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Brasil-Mundo
Dupla de coreógrafos brasileiros é indicada ao maior prêmio da dança mundial

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later May 23, 2026 6:48


Dois corpos negros completamente nus, vestidos apenas com meias e tênis brancos. Rodeada pela plateia que se senta ao chão, a dupla de performers brasileiros marca o ritmo da coreografia com o bater dos pés. Com a obra Repertório número 3, os artistas cariocas Davi Pontes e Wallace Ferreira foram indicados ao maior prêmio da dança mundial, o Rose International Dance Prize, do Sadler's Wells, a principal casa de dança internacional do Reino Unido. Yula Rocha, correspondente da RFI em Londres Uma performance política pós-colonial que explora questões centrais de gênero e raça no Brasil e no mundo, a obra indicada foi resultado de uma pesquisa de quase dez anos que teve lançamento na Bienal de São Paulo, em um momento político dominado pela retórica da extrema direita no Brasil. Wallace Ferreira explica que o Repertório número 3 é a segunda parte de uma trilogia que começa em 2018 e surge em um contexto histórico importante para o Brasil. E foi justamente essa performance que levou os dois artistas cariocas para o mundo. “Esse trabalho fala muito sobre o Brasil, mas também são questões que atravessam [fronteiras]. Pra gente não tem como falar sobre racialidade e violência, sem falar sobre o contexto político atual. Sinto que é um trabalho que responde a uma questão no Brasil, mas o mundo se reconhece” , diz Davi Pontes. Davi e Wallace se referem à violência, discriminação e ameaça à sua própria existência como pessoas negras periféricas. A coreografia tem marcação ritmada, com poses e gestos sedutores diante do olhar julgador do público. Em resposta, a dupla apresenta o que chama de "uma dança de autodefesa". “A cada situação de violência, a cada operação policial essa palavra [autodefesa] volta, ela precisa ser dita. A importância desse  trabalho é olhar para o contexto do mundo atual e perceber que as coisas não estão fáceis. E ainda assim conseguir trazer uma alternativa possível de continuar vivendo nesse mundo”, diz Davi. Para Wallace a autodefesa tem diversas maneiras de se acontecer: “ela está no embate, está no escape, no se camuflar, no constranger, na ironia, no deboche, no humor. Nos interessa pensar numa ideia de se autodefender que seja mais opaca, que não seja explícita.” E a autodefesa não é luta física. "É estar presente, ali, na sua frente. Dois dançarinos  negros, marginalizados que existem, resistem. É sobre a presença de corpos nus, rodeados pela platéia sentada em volta deles no chão. A obra dos brasileiros foi indicada ao prêmio aqui em Londres justamente por seu valor e qualidade como peça coreográfica e teatral, mas também por sua relevância e urgência. Por questionar a nossa percepção e o posicionamento que escolhemos ter", diz Wallace. Davi explica que ter a platéia tão próxima e no mesmo nível que os dançarinos é entender que todos os que estão presentes fazem parte do jogo e são responsáveis pelo o que está sendo apresentado. “Esse trabalho se coloca na situação de responder, de ouvir, de observar e estar atento.” A dupla nunca sequer cogitou estar vestida em cena “A pesença de um corpo negro nu no espaço de fato causa tanto incômodo que eu não preciso mover e criar embate, só a minha presença já torna insustentável de olhar. Dependendo do país, a gente entra na sala e as pessoas querem correr porque elas não conseguem lidar com aquilo", aponta. Wallace afirma que não se sente vulnerável: “Entendemos que o lugar da vulnerabilidade é também um lugar de potência”. Wallace foi criado em Vigário Geral e Davi em São Gonçalo, bem longe das famosas Ipanema ou Copacabana. Da periferia do Rio, fizeram carreira internacional desconstruindo padrões e expectativas da dança contemporânea. A  temática política continua a guiar o próximo trabalho deles - uma colaboração com outros coreógrafos estrangeiros. “É bom não esquecer onde tudo começou ainda numa sala vazia, pra quando chegar em uma sala lotada não pensar que tudo aconteceu do nada. A vitória vem se construindo todos os dias. Que eu ainda possa acordar e falar: -  hoje vou viver do meu trabalho, vou viver fazendo aquilo que eu acreditei, aquilo que eu sonhei”, conclui Wallace. O vencedor do prêmio será anunciado em fevereiro do ano que vem, quando os indicados brasileiros Davi e Wallace se apresentam nos palcos de Londres.

Brasil-Mundo
Dupla de coreógrafos brasileiros é indicada ao maior prêmio da dança mundial

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later May 23, 2026 6:48


Dois corpos negros completamente nus, vestidos apenas com meias e tênis brancos. Rodeada pela plateia que se senta ao chão, a dupla de performers brasileiros marca o ritmo da coreografia com o bater dos pés. Com a obra Repertório número 3, os artistas cariocas Davi Pontes e Wallace Ferreira foram indicados ao maior prêmio da dança mundial, o Rose International Dance Prize, do Sadler's Wells, a principal casa de dança internacional do Reino Unido. Yula Rocha, correspondente da RFI em Londres Uma performance política pós-colonial que explora questões centrais de gênero e raça no Brasil e no mundo, a obra indicada foi resultado de uma pesquisa de quase dez anos que teve lançamento na Bienal de São Paulo, em um momento político dominado pela retórica da extrema direita no Brasil. Wallace Ferreira explica que o Repertório número 3 é a segunda parte de uma trilogia que começa em 2018 e surge em um contexto histórico importante para o Brasil. E foi justamente essa performance que levou os dois artistas cariocas para o mundo. “Esse trabalho fala muito sobre o Brasil, mas também são questões que atravessam [fronteiras]. Pra gente não tem como falar sobre racialidade e violência, sem falar sobre o contexto político atual. Sinto que é um trabalho que responde a uma questão no Brasil, mas o mundo se reconhece” , diz Davi Pontes. Davi e Wallace se referem à violência, discriminação e ameaça à sua própria existência como pessoas negras periféricas. A coreografia tem marcação ritmada, com poses e gestos sedutores diante do olhar julgador do público. Em resposta, a dupla apresenta o que chama de "uma dança de autodefesa". “A cada situação de violência, a cada operação policial essa palavra [autodefesa] volta, ela precisa ser dita. A importância desse  trabalho é olhar para o contexto do mundo atual e perceber que as coisas não estão fáceis. E ainda assim conseguir trazer uma alternativa possível de continuar vivendo nesse mundo”, diz Davi. Para Wallace a autodefesa tem diversas maneiras de se acontecer: “ela está no embate, está no escape, no se camuflar, no constranger, na ironia, no deboche, no humor. Nos interessa pensar numa ideia de se autodefender que seja mais opaca, que não seja explícita.” E a autodefesa não é luta física. "É estar presente, ali, na sua frente. Dois dançarinos  negros, marginalizados que existem, resistem. É sobre a presença de corpos nus, rodeados pela platéia sentada em volta deles no chão. A obra dos brasileiros foi indicada ao prêmio aqui em Londres justamente por seu valor e qualidade como peça coreográfica e teatral, mas também por sua relevância e urgência. Por questionar a nossa percepção e o posicionamento que escolhemos ter", diz Wallace. Davi explica que ter a platéia tão próxima e no mesmo nível que os dançarinos é entender que todos os que estão presentes fazem parte do jogo e são responsáveis pelo o que está sendo apresentado. “Esse trabalho se coloca na situação de responder, de ouvir, de observar e estar atento.” A dupla nunca sequer cogitou estar vestida em cena “A pesença de um corpo negro nu no espaço de fato causa tanto incômodo que eu não preciso mover e criar embate, só a minha presença já torna insustentável de olhar. Dependendo do país, a gente entra na sala e as pessoas querem correr porque elas não conseguem lidar com aquilo", aponta. Wallace afirma que não se sente vulnerável: “Entendemos que o lugar da vulnerabilidade é também um lugar de potência”. Wallace foi criado em Vigário Geral e Davi em São Gonçalo, bem longe das famosas Ipanema ou Copacabana. Da periferia do Rio, fizeram carreira internacional desconstruindo padrões e expectativas da dança contemporânea. A  temática política continua a guiar o próximo trabalho deles - uma colaboração com outros coreógrafos estrangeiros. “É bom não esquecer onde tudo começou ainda numa sala vazia, pra quando chegar em uma sala lotada não pensar que tudo aconteceu do nada. A vitória vem se construindo todos os dias. Que eu ainda possa acordar e falar: -  hoje vou viver do meu trabalho, vou viver fazendo aquilo que eu acreditei, aquilo que eu sonhei”, conclui Wallace. O vencedor do prêmio será anunciado em fevereiro do ano que vem, quando os indicados brasileiros Davi e Wallace se apresentam nos palcos de Londres.

diekreative Berlin
Bist du errettet oder all in? – Lukas Repert | Weisheit

diekreative Berlin

Play Episode Listen Later May 10, 2026 34:14


#row-40904424 > .col > .col-inner { background-color: rgb(215, 215, 215); } Beschreibung Lukas Repert ist ein Evangelist, der die Evangelisation ‘City of Light’ zu Pfingsten in Berlin vorbereitet und leitet. Er beginnt seine Predigt mit der Proklamation: Jesus will dir heute ganz neu begegnen, Er will dich segnen, Er will dich heilen! Amen, so sei es in deinem Leben! Jesus sieht auch die Verlorenheit und Leere im Leben der ‘normalen’ Menschen und will ihnen begegnen, einen Neustart geben! Aber für uns, die errettet sind, ist es unsere Verantwortung, was wir daraus machen. Lukas erzählt dazu das Gleichnis von den anvertrauten Talenten. Das Fazit: Was du über Gott glaubst, wird dein Leben prägen. Du musst wissen, dass du Sein Kind bist, geliebt und angenommen! Das ist die Bedeutung von ‘all in’: Ich setzte alles auf eine Karte, auf Jesus – Sein Wort ist die letzte Wahrheit, nicht das des Arztes, nicht das der Nachrichten! Entscheidend ist unser Lebensstil in der Verbindung mit Ihm: Ihn zu ehren in allen Bereichen. Beginnend mit Gebet, treu in meinem Zehnten, bis zum Umgang mit den Menschen um uns. Unsere Unvollkommenheit soll uns nicht daran hindern, so wie auch Jesu Sendungsauftrag an Seine unvollkommenen Jünger ging. Wir sollten unser Leben ganz für Jesu Sache einsetzten, die Freiheit in unserem Land ist nicht selbstverständlich! Lukas demonstriert das am Lebensbild von William Wilberforce, ein britischer Politiker, der sich führend für die Sklavenbefreiung einsetzte. Er gab trotz aller Widerstände nicht auf, erst kurz vor seinem Tod wurde der Sklavenhandel verboten. Lukas schließt mit dem Aufruf: Sei mutig, da wo du bist, mit Jesus an deiner Seite wirst auch du Seine Kraft erleben – Er geht mit dir und streitet für dich! Setze dein ganzes Vertrauen auf Ihn und Seine Auferstehungskraft wird in und mit dir gehen! Mt.25,14-30 | Mt. 28,16-20 #gap-1083978538 { padding-top: 15px; } #gap-301588230 { padding-top: 50px; } zurück zu Predigten

MOVIMENTO EM FOCO
Ep. 247 - Repertório de corrida: seria essa uma evolução conceitual?

MOVIMENTO EM FOCO

Play Episode Listen Later May 4, 2026 59:52


Virando a Chave - O podcast que impulsiona a comunidade de corretores

Vender um imóvel hoje vai muito além de apresentar um catálogo ou fechar um contrato. O mercado exige que o corretor deixe de ser um "tirador de pedidos" para se tornar um consultor estratégico. Mas como construir essa autoridade e realmente entender o que o cliente precisa antes mesmo de oferecer uma solução?Neste episódio, Thiago Ely (@othiagoely) recebe William Caldas (@williamcaldas), Mentor Especialista em Vendas Consultivas, para discutir técnicas de SPIN Selling, mentalidade de alta performance e como usar processos científicos para converter mais.Acesse o podcast na sua plataforma de áudio preferida: https://www.mrveco.com.br/virando-a-chaveVenha ser um corretor de imóveis MRV: https://mrv.vc/querovender-vac00:00 Introdução 01:25 O que significa uma venda consultiva? 04:28 Entendendo a dimensão da dor do cliente 09:55 Técnicas para conduzir a venda: Repertório e SPIN Selling 17:17 Atleta da venda? Você versus você 23:08 "Área comercial é cada vez mais ciência" 25:00 Mentalidade: "se você é o mais esperto da mesa, troque de mesa" 30:05 "Vendedor tem que gostar de lugar que tem problema" 32:28 Como fazer as perguntas corretas? 36:30 Encerramento#VirandoaChavePodcast #podcastdaMRV #podcastparacorretor #corretordeimóveis #ThiagoEly #WilliamCaldas #VendaConsultiva #SPINSelling

Mensagens IBMetrô
O Exôdo que Jesus Cumpriu | Renato Marinoni

Mensagens IBMetrô

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 34:35


Bem-vindo à IBMetrô Online!Celebração transmitida em 29 de março de 2026Seguimos no período da Quaresma e avançamos na nossa série de Páscoa:“O Grande Êxodo – Da Escravidão à Nova Criação.”Na mensagem de hoje, “O êxodo que Jesus cumpriu”, o pastor Renato Marinoni nos conduz a enxergar como a grande história de libertação do Antigo Testamento encontra seu clímax em Cristo.O êxodo do Egito foi real, poderoso e decisivo. Deus ouviu o clamor do seu povo, confrontou Faraó, abriu o mar e conduziu Israel em direção à liberdade. Mas aquela redenção apontava para algo ainda maior.Em Jesus, Deus realiza o êxodo definitivo.Ele é o verdadeiro Cordeiro.Ele é aquele que atravessa o juízo em nosso lugar.Ele é quem nos liberta, não apenas de um opressor externo, mas da escravidão do pecado, da culpa e da morte.Hoje contemplamos esta verdade central do evangelho:o mar vermelho apontava para algo maior, a Páscoa apontava para algo maior, e toda a história do Êxodo encontrava seu cumprimento em Jesus.⸻

Mensagens IBMetrô
O Cordeiro no Trono | Renato Marinoni

Mensagens IBMetrô

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 30:41


Bem-vindo à IBMetrô Online!Celebração transmitida em 5 de abril de 2026Neste domingo de Páscoa, encerramos nossa série:“O Grande Êxodo – Da Escravidão à Nova Criação.”Na mensagem de hoje, “O Cordeiro no trono”, o pastor Renato Marinoni nos conduz ao clímax da história da redenção.Ao longo das últimas semanas, acompanhamos o clamor do povo no Egito, a ação poderosa de Deus na libertação, a noite da Páscoa, a travessia do mar e o caminho da formação no deserto. Mas hoje somos convidados a enxergar o destino final de tudo isso.O Êxodo não termina apenas na saída da escravidão.Não termina apenas no livramento.Não termina sequer no túmulo vazio.O Êxodo culmina no trono.Jesus é o Cordeiro que foi morto, mas também é o Cordeiro que vive, reina e governa a história. A Páscoa não anuncia apenas que ele morreu por nós, mas que ressuscitou, foi exaltado e está no centro do trono.Hoje celebramos esta verdade que sustenta a nossa esperança:o Cristo crucificado ressuscitou,o Cordeiro vive,e o Cordeiro está no trono.⸻

Notícias MP
Projeto “Repertório MPAC” fortalece domínio da língua portuguesa e avança para o português jurídico

Notícias MP

Play Episode Listen Later Apr 3, 2026 1:13


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) intensifica, em 2026, as ações do projeto “Repertório MPAC” com a inclusão de conteúdos voltados ao português jurídico, ampliando o foco da iniciativa para a qualificação da redação de peças técnicas utilizadas na atuação institucional.

Reportagem
Professora brasileira leva teatro paulistano à universidade em Paris e amplia repertório dos alunos

Reportagem

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 7:15


A autora, diretora e atriz brasileira Viviane Dias vem despertando o interesse dos estudantes da Universidade Paris 8 com um curso acadêmico dedicado ao teatro brasileiro. A partir de figuras do teatro nacional, das ressonâncias modernistas e de referenciais decoloniais, ela apresenta a inventividade da cena paulista a alunos que pouco conhecem da riqueza cultural do país. Em sua segunda edição, a formação voltou a lotar rapidamente as 40 vagas disponíveis e deve permanecer na grade universitária no próximo ano letivo, fortalecendo o intercâmbio artístico entre o Brasil e a Europa. O curso integra o Departamento de Artes, Filosofia e Estética da Universidade Paris 8 e reúne estudantes de teatro, cinema, artes plásticas e filosofia. Para Viviane Dias, a iniciativa surgiu do desejo de apresentar aos jovens franceses outras referências para além do repertório europeu tradicional.  “A gente fala das invenções do Teatro de São Paulo, das invenções de linguagem”, explica. “Fazemos um caminho que começa desde o modernismo, nesse primeiro momento em que se buscou uma arte emancipada da Europa. Em que foram formuladas questões mais próprias da cultura brasileira. Seguimos até o momento em que essas ideias acabaram se materializando na cena por meio do José Celso e do Teatro Oficina, que é uma grande referência, e que oferecem uma cena completamente diferente do que eles estão habituados a ver.”  Segundo a professora, muitos alunos buscam o curso justamente porque sentem “saturação” de referências tradicionais e precisam de novos estímulos. “Normalmente, eles vêm de formações muito logocêntricas. Tento deslocar um pouquinho essa percepção”, conta.  Perspectiva decolonial e o ensino do Sul Global  A professora ressalta que compreender melhor a produção do Sul Global é fundamental para jovens que, no futuro, atuarão em novas cenas culturais da Europa. Nesse sentido, autores como o contemporâneo Ailton Krenak, o modernista Oswald de Andrade e artistas como Tarsila do Amaral têm gerado grande interesse entre os estudantes. “Eles têm poucas referências sobre o Brasil, e quando têm, é muito raso, às vezes o clichê do Brasil, do carnaval”, afirma. “É importante falar do Brasil e mostrar que a gente é ótimo para fazer festa, mas a gente também é excelente em fazer teatro, cinema e artes visuais.  Além disso, a gente produz pensamento, que é muito interessante e pode nos ajudar a pensar melhor o século 21”, afirma Viviane Dias. Alunos veem o curso como abertura de horizontes  Entre os inscritos está Kayij Baku‑Carlos, de 18 anos, estudante de Cinema e francês de origem angolana. Ele considera essencial compreender outras tradições artísticas para construir sua identidade profissional. “Aqui na França, muitas vezes, quando aprendemos História na escola recebemos, inevitavelmente, um ponto de vista mais eurocêntrico e francocêntrico”, diz.  “Na universidade, somos expostos a diferentes percursos culturais ligados à arte de vários países. Preciso ampliar meu olhar e entender como esse trabalho é feito em outros lugares. Como sou angolano por parte de pai, pensei que o curso poderia me ajudar a compreender melhor uma parte da minha cultura e da minha herança lusófona, de um país PALOP”, conclui o jovem.  Para Ryod Caldas, de 19 anos, estudante de Teatro, o impacto é semelhante: “Quase nunca vemos o que acontece fora do nosso próprio país. Geralmente ouvimos falar de Shakespeare e dramaturgos europeus. Explorar outras referências amplia nossa visão e nossas inspirações”.  A única brasileira da turma, Mayara Marçal, de 25 anos, destaca a importância de mostrar à universidade que há interesse por temas ligados ao Brasil e a outros continentes.  “Aqui a gente costuma estudar muito autores franceses. Quando vi que tinha um curso na grade curricular ministrado por uma professora brasileira, um curso de descolonização do teatro, eu achei incrível! É uma forma de mostrar para a universidade que a gente se interessa por professores de outros países, por aulas que falem sobre arte de outros continentes, não só da França”. Um curso em Paris e São Paulo ao mesmo tempo  O alcance do trabalho fez com que a formação chamasse a atenção da pós-graduação em Artes Cênicas da USP. Com isso, o curso será oferecido simultaneamente na Universidade Paris 8 e na ECA‑USP, em parceria com o professor Ferdinando Martins – algo inédito, segundo Viviane.  “É a primeira vez que um curso dedicado às invenções cênicas brasileiras contemporâneas é oferecido ao mesmo tempo em uma universidade parisiense e na USP”, afirma.  Para ela, essa articulação reflete um espírito do século 21 de ampliação de caminhos possíveis e inovadores para a educação. “Vivemos entre mundos e espaços, mas ainda somos muito caretas na nossa maneira de pensar processos pedagógicos. Espero que eu possa fazer mais pontes entre as coisas do Brasil e daqui. Eu também faço uma pesquisa de criação. Eu sou uma artista e pesquisadora. As duas coisas são importantes e andam juntas na minha vida”, conclui Viviane Dias.

Brasil-Mundo
Maestra brasileira Andréa Botelho estreia em orquestra alemã com Pixinguinha no repertório

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 8:45


A maestra carioca Andréa Huguenin Botelho, radicada há 27 anos na Alemanha e já reconhecida por sua trajetória na música erudita, está prestes a encarar um desafio para poucos. Ela acaba de se tornar a primeira mulher a ocupar o posto de regente titular da Orquestra Sinfônica do Palatinado Ocidental, tradicional da cidade de Kusel, no oeste da Alemanha, com mais de 130 anos de história. Para o concerto de estreia, marcado para 21 de junho, Andréa adiantou que fará questão de incluir a música brasileira no programa: Pixinguinha deverá representar o país no palco. Gabriel Brust, correspondente da RFI em Düsseldorf, Alemanha Andréa contou à RFI como foi o processo de seleção para reger a orquestra: “O processo para você ser escolhido para uma orquestra, seja ela amadora, semi-profissional ou profissional, aqui na Alemanha, demora um pouquinho, porque é muito difícil. É um processo que eu acho muito bonito, porque, além da sua competência, você é escolhido pelos músicos da orquestra. A orquestra tem a voz para escolher o seu líder. Dentro das entrevistas que a gente tem de fazer, a gente tem que dizer o nosso conceito, porque a orquestra vai ter a minha cara. Então, eu falei que o meu conceito é que nenhum repertório, nenhum concerto vai ser só  com obras de homens”. Pesquisar e dar visibilidade a compositoras atuais e do passado se tornou uma das missões da maestra. Além, é claro, de trazer mais mulheres para os palcos. “Até metade do século 20 e até hoje, a gente tinha um problema de que as mulheres tinham dificuldade de entrar no mercado de trabalho de orquestras. O que se faz na seleção de músicos agora são as blind auditions, onde o teste é feito atrás de um biombo para a gente não ver quem está lá. E isso surgiu porque se descobriu que, quando se fechava o biombo e as pessoas não sabiam quem estava tocando, começou a aumentar o número de mulheres nas orquestras.” Andréa é curadora da série de apresentações Komponistin! (ou Compositora!, em alemão), que ocorre em Berlim, e também é membro do conselho do arquivo musical Frauen und Musik (Mulheres e Música), instituição baseada em Frankfurt focada na redescoberta, valorização e divulgação de obras de compositoras historicamente negligenciadas. Música erudita, um mundo masculino A percepção de que o mundo da música erudita era bastante masculino ocorreu ainda cedo, no Rio de Janeiro, quando Andréa começou sua carreira. “Quando fui falar com meu professor na época em que eu queria reger, ele disse: ‘não sabia que você era de igreja'. Eu disse que não era. Mas é que na cabeça dele, mulheres só regiam corais de igreja”. Foi na Rússia – um dos países fundamentais para sua trajetória musical, ao lado de Alemanha e Estados Unidos – que veio a ideia de começar a pesquisar o trabalho de autoras mulheres: “A virada de chave foi exatamente em São Petersburgo, onde fui chamada para reger uma obra de Shostakovich, que é um dos compositores que mais aprecio. Quando fui estudar a ópera Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk, vi que ela degrada a mulher de uma forma, até com um estupro coletivo na personagem principal. É muito pesado. E aí eu falei, ‘mas peraí, eu garanto que mulher não ia escrever isso.' Daí logo pensei: mas será que elas escreveram?” Não só elas escreveram sobre muitos temas, como a maestra estará apresentando algumas de suas mulheres preferidas da música em um concerto neste domingo (8), dia da mulher, no mesmo castelo Britz, em Berlim, tendo no repertório Ivone Lara, Elza Soares, Dinorá de Carvalho, Maria Amélia e Babi de Oliveira, entre outras. Música brasileira em escola alemã A divulgação da música brasileira também tem ocupado a atribulada agenda da maestra Andréa na Alemanha. Em 2016, ela criou o Brasilianische Musik in der City West, um programa dedicado exclusivamente ao ensino da música do Brasil a estrangeiros, e inteiramente financiado pelo governo alemão. Para Andréa, há diferenciais que valorizam a música de seu país natal. “A música brasileira não proporciona o que a gente chama de estranhamento cultural. Como a música europeia teve um berço enorme, ela teve o seu caminho pelo Brasil, e também a gente teve as relações com as músicas de países africanos, e ela se mesclou. E na década de 1960, com as misturas do jazz, a música brasileira se tornou uma música muito agradável para diversas culturas”. Parceria com a filha Nos últimos anos, Andréa conta com a parceria de alguém bastante próximo, sua filha Duda Botelho que, aos 18 anos, já é uma contrabaixista que acumula prêmios, como o Concurso Internacional de Música Grunewald e o prêmio do Festival Internacional de Contrabaixo da Bélgica. “O trabalho da minha mãe foi uma grande influência, não só no meu repertório, mas também na minha musicalidade e técnica no contrabaixo. Ao longo dos anos, conforme ela foi arranjando mais peças de compositoras, ela sempre me perguntava se o que ela estava escrevendo era possível de tocar no contrabaixo. E, com isso, sem a gente perceber, esse processo contribuiu muito para o meu desenvolvimento. Eu me desafiava constantemente a conseguir tocar essas obras”, conta a jovem.

Brasil-Mundo
Maestra brasileira Andréa Botelho estreia em orquestra alemã com Pixinguinha no repertório

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 8:45


A maestra carioca Andréa Huguenin Botelho, radicada há 27 anos na Alemanha e já reconhecida por sua trajetória na música erudita, está prestes a encarar um desafio para poucos. Ela acaba de se tornar a primeira mulher a ocupar o posto de regente titular da Orquestra Sinfônica do Palatinado Ocidental, tradicional da cidade de Kusel, no oeste da Alemanha, com mais de 130 anos de história. Para o concerto de estreia, marcado para 21 de junho, Andréa adiantou que fará questão de incluir a música brasileira no programa: Pixinguinha deverá representar o país no palco. Gabriel Brust, correspondente da RFI em Düsseldorf, Alemanha Andréa contou à RFI como foi o processo de seleção para reger a orquestra: “O processo para você ser escolhido para uma orquestra, seja ela amadora, semi-profissional ou profissional, aqui na Alemanha, demora um pouquinho, porque é muito difícil. É um processo que eu acho muito bonito, porque, além da sua competência, você é escolhido pelos músicos da orquestra. A orquestra tem a voz para escolher o seu líder. Dentro das entrevistas que a gente tem de fazer, a gente tem que dizer o nosso conceito, porque a orquestra vai ter a minha cara. Então, eu falei que o meu conceito é que nenhum repertório, nenhum concerto vai ser só  com obras de homens”. Pesquisar e dar visibilidade a compositoras atuais e do passado se tornou uma das missões da maestra. Além, é claro, de trazer mais mulheres para os palcos. “Até metade do século 20 e até hoje, a gente tinha um problema de que as mulheres tinham dificuldade de entrar no mercado de trabalho de orquestras. O que se faz na seleção de músicos agora são as blind auditions, onde o teste é feito atrás de um biombo para a gente não ver quem está lá. E isso surgiu porque se descobriu que, quando se fechava o biombo e as pessoas não sabiam quem estava tocando, começou a aumentar o número de mulheres nas orquestras.” Andréa é curadora da série de apresentações Komponistin! (ou Compositora!, em alemão), que ocorre em Berlim, e também é membro do conselho do arquivo musical Frauen und Musik (Mulheres e Música), instituição baseada em Frankfurt focada na redescoberta, valorização e divulgação de obras de compositoras historicamente negligenciadas. Música erudita, um mundo masculino A percepção de que o mundo da música erudita era bastante masculino ocorreu ainda cedo, no Rio de Janeiro, quando Andréa começou sua carreira. “Quando fui falar com meu professor na época em que eu queria reger, ele disse: ‘não sabia que você era de igreja'. Eu disse que não era. Mas é que na cabeça dele, mulheres só regiam corais de igreja”. Foi na Rússia – um dos países fundamentais para sua trajetória musical, ao lado de Alemanha e Estados Unidos – que veio a ideia de começar a pesquisar o trabalho de autoras mulheres: “A virada de chave foi exatamente em São Petersburgo, onde fui chamada para reger uma obra de Shostakovich, que é um dos compositores que mais aprecio. Quando fui estudar a ópera Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk, vi que ela degrada a mulher de uma forma, até com um estupro coletivo na personagem principal. É muito pesado. E aí eu falei, ‘mas peraí, eu garanto que mulher não ia escrever isso.' Daí logo pensei: mas será que elas escreveram?” Não só elas escreveram sobre muitos temas, como a maestra estará apresentando algumas de suas mulheres preferidas da música em um concerto neste domingo (8), dia da mulher, no mesmo castelo Britz, em Berlim, tendo no repertório Ivone Lara, Elza Soares, Dinorá de Carvalho, Maria Amélia e Babi de Oliveira, entre outras. Música brasileira em escola alemã A divulgação da música brasileira também tem ocupado a atribulada agenda da maestra Andréa na Alemanha. Em 2016, ela criou o Brasilianische Musik in der City West, um programa dedicado exclusivamente ao ensino da música do Brasil a estrangeiros, e inteiramente financiado pelo governo alemão. Para Andréa, há diferenciais que valorizam a música de seu país natal. “A música brasileira não proporciona o que a gente chama de estranhamento cultural. Como a música europeia teve um berço enorme, ela teve o seu caminho pelo Brasil, e também a gente teve as relações com as músicas de países africanos, e ela se mesclou. E na década de 1960, com as misturas do jazz, a música brasileira se tornou uma música muito agradável para diversas culturas”. Parceria com a filha Nos últimos anos, Andréa conta com a parceria de alguém bastante próximo, sua filha Duda Botelho que, aos 18 anos, já é uma contrabaixista que acumula prêmios, como o Concurso Internacional de Música Grunewald e o prêmio do Festival Internacional de Contrabaixo da Bélgica. “O trabalho da minha mãe foi uma grande influência, não só no meu repertório, mas também na minha musicalidade e técnica no contrabaixo. Ao longo dos anos, conforme ela foi arranjando mais peças de compositoras, ela sempre me perguntava se o que ela estava escrevendo era possível de tocar no contrabaixo. E, com isso, sem a gente perceber, esse processo contribuiu muito para o meu desenvolvimento. Eu me desafiava constantemente a conseguir tocar essas obras”, conta a jovem.

Mensagens IBMetrô
Ganhar a Cristo | Renato Marinoni

Mensagens IBMetrô

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 40:20


Bem-vindo à IBMetrô Online!Celebração transmitida em 08 de fevereiro de 2026Dando continuidade à série “Prosseguindo para o Alvo”, seguimos refletindo sobre o chamado cristão para uma vida orientada por propósito, maturidade espiritual e esperança que não se esgota nas circunstâncias.Na mensagem de hoje, “Ganhar a Cristo”, o pastor Renato Marinoni nos conduz a partir de Filipenses 3.7–9, convidando a igreja a reconsiderar o centro da fé e a redefinir o que realmente significa ganhar na vida cristã.Vivemos em um tempo em que até a fé pode ser instrumentalizada — usada como meio para estabilidade, sucesso ou realização pessoal. Mas o apóstolo Paulo nos confronta com uma verdade decisiva:Cristo não é o meio para um fim maior. Ele é o fim.Ganhar a Cristo é mais do que abrir mão de coisas.É permitir que Ele se torne o valor supremo que reorganiza desejos, expectativas e identidades.✨ A maturidade cristã começa quando Cristo deixa de ser instrumento.✨ E quem vive para ganhar a Cristo descobre que nada essencial foi perdido.Que esta mensagem nos ajude a recentralizar a fé, alinhar o coração e caminhar com liberdade em direção Àquele que é o nosso maior tesouro.⸻

Na Trilha da Coragem
O Maestro e a Voz: Leonardo Labrada, Amanda Camelo e o Milagre das Filhas Gêmeas

Na Trilha da Coragem

Play Episode Listen Later Dec 26, 2025 44:08


Neste episódio especial de Natal do Na Trilha da Coragem, *Carla Brandão* recebe um casal cuja vida é regida pela harmonia: o *Maestro Leonardo Labrada* e a *cantora e preparadora vocal Amanda Camelo*.Em uma conversa emocionante, eles compartilham suas trajetórias — do Maranhão e São Paulo até o encontro em Goiânia e a vida nos palcos mais prestigiados, como o Theatro Municipal. Leonardo, regente da Orquestra Experimental de Repertório, desmistifica a figura do maestro e fala sobre a música como uma manifestação que precisa de corpos para acontecer. Amanda traz a força da sua ancestralidade maranhense e a sensibilidade do canto barroco, brindando o público com uma interpretação acapella de tirar o fôlego.O casal também abre o coração sobre o "maior milagre" de suas vidas: o nascimento das filhas gêmeas idênticas, Lara e Maia, e como a paternidade transformou suas visões sobre a arte e o mundo.*Destaques deste episódio*: - *Desmistificando a Orquestra*: O maestro explica por que não devemos aplaudir entre os movimentos de uma peça. - *Canto Barroco e Preparação Vocal*: Amanda detalha a técnica e a propriocepção necessária para o canto lírico. - *Música e Cura*: Como as filhas gêmeas trouxeram um novo propósito para a carreira do casal. - *Inclusão Cultural*: A importância de tornar a música erudita acessível e popular. - *Performance Exclusiva*: Amanda Camelo canta ao vivo um tema que remete às suas raízes.Uma pausa necessária para se reconectar com o que realmente importa neste fim de ano.

Baixada em Pauta
Leitura, cultura e repertório: por que se tornar interessante dá trabalho

Baixada em Pauta

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 79:07


No podcast Baixada em Pauta, o publisher Rodrigo Simonsen analisou os desafios da formação cultural e da educação continuada. Para ele, o conhecimento é essencial para fortalecer a personalidade e formar indivíduos mais preparados para interações sociais e profissionais.

APPCAST
#184 - Criatividade que nasce do Olhar, Sensibilidade, Memória e Vida Real - com Silvia Camossa

APPCAST

Play Episode Listen Later Dec 16, 2025 49:31


“Estética, Ética, Repertório, Imaginário e como a arte pode ser um alimento fundamental pra quem trabalha com comunicação, criação e, principalmente, com gente.” Esses são alguns dos temas que conduzem a nova conversa do APPCast, que conta com a presença de uma convidada especial: Sílvia Camossa, ex-publicitária que encontrou na escrita e nas artes um novo caminho de expressão. O episódio está imperdível e já pode ser acessado no nosso canal do Youtube e Spotify. Corre para ficar por dentro de tudo e tirar o melhor desse bate-papo especial!Apresentação: Carol Zaine (APP Brasil, Vert.se, UnaSports Lab)Coapresentação: Jef Martins (APP Brasil, Biosphera.ntwk)Produção: Eduardo Correia, Mariana CruzGravação, Montagem e Edição: Fibra.ag, GOLiVEApoio: Globo, SBT, Record, Vert.se , Fibra.agPara saber mais sobre a APP Brasil, acesse http://www.appbrasil.org.br/

The Shift
Na era da IA, quanto vale o SEU capital humano?

The Shift

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 60:07


Com a chegada da IA, um novo ativo ganha mais valor nas empresas: a experiência das equipes que vão lidar com ela. Se você já conhece ROI, EBITDA e NPS, chegou a hora de conhecer o ROEx - Retorno sobre Repertório Acumulado - uma métrica inovadora que permite calcular o valor do conhecimento e da experiência das equipes e indivíduos. CONVIDADOS: Fran Winandy, CEO da Acalântis Services, e Martin Henkel, fundador e diretor da SeniorLab.Links do episódioA página do LinkedIn de Martin HenkelA página do LinkedIn de Fran WinandyO artigo "ROEx: O retorno sobre repertório como capital estratégico", publicado na HSM ManagementO filme “Um Senhor Estagiário”, com Robert De Niro, Anne Hathaway e Rene Russo, direção de Nancy MeyersO livro “A revolução da longevidade”, de Alexandre KalacheO blog “etarismo.com.br”O site do IBGE com dados demográficos e populacionaisO livro “Longevidade - Uma breve história de como e por que vivemos mais”, de Steven JohnsonO livro “A Trilha Da Longevidade Brasileira: Os segredos de quem alcançou a vida longa, plena, saudável e feliz”, de Martin Henkel e João SengerO livro “Sempre Repórter”, de Lilian Ross, traduzido por Jayme da Costa Pinto  A The Shift é uma plataforma de conteúdo que descomplica os contextos da inovação disruptiva e da economia digital.Visite o site www.theshift.info e assine a newsletter

Prototipando | Ensaio Lab
Newsletter #37 - Workslop: quando a IA veste terno, mas não tem repertório

Prototipando | Ensaio Lab

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 4:34


www.ensaio.cc/news⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Envie sua resposta para contato@ensaio.ccLeituras recomendadas:O Caso IA: faça o ⁠download do material da Ensaio⁠ e descubra os 6 pilares que vão sustentar uma transformação real em direção à Inteligência Artificial.

Online – Revista Pesquisa Fapesp
O repertório cultural dos animais

Online – Revista Pesquisa Fapesp

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 69:33


Podcast aborda a diversidade de comportamentos que certas espécies aprendem e transmitem socialmente e discute a importância de conservá-la. E mais: produção científica; gestão de árvores; impacto emocional

Aplauso
De Sullivan e Massadas a João do Vale: o nada trivial repertório de Tim Maia

Aplauso

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025


Jornal da USP
De Papo Pro Ar #202: Orquestra Freedom Big Band apresenta músicas da histórica Orquestra Tabajara

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 26:59


Repertório é baseado nos arranjos do LP 12 Chorinhos de Severino Araújo, lançado pelo selo Continental, de 1960

Jesus Centrum Kassel
RESET - was wäre, wenn du dein Leben neu starten könntest? | Lukas Repert (CfaN)

Jesus Centrum Kassel

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 37:14


Predigt von Lukas Repert (CfaN) am Sonntag, 28.09.2025.Hast du dein Leben gegen die Wand gefahren und wünschst dir, noch einmal ganz von vorne anfangen zu können? Du weißt jedoch, dass das nicht möglich ist – und alles, was du bisher versucht hast, hat nur zu weiterem Scheitern geführt. Doch was, wenn das, was dir unmöglich erscheint, tatsächlich möglich ist – und das sogar in nur einem Moment? Sei dabei und erlebe dein Wunder.

Convidado
A dança pode ser uma forma de autodefesa num mundo de violência

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 21, 2025 13:28


A dança pode ser uma forma de autodefesa e contra-ataque perante a violência do mundo e usar a ternura e a cumplicidade como ferramentas para desarmar os adversários. Esse é o mote para o espectáculo “Repertório N.2”, de Davi Pontes e Wallace Ferreira, que propõe “outras formas de olhar para a coreografia e para a dança”. A peça foi apresentada na Bienal de Dança de Lyon que decorre até 28 de Setembro e a RFI falou com Davi Pontes e Wallace Ferreira. RFI: De que fala o “Repertório N.2”? Davi Pontes: “'Repertório N.2' faz parte de uma trilogia de coreografias para pensar a autodefesa. ‘Repertório' começou no Brasil em 2018, quando a gente se encontrou para pensar, a partir de uma pergunta que era: Como fazer uma coreografia de autodefesa? Essa pergunta inicia o projecto. Talvez seja a pergunta que se faça até hoje, enquanto a gente passa e pensa o trabalho.” Quando vemos o espetáculo, também se vê muita ternura na troca de olhares, muita cumplicidade… Vai para além da autodefesa? Wallace Ferreira:“Eu acho que a cumplicidade é uma forma também de autodefesa. A gente comunica muito através do olhar e a gente se protege e ataca muito através do olhar. Existe uma comunicação só entre nós durante a peça, o público consegue ver uma camada, mas existe uma outra camada muito maior. Então, talvez seja uma forma também possível de pensar a autodefesa.” Autodefesa contra o quê? Davi Pontes: “A gente começa o projecto, em 2018, e se a gente consegue imaginar o Brasil naquele contexto, com a escalada do governo Bolsonaro e tantas outras coisas acontecendo, mais do que uma palavra para pensar, é uma palavra que estava dentro do nosso universo, era a nossa única possibilidade naquele momento. É interessante porque agora, alguns anos depois, mesmo com a prisão do Bolsonaro, as coisas que ele fez, o imaginário que ele criou não tem fim. Parece que essa palavra continua sendo usada e parece que a autodefesa talvez seja uma maneira ética de pensar a vida para além de qualquer outra coisa.” É autodefesa também em relação a uma população específica, em relação às minorias, em relação à subida dos populismos e da extrema-direita? “A gente pode pensar dessa maneira, da autodefesa como um contra-ataque a essas violências do Estado e da polícia ou de qualquer outro lugar da violência. Mas eu sinto também que a autodefesa é um espaço para pensar que, mesmo nas nossas relações menores, a gente produz violência e cada corpo também elabora a sua própria capacidade de se defender. Talvez o trabalho fale de coisas que são maiores, mas também de coisas que são menores dentro do contexto de autodefesa. Quando se olha para o trabalho e se lê o trabalho, é um trabalho sobre violência e ela está ali porque dentro do projecto as coisas acontecem. Mas também é um trabalho de cumplicidade, de companhia, muitas palavras que também aparecem junto com a autodefesa, não só a violência.” O espectáculo é feito de movimentos repetitivos. Como nasceram eles? E porquê o silêncio, a ausência de música, o concentrarem-se na marcha dos pés a baterem no chão? Wallace Ferreira: “A gente começa em 2018 a pesquisar sobre maneiras de se pensar a autodefesa e ataque. Essas pisadas, que a gente chama de pisadas, foram surgindo durante o processo de ensaio. Algumas pessoas relacionam a algumas práticas já existentes no mundo, mas a gente não se quis focar em nenhum tipo de prática marcial específica. Enfim, a gente foi entendendo como seria possível num processo de laboratório. Então, essa pisada foi-se dando durante o processo. Acho que ela vai-se adaptando e foi-se construindo durante um tempo. Pensar inclusive o silêncio foi uma coisa que veio com o tempo. Pensar não só o silêncio porque eu não acredito que a peça tenha silêncio. A gente costuma dizer que é uma peça que fala muito, não existe um silêncio. Não tem um momento onde a gente não tenha som. A peça tem muito som o tempo inteiro. Talvez não tenha música, mas eu também acredito que tenha música. A gente está o tempo inteiro produzindo sons e até no silêncio é possível ouvir algumas coisas.” Davi Pontes: “Sim, eu acho que quando a gente pensou nessa prática de defesa, de facto, o nosso caminho foi-se aproximar das práticas marciais que já estavam no mundo. A gente não queria mimetizar essas práticas no palco, embora tentam colocá-las perto da gente o tempo inteiro, mas a gente sempre recusou isso. O que a gente fez dentro do trabalho foi pensar a coreografia: como se constrói o movimento, como se articula e como uma coisa se inicia porque para a gente era o projecto desde o princípio. A gente tem uma maneira de pisar específica em outros projectos também. A gente criou uma linguagem e para a gente essa linguagem é como a gente entende a autodefesa, que é um mecanismo de pisada, que também tem o olhar, tem uma relação de compartilhar com o público e outras coisas vão aparecendo.” Vocês põem-se a nu, que é quando nos sentimos mais despojados e mais vulneráveis, mas parece que ganham uma força ao falar dessa fragilidade. Porque esta opção? Davi Pontes: “A nudez, desde o princípio, apareceu como a única possibilidade para a gente, sobretudo porque o que a gente queria construir dentro do trabalho era algumas imagens e a gente achava que colocar um figurino, alguma roupa, poderia mobilizar a imaginação para outros lugares. A nudez sempre apareceu como essa possibilidade de se criar a partir de nu, a partir de alguma coisa que a princípio não tinha nada. Na verdade, a gente tem ténis e meias da Nike. Esse é o nosso figurino do trabalho. A nudez também é como a gente encara todo o trabalho. O suor aparece sobretudo na nudez e o suor se espalha no espaço. Então, para a gente era importante estar nu como a única possibilidade, mas também a nudez era uma coisa fundamental no trabalho e não tinha como abrir mão. Wallace Ferreira: “Trabalhar na fragilidade, habitar na fragilidade e encontrando a potência do frágil. De alguma forma, a gente cria e encontra a potência nessa exposição. Você diz que a gente parece forte e, de facto, não me sinto nem um pouco frágil e exposta quando estou fazendo o trabalho. De alguma forma, a gente habita a fragilidade e encontra uma potência dentro dela.” O Davi falou da questão das meias e das sapatilhas. Porquê a marca Nike? Há uma simbologia? Wallace Ferreira: “Primeiro, os ténis era uma questão de segurança para os nossos joelhos, a gente faz esse trabalho desde 2018, a gente está aí já há mais de sete anos batendo o pé e era impossível a gente continuar se não tivesse uma proteção. Acho que os ténis da Nike têm uma relação com o poder.” Davi Pontes: “A gente tem uma ideia de consumo, de desejo que a ideia da marca traz. No Repertório tem ténis Nike Shox que, sobretudo no Brasil, sempre foi objecto de desejo porque é um ténis que é caro, que não foi um ténis que as pessoas negras tiveram possibilidade de usar. Então, para a gente era uma ideia de usar alguns símbolos que já estão no mundo. O símbolo da Nike, para a gente, é importante e é interessante porque durante o processo a gente foi percebendo que o símbolo da Nike também é o símbolo da deusa grega da vitória. Então, mesmo sem saber, a gente acaba se encontrando com significados que são importantes.” Porquê Repertório N.2? “Na verdade, toda a trilogia se chama Repertório. Tem o Repertório N.1, 2 e 3, são três partes. Talvez no princípio fosse um desejo de jogar um pouco com o imaginário da própria dança que conduz certos tipos de repertório, mas para a gente era pensar um projecto que pudesse durar no tempo. Saber que a gente não queria fazer um projecto que durasse, sei lá, um ano e depois acaba, a gente queria um projecto que durasse muito tempo. Já tem sete anos e eu acho que vai durar mais alguns anos. Então, parece que o nosso desejo de fazer um repertório tem de ser mobilizado assim durante o tempo.” Até que ponto a dança tem esse poder de nos dar alguma autodefesa em termos individuais e também em termos colectivos? Qual é o poder da dança? “Talvez responder como a gente encara a dança, como a gente enxerga a dança pode ser uma resposta interessante. Por mais que a gente tenha uma tradição de pensar a dança – estou a falar de direcção de coreografia - se a gente olha para a história da dança ou para uma linha do tempo da dança, talvez não faça muito sentido, mas se a gente olha para o nosso próprio trabalho, para a nossa pesquisa, eu acho que faz algum sentido. É aproximar a dança da ideia de autodefesa ou pensar a coreografia a partir de corpos como os nossos. Isso cria um tipo de ética que faz possível que a dança volte a fazer sentido em alguma medida, que não seja só responder aos próprios signos da dança ou se mover só porque sim. Então, para a gente pensar esse trabalho, pensar a coreografia desse trabalho é mobilizar coisas que estão para além do movimento. Não tem como abrir mão, eu sinto que para a gente é completamente político. Todos os trabalhos são políticos, mas para a gente tem uma camada muito radical de pensar política.” Wallace Ferreira: “E disputar esse lugar de dança porque um trabalho como o nosso numa Bienal de Dança de Lyon, uma das maiores bienais de dança do mundo, entender esse trabalho como um trabalho de dança, como um trabalho de coreografia, e disputar esse imaginário do que a gente pensa quando pensa em dança e coreografia. Muitas vezes, quando as pessoas chegam para assistir ao nosso trabalho, não é o que elas, de cara, imaginam que vão ver quando se fala de dois bailarinos artistas vindos do Brasil para fazer uma dança. Então, de alguma forma, a gente está aqui disputando esse imaginário para que se pense também em outras formas de olhar para a coreografia e para a dança.” Podem fazer-nos uma apresentação do vosso percurso? Davi Pontes: “Eu sou o Davi Pontes, eu sou do Rio de Janeiro, nasci em São Gonçalo, que é uma região metropolitana do Rio de Janeiro. Tenho uma trajetória na dança desde sempre, mas quando fui para a universidade, tanto a minha graduação quanto o meu mestrado foram em Artes Visuais, embora sempre com pesquisa em dança. Acho que a minha prática se relaciona muito forte com a palavra coreografia e a partir dessa palavra eu tenho mobilizado pensamentos em torno da racionalidade, autodefesa e outras palavras que vão aparecendo também nesse caminho.” Wallace Ferreira: “Eu sou Wallace Ferreira, sou artista, coreógrafa. A minha história com a dança começa desde muito cedo, desde criança, na família. Eu danço desde que me entendo por gente. A minha formação passa pela dança, desde as danças clássicas e tradicionais até a faculdade de dança. Sou formada em dança pela Federal do Rio de Janeiro. Venho-me investindo em dança e coreografia, a ideia de pensar a autodefesa, a ideia de pensar a racialidade, a ideia de pensar também como outras formas de cultura podem ser vistas como dança, como outras formas de se permanecer e disputar esse lugar tão concorrido como a dança e a coreografia. É muito importante estar aqui nesta Bienal.”

Colunistas Eldorado Estadão
Conversas Musicais: Retornos ao repertório da Jovem Guarda

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 17:09


Sérgio Martins é jornalista e crítico musical. Ele apresenta a coluna Conversas Musicais às 3ªs, 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vamos de Vendas
#49 - O profissional do FUTURO, com Michelle Schneider

Vamos de Vendas

Play Episode Listen Later Aug 4, 2025 64:07


Neste episódio do Vamos de Vendas, falamos sobre as competências essenciais para o profissional de vendas do futuro. Recebemos Michelle Schneider, que liderou equipes em empresas como Google, LinkedIn e TikTok, e hoje atua como professora da Singularity University, futurista e autora do best-seller “O Profissional do Futuro”.Michelle compartilha sua trajetória e as principais mudanças que impactam carreiras comerciais em tempos de Inteligência Artificial, além de discutir como líderes e vendedores podem desenvolver soft skills, resiliência e inteligência emocional para se manterem relevantes em um mercado em constante transformação.

Mensagens IBMetrô
O Espírito que Une a Comunidade | Guilherme Eugênio

Mensagens IBMetrô

Play Episode Listen Later Jul 30, 2025 31:11


Bem-vindo à IBMetrô Online!Celebração transmitida em 27 de julho de 2025Neste domingo, encerramos a série Inflamados: redescobrindo o fogo, os dons e a missão no poder do Espírito. Ao longo de oito semanas, fomos conduzidos por uma teologia prática do Espírito Santo — da regeneração à missão, da comunhão à esperança. Hoje, somos convidados a olhar para o futuro com confiança, mesmo em meio às dores do presente.Na mensagem de hoje, Renato Marinoni nos conduz por Romanos 8:18–27, onde o apóstolo Paulo nos lembra que o Espírito Santo é penhor da glória futura e companheiro nos nossos gemidos. Em um mundo marcado por crises, colapsos e incertezas, o Espírito não nos abandona. Ele geme conosco, nos sustenta e nos enche de esperança. Que este culto renove sua expectativa pela glória que vem e fortaleça sua fé para viver com perseverança no aqui e agora.Repertório 27/07/25:Muitos virão te louvar (Guilherme Kerr e Jorge Camargo)Dias de Elias (Robin Mark / versão: Ana Paula Valadão)Aguardo o dia (Gislene Rodrigues)Toda a terra (Klaus Kuehn / versão: Ana Paula Valadão)OFERTA/INTERCESSÃO: Recebe a honra (Rachel Novaes)Primeira vez conosco? Quer conhecer mais sobre Jesus?Preencha o formulário neste link: https://forms.gle/AzsawePedidos de oração:Envie para: (11) 98875-7653Contribuições Financeiras:PIX: 44.186.133/0001-70 (CNPJ)Banco ItaúAg: 2970C/C: 99806-4Igreja Batista da Metrópole

Brasil-Mundo
Luciana Souza canta no Carnegie Hall de Nova York, acompanhada de jovens músicos de jazz dos EUA

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jul 26, 2025 5:15


O palco do Carnegie Hall, em Nova York, recebe neste verão americano mais uma edição da NYO Jazz, a Orquestra Jovem de Jazz dos Estados Unidos. O projeto educativo, ligado à tradicional casa de concertos, já teve como convidadas especiais Dee Dee Bridgewater, uma das maiores cantoras de jazz da atualidade, e Dianne Reeves, ambas vencedoras de múltiplos prêmios Grammy. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York Este ano, quem assume os vocais é Luciana Souza, cantora, compositora e educadora musical nascida em São Paulo e radicada nos Estados Unidos desde os anos 1990. Luciana conta que foi convidada especial de um projeto já tradicional do Carnegie Hall, uma instituição que, além de apresentar grandes concertos e artistas, também mantém um forte braço educativo. “Eles organizam três orquestras – duas sinfônicas e uma big band. Chama-se NYO, a sigla para National Youth Orchestra”, explica. Filha do cantor e compositor Walter Santos e da letrista Teresa Souza, Luciana cresceu imersa em um ambiente musical. Ainda menina, gravava jingles e acompanhava o movimento da música instrumental brasileira. “Meus pais foram muito influentes na música, especialmente em São Paulo”, relembra a cantora. Eles criaram um selo de disco chamado Som da Gente que, durante dez anos, ajudou a impulsionar a música instrumental brasileira – ou, como ela mesma define, “o jazz brasileiro”. Repertório inclui canções de Tom Jobim, Ivan Lins e Vince Mendoza Reconhecida como uma das vozes mais respeitadas da música brasileira fora do país, Luciana Souza traz ao projeto sua vivência única entre o jazz norte-americano e os ritmos brasileiros. Ela vê em Tom Jobim a figura central dessa ponte entre os dois mundos. “Praticamente todo o repertório de música brasileira que a gente está fazendo é baseado no Jobim”, destaca. Entre os clássicos escolhidos para o repertório da turnê está “Chega de Saudade”, eternizada por João Gilberto. O programa ainda inclui a canção “Se Acontecer”, de Ivan Lins e Lenine, além de um novo choro assinado pelo maestro Vince Mendoza, diretor musical da NYO Jazz. Com seis indicações ao Grammy, Luciana já colaborou com nomes como Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Romero Lubambo, Maria Schneider, Danilo Perez, Paul Simon e James Taylor. Mas, segundo ela, o que mais a inspira é ver o jazz renascer nas mãos dos jovens músicos. Para ela, o jazz está longe de ter desaparecido. “O jazz não está morto. Está morto para algumas pessoas, mas para muitos de nós ainda está muito vivo”, afirma. “Tem muita vitalidade na voz desses jovens que vão tocar. Eles são o futuro do jazz.” Turnê da NYO Jazz no Brasil Após as apresentações neste fim de semana (26 e 27 de julho) em Nova York, a NYO Jazz – sob regência do trompetista Sean Jones – embarca para uma turnê pelo Brasil, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. “Esse ano, o foco é a América do Sul, principalmente o Brasil. A gente vai fazer concertos em São Paulo, no Rio e em Manaus”, conta Luciana. A volta ao palco do Carnegie Hall tem um sabor especial. Ela já se apresentou ali em outras ocasiões, mas diz que o convite atual tem um peso simbólico. “É uma honra e uma alegria imensa. Trabalhar com o Carnegie Hall é algo muito prestigioso”, diz Luciana. “Eu acredito profundamente no jazz e estou em um momento da vida em que sigo criando, mas também quero abrir espaço para a nova geração.” Entre o passado glorioso do jazz e seu futuro vibrante, Luciana Souza é ponte, voz e referência.

Brasil-Mundo
Luciana Souza canta no Carnegie Hall de Nova York, acompanhada de jovens músicos de jazz dos EUA

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jul 26, 2025 5:15


O palco do Carnegie Hall, em Nova York, recebe neste verão americano mais uma edição da NYO Jazz, a Orquestra Jovem de Jazz dos Estados Unidos. O projeto educativo, ligado à tradicional casa de concertos, já teve como convidadas especiais Dee Dee Bridgewater, uma das maiores cantoras de jazz da atualidade, e Dianne Reeves, ambas vencedoras de múltiplos prêmios Grammy. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York Este ano, quem assume os vocais é Luciana Souza, cantora, compositora e educadora musical nascida em São Paulo e radicada nos Estados Unidos desde os anos 1990. Luciana conta que foi convidada especial de um projeto já tradicional do Carnegie Hall, uma instituição que, além de apresentar grandes concertos e artistas, também mantém um forte braço educativo. “Eles organizam três orquestras – duas sinfônicas e uma big band. Chama-se NYO, a sigla para National Youth Orchestra”, explica. Filha do cantor e compositor Walter Santos e da letrista Teresa Souza, Luciana cresceu imersa em um ambiente musical. Ainda menina, gravava jingles e acompanhava o movimento da música instrumental brasileira. “Meus pais foram muito influentes na música, especialmente em São Paulo”, relembra a cantora. Eles criaram um selo de disco chamado Som da Gente que, durante dez anos, ajudou a impulsionar a música instrumental brasileira – ou, como ela mesma define, “o jazz brasileiro”. Repertório inclui canções de Tom Jobim, Ivan Lins e Vince Mendoza Reconhecida como uma das vozes mais respeitadas da música brasileira fora do país, Luciana Souza traz ao projeto sua vivência única entre o jazz norte-americano e os ritmos brasileiros. Ela vê em Tom Jobim a figura central dessa ponte entre os dois mundos. “Praticamente todo o repertório de música brasileira que a gente está fazendo é baseado no Jobim”, destaca. Entre os clássicos escolhidos para o repertório da turnê está “Chega de Saudade”, eternizada por João Gilberto. O programa ainda inclui a canção “Se Acontecer”, de Ivan Lins e Lenine, além de um novo choro assinado pelo maestro Vince Mendoza, diretor musical da NYO Jazz. Com seis indicações ao Grammy, Luciana já colaborou com nomes como Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Romero Lubambo, Maria Schneider, Danilo Perez, Paul Simon e James Taylor. Mas, segundo ela, o que mais a inspira é ver o jazz renascer nas mãos dos jovens músicos. Para ela, o jazz está longe de ter desaparecido. “O jazz não está morto. Está morto para algumas pessoas, mas para muitos de nós ainda está muito vivo”, afirma. “Tem muita vitalidade na voz desses jovens que vão tocar. Eles são o futuro do jazz.” Turnê da NYO Jazz no Brasil Após as apresentações neste fim de semana (26 e 27 de julho) em Nova York, a NYO Jazz – sob regência do trompetista Sean Jones – embarca para uma turnê pelo Brasil, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. “Esse ano, o foco é a América do Sul, principalmente o Brasil. A gente vai fazer concertos em São Paulo, no Rio e em Manaus”, conta Luciana. A volta ao palco do Carnegie Hall tem um sabor especial. Ela já se apresentou ali em outras ocasiões, mas diz que o convite atual tem um peso simbólico. “É uma honra e uma alegria imensa. Trabalhar com o Carnegie Hall é algo muito prestigioso”, diz Luciana. “Eu acredito profundamente no jazz e estou em um momento da vida em que sigo criando, mas também quero abrir espaço para a nova geração.” Entre o passado glorioso do jazz e seu futuro vibrante, Luciana Souza é ponte, voz e referência.

Reportagem
Recitais em Paris misturam repertório europeu e do Brasil e prestam homenagem a cantoras afro-brasileiras

Reportagem

Play Episode Listen Later Jul 3, 2025 5:06


O teatro do Châtelet em Paris acolhe sábado (5) e domingo (6) o fim de semana temático Ancien Brésil – Brésil Nouveau (Antigo Brasil-Brasil Novo), com dois concertos que misturam vozes e músicas antigas e contemporâneas de compositores brasileiros, dentro da temporada França-Brasil 2025. A proposta é fazer o público viajar entre memória e modernidade.   A iniciativa é liderada pela orquestra Americantiga, sob a direção musical do maestro curitibano radicado em Portugal, Ricardo Bernardes. No sábado, no concerto Alma Brasileira, a pianista Cristina Ortiz dialoga com Mozart e compositores do Brasil do século 20 como Harry Crowl, João Guilherme Ripper, Camargo Guarnieri e Fructuoso Vianna.   No domingo, é a vez dos cantores Bruno de Sá e Luanda Siqueira prestarem homenagem a duas grandes figuras líricas afro-brasileiras no espetáculo Marias do Brasil, que mescla ópera, canção e narrativa visual, com direção de Ligiana Costa.   Dois programas muito diferentes entre si, como explicou à RFI Ricardo Bernardes, mas ambos com o objetivo de mostrar a música brasileira na França.   Em Alma Brasileira, Cristina Ortiz interpreta Mozart, sua especialidade, e depois compositores contemporâneos brasileiros não muito conhecidos na França. “Um programa mais tradicional, mas muito original ao mesmo tempo”, revela Bernardes.   O segundo programa, “mais desafiador”, mistura música clássica com popular. “A gente tem desde modinhas do século 18 a árias de ópera, a tango brasileiro, a maxixe”, explica o maestro. Misturando composições de Chiquinha Gonzaga e Villa Lobos, entre outros, Marias do Brasil é uma homenagem à Maria Joaquina Lapinha e à Maria d'Apparecida. Esta última morou a maior parte de sua vida em Paris e foi a primeira afro-brasileira e interpretar Carmen, do compositor francês Georges Bizet. “O desafio era criar uma dramaturgia que fizesse um cruzamento entre a vida dessas duas mulheres e que respeitasse, de alguma forma, um pouco o repertório que elas cantaram”, explica a diretora artística Ligiana Costa. “A gente tem um espectro de repertório brasileiro muito amplo, desde a música do século 18, modinhas, áreas de padre José Maurício, música erudita, até Villa Lobos, Waldemar Henrique, Francisco Mignone, chegando até Baden Powell”, explica.   “Então, eu e a Sophia Boito, que trabalhou comigo, fomos criando uma espécie de dramaturgia de cruzamento entre essas duas mulheres que têm muito em comum, apesar de tantos séculos que as separam”, conta Ligiana Costa sobre as duas cantoras que fizeram carreira na Europa e foram esquecidas pela história.   Ela define o espetáculo como “concerto, poético, documental”. “Porque ele tem forma de um documentário, de certa forma, que apresenta essas duas mulheres, mas de uma forma muito poética e livre também”. O roteiro do espetáculo se baseou no trabalho da jornalista e escritora Mazé Torquato Chotil sobre Maria d'Apparecida e da pesquisadora e especialista em história da música, Rosana Orsini Brescia, sobre Maria Joaquina Lapinha.    A partir dos documentos sobre as duas cantoras, a diretora artística criou textos, narrados pela atriz Camila Pitanga, que fazem parte do espetáculo em forma de peças sonoras.   Repertório brasileiro O sopranista (homem que canta com voz de soprano) Bruno de Sá e a soprano Luanda Siqueira dão voz às duas Marias.   “Já tive o prazer de fazer desde Mozart, Bellini, até Wagner e outros compositores contemporâneos. Então essa outra possibilidade que se abre dentro do repertório colonial, para mim é um grande desafio”, conta Bruno de Sá, que atualmente vive na Europa e já se apresentou em diversos palcos do continente.   Dono de uma voz excepcional, o sopranista diz que pode “contar nos dedos de uma mão” às vezes que teve a “oportunidade de cantar repertório brasileiro de verdade”.   “Porque morando aqui na Europa, (a gente) se concentra mais no repertório italiano e séculos XVII, XVIII e XIX. Então cantar algo em português é sempre um desafio porque minha língua estava acostumada e treinada a cantar em outro idioma. Mas, ao mesmo tempo, voltar para as origens, especialmente neste ano, voltar ao repertório português, repertório brasileiro, tem sido muito significativo”, explica, se referindo aos diversos eventos comemorativos da Temporada do Brasil na França. Em 14 de julho, festa nacional da França, ele vai cantar as Bachianas Brasileiras de Villa Lobos no concerto de Paris. O evento de música clássica, reúne a Orquestra Nacional da França, o coro da Rádio França e solistas internacionais e acontece aos pés da Torre Eiffel, antes da tradicional queima de fogos. Luanda Siqueira concorda que o ano “está sendo maravilhoso”.  “Eu participo de vários projetos em torno da música, do repertório brasileiro e também projeto em torno da música em língua portuguesa. Então, eu adoro, não só pelo fato de cantar na minha língua, mas também por abordar toda esse ritmo que a tão característico da nossa música”, conta.   A soprano diz que conheceu Maria Lapinha através de Ricardo Bernardes. “Quando você vê as partituras da Lapinha são obras muito virtuosas. É uma partitura mais escrita, virtuosa, porque ela tem uma coisa muito lírica, muito específica que é uma voz lírica. É um trabalho, que você vê na partitura dela, que devia ser uma excelente cantora, uma excelente musicista, com bastante maestria”, diz. “Eu conheci recentemente a Maria d'Aparecida. E eu fiquei tão triste de saber que tinha uma cantora maravilhosa brasileira aqui que eu não conheci, porque ela faleceu em 2017. Eu só fiquei sabendo da existência dela em 2023”, afirma a soprano que vive na França há 25 anos. Após ver imagens de arquivo de Maria d'Apparecida, Luanda Siqueira diz que ficou “impressionada também de ver a força dessa mulher, no olhar dela, na maneira de falar”. Uma força que a cantora transmite no concerto em homenagem às Marias do Brasil.

Aplauso
Vasto repertório de Aldir Blanc é ampliado com 12 letras inéditas (reprise)

Aplauso

Play Episode Listen Later Jun 10, 2025


Mensagens IBMetrô
Saul e Jônatas: Quando a Guerra Externa Vira Guerra Dentro de Casa | Renato Marinoni

Mensagens IBMetrô

Play Episode Listen Later May 7, 2025 37:56


Nem toda família real vive de contos de fadas. Na abertura da série Entre Ruínas e Promessas, o pastor Renato Marinoni nos conduz por uma das relações mais tensas da Bíblia: Saul e Jônatas. Quando pais deixam de ouvir seus filhos e trocam o diálogo pelo controle, o lar vira campo de batalha. Em meio à guerra externa contra os filisteus, uma tragédia se desenha dentro do próprio palácio. Há esperança para famílias em conflito? O que podemos aprender com Jônatas, um filho leal a Deus e fiel mesmo em meio ao caos?Assista, reflita e compartilhe.Deus ainda transforma lares entre ruínas e promessas.Repertório Maio 2025: 04/05 1. Corpo e família / Eu quero ser uma benção (Daniel Souza) 2. Quem dizes que eu sou (Ben Fielding / Reuben Morgan / versão: Hillsong em português) 3. Na casa (P. C. Baruk) 4. Tu és Deus (Diego Vasconcelos, Evelyn Cortazio, Guga Xavier, Lucas Cortazio, Mikaela Brito, Milena Alves, Moacir Jr, Netto, P. C. Baruk e Rebeca Nemer)OFERTA/ INTERCESSAO: Bondade de Deus (Ed Cash, Ben Fielding, Brian Johnson, Jason Ingram e Jenn Johnson / versão: ONI Music)

TianixPodcast
TianixPodcast 34 – Descartes e a música coral renascentista – Os filósofos e seus repertórios

TianixPodcast

Play Episode Listen Later Apr 21, 2025


Estudo do livro "Descartes et la France" de François Azouvi. Neste episódio, analisamos o capítulo 1: "Descartes no Index"

Aplauso
Eliana Pittman dá provas de vigor vocal e artístico em álbum que visita repertório de Jorge Aragão

Aplauso

Play Episode Listen Later Apr 8, 2025


Reportagem
Concerto revela melodias do repertório lírico brasileiro na cena da Ópera de Paris

Reportagem

Play Episode Listen Later Apr 7, 2025 8:10


A tradicional Ópera de Paris também entra em ritmo brasileiro neste ano em que se celebra o bicentenário das relações diplomáticas entre a França e o Brasil. A instituição programou vários concertos que integram a temporada cruzada entre os dois países. O primeiro recital, “Melodias Francesas e Brasileiras”, acontece nesta quarta-feira (9), trazendo pela primeira vez à cena da Ópera da Bastilha várias obras de compositores brasileiros. Os ingressos estão esgotados. O concerto “Melodias Francesas e Brasileiras” é uma iniciativa da Academia da Ópera de Paris, braço educativo da instituição de aperfeiçoamento de novas gerações de artistas líricos. A ideia de mostrar músicas do repertório brasileiro pouco tocadas na França, e do repertório francês no Brasil, foi da diretora da Academia, Myriam Mazouzi.Ele pensou em integrar a temporada cultural França-Brasil durante uma primeira viagem ao Brasil no ano passado. “A primeira ideia que tive foi um concerto colocando lado a lado melodias francesas de Poulenc, por exemplo, e melodias brasileiras para apresentar ao público francês e ao brasileiro as melodias de cada um de nossos países”, conta.Myriam Mazouzi reconhece que esse repertório brasileiro “não é uma música que conhecemos muito bem”. Foi necessário fazer uma pesquisa aprofundada para definir o programa do concerto, que conta com cerca de 20 músicas de compositores dos dois países.A França será representada por obras de Francis Poulenc, Erik Satie, Léo Delibes e Pauline Viardot. Do Brasil, serão interpretadas composições de Villa-Lobos, Carlos Gomes, Marlos Nobre, Alberto Nepomuceno, Jayme Ovalle, Hekel Tavares e Carlos Alberto Pinto Fonseca. Destes, o único que teve obras tocadas na Ópera da Bastilha foi Villa-Lobos, o compositor brasileiro mais conhecido na França.“Foi muito interessante ver (essa) riqueza da música brasileira”, avalia Mazouzi.Artistas-residentes brasileiros na Academia da Ópera de ParisPara fazer a escolha, o diretor artístico da Academia, Christian Schirm, contou com a ajuda de dois artistas brasileiros que passaram ou ainda estão se aperfeiçoando na instituição. O pianista e maestro carioca Ramon Theobald foi o primeiro brasileiro a integrar a Academia da Ópera de Paris, de 2021 a 2023. Ele estará no palco no dia 9 de abril e acredita que o repertório escolhido dá um panorama da produção brasileira.“Das melodias brasileiras escolhidas, muitas têm a ver com as nossas origens. Há melodias que falam de Yemanjá, de Xangô, há melodias do Villa-Lobos, que tem o estilo modinha, que é a música popular brasileira que começou com a influência portuguesa. É realmente uma foto geral do Brasil”, afirma Ramon.O baixo-barítono Luis Felipe Sousa, atualmente cantor-residente na Academia da Ópera de Paris, também ajudou a montar o programa e será um dos solistas do concerto “Melodias Francesas e Brasileiras”.Para ele, essa “é uma oportunidade muito especial de poder interpretar a música brasileira nos palcos estrangeiros, especialmente num palco tão importante quanto o da Ópera de Paris”. Luis Felipe ressalta que será "realmente muito emocionante" poder interpretar um repertório "que tem uma certa herança artística” e interpretar "canções que foram escritas por professores dos meus professores”.Além de Ramon Theobald e Luis Felipe, duas cantoras líricas brasileiras, Juliana Kreling e Lorena Pires, também estarão em cena. O concerto Melodias Francesas e Brasileiras contará ainda com a participação de todos os artistas residentes da instituição, que recebe anualmente 30 alunos de vários países do mundo.Primeira soprano brasileiraA soprano capixaba Lorena Pires, aliás, acaba de ser selecionada e será a terceira brasileira a integrar a Academia da Ópera de Paris a partir de setembro. Ramon Theobald lembra que a seleção é dificílima, mas garante que a rica experiência compensa.“Depois que a gente entra, a estrutura é incrível. A Ópera de Paris faz mais de 20 óperas por ano. Para assistir 20 óperas no Brasil, eu teria que ter vivido uns 3 ou 4 anos. Desde que estou aqui, já assisti produções, ensaios, de mais de 60 produções. É um ambiente riquíssimo. Todo o esforço para passar na audição valeu a pena”, relata o pianista que resolveu ficar na Europa. Ele mantém a conexão com a Academia e inicia uma carreira como maestro.A experiência desse aperfeiçoamento parisiense também é considerada fantástica pelo baixo-barítono Luis Felipe que, paralelamente às atividades da Academia, que produz em média um concerto por mês, tem a chance de participar de grandes produções da Ópera de Paris.“Isso não acontece com todos os cantores da Academia”, revela. O baixo-barítono brasileiro teve a oportunidade de cantar no início dessa temporada na ópera “Le Brigands”, de Offenbach, e atualmente está ensaiando “Il Trittico”, de Puccini, que estreia em 29 de abril. “Realmente é muito enriquecedor porque você canta em vários ambientes, com vários repertórios muito diferenciados”, resume.Olhar renovadoA vinda dos artistas-residentes brasileiros à Academia da Ópera, que recebem uma bolsa de estudo, é financiada com o apoio de um grupo de mecenas brasileiras, radicadas na França. E esses artistas trazem um olhar renovado à tradicional Ópera de Paris, diz Myriam Mazouzi.“O que está acontecendo hoje na Europa, na América do Norte, nos faz pensar nas nossas profissões, nossas missões, nossos desafios, nossas ambições, de forma diferente. A contribuição dos artistas brasileiros é trazer um olhar diferente sobre o que estamos vivenciando e sobre o nosso patrimônio. A música clássica, a Ópera de Paris, são instituições que datam de vários séculos atrás e, por isso, ter um olhar renovado, enriquecido, nos traz muito”, salienta a diretora e fundadora da Academia.“Eu diria que essa contribuição brasileira é justamente o que rompe com esse tradicionalismo. A gente traz a diferença, a gente traz a cor, a gente traz o axé. E a gente faz muito bem, jogar com a tradição de uma forma extremamente única, extremamente nossa”, completa Luis Felipe.Os ingressos para a apresentação de “Melodias Francesas e Brasileiras” no anfiteatro da Ópera Bastilha em 9 de abril já estão esgotados. Em setembro, o concerto será apresentado no Rio e em São Paulo. Os artistas-residentes da Academia também participam, em outubro, de três concertos no Teatro Muncipal do Rio, no Teatro Guaíra e no Municipal de São Paulo, em homenagem a Bizet.Ainda como parte da temporada cruzada França-Brasil, haverá em Paris, em julho, e, em São Paulo, em setembro, um concerto conjunto com músicos das orquestras de jovens ADO, da Academia da Ópera, e da paulista Guri. Nesse estreitamento de laços com o Brasil, a tradicional instituição francesa sonha em abrir uma filial da Escola de Dança da Ópera em Curitiba. As discussões começaram no ano passado.

GE São Paulo
GE São Paulo #317 - Falta repertório para Zubeldía?

GE São Paulo

Play Episode Listen Later Mar 31, 2025 53:00


O São Paulo estreou no Campeonato Brasileiro com um empate por 0 a 0 contra o Sport em pleno Morumbis. Neste episódio, João Pedro Brandão, Bruno Giufrida e Caio Dominguez analisam a partida e, principalmente, a dificuldade do Tricolor em criar jogadas, em construir jogo desde a saída do goleiro, dentre outros problemas. O São Paulo se torna um time comum sem Oscar e Lucas? Zubeldía tem um repertório escasso de maneiras de montar a equipe? Dá o play para ficar por dentro de tudo isso e muito mais!

AoQuadrado - Mangá²
Mangá² #353 - Repertório

AoQuadrado - Mangá²

Play Episode Listen Later Mar 31, 2025


Judeu Ateu, Estranho e Izzo (Dentro da Chaminé) fazem mais um episódio clássico em que sabemos o título mas a conversa segue qualquer rumo. Aqui falam sobre repertório, ler muitos quadrinhos de uma mesma categoria, ler poucos de outro, e como lidar com essa presença ou ausência do conhecimento de um gênero ao ler e criticar mangás (e filmes de terror, por algum motivo).Apoie o AoQuadrado² no APOIA.seCronologia do episódio(00:00) Repertório(56:30) Recomendação da Semana – Mushishi

Rádio Gaúcha
Evandro Matté O Repertório Aproxima A Cultura Brasileira Da Alemã - 18/07/2024

Rádio Gaúcha

Play Episode Listen Later Jul 18, 2024 28:21


Evandro Matté O Repertório Aproxima A Cultura Brasileira Da Alemã - 18/07/2024 by Rádio Gaúcha

Jornal da USP
Cultura na USP: 15º Festival Coralusp reúne grupos variados e diversidade de repertórios

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Jun 20, 2024 60:15


Além dos 13 grupos do Coral Universidade de São Paulo, a programação gratuita conta com coros convidados em uma grande diversidade de apresentações

Café Brasil Podcast
Café Brasil 913 - Tá ligado?

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Feb 14, 2024 29:49


Assine o Café Brasil em http://mundocafebrasil.com.br  Na animação da Disney "A Bela e a Fera", de 1991, Bela, a protagonista, é uma ávida leitora com uma paixão por livros, o que lhe proporciona uma mente aberta e uma visão ampla do mundo. Quando a Fera, querendo dar um presente a Bela, a leva à sua gigantesca biblioteca, provoca um ponto de virada no relacionamento dos dois, mostrando como o compartilhamento de conhecimento e paixão pela leitura pode conectar as pessoas.A excitação de Bela ao ver todos aqueles livros simboliza o valor de um repertório intelectual: a curiosidade, o desejo de aprender e a maneira como os livros podem nos levar a mundos desconhecidos e enriquecer nossas vidas.É uma cena encantadora que destaca a importância de um repertório intelectual rico, embora de uma forma mais sutil e simbólica.Repertório é a pegada do episódio de hoje.See omnystudio.com/listener for privacy information.

#Adoração
Passando a limpo o seu repertório

#Adoração

Play Episode Listen Later Dec 22, 2023 25:07


Episódio do dia 22/12/2023, com o tema: Passando a limpo o seu repertório. Apresentação: Renato Marinoni Neste episódio, vamos abordar um dos aspectos mais importantes na vida de adoração musical da igreja: o repertório. Renato Marinoni compartilha valiosas dicas aprendidas em quase 20 anos de ministério sobre como você pode pensar e repensar as canções que sua igreja canta. Siga o apresentador no Instagram:@RenasMarinoniSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio PT

No Jornal PT Brasil, Amanda Guerra entrevistou Elen Coutinho, diretora do Centro Sérgio Buarque de Holanda (CSBH), que falou sobre o novembro negro e explica como vai funcionar o Repertório Virtual Marcos de Luta do Combate ao Racismo lançado pela pela Fundação Perseu Abramo, por meio do Centro Sérgio Buarque de Holanda (CSBH).

No Brain No Gain CAST
#162 Aumente seu repertório

No Brain No Gain CAST

Play Episode Listen Later Jun 5, 2023 13:27


Se medo é a ausência de repertório, é preciso aprender a aumentar seu repertório. Saber viver não tem a ver com ter, saber viver tem a ver com experimentar, e quem experimenta aprende. Por tanto, na vida vence aquele que expande a capacidade de aprendizagem. O No Brain No Gain Cast é produzido pela @Become.School

Esquina do Jazz
AMF: Músicos brasileiros lançam o disco inaugural "Affection" com repertório dedicado ao jazz

Esquina do Jazz

Play Episode Listen Later Apr 3, 2023


The TheatreArtLife Podcast
Episode 164 – Multidisciplined theatre art with Patricia Marjorie

The TheatreArtLife Podcast

Play Episode Listen Later Mar 12, 2023 53:22


Patricia Marjorie is a Brazilian multidisciplinary theatre artist based in New York with works on costume design, props, set design, directing and performing. Her past works include: Wolf Play directed by Dustin Wills at MCC, Public Obscenities at SOHO REP written and directed by Shayok Misha Chowdhury; costume and props for Modern Swimwear directed by Meghan Finn. Patricia's recent works include: costume designer for Simon and His Shoes by Meghan Finn; set design for Re MEMORI by Nambi E. Kelley (WP Theater); props for You Will Get Sick directed by Sam Pinkelton (Roundabout Theatre); Montag directed by Dustin Wills (Soho Rep); Ulysses and The Seagull by Elevator Repair Service, Eva Luna by Repertório Espanhol; Notes on Killing Seven Oversight… by Mara Vélez Meléndez (Soho Rep), 7 Minutes (Waterwell, dir. Mei Ann Teo), Black Exhibition by Jeremy O. Harris directed by Machel Ross, SKiNFoLK by Jillian Walker, In the Southern Breeze(Rattlestick). Patricia has also recently directed What Will Become of Kaaron? (The Tank) and her own work as a playwright A Song to Keep the Wolves Awake (The Tank). Her goal is to continue developing a theatre-making practice that transcends illustrative storytelling, using theatre as a voice for marginalised and oppressed communities.  We want to hear from YOU and provide a forum where you can put in requests for future episodes. What are you interested in listening to? Please fill out the form for future guest suggestions here and if you have suggestions or requests for future themes and topics, let us know here! @theatreartlife Thank you to our sponsor @clear-com

Café Brasil Podcast
Lídercast 264 - Natália Castan

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2023 108:56


No episódio de hoje temos Natália Castan, que aos 18 anos fundou o Grupo Unite, que hoje é uma multinacional brasileira do segmento de Call Centers. O Unite extrapolou a ideia inicial e se transformou em um grande ecossistema de soluções que promovem o relacionamento humanizado entre marca e seus clientes. Uma conversa fascinante sobre empreendedorismo e propósito transformar negócios numa ferramenta de educação e desenvolvimento de lideranças. Natália também é sócia da Escola de Repertório, mas a conversa foi tão envolvente que não deu nem tempo de falar a respeito.

Lidercast Café Brasil
Lídercast 264 - Natália Castan

Lidercast Café Brasil

Play Episode Listen Later Mar 10, 2023 108:56


No episódio de hoje temos Natália Castan, que aos 18 anos fundou o Grupo Unite, que hoje é uma multinacional brasileira do segmento de Call Centers. O Unite extrapolou a ideia inicial e se transformou em um grande ecossistema de soluções que promovem o relacionamento humanizado entre marca e seus clientes. Uma conversa fascinante sobre empreendedorismo e propósito transformar negócios numa ferramenta de educação e desenvolvimento de lideranças. Natália também é sócia da Escola de Repertório, mas a conversa foi tão envolvente que não deu nem tempo de falar a respeito.

GE Flamengo
GE FLAMENGO #304 - Time dá campo ao Palmeiras e mostra pouco repertório em vice na Supercopa

GE Flamengo

Play Episode Listen Later Jan 29, 2023 55:02


Fred Gomes, Letícia Marques, Cahê Mota e Arthur Muhlenberg debatem erros coletivos e individuais em derrota no Mané Garrincha no último grande teste antes do Mundial.

Sala 1604
Como CRESCER seu repertório? - Episódio 266 - Sala1604

Sala 1604

Play Episode Listen Later Nov 3, 2022 30:34


Olá, artistas do Brasil! Hoje a nossa conversa é sobre referências e criação de repertório: com tanta arte já criada na história da humanidade, por onde começar a estudar? O que é essencial? Por que é tão importante buscar referências fora do universo da arte digital? Quem tá na Sala1604 hoje é a Thais Peixe, que é formada em artes visuais e também é uma das fundadoras da Revo! Peixe, bem-vinda mais uma vez à Sala 1604! LINKS COMENTADOS NO EPISÓDIO ✧ Frame a Frame: https://www.instagram.com/frameaframecine/ ✧ Sequência de lives sobre criação de estilo, com Caique Pituba: https://www.youtube.com/watch?v=3sDdhjaSU80 ✧ Post com checklist sobre construção do olhar: https://www.instagram.com/p/COvzB69HDIe/ PARTICIPAM DESTE EPISÓDIO: THAIS PEIXE Instagram: https://www.instagram.com/thaispeixe/ Twitter: https://twitter.com/thais_peixe GABRIELA ANTONIA ROSA Instagram: https://www.instagram.com/gabrielantoniarosa/ Twitter: https://twitter.com/galantoniarosa

GE Fluminense
GE Fluminense #222 - Nova frustração mesmo com um jogador a mais: falta repertório ao Fluminense de Diniz?

GE Fluminense

Play Episode Listen Later Jun 16, 2022 38:54


Edgard Maciel de Sá, Thiago Lima e Gabriel Amaral analisam o empate entre Fluminense e América-MG: a dificuldade do time em furar retrancas, o momento ruim no Campeonato Brasileiro (uma vitória nos últimos cinco jogos) e o interesse tricolor na contratação de Marrony. DÁ O PLAY!