Podcasts about imagino

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Dia a dia com a Palavra
Qual é a sua motivação?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 1:08


Você pode fazer a mesma coisa por motivações diferentes. Pode trabalhar porque gosta do que faz ou por simples necessidade. Pode fazer atividade física porque tem imenso prazer ou porque é uma obrigação médica. São muitos os exemplos que podemos pensar.A motivação é importante. Não é apenas sobre fazer algo, mas como fazemos. Isso conta muito.Veja o que diz o Salmo 78 nos versos 34 e 35: "Quando os fazia morrer, eles o buscavam; arrependidos, procuravam Deus. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu Redentor."Em alguns momentos a mão de Deus pesou sobre o seu povo e eles morreram. Nesse contexto, o povo se voltou a Deus, mas não porque estivesse arrependido. Eles estavam apenas com medo e essa foi a grande motivação.Você gostaria que seus filhos obedecessem você apenas por medo? Imagino que não! Nenhum relacionamento sobrevive com essa motivação.A forma que nos relacionamos com Deus conta muito. Então, avalie a sua motivação e veja se ela está correta.

WGospel.com
Os pecados de Sodoma

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 10:00


OS PECADOS DE SODOMA – ENCONTRO COM AS PROFECIAS 006 A profecia que vamos estudar neste momento foi feita por dois anjos a um homem chamado Ló, mais ou menos no ano de 1898 AC. Está em Gênesis 19:12 e 13. “Disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, teus filhos, tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar, porque nós vamos destruir este lugar, pois o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo”. Para compreendermos bem esta profecia, precisamos analisar outros pontos que formam a base dessa drástica ação de Deus sobre Sodoma e Gomorra. Abraão e Ló eram parentes. Abraão era tio de Ló. Os dois saíram juntos de Ur dos Caldeus, em busca da terra prometida. Após alguns anos de convivência, os pastores dos rebanhos de Abraão e os de Ló começaram a brigar pelos melhores pastagens (Gênesis 13:7-9). Havia necessidade urgente de separação. E o que chamou a minha atenção foi a maneira de Abraão resolver o problema. Ele reuniu-se com o sobrinho e disse que não havia necessidade de estarem brigando, porque eles eram irmãos. Que grande lição! O verdadeiro irmão não briga. Se é para ter briga, é melhor se separar e continuarem amigos. Hoje, muitos agem de forma contrária. Brigam, se ofendem, se destroem, mesmo se chamando irmãos. Coube então a Ló a tarefa de escolher onde estabelecer as suas tendas. Imagino os dois em pé na parte mais alta da Palestina e Ló, olhando para o Oriente, e percebendo que o vale do Jordão era bem regado, escolhe aquela porção do território. Neste lugar havia muita água, muito pasto e boas cidades. Ló foi para o Oriente em direção à Sodoma, e Abraão foi para Canaã. A profecia do programa de hoje tem a ver com a família de Ló e os habitantes de Sodoma. Então vamos conhecer um pouco da história de Sodoma e sua localização. A cidade de Sodoma estava numa planície, com mais quatro cidades. Ficava na parte sul do Mar Morto. Essa planície era chamada de o jardim do Senhor. As colheitas eram abundantes, as flores enchiam o ar de perfume. O comércio era intenso, as caravanas do mundo inteiro passavam por ali. A riqueza também era característica de Sodoma. A ociosidade e a riqueza deram origem ao luxo e ao orgulho. Em Sodoma havia regozijo e orgia, banquetes e bebedice. O povo desafiava abertamente a Deus e a lei do Senhor; a violência era aceita por quase todas as pessoas. Em nossos dias isso, infelizmente, se repete. Muitos, inclusive jovens, parece que não têm mais nada a fazer. Como têm dinheiro pegam seus carros, enchem de amigos e saem para os bares em busca de diversão. Bebem o quanto podem e depois saem pelas ruas participando de rachas, sem nenhuma responsabilidade, matando e ferindo inocentes, tantas vezes. Um dos grandes problemas de Sodoma era a perversão sexual, em todas as suas esferas. Os relacionamentos homossexuais, condenados com veemência pela Bíblia Sagrada, eram praticados e incentivados abertamente. Como hoje em dia. A Bíblia chama isso tudo de “abominação” (Levítico 18:22).  Porém é importante ressaltar que a repulsa de Deus é ao pecado. Ele ama o pecador e está pronto para perdoar e transformar, se houver interesse. No caso que estamos estudando hoje, Deus enviou dois anjos com um recado urgente. Ló deveria deixar a cidade o mais rápido possível pois Sodoma seria destruída. O texto bíblico sugere que os habitantes de Sodoma estavam decididos a abusar sexualmente dos dois seres que trouxeram o recado divino ao sobrinho de Abraão. A situação ficou muito tensa junto à porta da casa de Ló naquela noite. Gênesis 19:5-7 conta que os homens da cidade, desde o mais novo ao mais velho, foram buscar os forasteiros. As tentativas de Ló em acalmá-los, não deram certo. Ao ser atacado, Ló foi salvo pelos anjos que feriram de cegueira todas aquelas pessoas. O recado divino para Sodoma então é comunicado a Ló. “Deus vai destruir esta cidade com fogo. Avise seus parentes e saiam daqui”.  Ló correu e avisou as filhas casadas. Regressou, porém, triste por causa das zombarias dos genros. E, como Ló estava demorando em agir, os anjos o apressaram. Deveria pegar sua esposa e as duas filhas que ainda eram solteiras, e todos fugirem o mais rápido possível para longe do lugar, sem olhar para trás. Era a hora difícil de deixar a bela casa, deixar amigos, deixar roupas, deixar o grande rebanho. Deixar tudo! Sodoma e as cidades vizinhas foram destruídas. Somente Ló e as filhas se salvaram. A esposa desobedeceu a ordem de não olhar para trás e, infelizmente, perdeu a vida. Hoje, amigo ouvinte, a palavra de Deus tem sido anunciada aos quatro cantos do mundo que a maldade está atingindo o seu limite e em breve, muito breve, Deus vai intervir e destruir esta terra.  Você poderá até dizer ou pensar que isso é bobagem, que isso é fruto de mentes doentes, fanáticas, que isto é invenção de crentes. Bem, você é livre para pensar o que quiser, mas o nosso mundo cheio de violência, orgulho, sensualismo, má distribuição do dinheiro, cheio de perversidades sexuais, será destruído. A Bíblia garante isso. E promete novo céu e nova terra onde habitará para sempre a justiça. E a profecia de Sodoma nos dá essa garantia. O que Deus falou de fato aconteceu. Portanto, “creia no Senhor teu Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dele e você prosperará”.

24 Horas | Showcast - La mañana informativa
Analista tras salida de dos subsecretarios de seguridad: "Me imagino que dimensionaron las consecuencias"

24 Horas | Showcast - La mañana informativa

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 12:38


"Quintana era la única representante del PNL en el gabinete, y ahora tienes que negociar en el Senado un proyecto de ley donde esos votos pueden ser importantes", explicó Rodrigo Arellano, vicedecano de la Facultad de Gobierno de la UDD.

El Larguero
Entrevista | Isi Palazón, tras la derrota del Rayo: "Me imagino a Trejo levantando la copa y es lo que más me duele"

El Larguero

Play Episode Listen Later May 27, 2026 4:59


El capitán del Rayo Vallecano, Isi Palazón, atiende a los micrófonos de 'El Larguero' tras la dolorosa derrota sufrida contra el Crystal Palace en la final de la Conference League. 

Podcast de El Radio
Sin discurso propio. El Radio 3.217

Podcast de El Radio

Play Episode Listen Later May 26, 2026 78:36


Al escucharle me da la impresión de que le han pasado un guion que podría utilizarse para grabar El Radio. No hay palabra o frase, no hay concepto que salga de su boca, que no sea un calco de los argumentos utilizados a diario por los ciudadanos periodistas. Imagino que la estrategia se basará en seguir machacando con esas ideas porque pensarán que, después de tanto escucharlas, ya están bien asentadas en la mente de los que serán llamados a votar. Min. 01 Seg. 51 – Intro Min. 11 Seg. 58 - El antimadridista preocupad por el bien del Madrid Min. 19 Seg. 51 - Compendio de mantras periodísticos Min. 29 Seg. 35 - Extraños compañeros de regeneración Min. 45 Seg. 04 - Florentino beligerante Min. 53 Seg. 51 - El socio en el centro de todo Min. 59 Seg. 27 - Múltiples contradicciones Min. 68 Seg. 30 - Despedida Sonny Rollins - Don't Stop The Carnival (París 02/11/1987) Eric Clapton's Crossroads Guitar Festival (Los Angeles, CA 23-24/09/2023) Eric Gales - Smokestack Lightning Gary Clark Jr. - Our Love Judith Hill & Eric Gales - Give Your Love To Someone Else Keb' Mo' & Taj Mahal - If The River Was Whiskey (Divin' Duck Blues) Eric Clapton - I Shot the Sheriff The Del McCoury Band & Eric Clapton - Fall Like Rain Joe Bonamassa - Breaking Up Somebody's Home Deacon Blue - Real Gone Kid (Kiltarlity, Escocia 27/07/2024)

Dia a dia com a Palavra
Você já se sentiu amargo?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later May 24, 2026 1:18


A amargura não é uma emoção, mas o resultado de emoções não tratadas. Literalmente a amargura significa "amargo". É a condição final, é o que as emoções não tratadas produzem.Quando alguém fica "amargo", é porque passou a ser controlado pelas emoções não tratadas. Geralmente se torna uma pessoa intolerante, de difícil conversa, dura com as palavras.Veja o que diz o Salmo 73 nos versos 21 e 22: "Quando o meu coração estava cheio de amargura e o meu íntimo se comoveu, eu estava embrutecido e sem entendimento; era como um animal diante de ti."O próprio salmista diz que ele tinha se tornado "como um animal" diante do Senhor. Que expressão forte!Imagino que ninguém queira ser amargo. Você pode se tornar assim diante da falta de tratamento. Por isso, tratar as emoções é algo tão importante na vida. Se não tratar as emoções, corre sério risco de ser dominado por elas.Você pode fazer terapia, tomar remédio, mas só Jesus pode curar suas emoções. Não espere chegar no nível da amargura. Trate antes! Trate cada emoção! Trate todas as emoções! Trate seu coração com Deus.

Más de uno
La jornada laboral en What the Fav

Más de uno

Play Episode Listen Later May 21, 2026 2:04


Llevo días fantaseando con el trabajo de maquetado que se hacía en What the Fav… ese beluga del marketing digital… como 1808, el turrón más caro. Hombre, para ganarse medio millón maquetando informes, tenía que ser una labor artesanal como la del hermano berengario del Nombre de la Rosa.Imagino la jornada laboral en What the Fav: La maquetadora se levanta antes del alba y se dirige al scriptorium con la determinación silenciosa —solemne, casi heroica— de quien sabe que va a invertir las próximas ocho horas en dibujar la pata de una letra C. No la C entera. La pata.La C la había empezado en octubre.Así comienza la iluminación del informe con la firma de Zapatero que ha enviado Julito Martínez.Bien… ¿Qué era iluminar un manuscrito en What the Fav? aplicar pan de oro, lapislázuli traído de Afganistán, bermellón molido de mineral de mercurio y verde fabricado con cobre macerado en vinagre durante semanas... a un dibujo del tamaño de una uña del pulgar. Un dibujo que representaba a un dragón. Mordiéndose la cola. Que sostenía con la garra derecha una filacteria. En la que se leía, en letra perfecta y diminuta, un versículo del Deuteronomio.El dragón tenía escamas individuales.Cada escama llevaba un punto de luz.El punto de luz lo hacía con un pincel. Un pincel de tres pelos de marta cibelina. Especie casi extinta. Localizable únicamente en los bosques de Siberia. Adquirible únicamente a través de un mercader veneciano.¿Suena exagerado? Bueno, la verdad es que si no era así, me parece un poco caro. O sea, que si no era así, lo exagerado me parece la factura. Creo que al juez Calama le ocurre lo mismo.

Más Noticias
La jornada laboral en What the Fav

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Play Episode Listen Later May 21, 2026 2:05 Transcription Available


Llevo días fantaseando con el trabajo de maquetado que se hacía en What the Fav… ese beluga del marketing digital… como 1808, el turrón más caro. Hombre, para ganarse medio millón maquetando informes, tenía que ser una labor artesanal como la del hermano berengario del Nombre de la Rosa.Imagino la jornada laboral en What the Fav: La maquetadora se levanta antes del alba y se dirige al scriptorium con la determinación silenciosa —solemne, casi heroica— de quien sabe que va a invertir las próximas ocho horas en dibujar la pata de una letra C. No la C entera. La pata.La C la había empezado en octubre.Así comienza la iluminación del informe con la firma de Zapatero que ha enviado Julito Martínez.Bien… ¿Qué era iluminar un manuscrito en What the Fav? aplicar pan de oro, lapislázuli traído de Afganistán, bermellón molido de mineral de mercurio y verde fabricado con cobre macerado en vinagre durante semanas... a un dibujo del tamaño de una uña del pulgar. Un dibujo que representaba a un dragón. Mordiéndose la cola. Que sostenía con la garra derecha una filacteria. En la que se leía, en letra perfecta y diminuta, un versículo del Deuteronomio.El dragón tenía escamas individuales.Cada escama llevaba un punto de luz.El punto de luz lo hacía con un pincel. Un pincel de tres pelos de marta cibelina. Especie casi extinta. Localizable únicamente en los bosques de Siberia. Adquirible únicamente a través de un mercader veneciano.¿Suena exagerado? Bueno, la verdad es que si no era así, me parece un poco caro. O sea, que si no era así, lo exagerado me parece la factura. Creo que al juez Calama le ocurre lo mismo.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/mas-noticias--4412383/support.ESCUCHAR RADIO 

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | LÁGRIMAS DE ALEGRIA

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later May 5, 2026 3:03


LEITURA BÍBLICA DO DIA: JEREMIAS 31:3-9 PLANO DE LEITURA ANUAL: 1 REIS 19–20; LUCAS 23:1-25 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Ao sair de casa, Diego encontrou alguns amigos esperando-o com balões. Seu amigo João foi à frente e lhe disse: “Inscrevemos seus poemas em uma competição”, entregando-lhe um envelope. Dentro, um cartão trazia as palavras "primeiro lugar", e todos choraram de alegria. Os amigos de Diego reafirmaram seu talento como escritor por meio deste belo ato. Chorar de alegria é uma experiência paradoxal. As lágrimas são normalmente uma resposta à dor, não à alegria; e a alegria é normalmente expressa com riso, não com lágrimas. Psicólogos notaram que as lágrimas de alegria vêm em momentos de profundo significado pessoal, ao nos sentirmos profundamente amados ou alcançarmos um grande objetivo. Concluíram que as lágrimas de alegria apontam para o sentido da vida. Imagino lágrimas de alegria surgindo por onde Jesus passava. Como poderiam os pais do cego não chorar de alegria quando Jesus o curou (JOÃO 9:1-9), ou Maria e Marta após Ele ressuscitar o irmão delas (11:38-44)? Quando virmos o mundo restaurado, “Virão com lágrimas de alegria”, diz Deus, “e eu os conduzirei para casa com grande cuidado” (JEREMIAS 31:9). Se as lágrimas de alegria mostram o sentido da vida, imagine o grande dia que está por vir. Conforme as lágrimas correrem, saberemos que o sentido da vida sempre foi viver intimamente com Deus. Por: SHERIDAN VOYSEY 

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

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SpreadShotNews Podcast 713: Me imagino un Mundo Gaturro de Hello Kitty - Joshi and the Pushy Cats Edition

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Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 119:38


¡Ni la posibilidad de un planeta de plagios en japonés podrá detenernos!¡Porque es lunes y SpreadShotNews Podcast ya llegó! En este episodio: Maxi termina el Ace Combat 5: The Unsung War y The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel y nos cuenta sus opiniones finales de cada juego. Nico por su parte retoma el Fire Emblem: Awakening. Para el Rapid-Fire repasamos algunas noticias de la semana, como Toei y Sanrio fundando divisiones de juegos, los usuarios de Nintendo quieren su parte de los aranceles y Atari realizando compras que tienen mucho que ver con su nueva estrategia. En el Hot Coffee repasamos la bateria de “anuncios” de la nueva gerencia de Xbox y nos debatimos que de todo eso, no solo es real, sino que tan sostenible a futuro son los anuncios, y que tanto se parecen a la estrategia anterior de Xbox. Para finalizar, en el Special Move, Nico recomienda la cuarta temporada de Invincible. Por último, recuerden que nos pueden escribir preguntas directamente a través de google forms en el siguiente link: spreadshotnews.com/preguntas

Artes
História inédita de português na Guerra Civil de Espanha publicada em França

Artes

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 21:22


Alberto de Oliveira Martins foi um anónimo que se deixou levar pelos ventos da história e que, no final da sua vida, decidiu contar o que viveu com a ajuda de uma velha máquina de escrever que o filho lhe ofereceu. Alberto nasceu em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial, viveu a chegada da ditadura, combateu o franquismo na guerra civil de Espanha, foi preso num campo de internamento em França na Segunda Guerra Mundial e esteve detido nas prisões salazaristas em Portugal. Tudo isso escreveu nas suas memórias no final dos anos 80. Quarenta anos depois, o seu filho, Joaquim, partilhou o texto com o historiador Victor Pereira que foi à procura dos rastos desta história invulgar. O resultado é um livro intitulado “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” [“Os Cadernos de Alberto. Do Porto à Guerra de Espanha”] que vai ser publicado em Maio em França, pela editora Chandeigne & Lima, e sobre o qual estivemos à conversa com Victor Pereira. RFI: Do que fala o livro “Les Carnets d'Alberto. De Porto à la guerre d'Espagne” ? Victor Pereira, Autor e historiador: “Há mais de um ano, Joaquim de Oliveira Martins veio ter comigo dizendo que o pai tinha combatido durante a Guerra de Espanha e que tinha combatido na coluna Durruti, uma coluna dirigida pelo próprio Durruti, que foi um dos mais célebres anarquistas espanhóis. Disse-me que o pai dele tinha combatido lá e que no fim da vida, isto é, no fim dos anos 80, ele tinha escrito não propriamente um livro, mas umas Memórias que, depois, ele me emprestou para eu ler. É um relato fantástico de uma vida que começa em 1915 no Porto e cujas Memórias acabam em 1943,1944, quando regressa a Portugal. O que eu fiz foi convencer - e não foi muito difícil -a Anne Lima da editora Chandeigne & Lima para publicar este texto, que é inédito e há muito poucas obras sobre a participação de portugueses na Guerra de Espanha.   O que eu fiz foi ir aos arquivos em Portugal, em Espanha e em França para tentar encontrar rastos da vida dele, pensando que ele tinha vivido várias aventuras pouco comuns. Encontrei documentos, nomeadamente no Arquivo da Guerra Civil de Espanha, em Salamanca, e fui encontrando várias coisas sobre ele. Muitas vezes, eram coisas que não parecem importantes, como recibos de consulados portugueses em Espanha, e fui conseguindo conferir o que ele dizia porque ele escreveu 40, 50 anos depois e a memória distorce um pouco os eventos. Então, o livro é feito das memórias dele e de uma introdução minha que é bastante longa que é uma introdução biográfica com o que eu consegui encontrar nos arquivos nos vários países para compreender o percurso pouco comum dele.” Há dois textos no mesmo livro: o texto de Alberto de Oliveira Martins, que ele escreveu como testemunho autobiográfico, e a investigação do historiador Vítor Pereira sobre este anónimo... “É isso mesmo. São dois textos. Começa com o meu, mais ou menos 200 páginas, baseado no texto dele, nos arquivos, nas memórias de pessoas que combateram na Guerra de Espanha. Ele combateu numa frente em Aragão, com milicianos que vinham de Barcelona. Li muitas coisas sobre esse combate à volta de Saragoça, onde ele esteve mais. Depois, ele tem o que aconteceu com milhares de espanhóis quando os republicanos foram perdendo a guerra e houve a Retirada, isto é, a entrada de 475.000 pessoas que atravessaram a fronteira entre a Catalunha espanhola e a francesa. Ele faz parte desse milhares de pessoas e é internado num campo de internamento em França. Depois regressa a Portugal e é preso no Aljube. Então, eu vou também contando a história dele, a história de outras pessoas, nomeadamente portugueses, que combateram na Guerra de Espanha e também das pessoas que foram presas durante os anos 1940, 41 em Portugal - no Aljube e em Caxias. Depois, há o texto dele, que começa na infância até quando ele tem mais ou menos 30 anos.” A história de Alberto de Oliveira Martins também ilustra um ângulo morto da História? A história dos portugueses que lutaram na guerra civil de Espanha não é uma história muito conhecida, pois não? “Não é muito conhecida. Foram menos de dez portugueses que escreveram sobre a guerra que eles fizeram e, muitas vezes, são Memórias muito politizadas, o que é bastante normal. Há Memórias de um comunista, há Memórias de um anarquista, alguns textos biográficos de pessoas republicanas. São pessoas mais cultas que contam isto do ponto de vista da mobilização política.” Pode dizer-nos nomes? “Por exemplo, o anarquista Manuel Firmo, o comunista Francisco Ferreira, o Jaime Cortesão, o Jaime de Morais. Foram textos que foram publicados desde os anos 70 até há pouco tempo, como o texto de Jaime de Morais que foi publicado pela Cristina Clímaco e Heloísa Paulo. Mas, no caso de Alberto, ele já está em Espanha e é bastante por acaso que ele vai começar a guerra. Então, ele não tem uma visão muito politizada e, por exemplo, quando se compara com outros textos de memórias de espanhóis, franceses ou de outras pessoas que combateram na guerra, eles têm uma visão muito ideológica. Alberto conta muito a vida quotidiana dos combatentes, o esforço para comer não muito mal, as brincadeiras entre soldados, como eles ouviam a rádio. É o relato da guerra por um homem, isto é, ele não faz um grande discurso sobre a guerra, ele conta o seu quotidiano de combatente. Então, são muito poucos os relatos [de portugueses] sobre esta guerra, ainda menos por pessoas não politizadas e que não estão a tentar legitimar o que eles fizeram ou não fizeram. É um relato do quotidiano.” Na introdução, o Victor Pereira escreve que “ele não parte para Espanha em nome de um ideal antifascista”, mas “é apanhado pela guerra quando já está em Espanha”. Por outro lado, quando está na guerra, ele não faz dos soldados heróis e até fala da confraternização com soldados do campo adversário. Isto vai ao encontro do que acaba de dizer, não é? “Sim, sim. Muitas vezes há muito essa imagem da Guerra de Espanha que foi uma guerra que mobilizou as opiniões públicas ocidentais em França, Portugal. Na minha introdução, falo sobre como é que a Guerra de Espanha também foi uma guerra quase interna a Portugal. Podemos realçar quando, em Julho de 1937, há uma tentativa de atentado a Salazar que falha e o objectivo das pessoas que tentaram matar Salazar era para tentar enfraquecer o campo nacionalista espanhol porque Salazar foi um grande apoio desde o início aos insurrectos espanhóis e a Franco. O Alberto de Oliveira Martins não tem essa visão politizada. Por exemplo, há uma parte onde ele escreve que quando começou a guerra civil, havia uma aldeia que estava do lado nacionalista e a aldeia ao lado estava do lado republicano e os combatentes dos dois lados conheciam-se pessoalmente. Por vezes, odiavam-se há vários anos, até há várias décadas, mas o que ele conta é que, por vezes, há jovens soldados que estavam muito perto uns dos outros e o que eles fizeram foram pactos dizendo: ‘Olha, não vamos matar ninguém. Vamos atirar para o ar. Assim, os nossos oficiais pensam que nós estamos a combater'. Às vezes, até falavam uns com os outros e faziam estes pactos de paz muito localizados. Isso não aparece tanto nos outros textos porque o que aparece é uma luta de vida e de morte entre o fascismo e antifascismo. Então, ele foca coisas que muitas vezes não são focadas nas memórias da Guerra de Espanha.” Mas de que lado lutou Alberto de Oliveira Martins? “No início, quando ele está em Espanha, ele não tem sorte, como aconteceu a milhares de pessoas. Ele encontra-se num comboio que vai até Saragoça. Saragoça foi tomada pelos militares rebeldes que depois vamos chamar os franquistas. Eles querem imobilizá-lo no campo dos franquistas e ele foge. Algumas semanas depois, ele encontra-se com o próprio Durruti, um dos chefes dos anarquistas que impediu os militares de tomarem o poder em Barcelona. Em 19 e 20 de Julho de 1936 há luta nas ruas de Barcelona, o Durruti e outros camaradas da CNT (do Movimento Anarquista) conseguem domar a tentativa de golpe de Estado e, a partir de 24 de Julho vão milhares de catalães e anarquistas até Saragoça para tentar libertar Saragoça, que tinha sido ocupado pelos militares. Ora, ele estava numa aldeia onde chega o Durruti e o Durruti dá-lhe uma arma e ele vai seguir e vai combater durante quase três anos. A coluna Durruti vai ser uma das mais conhecidas da guerra de Espanha e ele vai combater durante três anos em Aragão, depois na Catalunha. Como é um jovem de 1m80, bastante esperto, bastante ágil, que toda a gente considera que espanhol, ele vai participar em acções de sabotagem no curso de guerrilhas. Então, ele vai combatendo, ainda que ele não tenha ido para combater. Foi a guerra que foi ter com ele. Estando na guerra, ele combate até ao fim, até Janeiro de 1939.” Temos noção de quantos portugueses participaram nesta Guerra Civil Espanhola? “Isso é muito difícil. Há, desde os anos 80, alguns estudos, nomeadamente do César Oliveira, também de Cristina Clímaco sobre o exílio português em França e em Espanha. Há vários números, por vezes 500, vai subindo até 2.000, alguns estudos até falam em mais, e estou a falar do lado dos republicanos, aqueles que ajudaram a República espanhola a lutar contra as tropas franquistas.  Muitas vezes fala-se em alguns milhares, 2.000, talvez mais. Um dos grandes problemas - como no caso do Alberto que nunca é referido como português e o nome dele aparece em castelhano nos arquivos - nas listas de nomes ninguém pode saber se são portugueses. Talvez muitos mais portugueses tenham combatido durante a Guerra de Espanha, mas eram considerados espanhóis e havia antes da guerra mais de 20.000 até 30.000 portugueses que estavam a trabalhar na Galiza, na Extremadura, na Andaluzia, sobretudo. Então, houve provavelmente muitos portugueses que combateram e nós não sabemos. Depois temos os portugueses que estão em Espanha, os voluntários que foram combater do lado do Franco. São os chamados ‘Viriatos' e na literatura histórica aparece que foram 8.000, 10.000, alguns até dizem 20.000. Há alguns anos, um militar português, Varela Gomes, disse que provavelmente não eram assim tantos, provavelmente eram 2.500. Por isso, o problema da quantificação é um problema ainda em aberto. Imagino que vão ser precisos muitos anos para saber melhor.” Falou na busca de de arquivos, na recolha de rastos, de memórias. Eu suponho que tenha sido um processo rico em surpresas. Como é que foi esse percurso que o levou a viajar entre a França, a Espanha e Portugal? “Então, foi como um detective, como um polícia. Eu tinha o texto dele, eu sabia que ele foi preso duas vezes nos anos 30, em Espanha, que foi expulso uma vez para Portugal em 1934. Eu sabia que ele tinha sido preso pela PVDE, isto é, a polícia política portuguesa antes da PIDE, e a partir daí fui procurando arquivos de documentação. O mais óbvio era o processo dele no arquivo da PIDE, na Torre do Tombo, em Lisboa, o que era um processo complicado no sentido que ele é preso quando regressa a Portugal em 1940 e, obviamente, ele não vai dizer a verdade à polícia política porque se dissesse a verdade seria enviado para o Tarrafal, o campo de internamento que foi criado em 1936 e para onde foram enviados opositores republicanos, opositores comunistas, anarquistas. A partir de 1930 e 1940, todos os portugueses que foram presos e que tinham combatido na Guerra de Espanha foram enviados para o Tarrafal em condições muito difíceis e alguns morreram em Cabo Verde. Então, obviamente que ele mente e, para mim, era uma fonte complicada, porque eu sei à partida que ele vai mentir. O que ele diz nas Memórias permite compreender isto. Depois, ele conta que em 1932 e 1936 ele vive em Espanha, faz uns biscates, vai mudando muitas vezes de sítio e isso foi uma missão que foi muito demorada. Vi toda a documentação sobre os consulados portugueses em Barcelona, em Sevilha, em Córdoba, em sítios onde eu sabia que ele tinha passado. Para mim, foi uma grande alegria quando, um dia, vendo um conjunto de recibos que eram as ajudas que os consulados portugueses davam a portugueses indigentes ou com poucos meios, reconheci a assinatura dele no recibo! Depois fui vendo vários recibos e, muitas vezes, eram recibos de cinco pesetas, 12 pesetas, o que era bastante pouco dinheiro, mas consegui saber onde ele estava e em que dia. Em Espanha, estive também no arquivo mais importante para qualquer historiador da Guerra Civil que é o Arquivo de Salamanca, que agora se chama o Centro de Documentação da Memória Histórica de Salamanca. O que se passou é que quando as tropas de Franco chegavam a uma cidade ou a uma aldeia, eles iam logo buscar os arquivos dos sindicatos, dos partidos políticos, das câmaras e quando as câmaras eram de esquerda, republicanas, ficavam com toda a documentação e depois enviavam para Salamanca. Em Salamanca, havia pessoas, muitas vezes militares e outros, que liam toda a documentação e faziam fichas: ‘um tal foi chefe do sindicato da CNT, outro foi socialista e foi presidente da Câmara tal, combateu em tal milícia'.  Fizeram fichas que depois permitiam às forças de repressão do Franco encontrarem as pessoas quando estavam em Espanha, julgá-las, prendê-las e, às vezes, executִá-las. Nós não podemos esquecer que o Franco organizou uma repressão duríssima durante a guerra e, ainda depois da guerra, houve dezenas de milhares de espanhóis que foram mortos. Foi ali que encontrei, por exemplo, as notas da Coluna Durruti sobre os milicianos que eram pagos e encontrei várias vezes o nome dele [Alberto de Oliveira Martins]. Depois fui a Córdoba, onde ele tinha sido preso, fui a Valência e encontrei documentos, em alguns sítios não encontrei nada, mas pelo menos tentei. Ele também esteve em França num campo de internamento e, em França, encontrei algumas coisas sobre o internamento dele. Muitas vezes, quando se faz uma biografia, faz-se uma biografia de uma pessoa conhecida que deixa muitos documentos ou deixa muitos rastos. Neste caso, foi ter alguma imaginação para encontrar um rasto dele em documentos que podem parecer pouco importantes, mas que se tornaram muito importantes e pertinentes para compreender a trajectória dele.” Na introdução, fala sobre o texto como “raro e precioso”, “único” até. O que é que este relato de Alberto de Oliveira Martins tem de tão especial para o fascinar ao ponto de lhe dedicar vários meses de investigação? “Em primeiro, é que temos muito poucos relatos de portugueses que combateram na Guerra de Espanha, apesar da importância que foi a Guerra de Espanha e da importância que teve em Portugal. Só isto é importante. Depois, o Alberto de Oliveira Martins emigrou para Espanha e quase não conhecemos nada sobre a emigração dos portugueses em Espanha, quando os portugueses, eram 30.000 em 1930. Havia muita emigração temporária, sazonal, de pessoas do Alentejo, do Algarve, que iam para Espanha. É uma coisa que conhecemos muito mal. Ele também participou numa campanha das vindimas em França em 1934 e eu nunca tinha lido nada sobre portugueses em França nas vindimas. O que é muito importante é que, muitas vezes, quando conhecemos essa história dos emigrantes ou dos combatentes, muitas vezes temos a visão do Estado quando há pessoas que são presas, julgadas, temos relatos do polícia, do juiz, do cônsul. Para mim era muito rico porque era uma pessoa que falava da vida dele na primeira pessoa. Eu podia saber o que ele pensava, porque é que ele tinha feito isto, tinha feito aquilo. É o que nós chamamos, em História, a história dos subalternos, dos pobres, dos operários, das mulheres pobres, dos migrantes. Temos muito poucos relatos na primeira pessoa porque as pessoas não escrevem e muitas pessoas não sabiam escrever. Este é um caso raro de um português nascido em 1915, que emigra, que combate, que está em França no início da Segunda Guerra Mundial e que é um dos raros a escrever e nós conseguimos ter um rasto desse documento.” É resgatar a voz histórica de um anónimo? “Sim, ele é um anónimo e, muitas vezes, a História é feita com reis, rainhas, Salazar, Marcello Caetano, Mário Soares, Álvaro Cunhal. O que me interessou muito foi escrever a vida de um anónimo. Nas minhas próprias investigações sobre a emigração portuguesa em França, eu já tinha visto o nome dele numa lista que eu tinha encontrado no arquivo da PIDE sobre os portugueses presos que se encontravam em campos de concentração em França em 1940. Eu vi dezenas de nomes e quando comecei a leitura apercebi-me que esse nome me dizia qualquer coisa. Para mim é muito importante porque é um anónimo que fala na primeira pessoa. Não são outras pessoas que falam por ele, que escrevem sobre a vida dele. Por isso, foi muito importante para mim, para a editora e para o filho que me deu o texto que nós pudéssemos publicar o texto dele.”

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

1) La multitud: Tu vida no depende de lo que la gente decida por vos. Jesús hasta el último instante nos muestra que todo depende de uno. Imagino la imagen del diálogo de Jesús ante Pilato. Si Jesús decía “No soy rey” todo terminaba ahí, pero, sin embargo, Jesús muestra claramente su identidad y no espera que la gente actúe por Él. Cuenta la historia que había un pájaro gigante que se apoyó en una rama. El sapo se le acercó y le dijo “¿No temes que la rama se quiebre y te caigas?”, pero el águila le dijo “Es que no espero nada de la rama, porque mi confianza no está en la rama, sino en mis alas”. 2) La lógica: Hoy quiero plantearte algo que es para pensar sobre la lucha interna entre lo que pienso y lo que siento, entre ser creyente y no serlo. Te presento tres conceptos: conciencia, alma y, según los neurólogos, “supraconciencia”, pero nosotros los creyentes lo llamamos Espíritu. Se lo llama supraconciencia porque está por encima de la conciencia y porque nos muestra que aparece en nuestras vidas. Esto es indistinto de la creencia religiosa, sé que hay muchos que me escuchan que no son creyentes o son de otra religión. Por eso me baso en esto que es es científico, para que recuerdes que hay algo por encima de tu conciencia. Te sumo algo más para que pienses en este día de silencio: Immanuel Kant, el gran racionalista del siglo XVIII que escribió la “Crítica de la razón pura” dijo: “Hay dos cosas que me sorprenden enormemente, una externa que es cuando elevó la vista y veo la magnitud del cielo y su belleza, porque hay algo que lo hizo y lo controla. Lo segundo es la conciencia cuántica, es decir, lo interno. Hay algo interior que me permite saber si hago un acto que es ético o no ético”. Todos tenemos algo dentro que nos dice si hacemos bien o mal. Es saber que dentro de lo finito que somos hay algo infinito (que para nosotros es alguien no algo) Pero la conclusión a la que quiero llegar es que dentro de vos está la vida misma y no tenés que dejarla morir. Busca en tu interior al Dios de la vida que te habla en el silencio. Jesús en el camino a la cruz habla poco, pero habla mucho en el silencio. Porque en la vía dolorosa de tu vida encontrarás fuerza en el silencio y en el hablar con el Espíritu, porque hay un Dios que existe. Hay un Dios que está.3) Cruz: Busca siempre lo que une y no lo que separa. Busca siempre lo que conecta y no lo que enfrenta. Busca siempre una razón para perdonar y no una razón para acusar. Busca siempre no controlar, no hacer sino más bien dejarte hacer y comprender que no eres una fotocopia, sino que eres alguien único. Por eso, date la oportunidad de amar, incluso cuando hay cruces. Porque quien ama se sacrifica y quien se sacrifica se entrega, pero quien se entrega es por algo o por alguien; porque, cuando se tiene en claro lo que se hace, se vence hasta la muerte. Algo bueno está por venir.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 519: 24 de Marzo del 2026 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Diferente¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 4:13


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2026“DIFERENTENarrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================24 de MarzoMáquina del TiempoEstas cosas les sucedieron por ejemplo, y fueron escritas para advertirnos a nosotros, a los que han llegado al fin del tiempo (1 Corintios 10:11).Supongamos que existiera una máquina del tiempo capaz de transportar personas del pasado al año 2026. ¿A quién pondrías en esa máquina? Vamos a imaginar algunos escenarios.Personalmente, me gustaría ver la reacción de algunos antediluvianos ante la situación del planeta. Imagino que se sorprenderían por la contaminación, el progreso científico, el tamaño de las ciudades y la ausencia de vegetación. Seguramente también extrañarían a los dinosaurios y a otros animales. Por otro lado, creo que no les molestaría la inmoralidad vigente e incluso se entusiasmarían con el fácil acceso a la promiscuidad.El segundo grupo que traería estaría compuesto por romanos que vivieron en el primer siglo. Imagino que frecuentarían los estadios de fútbol, las discotecas y probarían todo tipo de comida exótica. Después de todo, los placeres y el "culto al vientre" formaban parte de su rutina. En el itinerario, los romanos verían peleas de AMM (Artes Marciales Mixtas) para no perder la costumbre de consumir violencia.El siguiente grupo estaría formado por valdenses, un grupo de cristianos del siglo XII que amaba las Escrituras y, por eso, sufrió una intensa persecución por parte de la iglesia romana. Muchos de ellos, incluso, fueron muertos por esconder Biblias en sus casas. Imagino que los valdenses se sorprenderían por la gran cantidad de Biblias disponibles pero también por la falta de interés de las personas en estudiar la Palabra de Dios.Por último, me gustaría ver la reacción de los pioneros de la Iglesia Adventista del Séptimo Día al ver el progreso del movimiento, después de 160 años de su organización. Muchos se quedarían impresionados por la cantidad de escuelas, hospitales, editoriales, centros de multimedia e iglesias en todo el mundo. Sin embargo, creo que se preocuparían por la tibieza y la falta de preparación de muchos hermanos con respecto al regreso de Jesús.¿Y tú? ¿Quién te gustaría que viajara en el tiempo? ¿Qué aspectos positivos y negativos vería en tu vida? Aunque esta máquina del tiempo no exista, hoy podemos mirar por el "espejo retrovisor" de la historia y aprender de los errores y los aciertos del pasado. 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 516: 24 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Diferente¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 4:24


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2026“DIFERENTENarrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================24 de FebreroOcúpate De Las Pequeñas CosasCácennos las zorras, las zorras pequeñas, que destruyen las viñas; porque nuestras viñas están en flor (Cantares 2:15).En 2017, fui a cantar con el cuarteto Arautos do Rei a Sacramento, California, para una convención de Maranatha, una organización sin fines de lucro que trabaja junto con la Iglesia Adventista del Séptimo Día en la construcción de iglesias y escuelas en todo el mundo. En ese encuentro, tuvimos la oportunidad de cantar en varios idiomas, ya que había una representación significativa de personas de diferentes nacionalidades. En cuanto al portugués y el español, todo estaba bien. Nuestra dificultad era cantar en inglés.Para superar la barrera del idioma, decidimos usar una laptop en el suelo para leer las letras de las canciones. Ante cualquier duda, mirábamos hacia nuestra "muleta". Después de ecualizar los micrófonos y revisar todos los detalles, estábamos listos para subir al escenario. Sin embargo, segundos antes, uno de los miembros nos avisó con expresión preocupada: "¡El pendrive del presentador de diapositivas se dañó!" ¿Y ahora? ¿Cómo pasaríamos las letras de las canciones?Inmediatamente, otro miembro dijo: "Yo tengo un presentador, pero tiene un problema. Solo pasa las diapositivas hacia adelante. Si nos saltamos alguna presentación, no hay forma de volver". Con esa tensión subimos al escenario.Mientras cantábamos una de las estrofas de la canción Under His Wings [Bajo sus alas], sucedió lo inesperado. Pasaron dos proyecciones y perdimos la letra de la canción. Mi boca se secó al instante. Comenzamos a cantar cualquier letra que se nos venía a la mente. Los espectadores quedaron confundidos y algunos empezaron a reírse. Imagino que habrán pensado: "¿Estarán cantando en un idioma primitivo?"Esta experiencia me enseñó que necesitamos ocuparnos de las pequeñas cosas. Un pendrive puede ayudar o destruir una presentación. Pequeñas palabras pueden construir o destruir vidas. Y, como dijo Salomón en el versículo de hoy, las zorras pueden destruir viñedos. Elena de White escribió: "Un solo paso mal dado puede cambiar toda la corriente de su vida en la dirección equivocada" (Mente, carácter y personalidad, t. 1, p. 35). Tal vez tu vida esté siendo socavada por pequeñas decisiones equivocadas. ¡Cuidado! Sé sabio para evitar problemas y proteger los viñedos de tu corazón. 

Se Habla Español
Español con noticias 82: España, a la cabeza en trasplantes - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 26:03


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En cualquier caso, ese no es el tema que vamos a tratar hoy aquí, aunque está relacionado con los regalos. Porque, qué mejor regalo que donar un órgano cuando tú ya no lo necesitas, ¿verdad? Estoy hablando, sobre todo, de las personas que han fallecido, claro. Pero vamos al caso concreto de España. En mi país, hacerse donante de órganos es un proceso muy sencillo. La ley dice que, en principio, todas las personas son donantes a menos que hayan dicho lo contrario antes de morir. Sin embargo, en la práctica los médicos siempre preguntan a la familia para confirmar la voluntad del fallecido. Por eso, lo más importante es hablar con la familia y explicar claramente el deseo de donar, ya que ellos serán quienes den la autorización final cuando llegue el momento. Además de este paso fundamental, existen otras formas de dejar claro que quieres donar tus órganos. Una opción es rellenar un documento llamado Testamento Vital, donde la persona puede indicar oficialmente que quiere ser donante. Este documento se puede hacer en un hospital, ante un notario o con testigos, dependiendo de la comunidad autónoma. También existe la posibilidad de llevar una tarjeta de donante. Aunque no tiene valor legal, sirve para comunicar fácilmente esta voluntad y puede solicitarse o descargarse en algunas comunidades autónomas. En ciertos casos, una persona también puede donar en vida, por ejemplo, un riñón o parte del hígado, siempre con la autorización médica necesaria. En España prácticamente cualquier persona puede ser donante, sin importar la edad. Finalmente, la decisión depende del estado de salud en el momento del fallecimiento. Normalmente, la donación sólo es posible si la persona muere en una Unidad de Cuidados Intensivos, ya que es allí donde los profesionales pueden conservar los órganos y hacer todas las pruebas necesarias. En cuanto a la opinión de las distintas religiones sobre la donación de órganos, la mayoría la aceptan y la ven como un acto de solidaridad y ayuda hacia otras personas. Muchas incluso la consideran un gesto de bondad y caridad. Sin embargo, hay algunas tradiciones que muestran más reservas. En el sintoísmo, una religión que se practica sobre todo en Japón, existe la creencia de que el cuerpo debe permanecer intacto después de la muerte. Por eso, aunque no siempre hay una prohibición oficial, muchas personas sintoístas prefieren no donar órganos. Algo parecido ocurre en algunas comunidades gitanas, donde también se considera importante mantener el cuerpo completo tras el fallecimiento, lo que en la práctica hace que la donación casi nunca se acepte. En cambio, religiones como el cristianismo y la Iglesia católica apoyan claramente la donación y la describen como un acto de amor hacia los demás. Líderes religiosos han dicho que donar órganos es una forma de ayudar a salvar vidas y de mostrar generosidad. En resumen, la gran mayoría de religiones ven la donación de órganos como algo positivo, aunque hay algunas culturas y tradiciones que prefieren evitarla por respeto al cuerpo después de la muerte. Y dicho todo esto, vamos a escuchar la noticia de Radio Nacional de España, porque mi país siempre está en lo más alto a nivel mundial cuando hablamos de donación de órganos. Pero vamos a escuchar la información, porque nos ofrece todos los detalles. “España no se baja del podio mundial de donaciones y trasplantes. Seguimos en cifras récord, la Organización Nacional de Trasplantes acaba de hacer balance de 2025. Alba Urrutia. Sí, 6.335 trasplantes en 2025 y superamos por segundo año consecutivo los 6.300. Los más habituales, los renales, casi 4.000, seguidos de los hepáticos. Mónica García es Ministra de Sanidad. No solamente es que seamos una potencia mundial en donantes, es que somos una potencia mundial en solidaridad y en el modelo de sistema sanitario y en el modelo de profesionalización de nuestro sistema sanitario que tenemos. España, líder mundial en donantes con 51,9 donantes por millón de habitantes, son 8 al día, 17 trasplantes al día y es más del doble de la media europea. En 2025, 180 niños fueron trasplantados y Cantabria repite como comunidad líder.” Por cierto, en esta última frase aparece el nombre de una comunidad autónoma, Cantabria, que se encuentra en el norte de España, junto al mar Cantábrico. Pero vamos ya con las palabras y expresiones más interesantes. Hoy no son muchas, la verdad. Y seguro que ya conoces alguna de las que voy a explicar. -No bajarse del podio mundial: Seguir entre los mejores del mundo en una actividad durante un periodo de tiempo. El “podio” es el lugar donde se colocan los ganadores (oro, plata, bronce). -Brasil no se baja del podio mundial del fútbol femenino gracias a sus excelentes resultados. -Corea del Sur no se baja del podio mundial en tecnología e innovación. -Donaciones: Entregas voluntarias de algo (dinero, objetos, órganos, comida…) sin esperar nada a cambio. -La campaña de invierno recibió muchas donaciones de ropa para las familias necesitadas. -Varias empresas hicieron donaciones económicas para reconstruir el parque. -Trasplante: Operación médica en la que se coloca en una persona un órgano o tejido sano procedente de un donante. -El hospital realizó un trasplante de médula ósea a un paciente joven. -Su hermana fue compatible y pudo donarle un riñón para el trasplante. -Seguir en cifras récord: Continuar alcanzando números muy altos, superiores a los de años anteriores. -El turismo sigue en cifras récord este verano, con millones de visitantes. -La empresa sigue en cifras récord de ventas después del lanzamiento del nuevo producto. -Hacer balance: Analizar y resumir los resultados de un periodo, evaluando lo positivo y lo negativo. -Al final del año, la directora hizo balance del trabajo del equipo. -Después del evento, hicimos balance y vimos que la asistencia fue mayor de lo esperado. -Segundo año consecutivo: Que ocurre por segundo año seguido, sin interrupción. -El colegio ganó el campeonato por segundo año consecutivo. -Es el segundo año consecutivo que la ciudad organiza un festival de música clásica. -Trasplantes renales: Trasplantes en los que se reemplaza un riñón enfermo por uno sano de un donante. -El hospital aumentó el número de trasplantes renales gracias a un nuevo programa de donación. -Los trasplantes renales permiten a los pacientes dejar la diálisis y mejorar su calidad de vida. -Trasplantes hepáticos: Trasplantes en los que se sustituye un hígado enfermo por uno sano. -Los trasplantes hepáticos son esenciales para pacientes con enfermedades graves del hígado. -El centro médico se especializa en trasplantes hepáticos pediátricos. Muy bien. Creo que ya estamos listos para escuchar la noticia por segunda vez. “España no se baja del podio mundial de donaciones y trasplantes. Seguimos en cifras récord, la Organización Nacional de Trasplantes acaba de hacer balance de 2025. Alba Urrutia. Sí, 6.335 trasplantes en 2025 y superamos por segundo año consecutivo los 6.300. Los más habituales, los renales, casi 4.000, seguidos de los hepáticos. Mónica García es Ministra de Sanidad. No solamente es que seamos una potencia mundial en donantes, es que somos una potencia mundial en solidaridad y en el modelo de sistema sanitario y en el modelo de profesionalización de nuestro sistema sanitario que tenemos. España, líder mundial en donantes con 51,9 donantes por millón de habitantes, son 8 al día, 17 trasplantes al día y es más del doble de la media europea. En 2025, 180 niños fueron trasplantados y Cantabria repite como comunidad líder.” Todo más claro, ¿verdad? Pues ahora es mi turno. Voy a intentar contarte la noticia cambiando algunas palabras para ampliar nuestro vocabulario. Como siempre te recuerdo, si tienes dificultades con alguna de ellas, puedes preguntarme en los comentarios. La información dice que España continúa ocupando las primeras posiciones a nivel internacional en cuanto a donación y trasplantes de órganos, y que mantiene cifras extraordinarias. Según el último informe presentado por la Organización Nacional de Trasplantes, el país cerró 2025 con 6.335 intervenciones de trasplante, superando nuevamente la barrera de los 6.300 procedimientos y confirmando así un rendimiento histórico. El tipo de trasplante más frecuente fue el de riñón, con casi cuatro mil operaciones, seguido por los trasplantes de hígado, que también registraron números muy elevados. La ministra de Sanidad, Mónica García, destacó que España no solo es una potencia global en número de donantes, sino también en su modelo sanitario, basado en la coordinación, la profesionalización y la solidaridad de la ciudadanía. Actualmente, el país alcanza una media de 51,9 donantes por cada millón de habitantes, lo que equivale aproximadamente a ocho nuevos donantes al día y permite realizar alrededor de diecisiete trasplantes diarios. Estas cifras duplican con creces la media del resto de Europa, lo que consolida a España como líder absoluto en este ámbito. Durante 2025 también se llevaron a cabo 180 trasplantes pediátricos, y la comunidad autónoma de Cantabria volvió a situarse como la región con los mejores índices de donación, repitiendo así su liderazgo dentro del territorio nacional. Genial. Pues escuchamos la noticia por última vez y te cuento más cosas interesantes. “España no se baja del podio mundial de donaciones y trasplantes. Seguimos en cifras récord, la Organización Nacional de Trasplantes acaba de hacer balance de 2025. Alba Urrutia. Sí, 6.335 trasplantes en 2025 y superamos por segundo año consecutivo los 6.300. Los más habituales, los renales, casi 4.000, seguidos de los hepáticos. Mónica García es Ministra de Sanidad. No solamente es que seamos una potencia mundial en donantes, es que somos una potencia mundial en solidaridad y en el modelo de sistema sanitario y en el modelo de profesionalización de nuestro sistema sanitario que tenemos. España, líder mundial en donantes con 51,9 donantes por millón de habitantes, son 8 al día, 17 trasplantes al día y es más del doble de la media europea. En 2025, 180 niños fueron trasplantados y Cantabria repite como comunidad líder.” Todo claro, ¿verdad? Pues para terminar quería contarte que, además de ser un país líder en donación y trasplantes, el sistema sanitario español es un referente internacional. Esto se debe a varios factores: la calidad del personal médico, la buena atención a los pacientes, la formación de los profesionales y la tecnología que se utiliza en hospitales y centros de salud. Todos estos elementos continúan haciendo que el sistema español sea reconocido en todo el mundo. Además, España impulsa proyectos internacionales para que más personas tengan acceso a la sanidad. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Se Habla Español
Español con noticias 80: Agresión a un sintecho - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jan 18, 2026 24:20


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo va todo? Imagino que ya habrás vuelto a la normalidad total después de las fiestas navideñas. En mi caso, ya llevo dos semanas en Luxemburgo después de estar con la familia en Madrid, y ahora tenemos por delante otros dos meses de invierno, que es la época menos agradable, porque hace frío, hay poca luz durante el día y todas esas cosas que ya te imaginas. Pero, como te he dicho en otras ocasiones, no podemos quejarnos, porque hay personas que sí lo pasan realmente mal, sobre todo ahora. Me refiero a la gente que no tiene un hogar en el que refugiarse. Y aunque puedas pensar lo contrario, aquí en Luxemburgo también hay personas que duermen en la calle todos los días. No son muchas, pero sí las hay. De hecho, cerca del gimnasio al que vamos, siempre hay un hombre mayor en una esquina, tapado con mantas y cartones para refugiarse del frío. Te cuento esto porque hoy he seleccionado una noticia relacionada con las personas sin techo. Pero antes de escucharla, quiero contarte cómo está la situación de las personas sin hogar en España, porque es un tema muy importante y muchas veces no conocemos los datos reales. ¿Sabías que cada vez hay más personas viviendo en la calle o en condiciones muy difíciles? De hecho, según los últimos estudios, más de 34.000 personas son atendidas cada día en centros sociales. Esto significa un aumento de más del 50 % en los últimos años. Es un problema que no deja de crecer. ¿Quiénes son estas personas? Pues la mayoría son hombres, pero también hay mujeres y jóvenes. De hecho, más de la mitad tienen menos de 45 años. ¿Y por qué pierden su casa? Las causas son varias: desahucios, cuando alguien no puede pagar el alquiler o la hipoteca; falta de trabajo, porque sin ingresos es imposible mantener una vivienda; y también problemas personales como enfermedades mentales o adicciones. Además, muchas personas migrantes llegan sin recursos y terminan en esta situación. Pero no hablamos solo de quienes duermen en la calle. Hay millones de personas que viven en casas muy malas o que tienen miedo de perder su vivienda. En total, casi 8 millones de personas en España sufren algún tipo de problema para tener una casa segura. Esto se llama exclusión residencial. ¿Por qué ocurre esto? Una de las razones es que en España hay muy pocas viviendas sociales, muchas menos que en otros países europeos. También los alquileres son cada vez más caros y los trabajos son más precarios, o sea, el salario que se recibe es muy pequeño. Todo esto hace que muchas personas queden fuera del sistema y necesiten ayuda. Es una situación complicada y triste. Y, como te decía, hoy vamos a escuchar una noticia relacionada con este tema, que nos hará reflexionar sobre cómo tratamos a las personas más vulnerables. Una vez más, la información pertenece a un programa de Radio Nacional de España, que es la emisora que escucho nada más levantarme, cuando me preparo para ir al trabajo cada día. Normalmente, después de la ducha, mientras me visto y desayuno, suelo escuchar el primer informativo del día para tener una idea de lo que está sucediendo en mi país. Pero venga, vamos ya con lo importante, que es la noticia. Apenas dura un minuto, por eso te pido que prestes mucha atención, porque hay palabras y expresiones complicadas. Aquí la tienes. “Empezamos con una noticia que acabamos de conocer hace tan solo unos minutos. La Guardia Civil ha abierto diligencias al salir a la luz un vídeo en el que al menos dos menores de edad se mofan de una persona sin hogar hasta tal punto que llegan a quemarle el pelo. Los hechos ocurrieron en un parque de Benacazón en Sevilla. Ahora las autoridades intentan identificar a los presuntos agresores y también a la víctima que quiere denunciar, Rocío Muñoz. Los hechos se han conocido a través de un vídeo difundido en redes sociales, donde se observa cómo los menores queman el pelo de la víctima tras haberse burlado previamente del peinado que llevaba. A lo largo de la grabación, los jóvenes se hacen pasar por agentes que están cumpliendo órdenes y se refieren a la agresión como si fuera una prueba de fuego o un reto que deben superar por órdenes de la central. Inicialmente la investigación la desarrollan agentes del puesto de Sanlúcar la Mayor, pero el caso podría ser transferido a otra especialidad, ya que puede ser tramitado como delito de odio con el agravante de agresión física. Las autoridades trabajan ahora por identificar a los participantes y cuándo y dónde fue grabado el vídeo.” Por desgracia, no es la primera vez que ocurre esto en España, e imagino que en tu país también habrá sucedido algo similar. Y es que, las personas que viven en la calle son muy vulnerables, y cualquiera pueda aprovecharse de esa situación para hacerles daño. Bien, vamos con las palabras y expresiones que pueden resultar algo más complicadas. Abrir diligencias: Iniciar una investigación oficial por parte de la policía o la justicia. Ejemplos: -La policía ha abierto diligencias por el robo en el banco. -El juez abrió diligencias para investigar el accidente. Salir a la luz: Hacerse público algo que estaba oculto. Ejemplos: -Salió a la luz un vídeo del concierto que nadie había visto. -La verdad salió a la luz después de muchos años. Mofarse de alguien: Burlarse de alguien de manera cruel o con desprecio. Burlarse es reírse de alguien de forma ofensiva. Ejemplos: -Se mofaron de su forma de hablar en clase. -No es correcto mofarse de las personas por su aspecto. Quemar: Destruir algo con fuego. Ejemplos: -Quemaron papeles viejos en la chimenea. -El sol quema la piel si no usas protección. -Difundir un vídeo: Compartir un vídeo para que muchas personas lo vean. Ejemplos: -Difundieron el vídeo en redes sociales. -El vídeo se difundió rápidamente por WhatsApp. Peinado: Forma en que se arregla el cabello. Ejemplos: -Me gusta tu peinado, es muy moderno. -El peinado de la actriz fue tendencia en la gala. Hacerse pasar por alguien: Fingir ser otra persona. Ejemplos: -Se hizo pasar por policía para entrar en el edificio. -En la película, el actor se hace pasar por millonario. Prueba de fuego: Situación difícil que demuestra la capacidad de alguien. Ejemplos: -El examen final será una prueba de fuego para los estudiantes. -Su primer concierto fue una prueba de fuego para la banda. Transferir: Pasar algo de un lugar o persona a otra. Ejemplos: -Voy a transferir dinero a tu cuenta. -El caso se transfirió a otra unidad policial. Tramitar: Gestionar un proceso oficial o administrativo. Ejemplos: -Necesito tramitar mi pasaporte. -Están tramitando la denuncia en la comisaría. Delito de odio: Crimen motivado por discriminación hacia una persona o grupo. Ejemplos: -Los insultos racistas son un delito de odio. -La agresión se investiga como posible delito de odio. Bueno, después de estas explicaciones deberías entender la noticia mucho mejor. Vamos a comprobar si es así. Aquí la tienes de nuevo. “Empezamos con una noticia que acabamos de conocer hace tan solo unos minutos. La Guardia Civil ha abierto diligencias al salir a la luz un vídeo en el que al menos dos menores de edad se mofan de una persona sin hogar hasta tal punto que llegan a quemarle el pelo. Los hechos ocurrieron en un parque de Benacazón en Sevilla. Ahora las autoridades intentan identificar a los presuntos agresores y también a la víctima que quiere denunciar, Rocío Muñoz. Los hechos se han conocido a través de un vídeo difundido en redes sociales, donde se observa cómo los menores queman el pelo de la víctima tras haberse burlado previamente del peinado que llevaba. A lo largo de la grabación, los jóvenes se hacen pasar por agentes que están cumpliendo órdenes y se refieren a la agresión como si fuera una prueba de fuego o un reto que deben superar por órdenes de la central. Inicialmente la investigación la desarrollan agentes del puesto de Sanlúcar la Mayor, pero el caso podría ser transferido a otra especialidad, ya que puede ser tramitado como delito de odio con el agravante de agresión física. Las autoridades trabajan ahora por identificar a los participantes y cuándo y dónde fue grabado el vídeo.” Ahora mejor, ¿verdad? Pues venga, te cuento la noticia con otras palabras. Comienza con una información que acaban de conocer hace solo unos instantes. La Guardia Civil ha iniciado una investigación tras hacerse público un vídeo en el que, al menos, dos adolescentes se burlan de una persona sin techo hasta el punto de prenderle fuego en el cabello. Los hechos ocurrieron en un parque del municipio de Benacazón, en Sevilla. Ahora las autoridades intentan localizar a los presuntos responsables y también a la víctima, que quiere presentar una denuncia. El suceso se ha dado a conocer gracias a un vídeo compartido en redes sociales, donde se observa cómo los menores prenden fuego al pelo de la víctima después de reírse del modo de la condición en la que llevaba sus cabellos. Durante la grabación, los jóvenes fingen ser agentes que cumplen órdenes y describen la agresión como si fuera una prueba difícil o un desafío que deben superar por instrucciones de la central. En un primer momento, la investigación la llevan agentes del puesto de Sanlúcar la Mayor, pero el caso podría pasar a otra unidad especializada, ya que podría tratarse como un delito de odio y, además, con el uso de violencia física. Las autoridades trabajan ahora para identificar a los implicados y determinar cuándo y dónde se grabó el vídeo. Perfecto, pues escuchamos la noticia por última vez y te doy más datos interesantes. “Empezamos con una noticia que acabamos de conocer hace tan solo unos minutos. La Guardia Civil ha abierto diligencias al salir a la luz un vídeo en el que al menos dos menores de edad se mofan de una persona sin hogar hasta tal punto que llegan a quemarle el pelo. Los hechos ocurrieron en un parque de Benacazón en Sevilla. Ahora las autoridades intentan identificar a los presuntos agresores y también a la víctima que quiere denunciar, Rocío Muñoz. Los hechos se han conocido a través de un vídeo difundido en redes sociales, donde se observa cómo los menores queman el pelo de la víctima tras haberse burlado previamente del peinado que llevaba. A lo largo de la grabación, los jóvenes se hacen pasar por agentes que están cumpliendo órdenes y se refieren a la agresión como si fuera una prueba de fuego o un reto que deben superar por órdenes de la central. Inicialmente la investigación la desarrollan agentes del puesto de Sanlúcar la Mayor, pero el caso podría ser transferido a otra especialidad, ya que puede ser tramitado como delito de odio con el agravante de agresión física. Las autoridades trabajan ahora por identificar a los participantes y cuándo y dónde fue grabado el vídeo.” Para terminar el episodio, quiero contarte tres historias reales que muestran que cualquiera puede quedarse sin hogar. La primera es la historia de Inma y Jaume, y sucedió en Barcelona. Inma tenía solo 15 años cuando se fue a la calle con sus padres por problemas familiares y adicciones. Hoy, gracias a la ayuda de una Fundación, ambos tienen una vida diferente y ayudan a otras personas. La segunda historia es de José Ramón, que vivió unos meses en su coche tras una crisis personal y problemas con el alcohol. Contactó con Cruz Roja porque tenía hambre y pudo quedarse en una pensión mientras se recuperaba. También está el caso de Elianis, una joven colombiana que llegó a España para estudiar, pero perdió su beca y terminó en la calle. Cruz Roja la ayudó a regularizar su situación. Y la tercera historia es la de Marina, en Madrid. Marina tenía estudios universitarios y una vida estable en Venezuela, pero tras una crisis personal perdió su empleo y fue desalojada. Vivió meses en la calle, con frío y miedo. Gracias a otra Fundación, hoy está reconstruyendo su vida. Como te decía, son historias reales y nos recuerdan que nadie está libre de pasar por una situación así. Las causas son muchas: problemas familiares, pérdida de trabajo, migración, salud mental… Pero también nos muestran que la recuperación es posible con apoyo y solidaridad. Me quedo con este último mensaje. Y ahora vamos a repasar las palabras y expresiones que hemos visto hoy: Abrir diligencias: Iniciar una investigación oficial por parte de la policía o la justicia. Salir a la luz: Hacerse público algo que estaba oculto. Mofarse de alguien: Burlarse de alguien de manera cruel o con desprecio. Burlarse es reírse de alguien de forma ofensiva. Quemar: Destruir algo con fuego. Difundir un vídeo: Compartir un vídeo para que muchas personas lo vean. Peinado: Forma en que se arregla el cabello. Hacerse pasar por alguien: Fingir ser otra persona. Prueba de fuego: Situación difícil que demuestra la capacidad de alguien. Transferir: Pasar algo de un lugar o persona a otra. Tramitar: Gestionar un proceso oficial o administrativo. Delito de odio: Crimen motivado por discriminación hacia una persona o grupo. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Daniel Ramos' Podcast
Episode 509: 01 de Enero del 2026 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Diferente¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 4:00


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2026“DIFERENTE”Narrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================01 DE ENEROEN LOS UMBRALES DE LAS PUERTASEscucha, Israel: El Señor nuestro Dios es el único Señor. Ama al Señor tu Dios con todo tu corazón, con todo tu olmo y con todas tus fuerzas(Deuteronomio 6:4, 5, NVI).Acabamos de atravesar las puertas de 2026. Dentro de esta nueva "casa" hay doce habitaciones vacías, listas para ser decoradas y amuebladas al gusto del residente. ¿Qué quieres hacer en este nuevo año? ¿Volver al gimnasio, graduarte en la universidad, empezar a salir con alguien, conseguir un trabajo, fijar una fecha para tu boda? Imagino que tu lista debe ser larga. ¿Sabes qué? Es posible hacer realidad todos tus planes. El secreto está en la puerta.Cuando el pueblo de Israel estaba a punto de entrar en la Tierra Prometida, Moisés le ordenó a cada familia que colocara las palabras de Deuteronomio 6:4 y 5 en los umbrales de sus puertas(vers. 6-9). Esta oración se conoce como Shemá, la primera palabra hebrea de esta oración, que deriva del verbo shomá, que significa "oír", "obedecer". En otras palabras, Dios quería que cada israelita, al entrar y salir de su casa, recordara que debía amar a Dios sobre todas las cosas.Esta costumbre de escribir palabras de bendición y promesas en los umbrales de las puertas sigue vigente en algunas culturas. Los judíos, por ejemplo, cuelgan un pequeño rollo de pergamino, la mezuzah, en la esquina derecha de sus puertas. Los musulmanes, los hindúes y los chinos, por su parte, colocan mensajes especiales en sus puertas al comienzo del nuevo año. ¿Por qué no podemos tomar la misma iniciativa al comienzo de 2026? Te propongo que lo hagas en los umbrales de tu corazón.Las puertas marcan el flujo de la vida: idas y venidas, pausas y reanudaciones, oportunidades y desenlaces. A lo largo de este año, seguro atravesarás muchas puertas en tu casa, en el trabajo, en la universidad, etc. ¿Cuántas veces sucederá? Solo Dios lo sabe. Pero recuerda que él velará por ti, como nos asegura el salmista: "El Señor cuidará tu salida y tu entrada, desde ahora y para siempre"(Sal. 121:8).Lo más importante, sin embargo, es escribir en los umbrales de la vida todo tu amor por Jesús. Solo en él hay refugio para el cansado, protección para el afligido y gracia para el perdido. Si ya rociaste la sangre del Cordero en la puerta de tu alma, aférrate a la certeza de que él estará a tu lado en cada momento de este nuevo año. 

Hoy por Hoy
La mirada | Luis García Montero: "El curso de la historia nos está invitando a reflexionar sobre palabras como hipocresía y realismo"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 2:02


El curso de la historia nos está invitando a reflexionar sobre palabras como hipocresía y realismo. Cuando analizamos el panorama internacional, vemos líderes que no tienen la más mínima obligación de guardar las formas a la hora de defender su poder. Imagino una gran cena de fin de año con Trump, Putin, Netanyahu y Xi Jinping, una cena familiar. Ahora podemos entender todas las mentiras que se escondían en los antiguos acuerdos internacionales. Había injusticias bajo las bellas palabras. 

Café con Cristo Radio Show
¿Y si Dios me está mirando con más amor del que imagino?

Café con Cristo Radio Show

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 24:32


¿Y si Dios me está mirando con más amor del que imagino? En este episodio de Esperando y Soñando con María, nos acercamos al corazón de una verdad que muchas veces cuesta creer: Dios nos mira con más amor del que somos capaces de imaginar. Acompañamos a María en ese tiempo silencioso donde no hay anuncios nuevos ni señales visibles, pero sí una mirada constante, fiel y llena de ternura. Este audio es un espacio para quienes vienen cansados, confundidos o sensibles, y necesitan recordar que antes de hacer algo, antes de entenderlo todo, ya están siendo profundamente amados. Un momento para dejarte mirar por Dios sin exigencias, sin máscaras, con descanso y confianza.

Buscadores de la verdad
UTP392 No es la baliza V16, son tus datos

Buscadores de la verdad

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 102:17


UTP392 No es la baliza V16, son tus datos Sean bienvenidos a Buscadores de la Verdad, esta vez emitiendo en directo desde el canal UTP Ramón Valero, aqui en Telegram. Ya saben que no nos gusta tratar los temas de actualidad que consideramos están ahí para distraernos de lo realmente importante, pero creo que en esta ocasión es necesario aclarar algunos puntos sobre la imposición de la nueva baliza V16. En casa de mis padres recibiamos la revista gratuita de la Dirección General de Tráfico (DGT), conocida actualmente como Revista Tráfico y Seguridad Vial (anteriormente Revista Tráfico), ha estado operativa en formato papel desde 1985 hasta 2006 donde paso a ser enviada de manera online a través de una renovación en la suscripción. Esta operación de ahorro fue casi una de las primeras cosas que acometió el director de la DGT actual, Pere Navarro, en su primera etapa del 2004 al 2012. Pere Navarro impulsó una de las campañas de publicidad vial más impactantes y polémicas de la historia de España, conocida por sus anuncios televisivos extremadamente dramáticos y crudos, como “La muerte no avisa”, “Víctimas 3D” o los spots que mostraban accidentes reales reconstruidos con gran realismo y testimonios desgarradores de víctimas y familiares. Esta estrategia de “shock advertising”, inspirada en modelos australianos y británicos, buscaba generar un impacto emocional profundo para cambiar conductas. Los resultados fueron espectaculares: en 2003, antes de su llegada, España registraba 5.399 fallecidos en carretera; al final de su mandato, en 2011, la cifra había caído hasta los 1.867 muertos, lo que supuso una reducción del 65 % en solo ocho años, la mayor bajada histórica registrada en tan poco tiempo. A esta campaña se sumaron medidas como la implantación del permiso por puntos (2006), el endurecimiento de sanciones y los radares de tramo, consolidando el periodo 2004-2012 como la etapa de mayor descenso de la siniestralidad vial en España. A partir de 2014, apenas dos años después de la salida de Pere Navarro, la siniestralidad vial en España rompió la tendencia descendente que había sido constante desde 2003 y comenzó a repuntar de forma sostenida: de los 1.688 fallecidos registrados en 2013 (el mínimo histórico) se pasó a 1.830 en 2019 y, tras el paréntesis de la pandemia, a 1.746 en 2023 y 1.795 en 2024 (datos a 31 de diciembre provisional). Este incremento ha alejado definitivamente al país de la hoja de ruta marcada en la Estrategia de Seguridad Vial 2011-2020 y de las previsiones que la DGT presentó en 2006, cuando, sobre la inercia del permiso por puntos y las campañas de choque, se calculaba que España alcanzaría en 2020 menos de 1.000 fallecidos anuales y se situaría por debajo de la media europea más exigente. En 2025 la cifra real duplica prácticamente aquel objetivo y España ha pasado de ser uno de los países que más rápidamente reducían víctimas a situarse en la zona media-baja de la UE, con una tasa de mortalidad por millón de habitantes que ya no mejora desde hace una década y que en 2024 (38 fallecidos por millón) se encuentra muy lejos de los líderes como Suecia (22) o Noruega (26). Por eso en 2018 se vuelve a contratar a la superestrella para ver si se puede rascar algo. La cuestión es que en un pais en deficit, las carreteras se van deteriorando y el mantenimiento es cada vez mas escaso, a la vez que el parque automovilístico envejece por no poder renovarlo y aumentan el numero de conductores procedentes de países del tercer mundo mientras que el parque tecnológico de control vial de la DGT y las comunidades autónomas con competencias transferidas es uno de los más densos y avanzados de Europa. Actualmente operan los siguientes sistemas: Radares fijos: más de 1.400 visibles, los cinemómetros clásicos en pórtico o poste, Veloláser que la DGT rota entre cabinas vacías para que no se sepa exactamente dónde están. También unos 80 “de baja altura” u ocultos. La DGT tiene un plan para instalar 122 nuevos puntos de control de velocidad a lo largo de 2025. Radares de tramo: 92 tramos operativos en 2025 con unos 232 radares, que miden la velocidad media entre dos puntos. Cubren unos 1.200 km de vías de alta capacidad. Radares móviles: unos 700 dispositivos (la mayoría Veloláser de última generación) usados por Guardia Civil y policías autonómicas/municipales. Pueden instalarse en trípode, en el guardarail, dentro de coche camuflado, motos camufladas y camiones o incluso en coche en movimiento (sin parar). El total de radares en España (todos los tipos, incluidas competencias autonómicas/ayuntamientos) es de 3.395 dispositivos en algún estudio reciente de 2025. Cámaras de cinturón y móvil: desde 2021 se han ido instalando progresivamente. En 2025 hay más de 400 cámaras certificadas que detectan simultáneamente el no uso del cinturón y el manejo del móvil. Funcionan día y noche y ya sancionan automáticamente. Cámaras de reconocimiento de matrículas (OCR): más de 1.200 instaladas en pórticos, postes y coches patrulla. Sirven para: Controlar vehículos sin ITV o sin seguro. Detectar coches robados o reclamados judicialmente. Vigilar el acceso a Zonas de Bajas Emisiones (ZBE) de las ciudades. Hacer seguimiento de flotas y detectar infracciones reiteradas. Cámaras fijas de 360º: Se estima que hay al menos 1.492 cámaras fijas de tráfico distribuidas en unas 150 carreteras de la red nacional y autonómica, muchas de las cuales incorporan tecnología PTZ (pan-tilt-zoom) que permite una visión panorámica de 360 grados para ofrecer imágenes en movimiento de alta resolución, tanto para agentes como para el público a través de herramientas como Infocar de la DGT. A esto debemos sumar las que existan en Cataluña y Pais Vasco dentro de sus propios sistemas de trafico y las operadas por operadores privados en autopistas. Cámaras en peajes y pórticos “Free-Flow”: desde la supresión de peajes físicos en muchas autopistas (AP-7, AP-4, etc.), se han instalado cientos de pórticos con cámaras 3D que identifican la matrícula delantera y trasera y miden velocidad instantánea al mismo tiempo. Detectores de kamikazes: desde 2022 se han instalado más de 120 sensores en autovías y autopistas de doble calzada (principalmente Cataluña, Valencia, Andalucía y Madrid). Son cámaras y sensores LIDAR que detectan vehículos circulando en sentido contrario en menos de 15 segundos y activan paneles luminosos con la alerta “KAMIKAZE” y avisos a la Guardia Civil. En 2024-2025 se ha ampliado el despliegue a Galicia, Castilla y León y Aragón. Drones: la DGT dispone de 39 drones Pegasus con cámara 4K y zoom de 180x que vigilan especialmente en operaciones especiales, carreteras secundarias y eventos masivos (Semana Santa, verano, puentes). Helicópteros: 9 helicópteros en activo y 2 en proyecto equipados con radar Pegasus que pueden controlar hasta 8 carriles simultáneamente y sancionar mientras vuelan a 300-400 km/h de velocidad. Todo este arsenal tecnológico ha permitido que en 2024 se formularan más de 5,5 millones de denuncias automatizadas (el 92 % del total), pero también ha generado la sensación de que, pese a la vigilancia masiva, la mortalidad no baja desde hace diez años, lo que ha llevado a debates sobre si el enfoque exclusivamente sancionador y tecnológico ha tocado techo y necesita complementarse con otras medidas (educación, diseño de carreteras más seguras, renovación del parque móvil, etc.). Pues a todo este despliegue monstruoso de control viene a sumarse una triste lucecita para poner en el techo con la excusa de salvar 25 vidas por atropellos en las carreteras, en palabras textuales de la DGT: "La sustitución de los triángulos está justificada por motivos de seguridad vial, al considerar el riesgo de atropello que supone la colocación de los triángulos por tener que andar, al menos, 100 metros por la calzada sin que haya garantía de que se mantengan en su sitio una vez colocados.” "Con el propósito de avanzar en el ámbito de la seguridad vial y la reducción de accidentes, nace el dispositivo V16.” Según el director general Pere Navarro: "La implantación de la V16 conectada supone un salto adelante y nos sitúa como referentes europeos en seguridad vial. Permite señalizar sin salir del vehículo, evita riesgos innecesarios y aporta información vital a los demás usuarios de la vía." "El objetivo de implantar este nuevo dispositivo de preseñalización en los vehículos es mejorar la seguridad vial, intentando reducir los accidentes de tráfico, sobre todo los provocados por vehículos inmovilizados y estacionados en el arcén.” Os leo textualmente los apartados del articulo 130 del Reglamento General de Circulación de España publicado en el BOE en el Real Decreto 159/2021, de 26 de febrero, dice así: Artículo 130. Señalización e inmovilización de vehículos. 1.Los conductores deberán señalizar la situación de peligro creada por la avería de su vehículo o por el accidente sufrido, adoptando las medidas necesarias para su propia seguridad y la de sus acompañantes, y para la de los demás usuarios de la vía. 2.Si el vehículo o la carga obstaculizan la calzada, deberán señalizarse y retirarse lo antes posible. En tanto no se haya producido la retirada, el vehículo deberá estacionarse de acuerdo con lo dispuesto en el artículo 91.2. 3.En caso de accidente o avería, como norma general, los ocupantes deberán abandonar el vehículo y situarse en un lugar seguro fuera de la calzada, por el lado contrario a la circulación, sin invadir los carriles de circulación ni el arcén. En el supuesto de que no exista un lugar seguro, los ocupantes deberán permanecer dentro del vehículo con el cinturón de seguridad abrochado. 4.Mientras se efectúen las actuaciones para retirar el vehículo de la vía, se utilizará el dispositivo de preseñalización de peligro reglamentario. 5.No se efectuará el atestado del accidente en la calzada, debiendo realizarse en un lugar seguro fuera de la vía. Juan Carlos Toribio, ex-Guardia Civil representante de la Unión Internacional para la Defensa de los Motociclistas nos dice claramente en un video que estamos obligados a señalizar en caso de obstruir la calzada, esto es, la zona por donde circulan los coches y no si logramos detenernos en el arcén. Desgraciadamente nos lo dejan claro en el articulo Artículo 91. Inmovilización del vehículo en casos de emergencia o de peligro. Donde en su apartado 2 se dice: 2. Cuando, por emergencia, el vehículo haya de permanecer detenido o estacionado en la calzada o en el arcén, el conductor estará obligado a adoptar las medidas necesarias para que resulte perfectamente perceptible y para que se retire lo antes posible de la vía. Volviendo al tema de los accidentes mortales que nos han traído hasta aqui, no hay un informe monográfico que confirme cuántos de estos incidentes fueron directamente por colocar o retirar los triángulos, ni cuántos involucraron a conductores particulares versus trabajadores profesionales de la carretera (como operarios de mantenimiento vial, grúas o servicios de emergencia, que representan un subgrupo significativo de peatones expuestos en arcenes, según el Registro Nacional de Víctimas de Accidentes de Tráfico). La propia DGT admite en comunicados que "no existen estudios específicos que determinen cuántas de esas víctimas lo fueron al colocar los triángulos", y expertos independientes, como en análisis de 2025, cuestionan la precisión de la cifra de "25" como aproximada y no exacta, sugiriendo que podría inflar el riesgo para justificar la baliza V-16. En su lugar, la justificación se basa en informes agregados como la Instrucción MOV-2023/15, que destaca el "notable incremento del riesgo de atropello" en autopistas/autovias por transitar el arcén, sin desglose laboral, y en la Estrategia de Seguridad Vial 2030, que agrupa estos datos en categorías amplias de "peatones vulnerables en vías interurbanas" sin diferenciar perfiles profesionales. La Estrategia de Seguridad Vial 2030 de España, aprobada en diciembre de 2021 por el Consejo de Ministros, se presenta oficialmente como la contribución nacional al cumplimiento del Objetivo de Desarrollo Sostenible 3.6 de la Agenda 2030 de Naciones Unidas, que establece textualmente: «Para 2030, reducir a la mitad el número de muertes y lesiones causadas por accidentes de tráfico en el mundo». La propia DGT lo reconoce así en su documento oficial: «Esta Estrategia se alinea con la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible y, en concreto, con la meta 3.6», y adopta el mismo horizonte temporal (2030) y el mismo objetivo cuantitativo: reducir un 50 % las víctimas mortales y los heridos graves respecto a la base 2019 (1.755 fallecidos y 8.558 heridos graves hospitalizados). Además, incorpora explícitamente los principios de la Agenda 2030 (Visión Cero muertes y lesiones graves, Sistema Seguro, enfoque basado en datos, gobernanza multinivel y participación de la sociedad civil) y se integra en el marco europeo del Plan de Acción de Seguridad Vial 2021-2030 de la Comisión Europea, que también toma como referencia la meta 3.6 de la ONU. En resumen, la Estrategia española no es solo un plan nacional de tráfico, sino la herramienta con la que España pretende cumplir formalmente su compromiso internacional asumido al firmar la Agenda 2030 en septiembre de 2015. Vivimos en un país donde la esquizofrenia política roza lo caricaturesco: hace solo cinco meses, el 16 de junio de 2025, Vox presentó y defendió en el Congreso una Proposición No de Ley con el nombre “la mejora de la seguridad de los trabajadores que prestan servicio en carretera” y pidió acelerar la obligatoriedad de la baliza V-16 conectada (la misma que ahora llaman “nuevo impuesto encubierto”), logrando su aprobación con los votos del PP, los votos en contra del PSOE y todos sus socios y la abstención de Junts. Su entonces portavoz de Tráfico, Francisco José Alcaraz —el ex-peluquero convertido en diputado—, llegó a calificarla de “tecnología innovadora que salvará vidas” y exigió al Gobierno que no retrasara más su implantación definitiva. Hoy, el mismo partido pide la paralización inmediata de la medida que él mismo forzó, demostrando que en España la coherencia política tiene menos recorrido que un triángulo de emergencia en plena autovía. En 2026, cuando se haga efectiva la obligatoriedad de este nuevo artefacto de control, llevaré 40 años conduciendo por las carreteras de España y de Europa. 4 décadas en las que he visto muchas cosas en los mas de un millón de kilómetros recorridos a una media de 25.000 km al año. He tenido que usar muchas veces la señalización pasiva que ofrecen los triángulos y he visto su eficacia de noche, a pleno sol, en curvas, cambios de rasante y todo tipo de condiciones atmosféricas. Sin embargo Pere Navarro no habrá conducido ni un solo kilometro ya que nunca ha tenido carnet de conducir y siempre ha tenido chofer particular, como político estrella que ha sido. Las condiciones meteorológicas o la cobertura impedirán en un montón de ocasiones que este flan Dhul con luces sirva para algo. Hay muchas carreteras en España, incluidos trozos de autovías, donde no hay cobertura y por tanto no funcionara la geolocalización. Y este cacharro como bien dice AlainCreaciones no es a prueba de agua. La carcasa de plástico es de una calidad muy baja con pestañas de acople, sin tornillos lo que hace que la baliza tenga una protección mínima exigida por el BOE de IP54 aunque existan algunas con IP66 que ya garantizan protección contra polvo y lluvia intensa. En situación de lluvia las de menor IP tendrán fallo electrónico garantizado. Por no hablar de la durabilidad de las pilas que según el pliego de características técnicas de los dispositivos de preseñalización V-16 establecidas por la Dirección General de Tráfico (DGT) en su normativa de homologación (Instrucción MOV-2023/15 y requisitos de certificación UNE-EN 12352), la duración mínima exigida a los fabricantes para la pila o batería es de 18 meses de vida útil en reposo, independientemente de si se trata de pilas alcalinas no recargables o baterías de litio recargables. Esta especificación garantiza que el dispositivo permanezca operativo sin uso durante al menos ese periodo desde su fabricación o última carga completa, complementada con una autonomía mínima de 30 minutos de funcionamiento continuo una vez activado para emitir luz intermitente de alta intensidad. El fabricante entre otros muchos datos recibe el estado de nuestras baterías en la baliza, me pregunto para que, lo que levanta las sospechas de que el software pueda hacer otras cosas a parte de simplemente marcar el punto del accidente. Una vez agotadas, la V16 es como dice Rose Saint Olaf (ManzanaDori) un flan Dhul en el techo del coche. Eso en el mejor de los casos, porque una batería de litio dejada al sol en pleno verano en España puede terminar en tragedia, así que mejor a pilas entrecomillas “de toda la vida” que lo máximo que harán será sulfatarse y estropear la electrónica. Os puedo asegurar que en mis 40 años al volante he necesitado indicar mi avería en la carretera durante bastantes horas en alguna ocasión. Los triángulos, como he dicho anteriormente otorgan una seguridad mediante elementos pasivos, reflectantes, que no necesitan de una fuente de energia externa para funcionar y se ven desde bastante mas distancia que este flan Dhul a pilas. Entonces, si la DGT no ha demostrado con datos desglosados y públicos que esos 25 atropellos anuales se deban realmente a la colocación de triángulos (y no a otros factores como reparaciones, cambios de rueda o trabajadores en la vía), si la baliza V16 conectada no mejora la visibilidad respecto a las versiones no conectadas ya permitidas desde 2021 algunas como las V2 con sirenas giratorias enchufadas al encendedor del vehículo, y si su principal ventaja (la geolocalización) solo será obligatoria a partir de 2026 y aún no está plenamente operativa en todos los navegadores y paneles… ¿por qué se impone de forma tan drástica y urgente una medida que obliga a 30 millones de conductores a gastar entre 25 y 60 € en un dispositivo nuevo, que genera rechazo masivo por la sensación de impuesto encubierto, que se ha comunicado de forma confusa y tardía, y ha sido alimentada por bulos (chip de seguimiento, multas automáticas, negocio de empresas afines, etc.) que la propia DGT no ha desmentido con la claridad y antelación necesarias? La pregunta no es si la V16 es útil o no; es por qué se ha convertido en símbolo de una gestión autoritaria, poco transparente y desconectada de la realidad de la ciudadanía. Y aqui es donde debemos sospechar que la DGT simplemente está trabajando para otras entidades supranacionales que son las que verdaderamente están detrás de la implementación de la Agenda 2030 como he comentado antes. Eso sí, gracias a esta tecnologia la DGT obtendría algún beneficio oculto a simple vista. Vamos a analizar los datos que nos permiten asegurar sin ningún genero de dudas lo que se esconde aqui. Es verdad que algunas balizas V-16 conectadas (no todas) incluyen o recomiendan la instalación de una aplicación móvil específica del fabricante para acceder a funcionalidades adicionales, como la confirmación de recepción de alertas por la DGT, el aviso automático a contactos de emergencia vía WhatsApp, la gestión de flotas o la verificación del estado del dispositivo. En estos casos, la app sí puede solicitar datos personales del usuario (nombre, email, teléfono) y del vehículo (matrícula, tipo, bastidor o datos del seguro) para vincular la baliza a un perfil concreto y personalizar el servicio, lo que facilita la integración con plataformas como DGT 3.0 o apps de aseguradoras. Ejemplos incluyen la app SOS Alert de FlashLED/Telefónica Tech, que pide estos datos para "toda la información de tu vehículo en la APP", o apps de marcas como SOOS o LEDONE, donde se registra la matrícula para asociar la geolocalización en emergencias. Sin embargo, esto no es un requisito obligatorio de la DGT ni para la homologación ni para el uso básico de la baliza: la normativa (Instrucción MOV-2023/15) establece que el dispositivo funciona de forma autónoma con su chip GPS y SIM integrada, transmitiendo solo la ubicación anónima (sin matrícula ni identidad) a la plataforma DGT 3.0 al activarse, sin necesidad de apps, registros previos o cesión de datos a la Administración. La Agencia Española de Protección de Datos (AEPD) lo confirma explícitamente: "Para mandar la ubicación del vehículo incidentado no es necesario instalar ninguna aplicación", y "la baliza no transmite ningún tipo de datos personales ni relacionados con el vehículo" más allá del identificador técnico anónimo de cada baliza. La DGT advierte que las apps de fabricantes son opcionales y que el comprador "no tiene por qué facilitar ningún tipo de dato", ya que el proceso es completamente anónimo. O sea, la baliza tiene una ID única que la identifica, lo cual podría permitir anexar datos a esa ID, algo asi como el numero PNR que cada uno de nosotros tenemos asignados aunque ni siquiera seamos conscientes de ello. El reciente ciberataque a la Dirección General de Tráfico (DGT), detectado el 31 de mayo de 2024, ha expuesto los datos personales y vehiculares de más de 34 millones de conductores españoles, incluyendo DNIs, direcciones, matrículas y detalles de seguros, que ahora circulan en el dark web para su venta. Este incidente pone de manifiesto la creciente vulnerabilidad de los sistemas públicos ante amenazas cibernéticas, y genera preocupación sobre cómo estos datos podrían cruzarse con otros registros estatales para un seguimiento más exhaustivo de la movilidad ciudadana. Por ejemplo, al entrar en vigor la obligatoriedad de las balizas V16 –dispositivos que transmiten la ID única y la geolocalización en caso de avería–, surge la posibilidad de que se integren con la información filtrada de la DGT, permitiendo un mapeo detallado de trayectos vehiculares en tiempo real. A esto se suma que el Estado ya nos tiene en listas a través del Registro de Nombres de Pasajeros (PNR), implementado tras el 11S, que recopila datos de todos los vuelos de entrada, salida o escala en España, viajes en tren de largo recorrido y pernoctación en hoteles para fines de seguridad, abarcando identidades, itinerarios y preferencias de viaje. Podrán encontrar más información en los enlaces que se publicaran junto a la descripción de este podcast en Ivoox. Pero, sigamos. Según la Dirección General de Tráfico (DGT), en su página oficial sobre los Dispositivos de preseñalización V16, se debe llevar la baliza de la siguiente manera para evitar multas: "Debemos llevarla en la guantera de nuestro vehículo". Esto implica que, a partir del 1 de enero de 2026, cuando sea obligatoria, todo conductor estará sancionado con 80 euros (infracción leve) si no dispone de ella homologada y lista para usar en su interior, accesible y con batería o pila en buen estado (mínimo 18 meses de vida útil en reposo). Respecto a "activada", la DGT aclara textualmente que "en el momento en que tengamos que señalizar que nuestro vehículo está inmovilizado en carretera, lo único que debemos hacer es encender la baliza y colocarla en el exterior del mismo. Por eso es tan importante que la guardes a mano y que la lleves siempre cargada, ya sea con baterías o con pilas, en función del modelo de la baliza que hayas adquirido”. Bien. La baliza solo dispone de un único botón, se trata de un pulsador que activa inmediatamente las luces led y la geolocalización de la baliza a los 100 segundos de la pulsación. Con otra pulsación la apagamos y supuestamente deja de enviar nuestra geolocalización. Pero esto se ha demostrado falso ya que se le han realizado pruebas donde se ve que el router eSIM que monta emite datos estando apagada pero con las pilas puestas. Se ha elegido este tipo de transmisión de datos ya que hace que sea imposible evitar su funcionamiento extrayendo la tarjeta SIM que esta integrada en dicho modulo electrónico. Los desmontajes de las balizas han arrojado que solo disponen de un controlador de software, una antena GPS y este router de comunicación. Dicha comunicación es full duplex y permite la salida y entrada de datos asi como existe en la placa base de la baliza un sistema de introducción y extracción de datos manual y actualización del firmware. Todo el software está encriptado dentro del chip controlador y hasta donde yo se todavía ningún hacker ha podido desvelar exactamente que hace dicho software, pero debemos sospechar que podría hacer algo más que comunicar anónimamente nuestra geolocalización tras pulsar el botón. Leemos un articulo en bandaancha punto eu titulado “El dominio al que las balizas V-16 envían datos no pertenece a la DGT, sino a un misterioso usuario particular”. “Los más de 30 millones de balizas V-16 que tendrán que adquirir los propietarios de vehículos para cumplir con la normativa que entra en vigor el 1 de enero, no están programadas para llamar directamente a los sistemas de la DGT cuando se activan para señalizar la detención de un vehículo. La Resolución de la DGT publicada en noviembre de 2021 en el BOE que define el funcionamiento técnico de las balizas1, establece 2 protocolos, Protocolo A y B. El llamado protocolo A contiene el conjunto de campos que se exige a los fabricantes que remitan sus balizas. Entre los campos encontramos un identificador único de la baliza, el IMEI del módem que conecta con la red móvil, nivel de batería y por supuesto, las coordenadas geográficas que permiten a la DGT conocer la posición sobre el mapa del vehículo. Pero esta información no llega a los servidores de la DGT. La norma obliga a los fabricantes a mantener un servicio en la nube encargado de procesar todas las peticiones que llegan de las balizas de su marca como tráfico UDP sobre IP. El servidor es accesible mediante un APN privado integrado en la eSIM de la baliza, que no tiene acceso a internet. Este punto crítico para el funcionamiento de todas las balizas de un fabricante deberá mantenerse en funcionamiento durante los 12 años en los que se garantiza el servicio de conectividad. La caída del servicio de un fabricante, bien por problemas técnicos o por el cierre de la empresa, algo que podría ocurrir más fácilmente con las marcas creadas ad-hoc para aprovechar el boom de la venta de balizas, dejaría fuera de juego a las miles de balizas de la marca. Es por ello que el pliego técnico del concurso en el que se adjudicó la creación de la DGT 3.0 a un grupo de empresas lideradas por Vodafone, contemplaba la posibilidad de habilitar sistemas de respaldo para los fabricantes. Los servidores del fabricante de la baliza son los encargados de, en un segundo paso, reenviar los datos de un incidente en curso a los servidores de la DGT. Lo hacen aplicando el protocolo B, que a día de hoy contiene un conjunto reducido de los datos originalmente enviados por la baliza a su fabricante. Cambiar los campos del protocolo A es prácticamente inviable, puesto que requeriría actualizar manualmente el firmware de las balizas. Mucho más sencillo resulta para la DGT vía publicación de nueva Resolución en el BOE modificar el protocolo B, ampliando si lo desea sus campos con los que ya reciben los fabricantes. El dominio de entrada a la DGT 3.0 está a nombre de un particular. La DGT invita a los fabricantes de dispositivos y desarrolladores de apps a conectarse a su nube DGT 3.0 publicando en su web2 los repositorios en Github que contienen los detalles para acceder al servicio. En el caso de las V-16, la nube de los fabricantes debe enviar los eventos de las balizas activas en formato json a una URL en concreto: https://pre.cmobility30.es/v16/ Aunque el subdominio pre probablemente indica que se trata de la versión del servicio habilitada para hacer pruebas antes de su paso a producción, el dominio cmobility30.es figura en la documentación de todas las APIs de la DGT 3.0, siendo por tanto un elemento crítico para el funcionamiento de la plataforma DGT 3.0. Sin embargo, la DGT no tiene la titularidad de este dominio. Al consultar el whois de cmobility30.es en los registro de Red.es no aparece como propietario la DGT ni otro organismo gubernamental. Tampoco la UTE (Unión Temporal de Empresas) designada para operar la DGT 3.0, si no que su titular es un misterioso usuario particular.” O sea, toda la arquitectura de registro de datos de un pais entero pasa por un servidor alojado en un dominio de internet a nombre de un tal Ivan Vega. Imagino que seria bastante fácil de tumbar en un ataque por hackers. Hemos visto varias cosas interesantes, esta decisión proviene de ámbitos superiores incluso a Europa por lo que va a ser muy difícil tumbarlo judicialmente y se busca algo mas que simplemente señalizar el punto donde se ha producido el accidente cosa que normalmente hace el propio accidentado con su movil, ya que la baliza no indica el punto al 112 por ejemplo, cosa que si debemos hacer nosotros. La baliza parece más bien un caballo de Troya para irnos acostumbrando a ser geolocalizados en el coche de forma constante en un futuro. Cosa que ya ocurre desde que empezamos a utilizar los teléfonos inteligentes, asi de tontos somos en realidad. La mejor forma de impedir su implementación es no comprar dichas balizas y arriesgarnos a ser multados con esos 80 euros. En mi experiencia en la carretera jamas se me pidió por parte de la Guardia Civil el que les mostrara los triángulos y se que muchos de ellos no ven con buenos ojos el haber pasado de unas medidas de prevención pasivas a una luz que necesita energia externa y que en muchos casos dejara de funcionar en apenas unos minutos. Visto que dichas balizas no tienen botón de apagado, ni tarjeta SIM que extraer para que no envíe datos, y que se nos exige llevar las pilas puestas recomiendo el aislarlas electromagnéticamente para impedir que puedan comunicar nuestra posición GPS mientras no la necesitemos para señalizar un accidente. Hay dos formas, o comprando una funda jaula de Faraday que nos costara lo mismo que una baliza o envolverla en tres o cuatro capas de papel de aluminio, también servirían esas bolsas que se utilizan en el supermercado para transportar comida en frio. Otra medida que los volvería locos es que intercambiaramos nuestras balizas con otros conductores ya que oficialmente nos dicen que los datos son anónimos aunque cada baliza cuente con un numero ID de identificación único. De momento no está claro si encender una baliza fuera de una vía donde circulen vehículos es un delito así que la saturación de las redes provocando eventos de encendido en masa también seria una buena forma de protesta. Conociendo los datos que ese protocolo B transmite en ultima instancia a la DGT no podemos asegurar que el fin ultimo sea conocer nuestra posición y velocidad en la carretera en la actualidad. Pero como he dicho, es muy probable que en un futuro, se utilicen dichos datos para empezar a implementar mas radares y controles en las zonas donde se incumplan los limites de velocidad, todo apunta a ello. Los datos son el oro en la actualidad, y más si son gratis. El actual director general de la DGT, Pere Navarro Olivella, fue alcalde de Terrassa entre 2000 y 2007 y ex líder del PSC del 2011 al 2014. Y por supuesto, como todo “buen político” fue “investigado" por un presunto delito de tráfico de influencias dentro del llamado caso Mercurio. La juez Beatriz Faura, del Juzgado de Instrucción número 2 de Sabadell, lo citó a declarar el 24 de febrero de 2016 sobre la ayuda que presto a un empresario amigo, Nicola Pedrazzoli, a obtener una concesión de un canal de TDT. El caso Mercurio ha tenido ramificaciones amplias, con imputaciones por cohecho, prevaricación y blanqueo aunque Pere Navarro ha quedado al margen de todo. En 2011, Pere Navarro, recién reincorporado como director general de Tráfico tras un breve paréntesis político, decidió trasladar su despacho y toda su unidad del edificio de la DGT en José Abascal 44 al número 28 de la misma calle, exactamente al mismo inmueble que él mismo había abandonado en 2007 para irse al 44. El argumento oficial fue “estar más cerca del secretario general del organismo” y mejorar la coordinación, una justificación que resultó ridícula para muchos: los dos edificios están a apenas 200 metros de distancia y ya estaban conectados internamente. El traslado fue percibido como un capricho personal sin ninguna utilidad real, especialmente en pleno pico de la crisis económica, con España sometida a recortes sociales y un desempleo del 21 %. El coste de esta operación rozó el millón de euros (según la información publicada por La Razón y nunca desmentida oficialmente): reformas integrales del despacho, mobiliario de lujo, nuevos archivadores, traslado de todo el personal del Observatorio Nacional de Seguridad Vial y acondicionamiento completo de la planta. En un momento en que el Gobierno exigía sacrificios a los ciudadanos y se recortaban prestaciones básicas, gastar cerca de un millón de euros en cambiar de edificio dentro de la misma calle para “estar más cómodo” se convirtió en uno de los símbolos más claros del despilfarro de ciertos altos cargos socialistas y alimentó durante años la imagen de Navarro como gestor poco sensible a la situación del país. Pero no vamos a terminar hundidos en el pesimismo, os voy a dar una buena noticia para variar. Y es que Aena, el operador estatal que lleva nuestros aeropuertos, ha tenido que desactivar el embarque biométrico tras recibir una sanción millonaria. Leemos en un noticia: “La Agencia Española de Protección de Datos, AEPD, ha condenado al operador aeroportuario Aena a una multa de 10 millones de euros y ha ordenado el cierre inmediato de todas las puertas biométricas de embarque. La razón de esta sanción estriba en que Aena no realizó una evaluación obligatoria de impacto en la protección de datos antes de introducir la tecnología que permite el reconocimiento de los pasajeros por su aspecto físico. Tras las quejas de los viajeros, la AEPD inició una investigación, que la ha llevado a condenar a Aena por no haber realizado la comprobación de los efectos que el reconocimiento biométrico puede tener en la protección da datos.” Desgraciadamente dicha agencia ha dado el visto bueno este mismo 20 de noviembre a las balizas V16 siempre y cuando, y leo textualmente: “estos dispositivos están destinados exclusivamente a la visibilización del vehículo accidentado y el envío de la ubicación de un incidente al activarse, prohibiendo expresamente que incorporen funcionalidades adicionales.” O sea, según ellos al más mínimo indicio de que hacen algo más dicha agencia las quitara de en medio. Sin embargo no han dicho ni mu sobre que el dominio por donde circularán los datos de millones de españoles este en manos de un tipo llamado Ivan Vega. Preparemonos para lo peor pero esperemos lo mejor. Os invito a que no compréis dicha lucecita y que desobedezcáis en masa una medida dictatorial como esta. De momento el señor Pere Navarro ya ha dicho que nos dará un periodo de gracia. En 2020, mientras todos mirábamos hipnotizados la tele y aplaudíamos a las ocho, el Gobierno lanzó en la sombra el mayor experimento de rastreo masivo jamás visto en España: un proyecto secreto del INE, la DGT y las grandes telecos (Movistar, Vodafone, Orange) para geolocalizar en tiempo real los 47 millones de móviles del país con una precisión de pocos metros. Sin pedir permiso a nadie, activaron la extracción masiva de datos de antenas y señales GPS anonimizadas… o eso nos contaron. Cada desplazamiento, cada salida al supermercado, cada viaje al pueblo quedó registrado y cruzado con bases de datos demográficas para crear mapas de colores que mostraban exactamente quién obedecía el confinamiento y quién no. Oficialmente era “para estudiar la movilidad durante la pandemia”; en realidad fue el ensayo general perfecto del sistema que hoy usa la DGT 3.0: la misma infraestructura que mañana recibirá la señal de tu baliza V16 conectada cuando te averíes… y que, casualmente, ya sabe perfectamente por dónde te mueves cada día sin que tú hayas hecho nada. El conejo ya estaba dentro del sombrero hace cinco años; ahora solo falta que enciendas la lucecita para que sepan exactamente dónde estás parado. Coincidencia, claro. ………………………………………………………………………………………. Conductor del programa UTP Ramón Valero @tecn_preocupado Canal en Telegram @UnTecnicoPreocupado Un técnico Preocupado un FP2 IVOOX UTP http://cutt.ly/dzhhGrf BLOG http://cutt.ly/dzhh2LX Ayúdame desde mi Crowfunding aquí https://cutt.ly/W0DsPVq …. Participantes ………………………………………………………………………………………. Enlaces citados en el podcast: AYUDA A TRAVÉS DE LA COMPRA DE MIS LIBROS https://tecnicopreocupado.com/2024/11/16/ayuda-a-traves-de-la-compra-de-mis-libros/ Baliza de Angel Gaitan proviene directamente de los guardiaciviles https://x.com/gisbert_ruben/status/1994144991539822895 La baliza envía datos pero no directamente a la DGT https://x.com/bricotienda/status/1993604138664345755 La super iluminación de una pila https://x.com/Anonymous_TA/status/1993197306276200712 He DESMONTADO la BALIZA V16 ¿Qué oculta realmente? https://www.youtube.com/watch?v=qb1zhS9M0ks&t=878s La V16 no es a prueba de Agua https://x.com/AlainCreaciones/status/1992536649189015876 El dominio al que las balizas V-16 envían datos no pertenece a la DGT, sino a un misterioso usuario particular https://bandaancha.eu/articulos/dominio-balizas-v-16-envian-datos-no-11583 Baliza V16 impulsada por VOX https://x.com/Davidmartin341/status/1992750051869814952 VOX exige la paralización inmediata de la imposición de la baliza V16 que esconde un nuevo impuesto contra los españoles https://gaceta.es/espana/vox-exige-la-paralizacion-inmediata-de-la-imposicion-de-la-baliza-v16-que-esconde-un-nuevo-impuesto-contra-los-espanoles-20251126-1305/ ¿Dónde envían datos las balizas V16? ¡No es a la DGT! https://www.youtube.com/watch?v=qx1tVTHLM48&t=3s Datos movilidad durante el COVID https://www.ine.es/covid/covid_movilidad.htm Las carreteras españolas ya tienen 3.395 radares, el mayor aumento desde 2021 https://www.coches.net/noticias/numero-radares-carreteras-espana ESTO ES RIDÍCULO: ¡No compres tu baliza V16 sin ver esto! "LA DGT incumple la ley constantemente" https://www.youtube.com/watch?v=17KZ6WLGPmQ LO QUE NO DEBERIAS SABER SOBRE EL PNR https://tecnicopreocupado.com/2019/03/14/lo-que-no-deberias-saber-sobre-el-pnr/ Qué datos suyos tienen los hackers de la DGT tras la filtración de 34,5 millones de usuarios https://es.euronews.com/my-europe/2024/06/01/que-datos-tuyos-tienen-los-hackers-de-la-dgt-tras-la-filtracion-de-345-millones-de-usuario Aena desactiva el embarque biométrico tras recibir una sanción millonaria https://www.tourinews.es/resumen-de-prensa/notas-de-prensa-destinos-turismo/aena-desactiva-embarque-biometrico-recibir-sancion-millonaria_4489851_102.html Nota informativa sobre la baliza V16 conectada, el dispositivo que deberán llevar los vehículos desde enero de 2026 https://www.aepd.es/prensa-y-comunicacion/notas-de-prensa/nota-informativa-sobre-baliza-v16-conectada ………………………………………………………………………………………. Música utilizada en este podcast: Tema inicial Heros Epílogo Sr.J - Transhumanismo https://youtu.be/VZhk7Wlh8ks?si=GRweMvokOtSwy57y

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Español con noticias 77: Recogida de alimentos - Episodio exclusivo para mecenas

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Play Episode Listen Later Dec 7, 2025 29:41


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo va todo? Pues ya estamos en el mes de diciembre. ¡Qué rápido pasa el tiempo! Pero bueno, esta época del año es muy buena para mi familia, porque en un par de semanas mi mujer y yo viajaremos a España para estar en casa con nuestro hijos durante 20 días más o menos, y eso es algo que solo pasa en verano y en Navidad. Además, podremos escapar del frío de Luxemburgo, que también se agradece. Y relacionado con todo esto, durante las fechas navideñas aumenta la solidaridad de las personas. Y de eso precisamente quería hablarte hoy, porque hay una realidad que merece nuestra atención. Y es que la pobreza y la exclusión social siguen siendo problemas graves en España. Según los últimos informes, una de cada cinco personas vive en riesgo de exclusión, y casi el 30% de los menores se encuentra en situación de pobreza. Son cifras que nos recuerdan que, aunque la economía avanza, no todos avanzan al mismo ritmo. En este contexto, las entidades solidarias, las ONGs y los voluntarios desempeñan un papel esencial. No hablamos solo de repartir alimentos: hablamos de ofrecer oportunidades, acompañamiento y esperanza. El llamado “Tercer Sector”, el de la solidaridad, moviliza en España a miles de organizaciones y cientos de miles de personas que dedican tiempo y esfuerzo para que otros puedan cubrir necesidades básicas como la alimentación, la vivienda o la educación. Sin estas redes de apoyo, la brecha social sería mucho más profunda. Porque la solidaridad no es solo algo abstracto, es una acción concreta que cambia vidas. Cada bolsa de comida, cada hora de voluntariado, cada donación económica contribuye a que familias enteras puedan vivir con dignidad. Y lo más interesante es que este compromiso no solo beneficia a quienes reciben la ayuda: también transforma a quienes la ofrecen. Y es que ayudar genera una enorme satisfacción personal. En este episodio vamos a reflexionar sobre la importancia de estas iniciativas y aprender vocabulario útil para hablar de solidaridad, voluntariado y ayuda social en español. Porque aprender un idioma también significa comprender la realidad y los valores que lo rodean. Prepárate para descubrir palabras, expresiones y estructuras que te permitirán participar en conversaciones sobre uno de los temas más humanos y universales: ayudar a los demás. Y para ello vamos a utilizar una noticia de Radio Nacional de España que he escuchado estos días. Como vas a poder comprobar, la información está centrada en Cataluña, pero es algo que ocurre en toda España. En este caso, lo bueno de la noticia es que vamos a escuchar a varias personas de la calle, no sólo a los periodistas. Venga, presta mucha atención. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” En la parte final del episodio te contaré más cosas sobre el Banco de Alimentos, porque actúa en toda España. Pero antes vamos con las palabras que pueden resultar más complicadas. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Ejemplos: El establecimiento abre a las nueve de la mañana. En ese establecimiento venden productos ecológicos. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Ejemplos: La recogida de ropa para los refugiados fue un éxito. Organizamos una recogida de juguetes para los niños del barrio. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Ejemplos: Prefiero comprar productos frescos en el mercado local. Los productos frescos son esenciales para una dieta saludable. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Ejemplos: El altruismo es la base del trabajo voluntario. Su gesto de altruismo ayudó a muchas familias necesitadas. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Ejemplos: Él negó haber participado en la reunión. No puedes negar que la solidaridad es importante. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Ejemplos: Se me parte el corazón al ver a niños sin hogar. Cuando escuché su historia, se me partió el corazón. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Ejemplos: Me da mucha pena ver a personas mayores solas en Navidad. Da pena que haya tanta gente pasando hambre. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa. Ejemplos: Compré pañales para mi sobrino recién nacido. Los pañales son uno de los productos más donados en campañas solidarias. Hace mucho tiempo que no compramos pañales en casa, como te puedes imaginar, pero recuerdo que cuando mis hijos eran pequeños, los pañales costaban mucho dinero. Imagino que ahora serán caros todavía. Y es un producto fundamental para las familias con hijos muy pequeños. Bueno, vamos a escuchar la noticia de nuevo. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Vale. Ahora, como de costumbre, te voy a contar la noticia cambiando algunas palabras para que puedas ampliar tu vocabulario. Si no entiendes alguna de las que voy a utilizar, puedes dejarme tu pregunta en los comentarios. Hoy estamos hablando de una campaña solidaria que moviliza a miles de personas en toda España. Centenares de voluntarios se encargan de recoger paquetes de comida en los puntos habilitados para donaciones, situados en más de once mil establecimientos repartidos por todo el territorio nacional. En Cataluña se celebra la decimoséptima edición de esta gran iniciativa, cuyo propósito es superar la cifra alcanzada el año anterior, que rondó los seis millones de euros, sumando tanto el valor de los productos entregados como las aportaciones económicas que permiten al Banco de Alimentos adquirir artículos perecederos y otros bienes esenciales. En esta comunidad autónoma participan casi catorce mil personas voluntarias, como Francesc Dasis, que describe su experiencia como una mezcla de generosidad y satisfacción personal: ayudar a otros produce bienestar, aunque lo fundamental es que quienes atraviesan dificultades puedan tener algo más en la mesa. La campaña apela a la colaboración ciudadana, y muchos participantes lo tienen claro: “Es necesario porque hay mucha gente que sufre carencias. Es muy triste ver familias con necesidades”. Algunos voluntarios se centran en los más pequeños: “Muchos niños necesitan ayuda. Yo suelo donar leche infantil, pañales y productos que a veces se olvidan”. Todo lo recogido se distribuirá entre más de doscientas treinta mil personas usuarias del Banco de Alimentos en Cataluña, garantizando que tengan acceso a víveres básicos. ¿Vale? Repito que puedes dejarme tus preguntas en los comentarios. Bien, escuchamos la noticia por última vez y te cuento más cosas interesantes. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Como te decía, el Banco de Alimentos es una organización sin ánimo de lucro que actúa como intermediaria entre quienes donan alimentos y quienes los necesitan. Su objetivo principal es recoger productos alimenticios y distribuirlos de manera gratuita a entidades benéficas que atienden a personas en situación de vulnerabilidad. El funcionamiento se basa en tres pilares o fases: Recogida de alimentos Los bancos de alimentos reciben productos de diferentes fuentes: supermercados, empresas de distribución, fabricantes y campañas solidarias como la Gran Recogida. Estos alimentos pueden ser excedentes, productos próximos a la fecha de consumo o donaciones directas de ciudadanos. Clasificación y almacenamiento Una vez llegan al banco, los alimentos se revisan, se clasifican y se almacenan en condiciones adecuadas para garantizar su seguridad. Aquí se distingue entre productos no perecederos (como arroz, pasta, conservas) y alimentos frescos o perecederos (frutas, verduras, carne), que requieren una distribución rápida. Distribución a entidades sociales El Banco de Alimentos no entrega comida directamente a las familias. En su lugar, colabora con asociaciones, comedores sociales, parroquias y ONGs que conocen las necesidades de cada persona. Estas entidades se encargan de repartir los productos a los beneficiarios. Además, el Banco de Alimentos depende en gran medida del voluntariado. Miles de personas dedican tiempo a organizar campañas, clasificar alimentos y colaborar en la logística. Sin ellos, sería imposible llegar a los más de 230.000 usuarios que reciben ayuda en Cataluña, por ejemplo. Su labor no solo combate el hambre, también reduce el desperdicio alimentario, ya que aprovecha productos que, de otro modo, se perderían. Es un ejemplo claro de cómo la solidaridad y la organización pueden transformar la vida de miles de personas. Perfecto, pues antes de acabar, como siempre, vamos a repasar las palabras que hemos visto hoy. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa.Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Daniel Ramos' Podcast
Episode 505: 04 de Noviembre del 2025 - Devoción matutina para Adultos - ¨Con Jesús Hoy"

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 4:48


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1======a==============================================DEVOCIÓN   MATUTINA PARA ADULTOS 2025“CON JESÚS HOY”Narrado por: Exyomara AvilaDesde: Bogotá, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church ===================|| www.drministries.org ||===================04 de NoviembreSoledad y compañía«La hora viene, y ha venido ya, en que seréis esparcidos cada uno por su lado, y me dejaréis solo; pero no estoy solo, porque el Padre está conmigo» (Juan 16: 32).Mi experiencia pastoral me ha dejado claro que todos los seres humanos podemos sentirnos solos en algún momento de nuestra vida. Niños, jóvenes, adultos o ancianos, casados, solteros, viudos, divorciados, abandonados..., hombres o mujeres... Todos, unos más y otros menos, atravesamos situaciones en las que nos encontramos como si estuviéramos completamente solos a pesar de estar rodeados de gente. Jesús también.Imagino su tristeza al pronunciar las palabras: «Me dejaréis solo». Hay circunstancias en las que todos necesitamos la empatía de algún alma amiga, el apoyo del hombro, el abrazo solidario, de alguien que comparta nuestras penas. Jesús también.Los Evangelios nos cuentan que, la noche en que fue arrestado, traicionado por uno de los suyos, les dijo a sus más íntimos: «Mi alma está muy triste, hasta la muerte; quedaos aquí y velad conmigo» (Mat. 26: 32).Una tristeza que concernía sin duda todavía más a sus amigos que a él mismo, porque la soledad profunda en la que iba a encontrarse estaría siempre llena de la presencia del amor del Padre. Admiro esta conciencia serena y clara de la protección paternal de Dios en medio del abandono de los suyos: «Mi Padre está siempre conmigo: él no me ha dejado solo... » (Juan 8: 29).El alivio más inmediato del dolor es el apoyo y la compañía de otros. Viktor Frankl escribió: «Los que hemos vivido en campos de concentración recordamos de un modo especial a aquellos que pasaban por nuestros barracones consolando a otros, compartiendo con ellos un trozo de pan. Eran pocos, pero eran una prueba suficiente de que al ser humano se le puede quitar todo, excepto una cosa: la última de sus libertades, la de escoger su propio camino, a pesar de las circunstancias» (El hombre en busca de sentido).En medio de nuestra zozobra, la presencia de alguien que nos ama es lo más importante. Sentirse acompañado, aunque no alivie directamente el dolor, ayuda a vencer la soledad y superar el abandono. Sea cual fuera la forma que tome esta presencia (visita personal, llamada telefónica, mensaje escrito, etc.), se trata de hacer saber al que sufre que pensamos en él. Es nuestra manera de decirle: «Te quiero. Eres importante para mí. Estoy contigo». 

Perguntar Não Ofende
Miguel Carvalho: o que se vê por dentro do Chega? [áudio corrigido]

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 87:11


Neste episódio do Perguntar Não Ofende, Miguel Carvalho apresenta as principais conclusões do seu livro Por Dentro do Chega, a mais extensa investigação sobre a ascensão e os bastidores do partido liderado por André Ventura. O jornalista descreve um movimento político que se constrói em torno de um culto de personalidade e de uma lógica de poder pessoal, mais do que de uma ideologia estruturada. As vozes de ex-dirigentes, citadas no livro, revelam um ambiente de manipulação interna, gravações clandestinas, disputas de poder e ausência de transparência financeira. Carvalho analisa o crescimento eleitoral do Chega, que se torna a segunda força política portuguesa em apenas seis anos. Explica que o partido capta um eleitorado popular, maioritariamente vindo do PCP e do PSD, desiludido com o sistema e atraído por um discurso de protesto simples e emocional. Compara o fenómeno à transformação populista de outros países europeus, sublinhando que Ventura se adapta ao “ar do tempo” e domina as dinâmicas mediáticas e digitais com grande eficácia. O jornalista destaca ainda o papel das redes sociais, dos media sensacionalistas e de movimentos religiosos radicais na consolidação do partido. Denuncia a ausência de rastreio dos candidatos, a entrada de figuras com antecedentes criminais e a permeabilidade do Chega a grupos extremistas. Para Carvalho, o partido vive numa bolha de desinformação e paranoia, alimentada por uma estrutura centralizada e autoritária. Por fim, Miguel Carvalho reflete sobre o papel do jornalismo na vigilância democrática. Assume ter sentido pressões durante a investigação, mas defende que a missão do repórter é resistir ao medo e expor as contradições do poder.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | NO JARDIM

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 3:09


LEITURA BÍBLICA DO DIA: GÊNESIS 2:8-9; 3:16-19 PLANO DE LEITURA ANUAL: ISAÍAS 59–61; 2 TESSALONICENSES 3   Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Meu pai amava estar ao ar livre com a criação de Deus, acampar, pescar e colecionar pedras. Ele gostava de trabalhar em seu quintal e jardim. Dava muito trabalho! Passava horas podando, capinando, plantando sementes e flores, arrancando ervas daninhas, cortando a grama e regando o jardim. Os resultados valiam a pena, gramado ajardinado, tomates saborosos e lindas rosas da paz. Todos os anos, ele podava as roseiras rentes ao solo, e elas cresciam, preenchendo os sentidos com fragrância e beleza. Em Gênesis, lemos sobre o jardim do Éden, onde Adão e Eva viveram, prosperaram e caminharam com Deus. Ali, “Deus fez brotar do solo árvores de todas as espécies, árvores lindas que produziam frutos deliciosos” (GÊNESIS 2:9). Imagino que aquele jardim perfeito também tinha flores lindas e perfumadas, talvez até mesmo rosas sem os espinhos! Após a rebelião de Adão e Eva contra Deus, eles foram expulsos do jardim e precisaram plantar e cuidar de seus próprios jardins, o que significava capinar terreno duro, lutar com espinhos e outros desafios (3:17-19,23-24). No entanto, Deus continuou a prover para eles (v.21), e o Senhor não deixou a humanidade sem a beleza da criação para nos atrair a Ele (ROMANOS 1:20). As flores no jardim nos lembram do contínuo amor de Deus e da promessa de uma nova criação — símbolos de esperança e conforto!   Por: ALYSON KIEDA 

A vivir que son dos días
La píldora de Enric González | Sobre el premio Planeta

A vivir que son dos días

Play Episode Listen Later Oct 18, 2025 4:07


Imagino que con las novelas de Pynchon, sin abrir, decoran su ilustre casa muchos de los que desprecian a los lectores, o no lectores, del Planeta.

Los Hijos de Tuta
Lo que me imagino

Los Hijos de Tuta

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 17:11


Se Habla Español
Español con noticias 72: Aspirantes a Guardia Civil - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Sep 28, 2025 29:49


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo va todo? Espero que muy bien. Aquí en Luxemburgo hemos tenido un mes de septiembre bastante lluvioso, pero bastante agradable en cuanto a la temperatura, con máximas de 18 o 20 grados, y mínimas que no han bajado de los 10 grados. Imagino que en octubre ya tendremos algo de frío, aunque lo peor llegará en invierno, claro. De cualquier forma, estamos preparados, porque será nuestro segundo invierno aquí. Dejando a un lado el clima, últimamente estoy leyendo noticias preocupantes relacionadas con la seguridad en las calles de Luxemburgo. Se han producido varios robos con violencia, y según nos cuenta la gente que lleva muchos años en este país, esos sucesos no pasaban antes, porque siempre ha sido un lugar muy seguro. Así que, imagino que el gobierno tendrá que ampliar el número de policías para vigilar las zonas más conflictivas, las zonas en las que suelen producirse esos problemas. Y hablando de policía, hoy vamos a escuchar una noticia relacionada con eso, pero una noticia de España, no de Luxemburgo. Y para entenderla bien, antes te voy a explicar algo que debes saber. En España existen varios cuerpos de seguridad. Cada comunidad autónoma o cada ciudad tiene su propia policía. Pero a nivel nacional, para todo el país, tenemos dos cuerpos de seguridad, la Guardia Civil y la Policía Nacional. Y aunque ambos tienen como objetivo garantizar la seguridad ciudadana, sus funciones presentan algunas diferencias. Guardia Civil La Guardia Civil es un cuerpo militar de seguridad pública que fue fundado en el siglo XIX y tiene presencia en todo el territorio español. Funciones principales: Control del tráfico en carreteras. Vigilancia en zonas rurales. Protección del medio ambiente. Seguridad en fronteras y puertos. Lucha contra el terrorismo y el crimen organizado. Policía Nacional La Policía Nacional es un cuerpo civil que también depende del y su actuación se concentra principalmente en ciudades y núcleos urbanos. Funciones principales: Investigación de delitos (robos, homicidios, estafas…). Control de documentación (DNI, pasaportes). Seguridad en grandes eventos y manifestaciones. Protección de edificios oficiales. Colaboración con Interpol y Europol. Hasta aquí todo claro, ¿verdad? Pues bien, para formar parte de la Guardia Civil o de la Policía Nacional hay que superar unos exámenes a los que se presentan miles de personas, porque si los apruebas ya tienes un trabajo para toda la vida, un trabajo de funcionario público. Los guardias civiles y los policías nacionales son funcionarios del estado, y nunca son despedidos, salvo que cometan alguna irregularidad grave, por supuesto. Pero lo normal es que tengan trabajo para toda la vida. Por eso mucha gente quiere ser funcionaria. Y la noticia que vamos a escuchar habla de eso, de la cantidad de personas que se presentan a los exámenes para convertirse en guardia civil. Pertenece a Radio Nacional de España. Presta mucha atención. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” Antes no te lo he dicho, pero a esos exámenes públicos, a los que se puede presentar todo el quiere, los llamamos oposiciones. Una oposición es un proceso de selección público para convertirse en funcionario. Al final del episodio te lo explicaré con más detalle. Pero ahora vamos con las palabras clave, que esta vez son pocas, porque el vocabulario era bastante sencillo. Aspirante Persona que desea conseguir un puesto, un título o una meta, y se presenta a un proceso de selección o competición. Ejemplos: -Marta es aspirante a una beca para estudiar en el extranjero. -Los aspirantes al puesto de profesor deben tener experiencia previa. Repartidas Distribuidas o divididas en diferentes lugares o grupos. Ejemplos: -Las tareas están repartidas entre todos los miembros del equipo. -Las oficinas de la empresa están repartidas por varias ciudades de Europa. Rango de edad Intervalo o grupo de edades comprendido entre un mínimo y un máximo. Ejemplos: -El curso está dirigido a personas en el rango de edad de 18 a 30 años. -En el estudio participaron voluntarios de un rango de edad muy amplio, desde adolescentes hasta jubilados. Convocatoria Llamado oficial para participar en un evento, examen, reunión o proceso de selección. Ejemplos: -El ayuntamiento ha publicado una convocatoria para contratar nuevos empleados. -La próxima convocatoria del examen de idiomas será en noviembre. Fiel Que mantiene lealtad o compromiso con algo o alguien. Ejemplos: -Ha sido muy fiel a su rutina de entrenamiento durante todo el año. -A pesar de las dificultades, siguió siendo fiel a sus principios. Repasos Acción de volver a estudiar o revisar algo ya aprendido para recordarlo mejor. Ejemplos: -Antes del examen, hice varios repasos de los temas más difíciles. -El profesor recomendó hacer repasos semanales para no olvidar el contenido. Como te decía, esta vez no he encontrado muchas palabras difíciles. En cualquier caso, si tienes duda con alguna que no haya explicado, me lo puedes decir en los comentarios. Mientras tanto, escuchamos la noticia por segunda vez. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” No sé si te lo he contado alguna vez, pero mi padre era guardia civil, y le hubiera gustado que yo también lo fuera. Sin embargo, a mí me gustaban otras cosas, y él siempre respetó mis decisiones. En cuanto a mi madre, a ella le hubiera gustado que fuera sacerdote, cura, algo que yo tampoco quería ser. Y al final conseguí mi primer objetivo, ser periodista deportivo. Luego llegaron otros que he ido cumpliendo poco a poco. Y todavía me quedan algunos más. Siempre hay que tener nuevas metas, nuevas ilusiones. Bueno, volvemos a la noticia, porque tengo que contártela con otras palabras. Más de 27.000 candidatos se presentan este sábado con el objetivo de obtener una de las 3.100 vacantes disponibles para formar parte del cuerpo de la Guardia Civil. Una de cada tres personas inscritas es mujer. Las evaluaciones se llevan a cabo en doce regiones autónomas. Las pruebas escritas, que incluyen contenidos teóricos y psicotécnicos, se realizan en una sola jornada en 20 centros distribuidos por todo el territorio nacional. En cuanto a la edad, el promedio se sitúa en los 27 años. La mayoría de los participantes, cerca de 10.000, poseen formación universitaria. Otro dato relevante: más de 8.900 postulantes son mujeres, lo que representa un 32,36% del total. Irene, por ejemplo, se presenta tras un año de dura preparación. Y dice que ha sido un año bastante exigente, pero que va con todo, consciente de que esta es su oportunidad. Acude con seguridad porque ha seguido de forma constante su plan de estudio. Y es que, como explica ella misma, “al final se trata de estudiar, de tener una buena organización, de volver a revisarlo todo bien y, en ese sentido, aunque hay nervios, se puede manejar, más o menos.” La prueba de este sábado incluye una serie de ejercicios sobre conocimientos generales, lenguas extranjeras, ortografía, gramática y aptitudes cognitivas. Muy bien, pues ya estamos listos para escuchar la noticia por última vez. Y justo después te explico con todo detalle cómo se consigue una plaza de funcionario público en España. Pero antes, la noticia. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” ¿Cómo se consigue una plaza de funcionario en España? En España, para trabajar como funcionario público, es decir, en un empleo del Estado, es necesario superar un proceso de selección que se llama oposición o concurso-oposición. ¿Qué es una oposición? Una oposición es un conjunto de exámenes y pruebas que sirven para elegir a las personas más preparadas para un puesto en la administración pública. Puede incluir: Pruebas teóricas (temario específico). Ejercicios prácticos. Pruebas físicas (en algunos casos). Exámenes psicotécnicos o de idiomas. ¿Qué es una convocatoria? El Estado o una institución pública publica una convocatoria, es decir, un anuncio oficial donde se explica: Cuántas plazas hay. Qué requisitos se necesitan. Qué tipo de pruebas se harán. Cuándo y dónde se realizarán. Tipos de acceso Hay varias formas de acceder a un empleo público: Oposición libre: cualquier persona que cumpla los requisitos puede presentarse. Concurso-oposición: además del examen, se valoran méritos como experiencia laboral o formación adicional. Promoción interna: para personas que ya trabajan en la administración. ¿Qué pasa si apruebas? Si apruebas y estás entre los mejores, obtienes una plaza fija como funcionario. Eso significa: Estabilidad laboral. Sueldo fijo, aunque no muy alto. Posibilidad de promoción interna. Derechos laborales garantizados. Para terminar, repasamos las palabras que hemos aprendido hoy. -Aspirante: Persona que desea conseguir un puesto, un título o una meta, y se presenta a un proceso de selección o competición. -Repartidas: Distribuidas o divididas en diferentes lugares o grupos. -Rango de edad: Intervalo o grupo de edades comprendido entre un mínimo y un máximo. -Convocatoria: Llamado oficial para participar en un evento, examen, reunión o proceso de selección. -Fiel: Que mantiene constancia, lealtad o compromiso con algo o alguien. -Repasos: Acción de volver a estudiar o revisar algo ya aprendido para recordarlo mejor. Si tú quieres repasar la información más importante de este episodio, puedes hacerlo en la transcripción, como siempre. Y nada más por hoy. Muchas gracias un día más por tu apoyo y te espero la próxima semana con nuevo contenido extra. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Milenio Opinión
Denise Maerker. Sutil

Milenio Opinión

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 4:03


En la cúspide del poder político está hoy una mujer. Imagino, no sin gusto, la creciente dificultad para aquellos que quieren, en algunas regiones del país, seguir manteniendo a las mujeres fuera de las tareas de gobierno

Se Habla Español
Español con noticias 71: Engaños para vender más - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Sep 14, 2025 30:22


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo va todo? ¿Qué tal ha comenzado el mes de septiembre? En mi caso, ya llevo un par de semanas en Luxemburgo después de unas buenas vacaciones en España, concretamente en la provincia de Lugo, que se encuentra en la comunidad autónoma de Galicia, al norte de mi país. Y la última semana de agosto la pasé teletrabajando en Madrid, así que, no puedo quejarme. Este verano ha sido mucho mejor que el anterior, porque en 2024 llevaba poco tiempo trabajando aquí y apenas tuve vacaciones, como es lógico. Y hablando del verano, no sé si estarás de acuerdo conmigo, pero creo que es una buena época para comprar ropa o zapatos, sobre todo porque tenemos más tiempo para ver tiendas y comparar precios. Te digo esto porque la noticia que vamos a analizar hoy recoge una información relacionada con el mundo de las compras. Pero antes de trabajar sobre la noticia, vamos a hablar un poco sobre cómo compramos y por qué compramos. Y lo haré basándome en datos publicados por un estudio reciente. Según este informe, los españoles siguen prefiriendo las tiendas físicas, especialmente las grandes cadenas, aunque los jóvenes entre 18 y 34 años utilizan cada vez más el canal online, o sea, las compras por internet. Y ¿cuál es la razón? Pues, sobre todo, porque les resulta más cómodo, más sencillo. Además, les permite ahorrar tiempo y, según dicen, el precio suele ser más bajo que en las tiendas físicas, en las tiendas de toda la vida. Por otra parte, si analizamos en profundidad el comportamiento de los consumidores, vemos que las decisiones de compra están influenciadas por diversos factores: Motivación: el deseo de satisfacer una necesidad. Percepción: cómo interpretamos la información que recibimos. Aprendizaje: nuestras experiencias pasadas como compradores. Emoción: lo que sentimos al ver un producto o una marca. Creencias: lo que pensamos sobre una marca. También hay nuevas tendencias que están marcando el consumo: Consumo ecológico: cada vez más personas eligen marcas sostenibles. Digitalización: esperamos comprar rápido, fácil y desde cualquier dispositivo. Personalización: queremos que las marcas nos hablen directamente, como si nos conocieran. Experiencias: buscamos que comprar sea divertido. Como resumen podemos decir que comprar ya no es solo adquirir un producto, sino vivir una experiencia y sentir que formamos parte de algo más grande. Y si, encima, lo podemos hacer de una manera fácil, pues mucho mejor. Al menos, eso es lo que dicen los expertos que analizan la psicología de los consumidores. Desde la otra parte, o sea, desde el lado de los vendedores se utilizan todo tipo de estrategias para vender más. Unas son legales y otras no tanto. De hecho, algunas veces intentan engañar a los consumidores de una forma poco ética. Y eso es lo que vamos a escuchar en la noticia, una de esas estrategias usadas por las tiendas y que no son moralmente correctas. Como casi siempre, la información corresponde a un informativo de Radio Nacional de España. La escuchamos ya. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Antes de ir con el vocabulario más importante, en la noticia han citado a FACUA, que es una organización no gubernamental que se dedica a la defensa de los derechos de los consumidores en España. Su objetivo principal es proteger a los ciudadanos frente a abusos comerciales, y también garantizar la calidad y seguridad de los productos y servicios que se venden. Así que, si piensan que una tienda te ha engañado, puedes denunciarla a través de FACUA. Y ese verbo engañar nos lleva a la primera palabra que quería explicarte. En concreto, se trata del sustantivo engaño, que es hacer creer algo que no es verdad, con la intención de confundir o perjudicar. Ejemplos: –El anuncio era un engaño, la tienda no iba a cerrar. –Fue víctima de un engaño al comprar un producto falso por internet. Pasamos ahora al verbo consistir, que significa tener como base o característica principal. A veces se puede sustituir por basarse. Ejemplos: El truco consiste en hacer creer al cliente que la tienda va a cerrar. Aprender un idioma consiste en practicarlo todos los días. En cuanto a la palabra liquidación, estamos hablando de la venta de productos a precios reducidos, generalmente porque se va a cerrar el negocio o porque se quiere dar salida a los productos del almacén. Ejemplos: La tienda anunció una liquidación total por cierre. Compré ropa muy barata en una liquidación de temporada. Vamos ahora con el adjetivo supuestos. Algo supuesto se considera verdadero sin estar confirmado; también puede referirse a algo que aparenta ser una cosa que en realidad no es. Ejemplos: Los supuestos negocios familiares no existen realmente. El supuesto experto no tenía ninguna formación en el tema. Con respecto a la sede física, se trata del lugar físico donde se encuentra un negocio, una oficina o una institución. En otros contextos no es necesario decir física, basta con decir sede Ejemplos: Muchos de estos comercios no tienen sede física, solo venden por internet. La empresa abrió una nueva sede física en el centro de la ciudad. La expresión estar sometida a significa estar bajo la influencia o el control de algo o de alguien. Ejemplos: La liquidación está sometida a normas legales muy estrictas. Toda actividad comercial está sometida a inspecciones periódicas. Llegamos a otro adjetivo que aparece en la noticia, estrictas. algo es estricto cuando se aplica con rigor y sin flexibilidad. Ejemplos: Las reglas para hacer una liquidación son muy estrictas. En ese colegio tienen normas estrictas sobre el uniforme. Y ahora tenemos un sustantivo, gratificación, que es la sensación de placer o recompensa que se obtiene al lograr algo. Ejemplos: Encontrar una buena oferta produce una gran gratificación. La gratificación de ayudar a otros es muy valiosa. Por otro lado, la palabra añadido es algo extra que se suma o que se une a lo que ya existe, a lo que ya tenemos. Ejemplos: El añadido de colaborar con una tienda familiar hace que la compra parezca más ética. Este producto tiene un añadido de vitaminas que lo hace más saludable. Y llegamos a la última palabra, remordimientos. Imagino que ya la conoces. El remordimiento es un sentimiento de culpa por haber hecho algo mal. Ejemplos: No hay remordimientos porque el comprador cree que está ayudando. Después de gastar tanto dinero, sentí algunos remordimientos. Bien, pues ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Presta mucha atención. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Ahora mucho mejor, ¿verdad? Pues vamos a dar un paso más elaborando la noticia con palabras distintas para que puedas ampliar tu vocabulario. Se trata de una pequeña trampa que implica difundir que ciertos establecimientos están forzados a cesar su actividad. En muchos casos se trata de tiendas de barrio, proyectos familiares, y se lanza una especie de apelación emocional para colaborar en la venta final de productos. Sin embargo, en realidad, el comercio simplemente reduce inventario y no cierra sus puertas. Se anuncian rebajas muy llamativas en presuntas tiendas familiares que supuestamente están a punto de desaparecer, pero que en realidad no tienen local físico y continúan operando días después. Rubén Sánchez, portavoz de FACUA, señala que este tipo de prácticas deberían ser objeto de investigación por parte de las autoridades de consumo, ya que las ventas por liquidación están reguladas por normativas muy severas. Este tipo de promociones especiales solo pueden considerarse liquidaciones legítimas si se deben al cierre definitivo del negocio o al abandono de una línea de actividad concreta. Además, hay un componente adicional: el impacto psicológico en el comprador, como explica María del Carmen Camarero, experta en marketing de la Universidad de Valladolid. Este fenómeno también forma parte de la satisfacción personal del consumidor: “He encontrado esta ganga, no quiero dejarla pasar” o “he llegado antes que los demás”. La compra por internet se convierte así en una forma de entretenimiento, en una especie de juego, con un elemento extra, ya que no genera culpa, pues en teoría se está apoyando a un pequeño negocio familiar. Muy bien. Como te recuerdo siempre, si tienes alguna duda sobre los sinónimos que he utilizado, déjame tu pregunta en los comentarios y la responderé lo antes posible. Y ahora, si te parece bien, escuchamos la noticia por última vez. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Además de la estrategia tramposa mencionada en la noticia, muchos comercios emplean otras formas de marketing para vender más. Te pongo algunos ejemplos. Urgencia artificial Se crean ofertas con tiempo limitado o unidades contadas para que el cliente sienta presión por comprar rápidamente. Precios psicológicos Se utilizan precios como 9,99 € en lugar de 10 € para que el producto parezca más barato, aunque la diferencia sea mínima. Marketing de escasez Se muestra que quedan pocas unidades disponibles (“¡Solo 3 en stock!”) para generar sensación de exclusividad y urgencia. Personalización de ofertas A través de datos de navegación o compras anteriores, se ofrecen productos adaptados a los gustos del consumidor. Gamificación Se introducen elementos de juego, como puntos, recompensas o sorteos, para hacer la experiencia de compra más atractiva. Pruebas gratuitas o muestras Ofrecer algo sin coste inicial puede aumentar la probabilidad de que el cliente compre el producto completo más adelante. Testimonios y reseñas Mostrar opiniones positivas de otros compradores genera confianza y puede influir en la decisión de compra. Estas estrategias no siempre son engañosas, pero es importante que como consumidores sepamos identificarlas y tomemos decisiones una vez conocida toda esta información. Así evitaremos comprar cosas que no necesitamos. Y ahora vamos ya con el último repaso a las palabras y expresiones que hemos aprendido hoy. -Engaño: acción de hacer creer algo que no es verdad, con la intención de confundir o perjudicar. -Consistir: Tener como base o característica principal. -Liquidación: Venta de productos a precios reducidos, generalmente porque se va a cerrar el negocio o se quiere eliminar el inventario. -Supuestos: Que se consideran verdaderos sin estar confirmados. -Sede física: Lugar físico donde se encuentra un negocio, oficina o institución. -Estar sometida a: Estar bajo la influencia o el control de algo o de alguien. -Estrictas: Que se aplican con rigor y sin flexibilidad. -Gratificación: Sensación de placer o recompensa que se obtiene al lograr algo. -Añadido: Algo extra que se suma a lo que ya existe. -Remordimientos: Sentimientos de culpa por haber hecho algo mal. Perfecto, pues ya hemos terminado por hoy. Aprovecho la oportunidad para desearte una gran semana y para darte las gracias por tu apoyo. Te espero el próximo domingo con nuevo contenido extra. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

El Valor de la Educación Física
#461. Método para inventar juegos en EF (poco conocido)

El Valor de la Educación Física

Play Episode Listen Later Aug 21, 2025


Fuente: El Valor de la Educación Física Mucho se habla de implicar a los alumnos en su propio aprendizaje. De ese se habla bastante. Imagino que te sonará. Imagino que también te sonará eso de los materiales autoconstruidos. ¿Cierto? #461. Método para inventar juegos en EF (poco conocido) es un artículo publicado por Francisco Javier Vázquez Ramos

Hablemos Claro
Nicolás Lúcar lamenta la muerte de José Miguel Castro: "Me imagino lo que está viviendo su familia"

Hablemos Claro

Play Episode Listen Later Jun 30, 2025 8:54


El conductor de Hablemos Claro, Nicolás Lúcar, lamentó la muerte de José Miguel Castro, colaborador eficaz en el caso contra la Susana Villarán, quien fue hallado sin vida el último domingo 29 de junio. Noticias del Perú y actualidad, política.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 486: 28 de Junio del 2025 - Devoción matutina para Jovencitas - ¨Princesa¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jun 27, 2025 2:58


====================================================https://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1====================================================DEVOCIÓN MATUTINA PARA JOVENCITAS“PRINCESA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================28 DE JUNIOEL SEÑOR PROVEERÁ —¡Abraham! ¡Abraham! —Aquí estoy —respondió. —No pongas tu mano sobre el muchacho, ni le hagas ningún daño —le dijo el ángel—. Ahora sé que temes a Dios, porque ni siquiera te has negado a darme a tu único hijo. Génesis 22:11-12 Una de mis historias favoritas de la Biblia es la prueba de fe de Abraham. Dios le ordena ofrecer a su único hijo, Isaac, como sacrificio. Imagino el dolor que debió sentir Abraham al escuchar: “Toma a tu hijo, a quien amas, y ofrécelo.” A veces, siento que Dios también traspasa mi corazón fiel con desafíos similares. ¿Te sientes así hoy? ¿Luchando por mantener la esperanza en medio de la adversidad? Es natural sentir dolor cuando todo parece ir en contra, especialmente después de haber sido fiel. En esos momentos, a veces quiero gritar: “¡Ya no puedo sacrificarme, Señor!” Pero Dios anhela que confiemos en Él, sin importar nuestra situación. ¿De dónde obtuvo Abraham esa confianza inquebrantable? De la promesa de Dios. Él no solo tomó a Dios en su palabra; le confió plenamente su vida y su futuro. Tú y yo podemos hacer lo mismo. La Biblia está repleta de promesas divinas que nos aseguran Su provisión en tiempos de dolor y dificultad. Al aferrarnos a Sus promesas durante la adversidad, encontramos el apoyo necesario para superar nuestros problemas. Recuerda, querida amiga: Dios está contigo en cada paso del camino. ¡Confía en Su fidelidad! 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 485: 20 de Junio del 2025 - Devoción matutina para menores - ¨Palabritas de corazón¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jun 19, 2025 3:39


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MENORES 2025“PALABRITAS DE CORAZÓN”Narrado por: Tatania DanielaDesde: Juliaca, PerúUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church ===================|| www.drministries.org ||===================20 de JunioLa honra de tener a Jesús en el hogar«Cuando Jesús pasó, miró a Zaqueo y lo llamó por su nombre: ¡Zaqueo! -le dijo-. ¡Baja enseguida! Debo hospedarme hoy en tu casa». Lucas 19:5.Imagino la cara de espanto de las personas cuando Jesús le dijo a Zaqueo: ¡Voy a cenar contigo hoy! ¡Qué honor! Un privilegio mayor que el presidente diga que te va a visitar, o que algún rey o reina comunique que va a almorzar con tu familia. ¡Es algo de grandiosa importancia!Piensa en la cara de espanto de Zaqueo también. ¿Será que se preocupó por qué le serviría al Maestro Jesús? ¿O si su casa estaba arreglada para recibir a esa visita tan importante?Lo más interesante de esa historia es que el foco de Jesús no estaba en cenar, en el mantel de la mesa o en sí la casa de Zaqueo era bonita o no. Jesús le da importancia a la vida de Zaqueo, a sus sueños y a su rutina, a sus miedos y ansiedades. Él aconseja y escucha.Para Jesús, lo más precioso en todo el mundo es el ser humano. Y para ti, ¿qué es lo más importante en la vida?Mi oración: Querido Dios, que pueda darle importancia a las personas, no a las cosas.Haz una lista de las cosas más importantes de tu vida. ¿Jesús está en ese listado? ¡Piensa en eso! 

La Linterna
20:00H | 10 JUN 2025 | La Linterna

La Linterna

Play Episode Listen Later Jun 10, 2025 60:00


Con Expósito, la última hora en la linterna. Cope, estar informado. Vamos a ver, me parece razonable lo de tirar el móvil por la ventana, Manuel, pero ¿cómo han mandado el mensaje después, macho? Imagino que por otro móvil o no sé, pero en fin, estas cosas se mandan así, ¿vale? Gracias en cualquier caso, amigo. Hay sucesos que especialmente te hielan la sangre. A mí me parece, piensas en tus hijos, en el cole, en un colegio, en el drama del acoso. Al menos 10 muertos en una matanza en un colegio en Austria. Sí, te pillará lejos, pero entre las víctimas, cuatro niñas de 11 años, tres chavales ...

Se Habla Español
Español con noticias 64: ¿Ajuste de cuentas? - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jun 8, 2025 27:46


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hoy vamos a hablar de una expresión muy habitual en los medios de comunicación, o sea, en la prensa. Me refiero a la expresión "ajuste de cuentas". Seguro que la has escuchado en alguna noticia sobre crímenes o violencia, pero… ¿qué significa exactamente? Pues "ajuste de cuentas" es una expresión que se usa cuando una persona comete un acto violento para vengarse de otra. Normalmente, ese acto violento suele ser un asesinato, aunque también puede tratarse de una paliza a base de golpes por todo el cuerpo. En definitiva, el ajuste de cuentas es como una especie de revancha relacionada con un conflicto previo, casi siempre relacionado con asuntos ilegales, como el narcotráfico, las deudas, las traiciones o las disputas entre bandas. Es decir, no es un crimen al azar, sino una represalia planificada, una revancha por algo que ha sucedido antes. Y, a lo largo de la historia, hemos conocido muchos casos de ajustes de cuentas. Por ejemplo, en la Colombia de los años 80 y 90, durante la época de Pablo Escobar y el cartel de Medellín, se produjeron muchos ajustes de cuentas entre grupos criminales rivales. Los asesinatos se utilizaban como mensajes de poder o de castigo hacia la otra banda. Algo parecido sucedió en Italia durante la lucha entre clanes mafiosos, especialmente la Cosa Nostra en Sicilia. Los ajustes de cuentas eran comunes para mantener el control territorial o castigar a miembros que traicionaban las reglas del grupo. Y más recientemente, en ciudades como Marsella, en Francia, o Ciudad Juárez, en México, se han registrado múltiples homicidios que la policía ha vinculado a ajustes de cuentas entre bandas por el control del tráfico de drogas. No sé si ya conocías esta expresión, pero estoy seguro de que la próxima vez que escuches en las noticias que un crimen "parece un ajuste de cuentas", ya sabrás que se trata probablemente de un acto de venganza dentro de un conflicto más amplio, y no de una víctima elegida al azar o por casualidad. Y te he contado todo esto, porque la noticia que vamos a escuchar puede estar relacionada, precisamente, con un ajuste de cuentas. Esta vez es más breve que en otras ocasiones. Y dentro del vocabulario hay palabras que ya hemos visto en episodios recientes. Así que, entiendo que no te resultará complicado entenderla. Eso sí, después de escuchar la noticia por primera vez, te contaré otras cosas interesantes sobre palabras nuevas. Como suele ser habitual, la noticia la encontré en Radio Nacional de España, y aparecen dos voces distintas. Empieza el presentador del informativo y luego también interviene una joven que escuchó lo que sucedía. Aquí tienes la noticia. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Como has podido escuchar, en ese primer momento, cuando se conoció la noticia, todavía no se hablaba de un posible ajuste de cuentas. Pero unas horas más tarde esa era la hipótesis que manejaban todos los medios de comunicación en España. Lo peor de todo es que unos niños inocentes, sin culpa de nada, se quedaron sin padre. Y, hasta donde yo sé, de momento no se han producido detenciones relacionadas con este asesinato. Eso es lo último que puedo contarte sobre el suceso que conmocionó a los habitantes de Pozuelo de Alarcón, una ciudad de clase alta situada a las afueras de Madrid. Bien, en cuanto a las palabras y expresiones clave que aparecen en la noticia, son las siguientes. En primer lugar, estar pendiente significa prestar atención a algo, estar atento o estar esperando que algo suceda. El presentador del informativo no utiliza el verbo “estar”, sólo dice “pendientes”, pero podría haber dicho “estamos pendientes”, estamos atentos a los hechos que han sucedido en Pozuelo. Ejemplos: -Estoy pendiente del correo porque hoy me tienen que confirmar la fecha de la entrevista. -Los padres estaban pendientes de sus hijos mientras jugaban en el parque. Otra expresión que aparece en la noticia es en torno a, que equivale a “alrededor de” o “sobre” y se usa para hablar de un tema, como en la noticia, o de una cantidad aproximada. Ejemplos de las dos posibilidades: -El debate gira en torno a la reforma educativa. -Había en torno a 50 personas en la sala. Pasamos ahora a la palabra tiroteado, que es el participio del verbo tirotear, que significa disparar con armas de fuego. Por lo tanto, tiroteado se refiere a alguien que ha recibido disparos. La chica que habla en la noticia no dice “disparos”, sino “tiros”, que es un sinónimo. Disparar es lo mismo que tirotear, mientras que disparo equivale a tiro. Ejemplos: -El coche fue tiroteado en plena carretera. -La policía encontró a un hombre tiroteado en el barrio. A continuación, cuando hablan de la vía pública se refieren a los espacios exteriores de uso general. Dicho con otra palabra más sencilla, la vía pública es la calle, un sitio en el que puede caminar todo el mundo. Ejemplos: -Está prohibido beber alcohol en la vía pública. -El accidente ocurrió en plena vía pública, justo frente a un colegio. Más adelante dice que la víctima era afín a Rusia. Ser afín significa tener simpatía o cercanía ideológica con algo o alguien. Puede aplicarse a ideas, a partidos políticos o personas. Ejemplos: -Es un periodista afín al gobierno. -Aunque no somos del mismo partido, nuestras ideas son bastante afines. Vamos ahora con una palabra que no había aparecido nunca, persiana. Una persiana es una estructura que se coloca en las ventanas para regular la entrada de luz o proteger del exterior. Puede ser de madera, de plástico o de metal. Normalmente se sube o se baja con la ayuda de una cinta alargada que se coloca en un lado de la ventana. Pero las modernas se suben y bajan pulsando un botón, porque están mecanizadas. En España tenemos persianas, que van por fuera de la ventana, y luego cortinas, que están hechas de tela y que están ya dentro de la casa. Ejemplos: -Todas las noches bajo la persiana antes de dormir. -Al oír el ruido, subí la persiana para ver qué pasaba en la calle. Por último, el pitido de un coche es el sonido que produce el claxon o la bocina de un vehículo. Claxon y bocina son sinónimo. El pitido sirve para avisar o llamar la atención. Ejemplos: -Un pitido de coche me hizo mirar por la ventana. -El conductor dio varios pitidos para que le dejaran pasar. Bien, como te decía, esta vez no había demasiadas cosas que explicar, pero siempre hay cosas nuevas para ampliar nuestro vocabulario, aunque sean pocas. Perfecto, pues vamos a escuchar la noticia por segunda vez. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Como te decía, a pesar de los esfuerzos de la policía, todavía no han encontrado a los responsables del asesinato. Bueno, vamos con el resumen alternativo de la noticia, o sea, la misma información, pero con otras palabras. El presentador dice que le llegan informaciones de última hora desde Pozuelo de Alarcón, Madrid, donde se ha producido un incidente grave. Al parecer, un ciudadano de origen ucraniano, de 52 años, ha sido asesinado a balazos en plena calle. El hombre, que ejercía como jurista y era próximo a posturas prorrusas, había sido consejero del expresidente Víktor Yanukóvich. Luego confirma que, según fuentes cercanas, el individuo se encontraba junto a su automóvil, aparcado frente a la escuela americana de la zona, justo después de haber llevado allí a sus hijos. En ese instante, numerosos estudiantes entraban al centro escolar. El estruendo de los disparos alarmó a los residentes del barrio. Precisamente, una vecina cuenta que le despertaron unas 6 o 7 detonaciones. Subió rápidamente la persiana, pero no vio nada en ese momento. Luego, al moverse un poco, escuchó un grito, un sonido constante de coche, y volvió a mirar. Entonces vio a una chica corriendo de un lado a otro muy nerviosa. Para concluir la noticia, el presentador dice que la zona permanece acordonada, y que las autoridades están utilizando vehículos aéreos no tripulados y un helicóptero policial para intentar identificar y encontrar a los responsables del crimen. Muy bien, pues ya estamos listos para escuchar la noticia por última vez. Aquí va. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Antes de despedirme y de repasar las palabras que hemos aprendido hoy, quiero compartir algo personal contigo. Últimamente estoy viendo la serie Narcos, que muchos, imagino, ya conoceréis. La historia es apasionante, pero tengo que reconocer que, a pesar de ser español, me cuesta muchísimo entender lo que dicen. Entre los acentos colombianos, el ritmo rápido, y algunas expresiones propias del narcotráfico, a veces necesito los subtítulos en español para seguir bien los diálogos. También es verdad que no me gusta tener el volumen de la televisión muy alto para no molestar a los vecinos, porque aquí en Luxemburgo todo suele estar en calma. El caso es que eso me ha hecho pensar en personas como tú, que estáis aprendiendo español. Si a mí me cuesta, imaginaos a alguien que no es nativo. Por eso, quiero recomendarte que empieces viendo documentales en español y sin subtítulos. Es lo que estoy haciendo yo ahora con el francés. Ayer, por ejemplo, vi un documental sobre un asesino que mataba a chicas jóvenes en París, y la verdad es que lo entendí casi todo. Bajo mi punto de vista, los documentales son perfectos para aprender. Y el siguiente paso serían las series, pero es necesario buscar la serie adecuada. Normalmente, las de humor son difíciles. Así que yo intentaría con algo más clásico como ‘Cuéntame cómo pasó' o ‘El Ministerio del tiempo'. Es sólo una idea por si te apetece probar. Y ahora sí, vamos con las palabras y expresiones que hemos visto hoy. -Estar pendiente: prestar atención a algo, estar atento o esperando que algo suceda. -En torno a: equivale a “alrededor de” o “sobre” y se usa para hablar de un tema o de una cantidad aproximada. -Tiroteado: participio del verbo tirotear, que significa disparar con armas de fuego. Se refiere a alguien que ha recibido disparos. -Vía pública: se refiere a los espacios exteriores de uso general, como las calles. -Afín: significa tener simpatía o cercanía ideológica con algo o alguien. Puede aplicarse a ideas, partidos políticos o personas. -Persiana: es una estructura que se coloca en las ventanas para regular la entrada de luz o proteger del exterior. Puede ser de madera, plástico o metal. -Pitido de coche: es el sonido agudo que produce el claxon o bocina de un vehículo. Sirve para avisar o llamar la atención. Pues esto ha sido todo por hoy. Espero que te haya gustado y que me acompañes la próxima semana con más contenido extra, porque ahora siempre intento acompañar los episodios normales con material exclusivo para ti. Imagino que ya te habrás dado cuenta. Aprovecho para darte las gracias por tu apoyo y te deseo una gran semana. Hasta la próxima. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

El Larguero
Entrevista | Jordi Évole: "No sé qué hubiese hecho Real Madrid TV con el arbitraje del Inter-Barça... imagino que las delicias de Florentino"

El Larguero

Play Episode Listen Later May 9, 2025 16:04


Jordi Évole pasó por 'El Larguero' para analizar, junto a Álvaro Benito, la actualidad en torno a la órbita del FC Barcelona en la semana en la que el club catalán quedó eliminado de la Champions League.

El Larguero
Entrevista | Jordi Évole: "No sé qué hubiese hecho Real Madrid TV con el arbitraje del Inter-Barça... imagino que las delicias de Florentino"

El Larguero

Play Episode Listen Later May 9, 2025 16:04


Jordi Évole pasó por 'El Larguero' para analizar, junto a Álvaro Benito, la actualidad en torno a la órbita del FC Barcelona en la semana en la que el club catalán quedó eliminado de la Champions League.

La Linterna
19:00H | 01 MAY 2025 | La Linterna

La Linterna

Play Episode Listen Later May 1, 2025


Encendemos la linterna de este jueves 1 de mayo. Con Expósito la última hora en la linterna. Cope, estar informado. Hoy es festivo, día feriado, día internacional del trabajador, de los trabajadores, del trabajo, qué más da para lo que ha quedado. Imagino que la mayoría estaréis de medio vacaciones, de medio puente y más si estás en Madrid, Cantabria, Navarra o Asturias. Se trata de uno de los puentes más esperados del año. En cuanto a las manifestaciones y esas cosas, pues sinceramente cada año menos, de capa caída y en ocasiones hasta el ridículo. Sin duda un 1 de mayo diferente porque ...

Se Habla Español
Español con noticias 61: Tasa de alcohol al volante - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Apr 27, 2025 20:50


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿qué tal? ¿Cómo va todo? Ya estamos terminando el mes de abril y cada vez vemos más cerca las vacaciones de verano, aunque antes tenemos que celebrar el 10º aniversario del podcast, que será a mediados de mayo. Todavía me cuesta creer que le haya dedicado tantos años a este proyecto. Pero parece que es verdad, aunque todo este tiempo se me haya pasado volando, como decimos en España. Además, durante estos 10 años han pasado muchas cosas en mi vida, grandes cambios, grandes pérdidas, pero siempre he encontrado la motivación para seguir adelante. Y una de las razones ha sido el apoyo de personas como tú. Así que, muchas gracias por estar ahí. Hoy vamos a hablar de un tema muy importante para todos: la tasa de alcohol permitida para conducir. No conozco lo que sucede en otros países, así que, me centraré en España, porque estos episodios no sólo deben servir para aprender español, sino también para que tengas más datos sobre la cultura, las costumbres, las leyes y la forma de vida de mi país. En este sentido, lo primero que debes saber es que, en España, como en muchos países, no se puede conducir después de beber mucho alcohol. ¿Por qué? Porque el alcohol afecta al cerebro y reduce la capacidad para reaccionar rápido. Por eso, aumenta el riesgo o el peligro de tener un accidente. En cuanto al límite legal de alcohol en España a la hora de conducir, la ley dice que una persona no puede tener más de 0,5 gramos de alcohol por litro de sangre. Pero hay excepciones. Por ejemplo, para los conductores que tienen el carnet de conducir desde hace menos de dos años y para los conductores profesionales (como taxistas, camioneros o conductores de autobús), el límite es más bajo, de 0,3 gramos por litro de sangre. A veces una sola copa de vino, una cerveza o un licor ya puede superar el límite, dependiendo del peso, la edad, el sexo y si has comido o no. Con respecto a las sanciones, siempre dependen de la cantidad de alcohol que tenga el conductor en su cuerpo. En los casos más leves, menos importantes, esas multas pueden ser de entre 500 y 1.000 euros. Pero si la tasa de alcohol es superior a 1,2 gramos por litro de sangre, se considera un delito, y puede castigarse con penas de prisión de 3 a 6 meses, con trabajos en beneficio de la comunidad y con la retirada del carnet de conducir por un período de 1 a 4 años. Por lo tanto, estamos hablando de un tema muy serio, sobre todo porque el consumo de alcohol al volante es una de las principales causas de accidentes de tráfico en España. Por ejemplo, en 2023 fallecieron 862 conductores en accidentes de tráfico, y el 53% había consumido alcohol, drogas o medicamentos que afectan a la conducción . Y un dato más que pone los pelos de punta. Un estudio calcula que, desde 1950, el alcohol al volante ha causado unas 100.000 muertes en España. Estas cifras muestran la gravedad del problema y la importancia de no conducir después de haber bebido alcohol. Algo que sabemos todos, pero que no todas las personas cumplen. En la noticia vas a escuchar hablar de la DGT, que es la Dirección General de Tráfico, un organismo del Gobierno de España cuyo trabajo principal es garantizar que las carreteras sean seguras. Y con toda esta información explicada, ya estamos preparados para escuchar la noticia por primera vez. Como casi siempre, pertenece a Radio Nacional de España, y aparecen cuatro voces distintas. Presta mucha atención. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Imagino que habrás tenido algún problema a la hora de captar las cifras que aparecen en la noticia: 0,0, 0,1, 0,2, 20%... Bueno, no te preocupes. Vas a tener la oportunidad de escucharlas otras dos veces más. Pero ahora es importante repasar las palabras que pueden resultar clave para entender bien la idea general de la información. Vamos con ellas. La primera es el verbo respaldar, que significa apoyar una idea, una decisión o una acción. O sea, es demostrar que estás de acuerdo con algo. Por ejemplo: La Universidad respalda la propuesta de bajar la tasa de alcohol. Es decir, apoya esa idea, está de acuerdo. Mis amigos me respaldaron cuando decidí cambiar de trabajo. Me ofrecieron todo su apoyo, me animaron a hacer ese cambio. La segunda palabra es reducción. Fácil, ¿no? La reducción es hacer algo más pequeño o menor en cantidad, tamaño o intensidad. Ejemplos: El estudio propone la reducción del nivel permitido de alcohol al conducir. Propone una bajada de ese nivel, que sea más pequeño, que se pueda beber menos. Los precios de los alimentos sufrieron una reducción. O sea, se produjo una bajada de esos precios. Todo era más barato. Pasamos al verbo insistir, que es repetir algo con fuerza para convencer a otra persona o para que se haga. Ejemplos: La DGT insiste en que no se debe beber nada si vas a conducir. Lo dice una y otra vez para que todo el mundo haga caso de esa recomendación, de ese consejo. Te insisto en que estudies un poco cada día. Es algo que los padres repiten a sus hijos. Eso es insistir. Luego tenemos la palabra catedrático, que se refiere a un profesor universitario de alto nivel, con mucha experiencia. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial. Es un profesor universitario en esa materia, en ese campo. Mi tío es catedrático de Historia en una universidad de Madrid. Lleva muchos años impartiendo clases y se ha ganado esa categoría. En cuanto al término fármacos, aquí se refiere a medicamentos o productos que se usan para tratar o curar enfermedades. Normalmente se venden en farmacias, por eso se llaman fármacos. Algunos fármacos pueden afectar la capacidad de conducir. Es verdad que hay medicamentos que producen sueño. Tienes que leer bien las instrucciones de los fármacos antes de tomarlos. Sí, porque pueden tener efectos secundarios no deseados. Aunque lo normal es que el médico te lo explique todo bien antes de recomendarte un medicamento. La expresión no bastar con es sencilla, significa no ser suficiente con algo. Hace falta algo más. No basta con reducir la tasa de alcohol, también hacen falta más controles. No es suficiente con bajar la tasa de alcohol, es necesario algo más. No basta con estudiar el día antes del examen. No, hay que estudiar varios días antes, no es suficiente con uno. Luego tenemos el verbo impactar, que aquí significa tener un efecto fuerte o causar una gran impresión. Los controles de alcohol impactan en el comportamiento de los conductores. La película me impactó mucho, era muy emotiva. En ambos casos, se produce una reacción en las personas, un efecto muy fuerte en ellos. Y por último, la cuantía económica es la cantidad de dinero, especialmente cuando se habla de multas o precios. La cuantía económica de la multa puede ser muy alta. Hay ayudas del gobierno según la cuantía económica que ganes al mes. O sea, si tu salario es bajo, si esa cantidad de dinero es baja, entonces el gobierno puede ayudarte de alguna forma. Perfecto, pues vamos a escuchar la noticia por segunda vez, porque ya tenemos más elementos para entenderla mejor. Aquí la tienes. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Recuerda, la cuantía económica es la cantidad de dinero. En este caso, el dinero de la multa. Pero vamos a ampliar un poco más el vocabulario, porque ahora, como ya sabes, toca resumir la noticia con otras palabras. El presentador del informativo dice que una de las mayores amenazas en las carreteras españolas sigue siendo el alcohol al volante. Y luego añade que la Universidad de Valencia, en colaboración con el máximo responsable de Tráfico, ha dado a conocer una investigación que apoya la bajada del límite legal de alcohol en sangre a 0,1 gramos por litro. A continuación toma la palabra un periodista que se llama Juan Coca. Y este nos cuenta que el propósito de la Dirección General de Tráfico es claro: el único nivel seguro es el cero absoluto. Por su parte, el director de la DGT señala que hay que dejar atrás la idea de que una caña sí, pero dos no. Una copa de vino sí, pero la segunda ya es peligrosa. En realidad, si has ingerido alcohol, mejor no ponerse al volante. Y es que, en los últimos tiempos, los siniestros vinculados al consumo de bebidas alcohólicas han aumentado un 20%. En este sentido, Luis Montoro, el responsable del informe, advierte de que uno de cada tres conductores fallecidos no solo tenía alcohol en su organismo, sino también drogas y medicamentos. Más datos. Con una concentración de 0,5 gramos de alcohol por litro de sangre, el peligro de sufrir un accidente mortal se triplica o incluso quintuplica. En otras naciones europeas donde el máximo permitido es de 0,2, la siniestralidad ha descendido notablemente. Pero, según los especialistas, no basta con cambiar la normativa. Es fundamental que haya más controles en carretera. ¿Por qué? Pues porque el temor a ser parado por un test de alcoholemia tiene un impacto mayor en el comportamiento de los conductores que la propia multa. No sé si alguna vez has tenido que realizar un control de alcoholemia. A mí me pasó una vez hace muchos años, cuando trabajaba para la televisión en Madrid. Era un domingo por la mañana, y me pararon justo cuando iba a trabajar. Evidentemente, mi tasa de alcohol era 0,0, pero había varios coches allí parados cuyos conductores sí habían dado positivo. Imagino que no habrían ido a dormir en toda la noche, que habrían estado de fiesta y bebiendo alcohol. Bueno, vamos a escuchar la noticia por última vez. Aquí va. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Bien, ahora que ya la has entendido perfectamente, vamos a repasar las palabras que hemos aprendido hoy. -Respaldar: Apoyar una idea, decisión o acción. Mostrar que estás de acuerdo. -Reducción: Acción de hacer algo más pequeño o menor en cantidad, tamaño o intensidad. -Tasa de alcohol: Cantidad de alcohol que una persona tiene en la sangre. -Insistir: Repetir algo con fuerza para convencer a otra persona o para que se haga. -Catedrático: Profesor universitario de alto nivel, con mucha experiencia. -Fármacos: Medicamentos, productos que se usan para tratar o curar enfermedades. -No bastar con: No ser suficiente con algo. Hacer falta algo más. -Impactar: Tener un efecto fuerte o causar una gran impresión. -Cuantía económica: Cantidad de dinero, especialmente cuando se habla de multas o precios. Antes de terminar, vamos a pensar algunas alternativas para regresar a casa después de salir de fiesta con los amigos, sin necesidad de coger el coche. Por ejemplo, pedir un taxi de los clásicos, o a través de aplicaciones como Uber o Cabify, que funcionan en muchas ciudades del mundo. También se puede utilizar el transporte público, sobre todo si estás en una ciudad grande. Otra posibilidad es quedarse a dormir en casa de un amigo, o designar un conductor responsable. Esto lo hace mucha gente. Antes de salir, decides con tus amigos que uno no beba para poder llevar al resto. Y como última opción, siempre puedes llamar a un familiar o a un amigo de confianza para que te recoja, aunque es posible que esté durmiendo y no le siente muy bien tu llamada. Pero siempre es mejor eso que poner tu vida y la de los demás en peligro. Bueno, pues con toda esta información, creo que nos ha quedado un episodio bastante completo. Espero que hayas aprendido muchas cosas sobre el español y también sobre mi país. Mil gracias de nuevo por tu apoyo. Ha sido un placer. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. 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Colunistas Eldorado Estadão
Eliane: "Imagino, em época de internet, o que teria sido o Collor"

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 21:24


O ex-presidente da República Fernando Collor foi preso nesta madrugada, em Maceió, quando se preparava para pegar um voo para Brasília. Neste momento, de acordo com sua defesa, ele está custodiado na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana. Marcelo Bessa, advogado do ex-presidente, disse ontem, em nota, que Collor iria realizar o “cumprimento espontâneo da decisão do ministro Alexandre de Moraes”. Collor fora condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção a partir de investigação na Operação Lava Jato. "Primeiro presidente eleito por voto direto, depois de duas décadas de ditadura militar; jovem, bonito, com discurso de outsider - apesar de ser filho de político e sido governador de Alagoas e prefeito de Maceió -, caçador de marajá. Imagina em época de internet o que teria sido o Collor... Ele teve a punição política, mas, não a jurídica, criminal ou penal. A política, que dá cambalhotas e isso fica ainda mais evidente no Brasil", diz Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Se Habla Español
Español con noticias 59: Intento de asesinato - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Mar 30, 2025 22:18


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Por desgracia, esos platos típicos españoles se están perdiendo entre la juventud. Y de eso precisamente te voy a hablar hoy. No de comida, sino de la juventud. En concreto, de los jóvenes que tienen problemas con la justicia debido a su comportamiento. Es lo que conocemos como delincuencia juvenil. La palabra delincuencia es la que utilizamos para referirnos de manera general a las personas que roban, que matan o que agreden a otras. Si nos centramos en la delincuencia entre los jóvenes, es un problema que varía bastante entre países. Y los factores que más influyen son la pobreza, el desempleo o la desigualdad social. He estado buscando datos para comparar unos países con otros, pero lo cierto es que en algunos de ellos no están disponibles, lo que hace difícil la comparación entre los países.​ Pero bueno, de forma general, podemos decir que en América Latina y el Caribe la situación es especialmente preocupante. Por ejemplo, en países como México, Colombia o Brasil, el número de jóvenes y menores responsables de crímenes violentos ha aumentado. Aunque la noticia que vamos a escuchar no habla de esos países, sino de España. Por eso, me gustaría compartir contigo algunos datos sobre mi país. Los últimos informes oficiales que he encontrado son de 2023. Y ese año 13.000 menores fueron condenados por algún delito. Es una cifra alta, pero inferior a la que tuvimos en 2022. Así que, parece una buena noticia. En cuanto a los tipos de delito, se ha observado un incremento en la violencia sexual entre menores. Y supongo que en otros países también se habrá producido un aumento de estas agresiones sexuales. En cualquier caso, la noticia de hoy habla de otro tipo de delito, el intento de asesinato. Por suerte, no hubo ningún muerto, aunque ese era el objetivo, matar a una persona. La noticia pertenece a Radio Nacional de España, y la he elegido porque tiene un vocabulario muy interesante para nosotros. Lo vas a comprobar enseguida. Pero antes déjame explicarte tres cosas que aparecen en la información. Dos de ellas son nombres de ciudades. Una de ellas es muy famosa, Toledo, un sitio precioso que debes visitar si vienes a España. Y la otra es Móstoles, una ciudad dormitorio que se encuentra muy cerca de la capital, Madrid. Por último, vas a escuchar hablar de la Guardia Civil, que es un cuerpo de seguridad español parecido a la Policía, aunque con otras funciones. Y dicho todo esto, ya estamos preparados para escuchar la noticia por primera vez. Presta mucha atención. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Áurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Imagino que habrás escuchado muchas palabras nuevas, ¿no? Esa era mi intención al seleccionar esta noticia. Así que, vamos ya con ellas. La primera es presunto. Se usa para decir que alguien es sospechoso de haber hecho algo, pero todavía no está confirmado, no es seguro. Te pongo dos ejemplos. El presunto ladrón fue detenido por la policía. O sea, fue arrestado porque creían que él era el responsable del robo, pero eso es algo que deberán confirmar. Y otro ejemplo sería este: La policía investiga al presunto responsable del incendio. Es decir, están investigando a la persona que parece haber provocado el fuego. Digo “parece” porque no es seguro. ¿Vale? En cuanto al autor material, es la persona que comete un delito. Imagina que tres hombres atacan a otro, pero solo uno saca un cuchillo y lo mata. Ese hombre es el autor material, el verdadero responsable de la muerte. Los otros dos pueden ser cómplices, pero solo hay un autor material. Los ejemplos podrían ser estos. La policía identificó al autor material del robo en la tienda. Lo hizo gracias a las cámaras de seguridad. Aunque hubo varios involucrados, solo uno fue el autor material del crimen. O sea, hubo una pelea entre muchas personas, pero solo una sacó el arma para matar a otra. Ese fue el autor material. Ahora vamos con tres verbos seguidos. El primero es rodear, que significa colocarse alrededor de una cosa o de una persona. Por ejemplo. Los niños rodearon al perro para acariciarlo. Hicieron un círculo alrededor del perro. La policía rodeó la casa del sospechoso. Los agentes de policía se colocaron alrededor de la casa para que no escapara. El segundo verbo es bloquear, impedir que algo o alguien se mueva. Un coche mal aparcado bloqueó la entrada del garaje. Es decir, los otros coches no podían moverse o avanzar dentro del garaje. No podían salir, y tampoco entrar. Los policías bloquearon el paso de la furgoneta utilizada por los atracadores. O sea, colocaron sus coches en la carretera para que esa furgoneta no pudiera pasar. Y el tercer verbo es propinar. Propinar significa dar un golpe a otra persona con una parte del cuerpo o con un objeto. El agresor le propinó un fuerte golpe en la cabeza con un palo. Le dio un golpe en la cabeza. El verbo propinar es más formal. A veces, esos golpes se propinan con un objeto contundente. Y un objeto contundente es un objeto duro y pesado que puede causar mucho daño. La víctima fue atacada con un objeto contundente. La policía encontró un bate de béisbol, que podría ser el objeto contundente usado en el crimen. En ocasiones no se conoce el objeto de la agresión. En esos casos se dice “objeto contundente”. Bien, pasamos a la palabra emboscada, que es un ataque sorpresa que alguien prepara contra otra persona. Los soldados cayeron en una emboscada en el bosque. O sea, aprovechando los árboles, el ejército rival se ocultó en esa zona y esperó a que pasaran los soldados para sorprenderlos. Otro ejemplo. El ladrón preparó una emboscada a los turistas en un callejón. Como esa pequeña calle no tenía salida, era el sitio perfecto para robarles. Seguimos avanzando, porque hoy hay mucho que explicar. Una acción es premeditada cuando estaba planeada, preparada con antelación. El ataque fue premeditado; los agresores llevaban varios días vigilando a la víctima. Estaba todo planeado. Su salida del equipo fue una decisión premeditada. O sea, fue algo pensado mucho tiempo antes. Creo que la siguiente palabra ya la conoces. Estoy hablando del o de la portavoz, que es la persona que habla en nombre de un grupo. Es igual en masculino que en femenino. El portavoz del gobierno anunció nuevas medidas económicas. La empresa nombró a un portavoz para responder a la prensa. Ahora un verbo fácil, fracturar, que significa romper. Se cayó de la bicicleta y se fracturó la pierna. El médico confirmó que se había fracturado el brazo. Sencillo, ¿no? Y la siguiente también ha aparecido antes en algún episodio. Un machete es un cuchillo grande y pesado, que se usa para cortar plantas, normalmente. El campesino usó un machete para cortar la caña de azúcar. La policía encontró un machete en la escena del crimen. Sí, por desgracia, los machetes también se utilizan para agredir a otras personas. Vamos con la palabra ventanilla, que es la que usamos para referirnos a las pequeñas ventanas que están en los coches, en los trenes, en los aviones o en las oficinas de atención al público. Me gusta sentarme junto a la ventanilla en los aviones. En la ventanilla del banco me atendieron muy rápido. Estos son los dos contextos en los que se utiliza, medios de transporte y oficinas de atención al público. El último verbo de hoy es intervenir, que en nuestra noticia significa operar, pasar por el quirófano cuando tenemos un problema de salud. Mi hermano fue intervenido del corazón. La próxima semana me tienen que hacer una pequeña intervención en el pie. Aquí, intervención es sinónimo de operación, igual que intervenir es lo mismo que operar. Y terminamos con la palabra hemorragia, que es una pérdida de sangre, generalmente por una herida. La víctima tenía una hemorragia en la cabeza. El médico logró detener la hemorragia a tiempo. Tapó la herida y la sangre dejó de salir. ¿Vale? Pues después de todas estas explicaciones, ha llegado el momento de escuchar la noticia por segunda vez. Pero si algo no te ha quedado claro, puedes retroceder para volverlo a escuchar. Como tú prefieras. Yo, de momento, te dejo de nuevo con la noticia. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Aurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Seguro que esta segunda vez todo ha empezado a cobrar sentido. ¿A que sí? Bueno, pues ahora voy a intentar contarte lo mismo, pero con otras palabras. Empezamos. En Toledo, la policía ha arrestado a cinco personas, la mayoría de ellas adolescentes, por intentar acabar con la vida de un joven de 19 años. El sospechoso principal, un hombre ya adulto, residente en Móstoles, Madrid, junto con cuatro menores, acorralaron el coche de la víctima para impedirle el paso. Golpearon el vehículo con herramientas y objetos pesados, causando serios daños. El ataque fue una trampa bien planificada, llevada a cabo con la intención de atacar violentamente a otro grupo de jóvenes. La Guardia Civil ha difundido un vídeo del incidente, y ha dejado claro que el ataque mostraba una intención de causar graves daños. La persona que ha hablado en nombre de la policía ha explicado que los agresores rodearon el auto y comenzaron a golpearlo con fuerza utilizando instrumentos peligrosos, hasta el punto de romper los cristales de las puertas. Uno de los atacantes, armado con un cuchillo grande, se dirigió al conductor y, tras destrozar la ventanilla, lo hirió gravemente. El joven, con una pérdida de sangre considerable, fue trasladado de inmediato al hospital, donde fue sometido a una cirugía de urgencia para intentar salvarle la vida, ya que su estado era crítico debido a la abundante sangre que había salido de su cuerpo. Bueno, como siempre, he intentado cambiar el mayor número posible de palabras, aunque a veces no es sencillo. Eso sí, espero que te ayude a mejorar tu vocabulario. Venga, vamos a escuchar la noticia por última vez. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Aurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Por suerte, esa persona agredida pudo salvarse, no murió, aunque estuvo a punto de fallecer por culpa de las heridas. Ha llegado el momento de repasar las palabras que hemos aprendido hoy. Son estas. -Presunto: Se usa para decir que alguien es sospechoso de haber hecho algo, pero todavía no está confirmado. -Autor material: Persona que realmente comete un delito. -Rodear: Colocarse alrededor de una cosa o de una persona. -Bloquear: Impedir el paso, el movimiento. -Propinar: Dar o causar un golpe. -Objeto contundente: Objeto duro y pesado que puede causar daño al golpear. -Emboscada: Ataque sorpresa que alguien prepara contra otra persona. -Premeditada: Acción que se planeó antes de hacerla. -Portavoz: Persona que habla en nombre de un grupo. -Fracturar: Romper. -Machete: Cuchillo grande usado, normalmente, para cortar plantas. -Ventanilla: Pequeña ventana de coches, trenes, aviones u oficinas de atención al público. -Intervenir: Operar quirúrgicamente. -Hemorragia: Pérdida de sangre. Perfecto. Pues ya hemos terminado por hoy. Creo que este episodio ha merecido mucho la pena, porque el vocabulario era muy bueno. Si tienes dudas sobre la forma en la que se escribe alguna palabra, te recuerdo que puedes consultar la transcripción que siempre acompaña a cada episodio. Y nada más. Te doy las gracias por todo el apoyo que me das y te espero la próxima semana con un nuevo protagonista. Ha sido un placer. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Trip FM
Regina Casé, 71 e acelerando!

Trip FM

Play Episode Listen Later Mar 14, 2025


A atriz e apresentadora fala sobre família, religião, casamento e conta pra qual de seus tantos amigos ligaria de uma ilha deserta Regina Casé bem que tentou não comemorar seu aniversário de 71 anos, celebrado no dia 25 de fevereiro. Mas o que seria um açaí com pôr do sol na varanda do Hotel Arpoador se transformou em um samba que só terminou às 11 horas da noite em respeito à lei do silêncio. "Eu não ia fazer nada, nada, nada mesmo. Mas é meio impossível, porque todo mundo fala: vou passar aí, vou te dar um beijo", contou em um papo com Paulo Lima. A atriz e apresentadora tem esse talento extraordinário pra reunir as pessoas mais interessantes à sua volta. E isso vale para seu círculo de amigos, que inclui personalidades ilustres como Caetano Veloso e Fernanda Torres, e também para os projetos que inventa na televisão, no teatro e no cinema.  Inventar tanta coisa nova é uma vocação que ela herdou do pai e do avô, pioneiros no rádio e na televisão, mas também uma necessidade. “Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje me atrapalha. Mas, ao mesmo tempo, eu tive que ser tão autoral. Eu não ia ser a mocinha na novela, então inventei um mundo para mim. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto”, afirma. No teatro, ao lado de artistas como o diretor Hamilton Vaz Pereira e os atores Luiz Fernando Guimarães e Patrícia Travassos, ela inventou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que revolucionou a cena carioca nos anos 1970. Na televisão, fez programas como TV Pirata, Programa Legal e Brasil Legal. "Aquilo tudo não existia, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali”, conta. LEIA TAMBÉM: Em 1999, Regina Casé estampou as Páginas Negras da Trip De volta aos cinemas brasileiros no fim de março com Dona Lurdes: O Filme, produção inspirada em sua personagem na novela Amor de Mãe (2019), Regina bateu um papo com Paulo Lima no Trip FM. Na conversa, ela fala do orgulho de ter vindo de uma família que, com poucos recursos e sem faculdade, foi pioneira em profissões que ainda nem tinham nome, do título de “brega” que recebeu quando sua originalidade ainda não era compreendida pelas colunas sociais, de sua relação com a religião, da dificuldade de ficar sozinha – afinal, “a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito” –, do casamento de 28 anos com o cineasta Estêvão Ciavatta, das intempéries e milagres que experimentou e de tudo o que leva consigo. “Eu acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do Eu Tu Eles, que ficou com os três maridos”, afirma. “A vida vai passando e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins”. Uma das figuras mais admiradas e admiráveis do país, ela ainda revela para quem ligaria de uma ilha deserta e mostra o presente de aniversário que ganhou da amiga Fernanda Montenegro. Você pode conferir esse papo a seguir ou ouvir no Spotify do Trip FM.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d446165a3ce/header-regina-interna.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Trip. Além de atriz, você é apresentadora, humorista, escritora, pensadora, criadora, diretora… Acho que tem a ver com uma certa modernidade que você carrega, essa coisa de transitar por 57 planetas diferentes. Como é que você se apresentaria se tivesse que preencher aquelas fichas antigas de hotel? Regina Casé. Até hoje ponho atriz em qualquer coisa que tenho que preencher, porque acho a palavra bonita. E é como eu, vamos dizer, vim ao mundo. As outras coisas todas vieram depois. Mesmo quando eu estava há muito tempo sem atuar, eu era primeiramente uma atriz. E até hoje me sinto uma atriz que apresenta programas, uma atriz que dirige, uma atriz que escreve, mas uma atriz. Você falou numa entrevista que, se for ver, você continua fazendo o mesmo trabalho. De alguma maneira, o programa Brasil Legal, a Val de "Que Horas Ela Volta", o grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" ou agora esse programa humorístico tem a mesma essência, um eixo que une tudo isso. Encontrei entrevistas e vídeos maravilhosos seus, um lá no Asdrúbal, todo mundo com cara de quem acabou de sair da praia, falando umas coisas muito descontraídas e até mais, digamos assim, sóbrias. E tem um Roda Viva seu incrível, de 1998. Eu morro de pena, porque também o teatro que a gente fazia, a linguagem que a gente usava no Asdrúbal, era tão nova que não conseguiu ser decodificada naquela época. Porque deveria estar sendo propagada pela internet, só que não havia internet. A gente não tem registros, não filmava, só fotografava. Comprava filme, máquina, pagava pro irmão do amigo fazer aquilo no quarto de serviço da casa dele, pequenininho, com uma luz vermelha. Só que ele não tinha grana, então comprava pouco fixador, pouco revelador, e dali a meses aquilo estava apagado. Então, os documentos que a gente tem no Asdrúbal são péssimos. Fico vendo as pouquíssimas coisas guardadas e que foram para o YouTube, como essa entrevista do Roda Viva. Acho que não passa quatro dias sem que alguém me mande um corte. "Ah, você viu isso? Adorei!". Ontem o DJ Zé Pedro me mandou um TED que eu fiz, talvez o primeiro. E eu pensei: "Puxa, eu falei isso, que ótimo, concordo com tudo". Quanta coisa já mudou no Brasil, isso é anterior a tudo, dois mil e pouquinho. E eu fiquei encantada com o Roda Viva, eu era tão novinha. Acho que não mudei nada. Quando penso em mim com cinco anos de idade, andando com a minha avó na rua, a maneira como eu olhava as pessoas, como eu olhava o mundo, é muito semelhante, se não igual, a hoje em dia.  [VIDEO=https://www.youtube.com/embed/rLoqGPGmVdo; CREDITS=; LEGEND=Em 1998, aos 34 anos, Regina Casé foi entrevistada pelo programa Roda Viva, da TV Cultura; IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b0ede6d3/1057x749x960x540x52x40/screen-shot-2025-03-14-at-180926.png] O Boni, que foi entrevistado recentemente no Trip FM, fala sobre seu pai em seu último livro, “Lado B do Boni”, como uma das pessoas que compuseram o que ele é, uma figura que teve uma relevância muito grande, inclusive na TV Globo. Conta um pouco quem foi o seu pai, Regina. Acho que não há Wikipedia que possa resgatar o tamanho do meu pai e do meu avô. Meu avô é pioneiríssimo do rádio, teve um dos primeiros programas de rádio, se não o primeiro. Ele nasceu em Belo Jardim, uma cidadezinha do agreste pernambucano, do sertão mesmo. E era brabo, criativo demais, inteligente demais, e, talvez por isso tudo, impaciente demais, não aguentava esperar ninguém terminar uma frase. Ele veio daquele clássico, com uma mão na frente e outra atrás, sem nada, e trabalhou na estiva, dormiu na rua até começar a carregar rádios. Só que, nos anos 20, 30, rádios eram um armário de madeira bem grandão. Daí o cara viu que ele era esperto e botou ele para instalar os rádios na casa das pessoas. Quando meu avô descobriu que ninguém sabia sintonizar, que era difícil, ele aprendeu. E aí ele deixava os rádios em consignação, botava um paninho com um vasinho em cima, sintonizado, funcionando. Quando ele ia buscar uma semana depois, qualquer um comprava. Aí ele disparou como vendedor dos rádios desse cara que comprava na gringa e começou a ficar meio sócio do negócio. [QUOTE=1218] Mas a programação toda era gringa, em outras línguas. Ele ficava fascinado, mas não entendia nada do que estava rolando ali. Nessa ele descobriu que tinha que botar um conteúdo ali dentro, porque aquele da gringa não estava suprindo a necessidade. Olha como é parecido com a internet hoje em dia. E aí ele foi sozinho, aquele nordestino, bateu na Philips e falou que queria comprar ondas curtas, não sei que ondas, e comprou. Aí ele ia na farmácia Granado e falava: "Se eu fizer um reclame do seu sabão, você me dá um dinheiro para pagar o pianista?". Sabe quem foram os dois primeiros contratados dele? O contrarregra era o Noel Rosa, e a única cantora que ele botou de exclusividade era a Carmen Miranda. Foram os primeiros empregos de carteira assinada. E aí o programa cresceu. Começava de manhã, tipo programa do Silvio, e ia até de noite. Chamava Programa Casé.  E o seu pai? Meu avô viveu aquela era de ouro do rádio. Quando sentiu que o negócio estava ficando estranho, ele, um cara com pouquíssimos recursos de educação formal, pegou meu pai e falou: "vai para os Estados Unidos porque o negócio agora vai ser televisão". Ele fez um curso, incipiente, para entender do que se tratava. Voltou e montou o primeiro programa de televisão feito aqui no Rio de Janeiro, Noite de Gala. Então, tem uma coisa de pioneirismo tanto no rádio quanto na televisão. E meu pai sempre teve um interesse gigante na educação, como eu. Esse interesse veio de onde? Uma das coisas que constituem o DNA de tudo o que fiz, dos meus programas, é a educação. Um Pé de Quê, no Futura, o Brasil Legal e o Programa Legal, na TV Globo… Eu sou uma professora, fico tentando viver as duas coisas juntas. O meu pai tinha isso porque esse meu avô Casé era casado com a Graziela Casé, uma professora muito, mas muito idealista, vocacionada e apaixonada. Ela trabalhou com Anísio Teixeira, Cecília Meireles, fizeram a primeira biblioteca infantil. Meu pai fez o Sítio do Picapau Amarelo acho que querendo honrar essa professora, a mãe dele. Quando eu era menina, as pessoas vinham de uma situação rural trabalhar como domésticas, e quase todas, se não todas, eram analfabetas. A minha avó as ensinava a ler e escrever. Ela dizia: "Se você conhece uma pessoa que não sabe ler e escrever e não ensina para ela, é um crime". Eu ficava até apavorada, porque ela falava muito duramente. Eu acho que sou feita desse pessoal. Tenho muito orgulho de ter vindo de uma família que, sem recursos, sem universidade, foi pioneira na cidade, no país e em suas respectivas... Não digo “profissões” porque ainda nem existiam suas profissões. Eu tento honrar.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49d1e03df5/header-regina-interna6.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, a atriz e apresentadora estampou as Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Você tem uma postura de liderança muito forte. Além de ter preparo e talento, você tem uma vocação para aglutinar, juntar a galera, fazer time. Por outro lado, tem essa coisa da atriz, que é diferente, talvez um pouco mais para dentro. Você funciona melhor sozinha ou como uma espécie de capitã, técnica e jogadora do time? Eu nasci atriz dentro de um grupo. E o Asdrúbal trouxe o Trombone não era só um grupo. Apesar do Hamilton Vaz Pereira ter sido sempre um autor e um diretor, a gente criava coletivamente, escrevia coletivamente, improvisava. Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje é uma coisa que me atrapalha. Todo mundo fala: "escreve um livro". Eu tenho vontade, mas falo que para escrever um livro preciso de umas 10 pessoas de público, todo mundo junto. Sou tão grupal que é difícil. Ao mesmo tempo, eu tive que ser muito autoral. Eu, Tu, Eles foi a primeira vez que alguém me tirou para dançar. Antes eu fiz participações em muitos filmes, mas foi a primeira protagonista. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto. Então, eu sempre inventei um mundo para mim. No teatro eu não achava lugar para mim, então tive que inventar um, que era o Asdrúbal. Quando eu era novinha e fui para a televisão, eu não ia ser a mocinha na novela. Então fiz a TV Pirata, o Programa Legal, o Brasil Legal. Aquilo tudo não existia na televisão, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali. Eu sempre me acostumei não a mandar, mas a ter total confiança de me jogar.  E nos trabalhos de atriz, como é? No Asdrúbal eu me lembro que uma vez eu virei umas três noites fazendo roupa de foca, que era de pelúcia, e entupia o gabinete na máquina. Eu distribuía filipeta, colava cartaz, pregava cenário na parede. Tudo, todo mundo fazia tudo. É difícil quando eu vou para uma novela e não posso falar que aquele figurino não tem a ver com a minha personagem, que essa casa está muito chique para ela ou acho que aqui no texto, se eu falasse mais normalzão, ia ficar mais legal. Mas eu aprendi. Porque também tem autores e autores. Eu fiz três novelas com papéis de maior relevância. Cambalacho, em que fiz a Tina Pepper, um personagem coadjuvante que ganhou a novela. Foi ao ar em 1986 e até hoje tem gente botando a dancinha e a música no YouTube, cantando. Isso também, tá vendo? É pré-internet e recebo cortes toda hora, porque aquilo já tinha cara de internet. Depois a Dona Lurdes, de Amor de Mãe, e a Zoé, de Todas as Flores. Uma é uma menina preta da periferia de São Paulo. A outra uma mulher nordestina do sertão, com cinco filhos. A terceira é uma truqueira carioca rica que morava na Barra. São três universos, mas as três foram muito fortes. Tenho muito orgulho dessas novelas. Mas quando comecei, pensei: "Gente, como é que vai ser?". Não é o meu programa. Não posso falar que a edição está lenta, que devia apertar. O começo foi difícil, mas depois que peguei a manha de ser funcionária, fazer o meu e saber que não vou ligar para o cenário, para o figurino, para a comida e não sei o quê, falei: "Isso aqui, perto de fazer um programa como o Esquenta ou o Programa Legal, é como férias no Havaí".  Você é do tipo que não aguenta ficar sozinha ou você gosta da sua companhia? Essa é uma coisa que venho perseguindo há alguns anos. Ainda estou assim: sozinha, sabendo que, se quiser, tem alguém ali. Mas ainda apanho muito para ficar sozinha porque, justamente, a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito. Fui criada assim, em uma família que eram três filhas, uma mãe e uma tia. Cinco mulheres num apartamento relativamente pequeno, um banheiro, então uma está escovando os dentes, outra está fazendo xixi, outra está tomando banho, todas no mesmo horário para ir para a escola. Então é muito difícil para mim ficar sozinha, mas tenho buscado muito. Quando falam "você pode fazer um pedido", eu peço para ter mais paciência e para aprender a ficar sozinha.  Você contou agora há pouco que fazia figurinos lá no Asdrúbal e também já vi você falando que sempre aparecia na lista das mais mal vestidas do Brasil. Como é ser julgada permanentemente? Agora já melhorou, mas esse é um aspecto que aparece mais porque existe uma lista de “mais mal vestidas". Se existisse lista para outras transgressões, eu estaria em todas elas. Não só porque sou transgressora, mas porque há uma demanda que eu seja. Quando não sou, o pessoal até estranha. Eu sempre gostei muito de moda, mais que isso, de me expressar através das roupas. E isso saía muito do padrão, principalmente na televisão, do blazer salmão, do nude, da unha com misturinha, do cabelo com escova. Volta e meia vinha, nos primórdios das redes sociais: "Ela não tem dinheiro para fazer uma escova naquele cabelo?". "Não tem ninguém para botar uma roupa normal nela?".  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49c62141c1/header-regina-interna4.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Regina Casé falou à Trip em 1999, quando estampou as Páginas Negras; ALT_TEXT=] Antes da internet, existiam muitas colunas sociais em jornal. Tinha um jornalista no O Globo que me detonava uma semana sim e outra não. Eu nunca vou me esquecer. Ele falava de uma bolsa que eu tinha da Vivienne Westwood, que inclusive juntei muito para poder comprar. Eu era apaixonada por ela, que além de tudo era uma ativista, uma mulher importantíssima na gênese do Sex Pistols e do movimento punk. Ele falava o tempo todo: "Estava não sei onde e veio a Regina com aquela bolsa horrorosa que comprou no Saara". O Saara no Rio corresponde à 25 de março em São Paulo, e são lugares que sempre frequentei, que amo e que compro bolsas também. Eu usava muito torço no cabelo, e ele escrevia: "Lá vem a lavadeira do Abaeté". Mais uma vez, não só sendo preconceituoso, mas achando que estava me xingando de alguma coisa que eu acharia ruim. Eu pensava: nossa, que maravilha, estou parecendo uma lavadeira do Abaeté e não alguém com um blazer salmão, com uma blusa bege, uma bolsa arrumadinha de marca. Pra mim era elogio, mas era chato, porque cria um estigma. E aí um monte de gente, muito burra, vai no rodo e fala: "Ela é cafona, ela é horrorosa". Por isso que acho que fiquei muito tempo nessas listas.  O filme “Ainda Estou Aqui” está sendo um alento para o Brasil, uma coisa bem gostosa de ver, uma obra iluminada. A Fernanda Torres virou uma espécie de embaixadora do Brasil, falando de uma forma muito legal sobre o país, sobre a cultura. Imagino que pra você, que vivenciou essa época no Rio de Janeiro, seja ainda mais especial. Eu vivi aquela época toda e o filme, mesmo sem mostrar a tortura e as barbaridades que aconteceram, reproduz a angústia. Na parte em que as coisas não estão explicitadas, você só percebe que algo está acontecendo, e a angústia que vem dali. Mesmo depois, quando alguma coisa concreta aconteceu, você não sabe exatamente do que está com medo, o que pode acontecer a qualquer momento, porque tudo era tão aleatório, sem justificativa, ninguém era processado, julgado e preso. O filme reproduz essa sensação, mesmo para quem não viveu. É maravilhoso, maravilhoso.  [QUOTE=1219] Não vou dizer que por sorte porque ele tem todos os méritos, mas o filme caiu num momento em que a gente estava muito sofrido culturalmente. Nós, artistas, tínhamos virado bandidos, pessoas que se aproveitam. Eu nunca usei a lei Rouanet, ainda que ache ela muito boa, mas passou-se a usar isso quase como um xingamento, de uma maneira horrível. E todos os artistas muito desrespeitados, inclusive a própria Fernanda, Fernandona, a pessoa que a gente mais tem que respeitar na cultura do país. O filme veio não como uma revanche. Ele veio doce, suave e brilhantemente cuidar dessa ferida. Na equipe tenho muitos amigos, praticamente família, o Walter, a Nanda, a Fernanda. Sou tão amiga da Fernanda quanto da Nanda, sou meio mãe da Nanda, mas sou meio filha da Fernanda, sou meio irmã da Nanda e também da Fernanda. É bem misturado, e convivo muito com as duas. Por acaso, recebi ontem um presente e um cartão de aniversário da Fernandona que é muito impressionante. Tão bonitinho, acho que ela não vai ficar brava se eu mostrar para vocês. O que o cartão diz? Ela diz assim: "Regina, querida, primeiro: meu útero sabe que a Nanda já está com esse Oscar”. Adorei essa frase. "Segundo, estou trabalhando demais, está me esgotando. Teria uma leitura de 14 trechos magníficos, de acadêmicos, que estou preparando essa apresentação para a abertura da Academia [Brasileira de Letras], que está em recesso. O esgotamento acho que é por conta dos quase 100 anos que tenho". Imagina... Com esse trabalho todo. Aí ela faz um desenho lindo de flores com o coração: "Regina da nossa vida, feliz aniversário, feliz sempre da Fernanda". E me manda uma toalhinha bordada lindíssima com um PS: "Fernando [Torres] e eu compramos essa toalhinha de mão no Nordeste numa das temporadas de nossa vida pelo Brasil afora. Aliás, nós comprávamos muito lembranças como essa. Essa que eu lhe envio está até manchadinha, mas ela está feliz porque está indo para a pessoa certa. Está manchadinha porque está guardadinha faz muitos anos". Olha que coisa. Como é que essa mulher com quase 100 anos, com a filha indicada ao Oscar, trabalhando desse jeito, decorando 14 textos, tem tempo de ser tão amorosa, gentil, generosa e me fazer chorar? Não existe. Ela é maravilhosa demais. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b9f0f548/header-regina-interna3.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu queria te ouvir sobre outro assunto. Há alguns anos a menopausa era um tema absolutamente proibido. As mulheres se sentiam mal, os homens, então, saíam correndo. Os médicos não falavam, as famílias não falavam. E é engraçado essa coisa do pêndulo. De repente vira uma onda, artistas falando, saem dezenas de livros sobre o assunto. Como foi para você? Você acha que estamos melhorando na maneira de lidar com as nossas questões enquanto humanidade? É bem complexo. Tem aspectos que acho que estão melhorando muito. Qualquer família que tinha uma pessoa com deficiência antigamente escondia essa pessoa, ela era quase trancada num quarto, onde nem as visitas da casa iam. E hoje em dia todas essas pessoas estão expostas, inclusive ao preconceito e ao sofrimento, mas estão na vida, na rua. Há um tempo não só não podia ter um casal gay casado como não existia nem a expressão "casal gay", porque as pessoas no máximo tinham um caso escondido com outra pessoa. Então em muitos aspectos a gente avançou bastante. Não sei se é porque agora estou ficando bem mais velha, mas acho que esse assunto do etarismo está chegando ainda de uma maneira muito nichada. Se você for assistir a esse meu primeiro TED, eu falo que a gente não pode pegar e repetir, macaquear as coisas dos Estados Unidos. Essa ideia de grupo de apoio. Sinto que essa coisa da menopausa, do etarismo, fica muito de mulher para mulher, um grupo de mulheres daquela idade. Mas não acho que isso faz um garoto de 16 anos entender que eu, uma mulher de 70 anos, posso gostar de basquete, de funk, de sambar, de namorar, de dançar. Isso tudo fica numa bolha bem impermeável. E não acho que a comunicação está indo para outros lados. É mais você, minha amiga, que também está sentindo calores. [QUOTE=1220] Tem uma coisa americana que inventaram que é muito chata. Por exemplo, a terceira idade. Aí vai ter um baile, um monte de velhinhos e velhinhas dançando todos juntos. Claro que é melhor do que ficar em casa deprimido, mas é chato. Acho que essa festa tem que ter todo mundo. Tem que ter os gays, as crianças, todo mundo nessa mesma pista com um DJ bom, com uma batucada boa. Senão você vai numa festa e todas as pessoas são idênticas. Você vai em um restaurante e tem um aquário onde põem as crianças dentro de um vidro enquanto você come. Mas a criança tem que estar na mesa ouvindo o que você está falando, comendo um troço que ela não come normalmente. O menu kids é uma aberração. Os meus filhos comem tudo, qualquer coisa que estiver na mesa, do jeito que for. Mas é tudo separado. Essa coisa de imitar americano, entendeu? Então, acho que essa coisa da menopausa está um pouco ali. Tem que abrir para a gente conversar, tem que falar sobre menopausa com o MC Cabelinho. Eu passei meio batida, porque, por sorte, não tive sintomas físicos mais fortes. Senti um pouco mais de calor, mas como aqui é tão calor e eu sou tão agitada, eu nunca soube que aquilo era específico da menopausa.  Vou mudar um pouco de assunto porque não dá para deixar de falar sobre isso. Uma das melhores entrevistas do Trip FM no ano passado foi com seu marido, o cineasta Estêvão Ciavatta. Ele contou do acidente num passeio a cavalo que o deixou paralisado do pescoço para baixo e com chances de não voltar a andar. E fez uma declaração muito forte sobre o que você representou nessa recuperação surpreendente dele. A expressão "estamos juntos" virou meio banal, mas, de fato, você estava junto ali. Voltando a falar do etarismo, o Estêvão foi muito corajoso de casar com uma mulher que era quase 15 anos mais velha, totalmente estabelecida profissionalmente, conhecida em qualquer lugar, que tinha sido casada com um cara maravilhoso, o Luiz Zerbini, que tinha uma filha, uma roda de amigos muito grande, um símbolo muito sólido, tudo isso. Ele propôs casar comigo, na igreja, com 45 anos. Eu, hippie, do Asdrúbal e tudo, levei um susto, nunca pensei que eu casar. O que aconteceu? Eu levei esse compromisso muito a sério, e não é o compromisso de ficar com a pessoa na saúde, na doença, na alegria, na tristeza. É também, mas é o compromisso de, bom, vamos entrar nessa? Então eu vou aprender como faz isso, como é esse amor, como é essa pessoa, eu vou aprender a te amar do jeito que você é. Acho que o pessoal casa meio de brincadeira, mas eu casei a sério mesmo, e estamos casados há 28 anos. Então, quando aconteceu aquilo, eu falei: ué, a gente resolveu ficar junto e viver o que a vida trouxesse pra gente, então vamos embora. O que der disso, vamos arrumar um jeito, mas estamos juntos. E acho que teve uma coisa que me ajudou muito. O quê? Aqui em casa é tipo pátio dos milagres. Teve isso que aconteceu com o Estêvão, e também a gente ter encontrado o Roque no momento que encontrou [seu filho caçula, hoje com 11 anos, foi adotado pelo casal quando bebê]. A vida que a gente tem hoje é inacreditável. Parece realmente que levou oito anos, o tempo que demorou para encontrar o filho da gente, porque estava perdido em algum lugar, igual a Dona Lurdes, de Amor de Mãe. Essa é a sensação. E a Benedita, quando nasceu, quase morreu, e eu também. Ela teve Apgar [escala que avalia os recém-nascidos] zero, praticamente morreu e viveu. Nasceu superforte, ouvinte, gorda, forte, cabeluda, mas eu tive um descolamento de placenta, e com isso ela aspirou líquido. Ela ficou surda porque a entupiram de garamicina, um antibiótico autotóxico. Foi na melhor das intenções, pra evitar uma pneumonia pelo líquido que tinha aspirado, mas ninguém conhecia muito, eram os primórdios da UTI Neonatal. O que foi para a gente uma tragédia, porque ela nasceu bem. Só que ali aprendi um negócio que ajudou muito nessa história do Estêvão: a lidar com médico. E aprendi a não aceitar os "não". Então quando o cara dizia "você tem que reformar a sua casa, tira a banheira e bota só o chuveiro largo para poder entrar a cadeira de rodas", eu falava: "Como eu vou saber se ele vai ficar pra sempre na cadeira de rodas?".  [QUOTE=1221] Quando a Benedita fala "oi, tudo bem?", ela tem um leve sotaque, anasalado e grave, porque ela só tem os graves, não tem nem médio, nem agudo. Mas ela fala, canta, já ganhou concurso de karaokê. Quando alguém vê a audiometria da Benedita, a perda dela é tão severa, tão profunda, que falam: "Esse exame não é dessa pessoa". É o caso do Estêvão. Quando olham a lesão medular dele e veem ele andando de bicicleta com o Roque, falam: "Não é possível". Por isso eu digo que aqui em casa é o pátio dos milagres. A gente desconfia de tudo que é “não”. É claro que existem coisas que são limitações estruturais, e não adianta a gente querer que seja de outro jeito, mas ajuda muito duvidar e ir avançando a cada "não" até que ele realmente seja intransponível. No caso do Estêvão, acho que ele ficou feliz porque teve perto por perto não só uma onça cuidando e amando, mas uma onça que já tinha entendido isso. Porque se a gente tivesse se acomodado a cada “não”, talvez ele não estivesse do jeito que está hoje. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49af631476/header-regina-interna2.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu já vi você falar que essa coisa da onça é um pouco fruto do machismo, que você teve que virar braba para se colocar no meio de grupos que eram majoritariamente de homens, numa época que esse papo do machismo era bem menos entendido. Isso acabou forjando o seu jeito de ser? Com certeza. Eu queria ser homem. Achava que tudo seria mais fácil, melhor. Achava maravilhoso até a minha filha ser mulher. Fiquei assustadíssima. Falei: "Não vou ser capaz, não vou acertar". Aí botei a Benedita no futebol, foi artilheira e tudo, e fui cercando com uma ideia nem feminista, nem machista, mas de que o masculino ia ser melhor pra ela, mais fácil. Mas aí aprendi com a Benedita não só a amar as mulheres, mas a me amar como mulher, grávida, dando de mamar, criando outra mulher, me relacionando com amigas, com outras mulheres. Isso tudo veio depois da Benedita. Mas se você falar "antigamente o machismo"... Vou te dizer uma coisa. Se eu estou no carro e falo para o motorista “é ali, eu já vim aqui, você pode dobrar à direita”, ele pergunta assim: “Seu Estêvão, você sabe onde é para dobrar?”. Aí eu falo: “Vem cá, você quer que compre um pau para dizer pra você para dobrar à direita? Vou ter que botar toda vez que eu sentar aqui? Porque não é possível, estou te dizendo que eu já vim ali”. É muito impressionante, porque não é em grandes discussões, é o tempo todo. É porque a gente não repara, sabe? Quer dizer, eu reparo, você que é homem talvez não repare. Nesses momentos mais difíceis, na hora de lidar com os problemas de saúde da Benedita ou com o acidente punk do Estêvão, o que você acha que te ajudou mais: os anos de terapia ou o Terreiro de Gantois, casa de Candomblé que você frequenta em Salvador? As duas coisas, porque a minha terapia também foi muito aberta. E não só o Gantois como o Sacré-Coeur de Marie. Eu tenho uma formação católica. Outro dia eu ri muito porque a Mãe Menininha se declarava católica em sua biografia, e perguntaram: "E o Candomblé"? Ela falava: “Candomblé é outra coisa”. E eu vejo mais ou menos assim. Não é que são duas religiões, eu não posso pegar e jogar a criança junto com a água da bacia. É claro que eu tenho todas as críticas que você quiser à Igreja Católica, mas eu fui criada por essa avó Graziela, que era professora, uma mulher genial, e tão católica que, te juro, ela conversava com Nossa Senhora como eu estou conversando com você. Quando ela recebia uma graça muito grande, ligava para mim e para minhas irmãs e falava: "Venham aqui, porque eu recebi uma graça tão grande que preciso de vocês para agradecer comigo, sozinha não vou dar conta." Estudei em colégio de freiras a minha vida inteira, zero trauma de me sentir reprimida, me dava bem, gosto do universo, da igreja. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49cbe34551/header-regina-interna5.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, Regina Casé foi a entrevistada das Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Aí eu tenho um encontro com o Candomblé, lindíssimo, através da Mãe Menininha. Essa história é maravilhosa. O Caetano [Veloso] disse: "Mãe Menininha quer que você vá lá". Eu fiquei apavorada, porque achei que ela ia fazer uma revelação, tinha medo que fosse um vaticínio... Até que tomei coragem e fui. Cheguei lá com o olho arregalado, entrei no quarto, aquela coisa maravilhosa, aquela presença.. Aí eu pedi a benção e perguntei o que ela queria. Ela falou: "Nada não, queria conhecer a Tina Pepper". Então, não só o Gantuar, o Candomblé como um todo, só me trouxe coisas boas e acolhida. A minha relação com a Bahia vem desde os 12 anos de idade, depois eu acabei recebendo até a cidadania de tamanha paixão e dedicação. É incrível porque eu nunca procurei. No episódio da Benedita, no dia seguinte já recebi de várias pessoas orientações do que eu devia fazer. No episódio do Estêvão também, não só do Gantuar, mas da [Maria] Bethânia, e falavam: "Olha, você tem que fazer isso, você tem que cuidar daquilo". Então, como é que eu vou negar isso? Porque isso tudo está aqui dentro. Então, acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do “Eu Tu Eles”, que ficou com os três maridos. A vida vai passando por você e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins. A gente sabe que você tem uma rede de amizades absurda, é muito íntima de meio mundo. Eu queria brincar daquela história de te deixar sozinha numa ilha, sem internet, com todos os confortos, livros, música. Você pode ligar à vontade para os seus filhos, pro seu marido, mas só tem uma pessoa de fora do seu círculo familiar para quem você pode ligar duas vezes por semana. Quem seria o escolhido para você manter contato com a civilização? É curioso que meus grandes amigos não têm celular. Hermano [Vianna] não fala no celular, Caetano só fala por e-mail, é uma loucura, não é nem WhatsApp. Acho que escolheria o Caetano, porque numa ilha você precisa de um farol. Tenho outros faróis, mas o Caetano foi, durante toda a minha vida, o meu farol mais alto, meu norte. E acho que não suportaria ficar sem falar com ele. 

Desde el Corazón
CÓMO ARMONIZAR MI PRESENTE CON LO QUE IMAGINO PARA EL FUTURO

Desde el Corazón

Play Episode Listen Later Jan 29, 2025 18:01 Transcription Available


Send us a textEN ESTE EPISODIO: Profundizo en la relación entre estar presente y mantener deseos personales, explorando cómo estos conceptos se entrelazan y afectan nuestra evolución. Conversamos sobre el poder de la imaginación y cómo esta nos permite crear realidades mientras permanecemos en el ahora.Inscríbete en nuestra Escuela de Metafísica: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/escuela-de-metafísicaHaz una cita con uno de nuestros coaches o terapeutas sin costo previo: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/terapiasÚnete a nuestro grupo de Telegram, nos reunimos semanalmente y con frecuencia a través de zoom con entrada libre: https://t.me/desdeelcorazontelegramEstamos todo el día en vivo con música y reflexiones metafísicas para que estés en calma: https://www.youtube.com/watch?v=6DvQbtveeTUDescarga nuestro pequeño libro de verdades espirituales completamente gratis: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/delmiedoalamorPuedes escuchar la música de Nathaly en todas las plataformas musicales como Spotify: https://open.spotify.com/intl-es/artist/4z2DfvXr85rmCziSpKPFIIVisita nuestra página web: https://www.desdeelcorazonpodcast.comEncuéntrame en las Redes Sociales@desde.el.corazon.podcast@nathalyferndezNOTA PARA TI: “Nunca olvides que tu poder radica en entender y aplicar tu eterna conexión con el espíritu infinito que solo puede obrar a través de tu mente. Mantén tu mente como un hermoso canal por donde pueda fluir la energía divina”.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 462: 29 de Enero del 2025 - Devoción para la mujer - ¨Amanecer con Jesús¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jan 28, 2025 4:08


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2025“AMANECER CON JESÚS”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================29 de EneroCódigo Hammurabi Vs. Código Divino«¡Espera en Jehová! ¡Esfuérzate y aliéntese tu corazón! ¡Sí, espera en Jehová!» (Salmos 27: 14).Cabe destacar que Sarai era una mujer muy hermosa y segura de sí misma, con una personalidad imponente y autoritaria, pero con una tristeza más grande que todas sus grandes virtudes por el deseo incumplido de ser madre. Sarai vivía en constante angustia porque en aquel tiempo la esterilidad era considerada una maldición, un castigo de Dios. Imagino que conocía los códigos legales de Mesopotamia escritos por Hammurabi que permitían que una sierva diera un hijo legítimo a su señora. Haciendo uso de su carácter y autoridad, dio su sierva a su esposo para darle una mano a Dios con la promesa de tener un hijo, ya que habían pasado diez años y esta aún no se cumplía.Abram y Sarai tenían los códigos divinos que les traerían dicha, armonía y entera satisfacción en el hogar mientras los obedecieran. También conocían los códigos humanos que permitían lo que Dios no permitía. Justificando así sus acciones se inclinaron por seguir el código equivocado. Como consecuencia, el ambiente familiar armonioso que se vivía se esfumó y aparecieron envidias, celos, pleitos y rivalidad e inclusive el castigo corporal a Agar por parte de Sarai.En la actualidad, las leyes humanas en algunos países han legalizado el consumo de sustancias nocivas, el casamiento entre personas del mismo género y el aborto de una criatura, por mencionar algunos. Sin embargo, que esté permitido por los hombres no significa que esté permitido por Dios. Las leyes que los legisladores aprueban para su propio beneficio y que van en contra de las leyes divinas, nunca traerán paz y felicidad a nuestra vida.Es la falta de fe la que nos lleva a pensar que Dios se olvidó de nosotras y en ese valle oscuro de la duda somos capaces de tomar decisiones que acarrean más penumbra al problema que quisimos resolver. La mente infalible de Dios no necesita que le presentemos nuestros pobres códigos, ya que estos distan mucho de ser lo que Dios anhela para nosotros. Esperar que el Señor actúe, siempre será mejor que apresurarnos a realizar lo que creemos correcto.Querida amiga, no necesitas hacer uso de las leyes modernas. Deja hoy en manos de Dios toda tu angustia, tus anhelos y tus planes. Permite al Espíritu Santo infundirte aliento y espera pacientemente en el Señor, si espera en él. 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 457: 02 de Enero del 2025 - Devoción para la mujer - ¨Amanecer con Jesús¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jan 1, 2025 4:11


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2025“AMANECER CON JESÚS”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================02 de Enero¿Tienes basura que tirar esta noche?«En paz me acostaré y asimismo dormiré, porque solo tú, Jehová, me haces vivir confiado» (Salmos 4: 8).El mercado al aire libre más grande de Europa es el Porta Palazzo y se encuentra en una plaza de Turín, Italia. Ahí se vende una gran variedad de frutas, verduras, especies, granos, carnes, quesos y más, que son adquiridos por personas de diversas partes del mundo. Al final de una jornada, el mercado se convierte en una enorme montaña de basura entre desperdicios de alimentos, cartones y maderas. Durante seis horas, una decena de hombres, con potentes máquinas, se encargan de dejar limpia la plaza para que comerciantes y compradores puedan hacer uso de ella al día siguiente.Nuestra vida es igual a un mercado. Diariamente, convivimos con diferentes tipos de problemas y preocupaciones que dejan basura en nuestro espacio. Es importante reconocer que otras veces nosotras mismas producimos esa basura. ¿Qué pasaría si las personas que limpian la plaza del mercado dijeran: «Hoy no limpiaremos porque mañana estará de nuevo con basura»? Imposible, ¿verdad? O, ¿podrías caminar en un mercado donde abasteces alimentos para tu familia en medio de desperdicios, moscas contaminando y pestilencia? Imagino que no.Lo mismo ocurre con nuestras mentes cuando no limpiamos la basura acumulada. Nadie en su sano juicio podría dormir en paz en medio de desperdicios malolientes y nadie quiere caminar por en medio de la basura. «En paz me acostaré» significa ir a dormir sin remordimientos, sin rencores, sin pensamientos que apestan y pudren nuestro corazón. Las malas relaciones interpersonales pueden convertirse en vidas acumuladoras de basura emocional que son potenciales focos de infección de enfermedades como el odio, la traición, las burlas, las mentiras, la falta de cortesía y un sinfín de daños mortales. La basura no huele rico; los desperdicios producen gusanos y quien duerme entre la basura no puede dormir en paz.Querida amiga, la buena noticia es que no necesitas seis horas, ni potentes máquinas para dejar limpia tu mente. Un momento de oración y estudio de tu salmo preferido antes de dormir, con una confesión sincera, dará lugar a que Jesús haga el proceso de limpieza en tu corazón. Entonces podrás decir: «Por eso me acuesto y duermo en paz, porque solo tú, Señor, me haces vivir confiada». Tirar la basura emocional es un gran objetivo para iniciar este año. 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 457: 31 de Diciembre del 2024 - Devoción matutina para pequeños - ¨Conozco y cuido mi cuerpo¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 30, 2024 2:41


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.e.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1=======================================================================CONOZCO Y CUIDO MI CUERPODevoción Matutina Para Pequeños 2024Narrado por: Ministerio JAE AsturiasDesde: Gijón, Asturias, España===================|| www.drministries.org ||===================31 DE DICIEMBREUNA MÁQUINA EXTRAORDINARIA«¡Te alabo porque soy una creación admirable! ¡Tus obras son maravillosas, y esto lo sé muy bien!» Salmos 139: 14 (NUEVA VERSIÓN INTERNACIONAL)"¿TE GUSTAN LAS COMPUTADORAS? Imagino que sí. Fueron creadas con miles de piezas pequeñitas por científicos muy inteligentes. Son fabulosas, pues hacen funciones sorprendentes: escuchar música, observar videos, investigar, escribir, dibujar, colorear, jugar, enviar correos. Trabajan rápidamente con tan solo oprimir una tecla. Durante este año, conocerás la máquina más fabulosa y maravillosa que solo Dios ha podido crear: tu cuerpo. Ningún científico ha logrado hacer algo parecido. Tu cuerpo es increíble, pues trabaja los 365 días del año. Está integrado por diversos sistemas, cada uno con órganos y partes específicas, que funcionan con una precisión extraordinaria. ¿Estás listo para conocerlo e iniciar esta nueva aventura? Prepárate para explorar, conocer y cuidar tu cuerpo.Actividad: Entona y memoriza el canto tema "Hecho por Dios" de la Escuela Bíblica de Vacaciones 2019.Oración: Querido Padre, gracias por crearme con la máquina más extraordinaria del mundo, mi cuerpo. 

Se Habla Español
Noticia 53: Tragedia en Valencia - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Nov 24, 2024 20:55


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en iVoox y Patreon: Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol iVoox: https://www.ivoox.com/podcast-se-habla-espanol_sq_f1171214_1.html Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Hola, ¿cómo va todo? Espero que bien, al menos, mejor que en la Comunidad Valenciana, en mi país. Imagino que estarás al tanto de lo que sucedió el pasado 29 octubre en esa zona de España. Seguro que has visto las imágenes en televisión, porque han dado la vuelta al mundo. De hecho, estamos hablando de la mayor tragedia natural de la historia de mi país, con más de 220 fallecidos. Y antes de seguir adelante quería explicar por qué no te he hablado de este tema en los episodios anteriores. La explicación es muy sencilla. Durante las últimas semanas he viajado mucho por razones de trabajo, de modo que tuve que grabar esos episodios con bastante antelación, porque sabía que iba a tener tiempo. Y es que he estado en Barcelona, en Madrid, en Eslovenia y en Croacia. Y pocas semanas antes también estuve en Bélgica y en los Países Bajos. Esa es la razón por la que tuve que grabar los episodios mucho antes de que se publicaran. Así que, ahora por fin puedo explicarte lo que ha sucedido, aunque sin entrar en grandes detalles, porque tampoco es el objetivo de estos episodios. Y lo primero de todo es recordar a las víctimas, personas inocentes que no se merecían un final así. Un abrazo muy fuerte para sus familias y para todas esas personas que siguen con vida, pero que lo han perdido casi todo. Tengo un par de amigos que viven en Valencia, y nada más conocer lo que estaba sucediendo les envié un mensaje para saber si sus familias estaban bien. Afortunadamente, ningún familiar sufrió las trágicas consecuencias de lo que se conoce como DANA, antes conocida en España como gota fría. Para que lo entiendas de una manera muy sencilla, la DANA es un fenómeno meteorológico en el que una masa de aire polar muy frío se encuentra con el aire más cálido y húmedo que suele haber en el mar Mediterráneo. Ese choque entre las dos masas de aire genera fuertes tormentas, sobre todo a finales del verano y principios del otoño, cuando la temperatura marítima es más elevada. Eso fue lo que sucedió el 29 de octubre, pero con una fuerza nunca antes vista en esa zona de la Comunidad Valenciana. El agua desbordó ríos, arroyos e inundó poblaciones enteras arrasando con todo lo que encontraba a su paso. Las imágenes que hemos podido ver son aterradoras. Muchas personas quedaron atrapadas en el interior de sus vehículos, otras fueron arrastradas por la corriente, y otras muchas quedaron aisladas en mitad del agua. En España se ha producido una fuerte polémica entre los dos partidos políticos más importantes del país, el Partido Socialista del presidente español Pedro Sánchez, y el Partido Popular del presidente de la Comunidad Valenciana, Carlos Mazón. Se echan la culpa mutuamente de no haber actuado a tiempo. Pero no voy a entrar en ese tema porque es muy complicado y tampoco tengo todos los datos como para explicártelo bien. Lo que vamos a hacer es escuchar una noticia que habla de las consecuencias de lo sucedido en los menores de edad, porque han tenido que presenciar escenas que no podrán olvidar fácilmente, y eso siempre genera problemas psicológicos. La noticia pertenece a Radio Nacional de España, y en ella vas a escuchar tres voces distintas. Así que, presta mucha atención a lo que nos cuentan. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Esa gestión de las emociones es clave para que los traumas provocados por la tragedia vayan desapareciendo poco a poco, aunque no es una tarea sencilla. Vamos con las palabras y expresiones que pueden resultar más complicadas dentro de la noticia que acabamos de escuchar. Y empezamos con una expresión muy fácil, estar atento, que significa prestar atención. Te pongo un ejemplo distinto al que hemos escuchado. Los alumnos deben estar atentos en clase para comprender las explicaciones del profesor. Seguimos con la palabra secuela, que tiene dos significados. Una secuela puede ser una película, una serie de televisión o un libro que continúa una historia anterior. Por ejemplo, la película tuvo tanto éxito que decidieron hacer una secuela al año siguiente. Ese sería el primer significado. Pero una secuela también puede ser una consecuencia negativa de algo, como un suceso o una enfermedad. Y es el significado que se utiliza en nuestra noticia. Más ejemplos. La enfermedad le dejó como secuela una leve dificultad para caminar. Esa fue la consecuencia negativa de la enfermedad, que a partir de ese momento ya no pudo caminar como antes. Pasamos al verbo advertir, que significa avisar a alguien sobre una situación negativa que puede producirse. La policía advirtió a los conductores sobre el peligro de conducir con lluvia. Una advertencia es un aviso. La siguiente palabra merece un capítulo especial. Estoy hablando del apego, que puede entenderse como algo positivo o negativo, depende del contexto. Pero vamos a empezar explicando lo que significa. El apego es un vínculo, una relación o una conexión especial hacia alguien o hacia algo. Se puede tener apego a una persona, a una cosa o también a un lugar. Por ejemplo, María siente un gran apego por sus abuelos, siempre quiere estar con ellos. O sea, tiene un vínculo especial con ellos, una conexión diferente a la que tiene con el resto. Si nos referimos a un lugar, tenemos este otro ejemplo. Aunque Pedro se trasladó a otra ciudad por el trabajo, sigue teniendo un fuerte apego a su ciudad natal. En definitiva, al vivir lejos, se acuerda mucho de su ciudad, porque siempre le ha gustado mucho. Vale, pero antes te decía que puede tener una connotación negativa, sobre todo cuando el apego pasa de vínculo a dependencia. Por ejemplo, Laura tiene demasiado apego a sus padres y le cuesta hacer su propia vida. Está tan unida a sus padres que apenas tiene vida social, no se relaciona con otras personas. Creo que ahora entiendes perfectamente la palabra apego, ¿verdad? Bien. En la noticia dice que, después de un trauma, algunos niños vuelven a chuparse el dedo. El verbo chupar se usa cuando utilizamos la boca o la lengua para comer algo, por ejemplo un caramelo o un helado. El caramelo se derrite en nuestra boca gracias a la humedad de nuestra lengua. Y para comernos un helado sacamos la lengua una y otra vez. Y sobre este verbo hay algo curioso, porque en España hay una empresa que se llama Chupa Chups y que fabrica caramelos con un pequeño palo de color blanco. A esos caramelos los llamamos como la empresa, Chupa Chups, y suelen tener un chicle en el interior. Bueno, pues los chupa chups también se chupan, de ahí viene su nombre. Antes hablábamos del apego, y ahora tenemos una expresión parecida, estar pegado, que significa estar junto a alguien. El verbo pegar significa unir, juntar, y suele hacerse con pegamento, algo que suelen utilizar mucho los niños en el colegio. Bueno, ahora no sé si se usa tanto, pero cuando yo era pequeño siempre llevábamos una barra de pegamento en la mochila del colegio. El caso es que estar pegado a alguien significa estar a su lado. Por ejemplo, desde que son novios, Luis siempre está pegado a María, no se separa de ella nunca. Bien, luego tenemos dos palabras que podrían ser sinónimas, retroceso y regresión. Ambas se refieren a la acción de ir hacia atrás en un proceso, no avanzar, sino volver a estados anteriores. Creo que lo entiendes, porque en otros idiomas son parecidas, ¿no? Pero te pongo un ejemplo. Después de las vacaciones de verano el niño sufrió un retroceso o una regresión en la lectura. O sea, como no leyó durante el verano, pues perdió un poco la habilidad para leer, fue hacia atrás o retrocedió, que también es un verbo, retroceder, ir hacia atrás. Por último, otro verbo, resaltar, que no significa volver a saltar, sino destacar algo, subrayar, llamar la atención sobre algo. Por ejemplo, durante su discurso, el director de la empresa resaltó la gran labor de los trabajadores. Es decir, el jefe destacó como algo importante el trabajo realizado por sus empleados. Se entiende bien, ¿no? Pues esa era la última palabra que tenía que explicarte. De modo que ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Aquí la tienes. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Me acabo de dar cuenta de que antes no te he hablado del acompañamiento emocional, aunque supongo que lo habrás entendido. Acompañamiento es el sustantivo del verbo acompañar, ir junto a alguien, hacer compañía. Y emocional se refiere a las emociones, a los sentimientos. Por tanto, el acompañamiento emocional nos habla de estar al lado de la persona que ha sufrido un trauma para ayudarle a gestionar sus emociones, las cosas que siente en esos duros momentos. Y dicho esto, vamos con el resumen de la noticia con otras palabras. En primer lugar, el presentador del informativo dice que los especialistas consideran importante que los padres presten atención a las posibles consecuencias negativas de la tragedia. Esas consecuencias pueden traducirse en problemas emocionales de distinto tipo en los menores de edad. La periodista que desarrolla la información introduce a una psicóloga experta en estos temas. Y, según la especialista, los niños pueden experimentar cambios en su comportamiento después de una situación dramática como la vivida en Valencia. En concreto, la psicóloga explica que algunos chicos van hacia atrás en su evolución, y vuelven a hacer cosas que solían hacer cuando eran más pequeños. La especialista también cuenta que los que ya no son tan niños también sufren las consecuencias negativas de algo así, pero de otra forma. Por ejemplo, una de las cosas que suelen ocurrir es una especie de miedo a seguir avanzando. Por último, la periodista recuerda que el papel de los familiares es clave, es fundamental para la recuperación emocional de los menores de edad. Bueno, he intentado no repetir lo mismo que has escuchado en la noticia, aunque a veces resulta complicado encontrar otra palabra. Espero haberlo conseguido para ayudarte a mejorar tu vocabulario. Y ahora vamos a escuchar la información por última vez. Mucha atención. Ahora tienes que entenderlo todo casi perfectamente. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Pues ojalá que esos menores que han sufrido las consecuencias emocionales de la tragedia se recuperen pronto. Seguro que lo harán gracias a la ayuda de sus familiares y de los especialistas en la materia, como los psicólogos. Bueno, vamos a repasar ya las palabras y expresiones que hemos aprendido hoy. Son estas: -Estar atento:prestar atención. -Secuela: consecuencia negativa de un suceso o de una enfermedad -Advertir: avisar a alguien sobre una situación negativa que puede producirse. -Apego: vínculo, relación o conexión especial hacia alguien o hacia algo. -Chupar: utilizar la boca o la lengua para comer algo, por ejemplo, un caramelo o un helado. -Estar pegado: estar junto a otra persona. -Retroceso y regresión: acción de ir hacia atrás en un proceso, volver a estados anteriores. -Resaltar: destacar, subrayar. Si yo tuviera que resaltar algo de las personas que apoyan este proyecto dirían que son muy generosas, destacaría o subrayaría su generosidad. Así que, muchas gracias por tu ayuda, porque tú eres una de esas personas. Y ha sido un placer acompañarte una semana más, aunque esta vez el tema no era muy agradable, pero tenía que hablar de lo que ha ocurrido en mi país. Te espero la próxima semana. Cuídate. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

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Se Habla Español Noticias 49: Guerra al turismo masivo - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 22:32


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Y creo que durante las vacaciones vamos a tener una temperatura similar, porque vamos a ir a Galicia, al norte de España, y el clima es muy parecido al de aquí. Sólo nos queda una semana para volar a Madrid, y desde allí viajaremos en coche hasta la provincia de Lugo que, como te decía, está en la comunidad autónoma de Galicia. Será un placer pasear por la playa, ver de nuevo a algunos amigos y desconectar un poco de la cantidad de horas que estoy trabajando aquí. Por cierto, en esa parte de Galicia a la que solemos ir cada verano de vacaciones no hay un turismo masivo, aunque es cierto que con el paso de los años ha aumentado el número de familias que eligen ese lugar para su descanso. Y digo familias porque suele ser un turismo familiar, y también nacional. No hay mucha gente de otros países. Imagino que si un extranjero viene a España lo que está buscando es sol y calor, y en el norte de mi país el clima no es así. Puede llover cualquier día, se necesita una chaqueta por la noche y el agua del mar está bastante fría, aunque yo me suelo bañar todos los días que bajo a la playa. Y te cuento todo esto porque la noticia que vamos a escuchar hoy habla precisamente del turismo masivo que se vive en otros lugares de España, por ejemplo, en las islas Baleares. Estoy hablando de Mallorca, Menorca e Ibiza. Pero la información se refiere, concretamente, a Mallorca, que es la isla más grande de Baleares. Recuerdo que poco después de casarnos, mi mujer y yo decidimos ir unos días a Mallorca, quizá porque el viaje era barato y en aquel momento no teníamos mucho dinero. El caso es que nos sorprendió mucho que todo estuviera preparado para los turistas extranjeros. Incluso nos costó encontrar restaurantes donde hablaran español. Es verdad que estuvimos en la zona más turística de la isla, pero aún así, nos parecía estar en otro país. Imagino que si tú vives en una zona turística, también habrás vivido algo similar. Es una sensación extraña. Sucede lo mismo cuando vas de vacaciones al Caribe. Hay países en los que todo está preparado para que los turistas se sientan cómodos, porque viven de eso. Y en las islas Baleares sucede algo parecido, que casi toda la riqueza la genera o la produce el turismo. Pero las personas que han nacido ahí no se sienten cómodas, porque año tras año ven crecer el número de turistas que visitan su ciudad, y parece que ese crecimiento no tiene fin, o tiene límites. Así que, han decidido salir a la calle para protestar. Eso es lo que vamos a escuchar en la noticia de hoy. Y pertenece a la emisora pública de mi país, Radio Nacional de España, la emisora que suelo escuchar por la mañana nada más levantarme aquí en Luxemburgo. Me gusta escuchar lo que pasa en mi país cuando estoy desayunando antes de marcharme a trabajar. Y luego lo comento en la comida con otros compañeros españoles que trabajan conmigo. Pero esta vez voy a comentar la noticia contigo. Y lo primero que tenemos que hacer es escucharla. Vas a encontrar varias voces, algunas complicadas, porque habla gente de la calle. Presta atención a todo lo que dicen. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” No sé si has captado el nombre del portavoz de los manifestantes. Se llama Pere Joan, que son dos nombres en mallorquín o en catalán, que son muy parecidos. En español sería Pedro Juan, Pere Joan. Y su apellido es Femenía. Por cierto, ¿sabes lo que es un portavoz? El portavoz es la persona que habla en nombre de un grupo, que puede ser un partido político, un conjunto de padres y madres de un colegio, un departamento de policía… Por ejemplo, el portavoz de la policía les explicó a los periodistas todos los detalles del crimen. Y en este caso, el femenino de portavoz también es portavoz. No le añadimos una “a”. Por lo tanto, diríamos: “La portavoz del Partido Socialista denunció ante los medios el aumento de las noticias falsas”. Un portavoz o una portavoz es la que porta la voz. Y el verbo portar significa llevar. El portavoz es el que lleva la voz de un grupo de personas. Perdóname, porque esta vez no he empezado por el principio, pero como te he hablado del nombre del portavoz, me parecía lógico aprovechar la ocasión para explicarte el significado de esa palabra. Ahora sí, volvemos al inicio para hablar de la manifestación multitudinaria que tuvo lugar en Palma de Mallorca. Y el adjetivo “multitudinaria” significa que hay mucha gente. Te voy a poner otro ejemplo. El sábado asistí a un concierto multitudinario de un grupo muy famoso. O sea, el lugar donde se celebró el concierto estaba lleno de gente. Pasamos a la palabra oriunda. Una persona oriunda de un lugar es la que ha nacido o se ha criado ahí, la que tiene su origen en ese sitio. Por lo tanto, las personas oriundas de las islas Baleares son las que han nacido allí. Otro ejemplo. Mi amigo Luis vive en Noruega, pero es oriundo de Argentina. O sea, su origen es argentino. Allí nació y se crió, pero luego tuvo que trasladarse a Europa para buscar trabajo. Vamos ahora con un término muy interesante: lema. Un lema es una frase que identifica a una empresa, a una campaña electoral o a un colegio. Por ejemplo, el lema de la última campaña del Partido Popular en España fue “Tu voto es la respuesta”. Con esa frase, con ese lema, el Partido Popular quiere animar a la gente a votarles como respuesta al gobierno de izquierdas. Y en el otro lado, el lema del Partido Socialista fue este: “Pelea por lo quieres”, es decir, lucha por lo que deseas. Antes te ponía el ejemplo de un colegio. Un posible lema sería este otro: “Donde tus sueños se hacen realidad”. O sea, si vienes a nuestro colegio podrás ser lo que quieras en el futuro. Todas las empresas utilizan lemas como imagen de marca. El lema de la marca deportiva Nike es “Just do it”. Es uno de los lemas más famosos a nivel mundial. Bien, seguimos avanzando, y ahora nos encontramos con la palabra masificación, que es el proceso por el que un lugar o una actividad se convierte en multitudinaria, llena de gente. Por ejemplo, la masificación de las universidades ha llevado a una pérdida en la calidad de la educación. Ahora todo el mundo quiere tener una carrera universitaria, y las universidades están llenas. Y otro ejemplo: La masificación del transporte público es un desafío en las grandes ciudades. Es lo que ocurre en Madrid, que en hora punta es difícil subirse a un vagón de metro, porque van todos llenos. De hecho, alguna vez he tenido que esperar a que llegara el siguiente cuatro o cinco minutos después En cuanto al adjetivo desbordado, significa que algo ha superado sus límites habituales. Por ejemplo, tengo tantas cosas que hacer en el trabajo, que me siento completamente desbordado. O sea, he superado mis límites. No puedo llegar a todo lo que me piden. Y ahora un ejemplo sobre un lugar concreto, no sobre una persona. Los hospitales están desbordados debido al aumento de casos de gripe. Es decir, ya no hay camas libres para los nuevos enfermos. Los hospitales han superado sus límites de capacidad. Más cosas, estar excluida significa quedar fuera de un proceso de selección. Por ejemplo, mi hija quedó excluida en el último examen de acceso a un puesto de trabajo. O sea, mi hija no superó ese último examen y quedó fuera de la lista de personas que continuaban en el proceso. Y si antes te hablaba de los lemas, ahora nos encontramos con un lugar donde suelen escribirse esos lemas. Me refiero a las pancartas. Una pancarta puede ser un trozo de tela, un papel o una sábana en la que escribimos un mensaje o un lema, y suelen ir pegadas a un palo de madera, para sujetar la pancarta con la mano. Si es muy grande, se puede sujetar entre varias personas usando varios palos. En las manifestaciones suele haber muchas pancartas para dejar claro el motivo de esa manifestación. Si están en contra del presidente del gobierno, lo normal es que las pancartas digan “Presidente dimisión”, escrito con letras grandes. Eso es una pancarta. Y, como te decía, en las pancartas se escriben las reivindicaciones, las peticiones del grupo de personas que está protestando. Por ejemplo, los médicos están en huelga y su principal reivindicación o petición es un aumento de sueldo. Se sienten mal pagados. Por último, una situación es insostenible cuando no puede durar más tiempo, cuando hay que buscarle una solución inmediata, rápida. Te pongo un ejemplo. Mis amigos Pedro y María se fueron a vivir con los padres de ella, pero la convivencia era insostenible. O sea, no podía seguir viviendo con los padres de mi amiga, porque no se llevaban bien, había muchos problemas de convivencia. Por cierto, un plan o una idea también puede ser insostenible, porque no puede defenderse con argumentos sólidos o razonables. Por ejemplo, el proyecto que presentaron en la reunión era insostenible. Querían construir cien apartamentos en un terreno donde no había espacio para tantas viviendas. Bien, pues ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Aquí la tienes. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” Por si todavía tienes alguna duda, voy a resumir la noticia con otras palabras. Para empezar, el presentador del informativo nos cuenta que una gran cantidad de personas se han juntado en la capital de la isla de Mallorca para protestar por el aumento de turistas que llegan cada año a su ciudad. A continuación, la periodista que nos habla desde Palma de Mallorca nos recuerda la frase que han elegido los manifestantes para expresar su denuncia. Son siete palabras con las que piden medidas para acabar con la llegada de tantos turistas. Luego escuchamos la voz de algunos manifestantes, de algunas de las personas que están protestando. Uno dice que no están a gusto rodeados de tantos extranjeros. Otro aclara que no tienen nada en contra de los turistas, sino de los gobernantes, porque no toman ninguna medida para solucionar esta situación. También recuerdan que no pueden hacer una vida normal es su propia ciudad, y que en ocasiones se sienten extraños en su lugar de origen. Los manifestantes han expresado su enfado con diversos mensajes escritos en papeles, cartulinas o telas. Y la persona que ha hablado en nombre de todos ha dicho que el dinero que se gastan los turistas no se ve reflejado en un aumento de los servicios públicos para los habitantes de la isla. Por último, la periodista nos recuerda las peticiones más importantes de los mallorquines. Entre ellas, limitar la llegada de transportes masivos y controlar la compra de viviendas por parte de extranjeros. Y, una vez hecho el resumen, vamos con el tercer pase de la noticia. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” Ahora que estamos terminando me he dado cuenta de que no te he preguntado algo importante. ¿Alguna vez has estado en las islas Baleares? Si no estoy equivocado, creo que mi amigo Michael sí ha estado por allí. ¿Verdad, Michael? Si te apetece, déjame un comentario con tu opinión sobre el turismo de masas. Pero bueno, con independencia de eso, merece mucho la pena visitarlas, aunque te recomiendo que lo hagas en temporada baja, o sea, fuera de la época habitual de vacaciones. Venga, vamos a repasar las palabras que hemos aprendido hoy: Portavoz: persona que habla en nombre de un grupo. Multitudinaria: con mucha gente. Oriunda: que tiene su origen en un lugar concreto. Lema: frase que identifica a una empresa, a una campaña electoral o a un colegio. Masificación: proceso por el que un lugar o una actividad se convierte en multitudinaria, llena de gente. Desbordado: que algo ha superado sus límites habituales. Excluida: que ya está fuera de un proceso de selección. Pancartas: trozo de tela, papel o sábana en la que escribimos un mensaje o un lema. Reivindicaciones: peticiones. Insostenible: situación no puede durar más tiempo, que necesita una solución inmediata. Si recuerdas, al principio te decía que estaré un par de semanas de vacaciones en Galicia. Pero no te preocupes, porque seguiré compartiendo contigo un nuevo episodio cada domingo. Eso no va a cambiar. Me comprometí con todos vosotros y es lo menos que puedo hacer para daros las gracias por vuestro apoyo. Así que, hasta la próxima semana. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214