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O ano de 2025 ficou marcado por um agravamento das tensões globais e por tentativas ainda inconclusivas de estabilização da ordem internacional. Neste balanço internacional, ouvimos o especialista em política internacional, Germano Almeida, para analisar os principais acontecimentos que moldaram a agenda mundial. As guerras na Ucrânia e em Gaza continuaram a dominar o debate internacional, acompanhadas por acusações de genocídio contra dirigentes israelitas e de crimes contra a humanidade imputados ao Hamas. Um ano atravessado por sucessivas tentativas de cessar-fogo que expuseram as fragilidades da arquitectura de segurança europeia e a dificuldade da comunidade internacional em impor soluções duradouras. 2025 ficou também assinalado pela eleição de um novo Papa. Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano, tem sido descrito pela imprensa como uma figura discreta, mas com sinais de continuidade em relação a temas centrais do pontificado anterior. No plano geopolítico, a escalada de tensão no Indo-Pacífico - envolvendo a China, Taiwan e o Japão - reforçou os receios de um alargamento dos focos de instabilidade global. A cimeira do clima no Brasil voltou a colocar no centro do debate a urgência da resposta às alterações climáticas, num contexto internacional cada vez mais polarizado. O ano começou ainda com o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Uma presidência descrita como mais organizada e simultaneamente mais disruptiva, marcada por uma postura de crescente hostilidade em relação à Europa e por uma redefinição das alianças tradicionais dos Estados Unidos. O ano de 2025 fica marcado pelo regresso de Donald Trump à Casa Branca. Que impacto teve a reeleição de Trump nos Estados Unidos e no resto do mundo? Um impacto enorme, ainda maior do que se imaginava, tendo em conta o que representa o Presidente dos Estados Unidos. Os Estados Unidos continuam a contar muito, talvez menos do que nos últimos anos, mas passaram a contar de outra maneira. Ou seja, esta segunda presidência de Trump é diferente da primeira. Tem alguns traços idênticos aos do seu estilo pessoal, mas distingue-se da anterior porque chega com uma agenda mais organizada e mais disruptiva. Donald Trump surgiu com ideias de interferir na soberania do Canadá e do México, através de tarifas que pareciam enormes, mas que depois afinal já não eram -e que, mais tarde, voltaram a sê-lo. Tudo isto transformou-se numa negociação permanente entre o caótico e o imprevisível, com impacto na tentativa de alterar a economia mundial e o papel dos Estados Unidos nessa economia. E, sobretudo, pelo que Trump foi demonstrando em termos de hostilidade em relação à Europa, de uma relativa e perigosa proximidade com a Rússia, e de oposição ao actual quadro internacional baseado numa ordem assente em regras e no multilateralismo. Fica a expectativa de que as grandes potências passem a resolver os assuntos com base em interesses de negócio, e não na segurança e na estabilidade internacionais. Quais é que são as consequências desta política para a economia e também no plano diplomático? São gigantescas, porque o quadro, embora em crise, da sociedade internacional que conhecemos nas últimas décadas mudou completamente. Era baseado no poder norte-americano, que, embora com muitos defeitos, dava garantias relativamente a alguns valores: a relação transatlântica, a estabilidade multilateral, a importância da NATO e da União Europeia. Tudo isto está em causa, porque Trump encara como negativo o poder dessas instituições. E depois porque, internamente, também ataca os direitos humanos de cidadãos americanos, com uma governação errática e absolutamente incompetente. O primeiro ano de Trump tem péssimos resultados do ponto de vista dos seus objectivos: prometeu baixar a inflacção e a inflacção está a aumentar; tem um nível de aprovação muito baixo, mesmo dentro daquilo que eram os seus apoios há um ano. Portanto, está a ser uma presidência caótica. A primeira também o foi, mas com a diferença de ter um foco e um interesse na agenda internacional que não correspondia ao habitual posicionamento americano. E quando uma ordem perde o seu principal pilar e ainda não tem uma alternativa consolidada, entra-se numa era e num período de um certo caos. É o momento em que estamos. Nesta agenda internacional, têm sido apresentados vários planos para tentar solucionar os conflitos no mundo. Em 2025, a população da Faixa de Gaza viveu, até ao cessar-fogo em vigor no enclave desde Outubro, um cenário de fome extrema, com as autoridades israelitas a serem acusadas de genocídio e o Hamas de crimes contra a humanidade. Perante este contexto, a solução de dois Estados ainda é possível? No papel, sim. Mas quando um dos lados - o lado israelita - tem um Governo que diz que isso não vai acontecer, essa solução torna-se muito difícil. E quando o outro lado tem como objectivo principal apagar do mapa o outro, como é o caso do Hamas em relação a Israel, também se torna difícil. O Hamas aceitou aparentemente um acordo por estar numa posição de grande fragilidade. Mas a verdade é que o próprio acordo para Gaza parou momentaneamente a guerra, mas de forma muito frágil, com ataques constantes, longe de uma verdadeira paz ou de um verdadeiro cessar-fogo. Há também um outro ponto que contribui para um momento de grande instabilidade naquela região. O impasse nas negociações na guerra na Ucrânia e os desentendimentos entre os Estados Unidos e a Europa na concepção de um plano de paz marcaram 2025. Que opções restam à Ucrânia? A Ucrânia está numa situação absolutamente dramática, porque aquilo que ajudou a aguentar quatro anos de invasão russa está a ser posto em causa. Os Estados Unidos são o principal financiador e contribuinte da NATO, que foi fundamental para a resistência ucraniana. E os Estados Unidos passaram de principal aliado a uma das ameaças à Ucrânia, porque, no plano negocial, quem manda na política americana escolheu um lado: a Rússia. Donald Trump diz que quer a paz, mas quer uma paz a qualquer custo, que até agora beneficiaria quase exclusivamente a Rússia. À Ucrânia resta continuar a resistir, passando a depender apenas da ajuda europeia e canadiana, sem a ajuda americana, que é fundamental. Oficialmente mantém-se alguma ajuda, mas de forma muito "interesseira", vendendo armas em vez de as fornecer. Resta saber até quando os Estados Unidos manterão a partilha de inteligência, que é crucial. A Ucrânia vai ter de resistir. Com a Europa poderá conseguir, mas isso custa dinheiro e tempo. Não sei se a Europa terá capacidade suficiente no momento actual, sendo obrigada a tomar decisões difíceis mais rapidamente do que imaginava. Isso gera outra consequência da posição americana: sectores europeus que ideologicamente concordam com Washington e outros que ainda não perceberam totalmente a dimensão do problema. Este conflito às portas da Europa levou o velho continente a apostar no sector da defesa. As ameaças da Rússia colocam em risco a paz europeia? A situação é diferente. A Europa não está a sofrer uma guerra como a Ucrânia, com ataques diários às cidades, mas está a sofrer um outro tipo de ameaça que não enfrentava nas últimas décadas: uma ameaça híbrida. Está a passa por situações como as que referiu e poderá evoluir para outros patamares de agressão. Se não conseguir travar a Rússia, a Europa passa a enfrentar um desafio e uma ameaça inédita. Terá de mostrar força e dissuasão suficiente para travar Moscovo, e terá de o fazer sem os Estados Unidos, pelo menos enquanto esta administração durar. São dois elementos novos para a Europa. Mas a liderança europeia será capaz de responder a esse desafio? Está a fazê-lo mais rapidamente do que muitos imaginam. O cliché de que a Europa não fez nada é falso. A Europa foi o principal pilar de reacção à agressão russa, embora não estivesse preparada, porque durante décadas viveu sob o guarda-chuva americano, que acabou. Estamos numa fase de transição. Há líderes europeus a fazer o possível, mas é preciso muito mais. Como somos democracias, não sabemos quem continuará no poder: quem sucede a Emmanuel Macron, quanto tempo terão os actuais líderes para modernizar as Forças Armadas. É uma fase de grande indefinição e risco. A Rússia é o principal inimigo da Europa? Vladimir Putin é a principal ameaça. Há um inimigo declarado e isso ainda nos causa perplexidade. Basta ler a estratégia de segurança americana: quem manda em Washington não gosta da Europa e quer destruir o projecto europeu. Não é uma guerra directa, mas é uma guerra ideológica. A Rússia é um potencial inimigo, embora, no papel, a Europa tenha muito mais força. Mas força que não é accionada é apenas potencial. A Rússia é um agressor com capacidade real e comprovada. Quais são os principais riscos da escalada de tensão entre China, Taiwan e Japão? Creio que os Estados Unidos continuarão a apoiar Taiwan e o Japão, mas com reacções mais imprevisíveis. A China vai explorar isso, e já o está a fazer. A Primeira-Ministra japonesa pode mudar a política do país? Já o está a fazer. [Sanae Takaichi] percebeu que a China é uma ameaça real e que a aproximação a Donald Trump não trouxe garantias suficientes. O Japão está a tirar conclusões sobre aquilo que os Estados Unidos podem não fazer. Uma das consequências poderá ser a militarização, até a nuclearização, do Japão. O ano de 2025 ficou marcado pela eleição do Papa Leão XIV. Que balanço faz dos primeiros meses do sumo pontífice? É difícil igualar o carisma do Papa Francisco, mas, de forma discreta, Leão XIV tem mostrado continuidade em vários temas. A viagem à Turquia e ao Líbano concretizou desejos antigos de Francisco. Na questão da Ucrânia, parece-me mais claro na definição das responsabilidades e do que é preciso fazer para travar a Rússia. Tenho, para já, muito boas impressões, sobretudo quanto ao papel do Vaticano como mediador discreto. A COP 30 terminou com um acordo modesto. O mundo continua a ignorar as alterações climáticas? Não é o mundo, são os principais poluidores. Muitos países estão preocupados, mas quando Estados Unidos, Índia e China não lideram, nada avança. Esta nova ordem é ditada por interesses de grandes potências, e isso tem consequências graves no combate ao risco climático. Que mensagem enviou o Brasil com a condenação do antigo Presidente Jair Bolsonaro? O Brasil tem problemas, mas o seu sistema judicial respondeu mais rapidamente do que em países supostamente mais desenvolvidos. É um bom sinal, apesar das contradições da democracia brasileira. No caso de Bolsonaro, é uma boa notícia para a democracia. O grupo das 20 potências económicas reuniu-se na África do Sul, mas sem a presença dos Estados Unidos. Ainda assim, os países presentes assinaram uma declaração. Isto revela que o continente africano passa a ter outro peso na economia mundial? A África tem um potencial enorme e é a zona do mundo que, proporcionalmente, mais vai crescer nas próximas décadas. Basta olhar para a relação entre a China e África ou para países como a Nigéria, tendo em conta o crescimento demográfico e as riquezas naturais. No entanto, para ter um peso efectivo, África teria de contar muito mais com instituições fortes. Existe ainda uma certa imaturidade institucional, apesar de algumas excepções positivas, e uma dependência excessiva de grandes potências globais -como a China, a Rússia ou, nalguns casos, a França- que nem sempre tem sido benéfica para o desenvolvimento do continente como um todo. As taxas americanas podem afectar África? Claro que sim. São mais um travão ao desenvolvimento. Em Portugal, 2025 fica marcado pelas eleições legislativas que colocaram um partido de extrema-direita como a segunda força de oposição no país, 51 anos depois do 25 de Abril. A democracia do país está ameaçada? Não, claro que não. A subida rápida do Chega tem a ver com um voto de protesto. Sobretudo, tem a ver com a culpa dos dois principais partidos por terem provocado três eleições legislativas em três anos. Um absurdo completo, uma loucura, uma irresponsabilidade. Mas eu acho que Portugal tem noção das contradições. Tem indicadores económicos muito bons, como não tinha há muitos anos. Tem problemas grandes, como o acesso à habitação e alguns problemas pontuais ao nível da saúde. E depois tem uma subida artificial da percepção de risco relativamente a questões como a criminalidade e a imigração. Bom, eu vivo em Portugal e não vejo nada disso. Vejo um país muito seguro, vejo um país com um potencial bastante grande e com um dado novo, que é ter muito mais imigrantes. Eu não concordo com a ideia de que isso gere mais insegurança. Não vejo isso, sinceramente. Mas há, sim, um novo ecossistema, também mediático, que levou à subida de um partido que explora alguns medos. Há algum grau de irresponsabilidade em explorar essa questão de uma forma primária e, nalguns casos, injusta. Mas sabemos que em política não há justiça nem injustiça: não é abster-se, é a capacidade de explorar. Ainda assim, o Governo aprovou um novo diploma relativamente aos imigrantes que vêm, que de certa forma os penaliza... Este é um desafio para os partidos que dominaram a democracia portuguesa nos últimos 50 anos. Houve algumas capacidades perdidas, mas também grandes conquistas. Este país é muito melhor do que era há 51 anos. Falta saber se teremos partidos e líderes mais moderados que tenham a capacidade de explicar isso às pessoas e de encontrar respostas. Porque, volto a dizer, há um problema grave de habituação dos mais jovens, há outros problemas pontuais, como a questão da saúde, mas que também não está no caos de que muitas vezes se fala. Estamos numa situação global muitíssimo melhor do que a apreciação que as pessoas fazem dela, e agora é preciso tentar resolver esta discrepância. A subida de partidos chamados populistas é uma tendência global, ou pelo menos europeia e americana. Como tudo, terá fases. Os partidos que estão a subir hão-de parar de subir. Falta saber se só vão parar quando chegarem ao governo ou se é possível evitar que cheguem ao poder. Eu acho que em Portugal isso ainda não é uma inevitabilidade assim tão grande. Pode acontecer, mas não é inevitável. E, se acontecer, será uma fase que depois acabará por recuar. Quais são os grandes desafios para 2026? O risco de erosão das democracias e a polarização das sociedades. Paradoxalmente, o momento económico global é melhor do que as pessoas pensam.
Orlando Samões considera que "liderança da Autoridade Palestiniana está perdida", com Abbas a sugerir que Hamas crie partido político desmilitarizado no pós-guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Tomé analisa acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A situação "continua perigosa" e as dúvidas persistem. Na Ucrânia, conflito marcado por Trump que "um dia diz uma coisa, no outro diz outra".See omnystudio.com/listener for privacy information.
EUA acreditam que cessar-fogo vai continuar, apesar dos ataques de Israel. Casa Branca está a ser demasiado otimista? Ainda as negociações de Zelensky na UE. A análise do coronel José do Carmo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rio de Janeiro, 28 de outubro, moradores da segunda maior metrópole do país são paralisados pela batalha entre policiais e o Comando Vermelho. Para impedir o cumprimento de mandados de prisão, os traficantes usaram até drones para o lançamento de bombas e armaram barricadas em diversos pontos da cidade. Mais de 80 foram presos. A ação policial mais letal da história da cidade teve dezenas de mortes confirmadas e declarações de autoridades revelaram falta de coordenação entre governos Estadual e Federal no combate ao crime. Israel acusou o Hamas de violar o cessar-fogo e ordenou novo ataque a Gaza. O furacão mais violento do ano atingiu a Jamaica. A ONU prevê redução nas emissões de gases que aquecem o planeta, mas em ritmo muito lento.
Vitor Gabriel Oliveira considera que JD Vance tomou as "rédeas" da negociação para o acordo de paz entre Hamas e Israel. Ainda acrescenta que o presidente dos EUA conseguiu "estancar" esta guerra.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A intervenção de Trump como mediador nos conflitos internacionais: como avalia o papel do presidente norte americano na guerra na Ucrânia e no médio oriente?
A polícia de São Paulo identificou postos suspeitos de vender o metanol que matou duas pessoas. A Polícia Federal afirmou que duas lanchonetes lavaram mais de r$ 30 milhões do PCC. A Venezuela posicionou militares contra um possível ataque americano ao país. Na Casa Branca, Volodymyr Zelensky pediu mísseis de longo alcance para Donald Trump. O Hamas entregou a Israel o corpo de mais um refém. O IBGE retratou os brasileiros que trabalham com plataformas digitais e aplicativos de serviços. A Sociedade Brasileira de Cardiologia reduziu a meta de tolerância para o colesterol ruim.
O presidente da Venezuela reagiu ao sinal verde de Donald Trump para ações da CIA no país. Nicolás Maduro disse, em inglês, que não quer guerra com os Estados Unidos. Trump anunciou um encontro com o russo Vladimir Putin para discutir o conflito na Ucrânia. O Hamas alegou que depende de ajuda internacional para encontrar corpos de reféns em Gaza. Foi condenado à prisão o atropelador da triatleta Luisa Baptista. Bancos cancelaram quase 250 milhões de chaves Pix. Entraram em vigor regras novas para o Benefício de Prestação Continuada. Brigadistas tentam combater o fogo no Cerrado pelo ar.
No resumo de notícias de hoje, vamos falar sobre o fim da guerra em Gaza com o cessar-fogo entre Israel e Hamas e a nova escalada de violência interna entre facções palestinas; a ameaça de Donald Trump de “entrar e matar o Hamas” caso o grupo não cumpra o acordo; a viagem de Lula à Itália e seu encontro com o Papa Leão XIV; os embates do governo com o Centrão após a derrota da MP do IOF e a ordem para exonerar aliados “traidores”; os bastidores da escolha do novo ministro do STF com Jorge Messias despontando como favorito; o decreto que oficializa o papel público de Janja; e, no Congresso, as disputas ambientais às vésperas da COP30 e as manobras de Davi Alcolumbre. Além disso, as tensões crescentes entre Estados Unidos e Venezuela, a guerra comercial de Trump com a China, a legalização da eutanásia no Uruguai, e outros destaques internacionais e culturais da semana.E claro, não poderiam faltar os nossos quadros: Rivo de Ouro, Keeping Up With the Fofoca, Two Dots, Como Vota Deputado, Rapidinhas, Cancelamento da Semana e Realidade Distorcida — sempre com a sua participação aqui com a gente.___Apoie o Rivo! Pix: 54.538.001/0001-13___Conheça e aproveite os produtos da Leão: https://www.chasleao.com.br/
O presidente Donald Trump autorizou operações do serviço secreto americano na Venezuela de Nicolás Maduro. O Hamas entregou mais dois corpos a Israel, mas afirmou que vai ser preciso procurar os outros reféns mortos entre os escombros, em Gaza. O homem preso 15 anos atrás pelo “crime da 113 Sul” recuperou a liberdade. O STJ anulou a condenação de Francisco Mairlon. Foi preso o sexto suspeito de participar da execução do ex-delegado-geral de São Paulo. Os Correios anunciaram um plano bilionário contra o rombo nas contas da empresa.
Alberto Gonçalves comenta a ausência de reacções aos recentes fuzilamentos de palestinianos pelo Hamas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de 2 anos de guerra, finalmente os reféns foram libertados em Gaza. Mas qual a razão disso ter acontecido nesse momento? Como Donald Trump conseguiu pressionar de modo eficiente tanto Israel quanto seus parceiros árabes para colocar de pé o acordo?Vou tentar responder essas e outras perguntas nesse vídeo.
O grupo Hamas libertou nesta segunda-feira (13) vinte reféns, entregues à Cruz Vermelha e depois às Forças de Defesa de Israel. A ação ocorre quase dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, quando 251 pessoas foram sequestradas. Segundo o governo israelense, antes do novo acordo, 48 reféns ainda permaneciam em poder do grupo, sendo 28 já confirmados como mortos.Em troca, Israel se comprometeu a libertar cerca de dois mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua. O Hamas pediu mais tempo para localizar corpos de vítimas em cativeiro, e a Turquia anunciou uma força-tarefa para auxiliar nas buscas. A movimentação acontece durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Israel.
O Hamas libertou esta segunda-feira, 13 de Outubro, todos os reféns israelitas vivos da Faixa de Gaza. Em contrapartida, Israel compromete-se a libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinianos. A operação resulta de um acordo que pretende acabar com dois anos de guerra na Faixa de Gaza e acontece no mesmo dia em que decorre, em Charm el-Cheikh, no Egipto, a cimeira internacional dedicada ao futuro de Gaza, co-presidida pelo chefe de Estado egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, e o homólogo norte-americano, Donald Trump. Em entrevista à RFI, Vítor Gabriel Oliveira, analista político e secretário-geral da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social da Europa, admite que se trata de um dia importante para ambos os lados, defendendo que a paz continua a ser um grande desafio. O que representa esta troca de reféns e prisioneiros para a paz entre Israel e Gaza? É enorme, porque era um dia esperado há bastante tempo. Neste momento, o que temos de perceber é o que será um Estado palestiniano nos próximos meses e, depois, nos próximos anos. Qual é a perspectiva que o Estado palestiniano quer realizar? E as relações que irá ter com Israel? Mas também perceber qual é a perspectiva e qual é a expectativa de Israel, nomeadamente em relação ao Hamas. Israel veio dizer que os prisioneiros palestinianos seriam libertados a partir do momento em que todos os reféns estivessem em território israelita. É quase como se a vida dos israelitas tivesse mais importância do que a vida dos palestinianos? Trata-se de uma questão de grau de confiabilidade. Aliás, o Hamas disse várias vezes que cumpriria o acordo e depois acabou por não libertar a totalidade dos reféns. E Israel continua a atacar Gaza… Sim, continua a atacar Gaza. Esta troca resulta de um plano de Donald Trump para Gaza. A seu ver, este plano tem condições para continuar? Temos de perceber aquilo que foram as pressões diplomáticas a nível internacional, nomeadamente no reconhecimento do Estado da Palestina. Uma das premissas era que o Hamas, reconhecido como um grupo terrorista, não faria parte do futuro do Estado da Palestina. Porém, o Hamas quer participar nesse futuro e não se conhece um calendário sobre a questão da entrega de armas, se isso acontecerá na totalidade ou não. Há também, dentro do Hamas, líderes que não vêem isso com bons olhos. O Hamas disse este fim-de-semana que está fora de questão depor as armas. O que isto implica concretamente? Numa negociação diplomática, tem de haver elementos de intercessão. Esses elementos de intercessão passam por haver mais fiabilidade de forma a permitir que um acordo favorável possa vir a ser respeitado. Se os Estados Unidos e os parceiros internacionais para o reconhecimento do Estado palestiniano puseram como condição que o Hamas não participe no futuro do Estado da Palestina, mas o Hamas não depõe as armas, então voltamos a Israel, que diz: "Nós só entregamos os reféns palestinianos quando nos entregarem a totalidade", ou seja, um grau de desconfiança de parte a parte. Primeiro, porque o Hamas, no dia 7 de Outubro, fez o atentado terrorista dentro de Israel. Depois, porque Israel defende-se, perante o direito internacional, numa primeira fase, e depois ultrapassa largamente as linhas vermelhas. Benjamin Netanyahu ultrapassou várias linhas vermelhas. Isso, claro, para todos. Talvez pela pressão que teve dentro do governo, apoiado por partidos de extrema-direita. Aqui, o elemento diferenciador é o Presidente dos EUA, Donald Trump, que é realmente a pessoa com mais proximidade de Netanyahu e com mais poder sobre o primeiro-ministro israelita. O Hamas diz que está fora de questão desarmar-se e Israel diz que, se isso não acontecer, voltará a atacar Gaza. É real a possibilidade de Israel voltar a atacar Gaza? Com aquilo que me está a dizer, acho que é fácil de prever que sim. Se me pergunta se é justa ou não, numa guerra perde-se o significado de parte a parte, quando se passam todas as linhas vermelhas, tanto de um lado como do outro. Se uma parte dos países que reconheceram o Estado da Palestina colocou como condição a não interferência do Hamas e a deposição das armas e o Hamas diz que não, o Estado de Israel não pode conviver ao lado de uma organização terrorista que o pode atacar a qualquer momento. Quando se fala da governação de Gaza, fala-se da Autoridade Palestiniana. Que legitimidade tem esta entidade para governar Gaza, quando se sabe que há muitos palestinianos que continuam do lado do Hamas? Temos de começar por algum lado. Isso é a primeira questão. Neste momento, fala-se de uma força de paz internacional, com alguns países da região e com outros fora do Médio Oriente, que possam ter forças de paz nessa região. Não se sabe ainda, está-se a construir a solução de governo, de liderança. Falava-se que essa força poderia contar com Tony Blair [antigo primeiro-ministro britânico]. Um nome que foi, desde logo, criticado… É preciso ir ajustando. A administração americana tem estado a fazer o trabalho possível. Não é fácil para quem defende Israel ou quem defende o lado palestiniano. Aqui são fundamentais as intercessões e as cedências de parte a parte. Só assim se poderá resolver uma questão destas. É impossível, e tem de haver bons intermediários. Sabemos que o Egipto, o Qatar e outros intermediários estão a fazer o seu trabalho. E a Turquia… E a Turquia também teve um grande papel. Mas é importante perceber que isso leva a um aumento da confiança. Se realmente Donald Trump conseguir a pacificação naquela região, leva a um aumento da confiança entre o mundo ocidental, liderado pelos Estados Unidos, e o mundo árabe. Isso é importante para a paz a nível mundial e para a paz naquela região. É isso que está em cima da mesa na cimeira internacional dedicada ao futuro de Gaza, que decorre em Charm el-Cheikh, no Egipto, e que conta com a presença de Donald Trump e com uma série de líderes mundiais. Acredita que a paz está hoje mais próxima? Neste momento existem várias desconfianças. O Hamas diz que não vai depor as armas e Israel garante que, nesse cenário, voltará a atacar Gaza. Isto é um choque directo e leva-nos a antever que, assim que os reféns israelitas forem entregues e depois forem cumpridas as entregas dos palestinianos, poderemos partir para um novo conflito. Nesta cimeira, Donald Trump terá que conseguir evitar esse cenário. Muitos dos países que estão à volta de Israel não reconhecem o Estado de Israel. E uma das condições do plano de Gaza passa também pelo reconhecimento, por parte desses países, e o Estado palestiniano tem que reconhecer o Estado de Israel. Mas para isso precisa de haver um Estado da Palestina… A Turquia não classifica o Hamas como um grupo terrorista. Este posicionamento pode trazer implicações para estas negociações? Numa negociação, quando há intermediários, tem de haver intermediários que estão mais próximos ou menos próximos. A Turquia, ao não classificar o Hamas como um grupo terrorista, consegue mais facilmente estar do lado do Hamas e criar condições para abrir canais comunicantes, conseguindo negociar com os líderes do Hamas. Alguns deles não estão sequer em Gaza. Estão nos outros países à volta, como o Qatar. A ausência de Israel e do Hamas nesta reunião pode ser visto como um sinal negativo para o sucesso desta cimeira? Não acredito que o Hamas e Israel não tenham, pelo menos, representantes indirectos. Não é possível ter a certeza de que o acordo vai resultar. Portanto, é preciso fazer um jogo de parte a parte até chegar ao caminho final de intercessão.
Com o acordo a ser assinado sem o Hamas, Francisco Pereira Coutinho, especialista em relações internacionais, acredita que o grupo pode estar a considerar apenas a oportunidade de recuperar os reféns.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Carlos Moedas (que acertou na crítica a Leitão), Ricardo Salgado (que perdeu em dois tribunais) e os que querem reescrever o 7 de outubro (e que têm um grande descaramento)são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Assinalam-se dois anos do ataque do Hamas no sul de Israel, que causou mais de 1.000 mortos e cerca de 200 reféns - hoje reduzidos a 48. A resposta de Israel na Faixa de Gaza provocou, segundo o Ministério da Saúde - controlado pelo Hamas — mais de 67.000 mortos, muitos deles crianças, e deixou a população confrontada com a fome e a destruição. Esta terça-feira, 7 de Outubro, os familiares dos reféns israelitas pedem o fim da ofensiva, para que estes possam regressar a casa. O escritor e jornalista Rui Neumann fala de um grande cansaço dos israelitas face a esta guerra, sublinhando que a paz parece estar mais difícil de se reconstruir. Dois anos depois, o que pensam os israelitas desta guerra? Há um grande cansaço por parte dos israelitas relativamente à guerra. Mas a primeira preocupação geral é que este é um sentimento, independentemente do quadrante político, ou seja, seja da direita ou da esquerda. A prioridade é, antes de mais, o regresso e a libertação dos 48 reféns restantes do massacre de 7 de Outubro. Mas há um trauma muito profundo na sociedade israelita. Relativamente à tragédia humanitária que se vive em Gaza, qual é o sentimento dos israelitas? Há uma certa sensibilidade relativamente à tragédia humanitária. No entanto, para Israel, o primeiro ponto é a sua própria segurança. O que aconteceu há dois anos não pode repetir-se. Porquê? Porque as primeiras vítimas do 7 de Outubro foram a jovens israelita de tendência esquerda, que até defendia a causa palestiniana. E esses foram os primeiros alvos que estavam no famoso e dramático concerto Nova. Isto moldou-se. Podemos dizer que a população israelita se tornou muito desconfiada em relação à população palestiniana. O sentimento de ódio aumentou dos dois lados? Não podemos dizer que há um sentimento de ódio, mas sim de uma desconfiança muito, muito grande. E sim, isso está muito patente. Quebrou-se o sentimento que existia de que seria possível estabelecer um caminho para a paz com os palestinianos, que neste momento está muito fragilizado. Estão muito céticos. Os israelitas, relativamente a se é possível construir esse caminho. A paz parece mais longe? Verdadeiramente, a paz parece estar mais difícil de se reconstruir. Sim, de um ponto de vista realista, é preciso criar mecanismos quase mais tecnocráticos para uma coexistência pacífica, mais do que para a paz. A paz é algo muito utópico. Os israelitas esperam, neste momento, uma situação de não conflito, o que é completamente diferente. Muitos israelitas deixaram o país e com o aumento dos actos anti-semitas, outros acusam o primeiro-ministro de Israel de colocar em risco a vida dos israelitas. Benjamin Netanyahu, acusado de crimes de guerra, de usar a fome como método de guerra e que, de certa forma, está actualmente refém da extrema-direita, deixou de representar os interesses dos israelitas? E faço esta pergunta quando estamos a um ano de eleições e é provável que Netanyahu continue com ambições políticas… Benjamin Netanyahu continua a ter ambições políticas, mas o 7 de Outubro foi um grande trauma, não só para além das fronteiras israelitas, mas também nas comunidades judaicas no mundo. Houve uma multiplicação de erros e indiferença, face aos alertas que foram lançados pelo Shin Bet, os serviços de informação interior, até mesmo pela inteligência militar – AMAN. Essa multiplicação de erros resultou nas proporções do massacre do Hamas, quase dando o sentimento aos judeus de que, afinal, Israel não é uma terra que protege os judeus. Por outro lado, com a ofensiva levada a cabo em Gaza e a determinação de Benjamin Netanyahu de eliminar completamente o Hamas multiplicou um militantismo fora de Israel, contra Israel e contra o chamado anti-sionismo, que entra muito na esfera do anti-semitismo. E aí, sim, muitas populações judaicas e muitas comunidades judaicas responsabilizam Benjamin Netanyahu. Quanto às suas ambições para 2026, no caso de não haver eleições antecipadas, ainda não estão garantidas. Benjamin Netanyahu poderá vir a ser julgado no futuro pelos crimes de que é acusado? Poderá vir a ser julgado em Israel, isso sim, acredito. Israel já deu provas, noutros casos, de julgar os seus próprios líderes políticos. As responsabilidades e os erros cometidos a 7 de Outubro. Começaram no Egipto as negociações entre as delegações de Israel e o Hamas, que afirmou estar disponível para iniciar a troca de reféns se Israel terminar a ofensiva em Gaza. Israel está disposto a dar este passo? Israel está disposto porque o Hamas não tem grandes vias. Em termos da ala militar, o Hamas está em praticamente derrotado. O que subsiste ainda é a ala política. E no Egipto, quem está a negociar é exactamente essa ala política que tenta, de certa forma, manter a organização à tona, embora esteja muito fragilizada. Israel está disposto a dar o passo no chamado plano Trump. É preciso dizer que o plano de Donald Trump para Gaza não é uma garantia de estabilidade para Gaza, nem para Israel e nem para a própria Cisjordânia, onde as organizações palestinianas quase que não participam nesse plano. O problema aqui é que o Hamas é, de facto, a principal organização política palestiniana em Gaza, mas não é quem detém a maior parte dos 48 reféns. Existem organizações mais radicais, como o Jihad Islâmico, que não estão dispostas a ter qualquer acordo com Israel, nem a reconhecer Israel. E, de forma quase insignificante, o FLP, que também detém reféns. O Hamas, para fazer um acordo global de rendição, que é a condição que lhe é imposta, tem que ter o alinhamento destas duas pequenas organizações. O plano de Donald Trump tem 20 pressupostos. O 19.º diz o seguinte: À medida que o processo de reconstrução de Gaza avança e o programa de reformas da Autoridade Palestiniana é fielmente executado, as condições poderão finalmente estar reunidas para o caminho credível rumo à autodeterminação e à criação de um Estado da Palestina. Benjamin Netanyahu já se veio a pôr essa possibilidade. Neste contexto actual, um Estado da Palestina é possível? Neste momento, Israel, na cena política internacional, já está muito isolado. Há vários países que ainda apoiam Israel, o primeiro, sem dúvida, os Estados Unidos. Há outros países com uma posição ambígua, como vários países europeus, que, por um lado, reconhecem o Estado da Palestina e, por outro, apoiam Israel, mas não quer isto dizer que apoiam as políticas de Benjamin Netanyahu. Mas a criação de um Estado palestiniano, neste momento, é extremamente complexa, porque antes da criação do Estado, é preciso definir que fronteira vai ter esse Estado, que governo vai ter esse Estado e quem será a autoridade. Qual é o organismo palestiniano que vai assumir essa chefia de Estado? A Autoridade Palestiniana não tem legitimidade? A Autoridade Palestiniana, neste momento, tem que se reformar completamente. Quando houve o reconhecimento do Estado da Palestina, não houve a imposição de se definir as regras do jogo para que um Estado tenha que existir, porque, senão, o que podemos estar a antecipar é a criação de um Estado quando que não tem condições para existir, e isso pode levar a uma guerra civil palestiniana. Todavia, há uma camada da população israelita que defende e considera quase inevitável a criação de um Estado palestiniano. Agora, o que ninguém compreende é quais vão ser essas regras, quais vão ser as fronteiras, a política do próprio Estado. E é aqui que também precisa de ser ouvida a população palestiniana. Principalmente a população palestiniana. Para criar um Estado palestiniano, eles têm que ter a primeira voz. São os palestinianos.
A notícia principal é o avanço crucial no cessar-fogo em Gaza, impulsionado pelo plano de paz de 20 pontos proposto pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.O Hamas respondeu ao ultimato de Trump e concordou em libertar todos os reféns israelenses remanescentes – tanto vivos quanto mortos. O grupo também manifestou apreço pelos esforços de Trump para acabar com a guerra.O Plano e a Reação de Trump O plano de paz exige que o Hamas entregue a administração da Faixa de Gaza a um corpo de tecnocratas ou independentes palestinos. O Hamas aceitou essa transferência de administração.Donald Trump celebrou o acordo, descrevendo-o como um "dia muito especial" e "sem precedentes". Ele agradeceu abertamente às nações mediadoras, incluindo Catar, Turquia, Arábia Saudita, Egito e Jordânia, por ajudarem a unificar os esforços para acabar com a guerra e alcançar a paz no Oriente Médio.Crucialmente, Trump instruiu Israel a parar imediatamente o bombardeio de Gaza, afirmando acreditar que o Hamas está pronto para uma paz duradoura.As Condições e os Pontos de Contenção Embora o Hamas tenha aceitado partes do plano, a sua resposta constitui uma aceitação parcial, servindo como uma base inicial para negociações adicionais, e não uma aceitação completa.Os principais entraves permanecem: o Hamas não concordou com o desarmamento ou desmilitarização, que são exigências-chave de Israel. Líderes do Hamas deixaram claro que não vão depor as armas antes que a ocupação israelense termine. Além disso, o Hamas busca garantias de que Israel se retirará totalmente de Gaza.A Resposta de Israel e os Próximos Passos O gabinete do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está se preparando para a implementação imediata da primeira fase do plano, focada na libertação dos reféns. No entanto, há relatos de que Netanyahu ficou surpreso com o entusiasmo de Trump pela resposta do Hamas, pois o lado israelense via a declaração como falha em atender a aspectos cruciais do plano.Líderes internacionais, incluindo o Reino Unido, França e Itália, saudaram a decisão do Hamas. Os próximos 72 horas foram considerados críticos, pois intensas negociações devem ocorrer para resolver as questões pendentes, como o desarmamento e a retirada militar, determinando se o acordo levará de fato ao fim da guerra. A pressão está agora sobre Netanyahu para aceitar o acordo e levar os reféns para casa.
O Hamas concordou, na sexta-feira (3), em libertar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, como parte do plano de paz para Gaza proposto pelos Estados Unidos. O analista de Política da CNN Caio Junqueira, a professora de Relações Internacionais do IDP Monique Sochaczewski e o professor de Ciências Militares da Eceme Sandro Teixeira Moita debatem qual será o destino da região.
O plano de paz para a Faixa de Gaza apresentado na segunda-feira por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, ao lado de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é o tema de abertura do episódio desta semana do podcast Diplomatas (PÚBLICO e IPRI-Nova). O investigador Carlos Gaspar e a jornalista Teresa de Sousa analisaram ainda as últimas movimentações da União Europeia e da NATO, tendo em vista uma resposta conjunta às “provocações” da Rússia com drones e caças no espaço aéreo dos países europeus. No debate sobre a guerra na Ucrânia e a defesa europeia, também houve espaço para um comentário sobre a vitória do partido pró-europeu Acção e Solidariedade nas eleições legislativas do passado domingo, na Moldova, contra uma plataforma de partidos alinhados com o Kremlin. Para fechar, Teresa de Sousa e Carlos Gaspar olharam para o congresso do Partido Trabalhista e para o discurso proferido na terça-feira pelo primeiro-ministro britânico e líder do Labour, Keir Starmer, num contexto político de crescimento da direita radical no Reino Unido. Texto de António Saraiva Lima Siga o Diplomatas e receba cada episódio logo de manhã no Spotify, na Apple Podcasts ou noutras aplicações para podcasts. Conheça os podcasts do PÚBLICO em publico.pt/podcasts. Tem uma ideia ou sugestão? Envie um email para podcasts@publico.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Trump negociou 20 pontos de um plano de paz que já tem o acordo de vários países árabes. O Hamas ainda não aceitou, mas está sob uma enorme pressão. Terá o presidente dos EUA conseguido o impossível?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Trump negociou 20 pontos de um plano de paz que já tem o acordo de vários países árabes. O Hamas ainda não aceitou, mas está sob uma enorme pressão. Terá o presidente dos EUA conseguido o impossível?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Trump negociou 20 pontos de um plano de paz que já tem o acordo de vários países árabes. O Hamas ainda não aceitou, mas está sob uma enorme pressão. Terá o presidente dos EUA conseguido o impossível?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O governo (que disse à CP para comprar mais comboios), o BE (que finalmente mudou de deputada única) e o governo (que tem de ver o Hamas a fazer o que lhe apetece) são o Bom, o Mau e o Vilão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Manifestaçõe acontecem após 15 pessoas serem mortas em um ataque a hospital. Entre os mortos, estão socorristas e jornalistas.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Afirmando que o próximo passo deve ser uma reunião trilateral, Trump diz estar disposto a oferecer garantias desegurança à Ucrânia, semelhantes às da Otan, mas condicionou o apoio à aceitação de perdas territoriais por Kiev, ponto que já gera resistência. E ainda:- Diferente do último encontro entre Trump e Zelenski, desta vez houve cordialidade, risos e até piadas sobre o traje militar do ucraniano- Hamas anuncia aceitar proposta de cessar-fogo articulado por autoridades do Egito e Catar, que prevê 60 dias de trégua, libertação de prisioneiros palestinos e retorno de metade dos reféns em poder do grupo- Após encontro no Palácio do Planalto, Lula e Noboa anunciam a reabertura de uma sede da Polícia Federal em Quito para combater o crime organizado e o contrabando de armas, além de tratarem sobre outros assuntos como comércio, clima e integração regional Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 Segundos Fale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Bom dia! ☕Faça sua simulação com a Ademicon aqui.As roupas com tecido tecnológico da Insider estão aqui.No episódio de hoje:
Israel conseguiu vitórias importantes ao anular grandes ameaças. António José Telo, ex-professor catedrático de História na Academia Militar, acredita que, depois de tudo, o país não vai voltar atrás.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O governo português anunciou que pode reconhecer em Setembro o estado da Palestina, juntando-se a mais países europeus. O Hamas reagiu endurecendo posições e tornando ainda mais difícil um cessar fogoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Hamas disse nesta quarta-feira que concorda em libertar 10 reféns para alcançar um cessar-fogo em Gaza, mas alegou que as negociações para uma trégua são "difíceis" devido à intransigência" de Israel. O grupo palestino afirmou que as negociações de cessar-fogo em andamento têm vários pontos de atrito, entre eles o fluxo de ajuda humanitária para a população de Gaza, a retirada das forças israelenses do enclave palestino e "garantias genuínas" para um cessar-fogo permanente. Em entrevista à Rádio Eldorado, o analista de Relações Internacionais Vladimir Feijó, que é doutor em Direito Internacional, disse que o acordo parece mais próximo, mas ressaltou que é preciso considerar “o direito de retorno dos palestinos ao território”. Ele considerou “extremamente malicioso” o plano defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de realocação da população civil palestina em outros países.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Francisco Proença Garcia reflete sobre cedências - quer de Putin, quer de Netanyahu - que não verão a luz do dia. Afinal, não só Gaza tem problemas: "O Hamas, embora reduzido, não perdeu capacidade".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Baal Habait Hishtaguea!....(O dono do estabelecimento enlouqueceu!). A expressão utilizada para anunciar promoções em feiras se aplica perfeitamente à realidade do país. Netanyahu e seu governo avançam no golpe para consolidar a autocracia no país.Bloco 1- Governo sobe o tom com o Hamas caso os reféns não sejam libertados.- Manifestações contra o Hamas tomam fôlego em Gaza.- Foguetes são lançados do Líbano, Hezbollah diz não ter nada a ver com o caso e presidente anuncia investigação.- General denuncia perseguição e Israel Katz, na mídia, tenta intimidar Chefe do Estado Maior. Mas Eyal Zamir não aceita.- Hamdan Ballal, diretor do filme No Other Land é agredido e preso pelo exército.- Refém libertada Ilana Gritzewsky diz ter sofrido violência de gênero no cativeiro.Bloco 2- Investigações do Catargate avançam e novas informações surgem.- Demissão de Ronen Bar é congelada pelo Supremo até julgamento do mérito mas governo recebe autorização para entrevistar candidatos.- Em mais um avanço do golpe autocrático, Governo vota moção de desconfiança para Conselheira Jurídica e mira a sua demissão.- Shin Bet está investigando Ben Gvir com o conhecimento de Netanyahu. Ben Gvir pede a prisão de Bar.- Orçamento de 2025 é aprovado com facilidade pelo governo.- Governo aprova a mudança na formação da comissão que indica juízes. Bloco 3- Palavra da semana- Dica cultural - There is another wayArtigo sobre o Catargate - https://www.ladoesquerdo.com/post/o-que-%C3%A9-o-catargatePara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - apoia.se/doladoesquerdodomuroNo exterior - patreon.com/doladoesquerdodomuroNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialsite - ladoesquerdo.comtwitter - @doladoesquerdo e @joaokminstagram - @doladoesquerdodomuroyoutube - youtube.com/@doladoesquerdodomuroTiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #294 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Defesa Civil de Gaza anunciou que ao menos 130 pessoas morreram durante ataques de Israel contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza. Em comunicado, a Casa Branca informou que o governo israelense consultou os Estados Unidos antes de realizar a operação. Israel diz que vai intensificar os ataques, já que o grupo se recusa a libertar todos os reféns. Esta é a primeira grande operação militar na região desde o início do cessar-fogo, em janeiro. E ainda: Lula defende a regulamentação das redes sociais durante evento da OAB.
Tổng thống Mỹ Donald Trump một lần nữa đe dọa sẽ hủy diệt Hamas nếu nhóm này không trả lại toàn bộ con tin Israel ở Gaza, dù là sống hay đã chết. Nhưng như Sunil Awasthi đưa tin, đặc phái viên của ông Trump vẫn đang đàm phán trực tiếp với Hamas, đi ngược lại chính sách của Mỹ suốt nhiều thập kỷ qua.
Alberto Gonçalves comenta os financiamentos da USAID.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Doze estudantes morreram no acidente entre um caminhão e um ônibus em São Paulo. O Supremo Tribunal Federal deu poder de polícia a guardas municipais de todo o país. A delação de Mauro Cid, em áudio e vídeo: o ex-ajudante de ordens contou que repassou a Jair Bolsonaro US$ 86 mil da venda de joias. Terceiro voo com imigrantes deportados dos Estados Unidos chegou ao Brasil. O Hamas entregou mais um corpo a Israel. Os terroristas afirmaram que é o da mãe sequestrada com os dois filhos pequenos. Os médicos do Papa convocaram uma entrevista. Eles declararam que Francisco não está fora de perigo, mas não corre risco imediato de morrer.
Bruno Cardoso Reis reflete acerca da influência dos EUA numa altura em que a imagem da atual Casa Branca não é a melhor. Uma coisa é certa: Hamas só não vai ouvir Trump, como pode também ripostar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Francisco Pereira Coutinho sublinha a instabilidade do cessar-fogo no Médio Oriente numa altura em que o controlo de Gaza continua em jogo. Trump quer a paz; e Netanyahu?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Israel aceitou, na noite desta quinta (16), o acordo de cessar-fogo com o Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que o gabinete de segurança do país se reúna nesta sexta (17). O texto ainda deve ser votado. E ainda: PF vai investigar pessoa que compartilhou CPF de Haddad nas redes sociais.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel nascido no Brasil, Rafael Rozenszajn, compartilhouem suas redes sociais, nesta segunda-feira, depoimentos de palestinos que romperam o silênciopara responsabilizar os terroristas do Hamas por destruir a Faixa de Gaza, roubar suprimentos, sequestrar e disparar contra civis.Cenas de torturas de civis palestinos pelo Hamas também foram divulgadas pelas FDI. Felipe Moura Brasil e Duda Teixeira comentam:Você também pode assistir ao Papo Antagonista com a apresentação de Felipe Moura Brasil na BM&C, nos canais de TV 579 da Vivo, ou 547 da Claro, além do SKY+. A melhor oferta do ano, confira os descontos da Black na assinatura do combo anual. https://bit.ly/assinatura-black Siga O Antagonista no X, nos ajude a chegar nos 2 milhões de seguidores! https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Ua faamaonia e Hamas le fasiotia i se osofa'iga a vaega'au a Isara'elu o lona ta'ita'i Yahya Sinwar i le Gaza Strip.
No Papo Antagonista desta quarta-feira, 9, Felipe Moura Brasil entrevistou o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, que falou sobre a marca de um ano do massacre de 7 de outubro promovido pelo grupo terrorista Hamas em Israel. Ouça à íntegra:Você também pode assistir ao Papo Antagonista na BM&C, nos canais de TV 579 da Vivo, ou 563 da Claro, além do SKY+. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O líder da ala política do Hamas, Ismail Haniyeh (foto), foi eliminado em Teerã na manhã desta quarta-feira, 31 de julho. A morte foi primeiro relatada pela Press TV, do Irã, e pelo canal saudita Al-Arabiya.O Hamas e a Guarda Revolucionária do Irã, braço das Forças Armadas iranianas, confirmaram a notícia.Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília. https://bit.ly/meiodiaoa Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O Hamas informou nesta quarta-feira (31) que seu líder político, Ismail Haniyeh, foi morto num ataque aéreo em Teerã. O grupo extremista palestino e o Irã atribuíram o assassinato a Israel e prometeram vingança. O governo de Benjamin Netanyahu não assumiu abertamente a autoria. O Durma com Essa conta os detalhes sobre o episódio e mostra como o conflito entre Hamas e Israel tem se espalhado por outros países do Oriente Médio. O programa tem também Isadora Rupp falando sobre os protestos na Venezuela que já deixaram mortos e detidos. Assine o podcast: Megaphone | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS) Edição de áudio Pedro Pastoriz Produção de arte Lucas Neopmann Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O líder da ala política do Hamas, Ismail Haniyeh, foi eliminado em Teerã na manhã desta quarta-feira, 31 de julho. A morte foi primeiro relatada pela Press TV, do Irã, e pelo canal saudita Al-Arabiya.O Hamas e a Guarda Revolucionária do Irã, braço das Forças Armadas iranianas, confirmaram a notícia.Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília. https://bit.ly/meiodiaoa Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O Hamas divulgou nesta sexta-feira, 31, um vídeo com a voz da refém israelense Noa Argamani, de 25 anos, sequestrada do festival de música eletrônica Nova em 7 de outubro de 2023 junto com seu namorado, Avinatan Or.Eis o que ela diz, submetida às ordens do grupo terrorista, interessado em jogar o povo israelense contra o Gabinete de Guerra, composto pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu; pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant; e pelo opositor Benny Gantz:"Olá. Estou aprisionada pelas Brigadas Al-Qassam. Estou em cativeiro há mais de 237 dias e não sei até quando. Eu digo ao povo de Israel: vocês se tornaram parceiros do governo de Netanyahu, Gallant e Gantz? [...] Que milhares de mulheres e homens saiam e bloqueiem as ruas de Tel Aviv e não voltem para casa até nós [reféns] voltarmos para casa!Não coloquem seus destinos nas mãos de Netanyahu e do Gabinete de Guerra! Salvem-nos! O tempo está se esgotando.O povo precisa decidir. Não queremos morrer aqui. O tempo está se esgotando."Felipe Moura Brasil e Carlos Graieb comentam:Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Apoie o jornalismo Vigilante: https://bit.ly/planosdeassinatura Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br