Fictional character appearing in DC Comics publications and related media
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Capes & Lunatics Ep #488: Electric Superman Part 7 This episode your team of Phil, Justin, and Tyler continue the monthly journey to present the entire 1997 Electric Superman saga from DC Comics. This time the team discusses Adventures of Superman #550, Action Comics #737, Superman: The Man of Tomorrow #9 and Superman: The Man of Steel Annual #6 (September 1997) featuring Jimmy Olsen vs Intergang, Lex Luthor's day in court, the history of Superman, and Lois Lane and Maggie Sawyer hunt a telekinetic killer. Tune in today and don't forget to review the show on Apple Podcasts, Spotify, YouTube, and anywhere else you can! Capes & Lunatics Links → Bluesky https://bsky.app/profile/capeslunatics.bsky.social → Twitter https://twitter.com/CapesLunatics → Instagram https://www.instagram.com/capeslunatics/ → Facebook https://www.facebook.com/capesandlunatics → YouTube https://www.youtube.com/c/CapesandLunatics ==================
My Adventures with Superman S3E01-S3E04 are spoiled!Initial Thoughts @1:44S3E01-S3E04 Spoiler Review @3:14Conclusion/Plugs @1:02:52Text Us Your ThoughtsHosts:Daniel Grant (Bluesky & Instagram)Ben Sit (Instagram)Show:@TDFSpoiled on Instagram, Threads, TikTok & YouTubeSubscribe & Follow HERE
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
It's double clashing this week as both episodes deal with League members who don't necessarily get along! First in Clash, Captain Marvel gets himself in trouble as he can't keep his mouth shut, and he disagrees with Superman about Lex Luthor. It kicks off an all out brawl that decimates the city, that ends up in him quitting the League and the founding members have to look themselves in the mirror. Next in Hunter's Moon, Hawkgirl leads a mission to space, with Vixen and Vigilante in tow, and it's a facedown on who should actually lead, and who should actually date Green Lantern! Contact Information If you want to join in the discussion, you can submit feedback via email to TomorrowsLegendsPodcast@gmail.com. Please submit all feedback by 7:00 pm eastern on Fridays. You can also join the Facebook group at facebook.com/groups/tomorrowslegends. Answer all the questions and agree to the group rules to be accepted. You can follow us on Twitter @tomorowslegends.
Join Attractions Magazine contributing writers and correspondents as they bring you news and discussion about all things themed entertainment and parks, including Disney, Universal Studios and beyond on The Attractions Podcast. Topics of conversation on this week's episode of The Attractions Podcast: Pokémon fun coming to Legoland Florida, California and New York Dollywood launches first-ever Harvey's Boo Bash for three event nights only Superman flying coaster and Lex Luthor ride coming to Warner Bros. World Abu Dhabi Evel Knievel Experience turns America's greatest daredevil into a Las Vegas attraction ANNOUNCED: First-ever ‘Hellraiser' haunted house coming to both Halloween Horror Nights events The Attractions Podcast is brought to you by MEI-Travel and Mouse Fan Travel. They provide premium service and expert advice to get the most for your vacation time and dollars. Visit them at mei-travel.com. We welcome your suggestions and want you to be a part of the discussion. Please send your comments to info@attractionsmagazine.com with the subject line “The Attractions Podcast.” Statements or opinions herein are those of the hosts and advertisers and do not necessarily reflect the views of the producers, Dream Together Media LLC, or staff.
We're celebrating summer by heading to the drive-in! Over the next two weeks, we're bringing you a double bill of blockbuster movies from last summer. Maybe you saw them, maybe you missed them, but we think you'll enjoy Last Summer's Drive-In Movie Double Feature! Grab a corndog, tune in your radio, or hang that weird staticky speaker in your window… our first feature is starting now! In 2022, after Discovery, Inc. and WarnerMedia merged to become Warner Bros. Discovery, CEO David Zaslav hired director James Gunn and producer Peter Safran to lead the newly-formed DC Studios, rebooting the divisive and ultimately financially unsuccessful DC Extended Universe, the so-called Snyderverse, into what is simply known as the DC Universe. The first official film in the new DCU slate, called "Chapter 1: Gods and Monsters," (nod to last week) was a soft-reboot of the universe focusing on the same character Zach Snyder used in 2013 to start his universe: the Man of Steel himself, the Last Son of Krypton, Superman. With the vibe of "we now join the program already in progress," this overstuffed actioner sees David Corenswet don the tights as Kal-El / Clark Kent, Nicholas Hoult shave his head as Lex Luthor, and Rachel Broshnan step behind the keyboard as intrepid reporter Lois Lane. Oh, and there's about a bajillion other people in this movie (plus one cute CGI dog and some robots) because let's just throw the spaghetti at the wall and see what sticks. Imagine the pastabilities! Earth's yellow sun was shining, however, as the film scored the tenth highest-grossing release of 2025, was the highest-grossing superhero film of that year, and was the first DC-based film to surpass all Marvel films released within a single year since The Dark Knight in 2008 - when the first Iron Man hit screens. But with this film's spin-off/follow-up already in theaters and a sequel in production, is Superman still bulletproof or has this pocket universe already met its Kryptonite? For more geeky podcasts visit GonnaGeek.com You can find us on iTunes under ''Legends Podcast''. Please subscribe and give us a positive review. You can also follow us on Twitter @LegendsPodcast or even better, send us an e-mail: LegendsPodcastS@gmail.com You can write to Rum Daddy directly: rumdaddylegends@gmail.com You can find all our contact information here on the Network page of GonnaGeek.com Our complete archive is always available at www.legendspodcast.com, www.legendspodcast.libsyn.com Show Music:Danger Storm by Kevin MacLeod (incompetech.com) Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
My Adventures with Superman is back after nearly two years, and Adam digs into the first three episodes of season three. Is this secretly Kara's season, how the Reign of the Supermen arc reframes Cyborg Superman as a Lex Luthor story, and why the show's refusal to hit the reset button on Clark and Lois makes it the most emotionally honest Superman on screen. Plus the Seto Kaiba take on Lex, the dating-app fish epidemic, and the one Jimmy subplot that's already wearing thin. Weekly coverage starts here.
The red curtain is pulling back on episode two, and the Binge Buddies are bringing out the heavy artillery. > Welcome back to "Hall of Just Us," where your hosts Bryan, Matt, Joel, and Ryan are plunging deep into the three-hour, R-rated cinematic crucible of Zack Snyder's Batman v Superman: Dawn of Justice. But we aren't settling for the theatrical release—the guys are tackling the full 182-minute Ultimate Edition to see if the extra half-hour of footage truly redeems the film's controversial reputation. Join the crew as they dissect Lex Luthor's expanded puppet-master manipulations, Lois Lane's intricate Africa subplot, and the darker, fleshed-out motivations driving Henry Cavill's Clark Kent and Ben Affleck's brutal Bruce Wayne. We're breaking down every bat-brand and dramatic "Martha" moment, so grab your kryptonite spear and hit play! intro and graphics by Jon Hardesty
Somebody Save Me: The Official, but mostly Unofficial, Smallville Podcast
Daddy's Boy & The Luthor LegacyContinuing from part one - Earth-2 Lionel finally remerges as the perverted father Tess always remembered. Lex returns for a glorious five minutes, but with a disgusting right hand. Oliver figures out he can defeat darkness with regular arrows. Jor-El is all of a sudden Daddy of the Year. Lois goes back to work and decides to infiltrate Air Force One. Clark finally embraces his destiny after seeing the series recap. Michael Rosenbaum and John Schneider return one last time as DC Comics' original characters Lex Luthor and Jon Kent, respectively. Christine Willes, Michael Daingerfield and Steve Byers return for their final appearances as DC Comics' original characters Granny Goodness, Gordon Godfrey and DeSaad, respectively. It's the finale, SO LEAVE THOSE FIVE STARS!
Jace and Rocky break down all 17 DC releases for the week of June 24, 2026. They discuss Detective Comics #1100, where Batman, Green Arrow and Black Canary continue investigating Prion's past while the mystery surrounding the young assassin tied to his grave becomes more complicated. Bizarro Year None #2 follows Perry White and Jimmy Olsen as they try to understand the strange rules of Bizarro's square world as the series begins framing this as a distorted Bizarro origin story. Harley Quinn #63 continues Harley's darker current direction as the monochromatic infection and her fractured emotional state push her further from the zanier version of the character. Absolute Superman #20 returns with a massive battle against King Shazam as Superman, Steel and Hawkman are forced to confront whether overwhelming power can be stopped without sacrificing innocent lives. Green Lantern #36 reconnects Kyle Rayner and Jade while Odyssey's identity and past remain in question. Gotham Academy: First Year #5 follows Olive Silverlock's nightmare as it forces her to confront fears about her mother's legacy while Batman and the Gotham Academy cast move closer to the final issue. Absolute Wonder Woman #21 focuses on Absolute Wonder Woman's time in Hell separating her from Barbara Minerva, whose captivity and connection to a dangerous feline god open new questions about her future. The Peril of the Brutal Dark: An Ezra Cain Mystery #5 sees Ezra Cain's pulp adventure escalate into a Nazi-blimp action sequence that leans hard into the series' darker Indiana Jones energy. Flash #34 has Ryan North explain Flash's new precognitive ability through data, speed and probability while keeping the story light, accessible and emotionally grounded. Superman #39 pushes Superboy-Prime through multiple comic-book realities as Manchester Black tests whether he has truly changed, while Dan Mora shifts art styles to match each world. Superman: Father of Tomorrow #2 sees Jor-El refuse to let Kryptonian technology be used for weapons while Lex Luthor secretly moves forward with non-lethal weapon development, and the issue brings in Klarion and John Constantine as magic emerges as a weakness for this version of Superman. Wonder Woman #34 brings Wonder War to Diana's confrontation with Matriarch, as the fight centers on whether Wonder Woman's willpower can overcome a Green Lantern ring that Matriarch has spent years forcing to obey her. The issue also ends with Diana making a drastic choice involving the God Killer sword. Justice League Unlimited #20 has Wonder Woman nearly reach Brainiac Queen before Lex Luthor's arrogance and his use of Warp ruin the Justice League's chance to turn her, leaving her missing and possibly setting up a "Cyber Earth" timeline. Swamp Thing 1989 #3 brings Rick Veitch's long-delayed story to its most epic chapter yet, with Swamp Thing existing across different points in DC history and Darkseid appearing in a way that fits the elemental scope of the story. Zatanna #3 pits Zatanna against Agent Di Manes, whose power of quietude suppresses her voice and directly attacks the way she uses magic, while the story also involves Elodi and a muse spirit tied to a dead singer. Summer of Supergirl Special #1 continues from Lobo #4, putting Supergirl and Lobo on trial while Crush, Krypto and Dawg get pulled into the chaos, and the special also includes a Supergirl/Mary Marvel team-up plus a Mark Waid story connecting different versions of Supergirl's history. Justice League: Dream Girls #4 concludes with the Justice League apologizing to Galaxy and giving her mission leader rank, while Dreamer chooses not to join the League yet because she still needs to understand her powers on her own. They also give a rundown of this week's collected editions, reprints and facsimile releases. As always, all books are ranked from top to bottom and each host gives a Book of the Week pick.
It's time to enter the universe of Earth-38, more commonly referred to as The Arrowverse. Amazingly we're haven't really covered much of this in Caravan Of Garbage and the Supergirl 2015 series seems a good a place as any. This version again sees the character of Kara Zor-El arrive from Krypton a little late to encounter a fully grown Superman and finds herself directionless despite having all the powers all of the time. Blending a bit of The Flash/Arrow with the likes of Alley McBeal/The Devil Wears Prada it definitely does its own thing for good or ill or for middling results whilst also managing to introduce characters like Martian Manhunter, Bizarro Supergirl, Tyler Hoechlin's Superman, Lois Lane, Jimmy Olson, Brainiac, Maxwell Lord, Lex Luthor and more! Thanks for watching our Caravan Of Garbage reviewSUBSCRIBE HERE ►► http://goo.gl/pQ39jNHelp support the show and get early episodes ► https://bigsandwich.co/Patreon ► https://patreon.com/mrsundaymoviesJames' Twitter ► http://twitter.com/mrsundaymoviesMaso's Twitter ► http://twitter.com/wikipediabrownPatreon ► https://patreon.com/mrsundaymoviesT-Shirts/Merch ► https://www.teepublic.com/stores/mr-sunday-movies The Weekly Planet iTunes ► https://itunes.apple.com/us/podcast/the-weekly-planet/id718158767?mt=2&ign-mpt=uo%3D4 The Weekly Planet Direct Download ► https://play.acast.com/s/theweeklyplanetAmazon Affiliate Link ► https://amzn.to/2nc12P4 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
This week, we discuss Marvel's Indiana Jones omnibus, Amazing Spider-Man #1000, Hugh Jackman's time as Wolverine, Dark Horse changes, that bloody Wolverine trailer, Lex Luthor's power armor, endless Diamond drama, the return of Rom, HeroesCon 2026, and Masters of the Universe. Starring Ryan Higgins, Brock Sager, Kevin Sharp, and Toby Sidler.
Lex Luthor takes over the Society and sends the Wizard, Matter Master and Felix Faust to kill Superman! Christine and Paul return as Hawkgirl and Matter Master to help David and Peter cover this fantastically fun issue. You can hear David guest on Paul's DC Specialcast here - https://fireandwaterpodcast.com/podcast/dcsc17/ and Peter guests on this episode - https://fireandwaterpodcast.com/podcast/dcsc13/ Email us at theearth2podcast@gmail.com Facebook www.facebook.com/theearth2podcast Instagram www.instagram.com/theearth2podcast Twitter www.twitter.com/podcast_earth2 Leave us a Voicemail at www.speakpipe.com/theearth2podcast Find our Linktree at https://linktr.ee/theearth2podcast #dccomics #SupermantheMovie #Superman #Hawkman #Hawkgirl #CaptainComet #TheWizard #FelixFaust #MatterMaster
A long time ago back in 2006, someone had the idea to reboot Superman to let's just say dissapointing results. This week we review Superman Returns, celebrating its 20th anniversary. Brandon Routh stars as Christopher Reeve lookalike Superman who returns to Earth after 5 years to stop Lex Luthor from making crystal light or something. Special guest Nick from the Jason Dick & Friends podcast joins us as we give our hot takes. Twitter - @podcastBADMOVIE Insta - @badmoviepodcast Email - badmoviereviewpodcast@gmail.com Romero @ RomeroinATX Zach - @ZachfromNB Nick - @Nickmouth
Our top news stories: "Supergirl" is just days away from hitting the big screen and IMAX wants to make sure you feel every punch, Neva Howell confirms she's coming back as Ma Kent in "Man of Tomorrow", and we have the promo trailer for the second episode of Season 3 of "My Adventures With Superman". Superman news for the period June 10-16, 2026. Brought to you by SupermanHomepage.com. Hosted by Steve Younis. Visit our website: https://www.SupermanHomepage.com/ Visit our online store: https://www.SupermanHomepage.com/shop Featured Products and Links: Supergirl Movie Merchandise - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-movie-merchandise/ Steve Younis' book "Man of Yesterday, Today & Tomorrow" - https://amzn.to/3Y0KOGc Agoro Death of Supergirl – “Crisis On Infinite Earths (1985) #7” Silver Collectible - https://www.supermanhomepage.com/agora-drops-death-of-supergirl-crisis-on-infinite-earths-1985-7-silver-collectible/ McFarlane Toys DC Direct Supergirl (DC Studios) 1:6th Scale Resin Statue - https://www.supermanhomepage.com/pre-order-your-mcfarlane-toys-dc-direct-supergirl-dc-studios-16th-scale-resin-statue/ McFarlane Toys Vault Collection Wave 2 Cyborg Superman Action Figure - https://www.supermanhomepage.com/pre-order-your-mcfarlane-toys-vault-collection-wave-2-cyborg-superman-action-figure/ McFarlane Toys QUBI DC Collectibles - https://www.supermanhomepage.com/mcfarlane-toys-unveils-qubi-a-super-first-wave-of-dc-collectibles/ This week's Superman comic books - https://www.supermanhomepage.com/superman-comic-books-available-this-week-june-17-2026/ Latest Comic Book Reviews - https://www.supermanhomepage.com/comics/2026-comic-reviews/c-review-2026.php
Maggin has rleased his 3rd superman universe novel Lex Corp, a first person narritive of Luthor telling his own story. Now He also is reading the book chapet by chapter as a free weekly podcast. You can also hera him read his ast Son Of Krypton and Miracle Monday books as well.
Mikey & Jeremy watch S7E20 of Smallville, "Arctic". They discuss Jimmy Olsen's particular set of skills, unceremonious departures, and the shortcomings of season 7 as a whole.
Our top news stories: We have new preview images from "My Adventures With Superman" Season 3, Tickets are now on sale for "Supergirl" and we have a new trailer, and filming for "Man of Tomorrow" saw Superman and Lex Luthor going toe-to-toe. Superman news for the period June 3-9, 2026. Brought to you by SupermanHomepage.com. Hosted by Steve Younis. Visit our website: https://www.SupermanHomepage.com/ Visit our online store: https://www.SupermanHomepage.com/shop Featured Products and Links: Supergirl Movie Merchandise - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-movie-merchandise/ Steve Younis' book "Man of Yesterday, Today & Tomorrow" - https://amzn.to/3Y0KOGc Superman Blind Box Silver Collectible Lands from Agoro - https://www.supermanhomepage.com/superman-blind-box-silver-collectible-lands-from-agoro/ "Supergirl" Bag Clips - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-bag-clips-reveal-new-movie-characters/ Supergirl Hanging Metal Wall Decor - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-hanging-metal-wall-decor/ This week's Superman comic books - https://www.supermanhomepage.com/superman-comic-books-available-this-week-june-10-2026/ Latest Comic Book Reviews - https://www.supermanhomepage.com/comics/2026-comic-reviews/c-review-2026.php
On this episode of DC on SCREEN, Jason and I discuss the final trailer for Supergirl, the clip of Kara and Kal meeting for the first time, the newly-revealed armor Lex will be using to fight the man of steel in Man of Tomorrow, updates on The Batman, Part II, Batman: Caped Crusader, and Paradise Lost among other things!SupergirlSupergirl Final TrailerKara Meets Kal-El ClipSupergirl Curses!?Man of TomorrowWhen Does Man of Tomorrow Take Place?New Look at Lex in Iconic Armor"I Am Your Overlord!"The Batman, Part IISebastian Stan on Playing Two-FaceBatman: Caped CrusaderSeason 2 Starts July 31DC TeaLearn Who is Writing Paradise Lost!Which Two Big Villains Are Coming to the DCU Soon?Teen Titans Film Debunked So Far.
Week in Geek is our nerd news show where you can get caught up on all relevant updates on nerd fandom properties coming to TV or the big screen!This week - Spider-Man Brand New Day run time revealed. Superman Man of Tomorrow Lex Luthor green suit images. The Odyssey confirmed rated R & more!Socials: @whysosidiouspod X - Instagram - TikTok - YouTube Subscribe, Like, or Comment to interact & request topics! Business Email:whysosidious@yahoo.comWebsite: https://codepen.io/whysosidiouspod/pen/KwdOWBd
In this episode we discuss the latest filming activities in Atlanta for "Man of Tomorrow", the massive wave of "Supergirl" merchandising and giveaways, including a breakdown of the first footage showing Superman and Supergirl meeting, details on global popup tours in cities like LA and Manila, a DC partnership with US Soccer, your favorite Lex Luthor warsuit designs, and much more.
Dead franchises are back! That's right, Masters of the Universe is finally in cinemas again after a near four decade break and its (Sword Talk/Quickstophers Quickstions) bad news for the character of He-Man. Plus we talk the passing of Anthony Head, Supergirl's break even point, our first look at Lex Luthor's battle armour from Man of Tomorrow (Superman 2), some big Avengers: Doomsday reveals, How To Rob A Bank, The End of Oak Street and a bunch of video game stuff including the new Wolverine game. Thanks for listening!New bonus clickbait podcast out now and available in fully edited video form! Available to watch on bigsandwich.co and patreon.com/mrsundaymoviesPLEASE be aware timecodes may shift due to inserted ads.00:00 The Start05:37 Anthony Head RIP10:53 Will Supergirl Succeed?14:18 Man of Tomorrow Lex Luthor Reveal19:56 Avengers: Doomsday Latest22:19 Tom Holland's Chris Nolan Lessons25:31 How To Rob A Bank Trailer28:11 The End of Oak Street Trailer31:18 Summer Games Fest 202635:18 Wolverine PS5 Gameplay Trailer39:36 God of War: Laufey Announced42:16 Control: Resonant Looks Great47:01 Masters of the Universe Movie Review01:10:00 Masters of the Universe Spoiler Segment01:16:22 What We Reading, What We Gonna Read01:23:25 Letters, It's Time For Letters01:31:52 Quickstopher's Quickstions01:41:44 Sword TalkSUBSCRIBE HERE ►► http://goo.gl/pQ39jNJames' Twitter ► http://twitter.com/mrsundaymoviesMaso's Twitter ► http://twitter.com/wikipediabrownPatreon ► https://patreon.com/mrsundaymoviesT-Shirts/Merch ► https://www.teepublic.com/stores/mr-sunday-moviesThe Weekly Planet iTunes ► https://itunes.apple.com/us/podcast/the-weekly-planet/id718158767?mt=2&ign-mpt=uo%3D4The Weekly Planet Direct Download ► https://play.acast.com/s/theweeklyplanetAmazon Affiliate Link ► https://amzn.to/2nc12P4 Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
After decades He-Man has returned to theaters in MASTERS OF THE UNIVERSE, and Hector Navarro joins DJ and Roxy to discuss whether this toyline turned mass media franchise is ready to take the world by storm once again. Nicholas Galitzine stars as the heroic himbo, with Camila Mendes as Teela, Idris Elba as Man-At-Arms, and Jared Leto as Skeletor. Plus, Nicholas Hoult's Lex Luthor gets his battle armor!Check out DJ's New Comic!https://www.kickstarter.com/projects/djtalkstrash/dangerboi2?ref=rn86a7More DJ!https://www.youtube.com/djtalkstrashMore Roxy! https://www.youtube.com/roxystriarTheme Music by: Steven James SchmidtFor exclusive bonus podcasts like What We're Into, Mutant Academy, and more, check out our Patreon! https://www.patreon.com/OnlyStupidAnswers
This week on The Legends of the DCU Podcast! Drew Leiter and Cletus Jacobs are visited by the Kindly Ones as we dive into another review of The Sandman. Superman’s partnership with Supercorp collapses when Mercy Graves betrays him by weaponizing his symbol, unleashing Kryptonite-powered attacks, and revealing a super-powered new Lex Luthor clone in […] The post Legends of the DCU Episode 9 (Legacy #448) – The Kindly Ones appeared first on The ESO Network.
Deze week staat Nerd Culture volledig in het teken van nostalgie, superhelden, filmklassiekers en opvallende franchise-updates, net als vorige week trouwens. Huey en vriend van de show Daan duiken terug naar de jaren 90 met een deep dive in het LEGO schandaal en halen herinneringen op aan hun favoriete sets uit de jaren 90. Daarnaast bespreken ze de HBO-serie Rooster en is die viespeuk van een Daan weer met Euphoria in de weer geweest. Verder komen onder meer The Boys, Mandalorian and Grogu, The Invite, Superman Man of Tomorrow, House of the Dragon seizoen drie en Christopher Nolan’s The Odyssey aan bod. Zoals altijd combineren Huey en Daan het laatste nerdnieuws met persoonlijke herinneringen, scherpe analyses en een flinke dosis nostalgie. Kortom: een aflevering vol popcultuur, filmnieuws, superhelden en klassiekers die je niet wilt missen. The Boys Review Daan en Huey bespreken deze week het vijfde en tevens ook laatste seizoen van The Boys. Na jaren van corrupte superhelden, exploderende hoofden, politieke satire en een zorgwekkende hoeveelheid lichaamsvloeistoffen heeft de serie zijn einde bereikt. Met Homelander die machtiger is dan ooit, bespreken de mannen of satire nog wel van deze tijd is. We bespreken alles, van de verwachtingen vooraf aan het laatste seizoen, tot aan het vraagstuk of The Boys erin kon slagen om sterk af te sluiten. Het LEGO schandaal Daarnaast duiken Huey en Daan deze week in een van de vreemdste internet-verhalen van de afgelopen jaren. In Oregon werd een man opgepakt nadat hij voor honderdduizenden dollars aan gestolen LEGO-sets zou hebben doorverkocht. Het incident laat zien hoe LEGO allang niet meer alleen speelgoed is, maar inmiddels ook een serieuze verzamelmarkt met enorme bedragen en een opvallend schimmige onderwereld. Dat nieuws vormt voor ons de perfecte aanleiding om terug te kijken naar onze eigen LEGO-jeugd. Welke sets wilden we vroeger het liefst hebben? Welke kregen we nooit? En welke jaren 90-klassiekers zouden we vandaag zonder nadenken opnieuw kopen? Van cowboys tot X-Wings: we halen herinneringen op aan een tijd waarin een zaterdagmiddag met een handleiding en een bak steentjes nog het hoogtepunt van de week was. Eerste beelden Lex Luthor Warsuit Huey bespreekt deze week de eerste beelden van Lex Luthor's Warsuit in Man of Tomorrow. Na jaren van speculatie hebben we eindelijk een goede eerste blik gekregen op het iconische pantser waarmee Lex het in de comics opneemt tegen de Man van Staal. En laten we eerlijk zijn: een boze miljardair in een gigantisch hightech pak blijft een concept dat verrassend goed werkt, toch Bruce? Is dit eindelijk de Lex Luthor waar fans al jaren op wachten? En hoe groot is de kans dat Superman straks niet alleen tegenover Lex staat, maar er pal naast? Dat en meer in deze aflevering van Nerd Culture.Wil je adverteren bij de podcast Nerd Culture óf misschien bij een andere podcast van ILVY Network? Mail dan naar management@ilvy.com en/of kijk even op de website: https://ilvy.com/podcastSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Tenemos muchas noticias porque hubo una maravillosa «filtración» de Man of Tomorrow y las fotos oficiales de Lex Luthor con su traje y fotos en el set de un enfrentamiento entre nuestros protagonistas, también nuestras expectativas de Supergirl y nuestra opinion del cine en la actualidad. Luego, hablamos de la segunda temporada de Fallout en Amazon Prime, y de la película de The Mummy que no es la que queríamos ver.
▶︎ Watch This week on Superhero Slate Superman and Lex Luthor throw fisticuffs, Spider-Man's new trailer audio leaks online, Summer Game Fest reveals, and more! News The End of Oak Street (5:05) First trailer for dinosaur thriller film released Starring Anne Hathaway and Ewan McGregor Rumored to be Cloverfield universe August 14, 2026 Ghostbusters (9:42) […]
Weekly Recap: The Ribbon Hero, I Am Frankelda, Lex Luthor in Man of Tomorrow, The Seven Husbands of Evelyn Hugo Update. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Greg & Coy are breaking down a massive week of Marvel and DC news, including the latest Spider-Man: Brand New Day updates, Tom Holland's next chapter as Peter Parker, and James Gunn's Man of Tomorrow. We talk about the Spider-Man 4 Empire Magazine coverage, the return of Jon Bernthal's Punisher, The Hand, the Hulk teases, and what this new direction could mean for the MCU's street-level Spider-Man. We also discuss the Spider-Man vs Hulk buzz, the Marvel Tokon: Fighting Souls reveal from Arc System Works, and why fans are paying close attention to every new piece of Spidey-related promo art heading into the next trailer. Then we jump over to the DCU, where James Gunn has revealed Nicholas Hoult's comic-accurate Lex Luthor Warsuit for Man of Tomorrow. We break down the Lex Luthor battle suit, David Corenswet's updated Superman suit conversation, the Brainiac speculation, and what this could mean for Superman, Lex, and the future of the DC Universe. From Tom Holland's Spider-Man: Brand New Day to David Corenswet's Superman: Man of Tomorrow, Marvel and DC fans have a lot to talk about right now — and we're diving into all of it. Follow Coy Jandreau: Tik Tok: https://www.tiktok.com/@coyjandreau?l... Instagram: https://www.instagram.com/coyjandreau/?hl=en Twitter: https://twitter.com/CoyJandreau YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCwYH2szDTuU9ImFZ9gBRH8w Follow Greg Alba: Instagram: https://www.instagram.com/thegregalba/ Twitter: https://x.com/thegregalba Intense Suspense by Audionautix is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/... Support The Channel By Getting Some REEL REJECTS Apparel! https://www.rejectnationshop.com/ Follow Us On Socials: Instagram: https://www.instagram.com/reelrejects/ Tik-Tok: https://www.tiktok.com/@reelrejects?lang=en Twitter: https://x.com/reelrejects Facebook: https://www.facebook.com/TheReelRejects/ Music Used In Ad: Hat the Jazz by Twin Musicom is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Happy Alley by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/... POWERED BY @GFUEL Visit https://gfuel.ly/3wD5Ygo and use code REJECTNATION for 20% off select tubs!! Head Editor: https://www.instagram.com/praperhq/?hl=en Co-Editor: Greg Alba Co-Editor: John Humphrey Music In Video: Airport Lounge - Disco Ultralounge by Kevin MacLeod is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 license. https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Ask Us A QUESTION On CAMEO: https://www.cameo.com/thereelrejects Follow TheReelRejects On FACEBOOK, TWITTER, & INSTAGRAM: FB: https://www.facebook.com/TheReelRejects/ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/reelrejects/ TWITTER: https://twitter.com/thereelrejects Follow GREG ON INSTAGRAM & TWITTER: INSTAGRAM: https://www.instagram.com/thegregalba/ TWITTER: https://twitter.com/thegregalba Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
In this special solo episode of Sketching Up, Matt Tornetta takes over the show while Chris Schnabel is busy with work and dives into everything from He-Man and the Masters of the Universe to the current state of DC Comics, the upcoming Superman film, and some listener mailbag questions.Matt opens the episode with thoughts on James Gunn's upcoming Superman movie, the newly revealed Lex Luthor armor, and why DC fans have plenty to be excited about heading into the next phase of the DC Universe. He also breaks down the critically acclaimed Absolute DC comic line, including Absolute Batman, Absolute Superman, Absolute Green Arrow, and Absolute Martian Manhunter.Later, Matt answers listener questions about animation icons, favorite cartoon collectibles, gaming obsessions, and the characters that would make up his personal Mount Rushmore of animation.The second half of the episode becomes a full celebration of He-Man, exploring the history of the franchise from the original 1983 animated series through the 2002 reboot and Netflix's Masters of the Universe: Revelation and Revolution. Matt discusses the mythology of Eternia, Skeletor's origins, Kevin Smith's influence on the franchise, and why He-Man remains one of the most influential action cartoons ever created.Whether you're a fan of comic books, animation history, superheroes, gaming, or classic cartoons, this episode has something for every pop culture fan.Try Audible today — head to http://www.audibletrial.com/SchnabelStudiosto start your 30-day free trial and get readingFollow Sketching Up:Instagram — https://www.instagram.com/sketchinguppod/Facebook — https://www.facebook.com/sketchinguppod/TikTok — https://www.tiktok.com/@sketchinguppodVideo edited by Chris SchnabelEpisode Produced by Chris Schnabel and Matt TornettaMusic by Kyle ScottSketching Up is a Schnabel Studios Production.Chapters00:08 Introduction & Mad Props Updates03:56 Superman, Lex Luthor & Current DC Comics20:36 Batman Comics, Absolute Universe & DC Storylines27:58 Sketching Up Mailbag Questions36:55 The History of He-Man & Masters of the Universe47:56 The 2002 He-Man Revival Series58:43 Netflix's Masters of the Universe: Revelation01:11:56 Masters of the Universe: Revolution01:22:46 Why He-Man Still Matters Today01:31:52 Final Thoughts, Movies, Comics & Outro
Jueves de Cultura Geek Live! Hoy hablamos de Masters Of The Universe, El Power Suit de Lex Luthor para Man of Tomorrow, Backrooms, Amazing Digital Circus, Obsession y mucho mas!
Sony State of Play Summer 2026 just wrapped up and we got a bunch of new game releases and trailers. Including a new God of War...with FAYE as the main protagonist. WILD. We have to talk about what this means for the franchise and the backlash online. Spider-Noir dropped a full 8 episodes on MGM and Prime Video, is it a sleeper 2026 Series to watch?! We cover episodes 3 & 4.Come kick it, have some drinks and laughs and lets talk NERD! Here's some more topics on the docket this week! - Lex Luthor first look in Superman Man of Tomorrow- Spider-Man: Brand New Day gets Early Prime Screenings July 29th?!- Avengers Doomsday teased a release...that turned out to be a coffee drop?! - The New York Knicks are up 1-0 in the NBA FINALS after a thrilling game 1 in San Antonio!!!- Anime Updates- Comics of the Week and more!Remember to Like, Comment and Subscribe!
Welcome to Multiverse News, your source for information about all your favorite fictional universes.Marvel dropped the first full trailer for X-Men '97 Season 2 this week, confirming a July 1 premiere on Disney+ and Apocalypse as the season's central threat. The nine-episode season picks up from the Season 1 finale with the X-Men scattered across time from ancient Egypt to the far future, while those left behind in the '90s work to bring them back, with the trailer also sneaking in a Morph-as-Deadpool shapeshifting moment for good measure. A third season is already in production. On the Doomsday front, Joe and Anthony Russo posted a series of cryptic images to Instagram with various hints and teases towards an Avengers: Doomsday reveal connected to this week's SXSW Film Festival in London; as of Tuesday morning, the hype seems to have all been for a Doctor Doom themed coffee shop pop-up for attendees of the festival. James Gunn took to Instagram this week with a fit check from the set of Superman: Man of Tomorrow, revealing a first look at Nicholas Hoult in Lex Luthor's iconic mech-suit, which in the comics gives Luthor superhuman strength, flight, and force fields. The image also appears to show a sandy, otherworldly backdrop, leaving plenty to speculate about heading into the film's 2027 release. A24's Backrooms had one of the biggest opening weekends of the year, pulling in 81 million dollars domestically and 118 million worldwide in its debut, the largest opening in A24 history and more than triple what Civil War earned in 2024. The film was adapted from the viral YouTube web series by its creator Kane Parsons, who at 20 years old is now the youngest filmmaker ever to open a number one film, and was produced for roughly 10 million dollars. Meanwhile The Mandalorian and Grogu fell to third place after its second week in theaters with a 69% drop.Prime Video has renewed The Rings of Power for a fourth season ahead of its Season 3 debut later this year, with early preproduction beginning this fall and filming targeted for early 2027.A24 has released the first trailer for Primetime, starring Robert Pattinson as Chris Hansen of Dateline NBC's To Catch a Predator fame, from acclaimed documentarian Lance Oppenheim, with the film set to premiere this fall.ElevenLabs has struck a deal with the estate of Stan Lee, licensing the Marvel legend's voice and likeness for AI-generated content available both to app users and commercial partners.The Minecraft Movie sequel now has a title: A Minecraft Movie Squared, due in theaters next July.HBO has dropped the full trailer for House of the Dragon Season 3, offering the first look at the season's major battle sequences, with the show returning June 21st.Anna Kendrick has been tapped to direct Netflix's adaptation of Taylor Jenkins Reid's novel The Seven Husbands of Evelyn Hugo.During Playstation's annual State of Play showcase, God of War: Laufey was announced to be the next entry in the franchise and an extended gameplay trailer for Insomaniac's Wolverine was released online.
Spinning out of the blockbuster classic animated movie Into the Spider-Verse comes Spider-Noir, a live action series featuring Nicolas Cage in his first TV role. He's Ben Reilly, a Depression era PI who used to be The Spider, a web-slinging superhero. But when mob boss Silvermane starts stirring up trouble Ben is forced to go back to the swinging lifestyle and deal with a new wave of super powered weirdos. The thing is... should Spider-Man be this old? And can a show be well shot, well written and overall well cast but then dragged down by its lead?Before that: Lex Luthor has a mech suit! The James L Brooks dividing line! Tom Holland demands they have a reason to make Spider-Man: Brand New Day! And more! If you don't care about any of that, skip right to 1:02:19. Want your questions answered on the show? Send an email to ask.cinema.sangha@gmail.com and ask away, and ask about pretty much anything at all. Make sure your subject line contains the name of the show on which you want your question answered. One question per email, please, but feel free to send in multiple emails!Want to show the world you support this weird podcast? Check out our supply of merch that is mostly made up of in-jokes for Derek. Click here!Spread the word! Tell your friends about us! And go to our YouTube channel and subscribe to our video feed!
Welcome to the Infinite Taylorverse! Here at the Infinite Taylorverse, we talk about all things nerdy and pop culture! Movies, TV, cartoons, comics, books, video games, tabletop games, and so much more! We talk about the latest pop culture news as well as rumors and fan theories. Be advised that spoilers are imminent! In this, our 276th episode, we talk about Marvel's latest gem, Spider-Noir! We talk about that really cool first image of Nicholas Holt in Lex Luthor's Battle Armor on the set of Man of Tomorrow! We nerd out about a special surprise that Bilie found from Power Rangers' Evil Lord Zedd, and so much more! As always, thanks for strapping in for a ride through The Infinite Taylorverse!
Lex Luthor in Man of Tomorrow, Wednesday Update, In the hand of Dante Trailer, New Episodes of The Simpsons. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
You know, Shayne sprang this topic on Jay faster than Darth Vader force‑choking an admiral. One minute we're talking Star Wars prequels; the next we're knee‑deep in villains who could ruin your day, your planet, or your sleep schedule. Turns out we've got more favorite villains than we have working brain cells between us. And honestly, that tracks.In this round, we talk about:Darth Vader, the galaxy's top heavy breatherThe Joker and his purple‑suited chaosHannibal Lecter and his questionable dinner menuNorman Bates and the world's worst motelKillmonger, Dr. Evil, and other iconic baddiesRound 316 [Redux of round 34 from July 23, 2020!]~~~~~~~Support the show and unlock bonus shenanigans. The next 17 Patrons who join at the $10 Level get access to the secret Beer Thursday Facebook group. Join us at Beer Thursday Patreon.~~~~~~~ If you like villains, wait until you see the sinister glow of my whiskey glass. Follow Jay's drink and cigar photography at @BeerThursdayShow on Instagram! ~~~~~~~Subscribe to Beer Thursday and leave us a 5‑star review so we can continue our heroic quest to defeat the algorithm.~~~~~~~Here's what our house elf, Artie (not Archie), says about this round:Who's the greatest villain ever? Darth Vader. The Joker. Hannibal Lecter. Killmonger. Dr. Evil. Freddie Krueger. The Beer Thursday guys cracked open some whiskey and went full villain bracket.Shayne's picks: Darth Vader tops the list — cool suit, James Earl Jones voice, terrifying hallway scene in Rogue One. The Joker comes in close second — sometimes sinister, sometimes funny, always in purple.Jay's picks: Hannibal Lecter — so smart and charming you almost like him... until you remember the whole eating-people thing. Norman Bates — the original "something is very off about this guy" villain. And Dr. Evil — because sometimes evil just needs a Mini Me and a cat.The real debate: Are the best villains the ones who think they're the hero? Jay says yes. Killmonger had reasons. Darth Vader was pushed to it. Even the Joker had a rough go.They also briefly wondered if Elon Musk is secretly a supervillain and watched a Netflix movie about AI wiping out humanity (casual Tuesday stuff).Spoiler: they ran out of time before they ran out of villains. A sequel round is coming. OR, is not coming. We never know~~~~~~~Disclosure: I don't really have a house elf. Artie is AI. Get it? Artie‑ficial Intelligence!~~~~~~~Chapters00:00 Cold Open Banter 00:58 Prequels Spark Villains 02:02 Vader And Joker Picks 03:40 Rogue One And Solo 04:50 Jay Picks Hannibal 06:48 Sympathetic Villains Talk 09:34 Toast And Drinks 10:49 Lex Luthor, Elon Musk, and AI 12:21 Singularity Movie Detour 16:24 Time Is The Villain 17:44 Dr Evil And Shrek 19:04 Killmonger Spotlight 20:55 Horror Villains Rundown
God of War Returns, and Wolverine is set for September. But so is every other game apparently. So while we all wait for GTA VI, we can now also wait even longer for Fable. Steam may have been hiding in plain sight as a villain all along, we now look to Lord Gaben for guidance. Spider-Noir is more Groucho than Cagney, but it might work in its favor. And Call of Duty is bringing us to East Asia.
Llega la Primera imagen oficial de la armadura de Lex Luthor cortesía de Gunn, filtraciones del rodaje de Man Of Tomorrow con Superman y Lex con armadura como protagonistas... Y muchas "ganas" de comentarlas. ❇️ Si quieres saber más de El Sótano de Planet os dejamos todos los enlaces de interés: PÓDCAST IVOOX: https://www.ivoox.com/podcast-podcast-el-sotano-del-planet-podcast-superman_sq_f173777_1.html TWITCH: https://www.twitch.tv/elsotanodelplanet YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UCVezUEZeVU2pDJvQ0NFM6CQ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/elsotanodelplanet/ FACEBOOK: https://www.facebook.com/ElSotanoDelPlanet TWITTER: https://twitter.com/SotanoPlanet DISCORD: https://discord.gg/qtarkDZpyB (Si no funciona la invitación, solicitadlo por redes sociales y os ofreceremos la nueva invitación activa) E-MAIL: ElSotanoDelPlanet@gmail.com PÓDCAST ITUNES: https://podcasts.apple.com/es/podcast/podcast-el-s%C3%B3tano-del-planet-podcast-superman/id1041625748 PÓDCAST SPOTIFY: https://open.spotify.com/show/1nlF54BDI8dsIxo6Az51zK?si=5XQJoWR1Rq6kN-FMo9RN2g PÓDCAST ANTIGUOS: https://go.ivoox.com/sq/1136166
The box office success of Backrooms and Obsession has ushered in an age of YouTube filmmakers taking over Hollywood. Plus an interview with "Badass on a Budget" stuntman and author Eric Jacobus. Hilarity ensues! 0:00 Intro 5:10 Supergirl Final Trailer Reaction 13:36 First Look at Lex Luthor in Man of Tomorrow 15:52 How to Rob a Bank Trailer Reaction 21:22 The Odyssey Goes Gay 27:16 LA Election Results 38:22 Chats and Comments 48:14 Why YouTubers Are Turning Hollywood Upside Down 1:01:12 Chats and Comments 1:07:18 Stuntman and Author Eric Jacobus Interview 1:24:50 Final Comments 1:28:04 Outro Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
We get surprised on this week's Moviecast. The box office makes a billion dollars in May. Obsession soars while The Mandalorian and Grogu flounders. Zack Snyder is giving us his take on Escape From New York. The new Stargate series is cancelled. Streets of Rage is getting a film adaptation. We get our first look at Lex Luthor's power armor in Man of Tomorrow. #obsession #escapefromnewyork #manoftomorrow #stargate #mandalorianandgrogu #tv #film #streaming #podcast #allyoucangeek #aycg
Our top news stories: James Gunn dropped the first official look at Lex Luthor's battle armor for "Man of Tomorrow", "Supergirl" promotional machine is in absolute overdrive, a Dutch fine artist kicks off his Superman collection which includes bronze sculptures priced at up to "three hundred thousand euros". Superman news for the period May 27 - June 2, 2026. Brought to you by SupermanHomepage.com. Hosted by Steve Younis. Visit our website: https://www.SupermanHomepage.com/ Visit our online store: https://www.SupermanHomepage.com/shop Featured Products and Links: Supergirl Movie Merchandise - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-movie-merchandise/ Steve Younis' new book "Man of Yesterday, Today & Tomorrow" - https://amzn.to/3Y0KOGc Mattel's DC Premiere Superman Action Figures - https://www.supermanhomepage.com/mattels-dc-premiere-superman-action-figures-now-available-to-pre-order/ Hot Toys' New Supergirl, Krypto, and Lobo Figures - https://www.supermanhomepage.com/pre-order-hot-toys-new-supergirl-krypto-and-lobo-figures/ McFarlane Toys New Super Friends Superman Figures - https://www.supermanhomepage.com/mcfarlane-toys-drops-two-new-super-friends-superman-figures-including-a-crystalized-platinum-chase/ Supergirl Bedding - https://www.supermanhomepage.com/supergirl-bedding/ This week's Superman comic books - https://www.supermanhomepage.com/superman-comic-books-available-this-week-june-3-2026/ Latest Comic Book Reviews - https://www.supermanhomepage.com/comics/2026-comic-reviews/c-review-2026.php
In this episode we discuss Lex Luthor's battlesuit for "Man of Tomorrow", on location filming for "Man of Tomorrow", all the "Supergirl" collaborations, marketing and merchandise (and there's a LOT of it), your favorite Superman jewelry, and much more.
In today's Daily Fix:Wizards of the Coast reportedly have remakes of Baldur's Gate 1 and 2 in development. While they have plans for a Baldur's Gate 4, it's likely a long ways off and a remake of the first two games would hopefully hold over fans during the wait. Baldur's Gate 1 and 2 already received Enhanced Editions that were basically souped up remasters, and it's unclear what form these remakes will take. In other news, James Gunn has shared the first official look of Nicholas Hoult in the Superman sequel, Man of Tomorrow, premiering next year. It features Hoult's Lex Luthor in full battle armor. And finally, we're visiting How to Train Your Dragon's Isle of Berk with the Ride Guys to fly through Hiccup's Wing Gliders – all at Universal Orlando Resort.Presented by Universal Orlando Resort, and its newest theme park, Universal Epic Universe.
Capes & Lunatics Ep #471: Electric Superman Part 5 This episode your team of Phil, Justin, Kristen and Tyler continue the monthly journey to present the entire 1997 Electric Superman saga from DC Comics. This time the team discusses Adventures of Superman #548, Action Comics#735 (July 1997), Superman: The Man of Steel #70 and Superman #126 (August 1997) featuring the menace of Savior as Lex Luthor prepares for his trial and a guest appearance by Batman. Tune in today and don't forget to review the show on Apple Podcasts, Spotify, YouTube, and anywhere else you can! Capes & Lunatics Links → Bluesky https://bsky.app/profile/capeslunatics.bsky.social → Twitter https://twitter.com/CapesLunatics → Instagram https://www.instagram.com/capeslunatics/ → Facebook https://www.facebook.com/capesandlunatics → YouTube https://www.youtube.com/c/CapesandLunatics ==================
This week we break down the brand-new Lanterns trailer, the timeline reveal, The Batman Part II production updates, casting news across multiple projects, and fun comments from James Gunn about Superman, Lex Luthor, and more.LanternsReaction to the new Lanterns trailerDC officially confirms Lanterns spans two timeframes:20162026Chris Mundy explains the “old guard and heir apparent” dynamic between Hal Jordan and John StewartRumors of new creative leadership for Lanterns Season 2Christopher Cantwell reportedly joining as writer/executive producerDiscussion of Tom King and Damon Lindelof potentially stepping away after Season 1My Adventures with SupermanMy Adventures with Superman Season 3 officially premieres June 13 on Adult Swim“Reign of the Supermen” storyline confirmed as inspirationShowrunner Jake Wyatt explains how the animated series differs from the classic comic storylineMan of TomorrowMatthew Lillard joins Man of Tomorrow in an undisclosed roleFriday Night Lights star Sinqua Walls also joins the DCU projectThe Batman Part IIMatt Reeves confirms The Batman Part II testing is underwayNew snowy Batmobile images teased online with the caption “#SnowTires”Full discussion of the announced cast list, including:Robert Pattinson returning as BatmanColin Farrell returning as PenguinJeffrey Wright returning as GordonAndy Serkis returning as AlfredBarry Keoghan rumored to return as JokerScarlett Johansson reportedly cast as Gilda DentSebastian Stan reportedly cast as Harvey DentCharles Dance reportedly cast as Christopher DentDC TeaJames Gunn confirms The Authority is no longer in active developmentJames Gunn addresses the “Bloodsport kryptonite bullet” continuity debateWhy Gunn says Lex Luthor can't figure out Superman's secret identitySean Gunn teases the future of Maxwell Lord in the DC UniverseDiscussion about wealth, power, influence, and how this version differs from previous interpretationsMiscWhy we think Supergirl may have shot itself in the foot for theatricalWe got to meet King Shark (Ron Funches)!Colonel Angus Comes Home (SNL)
Good Miracle Monday! MJ, from the Nerd Goggles podcast, joins me to talk about this 1981 novel by Elliot S! Maggin. Superman battles the Devil (but Lex Luthor is the best character -- what?!)! Part 1 of 2. Links: Nerd Goggles podcast MJ on Bluesky Elliot S! Maggin's website My Superhero Prose list LBR Merch! Feedback! longboxreview@gmail.com 208-953-1841 Bluesky longboxreview.com Thanks for listening! episode 277
In this episode of Supergirl Radio, Morgan Glennon and Rebecca Johnson discuss and review DC/Marvel: Spider-Man/Superman (2026-) #1! Issue Description: THWIP, THWIP AND AWAY! Fifty years ago, DC's Man of Steel met Marvel's friendly neighborhood wall-crawler, and the world of comics has never been the same! In celebration of that historic milestone, thrill to ALL-NEW tales of SPIDER-MAN and SUPERMAN and their friends and foes! Brad Meltzer and Pepe Larraz pit Spider-Man and Superman against LEX LUTHOR and NORMAN OSBORN as their greatest villains exploit some of their greatest weaknesses! In the shadow-laden 1930s, SPIDER-MAN NOIR encounters the original Golden Age SUPERMAN as told by Slott/Martin! A crisis ensues as Johns/Frank bring the Super- and Spider-families against each other at the summons of MYSTERIO...but is their true foe an ally out of control?! SYMBIOTE hordes invade METROPOLIS as a new War of the Realms ignites in Aaron/Dauterman's epic. Co-creator of STEEL Louise Simonson hammers out the tale of John Henry Irons' clash with the HOBGOBLIN, as drawn by Todd Nauck! Kelly/Ramos take us on a campus crossover between GWEN STACY and LANA LANG! MILES MORALES (SPIDER-MAN) teams with Superman, as Bendis and Pichelli re-team! All this, and more than a few super-surprises you'll be talking about for the next Fifty years! Featuring Brad Meltzer, Geoff Johns, Dan Slott, Louise Simonson, Brian Michael Bendis, Jason Aaron, Joe Kelly, Jeph Loeb, Stephanie Philips, Pepe Larraz, Gary Frank, Marcos Martin, Todd Nauck, Sara Pichelli, Russell Dauterman, Humberto Ramos, Jim Cheung, and Phil Noto! Watch the Live Stream You can find Supergirl Radio on: Social Media: Facebook – X – Instagram Subscribe: Apple Podcasts – DC TV Podcasts - Multivese of Color - Spotify Playlist - iHeartRadio Support: DC TV Podcasts TeePublic Store – Patreon
In this episode of Supergirl Radio, Morgan Glennon and Rebecca Johnson discuss and review DC/Marvel: Spider-Man/Superman (2026-) #1! Issue Description: THWIP, THWIP AND AWAY! Fifty years ago, DC’s Man of Steel met Marvel’s friendly neighborhood wall-crawler, and the world of comics has never been the same! In celebration of that historic milestone, thrill to ALL-NEW tales of SPIDER-MAN and SUPERMAN and their friends and foes! Brad Meltzer and Pepe Larraz pit Spider-Man and Superman against LEX LUTHOR and NORMAN OSBORN […] The post DC/Marvel: Spider-Man/Superman (2026-) #1 | Comic Book Review appeared first on Multiverse Of Color.
Steph and Kara review this iconic millennial take on Superman's origin story. First, a meteor shower in Smallville, Kansas, alters the lives of this small town's residents forever. Lana Lang loses her parents. Lex Luthor loses his hair. And Jonathan and Martha Kent adopt a boy who really isn't from around here. Years later, that boy has grown up to become Tom Welling, and it's time for the world to meet his abs. Then, Lana Lang is That Girl. She has a drawer full of awards to prove it. Unfortunately, this also means she's prone to being kidnapped, and when bug guy Greg sets his sights on her, she needs somebody to saaaaaaave her, and Clark thinks he might be The One. (Minor spoilers for the series.) Hear us discuss… What this show owes to Buffy How this show made the CW Lex Luthor and Clark Kent as frenemies Kristin Kreuk as a biracial icon The hottest men in Smallville, ranked by Steph Trigger warnings Car crashes, electrocution, insects