Podcasts about Gostei

Civil parish in Norte, Portugal

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WGospel.com
O restaurar da alma

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 4:55


TEMPO DE REFLETIR 01803 – 22 de junho de 2026 Salmo 23:3 – Refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do Seu nome. A porta do meu escritório abriu-se repentinamente, escreve o pastor Mark Finley. Um rapaz de olhar severo e com a barba desalinhada invadiu a sala. Achando que ele ia me agredir, recuei. Meu tradutor russo colocou-se entre nós. Agitando os braços, o homem começou a falar nervosamente. Era março de 1992, e eu estava realizando uma série de reuniões evangelísticas no auditório do Kremlin, em Moscou. O tradutor, então, explicou que aquele homem era um dos mais conhecidos criminosos da cidade. Entrara e saíra da prisão 28 vezes. Cheio de culpa e sem esperança para o futuro, ele desejava encontrar paz. Peguei minha Bíblia e li I João 1:9 para ele: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados.” Contei-lhe a história do ladrão que, na cruz, recebera perdão. Com lágrimas correndo-lhe pela face, o jovem ajoelhou-se e também recebeu ali o perdão de Deus. Deixei Moscou e não voltei lá por quase um ano. Quando regressei para dirigir uma reunião evangelística em um grande auditório cívico, meu intérprete comentou: “Você vai gostar do coral, esta noite. Todos os coristas foram batizados no ano passado, durante as reuniões evangelísticas.” Gostei muito do coral. E não pude deixar de reparar em um rapaz bem barbeado, de expressão radiante e pouco mais de 30 anos de idade. Era o criminoso com quem eu tinha orado um ano antes. Seu rosto irradiava o amor de Deus. Seus olhos brilhavam com um senso de admiração pela graça de Deus. Os hinos fluíam de um coração convertido. Deus não deseja somente nos perdoar, mas restaurar-nos. Quer restaurar nossa alegria, nossa paz e nosso propósito à Sua imagem. João escreveu desta maneira: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é.” I João 3:2. Se permitirmos, Ele nos restaurará, nos tornará “como Ele é”. Que privilégio, que promessa, que destino! Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Obrigado, Senhor, pela graça maravilhosa que perdoa e que transforma completamente. Faça isso comigo sempre e com cada um de meus ouvintes. Por favor, Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Receios Obscuros
Os relatos mais bizarros que você vai ler hoje! - Bug na Matrix

Receios Obscuros

Play Episode Listen Later May 21, 2026 37:25


Olá pessoal, como vocês estão?Venho trazendo aquele "pacote" de relatos bizarros sobre um tema que tem me interessado muito: Bug na Matrix.Gostei muito dos relatos, se você também curtiu deixa um comentário com a sua opinião!

Artes
Filme português em competição nas curtas metragens de Cannes

Artes

Play Episode Listen Later May 13, 2026 11:16


O Festival de cinema de Cannes decorre até dia 23 no sul de França. Em competição nas curtas metragens da selecção oficial está o filme português "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Uma obra de Daniel Soares, realizador que já tinha sido distinguido em 2024 com uma menção especial para a outra curta com "Mau por um momento". Desta feita Daniel Soares põe em cena um corpo que flutua no rio, perante a impassividade das pessoas, distraídas com os seus afazeres. O cineasta começa por se declarar supreso com o facto de ter sido seleccionado uma segunda vez para a mais prestigiosa das mostras deste certame.   Para já, ficámos muito surpreendidos. Matematicamente falando, é muito complicado ter um filme seleccionado. Há dois anos acho que eram 4 700 filmes ou o quê que foram submetidos ! E os escolhidos este ano acho que são 3000 e tal e 10 escolhidos ! Então ou seja matematicamente é muito complicado e consegui-lo uma segunda vez é muito difícil. Então não estava com muita expectativa em relação a isso, voltar a ser seleccionado. Portanto, se calhar desta vez foi... A primeira vez é claro que é muito especial, mas da segunda vez já é "Espera aí ser selecionado uma vez, dá-te aquela sensação de "ok, consegui enganá-los, enganaram-se, sei lá !" E a segunda vez... pronto, se calhar há aqui qualquer coisa em que eu posso confiar mais na minha intuição quando escrevo especialmente.   Porém, se teve essa sensação de ter enganado alguém, acabou por sair de lá com uma distinção. Eles acabaram por lhe enviar uma mensagem, algo contrária de alguma fé, pelo menos no seu cinema. Então, mas agora que está seleccionado uma segunda vez, já teve a curiosidade de ver com quem é que vai estar a competir aqui nesta seleção das curtas metragens da competição oficial? Sim, desta vez. Pessoalmente, eu não conheço ninguém. Da última vez eu conhecia. Tinha um amigo que tinha sido seleccionado, desta vez pessoalmente, não conheço ninguém, mas já vi o filme do realizador do Vietname, uma longa metragem de que eu gostei muito na altura. Lembro-me de ver e vai estar com uma curta. "O sonho é um caracol", não é? Exacto. "Le rêve est un escargot", na tradução francesa do título original vietnamita. Ao fim e ao cabo Cannes, agora já conhece. Já podemos fazer um rescaldo. Como foi para si? Gostou de lá ter ido? Está entusiasmado por voltar? O que é que pretende fazer nesta edição?   Sim, estou entusiasmado. Gostei muito da primeira experiência. Se calhar agora, se puder, gostaria de ver mais filmes do que da última vez. Da última vez não consegui ver muitos filmes, mas isso talvez será assim uma coisa que eu tentarei fazer. É assim, há muitas reuniões também, não é que, que acontecem? Pois claro. Há todo um espectáculo que se calhar não é muito a minha cena, mas ao mesmo tempo é importante para dar visibilidade ao filme e aos próximos filmes e construir dessa forma, sei lá, um percurso que me permita continuar a fazer filmes, o que é sempre difícil. Por tudo isso. Pois é, isso é um lugar onde durante duas semanas o pessoal se encontra e celebra o cinema como em nenhum outro lugar, acaba por ser muito especial.   Vamos falar do seu filme "Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio". Se calhar, antes de entrarmos na história, no argumento, falemos um pouco do elenco. Você foi buscar, por exemplo, valores consagrados do cinema português. Penso em Teresa Madruga, que já colaborou com pessoas como Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, que são consagrados em Cannes. E depois há valores menos conhecidos. Por exemplo, os dois rapazes que dão corpo ao grupo de imigrantes e de estafetas que vão tomar banho no rio. Como é que foi pegar neste leque heterogéneo de pessoas para filmar esta obra?   Isto é um filme de elenco. E a ideia foi sempre essa. Foi misturar actores incríveis, como a Teresa, como o João Vicente e misturá-los com pessoas menos conhecidas. Para mim, estes dois estafetas não faria qualquer sentido que fossem actores profissionais, caras conhecidas, não é? Acho que isso muitas vezes te tira de um filme, de uma experiência ou te lembra que estás a ver um filme. Então a ideia foi essa, foi misturar e encontrar as pessoas que fossem as mais indicadas para aqueles papéis. E às vezes são, como no caso da Teresa, actrizes com uma grande história e outras vezes são pessoas que nunca estiveram à frente de uma câmara. E eu gosto desse...   É o caso do Dilip, é o caso do Amarjeet ? É o caso deles. Como é que os conheceu? Como é que chegou até eles?   Fizemos um casting de rua. Encontrámo-los em grupos de estafetas, onde eles se encontram muitas vezes em Lisboa há vários pontos onde eles se encontram, se juntam e aí foi sobretudo a Romina e o Tomás que lideraram esse processo. E foi assim que fomos encontrando essas várias pessoas. Alguns deles estavam interessados em fazer parte de um filme, outras nem tanto. Então, aí já houve assim uma primeira filtragem e depois foram chamados. Fizemos casting. Eu acho que com os dois escolhidos, O Dilip e o Armajeet fizemos três vezes casting para ter a certeza. E eu acho que eles saíram super bem. Tinha algum receio, sim, mas. Mas não correu tudo muito bem.   Já nos filmes anteriores você tinha filmes que podiam passar ou pelo menos ser interpretados como um retrato de alguma denúncia, de algum cinismo da nossa sociedade. Fosse, por exemplo, em relação à especulação imobiliária em torno da capital portuguesa. Aqui, nomeadamente, as pessoas estão demasiado preocupadas e não vêem sequer um cadáver que, de facto, está a flutuar no rio. É um pouco isso ? Você pretendia, de facto, pôr o dedo na ferida, não é? Em relação à forma como a nossa sociedade vive, como está estruturada ?   É assim, eu não acho que é cinismo. Eu acho que é, pelo contrário, se calhar. Ou seja, se calhar a ideia inicial tenha algo irónico, não é, isso sim. Agora o cinismo, acho que não. Porque se fosse cinismo, se calhar não faria um filme. Eu acho que é mais um olhar humano, só que pronto... Os personagens no filme estão assim, todos em piloto automático. Todos nas suas bolhas, sem com os seus problemas do dia a dia, sem conseguirem ver o corpo. Só que para mim era super importante de mostrar todas as classes sociais, mostrar todas as idades. Não acho que seja cinismo, porque eu acabei de encontrar um pouco de mim em todos esses personagens. Ou seja, não é de cima para baixo. Pelo contrário, eu estou aí também. Ou seja, eu também sofro desses problemas contemporâneos.   A dependência em relação aos ecrãs, às redes sociais, por exemplo.   Por exemplo. Sim, sobretudo isso. Mas não só. Muitas vezes, esta questão de não conseguir estar presente no momento e muitas vezes. Ou seja, de estar com as minhas filhas e estar preocupado com outras coisas e não conseguir estar ali, não é? Ou seja, fisicamente sim, mas com a cabeça sempre a pensar no futuro, já ou no passado. Também esta ideia da fragmentação de como consumimos filmes ou conteúdos, tudo cada vez mais rápido, o YouTube, Instagram, TikTok, tudo cada vez mais acelerado. E como muitas vezes os telefones já são donos de nós, do nosso foco, da nossa atenção. Esta era do "Short attention span" [Atenção de curta duração], esta coisa que é muito violenta, que aos poucos nos foi conquistando e que agora chegamos a um ponto que é para aí onde é que vamos a partir daqui, não é? Então não é um cinismo, porque existe uma esperança para mim neste filme.   A esperança são as crianças ?   E do amor pela vida. Não é que as crianças seja isso. É uma leitura do filme, que é esta coisa das crianças serem a solução ou, para um futuro melhor. Eles vão fazer melhor do que nós. Não sei o quê. Só que muitas vezes esquecemos que as gerações anteriores fizeram isso connosco, não é? Então, nós somos a geração do futuro, da esperança, da geração anterior. Então, acho que é muito fácil falar isso, achar que a próxima geração. Mas como ? Se nos vêem a viver desta forma, como é que eles vão de repente dar uma volta de 180 graus ? Eu acho que é mais na nossa geração ainda. Nós é que temos que encontrar uma forma de lidar com isso, de viver de uma forma diferente. Talvez seja quase uma ideia utópica, ou seja. Mas talvez não também, porque também não é assim tão utópico, não é? De tentar sair desse mundo digital e viver no mundo real.   E finalmente, que cinéfilo é o Daniel Soares? Mais que não seja em relação à sua trajectória que passa por Portugal, mas também, e em larga escala, pela Alemanha. Que tipo de filmes é que retém a sua atenção e que foram construindo o responsável de cinema que hoje é e que deve ter sido? Um cinéfilo de longa data, presumo ?   Por acaso, não por acaso, nunca cresci muito com cinema. Nunca tive ninguém que me mostrou filmes. Comecei a ver cinema, sei lá, uns sete ou oito anos atrás. Na verdade, até porque os filmes que eu via quando era criança não me revia neles. Sempre achei muito ter esta noção de estar a ver um filme e pronto. Mas sei lá, os primeiros filmes que eu comecei a ver que na verdade não têm muito a ver com os meus filmes que eu faço hoje em dia, mas foram os filmes do Kiarostami, que era o cinema que se calhar se aproxima um pouco mais...   Abbas Kiarostami do Irão.   Sim, mas por exemplo, o Michelangelo Franmartino. Eu lembro-me de ver o "Quatro volte" e achar que, sei lá. Primeiro ficaste super inspirado e ao mesmo tempo sentir que isto seria um tipo de filme que eu conseguisse fazer, mesmo sendo super complicado, obviamente. Eu lembro também Lisandro Alonso, primeiros filmes. Lembro me também do "Toni Erdmann", da Maren Ade. E aí já se aproxima, de certa forma, daquilo que eu faço, no sentido de já ser mais contemporâneo. Ter já esta comédia negra, se quiser falar assim, dessa forma. Ou seja, aí já se vai aproximando, se calhar, daquilo que eu tentaria fazer. Ou os filmes do [Michael] Haneke. Aí sim, também já. Se calhar já entra um bocado essa parte. Mais como estava a dizer, cínica, não é? Mas eu acho que apesar de tudo mesmo o Haneke, o que faz aquele tipo de filmes porque deve, imagino amar a vida, não é? Ou seja, para quê se não fazer um filme desses?   Chegou ao cinema tarde, mas tem dado nas vistas. E agora o facto de já ter sido distinguido em cana e de voltar a Cannes. A ideia para si agora seria de facto perseverar, Manter-se neste meio. Viver deste cinema que faz? Sim, esse é o objectivo. Estou agora a preparar uma longa que vamos filmar no próximo Verão. Não este ano. O ano que vem. E é isso. Sim, idealmente continuar a fazer filmes. Será em Portugal  a rodagem ? Sim, será em Portugal

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

PQU Podcast
Episódio #351 – Intervenção precoce em psicoses

PQU Podcast

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 55:29


No episódio 351 do PQU Podcast recebi o psiquiatra Gabriel Correa de Oliveira, especialista em intervenção precoce em psicoses e supervisor de um dos serviços mais conceituados do país. Gabriel veio nos contar detalhes da 1ª Jornada de Intervenção Precoce em Psicoses, que acontece no dia 16 de maio. Aproveitei a oportunidade para uma conversa rica sobre a ciência por trás da intervenção precoce, a importância de reduzir a duração da psicose não tratada e a experiência consolidada do serviço do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, sob coordenação da Profa. Cristina Del Ben. Gostei muito do papo — foi denso, prático e cheio de insights clínicos relevantes. Tenho certeza de que você também vai apreciar.

Minha Estante Colorida
Vento em Setembro

Minha Estante Colorida

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 7:20


[Literatura Brasileira] Resenha do livro "Vento em Setembro", de Tony Bellotto. A resenha escrita está nesse link.Ganhador do prêmio Jabuti, esse romance é um delicado bordado com uma trama que liga uma família de um barão da soja, a família de uma prostituta famosa e a família de um herdeiro escritor.A trama é bem intrincada, cheia de reviravoltas e com sexo, drogas e rock'roll, entremeado com muita cultura pop. Ouça e entenda melhor!Gostei demais. Prêmio merecido.Se você quiser o seu, é só clicar nesse link da Amazon do Brasil e garantir o seu!

REFLEXÕES CULTURAIS
Valeu! Alunos e Alunas…

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Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 1:22


Gostei desta turma

Café & Corrida
Os 5 TÊNIS que MAIS GOSTEI de USAR em 2025 (E os TOP 5 no VOTO POPULAR)

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Quais foram os 5 tênis com placa e sem placa que eu mais gostei de usar em 2025 e os top 5 no voto popular?Nossos links - https://linktr.ee/corridanoarO Corrida no Ar News é produzido diariamente e postado por volta das 6 da manhã.

Vinícius Francis - Metafísica, Autoconhecimento & Espiritualidade

Você está cansado da dependência emocional? Descubra como o Amor Próprio é a "Pílula Mágica" para curar feridas e ativar seu poder interior! Neste vídeo, mostramos como o autoestima é o caminho para a sua libertação emocional.O Amor Próprio é a chave mestra que nos empodera, nos resgatando de ciladas emocionais e de falsas ideias de felicidade baseadas em crenças de dependência alheia. Chega de buscar a felicidade na metade de outro alguém!Ele é o verdadeiro antídoto contra aquela paixão que cega e o caminho definitivo para a libertação da crença limitante de que somos "metade" de outra pessoa. Entenda como o Auto Amor funciona como um escudo protetor e um motor de autoconhecimento.Assista até o final para aprender a usar seu PODER INTERIOR e transformar a sua vida, construindo relacionamentos saudáveis e sendo feliz com a sua própria companhia!

Túnel de vento
Ep 775 - Consegui imaginar Sísifo a sorrir e não gostei

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Apeadeiros da conversa: .Diplomata dos alhos e bugalhos. .Hiena no nutricionista. .Sem-abrigo de classe média. .Considerandos sobre ginásios. .Sísifo faz crossfit no Inferno. .Abonos à frente da cara. ---- O menino está aqui: Substack: robertogamito.substack.com Twitter: twitter.com/RobertoGamito Instagram: www.instagram.com/robertogamito Facebook: www.facebook.com/robertogamito Youtube: bit.ly/2LxkfF8 Threads: www.threads.com/@robertogamito

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O Antagonista

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 27:52


O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “gostou da conversa” que teve com Lula nesta segunda-feira, 6, por telefone. Trump escreveu a seguinte mensagem em suas redes sociais sobre o diálogo com o petista: “Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o Presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal foi a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”Lula afirmou que ele e Trump relembraram a “boa química” que tiveram em Nova York, na Assembleia Geral da ONU. Também disse que o presidente americano escalou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, para negociar com o governo brasileiro.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do   dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.     Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.     Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.     Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.    Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista  https://bit.ly/papoantagonista  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br 

Vale a pena com Mariana Alvim
T4 #12 Maria João Costa

Vale a pena com Mariana Alvim

Play Episode Listen Later Sep 16, 2025 41:14


Recomendo que conheçam esta jornalista da Rádio Renascença pelas entrevistas que tem feito e, nesta conversa, pelo óptimo vislumbre enquanto leitora. Gostei muito e acredito que também vão gostar.Os livros que a jornalista escolheu:O impostor, Javier Cercas;Deus na Escuridão, Valter Hugo Mãe Pés de barro, Nuno Duarte;Aberto todos os dias, João Luís Barreto Guimarães.Outras referências:Pátria, Fernando Aramburu;Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago;Somos o Esquecimento que Seremos, Héctor Abad Faciolince;Terra Alta, Javier Cercas;Tolentino Mendonça;Poesia de Pedro Mexia;Os poemas que a Maria João leu de João Luís Barreto Guimarães:Gostaria de partilhar comigo o resto da sua vida?;O Incêndio.Alguns dos livros infanto-juvenis que escreveu:"Chamo-me Beethoven";"Chamo-me Wagner".Projectos na Rádio Renascença:Ensaio Geral: dedicado à cultura e às artes, emitido às sextas-feiras, 23h30;Podcast Avenida da Liberdade: para assinalar os 50 anos do 25 de Abril.O que ofereci:Recurso e Pobreza, Tatiana Faia.Os livros aqui:www.wook.pt

Igreja Esperança
07 - Apocalipse - Carta à Igreja de Tiatira - Preg. Leonardo Amaral - 07/09/2025

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 54:38


É possível uma igreja crescer em amor, fé e serviço, mas ao mesmo tempo tolerar doutrinas que a corrompem por dentro? A mensagem de Jesus à igreja de Tiatira é um alerta poderoso sobre o perigo de ser complacente com o pecado.Nesta pregação, Leonardo Amaral nos guia pela carta de Apocalipse 2:18-29, mostrando como Jesus, o Filho de Deus, elogia as boas obras, mas confronta duramente a tolerância à doutrina de "Jezabel", que seduzia o povo à imoralidade e à idolatria.Esta é a sétima mensagem da nossa série de estudos sobre o livro do Apocalipse.Esta mensagem te edificou? Deixe o seu 'Gostei'

Igreja Esperança
06 - Apocalipse - Carta à Igreja de Pérgamo - Pr. Filipe Breder - 31/08/2025

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 45:55


Como a igreja deve se posicionar quando vive "onde está o trono de Satanás", cercada por uma cultura que se opõe a Cristo? A mensagem de Jesus à igreja de Pérgamo é um chamado urgente contra a complacência com falsas doutrinas.​Nesta mensagem, o Pr. Filipe Breder expõe a carta de Apocalipse 2:12-17, revelando como Jesus elogia a fidelidade em meio à perseguição, mas condena severamente a tolerância ao pecado e a ensinos que corrompem a fé.​Esta é a sexta mensagem da nossa série de estudos sobre o livro do Apocalipse.​Esta palavra falou ao seu coração? Deixe o seu 'Gostei'

Igreja Esperança
05 - Apocalipse - Carta à Igreja de Esmirna - Pr. Igor Miguel- 24/08/2025

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Aug 28, 2025 52:26


Você já sentiu dificuldade para entender a Bíblia ou sentiu que sua leitura era apenas intelectual? É possível ler as Escrituras e, ainda assim, não encontrar a Deus nelas.​Nesta mensagem poderosa, o Pr. Guilherme de Carvalho nos ensina a importância de "Ler a Bíblia com o Deus da Bíblia". Descubra como a humildade, a reverência e a iluminação do Espírito Santo são essenciais para que a Palavra de Deus verdadeiramente transforme sua alma, alegre seu coração e ilumine seus olhos.​Gostou desta mensagem? Deixe o seu 'Gostei'

Igreja Esperança
Meditando nas Escrituras - Pr. Guilherme de Carvalho 17/08/2025

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 58:24


Você já sentiu dificuldade para entender a Bíblia ou sentiu que sua leitura era apenas intelectual? É possível ler as Escrituras e, ainda assim, não encontrar a Deus nelas.​Nesta mensagem poderosa, o Pr. Guilherme de Carvalho nos ensina a importância de "Ler a Bíblia com o Deus da Bíblia". Descubra como a humildade, a reverência e a iluminação do Espírito Santo são essenciais para que a Palavra de Deus verdadeiramente transforme sua alma, alegre seu coração e ilumine seus olhos.​Gostou desta mensagem? Deixe o seu 'Gostei'

Igreja Esperança
04 - Apocalipse - Carta à Igreja de Éfeso - Pr. Guilherme de Carvalho - 10/08/2025

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 62:17


Nesta pregação, o Pr. Guilherme de Carvalho nos guia pela profunda e relevante mensagem de Jesus na carta à igreja de Éfeso (Apocalipse 2:1-7). Descubra os elogios, a séria advertência e a promessa de restauração que continuam a ecoar para a igreja de hoje.Esta é a quarta mensagem da nossa série de estudos sobre o livro do Apocalipse.Gostou da pregação? Deixe o seu 'Gostei'

Vida em França
Série televisiva retrata “o extraordinário percurso da comunidade portuguesa de França”

Vida em França

Play Episode Listen Later Jul 23, 2025 22:32


“O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” é uma série documental em oito episódios que fala sobre os portugueses e lusodescendentes de hoje em França, mas também recorda os que fugiram de Portugal no século XVI, os que combateram na Primeira Guerra Mundial e os que participaram na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. A série é realizada por Carlos Pereira, director do mais conhecido jornal das comunidades por terras francesas, o LusoJornal, e está a ser difundida na RTP Internacional, ficando disponível online. RFI: “Por que é que a série se chama ‘O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França'? O que é que este percurso tem de tão extraordinário? Carlos Pereira, Realizador de “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França”: “Eu acho que este percurso é, de facto, é extraordinário. A grande massa dos portugueses que chegaram nos anos 50, 60, não sabia ler, não sabia escrever. Eram, no melhor dos casos, iletrados, mas numa grande parte eram analfabetos e conseguindo dar a volta à situação, trabalhando muito, conseguiram impor-se e estar em França como se fosse quase em Portugal. Eu acho que este percurso é mesmo um percurso extraordinário. E depois, ao trabalhar sobre este percurso, apercebi-me que isto já vinha de antes dos portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial, que estiveram na Segunda Guerra Mundial e que fizeram um trabalho importante também de resistência durante a ocupação nazi. Procurando ainda melhor, vimos que já os judeus portugueses que chegaram cá durante a Inquisição fizeram um trabalho impressionante de integração em França. Iniciei aí este percurso que inicia no século XVI e que chegou até hoje.” Quantos portugueses e lusodescendentes é que vivem hoje em França? Ainda são uma “comunidade invisível” como outrora ficou conhecida? “Essa pergunta já responde, de facto, que é uma comunidade invisível, isto é, nós não sabemos dizer o número exacto de portugueses que moram em França. Hoje ninguém tem estes números. Isto é sintomático. Nem Portugal tem estes números, nem também França tem estes números, portanto não sabemos. É uma comunidade muito grande que está em todo o lado. Encontramos os portugueses na política, nas associações, no desporto, na cultura, os empresários... Agora, o número exacto, quantos somos, não sabemos responder a essa pergunta.” Muitas vezes os políticos falam em um milhão, um milhão e meio de portugueses em França... “Ouve-se de tudo. Fala-se entre um milhão e duzentos mil e um milhão e quinhentos mil. Já aí entra esta diferença que é bastante grande, mas estima-se que esta comunidade ande por aí. Há muitos lusodescendentes que não têm a nacionalidade portuguesa, que não estão registados, que podiam ser portugueses a qualquer momento. E depois também há as mulheres e os maridos de portugueses que também podiam ser portugueses a qualquer momento se fossem pedir a nacionalidade e isto faria certamente números muito maiores.” Como é que surgiu a ideia de fazer esta série documental? “Era importante contar esta história. O que nós fazemos no LusoJornal regularmente é contar esta história, a história contemporânea de portugueses que moram em França. Não há nada ou há muito pouco registado em vídeo, isto é, não há muitos documentários sobre os portugueses de França.” Há os documentários do realizador José Vieira. “Pois houve alguns documentários do José Vieira, mas há muito poucos documentários sobre os portugueses de França e são muito sobre a história, sobre ‘o salto', sobre antes do ‘salto' ou depois do ‘salto' e não tanto sobre os portugueses de hoje e eu quis dar a minha contribuição. Propus à RTP, a RTP também queria fazer um trabalho sobre isto, apareci num bom momento, na boa altura, a compra estabeleceu-se, fizemos este acordo e a série foi feita em oito episódios por enquanto. Espero que haja uma segunda série, era importante que se retratasse este percurso e, sobretudo, que se fizesse uma fotografia actual de uma comunidade enorme, como já dissemos, mas que é tão desconhecida em Portugal e em França. Ainda recentemente, neste último episódio sobre os judeus, houve muita gente que me ligou e que me disse que não conhecia esta história, nem portugueses nem franceses.” Qual é essa história dos judeus portugueses em França? “Os judeus saíram de Portugal durante a Inquisição e uma parte pequena, apesar de tudo, veio instalar-se em França, onde também não podia haver a prática judaica. O rei Henrique II decide permitir a instalação deles em Bordéus - ou na faixa entre Bordéus, Hendaye e Bayonne - dizendo que eles também não são judeus, porque tinham sido convertidos à força em Portugal, cristãos novos, e arranjando ali alguns argumentos decide autorizá-los a ficar. Dali foram-se expandindo no país inteiro e deram um primeiro-ministro Pierre Mendès France, o Georges Mendel, os irmãos Pereira, isto é, desenvolveram os caminhos-de-ferro em França, as termas, fizeram aqui impérios e depois chegou a Segunda Guerra Mundial e veio estragar um pouco esta comunidade já que muitos deles foram deportados e mortos. Ficaram uma sinagoga portuguesa em Paris, outra em Bordéus e outra em Bayonne, onde se pratica ainda agora o rito português que é um rito muito específico, embora já não sejam portugueses a ocupá-las ou muito poucos a frequentá-las e são os judeus da África do Norte que, entretanto, sendo também sefarditas, embora pratiquem um rito diferente, foram-se habituando a praticar o rito português, já que estas sinagogas obrigam, por estatuto, que se siga o rito português até ao fim dos tempos. Depois ficou um cemitério judeu em Bordéus e o primeiro cemitério judeu em Paris que ainda hoje é possível visitar se for pedida autorização ao consistório. Eu visitei e filmei. Ainda ficaram alguns rastos desta comunidade e eu acabo o documentário no Josué Ferreira, que é um lusodescendente que acabou por ser a primeira mulher rabina a ser ordenada em França e que depois mudou de nome e de sexo e agora é Josué Ferreira e é rabino na comunidade liberal em Montpellier. É um lusodescendente que se converteu ao judaísmo e hoje é um rabino.” Outro episódio, difundido em Junho, chama-se “Lusodescendentes e politicamente implicados em França”. O que é que representam estes luso-eleitos no mapa político francês em termos de números e em termos de visibilidade da própria emigração portuguesa? “Segundo a Cívica, portanto, a associação dos autarcas de origem portuguesa, há por volta de 8.000 autarcas de origem portuguesa. Este número também não é fácil de verificar. No LusoJornal verificámos uma boa parte, uns 80%, e este número não deverá andar muito longe daí. Isto chega-se lá através dos nomes, mesmo se depois há os Costas que até poderão ser espanhóis. Ou então, por exemplo, uma autarca que tinha o apelido francês devido ao casamento, mas que é portuguesa. Portanto, 8.000 representam muito e os portugueses - repito - chegaram cá praticamente analfabetos. Eles não conheciam o sistema francês e descobriram tudo. Houve aqui todo um trabalho de afirmação, digamos assim. Há os autarcas, depois há os deputados. Há quatro deputados actualmente na Assembleia Nacional Francesa e nós entrevistámos dois deles. Depois, entrevistámos os presidentes de câmara, vereadores em Paris, na região parisiense, mas também em Clermont-Ferrand, onde há uma comunidade grande portuguesa e há, aliás, uma deputada de lá. No fim, na altura em que filmámos, uma lusodescendente tinha chegado ao Parlamento português: era a Nathalie Oliveira e ela conta também esse percurso de como é que fazendo um percurso no PS francês, ela acabou por ser eleita deputada em Portugal, apesar de muitas dificuldades. Era o retorno, no fundo, da moeda, era o regressar a Portugal enquanto deputada.” Há outro episódio que tem como título “Associações Portuguesas de França - Uma teia de Influências”. Qual é que tem sido a importância do movimento associativo português em França? E por que é que de 900 associações portuguesas no final dos anos 90, hoje há muito poucas? “Hoje há muito menos associações portuguesas em França porque o problema hoje não é o mesmo. Nos anos 70 e 80, ainda não havia internet, ainda não havia redes sociais, ainda não era possível ver a televisão portuguesa em França e, por isso, as pessoas juntavam-se numa associação e a associação era o terreno que eles constituíam aqui. Hoje, isso já não é preciso, isso já não é prioridade. As pessoas iam a uma associação muitas vezes encontrar trabalho, encontrar casa, encontrar mulher ou marido, até nos grupos de folclore. Isso hoje já não é uma prioridade e, portanto, muda-se muito os objectivos e há muitas associações que não se souberam adaptar e que vão certamente acabar. Há muitas que já acabaram. Eu escolhi apenas grandes associações que fazem a diferença, já que evidentemente eu não podia entrevistar 900 e tal associações.” Quantas associações há hoje? “Não sei e esse é também um problema. É que nós não sabemos exactamente o número de associações que existem em França. Em França, é muito fácil criar uma associação, isto é, duas pessoas juntam-se e vão declarar a associação. Demora três ou quatro dias e custa 20 e tal euros. Há muitas associações que depois existem no papel e não existem na prática. Enfim, é completamente impossível dizer o número de associações portuguesas que há em França. Agora, eu escolhi umas oito ou nove e escolhi aquelas que se impuseram mais, ou porque construíram edifícios enormes que estão actualmente a dinamizar e a ceder às próprias Câmaras Municipais ou então, como em Dijon e em Clermont-Ferrand, ou a associação de Pontault-Combault que faz um festival enorme todos os anos que é já uma festa da própria cidade, embora seja organizada por uma associação portuguesa. Isso acontece em Clermont-Ferrand também. Também escolhi a Associação de Nanterre porque organiza uma feira de produtos portugueses e aqui há também esta dimensão comercial ou de promoção regional de produtos endógenos num outro país. Escolhi a associação O Sol de Portugal que foi a primeira associação juvenil a ser criada em França, é uma associação em Bordéus que tem a particularidade de até agora nunca nenhum homem a ter dirigido e sempre foi dirigida por mulheres e tem experimentado, de há uns anos para cá, uma nova fórmula que é uma co-presidência. Portanto, actualmente há três mulheres a presidir a esta associação.” De todos os episódios, quais são aqueles que mais o marcaram? “Eu gostei muito de realizar os episódios sobre a Resistência e sobre os judeus, já que eu tinha feito uma sinopse inicial e ela acabou por ser completamente alterada. Isto é, eu fui aprendendo tanta coisa nova durante a própria realização que fui alterando. Esses dois marcaram-me muito. Portugal é um país neutro na Segunda Guerra Mundial e afinal eu entrevistei famílias de pessoas que foram fuziladas devido a serem resistentes, de pessoas que foram levadas num comboio para campos de concentração alemães e morreram no comboio, deitaram-nos do comboio abaixo. Isto é, aprendi muito em relação a estes dois episódios um pouco mais históricos. O episódio sobre o fado eu gostei muito de o ter realizado. Há um mundo fadista português aqui. Eu mostrei esse mundo fadista e gostei bastante. E depois todos os outros. Gostei dos empresários, do desporto, da cultura. Esses ainda não passaram, ainda vão passar agora. São episódios muito engraçados que mostram coisas novas e o importante é que eu agora receba mensagens de gente que me diga ‘Nunca vi isto assim, com este olhar'. Um olhar global, digamos assim. Aprendi muito. Fico contente por saber isso e por ter conseguido dar esta imagem global e de levar coisas novas que as pessoas não sabiam.” Vamos a esse universo fadista em França. Que universo é? “É um universo muito feminino, mas isto é a circunstância do tempo porque houve já mais homens a cantar fado no passado, mas actualmente é um universo muito feminino e, portanto, eu fui buscar uma cantora que é a Mónica Cunha, que aprendeu a cantar em Portugal e que veio para cá dar aulas de português e acabou por se impor aqui também enquanto fadista. Também fui buscar uma jovem que já nasceu cá, que nunca viveu em Portugal e que, à força de corrigir o sotaque, ela impõe-se no meio fadista aqui como uma grande fadista, a Jenyfer Raínho. Fui buscar uma francesa, a Lizzie, que não tem absolutamente nada a ver com Portugal e que um dia viu na televisão uma reportagem, viu alguém a cantar e disse ‘Eu adoro esta música'. Hoje ela fala um português perfeito e canta muito bem. Fui buscar pessoas que vêm de outros horizontes, isto é, da bossa nova, por exemplo, como é o caso da Tânia Raquel Caetano e que se aproximou a seguir do fado. Fui buscar um músico como o Philippe de Sousa, que viveu até muito pouco tempo em Portugal, mas que é um fadista, ou melhor, ele toca viola inicialmente, depois descobre a guitarra de fado e hoje leva essa guitarra de fado a outros universos do jazz, portanto com outras músicas, de outros horizontes menos convencionais e isso interessou-me muito. Pelo meio, há o Jean-Luc Gonneaud, um especialista de fado, francês, que um dia foi a Lisboa, já há muitos anos, porque fez um estágio em Lisboa e apostou com um irlandês que iam cantar um fado. No dia em que iam cantar, o irlandês disse que não ia. Ele foi e cantou o fado ‘O Marceneiro'. Desde aí ele é muito conhecido no mundo fadista em Portugal também, e  muitas vezes assume esta ponte entre a França e Portugal.” Fala-se muito nas histórias de sucesso de empresários portugueses... Também as aborda... “O meu objectivo não era ficar naqueles empresários que nós já conhecemos todos e que são empresários de sucesso. Eu fui à procura de nova gente e encontrei, por exemplo, o Michel Vieira, em Lyon, que ninguém conhece e é o maior empresário português de França. Ele já nasceu cá porque os pais vieram para cá, o pai era bate-chapas, a mãe era mulher-a-dias e resolveram instalar-se aqui por mero acaso. Ele conta a história no filme. Ele fez um CAP, que é um diploma de base a seguir à quarta classe, e aprendeu a ser electricista. Andou a trabalhar nas obras e não gostou, disse que tinha muito frio, voltou à escola e resolveram propor-lhe uma especialização em electrodomésticos. Ele começa a reparar máquinas de lavar a louça e a roupa e, a partir daí, entra numa empresa ainda estagiário, vai crescendo, chega a chefe técnico, chefe comercial, depois director-geral e compra a empresa ao patrão. A empresa devia ter uns 12 milhões de euros naquela altura e ele começa a comprar outras empresas e comprou uma por 500 milhões de euros - é até hoje o único empresário sem sequer o 12° ano a obter um crédito de 500 milhões de euros. E se tudo funcionar bem, como ele espera, agora em 2025 ele vai chegar ao fim do ano e vai ter mil milhões de volume de negócios. Portanto, será o maior empresário português em França a entrar no grupo das 300 maiores empresas francesas. É uma história impressionante. Ele costuma dizer: 'Só foi possível por eu ser português, porque eu não estou a ver como é que vão dar um crédito a uma pessoa assim que chega e que não tem estudos nenhuns, que vem pedir um crédito de 500 milhões de euros, é só mesmo por eu ser português e eles reconhecerem o facto de ser trabalhador.'” O Carlos Pereira também aborda os portugueses no mundo cultural francês... “Em relação à cultura, o meu objectivo não é de contar os portugueses que estão a dominar os centros culturais ou teatros aqui em Paris porque essa é uma história que já muita gente conhece. Fui buscar pessoas que estão em horizontes muito diversos. É muito difícil fazer um episódio como este sobre a cultura ou sobre o desporto, já que há tanta gente a fazer cultura, a fazer desporto em domínios diferentes. Fui buscar uma realizadora, a Cristelle Alves Meira, fui buscar um coreógrafo que tem uma companhia em Bayonne que está a funcionar muito bem, o Fábio Lopes, foi buscar um pianista, Ricardo Vieira... Isto é, fui buscar várias pessoas a trabalharem em ramos diferentes e juntei-as de maneira a mostrar precisamente a diversidade, sem ser um catálogo onde se mostra tudo. Há muita gente que infelizmente não consegui pôr, mas o objectivo era mostrar que há gente em várias áreas. Mostrei isso também no desporto. Não queria falar só sobre futebol. Isso é um grande erro, pensar que os portugueses de França são todos adeptos de futebol e fazem todos futebol. Há portugueses em muitas outras áreas, no futebol também, é evidente, mas os portugueses dominam o futsal francês, há modalidades mais pequeninas, como o bilhar, os matraquilhos e a pelota basca que tem uma federação portuguesa que nasceu em França. A minha ideia era mostrar a diversidade e não tanto fazer um inventário de quem faz o quê.” A série “O Extraordinário Percurso da Comunidade Portuguesa de França” pode ser vista no site da RTP.

Convidado Extra
André e. Teodósio: “Nunca gostei muito de teatro, na verdade.”

Convidado Extra

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 41:16


“Alien barroco”, “visivelmente louco” e “control freak”: André e. Teodósio, que por amor foi mudando de carreira, “faz arte, não entretenimento, e lamenta que o Teatro Praga não percorra todo o paísSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Dois Analógicos
Interessante você falar que não gosta do Overcooked

Dois Analógicos

Play Episode Listen Later Jul 2, 2025 28:47


Eu sou muito ruim e, sei lá, não sei se eu não gosto do reflexo, do timing, esse tipo de coisa. Pra mim, o lance é menos timing e agilidade, e mais quebrar cabeça. Inclusive, jogos de quebrar cabeça, que vocês citaram agora há pouco, eu gosto bastante. Gostei de The Talos Principle, com ressalvas. Gostei bastante do The Witness, difícil eu apanhei, mas gostei. Sei lá, Portal, essas coisas, são diferenças bem significativas no nosso estilo. Pra mim, é mais uma coisa de ter sacadas e quebrar cabeça do que responder no timing. Concorde ou discorde, siga o diálogo infinito sobre games via WhatsApp.Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli2 analógicos

Conversa aberta com O Urologista
110. Tudo sobre o famoso cateter duplo J: ao mesmo tempo o melhor amigo do rim e o maior vilão aos olhos dos pacientes.

Conversa aberta com O Urologista

Play Episode Listen Later May 17, 2025 65:51


Envie uma mensagem para nosso podcast#110. Neste episódio do Podcast, reposto uma gravação da qual participei para o Podcast UROcast ABC da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC, com o host Mário Henrique Mattos e eu e Luiz Alexandre Vilares como convidados. Gostei tanto do resultado final desse descontraído bate papo sobre o duplo J que resolvi trazer a vocês, já que é um tema muito relevante aos nossos queridos pacientes.Abordamos: ·      Introdução aos convidados·      Indicações do uso do duplo J·      Tipos de catéter·      Tempo de uso·      Uso ou não de fio externo·      Riscos e benefícios do catéter suplo J·      Medicamentos e estratégias outras para diminuir os sintomas causados pelo duplo J  ·      Considerações finais - Ouça e aprenda mais! Se gostar, compartilhe e não esqueça de deixar seu comentário e nota nas plataformas de Podcast, principalmente na da Apple. Isso ajuda a disseminar o conhecimento. - Ouça também em meu site e deixe seu comentário, ficarei muito feliz em tirar suas dúvidas. Mais detalhes em:https://www.ourologista.com.br/podcast/episodio110- Quer receber mais informações sobre Saúde e Urologia? Cadastre-se em nosso site:https://mailchi.mp/c0ab94ae38e9/sign-up 

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz
“Não gostei de ver Macron com aquele ar íntimo com Trump, ao estilo Marcelo” e “a falha” do Estado que pode levar o MP a agir

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Play Episode Listen Later Feb 28, 2025 19:17


Com a Europa num impasse, o PR de França tem sido protagonista, o que deixa a UE em segundo plano. A conclusão é de Sousa Tavares para quem António Costa já "perdeu vários comboios" e terá perguntado ao espelho: "afinal em que é que eu mando"? A atitude de Macron em Washington merece reparos, mas as maiores críticas são para Trump que "aproxima os EUA, em alguns apectos, da Coreia do Norte". Sobre o relatório da IGAS, não restam dúvidas: Governo e MP devem atuar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Artes
Mona Lisa vai ter ainda mais destaque no “Renascimento do Louvre”

Artes

Play Episode Listen Later Feb 4, 2025 15:53


O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um plano de renovação do Louvre, o museu mais visitado do mundo. A instituição deverá ter uma nova entrada e a obra mais procurada, a Mona Lisa, com 20.000 visitantes diários, deverá passar a ter “um espaço particular”, provavelmente com um bilhete à parte. Neste programa ARTES, falámos com a historiadora de arte Andréa Rodrigues sobre os planos para o Louvre. RFI: O que representa o Museu do Louvre para França?Andréa Rodrigues, Historiadora de Arte: O Louvre tem uma importância muito grande porque o Louvre é "o museu da França". Antes de ser museu, foi uma fortaleza construída por Philippe Auguste na época medieval, no século XII. Foi transformado em residência de reis, no século XIV, por Carlos V, e, durante muitos séculos, esse lugar foi realmente marcado pela monarquia francesa e por esses grandes reis coleccionadores.O Louvre quando foi transformado em museu, foi crescendo, a colecção foi aumentando e hoje é um centro internacional mundial de arte. O objectivo do Louvre não é só mostrar as obras que estão ali, é também ensinar porque é um local de ensino, as pessoas vêm com esse objectivo de aprender, de ganhar conhecimento sobre história da arte. Eu considero que é um local de importância realmente mundial ao nível de arte, por toda a história que tem e toda a colecção que ele conserva.É também o museu mais visitado do mundo. Economicamente tem um peso muito grande para França?Com certeza. Economicamente tem um peso muito grande. O Louvre é frequentado por pouco mais de oito milhões de visitantes por ano. O público estrangeiro é o número maior, se não me engano, mais ou menos 60 a 70% é público estrangeiro de fora da União Europeia, são os americanos - antes eram os chineses, mas agora são os americanos que estão em número mais importante. Depois, há uma percentagem de público francês. Então, a nível financeiro tem muitos ganhos ligados a este museu.Nos anúncios de renovação do Louvre, que foram feitos pelo Presidente francês, ele falou na possibilidade de aumentar o número de visitantes para 12 milhões por ano. O que acha deste aumento? É exequível?Este anúncio do Presidente, essa “Nouvelle Renaissance du Louvre”, com uma nova entrada, vai trazer realmente um fluxo maior. Porém, sim, hoje o Louvre, o percurso clássico com as obras-primas clássicas que todo o mundo quer ver, é um percurso bem difícil, que tem muita gente. Com este novo projecto e esta nova entrada que será feita, o objectivo é aumentar o fluxo, mas facilitar também a circulação desse fluxo no interior do museu. Então, com certeza vai aumentar, mas eu acredito que terá um fluxo muito melhor distribuído dentro do museu.O que pensa da hipótese de colocar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, que é a obra mais procurada do museu, numa “sala particular”?Eu concordo e gosto porque infelizmente tem muita gente que vem só para ver a Mona Lisa. Eu já tive grupos, na alta estação turística que tem muita gente mesmo, que me pediram para os levar à Mona Lisa. Muita gente vem com esse objectivo de ver essa obra-prima, que é a mais famosa do mundo e a mais famosa do museu. Então, uma sala específica para ela, com todo um recurso pedagógico para facilitar a compreensão também dessa obra, eu acredito que é uma ideia boa. Estou já aguardando e ansiosa para poder fazer essa nova visita do Louvre e poder entrar na “Sala dos Estados” e conseguir mostrar um Ticiano que também está ali, ou um Paolo Veronese que está ali diante da Mona Lisa e que a gente, às vezes, nem consegue explicar por causa de tanta gente que tem. Eu acho que é uma boa opção.Essas obras maiores são esquecidas perante a Mona Lisa?Sim, sim. A “Sala dos Estados” tem uma riqueza enorme de obras do Renascimento, pintores venezianos que, muitas vezes, as pessoas nem olham. Elas vão ali e é só um mar de telefones, tirando fotos da Mona Lisa. Às vezes nem a Mona Lisa elas olham direito, porque é tanta gente que não tem como passar tempo admirando essa obra. E há obras que, infelizmente, passam…Outrora, o Louvre foi considerado como um “templo da arte”. Quando se vai, por exemplo, à sala onde está a Mona Lisa, o Veronese e o Ticiano, ainda podemos olhar para essa parte sacralizada da arte ou é mais uma experiência de turismo de massa?Infelizmente, às vezes, naquela sala, a gente tem um pouco essa impressão de turismo de massa. Mas a nossa responsabilidade enquanto conferencistas, enquanto guias que trabalham com esse público ali, é tentar mostrar para essas pessoas que não há só essa obra, que elas têm que tentar separar um tempo para ver as outras, para tentar tirar esse lado de turismo de massa naquela sala. Nós temos esse papel, eu tenho esse papel.Para toda esta renovação do Louvre, vai ser preciso financiamento. Uma das formas para esse financiamento é a hipótese de bilhetes mais caros para os visitantes que vêm de fora da União Europeia. O que pensa desta medida?É um pouco complicado, realmente. O facto de pagar um bilhete à parte para a Mona Lisa, eu até concordo. Agora, aumentar o custo para os estrangeiros eu acho meio complicado, eu não concordo muito. Claro que vai ser preciso dinheiro para as obras, mas tem muitos mecenas também envolvidos, tem o Louvre Abu Dhabi. Eu acho meio delicado aumentar só para os estrangeiros.A directora do Louvre tinha alertado a ministra da Cultura para problemas no museu. Sente que há problemas de congestionamento, de salas desadequadas, em termos de temperatura, para a conservação das obras, por exemplo?Na verdade, sente-se um pouco. Dentro do próprio museu, como tem um fluxo que está muito dirigido no percurso das obras mais clássicas, a gente vê que tem muitas partes do Louvre que quase não têm fluxo de pessoas e durante a semana há muitas salas que ficam fechadas. Segundo eles, é porque não tem a quantidade correcta de pessoas para trabalhar e para cuidar dessas salas. Então, é meio complicado, sente-se um pouco alguns problemas, até um pouco de stress entre os funcionários.Eu queria agora que falássemos de uma exposição que termina esta semana, "Figures de Fou – Du Moyen Âge aux Romantiques". Houve uma grande evolução na história da arte relativamente a esta "figura"...Sim. Esta exposição, "Figures du Fou" ["As figuras do louco da Idade Média até ao Romantismo"], tem como objectivo mostrar como essa personagem de “o louco” foi representada no decorrer desses diferentes momentos da história da arte. As pessoas não podem imaginar vir visitar essa exposição pensando que vão encontrar uma história da loucura enquanto doença psicológica ou psiquiátrica. Não, não é isso. Na verdade, “o louco” teve vários significados ao longo da história. Havia, por exemplo, “o louco” que era aquele que não acreditava em Deus. Na época da Idade Média, essa pessoa era colocada de lado, à margem da sociedade, era aquele que não tem o senso do mundo e da verdade de Deus, porque a Idade Média é Deus, no período medieval tudo é Igreja e Deus. Depois, houve “o louco” no sentido daquele que deixa tudo na vida para seguir Deus, abandona a riqueza, tudo, como São Francisco de Assis. Há, ainda, o bobo da corte, aquele que vai divertir a corte, o rei, a família real e assim por diante. Depois, há o carnaval, por exemplo, onde as pessoas se fantasiam e esse também era um tipo de louco, de bobo também... A exposição também denuncia "o louco de amor"...O “louco de amor” porque o amor, em si, já era considerado desde a Idade Média como uma loucura porque a pessoa faz loucuras quando está apaixonada. A exposição termina com a questão da loucura enquanto doença que os artistas vão representar, incluindo artistas com problemas psiquiátricos. Então, é uma exposição que traz várias leituras do louco, do bobo. É uma exposição que vale a pena visitar realmente.Qual é a obra-chave para a leitura desta exposição? Há mais de 300 obras expostas, mas há alguma que, para si, melhor represente a exposição?Bom, a exposição abre com uma escultura que vem de uma igreja de Bois-le-Duc e essa escultura é interessante porque desde a Idade Média essa personagem de “o louco” é colocada à margem porque essa escultura está representada na parte externa de uma igreja, no arcobotante da igreja, representando esse louco. Gostei bastante da parte de "o louco de amor" que tem, por exemplo, uma caixinha de marfim, decorada de todos os lados com cenas ligadas a essa questão. Temos aquela história de Aristóteles que se apaixona por Phyllis, amante de Alexandre, o Grande, e faz de tudo para ela deixar Alexandre e ficar com ele. Até esse filósofo, esse homem com o pensamento bem no lugar, pode sucumbir ao amor. Como é que esta figura de “o louco” acabou por ser instrumentalizada e usada como propaganda quer pela Igreja, quer pela monarquia?Sim, é verdade. A gente vê logo ali, na primeira sala, onde tem vários manuscritos religiosos. Esses manuscritos, essas Bíblias, esses livros da época, esses livros de oração vão ser realizados com a figura dessa pessoa que recusa Deus, alguém que é marginalizado, que é representado nu, como um mendigo, como aquele que é jogado de escanteio nos vilarejos e nas cidades da época. São figuras marginalizadas, xingadas, discriminadas e isso é realmente divulgado e os manuscritos são enriquecidos com essas figuras. Mesmo na questão do bobo da corte, essas figuras estão ali só para divertir…Isso também incita a população a seguir sempre o caminho ditado pela sociedade e a não ir para as margens. Não é uma forma de controlar as pessoas?É isso mesmo, é uma forma de controlar, porque tem que se seguir o que é posto como regra, porque senão você está à margem. Então, realmente o controlo existe e vai continuar no decorrer dos séculos, mesmo depois da Idade Média.Também há uns símbolos muito curiosos, grotescos, que surgem nas obras de Bosch, que são os ovos e a galinha. Qual é a simbologia destes elementos?Nós temos várias etapas da figura do louco, da Idade Média até ao Renascimento e ao Romantismo, e chega um momento em que a figura do louco, do bobo, está tão difundida, tão espalhada, que se vê em todo o lugar. Os artistas começam a representar como se o louco aparecesse nas árvores, em vez de frutos e de folhas; as galinhas vão botar ovos e vai sair louco daquele ovo. Vai-se espalhar tanto esse personagem no espaço urbano que ele vai brotar de todo o lugar. Ele vai nascer de todo o lugar, inclusive do ovo da galinha e assim por diante. 

REFLEXÕES CULTURAIS
“Xuxu” Candidata à música deste verão

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Play Episode Listen Later Jan 23, 2025 3:03


Brasil-Mundo
Conheça a brasileira Cristina Cordula, umas das pioneiras da consultoria de imagem na televisão francesa

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Dec 22, 2024 6:40


Entre as brasileiras que conquistaram o seu espaço em Paris, certamente está a ex-modelo carioca Cristina Cordula. Em 30 anos na França, ela trilhou o seu próprio caminho no disputado mundo da moda. Porém, se engana quem pensa que a passarela até aqui foi um mar de rosas. Ela conta que, no início da carreira, encontrou muitas portas fechadas, mas que tudo mudou quando decidiu cortar o cabelo bem curto, que virou a sua marca registrada. Cristina não desistiu nas primeiras dificuldades e agora é uma referência de elegância, como conta nessa entrevista exclusiva à RFI Brasil. Maria Paula Carvalho, da RFI em ParisRFI: Como foi conquistar o seu espaço, primeiro como manequim e modelo, e agora como consultora no país da moda?Cristina Cordula: Foi difícil. Eu moro aqui há muitos anos e sou consultora de imagem, com um programa na televisão já há 20 anos e vários livros. Tudo na vida é difícil, ainda mais em um país que não é o seu. Foi muito trabalho para poder alcançar os meus objetivos. E talvez a forma que eu tenho de trabalhar, esse lado brasileiro, de ser mais positiva, mais alegre, ajudou. A consultoria de imagem é uma coisa muito particular, muito sensível. Então, uma coisa é você falar de um jeito sério, com gravidade, e outra coisa é você falar de um modo mais positivo: "olha só, você ficar tão mais bonita assim, minha querida, você vai ver!". Isso dá uma certa alegria para as pessoas. Então, acredito que é esse lado brasileiro que as pessoas gostam.  RFI: Você estrelou vários sucessos na televisão, como "Um novo Look para uma nova Vida", "Rainhas do Shopping", entre outros. E você tem os seus bordões: "magnifaïk", "ma chérie", etc. Você não é só uma consultora de moda, mas também empresária, autora, tem a sua marca de maquiagem. Ao olhar para trás, como você avalia esses 30 anos em Paris?  Cristina Cordula: Eu só posso ser muito grata com a minha trajetória de vida, com os programas, os meus livros, a minha linha de maquiagem, que eu lancei há dois anos, e a minha agência de consultoria de imagem. Eu fico muito feliz de ter conseguido alcançar isso aqui. Mas tudo é com muito trabalho. Nada se alcança assim fácil.  RFI: Foi mais difícil ser consultora de imagem na França, um país que é símbolo de elegância e bom gosto?Cristina Cordula: Eu acho que até no Brasil seria o mesmo trabalho, mas aqui tem a barreira da língua, de ter que se expressar de outra forma. Eu fui modelo internacional por muitos anos, eu morei em Nova Iorque, morei em Londres. Depois, eu decidi morar em Paris, fiquei aqui, onde construí a minha família. Eu era muito jovem quando eu saí do meu país, eu tinha 20 anos. Então, esses são momentos difíceis na vida e você precisa de muita coragem para continuar. Mas graças a Deus, com a força do meu trabalho, eu consegui e estou muito feliz aqui, muito feliz mesmo. Eu adoro este país.  RFI: Uma das suas marcas registradas é o cabelo curto. Isso lhe abriu portas?  Cristina Cordula: Meu cabelo curto foi feito quando eu era modelo em Milão, por um cabeleireiro brasileiro chamado Marco. Na época, eu estava chateada porque eu já estava aqui na Europa desde janeiro, nós estávamos em outubro, e eu não tinha conseguido ainda o trabalho que queria, com o glamour dos desfiles, fotos, etc. Eu estava triste, querendo voltar para casa, com saudades da minha família e falei: "Marco, eu vou voltar para o Brasil, porque o Brasil é o meu país. Eu trabalho muito bem lá, todo mundo me conhece, tenho a minha família lá, os meus amigos que amam muito. Não está dando certo para mim aqui, eu não sou feita para cá, o meu tipo não é para ser modelo na Europa". E ele falou: "Cristina, você não consegue trabalhar na Europa por causa do cabelo comprido. Não fica bem em você, é cafona. Você fica muito perua com esse cabelo. Aqui você tem que ter a sua diferença. Você tem que ter um estilo diferente de todo mundo". E aí eu falei: "você quer saber de uma coisa? Corta o meu cabelo, porque pior do que isso não vai ficar e cresce em dois minutos. Não tem problema". Aí, ele cortou e eu fiquei muito feliz com a imagem que eu vi e pensei "porque eu não fiz isso antes?" Gostei muito do meu cabelo e ele abriu muitas portas.A minha carreira de modelo explodiu. Eu fiz os grandes desfiles, de grandes marcas: Chanel, Dior, fotos para as revistas. Depois, a minha carreira, obviamente, quando eu cheguei aos 30 anos, parou e eu, ao mesmo tempo, me casei e tive o meu filho, que é franco- brasileiro, hoje com 30 anos. Eu construí a minha família. Eu queria continuar trabalhando na moda, mas fazendo alguma coisa que fizesse bem para as pessoas.  RFI: Foi então que você se tornou pioneira na consultoria de imagem na França?Cristina Cordula: Eu não queria só vender uma roupa. Eu queria fazer uma coisa que fosse mais humana. E aí eu escutei falar sobre a consultoria de imagem, que já existia nos Estados Unidos e na Inglaterra. Eu pensei: isso é maravilhoso, é um trabalho que eu vou usar o meu conhecimento e democratizar a moda também. Era o começo do fast fashion, no início dos anos 2000, e eu pensei que todo mundo tinha o direito de se vestir bem, de se sentir bonita e bonito. Então, eu trabalhei a minha própria técnica, comecei a estudar, comecei a aprender sobre cores e vi o que se fazia fora. Eu criei a minha própria técnica e abri a minha primeira agência. Era muito difícil na época, pois havia muito tabu, porque os franceses não aceitavam. Porque falar de imagem, de look, é uma coisa que pode ferir até o ego da pessoa. É uma coisa muito sensível. E os franceses têm muita resistência no começo, mas depois relaxam e aceitam. Eu comecei com isso aos poucos, então veio o programa da televisão, dois anos depois que eu abri a minha agência de consultoria e aí foi indo e até hoje estou aqui.   RFI: Uma coisa que você ensina é se aceitar e usar aquilo que a gente tem de melhor. Você poderia dar um conselho aos leitores?  Cristina Cordula: São as nossas diferenças que nos destacam. Essa coisa de ser igual a todo mundo e de estar na moda não serve para todos. Eu corto o cabelo assim porque está na moda, ou uso calça larga porque está na moda. Porém, de repente não fica bem em mim, com a minha morfologia. Essa calça pode não valorizar o seu corpo, os seus ossos, vai fazer você ficar baixinha, vai dar muito ombro, vai torcer o busto. Entendeu? Tem que usar uma roupa que seja obviamente moderna, mas que combine com a sua morfologia e que combine, também, com o seu estilo. Porque, por exemplo, uma pessoa que é descontraída, jamais eu posso propor a ela uma roupa muito chique, salto alto e saia justa, essas coisas muito sofisticadas, porque ela não vai gostar, vai se sentir fantasiada.  RFI: Você tem saudades do Brasil e como é a sua relação com o país?  Cristina Cordula: Claro que eu tenho saudades do Brasil. Nossa, eu sou brasileira! Eu vou ao Brasil sempre no Natal e pelo menos umas duas vezes por ano. Eu tenho uma relação maravilhosa com o Brasil. Eu tenho muitos amigos lá. Eu adoro o meu país e eu sinto muita falta. A coisa que eu tenho mais saudade do Brasil é a maresia. Eu sou carioca e o cheiro da maresia do Rio de Janeiro, aquele cheiro forte... Quando eu chego no Rio, eu digo: "é a minha madeleine de Proust", como a gente fala em francês.  Na França, uma madeleine de Proust é uma espécie de gatilho que traz de volta uma memória de infância. A expressão vem do romance “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, em que o narrador vê surgir uma lembrança, ao comer uma madeleine, essa iguaria francesa. Mais ou menos o que acontece com a carioca Cristina Cordula ao sentir o cheiro da maresia de sua terra natal, e que ela não esquece, apesar da vida de sucesso em Paris.  

Brasil-Mundo
Conheça a brasileira Cristina Cordula, umas das pioneiras da consultoria de imagem na televisão francesa

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Play Episode Listen Later Dec 22, 2024 6:40


Entre as brasileiras que conquistaram o seu espaço em Paris, certamente está a ex-modelo carioca Cristina Cordula. Em 30 anos na França, ela trilhou o seu próprio caminho no disputado mundo da moda. Porém, se engana quem pensa que a passarela até aqui foi um mar de rosas. Ela conta que, no início da carreira, encontrou muitas portas fechadas, mas que tudo mudou quando decidiu cortar o cabelo bem curto, que virou a sua marca registrada. Cristina não desistiu nas primeiras dificuldades e agora é uma referência de elegância, como conta nessa entrevista exclusiva à RFI Brasil. Maria Paula Carvalho, da RFI em ParisRFI: Como foi conquistar o seu espaço, primeiro como manequim e modelo, e agora como consultora no país da moda?Cristina Cordula: Foi difícil. Eu moro aqui há muitos anos e sou consultora de imagem, com um programa na televisão já há 20 anos e vários livros. Tudo na vida é difícil, ainda mais em um país que não é o seu. Foi muito trabalho para poder alcançar os meus objetivos. E talvez a forma que eu tenho de trabalhar, esse lado brasileiro, de ser mais positiva, mais alegre, ajudou. A consultoria de imagem é uma coisa muito particular, muito sensível. Então, uma coisa é você falar de um jeito sério, com gravidade, e outra coisa é você falar de um modo mais positivo: "olha só, você ficar tão mais bonita assim, minha querida, você vai ver!". Isso dá uma certa alegria para as pessoas. Então, acredito que é esse lado brasileiro que as pessoas gostam.  RFI: Você estrelou vários sucessos na televisão, como "Um novo Look para uma nova Vida", "Rainhas do Shopping", entre outros. E você tem os seus bordões: "magnifaïk", "ma chérie", etc. Você não é só uma consultora de moda, mas também empresária, autora, tem a sua marca de maquiagem. Ao olhar para trás, como você avalia esses 30 anos em Paris?  Cristina Cordula: Eu só posso ser muito grata com a minha trajetória de vida, com os programas, os meus livros, a minha linha de maquiagem, que eu lancei há dois anos, e a minha agência de consultoria de imagem. Eu fico muito feliz de ter conseguido alcançar isso aqui. Mas tudo é com muito trabalho. Nada se alcança assim fácil.  RFI: Foi mais difícil ser consultora de imagem na França, um país que é símbolo de elegância e bom gosto?Cristina Cordula: Eu acho que até no Brasil seria o mesmo trabalho, mas aqui tem a barreira da língua, de ter que se expressar de outra forma. Eu fui modelo internacional por muitos anos, eu morei em Nova Iorque, morei em Londres. Depois, eu decidi morar em Paris, fiquei aqui, onde construí a minha família. Eu era muito jovem quando eu saí do meu país, eu tinha 20 anos. Então, esses são momentos difíceis na vida e você precisa de muita coragem para continuar. Mas graças a Deus, com a força do meu trabalho, eu consegui e estou muito feliz aqui, muito feliz mesmo. Eu adoro este país.  RFI: Uma das suas marcas registradas é o cabelo curto. Isso lhe abriu portas?  Cristina Cordula: Meu cabelo curto foi feito quando eu era modelo em Milão, por um cabeleireiro brasileiro chamado Marco. Na época, eu estava chateada porque eu já estava aqui na Europa desde janeiro, nós estávamos em outubro, e eu não tinha conseguido ainda o trabalho que queria, com o glamour dos desfiles, fotos, etc. Eu estava triste, querendo voltar para casa, com saudades da minha família e falei: "Marco, eu vou voltar para o Brasil, porque o Brasil é o meu país. Eu trabalho muito bem lá, todo mundo me conhece, tenho a minha família lá, os meus amigos que amam muito. Não está dando certo para mim aqui, eu não sou feita para cá, o meu tipo não é para ser modelo na Europa". E ele falou: "Cristina, você não consegue trabalhar na Europa por causa do cabelo comprido. Não fica bem em você, é cafona. Você fica muito perua com esse cabelo. Aqui você tem que ter a sua diferença. Você tem que ter um estilo diferente de todo mundo". E aí eu falei: "você quer saber de uma coisa? Corta o meu cabelo, porque pior do que isso não vai ficar e cresce em dois minutos. Não tem problema". Aí, ele cortou e eu fiquei muito feliz com a imagem que eu vi e pensei "porque eu não fiz isso antes?" Gostei muito do meu cabelo e ele abriu muitas portas.A minha carreira de modelo explodiu. Eu fiz os grandes desfiles, de grandes marcas: Chanel, Dior, fotos para as revistas. Depois, a minha carreira, obviamente, quando eu cheguei aos 30 anos, parou e eu, ao mesmo tempo, me casei e tive o meu filho, que é franco- brasileiro, hoje com 30 anos. Eu construí a minha família. Eu queria continuar trabalhando na moda, mas fazendo alguma coisa que fizesse bem para as pessoas.  RFI: Foi então que você se tornou pioneira na consultoria de imagem na França?Cristina Cordula: Eu não queria só vender uma roupa. Eu queria fazer uma coisa que fosse mais humana. E aí eu escutei falar sobre a consultoria de imagem, que já existia nos Estados Unidos e na Inglaterra. Eu pensei: isso é maravilhoso, é um trabalho que eu vou usar o meu conhecimento e democratizar a moda também. Era o começo do fast fashion, no início dos anos 2000, e eu pensei que todo mundo tinha o direito de se vestir bem, de se sentir bonita e bonito. Então, eu trabalhei a minha própria técnica, comecei a estudar, comecei a aprender sobre cores e vi o que se fazia fora. Eu criei a minha própria técnica e abri a minha primeira agência. Era muito difícil na época, pois havia muito tabu, porque os franceses não aceitavam. Porque falar de imagem, de look, é uma coisa que pode ferir até o ego da pessoa. É uma coisa muito sensível. E os franceses têm muita resistência no começo, mas depois relaxam e aceitam. Eu comecei com isso aos poucos, então veio o programa da televisão, dois anos depois que eu abri a minha agência de consultoria e aí foi indo e até hoje estou aqui.   RFI: Uma coisa que você ensina é se aceitar e usar aquilo que a gente tem de melhor. Você poderia dar um conselho aos leitores?  Cristina Cordula: São as nossas diferenças que nos destacam. Essa coisa de ser igual a todo mundo e de estar na moda não serve para todos. Eu corto o cabelo assim porque está na moda, ou uso calça larga porque está na moda. Porém, de repente não fica bem em mim, com a minha morfologia. Essa calça pode não valorizar o seu corpo, os seus ossos, vai fazer você ficar baixinha, vai dar muito ombro, vai torcer o busto. Entendeu? Tem que usar uma roupa que seja obviamente moderna, mas que combine com a sua morfologia e que combine, também, com o seu estilo. Porque, por exemplo, uma pessoa que é descontraída, jamais eu posso propor a ela uma roupa muito chique, salto alto e saia justa, essas coisas muito sofisticadas, porque ela não vai gostar, vai se sentir fantasiada.  RFI: Você tem saudades do Brasil e como é a sua relação com o país?  Cristina Cordula: Claro que eu tenho saudades do Brasil. Nossa, eu sou brasileira! Eu vou ao Brasil sempre no Natal e pelo menos umas duas vezes por ano. Eu tenho uma relação maravilhosa com o Brasil. Eu tenho muitos amigos lá. Eu adoro o meu país e eu sinto muita falta. A coisa que eu tenho mais saudade do Brasil é a maresia. Eu sou carioca e o cheiro da maresia do Rio de Janeiro, aquele cheiro forte... Quando eu chego no Rio, eu digo: "é a minha madeleine de Proust", como a gente fala em francês.  Na França, uma madeleine de Proust é uma espécie de gatilho que traz de volta uma memória de infância. A expressão vem do romance “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, em que o narrador vê surgir uma lembrança, ao comer uma madeleine, essa iguaria francesa. Mais ou menos o que acontece com a carioca Cristina Cordula ao sentir o cheiro da maresia de sua terra natal, e que ela não esquece, apesar da vida de sucesso em Paris.  

Dragão Careca
DC 249 - Especial - UFC de Filósofos!

Dragão Careca

Play Episode Listen Later Nov 7, 2024 61:32


Enquanto se aventuravam pela sala de troféus de um colecionador de itens mágicos que tinha saído de férias, o grupo acabou por encontrar um lago de mana que deixou as viagens no tempo do Aurin muito menos despendiosas. Então cada um dos integrantes começou a dar ideias do que fazer com o benefício: - "E se buscarmos os maiores genios que já existiram para nos ajudarem a pensar em como saímos daqui?" - perguntou Tiamat, sabendo que já haviam se perdido. - "E se reunirmos os maiores filosofos para trabalharem juntos? Tenho certeza que eles produziriam maravilhas para a arte e cultura do Reino" - respondeu Troah, já projetando a ideia megalomaníaca. - "E se a gente botar eles pra brigar?" - respondeu Bron, entediado. - "Gostei." - disse Aurin, já abrindo um portal para o grupo que dava diretamente para dentro do coliseu. E assim nasceu a porradaria mais intelectual que esse mundo já viu.

Esportes
Contratada por equipe francesa, Bruna Takahashi valoriza experiência no WTT de tênis de mesa em Montpellier

Esportes

Play Episode Listen Later Oct 27, 2024 8:38


Os melhores atletas do mundo no tênis de mesa se reuniram no sul da França nos últimos dias para a disputa do WTT Champions de Montpellier. O torneio começou na última terça-feira, dia 22, e se encerra neste domingo, 27, com 64 competidores ao todo, tanto no feminino como no masculino, que se enfrentaram em partidas eliminatórias, a partir da fase de 16 avos de final. Renan Tolentino, da redação da RFI em ParisNo lado verde e amarelo, o Brasil contou com a participação de Bruna Takahashi e Hugo Calderano, que retornam à França cerca de dois meses depois dos Jogos Olímpicos de Paris.Entre os atletas da casa, estão Felix e Alexis Lebrun, dois jovens irmãos franceses que se tornaram sensação da modalidade no país, principalmente por seu desempenho nas Olimpíadas de 2024. Alexis, inclusive, foi campeão europeu há menos de uma semana. No Champions de Montpellier, infelizmente, Bruna acabou caindo na primeira fase para a chinesa Chen Xingtong, atual número 6 do ranking mundial. Apesar do resultado, a brasileira tenta tirar boas lições de sua participação e valoriza a experiência adquirida no torneio.“O Champions é uma das maiores competições que a gente tem no WTT [World Table Tennis, que organiza as competições]. Primeiro tem o Finals, no qual disputam os top 16 do ranking. E o Champions, com os top 32 do ranking mundial. Vamos dizer que o peso é muito alto", comenta Bruna sobre a importância do torneio de Montpellier.A brasileira explica que, com a rotina de seguidos campeonatos no calendário da modalidade, o mesatenista nem sempre encontra tempo para se preparar entre uma competição e outra.“Não tive muito tempo de treinamento. Saí do campeonato Panamericano e vim logo para jogar o Champions em Montpellier. Vindo de uma rotina de campeonatos (...) Não consegui o melhor aqui em Montpellier, mas é sempre uma grande oportunidade jogar com as chinesas, com as melhores, para conseguir dar o máximo, aproveitar e ter alguma chance para ganhar delas. Gostei muito do meu jogo, da minha performance contra a chinesa, mas infelizmente não ganhei", lamenta.A chinesa Chen Xingtong, que encarou Bruna em Montpellier, é uma adversária dura e já tinha enfrentado a brasileira em outras duas ocasiões anteriormente, saindo vencedora. Neste último duelo entre as duas, o cenário não mudou, mas a atleta reforça a importância de estar sempre jogando com as melhores.“No jogo, em alguns sets eu não ia muito bem, mas eu estava conseguindo voltar (para a disputa) muitas vezes. No último set, ela abriu uma vantagem muito boa e eu consegui voltar, mas acabei não fechando o set. O bom é que, jogando com elas (chinesas), eu consigo pegar o ritmo delas, do jeito que elas jogam, para um dia, quem sabe, conseguir vencê-las”, avalia.Hugo Calderano, por sua vez, venceu o seu primeiro jogo, contra o sul-coreano Lim Jonghoon, 30º do ranking mundial, avançando para as oitavas de final.“Ele é um jogador muito experiente, tem um mental muito bom, tem uma perceção de jogo muito boa”, comenta a brasileira.Resultado positivo no Pan de El SalvadorTanto Hugo como Bruna vêm de excelentes resultados no Panamericano, que foi disputado há duas semanas em El Salvador. Jogando juntos, os dois ficaram com a medalha de prata nas duplas mistas, perdendo a final para outra dupla brasileira, Teodoro e Giulia Takahashi, que é irmã de Bruna. Ela também garantiu a prata no individual.“Individualmente, eu gostaria de ter ganhado, claro, mas tentei o meu melhor. A Adriana [Diaz] é uma jogadora muito forte. E em dupla mista foi nosso primeiro campeonato, a gente tem muito ainda o que aprender juntas", avalia Bruna.Segundo a mesatenista, aliar sua agenda com a sua companheira de dupla foi um desafio também. "A gente treinou algumas vezes antes, mas nosso calendário é muito difícil de conseguir achar um bom tempo, e temos muitos campeonatos também. Então, é muito difícil conseguir treinar bastante juntas. Mas a gente deu o nosso melhor e vamos ver o que acontece nos próximos torneios. A final, mesmo que tenha sido contra minha irmã, todo mundo ali quer ganhar. Foi um jogo bem acirrado, mas eles jogam há bastante tempo juntos e jogaram bem”, explica Bruna.Novo caminho em território francêsContratada este ano pela equipe de tênis de mesa Alliance Nîmes, no sul da França, Bruna deve seguir focada na disputa da liga francesa e de outros torneios do circuito internacional.“Eu tenho alguns jogos agora, nessa próxima semana e aí depois eu vou para o Champions de Frankfurt [na Alemanha]. São vários jogos durante um ano, então você tem que conciliar com os campeonatos da WTT e conciliar com os treinos também (...) Quando a gente tem algum tempo, tenta focar bastante no treino. A gente meio que tem que se auto conhecer e entender o que a gente precisa. É muito importante esse autoconhecimento nosso, para saber quando é necessário treinar bastante, quando é necessário descansar o corpo”, conclui a brasileira.Assim, tentando rebater as dificuldades, Bruna Takahashi e Hugo Calderano seguem focados nas próximas competições, sem perder de vista o ciclo olímpico para, quem sabe, brilharem em Los Angeles 2028.

Estúdio 31
Ep. 66 - Não gostei do que falei naquele podcast, e agora?

Estúdio 31

Play Episode Listen Later Oct 18, 2024 9:14


Muita coisa pode acontecer entre você planejar um episódio ou aceitar um convite e o episódio ir ao ar. Muita coisa também pode acontecer depois que o episódio foi pro ar, o mundo muda, a gente muda, as coisas mudam e pode acontecer de você perceber que aquilo que você disse em um episódio específico pode te trazer problemas.Neste episódio, uma dica de comportamento: não gostei do que falei naquele podcast, e agora?Ouça agora mesmo e evite frustrações extras onde as coisas podem ser mais simples. 

Mestre HerpicH RPG
Pathfinder em Savage Worlds: O Que Eu Gostei e o Que Não Gostei

Mestre HerpicH RPG

Play Episode Listen Later Oct 15, 2024 24:40


Olá, pessoas! Hoje vamos conhecer o Savage Pathfinder, o livro que traz todas as regras de Savage Worlds dentro do cenário de Golarion de Pathfinder para o seu RPG de fantasia medieval! Adquira o Pathfinder para Savage Worlds: https://loja.retropunk.com.br/index.php?id_product=566&rewrite=savage-pathfinder-livro-de-regras&controller=product Cupom de Desconto da RetroPunk: DescontoArcano Siga @IdeiasArcanas nas redes sociais! Quer apoiar o canal? https://apoia.se/ideiasarcanas linktr.ee/ideiasarcanas

RPG Next Podcast
CNa#049: Batalha das Eras (Parte 5) A Batalha Final | Conto de Fantasia

RPG Next Podcast

Play Episode Listen Later Sep 4, 2024 21:49


“Batalha das eras” é um conto dividido em cinco partes, sobre batalhas milenares ao longo dos anos, em defesa do plano terrestre. É uma história independente que se passa em um mundo fictício idealizado pelo autor. Neste conto, a garota Ana, de vinte e poucos anos, faz uma descoberta sobre seu vizinho estranho, o senhor Benson. Esta descoberta leva Ana a viver uma aventura jamais imaginada por ela. Indicado para 14 anos ou mais.   Contos Narrados. Aqui você encontra mais um conto sonorizado produzido pelo do RPG Next. Coloque seu fone de ouvido e curta! ▬ Autor: Herica Freitas. ▬ Narração: Wevison Guimarães. ▬ Masterização, sonorização e edição: Rafael 47. Contos Narrados apresenta, “Batalha das Eras (Parte 5) A Batalha Final", um Conto de Fantasia. Depois de toda a luz se dissipar Anaobservou um homem de cabelos negros e molhados, encebados no couro cabeludo e estendendo-se até os ombros. Uma veste negra e molhada assim como seus cabelos cobria seu corpo desde os pés até os pulsos. A sua mão magra segurava um cajado de luz no formato de um raio. O cajado brilhava intensamente e ouvia-se barulho de eletricidade vindo de sua direção. -Enfim nos encontramos novamente meu amigo. – a voz de Globack ecoava como um trovão, grave e ensurdecedora – Estava ansioso por nosso combate, fiquei sabendo de alguns fatos que me deixaram bastante animado. Globack abriu os seus olhos e, assim como Hatszu e Ana, sua aparência não era convencional. Os dele estavam repletos do elemento tempestade, escuros e com lampejos de luz branca e roxa que cortavam suas íris como os raios cortavam os céus. -Eu estou ansioso pelo nosso combate Globack. Hoje eu sinto que posso fazer qualquer coisa. – Hatszu sorriu. -Você já foi mais jovem meu amigo. – ele sorriu ferozmente – Desculpe-me a indelicadeza, mas a mocinha saindo fumaça logo ali atrás quem é? Ana sentiu um ódio inexplicável de Globack.Seu calor começava a sair da sua pele enquanto seus olhos ficavam mais alaranjados e fumegantes. A água começava a evaporar, formando uma grande camada de vapor entre a pele de Ana e as gotas d'água. -Eu sou Globack, o cavaleiro da tempestade – ele fez uma reverência – Você é? -Ana. – ela aperta o cabo da espada. -Não o seu nome de humana, quero saber seu nome de cavaleira. – ele sorriu, provocando – O que foi? Não tem um? Deixe-me ver, olhos alaranjados, corpo pegando fogo e água evaporando. Você é a cavaleira do sol não é? Ainda não tem nome porque não se encontrou com o conselho, deu azar e acabou caindo aqui, de paraquedas, na batalha não é mesmo? Neste momento Ana piscou e quando abriu os olhos novamente Hatszu estava em sua frente, defendendo-a com seu cajado de um ataque de Globack. -Não ouse atacar a menina. – Hatszu disse, com força na voz. -Já entendi tudo, ela é sua sucessora não é? É com ela que eu vou lutar nos próximos anos. – Globack recuou. -Fique perto de mim Ana, você precisa ficar a salvo e guardar suas energias para o final. – ele olhou o relógio – São onze meia, está quase na hora. -Eu não consigo controlar minha raiva – ela disse entre dentes – apesar de nunca tê-lo visto eu quero matá-lo. -Só ataque quando eu mandar. Ana assentiu. -A propósito, você será Luss a cavaleira do sol. – ele sorriu de canto. -Taí. Gostei. Luss, a cavaleira do sol. -Vamos ao que interessa – Globack levantou seu cajado para o céu, transformando-o em uma espada em forma de raio – Hatszu. Hatszu transformou seu cajado em uma espada e partiu ao encontro de Globack. Ambos se chocaram fazendo um estrondo de trovão. Eles eram muito rápidos e Ana quase não acompanhava seus movimentos. Ao olhar ao redor Ana percebe várias aranhas subindo no telhado, correndo e pulando na chuva em direção a ela. Rapidamente sacou a sua espada, transformando-a em um arco, e começou a disparar flechas contra as criaturas. Durante uma olhada ou outra Ana via Hatszu e Globack lutando com suas espadas. Hora um,

Dama de Ouros
Ep. 73 - Daydreaming: Como seria a minha vida no pós-FIRE?

Dama de Ouros

Play Episode Listen Later Jul 30, 2024 9:04


O que só quem me segue desde 2020 sabe: tive um período experimental do FIRE em 2020. Gostei tanto que avancei para a versão paga da coisa

Pura Neurose com Ronald Rios
Não gostei dos vídeos de Andressa Urach

Pura Neurose com Ronald Rios

Play Episode Listen Later Jan 27, 2024 66:43


Ar livre
Ep 235 - ESPECIAL DE NATAL Fui ver as luzes de natal c/PA

Ar livre

Play Episode Listen Later Dec 23, 2023 72:01


Fui com o príncipe Alberto ver as luzes de natal. Aproveito para desejar um bom natal a todos os livres. Gostei deste modo livre de andar por aí. Obrigado ao Artur Carvalho pelo drone e ao Luís Guel pelo toque no audio.

Brasil-Mundo
Festival ¡Hola Rio! celebra em Madri a diversidade cultural do Rio de Janeiro

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Sep 30, 2023 5:27


A capital espanhola acolhe, até 7 de outubro, a primeira edição do festival ¡Hola Rio!. As apresentações artísticas que compõem a programação incluem teatro, dança e música, além de exibições de artes visuais e mostras de cinema. A proposta é criar conexões culturais entre Brasil e Espanha. Todas as atividades são gratuitas. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em MadriDiferentes palcos, auditórios e salas de exposição de Madri ganharam tons de verde e amarelo nos últimos dias. Até espaços ao ar livre, como é o caso do parque El Retiro, têm reunido plateias atentas para assistir a espetáculos legitimamente brasileiros. Grande parte deste movimento acontece graças ao¡Hola Rio!, um festival que celebra a cultura do estado do Rio de Janeiro em plena capital espanhola.A iniciativa inclui mais de 30 apresentações artísticas – entre teatro, dança e música –, além de exposições e mostras audiovisuais. O diretor-geral do festival, Paulo Feitosa, explica que o processo de curadoria do ¡Hola Rio! levou em conta a necessidade de apresentar o estado do Rio de Janeiro a partir de uma pluralidade de formatos, conteúdos e artistas.A escolha do que seria evidenciado musicalmente é exemplo disso. “Na música, a gente queria mostrar que Rio de Janeiro é esse de hoje. Temos samba, sim. Mas, para além do samba, temos o quê? Que produção musical é essa? A gente foi pegando um pouco do clássico, do popular, do erudito, do pop, do rap, do trap e montando essa programação numa lógica de mostrar exatamente isso, essas mais diversas possibilidades da fruição artística do estado do Rio de Janeiro”, conta Paulo Feitosa.A realização do festival é fruto de uma parceria entre o governo estadual do Rio de Janeiro, o Sesc RJ e a Casa de América, em Madri. Cláudia Viana, secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, explica que a intenção, para além de internacionalizar a riqueza cultural fluminense, é permitir que os artistas que fazem parte do evento passem por esse processo de ampliação de horizontes. Assim, há uma parte do festival voltada à formação e às conexões feitas entre diferentes agentes culturais, como explica a secretária. Segundo ela, a ideia é que “depois do momento de apresentação, eles (os artistas participantes) também tenham condições de se emancipar nas suas relações com o país que está recebendo – que, no caso, é a Espanha”. Para tanto, há, na programação, espaço para encontros de gestores e de programadores de festivais com esses artistas, de maneira que o evento possa ser um ponto de partida para outras ações culturais.Rota bem pensadaA escolha de fazer o festival em Madri foi estratégica. Se questionando por onde chegar na Europa, os responsáveis pelo projeto concluíram que, além de ser uma das capitais culturais do continente, Madri possui uma produção efervescente que dialoga com a diversidade brasileira, sendo, assim, uma boa opção para sediar o evento.O apoio da Casa de América, instituição que promove ações relacionadas à América e, em especial, à América Latina, fez com que o lugar se convertesse na principal sede do ¡Hola Rio! – que conta, também, com outros polos espalhados pela cidade.Luis Prados, diretor de programação da Casa de América, destaca que, além de contemplar um amplo espectro da cultura do Rio, o festival amplia o leque: “Essa mostra dá uma ideia boa do que está acontecendo nos distintos aspectos da cultura fluminense, mas, de fato, não só fluminense, brasileira em geral”.Para exemplificar, Prados – que é espanhol, mas morou no Rio de Janeiro por anos – menciona o diálogo de produtores e gestores culturais que contou com as presenças da presidenta da Funarte, Maria Marighella, e da Secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela.Cantando brasilidadeUm dos muitos artistas que compõem a programação do festival ¡Hola Rio! é o cantor e compositor Pierre Aderne, criador do projeto Rua das Pretas. Ele, que vive em Portugal há 11 anos, se apresentou em Madri na companhia dos músicos Nilson Dourado e Walter Areia, levando ao público uma apresentação multi-instrumental repleta de brasilidade.“Foi realmente muito especial pra mim. Gostei muito. Não existe maior sintonia do que público e artista se revelarem. Então foi bastante positivo, emocionante. E vou guardar com carinho esse momento”, disse Aderne.O festival ¡Hola Rio! começou no dia 8 de setembro e vai até o dia 7 de outubro. Para conferir a programação completa, basta acessar as redes sociais ou no site do evento. Todas as atividades são gratuitas.

Brasil-Mundo
Brasileira ajuda a promover a tradição do linho no norte de Portugal

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Aug 5, 2023 5:03


Quando trocou Curitiba por Lisboa, há quase seis anos, a mineira Luciana Castelli já tinha uma carreira consolidada na gestão de negócios, mas não imaginava que a experiência a ajudaria a promover a tradição do linho de uma extinta aldeia portuguesa. Fábia Belém, correspondente da RFI em PortugalLuciana Castelli conheceu a história de Vilarinho da Furna durante as aulas do mestrado em Sociologia e Economia do Trabalho que fazia em Portugal. Situada no município de Terras de Bouro, no norte do país, a pequena localidade foi submersa em 1971 para a criação de uma barragem, que herdou seu nome. A extinta aldeia tinha uma forte tradição do linho. “Em Vilarinho da Furna, cada casa tinha um tear. [Os moradores] plantavam o linho, colhiam o linho, malhavam, faziam o fio, teciam no tear e faziam as suas camisas, suas calças, seus lençóis, suas toalhas, tudo à mão”, conta Castelli.Nas localidades próximas para onde foram viver muitos dos moradores do vilarejo submerso, o trabalho com o linho chegou a ser uma atividade econômica que envolveu cerca de 50 mulheres até o ano 2000. Mas em 2019, quando chegou à região, Luciana encontrou somente uma pessoa envolvida na atividade, uma tradição que foi se perdendo ao longo dos anos. De seis campos plantados de linho que existiam no passado, “quando eu cheguei aqui não tinha mais nenhum”, lembra.Projeto de requalificação do linhoO assunto despertou tanto interesse, que acabou sendo tema da pesquisa do mestrado de Luciana Castelli, e não só: ela montou um projeto para requalificar o linho artesanal.“A requalificação vem com uma cara de inovação, de você procurar fazer daquela atividade um produto diferente, mais moderno, com mais valor agregado e que possa voltar para o mercado com uma cara nova”, explica.A brasileira se juntou à AFURNA, como é conhecida a Associação dos Antigos Habitantes da extinta aldeia. A instituição é presidida por Manuel Azevedo Antunes, que foi professor de Luciana e é um dos maiores guardiões da memória de Vilarinho da Furna. “O objetivo principal é recuperar toda uma tradição que nós tínhamos da cultura do linho ali nas nossas terras”, salienta Azevedo Antunes.Foi a associação que apresentou a iniciativa de Luciana num concurso promovido pela ADP, empresa do setor energético, que também atua em Portugal. Dos 86 projetos inscritos, “dez foram selecionados e o nosso foi um deles”, recorda a mineira de São Lourenço.Com o dinheiro que a associação ganhou no concurso, Luciana geriu o projeto que, durante dois anos, ofereceu formações dedicadas a todo o ciclo do linho, desde a semeadura até a produção dos tecidos. A portuguesa Aldina Silva foi uma das 20 pessoas beneficiadas. Dona de uma pequena loja de artesanato, ela já fez muitos cursos de bordados, mas sempre quis aprender tecelagem.“Eu comprei um tear, mas nunca consegui arranjar quem me ensinasse. A Luciana deu-me essa oportunidade e eu fiquei muito contente. Aprendi a tecer o linho e foi ótimo. Foi uma aprendizagem ótima. Gostei muito”, garante a portuguesa.Além de aprender novos ofícios, Aldina conta que também participou da formação para manter a tradição dos seus antepassados. Filha de lavradores, ela recorda que a mãe semeava e produzia o seu próprio linho. Os lençóis da família eram feitos num tear “enorme”. “Lá em casa, as noites eram longas e, então, o que fazia passar o tempo era eles estarem ali a tecer, a fazer os novelos [de linho]”, lembra.Lindo LinhoPara colocar no mercado as peças feitas com o linho artesanal produzido pelas participantes do projeto, Luciana Castelli criou, em 2021, a “Lindo Linho”. Promovida pela Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, a marca conta com uma loja online. “Nessa criação de produtos, a gente foi experimentando tudo o que o linho dava para fazer. Então, nós criamos porta-guardanapos, guardanapos, caminhos de mesa”, e muitos outros produtos: brincos, calçados, chapéus e peças de vestuário também estão à venda no site da loja.Luciana Castelli diz que o potencial da fibra também chamou a sua atenção pela sustentabilidade, pois “do linho, você não perde nada, é um produto que é quase 100% aproveitável”.Para promover ainda mais o negócio e a tradição de Vilarinho da Furna, ano passado a “Lindo Linho” firmou uma parceria com a Escola de Moda do Porto. Segundo Luciana, 30 estudantes da instituição criaram e desenvolveram uma coleção da marca. “A prova final deles foi o nosso trabalho”, relata.A “Lindo Linho” tem recebido muito apoio da comunidade, da empresa que financiou o projeto de requalificação do linho e da Câmara Municipal de Terras de Bouro, que tem funções parecidas com as das prefeituras brasileiras. Ao comentar a importância do envolvimento de tantos parceiros, Luciana Castelli frisa que não é possível promover desenvolvimento regional sozinho. “É um tripé. Ele é feito pela iniciativa privada, o poder público e a comunidade. Sem isso, a gente não faz desenvolvimento”.Quanto à participação da comunidade, Castelli conta que quando a loja recebe uma encomenda maior, pode sempre recorrer às pessoas que trabalham em suas casas. “Muitas têm o seu tear e fazem lá os produtos delas também”, aponta. O intuito do projeto, explica, “é começar a envolver a comunidade, promover a atividade e dar trabalho às mulheres, não importa onde elas estejam. Podem estar aqui, podem estar na aldeia vizinha”.

Café & Corrida
MORE V4 - o GRANDÃO da New Balance | review | Café & Corrida #197

Café & Corrida

Play Episode Listen Later May 12, 2023 29:46


New Balance More v4 - https://cnoar.run/MoreV4 | O More v4 é um tênis que surpreende por se alto, macio e responsivo na dose certa e mesmo assim ser muito estável. Gostei, mas poderia ser um pouco mais leve | BAIXE o APP do Corrida no Ar | Android - ⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/appAndroid⁠⁠⁠⁠⁠ | IOS - ⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/appiOS⁠⁠⁠⁠⁠ | Maratona de Porto Alegre - transmissão | PARCEIROS | GEIS DE CARBOIDRATO Z2 - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.z2foods.com/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - Use o cupom CORRIDANOAR para ter 10% de desconto | ÓCULOS YOPP - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/oculosyopp⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ - Use o cupom "corridanoar10" para ter 10% de desconto em todo o site | PROVAS LIVE! RUN XP - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://liverun.com.br/⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | use o cupom CORRIDANOAR para ter 20% de desconto | PRODUTOS CORRIDA NO AR e CAFÉ & CORRIDA ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://www.runfor.com.br/corrida-no-ar⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | Use o cupom "CAFEECORRIDA10" para ter 10% de desconto | Comunidade CORRIDA NO AR no Whatsapp: Use os convites para entrar nos grupos: PROVAS - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/provas⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | SÓ PARA MULHERES - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://chat.whatsapp.com/C8BScuZ7HpsFUl9ynbK4pP⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ TREINAMENTO - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/treinamento⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ TÊNIS - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/tenis⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ACESSÓRIOS - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/acessorios⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ LESÕES - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/lesoes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ CAFÉ & CORRIDA - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/cafeecorrida⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ CLASSIFICADOS (NOVOS & USADOS) - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://chat.whatsapp.com/H8w33DIHyxKKNJqHP9bAPN⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠  CUPONS & LINKS - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/CuponseLinks⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ OUTRAS DISCUSSÕES - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/OutraDiscussoes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | DIVULGUE SEU TRAMPO (YT, IG, TT, podcast) -  ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://chat.whatsapp.com/GoRqaytc3h58loJztY7KAS⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ DIVULGAÇÃO DE EVENTOS (provas, treinões e cia) - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://chat.whatsapp.com/IQGNacRUIVLA8axQl9iFBs⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | O Café & Corrida é uma live que rola de segunda à sexta, às 6 da manhã aqui no Youtube e depois vira podcast que está disponível nos principais agregadores. | No Youtube - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/CafeeCorrida⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | Acompanhem também o Café & Corrida por podcast | No Spotify (áudio e vídeo) - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/CafeCorridanoSpotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | No iTunes - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/CafeCorridaiTunes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ | Na Amazon Music - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://cnoar.run/CafeCorridaAmazonMusic⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Um Milkshake Chamado Wanda
A SEMANA É SANTA, MAS EU NÃO (PARTE 2) - com Samira Close e Kaya Conky #441 [Vídeo]

Um Milkshake Chamado Wanda

Play Episode Listen Later Apr 6, 2023 82:43


Eita que o nosso proibidão em plena Semana Santa voltou! Dessa vez, Samira Close e Kaya Conky conversam com a gente sobre coisas estranhas que dão tesão e lemos uma série de experiências bizarras que pessoas passaram durante o sexo. E óbvio que a gente acabou expondo alguns casos nossos também ME AJUDA, WANDA! Como faço para a minha mãe tomar vergonha na cara? Gostei de transar com meu namorado de drag e isso gerou crise! Achei que ia virar namoro, mas descobri um relacionamento aberto. Podcast #441 apresentado por: @phelipecruz @eusousamir @santahelena @samiraclose @kayaconky Edição / Produção: Felipe Dantas (dantas@papelpop.com / @apenasdantas) Quer ter seu caso lido em nosso podcast? Mande um desabafo, uma rapidinha, ou pergunte curiosidades para o e-mail redacao@papelpop.com. Coloque qualquer coisa com "Wanda" no assunto! Toda quinta-feira, às 13h17, um episódio novo, exclusivamente no Spotify

Rádio Comercial - Momentos da Manhã
Nunca gostei, mas respeito!

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 20, 2023 4:13


Pôr batatas na testa, pessoas que adoram queijo com banana, um poema dedicado a Nuno Markl e a revolta com a calçada portuguesa.

Vamos Falar Sobre Música?
VFSM #208 - Demorei, mas gostei!

Vamos Falar Sobre Música?

Play Episode Listen Later Aug 11, 2022 90:59


Nesta edição, Cleber Facchi (@cleberfacchi), Isadora Almeida (@almeidadora), Renan Guerra (@_renanguerra) e Nik Silva (@niksilva) conversam sobre a importância de dar tempo ao tempo e aprender a gostar de artistas que todo mundo considera como essenciais, mas que não bateram logo de cara. Foto de capa: Leo Aversa. Apoie o nosso podcast: https://bit.ly/3ohnUck Não Paro De Ouvir ➜ Winter https://bit.ly/3zX1N0W ➜ Dendrons https://spoti.fi/3zILT99 ➜ Duckwrth https://spoti.fi/3QruiKh ➜ Willow https://spoti.fi/3bETjCv ➜ Kokoroko https://bit.ly/3QgEBk3 ➜ Camila Brasiliano https://spoti.fi/3Pb42SA ➜ NoPorn https://bit.ly/3SqvoHn ➜ Beyoncé https://spoti.fi/3zDpqdE ➜ STRR https://bit.ly/3P3reSV ➜ Doechii https://spoti.fi/3BQqltW ➜ Mall Grab https://spoti.fi/3vMbNaU ➜ The Murder Capital https://spoti.fi/3QavQYP ➜ The Killers https://bit.ly/3Qw8fl3 ➜ Ela Minus https://bit.ly/3pflJpX ➜ The 1975 https://bit.ly/3zzt9J9 ➜ Josyara https://bit.ly/3bEkux0 ➜ Panda Bear https://bit.ly/3Q1dZDB ➜ Mukeka Di Rato https://bit.ly/3zIAbeT ➜ Kali Malone https://bit.ly/3QblSXf Você Precisa Ouvir Isso ➜ Ritmo Dos Fluxos https://bit.ly/3bJzQR1 ➜ Amapiano https://spoti.fi/3vP0VsI ➜ The Yussef Dayes Experience https://bit.ly/3BOLyVa ➜ Desastre Total: Woodstock 99 (Netflix) ➜ Spencer (VOD) ➜ Clara Sola (Cinemas) Contato: contato@vamosfalarsobremusica.com.br

foto gostei demorei cleber facchi
Bota a Ficha!
Douglascast 004 - Não gostei, não joguei e tenho raiva de quem gosta!

Bota a Ficha!

Play Episode Listen Later Aug 2, 2022 99:57


No episódio de Douglas e os não-Douglas comentam sobre os jogos que eles realmente não gostam.

NerdCast
Lá do Bunker 52 - Não gostei mas gostei

NerdCast

Play Episode Listen Later Jul 18, 2022 42:33


Somos contra, mas de vez em quando até gostamos! Falamos do novo teaser da série de O Senhor dos Anéis, do vídeo da menina do LoFi que saiu do ar, comentamos a compra da Nintendo de um estúdio de animação e falamos da farofa do J-Hope, rapper do BTS que lançou um álbum solo. CITADOS NO PROGRAMA Série O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder ganha novo teaser trailer: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-novo-teaser/ 10 coisas para prestar atenção no teaser trailer de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-segredos-trailer-2/ Stream da garota estudante do LoFi é suspenso pelo YouTube: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lo-fi-stream-suspenso/ 5 canais de LoFi para ouvir enquanto stream da “estudante LoFi” não volta:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lofi-opcoes-de-canais/ Canal da estudante LoFi inicia nova transmissão ao vivo após ficar fora do ar:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/lofi-girl-canal-youtube-voltou/ Nintendo compra estúdio de animação:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/nintendo-compra-estudio-de-animacao/ TELEGRAM Entre no nosso grupo do Telegram: https://t.me/CanalNerdBunker APRESENTAÇÃO Pedro Duarte -- Instagram / Twitter Pri Ganiko -- Instagram / Twitter EDIÇÃO Doug Bezerra -- Instagram

NerdCast
Lá do Bunker 52 - Não gostei mas gostei

NerdCast

Play Episode Listen Later Jul 18, 2022 42:33


Somos contra, mas de vez em quando até gostamos! Falamos do novo teaser da série de O Senhor dos Anéis, do vídeo da menina do LoFi que saiu do ar, comentamos a compra da Nintendo de um estúdio de animação e falamos da farofa do J-Hope, rapper do BTS que lançou um álbum solo. CITADOS NO PROGRAMA Série O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder ganha novo teaser trailer: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-novo-teaser/ 10 coisas para prestar atenção no teaser trailer de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-segredos-trailer-2/ Stream da garota estudante do LoFi é suspenso pelo YouTube: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lo-fi-stream-suspenso/ 5 canais de LoFi para ouvir enquanto stream da “estudante LoFi” não volta:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lofi-opcoes-de-canais/ Canal da estudante LoFi inicia nova transmissão ao vivo após ficar fora do ar:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/lofi-girl-canal-youtube-voltou/ Nintendo compra estúdio de animação:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/nintendo-compra-estudio-de-animacao/ TELEGRAM Entre no nosso grupo do Telegram: https://t.me/CanalNerdBunker APRESENTAÇÃO Pedro Duarte -- Instagram / Twitter Pri Ganiko -- Instagram / Twitter EDIÇÃO Doug Bezerra -- Instagram

NerdCast
Lá do Bunker 52 - Não gostei mas gostei

NerdCast

Play Episode Listen Later Jul 18, 2022 42:33


Somos contra, mas de vez em quando até gostamos! Falamos do novo teaser da série de O Senhor dos Anéis, do vídeo da menina do LoFi que saiu do ar, comentamos a compra da Nintendo de um estúdio de animação e falamos da farofa do J-Hope, rapper do BTS que lançou um álbum solo. CITADOS NO PROGRAMA Série O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder ganha novo teaser trailer: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-novo-teaser/ 10 coisas para prestar atenção no teaser trailer de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-segredos-trailer-2/ Stream da garota estudante do LoFi é suspenso pelo YouTube: https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lo-fi-stream-suspenso/ 5 canais de LoFi para ouvir enquanto stream da “estudante LoFi” não volta:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/garota-lofi-opcoes-de-canais/ Canal da estudante LoFi inicia nova transmissão ao vivo após ficar fora do ar:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/lofi-girl-canal-youtube-voltou/ Nintendo compra estúdio de animação:  https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/nintendo-compra-estudio-de-animacao/ TELEGRAM Entre no nosso grupo do Telegram: https://t.me/CanalNerdBunker APRESENTAÇÃO Pedro Duarte -- Instagram / Twitter Pri Ganiko -- Instagram / Twitter EDIÇÃO Doug Bezerra -- Instagram

Pupilas em Brasas
Pupilas de Segunda 156 – Dessa Água Não Beberei, Bebi e Gostei

Pupilas em Brasas

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022


Muito bem galera, estamos de volta com um mais um episódio cheio de reviravoltas! Nesse episódio Samuel Santos, Edson Amaru e Abner Lobo abrem o coração e confessam as obras que demoraram para ver, mas quando viram amaram. Dá o play e aproveita para revelar o que bebeu e gostou… Se você gosta do Pupilas em... The post Pupilas de Segunda 156 – Dessa Água Não Beberei, Bebi e Gostei appeared first on .

Pupilas em Brasas
Pupilas de Segunda 156 – Dessa Água Não Beberei, Bebi e Gostei

Pupilas em Brasas

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 25:47


Muito bem galera, estamos de volta com um mais um episódio cheio de reviravoltas! Nesse episódio Samuel Santos, Edson Amaru e Abner Lobo abrem o coração e confessam as obras que demoraram para ver, mas quando viram amaram. Dá o play e aproveita para revelar o que bebeu e gostou… Se você gosta do Pupilas em... The post Pupilas de Segunda 156 – Dessa Água Não Beberei, Bebi e Gostei appeared first on .

100 Legendas em Português
À Conversa com a Anita - O que significa morar no Algarve?

100 Legendas em Português

Play Episode Listen Later May 9, 2021 11:38


Bem-vindo ao 100 Legendas em Português! Hoje temos uma convidada muito especial aqui no podcast! A Anita é professora de Português online e vem partilhar contigo o que significa morar no Algarve. Gostei muito de estar à conversa com Anita e espero que gostes de ouvir a nossa conversa. Por isso, senta-te à vontade e prepara-te para mergulhares na cultura Portuguesa. Eu vou ajudar-te nesta tua aventura para que não te sintas sozinho. Podes encontrar-me em: https://instagram.com/portuguesewithcristina Podes encontrar a Anita em: https://www.instagram.com/anitas_portuguese_lessons Vais encontrar a transcrição completa deste episódio em: https://patreon.com/portuguesewithcristina