Fictional organization in the Dune franchise created by Frank Herbert
POPULARITY
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Abu and Leo dig into the Fremen Jihad, the brutal 12-year war Frank Herbert left almost entirely off-page between his first two novels. Leaning on the Dune Encyclopedia to fill in that missing history, they trace how a political standoff curdled into religious conquest, then set this jihad beside the Butlerian Jihad to ask what Frank was really saying about charismatic leaders, mob fervor, and the cycles of power and violence that drive human history. This episode contains SPOILERS for Dune and Dune Messiah IN THIS EPISODE Why 300,000 Fremen obliterated a Great House's three-million-strong army at Malathon, and how the Landsraad fatally misread what Paul's rise actually meant The Battle of Molitor, the closest thing to a united resistance, where the Bene Gesserit, Sardaukar, and Landsraad made their stand and the Fedaykin turned the tide How the Qizarate priesthood hijacked the war into a campaign of forced conversion, and the 40 religions Paul tells Stilgar he wiped out The Bene Gesserit conspiracy to discard their failed Kwisatz Haderach and restart the breeding program What Scytale's nine words, "He didn't use the jihad. The jihad used him," reveal about how fast Paul lost his grip on the forces he set loose SUPPORT THE SHOW Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: https://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag https://www.gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo continue their read-through of Chapterhouse: Dune with chapters 37 -39. Odrade says her goodbyes, the mission to Junction begins, and a beloved cyborg bus driver makes a triumphant return. Then the takeaway digs into the leveling drift, the Bene Gesserit belief that humanity always sands its outliers back down toward the average. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and pages covered thus far Read along with us by following the Chapterhouse Dune book club schedule IN THIS EPISODE The convocation: Odrade tells the gathered Sisterhood she will share with Sheeana and Murbella before a meeting she does not expect to survive Rebecca and the rabbi argue over whether the Bene Gesserit are self-deluded, while Joshua, true hero of this book, fixes the HVAC Clairby returns, the ghola genie leaves the bottle, and the case for a cyborg bus driver as book seven's main character The leveling drift: regression toward the mean, Frank's grudge against the IRS, and a Peloton-shaped cautionary tale Spice morsels on the minyan, why ten adults matter to the rabbi in hiding, and the grim math of rendering bodies for potash SUPPORT THE SHOW Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: https://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Six years into the show, Abu and Leo finally give the most consequential event in Dune history its own episode. From Jehanne Butler's personal tragedy on Komos to the century of holy war that followed, this is the story of how humanity destroyed its thinking machines and rebuilt itself without them. Part 1 of a two-part series on the jihads of Dune. LIGHT SPOILERS: if you've read the first book or seen the Denis Villeneuve films, you're safe to listen. IN THIS EPISODE Why Frank Herbert gave the biggest event in his universe barely two paragraphs, and how the Dune Encyclopedia fills in the missing century Jehanne Butler's path from Bene Gesserit-trained priestess to revolutionary, and the hospital tragedy on Komos that lit the fuse The nearly bloodless coup against Richese, and the machine-run society that horrified the Komans who arrived there How one interrogation between the Priestess Urania and an insufferable tech bro turned a planetary revolt into a galactic holy war Butlerian Jihad or Great Revolt? Abu and Leo weigh in on what history should call it SUPPORT THE SHOW Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: https://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://www.gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Los Tleilaxu comprendieron antes que nadie una verdad que el Imperio prefiere ignorar: la identidad no es el alma. Es una prenda. Puede quitarse. Puede pasarse a otro. Puede coserse sobre carne que nunca supo que estaba desnuda. Lo que el Imperio llama persona, los Maestros del Axlotl llaman molde. Y un molde vacío no tiene opinión sobre quién lo llena.Lo perturbador no es que puedan hacerlo. Lo perturbador es que la prenda pueda creer que es la piel. — "Anatomía de lo Fabricado", atribuido al Archivista Menor Frel Odan, Biblioteca Suprina de Tleilax. Texto confiscado y destruido por orden del Landsraad, año 10.151 A.G.--Aurore Polaris es un actual play de Dune: Aventuras en el Imperio, un juego editado en español por Nosolorol.
La doctora Ranya y su equipo de investigación llegan a lasentrañas del misterio. Ocultos en el interior de la sonda médica y del cazador buscador, yacen relictos de antiguas intenciones: una mano invisible mueve los hilos del tablero. ¿Cómo pudimos olvidarlo? Estuvo frente a nosotros desde un comienzo, sin esconderse; solo dormía, esperando que lo recordáramos.Las piezas se mueven en las sombras, y Ranya sigue el rastro hacia verdades que cambiarán los paradigmas de su realidad y de su propia identidad.Aurore Polaris es un actual play de Dune: Aventuras en el Imperio, un juego editado en español por Nosolorol.
This week on The Art of Costume Podcast, we kick off our three-part series, Dressed in the Red Room: The David Lynch Series, by traveling to Arrakis—but not as you know it. Things are stranger here. Much stranger. We're diving into Dune (1984), David Lynch's bold, baffling, and utterly unforgettable take on the sci-fi epic.Join Spencer and Elizabeth as they unpack Lynch's complicated relationship with the film, the bizarre brilliance of Bob Ringwood's costume design, the iconic stillsuits, and the otherworldly regalia of the Bene Gesserit. And yes… we have to talk about Sting's infamous near-miss jockstrap moment.It's weird, it's wonderful, it's a little unhinged—so step into the spice-filled unknown and experience a vision of Dune you truly have to see to believe.
This week on The Art of Costume Podcast, we kick off our three-part series, Dressed in the Red Room: The David Lynch Series, by traveling to Arrakis—but not as you know it. Things are stranger here. Much stranger. We're diving into Dune (1984), David Lynch's bold, baffling, and utterly unforgettable take on the sci-fi epic.Join Spencer and Elizabeth as they unpack Lynch's complicated relationship with the film, the bizarre brilliance of Bob Ringwood's costume design, the iconic stillsuits, and the otherworldly regalia of the Bene Gesserit. And yes… we have to talk about Sting's infamous near-miss jockstrap moment.It's weird, it's wonderful, it's a little unhinged—so step into the spice-filled unknown and experience a vision of Dune you truly have to see to believe.
Tras descompensarse en pleno laboratorio, la doctora Ranya despierta en una noche marcada por visitas inquietantes, secretos familiares y lealtades que nunca se nombran en voz alta. Mientras la investigación por el ataque a los herederos de la Casa Aurore avanza entre pistas manipuladas, reuniones clandestinas y sospechas cruzadas, queda claro que en Polaris la verdad importa menos que a quién conviene culpar. En un juego de intriga, poder y silencios calculados, cada personaje oculta algo… y Ranya está cada vez más cerca del centro de todo.Aurora Polaris es un actual play de Dune: Aventuras en el Imperio, un juego editado en español por Nosolorol.
“Los archivos de una Casa mienten con palabras. Los cuerpos,en cambio, mienten con mayor elegancia: sangra, cicatrizan y callan. El gobernante sabio no pregunta quién le habla con verdad, sino qué verdad ya ha sido escrita en la carne de sus siervos”Del Comentario Anatómico sobre las Dinastías Menores, atribuido a Irina Aurore.
Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast. O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.Capítulo 21Alia enfrenta pressão por todos os lados. Os Naibs Fremen exigem o retorno de Lady Jéssica ao Conselho, enquanto a CHOAM e a Guilda Espacial conspiram nos bastidores para quebrar o monopólio da especiaria. Idaho percebe que Alia está "possuída" (Abominação) por um ancestral. Enquanto Alia teme pela própria vida, Duncan tem uma visão profética de Leto II e Ghanima em perigo real, alertando sobre a importação de animais vivos (uma possível arma biológica ou assassina).Capítulo 22O reencontro entre Jéssica e Alia é marcado por uma guerra fria psicológica. Jéssica retorna de Caladan com a missão da Bene Gesserit de conter o fanatismo religioso criado em torno de Paul, mas encontra uma filha quase irreconhecível. O amante de Alia, Javid, tenta manipular Jéssica para que ela denuncie o Pregador, mas Jéssica percebe a armadilha e a corrupção moral da corte de Alia. Jéssica conclui que Alia não é apenas uma vítima, mas uma participante voluntária de sua própria queda, agindo para destruir o legado de Paul.Convocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedOu você pode contribuir via PIX. Nosso PIX é nosso e-mail:dunacast@gmail.comNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Daniel Rockenbach• Instagram: https://www.instagram.com/danielrockenbach/
The Bene Gesserit Sisterhood is the ancient, far‑reaching order at the heart of Sisterhood of Dune, and the novel draws heavily on Frank Herbert's extensive background notes about their origins, training, and long‑term genetic ambitions. Brian Herbert and Kevin J. Anderson use those notes to explore the Sisterhood at a formative moment—eighty years after the Butlerian Jihad—when their identity, power, and purpose are still being forged. The novel explores the early development of the Bene Gesserit as one of the “Great Schools” emerging after the destruction of thinking machines. Alongside the Mentats, Suk doctors, and the nascent Spacing Guild, the Sisterhood is still defining its philosophy and political role. The anti‑technology Butlerian movement is rising, creating a volatile environment in which the Sisterhood must secure its place and protect its long‑term plans. SAVE 17% ON PLUS TODAY
"El error más común de las Casas es creer que el linaje es herencia. El linaje es dirección. Un niño no es el pasado que continúa, sino el futuro que se moldea. Algunos lo llaman destino; yo lo llamo ajuste. Cuando una decisión se toma en la oscuridad (en una caverna, bajo hielo o bajo juramento) no se altera solo el presente. Se inclina la balanza de generaciones enteras. Y aquellos que creen estar protegiendo a los suyos rara vez comprenden que ya están participando en su diseño."Notas privadas sobre sucesión y viabilidad
Abu and Leo continue their read-through of Chapterhouse Dune by diving deep into chapters 16-18. They explore the stagnation inherent in laws and regulations and the Bene Gesserit's radical new form of democracy. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and pages covered thus far Read along with us by following the Chapterhouse Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Durante la noche en la Garganta del Hacedor, los niños despiertan, y con ellos emergen las incertidumbres e inquietud. Arak vacila. Yarek siente miradas ajenas posarse sobre él. Chania avanza guiada por un presentimiento imposible de ignorar.En el exterior, Kormys cabalga sobre su Nivalis, huyendo de luces anaranjadas que arden en la distancia y de peligros que se deslizan bajo el hielo.¿Qué es ese sonido que se aproxima? ¿Qué es ese ritmo, ese palpitar bajo la tierra? ¿Y qué palabras deberá pronunciar Arak para que la fe no se convierta en un cuchillo de doble filo?Episodio 16 de la campaña Aurore Polaris--------------------
Nos refugiamos en la Garganta del Hacedor, donde los miembros del culto del "Gusano Espacial" se han asentado desde hace años tras llegar a Polaris bajo el liderazgo de Murbella. Son momentos de tranquilidad, congelados en el tiempo.
HOO boy, this one has been an odyssey. Between computer hardware failures, file corruption, ice storms, and assorted other real-world chaos, it's a bit of a surprise that this episode made it out at all, much less on time. But it's here! Join us as we talk about games where one or more players are looking to win the game in a completely different way from everyone else. Is Joe the first person ever to compare the Bene Gesserit to Babe Ruth? We think so. High praise: This game is "A fun expenditure of human time." We digress briefly into discussing Jubensha, the Chinese LARPy RPG craze that's making its way to the U.S. We learn of yet another massive gap in Mike's geek culture experience. Frank tells us about "Nemesis - the party game!" Do you have any favorite examples of games with weird alternate victory conditions? Come visit our Discord server to chat with us and other like-minded game nerds! As always, thank you for listening. Please consider writing us an iTunes review if you like what you hear! We'd also love to have you visit our website and let us know what kinds of games we should discuss next. You're also more than welcome to comment on the episode page, or our Discord, or our Facebook page, or tag @ascentofboardgames on Bluesky. Whatever way you prefer to share your opinions with us, we'd love to hear them. As always, we appreciate your listening - stay safe out there, and happy gaming! Website: https://www.ascentofboardgames.com Email: ascentofboardgames@gmail.com Discord: https://discord.gg/tdH3QAn Facebook: https://www.facebook.com/groups/ascentboardgames/ Bluesky: https://bsky.app/profile/ascentofboardgames.bsky.social Discord: http://discord.ascentofboardgames.com Instagram: https://www.instagram.com/ascentofboardgames/ And, very occasionally, Twitch: https://www.twitch.tv/ascentofboardgames Intro and outro music is "Evening Melodrama" by Kevin MacLeod (incompetech.com), licensed under a Creative Commons: By Attribution 3.0 License. The Ascent of Board Games is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License. Some rights reserved. Thank you for listening!
Abu and Leo continue their read-through of Chapterhouse Dune by diving deep into chapters 13-15. They explore how the Bene Gesserit system of education differs from the Honored Matre, and they ways Frank Herbert's own views on the public education system bled into the narrative. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and pages covered thus far Read along with us by following the Chapterhouse Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo continue their read-through of Chapterhouse Dune by diving deep into chapters 10-12. They explore the outward reactionary force of the Honored Matres compared with the inward introspective patterns of the Bene Gesserit, and how both orders can learn from each other. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and pages covered thus far Read along with us by following the Chapterhouse Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
I recently rewatched Dune and have always been obsessed with the lore of the Bene Gesserit...a secret society of elite women with superhuman mental and physical abilities? Count me in! Today we deep dive the Bene Gesserit, and find their real-life counterparts in history (The Vestal Virgins and the Oracle of Delphi) and try to see which women today have modern day Bene Gesserit elements to them. Check out https://www.squarespace.com/fluently to save 10% off your first purchase of a website or domain using code FLUENTLY Elevate your closet with Quince. Go to Quince.com/fluently for free shipping on your order and 365 -day returns. MasterClass always has great offers during the holidays, sometimes up to as much as 50% off. Head over to masterclass.com/fluently for the current offer. 03:48 Deep Dive into the Bene Gesserit 18:34 The Vestal Virgins: Ancient Rome's Sacred Keepers 31:18 Punishments and Privileges of the Vestal Virgins 40:56 The Oracle of Delphi: Ancient Greece's Spiritual Influencer 57:05 Modern Day Bene Gesserit Archetypes
Abu and Leo continue their read-through of Chapterhouse Dune by diving deep into chapters 7-9. They explore the nature of Bene Gesserit checks and balances, and discuss how the Honored Matre act as a mirror to the darker side of the Bene Gesserit Sisterhood. Read along with us by following the Chapterhouse Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://gomjabbar.shop Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast. O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.Capítulo 15Jéssica está conversando com Leto em seus aposentos no Sietch Tabr. Leto diz que seria melhor se ele nunca se tornasse imperador, não porque ele olhou para o futuro, mas porque ele e Ghani precisam de tempo para entender o que eles são. Jéssica comete o erro de chamá-lo de criança e ele a lembra que tem milhões de anos. Ele garante que não caiu na armadilha de Paul de tentar ver o futuro, ele anseia por um universo de surpresas. Leto avisa Jéssica que Alia está planejando sequestrá-la. Ele diz que todo o Império suspeita que Jessica veio em nome das Bene Gesserit para que os gêmeos se casassem. Leto fala que tem uma escolha difícil: viver e morrer por seu povo ou viver milhares de anos. Isso realmente a perturba. Capítulo 16O Pregador aparece na praça abaixo do Templo de Alia com seu jovem guia Fremen. Ele espera todos os dias por alguma diferença sutil que o afaste de sua visão. Alia observa secretamente de cima, esperando por um sinal da verdadeira identidade do Pregador. Ela fica apavorada ao pensar que ele pode ser Paul cometendo essas heresias. O Pregador diz que traz quatro mensagens, cada uma para uma pessoa diferente. A primeira é para Alia, a segunda é para Stilgar, a terceira é para Irulan, a quarta é para Duncan. Ele afirma que Muad'Dib não tinha respostas mágicas para o universo. Alia decide seguir os planos do Barão Vladimir de eliminar Jéssica e desacreditar a Casa Corrino. O Pregador terá que ser desacreditado mais tarde, se possível.Convocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedOu você pode contribuir via PIX. Nosso PIX é nosso e-mail:dunacast@gmail.comNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Daniel Rockenbach• Instagram: https://www.instagram.com/danielrockenbach/
Abu and Leo take the Bene Gesserit to court– the charges? More than ANY OTHER party in Dune, the Bene Gesserit are the greatest risk to humanity. This is a courthouse drama for the history books! This episode contains SPOILERS for all six of Frank's books! Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://www.gomjabbarshop.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Scytale visita inesperadamente Edric, o Navegador da Guilda. Ele quer estimular o ghola a uma ação mais rápida, depois de saber da oferta de Paul para as Bene Gesserit por sua prole. Teme portanto que Paul esteja tentando dividir a conspiração.Este é o 13° episódio do DunaCast! Aqui nós analisamos e discutimos todos os capítulos do livro Messias de Duna, escrito por Frank Herbert. Leia Duna e ouça o DunaCast!O livro Messias de Duna não tem numeração de capítulos, apenas excertos iniciais. Para facilitar o acompanhamento dos episódios do DunaCast, disponibilizamos um arquivo em PDF em que numeramos o excerto inicial de cada capítulo e sua página correspondente. Arquivo para baixar.https://www.mediafire.com/file/5ohl2zqd3frkinw/Cap%25C3%25ADtulo_e_Excerto_Messias_de_Duna.pdf/fileConvocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: https://x.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: https://x.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil • Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib• Twitter: https://x.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Daniel Rockenbach• Twitter: https://twitter.com/drockenbach
Jéssica descobre uma sala especial na Mansão de Arrakina. Um pequeno paraíso escondido em pleno deserto. Lá encontra uma mensagem secreta, deixada por uma Bene Gesserit, que avisa sobre um atentado contra a vida de Paul e que um dos homens de confiança do duque planeja uma traição.Este é o 10° episódio do DunaCast! O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.O livro Duna não tem numeração decapítulos, apenas excertos iniciais. Para facilitar o acompanhamento dos episódios do DunaCast, disponibilizamos um arquivo em PDF em que numeramos oexcerto inicial de cada capítulo e sua página correspondente. Arquivo para baixar. https://www.mediafire.com/file/5o8pal6780k88d9/Cap%25C3%25ADtulos_e_Excertos_Duna.pdf/fileConvocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.com Lembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica(radiolamecanica@gmail.com). Links • DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast • Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil • Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/ • Henrique Gouveia (Nerdvino)• Instagram: https://www.instagram.com/nerdvino/?hl=pt
Descobrimos que Yueh está com os Atreides há seis anos e que sua esposa era uma Bene Gesserit, que foi sequestrada pelos Harkonnen. Jéssica fica surpresa com o ódio que o doutor demonstra ao falar dos Harkonnens e suspeita que ele está escondendo algo, mas não tem ideia da traição que ele prepara para a Casa Atreides.Este é o 8° episódio do DunaCast! O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.O livro Duna não tem numeração de capítulos, apenas excertos iniciais. Para facilitar o acompanhamento dosepisódios do DunaCast, disponibilizamos um arquivo em PDF em que numeramos o excerto inicial de cada capítulo e sua página correspondente. Arquivo para baixar. https://www.mediafire.com/file/5o8pal6780k88d9/Cap%25C3%25ADtulos_e_Excertos_Duna.pdf/fileConvocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.com Lembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica(radiolamecanica@gmail.com). Links • DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast • Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil • Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Bella Eichler (Canal Futurices)• Instagram: https://www.instagram.com/canalfuturices/
Lady Jéssica está desfazendo as malas após a chegada da Casa Atreides em Arrakis. Numa conversa rápida com o Duque Leto, é informada sobre a governanta fremen que vai servi-la, chamada Shadout Mapes. Jéssica usa as lendas religiosas implantadas pelas Bene Gesserit para impressionar Mapes, que lhe dá uma dagacris, um presente, caso ela prove ser a "Predestinada".Este é o 7° episódio do DunaCast! O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores. O livro Duna não tem numeração de capítulos, apenas excertos iniciais. Para facilitar o acompanhamento dosepisódios do DunaCast, disponibilizamos um arquivo em PDF em que numeramos o excerto inicial de cada capítulo e sua página correspondente. Arquivo para baixar. https://www.mediafire.com/file/5o8pal6780k88d9/Cap%25C3%25ADtulos_e_Excertos_Duna.pdf/fileConvocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.com Lembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica(radiolamecanica@gmail.com). Links • DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast • Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil • Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/ • Evezel• Instagram: https://www.instagram.com/evehimself/
Jéssica é repreendida pela Reverenda Madre Mohiam por ter desobedecido às ordens da irmandade Bene Gesserit de ter apenas filhas para os Atreides. Diz ainda que a chance de paz entre as duas Grandes Casas (Atreides e Harkonnen) pode estar perdida para sempre.Este é o 3° episódio do DunaCast! O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.O livro Duna não tem numeração de capítulos, apenas excertos iniciais. Para facilitar o acompanhamento dos episódios do DunaCast, disponibilizamos um arquivo em PDF em que numeramos o excerto inicial de cada capítulo e sua página correspondente. Arquivo para baixar.https://www.mediafire.com/file/5o8pal6780k88d9/Cap%25C3%25ADtulos_e_Excertos_Duna.pdf/fileConvocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign).A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil • Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Discord: https://discord.gg/zeJeJEAtcx• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Jeison Ebert• Twitter: https://twitter.com/jeisonebert
According to eschatology, peace will be brought in the Middle East via a treaty that will last for less than the prescribed period of seven years. Few know that this was merely one interpretation of Daniel 9:27, which refers to a “a covenant with many for one week.” Dispensationalist theology maintains that the peace agreement has to do with Israel and its neighbors, and will be brokered by a charismatic leader. This marks the final days before Jesus Christ returns. Recent reports in the media and from governments claim that Trump is so disappointed with Israeli leadership that he will choose to continue Middle Eastern policy objectives without Israel, and that the US might suddenly recognize Palestine as a state, leading to “unilateral actions” taken by the Israelis. If this were true, Trump would essentially broker the peace deal, which would also fulfill his own prophecy of being the “peace president.” Note, the ceasefire deals between Israel and Hamas, and Indian and Pakistan, were broken within hours with no consequence. Therefore any Middle Eastern peace doesn't have to last for any considerable time. It's the optics that matter.Surely it is not a coincidence that as this is playing out in real time, suddenly we see the international emergence of Abdullah Hashem Aba Al-Sadiq, the spiritual leader of the Ahmadiyya Religion of Peace and Light, who claims to be the successor of Jesus and Muhammed, and claims to be the Mahdi and true Pope. What makes this man so dangerous is that he advocates for Muslims and Jews to destroy Al-Aqsa and rebuild the Jewish temple, and for an exodus of Palestinians form Gaza. In simple terms, he advocates for peace in the name of what is surely a call for war - something that would quickly break any brokered peace by the White House - and for the very outcome that White House has guaranteed Israel before their supposed splitting: taking possession of Gaza fully and expelling everyone. What's peculiar here is that he calls for essentially the same outcome that Israel has called for, except his call is to Muslims rather than Christians or Jews. His statements align with Israeli AI videos of a destroyed mosque, mock red heifer rituals in front of the mosque, and the AI appointment of Trump as the golden idol of Gaza. These are concerns compounded by the anointing of Trump with the Jerusalem Crown or his classification by Mariam Adelson as the “savior” of the Jewish people. If this story sounds slightly familiar, that's because a 2020 tv show called “Messiah” told a similar story. The CIA investigates a man who comes to power by performing public acts and attracting a massive following of faithful people. US intelligence tries to determine if he is real or a con artist. This real life version of that story might be slightly different, however, where here the CIA is actually behind the man and his miraculous rise to power. Probably the Mossad too. His claims of being “madhi” are also telling, because the term means “guided to the right path,” something anyone who follows God likewise becomes. Like that title “christ” or “messiah,” he who is anointed, the literal interpretation of these titles leads to conflict and confusion. Likewise, jihad is a holy war and the infidel is the carnal self. These are terms that apply to all religions. The holy land is not a geographical location but an inner sanctum inside the body and mind, or head temple. When we understand these terms we realize that the theological narratives are but mystical interpretations of the spiritual processes we all go through to become truly conscious and saved. Anything else is war and a mandated end times. Readers of the Dune franchise will know the term “madhi,” and they will also know the term “Kwisatz Haderach,” meaning “shortening of the way.” This was how the Bene Gesserit, via breeding programs, had attempted to bring about the messiah. *The is the FREE archive, which includes advertisements. If you want an ad-free experience, you can subscribe below underneath the show description.-FREE ARCHIVE (w. ads)SUBSCRIPTION ARCHIVEX / TWITTER FACEBOOKYOUTUBEMAIN WEBSITECashApp: $rdgable EMAIL: rdgable@yahoo.com / TSTRadio@protonmail.comBecome a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/the-secret-teachings--5328407/support.
In this episode we try our damnedest to avoid the golden path. But no matter how much emo teenage pouting we do it still all ends up in genocide and our kid turning into an immortal homicidal worm. That's right, it's Frank Herbert's seminal epic Dune. We will once again look for Satan in Science Fiction through the lens of the Christ Myth. The idea of a chosen one, a demi god, not exactly god but more than human with supernatural powers coming to rescue us all from evil. Special guest star appearances from The Justice League, Alabama, University of Washington, Paul Atreides, Caladan, David Lynch, Kwisatz Haderach, Zendaya, George Lucas, The Phantom Menace, Bene Gesserit, Baron Vladimir Harkkonnen, Geidi Prime, Timothée Chalamet, Palpatine, Vladimir Putin, Chris Angel, Feyd-Rautha, Austin Butler, Freman, Don't Look Up, Katnis, Marjorie Taylor Greene, David Lean, Ridley Scott, Orson Welles, Cannonball Run II, Exterminator II, Breakin II: Electric Boogaloo, Stinkers Bad Movie Award, Hollywood, Gene Siskel, Syfy Channel, Denis Villeneuve, Dune 2000, ornithopter, Marvel, Ralph Macchio, Leto, #666 #SketchComedy #Sketch #Comedy #Sketch Comedy #Atheist #Science #History #Atheism #Antitheist #ConspiracyTheory #Conspiracy #Conspiracies #Sceptical #Scepticism #Mythology #Religion #Devil #Satan #Satanism #Satanist #Skeptic #Debunk #Illuminati #Podcast #funny #sketch #skit #comedy #comedyshow #comedyskits #HeavyMetal #weird #leftist #SatanIsMySuperhero #ScienceFiction #SciFiSend us a text
"Dune: Prophecy" focuses on the early beginnings of the Bene Gesserit — a formidable order wielding immense social, religious, and political influence over Frank Herbert's "Dune" universe. The sci-fi series serves as a prequel to Denis Villeneuve's "Dune" and "Dune: Part Two," set roughly 10,000 years before the events of those films. Showrunner, writer, and executive producer, Alison Schapker, was kind enough to spend some time speaking with us about her work on the first season, which you can listen to below. Please be sure to check out the series, which is now available to stream on HBO Max. Thank you, and enjoy! Check out more on NextBestPicture.com Please subscribe on... Apple Podcasts - https://itunes.apple.com/us/podcast/negs-best-film-podcast/id1087678387?mt=2 Spotify - https://open.spotify.com/show/7IMIzpYehTqeUa1d9EC4jT YouTube - https://www.youtube.com/channel/UCWA7KiotcWmHiYYy6wJqwOw And be sure to help support us on Patreon for as little as $1 a month at https://www.patreon.com/NextBestPicture and listen to this podcast ad-free Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
In what is likely to be one of the major science stories of the year, Texas-based Colossal Biosciences has brought the dire wolf—or at least something very close to this ice age canine—back from extinction, with the help of genetic engineering. The remarkable achievement has been met with awe, praise, and also controversy, as experts debate the exact nature of the "dire wolves" the company has created, as well as the implications of the breakthrough and the creation of what some might call life not as we know it. This week on The Micah Hanks Program, we take a look at the remarkable news, as well as the current state of genetic science, and whether it could one day be used on humans. Finally, we also turn our attention toward popular science fiction and bizarre theories regarding alien life, and whether questions about human contact with non-human forms of intelligence might involve advanced genetic engineering. Have you had a UFO/UAP sighting? Please consider reporting your sighting to the UAP Sightings Reporting System, a public resource for information about sightings of aerial phenomena. The story doesn't end here... become an X Subscriber and get access to even more weekly content and monthly specials. Want to advertise/sponsor The Micah Hanks Program? We have partnered with the AdvertiseCast to handle our advertising/sponsorship requests. If you would like to advertise with The Micah Hanks Program, all you have to do is click the link below to get started: AdvertiseCast: Advertise with The Micah Hanks Program Show Notes Below are links to stories and other content featured in this episode: NEWS: US stocks whipsaw on tariff uncertainty, social media rumors Perseverance Rover Witnesses One Martian Dust Devil Eating Another Groundbreaking Discovery at “Unusual” Ancient Burial Site Rewrites Neolithic History Camera set up to catch Loch Ness Monster unearthed COLOSSAL: The Dire Wolf, an Extinct Canine that Roamed Prehistoric America, Has Been Resurrected RISE OF ‘HOMO SUPERIOR': Could we make a superhuman? NEW FRONTIERS: Could CRISPR be used to Cre ate New Species? BECOME AN X SUBSCRIBER AND GET EVEN MORE GREAT PODCASTS AND MONTHLY SPECIALS FROM MICAH HANKS. Sign up today and get access to the entire back catalog of The Micah Hanks Program, as well as “classic” episodes, weekly “additional editions” of the subscriber-only X Podcast, the monthly Enigmas specials, and much more. Like us on Facebook Follow @MicahHanks on X. Keep up with Micah and his work at micahhanks.com.
Abu and Leo follow a young Bene Gesserit through her career at the Sisterhood, exploring all of their ranks along the way. This episode contains LIGHT SPOILERS for only the first Dune book. Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://www.gomjabbarshop.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo continue their read-through of Heretics of Dune by diving deep into chapters 25-27. They explore the subtleties of Sheeana's dance language and speculate about the institutional blindness of the Bene Gesserit. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and chapters covered thus far. Read along with us by following the Heretics of Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content by becoming a Patron Show your appreciation and tip us by buying us a spice coffee Watch video versions of select episodes on YouTube Check out the custom-designed Dune swag on our merch store Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo continue their read-through of Heretics of Dune by diving deep into chapters 22-24 and then they discuss Taraza's cold managerial style and what it takes to run the Bene Gesserit. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and pages covered thus far Read along with us by following the Heretics of Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://www.gomjabbarshop.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo explore the life of the last Corrino emperor, Shaddam IV, from his early years proving himself worthy of the throne to his friendship with Count Fenring and arranged marriage with a Bene Gesserit. Shaddam's life was filled with intrigue, bloodshed, and mystery, as the truth of his story has been lost to history and propaganda. This episode contains SPOILERS for only the first Dune novel Get ad-free episodes and bonus content: https://www.patreon.com/GomJabbar Say thank you with a tip: http://buymeacoffee.com/gomjabbar Watch video versions of select episodes: https://www.youtube.com/@loreparty Get yourself some custom-designed Dune swag: https://www.gomjabbarshop.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Dune: Prophecy, the six-episode prequel series to the Dune films, now streaming on Max, delves into the origins of the Bene Gesserit. The series is set 10,000 years before the events of the movies. Bringing this ancient future to life was just one of the challenges faced by cinematographer Pierre Gill, CSC, a veteran of science fiction and period pieces alike. Pierre, who has a deep affinity for the sci-fi genre, sees it as a close cousin to historical dramas. “It's like another type of period piece,” he explains, citing the importance of costumes, lighting, and set design in creating an immersive world. His experience in science fiction is extensive, having served as additional and second unit cinematographer on Denis Villeneuve's Dune, Arrival, and Blade Runner 2049. This prior experience proved invaluable for Dune: Prophecy. “On Dune: Prophecy, the challenge is there's not really a lot of light source in the concept of the universe,” Pierre notes. The goal was to respect the established aesthetic of Villeneuve's Dune, avoiding an overabundance of typical sci-fi lighting. During his initial interview for the series, Pierre emphasized his understanding of the Dune look, a perspective informed by his work on the first film. He felt the series should align with the films, potentially even enhancing viewers' appreciation of the cinematic universe. However, Pierre was also determined to bring his own artistic vision to the project. “At the same time,” he admits, “it's difficult because as a cinematographer, I don't want to recreate what Greig Fraser, the master, did. I don't want to copy him.” Pierre's approach for Prophecy involved strong, wide shots with splashes of bold color. After extensive lens and camera testing, Pierre chose to shoot with the Arri Alexa 35. He also used two Steadicams to maximize efficiency during the action-packed shoot. Pierre favored a centered camera, even in close-ups, and faced the significant hurdle of lighting the massive sets. Time constraints limited pre-lighting opportunities, forcing Pierre to find innovative solutions. He employed mobile softboxes and book lighting to sculpt the actors' faces, creating soft bounce light. The presence of ceilings on some of the sets allowed for lower camera angles and the inclusion of more background detail. He was also able to use many practical lighting sources throughout the set. Dune: Prophecy has been picked up for a second season and Pierre is excited to explore the Dune universe further. “Season 2 will be even more powerful, I think,” he predicts. You can see Dune: Prophecy on Max. https://www.max.com/shows/dune-prophecy-2024/57660b16-a32a-476f-89da-3302ac379e91 Find Pierre Gill: Instagram @pierregill_dp Sponsored by Hot Rod Cameras: https://hotrodcameras.com/ The Cinematography Podcast website: www.camnoir.com YouTube: @TheCinematographyPodcast Facebook: @cinepod Instagram: @thecinepod Blue Sky: @thecinepod.bsky.social
Editors - Anna Hauger ACE, Mark Hartzell ACE, Amelia Allwarden ACE, Sarah C. Reeves ACE DUNE: PROPHECY editors Anna Hauger ACE, Mark Hartzell ACE, Amelia Allwarden ACE and Sarah C. Reeves ACE joined the new HBO Original Series having plenty of experience with big "IP" shows like WESTWORLD and LOST IN SPACE, but with the recent success of Denis Villeneueve's films, the expectations for their DUNE prequel series would be bigger than anything they've experienced before. DUNE: PROPHECY is a six-part series that just wrapped its first season on MAX and is a prequel to the Dune films. Taking place 10,000 years prior to the Paul Atreides story line of the movies, it focuses on the origins of the Bene Gesserit, a powerful social, religious, and political force whose members possess superhuman powers and abilities after undergoing years of intense physical and mental conditioning. ANNA HAUGER, ACE Anna Hauger is known for Station Eleven (2021), Westworld (2016) and Watchmen (2019). MARK HARTZELL, ACE Mark Hartzell is known for The Last of Us (2023), Lost in Space (2018-21) and True Blood (2008). AMELIA ALLWARDEN, ACE Amelia Allwarden is known for Westworld (2022), PEN15 (2021) and Little Fires Everywhere (2020). SARAH C. REEVES, ACE Sarah C, Reeves is known for Westworld (2022), Invasion (2021), and Gotham (2018) Editing Dune: Prophecy In our discussion with DUNE: PROPHECY editors Amelia, Anna, Sarah and Mark, we talk about: Giving a "voice" to the sisterhood Keeping in ScriptSync The "agony" of building visuals Settling a score with Hans Zimmer Editorial resolutions The Credits Visit ExtremeMusic for all your production audio needs See what's new with Avid Media Composer Watch editor Joe Walker ACE and composer Hans Zimmer discuss their Oscar-winning work on DUNE. See Joe Walker ACE show you the secrets of how he builds scenes from the "sand" up in DUNE: PART TWO. Listen to Amelia Allwarden talk about her work on PEN15 and LITTLE FIRES EVERYWHERE. Subscribe to The Rough Cut for more great interviews with the heroes of the editing room Explore The Rough Cut on YouTube
In this week's episode of the Black Girl Nerds podcast, we have a 2-part episode welcoming comic book creators Denys Cowan and Michael Stradford and cast members from Dune: Prophecy. The featured cast are: Jessica Barden, Aoife Hinds, Edward Davis and Mark Addy. Segment 1: Graphic Samurai: The Art of Denys Cowan is the first comprehensive celebration of the work of this groundbreaking comic book artist. Cowan has left an indelible mark on characters like Batman, The Question, Black Panther, and Deathlok, and co-founded Milestone Media, introducing Hardware, Icon, Rocket and the comic and character that inspired the hit television show he would produce; Static Shock. These beloved characters would eventually find their way back into the DC Universe. Author and Gizmoe co-founder Michael Stradford joins us on the podcast. Host: Jamie Segment 2: Interviews featuring: Aoife Hinds (“Sister Emeline”), Jessica Barden (“Young Valya Harkonnen”), Edward Davis (“Harrow Harkonnen”) and Mark Addy (“Evgeny Harkonnen”) are conducted in this segment for the HBO series Dune: Prophecy. 10,000 years before the ascension of Paul Atreides, following two Harkonnen sisters as they combat forces that threaten the future of humankind and establish the fabled sect that will become known as the Bene Gesserit. Host: Stacey Yvonne Music by: Sammus Edited by: Jamie Broadnax
We have a quartet of brilliant guests for you this week as Billy Bob Thornton and Ali Larter join us to talk Taylor Sheridan's new show, Landman, on Paramount+ (18:01), and Bene Gesserit sisters Olivia Williams and Emily Watson also drop by to chat Dune Prophecy (45:43). Elsewhere, we head deep undercover with Michael Fassbender for star-studded espionage thriller The Agency on Paramount+ (59:47), head up North for Middlesborough set sitcom Smoggie Queens on BBC3 (1:13:56), and experience the cuckoobong extravaganza that is Mrs Davis on ITVX (1:23:51), which almost defies description. All that as we attempt to dodge Kay's lurgy as she spreads germs liberally around the studio.Note: time stamps are approximate as the ads throw them out, so are only meant as a guide. If you want to avoid this and would like the podcast entirely ad-free (as well as 12 hours early, with a second weekly show, and spoiler specials) then sign up to Pilot+ at empire.supportingcast.fm.
"We wrote spec scripts. We sat in a Borders bookstore with an out-of-date agent directory and wrote query letters," says Alison Schapker, remembering her earliest days trying to break into television. "It couldn't have been more cold calling than what we were doing." Alison Schapker is a television writer and producer who has worked on genre-defining shows like CHARMED and ALIAS, and most recently served as showrunner on WESTWORLD. Now, she's at the helm of DUNE: PROPHECY, one of science fiction's most anticipated series. DUNE: PROPHECY stars Emily Watson, Olivia Williams, and Travis Fimmel. The TV series, which is still mostly under wraps, is set in the 'Dune' universe which centers on the lives of the Bene Gesserit. In this interview, we explore the evolution from writer to showrunner, the challenges of adapting the beloved source material, crafting the perfect writers' room with a strict "no-asshole policy," and how therapy and management books shaped her approach to leadership. We also dive deep into the world of the Bene Gesserit and what it means to bring the enigmatic order's origins to the screen. Want more? Steal my first book, INK BY THE BARREL - SECRETS FROM PROLIFIC WRITERS right now for free. Simply head over to www.brockswinson.com to get your free digital download and audiobook. If you find value in the book, please share it with a friend as we're giving away 100,000 copies this year. It's based on over 400 interviews here at Creative Principles. Enjoy! If you enjoy the podcast, would you please consider leaving a short review on Apple Podcasts? It only takes about 60 seconds and it really helps convince some of the hard-to-get guests to sit down and have a chat (simply scroll to the bottom of your iTunes Podcast app and click “Write Review"). Enjoy the show!
In episode 1 of Dune: Prophecy, The Hidden Hand, all of the players are introduced and the board is laid out for what looks to be a violent and exciting journey following the politics and peril of the Bene Gesserit and the Imperium.Check out all of our amazing podcasts at https://www.strandedpanda.com/
Dive into the sands of Arrakis with Kit, Andy, and Steve as they review the premiere episode of 'Dune: Prophecy' on HBO Max, titled 'The Hidden Hand.' Set 10,000 years before Paul Atreides' rise, this new chapter in the Dune saga follows two Harkonnen sisters who lay the groundwork for the powerful Bene Gesserit. As they navigate the perilous politics and conflicts of their era, they play a pivotal role in shaping the destiny of humankind. Join us on 'Streaming Things' for an in-depth analysis of this expansive prequel to Frank Herbert's legendary universe. Don't miss our breakdown of the intrigues and alliances that forge one of the most influential sects in the Dune lore.00:00:00 - Introduction:Welcome to a new episode of Streaming Things, where we dive deep into the world of streaming content!00:04:17 - Overall Thoughts:Our hosts share their initial impressions and overarching thoughts on today's movie/TV episode.00:20:19 - Scene by Scene Recap:Join us as we break down the episode or movie scene by scene, offering insights and commentary.01:24:21 - Spice Melange Moments:The hosts list their top 3 moments of the episode.01:31:42 - Burning Truths:The hosts mention any easter eggs or lore callouts from the episode.01:35:20 - Lisan al-Gaib:The hosts recognize the talent they think delivered the best performance of the episode.Engage with Streaming Things:Merchandise: Check out our BRAND NEW Merch Store for the latest Streaming Things apparel and accessories.YouTube: Don't miss our visual content on Streaming Things YouTube channel.Website: Visit our official website for more updates and content.Connect with Us:Email: Send your feedback and questions to streamingthingspod@gmail.com.Instagram: Follow us @streamingthingspodofficial for behind-the-scenes content.Twitter: Stay updated with our latest tweets @StreamThingPod or follow Chris @moviesRtherapy.Fan Mail:Address: Send your letters and fan mail to:Streaming Things6809 Main St. #172Cincinnati, OH 45244Episode Sponsors:This episode is sponsored by BetterHelp. Get the support you need at betterhelp.com/streamingthings. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Abu and Leo continue their read-through of Heretics of Dune by diving deep into chapters 13-15. They unpack the many layers of Taraza's lesson and explore whether the Bene Gesserit are even human. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and chapters covered thus far. Read along with us by following the Heretics of Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content by becoming a Patron Show your appreciation and tip us by buying us a spice coffee Watch video versions of select episodes on YouTube Check out the custom-designed Dune swag on our merch store Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Abu and Leo continue their read-through of Heretics of Dune by diving deep into chapters 7-9. They look at the Tleilaxu through the lens of the Bene Gesserit and explore what we know so far about the mysterious Honored Matre. This episode contains NO SPOILERS beyond the books and chapters covered thus far. Read along with us by following the Heretics of Dune book club schedule Get ad-free episodes and bonus content by becoming a Patron Check out the custom-designed Dune swag on our merch store Watch video versions of select episodes on YouTube Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
993. This week, we cover the strategic use of sign language by the Bene Gesserit in the 'Dune' movies, including its importance in covert communication. Then, we look at the many words for 'father' and their historical and linguistic significance, from early baby talk to more formal terms for adults.Dune sign language supercut video: https://youtu.be/P912zjkVSgQ?si=vH8AN3kg_hw7cabqStan Freberg "Purfuit of Happineff" video: https://youtu.be/iOOQfGWt8Hc?si=pFF1YwbJWy-tVPwY&t=123The "Dune" segment was written by Gemma King. Senior Lecturer in French Studies, ARC DECRA Fellow in Screen Studies at the Australian National University. It originally appeared on "The Conversation" and appears here through a Creative Commons license.The father segment was written by Valerie Fridland, a professor of linguistics at the University of Nevada in Reno and the author of "Like, Literally, Dude: Arguing for the Good in Bad English." A version of the piece originally appeared on Psychology Today, and you can find her at valeriefridland.com.| Edited transcript with links: https://grammar-girl.simplecast.com/episodes/hotdog/transcript| Please take our advertising survey. It helps! https://podsurvey.com/GRAMMAR| Grammarpalooza (Get texts from Mignon!): https://joinsubtext.com/grammar or text "hello" to (917) 540-0876.| Subscribe to the newsletter for regular updates.| Watch my LinkedIn Learning writing courses.| Peeve Wars card game. | Grammar Girl books. | HOST: Mignon Fogarty| VOICEMAIL: 833-214-GIRL (833-214-4475) or https://sayhi.chat/grammargirl| Grammar Girl is part of the Quick and Dirty Tips podcast network.Audio Engineer: Nathan SemesDirector of Podcast: Brannan GoetschiusAdvertising Operations Specialist: Morgan ChristiansonMarketing and Publicity Assistant: Davina TomlinDigital Operations Specialist: Holly Hutchings| Theme music by Catherine Rannus.| Grammar Girl Social Media Links: YouTube. TikTok. Facebook. Instagram. LinkedIn. Mastodon.
Dan and Jordan wrap up their trek through Dune by discussing the second of the modern films, attempting to really get to the bottom of what the Bene Gesserit is up to.
Lara and Carey discuss Lara's Steve Buscemi getting punched in NYC as the punch epidemic continues, the trailer for the Dune prequel TV series, Carey finding his gender representation in the Bene Gesserit, and Sarah Paulson's revenge on the actress who tried to ruin her life. Back on The Valley, Jasmine calls out Janet's friend Simon for spying on Zack at Doute's James Mae event; Janet and Zack's tense phone call after this solidifies her decision for not inviting the #1 Gay In the Group. Jesse returns from his plant medicine weekend healed and donning a beanie, but Michelle doesn't seem convinced. The crew heads uip Big Bear for Janet and Jason's Babymoon (minus Zack), and immediately, Brittany's GERD rears its ugly head and the ladies take a sorrowful pontoon ride while the guys blackout on the beach. Back in LA, Doute and Luke have a deeply confusing couple's therapy session, and Kristen realizes that LA may not be the place for her, after all. Then, Jax confronts Michelle over the gossip that she had an emotional texting affair with a celeb, and Michelle makes a shocking confession.Buy tickets to the SUP SUMMER 2024 TOUR!Subscribe to Once Upon a Time in Nashville to hear the first two episodes dropping May 23rd.Listen to this episode ad-free AND get access to weekly bonus episodes + video episodes by joining the SUP PATREON.Be cheap as hell and get full-length videos of the pod for free by subscribing to the SUP YOUTUBE.Relive the best moments of this iconic podcast by following the SUP TIKOK. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
It's the end of the World as we know it… … but host Stuart feels fine about wrapping up his six-podcast exploration of Frank Herbert's epic science fiction saga with a look at the final novel, Chapterhouse Dune. Is the Bene Gesserit homeworld the perfect place to restart a worm farm after the wicked Honored Matres destroyed the original Arrakis deserts? Find out if the beef between the two most powerful Sisterhoods in the universe can be squashed when you Listen to the latest Now Playing Book Review.
It's the end of the World as we know it… … but host Stuart feels fine about wrapping up his six-podcast exploration of Frank Herbert's epic science fiction saga with a look at the final novel, Chapterhouse Dune. Is the Bene Gesserit homeworld the perfect place to restart a worm farm after the wicked Honored Matres destroyed the original Arrakis deserts? Find out if the beef between the two most powerful Sisterhoods in the universe can be squashed when you Listen to the latest Now Playing Book Review.