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O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Quando juntamos um noivo louco por uma raba, e uma mulher sedenta por realizar os desejos dele, temos o casal perfeito. E dessa vez ela resolveu apimentar a relação no momento do jantar, usando um acessório inusitado para ir ao restaurante com ele: um plug anal. Uma tortura erótica para segurar o tesão até o momento certo! E você já fez uma loucura dessas? Aperte o play e sinta a temperatura subirLocução:@ouveamalu
Os playoffs da NBA começaram e os da NBB também e os Play-ins da Euro terminaram abrindo caminho para o começo dos ... bom você pegou a ideia. Todo ano, no começo dos playoffs, os episódios passam a girar entorno disto e de quanto a equipe do Amassando o Aro pode errar em previsões. Se você estava aqui quando os três gravaram que GSW enfrentaria OKC, você deve estar dando gostosas risadas assistindo o Suns sendo escolado, apesar da ótima crítica do Booker quanto a arbitragem. Mas claro, precisamos começar o episódio dando uma chance para o Martan e o Felipão manifestarem sua tristeza e a sua relação com o nosso Mão Santa, o Oscar, que nos deixou na sexta passada. Falamos mais um pouco dos feitos e das histórias do lendário camisa 14. Seguimos para falar dos playoffs da NBB e de algumas séries que tem tudo para ser excelentes, como os jogos entre Corinthians e Unifacisa, Minas e o impressionante Cruzeiro e os, já esperados, atropelos de Franca, Pinheiros e Flamengo em suas séries. Coloquei o Flamengo ali pelos 30 pontos de diferença no primeiro jogo da série e não pela apresentação muito abaixo do esperado, mesmo com desfalques, nas finais da BCLA. Boca Juniors surpreendeu em preparo de um ano para o outro, mostrou porque não deu muita chance nas fases anteriores e se sagrou campeão em cima do Franca, num jogo um pouco mais próximo do que havia sido a boa vitória da semifinal em cima do Flamengo. Que depois, acabou perdendo também, ai sim num digno atropelo, do Nacional do Uruguai na disputa de terceiro lugar. Não foi uma temporada boa para os times brasileiros nas competições internacionais e sobra para a gente tentar explicar o que aconteceu e como perdemos o que parecia ser uma supremacia sobre os clubes hermanos nas competições. Na Euro, deu o que parecia que ia dar, o sétimo e o oitavos colocados da temporada regular ocuparam as posições de sétimo e oitavos lugares pós play-ins. Com isso as quartas estão prontas para começar esta semana e com todo jogo parecendo interessante. As séries ficaram dividas com Fenerbahçe contra Zalgiris, o surpreendente Valencia contra o Panathinaikos, o Olympiacos contra o Monaco, uma das semis do ano passado e desta vez primeiro contra oitavo, e, finalmente Real Madrid contra Hapoel. Na NBA, começaram os playoffs e é sempre bom ver como algumas coisas saem exatamente como o esperado e outras te surpreendem bastante. O Celtics parecia que teria uma vida muito mais fácil frente ao 76ers, mas, depois de um primeiro jogo que dava indicação desta possível facilidade, a coisa virou e Philadelphia não só ganhou uma já, como dificultou muito o terceiro jogo. O Nuggets esta, neste momento, perdendo a série por 2 a 1, que mesmo sabendo que seria uma série difícil, o que se esperava era o inverso disto neste momento. Orlando ganhou o primeiro jogo do Pistons!!! Vida normal parece que só para OKC mesmo. Falamos de todas as séries, da concussão do Wemby, da aposentadoria do Doc, dos novos técnicos, da profunda cara de pau do dono do Portland, das novidades da WNBA, dos jogos da semana da LBF e de muito mais. Claro, o episódio ficou longo, como está quase parecendo ser a regra hoje em dia e não a exceção, então não perde tempo, aperta o play e vem com a gente!
¹ Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.² Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro.³ Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus. Muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor.⁴ Como é feliz o homem que põe no Senhor a sua confiança, e não vai atrás dos orgulhosos, dos que se afastam para seguir deuses falsos!⁵ Senhor meu Deus! Quantas maravilhas tens feito! Não se pode relatar os planos que preparaste para nós! Eu queria proclamá-los e anunciá-los, mas são por demais numerosos!⁶ Sacrifício e oferta não pediste, mas abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado, não exigiste.⁷ Então eu disse: Aqui estou! No livro está escrito a meu respeito.⁸ Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração.⁹ Eu proclamo as novas de justiça na grande assembléia; como sabes, Senhor, não fecho os meus lábios.¹⁰ Não oculto no coração a tua justiça; falo da tua fidelidade e da tua salvação. Não escondo da grande assembléia a tua fidelidade e a tua verdade.¹¹ Não me negues a tua misericórdia, Senhor; que o teu amor e a tua verdade sempre me protejam.¹² Pois incontáveis problemas me cercam e as minhas culpas me alcançaram, e já não consigo ver. Mais numerosos são que os cabelos da minha cabeça, e o meu coração perdeu o ânimo.¹³ Agrada-te, Senhor, em libertar-me; Apressa-te, Senhor, a ajudar-me.¹⁴ Sejam humilhados e frustrados todos os que procuram tirar-me a vida; retrocedam desprezados os que desejam a minha ruína.¹⁵ Fiquem chocados com a sua própria desgraça os que zombam de mim.¹⁶ Mas regozijem-se e alegrem-se em ti todos os que te buscam; digam sempre aqueles que amam a tua salvação: "Grande é o Senhor! "¹⁷ Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo. Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores! Salmos 40:1-17Youtube: youtube.com/c/PrRomuloPereiraInstagram: @PrRomuloPereiraFacebook: facebook.com/PrRomuloPereiraSpotify: Evangelho Puro e Simpleshttps://podcasters.spotify.com/pod/show/PrRomuloPereira
Luccas Riedo é engenheiro civil e ex-CEO do G4 Educação. Após uma carreira executiva de sucesso, ele tomou uma decisão radical: vendeu tudo, saiu do mundo corporativo e alocou 100% do seu patrimônio em Bitcoin.Neste episódio, Luccas explica a lógica por trás dessa aposta "all-in". Ele detalha como o sistema financeiro atual opera como um mecanismo de confisco (via inflação e impostos), revela o risco real de bloqueios judiciais que o motivou a buscar soberania e discute a tese da "Greve dos Produtores" (inspirada em A Revolta de Atlas).Uma aula sobre economia, a história do dinheiro e como é possível viver de Bitcoin sem nunca precisar vendê-lo.Disponível no youtube:Link: https://youtu.be/J-kKBUHZgkYPatrocinador:Remessa Online - Envie e receba dinheiro do exterior com taxas mais baixas e sem burocracia.Link: https://www.remessaonline.com.br/?utm_medium=display&utm_source=Excepcionais&utm_campaign=RM_Podcast_Excepcionais_Awareness-202500:00:00 - Introdução: O sistema é baseado em confiança (e ela está acabando)00:02:25 - Por que alocar 100% do patrimônio em Bitcoin?00:03:30 - A história dos bancos e a fraude da reserva fracionária00:05:10 - 1971: O fim do padrão ouro e o início da impressão infinita00:08:19 - A inflação real é 17% (IPCA é uma mentira?)00:11:53 - A dívida impagável dos EUA e o roubo do futuro00:13:33 - A estratégia do governo para se perpetuar no poder00:18:17 - Bitcoin como "Opt-out": A saída do sistema00:20:14 - O risco de bloqueio judicial (Alexandre de Moraes e STF)00:22:45 - Escassez absoluta: Bitcoin vs Imóveis e Ouro00:28:06 - As 3 opções: Ignorar, Mudar o Sistema ou Se Proteger00:31:26 - Renda Fixa é Perda Fixa? (A conta real do prejuízo)00:34:17 - O segredo: Como viver de Bitcoin sem vender (Empréstimo Colateral)00:38:55 - A estratégia da MicroStrategy e empresas comprando Bitcoin00:44:18 - Como funciona a rede (Nodes) e por que não podem mudar as regras00:50:44 - Os riscos reais: Computação Quântica e Bugs00:55:07 - Custódia: Como guardar seu Bitcoin com segurança (Seed Phrase)01:08:28 - O Governo te rouba 3 vezes: Passado, Presente e Futuro01:09:48 - A Revolta de Atlas: O dilema de "entrar em greve" e parar de produzir01:15:02 - Vivendo na prática: Cartão de Crédito com Bitcoin01:21:28 - O ciclo do Bitcoiner: De Hater a Maximalista01:33:00 - A diferença brutal entre Bitcoin e "Cripto" (Ethereum, Solana)01:40:07 - Como começar a estudar (Dicas de livros e "100 horas")Siga o Luccas no Instagram:https://www.instagram.com/luccasriedo/Nos Siga:Marcelo Toledo: https://www.instagram.com/marcelotoledoInstagram: https://www.instagram.com/excepcionaispodcastTikTok: https://www.tiktok.com/@excepcionaispodcast
Maria acreditava ter encontrado o parceiro ideal. Gentil, respeitador, religioso e sempre presente, ele cuidava da filha dela como se fosse sua. Por anos, tudo parecia perfeito… até que um dia, a menina revelou algo que mudou para sempre avida da família. Maria tomou a decisão mais difícil de sua vida, mas o inesperado aconteceu: a própria família ficou contra ela. Essa é a história de coragem, luta e busca por justiça de uma mulher que se recusou a se calar.
Do luminoso Grand Palais à galeria impressionista do Musée d'Orsay, vários artistas brasileiros apresentam as suas obras em Paris. No Grand Palais, as exposições Horizontes e Nosso Barco Tambor Terra oferecem cores, luz e uma convidativa instalação sonora onde o público toca instrumentos de percussão. Já no quinto piso do museu d'Orsay, Lucas Arruda surpreende com paisagens imaginadas entre Monet e Cézanne. Ao atravessar a entrada do Grand Palais, somos imediatamente envolvidos não só por uma obra de grande dimensão, mas também pela luz natural que entra pelo telhado de vidro. Essa luz cruza o espaço de exposição, reveste os painéis de madeira onde repousam textos descritivos e expõe as obras com uma luminosidade natural. As instalações de Ernesto Neto convidam-nos a mergulhar num universo sensorial: tecido, formas orgânicas, cores suaves e, sobretudo, instrumentos de percussão aos quais o público pode dar vida, criando a própria música. “Nosso Barco Tambor Terra” usa mais de 5,7 quilómetros de tecido brasileiro. O som ecoa no espaço, e de repente cada um de nós é parte integrante da obra, transformando a contemplação em participação activa. “O tambor originalmente é feito de um tronco de árvore com uma pele de animal. É a mistura do vegetal com o animal. Acho isso uma coisa muito linda”, descreve Ernesto Neto à jornalista Patrícia Moribe, acrescentando que o "nosso corpo tem um tambor que é o coração. Tum tum, tum tum. É ele que está a bater aqui". Mais do que uma instalação, a obra de Ernesto Neto parece representar um ritual. Os visitantes percorrem a obra como se percorressem uma clareira ancestral. Não há distância entre arte e corpo, há presença. O artista brasileiro lembra que a floresta “é a multi-natureza, é a vida, é ela que limpa o universo” e sublinha que "somos filhos de mães indígenas, de mães africanas que chegaram escravizadas. Somos frutos de uma transformação. E o conhecimento que nos resta é colectivo: é afro-indígena, é sabedoria de bem viver", conclui. Na exposição "Horizontes", lemos o nome de Marina Perez Simão, nascida em 1980 e residente em São Paulo. A artista brasileira partilha um ensaio visual, onde revela pinturas de cor intensa, cenários interiores. A exposição ocupa um recanto de luz diáfana, onde os campos de cor parecem pulsar, multiplicando-se sob o efeito dos raios solares que atravessam o telhado envidraçado. A entrada gratuita da exposição apresenta-se como um gesto de democratização: basta entrar e estar presente. Atravessamos Paris, do outro lado do rio Sena, chegamos ao Musée d'Orsay. Subindo o elevador, passando pelos corredores. No quinto piso, surgem quadros de Lucas Arruda. Não apenas expostos, mas estrategicamente posicionado no meio da galeria impressionista, ao lado de Monet, Cézanne, Corot, grandes nomes do impressionismo que imprimiram o imaginário da pintura de paisagem. O trabalho de Lucas Arruda, rotulado “Qu'importe le paysage”, que importa a paisagem, não retrata lugares reais: são paisagens que se revelam pela névoa, pelo mistério, por horizontes indefinidos. As obras parecem “familiares”, embora sejam imaginadas. “Fiquei muito feliz, mas também ansioso. Tive medo de parecer pretensioso”, confessa Lucas Arruda questionado por Patricia Moribe quanto à preparação da exposição. “Aos poucos fui entendendo que não se tratava de confronto, mas de continuidade. E isso trouxe-me alegria. A ideia de que alguém hoje ainda olha para a luz, para a paisagem, e continua a construir”, descreve. Lucas Arruda escolheu cada tela com cuidado. Algumas vieram da sua própria colecção, outras foram pensadas como espelhos invertidos das obras à sua volta. “Coloquei cinco ‘matas' em resposta às cinco catedrais. Pensei no monocromo como lugar sem centro, só sensação, só luz. E procurei criar pontes, como com as obras de Théodore Rousseau, que eu sinto tão próximas do que faço", explicou. Neste altar pictórico, o impacto é imediato e Lucas Arruda surge como uma nova voz, uma voz que questiona, que dialoga e reorganiza. Num museu dedicado ao tempo, a presença do artista brasileiro é travessia: de um Brasil interno, poético, contido, a um legado europeu secular. No final destas duas atmosferas: a travessia é física, sensorial e poética. Trata-se de um convite do Brasil a Paris para revisitar a paisagem, a memória, o ritmo e o toque. Nos dois museus, a arte brasileira revela-se como presença viva e capaz de iluminar não apenas os olhos dos visitantes, mas também os espaços históricos da cidade.
Eu sou uma mulher trans, de peitos gulosos e bastante popular aqui no Sexlog. Troquei mensagens com um rapaz que gostava desse tipo de mulher e rapidamente passamos várias noites nos encontrando. Mas dessa vez, resolvemos mudar e quem fez o trabalho fui eu. Era hora de usar aquilo que eu pouco usava. Coloquei a camisinha e fui fundo no rapaz, que gemia fino, sem vergonha alguma de rebolar em mim. Dominei ele enquanto ele cavalgava e me chamava de senhora. Viva os machos passivos. Conto erótico narrado. Locução: @ouveamalu
Convidei o meu PA para vir comer um pudim na minha casa. Ele era esperto, entendeu o que eu quis dizer. Coloquei uma langerie, passei muito creme no meu corpo e fiz uma tatuagem provocante. Ele chegou sem bater na porta, com um volume marcando nas calças e descendo sua língua pelo meu corpo. Quando eu vi ele estava colocando uma coleira em mim, tapando a minha boca e metendo forte. Eu já não tinha mais força e mesmo assim ele não cansava. Locução: @ouveamalu
Está com vontade de falar em português com pessoas como você, com o intermédio de um professor ou uma professora do Brasil? Precisa melhorar a sua confiança para finalmente conseguir bater papo com seus amigos? Entre para o clube de conversação. Aproveite que o clube de conversação está de portas abertas com um excelente desconto de iniciante. Saiba mais em: https://portuguesewitheli.com/cah E abaixo você encontra a transcrição do monólogo para seu proveito. Rapaz, você não tem ideia da maré de azar que me pegou esses dias. Como todo mundo sabe, moro sozinho. E quem mora sozinho nem sempre tem tempo de preparar um lanchinho esperto. Além disso, eu estava precisando de uns trocados. Com aquele salário desalentador que ganho no escritório, seria bom ter uma rendinha extra entrando. Então, minha ideia era cozinhar para eu comer e também para vender. E lá fui eu. Comprei alguns cursos e me pus a trabalhar. Primeira tentativa: bolo de chocolate. Segui a receita à risca (ou pelo menos achei que sim). Misturei os ingredientes, botei no forno e esperei roendo as unhas. Quando o timer apitou, abri o forno com um bom pressentimento. Mas que visão desanimadora! O bolo ficou solado. Com esse fracasso inicial, não vi outra alternativa senão jogar tudo fora. Fiquei esmorecido com esse malogro, mas respirei fundo e pensei: "Beleza, primeira vez, normal dar errado." E esse foi meu alento para continuar. Não me dei por vencido e parti para algo salgado: coxinha. Vendo uns vídeos do curso, pensei que seria moleza. Cozinhei o frango, fiz muito caldo, desfiei o frango, preparei a massa. E tinha um segredinho no curso: dizia que molho de tomate acentuava o sabor do recheio. Era o pulo do gato. Daí despejei uma lata de molho de tomate no frango, só para ficar suculento. Mas acho que despejei demais. Na hora de fritar, ficou uma porcaria. O meu gato pulou e caiu no poço. E eu fui para o fundo do poço com o gato. Eu estava me agarrando a um fio de esperança. Na minha vizinhança, as pessoas costumavam comprar pratinhos de comida. Coisa simples: arroz, feijão, salada de maionese com batatas, farofa. Era simples de vender e era simples de comer. "Agora vai!", pensei. Coloquei o feijão na panela de pressão e o arroz na panela comum. Só me escapou um detalhe: colocar água suficiente no feijão. Resultado? Um cheiro de queimado invadiu a casa. Estraguei a panela. Caí feio do cavalo. Era o fim da picada. Eu estava completamente desmoralizado. Cozinhar parecia ser tão fácil! Fiquei esmorecido por alguns dias. Não queria falar com ninguém. Eu estava desgostoso do meu trabalho, não tinha nenhuma intenção de continuar naquele emprego por tanto tempo, mas não sabia fazer nada! Parecia que todos os meus esforços tinham sido em vão. Àquela altura, já tinha jogado a toalha. Fiquei assim, desiludido por algumas semanas. Até que fui visitar os meus pais. Desabafei com minha mãe. Contei a ela das minhas tentativas frustradas, de todos os problemas que tive, da minha falta de confiança. No final, ela sorriu. “Filho, talvez cozinhar não seja o seu forte, mas você é bom de garfo. E quem seria melhor para vender comida do que quem gosta de comer? Que tal a gente fazer uma sociedade? Meio a meio. Eu faço a comida e você vende. Só não vale comer a mercadoria, viu?” Aceitei sem nem pestanejar. Cozinhar era fácil. Mas não era para todo mundo. Shall we meet? Follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/meetngreet Hey, wise person! Not everybody wants to read the whole description up to this point. And since you have, I've got a small gift for you to show my appreciation. It's a special report that will help you get rid of all frustrations you might have related to the Portuguese verb tenses. To grab it today, follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/confidence But do it soon. One day without that is one day you'll still get angry at yourself because you don't know how to use the verb tenses in Portuguese.
David Gilmour + Romany Gilmour Eu juro que quando saiu o disco novo do David Gilmour eu não esperava que fosse ser tão bonito, e tão bom. Coloquei pra ouvir já tarde da noite, depois de chegar em casa, e fiquei emocionado. O disco tem uma atmosfera celeste, com melodias cristalinas, solos de guitarra de te arrepiar todo, como não poderia deixar de ser e ainda fui apresentado filha do David Gilmour : Romany Gilmour. A música em questão se chama Between Two Points e, ao meu ver, é a melhor música do disco. Essa música na verdade, é um cover de uma banda inglesa obscura que estava na playlist de David Gilmour há anos. Até que um dia ele conversando com a mulher, resolveu gravar. Nisso, ele estava no estúdio, e chama sua filha Romany, que estava saindo pra um compromisso com hora de pegar o trem pra cantar e logo de cara em um take, o resultado da música está aí pra todos ouvirmos. Claro que Romany já conhecia a música porque ouvia em casa com os pais e só fez sua interpretação. Todo o mundo de David Gilmour é espontâneo. O solo final da música também foi gravado de improviso e em uma tomada. Como dizem hoje em dia, tudo orgânico. O nome do disco é Luck and Strange e esse é o meu guitarrista preferido. Ouça o disco todo e fique de bobeira. TEXTO E VOZ : Leo Daflon GRAVAÇÃO : Mordazes Estúdios Setembro 2024 https://open.spotify.com/track/4mkHMcCZqgPehgnnmADHTc?si=e8ZArG8wSDKtwXgEN8DnEw
No ‘Programa das Minas‘ você ouve bate-papo, descontração e interação com a audiência da Atlântida Santa Catarina. Acompanhe as lives dos programas no YouTube Atlântida SC. De segunda à sexta, das 14h às 15h, para toda Santa Catarina!
Leitura bíblica do dia: 1 Coríntios 11:23-26 Plano de leitura anual: Jó 22-24; Atos 11; Vamos ler o devocional juntos? Separe um tempo especial para Deus hoje e faça sua reflexão diária: Quando o módulo Eagle da Apollo 11 pousou no Mar da Tranquilidade na Lua, em 20 de julho de 1969, os astronautas levaram certo tempo recuperando-se do voo antes de pisar na superfície lunar. O astronauta Buzz Aldrin havia recebido permissão para levar pão e vinho para celebrar a Ceia do Senhor. Depois de ler as Escrituras, ele provou os primeiros alimentos consumidos na Lua. Mais tarde, ele escreveu: “Coloquei o vinho no cálice que nossa igreja tinha me dado. Na gravidade da Lua, o vinho fazia movimentos circulares lentos e graciosos no cálice”. Aldrin desfrutou da comunhão celestial e suas ações proclamaram sua crença no sacrifício de Cristo na cruz e na certeza de Sua segunda vinda. O apóstolo Paulo nos encoraja a lembrar como Jesus sentou-se com os Seus discípulos “na noite em que […] foi traído” (1 Coríntios 11:23). Cristo comparou Seu corpo que seria sacrificado ao pão (v.24). Declarou o vinho como um símbolo da “nova aliança” que trouxe o perdão e a salvação através de Seu sangue derramado na cruz (v.25). Sempre e onde quer que celebremos a comunhão, proclamamos nossa confiança no Seu sacrifício e a esperança em Sua segunda vinda (v.26). Onde quer que estejamos, celebremos nossa fé no único Salvador ressurreto e vindouro — Jesus Cristo. Por: Xochitl Dixon
"Sempre fui apaixonado por literatura fantástica. Desde que chegou ao fim da leitura de histórias que acompanhei ao longo de uma década, busquei suprir a necessidade de me entreter com uma nova narrativa leve, envolvente e, ao mesmo tempo, emocional. Por isso, há quatorze anos comecei o desenvolvimento da tetralogia "Os Arautos de Héreddah", que narra como um carismático ladrão de origem desconhecida, uma princesa ditadora e um aprendiz de mago tiveram de unir forças para destituir um falso deus do trono de seu mundo. Coloquei em perspectiva como culturas tão diferentes podem encontrar pontos de convergência. Pois, ao mesmo tempo, que a fé pode ser usada por poderosos para alcançar o poder, ela pode ser símbolo de liberdade e paz entre os povos". Somos um podcast literário. O Pod Ler e Escrever conversa com autores, produtores de conteúdo e demais profissionais do livro. Sempre de forma livre, descomplicada e leve. Toda semana, dois novos convidados ao vivo!
Coloquei a questão sobre o Concílio Vaticano II numa lista de discussão porque li na Mofort que ele não é dogmático e alguém mandou esta resposta. Gostaria de saber sua opinião. Obrigado.
“Amelle” é o segundo projecto a solo da bailarina e coreógrafa moçambicana Mai-Júli Machado que invoca as suas memórias de passagem de menina a mulher e denuncia as restrições impostas às bailarinas cujos corpos não cabem em normas. A peça foi apresentada, este sábado, na 3ª edição do evento “1 Km de Danse”, na região de Paris e volta a falar da “força da mulher” e da necessidade de as artistas se expressarem “sem medo” e de quebrarem silêncios em palco. Cerca de um mês depois de ter apresentado “Sinais Particulares” em Paris e quase um ano depois de se ter estreado em França na peça “Black Lights” de Mathilde Monnier, a bailarina e coreógrafa Mai-Júli Machado foi convidada pelo Centre National de la Danse para mostrar um novo projecto durante o festival "1 Km de Danse”, em Pantin. Foi neste sábado que a moçambicana levou a um jardim público a peça "Amelle" que fala sobre a “força da mulher” e a necessidade de se quebrarem silêncios em palco. RFI: Como é que nos poderia descrever o espectáculo Amelle?Mai-Júli Machado, Coreógrafa e bailarina: O espectáculo "Amelle" fala sobre a mulher – eu gosto muito de falar sobre as mulheres - e eu convido as mulheres a despertarem a "Amelle" que existe dentro delas.O que é a Amelle?"Amelle" [A.M.E.L.L.E] quer dizer Atitude, Maturidade, Elegância, Legado, Liberdade e Esperança. São seis palavras-chave em que eu me inspiro para convidar todas as mulheres a despertarem a Amelle que existe dentro delas.Essas palavras são muito fortes e o espectáculo é também um manifesto pela liberdade, como têm sido até agora os espectáculos em que tem participado, sobretudo pela liberdade das mulheres. Neste espectáculo, você diz “porque não?” e repete a palavra “Não” constantemente. O que quer dizer este "Não"? Este é o meu segundo projecto e eu sempre busco coisas ou experiências que aconteceram comigo. Realmente isto também me aconteceu…É o seu segundo projecto em nome próprio, mas estreou-se em França num espectáculo de Mathilde Monnier, que esteve no Festival de Avignon e que já falava sobre a violência feita às mulheres…Sim, talvez por ter sido a primeira peça em que eu participei, motivou-me sempre a falar da mulher. Não é que eu seja feminista, mas sinto-me inspirada. Eu começo o espectáculo a dizer que há uma pequena história no meu país, Moçambique, onde quando estás na fase da adolescência, quando estás a sair dos 11 para os 12 anos, começam a sair os peitos. Tem um mito que diz que a nossa irmã mais velha tem que nos varrer, com uma vassoura de palha mesmo, “varrer o peito”, que é para o peito não crescer. Eu fiz isso, por exemplo. Eu era bailarina e tinha esse complexo de ter que saltar e os meus peitos sempre a mexerem e olhava para o lado e a minha colega com os peitos pequenos estava à vontade.Eu afirmo “porque não?”, ou seja, porque é que eu, com os meus peitos, não posso dançar à vontade e não posso saltar? Também a mulher africana que dizem que tem um corpo um bocadinho avantajado, que tem uns peitos maiores, a bunda também, quando salta, ela sempre tem os peitos a abanar. Então é por isso que eu digo “porque não?”. Porque é que não pode? Por que é que não pode ser normal dançar ballet, por exemplo, e os peitos também saltarem. É um jogo de pesquisa sobre porque é que não pode ser.Porque é que a mulher não tem mais liberdade e porque é que a bailarina não pode dançar, seja que corpo tiver? Exactamente, e sem nenhum complexo também. O projecto Amelle parte daí e ainda é um projecto que está a começar.Como é que começou o projecto? Foi um convite para vir a este festival, “1 Km de Danse”, do Centro Nacional de Dança de Pantin, que levou ao nascimento do projecto ou já vinha de antes? Este projecto começou no Senegal. Eu fiz uma formação na École des Sables, era um grupo de dez africanos e disseram-nos para cada um fazer qualquer coisa. As minhas peças sempre começam assim mesmo, alguém que diz “faz qualquer coisa”. Coloquei lá uma música de ópera e porquê ópera? Não sei. Tenho um amor pela música clássica e gosto também porque é um material diferente, para mim, sendo africana, que aprendi a fazer as danças tradicionais, de repente, estou a colocar uma ópera naquilo que é a minha técnica que não é clássica. Depois do Senegal, nunca mais fiz, mas as pessoas diziam para continuar. Então eu disse porque não buscar aquela ideia? E parece que foi interessante, as pessoas estavam mesmo concentradas, acho que foi uma boa experiência e motivação para eu realmente pensar em continuar.Porquê ópera? Qual é a energia que essa música lhe traz e que a leva a querer dançar com ela? A questão da música nos meus projectos é sempre um lugar muito sensível porque eu sempre penso que para criar um projecto tem que ter uma ligação. Se formos a ver, a letra não tem nada a ver com o que eu estou a falar, mas encanta-me muito. Tenho uma paixão imensa pela música clássica e não só. Também me desafia porque eu estou habituada a fazer movimentos sempre muito rápidos, muito batidos no chão, dança tradicional, e é uma música muito calma que me desafia a chegar a um material muito sensível que é esta coragem e força do “porque não”, mas também é a sensibilidade da mulher e não só.A pergunta “Porque não?” surge antes de passarmos para uma música dos Madredeus. Porquê esta música? Exactamente. Eu já tinha dito que há o enigma das músicas, também por ser um projecto que ainda está em andamento, ainda não tive nenhuma residência, pensei em casa e decidi fazer, ou seja, ainda não é definitivo. Mas porquê Madredeus? Porque descobri que amo muito o fado e escuto muitas músicas dos Madredeus. E encantou-me o material, a música. Ainda é um enigma, mas motiva-me… E tudo que fui fazendo ali, foi mesmo um improviso. Claro que eu tenho uma ideia, tenho uma motivação, mas depois o que acontece é mesmo ali. Se me forem dizer para repetir, não vou repetir exactamente como foi. É muito improviso. Por isso é que eu gosto muito de uma música que me motive, que me dê o impulso para poder criar ali.E qual é a linha de força desse improviso? A linha de força são as memórias da infância e também o público ajuda muito. Eu estava com muito receio, no início, porque cheguei e vi que era um jardim e que era um público com crianças, jovens, adultos. Quando comecei, estava meio com receio. Comecei como uma música moçambicana e percebi que assim que comecei a cantar as pessoas estavam mesmo em silêncio. As crianças olhavam. Então, para além de ser a música que me dá esse impulso, as pessoas também ao meu redor, a energia, a atenção que elas dão, sempre me dá esta força. Por isso é que eu digo que ainda é um projecto bebé, mas hoje foi uma experiência boa e esperamos que daqui a algum tempo possam ver a "Amelle" desenvolvida.Na Amelle pergunta “porque não”, questiona porque é que as mulheres não podem dançar à vontade, seja qual for o corpo que tenham. Em “Sinais Particulares” já falava da questão da mutilação genital feminina. São temas sempre muito fortes que você leva para o palco. Isto é um manifesto através do corpo, através da dança, para fazer pensar nos problemas que a mulher enfrenta?Sim, eu acho que tem um grande poder, especialmente aqui [em França]. Por exemplo, quando eu falo sobre a mutilação genital feminina [espectáculo “Sinais Particulares”] aqui é um enigma. As pessoas ficam tipo: “Mas isso acontece?”. E neste novo projecto também senti que as pessoas se questionavam muito. Então, sim, eu sinto que é um manifesto, sim. Eu não gostava de dizer que é uma linhagem que eu prefiro ter porque não é, mas as coisas têm esse sentido de sempre falar da mulher e aceitar que são motivações que vêm, são assuntos que talvez me perturbem ou que me dão vontade de pôr no palco. Como sou artista, tenho essa oportunidade de poder falar sem medo, sem nenhum receio e poder expressar aquilo que sinto.Quando diz manifesto, é um manifesto de quê? Da força da mulher, principalmente da mulher africana, porque eu venho de uma realidade completamente diferente e estou a actuar para outra comunidade que é também totalmente diferente. Vai fazer um ano que eu saí de Moçambique - não saí totalmente, mas tenho frequentado muito a França - e sinto que há uma diferença em relação à mulher. Por exemplo, eu agora aqui percebi que o tempo de “duração” da artista moçambicana e da artista aqui da Europa é diferente. As africanas quando chegam aos 35 já não dançam, mas aqui fui perceber que tenho colegas que dançam muito bem até aos 58 anos. Então me questiono também porquê? Este lugar da mulher é um assunto que eu sempre vou comentar nos meus projectos. Espero que não seja sempre, mas se eu sentir que é pertinente, vou mesmo abordar esses assuntos porque são assuntos que me preocupam. Preocupa-me também sendo uma mulher artista e também estou a caminho da idade avançada e tenho muitas questões sempre.Está em França há um ano. Como é que França se tem inscrito no seu percurso? Como é que os palcos e as residências em França a têm ajudado? Tem ajudado bastante. Houve “Black Lights” da Mathilde Monnier, cheguei aqui e era tudo novo. Mas comecei com “Sinais Particulares”, tive uma residência no Centro Nacional de Dança, eles gostaram bastante e convidaram-me de novo. Agora também acho que gostaram, então acho que vai ser muito bom. É bom ter um parceiro como o Centro Nacional de Dança de Paris que conhece o meu trabalho. É sempre bonito. A ideia é continuar a trabalhar para que mais pessoas me conheçam, para que eu saia da Mathilde Monnier bailarina e vire a Mai-Júli moçambicana e francesa também agora.Bailarina e coreógrafa…E coreógrafa agora! Eu nunca imaginei!
Muitos resistem à ideia de colocar pais que precisam de cuidados em instituições de longa permanência para idosos. Seria um tipo de 'abandono'? Especialistas dizem que não.
Muitos resistem à ideia de colocar pais que precisam de cuidados em instituições de longa permanência para idosos. Seria um tipo de 'abandono'? Especialistas dizem que não.
Nesse episódio eu falo sobre o tema da inveja a partir de uma reflexão feita por Schopenhauer em dois textos: "Aforismos para a Sabedoria de vida" (https://amzn.to/47zePPJ) e "Contribuições à doutrina do sofrimento do mundo". Nesse episódio eu mencionei também um cartoon, mas esse cartoon nunca existiu. Foi uma memória falsa. Na verdade, foi um tweet que eu li.
For lessons, please go to https://portuguesewitheli.com De vez em quando o pessoal aparece com umas modas que, vou te contar, viu? Recentemente me disseram que eu tinha ludomania. Ludomania? Aí me explicaram: é vício em jogo. Viciado, eu? Toda sexta-feira, depois do expediente, a gente juntava a turma toda para tomar umas e jogar uma partidinha de jogos de baralho. Tinha aposta, mas não era nada de fazer cair o queixo. No máximo, todo mundo contribuía com uns trocados para o bolo, e ninguém era obrigado a apostar. Como era um pouquinho competitivo, sempre apostava. Quando ganhava, era uma alegria só. E eu ganhava muito porque sabia blefar e fazer cara de paisagem. Com frequência, conseguia virar o jogo. Ganhei tanta confiança no meu jogo que podia cantar vitória antes do tempo e não me preocupar. Aí o pessoal foi saindo da nossa mesa, porque diziam: ah, o Arnaldo não sabe jogar. Quem não sabia jogar eram eles. Eles temiam jogar comigo porque sabiam que eu era profissa, tá ligado? Até que chegou uma nova funcionária na nossa mesa – a Carla. Carla tinha começado com as cartelas de bingo e jogo do bicho. Mas virou mestra em pôquer. Fiquei encafifado... como era possível uma mulher ser tão boa jogadora? Eu a desafiei para uma partida de buraco e ela disse que não jogava jogo de criança. Que tal um amistoso de pôquer? Aceitei, mas perdi. Não entendia de pôquer e estava passando por uma maré de azar. Mas não ia deixar barato. Comprei cursos, livros, tudo o que tinha a ver com jogos de azar... até paguei um coach para me ajudar a aprimorar minha jogatina. Quando senti que tinha atingido o nível que almejava, decidi desafiá-la para uma revanche. Coloquei todas as minhas fichas naquela partida: apostei o meu salário do mês. A Carla não titubeou. Ela aceitou a proposta no ato. Todo mundo da empresa apareceu. Começamos a jogar. Até que no final, percebi que a vitória estava no papo. Era impossível perder. Dava para ver nos olhos dela que ela estava desesperada. Eu estava preparado para bater com o Straight Flush, mas no final, sofri um revés: ela apareceu com um Royal flush. Fui derrotado. Todo mundo na mesa vibrou com a vitória da Carla. Eu fiquei com a cara no chão. Agora tinha perdido meu salário. Comecei a chorar. A sorte foi que a Carla levou tudo na boa. Ela disse que não precisava do meu salário. Só queria me mostrar que eu devia me controlar e não ser tão viciado. Disse que eu tinha ludomania. Eu, viciado em jogo? Imagina! Eu sempre soube a hora de parar. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
Coloquei no YouTube e Gloria TV, adotando um nickname, um vídeo (http://www.gloria.tv/?media=47313) produzido pela ISOC sobre as mudanças que o Vaticano II introduziu na Igreja e nos Sacramentos. E, com a intenção de divulgá-lo, comecei a enviá-lo aos emails de paróquias e pastorais das diversas dioceses brasileiras. Eis que recebi uma resposta, por email, de um Padre da Arquidiocese de Belo Horizonte, Padre Mauro Silva, que é simplesmente uma confissão anti-católica...
Leitura bíblica do dia: Provérbios 30:5-8 Plano de leitura anual: Jó 41–42; Atos 16:22-40; Coloquei a Bíblia sobre o púlpito e olhei para os ouvintes. Eu estava preparada, mas não conseguia falar e pensei: Jamais a ouvirão, especialmente se conhecerem o seu passado. E Deus nunca a usaria. Seladas em mim, essas palavras ditas de várias maneiras ao longo da minha vida desencadearam uma luta contra as mentiras em que eu tão facilmente acreditava. Sabia que as palavras não eram verdadeiras, mas eu não abandonava as minhas inseguranças e temores. Em seguida, abri a Bíblia. Antes de a ler em voz alta, inalei e exalei o ar lentamente. “Toda palavra de Deus se prova verdadeira; ele é escudo para quem busca sua proteção” (Provérbios 30:5). Fechei os olhos, a paz me invadiu e compartilhei o meu testemunho com os presentes. Muitos já experimentaram o poder paralisante das palavras e opiniões negativas de outros sobre nós. No entanto, a Palavra de Deus é verdadeira, perfeita e sã. Quando queremos crer em ideias que subjugam o nosso espírito quanto ao nosso valor ou propósito como filhos de Deus, a verdade duradoura e infalível de Deus protege a nossa mente e o nosso coração. Reportamo-nos ao salmista que escreveu: “Medito em teus estatutos tão antigos; ó Senhor, eles me consolam!” (Salmo 119:52). Vamos combater as mentiras que aceitamos a respeito de Deus, de nós e dos outros, substituindo a linguagem negativa pelas Escrituras. Por: Xochitl E Dixon
devocional Actos leitura bíblica Quando Paulo e Barnabé saíram da sinagoga, pediram-lhes para voltarem no sábado seguinte e falarem sobre o mesmo assunto. Depois de acabar a reunião, muitos dos judeus e dos convertidos ao Judaísmo acompanharam Paulo e Barnabé, que os aconselhavam a andarem firmes na graça de Deus. No sábado seguinte, quase toda a população da cidade foi ouvir a palavra do Senhor. Quando os judeus viram tanta gente, ficaram cheios de inveja e começaram a contradizer Paulo e a insultá-lo. Mas Paulo e Barnabé disseram-lhes com toda a coragem: «Era necessário anunciar-vos a palavra de Deus, a vós em primeiro lugar. Mas, uma vez que a rejeitam e não se acham merecedores da vida eterna, então vamos virar-nos para os que não são judeus. Esta é a ordem que o Senhor nos deu: Coloquei-te como uma luz para os pagãos, para que leves a salvação ao mundo inteiro .» Ao ouvirem isto, os não-judeus ficaram muito contentes e começaram a glorificar a palavra do Senhor. E todos os que Deus escolheu para a vida eterna creram na sua palavra. Assim se espalhou a mensagem do Senhor por toda aquela região. Mas os judeus falaram com algumas mulheres mais religiosas e respeitadas, e com os homens importantes da cidade, e convenceram-nos a perseguir Paulo e Barnabé, até os expulsar da região. Então os apóstolos sacudiram a poeira dos seus pés, em sinal de protesto contra eles, e foram para a cidade de Icónio. Entretanto, os discípulos em Antioquia ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo. Actos 13.42-52 in Bíblia para Todos devocional Há quem vibre intensamente com a mensagem da salvação logo à primeira. Por compreender o seu próprio estado de perdição e se sentir fascinado com a graça de Deus que tudo cobre. Não raras vezes sentem necessidade que se lhes repita cada pitada do amor e da justiça do Alto. Haja disponibilidade e firmeza para, na disposição que revelam de seguir Jesus, “os exortar a perseverar na graça de Deus”. Até porque por muito atractivo que seja ouvir a palavra de Deus a oposição não tardará e, ainda por cima, será feroz. Nessas ocasiões impõe-se, por um lado, confrontar em amor quem resiste à fé e a distorce e, por outro lado, animar os que se rendem ao domínio de Jesus. Custa muito ver pessoas, que aparentemente teriam tudo para caminhar sob a alçada de Jesus, rejeitar a paz perene por manifesta resistência ao arrependimento. Essa tristeza só é suplantada pelo gozo enorme constatado na vida dos que se “alegram e glorificam a palavra do Senhor”. Assim, divulgue-se a mensagem da salvação de modo que, também hoje, se cumpra o plano de Deus: “E creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna”. Mesmo que se colham ódios inexplicáveis e haja necessidade de “sacudir o pó dos pés” contra os seus semeadores, uma coisa é garantida: Para onde quer que os seguidores de Jesus se desloquem estão “cheios de alegria e do Espírito Santo”. - jónatas figueiredo
Sábado passado, eu peguei a minha caixa de primeiros socorros. Ela é um caderno que eu guardo no fundo do armário e pro qual eu recorro sempre que eu preciso trocar os quatro pneus do carro, com o carro em movimento. Ou seja, quando eu preciso equilibrar ou entender a minha própria vida. Com o caderno no colo, eu sentei de pernas cruzadas em cima do sofá e fiz uma lista. Lista bem estar, eu chamei. E fui anotando ali tudo que me dá essa sensação. A sensação de bem estar, de estar bem. Coloquei várias coisas ali - banho no escuro, dormir cedo, samba em dia de sol, amigos. Mas a parte mais legal disso foi a hora que eu fechei o caderno e pensei: agora vamo ver como essa lista continua. edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca texto: @natyops Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas
Agora parece-me tudo bastante óbvio, mas sei que no início era uma grande confusão. Como é que tracei o meu plano FIRE? 1. Li muitos livros sobre o tema 2. Coloquei os meus números no Excel e tracei o meu plano Já começaste a tua jornada?
To learn more about the Continuing Education Program for the Guides, follow this link: https://portuguesewitheli.com/school And here is the monologue for your benefit. Dizem que eu vivia nas nuvens, mas discordo: sempre tive tino para negócio e soube que era um empreendedor nato. Quando criança, vendia minha merendapara comprar brinquedo, e revendia o brinquedo para comprar mais comida, mas sempre acabava ficando sem brinquedo e sem comida. Na minha adolescência, encabeceium negócio de cuidados com cavalos. Sempre ouvi dizer que quem tinha cavalo era rico, então, com clientes ricos, eu ia arrebentar a boca do balão. Meu faro sempre foi muito aguçado. O problema com esse plano foi que ninguém tinha cavalo no meu bairro. Operei no vermelhopor um bom tempo e, sem clientes, o negócio degringolou. Então fui me metendo em furadaatrás de furada – abri uma loja de guarda-chuvas em Cabaceiras, minha cidade natal... era a cidade onde menos chovia no Brasil. Pensava: ninguém vai tentar a sorte e vender guarda-chuva aqui, então só vão poder comprar na minha mão. Vou vender pelo preço que quiser. Mas tinha uma falha no meu plano de negócios. Não levava em consideração que os clientes já podiam ter um guarda-chuva em casa. Meu estoque ficou todo encalhado e tive que vender tudo a preço de banana. É de amargar, viu? Depois abri uma locadorade patinete elétrico... em Salvador. Eu não contava que aqui tivesse tanta ladeira, então um cliente alugava um patinete hoje, se arrebentava ali na frente e depois vinha chiarno meu ouvido, dizendo que os patinetes eram ruins. Então, saindo desse ramo de mercadorias, deliberei sobre que caminho tomar, porque queria algo mais certo, para plantar e colher. Resolvi ingressarno mundo da educação. O público-alvo? Empreendedores de primeira viagem. Como eu já tinha feito minha lição de casa– fali vários negócios – sabia exatamente o que não fazer para ter sucesso. Ou seja, era como se eu tivesse uma bola de cristal. Com certeza, eu ia quebrar a banca. Só precisava de um investidor para abraçaressa ideia. Coloquei um anúncio na internet. Primeiro não apareceu ninguém. E os meus investimentos em publicidade só me amealhavamdívidas e mais dívidas, e você sabe como é que é com cartão: é uma bola de neve, basta você errar a mão uma vezinha só e lá se foi todo seu dinheiro. Mas não ia desistir. Não tinha fracassado tanto na vida para nadar e morrer na praia. Quando eu estava quase desistindo, um cara me mandou um email. Tinha se interessado pela ideia. A gente se reuniu e ele me deu as ideias: ele tinha um modelo de negócios diferente. Ele trabalhava numa empresa especializada em falências e queria abrir uma consultoria. E se tem alguém que entende de falências, esse alguém sou eu. Finalmente vou virar o jogo! --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
English in Brazil Podcasts - sua dose de inglês a qualquer momento
Parece piada, mas tem lugares na Terra do Rei Charles cujos nomes abrem a segundas interpretações, ou em certos casos, nem precisa. Coloquei aqui uma lista de locais britânicos que têm nomes tão fora-da-casinha que muita gente ficaria vermelha só de falar, mas com o que os britânicos adoram de fazer piadas! E assim começamos o primeiro episódio do ano de Starting Up, de uma maneira curiosa e divertida! Cola aí! Lugares: Cock Hill, Fanny Avenue, St Mellons, Nob End, Hooker Road, Backside Lane, Shitterton Baixe nosso e-book gratuito Roteiro de Estudos - https://eibrazil.com/re-podcast NOSSO PERFIL OFICIAL NO INSTAGRAM: www.instagram.com/englishinbrazil
Como começar uma relação de mais respeito, amor e cuidado com você? Coloquei nesse episódio uma jornada de 3 passos que mudaram minha vida e espero que te ajude! Baixe aqui o app da Vitat para te ajudar no cuidado com sua saúde, alimentação e bem estar: http://bit.ly/3GyyF22 • publicidade
Leia Deuteronômio 4 “Tenham muito cuidado, para que não se corrompam e não façam para si um ídolo, uma imagem de qualquer forma semelhante a homem ou mulher, ou a qualquer animal da terra ou a qualquer ave que voa no céu, ou a qualquer criatura que se move rente ao chão ou a qualquer peixe que vive nas águas debaixo da terra.[...] não façam para si ídolo algum com a forma de qualquer coisa que o Senhor, o seu Deus, proibiu. Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus zeloso; é fogo consumidor.[...] O Senhor os espalhará entre os povos, e restarão apenas alguns de vocês entre as nações às quais o Senhor os levará. Lá vocês prestarão culto a deuses de madeira e de pedra, deuses feitos por mãos humanas, deuses que não podem ver, nem ouvir, nem comer, nem cheirar.” Deuteronômio 4: 15-28 Reflita Fuja da idolatria! O homem tem uma terrível inclinação para a idolatria. De pessoas que foram grandes homens e mulheres na história cristã, a ídolos do cinema, cantores ou imagens da natureza. O ser humano tem uma tendência a dar valor ao que não tem. São esses alertas que o Senhor nos faz em Deuteronômio. Ninguém e nem nada tem um poder sobrenatural. A roupa de uma pessoa abençoada, o dente de um filho, um elefante de costas para a porta...Tudo isso não passa de misticismo que devemos evitar. Certa ocasião, já convertida há muitos anos, eu tinha um quadro enorme na minha sala de uma reprodução de uma obra renascentista. Uma tela linda. Um dia lendo o texto de Deuteronômio meus olhos se abriram e vi que naquele quadro estava escrito Santa Clara e a imagem dela. Mesmo não recebendo de mim nenhuma adoração, só o fato de ocupar um lugar de destaque na minha casa era uma posição de idolatria. Já havia recebido tantos líderes religiosos em minha casa e nunca alguém havia feito qualquer comentário sobre o quadro. O próprio Espírito Santo me convenceu do meu equívoco. Coloquei no lixo aquela peça cara sem nenhum remorso. Não por religiosidade, mas por obediência. Peça para que Deus lhe mostre se você tem guardado ídolos em sua casa e obedeça-o agora mesmo. Ore Pai amado, peço que me revele se tenho ídolos em minha casa ou meu trabalho e que eu os identifique e me desfaça dele, pois minha fé está exclusivamente no Senhor. O único que pode mudar a minha história.
Shall we meet? Follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/meetngreet And here's the monologue for your benefit: Minha vida é bem atribulada, mas tenho sorte, porque tudo sempre sai bem no final. Até mesmo viagem de fim de ano, para mim, sempre dá certo. E viagem não é fácil, viu? Primeiro, tem os contratempos nos aeroportos. Você sabe que o daqui de Salvador é um ovo. E é lotado o tempo todo. E lá fui eu, com meu localizador, duas malasgrandes e uma de mão, para despachar tudo no balcão do check-in. Deu excesso de peso e tive de pagar o adicional lá mesmo. Coloquei tudo no cartão. Meu limite estava perigandoestourar, mas, graças a Deus, passou. Na hora de embarcar, mais uma chatice. A gente tem que formar filas, todo mundo sabe disso, mas sempre tem um ou outro espertinho que fura a fila. A confusão começa, todo mundo reclama, mas o atendente da companhia aérea não se importa: olha o cartão de embarque, confere os documentos e manda entrar. Quando fui procurar meu assento – que era “confort”, marcado com não sei quantos dias de antecedência – vi que tinha um fedelho sentado lá. Quando eu pedi que ele saísse, ele começou a espernear, e a mãe dele veio lá do fundo do avião perguntar o que é que estava acontecendo. — É seu filho? — perguntei. Ela fez que sim. Disse que era meu assento, e ela perguntou se não podia deixar ele ali mais um pouquinho, só até o avião decolar. Eu respondi com um não bem redondo, para ver se ela se mancava. Ora essa. Eu lá pago quase três mil contos para umazinhavir me pedir para deixar o filho dela se sentar na minha poltrona? Depois disso, pensei que ia ter paz, mas pobre não tem um minuto de sossego, viu? No meio da viagem teve turbulência. O menino de antes começou a gritar no fundo do avião, e os outros passageiros todos olhando e comentando. “Vai cair, o avião vai cair!” E a mãe dele só ria, como se aquilo fosse bonitinho. Na hora de pousar, o menino ainda não tinha se aquietado, mas a comissária de bordo deu uma chamada na mãe dele e ela finalmente decidiu que era mãe e ia cuidar do filho. Aleluia. Pronto. Aeronave na pista, os passageiros estavam desembarcando e lá fui eu, todo serelepe, para a esteira, pegar minha bagagem. Sorte a minha foi que nada foi extraviado. Peguei minhas malas, fui a uma sorveteria ainda dentro do Pinto Martins e tomei um sorvetinho, para espairecer. Depois peguei o táxi para ir para a casa de minha família. No meio do caminho, me preparei para ligar para eles, botei a mão no bolso e não encontrei o celular. Cadê o maldito celular? Tinha perdido o celular no aeroporto! Pedi para o taxista dar meia volta. Chegamos rapidinho no aeroporto. E dei sorte, duas vezes: meu celular estava lá no Achados e Perdidos, assim como estava o cantor daquela banda, É O Tchan. Saí de lá com meu celular e um autógrafo. --- Send in a voice message: https://anchor.fm/portuguesewitheli/message
De uma vila remota na Amazônia para a escola de gastronomia francesa mais famosa do mundo. A rondoniense Jaíne Mackievicz ensina – no país do fast-food – que inspiração, criatividade e autenticidade podem ser o melhor tempero. A brasileira ganhou o reality show “The Julia Child Challenge” (Food Network/Discovery +), em homenagem à autora de livros e apresentadora de programas de culinária mais lendária dos Estados Unidos. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Como prêmio, Jaíne vai passar três meses estudando na Le Cordon Bleu, em Paris, mesma escola em que Julia Child estudou na década de 1950. Foi fazendo arroz com feijão, moqueca, caldo de peixe, e outras comidas bem brasileiras, que Jaíne – que mora nos Estados Unidos há cinco anos – desbancou os outros sete concorrentes do reality que aconteceu em Los Angeles e foi transmitido para todo o mundo. "Ser brasileira me ajudou muito nessa interpretação da comida. Como a comida me representa, muito mais do que é bonito ver na TV. Isso é que os chefes querem ver. Então, quando eu entendi isso, eu fiz frango com polenta, brigadeiro, muito bolo porque eu faço muito bolo em casa, crepe, porque a gente come muita panqueca enrolada na carne moída. Aí eu interpretei da maneira que eu achava que era um pouco mais francesa", conta Jaíne. O concurso de seis episódios foi uma celebração aos 110 anos do nascimento de Julia (1912–2004). A californiana foi uma celebridade nos Estados Unidos por ensinar na TV, durante quatro décadas, de forma bem humorada a alta gastronomia que aprendeu na escola da França. O estúdio do programa era uma réplica da lendária cozinha da apresentadora, que teve a história contada no filme "Julie e Julia" (2009), com Meryl Streep no papel principal. "Todos daqui cresceram sobre a influência da Julia, todo mundo entendia muito de comida francesa. Eu nunca comi um prato de um restaurante francês na minha vida, porque na Amazônia não tem restaurante francês, em Boston onde eu morava, não tinha dinheiro para ir em um restaurante francês. Então, eu não tinha ideia, era o que eu achava que era. Um dos competidores, por exemplo, está na França toda semana, ele trabalha na França. Os outros também já visitaram a França em algum momento da vida." Julia e Jaíne Jaíne nasceu em uma pequena vila na Amazônia, na cidade de Costa Marques, na fronteira com a Bolívia. Ela relembra um fato que aconteceu quando tinha seis anos de idade, e que além de marcá-la por toda vida, definiu essa trajetória. "Um dia eu vi um clipe da Julia Child em um programa infantil, era algum outro programa do Brasil mostrando o programa daqui dos Estados Unidos, que chamava Mister Rogers Neighborhood. Eu vi a Julia fazendo uma tigela de espaguete e ela comia com hashi (os palitos japoneses). Eu achei muito divertido e fiquei com aquilo na cabeça. Cresci cozinhando por conta, sem receita, tentando aprender. Quando eu era adolescente lançaram Julie e Julia, com Meryl Streep, aí vi a Julia pela segunda vez no cinema e me apaixonei de vez. Coloquei na minha cabeça que um dia iria aprender a cozinhar como ela e que iria para a França aprender a cozinhar como ela fez. E isso eu tinha 14, 15 anos no meio da floresta", diz a vencedora do reality. Mas, a vida e a família pediam caminhos mais objetivos. Jaíne se tornou advogada e arquivou os planos até a morte repentina do pai em um acidente. O momento de guinada para ela chegar à conclusão: "Eu não vou gastar nenhum segundo da minha vida para fazer algo que eu não ame muito". Jaíne embarcou com o namorado e com o desejo de estudar na escola de gastronomia fundada por Julia Child, em Massachusetts (EUA). Só na terra do Tio Sam descobriu que o curso era caro demais e, na época, tinha também inglês de menos. Mas, se entregou aos livros de culinária, através deles aprendeu e aperfeiçoou a língua de tal forma que começou a escrever sobre comida para publicações americanas especializadas. Em mais um momento decisivo, daqueles que emocionam, na cara e na coragem Jaíne mandou uma sugestão para a revista Cherry Bombe para escrever sobre a conexão da menina do meio da Amazônia com Julia Child. Sugestão aceita, a revista bateu recordes de vendas e por causa do artigo veio um telefonema para convidá-la a participar do reality show. Autenticidade Até ser a grande vencedora, Jaíne não sabia que o prêmio seria o curso completo na badalada escola francesa. Há onze anos, ela guardava dinheiro para um dia poder estudar no mesmo local onde Julia aperfeiçoou suas habilidades com as panelas, no forno e no fogão. "Para mim, a maior lição do programa todo é que você não precisa fazer diferente na vida do que você é. Parece clichê quando as pessoas falam que a autenticidade ganha. Mas se você se esforça demais, não é natural. Eu só cozinhei comida que eu gosto de comer e funciona. Aparentemente, mais gente gostou delas", brinca. Jaíne está escrevendo livros de receitas e negocia a publicação com uma grande editora americana especializada em gastronomia. Mas, um dos grandes desejos da rondoniense é poder levar suas receitas e adaptações das cozinhas francesa e americana, um dia, também ao público brasileiro.
De uma vila remota na Amazônia para a escola de gastronomia francesa mais famosa do mundo. A rondoniense Jaíne Mackievicz ensina – no país do fast-food – que inspiração, criatividade e autenticidade podem ser o melhor tempero. A brasileira ganhou o reality show “The Julia Child Challenge” (Food Network/Discovery +), em homenagem à autora de livros e apresentadora de programas de culinária mais lendária dos Estados Unidos. Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles Como prêmio, Jaíne vai passar três meses estudando na Le Cordon Bleu, em Paris, mesma escola em que Julia Child estudou na década de 1950. Foi fazendo arroz com feijão, moqueca, caldo de peixe, e outras comidas bem brasileiras, que Jaíne – que mora nos Estados Unidos há cinco anos – desbancou os outros sete concorrentes do reality que aconteceu em Los Angeles e foi transmitido para todo o mundo. "Ser brasileira me ajudou muito nessa interpretação da comida. Como a comida me representa, muito mais do que é bonito ver na TV. Isso é que os chefes querem ver. Então, quando eu entendi isso, eu fiz frango com polenta, brigadeiro, muito bolo porque eu faço muito bolo em casa, crepe, porque a gente come muita panqueca enrolada na carne moída. Aí eu interpretei da maneira que eu achava que era um pouco mais francesa", conta Jaíne. O concurso de seis episódios foi uma celebração aos 110 anos do nascimento de Julia (1912–2004). A californiana foi uma celebridade nos Estados Unidos por ensinar na TV, durante quatro décadas, de forma bem humorada a alta gastronomia que aprendeu na escola da França. O estúdio do programa era uma réplica da lendária cozinha da apresentadora, que teve a história contada no filme "Julie e Julia" (2009), com Meryl Streep no papel principal. "Todos daqui cresceram sobre a influência da Julia, todo mundo entendia muito de comida francesa. Eu nunca comi um prato de um restaurante francês na minha vida, porque na Amazônia não tem restaurante francês, em Boston onde eu morava, não tinha dinheiro para ir em um restaurante francês. Então, eu não tinha ideia, era o que eu achava que era. Um dos competidores, por exemplo, está na França toda semana, ele trabalha na França. Os outros também já visitaram a França em algum momento da vida." Julia e Jaíne Jaíne nasceu em uma pequena vila na Amazônia, na cidade de Costa Marques, na fronteira com a Bolívia. Ela relembra um fato que aconteceu quando tinha seis anos de idade, e que além de marcá-la por toda vida, definiu essa trajetória. "Um dia eu vi um clipe da Julia Child em um programa infantil, era algum outro programa do Brasil mostrando o programa daqui dos Estados Unidos, que chamava Mister Rogers Neighborhood. Eu vi a Julia fazendo uma tigela de espaguete e ela comia com hashi (os palitos japoneses). Eu achei muito divertido e fiquei com aquilo na cabeça. Cresci cozinhando por conta, sem receita, tentando aprender. Quando eu era adolescente lançaram Julie e Julia, com Meryl Streep, aí vi a Julia pela segunda vez no cinema e me apaixonei de vez. Coloquei na minha cabeça que um dia iria aprender a cozinhar como ela e que iria para a França aprender a cozinhar como ela fez. E isso eu tinha 14, 15 anos no meio da floresta", diz a vencedora do reality. Mas, a vida e a família pediam caminhos mais objetivos. Jaíne se tornou advogada e arquivou os planos até a morte repentina do pai em um acidente. O momento de guinada para ela chegar à conclusão: "Eu não vou gastar nenhum segundo da minha vida para fazer algo que eu não ame muito". Jaíne embarcou com o namorado e com o desejo de estudar na escola de gastronomia fundada por Julia Child, em Massachusetts (EUA). Só na terra do Tio Sam descobriu que o curso era caro demais e, na época, tinha também inglês de menos. Mas, se entregou aos livros de culinária, através deles aprendeu e aperfeiçoou a língua de tal forma que começou a escrever sobre comida para publicações americanas especializadas. Em mais um momento decisivo, daqueles que emocionam, na cara e na coragem Jaíne mandou uma sugestão para a revista Cherry Bombe para escrever sobre a conexão da menina do meio da Amazônia com Julia Child. Sugestão aceita, a revista bateu recordes de vendas e por causa do artigo veio um telefonema para convidá-la a participar do reality show. Autenticidade Até ser a grande vencedora, Jaíne não sabia que o prêmio seria o curso completo na badalada escola francesa. Há onze anos, ela guardava dinheiro para um dia poder estudar no mesmo local onde Julia aperfeiçoou suas habilidades com as panelas, no forno e no fogão. "Para mim, a maior lição do programa todo é que você não precisa fazer diferente na vida do que você é. Parece clichê quando as pessoas falam que a autenticidade ganha. Mas se você se esforça demais, não é natural. Eu só cozinhei comida que eu gosto de comer e funciona. Aparentemente, mais gente gostou delas", brinca. Jaíne está escrevendo livros de receitas e negocia a publicação com uma grande editora americana especializada em gastronomia. Mas, um dos grandes desejos da rondoniense é poder levar suas receitas e adaptações das cozinhas francesa e americana, um dia, também ao público brasileiro.
De turnê esgotada e protagonizando a nova série brasileira da Netflix, Maldivas, Manu Gavassi fez uma reflexão sobre por que as artistas mulheres continuam sendo noticiadas com o enfoque em sua estética, ao invés de seus feitos. “Tô pra fazer 30 anos daqui a pouco e tô com zero paciência pra continuarmos sendo reduzidas a nossa aparência e não a nossa carreira”, desabafou a artista. Tudo começou após a cantora se sentir incomodada por uma manchete que foi veiculada sobre ela, que tinha como foco principal as mudanças em seu físico, apesar do grande sucesso da cantora. Além de apontar a recorrência da situação com outras mulheres, ela propôs um exercício: “Coloquei nome de atores e cantores homens com mais ou menos a minha idade e fui ver a capa deles. NENHUMA os reduzia a aparência. Alguma cirurgia? Botox? Mudança de cabelo? Nenhuma citava isso a respeito deles. Apenas suas grandes conquistas profissionais, não importa se são de fato grandes ou não. Daí eu dei um Google nas mulheres e a história já muda um pouco…” --- Support this podcast: https://anchor.fm/nativa-fm-campinas/support
Coloquei toda minha esperança no Senhor, ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro . Salmo 40.1
Coloquei o feijão limpo numa tigela e a sujeira eu separei para colocar na lixeira. -------------------------- Conto do Podcast: Abiose - Vida Latente Autor: Jorge Barreto --------------------------------------------------- Quer saber como colaborar com o canal ou dar alguma sugestão? Quer patrocinar um episódio de Abiose - Vida latente? É muito simples, entre em contato com a gente, envie um e-mail para: abiose.vidalatente@gmail.com Instagram: @abiosevidalatente Grupo no Telegram - https://T.me/Abiose_Vida_Latente Twittter - https://twitter.com/Abiose_V_L YouTube - https://www.youtube.com/channel/UCHnEYyjlsI5nmlsxnSlTRPA ---------------------------------------------------- Siga também em outras plataformas: Google Podcasts, Anchor, Pocket Casts, Radio Public, Apple Podcasts, Chartable, etc. *Recomendado para maiores de 18 anos
Rezemos juntos com Nossa Senhora os 9 meses e acompanhemos a gestação do menino Jesus! Peça a sua graça! Reze com confiança! Novena do livro 9 Meses com Maria de autoria do Padre Luís Erlin, publicado pela Editora Ave-Maria Compartilhe esta novena para que mais pessoas possam estar conosco em oração e inscreva-se no canal para que você possa receber mais orações e rezar com a gente! Agradecimento: Autor do Livro: Padre Luís Erlin Editora: Ave Maria Você encontra este livro em: http://bit.ly/novemesescommaria ]2 de maio Meu corpo foi formado no seio de minha mãe. (Sabedoria 7,1b) Enquanto almoçávamos, ouvimos alguém bater na porta de casa. José abriu e era um jovem moço que pedia auxílio, disse-nos que sua filhinha estava com uma forte febre. Fomos correndo ao local. A mãe da criança, desesperada, disse que tinha ouvido falar da minha gravidez, que acreditava que o menino que eu trazia no ventre era o Salvador e pediu para eu rezar. Coloquei a mão em minha barriga e pedi: “Senhor, se for de vossa vontade, devolva a alegria a essa mãe, curai essa pobre criança”. Depois de um tempo a febre passou, e o casal louvou muito a Deus. José e eu ficamos bastante assustados com esse fato e pedimos aos pais que guardassem segredo. Em situações em que é difícil ajudar, basta uma oração, pois a prece nos aproxima do outro, rezar por alguém é demonstrar amor. Oração da gravidez de Maria Deus Pai, que por obra do Espírito Santo fecundaste o seio virginal de Maria e a escolheste para ser a Mãe de Jesus, nosso Salvador, eu te louvo e te agradeço por teu amor incondicional por mim, por minha família e por toda a humanidade. Sei que minha vida é regida pela tua providência; da mesma forma que chamaste Maria para uma missão tão importante, também me chamas para cumprir teus desígnios. Quero ser fiel a ti, a exemplo de Maria que gerou o Verbo por nove meses; também quero gestar o teu Filho em meu coração até eu poder dizer como o apóstolo Paulo: Já não sou eu quem vivo é Cristo quem vive em mim . Nesta novena em que eu acompanho diariamente os nove meses da Virgem Imaculada grávida eu te peço a graça (... fazer o pedido ...). Eu confio, amo e espero, assim como tua serva, Maria Santíssima, Mãe de Jesus. Amém Para colaborar com este apostolado doações espontâneas chave pix: patriciaemusica@gmail.com chave pix aleatória: 9a37bf61-5113-4ea0-9e85-f45c6e9fbc79 conta corrente Caixa Federal Patrícia A. O. Acosta Agência 0320 conta corrente: 38.496-6 Deus abençoe! Siga-me no Spotify: Patrícia Acosta Reza Comigo https://open.spotify.com/show/5g3hfEmlT7dFU8fHINzICx?si=SWxA8JBDQCWGMo7OFveStg Siga também meu canal culinário: PATRÍCIA ACOSTA COZINHA COMIGO Link: (388) Patrícia Acosta Cozinha Comigo - YouTube Siga-me no Instagram: @patríciaacostarezacomigo https://www.instagram.com/patriciaacostarezacomigo Página no Facebook: Patrícia Acosta Reza Comigo https://business.facebook.com/patriciaacostarezacomigo Canal no Telegram: https://t.me/patriciarezacomigo
Nesse episódio de 'Bichos na Escuta', a jornalista Giuliana Girardi conta a história de Mago, cachorro que teve perfil ativo por quatro anos em um site de relacionamento para pets. O pastor suíço viveu duas relações a partir de 'matchs' promovidos pela plataforma e de um deles nasceu Xuva, que hoje vive com ele. Participam desse episódio Rodrigo Vieira, tutor de Mago e Xuva, e Isadora Rebouças, empresária responsável pela criação do Cruzapet, site voltado para reprodução de animais. Consultora do podcast, a veterinária Rita Ericson orienta sobre os cuidados necessários ao cruzar os pets.
Bom dia! Vamos para mais uma #MensagemDoDia A Escritura de hoje está em Mateus 7:11, NVI - “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!” Resista! Muitas vezes a religião nos diz que Deus coloca doenças em nós para nos ensinar alguma coisa. É verdade que você pode aprender algo enquanto está doente, mas Deus não nos envia doenças, aflições ou vícios somente para nos ensinar. Jesus disse que se os pais terrenos dão coisas boas a seus filhos, “quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que pedirem”. Qual é o pai amoroso que diria: “Coloquei esta doença no meu filho para poder lhe ensinar uma lição”? Enquanto você pensar que a doença vem de Deus, não haverá fé para se livrar dela. Você precisa ver cada doença, cada enfermidade e cada vício como obra do inimigo tentando te afastar de Deus. Jamais diga: “Meu câncer... meu diabetes... minha artrite”. Nada disso é seu. Não pertence a você. Seu corpo é um templo do Deus Altíssimo. A Escritura diz: “Resista ao inimigo, e ele fugirá de vós”. Você tem que resistir a tudo isso. Não aceite como regra ou punição. Pode estar assim agora, mas você já está em processo de sair disso tudo. Vamos fazer uma oração! “Pai, obrigado porque onde quer que Jesus estivesse, Ele levava cura e restauração para todas as pessoas que foram até Ele. Obrigado porque sei que a doença não vem de Ti, ela não é uma ferramenta de ensino, mas sim uma demonstração da Tua vontade de me trazer cura. Resistirei à doença e esperarei que ela vá embora. Em nome de Jesus, amém!”
Primeira Leitura: 2 Samuel 5,1-7.10 Leitura do segundo livro de Samuel – Naqueles dias, 1todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: “Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. 2Tempo atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: ‘Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe'”. 3Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até o rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel. 4Davi tinha trinta anos quando começou a reinar e reinou quarenta anos: 5sete anos e seis meses sobre Judá, em Hebron, e trinta e três anos em Jerusalém, sobre todo Israel e Judá. 6Davi marchou então com seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam aquela terra. Estes disseram a Davi: “Não entrarás aqui, pois serás repelido por cegos e coxos”. Com isso queriam dizer que Davi não conseguiria entrar lá. 7Davi, porém, tomou a fortaleza de Sião, que é a cidade de Davi. 10Davi ia crescendo em poder, e o Senhor, Deus todo-poderoso, estava com ele. – Palavra do Senhor. Salmo Responsorial: 88(89) Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele. 1. Outrora vós falastes em visões a vossos santos: † “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói / e do meio deste povo escolhi o meu eleito. – R. 2. Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, / e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. / Estará sempre com ele minha mão onipotente, / e meu braço poderoso há de ser a sua força. – R. 3. Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, / sua força e seu poder, por meu nome, crescerão. / Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, / e a sua mão direita estenderei por sobre os rios”. – R. Evangelho: Marcos 3,22-30 Aleluia, aleluia, aleluia. Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que satanás pode expulsar a satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. – Palavra da salvaçã
Leia Deuteronômio 4 “Tenham muito cuidado, para que não se corrompam e não façam para si um ídolo, uma imagem de qualquer forma semelhante a homem ou mulher, ou a qualquer animal da terra ou a qualquer ave que voa no céu, ou a qualquer criatura que se move rente ao chão ou a qualquer peixe que vive nas águas debaixo da terra.[...] não façam para si ídolo algum com a forma de qualquer coisa que o Senhor, o seu Deus, proibiu. Pois o Senhor, o seu Deus, é Deus zeloso; é fogo consumidor.[...] O Senhor os espalhará entre os povos, e restarão apenas alguns de vocês entre as nações às quais o Senhor os levará. Lá vocês prestarão culto a deuses de madeira e de pedra, deuses feitos por mãos humanas, deuses que não podem ver, nem ouvir, nem comer, nem cheirar.” Deuteronômio 4: 15-28 Reflita Fuja da idolatria! O homem tem uma terrível inclinação para a idolatria. De pessoas que foram grandes homens e mulheres na história cristã, a ídolos do cinema, cantores ou imagens da natureza. O ser humano tem uma tendência a dar valor ao que não tem. São esses alertas que o Senhor nos faz em Deuteronômio. Ninguém e nem nada tem um poder sobrenatural. A roupa de uma pessoa abençoada, o dente de um filho, um elefante de costas para a porta...Tudo isso não passa de misticismo que devemos evitar. Certa ocasião, já convertida há muitos anos, eu tinha um quadro enorme na minha sala de uma reprodução de uma obra renascentista. Uma tela linda. Um dia lendo o texto de Deuteronômio meus olhos se abriram e vi que naquele quadro estava escrito Santa Clara e a imagem dela. Mesmo não recebendo de mim nenhuma adoração, só o fato de ocupar um lugar de destaque na minha casa era uma posição de idolatria. Já havia recebido tantos líderes religiosos em minha casa e nunca alguém havia feito qualquer comentário sobre o quadro. O próprio Espírito Santo me convenceu do meu equívoco. Coloquei no lixo aquela peça cara sem nenhum remorso. Não por religiosidade, mas por obediência. Peça para que Deus lhe mostre se você tem guardado ídolos em sua casa e obedeça-o agora mesmo.
Nesse episódio vou contar para vocês, a trágica e triste história do acidente com a Apollo 1 que matou 3 astronautas, Virgil Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee, um dos mais trágicos acidentes da história da exploração espacial. Coloquei áudios originais ao longo do episódio e é bem pesado em determinados pontos, então, caso você tenha problemas com isso, aconselho a não ouvir o episódio.
Coloquei no #LiveSet as tracks que estou mais tocando nas pistas, novidades e remakes! Escute até o final e ouça, com exclusividade, meu novo single, chamado #GiveALittleLove, em parceria com Mister Jam e cantado pela Francinne! O #LiveSet foi gravado, ao vivo, no estúdio #LaMusica (SP)! Aprecie sem moderação! o/
Por Cláudio Manhães. https://bbcst.net/A5489
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