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Neste programa, conversamos com Marta Lança, a autora de “Essas pessoas na sala de jantar”, um livro que conta as histórias de uma vida escrita entre Lisboa, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro e outras geografias, tendo como fio condutor as mudanças de casa e os encontros com novas pessoas que enchem salas de jantar transformadas em lugares de resistência e comunidades de pensamento e de arte. Este é o seu segundo livro, depois de “infinitas-pessoas-mais-uma”, ambos editados na Tigre de Papel. Marta Lança é jornalista, escritora, programadora cultural e também coordena o portal Buala, uma plataforma dedicada à cultura e ao pensamento sobre o Sul Global. O livro “Essas pessoas na sala de jantar” é como uma casa, ou melhor, uma sala de jantar repleta de amigos e reinventada a cada nova morada entre três continentes. Mas não é “uma sala de jantar auto-satisfeita”, não. É um convite à viagem, à partilha e aos novos sabores, com pratos cheio de histórias e portas abertas, com sorrisos e cumplicidades, algures em prédios onde – podemos ler – “nos desenrascamos uns aos outros, e dispensamos ovos e coentros, em que crescemos juntos”. Foi a partir das sucessivas mudanças de casa para “outro bairro, às vezes outra cidade, ou continente” que a autora quis “encapsular temporadas em certos lugares e circunstâncias”. Através da sua história pessoal, conta o que viu nos países onde viveu, observando com “um olhar para dentro e para fora” capaz de arrombar quartos fechados e mentes quadradas. Esta é uma história de encontros, de “geografias afectivas múltiplas” e é também um diário de bordo de um mundo em risco de extinção e de um outro a cimentar-se, num “tempo saturado de estímulos e de tecnofascismo” e em que os ecrãs substituíram livros e o brincar na rua. Escrito com muito humor, o livro é também uma forma de transmissão da memória, offline, um registo proustiano em busca de um tempo perdido em que tanto se ganhou e tanto se foi perdendo. Às memórias pessoais da protagonista, às suas histórias de amizades, de amores, de viagens e experiências noutros países, misturam-se os grandes acontecimentos que marcaram a História e a política do pós-25 de Abril em Portugal até aos dias de hoje no mundo. Tudo acompanhado pelo ritmo dos filmes, dos livros e da banda sonora que também escreveram esses anos. A partir de Lisboa, Faial, Paris, Mindelo, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro, Baixo Alentejo, as histórias são acompanhadas por reflexões sobre as injustiças sociais, o racismo, as cidades segregadas, o capitalismo desenfreado, a crise da habitação, a especulação insaciável e as rendas insustentáveis, a ecologia em crise, a pobreza, as sempiternas lutas das mulheres e muitas e variadas e repetidas opressões. São também histórias de lugares de resistência, de salas de jantar transformadas em comunidade de pensamento e de arte. A autora lembra como foi crescer numa Lisboa arrastada pela especulação imobiliária, o que foi a “Geração à Rasca” nos tempos da Troika e lembra que “o fascismo nunca desapareceu no país dos brandos costumes”. Depois, recorda como “ter vinte e um anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Em Cabo Verde, reconheceu “a personalidade telúrica dos habitantes vulcânicos" que tinha conhecido em menina nos Açores, “mas o mais difícil de erradicar permanece: as mentalidades, a anos-luz de descolonizar”. Segue-se Luanda, “mal tinha desembrulhado o grogue, o veludo e a calabaceira de Cabo Verde e partia de novo, desta vez para uma grande metrópole africana da qual afinal não sabia quase nada”. Em Luanda compreendeu que “a mesma cidade onde se luta para conseguir comer ou para facturar milhões, toda a hora é hora de celebrar a vida, porque a toda a hora se pode morrer.” Em Maputo, o que mais conquistou o seu “coração rebelde eram os concertos de hip-hop, agregadores de jovens desejosos de mudar a sociedade restrita e opressora”, como Azagaia que “confrontava o regime e a geração da independência” com, por exemplo, a música “Quem vendeu a minha pátria?”. No Rio de Janeiro, surge a pergunta: “Como se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência?”, onde “a desigualdade continua a ser a espinha dorsal da vida urbana brasileira.” A resposta começa, talvez, nos baile funk na Zona Norte, “uma das maiores expressões da resistência cultural, social e identidade das periferias brasileiras”. Mais tarde, o refúgio no Baixo Alentejo, em Portugal, onde uma casa no campo é a possibilidade de “pequenos lugares engendrarem utopias”. Porém, mesmo aí, “a terra é colonizada e posta a render” e nos cafés se percebe “como muita gente desistiu e se deixou manipular pelo populismo e abandono”. No final, regressa às raízes para cuidar de quem dela cuidou e de quem dela cuidará, confessa. Consciente de fazer “parte da paisagem da desigualdade montada”, ao longo dessas viagens entre os três continentes, a narradora nunca esquece “o Atlântico que devolve continuamente a memória do terror e da sobrevivência”. Também omnipresente, de viagem em viagem, a comida, das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne nos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, passando pelo amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, sem esquecer o acarajé no Rio e a Cozinha Ocupação. Afinal, “poucas coisas unem tanto as pessoas como partilhar uma refeição”. A inspirar as suas páginas sente-se a busca e um enorme respeito pela liberdade, partindo de uma personagem-arquétipo a que chamou Júlia e que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”. Era uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros". "Essas pessoas na sala de jantar" talvez seja "o mapa poético" de Marta Lança, esboçado a partir da "força de todas as que foram reprimidas". Marta Lança: "Aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer" RFI: Do que fala este livro? Marta Lança, Autora de “Essas pessoas na sala de jantar”: “Este livro compila várias crónicas de diversos momentos da minha vida. Quando estava a pensar o que é que ligaria estas histórias, achei que seria o mínimo denominador comum a questão de mudar. Mudar de casa, mudar de cidade, mudar de geografia emocional e de trabalhos, entre eles tem esta questão de cada um que se passa num determinado tempo e espaço. Começa com a casa onde cresci, a casa dos pais, a casa de onde parti para a vida e depois são sucessivas casas como ponto de partida: várias em Lisboa, várias depois com a vida profissional, em que fui viver para os países africanos onde também se fala português, como Cabo Verde, Angola, Moçambique. Depois o Brasil e o regresso a Lisboa, sendo Lisboa também em vários bairros, em vários tempos. Isso é o que coordena. Depois, fala de muitas outras coisas. Cada história tem os seus universos, alguns vão-se repetindo, mas é basicamente um livro que tem a ver com o crescer, com o tornar-se uma mulher, tornar-se adulta, e tem esse lado um pouco confessional, autobiográfico - mesmo assim, tentando não expor muito os outros - mas é o devir adulto. Basicamente, é um livro que tem a ver com o crescimento.” Por que é que decidiu chamar-lhe “Essas pessoas na sala de jantar”? “Porque sempre gostei muito dessa canção de 'Os Mutantes', um grupo brasileiro de movimento Tropicália. A canção chama-se ‘Panis et Circenses', tem a ver com uma crítica à ditadura militar brasileira. É muito irónico porque enquanto se está a distribuir pão e circo, essa classe média que está entretida na sala de jantar, ocupada em manter-se, em nascer e morrer, e que fica numa certa passividade enquanto o mundo explode, enquanto há uma série de injustiças, há uma classe média que está muito contente com a sua vidinha de privilégio. Então, trouxe este título para falar também dessa tensão que eu própria sinto entre o meu meio, esse meio pequeno-burguês de Lisboa que teve acesso à educação, saúde a seguir ao 25 de Abril. Portanto, somos essa primeira geração em liberdade que pôde uma série de coisas e, ao mesmo tempo, o que é que fazemos com isso? Então, também tem essa questão de tentar politizar-me e ter atenção à abertura para outras realidades do mundo e da minha própria cidade e ter uma participação não passiva, sendo que há esse dentro e fora da sala de jantar. Acho que é uma canção que traduz muito essa vontade também de trazer poesia para a vida, um outro olhar, não aquele convencional, e por isso a escolhi como título.” O espaço casa tem um lugar central, mas essas casas vão sendo criadas em diferentes países. Quase parece um paradoxo porque a casa é algo aparentemente estável, seguro, e aqui as suas casas são resultado de viagens e cada cidade é como uma nova casa. Até que ponto é que as casas e as cidades são personagens centrais neste livro? “São porque têm um lado de dentro de casa, mas não muito. Então, dentro de casa porque aconteceu que quase todas estas casas, como os leitores vão ver, foram casas partilhadas, casas colectivas onde viviam outras pessoas. Desde o início com a família, o núcleo duro, etc, e depois os amigos, os namorados e, hoje em dia, as casas com crianças quando estamos a criar filhos. Na partilha de casa, sempre achei muito interessante, como uma espécie de laboratório social, como é que as pessoas habitam uma casa, como é que pessoas, além de mim, tornam a casa um lugar habitável, um lugar acolhedor, mas um lugar onde há conflitos com a divisão de espaço, divisão de tarefas. Foi interessante que a minha vida suscitou ver várias maneiras de habitar a casa porque fui partilhando casa com pessoas diferentes ao longo da vida e sendo que essas outras cidades, outros bairros, também traziam sempre um microcosmos de realidades diferentes. Então, não são cenários, são participantes dessa observação de costumes, de ponto de partida para ver o que está à volta da casa. Aliás, o livro parte desse interior da casa, mas depois vai muito para fora, sai logo. A narradora - que sou eu - acaba por estar mais interessada no que se passa fora. Tenho algumas observações sobre o dentro de casa, mas o mais interessante será mesmo essa etnografia de ambientes à volta dessas casas, do bairro, dos sistemas políticos, dos assuntos que inquietam naquele momento, como se cristalizasse um certo tempo de observação. É por aí que interessa, é como a casa ser um mirante, um ponto de observação do exterior.” Vamos às casas nas diferentes cidades. Por exemplo, Lisboa. Lisboa não é apenas a cidade bonita e multicultural onde cresceu, onde ia ao ballet da Gulbenkian, ao cinema, aos bares do Bairro Alto dançar kizomba e ouvir Os Tubarões. Foi também a cidade onde um rapaz cabo-verdiano, Alcino Monteiro, foi espancado até à morte por um bando de skins no Dia de Portugal, em 1995, um cenário que se repetiria. Olha para este ódio racial que reverbera ainda na própria cidade. Quer-me falar sobre Lisboa? “Sim, é interessante ter ido buscar esse exemplo porque essa linha de cor que atravessa a cidade de Lisboa, essa colonialidade ainda estamos a vivê-la, não é? Crescer nos anos 80, numa cidade que estava a urbanizar-se, é o meu ponto de partida: era ali a zona de Carnide, depois assistir ao fenómeno do Colombo, toda essa Lisboa que se queria tornar uma cidade europeia, com a entrada na União Europeia, o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o realojamento dos bairros mais auto-construídos, etc, mas que obviamente foi criando para as margens, foi marginalizando, tornando periféricas uma série de realidades socioculturais e económicas de tornar muitos bairros empobrecidos e pessoas empobrecidas em que a linha de cor coincide. Ou seja, são as pessoas racializadas que acabam por ter esse estigma que vinha de um país a seguir ao 25 de Abril, ainda com uma grande carga colonial, racista, foi mantendo, se calhar um pouco mais com um certo pudor, sendo que agora, com a ascensão da extrema-direita e todo este populismo e instrumentalização do ressentimento voltou a sair à carga e ainda mais estigmatizou estes territórios, estas pessoas, e no livro vou falando desses momentos. De facto, o ódio racial foi um momento definidor quando aconteceu esse assassinato do Alcino Monteiro num bairro que eu frequentava, o Bairro Alto, que eu frequentava com os meus amigos. Para nós, que éramos novos, sentir esse medo nas ruas, ali no centro da cidade, e perceber: ‘Afinal isto é terrível. Há pessoas que são um alvo muito mais declaradamente de uma purga, dessa motivação do ódio.' E acho que isso nunca deixou de existir em Lisboa, aliás, culminou no ano passado com a morte do Odair Moniz, e vamos vendo como a cidade evolui e não resolve essas suas feridas sociais de ódio. E, portanto, acho que isso atravessa de alguma forma o livro. Eu, no lugar de também de um certo activismo anti-racista, mas como é que uma jovem lisboeta branca vai percebendo essas injustiças. Também entrei por aí de uma forma, não aprofundando muito, mas dando a entender que isso é uma realidade que só não vê quem não quer. Podemos estar num certo meio protegidos, mas somos cúmplices desse estado de coisas se mantivermos essa passividade. Portanto, temos de denunciar.” Vamos agora a Paris. Conta que “ter 21 anos em Paris foi um embate de geopolítica existencial, um momento fundador na mundividência íntima”. Foi para lá estudar, viveu na Cité Universitaire. Fala daquele momento, mas também na continuação das lutas sociais até hoje, com os Coletes Amarelos, as revoltas suburbanas na sequência também do assassínio de jovens de pele negra, a mobilização contra a ascensão da extrema-direita. Que lugar tem para si Paris? “Nessa tal geografia de afectos e de crescimento, Paris foi muito importante porque foi esse tal embate político. A minha relação com Paris no livro é no ano de 1997, 98, eu era uma jovem estudante de Erasmus em Paris. E teve esse papel de perceber como o mundo é enorme, como as lutas sociais são muito mais vastas do que a partir de Lisboa e também de perceber que há uma esquerda muito organizada e disseminada nas universidades, nas manifestações e isso foi muito importante de assistir, de acompanhar, de testemunhar esse fervor. Quanto mais organização, até de contestação, também mais se sentia essa tensão de uma cidade a uma escala muito maior do que Lisboa. Eu conto uma manifestação dos ‘chomeurs' [desempregados] que me impressionou muito, a forma muito combativa e muito radical de confrontar a polícia, etc, e depois Paris sempre continuou a ser uma meca da esquerda europeia com essas outras lutas que se seguiram e mais do que nunca, agora, com a situação política da Europa e de França em particular. Acho que é um bom barómetro da temperatura social, continua a ser.” Viveu também em Cabo Verde, que diz que se tornou em “um país exemplar no contexto africano”, graças ao empenho, ao valor atribuído à educação. Diz ainda que o mais difícil de erradicar permanecem “as mentalidades a anos-luz de descolonizar”. Quer falar-nos um pouco sobre Cabo Verde e a sua experiência? “Cabo Verde foi também uma transição enorme na minha vida. Ir viver para uma ilha pequenina como São Vicente e fazer uma revista com jovens cabo-verdianos e perceber as questões deles, algumas frustrações e muita vontade de participar, de ter opinião. Então, foi uma experiência que eu acarinho muito. De facto, viver nos sítios, trabalhar nos sítios, ajuda-nos muito a compreender essas tais relações, a sair do postal turístico das férias na ilha do Sal ou da Boavista em que a pessoa não percebe muito mais para além de que é um país maravilhoso, cheio de morabeza, etc. Ao trabalhar com jovens e ao ouvir os artistas, ao fazer também jornalismo de muita escuta, fez com que eu entendesse que há uma grande questão identitária. Portanto, isto é Cabo Verde de 2004, é claro que muitas coisas mudaram, mas havia ali muitas conversas sobre a questão da crioulidade, da situação atlântica de Cabo Verde cultural, da mestiçagem, todas essas heranças de ‘somos mais africanos, somos mais europeus', toda essa indefinição, que é uma discussão interessante, mas depois, no dia-a-dia, sentia-se que ainda havia um certo racismo em relação a pessoas do continente africano, muito pejorativamente chamados de mandjacos, como se isso fosse um insulto a uma etnia da costa da África, guineense, etc, e sobretudo a geração mais velha tinha um certo preconceito com a questão das pessoas mais negras. Falo também nessas manifestações, de alguns comentários, de algumas tradições como os Mandingas no Carnaval do Mindelo. E acho que sim, há uma mentalidade ainda muito colonizada que vai-se percebendo também em coisas mais recentes. Por outro lado, há uma juventude que reivindica o lado pan-africanista, a herança de Amílcar Cabral como os grandes valores da independência, tudo isso, mas é, mais uma vez, perceber que o contexto de um país é muito mais complexo do que a gente pensa no início. “Mal tinha desembrulhado o grogue” - estou a citá-la – “o veludo e a calabaceira de Cabo Verde", partiu de novo, desta vez para "uma grande metrópole africana, da qual, afinal, quase nada conhecia”. Luanda é a cidade onde "a toda a hora é hora de celebrar a vida porque a toda a hora se pode morrer”. Quer falar-nos sobre Luanda? “Luanda, essa grande cidade! Foi incrível conhecer Luanda nesse momento que saía há poucos anos de longuíssima guerra civil e ir trabalhar na área da cultura, das artes, em que estava tudo por fazer, havia uma alegria, um entusiasmo, e foi mesmo extraordinário também partilhar casa no bairro da Maianga, uma casa que já é histórica nas lendas urbanas, que é o Sete e Meio. Era um apartamento que dividíamos entre artistas angolanos e eu e uma amiga portuguesa que também trabalhávamos na Trienal de Luanda. Morava lá o Kiluanji Kia Henda, o Orlando Sérgio, o Yonamine, o Ihosvanny, artistas que estavam em grande força na sua carreira como artistas visuais, e o Orlando que é um actor na área do teatro e cinema. Então, era um ponto agregador da cidade, onde fazíamos muitos jantares, muitas conversas na nossa varanda, que também tinha um ponto de observação para as transformações urbanas da própria cidade de Luanda. E sim, é uma cidade de contradições, não é? Nessa altura - já não é a realidade actual - havia muita gente a fazer dinheiro porque o petróleo era, de facto, a economia muito efervescente, o crescimento económico era incrivelmente alto e acelerado, mas sabemos que isso depois não se traduziu em melhorias na qualidade de vida do povo angolano, que hoje em dia está bastante sufocado, numa crise enorme. Eu, como estrangeira, mas tentando viver como angolana no dia-a-dia, andar de candongueiro, depois também fiquei lá a trabalhar como professora, ouvi muitas histórias e o que mais me fascinava eram as biografias das pessoas. As pessoas tinham histórias de vida incríveis e apetecia cartografar tudo e escrever tudo, mas depois a realidade era tão veloz e alucinante que era difícil. Então, esses dois textos no livrinho sobre a Luanda dessa época são muito fragmentados, mas era um espelho da própria cidade, dessas vozes todas, dessas contradições e também um grande carinho nas pessoas e, ao mesmo tempo, uma brutalidade porque é a lei da sobrevivência.” Em Maputo, foi a música e o ímpeto do hip-hop, nomeadamente as letras do Azagaia, que a conquistaram, ele que tantas denúncias fez contra o regime, contra inclusivamente a geração da independência, contra a exploração do povo, contra o neocolonialismo português. Mais uma vez a atenção e a observação acutilantes da Marta… “Gostei muito de ir aos concertos do Azagaia. Foi um privilégio poder ir a vários concertos de hip-hop. Também já tinha frequentado muito o rap angolano, gostava muito também. Na altura, em Angola, ouvia muito o MCK, depois o Luaty Beirão também voltou à cidade e outros. Havia um grande movimento de hip-hop que era um grande escape de denúncia política. Então, era uma forma de entender o que é que os jovens estavam a pensar sobre a sua situação. Maputo é uma cidade extremamente musical, havia muitos concertos, muita música ao vivo nos bares e acho que é um dos pontos mais fortes que eu retenho: essa cidade musical. O Azagaia, além de, na altura, me ter chamado a atenção pelas letras tão interessantes, depois, tudo o que suscitou quando ele morreu, o cortejo fúnebre, a repressão e os tumultos todos que houve em Maputo e Matola e na Beira a seguir à morte dele… Aliás, eu tinha escrito esse texto antes de o Azagaia morrer e depois acrescentei mais isso como um questionamento também sobre a geração que fez a independência e a herança que deixou ao país como está actualmente, que ainda tem tanta juventude urbana descontente porque não tem muitos horizontes de expectativa para poder ficar no país com uma vida digna.” Também viveu no Rio de Janeiro e começa por falar de um baile funk em que questiona "como é que se pratica a alegria num lugar atravessado por tanta violência". O que representou para si o Rio de Janeiro? “Comecei o texto com esse episódio do baile funk porque também tive a sorte de poder frequentar as comunidades faveladas da Zona Norte do Rio de Janeiro. E sim, são zonas da cidade, territórios muito permeáveis à violência, seja do tráfico de droga, seja da própria polícia. Na altura, havia operações de pacificação dos morros e, no entanto, eram sempre bastante ameaçadoras para a população trabalhadora dessas comunidades. E havia uma banalização dessa violência que acho que todos sabemos com os filmes e as notícias que nos chegam. Portanto, é viver numa guerra aberta e isso é muito desgastante para os moradores. Depois conto também como é que algumas figuras, como um estudante de mestrado, se sentia uma excepção no seu contexto de jovem negro, periférico, pobre, mas como as políticas de discriminação positiva, as quotas, são muito importantes no contexto do Brasil para furar essa repetição da pobreza e, portanto, também como é que a partir dali se estava a pensar a questão da cidade, do asfalto e da periferia, todas essas divisões de uma sociedade tão classista, tão racista… Algumas opções vão-se repetindo ao longo dos textos, mas com novos figurantes e novas reflexões, penso eu.” Acaba por haver alguns temas e até injustiças que se repetem ou que dialogam entre as cidades onde viveu? “Exacto e a procura da alegria, que citou, é mesmo uma força de resistência nestes lugares, não é uma alegria alienante, é uma alegria que tem o seu peso, da sua dor, dessas feridas todas da história, da história da escravatura, da história da pobreza, e, ao mesmo tempo, a capacidade de ‘estamos aqui, continuamos, sobrevivemos e transformamos a dor em alegria, uma alegria de não nos vão apagar, aqui continuamos'. Essa lição dessa alegria sobrevivente, para uma europeia, é mesmo importante, porque eu acho que em Portugal, por exemplo, se cultiva muito o lamento, o queixume, mas é um queixume que depois não muda nada, é um queixume quase de apaziguamento. Acho que esses países, como eu digo, abaixo do Equador, nos davam uma lição de vida nesse sentido que é: ‘Vamos para a frente, resistimos' e, cada vez mais, confrontacionais e a desejarem uma outra vida com todo o seu sentido crítico. Portanto, é uma alegria que também traz a crítica ao estado de coisas.” Outro aspecto é a comida, que de viagem em viagem também é omnipresente, seja na sala de jantar, seja na rua, no café, no restaurante. Das bolinhas da Xandite aos gelados do Pintado, do empadão de esparguete com carne da casa dos avós, ao “panelão de arroz de grelos servido em pratos lascados e vinho de pacote”, em Lisboa, ao amarindo, loengo, mamão, goiaba e fruta pinha da zungueira de Luanda, ao acarajé no Rio e à Cozinha Ocupação… Escreve: “Poucas coisas unem tantas pessoas como partilhar uma refeição”. Porquê tanto sabor neste livro? “Muito bem visto! E também o grande ensopado de borrego no Alentejo!” É verdade, não falámos do Alentejo, mas também é bom deixar aos leitores a possibilidade de descobrir outras geografias e sabores… “Exactamente. A refeição partilhada é também ligada à ideia das pessoas na sala de jantar que estão a partilhar o seu momento, a distribuição de comida, a vontade de experimentar coisas novas e como cada lugar também com os seus sabores, porque é uma forma de convívio, não é? E esse é outro grande tema do livro: o convívio entre pessoas diferentes e uma refeição pode pôr na mesma mesa pessoas de realidades muito diferentes e estarem unidas pelo prazer de comer, de descobrir e também como os novos sabores traziam novas realidades. Quando estou a apontar para esses frutos tropicais, estou a aprender novos léxicos e novas realidades e, portanto, quis trazer essas diversas comidas.” Esses sabores não são só gustativos, também há os sabores auditivos, porque a música também está muito presente no livro. É como uma banda sonora em pano de fundo… “É porque a música também é uma forma de conhecermos realidades novas. Acho que todos nós temos sempre as nossas músicas electivas. Por exemplo, ouvir música em Angola ou Moçambique ou Brasil, é a partir das letras e das sonoridades que nos trazem as tais outras realidades. E depois também as músicas que nos formaram, a nossa forma de olhar o mundo e de viver a História é feita das partilhas das universidades, das leituras, dos filmes, mas muito a partir da música. A música tem um pendor educativo, formativo muito forte em todos nós e eu queria prestar essa homenagem a tudo o que a música trouxe à minha vida, só que era difícil estar a escolher entre tantas músicas e tantos autores e então fui referindo de acordo com o que eu ia ouvindo em cada fase de vida.” Num dos capítulos fala do “Lobo da Mata” e conta um episódio terrível. Recorda a francesa Gisèle Pelicot quando disse que “a vergonha tem de mudar de lado” e também escreve, “nos anos 90 a consciência feminista era de nicho e o ‘girl power' era mais slogan do que força colectiva” e que ainda hoje “em vários países, ser mulher continua ser quase um acto ilegal”. Porque decidiu escrever o “Lobo da Mata” e falar sobre a sua própria história? “Porque nós criamos mais empatia, relação com um assunto, quando nos implicamos nele, e todas as mulheres, sem excepção, terão histórias de abusos, desconfortos no mínimo, e situações em que se sentiram com medo ou discriminadas pelo facto de serem mulheres. Acho que temos a sorte de estarmos em países onde há alguma protecção, mas até precisamente pela Gisèle Pelicot em França, sabemos como histórias tão hediondas podem estar aqui ao voltar da esquina. Eu queria trazer algumas reflexões feministas porque, tal como a música, o feminismo também é uma forma de conhecer, de aprender muito para tentar ambicionar um mundo onde haja mais igualdade nas questões de género, mas mais do que a igualdade, acredito num feminismo que não é necessariamente a luta pelo poder, mas é outra forma de convivência entre as pessoas que não passe por esta competição, por estas relações de poder, por este ímpeto bélico e destrutivo que o mundo patriarcal nos tem proporcionado e por ele chegámos aqui, a este estado de coisas tão devastador e sem futuro quase. E, portanto, o feminismo seria uma grande opção entre homens e mulheres de outro tipo de comunhão, de partilha, de uma paz social que poderia vir através do feminismo. Esse ‘Lobo da Mata' é uma história na Caparica, na adolescência. Não é uma história que seja assim o grande trauma porque eu quis também passar esse lado, de como eu encontrei as minhas ferramentas para viver com isso e para transformar essa história numa espécie de alívio e de força pessoal, mas claro que cada mulher lida com isso de maneiras diferentes, com os seus próprios traumas e fantasmas. Mas acho que sim, acho que foi importante escrevê-la, não no sentido terapêutico, mas para partilhar alguns episódios que todas temos e, depois, a partir daí, o que é que suscitou como preparação para a vida porque qualquer mulher terá passado por isso.” Fala numa mulher no livro que é uma personagem-arquétipo daqueles tempos. Chamou-lhe Júlia que andava “a desenhar um mapa poético para mudar o sistema sem tomar o poder”, uma Júlia que, para além do engajamento em vários combates políticos, concentrava “a liberdade das infinitas mulheres que nunca puderam fazer nada mais senão trabalhar muito e cuidar dos outros. A força de todas as que foram reprimidas.” O que é feito dessa Júlia? Este livro é esse “mapa poético”? “Sim, acho que sim. Essa Júlia é um arquétipo, não é uma pessoa real, mas sim um conjunto dessas vontades todas reprimidas e de alguém que pôde experimentar, pôde errar, pôde implicar-se em cada situação e fazer com que as coisas aconteçam, sair da tal sala de jantar auto-consolada para que a vida nos aconteça porque não podemos estar só à espera de uma mudança se não nos implicarmos nela. Essa Júlia ainda está aqui presente, pelo menos tenho-a comigo, como alguém que me faz lembrar: ‘Olha, aproveita, vive com consciência toda essa liberdade, o que tantas mulheres antes de ti não puderam fazer.' E é preciso celebrar essa liberdade de circulação, de podermos ser quem queremos, de podermos até mudar em qualquer fase de vida para procurar essa pessoa que nos vamos tornando em cada momento, mas não ficar a achar que isso é garantido porque as liberdades nunca estão garantidas. É também essa inquietação. A Júlia é essa inquietação que me persegue e que certamente outras pessoas se identificarão com ela.”
O especialista Humberto Pintado explica-nos como podemos proteger a nossa audição, em especial durante a época de festivais de verão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Clase Business se desplaza hoy hasta Finca La Pontezuela, en Los Navalmorales, Toledo, en pleno corazón de la Denominación de Origen Protegida Montes de Toledo. Nos encontramos en uno de los momentos más importantes del año para el olivar: el cuajado del fruto, cuando comienza a formarse la aceituna que meses después dará lugar al aceite de oliva virgen extra. Desde una finca que se ha convertido en un referente por la calidad de sus aceites, la innovación, la investigación y el oleoturismo, conoceremos cómo tradición y tecnología conviven para elaborar uno de los productos más emblemáticos de la gastronomía española. Un proyecto familiar que ha recibido más de 75 reconocimientos nacionales e internacionales y que trabaja para situar el AOVE español entre los mejores del mundo. Nos acompañan Juan Antonio Gómez Pintado, propietario de Finca La Pontezuela; Gonzalo Vadillo, responsable de Oleoturismo; y Jordi Caralt, director corporativo de Hidden Hotels y vicepresidente de AEDH.
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Clase Business se desplaza hoy hasta Finca La Pontezuela, en Los Navalmorales, Toledo, en pleno corazón de la Denominación de Origen Protegida Montes de Toledo. Nos encontramos en uno de los momentos más importantes del año para el olivar: el cuajado del fruto, cuando comienza a formarse la aceituna que meses después dará lugar al aceite de oliva virgen extra. Desde una finca que se ha convertido en un referente por la calidad de sus aceites, la innovación, la investigación y el oleoturismo, conoceremos cómo tradición y tecnología conviven para elaborar uno de los productos más emblemáticos de la gastronomía española. Un proyecto familiar que ha recibido más de 75 reconocimientos nacionales e internacionales y que trabaja para situar el AOVE español entre los mejores del mundo. Nos acompañan Juan Antonio Gómez Pintado, propietario de Finca La Pontezuela; Gonzalo Vadillo, responsable de Oleoturismo; y Jordi Caralt, director corporativo de Hidden Hotels y vicepresidente de AEDH.
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️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su espacio de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencias Políticas de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado.
La primera tarjeta roja desde su implantación en el Mundial de 1970 la vio en el Mundial de Alemania 1974 el gran ídolo chileno Carlos Caszely.
Clase Business se desplaza hoy hasta Finca La Pontezuela, en Los Navalmorales, Toledo, en pleno corazón de la Denominación de Origen Protegida Montes de Toledo. Nos encontramos en uno de los momentos más importantes del año para el olivar: el cuajado del fruto, cuando comienza a formarse la aceituna que meses después dará lugar al aceite de oliva virgen extra. Desde una finca que se ha convertido en un referente por la calidad de sus aceites, la innovación, la investigación y el oleoturismo, conoceremos cómo tradición y tecnología conviven para elaborar uno de los productos más emblemáticos de la gastronomía española. Un proyecto familiar que ha recibido más de 75 reconocimientos nacionales e internacionales y que trabaja para situar el AOVE español entre los mejores del mundo. Nos acompañan Juan Antonio Gómez Pintado, propietario de Finca La Pontezuela; Gonzalo Vadillo, responsable de Oleoturismo; y Jordi Caralt, director corporativo de Hidden Hotels y vicepresidente de AEDH.
“No améis al mundo, ni las cosas que están en el mundo. Si alguno ama al mundo, el amor del Padre no está en él. Porque todo lo que hay en el mundo, los deseos de la carne, los deseos de los ojos, y la vanagloria de la vida, no proviene del Padre, sino del mundo. Y el mundo pasa, y sus deseos; pero el que hace la voluntad de Dios permanece para siempre.”1 JUAN 2:15-17 RVR1960
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su espacio de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencias Políticas de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado.
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su espacio de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado. Trump anuncia un acuerdo marco con Irán que se firmará el viernes
América en transformación, a debate en El Remate El profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, participó en El Remate de La Diez Capital Radio para analizar los cambios políticos que se están produciendo en América. Durante la sección, examinó las nuevas dinámicas de poder, los procesos electorales más relevantes y el impacto que estos movimientos pueden tener en el equilibrio político del continente y en las relaciones internacionales.
El Artesano nos lleva a mirar con detalle uno de los cuadros más famosos, copiados, usados... "Noctámbulos" de Edward Hopper ¿Por qué nos gusta? ¿Por qué nos genera tranquilidad?
En este segundo capítulo dedicado a los trabajos que serán sustituidos por la tecnología, el presentador reflexiona desde un tranquilo paraje en Ayora (Valencia) sobre cómo la robótica humanoide y los drones transformarán las tareas de mantenimiento vial. Específicamente, plantea que actividades repetitivas, milimétricas y potencialmente peligrosas para los humanos —como repintar las líneas de las carreteras y autovías, o cambiar señales de tráfico— pueden ser ejecutadas de forma más eficiente y económica por máquinas autónomas, reduciendo costes para las empresas y optimizando el personal necesario. [00:00] Introducción y ambientación: Saludo desde el enclave de la Virgen del Rosario en Ayora, Valencia. Comentarios sobre el paisaje y la central nuclear de Cofrentes que se divisa al fondo. [02:36] Automatización en carreteras: Observaciones tras ver obras de asfaltado. Introducción a la idea de sustitución de operarios humanos en el pintado de líneas de calles y autovías. [03:54] El repintado milimétrico: Explicación de por qué el repintado de marcas viales es una tarea ideal para ser delegada enteramente en robots humanoides o máquinas autónomas. [05:01] Anécdota casual: El podcaster encuentra una moneda antigua de 5 céntimos en el suelo durante la grabación. [06:10] Mantenimiento de señales de tráfico: Recuerdo de una anécdota en la Avenida Francia (Valencia) sobre el alto coste de mantenimiento del estado de bienestar y cómo el cambio de señales de tráfico también podría hacerse con ayuda de un robot y menos personal. [10:47] El uso de drones en autopistas: Propuesta innovadora de utilizar un sistema de dos drones para pintar carreteras sin interrumpir el tráfico (un dron vigila los coches y otro aplica la pintura). [13:58] Cierre y despedida: Pregunta abierta a los oyentes sobre la viabilidad de usar drones en este ámbito y fin de la sección principal del pódcast. [15:00] Pensamientos finales: Comentarios casuales post-pódcast sobre la fauna local (ardillas) y unos árboles plantados por un amigo en la zona. Robots humanoides Automatización de empleo Mantenimiento vial Drones autónomos Pintado de carreteras Marcogeek Tecnología y futuro Eficiencia de costes
En este segundo capítulo dedicado a los trabajos que serán sustituidos por la tecnología, el presentador reflexiona desde un tranquilo paraje en Ayora (Valencia) sobre cómo la robótica humanoide y los drones transformarán las tareas de mantenimiento vial. Específicamente, plantea que actividades repetitivas, milimétricas y potencialmente peligrosas para los humanos —como repintar las líneas de las carreteras y autovías, o cambiar señales de tráfico— pueden ser ejecutadas de forma más eficiente y económica por máquinas autónomas, reduciendo costes para las empresas y optimizando el personal necesario. [00:00] Introducción y ambientación: Saludo desde el enclave de la Virgen del Rosario en Ayora, Valencia. Comentarios sobre el paisaje y la central nuclear de Cofrentes que se divisa al fondo. [02:36] Automatización en carreteras: Observaciones tras ver obras de asfaltado. Introducción a la idea de sustitución de operarios humanos en el pintado de líneas de calles y autovías. [03:54] El repintado milimétrico: Explicación de por qué el repintado de marcas viales es una tarea ideal para ser delegada enteramente en robots humanoides o máquinas autónomas. [05:01] Anécdota casual: El podcaster encuentra una moneda antigua de 5 céntimos en el suelo durante la grabación. [06:10] Mantenimiento de señales de tráfico: Recuerdo de una anécdota en la Avenida Francia (Valencia) sobre el alto coste de mantenimiento del estado de bienestar y cómo el cambio de señales de tráfico también podría hacerse con ayuda de un robot y menos personal. [10:47] El uso de drones en autopistas: Propuesta innovadora de utilizar un sistema de dos drones para pintar carreteras sin interrumpir el tráfico (un dron vigila los coches y otro aplica la pintura). [13:58] Cierre y despedida: Pregunta abierta a los oyentes sobre la viabilidad de usar drones en este ámbito y fin de la sección principal del pódcast. [15:00] Pensamientos finales: Comentarios casuales post-pódcast sobre la fauna local (ardillas) y unos árboles plantados por un amigo en la zona. Robots humanoides Automatización de empleo Mantenimiento vial Drones autónomos Pintado de carreteras Marcogeek Tecnología y futuro Eficiencia de costes
Esta maestra artesana murciana ha transformado la pintura tradicional en arte urbano y cotidiano al plasmar sus diseños en complementos de moda como abanicos, bolsos y pañuelos. Cassi destaca la importancia del clavel como símbolo de la identidad regional de Murcia, siendo el motivo floral predominante en su obra por su fuerte arraigo en las festividades locales. Además de explorar su proceso creativo personal, la charla promociona una exposición colectiva y diversos talleres prácticos en el Centro Regional de Artesanía, donde la autora busca fomentar los beneficios terapéuticos del dibujo y la conexión con la cultura artesanal de la Región.
Un año más viajamos al Festival Internacional de Cine de Lanzarote que este año celebra su 25 edición. Una cita importante de la que hablamos con su director Ismael Curbelo, también con los protagonistas y miembros del jurado de los Cortos en sus diferentes categorías. Pero la magia no se queda solo en el festival, la cartelera y De película llegan con muchas sorpresas y estrenos muy esperados, como "The Mandalorian and Grogu" que salta de las plataformas a la gran pantalla con Din Djarin y nuestro pequeño amigo verde, Grocu. Todo un espectáculo visual dirigido por Jon Favreau y protagonizada por Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White y un cameo de Martin Scorsese. Seguimos con el cine internacional, del que destacamos otras dos cintas "Las catadoras de Hitler", del director Silvio Soldini, una mirada perturbadora al horror nazi, basada en hechos reales y "Asesinato en la tercera planta" del cineasta francés Rémi Bezançon, una película que juega con los códigos del suspense clásico de una manera divertida, con intriga, suspense y mucho amor al cine clásico. En cuanto al cine nacional, llega a salas y a De película "Dos días", la ópera prima de Gonzaga Manso que dirige al actor español más veterano en el panorama cinematográfico español, Saturnino García. Ambos pasan por nuestros micrófonos para comentarnos esta cinta que nos habla de la memoria, también de la vejez. La otra película patria es "Cowgirl", dirigida por Cristina Fernández Pintado y Miguel Llorens, protagonizada por Isabel Rocatti y Carlos Cuevas entre otros. Una feel good-movie de personajes entrañables, que pone en valor la vida en el campo español. Todo esto, además del resto de la cartelera, las mejores series con Pedro Calvo y las secciones habituales.Escuchar audio
Un año más viajamos al Festival Internacional de Cine de Lanzarote que este año celebra su 25 edición. Una cita importante de la que hablamos con su director Ismael Curbelo, también con los protagonistas y miembros del jurado de los Cortos en sus diferentes categorías. Pero la magia no se queda solo en el festival, La cartelera y de película llegan con muchas sorpresas y estrenos muy esperados, como 'The Mandalorian and Grogu' que salta de las plataformas a la gran pantalla con Din Djarin y nuestro pequeño amigo verde, Grocu. Todo un espectáculo visual dirigido por Jon Favreau y protagonizada por Pedro Pascal, Sigourney Weaver, Jeremy Allen White y un cameo de Martin Scorsese. Seguimos con el cine internacional el que destacamos otras dos cintas 'Las catadoras de Hitler', del director Silvio Soldini, una mirada perturbadora al horror nazi, basada en hechos reales y 'Asesinato en la tercera planta' del cineasta francés Rémi Bezançon, una película que juega con los códigos del suspense clásico de una manera divertida, con intriga, suspense y mucho amor al cine clásico. En cuanto al cine nacional, llega a salas y a "De película" 'Dos días', la ópera prima de Gonzaga Manso que dirige al actor más veterano en el panorama cinematográfico español, Saturnino García, ambos pasan por nuestros micrófonos para comentarnos esta cinta que nos Habla de la memoria también de la vejez. La otra película patria es 'Cowgirl,' dirigida por Cristina Fernández Pintado y Miguel Llorens, protagonizada por Isabel Rocatti y Carlos Cuevas entre otros. Una feel good-movie de personajes entrañables, que pone en valor la vida en el campo español. Todo esto además del resto de la cartelera, las mejores series con Pedro Calvo y las secciones habituales.Escuchar audio
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su espacio de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado. Hoy se cumplen 1.551 días de guerra entre Rusia y Ucrania. 4 años y 83 días.
La historia de amor entre Frida Kalo y el paisajista Diego Rivera.Un amor complejo y apasionado .
️ En La Diez Capital Radio, el programa El Remate dedica hoy su espacio de análisis político a la situación generada por la crisis del hantavirus en Tenerife. Participan el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, junto al profesor Wladimiro Rodríguez Brito. Durante la tertulia se abordará la gestión institucional de esta crisis sanitaria, el papel de las administraciones públicas, la respuesta política ante la alarma social generada y las consecuencias que este episodio puede tener tanto para Tenerife como para Canarias. Un análisis en profundidad desde la perspectiva política, social y territorial de una situación que continúa marcando la actualidad del archipiélago.
Welcome back to Scaling Theory. In this episode, I speak with Matthew O. Jackson, the William D. Eberle Professor of Economics at Stanford University and an external faculty member at the Santa Fe Institute. Matthew is one of the founders of the modern economics of networks and the author of The Human Network and Social and Economic Networks.We talk about the friendship paradox, why homophily slows how fast a society learns the truth but helps niche ideas catch fire, and the gossip study where villagers in southern India proved remarkably good at naming the most central spreaders in their community. We then turn to AI agents as a different species: Turing tests on LLMs, the steerability of agent personas through system prompts, and what to make of Moltbook, the social network for AI agents.By the end, you will know why telling students how much their peers actually drink reduces binge drinking more than warning them about the dangers of alcohol, why the same network can spread a virus quickly and a belief slowly, and why AI agents change their behavior when asked to explain it.Papers and works referenced in the conversationBooksThe Human Network: How Your Social Position Determines Your Power, Beliefs, and Behaviors — Matthew O. Jackson (Pantheon, 2019). https://web.stanford.edu/~jacksonm/books.htmlSocial and Economic Networks — Matthew O. Jackson (Princeton University Press, 2008). https://web.stanford.edu/~jacksonm/books.htmlPart I — The scaling of human networks"Diffusion and Contagion in Networks with Heterogeneous Agents and Homophily" — Matthew O. Jackson and Dunia López-Pintado, Network Science 1(1), 2013. https://arxiv.org/abs/1111.0073"How Homophily Affects the Speed of Learning and Best-Response Dynamics" — Benjamin Golub and Matthew O. Jackson, Quarterly Journal of Economics 127(3), 2012. https://web.stanford.edu/~jacksonm/homophily.pdf"Using Gossips to Spread Information: Theory and Evidence from Two Randomized Controlled Trials" — Abhijit Banerjee, Arun G. Chandrasekhar, Esther Duflo, and Matthew O. Jackson, Review of Economic Studies 86(6), 2019. https://academic.oup.com/restud/article/86/6/2453/5345571"Empathy and Well-Being Correlate with Centrality in Different Social Networks" — Sylvia A. Morelli, Desmond C. Ong, Rucha Makati, Matthew O. Jackson, and Jamil Zaki, PNAS 114(37), 2017. https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1702155114Part II — The scaling of AI agents"Inequality's Economic and Social Roots: The Role of Social Networks and Homophily" — Matthew O. Jackson, in Advances in Economics and Econometrics: Twelfth World Congress of the Econometric Society (Cambridge University Press, 2025). https://arxiv.org/abs/2506.13016"AI Behavioral Science" — Jackson, Mei, Wang, Xie, Yuan, Benzell, Brynjolfsson, Camerer, Evans, Jabarian, Kleinberg, Meng, Mullainathan, Ozdaglar, Pfeiffer, Tennenholtz, Willer, Yang, and Ye, arXiv 2509.13323, 2025. https://arxiv.org/abs/2509.13323"A Turing Test of Whether AI Chatbots Are Behaviorally Similar to Humans" — Qiaozhu Mei, Yutong Xie, Walter Yuan, and Matthew O. Jackson, PNAS 121(9), 2024. https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2313925121
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su espacio de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado. Hoy abordamos la situación de Ceuta y Melilla, así como la posición de Estados Unidos respecto a este asunto de relevancia internacional.
Soluciones para acabar con esta crisis habitacional que tenemos en España. Juan Antonio Gómez-Pintado, presidente de Vía Ágora Juan José Perucho vicepresidente y director general del Grupo Ibosa y presidente de AGV, Asociación de gestores de vivienda Miguel Díaz Batanero director de suelo en MVC Gabriel Sánchez director de negocio de Neinor
¿Te comerías un insecto? Para gran parte de la población mundial, la respuesta es sí. De hecho, existen más de 2.100 especies comestibles documentadas. En otras regiones, como Europa, sigue siendo una idea que provoca sorpresa, curiosidad o incluso rechazo. Sin embargo, detrás de esa barrera cultural se esconde un campo de investigación en pleno crecimiento, con implicaciones nutricionales, históricas y medioambientales de gran alcance. De ello trata el libro de la colección de divulgación del CSIC Los insectos comestibles en el mundo, un esfuerzo colectivo que explora las características de estos pequeños animales, su consumo a lo largo de la historia, su valor nutricional y su potencial para afrontar los retos alimentarios derivados del crecimiento de la población mundial. Hoy hablamos con tres de sus autoras: Ligia Esperanza Díaz, Nicoletta Righini y Tatiana Pintado del Campo.
¿Te comerías un insecto? Para gran parte de la población mundial, la respuesta es sí. De hecho, existen más de 2.100 especies comestibles documentadas. En otras regiones, como Europa, sigue siendo una idea que provoca sorpresa, curiosidad o incluso rechazo. Sin embargo, detrás de esa barrera cultural se esconde un campo de investigación en pleno crecimiento, con implicaciones nutricionales, históricas y medioambientales de gran alcance. De ello trata el libro de la colección de divulgación del CSIC Los insectos comestibles en el mundo, un esfuerzo colectivo que explora las características de estos pequeños animales, su consumo a lo largo de la historia, su valor nutricional y su potencial para afrontar los retos alimentarios derivados del crecimiento de la población mundial. Hoy hablamos con tres de sus autoras: Ligia Esperanza Díaz, Nicoletta Righini y Tatiana Pintado del Campo.
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su sección de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado.
Los breves y sencillos cantos de este domingo dedicado al Buen Pastor sonarán en el Sicut Luna Perfecta de hoy a cargo de Franz Karl Prassl y Graces & Voices, junto al excepcional Ludus Paschalis en las voces de la Schola Georgiana y de la Schola Gregoriana Praguensis. Y dos homenajes: a Laurence Feininger escuchando la Missa La Regina en canto fratto y al silense Bernardo R. García Pintado escuchando el In paradisum al coro de su monasterio.Escuchar audio
️ Sección en La Diez Capital Radio En el programa El Remate, dentro de su sección de análisis político internacional, interviene el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado. El espacio aborda la actualidad geopolítica marcada por el fin del alto el fuego en Irán, en un contexto de máxima tensión internacional. Tras una tregua temporal de apenas dos semanas, la falta de avances en las negociaciones entre Irán y Estados Unidos ha provocado el colapso del acuerdo y abre la puerta a una posible reanudación del conflicto. Las conversaciones diplomáticas siguen estancadas, mientras ambas partes han endurecido su discurso y se mantienen en alerta, incrementando el riesgo de una escalada en una región clave como el estrecho de Ormuz, vital para el comercio energético global. Un análisis que pone el foco en las implicaciones internacionales, económicas y estratégicas de un conflicto que vuelve a situarse en el centro del tablero mundial.
En el programa El Remate de La Diez Capital Radio, dentro de su sección de análisis político internacional, el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, abordó las recientes elecciones en Hungría y sus implicaciones. Durante el análisis, se puso el foco en unos comicios históricos marcados por una altísima participación y un contexto político especialmente tenso. Las elecciones supusieron un punto de inflexión, con la victoria del opositor Péter Magyar frente al hasta ahora primer ministro Viktor Orbán, quien llevaba más de una década consolidando un modelo político calificado como “democracia iliberal”. El programa destacó cómo este resultado no solo tiene consecuencias a nivel nacional, sino también europeo, ya que Hungría había sido un referente para movimientos ultraconservadores dentro de la Unión Europea. Asimismo, se analizó el papel clave de factores como: La movilización récord del electorado, reflejo del deseo de cambio político. El diseño del sistema electoral, que durante años favoreció al partido gobernante. El uso de campañas intensas y, en algunos casos, desinformación durante el proceso electoral. En definitiva, la intervención de Eduardo Pintado ofreció una lectura académica y contextualizada de unas elecciones que pueden redefinir el equilibrio político en Europa y abrir una nueva etapa en Hungría tras la era Orbán.
En la sección de análisis político internacional del programa El Remate, emitido en La Diez Capital Radio, el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, abordó la escalada de tensión entre Donald Trump e Irán tras el rechazo de este último a un posible alto el fuego. Durante su intervención, se analizó el alcance de las declaraciones de Trump, quien advirtió que Estados Unidos podría “destruir el país en una noche”, subrayando además que esa acción podría producirse de forma inminente. Pintado explicó que este tipo de declaraciones deben interpretarse dentro de una estrategia de presión y disuasión, característica del estilo político de Trump, donde el lenguaje contundente busca reforzar una posición de fuerza en el escenario internacional. No obstante, matizó que este tipo de retórica también incrementa el riesgo de escalada, especialmente en una región históricamente marcada por la inestabilidad y los conflictos geopolíticos. En el análisis se destacó que la negativa de Irán a aceptar un alto el fuego responde a intereses estratégicos propios, enmarcados en su política regional y en su relación con otras potencias y actores del entorno. En este sentido, el profesor señaló que el conflicto no puede entenderse como un episodio aislado, sino como parte de un entramado más amplio de tensiones en Oriente Medio, donde confluyen factores militares, económicos y religiosos. Asimismo, se puso de relieve que, aunque las declaraciones de Trump son extremadamente duras, la posibilidad de una acción militar de tal magnitud implica consecuencias globales, tanto en términos de seguridad internacional como en el ámbito económico, especialmente por el impacto que tendría en los mercados energéticos. Por ello, Pintado insistió en la necesidad de analizar estas afirmaciones con cautela, diferenciando entre la retórica política y las decisiones estratégicas reales, en un contexto donde cualquier movimiento puede alterar de forma significativa el equilibrio internacional.
En este episodio nos adentramos en el mundo invisible pero super poderoso de los perfumes y lo hacemos junto a Esperanza Pintado, embajadora de Dior.Hablamos de por qué un olor puede marcarte para siempre, cómo se construye un perfume icónico y qué hace que una fragancia sea adictiva. Desde memoria, emoción y deseo hasta lujo, identidad y estilo.
La IA ya supera la rapidez y precisión humanas en tareas específicas. Medir como es de inteligente resulta fundamental para entender sus límites y capacidades actuales, gestionar sus riesgos y asegurar que su desarrollo sea beneficioso para la humanidad. La mayoría de las pruebas ya se han vuelto demasiado fáciles para estos algoritmos. Una de las más avanzadas lleva por título “Humanity's Last Exam" (El Último Examen de la Humanidad), cuyos resultados indican que aún les queda un largo camino para ser comparables a la inteligencia humana. Hemos hablado con María Cruz Boscá Díaz-Pintado, profesora del Departamento de Física Atómica, Molecular y Nuclear de la Universidad de Granada, quién ha participado en el último examen publicado en la revista Nature. Si algo caracteriza al ser humano es la curiosidad, motor por cierto de su inteligencia. Es lo que nos hace explorar el universo y lo que motiva la búsqueda sistemática de respuestas, transformando ese interés en conocimiento científico. Con Jesús Zamora hemos hablado del inicio de la ciencia moderna y de la importancia del método. Javier Ablanque, al mando de nuestra máquina del tiempo, nos llevado al año 1804 para asistir al hundimiento de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes y conocer los métodos empleados en arqueología submarina. Ya es primavera y María González Dionis nos ha explicado el complejo programa genético vegetal que responde a la luz y al calor, escondido tras del secreto de la floración de las plantas. Escuchar audio
La IA ya supera la rapidez y precisión humanas en tareas específicas. Medir como es de inteligente resulta fundamental para entender sus límites y capacidades actuales, gestionar sus riesgos y asegurar que su desarrollo sea beneficioso para la humanidad. La mayoría de las pruebas ya se han vuelto demasiado fáciles para estos algoritmos. Una de las más avanzadas lleva por título “Humanity's Last Exam" (El Último Examen de la Humanidad), cuyos resultados indican que aún les queda un largo camino para ser comparables a la inteligencia humana. Hemos hablado con María Cruz Boscá Díaz-Pintado, profesora del Departamento de Física Atómica, Molecular y Nuclear de la Universidad de Granada, quién ha participado en el último examen publicado en la revista Nature. Si algo caracteriza al ser humano es la curiosidad, motor por cierto de su inteligencia. Es lo que nos hace explorar el universo y lo que motiva la búsqueda sistemática de respuestas, transformando ese interés en conocimiento científico. Con Jesús Zamora hemos hablado del inicio de la ciencia moderna y de la importancia del método. Javier Ablanque, al mando de nuestra máquina del tiempo, nos llevado al año 1804 para asistir al hundimiento de la fragata Nuestra Señora de las Mercedes y conocer los métodos empleados en arqueología submarina. Ya es primavera y María González Dionis nos ha explicado el complejo programa genético vegetal que responde a la luz y al calor, escondido tras del secreto de la floración de las plantas. Escuchar audio
La entrevista del día se la ha dedicado Meli Torres a José Ramón Ricoy, director general de Lignum Tech. Después hemos acometido un análisis de mercado con Sigfredo Ortuño, profesor de la Universidad Politécnica de Madrid. Y hemos conocido al premiado y finalista del Premio Fundación Gómez-Pintado al Proyecto de Construcción en Madera en los Advanced Architecture Awards 2026 de REBUILD: Guillermo Ruiz, CEO de Zubi Cities; y Manuel Rojas, director de Hombre de Piedra Arquitectos. También ha estado Francisco Valiente, arquitecto del proyecto ganador.
Sección de análisis político internacional en el programa El Remate, de La Diez Capital Radio, con el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado.
Sección de análisis político internacional en el programa El Remate, de La Diez Capital Radio, con el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, en la que se abordaron las distintas variables que configuran la situación en Irán y analizaremos las elecciones municipales en Francia
David Gálvez Pintado, director artístico de la Coral de Cámara de Pamplona
Sección de análisis político internacional en el programa El Remate, de La Diez Capital Radio, con el profesor de Ciencia Política de la Universidad de La Laguna, Eduardo Pintado, en la que se abordaron las distintas variables que configuran la situación en Oriente Próximo.
Entrevista a Ligia Esperanza Díaz y Tatiana Pintado, investigadoras del ICTAN-CSIC, sobre un taller-cata sobre el valor nutricional de los insectos, en Paracuellos de Jarama
A las 12.00 en nuestro debate analizamos el mercado de la vivienda en 2026. Nos preguntamos cómo arranca este 2026 en materia de vivienda con expertos en el sector; Juan Antonio Gómez-Pintado, presidente de la Corporación Vía Ágora Manuel Balcells, director general de Inbisa Jorge Pereda Escolano, Country Manager Living España de Grupo Lar Carlos Pérez de Yrigoyen, Director Real Estate Hipoges
A las 12.00 en nuestro debate analizamos el mercado de la vivienda en 2026. Nos preguntamos cómo arranca este 2026 en materia de vivienda con expertos en el sector; Juan Antonio Gómez-Pintado, presidente de la Corporación Vía Ágora Manuel Balcells, director general de Inbisa Jorge Pereda Escolano, Country Manager Living España de Grupo Lar Carlos Pérez de Yrigoyen, Director Real Estate Hipoges
Javier Urra sobre las relaciones difíciles, las pinturas que embellecen el barrio de Ribadavia, la vida de Jorge Juan y las vacaciones en septiembre.
Sue Becker shines a light on an oh-so-sweet, yet often-overlooked sweetener: molasses. Discover the rich history, nutritional benefits, and surprising health properties of this age-old syrup, along with which molasses Sue prefers and why. Organic Molasses 16oz - https://bit.ly/organicmolasses16oz Organic Molasses 32oz - https://bit.ly/organicmolasses32oz LISTEN NOW and SUBSCRIBE to this podcast here or from any podcasting platform such as, Apple Podcasts, YouTube, Spotify, Alexa, Siri, or anywhere podcasts are played. For more information on the Scientific and Biblical benefits of REAL bread - made from freshly-milled grain, visit our website, breadbeckers.com. Also, watch our video, Only Real Bread - Staff of Life, https://youtu.be/43s0MWGrlT8. Learn more about baking with freshly-milled flour with The Essential Home-Ground Flour Book, by Sue Becker, https://bit.ly/essentialhomegroundflourbook. If you have an It's the Bread Story that you'd like to share, email us at podcast@breadbeckers.com. We'd love to hear from you! Visit our website at https://www.breadbeckers.com/ Follow us on Facebook @thebreadbeckers and Instagram @breadbeckers. References: Essential Home Ground Flour Book by Sue Becker USDA. 2018. Molasses. FoodData Central. Last accessed: May 28, 2021. https://fdc.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/168820/nutrients Deseo, M.A., A. Elkins, S. Rochfort, and B. Kitchen. 2020. Antioxidant activity and polyphenol composition of sugarcane molasses extract. Food Chemistry. 314(126180). https://doi.org/10.1016/j.foodchem.2020.126180 Guimarães, C.M., M.S. Gião, S.S. Martinez, A.I. Pintado, M.E. Pintado, L.S. Bento, F.X. Malcata. 2007. Antioxidant Activity of Sugar Molasses, Including Protective Effect Against DNA Oxidative Damage. Journal of Food Science. 72(1):C039–C043. https://doi.org/10.1111/j.1750-3841.2006.00231.x Takara, K., K. Ushijima, K. Wada, H. Iwasaki, and M. Yamashita. 2007. Phenolic Compounds from Sugarcane Molasses Possessing Antibacterial Activity against Cariogenic Bacteria. Journal of Oleo Science. 56(11):611–614. https://doi.org/10.5650/jos.56.611 *DISCLAIMER: Nothing in this podcast or on our website should be construed as medical advice. Consult your health care provider for your individual nutritional and medical needs. The information presented is based on our research and is strictly that of the author and not necessarily those of any professional group or other individuals.
Hugo Haime Hugo Haime es licenciado en Sociología de la Universidad de Buenos Aires, consultor y analista político. A lo largo de su carrera participó en más de cien campañas electorales. Textuales:
Uno de los miembros del equipo de 'Hoy por Hoy' no ha sido consciente de su imagen hasta 3 horas después de levantarse, pese a que se lavó los dientes frente al espejo, bajó y subió en ascensores con espejos y que fue al lavabo de la redacción un par de veces. Esta situación nos hace preguntarnos: ¿podríamos vivir sin espejos?
Uno de los miembros del equipo de 'Hoy por Hoy' no ha sido consciente de su imagen hasta 3 horas después de levantarse, pese a que se lavó los dientes frente al espejo, bajó y subió en ascensores con espejos y que fue al lavabo de la redacción un par de veces. Esta situación nos hace preguntarnos: ¿podríamos vivir sin espejos?
#pierluisi #puertorico #energía Audios de entrevistas al que funcionó como 'zar de energía' de la administración Pierluisi, ingeniero Francisco Berríos Portela, contradicen lo que dijo a la Oficina de Etica Gubernamental sobre que no tomó decisiones que afectara a esa empresa y su relación con la privatizadora Luma Energy. Escucha el audio del 2022. | Investiigación del CPI trae a contratista allegado al PNP sin descubrir informes sobre lo que hizo bajo contratación en la Administración de Corrección. La ex secretaria de la agencia se lava las manos. Conversamos con la periodista Amanda Pérez Pintado. " Milei está en tremendo lio. La entrevista de encargo con un medio de TV le produce serios problemas en medio del escándalo Crypto-$Libra ¡Conecta, comenta y comparte! #periodismodigital #periodismoinvestigativo
El récord de Álex Pintado, La nueva zona de despegue en el salto de longitud, Preguntas de los oyentes.