POPULARITY
Otra vez habrá manifestaciones en la zona del AICM La Oficina para la Promoción de Inversión atenderá a empresas medianas La árbitra mexicana Katia Itzel García Mendoza hará historiaMás información en nuestro podcast#grc
Lo anterior con motivo de la inauguración del Mundial de la #FIFA, Javier Garza, analista político.
Nesta edição do “Pit Stop CBN”, o comentarista Ricardo Barbosa traz como destaque que os episódios envolvendo batidas de carros têm chamado a atenção nas oficinas. Ouça a conversa completa!
El resumen de la actualidad navarra del miércoles 13 de mayo de 2026
En Coahuila desalojan bloqueo carretero que mantenían extrabajadores de AHMSALluvias provocan colapso de techo en oficina de Cuajimalpa, no hay lesionadosDonald Trump plantea diálogo con CubaMás información en nuestro podcast#grc
Tres personas que lo vivieron en carne propia lo cuentan por primera vez.El contador que encontró el limón partido debajo de su escritorio.El vendedor que pisó el polvo negro bajo su tapete sin saber lo que era.Y el dueño de la papelería que encontró un muñeco de trapo con su nombre completo escrito en un papel.Esto no es leyenda. Esto es lo que les pasó.
Si te gusta lo que escuchas y quieres apoyar esta empresita, ven a ver el programa en directo de lunes a jueves a las 18:00h en Twitch.tv/chiclanafriends
No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]
Industriales respaldan jornada de 40 horas con reservas por costosCDMX lanza convocatoria para el Reto Naturalista Urbano 2026Milei restringe acceso de periodistas a la Casa RosadaMás información en nuestro Podcast#grc
Lo que comenzó como una vigilia en las plantas de acopio ha escalado en las últimas horas. Ante la falta de interlocutores y una negociación estancada, un grupo de transportistas decidió trasladar su protesta directamente a las puertas de las oficinas administrativas de la firma Cargill.La medida busca romper el silencio de la empresa, a la que los trabajadores señalan como el actor clave para destrabar el conflicto tarifario que ya lleva más de diez días.
Invitados: Pilar Lozano Mac Donald, Presidenta de la Asociación Mexicana de Oficinas de Asuntos Internacionales de los Estados (AMAIE); Javier Navarro, Coordinador del Gabinete de Buen Gobierno del Estado de Nuevo León; y Guillermo Zamora y Martínez, Director de Enlace político de la SRE.Conduce: Dr. Miguel Ángel Valverde, Director del Centro de Investigación Internacional del IMR.
* Vinculan explosión cerca del AIFA con cártel de Sinaloa* Apuntan a ducto como causa de derrame en el Golfo; Sheinbaum lo niega* Irán amenaza con atacar oficinas de empresas de tecnología
Este episodio de "Aero-Tips" resume las noticias más relevantes del sector aeronáutico y espacial a finales de marzo de 2026:Seguridad y Supervisión en España: Existe una fuerte preocupación por el posible traslado de las Oficinas de Seguridad en Vuelo (OSV) fuera de los aeropuertos de Barajas y Cuatro Vientos, lo que podría afectar la inmediatez de la supervisión de AESA.Innovación y Emprendimiento: ENAIRE impulsa su ecosistema de startups a través de programas de innovación abierta para modernizar la gestión del tráfico aéreo (ATM).Aviación con Impacto Social: Se destaca la labor de Vueling, que ya ha transportado más de 1.100 órganos para trasplantes en colaboración con la ONT.Carga Aérea y Geopolítica: Mientras la carga aérea en Madrid creció un 7% en febrero, el conflicto con Irán está tensionando la cadena de suministro de chips en Europa, elevando tarifas y recortando capacidad en las rutas con Asia.Hitos Espaciales: La NASA ha nombrado al español Carlos García-Galán como ejecutivo del programa de la futura base lunar, y el telescopio Hubble ha captado por primera vez la desintegración en directo de un cometa procedente de la Nube de Oort.Seguridad Internacional: Se informa sobre el trágico accidente en el aeropuerto de LaGuardia, donde un avión de Air Canada Express colisionó con un vehículo de bomberos en la pista, resultando en el fallecimiento de ambos pilotos.
En el deep dive de esta semana platicamos sobre cómo ha cambiado el uso de las oficinas.Prueba Whitepaper 30 días gratisCompra tu gorra o ilustraciones de Whitepaper aquíEscucha nuestro newsletter diario "Whitepaper Hoy" en SpotifyRecomendación:MexMoves: 60. La Oficina, Stripe in Mexico, Fibra Battles, Bankers Meet in Cancun
Como parte da programação alusiva ao Mês da Mulher, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realiza oficinas de automaquiagem voltadas às suas servidoras, com foco no autocuidado, na valorização pessoal e no fortalecimento da autoestima no ambiente institucional.
Saúl Alberola, coordinador nacional de Izquierda Unida Canaria (IUC), denuncia el cierre de las oficinas del Parque Nacional de Timanfaya, en Lanzarote.
O município de Lauro Müller recebe, entre os meses de março e maio, um ciclo de oficinas participativas voltadas ao desenvolvimento do turismo local. A iniciativa, promovida pelo Integratur, tem como objetivo construir, de forma coletiva, produtos turísticos mais estruturados e alinhados ao mercado. Com o tema “Do território ao mercado: construindo produtos turísticos que vendem”, a programação será realizada sempre às 19h, no auditório da Prefeitura Municipal. Ao todo, serão cinco encontros abordando diferentes etapas do processo de organização e promoção do turismo: 23 de março: Onde estamos e para quem vendemos? 6 de abril: O que merece ser visto? 27 de abril: Quando o lugar vira produto 11 de maio: Roteiros que conectam e vendem 25 de maio: Qual o valor da experiência? As oficinas são voltadas a empreendedores, gestores públicos e comunidade interessada em potencializar o turismo da região, promovendo integração e valorização dos atrativos locais. Para detalhar a programação e reforçar o convite à participação, a professora Izabel Regina de Souza e o agente de turismo Cid Graciano, participaram de entrevista no programa Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira. Durante a conversa, destacaram a importância da iniciativa para o fortalecimento do setor e o envolvimento da comunidade na construção de experiências turísticas mais qualificadas.
Estão abertas as inscrições para oficinas gratuitas de música oferecidas pelo Ponto de Cultura Waldir Azevedo. As aulas acontecem na Cidade Estrutural, na Vila Cultural Cobra Coral, na 813 Sul, e também no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais, na 612 Sul.
A exposição "A Gravura Gaúcha na Coleção Dalacorte" será aberta na próxima quarta-feira (4 de março), na Câmara de Vereadores de Getúlio Vargas. Em entrevista à Rádio Sideral, o colecionador Paulo Dalacorte detalhou a programação, que integra o projeto municipal Fazendo Cultura e inclui palestra inaugural e oficinas práticas gratuitas para diferentes faixas etárias.A abertura oficial está programada para as 15h, com uma palestra do artista Wilson Cavalcanti sobre a história da técnica no mundo e sua chegada ao Rio Grande do Sul. A exposição permanecerá aberta ao público até 27 de março, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 17h.
Marx Arriega acusa de corrupta a la SEP tras destitución, argumentó que con los cambios solicitados por la Secretaría, desaparecería la Nueva Escuela Mexicana; Un millón 62 mil 502 personas han recibido la vacuna contra el sarampión en la Ciudad de México como parte de la estrategia implementada para frenar los contagios, informa Clara Brugada. Thales Machado, secretario de gobierno local en Brasil, asesinó a sus dos hijos y posteriormente se quitó la vida. Donovan Carrillo volvió a demostrar que su trayectoria está marcada por la perseverancia y la pasión.Un podcast de EL UNIVERSAL Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
A Associação Arte e Resgate, reconhecida pelo trabalho em educação artística e inclusão cultural em Lauro Müller, está com matrículas abertas para o ano de 2026. A instituição oferece aulas de dança em diferentes modalidades, como ballet e jazz, além de oficinas de teatro, atendendo crianças, adolescentes e adultos interessados no desenvolvimento artístico e expressivo. As atividades acontecem na sede da associação, espaço que ao longo dos anos se consolidou como referência na valorização da cultura e no incentivo à formação artística no município. Como novidade para 2026, a programação passa a contar com aulas de ritmos voltadas ao público adulto. O retorno oficial das aulas e ensaios está marcado para o dia 2 de fevereiro, quando tem início a programação prevista para o novo ano. O calendário chega com expectativas positivas e uma agenda diversificada de atividades culturais. O primeiro grande compromisso de 2026 será a tradicional encenação da Paixão de Cristo, que novamente será realizada em Lauro Müller e integra o calendário cultural do município. Nesta quinta-feira (29), a diretora da Associação Arte e Resgate, Luciana Paz Martins, participou de entrevista na qual falou sobre o período de matrículas, os cursos disponíveis e os eventos já programados para o próximo ano.
See omnystudio.com/listener for privacy information.
FITUR 2026 arranca en Madrid con cerca de 10.000 empresas de 161 países y 967 expositores, consolidándose como una de las principales ferias internacionales de turismo. Sin embargo, esta edición se celebra en un clima de recogimiento, marcado por el accidente ferroviario de Adamuz, que ha reducido la presencia institucional y provocado cancelaciones de última hora. Andalucía, principal expositor de la feria, ha ajustado su agenda a un perfil técnico, mientras que Renfe, Adif e Iryo han suspendido actos y cerrado sus stands.La conexión ferroviaria de alta velocidad entre Madrid y Andalucía se reabrirá por completo, previsiblemente, el 2 de febrero, según las estimaciones de Adif y el Ministerio de Transportes. Hasta entonces, Renfe mantiene un plan alternativo que combina tren y autobús en el tramo afectado de Córdoba, mientras avanzan las investigaciones que apuntan a una posible rotura de la vía como causa del accidente.Destinia entra en el mercado británico tras adquirir las agencias Travel Republic y Netflights, ampliando así su presencia internacional y asegurando acceso directo a los consumidores del Reino Unido. La operación refuerza la estrategia global de la compañía y se apoya en la reputación consolidada de ambas agencias en el país.Simón Pedro Barceló asume en solitario la presidencia ejecutiva del Grupo Barceló tras la salida de su primo Simón Barceló Tous. El cambio inicia una etapa de transición con refuerzo del comité directivo e incorporación de la cuarta generación al consejo, con Marta Barceló.La Asociación Empresarial Hotelera de Madrid (AEHM) se reunió con Turespaña y representantes de las Oficinas de Turismo de España en el exterior para reforzar la proyección internacional de la región. El encuentro sirvió para presentar el Distrito Real de Madrid, destacar el papel de los hoteles como escenarios culturales y de ocio, y alinear la promoción internacional, consolidando a Madrid como un destino urbano dinámico y de alto impacto económico.
El periodista de Exitosa, Nicolás Lúcar, se pronunció sobre el aumento de la inseguridad ciudadana y cuestionó que numerosos efectivos policiales estén realizando labores administrativas en oficinas en lugar de patrullar las calles. Noticias del Perú y actualidad, política.
¿Dónde está invirtiendo Amancio Ortega y por qué? Pontegadea ha sumado inmuebles por 2.300M con una apuesta fuerte por oficinas, y cuando el mayor patrimonialista de España se mueve, deja pistas para cualquiera que invierta en ladrillo: rentas, ubicaciones prime y protección frente a inflación y ciclos. En el mismo tablero, 2026 puede traer menos inflación pero vivienda más cara y un alquiler al límite que empuja a millones hacia el riesgo de pobreza: demanda estructural + presión política. En este directo lo aterrizamos en estrategia real para inversores: dónde están las oportunidades, qué riesgos vienen y cómo blindar rentabilidad sin comerte marrones. ✅¿Necesitas un PSI (Personal Shopper Inmobiliario) para acompañarte a invertir en bienes raíces en la Com.Madrid?: magnatesladrillo@gmail.com✅Si vas en serio «La Biblia del Magnate del Ladrillo» está AQUÍ✅
Este 20 de diciembre vence plazo para el pago del aguinaldo INM suspenderá labores del 22 de diciembre al 1 de enero Lula rechaza intervención militar en Venezuela Más información en nuestro podcast
Tras 41 días de paro, FES Zaragoza entrega instalaciones Aprueban resolución de EU que impulsa plan de paz para Gaza18 de noviembre Día Internacional del Arte IslámicoMás información en nuestro podcast
Analizamos la última hora de la SD Huesca y el Real Zaragoza en la semana del derbi, con mucho movimiento en las oficinas del conjunto altoaragonés. Todo, de la mano de nuestros colaboradores David Navarro y Richi Civera. Cerramos Tribuneros con una entrevista al jugador del Cuarte, Javier Almerge.
Conviértete en un seguidor de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/almuerzo-de-negocios--3091220/support.
Cuando todos se van y las luces se apagan en una oficina, pueden pasar cosas macabras.Muchas veces las oficinas son edificios o casas viejas que cuentan con un sin fin de historias y tragedias que pueden desencadenar apariciones y actividad sobrenatural en sus instalaciones.Estos sucesos suelen ser leyendas o secretos a voces entre compañeros, pero el día de hoy platicaremos sobre casos y experiencias que nos han platicado acerca de oficinas embrujadas.Agradecemos a P&P Agencia Creativa por permitirnos publicar este Podcast en Noches de TerrorRedes Sociales de P&P:YouTube: https://www.youtube.com/@ppagenciacreativa3804Instagram: https://www.instagram.com/pandpmx/Website: https://pandp.com.mx/¡No olvides regalarnos tu like, suscribirte y comentar, eso ayuda muchísimo!YA DISPONIBLE EL CONTENIDO EXCLUSIVO EN PATREON:http://patreon.com/nochesdeterror* Suscripción desde 6 USD para acceder a todo el contenido exclusivo * Si te gusta este podcast y deseas apoyarnos a mejorar nuestro equipo o invitarnos unos tacos puedes apoyarnos en
Continúan protestas frente a oficinas del SAT en IztacalcoCierran zonas arqueológicas en Querétaro por las lluviasUNAM habilita centro de acopio en el Estadio Olímpico Universitario
La competitividad no se trata solo de producir más, sino de hacerlo con menos recursos, de manera más eficiente y con mejor calidad. Para lograrlo, la innovación y la transferencia tecnológica son esenciales. En este episodio de Ciencia pero Ficción, conversamos sobre cómo la relación entre universidades, empresas, Estado y sociedad puede convertirse en un punto de encuentro para resolver problemas cotidianos. ¿Cómo logramos conectar la generación de conocimiento con las necesidades del mercado y de la sociedad? ¿Qué papel juegan las Oficinas de Transferencia en articular estas capacidades? Camilo García Duque, director de Innovación y Desarrollo Tecnológico de EAFIT, y Daniel Gómez Gaviria, Vicepresidente Consejo Privado de Competitividad - Colombia, analizan los retos y oportunidades de este ecosistema, donde la innovación es el motor que impulsa la productividad y el desarrollo.
-Dra. Rosa Argentina Rivas Lacayo… “Resiliencia” -Maestra Rocío Rubio Hermosillo, Directora General de Oficinas de Defensa del Consumidor de la Profeco “Ferias de Regreso a Clases” -Arnold Ricalde... Ambientalista, Director de Organi-k “Embajada Iztapalapa… Conoce toda su riqueza cultural” -Nora Contreras. Community Manager de Inflalandia Quack sucursal Tlalnepantla-Sentura… “Opción para disfrutar en Familia” - Dra. Lizbeth Martínez Hilario. Especialista en Geriatría… “Las Caídas en los Adultos Mayores”
Hoy hablamos sobre iluminación para tus espacios de trabajo, ya sea en una oficina o en tu propia vivienda, la luz es la estrella del capítulo y te iluminará, literalmente. https://marvidal.com/shop | https://laquintavidal.com/ Si quieres pedir presupuesto no dudes en hacerlo en: https://mar-vidal.mykajabi.com/servicios-mar-vidal-aquitectura-interior Si no quieres perderte nada ven a https://marvidal.com/hola
𝐓𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐥𝐨𝐬 𝐭𝐞𝐦𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞 𝐧𝐨𝐬 𝐬𝐚𝐥𝐞𝐧 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐜𝐨, 𝐞𝐧 𝐮𝐧 𝐬𝐨𝐥𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐜𝐚𝐬𝐭. 𝐂𝐨𝐧 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐢 𝐂𝐞𝐫𝐯𝐞𝐫𝐚. 𝐏𝐨𝐝𝐜𝐚𝐬𝐭 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐨𝐜𝐢𝐧𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐇𝐚𝐫𝐝 𝐑𝐨𝐜𝐤 𝐂𝐚𝐟𝐞́ 𝐁𝐚𝐫𝐜𝐞𝐥𝐨𝐧𝐚 En el programa de esta semana, charlamos con Lucas Bravo de Laguna, director comercial de un histórico del football español como la UD Las Palmas y un loco de la NFL desde los años 80. Twitter: @ElCapologist Twitch: https://www.twitch.tv/elcapologist Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=br4bwIXvCjE&;;;t=811s
¿Tenés una idea dando vueltas en la cabeza, pero no sabés cómo bajarla a tierra? En este episodio, hacemos un ejercicio completo: tomamos una idea ficticia —una suscripción de snacks saludables para oficinas— y la desarrollamos paso a paso como si fuera un negocio real.
¿Sobrecostos? El exconcejal, José Castellanos habló en 6AM sobre cuál sería la inversión que el Gobierno estaría utilizando para “embellecer” las oficinas del Ministerio de Hacienda
Columna de Facundo Cottet sobre las reuniones que tendrán los diferentes sectores del peronismo bonaerense para ver si llegarán unidos a las elecciones.
𝐄𝐥 𝐩𝐨𝐝𝐜𝐚𝐬𝐭 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐍𝐅𝐋 𝐦𝐚́𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐚𝐜𝐭𝐢𝐯𝐨, 𝐜𝐨𝐧 𝐑𝐚𝐟𝐚 𝐂𝐞𝐫𝐯𝐞𝐫𝐚, 𝐍𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐂𝐞𝐫𝐯𝐞𝐫𝐚, 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐢𝐚𝐠𝐨 𝐓𝐨𝐦𝐚𝐬𝐢 𝐲 𝐏𝐚𝐜𝐨 𝐕𝐢𝐫𝐮𝐞́𝐬 ¡𝗘𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗶𝗲́𝗻 𝗲𝗻 𝗕𝗹𝘂𝗲𝘀𝗸𝘆! https://bsky.app/profile/elcapologist... En el programa de esta semana analizamos en profundidad las situaciones conflictivas que está provocando las oficinas de los Cincinnati Bengals, con su rookie de primera ronda sin firmar y con su estrella defensiva, Trey Hendrickson, sin renovar. Además, repasamos la actualidad de la NFL y respondemos a todas vuestras preguntas 𝗦𝘁𝗿𝗶𝗽𝗲𝘀, 𝘁𝘂 𝗮𝗴𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗮𝗷𝗲𝘀 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 stripes.es 𝐑𝐨𝐜𝐤 & 𝐁𝐥𝐮𝐞𝐬, 𝐞𝐥 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐢𝐬𝐟𝐫𝐮𝐭𝐚𝐫 𝐝𝐞 𝐥𝐚 𝐦𝐞𝐣𝐨𝐫 𝐦𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐞𝐧 𝐙𝐚𝐫𝐚𝐠𝐨𝐳𝐚 𝐇𝐚𝐫𝐝 𝐑𝐨𝐜𝐤 𝐂𝐚𝐟𝐞́ 𝐁𝐚𝐫𝐜𝐞𝐥𝐨𝐧𝐚: 𝐋𝐚 𝐦𝐞𝐣𝐨𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐢𝐝𝐚 𝐚𝐦𝐞𝐫𝐢𝐜𝐚𝐧𝐚 𝐣𝐮𝐧𝐭𝐨 𝐚 𝐫𝐞𝐥𝐢𝐪𝐮𝐢𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐥 𝐑𝐨𝐜𝐤
CNTE anuncia que el lunes permitirán el libre tránsito en algunas casetasMiles de personas se manifiestan en La Haya para reclamar medidas frente a IsraelMás información en nuestro Podcast
En esta ocasión conversamos sobre la actualidad del Home Office y las desventajas de trabajar remoto. También, debatimos sobre la música de protesta, qué significa ser un buen jefe y si es mejor trabajar en la oficina o en tu cama. Gracias a: SAILY ➼ Descarga SAILY el mejor **eSIM** en AppStore y usa el código **EDN** al finalizar la compra para obtener un 15 % de descuento exclusivo en tu primera compra. Más info en https://saily.com/edn NordVPN Deal ➼ https://nordvpn.com/edn Deal exclusivo de 4 meses gratis. Escúchanos en Spotify https://open.spotify.com/show/4xOM98A8Es30eGevw6tYwe?si=QwORHX8BTMyzKxJOa9_oZQ&dl_branch=1 Y por último, síguenos en nuestras redes sociales: ESCUELA DE NADA Instagram: https://www.instagram.com/escueladenada/ Twitter: https://twitter.com/escueladenada Tik Tok: https://www.tiktok.com/@escueladenada Facebook: https://www.facebook.com/escueladenada Discord: https://discord.com/invite/S8bYM6A 00:00 Intro 3:50 Bad Bunny antes 6:38 Malas influencias 8:40 ¿El arte es de izquierda? 10:14 Guerra de Vietnam 12:05 Música de protesta 16:14 Home Office 19:30 ¿Trabajas mejor en oficina? 22:00 Trabajar desde la cama 23:44 Consejos para trabajar desde casa 24:00 GenZ prefiere oficina 25:40 Nuestros trabajos viejos 27:35 Volver a la oficina 29:36 Desventajas del trabajo remoto 31:05 Cumplir horario 34:00 Cultura laboral 35:09 Un buen jefe 38:12 Supervigilancia en el trabajo 40:30 Rotación laboral Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Cortes a la circulación en calles de la colonia Peñón de los BañosEstaciones de al L6 del Metrobús fuera de servicio En San Diego, California, muertos y heridos por volcadura de embarcación Más información en nuestro Podcast
Cierra ACNUR oficinas en México y despide a 190 empleadosEn el primer trimestre de 2025, el gasto público en México cayó 5.9%Detienen al síndico del ayuntamiento de OcosingoMás información en nuestro Podcast
Resumen de noticias de la mañana de LA NACION del 25 de abril de 2025
En Guanajuato rescatan 173 aves silvestres, algunas en peligro de extinciónAlerta Amarilla por bajas temperaturas en la CDMXEjército israelí transforma en "zona de seguridad" al 30% de la Franja de GazaMás información en nuestro Podcast
Oficinas del SAT dan servicio este 31 de marzo hasta las 6 de la tarde Israel ataca a Gaza , 40 personas mueren Más información en nuestro podcast
Se realizan pruebas de autopilotaje en L1 del Metro Comedores Sociales de la CDMX ofrecen alimentación gratuitaDetienen a Carlos Lehder, exlíder del Cártel de MedellínMás información en nuestro podcast
¡El único noticiero que te manda un abrazo está de aniversario! Este mes cumplimos CINCO AÑOS y para celebrarlo estamos organizando un minifestival con el EQUIPO DE LA ENCERRONA e INVITADOS SORPRESA. Entrada general: S/ 100.00 ¡50% de DESCUENTO para Premiums y Patreons! Para más información e inscripciones, ingresa aquí: Si eres patreon: https://www.patreon.com/posts/123811406 Si eres premium de Canal Ya: https://www.youtube.com/channel/UCP0AJJeNkFBYzegTTVbKhPg/community?lb=UgkxTx-hPMFZqgD6q47CKlOHezCUc8I7Worw Si aún no eres suscriptor: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfsqVF-RugljrIROxOpewGgUF-TZ8ncDcf8ft4LzS5WmrwWxg/viewform?usp=sharing (Puede pedir loguearse en Google) ***** ¡Buenos días! ✊🏽 Homenaje a Paul Flores en Piura se vuelve mitin al grito de "Fuera Dina". Estado de emergencia se aplica... en Larcomar. Y la jueza suprema Elvia Barrios nos explica una propuesta para empezar a salir del hoyo. 🚨 Este viernes: Marcha contra la Delincuencia en las calles y en el poder. Justo el mismo día que el Congreso planea blindar al Ministroll. ADEMÁS: Congreso compra 13 millones de dólares en inmuebles para alojar a sus senadores. 📚 ¿Eres un escritor o escritora sin publicar? Aquí tienes una oportunidad. Conoce nuestras iniciativas culturales de la semana.a **** ¿Te gustó este episodio? ¿Buscas las fuentes de los datos mencionados hoy? SUSCRÍBETE en http://patreon.com/ocram para acceder a nuestros GRUPOS EXCLUSIVOS de Telegram y WhatsApp. También puedes hacerte MIEMBRO de nuestro canal de YouTube aquí https://www.youtube.com/channel/UCP0AJJeNkFBYzegTTVbKhPg/join **** Únete a nuestro CANAL de WhatsApp aquí https://whatsapp.com/channel/0029VaAgBeN6RGJLubpqyw29 **** Para más información legal: http://laencerrona.pe