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Isso é Fantástico
Fibromialgia: as pessoas que vivem com dores inexplicáveis e ainda lidam com a incompreensão dos outros

Isso é Fantástico

Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 21:34


Neste episódio do podcast “Isso é Fantástico”, você ouve as entrevistas do repórter Pedro Vedova com o presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, José Eduardo Martinez, e com a psicóloga clínica Reny Oliveira.

Convidado
"Kiev, na prática, é peão do grande xadrez entre as grandes potências" Major-General Carlos Branco

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 22:28


O Major-General do exército português Carlos Branco que tem partilhado periodicamente na RFI as suas análises sobre os conflitos vigentes no Médio Oriente e entre Kiev e Moscovo, lançou no passado mês de Julho um livro especificamente dedicado às raízes da guerra na Ucrânia. Intitulado "Ucrânia, variações de uma guerra inacabada", este livro compila uma série de artigos que o Major-General publicou nestes últimos anos sobre a história recente da Ucrânia. Autor de cinco livros publicados sobre a Guerra Fria, o Afeganistão, ou ainda sobre o conflito na ex-Jugoslávia, o Major-General Carlos Branco analisa ao pormenor e desfaz o discurso oficial em torno do conflito na Ucrânia, baseando-se em fontes documentais e na sua experiência em diversas organizações internacionais, nomeadamente a Aliança Atlântica, no seio da qual ocupou o cargo de Director da Divisão de Cooperação e Segurança Regional, do Estado-Maior Militar Internacional da NATO, em Bruxelas. Em entrevista à RFI, o Major-General Carlos Branco começa por apresentar no que consiste a sua obra sobre a Ucrânia. RFI: Do que fala concretamente o seu livro? Major-General Carlos Branco: Este livro é a compilação de mais de 70 artigos que eu fui publicando sobre o tema da guerra na Ucrânia, com uma série de artigos anteriores ao início da guerra propriamente dita em 2022, artigos publicados a seguir a 2014. Porque, na prática, a guerra não começa em 2022, começa em 2014 e é fundamentalmente uma reflexão no seu conjunto, claro, de uma uma interpretação realista das relações internacionais aplicadas ao caso concreto da guerra na Ucrânia. Basicamente, é uma análise centrada no papel das grandes potências na cena internacional. Neste caso concreto, o papel dos Estados Unidos e da Rússia e, no fundo, apresentar este conflito fundamentalmente com duas vertentes: a vertente internacional que envolve a afirmação hegemónica dos Estados Unidos. É apenas um capítulo, a guerra na Ucrânia, como outros, o Irão, como agora mais recentemente estas iniciativas para a Gronelândia, o controlo da Venezuela, o controlo do Canal do Panamá, etc. Portanto, uma dinâmica de conflito entre grandes potências e, nesse caso, uma tentativa dos Estados Unidos chegarem às fronteiras da Rússia, algo que uma grande potência não autoriza, não autoriza a Rússia, como também não autorizam os Estados Unidos, como também não autoriza a China. E depois há a outra dinâmica, que é um conflito que é fundamentalmente interno na Ucrânia, entre os diferentes grupos ucranianos. Porque a Ucrânia não é um país uno, é um país multinacional, é um país com vários grupos étnicos. E o que nós estamos a assistir é a tentativa de um grupo prevalecer relativamente aos outros, impondo-lhes uma série de coisas que para eles são inaceitáveis. Podíamos começar pelo exemplo da língua. O grupo que nesta altura se encontra no poder na Ucrânia, tenta que a língua ucraniana seja a única língua falada na Ucrânia. Quando nós sabemos perfeitamente que por toda a Europa democrática existem vários países multilingues e isso não é de modo nenhum uma excepção. São vários os países em que isso acontece. Não se compreende porque é que isto também não acontece na Ucrânia, um país que tem vários grupos étnicos e linguísticos. Portanto, a estes dois confrontos, este segundo confronto acabou por ser um confronto Ucrânia-Rússia. Uma vez que a esmagadora maioria da população do leste da Ucrânia é a população russa. Quando a população russa começou a ser atacada no rescaldo de um golpe de Estado de 2014 que derrubou um governo, um Presidente da República democraticamente eleito e instrumentalizado, sem qualquer margem para dúvidas e com a imensa evidência, por parte dos Estados Unidos, essas populações naturalmente reagiram. E houve, portanto, depois, uma solidariedade russa entre Moscovo e os seus 'irmãos' russos, que se encontravam inseridos na Ucrânia. Portanto, o livro elabora muito à volta dessas duas dinâmicas. Como é que elas se interceptam, como é que elas se influem mutuamente e como é que, em última análise, uma acaba por servir de instrumento à materialização da outra. Concretamente, refiro-me ao projecto hegemónico norte-americano que procura impor à Rússia uma derrota estratégica. Uma derrota estratégica essa que terá seguramente várias matizes, mas que fundamentalmente passa por colocar um governo que lhe seja favorável no Kremlin. E, portanto, a partir daí, desenvolver todas as suas acções, nomeadamente no domínio económico, do controlo energético, etc, etc. Se isso acontecesse, seria um controlo mundial por parte dos Estados Unidos e isso não vai acontecer. O que é de salientar, é mais um erro de cálculo estratégico dos Estados Unidos que nos tem vindo a habituar. Tiveram erros de cálculo no Vietname, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia. É mais um erro de cálculo estratégico no Irão, porque as coisas saíram quase que diametralmente opostas àquilo que eles queriam fazer. E é sempre a mesma tentativa de substituir um governo por outro que lhe seja favorável. E a partir daí, conseguem manobrar. Foi o que fizeram em Kiev. E portanto, Kiev, na prática, é peão deste grande xadrez entre as grandes potências. RFI: Precisamente, desfaz uma série de mitos em torno das raízes da guerra, aquilo que foi apresentado como uma revolução em 2014, também desfaz os mitos sobre o que acontece dentro da própria Ucrânia, também sobre o estado da oposição dentro da Rússia e também dos próprios interesses, não só dos Estados Unidos, como também da Europa. No meio deste conflito, como é que está a Europa no meio disto tudo? Major-General Carlos Branco: A Europa está num beco sem saída porque com estes dirigentes que estão no poder nesta altura, é difícil ver uma saída para este conflito. Inicialmente, a Europa acabou por aliar-se aos Estados Unidos e apoiar os Estados Unidos neste esforço contra a Rússia. Temos presente, por exemplo, a questão das sanções, etc. Mas a Europa, no meio disto tudo, foi extremamente prejudicada. Por exemplo, a questão energética. O modelo de desenvolvimento industrial europeu baseava-se muito na energia barata que era fornecida pela Rússia e isso acabou. E nós sabemos quem é que fez isso. Os Estados Unidos não permitiram que existisse essa relação entre a Europa, mas fundamentalmente, entre a Alemanha e a Rússia. Isso não é nada de agora, é uma coisa antiga. E a Europa, nesta altura, acaba por, em termos energéticos, consumir muito mais caro. O gás natural, vai comprá-lo aos Estados Unidos e não só, mas é muito mais caro e está a ter grandes dificuldades do ponto de vista do desenvolvimento económico e industrial, fundamentalmente porque não tem as matérias-primas que são indispensáveis para o novo paradigma económico, que passa fundamentalmente pela computação, a computação quântica, grande consumo de dados e a Europa não tem terras raras, para não falar na questão energética. Portanto, tem uma grande dependência. Mas o que é curioso é que a Europa está a falar para dentro, porque quando fala de autonomia, tem que perceber que não é autónoma e portanto, tem que considerar este elemento no processo de decisão e provavelmente terá que se adaptar do ponto de vista das políticas. Mas eu acho que o problema da Europa não é só a questão das matérias-primas. Repare, se nós tivermos em consideração as grandes tecnológicas mundiais, as 'sete magníficas' são todas americanas e nenhuma delas é europeia. E além disso, temos também a juntar-se a este grupo de grandes tecnológicas, também as chinesas. E quando falamos, por exemplo, de 'chips', a Europa é absolutamente deficitária nessa matéria. E se quisermos fazer uma análise mais profunda e verificarmos, por exemplo, as patentes nos mais variados domínios registadas pelos europeus e registadas pelos americanos e pela China, então pela China, muito mais, nós cada vez percebemos que existe uma 'décalage' aí. Repare, há cerca de talvez 20 anos, o PIB agregado da Europa era muito semelhante ao dos Estados Unidos. Hoje é cerca de dois terços. Portanto, quando falamos em dados concretos, nós podemos ter uma dimensão despida de preconceitos ideológicos e perceber que a Europa está numa regressão. Portanto, devia ter tomado uma série de medidas que pudessem inverter esse caminho. Mas as pessoas que estão nesta altura à frente da União Europeia e também dos países da Europa, não são pessoas qualificadas e, portanto, o caminho é escuro. Por exemplo, o comportamento da Europa relativamente a esta guerra na Rússia é uma coisa absolutamente difícil de explicar. RFI: Precisamente, no seu livro fala da deterioração das relações da Europa não só com a China, mas também com a Rússia. E, portanto, tendo em conta que a Europa, ou pelo menos os seus dirigentes, conhecem qual é a agenda dos Estados Unidos relativamente a este conflito, como é que se explica que hoje em dia, os líderes europeus, nomeadamente do Reino Unido, da Alemanha e da França, estejam actualmente com um discurso que tende a dar crédito à possibilidade de um conflito aberto com a Rússia? Major-General Carlos Branco: A explicação é difícil. Há várias possíveis. Uma delas é o facto de terem prometido às suas populações mundos e fundos e agora têm um nada para lhes dar. Não têm nada para lhes dar porque andaram a enganar as suas populações. Andaram a dizer que a Rússia não tinha mísseis, não tinha tecnologia, era apenas uma estação de serviços com armas nucleares. Portanto, deram uma imagem absolutamente errada da situação. Inclusivamente alinharam também num erro de cálculo estratégico, descurando a história. E nós sabemos o que tem sido o comportamento dos europeus relativamente às diferentes Rússias desde o século XVII que tem havido sempre tentativas de invasão da Rússia. A última foi no século XX, esta levada a cabo pelo presidente Biden. Era mais uma aventura, mas essa aí a iniciativa vinha do outro lado do Atlântico. A situação dos europeus relativamente à Rússia é diferente de país para país. Há um ódio visceral entre os russos e os ingleses. Relativamente à Alemanha, a situação tem outros matizes. Mas para responder à sua questão, esta gente andou a dizer que o caminho era a vitória, que íamos ser todos muito felizes e iriam fazer-se grandes negócios na Rússia, aliás, preferencialmente provocando a implosão da Federação e fazer negócios com as diferentes federações e ganhar muito dinheiro. Onde é que estamos? Agora estamos passados cinco anos numa Rússia que está na mó de cima do ponto de vista militar, como do ponto de vista económico, independentemente dos ataques que sofreu na sua profundidade, fundamentalmente nos últimos dois meses, o que é um facto, é que a Rússia não vai claudicar. E cada vez apresenta uma capacidade bélica maior. Como se está a verificar agora, há quase uma semana que Kiev está em permanente ataque e parece que estes dirigentes não perceberam ainda que se atingiu o 'impasse doloroso' e que se calhar, era altura de negociar. Era a altura de falar, era altura de pôr a diplomacia em cima da mesa. Mas isso não vai acontecer porque não estou a ver a Kaja Kallas (chefe da diplomacia da UE) com os requisitos mínimos para se encontrar na função em que se encontra. Tivemos, aliás, uma coisa absolutamente chocante. Houve uma reunião dos ministros das Finanças do G20 (esta semana) nos Estados Unidos. Repare bem nisto: o ministro das Finanças russo foi convidado pelo ministro das Finanças americano porque os Estados Unidos eram a nação anfitriã do evento e os países europeus recusaram-se a tirar uma fotografia dos participantes na reunião. Portanto, com esta gente, não vai haver nunca diplomacia. A situação vai-se agravar ou vai continuar. A isto acrescentam-se as iniciativas de Trump relativamente ao Médio Oriente, o petróleo, independentemente daquelas tiradas de Trump para que o petróleo afinal suba menos um bocadinho. O que é um facto é que continua a subir a inflação na Europa, salvo erro, já vai na casa dos 3% e eu não vejo como é que isto vai ser revertido, porque os europeus parecem estar empenhados em ir para o confronto militar. E hoje tivemos este caso absolutamente estúpido o argumento do tal drone que os alemães não conseguiram descobrir quem e que lhes rebentou com o Nord Stream (gasoduto Alemanha-Rússia), mas descobriram agora, passado um mês, que teria sido a Rússia, mas não apresentaram provas. Eu não estou a dizer que não foram os russos que fizeram aquilo, embora eu não perceba para quê. Eu não entendo. Mas não vamos excluir a possibilidade de terem sido os russos. Apresentem provas. Isso é a primeira questão. Mas isto só está a ser trazido ao de cima, porque Merz (o chanceler alemão) leva nesta altura cerca de 20 pontos de atraso relativamente à AFD (partido de extrema-direita) e vai ter eleições dentro de menos de uma semana. Isto é que é o problema e portanto estão a utilizar uma situação destas para procurar tirar benefícios em termos de política interna. Não há outra palavra. Mas isto cria dinâmicas. Por exemplo, ouvimos o secretário-geral da NATO a fazer uma série de afirmações absolutamente ignóbeis que, no fundo estava a alinhar com esta farsa toda e no fundo a criar situações que depois são extremamente difíceis de serem revertidas. RFI: No seu livro diz que no começo do conflito tinha havido uma possibilidade de eventualmente se chegar a um acordo de paz que foi impossibilitada, nomeadamente por líderes europeus, que convenceram Zelensky de que poderiam ter um acordo melhor e, portanto, relativamente a esta situação, quais são as possibilidades que existem neste momento de eventualmente negociar, sentar à mesa, discutir, chegar a um acordo? Major-General Carlos Branco: Eu vejo isso de forma muito remota. Isso só será possível, isso que eu vou dizer é incómodo, mas penso que nesta altura não há outra volta que é a vitória militar de uma das partes. Só haverá negociações quando se atingir aquilo que se chama de 'impasse doloroso', quando as partes perceberem que têm mais a ganhar à mesa das negociações do que no campo de batalha. Quando psicologicamente interiorizarem essa situação -e é o que nós dizemos- atingiu-se a maturidade e, portanto, há portas abertas para se avançar nesse caminho. Agora estamos longe de isso acontecer, porque a Ucrânia está a ser partida todos os dias. Há um sofrimento brutal para o povo ucraniano, mas os seus dirigentes estão a alimentar uma situação que está perdida. E eu sublinho isto. Mas vai ser até ao último ucraniano. Exactamente. Estes líderes não têm maturidade para perceber isto que eu estou a dizer e portanto vão continuar até ao fim. Para isto contribui também o papel dos europeus, porque se os europeus não dessem fogo a esta fornalha, se não criassem nos ucranianos o sonho de que isto pode ser revertido, de que podem derrotar a Rússia, quer dizer, eu não consigo perceber como é que isso acontece. O próprio chefe de gabinete do presidente Zelensky, Kyrylo Budanov, mas não só, foi também o seu lugar-tenente, que vieram dizer que a Ucrânia precisa de 30.000 soldados por mês. Não sou eu que digo. Portanto, um país que se encontra numa situação destas, que tem largos milhões de cidadãos fora das suas fronteiras, que está a recrutar da forma que é conhecida, que as pessoas são apanhadas no meio da rua e levadas à força, um país que está numa situação destas, a meu ver, está numa situação de grande vulnerabilidade. Mas os seus dirigentes continuam a achar que não. 'Não, isto ainda a gente ainda pode ganhar'. Portanto, é exactamente por causa disso e pela irresponsabilidade do estímulo que é dado pelos presidentes europeus. Aliás, vimos agora quando foi das comemorações do 35.º aniversário da independência da Ucrânia e que foram lá uma série de dirigentes a Kiev. E eles estavam com uma cara muito sorridente a tirar uma fotografia com o presidente. E eu interrogo-me: estão sorridentes porquê? Quer dizer, isto é de uma falta de senso e de uma falta de capacidade de análise da situação. Esta gente não sabe o que é que está a acontecer. Vivem numa bolha exactamente por causa disso. O futuro não pode ser brilhante. Para já, veremos se não há nenhuma movimentação incauta por parte de determinados países da Europa e que venham depois chamar a NATO. Até porque a tentativa de envolver a NATO com este argumento do ataque directo e na tentativa de provocar o artigo quinto (defesa colectiva no caso de um membro ser atacado), já houve várias. Portanto, nós estamos recordados quando houve o míssil ucraniano que caiu na Polónia e que matou, salvo erro, dois agricultores (em Novembro de 2022). O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco e a Ucrânia começaram logo a dizer 'isso foi à Rússia, foi à Rússia' e, portanto, já abriu portas para Zelenksy, porque sabe que não consegue sozinho ganhar a guerra. Precisa dos europeus. E o Biden veio mandá-los calar. Objectivamente, foi isso que aconteceu. Portanto, não alinhou nesse projecto porque o que queria, não era criar uma guerra na Europa. O que queria era remover o Putin do poder e colocar lá um seu apaniguado. Mas é que as pessoas às vezes não conseguem distinguir uma coisa da outra. Aliás, isso é outra coisa importantíssima. Biden nunca esteve muito empenhado na vitória militar da Ucrânia. Isso é outra questão que está profusamente documentada. O que ele queria era provocar uma alteração do poder em Moscovo. São coisas diferentes. poderão ter caminhos paralelos, poderão interceptar-se nalgumas fases, mas são coisas diferentes porque, em última análise, o objectivo estratégico é distinto. Portanto, não ter clarividência sobre esta matéria é dramático. RFI: Outro aspecto também importante do seu livro tem a ver com a forma como também são apresentados os acontecimentos pela comunicação social aqui na Europa. É bastante crítico relativamente ao papel da comunicação social. Major-General Carlos Branco: Sim, é verdade. A comunicação social está, com algumas excepções, mas muito reduzidas, plenamente alinhada com uma das partes, está entrincheirada e, portanto, não é um espaço de debate sobre o que está a acontecer, mas é fundamentalmente um espaço onde se divulga de uma forma exclusiva e frequentemente propagandística, os pontos de vista de uma das facções. E o espaço de debate está extremamente reduzido. E muitas das vezes quem tem uma opinião que não coincide com a do meio, acaba por ser marginalizado. Associado a isso, a União Europeia tem-se tornado cada vez mais um organismo autoritário, porque há indivíduos que tiveram maior protagonismo no espaço público e o que lhes aconteceu foi inclusivamente congelarem-lhes as contas bancárias. Portanto, isto que está a acontecer é uma deriva autoritária na qual a comunicação social está a alinhar. Relativamente a estas matérias, não vi estas notícias na televisão e muito menos manifestação de desconforto e de discussão destes assuntos, porque estes assuntos são cruciais. Os americanos saberão muito bem o que aconteceu no rescaldo do 11 de Setembro e as tentativas de calar opiniões, críticas e outras opiniões, vamos pôr isto nesses termos, e a Europa vai por esse caminho.

Alquimia da Mente
967 - O Amante: Por Que Homens Que Sentem Profundamente Atraem Mais e Vivem Mais | Os 12 Arquétipos Masculinos de Carl Jung

Alquimia da Mente

Play Episode Listen Later Sep 2, 2026 11:01


TUTAMÉIA TV
Tenho inveja das crianças que hoje vivem em Cuba, diz cosmonauta de 84 anos

TUTAMÉIA TV

Play Episode Listen Later Sep 2, 2026 58:57


TUTAMÉIA apresenta encontro do general Arnaldo Tamayo Méndez, 84, primeiro cosmonauta cubano e primeiro negro no espaço, com crianças que participaram de oficinas de férias no Instituto Fidel Castro, em Havana. Autor do livro paradidático "Con Mis Pequeños Cosmonautas", ele também

Notícias MP
MPAC publica nota técnica para orientar atuação institucional em defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV

Notícias MP

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 1:32


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CAOPDH), publicou a Nota Técnica nº 05/2026 para orientar a atuação institucional na promoção, proteção e fiscalização dos direitos das pessoas que vivem com HIV. O documento reúne fundamentos jurídicos, científicos e técnicos para subsidiar a atuação dos membros do Ministério Público, com diretrizes voltadas ao fortalecimento das políticas públicas, à garantia do acesso à saúde e ao enfrentamento do estigma e da discriminação.

Iconocast
PIU PIU: COMO VIVEM OS FACCIONADOS PÉ DE CHINELO

Iconocast

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 15:04


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ONU News
Quase metade da população das Américas vivem com doenças neurológicas

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 2:15


Relatório mostra que condições como enxaqueca, acidente vascular cerebral, epilepsia, doença de Alzheimer e transtornos do espectro autista já afetam 470 milhões de pessoas; Opas pede reforço da prevenção, reabilitação e cuidados de longa duração.

A Voz do Brasil
Câmara transforma em lei atendimento a brasileiras que vivem no exterior

A Voz do Brasil

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026


Rádio PT
BOLETIM | PT foca em diálogo com eleitores progressistas que vivem fora do Brasil

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 3:05


O PT conta com 26 núcleos oficiais em quase 40 países e mais de 1,5 mil filiados. Com crescente número de eleitores nos últimos anos, a Irlanda é um dos locais com eleitores mais adeptos às pautas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores. Sonora:

CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade - Marco Bravo
Você já ouviu falar em plantas "parasitas"? Entenda o que são e onde vivem!

CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade - Marco Bravo

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 6:54


Nesta edição do "CBN Meio Ambiente", o comentarista Marco Bravo traz como destaque que as plantas estão presentes em nossas casas, jardins, praças e locais de trabalho, proporcionando beleza, sombra, bem-estar e contato com a natureza. Entretanto, algumas espécies possuem formas de vida surpreendentes, enquanto outras escondem substâncias capazes de provocar graves intoxicações.Entre as mais curiosas estão as plantas parasitas, que retiram água e nutrientes de outras plantas por meio de estruturas especializadas chamadas haustórios. Essas estruturas penetram nos tecidos da planta hospedeira e estabelecem uma conexão com seu sistema vascular. As plantas parasitas podem ser classificadas em holoparasitas e hemiparasitas. As holoparasitas não possuem clorofila suficiente para realizar fotossíntese e dependem completamente da planta hospedeira para obter água, sais minerais e compostos orgânicos. Um exemplo é o cipó-chumbo, do gênero Cuscuta, que forma fios amarelados ou alaranjados envolvendo outras plantas. Depois de se conectar ao hospedeiro, passa a retirar dele as substâncias necessárias à sua sobrevivência.Já as hemiparasitas possuem clorofila e conseguem realizar fotossíntese, mas retiram água e sais minerais da planta hospedeira. A conhecida erva-de-passarinho é um exemplo comum, frequentemente observada sobre árvores urbanas, frutíferas e ornamentais. Quando ocorre em excesso, pode enfraquecer os galhos e comprometer a saúde da árvore. É importante não confundir plantas parasitas com epífitas, como muitas orquídeas e bromélias. As epífitas utilizam troncos e galhos apenas como suporte, sem retirar diretamente a seiva da árvore.

Leandro Twin
Como se alimentam e vivem as pessoas com mais longevidade no mundo

Leandro Twin

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 14:09


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Reportagem Observador
Porque é que vivem tantos portugueses na Venezuela?

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 2:19


Cerca de meio milhão de portugueses vivem na Venezuela, sobretudo madeirenses. A Rádio Observador foi descobrir de onde surge esta comunidade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Oito milhões de pessoas vivem com falciforme, uma doença que continua invisível

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 8:29


Cerca de oito milhões de pessoas vivem com doença falciforme, uma das doenças genéticas mais frequentes do mundo. Apesar dos avanços no diagnóstico e nos tratamentos, continua a ser pouco conhecida e muitas vezes identificada tarde, sobretudo em África, onde é mais prevalente. Uma semana depois do Dia Mundial da Doença Falciforme, que se assinala no dia 19 de Junho, especialistas e famílias insistem que o desafio não é apenas médico: é também social, económico e político. A doença falciforme é uma das patologias genéticas mais frequentes no mundo, mas continua longe de receber a atenção proporcional ao número de pessoas que afecta. Estima-se que cerca de oito milhões de pessoas vivam com esta doença hereditária, marcada por crises de dor intensa, anemia crónica, infecções frequentes e complicações que podem atingir vários órgãos. A recente evocação do Dia Mundial da Doença Falciforme voltou a expor uma contradição persistente: a medicina avançou, mas milhões de doentes continuam sem diagnóstico precoce, sem tratamento regular e sem acompanhamento especializado. A realidade é particularmente dura em vários países africanos, onde a doença é mais prevalente e onde os sistemas de saúde continuam a enfrentar limitações. A doença resulta de uma alteração genética da hemoglobina, proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigénio. Quando uma criança herda essa alteração de ambos os progenitores, os glóbulos vermelhos deixam de ter a forma arredondada habitual e tornam-se rígidos, frágeis e semelhantes a uma foice. Esta deformação dificulta a circulação sanguínea e pode provocar crises dolorosas, anemia e lesões progressivas em órgãos vitais. Celdidy Monteiro, profissional de saúde são-tomense e mãe de uma menina de sete anos que vive com a doença, resume o problema de forma directa: "É uma doença que se transmite dos pais para os filhos. Esta alteração faz com que os glóbulos vermelhos não tenham a forma normal e, em determinadas situações, pode causar problemas a nível da circulação, dores intensas, anemia e complicações em vários órgãos." Apesar da dimensão do problema, a doença permanece largamente invisível. Para Celdidy Monteiro, essa invisibilidade não é neutra. "Apesar de cerca de oito milhões de pessoas no mundo terem esta doença, ela continua desconhecida, principalmente porque atinge sobretudo a população de origem africana e durante muito tempo não teve a mesma atenção", afirma. A falta de informação continua a atrasar diagnósticos e a alimentar preconceitos. Muitos doentes chegam tarde aos serviços de saúde ou vivem anos sem uma explicação clara para as crises repetidas, a fadiga, as infecções ou as dores incapacitantes. "Ainda existe muita falta de informação sobre a doença, o que contribui para que o diagnóstico seja tardio e que também existam preconceitos", sublinha a profissional de saúde. A dor é o sintoma mais conhecido, mas não é o único. As crises podem ser desencadeadas por infecções, alterações emocionais ou mudanças bruscas de temperatura, e surgem frequentemente de forma imprevisível. "Podemos acordar bem dispostos e, por causa de uma alteração emocional ou de uma mudança brusca de temperatura, desencadear uma crise", explica Celdidy Monteiro. As complicações menos conhecidas são muitas vezes as mais graves. A doença pode provocar acidentes vasculares cerebrais, síndrome torácica aguda, lesões renais, pulmonares ou cardíacas e situações fatais. "Fala-se muito das crises de dor porque é o sintoma principal, mas todos os órgãos podem ser afectados", alerta. Em alguns casos, acrescenta, as complicações "podem mesmo levar à morte". Nos últimos anos, registaram-se progressos; há hoje testes rápidos que permitem diagnosticar a doença em contextos com poucos recursos laboratoriais, programas de rastreio neonatal em alguns países e medicamentos capazes de reduzir as crises e melhorar a qualidade de vida. "Felizmente, ao longo dos últimos anos, temos registado progressos significativos", reconhece Celdidy Monteiro, lembrando que "há evidências de que, se fizermos o diagnóstico precoce, estes doentes poderão ter melhor qualidade de vida". Entre os tratamentos disponíveis, a hidroxiureia tem desempenhado um papel central na redução das crises dolorosas e de algumas complicações. Em casos específicos, o transplante de medula óssea pode representar uma possibilidade terapêutica. Mais recentemente, a investigação em terapia genética abriu novas perspectivas. Para Celdidy Monteiro, trata-se de "uma luz", mas ainda distante da realidade da maioria dos doentes. O problema, insiste, é que muitos países continuam sem garantir o básico. "Nós temos problemas de base nos nossos países, que são o acesso ao diagnóstico e ao tratamento", afirma. A inovação científica, por si só, não basta se os sistemas de saúde não conseguirem assegurar rastreio, medicação, acompanhamento especializado e apoio às famílias. A desigualdade é visível nos países africanos de língua portuguesa. Em São Tomé e Príncipe, a doença é conhecida e já existem melhorias no diagnóstico, mas o tratamento continua limitado. "A hidroxiureia não é uma realidade para todos os pacientes", lamenta. A situação repete-se noutros países da CPLP. Segundo a profissional de saúde, Angola e Guiné-Bissau enfrentam dificuldades semelhantes, com acesso desigual ao diagnóstico e à terapêutica. "Os pacientes nos nossos países não têm igual acesso tanto ao diagnóstico como ao tratamento", afirma. Entre os países de língua portuguesa, apenas Portugal e Brasil têm rastreio neonatal implementado, e só o Brasil realiza transplante de medula óssea para estes doentes. Em contextos onde coexistem outras doenças frequentes, como a malária, a ausência de diagnóstico pode ser fatal. Celdidy Monteiro lembra que, em muitos casos, crianças e adultos morrem sem nunca saberem que tinham doença falciforme. "Muitas vezes esses doentes acabam por falecer antes de terem o diagnóstico. Muitas vezes o diagnóstico é malária, mas está lá mascarada a anemia falciforme porque ela não é diagnosticada." A doença afecta também a vida escolar, profissional dos doentes. As crises podem afastar crianças da escola, limitar a vida laboral dos adultos e impor às famílias uma vigilância permanente. O acompanhamento psicológico, a aceitação social e a inclusão escolar são, por isso, parte essencial da resposta. "São desafios constantes que os familiares enfrentam a nível do tratamento, do diagnóstico, do acompanhamento psicológico, da aceitação na escola e do impacto na vida escolar e no trabalho", resume. Para Celdidy Monteiro, a prioridade deve ser aumentar a literacia sobre a doença. Não apenas junto das famílias, mas também entre profissionais de saúde. "Devemos aumentar a literacia da doença, não só para a população, mas também para alguns profissionais de saúde", defende. Uma semana depois das mensagens associadas ao Dia Mundial da Doença Falciforme, o apelo mantém-se: transformar uma data simbólica em políticas concretas. Rastreio neonatal, acesso gratuito ou comparticipado aos medicamentos, formação dos profissionais, acompanhamento especializado e investigação são algumas das respostas apontadas por especialistas e famílias.

Bate Pé
Directo de Houston, Cristiano Ronaldo, Seleção, Ficar viral com streamer, Girl's Talk, Oura Ring, Sentir que estou a falar e ter ansiedade, Americanos não vivem futebol

Bate Pé

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 46:38


Temos um bocado de girls talk, mas não temos Off Campus. Prometo que me controlei. Como prometido, episódio dividido entre Houston e Lisboa. O Rui passou a semana com a seleção e a Mafalda em casa a tentar fazer tudo o que costuma fazer + aquilo que o Rui costuma fazer. Chama-se dar valor? Creio que sim! Demos opinião sobre as polémicas da semana, o Rui fala do espirito de apoiar a seleção e Cristiano Ronaldo.APOIOS:Activobank

Irmãos Dias Podcast
CECOT: Como vivem os PIORES CRIMINOSOS na PRISÃO mais RIGOROSA do MUNDO - Irmãos Dias Podcast #263

Irmãos Dias Podcast

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 113:17


Lucas Ferrugem, CEO do Brasil Paralelo, foi até El Salvador e conta como um dos países mais violentos do mundo conseguiu praticamente zerar a criminalidade em tão pouco tempo.~~~~CoinbaseGanhe R$ 20 em Bitcoin na primeira compra de qualquer cripto (pelo menos R$ 10)https://coinbase-consumer.sjv.io/c/6300648/1991445/9251Investidor 10Tudo que o investidor precisa em um só lugar:https://investidor10.com.br/click/1000386/Seja membro do canal e ganhe benefícios:https://www.youtube.com/channel/UChBtPExX9RjCdmpAizK7ccQ/join~~~~ANFITRIÕES:André DiasCONVIDADOSLucas Ferrugem (Brasil Paralelo)-----------------☎️

Conversas de Fim de Tarde
Carlos Areia: "Há políticos portugueses que já não vivem em Portugal. Não sabem quanto custa um pacote de leite ou uma carcaça”

Conversas de Fim de Tarde

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 44:58


Aos 82 anos, Carlos Areia revisita uma vida feita de conquistas, perdas, amor e resistência. Recorda uma infância difícil, marcada pela ausência da mãe e por uma constante sensação de desenraizamento, fala dos sonhos de menino e da vida que acredita ter começado a viver verdadeiramente apenas aos 50 anos. O ator aborda a carreira que atravessa várias gerações, a relação com Rosa Bela, o envelhecimento, a amizade, a política e as mudanças de um país que já não reconhece totalmente, mas no qual continua a acreditar. See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Na ONU, Portugal ressalta ações de apoio para pessoas que vivem com deficiência

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 3:06


Com foco na empregabilidade, secretária de Ação Social e Inclusão detalha à ONU News, projetos sobre mobilidade e reconversão de postos laborais; país europeu reforça que seu ecossistema social está preparado para incluir todos, sem distinção.

ONU News
Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 1:34


Relatório mostra que o deslocamento forçado na África Oriental e Austral se prolonga por décadas, afetando gerações inteiras; Três em cada quatro refugiados continuam em exílio após cinco anos; Angola e Moçambique aparecem como países de origem.

Angelluz - Os Anjos estao sempre prontos para auxilia-lo
Angelluz – #733 – Salamandras, Elementais do Fogo

Angelluz - Os Anjos estao sempre prontos para auxilia-lo

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 23:15


Angelluz, um podcast sobre Anjos e o Reino Angélico - #733 – Salamandras, Elementais do Fogo.Este episódio aborda os seguintes assuntos:1 – Os elementais do fogo são possivelmente os mais antigos e misteriosos de todos os espíritos da natureza. As Salamandras trabalharam em toda a Criação do Universo e têm um relacionamento direto com as almas, pois suas vibrações se espalham tão rápido quanto a luz. Vivem em qualquer tipo de fogo, desde os incêndios até em uma fogueira.2 - Finaliza com a Meditação Guiada “A Luz Branca e Iridescente da Fonte Criadora”. Nesta meditação guiada você sentirá uma energia branca brilhante iluminando o seu chakra coronário, preenchendo de luz suas células para que a energia divina circule livremente pelo seu corpo, tornando-o luminoso e positivo.

Convidado
Riqueza da terra continua a alimentar a guerra dos homens em ​​​​​​​Cabo Delgado

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 8:37


No solo de Cabo Delgado repousam algumas das maiores reservas de gás natural, rubis, madeira e minerais estratégicos de África. À superfície persistem pobreza, medo e violência. Uma investigação internacional coordenada pela Forbidden Stories revela como a captura das riquezas locais, a falta de transparência e a exclusão das comunidades ajudaram a criar o terreno onde prosperou a insurgência armada que desde 2017 devasta o norte de Moçambique. Há uma pergunta que atravessa toda a investigação Mozambique Exposed: como é possível viver sobre uma montanha de riqueza e continuar sem nada?  Durante cinco meses, cerca de 30 jornalistas de vários países procuraram responder a essa questão. Coordenado pela Forbidden Stories, o projecto investigou as ligações entre a exploração dos recursos naturais de Cabo Delgado, a corrupção, os abusos dos direitos humanos e a insurgência armada que há quase uma década assola o norte de Moçambique. O resultado é o retrato de uma região onde a abundância e a miséria existem lado a lado. Cabo Delgado concentra algumas das mais valiosas reservas de gás natural, rubis, madeira e minerais estratégicos do continente africano. No entanto, para grande parte da população, essa riqueza continua a ser uma promessa distante. “O mundo consegue ser bastante desigual”, observa Micael Pereira, jornalista do Expresso e um dos participantes da investigação. Em países que saíram do colonialismo sem instituições suficientemente fortes, explica, essas desigualdades assumem frequentemente contornos mais severos. No caso de Cabo Delgado, considera existir “um falhanço claro por parte do Estado em assegurar as condições mínimas que nós poderíamos desejar e esperar para estas populações”. Ao longo da investigação, os jornalistas encontraram provas de uma realidade denunciada há anos pelos habitantes da província: quanto mais riqueza é descoberta, menos essa riqueza chega a quem vive sobre ela. “Existe claramente uma contradição entre os vastos recursos naturais e a forma como isso se traduz na vida das populações”, afirma Micael Pereira. Essa contradição não resulta apenas de dinâmicas internas. Segundo o jornalista, está também presente na forma como grandes operadores internacionais exploram os recursos da região através de acordos celebrados com o Estado moçambicano. “Há uma certa cumplicidade entre aquilo que é essa comunidade internacional de corporações, de empresas, e o Estado local”, sustenta. Uma relação que, na sua perspectiva, ajuda a explicar porque é que as riquezas extraídas de Cabo Delgado continuam a gerar tão poucos benefícios para as comunidades locais. Questionado sobre a transparência na gestão do conflito em Cabo Delgado, nomeadamente em relação ao acordo de segurança entre Moçambique e o Ruanda, Micael Pereira considera que persistem muitas zonas de sombra. “Estamos perante uma situação em que falta efectivamente transparência”, afirma o jornalista, recordando que só recentemente se tornou pública a existência de uma componente financeira associada ao destacamento das forças ruandesas, suportada pelo Estado moçambicano. As forças ruandesas receberam apoio financeiro europeu apesar de já terem sido alvo de denúncias relacionadas com abusos dos direitos humanos e de persistirem interrogações sobre a natureza do regime de Kigali. Mas compreender Cabo Delgado implica olhar para além dos contratos, dos investimentos e das operações militares. Quando se fala da insurgência, a atenção recai frequentemente sobre os homens armados e sobre a dimensão religiosa do conflito. No entanto, para Micael Pereira, essa é apenas uma parte da história. “A presença desses homens armados e todos os episódios que têm vindo a ser reportados ao longo dos últimos anos são um reflexo” de problemas mais profundos, afirma. Na sua análise, a ausência do Estado, a exclusão social e a incapacidade de transformar os recursos naturais em desenvolvimento criaram um sentimento de injustiça que os grupos extremistas souberam explorar. A narrativa jihadista encontra eco porque se cruza com frustrações muito concretas. “Isso só é possível singrar com um substrato de grande desigualdade social, de uma ausência do Estado”, explica o jornalista. Uma realidade agravada, acrescenta, pela delegação de funções essenciais, incluindo a segurança das populações, a actores externos. Uma das grandes perguntas que permanece sem resposta diz respeito ao financiamento dos grupos armados. “É difícil dizer exactamente quem está por trás do financiamento destes grupos”, admite Micael Pereira. O acesso limitado à região por parte de jornalistas, investigadores e organizações independentes torna particularmente difícil seguir o rasto do dinheiro. “Existe alguma especulação sobre de onde vem o financiamento destas operações”, reconhece. Parte dos recursos poderá ser gerada pelos próprios grupos no terreno. Mas, para já, conclui, “eu diria que é um mistério”. Enquanto as explicações permanecem incompletas, a vida das populações continua marcada pela insegurança. Em 2023, durante o processo de retorno promovido pelas autoridades moçambicanas, os relatos recolhidos no terreno mostravam que o medo continuava presente no quotidiano de muitas comunidades. “As pessoas continuam a viver uma situação de medo. Vivem sob um constante ambiente de ameaça”, relata o jornalista. Apesar dos sucessivos anúncios de estabilização e dos avanços militares registados nos últimos anos, a percepção de insegurança permanece. Para muitos habitantes, a guerra pode ter mudado de intensidade, mas nunca desapareceu verdadeiramente. Hoje, quando outras crises internacionais monopolizam a atenção mediática, Cabo Delgado corre o risco de voltar ao silêncio. “A conclusão que retiro é que o problema persiste nesta região”, afirma Micael Pereira. Por isso, defende que o jornalismo não abandone um território onde continuam por responder às questões que estiveram na origem do conflito. “Nós, enquanto jornalistas capazes de trabalhar de forma colaborativa e até com colegas locais, devemos persistir em manter uma atenção e uma dedicação àquilo que se passa em sítios como Cabo Delgado.” Quase dez anos desde o início da insurgência, a investigação deixa uma conclusão inquietante: a guerra em Cabo Delgado não se explica apenas pelas armas nem pela ideologia. Explica-se pela riqueza que continua a sair da região sem transformar a vida de quem lá vive.

IB Atitude
Como são os que vivem a transformação de Jesus? | Pr. Marcos Ferreira

IB Atitude

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 42:38


Como são os que vivem a transformação de Jesus? | Pr. Marcos Ferreira by Atitude Podcast

Café Brasil Podcast
Cafezinho 729 - Como melhorar a democracia

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 11:07


A democracia costuma ser tratada como uma conquista definitiva da civilização, algo pronto, acabado e acima de qualquer questionamento. Mas será que um sistema tão importante não pode ser aperfeiçoado? Neste Cafezinho, vamos explorar uma ideia simples e poderosa: a força da democracia não está em evitar erros, mas em criar mecanismos para reconhecê-los e corrigi-los. Uma reflexão sobre instituições, cultura, responsabilidade, descentralização do poder e a qualidade das decisões que tomamos como sociedade. Porque sistemas políticos não vivem apenas de leis. Vivem das pessoas que os sustentamSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Cafezinho Café Brasil
Cafezinho 729 - Como melhorar a democracia

Cafezinho Café Brasil

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 11:07


A democracia costuma ser tratada como uma conquista definitiva da civilização, algo pronto, acabado e acima de qualquer questionamento. Mas será que um sistema tão importante não pode ser aperfeiçoado? Neste Cafezinho, vamos explorar uma ideia simples e poderosa: a força da democracia não está em evitar erros, mas em criar mecanismos para reconhecê-los e corrigi-los. Uma reflexão sobre instituições, cultura, responsabilidade, descentralização do poder e a qualidade das decisões que tomamos como sociedade. Porque sistemas políticos não vivem apenas de leis. Vivem das pessoas que os sustentamSee omnystudio.com/listener for privacy information.

E o vencedor é...
Portugal sem crianças: as poucas que restam vivem na escola?

E o vencedor é...

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 25:03


O país tem apenas 9,8% de crianças, mas obriga-as a 38 horas de escola. Entre salários baixos e precariedade, os miúdos vivem "presos" enquanto os pais trabalham.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café Brasil Podcast
Cafezinho 729 - Como melhorar a democracia

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later May 29, 2026 11:07


A democracia costuma ser tratada como uma conquista definitiva da civilização, algo pronto, acabado e acima de qualquer questionamento. Mas será que um sistema tão importante não pode ser aperfeiçoado? Neste Cafezinho, vamos explorar uma ideia simples e poderosa: a força da democracia não está em evitar erros, mas em criar mecanismos para reconhecê-los e corrigi-los. Uma reflexão sobre instituições, cultura, responsabilidade, descentralização do poder e a qualidade das decisões que tomamos como sociedade. Porque sistemas políticos não vivem apenas de leis. Vivem das pessoas que os sustentam. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Boletim Folha
41% dos brasileiros veem ação do crime organizado onde vivem, diz Datafolha

Boletim Folha

Play Episode Listen Later May 11, 2026 5:41


Cruzeiro com surto de hantavírus começa operação de desembarque de passageiros em ilha espanhola. E Trump rejeita contraproposta do Irã pra encerrar a guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - Ilíada a guerra interna que todos vivem (9)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later May 2, 2026 0:56


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - Ilíada a guerra interna que todos vivem (9)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later May 2, 2026 0:56


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - Ilíada a guerra interna que todos vivem (8)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later May 1, 2026 0:55


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - Ilíada a guerra interna que todos vivem (8)

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later May 1, 2026 0:55


Vídeos curtos sobre espiritualidade (Lucidez.Religare)

#BiroscaNews
#BiroscaNews 393: Judiciário Expõe Dados sobre Pessoas que Vivem com HIV

#BiroscaNews

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 6:54


Falo sobre denúncia feita à Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/MG de que o Judiciário estaria permitindo o acesso público a processos em que partes são pessoas que vivem com o HIV. Discuto a legislação que fala sobre o tema e as consequências que isso pode ter.

Voz de Cama
No limbo do relacionamento

Voz de Cama

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 27:30


Vivem juntos, mas estão separados. Não se separam nem saem de cima. Um ouvinte quer sair da terra de ninguém em que se tornou a sua relação.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Libaneses vivem “medo e sofrimento evoluindo para raiva” em meio a ataques

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 2:15


Declarações foram feitas à ONU News pela chefe do Escritório de Campo do Acnur em Zahle; horas depois de grandes explosões, Raquel Trabazo descreve situação de magnitude e velocidade sem precedentes no Líbano.

Labirinto
Tratar da Saúde. As mulheres vivem mais mas… será que vivem melhor?

Labirinto

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 4:00


Vivem mais anos do que os homens, mas passam mais tempo com doença. O que está a falhar na saúde feminina? Um episódio sobre menopausa, coração, saúde mental e qualidade de vida. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
14h Há 13 portugueses que vivem no Irão e estão todos bem

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 14:40


O Antagonista
Cortes do Papo - Direto da Ucrânia: como vivem os ucranianos após quatro anos de guerra

O Antagonista

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 18:23


O Papo Antagonista recebeu o jornalista Fabrício Vitorino, direto da Ucrânia, para falar sobre a guerra que completou quatro anos nesta semana.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:   https://assine.oantagonista.com.br/  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Ucrânia #Guerra #Geopolítica #Notícias #Conflito #Mundo #Jornalismo #DiretoDaUcrânia #VidaNaUcrânia #RelatosDeGuerra #GeopolíticaInternacional #Atualidades #HistóriaViva

Porque Sim Não é Resposta
Porque é que as pessoas sonsas nunca dão boas pessoas?

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 8:17


Raramente levantam a voz, mas deixam rasto. Dizem pouco, prometem menos ainda e quase nunca assumem o que fazem. Vivem na zona cinzenta das intenções, onde tudo é ambíguo e nada é frontalSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Porque Sim Não é Resposta
Mães-helicóptero: quando cuidar não deixa crescer

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 9:58


Vivem a infância dos filhos em estado de alerta. Sobrevoam tudo: a escola, as amizades, as frustrações. Têm medo que o mundo lhes falhe. E estão sempre lá para os apanhar. Tudo para evitar a dorSee omnystudio.com/listener for privacy information.

BBC Lê
Pessoas otimistas vivem mais?

BBC Lê

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 7:40


Ator Dick Van Dyke completou 100 anos e atribui longevidade ao otimismo e ao controle da raiva. E o que diz a ciência sobre isso?

IB Atitude
Sábios vivem melhor | Pr. Pedro Vuks

IB Atitude

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 35:18


Sábios vivem melhor. Alguns têm expectativas boas quando o novo ano chega, mas isso só se concretiza por meio de atos de sabedoria. Às vezes não entendemos como comportamentos ruins nos acompanham mesmo com muitas coisas tendo mudado em nossas vidas. Mas a verdade é que não basta apenas bênçãos se não somos capazes de observar nossos erros e buscar corrigi-los.

Jornal da USP
Novo podcast da USP abre espaço para as vozes negras que vivem a ciência

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 8:17


O Kilombocast é uma iniciativa de estudantes do Instituto de Biociências (IB) da USP que abre espaço a pessoas pretas falarem de suas trajetórias e convivências com a ciência

Saúde Digital
SD334 - Porque Médicos que Criam Ecossistema Vivem Melhor que Aqueles que Só Fazem Consulta e Retorno

Saúde Digital

Play Episode Listen Later Nov 25, 2025 66:49


SD334 - Porque Médicos que Criam Ecossistema Vivem Melhor que Aqueles que Só Fazem Consulta e Retorno. Quer deixar de ser apenas "mais um consultório" e começar a construir um negócio médico de verdade? Neste episódio, o Dr. Lorenzo Tomé e o cardiologista e fundador da Smart HealtHG, Dr. Henrique Grinberg, batem um papo sobre responsabilidade real pela entrega de valor; montar um modelo de acompanhamento que gera resultado clínico, retenção e previsibilidade financeira; a união entre MEV, mudança comportamental e posicionamento digital para criar seu negócio rentável e estruturado que funciona mesmo fora do consultório. A SmartHealtHG oferece um programa personalizado de cuidado com foco em resultados reais, através de mudança de comportamento e consolidação de hábitos saudáveis, combinando ciência de ponta e tecnologia para criar jornadas de autocuidado que realmente funcionam. O podcast Saúde Digital lhe ajuda a abrir a mente? Imagine o que 2 dias de imersão com a gente pode fazer para potencializar isso e fazer muito pelo seu negócio médico. Garanta sua vaga com 10% de desconto na Imersão da SD Escola de Negócios Médicos nos dias 29 e 30 novembro/2025. ACESSE O Background do Henrique Médico formado pela Universidade de Santo Amaro, Henrique fez Clínica Médica no HC, residência de Cardiologia no Incor e foi preceptor na residência do Hospital Sírio-Libanês. Desde o início, ele começou a atuar em consultório particular, sem convênio, em um modelo de longo prazo e com foco total na entrega de valor para o paciente. Em 2024, ele recebeu o certificado internacional em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine e abriu sua empresa. Assista este episódio também em vídeo no YouTube no nosso canal Saúde Digital Podcast! Acesse os Episódios Anteriores! SD333 - Marketing Médico Inteligente: Como Usar Gatilhos Sem Perder Sua Reputação SD332 - Navegar o paciente para reduzir custos: uma tese que funciona SD331 - O Livre Mercado das Ideias: como a Economia impulsiona o Empreendedorismo Médico Music: Clear Progress by Young Presidents "Music PremiumBeat.com | License #1873536"  

Noticiário Nacional
16h Mais de 500 mil pessoas vivem em pobreza habitacional

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 12:15


radinho de pilha
o Universo está grávido! por que mulheres vivem mais? a língua basca

radinho de pilha

Play Episode Listen Later Nov 12, 2025 37:26


El enigma del origen (y otras curiosidades) del euskera, la singular lengua de los vascos https://youtu.be/BruUEhcKx-I?si=A-laY1omKXCYnXdJ L'Universo ci ha messo 14 miliardi di anni per “cucinare” NOI: perché? https://youtu.be/jDYagn0uu0U?si=izjOG5uAEkcAelo6 When Not to Use は https://youtu.be/r0GgB9-TykQ?si=u1W5GJ1EMLuK8cfF Women have supercharged immune systems and we now know why https://www.newscientist.com/article/2501447-women-have-supercharged-immune-systems-and-we-now-know-why/ Oscar Niemeyer e o sentido da vida https://www.instagram.com/reel/DOxp5OCjrDX/?igsh=MWk5dm92Y3M1djQ3aQ==  canal ... Read more The post o Universo está grávido! por que mulheres vivem mais? a língua basca appeared first on radinho de pilha.

Boletim Folha
Cerca de 4,9 milhões vivem em áreas com presença do crime organizado no Rio, mostra Datafolha

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 5:39


Moraes determina preservação de provas da operação nos complexos da Penha e do Alemão. E Governo Lula aumenta verba de comunicação antes de ano eleitoral.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Braincast
[zip] Além do #publi: como construir marcas que vivem na cultura

Braincast

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 38:23


Vivemos um cenário turbulento de redes sociais, influência em transformação e público cada vez mais exigente, o que ainda faz uma marca ser lembrada, amada e compartilhada? Como as marcas podem ir além da campanha tradicional e realmente viver na cultura? Pra responder essa e outras perguntas aqui nesse Braincast Zip, Carlos Merigo conversa com Juliana Elia, VP de Estratégia da Publicis Brasil. Ela tá à frente da Publi, uma estrutura que une criação e estratégia pra atender grandes marcas — sempre com campanhas que nascem das redes, da cultura e da escuta ativa. — ✳️ Torne-se membro e acesse cortes exclusivos, grupo no Telegram e episódios sem anúncios!

Canaltech Podcast
Creator Economy: por que só 5% vivem de conteúdo e como mudar isso

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Sep 10, 2025 27:38


A Creator Economy movimenta milhões de pessoas no mundo todo, mas apenas uma pequena parcela consegue viver de conteúdo digital. No novo episódio do Podcast Canaltech, Alexandre Abramo, diretor de desenvolvimento de mercado, e Paulo Vendramini, CPO da Hotmart, explicam quais são os principais desafios do setor, os nichos mais promissores e como a inteligência artificial pode abrir caminho para que cada vez mais criadores se tornem empreendedores globais. Você também vai conferir: SpaceX investe US$ 17 bi para acabar com zonas sem sinal, hackers transformam PCs em mineradores escondidos, Itaú demite mil funcionários por baixa produtividade no home office, pesquisa do LinkedIn mostra Brasil no topo da adoção de IA e curso gratuito ensina como proteger crianças na internet. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Emanuele Almeida, Lilian Sibila, Nathan Vieira, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Jully Cruz e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
OMS alerta que mais de 1 bilhão de pessoas vivem com transtornos mentais

ONU News

Play Episode Listen Later Sep 2, 2025 1:06


Ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes; mulheres são as mais afetadas; em países de baixa renda, menos de 10% dos que precisam, recebem atendimento; índice em países de alta renda está acima dos 50%.

Conversas à quinta - Observador
Contra-Corrente. Economia europeia está a autodestruir-se? — Debate

Conversas à quinta - Observador

Play Episode Listen Later Sep 1, 2025 97:55


Vivem-se dias de incerteza na Alemanha e em França, com ambos os países a passarem dificuldades que põem em causa os seus modelos de sustentabilidade. Poderá ser o início de problemas para a Europa?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
Deus não Se envergonha dos que vivem a Fé dos Heróis da Fé do passado - Meditação Matinal 18/06/25

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Jun 18, 2025 31:15


"Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.Por isso também DEUS NÃO SE ENVERGONHA DELES, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade." Hebreus 11:16b"Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a Cidade que tem fundamentos, da qual o Artífice e Construtor é Deus." Hebreus 11:8-10"A QUEM VENCER, EU O FAREI COLUNA NO TEMPLO DO MEU DEUS, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o Nome do Meu Deus, e o Nome da Cidade do Meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do Céu, do Meu Deus, e também o Meu Novo Nome." Apocalipse 3:12