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Eco Medios Entrevistas
Alejandro Ditzend- Pte de Asoc. Arg. de Inteligencia Artificial @LAURASVERDLICK

Eco Medios Entrevistas

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 17:10


Alejandro Ditzend- Pte de Asoc. Arg. de Inteligencia Artificial @LAURASVERDLICK

Ecos del Vinilo Radio
Pearl Jam / Binaural | Programa 693 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 60:12


En este nuevo programa vamos a sumergirnos en el sexto álbum de estudio de Pearl Jam, Binaural, lanzado en el año 2000. Les comentaremos todas sus canciones y por sus características les invitamos a escuchar la emisión con audífonos: ¡Esto estará en calidad binaural! Presenta Ricardo Portman Escucharemos Breakerfall, God's Dice, Evacuation, Light Years, Nothing As It Seems, Thin Air, Insignificance, Of the Girl, Grievance, Rival, Sleight of Hand, Soon Forget y Parting Ways. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Política internacional para apressados

Na 18ª edição do PIPA News, você ouvirá sobre controledos EUA sob o petróleo venezuelano; a demorada, mas concretizada chegada daextrema direita no poder de uma região da Alemanha, marcando a primeiragovernança dessa ala política desde 1945; corte de relações diplomáticasentre Argélia e Emirados Árabes Unidos; Reunião dos BRIS na Índia; aerupção de um vulcão no estreito de Sunda, muito próximo de Jakarta e que podealiviar certas alterações climáticas do El Niño.Nas duas grandes guerras que acontecem hoje no cenáriointernacional, as atualizações são as seguintes:Gigantesco ataque israelense em um túnel do HezbollahComo a eleição da AfD pode impactar em um cessar-fogo naguerra do leste europeu.As referências para o episódio são as seguintes:Who is Germany's far-right AfDleader Alice Weidel?Extrema-direitafoi sempre forte em Saxónia-Anhalt, mas a sua nova dimensão eleitoralpermite-lhe tentar uma coligação para chegar ao poder | WatchSaxony-Anhalt - German, Prussian,Reunification | Britannicahttps://youtu.be/Z9OSt9vXogM?si=-dFI0YecHmz_H3J2https://youtu.be/nEx3BG3tFyY?si=U5Bm7QeZeTpjkrd4Israel says it has destroyed majorunderground Hezbollah basePresident Trump Secures the BiggestOil Deal in World History – The White House

Ecos del Vinilo Radio
The Black Crowes Top Ten | Programa 692 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 58:18


Nos vamos al terreno del rock sureño y a la última gran banda de este género, The Black Crowes, con los hermanos Chris y Rich Robinson como fundadores y pilares a lo largo de los años. Ricardo Portman comparte y comenta su Top Ten personal de los highlights del grupo norteamericano. Este programa llega como petición especial de nuestro seguidor destacado Ajari73. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Ecos del Vinilo Radio
The B-52's / Wild Planet | Programa 691 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Sep 3, 2026 42:43


Regresamos a Wild Planet, el segundo larga duración de los norteamericanos The B-52's, publicado en 1980. Ricardo Portman nos relata su historia. Escucharemos Party Out Of Bounds, Dirty Back Road, Runnin' Around, Give Me Back My Man, Private Idaho, Devil in My Car, Quiche Lorraine, Strobe Light y 53 Miles West of Venus + Bonus track. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Hey I Like That Game!
Frog Fractions

Hey I Like That Game!

Play Episode Listen Later Aug 29, 2026 92:17


Tony, Jake, and friend of the show Henry Birdseye talk about the experience that is Frog Fractions. We also talk about cartoons, Splatoon Raiders, Noita, Newgrounds, and Bug Porn. Patrick Klepek articleFrog Fractions 2 ARG timeline Got a game suggestion or want to join our Minecraft server? Reach out to us via Email or Twitch! Email: heyilikethatgame@gmail.com⁠Twitch: ⁠⁠⁠twitch.tv/heyilikethatgame⁠⁠⁠⁠⁠Heyilikethatgame.rocks⁠ #propagatethepodIt's OK to not be OK⁠

CineNerds Podcast
CineNerds 141 - Backrooms

CineNerds Podcast

Play Episode Listen Later Aug 28, 2026 69:16


CineNerds Podcast
CineNerds 141 - Backrooms (VIDEO)

CineNerds Podcast

Play Episode Listen Later Aug 28, 2026 69:16


Semana em África
Conferência da UA em Luanda e Referendo Constitucional na Guiné-Bissau

Semana em África

Play Episode Listen Later Aug 28, 2026 9:17


Abrimos o recapitulativo desta Semana em África com Angola cuja capital acolhe neste fim-de-semana a 21.ª Conferência Extraordinária da União Africana. Esta reunião, durante a qual Angola espera reforçar a sua posição preponderante em termos diplomáticos, será centrada no reforço da prevenção de conflitos e na transformação de compromissos políticos em metas, responsabilidades, financiamento e prazos concretos. Na Guiné-Bissau, este sábado é dia de reflexão antes de os eleitores serem solicitados neste domingo no âmbito do referendo sobre a nova Constituição adoptada pelo Conselho Nacional de Transição. Ao cabo de um pouco mais de duas semanas de campanha de sensibilização, os guineenses vão ter decidir se 'sim' ou 'não', validam este texto que, entre outros aspectos, alarga os poderes do Presidente da Republica. Acerca de outro pleito eleitoral, desta vez em São Tomé e Príncipe, soube-se esta sexta-feira que partidos e coligações foram habilitados pelo tribunal constitucional a concorrer às legislativas de 27 de Setembro, as formações tendo agora três dias para apresentar eventuais recursos. Também em São Tomé e Príncipe, o governo aumentou de 1.200 para 1.400 Dobras o valor da pensão mínima de aposentação. A medida foi anunciada a meio da semana pelo primeiro-ministro Américo Ramos. Em Moçambique, foi notícia a perseguição de que continuam a ser alvo moçambicanos na África do Sul, pais que é palco de ataques contra migrantes há cerca de cinco meses. Esta semana, chegaram relatos de tentativas de expropriações de moçambicanos em Joanesburgo. Também em Moçambique, neste últimos dias, soube-se que só nos primeiros seis meses deste ano, 21 crianças morreram devido à desnutrição crónica na província de Nampula, uma situação que preocupa as autoridades de saúde. Esta semana foi igualmente marcada pelos incêndios florestais no nordeste da Argélia com um balanço de pelo menos 12 mortos e mais de 50 feridos. Uma situação perante a qual as autoridades argelinas decretaram na quinta-feira três dias de luto nacional. Ainda relativamente à actualidade argelina, o primeiro-ministro do Mali efectuou uma visita a Argel, na segunda-feira, marcando mais um passo rumo a uma aproximação entre os dois países, depois de vários meses de tensão. O Mali debate-se com uma insurreição jihadista e, segundo observadores, poderá estar à procura de novos apoios. Em Cabo Verde, esta semana, o país despediu-se do engenheiro hidrogeológico, mas também antigo futebolista internacional e primeiro seleccionador nacional de futebol do arquipélago, Alberto Mota Gomes, que foi enterrado na terça-feira na cidade da Praia. Noutro quadrante e para concluir, nestes últimos dias, o município da Praia, capital do país, divulgou o seu projecto-piloto 'Praia limpa e circular' que se apresenta como uma aposta na mudança de mentalidade dos cidadãos em relação à gestão dos resíduos e à protecção ambiental.

Artes
Realizadora angolana Pocas Pascoal distinguida no Festival de Cinema de Locarno

Artes

Play Episode Listen Later Aug 25, 2026 20:21


A realizadora angolana Pocas Pascoal, foi distinguida a 9 de Agosto com o 'The Open Doors - OIF Francophonie Award', no âmbito do Festival de Cinema de Locarno na Suíça que decorreu de 5 a 15 de Agosto. Durante o festival, a cineasta, autora nomeadamente de fitas como 'Memórias de Infância' em 2000, ou ainda 'Alda e Maria' em 2011, projectou a sua curta-metragem 'Time to Change', um filme sob forma de denúncia do colonialismo e apresentou o projecto pelo qual foi premiada, em torno da figura da cineasta francesa Sarah Maldoror, conhecida designadamente por ter acompanhado em imagem a luta de libertação de Angola. Em entrevista à RFI, a realizadora, a viver em Portugal há cerca de nove anos, partilhou a sua alegria por ter sido distinguida, falou da sua experiência como cineasta em Portugal e também evocou o que pretende contar na fita sobre Sarah Maldoror. RFI: Como se sente com o prémio que recebeu em Locarno? Pocas Pascoal: Sinto-me muito bem! Acho que é um grande impulso também para a minha carreira, que já começou há muitos anos, mas continua a crescer. É um prémio que vai valorizar também o projecto que eu estou a escrever sobre a Sarah Maldoror, que vai de certeza permitir-me concluir o projecto que estou a escrever e espero eu que vai ajudar também a ter financiamentos. Portanto, eu acho que é assim uma coisa muito, muito importante, o que me aconteceu. Tive muita gente a contactar-me interessada no projecto depois deste prémio. Isto é um grande impulso. O Festival de Locarno em si, é um grande programa de encontro e que nos permite fazer contactos e relações que ficaram até para o resto da vida, de certeza. Portanto, já isso é muito, muito importante como festival, como plataforma mesmo de formação. Nunca aprendi tanta coisa sobre cinema em tão pouco tempo e nunca fiz tantos encontros em tão pouco tempo também. Portanto, o facto de estar no Festival de Locarno em 'Open Doors' já é um grande presente e um grande prémio, porque permite-nos projectar o meu projecto internacionalmente. Estive lá com o filme e, sim, há já algumas coisas que estão a avançar bem e penso que vamos assinar um contrato de co-produção. RFI: A curta-metragem que lhe deu essa chave para a próxima etapa é 'Time to Change'. O que é 'Time to Change'? Pocas Pascoal: É uma crítica à colonização, à colonização em geral, mas sobretudo à colonização portuguesa, que foi aquela que Angola viveu. Tento denunciar através deste filme aquilo que se passou. E faço uma ponte entre o passado e o presente, hoje, criticando a relação que os portugueses tiveram, que foi uma relação de repressão e de exploração. Em Portugal há uma mentalidade ainda que, infelizmente, continua. Continuam a pensar que a colonização portuguesa foi uma boa colonização, que foi uma colonização 'soft', que misturaram-se muito e que não foi assim tão grave. Mas foi grave, Foi muito grave. Este filme denuncia aquilo que foi a colonização e também denuncia o desequilíbrio dos ecossistemas que começaram naquele momento. Portanto, quando os portugueses chegaram, havia um equilíbrio, uma maneira de viver que os angolanos, o ser humano teve que modificar, teve que se adaptar àquilo que esses colonos quiseram que eles se tornassem. Mesmo a nível de habitação, a nível da arquitectura, tivemos que sair da nossa casa feita de madeira e de palha, que era uma coisa local. Houve várias coisas que se podem aprofundar em relação a isso e mudaram-nos completamente, a nossa maneira de ser, a nossa cultura, a nossa linguagem mesmo. A língua que tivemos que falar foi a portuguesa. E também a natureza, os animais. Para mim, esta alteração climática começou já nesse momento. Portanto, eu faço esta ligação do passado ao presente para denunciar as consequências desta colonização ainda hoje. RFI: Como é que é estruturado este filme? Portanto, é um filme que vai buscar imagens documentais. Por exemplo, uma imagem muito forte, muito simbólica, de caçadores. Pocas Pascoal: Eu utilizei imagens de arquivo no filme e não só. Também tem imagens dos dias de hoje. Essas imagens do caçador são imagens horríveis e acho que apercebemo-nos que naquela altura caçava-se muito de forma recreativa. Caçava-se para o homem se sentir mais forte, o mais forte do universo, mais forte do que os animais, mais forte do que o elefante, que é um animal gigante. Numa das fotografias, tem uns três caçadores com uns cinco ou seis Elefantes. é uma coisa horrível. E são animais que hoje em dia estão a desaparecer por causa disso. Por foram tão caçados às vezes só para poderem pôr um troféu na parede. E às vezes para poder se sentirem fortes. E para poderem utilizar o marfim. É uma coisa absurda, porque é uma mentalidade que infelizmente destruiu. E isto, acho que temos que tomar consciência. E lembrarmo-nos, continuarmos a lembrar o que foi e o que é que está a acontecer hoje. Portanto, é uma maneira para mim também de reavivar a memória. RFI: Falou da forma como Portugal encara o período colonial. Como é que ele é encarado em Angola? Pocas Pascoal: Ai, eu já não estou em Angola há 40 anos! E vou muito raramente a Angola. Seria difícil falar sobre este tema. Sei que em relação aos angolanos que estão na diáspora, é uma luta constante contra o racismo. Eu vivi vários anos em França e nunca vivi tanto racismo como vivo aqui em Portugal, infelizmente. Há coisas maravilhosas, mas há um racismo muito básico. Na verdade, é uma coisa que foi impregnada na mente das pessoas, que as pessoas negras são pessoas inferiores, que são pessoas que não têm instrução, que são pessoas que não têm meios financeiros, que são pobres também. Isto aconteceu-me. O racismo que eu tive aconteceu-me com várias pessoas de vários meios sociais. Por isso é uma coisa que está impregnada na mente das pessoas portuguesas e que não sai. E que eu acho que é um trabalho que se deve fazer. É um trabalho que talvez não tenha sido feito. Eu penso que não foi feito um trabalho que deve começar a nível das escolas, com as crianças, para tentar mudar esta mentalidade e é um trabalho político também. Eu acho que a Europa e Portugal, sobretudo, que é o país onde eu vivo, tem uma grande dívida com esses países que colonizaram. Mas esta dívida devia ser paga através de um trabalho de memória, de um trabalho de formação e de informação. É um trabalho que deve ser começado pelas crianças nas escolas, porque só a partir daí é que as mentalidades das pessoas brancas vão começar a mudar e a reconhecer que nós somos iguais. RFI: Como é que é fazer cinema em Portugal? Aquilo que acaba de me descrever também entra em linha de conta para a sua vivência em termos de trabalho? Pocas Pascoal: Claro, uma grande influência, infelizmente, é terrível. Eu vou contar-lhe uma coisa que eu por acaso falo muito raramente e não estou a falar do lado financeiro, porque o lado financeiro é realmente um problema com as mulheres, porque nós temos estado a lutar contra isso também. Eu faço parte de um grupo de mulheres no cinema que se chama 'Mutim' (Associação de Mulheres Trabalhadoras das Imagens em Movimento em Portugal). A 'Mutim' lutou muito para que haja nos júris do ICA (Instituto de Cinema e do Audiovisual) mulheres, que as mulheres sejam representadas também nos júris. Portanto, isto já muda muito, os financiamentos. E depois? Agora é chegar a mulheres negras, porque também é um problema de imaginar um filme onde só haja pessoas negras. Mesmo se eu não faço filmes só com pessoas negras, mas um filme onde haja uma maioria de pessoas negras, os júris podem ver aquilo muito mal. É um filme que não vai ter público. Um filme que vai ser mal distribuído, se calhar, porque se há uma mentalidade que ainda pensa que as pessoas negras não têm formação, não são instruídas, etc, no cinema também é uma coisa muito às vezes inconsciente. No cinema também, portanto, há uma luta contra isso. Há uma vitória pequenina, é verdade. Já se vê alguns filmes distribuídos nos cinemas com pessoas negras, mas são filmes americanos. É verdade. Negro e americano. Ok, já é melhor aceite. Mas o que eu queria contar há bocado é que aconteceu-me. Há uns anos atrás, fiz um telefilme. Fui convidada porque era uma mulher. E aceitei porque era uma oportunidade para mim de trabalhar na indústria portuguesa. Eu tinha acabado de chegar a Portugal e eu tinha feito um casting com pessoas negras, porque o filme passava-se nos subúrbios de Lisboa e aquilo foi uma luta. Foi horrível. Não consegui ter um casting só com pessoas negras. Foi uma luta terrível. Mas há um público e é um erro enorme, porque há um público, porque quando passa um filme na televisão com pessoas negras, as pessoas vêem os filmes. Há estatísticas, as pessoas vêm e é muito visto. Portanto, há um erro enorme em relação a isso. Isso também faz parte do trabalho para modificar isso. Faz parte deste trabalho, que é muito político e que as pessoas têm que fazer. Como eu disse há bocado, tem que começar nas escolas com as crianças, porque senão as coisas não vão mudar. RFI: Estava a mencionar o facto de ter também a expectativa de que o facto de ganhar esta visibilidade com este prémio também possa dar um impulso ao seu próximo projecto, que tem a ver com a figura da Sarah Maldoror, que faz a ponte entre a francofonia, porque ela era das Antilhas, com o mundo lusófono, uma vez que ela focou o seu olhar sobre a África lusófona, sobre Angola, sobre a Guiné-Bissau. O que é que a levou a interessar se por esta realizadora? Pocas Pascoal: É uma figura muito importante em Angola. Ela até é considerada angolana em Angola. Ela fez os dois primeiros filmes em Angola. A primeira vez que eu vi pessoas negras no cinema, era muito jovem, foi através de filmes da Sarah, o filme 'Sambizanga'. Portanto, eu era muito, muito jovem. Eu devia ter nove ou dez anos e foi a primeira vez que eu também começo a descobrir a história do meu país em relação à colonização. Eu tive a sorte de ter conhecido a Sarah. Eu estive com Sarah duas vezes. A primeira vez que eu ouvi a Sarah foi numa residência em França, na Normandia, onde a Sarah tinha a melhor amiga dela. Era proprietária da residência. Portanto, eu estava lá. Sarah veio visitar a amiga e eu conheci a Sarah. Eu era muito tímida naquela altura, portanto eu quase nem falei com ela. E a segunda vez que estive com Sarah, foi durante uma viagem para Angola. Nós fomos convidadas, várias pessoas foram convidadas, para um festival em Luanda. Acho que foi o segundo ano desse festival e a Sarah foi homenageada nesse festival. E como viajamos juntas, devem ter comprado os nossos bilhetes ao mesmo tempo. Estávamos sentadas uma ao lado da outra e foi muito engraçado. Fizemos sete horas juntas, uma ao lado da outra. Tivemos a oportunidade de conversar. A Sarah contou-me a história deste filme, que deveria ter sido o primeiro filme dela, a primeira longa-metragem ('Armas para Banta', Guiné-Bissau, 1970). E eu me interessei muito naquela altura. Interessei-me muito pela vida dela, porque tinha visto vários filmes feitos por ela. E, sobretudo, interessei-me muito por essa história, que é uma coisa de injustiça. A Sarah, que lutou a vida toda pela justiça social e pela igualdade de direitos. Este filme foi uma grande injustiça para ela. Eu nem sei se já tinha perguntado isso, mas o meu filme é sobre a Sarah nesse momento, quando ela vai à Guiné-Bissau, vai documentar a luta armada dos guineenses contra a colonização portuguesa. E ela, em vez de falar de um herói no filme, ela faz uma heroína. E quando ela volta para a Argélia, o filme não é aceite. Ela é expulsa da Argélia. Bom, estou a resumir, mas ela é expulsa da Argélia. E o filme lhe é retirado e desaparece até hoje. Portanto, eu interessei-me muito por este este momento da vida da Sarah, que também é o início da carreira dela. E também, para mim, é a oportunidade de falar dessas mulheres, porque ela vai filmar aquelas mulheres que foram realmente resistentes e estiveram na guerrilha durante muitos anos a lutar contra a colonização portuguesa. Portanto, para mim também, é a oportunidade de falar dessas mulheres. É claro que o foco é na Sarah e a Sarah interessa-me muito. Eu estudei muito, vi os filmes dela todos e interessam-me porque é uma pessoa que foi íntegra. Ela lutou a vida toda, fez mais de 40 filmes e através do cinema, ela lutou pela igualdade de direitos. Ela foi uma grande resistente. Ela foi uma grande activista e é uma para mim, um exemplo e uma referência de uma pessoa negra que conseguiu e sempre foi honesta com ela mesmo e com aquilo que ela fez. Íntegra. Portanto, para mim, é uma grande referência e um grande exemplo. E eu gosto do cinema dela. E também, eu penso muito no cinema dela, vejo filmes dela, quando faço os meus filmes. É uma grande referência. RFI: Essa história de Sarah Maldoror na Guiné-Bissau a tentar retratar as mulheres que participaram na luta de libertação e que foi um filme rejeitado. Isto, no fundo, também vai tocar na sua fibra feminista. Pocas Pascoal: Não vou generalizar porque a África é muito diferente, mas as mulheres em Angola são mulheres que foram muito valorizadas e que o são até hoje, que têm um grande poder na família e não só, também no trabalho. É claro que estamos a falar também de um sistema patriarcal. É evidente. Eu vivi depois da colonização, esta valorização das mulheres. As mulheres que lutaram contra a colonização portuguesa são mulheres que, muitas vezes, é verdade, pensando bem, são mulheres que ficaram na sombra. São mulheres que não foram muito faladas. Houve uma que se tornou heroína, mas falava-se muito pouco das mulheres. Portanto, a Sarah, ela tem este lado também feminista, mesmo se ela não se dizia feminista. Ela tem esse lado feminista porque ela, os personagens dela, no início da carreira dela, eram mulheres. Ela quis pôr em evidência as mulheres africanas, as mulheres negras, porque essas mulheres nunca eram os personagens principais nos filmes. Eu faço filmes sobre mulheres. É uma coincidência, mas porque são pessoas com quem eu me identifico mais facilmente, mais rapidamente, e são temas que me tocam imenso. RFI: Em que fase está? Pensa que este projecto em torno da Sarah Maldoror vai vingar quando? Pocas Pascoal: Francamente, eu penso que o filme agora e com este prémio também, que está a valorizar o projecto e que estava lá o Instituto de Cinema no Locarno, também eles viram, assistiram a isso, eu espero que não somente o ICA, mas outros fundos se interessem pelo projecto e já se estão a interessar. Espero rodar o filme em 2027 e espero que o filme em início de 2028 esteja acabado. Realmente, acredito que agora vai avançar rapidamente. Eu levei muito tempo a fazer pesquisa, vi e falei muito com as filhas da Sarah. Estive a tentar procurar qual era o melhor momento da vida da Sarah para eu poder pôr no cinema, porque não quis fazer um 'biopic' sobre a vida da Sarah, mas quis fazer sobre uma parte da vida dela que é enorme. O momento em que ela vai fazer este filme é o início da carreira dela também. Por isso passei muitos anos em pesquisa a tentar encontrar como é que eu ia falar sobre esta pessoa, que também não é muito fácil. Se seria documentário, ficção, falar desta pessoa que é uma pessoa que eu admiro muito e não me quero enganar. Portanto, acho que tenho um bom filme, foi aquilo que eu escolhi. Espero que nos próximos dois anos o filme esteja acabado. RFI: Tem outros projectos na forja ou é uma pessoa de um só projecto de cada vez? Pocas Pascoal: Não. Eu sou hiperactiva, portanto tenho vários projectos. Estou a acabar agora um filme, mas é uma curta também. Quando falo de hiperactividade não faço várias longas ao mesmo tempo, infelizmente. É uma questão financeira, mas enquanto estou à espera de financiamento para uma longa, estou a fazer curtas-metragens e tento fazer também instalações. Não faço muitas, mas tento participar em exposições e fazer instalações. E neste momento estou a fazer uma curta-metragem que, espero eu, estará nos festivais. Acho que no fim do ano já vou começar a mostrar o filme e também há uma curta-metragem feita com arquivos. Não vou revelar ainda a história porque ainda estou a montar e as coisas podem evoluir. Gosto de fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Convidado
Aproximação entre o Mali e a Argélia: "Os russos vão ter que sair, mais cedo ou mais tarde"

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 25, 2026 8:16


O primeiro-ministro do Mali efectuou uma visita a Argel, esta segunda-feira 24 de Agosto, marcando mais um passo rumo a um aproximamento entre os dois países, depois de vários meses de tensão. O Mali debate-se com uma insurreição jiadista e poderá procurar novos apoios, para além da presença da Africa Corps no seu território, que não tem sido muito frutuosa. O que procuram os dois países? Depois de vários meses de tensão, a Argélia e o Mali estão a dar passos no sentido de reforçar as suas relações. Várias iniciativas foram tomadas nesse sentido, sendo a mais recente a visita de trabalho do primeiro-ministro maliano, Abdoulaye Maïga, à Argélia. A visita centrou-se sobretudo nas questões de defesa e na cooperação em matéria de segurança entre os dois países. Como sinal desta normalização das relações, o Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, convidou o seu homólogo maliano, Assimi Goïta, para uma visita oficial à Argélia, cuja data ainda não foi definida. O Mali, à semelhança de outros países do Sahel, enfrenta uma insurreição jihadista. A capital maliana encontra-se sob bloqueio há vários meses, enquanto o norte do país está praticamente isolado do resto do território. A região regista uma forte presença do JNIM, um grupo islamista afiliado à Al-Qaeda, e do Azawad, um movimento rebelde tuaregue. Esta situação tem também provocado sérias dificuldades no transporte de combustível e de bens alimentares entre as diferentes regiões do país, que as autoridades malianas não conseguem conter apesar do apoio russo da Africa Corps, antiga Wagner. Face à instabilidade que se arrasta, o Mali vê-se forçado a procurar soluções alternativas a uma resposta armada?  Raúl Braga Pires: Começo por dizer que a Argélia é a verdadeira raposa deste deserto. E este deserto começou a ser negligenciado pela Argélia a partir do agravamento do estado de saúde do antigo presidente Abdelaziz Bouteflika. Até ontém, a Argélia tinha relações diplomáticas cortadas com o Mali, e tem atualmente relações cortadas com o Níger que terá que ultrapassar. Certamente que o próximo país com o qual a Argélia vai restabelecer relações diplomáticas será o Níger. De facto, aqui é um picar de tarefas na lista de coisas a fazer para pacificar o mais possível a região, para que o projecto de gasoduto [que atravessa parte do Sahel] avance sem grandes interferências, sem grandes custos adicionais de segurança, sem boicotes, etc. RFI: Portanto, aquilo que está a dizer é que existe um interesse subjacente ao objectivo de pacificação da região, que é o corredor para os hidrocarbonetos. Percebemos qual é o benefício que Argélia tira desta relação com o Mali. Mas para o Mali, porque é que o diálogo com a Argélia é tão estratégico? Raúl Braga Pires: Porque, salvo erro, foi em Janeiro deste ano que o ministro da Defesa foi assassinado a poucos metros do próprio Assimi Goïta, quando dormiam não muito longe um do outro na Academia Militar. Há desde logo esta questão, as coisas mudaram a partir do momento em que o sítio mais seguro do Mali foi atacado, teve vítimas e, no espaço de poucas semanas, ficou refém dos jihadistas. RFI: Mas como é que Argélia pode ajudar o Mali a lutar contra essa situação? Raúl Braga Pires: O Mali e o Níger são uma espécie de quintal da Argélia. De facto, este espaço gigantesco, que até ontem estava vazio e fora do jogo, não pode, no sentido da Argélia, ficar vazio. Quem se colocava melhor nesta posição era Marrocos. E percebe-se que aqui há, obviamente, um interesse económico. Os interesses são sempre económicos porque a segurança não tem preço. Mas a minha conclusão deste raciocínio todo é a seguinte: parece-me que este descongelar das relações entre o Mali e a Argélia é a primeira fase para tornar público o debate segundo o qual os russos vão ter que sair, mais cedo ou mais tarde. Porque já na altura do SergueÏ Prigojine tinha-se percebido que a substituição dos franceses não foi uma boa solução, e que a Wagner não veio melhorar nada. E este debate tem surgido em surdina, há mais de um ano e tem crescendo nos corredores e no espaço público. RFI: Portanto, acredita que Bamaco poderia vir a prescindir da presença da Africa Corps no seu território?  Raúl Braga Pires: Têm todo o interesse. E o próprio Vladimir Putin também tem todo o interesse em que estes homens estejam ocupados noutra prioridade que não o Mali. Na Ucrânia, eventualmente.   RFI: A insegurança no norte do Mali poderá também ser uma ameaça qualquer dia, senão atualmente, para a Argélia e, portanto, ser esta uma questão de defesa também interna? Raúl Braga Pires: Ah, sim, com certeza. Aqui convém dizer que a aliança entre jihadistas e tuaregues é algo de completamente contranatura. Só resulta agora porque os objectivos são comuns. Os tuaregues querem a independência do Azawad, no norte do Mali, e os jihadistas querem esse território para fazerem o seu califado. Mas, imaginemos que isso aconteça: depois da criação deste califado, os jihadistas vão querer islamizar aqueles com quem lutaram a seu lado e que são laicos. São muçulmanos, mas são laicos. O Mali e o a Argélia vão assinar um novo acordo em substituição do acordo de Argel que acabou de referir. E há interesse de ambas as partes em que seja uma negociação nova, com espírito novo, com um novo presidente e que seja benéfica para ambas as partes. RFI: Como é que outras potências olham para a situação? A França, por exemplo, que já não fala com a junta maliana há algum tempo, a Rússia com Africa Corps, mas também os outros países da Aliança dos Estados do Sahel, que são Burkina Faso e Níger. Raúl Braga Pires: Há uma inevitabilidade para a saída dos russos, a terem de ser substituídos por outros elementos, por outra tropa, por um outro contingente. Há outra questão: como dar vida à Aliança dos Estados do Sahel? E a prospectiva é: a Argélia aderir à Aliança dos Estados do Sahel e passar a ser o motor da economia do Sahel Ocidental, rivalizando com este projecto marroquino da Porta do Atlântico para o interior da África e, ao mesmo tempo, garantir a paz no Níger, que é fundamental em toda a região, mas específicamente no Níger porque é por onde passa o gasoduto argelino, no sentido da Nigéria.

Ecos del Vinilo Radio
Pirata Keith | Programa 690 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Aug 24, 2026 85:19


Dedicamos esta emisión a nuestro pirata favorito: Keith Richards. Ricardo Portman repasa al detalle gran parte del cancionero de Keef con The Rolling Stones. Si te llega al corazón este incorregible y fundamental sobreviviente del rock n' roll disfrutarás con este programa especial. Escucharemos Connection (1967), Salt Of The Earth (1968), You Got The Silver (1969), Happy (1972), Coming Down Again (1973), Memory Motel (1976), Before They Make Me Run (1978), All About You (1980), Little T & A (1981), Wanna Hold You (1983), Slipping Away (1989), The Worst (1994), Thru and Thru (1997), Thief In The Night (1997) y This Place Is Empty (2005). Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Grupo Risa
02:00H | 16 AGO 2026 | Grupo Risa

Grupo Risa

Play Episode Listen Later Aug 16, 2026 60:00


Marruecos detiene a 300 migrantes en un intento de entrada a Ceuta por Tarajal. En Ponferrada, dos mujeres fallecen en una riada. El incendio de la Niebla, el más grave de Andalucía, afecta a casi 40.000 hectáreas y desalojada a más de 300 personas. Granada sufre un terremoto de 5 grados y casi 100 réplicas; expertos alertan de un enjambre sísmico. En deportes, la liga de fútbol arranca con victorias del Alavés y Sevilla. España brilla en los europeos de atletismo con varios oros, bronces y platas. La gimnasia rítmica se proclama campeona del mundo, obteniendo el billete olímpico. Luján Argüelles repasa su trayectoria desde la radio hasta su éxito en televisión con "Password". Presenta su nuevo proyecto en Mediaset, "El camino de la verdad", y reflexiona sobre la maternidad no buscada y su impacto profesional, abogando por un debate social sobre la natalidad. Destaca su relación con Carlos Herrera, a quien considera su mentor.

De Primeira - Futebol Feminino
PFF DEBATE #206 - Reta final do Brasileirão feminino e Copa Africana

De Primeira - Futebol Feminino

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 58:16


O PFF Debate está de volta! No episódio #206, Rafael Alves e Taís Viviane debatem os principais acontecimentos das últimas semanas no futebol feminino. Destaques para o Campeonato Brasileiro, com definições na reta final da primeira fase; e a Copa Africana de Nações, que classificou Argélia, Camarões, Malawi e Marrocos para a Copa do Mundo.Contribua com um PIX: PixPlanetaFutebolFeminino@hotmail.comSite oficial: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://planetafutebolfeminino.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga no Twitter: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Planeta Futebol Feminino⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠De Primeira⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga no Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Planeta Futebol Feminino⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠De Primeira⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#FutebolFeminino⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Debate⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Live⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#WoSo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Analise

Ecos del Vinilo Radio
ABBA | Programa 689 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 60:25


Para esta nueva emisión nos vamos al norte, pero muy al norte, a Suecia específicamente, con un especial sobre uno de los grupos más exitosos del pop todos los tiempos: ABBA. Les estaremos contando la historia y compartiendo la decena fundamental de temas de Agnetha, Björn, Benny y Frida. Presenta Ricardo Portman. Escucharemos Waterloo, Mamma Mia, S.O.S., Dancing Queen, Knowing Me, Knowing You, Take a Chance on Me, Chiquitita, Voulez-Vous, The Winner Takes It All y Super Trouper. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Esportes
Copa Africana de Nações feminina reúne número recorde de seleções e vale vaga para o Mundial do Brasil

Esportes

Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 8:14


O Marrocos é palco neste mês de agosto da Copa Africana de Nações (CAN) feminina, maior competição de futebol do continente. Esta 14ª edição já entra para a história com um número recorde de equipes participantes, além de valer vaga para o Mundial do Brasil no ano que vem. Renan Tolentino, para a RFI em Paris No total, 16 seleções, divididas em quatro chaves, jogaram a fase de grupos do torneio, que entra agora no mata-mata. Ao lado de Malawi, Cabo Verde disputa pela primeira vez a CAN. Para a atacante Silviane Gomes, um dos destaques do time, a chance inédita de jogar o torneio transcende o lado competitivo e merece ser valorizada. “É um momento incrível. Falando francamente, é uma aventura humana. Eu nunca imaginei que um dia eu iria chegar até aqui, com a minha seleção, Cabo Verde. Então eu aproveito ao máximo”, celebrou Silviane. Sentimento compartilhado por sua companheira no ataque dos Tubarões Azuis, Evy Pereira, que marcou o primeiro gol da seleção caboverdiana na história da Copa Africana feminina. “Sim, é sempre bom entrar para a história. Estou muito feliz, mas eu estaria ainda mais feliz se o meu gol tivesse levado Cabo Verde à vitória (...) Mas eu estou contente mesmo assim e grata por essa oportunidade que me deram (...) Isso também faz parte do futebol”. Uma equipe em construção Única seleção de língua portuguesa na Copa Africana de Nações feminina, Cabo Verde não foi bem na fase de grupos e acabou não se classificando para o mata-mata. Mas a equipe conquistou o primeiro ponto de sua história no torneio ao empatar com Camarões, em 1 a 1, na última rodada. Eleita a melhor campo contra as camaronesas, a defensora Eleia Vieira valoriza a experiência adquirida durante sua estreia na CAN com a seleção caboverdiana. “Queremos corrigir o que precisa ser corrigido e, para a próxima competição, viremos com mais força. Vivi grandes experiências. É a primeira vez que piso neste palco. Levo uma experiência bem grande para o meu clube, para minha vida pessoal e momentos também que não vou esquecer jamais”, disse ela em entrevista ao repórter Marco Martins, enviado especial da RFI no Marrocos. O jornalista português, que acompanhou de perto a seleção caboverdiana direto de Casablanca, avalia os desafios que a equipe precisou driblar para alcançar a classificação inédita para a CAN e o que fica de lição para o futuro. “Antes de tudo, Cabo Verde tem que estar feliz pela participação. Como eu disse, essa seleção existe há apenas oito anos. A maior parte dessas jogadoras joga na segunda divisão portuguesa, mas não são profissionais em sua maioria. Outras jogam em Cabo Verde, onde também não há um campeonato profissional”, ressalta. “Essa seleção caboverdiana está sendo construída, mas ainda falta uma experiência de alto nível, ainda falta uma estrela, como a Chawinga no Malawi, que também está na sua primeira participação. Ela está acostumada a ganhar títulos com o Lyon, está habituada a disputar jogos importantes na Liga dos Campeões da Europa, na liga francesa. Falta talvez essa referência do lado de Cabo Verde para também inspirar as jovens jogadoras. Este grupo já vai inspirar as jovens caboverdianas a praticarem futebol, mas uma estrela também é importante, como Vozinha no futebol masculino”, analisa Martins. Domínio nigeriano Enquanto Cabo Verde era uma das estreantes, outra seleção é figurinha carimbada não só no torneio, como também no álbum de campeãs. Atual vencedora, tendo conquistado em 2025, a Nigéria tem incríveis 10 títulos em 13 edições, demonstrando um domínio absoluto na competição. Prova disso é que o país nunca perdeu uma final, tendo vencido todas desde que chegou à decisão pela primeira vez em 1998. Marco Martins aponta fatores extracampo que são determinantes para a Nigéria alcançar esse sucesso esportivo no continente. “É algo cultural, talvez. Desde a primeira edição, temos essas equipes presentes: África do Sul, Nigéria, Gana... são seleções cujas federações rapidamente apostaram no futebol feminino. Há seleções que são muito recentes, como Cabo Verde, por exemplo, que só existe oficialmente há oito anos. Quando olhamos para a Nigéria, ela ganhou seu primeiro título em 1998, ou seja, já estavam adiantadas desde essa época", detalha. "Então, esse avanço que a Nigéria tem faz com que ela consiga continuar a vencer a CAN várias vezes. Quando se tem essa vantagem de quase 20 anos em relação a outras seleções, não há mistério, trabalha-se bem. Várias jogadoras nigerianas estão em grandes ligas, como dos Estados Unidos, França, Espanha e Inglaterra, em campeonatos competitivos", explica o jornalista. Leia tambémZagueira da seleção brasileira, Tarciane mira Copa do Mundo de 2027 e fala da adaptação na França Além da equipe nigeriana, somente outras duas seleções levantaram o troféu da CAN feminina até hoje: África do Sul, em 2022; e Guiné Equatorial, em 2008 e 2012. Guiné não disputa esse ano. Na primeira fase, a seleção nigeriana avançou em segundo lugar no grupo C, atrás de Malawi, que joga sua primeira Copa Africana. Os outros classificados foram: Marrocos e Argélia no grupo A; Costa do Marfim e África do Sul, no B; e Camarões e Gana, no D. “As principais favoritas conseguiram se classificar. Além disso, tiveram outras seleções que fizeram um torneio interessante. Entre elas, a Argélia e o Malawi, que na sua primeira participação na CAN conseguiu avançar à próxima fase no grupo C, além de Costa do Marfim e Camarões”, sublinha Martins. De olho na Copa de 2027 no Brasil Este ano, a CAN tem uma importância para além do troféu de campeã africana. Isso porque esta 14ª edição também serve como eliminatórias para a Copa do Mundo de 2027, que será sediada no Brasil. As quatro equipes semifinalistas se classificam automaticamente para a competição mundial. Enquanto as quatro eliminadas nas quartas de final disputam entre si um torneio à parte que dará duas vagas na repescagem para o campeonato da Fifa. “Isso é muito importante para essas seleções. Porque ou conseguem vaga direta para a Copa do Mundo ou terão uma segunda oportunidade. Por isso, o mais importante para essas equipes era chegar às quartas de final, para poder ter essa oportunidade de ir ao Mundial no Brasil”. “Ir para a Copa é o expoente máximo no futebol feminino (...) Para as jogadoras, o Mundial ainda é muito acima das outras competições”, destaca Marco Martins. A final da Copa Africana de Nações feminina é no próximo domingo (16), às 16h (horário de Brasília), em Rabat, no Marrocos. Leia tambémEm Paris, Formiga e Michael Jackson dizem o que falta para o futebol feminino decolar no Brasil

Ecos del Vinilo Radio
Lou Reed / Perfect Day | Programa 688 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 14:41


Regresamos al álbum clásico Transformer de Lou Reed del año 1972 y específicamente a ese tema definitivo, emocionante y atemporal: Perfect Day. Ricardo Portman nos cuenta su historia. Escucharemos Perfect Day, Perfect Day (acoustic demo) y Walk on the Wild Side. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Med Tech Gurus
Why Great MedTech Doesn't Get Adopted

Med Tech Gurus

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 31:54


Why do breakthrough medical technologies still fail to get adopted? In this episode of Med Tech Gurus, we sit down with David Neale, Co-Founder and CEO of Argá  MedTech, to explore what it really takes to bring a differentiated cardiac technology from concept to clinical adoption. Argá is advancing next-generation pulsed field ablation (PFA) for the treatment of atrial fibrillation, with early data showing 100% procedural success, strong safety, and high lesion durability. But as David explains, great clinical data alone isn't enough. Drawing on decades of experience in cardiac rhythm management, David shares why so many promising technologies fail—not because of engineering, but because they ignore physician workflow, hospital operations, and real-world usability. From designing a single, multi-configurable catheter platform to simplifying complex EP lab environments, Argá's strategy is built around one principle: innovation must fit the workflow to win adoption. We dive into lessons from first-in-human trials, the importance of disciplined execution, and why companies must design for three critical stakeholders: clinicians, operational teams, and administrators. David also shares practical insights on site selection, physician alignment, and how to move from strong data to real-world adoption. If you're interested in cardiac electrophysiology, pulsed field ablation, MedTech commercialization, clinical trials, or healthcare innovation, this episode delivers a powerful playbook for turning technology into adoption.

Convidado
Analista alerta que imagens de Ceuta podem “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 4, 2026 17:19


As imagens de milhares de pessoas a chegarem a Ceuta podem contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza”, considera a investigadora Maria Ferreira. A professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa sublinha que o que aconteceu no enclave espanhol no norte de África alimenta “a representação discursiva muito utilizada pelos partidos de direita radical da grande invasão” e alerta que essa narrativa já entrou na agenda política dos partidos moderados que vão “cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios”. “O que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”, diz Maria Ferreira, mas, até agora, o que esta crise revelou é essa falta de solidariedade. A chegada a Ceuta, na semana passada, de milhares de migrantes desencadeou uma crise diplomática entre Espanha e os parceiros europeus mais críticos em relação à política de migração do Governo do socialista Pedro Sánchez. O líder espanhol lamentou a falta de solidariedade dos parceiros europeus, lembrou que Espanha controlou a sua fronteira em 48 horas e que repatriou a quase totalidade dos migrantes. Mesmo assim, 22 Estados-membros pediram uma reunião de emergência de ministros do Interior, esta terça-feira, em que participam também governantes dos países que não pertencem ao bloco da UE mas que integram o espaço Schengen, como a Suíça, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. A liderar esse movimento esteve a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que foi rápida a suspender o tratado de Schengen por causa de Ceuta, tendo no horizonte a campanha eleitoral italiana de 2027. De recordar que, segundo a Frontex, entre 2021 e 2026, a Espanha registou metade das entradas irregulares de migrantes do que Itália, mesmo sendo o único Estado-membro com uma fronteira terrestre com África. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, que alerta que esta situação pode contribuir para “normalizar a ideia de uma Europa Fortaleza” e sublinha que “o que seria desejável era que se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen”. O problema é que esta crise parece revelar precisamente essa falta de solidariedade, três anos depois de a União Europeia ter ajudado Itália durante a crise migratória de Lampedusa. RFI: O que se espera da reunião desta terça-feira? Maria Ferreira, Investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa: “O que seria desejável era que hoje se encontrasse um princípio de solidariedade entre os Estados-Membros, nomeadamente os Estados-Membros que pertencem ao espaço Schengen. No passado, essa solidariedade permitiu, de alguma forma, que se ultrapassassem as anteriores crises migratórias que foram fustigando as fronteiras externas do espaço Schengen. O que se está a passar neste momento é que Ceuta e Melilla estão a surgir como as cadeias mais fracas da vasta rede que é formada pela fronteira externa do espaço Schengen. E como as questões migratórias estão na agenda não só dos partidos populistas de direita radical, mas também na agenda dos partidos do centro, quer de centro-esquerda quer de centro-direita, os Estados, perante aquelas imagens que percorreram os media e as redes sociais, sentem necessidade de dar resposta perante as suas próprias populações e não parecerem vulneráveis àquele tipo de, digamos assim, violação das fronteiras externas do espaço Schengen.” Está a haver, de certa forma, uma instrumentalização da situação em Ceuta por parte dos governos populistas do resto da Europa? “Não só por parte dos governos populistas. Há que notar que é verdade que as questões migratórias e as questões do asilo - que são coisas distintas, muito embora os partidos populistas de direita radical tendam a não distinguir estes dois factores - são um importantíssimo elemento da agenda política dos partidos radicais de direita populistas, mas há um efeito de contágio para as agendas mesmo dos partidos mais moderados de centro-direita e de centro-esquerda e dos governos mais moderados de centro-esquerda e centro-direita, que muitas vezes estão em coligação com partidos de direita radical ou que, de alguma forma, têm uma posição muito frágil e dependem dos partidos de direita radical - como por exemplo, acontece com a AD e o Chega [Portugal]. Por isso há aqui um efeito de contágio entre os partidos de direita e os próprios partidos que normalmente eram moderados e que tinham uma posição de maior equilíbrio em relação às migrações, mas que hoje têm que responder perante as suas populações e têm que responder perante o medo crescente da população europeia em relação àquilo a que se chama ‘a grande substituição' e aos fluxos que vêm de outros continentes, de outras culturas, e acabam por cavalgar a onda do alegado perigo dos fluxos migratórios que é uma representação discursiva, mas que acabou por ser confirmada por aquelas imagens que nos chegaram nos últimos dias de Ceuta e que vêm, de alguma forma, corroborar a imagem tradicional que é muito utilizada pelos partidos de direita radical da ‘grande invasão', da onda que vem do mar, da onda que vem de uma cultura diferente do Islão e que - dizem - nos vem de alguma forma assaltar e pôr em causa o nosso estilo de vida.” A reunião de hoje, que decorre por videoconferência, surge depois de uma carta assinada por 22 Estados-membros do bloco europeu, não subscrita por Portugal. Esses países lamentaram o que chamaram de “imigração descontrolada”, que constituiria uma “ameaça para a Europa”. Também chegaram a propor a exclusão de Espanha do espaço Schengen, a zona de livre circulação na Europa. É possível excluir a Espanha do espaço Schengen? Ceuta e Melilla pertencem ao espaço Schengen? “Ceuta e Melilla têm um estatuto específico dentro do espaço Schengen porque não é possível haver livre circulação entre os territórios de Ceuta e Melilla e o território continental espanhol. Não é possível à União Europeia excluir um Estado do espaço Schengen. Já foi feita uma proposta pela Comissão Europeia de ser a Comissão Europeia a decidir quando e em que circunstâncias se pode suspender do espaço Schengen. Essa proposta foi vetada, curiosamente, pelos parlamentos nacionais da União Europeia que invocaram o princípio da subsidiariedade e não deixaram que o poder de suspender um Estado do espaço Schengen coubesse à Comissão Europeia. Portanto, esse poder permanece nas mãos dos Estados e só um Estado pode decidir se uma determinada circunstância é grave o suficiente para que esse Estado tome a decisão de suspender o espaço Schengen e reinstaurar o controlo externo das fronteiras. No caso de Ceuta e Melilla, o governo espanhol não precisa de tomar essa decisão porque têm um estatuto especial dentro do espaço Schengen e isso é confirmado por documentos da própria União Europeia. A Espanha não precisa de suspender a livre circulação no espaço Schengen porque não há a possibilidade de haver livre circulação entre esses dois enclaves e o território continental espanhol. Ou seja, há verificação de documentos de identificação entre esses dois territórios que são autónomos e o território continental espanhol, exactamente porque se considera que Ceuta e Melilla são, digamos assim, os elos mais fracos de uma cadeia muito vasta que são as fronteiras externas do espaço Schengen. E como a robustez dessa cadeia depende da robustez dos elos mais fracos, a Ceuta e Melilla foi-lhes concedido este estatuto especial e não há possibilidade de se entrar no espaço continental espanhol e logo no espaço Schengen através de Ceuta e Melilla. E é por isso que a reacção italiana ou a reacção finlandesa ou mesma a reacção francesa noutro grau não têm grande sentido porque não é possível aos migrantes, como aliás se viu, entrarem no território continental espanhol via Ceuta ou via Melilla e depois passarem a circular livremente no espaço Schengen de forma regular. Não quer dizer que isso não aconteça de forma ilegal ou irregular, mas de forma regular isso não pode acontecer até porque nem Itália nem a Finlândia fazem fronteira directa com a Espanha, só França e Portugal é que estariam nessa situação. Por isso, a reacção, sobretudo italiana, quer de outros Estados europeus, não faz sentido no quadro das próprias leis do regime de Schengen.” Alguns analistas sugeriram que Marrocos poderia ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre Espanha, que recentemente melhorou as suas relações com a Argélia. As autoridades espanholas, por sua vez, responsabilizaram redes criminosas de difundir boatos sobre a questão do Tribunal Supremo Espanhol sobre a imigração. Qual é que é concretamente a política migratória espanhola? Pedro Sánchez tem uma visão diferente do resto dos europeus, uma visão mais aberta para acolher os migrantes? “Tem uma visão que é, ao mesmo tempo, mais humanista porque trata os migrantes como seres humanos, o que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos populistas de direita radical - e chamo a atenção que hoje saiu a notícia de que o governo espanhol está já atento ao facto de grande parte destes imigrantes serem menores não acompanhados e terem que ser, por exemplo, reintegrados em centros de acolhimento - mas também tem uma perspectiva particularmente pragmática porque com o envelhecimento demográfico nós sabemos que a Europa e a União Europeia precisa de mão-de-obra. E se nós ouvirmos os testemunhos destes jovens que fizeram a travessia, muitas vezes eles dizem: ‘Nós temos skills, nós temos profissões, nós temos coisas para dar aos europeus, nós podemos trabalhar'. A Europa precisa dessa mão-de-obra laboral, algo que muitas vezes é esquecido na retórica dos partidos de extrema-direita que rejeitam este tipo de fluxos migratórios, sabendo, por exemplo, que em Portugal, no sector da construção, há uma grande necessidade de mão-de-obra. Agora, não podemos pôr só o foco de análise nos governos europeus. O governo de Marrocos tem aqui um papel fundamental porque, de alguma forma, fechou os olhos a este fluxo massivo para Ceuta, porque tem problemas internos de desemprego, de instabilidade social que nós, quando olhamos para a questão migratória no sul da Europa, tendemos a esquecer. Portanto, não podemos olhar só para as políticas migratórias italiana, francesa, portuguesa e neste caso, espanhola. Também temos que olhar para os vectores que vêm do sul, ou seja, para os problemas que os países como Marrocos ou como a Argélia têm. E não estou só a falar de problemas de política internacional que têm a ver, por exemplo, com os acordos entre Espanha e Argélia que teriam beliscado a relação com Marrocos. Estou a falar de problemas de segurança humana, de escassez de recursos para manter a população. E é claro que essa pressão sentida por Marrocos faz com que estes países facilitem o trânsito, sobretudo de jovens que não conseguem empregar e que não conseguem integrar nas suas sociedades, para os países europeus. Temos que ter aqui uma análise, penso eu, mais abrangente. Olhar não só para as nossas necessidades enquanto país de acolhimento, mas também para as necessidades dos países que são a origem dos fluxos migratórios e é aquilo que a União Europeia tem estado a fazer nos últimos anos, e tentar eliminar as raízes dos fluxos migratórios, sobretudo ilegais, nos países de origem. E não nos esqueçamos que daqui a quatro anos e meio, Marrocos vai também organizar com Portugal e Espanha, o Campeonato do Mundo de Futebol e, portanto, vão aqui existir dinâmicas de fluxos migratórios possivelmente mais intensas e esta questão vai ser recorrente, mesmo que Espanha agora consiga reenviar para Marrocos como está a fazer com grande parte destes fluxos migratórios, esta questão será sempre recorrente. Como nós vimos, basta uma notícia começar a correr nas redes sociais de que haverá uma maior facilitação por parte de Espanha, uma perspectiva mais favorável em relação aos fluxos migratórios, para esta questão poder ser recorrente e poder ocorrer mais vezes.” O que aconteceu em Ceuta, com estes milhares de pessoas a tentarem entrar a nado, pode fechar ainda mais as portas da Europa? “Vem, no fundo, normalizar a ideia da ‘Europa Fortaleza', a Europa que mesmo estando com uma situação de inverno demográfico, não está disponível para aceitar fluxos migratórios que venham de países pobres e, sobretudo, fluxos migratórios que venham de países com práticas religiosas e práticas culturais muito distintas das nossas. Aqui a questão é que os partidos populistas de extrema-direita conseguiram normalizar a ideia de que os fluxos migratórios que vêm, por exemplo, do Norte de da África ou que vêm do Médio Oriente, mas sobretudo do Norte de África, são fluxos migratórios cujo objectivo é substituir a população nativa europeia, que - dizem - têm uma religião diferente porque têm práticas culturais diferentes, por isso são um perigo para a nossa sobrevivência enquanto cultura. Esta é uma ideia que não circula só nos partidos de direita radical, é uma ideia que foi internalizada pelos partidos de centro-direita e de centro-esquerda, sobretudo centro-direita, e que se está a tornar recorrente, não só a nível dos Estados como também ao nível da União Europeia. Repare que a Comissão, nas suas políticas de integração de migrantes, aconselha aos Estados que façam uma triagem da população migrante que quer efectivamente integrar nos seus Estados. Ou seja, a própria Comissão Europeia sinaliza aos Estados que prefere a integração, por exemplo, de migrantes altamente qualificados vindos de Estados que não coloquem uma ameaça existencial à sobrevivência daquilo que se considera ser a cultura europeia. Isto é um anátema porque a cultura europeia sempre foi mestiça, sempre foi feita de trocas, de interculturalidade, mas isto é obliviado por esta ideia da ‘grande invasão'. Ainda ontem eu ouvia comentários de analistas insuspeitos do centro a dizer que há uma vontade dos líderes religiosos islâmicos de colonizar a Europa. Isto não é dito por líderes de partidos de extrema-direita, é dito por analistas de política internacional, insuspeitos, de centro. Portanto, é uma ideia de que ‘a grande invasão' está em marcha e que, a longo prazo, o objectivo é voltar a colonizar certas áreas da Europa, por exemplo, a Península Ibérica, que já foi uma área islâmica.” Há um pacto de migrações e asilo da União Europeia. O que é que diz este pacto e as políticas migratórias de cada Estado-Membro são diferentes? “As políticas migratórias de cada Estado-Membro são muito diferentes porque na União Europeia está proibida a harmonização de políticas de integração. A União Europeia só tem políticas migratórias no que toca ao controlo das fronteiras externas, nomeadamente das fronteiras de Schengen. A União Europeia, porque não tem competências no campo das leis da nacionalidade, não pode interferir nas regras que cada Estado define para a integração de migrantes e está muito bem definido no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia que a União Europeia não pode harmonizar nenhum tipo de regulamento que tenha a ver com integração de migrantes. O que significa que os Estados têm uma grande margem de manobra para definir as suas políticas migratórias internas porque a União Europeia só intervém na gestão das fronteiras externas e faz - isso é muito visível no tratado sobre o funcionamento da União Europeia, nas regras do espaço, liberdade, segurança e justiça - faz uma divisão muito vincada entre os cidadãos europeus e aquilo a que se chama os nacionais de países terceiros. Portanto, os Estados-Membros sentem-se com margem de manobra - e vão sentir que esta regra da não harmonização das políticas de integração vai prevalecer no futuro – sentem-se como margem de manobra para poderem definir as suas políticas migratórias. A União Europeia, no fundo, tem muito poucas competências para além da gestão do controlo do espaço Schengen no campo da migração e do asilo. Tem algumas competências no campo do acolhimento dos migrantes, mas o verdadeiro cerne das competências de migração e de integração - aqui as políticas de integração são fundamentais - está nas mãos dos Estados.”

Ecos del Vinilo Radio
Red Hot Chili Peppers / By The Way | Programa 687 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 77:01


Regresamos a una de las últimas bandas históricas en activo: Red Hot Chili Peppers, para profundizar en los sonidos del álbum By The Way de 2002. Ricardo Portman nos cuenta su historia. John Frusciante: “By the Way ha sido uno de los momentos más felices de mi vida”. Escucharemos By The Way, Universally Speaking, This Is the Place, Dosed, Don't Forget Me, The Zephyr Song, Can't Stop, I Could Die for You, Midnight, Throw Away Your Television, Cabron, Tear, On Mercury, Minor Thing, Warm Tape y Venice Queen. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

49W
ABD, Venezuela'ya Neden Saldırıyor?

49W

Play Episode Listen Later Jul 30, 2026 68:54


ABD, Venezuela ve Venezuela Devlet Başkanı Maduro'dan ne istiyor? Bu video kripto para alım satım platformu Stablex'in katkılarıyla sizlerle!Takvim yaprakları 1 Eylül 2025'i gösterdiği esnada ABD, Karayip Denizi'nde beklenmedik bir dizi aksiyona girişti. Venezuela açıklarında ilerleyen bir dizi balıkçı teknesine herhangi bir ihtar vermeden insansız hava araçlarıyla saldırdı. ABD Başkanı Trump, uyuşturucu madde taşıdıkları gerekçesiyle saldırıyı gerçekleştirdiklerini açıkladı.Çok geçmeden hedef ''uyuşturucu taşıyan birkaç gemiden'' doğrudan Venezuela rejiminin kendisine yöneltildi. Maduro'nun başına konan hedef 50 milyon dolara çıkarıldı. CIA'ye Venezuela içerisinde operasyon yapma yetkisi verildi. Tansiyon hızla yükseldi. ABD, Panama'yı 1989 yılında işgal ettiği süreçten beri en kalabalık donanma varlığını Karayip Denizi'ne yığarken Maduro ise herkese seferberlik emri verdi.Peki bütün bu tansiyonu yükselten sebep ne? ABD, Venezuela'dan ne istiyor? Argümanları tersine sararak inceleyen Yaşar, buzdağı anolojisinden yola çıkarak ABD'nin Venezuela politikasını inceliyor. Uyuşturucu, petrol ve Latin Amerika'da Çin nüfuzunu teker teker inceliyor. Bizleri, kokain ticaretinden 300 milyar varillik petrol varlığına, Latin Amerika'daki Çin varlıklarından ABD'nin Monroe Doktrini'ne uzun bir yolculuğa çıkarıyor.00:00 - Giriş01:53 - 1 Eylül 2025'ten Beri Yaşananlar08:06 - ABD'nin Uyuşturucu Argümanı Analizi15:54 - ABD'nin Venezuela Petrolüne Talebi18:01 - CITGO Hikayesi19:08 - Hegemonya Savaşları ve Enerji Mücadelesi24:41 - Gerçek Sebep: Jeopolitika25:54 - Monroe Doktrini29:45 - Chavez Sonrası Venezuela - ABD İlişkileri33:03 - Latin Amerika'da Çin Rüzgarı38:00 - ABD'nin Latin Amerika'dan Çin'i Kovma Stratejisi45:44 - Venezuela ABD İç Siyasetinde Neden Önemli?50:02 - Gelecek Senaryoları1:03:00 - Venezuela Hikayesi Dünyaya Dair Ne Söylüyor?1:08:11 - Kapanış

ThePrint
ThePrintPod:1 RAF personnel fired 2 shots of anti-riot gun on protestors on Delhi DCP's order, police DD entry shows

ThePrint

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 2:31


According to sources, the Deputy Commander of RAF was in charge of the unit that used the ARG to fire pellets. It was a standalone instance of an anti-riot gun being used, it is learnt.  

49W
Yargı Siyaseti Nasıl Dizayn Ediyor? Lula, Georgescu, İmamoğlu ve Le Pen'in Hikayesi

49W

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 44:37


49W'nun bu bölümünde mercek altına alınan konu popüler ve müesses nizam dışı siyasetçilerin yargı eliyle tasfiyesi. Brezilya'da Lula, Türkiye'de Ekrem İmamoğlu, Fransa'da Le Pen ve Romanya'da Georgescu son yıllarda yargının oyunun dışına ittiği siyasetçiler oldular. Bu dava süreçleri yargının siyallaşması olarak değerlendirildi.Bu tip siyasetçiler ya basit ya da ucuz diyeceğimiz suçlardan ya da rakiplerine uygulanmayan kararlardan mahkum oldular. Peki siyasetçilere herhangi bir ceza vermemek mi gerekiyor, siyasi yasak davası anti-demokratik mi, yargı gerçekten bağımsız hakem rolünde mi, toplumun kanıksadığı suçları sırf siyasi rekabet zarar görmesin diye görmezden mi geleceğiz gibi sorular ve daha fazlası bu videoda.00:00 - Giriş01:07 - Lula'nın hikayesi10:35 - Georgescu'nun hikayesi14:36 - Ekrem İmamoğlu'nun hikayesi 18:43 - Le Pen'in hikayesi 26:13 - Lawfare 29:10 - Ekrem İmamoğlu'nun yargı sürecinin zamanlaması31:44 - Argümanları karşılaştırma35:20 - Gramsci ve Althusser41:03 - Yargı neden yeni tasfiye aracı oldu?

Ecos del Vinilo Radio
Depeche Mode / Violator | Programa 686 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jul 21, 2026 58:11


A petición de nuestros oyentes vamos a dedicar el programa a una banda de las grandes: Depeche Mode, y su álbum clásico, Violator. Presenta Ricardo Portman. Escucharemos World In My Eyes, Sweetest Perfection, Personal Jesus, Halo, Waiting For The Night, Enjoy The Silence, Policy Of Truth, Blue Dress y Clean + Bonus tracks. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Spooko
317. CH/SS feat. Mark Bonanno

Spooko

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 54:32


Aunty Donna's Mark Bonanno joins us to chat analogue horror, obscure VHS boardgames, and recap the unrecappable: a mysterious 2016 ARG called "CH/SS".Follow Spooko on Insta: @_spooko_Join the Feel Bad Club on our discord: https://discord.gg/mJAJYCChGyAnd if you're keen for more Peach and Shag, check out our OTHER pod (it's about Gordon Ramsay): @peachandshagsnightmaremethodOh, and pls drop a review if you've been listening for a while!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jason & John
J&J Show - Hour 2 Friday 7/17/2026 - Dan Wolken Joins LIVE from ACC Media Days, Coach Norton Hurd Joins LIVE from Peach Jam, & We Discuss the Matt Miller Situation

Jason & John

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 41:14


Dan Wolken LIVE from ACC Media Day on UNC, Dabo Swinney, VA Tech, Protect College Sports Act, the Grizzlies and Summer League, ARG v ENG, and LeBron; Coach Norton Hurd IV Joins us LIVE from Peach Jam to Discuss Team Thad Fighting for an Elite 8 Spot! New Reporting on the Allegations Against ESPN's Matt Miller.

Grant and Danny
Full Show: July 16th, 2026 -- Analyzing Commanders' Offensive Talent

Grant and Danny

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 159:59


2 Grant is back from Philly / The lack of open training camp dates is disappointing 25 Ovi wants to score 1000 goals…that means more than 1 more year? 45 Are you okay with more than 1 more year of Ovi? 3 Jared Dubin, CBS Sports NFL 25 Position Group of the Day -- Tight End 45 Double Play 4 Beltway Blitz 4:05 – Wes Hall / Wizards 4:10 – Andrew Golden / Nationals 4:15 – Michael Phillips / Commanders 25 PFF Ranks Bill at 30 amongst projected starting RBs…seems crazy? 45 Kenny Smith has high expectations for AJ Dybansta 5 Commanders Uniform schedule dropped 25 Danny wants them to wear the white jerseys at home more 45 World Cup Final is set / Spanish call from ARG go-ahead goal was incredible 6 The Coldplay “Couple” went viral one year ago today / The Odyssey debuts tonight / Quarterback Season 3 reactions

Sexto Continente por Mons. Munilla
Sexto Continente 2026-07-13 (Miguel Angel Blanco – Afirmaciones Mons. Argüello desata iras Sr. Bolaños)

Sexto Continente por Mons. Munilla

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 57:12


+ Reflexiones éticas en torno al aniversario del asesinato de Miguel Angel Blanco. Testimonio de la viuda de José Javier Múgica, asesinado en Leitza hace 25 años. + Una conferencia de Mons. Argüello sobre la crisis antropológica, presidente de la CEE desata las iras del Sr. Bolaños, vicepresidente del Gobierno de España. + Preguntas de los oyentes

Ecos del Vinilo Radio
Fleetwood Mac / Green Blues | Programa 685 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 53:17


Regresamos al álbum debut de Fleetwood Mac, cuando el gran Peter Green era su líder y motor. Esto que van a escuchar es uno de los discos más auténticos del blues de todos los tiempos, publicado en 1968. Ricardo Portman presenta y nos cuenta su historia. Escucharemos My Heart Beat Like a Hammer, Merry Go Round, Looking for Somebody, No Place to Go, Shake Your Moneymaker, Cold Black Night, Long Grey Mare, Hellhound on My Tail, My Baby's Good to Me, I Loved Another Woman, The World Keep on Turning, Got to Move + Bonus track. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Ecos del Vinilo Radio
The Rolling Stones / Let It Bleed | Programa 684 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 59:01


Estamos en un tiempo de estrenos de The Rolling Stones, que regresan con un nuevo disco titulado Foreign Tongues y para celebrarlo retornamos a un clásico absoluto: Let It Bleed de 1969. Ricardo Portman nos cuenta su historia. Escucharemos Gimme Shelter, Love In Vain, Country Honk, Live With Me, Let It Bleed, I Don't Know Why, Midnight Rambler, You Got The Silver, Monkey Man y You Can't Always Get What You Want + Bonus tracks. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

The Farm Podcast Mach II
Strange Tales From the Beltway: A MAGA PSYOP As An MKULTRA Hearing

The Farm Podcast Mach II

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 94:23


MKULTRA hearing, CIA, MKOFTEN, the different behavior modification programs, the US Military's role in behavior modification programs, Gordon Thomas, what is truth?, House Oversight Committee, Task Force for the Declassification of Federal Secrets, the Dems and MAGA on the Task Force, Anna Pualina Luna, Tim Burchett, the Task Force's links to Ufology, the timeline for the hearing, Luna's claims about the CIA taking back MKULTRA documents from the DNI, Tom O'Neill, Stephen Kinzer, MKNAOMI, Frank Olson, Bluebird/ARTICHOKE, Pont-St.-Esprit, Operation Paperclip/Nazi links to MKULTRA, the early military behavior modification programs, the ongoing cover-up of the military's role, Sidney Gottlieb, why was Gottlieb's name left unredacted?, USAID and its links to MKULTRA, the alleged assassination attempt in Butler, the Task Force's framing of a modern MKULTRA program being used to assassinate Trump, "MKULTRA radio waves," the Moscow Signal, Project Pandora, is there a modern MKULTRA?, AI biotech, toxins that cause "mental degradation," Havana syndrome, the "Russian Mind Melt," the lack of taboo on discussing adversarial mind control in the Establishment, what AI could do for behavior modification, the absurdity that the Task Force couldn't find experts on modern behavior modification, the shameless politicization by both the Democrats and MAGA, the cowardness of the Democrats, the hearing as a WWE match, the crowd, alternative reality games (ARGs), the ARG-ification of conspiracy theories and politics, the Task Force's links to MAGA influencers, what is the purpose of the parapolitical community?Music by: Keith Allen Dennis:https://keithallendennis.bandcamp.com/ Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Ecos del Vinilo Radio
Caifanes / El Nervio del Volcán | Programa 683 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jul 4, 2026 62:58


Nos vamos a México y a una de sus bandas fundamentales: Caifanes. Regresamos al que fue su álbum final El Nervio del Volcán (1994). Ricardo Portman nos cuenta su historia. Escucharemos Afuera, Miedo, Aquí No Es Así, Ayer me Dijo un Ave, Hasta que Dejes de Respirar, Aviéntame, El Animal, Quisiera ser Alcohol, Pero Nunca Me Caí, El Año del Dragón y La Llorona + Bonus tracks (Ayer me Dijo un Ave y Afuera en vivo). Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Don't Look Under the Internet
DLUTI 243 - Tapes I Found at the Thrift Store

Don't Look Under the Internet

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 80:37 Transcription Available


This week we check out a man's VHS collection as we dive into this Analog Horror turned ARG.Support the showStarting your own podcast? Use this link to receive a $20 Amazon gift card when you sign up for a paid account with Buzzsprout!https://www.buzzsprout.com/?referrer_id=1671664LinktreeBuy us a beer!Join us in Discord!DLUTI.comUndefined Graphics (Photography & Graphic Design)Ghoulish MortalsInquiries: dlutipod@gmail.com

Ecos del Vinilo Radio
Best Live Ever | Programa 682 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 65:20


En este nuevo programa recopilamos tres de los mejores directos de todos los tiempos, no sólo por la interpretación sino por las circunstancias e importancia histórica. Hay muchos más, pero los que les compartimos son la punta de lanza de los Best Live Ever en el Rock N' Roll. Dale play y descubre nuestra selección. Presenta Ricardo Portman. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Linha de Passe
Messi faz 19° gol em Copas, Colômbia de James 'amassa' Portugal em jogo fraco de CR7, mas ficam no zero, e tudo sobre a segunda fase da Copa do Mundo - Linha de Passe

Linha de Passe

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 117:11


No Linha de Passe deste sábado (27), nossos comentaristas analisaram a vitória da Argentina sobre a Jordânia com golaço de Messi, empate sem gols - mas com muita emoção - entre Colômbia e Portugal, além do empate 'providencial' entre Argélia e Áustria, e a classificação da RD Congo para os 16-avos de final. Por fim, todo o panorama sobre a próxima fase da Copa do Mundo. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Ecos del Vinilo Radio
Oasis / Stand By Me | Programa 681 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 32:32


Vamos con la historia detrás del tema Stand By Me de Oasis. Lanzado como single el 22 de septiembre de 1997, es parte del disco “maldito” de los de Manchester: Be Here Now. Presenta Ricardo Portman. Escucharemos Stand By Me, Stand By Me (Mustique Demo), (I Got) The Fever, My Sister Lover y Going Nowhere. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Verkligheten i P3
Felix sa ifrån mot rasism på nattbussen – blev misshandlad

Verkligheten i P3

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 26:12


Två dagar efter får Felix syn på två av de män som slog ner honom. Nu står han blåslagen framför dem. Vad ska han göra? Konfrontera eller förlåta? Lyssna på alla avsnitt i Sveriges Radios app. Reporter & ljuddesign: Leontine OlsbjörkProducent: Gustav AsplundSlutmix: Astrid AnkarcronaVerkligheten görs av produktionsbolaget Filt.UTSKRIFT AV AVSNITTET:– Och jag kände först en ångest av att gå ut för att jag. Ja, jag har precis varit med om någonting väldigt traumatiskt och jag ser ut som jag gör. Men tänker väl ändå att det här ska jag ska inte skämmas eller jag ska väl inte behöva stanna inne för att jag har varit med om det här.Felix är blåslagen i ansiktet. Två dagar tidigare har han blivit misshandlad på en nattbuss.När han sa ifrån mot några unga män som uttryckte sig rasistiskt.– Jag står där och värmer mig vid en eld och ser då två av de här. Killarna kommer gåendes.jag säger då till min familj att där är de ju.Nu står han mitt emot två av dom unga män som misshandlade honom. Nu, ska han konfrontera killarna – och förlåta dem.***Första gången jag ser Felix är i TV4 Nyhetsmorgon. Jag står i green room och pillar nervöst på en kaffekopp. Om en liten stund ska jag intervjuas i direktsändning.Du kanske har hört min berättelse. För Verkligheten har jag berättat om när jag tog ett DNA-test och hittade över 30 halvsyskon. Och den här morgonen ska jag prata om det i Nyhetsmorgon. Det är december och i sminket pratas det om det stundande luciatåget. Framför mig sitter flera tv-skärmar uppsatta på väggen. I dem ser jag Felix.Han sitter i en soffa inne i studion. Drygt två veckor tidigare har han blivit misshandlad på en nattbuss, efter att ha sagt ifrån mot några unga män som uttryckt sig rasistiskt. Jag har fått pushnotiser om misshandeln tidigare, men nu ser jag Felix berätta om kvällen. Fortfarande med blåmärken under ögonen. Och det är en sak jag fastnar för. För Felix säger att han har förlåtit dem.Intervjun tar slut och innan Felix försvinner vidare genom korridoren och jag in i studionhinner vi hälsa snabbt. Men det är något som jag inte riktigt kan släppa.Några månader senare sitter jag på ett tidigt morgontåg norrut, mot Vännäs i Västerbotten. Jag ska träffa Felix, igen. Felix möter mig upp vid tågstationen– Här har vi Myranparken.Vi går genom den lilla bruksorten några mil utanför Umeå.– Min farfar bodde i det här gula huset där. Då såg parken lite annorlunda ut när vi var små.Felix och hans syskon brukade leka här som barn.– Det var ganska mycket mer växtlighet här, så man kunde klättra i några träd-ish buskar och sådär. Och så har man ett starkt minne av en rutschkana som var lite farlig, men det är lite andra regler idag.Han växer upp i en annan liten ort, Rundvik, men han var ofta i Vännäs som barn. Och som vuxen flyttar han hit.– Pappa var väl inget stort fan av Vännäs. Han sa till mig innan han gick bort till 2020. Han sa att du får fan inte flytta till Vännäs. Men då träffade jag en Vännäs-bo. Så han får vända sig graven om han vill.När Felix är liten separerar hans föräldrar. Hans pappa missbrukar och kontakten är sporadisk.– Han var också en klok man. Var också närvarande när vi väl var där. Mycket starka minnen om att vi hittade på saker. Så man såg upp det handeln då. Fick mycket från honom i just hur jag är som person. Väldigt, väldigt... Jag analyserar mycket, jag tänker, reflekterar. Och det har inte alltid heller varit lätt.Felix mamma är från Brasilien och familjen är den första med invandrarbakgrund i byn.– Man fick höra mycket när man växte upp. Väldigt mycket glåpord. Och i och med att min familj inte jobbade heller och skaffade många barn så var man ganska utsatt på grund av det. Det var många som visste vilka vi var utan att man hade pratat med dem. Och mycket fördomar.De har det tufft ekonomiskt. Felix och hans syskon går ofta klädda i ärvda kläder och det händer att dom går i fel kläder för säsong. De sticker ut.– ´Det var en inre stress hela tiden. Man skämdes för att vi hade så mycket syskon som levde om och inte kunde sköta sig. Enligt en själv då. Idag var ni ju barn så det är svårt att klandra dem. Men det var så man tänkte då i alla fall.På skolgården fortsätter fortsätter glåporden.– Men det var ju mycket på skolan. Man fick ju höra diverse. Allt från svartskalle till turkjävel.Ibland säger han ifrån och andra gånger skrattar han bara med– Men många gånger svalde man det också. Det var som att bita ihop och hantera det. Jag har svårt att använda ordet rasism. Jag vet inte varför. Men det var helt klart rasistiskt och det var helt klart okunskap.Felix känner sig utanför. I ett försök att passa in bleker han sitt mörkbruna hår.– Det slutade inte så bra för att det blev orange. Det var ytterligare en sak som var såsynlig att man gjorde ett försök som inte slutade bra.Hemma får Felix och hans syskon höra att det är viktigt att de sköter sig i skolan och bland vuxna.– Jag var väldigt mån om att följa regler och hjälpa till där det behövdes städa undan och respektera de äldre. Upplevelserna när jag var liten, det har ju absolut format mig idag. Jag har noll tolerans emot mobbning generellMen skolan var också en plats där Felix blev sedd och även om det stundtals var tufft hemma,så kommer han från en kärleksfull familj. Vi spolar fram till en fredagskväll i november förra året, då utanförskapet och hatet gör sig påmint igen. För Felix växer upp. Han är social och utåtriktad. Han brinner för barn och unga, jobbar på fritidsgård och som ungdomstränare. Han börjar plugga till lärare med hoppar av och börjar jobba inom skogsindustrin.– Jag hade precis varit på en AW.På en arkadhall i Umeå står Felix och hans kollegor bland blinkande pinball-maskiner och gamla retrospel.– Så jag hade bokat det och så hade jag fixat pizzor till alla och så där. Så vi hade varit där hela kvällen och umgåtts och haft jättekul.Det är en trevlig kväll. Men så börjar samtalen förändras.– En sak som som kom upp i samtalet där under kvällen var just politik. Där jag blev lite förvånad över folks åsikter och värderingar och så där. Men vi valde sedan att gå vidare då.AW:n fortsätter. Felix är på gott humör när han skiljs från sina kollegor. Han ska ta nattbussenhem till Vännäs och beger sig till busshållplatsen.– Jag hade börjat prata med två med två kvinnor där på busshållplatsen och skrattat och skämtat och haft kul. Men det där låg lite grann i bakhuvudet också, just över den politiska den diskussionen vi hade Det var väl därför jag kanske också initierade i det här samtalet med de här kvinnorna.Kvällens samtal gnager fortfarande i honom när han börjar prata med kvinnorna. De går på bussenoch sätter sig långt fram där fortsätter samtalen.– De sätter sig ganska nära mig så att jag vänder mig och börjar prata med de här två kvinnorna. Och ja, vi pratar om allt möjligt och jag frågar hur länge de har bott här i Vännäs och hur de ser på på klimatet här i kommunen. Vi delar lite åsikter och tankar och sådär då. Och vi sitter och pratar egentligen hela vägen från från Umeå till Vännäs by där de hoppar av.Men när kvinnorna kliver av bussen förändras stämningen snabbt Felix hör några killar längre bak i bussen prata han hör att de säger något som slår an i honom. De säger n-ordet flera gånger– Så jag går bak och sätter mig och sätter mig och sätter mig och sätter mig framför dem och hälsar och säger såhär till grabbar. Så här kan ni inte uttrycka er. Ni måste tänka er för på hur ni pratar och hur ni uttrycker det, för det här är inte okej. Jag blir väl bemött ganska ignorant, de tycker att de får säga vad de vill och de har inte sagt någonting som inte är lämpligt.Några säten längre fram sitter en kvinna och lyssnar. Hon vänder sig om.– Och också säger till den här kvinnan är ju då svart. Så hon har ju slutat höra på allt det här vad de har sagt, så hon vänder sig om också och säger, säger åt dem. En av de här personerna blir då ganska, störig. Han tycker, han försöker liksom provocera mig och så där. Och så efter lite, lite fram och tillbaka så är vi då framme i Vännäs näst sista hållplatsen och då säger de ”ska vi kliva av här”?Varför jag svarar ja, det kan vi göra.Felix reser sig upp och går mot bussens utgång.– Men då upptäcker jag att jag har glömt min väska på mitt säte.Han vänder tillbaka in genom bussen– Var på den här personen skriker “vad fan gör du” och tar stryptag på mig. Och jag ramlar som över honom där han satt och då slår han mig två gånger. Felix blir slagen med knytnävsslag i ansiktet. Han försöker hålla fast killen för att avvärja slagen och skydda sig. – Och jag säger till honom att att är det bra nu? Var på det någon bakifrån börjar slå mig. Och då tar jag tag i honom också och håller fast de två. Och så började en tredje slå mig. Ingen säger någonting. Jag blir slagen, slagen, slagen.Killarna fortsätter slå Felix medan bussen åker vidare mot ändhållplatsen– När bussen stannar så släpper jag sista personen som jag håller i. Killarna försvinner iväg. Felix halvligger över sätena längst bak i bussen. Ingen på bussen hjälper Felix. Och jag sätter mig upp och känner hur det rinner blod från ansiktet. Så till slut så ställer jag mig upp och tittar upp och då ser jag busschauffören stå där och han säger ingenting. Så jag kliver av bussen och bussen kör iväg.Skärrad och blodig står Felix på busshållplatsen mitt i natten. Han plockar upp sin mobil och slår numret till 112. Efter en stund kommer både polis och ambulans, polisen ställer frågor och ambulanspersonalen undersöker Felixs ansikte och hals. Han förs till akuten i Umeå. Samtidigt försöker Felix på tag på sin sambo, men hon svarar inte. – Så jag skickade en bild i en familjegrupp vi har. Och förklarade vad som hade hänt lite snabbt. och att de måste försöka få tag på henne. På bilden är hans högra öga igensvullet. Ansiktet är blodigt och rödflammigt.– Jag grät och jag fick panik. Hur ska jag berätta det här för min sambo? Mina barn ska se mig också.Felix har fått flera frakturer i ansiktet, i kindbenen och näsan. Först framåt morgonen får han tag på sin sambo.– Jag kommer ihåg att jag sa till henne att jag var på en säker plats och ändå mådde bra. Det gör det jobbigt nu också när jag säger det högt att jag inte kommer ihåg hur hon reagera.samtidigt går tankarna på högvarv.– Jag var också så chockad över att det var ett sådant våldskapital. Det är inte första gången jag sitter på den här bussen hem efter en utekväll och har haft samtal med diverse personer och stoppat bråk mellan andra personer. Jag brukar kunna se var saker och ting är på väg. Här hade jag ingen aning. Jag förstod mig inte alls. Jag kunde inte se det framför mig. Jag kände ingenting som att det skulle bli sådant här våld. och så tyckte jag synd om dem för just av den anledning, att det va var verkligen så oväntat så det gjorde ont i mig att unga människor är så arga.Det har gått två dagar sedan misshandeln. Det är skyltsöndag. Byn är full av människor. Det är ponnyridning, marknad och tomtebesök.– Jag kände först en ångest av att gå ut. Jag har precis varit med om något väldigt traumatiskt och jag ser ut som jag gör. Jag tänker att jag inte ska skämmas för att jag har varit med om det här.Trots att han är synligt blåslagen i ansiktet följer Felix med sin familj till byns torg.– Jag står där och värmer mig vid en eld och står och pratar med min mamma och min syster. Då ser jag två av de här killarna komma gående. De ser att jag ser dem och då vänder de ganska fort. Jag säger till min familj att där är de. Mamma säger åt mig att inte följa efter.Men Felix följer efter dem. De skyndar iväg till en parkerad bil.– De hinner sätta sig i bilen men jag går fram och knackar på förarfönstret. Jag sätter mig på huk och hälsar och säger hej känner ni igen mig Killarna nekar. Och Felix blir allt mer irriterad.– Så ni känner inte igen mig? Från bussen i fredags. Då säger de att, nej, vilken buss? Det här är samma attityd ni hade då som nu. Det är inte okej. Okej, ja, men hur ska vi lösa det här nu då? Jag säger något i stil att de ska se på mig och titta vad de har gjort med mig. Då mjuknar de lite och ber dem ursäkt för det de gjorde. Då säger jag till dem att de gärna får be sina kompisar ringa mig också. Jag lämnar mitt nummer och mitt namn. Sen kör de därifrån.Men Felix känner sig inte klar. Han söker på bilens registreringsnummer. han får fram adressen, men hejdar sig.– Jag kände att jag inte kan träffa honom eller dem ensamma. Det kändes inte bra. Istället tar han reda på var hans föräldrar bor.– Jag åker dit och parkerar bilen. Jag tänker nog inte så mycket på vad jag ska säga annat än att presentera mig och berätta vad som har hänt. Jag knackar på dörren och så öppnar en man.Det visar sig att mannen som öppnar är styvfar till en av killarna i bilen– Jag hälsar och säger hej. Jag heter Felix. Jag berättar att jag har blivit misshandlad på bussen denna fredags. Jag frågar om jag får komma in. Han bjuder in mig och vi sätter oss i deras vardagsrum.Det får han. Styvpappan bjuder felix på en kopp kaffe, och de sätter sig ned i vardagsrummetoch pratar.– Och jag säger väl att jag inte vet hur jag ska hantera det här på något annat sätt än vad jag gör just nu. Jag frågar om det var konstigt att jag var där och han tyckte att det inte var det. Vilket jag har varit tacksam för.En stund senare kommer mamman till en av killarna hem.– Hon frågar mig då om hon ska ringa hem grabbarna igen då. Så de kommer dit också.Nu möter Felix två av killarna igen. De sätter sig ned och pratar.– Jag ville visa att så här ser jag ut idag. Jag åkte dit av känslan att. Jag tänker inte gömma mig för det här. Utan personerna måste verkligen få se vad de har gjort och vad... Det finns en person på andra sidan här också. Och att saker får konsekvenser.Killarna ber om ursäkt igen och den här gången svarar han att han förlåter dem– Jag känner väl en sorg över att, att de valde det här, för det är också någonting de gjorde.Men att de inte har haft samma möjligheter kanske eller samma förutsättningar för att kunna reglera sig själv eller hantera sig själv. Eller fått stöd och hjälp i just känslor.– För jag har också varit i den åldern och jag var också ganska arg. Men jag var inte arg på... Men jag var mer arg på var jag kommer ifrån. Jag kommer själv från förhållanden som... Som har varit långt ifrån optimala. Jag kommer från ett kärleksfullt hem, absolut.Men jag kommer ifrån mycket och stora utmaningar.Felixs val att förlåta killarna tas emot med blandande känslor och en vän till honom är orolig att han inte kommer medverka i polisutredningen.– Och han har också sagt till mig rakt upp och ner. Att... Varför ska du vara så här för? Varför ska du... Varför ska du ens förlåta dem? Du är inte bättre än oss andra. Han har sagt. Och det är jag inte. Inte alls. Men sen kanske man också måste tillåta sig själv att få vara. Arg då eller ledsen eller sårad eller utsatt.Och såhär ett halvår senare märker han att misshandeln, precis som uppväxten, har satt sina spår– Och jag har ju fått frågan tidigare om jag kommer fortsätta ingripa och säga ifrån. Och jag har väldigt tryggt sagt ja, det här kommer inte förändra mig. Och ja, det har det gjort. Jag är mer osäker nu än tidigare. Att ha allt det där i ryggsäcken och så får man växa upp i en mindre ort med mycket fördomar och rasism. Det skapar ett annat förhållningssätt till livet än vad många här i Sverige kanske förstår.– Jag är supertacksam för det Sverige jag har växt upp i. Hela skyddsnätet som vi har haft är därför jag sitter här idag. Jag hade kunnat vara på en helt annan plats om jag inte hade haft det. Det måste vi värna om, att vi tar hand om våra medmänniskor som inte har allt på det torra.Efter misshandeln samlas människor i Vännäs i en manifestation mot våld och rasism. När de tågar genom byn hörs ropen: “Alla hjärtan har samma färg.”– All den kärlek och värme jag fick från hela Sverige, från olika människor. Det var personer som skrev brev till mig och personer som hörde av sig på alla möjliga olika medier. Och det visar ju på att det finns en kraft och att det finns människor där ute som på riktigt bryr sig. Och det är lätt man glömmer det, tänker jag. Det är lätt att man glömmer bort att det här berör så många. Det har jag inte tänkt på länge nu så det kanske jag ska försöka tänka på oftare. Just att den värmen och kärlek jag fick efter allt det här. Jag ska med mig det och att det kanske också kan få andra att agera i framtiden också. Om de ser eller hör eller upplever någonting.

Brasil Paralelo | Podcast
O HISTORIADOR DO SÉC. XIV QUE EXPLICA O CENÁRIO ATUAL MELHOR QUE OS JORNAIS

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 9:34


No século 14, isolado em um castelo remoto na Argélia, o pensador Ibn Khaldun desenvolveu uma profunda análise sobre a mecânica das sociedades humanas. Em meio ao avanço da Peste Bubônica e ao colapso de grandes impérios, ele se dedicou a decifrar as forças por trás desses acontecimentos e escreveu o Muqaddimah ("Introdução"), obra que estabeleceu os fundamentos para a compreensão da economia de mercado, da psicologia social e dos ciclos políticos. Séculos antes do surgimento formal de disciplinas como a sociologia ou a ciência econômica moderna nas universidades ocidentais, Ibn Khaldun formulou o conceito de Asabiyyah (coesão social ou espírito coletivo) como o motor essencial para a ascensão e o declínio das civilizações. Sua teoria descreve um ciclo recorrente estruturado em quatro fases principais: a ascensão pelo poder de um grupo coeso, o apogeu com o florescimento do conforto e da estabilidade, a decadência provocada pelo excesso de tributação e pelo luxo, e o colapso definitivo que abre espaço para novos grupos com maior coesão social. Neste vídeo, apresentamos a relevância de Ibn Khaldun para a interpretação dos cenários políticos e econômicos contemporâneos, demonstrando como suas lições sobre a asfixia fiscal promovida pelo Estado anteciparam princípios liberais modernos. Além disso, introduzimos a nova jornada do Clube do Livro Brasil Paralelo, que reúne doze obras essenciais para a compreensão da história do pensamento ocidental.

Ecos del Vinilo Radio
Mixtape 1981 | Programa 680 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 21, 2026 60:24


Regresamos a los ochenta con un Mixtape con nuestros temas imprescindibles de 1981. Esto va desde el pop más bailable hasta el rock clásico. Ricardo Portman nos cuenta sus historias, track-by-track. Escucharemos Just Can't Get Enough (Depeche Mode), Prince Charming (Adam and The Ants), Waiting for a Girl Like You (Foreigner), Shake It Up (The Cars), Under Pressure (Queen & David Bowie), Bette Davis Eyes (Kim Carnes), Genius of Love (Tom Tom Club), Invisible Sun (The Police), Fire and Ice (Pat Benatar), Don't You Want Me (The Human League), Dancing With Myself (Billy Idol) + Bonus tracks. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Futebol no Mundo
FUTEBOL NO MUNDO NA COPA #581 - MESSI ARTILHEIRO DAS COPAS, NEYMAR DE VOLTA, ESTREIA DE CR7 E MAIS!

Futebol no Mundo

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 77:04


No Futebol no Mundo desta quarta-feira (17) vamos trazer tudo da noite brilhante de Messi na vitória da Argentina sobre a Argélia na estreia na Copa do Mundo. Também vamos falar de Neymar de volta aos treinos com a seleção, da estreia de Cristiano Ronaldo com Portugal e muito mais! Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Ecos del Vinilo Radio
Gustavo Cerati / Ahí Vamos | Programa 679 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 75:48


Nos vamos a la Argentina y a uno de sus iconos, Gustavo Cerati, para profundizar en uno de sus mejores discos, Ahí Vamos (2006). Escucharemos todas sus canciones… comentadas por el propio Gustavo en una entrevista donde hablaba de la inspiración y grabación de un álbum soberbio. Presenta Ricardo Portman. Escucharemos Al Fin Sucede, La Excepción, Uno Entre 1000, Caravana, Adiós, Me Quedo Aquí, Lago En El Cielo, Dios nos libre, Otra piel, Médium, Bomba de tiempo, Crimen y Jugo de Luna. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Ecos del Vinilo Radio
Stone Temple Pilots / Pretty Penny | Programa 678 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 13, 2026 23:51


Regresamos a los Stone Temple Pilots y al corte acústico del álbum Purple (1994): Pretty Penny, un clásico menor de un tiempo musicalmente fascinante. Ricardo Portman nos cuenta su historia. Escucharemos Pretty Penny, Stills Remains, Silvergun Superman y Pretty Penny (Live, MTV Awards 1994) + Bonus track. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

Soccer Down Here
SDH AM 6.10.26: Wall Pass Wednesday, ARG in AUB, USWNT, MLS, Austin FC, Cupdates, AM News

Soccer Down Here

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 138:21 Transcription Available


A full Wall Pass Wednesday on SDH AM getes you startedWe look back at the Road to 26 match at Jordan-Hare Stadium and hear from Iceland about their match with ArgentinaWe look at the USWNT match in Brazil and hear from SoccerForUSPod's Bart Keeler in Hour 2 about that and the USMNT questions heading into the World CupMLSSoccer.com's Dylan Butler joins to talk about Austin FC and the other league newsPlus, your AM headlines and thoughts

Ecos del Vinilo Radio
Paul McCartney / The Boys of Dungeon Lane | Programa 677 - Ecos del Vinilo Radio

Ecos del Vinilo Radio

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 54:01


Vamos con un programa muy especial, dedicado al nuevo número uno de Sir Paul McCartney: The Boys of Dungeon Lane, un álbum aclamado universalmente como su última obra maestra pop. Ricardo Portman nos acercará a sus canciones. Escucharemos As You Lie There, Lost Horizon, Days We Left Behind, Ripples In a Pond, Mountain Top, Down South, We Two, Come Inside, Never Know, Home To Us, Life Can Be Heard, First Star of the Night, Salesman Saint y Momma Gets By. Recuerden que nuestros programas los pueden escuchar también en: Nuestra web https://ecosdelvinilo.com/ La Música del Arcón - FM 96.9 (Buenos Aires, Argentina) miércoles 18:00 (hora Arg.) Radio M7 (Córdoba) lunes 18:00 y sábados 17:00. Distancia Radio (Córdoba) jueves y sábados 19:00 Radio Free Rock (Cartagena) viernes 18:00. Radio Hierbabuena (Lima, Perú) jueves 20:00 (hora Perú) Onda Wantuki (Madrid) semanal

El Sonido
Gloory Hole | El Sonido: Cancioneros — Nuevo Rock de México

El Sonido

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 34:57


Disclaimer: Este episodio aborda temas relacionados con el suicidio y la depresión. Si tú o alguien que conoces está atravesando una situación difícil o necesita apoyo, recuerda que existen personas, organizaciones y comunidades dispuestas a ayudar. Puedes comunicarte con la Línea Nacional de Prevención del Suicidio al 1-800-273-8255 en Estados Unidos, o con la línea gratuita de atención y prevención correspondiente a tu país o ciudad. No estás solo, no estas sola. El Sonido: Cancioneros viajó a la Ciudad de México para encontrarse con Gloory Hole, una de las propuestas más directas, ruidosas y provocadoras de la nueva escena alternativa latinoamericana. En este episodio, la banda habla sobre su segundo álbum, Que Se Jodan Si No Pueden Asumir Una Broma, un trabajo que expande su propuesta entre el post-punk, el ruido, la electrónica, la sátira y la experimentación. También recorren algunas de las bandas y canciones que hoy forman parte de su cancionero personal y que ayudan a definir el sonido de una nueva generación de artistas mexicanos. Puedes ver el video podcast en el canal de YouTube KEXP Podcasts, con subtítulos en inglés y español. Cancionero curado por Gloory Hole: “Argüendero” – Ven y Mira “Té” – Chicarica “La Piedad” – Un Perro Andaluz “El Suicidio” – Los Cretinos Desleales “Eres Increíble” – Gloory Hole feat. Tito Fuentes Créditos: Host & Producer: Albina CabreraEditorial Editing: Dusty HenryAudio Mastering: Jackson LongVideographer: Omar Fernando Rios AlanizLatin American Content Intern: Jose PabonOriginal Podcast Music: Roberto Carlos Lange (Helado Negro) Support El Sonido: kexp.org/el-sonido Disclaimer: This episode deals with topics of suicide and depression. If you or someone you know is struggling or in need of support, know there are people and communities ready to help. You can reach out to the National Suicide Prevention Hotline at 1-800-273-8255. You are not alone El Sonido: Cancioneros traveled to Mexico City to meet Gloory Hole, one of the most direct, noisy, and provocative bands in Latin America's new alternative music scene. In this episode, the band discusses their second album, Que Se Jodan Si No Pueden Asumir Una Broma, a record that expands their sound through post-punk, noise, electronics, satire, and experimentation. They also share some of the bands and songs that currently make up their personal songbook and help define the sound of a new generation of Mexican artists. You can watch the video podcast on the KEXP Podcasts YouTube channel, with English and Spanish subtitles. Songbook curated by Gloory Hole “Argüendero” – Ven y Mira “Té” – Chicarica “La Piedad” – Un Perro Andaluz “El Suicidio” – Los Cretinos Desleales “Eres Increíble” – Gloory Hole feat. Tito Fuentes Credits: Host & Producer: Albina CabreraEditorial Editing: Dusty HenryAudio Mastering: Jackson LongVideographer: Omar Fernando Rios AlanizLatin American Content Intern: Jose PabonOriginal Podcast Music: Roberto Carlos Lange (Helado Negro) Photo Credit: Nissim Sabban Support El Sonido: kexp.org/el-sonidoSupport the show: http://kexp.org/elsonidoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Topic Lords
345. Is the Bass Pro Shop Pyramid Visible From Space?

Topic Lords

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 67:18


Lords: Aubrey http://glowhno.com/ Avery Topics: Every day since 1981 Yuri Borisovich Norstein and his wife Francheska Yarbusova have worked on their masterpice--an animated adaptaion of Gogol's short story The Overcoat. They couple is now in their 80s and will most likely never complete their film. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Overcoat_(animated_film) Video game urban legends https://vimeo.com/91436410 https://saint-arthur.tumblr.com/post/146680746144/riding-immortal-on-the-seeking-road Bay Area Airport Naming Drama The Only Animal by Franz Wright https://april-is.tumblr.com/post/89794820/april-25-2008-the-only-animal-franz-wright Microtopics: Loving only the parts you don't hate. Finishing the whole pack of Red Vines because you refuse to let them defeat you. An album you haven't put on Spotify. You know. Those podcasts. The sort of thing we don't do around here. Holding up cue cards so the guests know what to say. Reading all 180,000 messages in the Frog Fractions 2 ARG solvers discord. The tech company you're applying to sending you all the Enron emails, saying "review these before the interview" Mysteries, Easter eggs, and rose-tinted glasses. Hedgehog in the Fog. Arduous animation processes. Working on an animated feature by yourself for over 40 years. Great Family Entertainment. A story about a guy who has everything he needs who dies while trying to buy an overcoat. A huge pack of Red Vines that you and your wife have been eating since 1981. Burning yourself out very quickly if you don't put guardrails in place. Perfectionists throwing away years of work because it's not good enough. DJs who still spin vinyl and other artists who choose to do things the hard way. Enveloping yourself in an emotion. Refusing to break character for the entire time you're making the Youtube documentary. Putting away art you're having a hard time with and coming back to it later. Everything that happened between the Sigil Master and Austin Walker. Losing track of whether art looks good. The fine line between pacing yourself and torturing yourself. The statue in the background of Frog Fractions that turns red when you're on Mars. Encouraging people to have whimsy. Space Knight Rom. Snagglepuss the 1950s playwright. Back when you could make up a video game rumor and not have it immediately debunked. GTA San Andreas urban legends. Windows Movie Maker transition screens. Gravitating towards the unknowable. Self-destructing music. Scarcity and unknowability. Buying an album from the record shop and perusing the indie record label catalog that comes with it. Searching for the 16th colossus. Forming a small community and feeling communal with them. Playing games with a group of friends like a book club. An MMO full of ARGy type stuff. Automatically grouping people into a puzzle solving community. Being paralyzed by the sheer amount of information that you don't know. What's going on with the iGlyphs? Finding evidence of the Jejune Institute on a telephone pole. Painstakingly making the 7th Frog Fractions game, 45 years from now. The history of Seeking Mr. Eaten's Name. Game secrets that can't be ruined by one jerk with a decompiler. Sleep No More. Getting pulled into a secret compartment during an interactive play. Multi-city zombie larps. The Oakland Airport renaming themselves to the San Francisco Bay International Airport and then later the lawsuit becoming the Oakland San Francisco Bay Airport. Bay Area topology. San Francisco and South San Francisco. The Unincorporated Area of San Mateo County International Airport, or UAOSMCIA. American cities named after European cities. The Bass Pro Shop Pyramid in Memphis, TN. Filling a 32-story disco pyramid with sports equipment. Fry's Electronics. Another episode of Topic Lords where we read from Wikipedia. A huge empty building with paintings of Mayan gods holding torches that used to be an electronics store. One more way in which people forget about San Diego. The only animal that brushes its own teeth A monkey wearing a spacesuit trying to smoke a cigarette through the face shield. The only animal that smokes cigarettes. (Todd, who works down at the warehouse.) Meeting your estranged dad when at the awards show when you're both up for the same Pulitzer. Whether that fuckin' awesome monkey is a Bored Ape. Whether Google Image Search is making up images yet. That time Ryan North and his dog got stuck in an empty swimming pool and turned it into an interactive text adventure. By the time you've smelt it, they have dealt it. Topics are over!

The Fourth Curtain
The Guts of Indie with Animal Well's Billy Basso

The Fourth Curtain

Play Episode Listen Later May 28, 2026 81:40 Transcription Available


We're hyped to talk secrets with Billy Basso, creator of the award-winning smash Animal Well. Beginning with educational and medical games he went on to solo develop Animal Well, which delivers a huge game in less than 40 MB. Surgery, celebrity and an ARG - this week!Support the showThank you for listening to our podcast all about videogames and the amazing people who bring them to life!Hosted by Alexander Seropian and Aaron MarroquinFind us at www.thefourthcurtain.comJoin our Patreon for early, ad-free episodes plus bonus content at https://patreon.com/FourthCurtainCome join the conversation at https://discord.gg/KWeGE4xHfeVideos available at https://www.youtube.com/@thefourthcurtainFollow us on Twitter: @fourthcurtainEdited and mastered at https://noise-floor.comAudio Editor: Bryen HensleyVideo Editor: Sarkis GrigorianProducer: Kimya TaheriArt: Paul RusselCommunity Manager: Doug ZartmanFeaturing Liberation by 505

Game Theory
Roblox Forsaken's Lore Just Got DEEPER

Game Theory

Play Episode Listen Later May 22, 2026 19:35


Roblox Forsaken has returned with a new ARG and just like the survivors, the lore had me feeling trapped in a never ending cycle of torture!

The Daily Standup
Why Change Management Is Today's Leadership

The Daily Standup

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 6:17


Why Change Management Is Today's Leadership“No, I don't want it.”Too bad, because the next change is on the way.And you know, it won't wait for you. You need to wake up and take action. Arg. Grrr. You can play a pirate, but there is no way to avoid it.How to connect with AgileDad:- [website] ⁠https://www.agiledad.com/⁠- [instagram] ⁠https://www.instagram.com/agile_coach/⁠- [facebook] ⁠https://www.facebook.com/RealAgileDad/⁠- [Linkedin] ⁠https://www.linkedin.com/in/leehenson/

The Healthier Tech Podcast
Wi-Fi and Alzheimer's: New Research Links Everyday Radiation to Brain Gene Changes

The Healthier Tech Podcast

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 3:46


New research suggests that two point four gigahertz Wi-Fi radiation -- the frequency powering most home networks -- may worsen genetic changes linked to Alzheimer's disease development. In this episode, I break down a groundbreaking study that analyzed the relationship between Wi-Fi exposure and genes that control neurodegeneration. The findings reveal how everyday wireless radiation might accelerate Alzheimer's progression through oxidative stress pathways. In This Episode How Wi-Fi radiation affects Alzheimer's-related genes The connection between oxidative stress and neurodegeneration Why two point four gigahertz frequency exposure is everywhere Simple steps to reduce your daily Wi-Fi exposure Featured Study Read the full study: Laván D, Argüelles N, Lluncor A, Huaman D, Moyano J, Ubillus J, Peña M, Paredes M, Hernández I, Guerra A, De La Cruz-Vargas J, Cruz V See all studies at shieldyourbody.com/research