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Enterrados no Jardim
O cativeiro sem grades. Outra conversa com Rui Lage

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 287:52


“Veio-me à cabeça a imagem do general Garibaldi quando, ao partirem de Roma, disse aos soldados que lhes oferecia sede e calor durante o dia, fome durante a noite e perigo a toda a hora…” Isto serve como impulso se nos viramos para aquele outro lado do qual só recebemos notícias quando algo da ordem da catástrofe nos faz sentir como a realidade é hoje outro nome para o esquecimento. Esses lugares por onde anda a monte, sem prece que o alcance, e a coçar-se contra tudo o deus dos secretos, senhor de vidas inesperadas, que não quadram, não encontram rima neste mundo, mas são contíguos a desertos, serras floridas, e mato agreste, afiados instintos de tanta dar caça a bichos difíceis de explicar, enumerar, armar ciladas aos pássaros, naças aos peixes no mais fundo rio, pescarias ali onde o rio faz d'água uma mansa colheita, e às vezes distraído num gesto mais largo, molhava n'água amara, e compelia/ a recolher a roxa tarde e breve”, depois servia-se da capela abandonada como despensa, usava os santos quebrados para esfacelar a carne. Chamam casa a estes lugares que começam onde se chama campo ao que mais ninguém quis. Tudo saqueado, vendido, traído, tudo roído por uma angústia esfomeada. “Vês o tempo como foge/ que parece que não toca?” Como querem então fazer deste tempo qualquer coisa que se sinta, que de si possa fazer exemplo, deixar algo em conserva, penetrar com um perfume apenas seu esses esforços de memória? “Correm os nossos tempos de maneira,/ Antes no mal parece que estão quedos,/ por mais que mude o sol sua carreira,/ Tantos os males são, tantos os medos,/ Que não há vale cá, não há ribeira,/ Por onde soem já cantares ledos;/ Dos tristes ouvi esses, entretanto/ Dará o céu matéria a melhor canto.”… Há tanto tempo já que não cantamos, e parece até que grão mal adivinhamos. Parece que erram buscando saber o que vão por aí inda dizendo os poetas, mas estes, pior que as silvas, têm só esta estratégia de viverem virados para si mesmos, fazendo o seu, como quem oferece caução, sem levantar ondas, e depois esperar que se insista nesse triste enredo que foi o da eternidade, como se eles disso tivessem notícias mais do que as enfermidades de retardo que nos servem de quotidiano. “O vosso Tejo vai de sangue tinto./ Tal vai o nosso Douro, tal o Lima,/ E vão ainda pior do que te pinto./ Aquele que mais pode não estima/ Entrar por onde quer, saqueia tudo,/ O fogo traz na mão, a maça e a lima./ O dono do curral há-de ser mudo,/ Se não quer, em soltando uma só fala,/ Provar com dano seu, seu aço agudo.” Só vagos ventos sem origem nem nenhuma espécie de sentido andam pelos fundos da língua, a fazer que vivam antigas imagens, muito repetidas, muito usadas para ajudar a despertar fantasmas um pouco mais doces, como o dessa Leanor descalça, que vai pela verdura até à fonte e… “A talha leva pedrada,/ pucarinho de feição,/ sai de cor de limão,/ beatilha soqueixada; cantando de madrugada,/ pisa as flores na verdura:/ Vai fermosa e não segura.” O campo hoje é mais um enredo que o ouvido capta escutando os ecos na sua intimidade ajeitados a modos bravios fazendo por se reproduzirem. “O maravilhoso move-se tão próximo/ das casas sujas e decrépitas…” E o que temos nós ainda de ligação com isto, ainda somos capazes com o nosso peso de assentá-lo em qualquer pegada que faça florescer a verdura? Somos vistos lá onde o tempo se faz outro de tão longe, e temos alguma semelhança muito lavada com esses de olhos castanhos, a tez soleada, a fala cantada de só saber das coisas o recorte emprestado pelo ar. Outros ouvirão falar de um país esquecido, entregue à sua bárbara implosão, num mundo entregue ao desaire de envelhecer, enrijar, ossificar-se sem mais distracção que a própria destruição… Essa é a sua musa, e desperta nele uma intenção terrível, a de um mundo que deita um olhar envilecido a tudo o que de fora só vem para roubar-lhe a paz, incomodá-lo. Eram mentira os idílios, e mesmo desses lendas cheias do unto verboso foi tendo outra impressão… “Um dia vi o amor – era medonho:/ tinha olhos convulsos de anjo bêbado/ e a máscara do ódio.” Os que eram daqui, de tanto se desfazerem contra os trabalhos ordinários que aos demais serviam de ilustração, impulsos para que a lira se entregasse às suas perras entoações, tão fartos de terra, de séculos sentindo os ossos lentamente esmagados contra ela, com vergões e cicatrizes herdadas na pele, e nenhum entusiasmo por esses nomes que a nós nos sabem a mel e cheiram a madressilva. Mal se puderam ver livres de tudo isto, deram cabo dela e de tudo o que lhes lembrasse, nesse crime passional de que fala o Rui Lage. Preferem-lhe tudo o que sirva para enforcar a vista, essas grandes casas, edifícios que fecham a vista, escondem o horizonte, empurram o olhar para longe de todo o céu, fartos-fartos da terra, das infinitas extensões que lhes causavam vertigem pois só viam o imenso trabalho que tudo isso lhes dava. Se nós vamos ao campo em passeio, gozar do prazer de ver a terra presa aos astros, alguns vêm a ígnea tela bárbara de espanto, conhecem os infinitos cansaços de “um povo que vivia a suicidar-se, arando a terra, abrindo a derradeira cama”. Esse povo que hoje nos custa reconhecer como a nossa mais funda tradição, povo para quem o trigo é pão em flor, povo para quem a verdadeira flor era o pão. E é deles sobre nós que sentimos assentarem como uma esparsa maldição esses olhos rasos de um espanto podre, vozes misturadas ao silêncio, um engolir a seco nas serras onde irá a enterrar por estes dias o último pastor, lugares à morte entregues todo-ouvidos. Esta a corografia que se apropriará dos nossos restos, o país das “cabras e carrascos”… “É no teu chão dorido/ Que gasto, em paz, os cascos/ Deu fauno envelhecido…” Escreva-se o requiem, então, sendo certo que de nós nada irá notar-se que não comece ali, que se esboce entre aquela névoa: “A morte/ em flor/ dos camponeses/ tão chegados à terra/ que são folhas/ e ervas de nada/ passa no vento/ e eu julgo ouvir/ ao longe/ nos recessos da névoa/ os animais feridos/ do Início.” Tão poucas páginas daquilo que se resolve antologias fazem ferida como esta. Um pó que soa, um brilho que nos chama para a infinidade dessas noites em que não havia mais que acumular o resíduo de estrelas, vê-lo pairar, como uma essência estranha àquela terra que se fazia sentir com a sua imensidão nos corpos, o peso deles também a decompor-se, sem dar notícia, nesse pouco som enfrentando os currais sem gado que ruíram de pobreza. O sofrimento é a única história, mas desta talvez só o musgo dê, “em seu discurso esquivo de água e indiferença alguma ideia disto”. E, por isso, neste tempo que é sempre depois, só nos resta passar por lá em prosa, para não nos entregarmos a essa inane torpeza de quem canta seja o que for, e se põe a soprar aos pés de um enforcado a ver se o faz balouçar… O enforcado de quem ainda alguns têm muita vergonha… “No gesto suspensivo de um sobreiro,/ o enforcado.// Badalo que ninguém ouve,/ espantalho que ninguém vê,/ suas botas recusam o chão que o rejeitou.// Dele sobra o cajado.” É uma forma de dizer mal disto tudo, outra é lançar um fósforo e rir-se ao vê-los naquela dança dos noticiários, estes que só sabem soletrar o desastre quando o campo, a paisagem deles, surge carbonizado. Quando já não é possível trocar coisa nenhuma por nada que valha. Um fim muito claro, muito fácil de entender, traduzindo em cinzas aquilo que de outro modo não era senão “um pó que nem se palpa/ na peneira do mundo”. E de toda aquela história resta o quê? Além da dúvida de um tempo incerto, sem ciclos, sem estações sequer, os campos tão sós… “Tão longe/ dos homens, as largas plantações, ermos/ sem lar, sem fumos, sequer sem espectros/ dos antigos habitantes vivos.” Aos poucos o bucolismo já não aguenta canto seja de que espécie for, morrem as espécies e só se gera já “crias das bestas e dos homens”, um hálito desolador e “oposto ao antigo sopro do Génesis; que gera/ criaturas como se meramente simulasse/ a vida. E a paisagem torna-se aparência,/ semente simulacro e armadilha”. Teremos, então, de nos contar não tanto com os resíduos de estrelas, que já quase não se vêem, mas com os resíduos do campo: “É o oco interior de alguns/ quintais. O bailado surdo/ e brusco das asas/ da galinha./ A caleira podre aonde/ chora um pingo/ – o derradeiro.// É o mundo minúsculo/ dos canteiros; a vida/ nos degraus da planta; a sesta/ de uma gata que por acaso/ insiste em ser novelo.// É este chão cinzento./ A carne entumescida das paredes./ As espinhas reunidas/ do que foi um peixe.// E as armas toscas de matar/ o tempo: colheres, comida, insectos que tentam/ (ao menos) um mundo/ irrequieto./ É a noite que tem as mãos/ suspensas sobre um alguidar/aonde bóia o dia/ pequeno/ de todas as crianças.// Em certas casas constroem-se/ filhos: a música suave/ que se ouve nas camas./ Resíduos da canção/ a única/ que este povo/ ainda sabe/ e canta.” E com este balanço todo que levamos, colhido na mais recente antologia da poesia portuguesa que nos ofereceu Rui Lage, aquela que reza sobre os campos afinal tão infelizes que foram mantidos até meados do século passado num epílogo do Neolítico, parece que deste lado já estamos safos. Mas, entretanto, se a natureza só é vista em trânsito, cada vez mais embaraçada, a vida cedeu toda ela a um comércio passageiro, e se antes Deus se pagava com o seu próprio dinheiro (lombarda, vinho, feijão-verde e batata nova entre outras espécies), agora parece que a própria vida lírica está inteiramente nos velhos, os que tendo memória de outro mundo, estão invadidos de um infinita suspeita, e tossem, conspiram contra este com uma militância certamente desencantada, mas talvez já só haja algum encanto em ser contra. “Sempre se busca alguma espécie de/ mortal eternidade e a escolha/ da terra é a melhor// forma de amar um tempo destinado/ a mostrar que a linguagem por mais/ ninguém usada// como poesia/ o mortal corpo de quem/ a usou há-de por fim dilacerar”. De resto, que resta? Talvez já só esse resíduo de alvoroço, andar para trás e recompor com toda a dificuldade uma pequena porção de toda aquela dor, emocionar-se diante de algo como um arado, que hoje adquire as feições de um passado remoto, mais parecendo o seu esqueleto. Contra a tecnologia toda que se alimenta de nós, espantar-se diante desse ser já sem mundo… “A mecânica do arado é rudimentar,/ clarividente e sóbria. Nada tem/ em demasia: o que a função requer/ e nada mais.// No perfil eficiente do arado/ há qualquer coisa de navalha, qualquer coisa/ de falo em riste, em transe de fecundar.// de facto, noutros tempos,/ era o arado que rasgava a terra,/ fazia dela um ventre aconchegado –/ cenário certo para o deflagrar da vida/ que vai dentro das sementes.// isto foi no tempo em que havia agricultura/ nos gestos quotidianos dos homens/ e das mulheres.” Agora, o campo na linguagem parece também ele algo que se trafica na sua versão transgénica. Vemos aquele talento para combinar os termos e favorecer um apelo rústico, na poesia como na gastronomia ou nos empreendimentos de turismo-rural… Os poemas dos nossos neo-bucólicos, estão cheios de tojo, restolho e urze, giestas, estalidos, de folhas secas, água a correr, das vozes distantes que chamam dos quintais, e das “casinhas/ com papás, vovós e manos, talvez/ com uma sentida perda/ de um talher à mesa e uma/ horta, couves, alfaces, a doméstica/ economia dos quintalórios/ com um cão cativo a ladrar/ à sina e à honestidade das batatas/ que as mães ou avós ainda esmagam/ na sopa com uns pingos de azeite e/ enfado. Pequeno país do/ gasóleo e futebol, memórias/ de mercados e feiras buliçosas,/ de escolinhas rústicas, agora desertas,/ com a cruz e os presidentes na parede,/ pequeno país de bravia/ palavra, sofrida crueza/ de mato ardido e estrumes, sucatas,/ detritos, o hábito endurecido dos/ pequenos holocaustos/ diários.” E para que mais queremos o espaço, a terra, o país propriamente, esse que serve de luxo de passagem, com todas essas aldeias com abismos e alguma ribeira ao fundo. Carbonizadas aldeias que parece que se deitaram para sempre, e estão por aí como ruínas de embalar, “como se nenhum de nós conseguisse entrar nesse obscuro mundo de leis e direcções invisíveis”. E olhamos para tudo isso e aqueles que lhe escaparam de algum modo talvez se sintam como se reconfortados, como se não pudesse mesmo haver volta, e não quisessem daquele mundo outra coisa além desse “mecanismo triste/ movendo a boca breve”. E o fogo talvez seja a última honestidade de que somos capazes. Talvez, de algum modo, nós sejamos toda a destruição que sonharam e convocaram essas tantas gerações que ali no campo “nasciam, penavam e pereciam no anonimato e no isolamento mais cru”, como nos diz Rui Lage. “A luta pelo pão de cada dia exauria a força vital, conduzida para o braço que fazia descer a enxada e o mangual, que pilotava o arado, que cegava as espigas no braseiro do estio e tocava o gado pelos montes. Do berço à cova, a existência do camponês compunha-se de agruras e privações inumeráveis. Ninguém disse tal condição em verso tão cortante quanto Gil Vicente, pela voz do lavrador da Barca do Purgatório (1518): ‘Sempre é morto quem do arado/ há-de viver'. Afinal, nesse auto medial da trilogia das barcas, o Lavrador anuncia-se ao Anjo não como debutante da morte, mas como seu veterano: ‘Da morte venho eu cansado'. Séculos a fio, o adeus aos campos infelizes foi um gesto vedado. A aldeia fazia as vezes de um cativeiro sem grades.”

Jornal das comunidades
Presidenciais: deputados chamam Rangel sobre voto no estrangeiro

Jornal das comunidades

Play Episode Listen Later Feb 25, 2026 13:52


O requerimento apresentado pelo Chega foi aprovado por unanimidade na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros. "Orgulhosamente Abril": tema de encontro cultural no Consulado de Portugal em Paris.

Igreja Missionária Evangélica Maranata
Por que me chamam de Senhor? - Pr. Ary Iack

Igreja Missionária Evangélica Maranata

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 62:40


Por que me chamam de Senhor? - Pr. Ary Iack by Igreja Missionária Evangélica Maranata de Jacarepaguá Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe

Amorosidade Estrela da Manhã
SE NÃO HOUVESSE PROBLEMAS, VOCÊ NÃO EXISTIRIA, POIS VOCÊ É O PROBLEMA ∙ PRIMEIRO ENTENDIMENTO: AQUILO QUE VOCÊS CHAMAM DE PROBLEMA, É AMOR. SEGUNDO ENTENDIMENTO: AMOR NÃO É PARA SER REFUTADO OU ...

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 4:22


Artes
Álbum "Vilas Maravilha", um encontro musical entre Brasil e Angola

Artes

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 13:41


O músico a compositor brasileiro Ricardo Vilas regressa com "Vilas Maravilha", álbum gravado em Luanda ao lado da histórica Banda Maravilha. Resultado de mais de uma década de encontros, o disco funde semba, samba e memórias atlânticas num gesto de pertença e diálogo cultural. Com arranjos angolanos e composições próprias, Ricardo Vilas celebra uma África contemporânea. Ricardo Vilas, figura singular da música brasileira e estudioso das ligações culturais no Atlântico Sul, regressa aos discos com Vilas Maravilha, um trabalho gravado em Luanda e construído em parceria com a histórica Banda Maravilha. O músico descreve o álbum como “um gesto de pertença, de deslocamento e de identidade”, recusando “o ruído da actualidade” e privilegiando “o tempo lento dos encontros”. O projecto nasce da relação iniciada em 2012, quando Ricardo Vilas realizou uma pesquisa de campo em Angola para o seu doutoramento sobre a circulação musical entre os dois países. “A minha história com Angola vem de antes”, recorda. “Comecei a pesquisar música africana e particularmente música angolana e aprendi muitas coisas.” Foi nesse período que conheceu músicos centrais na formação da moderna música angolana, entre os quais Elias dia Kimuezo e Carlos Lamartine, além do grupo Maravilha, com quem a afinidade artística foi imediata. “A identificação foi rápida e a amizade foi crescendo”, afirma. Ao longo de anos de viagens e colaborações esporádicas, amadureceu a ideia de gravar em disco este diálogo musical. “Em 2024 decidimos registar esse encontro. Daí nasceu a ideia de Vilas Maravilha”, explica Ricardo Vilas. Gravado em Junho, o álbum reúne 12 faixas, seis delas compostas pelo músico brasileiro. As restantes incluem temas tradicionais e composições de autores angolanos como Paulo Flores, David Zé e o próprio Carlos Lamartine. Para Ricardo Vilas, a Banda Maravilha tem “um papel central” na identidade do projecto: “São tecnicamente perfeitos, têm ideias excelentes de instrumentação e reflectem sobre o trabalho. Chamam-se a si próprios ‘os embaixadores do semba' porque têm consciência da importância de preservar essa bagagem cultural.” A estética do disco é marcada pela sonoridade angolana. “O Brasil conhece quase nada de Angola, e Angola conhece muito do Brasil”, observa. Em Angola, o projecto foi recebido “de forma total”, com grande atenção da imprensa e do público: “O nosso trabalho foi super bem recebido.” Já no Brasil, admite, a recepção tem sido “mais difícil”, consequência de um desconhecimento generalizado sobre a música angolana contemporânea. A expectativa agora é apresentar o álbum em Portugal, onde Ricardo Vilas acredita que encontrará “uma boa receptividade”. A relação histórica entre o semba angolano e o samba brasileiro é um dos pontos que o músico estudou academicamente e que atravessa sub-conscientemente o álbum. “O samba foi assim baptizado em 1917. O semba surge nos anos 50. As temporalidades são muito diferentes”, sublinha, rejeitando a ideia de uma relação directa de filiação. “São irmãos, mas não há quem vem antes e quem vem depois. Há dois desenvolvimentos paralelos que se encontram e encontram-se neste disco.” Ainda assim, Vilas Maravilha acaba por ter, segundo o autor, “muito mais de música angolana do que de música brasileira”, uma vez que os arranjos são integralmente assinados pela Banda Maravilha. A dimensão linguística do projecto reforça esse encontro. Entre sambas, sembas e ritmos atlânticos, o álbum inclui também uma versão em umbundo, fruto de uma proposta da própria banda. “Fiquei muito feliz. Mostra essa vontade de encontro, sem imposição, uma verdadeira troca de experiências”, afirma. Para Ricardo Vilas, este gesto está longe de qualquer exotização: “Eles adoraram. E acho que evidencia a decisão de construir uma ponte verdadeira.” O músico brasileiro reconhece que, no espaço lusófono, Angola vive uma nova afirmação cultural. “Há uma desigualdade evidente: Angola importa muito do Brasil, e o Brasil pouco sabe de Angola”, aponta. “A visão brasileira da África é ancestral e mítica, não contemporânea. É a África do candomblé e da capoeira que é, aliás, uma invenção brasileira.” Com Vilas Maravilha, Ricardo Vilas quer contribuir para alterar essa percepção: “Uma das ambições do disco é mostrar que existe uma África contemporânea, criativa e extremamente interessante.” Aos ouvintes angolanos, deixa uma mensagem de proximidade: “Em Angola sinto-me em casa. Falamos a mesma linguagem, não só a língua. Somos super bem recebidos e a nossa música tem sido acolhida com muito carinho.” E termina, reafirmando o espírito que orienta todo o projecto: “Estamos juntos.”

Joguei no Grupo
#116 - Jornalismo por Amor com Amauri Mazzuco - Joguei no Grupo

Joguei no Grupo

Play Episode Listen Later Oct 3, 2025 53:38


Chamam de crise, a gente chama de paixão.O jornalismo muda, quase morre e renasce em fofoca, TikTok, exposeds, threads de Twitter e correntes de WhatsApp. Neste episódio, chamamos o querido jornalista Amauri Mazzuco para SUPOSTAMENTE debater: quem é a nova Gloria Maria?Apoie este podcast NA ORELO!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://orelo.cc/jogueinogrupo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Ou no APOIA-SE⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://apoia.se/jogueinogrupopodcast⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠Envie seu e-mail para:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ jogueinogrupo@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Assista o episódio em vídeo no youtube:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / @podcastjogueinogrupoSiga o Joguei no Grupo: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.instagram.com/jogueinogrupo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga a Jenny Prioli: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.instagram.com/jennyprioli⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Siga o Controle Y: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠w⁠ww.instagram.com/controle_y⁠

Radiosul.net
Cavalo Crioulo em Debate #200 - Eu ganhei o Freio de Ouro 2025

Radiosul.net

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 87:10


“Eu ganhei o Freio de Ouro 2025” No dia em que chegamos a marca dos 200 programas no Youtube, vamos receber os vencedores do Freio de Ouro 2025. O que está por trás de uma conquista tão importante? Qual a história do Ópio da Baraúna e da India Envenenada del Chamamé? Esperamos vocês – CAVALO CRIOULO EM DEBATE – Terças-feiras, às 19h no YouTube, no Facebook e no site da Radiosul.net Apoio: @casaradiosul @weiandtoyota @tinhodonadel @central_schmittegonzales @ferrarimellorurais @grafica_kaygangue @cabanhasantoonofre @atelier.recriar @nucleocaminhodastropas.nct @atlas.cavalocrioulo Parceria: @jgmartini ⸻

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Mochileros Radio
457 Mochileros 19 de Septiembre 2025

Mochileros Radio

Play Episode Listen Later Sep 19, 2025 110:56


📻 Mochileros Radio – Programa de la semana 🌱 “Lo peor ya pasó… llegó la primavera” 🌸 ✨ Efemérides: Grito de Dolores 🇲🇽, La Noche de los Lápices ✏️, Bustos, Ameghino, golpe del ‘55, Nunca Más y más. 🎶 Música: Ariel Petrocelli, José Luis Aguirre, Celeste Carballo, Lila Downs y Chango Spasiuk en el Día del Chamamé. 🌎 Qué pasa Latinoamérica: Causa Vicentín 💸 y la suspensión de Jimmy Kimmel. 🕊️ Debajo del Puente: negacionismo, DD.HH. y conflictos en Gaza-Israel. Un programa cargado de historia, memoria y música 🎤🎻.

Noticiário Nacional
18h Centenas de imigrantes chamam racista e fascista a Ventura

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 12:48


RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Chamam-lhe mar - Programa 397 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Aug 26, 2025 5:51


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

Fórum Onze e Meia
Filhos de BOLSONARO chamam governadores de RATOS | O recado de LULA A TRUMP | MALAFAIA se acovarda

Fórum Onze e Meia

Play Episode Listen Later Aug 18, 2025 118:51


Canal Ser Flamengo
Imprensa e mídia independente paulista atacam o Flamengo e chamam torcedores de burros e idiotas

Canal Ser Flamengo

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 36:45


QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?:        CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠serflamengo.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TWITTER I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@BlogSerFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠INSTAGRAM I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@BlogSerFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Libra

Um Minuto de Ciência por dia não sabes o bem que te fazia
Por que razão as novas missões lunares se chamam Artemis?

Um Minuto de Ciência por dia não sabes o bem que te fazia

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 2:00


Porque Sim Não é Resposta
Sabe quantas vezes os filhos chamam a mãe por dia?

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 7:51


Uma mãe australiana decidiu fazer a conta. O resultado? 243 vezes por dia ou uma interrupção a cada 3 minutos. Jasmine quis mostrar algo que não se vê: o fardo mental de educar os filhosSee omnystudio.com/listener for privacy information.

O Antagonista
Cortes do Papo - As anotações de Augusto Heleno

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 15, 2025 9:14


Nas alegações finais do caso da trama golpista, a PGR cita documentos encontrados na residência do general Augusto Heleno que, segundo a Procuradoria, revelaram sua contribuição no plano.“Chamam a atenção as anotações manuscritas encontradas em uma agenda com logomarca da Caixa Econômica Federal sobre o planejamento prévio da organização criminosa de fabricar um discurso contrário às urnas eletrônicas. A anotação com o título ‘REU DIRETRIZES ESTRATÉGICAS' (reunião de diretrizes estratégicas) enumerou quatro ações que deveriam ser adotadas pelo grupo criminoso. Entre elas figurava ‘estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações', acompanhada do registro ‘ válido continuar a criticar a urna eletrônica'.REU DIRETRIZES ESTRATÉGICAS1. Fazer um mapa com o levantamento das áreas onde o Pres possui aliados confiáveis. 2. Buscar relacionar os órgãos de imprensa que podem ser usados como meios de divulgação de ações de governo. Utilizar com mais frequência a EBC.3. Não fazer qualquer referência a homossexual, negros, maricas, etc. Evitar comentários desairosos e generalistas sobre o povo brasileiro. Ao contrário, exaltar as qualidades do povo: lutador, guerreiro, alegre, otimista. 4. Estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações. É válido continuar a criticar a urna eletrônica.”Felipe Moura Brasil e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Espiadinha
QUEBRA POWER: Radamés e Dhomini TRETAM + Neguinho e Emilyn chamam Rayanne de "AMANTE" | Power Couple

Espiadinha

Play Episode Listen Later Jul 8, 2025 26:50


Olá! Você está ouvindo o Espiadinha, o podcast que tem 70 câmeras e o Brasil tá vendo! Eu sou o Athilas, e hoje estaremos comentando todos os acontecimentos e detalhes do Power Couple Brasil 7!Mande sua opinião: https://livepix.gg/espiadinhapodcastSiga o Espiadinha nas redes sociais!Facebook:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ https://web.facebook.com/EspiadinhaPodcast/?_rdc=1&_rdrInstagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://instagram.com/espiadinhapodcast#PowerCoupleBrasil #PowerCouple #PowerCoupleBR

Noticiário Nacional
18h Partidos chamam a ministra da saúde ao parlamento

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jun 26, 2025 14:38


… em 40 minutos
Marta Gil: “Ainda há pessoas que não me chamam para trabalhos porque me associam ao Big Brother"

… em 40 minutos

Play Episode Listen Later Jun 22, 2025 45:49


Rótulos? Marta Gil rasga-os todos. A atriz fala sobre o que ainda é tabu: castings pelo número de seguidores, as ameaças à arte e ainda o preconceito em torno da sua participação no Big Brother. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conversas de Fim de Tarde
Marta Gil: “Ainda há pessoas que não me chamam para trabalhos porque me associam ao Big Brother"

Conversas de Fim de Tarde

Play Episode Listen Later Jun 22, 2025 45:49


Rótulos? Marta Gil rasga-os todos. A atriz fala sobre o que ainda é tabu: castings pelo número de seguidores, as ameaças à arte e ainda o preconceito em torno da sua participação no Big Brother. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Omegacast
Omegacast – Episódio 117 – Games da Vida

Omegacast

Play Episode Listen Later Jun 6, 2025 86:31


AAAAEEEEWWWW galera Bem Vindos Omegacast onde neste episódio Claudio O Dragão Dourado,Maveryk,Liv Cat e Lika moon Chamam de uma Dimensão Interativa Artur Antunes The post Omegacast – Episódio 117 – Games da Vida first appeared on Omegastation.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Eduardo Gageiro (1935-2025): “Gostaria de ser recordado como um rapaz de Sacavém que procurou sempre denunciar as injustiças sociais e que vai morrer vertical e com honra. Nunca fui mau para ninguém”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later Jun 4, 2025 110:14


Entrevista originalmente publicada em 10 de novembro de 2017. Chamam-lhe o “fotógrafo do povo e da revolução”. Ele confessa-se “um homem de coragem por trás de uma máquina”. Aos 82 anos, Eduardo Gageiro conta a sua história e as histórias do país que documenta desde os 12 anos, quando tomou de empréstimo uma máquina de plástico do irmão. Numa época em que ser fotógrafo de jornais era tantas vezes ser um mero “bate-chapas” do sistema, Gageiro arriscou ir além: revelou o Portugal a preto e branco de Salazar, a tragédia das cheias de 1967 (que aconteceu há 50 anos), esteve na linha da frente do 25 de Abril, registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, ou as glórias de Eusébio e Amália. Nesta conversa, Gageiro faz contas à vida, à doença e à solidão, assume um certo mau feitio, mas assegura que “nunca foi mau para ninguém” e espera “durar mais dois anitos” para ver a inauguração da sua Casa da Imagem. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”See omnystudio.com/listener for privacy information.

Porque Sim Não é Resposta
“Pessoas sem filtros ou sem noção?”

Porque Sim Não é Resposta

Play Episode Listen Later May 23, 2025 6:40


São elogiadas por dizerem o que pensam. Chamam-lhes autênticas, verdadeiras, diretas. Mas será que as “pessoas sem filtros” confundem sinceridade com falta de empatia? E podem parecer mal educadas?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Postal do Dia
Já pensaste no teu nome quando te chamam?

Postal do Dia

Play Episode Listen Later May 16, 2025 2:35


O nome que carregamos diz muito do que somos. Já pensou no seu nome quando o chamam? O Postal do Dia é sobre as nossas vidas e os nossos nomes.

Mensagens do Meeting Point
44 Tu amas-me?

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Apr 17, 2025 3:23


lectio divina Agora, ao entrar em oração, faço uma pausa para ficar quieto, respirar devagar e recentrar os meus sentidos dispersos na presença de Deus. (pausa) leitura e silêncio Palavra: João 13.12b-14 Compreendem o que eu acabo de vos fazer? Chamam-me Mestre e Senhor e têm toda a razão, porque o sou. Se eu, que sou Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também de agora em diante devem lavar os pés uns aos outros. escreve a tua oração (resume a tua Lectio numa palavra ou frase) Oramos para que este tempo com Deus te encoraje e inspire. Dá a ti próprio espaço para processar as tuas notas e a tua oração e sai apenas quando te sentires preparado.

Podcast do Patroni
#205 - Raízes que chamam

Podcast do Patroni

Play Episode Listen Later Apr 10, 2025 35:19


Nascido em Mirassol d’Oeste, no interior de Mato Grosso, ele até tentou resistir ao chamado do campo. Adolescente, gostava mesmo era da cidade, queria curtir os finais de semana e manter distância da lida no mundo rural. Mas a raiz falou mais alto. Filho de pai goiano e mãe paulista,, o o Aparecido Flávio de Souza é neto de produtores rurais e carrega no sangue a força do agro. Hoje tem orgulho em se considerar um exemplo de sucessão familiar. Com atuação na pecuária de cria, encontrou na atividade não só um negócio, mas uma paixão. No bate-papo, relembra as voltas que a vida deu até que ele se reencontrasse com a terra e fala sobre os aprendizados e alegrias de quem escolheu permanecer no agro. Atual presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, fala sobre as novas perspectivas para o futuro do município e da região, que vivem um momento de transformação: áreas de pasto degradado estão sendo convertidas em lavouras produtivas, fortalecendo a integração entre pecuária e agricultura. Realidade que deu ainda mais destaque à Oeste Rural Show, maior feira agropecuária do Vale do Guaporé, que chega este ano à 5ª edição, gerando oportunidades e aquecendo a economia local.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Conteúdo Brasil
Comissões temáticas chamam Ministros para prestar esclarecimentos diversos no Congresso

Conteúdo Brasil

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 2:05


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Conteúdo Brasil
Comissões temáticas chamam Ministros para prestar esclarecimentos diversos no Congresso

Conteúdo Brasil

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 1:49


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Expresso - Blitz Posto Emissor
Blaya: “É estranho quando chego a Ferreira do Alentejo e me chamam Blaya. Chamem-me Karla, por favor! Eu cresci aqui”

Expresso - Blitz Posto Emissor

Play Episode Listen Later Mar 27, 2025 64:49


Prestes a editar “Lado B”, o novo álbum, Blaya regressa ao Posto Emissor para se reapresentar numa conversa sobre o “amor-ódio” com o sucesso ‘Faz Gostoso’, os tempos loucos dos Buraka Som Sistema ou o dia em que conheceu Madonna. No 230ª episódio do podcast da BLITZ, falamos ainda da visita-relâmpago dos U2 a Lisboa, do processo que opõe Anjos e Joana Marques e do novo álbum de Rão Kyao.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Sateli 3
Sateli 3 - Yamandú Costa (4/4) Mafuá (2008) y Luz da aurora (2010) - 03/03/25

Sateli 3

Play Episode Listen Later Mar 3, 2025 59:55


Sintonía: "Tipo bichio" - Yamandú Costa"El negro del blanco" - "Mafuá" (Armandinho Neves) - "Samba pro Rafa" - "Bachbaridade" - "Choro loco" - "¿Quem e voce?" (Zé Gomes) - "Lalao" (Lalao). Todas las músicas extraídas del álbum "Mafuá" (Acoustic Music Records, 2008), del guitarrista brasileño Yamandú Costa. Todas las músicas compuestas (mientras no se diga lo contrario) e interpretadas por Yamandú Costa"Chamamé" - "Shiawase" - "Escorregando" - "Samba Pro Rapha", extraídas del álbum grabado en directo "Luz da Aurora" (Eldorado, 2010) de Yamandú Costa (guitarra de 7 cuerdas) y Hamilton De Holanda (mandolina) Relación de fechas de los tres programas anteriores de este coleccionable de Yamandú Costa:1.- "Miscelanea de novedades", con Rio 18, Les Hommes, The Boom Yeh y al final del programa, Jan Lundgren con Yamandú Costa. Emitido el 13-11-20242.- Yamandú Costa con Jazz Cigano Quinteto y el álbum "Yamandú" del 2001. Emitido el 20-01-20253.- Yamandú Costa con Dominguinhos y el álbum "Ida e volta", ambos discos del 2007 Millón de gracias a María Mozos por descubrirme a semejante artistazo y a mi hermano Klaus, por la busca y captura de 5 álbumes del guitarrista brasileño.Escuchar audio

Notícia no Seu Tempo
EUA chamam bloqueio de rede social de censura; governo reage

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Feb 27, 2025 8:57


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (27/02/2025): Em publicação no X (o antigo Twitter), o Departamento de Estado dos EUA chamou de “censura” o bloqueio de redes sociais americanas pelo Brasil. O órgão afirmou que tais medidas são “incompatíveis com os valores democráticos”. A postagem foi compartilhada pela Embaixada dos EUA em Brasília. “O respeito à soberania é uma via de mão dupla com todos os parceiros dos EUA, incluindo o Brasil”, afirma o texto. Apesar de não citar Alexandre de Moraes, a manifestação faz referência implícita à decisão do ministro do STF de bloquear a plataforma Rumble. A Trump Media e a Rumble processaram Moraes nos EUA, acusando-o de violar a soberania americana. A ação tramita em tribunal federal da Flórida. Em reação, o Itamaraty afirmou que o governo brasileiro rejeita “qualquer tentativa de politizar decisões judiciais” e que a manifestação do Departamento de Estado “distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal”. E mais: Economia: Com inflação e juro em alta, bancos projetam menos crédito em 2025 Metrópole: Número de pessoas com ensino superior completo no Brasil triplica em 22 anos Internacional: Trump rejeita garantir segurança da Ucrânia em troca de explorar minerais Política: Dino dá aval a plano do Congresso e do governo e libera parte de emendasSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Radio Diputados
Para Taborda, el Festival Nacional del Chamamé superó las expectativas

Radio Diputados

Play Episode Listen Later Feb 11, 2025 6:31


La diputada Noelia Taborda se refirió a la edición dorada del Festival Nacional del Chamamé, declarado de interés por la Cámara baja, que se realizó el fin de semana en Federal. También habló del trabajo previsto para este año en la comisión que preside, de Obras Públicas y Planeamiento.

O Brinco do Baptista
O Brinco do Baptista | O Trabalho Invisível (EP. 112)

O Brinco do Baptista

Play Episode Listen Later Feb 6, 2025 134:24


Cuidam das nossas casas, dos nossos filhos, das nossas famílias. São presença constante, mas raramente faladas. Chamam-lhes “quase da família”, mas vivem à margem dos direitos que qualquer trabalhador devia ter. Neste episódio, conversamos com Maria Almeida, jornalista do Fumaça e autora da série Quase da Família — uma investigação profunda sobre o trabalho doméstico em Portugal —, a partir da peça “Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa”. Entre histórias de exploração e resistência, falamos sobre a precariedade, a imigração e a luta destas mulheres por reconhecimento. No final, questionamos: que país somos quando quem cuida de nós continua invisível?

Postal do Dia
Cândida, a mãe dos irmãos que espantaram o mundo do andebol

Postal do Dia

Play Episode Listen Later Feb 5, 2025 2:44


Chamam-se Martim e Francisco e no mundo andebol não há quem não os cobice. São um milagre, dois dos melhores jogadores do mundo. Mas o postal é sobre Cândida, a sua mãe.

Expresso - Expresso da Manhã
#LeiDaParidade Respeitem-nas, se fazem favor: chamam-se Maria, Adriana e Leonor

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 11, 2024 17:03


As protagonistas do podcast Lei da Paridade, duas delas também comentadoras na televisão e a terceira antropóloga e política, foram recentemente vítimas do uso indevido da sua imagem para criar “deepfakes” sexualizados. No passado recente, também foram insultadas e até ameaçadas de violação. A intolerância à presença de mulheres no espaço público, expondo as suas opiniões, faz temer que o país esteja a regredir onde conquistou grandes avanços nas últimas décadas. Neste episódio, falamos com Adriana Cardoso e Maria Castello Branco. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Musik für einen Gast
Historische Reprise: Hans Schneider - Reformierter Pfarrer

Musik für einen Gast

Play Episode Listen Later Nov 24, 2024 56:33


Gast von Heidi Abel in dieser historischen Aufnahme der Musik-für-einen-Gast-Sendung vom 19. September 1982 ist Pfarrer Hans Schneider. In seiner offenen, reflektiven und selbstkritischen Art zeigt er sich als Geistlicher, der seine Aufgabe weniger im Belehren als im Selberlernen sieht. Hans Schneider, zum Zeitpunkt der Aufnahme reformierter Pfarrer in Regensdorf, hätte auch Künstler oder Lehrer werden können. Dass er sich nach der Matura für ein Theologiestudium entscheidet, hat mit zwei einschneidenden Erlebnissen als der Kindheit und Pubertät zu tun. Der Tod seines Vaters, der starb, als Hans Schneider elf Jahre alt war und dringende Fragen nach dem Sinn des Lebens auslöste. Und die Begegnung mit einem jungen Pfarrer im Religionsunterricht, der ihm vorlebte, wie man den Beruf auch ausüben kann: Nicht als eine Art erhabener Übermensch, der alles im Griff hat, sondern als jemand, der das weitergibt, das er selbst ausprobiert hat. Nach dem Gespräch mit Heidi Abel, das sechs Jahre nach dem Dienstantritt in Regensdorf stattgefunden hat, bleibt Hans Schneide noch weitere acht Jahre Pfarrer der Gemeinde treu und zieht nach seiner Pensionierung im Jahr 1990 zusammen mit seiner Frau Anita Schneider-Müller in seine Heimatgemeinde Holderbank zurück. Die Musiktitel: 1. Franz Schubert – Das Fischermädchen Ernst Häfliger Tenor / Erik Werba, Klavier 2. W.A. Mozart- 2. Romance aus dem Konzert für Klavier und Orchester Nr. 20 d-Moll Svjatoslav Richter, Klavier / Warsaw Philharmonic Orchestra / Stanislaw Wislocki 3. Radio Operette – Komm Kleine, süsse Liftmamsell: Hörspiel-Klassiker - «Susi erobert Zürich» - Radio SRF Musikwelle - SRF Arthur Welti, Gesang / Radio-Orchester Beromünster / Hans Steingruber, Leitung 4. J.S. Bach – «7. Fecit potentiam» aus Magnificat für Soli, Chor und Orchester D-Dur (BWV 243) Münchner Bachchor /Münchner Bachorchester / Karl Richter, Leitung 5. Jacques Loussier Trio - Gavotte en si mineur von Johann Sebastain Bach. Transcription pour piano, contrebasse et batterie 6. Ben Zimet – Youss Yiddish vert no 7. Ariel Ramírez & Los Fronterizos – La Anunciación ( Chamamé)

Estúdio 31
Ep. 57 - O que não fazer quando te chamam pra gravar um podcast

Estúdio 31

Play Episode Listen Later Oct 9, 2024 6:25


Te chamaram pra gravar um podcast e você aceitou? Excelente! Neste episódio, uma dica de comportamento: tudo aquilo que você não deve fazer quando te convidam pra uma gravação. Quais os erros mais comuns? Como fugir deles? Ouça agora mesmo e boa gravação!

Fórum Onze e Meia
Bolsonaro e Malafaia chamam Marçal de "arregão" | Moraes X Musk | Efeito Lula X efeito Milei

Fórum Onze e Meia

Play Episode Listen Later Sep 9, 2024 101:08


No Fórum Onze e Meia de hoje: Bolsonaro e Malafaia chamam Marçal de "arregão" e a descoberta de Moraes sobre o X. E ainda: efeito Lula X efeito Milei. Presidente da Argentina enfrenta dificuldades com política neoliberal. Participam do programa o publisher da Jacobin Brasil Hugo Albuquerque e a jornalista Cynara Menezes. Apresentação de Dri Delorenzo e Luiz Carlos Azenha.Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/forum-onze-e-meia--5958149/support.

Noticiário Nacional
1h Manifestação no Porto: Cientistas chamam a atenção do governo

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jul 3, 2024 9:12


JORNAL DA RECORD
06/06/2024 | 1ª Edição: Comerciantes promovem dia sem impostos e chamam atenção para carga tributária no Brasil

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jun 6, 2024 3:16


Veja nesta edição do JR 24 Horas: comerciantes promovem dia sem impostos e chamam atenção para carga tributária no Brasil. E também: mais 61 mil famílias do RS recebem Auxílio Reconstrução nesta quinta (6).

Trip FM
O mundo corporativo quer as mulheres? E vice-versa?

Trip FM

Play Episode Listen Later May 17, 2024


Psicóloga de formação e especialista em desenvolvimento humano, Flávia Camanho reflete sobre o novo mundo do trabalho “Essa premissa de metas, de avaliação de desempenho vai criando um sentimento de exaustão que é contraproducente e incoerente com o momento que vivemos hoje. Ninguém quer mais fazer 60 anos rico e jogar golfe, as pessoas têm uma ótica de viver uma vida de qualidade e as empresas não estão proporcionando isso”, diz Flávia Camanho. Em um papo com Paulo Lima no Trip FM, a psicóloga de formação e especialista em desenvolvimento humano que coleciona credenciais de dar inveja a qualquer CEO refletiu sobre um novo mundo do trabalho que emerge no pós-pandemia, onde as empresas precisam valorizar o tempo de seus funcionários. “Há um desafio enorme de repensar o que é uma dinâmica saudável de atuação e principalmente de conexão com o ecossistema. Parte de uma sociedade com impacto nessa sociedade. Chamam isso de ESG [governança ambiental, social e corporativa], mas é apenas uma clareza de que não existe plano B.” Flávia também é uma referência na discussão do papel das mulheres nas grandes corporações. "Na história das empresas familiares, os homens recebiam ações e as mulheres uma máquina de costura. E, quando chegavam no auge da carreira, a família chamava a mulher de volta", explica. "O caminho incentivado no empreendedorismo, até hoje, não é o primeiro para elas. O primeiro plano é a governança da própria família. Os negócios são sempre ofertados primeiro aos meninos.” No papo, ela ainda falou das tensões entre gravidez e trabalho, respondeu se riqueza estraga as pessoas e contou por que a profissão de coach virou piada pública. Confira no play aqui da página ou no Spotify. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2024/05/66479fd31a389/flavia-camanho-coach-psicologa-empresas-rh-mentora-tripfm-mh.jpg; CREDITS=; LEGEND=; ALT_TEXT=] Trip. Depois de trabalhar muito com famílias donas de empresas, como você enxerga a forma como a sucessão é apresentada para os meninos e para as meninas herdeiras? Flávia Camanho. Na história antiga das empresas familiares, os homens recebiam ações e as mulheres uma máquina de costura. Existia um conceito de que a mulher não é naturalmente uma sucessora. Isso gerou um caminho forte pelo empreendedorismo, ou seja, essas meninas sempre começam por um caminho externo ao negócio. Quando chegam no auge da carreira, a família chama de volta. Mas o caminho incentivado, até hoje, não é o primeiro para elas. Os negócios são sempre ofertados primeiro aos meninos. Ainda é muito infantil a maneira como as corporações enxergam o papel feminino e masculino? Antigamente, para chegar chegar às cadeiras de poder, a mulher ia para um caminho masculinizado e masculinizante. Ela usava das habilidades ditas masculinas para se sentir legitimada naquela cadeira. Usar das habilidades femininas significava perder credibilidade. Hoje em dia, se um homem chora em uma reunião é lindo, sensível. Se uma mulher chora é porque não dá conta. Para ele, a skill feminino é um adicional. Mas isso tem sido questionado, o mundo está exigindo as características ditas femininas. Visto os índices de estresse, o mundo do trabalho está doente? Essa premissa de metas, de avaliação de performance, vai criando um sentimento de exaustão que é contraproducente e incoerente com o momento que vivemos hoje. Ninguém quer mais fazer 60 anos rico e jogar golfe. As pessoas tem uma ótica de viver uma vida de qualidade, e as empresas não estão proporcionando isso. Há um desafio enorme de repensar o que é uma dinâmica saudável de atuação e, principalmente, de conexão com o ecossistema. Chamam isso de ESG, mas é apenas uma clareza de que não existe plano B. Somos do mesmo planeta e impactamos ele, então eu também tenho responsabilidade. Gravidez no trabalho ainda é um tabu? As empresas ainda cobram esse pênalti das mulheres que querem engravidar. É uma dor presente na construção da carreira. Depois que você passa desse primeiro momento, você volta uma mulher muito mais potente, mais interessante, ponderada. Eu tenho certeza de que mulheres voltam da licença com muito mais qualidade, mas o dado que não é publicado em lugar nenhum é que 45% das mulheres são desligadas após a licença. Esse pênalti não é uma fantasia, ele é grande e ainda existe. O que as grandes empresas precisam fazer para conseguir manter esse novo tipo de funcionário, que não vai aturar deixar a sua vida na empresa? Em um outro momento de vida, nós vivíamos o isolamento corporativo, eramos abduzidos pela corporação. Aquilo era valioso: contar que dormiu na empresa era muito legal. Hoje isso é divergente, as redes mostram um mundo de possibilidades, de ter uma vida equilibrada. As empresas estão tendo que humanizar o processo de gestão. A geração mais nova não está a fim nem de começar essa conversa sobre a modelagem antiga. E não é colocar mesa de pingue pongue e fliperama pra dizer que ali é mais equilibrado. É abrir mão de horário de trabalho para que o funcionário tenha outra composição de vida. Riqueza estraga as pessoas? O exercício de criar uma criança na riqueza é fazer ela entender que vive numa bolha e que precisa de um esforço maior de compreensão de mundo. A riqueza faz você ficar ensimesmado. E nem sempre é culpa da pessoa.

radinho de pilha
27 evangelhos??? as 4 grandes ideias em Filosofia, golfinhos chamam os amigos pelo nome!

radinho de pilha

Play Episode Listen Later Apr 22, 2024 34:12


The 4 biggest ideas in philosophy, with legend Daniel Dennett for Big Think+ https://youtu.be/nGrRf1wD320?si=imMQC96Vxm6hrs9c (via ChatGPT) how many gospels were available before the New Testament was consolidated? https://chat.openai.com/share/ad3951f2-2f99-45b1-bfa1-229fc52ea931 How the New Testament Canon Was Formed (Interview with Dr. Bart Ehrman) https://youtu.be/2ALK1j-v_RA?si=7FRq_7YARecZPK0Q (via ChatGPT) Friendship Circles by Dunbar https://chat.openai.com/share/8931b791-392e-4467-a4ec-6a16c7ff5b9e Dolphins learn the ‘names' of their friends ... Read more

Noticiário Nacional
16h. Enfermeiros chamam nova ministra à mesa das negociações

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 30, 2024 8:37


Um dia no Mundo
É na Rússia e no Irão

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Feb 29, 2024 3:58


Chamam-lhe - eleições!

Canaltech Podcast
Desenvolvedores brasileiros chamam atenção no mercado internacional

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Dec 6, 2023 16:59


A Estônia, país amplamente reconhecido como um dos mais avançados digitalmente do planeta, voltou seus olhos para talentos brasileiros na área de tecnologia. Mais de 99% dos serviços públicos estonianos são entregues através da internet, e o cenário de startups de tecnologia no país ostenta um valor agregado que ultrapassa a marca de US$ 1 bilhão. Para falar sobre a procura por esses talentos brasileiros para trabalhar no exterior, eu recebo hoje aqui no Podcast Canaltech a Isabela Castilho, CEO da Rocketseat. Este é o Podcast Canaltech, publicado de terça a sábado, às 7h da manhã no nosso site e nos agregadores de podcast. Conheça o Porta 101. Entre nas redes sociais do Canaltech buscando por @Canaltech nelas todas. Entre em contato pelo nosso e-mail: podcast@canaltech.com.br Entre no Canaltech Ofertas. Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Guilherme Haas, Felipe Demartini e Nathan Vieira. Edição por Yuri Souza. A revisão de áudio é do Wallace Moté. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Boletim Folha
Ministros do STF chamam aprovação de PEC de ataque e se irritam com governo Lula

Boletim Folha

Play Episode Listen Later Nov 23, 2023 5:13


Qatar confirma entrada em vigor da trégua entre Israel e Hamas e libertação de reféns. E estatais federais vão voltar a ter déficit com rombo projetado de R$ 4,5 bilhões.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
O quanto a seca histórica na Amazônia aumenta o temor do ‘ponto de não retorno' da floresta

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 19, 2023 22:41


As imagens de rios icônicos e lagos da Amazônia quase desaparecendo, de botos-cor-de-rosa mortos nas margens e de comunidades ribeirinhas angustiadas pelo desabastecimento soam mais um alerta sobre os riscos de colapso da maior floresta tropical do planeta. O quanto esse episódio está relacionado com o chamado 'ponto de não retorno' do bioma amazônico? Já faz mais de 30 anos que cientistas brasileiros e estrangeiros alertam que o avanço do desmatamento e as mudanças climáticas afetariam a tal ponto a dinâmica da floresta que ela não conseguiria mais se regenerar e ‘morreria'. No lugar, uma vegetação empobrecida de tipo savana emergiria. A morte em massa de árvores gigantescas ainda geraria uma verdadeira bomba de emissões de carbono, o que agravaria o aquecimento do planeta.A cientista Luciana Gatti, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é uma das maiores especialistas do Brasil sobre o tema. Ela explica que a floresta tropical úmida opera 'como um grande air bag climático', um desacelerador da mudança do clima."É difícil. Mesmo a gente sabendo que chegaria numa situação de colapso como a gente está assistindo hoje, nunca estamos preparados o suficiente”, lamenta. "A gente vem alertando que isso que se chama de progresso, não é. Chamam de desenvolvimento econômico destruir a floresta e substituir por pastagens, plantações de milho e soja, extração de madeira, enquanto que isso causa um prejuízo para toda a coletividade, todos que vivem no Brasil e nesse planeta”, constata.  Desmatamento é o principal causadorO desmatamento acelerado tem levado menos vapor de água para a atmosfera – do lado oeste da Amazônia, o mais preservado, a perda de precipitações na estação seca, que ocorre agora, já chega a 20%. Para evitar o colapso, ressalta Luciana Gatti, a promessa de fim do desmatamento da Amazônia em 2023 não é mais suficiente."Uma vez que uma região chega no ponto de não retorno, ela vai contaminando as demais”, explica. "A gente precisa de uma ação urgente, decretar calamidade na Amazônia, principalmente na região sudeste, que é a mais próxima do ponto de não retorno, e a segunda é a nordeste. O lado leste emite oito vezes mais carbono, porque a floresta já está numa condição de extremo estresse."  Nestas áreas mais suscetíveis, a devastação da região oscila entre 30 e 40%, e mais de 2 milhões de quilômetros quadrados do bioma estariam muito próximos do ponto de não retorno. O aumento das temperaturas só torna esse coquetel mais perigoso – e é por isso que o fenômeno El Niño desempenha um papel importante no que ocorre agora, aponta Ane Alencar, especialista do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em degradação florestal."Normalmente ele causa uma seca mais severa na Amazônia. Entretanto, o que a gente tem visto é que esse El Niño é muito forte. O aquecimento das águas do Pacífico, na região do Equador, tem sido muito intenso”, afirma. "Isso causa efeitos sinérgicos com outros fenômenos, como o aquecimento das águas do Atlântico, que também impacta na seca na Amazônia. E o que tem acontecido é que as mudanças climáticas têm intensificado esse fenômeno e às vezes aumentado a sua frequência também”, salienta a geógrafa.Efeito das queimadasOs fenômenos El Niño costumam durar entre um e dois anos, o que leva os especialistas a esperarem por uma agravação ainda maior do estresse hídrico na Amazônia em 2024. Alencar ressalta que a floresta tem resiliência para suportar períodos de seca, mas essa capacidade acaba limitada quando o clima está desestabilizado e também pelas intervenções humanas – em especial as queimadas, que deixam a floresta inflamável em caso de estiagem.“Quando a gente fala de ponto de não retorno, a gente fala de uma mortalidade tão intensa e de condições que não deixem as árvores retornarem. O fogo é um elemento muito transformador e, com certeza, na equação que pode levar a um ponto de não retorno, ele é um elemento fundamental: ele pode vir a inibir o retorno de um certo tipo de vegetação que não resiste ao às chamas”, aponta Alencar."As árvores da Amazônia não são como as do Cerrado, que tem a casca grossa, adaptada ao fogo. Os incêndios levam a uma alta mortalidade na Amazônia”, adverte.No Amazonas, milhares de focos de queimadas na última semana deixaram Manaus sob uma espessa camada de fumaça, que chegou a paralisar o transporte fluvial do porto Bertolini. A Polícia Federal realiza operações para combater o fogo ilegal.

Nova Igreja de Ipanema
Quando Abismos Chamam Abismos - Rafael Alves

Nova Igreja de Ipanema

Play Episode Listen Later Sep 9, 2023 43:35


Em certos momentos nos encontramos em problemas que parecem chamar mais problemas para a nossa vida. Precisamos nos fortalecer e entender que a vida com Deus é de glória em glória. Mensagem compartilhada na noite do dia 03 de Setembro, pelo Rafael Alves, na Nova Igreja Ipanema.

Colunistas Eldorado Estadão
Mulheres Reais| Te chamam de ‘guerreira'? Cuidado!

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Dec 5, 2022 7:41


O termo pode acabar sendo mais uma arapuca do que um elogio para mulheres sobrecarregadas de tarefas. O Mulheres Reais vai ao ar sempre às segundas-feiras, agora a partir das 8h, no Jornal Eldorado. O quadro é apresentado por Luciana Garbin e Carolina ErcolinSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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