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Antonieta

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HISTORIAS DE LA HISTORIA
María Antonieta

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 29, 2026 52:41


La historia de María Antonieta ha sobrevivido al paso de los siglos envuelta en contradicciones. Para unos fue una reina frívola, desconectada del sufrimiento de su pueblo y símbolo perfecto de los excesos del Antiguo Régimen. Para otros, una mujer utilizada como chivo expiatorio en medio de una revolución que necesitaba enemigos visibles sobre los que descargar toda la rabia acumulada durante décadas. Lo cierto es que, más allá de la leyenda negra y de las caricaturas que circularon por París, María Antonieta fue también una víctima de su tiempo: una adolescente convertida en pieza diplomática, atrapada desde niña dentro de un sistema despiadado donde la política, el protocolo y las apariencias pesaban mucho más que los sentimientos humanos. Su vida resume como pocas el derrumbe de toda una época. Nació entre los salones dorados de Viena y murió en una carreta camino de la guillotina. Conoció el lujo más deslumbrante de Europa y también la humillación, el miedo y la pérdida absoluta de libertad. Y quizá por eso sigue despertando fascinación más de dos siglos después. Porque en el fondo, detrás de la reina, de los vestidos y de los escándalos, permanece la imagen profundamente humana de una mujer que vio cómo el mundo para el que había sido educada desaparecía ante sus propios ojos. Con la caída de María Antonieta no solo terminó una vida. También se apagó definitivamente el eco de aquella Europa de reyes absolutos, ceremonias fastuosas y privilegios eternos que creyó que jamás tendría final.

HISTORIAS DE LA HISTORIA
María Antonieta

HISTORIAS DE LA HISTORIA

Play Episode Listen Later May 29, 2026 52:41


La historia de María Antonieta ha sobrevivido al paso de los siglos envuelta en contradicciones. Para unos fue una reina frívola, desconectada del sufrimiento de su pueblo y símbolo perfecto de los excesos del Antiguo Régimen. Para otros, una mujer utilizada como chivo expiatorio en medio de una revolución que necesitaba enemigos visibles sobre los que descargar toda la rabia acumulada durante décadas. Lo cierto es que, más allá de la leyenda negra y de las caricaturas que circularon por París, María Antonieta fue también una víctima de su tiempo: una adolescente convertida en pieza diplomática, atrapada desde niña dentro de un sistema despiadado donde la política, el protocolo y las apariencias pesaban mucho más que los sentimientos humanos.Su vida resume como pocas el derrumbe de toda una época. Nació entre los salones dorados de Viena y murió en una carreta camino de la guillotina. Conoció el lujo más deslumbrante de Europa y también la humillación, el miedo y la pérdida absoluta de libertad. Y quizá por eso sigue despertando fascinación más de dos siglos después. Porque en el fondo, detrás de la reina, de los vestidos y de los escándalos, permanece la imagen profundamente humana de una mujer que vio cómo el mundo para el que había sido educada desaparecía ante sus propios ojos. Con la caída de María Antonieta no solo terminó una vida. También se apagó definitivamente el eco de aquella Europa de reyes absolutos, ceremonias fastuosas y privilegios eternos que creyó que jamás tendría final.

Infantas y Reinas
Las hijas de la emperatriz María Teresa: la archiduquesa María Isabel

Infantas y Reinas

Play Episode Listen Later May 28, 2026 14:59


Comenzamos hoy una nueva serie sobre las hijas de la emperatriz María Teresa. Algunas ya nos han visitado (como la reina María Antonieta o recientemente la archiduquesa María Cristina). Hoy hablamos de María Isabel, la hija más bella de María Teresa según sus contemporáneos, que finalmente quedó soltera ante el fracaso de todas las negociaciones matrimoniales que se intentaron.Os contamos con quién intentaron casarla, por qué no fructificaron esos compromisos, y cómo acabó de abadesa en el Tirol.

Archivos secretos de policía
María Antonieta y el precio de la venganza

Archivos secretos de policía

Play Episode Listen Later May 7, 2026 15:13


El 30 de junio de 1934, en la Ciudad de México, María Antonieta Ramírez, una muchacha de 18 años, disparó un revólver contra su hermano Andrés Gutiérrez, acabando con su vida. Ella misma confesó después que se trató de un crimen premeditado, puesto que un año antes, Andrés había abusado de ella y, desde entonces, ella planeó su venganza.Los vecinos describían a María Antonieta como una joven seria y reservada, incapaz de un acto violento. Las autoridades la consignaron por el homicidio, pero en el relato de LA PRENSA quedó retratada como una mujer que mató para lavar su honra.Puedes conocer más de este y otros casos en los Archivos secretos de La Prensa.*Este episodio se realizó con base en los periódicos y noticias que se publicaron en el momento de los hechos. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

Daily Easy Spanish
Por qué fue tan odiada María Antonieta, la reina más controvertida de la historia

Daily Easy Spanish

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 34:18


Considerada en un momento como la mujer más despreciada de Europa, María Antonieta fue vilipendiada como una libertina ingenua, conspiradora y derrochadora imprudente, y posteriormente ejecutada públicamente.

DESPIERTA TU CURIOSIDAD
El “Asunto del Collar” de Maria Antonieta, la más novelesca y famosa estafa joyera de la historia

DESPIERTA TU CURIOSIDAD

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 9:14


Un collar de diamantes valorado en una fortuna precipitó uno de los mayores escándalos del Antiguo Régimen. El llamado Affair of the Diamond Necklace implicó intrigas cortesanas, falsificaciones y a la reina María Antonieta, aunque nunca llegó a comprar la joya. La estafa, urdida por aventureros que manipularon al cardenal de Rohan, desató un juicio público devastador. En vísperas de la Revolución francesa, el episodio erosionó aún más la imagen de la monarquía, alimentando la percepción de derroche y corrupción que le acabaría costando el trono y la cabeza a la reina. Y descubre más historias curiosas en el canal National Geographic y en Disney +. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Infantas y Reinas
María Teresa, la única hija superviviente de María Antonieta y Luis XVI

Infantas y Reinas

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 18:18


Durante la Revolución Francesa, los reyes Luis XVI y María Antonieta fueron guillotinados y dejaron huérfanos a los únicos dos hijos que les quedaban de los 4 que habían tenido. De ellos solo sobreviviría María Teresa, una niña que fue liberada a los 17 años de la prisión en la que había vivido gran parte de su vida y que acabó viviendo una existencia muy ajetreada. Hoy vamos a hablar de ella.

Un buen día para viajar
Emisión domingo 15 de marzo - parte 1

Un buen día para viajar

Play Episode Listen Later Mar 14, 2026 120:00


Al llegar el domingo las horas viajeras más intensas llegan de nuevo a Rpa, hoy 15 de marzo pasarán grandes amigos para contarnos temas muy interesantes…por ejemplo Alberto Campa en su sección de viajes por todo el mundo, y aprovechando esta situación de inestabilidad global que nos rodea nos llevará por esas zonas que el bien conoce de los países en el entorno del Golfo Pérsico para recordar las maravillas que en muchos de esos países hay, y la triste situación que la población civil tiene que sufrir, un viaje para reflexionar…a continuación en nuestras salidas por toda España nos vamos a tierras navarras para visitar una de las poblaciones más llamativas de la comunidad foral, por su historia, por su arte y por el esplendoroso y famoso cerco que lo preside, me refiero a la hermosa Artajona, Eneko Ventas de ‘Descubre Artajona’ nos lo contará todo con detalle…y llegará Grandes Personajes de la Historia pero esta vez muy en plural porque la escritora e historiadora María Reig nos hablará de 9 reinas eternas, desde el antiguo Egipto hasta prácticamente la modernidad pasando por Julia Domna, Teodora, María Antonieta, Catalina la Grande o Sisi, apasionante recorrido vital de algunas de estas mujeres que dejaron sello imborrable en la historia…y cierre de lujo hablando de la historia del agua en Oviedo, de las dificultades de su abastecimiento durante años pero sobre todo de la historia de mítico acueducto de Los Pilares del cual apenas quedan unos arcos y que fue magnífico en su importancia y en su propia historia y con un final también muy triste, Carlos Fernández Llaneza portavoz municipal del partido socialista en el Ayuntamiento de Oviedo y gran conocedor de esta historia del agua ovetense y su acueducto nos lo narrará con precisión y detalles…dos horas de viaje y radio en Rpa!!

Infantas y Reinas
La archiduquesa María Cristina de Austria, el gran amor de Isabel de Borbón-Parma

Infantas y Reinas

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 18:18


Hace unas semanas hablábamos en Infantas y Reinas de Isabel de Borbón-Parma y de su relación con su cuñada, la archiduquesa María Cristina de Austria. Hoy hablamos de ella, de Mimi, la hija favorita de la emperatriz María Teresa. Os contamos su mala relación con sus hermanos-incluida la famosa María Antonieta- y a qué se debía y también su matrimonio con Alberto de Sajonia y su agitada vida como gobernadores de los Países Bajos austríacos.

La Hora de la Verdad
María Antonieta Mejía diciembre 3 de 2025

La Hora de la Verdad

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 12:25 Transcription Available


María Antonieta Mejía- Candidata a vicepresidenta de Honduras por el opositor Partido NacionalTema: Elecciones en Honduras

Filosofía, Psicología, Historias
María Antonieta, la niña que quiso ser reina

Filosofía, Psicología, Historias

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 7:39 Transcription Available


María Antonieta llega a Versalles como una adolescente llena de sueños, pero la política, los escándalos cortesanos y su propia inexperiencia la van aislando hasta convertirla en símbolo de una Francia en crisis. El episodio narra su ascenso, su caída y el drama humano detrás del mito.

Luli y Nabi
Antonieta Rivas Mercado: Brillante, intensa y verdaderamente trágica

Luli y Nabi

Play Episode Listen Later Nov 18, 2025 53:07 Transcription Available


Queridíchimos…Hoy estaremos hablando de la interesantíchima vida de una mujer adelantada a su época- brillante, apasionada, y trágica…Un episodiazo verdaderamente…Hiii hiii

Sale el Sol
María Antonieta de las Nieves pensó que iba a M0R1R!

Sale el Sol

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 3:13


"Ya no la contaba" ¡#MaríaAntonietaDeLasNieves, 'La #Chilindrina' pensó que iba a M0R1R tras estar MAL medicada! Además, REVELA que NO le tiene miedo a la MU3RT3 y ya tiene su TESTAMENTO listoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

De Primera Mano
María Antonieta de las Nieves se RETIRA y Edgar Vivar revelalasrazones!

De Primera Mano

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 3:53


#ÉdgarVivar habló sobre el reciente retiro de #MaríaAntonietaDeLasNieves, #LaChilindrina. Compartió que ha mantenido contacto con ella y celebró su decisión como “sabia”, aunque dijo no imaginarla inactiva. También aclaró que la actriz se encuentra bien de salud, tras haber sufrido una reacción adversa a un medicamento durante su estancia en Perú.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Mondolivro
Mondolivro - Antonieta Cunha é homenageada pelo 6º FliBH

Mondolivro

Play Episode Listen Later Oct 21, 2025 1:39


Afonso Borges fala sobre Antonieta Cunha. A autora será homenageada na sexta edição do Festival Literário de Belo Horizonte.See omnystudio.com/listener for privacy information.

La Diez Capital Radio
Informativo (16-10-2025)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 20:39


Miguel Ángel González Suárez te presenta el Informativo de Primera Hora en 'El Remate', el programa matinal de La Diez Capital Radio que arranca tu día con: Las noticias más relevantes de Canarias, España y el mundo, analizadas con rigor y claridad. Miguel Ángel González Suárez te presenta el Informativo de Primera Hora en 'El Remate', el programa matinal de La Diez Capital Radio que arranca tu día con: Las noticias más relevantes de Canarias, España y el mundo, analizadas con rigor y claridad. Hoy hace 2 años: Los canarios dejaron de ser los más ‘ricos’ de las Regiones Ultraperiféricas. Hoy hace un año: Von der Leyen presentará una nueva propuesta para agilizar el proceso de deportación de inmigrantes … Y hoy hace 365 días: Canarias apoya abrir centros de acogida de menores en sus países de origen. Hoy se cumplen 1.342 días del cruel ataque e invasión de Rusia a Ucrania. 3 años y 232 días. Hoy es jueves 16 de octubre de 2025. Día Mundial del Pan. El Día Internacional del Pan se celebra el 16 de octubre de cada año con el objetivo de dedicar un día a uno de los alimentos más tradicionales en todo el mundo, así como para dar a conocer su valor nutricional e importancia en nuestra dieta diaria. La iniciativa partió de la Unión Internacional de Panaderos y Pasteleros (UIBC). A través de la historia el pan siempre ha sido un alimento que ha estado presente en la mesas de las familias alrededor del mundo. Un exquisito y nutritivo producto elaborado a base de trigo que tiene orígenes antiquísimos. 1793.- Revolución Francesa: La reina María Antonieta muere en la guillotina. 1846.- El médico de Boston William Thomas Morton utiliza por primera vez de forma pública el uso del éter como anestésico, en una operación en el Hospital General de Massachusetts. Comienza la cirugía sin dolor. 1923.- Los hermanos Walt y Roy Disney fundan la compañía de entretenimiento The Walt Disney Company en Los Ángeles, California. 1945.- Se crea la FAO, la agencia de Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura. 1962.- Comienza la Crisis de los misiles entre Cuba tras conocer Estados Unidos los planes de la Unión Soviética de montar una base de misiles en la isla cubana. 1995.- Se celebra el primer juicio experimental con jurado en España tras la aprobación de la Ley del Jurado en mayo. 1998.- El exdictador chileno Augusto Pinochet es detenido en Londres por orden del juez español Baltasar Garzón. 2002.- Se inaugura en Egipto la nueva Biblioteca de Alejandría. 2004: Messi debuta con el club F.C. Barcelona a los 17 años de edad. Pasaría a ser uno de los mejores futbolistas de todos los tiempos. 2017.- Jordi Sánchez y Jordi Cuixart, líderes de las organizaciones independentistas Asamblea Nacional Catalanay Òmnium Cultural, respectivamente, ingresan en prisión sin fianza acusados de un presunto delito de sedición. 2018.- Las principales entidades soberanistas catalanas se manifiestan en Barcelona para pedir la libertad de los Jordis tras un año en prisión preventiva. Santas Margarita, María de Alacoque y Eduvigis y san Florentino. Rutte destaca "la unanimidad" en la OTAN y asegura que España apoya totalmente el objetivo de defensa. Israel vuelve a permitir la entrada de ayuda en Gaza, pero solo la mitad de lo pactado en la tregua. El juez del Supremo mantiene en libertad a Ábalos sin fianza y con las mismas medidas cautelares tras negarse a declarar. Feijóo dice que en Ferraz "los billetes corren como en un prostíbulo" y Sánchez replica: "La 'caja B' existió en su partido" La inflación repunta al 3% en septiembre, una décima más de lo avanzado, por los carburantes y la electricidad. El conocido como precio de la cesta de la compra, el grupo de alimentos y bebidas no alcohólicas, ha experimentado en las Islas el mayor crecimiento dentro del país, con nada menos que el 34% más en solo cinco años, desde septiembre de 2021. Más de un millar de canarios se declararon en quiebra en el segundo trimestre de 2025. Canarias fue la segunda Comunidad Autónoma con una mayor tasa de litigios concursales y demandas por despido. Los lanzamientos hipotecarios descendieron un 30% respecto al mismo periodo de 2024, pero los juicios por impago de alquiler se mantuvieron con 332 casos. Las aerolíneas prevén cerrar el año con 1.200 millones de deuda por impagos del descuento de residente. La Asociación de Líneas Aéreas (ALA) anticipan una desaceleración en la temporada de invierno tras varios años de récords en el tráfico de pasajeros. El escalonamiento de horarios reduce un 15% el tiempo de viaje del norte de Tenerife. El Cabildo destaca la mejora del tráfico en las autopistas TF-5 y TF-1 y un incremento de 120.000 nuevos usuarios del transporte público en dos años. La Guardia Civil culmina la mayor operación de robos en equipajes del aeropuerto Tenerife Sur: así operaba la red criminal. La Benemérita desmantela al grupo criminal, formado por 95 personas, que sustrajo objetos por un valor total que supera los 3 millones de euros. Salvamento desembarca en Gran Canaria a 52 personas que iban en una neumática. Los supervivientes, entre los que hay dos menores de edad, salieron el lunes desde el Sáhara Occidental. Un 16 octubre de 1967. Joan Baez sería arrestada y encarcelada por sus protestas en contra de la Guerra de Vietnam en una manifestación en Oakland, California. Pasaría un mes encerrada.

Advanced Spanish
ASPS Advanced Spanish - 460 - International news from a Spanish perspective

Advanced Spanish

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 9:03


Trabajar menos seguirá siendo solo un sueño en España El ascenso de Vox inquieta a derecha e izquierda ¿Bolsonaro a prisión? María Antonieta, más allá del mito A María Pérez le va la marcha

En Cabina con Laura G
Laura G en La Mejor - Alicia Villarreal por fin con novio

En Cabina con Laura G

Play Episode Listen Later Aug 27, 2025 34:43


Alicia Villarreal por fin con novio. Hospitalizan a María Antonieta de las Nieves. Información de todo lo que está pasando en La Casa. Wiliam Valdés en cabina.See omnystudio.com/listener for privacy information.

¡Buenos días, Javi y Mar!
07:00H | 13 AGO 2025 | ¡Buenos días, Javi y Mar!

¡Buenos días, Javi y Mar!

Play Episode Listen Later Aug 13, 2025 60:00


El audio trata sobre tendencias de ligar (en supermercados e IKEA), problemas de pareja (viajes con ex), situaciones curiosas al operar en "piloto automático", actos impulsivos (comer una palmera gigante, casarse rápido) y una joya histórica de María Antonieta.

La Noche de Adolfo Arjona
01:30H |11 AGOSTO 2025 | LA NOCHE DE ADOLFO ARJONA

La Noche de Adolfo Arjona

Play Episode Listen Later Aug 11, 2025 28:18


¿Cómo sería hoy el mundo si... ? ¿Qué habría sucedido si Napoleón hubiera ganado en Waterloo? ¿Y si a María Antonieta y a Luis XVI de Francia no les hubieran cortado la cabeza? ¿O si los nazis hubieran ganado la Segunda Guerra Mundial? Hoy abrimos “La Enciclopedia Oculta” de Guillermo Díaz para hablar de ucronías 

Es la Mañana del Fin de Semana
Biografías: María Antonieta, historia de una reina vilipendiada

Es la Mañana del Fin de Semana

Play Episode Listen Later Jun 15, 2025 19:22


Hoy conocemos la vida de la monarca más famosa de la historia: María Antonieta, una reina vilipendiada. Charlamos con su autora María Luisa Zamorano.

Es la Mañana del Fin de Semana
Es La Mañana de Fin de Semana: ¿Abrevias tus mensajes?

Es la Mañana del Fin de Semana

Play Episode Listen Later Jun 15, 2025 56:00


La vida de María Antonieta, aforismos sobre abreviar mensajes, las algas con Miguel del Pino y Kora Sparks para los pequeños.

PRIMUM GRADUS (el primer paso)
Los estados generales de 1789

PRIMUM GRADUS (el primer paso)

Play Episode Listen Later May 6, 2025 50:17


Segundo capítulo de esta serie dedicada a analizar a la Revolución Francesa. En este episodio hablamos brevemente de la biografía de Luis XVI, María Antonieta, Necker... y de la convocatoria de los Estados Generales que no habían sido convocados desde 1614.

Intangiblia™
Signed, Sued, and Animated: Intellectual Property Clashes of Fictional Legends

Intangiblia™

Play Episode Listen Later Apr 22, 2025 19:05 Transcription Available


Behind every cape, catchphrase, and cartoon lies a labyrinth of legal battles that define who owns our most beloved fictional characters. From courtrooms to corporate boardrooms, the fight for character rights shapes not just entertainment, but billion-dollar empires.Dive deep with us into fascinating cases that reveal the high-stakes world of character ownership. The Pokémon Company's swift takedown of a $40 million bootleg mobile game shows how fiercely major franchises protect their roster of creatures. Meanwhile, Star Wars faces unexpected challengers as actors from deleted scenes demand £190 million for their likenesses appearing in new content – potentially changing how studios use archival footage forever.Explore Disney's $10 billion Moana lawsuit, where an animator claims his unpublished screenplay was appropriated for the hit film, raising profound questions about idea ownership in Hollywood. We also examine what happens when copyright protection expires, as Popeye and Tintin enter the public domain only to be immediately reimagined as horror characters and noir detectives.The emotional battles over El Chavo del Ocho characters demonstrate how performers and creators clash when trying to separate the artist from their iconic role. María Antonieta de las Nieves' landmark victory to perform as La Chilindrina independently stands in stark contrast to Spider-Man's tangled web of rights shared between Sony and Disney in an unprecedented co-licensing arrangement. And who knew that Sherlock Holmes showing emotions could trigger copyright infringement claims?These stories reveal a fundamental truth: in our character-driven entertainment landscape, intellectual property isn't just about legal documents – it's about who controls the soul of our collective imagination. Subscribe now to explore more fascinating collisions between creativity and the law that shape the characters we love.Send us a text

Curiosidades de la Historia National Geographic
María Antonieta, un ícono de la moda en la Francia del siglo XVIII

Curiosidades de la Historia National Geographic

Play Episode Listen Later Apr 4, 2025 9:09


Durante el siglo XVIII, las damas de Versalles y París competían por lucir los vestidos y los complementos más sofisticados. Entre ellas destacaba, como no podía ser de otro modo, la reina de Francia, la famosa María Antonieta.

El Filip
LA DESAFORTUNADA Y LAMENTABLEMENTE VIDA DE MARÍA ANTONIETA

El Filip

Play Episode Listen Later Mar 28, 2025 60:25


TODOS la recuerdan como una MUJER CRUEL Y TERRORIFICA ¿Qué tan ciertas son todas las atrocidades de las que se le acusan? Hoy en el PODCAST de #ElFilip te contamos le historia de #MariaAntonieta ¿Quién estaba mal? Hoy te lo cuento

DESPIERTA TU CURIOSIDAD
El diamante Hope, el más preciado del mundo y su maldición

DESPIERTA TU CURIOSIDAD

Play Episode Listen Later Mar 24, 2025 6:18


Envuelto en un aura de misterio, el diamante Hope no solo es una de las gemas más valiosas del mundo, sino también una de las más temidas. Extraído en la India en el siglo XVII, pasó por las manos de reyes, aristócratas y magnates, dejando a su paso una estela de desgracias: Luis XVI y María Antonieta fueron ejecutados, un banquero se arruinó y otros propietarios sufrieron destinos fatales. Todo como consecuencia de una supuesta maldición… Y descubre más historias curiosas en el canal National Geographic y en Disney +. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Cómo Curar Podcast by Cocó March
El Poder Sanador del Perdón: Conversaciones con María Antonieta Collins

Cómo Curar Podcast by Cocó March

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 60:02


Qué Temas Quieres Escuchar Toca y Hablemos. TE LEO.Las emociones, como el enfado o la molestia hacia alguien, pueden quedarse dentro de nosotros y transformarse en rencor. Ese rencor, con el tiempo, se somatiza y puede afectar nuestra salud. ¿Por qué nos resulta tan difícil perdonar? A veces, las experiencias más dolorosas, como una traición, nos enseñan lecciones valiosas. Nunca imaginamos vivir ciertas situaciones dolorosas, pero cuando ocurren, pueden marcar un antes y un después en nuestras vidas. El perdón, aunque difícil, es un acto liberador que, aunque a veces visto como “egoísta”, beneficia tanto a quien lo concede como a quien lo recibe. ¿Qué se le puede decir a una mujer que está viviendo en una situación familiar de abuso físico, verbal o de cualquier tipo? Hay una frase muy cierta: “El valiente vive hasta que el cobarde quiere”. La verdadera valentía es reconocer que mereces vivir en paz y dar el primer paso para buscar ayuda. María Antonieta Collins, periodista, locutora y escritora mexicana, ha cautivado audiencias en Estados Unidos con su talento y carisma. Ganadora de siete premios Emmy, incluido el Peabody y el Edward R. Murrow Award, y autora de diez libros Best Sellers, ahora comparte su experiencia y reflexiona sobre cómo las emociones afectan nuestra salud, después de más de cuatro décadas de carrera en el periodismo.En este episodio, abordamos un tema crucial: ¿cómo las emociones, el resentimiento y los perdones no concedidos pueden afectar nuestra salud física y mental? Si alguna vez te has preguntado si estas cargas emocionales están vinculadas a tu bienestar, este es el momento de descubrirlo. Aprende cómo las emociones impactan tu bienestar y cómo gestionarlas.Descubre más sobre nuestra invitada, María Antonieta Collins:https://www.instagram.com/collinsoficial/?hl=esConsigue mis fórmulas en USA y México: https://store.dracocomarch.com/es/Consigue mis fórmulas en Europa:https://vitatiendaeuropa.com/es/Visita mi Podcast:https://comocurar.com/Sígueme en redes:https://www.facebook.com/CocoMarchNMDhttps://www.instagram.com/cocomarch.nmd/https://www.youtube.com/@CocoMarchNMDhttps://www.tiktok.com/@coco.march.nmd Aprende de mi blog:https://blog.dracocomarch.com

Ana Francisca Vega
¿Qué se sabe de la vacuna Patria contra Covid-19? Explica María Antonieta Basurto

Ana Francisca Vega

Play Episode Listen Later Dec 31, 2024 8:09


En entrevista para MVS Noticias con Óscar Palacios, en ausencia de Ana Francisca Vega, María Antonieta Basurto, inmunóloga, habló sobre que Claudia Sheinbaum anuncia que la vacuna “Patria” contra COVID-19 ya se aplica en México. ¿Es efectiva contra las nuevas variantes? "Yo no tengo noticias acerca de ello. Lo que yo me imagino que se refieren es que se están realizando las pruebas clínicas, las últimas pruebas clínicas", dijo. Comentó que durante las pruebas clínicas hay diferentes fases y en la segunda y tercera fase, se llevan un tiempo para poder evaluar los resultados. Mencionó que tiene entendido que la vacuna lleva buenos resultados, pero no se ha terminado la fase 3; y empieza después la producción masiva del biológico.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Un Minuto Con Las Artes www.unminutoconlasartes.com
Conversación con María Antonieta Flores: Poesía, y su nuevo poemario "La Intención Esquirlada"

Un Minuto Con Las Artes www.unminutoconlasartes.com

Play Episode Listen Later Dec 2, 2024 53:08


Nace Una Leyenda: Chespirito
Chespirito vs Chilindrina

Nace Una Leyenda: Chespirito

Play Episode Listen Later Sep 17, 2024 28:24 Transcription Available


La vecindad ha cerrado sus puertas. María Antonieta de las Nieves descubre la vida sin el Chavo del 8 y, sobre todo, sin la Chilindrina. En este episodio escucharemos cómo fue el pleito por el personaje de la Chilindrina entre María Antonieta y Chespirito. Aunque uno de ellos consiguió quedarse con el personaje, se puede decir que todos perdieron algo, hasta los fans.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Contrapoder, con Jorge Ramos
50 años de carrera de María Antonieta Collins

Contrapoder, con Jorge Ramos

Play Episode Listen Later Sep 9, 2024 6:05


'La señora de las palabras' María Antonieta Collins está celebrando 50 años de carrera profesional y hablamos con ella sobre sus aprendizajes, sus mejores momentos y lo que le espera de aquí en adelante.Collins tiene una historia de vida de valentía y hoy la comparte con nosotros.

Calamares en su tinta
Chispas del fuego olímpico

Calamares en su tinta

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 48:40


La inauguración de los juegos olímpicos siempre es un evento histórico: un resumen de los símbolos de la cultura que los  alberga cada cuatro años, y esta vez París no fue la excepción. Desde la cabeza de María Antonieta hasta la polémica por La Última Cena, de Leonardo da Vinci, es mucho lo que se puede decir sobre el pasado de Francia y la forma en que esta vez fue retratado mientras la llama olímpica ascendía en un globo aerostático, acaso el guiño más bello a la vida parisina ayer, hoy y siempre.

En Caso de que el Mundo Se Desintegre - ECDQEMSD
S26 Ep5836: De Quién es Venezuela? Elecciones 2024

En Caso de que el Mundo Se Desintegre - ECDQEMSD

Play Episode Listen Later Jul 29, 2024 60:33


Todos a votar con la sensación inequívoca de que un nuevo tiempo comenzaba en Venezuela. Seis horas después de finalizadas las votaciones el Consejo Nacional Electoral venezolano anunció como ganador al presidente Nicolás Maduro. ECDQEMSD podcast El Cyber Talk Show - episodio 5836 De Quién es Venezuela? Conducen: El Pirata y El Sr. Lagartija https://canaltrans.com Noticias Del Mundo: Elecciones venezolanas - Después de más de dos décadas de chavismo - La caída del Mayo Zambaza - La fiesta de los Juegos Olímpicos - Un banquete a orillas de Sena - De Lady Gaga a Gojira - De María Antonieta a Notre Dame - Paris 2024 Historias Desintegradas: Interpretando sueños - Cosas de la juventud - Significado de lo soñado - El Palacio de los Sueños - Epopeyas balcánicas - Trenes de grandes distancias - Perritos y angustias - Terminando la carrera - De Michoacán a Quinta Roo - Mis datos -  Aplicación Nave Llamando a Tierra - Sin motivación - La absurda existencia - Regresando a terapia - Cámara infrarroja y perfume - Novedades tecnológicas para gatos - Taco y Naco - Día internacional del Tigre y más... En Caso De Que El Mundo Se Desintegre - Podcast no tiene publicidad, sponsors ni organizaciones que aporten para mantenerlo al aire. Solo el sistema cooperativo de los que aportan a través de las suscripciones hacen posible que todo esto siga siendo una realidad. Gracias Dragones Dorados!! NO AI: ECDQEMSD Podcast no utiliza ninguna inteligencia artificial de manera directa para su realización. Diseño, guionado, música, edición y voces son de  nuestra completa intervención humana.

The Rational Egoist
The Rational Egoist: Why Relationships Fail with Antonieta Contreras

The Rational Egoist

Play Episode Listen Later Jul 7, 2024 41:06


The Rational Egoist: Why Relationships Fail with Antonieta Contreras In this episode of The Rational Egoist, host Michael Liebowitz welcomes Antonieta Contreras, a trauma psychotherapist with specializations in Trauma Studies from the Institute of Contemporary Psychotherapies and Human Sexuality from NYU School of Medicine. Join them as they explore the complex factors that contribute to the failure of relationships. Contreras brings her expertise to the table, discussing the impact of trauma, communication breakdowns, and other psychological dynamics that can undermine partnerships. This episode provides valuable insights for anyone seeking to understand the deeper issues that can challenge relationships and how to address them. Tune in for a candid and informative conversation that delves into the heart of human connections.Michael Leibowitz, host of The Rational Egoist podcast, is a philosopher and political activist who draws inspiration from Ayn Rand's philosophy, advocating for reason, rational self-interest, and individualism. His journey from a 25-year prison sentence to a prominent voice in the libertarian and Objectivist communities highlights the transformative impact of embracing these principles. Leibowitz actively participates in political debates and produces content aimed at promoting individual rights and freedoms. He is the co-author of “Down the Rabbit Hole: How the Culture of Correction Encourages Crime” and “View from a Cage: From Convict to Crusader for Liberty,” which explore societal issues and his personal evolution through Rand's teachings. Explore his work and journey further through his books:“Down the Rabbit Hole”: https://www.amazon.com.au/Down-Rabbit-Hole-Corrections-Encourages/dp/197448064X“View from a Cage”: https://books2read.com/u/4jN6xj join our Ayn Rand Adelaide Meetups here for some seriously social discussions on Freedom https://www.meetup.com/adelaide-ayn-rand-meetup/

El Filip
ABUSARON DE SU INOCENCIA-La vida de María Antonieta Pons

El Filip

Play Episode Listen Later Jun 28, 2024 57:21


Esta noche en el canal de YouTube de #ElFilip tenemos una historia que no te puedes perder, te cuento la historia de vida de una Vedette, la que para muchisimos fue la mas sensual y bella que existió y triunfó en #Mexico pero… ¿a qué costo? Hoy te lo cuento solo aquí en el canal de YouTube de #ElFilip Si el video te gusta no olvides comentar, compartir y regalarme un like.

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Acontece que no es poco | La Pillada en Varennes por la indiscreta fuga de Luis XVI y María Antonieta

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 16:30


El 20 de junio de 1791, Luis XVI y María Antonieta intentaron fugarse de París y abandonar el cautiverio al que los tenían sometidos los revolucionarios. Nos lo cuenta Nieves Concostrina.Ya puedes escuchar Polvo eres, exclusivo en Podimo: https://go.podimo.com/es/polvoeres

Cualquier tiempo pasado fue anterior
Acontece que no es poco | La Pillada en Varennes por la indiscreta fuga de Luis XVI y María Antonieta

Cualquier tiempo pasado fue anterior

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 16:30


El 20 de junio de 1791, Luis XVI y María Antonieta intentaron fugarse de París y abandonar el cautiverio al que los tenían sometidos los revolucionarios. Nos lo cuenta Nieves Concostrina.Ya puedes escuchar Polvo eres, exclusivo en Podimo: https://go.podimo.com/es/polvoeres

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina
Acontece que no es poco | La Pillada en Varennes por la indiscreta fuga de Luis XVI y María Antonieta

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 16:30


El 20 de junio de 1791, Luis XVI y María Antonieta intentaron fugarse de París y abandonar el cautiverio al que los tenían sometidos los revolucionarios. Nos lo cuenta Nieves Concostrina.Ya puedes escuchar Polvo eres, exclusivo en Podimo: https://go.podimo.com/es/polvoeres

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina
Acontece que no es poco | La Pillada en Varennes por la indiscreta fuga de Luis XVI y María Antonieta

Acontece que no es poco con Nieves Concostrina

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 16:30


El 20 de junio de 1791, Luis XVI y María Antonieta intentaron fugarse de París y abandonar el cautiverio al que los tenían sometidos los revolucionarios. Nos lo cuenta Nieves Concostrina.Ya puedes escuchar Polvo eres, exclusivo en Podimo: https://go.podimo.com/es/polvoeres

La Ventana
Acontece que no es poco | La Pillada en Varennes por la indiscreta fuga de Luis XVI y María Antonieta

La Ventana

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 16:30


El 20 de junio de 1791, Luis XVI y María Antonieta intentaron fugarse de París y abandonar el cautiverio al que los tenían sometidos los revolucionarios. Nos lo cuenta Nieves Concostrina.Ya puedes escuchar Polvo eres, exclusivo en Podimo: https://go.podimo.com/es/polvoeres

La Ventana
La Ventana de 18 a 20h | La Ventana del cine. El Club de la Escucha. Acontece que no es poco. Lo que queda del día

La Ventana

Play Episode Listen Later Jun 19, 2024 67:23


Carlos Boyero hace su crítica sobre los últimos estrenos de la semana, 'Inside out 2' y 'Los indeseables'. En El Club de la Escucha conocemos de la mano de Eugenio Viñas el podcast 'La cárcel no es da risa. Nieves Concostrina nos habla del intento de fuga de Luis XVI y María Antonieta. Y terminamos con un resumen en Lo que queda del día con Isaías Lafuente.

La W Radio con Julio Sánchez Cristo
‘Antonieta' y ‘Fartusco', entre algunos insultos que se usaban antigüamente: ¿los conocía?

La W Radio con Julio Sánchez Cristo

Play Episode Listen Later Jun 18, 2024 4:56


La mesa de trabajo de La W conversó sobre algunos insultos curiosos de antaño.

50 Shades of Green: A Climate Group Podcast
Episode 13 - US Climate Action Summit - Latino Community Engagement, Climate & Health; Antonieta Cadiz Vargas, Seema Wadhwa

50 Shades of Green: A Climate Group Podcast

Play Episode Listen Later May 22, 2024 47:51


In this episode, we're looking back at the US Climate Action Summit –what happened and how we're carrying progress forward from the week. First, Climate Group's Executive Director for North America Angela Barranco will join with Antonieta Cadiz Vargas, Deputy Executive Director of Climate Power En Accion, for the inside scoop on the US Climate Action Summit's flagship event – the Leaders' Forum and how partnerships and engagement are forging a better future for Latino communities. Then, Adam Lake speaks to Seema Wadwha, Executive Director of Environmental Stewardship at Kaiser Permanente, on the US Climate Action Summit's first ever Climate and Health Day and how healthcare companies are adapting to new paradigms in the connection between climate change and healthcare.

Infantas y Reinas
María Leszczynska, de princesa polaca a reina de Francia

Infantas y Reinas

Play Episode Listen Later Mar 28, 2024 13:32


María fue una princesa polaca que acabó como reina consorte de Francia, tras salir elegida en una lista de 100 candidatas. Fue abuela de tres reyes de Francia y además la reina consorte que más tiempo estuvo en el trono. Aunque en su momento no fue demasiado bien recibida y no tuvo un matrimonio muy feliz, tras su muerte se la consideró una reina modelo incluso para la propia María Antonieta. Hoy hablamos de ella.

Pati Chapoy
María Antonieta de las Nieves: la eterna niña de la televisión mexicana.

Pati Chapoy

Play Episode Listen Later Mar 25, 2024 97:03


En la antesala de un anunciado retiro, María Antonieta de las Nieves hace un recuento exhaustivo de su larga trayectoria artística, cuyo monumental legado es el de la eterna niña de las pecas y el suéter torcido de la vecindad de “El Chavo del ocho”.María Antonieta o Tony, como la llaman sus cercanos, narra a Pati Chapoy cómo su fortuito encuentro con “Chespirito” marcó su destino, por más que ella se empeñara en no ser una actriz cómica.Pero ¿quién diría que paradójicamente detrás del entrañable personaje de “La Chilindrina”, hay un sinfín de historias dramáticas y de resiliencia?Entre éstas, la muerte de su hermana debido a obesidad extrema, o la de su madre a causa de cáncer… y por supuesto el origen del doloroso distanciamiento de su mentor y descubridor, de quien a pesar de haber sido casi una hija, nunca pudo despedirse… Y es que nada es lo que parece. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

The Trauma Therapist | Podcast with Guy Macpherson, PhD | Inspiring interviews with thought-leaders in the field of trauma.

Antonieta Contreras, a former banker originally educated as a mathematician, is a trauma psychotherapist who graduated with a Master's in Social Work from NYU. After forming her clinical skills as a gestalt therapist and training at agencies with highly traumatized people, she received a specialization in Trauma Studies from the Institute of Contemporary Psychotherapies (ICP) and in Human Sexuality from NYU School of Medicine. She maintains a private practice where she combines different trauma modalities as well as the contemplative techniques that she learned from studying within Buddhist traditions.Antonieta's book recently received the award for the best book of 2023 in the category Psychology/Mental Health division by The American Book Fest. In This EpisodeAntonieta Contreras's Website Traumatization and Its Aftermath. A Systemic Approach to Understanding and Treating Trauma Disorders, Antonieta ContrerasAntonieta's trainings---What's new with The Trauma Therapist Project!The Trauma 5: gold nuggets from my 700+ interviewsThe Trauma Therapist Newsletter: a monthly resource of information and inspiration dedicated to trauma therapists.This show is part of the Spreaker Prime Network, if you are interested in advertising on this podcast, contact us at https://www.spreaker.com/show/5739761/advertisement

Ronda Deportiva
147: Tesoros malditos.

Ronda Deportiva

Play Episode Listen Later Sep 25, 2023 41:31


Tesoros malditos.Esta semana en Código Misterio hablaremos de tesoros malditos.Nuestra investigación comienza conociendo la maldición de la tumba de Tutankamon en Egipto y como suscito varias muertes de las personas que participaron en la búsqueda del tesoro, pero eso no es todo, durante el 2021 al llevar a diferentes partes del mundo los tesoros egipcios sucedieron cosas muy extrañas.También hablaremos de la famosa Oak Island, este lugar donde aparentemente varios piratas como el capitán Kid y los caballeros templarios enterraron sus tesoros, al igual que ahí se podrían encontrar las joyas de la decapitada reina de Francia, María Antonieta, o manuscritos que demostrarían que parte de la obra de William Shakespeare habrían sido escritos por Francis Bacon.Finalmente hablaremos del Paso Cahuenga, lugar donde se haya un misterioso tesoro que contiene oro, piedras preciosas y muchas cosas valiosas que en su momento sería utilizado por México para comprar armas a los Estados Unidos.Todo esto y más en este episodio de Código Misterio, búscanos en Facebook e Instagram como Código misterio y descarga el podcast en tu plataforma de audio favorita y pasa la voz.