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Fictional desert planet featured in the Dune series

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Arrakis

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Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

The VHS Strikes Back
Dune (1984) | Lynch's Cult Sci-Fi Fever Dream | VHSSB

The VHS Strikes Back

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 63:52


Chosen by Mike Burton of Genuine Chit-Chat fame, Dune was released in 1984 and was David Lynch's ambitious attempt to bring Frank Herbert's famously dense sci-fi novel to the big screen. Produced by Dino De Laurentiis, the film had a reported budget of around $40 million and was shot largely in Mexico, with huge sets, elaborate costumes, miniature effects, and enough invented terminology to make a cinema audience quietly panic into their popcorn.The cast is absolutely stacked: Kyle MacLachlan, Francesca Annis, Jürgen Prochnow, Patrick Stewart, Max von Sydow, Sean Young, Brad Dourif, Dean Stockwell, and Sting, because apparently space needed a tiny pair of metal pants. On release, the film received mixed reviews and struggled commercially, but over time it became a cult VHS-era oddity: messy, fascinating, visually distinctive, and still discussed decades later by people trying to work out what on Arrakis just happened.Checkout Mike's Genuine Chit-Chat here and Star Wars Chit-Chat here.TRAILER GUY PLOT SYNOPSISIn a universe ruled by emperors, noble houses, secret orders, and one extremely valuable substance, a young heir is pulled into a war for control of the desert planet Arrakis.There are prophecies. There are giant sandworms. There are whispered thoughts, glowing eyes, floating villains, and political schemes so thick you may need a flowchart and a lie down.One family will fall. One boy will rise. And one 1980s sci-fi epic will ask the eternal question: what if Shakespeare, space opera, and a fever dream all shared the same VHS tape?FUN FACTSDavid Lynch turned down the chance to direct Return of the Jedi before taking on Dune.The film was adapted from Frank Herbert's 1965 novel, widely considered one of the most influential science fiction books ever written.The soundtrack was mainly composed by Toto, with Brian Eno contributing the haunting “Prophecy Theme.”The famous “weirding modules” were invented for the movie, replacing some of the novel's more internal and philosophical martial arts concepts.Several longer cuts exist, including a television version credited to “Alan Smithee,” the traditional pseudonym used when a director disowns a project.Lynch has often avoided discussing the film in detail, largely because he did not have final cut.The sandworm effects used miniatures and practical techniques, giving them that distinctive handmade 1980s fantasy look.Sting's Feyd-Rautha became one of the film's most memorable images, thanks partly to a costume that appears to have been designed by someone very confident in the future of underwear.Patrick Stewart's Gurney Halleck charging into battle with a pug remains one of the most gloriously baffling images in all of vintage sci-fi cinema.SUPPORT THE SHOWSupport the Show If you enjoy the show and would like to support us, we have a Patreon ⁠⁠⁠here⁠⁠⁠. If you're listening on Apple Podcasts or Spotify, leaving us a 5-star review (and a short comment) really helps more people discover the show. It's quick, free, and makes a huge difference. Referral links also help out the show if you were going to sign up:⁠⁠⁠NordVPN⁠⁠⁠⁠⁠⁠NordPass⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠thevhsstrikesback@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://linktr.ee/vhsstrikesback⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

DunaCast
S03EP11: Filhos de Duna (Cap 25 e 26)

DunaCast

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 89:44


Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast. O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todosos 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna noBrasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores. Capítulo 25Escondida no Sietch “Abismo Vermelho” em meio a umaguerra civil Fremen, Lady Jessica alia-se aos Fedaykin restantes enquanto os gêmeos Leto II e Ghanima desaparecem. Duncan Idaho surge como um agente duplo:finge cumprir as ordens de Alia para sequestrar Jessica, mas na verdade segue o misterioso Pregador. O plano consiste em levar Jessica para Salusa Secundus para treinar Farad'n Corrino, deixando no ar a forte suspeita de que o Pregador seja o próprio Paul Atreides. Capítulo 26Wensicia expõe seus planos de poder a Farad'n Corrino, que reage com profunda relutância e desconfiança. O herdeiro lamenta a perda de sua liberdade intelectual, questiona o envolvimento de Duncan Idaho e repudia as maquinações feitas em seu nome, acusando a mãe de agir por puro egoísmo dinástico. Enquanto Wensicia teme perder o controle sobre o filho, Farad'n adota uma postura passiva de observação, sufocado pelas ambições alheias e incapaz de definir o seu próprio destino.Convocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nosajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: ⁠⁠https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed⁠⁠ Ou você pode contribuir via PIX. Nosso PIX é nosso e-mail:⁠⁠dunacast@gmail.com⁠⁠ Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail ⁠⁠dunacast@gmail.com⁠⁠ Lembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalhoda RadiolaMecânica (⁠radiolamecanica@gmail.com⁠). Links • DunaCast • Twitter: ⁠⁠twitter.com/dunacast⁠⁠ • Instagram: ⁠⁠instagram.com/dunacast⁠⁠ • Telegram: ⁠⁠https://t.me/dunacastoficial⁠⁠ • Site: ⁠⁠linktr.ee/dunacast⁠⁠ • Duna Arrakis Brasil • Twitter: ⁠⁠twitter.com/dunabrasil⁠⁠ • Instagram: ⁠⁠instagram.com/dunaarrakisbrasil⁠⁠ • Facebook: ⁠⁠https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil⁠⁠ • Youtube: ⁠⁠https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg⁠⁠ • Medium: ⁠⁠https://medium.com/@dunabrasil⁠⁠ • Telegram: ⁠⁠t.me/dunaarrakisbrasil⁠⁠ • Site: ⁠⁠linktr.ee/dunaarrakisbrasil⁠⁠ • Pascoal Naib (Criador eAdministrador) • Twitter: ⁠⁠https://twitter.com/PascoalNaib⁠⁠ • Instagram: ⁠⁠https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/⁠⁠ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica) • Instagram: ⁠⁠https://www.instagram.com/radiolamecanica/⁠⁠ • Daniel Rockenbach • Instagram: https://www.instagram.com/danielrockenbach/

Sci-Fi Talk
Journey to Arrakis — Episode 3: Brian Herbert

Sci-Fi Talk

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 46:19


Brian Herbert reflects on the extraordinary process of interpreting and expanding the notes his father left behind. He discusses: The discovery of Frank Herbert's outline for the final Dune novel The emotional weight of continuing a story his father began Collaborating with Kevin J. Anderson to honor the original intent while expanding the universe Featured Audio: A Moment from the Dune Audio Series Courtesy of Macmillan Audio, listeners hear a vivid excerpt from the Dune Audio series — a moment that captures the tension, mysticism, and grandeur of the later Dune novels. This immersive clip anchors the conversation in the sound and spirit of Arrakis, offering a sensory bridge between the Herbert legacy and the world they created. SAVE 17% ON PLUS   

DunaCast
S03EP10: Filhos de Duna (Cap 23 e 24)

DunaCast

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 99:28


Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast.O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom deDuna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulodos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores. Capítulo 23Durante uma audiência matinal conduzida por Alia e Jéssica, dois suplicantes se apresentam: um trovador que pede dinheiro para viajar até a corte de Farad'n e um Naib Fremen (ex-Fedaykin) que traz um alerta sobre o deserto. A situação sai do controle quando um oficial do sacerdócio tenta silenciar o Naib. Jéssica percebe que Alia dá um sinal secreto ("agora!") e age rapidamente para desviar do trono, escapando de dois tiros de uma pistola Maula. Ao notar que Alia permaneceu completamente imóvel, Jéssica compreende que a própria filha estava envolvida na conspiração. Capítulo 24Leto e Ghanima fogem do Sietch Tabr disfarçados entre as crianças do pomar, carregando uma cesta de frutas queesconde equipamentos de sobrevivência (Fremkit, pistola maula, faca cristalina e as novas vestes de Farad'n). Eles seguem pelas dunas em direção a "O Serviçal", cientes de que sofrerão um ataque iminente. Enquanto caminham, os irmãos deduzem que serão atacados por dois animais predadores. Convocação para o jihad! Criamos uma campanhano Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: ⁠https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributed⁠ Ou você pode contribuir via PIX. Nosso PIX énosso e-mail:⁠dunacast@gmail.com⁠ Nos envie sua pergunta, arte, curiosidade oucorreção de algum erro nosso pelo e-mail ⁠dunacast@gmail.com⁠ Lembre-se de se identificar no texto do e-maile de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios. A arte de capa do DunaCast é um trabalho deMárcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign).  A edição do DunaCast é um trabalho da RadiolaMecânica (radiolamecanica@gmail.com). Links • DunaCast • Twitter: ⁠twitter.com/dunacast⁠ • Instagram: ⁠instagram.com/dunacast⁠ • Telegram: ⁠https://t.me/dunacastoficial⁠ • Site: ⁠linktr.ee/dunacast⁠ • Duna Arrakis Brasil • Twitter: ⁠twitter.com/dunabrasil⁠ • Instagram: ⁠instagram.com/dunaarrakisbrasil⁠ • Facebook: ⁠https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil⁠ • Youtube: ⁠https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg⁠ • Medium: ⁠https://medium.com/@dunabrasil⁠ • Telegram: ⁠t.me/dunaarrakisbrasil⁠ • Site: ⁠linktr.ee/dunaarrakisbrasil⁠ • Pascoal Naib (Criador e Administrador) • Twitter: ⁠https://twitter.com/PascoalNaib⁠ • Instagram: ⁠https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/⁠ • Rildon Oliver (Radiola Mecânica) • Instagram: ⁠https://www.instagram.com/radiolamecanica/⁠ • Fred Negrini • Instagram: https://www.instagram.com/frednegrini/

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2026 Mid-year Board Game Roundup

Board Game Hot Takes

Play Episode Listen Later Jun 29, 2026 50:31


In Episode 307 we reflect on the year of 2026 in board gaming at this mid point to talk about some of our favorite (and most disappointing) board games and experiences so far.Timestamps:00:00 Introduction1:30 Which game do you want to take on a 2nd date after your first play in 2026? (Speakeasy, Off With Their Heads, Ada's Dream)4:33 Which games hit the table more than any other this year? (Azul, Darwin's Journey, Obsession, Lost Ruins of Arnak, Tapestry, Formaggio, Captain Flip, Sea Salt & Paper, The White Castle Duel, Boast or Nothing, Dune: War for Arrakis, Manhattan Project: Energy Empire, Unicorn Fever)07:47 What game's production and art has impressed you the most over the last 6 months? (Echoes of Time, Speakeasy, Dune: War for Arrakis)13:28 What was your biggest surprise and biggest disappointment? (Steam Power, Reforest, The Old King's Crown, Earthborne Rangers, Aquaria, Tag Team, Amalfi: Renaissance)22:36 What has been your most reliable introductory board game? (Flip 7, Ticket to Ride: San Francisco, Azul, Subjective, Lords of Vegas, Manhattan Project: Energy Empire )28:50 Which 10+ years old title did you first discovery this year? (Thurn and Taxis, Parade, Medici: The Card Game, Biblios)33:50 What's currently at the top of your wishlist? (Dawn of Madness, Everdell: Emerland, Entropy)38:22 What's a creator, podcast, or channel that made your year better? (Punchboard Cathedral, Winner's Bias, Board Game Hangover)45:00 What's your favorite episode you've created this year?If you enjoy the show, please consider supporting us at https://www.patreon.com/boardgamehottakesFollow us on BlueSky: https://bsky.app/profile/boardgamehottakes.bsky.socialJoin our Board Game Arena Community: https://boardgamearena.com/group?id=11417205Join our Discord server at: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://discord.gg/vMtAYQWURd⁠

POW! - Ein ComicPodcast
Ep. 227: Exklusiv vom Planeten Arrakis

POW! - Ein ComicPodcast

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 74:57


Wenn es draußen so heiß ist, dass das Protein im Hirn zu kochen beginnt, ist das Logischste, was man machen kann, einfach mal im Podcast über die vergangene Comicwoche zu sprechen. Was auch sonst? Und genau das machen Andreas und Emu auch in dieser Woche und bringen neue Titel und alte Klassiker mit, die wirklich begeistern konnten. 00:00:00 Intro 00:00:27 Begrüßung 00:08:45 News 00:26:20 X-Men #23 - #30 (zum Comic) 00:33:53 Ange Leca (Bd.1) (zum Comic) 00:39:01 Bat-Man - Second Knight (Bd.1) (zum Comic) 00:44:26 Wonder Woman Bd.1-6 (2012) (zum Comic) 00:53:41 Stray Bullets - Somewhere out West (Vol.2) (zum Comic) 01:05:59 Medienempfehlung 01:14:07 Verabschiedung 01:14:44 Outro Folge direkt herunterladen Werbefrei auf Steady: https://steadyhq.com/de/pow-ein-comicpodcast/ Link zu unserem Discord-Server: https://discord.gg/8hE9Nt4 Social Links: POW! bei Instagram: https://www.instagram.com/pow_comic_podcast POW! bei YouTube: https://youtube.com/@pow-eincomicpodcast Andreas bei Instagram: https://www.instagram.com/and_wolf Emu bei Instagram: https://www.instagram.com/emu.bizzaro Emu bei YouTube: https://www.youtube.com/@emu_bizzaro Emu bei TikTok: https://www.tiktok.com/@emu_bizzaro

GeekOrama
Épisode 526 GeekOrama - La Geeko Cafétéria

GeekOrama

Play Episode Listen Later Jun 24, 2026 58:23


Bonjour à toutes et tous ! Voici l'épisode #526 de Geekorama. Cette semaine on se marre en parlant des sorties des jeux présentés lors des dernières conférences. Mais aussi, comment Octokom a embarqué pour de bon sur Arrakis ! Du bidouillage de machine et d'IA pour Ikson ! La routine habituelle quoi !

Das Set-Café
202 denn wir ham Stoff und Quatsch

Das Set-Café

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 71:08


Hallihallo zusammen! Gina, Alex und Abe haben sich bei diesen Arrakis-gleichen Temperaturen in den Café-Keller verzogen. Das hindert die drei kultigen Filmmäuse aber nicht daran, mit euch über Abes neuen Job und die Geschichten zu sprechen, die sie mal erzählen wollen. Außerdem haben sie einen ofenfrischen Piloten für euch dabei und verraten euch, ob der brandheiß oder lauwarm rauskam! Also holt euren Iced Wasauchimmerihrmögt und rein ins Set-Café! Auf YouTube, Spotify, iTunes, Deezer, Amazon Music, Google Podcasts & als RSS-Feed Instagram: → https://www.instagram.com/setcafe.podcast/ Alexander Diosegi → https://www.instagram.com/alexanderdiosegi/ Abraham Nielebock → https://www.instagram.com/anpicturesx/ Regina Grimm → https://www.instagram.com/reginaginagrimm/

Board Game Hot Takes

In Episode 304 we give our hot take review on Emberleaf covering the mechanisms, the production, and our overall feelings of the game.We discuss a poll on anthropomorphic animals in board games and also discuss some games that have been on our tables including Dune: War for Arrakis and Blueprints and Chris discusses his excitement about finally receiving (after 8 years) his crowdfunded Dawn of Madness.Timestamps:00:00 Introduction00:22 Poll Time: Anthromorphic Animals?09:11 Emberleaf Description11:30 Gameplay and Mechanisms31:27 Production and Theme39:44 Final Thoughts47:48 Dawn of Madness50:56 Dune: War for Arrakis1:04:27 Blueprints1:11:25 Listener ShoutoutIf you enjoy the show, please consider supporting us at https://www.patreon.com/boardgamehottakesFollow us on BlueSky: https://bsky.app/profile/boardgamehottakes.bsky.socialJoin our Board Game Arena Community: https://boardgamearena.com/group?id=11417205Join our Discord server at:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://discord.gg/vMtAYQWURd⁠⁠⁠⁠

Shouting Into the Void
Ep.283 Which Merchant Does Best on Arrakis?

Shouting Into the Void

Play Episode Listen Later May 25, 2026 65:09


Send us Fan MailIn this one, Mike and Cody are day trading in the spice market and they need some help. Luckily video games and movies have been populating merchants for us to use for years. NEW SITV MERCH!JOIN THE PATREON!https://linktr.ee/sitvpodAlbum art by @haileycomet_tattooHailey Comet TattooSupport the show

Acid Camp Podcast
Clay Wilson - Interdimensional Romance

Acid Camp Podcast

Play Episode Listen Later May 15, 2026 4:55


Contours brings together New York–based producers and DJs Abby Echiverri and Clay Wilson for a four-track 12” on Acid Camp. The record moves across acid house and techno, unified by a clear craft for pressure, pacing, and machine-driven tracks, with moments of restraint that hold up far beyond the dancefloor. Wilson opens the A-side with “Interdimensional Romance,” a science fiction workout that threads together acid echoes of Chicago, Detroit, and New York. “Nightride” follows with a more laid-back approach, rooted in acid yet softer around the edges, with a subtle '90s pull. On the B-side, Echiverri's panned synths on “Chaos Terrain” vividly wax and wane across layers of LFOs. “Roche Lobe” closes the record in a more spacious mood—another acid-minded piece, less aimed at peak-time utility than at the late-night afterglow of the club. Together, the four tracks understand acid not as a fixed formula, but as a flexible language. These are the songs of the underground clubs on Arrakis. See you at the front of the speakers. Contours is released as a 12” on Acid Camp Records. Written and produced by Abby Echiverri and Clay Wilson Artwork by Gabe Benzur Layout by Cookhouse Studio Mastered & Cut by Tim Xavier at Manmade Mastering Berlin Pressed at RAND Liner notes written by Daniel Sharp

Sci-Fi Talk
Journey to Arrakis — Episode 2: Movies And Mini Series

Sci-Fi Talk

Play Episode Listen Later May 1, 2026 51:40


In this second chapter of Journey to Arrakis, we continue our deep exploration of the Dune universe with returning guest Brian Herbert, author, biographer, and steward of his father Frank Herbert's legacy. This episode shifts from the origins of Dune to its earliest screen lives, as Brian reflects on the bold, controversial, and often misunderstood adaptations that paved the way for today's resurgence. From David Lynch's visually arresting 1984 film to the SyFy Channel's ambitious early‑2000s miniseries, Brian offers rare insight into how these interpretations honored, challenged, and expanded the world his father created. SAVE 17% ON PLUS   

Idle Red Hands
The Weekly Podcast no.332 – D&D Outsourcing, Paizo Printables, Dune Sells Out and LowLife RPG

Idle Red Hands

Play Episode Listen Later Apr 18, 2026 40:15


Wizards of the Coast (WotC) is signaling a massive strategic shift toward outsourcing the development of official *Dungeons & Dragons* content to third-party publishers, as evidenced by a recent job post for a “TRPG Publishing Lead”. This role is explicitly tasked with overseeing “externally developed D&D content, including adventures, campaign materials, guides, and artwork”. This change follows internal team restructuring, the adoption of a holistic D&D franchise model, and WotC’s recent decision to actively feature third-party products on D&D Beyond. Although WotC has previously worked with third-party designers for early D&D 5E supplements like “Hoard of the Dragon Queen” and “Princes of the Apocalypse” The practice was largely abandoned in 2016, making this an important new chapter in the company’s relationship with outside publishers. Paizo's Pathfinder launched a new subscription service called Paizo Printables on April 2, offering 3D printable miniature files and accompanying TTRPG content. The service provides two monthly subscription tiers—$4.99 and $9.99—with the higher tier including a welcome pack of 25 minis, a monthly themed pack, and digital rulebooks. Associate publisher Thurston Hillman stated that the primary goal is accessibility, bypassing the delays of physical production, and the new format offers Paizo the freedom to create niche, setting-specific miniatures. Ultimately, Paizo aims to use the platform to introduce exclusive rules content and new ancestries to the game in the future. A new physical and digital bundle is available for the Dune – Adventures in the Imperium RPG by Modiphius, with a portion of the proceeds supporting the American Civil Liberties Union (ACLU). The physical bundle includes the *Agents of Dune Deluxe Starter Set*, the Atreides collector's edition of the *Dune: Core Rulebook*, and an Arrakis-themed dice set. Most of the titles offered in the physical bundle seem to be sold out as of this post. The Kickstarter campaign for LOWLIFE: A DUNGEON DEGENERATES ROLE PLAYING GAME, by Sean Äaberg and Goblinko, is currently live and heading toward its funding goal. The project is a major expansion of the Dungeon Degenerates: Hand of Doom board game world, creating a full TTRPG described as “Grand Theft Auto meets Game of Thrones” and focused on “low drama” stories of survival in the dark fantasy continent of Bödengärd. The game utilizes a customized Old School Renaissance (OSR) engine with a d20 roll-low mechanic and features simultaneous, deadly combat. Key mechanics include tracking “Meat & Morale” as a combined resource—where the spirit often breaks before the body—and using “Heat” to track the players’ wanted level with local authorities. Core reward tiers include the *LowLife Core RPG Book*, the Doomed Life expansion (to bridge the RPG and board game), and world guides. #dnd #paizo #dunerpg #lowliferpg Paizo Printables: https://store.paizo.com/paizoprintables/ Paizo Humble Bundle: https://www.humblebundle.com/books/pathfinder-second-edition-bundle-at-center-world-paizo-inc-books LowLife RPG: https://www.kickstarter.com/projects/seanaaberg/lowlife-a-dungeon-degenerates-role-playing-game Dune Bundles: Physical – https://humblebundleinc.sjv.io/1G1KE9 Digital – https://humblebundleinc.sjv.io/WO4PBA Warmachine on MyMiniFactory: https://mmf.io/upturned Mantic Companion App: https://companion.manticgames.com/ Use our Referral code: MCTXEE Support Us by Shopping on DTRPG (afilliate link): https://www.drivethrurpg.com?affiliate_id=2081746 Matt’s DriveThruRPG Publications: https://www.drivethrurpg.com/browse.php?author=Matthew%20Robinson https://substack.com/@matthewrobinson3 Chris on social media: https://hyvemynd.itch.io/​​ Jeremy's Links: http://www.abusecartoons.com/​​ http://www.rcharvey.com ​​Support Us on Patreon: https://www.patreon.com/upturnedtable Give us a tip on our livestream: https://streamlabs.com/upturnedtabletop/tip​ Donate or give us a tip on Paypal: https://www.paypal.com/ncp/payment/2754JZFW2QZU4 Intro song is “Chips” by KokoroNoMe https://kokoronome.bandcamp.com/

Opinions are Cheap
Warrior Chats 12 - Dune It Right

Opinions are Cheap

Play Episode Listen Later Apr 18, 2026 59:11


This week, Cameron and Wintermute talk about one of their favorite scifi worlds and the many stories hidden under the sands of Arrakis. Arakas? Arakes? I don't know how to spell it, I've never opened the book.

Qué Rico el Mambo Podcast
Episodio 108 - No hay música maestro

Qué Rico el Mambo Podcast

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 136:06


Nuevo mambo donde comentamos las últimas noticias del sector. Chema nos cuenta su vista a las Joc del Pirineu. Además, reseñamos Marrakesh, Forest Shuffle: Dartmoon, Dune: War of Arrakis y Chicago 68. También recomendamos la serie Industry y Kill Bill.  Si te gusta lo que hacemos puedes apoyarnos en https://ko-fi.com/quericoelmambo  

Sci-Fi Talk
Journey To Arrakis Episode One - The Birth Of Dune

Sci-Fi Talk

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 34:19


In this premiere episode of Journey to Arrakis, we open the doors to the vast, windswept universe of Dune by going straight to the source. Author and biographer Brian Herbert joins us for an intimate conversation about his father, Frank Herbert, the mind behind one of the most influential science‑fiction sagas ever written. Brian reflects on Frank's creative process, the philosophical roots of the Dune universe, and the personal experiences that shaped the novel's themes—ecology, power, religion, and human potential. Together, we explore how a single story about a desert planet grew into a cultural touchstone that continues to challenge and inspire readers more than half a century later. Featured Audio With permission from Macmillan Audio, this episode includes select clips from the audiobook of Dune, offering listeners a vivid entry point into the world of Arrakis: Princess Irulan's private writings, which frame the political and historical tensions surrounding Paul Atreides A dramatic moment in which Paul and Jessica, fugitives in the desert, encounter the Fremen for the first time—an encounter that will alter the fate of the Imperium What You'll Hear in This Episode Brian Herbert's memories of Frank Herbert The philosophical and political questions that shaped the novel Immersive audio moments from the original Dune audiobook Why This Episode Matters To understand Dune, you must first understand the man who imagined it. This conversation sets the foundation for the entire Journey to Arrakis series, grounding the sweeping mythology in the real human story behind it. Support My Walk To Battle Pancreatic Cancer in Purple Stride  

Kinea Investimentos
Kinea Insights - Duna | Petróleo, Geografia e Poder

Kinea Investimentos

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 26:05


Em Duna, quem controla a especiaria controla o universo. No mundo real, quem controla o petróleo controla a economia.Neste Kinea Insights, fazemos uma jornada pelo petróleo: explicamos a dinâmica desse mercado, os impactos da guerra e a nossa visão para o restante do ano.O Golfo Pérsico vira Arrakis e o Estreito de Ormuz o ponto central por onde passa o equilíbrio entre geopolítica, energia e mercados.Por Ruy Alves, Sócio e Gestor de Investimentos, Leandro Souza, Head de Research de Ações e Commodities e Antonio Zacharias, Analista de Commodities.

New Books Network
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books Network

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/new-books-network

New Books in Science Fiction
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books in Science Fiction

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/science-fiction

New Books in Science
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books in Science

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/science

New Books in Science, Technology, and Society
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books in Science, Technology, and Society

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/science-technology-and-society

New Books in Physics and Chemistry
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books in Physics and Chemistry

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

New Books in Physics and Chemistry
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

New Books in Physics and Chemistry

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

NBN Book of the Day
Keith Cooper, "Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact" (Reaktion, 2025)

NBN Book of the Day

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 49:34


Have you ever wondered what it would be like to watch a double sunset on Tatooine, stand among the sand dunes of Arrakis or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora? In Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact (Reaktion, 2025), Keith Cooper explores the fictional planets of films such as Star Wars, Dune and Avatar, and discusses how realistic they are based on our current scientific understanding and astronomical observations. The real exoplanets astronomers are now discovering are truly stranger than fiction, as the author shows. Featuring insights from over a dozen scientists and award-winning science-fiction authors, including Charlie Jane Anders, Stephen Baxter and Alastair Reynolds, Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact is perfect for readers of popular science and fans of science fiction. This interview was conducted by Dr. Miranda Melcher whose book focuses on post-conflict military integration, understanding treaty negotiation and implementation in civil war contexts, with qualitative analysis of the Angolan and Mozambican civil wars. You can find Miranda's interviews on New Books with Miranda Melcher, wherever you get your podcasts. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/book-of-the-day

High Society Radio
HSR 4/9/26 Clown Planet ClownCast

High Society Radio

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 58:43


Faga, Stanley, and Dom are back at it, moving from the low-stakes drama of NYC bar openings to the high-stakes reality of North Korean special forces. The guys dive into why betting has officially ruined the sports bar experience, the rumors surrounding Floyd Mayweather's finances, and why North Korea is basically Arrakis from Dune.We also break down the "Kai-verse" for the uninitiated, discuss why Chris Jericho might finally be washed, and look at the actual size of China compared to the USA. From Biden's pardons to the Pizza Hut P'zone, no stone is left unturned.Air Date 4/9/26DON'T FORGET TO WATCH FAGA'S NEW SPECIAL "BURN AFTER SAYING" ON THE HSR YOUTUBE PAGE!⁠⁠https://www.youtube.com/watch?v=TxIHJU2LotU⁠⁠Support Our Sponsors!YoKratom! - https://yokratom.com/Body Brain Coffee: https://bodybraincoffee.com/ - Grab A Bag of Body Brain Coffee with Promo Code HSR20 to get 20% off!3rd Mic Harrington: https://3rdmicharrington.com/High Society Radio is 2 native New Yorkers who started from the bottom and didn't raise up much. That's not the point, if you enjoy a sideways view on technology, current events, or just an in depth analysis of action movies from 2006 this is the show for you.Chris Stanley is the on air producer for Bennington on Sirius XM.Chris Faga is a lifelong street urchin, a former head chef, county comitteman and supposed comedian. Twitter: https://twitter.com/ChrisFromBklynInstagram: https://www.instagram.com/chrisfrombklynEngineer: DomExecutive Producer: JorgeInstagram: https://www.instagram.com/themharrington/Twitter: https://twitter.com/TheMHarringtonSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

The Art of Costume Blogcast
Dune (1984) - David Lynch Series

The Art of Costume Blogcast

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 68:59


This week on The Art of Costume Podcast, we kick off our three-part series, Dressed in the Red Room: The David Lynch Series, by traveling to Arrakis—but not as you know it. Things are stranger here. Much stranger. We're diving into Dune (1984), David Lynch's bold, baffling, and utterly unforgettable take on the sci-fi epic.Join Spencer and Elizabeth as they unpack Lynch's complicated relationship with the film, the bizarre brilliance of Bob Ringwood's costume design, the iconic stillsuits, and the otherworldly regalia of the Bene Gesserit. And yes… we have to talk about Sting's infamous near-miss jockstrap moment.It's weird, it's wonderful, it's a little unhinged—so step into the spice-filled unknown and experience a vision of Dune you truly have to see to believe.

The Art of Costume Blogcast
Dune (1984) - David Lynch Series

The Art of Costume Blogcast

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 68:59


This week on The Art of Costume Podcast, we kick off our three-part series, Dressed in the Red Room: The David Lynch Series, by traveling to Arrakis—but not as you know it. Things are stranger here. Much stranger. We're diving into Dune (1984), David Lynch's bold, baffling, and utterly unforgettable take on the sci-fi epic.Join Spencer and Elizabeth as they unpack Lynch's complicated relationship with the film, the bizarre brilliance of Bob Ringwood's costume design, the iconic stillsuits, and the otherworldly regalia of the Bene Gesserit. And yes… we have to talk about Sting's infamous near-miss jockstrap moment.It's weird, it's wonderful, it's a little unhinged—so step into the spice-filled unknown and experience a vision of Dune you truly have to see to believe.

Welcome To Meet You
Welcome to Arrakis

Welcome To Meet You

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 58:53


I must not fear.Fear is the mind-killer.Fear is the little-death that brings total obliteration.I will face my fear.I will permit it to pass over me and through me.And when it has gone past, I will turn the inner eye to see its path.Where the fear has gone there will be nothing.Only I will remain.SUBSCRIBE TO THE WELCOME TO MEET YOU PATREON FOR FULL ACCESS TO EXCLUSIVE EPISODES ALL OUR LINKS CAN BE FOUND HERE 

Stoner Budeez Podcast
E129: DuneCast

Stoner Budeez Podcast

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 51:42


In this episode, Brian, Bean, and Gary dive into the world of Dune with a laid-back, beginner-friendly breakdown. We're keeping it simple and fun as we explore the basics of the Dune universe—from Arrakis and spice to sandworms and the key players shaping the story.Whether you're brand new or just need a quick refresher, this is your Dune 101 crash course with that classic Budeez twist.Roll something up, sit back, and Keep it Rollin'.

Geek Freaks
Spider-Man's Mutation, Dune's Next Era, and the Daredevil: Born Again S2 Pre-Game

Geek Freaks

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 48:08


Why Listen? Find out why Peter Parker's body might be failing him in the newest trailer and which secret X-Men cameo just changed the trajectory of the MCU. Whether you are curious about the "Man-Spider" theory or the political fallout of Wilson Fisk's mayoralty, this episode provides the deep-dive analysis you need to stay ahead of the curve. What You'll Learn The Man-Spider Theory: Evidence of Peter Parker's mutating body and organic web-shooters. MCU Mutants: The subtle clues pointing to Sadie Sink as the MCU's Jean Grey. The Golden Path: Why Paul Atreides' journey in Dune is darker than you think. Kingpin's New Era: What to expect from the premiere of Daredevil: Born Again Season 2. Is Peter Parker Mutating into Man-Spider? In this episode, Frank and Squeaks break down the high-octane Spider-Man: Brave New World trailer. We explore the haunting theory that Peter's powers are evolving—or decaying—into something more monstrous. With Peter increasingly isolated and stalking his old friends, the stakes have never been more personal. We also look at the Hulk's mysterious arm brace and what it means for the return of a more "Savage" version of the character. Did the X-Men Just Secretly Arrive in the MCU? The nerd world is buzzing about a specific jacket seen in the trailer. Could Sadie Sink be playing a young Jean Grey, or is this another Black Cat bait-and-switch? We analyze the visual evidence and discuss how the MCU is slowly "dropping" mutants into the narrative without a formal announcement. We also spot some deep-cut comic villains like Boomerang and Tarantula that suggest a more grounded, street-level focus for this installment. How Will Dune Handle the Terror of Face Dancers? Shifting gears to Arrakis, we dive into the latest Dune footage. The focus shifts to the terrifying "Face Dancers"—shapeshifters who can infiltrate any organization. We discuss the "Golden Path" and Paul Atreides' realization that his rise to power will be paved with blood. This segment explores the psychological horror elements being brought to the forefront of the sci-fi epic. Timestamps and Topics 00:00:00 - Introductions and Patreon shoutouts. 00:01:13 - Spider-Man: Brave New World trailer reaction. 00:03:10 - Peter Parker's mutation and the "Man-Spider" theory. 00:07:53 - Analyzying the Sadie Sink / Jean Grey cameo clues. 00:15:09 - Dune trailer breakdown: Face Dancers and the Golden Path. 00:26:58 - Daredevil: Born Again Season 2 Pre-Game and Kingpin's empire. 00:46:00 - Recommendation of the Week: Primal by Genndy Tartakovsky. Key Takeaways Isolated Hero: Peter Parker's "fresh start" has left him more vulnerable and potentially more dangerous as he struggles with his changing biology. The Mutant Blueprint: The MCU is likely using background characters to establish X-Men lore before the formal team-up. Political Warfare: Daredevil Season 2 isn't just about fighting; it's about Wilson Fisk legitimizing his power through the Mayor's office. Sci-Fi Horror: Dune is leaning heavily into the "Face Dancer" shapeshifting lore, which adds a layer of paranoia to Paul's journey. Quotes "I think a lot of people wanted a grounded Spider-Man, but we're also kind of getting this isolated Spider-Man as well." "Imagine if Fisk was handing that key over instead of her. I'd lose my damn mind." "He knows the golden path is going to be laid in blood. He has to conquer the universe first." Call to Action Follow the show right now so you never miss a theory! If you enjoyed this breakdown, please leave a five-star review on Apple Podcasts and share this episode on social media using the hashtag #GeekFreaks. Your support helps us climb the charts and keep the lights on in the nerd-cave. Links and Resources HELP OUR FRIENDS IN HAWAII: https://hawaiifoodbank.org/  Source Website: GeekFreaksPodcast.com Searchable Transcripts: GeekFreaksPodcast.com/transcripts Related Episode: Our Dune Part 2 Deep Dive (Check our archive) Follow Us Stay connected with the crew! TikTok/Instagram/X: @GeekFreaksPod Join our community on Discord to discuss the latest trailers. Listener Questions Is Paul Atreides a hero or a villain in your eyes? Do you think Sadie Sink is playing Jean Grey? Send your theories and questions to our social handles or via our website to be featured in next week's episode! Spider-Man, Marvel, MCU, Dune, Daredevil, Kingpin, Hulk, Jean Grey, X-Men, Primal, Genndy Tartakovsky, Podcast, Nerd News, Movie Trailers.

Analytic Dreamz: Notorious Mass Effect
"DUNE: PART THREE | OFFICIAL TEASER TRAILER"

Analytic Dreamz: Notorious Mass Effect

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 8:33


Linktree: ⁠https://linktr.ee/Analytic⁠Join The Normandy For Ad-Free NME, Additional Bonus Audio And Visual Content For All Things Nme+! Join Here:⁠ ⁠⁠https://ow.ly/msoH50WCu0K⁠Analytic Dreamz reacts to the newly released official teaser trailer for Dune: Part Three, the epic conclusion to Denis Villeneuve's sci-fi saga, dropped on March 17, 2026. In this segment of Notorious Mass Effect, Analytic Dreamz breaks down the highly anticipated footage for Dune: Part Three (adapting Frank Herbert's Dune Messiah), set for theatrical release December 18, 2026.The teaser, over 2 minutes long and filmed for IMAX, opens with intimate moments between Timothée Chalamet's Paul Atreides and Zendaya's Chani discussing their future child—naming possibilities like Ghanima or Leto—before escalating into galactic conflict, holy war consequences, and Paul's burdened messiah role. Returning stars include Zendaya, Florence Pugh as Princess Irulan, Rebecca Ferguson, Javier Bardem as Stilgar, Anya Taylor-Joy as Alia Atreides, and Jason Momoa. Newcomer Robert Pattinson debuts as the shape-shifting antagonist Scytale, adding intrigue to the power struggles and internal torment plaguing Paul 17 years after Part Two.The trailer showcases explosive battles, Fremen chants, stunning Arrakis visuals, and Villeneuve's signature scale, with fans praising its addictive quality, epic war sequences, and premium treatment. Directed by Villeneuve and co-written with Brian K. Vaughan, it promises to explore the heavy cost of power, political marriages, Chani's abandonment, and the fallout of Paul's jihad.Analytic Dreamz dissects key moments, character arcs, book-to-screen differences, first-look reveals, and why this teaser positions Dune: Part Three as one of 2026's biggest blockbusters. From the foreshadowing of tragedy to the massive scope of intergalactic war, this reaction unpacks how Villeneuve delivers the ambitious epilogue fans have awaited.Privacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy

WHO C2C
Doctor Who | The Violet Hour: Thirteenth Doctor Adventures 1.5 REVIEWED

WHO C2C

Play Episode Listen Later Mar 22, 2026 55:28


Send us a text and let us know what you think of our podcast!As regular listeners will know, Geoff is a MASSIVE FAN of spooky stories AND the 13th Doctor - so you can probably guess where THE VIOLET HOUR ranks in his pantheon of favourite Doctor Who stories! But Rafaella Marcus' latest Big Finish tale is more than just a supernatural mystery; it is a poignant exploration of the human experience, reflecting on the lengths we go to for closure and the dangers that may lie in our obsessions, however well-intentioned they may be. So listen up as we reflect on the latest 13th Doctor story to hit the shelves and discuss some pretty deep themes! And ghosts! PLUS we camo-up to hunt the badlands of the latest Predator movie, sling some webs around the latest Spiderman trailer AND don our stillsuits to explore the ancient deserts of Arrakis in our semi-regular feature, The Time Space Visualiser! Support the showSubscribe to Who Corner to Corner on your podcast app to make sure you don't miss an episode! Now available to watch on YouTube!Join the Doctor Who chat with us and other fans on Twitter and Facebook!Visit the Who Corner to Corner website and see our back catalogue of episodes!Visit the WHOC2C merch store!Enjoying what we do? Consider joining our Explorers Subscription plan for more content! Who Corner to Corner: Great guests and 100% positive Doctor Who chat!

Cinema Strikes Back
#377 Dune 3: Der Teaser im Detail erklärt! | Podcast

Cinema Strikes Back

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 111:46


Geht es eigentlich noch EPISCHER? Diese Woche ist der erste Teaser für DUNE PART THREE erschienen und natürlich lassen wir uns die Chance nicht nehmen, darüber zu sprechen. Jonas und Alper gehen zusammen in jedes einzelne Detail des Trailers und spekulieren, was im dritten Film von Denis Villeneuve's Sci-Fi-Epos alles so passieren wird. Wie viel Zeit ist nach DUNE PART TWO vergangen? Welche neuen Fraktionen kommen bereits im Teaser ins Spiel? Und vor allem: warum ist Jason Momoa als Duncan Idaho wieder zu sehen? Vom Wüstenplaneten Arrakis begeben sich dann Alper, Marius und Lenny ins Weltall und quatschen über ihre Lieblingsweltraumfilme! Welche überraschenden Kandidaten gewählt wurden und warum Lenny lieber auf der Erde bleibt, erfahrt ihr hier. Bei den Starts der Woche dreht sich mit IS THIS THING ON? alles um das Thema Comedy. Wird der neue Film von Bradley Cooper seinem Hype gerecht? Außerdem schaltet sich Xenia kurz für ihre Meinung zu PEAKY BLINDERS: THE IMMORTAL MAN dazu. Diese Woche bekommt ihr wieder eine extralange und vollgepackte Podcastfolge hier auf CINEMA STRIKES BACK! Viel Spaß. :) An folgende Nummer könnt ihr uns eine Sprachi schicken: 01522/6787543

Secret Group of Brown Kids at the Movies
Dune: Part One (2021)

Secret Group of Brown Kids at the Movies

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 142:36


We're finally dropping the Denis Villeneuve pack after 2 long years. Kicking it off on the planet of Arrakis with Mauricio and Chris coming aboard to help the pod spread intergalactic colonialism and move weight. 

DunaCast
S03EP09: Filhos de Duna (Cap 21 e 22)

DunaCast

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 88:40


Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast. O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.Capítulo 21Alia enfrenta pressão por todos os lados. Os Naibs Fremen exigem o retorno de Lady Jéssica ao Conselho, enquanto a CHOAM e a Guilda Espacial conspiram nos bastidores para quebrar o monopólio da especiaria. Idaho percebe que Alia está "possuída" (Abominação) por um ancestral. Enquanto Alia teme pela própria vida, Duncan tem uma visão profética de Leto II e Ghanima em perigo real, alertando sobre a importação de animais vivos (uma possível arma biológica ou assassina).Capítulo 22O reencontro entre Jéssica e Alia é marcado por uma guerra fria psicológica. Jéssica retorna de Caladan com a missão da Bene Gesserit de conter o fanatismo religioso criado em torno de Paul, mas encontra uma filha quase irreconhecível. O amante de Alia, Javid, tenta manipular Jéssica para que ela denuncie o Pregador, mas Jéssica percebe a armadilha e a corrupção moral da corte de Alia. Jéssica conclui que Alia não é apenas uma vítima, mas uma participante voluntária de sua própria queda, agindo para destruir o legado de Paul.Convocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedOu você pode contribuir via PIX. Nosso PIX é nosso e-mail:dunacast@gmail.comNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Daniel Rockenbach• Instagram: https://www.instagram.com/danielrockenbach/

El Tablero Podcast
ET201: La Turra mata la mente, me enfrentaré a la Turra y ésta pasará a traves de mi...

El Tablero Podcast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026


 Empezamos la charla con una fé de erratas del episodio anterior y hablando de juegos de exploracion.Luego Roi viene con Black Friday y Calimala, los juegos de la semana Dune: War for Arrakis y Watergate. Para acabar tres breves, un videojuego, WH40K: Space Marines 2, y dos series, The Gold y Death By Lighting  DESCARGAR 

Bards of the Board
This is a Top 5 Board Game of All Time?? Dune Imperium Board Game Review | EP 53

Bards of the Board

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 69:28


This week on Bards of the Board, we journey to Arrakis.Jason brings one of his all-time favorites to the table: Dune: Imperium — the deck-building, worker-placement epic that blends political intrigue, resource management, and all-out conflict in the battle for spice. While it may lean heavier than some games we typically cover, Robbie found himself thoroughly hooked… and maybe a little obsessed.We break down what makes Dune: Imperium such a standout modern strategy game — from its tense combat phases and meaningful decision space to the elegant way deck-building fuels every move you make on the board. Is it too heavy for casual players? Does the strategy overwhelm the fun? Or is this the perfect bridge into deeper tabletop experiences?If you've been curious about Dune: Imperium but intimidated by its reputation, this episode is for you. We unpack the systems, highlight why it works so well, and do our best to make the spice flow in a way that's digestible for everyone.Fear is the mind-killer… but great game design? That sticks with you.You can find Dune: Imperium for yourself at:https://amzn.to/3OdbPVkJason and Robbie have the goal of introducing non-gamers to the amazing world of tabletop gaming. With over 35 years of modern board gaming experience, we strive to open newer gamers to a variety of games that may be fun and exciting for them. Whether it's the theme, mechanics, or length of the game, we hope to demystify the negative stigma that often accompanies tabletop gaming and help players realize the tabletop gaming world is for everyone!We hope you accompany us on this journey … and join us at the table!Be sure to follow us on Instagram as well!https://www.instagram.com/bards_of_the_board/Chapters:0:00 Intro2:07 Games We've Played Lately21:00 Dune Imperium1:02:50 Cookie Scale1:08:03 Final Thoughts

They Create Worlds
Virgin Games

They Create Worlds

Play Episode Listen Later Feb 1, 2026 90:57


TCW Podcast Episode 251 - Virgin Games   As a companion piece to our Mastertronic episode, we look at the rise and fall of Virgin Games. Beginning with Richard Branson's mail-order record business and the success of Virgin Records, the company expanded into games under executive Nick Alexander, whose interest in the industry led to the creation of a Virgin gaming subsidiary. Early successes included the Dan Dare series and computer adaptations of board games. In 1987 Virgin took a stake in Mastertronic, and in 1988 fully acquired the company, gaining both its budget software business and its role in the SEGA Master System launch. From there Virgin Games developed into two distinct arms. In Europe, the company focused on distribution, bringing major publishers and licenses into the region. In the United States, Virgin built on Mastertronic's development studio, centering on strong talent and overlooked licenses, producing titles such as Spot, Cool Spot, Global Gladiators, and later major Disney games including Aladdin and The Lion King. On PC, the company found success with The 7th Guest and through the acquisition of Westwood Studios, gaining Command and Conquer. Virgin Games also had a hand in publishing Dune and Dune II. In the mid-1990s the Virgin Group began seeking a buyer, leading to Blockbuster's acquisition of Virgin Interactive, which soon placed the company under Viacom following the Paramount merger. Heavy corporate debt and shifting priorities resulted in the sale of Westwood to Electronic Arts. What remained was largely a European distribution business that later entered an agreement with Interplay and was ultimately acquired by Titus Interactive. After the collapse of the dot-com bubble, mounting debt forced Titus to shutter the company, and in 2005 Virgin Interactive quietly disappeared   TCW 105 - The Big Voice of Magnavox: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-big-voice-of-magnavox/ TCW 106 - The Small Voice of Magnavox: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-small-voice-of-magnavox/ TCW 026 - The Magnavox Odyssey: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-magnavox-odyssey/ TCW 027 - The Magnavox Patent Lawsuits: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-magnavox-patent-lawsuits-friday-september-16-2016-1003-am/ Mike Oldfield - Tubular Bells (Live BBC 1973): https://www.youtube.com/watch?v=nbYQYOM66MA Dan Dare - Pilot of the Future (ZX Spectrum): https://www.youtube.com/watch?v=vUEDOu5ewIQ Dan Dare II - Mekons` Revenge (ZX Spectrum): https://www.youtube.com/watch?v=9Lheo_ao8K4 Dan Dare III - The Escape (Amiga): https://www.youtube.com/watch?v=IK62NSaE75s Monopoly - Virgin Games (DOS): https://www.youtube.com/watch?v=un6iagpCwWw Spot - The Video Game (NES): https://www.youtube.com/watch?v=a8Ezmf6z3kM 7-Up Spot Commercials: https://www.youtube.com/watch?v=ubNTMHqz6_c TCW 229 - US Gold: https://podcast.theycreateworlds.com/e/us-gold/ TCW 023 - The Complete Tetris Story: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-complete-tetris-story/ Lure of the Temptress (Amiga): https://www.youtube.com/watch?v=AwSS5zA74jQ Jimmy White's Whirlwind Snooker (Amiga): https://www.youtube.com/watch?v=5Pr3IsnqxGs Cannon Fodder (Amiga): https://www.youtube.com/watch?v=OFP8WUrBVHc Previous High Scores C&C Ad: https://www.reddit.com/r/OldSchoolRidiculous/comments/x1k61n/could_you_even_imagine_if_westwood_studios/ Robin Hood Prince of Thieves (NES): https://www.youtube.com/watch?v=F_1AGDZiLVY Robin Hood Men in Tights - English Accent: https://www.youtube.com/watch?v=h9tEH7iWOyk Global Gladiators (Genesis): https://www.youtube.com/watch?v=yy9_-iEdXAA Cool Spot (Genesis): https://www.youtube.com/watch?v=MTROI2ODRM4 Aladin (Genesis): https://www.youtube.com/watch?v=ngqx0rq7ACg The Jungle Book (Genesis): https://www.youtube.com/watch?v=BivK2swrtqM Aladin (SNES): https://www.youtube.com/watch?v=G9m2gAuWkOY The Lion King (Genesis): https://www.youtube.com/watch?v=u-U4RObki-k TCW 194 - The 7th Guest: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-7th-guest/ The 7th Guest (PC): https://www.youtube.com/watch?v=45Z-Q5KVTyI The Legend of Kyrandia: https://www.youtube.com/watch?v=FO6BE4HOjnM TCW 208 - Two Dunes the Battle for Arrakis: https://podcast.theycreateworlds.com/e/two-dunes-the-battle-for-arrakis/ TCW 082 - An Unlikely Pairing of Siliwood: https://podcast.theycreateworlds.com/e/an-unlikely-pairing-of-siliwood/ TCW 064 - The Rise and Fall of Infogrames Part 1: https://podcast.theycreateworlds.com/e/rise-and-fall-of-infogrames-part-1/ TCW 065 - The Rise and Fall of Infogrames Part 2: https://podcast.theycreateworlds.com/e/the-rise-and-fall-of-infogrames-part-2/   New episodes are on the 1st and 15th of every month!   TCW Email: feedback@theycreateworlds.com  Twitter: @tcwpodcast Patreon: https://www.patreon.com/theycreateworlds Alex's Video Game History Blog: http://videogamehistorian.wordpress.com Alex's book, published Dec 2019, is available at CRC Press and at major on-line retailers: http://bit.ly/TCWBOOK1     Intro Music: Josh Woodward - Airplane Mode -  Music - "Airplane Mode" by Josh Woodward. Free download: http://joshwoodward.com/song/AirplaneMode  Outro Music: RoleMusic - Bacterial Love: http://freemusicarchive.org/music/Rolemusic/Pop_Singles_Compilation_2014/01_rolemusic_-_bacterial_love    Copyright: Attribution: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Talk'aran'rhiod: The Wheel of Time Showcast
Shelf to Screen SNEAK PEAK - Dune: Part One

Talk'aran'rhiod: The Wheel of Time Showcast

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 75:30


Check out our newest podcast, Shelf to Screen!  The podcast where we discuss scifi and fantasy literary adaptations to the screen.  In this inaugural episode, Joe, Jen, and Tom talk the 2021 adaptation of Frank Herbert's "Dune!"We'll dive into the origins of the novel, we'll talk a bit about the path it took to in being adapted, and then we'll review the movie!Joe sets the stage with the help of Oregon! Jen sets the bar high with a message on time! Tom tries to assign blame appropriately!Remember: This is only the beginning!Be sure to subscribe to Shelf to Screen wherever you listen to podcasts.https://www.shelftoscreenpod.comSend us your thoughts and questions!Say hello to Shelf to Screen! After years of exploring the World of Dreams, Joe, Jen, & Tom are opening a new chapter. Introducing Shelf to Screen, the podcast that dissects the journey of sci-fi & fantasy stories from the library shelf to the silver screen.https://www.shelftoscreenpod.com/Support the showhttps://www.talkaranrhiod.com/YouTube: https://www.youtube.com/c/TalkaranrhiodInstagram: talk_aran_rhiodBluesky: @talkaranrhiodX: @arantalkDiscord: https://dsc.gg/talkaranrhiodMerch: https://www.newcreationsbyjen.com/collections/talkaranrhiod

Squelch! Another Hearthstone Podcast!
(Mass Effect: Andromeda) ARRAKIS AT HOME

Squelch! Another Hearthstone Podcast!

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 64:55


You can send us a message if you click this link. Maybe? Only one way to find out...Mass Effect: Andromeda - Episode 5This Week: Go to Elaaden do Mass Effect Andromeda things Next Week: Complete the Hunting the Archon quest, go to H-047c, and have WAY too much fun driving around in the Mako 2Support the showContact: http://linktr.ee/squelchcast Support the show on Patreon at https://www.patreon.com/c/Squelch or https://www.twitch.tv/dan0play Join our Discord at https://discord.gg/HwPPtX627k

DunaCast
S03EP08: Filhos de Duna (Cap 19 e 20)

DunaCast

Play Episode Listen Later Dec 7, 2025 115:37


Bem-vindos a Arrakis e bem-vindos ao DunaCast. O DunaCast vai ser o podcast que irá analisar detalhadamente todos os 60 capítulos do livro Filhos de Duna e suas 511 páginas.O DunaCast é o podcast oficial do fandom de Duna no Brasil. Em cada episódio, discutimos sobre os personagens, as suas origens, as inspirações do autor Frank Herbert e as teorias e filosofias da saga. Pascoal Naib e convidados especiais analisam detalhadamente cada capítulo dos livros da saga Duna sem spoilers dos capítulos posteriores.Capítulo 19Duncan percebe que Alia não é mais a mesma. Ela tenta convencê-lo a sequestrar Jéssica, mas esse comportamento não condiz com os Atreides. Como pré-nascida, Alia carrega a persona de Jéssica em sua mente — algo que deveria impedi-la de agir assim. Duncan conclui, então, que outra consciência tomou o controle e bloqueou todas as demais. Duncan concorda em sequestrar Jéssica, mas não do modo que Alia deseja. Recusa-se a dizer quando ou para onde a levará. Ao sair, Idaho não consegue conter as lágrimas.Capítulo 20Enquanto Fremen de todas as tribos se reúnem na grande câmara para receber Jéssica como Reverenda Madre, Stilgar observa Jéssica e Ghanima conversando. Os gêmeos desafiam sua sanidade, mas são seu maior dever. Leto o deixou cheio de incertezas: crianças com memórias ancestrais não seguem tradições nem respostas prontas. Talvez essa fosse exatamente a lição que Leto tentava transmitir. Como ensinar alguém que nem teme a morte? Jéssica, por sua vez, tem pensamentos semelhantes conversando com Ghanima. Leto a desconcertou da mesma forma, manipulando suas lembranças e até despertando memórias de Paul. Ela se ressente de como as crianças podem “ativá-la” e “desativá-la” quando desejam. Ghanima, então, revela que Paul deixou muitas coisas não ditas — inclusive que amava Jéssica.Convocação para o jihad! Criamos uma campanha no Catarse para contribuições de nossos ouvintes que possam nos ajudar a garantir a produção contínua do DunaCast. Para saber mais, acesse: https://www.catarse.me/dunacast?ref=user_contributedOu você pode contribuir via PIX. Nosso PIX é nosso e-mail:dunacast@gmail.comNos envie sua pergunta, arte, curiosidade ou correção de algum erro nosso pelo e-mail dunacast@gmail.comLembre-se de se identificar no texto do e-mail e de colocar o título do episódio no assunto do e-mail. Será um prazer ler sua mensagem em nossos episódios.A arte de capa do DunaCast é um trabalho de Márcio Oliveira (instagram.com/marciooliveiradesign). A edição do DunaCast é um trabalho da Radiola Mecânica (radiolamecanica@gmail.com).Links• DunaCast• Twitter: twitter.com/dunacast• Instagram: instagram.com/dunacast• Telegram: https://t.me/dunacastoficial• Site: linktr.ee/dunacast• Duna Arrakis Brasil• Twitter: twitter.com/dunabrasil• Instagram: instagram.com/dunaarrakisbrasil• Facebook: https://www.facebook.com/groups/dunaarrakisbrasil• Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2a4hZ6JZtPxTS7yPOeLRjg• Medium: https://medium.com/@dunabrasil• Telegram: t.me/dunaarrakisbrasil• Site: linktr.ee/dunaarrakisbrasil• Pascoal Naib (Criador e Administrador)• Twitter: https://twitter.com/PascoalNaib• Instagram: https://www.instagram.com/pascoalnaibduna/• Rildon Oliver (Radiola Mecânica)• Instagram: https://www.instagram.com/radiolamecanica/• Fred Negrini• Instagram: https://www.instagram.com/frednegrini/• Livro “Sincronicidade e Presciência em Duna”: https://amzn.to/48qB0eV

Capital
Capital Intereconomía 11:00 a 12:00 02/12/2025

Capital

Play Episode Listen Later Dec 2, 2025 54:59


En Capital Intereconomía, los Desayunos de Capital han contado con la participación de Javier Marín, rector de Sinergia FP, quien ha explicado qué es este nuevo proyecto educativo, cómo es su primer centro en Madrid, por qué nace en este momento y cuáles son sus expectativas. Marín ha detallado los grados que impartirán, cuáles son los más demandados, la metodología que aplican y su estrecha conexión con el tejido empresarial. Además, ha analizado si la Formación Profesional vive realmente el auge que reflejan los datos y qué niveles de empleabilidad ofrece hoy. También hemos entrevistado a Miguel Ángel Pérez Laguna, director de comunicación de Ctx, y a Germán Torrado, fundador de Arrakis y codirector del Evento Ctx, para conocer las claves de esta cita tecnológica y su impacto en el ecosistema innovador. En la sección H2 Intereconomía, han intervenido José María Raya (CEO de Keyter–Intarcon) y Rafael Luque (CEO de Ariema), abordando los avances en innovaciones de hidrógeno, los retos y oportunidades del sector, el papel del hidrógeno en la descarbonización y la colaboración entre empresas españolas dentro de la cadena de valor: generación, transporte, almacenamiento y dispensación. También han explicado la importancia estratégica de la refrigeración en el desarrollo y aplicación del hidrógeno verde.

Board Game Barrage
#341: A Little Bit of Mailbag

Board Game Barrage

Play Episode Listen Later Aug 21, 2025 57:53


One, two, three, four, five, everybody in the car so come on let's ride ... to the mailbag! We're answering your pressing questions - and oh how they press - about all manner of things: Crowdfunding ads! Narrative games! Getting jaded about board games! You wrote in because you had to know what we thought, and who are we to say no. Before we get covered in papercuts, we talk about Wheedle, Dune: War for Arrakis, and Transgalactica. 02:05 - Wheedle 09:31 - Dune: War for Arrakis 19:52 - Transgalactica 34:00 - Mailbag 34:39 - Kickstarter red and green flags? 43:36 - Narrative in board games? 51:23 - Do we get jaded? Get added to the BGB community map at: https://boardgamebarrage.com/map Send us topic ideas at: https://boardgamebarrage.com/topics Check out our wiki at: https://boardgamebarrage.com/wiki Join the discussion at: https://boardgamebarrage.com/discord Join our Facebook group at: https://boardgamebarrage.com/facebook Get a Board Game Barrage T-shirt at: https://boardgamebarrage.com/store

The Art of Costume Blogcast
Live! Sketch to Screen: A Conversation with HBO and Max Originals' Costume Designers

The Art of Costume Blogcast

Play Episode Listen Later Aug 21, 2025 58:35


In a special episode of The Art of Costume Podcast, Spencer shares something extra special—our very first LIVE episode! Earlier this summer, Spencer partnered with HBO and Warner Bros. Discovery to moderate Sketch to Screen: A Conversation with HBO and Max Originals' Costume Designers.In this exclusive panel, eight Emmy-nominated costume designers take us behind the scenes of their groundbreaking work: Bojana Nikitović (Dune: Prophecy), Kathleen Felix-Hager (Hacks), Caroline McCall (House of the Dragon), Ann Foley (The Last of Us), Susan Lyall (Mountainhead), Helen Huang (The Penguin), Christina Flannery (The Righteous Gemstones), and Alex Bovaird (The White Lotus).Usually reserved for TV Academy and Guild members, this conversation is now all yours. From the deserts of Arrakis to the Seven Kingdoms of Westeros, get ready for a live celebration of artistry, imagination, and Emmy-worthy costumes that make us proud to be costume nerds.

Her Går Det Godt
Topmødet i Washington og forelsk dig i kunstig intelligens – Her Går Det Godt

Her Går Det Godt

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 11:20


Det er for egoets skyld, og for freden på kontinentet, og “I've seen this face a lot in the newspapers”, Trump og en Fårup Sommerland historie, 'hold hinanden ud og accepter hinanden, og ryd op, og der stinker af pis på Frederiksberg Allé', lad nu være med at tisse på gaden i Japan, timingen på det B2-bombefly er kejserens ankomst til Arrakis, F35-piloterne melder ind, og en forfærdelig togulykke, efterspillet med den borgmester, Thongbue Wongbandue, en chatbot-kærlighedshistorie, den kunstige intelligens' Godfather, ind med moderinstinktet og kæl for AI, RedBird Capital er ude med portemonnæen i mediebranchen, du skal bruge 2,5 millioner, men hvornår? NATO-landene skal op på de 5 %, og abetræet er DF-træet.Få 30 dages gratis prøveperiode (kan kun benyttes af nye Podimo-abonnenter)- http://podimo.dk/hgdg (99 kroner herefter)Værter: Esben Bjerre & Peter FalktoftRedigering: PodAmokKlip: PodAmokMusik: Her Går Det GodtInstagram:@hergaardetgodt@Peterfalktoft@Esbenbjerre

The Real Brian Show
427: I Got Worms | With Captain Influence

The Real Brian Show

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 44:33


I guess we're talking about worms and worm poop today. Apparently it's lucrative. But don't worry, as is the fashion with a show for the multipassionate person, we will nerd out on other, wonderful things that this life has to offer! Like giant worm poop on Arrakis! Once again, we have problems….The Real Brian Show is the show for the multipassionate person. We get to nerd out on all of the best things life has to offer!PLEASE SUPPORT TRBS in 2025!!!!Patreon: https://patreon.com/realbrianshowBuy Me a Coffee: https://www.buymeacoffee.com/iamtherealbrianMusic Spotify Playlists: TRBS 2025 Playlist on SpotifyTRB's GLORIOUSNESS (New Music) Playlist on SpotifyThe Captain Influence Playlist on SpotifySubscribe to The Real Brian Show Apple: https://podcasts.apple.com/us/podcast/the-real-brian-show/id1160475222Spotify: https://open.spotify.com/show/3UsRunmoQzHkrWbwmAjmLM?si=e76f534378ec4b8fYouTube: https://youtube.com/therealbrianSupport The Real Brian Show Buy Me a Coffee: https://www.buymeacoffee.com/iamtherealbrianPatreon: https://patreon.com/realbrianshowAMAZON LINK: Any time you purchase something off of Amazon, please consider using the TRBS affiliate link: https://amzn.to/3OVl49oAffiliate links mean I earn a commission from qualifying purchases. This helps support the channel at no additional cost to you!Connect With TRB and The Show! Website: https://realbrianshow.comFacebook: https://www.facebook.com/iamtherealbrian/TRBS Facebook Group: https://www.facebook.com/groups/realbrianshow/Twitter/X: https://twitter.com/iamtherealbrian

BGMania: A Video Game Music Podcast
Radio Hour, Volume 76

BGMania: A Video Game Music Podcast

Play Episode Listen Later Jun 25, 2025 78:01


Episode #377 of BGMania: A Video Game Music Podcast. Today on the show, Bryan closes out the month of June 2025 with another eclectic mix in Radio Hour, Volume 76! This episode features a handpicked blend of newly released tracks, nostalgic deep cuts, listener requests, and emotional standouts—ranging from the mysterious ambiance of The Alters, to the fierce battle energy of Bravely Default Flying Fairy HD Remastered, and even a live concert rendition from Grandia II. Whether you're in the mood to explore cursed ruins, cuddle up with a calico cat, or surf through synth-heavy sands on Arrakis, this playlist delivers a little something for everyone. Email the show at bgmaniapodcast@gmail.com with requests for upcoming episodes, questions, feedback, comments, concerns, or any other thoughts you'd like to share! Special thanks to our Executive Producers: Jexak, Xancu & Jeff. EPISODE PLAYLIST AND CREDITS The Alters Theme from The Alters [Piotr Musiał, 2025] Underwater Theme from Super Mario Bros. Special [Koji Kondo/Unknown, 1986] El Gato Negro from Quilts and Cats of Calico [Paweł Górniak, 2024] Unshakable Resolve from Octopath Traveler II [Yasunori Nishiki, 2023] Libra, Creature of Night from Elden Ring Nightreign [Shoi Miyazawa, Soma Tanizaki, Tai Tomisawa & Yuka Kitamura, 2025] Caligo, Miasma of Night from Elden Ring Nightreign [Shoi Miyazawa, Soma Tanizaki, Tai Tomisawa & Yuka Kitamura, 2025] Heolstor the Nightlord from Elden Ring Nightreign [Shoi Miyazawa, Soma Tanizaki, Tai Tomisawa & Yuka Kitamura, 2025] Main Theme from To a T [Keita Takahashi feat. Unknown, 2025] A Deus from Grandia II [Noriyuki Iwadare feat. Christina Branco, 2000] To One Who'll Stand and Fight -Title Theme- from A Valley Without Wind 2 [Pablo Vega feat. Hunter Vega, 2013] Welcome to Arrakis from Dune: Awakening [Knut Avenstroup Haugen feat. Chamber Orchestra of London, 2025] Fluctuations from MindsEye [Ryan Lee West, 2025] Serpent Eating the Ground -Final Boss Theme- from Bravely Default Flying Fairy HD Remastered [Revo, 2025] Elevate from Super Mega Baseball 4 [Justine Mina Ok, Gregory Mark Sgrulloni, Elyse Schiller & Compton Lindsey, 2023] LINKS Patreon: https://patreon.com/bgmania Website: https://bgmania.podbean.com/ Discord: https://discord.gg/cC73Heu Facebook: BGManiaPodcast X: BGManiaPodcast Instagram: BGManiaPodcast TikTok: BGManiaPodcast YouTube: BGManiaPodcast Twitch: BGManiaPodcast PODCAST NETWORK Very Good Music: A VGM Podcast Listening Religiously

The History of Literature
708 Science Fact and Science Fiction (with Keith Cooper) | AI Discovers a Work of Ancient Philosophy and Dreams Up a Reading List

The History of Literature

Play Episode Listen Later Jun 12, 2025 71:01


For decades, writers and filmmakers have imagined worlds where characters can do things like watch a double sunset (on Tatooine, of course), or stand among the sand dunes of Arrakis, or gaze at the gas-giant planet Polyphemus from the moon Pandora. But even as works like Star Wars, Dune, and Avatar have enticed us with their fictional renditions of planets beyond our reach, astronomers have slowly begun to compile a set of scientific truths about the actual exoplanets. In this episode, Jacke talks to author Keith Cooper (Amazing Worlds of Science Fiction and Science Fact) about the realities beyond imaginary planets. PLUS Jacke takes a look at two AI-related pieces of news: the recovery of writing long thought to be lost on a scroll charred by Vesuvian ash, and a summer reading list that surprised everyone - including the authors who made the list for reasons they were not expecting. Additional listening: 282 Science Fiction 583 Margaret Cavendish (with Francesca Peacock) 693 Understanding the Wonders of Nature (with Alan Lightman) The music in this episode is by Gabriel Ruiz-Bernal. Learn more at gabrielruizbernal.com . "Two Butterflies" performed by Gabriel Ruiz-Bernal and Allison Hughes. Help support the show at patreon.com/literature or historyofliterature.com/donate . The History of Literature Podcast is a member of Lit Hub Radio and the Podglomerate Network. Learn more at thepodglomerate.com/historyofliterature . Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Gom Jabbar: A Dune Podcast
Dungeons of Dune (Act 4)

Gom Jabbar: A Dune Podcast

Play Episode Listen Later Jun 6, 2025 97:47


Abu⁠⁠ and ⁠⁠Leo⁠⁠ are joined by dungeon master Noah to complete their first ever Dune-themed Dungeons & Dragons adventure. In this episode, our heroes confront the legendary sandwort of Arrakis and must capture it before time runs out. This episode contains SPOILERS for Dune and Dune Messiah Get ad-free episodes and bonus content: ⁠⁠https://www.patreon.com/GomJabbar⁠⁠ Say thank you with a tip: ⁠⁠http://buymeacoffee.com/gomjabbar⁠⁠ Watch video versions of select episodes: ⁠⁠https://www.youtube.com/@loreparty⁠⁠ Get yourself some custom-designed Dune swag: ⁠⁠https://www.gomjabbarshop.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices