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O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi. ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade. Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial. Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos. Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso. Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem. Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos. Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso. Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar. Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho, para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói. Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo. Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia. Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza. Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida. Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia. Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias. Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira? Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta. Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta. Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária. Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro? Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia. Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza. Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto, não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta. Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia? Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza. Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável. Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi. A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau.
Neste episódio, Ygor Martins corre nas matas e Thiago Tartaro é hipnotizado por todos os Curupiras que já deixaram seus rastros invertidos na arena do Bumbódromo.É mais um Megazord de Lendas!Roteiro: Thiago TartaroGravação: Ygor Martins e Thiago TartaroEdição: Tio HélioApoie-nos em apoia.se/papodetoadaTorne-se membro de nosso canal no Youtube e tenha acesso antecipado aos episódios inéditos.OBS:O Megazord é um quadro que busca compilar e analisar todas as vezes que um momento de item 17 ou item 04 já apareceu na arena, em um determinado recorte de tempo.Fontes de pesquisa:BURTON, Adrian. Who's afraid of the Curupira? In: Frontiers in Ecology and the Environment. V 16. Junho de 2018. CASCUDO, Luis da Camara. Dicionario do Folclore Brasileiro. São Paulo. Global. 2012.NETO, Eraldo Medeiros Costa. Curupira e Caipora: o papel dos seres elementais como guardiões da natureza. In: Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi de Ciências Humanas. 18 (1). 2023.SANTOS, Antonio Rogerio dos e outr. Os Apurinã, Tenetehara, Kambeba, Huni Kui, Maragua, Tikuna e Krenak gritam: cuidado, o curupira vai te pegar! In: Revista Tabuleiro de Letras. V 16 N 1. Jan-Jun 2022. Araújo, G. dos S. (2023). Curupira: configuración del mito en las narraciones orales de los pueblos de la selva. Muiraquitã: Revista De Letras E Humanidades.
Um incêndio atingiu a área de pavilhões da COP 30, em Belém, na quinta-feira, 20, na reta final do evento. Imagens mostram labaredas atingindo o teto da Blue Zone, a área das negociações oficiais, além de muita fumaça no local.A COP 30 também foi marcada pela treta entre autoridades brasileiras e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, além das aventuras de Janja. Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Dennys Xavier comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Link promocional para audiência do Narrativas. Beway Idiomas: https://mkt.bewayidiomas.com.br/?a=16517723 Narrativas analisa os acontecimentos do Brasil e do mundo sob diferentes perspectivas. Com apresentação de #MadeleineLacsko, o programa desmonta discursos, expõe fake news e discute os impactos das narrativas na sociedade. Abordando temas como geopolítica, comunicação e mídia, traz uma visão aprofundada e esclarecedora sobre o mundo atual. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 17h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Narrativas https://bit.ly/narrativasoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Viralizou nas redes sociais o vídeo de um desfile na COP30 de atores fantasiados de animais rastejando, com a presença do Curupira. Segundo os organizadores, o objetivo da performance foi enaltecer a fauna nacional.Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Le cinquième pays le plus vaste de la planète abrite plus de 10% des espèces vivantes sur Terre. Du capybara à l'hévéa, petit tour d'horizon des plantes et des animaux les plus emblématiques du Brésil. Il s'appelle le Curupira, et c'est la mascotte officielle de la COP30, le sommet mondial sur le climat qui s'ouvre officiellement ce lundi 10 novembre à Belém, aux portes de l'Amazonie. Mais le Curupira n'est ni une plante, ni un animal ; c'est un personnage légendaire et folklorique, aux cheveux roux, qui hante la forêt amazonienne et la protège, en chassant les braconniers et les bûcherons. Le Brésil abrite 10% de toutes les espèces vivantes sur Terre, grâce à son climat tropical et l'immensité de ses forêts où on pourrait croiser le jaguar, le plus gros félin du continent. Il n'a aucun prédateur, à part l'Homme, évidemment. En 15 ans, la population des jaguars a chuté de 80%, en particulier à cause de la déforestation. Gros rongeur et araignée géante Tant qu'il y aura des arbres, il y aura des paresseux, qui passent une grande partie de leur temps à dormir et le reste à manger. Il leur faut avaler beaucoup de feuilles, parce que celles-ci ne sont pas très caloriques. Elles ne sont pas très faciles à digérer non plus ; les paresseux ont parfois besoin de plusieurs semaines pour y parvenir. Chez ces animaux, même le système digestif est paresseux. Parmi les animaux mignons du Brésil, il y a aussi le capybara, devenu star des réseaux sociaux. C'est le plus gros rongeur au monde. C'est aussi au Brésil qu'on trouve la plus grande araignée : la mygale goliath, 30 centimètres d'envergure. Elle est aussi grosse qu'un gros rat, a des griffes à ses huit pattes, et on l'entend même marcher ! Record de plantes Le Brésil abrite aussi plus de 50 000 espèces de plantes. Aucun pays n'en a autant. Et le tiers est endémique et ne pousse qu'au Brésil. C'est le cas d'un arbre, le pernambouc, emblème national, en voie d'extinction, surexploité depuis la colonisation parce qu'on en tire de la teinture rouge. On en fait aussi des archets pour jouer du violon. Depuis des années, des musiciens pétitionnent pour que le pernambouc échappe à l'interdiction totale de son commerce. L'hévéa, lui, produit du latex, un liquide blanc, toxique, pour dissuader les herbivores et tuer les pathogènes. L'hévéa, endémique en Amazonie, a ensuite été planté partout en Afrique et en Asie, dans les colonies françaises ou britanniques, pour en tirer du caoutchouc et fabriquer des pneus. Sur toutes routes de la planète, il y a donc un peu d'hévéa, mais ce n'est pas très naturel. La question de la semaine
A primeira-dama Janja publicou em suas redes sociais um vídeo passando a roupa de Lula em um iate na COP30 e cantando uma música de Lô Borges. Em outro vídeo, a primeira-dama aparece com o Curupira, mascote do evento. Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
When darkness descends on the Amazon, the rainforest transforms into a place where folklore breathes and shadows take shape. In this haunted episode, we explore the chilling legends of its most feared and revered spirits – from the child-sized Curupira with backward feet, to the mournful whistler El Tunche, to the towering Mapinguari and the shape-shifting Encantados.OBSCURATA - Apple Spotify AmazonThe BOOKBY US A COFFEEJoin Sarah's new FACEBOOK GROUPSubscribe to our PATREONEMAIL us your storiesJoin us on INSTAGRAMJoin us on TWITTERJoin us on FACEBOOKVisit our WEBSITEResearch Links:https://www.kuodatravel.com/legends-and-myths-from-the-peruvian-amazon-rainforest/https://en.wikipedia.org/wiki/Curupirahttps://eyesonbrazil.wordpress.com/2009/06/14/curupira/https://latinfolktales.wordpress.com/2013/09/17/el-tunche-the-mysterious-whistling-man/https://sumacperu360.home.blog/2021/04/26/el-tunche/https://www.savacations.com/amazon-river-dolphin-myth-legend-and-facts/https://www.discoveryuk.com/exploration/mapinguari-the-mythical-creature-of-the-amazon/Thanks so much for listening, and we'll catch up with you again on tomorrow.Sarah and Tobie xx"Spacial Winds," Kevin MacLeod (incompetech.com)Licenced under Creative Commons: By Attribution 4.0 Licencehttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/SURVEY Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
For this week's episode, we're heading over to beautiful Brazil to look at a protector of the forest, the Curupira! How does this monster use its backwards feet to trick hunters? Why can São Paulo go a whole week without passing a government bill because of them? Find out this week!Send us a textSupport the showYou can find us on: Myth Monsters Website Spotify Apple Podcasts GoodPods Amazon Music Social media: Twitter BlueSky Instagram Facebook TikTok
No episódio de hoje discutimos sobre o tormento de funcionários fantasmas, uma humilhação perfeita e o Fabão Curupira!〰️
Hoy nos adentraremos en el corazón palpitante de la selva, en ese universo vasto y misterioso que es la Amazonía colombiana. Un territorio donde las historias se cuentan y se viven. En este episodio exploraremos los mitos y leyendas que han dado sentido a la vida de los pueblos amazónicos durante siglos: figuras como el Yuruparí, el Curupira o el Pirarucú son nuestros invitados principales. Seres que no sólo pueblan la imaginación, sino que custodian saberes sobre el sentido de la naturaleza, el tiempo y los más profundos orígenes. Notas del episodio Este episodio fue traído a ustedes en parte gracias a la Librería Aljibe Libreria Para este capítulo se recomienda nuevamente el libro de “Mitos y Leyendas colombianos” de Fabio Silva Aquí algunas leyendas de la Amazonía colombiana Sobre el “árbol del agua grande” tenemos una versión en el libro “La vuelta al mundo en 25 mitos” Sobre el Pirarucú de Oro y su Festival les contamos su historia en un capítulo de la serie de Ferias y Fiestas de Colombia Una de las leyendas más antiguas de Suramérica: Yuruparí ¡Síguenos en nuestras Redes Sociales! Facebook: / dianauribe.fm Instagram: https://www.instagram.com/dianauribe.... Twitter: https://twitter.com/dianauribe.fm?lan... Pagina web: https://www.dianauribe.fm TikTok: https://www.tiktok.com/@dianauribe.fm... LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/diana-uri...
"Venture into the heart of Brazil's mystical forests and shadowy nightmares! In this episode, we unravel the captivating tales of Curupira, the enigmatic forest guardian with backward-facing feet, and Cuca, the chilling alligator-headed witch who haunts the dreams of disobedient children. Discover the rich tapestry of Brazilian folklore, where ancient legends blend with the raw beauty and untamed spirit of the wilderness. From the playful tricks of a forest protector to the terrifying whispers of a boogeywoman, these stories will transport you to a world of wonder and fear. Tune in to explore the cultural roots and enduring power of these legendary figures, and understand why they continue to captivate imaginations across generations."
El escritor Iván Répila nos ha presentado su nueva novela, una fábula luminosa sobre la esperanza y la necesidad de reconectar con la naturaleza llamada 'El jardín del diablo'. Nos hemos colado en el jardín donde todos los seres viven en armonía, sin fricciones, sin acaparra, el lugar perfecto. De ahi que los Curupira tengan la misión de salir al mundo a evangelizar una vez al año... y así sale al mundo Volva, que en los primeros días del viaje pasará a ser Alex y descubrirá que fuera el dinero se ha convertido en la gasolina que mueve el mundo. ...
O que ocorre quando sua parceira se torna a curupira Portugal? E o que fazer quando seu parceiro no outro canto do mundo apronta uma daquelas contigo e te faz perder 2 mil reais em passagem? Quer saber o desfecho dessas histórias? Vem escutar o relato da nossa audiência! Histórias de Paulo March e Filipi Libório ➡️ Assine o podcast e faça parta da comunidade. Através do catarse
A diferencia de los vídeos pasados sobre El Charro Negro, El Silbón o el Curupira, en el vídeo de hoy te contaré algunas de las leyendas poco conocidas sobre la costa de Perú, pero igual de aterradoras que las anteriores: las sirenas y el ahogado. https://www.instagram.com/veleritoshotelperu/https://www.instagram.com/veleritostoursperu/
En el video de hoy te contaré una de las leyendas más conocidas de Brasil: El Curupira; su origen, cómo vencerlo si te lo encuentras en la selva y un encuentro aterrador de la vida real captado en cámara.
No BushCast de hoje, vamos bater um papo sobre as lendas e folclores da Amazônia. Isso mesmo, é a volta da série Causos do Mato aqui no nosso podcast, que já está em sua quinta parte. O folclore da Amazônia conta com entidades como a Iara, Boto Cor-de-Rosa, Boitatá, Saci Pererê, Curupira, Mapinguari, Matinta Perera, e a Mula Sem Cabeça, entre outros. E, claro, sem mencionar as lendas populares que estão presentes nas rodas de fogueira. Neste episódio, vamos falar sobre o Mapinguari, um personagem típico quando se fala nas lendas amazônicas. Não perca este episódio que vai estar muito bom! #folclore #folclorebrasileiro #amazônia #causosdomato #causos #causosantigos #bushcraftbrasil #bushcraft #sobrevivência #sobrevivencia #sobrenatural #entidades #lendas #lendasurbanas #bushcast #podcast #podcastbrasil #guerreirosbushcraft #giulianotoniolo No BushCast de hoje vamos bater um papo sobre as lendas e folclores da Amazônia, explorando a riqueza cultural das lendas da Amazônia e do folclore amazônico. Essa edição da série Causos do Mato trará histórias fascinantes e misteriosas da floresta. Vamos mergulhar nas lendas indígenas da Amazônia, conhecendo personagens como a Iara, a encantadora sereia dos rios, e o Boto Cor-de-Rosa, famoso por suas histórias de transformação e encantamento. Falaremos também do Curupira, o guardião das florestas, conhecido por proteger a natureza e confundir os caçadores. Você já ouviu falar do Mapinguari? Esse ser lendário é temido por muitos e suas histórias estão profundamente enraizadas no folclore amazônico. Vamos explorar os mistérios que cercam essa criatura e entender por que ela é uma figura tão importante nas lendas indígenas da Amazônia. Além disso, não podemos deixar de mencionar o Saci Pererê, o travesso de uma perna só, e o Boitatá, a cobra de fogo que protege as florestas. As histórias da Matinta Perera e da Mula Sem Cabeça também estarão presentes, trazendo à tona as lendas que permeiam as rodas de fogueira na Amazônia. As histórias do folclore amazônico são repletas de magia e ensinamentos, refletindo a sabedoria e a cultura dos povos da região. Ao conhecer essas entidades folclóricas da Amazônia, nos conectamos mais profundamente com a essência dessa rica tradição cultural. Então, não perca este episódio especial do BushCast, onde vamos contar as histórias do folclore amazônico e explorar o misticismo e as lições das lendas brasileiras. Confira esse episódio que promete ser muito bom! . . .
No oitavo episódio, a editora de educação Rafaela Deiab conversa com Silvana Rando, autora e ilustradora, Alexandre de Castro Gomes, escritor e pesquisador, Milton Célio, escritor, Fátima Fonseca, coordenadora da área de Língua Portuguesa da Comunidade Educativa CEDAC, sobre os livros “Salvos por um fio”, “Procura-se o Curupira” e “O caso do grande roubo do museu”. O bate-papo revela curiosidades, bastidores e como os títulos podem ser lidos e trabalhados no ambiente escolar e familiar de diferentes maneiras. Novos episódios às terças-feiras, às 18h. Acesse as obras completas em: https://bit.ly/pnldliterario2023
O Autores e Livros dessa semana destaca os mitos e lendas brasileiras. Com narrativas que despertam a nostalgia dos fãs do Sítio do Picapau Amarelo, o escritor Gerson Montemor retrata situações inusitadas, vivenciadas por personagens do folclore brasileiro na obra Lendas Brasilis. Dividido em seis contos, o livro conta com aventuras, mistérios e conflitos com Curupira, Saci, Mula Sem Cabeça, Boto-cor-de-rosa, Iara e Kauê, um indígena amigo dos entes da floresta. Na entrevista da semana, Gerson Montemor fala sobre esse livro e sobre a importância das lendas e mitos do nosso folclore para a nossa cultura. O programa traz em destaque também os direitos fundamentais na infância. Ingel Addae é um livro infantojuvenil dedicado a crianças vítimas da violência e da negligência social. Inspirada em fatos reais, a ficção do advogado Mauricio Ribas promove conscientização sobre direitos fundamentais na infância e a importância de uma educação libertária. E o quadro “Encantos de Versos” traz um pouco da obra do poeta, cordelista e pesquisador da cultura popular – com foco no cangaço - Leandro Cardoso Fernandes. É autor do livro “Lampião: A Medicina e o Cangaço”, em parceria com Antonio Amaury Corrêa de Araújo, do folheto “Sinhô Pereira - O Homem que Chefiou Lampião” e de vários artigos sobre "Cangaço".
[Referências do Episódio] “Água Curupira” em parceria com ransomware “Black Basta” lança ataque de spam usando malware “Pikabot” - https://www.trendmicro.com/ja_jp/research/24/b/a-look-into-pikabot-spam-wave-campaign.html Following The AnyDesk Incident: Customer Credentials Leaked And Published For Sale On The Dark Web - https://www.resecurity.com/blog/article/following-the-anydesk-incident-customer-credentials-leaked-and-published-for-sale-on-the-dark-web Exploring the Latest Mispadu Stealer Variant - https://unit42.paloaltonetworks.com/mispadu-infostealer-variant/ Roteiro e apresentação: Carlos Cabral e Bianca Oliveira Edição de áudio: Paulo Arruzzo Narração de encerramento: Bianca Garcia
Nesta última edição da temporada, eu converso com Marcelo Duarte sobre dois destaques: o podcast de ciência Os Três Elementos (com participação de Carlos Ruas) e os episódios de Natal do infantil Turma do Banhado. Os Três Elementos, um podcast de ciência! Desde agosto, Os Três Elementos reúne um trio de mentes curiosas: Carlos Ruas, Emilio Garcia e Pirulla. Carlos Ruas, com sua veia humorística e talento artístico, traz uma abordagem única aos conceitos científicos, tornando a ciência acessível a todas as pessoas, sem deixar de lado o entretenimento. Emilio Garcia, um biólogo apaixonado por conhecimento e experimentos, está sempre em busca das mais intrigantes descobertas científicas, compartilhando histórias que desafiam nossa compreensão do mundo. Pirulla, especialista em paleontologia, mergulha nas complexidades da natureza e dos fenômenos naturais, promovendo uma visão mais profunda sobre os mistérios da vida. Juntos, os três elementos exploram os mais variados temas científicos e conversam com especialistas, pesquisadores e amigos, enriquecendo ainda mais essa jornada pelo conhecimento. Produzido nos estúdios da TocaCast. O episódio de apresentação foi publicado em 31de julho e tem 40 minutos! Os demais variam de 1h a 5h40min Temas: Neurociência, Religião, vacinas, mudanças climáticas... Imagina Só – Histórias para Crianças: Turma do Banhado Imagina Só é um podcast que traz histórias em áudio com objetivo de tirar as crianças da frente das telas e criar um ambiente acolhedor para ser compartilhado entre elas e adultos, sobretudo na hora de dormir. As historinhas têm produção de alta qualidade, em estúdio, com vozes e efeitos sonoros que estimulam a imaginação. É um podcast pensado para ser ouvido por crianças de 4 a 7 anos. Os criadores defendem que “a escuta ativa, sem estímulo visual, desenvolve a capacidade de foco, concentração e combate a ansiedade” O Imagina Só conta com: produções originais, releitura de clássicos, biografias (Tarsila do Amaral e Thomas Edison, por exemplo) e temas do folclore (como Saci e Curupira) O destaque desta conversa são os episódios de Natal com a Turma do Banhado. Publicados no final de dezembro, desde 2021, os episódios podem ser encontrados nas buscas do Google ou diretamente no Spotify. Basta pesquisar por Turma do Banhado / Natal (são os episódios 8 e 11 da Turma do Banhado). Com duração média de 15 minutos, a Turma do Banhado é composta por animais da fauna brasileira que vivem neste tipo de região, formado por um ambiente úmido e com diversidade de fauna e flora... A Turma do Banhado tem a Capivara Ani, a Garça Graça, o Tuco-tuco chamado Tuco , o Sapo Oswaldo, o Marreco Genésio e o Ratão Rodolfo. --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/pecasraras/message
It's the second to last episode and you know what that means! Erin and Nicole are doing a 'lil Cryptid Quickfire Challenge! Of course, they don't get to ALL of the cryptids to ever creep, but they do cover: the Fresno Nightcrawler, Hogzilla, The Sandown Clown, Champ, the Monster of Dildo Pond, the Yukon Beaver Eater, the Lizard Man of Scape Ore Swamp, the Cactus Cat and Curupira! SHOW INFORMATION Hosted and produced by Nicole Mackie and Erin Saul Merch: Dude, That's F****d Up Store Patreon: Patreon.com/DTFUPodcast Facebook Page: @DFTUPodcast Facebook Group: Listeners of Dude, That's F****d Up Instagram: @DTFUPodcast Twitter: @DTFUPodcast YouTube: DTFUPodcast Website: DTFUPodcast.com Email: DTFUPodcast@gmail.com Music: The Hands of Stone Artwork: Brad Walters Design Subscribe: Spotify, Apple Podcasts, Stitcher, Google Podcasts --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/dude-thats-fd-up8/support
Hoje é Matinta Pereira contra Mapinguari!!!! E atenção que a história da Campainha voltou... mas dessa vez -finalmente - com seu desfecho macabro!! Por ocasião do Halloween nós nos reunimos aqui mais uma vez mas agora, contra a nossa própria vontade vamos acabar celebrando o Dia do Saci... Isso porque nós trouxemos nossos ouvintes que passam muito tempo dentro da floresta, e eles vão contar pra gente histórias de assombração e visagens tipicamente brasileiras, que envolvem cenários tupiniquins e entidades do folclore nacional Vocês nem queriam ser hipsters de cultura nacional e descolonização mas não vai ter jeito! Tá ouvindo aí e a memória coçou com aquela história de visagem e assombração da sua família?? Pois então manda pra gente sua história no email ouvinte@horadotexugo.com!Capricha nos detalhes que a gente lê ela aqui! Se você já estivesse no nosso grupo de Telegram poderia ter tido um spoiler das histórias desse episódio... mas calma que ainda dá tempo, aproveita e entra agora no nosso grupo de Telegram clicando aqui! Entra também no no nosso Instagram, por que não?? Nesse episódio: O verdadeiro horror japonês; O Kappa-Cu; Pavor de Mulher; Quem comemora dia das bruxas? Sequestrado no terreiro; Mórmons no Japão; Satanismo de galhofa; Você já foi enfeitiçado? O feitiço da nipo-brasileira; O grito de Matinta Pereira; Como evitar as visagens? Entidades canalhas; Minha Tia, a entidade; Pescaria em feriado santo; Um homem de palavra; A Casa mal-assombrada; Os sapato de satanás; Entidades politicamente perigosas; Como lidar com um saci? O Caso do Saci no morro; O caso do saci na oficina; Quem barganhou com o Saci? Rosto Rasgado; Convite para um banho; O diabo com muito apego pelas letras; O telefone atrás da porta; Não fecho com o Curupira; Como se livrar do Curupira? O mistério de Seu Tuneca; Linchamento de porco; O meia-oito de Matinta Pereira; O meu pai do sal; O dobrão da ilha da marambaia; Contos que se repetem pelo Brasil e além; O sargento polícia da ronda noturna; O Lobisomem da jaqueira; Perderam o respeito com o lobisomem; A volta da história da campainha; O índio capinador; Alguém me espia pela TV; As criaturas do limiar dos sonho; A Mapinguari do quilômetro 21 de Belém; Incursão na mata: A Mapinguari do Marajó; Pode uma índia de 50kg matar um Predador? ...e muito mas muito mais!!! Host: Scheid, o CEO. Bancada: Farinhaki, Punk Willians, Profeta, Atleta de Cristo, Tanaka e General Maciel.
Del disco 'Blending Amazonia', de Millenium Jazz Orchestra con la voz de Lilian Vieira, 'Povos indígenas', 'Mudança climática' y 'Flora e fauna'. Del disco de Daniel Santiago & Pedro Martins 'Movement' los cortes 'Curupira modernista' y 'Salamandra'. De 'Midnight alvorada', primer disco del brasileño afincado en España Pedro Rosa, las canciones 'Mãe', 'Como vai você?', 'Curio', 'Com a bola no pé' y 'Samba de um balaio'. Y de 'É o que a casa oferece', primer disco también del brasileño que vive en California Gabriel da Rosa, 'Jasmim parte 1', 'Jasmim parte 2' y 'Cachaça'. Escuchar audio
Daniel Santiago & Pedro Martins ('Curupira modernista'), Ivan Lins ('Renata Maria', 'The heart speaks' -con Dianne Reeves-, 'Rio' -con Jane Monheit-, 'Não ha porque'), Diego Figueiredo ('Malandrinho', 'Regards from Bahia', 'Mar aberto'), Sessa ('Canção de cura', 'Música', Helena') y Clélya Abraham ('The river'). Escuchar audio
Ney Rosauro nasceu no Rio de Janeiro em 24 de outubro de 1952. Iniciou seus estudos musicais em 1964. De 1972 a 1978 estudou composição e regência na Universidade de Brasília. Nesse período iniciou suas aulas de percussão em 1977 no Rio de Janeiro com Luiz Anunciação, percussionista da Orquestra Sinfônica Brasileira. É de Ney Rosauro a obra BRAZILIAN MYTHS for Percussion Quartet. - ou Mitos Brasileiros para Quarteto de Percussão. FAÇA PARTE DO CONVERSA DE CÂMARA COM O NOSSO PADRIM! Então entre na conversa! No Padrin.com.br você pode ajudar o Conversa de Câmara a crescer e seguir divulgando ainda mais a boa música da humanidade. Mostre que você tem um gosto refinado apoiando a gente no Padrim.com.br https://www.padrim.com.br/conversadecamara RELAÇÃO DE PADRINS Karollina Coimbra, Aarão Barreto, Gustavo Klein, Fernanda Itri, Eduardo Barreto, Ediney Giordani, Tramujas Jr, Brasa de Andrade Neto e Aldo França.
PODNINERS novo no ar! Nesse episódio 3 a alegria começa a voltar pra gente com um jogo que foi puro suco de 49ers. Então cola aí e vamo que vamo. Intro e fundo: QubeSounds > https://pixabay.com/users/qubesounds-24397640/ Fim: AlexGrohl > https://pixabay.com/users/alexgrohl-25289918/See omnystudio.com/listener for privacy information.
Olá e bem-vindos ao nosso podcast! Estamos animadas em compartilhar nossas ideias, conhecimentos e histórias com vocês. Este podcast é um espaço para discutir tópicos relevantes sobre o folclore brasileiro e trazer conhecimento através do nosso entendimento sobre o assunto. Ao longo dos episódios, conversaremos sobre uma duas lendas populares do folclore brasileiro, sendo elas conhecidas como: “Curupira” e “Saci-Pererê.”Além disso, também trouxemos para você, ouvinte, um breve resumo da série lançada na Netflix “Cidade Invisível.” Acreditamos que o podcast é uma ótima maneira de aprender e se inspirar, sendo assim, é com muita honra que apresentamos o podcast “BIV” para todos vocês! Então, obrigado por se juntar a nós nesta jornada e espero que vocês aproveitem o conteúdo e consigam se inspirar através dele! *Este podcast foi criado, elaborado e produzido pelos estudantes do segundo ano do Ensino Médio na Escola S Blumenau, em 2023. As aulas de Mídias Digitais são uma unidade curricular do STEAM e permitem que os estudantes desenvolvam habilidades voltadas à criação de roteiro, edição de áudio e design. O objetivo geral é compreender o funcionamento de diferentes linguagens e práticas culturais. Estamos na 3ª edição do projeto.
Para ouvir e ler mais historinhas, acesse o Imagina Só App aqui!Conheça a história do guardião da floresta!Esses e outras histórias estão na coleção Floclore do Imagina Só App.Peça para algum adulto que esteja com você acompanhar a gente lá no Instagram em @imaginaso.oficial!
O Curupira teve um pesadelo terrível: caranguejos mecânicos assustadores e barulhentos destruíam a sua amada Amazónia! Uma divertida história do folclore brasileiro.
It's the backwards backwards backwards and it's a ginger oh my goodness what a skootch!Support this podcast at — https://redcircle.com/cozy-cryptid/donationsAdvertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Cheios de saudosismo, Ribas e Léo batem um papo sobre as lendas e mitos do Folclore Brasileiro! Vem ouvir! Este episódio é parte 1 de 2. === APOIE O PARANORMAL FM ===Quer se tornar um apoiador deste projeto e nos ajudar a continuar melhorando a qualidade, além e se tornar uma peça importante na viabilização muitos outros projetos em diferentes mídias? Entre no nosso Apoia-se e faça parte da família Paranormal FM!https://apoia.se/paranormalfm === Siga Paranormal FM nas redes sociais === Instagram, Twitter e Facebook: @ParanormalFMEmail: paranormalfmpodcast@gmail.comSiga e avalie o Paranormal FM nas plataformas de streaming!Apresentação: Fernando Ribas e Leonardo MarquesVinhetas e Formato: Fernando RibasEdição: Athelas Soluções em Áudio para PodcastsNarração: Camillo BorgesPautas: PH Carvalho
Una gita sulle Dolomiti un po' faticosa. Desideri e promesse. Un essere con i capelli di fuoco e i piedi al contrario che protegge le foreste. LENDAS è un podcast scritto e ideato da Loretta da Costa Perrone. Musiche originali, sigla e Sound Design di Giuliano Dottori. Prodotto e registrato a Jacuzi Studio, Milano. Bibliografia - Alves J. C., Abecedário do Folclore brasileiro, Edições Sesc, São Paulo, 2017 - Biondetti L., Dizionario di mitologia classica Dèi, eroi, feste, Baldini e Castoldi, Milano, 1999 - Boris F., História do Brasil, Ed.Usp, São Paulo, 2006 - da Câmara Cascudo L., Antologia do folclore brasileiro (vol. I e II), Global Editoria, São Paulo, 2003 - da Câmara Cascudo L., Dicionário do Folclore Brasileiro, Ediouro, Rio de Janeiro, 2005 - da Câmara Cascudo L., Geografia dos Mitos Brasileiros, Global Editoria, São Paulo, 2002 - de Anchieta J., Carta de São Vicente - de Oliveira Leoncio C - Vida Roceira: contos regionaes - Lobato Monteiro, O Saci Pererê - Resultado De Um Inquérito, 2008 - Lobato Monteiro, O Saci, 1921 - Lobato Monteiro, O Sítio do Picapau Amarelo - Pinto Estevão, Os Indígenas do Nordeste - Organização e Estrutura Social Dos Indígenas do Nordeste Brasileiro (Tomo 2), Companhia Editora Nacional, 1938 - Sady Doyle J. E., Il mostruoso femminile. Il patriarcato e la paura delle donne, Edizioni Tlon, 2021 - Soler i Amigó J., Enciclopèdia de la fantasia popular catalana - Vieira Couto de Magalhães J., O Selvagem
Histórias narradas para você ouvir com os seus filhos. Uma ação do Programa Conta Pra mim, do Ministério da Educação (MEC).
Antônio Augusto Ramos Silva
Camilla De Souza Maielo, 2° Ano.
Daniel Valente, 2° Ano.
Pietro Araújo Carvalho, 2° Ano.
This week we cover Curupira, Ceasg, Nuckelavee, Gashadokura, and Mither O'the Sea. We're kind of all over the place, but it works so let us know what you think.
A grotesque demon in the Amazon is a powerful defender of the jungle, and a wily shapeshifter with two simple rules. Disobey them, and you'll lose much more than your path. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
NIGHT AIR: SHIFTING SANDS Félix Blume – Desierto 22 April 2022 – OT301, Amsterdam, The Netherlands Félix Blume's talk and ‘Desierto' (2021, 24') listening session transported the audience to Altiplano Potosino in central Mexico, a major gold and silver mining hub. Commissioned by ARTE Radio, the piece is filled with recordings from these elevated plains, emphasising that the desert, far from being hostile, is prolific with life. In the audiovisual work and installations of sound artist and engineer Félix Blume, listening emerges as a core tool, a means to encourage the awareness of the imperceptible, and as an act of encounter with others. Blume's artistic practice is often collaborative, working with communities and using public space as a context within which to explore and present work. Intrigued by myths and their contemporary reinterpretations, he hones in on human dialogues with both inhabited natural and urban environments, tuning into what voices can say beyond words. Blume's pieces have been broadcasted by radio stations around the world. A recipient of the Paysage Sonore Prize for the video piece ‘Curupira, Creature of the Wood' (2018), Blume was also presented with the Pierre Schaeffer prize for ‘Los Gritos de México' (2015) at the Phonurgia Nova Awards. He has participated in festivals and exhibitions including LOOP Barcelona, Ex Teresa, Arts Santa Monica, CTM, Thailand Biennale, IFFR, etc. Blume resides between France, Mexico, and Brazil. Digging into the relationship between sand, the history of pollution, and economy, Shifting Sands featured an audiovisual work by Félix Blume, talks from scholars Jeff Diamanti and Michaela Büsse, as well as films from Enar de Dios Rodríguez, Maika Garnica, Ans Mertens and Yanjin Wu. In the latter part of the evening, artist Farzané delivered a performance of ‘LÖSS', before DJs Femi, TAAHLIAH, Snufkin, and Europa took over for the night. More information about Shifting Sands and its participants can be found at sonicacts.com/discover/night-air-shifting-sands NIGHT AIR Night Air is a series of Sonic Acts events that aim to make pollution visible by bringing forth the various side-effects of modernity: from exploitation of people and resources to perpetual inequalities brought about by the destruction of the environment and common land – in other words, capitalist practices that shape both our environment and human-nonhuman relations. CREDITS Curation & production: Sonic Acts Design: Toni Brell https://tonibrell.de Video editing: Marie Debarbieux https://mariedebarbieux.wixsite.com Sound mastering: Poul Sven de Haan http://faboem.nl
Did you miss out on ordering the BTS Meal at McDonalds? Live what could have been if you had split 10 chicky nuggiez with the trio on our way to Brazil where we head into the woods to meet the backwards footed Curupira. Keira shares a marriage announcement, Grim tells us how to avoid ending up like Old Yeller, and Felicia veers off the beaten path. Content Warnings: Strong Language, Body Horror, Sexual Content Links That Do Good: World Wildlife Fund: https://www.worldwildlife.org/ The Rainforest Trust: https://www.rainforesttrust.org/ Save Sacred Land in Haiwii: http://chng.it/MV98Xgrx4V Walrus from Space: https://geohive.maxar.com/walrus/register Lead Researcher: Keira Audio Editor: Felicia Cover Art: Becca Music: Loyalty Freak Find us on Twitter: @TheCryptSisPod Instagram: @TheCryptidSisters Email: TheCryptidSisters@gmail.com Love our content? Want more? Swing on over to Patreon (https://www.patreon.com/TheCryptidSisters) to watch fun videos, hear bonus material, and get access behind the curtain for as little as $1 a month! Have a body? Need Clothes to cover it? Become a billboard for your favorite podcast by visiting our merch store (https://www.bonfire.com/store/the-cryptid-sisters/)
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In this episode, Louise talks to you about Curupira, the Brazilian folklore mysterious character that protects the forests. He's on the new Brazilian Netflix show "Invisible City", which we talked about in our first episode. And... when you hear a high-pitched whistle or eventually see a backward feet man in the woods, you better don't mess around. Would you like to improve your conversation skills in Portuguese? GET A $5 PORTUGUESE LESSON: info@papovai.com Subscribe to PapoVai in your favorite podcast app! We're from Brazil. We make videos, a podcast, and we write texts to help you to learn the language. Also, we bring you Brazilian culture, history, cinema, literature, and music - all you need to get immersed and learn the language from authentic content. We need your support and there are many ways you can do that! Follow us on Instagram: www.instagram.com/papovai_/ Subscribe to our YouTube channel: https://bit.ly/3sufmSs We post daily Shorts and all of our podcast episodes are subtitled. Also, videos are coming soon. Get updated about our project on www.papovai.com #papovai #brazilianportuguese #learnportuguese #portugueselesson #brazilianexpressions #howtosay #inportuguese
Com a popularização cada vez maior de obras cinematográficas, séries, livros e quadrinhos, inúmeros autores buscaram adaptar as histórias da cultura de diversos países. Desde crianças, assistimos obras protagonizadas por Hércules e o panteão grego, lemos histórias em quadrinhos da Marvel com Thor, o deus nórdico dos trovões ou até obras mais variadas com deidades hindus, egípcias, chinesas e de tantas outras culturas ricas em suas cosmologias e cosmovisões. Apesar de não ser tão difundido na cultura pop mundial, a cultura brasileira é tão plural e interessante quanto a de outros povos. Você com certeza já ouviu falar de histórias do Boitatá, do Curupira, do Saci Pererê, da Caipora e outros tantos outros seres. Mas agora, com a série da Netflix “Cidade Invisível”, não só nós brasileiros podemos ver uma trama mais densa com essas temáticas, como também pessoas de todo o mundo. Então, seja bem-vindo à Cidade Invisível! Embarcamos no episódio de hoje com os investigadores Andrei Fernandes e Jey junto com os convidados Sâmela Hidalgo, Fernanda Talarico e Andriolli para discutir sobre a nova produção brasileira disponível em stream.
Todo mundo já brincou de andar ao contrário algum dia… e não é fácil! Agora, imagine se todos os nossos passos fossem andando para trás. O que aconteceria? Para desvendar esse mistério e contar sobre a lenda do Curupira, que tinha os pés para o lado invertido, convidamos o especialista em folclores Andriolli Costa!