POPULARITY
ELAINNE OURIVES - DNA DA COCRIAÇÃO - POCKET HERTZ - SINTONIZE SUA VIBRAÇÃO
TUTAMÉIA entrevista o diplomata Víctor Cairo Palomo, Embaixador de Cuba no Brasil, cargo que ocupa desde março de 2026. Inscreva-se no TUTAMÉIA TV e visite o site TUTAMÉIA, https://tutameia.jor.br, serviço jornalístico criado por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena.Acesse este link para entrar no grupo AMIG@S DO TUTAMÉIA, exclusivo para divulgação e distribuição de nossa produção jornalística: https://chat.whatsapp.com/Dn10GmZP6fV...
Por que tanta gente trava na hora de vender?Neste episódio do Podcast de Vendas do Diego Maia, você vai entender como vencer o medo de vender e por que esse bloqueio emocional impede milhares de profissionais, empreendedores e empresas de crescerem. Se você sente insegurança para oferecer produtos, apresentar propostas, negociar preços ou abordar clientes, este conteúdo pode mudar completamente sua visão sobre vendas.A verdade é que muita gente associa vendas com pressão, rejeição ou insistência. E por causa disso, acaba criando uma relação negativa com o ato de vender. O problema é que vendas fazem parte da vida. Todo mundo vende alguma coisa o tempo inteiro, ideias, opiniões, projetos, serviços, produtos e até a própria imagem profissional.Neste episódio, Diego Maia, considerado um dos palestrantes de vendas mais contratados do Brasil, autor de 8 livros, especialista em vendas e CEO da CDPV Companhia de Palestras, explica de forma clara, prática e direta como o medo de vender nasce e quais atitudes ajudam a superar esse bloqueio.Você vai entender que o medo da venda normalmente está ligado ao medo da rejeição. Muitas pessoas têm receio de ouvir um “não”, serem julgadas, parecerem inconvenientes ou não se sentirem boas o suficiente para convencer alguém.Este episódio é ideal para:vendedores iniciantes;profissionais comerciais;empresários;gestores de equipes de vendas;representantes comerciais;autônomos;empreendedores;pessoas que desejam entender funil de vendas;quem busca vender mais com estratégia.Se você procura conteúdos sobre:funil de vendas explicado;como funciona funil de vendas;etapas do funil de vendas;processo comercial;gestão de vendas;técnicas de vendas;vendas consultivas;conversão de clientes;pipeline comercial;prospecção de clientes;fechamento de vendas;vendas B2B;vendas B2C;marketing e vendas;previsibilidade comercial;como vender mais;…este episódio foi feito para você.Diego Maia é referência nacional em vendas, liderança comercial e desenvolvimento de equipes de alta performance. Há anos impacta empresas, vendedores e empreendedores em todo o Brasil através de palestras, treinamentos, conteúdos digitais e do tradicional
#3em1Agro - confira os destaques desta quarta-feira (13/05/26):➡️ Em dia de encontro Trump e Xi, preço da soja atinge 2º maior patamar desde 2023➡️ Medida que tornaria o acesso ao crédito agro ainda mais difícil é adiada. Entenda!➡️ Bloqueio da UE à carne brasileira: saiba os desdobramentos do assunto!➡️ Lula X Flávio: conheça o cenário da nova pesquisa eleitoral *Kellen Severo, jornalista Agro
Vai passar a ser necessário, a quem queira fazer humor, ter licença de porte de piada. Emitida por Donald Trump, naturalmente. O presidente norte-americano não a concede ao humorista Jimmy Kimmel. Talvez tenha sido, uma piada, aliás, suspeitam Trump e a porta-voz da Casa Branca, a desencadear o desvario do homicida incompetente que viajou da Califórnia a Washington com a intenção, falhada, de matar gente da administração americana num jantar de gala. Enquanto isso, a guerra continua em modo de pausa. Mas com o estreito de Ormuz duplamente bloqueado não há paz para o preço dos combustíveis. À escala doméstica, o deputado socialista que virou as costas ao presidente da Assembleia da República conseguiu pôr na ordem do dia, apesar da atitude controversa, o tema da transparência na actividade política. E o coro da casa de pessoal do conselho de ministros, a cantar o hino nacional, deu solenidade ao anúncio de uma chuva de milhões, onde há de tudo menos calendário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pauta:1) BLOQUEIO NAVAL OU NOVOS ATAQUES2) COMBATE AOS CARTEIS MEXICANOS3) ESTAMOS DE OLHO4) BOA NOTÍCIA
Cesar fogo. Bloqueio americano, negociações entre Irã e EUA, israel e Líbano.
120 dólares por barril é o preço mais alto que o petróleo atingiu desde o início da guerra. Até quando é que a economia vai conseguir continuar a aguentar estes valores? See omnystudio.com/listener for privacy information.
O petróleo chegou aos 120 dólares por barril, valor record desde o início da guerra, e não se antevê o regresso à mesa das negociações. Quanto tempo é que as economias aguentam? E as nossas carteiras?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Está o Irão mesmo à beira do colapso? Após o bloqueio, os dias encaminham-se para uma “crise paralisante”? As respostas a estas perguntas dependem, em grande parte, dos planos diplomáticos, políticos e militares. De um lado, EUA, Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo; do outro, o Irão. Os planos para evitar o colapso total da sua economia estão a resultar? Onde pode o Irão guardar o petróleo não exportado? Pode ainda parar a produção, se não tiver forma de armazenar? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 28 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Governo do RJ amplia exonerações e chega a 668 demissões em um mês. Emprego feminino cresce, mas mulheres ainda ganham 21,3% menos no Brasil. Bloqueio do estreito de Ormuz derruba exportações do Brasil ao Oriente Médio. Fórum em Itu, no interior de SP, reúne lideranças para debater desenvolvimento e inovação.
com Anselmo Crespo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
NESTA EDIÇÃO. Estados Unidos, Israel e Irã prorrogam cessar-fogo, mas navegação no Estreito de Ormuz segue interrompida. Comissário europeu para o Transporte e Turismo Sustentáveis diz que consequências da guerra no Oriente Médio serão “catastróficas” e que Europa busca alternativas para suprimento de combustíveis. PL dos Minerais Críticos na pauta da Câmara dos Deputados desta quarta (22). ***Locução gerada por IA
Confira na edição do Jornal da Record desta terça (21): Presidente dos Estados Unidos Donald Trump estende cessar-fogo até que o Irã apresente nova proposta para acordo de paz. Bloqueio naval americano é mantido e militares capturam mais um navio iraniano no Oriente Médio. Jogadores da Inter de Milão e do Milan, dois gigantes do futebol italiano, estariam envolvidos com esquema de prostituição. Urso decide subir em árvore e obriga autoridades a fecharem as ruas em cidade nos Estados Unidos. E uma homenagem ao um dos maiores treinadores do Brasil. O multicampeão Telê Santana. Os detalhes do novo reality que vai sacudir a TV brasileira. A Casa do Patrão com direção de Boninho e apresentação de Leandro Hassum.
O melhor ativo é sempre a boa informação!Quer receber as informações do Morning Call diretamente no seu e-mail? Acesse: https://l.btgpactual.com/morning_call_spotify
Comece seu dia com todas as informações essenciais para a abertura da bolsa com o Morning Call da Genial! O time da Genial comenta sobre as bolsas asiáticas, europeias e o futuro do mercado americano, além da expectativa para os mercados de ações, câmbio e juros. O Morning Call da Genial é transmitido, de segunda a sexta, às 8h45. Ative as notificações do programa e acompanhe ao vivo!
Marinha dos Estados Unidos intercepta embarcação iraniana que tentava furar o bloqueio naval imposto ao país. Teerã diz que não sabe se vai participar da reunião em Islamabad. Tem mais:- Altos funcionários do Hamas em Gaza sinalizam disposição para entregar algumas armas e discutir limites do seu arsenal- Lula participa, na Espanha, do 4º Fórum em Defesa da Democracia e Mobilização Progressista Global, que discutiu a ameaça à democracia, desinformação, violência de gêneroe o enfraquecimento do multilateralismo- Búlgaros elegem a coalizão Bulgária Progressiva, liderada pelo ex-presidente Rúmen Radev, visto como eurocético e pró-Rússia, podendo gerar ainda mais atrito político dentro do bloco europeu- Na Ucrânia, atirador russo que tinha cidadania ucraniana matou 6 pessoas e feriu 14 em Kiev- Oito crianças, com idades entre 1 e 14 anos, foram mortas a tiros neste domingo no estado da Louisiana, EUA. O atirador era pai de sete das vítimas Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Da origem da palavra “bloqueio” às ilhas da Macaronésia, passando pelo crioulo cabo-verdiano e a etimologia de “ilha”, terminamos com Eça de Queiroz e uma reflexão sobre o tédio da perfeição.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os Estados Unidos interceptaram e atacaram um navio cargueiro iraniano neste domingo no Golfo de Omã, segundo o presidente Donald Trump. Ele disse que a embarcação, identificada como Touska, tentou romper um bloqueio naval imposto pelos norte-americanos. Após ignorar ordens de parada, o navio foi atingido e sofreu danos na casa de máquinas. A ação acontece em meio à escalada de tensão com o Irã, às vésperas do fim de um cessar-fogo entre os dois países. Essas e outras notícias que foram destaque neste domingo, 19 de abril, você ouve no Giro de Notícias!
Pauta:1)AS INCERTEZAS SOBRE O BLOQUEIO NAVAL AMERICANO 2)PRECISAMOS FALAR DE NOSSO CONTINENTE3)ESTAMOS DE OLHO4)BOA NOTÍCIA
Erick, Rock, Carcará, Batata, Coptulio, Miqueias, Villas Boas e Paganotto se reúnem para o Fala Glauber News. O programa vai ao ar segundas, quartas e sextas, das 16h00 às 20h00.QUER FAZER PARTE DISSO? ENTÃO BOOORAAA. VEM COM A GENTE E INTERAJA NESSA TRANSMISSÃO AO VIVO!!!VIIIIIIIIBRA!!! INSCREVA-SE NO NOSSO NOVO CANAL: @falaglaubernews CONHEÇA MAIS DOS NOSSOS PATROCINADORES:
Barcos americanos a passar por Ormuz, negociações fracassadas em Islamabad, negociações iniciadas em Washington, o habitual nervosismo dos mercados. Será possível ver além deste “nevoeiro da guerra”?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O bloqueio naval do Estreito de Ormuz, imposto pelos EUA, entrou em vigor às 11 da manhã de ontem. Isso significa que, agora, o Estreito está sob dois bloqueios: o iraniano e o norte-americano. No episódio de hoje, vamos tratar desse assunto, especialmente do que pode vir pela frente. Além disso, falaremos também sobre os principais assuntos estratégicos e geopolíticos da semana: a mudança de governo na Hungria, com grandes repercussões para a União Europeia, as eleições no Peru, a guerra entre Rússia e Ucrânia, e muito mais!Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGKSe você acha nosso trabalho relevante e reconhece as horas dedicadas à pesquisa e formulação de todo o conteúdo, você pode se tornar apoiador do blog. Veja como em https://paulofilho.net.br/apoieoblog/Não deixe acompanhar o Blog do Paulo Filho, em http://www.paulofilho.net.br e de nos seguir nas redes sociais:Receba notificações diárias sobre assuntos estratégicos e geopolíticos no Telegram - https://t.me/paulofilho90Siga-nos no Twitter - https://x.com/PauloFilho_90Siga-nos no Linkedin - / paulo-filho-a5122218 Siga-nos no Instagram - / blogdopaulofilho Conheça os livros que indico na minha lista de desejos da Amazon - https://amzn.to/351TTGK
Barcos americanos a passar por Ormuz, negociações fracassadas em Islamabad, negociações iniciadas em Washington, o habitual nervosismo dos mercados. Será possível ver além deste “nevoeiro da guerra”?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dados da pesquisa Quaest mostram que, de outubro de 2025 até agora, tem aumentado a desaprovação e diminuído a aprovação do governo Lula. Os MCs Poze do Rodo e Ryan SP foram presos em uma operaçao da Polícia Federal que investiga lavagem de dinheiro e transações ilegais. O Irã afirmou que duas embarcações do país conseguiram furar o bloqueio marítimo dos Estados Unidos e atravessaram o Estreito de Ormuz. Um paciente com melanoma raro teve regressão ampla das metástases depois de 4 sessões de imunoterapia. Guia Michelin também tem a lista Bib Gourmand, que reúne restaurantes de qualidade com melhor custo-benefício.
As negociações em Islamabad, no Paquistão, não chegaram a bom porto, mas os barcos americanos continuam a passar por Ormuz. Será possível ver além deste “nevoeiro da guerra”?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Como está a ser esta espécie de bloqueio ao Golfo Pérsico? Um bloqueio que causou trânsito no canal, que é feito de águas territoriais de dois países, Irão e Omã. Abdolnasser Hemmati, governador do Banco Central do Irão afirma: “Serão precisos 10 a 12 anos para reconstruir a economia. Haverá, a curto prazo, mais de 100% de inflação e 2 milhões de novos desempregados”. Pode ser isto que levará o Irão novamente à mesa das negociações? Na Hungria, ainda se fazem sentir os ecos do triunfo em Budapeste com a vitória eleitoral de Peter Magyar. O que esperar desta reviravolta política húngara e de que modo se vai refletir na Europa? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 14 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira no Jornal da Record News desta segunda-feira (13): Lula nomeia servidora de carreira para presidência do INSS. EUA impõem bloqueio a navios iranianos em Ormuz. E mais: brasileiro explica rota três vezes mais rápida para Marte.
Expectativa é de que negociações aconteçam ainda nesta semana.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (13): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12) um bloqueio imediato ao Estreito de Ormuz, região por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás mundial. A decisão ocorre após os EUA informarem que dois navios de guerra entraram na área e prevê que a Marinha americana passe a interceptar embarcações que tentarem entrar ou sair do estreito. Segundo Trump, navios em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã também serão interceptados, aumentando a tensão e podendo gerar impactos para países que dependem da rota. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu derrota nas eleições parlamentares neste domingo (12) e afirmou que o resultado é claro, parabenizando o partido vencedor. O líder do partido Tisza, Peter Magyar, agradeceu aos eleitores nas redes sociais e confirmou ter recebido uma ligação de Orbán reconhecendo a vitória. O resultado marca o fim de 16 anos de governo do premiê, período em que adotou políticas de linha dura contra a imigração e promoveu restrições à mídia independente e a direitos democráticos. O Irã afirmou que não cederá a ameaças após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar o bloqueio do Estreito de Ormuz pela Marinha americana. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, em meio ao agravamento da crise após o fracasso nas negociações por um acordo de paz. Segundo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o impasse ocorreu porque o Irã não aceitou os termos propostos, que incluíam o compromisso de não buscar armas nucleares nem desenvolver meios para obtê-las. Rússia e Ucrânia trocaram acusações de violação de um cessar-fogo de 32 horas durante a Páscoa Ortodoxa, com relatos de milhares de ataques envolvendo drones e artilharia ao longo do período. A trégua apresentou falhas imediatas, com ambos os lados alegando descumprimento do acordo, enquanto a Rússia se recusou a prorrogar o cessar-fogo. O empresário Daniel Vorcaro deve apresentar nos próximos dias os termos finais de seu acordo de colaboração premiada à Polícia Federal, em um caso que envolve investigações sobre movimentações financeiras no sistema previdenciário. A expectativa está na possível revelação de nomes de agentes públicos e políticos, enquanto o processo é acompanhado por parlamentares como Alfredo Gaspar e segue sob supervisão do Judiciário. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (12) que a invasão ao Líbano evitou uma incursão do Hezbollah contra o território israelense. Durante visita a tropas que ocupam militarmente a região desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, o premiê declarou que a criação de uma “zona de segurança” foi essencial para conter a ameaça do grupo aliado de Teerã. Netanyahu também disse que as forças israelenses seguem atuando para neutralizar riscos como munições antitanque e foguetes, em agenda que contou com a presença do ministro da Defesa, Israel Katz, e de comandantes militares. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, adiou para o início de janeiro de 2027 a cobrança do sistema de pedágios free flow em oito rodovias da região metropolitana e do interior do estado, afetando pórticos instalados em trechos administrados pela concessionária da Rota Sorocabana. Pelo contrato de concessão, a cobrança automática deveria começar em setembro deste ano, após o cumprimento de exigências como a instalação dos pórticos e a demolição das praças físicas de pedágio. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Notícias do dia: Albanese diz que Austrália não fará parte do bloqueio ao Estreito de Ormuz. Aliado de Trump, Putin e Bolsonaro, Viktor Orban é derrotado nas eleições da Hungria. Dois anos depois, oito pessoas serão condecoradas por bravura durante o ataque a faca no shopping em Bondi Junction. Aeroportos europeus podem ficar sem combustível em menos de três semanas. No Brasil, STF já tem três votos para derrubar lei que proíbe cotas raciais em SC.
Comece seu dia com todas as informações essenciais para a abertura da bolsa com o Morning Call da Genial! O time da Genial comenta sobre as bolsas asiáticas, europeias e o futuro do mercado americano, além da expectativa para os mercados de ações, câmbio e juros. O Morning Call da Genial é transmitido, de segunda a sexta, às 8h45. Ative as notificações do programa e acompanhe ao vivo!
Irã chama bloqueio naval dos EUA de ‘ilegal' e ameaça portos nos Golfos Pérsico e do Omã. Oposição vence na Hungria e põe fim a 16 anos de governo Orbán. Master faturou mais com revenda de consignados do que com juros de empréstimos em 2024. Mais de 40 mulheres denunciam médico por importunação sexual no RS. Globo lança GloboPop, app de vídeos verticais.
Presidente do INSS Gilberto Waller é demitido. Bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz entra em vigor. 'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA. Polícia Civil do RJ intercepta ônibus vindo do Paraguai com canetas emagrecedoras. Roblox vai exigir que crianças e adolescentes usem versões com jogos adequados às suas idades.
Após cerca de 21 horas de conversas em Islamabad, no Paquistão, representantes americanos e iranianos não se chegaram a nenhum consenso sobre o cessar-fogo de 14 dias. E ainda:- Trump anuncia que a Marinha americana vai bloquear o Estreito de Ormuz- Mercados internacionais reagem com pessimismo ao anúncio de Trump de bloqueio do Estreito de Ormuz. Bolsas caem e petróleo dispara- Viktor Orbán chama o resultado das eleições na Hungria de “claro e doloroso” e parabenizou o vencedor, Péter Magyar, por meio de uma chamada telefônica Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
Luiz Raatz, editor de Internacional do Estadão, analisa o bloqueio naval dos EUA ao Irã em vigor no Estreito de Ormuz em conversa com Emanuel Bomfim e Leandro Cacossi.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste final de semana ocorreu mais uma tentativa de negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, mas os dois países não entraram em acordo. O jornalista Ivan Godoy comenta as últimas atualizações sobre o assunto e fala sobre os possíveis desdobramentos, após o presidente Donald Trump afirmar que ordenará o bloqueio naval do Estreito de Ormuz. Essa seria uma tentativa de estrangular a economia do Irã e aumentar o preço do petróleo. Acompanhe a entrevista.
Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio total aos portos iranianos após o fracasso de negociações de paz. A medida inclui interceptação de embarcações no Estreito de Ormuz.O presidente Donald Trump afirmou que a ação visa interromper o fluxo financeiro do Irã, incluindo taxas cobradas de navios na região.A decisão aumenta o risco de confrontos e pode impactar diretamente o preço do petróleo e o abastecimento global de energia.
O conflito entre EUA e Irã entrou em nova fase após o impasse nas negociações de paz no Paquistão no fim de semana.
Depois de nove meses de negociações com “patrões” e Governo, a UGT aponta nove pontos que continuam a impedir o acordo na reforma laboral. E agora? Uma conversa com a jornalista Marina Ferreira. See omnystudio.com/listener for privacy information.
NESTA EDIÇÃO.Bloqueio ao Estreito de Ormuz persiste e indica capacidade limitada do cessar-fogo sobre preço do petróleo. Petroleiras obtém liminar contra imposto de exportação de petróleo, mas decisão saiu com base em trecho de MP que não existe. Silveira promete testes em 60 dias para elevar mistura de etanol na gasolina para 32%. Coalizão Eólica Marinha cobra definição de regras de acesso a áreas para estudar viabilidade de projetos. ***Locução gerada por IA
Como enfrentar o medo que paralisa?? Este Debate 93 você não pode perder!!!
Bloqueio do Estreito de Ormuz dá poder ao Irão numa altura do conflito em que os objetivos da administração norte-americana estão cada vez mais longe de serem alcançados. Análise de Bernardo Valente.See omnystudio.com/listener for privacy information.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
A categoria dos caminhoneiros está em pé de guerra. Com a disparada dos preços dos combustíveis e a falta de diálogo com o governo, Wallaci Landim, o Chorão, presidente do sindicato, alerta para a possibilidade real de uma nova greve nacional.Em entrevista exclusiva, Chorão detalha a preocupação dos motoristas que estão pagando para trabalhar e a iminência de um colapso no transporte de cargas. Analisamos se o governo Lula tem fôlego fiscal para segurar os preços ou se o Brasil enfrentará um novo desabastecimento nas próximas semanas.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #BrasilParado #Crise #Abastecimento #Economia #Urgente #Alerta #Manifestação #Protesto #PreçoDoDiesel #NoticiasBrasil #PodcastBrasil #CortesDePodcast #Debate #Analise #Informação
Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o êxodo quando Musk assumiu o X. DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos. DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos. DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra. ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música] ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento. DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje. Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa. RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível. ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus. Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais. MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo. DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso. MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano. MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação. MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica. ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais. [VINHETA OXIGÊNIO] Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot Rede Organica.Social: https://organica.social/explore Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). Redes libres y federadas: Construyendo el fediverso – Por una Internet Ciudadana. https://al.internetsocialforum.net/2023/10/05/redes-libres-y-federadas-construyendo-el-fediverso/ BLOOMBERG. Bloqueio do X no Brasil custa milhões de usuários a Musk, mas afeta pouco a receita dos negócios. O Globo, Rio de Janeiro, 5 set. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/09/05/bloqueio-do-x-no-brasil-custa-milhoes-de-usuarios-a-musk-mas-afeta-pouco-a-receita-dos-negocios.ghtml. CORREIO DA MANHÃ. Milhares de utilizadores abandonam a rede social X no dia da tomada de posse de Trump. Correio da Manhã, Lisboa, 20 jan. 2025. Disponível em: https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/milhares-de-utilizadores-abandonam-a-rede-social-x-no-dia-da-tomada-de-posse-de-trump. DEUTSCHE WELLE. German institutions depart X, a day after Musk’s Weidel talk. Deutsche Welle, Bonn, 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/en/german-institutions-depart-x-a-day-after-musks-weidel-talk/a-71266331. DEUTCH, J., ALBORNOZ, D., & JOHNSON, O. (2024). Resumen ejecutivo: Explorando una transición hacia plataformas de redes sociales alternativas para organizaciones de justicia social en el mundo mayoritario. The Engine Room. https://www.theengineroom.org/wp-content/uploads/2024/12/Resumen_Ejecutivo_Explorando-una-transicion_29-11-24.pdf JACOBS, E. (2024, novembro 22). Profissionais começam nos EUA abandono em massa de rede social X, de Elon Musk. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/11/profissionais-comecam-abandono-em-massa-de-rede-social-x-de-elon-musk.shtml LEÓN, Lucas Pordeus. Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil. Agência Brasil, Brasília, 10 jul. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/big-techs-dos-eua-influenciaram-sancao-de-trump-contra-o-brasil LIBERIA.SITE. Mastodon Statistics. libera.site, [S.l.], 6 mar. 2026. Disponível em: https://libera.site/channel/mastodon MORAES, Gabriel Boscardim de; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. et al. Manifesto pela Soberania Digital nas Universidades Públicas Brasileiras. Soberania.Digital, [S.l.], 19 ago. 2024. Disponível em: https://soberania.digital/manifesto-pela-soberania-digital-nas-universidades-publicas-brasileiras-2/ PORTAL TELA. Associações ambientalistas abandonam X em protesto contra ‘perigo para a democracia’. Portal Tela, [S.l.], 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2025/01/17/associacoes-ambientalistas-abandonam-x-em-protesto-contra-perigo-para-a-democracia/ SCOFIELD, Laura; VIANA, Natalia. Como as Big Techs mataram o PL das Fake News. Agência Pública, São Paulo, 9 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/como-as-big-techs-mataram-o-pl-das-fake-news/
PAUTA: 1)BLOQUEIO NAVAL É A NOVA ARMA DE TRUMP CONTRA MADURO2)DRONES UCRANIANOS SEGUEM SURPREENDENDO3)ESTAMOS DE OLHO4)BOA NOTÍCIA