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Favas Contadas
Quando o São João era brindado com café com leite

Favas Contadas

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 22:29


Infelizmente, o Favas Contadas só regressa dia 7 de Julho. Até lá, relembramos alguns dos nossos episódios mais ouvidos, como este sobre as tradições da festa de São João há 100 anos.

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Medicos Hands-on
Qualquer ALTERAÇÃO na BOCA que dure mais de 15 dias deve ser INVESTIGADA para descartar o CANCER!

Medicos Hands-on

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 111:52


Professor Doutor Celso Lemos cirurgião dentista especializado em estomatologia professor associado da Faculdade de Odontologia da USPDr Alexandre Bezerra dos Santos médico cirurgião de cabeça e pescoço doutor pelo HCFMUSPO quanto cancer mais comum em homens no Brasil é o câncer de boca. São estimados mais de 15500 casos novos por ano. A mortalidade está diminuindo, porém em casos avançados, tem mortalidade de 50%. Infelizmente em torno da metade dos casos que chegam para tratamento estão em estado avançado o que compromete muito a sobrevida. Na maioria das vezes esse cancer é facilmente diagnosticado por ser na cavidade oral: ao sinal de alguma alteração na boca por 15 dias como aftas, o dentista ou o médico deve ser procurado. Importante ressaltar que quando a afta ou úlcera passa a ser dolorosa o cancer ja esta avançado e profundo. Existem lesões potencialmente neoplasicas que podem ser detectadas pelo dentista e nesse momento o paciente deve ser encaminhado para tratamento. O tabagismo e o etilismo são as maiores causas de cancer de boca e língua. O Brasil tem um gráfico descendente de tabagistas por politicas de prevenção. O cigarro sem filtro, de palha, aumenta a ingestão de substâncias tóxicas e aumento da temperatura da boca causando micro lesões pelo calor, potencializando o aparecimento do cancer. O Narguilé equivale a fumar 3 maços de cigarro durante uma cessão comunitária de fumo. Os VAPs podem causar lesões na boca, porém não se sabe se elas estão associadas com cancer. O álcool é considerado um carcinógeno completo e o cancer de boca esta associado ao consumo excessivo. Não há dose segura, porém, quanto maior a ingesta maior a chance de desenvolver o cancer. Importante ressaltar que associação de cigarro com álcool potencializa o aparecimento do cancer de boca. Outro fator causador do cancer de boca é o v'rus HPV. Alguns subtipos do HPV são ontogônicos que causam cancer de boca e colo de útero. As lesões esbranquiças de boca como o papiloma não são ontogônicas e uma vez tratada o paciente esta curado. Ao redor de 70% dos canceres de orofaringe não aparentes estão associados ao HPV. Eles causam verrugas especialmente nas amígdalas e base da língua onde o vírus se desenvolve. Este cancer acomete pacientes mais jovens, classe média alta com múltiplos parceiros sexuais; nessa população o HPV é a principal causa de cancer na orofaringe. Geralmente é um tumor muito agressivo, se espalha rápido, porém responde melhor aos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O tumor causado pelo HPV pode ser prevenido por vacina; a população vacinada atualmente é de 8 a 12 anos de idade para prevenção. Em tese, pessoas de todas idades devem ser vacinadas. O sexo protegido também é uma forma importante de prevenção. A família deve ser conscientizada para vacinação porque muitos pais acham que uma vez vacinada a criança ganha liberdade sexual. O cancer de lábio é causado principalmente pela luz solar. Em países tropicais onde as pessoas podem ficar muitas horas expostas a luz solar deve-se prestar atenção no exame bucal. Outro fator cancerigeno é a higiene oral inadequada o precária. As doenças bucais crônicas podem estar associadas à doenças sistêmicas. O desenvolvimento de bactérias deve ser evitado através da remoção do filme dental duas a tres vezes ao dia pela escovação e fio dental. O sangramento gengival esta associado ao acúmulo de filme dental por higiene inadequada. A boca das pessoas, especialmente aqui no Brasil, tem traumas repetitivos por dentes quebrados, raízes residuais e próteses mal adaptadas. Com a introdução do flúor a saúde bucal melhorou muito a saúde das crianças com redução das caries. As próteses bucais tem que ser revistas com frequência para ajuste e evitar o trauma bucal. Os hábitos alimentares também causam lesões bucais com excesso de carboidratos, ultraprocessados,, etc. Estes são mais fatores associados do que causais para cancer de boca.

Receios Obscuros
Histórias Reais de Terror - Eu não confio naquele canto

Receios Obscuros

Play Episode Listen Later May 27, 2026 27:22


Já faz um tempo que eu não trago exclusivamente relatos sobrenaturais aqui no Podcast!Infelizmente não tenho relatos dos ouvintes suficientes para um episódio, então esses são do Reddit.

MOC Brasil
MOC Cast T02E06 - Entre Wakanda e Capeside

MOC Brasil

Play Episode Listen Later May 22, 2026 22:24


Um dos cânceres que mais chama a atenção do público é o câncer de cólon. Infelizmente, a doença ficou amplamente conhecida por acometer pessoas muito conhecidas ainda em idade relativamente jovem, como o ator Chadwick Boseman, intérprete do Pantera Negra, e também o ator James Van Der Beek, da série Dawson's Creek. Neste episódio, os apresentadores e oncologistas Dr. Fabio Kater, Dra. Camilla Yamada, Dra. Veridiana Camargo e Dr. Marcelo Corassa discutem os fatores que aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de cólon, os principais exames utilizados para rastreamento e as perspectivas de tratamento para esse cenário tão sensível da oncologia. Não deixe de conferir o episódio As Panteras: https://www.mocbrasil.com/canais-moc/podcasts/pub/moc-cast-01-as-panteras E, se você é da área da saúde, não deixe de se inscrever no site do moc: mocbrasil.com E também de seguir no instagram: @mocbrasiloficial

WGospel.com
Os construtores de pontes

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 20, 2026 5:51


TEMPO DE REFLETIR 01770 – 20 de maio de 2026 Efésios 2:13 e 14 – Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China. Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países. Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: “O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo […]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto” (Ef 2:15-17). A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu. Somos convidados a ser construtores de pontes. “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo” (1Pe 2:5). Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”. Um comentarista bíblico salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas […] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes! Esta é nossa identidade: somos construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Grande Deus e Pai: me ajude a ser a ponte entre aqueles que ainda não Te conhecem. Que através da minha vida, do meu exemplo, eu possa ajudar outros a se aproximarem de Ti. Por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Cocal do Sul lidera cobertura vacinal contra a gripe na região da Amrec

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later May 20, 2026 7:25


O município de Cocal do Sul alcançou o melhor índice de cobertura vacinal contra a gripe entre as cidades da região da Amrec. Conforme os dados mais recentes, a cidade atingiu 54,71% de cobertura, liderando o levantamento regional da campanha de vacinação contra a influenza. O resultado é atribuído ao trabalho desenvolvido pelas equipes da Secretaria de Saúde e também à adesão da população à campanha. Entre os grupos prioritários, o município registra cobertura de 47,31% entre crianças, 60,43% entre gestantes e 56,77% entre idosos. A secretária de Saúde, Giovana Galato, participou de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias desta quarta-feira (20) e destacou as estratégias adotadas pelo município para ampliar a imunização nos últimos dez dias da campanha nacional. Segundo ela, apesar do índice positivo em relação aos demais municípios da região, o objetivo ainda é aumentar significativamente a cobertura vacinal, principalmente entre os públicos mais vulneráveis às complicações da gripe. “Estamos liderando a cobertura vacinal, porém gostaríamos que fosse 100%. Infelizmente temos muitos casos de internações, principalmente entre os grupos prioritários, que sofrem mais consequências ao se contaminar com a gripe”, afirmou. A secretária ressaltou ainda que, além das internações hospitalares, muitos pacientes acabam necessitando de atendimento intensivo em UTI, e em alguns casos a doença pode levar à morte. Por isso, a Secretaria de Saúde vem reforçando o chamado para que crianças menores de seis anos, gestantes e idosos procurem as unidades de saúde para receber a vacina. Entre as estratégias adotadas pelo município está a chamada “busca ativa”, ação em que as equipes de vacinação vão até grupos específicos para facilitar o acesso à imunização. O trabalho vem sendo realizado em grupos de idosos, encontros de mães e também nas escolas do município. “Estamos buscando esses pacientes que têm mais riscos de agravamento da doença, reforçando a importância da vacinação para evitar casos graves e internações”, completou Giovana. A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento nas unidades de saúde até o dia 30 de maio.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: UCID propõe choque fiscal para dinamizar a economia

Convidado

Play Episode Listen Later May 12, 2026 10:00


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com a participação de cinco formações políticas, entre elas a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), que concorre em 10 dos 13 círculos eleitorais. O líder do partido, João Santos Luís, defende medidas para combater a pobreza, a redução da carga fiscal sobre as importações e um maior investimento na economia azul. A UCID afirma que estas eleições podem representar um momento de transformação para o país. Esse objectivo passa por um maior equilíbrio no Parlamento? Estas eleições são de extrema importância para o país. Gostaríamos de romper com o passado e criar condições para que o país tenha um poder político equilibrado no Parlamento, capaz de promover uma governação equilibrada, de respeito pela população e mais transparente. Após 50 anos de independência e 35 anos de democracia, entendemos que já é tempo de o povo cabo-verdiano ter um sistema político que beneficie verdadeiramente o país e os cidadãos. Neste momento, o país tem mais de 100.000 cidadãos em situação de pobreza absoluta. Continuamos a importar mais de 90% do que consumimos, apesar de os dados macro-económicos se apresentarem razoáveis. Contudo, na prática, existem muitos contrastes, sobretudo ao nível do desemprego. Temos uma taxa de desemprego relativamente baixa, mas que contrasta claramente com a saída desenfreada de jovens à procura de melhores oportunidades noutros países. A UCID propõe um choque fiscal para dinamizar a economia cabo-verdiana. De que forma será implementado esse projecto? Temos uma política fiscal que é inimiga do investimento. Propomos que as alfândegas, que representam cerca de 67% das receitas do Orçamento do Estado, vejam esse peso reduzido através de um plano plurianual. O objectivo é criar condições para que os operadores e agentes económicos beneficiem de uma redução dos impostos pagos na importação de mercadorias e, consequentemente, os produtos possam chegar ao mercado a preços mais baixos. Entendemos que, numa primeira fase, o Estado poderá perder alguma receita, mas essa perda poderá ser compensada através da criação de novos negócios e da expansão das actividades económicas já existentes. É também uma forma de diversificar a economia face à dependência do turismo? Essa é igualmente uma das nossas preocupações: diversificar a economia através de um forte investimento no sector primário - agricultura, pesca e pecuária. O sector transformador deve ter capacidade para atrair indústrias para o país e certificar, com qualidade, os produtos provenientes do sector primário. Infelizmente, sem um sector primário forte, também não podemos ter um sector transformador plenamente funcional. Privilegiando também a economia azul? O país podia, por exemplo, viver apenas do sector da pesca e da aquacultura, mas não existem investimentos suficientes na economia azul. Pretendemos investir fortemente neste sector, através de investimentos estruturantes na pesca, na aquacultura e noutras áreas ligadas à economia azul, para alavancar a economia e criar melhores condições de vida para a população. O senhor afirma que a situação dos transportes em Cabo Verde é caótica. Que propostas apresenta a UCID para melhorar a mobilidade entre as ilhas? Este é outro dos grandes problemas do país. Temos uma política de transportes marítimos e aéreos que já não responde às necessidades nacionais. No caso do transporte marítimo, existe um contrato assinado em 2019 com a Transinsular, posteriormente transformada em Cabo Verde Interilhas, que não serve o país, quer ao nível da regularidade, quer em relação aos navios que se comprometeu a colocar em operação. A UCID entende que é necessário conceber uma nova política de transportes marítimos, capaz de promover uma mobilidade natural e dinâmica da população entre as ilhas, facilitar a circulação dos turistas que visitam o país e contribuir para a unificação do mercado nacional, que actualmente não existe. Relativamente ao transporte aéreo, temos afirmado que os preços praticados nas ligações inter-ilhas são proibitivos. O que pretendemos é criar uma nova política de transporte aéreo inter-ilhas que permita reduzir os custos operacionais e as taxas aeroportuárias, possibilitando assim a redução do preço dos bilhetes. Apesar dos avanços no sector da saúde, persistem desigualdades entre as ilhas. Que soluções defende o seu partido para garantir um acesso mais equitativo? Apesar de alguns avançosterem sido registados ao longo dos últimos 50 anos, continuamos a enfrentar desafios importantes no sector da saúde, sobretudo ao nível do acesso. Há falta de especialistas, principalmente nos hospitais públicos, e a população continua a enfrentar longas listas de espera para consultas de especialidade e exames de diagnóstico. A UCID propõe que o Sistema Nacional de Saúde crie condições para que entre 30% e 40% dos médicos dos hospitais públicos trabalhem em regime de exclusividade, de forma a humanizar o atendimento e reduzir as listas de espera. Além disso, defendemos um forte investimento na formação e capacitação de especialistas em todas as áreas, para que a população encontre respostas adequadas quando procura cuidados de saúde. Para evitar o recurso a cuidados médicos no estrangeiro? Este investimento nas especialidades médicas em Cabo Verde permitirá também reduzir os custos associados às evacuações para o estrangeiro. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde.  Que modelo defende a UCID para descentralizar o poder? Temos ilhas e municípios com grande potencial de desenvolvimento. O Governo tem feito algum esforço na aprovação de medidas legislativas, mas essas medidas têm sido apenas de desconcentração administrativa e não têm servido eficazmente o país. Precisamos de uma verdadeira descentralização, que permita a afectação de recursos e competências e que dê às ilhas autonomia para desenvolverem as suas potencialidades locais, contribuindo para uma melhor qualidade de vida das populações. Entendemos que a melhor forma de concretizar esse objectivo é através da regionalização. A regionalização não implicará mais despesas para o Estado? A regionalização que defendemos deve ser enquadrada numa reforma profunda do Estado, com o objectivo de reduzir os custos da máquina estatal, diminuir os elencos governamentais, o número de deputados, vários institutos públicos e direcções nacionais, criando assim condições para uma redução global da despesa pública. Esta reforma permitirá uma melhor dinâmica de desenvolvimento para as regiões, ilhas e municípios. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o Partido Popular para apoiar a diáspora cabo-verdiana? Entendemos que a diáspora cabo-verdiana tem um contributo fundamental a dar ao desenvolvimento socio-económico e político de Cabo Verde. No entanto, a Constituição da República, aprovada em 1992, estabelece um Parlamento com até 72 deputados. Actualmente, mais de um milhão de cabo-verdianos na diáspora estão representados por apenas seis deputados, enquanto cerca de 500.000 residentes em Cabo Verde são representados por 66 deputados. Existe aqui uma desproporção que deve ser corrigida através de uma revisão constitucional, permitindo uma maior representação e participação da diáspora no Parlamento e no desenvolvimento do país. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas recomenda o partido para lidar com este flagelo? Acreditamos que o país deve investir fortemente em energias renováveis e limpas. É necessário criar condições para reforçar a resiliência do país face às alterações climáticas, apostando na prevenção e em medidas concretas de adaptação. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve adoptar Cabo Verde em termos de política externa? Cabo Verde deve adoptar uma posição de não-alinhamento, promovendo o diálogo e contribuindo para a prevenção de conflitos, ao mesmo tempo que reforça uma diplomacia económica ao serviço do desenvolvimento do país. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como enfrentá-los? É necessário trabalhar continuamente na consolidação da democracia. Sabemos que a democracia não é um dado adquirido; é algo que se constrói todos os dias. Em Cabo Verde persistem ainda problemas como represálias, revanchismo, medo e alguma vingança política. Entendemos que, tendo existido um poder mais concentrado ao longo dos últimos 50 anos, é fundamental incentivar a participação dos cidadãos. A democracia exige participação cívica, para que os cidadãos possam escolher de forma consciente os seus representantes e contribuir para o fortalecimento do sistema democrático.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: PP quer diversificar economia e modernizar saúde

Convidado

Play Episode Listen Later May 11, 2026 9:58


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com a participação de cinco forças políticas, entre elas o Partido Popular, que concorre em seis dos 13 círculos eleitorais do país. O líder do partido, Amândio Barbosa, defende a modernização do sistema de saúde, a melhoria das condições salariais e a diversificação da economia, com uma forte aposta na economia azul. É a terceira vez que o Partido Popular concorre às eleições legislativas sem nunca ter conseguido eleger deputados. Qual é o objectivo do partido nesta eleição? O objectivo é eleger uma representação parlamentar. Sempre foi esse o nosso objectivo. Ainda não o conseguimos alcançar, mas estamos convictos de que, desta vez, conseguiremos eleger um ou dois deputados. As prioridades do Partido Popular passam, entre outras, pela gestão da causa pública, pela modernização do sistema de saúde e pela melhoria salarial. Que medidas propõe o PP para responder ao desemprego jovem em Cabo Verde? O combate ao desemprego jovem em Cabo Verde passa pela diversificação das actividades económicas. Não podemos continuar dependentes apenas do turismo. Temos de apostar na industrialização da economia azul. O mar deve ser o principal recurso estratégico de Cabo Verde. A resposta ao desemprego não passa também pela formação dos jovens? Formação é o que não falta em Cabo Verde. O problema não é apenas formar pessoas; é preciso criar empresas e oportunidades de trabalho que permitam aproveitar essa formação. O Partido Popular defende uma melhor distribuição dos rendimentos no país... A distribuição do rendimento em Cabo Verde é um dos grandes desafios do país. Entre 2012 e 2022, os lucros da banca multiplicaram-se por 12, enquanto o salário do cidadão cabo-verdiano perdeu poder de compra devido à inflação e à ausência de actualizações salariais adequadas. Face à dependência do turismo e das remessas enviadas pelos emigrantes, como pode Cabo Verde diversificar a economia? No período colonial, Cabo Verde tinha mais de 12 fábricas de transformação de peixe. Hoje existem apenas uma ou duas. O aproveitamento do mar, das pescas e da agricultura com recurso à dessalinização da água do mar poderia permitir ao país dar um grande salto em frente - algo que, na nossa perspectiva, não aconteceu ao longo destes 50 anos de governação. Uma maior aposta na economia azul? A economia azul deve ser um dos principais motores do desenvolvimento de Cabo Verde. É necessário modernizar as pescas e reformar a agricultura com recurso à água dessalinizada para irrigação. Actualmente, as pescas representam menos de 10% do Produto Interno Bruto, mas acreditamos que esse valor deve atingir 20% ou mais da economia nacional. O senhor preconiza a modernização do sistema de saúde e afirma que os cabo-verdianos enfrentam dificuldades no acesso aos cuidados médicos, enquanto os políticos beneficiam frequentemente de apoios para tratamentos no estrangeiro. Que soluções propõe o Partido Popular para garantir um acesso mais justo e equitativo à saúde? A saúde tem sido o grande parente pobre da governação em Cabo Verde ao longo destes 50 anos. Para tratar muitas doenças, até algumas relativamente simples, somos obrigados a recorrer a Portugal, ao Senegal ou a outros países. A solução passa pela criação de mais hospitais, mais profissionais?  Mais tecnologia e mais formação, para que deixemos de depender constantemente do exterior para tratar doenças que poderiam ser resolvidas no país. Os transportes continuam a ser um desafio no país. Que propostas apresenta o Partido Popular para melhorar a mobilidade entre as ilhas? A mobilidade interilhas passa pela criação de uma empresa estatal para o transporte marítimo e outra para o transporte aéreo nacional. Paralelamente, é necessário negociar com grandes companhias africanas, europeias - com a TAP - e com outras empresas internacionais para assegurar melhores ligações aéreas. O Estado deve assumir esse serviço, mas com objectivos económicos bem definidos. Não faz sentido continuar a injectar dinheiro sem resultados concretos. Veja-se o caso da CV Interilhas ou dos TACV, onde se desperdiçam recursos que poderiam ser canalizados para sectores essenciais, como é o caso da saúde. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Que modelo de descentralização defende o Partido Popular para aproximar o poder dos cidadãos? Somos contra a regionalização. Consideramos que criaria mais uma estrutura pesada do Estado. Defendemos, sim, o reforço do municipalismo, com mais poderes e mais recursos para os municípios, aproximando o poder dos cidadãos. Ainda assim, é um debate legítimo. Se surgirem argumentos sólidos que demonstrem ganhos de eficiência ou redução de custos, estaremos disponíveis para rever a nossa posição. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o Partido Popular para apoiar a diáspora cabo-verdiana? A diáspora precisa de um Estado mais próximo e menos burocrático. É necessário facilitar o investimento dos emigrantes em Cabo Verde, algo que actualmente não acontece. Os serviços aduaneiros devem tornar-se mais modernos, eficientes e respeitadores da condição dos emigrantes. Infelizmente, os sucessivos governos limitaram-se a promessas de campanha, sem mudanças concretas. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas recomenda o partido para lidar com este flagelo? Temos de melhorar o planeamento urbano. Não se pode continuar a autorizar construções em zonas de risco, como encostas e ribeirinhas. O poder municipal tem ignorado muitas vezes a política urbanística, permitindo que interesses privados ditem a ocupação do território. Muitas pessoas acabam por construir em áreas vulneráveis porque o próprio poder público o permitiu. Com cidades mais organizadas, planeadas e acessíveis para as famílias com menos recursos, estaríamos mais preparados para enfrentar fenómenos naturais. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve adoptar Cabo Verde em termos de política externa? A política externa de Cabo Verde deve continuar a ser moderada e pragmática. Não devemos tomar partido em conflitos internacionais, tendo em conta a fragilidade do país e a dependência externa. Devemos defender a paz, o equilíbrio e o diálogo entre as partes. Hoje, qualquer conflito envolvendo potências nucleares representa um risco para toda a humanidade. Cabo Verde deve manter uma posição neutra e responsável. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como enfrentá-los?  A democracia cabo-verdiana já deu passos importantes, mas recentemente Cabo Verde caiu nos rankings internacionais da democracia. Consideramos que isso resulta, entre outros factores, da pressão exercida sobre a comunicação social e de práticas que comprometem a igualdade eleitoral. Quando, a poucos meses das eleições, começam a ser distribuídas cestas básicas, cartas de condução, materiais de construção ou dinheiro num país com elevados níveis de pobreza, isso enfraquece a democracia. Como se pode contornar esta situação? A pressão internacional poderia desempenhar um papel importante, mas actualmente é insuficiente. Também seria necessária uma justiça mais independente e actuante, algo difícil quando os principais responsáveis judiciais são nomeados pelo poder político. Cabe igualmente aos cidadãos questionarem estas práticas, incluindo através das redes sociais, até que exista capacidade para promover mudanças efectivas.

Economia
Copa nos Estados Unidos vira desafio de orçamento para torcedores: 'está todo o mundo revoltado'

Economia

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 5:59


Assistir aos jogos de uma Copa do Mundo nunca foi barato, mas o Mundial nos Estados Unidos parece estar extrapolando  os limites. Ingressos que podem chegar à casa dos milhões de dólares, custos elevados para conseguir um visto, conforme o país de origem, e agora a gota d'água são os valores do transporte público para chegar aos estádios, que podem chegar a US$ 100, ou mais de R$ 500. Para o público brasileiro, a Copa nas Américas – com jogos também no México e no Canadá – facilita em relação às sedes das últimas competições. O preço de passagens aéreas é menor do que foi para o Catar e a Rússia. Entretanto, todo o resto da conta corre o risco de sair mais alto: hospedagens, transportes e restaurantes, além da tradicional gorjeta nos serviços, que chega a 20% nos Estados Unidos. Muitos torcedores desistiram da viagem. “Quando é uma pessoa sozinha, ela se vira, vai no amor e fica no sofá de alguém. Mas quando é para quatro pessoas, a gente viu que muita gente não vai conseguir ir porque o custo aumentou muito”, afirma Fernanda Zaguis, consultora em planejamento e gestão do Movimento Verde e Amarelo, que desde 2008 organiza a ida de brasileiros para as Copas. Ao contrário de 2022 e 2018, quando o transporte público para os estádios era gratuito, desta vez os gastos com o trajeto terão de ser considerados. Em Boston, o valor do trem para o Estádio Gillette, em Foxborough, a cerca de 50 quilômetros da metrópole, estará quase 10 vezes mais caro que o normal, num total de US$ 80. A viagem de ida e volta no ônibus Express, reservado para portadores de ingressos, custará US$ 95. Em Nova York, o valor é semelhante (US$ 100 ida e volta) para ir de Manhattan ao MetLife Stadium, em East Rutherford. “Está todo mundo revoltado. Acho que vai ser até mais caro do que no Catar, que era um país caro, mas a gente não tinha que ficar mudando de lugar. Não tinha voos internos e economizamos nisso”, lembra Zaguis. “Estamos juntando a galera para chegarmos ao máximo de pessoas possível e reduzir o preço.” Final por pelo menos R$ 54 mil Os ingressos são outro problema. A partida final, em 19 de julho, não sai por menos de US$ 11 mil (R$ 54 mil) na plataforma oficial da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os mais caros disparam para US$ 2,3 milhões). Essa tem sido a realidade desde que a entidade adotou um sistema de preços dinâmicos para aumentar os seus lucros, explica Pim Verschuuren, especialista em gestão do esporte e professor-associado da Universidade de Rennes 2, na França. “Quatro anos de futebol são financiados em um mês de Copa do Mundo, mas existe o problema de manchar o discurso da Fifa de que o futebol deve ser o esporte mais popular do mundo, universal”, pondera. “É verdade que essas tarifas excessivas permitem financiar o futebol, mas também financiam a própria Fifa, onde temos problemas antigos de governança. O dinheiro infelizmente não vai todo para os praticantes de futebol e a todos os que se envolvem com o esporte”, constata. Vistos e caução Outro ponto delicado é a própria entrada nos Estados Unidos, que preocupa os torcedores dos países pobres e em desenvolvimento, alvos prioritários da polícia anti-imigração americana nos últimos meses. Restrições de entrada são aplicadas a países como Haiti, Senegal e Costa do Marfim, mas podem ser contornadas com o pagamento de uma caução que vai de US$ 5 mil a US$ 10 mil. O Brasil não está nesta lista, que inclui 47 países, a maioria africanos. Mas, mesmo assim, o torcedor que precisa de visto teve de desembolsar a quantia de US$ 435 para a obtenção do documento – e ainda muitos tiveram o pedido recusado. “Muita gente teve o visto negado. Muita mesmo, principalmente músicos, profissionais liberais, e já estavam com tudo comprado, passagem, voo”, aponta Fernanda Zaguis. “Não teve o que fazer.” O maior sindicato do estádio de Los Angeles exige garantias de que todos os torcedores com ingressos poderão cruzar as fronteiras americanas – do contrário, ameaça fazer greve durante as competições. “É um jogo político, e a Fifa está presa na sua própria armadilha porque o seu modelo econômico depende de os países anfitriões administrarem todos os aspetos de segurança e hospitalidade, enquanto as receitas vão diretamente para os cofres da Fifa”, indica Verschuuren. “Infelizmente, agora este modelo está sendo desafiado porque a federação não tem controle real sobre o que é feito.” O receio de enfrentar problemas na imigração e a perspectiva de gastos afetam os planos de torcedores pelo mundo, inclusive nos países ricos. Na França, uma pesquisa divulgada pela BetFirst apurou que para assistir aos três primeiros jogos dos “bleus” na Copa, é preciso gastar em média € 4,8 mil. Em março, a Organização dos Torcedores Europeus (FSE, na sigla em inglês), entrou com uma queixa contra a Fifa para denunciar os preços “exorbitantes” do Mundial, além de um procedimento considerado “opaco e desleal” de venda de ingressos.

Espiadinha
ESTREIA TENEBROSA DA CASA DO PATRÃO

Espiadinha

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 22:50


(Infelizmente este episódio, o áudio ficou ruim, já foi resolvido o problema, e nos próximos voltará ao normal).Olá, Você está ouvindo o Espiadinha, o podcast que tem 70 câmeras e o Brasil tá vendo! Eu sou o Athilas, e hoje vamos comentar as novidades e tudo que está acontecendo no novo reality show do Boninho, Casa do Patrão, se você não quer perder nada desse novo reality show, se inscreva no Espiadinha Podcast!Siga o Espiadinha nas redes sociais!Facebook:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ https://www.facebook.com/EspiadinhaPodcast/Instagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://instagram.com/espiadinhapodcast#CasaDoPatrão #ACasaDoPatrão Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Medicos Hands-on
Cirugia Platica: mitos e verdades! @alexandrepiassi

Medicos Hands-on

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 106:22


Dr Alexandre Piassi Cirurgião Plastico HCFMUSPProfessor Doutor Edson Bor-Seng-Shu neurocirurgião professor livre docente HCFMUSPDr Marcelo de Lima Oliveira neurocirurgião doutor pelo HCFMUSPExiste uma tendencia em dicotomizar cirurgia plastica estética com cirurgia plastica reparadora. A cirurgia plastica reparadora trata queimaduras, reconstrói a pele de cirurgias mutiladoras como cirurgia de cabeça e pescoço. A reconstrução de mama também pode ser considerada como cirurgia reparadora após mastectomias por cancer; por vezes a mama reconstruída fica melhor do que as que foram removidas. Rotineiramente a reconstrução é realizada no mesmo tempo da mastectomia; o impacto psicológico é bem significativo na reconstrução imediata da mama. Outra cirurgia reparadora é o escalpelamento do couro cabeludo de mulheres causado por motores de barco (situação endêmica no norte), entre outras causas. A cirurgia estética da mama tem impacto psicológico significativo em mulheres com diferentes tipos de alterações no desenvolvimento da mama. A cirurgia estética de face tem como principal objetivo rejuvenecer a face "cansada" associada ao envelhecimento.A cirurgia plastica brasileira tem fama mundial e nos congressos vários cirurgiões querem saber o quais técnicas cirúrgicas são utilizadas no Brasil. O que é expectava de resultado na cirurgia estética? O cirurgião sempre precisa gerenciar a expetativa do paciente em relação do que ele consegue entregar na cirurgia. A vaidade faz com que pacientes procurem o cirurgia plástico, porém, a vaidade em excesso pode criar falsas expectativas. Os cirurgiões plásticos devem ter cuidado com a dismorfofobias, ou seja, um paciente que tem a visão distorcida de si, ou seja, a queixa do paciente não é compatível com a forma do corpo. Esses pacientes tem queixas nasais além do normal. A cirurgia plastica estética ajuda os pacientes que tem a auto estima um pouco baixa em decorrência de alterações da aparência do corpo. O cirurgião deve ter muito cuidado quando um paciente pede para deixar o nariz ou uma parte do corpo semelhante a de um artista ou pessoa famosa. Tem que cuidar também com aqueles que usam filtros nas fotos das redes sociais. Os selfies e reuniões virtuais aumentaram o consumo de cirurgia plastica em decorrência da maior auto exposição. A cirurgia plastica mascolina ocorre principalmente para cabelos, palpebras, papadas e ginecomastia.A cirurgia plastica como toda cirurgia tem seus riscos. A escolha do paciente é importante pois ele tem que estar preparado para procedimento cirúrgico. O local de cirugia é igualmente importante pois tem que ter preparo para intercorrências: a equipe de anestesia tem que ser preparada. O tempo cirúrgico não deve ultrapassar 6h. Além disso a cirurgia tem que ser bem indicada. Todos estes fatores vão mitigar os riscos de cirugia. A inteligencia artificial ainda tem papel muito pequeno na cirurgia plastica. Talvez tenha algum papel juntamente com robôs para microcirurgias. O papel da inteligência artificial é muito mais amplo na dermatologia que faz o tratamento clinico para melhorar a estética. O futuro da cirurgia plastica talvez esteja na medicina regenerativa com células tronco que ajudam na regeneração de tecidos destruídos ou que possam auxiliar na melhora da qualidade do tecido do corpo. Além disso, este tecido deve ter rejeição muito menor em relação as próteses.Infelizmente existe a banalização da cirurgia plastica é um dos principais fatores para complicação cirúrgica. Pode haver banalização em decorrência de profissionais mal formados, não especialistas, de cirurgias em promoção extremamente baratas, falsas promoções, entre outros fatores.

Dias Úteis
"O Ministro", de Adelaide Ivánova, leitura por Ana Deus (repost)

Dias Úteis

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 2:54


Episódio 036 de Dias Úteis, um podcast que oferece poesia pela manhã, de segunda a sexta-feira. Poucos poemas seriam mais actuais que este, que a Ana Deus escolheu para partilhar connosco. Infelizmente, este poema de Adelaide Ivanova tende a ser pertinente, por muito tempo que passe. Está no livro "Martelo", editado no Rio de Janeiro pela Garupa, em 2017. Para além de todo o histórico musical e artístico da Ana, propomos este vídeo para seguirem um pouco mais dos seus trabalhos: https://m.youtube.com/watch?v=MjqwzIXuYM8&feature=youtu.be Tema musical original de Marco Figueiredo, com voz de José Carlos Tinoco. Saiba mais sobre os nossos projectos em www.assdeideias.pt.

Histórias para ouvir lavando louça
Depois de perder meus bebês, adotei um filho e engravidei 1 mês depois

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 9:41


Patrícia passou anos tentando ser mãe. Perdeu gestações, enfrentou tratamentos e viu o seu sonho se desfazer algumas vezes. Quando tudo parecia ter acabado, ela descobriu que a maternidade não chega do jeito que a gente imagina, mas do jeito que precisa ser.Desde pequena, Patrícia sonhava em ter filhos. Quando conheceu o companheiro com quem queria dividir a vida, sentiu que tudo finalmente estava se encaixando. Casaram rápido e logo ela engravidou. Tudo dava a entender que o futuro tinha finalmente começado.Mas a Patrícia perdeu a primeira gestação. Depois veio a segunda, e ela também perdeu. Com as perdas, ela foi atrás de respostas, já que tinha quase 38 anos e o relógio biológico parecia fazer mais barulho que qualquer outra coisa.Ela tentou a fertilização in vitro, investiu o dinheiro guardado para realizar o sonho de conhecer a Europa na tentativa de realizar outro sonho: ser mãe. Mas não deu certo.Foi então que sua irmã mais nova doou seus óvulos, num gesto de amor tão grande que a Patrícia decidiu acreditar mais uma vez. Dessa vez, a gravidez foi progredindo. Saudável, feliz, o quarto estava pronto, o nome do bebê já tinha sido decidido…Até que, no sexto mês, uma dor na perna levou Patrícia ao hospital. Ela estava com a pressão alta, ficou dias internada e precisou entrar em trabalho de parto prematuro. Infelizmente, Patrícia teve que dar à luz um bebê sem vida.Ela voltou para casa sem o filho e uma parte dela ficou naquele hospital.Na varanda de casa, entre lágrimas, ela e o marido falaram pela primeira vez sobre adoção. Não importava como, eles só queriam ser pais.E foi assim que Felipe chegou. Seu filho estava no interior do Maranhão, e ela foi até lá buscá-lo. Quando Patrícia segurou aquele recém-nascido pela primeira vez, ela soube, sem explicação, que ele era seu filho. Não era melhor, nem pior, nem diferente. Era a conexão entre mãe e filho.Três meses depois, enquanto aprendia a ser mãe de Felipe, veio outra surpresa: uma gravidez natural, depois de tudo que ela havia passado. E dessa vez, sem nenhum susto Thiago nasceu saudável. Dez meses mais novo que o irmão.Em menos de um ano, Patrícia teve dois filhos. Depois de tantas perdas, a vida resolveu te presentear em dobro. E ela entendeu que milagre, às vezes, não vem como a gente planeja, mas como tem que ser.

Vida em França
Historiador Yves Léonard lança livro sobre capitão de Abril Otelo Saraiva de Carvalho

Vida em França

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 32:23


Estamos a poucos dias de um novo aniversário da revolução do 25 de Abril em Portugal, uma ocasião para recordarmos uma das suas figuras cimeiras, Otelo Saraiva de Carvalho, que é o objecto de uma biografia elaborada por Yves Léonard, historiador que nestas últimas três décadas publicou inúmeros livros sobre a História de Portugal. "Otelo, la voix de la révolution des œillets", "Otelo, a voz da Revolução dos Cravos" é o nome da nova obra publicada pela Chandeigne & Lima, que Yves Léonard lançou no passado dia 15 de Abril em Paris. Neste livro, o historiador recorda esta figura controversa do passado recente de Portugal, um capitão de Abril que, no decurso dos anos 80, foi acusado de ter ligações com grupos armados em Portugal. Nascido a 31 de Agosto de 1936 em Maputo, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho é filho de um funcionário dos Correios e cresce no seio de uma família ligada, pelo avô, ao mundo do teatro. Depois de frequentar o ensino secundário público de Maputo, ele destina-se a uma carreira de actor, o jovem Otelo tendo veleidades de ir para o "Actor's Studio" em Nova Iorque. O destino -e sobretudo o pai- vão encarregar-se de o fazer ingressar na Academia Militar aos 19 anos. Ele estará em serviço activo durante as guerras de libertação de Angola e na Guiné-Bissau, nos anos 60 e início de 70 Será durante os derradeiros anos desses conflitos, que vai crescer dentro dele e de outros militares o projecto de derrubar o regime fascista português. De regresso a Portugal em 1973, envolve-se no Movimento das Forças Armadas e, juntamente com outros capitães, assume a liderança da Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974. Uma caminhada sobre a qual Yves Léonard destaca que "antes de tudo, Otelo é o homem de África" e que "isto é muito importante para compreender o personagem". "Otelo é um militar, mas não por convicção. Penso que, antes de tudo, Otelo é um actor. Gostava muito do teatro. Otelo tem um avô que é um antigo oficial do Exército português. Portanto, tem uma grande admiração pelo avô. É importante na hora de tomar a decisão de entrar na Academia Militar e depois, nos anos 60, obviamente, é o tempo das guerras coloniais e para Otelo é um momento muito importante. Porque Otelo é um oficial intermédio, isto é, um capitão", começa por dizer o estudioso. "Em África, durante as guerras coloniais, há uma tomada de consciência em torno do sistema salazarista com o papel muito importante das colonias. E para Otelo, há a consciência de que a guerra é o problema maior de Portugal e que a violência não é a resposta", diz o historiador. Ao destacar o papel de Otelo durante o 25 de Abril, Yves Léonard também recorda que, depois, "durante o PREC, Processo Revolucionário em Curso, Otelo tinha um papel muito importante, porque era o chefe do COPCON e o chefe da Região Militar de Lisboa. Tem um papel muito importante durante a crise do fim de Setembro de 1974, durante a crise do 11 de Março de 1975, e depois, durante o 'Verão quente' e no mês de Novembro de 1975. Mas aí já não tinha o controlo da situação política em Portugal". Entrevistado pela radiodifusão portuguesa precisamente um ano após a revolução, Otelo Saraiva de Carvalho não esconde a alegria e o orgulho que continua a sentir depois do 25 de Abril de 1974. Mas efectivamente, neste período em que ele assume um papel preponderante no PREC, começam a surgir as primeiras divisões entre as correntes mais reformistas e as franjas mais à esquerda da revolução. Estas dissensões vão culminar com a desestabilização do 25 de Novembro de 1975. A partir daí, Portugal marca uma viragem mais à direita e em 1976, o general Ramalho Eanes torna-se o primeiro Presidente eleito depois da revolução de Abril, com um pouco mais de 61% dos votos face a Otelo, cuja candidatura recolhe cerca de 16% dos votos. Na primeira metade dos anos 80, Otelo está em ruptura total com o rumo seguido por Portugal na altura. Ele lidera um movimento, o chamado "Projecto Global", que será acusado de ter elos com grupos armados de extrema-esquerda como as FP 25, Forças Populares do 25 de Abril, que cometem ataques semelhantes àqueles que acontecem na mesma altura na Itália ou em França. "É difícil de dizer exactamente o que se passou, porque, por um lado, Otelo tinha vontade de fazer um projecto político com o poder popular que se chama ‘Projecto global'. É um projecto muito ambicioso. No fim dos anos 70, no início dos anos 80 e no mesmo tempo, aparece um grupo muito violento, com atentados terroristas que se chamam FP 25, Forças Populares do 25 de Abril. O problema é fazer uma ligação entre o ‘projecto global' de Otelo e as FP 25. É muito difícil saber exactamente qual é a natureza dessa relação. Mas em Junho de 84, o poder político, o Ministério da Justiça e a polícia têm a convicção de que Otelo é o chefe, senão o inspirador das FP 25", recorda Yves Léonard. Em 1987, Otelo é condenado a 15 anos de prisão por ser considerado responsável das actividades das FP 25. As circunstâncias em que Otelo é condenado geram um debate de largos anos em Portugal, ao ponto que sob o impulso dos socialistas então no poder, uma maioria de parlamentares amnistia Otelo em 1996. Esta medida não deixa de gerar polémica no seio da direita que acusa a esquerda de querer "apagar" a História. A seguir à amnistia, virá mais tarde um novo processo em 2001 durante o qual a justiça vai considerar que não existiam elementos suficientes para estabelecer que Otelo tivesse um qualquer elo com as FP 25. "Temos um julgamento no Tribunal da Boa-Hora no início de 2001 para dizer que Otelo não é responsável, não é o inspirador, não é o chefe das FP 25. É uma decisão de Justiça. Isto é uma forma de verdade. O problema é que depois da amnistia, depois o julgamento da Boa-Hora, muitas pessoas em Portugal continuam a pensar que Otelo é o responsável das FP 25, é uma terrorista. E a imagem de Otelo é péssima", constata o universitário. Apesar de uma decisão favorável da justiça, o nome de Otelo passou a ter um rasto de pólvora de forma duradoira. Paradoxalmente, ele continua a ser acarinhado no exterior, nomeadamente em França, onde várias personalidades do mundo político, nomeadamente o próprio Presidente François Mitterrand, ou artistas como o cantor popular Renaud, não escondem a sua admiração pelo militar que tem uma aura romântica. Para Yves Léonard, este fenómeno explica-se pelo facto de "a Revolução dos Cravos ter sido a última revolução do século XIX, isto é, uma revolução romântica". A aura de Otelo e dos restantes capitães de Abril vai inspirar vários filmes, documentários e reportagens. No ano 2000, estreia o filme 'Capitães de Abril' da actriz e realizadora portuguesa Maria de Medeiros. Presente na apresentação do livro de Yves Léonard, ela recorda a figura de Otelo que conheceu quando era criança. "Realmente eu conheci-o. Eu era muito novinha, adolescente, e lembro-me de ter dançado um rock and roll com o Otelo e era a primeira vez que eu dançava assim com os movimentos do rock and roll em Lisboa, num restaurante que é o ‘Brazuca', que era um lugar muito importante para os capitães de Abril, onde eles se reuniam muito. Depois, quando preparei o meu filme Capitães de Abril. Obviamente, falei muito com o Otelo, também com o Salgueiro Maia e, sobretudo, passei realmente 13 anos da minha vida a fazer pesquisa e a ler tudo o que eu conseguia encontrar nessa época publicado e às vezes sem estar publicado do que eles escreveram. É um privilégio extraordinário da nossa geração, da nossa infância, de miúdos lisboetas, de muitos de nós, termos coincidido com essas figuras importantes da nossa história", diz a cineasta que lamenta a actual tentativa de minimizar o legado do 25 de Abril no espaço público em Portugal. "Infelizmente, eu acho que estes movimentos revisionistas de extrema-direita que alastram não é uma coisa que seja, nem é nada português. Na verdade, acho que é uma importação. É como uma marca importada de outros países, porque está a acontecer por toda a parte. Os discursos são os mesmos. O descrédito atirado para cima da honra não é de quem de facto lutou. É vergonhoso", denuncia Maria de Medeiros. Volvidos 52 anos, o campo conservador está no poder em Portugal e a extrema-direita, em posição de força na Assembleia da República, tenta corroer a herança do 25 de Abril. A questão da memória torna-se tanto mais premente que as testemunhas directas da revolução dos cravos vão partindo. Otelo faleceu a 25 de Julho de 2021, num relativo esquecimento e sem grandes homenagens nacionais. "O que é muito importante, com o 25 de Abril é o papel dos capitães. Os grandes testemunhos da época, obviamente, 50 anos depois, os heróis desaparecem. Por exemplo, Otelo morreu cinco anos atrás, em 2021. E é difícil falar desse período sem os grandes actores do 25 de Abril. É um problema clássico na disciplina da História, a memória, os testemunhos e a história. É importante fazer e dizer a História. É um período complexo porque estamos entre a época da memória, com a presença dos grandes actores do 25 de Abril e o período da História. O problema hoje, é a tentação de dizer que o período antes do 25 de Abril não foi um período tão difícil. É um grande perigo para a democracia portuguesa", considera Yves Léonard para quem "é muito importante hoje sublinhar o papel fundamental da ruptura do 25 de Abril" que marcou "um novo tempo para Portugal, para a democracia em Portugal e para a democracia na Europa". "Otelo, obviamente, é o homem do 25 de Abril, o instigador que simboliza os Cravos de Abril", conclui o historiador.

Ciência
Moçambique: Barreira de pneus ajuda a travar erosão e assoreamento na Macaneta

Ciência

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 9:24


Uma barreira de 13.000 pneus de uma extensão, até agora, de 600 metros, ao longo da margem do rio Incomáti, tem ajudado a travar a erosão e assoreamento na Macaneta, no sul de Moçambique. A barreira de pneus começou a ser construída em 2021, tem resistido, incluindo às recentes cheias, e já foi replicada noutra região do país, contou à RFI Clausêncio Ngovene, director de programas na Cooperativa Repensar. Desde 2021 e até agora, a barreira implementada pela Cooperativa Repensar tem cerca de 13.000 pneus e uma extensão de 600 metros ao longo da margem do rio Incomáti, na Macaneta, no sul de Moçambique. Os pneus de aviões, carros e tractores são carregados de entulho para resistir à força da água, mas há pneus gigantes que precisam da força de seis a sete homens. Uma tarefa hercúlea, sem ajuda mecânica, mas que tem protegido esta zona costeira e resistido inclusivamente às recentes cheias. Os pneus ganham assim uma segunda vida e ajudam a proteger o mangal e as comunidades, travando a erosão e o assoreamento. O material provém de doações do Porto de Maputo, do Aeroporto de Maputo, mas também é recuperado nas lixeiras, nas ruas e também é dado por particulares. RFI: Como nasceu esta barreira de pneus na Macaneta? Clausêncio Ngovene, Director de programas na Cooperativa Repensar e coordenador do programa Lixo Marinho: “De forma geral, estamos na Macaneta desde 2021 a implementar um programa designado de Lixo Marinho. O programa visa combater a poluição, principalmente plástica, no meio aquático, no estuário da Macaneta e em todo o ambiente costeiro. No meio destas actividades, nós percebemos que a Macaneta sofre bastante da erosão costeira e assoreamento. No estuário do Incomáti, que é um rio que nasce na vizinha África do Sul e que desagua na Macaneta, nós temos verificado o assoreamento e erosão costeira e fluvial. No meio disto, nós tentámos várias técnicas para conter os impactos da erosão e assoreamento e fizemos várias tentativas até chegarmos a conclusão de aplicarmos os pneus.” Para quem não conhece, explique-nos o que é a erosão e o assoreamento. “Erosão é o processo de desgaste dos sedimentos, quer na zona costeira, quer também na zona fluvial, causando impactos directos no ambiente. Assoreamento também é o processo de desgaste de sedimentos, a areia. Esses sedimentos são arrastados para o interior do rio e aumentam, portanto, o caudal do mesmo rio. Assoreamento é o arrastamento dos sedimentos da areia para o interior do rio e aumenta, portanto, a sua extensão.” Como é que isso tem impacto na vida das populações costeiras? “Isto tem um impacto directo na vida das populações. Primeiro, a questão da destruição da vegetação costeira e que é uma vegetação que protege contra os ventos fortes. Temos também a questão da degradação do ecossistema do mangal, que é um ecossistema muito preponderante para a reprodução dos peixes, dos caranguejos e outros seres costeiros. Isto afecta directamente a vida da comunidade.” Vamos então aos pneus. Porquê os pneus? “Nós usamos os pneus como uma solução viável. Primeiro, nós estamos a falar de uma zona costeira onde temos sal, a água é salina. Outras técnicas que já tentámos não se mostraram eficientes. E já houve uma tentativa de aplicação de gabiões, mas também sem sucesso, por causa da salinidade da água. E porquê pneus? Porque é um material literalmente descartado, sem valor em Moçambique, que termina nas lixeiras, termina na rua, em qualquer ambiente e nós recuperamos para reutilizar, nós recuperamos para travar os impactos da erosão e assoreamento. Também o pneu é um material consistente que dura mais tempo, que não tem problema com a salinidade, resiste mais no ambiente salino.” Na prática, como é que os pneus formam então uma barreira para proteger a comunidade? E que tipo de pneus é que são? “Nós usamos vários tipos de pneus. São pneus que, na maioria, recebemos de doação do Porto de Maputo e recebemos também do Aeroporto Internacional de Maputo. São pneus também que recebemos de vários doadores singulares e pessoas que desejam trocar os pneus dos seus carros, em vez de jogar na lixeira. Nós usamos pneus também que recuperamos nas lixeiras, que estão em risco de serem queimados. Então, nós vamos lá recuperar e usamos todo o tipo de pneus. A estrutura de montagem é bem simples. Nós montamos uma estrutura à base, com pneus gigantes e depois da montagem dos pneus, nós colocamos o entulho, que são pedras, para garantir a consistência do pneu e vamos subindo em forma de escadaria. Nas últimas fiadas, nós já colocamos a vegetação, ou seja, a areia orgânica, e vamos reabastecer a vegetação. Nós usamos este conceito para também contrabalançar os possíveis impactos que os pneus possam causar naquele ambiente. Então, é uma forma de compensar, uma forma de contrabalançar. Nós estamos a restaurar as dunas, estamos a restaurar o ecossistema costeiro fluvial degradado, mas à base de pneus.” Como é o processo de montagem? Falou-me em pneus gigantes, que devem ser os pneus dos aviões. Estes são pneus muito pesados. Têm máquinas para os ajudar? “Na verdade, é um verdadeiro martírio. Este trabalho demanda muita força humana. Infelizmente, nós não temos nenhum equipamento, nenhuma máquina industrial ou uma máquina a motor. Nós usamos a força humana. Só para ter uma ideia, um pneu gigante, o mais pesado, requer no mínimo sete homens. Seis ou sete homens com força para o conseguir manusear. Então, é um trabalho muito hábil que nós temos feito. Para ter uma ideia, já conseguimos montar mais de 13.000 pneus no total.” Esses mais de 13.000 pneus estão espalhados por onde? A barreira vai de onde a onde? “Toda a barreira está no estuário do Incomáti, onde desagua o rio, Incomáti. É uma extensão de mais ou menos de 600 metros, com uma altura média de cinco metros.” Nas últimas cheias, em Janeiro, a barreira como é que resistiu? “Mostrou que é possível aplicar os pneus em qualquer ambiente para controlar, para conter a erosão. Mostrou que é possível haver uma replicabilidade deste conceito. Mostrou resistência, resiliência.” A barreira manteve-se intacta? Resistiu? “Sim, resistiu e tem resistido também às marés altas. Nós estamos num estuário, portanto depende do comportamento da maré. A maré alta vai afectar o rio e o estuário. Na maré baixa, também haverá o vazamento das águas. Então tem mostrado esta resistência fora das cheias, mas também a dinâmica de comportamento da maré.” Como é que se lembraram dos pneus? “Nós iniciámos este projeto de restauro no ano de 2021, um ano em que nós iniciamos o nosso projecto principal, designado Lixo Marinho, que visa combater a poluição, principalmente plástica. Daí nós identificámos esses problemas. Fizemos um diagnóstico ambiental detalhado, identificámos os problemas que é erosão costeira e fluvial e também o assoreamento. Fomos vendo também o histórico da região, percebemos que várias técnicas foram usadas, mas não surtiram efeito. E olhando a nossa realidade, temos assistido que vários pneus terminam nas lixeiras, terminam em ambientes inadequados, e fizemos um pequeno estudo sobre a consistência de pneus, recuperámo-los e fizemos esta barreira que mostra ser muito eficiente.” Falou-me na replicabilidade do projecto. Já há ideias para levarem este projecto para outros locais? “Coincidentemente, nós já fomos solicitados para prestar uma assessoria em Inhambane numa outra zona costeira e lá conseguimos montar e conseguimos travar. Já temos o primeiro caso de replicabilidade, que é numa das praias de Inhambane.” Há quanto tempo é que foi e está a resistir? “Está a resistir. Nós intervimos no final do ano passado, no mês de Novembro, e até agora resistiu.”

Mensagens do Meeting Point
36 criados em Cristo

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 1:55


devocional Efésios Façam tudo isto em espírito de oração e orem continuamente, em união com o Espírito Santo . Estejam vigilantes, prestem muita atenção a estas coisas e orem por todos os santos. Efésios 6.18 Preciso de orar mais. Admito que não o faço em ”todo o tempo”. Há ocasiões em que estou tão deslumbrado com o momento que me esqueço de agradecer a Deus mais uma dádiva. Infelizmente, tendo a pedir-Lhe ajuda somente nas horas de maior aperto. Inclusive, nos pequenos percalços, dou-me conta, que opto, lamentavelmente, por soluções de trazer por casa. Avanço por minha conta e risco sem auscultar o Espírito. Quero alterar essa imatura forma de agir, fazendo da oração um estilo de vida. Falando com Deus a toda a hora. Dependendo d'Ele a cada passo. Escutando as Suas recomendações. Medindo palavras. Refreando impulsos. Ponderando atitudes. Daí, necessitar de me disciplinar ao diálogo com Deus, desde que acordo até que adormeço. Tenho mesmo de ir mais além, guardando alturas específicas no dia-a-dia para parar e “vigiar com toda a perseverança”. Não vou continuar a orar à pressa ou aos repelões. Antes, separando tempo de qualidade para conversar com Deus sobre mim e, sobretudo, sobre as carências de outros. Saltarei do meu umbigo para o coração de Deus. - Jónatas Figueiredo Oramos para que este tempo com Deus te encoraje e inspire. Dá a ti próprio espaço para processar as tuas notas e a tua oração e sai apenas quando te sentires preparado.

Canal Ser Flamengo
Infelizmente? Ricardinho repete viés contra o Flamengo ao vivo e revolta torcida

Canal Ser Flamengo

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 8:02


O comentarista Ricardinho voltou a gerar polêmica durante transmissões de jogos do Flamengo após repetir um comportamento que levantou dúvidas sobre imparcialidade. Em dois momentos distintos, o ex-jogador utilizou a expressão “infelizmente” ao comentar ações positivas da equipe, o que foi interpretado como demonstração clara de posicionamento.O caso ganhou repercussão entre torcedores, jornalistas e criadores de conteúdo, levantando um debate importante sobre o papel do comentarista esportivo, os limites da opinião e a responsabilidade com o público que consome as transmissões.Neste vídeo, analisamos os episódios, contextualizamos as falas e discutimos o impacto desse tipo de postura no jornalismo esportivo atual.QUER FALAR E INTERAGIR CONOSCO?:        CONTATO I contato@serflamengo.com.br SITE I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠serfla⁠me⁠ngo.⁠com⁠.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠TWITTER I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠SiteSerFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠INSTAGRAM I ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@Sitese⁠rFlamengo⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠#Flamengo #NotíciasDoFlamengo #Santos

FALCOcast | Psicólogo Diego Falco
Estude Comigo! - LIVRO #02 - CAP #03 - Metamodelo Evolucionário Estendido (EEMM)

FALCOcast | Psicólogo Diego Falco

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 54:46


Infelizmente não consegui postar o Vídeo. O spotify fica dando erro. Mas você pode conferir no canal.Curso Definitivo de TCC:⁠www.essencialdatcc.com.br⁠Baixe, GRATUITAMENTE, materiais para uso clínico: ⁠hhttps://essencialdatcc.com.br/materiais-gratuitos-tcc/⁠Teste Grátis por 30 dias o Kindle Unlimited: ⁠https://amzn.to/3idHGzy⁠ - Tenha acesso à Mais de um milhão de eBooks para você ler onde e quando quiser. Incluindo o MEU! :) Teste Grátis por 30 dias o Amazon prime: ⁠https://amzn.to/3cM7fXf ⁠- Tenha frete grátis e acesso ao Prime Vídeo

Enterrados no Jardim
Crónica dos pássaros dissecados em pleno voo. Outra conversa com Margarida David Cardoso

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 228:44


O meu demónio quer saber onde está o divã. Quer deitar-se nele e dar início ao disparate que tivemos de interromper da última vez. De qualquer modo ficamos sempre a meio. É impossível chegar a algum lado com estes rodeios delirantes em que nos pomos a escavar tudo o que há. Já se esqueceu de como se pôs a escarafunchar aquele pedaço de mobília, a imitação de couro, e agora estamos aqui os dois e temos de nos encarar. Há zonas do tecto que já denotam o abuso das infiltrações. É difícil um tipo abstrair-se sem sentir que os pensamentos o vão empurrando para aquela sensação de fractura, de que algo no interior parece ameaçado, está a ruir. Antes de conseguirmos interpretar fosse o que fosse, eram ruídos, só depois, e por facilidade, começaram a distinguir-se, a parecer-se com vozes. A trama começa sempre como algo inconsequente, um detalhe para o qual nos chama a atenção, adora estender um fio, agarra-se seja ao que for, e amarra o mundo entre coincidências. É cansativo ligar tudo, inventar sempre um propósito. Como se o acaso se esquecesse de nos pôr a mão, aliviar o peso, lembrar-nos que o mais importante é muitas vezes não dar tanta importância a certas coisas. É assim que tudo começa a parecer errado, a exagerar os motivos, os padrões, tudo se torna tão insistente. Parece que somos presas da nossa atenção espavorida. Tudo se articula por meio de vertigens, e de súbito há demasiadas rimas, não conseguimos deixar de sentir que o que antes parecia mudo, indiferente, agora se encheu de uma eloquência bastante dramática, e é preciso fazer alguma coisa, a realidade parece tomada de um frémito, encadeia tudo e atira-nos com uma série de imperativos. Há uma urgência devastadora que se lança sobre nós como uma febre, e parece que o destino geral do mundo pode depender do nosso êxito ou fracasso. Quem diria que ter tanta certeza pudesse ser ainda mais nauseante do que sentir-se completamente perdido. Pior que ficar sem chão pode ser a sensação de que o céu faz sentir todo seu peso nos nossos ombros. Talvez tenhamos chegado a isto numa inversão súbita desse sentimento prolongado de inadequação. De tanto nos sentirmos incapazes, revoltantemente impotentes, talvez se tenha operado em nós esse inesperado desenvolvimento que passa por livrar-se da dúvida, ser-se incapaz da relativização, de uma perspectiva parcial, limitada, como se só pudéssemos lidar em termos absolutos. Seria como imaginar-se um deus, um deles, esses que só podem estar loucos, uma vez que o excesso de realidade consegue ser a pior forma de demência. Como se esta tivesse encontrado um meio de infiltrar-se na nossa interioridade. Queixamo-nos tanto da sensação de vazio, mas raras vezes imaginámos como o contrário poderia tornar-se tão mais avassalador. Quando se inventaram os deuses talvez tenha sido para isto, para libertar espaço, para aliviar algum do peso. O mundo, o que lhe acontece, é lá com eles. Assim também podíamos virar-nos para os nossos demónios, negociar umas tréguas com as nossas fraquezas. Mas na humanidade começou essa conversa das grandes proezas, das disciplinas férreas, do génio, da superação dos limites. Que grande porra. Essas pérfidas religiões da eficácia, do progresso. Muito em breve parecia que o grande projecto seria exponenciar os elementos por um efeito de aceleração constante. Tiveram uma intuição danada os revolucionários franceses quando se puseram a disparar contra os relógios nos espaços públicos. Afinal, o que é um relógio? “Uma forma de parcelar a existência em fragmentos definidos e actividades regulamentadas. Um adorno com funções policiais”, responde Vivian Abenshushan, num dos ensaios do seu Escritos para Desocupados (ed. Cutelo), aquele texto em que parece intuir que a grande doença do nosso tempo vem do elemento central de dominação a que estamos submetidos: “Notas sobre os doentes da velocidade”, eis o título. Porque o tempo lido enquanto urgência, faz com que o tice o tac sejam sentidos como esporas dos dois lados, alguém, algo a apertar connosco, a inquietar-nos, e nós, começamos a sentir-nos em falta, a viver atrasados, arrastando-nos para preencher a projecção, como se uma sombra nos precedesse, assombrados já não pelo que temos atrás de nós, mas por previsões, expectativas, como se fôssemos precedidos sempre por uma promessa a que fomos coagidos. “De um processo da natureza, o relógio converte o tempo numa mercadoria que se pode medir, comprar e vender, como tecidos ou sabonetes” (George Woodcock). Hoje, e contrariamente ao que pensa, só os preguiçosos ainda revelam algum carácter, pois esses seres obstinadamente lentos são aqueles que se mostram capazes de se desenvencilhar dessas caricaturas esfaimadas que a civilização lança em cima de cada um de nós, cobrindo-nos de promessas de triunfo. Os preguiçosos, no entanto, preferem pequenas doses de eternidade, e desenvolvem as suas estratégias para se furtar aos apelos dessa máquina central, desse regime de sincronização em que deixa de ser necessário delimitar zonas carcerárias, bastando uma eficácia do cronómetro, uma exigência absoluta de pontualidade, para que cada um se sinta consumido pela angústia da velocidade, por essa constante recriminação que nos leva a abdicarmos do tempo próprio, daquele tempo de que precisamos para coincidirmos com nós mesmos, para estarmos afinados, sensíveis, disponíveis, atentos, o tempo que nos permite atingir um estado de soberania, e não esse tempo de arrasto, em que somos atirados de umas coisas para as outras, sempre contrariados, a ponto de sentirmos que a nossa vida se descreve como um frete interminável, um imenso castigo. Muitos sentimos que somos habitantes de um tempo demasiado lento para aquilo em que este mundo se tornou. Em vez de qualquer medida de gozo, prazer, desse juízo sobre a felicidade que estava na base das obras dos grandes moralistas de outras épocas, fizeram de nós gestores do nosso próprio cansaço. Somos os capatazes desse escravo, desse cavalo de Turim, que chicoteamos garantindo a sua miséria e a nossa. O corpo é uma imensa chaga, e acaba por desenvolver as drogas necessárias ao derrube deste ânimo doentio, o de seres conduzidos a uma tal miséria que se fustigam a si mesmos. Assim, este corpo que precisa de repouso, acaba por desenvolver aflições de tal ordem que nos levam a um esgotamento. “Através do esgotamento, o tempo biológico tenta impor um compasso distinto ao homem do tempo frenético”, escreve Abenshushan. Infelizmente, quando somos levados a essa ruptura, muitas vezes é tarde demais… “O burnout é um alarme que toca fora de tempo, quando o corredor perdeu o fundo e se tornou num estranho para si mesmo. O que vem depois mais parece um travão inútil, um travão depois da catástrofe. Ansiolíticos para ‘ralentar' um corpo inerte.” Durante demasiado tempo impôs-se a libertação sexual como uma espécie de utopia, mas foram esquecendo que um dos grandes prazeres é a forma como os corpos desfalecem para se abandonar a um sono desordenado, um sono que não é efeito do cansaço, mas da libertação de si. Num tempo em que estamos devastados por um quotidiano em que o tempo não nos pertence, em que a angústia que sentimos vem de não conseguirmos ver um fim à vista para esse horizonte de tarefas por cumprir, percebemos que estamos atravessados de uma renúncia radical à vida, um esquecimento do ser. Assim, Abenshushan fala do burnout como o “prelúdio da morte do espírito, o elevado preço pago pelos soldados do dever, fustigados por um relógio tirânico”. É preciso pensar uma desordem de grandes proporções. Que os números se exprimam contra este esvaimento, esta forma de se ser arrastado, num corpo enfermiço, sem vigor. Devemos assumir um culto pela cama, “o encantamento da posição horizontal, a sabedoria da quietude”. Uma capacidade de se recusar por razão nenhuma, sem dar justificações a seja que entidade for. Ninguém precisa de ser convencido de que há algo de seriamente errado na forma como levamos as nossas vidas, como o tempo parece encolher de forma pavorosa, e a humanidade inteira se queixa de que o dia não lhe chega, que o ritmo que nos é imposto por essa realidade dominada pelo ímpeto da máquina digital nos atira para fora de qualquer relação com um tempo acolhedor. “Agora, tal como há cem anos, a dinâmica da aceleração continua a exilar o homem de si mesmo, e até da própria velocidade. (…) A velocidade celebrada pelos futuristas parece-nos hoje menos sedutora, talvez porque deixou de ser um meio ao nosso serviço para nos converter nos seus lacaios. (…) Um fascismo da instantaneidade. Foi a isso que chegámos: a guarda-livros exaustos por uma velocidade autoritária e omnipresente.” Continuamos a fazer recortes a partir do ensaio de Abenshushan, que assinala como “um mundo que vive apenas para trabalhar e trabalha até morrer é um mundo de dispépticos que se prepara para se transformar num mundo de semidementes”. “Com toda essa disciplina a toque de caixa, apenas se conseguiu que a vida não mereça ser vivida. No Japão, ao número de mortes causadas pelo excesso de trabalho soma-se o número de suicídios originados pelo desemprego. Durante a sua patrulha anual pelos bosques de Aokigara, no fim de 2012, a polícia japonesa encontrou setenta e três cadáveres, na sua maioria jovens que tiraram a vida por não conseguirem emprego, ou por terem sido despedidos. (…) Penso nesse bosque de cadáveres, no sopé do majestoso monte Fuji, e recordo aquela frase de Morand: ‘A velocidade é um caminho juncado de mortos, uma sede perpétua que nada sacia, um suplício omitido por Dante.' Talvez Aokigahara seja como uma fotografia ominosa, o símbolo de um porvir em que os males associados à nossa obsessão pela velocidade se tornarão habituais, se não crónicos.” Neste episódio, vamos aproveitar-nos do trabalho de reconhecimento feito por Margarida David Cardoso a partir das vidas que, pelas mais variadas razões, se viram dominadas por crises psicóticas, um conjunto de sintomas muitas vezes associados a quadros de doença mental, mas que podem ocorrer por uma diversidade de causas, sendo este ainda um fenómeno cercado de incompreensão. A partir daqui e do livro Aquilo que vi no escuro (ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos) derivamos, buscando respostas ao recompor sinais daqueles pássaros para quem o céu destes tempos se tornou demasiado pesado, demasiado sujo, e que, por mais corda que lhes fosse dado, vão caindo, sinalizando uma desorientação que talvez seja a lucidez que resta quando a maior doença é estar bem-adaptado a uma realidade miserável.

Podcast Amassando o Aro
Amassando o Aro 461

Podcast Amassando o Aro

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 88:15


As vagas para os play ins e playoffs já estão fechadas. E um dos times que vinha crescendo no final de temporada acabou de sofrer um abalo: Luka Doncic se contundiu. O que será do Lakers sem o tesouro??? Será que ele volta nos playoffs? Claro que abrimos falando do jogo das estrelas da NBB e da quadra do jogo da estrela. Falamos também da dura sequencia do Flamengo na NBB que chega a três derrotas seguidas e cai para a quinta posição. Mas também, ótimos jogos do Brasilia, União Corinthians e Caxias. Com mais ou menos cinco jogos para cada equipe faltando para fechar a temporada regular, preocupa o time cair de rendimento. Na LBF tivemos bons jogos e a primeira vitória da estreante Salvador. Com um belo jogo e bastante controle no último quarto para virar o jogo e vencer. Mas nada que diminua a equipe do Sodie Mesquita, que vem mostrando que assim que encaixar direitinho o jogo, tem um time que pode incomodar. Já quem precisa se preocupar é o São José com duas derrotas consecutivas na semana com placares muito elásticos, mostra que consegue complicar o primeiro quarto e jogar de igual para igual, mas o time cai muito depois. Enquanto isso, na Euroleague, tivemos mais uma semana de jogos e com uma queda vertiginosa do antigo líder Fenerbahçe. Com 3 derrotas seguidas, perdeu a gordura que havia montado e foi ultrapassado pelo Olympiacos. Mais quatro semanas de jogos e agora não dá para cravar mais quem vai fechar em cada posição. Falamos da WNBA que teve o draft de expansão com o Portland Fire e o Toronto Tempo, aproveitamos para emendar no March Madness e o final four da NCAA. Claro que tivemos de falar da derrota de Duke que rodou as redes sociais. Na NBA falamos da possível volta do Curry, do Cade precisando pelo menos mais uma semana e claro, da lesão do Luka Doncic. Infelizmente ele deve precisar de algumas semanas para poder retornar, justamente quando o time do Lakers parece ter entrado no ritmo dele e as coisas estarem se encaixando para deixar os torcedores animados. Mas talvez não seja para esta temporada... que pode ser a última do Lebron, pelo menos no time. Mas já que chegamos até aqui, vamos ao que interessa, com a temporada regular quase terminada, já podemos começar a traçar as rotas dos playoffs. Já temos todos os classificados para a pós temporada. Semana que vem fazer uma leitura de cada encontro e o que podemos esperar. Vem com a gente que teve tempo para tudo isso e para falar do Malice at the Palace e o documentário novo do Lamar Odom. Aperta o play e comece bem o seu dia!

Convidado
Liga denuncia que “ninguém está a salvo” na Guiné-Bissau

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 9:42


A Liga Guineense dos Direitos Humanos reagiu com profunda consternação ao assassínio do activista político Vigário Luís Balanta, classificando-o como uma execução sumária marcada por extrema brutalidade. Segundo Bubacar Turé, presidente da liga, este acto envia uma mensagem clara de insegurança generalizada num país onde “ninguém está a salvo”. RFI Português: Começo por lhe pedir um posicionamento sobre o assassínio do activista político vigário Luís Balanta. Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos: A Liga guineense Direitos Humanos, à semelhança do país em geral, foi surpreendida com esta triste, macabra notícia de assassinato do jovem activista Luís Balanta. A Liga considera este acto uma execução sumária. A forma bárbara como esta execução foi feita nos entristece bastante e, por isso, solicitamos às autoridades nacionais, com a máxima urgência, a abertura de uma investigação transparente, conclusiva, para apurar, identificar os autores deste acto e traduzi-los à justiça. Portanto, nós consideramos este acto como uma ameaça geral a todos os cidadãos, a todos os activistas de direitos humanos, a todas as vozes discordantes, a todas as pessoas que ousam utilizar e exercer as suas liberdades para discordar, sobretudo do contexto político, social e económico da Guiné-Bissau. O que pensa a propósito das declarações da directora nacional adjunta da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau que prometeu descobrir os assassinos do líder do “Po di Terra”? A única coisa que nós podemos dizer é que tomámos boa nota deste anúncio, deste posicionamento da Polícia Judiciária. Era exactamente este tipo de posicionamento que os cidadãos em geral esperam das autoridades judiciárias, de cada vez que acontecem actos de raptos, espancamentos ou desaparecimentos dos cidadãos, portanto, nós pensamos que é um posicionamento que vai ao encontro daquilo que são as missões da Polícia Judiciária, a missão estatutária da Polícia Judiciária no quadro do nosso ordenamento jurídico. Esperamos que esta promessa se concretize e que, de facto, uma vez por todas, se possa pôr fim a estes actos de raptos, espancamentos, desaparecimentos, assassinatos dos cidadãos que tem sido agora frequentes no país, criando medo generalizado ao cidadãos e consequentemente, um ambiente de tensão no país. Vigário Luís Balanta, activista político tinha, entre outros, o objectivo de que os resultados das eleições de Novembro do ano passado fossem divulgados. Neste momento, as vozes que se levantam contra o poder instalado na Guiné-Bissau, o poder militar, correm perigo de vida? Eu acho que a execução sumária do Vigário Luís Balanta é uma mensagem para todos nós. Ninguém está a salvo. Todos nós corremos riscos muito sérios da nossa vida e integridade física. Nós temos consciência muito clara disso. Mas, apesar disso, entendemos que não nos podemos silenciar. Nós temos que saber resistir, claro, com prudência, com os necessários cuidados, porque ninguém quer ser herói. Eu sei que o Vigário Luís Balanta não quis ser herói. Não tinha nenhuma pretensão disso. Infelizmente, teve esse fim trágico. Um jovem de 33 anos que tinha muito a dar à Guiné-Bissau e à sua família. De qualquer maneira, nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho e vamos continuar a dialogar com as autoridades, sejam elas civis e militares, porque, na nossa perspectiva, neste momento, não há alternativa ao diálogo. E este contexto de repressão, de assassinatos, de raptos, espancamentos… Ninguém ganha com isso. Ninguém vai vencer com esse comportamento, pelo contrário. A Guiné-Bissau vai mergulhar cada vez mais no abismo, numa crise profunda e numa situação de ingovernabilidade. É por isso que nós temos apelado firmemente ao diálogo, que todos, sem excepção, escolham o diálogo construtivo como estratégia para resolução dos nossos desencontros, para a procura de soluções a este contexto que o país infelizmente, se encontra mergulhado. Há um medo generalizado na Guiné-Bissau de se falar sobre as autoridades que estão no poder. De cada vez que tentamos obter opiniões de analistas políticos na Guiné-Bissau, há pessoas que não falam por medo de consequências. É evidente. Com esta escalada de violência, naturalmente que as pessoas têm medo. Hoje, falar neste país, sobretudo aos órgãos de comunicação social, é um acto de extrema coragem. Aliás, falar connosco, estar próximo de nós, juntar-se a nós, mesmo num restaurante ou qualquer recinto, para falar de outras coisas, desporto, etc, nem todas as pessoas têm essa coragem, porque nós somos vistos como pessoas inimigas do regime e pessoas contra o regime e, consequentemente, ser próxima de nós é um risco para as pessoas. É um contexto, de facto, de medo generalizado, lamentavelmente. Nós pensamos que todos, sem excepção, devemos fazer esforço para reverter este contexto. A Guiné-Bissau sempre viveu períodos de instabilidade política governativa, golpes de Estado, etc… mas sempre soube preservar uma certa liberdade, um certo funcionamento das actividades políticas, cívicas. Nós nunca chegámos a esse ponto. O país chegou a um nível extremamente preocupante e perigoso. Ninguém ganha com isso, nem as autoridades actuais, nem a oposição. É a Guiné-Bissau que sai a perder, é a imagem e a reputação desse país que sai a perder. Portanto, nós pensamos que todos devemos fazer esforços para reverter este contexto. E, para isso, pensamos que a única alternativa é o diálogo. A liberdade de expressão restrita neste momento, mas também a liberdade de imprensa com o encerramento de várias rádios. Sim, foi anunciado o encerramento das várias rádios, mas pelas informações que nós já dispomos, houve um recuo nesse sentido. Tudo indica que as rádios retomaram as respectivas emissões. Isso é um bom passo. Nós congratulamo-nos com este recuo do Governo, que é extremamente importante. É preciso que haja diálogo entre o governo e as redacções, as estruturas representativas dos órgãos de comunicação social para encontrar soluções aos problemas financeiros que as rádios enfrentam num contexto generalizado de crise económica, política e social. Grande parte das liberdades fundamentais estão suspensas. Mas nós pensámos que é possível resolver através do diálogo. No caso de existir um inquérito aberto a este assassínio de Vigário Luís Balanta, a Liga teria algum interesse em poder integrar esse comité de inquérito de forma a garantir a transparência desse processo? Não, não é vocação da Liga fazer inquéritos. Nós pensámos que inquéritos fazem parte do mandato das instituições judiciárias: Polícia Judiciária, Ministério Público. Portanto, o que falta é criar condições objectivas para que essas instituições funcionem de forma objectiva, transparente e independente para fazer as investigações. Se houver essa vontade política, não tenho dúvidas que as instituições judiciárias conseguiram identificar os autores deste acto macabro e traduzi-los à justiça. Portanto, nem a Liga, nem qualquer outra organização da sociedade civil, na nossa perspectiva, outra estrutura estatal, para além da instituição judiciária, devem fazer parte de qualquer comissão de inquérito. Esta terça-feira, a Liga lançou o relatório sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau, referente ao período de 2023-2025, no âmbito do projecto “Direitos Humanos em Risco". Quais são as grandes conclusões deste relatório? As conclusões do relatório apontam claramente que a Guiné-Bissau está mergulhada numa grave crise dos direitos humanos, uma erosão da legalidade democrática, um retrocesso no que concerne à democracia, ao Estado de Direito. O período avaliado pelo relatório (2023-2025) foi marcado por detenções arbitrárias, raptos, espancamentos e também destruição das instituições democráticas do país. A degradação dos serviços sociais básicos, nomeadamente educação e saúde, o aumento da extrema pobreza e problemas sociais sem ignorar as questões relacionadas com violações sistemáticas dos direitos das mulheres, práticas culturais ou obscurantistas.

Dia a dia com a Palavra
Lidar com o dinheiro não é tarefa fácil.

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 1:19


Infelizmente precisamos lidar com ele enquanto estivermos nesse mundo e encontrar uma boa medida é tarefa urgente.Se temos pouco dinheiro corremos atrás dele da forma que dá. Ele se tornou necessário em nosso mundo. Tudo é quantificado e qualificado por meio dele.Mas e se temos muito? Bem, eu nunca estive nessa posição. Mas consegue imaginar ir a um shopping, por exemplo, e ser capaz de comprar qualquer coisa? Consegue imaginar quão sedutor isso é?Como o dinheiro é o centro desse mundo, tê-lo em nossas mãos abre portas. A mensagem é clara: podemos morar onde quisermos, fazer o que quisermos, podemos pagar pelos tratamentos que quisermos. Quem tem muito dinheiro se sente empoderado.Mas esse empoderamento é um engano e você sabe disso. O dinheiro não pode comprar tudo. Mas por mais que essa verdade esteja estampada por aí, o dinheiro continua seduzindo muitos corações. Talvez você esteja gastado muito tempo correndo atrás dele.Veja o que diz o Salmo 62, no verso 10, só a parte B do versículo: "Se as riquezas de vocês aumentam, não ponham nelas o coração."O alerta do salmista é extremamente válido. Cuide do seu coração. Não deixe que a riqueza, seja ela do tamanho que for, seduza o seu coração.

CBN Vitória - Entrevistas
'Nenhuma mulher está imune. Violência não tem CPF, CEP ou classe social', alerta promotora

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 28:18


A violência contra mulheres no Brasil e no Espírito Santo não discrimina idade, local, classe social ou perfil econômico. Nesta segunda-feira (23), a comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, foi morta a tiros dentro de casa pelo ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Sousa, de 38 anos. Em seguida, ele tirou a própria vida. Diego Oliveira de Souza e Dayse Barbosa haviam terminado o relacionamento recentemente. O policial não aceitava o fim do namoro, que teria sido decidido pela comandante da Guarda Municipal.É nesse cenário que a promotora de Justiça da Mulher de Vitória, Sueli Lima e Silva, alerta. "Infelizmente, nenhuma mulher está imune. Violência não tem CPF, CEP ou classe social". Segundo a promotora, ainda hoje, alguns fatores fazem com que mulheres não consigam, em tempo, fazer uma denúncia ou pedir ajuda. "É um conjunto de fatores. Tem o medo da exposição, do julgamento social. Mas é o que sempre precisamos dizer: quem tem que ter que vergonha é o homem e não a mulher", explica. A promotora também orienta sobre "indícios" de que algo está errado num relacionamento.

GameFM » Debug Mode – Podcast
A MORTE DA BLUEPOINT - Debug Mode #575 - Podcast

GameFM » Debug Mode – Podcast

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 285:22


Infelizmente a Bluepoint Games não existe mais... Responsável por uma nova era de remasters e remakes, seu encerramento é reflexo da mudança de foco da Sony em jogos live service ao invés de experiências únicas single player. Nesse episódio não só analisamos a trajetória da empresa como debatemos sobre alguns dos melhores jogos e franquias do PlayStation e o futuro da marca. Confira!

Economia
'Corrupção é de indivíduos, não de instituições', diz ministro da CGU sobre escândalo do Master

Economia

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 5:19


Em meio aos desdobramentos de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, o do Banco Master, o país participa de mais uma rodada de avaliações da OCDE sobre o combate à corrupção. O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, está em Paris para uma série de reuniões dos 46 países signatários da Convenção Antissuborno, um dos principais mecanismos internacionais de enfrentamento do crime. O país passa pela quarta fase de análises da implementação do acordo, após adotar recomendações da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico nessa área. Para ele, o caso Master é um exemplo do compromisso do governo federal em aumentar a transparência e os mecanismos de investigação e controle da corrupção. “Algumas coisas são imprescindíveis. Primeiro, é esse compromisso do Estado de fazer as investigações, de apurar e de não deixar nenhuma denúncia passar. Segundo, fazer isso com transparência e de forma republicana, sem ficar escolhendo quem investiga”, disse ele, em entrevista à RFI. “Chegou uma denúncia? Tem que investigar, tem que avaliar e tem que fazer o seu trabalho.” As fraudes envolvendo o banco de Daniel Vorcaro e suas conexões com diversas instituições e personalidades da República foram descobertas na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Entre os envolvidos, estão dois servidores do Banco Central, que até janeiro trabalhavam em setores essenciais da fiscalização do sistema financeiro brasileiro. Eles são suspeitos de terem recebido suborno em troca de facilitar as operações ilícitas do Banco Master por anos. Bolsonaro não investigou O ministro da Controladoria-Geral da União salienta que os crimes investigados tiveram início na gestão de Jair Bolsonaro. “São todas situações que aconteciam desde lá arás, desde o governo anterior. Infelizmente não foram investigados quando eles podiam ter sido e talvez até evitado que esses casos ganhassem a dimensão que ganharam”, argumentou. Carvalho salientou, entretanto, que “a corrupção não é necessariamente das instituições”, mas sim “praticada por indivíduos”. “Nós precisamos separar as coisas, porque senão a gente pode entrar num ciclo muito ruim de que você tem um ato corrupto de um indivíduo e isso contaminar a imagem da instituição. A instituição passa a ser vista como uma instituição corrupta, e isso gera uma perda de confiança da sociedade”, adverte. “Essa perda de confiança pode gerar a busca por soluções de caráter autoritário, que questionem a própria democracia e o Estado de direito.” O escândalo já traz lições sobre os próximos passos do combate à corrupção no país, avalia Carvalho. A tecnologia é uma aliada cada vez mais valiosa nessa luta. O uso de inteligência artificial pela CGU, por exemplo, permitiu gerar uma economia de mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos em 2025. O software Alice analisa licitações e contratos e identifica eventuais focos de possível desperdício de verbas públicas. “A cada escândalo, nós precisamos pensar o que a gente precisa fazer para melhorar as instituições. Todas elas, e não é diferente com o Banco Central, nem com a CGU, precisam sempre se aperfeiçoar e aperfeiçoar suas regras e suas regulações, e assim a gente acaba fazendo com que um escândalo como esse não aconteça de novo”, sublinhou o ministro. “Você muda as formas de fiscalização, os métodos regulatórios e, com isso, previne e dificulta que outro escândalo aconteça.” Melhora do índice de confiança Nos últimos anos, o Brasil se tornou um dos países que oferecem maior transparência no acesso a dados públicos. Apesar do longo trabalho que resta pela frente para o combate a desvios, a confiança dos brasileiros nas instituições está em alta, revelou uma pesquisa da OCDE no fim de 2025. O índice de confiança no governo federal subiu de 26%, em 2022, para 38%, e de 24% para 42% no serviço público, no mesmo período. Além disso, o percentual de brasileiros que acreditam que servidores públicos recusariam suborno passou de 18% para 36%.

PODDELAS
VANESSA LOPES - PODDELAS PODCAST #532

PODDELAS

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 59:55


Infelizmente, devido à falta de energia, este episódio não está completo! ⚡Neste episódio, Tata e Viih recebem Vanessa Lopes para uma conversa sincera sobre carreira, pressão das redes sociais e os desafios de crescer diante de milhões de pessoas.Vanessa ficou conhecida ainda muito jovem ao viralizar com vídeos de dança e rapidamente se tornou uma das maiores criadoras de conteúdo do país. Com milhões de seguidores e uma rotina intensa de produção, ela construiu uma carreira sólida na internet, mas também enfrentou o lado mais duro da exposição pública.Ela fala também sobre o peso da fama precoce, a pressão de viver sob o olhar constante da internet e o que mudou em sua vida depois de experiências que a fizeram repensar prioridades, limites e saúde mental.Dá o play e vem assistir esse episódio especial do PodDelas.______________________________________________________Aprenda inglês online ao vivo de qualquer lugar com Wizard ON!As aulas são ao vivo, com um professor que acompanha seu aprendizado, para você ganhar confiança para falar inglês de verdade.Aproveite a Semana do Consumidor: matricule-se agora sem pagar taxa de matrícula e ganhe uma WizPen, a caneta inteligente que lê milhares de palavras do livro e ajuda na pronúncia, + 100 aulas grátis de conversação.*Oferta válida até 21/03.O melhor momento de destravar o seu inglês chegou. Matricule-se já!É online. É Wizard. É WOW! https://qrco.de/bgf8y6-Assistam a estreia HOJE de Juntas &Separadas, nova série original do Globoplay. Todos os episódios estão disponíveis para você maratonar.https://globoplay.globo.com/juntas-separadas/t/bcp9DcpNfq/

O Macaco Elétrico
Como a IA pode ajudar a educação

O Macaco Elétrico

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 9:25


Artes
“É urgente” salvar as línguas crioulas de São Tomé e Príncipe

Artes

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 26:32


As línguas crioulas de São Tomé e Príncipe estão em risco de extinção e é urgente agir. A constatação tem vindo a ser feita ao longo dos anos, mas não tem havido a necessária revitalização destas línguas, pelo que elas “enfrentam um risco agravado de desaparecer ao longo do tempo”.  Neste programa, convidámos o linguista Tjerk Hagemeijer para compreendermos o tema e tentarmos perceber o que fazer para salvar os crioulos de São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe é “um caso único em África, linguisticamente falando”, começa por dizer Tjerk Hagemeijer, explicando que a antiga língua colonial, a portuguesa, se tornou na “língua nativa dominante”, ou seja, mais falada pela população a uma escala até agora sem paralelo noutro país. Essa ascensão do português começou no final século XIX com “uma reviravolta social e linguística” ligada à abolição da escravatura e à contratação dos serviçais oriundos de Cabo Verde, Angola e Moçambique. O movimento foi-se acentuando e nem o ímpeto das lutas de libertação, nem a chegada da independência contrariaram o crescimento do português como língua franca, falada actualmente por mais de 98% da população de São Tomé e do Príncipe. O professor do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, que tem vindo a estudar este fenómeno há anos, acrescenta que paralelamente à adopção generalizada do português, as línguas locais – forro, lung'ie e angolar - foram-se diluindo. No último censo de 2012, o forro era falado por cerca de 36%, o angolar por mais de 6% e o lung'ie por 1%, “mas provavelmente 1% inflacionado porque serão muito menos falantes”, estimados em “algumas centenas” na ilha do Príncipe. Ou seja, é das três línguas fragilizadas, aquela que enfrenta “um iminente risco”, sublinha Tjerk Hagemeijer. Apesar da consciência do património histórico e linguístico e da noção do seu declínio, na prática “não existe verdadeiramente uma política linguística no sentido de activamente promover estas línguas”, mesmo que tenha sido aprovado, em 2013, um Alfabeto Unificado das Línguas Nativas de São Tomé e Príncipe. Por outro lado, já quase não há transmissão das línguas crioulas entre gerações e persistem atitudes estigmatizantes relativamente às línguas minoritárias, o que não estimula a manutenção desse património. “Para salvar a língua, todo o tempo é pouco, é uma questão urgente”, avisa o docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e especialista nos crioulos do Golfo da Guiné. Entrevista a Tjerk Hagemeijer: “As línguas crioulas entraram em risco de extinção” RFI: Em 2018, o professor já tinha escrito um artigo em que falava sobre São Tomé e Príncipe, explicando que era um caso à parte em África, linguisticamente falando. Em que consiste esse caso à parte? Tjerk Hagemeijer, Investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa: “Em São Tomé e Príncipe há um contexto de multilinguismo, portanto, há uma língua oficial, que é o português, que convive com várias línguas crioulas: o forro, o angolar, o lung'ie e também o cabo-verdiano por causa da própria história, sobretudo o século XX, de São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe é um caso em que, sobretudo a partir de finais do século XIX, altura em que o país ainda era um país crioulófono, começou a ter cada vez mais falantes do português, não necessariamente como língua materna, mas houve claramente uma ascensão da língua portuguesa por causa da história de São Tomé e Príncipe, do chamado regime do contrato dos trabalhadores de fora: de Cabo Verde, de Angola, de Moçambique que foram trabalhar para as empresas agrícolas de São Tomé e Príncipe e que muitas vezes adoptaram o português como língua de comunicação. Portanto, o português foi crescendo como língua franca, cada vez mais, em detrimento das línguas crioulas. Houve também um período, a chamada Segunda República, em que claramente a população começou a assimilar cada vez mais o português porque era uma língua de ascensão socioeconómica. Chega a Independência, altura em que o português se torna a única língua oficial, a língua da administração (que já era), da escola (que já era), mas ganha um estatuto ainda mais democrático a nível do país de São Tomé e Príncipe. Enfim, ao longo desse tempo, os crioulos foram perdendo falantes e, hoje em dia, o português é amplamente falado por todos os são-tomenses e principenses, cerca de 98% da população fala essa língua, de acordo com o censo disponível de 2012. É um caso único no sentido em que não há, tanto quanto sei, nenhum outro caso em África em que há tantos falantes e, sobretudo, também muitos falantes nativos da antiga língua colonial. Os custos são, sobretudo, para as línguas crioulas que se tornaram cada vez mais minoritárias e que entraram em risco de extinção, portanto, estão em declínio e apresentam diferentes riscos do ponto de vista da sua continuação no tempo.” A antiga língua colonial, o português, tornou-se a língua nativa dominante da população e isto comporta o risco de extinção das outras línguas, é assim? “Exactamente.” Como é que historicamente se explica que a antiga língua colonial, o português, se torne na língua mais falada? “Recuando até ao tempo do povoamento das ilhas de São Tomé e Príncipe, em que, sobretudo há uma situação de contacto linguístico entre o português e línguas africanas continentais que dá origem a uma língua que, hoje em dia, chamamos de proto-crioulo do Golfo da Guiné. Portanto é uma nova língua de contacto, um crioulo que se vai desdobrar em diferentes línguas. O forro, o angolar, o lung'ie e também uma língua falada na ilha de Ano-Bom que já não é território português, mas era naquela altura. Estas línguas de São Tomé e Príncipe tornaram-se as línguas dominantes daquele espaço porque a presença portuguesa era geralmente muito reduzida, o modelo da língua portuguesa não estava muito presente e seguramente, até finais do século XIX, as línguas crioulas eram as línguas mais faladas pela população. Claro que as elites, as pessoas mais ligadas à administração, o clero, etc, falavam português, mas estamos a falar de uma minoria. A partir de finais do século XIX, esta situação muda porque há, em primeiro lugar, a abolição da escravatura no último quarto do século XIX e, nessa altura, o regime colonial precisou de mão-de-obra para trabalhar, sobretudo, nas empresas agrícolas onde se produzia cacau. São Tomé era um grande produtor de cacau e tinha sido, no século XVI, na primeira fase de açúcar. Portanto, o estratagema encontrado para colmatar a falta de mão-de-obra - porque os que tinham sido escravos recusavam-se a trabalhar nas empresas agrícolas - era ir buscar cabo-verdianos, moçambicanos, portanto, os chamados contratados ou serviçais. Esta situação leva a uma reviravolta social porque estamos a falar de grandes números de pessoas de fora, de falantes de outras línguas e, também por essa razão, de uma reviravolta linguística porque é nessa altura que o português começa a ganhar mais terreno porque a língua praticada nas empresas agrícolas era sobretudo o português. Os donos dessas empresas eram tipicamente portugueses, falantes do português e o modelo do português era praticado nesses espaços.  Ou seja, a nova população ajusta-se cada vez mais ao português. Depois há um período também, ainda antes da independência, em que há uma espécie de proibição oficiosa dos crioulos e muitos forros apercebem-se da importância da língua portuguesa e vão adoptar também o português na comunicação, mesmo que às vezes de pais para filhos, de pais crioulos falantes para filhos que não podiam, por exemplo, responder em forro aos próprios pais. Todas estas mudanças na sociedade levaram à gradual ascensão da língua portuguesa.” Mas não seria de esperar que a própria independência, em que a cultura era factor de emancipação e arma de luta, reforçasse os crioulos, como em Cabo Verde e na Guiné, ? “Nós assistimos, ao longo do século XX até à altura da independência, à ascensão da língua portuguesa. Mas tem razão na questão que coloca porque a independência é uma nova oportunidade para valorizar o património linguístico cultural que é próprio dessas ilhas. Houve, de facto, depois da independência, um momento em que se tentou valorizar mais as línguas crioulas, através de festivais, cancioneiros, etc. Houve algumas publicações, mas nunca houve verdadeiramente uma iniciativa política do Estado no sentido de, por exemplo, dar um estatuto oficial ou co-oficial a estas línguas e não houve também verdadeiramente um investimento. O investimento foi todo para a língua portuguesa. É claro que isso significa que, hoje em dia, esses crioulos continuam a ser cada vez menos falados porque as pessoas são cada vez mais escolarizadas, são escolarizadas em português, existem várias línguas crioulas e uma língua portuguesa. Portanto, do ponto de vista da comunicação entre os diferentes grupos, o português funciona como língua franca. Tudo isso acaba por levar a esta situação em que temos hoje, numa antiga colónia em África, tantos falantes da antiga língua colonial. Não há nenhum outro contexto em África, embora o fenómeno também aconteça até certo ponto, em Angola e em Moçambique, mas não na mesma escala que em São Tomé e Príncipe.” A antiga língua colonial torna-se na língua oficial exclusiva. Por que é que as línguas nativas ou as línguas nacionais, os crioulos, não são línguas de pleno direito, não têm um estatuto legal até hoje, em 2026? “Por uma razão muito simples: porque ter um estatuto oficial, ter um estatuto diferente, depende da vontade política. Aqui era preciso uma alteração do ponto de vista da política linguística, em que se pudesse dar mais espaço a estas línguas.” E não acontece? Não há aulas de crioulo? “Não há, não há. Não tendo esse estatuto - e sendo cada vez mais línguas minoritárias, portanto, nem todas as pessoas falam estas línguas - estas línguas não são utilizadas nem na assembleia, nem nas escolas. Embora hoje em dia haja mais consciência dessas línguas - porque existem alguns módulos na escola ou mesmo na universidade em que se fala sobre estas línguas - não existe verdadeiramente uma política linguística no sentido de activamente promover estas línguas. É isso que faz falta, porque, neste momento, o que se verifica é que, sobretudo no caso do forro e do lung'ie também e até certo ponto também no angolar, é a interrupção da transmissão da língua entre gerações. Ou seja, os pais muitas vezes já falam português e não transmitem nenhuma destas línguas aos seus filhos. Como pode imaginar, os filhos vão falar português e é como se fosse um efeito de bola de neve: cada vez mais, haverá um número mais diminuído de falantes destas línguas. Queria aqui acrescentar que, obviamente, ter uma política linguística activa para uma língua não significa necessariamente que esta língua esteja a salvo. Podemos olhar para o mirandês em Portugal, que é uma língua oficial, mas que está claramente em declínio, está em desuso, é uma língua de pessoas mais velhas que ainda falam nas aldeias, etc. É um pouco a mesma situação no caso de São Tomé e Príncipe, portanto cada vez mais estas línguas são dos mais velhos.” Houve uma tentativa semelhante ao que aconteceu com o ALUPEC em Cabo Verde? “Houve, mas comparar São Tomé e Príncipe com Cabo Verde é comparar duas coisas muito distintas, apesar de serem dois contextos insulares, crioulófonos ou sociedades crioulas. Claramente, no caso de São Tomé e Príncipe, por causa da sua história, do regime de contrato e por outras razões provavelmente também sociológicas, estas línguas não beneficiam do mesmo orgulho que, por exemplo, os cabo-verdianos têm da sua língua materna, o cabo-verdiano. Houve uma iniciativa, sim. Propôs-se uma escrita para as três línguas de São Tomé e Príncipe, uma escrita só, com algumas pequenas diferenças para acomodar pequenas diferenças linguísticas entre as línguas. Esta escrita tornou-se um decreto-lei, em 2013, por um período experimental de cinco anos. Portanto, eu próprio também fiz parte da equipa que trabalhou nessa proposta, mas, na prática, poucas pessoas conhecem esta escrita ou sequer a utilizam.” Mas existe um Alfabeto Unificado das Línguas Nativas de São Tomé e Príncipe? “Existe. Existe uma primeira proposta porque é sempre melhor ter uma proposta, mesmo que não funcione tão bem como se quer, do que não ter nada.” Se já existe desde 2013 e se sabemos que há uma ameaça de extinção dos crioulos, por que é que a revitalização destas línguas tem sido adiada "sine die"? “Isto tem claramente a ver com duas questões. Em primeiro lugar, mais uma vez com questões políticas. Ter uma proposta de escrita em si não é suficiente para salvar uma língua. O que é importante para salvar uma língua é que haja falantes e cada vez mais falantes. O problema tem que ser atacado, neste momento, a nível da transmissão. A escrita pode ser uma ferramenta importante para, por exemplo, promover aulas nessas línguas, etc, mas não é a primeira necessidade. Há necessidades mais prementes para que se possa começar a revitalizar e recuperar estas línguas.” Então, como é que se salvam os crioulos? “Este trabalho depende, em grande parte, da própria população. É preciso encontrar formas de motivar as pessoas para continuarem a utilizar estas línguas porque não há qualquer dúvida de que o português é a grande língua franca, é a língua da ascensão socioeconómica, é a língua que permite às pessoas estudarem lá fora, etc, portanto, todas estas oportunidades não existem com estas línguas. Mas é preciso fazer perceber que estas línguas fazem parte do património histórico de São Tomé e Príncipe, que há muitas sociedades no mundo que são bilingues, em que as pessoas falam mais do que uma língua e que isto não é algo que prejudique os falantes, como se pensava antigamente.” Porquê? Há vergonha, discriminação? “Discriminação não vou dizer, mas, de alguma forma, pode-se dizer que há uma discriminação encoberta, porque muitas vezes, hoje em dia, os falantes destas línguas, sobretudo se não tiverem um bom domínio do português, são vistos como pessoas que… como é que hei-de dizer isto?...” Com um estatuto menorizado? “Com estatuto inferior, portanto, são as pessoas mais pobres, mais rurais, e aparecem todos os preconceitos que, muitas vezes, temos em relação a minorias e mesmo em relação a minorias linguísticas porque esses preconceitos claramente existem. Neste momento, como cada vez mais estas línguas são uma espécie de último reduto, já não são tão amplamente faladas, há um certo preconceito porque há uma língua que é vista como superior, mais útil, sobretudo. Claro que sem políticas activas, sem atitudes positivas, que é também uma coisa que falta muito em São Tomé e Príncipe, sobretudo em comparação com Cabo Verde. Muitas vezes os próprios são-tomenses têm uma atitude algo estigmatizante em relação a essas línguas, acham que é uma língua que não tem uma escrita, que não tem gramática, mas temos que explicar que, obviamente, uma língua é uma língua desde que seja falada por uma comunidade de falantes nativos e isso, sim, estas línguas sempre o foram.” Temos noção de quantos falantes temos, no universo dos habitantes de São Tomé e Príncipe, para cada uma das línguas? “Temos uma ideia com base no Censo de 2012. Como já referi, o português é falado por mais de 98% da população com mais de cinco anos. O forro é falado por cerca de 36% e já foi muito mais no passado. O lung'ie por 1%, mas provavelmente 1% inflacionado, serão muito menos falantes do que esses 1%.” Isso corresponde a quantas pessoas? “De acordo com o Censo, 1700 pessoas, mas todos os especialistas que trabalham sobre o lung'ie estão de acordo que esta língua é utilizada apenas por, no máximo, algumas centenas de pessoas, em geral pessoas mais velhas. O lung'ie é, destas línguas, aquela que está mais em risco de extinção, está em iminente risco de extinção. O angolar tem uma percentagem de mais de 6%, com cerca de 11.000 falantes, e o forro ainda com 62.000 falantes.” Quando fala que o lung'ie está em risco de extinção e é a língua que mais risco enfrenta, temos uma noção do tempo de vida da língua? E quanto tempo temos para salvar a língua? “Para salvar a língua, todo o tempo é pouco, é uma questão urgente. Não se pode dar um prazo de validade a uma língua porque a experiência mostra-nos que, às vezes, quando pensamos que uma língua se vai extinguir, na verdade acaba por ainda perdurar no tempo mais do que se pensava. Ou, às vezes, desaparecem mais rapidamente do que nós imaginávamos. Portanto, as duas coisas são possíveis. No caso do lung'ie, qual é o principal problema? Estamos a falar de uma ilha pequena com, neste momento, talvez 7.000 habitantes…” Estamos a falar da ilha do Príncipe? “Sim, uma língua com poucas centenas de falantes que enfrenta, no fundo, dois adversários directos, sobretudo o português, mas também o cabo-verdiano. A população falante do lung'ie, como falantes de outras línguas no Príncipe, muitas vezes acaba por migrar para a ilha de São Tomé e na ilha de São Tomé o português é a língua hegemónica. Também se fala o forro, obviamente. Portanto, estes falantes acabam por ser diluídos ou absorvidos por outras línguas. Isto ainda dificulta mais a sobrevivência de uma língua, esta fragmentação que existe num contexto já de tão pequena escala como a ilha do Príncipe.” Que iniciativas há para tentar contrariar este movimento? “Uma das iniciativas, no caso do lung'ie, do crioulo do Príncipe, é a colocação de amas falantes do lung'ie em creches. Portanto, utilizar o lung'ie na comunicação com os mais novos, o que parece uma boa iniciativa porque visa restabelecer a transmissão entre as gerações  eque é, na verdade, o primeiro aspecto que tem que ser atacado quando queremos revitalizar uma língua.” As mães e os pais em casa, que são tão jovens, depois conseguem continuar essa transmissão?  “Aí está. As dificuldades são muitas porque pode-se tentar fazer um trabalho de um lado, mas do outro lado este trabalho acaba por ser desfeito. Há muitas dificuldades. Claro, aqui é essencial que a comunidade se organize em torno da língua para que, no fundo, haja mais iniciativas. Penso que na comunicação social também há mais atenção agora pelo lung'ie, enfim, através do Governo Regional do Príncipe... Tudo isso acabam por ser tentativas de manter a língua, em primeiro lugar, e também de a revitalizar. Mas, sabemos de outros contextos que existem muitos projectos de revitalização em que nem sempre o resultado final é positivo. Ou seja, das 7.000 línguas no mundo, mais ou menos metade está em algum tipo de risco de extinção e há, todos os meses, uma ou duas línguas que morrem. Não se fala muito sobre isso, mas isto faz parte da realidade do nosso planeta: os crioulos de São Tomé e Príncipe, os crioulos da Ásia (também ainda há um certo número de crioulos no contexto da Ásia) estão todos entre estas línguas em risco, algumas mais do que outras, mas em risco. Pode ser uma questão de uma ou duas gerações ou de mais tempo, não sabemos, mas o risco existe. A questão que nos devemos colocar no século XXI é: queremos deixar morrer as línguas sem lhes dar a devida assistência ou vamos tentar revitalizá-las, enquanto património linguístico não só de São Tomé e Príncipe ou diferentes contextos da Ásia, mas da Humanidade? O que é que nós queremos para o nosso planeta? Diversidade ou queremos ser monolingues em inglês? É quase essa questão que se pode colocar em última instância. São questões complexas. Não há uma resposta simples e uniforme para pensarmos em diferentes contextos em que há línguas em risco de extinção, mas temos sobretudo de pensar um pouco mais além e naquilo que nós queremos para as nossas sociedades.” Resumindo, o lung'ie é no Príncipe e o forro e o angolar em São Tomé? “Exactamente. Já agora, um dado que não referi, mas que também acho que é muito interessante, é o facto de, neste momento, de acordo com o último censo de 2012, o cabo-verdiano ser em São Tomé e Príncipe o segundo crioulo mais falado depois do forro, tem mais falantes do que o angolar e muito mais do que o lung'ie. Ou seja, isto mostra também que as atitudes linguísticas e a própria utilização das línguas pelas comunidades tem muita importância na sua sobrevivência. O cabo-verdiano, não só em São Tomé e Príncipe, mas um pouco por todo o mundo, na diáspora, é falado pelas comunidades, é uma língua de que as pessoas se orgulham. Infelizmente, por diferentes razões históricas, sociológicas, os crioulos autóctones de São Tomé e Príncipe não estão na mesma situação e enfrentam, de facto, um risco agravado de desaparecer ao longo do tempo.” Quer dizer-nos o que são as línguas crioulas e por que é que comportam toda uma história que foi invisibilizada? “Bem, a primeira coisa que eu posso dizer sobre o que é uma língua crioula é que há muita discussão sobre o que estas línguas são, quais são e quais não são. Se formos pelas normas normais da sociedade, as definições que são muitas vezes utilizadas nos manuais quando estamos a falar de línguas que surgem num contexto de contacto de línguas, por exemplo, em São Tomé e Príncipe, entre o português e diversas línguas africanas e, no contexto do Atlântico, onde há muitos outros crioulos, são línguas que surgem sobretudo em sociedades escravocratas, portanto, resultam de uma história muito complexa, difícil, penosa, em que, no fundo, houve necessidade de encontrar uma plataforma de comunicação comum entre falantes de línguas diferentes. Ou seja, a língua-alvo, em inglês, a chamada ‘target language', era, em São Tomé e Príncipe, o português, mas obviamente que não era o português da escola, era um português que tinha poucos falantes e que, de alguma maneira, serviu de modelo porque era a língua do colonizador. Portanto, a língua-alvo é sempre de quem comanda, de quem domina numa sociedade nova. Só que, obviamente, a maioria da população falava outras línguas e precisava de adquirir os rudimentos do português e foi assim que, aos poucos, começou a nascer um código mais rudimentar, simplificado, de base lexical portuguesa, que as crianças que nasceram nestas novas sociedades transformaram numa língua materna, o chamado processo de nativismo. É assim que nós temos, um pouco por todo o mundo, novas línguas que surgem por causa, em primeiro lugar, do movimento expansionista da Europa. Temos crioulos de base lexical portuguesa e inglesa, francesa, etc, um pouco pelo Atlântico, o Índico, o Pacífico. São línguas novas que, muitas vezes, têm o léxico, as palavras, o vocabulário de uma língua, a língua socialmente dominante nestes novos contextos, e a gramática é uma espécie de compromisso entre a gramática das diferentes línguas em contacto - podia ser o português e línguas africanas ou o português e línguas asiáticas ou o francês e línguas africanas. Depois há, obviamente, resultados muito diversos, com muitas línguas diferentes. Há uma coisa que, muitas vezes, não questionamos quando falamos de crioulos e incluímos um conjunto de línguas nessa classe de crioulos. Mas é bom não esquecer que a palavra crioulo foi utilizado historicamente primeiro para pessoas, muitas vezes os chamados ‘filhos da terra', aqueles que nasciam nas novas colónias, podiam ser europeus ou africanos, mas os chamados 'filhos da terra'. Só depois é que este termo começou a ser utilizado para as novas línguas que emergiram nestes contextos. Na verdade, o contacto de línguas de que resultam os crioulos é um fenómeno transversal à Humanidade e provavelmente não só desde os tempos da colonização europeia, mas desde sempre, houve sempre contacto entre línguas, penso no inglês, penso no português. O português é uma língua que nasceu em Portugal, mas resulta da romanização de uma grande parte da Europa, havia outras línguas por aqui. Portanto, o contacto é algo que houve sempre, historicamente, em toda a parte, e o que temos que questionar é se faz sentido utilizarmos o rótulo crioulo. Às vezes tem conotações negativas e teve sobretudo ao longo da sua história, hoje em dia menos, mas no passado teve porque eram, muitas vezes, línguas vistas como dialectos, como algaraviada, como linguagens corruptas em relação ao português ou francês, etc. Temos de nos questionar se faz sentido este termo crioulo porque não tem, na verdade, um conteúdo verdadeiramente nem linguístico, nem exactamente sócio-histórico. Resulta de processos que fazem parte da linguística, do contacto e quase podíamos dizer que o inglês também é uma língua crioula, o latim, enfim não vou aqui desenvolver muito mais, mas queria só chamar a atenção para também a questão das etiquetas que, às vezes, aplicamos. Isto não é uma questão tão simples quanto isso.”

Daniel Ramos' Podcast
Episode 517: 09 de Marzo del 2026 - Devoción para la mujer - ¨Sublime belleza¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 4:09


==============================================SUSCRIBETEhttps://wwaw.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2026“SUBLIME BELLEZA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================09 de MarzoHabilidad FemeninaInstigada por su madre, le pidió: "Dame en una bandeja la cabeza de Juan el Bautista" (Mateo 14:8).Herodías era nieta de Herodes, el Grande. Vivió en Tiberíades, ciudad construida por su marido en la región de Galilea. Era posesiva y ambiciosa. Con su primer marido, el tío paterno, Herodes Felipe, tuvo a Salomé. Cierta vez, Herodes Antipas, hermano de su marido fue a visitarlos. Herodías dejó a su marido e instigó a Herodes Antipas para que se divorciara de su esposa a fin de quedarse con ella. Aun cuando no era judío, Herodes Antipas era el gobernador de Judea, y ese casamiento ilegítimo no era aprobado por el pueblo.Herodes Antipas, igualmente ambicioso, al unirse con Herodías, potenció su capacidad de hacer el mal.Juan el Bautista tuvo la osadía de desaprobar la unión ilegítima de la pareja, y despertó el odio de Herodías. Ella habría sentenciado inmediatamente al profeta a muerte; pero, a Herodes Antipas le gustaban sus predicaciones, aun cuando lo reprochaba. Admiraba su coraje al afrontar el error con la verdad. Por detrás de su tolerancia existía también el temor a la reacción del pueblo. Perjudicar a Juan el Bautista le podría costar su popularidad y su trono.Mientras tanto, el resentimiento y la rabia de Herodías aumentaban. En ocasión del cumpleaños de Herodes Antipas, fue organizada una gran fiesta. Líderes políticos y militares fueron invitados a celebrar con él.Salomé, una joven y sensual danzarina, atrajo la atención de los invitados con sus danzas y contorsiones de su cuerpo esbelto y, principalmente, a Herodes Antipas quien, entusiasmado, le ofreció hasta la mitad de su reino.La madre había encontrado el momento de consumar su venganza. Sabía que Herodes alimentaba una velada simpatía por Juan, pero también que era inescrupuloso y orgulloso, por lo tanto, no se volvería atrás después de una generosa oferta pública.La poderosa Herodías había despertado lo peor en su marido. Y consiguió que su hija se uniera a su diabólico plan, transformándola en cómplice. Pidió "la cabeza de Juan el Bautista en un plato".Infelizmente la historia bíblica y contemporánea nos muestra ejemplos de mujeres que podrían haber cambiado el rumbo de la historia de manera sabia, pero la condujeron a destinos trágicos.Una mujer no necesita tener un cargo político para tener poder. Puede ser una ama de casa, una amiga, una consejera y tener habilidad femenina para convencer. ¿Cómo usas tu habilidad femenina? ¿Para bien o para mal? 

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Maçã podre

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Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 5:05


TEMPO DE REFLETIR 01697 – 8 de março de 2026 Ezequiel 28:15 – Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Uma maçã podre numa caixa estraga todas as outras. Mas quando Deus criou o mundo, tudo era perfeito. Não havia germes nocivos, morte ou lágrimas. Infelizmente, nesse mundo perfeito apareceu uma maçã podre que estragou a criação de Deus. E a pergunta que surge é a seguinte: Se Deus é bom e todo-poderoso, por que não pegou essa maçã e a jogou no lixo, para evitar que ela estragasse as outras? Você não faria isso? Obviamente, estamos falando de Satanás. Deus sabia que se Satanás continuasse vivendo, sua influência perniciosa se espalharia pela terra e resultaria em Hitler, Idi Amin, Stalin, Saddam Hussein e outros tiranos. Resultaria também em males como o câncer, AIDS, depressão, solidão, defeitos congênitos, alcoolismo, dependência de drogas, acidentes, crimes e divórcios. Em resumo: resultaria num mundo cheio de miséria e dor. Foi justo da parte de Deus deixar que toda essa miséria se espalhasse quando poderia ter cortado o mal pela raiz? Vejamos a seguinte ilustração: Uma empresa tinha um diretor que era amado por seus gerentes e funcionários. O seu assistente o ajudava em tudo. Mas então esse assistente começou a espalhar o boato de que o diretor estava fraudando a empresa. Foi um golpe devastador num líder que sempre havia procurado ser honesto e leal. Pior ainda foi o fato de que entre os gerentes e funcionários houve quem acreditasse no boato. O assistente havia preparado o terreno e conquistado simpatizantes. E quando ele fez essa denúncia, muitos acreditaram nele. Alguns até sugeriram que o conselho dos diretores deveria colocá-lo no lugar do diretor. O diretor poderia tê-lo despedido. Mas pensou: “Mesmo os funcionários que confiam em mim podem desconfiar que eu tenha algo a esconder, pois demito quem discorda de mim. E funcionários que não confiam em seu líder, trabalham mal”. Assim, o diretor permitiu que o seu assistente continuasse trabalhando. Mais cedo ou mais tarde a verdade apareceria. E foi o que aconteceu. A empresa passou por um período difícil, todos perceberam que a acusação do assistente era falsa, e ele acabou pedindo demissão. Tal e qual aquele presidente, Deus deu a Satanás tempo para que surgissem os frutos de sua obra. E ao derramar “o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais” (O Desejado de Todas as Nações, p. 761). No seu devido tempo a maçã podre será, finalmente, jogada fora. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Ajuda-me, Pai, a confiar inteiramente em Ti. Que nunca a semente da dúvida ganhe espaço para crescer em minha mente e coração. Por favor, em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Convidado
Macky Sall "não é a pessoa certa para representar os interesses africanos” junto da ONU

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 10:15


Esta semana, o Burundi, que exerce a presidência rotativa da União Africana, apresentou a candidatura do ex-Presidente senegalês ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Até agora, os Estados africanos ainda não reagiram oficialmente a esta proposta. A candidatura de Macky Sall não conta com o apoio do Senegal, uma vez que o ex-chefe de Estado é acusado pela nova liderança do país de ocultar dados económicos importantes, como a dívida pública. O último mandato do Presidente senegalês ficou ainda marcado por episódios de violência e repressão da população. Régio Conrado, professor de Ciência Política e Direito na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique, afirma que “Macky Sall não é a pessoa certa para representar os interesses africanos”. Esta semana, o Burundi, que exerce a presidência rotativa da União Africana, apresentou a candidatura do ex-Presidente senegalês ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Que comentário lhe merece esta candidatura? É profundamente complicado que um Presidente que já foi chefe de Estado num país que não o reconhece como candidato oficial -e, portanto, não é apoiado pelas autoridades do seu próprio país -seja apresentado pelo actual presidente da União Africana, o Presidente do Burundi, e não necessariamente pela própria União Africana. Isto já significa que há um duplo problema. Por um lado, há um problema de legitimidade no próprio país de origem, onde foi chefe de Estado. Por outro lado, os restantes chefes de Estado do continente africano ainda não se pronunciaram sobre o assunto, o que mostra que esta é uma iniciativa particular do Presidente do Burundi. É muito provavelmente uma má iniciativa e Macky Sall está, provavelmente, à procura de uma saída internacional, talvez para escapar a eventuais responsabilizações que possam recair sobre ele, não só no plano interno do país, mas também como uma forma de sobrevivência política através de dinâmicas internacionais. O antigo chefe de Estado do Senegal é a pessoa certa para representar o continente africano nos fóruns internacionais? Não, ele não é a pessoa certa para representar os interesses africanos. Quando esteve na presidência do Senegal e mesmo na presidência rotativa da União Africana, esteve muito mais ligado aos interesses franceses, funcionando quase como um dispositivo operativo -um cipaio, digamos -não dos interesses africanos, mas sobretudo dos interesses franceses e, por consequência, dos interesses europeus. Não é uma figura que, no continente africano, possa ser vista como a mais razoável para ocupar este lugar neste momento. Precisamos de uma figura pan-africana, com uma percepção de independência profundamente entranhada. Alguém que tenha uma visão de África fora das relações de subordinação ou de neocolonialismo com o Ocidente. Portanto, uma figura que congregue e agregue respeitabilidade no plano da defesa dos interesses africanos. E quem poderia ser essa pessoa? A actual Presidente da Tanzânia poderia, provavelmente, sugerir alguém da sua máxima confiança para representar os interesses africanos. Temos também Carlos Lopes, que é uma grande figura no continente africano e que tem estado sempre na linha da frente da defesa dos interesses africanos. Para além da sua carreira académica, é uma figura que já trabalhou com vários secretários-gerais das Nações Unidas e que tem uma longa experiência dentro das estruturas da organização e da União Africana. É uma figura alinhada com a defesa dos interesses africanos. Carlos Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas em África , poderia reunir o consenso dos líderes africanos? Penso que ele tem todo o potencial para reunir muitos consensos. Primeiro, porque não se trata de uma figura amarrada a um determinado país. Mesmo sendo originário da Guiné-Bissau, é uma figura completamente pan-africana. Isso poderia evitar, talvez, algumas clivagens regionais. Agora, também sabemos que os processos de negociação para apresentar uma candidatura são sempre profundamente complexos. E, obviamente, esses processos nem sempre traduzem aquilo que são as verdadeiras convicções de todos os actores envolvidos. África tem reclamado uma maior presença nas diferentes organizações das Nações Unidas. Já houve dois secretários-gerais africanos, Boutros Boutros-Ghali e Kofi Annan. Há possibilidade de o próximo secretário-geral das Nações Unidas ser oriundo do continente africano? Fica muito difícil. O que podemos dizer é que, neste momento, tendo em conta aquilo que África tem defendido -uma maior presença nos diferentes organismos das Nações Unidas, e muito particularmente ao nível do Conselho de Segurança, essa reivindicação faz sentido. Estamos a falar de 54 países e de um continente com uma população que ultrapassa mil milhões de pessoas. É um continente que tem um peso muito profundo e determinante para o futuro do mundo. O problema é que o mundo em que vivemos hoje mostra que várias potências procuram também controlar as Nações Unidas. Até ao momento foram apresentadas duas candidaturas oficiais: a da ex-Presidente chilena Michelle Bachelet e a do responsável da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi. A Costa Rica também nomeou a ex-Presidente Rebeca Grynspan, mas a candidatura ainda não é oficial. Segundo uma tradição de rotação geográfica, que nem sempre é observada, o cargo estaria agora a ser disputado pela América Latina. Muitos países defendem também que uma mulher deveria ocupar este cargo. A organização está preparada para ter uma mulher na liderança? Neste momento, o continente que está melhor posicionado parece ser a América Latina, onde há quase um consenso generalizado. Grandes potências regionais como o Brasil e a Argentina, bem como outros países que orbitam à volta destas potências, podem ser determinantes para orientar a dinâmica da escolha do próximo secretário-geral. Na minha opinião, mais do que nunca ficou demonstrado que as mulheres têm capacidade para dirigir determinadas agências das Nações Unidas, grandes programas e a diplomacia de alto nível no sistema internacional. Não me parece irrazoável pensar que uma mulher possa reunir consensos para dirigir a organização. Seria também uma forma de chamar a atenção para a necessidade de confiar responsabilidades às mulheres que demonstraram competências, ao longo das suas carreiras, sobretudo quando se trata de figuras que têm estado empenhadas em temas centrais como a paz, o desenvolvimento e outras questões fundamentais da agenda internacional. Relativamente à questão da paz: de que forma o contexto actual, com uma guerra no Médio Oriente e outros conflitos em várias partes do mundo, pode influenciar a escolha do novo secretário-geral da ONU? Está cada vez mais evidente que as Nações Unidas precisam de uma reforma profunda para aprimorar a sua capacidade de resolução dos grandes conflitos. Com a emergência de novos conflitos, marcados pela força física e pela brutalidade nas relações internacionais, assistimos também à erosão do direito internacional e à fragmentação da capacidade das Nações Unidas para resolver problemas complexos. Veja-se, por exemplo, a situação envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos. Torna-se claro que chegou o momento de repensar a arquitectura das Nações Unidas, a arquitectura do Conselho de Segurança e o próprio sistema internacional de promoção da paz. O que é facto é que, neste momento, as Nações Unidas têm demonstrado limitações profundas - para não dizer fragilidades - na capacidade de conter os conflitos no mundo. Muitos dos conflitos em que a organização interveio continuam por resolver. São os membros do Conselho de Segurança que deverão iniciar o processo de selecção até ao final de Julho, em particular os cinco membros permanentes com poder de veto -Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França - que detêm, na prática, o futuro dos candidatos nas mãos. São conhecidas as divergências actuais. O que se pode esperar desta eleição? A Grã-Bretanha é hoje um país que pesa muito pouco no sistema internacional. Tem pouca capacidade de influenciar o processo. O verdadeiro debate vai acontecer entre as grandes potências. A China e a Rússia estão em confrontação directa com o Ocidente e encontram apoio em vários países do chamado Sul global, como o Brasil e a África do Sul, que são actores importantes. Há também países como o Irão e outros que defendem que não é positivo que haja uma dominação ocidental das instituições internacionais. Estas clivagens já existentes e o agravamento das tensões internacionais -como a situação envolvendo o Irão - vão certamente tornar o processo mais complexo. O que está em jogo nas próximas eleições para secretário-geral das Nações Unidas não é apenas a questão da eficácia, como defende a Grã-Bretanha. O que está em jogo é quem vai influenciar o rumo do sistema internacional nos próximos anos: sobre que bases serão tomadas as decisões, qual será a arquitectura das Nações Unidas e sob que orientação política actuará o próximo secretário-geral. Essas são as grandes questões. Que força terão os países africanos nesta escolha? Hoje não é possível pensar qualquer arquitectura das Nações Unidas sem considerar os 54 países do continente africano. O que será profundamente importante é perceber até que ponto os países africanos conseguirão articular posições comuns. Muitos deles estão hoje mais alinhados com o discurso do chamado Sul global, nomeadamente com posições defendidas pela China, pela Rússia e pelo Brasil, e menos próximos das posições do Ocidente. Infelizmente, há também divisões dentro do próprio continente. Existem países que estão mais alinhados com interesses externos. A Costa do Marfim, por exemplo, mantém uma forte proximidade com a França e, por consequência, com a União Europeia. Há também outros países pequenos que seguem essa linha. Mas há igualmente países com posições fortemente pan-africanas -como a África do Sul, o Quénia, a Tanzânia, Moçambique ou Angola -que podem defender um posicionamento mais autónomo do Sul global. O peso do continente africano dependerá da capacidade de coordenação política entre os seus líderes e da capacidade do presidente da União Africana de construir consensos entre os diferentes países e regiões. Mas tudo começa mal quando um presidente da União Africana decide avançar com uma candidatura sem um consenso mínimo, porque isso revela desde logo um processo de divisão desnecessária.

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 269: People's Reactions

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 48:32


To book your conversation with Eli this very week, go to ⁠⁠⁠⁠⁠https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/⁠⁠⁠⁠⁠ To support this podcast, consider leaving a review or making a donation (only if you can, and if you feel this podcast’s helped you

Podcasts FolhaPE
Pets precisam de imunização mesmo que não circule na rua

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 13:56


Alguns tutores acreditam que, se o gatinho não tem acesso à rua, não há perigo de saúde que o alcance. Infelizmente, não é assim. A imunização não é um acessório ou um luxo, mas uma necessidade pilar para o bem-estar e a longevidade dos felinos. Esteve outros assuntos foram parte da entrevista de Maria Priscila Martins, do Blog Folha Pet, com Simone Ventura âncora da Rádio Folha 96,7FM. Acompanhe!

Chicotadas
#52 Nossa Mesa de Cozinha #01: Histórias na Não Monogamia, com Luoli e Gael

Chicotadas

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 123:38


Hoje é dia de mais um episódio em vídeo e de estreia de série nova, “Nossa Mesa de Cozinha”, um espaço pra gente conversar sobre vivências na não monogamia. Hoje, a Ada e a Roxy convidam Luoli e Gael, que se relacionam há 3 anos, para bater um papo sobre suas jornadas não mono, seus relacionamentos e contar um pouco mais sobre momentos felizes, dificuldades, descobertas e aprendizados ao longo de seus anos na não monogamia. Participantes: Ada @aleneouada, Roxy @roxylust, Luoli/Luma @caminhosdeluma @luoli.sub Gael @amanda_gael_psy_artVoz da vinheta: Erikastigo de Fortaleca/CE @erikastigo*Este episódio foi gravado em 31/10/2025. Infelizmente, a gravação ficou com alguns pequenos problemas de áudio.Apoie o Chicotadas! https://apoia.se/chicotadas Form para envio de dúvidas e feedbacks: https://forms.gle/x3HUheP52BkALn989 Nossos links: https://chicotadas.com.br/Confira nosso Instagram: www.instagram.com/chicotadaspodcast  A vitrine do episódio é uma arte com fotos. O fundo é vermelho com detalhes de cordas em vermelho escuro e, ao centro, é possível ver os participantes do episódio sentados em uma mesa de café da manhã amarela com microfones e comidas de café da manhã. Na sequência, sentades à mesa na foto, estão Luoli, Ada, Roxy e Gael. A autodescrição física des participantes está no episódio. Na parte superior da arte e na parte inferior da mesa, o número e título do episódio (#52 Nossa Mesa de Cozinha #01: Histórias na Não Monogamia, com Luoli e Gael) em lilás, amarelo claro e vermelho. Na parte superior e inferior da imagem, marca d'água com o arroba do nosso insta @chicotadaspodcast e a logo principal do podcast. Minutagens:2:44 Introdução Episódios com Luoli: Clubes dos apoiadores #02, #06, #12 e #13. 5:28 Autodescrição des convidades 7:32 Quem são es convidades? Apresentação de cada ume e jornadas na não monogamia e no BDSM.  36:02 Recado do apoia.se https://apoia.se/chicotadas 38:40 Sobre a relação das convidadasCitado: como a relação aconteceu? Dificuldades, alinhamentos, decisão sobre terminar, conflitos, princípios importantes, redes de apoio e impacto nas redes mono, dinâmica BDSM, age play, DDLG (daddy dom little girl), rótulos, assexualidade, relação aberta versus não monogamia. - Episódios sobre NM com Lui e Poli: episódios regulares 43 (Relações D/s e Não Monogamia) e 44 (No Bar da Masmorra #06)- Episódio #42: Introdução à Não Monogamia. 1:11:48 A dor e a delícia da não monogamia 1:47:46 Conselhos e recados finais 1:55:41 Nossas Chicotadas- Reality Casamento às Cegas (Netflix)- Reality Amor: Verdade ou Consequência (Netflix)- Última Dança (Agnes Nunes)- Impermanência (Maria Ó)- Sabores (Núbia)- Moça (Mari Froes)- Podcast Turn me On- Playlist Lesbicaliente, link no insta @canalgreta - Filme Caramelo (Netflix) 1:59:28 Despedida e aftercareNossos links: https://chicotadas.com.br/

Daniel Ramos' Podcast
Episode 514: 15 de Febrero del 2026 - Devoción para la mujer - ¨Sublime belleza¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 3:47


==============================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2026“SUBLIME BELLEZA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================15 de FebreroEl poder de la ADAPTACIÓNSé lo que es vivir en la pobreza y lo que es vivir en la abundancia. He aprendido a vivir en todas y cada una de las circunstancias, tanto a quedar saciado como a pasar hambre, a tener de sobra como a sufrir escasez (Filipenses 4:12).Mary J. Ryan, autora del libro Adaptability, menciona lo que dicen los especialistas de la medicina del comportamiento sobre las personas que dominan el arte de la adaptación: "Viven más y mejor, porque compensan las hormonas del estrés que atacan nuestro cuerpo con actitudes positivas y comportamientos que liberan hormonas capaces de restaurar el equilibrio en nuestras células y en órganos y tejidos. Es por eso por lo que muchos especialistas definen la propia salud como adaptabilidad".Infelizmente, pocos alcanzaron el grado de adaptación propuesto por Pablo. Aprender a ajustarse a las circunstancias es señal de madurez. Ese ajuste no significa rendirse ante la situación en detrimento de tus principios y valores. Pablo dio el mejor ejemplo de cómo adaptarse. No se sometía a los valores del mundo que lo rodeaba. No gozaba de seguridad física, financiera o social. Sabía bien lo que era tener hambre, sentir dolor y enfrentar peligros, pero se adaptaba a esas circunstancias, sin quejarse, reclamar, maldecir o desanimarse. En sus labios, siempre había acciones de gracias.¿Cómo conseguía Pablo adaptarse así a las circunstancias, incluso sufriendo tanto? Por detrás de las elecciones de Pablo estaba la certeza de que Dios lo guiaba a un propósito elevado, como una brújula que guiaba al apóstol por los caminos difíciles.Cuando nos rebelamos y nos entregamos a la autocompasión ante los pequeños infortunios, perdemos la gran oportunidad de entrenar nuestras fibras mentales y espirituales para cuando surjan los grandes infortunios. El secreto es aprovechar cada adversidad, por menor que sea, para aprender acerca de la adaptación.¿Quién puede aprender a disfrutar de la escasez, de la pérdida y del sufrimiento? Tal vez no aprendamos a disfrutarlas, pero podemos aprender a ser resilientes. Y si necesitamos atravesar el sufrimiento, que pasemos con la cabeza erguida y con una alabanza de acción de gracias en los labios. 

Detetive do Sofá
263 - o Massacre da Família Dardeen

Detetive do Sofá

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 80:27


Em novembro de 1987, Keith e Elaine Dardeen aguardavam o nascimento do 2º filho e se preparavam para se mudar para uma nova casa em Mount Carmel, Illinois. Infelizmente os planos foram impedidos quando alguém invadiu o trailer da família e assassinou todo mundo. ❤ Torne-se um apoiador pelo Apoia.se ou pela Orelo❤ Segue a gente no ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram⁠⁠⁠ Pesquisa e roteiro: Marcela Souza Edição: Alexandre LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sem Rastros
Carolyn Killaby

Sem Rastros

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 48:39


WASHINGTON, 1995 - Dan havia combinado de passar a noite de sábado com a esposa Carolyn, mas decidiu de última hora ir pro bar com seu irmão. Quando ele voltou, a casa estava vazia. De primeira Dan pensou que Carolyn estava se vingando: Já que ele havia furado os planos que tinha com ela e passado a noite fora, agora era a vez dela de fazer o mesmo, sem dar satisfação ao marido. Horas se passaram e a teoria da vingança foi ficando cada vez mais fraca. Já era pra ela ter voltado. Infelizmente, Dan teve que encarar a realidade e ligar pra policia.   --- Instagram | Grupo no Telegram | Youtube Apoie o podcast pela Orelo, Patreon, ou direto pelo Spotify! Para fontes de pesquisa, acesse o Website. Email: semrastrospodcast@gmail.com

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | AMOR QUE CONFRONTA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 3:26


LEITURA BÍBLICA DO DIA: GÊNESIS 4:1-12 PLANO DE LEITURA ANUAL: EZEQUIEL 8–10; HEBREUS 13  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Ele era uma boa pessoa em muitos aspectos, mas todos viam a dificuldade dele em lidar com a raiva. Como ele era eficiente e cumpria bem o seu papel, a ira dele nunca foi confrontada, nem tratada adequadamente. Com o tempo, isso feriu muitas pessoas e finalmente antecipou o fim de uma carreira que poderia ter sido muito melhor para esse irmão em Cristo, se ao menos eu tivesse escolhido confrontá-lo com amor anos antes. Deus nos provê a maneira perfeita sobre como confrontarmos o pecado de alguém com amor. Caim enfureceu-se e, sendo agricultor, ele “apresentou parte de sua produção como oferta ao Senhor” (GÊNESIS 4:3). Mas Deus deixou claro que a oferta não era aceitável; rejeitou-a, e Caim “se enfureceu e ficou transtornado” (v.5). No entanto, Deus o confrontou e disse: “Por que você está tão furioso?” (v.6). O Senhor disse a Caim para que abandonasse seu pecado e buscasse o que era bom e certo. Infelizmente, Caim ignorou as palavras de Deus e cometeu um ato horrível (v.8). Embora não possamos forçar os outros a abandonar seus pecados, podemos confrontá-los com compaixão. Podemos falar “a verdade em amor” para que ambos nos tornemos “cada vez mais parecidos com Cristo” (EFÉSIOS 4:15). E, da mesma maneira que Deus nos dá ouvidos para ouvir, também podemos receber duras palavras de verdade de outras pessoas.  Por: TOM FELTEN 

Meio Ambiente
Transição energética para quem? À margem da COP30, Cúpula dos Povos começa com “barqueata”

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 6:31


Os povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e movimentos sociais do mundo inteiro marcaram a história das Conferência do Clima da ONU nesta quarta-feira (12). Em um protesto inédito em forma de barqueata, com 200 embarcações pelo rio Guamá, eles denunciaram uma COP que não reflete as demandas das populações mais vulneráveis, na linha de frente das mudanças climáticas.  Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém  A manifestação no rio deu a largada para a Cúpula dos Povos: durante cinco dias, os cerca de 5 mil participantes trarão para o debate as próprias soluções para o enfrentamento do aquecimento global, como a agroecologia e a agricultura familiar. Muitos questionam um dos focos das negociações diplomáticas da conferência: a transição energética para uma economia de baixo carbono. Elaine da Silva Barros, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), veio do Maranhão e teme que a busca por minérios importantes para a eletrificação, como alumínio, cobalto e lítio, aumente ainda mais a pressão sobre os territórios amazônicos. "A transição energética não é para nós. O  Brasil já se supre e tem uma matriz energética de renováveis”, explica. "Não faz sentido o Brasil ter que mudar a sua matriz energética para que os países europeus e os Estados Unidos possam sair dos combustíveis fósseis. Não faz sentido aumentar a mineração nos nossos territórios e aumentar a expulsão dos nossos povos deles”, argumenta. A indígena Jéssica Cumaruara também era uma das passageiras da Caravana da Resposta, um barco que navegou mais de 3 mil quilômetros até chegar à capital paraense para o protesto. A embarcação percorreu o chamado corredor da soja, de Sinop, no Mato Grosso, até Belém do Pará, trazendo cerca de 40 movimentos sociais ou povos originários.   "Para quem é a COP? Eles falam muito em transição energética, energia limpa, mas é do jeito deles”, aponta. "Não nos consultam, não se reúnem com a gente para falar sobre ela. Queremos que sejam verdadeiros, que falem sobre os benefícios, mas também sobre os impactos." Impactos socioambientais de hidrelétricas O Movimento dos Atingidos por Barragens estava lá para abordar os impactos ambientais e sociais sentidos há bastante tempo pela produção de eletricidade no país, por hidrelétricas. "Infelizmente o que tratam de energia limpa, para nós, não tem nada de limpo. A transição energética só é possível se houver uma mudança radical das estruturas e do modelo energético no Brasil, que explora, invade territórios, alaga territórios e viola direitos humanos”, afirma Fred Vieira, da coordenação da entidade no Pará. Para Jéssica, a maior preocupação é proteger o rio Tapajós do projeto de hidrovia do governo federal. A obra prevê dragagem para facilitar a navegação para o escoamento da produção de grãos e minérios entre Itaituba e Santarém, no Pará. "O presidente Lula privatizou o nosso rio, quer transformar o nosso rio em rota para o agronegócio, e isso nós não vamos aceitar. Queremos o rio livre”, disse. “Ele já está sendo contaminado pelo garimpo ilegal, pelo mercúrio. Quando destroem e contaminam o nosso rio, também estão nos matando.” O pescador Benedito de Souza Ribeiro, 62 anos, dependeu a vida inteira de outro rio, o Amazonas. Ele vê o governo federal “refém” de um Congresso dominado pelo agronegócio e as mineradoras. "As grandes indústrias estão se instalando dos nossos territórios e expulsando os nossos pescadores da área, os ribeirinhos, que sobrevivem da pesca. E são esses empreendimentos, as barragens, as mineradoras, que estão causando o aquecimento global”, acusa. Participação indígena recorde, mas ainda insuficiente Para os povos indígenas, o enfrentamento do aquecimento global passa por mais demarcação de terras. A gente precisa que os governos, principalmente de outros países, ouçam isso da gente. A demarcação é o mais importante porque ali a gente vai viver em paz, conforme a nossa cultura”, salienta Bepmoroi Metuktire, neto do cacique Raoni e membro da juventude caiapó. "Nós somos os guardiões da floresta. Ela é tudo para nós”, frisa. Nunca uma COP teve tantos indígenas registrados – são 300 apenas na delegação brasileira. Mas, para eles, não é suficiente: eles reivindicam um assento especial nas negociações oficiais. Também exigem ser consultados sobre qualquer projeto que envolta as suas terras, aponta Raquel Mura, do povo indígena Mura Autazes, do Amazonas. "Estar aqui é mostrar a Amazônia para o mundo e dizer assim: ouve a nossa voz, não destrói a floresta porque a gente está aqui. Existem pessoas aqui”, ressalta. "A nossa proposta é que o nosso presidente olhe mais para os povos indígenas, porque por mais que ele tenha ajudado a diminuir o desmatamento, ele simplesmente liberou a exploração de petróleo na foz do Amazonas. Isso é muito indignante porque vai afetar a Amazônia toda – e não só a Amazônia, o mundo", complementa. A Cúpula dos Povos vai reunir em Belém, até domingo, cerca de 1,2 mil entidades de 62 países. Na COP30, o principal espaço para a sociedade civil é a zona verde. Na área azul, reservada às negociações oficiais, integrantes de organizações podem ser cadastrados como observadores do processo.

Brasil-Mundo
Bailarino brasileiro celebra 10 anos na França como único latino no clássico ‘Aida' da Ópera de Paris

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Oct 26, 2025 7:35


Thiago Menezes é o único dançarino brasileiro e latino-americano na temporada do clássico Aida, na Ópera de Paris, em cartaz até 4 de novembro. Ele começou sua carreira ainda criança no subúrbio do Rio de Janeiro, passou por companhias de dança, se formou como ator e viveu intensas experiências profissionais. Desde 2016, o carioca fixou residência na França, onde atuou por várias companhias de teatro e dança e, agora, alcança seu ápice profissional aos 38 anos, ao passar pela entrada de artistas da consagrada Ópera Bastille. Thiago sempre se percebeu como artista: “Eu sempre quis dançar, desde pequeno. Sempre quis fazer algo com arte. Eu amava o mundo da televisão. Lembro de muito pequeno já ver os programas infantis e querer estar ali dentro”, recorda. Criado no bairro de Quintino, aos 16 anos Thiago precisou trabalhar para apoiar sua família, mas conseguiu continuar sonhando com a carreira de artista. “Eu comecei a fazer cursos de teatro, de dança. Tudo com bolsa, porque eu não podia pagar. Era uma época em que não tinha muito meninos e os cursos davam bolsa para homens”, explica. Ele passou por inúmeras escolas de dança como o Centro de Dança Rio, no Méier, a Cia Nós da Dança, a Petite Danse, e se tornou ator na Escola de Teatro da Faetec, no Rio, antes de fazer seu caminho no exterior. No entanto, o bailarino e ator considera as ruas do Rio de Janeiro como o lugar que o moldou para ser hoje um artista “plural”. “Eu tive a experiência da rua, das companhias de dança, o que me formou como artista, a ter disciplina e ideia de grupo. Mas sou um bailarino de danças urbanas, de jazz que vem do subúrbio do Rio de Janeiro. Eu ensaiava no MAM (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) ou no baile do viaduto de Madureira. A gente ia se formar ali na rua. Dos bailarinos que conheço que estão no Brasil ou no mundo, a gente teve essa pluralidade de formação”, aponta. Carreira entre Brasil e França Mas as poucas oportunidades para artistas e dançarinos negros na TV e teatro fizeram com que Thiago, que sentia sua carreira estagnada no Brasil, olhasse para fora no ano de 2012.  “Surgiu uma audição para vir para o circo na França como bailarino. A base do circo era em Toulouse, mas a gente viajava. Eu conheci a França inteira, gente!", relembra o carioca. "Fiquei um ano aqui, não quis renovar o contrato, quis voltar para o Brasil”, disse em entrevista à RFI. Durante esse breve retorno ao Brasil, Thiago Menezes fez teatro, participação em novela e até musicais, e permaneceu alguns anos trabalhando com o grupo Nós do Morro. Mas em 2016 decidiu voltar à França visando construir uma carreira sólida na dança.  Dez anos de carreira na França O artista destaca que não poderia haver melhor momento para estar trabalhando em uma das instituições mais importantes do cenário cultural europeu e mundial. “Aida é uma das minhas óperas preferidas e é um sonho realizar esta ópera agora, porque faz 10 anos que estou aqui. Comemorar os 10 anos fazendo uma ópera na Ópera de Paris”, celebra Thiago. Aida é uma obra clássica italiana criada em 1871 por Giuseppe Verdi. Com mais de 3 horas e meia de duração, entre cenas épicas, árias e a famosa marcha triunfal, a ópera conta a história de uma princesa etíope escravizada no Egito, que enfrenta a rivalidade de Amneris, filha do faraó, que ama o mesmo homem que ela, Radamés.  Thiago Menezes detalhou o processo para conquistar sua vaga no espetáculo que está em cartaz até o dia 4 de novembro na Ópera de Paris: “Fiz uma audição com mais de 60 pessoas, bem complicada. A gente teve várias fases, mas começou com a dança porque eles precisavam de bailarinos de universos diferentes. Desde acrobatas, dançarinos de hip hop, balé clássico, contemporâneo e jazz. Foram cinco horas de audição”, explica. Apesar da seleção intensa, que também contou com uma fase de testes de interpretação, Thiago revela que teve um pressentimento positivo sobre conseguir a oportunidade. “Nesse dia eu falei: 'Eu vou pegar!'. Joguei para o universo. Recebi a resposta por e-mail uma semana depois, e fiquei muito feliz. Estou muito feliz!”, festeja. Representando o Brasil  Para Thiago, o caminho para chegar onde está sempre foi solitário, enquanto único brasileiro em diversas produções das quais já participou. Entretanto, ele se mostra esperançoso para um futuro com mais jovens sonhadores dos subúrbios sonhando alto e chegando longe. “Eu fico muito orgulhoso de ser o único brasileiro nessa produção, em mais de cem pessoas, sem contar a parte técnica, numa ópera desse tamanho. Eu fui muitas vezes o único latino-americano e único brasileiro em vários projetos. Infelizmente ainda é a minha realidade. Eu gostaria que houvesse mais brasileiros, mas vai ter. Isso vai acontecer!”, projeta Thiago Menezes. “Ser o único brasileiro é trazer essa leveza que a gente tem, trazer também o riso, levar a galera para ir comer comida brasileira, levar a galera para um samba depois do palco. Acho que a gente também é conhecido pela nossa alegria, pela nossa espontaneidade. Eu trago não só eu, Thiago, mas o Brasil comigo nessa leveza e alegria que a gente tem e que a gente emana muito para o mundo!”, aposta o bailarino.    

Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo #92 Golpes de Jacareacanga e Aragarças: a volta dos que não foram

Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 88:41


Neste episódio Marcelo Beraba e Willian Spengler batem um papo animado e informativo sobre duas histórias que nos ajudam a lembrar os prejuízos que podem causar a anistia a indivíduos que tentaram golpes na nossa história republicana. Nossa atenção recai especialmente nas tentativas de golpes que ocorreram durante o governo JK na segunda metade dos anos 1950. Vamos entender o contexto anterior a esses movimentos golpistas, retomando as reflexões sobre a sucessão de Vargas e os arranjos após a eleição de JK. Infelizmente, como bem sabemos, não foram as primeiras, nem as últimas tentativas de quebrar a ordem constitucional vigente pelo uso da força. Conhecer as histórias de Aragarças e Jacareacanga são formas de entendermos a importância da vigília constante para a proteção da democracia, inclusive punindo exemplarmente aqueles que atentam contra ela. Arte da Capa Danilo Pastor (Nativa Multimídia) Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Material Complementar Episódio relacionado Fronteiras no Tempo: Historicidade #58 Eduardo Gomes: o brigadeiro do liberalismo brasileiro Fronteiras no Tempo #57 A Era Vargas parte 5: o segundo governo (1950-1954) Fronteiras no Tempo #70 Juscelino Kubitschek Livros e artigos acadêmicos ARGOLO, José Amaral; RIBEIRO, Kátia; FORTUNATO, Luiz A. M. A direita explosiva no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 1996. BENEVIDES, Maria Victória. Udn e o udenismo: ambiguidades do liberalismo brasileiro. 1980. DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Jorge (orgs.). O Brasil Republicano: O tempo da experiência democrática - vol. 3: Da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019. DONATO, Hernani. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: IBRASA, 2001. LAMARÃO, Sérgio. Revolta de Aragarças. In: ABREU, Alzira Alves de et al. (coord.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pós-1930. Rio de Janeiro: CPDOC/FGV, 2010. MENDONÇA, Marina Gusmão de. “Dezembro de 1959: o que aconteceu em Aragarças?” In Anais do 20.º Encontro de História da ANPUH Rio, 2022. Disponível em https://www.encontro2022.rj.anpuh.org/resources/anais/13/anpuh-rj-erh2022/1657985920_ARQUIVO_bbaf03aee248388d4685cb95f1e0ee31.pdf MÍGUEZ, José Mário. O primeiro sequestro aéreo da história da humanidade: aeródromo de Aragarças-GO. Aragarças: Edição do autor, 2007 NATAL, João Rafael Mallorca. “A Revolta de Jacareacanga: batismo de fogo da Infantaria da Aeronáutica.” Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, vol. 80, n.º 108, 2021. SANTOS, Sandro Gomes dos. Jacareacanga e Aragarças: revoltas e revoltosos (1956‑1961). Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2019. WILLIAM, Wagner. O Soldado Absoluto - uma biografia do Marechal Henrique Lott. Editora Record, Rio de Janeiro, 2005. Sugestões de links AGÊNCIA SENADO. Em 1959, militares sequestraram avião com passageiros e tentaram derrubar JK. EL PAÍS. O ano em que os militares sequestraram um avião com passageiros e tentaram derrubar JK. El País Brasil, São Paulo, 9 dez. 2019. SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR (STM). Revolta de Jacareacanga (1956); Revolta de Aragarças (1959). Brasília: STM, Arquimedes, 2020. Henrique Teixeira Lott: o militar que não era autoritário, golpista e de direita nos Anos 1960. Sugestões de vídeos Como ocorreu o esquecido golpe de 1955? O golpe que salvou a democracia em 1955. Dois impeachments em apenas dez dias. Marechal Henrique Lott e a defesa da democracia. Teixeira Lott e o 11 de novembro de 1955. Minissérie JK. Revolta de Aragarças. Os trajetos dos aviões sequestrados na revolta de Aragarças em 1959. Curiosidades sobre Aragarças. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo #92 Golpes de Jacareacanga e Aragarças: a volta dos que não foram. Locução Marcelo de Souza Silva, Willian Spengler e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 15/10/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=65855&preview=true Expediente Produção Geral e Hosts: C. A. e Beraba. Recordar é viver: Willian Spengler. Edição e Arte do Episódio: Danilo Pastor (Nativa Multimídia). Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian Spengler See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast – Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo #92 Golpes de Jacareacanga e Aragarças: a volta dos que não foram

Podcast – Fronteiras no Tempo

Play Episode Listen Later Oct 15, 2025 88:41


Neste episódio Marcelo Beraba e Willian Spengler batem um papo animado e informativo sobre duas histórias que nos ajudam a lembrar os prejuízos que podem causar a anistia a indivíduos que tentaram golpes na nossa história republicana. Nossa atenção recai especialmente nas tentativas de golpes que ocorreram durante o governo JK na segunda metade dos anos 1950. Vamos entender o contexto anterior a esses movimentos golpistas, retomando as reflexões sobre a sucessão de Vargas e os arranjos após a eleição de JK. Infelizmente, como bem sabemos, não foram as primeiras, nem as últimas tentativas de quebrar a ordem constitucional vigente pelo uso da força. Conhecer as histórias de Aragarças e Jacareacanga são formas de entendermos a importância da vigília constante para a proteção da democracia, inclusive punindo exemplarmente aqueles que atentam contra ela. Arte da Capa Danilo Pastor (Nativa Multimídia) Financiamento Coletivo Existem duas formas de nos apoiar Pix recorrente – chave: fronteirasnotempo@gmail.com Apoia-se – https://apoia.se/fronteirasnotempo Redes Sociais Twitter, Facebook, Youtube, Instagram Contato fronteirasnotempo@gmail.com Material Complementar Episódio relacionado Fronteiras no Tempo: Historicidade #58 Eduardo Gomes: o brigadeiro do liberalismo brasileiro Fronteiras no Tempo #57 A Era Vargas parte 5: o segundo governo (1950-1954) Fronteiras no Tempo #70 Juscelino Kubitschek Livros e artigos acadêmicos ARGOLO, José Amaral; RIBEIRO, Kátia; FORTUNATO, Luiz A. M. A direita explosiva no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 1996. BENEVIDES, Maria Victória. Udn e o udenismo: ambiguidades do liberalismo brasileiro. 1980. DELGADO, Lucília de Almeida Neves; FERREIRA, Jorge (orgs.). O Brasil Republicano: O tempo da experiência democrática - vol. 3: Da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019. DONATO, Hernani. Dicionário das Batalhas Brasileiras. São Paulo: IBRASA, 2001. LAMARÃO, Sérgio. Revolta de Aragarças. In: ABREU, Alzira Alves de et al. (coord.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pós-1930. Rio de Janeiro: CPDOC/FGV, 2010. MENDONÇA, Marina Gusmão de. “Dezembro de 1959: o que aconteceu em Aragarças?” In Anais do 20.º Encontro de História da ANPUH Rio, 2022. Disponível em https://www.encontro2022.rj.anpuh.org/resources/anais/13/anpuh-rj-erh2022/1657985920_ARQUIVO_bbaf03aee248388d4685cb95f1e0ee31.pdf MÍGUEZ, José Mário. O primeiro sequestro aéreo da história da humanidade: aeródromo de Aragarças-GO. Aragarças: Edição do autor, 2007 NATAL, João Rafael Mallorca. “A Revolta de Jacareacanga: batismo de fogo da Infantaria da Aeronáutica.” Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, vol. 80, n.º 108, 2021. SANTOS, Sandro Gomes dos. Jacareacanga e Aragarças: revoltas e revoltosos (1956‑1961). Dissertação (Mestrado) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2019. WILLIAM, Wagner. O Soldado Absoluto - uma biografia do Marechal Henrique Lott. Editora Record, Rio de Janeiro, 2005. Sugestões de links AGÊNCIA SENADO. Em 1959, militares sequestraram avião com passageiros e tentaram derrubar JK. EL PAÍS. O ano em que os militares sequestraram um avião com passageiros e tentaram derrubar JK. El País Brasil, São Paulo, 9 dez. 2019. SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR (STM). Revolta de Jacareacanga (1956); Revolta de Aragarças (1959). Brasília: STM, Arquimedes, 2020. Henrique Teixeira Lott: o militar que não era autoritário, golpista e de direita nos Anos 1960. Sugestões de vídeos Como ocorreu o esquecido golpe de 1955? O golpe que salvou a democracia em 1955. Dois impeachments em apenas dez dias. Marechal Henrique Lott e a defesa da democracia. Teixeira Lott e o 11 de novembro de 1955. Minissérie JK. Revolta de Aragarças. Os trajetos dos aviões sequestrados na revolta de Aragarças em 1959. Curiosidades sobre Aragarças. Como citar esse episódio Fronteiras no Tempo #92 Golpes de Jacareacanga e Aragarças: a volta dos que não foram. Locução Marcelo de Souza Silva, Willian Spengler e Cesar Agenor Fernandes da Silva [S.l.] Portal Deviante, 15/10/2025. Podcast. Disponível em: https://www.deviante.com.br/?p=65855&preview=true Expediente Produção Geral e Hosts: C. A. e Beraba. Recordar é viver: Willian Spengler. Edição e Arte do Episódio: Danilo Pastor (Nativa Multimídia). Madrinhas e Padrinhos Apoios a partir de 12 de junho de 2024 Alexsandro de Souza Junior, Aline Silva Lima, André Santos, André Trapani, Andréa Gomes da Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Augusto Carvalho, Carolina Pereira Lyon, Charles Calisto Souza, Elisnei Menezes de Oliveira, Erick Marlon Fernandes da Silva, Flávio Henrique Dias Saldanha, Gislaine Colman, Iara Grisi, João Ariedi, Klaus Henrique de Oliveira, Manuel Macias, Marlon Fernandes da Silva, Pedro Júnior Coelho da Silva Nunes, Rafael Henrique Silva, Raul Sousa Silva Junior, Renata de Souza Silva, Ricardo Orosco, Rodrigo Mello Campos, Rubens Lima e Willian Spengler See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quem Ama Não Esquece
UM LEGADO FORJADO PELA FÉ - HISTÓRIA DO DAVID | QUEM AMA NÃO ESQUECE 30/09/25

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 18:01


A mãe do David, a dona Queila, foi uma verdadeira guerreira, que enfrentou um casamento marcado pelo alcoolismo do marido, mas nunca deixou de lutar com amor e fé. Quando a família se mudou para Campos, David acabou se perdendo no álcool e nas drogas, mas mesmo assim, Queila nunca desistiu de cuidar dele. Tempos depois, ela recebeu o diagnóstico de craniofaringioma, uma doença rara causada por um tumor benigno que cresce no cérebro. Foi assim que sua mãe precisou encarar a cirurgia, a radioterapia, a perda do cabelo, da visão e da voz, mas nunca da sua fé! Infelizmente, durante a pandemia, a sua saúde ficou fraca e depois de pegar a COVID ela partiu. Davi sentiu uma dor imensa, mas um legado poderoso: a força para seguir, a coragem de enfrentar a vida e a certeza de que o amor verdadeiro é eterno. O David é locutor da Bandfm Campos e leva sua mensagem todos os dias na Band fm!

Arquivo Misterio
O "Bom Samaritano" que era um Estuprador em Série | Reynhard Sinaga

Arquivo Misterio

Play Episode Listen Later Sep 22, 2025 28:26


Quem Ama Não Esquece
A ÚLTIMA PROMESSA ANTES DE PARTIR - HISTÓRIA DO EDGAR | QUEM AMA NÃO ESQUECE 15/08/25

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 17:31


O Edgar conheceu a Márcia na loja do seu pai e logo eles começaram a namorar. Em menos de 6 meses, eles se casaram e tiveram dois filhos: Ana e João. A família era feliz até que Márcia começou a sentir um cansaço estranho, mas não queria ir ao médico. Mas ela piorou e foi diagnosticada com câncer de pâncreas avançado. Mesmo doente, ela quis acompanhar os preparativos do casamento da filha, insistindo para que não mudassem a data, marcada para 5 meses depois. Com a doença avançando, Márcia precisou ser internada e pediu a Edgar que não cancelasse o casamento. Ela faleceu 12 dias após ser sedada. Infelizmente ela não estava presente, mas o casamento aconteceu conforme o desejo dela e Edgar leu uma carta que sua esposa deixou: Ela pediu para que ele cuidasse dos filhos, fosse forte e seguisse em frente.

Bibotalk - Todos os podcasts
O que é tomar posse da vida eterna? – BTPapo 088

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Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 38:31


Calma, a gente não tá falando que a vida eterna se conquista ou se merece! Lemos na carta de Paulo a Timóteo sobre isso, mas com certeza o apóstolo não está falando pro seu filho na fé pra tomar a vida eterna como se fosse algo de direito. Infelizmente, esse termo “tomar posse” tem se […] O conteúdo de O que é tomar posse da vida eterna? – BTPapo 088 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

BTCast | Bibotalk
O que é tomar posse da vida eterna? – BTPapo 088

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Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 38:31


Calma, a gente não tá falando que a vida eterna se conquista ou se merece! Lemos na carta de Paulo a Timóteo sobre isso, mas com certeza o apóstolo não está falando pro seu filho na fé pra tomar a vida eterna como se fosse algo de direito. Infelizmente, esse termo “tomar posse” tem se […] O conteúdo de O que é tomar posse da vida eterna? – BTPapo 088 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo
Não há senadores suficientes para cassar ministro do STF, infelizmente

Alexandre Garcia - Vozes - Gazeta do Povo

Play Episode Listen Later Jul 11, 2025 5:04


Alexandre Garcia comenta impeachment de ministros do STF, a carta de Trump a Lula, tarifa zero para a Argentina e mensagem dos EUA ao povo de Cuba.

Fábrica de Crimes
147. Leonarda Cianciulli - A "Saponificadora"

Fábrica de Crimes

Play Episode Listen Later Jun 15, 2025 38:05


> Quer desbloquear episódios EXTRAS? Então, acesse a nossa outra página aqui no Spotify: ⁠Fábrica de Crimes Horas Extras⁠Ou você também pode apoiar e entrar no nosso grupo secreto do Telegram pelo Apoia.se, ⁠clicando aqui.⁠Se quiser apoiar pela Orelo, ⁠clique aqui.⁠O caso de hoje ATERRORIZOU a sociedade italiana dos anos 40. Parece coisa de filme, mas aconteceu na vida real… quem desconfiaria de uma senhorinha? Infelizmente nenhuma das 3 vítimas de Leonarda desconfiou…> Quer aparecer em um episódio do Fabrica? É muito fácil!Basta mandar uma mensagem de voz por direct no Instagram ⁠@podcastfabricadecrimes⁠ nós só publicaremos com a sua autorização. Vamos AMAR ter você por aqui :)Hosts: ⁠Rob⁠ e ⁠Mari⁠Editor: ⁠Victor Assis⁠Aviso: O Fábrica aborda casos reais de crimes, contendo temas sensíveis para algumas pessoas. O conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e é baseado em fontes públicas, respeitando a memória das vítimas e de seus familiares. As eventuais opiniões expressas no podcast sao de responsabilidade exclusiva das hosts e nao refletem necessariamente o posicionamento de instituições, veículos ou entidades mencionadas. Caso você tenha alguma objeção a alguma informação contida nesse episódio, entre em contato com: contato@fabricadecrimes.com.br Fontes: CRIMINOLOGIA E DIRITTO. SERIAL KILLER: La saponificatrice di Correggio (2014). ⁠Disponível aqui. ABRIL. Leonarda Cianciulli, a mamma que fazia sabão com as vítimas (2016). ⁠Disponível aqui. CORRIERE DELLA SERA. Leonarda Cianciulli, la saponificatrice di Correggio: «Ho fatto a pezzi tre donne, erano sacrifici umani per proteggermi da una maledizione (2024). ⁠Disponível aqui. ISSUU. Soap maker of Correggio” murders three women. Disponível aqui. DR VITELLI. The Case of the Corregio Soapmaker (2022). Disponível aqui. HORRORES REVELADOS. Leonarda Cianciulli: Creaba Jabones Con Humanos. (2017). Disponível aqui.  FOCUS. Storia Il caso Cianciulli (2010). Disponível aqui. ABITARE A ROMA. I Gialli che scopre l'Italia in guerra (2024). Disponível aqui. 3 PIETRE. Leonarda Cianciulli – La Saponificatrice di Correggio (2018). Disponível aqui. LA RAMPA. Leonarda Cianciulli Storia Internata Manicômio Giudiziario Aversa (2016). Disponível aqui.