1990 film
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Abrimos el programa, dentro de nuestro espacio dedicado al Tercer Sector, hablando con María José Álvarez, presidenta de la Asociación ELA Principado, antes de charlar con el paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga, jurado del Premio Princesa de Asturias de Investigación Científica y Técnica. A continuación, abordamos una nueva entrega del Consejo Joven de Actualidad, que en esta ocasión contará con las voces de Rodrigo Díaz y Luis Juárez, para después, en el espacio de ciencia, hablar con la investigadora Esther Serrano y mirar a las estrellas de la mano de Isaías Gonzalo. Por último, hablamos con el escritor Jesús Carrasco, autor de la novela "El detalle", para cerrar el programa hablando de cómics con Hugo Rodríguez Gayo
No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]
Greg Jenner is joined in medieval Spain by historian Professor Nora Berend and comedian Toussaint Douglass to learn about the colourful life and afterlife of the warrior known as El Cid. El Cid – real name Rodrigo Díaz – was a mercenary in eleventh-century Spain who fought for both Christian kings and Muslim rulers before setting himself up as ruler of Valencia. This episode explores his dramatic life in the period before religious divisions were key on the Iberian Peninsula, and an ambitious warrior might fight for whoever would pay him. It then traces the legend that grew up around him after his death, taking in the medieval romances written about El Cid, the surprising role his bones played in the Napoleonic wars, his appropriation by General Franco after the Spanish Civil War, and even the classic Hollywood film starring Charlton Heston and Sophia Loren.If you're a fan of legendary but mysterious figures from the past, medieval romances, and the use and misuse of history for political purposes, you'll love our episode on El Cid. If you want to learn more about other historical events mentioned in this episode, listen to our episodes on al-Andalus and Young Napoleon. And for more from Toussaint Douglass, check out our episodes on Frederick Douglass and the Causes of the British Civil Wars.You're Dead To Me is the comedy podcast that takes history seriously. Every episode, Greg Jenner brings together the best names in history and comedy to learn and laugh about the past. Hosted by: Greg Jenner Research by: Adam Simcox Written by: Adam Simcox, Dr Emmie Rose Price-Goodfellow, Dr Emma Nagouse, and Greg Jenner Produced by: Dr Emmie Rose Price-Goodfellow and Greg Jenner Audio Producer: Steve Hankey Production Coordinator: Gill Huggett Senior Producer: Dr Emma Nagouse Executive Editor: Philip Sellars
Abrimos el programa, dentro de nuestro espacio dedicado al tercer sector, con Paula Noriega, de la Plataforma Asturiana de Solidaridad con Senegal, para después abordar una nueva entrega del Consejo Joven de Actualidad, que en esta ocasión contará con las voces de Rodrigo Díaz Calvo, Alejandro López Trashorra y Arturo Chamorro. A continuación, en la sección dedicada a la ciencia, hablamos de las bodas de plata del Centro Oceanográfico de Gijón con su director, Rafael González-Quirós, antes de mirar a las estrellas en la compañía de Isaías Gonzalo, socio de Omega. Por último, una charla con Juan Carlos de la Madrid y Cristián Franco Torre, autores del libro ·Historia del cine en España, el nacimiento de una industria cultural (1896-1931), y el espacio dedicado al cómic, hoy con Jorge Etchegoyen, de Hangar Rebelde, pondrá el punto y final al programa de hoy.
Abrimos el programa, dentro de nuestro espacio dedicado al tercer sector, con Paula Noriega, de la Plataforma Asturiana de Solidaridad con Senegal, para después abordar una nueva entrega del Consejo Joven de Actualidad, que en esta ocasión contará con las voces de Rodrigo Díaz Calvo, Alejandro López Trashorra y Arturo Chamorro. A continuación, en la sección dedicada a la ciencia, hablamos de las bodas de plata del Centro Oceanográfico de Gijón con su director, Rafael González-Quirós, antes de mirar a las estrellas en la compañía de Isaías Gonzalo, socio de Omega. Por último, una charla con Juan Carlos de la Madrid y Cristián Franco Torre, autores del libro ·Historia del cine en España, el nacimiento de una industria cultural (1896-1931), y el espacio dedicado al cómic, hoy con Jorge Etchegoyen, de Hangar Rebelde, pondrá el punto y final al programa de hoy.
Medieval Spain was a chaotic battlefield of rival Christian kingdoms, powerful Muslim emirs, shifting alliances, and nonstop war - and in the middle of it all rode Rodrigo Díaz de Vivar, the legendary warrior history remembers as El Cid. Exiled by his own king, El Cid didn't disappear quietly into the margins of history. Instead, he built an unstoppable reputation as a battlefield genius and mercenary commander, fighting for whoever would hire him and defeating just about everyone who stood in his way. His campaigns reshaped the balance of power in Iberia, culminating in the stunning conquest of the great city of Valencia, where he ruled as a warlord-king. In this episode Ben Thompson and Dr. Patricia Larash explore the life of one of the most legendary knights of the Middle Ages—a warrior whose story includes exile, epic sieges, brutal battlefield victories, and one final act so wild that even death couldn't stop him from leading his army to victory.
Abrimos el programa hablando, dentro de nuestro espacio dedicado al tercer sector, con Enrique Pañeda, nuevo presidente de Amnistía Internacional Asturias, para después abordar una nueva entrega del Consejo Joven de Actualidad, que en esta ocasión contará con las voces de Rodrigo Díaz Calvo, secretario del CMPA, Andrea González, coordinadora del grupo de medio ambiente del CMX, y Luis Juárez Domínguez, tesorero del CMU. Por último, hablamos en el espacio de La Luciérnaga con el profesor Ignacio Loy, que hoy nos repasará la figura de Conwy Lloyd Morgan, uno de los primeros psicólogos comparados experimentales, miramos a las estrellas en la compañía de Isaías Gonzalo, charlamos con Ana Lamela de las I Jornadas Otras NosOtras, y cerramos el programa hablando de cómic con Jorge Etchegoyen.
El Cantar de Mio Cid es un poema épico que narra las hazañas de Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid Campeador, un caballero castellano que lucha por recuperar su honor tras ser desterrado por el rey Alfonso VI. La obra combina elementos históricos y legendarios, y se divide en tres partes: el destierro del Cid, la conquista de Valencia y la afrenta de Corpes.El estilo es directo y sobrio, con un lenguaje que reflejael espíritu de la época medieval. El Cid es presentado como un héroe cercano a los ideales caballerescos, pero también humano, con emociones y preocupaciones. La obra destaca por su realismo y por la ausencia de elementos fantásticos, comunes en otras epopeyas medievales."Crónicas Lunares di Sun" es un podcast cultural presentado por Irving Sun, que abarca una variedad de temas, desde la literatura y análisis de libros hasta discusiones sobre actualidad y personajes históricos. Se difunde en múltiples plataformas como Ivoox, Apple Podcast, Spotify y YouTube, donde también ofrece contenido en video, incluyendo reflexiones sobre temas como la meditación y la filosofía teosófica. Los episodios exploran textos y conceptos complejos, buscando fomentar la reflexión y el autoconocimiento entre su audiencia, los "Lunares", quienes pueden interactuar y apoyar el programa a través de comentarios, redes sociales y donaciones. AVISO LEGAL: Los cuentos, poemas, fragmentos de novelas, ensayos y todo contenido literario que aparece en Crónicas Lunares di Sun podrían estar protegidos por derecho de autor (copyright). Si por alguna razón los propietarios no están conformes con el uso de ellos por favor escribirnos al correo electrónico cronicaslunares.sun@hotmail.com y nos encargaremos de borrarlo inmediatamente. Si te gusta lo que escuchas y deseas apoyarnos puedes dejar tu donación en PayPal, ahí nos encuentras como @IrvingSun https://paypal.me/IrvingSun?country.x=MX&locale.x=es_XC Síguenos en: Telegram: Crónicas Lunares di Sun Crónicas Lunares di Sun - YouTube https://t.me/joinchat/QFjDxu9fqR8uf3eR https://www.facebook.com/cronicalunar/?modal=admin_todo_tour Crónicas Lunares (@cronicaslunares.sun) • Fotos y videos de Instagram https://twitter.com/isun_g1 https://www.google.com/podcasts?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy9lODVmOWY0L3BvZGNhc3QvcnNz https://open.spotify.com/show/4x2gFdKw3FeoaAORteQomp https://mx.ivoox.com/es/s_p2_759303_1.html https://tunein.com/user/gnivrinavi/favorites ORTOLARRY: - NORTE 9 #175 ESQ. OTE 164. COLONIA MOCTEZUMA SEGUNDA SECCION. CDMX - NORTE 17# 211-A COLONIA MOCTEZUMA SEGUNDA SECCION C.P 15530 ALCALDIA VENUSTIANO Teléfonos: 5557860648, 5524158512. Whatsapp: 5561075125
====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MENORES 2026“HEROES Y VILLANOS”Narrado por: Tatania DanielaDesde: Juliaca, PerúUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church16 DE ENERO EL DESCENDIENTE DEL HÉROE«Porque el amor al dinero es raíz de toda clase de males; y hay quienes, por codicia, se han desviado de la fe y se han causado terribles sufrimientos» (1 Timoteo 6:10).Uno de los héroes más respetados en la península ibérica es el Cid Campeador, cuyo nombre es Rodrigo Díaz de Vivar. Armado como caballero, sirvió en expediciones del rey Fernando I. Luego, llega a ser príncipe bajo Sancho y pelea muchas batallas entre castellanos y leoneses. El Cid colabora con diversos reyes, tanto cristianos como musulmanes, llevando a cabo importantes conquistas.Los triunfos y vicisitudes de Rodrigo Díaz de Vivar dieron surgimiento al primer cantar de gesta de la literatura española, llamado el Cantar de mío Cid. Como las hazañas del Cid Campeador eran narradas de boca en boca, algunas de ellas se hicieron legendarias, aunque no fueran del todo ciertas.Cuenta la historia que el Cid Campeador regaló a sus dos yernos sendas espadas conmemorativas como símbolo de aceptación en la familia. Hoy se las conoce como la espada Tizona y la espada Colada. Como las hijas fueron maltratadas por los yernos, el Cid Campeador echó a los yernos de la familia y recogió las espadas. Una de esas míticas espadas, la Tizona, fue objeto de una polémica en tiempos modernos.El último de los herederos de Rodrigo Díaz de Vivar, José Ramón Suárez de Otero, recibió el beneficio de la herencia universal de los bienes del Campeador. Viendo el valor de la espada y que era parte del le-gado familiar, Suárez de Otero realizó gestiones para su venta. La venta se realizó en 2007 por la cantidad de 1,600,000 euros.Lo que Suárez de Otero no hizo fue convenir con los otros herederos en sus intenciones de vender la espada. Al actuar por su cuenta, retuvo el dinero de la venta en su bolsillo en detrimento de los derechos de los demás herederos. Pronto, aquellos demandaron a Suárez de Otero y un juzgado madrileño lo condenó a pagar la mitad del dinero de la venta a los demás herederos.Los valores de un héroe no pasan automáticamente a su descendencia, en especial cuando hay dinero y recursos materiales de por medio. El Cid Campeador representó lealtad y sacrificio por los intereses del reino castellano. Nuestro conquistador, Cristo Jesús, es el símbolo del renunciamiento y del servicio por amor. No permitamos que la avaricia por las ganancias terrenales nos coloque en contradicción con los altos principios por los que nuestro héroe salvador vivió y murió.
· Hoy conoceremos al famoso Cid Campeador. · A continuación, un punto de vista para practicar tiempos verbales de forma intuitiva. Hoy quiero hablarte de un personaje histórico que suena casi como un superhéroe medieval: Rodrigo Díaz de Vivar, mejor conocido como el Cid Campeador. Se trata de un guerrero y líder militar que vivió hace casi mil años en la España del siglo XI. El apodo de "Cid" viene de la palabra árabe sidi, que significa "señor" o "jefe". Mientras que "Campeador" es una palabra antigua en español que quiere decir "gran guerrero" o "experto en la batalla". Consigue el texto en mi web: https://unlimitedspanish.com/podcasts/
1ª PARTE Hace unos días entraba en vigor en Australia la prohibición del uso de redes sociales por menores de 16 años. El gobierno federal australiano hace responsables a las empresas del cumplimiento de la ley y prevé multas de unos 30 millones de euros.Esta ley abre un gran número de preguntas: ¿cómo se verifica la edad del usuario?¿Hay fundamentos científicos sobre el beneficio para la salud de los menores?¿Se podría aplicar en España y en Asturies una normativa similar a la australiana?-Soraya Calvo, profesora de Ciencias de la Educación de la Universidad de Uviéu, experta en redes sociales yadolescentes-Alejandro Huergo Lora, catedrático de Derecho Administrativo de la Universidad de Uviéu-Gema Valdés, presidenta de la FAMPA Miguel Virgós--Rodrigo Díaz, Secretario del Conseyu la Mocedá del Principáu d'Asturies 2ª PARTE La Compaña L'Asoleyada trabaja en la comarca de Avilés para dar vida a tradiciones y costumbres populares que poco a poco se van perdiendo. Esta Navidad, por ejemplo, destacan la importancia de símbolos como El Nataliegu, El Ramu Nadal o Les Mazcaraes d'Iviernu, con la restauración de varios personajes. --José Antonio Vicario, miembro de L'Asoleyada --Víctor Raúl Pintado "Vitu", miembro de L'Asoleyada 3ª PARTE El geógrafo Ícaro Obeso, profesor de la Universidad de Uviéu, publica con la editorial La Fabriquina “Un casino en plena selva/ Un casinu ente la xungla", un ensayo sobre la ordenación del territorio en Asturies y su apuesta por que se priocie el bien común sobre los intereses particulares disfrazados, en muchas ocasiones, de desarrollo económico. --Ícaro Obeso, autor de “Un casino en plena selva/ Un casinu ente la xungla".
Rodrigo Díaz (¿Vivar del Cid, Burgos?, c. 1048 -Valencia, 1099) fue un caballero castellano que llegó a dominar al frente de su propia mesnada el Levante de la península ibérica a finales del siglo XI de forma autónoma respecto de la autoridad de rey alguno. Consiguió conquistar Valencia y estableció en esta ciudad un señorío independiente desde el 17 de junio de 1094hasta su muerte; su esposa Jimena Díaz lo heredó y mantuvo hasta 1102, cuando pasó de nuevo a dominio musulmán.
Rodrigo Díaz (¿Vivar del Cid, Burgos?, c. 1048 -Valencia, 1099) fue un caballero castellano que llegó a dominar al frente de su propia mesnada el Levante de la península ibérica a finales del siglo XI de forma autónoma respecto de la autoridad de rey alguno. Consiguió conquistar Valencia y estableció en esta ciudad un señorío independiente desde el 17 de junio de 1094hasta su muerte; su esposa Jimena Díaz lo heredó y mantuvo hasta 1102, cuando pasó de nuevo a dominio musulmán.
M51 El CID CAMPEADOR - Toda su Historia - Rodrigo Díaz de Vivar y Alfonso VI. M51 te lleva a la figura inmortal del Cid Campeador: la vida de Rodrigo Díaz de Vivar, su relación con Alfonso VI y el nacimiento de una leyenda que marcó la historia de España. Un viaje por batallas, lealtades y decisiones que aún resuenan en nuestra memoria colectiva.
. . . - : Ó ⚔️ Ya disponible: El Cid, el caballero que nunca perdió su honor ⚔️ En este nuevo episodio viajamos a la Castilla del siglo XI para descubrir la historia de Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid Campeador —guerrero, estratega y símbolo eterno del honor y la valentía. Desde sus días al servicio del rey Sancho II hasta su conquista de Valencia, repasamos la vida del héroe que inspiró el Cantar de mio Cid y se convirtió en leyenda. Escúchalo ya y acompáñanos en esta ruta por la historia viva de España. Si te gusta lo que hacemos, puedes apoyarnos en: ☕ Ko-fi ➡ https://ko-fi.com/nekoeteurythmia iVoox ➡️ https://www.ivoox.com/support/632772 Disfruta del contenido completo en nuestra web: nekoeteurythmia.com Si quieres participar en el programa, envíanos la historia, eventos o novedades de tu grupo al correo: nekoeteurythmia@gmail.com Contenido generado por Inteligencia Artificial
¡Vótame en los Premios iVoox 2025! Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! . . . - : Ó ⚔️ Ya disponible: El Cid, el caballero que nunca perdió su honor ⚔️ En este nuevo episodio viajamos a la Castilla del siglo XI para descubrir la historia de Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid Campeador —guerrero, estratega y símbolo eterno del honor y la valentía. Desde sus días al servicio del rey Sancho II hasta su conquista de Valencia, repasamos la vida del héroe que inspiró el Cantar de mio Cid y se convirtió en leyenda. Escúchalo ya y acompáñanos en esta ruta por la historia viva de España. Si te gusta lo que hacemos, puedes apoyarnos en: ☕ Ko-fi ➡ https://ko-fi.com/nekoeteurythmia iVoox ➡️ https://www.ivoox.com/support/632772 Disfruta del contenido completo en nuestra web: nekoeteurythmia.com Si quieres participar en el programa, envíanos la historia, eventos o novedades de tu grupo al correo: nekoeteurythmia@gmail.com Contenido generado por Inteligencia ArtificialEscucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de NEKO ET EURYTHMIA ®. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/632772
The life of El Cid, the famed 11th-century Castilian warrior otherwise known as Rodrigo Díaz de Vivar, is steeped in legend. Historian Nora Berend joins Danny Bird to examine his real-life exploits during the centuries-long series of campaigns by Christian kingdoms to reclaim the Iberian Peninsula from Muslim rule, known as the Reconquista. She unpacks his complex loyalties to both Christian and Muslim rulers, and explores how his story has been continually reshaped to serve politics, culture and Spanish national identity. (Ad) Nora Berend is the author of El Cid: The Life and Afterlife of a Medieval Mercenary (Sceptre, 2024). Buy it now from Waterstones: https://go.skimresources.com?id=71026X1535947&xcust=historyextra-social-histboty&xs=1&url=https%3A%2F%2Fwww.waterstones.com%2Fbook%2Fel-cid%2Fnora-berend%2F9781399709620. The HistoryExtra podcast is produced by the team behind BBC History Magazine. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Recomendados de la semana en iVoox.com Semana del 5 al 11 de julio del 2021
2h 22min - José Carlos G. - Siglo XI
En Argentina quedan entre 250 y 300 ejemplares del yaguareté en libertad, la especie es considerada "monumento natural nacional" y está protegida por la Ley 22.421. El año pasado se viralizaron imágenes de cuatro cazadores que mataron a un ejemplar en Formosa y el delito fue llevado a la justicia por parte de una organización ambientalista, lo que marca un precedente histórico. De eso habló Rodrigo Díaz Gil en su columna de derecho ambiental de cada lunes en #AgendaPropia.
durée : 00:54:58 - Le temps d'un bivouac - par : Daniel FIEVET - Marc Fernandez est parti en VTT sur les traces de Rodrigo Díaz de Vivar, dit le Cid, de Burgos jusqu'à Valence. Le Cid était un chevalier, un vrai qui a traversé l'Espagne au XIe siècle et gagné des batailles contre les Musulmans et avec eux. Un mercenaire avant l'heure. Un combattant légendaire. Vous aimez ce podcast ? Pour écouter tous les autres épisodes sans limite, rendez-vous sur Radio France.
Rodrigo Díaz de Vivar -que pasaría a la historia como “El Cid Campeador”- es una figura imprescindible para entender la Edad Media en la Península Ibérica. Su leyenda se ha forjado a lo largo de la historia hasta convertirlo en un mito, y que ha representado durante siglos valores como la valentía la nobleza o el coraje. En este largometraje documental nos adentramos en sus facetas como líder militar, mercenario o héroe invicto en cien batallas, pero también como hombre, con sus virtudes pero también con sus defectos.
Rodrigo Díaz de Vivar -que pasaría a la historia como “El Cid Campeador”- es una figura imprescindible para entender la Edad Media en la Península Ibérica. Su leyenda se ha forjado a lo largo de la historia hasta convertirlo en un mito, y que ha representado durante siglos valores como la valentía la nobleza o el coraje. En este largometraje documental nos adentramos en sus facetas como líder militar, mercenario o héroe invicto en cien batallas, pero también como hombre, con sus virtudes pero también con sus defectos.
M51 El CID CAMPEADOR - Toda su Historia - Rodrigo Díaz de Vivar y Alfonso VI. En esta sección de M51, Andoni Garrido reconstruye la vida de Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid Campeador, desde sus orígenes hasta su leyenda. Analiza su relación con Alfonso VI, sus campañas militares y su compleja figura entre la historia y el mito. Un viaje riguroso por la Edad Media española. Heroísmo, traición y poder se entrelazan en esta crónica apasionante.
Un algarrobo de 300 años puso en alerta a toda la comunidad de Villa Allende a causa de una obra urbanística que pretendía quitarlo. Durante semanas, vecinos y ambientalistas de la zona se plantaron ante el gobierno local para pedir soluciones que permitan la supervivencia del árbol. Finalmente fue retirado con una grúa y llevado a 60 metros del lugar por el que va a construirse una autovía. Se estima que la posibilidad del árbol para sobrevivir es del 20% y piden que desde la municipalidad se gestione un control periódico. De eso habló Rodrigo Díaz Gil en su columna de Derecho Ambiental en #AgendaPropia.
M51 T8X40 ESPECIAL 8ª TEMPORADA IRLANDA ENCANTADA, MISTERIOS ESTELARES, EL CID CAMPEADOR, NIGROMANTES DEL NILO. Regresamos con un Especial Final de Temporada que huele a turba irlandesa y a circuitos de silicio recién fundidos. Luis Merino nos abre las puertas de Irlanda Encantada y nos guía entre druidas, castillos embrujados y hadas que beben Guinness. David Castillo se enfunda el traje de Universo Hostil para desvelar los parajes más inquietantes del cosmos y recordarnos lo ínfimos que somos. Andoni Garrido rescata la juventud de Rodrigo Díaz: un Cid sin espada pero con el destino latiéndole en la mirada. Fermín Mayorga viaja al Egipto faraónico para presentarnos a los nigromantes del Nilo, maestros en negociar favores con los muertos. Sergio Ruiz enciende los paneles de la inteligencia artificial y nos adelanta cómo Grok 4 puede reescribir guiones, códigos… y quizá nuestras propias pesadillas. Comentaremos reliquias imposibles, guerras estelares y conjuros de ribera en un mismo crisol sonoro. La tertulia se adereza con anécdotas, humor negro-verde y un micro siempre dispuesto a captar psicofonías. Festejamos la amistad que nos une, el asombro que nos guía y la curiosidad que nunca cierra por vacaciones. Pónganse cómodos: el telón se baja por un instante… pero ya se oye, tras bastidores, el latido de la próxima temporada.
In the centuries since his death, the famous El Cid has been the star of plays, romances, feature films, and even propaganda campaigns. But how does history compare to the hype? This week, Danièle speaks with Nora Berend about the real Rodrigo Díaz, the astonishing way his legend grew and changed over time, and how El Cid is still being used as a political tool in the modern world.Support this podcast on Patreon - go to https://www.patreon.com/medievalists
Pour vous abonner et écouter l'émission en une fois, sans publicité :https://m.audiomeans.fr/s/S-tavkjvmo Bercé par les vers enflammés de Corneille, l'épisode du Cid s'ouvre comme un dilemme tragique : venger l'honneur d'un père ou préserver l'amour de Chimène ? Mais derrière la pièce se cache une figure bien réelle : Rodrigo Díaz de Vivar, alias le Cid Campeador, guerrier castillan du XIᵉ siècle, à la fois loyal chevalier, stratège hors pair… et chef de guerre indépendant.Cette émission nous emmène dans une Espagne méconnue, morcelée, tiraillée entre royaumes chrétiens et principautés musulmanes. Le Cid y incarne un monde en recomposition, sans idéologie religieuse unique, où alliances et trahisons sont avant tout politiques. Tantôt vassal fidèle, tantôt exilé combattant pour les rois musulmans, Rodrigo défie les frontières – géographiques, religieuses et sociales.Du fracas des batailles à la conquête de Valence, qu'il gouverne en prince autonome, le Cid devient un symbole d'habileté politique autant que de courage. Ni saint, ni mercenaire ordinaire, il incarne un réalisme brut, dans un monde où l'honneur est une monnaie aussi précieuse que l'or.Mais ce qui frappe, c'est la puissance du mythe. Dès le XIIᵉ siècle, la légende prend le pas sur l'histoire : le Poème du Cid l'érige en héros chrétien, fidèle à son roi, combattant inlassable de l'islam. Une construction idéologique bien éloignée de la complexité de l'homme.Cette émission lève le voile sur la vérité d'un personnage fascinant, tout en nous plongeant dans un Moyen Âge hispanique bien plus subtil que les légendes ne le laissent croire. Entre histoire et mémoire, c'est un voyage passionnant, où la figure du Cid, loin d'être figée, reste étonnamment moderne. Distribué par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Pour vous abonner et écouter l'émission en une fois, sans publicité :https://m.audiomeans.fr/s/S-tavkjvmo Bercé par les vers enflammés de Corneille, l'épisode du Cid s'ouvre comme un dilemme tragique : venger l'honneur d'un père ou préserver l'amour de Chimène ? Mais derrière la pièce se cache une figure bien réelle : Rodrigo Díaz de Vivar, alias le Cid Campeador, guerrier castillan du XIᵉ siècle, à la fois loyal chevalier, stratège hors pair… et chef de guerre indépendant.Cette émission nous emmène dans une Espagne méconnue, morcelée, tiraillée entre royaumes chrétiens et principautés musulmanes. Le Cid y incarne un monde en recomposition, sans idéologie religieuse unique, où alliances et trahisons sont avant tout politiques. Tantôt vassal fidèle, tantôt exilé combattant pour les rois musulmans, Rodrigo défie les frontières – géographiques, religieuses et sociales.Du fracas des batailles à la conquête de Valence, qu'il gouverne en prince autonome, le Cid devient un symbole d'habileté politique autant que de courage. Ni saint, ni mercenaire ordinaire, il incarne un réalisme brut, dans un monde où l'honneur est une monnaie aussi précieuse que l'or.Mais ce qui frappe, c'est la puissance du mythe. Dès le XIIᵉ siècle, la légende prend le pas sur l'histoire : le Poème du Cid l'érige en héros chrétien, fidèle à son roi, combattant inlassable de l'islam. Une construction idéologique bien éloignée de la complexité de l'homme.Cette émission lève le voile sur la vérité d'un personnage fascinant, tout en nous plongeant dans un Moyen Âge hispanique bien plus subtil que les légendes ne le laissent croire. Entre histoire et mémoire, c'est un voyage passionnant, où la figure du Cid, loin d'être figée, reste étonnamment moderne. Distribué par Audiomeans. Visitez audiomeans.fr/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
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Una de las figuras más carismáticas y conocidas del medievo hispano fue, sin duda, Rodrigo Díaz de Vivar. Y es el que el Cid fue convertido desde hace siglos en toda una leyenda cuya historia real ha sido fuertemente transformada, llegando a costar a veces el discernir qué hay de cierto y qué es falso.Pero tras ese halo de héroe semilegendario, e idealizado como el prototipo perfecto de caballero medieval, encontramos la historia de un auténtico señor de la guerra que fue fundamental en el desarrollo histórico de la cuenca del Ebro y el levante peninsular, teniendo que vérselas, a veces como aliado, y otras como enemigo, con el reino de Aragón, e incluso con las taifas de Zaragoza y Albarracín. ¿Qué es lo que conocemos realmente de sus orígenes y el porqué acabó al servicio de los reyes de taifa de Zaragoza?
A artista brasileira Adriana Varejão apresenta, no Hispanic Society Museum & Library, em Nova York, uma exposição que une história, arte e natureza. Sua nova série de pratos em grandes formatos estabelece um diálogo com a coleção de cerâmicas do museu, mas com uma mudança de perspectiva: se antes seu olhar estava direcionado ao oceano, agora ele se volta para a floresta amazônica. Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova YorkVarejão conta que a ideia surgiu após visitar a Hispanic Society e se encantar com o acervo. “Achei um lugar incrível, com uma coleção maravilhosa. Como tenho muito interesse em cerâmica, decidi estabelecer um diálogo com essa coleção. Assim, comecei a desenvolver no meu ateliê, no Rio de Janeiro, essa série de pratos em grandes formatos, que agora estão expostos aqui no meio do salão”, explica.A exposição é inspirada na primeira Bienal das Amazônias, realizada em 2024, e reflete a biodiversidade da região. O animal escolhido para essa nova fase foi a mucura, um marsupial amazônico. Mas a relação da artista com a floresta vem de muito antes. “Desde 2003, realizo projetos na Amazônia. Naquele ano, tive a oportunidade de visitar a Reserva Yanomami e aprender muito sobre o bioma e a cultura local. Desde então, essa relação se fortaleceu e influenciou meu trabalho”, conta Varejão.Natureza versus Colonialismo Um dos destaques da exposição é uma instalação impactante: a representação de uma sucuri abraçando a estátua de El Cid, um embate visual entre natureza e colonialismo. Rodrigo Díaz de Vivar, El Cid, foi um líder militar castelhano do século XI que desempenhou um papel crucial na Reconquista, expulsando os mouros de diversas regiões da Península Ibérica. Para Varejão, a obra é uma provocação à simbologia da dominação. “Quando a gente entra na Hispanic Society, se depara com nomes de conquistadores e a estátua de El Cid, um símbolo de força imperial e dominação. A sucuri vem para subverter essa ordem, abraçando e ameaçando essa simbologia. É um lembrete de que a natureza não pode ser controlada”, reflete a artista.A exposição também desafia as hierarquias entre arte e artesanato, valorizando as influências das artes decorativas na produção contemporânea. “Sempre me interessei muito por artes decorativas. Nos anos 80, me referia ao barroco, depois aos azulejos portugueses, e agora a cerâmica tem um papel fundamental no meu trabalho. Me inspirei, por exemplo, na cerâmica portuguesa de Bordalo Pinheiro e em referências de diferentes períodos e culturas”, revela.Amazônia, crise climática e preservaçãoA relação entre arte e natureza também levanta questões urgentes sobre a crise climática e a exploração da floresta amazônica. Para Varejão, o conhecimento sobre a biodiversidade é um passo fundamental para sua preservação. “A Amazônia é um sistema frágil. Quando a gente se conhece e se aproxima das espécies, elas passam a existir para nós", diz a artista. Adriana Varejão destaca a importância de dar visibilidade à fauna amazônica por meio das peças expostas em Nova York. Segundo a artista, poucas pessoas conhecem a tartaruga matamatá, uma espécie intensamente traficada e ameaçada de extinção. Para chamar atenção para essa realidade, cada prato da exposição recebe o nome de um animal amazônico representado na obra. Entre eles, estão a mucura, o boto vermelho, o guaraná, que traz a presença do sapo que coexa, o urutau, uma ave típica da região, e as borboletas amazônicas. Nomear esses animais, afirma Varejão, é uma forma de dar visibilidade e incentivar o conhecimento sobre a fauna da floresta.O diretor do Hispanic Society Museum & Library, Guillaume Kientz, destaca a importância da exposição para o museu. "Quando eu descobri o trabalho de Adriana Varejão pela primeira vez, fiquei muito interessado no uso que ela fazia do material histórico e na maneira como ela questionava e desafiava o que resta do passado, refletindo sobre como isso é utilizado para aprendermos sobre a história, mas também para sermos melhores no presente e no futuro. Então, achei que estabelecer uma relação com a nossa coleção de cerâmicas e a exposição que ela criou a partir de algumas peças do nosso acervo seria uma ótima maneira de renovar nosso olhar sobre a própria coleção, trazendo-a também para o século 20."Em cartaz até junho e com entrada livreA exposição "Don't Forget, We Come From the Tropics" estará em cartaz no Hispanic Society Museum & Library de 27 de março a 22 de junho de 2025. Esta será a primeira exposição individual de Adriana Varejão em um museu de Nova York e a terceira nos Estados Unidos. Além das pinturas da sua série de pratos, a mostra apresenta uma intervenção escultórica ao ar livre, estabelecendo um diálogo entre passado e presente, história e natureza.
Rodrigo Díaz de Vivar, conocido como El Cid Campeador, es una de las figuras más fascinantes de la historia medieval española. Su vida estuvo marcada por la lealtad, la estrategia militar y su capacidad para liderar tanto a cristianos como a musulmanes en una época de intensos conflictos. En este episodio de nuestro podcast, exploramos su trayectoria desde su entrada al servicio de la Taifa de Zaragoza hasta su muerte en Valencia. Un líder al servicio de la Taifa de Zaragoza Tras ser desterrado por el rey Alfonso VI de Castilla en 1081, El Cid buscó refugio y empleo en territorios musulmanes. Fue en la Taifa de Zaragoza, gobernada por Al-Mu'tamin y, más tarde, por su hermano Al-Musta'in II, donde Rodrigo se consolidó como un líder militar al mando de tropas cristianas y musulmanas. Durante este periodo, destacó por sus campañas contra los condados catalanes y sus victorias en batallas como la de Almenar y la de Morella. La independencia del Cid Aunque inicialmente sirvió a otros señores, Rodrigo pronto comenzó a actuar de manera independiente, convirtiéndose en un caudillo que buscaba establecer su propio dominio. Su destreza militar y su capacidad para forjar alianzas le permitieron consolidar su influencia en el Levante. En este contexto, la conquista de Valencia se convirtió en el objetivo principal de su carrera. La conquista de Valencia Entre 1093 y 1094, El Cid lideró un prolongado asedio a Valencia. Tras meses de estrategia y enfrentamientos, la ciudad cayó bajo su control. Este logro marcó el punto culminante de su vida militar. Rodrigo instauró un gobierno en el que convivieron cristianos y musulmanes, demostrando una visión pragmática y política para gestionar su dominio. Los últimos años y su legado El Cid gobernó Valencia hasta su muerte en 1099. Durante estos años, continuó defendiendo la ciudad de las amenazas almorávides, consolidando su legado como uno de los líderes más destacados de la Reconquista. Su viuda, Jimena Díaz, mantuvo el control de Valencia durante un tiempo, pero finalmente la ciudad fue abandonada ante la presión almorávide en 1102. ¿Qué nos enseña El Cid hoy? La historia de Rodrigo Díaz de Vivar es un recordatorio de la complejidad de la península ibérica medieval, donde las alianzas y los conflictos trascendían las divisiones religiosas y culturales. Su vida ejemplifica la capacidad de adaptación, el liderazgo y la ambición, valores que siguen inspirando en la actualidad. Acompáñanos en este episodio mientras desgranamos los momentos clave de la vida de El Cid Campeador, desde su servicio en Zaragoza hasta su consolidación como señor de Valencia y su impacto duradero en la historia de España. ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- PROGRAMAS RELACIONADOS: - Alfonso VI: Lucha fratricida por el poder https://go.ivoox.com/rf/125204005 - Almorávides https://go.ivoox.com/rf/125288406 - Cap 13 La Reconquista https://go.ivoox.com/rf/21445080 - El Cid https://go.ivoox.com/rf/63750295 ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- VIAJE 2025* https://antenahistoria.com/normandia-memorable/ https://antenahistoria.com/roma-secreta-i-julio-2025/ Antena Historia te regala 30 días PREMIUM, para que lo disfrutes https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=b4688a50868967db9ca413741a54cea5 ---------------------------------------------------------------------------------------- Produce Antonio Cruz Edita ANTENA HISTORIA Antena Historia (podcast) forma parte del sello iVoox Originals ---------------------------------------------------------------------------------------- web……….https://antenahistoria.com/ YOUTUBE Podcast Antena Historia - YouTube correo..... mailto:info@antenahistoria.com Facebook…..Antena Historia Podcast | Facebook Twitter…...https://twitter.com/AntenaHistoria Telegram…...https://t.me/foroantenahistoria DONACIONES PAYPAL...... https://paypal.me/ancrume ---------------------------------------------------------------------------------------- ¿QUIERES ANUNCIARTE en ANTENA HISTORIA?, menciones, cuñas publicitarias, programas personalizados, etc. Dirígete a Antena Historia - AdVoices https://advoices.com/antena-historia Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! ¡Bienvenidos a un nuevo episodio de Antena Historia! En esta ocasión nos adentramos en la vida de uno de los personajes más legendarios de la historia de España: Rodrigo Díaz de Vivar, más conocido como El Cid Campeador. En este episodio exploramos a fondo la figura de este caballero medieval, desde su papel en la convulsa época de la Reconquista hasta su legado como héroe épico inmortalizado en el Cantar de Mio Cid. Analizaremos su carrera como guerrero al servicio de reyes cristianos y taifas musulmanas, su conquista de Valencia y cómo su figura ha evolucionado entre la historia y el mito. Además, abordaremos el contexto histórico de su tiempo, las complejas relaciones políticas y sociales entre los reinos cristianos y musulmanes, y su influencia en la construcción de la identidad española. Este episodio también incluye reflexiones sobre la representación del Cid en la literatura y el cine, y cómo ha sido reinterpretado a lo largo de los siglos. ¡No te lo pierdas! Dale al play y acompáñanos en este fascinante viaje por la historia de uno de los personajes más icónicos de la Edad Media. ¡Recuerda seguirnos y dejar tus comentarios! Nos encantaría saber tu opinión sobre El Cid y los temas que te gustaría que tratáramos en el futuro. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------- PROGRAMAS RELACIONADOS: - Alfonso VI: Lucha fratricida por el poder https://go.ivoox.com/rf/125204005 - Almorávides https://go.ivoox.com/rf/125288406 - Cap 13 La Reconquista https://go.ivoox.com/rf/21445080 - El Cid https://go.ivoox.com/rf/63750295 ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- VIAJE 2025* https://antenahistoria.com/normandia-memorable/ https://antenahistoria.com/roma-secreta-i-julio-2025/ Antena Historia te regala 30 días PREMIUM, para que lo disfrutes https://www.ivoox.com/premium?affiliate-code=b4688a50868967db9ca413741a54cea5 ---------------------------------------------------------------------------------------- Produce Antonio Cruz Edita ANTENA HISTORIA Antena Historia (podcast) forma parte del sello iVoox Originals ---------------------------------------------------------------------------------------- web……….https://antenahistoria.com/ YOUTUBE Podcast Antena Historia - YouTube correo..... mailto:info@antenahistoria.com Facebook…..Antena Historia Podcast | Facebook Twitter…...https://twitter.com/AntenaHistoria Telegram…...https://t.me/foroantenahistoria DONACIONES PAYPAL...... https://paypal.me/ancrume ---------------------------------------------------------------------------------------- ¿QUIERES ANUNCIARTE en ANTENA HISTORIA?, menciones, cuñas publicitarias, programas personalizados, etc. Dirígete a Antena Historia - AdVoices https://advoices.com/antena-historia Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals
Rodrigo Díaz de Vivar poderia ter sido apenas mais um guerreiro do século XI. No entanto, seu nome e seu epíteto entraram para a história e sua imagem foi ressignificada e apropriada com o passar dos séculos. Convidamos Rodrigo Prates de Andrade para nos contar quem foi El Cid, o que sabemos sobre seu passado e o que está em aberto, que lendas se criaram em torno de seu nome e como sua imagem foi apropriada nos séculos que se seguiram. ÚLTIMA SEMANA dos descontos de Black Friday da Insider! Use o cupom HISTORIAFM15 ou acesse o site pelo link https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM15 para ganhar 15% de desconto. #insiderstore
Dieter conversa con José María Marco sobre la figura del líder militar castellano del siglo XI, Rodrigo Díaz de Vivar.
Rodrigo Díaz - known as el Cid - lived a violently colourful life in 11th Century Spain. By turns an ambitious military leader, exile and brutal mercenary, after changing allegiances several times he carved out an independent principality.Join Dr. Eleanor Janega and Professor Nora Berend uncover the complexities behind El Cid's legacy, from his military prowess and strategic mind to his contested historical and mythological persona. They explore why el Cid is today considered a superhero; a quasi-saint and the 'spirit of Spain', according to military dictator Franco.Gone Medieval is presented by Dr. Eleanor Janega, edited and produced by Joseph Knight. The senior producer is Anne-Marie Luff.Gone Medieval is a History Hit podcast.Enjoy unlimited access to award-winning original TV documentaries that are released weekly and AD-FREE podcasts. Sign up HERE for 50% off your first 3 months using code ‘MEDIEVAL' https://historyhit.com/subscriptionYou can take part in our listener survey here: https://uk.surveymonkey.com/r/6FFT7MK
Esta semana, Guillermo Díaz abre su Biblioteca oculta para hablarnos de Rodrigo Díaz de Vivar. "El Cid Campeador" es uno de los nombres clave de la Reconquista. ¿Quién fue realmente? ¿Cómo fue su vida? Te lo contamos aquí
A Rádio Gaúcha realizou no dia 24 de setembro de 2024 o debate entre os sete candidatos que disputam a prefeitura de Santa Maria: Alídio da Luz, do PSOL; Giuseppe Riesgo, do Novo; Moacir Alves, do PRD; Paulo Burmann, do PDT; Roberta Leitão, do PL; Rodrigo Décimo, do PSDB; e Valdeci Oliveira, do PT. A mediação foi do comunicador Leandro Staudt.
Entrevista realizada no Gaúcha Hoje pela jornalista Amanda Boeira.
Rodrigo Díaz abordo el anuncio del cierre definitivo de la siderúrgica Huachipato, que podría concretarse en septiembre. La autoridad regional aseguró que se trata de un drama laboral para Bio Bio, y entrego detalles de las posibles medidas para la reconversión e los trabajadores que quedarán desempleados.
Rodrigo Álvarez conversó con el diputado del Partido Liberal y presidente de Comisión de Relaciones Exteriores, Vlado Mirosevic, que se refirió a la postura de Chile de no reconocer los resultados de las elecciones en Venezuela y la decisión del régimen de Nicolás Maduro de expulsar personal diplomático de siete países y con el gobernador de Biobío, Rodrigo Díaz, sobre la detención de los presuntos responsables de triple homicidio de Carabineros. Además, junto a Nicolás Vergara junto a Los Infiltrados Juan Paulo Iglesias, editor de opinión de LT, y Paula Catena, subeditora de LT, analizaron Venezuela, lo que viene ahora y las opciones que tiene la oposición y la caótica inscripción de candidaturas
Rodrigo Díaz de Vivar, más conocido como el Cid Campeador, fue un importante guerrero y noble castellano que vivió durante la Edad Media, entre 1043 y 1099. Su vida ha sido inmortalizada en la literatura, especialmente en el "Cantar de Mio Cid", un poema épico que narra sus aventuras y gestas. Pero, ¿quién fue realmente este personaje histórico? Te lo contamos. Y descubre más historias curiosas en el canal National Geographic y en Disney +.
El 10 de julio del 1099 moría una de las mayores leyendas de nuestra historia. Rodrigo Díaz de Vivar, el Cid campeador. Hoy te contamos la verdad detrás del mito.
Rodrigo Díaz Worner conversó con Sonar Informativo y se refirió al sistema frontal que afecta a la zona. "Nos falta hacer infraestructura resiliente, planes maestros de infraestructura. Son inversiones mayores que requieren decisiones presidenciales a largo plazo".
Viajar la vida de Rodrigo Díaz de Vivar es seguir el camino que marca el poema del Mio Cid ¿Qué sabríamos del Cid campeador si a un poeta del siglo XII no se le hubiese un poema épico sobre su ida, historia y andanzas. El poema marca el mapa que ha hecho posible que desde hace 20 años se pongan de acuerdo 8 diputaciones provinciales para financiar un recorrido en coche de dos mil kilómetros y senderos para caminantes y ciclistas de mil quinientos. El camino del Cid discurre por las provincias de Burgos, Soria, Guadalajara, Zaragoza, Teruel, Castellón, Alicante y Valencia. Pasa por casi 400 pueblos con sus castillos, fortalezas, cascos históricos y entornos naturales. Cuenta Alberto Luque, gerente del camino del Cid, que el espíritu guerrero de Rodrigo Díaz de Vivar, hace que sea hoy como un guía que te lleva por sitios poco habituales , pero de gran riqueza natural e histórica. Es atravesar la mal llamada España vaciada para reconocer territorios históricos. Y lo bueno es que se puede hacer por partes, hay hasta 13 rutas temáticas que van desde las cortas de 50 kilómetros hasta las de 300. Todo es posible entre Vivar (Burgos) y la ciudad de Valencia. En este podcast han participado el Consorcio del Camino del Cid, y los compañeros de la Cadena SER Rosalía Santaolalla de Radio Castilla de Burgos, Isabel González de SER Soria, Jesús Blanco de SER Guadalajara, Luz Morcillo de Radio Calatayud, Concha Hernández de SER Teruel, Andrea Agut de Radio Castellón, Mario Abril de Radio Elche, Juan Magraner de Radio Valencia , Julio López, locutor de Radio Madrid , y Pepe Rubio de Hoy por Hoy
Matías del Río y Josefina Ríos junto a La Infiltrada, Mariana Marusic, periodista de Pulso LT, analizaron la situación de la Cámara Alta tras la polémica votación de la mesa. Además, conversaron con el gobernador de Biobío, Rodrigo Díaz, sobre el cierre de esta empresas y sus efectos en al zona.
Vice-prefeito de Santa Maria, Rodrigo Décimo - 16/01/2024 by Rádio Gaúcha
Primeiro festival do Xis na cidade que é considerada a “capital do xis” no estado. Será neste fim de semana e espera reunir mais de 5 mil pessoas na Vila Belga.