POPULARITY
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Jürgen Schmidhuber is an AI pioneer and professor whom The Guardian has called "the father of AI." Schmidhuber joins Big Technology Podcast to discuss whether current AI techniques can actually reach AGI. Tune in to hear him spar with Greg Brockman's case for scaling GPT models alone, argue that AI has been capable of pain and consciousness since the early 1990s, and predict the collapse of today's trillion-dollar AI spending. We also cover the hardware bottleneck holding back robots, free will in a computable universe, and uploading human minds into machines. Hit play for a wide-ranging conversation with one of the researchers whose ideas built the foundation of modern AI. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Apple verklagt OpenAI wegen Diebstahls von Geschäftsgeheimnissen und nennt die OpenAI-Kultur "rotten to the core". Satya Nadella warnt vor der KI-Nutzung durch Unternehmen: Ihr bezahlt nicht nur mit Geld, sondern mit eurem proprietären Wissen. Elon Musk und Sam Altman liefern sich auf X einen Schlagabtausch. Bei OpenAI konsolidiert Greg Brockman die Macht nach Fiji Simos Rücktritt, während die Anthropic-Bewertung am Secondary-Markt in Richtung 1,2 Billionen läuft. 200 Ökonomen und 16 Nobelpreisträger unterschreiben ein "We Must Act Now"-Statement zur KI-Job-Verdrängung. Meta committet weitere 40 Milliarden für sein Louisiana-Data-Center, Gesamtinvestition Richtung 250 Mrd. Shein bekommt grünes Licht für den Hongkong-IPO auf 40 Mrd. Bewertung. Counterpoint zeigt: Smartphone-Markt bricht 11% ein wegen Memory-Crunch. Unterstütze unseren Podcast und entdecke die Angebote unserer Werbepartner auf doppelgaenger.io/werbung. Vielen Dank! Philipp Glöckler und Philipp Klöckner sprechen heute über: (00:00:00) Apple verklagt OpenAI (00:15:09) Nadella-Warnung (00:24:53) Altman kontert Musk (00:26:49) Codex 7 Mio. (00:29:18) Fable 5 verlängert (00:31:37) Brockman übernimmt (00:32:19) Anthropic $1,2 Bio. (00:34:01) Cursor baut SAND (00:35:53) We Must Act Now: KI Jobverlust ohne Belege (01:00:36) Meta Louisiana (01:02:43) Shein Hongkong (01:03:46) Smartphone-Einbruch (01:08:11) Pioneer 3 Shownotes Apple verklagt OpenAI wegen Trade-Secret-Diebstahl - techcrunch.com Apple: OpenAIs Hardware-Business rotten to the core - uk.pcmag.com Nadella warnt vor KI-Daten-Risiko für Unternehmen - techcrunch.com Sam Altman kontert Elon Musk - xcancel.com OpenAI: Brockman konsolidiert Macht vor dem IPO - cnbc.com Anthropic verlängert Fable-5-Zugang bis 19. Juli - economictimes.indiatimes.com Codex knackt 6-7 Mio. aktive Nutzer - latent.space Anthropic auf $1,2 Bio. Bewertung am Secondary-Markt - businessinsider.com Cursor baut SAND als Claude-Cowork-Konkurrent - theinformation.com We Must Act Now: 200 Ökonomen zum KI-Risiko - wemustactnow.ai NYT: Ökonomen warnen vor KI-Job-Verlust - nytimes.com Indeed: Codex-Launch treibt Entwickler-Hiring +15% - hiringlab.org Meta Louisiana Data Center wird $250 Mrd. - bloomberg.com WSJ: Shein bekommt grünes Licht für Hongkong-IPO - wsj.com Counterpoint: Smartphone-Markt bricht 11% ein - counterpointresearch.com Bild: Thelen sagt Brandmauer schadet Deutschland - bild.de Bunte: Thelen verliert Millionen wegen Politik-Aussagen - bunte.de Pioneer 3 launcht - instagram.com Anne Schwedt: Optionen-Websession bei Ikonista - montagshappen-verlag.de Übermedien: Grat zwischen Journalismus und Anlage-Tipps - uebermedien.de NYT: Terrorgruppen wie Boko Haram nutzen KI - nytimes.com
Greg Brockman is the president and co-founder of OpenAI. Brockman joins Big Technology Podcast live from the Big Technology AI Summit to discuss OpenAI's trajectory, the state of the frontier, and why he believes compute will ultimately decide the AI race. Tune in to hear Brockman make the case that there will never be enough compute to satisfy demand, why he thinks the interface itself will eventually melt away into a persistent agent that acts on your behalf, and how he expects pricing to evolve as today's premium intelligence becomes tomorrow's commodity. We also cover the competitive dynamic with Microsoft and the "models are a commodity" argument, the path to a personal AGI, voice as an interface, and why Brockman is most excited about AI's potential in health. Hit play for a wide-ranging conversation about where OpenAI and the frontier go next. Watch the full documentary here: Watch the full documentary here: https://www.gravitee.io/ai-agent-documentary Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
The Founding of OpenAI. Guest Author: Keach Hagey. In this opening segment, Keach Hagey discusses the January 2016 founding of OpenAI as a nonprofit research lab. Key figures included co-founder Greg Brockman and chief scientist Ilya Sutskever, a renowned researcher whose recruitment from Google signaled the lab's potential. Backed by a billion-dollar commitment from Elon Musk, Peter Thiel, and Jessica Livingston, the project was designed as a safe, non-commercial counterweight to Google's DeepMind. Operating initially out of Brockman's apartment, the team aimed to achieve Artificial General Intelligence (AGI) for the benefit of humanity. The technical foundation relied heavily on GPUs—hardware originally designed for video games—which proved essential for training the deep learning neural networks necessary for their research. This era was characterized by an ambitious, "pirate" spirit funded through YC Research to explore radical ideas outside the profit motive. 1JANUARY 1931
As director of Keyhole, Dave Lorenzini delivered the 3D Earth zooms that ran on CNN during the 2003 Iraq War — netting five million users in a month. Sergey Brin was one of them. Google bought the company and poured in billions to build, fuel, and serve maps. As Google Earth, it forever changed how we relate to space.From there: pioneering work on Google Glass, AR platforms, and running an immersive XR lab in Europe for Draw & Code exploring the future of spaces, places, and faces. Today Dave directs Quantum Studio, building World Agent and 4D ID — the "DNS for real space," an addressing layer where every place, object, and moment gets a name AI systems can agree on. His thesis: the next decade of AI won't run on better maps. AI needs an operating system for reality. Not a map. Not a database. A living, queryable foundation where every place on Earth answers for itself.AI XR News: The OpenAI vs. Musk trial continued with damaging testimony from Mira Murati and Greg Brockman. Anthropic struck an unholy alliance with xAI's Colossus compute. GameStop bid for eBay. Colin Angle is back with Familiar, an AI robot pet. Coinbase cut staff. Ask.com finally died. VRChat hit 100,000 concurrent daily users in Japan.Key Moments:[00:03:34] AWE Long Beach in 30 days: Dave on the board, Snap glasses expected, 400 speakers and 250 exhibitors[00:20:10] 30 AI glasses coming: why the near future belongs to audio-first, AI-powered smart glasses[00:25:34] Keyhole origin story: satellite imagery, $25K/sq mile, Sergey Brin, and a $500M/year acquisition[00:37:30] Google Glass, Luxottica, and why Google blinked when it could have been 10 years ahead of Meta[00:40:00] XR vs. rockets: why building for the human brain is harder than getting to MarsBrought to you by Zappar, the company behind Mattercraft — the leading visual development environment for immersive 3D web experiences. Start building at mattercraft.io.Subscribe to the AI XR Podcast wherever you listen to podcasts. Watch the full episode on YouTube: https://youtu.be/weNANIIo7EA Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Last week, OpenAI, the maker of ChatGPT, confidentially filed for an initial public offering in the United States. With a valuation of more than $850 billion, it could become one of the largest tech listings ever. The move marks a significant milestone for a company that began in 2015 as a not for profit research lab. In 2022, ChatGPT was launched, and the company changed its structure and attached a for-profit entity. That change did not please everyone. Elon Musk, who helped fund OpenAI in its early years before falling out with the company's leadership, filed a lawsuit in 2024 questioning the change. He argued that OpenAI moved away from its original mission. He accused founder Sam Altman and president Greg Brockman of manipulating him into donating to a not-for-profit organisation and then attaching a for-profit subsidiary and accepting billions from Microsoft. In May, a jury ruled against Musk on procedural grounds, though he has said he will appeal. He is also pursuing a separate antitrust case against OpenAI and Microsoft. Guest: Rahul Singh, Associate Professor of Law, National Law School of India University Host: Nivedita V Edited by Sharmada Venkatasubramanian Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Teaser ... The Midas Project and the OpenAI files ... What's "Build American AI" up to? ... Nathan Leamer, astroturfer and sock puppeteer ... Greg Brockman, AI lobby bankroller ... Astroturfing the China panic ... Is OpenAI an innocent bystander? ... Heading to Overtime ...
Exposing The Dark Money Machine Behind AI PropagandaSUPPORT MY WORK: Buy a paid subscription to my newsletter at usermag.co Support my work on Patreon: http://patreon.com/taylorlorenz I break down my investigation into a network of pro-AI and anti-AI meme accounts that I found were secretly being run and funded by OpenAI, Palantir, and Andreessen Horowitz's big $125M super PAC and dark money group. I reveal how these accounts operated, who is connected to them, why they promoted both sides of the AI debate, and how the organization at the center of the story confirmed key aspects of the reporting after publication.I talk about how a self-described “Meme Lord” named Jason Levin, founder of Memelord Technologies was hired by the super PAC, Leading the Future, to create and run sock puppet accounts like “DoomersAreDumb” and “Jonathan Doomer” to attack AI critics, mock disabled people, post violent threats, and even pretend to be an anti-AI activist.OpenAI's president Greg Brockman donated millions to this campaign. OpenAI's head of strategy follows these meme accounts. And when confronted, Build American AI confirmed it all.Topics covered:AI propaganda and influence campaignsOpenAI and AI policy politicsDark money groups and Super PACsFake activist accountsAI-generated content networksMeme pages and online manipulationPolitical lobbying and artificial intelligenceSocial media influence operationsTech industry power and public opinion#AI #ArtificialIntelligence #TechNews #OpenAI #SiliconValley #MemeCulture #InvestigativeJournalism #InfluenceCampaign #AIDebate #TechPolicy #PowerUser
It's a dramatic ending... of Season 8! On this episode of Security Noise, we are talking about the metaphorical soap opera that AI created. Since OpenAI was founded in 2015 as a non-profit AI lab, it has brought on dramatic interactions between its founders, culminating in a lawsuit in which Elon Musk sued cofounders Sam Altman and Greg Brockman over claims that OpenAI has "betrayed" its founding mission. We talk about allllll the drama in this season finale, joined by TrustedSec's Advisory Solutions Director Alex Hamerstone, entertaining the implications of the recent OpenAI trial and the BIG personalities that are shaping AI's future. Who will have control over that future? Investors, non-profits, founders, or giant tech platforms? And what does that mean for the rest of us, beyond Silicon Valley? About this podcast: Security Noise, a TrustedSec Podcast hosted by Geoff Walton and Producer/Contributor Skyler Tuter, features our cybersecurity experts in conversation about the infosec topics that interest them the most. Hack the planet! Find more cybersecurity resources on our website at https://trustedsec.com/resources.
Keach Hagey recounts the January 2016 founding of OpenAI in San Francisco, initially established as a modest nonprofit research lab in Greg Brockman's apartment. Co-founded by Sam Altman, Brockman, and chief scientist Ilya Sutskever, the organization aimed to develop artificial general intelligence (AGI) safely outside of profit motives. Major initial backers included Elon Musk and Peter Thiel, who sought to create a counterweight to Google's DeepMind. The discussion explains how neural networks utilize Nvidia's GPUs—originally designed for video games—to mimic human thought, forming the technical foundation for the current AI race. (1/4)MARCH 1959
Round 5 delivers a courtroom paradox. What looked like a brutal day for Sam Altman and Greg Brockman, with billions in equity and credibility under attack, may have quietly sealed Elon Musk's fate. At the center is a 23-word weekend text threatening reputational destruction, a move that didn't just shift optics, it may qualify as extortion under California law and trigger the unclean hands doctrine. This episode unpacks how that single message gave the judge a clean off-ramp to end the case without ever reaching the underlying claims. In a trial where the jury is only advisory, one misstep outside the courtroom can outweigh everything said inside it. Musk didn't lose this round on the stand, but the moment he hit send. Jack Russo Managing Partner Jrusso@computerlaw.com www.computerlaw.com https://www.linkedin.com/in/jackrusso "Every Entrepreneur Imagines a Better World"®️
Elon Musk recently lost his lawsuit against OpenAI and its leadership after a California jury determined his claims were filed too late. The legal battle centered on allegations that Sam Altman and Greg Brockman abandoned the company's original non-profit mission to pursue commercial interests with Microsoft. However, the nine-member jury reached a unanimous verdict in under two hours, finding that Musk exceeded the three-year statute of limitations for his grievances. This decision effectively dismissed accusations of a "breach of charitable trust" without the court needing to rule on the actual merits of the case. While Musk's legal team has signaled an intent to appeal, experts suggest the factual nature of the jury's timing finding makes a reversal unlikely. Consequently, the ruling protects OpenAI's current for-profit structure and its multibillion-dollar partnership with Microsoft from immediate legal dissolution.
Jim Love breaks down the biggest moments from the high-stakes Elon Musk vs OpenAI trial, where the future of one of the world's most important AI companies may be shaped in court. This episode covers Sam Altman's dramatic cross-examination, where Musk lawyer Steven Molo directly challenged Altman's honesty in front of the jury, asking whether he was completely trustworthy and whether he always told the truth. Despite the aggressive attack, many observers described Altman as calm and unshaken. Jim also examines one of the most surprising moments in the trial: testimony from OpenAI co-founder Ilya Sutskever, who said he spent roughly a year compiling detailed notes about concerns over Altman's honesty with the board — only to later publicly regret helping remove him and support Altman's return. With reports placing Sutskever's OpenAI stake at roughly US$7 billion, the testimony raises difficult questions about motive, governance, and the internal power struggle at OpenAI. The episode also revisits Elon Musk's own testimony, the excluded Greg Brockman text message controversy, Microsoft CEO Satya Nadella's role, and what closing arguments could mean for OpenAI, artificial general intelligence (AGI), and the future of AI governance. If you follow OpenAI, Elon Musk, Sam Altman, artificial intelligence, AI lawsuits, or the future of AGI, this is the trial everyone in tech is watching. 00:00 Today's Trial Focus 01:14 Musk Testimony Recap 02:23 The Brockman Text Drama 03:37 Sutskever's Reversal 06:55 Why Altman Matters 08:18 Altman Cross Examination 09:22 Founders Mission And Control 10:36 No Perry Mason Moment 11:11 Closing Arguments And Sign Off
On the show OpenAI named Greg Brockman product chief on May 15 and merged ChatGPT, Codex, and the developer API into a single team, Thibault Sottiaux runs the unified product, Nick Turley pivots to enterprise, and an IPO filing is coming later this year. And much, much, much, more. Try AI Box: 80+ AI models for $8.99/month: https://aibox.aiSubscribe to my Daily AI Newsletter: https://www.aichatdaily.com/newsletter See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
On the show OpenAI named Greg Brockman product chief on May 15 and merged ChatGPT, Codex, and the developer API into a single team, Thibault Sottiaux runs the unified product, Nick Turley pivots to enterprise, and an IPO filing is coming later this year. And much, much, much, more. Try AI Box: 80+ AI models for $8.99/month: https://aibox.aiSubscribe to my Daily AI Newsletter: https://www.aichatdaily.com/newsletter See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
AI Chat: ChatGPT & AI News, Artificial Intelligence, OpenAI, Machine Learning
On the show OpenAI named Greg Brockman product chief on May 15 and merged ChatGPT, Codex, and the developer API into a single team, Thibault Sottiaux runs the unified product, Nick Turley pivots to enterprise, and an IPO filing is coming later this year. And much, much, much, more. Try AI Box: 80+ AI models for $8.99/month: https://aibox.aiSubscribe to my Daily AI Newsletter: https://www.aichatdaily.com/newsletter
This Day in Legal History: Abe Fortas Resigns SCOTUSOn May 15, 1969, Justice Abe Fortas resigned from the United States Supreme Court, becoming the first justice to leave the Court under the threat of impeachment. Fortas had been appointed to the Court in 1965 by President Lyndon B. Johnson, a close friend and political ally. His reputation had already been damaged in 1968, when Johnson tried to elevate him to Chief Justice and the nomination failed after senators criticized his outside income and ties to the president. The controversy deepened when it became public that Fortas had accepted a financial arrangement from the family foundation of Louis Wolfson, a financier who was later convicted of securities violations. Although Fortas returned the money, the arrangement created the appearance that a sitting Supreme Court justice might be financially entangled with someone who had legal troubles. That appearance alone was enough to cause a major crisis for the Court's legitimacy.Members of Congress began discussing impeachment, and Fortas ultimately resigned before a formal impeachment process could remove him. His departure became an important example of how judicial ethics are not limited to actual corruption, but also include conduct that undermines public confidence in judicial independence. The episode also showed the tension between life tenure and accountability for federal judges. Article III judges are protected from political pressure through lifetime appointments, but they can still face removal through impeachment for serious misconduct.Fortas's resignation left a lasting mark on debates over Supreme Court ethics, outside income, recusals, and financial disclosure. More than fifty years later, the Fortas controversy is still cited when questions arise about whether Supreme Court justices should follow clearer and more enforceable ethics rules.Closing arguments ended Thursday in Elon Musk's federal trial against OpenAI, Sam Altman, Greg Brockman, and Microsoft, with the case now headed to a nine-member jury. Musk's lawyer argued that OpenAI violated its charitable mission by shifting assets, employees, and value from its nonprofit structure into a for-profit enterprise now worth hundreds of billions of dollars. He focused heavily on Altman's credibility, telling jurors that OpenAI's defense depends on believing Altman and pointing to testimony and documents that Musk says show dishonesty, conflicts, and self-enrichment. Musk's side also attacked Brockman's large equity stake and cited old journal entries as evidence that OpenAI insiders were thinking about personal wealth while controlling a nonprofit mission. Microsoft was portrayed by Musk's team as helping the alleged breach by investing billions and gaining major access to OpenAI's intellectual property and business structure. OpenAI's lawyers responded that Musk's claims are late, unsupported, and driven by his status as a competitor rather than by concern for charitable law. They argued Musk's donations were not legally restricted gifts, that he once sought control of OpenAI himself, and that he did not object to earlier restructuring documents. OpenAI also emphasized that the nonprofit remains in control and now holds a stake worth roughly $200 billion, which its lawyers described as enormous value created for the charity, not stolen from it. Microsoft's lawyer argued the company did not know of any specific conditions on Musk's donations and was not involved in the core events Musk complains about. In rebuttal, Musk's lawyer said OpenAI and Microsoft were distracting the jury from documents and texts showing that Musk funded OpenAI based on a specific nonprofit safety mission. The jury is scheduled to begin deliberations Monday.‘Who's Telling The Truth?' Musk-OpenAI Fight Goes To Jury - Law360 UKMusk accused of ‘selective amnesia,' Altman of lying as OpenAI trial nears end | ReutersThe Senate Banking Committee advanced the Clarity Act, a major crypto regulation bill that would set clearer rules for digital assets and define which regulators oversee different parts of the industry. The Republican-led committee approved the bill with support from all Republicans and two Democrats, Senators Ruben Gallego and Angela Alsobrooks, giving the measure a better chance of reaching the full Senate. Even so, both Democrats warned they may not support the final version unless negotiations change. The bill is important to the crypto industry because it would help determine when tokens are treated as securities, commodities, or something else, which companies say is necessary for growth and legal certainty. Several Democrats objected that the proposal does not go far enough on anti-money laundering protections and should do more to stop public officials from profiting from crypto ventures. Banks are also fighting part of the bill because they fear crypto companies could use stablecoin rewards to compete with traditional deposits. The dispute led to tense committee negotiations, including a late compromise that Chairman Tim Scott allowed while rejecting some other Democratic amendments. Crypto groups have pushed hard for the legislation after spending heavily to support pro-crypto candidates in 2024. The White House is also backing crypto reform, and the House already passed its version of the Clarity Act last year. Supporters see the committee vote as a milestone after years of work, while critics, including Senator Elizabeth Warren, warn the bill favors the crypto industry at the expense of consumers, investors, national security, and the financial system. The bill now moves to the full Senate, where lobbying from crypto companies, banks, and consumer-protection advocates is likely to intensify.US Senate committee advances crypto bill in milestone for digital assets | ReutersA federal appeals court in Washington heard arguments over the Trump administration's attempt to revive executive orders targeting four major law firms: Perkins Coie, Jenner & Block, WilmerHale, and Susman Godfrey. The firms had previously won in lower court, where judges found the orders unconstitutional. The executive orders punished the firms over issues including their legal work, hiring practices, diversity policies, and political connections. They also sought to restrict the firms' lawyers from federal buildings, cancel government contracts held by their clients, and remove security clearances from firm employees. The Justice Department argued that the firms' business relationships and hiring decisions are not protected by the First Amendment, and that courts should not second-guess presidential decisions involving national security. Judges on the D.C. Circuit appeared skeptical of the administration's broad view of presidential authority, especially the claim that security clearance decisions are unreviewable even when allegedly made for improper reasons. Paul Clement, arguing for the firms, said the orders threatened the First Amendment and the ability of lawyers to represent unpopular clients without government retaliation. He warned that accepting the administration's theory could allow presidents to punish lawyers or firms based on political affiliation. Judge Neomi Rao, a Trump appointee, seemed more receptive to the administration's argument that courts have limited power to review security clearance decisions. The case is part of a broader fight over presidential power and whether the government can use executive authority to punish lawyers and firms viewed as political opponents. The appeals court also heard a related case involving lawyer Mark Zaid's security clearance. Any ruling from the D.C. Circuit could eventually be appealed to the Supreme Court.US appeals court questions Trump's push to punish major law firms | Reuters This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.minimumcomp.com/subscribe
This week we've got Mike Isaac from the New York Times giving us the scoop from inside the courtroom at the Elon Musk v. Altman and OpenAI trial in Oakland. Also our newest acid video is out now so check it out! https://youtu.be/7vkFY3f5kkw Give this video a thumbs up if you enjoyed it! And please leave us a comment! It helps us! NEW MERCH OUT! Get 10% off when you sign up and also get bonus content, ad-free versions and more plus your first 7 days free at https://benandemilshow.com ***THE SOUTHWEST COMPANION PASS IS BACK GET IT HERE: https://www.cardratings.com/bestcards/featured-credit-cards?src=691608&shnq=520080,4028088,4048122,4028085,3006151,4048149,4028089,4048084&var2= ***Go check out Ben's movie podcast! https://www.youtube.com/@UCtwCDeHuJTBWUkeQKlLeXhA **CHECK OUT EMIL'S LIVESTREAMS HERE: https://www.youtube.com/emilderosa __ SOME OTHER VIDEOS YOU MAY ENJOY: That's Cringe of Cody Ko: https://youtu.be/dTbEk0pVh2w Our AUSTIN VIDEO: https://youtu.be/yGSs56bFzRU Our episode with Kyla Scanlon: https://youtu.be/cIHWkY35cuc Big Tech is out of ideas (ft. ED ZITRON): https://youtu.be/zBvVGHZBpMw Arguing with a millionaire (ft. Chris Camillo): https://youtu.be/1ZUWTkWV_MM We bought suits HERE: https://youtu.be/_cM1XqA9n2U ***LINK TO OUR DISCORD: https://discord.gg/CjujBt8g ***Subscribe to Emil's Substack: https://substack.com/@emilderosa ***Trade with Ben at https://tradertreehouse.com __ WARBY PARKER: Buy one prescription pair and get 20% off additional pairs at https://warbyparker.com/BAES — using our link helps support the show. #WarbyParker #ad GLD: New customers get 40% off with code BAES at https://gld.com. #ad HIMS: For simple, online access to personalized and affordable care for Hair Loss, ED, Weight Loss, and more, visit https://hims.com/BAES for your free online visit. TIMESTAMPS: 00:0014:50: Intro, why this is happening 14:50-17:25: Warby Parker ad 17:25-30:43: Elon is kinda right, scaring the hoes 30:43-33:05: GLD ad 33:05-45:06: Greg Brockman's journal, Ilya is the good guy 45:06-47:00: Hims ad 47:00-1:00:00: If Elon wins, the bubble popping, how AI fame corrupts 1:00:00-1:15:38: Ari Emanuel, what happens next, music __ Follow us on instagram! @ benandemilshow @ bencahn @ emilderosa Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
Jacob Ward joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! More insights into the Musk vs. OpenAI trial. Everything unveiled at The Android Show: Google I/O Edition 2026. And the Canvas cyberattack. Jacob has been covering the Musk vs. OpenAI trial since he was last on the show. He talks about the trial and some of the more interesting things that have occurred during the trial. Jason Howell stops by to talk about everything that was unveiled at The Android Show: Google I/O Edition, a lead-up to the big Google I/O event that is taking place on May 19th. And Mikah talks about the Canvas cyberattack that occurred on May 7th and how the company paid the ransom that the attackers were demanding from the organization. Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Jason Howell Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: joindeleteme.com/twit promo code TWIT hoxhunt.com/securitynow zscaler.com/security bitwarden.com/twit
As director of Keyhole, Dave Lorenzini delivered the 3D Earth zooms that ran on CNN during the 2003 Iraq War — netting five million users in a month. Sergey Brin was one of them. Google bought the company and poured in billions to build, fuel, and serve maps. As Google Earth, it forever changed how we relate to space.From there: pioneering work on Google Glass, AR platforms, and running an immersive XR lab in Europe for Draw & Code exploring the future of spaces, places, and faces. Today Dave directs Quantum Studio, building World Agent and 4D ID — the "DNS for real space," an addressing layer where every place, object, and moment gets a name AI systems can agree on. His thesis: the next decade of AI won't run on better maps. AI needs an operating system for reality. Not a map. Not a database. A living, queryable foundation where every place on Earth answers for itself.AI XR News: The OpenAI vs. Musk trial continued with damaging testimony from Mira Murati and Greg Brockman. Anthropic struck an unholy alliance with xAI's Colossus compute. GameStop bid for eBay. Colin Angle is back with Familiar, an AI robot pet. Coinbase cut staff. Ask.com finally died. VRChat hit 100,000 concurrent daily users in Japan.Key Moments:[00:03:34] AWE Long Beach in 30 days: Dave on the board, Snap glasses expected, 400 speakers and 250 exhibitors[00:20:10] 30 AI glasses coming: why the near future belongs to audio-first, AI-powered smart glasses[00:25:34] Keyhole origin story: satellite imagery, $25K/sq mile, Sergey Brin, and a $500M/year acquisition[00:37:30] Google Glass, Luxottica, and why Google blinked when it could have been 10 years ahead of Meta[00:40:00] XR vs. rockets: why building for the human brain is harder than getting to MarsBrought to you by Zappar, the company behind Mattercraft — the leading visual development environment for immersive 3D web experiences. Start building at mattercraft.io.Subscribe to the AI XR Podcast wherever you listen to podcasts. Watch the full episode on YouTube: https://youtu.be/weNANIIo7EASee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
CNBC's Kate Rooney reports on latest developments around the Musk vs. Altman lawsuit. Musk sued OpenAI, Altman, and the company's president, Greg Brockman, in 2024, alleging they went back on their vow to keep the company a nonprofit and to follow its charitable mission. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
The Pentagon just signed eight AI deals and left Anthropic out. Wall Street is helping both Claude and ChatGPT move deeper into companies. And Elon Musk went from calling Anthropic evil to powering it with his own data center. This week, the Pentagon clears eight major tech companies for classified military AI while Anthropic fights back in court, Anthropic and OpenAI both launch enterprise AI services businesses backed by Wall Street giants, GPT-5.5 Instant becomes ChatGPT's default model with significantly fewer hallucinations, Greg Brockman takes the witness stand in Elon Musk's lawsuit against OpenAI, and Anthropic signs a deal with SpaceX to use the Colossus 1 data center that Musk built for his own AI company. If you are a founder, operator or executive trying to keep up with AI, this is your weekly news briefing every Tuesday. Stories Covered This Week: The Pentagon signs AI agreements with Google, OpenAI, Microsoft, Nvidia, AWS, SpaceX, Oracle and Reflection while Anthropic fights to stay on the list Anthropic launches a $1.5B enterprise AI services company with Blackstone and Goldman Sachs while OpenAI finalizes a $10B joint venture called The Deployment Co GPT-5.5 Instant is now ChatGPT's default model, making 52.5% fewer errors on high stakes questions Greg Brockman testifies in Elon Musk's OpenAI lawsuit, revealing tense scenes from the company's early days Anthropic signs a deal with SpaceX to use Colossus 1, the data center Musk built for xAI, with talks of orbital AI infrastructure to follow Timestamps: 00:00 Intro 00:20 Pentagon signs eight AI deals, Anthropic left out 01:53 Anthropic and OpenAI launch enterprise AI services businesses 03:30 GPT-5.5 Instant becomes ChatGPT's default model 04:53 Greg Brockman testifies in Elon Musk's OpenAI lawsuit 06:23 Elon Musk goes from calling Anthropic evil to powering Claude 08:10: Outro Partner Links: Upgrade your AI toolkit: https://www.theaireport.ai/ai-executive-pass Subscribe to our free newsletter: https://newsletter.theaireport.ai/subscribe Join the community: www.theaireport.ai/leaders-launch-guide Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
CNBC's Kate Rooney reports on latest developments around the Musk vs. Altman lawsuit. In 2024, Elon Musk sued OpenAI, its CEO, Sam Altman, and its president, Greg Brockman, alleging that they went back on their vow to protect the artificial intelligence company's nonprofit structure and follow its charitable mission. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.
In 2026, Elon Musk took OpenAI to federal court. The case, Musk v. OpenAI, hinges on a single question: did the company betray the nonprofit mission it was founded on?Musk's claim is breach of charitable trust. He argues that OpenAI's restructuring into a for-profit, paired with its exclusive multi-billion dollar partnership with Microsoft, abandoned the public-benefit purpose donors believed they were funding.The evidence drawing the most attention comes from Greg Brockman's private diaries. Filings indicate the entries suggest leadership was already mapping out the commercial pivot while publicly assuring donors of altruistic goals. Public mission, private plan. That gap is now in front of a federal judge.OpenAI's defense pushes back on motive. Their framing: Musk is a spurned co-founder who tried and failed to take unilateral control of the company, and the lawsuit is what came after losing that fight, not a good-faith concern about governance.Financial conflicts of interest are also on the record. Brockman reportedly holds a $30 billion stake in the restructured entity, and the trial examines what hybrid corporate governance actually means when the same leadership oversees the nonprofit and benefits from the for-profit arm.For context, the case is a serious test of how charitable trust law applies to AI labs that started as nonprofits and scaled into some of the most valuable companies in the world. Whichever way it goes, the ruling will shape what other labs can and cannot do when stated mission collides with commercial incentive.In this episode I walk through the timeline, the key filings, the Brockman diary excerpts that have been made public, the financial structure being litigated, and what each potential ruling would mean for OpenAI, Microsoft, and the broader frontier AI industry.Topics: Musk v. OpenAI 2026 trial, OpenAI nonprofit to for-profit conversion, Greg Brockman diaries, OpenAI Microsoft partnership, breach of charitable trust lawsuit, AI governance, OpenAI restructuring, frontier AI legal precedent, hybrid corporate governance.
Greg Brockman's testimony regarding the contentious power struggle that led to Elon Musk's departure from OpenAI. During legal proceedings, Brockman described a 2017 meeting where Musk allegedly demanded absolute control over the organization before ultimately leaving to focus on Tesla. The narrative highlights how the founders' transition from a nonprofit to a for-profit entity created deep personal and professional rifts. While Musk's legal team argues that the remaining leaders misappropriated the company's original mission, Brockman contends that the split was necessary to secure the funding required for artificial intelligence development. These insights, drawn from private journals and court records, illustrate the high-stakes friction between some of the tech industry's most influential figures. Ultimately, the text explores the origins of the ongoing legal battle and the differing perspectives on who truly shaped the company's success.
Back in 2015, Elon Musk and Sam Altman got the idea to start a nonprofit AI lab to develop artificial general intelligence that benefits all humanity. The lab would also make its technology open source, calling it OpenAI.All that is according to a complaint filed by Elon Musk, who has since parted ways with the organization. And now he is suing OpenAI, its CEO Sam Altman and its president Greg Brockman, saying they have abandoned the founding principles of the organization in pursuit of profits.They are currently facing off in federal court in the Northern District of California. Paresh Dave at Wired has been in the courtroom. He explains more on what the core of Musk's case is.
Back in 2015, Elon Musk and Sam Altman got the idea to start a nonprofit AI lab to develop artificial general intelligence that benefits all humanity. The lab would also make its technology open source, calling it OpenAI.All that is according to a complaint filed by Elon Musk, who has since parted ways with the organization. And now he is suing OpenAI, its CEO Sam Altman and its president Greg Brockman, saying they have abandoned the founding principles of the organization in pursuit of profits.They are currently facing off in federal court in the Northern District of California. Paresh Dave at Wired has been in the courtroom. He explains more on what the core of Musk's case is.
The Met Gala has been dubbed the “Tech Gala” after a heavy Silicon Valley presence and sponsorship from Jeff Bezos and Lauren Sánchez. But as tech billionaires try to win over culture, Elon Musk's court battle with OpenAI is exposing the messy origins of the AI boom.Danny Fortson has been covering the California trial, now in its second week, where OpenAI president Greg Brockman has taken the stand. He and Katie Prescott discuss Big Tech's cultural rebrand, the courtroom drama, and why companies from Coinbase to Meta are increasingly linking layoffs and restructuring to AI. Plus, Bebo co-founder Michael Birch on relaunching the social network and why he thinks AI could become an existential threat.Get in touch: techpod@thetimes.co.ukProducer: Marnie DukeExecutive Producer: Priyanka DeladiaImage: Getty Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Join us for the Big Technology AI Summit on June, 18, 2026 at the Commonwealth Club in San Francisco. The lineup: OpenAI President Greg Brockman, Perplexity CEO Aravind Srinivas, Box CEO Aaron Levie, Wired senior correspondant Lauren Goode, and more on the way! Get your tickets here: summit.bigtechnology.com Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
AI Chat: ChatGPT & AI News, Artificial Intelligence, OpenAI, Machine Learning
In this episode, we explore the latest updates from OpenAI, including the release of GPT 5.5 and their new self-serve ads manager for U.S. advertisers. We also discuss Apple's decision to open Siri to various AI models and the implications of Chrome downloading a large Gemini model without user consent.Chapters00:00 OpenAI's New Developments00:55 Apple Opens Up Siri02:05 Chrome's Controversial Download04:51 AIBox.ai Overview08:28 OpenAI's Ads Manager Launch10:17 Greg Brockman's TestimonyShow LinksGet the top 80+ AI Models for $8.99 at AI Box: https://aibox.aiHow I Grow and Scale My Business with AI: https://www.skool.com/aihustleShow Articles Read more on AI Chat Daily: Apple to Open Siri to Claude, Gemini and ChatGPT at WWDC as $100-a-Device Settlement LoomsChrome Caught Silently Pushing 4GB Gemini Nano Model to User DevicesOpenAI's GPT-5.5 Instant Cuts Hallucinations 52% as Default ChatGPT ModelOpenAI Opens Self-Serve Ads Platform With $2.5B Revenue TargetOpenAI's Compute Bill Hits $50 Billion as Brockman's Stake Reaches $30 Billion
Creative Strategies CEO Ben Bajarin joins TITV Host Akash Pasricha to discuss AMD's 38% revenue jump and why the agentic AI shift is creating a "share grabbing" environment for CPUs. We also talk with The Information's Sri Muppidi and Erin Woo about Anthropic's massive $200 billion commitment to Google Cloud and whether the AI boom is fueled by circular financing. Rocket Drew provides an update from the Elon Musk v. OpenAI trial on Greg Brockman's testimony, and we get into the $60 million funding round for Tessera Labs with CEO Kabir Nagrecha. Finally, we close with subscriber data on the tightening chatbot race between ChatGPT, Claude, and Gemini.Articles discussed on this episode: https://www.theinformation.com/articles/anthropic-commits-spending-200-billion-googles-cloud-chipsSubscribe: YouTube: https://www.youtube.com/@theinformation The Information: https://www.theinformation.com/subscribe_hSign up for the AI Agenda newsletter: https://www.theinformation.com/features/ai-agendaTITV airs weekdays on YouTube, X and LinkedIn at 10AM PT / 1PM ET. Or check us out wherever you get your podcasts.Follow us:X: https://x.com/theinformationIG: https://www.instagram.com/theinformation/TikTok: https://www.tiktok.com/@titv.theinformationLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/theinformation/00:00 — 01:13 Introduction 01:14 — 11:05 AMD Revenue Rises 38% in Q1 11:06 — 18:41 Anthropic to Spend $200B on Google's Cloud and Chips 18:42 — 22:18 Musk Trial: OpenAI President Testifies 22:19 — 29:48 Tessera Labs Raises $60M in Funding 29:49 — 31:23 Three-Way AI Chatbot Race Emerges
Some of the biggest names in tech are back in court this week for the blockbuster trial between Elon Musk and OpenAI. The Wall Street Journal's Angel Au-Yeung joins us to explain Musk's allegations against OpenAI CEO Sam Altman and President Greg Brockman, and to break down what could happen if Musk wins. Plus, we go inside the robotaxi rollout with the Journal's Sean McLain. Peter Champelli hosts. Sign up for the WSJ's free Technology newsletter. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Amazon Reporter Catherine Perloff talks with TITV Host Akash Pasricha about a new hybrid AI search experience and the future of product discovery. We also talk with Rocket Drew about OpenAI President Greg Brockman's $30 billion testimony in the Elon Musk trial, Yueqi Yang about Coinbase's 14% workforce reduction and a16z's new $2.2 billion crypto fund, and we get into the safety risks and hidden costs behind xAI's rapid data center buildout with Theo Wayt. Finally, we wrap with Warp CEO Zach Lloyd on the $60 billion SpaceX-Cursor deal and why he is taking his AI coding startup open source.Articles discussed on this episode: https://www.theinformation.com/articles/xais-fast-cheap-data-center-build-hidden-costshttps://www.theinformation.com/newsletters/ai-agenda/greg-brockmans-rough-dayhttps://www.theinformation.com/articles/amazon-offer-hybrid-mode-ai-search-retail-siteSubscribe: YouTube: https://www.youtube.com/@theinformation The Information: https://www.theinformation.com/subscribe_hSign up for the AI Agenda newsletter: https://www.theinformation.com/features/ai-agendaTITV airs weekdays on YouTube, X and LinkedIn at 10AM PT / 1PM ET. Or check us out wherever you get your podcasts.Follow us:X: https://x.com/theinformationIG: https://www.instagram.com/theinformation/TikTok: https://www.tiktok.com/@titv.theinformationLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/theinformation/
AI Chat: ChatGPT & AI News, Artificial Intelligence, OpenAI, Machine Learning
In this episode, we discuss the recent billion-dollar funding initiatives of OpenAI and Anthropic. Learn what these developments mean for future AI technologies.Chapters00:00 Introduction to AI Deals01:59 Greg Brockman's AI Insights04:19 Launch of Humane's AI System07:20 Morgan Stanley's Spending Forecast12:41 OpenAI and Anthropic's Strategies16:38 Conclusion and Future Predictions Show LinksGet the top 80+ AI Models for $8.99 at AI Box: https://aibox.aiHow I Grow and Scale My Business with AI: https://www.skool.com/aihustleShow Articles Read more on AI Chat Daily: Brockman Says AI Wrote 80% of OpenAI Code by Month's End, Up from 20%Saudi-Backed Humane Launches Enterprise AI Operating System on AWSMorgan Stanley Lifts 2026 Hyperscaler Capex Forecast to $805 BillionOpenAI and Anthropic Pay Private Equity to Reach the Mid-Market Before IPO
OpenAI's Sunday court filing exposed a private text exchange where Elon Musk pushed for settlement two days before trial, then threatened Greg Brockman and Sam Altman when Brockman pushed back. Inside the filing, the judge's ruling, the Kalshi market collapse, and what it all means for the rest of the trial.
Greg Brockman, co-founder and president of OpenAI, joins Sequoia partner Alfred Lin at AI Ascent 2026 for a conversation that spans the full OpenAI stack. He explains why the company will never have enough compute, why he believes we're 80% of the way to AGI, and why the agentic coding tools that wrote 20% of your code last December are now writing 80% of it. Also: why human attention is becoming the scarcest resource in AI-augmented work, and what it might be like to one day run an organization of 100,000 agents.
Jacob Ward of The Rip Current joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! Jacob shares firsthand impressions from the Elon Musk v. OpenAI trial. Razr unveiled the latest iterations of its foldable phones. And Microsoft released the earliest known DOS source code to the public! Jacob just returned from covering the Elon Musk v. OpenAI trial in person! He shared his experience getting inside the courthouse to cover the trial and shares firsthand observations from the courtroom. Patrick Holland of CNET stops by to talk about the new Razr foldable phones, his first impressions with the devices, and laments the price hikes with the phones. And Mikah shares how Microsoft has released the earliest known DOS source code on GitHub - a collection of 870+ pages of dot matrix-printed assembler listings from the early 1980's! Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Patrick Holland Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: outsystems.com/twit rippling.com/twit framer.com/tnw scribe.how/tnw
Jacob Ward of The Rip Current joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! Jacob shares firsthand impressions from the Elon Musk v. OpenAI trial. Razr unveiled the latest iterations of its foldable phones. And Microsoft released the earliest known DOS source code to the public! Jacob just returned from covering the Elon Musk v. OpenAI trial in person! He shared his experience getting inside the courthouse to cover the trial and shares firsthand observations from the courtroom. Patrick Holland of CNET stops by to talk about the new Razr foldable phones, his first impressions with the devices, and laments the price hikes with the phones. And Mikah shares how Microsoft has released the earliest known DOS source code on GitHub - a collection of 870+ pages of dot matrix-printed assembler listings from the early 1980's! Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Patrick Holland Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: outsystems.com/twit rippling.com/twit framer.com/tnw scribe.how/tnw
Jacob Ward of The Rip Current joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! Jacob shares firsthand impressions from the Elon Musk v. OpenAI trial. Razr unveiled the latest iterations of its foldable phones. And Microsoft released the earliest known DOS source code to the public! Jacob just returned from covering the Elon Musk v. OpenAI trial in person! He shared his experience getting inside the courthouse to cover the trial and shares firsthand observations from the courtroom. Patrick Holland of CNET stops by to talk about the new Razr foldable phones, his first impressions with the devices, and laments the price hikes with the phones. And Mikah shares how Microsoft has released the earliest known DOS source code on GitHub - a collection of 870+ pages of dot matrix-printed assembler listings from the early 1980's! Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Patrick Holland Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: outsystems.com/twit rippling.com/twit framer.com/tnw scribe.how/tnw
Jacob Ward of The Rip Current joins Mikah Sargent on Tech News Weekly! Jacob shares firsthand impressions from the Elon Musk v. OpenAI trial. Razr unveiled the latest iterations of its foldable phones. And Microsoft released the earliest known DOS source code to the public! Jacob just returned from covering the Elon Musk v. OpenAI trial in person! He shared his experience getting inside the courthouse to cover the trial and shares firsthand observations from the courtroom. Patrick Holland of CNET stops by to talk about the new Razr foldable phones, his first impressions with the devices, and laments the price hikes with the phones. And Mikah shares how Microsoft has released the earliest known DOS source code on GitHub - a collection of 870+ pages of dot matrix-printed assembler listings from the early 1980's! Hosts: Mikah Sargent and Jacob Ward Guest: Patrick Holland Download or subscribe to Tech News Weekly at https://twit.tv/shows/tech-news-weekly. Join Club TWiT for Ad-Free Podcasts! Support what you love and get ad-free audio and video feeds, a members-only Discord, and exclusive content. Join today: https://twit.tv/clubtwit Sponsors: outsystems.com/twit rippling.com/twit framer.com/tnw scribe.how/tnw
The Musk v. Altman trial seated a jury in California, with opening arguments set for today. Microsoft and OpenAI amended their partnership, removing the AGI clause. OpenAI missed internal user and revenue targets, Google launches Ask YouTube, and March saw 45,800 tech layoffs. A US judge seated a nine-person jury in the Musk v. Altman trial at a federal courthouse in California; Sam Altman and Greg Brockman were in attendance (CNBC) Microsoft and OpenAI amend their deal to let OpenAI serve all its products across any cloud provider; Microsoft will no longer pay a revenue share to OpenAI (OpenAI) Sources: OpenAI missed an internal goal of reaching 1B weekly active ChatGPT users by 2025's end, and missed multiple monthly revenue targets earlier in 2026 (WSJ) Google launches Ask YouTube, a conversational AI search "experiment" that generates pages with videos and text summaries, for Premium users in the US aged 18+ (The Verge) Bloomberg CTO Shawn Edwards says the company is overhauling Terminal with a new chatbot-style interface called ASKB, currently open to ~125K users in beta (Wired) Layoffs.fyi: companies announced layoffs affecting 45,800 tech employees in March, making it the worst month for reported tech job cuts in at least two years (WSJ) An analysis of Internet Archive data: by mid-2025, ~35% of new websites published since ChatGPT's launch in November 2022 were AI-generated or AI-assisted (404 Media) Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Greg Brockman is the president and co-founder of OpenAI. Brockman joins Big Technology to discuss GPT-5.5, also known as Spud, and what it means for OpenAI's next phase of AI development. Tune in to hear Brockman explain how the model gets better at coding, computer use, slides, spreadsheets, and agentic work across everyday applications. We also cover OpenAI's competitiveness, model economics, distillation, cybersecurity risk, trust in agents, and the compute-powered economy. Hit play for a timely look at OpenAI's newest model and where the AI race goes next. ---- Enjoying Big Technology Podcast? Please rate us five stars ⭐⭐⭐⭐⭐ in your podcast app of choice. Want a discount for Big Technology on Substack + Discord? Here's 25% off for the first year: https://www.bigtechnology.com/subscribe?coupon=0843016b Chapters: 00:00 Intro: GPT-5.5 “Spud” 00:57 What GPT-5.5 Can Do 02:56 OpenAI's Agent Roadmap 05:49 Training and Real-World Tasks 09:55 Model Moats and Distillation 15:55 Cybersecurity Risks 21:01 Trusting Agents 23:36 The Compute Economy Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
The AI race, the future of AGI, and the inside story of OpenAI. Greg Brockman is the co-founder and President of OpenAI, the company behind ChatGPT and GPT-5. He was the first engineer at Stripe before leaving in 2015 to help start OpenAI. In this rare conversation, Greg goes inside the moments that built, and nearly broke, the most important AI company in the world. Greg explains how the original Napa offsite produced the three-step technical plan OpenAI has followed for a decade and the real reason OpenAI had to abandon its pure nonprofit structure. He then walks through the 72 hours after Sam Altman was fired: where he was when he got the board call, why he quit the same day, how the "Phoenix" backup company was designed at Sam's house the next morning, and the moment Ilya Sutskever's tweet changed everything. From there, the conversation turns forward: whether we're in a global AI race, how much of OpenAI's own code is now written by AI ("it's hard to know what percent is not"), why OpenAI stopped showing reasoning traces, what a compute-constrained world means for who gets access to AGI, and Greg's answer to the question everyone is really asking: What happens to your job? ----- Timestamps: 00:00:00 Introduction 00:00:49 Meeting Sam Altman and Starting OpenAI 00:02:40 Building the Founding Team 00:04:25 DeepMind's Lead Over OpenAI 00:04:54 Changing OpenAI to a For-Profit Model 00:06:05 Breakthrough Moments at OpenAI 00:08:22 What Dota 2 Meant for OpenAI 00:10:04 Reasoning Versus Prediction 00:11:59 Tensions Grow at OpenAI 00:15:44 Sam Altman's Firing 00:17:49 Greg Quits OpenAI 00:19:56 Sam Explores Deal with Microsoft's Satya 00:20:28 OpenAI Employees Sign Petition for Altman's Return 00:23:43 Ilya Sutskever Leaves OpenAI 00:24:59 Lessons Learned in Leadership after Sam Ousting 00:28:22 The Thing Ilya Said that Greg Can't Forget 00:32:22 Is AI Going Parabolic? 00:33:24 How Much of OpenAI's Code is Written by AI? 00:36:21 Are AI Chatbots Just Telling Us What We Want to Hear? 00:38:06 The Global AI Race to Reach AGI 00:38:40 What Happens if US Doesn't Reach AGI First? 00:39:49 Are Competing Countries Stealing AI Advancements from U.S? 00:40:38 Why ChatGPT No Longer Shows Reasoning 00:41:47 The Finite Constraints of Compute 00:43:38 On Investing Early in Data Centers 00:46:31 The Future of Data Center Specialization 00:47:52 How OpenAI Will Decide Whose Queries to Serve 00:49:08 OpenAI on Consumer vs Enterprise Models 00:53:05 Data Centers in Space? 01:00:56 What Should AI Regulation Look Like? 01:04:33 The Future of AI-Powered Entrepreneurship 01:04:44 AI and Job Loss 01:07:15 The Skills Young People Should Invest In 01:11:30 What Does Success Look Like For You? ------ Newsletter: The Brain Food newsletter delivers actionable insights and thoughtful ideas every Sunday. It takes 5 minutes to read, and it's completely free. Learn more and sign up at fs.blog/newsletter ------ Follow Shane Parrish: X: https://x.com/shaneparrish Insta: https://www.instagram.com/farnamstreet/ LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/shane-parrish-050a2183/ Follow Greg Brockman: LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/thegdb/ Blog: https://blog.gregbrockman.com/ ------ Thank you to the sponsors for this episode: +CoinShares: Delivering Reason to Digital Asset Investing. https://coinshares.com/ +Granola AI, The AI notepad for people in back-to-back meetings: https://www.granola.ai/shane Check out the Granola Notes. HeyGen is a message-first AI video platform that helps people and AI agents turn ideas into professional video in minutes. Try for free at https://www.heygen.com/ Join the salty rebellion: https://drinklmnt.com/ Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Claude Code's code leaked. Are they done for?