mint egymilliárd forintot kap a választások előtt a Szuverenitásvédelmi Hivatal Fizetés nélküli szabadságra ment a Kecskeméti Járási Hivatal fideszes vezetője, hogy ne legyen összeférhetetlen a kampányolás a képviselő-jelöltségével Így lehet mégis egy összegben megkapni a 13. és 14. havi nyugdíjat: minden a Magyar Postán múlik 2,9 milliárd forinttal támogatta a kormány a BioTech Usa beruházási programját Az Egyesült Államok nem készül további katonai erőt alkalmazni Venezuelában Kulcsszerepet játszanak az algoritmusok a tartalomfogyasztásban A MÁV szerint csak egy eladó, lerobbant üdülő az, amit Hadházy csókoskastélynak nevezett A beruházások éve lehet 2026 a magyar kkv-knak A Liverpool egy laza hatossal jött be a Bajnokok Ligája harmadik helyére, a Real az alapszakasz nagy vesztese Izland nagyon régen indult, a németek a címvédőn át érkeznek – kialakultak az elődöntők a férfi kézi Eb-n Távozik az eső és vele együtt az enyhülés is A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Minden, amit a januári rezsistopról tudni lehet Vesztegetéssel gyanúsítják a dunaújvárosi alpolgármestert, aki a gyanú szerint havi 500 ezer után 5 milliót kért egy cégtől Hosszú árnyékot vet az infláció, ezermilliárdos teher húzza vissza a gazdaságot Jó csapatot ígért és a verseny mellett tett hitet Kapitány István Szijjártó Péter szerint olyat mondott ki az Európai Unió, amit még soha Elkészült a "börtönfotó" Karácsony Gergelyről, a főpolgármester maga tette közzé Kritikus állapotban a magyar otthonok Luxemburg felszólította Zelenszkijt, hogy ne adjon ultimátumokat Ukrajna EU-csatlakozásával kapcsolatban Ismét Magyarországot támadta az uniós biztos, aki szerint nem lehet, hogy egyetlen ország vétója akadályozza meg az EU-s tagállamok politikáját Ma már tizenkét magyar egyetem van a világ legjobb öt százalékában Pécsi Ármin: Kiütöttük az Arsenalt, de Liverpoolban én még nyugodtan tudok sétálni NB II-es rivális középpályásával kötött előszerződést a Vasas Ausztráliában mindeközben csúcsra jár a nyár A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
24. januára sme si pripomenuli Medzinárodný deň vzdelávania, povieme si o ňom a o novej školskej reforme. Rok 2026 bude pre školstvo na Slovensku prelomovým. Začína s implementáciou najväčšej reformy vzdelávania za posledných 20 rokov. O novej školskej reforme, jej prínose aj práci regionálnych centier podpory učiteľov porozpráva Jana Chomistová. A predstavíme vám aj stredoškolskú učiteľku Ivanu Bršťákovú, pre ktorú je jej práca poslaním a niekedy aj viac.
„… kto dúfa v Hospodina, je blahoslavený.“ (Pr 16:20) V našej prirodzenosti je veľa toho, čo nás dokáže popliesť. Mnohí ľudia, ktorí čelia znepokojujúcej záhade svojej vlastnej existencie, sú duševne nevyrovnaní. Ich náklonnosť k hriechu a zlu ich zmätie. Chvejú a trasú sa pri pomyslení na svoju neschopnosť vyrovnať sa so svojím vlastným životom. Kristus […] Billy Graham
H. Szántay Marianna belsőépítész, grafikus. Január 21-én kiállítása nyílt grafikáiból a nyíregyházi Görögkatolikus Múzeumban Képíró Isten közelében címmel. A görögkatolikus pap nagypapa öröksége és a bizánci hagyományok ötvöződnek Marianna minimalista művein, és gesztusok elevenednek meg szimbolikus képi világban.A művésznővel a tárlatot körbejárva magyarázatot is kaptunk néhány grafika mellé. Az egyetlen, melyen tekintet is látunk a 91. zsoltár szövegét idézi: „nem kell félned az éjszaka rémeitől”, maga művésznő is megjelenik; egy másik képen az egyik görögkatolikus szertartás szövege száll fel füstként a tömjénezőből; az evangélisták lábnyomai pedig bizánci kereszt formából indulnak a négy égtáj felé. A kiállítás megtekinthető február 28-ig a nyíregyházi Görögkatolikus Múzeumban. A 75 éves művésznővel a vernisszázs előtt beszélgettünk. Az interjút P. Tóth Nóra készítette.
Januári témáinkat kivesézve a Q-School-tól eljutottunk a World Masters-ig. Természetesen terítékre került a két World Series állomás, és nem maradhatott ki a hétvégi European Tour selejtező hétvége sem.
„Ale to, čo vychádza z úst, ide zo srdca, a to poškvrňuje človeka.“ (Mt 15:18) Zbožný muž, ktorý sa dal ľahko popudiť k hnevu, si myslel, že bude pre neho najlepšie, keď bude bývať sám na púšti. Vybral si na bývanie jaskyňu blízko prameňa. Jedného dňa sa mu prevrátil krčah s vodou, ktorý práve naplnil, […] MUDr. Viera Roháčková
A.J. Christian - Online előadás, 2026. január 27.
„Medzi nimi sme aj my všetci žili kedysi podľa žiadostí svojho tela,… Ale Boh, bohatý na zmilovanie,… obživil nás s Kristom…“ (Ef 2:3-5) Prichádza mi na um obdobie, keď všetky utrpenia, ktoré sužujú moderné mysle, pociťovala iná generácia. Mladí ľudia, ktorí žili v prvom storočí po Kristovi. Takisto hľadali zmenu, no svoje snahy nasmerovali na […] Billy Graham
„Ďakujte Hospodinovi, lebo je dobrý, lebo naveky trvá Jeho milosť.“ (Ž 107,1) Čas od času sa stanú veci a udalosti, ktoré nás skutočne tešia, ale potom upadnú do zabudnutia. „Netrvalo to dlho,“ povedal muž o veciach, ktoré ho na chvíľu potešili. Áno, väčšina vecí tu na zemi je časovo ohraničená a pominuteľná. Veci sú preč, […] Curt Westman
Repülés nélkül járta be a világ összes országát, de csak egy hely hiányzik neki igazán Ben Affleck végighányta az Armageddon klasszikus jelenetének forgatását A légiutas-kísérő elárulta, miért ne kérj soha jeget az italodba a repülőn Január 24-én történt Történelmi rekord: 16 Oscar-jelölést kapott a vámpíros thriller, mégsem biztos a diadalmenet Egy nő kétszer ordít fájdalmában: amikor megszüli és amikor elveszíti a gyerekét – A Hamnetről Wossala Rozina Rácz Jenőről: Nincs harag! Megmentették az irodalomnak Esterházy Péter otthonát A legtöbb szülő átéli, mégsem vállalják: Rácz Jenő fotón mutatta meg az igazságot Varga Ádám és menyasszonya szakítottak Hegyi Barbara csak túl akart esni a 60. szülinapján, de végül hálás lett érte A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
Az e heti Világtalálkozó egyik vendége Nádas György, Karinthy-gyűrűs humorista, jelenleg a Dankó Rádió szerkesztő-műsorvezetője. A páros másik tagja Szabados Ágnes, újságíró, a Nincs időm olvasni kihívás megálmodója, a Libertine Könyvkiadó és könyvesboltok tulajdonosa, a Fókusz Plusz egyik műsorvezetője.
Repülés nélkül járta be a világ összes országát, de csak egy hely hiányzik neki igazán Ben Affleck végighányta az Armageddon klasszikus jelenetének forgatását A légiutas-kísérő elárulta, miért ne kérj soha jeget az italodba a repülőn Január 24-én történt Történelmi rekord: 16 Oscar-jelölést kapott a vámpíros thriller, mégsem biztos a diadalmenet Egy nő kétszer ordít fájdalmában: amikor megszüli és amikor elveszíti a gyerekét – A Hamnetről Wossala Rozina Rácz Jenőről: Nincs harag! Megmentették az irodalomnak Esterházy Péter otthonát A legtöbb szülő átéli, mégsem vállalják: Rácz Jenő fotón mutatta meg az igazságot Varga Ádám és menyasszonya szakítottak Hegyi Barbara csak túl akart esni a 60. szülinapján, de végül hálás lett érte A további adásainkat keresd a podcast.hirstart.hu oldalunkon. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
„… od Ježiša Krista… vladára zemských kráľov.“ Zjavenie Jána 1:5 Ľudia sledujú, čo hovoria veľkí a mocní tohto sveta. Mnohí majú pocit, že práve oni majú v rukách osud miliónov ľudí, ale nie je to tak. Existuje len jeden Kráľ kráľov a Pán pánov. Je ním Ježiš. Vývoj tohto sveta závisí od Neho. Nestačí len […] Hans Erik Nissen
Marie Januštíková se začala o skauting zajímat, když se její syn vrátil ze skautské výpravy, na které se střílelo. Moravskému skautingu dala řád, starala se o dívky ve skautském kroji, zajistila tábořiště na Balkáně – a pak už jen čelila komunistické perzekuci. Její životní příběh připomene v pořadu Portréty Roman Šantora.
Marie Januštíková se začala o skauting zajímat, když se její syn vrátil ze skautské výpravy, na které se střílelo. Moravskému skautingu dala řád, starala se o dívky ve skautském kroji, zajistila tábořiště na Balkáně – a pak už jen čelila komunistické perzekuci. Její životní příběh připomene v pořadu Portréty Roman Šantora.Všechny díly podcastu Portréty můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.
Január 20-án volt egy éve, hogy Donald Trump megkezdte második ciklusát az USA elnökeként. Kampányában azt ígérte, megválasztása esetén 24 órán belül lezárja az orosz-ukrán háborút. Ez azonban nemcsak egy nap, hanem egy egész év alatt sem történt meg. A New York Times 2025 decemberében izgalmas tényfeltáró cikkben mutatta be, milyen érdekek és elképzelések feszültek egymásnak a Fehér Házban és az amerikai katonai vezetésben Ukrajna kérdésében Trump visszatérése óta. Podcastunkban Galavits Patrik két vendégét, Tábor Áront, az ELTE Amerika-szakértő oktatóját és Takács Márk katonai szakértőt kérdezte az amerikai politikai vezetés hozzáállásának változásáról a háborúhoz és arról, mindez milyen következményekkel járt a harctéren. Adam Entous beszélgetés alapjául szolgáló cikke a New York Timeson: https://www.nytimes.com/interactive/2025/12/30/world/europe/ukraine-war-us-russia.html Ha fontosnak tartod a munkánkat, és érdekel, hogyan tárjuk fel a hatalom titkait, akkor csatlakozz a Direkt36 támogatói köréhez! https://www.direkt36.hu/tamogass-minket/ Hamarosan érkezik új filmünk, A csapda. Ebben azt mutatjuk be, hogy mit kezdett Orbán Viktor azzal az egyedülálló lehetőséggel, amit a stabil politikai többség, a hatalmas összegű EU-támogatások, és az éveken át tartó világgazdasági bőség biztosított számára. Azok, akik Partner, Szövetséges vagy Bennfentes kategóriában indítanak támogatást, mindenkinél korábban megnézhetik a filmet. Február 8-án tartunk ugyanis egy premier előtti vetítést Budapesten, majd ezt követi egy szintén exkluzív online bemutató is. Amennyiben te is szeretnél meghívót a bemutatókra, indíts támogatást legalább Partner kategóriában január 31-ig! Borítókép: The White House / Facebook
Filmbarátok Podcast #318 (Január 2026) 190 perc Beszélgetnek: Márk, Gergő, freddyD Téma: -Felvezető (00:00:00) -Borítókép (00:19:38) -Nép akarata sorsolás (00:24:13) -Villámkérdés (00:32:50) -Nürnberg (00:59:24) -A porszörny (01:28:02) -Zúzógép (01:45:22) -Kramer kontra Kramer (02:07:55) -Tökéletes bűnözők (02:39:14) Csatolmányok: Filmzenés oldal http://filmzene.net/ It doesn't matter összeállítás https://www.youtube.com/watch?v=7CKTunuhk9Y
Marec'94 napadnutí štyria novinári - Milan Žitný, Ľuba Lesná, Štefan Hríb a Anna Sámelová. Rozvášneným davom Mečiarových podporovateľov. Marec'98 rozmlátené auto televízneho reportéra Eugena Kordu. Február 2018 – zavraždený JánKuciak a jeho snúbenica Martinka. Október 2024 rozbitý nos reportérky Kristíny Kövešovej. Január 2026 – útok zozadu, úder na hlavu, pád a hospitalizácia s následnou operáciou komentátora Petra Schutza.Niekoľko prípadov útokov na slovenských novinárov. Napriek tomu, že pri poslednom ešte nie je dokázaný súvis s jeho prácou, prípad opäť otvára tému ochrany novinárov. Ochranu profesie, ktorá má v rodnom liste stráženie demokracie a jej princípov.Pozrieme sa na ňu s Karolínou Farskou, ktorá stojí za programom Bezpečná žurnalistika v Investigatívnom centre Jána Kuciaka.„Je to veľmi vážna vec. Každý fyzický útok je nemysliteľný. O to viac, ak vyšetrovaním naozaj zistíme, že išlo o útok motivovaný tým, že Peter Schutz je novinár a komentátor. Tomu by sme sa mali obzvlášť venovať“, tvrdí Farská. „Je veľmi dôležité, aby bol tento prípad poriadne vyšetrený a aby to nebolo iba zamietnuté pod koberec. Druhá vec je vyslanie jasného signálu, že útoky voči médiám a novinárom nie sú niečo normálne. Je to dokonca veľmi škodlivé pre nás všetkých“, dodáva.Podcast pripravil Jaroslav Barborák.
Marec'94 napadnutí štyria novinári - Milan Žitný, Ľuba Lesná, Štefan Hríb a Anna Sámelová. Rozvášneným davom Mečiarových podporovateľov. Marec'98 rozmlátené auto televízneho reportéra Eugena Kordu. Február 2018 – zavraždený JánKuciak a jeho snúbenica Martinka. Október 2024 rozbitý nos reportérky Kristíny Kövešovej. Január 2026 – útok zozadu, úder na hlavu, pád a hospitalizácia s následnou operáciou komentátora Petra Schutza.Niekoľko prípadov útokov na slovenských novinárov. Napriek tomu, že pri poslednom ešte nie je dokázaný súvis s jeho prácou, prípad opäť otvára tému ochrany novinárov. Ochranu profesie, ktorá má v rodnom liste stráženie demokracie a jej princípov.Pozrieme sa na ňu s Karolínou Farskou, ktorá stojí za programom Bezpečná žurnalistika v Investigatívnom centre Jána Kuciaka.„Je to veľmi vážna vec. Každý fyzický útok je nemysliteľný. O to viac, ak vyšetrovaním naozaj zistíme, že išlo o útok motivovaný tým, že Peter Schutz je novinár a komentátor. Tomu by sme sa mali obzvlášť venovať“, tvrdí Farská. „Je veľmi dôležité, aby bol tento prípad poriadne vyšetrený a aby to nebolo iba zamietnuté pod koberec. Druhá vec je vyslanie jasného signálu, že útoky voči médiám a novinárom nie sú niečo normálne. Je to dokonca veľmi škodlivé pre nás všetkých“, dodáva.Podcast pripravil Jaroslav Barborák.
Nagyobbnak akar látszani a Fidesz, mint amekkora valójában. Magyar Péter most csak trollkodik, de lehet, hogy már ezzel is sikerült megakasztani a hatalmi gépezetet, az ellenzéki vezető pedig előre figyelmeztet: van miért tartani a kormánypárttól. Mi a politikai önmerénylet? Jöhet egy alkotmányos puccs? Metz Rudolf közgazdásszal, a Budapesti Corvinus Egyetem docensével és Mikecz Dániel politológussal, az ELTE TK Politikatudomány Intézetének főmunkatársával Kacskovics Mihály Béla beszélgetett. Beszélgetésünket Kövesdi Veronikával és Metz Rudolffal, A Magyar Péter jelenség című könyv szerzőivel itt tudod megnézni: https://youtu.be/pQATyHRk8QU?si=X1SlquT2yy_5sAYZ A könyvet megvásárolni itt tudod: https://hvgkonyvek.hu/konyv/a-magyar-peter-jelenseg Január 22-én hivatalos könyvbemutató: https://www.facebook.com/events/827553886767424/?acontext=%7B%22event_action_history%22%3A[%7B%22surface%22%3A%22search%22%7D%2C%7B%22mechanism%22%3A%22surface%22%2C%22surface%22%3A%22groups_highlight_units%22%7D]%2C%22ref_notif_type%22%3Anull
Čo všetko platí od nového roka?Od začiatku 2026 vstupujú do platnosti mnohé konsolidačné opatrenia. Toto obdobie začíname s vedomím, že si budeme musieť poriadne utiahnuť opasky. Prvý január priniesol sériu zmien, ktoré majú „uzdraviť" štátnu pokladnicu. Žiaľ, liečba bude bolieť najmä peňaženky Slovákov a Sloveniek. Dotkne sa pracujúcich ľudí i dôchodcov.Vyššia daň na sladkosti, nižšie čisté mzdy, škrty v dávkach v nezamestnanosti či koniec štedrých rodičovských príspevkov. Čo všetko sa vlastne mení a koľko nás to bude stáť?Viac v podcaste vysvetlí ekonomická redaktorka Katarína Runnová. Moderovala Frederika Lodová.
Čo všetko platí od nového roka?Od začiatku 2026 vstupujú do platnosti mnohé konsolidačné opatrenia. Toto obdobie začíname s vedomím, že si budeme musieť poriadne utiahnuť opasky. Prvý január priniesol sériu zmien, ktoré majú „uzdraviť" štátnu pokladnicu. Žiaľ, liečba bude bolieť najmä peňaženky Slovákov a Sloveniek. Dotkne sa pracujúcich ľudí i dôchodcov.Vyššia daň na sladkosti, nižšie čisté mzdy, škrty v dávkach v nezamestnanosti či koniec štedrých rodičovských príspevkov. Čo všetko sa vlastne mení a koľko nás to bude stáť?Viac v podcaste vysvetlí ekonomická redaktorka Katarína Runnová. Moderovala Frederika Lodová.
Čo všetko platí od nového roka?Od začiatku 2026 vstupujú do platnosti mnohé konsolidačné opatrenia. Toto obdobie začíname s vedomím, že si budeme musieť poriadne utiahnuť opasky. Prvý január priniesol sériu zmien, ktoré majú „uzdraviť" štátnu pokladnicu. Žiaľ, liečba bude bolieť najmä peňaženky Slovákov a Sloveniek. Dotkne sa pracujúcich ľudí i dôchodcov.Vyššia daň na sladkosti, nižšie čisté mzdy, škrty v dávkach v nezamestnanosti či koniec štedrých rodičovských príspevkov. Čo všetko sa vlastne mení a koľko nás to bude stáť?Viac v podcaste vysvetlí ekonomická redaktorka Katarína Runnová. Moderovala Frederika Lodová.
Babišova vláda bude i přes hlasité předvolební proklamace pokračovat v muniční iniciativě. Nového premiéra k tomu podle všeho přesvědčili zahraniční spojenci i prezident Pavel. Jak vypadal zákulisní boj o klíčový projekt Česka? Hostem Ptám se já byla exministryně obrany Jana Černochová (ODS).Česko bude dál koordinovat muniční iniciativu, nebude do ní ale dávat žádné peníze. Předseda vlády Andrej Babiš (ANO) to oznámil v úterý po setkání se spojenci z koalice ochotných v Paříži. A svoje rozhodnutí zopakoval i po středečním novoročním obědě s prezidentem Petrem Pavlem na Pražském hradě.Před loňskými sněmovními volbami přitom Babiš svým voličům sliboval zrušení muniční iniciativy. On sám i další představitelé hnutí ANO projekt dlouhodobě ostře kritizovali jako netransparentní a předražený, mluvili také o plesnivé munici. Změnu postoje šéfa ANO včera podpořili koaliční partneři z SPD i Motoristů. Jejich předseda a ministr zahraničí Petr Macinka prohlásil, že pokračování iniciativy vítá. Ukončení projektu by podle něj znamenalo pro Ukrajinu velký problém. Zda do něj bude Česko dávat peníze, podstatné není. Na muniční iniciativě spolupracuje Česká republika zejména s Nizozemskem a Dánskem. Za celou dobu jejího trvání Ukrajina dostala přes čtyři miliony kusů munice. Podle bývalého ministra zahraničí Jana Lipavského (za ODS) Česko přispělo dvěma až třemi miliardami korun, dárci celkově věnovali 100 miliard. Exministryni obrany Janu Černochovou (ODS) Babišova otočka nepřekvapila: „My jsme prakticky v pravidelných intervalech informovali parlamentní kontrolu o tom, jak funguje muniční iniciativa, že tam nejsou opravdu žádné plesnivé granáty a že muniční iniciativa z hlediska peněz daňových poplatníků České republiky je marginálie.“ „Do muniční iniciativy, a skoro se to až stydím říct, Česká republika přispívala minimálně. Takže já to všechno považuji za něco, co bylo přefouklé, co bylo poplatné předvolebnímu času a tomu, co zřejmě chtěli někteří voliči hnutí ANO nebo hnutí SPD slyšet.“Komentovala i první kroky svého nástupce na resortu obrany za SPD Jaromíra Zůny: „Překvapilo mě, že tříhvězdičkový generál na vrcholu své kariéry se rozhodne za tuto stranu přijmout výzvu stát se ministrem obrany. Myslím, že ho z toho vyvedli záhy. Viděli jsme to na těch šílených videích, kde mi pan Zůna opravdu přišel zlomený. Myslím, že i z hlediska reputace, a je mi to líto, po těch videích to mezi zejména mužským kolektivem, mezi lidmi, kteří neodpustí nikomu vůbec nic, bude brané jako jeho selhání, že ohnul hřbet,“ dodala Černochová. Jakou pozici teď budeme mít mezi západními spojenci? A nepoškodí veřejné sbírky na zbraně pro Ukrajinu vyšetřování Skupiny D a dronů Nemesis?--Podcast Ptám se já. Rozhovory s lidmi, kteří mají vliv, odpovědnost, informace.Sledujte na Seznam Zprávách, poslouchejte na Podcasty.cz a ve všech podcastových aplikacích.Archiv všech dílů najdete tady. Své postřehy, připomínky nebo tipy nám pište prostřednictvím sociálních sítí pod hashtagem #ptamseja nebo na e-mail: audio@sz.cz.
Welcome to our live webcast! California Time: 10:00am - 12:00pm Sunday Morning 6:00pm - 8pm Sunday Evening Ora Romaniei: 20:00 - 22:00 Duminica Seara 4:00 - 6:00 Luni Dimineata - Sunday, January 4, 2026
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Charles Dickens „Kalėdų giesmė”. Radiofonizacijos autorius ir režisierius Romualdas Vikšraitis, garso režisierė Lina Dainienė. Vaidina aktoriai Tadas Gudaitis, Dainius Kazlauskas, Algimantas Butvilas, Žaneta Jablonskytė-Gudaitienė, Karolis Norvilas, Vaiva Mačenskienė, Indrė Jaraitė, Paulius Valaskevičius, Ingrida Žiliūtė-Antonovienė, Šarūnas Januškevičius, Dovydas Laukys, Adomas Dimša, Elzė Stakauskaitė, Benas Stakauskas, Linas Ambrazevičius ir kiti. 2019 m.
175. podcast Autobazar.EU - 1. januára 2026 nadobúda účinnosť novela Zákona o cestnej premávke, ktorá sa dotkne desiatok tisícov vodičov na Slovensku, ale aj cyklistov či kolobežkárov.Bez kontextu by sme povedali, že sa mení sa doba platnosti vodičských preukazov vydaných do roku 2013, cyklisti dostali rýchlostný limit a nasledujúca novela prináša aj zelené brzdové svetlo. Tieto zmeny si v tejto epizóde prejdeme podrobnejšie, a ako to už býva, nie je to vôbec tak negatívne, ako sa môže na prvé počutie zdať.Rýchlosť chôdze definovaná zákonom Asi všetci ste počuli o tom, že zákonodarcovia do legislatívy zahrnuli aj maximálnu rýchlosť chôdze, a to 6 km/h.Konkrétne ide o novelizovaný § 2, ods. 2 písm. s) so znením, že rýchlosťou chôdze sa rozumie rýchlosť neprevyšujúca 6 km/h. Ide o takzvané vymedzenie základných pojmov.Internetom kolovali vtipy, ale aj oprávnené obavy, že policajné hliadky budú merať rýchlosť chodcov a prípadne im ukladať blokové pokuty. Ako medzičasom potvrdil samotný Policajný zbor SR, rýchlosť chodcov sa merať nebude, a je na to dobrý dôvod.Norma 6 km/h doteraz v zákone chýbala, a predsa sa na ňu odvolávali niektoré paragrafy v rovnakom zákone - spravidla išlo o dovolenú rýchlosť kolobežiek, bicyklov, skateboardov a iných nemotorových dopravných prostriedkov na chodníkoch.V nadväznosti na túto novinku sa preto upravujú aj § 52 ods. 5) a odseky 1 a 6 paragrafu 55. Týkajú sa osôb, ktoré sa po chodníku pohybujú na lyžiach, korčuliach, kolobežke, skateboarde a na bicykli - tí po novom už zo zákona nesmú prekročiť rýchlosť 6 km/h.Svojím spôsobom tak skutočne dostali cyklisti maximálnu dovolenú rýchlosť, ale iba na chodníku. Na ceste platia pre cyklistov rovnaké predpisy ako pre autá.Naďalej pritom platí, že dospelý cyklista má využívať cestu, nie chodník. Bicykel na chodníku smú používať iba deti do 10 rokov a dospelí, ktorí jazdia na bicykli s dieťaťom alebo dieťa na bicykli sprevádzajú.Teraz si prejdime tie dôležitejšie zmeny, ktoré reálne zasiahnu desiatky tisíc slovenských motoristov.Lekárske prehliadky od vyššieho veku, počíta sa aj preventívka.Od 1.1.2026 platí, že na pravidelné lekárske prehliadky musia vodiči až od 70. roku života, a to raz za 5 rokov. Doteraz to bolo od 65. roku života.Novelizácia § 87 navyše zavádza aj novú výhodu, ktorá motoristom zjednoduší tento proces - za lekársku prehliadku sa môže považovať aj preventívna prehliadka u obvodného lekára. Táto preventívka však musí byť prevedená korektne, s ohľadom na potreby tohto zákona.Šoférom z povolania sa termíny kontrol nemenia Stríž v podcaste upozorňuje, že pre vodičov z povolania platia iné pravidlá. Tí musia absolvovať zodpovedajúce lekárske prehliadky každých 5 rokov bez ohľadu na vek, ale od 65. roku života už každé dva roky.Týka sa to ako vodičov z povolania, tak osoby vedúce vozidlá skupiny C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D a DE.Znenie zákona od 1.1.2026:Pravidelným lekárskym prehliadkam každých päť rokov a po dosiahnutí veku 65 rokov každé dva roky sú povinní podrobiť saa) vodiči, ktorí sú držiteľmi vodičského preukazu Slovenskej republiky a ktorí vedú motorové vozidlo skupiny C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D a DE,b vodiči, ktorí sú držiteľmi vodičského preukazu Slovenskej republiky a ktorí vedú vozidlo s právom prednostnej jazdy, motorové vozidlo využívané na zasielateľstvo a taxislužbu a na poskytovanie poštových služieb.Súvisiace zmeny vo vodičákoch (nielen) vydaných do roku 2013Spolu s lekárskymi prehliadkami od 70. roku života sa upravuje aj súvisiaci tretí a piaty odsek § 94.Platnosť bežných vodičákov na motocykle, osobné a ľahké úžitkové automobily a traktory je naďalej 15 rokov, najviac však do dovŕšenia veku 70 rokov (doteraz 65...
Januarie voel vir baie verbruikers buitengewoon lank as gevolg van die gaping tussen betaaldae in Desember en Januarie. 'n Standard Bank-ontleder in die buurland, Shené Mothila, sê openbare vakansiedae, feestydverlof en -besteding veroorsaak vroeg in Januarie finansiële uitdagings. Mothila sê kliënte moet finansies meer doeltreffend beplan en bestuur:
Tento denný podcast, vytváraný s pomocou umelej inteligencie, ponúka unikátny a efektívny spôsob, ako sa dozvedieť o najzaujímavejších udalostiach a článkoch dňa. Umelej inteligencii sa darí analyzovať obrovské množstvo informácií z rôznych zdrojov, aby vybrala tie najrelevantnejšie a najpútavejšie obsahy pre širokú škálu poslucháčov. Každá epizóda je navrhnutá tak, aby poskytla hlboký ponor do vybraných tém, od politiky cez vedecké objavy, až po kultúrne udalosti, a to všetko podané informatívne, prístupne a bez emócií. Podcast je ideálnym spoločníkom pre zaneprázdnených ľudí, ktorí hľadajú pohodlný spôsob, aby zostali informovaní o svetovom dianí bez nutnosti tráviť hodiny čítaním rôznych zdrojov, čím poskytuje efektívny a príjemný spôsob, ako prijímať správy.
Pranas Morkus. „Paukščiai“. Režisierius Gytis Lukšas. Garso režisierė Jadevičienė Sonata. Vaidina Michelevičiūtė Dalia, Petkevičius Vidas, Janušauskaitė Aldona, Tomkus Vytautas, Kuzinas Tomas, Sadukas Algimantas. 2002 m.
Évek óta stagnál a magyar gazdaság teljesítménye, amit Nagy Márton nemzetgazdasági miniszter rendre a szomszédos orosz-ukrán háborúra és a német gazdaságra szokott fogni. A napokban jelent meg a harmadik negyedéves GDP-adat, amiből azt látjuk, hogy továbbra sem ért el minket a repülőrajt. Miért nem? Erről beszélgetünk Haász Jánossal, a 444 gazdasági újságírójával. Bővebben: 00:00:00 - Hol van a repülőrajtunk? Végülis eltelt az év recesszió nélkül. Túlzott optimizmus, békeköltségvetés, irreális várakozások. Mi történik, ha a Kazincbarcika elmegy a Barcelonához játszani? 00:04:27 - Nagy Márton és az ő magyarázatai. Nem lehetne legalább egyszer elérhető célokat betervezni? 00:10:53 - A lakosság fogyasztásra ösztönzése sem megy túl jól, pedig a kormány nem sajnálja a befektetett energiát (sem semmi mást, ha osztogatásról van szó). Hangulatjavító intézkedések -> politikai haszon. 00:15:01 - Rejtély, miért nem sikerül eltalálni azokat a számokat. Jó tanács: az semmiképp sem a jó megoldás, ha a szakadékba ugrunk bele. 00:17:27 - Miért baj az, ha nem nő a gazdaság? Nyugodt szívvel fogadjuk el a hagyományos közgazdasági elméleteket. Csakhogy ha a magyar politikai elit valamit megtanult az őszödi beszédből, az az, hogy nem beszélünk arról, hogy baj van. 00:20:59 - Se kiszámíthatóság, se megbízhatóság. A sarki boltban elromlott a második szalag is. Sebaj, hozzászokik az ember. 00:24:11 - Jó, de mi lenne, ha béke lenne? Egyáltalán: milyen típusú békével számol az Orbán-kormány? 00:29:23 - Brüsszel. Hát, igen. Az uniós pénzek ugyan nem jönnek, az éves költségvetésbe mégis folyton betervezik őket. Ha te betervezed a család havi büdzséjébe, hogy mennyit nyersz a Tippmixen, abból azért baj lehet. 00:34:17 - Mire számíthatunk jövőre? Egyelőre április 12-ig látunk. Ha estig megvan a három tüske, majd lesz valami. 00:37:02 - A közhangulat jön föl, mint a talajvíz. Januárban újabb pénzszórás várható. Kár, hogy a jövő év nem április 12-ig tart. Olvasnivalók: Nagy Márton: Nem értem, miket hablatyol itt mindenki össze Hátulról 4. a magyar gazdaság Európában, a valóság rácáfolt Nagy Márton magyarázataira Nyoma nincs a kilábalásnak: az ipar szenved, beruházások nincsenek, és már a vásárlókedv is hanyatlik Dohánygyár#2: Repülőrajtot vett az áttörés éve, előre a negatív siker felé! Kérdés, kérés, javaslat, meglátás -> dohanygyar@444.hu Hang: Botos Tamás/444See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mauro Cezar, Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, José Trajano, Juca Kfouri e Danilo Lavieri analisam as vitórias dos líderes Palmeiras e Flamengo na rodada do Brasileirão, o São Paulo encerrando a série vencedora do Vasco em São Januário, o Santos correndo riscos e o Corinthians com o fim do jejum de Memphis contra o Grêmio