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Em julho, uma investigação da organização AI Forensics mostrou que a maioria dos modelos de edição de imagem alojados no repositório Hugging Face aceitava, sem qualquer restrição, instruções simples para «despir» pessoas em fotografias — incluindo menores (Infobae, 2026). A notícia correu depressa, como corre sempre que a inteligência artificial produz uma imagem que não devia existir. O que corre menos depressa é a compreensão do vocabulário que permitiria a qualquer professor, bibliotecário ou encarregado de educação perceber exatamente o que aconteceu: o que é um modelo, o que o distingue de um algoritmo, porque é que uns sistemas aprendem com exemplos rotulados e outros sem eles. Sem esse vocabulário, cada notícia sobre IA chega à escola como um episódio isolado, em vez de um caso concreto de um mecanismo que se pode explicar e, por isso, discutir com fundamento.
Tanya 14 av Cap 5 Parte 2 -A forma e a matéria das das letras,em termos místicos
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
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Várias observações do Universo indicam que a matéria escura é um ingrediente fundamental do cosmos: é cerca de cinco vezes mais abundante do que a matéria normal e contribui para manter as galáxias coesas. Apesar disso, a sua detecção directa é um grande desafio, uma vez que as partículas que a constituem não emitem nem interagem com a luz. A RFI falou com a doutora Isabel Lopes, responsável do grupo Matéria Escura na Universidade de Coimbra. E se alguém lhe dissesse que tudo aquilo que conseguimos ver no Universo representa apenas cerca de 5% do que existe? Os outros 95% seriam, pois, matéria escura. A experiência LUX-ZEPLIN é uma colaboração internacional com 250 cientistas e engenheiros de 37 instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Suíça, Austrália e Coreia do Sul. A doutora Isabel Lopes é responsável do grupo Matéria Escura do LIP, o Laboratório de instrumentação e física experimental de partículas, da Universidade de Coimbra. Ela começa por explicar o âmbito da experiência LUX-ZEPLIN. Essa experiência tenta detectar as partículas, hipotéticas porque não sabemos se elas sequer existem, que constituirão a matéria escura. A matéria normal, nós sabemos que é feita de partículas, então nós pomos a hipótese de que a matéria escura também seja feita de partículas. Só que não podem ser estas partículas que nós conhecemos. As propriedades da matéria escura não são de molde a serem compatíveis com as propriedades das partículas que nós conhecemos. De modo que são partículas desconhecidas. E então a experiência LUX-ZEPLIN tem um enorme detector numa antiga mina de ouro, a 1,7 quilómetros de profundidade, a ver se consegue detectar partículas dessa matéria escura que venham da periferia da nossa galáxia. Porque é que o detector está enterrado tão fundo? Estas partículas da matéria escura, nós sabemos que têm pouca probabilidade de interagir com a matéria normal, portanto, com o detector. Ao mesmo tempo, por exemplo, aqui à superfície da Terra, temos imensas outras partículas que vêm da atmosfera, que vêm dos materiais, até nós próprios irradiamos partículas. E, portanto, seria impossível distinguir, no meio de tanta partícula a interagir no detector, aquelas que nós procuramos, que são muito raras. Por isso, vamos lá para baixo, e assim, no nosso detector só vamos ver os sinais das partículas de matéria escura, quando eles aparecerem claro. Para tentar ver estes sinais, utilizam o xénon líquido. O que é e porque é importante nessa pesquisa? Pois são dez toneladas de xénon líquido e como a probabilidade destas partículas interagirem é muito pequena, nós temos que aumentar a massa das nossas partículas normais. São os átomos de xénon líquido, compostos por electrões, protões e neutrões. Por isso temos que ter muitos desses átomos. O xénon é bom porque ele tem um gás inerte, não é perigoso. Portanto daí a escolha do xénon. E é líquido porque sendo líquido é muito mais denso que sendo gás. Densidade significa que temos mais partículas por unidade de volume. E, portanto, conseguimos maior probabilidade de observar as tais partículas da matéria escura. Se uma partícula de matéria escura atravessar o detector, o que acontece exactamente? Vemos um sinal eléctrico, não no xénon directamente. No xénon directamente, essa partícula vai alterar os átomos, vai produzir luz. E essa luz que é uma luz no ultravioleta, vai ser detectada por uns sensores que nós temos no detector, no pote, digamos assim, cheio de xénon líquido. Temos um conjunto de sensores de luz no topo e na base. E então esta luz é detectada por esses sensores. Esses sensores convertem a luz num sinal eléctrico e o que nós vimos é nos computadores um sinal eléctrico. Depois há todo o trabalho de ver se o sinal eléctrico observado é compatível com que nós esperamos da partícula da matéria escura. E aí entra a física. Se o encontrassem matéria escura, o que mudaria na física? Isso me ajudaria imenso, porque é um mistério enorme. Termos provas de que exista matéria escura, que não só existe como é 90% de toda a massa do universo. Nós temos aqui na nossa galáxia toda um halo de matéria escura à volta da parte luminosa e que não sabemos o que é. E, portanto, além disso, seriam partículas novas, totalmente desconhecidas. Iremos ter que estudar todas estas partículas e ver se compreendemos o comportamento dessas massas. Era realmente uma revolução. Ao contrário, se o LUX-REPLIN terminar sem encontrar matéria escura, significa que não existe ou que temos de a procurar de outra forma? Já está a ser desenhado um detector ainda maior, também de xénon líquido, muito parecido com LUX-ZEPLIN, porque o tamanho importa muito. Portanto já está a ser desenhado esse detector que se chama XLZD. Essa é a fase seguinte. Prevê-se que esteja pronto para 2030, 2031 e depois, se esse não der, então temos que procurar outras maneiras. Nesses projetos, qual é o papel de Portugal? Há só uma instituição em Portugal a participar que é o LIP. E então nós fomos responsáveis e mantemos a manutenção. Fomos nós que desenhámos e construímos, digamos, o cérebro da experiência que se chama o sistema de controlo, que é o sistema, como o nome indica, que controla as várias partes do detector e toma a acção quando ela é necessária. Por exemplo, estas dez toneladas de xénon estão sempre a circular, não estão quietinhas no detector. Isso obriga a que abram e fechem as torneiras e sejam lidos muitos sensores. Esta experiência tem 10.000 sensores, para além dos sensores de luz, têm 10.000 sensores de pressão, temperatura porque o cheiro só é liquido a -100 graus. Também fizemos um sistema todo software para ir analisando os dados da experiência, ou seja, os sinais dos sensores de luz para ver se está tudo a correr bem. Isso é bastante complexo porque nós temos que ter a certeza que o detector está estável a um nível muito elevado. A precisão tem que ser muito grande. E agora somos responsáveis por analisar os dados à procura do tal sinal da matéria escura. Temos uma parte dessa tarefa. Portanto, temos várias valências. É um grupo que não é muito grande. Tem 12 pessoas, entre investigadores e estudantes. Fizeram uma operação de 417 dias entre 2023 e 2025, na qual não encontraram matéria escura, mas aprenderam muito. Considera que é um sucesso? Ah sim é um sucesso. Ela foi um sucesso. Nós já temos resultados posteriores a estes, mas estes foram um sucesso porque não só mostraram que era possível operar um detector tão grande. E, por outro lado, ficámos a saber um pouco mais da matéria escura, quanto, por exemplo, a sua potencial massa. Era Isabel Lopes, investigadora e responsável do grupo Matéria Escura do LIP da Universidade de Coimbra, que nos acompanhou neste magazine de Ciência.
Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!Use a hashtag #Mandachuva e comente a história no nosso grupo do telegram: https://t.me/naoinviabilizePUBLICIDADE PETLOVEPlano de saúde Petlove, se tem pet, tem que ter. Contrate já! Usando o cupom PONEI50, ganhe 50% off na primeira mensalidade. Exceto para Plano Leve. Termos e condições devem ser consultados. Promoção por tempo limitado. Consulte a disponibilidade na sua região.Link: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=instagram&utm_medium=influencer&utm_campaign=n%C3%A3oinviabilizeQUER OUVIR MAIS HISTÓRIAS? BAIXE NOSSO APLICATIVO EM SUA LOJA APPLE/GOOGLE, CONHEÇA NOSSOS QUADROS EXCLUSIVOS E RECEBA EPISÓDIOS INÉDITOS DE SEGUNDA A SÁBADO: https://naoinviabilize.com.br/assineEnvie a sua história bem detalhada para naoinviabilize@gmail.com, seu anonimato será mantido, todos os nomes, profissões e locais são trocados para preservar a sua identidade.Site: https://naoinviabilize.com.brTranscrição dos episódios: https://naoinviabilize.com.br/episodiosYoutube: https://youtube.com/naoinviabilizeInstagram: https://www.instagram.com/naoinviabilizeTikTok: https://www.tiktok.com/@naoinviabilizeX: https://x.com/naoinviabilizeFacebook: https://facebook.com/naoinviabilizeEdição de áudios: Depois O Leo Corta MultimídiaVinhetas: Pipoca SoundVoz da vinheta: Priscila Armani
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Mário Amorim Lopes antecipa uma medida sem receitas para o país. Já Miguel Costa Matos (PS) não fecha a porta a um 'sim' do PS, mas com outras condições.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Sermão para o II Domingo depois de PentecostesPadre Leonardo Carvalho, IBP.Capela Nossa Senhora das Dores, DF.
W tym odcinku Macoholików zaczynamy od rzeczy najważniejszych: Michał zakłada marynarkę, Grzegorz analizuje zdjęcia w garniturze, a gdzieś w tle pojawia się ślub, Apple Watch Ultra i bardzo niepokojące masło orzechowe jedzone z łyżeczki. Potem robi się już prawie technologicznie. Grzegorz opowiada o przygodzie z konfiguracją Apple Watcha dla dziecka, eSIM-em, Multi SIM-em, T-Mobile'em i połączeniami, które niby są, ale jednak ich nie ma. Jest też praktyczna rada: jeśli kupujecie Apple Watcha z myślą o tym, że kiedyś może trafić do dziecka, warto rozważyć wersję Cellular. Nie zabrakło też basenu, nocnego maratonu pływackiego, w którym Grzegorz prawie wziął udział, oraz refleksji nad tym, czy trening bez zegarka w ogóle się wydarzył. Na koniec rozmawiamy o przyszłości Apple, lokalnych modelach AI, mocy obliczeniowej po stronie użytkownika i o tym, dlaczego „Jan Termos” może oznaczać więcej, niż się wydaje. Czy Apple naprawdę gra długą grę w świecie sztucznej inteligencji? Czy lokalne modele będą sposobem na sprzedawanie nowego sprzętu? I czy Ryan Gosling ma z tym coś wspólnego? Na koniec zapraszamy do wysłuchania naszych wrażeń na temat serialu Pluribusa i filmu Projekt Hail Marry.
No podcast da MIT Technology Review Brasil desta semana, o tema é Mobilidade, que também foi assunto da mais recente edição da nossa revista. O que solucionaria questões de mobilidade, especialmente em grandes metrópoles? Para essa reflexão, Carlos Aros, Rafael Coimbra e Alexandre Roldão debatem ideias como carros voadores, cidades de 15 minutos, saúde, qualidade de vida e conectividade. Acesse o conteúdo no site da MIT Technology Review Brasil.
A razão de termos esperança - Pr. Ayrton Alteirado by Igreja Missionária Evangélica Maranata do Recreio Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Neste podcast, eu costumo comentar dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. Links citados no episódio: YouTube agora permite desativar vídeos de Shorts no feed, Tecnoblog. Apresentamos as contas gerenciadas por pais no WhatsApp. Uber lança conta sênior com interface simplificada. Termos de uso do Modo simples (Uber).
No Global desta semana, Paulo Portas reage à queda de Viktor Orbán no poder na Hungria e mostra como Donald Trump se está a tornar “tóxico” para os eleitorados europeus.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 2011, o irlandês Jason Corbett se mudou para a Carolina do Norte com sua segunda esposa, Molly, e seus dois filhos, Jack e Sarah. Tudo parecia indo perfeitamente bem na vida da família Corbett, até que uma noite em agosto de 2015 mudou tudo e uma tragédia aconteceu.***Petlove: Use o cupom MODUSOPERANDI e pague só 4,99 por mês no plano anual.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado | Publi**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://bit.ly/47nLgDL***Caso Bizarro ao vivo no Teatro | Dia 07/04 no Teatro SABESP Frei Caneca!Com as duplas fixas: Chico Felitti, Fi Bortolotto, Fabão e Tiago P. Zanetic
O fecho do tráfego no estreito de Ormuz provocou ondas de choque nos mercados financeiros e de matérias primas, com as bolsas a caírem e o preço do gás liquefeito a disparar. Vem mesmo aí uma crise?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Chuvas em Juiz de Fora devem diminuir a partir do fim de semana, mas cidade mantém estado de alerta; veja como ajudar famílias atingidas. Termos genéricos camuflam penduricalhos em salários de magistrados. CPMI do INSS mostra que 'acordo' para blindar governo Lula e família Bolsonaro ruiu. Argentina tem nova greve em dia de votações relevantes no Congresso. Disputa por cachorro perdido é decidida após reação do animal ao ver tutor na delegacia.
Em 2019, um vídeo chocante das câmeras de segurança da boate Burning Sun, na Coreia do Sul, foi divulgado e então começou uma investigação para descobrir se havia algo suspeito acontecendo lá dentro. Mas ninguém esperava que com essa investigação um esquema de prostituição que envolviva algumas das pessoas mais famosas do país fosse descoberto.***Petlove: Use o cupom MODUSOPERANDI60 e pague só 4,99 por mês no plano anual.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado | Publi**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://bit.ly/4kMNXnC〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi
A Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial 2025 muda o eixo da conversa.FA agora é formalmente tratada como doença progressiva e modificável — e isso muda quando anticoagular, quando buscar ritmo e quando indicar ablação.No DozeCast #213, Raquel Rios e Diandro Mota fazem um resumo prático e direto ao ponto do que realmente impacta o dia a dia.Você vai ouvir sobre:
Anders & Måns läser lyssnarfrågor och tänker högt. Podden publiceras lördagar 08.00. Skriv en fråga till programmet: fraga@andersochmans.se Prenumerera och slipp reklam: fragaandersochmans.supercast.com Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Em 1974, Arlis Perry foi encontrada morta dentro de uma igreja no campus da Universidade de Stanford, poucas semanas após se casar. O crime brutal chocou a comunidade acadêmica e permaneceu sem solução por décadas. ***Petlove: Use o cupom MODUSOPERANDI60 e pague só 4,99 por mês no plano anual.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado.**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://bit.ly/4qTQdf9 | Publi〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi
A Antuérpia, na Bélgica, é considerada a capital mundial dos diamantes, concentrando grande parte do comércio dessas jóias preciosas. O cofre do Centro dos Diamantes era considerado um dos mais seguros do mundo, até que um dia, alguém o invadiu e roubou o equivalente a 100 milhões de dólares. Esse é o maior roubo de diamantes da história.***Petlove: Use o cupom MODUSOPERANDIGANHE60 e pague só 4,99 por mês no plano anual.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado | Publi**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://bit.ly/3KzO34E〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi
Clima afetou o desenvolvimento das plantas ao longo do ciclo e produtores seguem lutando por melhorias do Proagro para 2026
E no episódio de Caso Bizarro de Halloween desta semana, a volta do Monstro de Infância! E para essa ocasião especial, Lorelay Fox está de volta para discutir a autópsia do ET do Fantástico e os monstros de infância dos ouvintes! Petlove: Use o cupom CASOBIZARROGANHE60 para ter 50% de desconto na primeira mensalidade.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado | Publi**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.http://bit.ly/3IZLCaN | Publi〰️
No dia em que a SIC celebrou o seu 20º aniversário, o fundador da primeira televisão privada em Portugal foi entrevistado por Daniel Oliveira. Memórias, emoções partilhadas e revelações inéditas nesta primeira ida de Francisco Pinto Balsemão, militante número 1 do PSD e também fundador do Expresso, ao Alta Definição. Recorde aqui a emissão de outubro de 2012.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Você precisa ter uma lista com coisas que você ama fazer. Elas não precisam ser mirabolantes, nem grandiosas, nem complexas. Pode ser uma lista de coisas pequenas. Uma lista que tem aquela série que você sempre passa por ela, mas ainda não conseguiu assistir. Pode ter a vontade de entrar no cinema e escolher o primeiro filme que está passando - sem olhar a sinopse. Pode ter, ainda, a ideia de fazer uma aula nova na academia, uma tarde com brigadeiro de panela e um domingo só com filme de Natal, mesmo que seja outubro.Você precisa ter uma lista com coisas que você ama fazer. Porque se você não tiver, na primeira oportunidade que surgirem cinco minutos ou um dia inteiro livre, você vai fazer o que for automático. E o que é automático, geralmente, é o que a gente fez nos últimos anos, porque a gente precisava, tinha que fazer ou porque foi só a primeira coisa que a gente pensou. Na ausência dessa lista, talvez você perca a oportunidade de viver algo que te faria muito feliz. E eu vou te contar nesse episódio, como eu me dei conta disso.Cê vem?edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogacatexto: @natyopsPUBLICIDADE: Kindle UnlimitedAssine aqui: https://geni.us/PDNC_KU_Podcaste mergulhe num mar de histórias! São mais de 5 milhões de ebooks na palma da sua mão.Aproveite que novos assinantes tem 30 dias grátis!*"Termos e condições aplicáveis, válido para novos assinantes"MEU LIVRO: Medo de dar certo: Como o receio de não conseguir sustentar uma posição de sucesso pode paralisar você | Amazon.com.brApoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisasMEU LIVRO: https://amzn.to/4nrTHn9Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisasPalestra em BH: https://www.sympla.com.br/evento/natalia-sousa-em-belo-horizonte-palestra-medo-de-dar-certo/3040757?referrer=www.google.comPalestra no RJ: https://www.sympla.com.br/evento/natalia-sousa-no-rio-de-janeiro-palestra-medo-de-dar-certo/3010972
No episódio especial de Halloween desta semana, Tiago P. Zanetic e Mabê discutem os casos dos objetos mais amaldiçoados do mundo!〰️Petlove: Use o cupom CASOBIZARRO50 para ter 50% de desconto na primeira mensalidade.*Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado | Publicidade**Cupom Petlove - Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove.Link: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=casobizarro〰️
No episódio de hoje discutimos sobre um fantasma auditor fiscal e as Spice Girls contra um demônio croata!〰️Petlove: Use o cupom CASOBIZARRO50 para ter 50% de desconto na primeira mensalidade. *Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado.| Publicidade Link: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=casobizarro〰️Dicas Bizarras:▪️ Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente ▫️ HBO Max (Chico)▪️ Pee-wee Herman - Por Trás do Personagem ▫️ HBO Max (Chico)▪️ A Vida Sexual das Universitárias ▫️ HBO Max (Mabê)▪️ Peça Lady Tempestade: monólogo com Andréa Beltrão (Mabê)〰️
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Tanya 14 av Cap 5 Parte 2 -A forma e a matéria das das letras,em termos místicos
Subidas do salário mínimo têm-se traduzido em maior produtividade. E ainda os lugares de topo vedados a mulher: em 175 anos, zero governadoras do Banco de Portugal. E o cabelo da Susana Peralta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Neste episódio do Canary Cast, Marcos Toledo, cofundador e General Partner do Canary, recebe Eduardo del Giglio, cofundador e CEO da Caju, empresa que nasceu como uma solução inovadora para benefícios flexíveis e evoluiu para um ecossistema abrangente de diversas soluções financeiras e software para RH. Durante a conversa, Edu relembra sua jornada empreendedora, desde a experiência desafiadora ao fundar um marketplace de serviços domésticos, logo após se formar na faculdade, até os aprendizados fundamentais adquiridos em sua passagem como consultor na McKinsey, que o incentivaram a voltar a empreender. Ele conta como a paixão pela criação de produtos, descoberta em sua primeira jornada, e uma visão clara sobre as ineficiências do mercado tradicional de benefícios o levaram a identificar uma nova oportunidade e fundar a Caju. O episódio explora a construção da Caju desde o início e sua antiga conexão com o Canary, iniciada logo após Edu decidir sair da consultoria e voltar a empreender. Edu fez parte do programa de empreendedores em residência que existia na época, desenvolvendo sua tese dentro do escritório do Canary. Desde então, a Caju se destacou como uma empresa que criou uma nova categoria dentro do segmento de benefícios, transformando completamente a experiência de colaboradores, empresas e estabelecimentos parceiros, substituindo os antigos modelos de arranjos fechados e engessados por uma plataforma aberta, ágil e centrada no usuário. Quase seis anos depois de sua fundação, a Caju evoluiu para uma plataforma de multissoluções em gestão de colaboradores, despesas e benefícios corporativos e atende mais de 50 mil empresas de todos os portes. Entre os grandes nomes estão Grupo Boticário, Aurora e Embraer. Edu também compartilha a visão de futuro da empresa, detalhando como pretende continuar contribuindo para a transformação dos processos operacionais do RH por meio de soluções integradas, automação inteligente e uso estratégico de inteligência artificial. Além disso, Edu traz insights importantes sobre a relevância de atuar proativamente junto ao ambiente regulatório, especialmente em setores fortemente regulados como o da Caju. Por fim, ele compartilha conselhos valiosos para quem está iniciando sua jornada empreendedora, destacando a importância de confiar nos próprios instintos, agir rapidamente e controlar a ansiedade diante dos desafios. Convidado: Edu Giglio Edu Giglio é cofundador e CEO da Caju, empresa que oferece soluções flexíveis de benefícios, pagamentos corporativos e software integrado para gestão de pessoas. Eduardo iniciou sua jornada empreendedora com a Blumpa, empresa de marketplace para serviços domésticos, e posteriormente acumulou experiência significativa na McKinsey, consultoria onde desenvolveu uma visão crítica sobre produto, estratégia e formação de equipes. Atualmente, lidera a Caju, impactando milhares de empresas e mais de um milhão de usuários ativos em todo o Brasil. Apresentação: Marcos Toledo Marcos Toledo é cofundador e General Partner do Canary, um dos principais fundos de venture capital no Brasil. Antes do Canary, Marcos construiu uma sólida carreira no mercado financeiro, iniciando no JP Morgan e depois cofundando a M Square Investimentos, gestora de ativos líder no país. Destaques do episódio: 00:00 - 02:20 Boas-vindas e apresentação00:51 - 03:37 O que é a Caju hoje 03:43 - 08:05 Jornada pessoal e profissional do Edu antes da Caju 08:05 - 09:55 Conhecendo o mercado de benefícios e os primeiros passos da tese10:00 - 11:50 A primeira conexão com o Canary e início da jornada12:23 - 14:00 Como Edu conheceu Renan, seu co-founder técnico14:11 - 14:43 Lançamento da Caju e uma pandemia no meio do caminho06:51 - 12:15 Trajetória empreendedora anterior do Edu 12:16 - 17:46 Criando uma nova categoria: como era o mercado de benefícios antes da Caju17:49 - 20:00 O Ciclo vicioso da experiência anterior das empresas e usuários20:07 - 20:20 Identificando uma oportunidade através das ineficiências do mercado20:23 - 23:26 Quais foram as mudanças regulatórias e de infraestrutura que permitiram o surgimento da Caju 23:39 - 27:30 Como foram as primeiras vendas B2B e a busca pelo Product-Market-Fit28:43 - 32:08 Visão estratégica e expansão do portfólio de produtos da Caju para construir um ecossistema32:17 - 34:20 O uso estratégico de IA e automação de processos 34:37 - 39:10 Momento de tração e a importância da atuação proativa na esfera regulatória 39:50 - 40:30 Conselhos para empreendedores que estão começando40:40 - 41:42 Visão da Caju para os próximos 10 anos41:46 - 42:50 ConclusãoTermos em inglês mencionados ao longo do episódio:Pitch – Apresentação de uma ideia de negócio, geralmente feita para investidores, mas pode se aplicar também no processo comercial com clientesProduct-market-fit – Quando o produto satisfaz uma necessidade real de mercadoDeal – Contrato, negócio, acordoFundraising / Fundraising round – Rodada de investimentoB2B (Business-to-Business) – Modelo de negócio em que uma empresa vende para outraOnboarding – Integração inicial de um novo funcionário a uma empresaAll-in-one – Tudo em um só lugarSoftware as a Service (SaaS) – Modelo de negócio e produto que utiliza software como serviço para o cliente finalBack-end / Front-end – Termos técnicos de desenvolvimento de software (lógica por trás da aplicação / o que o usuário vê e interage)CRM (Customer Relationship Management) – Sistema de gestão de relacionamento com o clienteATS (Applicant Tracking System) – Sistema de rastreamento de candidatos (usado em processos seletivos)Run on Caju – Rodar/funcionar na Caju (expressão usada para indicar que uma empresa opera com as soluções da Caju)User – UsuárioWorkflow – Fluxo de trabalhoInsights – Percepções, descobertasPlaybook – Manual de boas práticas, instruçõesScaling / Scale – Escalabilidade / Escalar o negócioBenchmark – Negócio ou prática de referência para comparação e/ou inspiraçãoDeck – Apresentação visual de uma ideia (geralmente PowerPoint ou similar)Frameworks – Estruturas/metodologias de apoio para desenvolvimento de soluçõesWorkflow automation / autopilot – Automação de processos / "piloto automático"AI (Artificial Intelligence) – Inteligência ArtificialDeep dive – Exploração aprofundada de um temaInsights-driven – Orientado por dados/percepçõesGo-to-market – Estratégia de lançamento e venda de produto ao mercadoUser adoption – Adoção (uso) do produto por parte dos usuáriosTouchpoint – Ponto de contato com o clienteSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Picolé De Limão é um quadro do canal Não Inviabilize. Aqui você ouve as suas histórias misturadas às minhas!Use a hashtag #Inesperado e comente a história no nosso grupo do telegram: https://t.me/naoinviabilizePUBLICIDADE PETLOVEConheça os planos de saúde Petlove! Eles cabem no seu bolso, possuem cobertura ampla e perto de você, são práticos e digitais para contratar e a microchipagem é grátis. Usando o cupom PONEI50 você ganha 50% de desconto na primeira mensalidade. Cupom válido somente no mês de maio/2025. *Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitadoLink: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=naoinviabilizeQUER OUVIR MAIS HISTÓRIAS? BAIXE NOSSO APLICATIVO EM SUA LOJA APPLE/GOOGLE, CONHEÇA NOSSOS QUADROS EXCLUSIVOS E RECEBA EPISÓDIOS INÉDITOS DE SEGUNDA A QUINTA-FEIRA: https://naoinviabilize.com.br/assineEnvie a sua história bem detalhada para naoinviabilize@gmail.com, seu anonimato será mantido, todos os nomes, profissões e locais são trocados para preservar a sua identidade.Site: https://naoinviabilize.com.brTranscrição dos episódios: https://naoinviabilize.com.br/episodiosYoutube: https://youtube.com/naoinviabilizeInstagram: https://www.instagram.com/naoinviabilizeTikTok: https://www.tiktok.com/@naoinviabilizeX: https://x.com/naoinviabilizeFacebook: https://facebook.com/naoinviabilizeEdição de áudios: Depois O Leo Corta MultimídiaVinhetas: Pipoca SoundVoz da vinheta: Priscila Armani
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O estudante Stuart Angel desapareceu em maio de 1971. Desde o início, era claro quem eram os culpados. Durante anos, sua mãe, Zuzu Angel, lutou para provar que o governo militar tinha sido o responsável pela morte do filho. Mas, tempos depois, ela também se tornou uma das vítimas da ditadura.〰️Use o cupom MODUSOPERANDI50 para ter 50% de desconto na primeira mensalidade do plano de saúde Petlove.*Exceto Plano Leve. Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado.https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=modusoperandiO cupom MODUSOPERANDI50 é válido somente até 31/5/2025.Esse episódio é patrocinado.〰️Episódios exclusivos aqui:https://orelo.cc/modusoperandihttps://apoia.se/modusoperandi
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Olá, divos e divas! A gente AMA falar sobre os nossos pets e hoje vamos ouvir as histórias de vocês também. Existe limites para mimá-los? Para mimar não sabemos, mas para CUIDAR não abrimos mão do melhor plano!Escolha o plano de saúde da Petlove que mais combina com você e use o cupom DIVADEPRESSAO50 pra aproveitar os 50% de desconto na primeira mensalidade durante o mês de abril. *Exceto Plano Leve. Termos e Condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado.>> Contrate aqui o plano de saúde da Petlove: https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=divadepressao
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No episódio de hoje discutimos sobre um fogão possuído, uma entrevista de emprego bastante melodiosa e uma seita de lobisomens!Use o cupom CASOBIZARRO para ter 20% de desconto na 1ª mensalidade do Plano de Saúde da Petlove.*Exceto Plano Leve. Termos e condições devem ser consultados. Válido por tempo limitado.Clique no link e contrate o plano:https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=spotify&utm_medium=influencer&utm_campaign=casobizarro〰️
2025 is your year to level up your Brazilian Portuguese—agora é a hora!
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