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Daniel Ramos' Podcast
Episode 509: 01 de Enero del 2026 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Diferente¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 4:00


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2026“DIFERENTE”Narrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================01 DE ENEROEN LOS UMBRALES DE LAS PUERTASEscucha, Israel: El Señor nuestro Dios es el único Señor. Ama al Señor tu Dios con todo tu corazón, con todo tu olmo y con todas tus fuerzas(Deuteronomio 6:4, 5, NVI).Acabamos de atravesar las puertas de 2026. Dentro de esta nueva "casa" hay doce habitaciones vacías, listas para ser decoradas y amuebladas al gusto del residente. ¿Qué quieres hacer en este nuevo año? ¿Volver al gimnasio, graduarte en la universidad, empezar a salir con alguien, conseguir un trabajo, fijar una fecha para tu boda? Imagino que tu lista debe ser larga. ¿Sabes qué? Es posible hacer realidad todos tus planes. El secreto está en la puerta.Cuando el pueblo de Israel estaba a punto de entrar en la Tierra Prometida, Moisés le ordenó a cada familia que colocara las palabras de Deuteronomio 6:4 y 5 en los umbrales de sus puertas(vers. 6-9). Esta oración se conoce como Shemá, la primera palabra hebrea de esta oración, que deriva del verbo shomá, que significa "oír", "obedecer". En otras palabras, Dios quería que cada israelita, al entrar y salir de su casa, recordara que debía amar a Dios sobre todas las cosas.Esta costumbre de escribir palabras de bendición y promesas en los umbrales de las puertas sigue vigente en algunas culturas. Los judíos, por ejemplo, cuelgan un pequeño rollo de pergamino, la mezuzah, en la esquina derecha de sus puertas. Los musulmanes, los hindúes y los chinos, por su parte, colocan mensajes especiales en sus puertas al comienzo del nuevo año. ¿Por qué no podemos tomar la misma iniciativa al comienzo de 2026? Te propongo que lo hagas en los umbrales de tu corazón.Las puertas marcan el flujo de la vida: idas y venidas, pausas y reanudaciones, oportunidades y desenlaces. A lo largo de este año, seguro atravesarás muchas puertas en tu casa, en el trabajo, en la universidad, etc. ¿Cuántas veces sucederá? Solo Dios lo sabe. Pero recuerda que él velará por ti, como nos asegura el salmista: "El Señor cuidará tu salida y tu entrada, desde ahora y para siempre"(Sal. 121:8).Lo más importante, sin embargo, es escribir en los umbrales de la vida todo tu amor por Jesús. Solo en él hay refugio para el cansado, protección para el afligido y gracia para el perdido. Si ya rociaste la sangre del Cordero en la puerta de tu alma, aférrate a la certeza de que él estará a tu lado en cada momento de este nuevo año. 

Hoy por Hoy
La mirada | Luis García Montero: "El curso de la historia nos está invitando a reflexionar sobre palabras como hipocresía y realismo"

Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Dec 30, 2025 2:02


El curso de la historia nos está invitando a reflexionar sobre palabras como hipocresía y realismo. Cuando analizamos el panorama internacional, vemos líderes que no tienen la más mínima obligación de guardar las formas a la hora de defender su poder. Imagino una gran cena de fin de año con Trump, Putin, Netanyahu y Xi Jinping, una cena familiar. Ahora podemos entender todas las mentiras que se escondían en los antiguos acuerdos internacionales. Había injusticias bajo las bellas palabras. 

Café con Cristo Radio Show
¿Y si Dios me está mirando con más amor del que imagino?

Café con Cristo Radio Show

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 24:32


¿Y si Dios me está mirando con más amor del que imagino? En este episodio de Esperando y Soñando con María, nos acercamos al corazón de una verdad que muchas veces cuesta creer: Dios nos mira con más amor del que somos capaces de imaginar. Acompañamos a María en ese tiempo silencioso donde no hay anuncios nuevos ni señales visibles, pero sí una mirada constante, fiel y llena de ternura. Este audio es un espacio para quienes vienen cansados, confundidos o sensibles, y necesitan recordar que antes de hacer algo, antes de entenderlo todo, ya están siendo profundamente amados. Un momento para dejarte mirar por Dios sin exigencias, sin máscaras, con descanso y confianza.

Pergunta Simples
Que lições do palco ajudam a comunicar melhor no dia a dia? Diogo Infante

Pergunta Simples

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 51:11


Quando a comunicação deixa de ser talento e passa a ser trabalho Há pessoas que parecem ter nascido com presença. Quando falam, o silêncio organiza-se à volta delas. Quando entram numa sala, sentimos qualquer coisa mudar. A tentação é chamar a isso carisma. Ou talento. Ou dom. A conversa com Diogo Infante desmonta essa ideia logo à partida. Antes da presença houve timidez. Antes da voz segura houve dificuldade em falar. Antes do palco houve desajuste, deslocação, a sensação de não pertencer completamente ao sítio onde se estava. O teatro não surgiu como ambição, mas como solução. Uma forma de aprender a comunicar quando comunicar não era natural. Um lugar onde a palavra podia ser ensaiada, onde o corpo podia ganhar confiança, onde o erro não era um fim — era parte do processo. Talvez por isso a noção de presença apareça nesta conversa de forma tão concreta. Não como algo abstrato, mas como um estado físico e relacional. Presença é perceber se o outro está connosco. Presença é sentir quando uma frase chega — ou quando cai no vazio. E esse vazio, quando acontece, dói. Não por vaidade. Mas porque revela uma falha de ligação. Há um momento particularmente revelador: quando fala do silêncio do público. Não o silêncio atento, mas aquele silêncio inesperado, quando uma deixa cómica não provoca riso. “Aquilo dói na alma”, diz. E nessa frase está tudo o que importa saber sobre comunicação: falar é sempre um risco. O outro não é cenário. É parte ativa do que está a acontecer. A conversa avança e entra na exposição pública. Aqui, Diogo Infante faz uma distinção interessante: entre a pessoa privada e a figura pública. Não como máscara, mas como responsabilidade. Há um “chip” que se ativa — uma disciplina interna que permite aguentar expectativas, projeções, rótulos. A maturidade está em não confundir esse papel com a verdade interior. É uma ideia útil num tempo em que confundimos visibilidade com autenticidade. Falamos também de televisão, cinema, teatro. Dos ritmos diferentes. Das exigências técnicas. Mas a ideia central mantém-se: a verdade não depende do meio. Depende da intenção. Comunicar para milhões não dispensa rigor. Simplificar não é empobrecer. Outro ponto forte da conversa é a vulnerabilidade. Num espaço público cada vez mais dominado por certezas rápidas e discursos blindados, assumir fragilidade continua a ser um gesto arriscado. Mas aqui a vulnerabilidade surge como força tranquila. Como forma de aproximação. Como autoridade que não precisa de se impor. Quando a conversa entra no território da família, tudo ganha outra densidade. Dizer “amo-te”. Pedir desculpa. Estar disponível. A comunicação íntima aparece como o verdadeiro teste. Se falhamos aí, o resto é técnica. E só técnica não chega. No plano mais largo, surge a pergunta maior: para que serve a arte num tempo acelerado, ruidoso, polarizado? A resposta não vem em tom grandioso. Vem simples: para nos salvar. Não salvar o mundo. Salvar-nos a nós. Da pressa. Do cinismo. Da incapacidade de escutar. No fim, fica uma conclusão exigente: a presença não é talento — é trabalho. A comunicação não é performance — é relação. E a verdade, quando existe, dá sempre algum trabalho a dizer. Talvez seja por isso que esta conversa não é apenas sobre teatro. É sobre como falamos, como ouvimos e como estamos uns com os outros. E isso, hoje, é tudo menos simples. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar. 0:00 Abertura do Episódio e a Angústia do Impostor Muitos de nós temos o síndroma de um impostor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade, estamos só a replicar uma mentira. Não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. 0:15 É muito doloroso. É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expetativa. Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos, e eu e eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço, não é? 0:44 Pessoa 2 Ora, digam bem vindos ao pergunta simples, o vosso podcast sobre comunicação? Hoje conversamos com alguém que encontrou no palco não apenas uma profissão, mas uma espécie de casa interior. Diogo Infante contou me que na infância começou pela timidez e pelo desajuste, por aquela sensação de ser observado, de ser o lisboeta gozado no Algarve, de não ter ainda um lugar onde a voz encaixasse e que foi o teatro que lhe deu essa linguagem, a presença e, nas palavras dele, uma forma de se adaptar ao mundo. 1:13 À medida que foi crescendo como artista, veio uma outra descoberta. É de que existe um chip, uma espécie de mecanismo, um parafuso que se ativa quando ele entra no modo figura pública. Um mecanismo de responsabilidade, de expectativa e, às vezes, de peso. 1:30 Mas o mais interessante veio quando falou do silêncio do público, do que acontece quando diz uma frase que ele sabe que devia provocar o riso. E ninguém reage. Esta frase diz tudo sobre a comunicação. O público não é cenário, é organismo vivo, é uma reação em tempo real, é a energia que mexe connosco. 1:48 E é essa conversão entre a técnica e a vida, palco, intimidade, presença e vulnerabilidade que atravessa a conversa de hoje. Falamos do medo de falhar, daquele perfeccionismo que vive colado na pele dos artistas e que o Diogo conhece tão bem. Falamos da comunicação dentro de casa, da importância de dizer. 2:06 Gosto de ti ao filho do valor de pedir desculpa do que se aprende ao representar os outros e do que se perde quando acreditamos demasiado na imagem que o público tem de nós. E falamos dessa ideia luminosa que ele repete com ternura. A arte no fim existe para nos salvar da dureza do mundo, da dureza dos outros e, às vezes, da dureza que guardamos para nós próprios. 2:28 Esta é, portanto, uma conversa sobre teatro, mas não só. É, sobretudo uma conversa sobre. Comunicação humana sobre como nos mostramos, como nos escondemos, como nos ouvimos e como nos reconstruímos. Se eu gostar desta conversa, partilhe, deixe o comentário e volte na próxima semana. 2:44 E agora, minhas senhoras e meus senhores. Diogo Infante, Diogo Infante, ponto. Não tem mais nada para dizer. UI é só isto, Diogo Infante. 2:56 Como a Timidez Moldou o Caminho para o Palco Diogo Infante, ator, encenador. Quando eu disse que que IA conversar contigo, que IA ter o privilégio de conversar contigo, uma minha amiga disse, Ah, diz lhe que eu gostei muito do do sirano de bergerak. E eu pensei, mas isso já passou algum tempo? Sim, sim, mas eu continuo. Adorei aquela peça, deixar a marca das pessoas. 3:13 É isso que tu fazes todos os dias. 3:15 Pessoa 1 É isso que eu tento, se consigo umas vezes mais, outras vezes menos, antes mais. Olá, como estás? Muito obrigado por este convite. Sim, eu, eu, eu tento comunicar. Se é esse o tema. Acho que percebi cedo que tinha dificuldade em comunicar. 3:35 Era muito tímido, tinha dificuldade em em em fazer me ouvir, tu sabes. 3:41 Pessoa 2 Que ninguém acredita nisso? 3:42 Pessoa 1 Mas é verdade, é verdade, é absolutamente verdade. 3:44 Pessoa 2 Como é que é isso? Como é que tu tens? Como é que tu tens? 3:47 Pessoa 1 Dificuldade porque era talvez filho único, porque fui muito cedo para o Algarve e era um meio que me era estranho com um. Um linguajar diferente e eu sentia me deslocado. Eu tinha para aí 11 anos e no início foi difícil e eles olhavam, achavam que eu era Beto e não era nada Beto. 4:03 E falava a lisboeta, e eles gozavam comigo e depois, à medida, fui crescendo. Foi uma adaptação e percebi que representar era algo natural em mim, porque era uma forma de me adaptar ao meio e de conseguir encontrar plataformas de comunicação. 4:20 E quando finalmente expressei que queria ser ator, a minha mãe sorriu porque pensou, estás lixado e pronto. E vim para o conservatório EE. Foi. Foi me natural representar, ou seja, esta ideia de eu assumir um Alter Ego que não sou eu é me fácil. 4:42 Às vezes é mais difícil ser eu própria. 4:45 Pessoa 2 Tu criaste uma capa no fundo que resolve o teu problema, que pelo menos que tu imaginavas como sendo 11 não comunicador, não era um mau comunicador, um não comunicador 11 alguém que tem timidez para para conseguir falar e então toca a pôr a capa de super herói e eu vou superar. 5:00 Todavia, quando eu vejo os teus trabalhos, a última coisa do mundo que o se me ocorre é que tu estás a fingir, porque é que ele tresanda à verdade? Bom, esse é o truque. 5:11 Pessoa 1 Não é? É acreditarmos tão tanto na mentira que ela se torna verdade. Estou a brincar, claro, mas hoje em dia acho que já ultrapassei a minha timidez, mas sempre que tenho que estar aqui, por exemplo, ou tenho que assumir uma persona pública, eu meto um chip. 5:27 É o Diogo Infante que está a falar, não é o Diogo, é o Diogo Infante, é a figura, é pessoa com responsabilidade, com uma carreira, diretor de um teatro que tem. Há uma expectativa, não é? 5:37 Pessoa 2 Isso pesa? 5:38 Pessoa 1 Claro que pesa, claro que pesa. Eu quero dizer a coisa certa. Quer? Quer corresponder às expectativas? Não quer desiludir? Quer que gostem de mim? Bem, isso parece uma terapia. 5:46 Pessoa 2 Estamos todos a fazer isso, não é um. 5:47 Pessoa 1 Bocadinho, acho que sim, então. 5:49 Pessoa 2 E quando é que tu és, Diogo? Só Diogo. 5:51 Pessoa 1 Bom, olha, quando acordo, quando lá ando lá por casa e digo umas asneiras. E quando me desanco com os cães e quando me desanco com o meu filho e não estou a brincar. Ou seja, eu acho que sou eu quando baixo A guarda, quando estou muito à vontade, quando estou rodeado de pessoas que me querem bem, os amigos, a família. 6:08 Não quero com isto dizer que eu seja uma construção. Eu digamos que tornei me uma versão mais polida de mim próprio, porque tenho que passar uma impressão. Tenho que comunicar EE quero controlar o veículo da comunicação. 6:23 Pessoa 2 E controlar a narrativa? Imagino que sim. 6:25 Desafios de Interpretar um Ícone e a Pressão Artística Estás agora, neste exato momento, disse me um passarinho azul a preparar uma peça cujo o título é. O clube dos poetas mortos, ou pelo menos é inspirado nos clubes dos poetas mortos. Não sei se é este o título, é mesmo esse o título? 6:38 Pessoa 1 É o título. 6:39 Pessoa 2 E tu és o professora. 6:40 Pessoa 1 Vou ser o professor ainda. 6:43 Pessoa 2 Há bilhetes para isso? 6:44 Pessoa 1 Sim, o espetáculo só vai estrear no final de abril. Portanto, mas está a voar. Os bilhetes estão a voar a. 6:50 Pessoa 2 Verdade. Como é que é isso? Como é que como é que tu fazes essa personagem mítica do. Do professor que inspira os seus alunos para sair da banalidade e que o sonho é, no fundo, infinito e que devemos conquistá lo? 7:03 Pessoa 1 Olha, eu eu sinto muita empatia por essa personagem, porque eu tento fazer isso na minha esfera de trabalho diária no seja no teatro, seja na televisão. Eu eu acho que é quase uma obrigação. E hoje em dia. Esta mensagem que o filme integra incorpora talvez faça mais sentido do que nunca, num momento em que estamos a assistir a comportamentos extremados na nossa sociedade, em que estamos a regredir relativamente a algumas conquistas EE direitos adquiridos e portanto, esta ideia de não sigas não sejas mais um não sigas, não sejas 11 Carneirinho no meio da manada. 7:43 Assume, te vive a tua verdade faz todo o sentido. E o personagem é tão inspiradora aqui, a dificuldade se quiseres é distanciar me da interpretação icónica do do do Kevin, não é Kevin, AI meu Deus, do Robin Williams, do Robin Williams, coitadinho. 8:00 EE encontrar a personagem em mim, portanto, tenho que fazer a minha própria versão. 8:04 Pessoa 2 Como é que isso se faz? Tu reescreves o texto que te pegas no texto? 8:07 Pessoa 1 Não, não, não. 8:08 Pessoa 2 Não, o texto é aquele. 8:09 Pessoa 1 Não o texto Oo filme faz 30 anos. EOO, argumentista para celebrar os 30 anos, fez uma versão para teatro. Normalmente há peças de teatro que dão filmes. Aqui foi ao contrário, ele próprio escreveu o guião, neste caso, a peça para teatro e Ela Foi feita nos Estados Unidos, em Washington, já foi feita em Paris e Lisboa. 8:30 Vai ser o terceiro país onde ela vai ser interpretada e já teve, já fizemos audições, já temos um elenco de miúdos fantástico e o espetáculo está em preparação e nem sequer estamos em ensaios. Mas a verdade é que já está a gerar imensa expetativa e imensa procura. 8:44 Pessoa 2 Como é que se prepara o que é que até porque tu tens que tocar estes instrumentos todos, não é? Quer dizer, tens, tens que tocar OOO instrumento de de encenador Oo de fazer o casting. Imagino que tenhas também esse tenhas aí uma mão nisso de de ator EE tu dizes me, que já está em preparação, mas ainda não começaram os ensaios. 9:02 Pessoa 1 Os ensaios ainda não começaram, é só só estreia em em abril do ano que vem e. 9:05 Pessoa 2 Começa se a ensaiar quando? 9:06 Pessoa 1 2 meses antes? Neste momento, o que está em preparação foi as audições, foi feito um cartaz, entretanto, já tivemos reuniões com o cenógrafo, com o figurinista, com está se a preparar toda a logística para depois o espetáculo seja montado no fundo é juntar as peças. 9:22 A parte dos ensaios propriamente dita acaba por ser mais divertido para os atores. Mas eu não vou encenar o espetáculo, vou apenas representar, quem vai encenar é o Elder Gamboa. Antes disso, vou eu encenar um espetáculo que começo os ensaios para a semana que é a gaivota do shakhov. 9:37 Que vamos estrear, entretanto, No No Trindade. Com quem? Com o Alexandre lencastre a fazer AA arcadina. Porque está de volta. Está de volta, claro. O teatro, sim, sim. 9:45 Pessoa 2 Bem, isso é 111 grande, uma grande sorte. 9:49 Pessoa 1 Sobretudo depois dela, há 30 anos atrás, ter feito a Nina, que é outro personagem icónico da gaivota, bastante mais novo, a jovem atriz. E ela agora vai fazer a Diva do teatro a arcadina num numa interpretação que eu tenho a certeza que vai ser memorável. 10:03 Pessoa 2 Como é que se encena uma Diva? Como é que se ajudam? 10:05 Pessoa 1 Com muito amor, com muito amor. Não se ensina nada, não é porque ela sabe tudo. Mas é no fundo, instigando, instigando confiança, apoio, dando ânimo. Porque os atores, seja Alexandre ou outro, qualquer grande ator tem muitas dúvidas, tem muitas angústias. 10:24 Pessoa 2 Precisa de mimo? 10:25 Pessoa 1 Sim, muito, até porque nós somos assaltados por. Muitos de nós temos o síndroma de um impetor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade estamos só a replicar uma mentira, não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. 10:42 Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. Eu trabalhei com o Eunice Muñoz e ela também tinha dúvidas, ela também se questionava e, portanto, todos nós passamos por esse processo. Mas isso é doloroso ou não é muito doloroso? É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expectativa. 11:03 Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos já está cá em cima. E eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço? 11:09 Pessoa 2 Não é, mas, mas, mas, mas é legítimo, não é? Quer dizer, repara, eu vi o filme, adorei o filme, claro, eu vejo te a ti. Eu gosto muito do teu trabalho. Juntar estas 2 coisas. Eu digo, não, não pode falhar. 11:19 Pessoa 1 É evidente que não é inocente AA junção desses fatores, mas isso não alivia a responsabilidade que eu sinto nos ombros, eu? E Alexandra e outros atores que têm sentem esse peso. 11:29 Pessoa 2 Mas tu, quando as pessoas entram no teatro, tu já estás ali a ganhar 10 zero. Quer dizer isto, isto não, não é um processo. Virgem eu, não, eu, eu, eu, eu, eu já, eu sentei, me na minha, no meu lugar do teatro, com essa expectativa, mas. Mas. Mas também tem um lado bom que, é claro, tens créditos, claro. 11:47 Pessoa 1 Obviamente, e. E estes anos todos de trabalho e de reconhecimento, dão nos essa, esse crédito e essa confiança. O público compra muitas vezes o bilhete sem saber o que vai. Confia nas nossas escolhas. EE, essa pressão é boa. E repare, eu muitas vezes comparo nos a atletas de alta competição. 12:04 Nós temos que ter aquela performance naquele momento, naquele segundo. É agora que toca, dá o gong e vai. EEE tens que o que é que? 12:13 Pessoa 2 Se sente nesse nesse momento? 12:14 Pessoa 1 Um choque de adrenalina brutal é das coisas que mais nos faz sentir vivos, o momento, a responsabilidade. Mas também bebemos dessa adrenalina e alimentamo nos para poder encarar um espetáculo com 2 horas e chegar ao fim com uma energia vital brutal e o público sair de lá arrebatado preferencialmente. 12:32 Pessoa 2 E não se cansasse no fim. 12:34 Pessoa 1 Passado 1 hora, quando aquilo começa a baixar e chegas a casa. E Tomas um copo de vinho e olhas assim para a televisão e aí dá a quebra. 12:41 Pessoa 2 E que e dói te músculos, dói ou não? 12:43 Pessoa 1 Não, às vezes dói mais a alma, Oo músculo da. 12:46 Pessoa 2 Calma, porquê? 12:47 Pessoa 1 Porque falhaste naquela frase? Porque hesitaste a respiração? Porque não deste a deixa se calhar no timing certo? Nós somos muito críticos. Eu acho que todas as pessoas que têm uma responsabilidade pública, não é? 12:59 A Dinâmica com o Público e Diferenças de Meio Se tu fizeres uma apresentação e te enganares, vais. 13:01 Pessoa 2 É uma, é uma. 13:02 Pessoa 1 Dor é uma dor, sim. Lá está é a mesma coisa. É uma. 13:04 Pessoa 2 Dor, mas é tu és muito perfeccionista na. 13:06 Pessoa 1 Muito, muito, muito. É por isso que eu trabalho com muita antecedência. Sou muito chato. Quero o quero garantir que tudo está preparado para quando o momento, se der, não há. Não há falhas, EEEE. 13:17 Pessoa 2 E esse diálogo com o público, porque tu estás em cima de um palco, mas tu estás a respirar com o mesmo público. Como é que é? Como é que é essa comunicação? Porque ela não flui só. Do palco para o lado de cá, não é? Quer dizer. Para o outro lado também também a maneira como nós nos rimos, como como aplaudimos, como nos distraímos, sim. 13:36 Pessoa 1 Sim, tudo interfere. E é por isso que nós dizemos, cada cada dia é um dia diferente. Cada espetáculo é diferente conforme o público. O público muda e é o público. Esse coletivo, naquele dia, forma uma espécie de um organismo. Como pulsar próprio com uma respiração própria, umas vezes são mais agitados, outras vezes são mais calmos, umas vezes são mais reativos, outras vezes são mais introspectivos e eles emanam uma energia e nós estando no palco, sentimo la mas mas física é palpável, é algo que dizemos bem, isto hoje UI não estão a sentir e às vezes é uma carga. 14:09 Pessoa 2 Mas isso é uma angústia, essa que deve ser uma angústia. 14:11 Pessoa 1 Sim, às vezes é boa, às vezes é. É uma expectativa. 14:14 Pessoa 2 Boa agora é que vai ser agora é que eu vos vou mostrar. 14:17 Pessoa 1 Que nós começamos logo por sentir Oo bruá na sala antes do espetáculo começar. A Carmen de Loures dizia me, quando eles falam muito é porque vêm para gostar. Se um público estiver muito calado, muito silencioso. UI. Isto hoje eles vêm para para cortar na casa. 14:31 Pessoa 2 Hoje vai ser difícil, hoje é o tipo júri do do festival da canção e, portanto, tem que ser. 14:34 Pessoa 1 Conquistado profissional está muito habituado. EEE apropria. Se EE absorve essas energias e transforma as sejam elas boas ou más. Agora nós não somos indiferentes a elas e às vezes isso contamina. Eu já parei um espetáculo mais do que uma vez para pedir às pessoas. 14:50 Se acalmarem, ou para deixarem de olhar para o telemóvel ou ou para deixarem de escrever já. 14:55 Pessoa 2 Isso é uma falta de respeito também, não é bom. 14:56 Pessoa 1 Infelizmente, é um prato desde que há 20 anos, apareceram os telemóveis e agora com os com os smartphones, para além dos toques, as luzes, as pessoas escrevem. 15:05 Pessoa 2 Tu vês na cara das pessoas? 15:06 Pessoa 1 Claro, no meio de uma plateia, às escutas acendes, um telemóvel é um é um. É um clarão não só incomodativo para nós, mas como também é incomodativo para todos os outros que estão à volta, não é? É evidente que há toda uma lógica. Nós anunciamos no anúncio de sala, pedimos encarecidamente, explicamos os anúncios, até que testa um bocadinho cada maiores e mas invariavelmente acontece. 15:26 Mas é uma, vai se ir tocando? É um, é um processo. 15:29 Pessoa 2 Olha, fazer isto no teatro. Tu tens pessoas à tua frente e, portanto, tu consegues. Ouvi Los. Tu consegues interagir com eles. Tu sabes seguramente. Táticas e técnicas para ora para desposterizar, ora para aumentar o interesse, enfim, ora para os acalmar. 15:47 Se aquilo estiver muito, muito complicado. A tua outra experiência é das telenovelas, onde tu também apareces muito apareces, como como como um das personagens principais. Aí não há público e aquilo é suspeito. 16:04 Uma carga de trabalhos muito grande, uma carga de trabalho muito grande para para fazer cena, pôr cena, para a cena, pôr cena, pôr cena. Como? Como é que é essa experiência aí? Bom, é menos criativa. 16:14 Pessoa 1 São técnicas diferentes, ou seja, na essência, tudo é representar, não é? Quando estamos num palco, é evidente, tu tens essa consciência que estás perante uma plateia? EE, há uma relação viva, dinâmica, EEE, que tu, da qual tu tens a responsabilidade de tentar controlar. 16:31 Em televisão ou em cinema, é diferente, porque o há o corte, há, há o take, podes repetir, podes fazer um pick up. EE no fundo, o que é que é um picape? O picape é. Se estás a fazer uma cena e há um engano, vamos pegar ali. EE vais e. 16:45 Pessoa 2 Depois dá para montar. 16:45 Pessoa 1 Sim, porque depois as templeiras de corte e, portanto, podemos ir salvar a cena com pick up. Normalmente o que se diz é tens que olhar a pensar na Câmara como o público. Eles estão a ver te a através da lente, mas tu? 17:00 Pessoa 2 Relacionas te com a lente com a Câmara, não. 17:01 Pessoa 1 Diretamente. Mas tu sabes que ela está ali. Eu também. Eu também não olho para o público quando estou no palco ou tento. Mas eu sei que eles estão lá, portanto, essa consciência permanente que está ali, um interlocutor que está, mas. 17:13 Pessoa 2 Não é frio, lá está a Câmara, é uma coisa fria. 17:15 Pessoa 1 É, é, mas ao mesmo tempo bom, há os camerman. Há toda uma equipa que está ali a acompanhar te e tu imaginas sempre que há uma grande intimidade, porque efetivamente a Câmara permite essa proximidade. E, portanto, tu adequas Oo teu registo, quer de voz, quer até de expressão, a um plano que é necessariamente mais próximo. 17:35 No teatro, tens aquela amplitude toda e, portanto, tens. Sabes que tens que projetar a voz? O gesto tem que ser mais amplo. A energia com que pões nas frases tem que chegar à à velhinha que é surda, que está na última fila, na. 17:46 Pessoa 2 Televisão? Não. Na televisão, não muito. 17:48 Pessoa 1 Ampliada na televisão, tu trabalhas para um plano médio apertado e, portanto, tens é que ser mais subtil, tens que conter mais em em termos de traços gerais, é isto. 17:55 Pessoa 2 Porque senão se tu fizeres, fores mais histriónico ou falares mais alto do que ficas. 17:58 Pessoa 1 Esquisito não é? Fica muito, super expressivo. EE fica, lá está. Fica muito teatral. Não é do mau sentido. 18:04 Pessoa 2 E o que é EEE? É as telenovelas, tanto quanto eu consigo perceber elas. Estão a ser escritas ao mesmo tempo que vocês estão a representar? Não necessariamente. Não necessariamente pode. Portanto, podes ser o guião. 18:12 Pessoa 1 Todo sim, há. Sim, há guiões que já estão acabados e, portanto, às às vezes são adaptações de outros formatos que se importam, outras vezes são abertas, ou seja, estão a ser escritas à medida que estão a ser feitas, às vezes com uma frente de 101520 episódios e, portanto, tu próprio não sabes para onde é que aquilo vai. 18:28 Ritmo Intenso das Novelas e a Eternidade de Shakespeare E conforme e se estiver no ar, então. Pode haver até 111 dinâmica com o público. O público está a gostar muito daquele casal. Lá está a gostar muito daquele conflito e isso é explorado. 18:38 Pessoa 2 Vamos pôr mais fermento aqui, vamos pôr, criar mais cenas depois. 18:41 Pessoa 1 Varia, varia. 18:42 Pessoa 2 Estás a gravar o quê agora? 18:43 Pessoa 1 Neste momento, estou AA gravar uma novela na TVI que se chama amor à prova e é um lá está é uma adaptação de um formato chileno ou venezuelano, portanto, adaptado à realidade portuguesa. 19:00 É, é mais pequena do que habitualmente. Tem apenas 100 episódios, apenas 100 apenas. Mas efetivamente tem uma carga de gravação muito intensa. Nós chegamos, eu gravo tranquilamente 12 cenas de só da parte da manhã. 19:13 Pessoa 2 12 cenas só. 19:14 Pessoa 1 Em 3. 19:14 Pessoa 2 Horas e 1 e 1 cena normalmente demora quê 2 minutos? 19:17 Pessoa 1 5 minutos. A cena pode ter 223 páginas, portanto estamos a falar de 234 minutos. Mas multiplicas isto por 10. Estás a ver, não? 19:25 Pessoa 2 É só para decorar o texto, como é que? 19:26 Pessoa 1 Sim. 19:27 Pessoa 2 Como é que eu? 19:27 Pessoa 1 Eu decoro na hora. 19:29 Pessoa 2 Na hora, como é que? 19:30 Pessoa 1 Isso se faz? 19:31 Pessoa 2 Espera lá. Isto aqui vai ser uma ótima explicação para os alunos do secundário, que é. Como é que se decora na hora, é? 19:36 Pessoa 1 Diferente é uma coisa, é decorares 11 conteúdos em que tens que dominar a matéria e saber do que é que estás a falar ali. O que eu faço é, eu leio a cena na véspera para perceber o que é que se passa e quando chego lá, passo com o colega, Bora lá e em vez de decorar as palavras, eu decoro as ideias. 19:51 Pessoa 2 O sentido, o sentido. 19:53 Pessoa 1 Que é, se eu souber o que estou a dizer, é mais fácil replicar, e mesmo que eu não diga aquela palavra, digo outra, parecida. E a coisa dá se. 20:00 Pessoa 2 E os realizadores não são muito aborrecidos, não querem, não é? 20:03 Pessoa 1 Shakespeare não é, não é, não é propriamente mulher. Portanto, o que interessa aqui é. Lá está a semelhança, a verdade, a fluidez e a sinceridade. EE se ficares muito agarrada à palavra, porque aquela que. 20:15 Pessoa 2 Pronto, vai soar a falso, vai soar péssima. Olha o que é que Shakespeare tem de interessante e de extraordinária para continuarmos todos AA ver e a e a gostar daquilo que os atores a fazerem. 20:25 Pessoa 1 Ele é um génio. Ele conseguiu captar na sua obra de 30 e tal peças mais não sei quantos contos, mais poemas mais. Eu diria que o essencial da natureza humana. Considerando que ele escreveu no século 15, é incrível pensar que ele tem esta esta capacidade de de de nos identificar e perpetuar. 20:51 E eu acho que estão estão está lá tudo. A Shakespeare ensina a ser, ensina a humanidade, mas. 20:58 Pessoa 2 Aquilo que é extraordinário é que depois aquele texto parece muito simples, bom, muito, muito simples, no sentido em que eu entendo aquilo. O que é que ele está a? 21:06 Pessoa 1 Dizer isso é um trabalho difícil, difícil. 21:09 Pessoa 2 Fazer o mais fácil ou mais? 21:10 Pessoa 1 Difícil? Exatamente no original. Em em inglês, o texto é inverso e, portanto, e usa uma série de terminologia que já está em desuso. Portanto, os próprios ingleses têm dificuldade muitas vezes. Em acompanhar aquilo que é dito, eles percebem o sentido mais do que todas as palavras. 21:29 Pessoa 2 E como é que tu fazes para para? 21:30 Pessoa 1 Para quando é pensar nisso, o que acontece é, há várias abordagens à tradução. Há uns que são mais académicos e que tentam ser fiéis ao verso EEE, à estrutura EEE. As traduções ficam muito pouco dizíveis. E depois há alguns tradutores, felizmente, que se. 21:49 Traduzem em prosa, portanto, EE tentam é captar AA ideia e menos AO verso, e então torna se mais fluido em português. Na tradução tu podes simplificar para facilitar o entendimento. 22:00 Pessoa 2 Fica lá a poesia no fundo, sempre sem, sem aparecer necessariamente inverso. 22:04 Pessoa 1 Sempre que é necessário, até se pode ir ir buscar um verso ou outro. Mas a prosa é poética também. EEEA essência do texto não se perde. 22:13 O Que Distingue a Presença e o Talento Bruto Olha o que é. 22:13 Pessoa 2 Que distingue? A presença, aquilo que nós sentimos como uma presença ali de uma mera performance. Há bocadinho que estavas a falar aqui do do síndrome do impostor. Que que que é essa nossa relação com a verdade? De de, do, do que é, da da, de quem está a fingir ou de quem está a interpretar uma verdade, apesar de estar a ser teatralizada? 22:33 Como é que se treina, no fundo, uma voz para dizer a verdade? 22:37 Pessoa 1 Não sei, sinceramente, não sei. Ainda me debato com isso. Não tanto no meu próprio processo, mas, sobretudo quando estou a dirigir atores e quando estou a tentar explicar como é que se consegue chegar lá. O que tenha testemunhado ao longo dos anos é que há pessoas que entram num palco sem abrir a boca e algo acontece. 22:56 Elas transportam uma energia. 11, confiança. 11. Aura. 23:01 Pessoa 2 O que é que é isso? Algo acontece? 23:05 Pessoa 1 Chama a tua atenção. Tu queres olhar para aquela pessoa? Tu precisas de olhar para aquela pessoa. E ela ainda não abriu sequer a boca. E isso é muito claro. Por exemplo, quando estou a fazer audições, estou a fazer audições em teatro, tens 20 atores a fazer o mesmo texto e há um ou 2 de repente. 23:20 Pessoa 2 Brilha. 23:20 Pessoa 1 Brilha. Às vezes é. É a maneira como se proporiam do texto, como o tornam seu, como conseguem escavar uma leitura muito original. Outras vezes é meramente 11 atitude, uma postura. 23:35 E isto não se codifica porque é é muito difícil de EE, nem sempre acontece, ou seja, o mesmo ator. Noutro contexto, se calhar pode não ter o mesmo efeito ou com as mesmas pessoas, mas as pessoas que normalmente são brilhantes. 23:51 Olha, há pouco falávamos da Alexandra. A Alexandra é uma atriz para quem a conhece bem, muito insegura, com muitos anseios, muitos temores. Mas lembro me quando fizemos o quem tem medo de Virgínia woolf? Também no teatro da Trindade. Há 8 anos atrás, quando era hora de entrar, nós entrávamos os 2 em cena na nossa casa. 24:13 Fora de cena, Alexandre estava a dizer, não quero, não quero, não quero, tenho medo, tenho medo, tenho medo de ir assim, Ah, não quero depois entrava e mal ela entrava, explodia algo acontecia, era incrível, ela mudava, ela mudava assim de um do dia para a noite. EE aquilo que era um temor, ela transformava numa arma. 24:30 Pessoa 2 Transformar uma fragilidade numa força. 24:32 Pessoa 1 Sim, claro, Oo meu medo? Há há pessoas que com o medo, atacam, não é? E portanto, é. Eu acho que é isso que ela fazia e que ela faz, que é quando tem temor, ela vai para cima de um palco e seduz. EE abraça, nos abraça, nos com o público. 24:46 Pessoa 2 Arrebata nos no fundo, arrebata nos e leva nos quando ela quiserem. 24:49 Pessoa 1 E algo não, não se explica. Tu podes tentar dizer e um ator vê lá, se consegues fazer isto. Mas isto às vezes é inato. 24:56 Pessoa 2 É, não dá para treinar. 24:57 Pessoa 1 É uma natureza? Não. O que dá para treinar é todo o lado técnico. É a postura, é a maneira como lanças, a voz, a maneira como. Como tu atacas uma cena, a energia que colocas, a vitalidade, e isso trabalha se agora, depois de fatores que nos escapam, muitas vezes é, é o subtexto, não é, é aquilo que não é dito, é, é, é uma essência, é uma natureza. 25:16 Porque é que numa multidão nós passamos por 50 pessoas e há uma a quem, onde, onde o nosso olhar pára e não é necessariamente porque é mais bonito, é qualquer coisa que nos faz olhar para aquela. 25:27 Pessoa 2 Pessoa é um fator x, é um carisma. 25:28 Pessoa 1 Sim, claro, claro. Qualquer coisa que impacta a toca comove. 25:35 Pessoa 2 E nós conseguimos correlacionarmos logo com essa pessoa, apesar de não a conhecermos, apesar. 25:38 Pessoa 1 Eu diria que sim. Eu, eu sou. Eu adoro talento. Sou muito sensível ao. 25:44 Pessoa 2 Talento, não é? 25:45 Pessoa 1 Certo, mas digamos que eu estou treinado por via da da minha profissão para ver talento. E quando eu vejo o talento no seu estado bruto, como um Diamante é, é normalmente é muito comovente. Porque tu vês todo o potencial e a pessoa às vezes só está só, só é e tu dizes me meu Deus, como é que esta pessoa às vezes eu vejo jovens atores acabaram de sair do conservatório, pisa, vão para cima de um palco, uma maturidade, uma energia, uma luz e eu disse, como é que se ensina isto? 26:18 Onde é que tu estás, onde é que tu aprendeste isto e não se aprendeu? Eles trazem com eles, trazem da vida, trazem de outra, não sei de. 26:24 Pessoa 2 Outras vidas há bocadinho falavas da Eunice. Ou ou o Rui de Carvalho, por exemplo. Oo que é que o que é que estes 2 atores que juntam longevidade EE lá está e essas coisas todas, o que é que eles têm de verdadeiramente especial? 26:39 Pessoa 1 Ah, olha, eu, Rui, conheço menos. Bem, eu trabalhei muito com a Eunice e com a Carmen de Loures. O que o que eu sinto é é uma entrega total AAA, uma arte que amam eles amam aquilo que fazem. 26:56 E há um sentido de ética e de paixão, de rigor e profissionalismo, tudo isso. Mas depois há algo que é transcendente, que é é a maneira como como estão Oo Rui conta se que no início da sua carreira sofreu muito nas mãos do ribeirinho que o maltratava e que o dirigiu e o isso. 27:16 E o Rui é um ator que se foi construindo, foi foi dominando 11 técnica e uma. E uma presença invulgar por causa da escultura sim, a inicia Carmen. A história é diferente. A Carmen era uma mulher de uma beleza plácida, começou por fazer cinema, a Eunice mal apareceu com miúda 18 anos, era logo um furacão toda a gente não falava de outra coisa no conservatório, ela já era a melhor aluna nota 19 aos 12 anos, quando estreou No No teatro nacional, dona Maria segunda, perceberam logo que ela era um bicho de palco. 27:51 Pessoa 2 Saiam da frente. 27:51 Pessoa 1 E saiam da frente. E pronto, EE foi assim até à sua morte, aos 94. 27:55 Pessoa 2 Anos e há agora novas das destas novas geração? Já há, há há atrizes e atores que tenham também. 28:01 Pessoa 1 Isso assim, há gente muito boa, há gente muito boa. 28:03 Pessoa 2 O que é que tu fazes com essas? 28:04 Pessoa 1 Epifanias para ti, guardo as registo verbalizo. 28:10 Pessoa 2 És mais exigente com eles? 28:11 Pessoa 1 Não, não, não. Eu tento é aprender. Aprender, sim. Ou seja, porque eles têm uma frescura e têm um olhar tão novo perante situações que, para mim, já são recorrentes. E eu penso. Como é que eu nunca vi isto antes? Como é que eu nunca olhei para isto desta maneira? 28:25 Pessoa 2 Eles trazem uma frescura do ponto de vista, sim. 28:27 Pessoa 1 E. 28:28 Pessoa 2 Isso também e isso ensina te. 28:29 Pessoa 1 Há uma audácia, não tem Nada a Perder. Arriscam sem medo. E isso aprende se claro que sim. 28:35 Pessoa 2 Isso é absolutamente EE pode se estimular ou, pelo contrário, esvaziar. 28:39 Pessoa 1 Bom, sim, tu podes fazer todo um trabalho psicológico, pois que os demova. Espero bem que não. Isso seria de uma enorme crueldade. O que eu tento fazer é fomentar, alimentar, beber e estimular EE, aprender. 28:52 Pessoa 2 Olha, estamos no momento das redes sociais, onde? Temos coisas muito interessantes, como a propagação da mensagem, como a proximidade. Imagino que até para a promoção do teu trabalho as coisas sejam mais fáceis. Mas, por outro lado, temos tudo, todo o lixo que vem por aí, não é o ruído, a toxicidade, a pressão para se ter uma opinião, sobretudo, e sou contrário anão aceitação da opinião do outro. 29:17 Navegar o Digital e Lições da Comunicação Familiar Como é que? Como é que tu vais gerindo isto? 29:20 Pessoa 1 Tento gerir com alguma prudência, alguma parcimónia. Tento não, não. Não viver totalmente dependente destas plataformas e desta esta necessidade de extravasar opiniões a torto e direito ou até dispor uma intimidade. 29:36 Eu sempre fui recatado e, portanto, sou muito criterioso naquilo. 29:40 Pessoa 2 Que como é que te protege, lá está? 29:42 Pessoa 1 Com critério, com selecionando bem aquilo que me interessa partilhar e faço com parcimónia. É sobretudo isto. É sobretudo um instrumento de trabalho. De há uns anos para cá, eu sinto que tornei me mais. 29:58 Não diria acessível, mas tive mais vontade de partilhar alguns aspetos da minha vida. 30:04 Pessoa 2 O que é que mudou quando foste pai? Sim, isso foi muito público. Adotaste uma criança, agora um homem. 30:11 Pessoa 1 Desde que fui pai Oo meu olhar mudou necessariamente EEE. Portanto, as escolhas. Todas as escolhas que fiz. Pensava sempre também nele e naquilo que eu acho que poderia ser bom para ele. Mas, portanto, tento não não ficar escravo nem nem nem pôr me a jeito para me magoar, fruto de qualquer reação da bisbilhotice, da bisbilhotice ou dos comentários ou do que for AA verdade é que tenho tido sorte. 30:40 Bom, eu também não ando sempre AA ver tudo o que escrevem, mas normalmente tenho reações muito positivas e. Muito agradáveis àquilo que publico, seja pessoal ou profissional, mas tento não levar nada disto muito a Sério porque acho perverso. 30:57 Pessoa 2 Olha, eu não quero entrar muito na tua intimidade, mas tenho uma curiosidade só na tua relação com o teu filho. Como é que são os diálogos? Porque isso interessa me tu, tu que és 11 cativador de de jovens talentos no mundo. Quando ele apareceu na tua vida, como é que foi? 31:13 O que é que, o que é que, como é que, como é que é esse, como é que é esse diálogo? Com, com, com uma, com uma pessoa que já que tem capacidade de pensar e de dizer e de desafiar. 31:25 Pessoa 1 Olha, eu basicamente repliquei o modelo de educação e que tive na minha vida e que implicava essencialmente 2 coisas, uma muito amor, muito amor. Todos os dias, agora menos, mas todos os dias lhe dizia que o amava e todos os dias falamos ao telefone. 31:46 Quando não estamos fisicamente perto, falamos, falamos várias vezes ao dia e a segunda coisa é precisamente isso, é a comunicação, é proximidade, é para o bem, para o mal. Eu disse, lhe tu podes me podes me contar tudo, podes falar comigo de tudo e, portanto, eu também promovo isso que é, falo com ele, se mesmo que se estou chateado, se discordo, promovo um diálogo, vamos tentar perceber porque é que o que é que está mal ou o que é que está bem? 32:11 O que é que tu achas? O que é que eu acho? E isso criou, entre nós 11, franqueza que me parece saudável e que nos permite falar de assuntos que possam ser mais ou menos delicados, mais ou menos sensíveis, sempre com a certeza que queremos Oo bem e o melhor do outro. 32:26 Pessoa 2 Que é uma definição de amor. Mas como qualquer pai e filho, deve haver momentos em que vocês socam. Sim, tem pontos de vista completamente radicais, mas uma. 32:32 Pessoa 1 Uma coisa que eu aprendi com o meu filho foi a pedir desculpa, ou seja, aprendeste com ele porque ele tinha dificuldade em fazê lo ele pequenino. Ficava muito nervoso, se fazia uma asneira e eu percebi, OK, se tu não consegues. 32:50 Então eu comecei a pedir desculpa quando errava ou quando fazia alguma coisa mal. E como quem para lhe dizer não faz mal nenhum, assumir que falhamos ou ou ou que estamos arrependidos ou que queremos melhorar. E foi um processo EE. Eu hoje também peço mais vezes desculpa e ele falo já de uma forma muito mais tranquila, já sem dramas sem, mas não os nossos confrontos. 33:11 São muito desta natureza. Eu às vezes sou mais impulsivo, emocional, EEE. Depois ele olha assim para mim e diz, porque é que estás a falar assim e tens razão? Desculpa, estou irritado, mas tens que perceber isto, tens razão, pá, eu percebo também peço desculpa, mas tens que perceber que eu pensei assim e a minha ideia foi esta, disse, é OK, então vá, está cá, um abraço e vamos. 33:29 Pessoa 2 Portanto, tenho um efeito calmante em ti, no. 33:31 Pessoa 1 Fundo sim, absolutamente. EE agora já está numa fase em que se é 11 jovem adulto. Tem 22 anos e já posso falar com ele de outras coisas. Posso falar das minhas angústias, dos meus sonhos, das minhas ambições. Ele dá me conselhos. Ele vai ver tudo o que eu faço. 33:46 Ele gosta muito de teatro e, portanto, tem um olhar crítico, tem um olhar sustentado, tem opiniões formadas. É muito giro falar de política, falar de do que, do que seja. 33:56 Pessoa 2 O que é o maravilhoso da da vida? 33:58 Enfrentar Desafios Sociais e o Sonho de Salvar Olha, estamos num tempo em que a ética, a responsabilidade e a empatia parece que tiraram férias durante algum tempo. Coisas que nós considerávamos como normais, nomeadamente direitos civis, coisas que são normais e banais, parecem agora estar sob ameaça. 34:14 O que é que fazemos a isto? Ignoramos ou combatemos? Com toda a formação, tenho sempre essa dúvida que é quando quando alguém defende alguma coisa completamente absurda e que nós temos a sensação de que não faz sentido. 34:28 Pessoa 1 Eu, eu percebo a pergunta, podemos dar? 34:29 Pessoa 2 Gás. 34:30 Pessoa 1 Porque às vezes sinto que quanto mais combatemos ou quanto mais damos visibilidade a esse tipo de posturas e. 34:35 Pessoa 2 Estamos a ajudar, não é? 34:36 Pessoa 1 Exatamente, estamos AAA divulgá las a fomentá las. Às vezes é evidente que ignorar silenciosamente também não é uma boa política. Eu acho que temos que encarar isto enquanto sociedade, enquanto coletivo, enquanto e perceber quais é que são os limites. Oo que é que é razoável. 34:53 Vivendo nós em democracia e admitindo que há pessoas com opiniões diferentes e respeitando essa diferença. Ainda assim há limites. Há limites para aquilo que é passível de ser dito quando isso incita o crime, a violência, o ódio. 35:10 AA os extremismos. EE portanto, eu acho que temos que olhar para os políticos que têm responsabilidade legislativa. Temos que olhar para a justiça. Que seja mais eficaz, seja mais célere. Quando assistimos na própria casa da democracia, no parlamento, a comportamentos, bom que não se não aceitaríamos numa escola, por exemplo, então algo que está profundamente mal e isso tem que ser balizado. 35:35 Pessoa 2 Olha, EE, quando essas discussões começam a contaminar a nossa bolha, dos nossos amigos, que nós até dizemos, mas porque é que tu estás a dizer 11? Coisa daquele passa um efeito de contágio, não é? É como os. 35:47 Pessoa 1 Vírus com os amigos. 35:50 Pessoa 2 Amigos ou próximos? 35:51 Pessoa 1 Eu. 35:51 Pessoa 2 Vou não vou largar um bocadinho o. 35:52 Pessoa 1 Círculo eu quero acreditar que o que as a escolha a minha escolha de amigos. 35:57 Pessoa 2 Te protege. 35:58 Pessoa 1 Protege me. Mas se ouvir pessoas a dizerem coisas que a mim me agridem, porque são absolutamente idiotas, eu não vou entrar nesse, nesse, nesse, nessa discussão, nesse diálogo. Não vou gastar essa energia. Um amigo SIM. 1 conhecido não. 36:14 Pessoa 2 Pois deixas deixas passar, olha, há bocadinho estavas a falar dos teus, dos teus medos, das tuas vulnerabilidades que vem de onde, que, que tipo de medos são? 36:23 Pessoa 1 Esses os normais, ou como qualquer pessoa, o medo de morrer, o medo de falhar, o medo de desiludir, o medo de sofrer, o medo de não ser suficiente, o medo de. São muitos, mas é assim, eu, eu, eles existem. 36:40 Mas eu não sou uma pessoa medrosa. Eu não sou um pessimista da entende. 36:44 Pessoa 2 Que és um otimista? 36:45 Pessoa 1 Sim, sim, eu, eu, eu vejo o copo meio cheio. Eu, eu não me escudo a uma luta, a um embate. Eu posso tremer, mas vou, eu vou lá, eu vou à eu vou à luta. 36:57 Pessoa 2 Então, EE do lado otimista, do lado solar, onde é que? Onde é que estão os teus sonhos? O que é que, o que é que tu, o que é que tu projetas como? OK, aqui eu tenho que pôr mesmo as minhas fichas e que isto tem que acontecer mesmo. 37:07 Pessoa 1 Bom, eu estou numa fase. Da minha vida, em que eu o que procuro é acolher um bocadinho, os frutos daquilo que semeai ao longo da vida. 37:15 Pessoa 2 O que já acontece, o que já acontece? 37:17 Pessoa 1 E, portanto, os meus sonhos agora são, se calhar, de outra natureza. Já não tenho ambições profissionais, não quero ir para Hollywood, não quero ganhar um óscar. Não, não, não, porque isso implicava uma outra vida que eu não tenho. Já não tenho e não tenho nem energia, nem vontade. 37:33 Adoro o meu país, adoro viver aqui. Tenho 111, carreira longa, já fiz muita coisa. Sinto me muito reconhecido pelo meu trabalho. Sinto que tenho um espaço de ação, de intervenção, tenho responsabilidades. Portanto, eu, eu, no essencial, sinto me um privilegiado. 37:51 Os meus sonhos são em garantir que a minha família está bem, saudável, que tenho condições para poder continuar a trabalhar e a fazer os textos que. Gosto que quero trabalhar me e relacionar me com os públicos que me acompanham há muitos anos. 38:07 Este trabalho tem vindo a desenvolver há 8 anos no Trindade, que me deixa cheio de de orgulho. 38:12 Pessoa 2 Que é um teatro especial, não? 38:13 Pessoa 1 É. É muito especial. Não só porque foi lá que me estreei como encenador há muitos, muitos anos. Mas tem 11. Bom, é um belíssimo exemplo. Do teatro palco à italiana, neste país muitíssimo bem preservado. E depois tem 11. Relação plateia, palco fantástica. 38:29 E tenho me permitido levar a cena espetáculos de que tenho muito orgulho. É uma proximidade também? Sim, sim, também essa proximidade física, energética, EE é um teatro onde me sinto bem e sinto me acarinhado. Sinto, me sinto me em casa. 38:42 Pessoa 2 Exatamente, há bocadinho usavas a palavra casa. Disseram me que tu cuidas de todos os detalhes que vão desde a bilheteira, no sentido de quem é que é? A pessoa que acolhe na bilheteira, a pessoa que leva as pessoas até até se sentar isto tudo isto faz parte do espetáculo. 39:00 Pessoa 1 Sim. Ou seja, eu diria que um projeto artístico, que foi isso que eu desenhei para a Trindade não se esgota apenas na programação. É um conceito. Que é um conceito de fruição. É uma experiência que começa desde que a gente liga para o para o Trindade a pedir uma informação, desde que compramos um bilhete. 39:16 Como somos, a maneira como somos recebidos na sala, como somos acolhidos no fundo, eu trato Oo Trindade e este projeto como uma empresa cultural que tem que ter uma relação privilegiada com o seu público, tem que acarinhar os seus funcionários e que tem que ter resultados. 39:32 E, portanto, eu não acho que seja nada de novo, de nem transcendente, é apenas um cuidado que eu imprimo em todas as Vertentes que têm que ver com o espetáculo, seja no palco ou fora dele. 39:42 Pessoa 2 Que é isso que nos faz depois sentir bem num determinado sítio e acolhidos. 39:44 Pessoa 1 É o que eu desejo. É assim que eu gosto, é assim que eu me sinto quando eu me sinto bem num num sítio, num espaço, enquanto utente público, seja o que for, eu volto. E é isso que eu quero proporcionar, proporcionar às pessoas com autoridade. 39:55 Pessoa 2 Olha, o que é que a arte pode fazer por nós? Por estes tempos mais conturbados. 39:59 Pessoa 1 Olha, se eu tivesse que reduzir uma única palavra, diria salvar nos. 40:02 Pessoa 2 Assim, logo uma coisa simples. 40:04 Pessoa 1 Simples, porque, na verdade, para que é que vivemos? Não é? Não pode ser só para comer e para procriar e para. Ou seja. 40:11 Pessoa 2 Fazem os animais. 40:12 Pessoa 1 Pronto, exatamente, quer dizer. 40:13 Pessoa 2 Os animais, mas os outros? 40:14 Pessoa 1 Distinguem nos não é. A arte eleva, nos eleva nos a um nível de sofisticação intelectual, espiritual. É É Ela que nos permite. Encarar OA vida OA essência da vida, o sentido da vida EE podermos ao mesmo tempo mergulhar em nós próprios, os nossos sentimentos, na nossa história. 40:34 Portanto, eu acho que esse legado é algo essencial. Acho que todas as pessoas que de uma forma ou de outra têm um contacto com expressões artísticas, eles não têm que ser artistas, mas as pessoas que na vida têm contacto com experiências artísticas. 40:50 São necessariamente mais felizes, mais completas, mais preenchidas. 40:54 Pessoa 2 Mas estamos numa cidade onde gastamos AA vida e a formação dos nossos, das nossas crianças, mais a ter matemática e física e afins do que ir ao teatro, ver uma exposição, ir passear no parque. 41:07 Pessoa 1 Isso é outra discussão, não é? Ou seja. 41:08 Pessoa 2 A nossa matriz está a criar na realidade autómatos e não e não. 41:13 Pessoa 1 Certo, é por isso que já há muitos métodos a serem desenvolvidos e explorados de ensino. Que não passam necessariamente por essa essa compilação de conhecimento, essa aquisição, essa quantificação de de conhecimento que depois, na verdade fica muito pouco, não é quantos nós nos lembramos das coisas que aprendemos na escola? 41:31 Já nem dos rios eu me lembro, entre entre outras coisas. Matemática nem pensar. Felizmente temos as calculadoras, mas o que eu quero dizer é, sabem, matemática é evidente. Eu acho que a educação pela arte podia ser um caminho muito interessante. 41:48 Ou seja, pôr precocemente jovens em contacto com as expressões artísticas ajuda não só a desenvolver a fruição e o sentido crítico, mas e o sentido estético, mas também a desenvolver competências do ponto de vista da imaginação, da criatividade, que são coisas que nós podemos usar em todas as áreas da nossa existência. 42:07 E isso torna nos seres mais sensíveis, mais atentos, mais empáticos e menos e mais generosos também. 42:14 Ferramentas Essenciais para uma Comunicação Eficaz Olha, eu quero aprender. Quero tomar a tua experiência, aprender EE, partilhar com quem nos ouve. O que é que nós precisamos de fazer para nos tornarmos melhores comunicadores? Tu tens uma caixa cheia de ferramentas para nos para, para nos ajudar a comunicar melhor. 42:32 O que é que nós podemos fazer? Vamos, vamos lá. Podemos fazer 11 lista ou ou ou ir ou ir por um caminho para nos tornar melhores comunicadores. 42:40 Pessoa 1 Olha, eu, eu não tenho isto sistematizado, não é? Mas eu diria. 42:44 Pessoa 2 Também não precisamos de todas. Pronto, isso são 2. Quer dizer, podemos começar pela voz, por exemplo. 42:47 Pessoa 1 Eu diria que para para comunicarmos melhor, é muito importante começar por saber o que é que queremos dizer, o que é que queremos comunicar? O problema é que se as pessoas não têm bem a certeza do que querem comunicar. 43:00 Pessoa 2 Sai propaganda, sai propaganda. 43:02 Pessoa 1 Ou sai, envie usado. Não é ou, ou a comunicação perde. Se algures eu, eu começaria por aí, que é termos convicções, termos valores, termos opiniões estruturadas. Vai facilitar. Depois eu diria sermos económicos, concisos. 43:18 Pessoa 2 Não gastar, não gastar o tempo da Malta. 43:20 Pessoa 1 Nem o tempo da Malta, nem a voz, nem nem nem nem o vocabulário. Porque às vezes diz se muita coisa para, às vezes é uma coisa tão simples, não é? Portanto, eu acho que a simplicidade é um bom artifício. 43:30 Pessoa 2 Estamos a falar e à procura do que vamos a dizer. 43:32 Pessoa 1 Exatamente. 43:34 Pessoa 2 Dá, me dá me um sujeito, dá me dá, me dá me um predicado que é para a gente conseguir perceber do que é que estás a. 43:40 Pessoa 1 Falar shakhov já defendia isso. Ser conciso é muito importante. Bom se estivermos a falar da comunicação oral. A articulação é fundamental, não é? Ou seja, porque quando a gente. 43:53 Pessoa 2 Ninguém entende nada. 43:54 Pessoa 1 Entende nada. Portanto, eu acho que falam para dentro a capacidade de falar para fora no sentido de comunicar EEE. Porque nós quando falamos, não falamos só com a voz. Para além de falarmos com a voz de lançarmos as palavras de as articularmos, depois falamos com a energia que pomos na. 44:11 Pessoa 2 E lá está a nossa caixa pulmonar também, não é? 44:13 Pessoa 1 Torácica, EE as nossas expressão. EEE aquilo que não dizemos também é muito importante, não é toda o toda a linguagem que fica. 44:20 Pessoa 2 Isso aprendemos logo com as mães quando elas estão zangadas. 44:22 Pessoa 1 Connosco e não, não precisam de muito. 44:26 Pessoa 2 Não é? 44:27 Pessoa 1 E depois, eu acho que sermos sinceros também ajuda. 44:29 Pessoa 2 Não é sempre? 44:31 Pessoa 1 Bom. 44:31 Pessoa 2 Ou uma mentirinha piedosa também pode caber neste neste. 44:35 Pessoa 1 Se a intenção é que ela pessoa perceba, tens é que. 44:38 Pessoa 2 Circular não é? Olha, e a arte de escutar, porque isto de dizer depois de pensar ou não pode ser uma coisa mais visceral, a arte de ouvir. 44:48 Pessoa 1 Olha, no teatro é fundamental. Aliás, na arte de representação, há mesmo workshops que se chama escuta ouvir, saber ouvir. 44:56 Pessoa 2 Como é que se ensina isso? 44:57 Pessoa 1 Ouvindo. Que é que é? O que é que acontece? Muitas vezes um ator sabe as suas falas, não é? EE sabe a tua deixa e só está à espera da deixa para dizer a dele, portanto, tu dizes chapéu a chapéu é a minha deixa. 45:11 Pessoa 2 Isso fica artificial, não é claro. 45:13 Pessoa 1 Fica. Tu estás à espera da deixa. Mas se tu estiveres a ouvir tudo aquilo que tu estás a dizer, tem um sentido EOAAA. Minha fala é uma reação à tua. 45:22 Pessoa 2 E tu entras no comboio? 45:23 Pessoa 1 Obviamente, tens que ouvir, tens que ouvir, tens que processar e tens que integrar. E isso tudo tem tempos e às vezes OAA, Malta nova, muitas vezes com a ansiedade. Precipita um bocadinho e tu dizes. Calma, calma, ouve, ouve o que ele está a dizer, ouve, ouves, retens. 45:39 Ah, e reages. E isso pressupõe um tempo, pressupõe uma respiração, pressupõe jogo, jogo. 45:44 Pessoa 2 O timing conta. 45:45 Pessoa 1 Muito. Timing é tudo. Timing é tudo em em representação, em comédia. Então é fundamental, se tu falhas o timing, a piada já foi. A maneira como lança se aquele tempo de suspensão. 45:56 Pessoa 2 Há uma aceleração, há uma suspensão e depois consegues fazer que a piada aconteça. 46:01 Pessoa 1 Em em teoria, sim, mas é uma coisa que se sente mais do que se explica, não é? É aqui, cuidado, estás a correr, estás a assim, não tem graça. Tens que tens que fazer o punchline, tens que fazer a chamada e depois lanças a eu estou te a ouvir. 46:12 Pessoa 2 Estou a pensar no ralo solnado lá está que que, independentemente do texto e tudo o que fosse, havia não só maneira de dizer, mas depois também aquela tu quase antecipavas que ali IA acontecer alguma. Coisa e ele trocava te as. 46:24 Pessoa 1 Voltas e tu? 46:25 Pessoa 2 Ias tu ias te embora logo rapidamente, o que é que te falta fazer? 46:30 Pessoa 1 Olha bom o jantar. 46:33 Pessoa 2 Logo tu cozinhas. 46:35 Pessoa 1 Pouco, felizmente, tenho. Tenho em casa quem cozinho muito bem, mas. 46:38 Pessoa 2 Gostas de comer. 46:39 Pessoa 1 Eu gosto muito de comer, pronto. Gosto da sou, sou, sou. Sou um bom garfo. Não sei. Não sei se me falta fazer assim tanta coisa. Eu tenho 11 gaveta cheia de peças que quero fazer. Gostava de fazer um bocadinho mais de cinema, mas é algo que não depende só de mim. 46:55 Pessoa 2 É difícil fazer cinema em Portugal, não é? É fazer no sentido de produzir. 46:59 Pessoa 1 Sim, é muito, é muito difícil, não é porque. 47:00 Pessoa 2 É caro? 47:01 Pessoa 1 É muito caro, não é? Um filme custará à volta de meio milhão, meio milhão de euros, pelo menos. E. 47:08 Pessoa 2 Depois, depende do que é que se venda daquele filme, não é? 47:10 Pessoa 1 Nem tanto, porque não há. Não temos indústria, portanto, este dinheiro é, é. São apoios do estado. Muitas vezes ARTP também participa. Às vezes vêm da Europa, da euro imagens ou de outros organismos que consegues uma co produção, mas eu não tenho capacidade nem tempo para montar esse tipo de coisas. 47:29 Estou aqui empenhado em tentar escrever uma série que propusemos. De resto, ou ou o ica, para ver se conseguimos desenvolver uma ideia. Portanto, eu gostava também de realizar. É uma coisa que já fiz, já já realizei uma curta metragem, mas gostava de realizar a uma série a uma longa metragem. 47:47 No fundo, é um prolongamento natural do facto de eu já ensinar os espetáculos há muitos anos. 47:51 Pessoa 2 E mesmo com com os netflixs desta vida e afins, esse processo não se tornou melhor? Quer dizer, houve o rabo de peixe, obviamente. 47:56 Pessoa 1 É muito competitivo, há muita gente boa a competir por esse nicho e, portanto, para alguém como eu, que vem da área mais do teatro. 48:03 Pessoa 2 E o mercado é pequeno, é muito. 48:05 Pessoa 1 Eficiente, mas eu não, eu não, não vou desistir e se surgir a oportunidade, falo way, mas perguntavas me o que é que eu gostava de fazer? Gostava ainda de realizar um filme ou uma série. 48:14 Pessoa 2 Diogo Infante, muito obrigado. Estou obviamente ansioso e com uma elevadíssima expetativa. Desculpa, como já aqui cá em cima, para para ver esse professor do clube dos poetas mortos. Não sei o que é que vais fazer da tua vida, mas mas isto está a correr bem. 48:32 Pessoa 1 Não vai correr bem? 48:33 As Seis Lições Essenciais para uma Melhor Comunicação Quantos espetáculos é que é que é que são, quantas? Quantas? Então, eu fico sempre frustrado quando aparece um grande espetáculo. Que que eu às vezes que eu tenho a sorte de ir ver. E me dizem isto agora só tem mais mais 3, 3 sessões e eu digo, mas por? 48:48 Pessoa 1 Nós, no Trindade, é ponto, assente. Não fazermos espetáculos menos de 2 meses e meio. Mínimo que luxo. Sim, a gavolta vai estar 2 meses e meio em cena, mas o clube dos poetas mortos. Vai estar bastante mais. 49:00 Pessoa 2 Há conversas que nos deixam marca e esta é uma delas, o Diogo Infante lembro nos que comunicar não é despejar palavras, é estar inteiro, é estar presente, é saber escutar. Mostrou me que a presença não é talento, é uma construção e que a vulnerabilidade, quando não é usada como arma, torna se uma força e que a verdade vive sempre na tensão entre técnica e alma. 49:19 Aqui ficam as lições que eu tirei desta conversa, 5 lições principais a primeira é que a presença constrói se todos fomos tímidos de algum momento. A diferença está no trabalho que fazemos para lidar com isso e para ultrapassar essa timidez e para reforçar a presença. 49:35 A segunda é que a vulnerabilidade é um ativo e não um risco. Quando alguém assume fragilidade com clareza, cria proximidade e não fraqueza. A terceira lição é que a comunicação começa sempre na escuta. Diogo mostrou isso sempre. Escutar é parte da presença, escutar é parte da ética, escutar é parte do ofício quarto. 49:55 A expetativa pesa, mas pode ser transformada. O chip público pode ser disciplina, sem deixar de ser a verdade. A quinta é que, em família, comunicar é amar, é dizer gosto de ti, é pedir desculpa, é estudar o tom e tudo isso molda vínculos. 50:12 A sexta pode ser a arte. A arte salva porque nos baixa, a guarda, porque nos dá um espelho, porque nos dá respiração, e a sétima é que a verdade implica sempre risco e ainda assim. É sempre melhor do que viver dentro do papel. Errado. 50:27 Obrigado ao Diogo Infante pela generosidade, pela coragem desta conversa e obrigado a quem nos está a escutar. Se este episódio vos compartilhem com alguém que precisa de comunicar melhor ou simplesmente ouvir uma boa conversa, podem seguir o pergunta simples, no YouTube, no Spotify, no Apple podcast e em perguntasimples.com e até para a semana.

Dia a dia com a Palavra
Já falou coisas das quais se arrepende?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 1:52


Já falou coisas das quais se arrepende?Imagino que todo mundo já tenha falado coisas das quais se arrepende. Seja pelo impulso, ou por não pensarmos direito, soltamos frases que vão denunciar a nossa imaturidade com as palavras.Veja o que está registrado no Salmo 30, verso 6: "‭‭Eu disse na minha prosperidade: Jamais serei abalado.”Leio essa frase e penso exatamente sobre isso. Seu momento de prosperidade o enganou. Fez com que ele "se achasse" em todos os sentidos. A vida boa criou nele uma falsa sensação de segurança, e isso o afastou de Deus.Certamente a reflexão do salmista é posterior ao fato que lhe trouxe de volta à realidade. Por algum motivo ele descobriu que sua prosperidade de nada servia, e ele se arrependeu do que disse.Essa palavra é apenas um exemplo daquilo que falamos, mas que não deveríamos falar. Falamos demais, e isso é algo que devemos corrigir rapidamente. Os pecados cometidos pela língua são altamente destrutivos. O texto bíblico escrito por Tiago nos adverte de que a língua pode pôr fogo em uma floresta. Falar coisas e se arrepender é um movimento que precisa ser evitado. Fale menos, fale com sabedoria, pense antes de falar, e se for glorificar a Deus, então fale! Mas se não for, é melhor ficar calado.

Buscadores de la verdad
UTP392 No es la baliza V16, son tus datos

Buscadores de la verdad

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 102:17


UTP392 No es la baliza V16, son tus datos Sean bienvenidos a Buscadores de la Verdad, esta vez emitiendo en directo desde el canal UTP Ramón Valero, aqui en Telegram. Ya saben que no nos gusta tratar los temas de actualidad que consideramos están ahí para distraernos de lo realmente importante, pero creo que en esta ocasión es necesario aclarar algunos puntos sobre la imposición de la nueva baliza V16. En casa de mis padres recibiamos la revista gratuita de la Dirección General de Tráfico (DGT), conocida actualmente como Revista Tráfico y Seguridad Vial (anteriormente Revista Tráfico), ha estado operativa en formato papel desde 1985 hasta 2006 donde paso a ser enviada de manera online a través de una renovación en la suscripción. Esta operación de ahorro fue casi una de las primeras cosas que acometió el director de la DGT actual, Pere Navarro, en su primera etapa del 2004 al 2012. Pere Navarro impulsó una de las campañas de publicidad vial más impactantes y polémicas de la historia de España, conocida por sus anuncios televisivos extremadamente dramáticos y crudos, como “La muerte no avisa”, “Víctimas 3D” o los spots que mostraban accidentes reales reconstruidos con gran realismo y testimonios desgarradores de víctimas y familiares. Esta estrategia de “shock advertising”, inspirada en modelos australianos y británicos, buscaba generar un impacto emocional profundo para cambiar conductas. Los resultados fueron espectaculares: en 2003, antes de su llegada, España registraba 5.399 fallecidos en carretera; al final de su mandato, en 2011, la cifra había caído hasta los 1.867 muertos, lo que supuso una reducción del 65 % en solo ocho años, la mayor bajada histórica registrada en tan poco tiempo. A esta campaña se sumaron medidas como la implantación del permiso por puntos (2006), el endurecimiento de sanciones y los radares de tramo, consolidando el periodo 2004-2012 como la etapa de mayor descenso de la siniestralidad vial en España. A partir de 2014, apenas dos años después de la salida de Pere Navarro, la siniestralidad vial en España rompió la tendencia descendente que había sido constante desde 2003 y comenzó a repuntar de forma sostenida: de los 1.688 fallecidos registrados en 2013 (el mínimo histórico) se pasó a 1.830 en 2019 y, tras el paréntesis de la pandemia, a 1.746 en 2023 y 1.795 en 2024 (datos a 31 de diciembre provisional). Este incremento ha alejado definitivamente al país de la hoja de ruta marcada en la Estrategia de Seguridad Vial 2011-2020 y de las previsiones que la DGT presentó en 2006, cuando, sobre la inercia del permiso por puntos y las campañas de choque, se calculaba que España alcanzaría en 2020 menos de 1.000 fallecidos anuales y se situaría por debajo de la media europea más exigente. En 2025 la cifra real duplica prácticamente aquel objetivo y España ha pasado de ser uno de los países que más rápidamente reducían víctimas a situarse en la zona media-baja de la UE, con una tasa de mortalidad por millón de habitantes que ya no mejora desde hace una década y que en 2024 (38 fallecidos por millón) se encuentra muy lejos de los líderes como Suecia (22) o Noruega (26). Por eso en 2018 se vuelve a contratar a la superestrella para ver si se puede rascar algo. La cuestión es que en un pais en deficit, las carreteras se van deteriorando y el mantenimiento es cada vez mas escaso, a la vez que el parque automovilístico envejece por no poder renovarlo y aumentan el numero de conductores procedentes de países del tercer mundo mientras que el parque tecnológico de control vial de la DGT y las comunidades autónomas con competencias transferidas es uno de los más densos y avanzados de Europa. Actualmente operan los siguientes sistemas: Radares fijos: más de 1.400 visibles, los cinemómetros clásicos en pórtico o poste, Veloláser que la DGT rota entre cabinas vacías para que no se sepa exactamente dónde están. También unos 80 “de baja altura” u ocultos. La DGT tiene un plan para instalar 122 nuevos puntos de control de velocidad a lo largo de 2025. Radares de tramo: 92 tramos operativos en 2025 con unos 232 radares, que miden la velocidad media entre dos puntos. Cubren unos 1.200 km de vías de alta capacidad. Radares móviles: unos 700 dispositivos (la mayoría Veloláser de última generación) usados por Guardia Civil y policías autonómicas/municipales. Pueden instalarse en trípode, en el guardarail, dentro de coche camuflado, motos camufladas y camiones o incluso en coche en movimiento (sin parar). El total de radares en España (todos los tipos, incluidas competencias autonómicas/ayuntamientos) es de 3.395 dispositivos en algún estudio reciente de 2025. Cámaras de cinturón y móvil: desde 2021 se han ido instalando progresivamente. En 2025 hay más de 400 cámaras certificadas que detectan simultáneamente el no uso del cinturón y el manejo del móvil. Funcionan día y noche y ya sancionan automáticamente. Cámaras de reconocimiento de matrículas (OCR): más de 1.200 instaladas en pórticos, postes y coches patrulla. Sirven para: Controlar vehículos sin ITV o sin seguro. Detectar coches robados o reclamados judicialmente. Vigilar el acceso a Zonas de Bajas Emisiones (ZBE) de las ciudades. Hacer seguimiento de flotas y detectar infracciones reiteradas. Cámaras fijas de 360º: Se estima que hay al menos 1.492 cámaras fijas de tráfico distribuidas en unas 150 carreteras de la red nacional y autonómica, muchas de las cuales incorporan tecnología PTZ (pan-tilt-zoom) que permite una visión panorámica de 360 grados para ofrecer imágenes en movimiento de alta resolución, tanto para agentes como para el público a través de herramientas como Infocar de la DGT. A esto debemos sumar las que existan en Cataluña y Pais Vasco dentro de sus propios sistemas de trafico y las operadas por operadores privados en autopistas. Cámaras en peajes y pórticos “Free-Flow”: desde la supresión de peajes físicos en muchas autopistas (AP-7, AP-4, etc.), se han instalado cientos de pórticos con cámaras 3D que identifican la matrícula delantera y trasera y miden velocidad instantánea al mismo tiempo. Detectores de kamikazes: desde 2022 se han instalado más de 120 sensores en autovías y autopistas de doble calzada (principalmente Cataluña, Valencia, Andalucía y Madrid). Son cámaras y sensores LIDAR que detectan vehículos circulando en sentido contrario en menos de 15 segundos y activan paneles luminosos con la alerta “KAMIKAZE” y avisos a la Guardia Civil. En 2024-2025 se ha ampliado el despliegue a Galicia, Castilla y León y Aragón. Drones: la DGT dispone de 39 drones Pegasus con cámara 4K y zoom de 180x que vigilan especialmente en operaciones especiales, carreteras secundarias y eventos masivos (Semana Santa, verano, puentes). Helicópteros: 9 helicópteros en activo y 2 en proyecto equipados con radar Pegasus que pueden controlar hasta 8 carriles simultáneamente y sancionar mientras vuelan a 300-400 km/h de velocidad. Todo este arsenal tecnológico ha permitido que en 2024 se formularan más de 5,5 millones de denuncias automatizadas (el 92 % del total), pero también ha generado la sensación de que, pese a la vigilancia masiva, la mortalidad no baja desde hace diez años, lo que ha llevado a debates sobre si el enfoque exclusivamente sancionador y tecnológico ha tocado techo y necesita complementarse con otras medidas (educación, diseño de carreteras más seguras, renovación del parque móvil, etc.). Pues a todo este despliegue monstruoso de control viene a sumarse una triste lucecita para poner en el techo con la excusa de salvar 25 vidas por atropellos en las carreteras, en palabras textuales de la DGT: "La sustitución de los triángulos está justificada por motivos de seguridad vial, al considerar el riesgo de atropello que supone la colocación de los triángulos por tener que andar, al menos, 100 metros por la calzada sin que haya garantía de que se mantengan en su sitio una vez colocados.” "Con el propósito de avanzar en el ámbito de la seguridad vial y la reducción de accidentes, nace el dispositivo V16.” Según el director general Pere Navarro: "La implantación de la V16 conectada supone un salto adelante y nos sitúa como referentes europeos en seguridad vial. Permite señalizar sin salir del vehículo, evita riesgos innecesarios y aporta información vital a los demás usuarios de la vía." "El objetivo de implantar este nuevo dispositivo de preseñalización en los vehículos es mejorar la seguridad vial, intentando reducir los accidentes de tráfico, sobre todo los provocados por vehículos inmovilizados y estacionados en el arcén.” Os leo textualmente los apartados del articulo 130 del Reglamento General de Circulación de España publicado en el BOE en el Real Decreto 159/2021, de 26 de febrero, dice así: Artículo 130. Señalización e inmovilización de vehículos. 1.Los conductores deberán señalizar la situación de peligro creada por la avería de su vehículo o por el accidente sufrido, adoptando las medidas necesarias para su propia seguridad y la de sus acompañantes, y para la de los demás usuarios de la vía. 2.Si el vehículo o la carga obstaculizan la calzada, deberán señalizarse y retirarse lo antes posible. En tanto no se haya producido la retirada, el vehículo deberá estacionarse de acuerdo con lo dispuesto en el artículo 91.2. 3.En caso de accidente o avería, como norma general, los ocupantes deberán abandonar el vehículo y situarse en un lugar seguro fuera de la calzada, por el lado contrario a la circulación, sin invadir los carriles de circulación ni el arcén. En el supuesto de que no exista un lugar seguro, los ocupantes deberán permanecer dentro del vehículo con el cinturón de seguridad abrochado. 4.Mientras se efectúen las actuaciones para retirar el vehículo de la vía, se utilizará el dispositivo de preseñalización de peligro reglamentario. 5.No se efectuará el atestado del accidente en la calzada, debiendo realizarse en un lugar seguro fuera de la vía. Juan Carlos Toribio, ex-Guardia Civil representante de la Unión Internacional para la Defensa de los Motociclistas nos dice claramente en un video que estamos obligados a señalizar en caso de obstruir la calzada, esto es, la zona por donde circulan los coches y no si logramos detenernos en el arcén. Desgraciadamente nos lo dejan claro en el articulo Artículo 91. Inmovilización del vehículo en casos de emergencia o de peligro. Donde en su apartado 2 se dice: 2. Cuando, por emergencia, el vehículo haya de permanecer detenido o estacionado en la calzada o en el arcén, el conductor estará obligado a adoptar las medidas necesarias para que resulte perfectamente perceptible y para que se retire lo antes posible de la vía. Volviendo al tema de los accidentes mortales que nos han traído hasta aqui, no hay un informe monográfico que confirme cuántos de estos incidentes fueron directamente por colocar o retirar los triángulos, ni cuántos involucraron a conductores particulares versus trabajadores profesionales de la carretera (como operarios de mantenimiento vial, grúas o servicios de emergencia, que representan un subgrupo significativo de peatones expuestos en arcenes, según el Registro Nacional de Víctimas de Accidentes de Tráfico). La propia DGT admite en comunicados que "no existen estudios específicos que determinen cuántas de esas víctimas lo fueron al colocar los triángulos", y expertos independientes, como en análisis de 2025, cuestionan la precisión de la cifra de "25" como aproximada y no exacta, sugiriendo que podría inflar el riesgo para justificar la baliza V-16. En su lugar, la justificación se basa en informes agregados como la Instrucción MOV-2023/15, que destaca el "notable incremento del riesgo de atropello" en autopistas/autovias por transitar el arcén, sin desglose laboral, y en la Estrategia de Seguridad Vial 2030, que agrupa estos datos en categorías amplias de "peatones vulnerables en vías interurbanas" sin diferenciar perfiles profesionales. La Estrategia de Seguridad Vial 2030 de España, aprobada en diciembre de 2021 por el Consejo de Ministros, se presenta oficialmente como la contribución nacional al cumplimiento del Objetivo de Desarrollo Sostenible 3.6 de la Agenda 2030 de Naciones Unidas, que establece textualmente: «Para 2030, reducir a la mitad el número de muertes y lesiones causadas por accidentes de tráfico en el mundo». La propia DGT lo reconoce así en su documento oficial: «Esta Estrategia se alinea con la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible y, en concreto, con la meta 3.6», y adopta el mismo horizonte temporal (2030) y el mismo objetivo cuantitativo: reducir un 50 % las víctimas mortales y los heridos graves respecto a la base 2019 (1.755 fallecidos y 8.558 heridos graves hospitalizados). Además, incorpora explícitamente los principios de la Agenda 2030 (Visión Cero muertes y lesiones graves, Sistema Seguro, enfoque basado en datos, gobernanza multinivel y participación de la sociedad civil) y se integra en el marco europeo del Plan de Acción de Seguridad Vial 2021-2030 de la Comisión Europea, que también toma como referencia la meta 3.6 de la ONU. En resumen, la Estrategia española no es solo un plan nacional de tráfico, sino la herramienta con la que España pretende cumplir formalmente su compromiso internacional asumido al firmar la Agenda 2030 en septiembre de 2015. Vivimos en un país donde la esquizofrenia política roza lo caricaturesco: hace solo cinco meses, el 16 de junio de 2025, Vox presentó y defendió en el Congreso una Proposición No de Ley con el nombre “la mejora de la seguridad de los trabajadores que prestan servicio en carretera” y pidió acelerar la obligatoriedad de la baliza V-16 conectada (la misma que ahora llaman “nuevo impuesto encubierto”), logrando su aprobación con los votos del PP, los votos en contra del PSOE y todos sus socios y la abstención de Junts. Su entonces portavoz de Tráfico, Francisco José Alcaraz —el ex-peluquero convertido en diputado—, llegó a calificarla de “tecnología innovadora que salvará vidas” y exigió al Gobierno que no retrasara más su implantación definitiva. Hoy, el mismo partido pide la paralización inmediata de la medida que él mismo forzó, demostrando que en España la coherencia política tiene menos recorrido que un triángulo de emergencia en plena autovía. En 2026, cuando se haga efectiva la obligatoriedad de este nuevo artefacto de control, llevaré 40 años conduciendo por las carreteras de España y de Europa. 4 décadas en las que he visto muchas cosas en los mas de un millón de kilómetros recorridos a una media de 25.000 km al año. He tenido que usar muchas veces la señalización pasiva que ofrecen los triángulos y he visto su eficacia de noche, a pleno sol, en curvas, cambios de rasante y todo tipo de condiciones atmosféricas. Sin embargo Pere Navarro no habrá conducido ni un solo kilometro ya que nunca ha tenido carnet de conducir y siempre ha tenido chofer particular, como político estrella que ha sido. Las condiciones meteorológicas o la cobertura impedirán en un montón de ocasiones que este flan Dhul con luces sirva para algo. Hay muchas carreteras en España, incluidos trozos de autovías, donde no hay cobertura y por tanto no funcionara la geolocalización. Y este cacharro como bien dice AlainCreaciones no es a prueba de agua. La carcasa de plástico es de una calidad muy baja con pestañas de acople, sin tornillos lo que hace que la baliza tenga una protección mínima exigida por el BOE de IP54 aunque existan algunas con IP66 que ya garantizan protección contra polvo y lluvia intensa. En situación de lluvia las de menor IP tendrán fallo electrónico garantizado. Por no hablar de la durabilidad de las pilas que según el pliego de características técnicas de los dispositivos de preseñalización V-16 establecidas por la Dirección General de Tráfico (DGT) en su normativa de homologación (Instrucción MOV-2023/15 y requisitos de certificación UNE-EN 12352), la duración mínima exigida a los fabricantes para la pila o batería es de 18 meses de vida útil en reposo, independientemente de si se trata de pilas alcalinas no recargables o baterías de litio recargables. Esta especificación garantiza que el dispositivo permanezca operativo sin uso durante al menos ese periodo desde su fabricación o última carga completa, complementada con una autonomía mínima de 30 minutos de funcionamiento continuo una vez activado para emitir luz intermitente de alta intensidad. El fabricante entre otros muchos datos recibe el estado de nuestras baterías en la baliza, me pregunto para que, lo que levanta las sospechas de que el software pueda hacer otras cosas a parte de simplemente marcar el punto del accidente. Una vez agotadas, la V16 es como dice Rose Saint Olaf (ManzanaDori) un flan Dhul en el techo del coche. Eso en el mejor de los casos, porque una batería de litio dejada al sol en pleno verano en España puede terminar en tragedia, así que mejor a pilas entrecomillas “de toda la vida” que lo máximo que harán será sulfatarse y estropear la electrónica. Os puedo asegurar que en mis 40 años al volante he necesitado indicar mi avería en la carretera durante bastantes horas en alguna ocasión. Los triángulos, como he dicho anteriormente otorgan una seguridad mediante elementos pasivos, reflectantes, que no necesitan de una fuente de energia externa para funcionar y se ven desde bastante mas distancia que este flan Dhul a pilas. Entonces, si la DGT no ha demostrado con datos desglosados y públicos que esos 25 atropellos anuales se deban realmente a la colocación de triángulos (y no a otros factores como reparaciones, cambios de rueda o trabajadores en la vía), si la baliza V16 conectada no mejora la visibilidad respecto a las versiones no conectadas ya permitidas desde 2021 algunas como las V2 con sirenas giratorias enchufadas al encendedor del vehículo, y si su principal ventaja (la geolocalización) solo será obligatoria a partir de 2026 y aún no está plenamente operativa en todos los navegadores y paneles… ¿por qué se impone de forma tan drástica y urgente una medida que obliga a 30 millones de conductores a gastar entre 25 y 60 € en un dispositivo nuevo, que genera rechazo masivo por la sensación de impuesto encubierto, que se ha comunicado de forma confusa y tardía, y ha sido alimentada por bulos (chip de seguimiento, multas automáticas, negocio de empresas afines, etc.) que la propia DGT no ha desmentido con la claridad y antelación necesarias? La pregunta no es si la V16 es útil o no; es por qué se ha convertido en símbolo de una gestión autoritaria, poco transparente y desconectada de la realidad de la ciudadanía. Y aqui es donde debemos sospechar que la DGT simplemente está trabajando para otras entidades supranacionales que son las que verdaderamente están detrás de la implementación de la Agenda 2030 como he comentado antes. Eso sí, gracias a esta tecnologia la DGT obtendría algún beneficio oculto a simple vista. Vamos a analizar los datos que nos permiten asegurar sin ningún genero de dudas lo que se esconde aqui. Es verdad que algunas balizas V-16 conectadas (no todas) incluyen o recomiendan la instalación de una aplicación móvil específica del fabricante para acceder a funcionalidades adicionales, como la confirmación de recepción de alertas por la DGT, el aviso automático a contactos de emergencia vía WhatsApp, la gestión de flotas o la verificación del estado del dispositivo. En estos casos, la app sí puede solicitar datos personales del usuario (nombre, email, teléfono) y del vehículo (matrícula, tipo, bastidor o datos del seguro) para vincular la baliza a un perfil concreto y personalizar el servicio, lo que facilita la integración con plataformas como DGT 3.0 o apps de aseguradoras. Ejemplos incluyen la app SOS Alert de FlashLED/Telefónica Tech, que pide estos datos para "toda la información de tu vehículo en la APP", o apps de marcas como SOOS o LEDONE, donde se registra la matrícula para asociar la geolocalización en emergencias. Sin embargo, esto no es un requisito obligatorio de la DGT ni para la homologación ni para el uso básico de la baliza: la normativa (Instrucción MOV-2023/15) establece que el dispositivo funciona de forma autónoma con su chip GPS y SIM integrada, transmitiendo solo la ubicación anónima (sin matrícula ni identidad) a la plataforma DGT 3.0 al activarse, sin necesidad de apps, registros previos o cesión de datos a la Administración. La Agencia Española de Protección de Datos (AEPD) lo confirma explícitamente: "Para mandar la ubicación del vehículo incidentado no es necesario instalar ninguna aplicación", y "la baliza no transmite ningún tipo de datos personales ni relacionados con el vehículo" más allá del identificador técnico anónimo de cada baliza. La DGT advierte que las apps de fabricantes son opcionales y que el comprador "no tiene por qué facilitar ningún tipo de dato", ya que el proceso es completamente anónimo. O sea, la baliza tiene una ID única que la identifica, lo cual podría permitir anexar datos a esa ID, algo asi como el numero PNR que cada uno de nosotros tenemos asignados aunque ni siquiera seamos conscientes de ello. El reciente ciberataque a la Dirección General de Tráfico (DGT), detectado el 31 de mayo de 2024, ha expuesto los datos personales y vehiculares de más de 34 millones de conductores españoles, incluyendo DNIs, direcciones, matrículas y detalles de seguros, que ahora circulan en el dark web para su venta. Este incidente pone de manifiesto la creciente vulnerabilidad de los sistemas públicos ante amenazas cibernéticas, y genera preocupación sobre cómo estos datos podrían cruzarse con otros registros estatales para un seguimiento más exhaustivo de la movilidad ciudadana. Por ejemplo, al entrar en vigor la obligatoriedad de las balizas V16 –dispositivos que transmiten la ID única y la geolocalización en caso de avería–, surge la posibilidad de que se integren con la información filtrada de la DGT, permitiendo un mapeo detallado de trayectos vehiculares en tiempo real. A esto se suma que el Estado ya nos tiene en listas a través del Registro de Nombres de Pasajeros (PNR), implementado tras el 11S, que recopila datos de todos los vuelos de entrada, salida o escala en España, viajes en tren de largo recorrido y pernoctación en hoteles para fines de seguridad, abarcando identidades, itinerarios y preferencias de viaje. Podrán encontrar más información en los enlaces que se publicaran junto a la descripción de este podcast en Ivoox. Pero, sigamos. Según la Dirección General de Tráfico (DGT), en su página oficial sobre los Dispositivos de preseñalización V16, se debe llevar la baliza de la siguiente manera para evitar multas: "Debemos llevarla en la guantera de nuestro vehículo". Esto implica que, a partir del 1 de enero de 2026, cuando sea obligatoria, todo conductor estará sancionado con 80 euros (infracción leve) si no dispone de ella homologada y lista para usar en su interior, accesible y con batería o pila en buen estado (mínimo 18 meses de vida útil en reposo). Respecto a "activada", la DGT aclara textualmente que "en el momento en que tengamos que señalizar que nuestro vehículo está inmovilizado en carretera, lo único que debemos hacer es encender la baliza y colocarla en el exterior del mismo. Por eso es tan importante que la guardes a mano y que la lleves siempre cargada, ya sea con baterías o con pilas, en función del modelo de la baliza que hayas adquirido”. Bien. La baliza solo dispone de un único botón, se trata de un pulsador que activa inmediatamente las luces led y la geolocalización de la baliza a los 100 segundos de la pulsación. Con otra pulsación la apagamos y supuestamente deja de enviar nuestra geolocalización. Pero esto se ha demostrado falso ya que se le han realizado pruebas donde se ve que el router eSIM que monta emite datos estando apagada pero con las pilas puestas. Se ha elegido este tipo de transmisión de datos ya que hace que sea imposible evitar su funcionamiento extrayendo la tarjeta SIM que esta integrada en dicho modulo electrónico. Los desmontajes de las balizas han arrojado que solo disponen de un controlador de software, una antena GPS y este router de comunicación. Dicha comunicación es full duplex y permite la salida y entrada de datos asi como existe en la placa base de la baliza un sistema de introducción y extracción de datos manual y actualización del firmware. Todo el software está encriptado dentro del chip controlador y hasta donde yo se todavía ningún hacker ha podido desvelar exactamente que hace dicho software, pero debemos sospechar que podría hacer algo más que comunicar anónimamente nuestra geolocalización tras pulsar el botón. Leemos un articulo en bandaancha punto eu titulado “El dominio al que las balizas V-16 envían datos no pertenece a la DGT, sino a un misterioso usuario particular”. “Los más de 30 millones de balizas V-16 que tendrán que adquirir los propietarios de vehículos para cumplir con la normativa que entra en vigor el 1 de enero, no están programadas para llamar directamente a los sistemas de la DGT cuando se activan para señalizar la detención de un vehículo. La Resolución de la DGT publicada en noviembre de 2021 en el BOE que define el funcionamiento técnico de las balizas1, establece 2 protocolos, Protocolo A y B. El llamado protocolo A contiene el conjunto de campos que se exige a los fabricantes que remitan sus balizas. Entre los campos encontramos un identificador único de la baliza, el IMEI del módem que conecta con la red móvil, nivel de batería y por supuesto, las coordenadas geográficas que permiten a la DGT conocer la posición sobre el mapa del vehículo. Pero esta información no llega a los servidores de la DGT. La norma obliga a los fabricantes a mantener un servicio en la nube encargado de procesar todas las peticiones que llegan de las balizas de su marca como tráfico UDP sobre IP. El servidor es accesible mediante un APN privado integrado en la eSIM de la baliza, que no tiene acceso a internet. Este punto crítico para el funcionamiento de todas las balizas de un fabricante deberá mantenerse en funcionamiento durante los 12 años en los que se garantiza el servicio de conectividad. La caída del servicio de un fabricante, bien por problemas técnicos o por el cierre de la empresa, algo que podría ocurrir más fácilmente con las marcas creadas ad-hoc para aprovechar el boom de la venta de balizas, dejaría fuera de juego a las miles de balizas de la marca. Es por ello que el pliego técnico del concurso en el que se adjudicó la creación de la DGT 3.0 a un grupo de empresas lideradas por Vodafone, contemplaba la posibilidad de habilitar sistemas de respaldo para los fabricantes. Los servidores del fabricante de la baliza son los encargados de, en un segundo paso, reenviar los datos de un incidente en curso a los servidores de la DGT. Lo hacen aplicando el protocolo B, que a día de hoy contiene un conjunto reducido de los datos originalmente enviados por la baliza a su fabricante. Cambiar los campos del protocolo A es prácticamente inviable, puesto que requeriría actualizar manualmente el firmware de las balizas. Mucho más sencillo resulta para la DGT vía publicación de nueva Resolución en el BOE modificar el protocolo B, ampliando si lo desea sus campos con los que ya reciben los fabricantes. El dominio de entrada a la DGT 3.0 está a nombre de un particular. La DGT invita a los fabricantes de dispositivos y desarrolladores de apps a conectarse a su nube DGT 3.0 publicando en su web2 los repositorios en Github que contienen los detalles para acceder al servicio. En el caso de las V-16, la nube de los fabricantes debe enviar los eventos de las balizas activas en formato json a una URL en concreto: https://pre.cmobility30.es/v16/ Aunque el subdominio pre probablemente indica que se trata de la versión del servicio habilitada para hacer pruebas antes de su paso a producción, el dominio cmobility30.es figura en la documentación de todas las APIs de la DGT 3.0, siendo por tanto un elemento crítico para el funcionamiento de la plataforma DGT 3.0. Sin embargo, la DGT no tiene la titularidad de este dominio. Al consultar el whois de cmobility30.es en los registro de Red.es no aparece como propietario la DGT ni otro organismo gubernamental. Tampoco la UTE (Unión Temporal de Empresas) designada para operar la DGT 3.0, si no que su titular es un misterioso usuario particular.” O sea, toda la arquitectura de registro de datos de un pais entero pasa por un servidor alojado en un dominio de internet a nombre de un tal Ivan Vega. Imagino que seria bastante fácil de tumbar en un ataque por hackers. Hemos visto varias cosas interesantes, esta decisión proviene de ámbitos superiores incluso a Europa por lo que va a ser muy difícil tumbarlo judicialmente y se busca algo mas que simplemente señalizar el punto donde se ha producido el accidente cosa que normalmente hace el propio accidentado con su movil, ya que la baliza no indica el punto al 112 por ejemplo, cosa que si debemos hacer nosotros. La baliza parece más bien un caballo de Troya para irnos acostumbrando a ser geolocalizados en el coche de forma constante en un futuro. Cosa que ya ocurre desde que empezamos a utilizar los teléfonos inteligentes, asi de tontos somos en realidad. La mejor forma de impedir su implementación es no comprar dichas balizas y arriesgarnos a ser multados con esos 80 euros. En mi experiencia en la carretera jamas se me pidió por parte de la Guardia Civil el que les mostrara los triángulos y se que muchos de ellos no ven con buenos ojos el haber pasado de unas medidas de prevención pasivas a una luz que necesita energia externa y que en muchos casos dejara de funcionar en apenas unos minutos. Visto que dichas balizas no tienen botón de apagado, ni tarjeta SIM que extraer para que no envíe datos, y que se nos exige llevar las pilas puestas recomiendo el aislarlas electromagnéticamente para impedir que puedan comunicar nuestra posición GPS mientras no la necesitemos para señalizar un accidente. Hay dos formas, o comprando una funda jaula de Faraday que nos costara lo mismo que una baliza o envolverla en tres o cuatro capas de papel de aluminio, también servirían esas bolsas que se utilizan en el supermercado para transportar comida en frio. Otra medida que los volvería locos es que intercambiaramos nuestras balizas con otros conductores ya que oficialmente nos dicen que los datos son anónimos aunque cada baliza cuente con un numero ID de identificación único. De momento no está claro si encender una baliza fuera de una vía donde circulen vehículos es un delito así que la saturación de las redes provocando eventos de encendido en masa también seria una buena forma de protesta. Conociendo los datos que ese protocolo B transmite en ultima instancia a la DGT no podemos asegurar que el fin ultimo sea conocer nuestra posición y velocidad en la carretera en la actualidad. Pero como he dicho, es muy probable que en un futuro, se utilicen dichos datos para empezar a implementar mas radares y controles en las zonas donde se incumplan los limites de velocidad, todo apunta a ello. Los datos son el oro en la actualidad, y más si son gratis. El actual director general de la DGT, Pere Navarro Olivella, fue alcalde de Terrassa entre 2000 y 2007 y ex líder del PSC del 2011 al 2014. Y por supuesto, como todo “buen político” fue “investigado" por un presunto delito de tráfico de influencias dentro del llamado caso Mercurio. La juez Beatriz Faura, del Juzgado de Instrucción número 2 de Sabadell, lo citó a declarar el 24 de febrero de 2016 sobre la ayuda que presto a un empresario amigo, Nicola Pedrazzoli, a obtener una concesión de un canal de TDT. El caso Mercurio ha tenido ramificaciones amplias, con imputaciones por cohecho, prevaricación y blanqueo aunque Pere Navarro ha quedado al margen de todo. En 2011, Pere Navarro, recién reincorporado como director general de Tráfico tras un breve paréntesis político, decidió trasladar su despacho y toda su unidad del edificio de la DGT en José Abascal 44 al número 28 de la misma calle, exactamente al mismo inmueble que él mismo había abandonado en 2007 para irse al 44. El argumento oficial fue “estar más cerca del secretario general del organismo” y mejorar la coordinación, una justificación que resultó ridícula para muchos: los dos edificios están a apenas 200 metros de distancia y ya estaban conectados internamente. El traslado fue percibido como un capricho personal sin ninguna utilidad real, especialmente en pleno pico de la crisis económica, con España sometida a recortes sociales y un desempleo del 21 %. El coste de esta operación rozó el millón de euros (según la información publicada por La Razón y nunca desmentida oficialmente): reformas integrales del despacho, mobiliario de lujo, nuevos archivadores, traslado de todo el personal del Observatorio Nacional de Seguridad Vial y acondicionamiento completo de la planta. En un momento en que el Gobierno exigía sacrificios a los ciudadanos y se recortaban prestaciones básicas, gastar cerca de un millón de euros en cambiar de edificio dentro de la misma calle para “estar más cómodo” se convirtió en uno de los símbolos más claros del despilfarro de ciertos altos cargos socialistas y alimentó durante años la imagen de Navarro como gestor poco sensible a la situación del país. Pero no vamos a terminar hundidos en el pesimismo, os voy a dar una buena noticia para variar. Y es que Aena, el operador estatal que lleva nuestros aeropuertos, ha tenido que desactivar el embarque biométrico tras recibir una sanción millonaria. Leemos en un noticia: “La Agencia Española de Protección de Datos, AEPD, ha condenado al operador aeroportuario Aena a una multa de 10 millones de euros y ha ordenado el cierre inmediato de todas las puertas biométricas de embarque. La razón de esta sanción estriba en que Aena no realizó una evaluación obligatoria de impacto en la protección de datos antes de introducir la tecnología que permite el reconocimiento de los pasajeros por su aspecto físico. Tras las quejas de los viajeros, la AEPD inició una investigación, que la ha llevado a condenar a Aena por no haber realizado la comprobación de los efectos que el reconocimiento biométrico puede tener en la protección da datos.” Desgraciadamente dicha agencia ha dado el visto bueno este mismo 20 de noviembre a las balizas V16 siempre y cuando, y leo textualmente: “estos dispositivos están destinados exclusivamente a la visibilización del vehículo accidentado y el envío de la ubicación de un incidente al activarse, prohibiendo expresamente que incorporen funcionalidades adicionales.” O sea, según ellos al más mínimo indicio de que hacen algo más dicha agencia las quitara de en medio. Sin embargo no han dicho ni mu sobre que el dominio por donde circularán los datos de millones de españoles este en manos de un tipo llamado Ivan Vega. Preparemonos para lo peor pero esperemos lo mejor. Os invito a que no compréis dicha lucecita y que desobedezcáis en masa una medida dictatorial como esta. De momento el señor Pere Navarro ya ha dicho que nos dará un periodo de gracia. En 2020, mientras todos mirábamos hipnotizados la tele y aplaudíamos a las ocho, el Gobierno lanzó en la sombra el mayor experimento de rastreo masivo jamás visto en España: un proyecto secreto del INE, la DGT y las grandes telecos (Movistar, Vodafone, Orange) para geolocalizar en tiempo real los 47 millones de móviles del país con una precisión de pocos metros. Sin pedir permiso a nadie, activaron la extracción masiva de datos de antenas y señales GPS anonimizadas… o eso nos contaron. Cada desplazamiento, cada salida al supermercado, cada viaje al pueblo quedó registrado y cruzado con bases de datos demográficas para crear mapas de colores que mostraban exactamente quién obedecía el confinamiento y quién no. Oficialmente era “para estudiar la movilidad durante la pandemia”; en realidad fue el ensayo general perfecto del sistema que hoy usa la DGT 3.0: la misma infraestructura que mañana recibirá la señal de tu baliza V16 conectada cuando te averíes… y que, casualmente, ya sabe perfectamente por dónde te mueves cada día sin que tú hayas hecho nada. El conejo ya estaba dentro del sombrero hace cinco años; ahora solo falta que enciendas la lucecita para que sepan exactamente dónde estás parado. Coincidencia, claro. ………………………………………………………………………………………. Conductor del programa UTP Ramón Valero @tecn_preocupado Canal en Telegram @UnTecnicoPreocupado Un técnico Preocupado un FP2 IVOOX UTP http://cutt.ly/dzhhGrf BLOG http://cutt.ly/dzhh2LX Ayúdame desde mi Crowfunding aquí https://cutt.ly/W0DsPVq …. Participantes ………………………………………………………………………………………. Enlaces citados en el podcast: AYUDA A TRAVÉS DE LA COMPRA DE MIS LIBROS https://tecnicopreocupado.com/2024/11/16/ayuda-a-traves-de-la-compra-de-mis-libros/ Baliza de Angel Gaitan proviene directamente de los guardiaciviles https://x.com/gisbert_ruben/status/1994144991539822895 La baliza envía datos pero no directamente a la DGT https://x.com/bricotienda/status/1993604138664345755 La super iluminación de una pila https://x.com/Anonymous_TA/status/1993197306276200712 He DESMONTADO la BALIZA V16 ¿Qué oculta realmente? https://www.youtube.com/watch?v=qb1zhS9M0ks&t=878s La V16 no es a prueba de Agua https://x.com/AlainCreaciones/status/1992536649189015876 El dominio al que las balizas V-16 envían datos no pertenece a la DGT, sino a un misterioso usuario particular https://bandaancha.eu/articulos/dominio-balizas-v-16-envian-datos-no-11583 Baliza V16 impulsada por VOX https://x.com/Davidmartin341/status/1992750051869814952 VOX exige la paralización inmediata de la imposición de la baliza V16 que esconde un nuevo impuesto contra los españoles https://gaceta.es/espana/vox-exige-la-paralizacion-inmediata-de-la-imposicion-de-la-baliza-v16-que-esconde-un-nuevo-impuesto-contra-los-espanoles-20251126-1305/ ¿Dónde envían datos las balizas V16? ¡No es a la DGT! https://www.youtube.com/watch?v=qx1tVTHLM48&t=3s Datos movilidad durante el COVID https://www.ine.es/covid/covid_movilidad.htm Las carreteras españolas ya tienen 3.395 radares, el mayor aumento desde 2021 https://www.coches.net/noticias/numero-radares-carreteras-espana ESTO ES RIDÍCULO: ¡No compres tu baliza V16 sin ver esto! "LA DGT incumple la ley constantemente" https://www.youtube.com/watch?v=17KZ6WLGPmQ LO QUE NO DEBERIAS SABER SOBRE EL PNR https://tecnicopreocupado.com/2019/03/14/lo-que-no-deberias-saber-sobre-el-pnr/ Qué datos suyos tienen los hackers de la DGT tras la filtración de 34,5 millones de usuarios https://es.euronews.com/my-europe/2024/06/01/que-datos-tuyos-tienen-los-hackers-de-la-dgt-tras-la-filtracion-de-345-millones-de-usuario Aena desactiva el embarque biométrico tras recibir una sanción millonaria https://www.tourinews.es/resumen-de-prensa/notas-de-prensa-destinos-turismo/aena-desactiva-embarque-biometrico-recibir-sancion-millonaria_4489851_102.html Nota informativa sobre la baliza V16 conectada, el dispositivo que deberán llevar los vehículos desde enero de 2026 https://www.aepd.es/prensa-y-comunicacion/notas-de-prensa/nota-informativa-sobre-baliza-v16-conectada ………………………………………………………………………………………. Música utilizada en este podcast: Tema inicial Heros Epílogo Sr.J - Transhumanismo https://youtu.be/VZhk7Wlh8ks?si=GRweMvokOtSwy57y

Se Habla Español
Español con noticias 77: Recogida de alimentos - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Dec 7, 2025 29:41


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Y relacionado con todo esto, durante las fechas navideñas aumenta la solidaridad de las personas. Y de eso precisamente quería hablarte hoy, porque hay una realidad que merece nuestra atención. Y es que la pobreza y la exclusión social siguen siendo problemas graves en España. Según los últimos informes, una de cada cinco personas vive en riesgo de exclusión, y casi el 30% de los menores se encuentra en situación de pobreza. Son cifras que nos recuerdan que, aunque la economía avanza, no todos avanzan al mismo ritmo. En este contexto, las entidades solidarias, las ONGs y los voluntarios desempeñan un papel esencial. No hablamos solo de repartir alimentos: hablamos de ofrecer oportunidades, acompañamiento y esperanza. El llamado “Tercer Sector”, el de la solidaridad, moviliza en España a miles de organizaciones y cientos de miles de personas que dedican tiempo y esfuerzo para que otros puedan cubrir necesidades básicas como la alimentación, la vivienda o la educación. Sin estas redes de apoyo, la brecha social sería mucho más profunda. Porque la solidaridad no es solo algo abstracto, es una acción concreta que cambia vidas. Cada bolsa de comida, cada hora de voluntariado, cada donación económica contribuye a que familias enteras puedan vivir con dignidad. Y lo más interesante es que este compromiso no solo beneficia a quienes reciben la ayuda: también transforma a quienes la ofrecen. Y es que ayudar genera una enorme satisfacción personal. En este episodio vamos a reflexionar sobre la importancia de estas iniciativas y aprender vocabulario útil para hablar de solidaridad, voluntariado y ayuda social en español. Porque aprender un idioma también significa comprender la realidad y los valores que lo rodean. Prepárate para descubrir palabras, expresiones y estructuras que te permitirán participar en conversaciones sobre uno de los temas más humanos y universales: ayudar a los demás. Y para ello vamos a utilizar una noticia de Radio Nacional de España que he escuchado estos días. Como vas a poder comprobar, la información está centrada en Cataluña, pero es algo que ocurre en toda España. En este caso, lo bueno de la noticia es que vamos a escuchar a varias personas de la calle, no sólo a los periodistas. Venga, presta mucha atención. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” En la parte final del episodio te contaré más cosas sobre el Banco de Alimentos, porque actúa en toda España. Pero antes vamos con las palabras que pueden resultar más complicadas. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Ejemplos: El establecimiento abre a las nueve de la mañana. En ese establecimiento venden productos ecológicos. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Ejemplos: La recogida de ropa para los refugiados fue un éxito. Organizamos una recogida de juguetes para los niños del barrio. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Ejemplos: Prefiero comprar productos frescos en el mercado local. Los productos frescos son esenciales para una dieta saludable. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Ejemplos: El altruismo es la base del trabajo voluntario. Su gesto de altruismo ayudó a muchas familias necesitadas. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Ejemplos: Él negó haber participado en la reunión. No puedes negar que la solidaridad es importante. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Ejemplos: Se me parte el corazón al ver a niños sin hogar. Cuando escuché su historia, se me partió el corazón. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Ejemplos: Me da mucha pena ver a personas mayores solas en Navidad. Da pena que haya tanta gente pasando hambre. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa. Ejemplos: Compré pañales para mi sobrino recién nacido. Los pañales son uno de los productos más donados en campañas solidarias. Hace mucho tiempo que no compramos pañales en casa, como te puedes imaginar, pero recuerdo que cuando mis hijos eran pequeños, los pañales costaban mucho dinero. Imagino que ahora serán caros todavía. Y es un producto fundamental para las familias con hijos muy pequeños. Bueno, vamos a escuchar la noticia de nuevo. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Vale. Ahora, como de costumbre, te voy a contar la noticia cambiando algunas palabras para que puedas ampliar tu vocabulario. Si no entiendes alguna de las que voy a utilizar, puedes dejarme tu pregunta en los comentarios. Hoy estamos hablando de una campaña solidaria que moviliza a miles de personas en toda España. Centenares de voluntarios se encargan de recoger paquetes de comida en los puntos habilitados para donaciones, situados en más de once mil establecimientos repartidos por todo el territorio nacional. En Cataluña se celebra la decimoséptima edición de esta gran iniciativa, cuyo propósito es superar la cifra alcanzada el año anterior, que rondó los seis millones de euros, sumando tanto el valor de los productos entregados como las aportaciones económicas que permiten al Banco de Alimentos adquirir artículos perecederos y otros bienes esenciales. En esta comunidad autónoma participan casi catorce mil personas voluntarias, como Francesc Dasis, que describe su experiencia como una mezcla de generosidad y satisfacción personal: ayudar a otros produce bienestar, aunque lo fundamental es que quienes atraviesan dificultades puedan tener algo más en la mesa. La campaña apela a la colaboración ciudadana, y muchos participantes lo tienen claro: “Es necesario porque hay mucha gente que sufre carencias. Es muy triste ver familias con necesidades”. Algunos voluntarios se centran en los más pequeños: “Muchos niños necesitan ayuda. Yo suelo donar leche infantil, pañales y productos que a veces se olvidan”. Todo lo recogido se distribuirá entre más de doscientas treinta mil personas usuarias del Banco de Alimentos en Cataluña, garantizando que tengan acceso a víveres básicos. ¿Vale? Repito que puedes dejarme tus preguntas en los comentarios. Bien, escuchamos la noticia por última vez y te cuento más cosas interesantes. “Cientos de voluntarios recogen las bolsas de comida en los puntos de donación en más de 11.000 supermercados de todo el país. En Barcelona, en uno de esos establecimientos, está Marga Esparza. Marga, cuéntanos. La décimo séptima edición de la gran recogida de alimentos en Cataluña tiene como objetivo superar los más de 6 millones que se recogieron el año pasado entre el valor económico de los alimentos y las donaciones económicas con las que el banco puede comprar productos frescos. En Cataluña colaboran casi 14.000 voluntarios como Francesc Dasis. Es una doble sensación. Una, por un lado el altruismo, pero del otro lado hay un punto de egoísmo. Ese punto de egoísmo a mí, el que me lo niegue, miente, porque cuando estás haciendo esto te sientes muy bien. Pero al final, lo importante es que la gente que lo necesite tenga algo más, tenga que poder comer un día más. Se pide la solidaridad de los ciudadanos, aunque muchos ya lo tienen muy claro. Porque hace mucha falta, porque hay mucha gente que lo está pasando muy mal. Se te parte el corazón de ver a gente que lo necesita mucho. Muchos niños, que da mucha pena también, y hay que ayudarles. Yo cojo mucho para niños. Echo leche de niños y pañales y cosas de estas que yo creo que es lo que menos quizás se piensa. Los alimentos que se recojan se repartirán entre los 230.000 usuarios del Banco de Alimentos de Cataluña.” Como te decía, el Banco de Alimentos es una organización sin ánimo de lucro que actúa como intermediaria entre quienes donan alimentos y quienes los necesitan. Su objetivo principal es recoger productos alimenticios y distribuirlos de manera gratuita a entidades benéficas que atienden a personas en situación de vulnerabilidad. El funcionamiento se basa en tres pilares o fases: Recogida de alimentos Los bancos de alimentos reciben productos de diferentes fuentes: supermercados, empresas de distribución, fabricantes y campañas solidarias como la Gran Recogida. Estos alimentos pueden ser excedentes, productos próximos a la fecha de consumo o donaciones directas de ciudadanos. Clasificación y almacenamiento Una vez llegan al banco, los alimentos se revisan, se clasifican y se almacenan en condiciones adecuadas para garantizar su seguridad. Aquí se distingue entre productos no perecederos (como arroz, pasta, conservas) y alimentos frescos o perecederos (frutas, verduras, carne), que requieren una distribución rápida. Distribución a entidades sociales El Banco de Alimentos no entrega comida directamente a las familias. En su lugar, colabora con asociaciones, comedores sociales, parroquias y ONGs que conocen las necesidades de cada persona. Estas entidades se encargan de repartir los productos a los beneficiarios. Además, el Banco de Alimentos depende en gran medida del voluntariado. Miles de personas dedican tiempo a organizar campañas, clasificar alimentos y colaborar en la logística. Sin ellos, sería imposible llegar a los más de 230.000 usuarios que reciben ayuda en Cataluña, por ejemplo. Su labor no solo combate el hambre, también reduce el desperdicio alimentario, ya que aprovecha productos que, de otro modo, se perderían. Es un ejemplo claro de cómo la solidaridad y la organización pueden transformar la vida de miles de personas. Perfecto, pues antes de acabar, como siempre, vamos a repasar las palabras que hemos visto hoy. Establecimiento: Lugar donde se realiza una actividad comercial, industrial o de servicios. Es como una tienda. Recogida: Acción de reunir o recolectar objetos, alimentos u otros elementos en un lugar determinado. Productos frescos: Alimentos que no han sido procesados ni conservados, como frutas, verduras, carne o pescado. Altruismo: Actitud de ayudar a los demás sin esperar nada a cambio. Negar: Decir que algo no es cierto o rechazar una afirmación. Se te parte el corazón: Expresión que indica sentir una gran tristeza o dolor emocional al ver una situación difícil. Dar mucha pena: Causar tristeza, compasión o lástima. Pañales: Prenda absorbente que usan los bebés para no mojar la ropa.Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Mensagens do Meeting Point
06 esperar e aguardar

Mensagens do Meeting Point

Play Episode Listen Later Dec 6, 2025 3:18


“Espera com confiança. Vive com alegria.” Aliança com David Hei de cantar para sempre o amor do SENHOR; hei de anunciar a sua fidelidade de geração em geração. Proclamarei que o teu amor é eterno e que a tua fidelidade é eterna como o céu. Tu dizes: «Fiz um pacto com o meu escolhido, fiz uma promessa ao meu servo David: Estabelecerei a tua descendência para sempre e firmarei por muitas gerações o teu trono.» Leitura bíblica em Salmos 89:1-4 Que palavras impressionantes! As palavras essenciais nestes versos são amor (que, na tradução alemã, significa atos de misericórdia), fidelidade, eterno e pacto. Os atos de misericórdia e a fidelidade revelam duas qualidades do nosso Pai que se complementam. Precisamos da promessa (fidelidade) de que Deus nos ama (misericórdia) e de que Ele estará ao nosso lado (fidelidade), sempre com um coração cheio de misericórdia. A primeira qualidade é o Seu amor. Como seres humanos, cometemos erros, pecamos e precisamos da salvação. Nosso Pai no céu tem um coração cheio de misericórdia e ternura, sempre disposto a perdoar-nos e apoiar-nos. Imagino o momento em que encontro o meu Pai que me ama incondicionalmente, cujo coração bate mais forte, que tem um sorriso radiante ao ver-me. O Seu amor não está condicionado ao meu comportamento, ao meu desempenho; o Seu amor é baseado no amor de um pai destinado à Sua filha ou ao Seu filho. A outra qualidade é a Sua fidelidade. A palavra grega usada neste verso é πίστις (no hebraico, emunah), que não indica um ato de fidelidade ocasional, mas uma característica permanente de alguém honesto e íntegro. Deus não promete ser fiel apenas numa situação particular, Ele é fiel e confiável o tempo todo, pois não consegue agir de outra maneira. Assim, a união do amor e da lealdade do nosso Pai constitui uma promessa que apresenta o fundamento da nossa relação com Deus. Aconteça o que acontecer, Ele continuará a amar-nos e a ficar ao nosso lado. O pacto com David apresenta uma declaração, uma promessa pública do nosso Pai para nos amar e ser fiel. David, o escolhido, o amado, ele é o parceiro de Deus neste acordo. Assim como David, somos escolhidos, somos amados e podemos confiar na promessa de um amor eterno e da fidelidade perpétua do nosso Pai. Por isso a salmista escreve que hei-de cantar para sempre o amor e a fidelidade do Senhor. Desafio: Pensa na tua situação hoje, nos desafios, nos problemas. Imagina ser a filha, o filho de um Pai que te ama eternamente e do fundo do Seu coração, que prometeu ser fiel. Imagina o abraço, imagina que Ele sabe tudo e perdoa tudo e que Ele tem o poder de mudar tudo. - Julia Scheytt Neste tempo pede a Deus força para esperar com confiança. Agradece pela alegria que Ele coloca no teu dia. Entrega-Lhe aquilo que te preocupa. Pergunta: o que queres que eu faça hoje para viver mais perto de Ti?

Agustina Ferrand

Senti-pienso en voz alta, me voy por las ramas, bajo del árbol y paso un chivo.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 505: 04 de Noviembre del 2025 - Devoción matutina para Adultos - ¨Con Jesús Hoy"

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 4:48


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1======a==============================================DEVOCIÓN   MATUTINA PARA ADULTOS 2025“CON JESÚS HOY”Narrado por: Exyomara AvilaDesde: Bogotá, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church ===================|| www.drministries.org ||===================04 de NoviembreSoledad y compañía«La hora viene, y ha venido ya, en que seréis esparcidos cada uno por su lado, y me dejaréis solo; pero no estoy solo, porque el Padre está conmigo» (Juan 16: 32).Mi experiencia pastoral me ha dejado claro que todos los seres humanos podemos sentirnos solos en algún momento de nuestra vida. Niños, jóvenes, adultos o ancianos, casados, solteros, viudos, divorciados, abandonados..., hombres o mujeres... Todos, unos más y otros menos, atravesamos situaciones en las que nos encontramos como si estuviéramos completamente solos a pesar de estar rodeados de gente. Jesús también.Imagino su tristeza al pronunciar las palabras: «Me dejaréis solo». Hay circunstancias en las que todos necesitamos la empatía de algún alma amiga, el apoyo del hombro, el abrazo solidario, de alguien que comparta nuestras penas. Jesús también.Los Evangelios nos cuentan que, la noche en que fue arrestado, traicionado por uno de los suyos, les dijo a sus más íntimos: «Mi alma está muy triste, hasta la muerte; quedaos aquí y velad conmigo» (Mat. 26: 32).Una tristeza que concernía sin duda todavía más a sus amigos que a él mismo, porque la soledad profunda en la que iba a encontrarse estaría siempre llena de la presencia del amor del Padre. Admiro esta conciencia serena y clara de la protección paternal de Dios en medio del abandono de los suyos: «Mi Padre está siempre conmigo: él no me ha dejado solo... » (Juan 8: 29).El alivio más inmediato del dolor es el apoyo y la compañía de otros. Viktor Frankl escribió: «Los que hemos vivido en campos de concentración recordamos de un modo especial a aquellos que pasaban por nuestros barracones consolando a otros, compartiendo con ellos un trozo de pan. Eran pocos, pero eran una prueba suficiente de que al ser humano se le puede quitar todo, excepto una cosa: la última de sus libertades, la de escoger su propio camino, a pesar de las circunstancias» (El hombre en busca de sentido).En medio de nuestra zozobra, la presencia de alguien que nos ama es lo más importante. Sentirse acompañado, aunque no alivie directamente el dolor, ayuda a vencer la soledad y superar el abandono. Sea cual fuera la forma que tome esta presencia (visita personal, llamada telefónica, mensaje escrito, etc.), se trata de hacer saber al que sufre que pensamos en él. Es nuestra manera de decirle: «Te quiero. Eres importante para mí. Estoy contigo». 

Perguntar Não Ofende
Miguel Carvalho: o que se vê por dentro do Chega? [áudio corrigido]

Perguntar Não Ofende

Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 87:11


Neste episódio do Perguntar Não Ofende, Miguel Carvalho apresenta as principais conclusões do seu livro Por Dentro do Chega, a mais extensa investigação sobre a ascensão e os bastidores do partido liderado por André Ventura. O jornalista descreve um movimento político que se constrói em torno de um culto de personalidade e de uma lógica de poder pessoal, mais do que de uma ideologia estruturada. As vozes de ex-dirigentes, citadas no livro, revelam um ambiente de manipulação interna, gravações clandestinas, disputas de poder e ausência de transparência financeira. Carvalho analisa o crescimento eleitoral do Chega, que se torna a segunda força política portuguesa em apenas seis anos. Explica que o partido capta um eleitorado popular, maioritariamente vindo do PCP e do PSD, desiludido com o sistema e atraído por um discurso de protesto simples e emocional. Compara o fenómeno à transformação populista de outros países europeus, sublinhando que Ventura se adapta ao “ar do tempo” e domina as dinâmicas mediáticas e digitais com grande eficácia. O jornalista destaca ainda o papel das redes sociais, dos media sensacionalistas e de movimentos religiosos radicais na consolidação do partido. Denuncia a ausência de rastreio dos candidatos, a entrada de figuras com antecedentes criminais e a permeabilidade do Chega a grupos extremistas. Para Carvalho, o partido vive numa bolha de desinformação e paranoia, alimentada por uma estrutura centralizada e autoritária. Por fim, Miguel Carvalho reflete sobre o papel do jornalismo na vigilância democrática. Assume ter sentido pressões durante a investigação, mas defende que a missão do repórter é resistir ao medo e expor as contradições do poder.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | NO JARDIM

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 3:09


LEITURA BÍBLICA DO DIA: GÊNESIS 2:8-9; 3:16-19 PLANO DE LEITURA ANUAL: ISAÍAS 59–61; 2 TESSALONICENSES 3   Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Meu pai amava estar ao ar livre com a criação de Deus, acampar, pescar e colecionar pedras. Ele gostava de trabalhar em seu quintal e jardim. Dava muito trabalho! Passava horas podando, capinando, plantando sementes e flores, arrancando ervas daninhas, cortando a grama e regando o jardim. Os resultados valiam a pena, gramado ajardinado, tomates saborosos e lindas rosas da paz. Todos os anos, ele podava as roseiras rentes ao solo, e elas cresciam, preenchendo os sentidos com fragrância e beleza. Em Gênesis, lemos sobre o jardim do Éden, onde Adão e Eva viveram, prosperaram e caminharam com Deus. Ali, “Deus fez brotar do solo árvores de todas as espécies, árvores lindas que produziam frutos deliciosos” (GÊNESIS 2:9). Imagino que aquele jardim perfeito também tinha flores lindas e perfumadas, talvez até mesmo rosas sem os espinhos! Após a rebelião de Adão e Eva contra Deus, eles foram expulsos do jardim e precisaram plantar e cuidar de seus próprios jardins, o que significava capinar terreno duro, lutar com espinhos e outros desafios (3:17-19,23-24). No entanto, Deus continuou a prover para eles (v.21), e o Senhor não deixou a humanidade sem a beleza da criação para nos atrair a Ele (ROMANOS 1:20). As flores no jardim nos lembram do contínuo amor de Deus e da promessa de uma nova criação — símbolos de esperança e conforto!   Por: ALYSON KIEDA 

A vivir que son dos días
La píldora de Enric González | Sobre el premio Planeta

A vivir que son dos días

Play Episode Listen Later Oct 18, 2025 4:07


Imagino que con las novelas de Pynchon, sin abrir, decoran su ilustre casa muchos de los que desprecian a los lectores, o no lectores, del Planeta.

Aprenda em 5 Minutos
Metanol: tudo que você precisa saber #171

Aprenda em 5 Minutos

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 9:06


Centenas de pessoas foram hospitalizadas nas últimas semanas após consumirem bebida alcoólica contaminada com metanol. Houve, infelizmente, gente que perdeu a visão e até mesmo casos de morte relacionados à substância. Imagino que você tenha ouvido algo a respeito no noticiário, não?Mas por que o metanol é tão perigoso? Aliás, o que exatamente é metanol? Como ele foi parar dentro das bebidas que as pessoas compraram em estabelecimentos comerciais? Que impacto ele tem no corpo humano? Nesse episódio você vai conhecer os perigos dessa substância.============================APRENDA EM 5 MINUTOS é o podcast sobre coisas que você nem sabia que queria saber. Os episódios são roteirizados e apresentados por Alvaro Leme. Jornalista, mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA-USP e criador de conteúdo há vinte anos, ele traz episódios sobre curiosidades dos mais variados tipos. São episódios curtos, quase sempre com 5 minutos — mas alguns passam disso, porque tem tema que precisa mesmo de mais um tempinho.Edição dos episódios em vídeo: André Glasnerhttp://instagram.com/andreglasnerDireção de arte: Dorien Barrettohttps://www.instagram.com/dorienbarretto66/Fotografia: Daniela Tovianskyhttps://www.instagram.com/dtoviansky/Siga o APRENDA no Instagram: http://instagram.com/aprendapodcasthttp://instagram.com/alvarolemeComercial e parcerias: alvaroleme@brunch.ag======================Quer saber mais? Confira as fontes que consultei enquanto criava o episódio- A ação do metanol no cérebro, pulmões e coração: como pode provocar falência de órgãosPor Redação, G1- Intoxicações por metanol: conheça o antídoto usado pelos médicosG1/Fantástico- Brasil investiga 102 casos e 11 mortes por intoxicação por metanol em bebidasPor Paula Felix, Veja- Bebidas com metanol: veja medidas adotadas por autoridades até agoraPor Julia Farias, CNN Brasil

Conversas do Fim do Mundo Podcast
"No Pico imagino que as nuvens são montanhas"

Conversas do Fim do Mundo Podcast

Play Episode Listen Later Oct 4, 2025 42:58


Manuel Goulart quer ser o português mais jovem a subir o Everest. Para já, a sua vida é subir a montanha do Pico. Já subiu ao topo de Portugal mais de 700 vezes e já lá passou centenas de noites.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Radio EME
"No me imagino que hayan falsificado documentos": la mirada de Iparraguirre sobre la sanción de FIFA a Machuca y Garcés

Radio EME

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 21:04


La FIFA suspendió por un año a los ex jugadores argentinos Imanol Machuca y Facundo Garcés, junto al delantero Rodrigo Holgado, por presunta falsificación de documentos para representar a la selección de Malasia; el especialista en derecho deportivo Carlos Iparraguirre cuestiona la atribución de responsabilidad y analiza las implicancias de la sanción.

Los Hijos de Tuta
Lo que me imagino

Los Hijos de Tuta

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 17:11


Se Habla Español
Español con noticias 72: Aspirantes a Guardia Civil - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Sep 28, 2025 29:49


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿cómo va todo? Espero que muy bien. Aquí en Luxemburgo hemos tenido un mes de septiembre bastante lluvioso, pero bastante agradable en cuanto a la temperatura, con máximas de 18 o 20 grados, y mínimas que no han bajado de los 10 grados. Imagino que en octubre ya tendremos algo de frío, aunque lo peor llegará en invierno, claro. De cualquier forma, estamos preparados, porque será nuestro segundo invierno aquí. Dejando a un lado el clima, últimamente estoy leyendo noticias preocupantes relacionadas con la seguridad en las calles de Luxemburgo. Se han producido varios robos con violencia, y según nos cuenta la gente que lleva muchos años en este país, esos sucesos no pasaban antes, porque siempre ha sido un lugar muy seguro. Así que, imagino que el gobierno tendrá que ampliar el número de policías para vigilar las zonas más conflictivas, las zonas en las que suelen producirse esos problemas. Y hablando de policía, hoy vamos a escuchar una noticia relacionada con eso, pero una noticia de España, no de Luxemburgo. Y para entenderla bien, antes te voy a explicar algo que debes saber. En España existen varios cuerpos de seguridad. Cada comunidad autónoma o cada ciudad tiene su propia policía. Pero a nivel nacional, para todo el país, tenemos dos cuerpos de seguridad, la Guardia Civil y la Policía Nacional. Y aunque ambos tienen como objetivo garantizar la seguridad ciudadana, sus funciones presentan algunas diferencias. Guardia Civil La Guardia Civil es un cuerpo militar de seguridad pública que fue fundado en el siglo XIX y tiene presencia en todo el territorio español. Funciones principales: Control del tráfico en carreteras. Vigilancia en zonas rurales. Protección del medio ambiente. Seguridad en fronteras y puertos. Lucha contra el terrorismo y el crimen organizado. Policía Nacional La Policía Nacional es un cuerpo civil que también depende del y su actuación se concentra principalmente en ciudades y núcleos urbanos. Funciones principales: Investigación de delitos (robos, homicidios, estafas…). Control de documentación (DNI, pasaportes). Seguridad en grandes eventos y manifestaciones. Protección de edificios oficiales. Colaboración con Interpol y Europol. Hasta aquí todo claro, ¿verdad? Pues bien, para formar parte de la Guardia Civil o de la Policía Nacional hay que superar unos exámenes a los que se presentan miles de personas, porque si los apruebas ya tienes un trabajo para toda la vida, un trabajo de funcionario público. Los guardias civiles y los policías nacionales son funcionarios del estado, y nunca son despedidos, salvo que cometan alguna irregularidad grave, por supuesto. Pero lo normal es que tengan trabajo para toda la vida. Por eso mucha gente quiere ser funcionaria. Y la noticia que vamos a escuchar habla de eso, de la cantidad de personas que se presentan a los exámenes para convertirse en guardia civil. Pertenece a Radio Nacional de España. Presta mucha atención. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” Antes no te lo he dicho, pero a esos exámenes públicos, a los que se puede presentar todo el quiere, los llamamos oposiciones. Una oposición es un proceso de selección público para convertirse en funcionario. Al final del episodio te lo explicaré con más detalle. Pero ahora vamos con las palabras clave, que esta vez son pocas, porque el vocabulario era bastante sencillo. Aspirante Persona que desea conseguir un puesto, un título o una meta, y se presenta a un proceso de selección o competición. Ejemplos: -Marta es aspirante a una beca para estudiar en el extranjero. -Los aspirantes al puesto de profesor deben tener experiencia previa. Repartidas Distribuidas o divididas en diferentes lugares o grupos. Ejemplos: -Las tareas están repartidas entre todos los miembros del equipo. -Las oficinas de la empresa están repartidas por varias ciudades de Europa. Rango de edad Intervalo o grupo de edades comprendido entre un mínimo y un máximo. Ejemplos: -El curso está dirigido a personas en el rango de edad de 18 a 30 años. -En el estudio participaron voluntarios de un rango de edad muy amplio, desde adolescentes hasta jubilados. Convocatoria Llamado oficial para participar en un evento, examen, reunión o proceso de selección. Ejemplos: -El ayuntamiento ha publicado una convocatoria para contratar nuevos empleados. -La próxima convocatoria del examen de idiomas será en noviembre. Fiel Que mantiene lealtad o compromiso con algo o alguien. Ejemplos: -Ha sido muy fiel a su rutina de entrenamiento durante todo el año. -A pesar de las dificultades, siguió siendo fiel a sus principios. Repasos Acción de volver a estudiar o revisar algo ya aprendido para recordarlo mejor. Ejemplos: -Antes del examen, hice varios repasos de los temas más difíciles. -El profesor recomendó hacer repasos semanales para no olvidar el contenido. Como te decía, esta vez no he encontrado muchas palabras difíciles. En cualquier caso, si tienes duda con alguna que no haya explicado, me lo puedes decir en los comentarios. Mientras tanto, escuchamos la noticia por segunda vez. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” No sé si te lo he contado alguna vez, pero mi padre era guardia civil, y le hubiera gustado que yo también lo fuera. Sin embargo, a mí me gustaban otras cosas, y él siempre respetó mis decisiones. En cuanto a mi madre, a ella le hubiera gustado que fuera sacerdote, cura, algo que yo tampoco quería ser. Y al final conseguí mi primer objetivo, ser periodista deportivo. Luego llegaron otros que he ido cumpliendo poco a poco. Y todavía me quedan algunos más. Siempre hay que tener nuevas metas, nuevas ilusiones. Bueno, volvemos a la noticia, porque tengo que contártela con otras palabras. Más de 27.000 candidatos se presentan este sábado con el objetivo de obtener una de las 3.100 vacantes disponibles para formar parte del cuerpo de la Guardia Civil. Una de cada tres personas inscritas es mujer. Las evaluaciones se llevan a cabo en doce regiones autónomas. Las pruebas escritas, que incluyen contenidos teóricos y psicotécnicos, se realizan en una sola jornada en 20 centros distribuidos por todo el territorio nacional. En cuanto a la edad, el promedio se sitúa en los 27 años. La mayoría de los participantes, cerca de 10.000, poseen formación universitaria. Otro dato relevante: más de 8.900 postulantes son mujeres, lo que representa un 32,36% del total. Irene, por ejemplo, se presenta tras un año de dura preparación. Y dice que ha sido un año bastante exigente, pero que va con todo, consciente de que esta es su oportunidad. Acude con seguridad porque ha seguido de forma constante su plan de estudio. Y es que, como explica ella misma, “al final se trata de estudiar, de tener una buena organización, de volver a revisarlo todo bien y, en ese sentido, aunque hay nervios, se puede manejar, más o menos.” La prueba de este sábado incluye una serie de ejercicios sobre conocimientos generales, lenguas extranjeras, ortografía, gramática y aptitudes cognitivas. Muy bien, pues ya estamos listos para escuchar la noticia por última vez. Y justo después te explico con todo detalle cómo se consigue una plaza de funcionario público en España. Pero antes, la noticia. “Más de 27.000 personas se examinan este sábado para tratar de conseguir una de las 3.100 plazas para trabajar como guardia civil. Un tercio de los aspirantes son mujeres. Los exámenes se desarrollan en 12 comunidades autónomas. Carmen Jiménez. Las pruebas de conocimientos teóricos y psicotécnicos se celebran en un único día en 20 sedes repartidas por todo el país. Por rango de edad, la media está en 27 años. La mayoría, casi 10.000, tienen título universitario. Otro dato, más de 8.900 aspirantes son mujeres, un 32,36%. Irene, por ejemplo, se presenta después de un intenso año de preparación. Que ha sido un año bastante intenso, pero voy a por todas y esta es mi convocatoria. Acude con confianza porque ha sido fiel a su rutina de estudio. Al final es estudiar, tener una buena rutina, hacer buenos repasos y, en ese sentido, pues con nervios, pero se lleva, se lleva más o menos bien. El examen este sábado consiste en la realización de una serie de pruebas sobre conocimientos teóricos generales, idiomas, ortografía, gramática y psicotécnicos.” ¿Cómo se consigue una plaza de funcionario en España? En España, para trabajar como funcionario público, es decir, en un empleo del Estado, es necesario superar un proceso de selección que se llama oposición o concurso-oposición. ¿Qué es una oposición? Una oposición es un conjunto de exámenes y pruebas que sirven para elegir a las personas más preparadas para un puesto en la administración pública. Puede incluir: Pruebas teóricas (temario específico). Ejercicios prácticos. Pruebas físicas (en algunos casos). Exámenes psicotécnicos o de idiomas. ¿Qué es una convocatoria? El Estado o una institución pública publica una convocatoria, es decir, un anuncio oficial donde se explica: Cuántas plazas hay. Qué requisitos se necesitan. Qué tipo de pruebas se harán. Cuándo y dónde se realizarán. Tipos de acceso Hay varias formas de acceder a un empleo público: Oposición libre: cualquier persona que cumpla los requisitos puede presentarse. Concurso-oposición: además del examen, se valoran méritos como experiencia laboral o formación adicional. Promoción interna: para personas que ya trabajan en la administración. ¿Qué pasa si apruebas? Si apruebas y estás entre los mejores, obtienes una plaza fija como funcionario. Eso significa: Estabilidad laboral. Sueldo fijo, aunque no muy alto. Posibilidad de promoción interna. Derechos laborales garantizados. Para terminar, repasamos las palabras que hemos aprendido hoy. -Aspirante: Persona que desea conseguir un puesto, un título o una meta, y se presenta a un proceso de selección o competición. -Repartidas: Distribuidas o divididas en diferentes lugares o grupos. -Rango de edad: Intervalo o grupo de edades comprendido entre un mínimo y un máximo. -Convocatoria: Llamado oficial para participar en un evento, examen, reunión o proceso de selección. -Fiel: Que mantiene constancia, lealtad o compromiso con algo o alguien. -Repasos: Acción de volver a estudiar o revisar algo ya aprendido para recordarlo mejor. Si tú quieres repasar la información más importante de este episodio, puedes hacerlo en la transcripción, como siempre. Y nada más por hoy. Muchas gracias un día más por tu apoyo y te espero la próxima semana con nuevo contenido extra. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Milenio Opinión
Denise Maerker. Sutil

Milenio Opinión

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 4:03


En la cúspide del poder político está hoy una mujer. Imagino, no sin gusto, la creciente dificultad para aquellos que quieren, en algunas regiones del país, seguir manteniendo a las mujeres fuera de las tareas de gobierno

Se Habla Español
Español con noticias 71: Engaños para vender más - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Sep 14, 2025 30:22


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Este verano ha sido mucho mejor que el anterior, porque en 2024 llevaba poco tiempo trabajando aquí y apenas tuve vacaciones, como es lógico. Y hablando del verano, no sé si estarás de acuerdo conmigo, pero creo que es una buena época para comprar ropa o zapatos, sobre todo porque tenemos más tiempo para ver tiendas y comparar precios. Te digo esto porque la noticia que vamos a analizar hoy recoge una información relacionada con el mundo de las compras. Pero antes de trabajar sobre la noticia, vamos a hablar un poco sobre cómo compramos y por qué compramos. Y lo haré basándome en datos publicados por un estudio reciente. Según este informe, los españoles siguen prefiriendo las tiendas físicas, especialmente las grandes cadenas, aunque los jóvenes entre 18 y 34 años utilizan cada vez más el canal online, o sea, las compras por internet. Y ¿cuál es la razón? Pues, sobre todo, porque les resulta más cómodo, más sencillo. Además, les permite ahorrar tiempo y, según dicen, el precio suele ser más bajo que en las tiendas físicas, en las tiendas de toda la vida. Por otra parte, si analizamos en profundidad el comportamiento de los consumidores, vemos que las decisiones de compra están influenciadas por diversos factores: Motivación: el deseo de satisfacer una necesidad. Percepción: cómo interpretamos la información que recibimos. Aprendizaje: nuestras experiencias pasadas como compradores. Emoción: lo que sentimos al ver un producto o una marca. Creencias: lo que pensamos sobre una marca. También hay nuevas tendencias que están marcando el consumo: Consumo ecológico: cada vez más personas eligen marcas sostenibles. Digitalización: esperamos comprar rápido, fácil y desde cualquier dispositivo. Personalización: queremos que las marcas nos hablen directamente, como si nos conocieran. Experiencias: buscamos que comprar sea divertido. Como resumen podemos decir que comprar ya no es solo adquirir un producto, sino vivir una experiencia y sentir que formamos parte de algo más grande. Y si, encima, lo podemos hacer de una manera fácil, pues mucho mejor. Al menos, eso es lo que dicen los expertos que analizan la psicología de los consumidores. Desde la otra parte, o sea, desde el lado de los vendedores se utilizan todo tipo de estrategias para vender más. Unas son legales y otras no tanto. De hecho, algunas veces intentan engañar a los consumidores de una forma poco ética. Y eso es lo que vamos a escuchar en la noticia, una de esas estrategias usadas por las tiendas y que no son moralmente correctas. Como casi siempre, la información corresponde a un informativo de Radio Nacional de España. La escuchamos ya. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Antes de ir con el vocabulario más importante, en la noticia han citado a FACUA, que es una organización no gubernamental que se dedica a la defensa de los derechos de los consumidores en España. Su objetivo principal es proteger a los ciudadanos frente a abusos comerciales, y también garantizar la calidad y seguridad de los productos y servicios que se venden. Así que, si piensan que una tienda te ha engañado, puedes denunciarla a través de FACUA. Y ese verbo engañar nos lleva a la primera palabra que quería explicarte. En concreto, se trata del sustantivo engaño, que es hacer creer algo que no es verdad, con la intención de confundir o perjudicar. Ejemplos: –El anuncio era un engaño, la tienda no iba a cerrar. –Fue víctima de un engaño al comprar un producto falso por internet. Pasamos ahora al verbo consistir, que significa tener como base o característica principal. A veces se puede sustituir por basarse. Ejemplos: El truco consiste en hacer creer al cliente que la tienda va a cerrar. Aprender un idioma consiste en practicarlo todos los días. En cuanto a la palabra liquidación, estamos hablando de la venta de productos a precios reducidos, generalmente porque se va a cerrar el negocio o porque se quiere dar salida a los productos del almacén. Ejemplos: La tienda anunció una liquidación total por cierre. Compré ropa muy barata en una liquidación de temporada. Vamos ahora con el adjetivo supuestos. Algo supuesto se considera verdadero sin estar confirmado; también puede referirse a algo que aparenta ser una cosa que en realidad no es. Ejemplos: Los supuestos negocios familiares no existen realmente. El supuesto experto no tenía ninguna formación en el tema. Con respecto a la sede física, se trata del lugar físico donde se encuentra un negocio, una oficina o una institución. En otros contextos no es necesario decir física, basta con decir sede Ejemplos: Muchos de estos comercios no tienen sede física, solo venden por internet. La empresa abrió una nueva sede física en el centro de la ciudad. La expresión estar sometida a significa estar bajo la influencia o el control de algo o de alguien. Ejemplos: La liquidación está sometida a normas legales muy estrictas. Toda actividad comercial está sometida a inspecciones periódicas. Llegamos a otro adjetivo que aparece en la noticia, estrictas. algo es estricto cuando se aplica con rigor y sin flexibilidad. Ejemplos: Las reglas para hacer una liquidación son muy estrictas. En ese colegio tienen normas estrictas sobre el uniforme. Y ahora tenemos un sustantivo, gratificación, que es la sensación de placer o recompensa que se obtiene al lograr algo. Ejemplos: Encontrar una buena oferta produce una gran gratificación. La gratificación de ayudar a otros es muy valiosa. Por otro lado, la palabra añadido es algo extra que se suma o que se une a lo que ya existe, a lo que ya tenemos. Ejemplos: El añadido de colaborar con una tienda familiar hace que la compra parezca más ética. Este producto tiene un añadido de vitaminas que lo hace más saludable. Y llegamos a la última palabra, remordimientos. Imagino que ya la conoces. El remordimiento es un sentimiento de culpa por haber hecho algo mal. Ejemplos: No hay remordimientos porque el comprador cree que está ayudando. Después de gastar tanto dinero, sentí algunos remordimientos. Bien, pues ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Presta mucha atención. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Ahora mucho mejor, ¿verdad? Pues vamos a dar un paso más elaborando la noticia con palabras distintas para que puedas ampliar tu vocabulario. Se trata de una pequeña trampa que implica difundir que ciertos establecimientos están forzados a cesar su actividad. En muchos casos se trata de tiendas de barrio, proyectos familiares, y se lanza una especie de apelación emocional para colaborar en la venta final de productos. Sin embargo, en realidad, el comercio simplemente reduce inventario y no cierra sus puertas. Se anuncian rebajas muy llamativas en presuntas tiendas familiares que supuestamente están a punto de desaparecer, pero que en realidad no tienen local físico y continúan operando días después. Rubén Sánchez, portavoz de FACUA, señala que este tipo de prácticas deberían ser objeto de investigación por parte de las autoridades de consumo, ya que las ventas por liquidación están reguladas por normativas muy severas. Este tipo de promociones especiales solo pueden considerarse liquidaciones legítimas si se deben al cierre definitivo del negocio o al abandono de una línea de actividad concreta. Además, hay un componente adicional: el impacto psicológico en el comprador, como explica María del Carmen Camarero, experta en marketing de la Universidad de Valladolid. Este fenómeno también forma parte de la satisfacción personal del consumidor: “He encontrado esta ganga, no quiero dejarla pasar” o “he llegado antes que los demás”. La compra por internet se convierte así en una forma de entretenimiento, en una especie de juego, con un elemento extra, ya que no genera culpa, pues en teoría se está apoyando a un pequeño negocio familiar. Muy bien. Como te recuerdo siempre, si tienes alguna duda sobre los sinónimos que he utilizado, déjame tu pregunta en los comentarios y la responderé lo antes posible. Y ahora, si te parece bien, escuchamos la noticia por última vez. “Un engaño que consiste en contar que hay tiendas que se ven obligadas a cerrar, muchas veces comercios pequeños, negocios familiares, se hace una especie de llamamiento solidario para ayudar con la liquidación de productos, pero al final la realidad es que la tienda, bueno, pues vacía stock y no cierra. Descuentos agresivos de supuestos comercios familiares que se ven obligados a echar el cierre, comercios que no aparecen en sede física y que días después siguen vendiendo. Y eso, dice Rubén Sánchez, FACUA, debe investigarse por consumo. La liquidación está sometida a normas muy estrictas. Es un tipo muy específico de ventas con ofertas especiales en las cuales tiene que ser liquidación o bien por cierre del establecimiento o porque abandonen una determinada actividad. Y además hay otra variable, el juego psicológico con el consumidor, que explica María del Carmen Camarero, investigadora de marketing en la Universidad de Valladolid. Forma parte también como de tu gratificación, es decir, yo he encontrado esta oferta, pues no me lo quiero perder o he llegado antes que otros. La compra online como ocio, como juego, en este caso con el añadido de que no hay remordimientos porque teóricamente se está colaborando con un establecimiento familiar.” Además de la estrategia tramposa mencionada en la noticia, muchos comercios emplean otras formas de marketing para vender más. Te pongo algunos ejemplos. Urgencia artificial Se crean ofertas con tiempo limitado o unidades contadas para que el cliente sienta presión por comprar rápidamente. Precios psicológicos Se utilizan precios como 9,99 € en lugar de 10 € para que el producto parezca más barato, aunque la diferencia sea mínima. Marketing de escasez Se muestra que quedan pocas unidades disponibles (“¡Solo 3 en stock!”) para generar sensación de exclusividad y urgencia. Personalización de ofertas A través de datos de navegación o compras anteriores, se ofrecen productos adaptados a los gustos del consumidor. Gamificación Se introducen elementos de juego, como puntos, recompensas o sorteos, para hacer la experiencia de compra más atractiva. Pruebas gratuitas o muestras Ofrecer algo sin coste inicial puede aumentar la probabilidad de que el cliente compre el producto completo más adelante. Testimonios y reseñas Mostrar opiniones positivas de otros compradores genera confianza y puede influir en la decisión de compra. Estas estrategias no siempre son engañosas, pero es importante que como consumidores sepamos identificarlas y tomemos decisiones una vez conocida toda esta información. Así evitaremos comprar cosas que no necesitamos. Y ahora vamos ya con el último repaso a las palabras y expresiones que hemos aprendido hoy. -Engaño: acción de hacer creer algo que no es verdad, con la intención de confundir o perjudicar. -Consistir: Tener como base o característica principal. -Liquidación: Venta de productos a precios reducidos, generalmente porque se va a cerrar el negocio o se quiere eliminar el inventario. -Supuestos: Que se consideran verdaderos sin estar confirmados. -Sede física: Lugar físico donde se encuentra un negocio, oficina o institución. -Estar sometida a: Estar bajo la influencia o el control de algo o de alguien. -Estrictas: Que se aplican con rigor y sin flexibilidad. -Gratificación: Sensación de placer o recompensa que se obtiene al lograr algo. -Añadido: Algo extra que se suma a lo que ya existe. -Remordimientos: Sentimientos de culpa por haber hecho algo mal. Perfecto, pues ya hemos terminado por hoy. Aprovecho la oportunidad para desearte una gran semana y para darte las gracias por tu apoyo. Te espero el próximo domingo con nuevo contenido extra. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Convidado
França: Vazio de poder na véspera de mega-protesto

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 9, 2025 11:03


Esta segunda-feira, 08 de Setembro, ao final do dia, a moção de confiança, pedida pelo primeiro-ministro francês François Bayrou, foi chumbada na Assembleia Nacional com 364 votos contra e 194 votos a favor. A votação levou à queda do executivo, que, de resto, já era previsível. A França mergulha assim num novo impasse político em vésperas de mobilização social. A grande incógnita é, segundo Eric Monteiro, professor de Ciências Políticas da Universidade de La Rochelle, saber quem terá condições para formar um Governo capaz de garantir estabilidade até 2027. Como é que fica a França?  A França fica numa situação previsível porque era quase certo que o Governo ia cair e imprevisível porque há várias possibilidades. O actual ex-primeiro-ministro, primeiro-ministro demissionário Bayrou, não tinha obrigação nenhuma de pedir o voto de confiança, coisa que fez. E, por isso, encontramo-nos, mais ou menos, na mesma situação da dissolução de há um ano, Junho de 2024, onde não era necessário ter havido dissolução. A situação ficou pior. Estamos outra vez no mesmo quadro, ou seja, um parlamento com, teoricamente, três grandes grupos. Mas são grupos ideológicos: extrema-esquerda, extrema-direita e bloco central. Só que o bloco central decompõe-se em muitos blocos, em mini-blocos. Outra questão é que ninguém vai querer assumir a presidência do Governo tão perto das eleições presidenciais.  Estamos a 18 meses das eleições presidenciais.  Exactamente. No bloco republicano que vai, mais ou menos, do tradicional Partido Socialista ao Les Republicain (Republicanos), passando pelo grupo parlamentar do actual Presidente da República, existem candidatos potenciais. Mas ninguém vai querer assumir a gestão da crise para não queimar as asas e não ter hipóteses de ser eleito em 2027.  Ou seja, para que a única figura que fique ‘queimada', a única figura política ‘queimada' seja Emmanuel Macron? Essa figura já está queimada. A questão já nem se põe. As sondagens ontem, 08 de Setembro, deram que a popularidade dele [Emmanuel Macron] atingiu uma taxa de 15%, ou seja, a mais baixa de toda a V República. Portanto, o papel presidencial até está posto em causa. Aliás, os extremos só querem isso. Querem a demissão do Presidente. A França Insubmissa e o Rassemblement Nacional [União Nacional] de Marine Le Pen só esperam uma coisa: que a situação esteja ingovernável a tal ponto que o presidente não tem outra solução que demitir-se.  A extrema-direita de Marine Le Pen pede a dissolução da Assembleia Nacional e novas eleições legislativas. Emmanuel Macron não quer novas eleições legislativas, devido à impopularidade dele e do seu partido. Arrisca-se a ter um resultado miserável nessas eleições. Por outro lado, os socialistas pedem uma figura de esquerda e a extrema-esquerda, a França Insubmissa pede a demissão de Emmanuel Macron.  Como é que se sai deste bloqueio?  Eu acredito que não haverá dissolução porque, efectivamente, todos têm a perder. Se houvesse uma dissolução hoje, o Rassemblement Nacional [União Nacional] seria o primeiro partido francês, sem dúvida, mas com uma percentagem entre 30% e 35% do Parlamento. Seria uma maioria insuficiente para governar e para validar um orçamento. Claro que o Rassemblement Nacional [União Nacional] tem toda a vontade que haja eleições presidenciais antecipadas, porque a campanha seria só de 35 dias e em 35 dias é impossível, a não ser eles que estão prontos, apresentar um programa de governo e um programa de sociedade para os franceses. Portanto, o bloco republicano, que está contra os extremos, tem que encontrar uma solução para governar. Penso que o consenso para governar será possível. O que falta é o nome da pessoa para dirigir este Governo.  Neste momento há nomes em cima da mesa, desde Xavier Bertrand - que o partido de Marine Le Pen já disse que não aceitaria; a presidente da Assembleia Nacional Yaël Braun-Pivet; a ministra do Trabalho e da Saúde Catherine Vautrin; o ministro da Defesa Sébastian Lecornu, e também o próprio ministro do Interior Bruno Retailleau. É preciso perceber qual destes nomes é que reúne o consenso necessário para aprovar o Orçamento de Estado para o próximo ano. Se não houver consenso, há uma lei especial que será votada, não ao shutdown' como nos Estados Unidos. O que acontece é que o orçamento do ano precedente é reconduzido nas mesmas modalidades para o ano seguinte. Isso permitiria a continuação do funcionamento da função pública, mas não é uma solução. Agora, todos os nomes que disse, Retailleau têm posições muito claras sobre a imigração. Poderia ter a adesão da extrema-direita, mas nunca teria a adesão da esquerda ou da extrema-esquerda. E ele próprio tem pretensões presidenciais. Portanto, duvido que qualquer dos nomes que disse, a não ser Sébastian Lecornu, que é o actual ministro da Defesa, que possa, porque a priori não têm pretensões presidenciais. Mas é complicado, dada a situação geopolítica mundial e ele tem sido um bom ministro da Defesa. Em todo o caso, em Dezembro, o próprio presidente Emmanuel Macron já tinha querido nomear Sébastian Lecornu, é um próximo de Macron. Mas foi nesse momento que François Bayrou se meteu no caminho e se impôs a Macron. Porque há muito tempo que François Bayrou queria ser primeiro-ministro. E não nos esqueçamos que ele vem do bloco mais ao centro, historicamente da direita, e foi um dos principais apoiantes de Macron em 2017. Portanto, não era do partido dele, mas trouxe-lhe o bloco central de centro direita. O que é dramático é a saída do Bayrou da maneira como saiu. Ele podia perfeitamente ter negociado durante o verão um consenso para validar um orçamento e não o fez. Disse: temos que fazer 44 mil milhões de poupança para o orçamento do ano que vem. A União Europeia só perdia 25 mil milhões por ano. E propôs medidas extremamente impopulares no momento em que a população francesa tem um descrédito total em relação aos políticos, qualquer que seja a origem partidária deles. A única expectativa para que haja estabilidade política em França passa por uma verdadeira campanha eleitoral, de vários meses, com um projecto de sociedade para 2027 e que atrás disso haja uma maioria parlamentar. Até aí, a única solução é garantir à União Europeia que a França fará esforços para reembolsar, pelo menos, 25 mil milhões de euros por ano até às presidenciais e que haja um consenso de "não moção" de censura. O que nos falta é o nome.   Pode, por exemplo, Emmanuel Macron fazer aquilo que o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal pediu: a nomeação de um negociador para testar as coligações possíveis e pediu também que Emmanuel Macron deveria estar mais aberto à partilha de poder. É exequível? Acho pouco credível. Quem negocia é quem vai formar o Governo. É necessário, que, desde ontem à noite, haja alguém que esteja na sombra já a negociar um compromisso de Governo entre a esquerda progressista, o centro ex-macronista - embora tenham sido eleitos com a etiqueta Macron - e os Republicanos. Duvido muito que uma pessoa faça essa negociação para depois não ser primeiro-ministro. E pode esperar-se um primeiro-ministro ainda hoje para que amanhã não haja um vazio de poder. O movimento “Bloquons tout” [Bloquemos tudo] apela a uma mobilização geral nas ruas esta quarta-feira, há greves marcadas… Acho que nomear hoje seria aumentar a crise. Mas, Emmanuel Macron já teve 15 dias antes do chumbo da moção de confiança do primeiro-ministro, não foi apanhado de surpresa. Já teve algum tempo para pensar e para analisar os diferentes cenários. Mas Macron habituou-nos, desde que é Presidente, quer no primeiro mandato, quer no segundo, que cada vez que nos anuncia que vai rapidamente nomear um primeiro-ministro, demora semanas. Aliás, é o Presidente que demorou mais tempo a nomear governos de toda a V República. Na véspera de um dia de bloqueio nacional, seria insensato nomear alguém, porque, em regra geral, o primeiro-ministro é nomeado para poder formar um Governo e só 15 dias depois é que o Governo está completo. Imagino muito mal o Presidente da República nomear um primeiro-ministro na véspera de movimentos sociais importantíssimos, onde o ministro da Administração Interna tem que estar no gabinete dele a dar ordens. Suponho que não haverá nomeação hoje nem amanhã, depois do movimento social. Depende de como vai o dia amanhã? Só depois é que haverá a nomeação de um primeiro-ministro. Posso me enganar, mas todos os que têm aspirações políticas, ambição presidencial, vejo-os muito mal aceitar hoje a liderança de um Governo que poderia durar só três meses. O que é que se pode esperar do dia de amanhã? Uma mobilização que nos faz lembrar os coletes amarelos? Exactamente. À partida a ideia não era um movimento social que iria bloquear o país. A ideia era bloquear a economia, ou seja, ninguém comprava nada e mostrar que durante um dia podemos não fazer entrar IVA nos cofres do Estado. Isso era mais uma ideia de centro e da direita. Na prática, a extrema-esquerda incita à desobediência republicana e ao levantamento popular. Portanto, amanhã, provavelmente, todas as rotundas vão estar bloqueadas. Eu próprio não poderei dar aulas na minha faculdade. Suponho que os meus estudantes não conseguirão chegar à universidade. É diferente dos coletes amarelos, há um cansaço da população e acho que a própria população não aceitaria meses e meses de bloqueio como houve. Outra coisa, o movimento de amanhã é num dia de semana, ou seja, todas as pessoas que vão manifestar vão meter um dia de greve, vão perder um dia de salário. Portanto, fazer durar uma crise política onde os salários mais baixos iriam perder cinco, dez, 15 dias de salário é impensável, suponho. Espero que não haja destruições de bens públicos, porque é sempre terrível. Mas vai haver, provavelmente. Depois é essa imagem que fica, não a imagem das reivindicações, mas a imagem da destruição. São muito localizadas as destruições. Visto dos Estados Unidos, por exemplo, dá a impressão que a França está em guerra civil. É claro que vai haver confrontos com a polícia, vai haver cenas violentas, mas a França não está em estado de guerra e os franceses não querem isso. Veremos amanhã, mas provavelmente hoje não haverá novo primeiro-ministro nem amanhã, porque amanhã vai ser dia de crise e precisamos de um ministro da Administração Interna para gerir a situação.

El Valor de la Educación Física
#461. Método para inventar juegos en EF (poco conocido)

El Valor de la Educación Física

Play Episode Listen Later Aug 21, 2025


Fuente: El Valor de la Educación Física Mucho se habla de implicar a los alumnos en su propio aprendizaje. De ese se habla bastante. Imagino que te sonará. Imagino que también te sonará eso de los materiales autoconstruidos. ¿Cierto? #461. Método para inventar juegos en EF (poco conocido) es un artículo publicado por Francisco Javier Vázquez Ramos

Hablemos Claro
Nicolás Lúcar lamenta la muerte de José Miguel Castro: "Me imagino lo que está viviendo su familia"

Hablemos Claro

Play Episode Listen Later Jun 30, 2025 8:54


El conductor de Hablemos Claro, Nicolás Lúcar, lamentó la muerte de José Miguel Castro, colaborador eficaz en el caso contra la Susana Villarán, quien fue hallado sin vida el último domingo 29 de junio. Noticias del Perú y actualidad, política.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 486: 28 de Junio del 2025 - Devoción matutina para Jovencitas - ¨Princesa¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jun 27, 2025 2:58


====================================================https://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1====================================================DEVOCIÓN MATUTINA PARA JOVENCITAS“PRINCESA”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================28 DE JUNIOEL SEÑOR PROVEERÁ —¡Abraham! ¡Abraham! —Aquí estoy —respondió. —No pongas tu mano sobre el muchacho, ni le hagas ningún daño —le dijo el ángel—. Ahora sé que temes a Dios, porque ni siquiera te has negado a darme a tu único hijo. Génesis 22:11-12 Una de mis historias favoritas de la Biblia es la prueba de fe de Abraham. Dios le ordena ofrecer a su único hijo, Isaac, como sacrificio. Imagino el dolor que debió sentir Abraham al escuchar: “Toma a tu hijo, a quien amas, y ofrécelo.” A veces, siento que Dios también traspasa mi corazón fiel con desafíos similares. ¿Te sientes así hoy? ¿Luchando por mantener la esperanza en medio de la adversidad? Es natural sentir dolor cuando todo parece ir en contra, especialmente después de haber sido fiel. En esos momentos, a veces quiero gritar: “¡Ya no puedo sacrificarme, Señor!” Pero Dios anhela que confiemos en Él, sin importar nuestra situación. ¿De dónde obtuvo Abraham esa confianza inquebrantable? De la promesa de Dios. Él no solo tomó a Dios en su palabra; le confió plenamente su vida y su futuro. Tú y yo podemos hacer lo mismo. La Biblia está repleta de promesas divinas que nos aseguran Su provisión en tiempos de dolor y dificultad. Al aferrarnos a Sus promesas durante la adversidad, encontramos el apoyo necesario para superar nuestros problemas. Recuerda, querida amiga: Dios está contigo en cada paso del camino. ¡Confía en Su fidelidad! 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 485: 20 de Junio del 2025 - Devoción matutina para menores - ¨Palabritas de corazón¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jun 19, 2025 3:39


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MENORES 2025“PALABRITAS DE CORAZÓN”Narrado por: Tatania DanielaDesde: Juliaca, PerúUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church ===================|| www.drministries.org ||===================20 de JunioLa honra de tener a Jesús en el hogar«Cuando Jesús pasó, miró a Zaqueo y lo llamó por su nombre: ¡Zaqueo! -le dijo-. ¡Baja enseguida! Debo hospedarme hoy en tu casa». Lucas 19:5.Imagino la cara de espanto de las personas cuando Jesús le dijo a Zaqueo: ¡Voy a cenar contigo hoy! ¡Qué honor! Un privilegio mayor que el presidente diga que te va a visitar, o que algún rey o reina comunique que va a almorzar con tu familia. ¡Es algo de grandiosa importancia!Piensa en la cara de espanto de Zaqueo también. ¿Será que se preocupó por qué le serviría al Maestro Jesús? ¿O si su casa estaba arreglada para recibir a esa visita tan importante?Lo más interesante de esa historia es que el foco de Jesús no estaba en cenar, en el mantel de la mesa o en sí la casa de Zaqueo era bonita o no. Jesús le da importancia a la vida de Zaqueo, a sus sueños y a su rutina, a sus miedos y ansiedades. Él aconseja y escucha.Para Jesús, lo más precioso en todo el mundo es el ser humano. Y para ti, ¿qué es lo más importante en la vida?Mi oración: Querido Dios, que pueda darle importancia a las personas, no a las cosas.Haz una lista de las cosas más importantes de tu vida. ¿Jesús está en ese listado? ¡Piensa en eso! 

La Linterna
20:00H | 10 JUN 2025 | La Linterna

La Linterna

Play Episode Listen Later Jun 10, 2025 60:00


Con Expósito, la última hora en la linterna. Cope, estar informado. Vamos a ver, me parece razonable lo de tirar el móvil por la ventana, Manuel, pero ¿cómo han mandado el mensaje después, macho? Imagino que por otro móvil o no sé, pero en fin, estas cosas se mandan así, ¿vale? Gracias en cualquier caso, amigo. Hay sucesos que especialmente te hielan la sangre. A mí me parece, piensas en tus hijos, en el cole, en un colegio, en el drama del acoso. Al menos 10 muertos en una matanza en un colegio en Austria. Sí, te pillará lejos, pero entre las víctimas, cuatro niñas de 11 años, tres chavales ...

Se Habla Español
Español con noticias 64: ¿Ajuste de cuentas? - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jun 8, 2025 27:46


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hoy vamos a hablar de una expresión muy habitual en los medios de comunicación, o sea, en la prensa. Me refiero a la expresión "ajuste de cuentas". Seguro que la has escuchado en alguna noticia sobre crímenes o violencia, pero… ¿qué significa exactamente? Pues "ajuste de cuentas" es una expresión que se usa cuando una persona comete un acto violento para vengarse de otra. Normalmente, ese acto violento suele ser un asesinato, aunque también puede tratarse de una paliza a base de golpes por todo el cuerpo. En definitiva, el ajuste de cuentas es como una especie de revancha relacionada con un conflicto previo, casi siempre relacionado con asuntos ilegales, como el narcotráfico, las deudas, las traiciones o las disputas entre bandas. Es decir, no es un crimen al azar, sino una represalia planificada, una revancha por algo que ha sucedido antes. Y, a lo largo de la historia, hemos conocido muchos casos de ajustes de cuentas. Por ejemplo, en la Colombia de los años 80 y 90, durante la época de Pablo Escobar y el cartel de Medellín, se produjeron muchos ajustes de cuentas entre grupos criminales rivales. Los asesinatos se utilizaban como mensajes de poder o de castigo hacia la otra banda. Algo parecido sucedió en Italia durante la lucha entre clanes mafiosos, especialmente la Cosa Nostra en Sicilia. Los ajustes de cuentas eran comunes para mantener el control territorial o castigar a miembros que traicionaban las reglas del grupo. Y más recientemente, en ciudades como Marsella, en Francia, o Ciudad Juárez, en México, se han registrado múltiples homicidios que la policía ha vinculado a ajustes de cuentas entre bandas por el control del tráfico de drogas. No sé si ya conocías esta expresión, pero estoy seguro de que la próxima vez que escuches en las noticias que un crimen "parece un ajuste de cuentas", ya sabrás que se trata probablemente de un acto de venganza dentro de un conflicto más amplio, y no de una víctima elegida al azar o por casualidad. Y te he contado todo esto, porque la noticia que vamos a escuchar puede estar relacionada, precisamente, con un ajuste de cuentas. Esta vez es más breve que en otras ocasiones. Y dentro del vocabulario hay palabras que ya hemos visto en episodios recientes. Así que, entiendo que no te resultará complicado entenderla. Eso sí, después de escuchar la noticia por primera vez, te contaré otras cosas interesantes sobre palabras nuevas. Como suele ser habitual, la noticia la encontré en Radio Nacional de España, y aparecen dos voces distintas. Empieza el presentador del informativo y luego también interviene una joven que escuchó lo que sucedía. Aquí tienes la noticia. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Como has podido escuchar, en ese primer momento, cuando se conoció la noticia, todavía no se hablaba de un posible ajuste de cuentas. Pero unas horas más tarde esa era la hipótesis que manejaban todos los medios de comunicación en España. Lo peor de todo es que unos niños inocentes, sin culpa de nada, se quedaron sin padre. Y, hasta donde yo sé, de momento no se han producido detenciones relacionadas con este asesinato. Eso es lo último que puedo contarte sobre el suceso que conmocionó a los habitantes de Pozuelo de Alarcón, una ciudad de clase alta situada a las afueras de Madrid. Bien, en cuanto a las palabras y expresiones clave que aparecen en la noticia, son las siguientes. En primer lugar, estar pendiente significa prestar atención a algo, estar atento o estar esperando que algo suceda. El presentador del informativo no utiliza el verbo “estar”, sólo dice “pendientes”, pero podría haber dicho “estamos pendientes”, estamos atentos a los hechos que han sucedido en Pozuelo. Ejemplos: -Estoy pendiente del correo porque hoy me tienen que confirmar la fecha de la entrevista. -Los padres estaban pendientes de sus hijos mientras jugaban en el parque. Otra expresión que aparece en la noticia es en torno a, que equivale a “alrededor de” o “sobre” y se usa para hablar de un tema, como en la noticia, o de una cantidad aproximada. Ejemplos de las dos posibilidades: -El debate gira en torno a la reforma educativa. -Había en torno a 50 personas en la sala. Pasamos ahora a la palabra tiroteado, que es el participio del verbo tirotear, que significa disparar con armas de fuego. Por lo tanto, tiroteado se refiere a alguien que ha recibido disparos. La chica que habla en la noticia no dice “disparos”, sino “tiros”, que es un sinónimo. Disparar es lo mismo que tirotear, mientras que disparo equivale a tiro. Ejemplos: -El coche fue tiroteado en plena carretera. -La policía encontró a un hombre tiroteado en el barrio. A continuación, cuando hablan de la vía pública se refieren a los espacios exteriores de uso general. Dicho con otra palabra más sencilla, la vía pública es la calle, un sitio en el que puede caminar todo el mundo. Ejemplos: -Está prohibido beber alcohol en la vía pública. -El accidente ocurrió en plena vía pública, justo frente a un colegio. Más adelante dice que la víctima era afín a Rusia. Ser afín significa tener simpatía o cercanía ideológica con algo o alguien. Puede aplicarse a ideas, a partidos políticos o personas. Ejemplos: -Es un periodista afín al gobierno. -Aunque no somos del mismo partido, nuestras ideas son bastante afines. Vamos ahora con una palabra que no había aparecido nunca, persiana. Una persiana es una estructura que se coloca en las ventanas para regular la entrada de luz o proteger del exterior. Puede ser de madera, de plástico o de metal. Normalmente se sube o se baja con la ayuda de una cinta alargada que se coloca en un lado de la ventana. Pero las modernas se suben y bajan pulsando un botón, porque están mecanizadas. En España tenemos persianas, que van por fuera de la ventana, y luego cortinas, que están hechas de tela y que están ya dentro de la casa. Ejemplos: -Todas las noches bajo la persiana antes de dormir. -Al oír el ruido, subí la persiana para ver qué pasaba en la calle. Por último, el pitido de un coche es el sonido que produce el claxon o la bocina de un vehículo. Claxon y bocina son sinónimo. El pitido sirve para avisar o llamar la atención. Ejemplos: -Un pitido de coche me hizo mirar por la ventana. -El conductor dio varios pitidos para que le dejaran pasar. Bien, como te decía, esta vez no había demasiadas cosas que explicar, pero siempre hay cosas nuevas para ampliar nuestro vocabulario, aunque sean pocas. Perfecto, pues vamos a escuchar la noticia por segunda vez. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Como te decía, a pesar de los esfuerzos de la policía, todavía no han encontrado a los responsables del asesinato. Bueno, vamos con el resumen alternativo de la noticia, o sea, la misma información, pero con otras palabras. El presentador dice que le llegan informaciones de última hora desde Pozuelo de Alarcón, Madrid, donde se ha producido un incidente grave. Al parecer, un ciudadano de origen ucraniano, de 52 años, ha sido asesinado a balazos en plena calle. El hombre, que ejercía como jurista y era próximo a posturas prorrusas, había sido consejero del expresidente Víktor Yanukóvich. Luego confirma que, según fuentes cercanas, el individuo se encontraba junto a su automóvil, aparcado frente a la escuela americana de la zona, justo después de haber llevado allí a sus hijos. En ese instante, numerosos estudiantes entraban al centro escolar. El estruendo de los disparos alarmó a los residentes del barrio. Precisamente, una vecina cuenta que le despertaron unas 6 o 7 detonaciones. Subió rápidamente la persiana, pero no vio nada en ese momento. Luego, al moverse un poco, escuchó un grito, un sonido constante de coche, y volvió a mirar. Entonces vio a una chica corriendo de un lado a otro muy nerviosa. Para concluir la noticia, el presentador dice que la zona permanece acordonada, y que las autoridades están utilizando vehículos aéreos no tripulados y un helicóptero policial para intentar identificar y encontrar a los responsables del crimen. Muy bien, pues ya estamos listos para escuchar la noticia por última vez. Aquí va. “Madrid. Pendientes de las novedades en torno a la investigación de la muerte de un hombre de nacionalidad ucraniana de 52 años tiroteado en plena vía pública. La víctima, un abogado político afín a Rusia, asesor del expresidente Víctor Yanukovych, se encontraba junto a su vehículo frente al colegio americano de Pozuelo de Alarcón, donde había dejado a sus hijos. En el momento del ataque, muchos alumnos accedían al centro. El ruido alertaba a los vecinos. Me he despertado con unos 6-7 tiros y entonces he subido la persiana corriendo y no he visto nada. Pero me he alejado un poco y ya he escuchado un grito, he escuchado un pitido prolongado de coche y me he vuelto a asomar a la ventana y he visto a una chica correr de un lado a otro. En la zona todavía sobrevuelan drones y un helicóptero de la policía para tratar de localizar al autor o autores.” Antes de despedirme y de repasar las palabras que hemos aprendido hoy, quiero compartir algo personal contigo. Últimamente estoy viendo la serie Narcos, que muchos, imagino, ya conoceréis. La historia es apasionante, pero tengo que reconocer que, a pesar de ser español, me cuesta muchísimo entender lo que dicen. Entre los acentos colombianos, el ritmo rápido, y algunas expresiones propias del narcotráfico, a veces necesito los subtítulos en español para seguir bien los diálogos. También es verdad que no me gusta tener el volumen de la televisión muy alto para no molestar a los vecinos, porque aquí en Luxemburgo todo suele estar en calma. El caso es que eso me ha hecho pensar en personas como tú, que estáis aprendiendo español. Si a mí me cuesta, imaginaos a alguien que no es nativo. Por eso, quiero recomendarte que empieces viendo documentales en español y sin subtítulos. Es lo que estoy haciendo yo ahora con el francés. Ayer, por ejemplo, vi un documental sobre un asesino que mataba a chicas jóvenes en París, y la verdad es que lo entendí casi todo. Bajo mi punto de vista, los documentales son perfectos para aprender. Y el siguiente paso serían las series, pero es necesario buscar la serie adecuada. Normalmente, las de humor son difíciles. Así que yo intentaría con algo más clásico como ‘Cuéntame cómo pasó' o ‘El Ministerio del tiempo'. Es sólo una idea por si te apetece probar. Y ahora sí, vamos con las palabras y expresiones que hemos visto hoy. -Estar pendiente: prestar atención a algo, estar atento o esperando que algo suceda. -En torno a: equivale a “alrededor de” o “sobre” y se usa para hablar de un tema o de una cantidad aproximada. -Tiroteado: participio del verbo tirotear, que significa disparar con armas de fuego. Se refiere a alguien que ha recibido disparos. -Vía pública: se refiere a los espacios exteriores de uso general, como las calles. -Afín: significa tener simpatía o cercanía ideológica con algo o alguien. Puede aplicarse a ideas, partidos políticos o personas. -Persiana: es una estructura que se coloca en las ventanas para regular la entrada de luz o proteger del exterior. Puede ser de madera, plástico o metal. -Pitido de coche: es el sonido agudo que produce el claxon o bocina de un vehículo. Sirve para avisar o llamar la atención. Pues esto ha sido todo por hoy. Espero que te haya gustado y que me acompañes la próxima semana con más contenido extra, porque ahora siempre intento acompañar los episodios normales con material exclusivo para ti. Imagino que ya te habrás dado cuenta. Aprovecho para darte las gracias por tu apoyo y te deseo una gran semana. Hasta la próxima. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

El Larguero
Entrevista | Jordi Évole: "No sé qué hubiese hecho Real Madrid TV con el arbitraje del Inter-Barça... imagino que las delicias de Florentino"

El Larguero

Play Episode Listen Later May 9, 2025 16:04


Jordi Évole pasó por 'El Larguero' para analizar, junto a Álvaro Benito, la actualidad en torno a la órbita del FC Barcelona en la semana en la que el club catalán quedó eliminado de la Champions League.

El Larguero
Entrevista | Jordi Évole: "No sé qué hubiese hecho Real Madrid TV con el arbitraje del Inter-Barça... imagino que las delicias de Florentino"

El Larguero

Play Episode Listen Later May 9, 2025 16:04


Jordi Évole pasó por 'El Larguero' para analizar, junto a Álvaro Benito, la actualidad en torno a la órbita del FC Barcelona en la semana en la que el club catalán quedó eliminado de la Champions League.

La Linterna
19:00H | 01 MAY 2025 | La Linterna

La Linterna

Play Episode Listen Later May 1, 2025


Encendemos la linterna de este jueves 1 de mayo. Con Expósito la última hora en la linterna. Cope, estar informado. Hoy es festivo, día feriado, día internacional del trabajador, de los trabajadores, del trabajo, qué más da para lo que ha quedado. Imagino que la mayoría estaréis de medio vacaciones, de medio puente y más si estás en Madrid, Cantabria, Navarra o Asturias. Se trata de uno de los puentes más esperados del año. En cuanto a las manifestaciones y esas cosas, pues sinceramente cada año menos, de capa caída y en ocasiones hasta el ridículo. Sin duda un 1 de mayo diferente porque ...

Se Habla Español
Español con noticias 61: Tasa de alcohol al volante - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Apr 27, 2025 20:50


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en Apple Podcasts, Spotify, iVoox y Patreon: Spotify: https://open.spotify.com/show/2E2vhVqLNtiO2TyOjfK987 Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Contacto: sehablaespanolpodcast@gmail.com Facebook: www.facebook.com/sehablaespanolpodcast Twitter: @espanolpodcast Hola, ¿qué tal? ¿Cómo va todo? Ya estamos terminando el mes de abril y cada vez vemos más cerca las vacaciones de verano, aunque antes tenemos que celebrar el 10º aniversario del podcast, que será a mediados de mayo. Todavía me cuesta creer que le haya dedicado tantos años a este proyecto. Pero parece que es verdad, aunque todo este tiempo se me haya pasado volando, como decimos en España. Además, durante estos 10 años han pasado muchas cosas en mi vida, grandes cambios, grandes pérdidas, pero siempre he encontrado la motivación para seguir adelante. Y una de las razones ha sido el apoyo de personas como tú. Así que, muchas gracias por estar ahí. Hoy vamos a hablar de un tema muy importante para todos: la tasa de alcohol permitida para conducir. No conozco lo que sucede en otros países, así que, me centraré en España, porque estos episodios no sólo deben servir para aprender español, sino también para que tengas más datos sobre la cultura, las costumbres, las leyes y la forma de vida de mi país. En este sentido, lo primero que debes saber es que, en España, como en muchos países, no se puede conducir después de beber mucho alcohol. ¿Por qué? Porque el alcohol afecta al cerebro y reduce la capacidad para reaccionar rápido. Por eso, aumenta el riesgo o el peligro de tener un accidente. En cuanto al límite legal de alcohol en España a la hora de conducir, la ley dice que una persona no puede tener más de 0,5 gramos de alcohol por litro de sangre. Pero hay excepciones. Por ejemplo, para los conductores que tienen el carnet de conducir desde hace menos de dos años y para los conductores profesionales (como taxistas, camioneros o conductores de autobús), el límite es más bajo, de 0,3 gramos por litro de sangre. A veces una sola copa de vino, una cerveza o un licor ya puede superar el límite, dependiendo del peso, la edad, el sexo y si has comido o no. Con respecto a las sanciones, siempre dependen de la cantidad de alcohol que tenga el conductor en su cuerpo. En los casos más leves, menos importantes, esas multas pueden ser de entre 500 y 1.000 euros. Pero si la tasa de alcohol es superior a 1,2 gramos por litro de sangre, se considera un delito, y puede castigarse con penas de prisión de 3 a 6 meses, con trabajos en beneficio de la comunidad y con la retirada del carnet de conducir por un período de 1 a 4 años. Por lo tanto, estamos hablando de un tema muy serio, sobre todo porque el consumo de alcohol al volante es una de las principales causas de accidentes de tráfico en España. Por ejemplo, en 2023 fallecieron 862 conductores en accidentes de tráfico, y el 53% había consumido alcohol, drogas o medicamentos que afectan a la conducción . Y un dato más que pone los pelos de punta. Un estudio calcula que, desde 1950, el alcohol al volante ha causado unas 100.000 muertes en España. Estas cifras muestran la gravedad del problema y la importancia de no conducir después de haber bebido alcohol. Algo que sabemos todos, pero que no todas las personas cumplen. En la noticia vas a escuchar hablar de la DGT, que es la Dirección General de Tráfico, un organismo del Gobierno de España cuyo trabajo principal es garantizar que las carreteras sean seguras. Y con toda esta información explicada, ya estamos preparados para escuchar la noticia por primera vez. Como casi siempre, pertenece a Radio Nacional de España, y aparecen cuatro voces distintas. Presta mucha atención. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Imagino que habrás tenido algún problema a la hora de captar las cifras que aparecen en la noticia: 0,0, 0,1, 0,2, 20%... Bueno, no te preocupes. Vas a tener la oportunidad de escucharlas otras dos veces más. Pero ahora es importante repasar las palabras que pueden resultar clave para entender bien la idea general de la información. Vamos con ellas. La primera es el verbo respaldar, que significa apoyar una idea, una decisión o una acción. O sea, es demostrar que estás de acuerdo con algo. Por ejemplo: La Universidad respalda la propuesta de bajar la tasa de alcohol. Es decir, apoya esa idea, está de acuerdo. Mis amigos me respaldaron cuando decidí cambiar de trabajo. Me ofrecieron todo su apoyo, me animaron a hacer ese cambio. La segunda palabra es reducción. Fácil, ¿no? La reducción es hacer algo más pequeño o menor en cantidad, tamaño o intensidad. Ejemplos: El estudio propone la reducción del nivel permitido de alcohol al conducir. Propone una bajada de ese nivel, que sea más pequeño, que se pueda beber menos. Los precios de los alimentos sufrieron una reducción. O sea, se produjo una bajada de esos precios. Todo era más barato. Pasamos al verbo insistir, que es repetir algo con fuerza para convencer a otra persona o para que se haga. Ejemplos: La DGT insiste en que no se debe beber nada si vas a conducir. Lo dice una y otra vez para que todo el mundo haga caso de esa recomendación, de ese consejo. Te insisto en que estudies un poco cada día. Es algo que los padres repiten a sus hijos. Eso es insistir. Luego tenemos la palabra catedrático, que se refiere a un profesor universitario de alto nivel, con mucha experiencia. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial. Es un profesor universitario en esa materia, en ese campo. Mi tío es catedrático de Historia en una universidad de Madrid. Lleva muchos años impartiendo clases y se ha ganado esa categoría. En cuanto al término fármacos, aquí se refiere a medicamentos o productos que se usan para tratar o curar enfermedades. Normalmente se venden en farmacias, por eso se llaman fármacos. Algunos fármacos pueden afectar la capacidad de conducir. Es verdad que hay medicamentos que producen sueño. Tienes que leer bien las instrucciones de los fármacos antes de tomarlos. Sí, porque pueden tener efectos secundarios no deseados. Aunque lo normal es que el médico te lo explique todo bien antes de recomendarte un medicamento. La expresión no bastar con es sencilla, significa no ser suficiente con algo. Hace falta algo más. No basta con reducir la tasa de alcohol, también hacen falta más controles. No es suficiente con bajar la tasa de alcohol, es necesario algo más. No basta con estudiar el día antes del examen. No, hay que estudiar varios días antes, no es suficiente con uno. Luego tenemos el verbo impactar, que aquí significa tener un efecto fuerte o causar una gran impresión. Los controles de alcohol impactan en el comportamiento de los conductores. La película me impactó mucho, era muy emotiva. En ambos casos, se produce una reacción en las personas, un efecto muy fuerte en ellos. Y por último, la cuantía económica es la cantidad de dinero, especialmente cuando se habla de multas o precios. La cuantía económica de la multa puede ser muy alta. Hay ayudas del gobierno según la cuantía económica que ganes al mes. O sea, si tu salario es bajo, si esa cantidad de dinero es baja, entonces el gobierno puede ayudarte de alguna forma. Perfecto, pues vamos a escuchar la noticia por segunda vez, porque ya tenemos más elementos para entenderla mejor. Aquí la tienes. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Recuerda, la cuantía económica es la cantidad de dinero. En este caso, el dinero de la multa. Pero vamos a ampliar un poco más el vocabulario, porque ahora, como ya sabes, toca resumir la noticia con otras palabras. El presentador del informativo dice que una de las mayores amenazas en las carreteras españolas sigue siendo el alcohol al volante. Y luego añade que la Universidad de Valencia, en colaboración con el máximo responsable de Tráfico, ha dado a conocer una investigación que apoya la bajada del límite legal de alcohol en sangre a 0,1 gramos por litro. A continuación toma la palabra un periodista que se llama Juan Coca. Y este nos cuenta que el propósito de la Dirección General de Tráfico es claro: el único nivel seguro es el cero absoluto. Por su parte, el director de la DGT señala que hay que dejar atrás la idea de que una caña sí, pero dos no. Una copa de vino sí, pero la segunda ya es peligrosa. En realidad, si has ingerido alcohol, mejor no ponerse al volante. Y es que, en los últimos tiempos, los siniestros vinculados al consumo de bebidas alcohólicas han aumentado un 20%. En este sentido, Luis Montoro, el responsable del informe, advierte de que uno de cada tres conductores fallecidos no solo tenía alcohol en su organismo, sino también drogas y medicamentos. Más datos. Con una concentración de 0,5 gramos de alcohol por litro de sangre, el peligro de sufrir un accidente mortal se triplica o incluso quintuplica. En otras naciones europeas donde el máximo permitido es de 0,2, la siniestralidad ha descendido notablemente. Pero, según los especialistas, no basta con cambiar la normativa. Es fundamental que haya más controles en carretera. ¿Por qué? Pues porque el temor a ser parado por un test de alcoholemia tiene un impacto mayor en el comportamiento de los conductores que la propia multa. No sé si alguna vez has tenido que realizar un control de alcoholemia. A mí me pasó una vez hace muchos años, cuando trabajaba para la televisión en Madrid. Era un domingo por la mañana, y me pararon justo cuando iba a trabajar. Evidentemente, mi tasa de alcohol era 0,0, pero había varios coches allí parados cuyos conductores sí habían dado positivo. Imagino que no habrían ido a dormir en toda la noche, que habrían estado de fiesta y bebiendo alcohol. Bueno, vamos a escuchar la noticia por última vez. Aquí va. “Es una de las principales causas de muerte en carretera en nuestro país. La Universidad de Valencia ha presentado hoy, junto al Director General de Tráfico, un estudio que respalda la reducción a 0,1 de la tasa de alcohol. Juan Coca, buenas tardes. Buenas tardes. El objetivo de la DGT, insistir en que la única tasa válida es 0,0. Vamos a ver si somos capaces de superar aquel discurso de una cerveza sí, pero dos no. Un vaso de vino sí, pero dos no. Al final, si has bebido, no conduzcas. En los últimos años, los accidentes relacionados con el consumo de alcohol se han incrementado un 20%. Luis Montoro es catedrático de seguridad vial y autor de este estudio. Uno de cada tres conductores muertos, aparte de alcohol, presentaban drogas y fármacos en sangre. Con una tasa del 0,5 se incrementa entre tres y cinco veces el riesgo de que un accidente se cobre vidas. Los países que tienen una tasa máxima de 0,2 han descendido los accidentes en los últimos años, pero no basta con reducir la tasa. Que haya mayor número de controles de alcoholemia. El riesgo percibido de poder sufrir un control de alcoholemia impacta muchísimo más en el comportamiento que la cuantía económica.” Bien, ahora que ya la has entendido perfectamente, vamos a repasar las palabras que hemos aprendido hoy. -Respaldar: Apoyar una idea, decisión o acción. Mostrar que estás de acuerdo. -Reducción: Acción de hacer algo más pequeño o menor en cantidad, tamaño o intensidad. -Tasa de alcohol: Cantidad de alcohol que una persona tiene en la sangre. -Insistir: Repetir algo con fuerza para convencer a otra persona o para que se haga. -Catedrático: Profesor universitario de alto nivel, con mucha experiencia. -Fármacos: Medicamentos, productos que se usan para tratar o curar enfermedades. -No bastar con: No ser suficiente con algo. Hacer falta algo más. -Impactar: Tener un efecto fuerte o causar una gran impresión. -Cuantía económica: Cantidad de dinero, especialmente cuando se habla de multas o precios. Antes de terminar, vamos a pensar algunas alternativas para regresar a casa después de salir de fiesta con los amigos, sin necesidad de coger el coche. Por ejemplo, pedir un taxi de los clásicos, o a través de aplicaciones como Uber o Cabify, que funcionan en muchas ciudades del mundo. También se puede utilizar el transporte público, sobre todo si estás en una ciudad grande. Otra posibilidad es quedarse a dormir en casa de un amigo, o designar un conductor responsable. Esto lo hace mucha gente. Antes de salir, decides con tus amigos que uno no beba para poder llevar al resto. Y como última opción, siempre puedes llamar a un familiar o a un amigo de confianza para que te recoja, aunque es posible que esté durmiendo y no le siente muy bien tu llamada. Pero siempre es mejor eso que poner tu vida y la de los demás en peligro. Bueno, pues con toda esta información, creo que nos ha quedado un episodio bastante completo. Espero que hayas aprendido muchas cosas sobre el español y también sobre mi país. Mil gracias de nuevo por tu apoyo. Ha sido un placer. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. 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Colunistas Eldorado Estadão
Eliane: "Imagino, em época de internet, o que teria sido o Collor"

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 21:24


O ex-presidente da República Fernando Collor foi preso nesta madrugada, em Maceió, quando se preparava para pegar um voo para Brasília. Neste momento, de acordo com sua defesa, ele está custodiado na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana. Marcelo Bessa, advogado do ex-presidente, disse ontem, em nota, que Collor iria realizar o “cumprimento espontâneo da decisão do ministro Alexandre de Moraes”. Collor fora condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção a partir de investigação na Operação Lava Jato. "Primeiro presidente eleito por voto direto, depois de duas décadas de ditadura militar; jovem, bonito, com discurso de outsider - apesar de ser filho de político e sido governador de Alagoas e prefeito de Maceió -, caçador de marajá. Imagina em época de internet o que teria sido o Collor... Ele teve a punição política, mas, não a jurídica, criminal ou penal. A política, que dá cambalhotas e isso fica ainda mais evidente no Brasil", diz Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Eliane Cantanhêde responde
"Imagino, em época de internet, o que teria sido o Collor"

Eliane Cantanhêde responde

Play Episode Listen Later Apr 25, 2025 21:24


O ex-presidente da República Fernando Collor foi preso nesta madrugada, em Maceió, quando se preparava para pegar um voo para Brasília. Neste momento, de acordo com sua defesa, ele está custodiado na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana. Marcelo Bessa, advogado do ex-presidente, disse ontem, em nota, que Collor iria realizar o “cumprimento espontâneo da decisão do ministro Alexandre de Moraes”. Collor fora condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção a partir de investigação na Operação Lava Jato. "Primeiro presidente eleito por voto direto, depois de duas décadas de ditadura militar; jovem, bonito, com discurso de outsider - apesar de ser filho de político e sido governador de Alagoas e prefeito de Maceió -, caçador de marajá. Imagina em época de internet o que teria sido o Collor... Ele teve a punição política, mas, não a jurídica, criminal ou penal. A política, que dá cambalhotas e isso fica ainda mais evidente no Brasil", diz Cantanhêde.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Se Habla Español
Español con noticias 59: Intento de asesinato - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Mar 30, 2025 22:18


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Por desgracia, esos platos típicos españoles se están perdiendo entre la juventud. Y de eso precisamente te voy a hablar hoy. No de comida, sino de la juventud. En concreto, de los jóvenes que tienen problemas con la justicia debido a su comportamiento. Es lo que conocemos como delincuencia juvenil. La palabra delincuencia es la que utilizamos para referirnos de manera general a las personas que roban, que matan o que agreden a otras. Si nos centramos en la delincuencia entre los jóvenes, es un problema que varía bastante entre países. Y los factores que más influyen son la pobreza, el desempleo o la desigualdad social. He estado buscando datos para comparar unos países con otros, pero lo cierto es que en algunos de ellos no están disponibles, lo que hace difícil la comparación entre los países.​ Pero bueno, de forma general, podemos decir que en América Latina y el Caribe la situación es especialmente preocupante. Por ejemplo, en países como México, Colombia o Brasil, el número de jóvenes y menores responsables de crímenes violentos ha aumentado. Aunque la noticia que vamos a escuchar no habla de esos países, sino de España. Por eso, me gustaría compartir contigo algunos datos sobre mi país. Los últimos informes oficiales que he encontrado son de 2023. Y ese año 13.000 menores fueron condenados por algún delito. Es una cifra alta, pero inferior a la que tuvimos en 2022. Así que, parece una buena noticia. En cuanto a los tipos de delito, se ha observado un incremento en la violencia sexual entre menores. Y supongo que en otros países también se habrá producido un aumento de estas agresiones sexuales. En cualquier caso, la noticia de hoy habla de otro tipo de delito, el intento de asesinato. Por suerte, no hubo ningún muerto, aunque ese era el objetivo, matar a una persona. La noticia pertenece a Radio Nacional de España, y la he elegido porque tiene un vocabulario muy interesante para nosotros. Lo vas a comprobar enseguida. Pero antes déjame explicarte tres cosas que aparecen en la información. Dos de ellas son nombres de ciudades. Una de ellas es muy famosa, Toledo, un sitio precioso que debes visitar si vienes a España. Y la otra es Móstoles, una ciudad dormitorio que se encuentra muy cerca de la capital, Madrid. Por último, vas a escuchar hablar de la Guardia Civil, que es un cuerpo de seguridad español parecido a la Policía, aunque con otras funciones. Y dicho todo esto, ya estamos preparados para escuchar la noticia por primera vez. Presta mucha atención. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Áurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Imagino que habrás escuchado muchas palabras nuevas, ¿no? Esa era mi intención al seleccionar esta noticia. Así que, vamos ya con ellas. La primera es presunto. Se usa para decir que alguien es sospechoso de haber hecho algo, pero todavía no está confirmado, no es seguro. Te pongo dos ejemplos. El presunto ladrón fue detenido por la policía. O sea, fue arrestado porque creían que él era el responsable del robo, pero eso es algo que deberán confirmar. Y otro ejemplo sería este: La policía investiga al presunto responsable del incendio. Es decir, están investigando a la persona que parece haber provocado el fuego. Digo “parece” porque no es seguro. ¿Vale? En cuanto al autor material, es la persona que comete un delito. Imagina que tres hombres atacan a otro, pero solo uno saca un cuchillo y lo mata. Ese hombre es el autor material, el verdadero responsable de la muerte. Los otros dos pueden ser cómplices, pero solo hay un autor material. Los ejemplos podrían ser estos. La policía identificó al autor material del robo en la tienda. Lo hizo gracias a las cámaras de seguridad. Aunque hubo varios involucrados, solo uno fue el autor material del crimen. O sea, hubo una pelea entre muchas personas, pero solo una sacó el arma para matar a otra. Ese fue el autor material. Ahora vamos con tres verbos seguidos. El primero es rodear, que significa colocarse alrededor de una cosa o de una persona. Por ejemplo. Los niños rodearon al perro para acariciarlo. Hicieron un círculo alrededor del perro. La policía rodeó la casa del sospechoso. Los agentes de policía se colocaron alrededor de la casa para que no escapara. El segundo verbo es bloquear, impedir que algo o alguien se mueva. Un coche mal aparcado bloqueó la entrada del garaje. Es decir, los otros coches no podían moverse o avanzar dentro del garaje. No podían salir, y tampoco entrar. Los policías bloquearon el paso de la furgoneta utilizada por los atracadores. O sea, colocaron sus coches en la carretera para que esa furgoneta no pudiera pasar. Y el tercer verbo es propinar. Propinar significa dar un golpe a otra persona con una parte del cuerpo o con un objeto. El agresor le propinó un fuerte golpe en la cabeza con un palo. Le dio un golpe en la cabeza. El verbo propinar es más formal. A veces, esos golpes se propinan con un objeto contundente. Y un objeto contundente es un objeto duro y pesado que puede causar mucho daño. La víctima fue atacada con un objeto contundente. La policía encontró un bate de béisbol, que podría ser el objeto contundente usado en el crimen. En ocasiones no se conoce el objeto de la agresión. En esos casos se dice “objeto contundente”. Bien, pasamos a la palabra emboscada, que es un ataque sorpresa que alguien prepara contra otra persona. Los soldados cayeron en una emboscada en el bosque. O sea, aprovechando los árboles, el ejército rival se ocultó en esa zona y esperó a que pasaran los soldados para sorprenderlos. Otro ejemplo. El ladrón preparó una emboscada a los turistas en un callejón. Como esa pequeña calle no tenía salida, era el sitio perfecto para robarles. Seguimos avanzando, porque hoy hay mucho que explicar. Una acción es premeditada cuando estaba planeada, preparada con antelación. El ataque fue premeditado; los agresores llevaban varios días vigilando a la víctima. Estaba todo planeado. Su salida del equipo fue una decisión premeditada. O sea, fue algo pensado mucho tiempo antes. Creo que la siguiente palabra ya la conoces. Estoy hablando del o de la portavoz, que es la persona que habla en nombre de un grupo. Es igual en masculino que en femenino. El portavoz del gobierno anunció nuevas medidas económicas. La empresa nombró a un portavoz para responder a la prensa. Ahora un verbo fácil, fracturar, que significa romper. Se cayó de la bicicleta y se fracturó la pierna. El médico confirmó que se había fracturado el brazo. Sencillo, ¿no? Y la siguiente también ha aparecido antes en algún episodio. Un machete es un cuchillo grande y pesado, que se usa para cortar plantas, normalmente. El campesino usó un machete para cortar la caña de azúcar. La policía encontró un machete en la escena del crimen. Sí, por desgracia, los machetes también se utilizan para agredir a otras personas. Vamos con la palabra ventanilla, que es la que usamos para referirnos a las pequeñas ventanas que están en los coches, en los trenes, en los aviones o en las oficinas de atención al público. Me gusta sentarme junto a la ventanilla en los aviones. En la ventanilla del banco me atendieron muy rápido. Estos son los dos contextos en los que se utiliza, medios de transporte y oficinas de atención al público. El último verbo de hoy es intervenir, que en nuestra noticia significa operar, pasar por el quirófano cuando tenemos un problema de salud. Mi hermano fue intervenido del corazón. La próxima semana me tienen que hacer una pequeña intervención en el pie. Aquí, intervención es sinónimo de operación, igual que intervenir es lo mismo que operar. Y terminamos con la palabra hemorragia, que es una pérdida de sangre, generalmente por una herida. La víctima tenía una hemorragia en la cabeza. El médico logró detener la hemorragia a tiempo. Tapó la herida y la sangre dejó de salir. ¿Vale? Pues después de todas estas explicaciones, ha llegado el momento de escuchar la noticia por segunda vez. Pero si algo no te ha quedado claro, puedes retroceder para volverlo a escuchar. Como tú prefieras. Yo, de momento, te dejo de nuevo con la noticia. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Aurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Seguro que esta segunda vez todo ha empezado a cobrar sentido. ¿A que sí? Bueno, pues ahora voy a intentar contarte lo mismo, pero con otras palabras. Empezamos. En Toledo, la policía ha arrestado a cinco personas, la mayoría de ellas adolescentes, por intentar acabar con la vida de un joven de 19 años. El sospechoso principal, un hombre ya adulto, residente en Móstoles, Madrid, junto con cuatro menores, acorralaron el coche de la víctima para impedirle el paso. Golpearon el vehículo con herramientas y objetos pesados, causando serios daños. El ataque fue una trampa bien planificada, llevada a cabo con la intención de atacar violentamente a otro grupo de jóvenes. La Guardia Civil ha difundido un vídeo del incidente, y ha dejado claro que el ataque mostraba una intención de causar graves daños. La persona que ha hablado en nombre de la policía ha explicado que los agresores rodearon el auto y comenzaron a golpearlo con fuerza utilizando instrumentos peligrosos, hasta el punto de romper los cristales de las puertas. Uno de los atacantes, armado con un cuchillo grande, se dirigió al conductor y, tras destrozar la ventanilla, lo hirió gravemente. El joven, con una pérdida de sangre considerable, fue trasladado de inmediato al hospital, donde fue sometido a una cirugía de urgencia para intentar salvarle la vida, ya que su estado era crítico debido a la abundante sangre que había salido de su cuerpo. Bueno, como siempre, he intentado cambiar el mayor número posible de palabras, aunque a veces no es sencillo. Eso sí, espero que te ayude a mejorar tu vocabulario. Venga, vamos a escuchar la noticia por última vez. “En Toledo, cinco detenidos, la mayoría menores de edad, por intentar matar a un joven de 19 años, Aurea García. El presunto autor material, de 22 años y vecino de Móstoles, Madrid, junto a los cuatro menores detenidos, de entre 16 y 17 años, rodearon el vehículo de la víctima, un joven de 19 años, para bloquear su paso. Propinaron fuertes golpes al coche con utensilios y objetos contundentes. Fue una emboscada, una acción premeditada, sobre otro grupo de jóvenes con un evidente ánimo homicida, según informa, y se puede observar en un vídeo facilitado por la Guardia Civil. Toni Requena es su portavoz en Toledo. Los detenidos rodearon el vehículo mientras propinaban fuertes golpes con utensilios, llegando a fracturar los cristales de las puertas. Y uno de los individuos, armado con un machete, se dirigió a la zona del conductor y, después de romper la ventanilla, le agredió. La víctima, con una hemorragia importante, fue trasladada al Hospital Universitario de Toledo e intervenido quirúrgicamente de urgencia, corriendo grave peligro su vida por la cantidad de sangre perdida.” Por suerte, esa persona agredida pudo salvarse, no murió, aunque estuvo a punto de fallecer por culpa de las heridas. Ha llegado el momento de repasar las palabras que hemos aprendido hoy. Son estas. -Presunto: Se usa para decir que alguien es sospechoso de haber hecho algo, pero todavía no está confirmado. -Autor material: Persona que realmente comete un delito. -Rodear: Colocarse alrededor de una cosa o de una persona. -Bloquear: Impedir el paso, el movimiento. -Propinar: Dar o causar un golpe. -Objeto contundente: Objeto duro y pesado que puede causar daño al golpear. -Emboscada: Ataque sorpresa que alguien prepara contra otra persona. -Premeditada: Acción que se planeó antes de hacerla. -Portavoz: Persona que habla en nombre de un grupo. -Fracturar: Romper. -Machete: Cuchillo grande usado, normalmente, para cortar plantas. -Ventanilla: Pequeña ventana de coches, trenes, aviones u oficinas de atención al público. -Intervenir: Operar quirúrgicamente. -Hemorragia: Pérdida de sangre. Perfecto. Pues ya hemos terminado por hoy. Creo que este episodio ha merecido mucho la pena, porque el vocabulario era muy bueno. Si tienes dudas sobre la forma en la que se escribe alguna palabra, te recuerdo que puedes consultar la transcripción que siempre acompaña a cada episodio. Y nada más. Te doy las gracias por todo el apoyo que me das y te espero la próxima semana con un nuevo protagonista. Ha sido un placer. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Trip FM
Regina Casé, 71 e acelerando!

Trip FM

Play Episode Listen Later Mar 14, 2025


A atriz e apresentadora fala sobre família, religião, casamento e conta pra qual de seus tantos amigos ligaria de uma ilha deserta Regina Casé bem que tentou não comemorar seu aniversário de 71 anos, celebrado no dia 25 de fevereiro. Mas o que seria um açaí com pôr do sol na varanda do Hotel Arpoador se transformou em um samba que só terminou às 11 horas da noite em respeito à lei do silêncio. "Eu não ia fazer nada, nada, nada mesmo. Mas é meio impossível, porque todo mundo fala: vou passar aí, vou te dar um beijo", contou em um papo com Paulo Lima. A atriz e apresentadora tem esse talento extraordinário pra reunir as pessoas mais interessantes à sua volta. E isso vale para seu círculo de amigos, que inclui personalidades ilustres como Caetano Veloso e Fernanda Torres, e também para os projetos que inventa na televisão, no teatro e no cinema.  Inventar tanta coisa nova é uma vocação que ela herdou do pai e do avô, pioneiros no rádio e na televisão, mas também uma necessidade. “Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje me atrapalha. Mas, ao mesmo tempo, eu tive que ser tão autoral. Eu não ia ser a mocinha na novela, então inventei um mundo para mim. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto”, afirma. No teatro, ao lado de artistas como o diretor Hamilton Vaz Pereira e os atores Luiz Fernando Guimarães e Patrícia Travassos, ela inventou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que revolucionou a cena carioca nos anos 1970. Na televisão, fez programas como TV Pirata, Programa Legal e Brasil Legal. "Aquilo tudo não existia, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali”, conta. LEIA TAMBÉM: Em 1999, Regina Casé estampou as Páginas Negras da Trip De volta aos cinemas brasileiros no fim de março com Dona Lurdes: O Filme, produção inspirada em sua personagem na novela Amor de Mãe (2019), Regina bateu um papo com Paulo Lima no Trip FM. Na conversa, ela fala do orgulho de ter vindo de uma família que, com poucos recursos e sem faculdade, foi pioneira em profissões que ainda nem tinham nome, do título de “brega” que recebeu quando sua originalidade ainda não era compreendida pelas colunas sociais, de sua relação com a religião, da dificuldade de ficar sozinha – afinal, “a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito” –, do casamento de 28 anos com o cineasta Estêvão Ciavatta, das intempéries e milagres que experimentou e de tudo o que leva consigo. “Eu acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do Eu Tu Eles, que ficou com os três maridos”, afirma. “A vida vai passando e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins”. Uma das figuras mais admiradas e admiráveis do país, ela ainda revela para quem ligaria de uma ilha deserta e mostra o presente de aniversário que ganhou da amiga Fernanda Montenegro. Você pode conferir esse papo a seguir ou ouvir no Spotify do Trip FM.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d446165a3ce/header-regina-interna.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Trip. Além de atriz, você é apresentadora, humorista, escritora, pensadora, criadora, diretora… Acho que tem a ver com uma certa modernidade que você carrega, essa coisa de transitar por 57 planetas diferentes. Como é que você se apresentaria se tivesse que preencher aquelas fichas antigas de hotel? Regina Casé. Até hoje ponho atriz em qualquer coisa que tenho que preencher, porque acho a palavra bonita. E é como eu, vamos dizer, vim ao mundo. As outras coisas todas vieram depois. Mesmo quando eu estava há muito tempo sem atuar, eu era primeiramente uma atriz. E até hoje me sinto uma atriz que apresenta programas, uma atriz que dirige, uma atriz que escreve, mas uma atriz. Você falou numa entrevista que, se for ver, você continua fazendo o mesmo trabalho. De alguma maneira, o programa Brasil Legal, a Val de "Que Horas Ela Volta", o grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" ou agora esse programa humorístico tem a mesma essência, um eixo que une tudo isso. Encontrei entrevistas e vídeos maravilhosos seus, um lá no Asdrúbal, todo mundo com cara de quem acabou de sair da praia, falando umas coisas muito descontraídas e até mais, digamos assim, sóbrias. E tem um Roda Viva seu incrível, de 1998. Eu morro de pena, porque também o teatro que a gente fazia, a linguagem que a gente usava no Asdrúbal, era tão nova que não conseguiu ser decodificada naquela época. Porque deveria estar sendo propagada pela internet, só que não havia internet. A gente não tem registros, não filmava, só fotografava. Comprava filme, máquina, pagava pro irmão do amigo fazer aquilo no quarto de serviço da casa dele, pequenininho, com uma luz vermelha. Só que ele não tinha grana, então comprava pouco fixador, pouco revelador, e dali a meses aquilo estava apagado. Então, os documentos que a gente tem no Asdrúbal são péssimos. Fico vendo as pouquíssimas coisas guardadas e que foram para o YouTube, como essa entrevista do Roda Viva. Acho que não passa quatro dias sem que alguém me mande um corte. "Ah, você viu isso? Adorei!". Ontem o DJ Zé Pedro me mandou um TED que eu fiz, talvez o primeiro. E eu pensei: "Puxa, eu falei isso, que ótimo, concordo com tudo". Quanta coisa já mudou no Brasil, isso é anterior a tudo, dois mil e pouquinho. E eu fiquei encantada com o Roda Viva, eu era tão novinha. Acho que não mudei nada. Quando penso em mim com cinco anos de idade, andando com a minha avó na rua, a maneira como eu olhava as pessoas, como eu olhava o mundo, é muito semelhante, se não igual, a hoje em dia.  [VIDEO=https://www.youtube.com/embed/rLoqGPGmVdo; CREDITS=; LEGEND=Em 1998, aos 34 anos, Regina Casé foi entrevistada pelo programa Roda Viva, da TV Cultura; IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b0ede6d3/1057x749x960x540x52x40/screen-shot-2025-03-14-at-180926.png] O Boni, que foi entrevistado recentemente no Trip FM, fala sobre seu pai em seu último livro, “Lado B do Boni”, como uma das pessoas que compuseram o que ele é, uma figura que teve uma relevância muito grande, inclusive na TV Globo. Conta um pouco quem foi o seu pai, Regina. Acho que não há Wikipedia que possa resgatar o tamanho do meu pai e do meu avô. Meu avô é pioneiríssimo do rádio, teve um dos primeiros programas de rádio, se não o primeiro. Ele nasceu em Belo Jardim, uma cidadezinha do agreste pernambucano, do sertão mesmo. E era brabo, criativo demais, inteligente demais, e, talvez por isso tudo, impaciente demais, não aguentava esperar ninguém terminar uma frase. Ele veio daquele clássico, com uma mão na frente e outra atrás, sem nada, e trabalhou na estiva, dormiu na rua até começar a carregar rádios. Só que, nos anos 20, 30, rádios eram um armário de madeira bem grandão. Daí o cara viu que ele era esperto e botou ele para instalar os rádios na casa das pessoas. Quando meu avô descobriu que ninguém sabia sintonizar, que era difícil, ele aprendeu. E aí ele deixava os rádios em consignação, botava um paninho com um vasinho em cima, sintonizado, funcionando. Quando ele ia buscar uma semana depois, qualquer um comprava. Aí ele disparou como vendedor dos rádios desse cara que comprava na gringa e começou a ficar meio sócio do negócio. [QUOTE=1218] Mas a programação toda era gringa, em outras línguas. Ele ficava fascinado, mas não entendia nada do que estava rolando ali. Nessa ele descobriu que tinha que botar um conteúdo ali dentro, porque aquele da gringa não estava suprindo a necessidade. Olha como é parecido com a internet hoje em dia. E aí ele foi sozinho, aquele nordestino, bateu na Philips e falou que queria comprar ondas curtas, não sei que ondas, e comprou. Aí ele ia na farmácia Granado e falava: "Se eu fizer um reclame do seu sabão, você me dá um dinheiro para pagar o pianista?". Sabe quem foram os dois primeiros contratados dele? O contrarregra era o Noel Rosa, e a única cantora que ele botou de exclusividade era a Carmen Miranda. Foram os primeiros empregos de carteira assinada. E aí o programa cresceu. Começava de manhã, tipo programa do Silvio, e ia até de noite. Chamava Programa Casé.  E o seu pai? Meu avô viveu aquela era de ouro do rádio. Quando sentiu que o negócio estava ficando estranho, ele, um cara com pouquíssimos recursos de educação formal, pegou meu pai e falou: "vai para os Estados Unidos porque o negócio agora vai ser televisão". Ele fez um curso, incipiente, para entender do que se tratava. Voltou e montou o primeiro programa de televisão feito aqui no Rio de Janeiro, Noite de Gala. Então, tem uma coisa de pioneirismo tanto no rádio quanto na televisão. E meu pai sempre teve um interesse gigante na educação, como eu. Esse interesse veio de onde? Uma das coisas que constituem o DNA de tudo o que fiz, dos meus programas, é a educação. Um Pé de Quê, no Futura, o Brasil Legal e o Programa Legal, na TV Globo… Eu sou uma professora, fico tentando viver as duas coisas juntas. O meu pai tinha isso porque esse meu avô Casé era casado com a Graziela Casé, uma professora muito, mas muito idealista, vocacionada e apaixonada. Ela trabalhou com Anísio Teixeira, Cecília Meireles, fizeram a primeira biblioteca infantil. Meu pai fez o Sítio do Picapau Amarelo acho que querendo honrar essa professora, a mãe dele. Quando eu era menina, as pessoas vinham de uma situação rural trabalhar como domésticas, e quase todas, se não todas, eram analfabetas. A minha avó as ensinava a ler e escrever. Ela dizia: "Se você conhece uma pessoa que não sabe ler e escrever e não ensina para ela, é um crime". Eu ficava até apavorada, porque ela falava muito duramente. Eu acho que sou feita desse pessoal. Tenho muito orgulho de ter vindo de uma família que, sem recursos, sem universidade, foi pioneira na cidade, no país e em suas respectivas... Não digo “profissões” porque ainda nem existiam suas profissões. Eu tento honrar.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49d1e03df5/header-regina-interna6.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, a atriz e apresentadora estampou as Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Você tem uma postura de liderança muito forte. Além de ter preparo e talento, você tem uma vocação para aglutinar, juntar a galera, fazer time. Por outro lado, tem essa coisa da atriz, que é diferente, talvez um pouco mais para dentro. Você funciona melhor sozinha ou como uma espécie de capitã, técnica e jogadora do time? Eu nasci atriz dentro de um grupo. E o Asdrúbal trouxe o Trombone não era só um grupo. Apesar do Hamilton Vaz Pereira ter sido sempre um autor e um diretor, a gente criava coletivamente, escrevia coletivamente, improvisava. Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje é uma coisa que me atrapalha. Todo mundo fala: "escreve um livro". Eu tenho vontade, mas falo que para escrever um livro preciso de umas 10 pessoas de público, todo mundo junto. Sou tão grupal que é difícil. Ao mesmo tempo, eu tive que ser muito autoral. Eu, Tu, Eles foi a primeira vez que alguém me tirou para dançar. Antes eu fiz participações em muitos filmes, mas foi a primeira protagonista. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto. Então, eu sempre inventei um mundo para mim. No teatro eu não achava lugar para mim, então tive que inventar um, que era o Asdrúbal. Quando eu era novinha e fui para a televisão, eu não ia ser a mocinha na novela. Então fiz a TV Pirata, o Programa Legal, o Brasil Legal. Aquilo tudo não existia na televisão, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali. Eu sempre me acostumei não a mandar, mas a ter total confiança de me jogar.  E nos trabalhos de atriz, como é? No Asdrúbal eu me lembro que uma vez eu virei umas três noites fazendo roupa de foca, que era de pelúcia, e entupia o gabinete na máquina. Eu distribuía filipeta, colava cartaz, pregava cenário na parede. Tudo, todo mundo fazia tudo. É difícil quando eu vou para uma novela e não posso falar que aquele figurino não tem a ver com a minha personagem, que essa casa está muito chique para ela ou acho que aqui no texto, se eu falasse mais normalzão, ia ficar mais legal. Mas eu aprendi. Porque também tem autores e autores. Eu fiz três novelas com papéis de maior relevância. Cambalacho, em que fiz a Tina Pepper, um personagem coadjuvante que ganhou a novela. Foi ao ar em 1986 e até hoje tem gente botando a dancinha e a música no YouTube, cantando. Isso também, tá vendo? É pré-internet e recebo cortes toda hora, porque aquilo já tinha cara de internet. Depois a Dona Lurdes, de Amor de Mãe, e a Zoé, de Todas as Flores. Uma é uma menina preta da periferia de São Paulo. A outra uma mulher nordestina do sertão, com cinco filhos. A terceira é uma truqueira carioca rica que morava na Barra. São três universos, mas as três foram muito fortes. Tenho muito orgulho dessas novelas. Mas quando comecei, pensei: "Gente, como é que vai ser?". Não é o meu programa. Não posso falar que a edição está lenta, que devia apertar. O começo foi difícil, mas depois que peguei a manha de ser funcionária, fazer o meu e saber que não vou ligar para o cenário, para o figurino, para a comida e não sei o quê, falei: "Isso aqui, perto de fazer um programa como o Esquenta ou o Programa Legal, é como férias no Havaí".  Você é do tipo que não aguenta ficar sozinha ou você gosta da sua companhia? Essa é uma coisa que venho perseguindo há alguns anos. Ainda estou assim: sozinha, sabendo que, se quiser, tem alguém ali. Mas ainda apanho muito para ficar sozinha porque, justamente, a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito. Fui criada assim, em uma família que eram três filhas, uma mãe e uma tia. Cinco mulheres num apartamento relativamente pequeno, um banheiro, então uma está escovando os dentes, outra está fazendo xixi, outra está tomando banho, todas no mesmo horário para ir para a escola. Então é muito difícil para mim ficar sozinha, mas tenho buscado muito. Quando falam "você pode fazer um pedido", eu peço para ter mais paciência e para aprender a ficar sozinha.  Você contou agora há pouco que fazia figurinos lá no Asdrúbal e também já vi você falando que sempre aparecia na lista das mais mal vestidas do Brasil. Como é ser julgada permanentemente? Agora já melhorou, mas esse é um aspecto que aparece mais porque existe uma lista de “mais mal vestidas". Se existisse lista para outras transgressões, eu estaria em todas elas. Não só porque sou transgressora, mas porque há uma demanda que eu seja. Quando não sou, o pessoal até estranha. Eu sempre gostei muito de moda, mais que isso, de me expressar através das roupas. E isso saía muito do padrão, principalmente na televisão, do blazer salmão, do nude, da unha com misturinha, do cabelo com escova. Volta e meia vinha, nos primórdios das redes sociais: "Ela não tem dinheiro para fazer uma escova naquele cabelo?". "Não tem ninguém para botar uma roupa normal nela?".  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49c62141c1/header-regina-interna4.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Regina Casé falou à Trip em 1999, quando estampou as Páginas Negras; ALT_TEXT=] Antes da internet, existiam muitas colunas sociais em jornal. Tinha um jornalista no O Globo que me detonava uma semana sim e outra não. Eu nunca vou me esquecer. Ele falava de uma bolsa que eu tinha da Vivienne Westwood, que inclusive juntei muito para poder comprar. Eu era apaixonada por ela, que além de tudo era uma ativista, uma mulher importantíssima na gênese do Sex Pistols e do movimento punk. Ele falava o tempo todo: "Estava não sei onde e veio a Regina com aquela bolsa horrorosa que comprou no Saara". O Saara no Rio corresponde à 25 de março em São Paulo, e são lugares que sempre frequentei, que amo e que compro bolsas também. Eu usava muito torço no cabelo, e ele escrevia: "Lá vem a lavadeira do Abaeté". Mais uma vez, não só sendo preconceituoso, mas achando que estava me xingando de alguma coisa que eu acharia ruim. Eu pensava: nossa, que maravilha, estou parecendo uma lavadeira do Abaeté e não alguém com um blazer salmão, com uma blusa bege, uma bolsa arrumadinha de marca. Pra mim era elogio, mas era chato, porque cria um estigma. E aí um monte de gente, muito burra, vai no rodo e fala: "Ela é cafona, ela é horrorosa". Por isso que acho que fiquei muito tempo nessas listas.  O filme “Ainda Estou Aqui” está sendo um alento para o Brasil, uma coisa bem gostosa de ver, uma obra iluminada. A Fernanda Torres virou uma espécie de embaixadora do Brasil, falando de uma forma muito legal sobre o país, sobre a cultura. Imagino que pra você, que vivenciou essa época no Rio de Janeiro, seja ainda mais especial. Eu vivi aquela época toda e o filme, mesmo sem mostrar a tortura e as barbaridades que aconteceram, reproduz a angústia. Na parte em que as coisas não estão explicitadas, você só percebe que algo está acontecendo, e a angústia que vem dali. Mesmo depois, quando alguma coisa concreta aconteceu, você não sabe exatamente do que está com medo, o que pode acontecer a qualquer momento, porque tudo era tão aleatório, sem justificativa, ninguém era processado, julgado e preso. O filme reproduz essa sensação, mesmo para quem não viveu. É maravilhoso, maravilhoso.  [QUOTE=1219] Não vou dizer que por sorte porque ele tem todos os méritos, mas o filme caiu num momento em que a gente estava muito sofrido culturalmente. Nós, artistas, tínhamos virado bandidos, pessoas que se aproveitam. Eu nunca usei a lei Rouanet, ainda que ache ela muito boa, mas passou-se a usar isso quase como um xingamento, de uma maneira horrível. E todos os artistas muito desrespeitados, inclusive a própria Fernanda, Fernandona, a pessoa que a gente mais tem que respeitar na cultura do país. O filme veio não como uma revanche. Ele veio doce, suave e brilhantemente cuidar dessa ferida. Na equipe tenho muitos amigos, praticamente família, o Walter, a Nanda, a Fernanda. Sou tão amiga da Fernanda quanto da Nanda, sou meio mãe da Nanda, mas sou meio filha da Fernanda, sou meio irmã da Nanda e também da Fernanda. É bem misturado, e convivo muito com as duas. Por acaso, recebi ontem um presente e um cartão de aniversário da Fernandona que é muito impressionante. Tão bonitinho, acho que ela não vai ficar brava se eu mostrar para vocês. O que o cartão diz? Ela diz assim: "Regina, querida, primeiro: meu útero sabe que a Nanda já está com esse Oscar”. Adorei essa frase. "Segundo, estou trabalhando demais, está me esgotando. Teria uma leitura de 14 trechos magníficos, de acadêmicos, que estou preparando essa apresentação para a abertura da Academia [Brasileira de Letras], que está em recesso. O esgotamento acho que é por conta dos quase 100 anos que tenho". Imagina... Com esse trabalho todo. Aí ela faz um desenho lindo de flores com o coração: "Regina da nossa vida, feliz aniversário, feliz sempre da Fernanda". E me manda uma toalhinha bordada lindíssima com um PS: "Fernando [Torres] e eu compramos essa toalhinha de mão no Nordeste numa das temporadas de nossa vida pelo Brasil afora. Aliás, nós comprávamos muito lembranças como essa. Essa que eu lhe envio está até manchadinha, mas ela está feliz porque está indo para a pessoa certa. Está manchadinha porque está guardadinha faz muitos anos". Olha que coisa. Como é que essa mulher com quase 100 anos, com a filha indicada ao Oscar, trabalhando desse jeito, decorando 14 textos, tem tempo de ser tão amorosa, gentil, generosa e me fazer chorar? Não existe. Ela é maravilhosa demais. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b9f0f548/header-regina-interna3.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu queria te ouvir sobre outro assunto. Há alguns anos a menopausa era um tema absolutamente proibido. As mulheres se sentiam mal, os homens, então, saíam correndo. Os médicos não falavam, as famílias não falavam. E é engraçado essa coisa do pêndulo. De repente vira uma onda, artistas falando, saem dezenas de livros sobre o assunto. Como foi para você? Você acha que estamos melhorando na maneira de lidar com as nossas questões enquanto humanidade? É bem complexo. Tem aspectos que acho que estão melhorando muito. Qualquer família que tinha uma pessoa com deficiência antigamente escondia essa pessoa, ela era quase trancada num quarto, onde nem as visitas da casa iam. E hoje em dia todas essas pessoas estão expostas, inclusive ao preconceito e ao sofrimento, mas estão na vida, na rua. Há um tempo não só não podia ter um casal gay casado como não existia nem a expressão "casal gay", porque as pessoas no máximo tinham um caso escondido com outra pessoa. Então em muitos aspectos a gente avançou bastante. Não sei se é porque agora estou ficando bem mais velha, mas acho que esse assunto do etarismo está chegando ainda de uma maneira muito nichada. Se você for assistir a esse meu primeiro TED, eu falo que a gente não pode pegar e repetir, macaquear as coisas dos Estados Unidos. Essa ideia de grupo de apoio. Sinto que essa coisa da menopausa, do etarismo, fica muito de mulher para mulher, um grupo de mulheres daquela idade. Mas não acho que isso faz um garoto de 16 anos entender que eu, uma mulher de 70 anos, posso gostar de basquete, de funk, de sambar, de namorar, de dançar. Isso tudo fica numa bolha bem impermeável. E não acho que a comunicação está indo para outros lados. É mais você, minha amiga, que também está sentindo calores. [QUOTE=1220] Tem uma coisa americana que inventaram que é muito chata. Por exemplo, a terceira idade. Aí vai ter um baile, um monte de velhinhos e velhinhas dançando todos juntos. Claro que é melhor do que ficar em casa deprimido, mas é chato. Acho que essa festa tem que ter todo mundo. Tem que ter os gays, as crianças, todo mundo nessa mesma pista com um DJ bom, com uma batucada boa. Senão você vai numa festa e todas as pessoas são idênticas. Você vai em um restaurante e tem um aquário onde põem as crianças dentro de um vidro enquanto você come. Mas a criança tem que estar na mesa ouvindo o que você está falando, comendo um troço que ela não come normalmente. O menu kids é uma aberração. Os meus filhos comem tudo, qualquer coisa que estiver na mesa, do jeito que for. Mas é tudo separado. Essa coisa de imitar americano, entendeu? Então, acho que essa coisa da menopausa está um pouco ali. Tem que abrir para a gente conversar, tem que falar sobre menopausa com o MC Cabelinho. Eu passei meio batida, porque, por sorte, não tive sintomas físicos mais fortes. Senti um pouco mais de calor, mas como aqui é tão calor e eu sou tão agitada, eu nunca soube que aquilo era específico da menopausa.  Vou mudar um pouco de assunto porque não dá para deixar de falar sobre isso. Uma das melhores entrevistas do Trip FM no ano passado foi com seu marido, o cineasta Estêvão Ciavatta. Ele contou do acidente num passeio a cavalo que o deixou paralisado do pescoço para baixo e com chances de não voltar a andar. E fez uma declaração muito forte sobre o que você representou nessa recuperação surpreendente dele. A expressão "estamos juntos" virou meio banal, mas, de fato, você estava junto ali. Voltando a falar do etarismo, o Estêvão foi muito corajoso de casar com uma mulher que era quase 15 anos mais velha, totalmente estabelecida profissionalmente, conhecida em qualquer lugar, que tinha sido casada com um cara maravilhoso, o Luiz Zerbini, que tinha uma filha, uma roda de amigos muito grande, um símbolo muito sólido, tudo isso. Ele propôs casar comigo, na igreja, com 45 anos. Eu, hippie, do Asdrúbal e tudo, levei um susto, nunca pensei que eu casar. O que aconteceu? Eu levei esse compromisso muito a sério, e não é o compromisso de ficar com a pessoa na saúde, na doença, na alegria, na tristeza. É também, mas é o compromisso de, bom, vamos entrar nessa? Então eu vou aprender como faz isso, como é esse amor, como é essa pessoa, eu vou aprender a te amar do jeito que você é. Acho que o pessoal casa meio de brincadeira, mas eu casei a sério mesmo, e estamos casados há 28 anos. Então, quando aconteceu aquilo, eu falei: ué, a gente resolveu ficar junto e viver o que a vida trouxesse pra gente, então vamos embora. O que der disso, vamos arrumar um jeito, mas estamos juntos. E acho que teve uma coisa que me ajudou muito. O quê? Aqui em casa é tipo pátio dos milagres. Teve isso que aconteceu com o Estêvão, e também a gente ter encontrado o Roque no momento que encontrou [seu filho caçula, hoje com 11 anos, foi adotado pelo casal quando bebê]. A vida que a gente tem hoje é inacreditável. Parece realmente que levou oito anos, o tempo que demorou para encontrar o filho da gente, porque estava perdido em algum lugar, igual a Dona Lurdes, de Amor de Mãe. Essa é a sensação. E a Benedita, quando nasceu, quase morreu, e eu também. Ela teve Apgar [escala que avalia os recém-nascidos] zero, praticamente morreu e viveu. Nasceu superforte, ouvinte, gorda, forte, cabeluda, mas eu tive um descolamento de placenta, e com isso ela aspirou líquido. Ela ficou surda porque a entupiram de garamicina, um antibiótico autotóxico. Foi na melhor das intenções, pra evitar uma pneumonia pelo líquido que tinha aspirado, mas ninguém conhecia muito, eram os primórdios da UTI Neonatal. O que foi para a gente uma tragédia, porque ela nasceu bem. Só que ali aprendi um negócio que ajudou muito nessa história do Estêvão: a lidar com médico. E aprendi a não aceitar os "não". Então quando o cara dizia "você tem que reformar a sua casa, tira a banheira e bota só o chuveiro largo para poder entrar a cadeira de rodas", eu falava: "Como eu vou saber se ele vai ficar pra sempre na cadeira de rodas?".  [QUOTE=1221] Quando a Benedita fala "oi, tudo bem?", ela tem um leve sotaque, anasalado e grave, porque ela só tem os graves, não tem nem médio, nem agudo. Mas ela fala, canta, já ganhou concurso de karaokê. Quando alguém vê a audiometria da Benedita, a perda dela é tão severa, tão profunda, que falam: "Esse exame não é dessa pessoa". É o caso do Estêvão. Quando olham a lesão medular dele e veem ele andando de bicicleta com o Roque, falam: "Não é possível". Por isso eu digo que aqui em casa é o pátio dos milagres. A gente desconfia de tudo que é “não”. É claro que existem coisas que são limitações estruturais, e não adianta a gente querer que seja de outro jeito, mas ajuda muito duvidar e ir avançando a cada "não" até que ele realmente seja intransponível. No caso do Estêvão, acho que ele ficou feliz porque teve perto por perto não só uma onça cuidando e amando, mas uma onça que já tinha entendido isso. Porque se a gente tivesse se acomodado a cada “não”, talvez ele não estivesse do jeito que está hoje. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49af631476/header-regina-interna2.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu já vi você falar que essa coisa da onça é um pouco fruto do machismo, que você teve que virar braba para se colocar no meio de grupos que eram majoritariamente de homens, numa época que esse papo do machismo era bem menos entendido. Isso acabou forjando o seu jeito de ser? Com certeza. Eu queria ser homem. Achava que tudo seria mais fácil, melhor. Achava maravilhoso até a minha filha ser mulher. Fiquei assustadíssima. Falei: "Não vou ser capaz, não vou acertar". Aí botei a Benedita no futebol, foi artilheira e tudo, e fui cercando com uma ideia nem feminista, nem machista, mas de que o masculino ia ser melhor pra ela, mais fácil. Mas aí aprendi com a Benedita não só a amar as mulheres, mas a me amar como mulher, grávida, dando de mamar, criando outra mulher, me relacionando com amigas, com outras mulheres. Isso tudo veio depois da Benedita. Mas se você falar "antigamente o machismo"... Vou te dizer uma coisa. Se eu estou no carro e falo para o motorista “é ali, eu já vim aqui, você pode dobrar à direita”, ele pergunta assim: “Seu Estêvão, você sabe onde é para dobrar?”. Aí eu falo: “Vem cá, você quer que compre um pau para dizer pra você para dobrar à direita? Vou ter que botar toda vez que eu sentar aqui? Porque não é possível, estou te dizendo que eu já vim ali”. É muito impressionante, porque não é em grandes discussões, é o tempo todo. É porque a gente não repara, sabe? Quer dizer, eu reparo, você que é homem talvez não repare. Nesses momentos mais difíceis, na hora de lidar com os problemas de saúde da Benedita ou com o acidente punk do Estêvão, o que você acha que te ajudou mais: os anos de terapia ou o Terreiro de Gantois, casa de Candomblé que você frequenta em Salvador? As duas coisas, porque a minha terapia também foi muito aberta. E não só o Gantois como o Sacré-Coeur de Marie. Eu tenho uma formação católica. Outro dia eu ri muito porque a Mãe Menininha se declarava católica em sua biografia, e perguntaram: "E o Candomblé"? Ela falava: “Candomblé é outra coisa”. E eu vejo mais ou menos assim. Não é que são duas religiões, eu não posso pegar e jogar a criança junto com a água da bacia. É claro que eu tenho todas as críticas que você quiser à Igreja Católica, mas eu fui criada por essa avó Graziela, que era professora, uma mulher genial, e tão católica que, te juro, ela conversava com Nossa Senhora como eu estou conversando com você. Quando ela recebia uma graça muito grande, ligava para mim e para minhas irmãs e falava: "Venham aqui, porque eu recebi uma graça tão grande que preciso de vocês para agradecer comigo, sozinha não vou dar conta." Estudei em colégio de freiras a minha vida inteira, zero trauma de me sentir reprimida, me dava bem, gosto do universo, da igreja. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49cbe34551/header-regina-interna5.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, Regina Casé foi a entrevistada das Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Aí eu tenho um encontro com o Candomblé, lindíssimo, através da Mãe Menininha. Essa história é maravilhosa. O Caetano [Veloso] disse: "Mãe Menininha quer que você vá lá". Eu fiquei apavorada, porque achei que ela ia fazer uma revelação, tinha medo que fosse um vaticínio... Até que tomei coragem e fui. Cheguei lá com o olho arregalado, entrei no quarto, aquela coisa maravilhosa, aquela presença.. Aí eu pedi a benção e perguntei o que ela queria. Ela falou: "Nada não, queria conhecer a Tina Pepper". Então, não só o Gantuar, o Candomblé como um todo, só me trouxe coisas boas e acolhida. A minha relação com a Bahia vem desde os 12 anos de idade, depois eu acabei recebendo até a cidadania de tamanha paixão e dedicação. É incrível porque eu nunca procurei. No episódio da Benedita, no dia seguinte já recebi de várias pessoas orientações do que eu devia fazer. No episódio do Estêvão também, não só do Gantuar, mas da [Maria] Bethânia, e falavam: "Olha, você tem que fazer isso, você tem que cuidar daquilo". Então, como é que eu vou negar isso? Porque isso tudo está aqui dentro. Então, acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do “Eu Tu Eles”, que ficou com os três maridos. A vida vai passando por você e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins. A gente sabe que você tem uma rede de amizades absurda, é muito íntima de meio mundo. Eu queria brincar daquela história de te deixar sozinha numa ilha, sem internet, com todos os confortos, livros, música. Você pode ligar à vontade para os seus filhos, pro seu marido, mas só tem uma pessoa de fora do seu círculo familiar para quem você pode ligar duas vezes por semana. Quem seria o escolhido para você manter contato com a civilização? É curioso que meus grandes amigos não têm celular. Hermano [Vianna] não fala no celular, Caetano só fala por e-mail, é uma loucura, não é nem WhatsApp. Acho que escolheria o Caetano, porque numa ilha você precisa de um farol. Tenho outros faróis, mas o Caetano foi, durante toda a minha vida, o meu farol mais alto, meu norte. E acho que não suportaria ficar sem falar com ele. 

Desde el Corazón
CÓMO ARMONIZAR MI PRESENTE CON LO QUE IMAGINO PARA EL FUTURO

Desde el Corazón

Play Episode Listen Later Jan 29, 2025 18:01 Transcription Available


Send us a textEN ESTE EPISODIO: Profundizo en la relación entre estar presente y mantener deseos personales, explorando cómo estos conceptos se entrelazan y afectan nuestra evolución. Conversamos sobre el poder de la imaginación y cómo esta nos permite crear realidades mientras permanecemos en el ahora.Inscríbete en nuestra Escuela de Metafísica: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/escuela-de-metafísicaHaz una cita con uno de nuestros coaches o terapeutas sin costo previo: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/terapiasÚnete a nuestro grupo de Telegram, nos reunimos semanalmente y con frecuencia a través de zoom con entrada libre: https://t.me/desdeelcorazontelegramEstamos todo el día en vivo con música y reflexiones metafísicas para que estés en calma: https://www.youtube.com/watch?v=6DvQbtveeTUDescarga nuestro pequeño libro de verdades espirituales completamente gratis: https://www.desdeelcorazonpodcast.com/delmiedoalamorPuedes escuchar la música de Nathaly en todas las plataformas musicales como Spotify: https://open.spotify.com/intl-es/artist/4z2DfvXr85rmCziSpKPFIIVisita nuestra página web: https://www.desdeelcorazonpodcast.comEncuéntrame en las Redes Sociales@desde.el.corazon.podcast@nathalyferndezNOTA PARA TI: “Nunca olvides que tu poder radica en entender y aplicar tu eterna conexión con el espíritu infinito que solo puede obrar a través de tu mente. Mantén tu mente como un hermoso canal por donde pueda fluir la energía divina”.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 462: 29 de Enero del 2025 - Devoción para la mujer - ¨Amanecer con Jesús¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jan 28, 2025 4:08


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2025“AMANECER CON JESÚS”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================29 de EneroCódigo Hammurabi Vs. Código Divino«¡Espera en Jehová! ¡Esfuérzate y aliéntese tu corazón! ¡Sí, espera en Jehová!» (Salmos 27: 14).Cabe destacar que Sarai era una mujer muy hermosa y segura de sí misma, con una personalidad imponente y autoritaria, pero con una tristeza más grande que todas sus grandes virtudes por el deseo incumplido de ser madre. Sarai vivía en constante angustia porque en aquel tiempo la esterilidad era considerada una maldición, un castigo de Dios. Imagino que conocía los códigos legales de Mesopotamia escritos por Hammurabi que permitían que una sierva diera un hijo legítimo a su señora. Haciendo uso de su carácter y autoridad, dio su sierva a su esposo para darle una mano a Dios con la promesa de tener un hijo, ya que habían pasado diez años y esta aún no se cumplía.Abram y Sarai tenían los códigos divinos que les traerían dicha, armonía y entera satisfacción en el hogar mientras los obedecieran. También conocían los códigos humanos que permitían lo que Dios no permitía. Justificando así sus acciones se inclinaron por seguir el código equivocado. Como consecuencia, el ambiente familiar armonioso que se vivía se esfumó y aparecieron envidias, celos, pleitos y rivalidad e inclusive el castigo corporal a Agar por parte de Sarai.En la actualidad, las leyes humanas en algunos países han legalizado el consumo de sustancias nocivas, el casamiento entre personas del mismo género y el aborto de una criatura, por mencionar algunos. Sin embargo, que esté permitido por los hombres no significa que esté permitido por Dios. Las leyes que los legisladores aprueban para su propio beneficio y que van en contra de las leyes divinas, nunca traerán paz y felicidad a nuestra vida.Es la falta de fe la que nos lleva a pensar que Dios se olvidó de nosotras y en ese valle oscuro de la duda somos capaces de tomar decisiones que acarrean más penumbra al problema que quisimos resolver. La mente infalible de Dios no necesita que le presentemos nuestros pobres códigos, ya que estos distan mucho de ser lo que Dios anhela para nosotros. Esperar que el Señor actúe, siempre será mejor que apresurarnos a realizar lo que creemos correcto.Querida amiga, no necesitas hacer uso de las leyes modernas. Deja hoy en manos de Dios toda tu angustia, tus anhelos y tus planes. Permite al Espíritu Santo infundirte aliento y espera pacientemente en el Señor, si espera en él. 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 457: 02 de Enero del 2025 - Devoción para la mujer - ¨Amanecer con Jesús¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jan 1, 2025 4:11


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA MUJERES 2025“AMANECER CON JESÚS”Narrado por: Sirley DelgadilloDesde: Bucaramanga, ColombiaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================02 de Enero¿Tienes basura que tirar esta noche?«En paz me acostaré y asimismo dormiré, porque solo tú, Jehová, me haces vivir confiado» (Salmos 4: 8).El mercado al aire libre más grande de Europa es el Porta Palazzo y se encuentra en una plaza de Turín, Italia. Ahí se vende una gran variedad de frutas, verduras, especies, granos, carnes, quesos y más, que son adquiridos por personas de diversas partes del mundo. Al final de una jornada, el mercado se convierte en una enorme montaña de basura entre desperdicios de alimentos, cartones y maderas. Durante seis horas, una decena de hombres, con potentes máquinas, se encargan de dejar limpia la plaza para que comerciantes y compradores puedan hacer uso de ella al día siguiente.Nuestra vida es igual a un mercado. Diariamente, convivimos con diferentes tipos de problemas y preocupaciones que dejan basura en nuestro espacio. Es importante reconocer que otras veces nosotras mismas producimos esa basura. ¿Qué pasaría si las personas que limpian la plaza del mercado dijeran: «Hoy no limpiaremos porque mañana estará de nuevo con basura»? Imposible, ¿verdad? O, ¿podrías caminar en un mercado donde abasteces alimentos para tu familia en medio de desperdicios, moscas contaminando y pestilencia? Imagino que no.Lo mismo ocurre con nuestras mentes cuando no limpiamos la basura acumulada. Nadie en su sano juicio podría dormir en paz en medio de desperdicios malolientes y nadie quiere caminar por en medio de la basura. «En paz me acostaré» significa ir a dormir sin remordimientos, sin rencores, sin pensamientos que apestan y pudren nuestro corazón. Las malas relaciones interpersonales pueden convertirse en vidas acumuladoras de basura emocional que son potenciales focos de infección de enfermedades como el odio, la traición, las burlas, las mentiras, la falta de cortesía y un sinfín de daños mortales. La basura no huele rico; los desperdicios producen gusanos y quien duerme entre la basura no puede dormir en paz.Querida amiga, la buena noticia es que no necesitas seis horas, ni potentes máquinas para dejar limpia tu mente. Un momento de oración y estudio de tu salmo preferido antes de dormir, con una confesión sincera, dará lugar a que Jesús haga el proceso de limpieza en tu corazón. Entonces podrás decir: «Por eso me acuesto y duermo en paz, porque solo tú, Señor, me haces vivir confiada». Tirar la basura emocional es un gran objetivo para iniciar este año. 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 457: 31 de Diciembre del 2024 - Devoción matutina para pequeños - ¨Conozco y cuido mi cuerpo¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Dec 30, 2024 2:41


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.e.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1=======================================================================CONOZCO Y CUIDO MI CUERPODevoción Matutina Para Pequeños 2024Narrado por: Ministerio JAE AsturiasDesde: Gijón, Asturias, España===================|| www.drministries.org ||===================31 DE DICIEMBREUNA MÁQUINA EXTRAORDINARIA«¡Te alabo porque soy una creación admirable! ¡Tus obras son maravillosas, y esto lo sé muy bien!» Salmos 139: 14 (NUEVA VERSIÓN INTERNACIONAL)"¿TE GUSTAN LAS COMPUTADORAS? Imagino que sí. Fueron creadas con miles de piezas pequeñitas por científicos muy inteligentes. Son fabulosas, pues hacen funciones sorprendentes: escuchar música, observar videos, investigar, escribir, dibujar, colorear, jugar, enviar correos. Trabajan rápidamente con tan solo oprimir una tecla. Durante este año, conocerás la máquina más fabulosa y maravillosa que solo Dios ha podido crear: tu cuerpo. Ningún científico ha logrado hacer algo parecido. Tu cuerpo es increíble, pues trabaja los 365 días del año. Está integrado por diversos sistemas, cada uno con órganos y partes específicas, que funcionan con una precisión extraordinaria. ¿Estás listo para conocerlo e iniciar esta nueva aventura? Prepárate para explorar, conocer y cuidar tu cuerpo.Actividad: Entona y memoriza el canto tema "Hecho por Dios" de la Escuela Bíblica de Vacaciones 2019.Oración: Querido Padre, gracias por crearme con la máquina más extraordinaria del mundo, mi cuerpo. 

Café com Tulipa
CT 3215 - Indisposto

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Dec 8, 2024 2:53


Imagino que você conheça alguém que está sempre indisposto, talvez você possa estar se sentindo assim. A Escritura nos exorta a fazer tudo com amor, portanto, a indisposição não deveria achar lugar em nossa vida. Quem faz com amor abençoa as pessoas, sabe que sua ação pode ser um instrumento para mudar pessoas e situações. Deixe a indisposição de lado e faça tudo com amor.

Se Habla Español
Noticia 53: Tragedia en Valencia - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Nov 24, 2024 20:55


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en iVoox y Patreon: Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol iVoox: https://www.ivoox.com/podcast-se-habla-espanol_sq_f1171214_1.html Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Hola, ¿cómo va todo? Espero que bien, al menos, mejor que en la Comunidad Valenciana, en mi país. Imagino que estarás al tanto de lo que sucedió el pasado 29 octubre en esa zona de España. Seguro que has visto las imágenes en televisión, porque han dado la vuelta al mundo. De hecho, estamos hablando de la mayor tragedia natural de la historia de mi país, con más de 220 fallecidos. Y antes de seguir adelante quería explicar por qué no te he hablado de este tema en los episodios anteriores. La explicación es muy sencilla. Durante las últimas semanas he viajado mucho por razones de trabajo, de modo que tuve que grabar esos episodios con bastante antelación, porque sabía que iba a tener tiempo. Y es que he estado en Barcelona, en Madrid, en Eslovenia y en Croacia. Y pocas semanas antes también estuve en Bélgica y en los Países Bajos. Esa es la razón por la que tuve que grabar los episodios mucho antes de que se publicaran. Así que, ahora por fin puedo explicarte lo que ha sucedido, aunque sin entrar en grandes detalles, porque tampoco es el objetivo de estos episodios. Y lo primero de todo es recordar a las víctimas, personas inocentes que no se merecían un final así. Un abrazo muy fuerte para sus familias y para todas esas personas que siguen con vida, pero que lo han perdido casi todo. Tengo un par de amigos que viven en Valencia, y nada más conocer lo que estaba sucediendo les envié un mensaje para saber si sus familias estaban bien. Afortunadamente, ningún familiar sufrió las trágicas consecuencias de lo que se conoce como DANA, antes conocida en España como gota fría. Para que lo entiendas de una manera muy sencilla, la DANA es un fenómeno meteorológico en el que una masa de aire polar muy frío se encuentra con el aire más cálido y húmedo que suele haber en el mar Mediterráneo. Ese choque entre las dos masas de aire genera fuertes tormentas, sobre todo a finales del verano y principios del otoño, cuando la temperatura marítima es más elevada. Eso fue lo que sucedió el 29 de octubre, pero con una fuerza nunca antes vista en esa zona de la Comunidad Valenciana. El agua desbordó ríos, arroyos e inundó poblaciones enteras arrasando con todo lo que encontraba a su paso. Las imágenes que hemos podido ver son aterradoras. Muchas personas quedaron atrapadas en el interior de sus vehículos, otras fueron arrastradas por la corriente, y otras muchas quedaron aisladas en mitad del agua. En España se ha producido una fuerte polémica entre los dos partidos políticos más importantes del país, el Partido Socialista del presidente español Pedro Sánchez, y el Partido Popular del presidente de la Comunidad Valenciana, Carlos Mazón. Se echan la culpa mutuamente de no haber actuado a tiempo. Pero no voy a entrar en ese tema porque es muy complicado y tampoco tengo todos los datos como para explicártelo bien. Lo que vamos a hacer es escuchar una noticia que habla de las consecuencias de lo sucedido en los menores de edad, porque han tenido que presenciar escenas que no podrán olvidar fácilmente, y eso siempre genera problemas psicológicos. La noticia pertenece a Radio Nacional de España, y en ella vas a escuchar tres voces distintas. Así que, presta mucha atención a lo que nos cuentan. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Esa gestión de las emociones es clave para que los traumas provocados por la tragedia vayan desapareciendo poco a poco, aunque no es una tarea sencilla. Vamos con las palabras y expresiones que pueden resultar más complicadas dentro de la noticia que acabamos de escuchar. Y empezamos con una expresión muy fácil, estar atento, que significa prestar atención. Te pongo un ejemplo distinto al que hemos escuchado. Los alumnos deben estar atentos en clase para comprender las explicaciones del profesor. Seguimos con la palabra secuela, que tiene dos significados. Una secuela puede ser una película, una serie de televisión o un libro que continúa una historia anterior. Por ejemplo, la película tuvo tanto éxito que decidieron hacer una secuela al año siguiente. Ese sería el primer significado. Pero una secuela también puede ser una consecuencia negativa de algo, como un suceso o una enfermedad. Y es el significado que se utiliza en nuestra noticia. Más ejemplos. La enfermedad le dejó como secuela una leve dificultad para caminar. Esa fue la consecuencia negativa de la enfermedad, que a partir de ese momento ya no pudo caminar como antes. Pasamos al verbo advertir, que significa avisar a alguien sobre una situación negativa que puede producirse. La policía advirtió a los conductores sobre el peligro de conducir con lluvia. Una advertencia es un aviso. La siguiente palabra merece un capítulo especial. Estoy hablando del apego, que puede entenderse como algo positivo o negativo, depende del contexto. Pero vamos a empezar explicando lo que significa. El apego es un vínculo, una relación o una conexión especial hacia alguien o hacia algo. Se puede tener apego a una persona, a una cosa o también a un lugar. Por ejemplo, María siente un gran apego por sus abuelos, siempre quiere estar con ellos. O sea, tiene un vínculo especial con ellos, una conexión diferente a la que tiene con el resto. Si nos referimos a un lugar, tenemos este otro ejemplo. Aunque Pedro se trasladó a otra ciudad por el trabajo, sigue teniendo un fuerte apego a su ciudad natal. En definitiva, al vivir lejos, se acuerda mucho de su ciudad, porque siempre le ha gustado mucho. Vale, pero antes te decía que puede tener una connotación negativa, sobre todo cuando el apego pasa de vínculo a dependencia. Por ejemplo, Laura tiene demasiado apego a sus padres y le cuesta hacer su propia vida. Está tan unida a sus padres que apenas tiene vida social, no se relaciona con otras personas. Creo que ahora entiendes perfectamente la palabra apego, ¿verdad? Bien. En la noticia dice que, después de un trauma, algunos niños vuelven a chuparse el dedo. El verbo chupar se usa cuando utilizamos la boca o la lengua para comer algo, por ejemplo un caramelo o un helado. El caramelo se derrite en nuestra boca gracias a la humedad de nuestra lengua. Y para comernos un helado sacamos la lengua una y otra vez. Y sobre este verbo hay algo curioso, porque en España hay una empresa que se llama Chupa Chups y que fabrica caramelos con un pequeño palo de color blanco. A esos caramelos los llamamos como la empresa, Chupa Chups, y suelen tener un chicle en el interior. Bueno, pues los chupa chups también se chupan, de ahí viene su nombre. Antes hablábamos del apego, y ahora tenemos una expresión parecida, estar pegado, que significa estar junto a alguien. El verbo pegar significa unir, juntar, y suele hacerse con pegamento, algo que suelen utilizar mucho los niños en el colegio. Bueno, ahora no sé si se usa tanto, pero cuando yo era pequeño siempre llevábamos una barra de pegamento en la mochila del colegio. El caso es que estar pegado a alguien significa estar a su lado. Por ejemplo, desde que son novios, Luis siempre está pegado a María, no se separa de ella nunca. Bien, luego tenemos dos palabras que podrían ser sinónimas, retroceso y regresión. Ambas se refieren a la acción de ir hacia atrás en un proceso, no avanzar, sino volver a estados anteriores. Creo que lo entiendes, porque en otros idiomas son parecidas, ¿no? Pero te pongo un ejemplo. Después de las vacaciones de verano el niño sufrió un retroceso o una regresión en la lectura. O sea, como no leyó durante el verano, pues perdió un poco la habilidad para leer, fue hacia atrás o retrocedió, que también es un verbo, retroceder, ir hacia atrás. Por último, otro verbo, resaltar, que no significa volver a saltar, sino destacar algo, subrayar, llamar la atención sobre algo. Por ejemplo, durante su discurso, el director de la empresa resaltó la gran labor de los trabajadores. Es decir, el jefe destacó como algo importante el trabajo realizado por sus empleados. Se entiende bien, ¿no? Pues esa era la última palabra que tenía que explicarte. De modo que ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Aquí la tienes. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Me acabo de dar cuenta de que antes no te he hablado del acompañamiento emocional, aunque supongo que lo habrás entendido. Acompañamiento es el sustantivo del verbo acompañar, ir junto a alguien, hacer compañía. Y emocional se refiere a las emociones, a los sentimientos. Por tanto, el acompañamiento emocional nos habla de estar al lado de la persona que ha sufrido un trauma para ayudarle a gestionar sus emociones, las cosas que siente en esos duros momentos. Y dicho esto, vamos con el resumen de la noticia con otras palabras. En primer lugar, el presentador del informativo dice que los especialistas consideran importante que los padres presten atención a las posibles consecuencias negativas de la tragedia. Esas consecuencias pueden traducirse en problemas emocionales de distinto tipo en los menores de edad. La periodista que desarrolla la información introduce a una psicóloga experta en estos temas. Y, según la especialista, los niños pueden experimentar cambios en su comportamiento después de una situación dramática como la vivida en Valencia. En concreto, la psicóloga explica que algunos chicos van hacia atrás en su evolución, y vuelven a hacer cosas que solían hacer cuando eran más pequeños. La especialista también cuenta que los que ya no son tan niños también sufren las consecuencias negativas de algo así, pero de otra forma. Por ejemplo, una de las cosas que suelen ocurrir es una especie de miedo a seguir avanzando. Por último, la periodista recuerda que el papel de los familiares es clave, es fundamental para la recuperación emocional de los menores de edad. Bueno, he intentado no repetir lo mismo que has escuchado en la noticia, aunque a veces resulta complicado encontrar otra palabra. Espero haberlo conseguido para ayudarte a mejorar tu vocabulario. Y ahora vamos a escuchar la información por última vez. Mucha atención. Ahora tienes que entenderlo todo casi perfectamente. “Los psicólogos aconsejan a los padres que estén atentos por si los menores desarrollan alguna secuela por las situaciones vividas durante la DANA, que se manifiestan de distintas formas según la edad del menor, Rebeca Barroso. La psicóloga educacional Maripaz Vega advierte que situaciones catastróficas como esta pueden provocar síntomas psicológicos en los más pequeños, como apego hacia sus padres, o manifestar comportamientos que ya habían superado. Comportamientos que ya no tenían, ¿no?, niños que ya no tenían, ya no se chupaban el dedo, niños que no estaban todo el día pegados a sus padres, y ahora de repente manifiesten como una especie de retroceso evolutivo en ese sentido, ¿no? Si en los niños pueden aparecer regresiones, en los adolescentes, según la psicóloga, las secuelas se traducen en un nerviosismo que les impide seguir adelante con sus rutinas. No querer hacer actividades, ir al colegio, no querer estar con otros niños, o sea, un poco estar alerta. La especialista resalta el papel de los padres para ayudar a superar estos traumas. Insiste en que el acompañamiento emocional pasa por explicar a los menores, con un lenguaje adaptado a su edad, las situaciones que están viviendo y en enseñarles a gestionar las emociones negativas.” Pues ojalá que esos menores que han sufrido las consecuencias emocionales de la tragedia se recuperen pronto. Seguro que lo harán gracias a la ayuda de sus familiares y de los especialistas en la materia, como los psicólogos. Bueno, vamos a repasar ya las palabras y expresiones que hemos aprendido hoy. Son estas: -Estar atento:prestar atención. -Secuela: consecuencia negativa de un suceso o de una enfermedad -Advertir: avisar a alguien sobre una situación negativa que puede producirse. -Apego: vínculo, relación o conexión especial hacia alguien o hacia algo. -Chupar: utilizar la boca o la lengua para comer algo, por ejemplo, un caramelo o un helado. -Estar pegado: estar junto a otra persona. -Retroceso y regresión: acción de ir hacia atrás en un proceso, volver a estados anteriores. -Resaltar: destacar, subrayar. Si yo tuviera que resaltar algo de las personas que apoyan este proyecto dirían que son muy generosas, destacaría o subrayaría su generosidad. Así que, muchas gracias por tu ayuda, porque tú eres una de esas personas. Y ha sido un placer acompañarte una semana más, aunque esta vez el tema no era muy agradable, pero tenía que hablar de lo que ha ocurrido en mi país. Te espero la próxima semana. Cuídate. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Palabras Mayores
Me imagino que Falcao jugará por la amarillo, azul y rojo, esa fue la que lo convocó

Palabras Mayores

Play Episode Listen Later Sep 27, 2024 23:42


Los Danieles
Columna - Daniel Samper Pizano - Cuando me dé la gana

Los Danieles

Play Episode Listen Later Sep 24, 2024 6:19


Imagino que dentro de un tiempo se reconocerá en forma amplia el derecho a no seguir vivo sin que la víctima necesite acreditar dolores insoportables o enfermedades incurables.

Viracasacas Podcast
RT Comentado 23 - Conselhos do Nick

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Aug 16, 2024 22:05


Nesta semana quero, mais do que nunca, compartilhar com vocês uma coisa legal que encontrei. Imagino que vocês conheçam o Nick Cave, nem que seja pela música Red Right Hand, da trilha do seriado Peaky Blinders. Ele é um baita compositor, morou no Brasil, e, tragicamente, perdeu dois filhos. O que descobri recentemente (uma verdadeira vergonha!) é que ele tem um site, The Red Hand Files, onde ele responde mensagens de fãs e, bom, é uma das coisas mais legais que vi nos últimos tempos. O cara é um artista rodado, famoso e tira tempo para responder o pessoal. Às vezes ele é meio piegas, mas acho de uma sensibilidade tão grande fazer isso que quero ler algumas das respostas deles aqui. Espero que gostem. Site: theredhandfiles.com Siga a gente no Instagram!  https://www.instagram.com/viracasacaspodcast/  

Se Habla Español
Se Habla Español Noticias 49: Guerra al turismo masivo - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 22:32


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en iVoox y Patreon: Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol iVoox: https://www.ivoox.com/podcast-se-habla-espanol_sq_f1171214_1.html Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Hola, ¿cómo estás? ¿Has pasado ya alguna ola de calor este verano? Por suerte, aquí en Luxemburgo todavía no hemos superado los 30 grados ningún día, y ya estamos en el mes de agosto. Hasta ahora, la temperatura media desde que empezó el verano debe rondar los 23 o 24 grados, nada más. Apenas hemos superado los 26 grados unos seis o siete días en total. Para estar trabajando, no está mal, ¿verdad? Al menos, a mí no me importa tener un clima así de suave en esta época del año. Y creo que durante las vacaciones vamos a tener una temperatura similar, porque vamos a ir a Galicia, al norte de España, y el clima es muy parecido al de aquí. Sólo nos queda una semana para volar a Madrid, y desde allí viajaremos en coche hasta la provincia de Lugo que, como te decía, está en la comunidad autónoma de Galicia. Será un placer pasear por la playa, ver de nuevo a algunos amigos y desconectar un poco de la cantidad de horas que estoy trabajando aquí. Por cierto, en esa parte de Galicia a la que solemos ir cada verano de vacaciones no hay un turismo masivo, aunque es cierto que con el paso de los años ha aumentado el número de familias que eligen ese lugar para su descanso. Y digo familias porque suele ser un turismo familiar, y también nacional. No hay mucha gente de otros países. Imagino que si un extranjero viene a España lo que está buscando es sol y calor, y en el norte de mi país el clima no es así. Puede llover cualquier día, se necesita una chaqueta por la noche y el agua del mar está bastante fría, aunque yo me suelo bañar todos los días que bajo a la playa. Y te cuento todo esto porque la noticia que vamos a escuchar hoy habla precisamente del turismo masivo que se vive en otros lugares de España, por ejemplo, en las islas Baleares. Estoy hablando de Mallorca, Menorca e Ibiza. Pero la información se refiere, concretamente, a Mallorca, que es la isla más grande de Baleares. Recuerdo que poco después de casarnos, mi mujer y yo decidimos ir unos días a Mallorca, quizá porque el viaje era barato y en aquel momento no teníamos mucho dinero. El caso es que nos sorprendió mucho que todo estuviera preparado para los turistas extranjeros. Incluso nos costó encontrar restaurantes donde hablaran español. Es verdad que estuvimos en la zona más turística de la isla, pero aún así, nos parecía estar en otro país. Imagino que si tú vives en una zona turística, también habrás vivido algo similar. Es una sensación extraña. Sucede lo mismo cuando vas de vacaciones al Caribe. Hay países en los que todo está preparado para que los turistas se sientan cómodos, porque viven de eso. Y en las islas Baleares sucede algo parecido, que casi toda la riqueza la genera o la produce el turismo. Pero las personas que han nacido ahí no se sienten cómodas, porque año tras año ven crecer el número de turistas que visitan su ciudad, y parece que ese crecimiento no tiene fin, o tiene límites. Así que, han decidido salir a la calle para protestar. Eso es lo que vamos a escuchar en la noticia de hoy. Y pertenece a la emisora pública de mi país, Radio Nacional de España, la emisora que suelo escuchar por la mañana nada más levantarme aquí en Luxemburgo. Me gusta escuchar lo que pasa en mi país cuando estoy desayunando antes de marcharme a trabajar. Y luego lo comento en la comida con otros compañeros españoles que trabajan conmigo. Pero esta vez voy a comentar la noticia contigo. Y lo primero que tenemos que hacer es escucharla. Vas a encontrar varias voces, algunas complicadas, porque habla gente de la calle. Presta atención a todo lo que dicen. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” No sé si has captado el nombre del portavoz de los manifestantes. Se llama Pere Joan, que son dos nombres en mallorquín o en catalán, que son muy parecidos. En español sería Pedro Juan, Pere Joan. Y su apellido es Femenía. Por cierto, ¿sabes lo que es un portavoz? El portavoz es la persona que habla en nombre de un grupo, que puede ser un partido político, un conjunto de padres y madres de un colegio, un departamento de policía… Por ejemplo, el portavoz de la policía les explicó a los periodistas todos los detalles del crimen. Y en este caso, el femenino de portavoz también es portavoz. No le añadimos una “a”. Por lo tanto, diríamos: “La portavoz del Partido Socialista denunció ante los medios el aumento de las noticias falsas”. Un portavoz o una portavoz es la que porta la voz. Y el verbo portar significa llevar. El portavoz es el que lleva la voz de un grupo de personas. Perdóname, porque esta vez no he empezado por el principio, pero como te he hablado del nombre del portavoz, me parecía lógico aprovechar la ocasión para explicarte el significado de esa palabra. Ahora sí, volvemos al inicio para hablar de la manifestación multitudinaria que tuvo lugar en Palma de Mallorca. Y el adjetivo “multitudinaria” significa que hay mucha gente. Te voy a poner otro ejemplo. El sábado asistí a un concierto multitudinario de un grupo muy famoso. O sea, el lugar donde se celebró el concierto estaba lleno de gente. Pasamos a la palabra oriunda. Una persona oriunda de un lugar es la que ha nacido o se ha criado ahí, la que tiene su origen en ese sitio. Por lo tanto, las personas oriundas de las islas Baleares son las que han nacido allí. Otro ejemplo. Mi amigo Luis vive en Noruega, pero es oriundo de Argentina. O sea, su origen es argentino. Allí nació y se crió, pero luego tuvo que trasladarse a Europa para buscar trabajo. Vamos ahora con un término muy interesante: lema. Un lema es una frase que identifica a una empresa, a una campaña electoral o a un colegio. Por ejemplo, el lema de la última campaña del Partido Popular en España fue “Tu voto es la respuesta”. Con esa frase, con ese lema, el Partido Popular quiere animar a la gente a votarles como respuesta al gobierno de izquierdas. Y en el otro lado, el lema del Partido Socialista fue este: “Pelea por lo quieres”, es decir, lucha por lo que deseas. Antes te ponía el ejemplo de un colegio. Un posible lema sería este otro: “Donde tus sueños se hacen realidad”. O sea, si vienes a nuestro colegio podrás ser lo que quieras en el futuro. Todas las empresas utilizan lemas como imagen de marca. El lema de la marca deportiva Nike es “Just do it”. Es uno de los lemas más famosos a nivel mundial. Bien, seguimos avanzando, y ahora nos encontramos con la palabra masificación, que es el proceso por el que un lugar o una actividad se convierte en multitudinaria, llena de gente. Por ejemplo, la masificación de las universidades ha llevado a una pérdida en la calidad de la educación. Ahora todo el mundo quiere tener una carrera universitaria, y las universidades están llenas. Y otro ejemplo: La masificación del transporte público es un desafío en las grandes ciudades. Es lo que ocurre en Madrid, que en hora punta es difícil subirse a un vagón de metro, porque van todos llenos. De hecho, alguna vez he tenido que esperar a que llegara el siguiente cuatro o cinco minutos después En cuanto al adjetivo desbordado, significa que algo ha superado sus límites habituales. Por ejemplo, tengo tantas cosas que hacer en el trabajo, que me siento completamente desbordado. O sea, he superado mis límites. No puedo llegar a todo lo que me piden. Y ahora un ejemplo sobre un lugar concreto, no sobre una persona. Los hospitales están desbordados debido al aumento de casos de gripe. Es decir, ya no hay camas libres para los nuevos enfermos. Los hospitales han superado sus límites de capacidad. Más cosas, estar excluida significa quedar fuera de un proceso de selección. Por ejemplo, mi hija quedó excluida en el último examen de acceso a un puesto de trabajo. O sea, mi hija no superó ese último examen y quedó fuera de la lista de personas que continuaban en el proceso. Y si antes te hablaba de los lemas, ahora nos encontramos con un lugar donde suelen escribirse esos lemas. Me refiero a las pancartas. Una pancarta puede ser un trozo de tela, un papel o una sábana en la que escribimos un mensaje o un lema, y suelen ir pegadas a un palo de madera, para sujetar la pancarta con la mano. Si es muy grande, se puede sujetar entre varias personas usando varios palos. En las manifestaciones suele haber muchas pancartas para dejar claro el motivo de esa manifestación. Si están en contra del presidente del gobierno, lo normal es que las pancartas digan “Presidente dimisión”, escrito con letras grandes. Eso es una pancarta. Y, como te decía, en las pancartas se escriben las reivindicaciones, las peticiones del grupo de personas que está protestando. Por ejemplo, los médicos están en huelga y su principal reivindicación o petición es un aumento de sueldo. Se sienten mal pagados. Por último, una situación es insostenible cuando no puede durar más tiempo, cuando hay que buscarle una solución inmediata, rápida. Te pongo un ejemplo. Mis amigos Pedro y María se fueron a vivir con los padres de ella, pero la convivencia era insostenible. O sea, no podía seguir viviendo con los padres de mi amiga, porque no se llevaban bien, había muchos problemas de convivencia. Por cierto, un plan o una idea también puede ser insostenible, porque no puede defenderse con argumentos sólidos o razonables. Por ejemplo, el proyecto que presentaron en la reunión era insostenible. Querían construir cien apartamentos en un terreno donde no había espacio para tantas viviendas. Bien, pues ya estamos preparados para escuchar la noticia por segunda vez. Aquí la tienes. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” Por si todavía tienes alguna duda, voy a resumir la noticia con otras palabras. Para empezar, el presentador del informativo nos cuenta que una gran cantidad de personas se han juntado en la capital de la isla de Mallorca para protestar por el aumento de turistas que llegan cada año a su ciudad. A continuación, la periodista que nos habla desde Palma de Mallorca nos recuerda la frase que han elegido los manifestantes para expresar su denuncia. Son siete palabras con las que piden medidas para acabar con la llegada de tantos turistas. Luego escuchamos la voz de algunos manifestantes, de algunas de las personas que están protestando. Uno dice que no están a gusto rodeados de tantos extranjeros. Otro aclara que no tienen nada en contra de los turistas, sino de los gobernantes, porque no toman ninguna medida para solucionar esta situación. También recuerdan que no pueden hacer una vida normal es su propia ciudad, y que en ocasiones se sienten extraños en su lugar de origen. Los manifestantes han expresado su enfado con diversos mensajes escritos en papeles, cartulinas o telas. Y la persona que ha hablado en nombre de todos ha dicho que el dinero que se gastan los turistas no se ve reflejado en un aumento de los servicios públicos para los habitantes de la isla. Por último, la periodista nos recuerda las peticiones más importantes de los mallorquines. Entre ellas, limitar la llegada de transportes masivos y controlar la compra de viviendas por parte de extranjeros. Y, una vez hecho el resumen, vamos con el tercer pase de la noticia. “En Baleares, nueva y multitudinaria manifestación contra el modelo turístico de masas. Miles de personas han recorrido este domingo las calles de Palma para denunciar los efectos que este tipo de turismo tiene sobre la población oriunda de la isla. Paula Bendito, buenas noches. Buenas noches. Así es, bajo el lema ‘Cambiemos el rumbo, pongamos límites al turismo', más de veinte mil personas han llenado las calles de Palma para protestar por la masificación de las islas. Quede reflejado pues que todo el pueblo, todos los mallorquines, toda la gente de Baleares pues no se siente cómoda con este rumbo. Creo que no es turismofobia, sino que ha llegado un punto que está completamente desbordado todo. Quiero decir, que no ha habido ningún tipo de regulación. La gente de la isla se siente excluida. Los mallorquines no podemos ir tranquilos a ningún lado, ni pasear por nuestra ciudad, ni ir a la playa. Lucían pancartas que decían “Esto ya no es un paraíso” o “No queremos vivir en un parque temático”, y también mensajes en inglés con lemas como “Vuestro lujo, nuestra miseria”. Pere Joan Femenía es uno de los portavoces. Hemos visto como el incremento de turistas también ha supuesto un incremento de la riqueza, pero esta riqueza no ha creado, digamos, bienestar social. Entre las principales reivindicaciones, los organizadores piden limitar el número de vuelos y cruceros que llegan a las islas, y regular la compra de viviendas a los no residentes. Este modelo económico, aseguran, es insostenible.” Ahora que estamos terminando me he dado cuenta de que no te he preguntado algo importante. ¿Alguna vez has estado en las islas Baleares? Si no estoy equivocado, creo que mi amigo Michael sí ha estado por allí. ¿Verdad, Michael? Si te apetece, déjame un comentario con tu opinión sobre el turismo de masas. Pero bueno, con independencia de eso, merece mucho la pena visitarlas, aunque te recomiendo que lo hagas en temporada baja, o sea, fuera de la época habitual de vacaciones. Venga, vamos a repasar las palabras que hemos aprendido hoy: Portavoz: persona que habla en nombre de un grupo. Multitudinaria: con mucha gente. Oriunda: que tiene su origen en un lugar concreto. Lema: frase que identifica a una empresa, a una campaña electoral o a un colegio. Masificación: proceso por el que un lugar o una actividad se convierte en multitudinaria, llena de gente. Desbordado: que algo ha superado sus límites habituales. Excluida: que ya está fuera de un proceso de selección. Pancartas: trozo de tela, papel o sábana en la que escribimos un mensaje o un lema. Reivindicaciones: peticiones. Insostenible: situación no puede durar más tiempo, que necesita una solución inmediata. Si recuerdas, al principio te decía que estaré un par de semanas de vacaciones en Galicia. Pero no te preocupes, porque seguiré compartiendo contigo un nuevo episodio cada domingo. Eso no va a cambiar. Me comprometí con todos vosotros y es lo menos que puedo hacer para daros las gracias por vuestro apoyo. Así que, hasta la próxima semana. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Daniel Ramos' Podcast
Episode 436: 02 de Julio del 2024 - Devoción matutina para pequeños - ¨Conozco y cuido mi cuerpo¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Jul 1, 2024 2:24


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1=======================================================================CONOZCO Y CUIDO MI CUERPODevoción Matutina Para Pequeños 2024Narrado por: Ministerio JAE AsturiasDesde: Gijón, Asturias, España===================|| www.drministries.org ||===================02 DE JULIOUNA MÁQUINA EXTRAORDINARIA«¡Te alabo porque soy una creación admirable! ¡Tus obras son maravillosas, y esto lo sé muy bien!» Salmos 139: 14 (NUEVA VERSIÓN INTERNACIONAL)"¿TE GUSTAN LAS COMPUTADORAS? Imagino que sí. Fueron creadas con miles de piezas pequeñitas por científicos muy inteligentes. Son fabulosas, pues hacen funciones sorprendentes: escuchar música, observar videos, investigar, escribir, dibujar, colorear, jugar, enviar correos. Trabajan rápidamente con tan solo oprimir una tecla. Durante este año, conocerás la máquina más fabulosa y maravillosa que solo Dios ha podido crear: tu cuerpo. Ningún científico ha logrado hacer algo parecido. Tu cuerpo es increíble, pues trabaja los 365 días del año. Está integrado por diversos sistemas, cada uno con órganos y partes específicas, que funcionan con una precisión extraordinaria. ¿Estás listo para conocerlo e iniciar esta nueva aventura? Prepárate para explorar, conocer y cuidar tu cuerpo.Actividad: Entona y memoriza el canto tema "Hecho por Dios" de la Escuela Bíblica de Vacaciones 2019.Oración: Querido Padre, gracias por crearme con la máquina más extraordinaria del mundo, mi cuerpo. 

Se Habla Español
Se Habla Español Noticias 47: Derrumbe de una terraza en Palma - Episodio exclusivo para mecenas

Se Habla Español

Play Episode Listen Later Jun 9, 2024 19:52


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en iVoox y Patreon: Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol iVoox: https://www.ivoox.com/podcast-se-habla-espanol_sq_f1171214_1.html Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Hola, ¿cómo estás? Espero que todo vaya bien por ahí. En Luxemburgo seguimos con un tiempo bastante lluvioso, y todavía no hemos superado los 20 grados de temperatura. Por un lado, me gustaría ver más el sol, pero tampoco quiero pasar mucho calor. Así que, no me puedo quejar, porque me cuentan que en España han tenido días casi de verano, y es muy pronto para tener temperaturas de 35 grados. Esa es una gran diferencia entre los dos países, entre España y Luxemburgo. Pero hay más, como los precios. Y no me refiero a lo que cuestan los alimentos en la tienda, porque ahí los precios son parecidos a los de España. La diferencia está, sobre todo, en lo que cuesta salir a comer o a cenar. De hecho, todavía no hemos ido a ningún restaurante, porque son carísimos. Normalmente aprovechamos los fines de semana para visitar alguna ciudad de Francia o Alemania, donde todo es más barato. Y, para que te hagas una idea real de la diferencia que hay en el precio de algunos servicios, la semana pasada fui a la peluquería a cortarme el pelo, y me cobraron 30 euros. En España pagaba 11 euros por el mismo corte. Aquí cuesta el triple. Y tiene una explicación, porque los salarios son más altos. De hecho, el salario mínimo en Luxemburgo está en 2.300 euros. Y claro, para que el dueño de una peluquería pueda pagarle ese dinero a sus empleados, pues los precios deben ser altos. Y lo mismo sucede en los restaurantes para pagar a los camareros y a los cocineros. En España, el salario mínimo es de 1.050 euros. Por lo tanto, los precios de los productos y servicios pueden ser más bajos. Y esa es la razón por la que suele haber tantos turistas extranjeros en mi país, porque todo les parece barato, sobre todo a los que proceden del norte de Europa, donde los salarios son bastante más altos. Te cuento todo esto para introducir la noticia que vamos a escuchar hoy, ya que está relacionada con los restaurantes y con los turistas. Se trata de un suceso dramático que ocurrió hace un par de semanas en Palma de Mallorca, una de las islas españolas más turísticas. Allí se derrumbó la terraza de un restaurante y provocó la muerte de cuatro personas, dos de ellas turistas. Me hubiera gustado elegir una noticia más alegre, pero los sucesos de este tipo suelen tener un vocabulario distinto, con palabras nuevas, por eso creo que nos puede ayudar a seguir avanzando en el aprendizaje del español. Además, vamos a escuchar a cuatro personas distintas. Como siempre, tenemos a la presentadora del informativo, luego a la periodista que desarrolla la noticia, y dentro de la información aparecen dos voces más, la de un bombero y la del alcalde de la ciudad. Por lo tanto, tenemos por delante un contenido muy completo para alcanzar nuestro objetivo, que es lo más importante. La noticia pertenece a uno de los informativos diarios de Radio Nacional de España, la emisora pública de mi país. Para mí es muy sencillo descargar sus programas, por eso la mayoría de las noticias son de RNE, de Radio Nacional de España. Aunque otras veces utilizo alguna noticia de la Cadena COPE, porque también permite descargar sus informaciones. No todas, pero algunas sí. Venga, concéntrate, porque empezamos a escuchar ya la noticia de hoy. “Estamos en Mallorca con la isla conmocionada tras el derrumbe en un local de playa de Palma que causaba anoche cuatro muertos, un senegalés, portero de un local cercano que tomaba un café tras haber salido del gimnasio, una camarera navarra y dos turistas alemanas. Diez personas siguen hospitalizadas mientras se investigan las causas que hicieron que la terraza del local se viniera abajo. Palma, Laura Rubial, buenas tardes. Buenas tardes. Sí, los trabajos se centran ahora en averiguar por qué el suelo de la terraza colapsó hasta el sótano, donde quedaron atrapadas la mayoría de las víctimas. Los bomberos hablan ya de una posible causa combinada. Todavía se están haciendo investigaciones, pero todo apunta a una estructura antigua y una causa de sobrepeso. El ayuntamiento de Palma confirmaba esta mañana a Radio Nacional que el local contaba con licencia de apertura, pero se investiga si todos los permisos estaban en orden. El alcalde ha pedido no hacer especulaciones. Yo creo que en estos momentos pues hacer elucubraciones en un día, pues que yo creo que es muy triste para la ciudad de Palma, lo hemos de dejar de lado, dejar que los técnicos y el cuerpo de bomberos hagan su trabajo. De momento, los diez heridos evolucionan favorablemente. La mayoría son de origen holandés y se esperan nuevas altas a lo largo de la jornada. Entre los cuatro fallecidos había una joven navarra de 23 años que trabajaba en el local, y el resto eran clientes, dos turistas alemanas y un senegalés que residía en Mallorca. El ayuntamiento de Palma ha decretado tres días de luto oficial, el govern balear uno y las banderas ondean ya a media asta. Los partidos políticos de Baleares han suspendido, además, todos los actos de campaña previstos para hoy.” En esta última frase, cuando habla de actos de campaña, se refiere a la campaña de las elecciones europeas. Los actos de campaña son los eventos organizados por un partido político para intentar convencer a los votantes de que su opción es la mejor. Imagino que lo habías entendido, pero quería dejarlo claro por si había alguna duda. Y ahora vamos con las palabras y expresiones que he preparado para ti. Al principio de la noticia escuchamos que la ciudad de Palma está conmocionada por la tragedia que ha sucedido en el restaurante. Estar conmocionada significa estar impresionada, estar en shock, no asimilar lo que ha ocurrido. Otro ejemplo. Dos meses después del accidente de tráfico que mató a su marido, la mujer sigue conmocionada. ¿Vale? Pues pasamos a la palabra derrumbe, que se usa cuando cae una construcción muy pesada, como una casa, un edificio o un puente. Se ha producido el derrumbe de un puente y los coches que pasaban por él han caído al agua. Y, como has podido escuchar, es posible decirlo de otra forma. El puente se ha venido abajo, se ha caído, se ha derrumbado. Venirse abajo es derrumbarse. La palabra portero ya la hemos visto en los episodios de la serie ‘Aquí no hay quien viva'. El portero es la persona encargada del mantenimiento y de la vigilancia de un edificio. Pero en la noticia se refiere a otra cosa, porque el portero también puede vigilar la entrada a un local, como una discoteca, por ejemplo. En la puerta de las discotecas siempre suele haber una persona muy fuerte que se encarga de permitir el acceso a los clientes. A esa persona la llamamos portero. En cuanto al verbo averiguar, significa buscar la verdad. Por ejemplo, tengo que averiguar quién me robó la cartera en el trabajo. Y el sustantivo sería averiguaciones, casi siempre en plural. Tengo que hacer una averiguaciones sobre lo que pasó en el trabajo. Ahora nos vamos al sótano, que es la parte más baja de una casa. De hecho, se encuentra por debajo del nivel de la calle. Mucha gente utiliza el sótano para guardar cosas que no utiliza normalmente, o para teletrabajar. Cuando te quedas atrapado en algún sitio es que no puedes salir de ahí, de ese lugar. Tras el derrumbe de la casa, varias personas quedaron atrapadas bajo los escombros. Los escombros son los trozos de la casa que se ha derrumbado. Y cuando se produce un suceso trágico, muchas veces no hay una sola causa, sino una causa combinada. Es decir, hay más de una razón para explicar lo que ha ocurrido. Un accidente de tráfico puede deberse al exceso de velocidad combinado con una distracción por parte del conductor. Tenemos dos causas, dos razones por las que se ha producido el accidente. Eso es una causa combinada o una combinación de causas. Luego hemos escuchado una expresión muy habitual entre los periodistas. Cuando decimos todo apunta es que los investigadores tienen bastante clara la causa del problema. Por ejemplo, todo apunta a que el accidente de tráfico se ha producido por el exceso de velocidad. O sea, todas las pruebas o las evidencias conducen a esa conclusión. Más adelante aparecen dos palabras con significados similares: especulaciones y elucubraciones. Especular y elucubrar significa elaborar o imaginar hipótesis sobre algo que ha ocurrido, o sea, suponer cosas. Por lo tanto, las especulaciones y las elucubraciones son suposiciones, algo que imaginamos que ha ocurrido. En cuanto al luto oficial, es una manera de comunicar que la ciudad está pasando por un momento trágico, que se está recuperando de una tragedia. Si una ciudad está de luto, lo normal es que durante esos días no se celebre ningún evento festivo. El luto, normalmente representado por el color negro, es una manera de expresar nuestra pena por el fallecimiento de alguien cercano. Y cuando dice que las banderas ondean a media asta, significa que las banderas no están en lo más alto, sino a media altura, a media asta. La asta es el palo donde se coloca la bandera en la puerta de los edificios públicos, como los ayuntamientos. Bien, ahora ya tenemos todos los detalles para escuchar la noticia por segunda vez. “Estamos en Mallorca con la isla conmocionada tras el derrumbe en un local de playa de Palma que causaba anoche cuatro muertos, un senegalés, portero de un local cercano que tomaba un café tras haber salido del gimnasio, una camarera navarra y dos turistas alemanas. Diez personas siguen hospitalizadas mientras se investigan las causas que hicieron que la terraza del local se viniera abajo. Palma, Laura Rubial, buenas tardes. Buenas tardes. Sí, los trabajos se centran ahora en averiguar por qué el suelo de la terraza colapsó hasta el sótano, donde quedaron atrapadas la mayoría de las víctimas. Los bomberos hablan ya de una posible causa combinada. Todavía se están haciendo investigaciones, pero todo apunta a una estructura antigua y una causa de sobrepeso. El ayuntamiento de Palma confirmaba esta mañana a Radio Nacional que el local contaba con licencia de apertura, pero se investiga si todos los permisos estaban en orden. El alcalde ha pedido no hacer especulaciones. Yo creo que en estos momentos pues hacer elucubraciones en un día, pues que yo creo que es muy triste para la ciudad de Palma, lo hemos de dejar de lado, dejar que los técnicos y el cuerpo de bomberos hagan su trabajo. De momento, los diez heridos evolucionan favorablemente. La mayoría son de origen holandés y se esperan nuevas altas a lo largo de la jornada. Entre los cuatro fallecidos había una joven navarra de 23 años que trabajaba en el local, y el resto eran clientes, dos turistas alemanas y un senegalés que residía en Mallorca. El ayuntamiento de Palma ha decretado tres días de luto oficial, el govern balear uno y las banderas ondean ya a media asta. Los partidos políticos de Baleares han suspendido, además, todos los actos de campaña previstos para hoy.” Después de lo que te expliqué antes, imagino que ahora habrás entendido mucho mejor esta última parte, ¿verdad? De cualquier manera, voy a resumirte la noticia con otras palabras para seguir ampliando nuestro vocabulario. En primer lugar nos situamos en Palma de Mallorca, una ciudad que todavía no puede creerse lo que ha sucedido. Y es que se ha caído la parte superior de un restaurante, y ese trágico suceso ha provocado el fallecimiento de cuatro personas. Uno de los fallecidos era de origen africano, y trabajaba vigilando la puerta de un negocio que estaba en las proximidades del restaurante. También ha muerto una de las empleadas, así como dos personas alemanas que estaban disfrutando de la isla. Además, se han producido diez heridos, que ahora se encuentran en el hospital. La periodista nos cuenta que, en estos momentos, el objetivo es conocer los detalles de lo que ha pasado, una tarea en la que ya están trabajando los bomberos. Uno de ellos explica que el derrumbe de la terraza del restaurante pudo deberse a dos causas. Por un lado, las malas condiciones del edificio. Y por otro, el hecho de que hubiera demasiado peso en la terraza. Por su parte, el alcalde de la ciudad ha dicho que el negocio tenía permiso para abrir, aunque no sabe si tenía toda la documentación en regla, o sea, de acuerdo a la ley. Es algo que están comprobando. Lo que sí ha pedido es que nadie difunda teorías o hipótesis que no se corresponden con la realidad. Para terminar, la periodista hace un balance de los heridos, y espera que casi todos puedan salir del hospital rápidamente. Asimismo, la ciudad seguirá expresando su solidaridad con las víctimas durante tres días, y los eventos preparados para las elecciones europeas se han cancelado. Este sería más o menos el resumen de la noticia. Y ahora vamos a escucharla por última vez. “Estamos en Mallorca con la isla conmocionada tras el derrumbe en un local de playa de Palma que causaba anoche cuatro muertos, un senegalés, portero de un local cercano que tomaba un café tras haber salido del gimnasio, una camarera navarra y dos turistas alemanas. Diez personas siguen hospitalizadas mientras se investigan las causas que hicieron que la terraza del local se viniera abajo. Palma, Laura Rubial, buenas tardes. Buenas tardes. Sí, los trabajos se centran ahora en averiguar por qué el suelo de la terraza colapsó hasta el sótano, donde quedaron atrapadas la mayoría de las víctimas. Los bomberos hablan ya de una posible causa combinada. Todavía se están haciendo investigaciones, pero todo apunta a una estructura antigua y una causa de sobrepeso. El ayuntamiento de Palma confirmaba esta mañana a Radio Nacional que el local contaba con licencia de apertura, pero se investiga si todos los permisos estaban en orden. El alcalde ha pedido no hacer especulaciones. Yo creo que en estos momentos pues hacer elucubraciones en un día, pues que yo creo que es muy triste para la ciudad de Palma, lo hemos de dejar de lado, dejar que los técnicos y el cuerpo de bomberos hagan su trabajo. De momento, los diez heridos evolucionan favorablemente. La mayoría son de origen holandés y se esperan nuevas altas a lo largo de la jornada. Entre los cuatro fallecidos había una joven navarra de 23 años que trabajaba en el local, y el resto eran clientes, dos turistas alemanas y un senegalés que residía en Mallorca. El ayuntamiento de Palma ha decretado tres días de luto oficial, el govern balear uno y las banderas ondean ya a media asta. Los partidos políticos de Baleares han suspendido, además, todos los actos de campaña previstos para hoy.” Espero que ahora lo hayas entendido todo perfectamente. De todas formas, si no recuerdas bien el significado de alguna palabra, las repasamos ahora mismo. Son estas: -Conmocionada: estar impresionada, estar en shock, no asimilar lo que ha ocurrido. -Derrumbe: caída de una construcción muy pesada, como una casa, un edificio o un puente. -Venirse abajo: sinónimo de derrumbarse. -Portero: persona que vigila la entrada de un edificio o de un local, por ejemplo, de una discoteca. -Averiguar: buscar la verdad. -Sótano: la parte más baja de una casa. -Atrapadas: que no pueden salir. -Causa combinada: que hay más de una causa para explicar lo que ha sucedido. -Todo apunta: todas las pruebas o las evidencias conducen a esa conclusión. -Especulaciones y elucubraciones: suposiciones. -Luto: manera de expresar nuestra pena por el fallecimiento de alguien cercano. Bueno, pues esto ha sido todo por hoy. Espero que estos minutos te hayan ayudado a mejorar un poquito más. Ese es mi gran objetivo, ofrecerte contenidos de calidad para que disfrutes y, al mismo tiempo, sigas aprendiendo. Es lo menos que puedo hacer para darte las gracias por todo tu apoyo. Por mi parte, ha sido un placer. Hasta la próxima semana. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

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Se Habla Español Noticias 46: Fármacos para dejar de fumar - Episodio exclusivo para mecenas

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Play Episode Listen Later May 12, 2024 18:50


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Episodio exclusivo para suscriptores de Se Habla Español en iVoox y Patreon: Patreon: https://www.patreon.com/sehablaespanol iVoox: https://www.ivoox.com/podcast-se-habla-espanol_sq_f1171214_1.html Buy me a coffee: https://www.buymeacoffee.com/sehablaespanol/w/6450 Donaciones: https://paypal.me/sehablaespanol Hola, ¿Cómo va todo? Espero que bien. Este es el primer episodio para suscriptores que grabo en mi apartamento de Luxemburgo, el país en el que vivo ahora. Pero como sigo atento a las noticias que llegan desde España, debo decirte que las últimas semanas han sido muy interesantes. No sé si lo habrás leído, escuchado o visto en algún sitio, pero el presidente del gobierno español ha estado muy cerca de dimitir. Todo empezó porque su mujer fue denunciada por presunto tráfico de influencias. El tráfico de influencias se produce cuando un cargo público favorece a una persona o a una empresa privada. Por ejemplo, si un ministro recomienda contratar con dinero público a la empresa de un amigo suyo, entonces está cometiendo un delito de tráfico de influencias. Bueno, pues la mujer de Pedro Sánchez ha sido acusada de enviar cartas recomendando la contratación de la empresa de un amigo suyo. Y su marido, el presidente del gobierno, envió una carta a los ciudadanos españoles para explicar que no podía soportar durante más tiempo que utilizaran a su familia para atacarle a él. En esa carta anunció que se iba a tomar unos días para pensar en su futuro, para reflexionar sobre la posibilidad de dejar su cargo. Pero finalmente eso no ocurrió, porque Pedro Sánchez ofreció una rueda de prensa en la que comunicó que iba a seguir al frente del gobierno con más fuerza que nunca para acabar con las mentiras de los partidos de la oposición. Mientras tanto, la denuncia contra su mujer sigue adelante, y la justicia tendrá que decidir si es verdad que cometió un delito de tráfico de influencias. Imagino que tardaremos bastante tiempo en saberlo, y es que la justicia en España no suele ir muy rápido. Eso es lo más importante sobre la información de mi país, pero la noticia con la que vamos a trabajar hoy tiene como tema central algo completamente distinto. En concreto, vamos a hablar de una adicción que sigue provocando miles de muertes cada año en todo el mundo. Estoy hablando del tabaco. La adicción al tabaco sigue existiendo, aunque afortunadamente cada vez son menos las personas que fuman. El problema se llama tabaquismo, y parece que no es fácil superarlo. Por suerte, yo nunca he fumado, quizá porque en mi círculo de amigos no había nadie que fumara. Sin embargo, mis tres hermanas han fumado o siguen fumando. Una de ellas lo dejó hace unos años, pero las otras dos continúan con ese hábito tan perjudicial para la salud. De las dos que siguen fumando, una ha intentado dejarlo varias veces siguiendo distintos métodos, incluso con la ayuda de algún medicamento, pero nunca lo ha conseguido. Y de eso trata la noticia de hoy, de medicamentos para dejar de fumar. La escuché en una emisora que se llama Cadena COPE, y en ella aparecen cuatro voces. Empieza hablando la presentadora del informativo, continúa la periodista que amplía la noticia, y también vas a escuchar a un fumador y a un especialista. Además, como vas a poder comprobar ahora mismo, el fumador no es nativo, no nació en España. Te lo digo para que prestes mucha más atención, ¿vale? Pues vamos allá, aquí tienes el primer pase de la noticia sobre los medicamentos que se utilizan en España para que los fumadores dejen o abandonen ese hábito, esa mala costumbre. “La sanidad pública financia ya cuatro tratamientos para ayudar a los fumadores a dejar este hábito. La eficacia sobre el papel de estos fármacos está por encima del 75% y prometen curar la adicción en menos de un mes. Sefi García, muy buenas tardes. Buenas tardes, Pilar. La financiación pública de estas formulaciones ha hecho un efecto llamada para muchos fumadores que quieren dejar de serlo. Así es, al menos nos lo cuentan así desde la atención primaria, Pilar. Es el caso de Stan. Esta vez voy a intentarlo apoyándome en un medicamento que me recetaron en la seguridad social. Debe ir acompañado por apoyo psicológico, porque sólo así se garantiza que los fumadores abandonen el hábito a largo plazo, explica Francisco Pascual, presidente del Comité Nacional para la Prevención del Tabaquismo. Es verdad que cuando complementamos con ese apoyo psicológico, las cifras rondan alrededor del 60%. La eficacia es muy alta teniendo en cuenta que, solamente con el consejo del médico, apenas dejan el hábito un 5%, pero para conseguirlo hay que cumplir una serie de requisitos, Sefi. Fumar más de diez cigarrillos al día, dar una puntuación de más de 7 en un test que mide la adicción… Sólo se financian una vez al año, aunque si recaes puedes volver a tomarlos pagando su precio comercial. Casi 9 millones de personas fuman actualmente en nuestro país, y este hábito provoca 63.000 muertes. Se siguen dando pasos para conseguir en 2030 toda una generación sin tabaco.” ¿Has captado el nombre de la periodista que cuenta la noticia? A mí me costó bastante entenderlo, porque no lo había escuchado nunca. Bueno, de hecho, tuve que buscarlo en la página web de la emisora. Se llama Sefi García. Sefi: s, e, f, i. El apellido sí es muy común en España, García. Pero el nombre no. Pero vamos a lo importante, a las palabras que pueden suponer alguna dificultad para entender bien la noticia. La primera no es complicada, porque es muy similar en otros idiomas, pero me gustaría contarte alguna cosa más. Hablo del verbo financiar, que se usa como sinónimo de pagar, pero también de prestar y de subvencionar. Vamos por partes. Por ejemplo, cuando nos compramos un coche gracias a un préstamo del banco, decimos que hemos financiado el coche. O sea, que se lo vamos pagando poco a poco al banco, porque el banco nos ha prestado el dinero para comprarlo. Y en el caso de la noticia, lo que hace la sanidad pública es subvencionar esos medicamentos, es decir, pagar una parte de lo que en realidad cuestan. Así funciona la sanidad pública en España. Si tenemos que comprar un medicamento con la firma del médico, entonces sólo tenemos que pagar una pequeña parte. El resto lo financia o lo subvenciona la sanidad pública. Vamos, que se paga con los impuestos de todos. A esos medicamentos también los llamamos medicinas o fármacos, que es la siguiente palabra que quería explicarte. Un fármaco es un medicamento. Se usa ese término porque se venden en farmacias. Y en la noticia aparece otro sinónimo más, formulaciones. La formulación de un medicamento es lo que contiene, sus ingredientes. Pero debo decirte que no es una palabra que se utilice mucho, la verdad, al menos no en el lenguaje de la calle. Pasamos a la expresión efecto llamada. El efecto llamada se produce cuando la gente descubre algo muy beneficioso, muy bueno, y todos quieren aprovecharlo. En este caso, si la sanidad pública paga una parte de esos medicamentos, pues muchos fumadores van al médico para pedírselos. O sea, ese beneficio es como una llamada para la gente, que acude lo más rápido posible. Te voy a poner otro ejemplo con esa expresión. El supermercado del barrio ha bajado el precio del aceite de oliva e inmediatamente se ha producido un efecto llamada. Ahora cientos de personas de otros barrios vienen a comprar aquí, porque es más barato. Perfecto. Vamos con la atención primaria, que es el primer escalón de la sanidad. Cuando tenemos una enfermedad que no es muy grave acudimos primero al centro de salud que está más cerca de nuestra casa. A eso lo llamamos atención primaria. Por ejemplo, si tenemos la gripe, pues pedimos cita para que nos vea un médico del centro de salud, un médico de atención primaria. Pero si nos rompemos un hueso vamos directamente al hospital, que ya es el segundo escalón. ¿Entendido? ¿Sí? Pues cuando vamos al médico, después de hacer un diagnóstico sobre la enfermedad que tenemos, ese médico nos receta un medicamento. El verbo recetar es decirle al paciente qué medicamento debe tomarse. Una pregunta que solemos hacer cuando alguien va al médico es la siguiente: ¿Qué te ha recetado? O sea, ¿qué te ha recomendado tomar? El nombre del medicamento y la forma de tomarlo aparecen en una hoja de papel que imprime el médico en la consulta. A esa hora la llamamos receta. Ahora se hace por ordenador, pero antes los médicos escribían el nombre del medicamento a mano, y no era fácil entender su letra. Pero los farmacéuticos lo hacían, estaban acostumbrados. Venga, seguimos con otro verbo, rondar. En este contexto significa acercarse. Por ejemplo, el padre de mi amigo ronda los 70 años, está cerca de los 70 años. Otro. La capacidad del teatro ronda los mil espectadores. O sea, el teatro tiene capacidad para cerca de mil espectadores. Y, para terminar, otro verbo, recaer, que es, como te puedes imaginar, volver a caer en una adicción o empeorar cuando tienes una enfermedad. Por ejemplo, vi a Pedro en verano y estaba mucho mejor de su enfermedad pulmonar, respiraba bastante bien. Pero ayer me dijo su mujer que ha recaído y han tenido que ingresarlo en el hospital. Perfecto, pues ya hemos visto las palabras más difíciles. Ahora nos toca escuchar la noticia por segunda vez. Aquí la tienes. “La sanidad pública financia ya cuatro tratamientos para ayudar a los fumadores a dejar este hábito. La eficacia sobre el papel de estos fármacos está por encima del 75% y prometen curar la adicción en menos de un mes. Sefi García, muy buenas tardes. Buenas tardes, Pilar. La financiación pública de estas formulaciones ha hecho un efecto llamada para muchos fumadores que quieren dejar de serlo. Así es, al menos nos lo cuentan así desde la atención primaria, Pilar. Es el caso de Stan. Esta vez voy a intentarlo apoyándome en un medicamento que me recetaron en la seguridad social. Debe ir acompañado por apoyo psicológico, porque sólo así se garantiza que los fumadores abandonen el hábito a largo plazo, explica Francisco Pascual, presidente del Comité Nacional para la Prevención del Tabaquismo. Es verdad que cuando complementamos con ese apoyo psicológico, las cifras rondan alrededor del 60%. La eficacia es muy alta teniendo en cuenta que, solamente con el consejo del médico, apenas dejan el hábito un 5%, pero para conseguirlo hay que cumplir una serie de requisitos, Sefi. Fumar más de diez cigarrillos al día, dar una puntuación de más de 7 en un test que mide la adicción… Sólo se financian una vez al año, aunque si recaes puedes volver a tomarlos pagando su precio comercial. Casi 9 millones de personas fuman actualmente en nuestro país, y este hábito provoca 63.000 muertes. Se siguen dando pasos para conseguir en 2030 toda una generación sin tabaco.” Ahora que ya la has entendido mejor, voy a resumir la noticia con otras palabras. Lo más importante de la información es que, a partir de ahora, los impuestos de los españoles van a pagar cuatro medicamentos que sirven para que las personas adictas al tabaco puedan terminar con ese problema. Y, según los primeros datos, parece que funcionan muy bien, que tienen mucho éxito, y en apenas cuatro semanas. Al enterarse de esta nueva ayuda para dejar de fumar, muchas personas han pedido cita con su médico. Uno de esos fumadores nos cuenta que no es la primera vez que trata de superar esa adicción. Y, justo después, la periodista nos dice que, además de los medicamentos, es necesario seguir los consejos de un psicólogo. Lo explica un experto en el tema. Cuando hay ayuda psicológica las probabilidades de éxito aumentan. Pero no todo el mundo puede recibir este tratamiento. Para acceder a esos medicamentos la persona debe tener unas características especiales. Y la sanidad pública sólo ayuda económicamente una vez al año. Si el fumador no lo supera y quiere volver a tomar el medicamento, entonces tiene que pagarlo todo él. Por último nos recuerdan que hay millones de personas en España que fuman, y que eso provoca miles de muertes cada año. El objetivo es que dentro de 6 años haya muchos menos fumadores. Y hasta aquí el resumen. Ahora vamos a escuchar la noticia por última vez. “La sanidad pública financia ya cuatro tratamientos para ayudar a los fumadores a dejar este hábito. La eficacia sobre el papel de estos fármacos está por encima del 75% y prometen curar la adicción en menos de un mes. Sefi García, muy buenas tardes. Buenas tardes, Pilar. La financiación pública de estas formulaciones ha hecho un efecto llamada para muchos fumadores que quieren dejar de serlo. Así es, al menos nos lo cuentan así desde la atención primaria, Pilar. Es el caso de Stan. Esta vez voy a intentarlo apoyándome en un medicamento que me recetaron en la seguridad social. Debe ir acompañado por apoyo psicológico, porque sólo así se garantiza que los fumadores abandonen el hábito a largo plazo, explica Francisco Pascual, presidente del Comité Nacional para la Prevención del Tabaquismo. Es verdad que cuando complementamos con ese apoyo psicológico, las cifras rondan alrededor del 60%. La eficacia es muy alta teniendo en cuenta que, solamente con el consejo del médico, apenas dejan el hábito un 5%, pero para conseguirlo hay que cumplir una serie de requisitos, Sefi. Fumar más de diez cigarrillos al día, dar una puntuación de más de 7 en un test que mide la adicción… Sólo se financian una vez al año, aunque si recaes puedes volver a tomarlos pagando su precio comercial. Casi 9 millones de personas fuman actualmente en nuestro país, y este hábito provoca 63.000 muertes. Se siguen dando pasos para conseguir en 2030 toda una generación sin tabaco.” Si todavía tienes alguna duda, recuerda que siempre te dejo la transcripción. En Patreon la vas a encontrar en un documento junto al episodio, y en iVoox está en la descripción. Estas son las palabras y expresiones que hemos aprendido hoy: -Financiar: pagar, prestar o subvencionar. -Fármacos: medicamentos. -Formulaciones: también se usa como sinónimo de medicamento. -Efecto llamada: cuando la gente descubre algo muy beneficioso, muy bueno, y todos quieren aprovecharlo. -Atención primaria: el primer escalón de la sanidad, el centro de salud que tenemos cerca de casa. -Recetar: decirle al paciente qué medicamento debe tomarse. -Rondar: acercarse. -Recaer: volver a caer en una adicción o empeorar cuando tienes una enfermedad. Pues esto ha sido todo por hoy. Espero que te haya gustado la noticia y que te haya servido para mejorar la comprensión y para ampliar tu vocabulario. Aprovecho estos últimos segundos para darte las gracias de nuevo por tu apoyo, que ahora es más importante que nunca para mí. La próxima semana, un nuevo protagonista para seguir aprendiendo español. Ha sido un placer. Adiós. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214

Relatos de Misterio y Suspense
#286 El bosque de los muertos de Algernon Blackwood

Relatos de Misterio y Suspense

Play Episode Listen Later May 9, 2024 45:28


El bosque de los muertos (The Wood of the Dead) es un relato de terror del escritor inglés Algernon Blackwood (1869-1951), publicado originalmente en la antología de 1906: La casa vacía y otros relatos de fantasmas (The Empty House and Other Ghost Stories), y luego reeditado en la colección de 1931: Ellos caminan de nuevo (They Walk Again) El Bosque de los Muertos, uno de los cuentos de Algernon Blackwood menos conocidos, relata la historia de un caminante que recorre la campiña inglesa y se encuentra con un misterioso anciano, quien lo invita a conocer el Bosque de los Muertos más tarde esa noche. ¡¡¡¡¡¡SPOILERS!!!!!!! «Comprendí que el pasado y el futuro existen simuláneamente en un Presente inmenso; que era yo quien se movía de un lado a otro entre apariencias cambiantes y proteicas.» Si hablamos de Bosques Encantados en términos de espacios naturales donde el tiempo parece fluir de manera extraña, Algernon Blackwood y Arthur Machen son referencias obligadas. De hecho, el Narrador de El Bosque de los Muertos [un hombre de la ciudad que se aventura en los dominios de la naturaleza] es el propio Algernon Blackwood, quien pasó buena parte de la década de 1890 viajando por Canadá, los Estados Unidos e Inglaterra, tomando trabajos ocasionales como cantinero, posadero, profesor de violín y lechero. El Bosque de los Muertos es un producto de esa vida itinerante; una historia que combina las dos grandes pasiones en la vida de este autor: la naturaleza y la espiritualidad. El Narrador de El Bosque de los Muertos está realizando un solitario recorrido a pie, en verano, por el oeste rural de Inglaterra. La historia comienza con un alto en una posada. Mientras el Narrador come, absorto en sus pensamientos, un anciano de aspecto «rústico» ingresa en la posada. El hombre afirma que es nativo de la zona, y que ha regresado a su amado país con el objetivo de reclutar a alguien «para un propósito más digno». Insta al Narrador a reunirse con él, a medianoche, en El Bosque de los Muertos. Perplejo pero fascinado por la voz y el aspecto del anciano [que desaparece de repente], el Narrador consulta a la hija del posadero sobre este misterioso bosque. Ella le informa que la posada, años atrás, fue una residencia privada, y que el hombre que vivía allí aseguraba que cada vez que alguien entraba en el bosque pronto moriría. El Narrador, sobrecogido pero también sujeto a su racionalidad urbana, suspende la continuidad de su viaje, reserva una habitación en la posada y se prepara para dar un paseo nocturno por El Bosque de los Muertos. La decisión del Narrador parece temeraria, pero Algernon Blackwood ya ha establecido las bases que justifican esa elección. El Narrador es un individuo urbano que está buscando «algo». No es el típico vacacionista de los cuentos de Shirley Jackson, sino alguien que está haciendo un recorrido a pie por una zona agreste y con pocas comodidades. En este contexto, el encuentro con el Anciano es epifánico para él. Escucha su voz y sincroniza sus pensamientos con el extraño. A su vez, parece que el Anciano también está buscando «algo», mejor dicho, a alguien «digno» de conocer un secreto asombroso. A medida que El Bosque de los Muertos se desarrolla, el Anciano se revela como un psicopompo; es decir, un guía sobrenatural que ha venido a acompañar a alguien en su transición al «otro mundo». Todo parece indicar que este alguien es el Narrador, cuya búsqueda de «algo» es una señal, o un síntoma, de que se encuentra al borde de la muerte; pero Algernon Blackwood da un giro imprevisto y resulta ser la chica de la posada quien está a punto de morir. El Anciano es algo más que un psicopompo ordinario. Su aspecto y su presencia [mezcla de campesino y mago] sugieren que es algún tipo de espíritu elemental de la naturaleza; tal vez incluso un genius loci, un espíritu o deidad menor de la zona. La palabra psicopompo viene del griego psykhopompos [psyche, «alma»; y pompos, «guía»], y significa «guía espiritual». La función de estos seres sobrenaturales no es juzgar a los difuntos, sino simplemente guiarlos al «otro lado», como en el caso de Caronte, las Valquirias, Anubis, etc. En algunos casos este pasaje al más allá incluye una breve estadía en un espacio límbico, intermedio entre el plano físico y el espiritual. Peter Pan, que lidera a los «Niños Perdidos» [almas infantiles] en El País de Nunca Jamás [limbo], es un psicopompo. Según Carl Jung, la figura del psicopompo representa al mediador entre los planos del inconsciente y la mente consciente; y en sueños suele aparecer como un anciano sabio, y a veces como un animal. El cuervo, por ejemplo, asume el rol de psicopompo en los mitos celtas, y esa es la función que le asigna Edgar Allan Poe en el poema: El Cuervo (The Raven) [ver: El significado oculto del «Cuervo» de E.A. Poe]. En las leyendas, esta mediación entre el consciente y el inconsciente se personifica en la transición entre la vida y la muerte, y en ambos casos está rodeada por una intensa atmósfera onírica. En este sentido, Algernon Blackwood demuestra una vez más su extraordinaria intuición al describir los pensamientos del Narrador durante el primer encuentro con el Anciano: «Era como si fuéramos figuras reunidas en un sueño, hablando sin emitir sonido, obedeciendo leyes que no operan en el mundo cotidiano, y quizás a punto de jugar con una nueva escala de espacio y tiempo.» Estos elementos son recurrentes en los relatos de Algernon Blackwood más conocidos, como Los Sauces (The Willows) y El Wendigo (The Wendigo), pero siempre con matices nuevos, luces y sombras que los perfilan con pequeñas y a veces imperceptibles variaciones. Por lo general, Algernon Blackwood nos introduce en este plano sin recurrir a lo sobrenatural. Nos rodea de cuervos, de árboles balanceándose en el viento, nos envuelve con los sonidos del bosque, barriendo a la consciencia humana del lugar, y con ello genera la sensación de que hay «algo vivo» que trasciende la taxonomía naturalista [ver: La Llamada de lo Salvaje: análisis de «El Wendigo»]. En El Bosque de los Muertos no hay monstruos amenazantes en la noche, sino más bien un entorno natural que está vivo de una manera impersonal, inhumana. En este contexto, el ser humano, por ser humano, es un intruso en este reino [ver: Horror Botánico] La Naturaleza de Algernon Blackwood no solo carece de seres humanos, sino que parece desconocer la existencia humana, mostrándose entre interesada e indiferente por esta pequeña conciencia que perturba el equilibrio del lugar. El Bosque de los Muertos, como muchas historias de este autor, es un testimonio de la ausencia de la humanidad, pero también de la continuidad de esta otra conciencia no-humana. El Narrador, en este caso, se encuentra en un estado de liminalidad espiritual, así como en una búsqueda personal, que le permiten conectarse con la sensación de que hay «algo más» detrás de la realidad, tal vez una agencia numinosa e impersonal que se manifiesta a través de la Naturaleza. Lo único que hace que amemos a la Naturaleza es el hecho de que hemos domado algunos de sus peligros, y por lo tanto la hemos romantizado. Nos gustan los bosques porque ya no tenemos que dormir a la intemperie, debajo de los árboles, apretándonos alrededor del fuego e inventando nombres para esa agencia impersonal con la esperanza de que podamos aplacarla con bailes y rituales. En cierto modo, nuestra urbanidad nos ha hecho perder contacto con el horror fundamental a ese «algo más» que cruje de noche y ulula en el viento. El Narrador de El Bosque de los Muertos es una persona de ciudad, por lo tanto, ese «algo más» reside en un punto cognitivo ciego. Está más allá del límite humano de comprensión, pero podemos sentirlo [ver: Toda materia es sensible: nosotros también somos IA] La Naturaleza de Algernon Blackwood es hermosa no porque sea un paraíso de exhuberancia y generosidad. No existe en términos de recursos ni de placer estético. Es hermosa porque tiene agencia propia, porque ocluye la comprensión humana pero al mismo tiempo hace notar su presencia. Se muestra curiosa con los intrusos. Nos observa a través de miles de ojos en el bosque, pero también puede ser hostil. Todo esto es percibido en un punto ciego de la experiencia humana. No podemos registrarlo conscientemente, pero podemos sentirlo. Cuando el Ojo de la Naturaleza se posa sobre tí, cuando enfoca su voluntad en tu ser, la razón fracasa. Estás desnudo. Experimentas la certeza de un orden impersonal y, en última instancia, cósmico, más allá de la inteligibilidad. La Naturaleza de El Bosque de los Muertos no tiene nada que ver con las leyes naturales que conocemos; tampoco es la Naturaleza como síntesis de los ríos, animales, bosques y montañas, sino en términos de colapso de las categorías humanas. En contraste con el predecible paisaje doméstico, urbano, los bosques han sido tradicionalmente espacios para la práctica mágica y los ritos de iniciación, por lo tanto, son lugares propicios para trascender la propia identidad. Si bien la urbanización nos ha llevado más lejos que nunca de la naturaleza, todavía mantenemos miedos primarios heredados de nuestros antepasados; entre ellos, el recuerdo atávico de nuestra existencia pre-civilizada. En cierto modo, el Bosque nos recuerda algo; estuvo allí antes, casi como una condición previa o incluso como una matriz de la civilización. Los Bosques fueron primero [ver: El Pueblo del Musgo] Eventualmente, el Bosque fue derrotado, conquistado por los primeros cazadores-recolectores, y luego por la revolución agrícola, que solo fue posible, quizás, gracias a las tierras de cultivo ganadas por la deforestación. La civilización occidental le debe mucho al pensamiento judeo-cristiano, y este, en sus mitos bíblicos, no veía a las plantas como criaturas vivas. En los pasajes bíblicos que refieren el origen de las plantas no hay descripción de estas como seres vivos. De hecho, el relato de la Creación asume que las plantas son seres inanimados y sin vida. Más adelante, la teología medieval estableció una escala, un orden ascendente, entre los seres más «bajos» de la creación, y por lo tanto los más alejados de Dios, y los seres más «elevados» y próximos a la divinidad. El ser humano, naturalmente, lidera esta estructura, y las plantas se sitúan en el final de una representación antropocéntrica del valor natural. Todo esto nos llevó a ver a las plantas como menos valiosas que otras formas orgánicas, menos vivas, en cierto modo. En este contexto, el Bosque Embrujado revierte esa presunción: aquello que no debería estar vivo se comporta como si lo estuviera, cuestionando así el supuesto dominio humano y su mirada antropocéntrica sobre la naturaleza. H.P. Lovecraft parece estar hablando de lo mismo cuando se refiere a la matriz del cuento extraño: «La verdadera historia extraña tiene algo más que un asesinato, huesos ensangrentados o una forma envuelta que arrastra cadenas. Debe tener una cierta atmósfera inexplicable de pavor, fuerzas exteriores desconocidas, y la insinuación, expresada con seriedad y portentosidad, de la más terrible concepción del cerebro humano: una suspensión o derrota de aquellas leyes fijas de la Naturaleza que son nuestra única salvaguarda contra los asaltos del caos y los demonios del espacio desconocido.» ¿Y qué puede desafiar mejor «las leyes fijas de la Naturaleza» que la manifestación de voluntad y consciencia de algo que no debería tenerlas? El concepto de lo Siniestro [unheimliche] de Sigmund Freud depende de la maniobra de invertir lo esperado [lo familiar] con lo inesperado [lo no-familiar]. Algernon Blackwood juega con estas expectativas recurriendo al pasado, a las personas que murieron en el Bosque de los Muertos, pero no como en el cuento de fantasmas tradicional, donde los los lugares físicos [Casas, Castillos, etc.] son impregnados por presencias sobrenaturales. El Bosque de Algernon Blackwood es un depósito de incontables interacciones no-humanas. Imagino que a J.R.R. Tolkien le hubiese gustado El Bosque de los Muertos, que comienza con un hombre bebiendo una cerveza espumosa en una posada [tal vez en Bree o cerca del Bosque Viejo]; y luego entra un anciano extraño que lo invita a seguirlo en una aventura. Análisis de: El Espejo Gótico http://elespejogotico.blogspot.com/2023/08/el-bosque-de-los-muertos-algernon.html Texto del relato extraído de: http://elespejogotico.blogspot.com/2023/08/el-bosque-de-los-muertos-algernon.html Musicas: - 01. Mind Tricks - Experia (Epidemic) Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. Nota: Este audio no se realiza con fines comerciales ni lucrativos. Es de difusión enteramente gratuita e intenta dar a conocer tanto a los escritores de los relatos y cuentos como a los autores de las músicas. ¿Quieres anunciarte en este podcast? Hazlo con advoices.com/podcast/ivoox/352537 Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Se Habla Español
Español de la calle con'Aquí no hay quien viva' T3 E1 - Episodio exclusivo para mecenas

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Play Episode Listen Later Mar 31, 2024 23:49


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Vamos a comprobar cómo transcurre esa conversación entre ellos. -Oye, Belén, ¿a qué hora se come en tu casa? -¿Cómo que a qué hora se come? -Hombre, es por adaptarme a los horarios, para no molestar. -Que te tienes que empezar a arreglar solito. ¡Déjanos en paz! -Bueno, pues quedamos en eso, de dos a dos y cuarto estoy arriba. -¡Que seáis muy felices! -¡Que sí! ¡Tira ya p'adentro! -Aquí se masca la tragedia. -Tu padre puede venir a comer los domingos avisando con un mes de antelación. -Si no es por gorronear, que también, es que está sin un duro el hombre. -Se masca la tragedia: expresión que se utiliza cuando piensas que algo va a salir mal. Entiendo que Mariano cree que la relación entre su hijo y Belén va a ser un fracaso. Otro ejemplo. Imagino que un amigo tuyo decide dejar su trabajo estable para dedicarse a una profesión completamente nueva para él. En ese caso, como tú piensas que le puede ir mal, dices: “Se masca la tragedia”. Por cierto, el verbo “mascar” significa masticar, partir o trocear la comida con los dientes. Una expresión muy habitual es “mascar chicle”, que es tener el chicle en la boca mientras lo movemos con la lengua y los dientes. -Gorronear: comer o vivir sin pagar nada, a costa de otra persona. Eso es lo que quiere hacer el padre de Emilio. El sustantivo sería gorrón o gorrona. Una persona es gorrona cuando se aprovecha de los demás para no pagar nada. Por ejemplo, en el trabajo siempre hay alguien que nunca paga los cafés. Pues esa persona es una gorrona. Es una palabra que se usa mucho entre amigos. Cuando uno de ellos no colabora en la compra de cosas comunes, los demás le dicen: “Eres un gorrón”. -Estar sin un duro: no tener dinero. Un duro eran cinco pesetas, la antigua moneda que teníamos aquí en España antes de la llegada del euro. Estar sin un duro o no tener un duro es no tener dinero. No tengo un duro para terminar el mes, tendré que pedirle dinero a mis padres. Ese sería un ejemplo. 2ª ESCENA Andrés Guerra, el padre de la familia Guerra, se ha instalado en la buhardilla del edificio para esconderse de la policía. Parece que ha cometido un fraude, algún delito económico y está en busca y captura. Entonces, como la parte superior del edificio está deshabitada, no vive nadie ahí, pues él se ha subido con un colchón para dormir, porque no tiene mucho más. Y sus dos hijos le suben comida de vez en cuando. Mientras tanto, su mujer ha aprovechado la ausencia de su marido para abrir un centro de yoga en el piso. En una de las visitas de sus hijos, Andrés les pregunta por su madre. Y esto es lo que sucede. -¿Qué tal lo está llevando mamá? ¿Mal, no? -Hombre, mal, mal… -Está mejor que nunca. Ha montado una academia de yoga en casa. -¿Pero esta mujer para que se mete en negocios, si no entiende? -Pues se está forrando. -¿Ah sí? Decidle que suba alguna vez a darme un besito o algo, ¿no? -Forrarse: ganar mucho dinero. A la mujer de Andrés Guerra le va bien el centro de yoga, tiene muchos clientes, y está ganando mucho dinero. Otro ejemplo. Mi vecino se ha comprado el nuevo Tesla, seguro que está forrado, o sea, que tiene mucho dinero. 3ª ESCENA Juan Cuesta, el presidente de la comunidad de vecinos, se ha quedado solo en casa con sus dos hijos, Natalia y José Miguel, porque su mujer está en coma en el hospital. Así que, el señor Cuesta ha establecido un calendario con las tareas que debe hacer cada uno en casa, para repartirse las tareas del hogar. Lo malo es que sus hijos no se acostumbran a tener que trabajar en casa, y siempre intentan evitar todas esas tareas, algo que enfada mucho a Juan Cuesta. Lo que vamos a ver es uno de esos momentos en los que los hijos no siguen las instrucciones de su padre. -Vamos a ver, por última vez, ¿a quién le tocaba fregar hoy? -Me tocaba a mí, pero ayer le cambié el turno a este y me dijo que sí. -Pero qué dices, no flipes, si yo ayer hice el baño. -Bueno, da igual, a partir de ahora no se cambian turnos y se sigue mi plan bisemanal de tres colores a rajatabla. Natalia, a fregar. -Pero que no me toca a mí, no me da la gana. -Ah, que no me obedeces… José Miguel, a fregar. -Sí, claro, claro… -Ah, que pasáis de todo. Bueno, muy bien, pues yo también. -No flipes: no digas tonterías, eso no es verdad, pero en un lenguaje muy informal, como todas las expresiones que vemos en estos episodios de Aquí no hay quien viva. -No me da la gana: no quiero hacerlo, pero demostrando poca educación o poco respeto por la otra persona. Si tu jefe te pide hacer alguna tarea y tú le respondes “no me da la gana”, lo normal es que te despida. No confundir con otra expresión parecida: “no tengo ganas”. Esto significa no me apetece, mientras que “no me da la gana” es no quiero hacerlo. 4ª ESCENA Como te decía antes, la mujer de Juan Cuesta se encuentra en el hospital. Así que, la hermana del presidente de la comunidad decide instalarse en su casa para ayudarle con las tareas del hogar y también con la educación de sus hijos. La hermana del señor Cuesta se llama Nieves. Pues bien, como los vecinos no la conocían, se piensan que Juan Cuesta ha aprovechado la ausencia de su mujer para tener una relación amorosa con otra persona. Y en la escena que vamos a ver a continuación se lo dicen al presidente, que se enfada mucho al conocer el malentendido de los vecinos. -Ahí llega con la churri. -Atención, por favor, que ya viene el señor Juan. Efectivamente, con una señora a la que no conocemos. -Buenos días a todos. En primer lugar me gustaría presentaros a... -Oye, y trae aquí a su querida… con todo el morro. -Se te debía caer la barba de vergüenza. -¿Me quieren dejar terminar? Es mi hermana Nieves. -Sí, claro, eso no cuela. -Da la cara, como un hombre. -He dicho que es mi hermana y es mi hermana. No tengo por qué dar más explicaciones. -Churri: es sinónimo de cariño. Algunas parejas utilizan esta palabra para hablar entre ellas. Por ejemplo: “Churri, te vienes a dar un paseo”. Es lo mismo que “cariño, te vienes a dar un paseo”. A mí, particularmente, no me gusta nada, y nunca he llamado de esa forma a mi mujer. -Querida: amante. Por ejemplo, mi vecino tiene una querida, tiene una relación con una mujer que no es la suya. De todas formas, la palabra “querida” ya no se usa tanto como antes. Ahora se dice más “amante”. -Eso no cuela: eso no se lo cree nadie. Si tú dices algo y la persona con la que estás hablando no se lo cree, te puede decir “eso no cuela”. 5ª ESCENA Alicia y Belén viven de alquiler en un piso que es propiedad de Concha, otra de las vecinas. Y, como te he contado antes, Emilio se ha ido a vivir con Belén, algo que no le ha gustado nada a Alicia. Así que, decide contárselo a la propietaria de la vivienda con la esperanza de que obligue a marcharse a Emilio. Entiendo que no debe ser fácil compartir piso con una amiga y que, de repente, llegue también su novio. No tiene que ser una situación sencilla, y la convivencia puede resultar bastante complicada. Eso es lo que le sucede a Alicia, que quiere volver a la normalidad, sin tener a Emilio en casa. Bien, pues vamos a comprobar ese diálogo entre Alicia y Concha, la dueña del piso. -Es que estoy muy preocupada. Usted siempre nos ha dicho que no metamos hombres en casa. Y yo eso lo cumplo a rajatabla, pero Belén... está viviendo con Emilio. -¿Que el portero está viviendo en mi casa? -Yo he intentado que entre en razón, pero va a ser mejor que hable usted con ella. -Pues claro que voy a hablar con ella, pero ahora mismo. -Lo único, no le diga que se lo he dicho yo. -No, no, tranquila. -Entrar en razón: recapacitar, ser capaz de cambiar de opinión. En este caso, Belén no entra en razón, no quiere dejar de vivir con Emilio, que es lo que desea Alicia. Te pongo otro ejemplo. No hay forma de que mi amigo entre en razón, quiere dedicarse a invertir en bolsa y no sabe nada sobre ese mundo. Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Se Habla Español. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/171214