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No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]
No Decor e Arte de hoje, Janina Ester fala sobre a Casa Bola. A residência foi construída em 1969, na na Faria Lima, em São Paulo, e adota um formato esférico sem ângulos retos. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Abertura dos trabalhos na Amorosidade
Engraçadinha Seus Amores e Seus Pecados é uma minissérie brasileira exibida originalmente em 1995 pela TV Globo baseada na obra de Nelson Rodrigues e considerada uma das adaptações mais corajosas já feitas na teledramaturgia nacionalNeste vídeo faço uma análise técnica completa de Engraçadinha abordando narrativa direção fotografia atuações temas psicológicos impacto cultural recepção da crítica e por que essa minissérie envelheceu melhor do que muitas produções atuaisReassistir Engraçadinha hoje é perceber como Nelson Rodrigues estava à frente de seu tempo ao tratar de sexualidade culpa hipocrisia moral repressão religiosa e violência simbólica de forma profunda incômoda e extremamente atualA minissérie está disponível atualmente no Globoplay em versão remasterizada o que permite uma nova leitura estética e narrativa da obraEste vídeo é para quem gosta de crítica cinematográfica análise de séries clássicos da televisão brasileira Nelson Rodrigues dramaturgia brasileira e obras que não têm medo de desconfortar o espectadorSINOPSEEngraçadinha acompanha a trajetória de Maria da Graça uma mulher marcada por um passado escandaloso em uma sociedade moralista que julga reprime e pune seus desejos a narrativa alterna entre passado e presente revelando como culpa repressão e hipocrisia moldam sua vida adultaFICHA TÉCNICATítulo Engraçadinha Seus Amores e Seus PecadosAno 1995Formato MinissérieEmissora TV GloboBase literária Nelson RodriguesAdaptação Leopoldo SerranDireção Denise SaraceniGênero Drama psicológico melodrama crítica socialExibição atual GloboplayPOR QUE ASSISTIR ESSE VÍDEOAnálise profunda sem superficialidadeContexto histórico da produçãoComparação com a TV atualLeitura técnica e cultural da obraDiscussão sobre moral sexualidade e hipocrisia no BrasilSe você gosta de conteúdo crítico sobre cinema televisão brasileira e cultura este vídeo é para você#Engraçadinha#NelsonRodrigues#MinisserieBrasileira#TVBrasileira#ClassicosDaTV#Globoplay#CriticaDeSeries#CulturaBrasileira#DramaturgiaBrasileira#SeriesBrasileiras#AnáliseCultural#crítica #dimitrikozma
Engraçado como quem menos faz é sempre quem mais opinaQuem prospera compartilhaQuem não cresce criticaE o maior risco não é conviver com esse tipo de genteÉ sem perceber virar um deles
Bom dia, boa tarde e/ou boa noite! Desculpe pela bagunça, mas é querendo ser “os engraçadalhos” que trazemos para vocês mais um episódio do pior podcast do Brasil. No programa de hoje, os nossos integrantes foram para o Espírito Santo se juntar com uma galera da podosfera e relembrar algumas histórias doidas que prometem tirar – pelo menos – um leve sorriso do seu rosto. Dê seu play e ouça sobre o Game of Thrones da vida real; aprenda a se camuflar na Argentina; entenda casos de enlouquecimento em apartamentos; e descubra se tens o que é preciso para energizar minha adaga…CONVIDADOS DE HOJE:Eduardo Couto – COUTOCASTWillian Vulto – OBSERVADOR QUÂNTICOProf. Maury – ULTRAGEEKRenan Cirilo & Rafael Pelissari – NATRILHA!!!!!!NOS DÊ ESMOLA!!!!!CAMISETAS DO XORUME LINK PARA GRUPO DO TELEGRAMWHATSAPP: (19) 9 – 9495-5485 CURTA NOSSO FACEASSINE NOSSO FEED
Ao contrário do que o nome sugere, Pedro Leandro não faz comédia em português. O pai nasceu em Portugal, a mãe é espanhola, mas cresceu na Bélgica e vive no Reino Unido há mais de 10 anos. É ator — na sua performance na peça “Fiji”, foi descrito pelo The Guardian como “magnético” — e também faz stand-up comedy. Este ano apresentou pela primeira vez um espetáculo a solo, “Soft Animal”, no Fringe, um dos maiores festivais de comédia e artes do mundo. Um espetáculo onde Pedro Leandro aborda a experiência de crescer como um jovem queer e a promessa de sucesso e fama enquanto jovem cantor, que acabou por não se concretizar. Estreou-se em Portugal em agosto, no Worten Mock Fest. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, aponta a avó portuguesa como peça importante na formação do seu sentido de humor, explica como a comédia se tornou mecanismo de defesa enquanto jovem queer e satiriza o intensamente premiado musical “Hamilton”. A conversa neste episódio é feita em inglês.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O anúncio do regresso do chef Hugo Guerra à renovada Bica do Sapato, fazer trabalho à antiga com equipas da nova geração e histórias de uma fobia muito particular.
2025 is your year to level up your Brazilian Portuguese—agora é a hora!
No episódio de hoje, abrimos o coração para dividir com vocês tudo o que aprendemos ao longo dos nossos 9 anos de casamento. Falamos sobre como nos conhecemos, o momento em que sentimos que era pra sempre, histórias engraçadas do início do relacionamento, os maiores desafios que enfrentamos juntos e como lidamos com as diferenças no dia a dia. Também compartilhamos os aprendizados mais profundos que tivemos um sobre o outro, experiências inesquecíveis e os segredos que ajudam a manter nossa conexão viva mesmo após tantos anos.Episódio citado “Como viver com alguém com depressão”:https://youtu.be/CHIUutmrz3I?si=izMjYRNost0I7jUOTer a VIDA SOB CONTROLE é ter liberdade para realizar sonhos, reconhecer que você é o responsável por sua vida e saber que o que aconteceu no seu passado não define o seu futuro.Junte-se ao João e à Vanessa nesta conversa sobre como fortalecer a parceria no relacionamento e evoluir juntos em busca da melhor versão.Vanessa: http://instagram.com/vanessalino_João: http://instagram.com/joaogzanella
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Juca Kfouri é um dos jornalistas esportivos mais influentes, respeitados e admirados do Brasil. Com mais de 5 décadas de sucesso em todas as plataformas de mídia, já encantou audiências na TV, em rádios, revistas, jornais e claro, no seu blog. Responsável por momentos marcantes da cobertura futebolística, é o criador do termo Democracia Corinthiana e o responsável pelo furo sobre o escândalo de corrupção do Corinthians. Nessa conversa gostosa, Juca fala sobre futebol e o declínio da cobertura jornalística, com o encolhimento das redações e a supremacia do conteúdo de entretenimento em detrimento das análises críticas e reportagens investigativas. Também conversamos sobre sua passagem pela Playboy e as polêmicas da época. Mas o mais gostoso fica pro final, a relação lindíssima que ele tem com as netas. Passa o café e vem conhecer mais desse ser humano encantador. _____ Contato: mamilos@mamilos.me
Quer assistir o Podcast? Aproveita e se inscreve: https://www.youtube.com/watch?v=iyygvNNU2io&pp=ygUOcHJvZm9vdGJhbGwgYnI%3D
O lado bonito de van life todo mundo já conhece. É só entrar no Instagram que você vai ver as imagens mais bonitas de natureza, pôr do sol e pessoas sorrindo felizes. Mas, depois de morar por dois anos e meio numa van, conhecemos o outro lado que quase ninguém mostra. Hoje vamos falar sobre os perrengues de morar sobre rodas.
Se você segue Luciana Paes no Instagram sabe que ela tem a incrível capacidade de fazer rir com um único post sobre fatos cotidianos -- como a sua prática de hot yoga ou as infinitas obras do bairro paulistano em que ela morava, Pinheiros. Mas a atriz e comediante, entrevistada do novo episódio do Podcast da Semana, faz muito mas do que postagens geniais nas redes. Aos 43 anos, ela tem em seu currículo inúmeras séries como "Notícias Populares" (2023), "Encantado's" (2022), "B.O" (2023) e "Férias Trocadas" (2024), além da participação em filmes e novelas como "Fina Estampa", da Globo, e "Sintonia da Necrópole" (2014), de Juliana Rojas. Em breve, Paes estreia na Star+ a série "Jogos Cruzados", dirigida por Pedro Amorim. E, ao longo do mês de agosto, uma nova temporada da peça "Portátil," da qual ela participa ao lado de Gregório Duvivier e grande elenco, estará no Teatro Adolpho Bloch, no Rio. Na conversa com Gama, a atriz fala do desafio de fazer humor quando o mundo está acabando, dos comentários maldosos e julgamentos que ela ainda tem que enfrentar por ser uma comediante mulher e das crises e prazeres de sua profissão. "É o perigo da mulher engraçada. Socialmente foi dado aos homens um lugar de despudor. "Uma mulher engraçada é aterrorizante", diz. Roteiro e apresentação: Luara Calvi Anic
Conversas com as Entidades sobre temas diversos
O "Netflix Is a Joke Fest" tornou Los Angeles a capital da comédia entre 2 e 12 de maio. Por um dos maiores festivais de comédia do mundo passaram grandes nomes como Kevin Hart, David Letterman, Jon Stewart, entre outros. Mas nem só de estrelas internacionais se faz o festival, e num grupo de comediantes em ascensão convidados para o festival está uma humorista portuguesa - Nacya Marreiro. Algarvia, já fora do país há alguns anos, tendo passado os últimos dos quais em LA, a fazer stand-up e a tentar uma carreira como atriz. No festival da Netflix, apresentou "The Riff", um espetáculo de stand-up improvisado, com vários convidados. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, a humorista recorda o elogio que recebeu de Eddie Murphy, retrata as dificuldades e vantagens de fazer comédia em Los Angeles, revela um possível futuro acordo com a Netflix e explica porque não se vê a seguir uma carreira paralela em Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Engraçado que para cobrar imposto dos brasileiros, a receita federal é um leão. Mas pra investigar político corrupto é um gatinho. O novo alvo agora é o PIX, que vai ter um desconto automático no uso quando feito por meio da DREX, a moeda digital do Banco Central. É meus amigos, tá difícil o Brasil. Faz o L. Quer relatórios sobre quando comprar ou vender Bitcoin e uma plataforma de educação junto com isso? https://bit.ly/RelatoriosRadicais Cansou de estar sozinho como Libertário? https://www.catarse.me/apoiadoresradicais Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais
O homescholling é usado nos EUA como uma das formas das famílias protegerem seus filhos do racismo nas escolas. Mas para o Alckmin, homeschooling é racismo segundo as fontes da cabeça dele. Engraçado como liberdade sempre vai incomodar essa galera independente dos benefícios. Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais
Para ter aulas em grupo e discutir os assuntos do podcast, visite: https://portuguesewitheli.com/cah E aqui está a transcrição para seu proveito! Quando adolescente, tive uma experiência que é ver para crer. Sei que vai parecer que sou pancada, mas aos dezessete anos fui abduzido. Não, não fui raptado... pelo menos não por pessoas. Foi bem bizarro e até eu custo a acreditar, então entendo seu ceticismo ao me ouvir. Mas vou te contar mesmo assim. Era madrugada. Eu estava dormindo. Do nada, acordei atordoado com um zunido forte. De repente, senti um formigamento na minha pele, vi um brilho muito forte e não consegui me mexer. Meus músculos estavam todos retesados. Daí, meu corpo ficou levinho, levinho. Era como se eu pesasse tanto quanto uma pena. Comecei a flutuar. E logo em seguida senti que estava estirado numa mesa lisa – acho que como essas mesas de frigorífico, onde cortam a carne. Engraçado é que eu não tinha entrado em pânico... Ainda. Foi quando senti um toque viscoso no meu braço. Eram dedos finos e pegajosos, e ao toque pareciam lesmas. Eu não conseguia divisar ninguém com aquela luz toda. A mão me puxou, e me sentei. Quem quer que estivesse me segurando pelos braços, me ajudou a me levantar e depois me conduziu para algum lugar. O chão era estranhamente duro e rugoso. Contrastava muito com o liso da mesa. Fui caminhando por um corredor escuro. Depois de um tempo, o chão debaixo dos meus pés foi ficando macio e agradável. Era como estar pisando em grama. Então meus abdutores me levaram a uma mesa repleta de coisas estranhas. Um deles apontou para uma coisa que parecia uma pedra. Eu encostei na coisa. Meu dedo roçou na casca. Tinha um toque áspero, como lixa d’água, mas não era dura. Eu pressionei um dedo contra ela e ela cedeu. Então meu dedo perfurou a coisa e ela parecia esponjosa por dentro, e um suco aguado jorrou de dentro. Tomei um susto. Mas por curiosidade, levei o dedo à boca e, minha nossa, que coisa gostosa! Tinha um sabor indescritível. O ET fez um barulhinho como se estivesse satisfeito. Em seguida, me mostrou mais e fez um gesto. Então finalmente a ficha caiu. Queriam que eu comesse! Eram frutas do planeta deles! Comi uma planta escorregadia que caiu da minha mão três vezes. Tomei um copo de suco que era tão gorduroso que me dava a sensação de estar tomando uma garrafa de óleo. Ao invés de matar minha sede, me deixou ainda mais sedento, com a língua seca como papel. Ao cabo de algumas horas – pelo menos pareceram horas para mim –, meus captores me trouxeram de volta para minha casa. Antes de partirem, estenderam a mão para um aperto, mas eu só acenei. As frutas eram deliciosas e saí de barriga cheia, mas não gostava nada, nada daquele toque viscoso da mão deles. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
Olá, eu sou Leo Lopes e este é o POD NOTÍCIAS, a sua dose semanal de informação sobre o mercado de podcasts no Brasil e no mundo! Hoje é segunda-feira, dia 19 de fevereiro de 2024 e esta é a nossa terceira edição! 1 - Agora que o carnaval já passou e o "ano útil" do brasileiro finalmente começou de fato, a gente começa essa edição falando sobre uma análise minuciosa de como anda o podcasting na América Latina. No ano passado, o continente latino americano já somava 135,2 milhões de ouvintes de podcasts, com o Brasil sendo o país latino com a maior parcela deles, com 51,8 milhões de ouvintes. Algumas previsões baseadas em pesquisas da Insider Intelligence, Emarketer e Genuina Media, sugerem que até o ano que vem a América Latina vai ultrapassar a América do Norte em número de ouvintes, e que até 2027 vai ser a região que mais produz e consome podcasts no mundo. Segundo a análise, que foi feita pelo David Gonzalez da Genuina Media, as únicas amarras que estão impedindo o podcast de crescer ainda mais rápido, são a dificuldade de acesso à internet em algumas regiões e o aspecto financeiro da indústria, que ainda não é o ideal. Pra entender o que ele quis dizer com isso, é só comparar os números de investimento do ano passado: na América Latina, foram movimentados no total 62 milhões de dólares em podcasts, enquanto só nos Estados Unidos, no mesmo período, foram mais de dois bilhões de dólares. Em compensação, a América Latina tem uma coisa que falta nos países de primeiro mundo: um ecossistema cultural muito mais diverso e rico, cheio de vozes que querem falar, e ouvidos ávidos por ouvir. Então, nos próximos anos, os podcasts latinos tendem a ser uma potencia mundial. Eu tenho certeza disso. Fonte 2 - E a plataforma Omny Studio lançou a terceira edição do seu relatório de benchmarking, ou "estudo de concorrência", pra saber se o seu podcast está (ou não) com um bom público. Segundo o estudo, o número de downloads necessários pra estar entre 1% dos programas mais consumidos, caiu no ano passado. Em 2022, você precisava de 50 mil downloads por episódio pra garantir que o seu podcast estava entre o 1% mais popular. Já em 2023, a quantidade necessária de downloads foi de pouco mais de 43 mil. A mudança levantou questionamentos de que isso poderia ser por dois motivos principais: as atualizações do iOS17 da Apple, que acabou com os downloads automáticos de podcast, e o aumento no número de podcasts ativos. Independente de qual tenha sido o caso, uma conclusão do relatório foi muito clara: se o seu podcast tem mais de 92 downloads por episódio, ele já está indo melhor do que a metade dos podcasts que tem por aí. É isso mesmo que você ouviu: com 92 downloads você já está entre os 50% mais ouvidos. Então nada de desanimar, achando que está tendo pouco público, viu? Fonte AINDA EM NOTÍCIAS DA SEMANA: 3 - No último dia 12, semana passada, a gente comemorou o 20º aniversário do podcasting! Ou melhor, da palavra "podcasting", que foi usada pela primeira vez em fevereiro de 2004, pelo jornalista Ben Hammersley na sua matéria “Audible Revolution” no periódico britânico The Guardian. Até então, a gente não usava a palavra 'podcast' para definir os programas em áudio que hoje em dia a gente conhece tão bem. Antes de existir como produto, o podcast era só uma forma de distribuição dos arquivos em áudio – geralmente curtos e de baixa qualidade – que os blogueiros começaram a incorporar nos seus textos. Na época, isso era chamado de "audioblogging". Aí o Ben usou a palavra podcasting no seu texto, que depois foi usada em uma lista de e-mails de desenvolvedores do iPodder, aí o Adam Curry (o nosso podfather) também começou a usar, e o resto é história. Desde então, os podcasts se tornaram uma parte essencial da vida de muitas pessoas, incluindo nós do Pod Notícias e você, nosso ouvinte. Então hoje a gente comemora, e torce pra que venham (pelo menos) mais 20 anos de sucesso pra todos nós e pro podcasting! Fonte 4 - O Spotify está aumentando a sua parceria com a Riverside para oferecer novos recursos de gravação de podcasts dentro do Spotify for Podcasters. A intenção da parceria é dar aos usuários novas ferramentas pra criar e editar seus podcasts de forma mais eficiente, inclusive com gravações remotas e entrevistas em vídeo. Só que, ao mesmo tempo, o Spotify está descontinuando recursos originais, como o formato experimental "Música + Papo", que permitia que o criador de conteúdo incluísse faixas de música licenciadas, dentro dos episódios de podcast. Engraçado esse recurso não ter dado certo, sendo que o podcaster brasileiro é um que adora usar música. Será que o problema foi o Música + Papo, ou a falta de experiência do Spotify com formatos diferentes de podcast? Fica a questã, né... Além disso, outros recursos de gravação como "Gravar com amigos" e "Mensagem de voz", também serão encerrados. As mudanças entram em vigor a partir de junho deste ano. Fonte 5 - Mais de 100 escolas públicas de Nova York estão substituindo os seus sinos por podcasts educacionais em formato compacto, chamados de "Mini Pods". A iniciativa foi implantada pela SonarCloud com a empresa ABF Creative, e lançada em fevereiro para coincidir com o Mês da História Negra. O projeto tem a intenção de atingir diariamente mais de 300 mil crianças e adolescentes com conteúdo educacional diverso, ao invés do sinal barulhento durante as trocas de aulas. Os mini pods, que refletem a diversidade cultural da cidade, serão sobre temas como a história negra, comunidades estrangeiras, políticas públicas e aprendizado emocional - tudo selecionado de acordo com o que é apropriado para as idades das crianças, é claro. Seguindo o exemplo da cidade de Nova York, outras escolas americanas também planejam adotar os mini pods como alternativa pro sinal da troca de aulas. A Sonar e a ABF já estão apresentando a ideia para governos municipais por todos os Estados Unidos. Mais detalhes sobre a iniciativa estão disponíveis para consulta em GetSonarCloud.com. Fonte E MAIS: 6 - O PodNight, programa do SBT que vai levar os podcasts para a TV aberta todas as noites, já tem uma data de estreia: dia 26 de fevereiro. A emissora já tinha anunciado o PodNight no ano passado, quando também revelou que nomes como PodDelas, Flow e Venus já estavam confirmados como atrações. O programa promete levar o conceito interativo e democrático da internet para a TV - e eles estão levando o conceito de "internet para a TV" tão à sério, que também anunciaram a participação de influencers digitais e personalidades como Regina Volpato, Michele Barros, Tirullipa e Lucas Neto. Por enquanto, a gente ainda não sabe qual vai ser o papel dessa galera na programação. O SBT já está passando a chamada para o PodNight durante os intervalos da programação do canal, e se você quiser ver o vídeo, a gente disponibilizou ele no nosso LinkedIn do Pod Notícias. Não deixa de conferir e seguir a gente lá também, que é pra não perder as notícias sobre podcast que nós postamos todos os dias. Fonte 7 - E fazia tempo que a gente não tinha um momento "É mole?" nas notícias sobre podcast, mas ele sempre dá um jeito de voltar: o de hoje, é que a cantora Taylor Swift é considerada uma "influencer de podcast" - sem ter um podcast. Acontece que o namorado dela, o jogador de futebol americano Travis Kelce, do time Kansas City Chiefs, tem um. E o programa dele está, atualmente, entre os 10 programas mais populares do mundo. O nome do podcast é "News Heights com Jason e Travis Kelce", um programa de comentários que o Travis apresenta junto com o seu irmão. A Edison Research divulgou sua lista dos principais podcasts durante o quarto trimestre de 2023 e descobriu que o "efeito Taylor Swift" alavancou os números de audiência do podcast. De acordo com o novo ranking de popularidade dos podcasts americanos, o New Heights já é mais popular do que o This American Life e o podcast do Ben Shapiro. Segundo a The Verge, isso aconteceu porque os fãs da Taylor Swift começaram a acompanhar o podcast dos irmãos Kelce depois que foi confirmado o relacionamento entre a cantora e o jogador de futebol, em outubro do ano passado. Eu poderia fazer a pergunta "É só isso que precisa pra ser um "influencer de podcast" hoje em dia?", mas como é a Taylor Swift, a gente perdoa, certo? Fonte HOJE NO GIRO SOBRE PESSOAS QUE FAZEM A MÍDIA: 8 - Depois de dois anos de um hiato que não foi sequer anunciado, o DumbCast está de volta. Pra quem não conhece o podcast que é autodeclarado "o mais IDIOTA da internet", ele é apresentado pelo Jef Barbosa, o Igor Yozen, o Johnny Brussulo e o Evandro, que voltaram à ativa no mesmo formato de sempre: 4 ou 5 tontos sem filtro, fazendo piada de quinta série. O episódio de retorno foi postado na semana passada, mas já estava gravado desde outubro de 2022. Dizem eles que agora vai ter episódio novo do DumbCast todo mês. Vamos ver, né Jef? Porque falar, até papagaio fala. Fonte 9 - E na última semana, a gente abriu a caixa de perguntas do nosso Instagram, @pod.noticias, questionando os nossos ouvintes sobre quais são os maiores desafios que eles enfrentam como produtores de podcast. Dessa vez não tem como a gente fazer uma lista de todas as respostas, que nem no episódio anterior, porque foi muita coisa diferente, mas a gente notou que boa parte dos desafios tem solução - e os nossos ouvintes mandam muito bem em encontrar soluções pra eles. Pode ser no jeitinho brasileiro, pode ser na força de vontade, na força do ódio, não importa, se tem uma coisa que o produtor de podcast no Brasil faz, é dar um jeito. Outra coisa que a gente percebeu foi o quanto a síndrome do impostor ainda é um negócio presente pro criador de conteúdo, porque algumas das respostas foram "eu mesmo", "meu perfeccionismo", e derivados. A interpretação das métricas também continua sendo uma dificuldade, e parece que é um consenso que um grande desafio do podcaster brasileiro é o de "furar a bolha" e atingir audiências novas. Se você não teve a oportunidade de participar dessa discussão e quer adicionar o seu ponto de vista, pode comentar sobre isso nas nossas redes sociais. Mesmo sem a caixa de perguntas, a gente sempre quer saber a sua opinião. Instagram Pod Notícias 10 - E inspirados na manchete dessa edição, a caixinha de perguntas dessa semana é: Você acompanha algum podcast em outro idioma? A caixa vai ficar aberta nos stories do Instagram do Pod Notícias por 24 horas, então não deixe de acessar lá ainda hoje pra deixar a sua contribuição, e também siga a gente em @pod.noticias. Instagram Pod Notícias SOBRE LANÇAMENTOS: 10 - No próximo sábado, dia 24 de fevereiro, a TVT estreia o podcast "Roda de Pogo", que explora o universo do skate não apenas como um esporte, mas como uma expressão cultural e de resistência nas ruas de São Paulo. O programa, apresentado por Henrique Celso e Bruno Rinaldi Hupfer da Federação Paulista de Skate, vai falar sobre a inclusão social promovida pelo skate, a solidariedade presente na comunidade dos skatistas, e o aspecto político da cultura de rua. O primeiro episódio conta com a presença do jornalista e skatista Cesar Calejon, e o segundo episódio vai falar principalmente sobre o projeto de inclusão social do Instituto Sonhe na região da Cracolândia, com participação dos skatistas Luiz Carlos (Bob), e Vitória Pinheiro. O Roda de Pogo vai ser lançado semanalmente, sempre aos sábados. Fonte RECOMENDAÇÃO NACIONAL: 11 - E se você quer ficar por dentro das principais notícias do Brasil e do mundo, de uma forma mais leve e descontraída, a recomendação nacional da semana é para você! É o podcast "the news", apresentado pelo Du e o Vini e produzido pelo Grupo Waffle. O the news nasceu como uma newsletter, que conquistou mais de 2 milhões de leitores, entregando as notícias todos os dias às 6:06 da manhã, diretamente no e-mail dos assinantes. O podcast, assim como a newsletter, também é diário. Então agora você também pode começar o seu dia muito bem informado, acompanhando um jornal com uma abordagem mais tranquila, e que não vai te deixar alarmado e ansioso logo cedo. O que vai te acelerar é o 'café sem açúcar' que os apresentadores recomendam você tomar enquanto ouve. Seja no seu trajeto para o trabalho, durante o café da manhã ou em qualquer momento do seu dia, o the news é uma excelente fonte sobre as principais notícias do mundo, Brasil, mercado financeiro e tecnologia. Então assine o feed no seu agregador favorito, aperte o play, e fique mais informado a cada episódio. Link E assim a gente fecha esta terceira edição do Pod Notícias. Acesse podnoticias.com.br para ter acesso à transcrição e os links das fontes de todas as notícias deste episódio! Acompanhe o Pod Notícias diariamente:- Page do Linkedin- Instagram- Canal público do Telegram Ouça o Pod Notícias nos principais agregadores:- Spotify- Apple Podcasts- Deezer- Amazon Music- PocketCasts O Pod Notícias é uma produção original da Rádiofobia Podcast e Multimídia e publicado pela Rádiofobia Podcast Network, e conta com as colaborações de:- Camila Nogueira - arte- Eduardo Sierra - edição- Lana Távora - pesquisa, pauta e redação final- Leo Lopes - direção geral e apresentação- Thiago Miro - pesquisa Publicidade:Entre em contato e saiba como anunciar sua marca, produto ou serviço no Pod Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
30% da cidade de São Paulo não tem acesso ao tratamento de esgoto. 90% do esgoto em Guarulhos não é tratado e é despejado no Rio Tietê. Mas quando a privatização da SABESP é proposta a esquerda faz gritaria. Porquê? Diversas pessoas, principalmente pobres de periferias, são constantemente expostos a doenças como diarréia, chagas e outras, devido ao baixo acesso a tratamento de esgoto. Engraçado que até hoje o governo nunca recebeu multa ou foi atacado pelos riscos de saúde pública que ele mesmo promove quando fracassa em saneamento. Mas voltando, sabe o porquê da esquerda não se revoltar com isso mas se revoltar com privatização? Porque ela não liga para os pobres, muito menos pra periferia. Isso se comprovou durante o debate sobre o marco do saneamento agora no governo Lula onde diversos deputados votaram pelo retrocesso. A esquerda prefere cargos e controle estatal. A periferia só importa durante a campanha eleitoral. Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bity! https://bit.ly/BityIdeiasRadicais
Ricardo Araújo Pereira discorre chatamente sobre sepulturas hilariantes. Cita um bispo do século IV que gosta muito de medo. Depois, tenta convencer-nos de que um poeta inglês e um príncipe dinamarquês demonstram que é ajuizado rir da morte. No fim, conversa com a professora Maria Sequeira Mendes sobre um senhor de collants que fala com uma caveira. A não perder.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Javier Milei nem assumiu e já tá botando terror. O novo presidente propôs dar ao sindicato da Aerolíneas o controle pela empresa que hoje dá um prejuízo milionário para o governo. O sindicato recusou. Engraçado que pegar dinheiro do governo todo mundo quer, mas assumir a responsabilidade não. Estatal? Afuera! Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bity! https://bit.ly/BityIdeiasRadicais
Atriz e produtora brasileira, a convidada do episódio 56 dispensa apresentações: o nome dela é Alessandra Negrini, mas pode chamá-la de CORRERIA! Uma das conversas mais inusitadas do programa, o papo foi de Engraçadinha à leitura de Tarot na base do improviso! Aperta o play e conta pra gente o que achou do episódio! - Acesse nosso site: http://meunomeecorreria.com.brInstagram: http://instagram.com/meunomecorreria/Twitter: http://twitter.com/meunomecorreria/Tik Tok: https://www.tiktok.com/@meunomecorreria - Gravado no Estudio E-Content Lab: http://instagram.com/econtent.lab
O ministro Flávio Dino recebeu no seu ministério a Dama do Tráfico Amazonense e ele insiste em dizer que: "Eu não sabia quem ela era". Luciane Farias é mulher do líder do comando vermelho do amazonas e teve total abertura para bater um papo com a galera do Dino no ministério da justiça. A segurança pública no governo Lula tá tão ruim que ficou fácil conversar com o ministro. Eles não checam quem são as pessoas que entram e nem fazem ata de reunião, até parece que estão fazendo algo que ninguém deveria saber. Outra tentativa de justificativa foi que a conversa foi com um dos secretários, e não com o Dino. Independente com quem tenha sido, Luciane tem bastante abertura com a esquerda, afinal, já esteve no gabinete do Boulos também. Engraçado essas várias coincidências de encontros repentinos e inesperados da esquerda com o crime organizado. Assine o abaixo-assinado do #BusãoLivre https://busaolivre.com/ Belém dia 16 de novembro: https://novo.org.br/inscricao/?id=5912 E Campina Grande dia 25 de novembro: https://novo.org.br/inscricao/?id=5923 Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Nos acompanhe no Telegram: https://t.me/ideiasradicais Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bity! https://bit.ly/BityIdeiasRadicais
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Publicitária segue caminhada em direção às produções autorais e lança documentário sobre cavalos que questiona relação do homem com o mundo Flavia Moraes, uma das principais personalidades do cenário audiovisual brasileiro, está prestes a lançar um de seus projetos mais autênticos. Reconhecida por sua atuação dominante no mercado publicitário na década de 1990 e nos anos 2000, ela tomou um novo rumo na direção, focando em filmes com mais profundidade. “Não é uma questão de esclarecer os ignorantes, mas é preciso fazer uma reflexão dessa cegueira contemporânea”, explica. Esse novo caminho fica evidente em sua mais recente empreitada, o documentário "Visions in the Dark", em que explora a habilidade de um treinador de cavalos de demonstrar, de maneira intuitiva e não violenta, como é possível transformar nossa compreensão da natureza e de nós mesmos. Da Califórnia, nos Estados Unidos, onde mora atualmente, Flavia bateu um papo com o Trip FM sobre arquitetura, o cinema em Hollywood e sua identidade como pessoa não binária, entre outros assuntos fascinantes. O programa fica disponível no Spotify e aqui no play aqui em cima. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2023/08/64dfe2ab0f7a9/flavia-moraes-cineasta-tripfm-mh.jpg; CREDITS=Divulgação; LEGEND=Flavia Moraes; ALT_TEXT=Flavia Moraes] Trip. Tem publicitário que te elogia como cineasta e diretor de cinema que fala que você é uma grande publicitária. Você sempre andou por vários mundos? Flavia Moraes. Eu sempre fui fora da casinha. Essa coisa do não binária me acompanha desde a questão de gênero até a questão profissional. Fiz uma carreira importante na propaganda, mas queria fazer cinema, então nunca me senti publicitária, mas também não era cineasta. Eu era gaúcha, mas morava em São Paulo. Tem uma pluralidade que vem de uma certa característica da busca, da vivacidade que eu tenho apesar de já ter uma certa idade. É verdade que quando criança você se disfarçava de menino pra entrar em campeonato de futebol? Eu jogava futebol na rua com os meninos. Durante os anos 60 o que se esperava de uma menina era boneca, mas eu batia um bolão. Chegou um momento em que a gente precisava jogar um campeonato e a Flavia entrou como Flavio. Eu lembro muito da situação, foi um pouco traumática porque eu não podia jogar, por exemplo, do lado dos sem camiseta. Engraçado, mas traumático. Tenho problema na coluna até hoje por tentar esconder o seio. Foram inúmeras situações complicadas e que não têm graça nenhuma; já levei uma surra de caminhoneiros em um posto de gasolina. O que te levou aos Estados Unidos? Eu vim para os EUA para me profissionalizar, pois no Brasil a gente trabalhava com sucata nos anos 90. Me apaixonei pela Califórnia, mas aqui eles também estão voltando para trás. A polarização é impressionante, está cada vez mais difícil ter amigos: o dinheiro é sempre o assunto principal. E o tipo de cinema que eu quero fazer acabou aqui, eles estão atrás de entretenimento e escapismo. Não estão comprando nada que obrigue o espectador a pensar. A palavra de ordem é desligar. O seu novo filme, "Visions in the Dark", fala muito da ignorância humana, da incapacidade de ver outra forma de olhar para o animal. Com esse filme eu fiz questão de mostrar, por exemplo, que os gaúchos adoram os seus cavalos: cantam, dizem poesia para eles. É um amor inegável, mas também uma ignorância por aquilo que já está posto. Eles aprenderam que o animal se ensina com violência, algo passado pelo avô, pelo bisavô. Os rodeios acontecem todos os finais de semana no Brasil, na Argentina, no Uruguai... Não é uma questão de esclarecer os ignorantes, mas é preciso fazer uma reflexão dessa cegueira contemporânea. A gente inventou a inteligência artificial enquanto o mundo dá sinais claros de que nós temos problemas globais para resolver. Não podemos continuar nessa desconexão.
Hoje o gênio do marketing digital, que mora em Brasília e fez história no mercado Brasileiro, no episódio de hoje com Erico Stone, ops não pera, marketeiro errado…No episódio de hoje do Leandro Ladeira…Como ser engraçado mesmo não tendo “jeito pra coisa”.Saber contar histórias, principalmente engraçadas, fazer humor, tirar um sorriso da cara das pessoas não é um dom, e sim, uma habilidade treinável como qualquer outra habilidade no mundo.Usando da forma certa, você gera conexão, proximidade, empatia, deixa sua comunicação mais leve, mais prazerosa e que prende a atenção das pessoas de uma forma despretensiosa.E é exatamente este o foco do episódio de hoje, como ser engraçado mesmo não sendo.Descubra como usar o humor ao seu favor, para fortalecer a sua comunicação.Outros temas abordados no episódio de hoje são:Quais dos 4 sentidos humanos é o mais poderoso de todos, e como usar ele ao seu favor na sua comunicação e em suas copys.O que marketing é de verdade?Como usar a associação livre para ter em um único dia centenas de milhares de anúncios em pouco tempo.Engenharia reversa de um anúncio vencedor do Leandro e como aplicar os mesmos elementos no seu nicho.Como usar estímulos opostos para fazer a pessoa ficar vidrada em cada segundo dos seus criativos.O pensamento que o Leandro tem antes de sentar e escrever qualquer copy.Leandro também fez uma recomendação de livro que todas as pessoas que trabalham com marketing deveriam ler (não é armas da persuasão, confissões de um publicitário, ou qualquer um que você já tenha ouvido falar em algum lugar.)Assista ao episódio acima e descubra como ser engraçado mesmo não sendo.Conheça o VTSD: https://bit.ly/vtsdcastt Me segue lá no Instagram: https://bit.ly/instaladeira Vídeo novo toda semana:https://bit.ly/3EDQZrx Para ouvir no Spotify:https://spoti.fi/3TMMPRU
Os EUA se encontram novamente num impasse sobre o teto da dívida. É inevitável que seja aumentado, e que a espiral de dívida saia do controle. O que podemos fazer nessa situação é aprender sobre os incentivos da política e do estado, e como isso nos trouxe até aqui. E aprender como o Bitcoin pode nos salvar disso. Sugestões de leitura: O Padrão Bitcoin: https://amzn.to/43mYZGA Austrian school for investors: https://amzn.to/43rjl1e O que fizeram com o nosso dinheiro: https://amzn.to/3ME0AAP Quer fugir do Brasil? Nos contate: https://www.settee.io/ https://youtube.com/c/Setteeio Quer comprar Bitcoin no melhor preço do mercado? Bitpreço! https://bit.ly/BityRadical Apoie o Ideias Radicais: https://www.catarse.me/projects/152640/
Sambista do interior de Minas Gerais, da cidade de Itabirito a 59km de Belo Horizonte, @pirulitodavila é um autêntico malandro do samba – com todas as boas conotações que este termo pode ter. Uma conversa que começa com casos engraçados e curiosos da vida do compositor que nasceu aos 7 meses de gestação da mãe num local com poucos recursos e agradece até hoje a vida que tem. Nas palavras dele mesmo, o samba é uma espécie de retribuição ao que a vida o deu. TÓPICOS DO PODCAST Casos engraçados da vida de Pirulito Como é fazer samba longe do Rio e SP Sonho de ter uma música gravada pelo Zeca Pagodinho Samba pra filha Mercearia Paraopeba SIGA PIRULITO NAS REDES SOCIAIS Instagram @pirulitodavila Facebook pirulito.davila OUÇA O SOM DO PIRULITO Spotify Deezer Amazon Music Youtube
If you'd like to grab one free learning guide, please go to https://portuguesewitheli.com/school-invitation And here is the monologue for your benefit. Minha namorada e eu queríamos apimentar a relação. Afinal, a gente caiu um pouco na mesmice depois de namorar quase dez anos. Por isso, concordamos que tentaríamos surpreender um ao outro. Semana passada ela chegou em casa toda serelepe e me mandou vendar os olhos, porque ia me levar para um lugar especial. Entrei no embalo e lá fomos nós. Saímos de carro. Hum, será que ela ia me levar a um motel do bom? Já fiquei logo empolgado. Estava preparado para uma surpresa daquelas, menos a que vi quando tirei a venda dos olhos: Estávamos no calçadão da praia, na frente de um monte de retrato feito à mão. Um senhor baixinho estava de lápis e papel na mão. — Vamos fazer nosso retrato! — ela disse com a maior empolgação enquanto eu sorria amarelo. O moço pediu que a gente sentasse ali enquanto ele desenhava. A Clara ia na frente; eu ficava esperando. Quis ficar olhando o homem desenhar, mas ele disse que não podia. Tudo bem. O desenho não ia ser difícil. A Clara tinha um rosto bonito, mas simples. O rosto dela era ovalado, um pouco pontudo no queixo, mas proporcional. Os olhos eram um pouquinho apertados e separados também. Engraçado, eu nunca tinha reparado em como os olhos dela eram castanhos! O nariz arrebitado e o maxilar levemente pronunciado combinavam com as bochechas rosadas que ela tinha. Tinha também lábios carnudos e dentes alinhados. Eu realmente tinha sorte. Quando chegou a minha vez, fiquei pensando: como eu ia ficar no retrato? Sei que tenho um nariz adunco e minhas narinas são um pouco grandes demais... também tenho umas entradas aqui – sinal de calvície incipiente – e meu queixo é pontudo. Mas não sou horrendo feio assim, né? Meus olhos puxados dão um charme enigmático e minhas sobrancelhas finas não ressaem no rosto... meu cabelo, o pouco que tenho, emoldura meu rosto direitinho. Só tenho algumas espinhas e, por conta desses anos dentro de casa, acabei ficando cheinho e ganhando papada, mas nada que assuste ninguém. E finalmente o retratista acabou o meu retrato. — Eu quero ver o meu! O retratista fez que não com a cabeça — tinha que pagar primeiro. É como dizem: dinheiro na mão, calcinha no chão. Justo. Não é como se ele quisesse nos depenar: o trabalho já estava feito. Pagamos e, na hora de ver, meu Deus... Minha namorada ficou uma aberração. Além de ser tudo o contrário do que era, ela ainda ficou com sobrancelhas grossas e peludas, com uma espinha protuberante que a gente nem tinha notado. O rosto dela ficou quadrado. No meu caso, fora a barba rala que eu tinha no dia, fiquei parecendo uma obra de arte abstrata. Queríamos brigar com o retratista, mas eu ri tanto que acabei ficando com os retratos. Bom, a surpresa não foi exatamente o que ela queria, mas ficou do jeito que eu gostava. Episode posted with two weeks' delay --- originally should be aired on March 23 --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/portuguesewitheli/message
Olá divos e divas! Festa das Branquelas, emoji de cocô, festa vampira! Enfim… se você pudesse escolher um tema bizarro e engraçado pra sua festa, qual seria? Você faria alguma performance especial, que tipo de comidinhas e drinks teriam? Nesse episódio do Divã da Diva, Edi e Fih entram no clima das festas bizarras! O Divã da Diva é o podcast oficial do Diva Depressão, com episódios inéditos toda quinta-feira! Quer ficar sabendo em primeira mão os assuntos dos próximos episódios e ainda participar do nosso podcast? Então segue a gente no Instagram do Podcast DivaDepressão
Magickando é o seu podcast sobre magia e capirotagem! Entenda finalmente sobre as artes ocultas de maneira clara, objetiva e descompromissada. Pelos olhos de Andrei Fernandes, Marcos Keller, Livia Andrade, Vinícius Ferreira e Carol Alves. No episódio de hoje conversamos sobre forma-pensamento e palavra-vírus. Se somos máquinas desejantes, então o que acontece quando nossas ideias, conceitos e pensamentos criam vida? Nos siga nos Twitter e curta nossa página no Facebook. Comentado nos recados: Instagram: @magickando Twitter: @magickando Orelo para apoiar o Magickando Comentados no episódio: A Piada mais Engraçada do Mundo – Monty Python Nota: Neste episódio foram citadas as siglas DST (Doenças Sexualmente Transmissível) e IST (Infecção Sexualmente Transmissível). Assim, gostaríamos de esclarecer que o Departamento de Vigilância, prevenção e controle das IST, HIV/Aids e Hepatites Virais adotou a nomenclatura IST substituindo DST, pois entendem que pessoas podem transmitir infecções mesmo sendo assintomáticas (sem estarem aparentemente doentes), como nos casos de sífilis e herpes genital. Se cuidem e usem camisinha. Livros recomendados: O Anti-Édipo – Deleuze e Guattari Mil Platôs – Deleuze e Guattari Quantum Psychology – Robert Anton Wilson Psybermagick – Peter J. Carroll
Olá divos e divas! Nessa semana, Edu e Fih celebraram 13 anos juntos! Por isso nesse episódio do Divã da Diva eles vão trazer várias histórias sobre comemorações de niver de namoro/casamento! Tem muita história divertida, engraçada... e tem uns perrenguinhos também, porque a gente sabe que nem tudo são flowers, né? O Divã da Diva é o podcast oficial do Diva Depressão, com episódios inéditos toda quinta-feira! Quer ficar sabendo em primeira mão os assuntos dos próximos episódios e ainda participar do nosso podcast? Então segue a gente no Instagram do Podcast DivaDepressão.
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Os nomes de animais de estimação mai engraçados que vai ouvirFull2184http://podcastmcr.iol.pt/rcomercial/KDTCWMB2-FOM1-FWLO-0LAG-O0CQ1J2T6AL3.mp3
A escritora e roteirista fala sobre tudo – até as coisas mais íntimas –, mas também não tem medo de mudar de opinião Desde que deixou a profissão de publicitária para se tornar escritora, Tati Bernardi virou mestre na arte da auto-exposição. Como personagem de suas próprias crônicas, por algumas vezes ela não conseguiu escapar da fúria de seus leitores, mas quando foi preciso, soube ouvir e evoluiu. Nunca deixou, no entanto, de usar o seu dia a dia e os que estão a sua volta como material para escrever. "De criança eu percebi que esse era o meu talento e que talvez fosse o único. Já perdi namorado, fiquei um tempo sem falar com a minha mãe, mas a verdade é que estou nem aí. Escrever me dá muito prazer e me conecta com o mundo, porque escrevo coisas reais". Quando não está evocando ternura e fúria com suas colunas, a ex-publicitária é roteirista de sucesso, com um currículo que inclui a franquia Meu Passado Me Condena (que rendeu dois filmes blockbuster com Fábio Porchat e Miá Mello, uma série de TV, uma peça e um livro), o programa Amor & Sexo e a novela Sangue Bom. Em um papo sincero com o Trip FM, Tati ainda falou de gravidez, dinheiro, publicidade e psicanálise. Trip. Quando você começou a entrar nesse lugar de olhar para dentro e se expor dessa forma? Tati Bernardi. Eu gosto demais de me expor ao ridículo. Engraçado, minha escolha artística é ficar olhando para os meus furos e meus defeitos. Claramente eu faço isso com tudo: a maior parte do tempo é comigo, mas a tendência é de fazer com qualquer pessoa que eu me relacione. Tomo todo o cuidado do mundo para não expor nome, idade, cidade, mas existe sempre um pouco de tenção. Pessoas que vivem muito de pose, geralmente são pessoas que não conseguem estabelecer um contato comigo, mesmo que superficial. Percebo que ou a pessoa se desmonta e me conta uma coisa ridícula dela ou senta longe de mim. Isso é o que eu dou, então parece que a pessoa que estabelece um contato comigo precisa dar um pouco do defeito também. Eu venho de uma família que ama através do bullying. Acho que sobrevivi a esse ambiente e isso me fortaleceu. Muita gente vai dizer que é mentira, mas gosto quando alguém me critica. Quando a destruída é bonita, tenho até um certo fetiche. O humor é uma demonstração de inteligência. Não tem um pouco disso, das pessoas ficarem incomodadas com a inteligência que você acaba demonstrando?Existe esse pavor de que riam da cara. Quando eu era uma estagiária de publicidade, lembro que fazia sucesso em encontros porque ficava batendo palma para a piada dos outros. A partir do momento em que fui tendo uma força, de rebater a piada, percebi que comecei a perder o jogo da conquista. É um tipo raro de homem o que aceita que uma mulher vá ficar a noite inteira fazendo piada porque o humor é um jogo de poder. Muito homem não aceita perder nesse jogo. É uma coisa sabida de que o humorista tem um lado depressivo. Existe algo disso na sua personalidade? Eu tenho uma tendência a depressão que só descobri na gravidez. Sempre fui ansiosa e eufórica. Existem dois tipos de bipolaridade: a grave e a que é mais próxima da neurose. Eu não vou querer comprar um shopping inteiro, mas tenho um pouco desse exagero, deslumbramento pela vida. Sempre achei que era o oposto da depressão. Há dez anos eu faço tratamento para a ansiedade. Nunca fui a louca do remédio, sempre tomei um antidepressivo, mas em dose baixa. Quando eu fiquei grávida e parei com isso a gravidez me tirou dessa empolgação, me tirou da coisa cerebral e me trouxe para o corpo, o que foi muito diferente para mim. Fiquei muito deprimida, com muito sono, anêmica, sem querer tomar banho, comer. Entendi que na verdade eu sou uma pessoa deprimida. O humor com certeza é uma proteção para o tamanho do medo que eu tenho da minha tristeza. Me separei, estou vendo meus pais envelhecerem. Tenho lidado com alguns problemas pesadas da vida adulta e o tamanho da dor que eu posso sentir é gigantesco. É por isso que trabalho com humor, porque tenho medo da profundidade dessa dor que eu posso chegar.
A Marcela Lahaud é daquelas pessoas que tá na internet desde que tudo era mato! Viajante, começou no youtube registrando seus rolês, mas hoje, além de marcar presença em diversos outros canais legais e abrilhantado outras redes sociais, partiu pros palcos e agora é também uma comediante stand-up! No Eu Tava Lá dessa semana atende nossa ligação pra contar do dia que encontrou o Espírito Santo em uma casa de Swing e outras histórias... Assine e ouça nosso conteúdo exclusivo! Estude na Alura com 10% de desconto!
O RESET é um podcast só sobre fracasso. No último episódio da 2ª temporada falamos dos do incrível Gregório Duvivier como actor, comediante, guionista, anti-bolsonarista e ser humano no geral. Apoiem também o IPO de Lisboa aqui: https://www.ipolisboa.min-saude.pt/dador-sangue/fazer-uma-doacao/ E sigam também o Instagram do Gregório aqui: https://www.instagram.com/gduvivier/?hl=pt Obrigada por estarem desse lado, foi um prazer. CRÉDITOS Apresentado por Mariana Cabral (aka Bumba na Fofinha) https://www.instagram.com/bumbanafofinha Powered by Delta Q https://www.instagram.com/deltaq.pt https://cutt.ly/MyDeltaQ Produção: Sapo e Gema https://www.instagram.com/sapo Decoração Estúdio cortesia de: Festas e Sonhos https://www.instagram.com/festasesonhos.eventos Europalco https://www.instagram.com/europalco.pt Mesa feita por Db pallets https://www.instagram.com/dbpallets/ Maquilhagem: Inês Pereira https://www.instagram.com/inespereira
Faaaaala, galera! Esse é o podcast Postei e saí correndo, feito pela Jornalista Lívia Lamblet (@livialamblet) e pelo Roteirista Caco Antunes (@cacofonias). Neste podcast vocês vão ouvir as histórias mais curiosas, absurdas e engraçadas da internet, e neste episódio recebemos um dos perfis mais engraçados e antigos da internet: Leandro Santos, mais conhecido como Mussum Alive (@MussumAlive). Venham ouvir que ele tem muita história pra contar em todo esse tempo de internet! --- This episode is sponsored by · Anchor: The easiest way to make a podcast. https://anchor.fm/app Support this podcast: https://anchor.fm/postei-e-sai-correndo/support
Tem coisas em casa que são característicos né, por exemplo; fecha os olhos, quando você pensa na casa da sua mãe, o que você lembra? Daquele relógio torto da cozinha em cima da porta? Daquele paninho que tá no sofá pro gato deitar e não espalhar pelo? Daqueles anjinhos que tão juntinhos da sua foto de formatura na pré escola? Sempre tem um item da decoração que carrega memórias afetivas né?! Hoje Tchulim e Bubarim falam sobre aquelas decorações que todo mundo tem! Corre no Instagram do Bistek e jogue o bingo da casa brasileira com a gente! Eu Que Lute é um oferecimento @redebistek
CORTES DO QUASE FELIZ: https://www.youtube.com/channel/UCifQmZgUGOetdQETPM0B09g
Antes mesmo do programa começar, já sentimos como a Dani Douglas é querida por todos. Engraçada, empreendedora, boa gente, a Dani é uma baiana que faz questão de mostrar que tem o sangue nordestino correndo nas veias. Siga a Dani Douglas no Instagram: @diariodeumanordestinanoseua Assine a Sling TV e tenha o melhor da TV brasileira nos Estados Unidos: https://bit.ly/2OaqXE2 Apoie o Bubbles para que possamos continuar trazer conteúdo de qualidade para você: https://linktr.ee/bubblespodcast Siga a SK Cakes no Instagram: @skcakesmiami Siga a Pane di Puglia no Instagram: @panedipuglia Siga o Bubbles no Instagram: @bubblespodcast Inscreva-se também no Cortes do Bubbles para ver os pontos altos das nossas conversas: https://www.youtube.com/channel/UClY3QE-AYbfkNg4gsGdFEIw --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/bubblespodcast/support
O título já entrega que esse faz parte da nossa série "Jogando Conversa Fora" / "Reciclando Conversa", né? heheh Ainda não faz parte do nosso grupo no Telegram? Para entrar é só clicar aqui! ––––––––– Apoie o Chiclete no PicPay ou no Patreon e receba recompensas exclusivas! Curtiu? Deixe um comentário em nossas mídias sociais: Instagram do Chiclete Twitter do Chiclete Já foi conferir o canal do Chiclete Radioativo no YouTube? Corre lá! Aproveite pra já seguir por lá também! ––––––––– Midias pessoais: Fabinho no Instagram Vickovisky no Instagram Vickovisky no Twitter --- Send in a voice message: https://anchor.fm/chicleteradioativo/message Support this podcast: https://anchor.fm/chicleteradioativo/support